Lucas Lopes 15º na Volta a França do Futuro
Pelo segundo ano consecutivo, Lucas Lopes situou-se ao nível dos melhores sub-23 do mundo na Volta a França do Futuro. Paul Seixas deu o título à França.
Na maior montra mundial de talento sub-23, a Volta a França do Futuro, Lucas Lopes mostrou que o ciclismo português continua capaz de competir com as maiores nações e nos maiores palcos.
Depois de em 2024 ter terminado a prova na 12ª posição, o corredor natural da Póvoa de Varzim provou que nada do que aconteceu foi por acaso e regressou ao convívio dos grandes do pelotão jovem concluindo no 15º lugar.
Para isso teve que apertar no último dia de prova, uma jornada dupla com 41,6 km em linha pela manhã e cronoescalada à tarde, ambas em La Rosière, nos Alpes.
Lucas Lopes foi 22º na etapa em linha e saltou de 18º a 19º na geral; na cronoescalada esteve melhor e ganhou mais duas posições fechando no top 15 do Tour de l’Avenir. Pela seleção nacional terminaram ainda Rafael Barbas (44º), Gonçalo Tavares (55º) e João Martins (86º).
“Havia muito mais nível este ano que no ano passado, estou bastante contente com a minha prestação. O setor da manhã não me correu tão bem, mas à tarde rematei bem no contrarrelógio.”
Lucas Lopes ao TopCycling.
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Poveiro não tem propostas
O atleta da Rádio Popular-Paredes-Boavista dá continuidade aos triunfos no Nacional de contrarrelógio em sub-23, Volta a Portugal do Futuro e classificação da juventude na Volta a Portugal.
Tínhamos projetado que, em França, a narrativa podia ser Portugal contra a geração do WorldTour e não nos enganamos. Do top 15, só Lucas Lopes não está no radar de uma estrutura profissional.
É certo que não sabemos aonde vão correr o alemão Max Bock (8º; atualmente na Groupama-FDJ Continental), o australiano Luke Tuckwell (10º; atualmente na Red Bull Rookies) nem o suíço Jan Huber (11º), de quem se diz que irá para a Tudor, mas todos circulam pela via rápida do profissionalismo. O TopCycling sabe que, por agora, o poveiro não tem propostas para subir de escalão.
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Foto: Quentin Joly
Vitórias de dois fenómenos na alta montanha
O último dia ficou marcado por vitórias de dois fenómenos na alta montanha: belga Jarno Widar ganhou a etapa 6A, enquanto na cronoescalada (etapa 6B) foi Paul Seixas que se impôs.
O campeão mundial com raizes portuguesas juntou o título na classificação geral ao triunfo em La Rosière. A França não vencia o Tour de l’Avenir desde David Gaudu, em 2016.
À entrada para o último desafio o líder era o colega de Seixas, Maxime Decomble, que caiu ao 5º posto da classificação geral. No pódio, ao lado do francês da Decathlon Ag2r, ficaram o belga Jarno Widar (da Lotto) e o norueguês Jorgen Nordhagen (da Visma Lease a Bike).
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