Estreia de Evenepoel pela Red Bull pode ser no Algarve

Estreia de Evenepoel pela Red Bull pode ser no Algarve
Dan Bigham, engenheiro-chefe da Red Bull, testou no túnel de Catesby, em Birmingham, uma tecnologia exclusiva da Fórmula 1. Foto: George Marshall / Red Bull Content Pool

Rumo ao Tour de France, Remco Evenepoel hesita entre Algarve e UAE para a estreia pela Red Bull. Antecipamos o calendário do campeão mundial de contrarrelógio.

Entrevista interessante a que Johan Museeuw fez a Remco Evenepoel durante a gala que premeia o melhor ciclista do ano na Bélgica e na qual o ciclista da Red Bull-Bora-hansgrohe confirmou que pode regressar à Volta ao Algarve.

O corredor de 25 anos, que deixou a Quick-Step após sete épocas, regressa em breve à Comunidade Valenciana para iniciar a preparação tendo em vista o ano de 2026.

Em Calpe, onde passa longos períodos a treinar devido ao tempo seco e aos invernos amenos, o tricampeão da Algarvia vai afinar o motor antes do estágio da equipa em Palma de Maiorca, entre 9 e 19 de dezembro.

O objetivo é rapidamente entrar em ação na nova época e entrar na dinâmica da Red Bull-Bora-hansgrohe. Será a equipa a decidir entre Algarve e UAE Tour.

“Preciso de me habituar aos novos colegas o mais depressa possível. E vice-versa. Nesse sentido, será importante poder fazer o Paris-Nice e/ou Volta à Catalunha com eles. Assim que o percurso do Giro for apresentado tomaremos decisões.”

Evenepoel ao HLN.

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Dan Bigham, engenheiro-chefe da Red Bull, testou no túnel de Catesby, em Birmingham, uma tecnologia exclusiva da Fórmula 1.
Foto: George Marshall / Red Bull Content Pool

Não descarta correr Milão-Sanremo ou Volta à Flandres

Por agora, há dois caminhos possíveis a seguir durante a época e foi o próprio Remco Evenepoel que os propôs a Ralph Denk, CEO do projeto germânico.

“Tenho um plano A e um plano B em cima da mesa. O primeiro inclui a campanha de clássicas, o segundo o Giro. Baseado no percurso do Giro, que será apresentado em breve, vamos analisar internamente o que é possível fazer em termos de treino. Também mantemos o Campeonato do Mundo no final da época em mente porque quero lá estar no meu melhor. Por isso, após o Tour, vou desligar a ficha e através dos GP de Quebec e de Montreal, entre outros, preparar as corridas canadianas do arco-íris.”

Evenepoel ao HLN.

Para as clássicas da primavera não descarta correr Milão-Sanremo ou Volta à Flandres. “Desde que não seja às custas da preparação ideal para o Tour”, adianta o belga, que sabe que sem treinar especificamente fica com menor margem de erro para obter um bom resultado.

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Foto: Dario Belingheri/Getty Images

O primeiro a vencer quatro Mundiais consecutivos

É curioso que quando fala de regressar ao Tour de France a reaçao de Evenepoel não é imediatamente confirmar a presença na prova. O 3º classificado de 2024, que não concluiu a edição passada, admite que o objetivo a longo prazo é ir, “mesmo que não seja ainda 100 por cento certo”.

O percurso da prova francesa, apresentado em outubro, prevê cinco finais em alta montanha e apenas nove quilómetros planos de contrarrelógio individual. O destaque vai para duas chegadas no Alpe D’Huez, em vésperas da chegada a Paris.

“É um pouco atípico para o Tour. Difícil. Um pouco de tudo em todo o lado, mas interessante. Vai ser mais um desafio divertido, mas há outros objetivos importantes.”

Evenepoel ao HLN.

Entre essas metas que coloca no horizonte está o Campeonato do Mundo, que em 2026 será no Canadá, no circuito do GP de Montreal. O tricampeão de contrarrelógio aspira a ser o primeiro a vencer quatro Mundiais consecutivos e, assim, igualar o número de vitórias de Tony Martin e de Fabian Cancellara.

Foto: George Marshall / Red Bull Content Pool

Tecnologia da Fórmula 1

Enquanto os corredores desfrutam de férias a Red Bull – BORA – hansgrohe e a Specialized trabalham para otimizar a performance no contrarrelógio.

No túnel de Catesby, em Birmingham, cuja história contámos num artigo recente, a formação germânica testou com tecnologia da Fórmula 1: Velocimetria por Imagem de Partículas.

Com equipamento dos especialistas em medições, LaVision, foi possível visualizar o fluxo de ar e elevar a aerodinâmica a um novo nível já que, pela primeira vez, o movimento do ar à volta do ciclista e da bicicleta foi capturado em detalhe, usando milhões de microscópicas bolhas de hélio iluminadas por lasers.

Os dados obtidos permitem ao engenheiro-chefe da Red Bull, Dan Bigham, afinar modelos que simulam a resistência provocada pelo ar e entender o porquê de em determinadas circunstâncias se andar mais ou menos rápido.

Tour de France 2026 – Percurso e todas as etapas

Foto: George Marshall / Red Bull Content Pool

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