Remco Evenepoel ganha asas Red Bull-Bora-hansgrohe

Acordo entre Soudal Quick-Step, Remco Evenepoel e Red Bull-Bora-hansgrohe alcançado. Belga assina já em 2026!
Com o contrato a acabar em 2026 e sem vontade de renovar, Remco Evenepoel foi alimentando os rumores que o colocavam no radar da Red Bull-Bora-hansgrohe. Agora a transferência está confirmada!
Em vez de reter o corredor mais um ano, a Soudal Quick-Step liberta o craque graças a um acordo a três partes. Não se sabe a duração nem o valor do contrato, muito menos quanto pagou a equipa germânica à rival belga.
“O Remco representa a ambição. Ele não quer apenas competir, quer marcar o ciclismo. Traz não apenas talento atlético excecional, mas também mentalidade admirável. A determinação, profissionalismo e inscansável persistência para triunfar são verdadeiramente inspiradoras.”
Ralph Denk, CEO da Red Bull-Bora-hansgrohe em comunicado.

Foto: Getty Images
Rendimento global espetacular
A operação vai muito além do ativo principal. Evenepoel continuará a ser embaixador da Specialized e levará para a nova equipa o bloco de confiança: o colega Mattia Cattaneo, o diretor Klaas Lodewyck, o massagista David Geeroms, o mecânico e primo Dario Kloeck.
A Red Bull já tinha começado a preparar a chegada do ciclista contratando o antigo selecionador da Bélgica, Sven Vanthourenhout, e prescindindo de Rolf Aldag.
O belga de 25 anos deu a vitória 1000 à Soudal Quick-Step durante o Tour de France e teve um rendimento global espetacular: campeão mundial e olímpico de contrarrelógio e de estrada, vencedor da Vuelta a Espanha, pódio no Tour de France e duas edições da Liège-Bastogne-Liège,
No total são 62 vitórias em sete épocas na estrutura belga, na qual passou a profissional em 2019 após vencer o Mundial júnior em Innsbruck, Áustria.
Vídeo: TopCycling com a Specialized Tarmac S-Works SL8 de Evenepoel

Créditos: Dario Belingheri/Getty Images
109 corredores e mais de 1000 vitórias
A Wolfpack procura novo líder, situação que já viveu com a saída de outras estrelas.
O primeiro Monumento foi a Milão-Sanremo com Paolo Bettini, depois veio a era de Tom Boonen que deu outros sete, entre eles três Voltas à Flandres e quatro Paris-Roubaix. Ao sprint Marcel Kittel teve um período de ouro vestindo o maillot da Quick Step, enquanto classicómanos como Philippe Gilbert e Julian Alaphilippe protagonizaram momentos inesquecíveis a Patrick Lefevere.
Coincidência ou não, após a saída do antigo líder acontece uma saída que marca profundamente a Quick Step.
Ao todo foram 109 corredores e mais de 1000 vitórias em 23 anos de atividade da maior equipa da Bélgica.