Vento de frente no ciclismo espanhol castiga portuguesas

Vento de frente no ciclismo espanhol castiga portuguesas

Profissionalização avança em 2024 e só Daniela Campos e Vera Vilaça têm equipa Continental. Maria Martins sai do WorldTour.

O ciclismo feminino vive um período sensível. O crescimento do WorldTour está em velocidade cruzeiro, mas fora do máximo escalão o “frio” é tal que equipas e corredoras estão a bater o dente.

Espanha e França estão a tentar modificar o cenário e em 2024 avançaram com legislação específica que obriga as equipas profissionais a serem mesmo profissionais.

Até agora, a realidade do ciclismo do país vizinho era mais amadora do que profissional, mesmo que no início da temporada de 2023 tivessem a Movistar no WorldTour e oito Continentais.

A sub-23 de primeiro ano Marta Carvalho troca a Extremossul pela Rio Miera em 2024.
Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo

Impacto sente-se nas provas WorldTour

Se 2024 era um teste à solidez do ciclismo espanhol, o resultado foi a implosão do pelotão. A Movistar continua forte, mas na divisão abaixo só se mantêm Eneicat – CMTeam – Seguros Deportivos e Laboral Kutxa.

Porquê? Porque a maioria não cumpriu os requisitos impostos pela Real Federação Espanhola de Ciclismo: corredoras com contratos de trabalho, diretores com máxima titulação da UCI e estrutura permanente.

Em muitos casos isto significava duplicar o orçamento face a 2023 pelo que Farto BTC, Massi Tactic e Rio Miera Cantábria Deporte passaram de Continentais a amadoras, enquanto a histórica Bizkaia Durango e a Sopela desapareceram. Em maio já a Zaaf tinha fechado portas por incumprimentos salariais. Não é claro em que escalão se inscreveu a Soltec, que contratou a campeã da Volta a Portugal, Valeria Valgonen.

Para estas equipas o impacto sente-se nas provas WorldTour, ficando excluídas da Vuelta, por exemplo. No entanto, continuam a poder correr eventos ProSeries e não terão grandes restrições nas categorias abaixo.

Maria Martins aponta a Paris 2024 à espera de encontrar equipa.
Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo

Daniela Campos e Vera Vilaça sobrevivem à razia

Ao longo dos anos algumas portuguesas têm passado por Espanha já que por cá o ciclismo feminino ainda está mais atrasado. Isso leva as ciclistas a correrem a troco de ajudas de custo, material e um calendário mais competitivo.

Em 2023 houve seis atletas em equipas continentais espanholas e quatro até correram a Vuelta. O TopCycling contactou todas as atletas e averiguou que Vera Vilaça vai manter-se numa Continental UCI europeia e só aguarda que o anúnico seja público, já Daniela Campos sañta para a Eneicat – CMTeam – Seguros Deportivos mantendo-se em Espanha.

Beatriz Roxo e Beatriz Pereira encontram-se na Rio Miera, onde também vai correr Marta Carvalho, que integra a equipa sub-23. Da Soltec saem Mariana Líbano – para a Efapel de Tiago Machado – e Sofia Gomes – para o Cantanhede Cycling.

Fora do âmbito espanhol, mas entre as emigrantes do ciclismo português, está Maria Martins que saiu da Fenix-Deceuninck e procura equipa. O objetivo da ribatejana é ir aos Jogos Olímpicos de Paris – após ter sido 7ª no omnium em Tóquio – por isso iniciou a época ao serviço da seleção nacional de pista na preparação para o Europeu de Apeldoorn (10-14 de janeiro).

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