Jumbo põe a fasquia do WorldTour nas 70 vitórias

Jumbo põe a fasquia do WorldTour nas 70 vitórias

Jumbo estabelece marcas históricas no ciclismo em 2023 e UAE ganha o WorldTour. Qual foi a melhor equipa da época?

Antes de mudar de nome para Visma-Lease a Bike, a atual estrutura da Jumbo-Visma fechou 2023 com mais uma série de triunfos no Tour de Guangxi.

Graças à vitória de Milan Vader na etapa rainha e na geral individual, além de duas etapas ao sprint conquistadas por Olav Kooij na prova chinesa, a Jumbo-Visma chegou às 70 vitórias!

É o melhor número desde o ano de ouro da QuickStep em 2018 (72 vitórias). A Jumbo-Visma igualou outra marca que a formação belga alcançou nesse ano: 38 triunfos em corridas WorldTour!

Deve ser especial acabar a época vencendo com Milan Vader, um corredor que renasceu após uma grave queda na Volta ao País Basco que o manteve duas semanas em coma induzido em 2022. Recordemos que o neerlandês fez a transição do mountain bike para a estrada após fechar top 10 nos Jogos Olímpicos de Tóquio no XCO.

Vingegaard foi o Jumbo mais rentável no ranking UCI 2023 com 6304 pontos.
Créditos: Bram Berkien

UAE venceu o ranking WorldTour

À tripla inédita nas grandes Voltas somemos a Gent-Wevelgem e a Através da Flandres de Christophe Laporte, o triunfo de Wout Van Aert em Harelbeke ou o de Dylan van Baarle na Omloop Het Nieuwsblad.

É a primeira vez que a Jumbo-Visma – nas suas diferentes identidades – passa das 50 vitórias em 40 épocas anteriores!

Perante estes dados como é que a UAE venceu o ranking UCI? O segredo esteve no fundo do armário, isto é, dos 20 atletas que pontuam, os 10 menos pontuados da UAE somaram 611 pontos em média enquanto na Jumbo a média foi de 309 pontos (6116 vs. 3017 pontos no total).

A época da UAE foi coletivamente forte, mas perder o Tour de France pelo segundo ano consecutivo torna tudo agridoce. As 57 vitórias são recorde da estrutura e é certo que a UAE venceu o ranking WorldTour… mas a sensação é de que a melhor equipa do mundo ficou na 2ª posição.

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Quick-Step em “crise” ainda rende acima da média

Falou-se de fusão com a Jumbo-Visma e do desaparecimento da equipa, mas o projeto Quick-Step tem bases sólidas e ADN ganhador.

Em 10 das últimas 12 épocas a formação belga passou a barreira das 50 vitórias. Este ano a Quick-Step voltou às 58 vitórias e foi a terceira melhor equipa neste ranking particular; isto mesmo sem ganhar uma clássica do pavé no WorldTour desde a Volta à Flandres de Kasper Asgreen, em 2021.

Alicerçada em Remco Evenepoel – 12 vitórias – que teve como pontos altos a Liège e o título mundial de contrarrelógio, a Quick-Step construiu uma época sólida com triunfos nas três grandes Voltas, 23 vitórias no WorldTour e 12 provas de um dia.

É caso para dizer que uma Quick-Step em “crise” ainda rende acima da média.

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