João Almeida a caminho do Giro: Há sinais de alarme?

João Almeida a caminho do Giro: Há sinais de alarme?
Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga

João Almeida vai liderar a UAE Emirates – XRG no Giro D’Italia, mas a aproximação à primeira grande volta do ano não correu como o português desejaria

As corridas de aproximação ao Giro D’Italia deixaram uma certeza e algumas incógnitas para os fãs de ciclismo: Jonas Vingegaard parte como o claro favorito à maglia rosa, depois de triunfos dominadores no Paris-Nice e na Volta a Catalunha; João Almeida, por outro lado, ainda não conseguiu mostrar a sua melhor forma em 2026.

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Créditos: LaPresse

João Almeida volta a tentar o Giro D’Italia

O português entrou em 2026 com o estatuto de um dos melhores líderes em corridas por etapas do mundo, depois de um tremendo 2025 onde venceu três classificações gerais de corridas WorldTour. Começou com um segundo lugar na Comunidade Valenciana, no arranque da temporada, e bateu-se de frente com Ayuso e Seixas no Algarve, onde terminou na terceira posição.

Não correu o Paris-Nice por doença, que também o forçou a falhar vários dias de treino. Na Volta à Catalunha, pareceu longe do melhor nível, o que até podia ser explicado por uma queda na quinta etapa, não fossem as palavras do “bota-lume” no último dia de corrida:

Não me sinto muito bem na bicicleta, nesta altura. Talvez precise de descansar, perceber o que se passa de errado comigo e continuar a trabalhar no duro (…) já me sentia assim antes de começar. Talvez precise de fazer alguns exames e e algumas análises. Terei de ver com a equipa médica“.

João Almeida

Créditos: Volta a Catalunya

Se há sinais para alarme ou não, apenas João Almeida poderá responder. A verdade é que, depois de duas demonstrações positivas no início da temporada, o português esteve doente e caiu, o que pode ter tido um impacto negativo na performance.

As indicações são de que vai para altitude com a equipa em abril, e, ultrapassados os problemas físicos, a expetativa é de que volte ao nível de 2025 para lutar pelo Giro D’Italia.

Interessante notar, também, que nem sempre os resultados na aproximação a uma grande volta contam toda a história. Em 2025, Isaac Del Toro foi 19º no Tirreno-Adriatico e 15º no País Basco antes de terminar em segundo no Giro. Simon Yates, o vencedor, foi 14º no Tirreno e 9º na Catalunha.

O próprio João Almeida não tem por hábito vencer antes do Giro: só o fez por uma vez, na quarta etapa da Catalunha em 2022, o ano em que não terminou a grande volta italiana devido ao Covid.

Foto: LaPresse

Jonas Vingegaard parte como favorito

O dinamarquês da Visma | LAB continua num patamar isolado no ciclismo mundial, entre Tadej Pogacar e todos os outros que correm por classificações gerais.

Parte como grande favorito para vencer o Giro e completar a triologia de grandes voltas aos 29 anos, no que seria o quarto ano consecutivo a vencer uma prova de três semanas. Depois de falhar o UAE Tour por doença, tem o currículo imaculado com vitórias no Paris-Nice e na Volta a Catalunha, e um par de etapas em ambas as corridas.

Depois das vitórias, vai fazer um estágio de altitude e não corre mais até à Grande Partenza. As palavras que deixou depois da Catalunha são de assustar os rivais:

A minha forma está boa, mas ainda não estou no meu melhor. Por isso estou otimista para o Giro, para estar a um nível muito alto lá. Para ser honesto, ainda consigo melhorar, pelo menos é o que achamos. Mas claro, o tempo dirá

Jonas Vingegaard

Foto: Volta a Catalunya

Há outros nomes fortes confirmados para dar luta ao duo luso-dinamarquês que discutiu a Vuelta em 2025. Giulio Pellizzari foi terceiro na Comunidade Valenciana e no Tirreno-Adriatico, e ataca o Giro com o vencedor de 2022, Jai Hindley.

Richard Carapaz não tem resultados de destaque esta época, mas também não os tinha no ano passado, antes de terminar no pódio da corsa rosa pela terceira vez na carreira. Derek Gee-West estreia-se a liderar a Lidl-Trek em grandes voltas, depois de um arranque discreto em 2026.

Haverá outros nomes a destacar, com atenção especial para o de Afonso Eulálio, que volta ao Giro, onde já foi rei do Mortirolo, depois de já somar algumas exibições muito positivas em 2026. O contingente português ainda conta com Nelson Oliveira e António Morgado.

Foto: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency

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