Chegam Van der Poel e Puck, mas como tem sido a época de ciclocrosse?

Chegam Van der Poel e Puck, mas como tem sido a época de ciclocrosse?
Foto: Flanders Classics

A época de ciclocrosse vai subir de nível este fim de semana em Namur, com as estreias de Mathieu van der Poel e de Puck Pieterse, atletas da Alpecin-Deceuninck

É um aperitivo para o que virá no período de Natal e Ano Novo, o pico da temporada com 12 provas em 21 dias e no qual teremos o primeiro frente a frente entre Van der Poel e Wout Van Aert (Visma), em Antuérpia, dia 20.

Créditos: UCI CX World Cup

Até lá há muito para ver, mas é preciso entender que já muito aconteceu este ano. Toon Aerts (Deschacht) ganhou o Europeu batendo por surpresa Thibau Nys (Baloise Glowi Lions), que tem sido o dominador da Taça do Mundo com vitórias em Flamanville e em Tabor.

Na última ronda o belga foi treinar com a Lidl-Trek para a Comunidade Valenciana, abrindo a porta a Michael Vanthourenhout na lama de Terralba. O homem da Pauwels Sauzen não vencia desde os Superprestige de Ruddervoorde e Overijse.

Há muito que não se viam corridas tão equilibradas: pela primeira vez desde o início da época de 2015 (Koksijde, Namur, Heusden-Zolder) três corridas da Taça do Mundo foram ganhas com menos de 0:10 segundos de margem entre 1º e 2º.

O outro nome próprio da época é Joris Nieuwenhuis (Ridley), que já tem três triunfos e lidera o Troféu X2O.

Quanto a Niels Vandeputte, colega de Van der Poel, sem ter ganho provas importantes lidera o Superprestige deixando a sensação de não estar ali mesmo nível dos demais.

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Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency

Território dominado por Lucinda Brand

Se do lado masculino a notícia é o regresso do campeão mundial Van der Poel, no pelotão feminino temos Puck Pieterse de volta.

A campeã da Flèche Wallone, que partilha com o colega o sucesso multidisciplinar, prepara-se para entrar num território dominado por Lucinda Brand (Baloise Glowi Lions).

A veterana de 36 anos ganhou nove corridas em 11 disputadas e nem o falecimento da mãe a deitou abaixou em Flamanville. Folgou em Terralba e quem aproveitou foi Aniek van Alphen (Seven Racing), que se estreou a ganhar na Taça do Mundo e lidera a classificação.

Foto: Flanders Classics

A tudo isto assiste à distância a campeã mundial, Fem van Empel, que tem estado a treinar em Espanha após um início de época tremido e sem data de regresso.

Entretanto, outras referências voltaram à ação. Ceylin del Carmen Alvarado abriu a época em Flamanville – após lesão no joelho – e foi 3ª, mas em Terralba abandonou deixando dúvidas no ar.

Shirin Van Anrooij também voltou, neste caso após dois anos e um calvário de lesões. Foi 16ª em Tabor, partindo da última fila, e tem vindo a subir de forma (6ª em Flamanville e 3ª Terralba); atenção a Van Anrooij que vai correr o Mundial em casa, em Hulst, na Zeeland.

Na ausência das “grandes” aproveitou para crescer Sara Casasola, que bateu Brand no Superprestige de Overijse. Depois caiu no Europeu (4ª) e ficou doente logo depois; voltou com um 2º posto em Tabor e um 5º em Terralba.

A outra mulher em foco desde o arranque da época é Inge van der Heijden, colega de Casasola na Crelan-Corendon. Foi a grande supresa ao vencer o Europeu contra Brand e já leva seis pódios.

Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC

Há quem aproveite para estagiar com as respetivas equipas de estrada nas próximas semanas e não faça Namur tendo em conta a sobrecarga que por aí vem no Natal e no Ano Novo.

É este o cenário que Mathieu van der Poel e Puck Pieterse vão encontrar no regresso ao ciclocrosse.


Créditos da fotografia de destaque: Flanders Classics

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