Ayuso ou Almeida? Estrada define líder na Vuelta

Ayuso ou Almeida? Estrada define líder na Vuelta

Juan Ayuso 3º e João Almeida 5º em 2022 aspiram a liderar a UAE-Emirates na Vuelta. Espanhol quer bloco coeso para derrotar a Jumbo-Visma.

Não há líder único na UAE-Emirates para a presente edição da Vuelta a Espanha, aliás, só Juan Ayuso e João Almeida compareceram na conversa com os jornalistas para a antevisão da corrida. São eles os porta-vozes da equipa que não vence uma grande Volta desde o Tour de France de 2021!

O corredor nascido em Barcelona – ponto de partida da Vuelta – e criado em Jávea (Comunidade Valenciana) passou meio ano a recuperar de uma tendinite no tendão de Aquiles que o manteve sem competir até final de abril.

A preparação foi a possível para quem perdeu tantos meses de competição: três semanas em altitude antes da Clássica de San Sebastián e mais 20 dias após a corrida basca, que foi ganha por Remco Evenepoel, campeão em título da Vuelta.

“Gostava de ter corrido mais, mas não pude. Não ter corrido na primeira parte da época pode-me ajudar agora, talvez não tanto na primeira semana, mas na última. A hierarquia será a estrada a definir. Há equipas muito fortes e quando mais temos que estar unidos é agora para superar os Jumbo no mano a mano porque é provável que sejam superiores, mas creio que um de nós pode terminar acima deles.”

“Mentalmente a lesão fortaleceu-me”

Juan Ayuso não gosta de perder tempo. Aos 19 anos estreou-se em grandes Voltas e subiu logo ao pódio final da Vuelta, a corrida que marca o horizonte de qualquer jovem ciclista em Espanha.

No entanto, foi do êxtase à deceção em pouco tempo devido aos problemas físicos. A ânsia por voltar era tanta que na primeira prova (Volta à Romandia) ganhou uma etapa e liderou a prova. O vencedor final foi o colega Adam Yates, mas Ayuso deixou claro que estava de volta.

Ratificou essas sensações positivas com duas etapas ganhas na Volta à Suiça e o 2º lugar na geral atrás de Mattias Skjelmose (Lidl-Trek).

“Mentalmente a lesão fortaleceu-me muito. São meses onde tens que manter o ânimo, estar tranquilo e ver a vida além do ciclismo. Meses que me tornaram mais forte para poder praticar a minha profissão ao mais alto nível. Nestas três semanas haverá momentos difíceis e duros e se os puser em perspetiva serão menos duros duro do que o que passei para voltar à bicicleta.”

Palpite TopCycling: Ayuso quer etapa e Almeida a geral

Segundo Juan Ayuso o percurso deste ano é diferente, com uma terceira semana mais dura. Recorda a situação vivida por Tadej Pogacar antes do Tour de France e o resultado mostrou que um Jonas Vingegaard mais rodado e sem percalços massacrou o esloveno na terceira semana.

Palpite TopCycling: Ayuso quer etapa e Almeida a geral. Após ouvir os dois líderes da UAE-Emirates arriscamos um bitaite sobre a hierarquia para a Vuelta, isto porque pode faltar algum endurance a Ayuso na terceira semana e Almeida já nos mostrou que finaliza forte nas “grandes”.

O espanhol é um craque, mas perante uma Jumbo-Visma avassaladora que quer juntar Giro, Tour e Vuelta no mesmo ano há jogar pelo seguro. Se alguém mostrou que sabe gerir a pressão e correr como outsider é João Almeida, por isso acreditamos que será o melhor UAE-Emirates no final da Vuelta.

“Depois do pódio sonhas mais alto”

O próprio Juan Ayuso mencionou que é importante ganhar uma etapa, embora por outro lado não tenha querido cortar as pernas aos aficionados espanhóis que sonham com a vitória. É um atleta que sabe comunicar, gerir as expetativas e deixar todos os cenários em aberto.

“O cenário não é ideal para progredir face ao ano passado, mas chego perto do que creio que é a minha máxima capacidade. Pressão não sinto porque já fiz pódio. Quero voltar aonde já estive, mas o pelotão é mais forte do que no ano passado. Um dos objetivos é também conseguir a minha primeira vitória numa grande Volta. Se posso ganhar? Seria o máximo e o que sempre sonhei. Depois do pódio sonhas mais alto, mas conforme correu o ano é complicado.

Após ouvir os dois líderes da UAE-Emirates há algo que parece lógico pela forma como ambos conduziram a época: o português vem da época mais consistente das quatro que leva no WorldTour e o espanhol é um fenómeno, mas está num ano azarado em termos físicos (lesão primeiro e um par de quedas após regressar como na clássica de Ordizia).

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