Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 13 | Histórico João Almeida parte a concorrência no Angliru

Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 13 | Histórico João Almeida parte a concorrência no Angliru
Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency

João Almeida bateu Jonas Vingegaard no Alto do Angliru, ganhou quatro segundos, mas o dinamarquês mantém a liderança da geral da Vuelta a Espanha. Vejam o vídeo!

O Angliru: subida brutal de 12,4 km com pendente média de 9,8 % e zonas de 23,5 % de inclinação. Um dos cenários mais duros da Vuelta a Espanha e local da segunda vitória de João Almeida (UAE Emirates XRG) numa Grande Volta – a primeira foi no Monte Bondone, há dois anos, no Giro de Itália.

Uma ascensão onde os ciclistas não se podem esconder e são as pernas que têm que falar. E se falaram as do ciclista de A dos Francos!

João Almeida inscrevreu o nome na subida mais dura de Espanha, juntando-se a nomes como Alberto Contador, Roberto Heras e Primoz Roglic, também eles vencedores no Angliru.

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Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli

Destaque para Ivo Oliveira

Antes de chegar ao Angliru, os ciclistas tinham mais de 140 km planos e duas subidas de primeira categoria, que os deixavam na entrada da última ascensão.

Uma fuga numerosa saiu para a frente, tal como aconteceu na etapa 12. Eram 25 fugitivos, com especial destaque para Ivo Oliveira que (tal como o irmão Rui Oliveira) celebrou da melhor maneira o 29º aniversário.

A fuga chegou a ter 4:00 de vantagem para um pelotão que ia gerindo a diferença, mas que guardou as forças para a subida ao Angliru.

O último ciclista alcançado pelo grupo dos favoritos foi Bob Jungels (INEOS Grenadiers), já dentro da derradeira ascensão, com 5,4 km para a meta.

Um belo presente no dia em que fez 29 anos para Ivo Oliveira.

UAE controlou o pelotão à entrada do Angliru

Roberto Heras marcou o recorde da subida, 41:56 em 2000 (e venceu lá em 2002), e Alberto Contador venceu por duas vezes: a segunda, em 2018, a última grande vitória do “Pistolero”.

Em 2023, o Angliru marcou o início do fim da etapa de Roglic na então Jumbo-Visa (atual Visma | LAB), quando junto com Vingegaard deixaram para trás Sepp Kuss. À época Kuss era líder da corrida e viria a manter essa liderança; apesar de ter ganho na subida asturiana, Roglic saiu da equipa no fim desse ano por sentir que podia ter vencido essa Vuelta.

Este ano a UAE controlou o pelotão à entrada do Angliru. A equipa de João Almeida impôs um ritmo alto e encurtou muito o pelotão na fase inicial.

Jay Vine, Felix Grosschartner e Domen Novak deram apoio ao português, coisa que Juan Ayuso e Marc Soler, que estiveram em fuga no dia anterior, não conseguiram fazer.

Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli

João Almeida assumiu a dianteira do grupo

Ivo Oliveira também apareceu. Após ter descolado da fuga, o campeão nacional foi a tempo de endurecer o ritmo.

Já sem gregários, João Almeida assumiu a dianteira do grupo a 6 km e nunca mais saiu da frente. Nesta altura, à roda do português só estavam Jai Hindley (Red Bull – BORA – hansgrohe), Vingegaard e Kuss (Visma | LAB).

Para trás já tinham ficado vários nomes de destaque nesta Vuelta a Espanha 2025, como Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale), Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling) ou Giulio Ciccone (Lidl – Trek).

É a subida mais difícil do mundo

A 4,5 km do fim, João Almeida “descarregou” Hindley e Kuss; os dois mais fortes da Vuelta a Espanha 2025 ficaram isolados na frente da corrida.

Almeida e Vingegaard seguiram juntos até aos últimos metros do Angliru. A etapa foi decidida ao sprint e o momento foi histórico para o ciclismo nacional: o português foi mais forte e bateu o dinamarquês para a primeira vitória da carreira na prova espanhola.

“Ainda não acredito. Agradeço aos meus colegas de equipa, foram incríveis. Meti o meu ritmo e fiz o melhor que pude. O Jonas esteve sempre na minha roda, no último quilómetro estava no limite, estava à espera do ataque dele e pensei que me ia ultrapassar no final, mas conhecia bem os últimos metros, sabia que era difícil passar. Acho que foi espetacular. É a subida mais difícil do mundo, é louco, estou contente por ter acabado. Ainda tenho algum tempo para recuperar ao Jonas, ele está fenomenal, não vai ser fácil, mas nunca desistimos.”

João Almeida à Eurosport.
Foto: Jonathan Biche

Vídeo resumo da etapa

Top 10 da etapa

ClassificaçãoCorredorEquipaTempo
1Almeida JoãoUAE Team Emirates – XRG4:54:15
2Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,,
3Hindley JaiRed Bull – BORA – hansgrohe0:28
4Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike0:30
5Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team0:52
6Pellizzari GiulioRed Bull – BORA – hansgrohe1:11
7Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team1:16
8Riccitello MatthewIsrael – Premier Tech,,
9Ciccone GiulioLidl – Trek2:15
10Balderstone AbelCaja Rural – Seguros RGA3:06

Top 10 da classificação geral

ClassificaçãoCorredorEquipaTempo
1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike49:30:54
2Almeida JoãoUAE Team Emirates – XRG0:46
3Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:18
4Hindley JaiRed Bull – BORA – hansgrohe3:00
5Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team3:15
6Pellizzari GiulioRed Bull – BORA – hansgrohe4:01
7Riccitello MatthewIsrael – Premier Tech4:33
8Ciccone GiulioLidl – Trek4:54
9Træen TorsteinBahrain – Victorious5:21
10Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike5:26

Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli

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