O Gran Camiño 3ª edição- Etapa 2

O Gran Camiño 3ª edição- Etapa 2

Na média montanha Jonas Vingegaard marcou diferenças para os rivais diretos e lidera O Gran Camiño. Rúben Guerreiro é 6º na geral.

Jonas Vingegaard tardou um dia a mostrar que 2024 tem tudo para ser parecido com 2023. Na média montanha marcou diferenças para os rivais diretos e lidera O Gran Camiño.

É o protótipo dos campeões modernos: logo na primeira corrida da época aparece com uma condição física suprema, mesmo após quatro horas à chuva e com temperaturas gélidas.

A primeira de duas jornadas sinuosas apresentou 151 km e um acumulado a rondar 3000 m de desnível positivo. As estradas da província de Lugo estiveram molhadas, difíceis, nada que impedisse o bicampeão do Tour de France de mostrar que é o favorito a renovar o título no Gran Camiño.

Créditos: Sprint Cycling Agency

Até a chuva parou para apreciarmos a paisagem

Em plena Ribeira Sacra, zona que tem a maior concentração de mosteiros românicos da Europa, começamos por ter uma fuga de 12 elementos. Frederico Figueiredo (Sabgal-Anicolor) e Tiago Antunes (Efapel) fizeram parte do grupo e marcaram pontos para a classificação da montanha.

O dia foi tão duro e tão frio que os portugueses pagaram a falta de ritmo competitivo. O melhor acabou por ser Frederico Figueiredo que chegou a 6:24 e único entre as Continentais nacionais a fechar nos 40 primeiros.

A decisão ficou para a dupla passagem no Alto de San Pedro de Líncora, passado a 29 e 2,9 km da meta. Subida linda, com 5 km a 6 % de média, rodeada de socalcos e de um verde tão natural que até a chuva parou para apreciarmos a paisagem.

Créditos: Sprint Cycling Agency

Vingegaard ligou o turbo

Alcançados os últimos fugitivos, a Visma acelerou na última passagem e Vingegaard ligou o turbo. Egan Bernal e Jefferson Cepeda ainda o seguiram uns minutos, mas à segunda o dinamarquês foi embora e só parou na meta.

Após a deceção do contrarrelógio inaugural, cujos tempos de nada serviram para a geral individual, a camisola amarela encontrou um dono à altura. Está claro quem é o melhor, mas no ciclismo nem sempre vence o melhor.

Aguardemos pelas próximas duas etapas, Jonas Vingegaard tem meio minuto para gerir. Na escalada ao Monte Aloia, no próximo domingo, pode por a cereja no topo do bolo .

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