Mundial Kigali | Os campeões de contrarrelógio em todas as categorias

Conferimos pódios e vencedores dos sete títulos entregues nas provas de contrarrelógio no Mundial de Kigali, no Ruanda.
Chegaram ao fim as provas de contrarrelógio no Mundial de Kigali, que não tiveram presença de Portugal em nenhuma das sete corridas disputadas.
Além das categorias de elites, que mereceram especial atenção neste artigo, aproveitamos para fazer um resumo dos restantes cinco eventos que atribuíram medalhas durante os primeiros quatro dias do Campeonato do Mundo.
Na quarta-feira, a Austrália renovou o título nas estafetas mistas – 41,8 km com desnível positivo acumulado de 740 m – correndo com Michael Matthews, Jay Vine e Luke Plapp a primeira volta e com Brodie Chapman, Amanda Spratt e a sub-23 Felicity Wilson-Haffenden a segunda volta.
A Suíça, bicampeã mundial nesta disciplina, ia a caminho do tri até que Marlen Reusser furou, incidente que custou meio minuto às helvéticas. A Austrália defendeu o título fechando em 54:30, enquanto França e Suíça completaram o pódio.
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Primeiro sueco campeão mundial de contrarrelógio
Os sub-23 masculinos competiram no mesmo percurso das elites femininas, cujo título foi ganho por Marlen Reusser logo no primeiro dia.
Ganhou o favorito à partida, Jakob Soderqvist, talento promissor da Lidl-Trek que tinha sido 2º em Zurique. O jovem de 22 anos é o primeiro sueco campeão mundial de contrarrelógio em qualquer categoria masculina.
Soderqvist superou por mais de 1:00 o neozelandês Nate Pringle (Red Bull Rookies) e o francês Maxime Decomble (Groupama-FDJ), que vinha de brilhar no recente Tour de l’Avenir.

Foto: Arne Mill
Favorita Zoe Backstedt impôs-se com facilidade
No caso das mulheres a prova foi histórica, já que pela primeira vez as sub-23 competiram em eventos separados das elites, apesar de se terem atribuído títulos desde o Mundial de 2022.
A favorita Zoe Backstedt impôs-se com facilidade. A colega de Maria Martins na Canyon e líder da seleção britânica, pela qual já tinha ganho o título mundial de contrarrelógio em juniores. Backstedt despachou a eslovaca Viktoria Chladonova e a italiana Federica Venturelli por enorme margem (1:50 e 2:11).
Chladonova, que já corre pela Visma, é sub-23 de primeiro ano e em 2024 também foi vice-campeã mundial em juniores. Venturelli, que já corre pela UAE, está no segundo ano na categoria e em 2023 foi 3ª no contrarrelógio júnior.
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Foto: Getty Sport
Domínio dos Países Baixos
Nas categorias de base houve domínio dos Países Baixos.
Michiel Mouris percorreu os 22,6km do percurso em 29:07 e bateu o estadunidense Ashlin Barry (+ 6.84) e o belga Seff van Kerckhove (+ 8:58). O caso do belga é curioso porque se dá um ano após o irmão Matisse van Kerckhove também ter sido medalha de bronze em Zurique.
Se Mouris é primo do antigo profissional Jens Mouris (ex-Vacansoleil e ), também Barry vem de família de ciclistas: o pai, Michael Barry, correu na US Postal, Telekom e Sky, e a mãe, Dede Barry, foi vice-campeã olímpica de contrarrelógio em Atenas 2004. O filho Ashlin vai estar na Visma de desenvolvimento em 2026.
Na prova feminina, que teve 18,3 km, dominou Megan Arens, campeã mundial em 25:47 e futura corredora da Pic Nic. No pódio ficaram a espanhola da Movistar, Paula Ostiz, que terminou a 0:35 segundos da neerlandesa, e ainda a norueguesa Oda Aune Gissinger, que chegou a 0:37.

Foto: Sprint Cycling