Milhões para Ohtani e tostões para Vingegaard

Milhões para Ohtani e tostões para Vingegaard

Estrela do beisebol vai ganhar mais 13 vezes do que o campeão do Tour de France. Nem Ronaldo nem Messi chegam à primeira base.

Três semanas de tensão, 82 horas a subir e descer montanhas debaixo de sol, chuva e neve… para ganhar €500,000? Foi este o prémio de Jonas Vingegaard por vencer o último Tour de France, que distribuiu €2,500,000 em prémios.

Para o comum dos mortais meio milhão é muito dinheiro, mas para o melhor ciclista do ano – vencedor do Vélo d’Or – e para a maior corrida do calendário é irrisório. Sobretudo quando comparamos com outros desportos.

O campeão do Tour de France nem embolsou o prémio, que seguindo a tradição do ciclismo foi distribuído pelos colegas e staff da Jumbo-Visma. Vingegaard tem contrato até 2027 e é aí que tem a mais-valia: o salário do dinamarquês deve rondar €5,000,000 tendo em conta que Tadej Pogacar ganha mais um milhão e é o ciclista mais bem pago do mundo.

Babe Ruth é o Eddy Merckx do beisebol

Suponhamos que Vingegaard ganha mesmo €5,000,000/ano: nem chega aos calcanhares de Shohei Ohtani, jogador de beisebol que acaba de assinar contrato de 10 anos pelos Los Angeles Dodgers por €650,000,000!

Por época são 65 milhões para a estrela da Major League Baseball (MLB), que passa a ser o desportista mais bem pago do mundo. O japonês é tão especial que só pode voltar a lançar em 2025 devido a uma lesão no cotovelo, o que significa que no próximo ano só poderá jogar como batedor.

Shohei Ohtani é uma rara combinação de lançador e batedor, o jogador perfeito ao estilo do lendário Babe Ruth. Mesmo sem saber patavina do desporto do taco e da bola sei reconhecer que Babe Ruth é o Eddy Merckx do beisebol.

Não admira que Ohtani, o novo Ruth, ganhe 13 vezes mais do que Vingegaard. Também supera o orçamento da Ineos Grenadiers. Tudo isto para um jogador que tem números fabulosos, mas títulos importantes na MLB nada.

Nem Ronaldo nem Messi chegam à primeira base

O “Unicórnio”, como é conhecido Ohtani, ganha mais do que qualquer outra estrela mundial. Na NFL o quarterback bicampeão com os Kansas City Chiefs, Patrick Mahomes, assinou por 10 anos/€417,000,00.

Então e no futebol? Nem Ronaldo nem Messi chegam à primeira base. Para levar o capitão da seleção nacional para a Liga Saudita bastaram €204,000,000 (pagos em dois anos e meio) e trata-se de um atleta com 35 troféus conquistados. Menos ganha o campeão do mundo Leo Messi – entre €46-50,000,000/ano no Inter Miami da MLS – que também não rivaliza com Ohtani.

A única semelhança entre ciclismo e beisebol é que ambas são modalidades olímpicas. Tudo o resto é diferente: o valor de mercado, as audiências, o impacto gerado pelas estrelas, o marketing e o dinheiro envolvido.

Resumindo, há que ver mais beisebol porque algo de especial se está a passar na MLB. Pelos salários das estrelas dos principais desportos estadunidenses concluo que o sonho americano está mais vivo do que nunca.

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