Super arranque de temporada dos portugueses

Super arranque de temporada dos portugueses

A mais recente atualização do ranking individual da UCI, coloca três ciclistas portugueses no top 100, mais concretamente, João Almeida (46.º), Rúben Guerreiro (66.º) e Rui Costa(88.º).

Esta é uma boa oportunidade para refletirmos naquilo que tem sido o grande início de época destes três embaixadores do ciclismo nacional além-fronteiras.

João Almeida é aquele de quem mais se espera

Aos 24 anos, é um dos líderes da poderosa UAE Emirates.

Depois de um 2022 agridoce, em muito, devido à Covid-19, que o obrigou a abandonar o Giro d’Itália, quando parecia ter tudo para terminar no pódio da prova.

Agora, em 2023, tudo indica que a receita será muito semelhante à da temporada anterior, com o ‘ataque’ ao Giro como grande objetivo, mas até lá chegar ainda há muito para pedalar.

É nesse mesmo sentido que já foi possível ao público português ver João Almeida a competir em solo nacional. Referimo-nos obviamente à 49.ª edição da Volta ao Algarve, em que Almeida partiu para o contrarrelógio final da 5.ª etapa na vice-liderança da prova, terminando depois em 6.º da geral.

É certo que muitos esperariam, ou melhor, gostariam de uma vitória final de João Almeida, mas tal como aqui noticiámos, o 6.º lugar na geral, aliado à boa prestação ao longo das etapas mais difíceis da ‘Algarvia’ deixam indicações muito positivas, tendo em conta a fase da temporada e os objetivos traçados pelo ciclista portuguesa e a sua equipa.

Rúben Guerreiro já brilha com as novas cores

Falando agora de Rúben Guerreiro, aos 28 anos e depois de três temporada de ligação à EF Education, Ruben Guerreiro rumou este ano à Movistar naquela que se está a revelar uma decisão acertada, atendendo ao início de época promissor.

Há muito que Rúben demonstra grande potencial, mas nos últimos tempos de EF Education, ele próprio deu sinais de estar algo limitado no seu papel, ou melhor, demonstrou querer mais.

É nesse seguimento que surge o seu ingresso na Movistar.

Aos 28 anos, Rúben Guerreiro poderá estar numa fase chave da sua carreira e agora é esperado que a formação espanhola lhe dê mais liberdade e confiança já na presente temporada.

Ainda há poucos dias Rúben brilhou na 2.ª edição do Gran Camiño, prova que terminou em terceiro lugar e em que foi um dos principais opositores do vencedor da prova, Jonas Vingegaard, a grande estrela da Jumbo-Visma, e vencedor da última edição do Tour.

Além disso, antes Rúben já tinha conquistado o Saudi Tour

Provas mais que suficientes que mudança de ares fez bem a Ruben Guerreiro que surge em 2023 repleto de confiança, ciente de que poderá vir a alcançar grandes resultados com as cores da Movistar

Mudança revigorou Rui Costa

Rui Costa, como referimos há poucos dias, no seguimento da sua participação na 11.ª edição da Faun Drôme, clássica francesa que terminou no segundo posto da geral., é um dos grandes destaques neste início de 2023.

A nova aventura nos belgas da Intermarché-Circus-Wanty parece ter revigorado o ciclista português de 36 anos, que está a ter um grande início de temporada, acumulando boas prestações nas provas em que participa, sinal disso mesmo a vitória no Trofeo Calvià, a conquista da Volta à Comunidade Valenciana, as boas classificações na Figueira Champions Classic e na Volta ao Algarve e o mais recente 2.º lugar na Faun Drôme.

Rui Costa é, indiscutivelmente, um dos grandes destaques deste início de 2023.

Depois de seis anos na UAE Emirates, o experiente ciclista português parece ter acertado em cheio nesta mudança para a Intermarché-Circus-Wanty.

Créditos: Alessandro Volders / @cyclingmedia_agency

Rui Costa está a encaixar muito bem no papel de destaque que a formação belga lhe reservou. Apesar de ainda haver muito para pedalar em 2023, Rui já deu muito à sua equipa nesta temporada.

As grandes exibições que está a realizar, com um misto de experiência e inteligência que os 36 anos lhe dão, têm-lhe permitido lutar por bons resultados neste grande início de época.

E as grandes voltas?

As atenções vão estar centradas também nas três grandes voltas (Giro, Tour e Vuelta).

Fazendo uma análise muito sucinta ao que poderá ser a participação portuguesa nesses três grandes eventos, é certo que João Almeida lutará pelo pódio no Giro d’Itália, num objetivo bem claro já assumido pela UAE Emirates.

Em relação ao Rúben e ao Rui, estes lutarão certamente pela conquista de etapas, embora nestes dois casos ainda não seja totalmente perceptível qual, ou mesmo quais, as grandes voltas em que irão estar presentes, bem como o papel que lhes será reservado pelas respetivas equipas.

Aí, tudo irá depender dos momentos de forma dos ciclistas ao longo da temporada, e da escolhas que a Movistar e a Intermarché-Circus-Wanty irão realizar quanto aos lotes de atletas a apresentar nas respetivas provas.

Vamos o ver o que vai acontecer no desenrolar desta temporada, mas, para já o ciclismo português está muito bem representado no panorama internacional.

Importa ressalvar em jeito final deste artigo, que falamos diretamente no atual top 100 da UCI, pois fora dele existem outros ciclistas portugueses a realizar igualmente um bom início de temporada, como por exemplo Rui Oliveira (UAE Emirates) e Joaquim Silva (Efapel), entre outros.

Por: Nelson Ferreira

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