Volta a Portugal 2026 | UAE Emirates, espanhóis e um australiano querem destronar lusitanos

Artem Nych é o alvo a abater numa Volta a Portugal com vários candidatos aos primeiros lugares da geral. O TopCycling apresenta-lhe os dez favoritos a vestir a amarela no Porto.
São 119 ciclistas, oriundos de uma formação do WorldTour, duas ProTeams e 14 equipas da divisão Continental. À partida em Lisboa, o russo da Anicolor-Campicarn parte na pole position por conta de ter vencido as últimas duas edições, mas tem rivais à altura… dentro e fora de portas.

De relembrar que a última vez que um ciclista de uma equipa estrangeira venceu a Grandíssima foi em 2023, quando Colin Stussi (Team Vorarlberg) se impôs frente à concorrência. Antes, é preciso recuar até 2006 para encontrar o mesmo feito, com David Blanco (Comunidad Valenciana).
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Aliança franco-russa rumo ao tri
Costuma dizer-se que os opostos se atraem, frase que assenta na perfeição a Artem Nych e Alexis Guerin, as duas grandes apostas da Anicolor-Campicarn para esta 87.ª Volta a Portugal. O primeiro enverga o dorsal um, ao passo que o segundo ficou com o último número disponível para a equipa de Águeda (sete).
Os dois completam-se muito bem e funcionam como uma dupla dinâmica, capaz de mexer com qualquer situação de corrida, embora o russo parta ligeiramente à frente. Afinal, é o campeão em título e em 2026, soma três vitórias, tendo conquistado o GP O Jogo. Destaque ainda para o décimo lugar n’O Gran Camiño, perfilando-se como o melhor Continental.

Guerin vive uma das melhores temporadas da carreira, com vitórias no GP Anicolor e na Serra de São Mamede na Volta ao Algarve, prova em que conquistou a classificação da montanha e que perdeu para Tiago Antunes em parte devido ao contrarrelógio (perdeu 56 segundos nesse dia e terminou a 46), que pode voltar a ter influência na decisão da Volta.
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Tiago Antunes e Efapel têm voado em 2026
Criado em 2022, o projeto de José Azevedo vive o melhor ano da sua ainda curta história, com cinco vitórias e uma luta constante com a Anicolor. Tiago Antunes é a grande aposta da Efapel Cycling para a principal prova portuguesa e promete não desiludir.
Em 2026, o ciclista de 29 anos venceu a Volta ao Alentejo, o Troféu Joaquim Agostinho e uma etapa do GP Anicolor, tendo sido quarto no contrarrelógio do Campeonato Nacional. Retirando a Volta ao Algarve, Antunes tem como pior resultado em provas por etapas o quarto lugar no GP Abimota, apresentando uma regularidade que nunca se tinha visto.
Temos feito uma grande época, esta é uma corrida especial, mas não é mais importante do que as outras. Se tudo correr dentro do previsto, estaremos na luta. A etapa da Torre e o contrarrelógio serão bastante decisivas. Vamos lutar até ao fim.”
Tiago Antunes na apresentação das equipas
Como braço direito do atleta do Bombarral está Lucas Lopes, o melhor jovem da última Volta a Portugal. Depois de ter deixado a estrutura do Boavista, o jovem nascido em 2003 tem ganhado experiência na Efapel, crescendo ao longo do ano. Em Torres Vedras foi o melhor jovem, tendo terminado em oitavo na geral.
Caso o plano A falhe, Azevedo tem outra carta para colocar em cima da mesa: Jesús David Peña. O colombiano foi quarto na edição passada e chega a esta Grandíssima depois de ter vencido Guerin no GP Internacional Beiras e Serra da Estrela. O problema continua a ser o contrarrelógio.
Feirense quer ter uma palavra a dizer
Abner González é a grande aposta do Feirense-Beeceler para esta Volta a Portugal, depois de ter saído para a Caja Rural-Seguros RGA em 2025. O porto-riquenhos voltou a Portugal pela mão de Joaquim Andrade e quer fazer melhor que o terceiro lugar de 2024, ano em que venceu na Senhora da Graça.
É certo que Abner não tem deslumbrado em 2026, mas chega à Grandíssima em bom momento, depois de se ter sagrado campeão de fundo do seu país e de ter sido sétimo na prova de contrarrelógio dos Jogos Centro-Americanos e do Caribe.
O eterno candidato de uma Credibom em forma
Aos 29 anos, Emanuel Duarte continua à procura da primeira vitória na Volta a Portugal, embora tenha fechado pela primeira vez no top 10 na edição passada, quando foi oitavo. O algarvio é uma das caras de uma Credibom-LA Alumínios-Marcos Car que, em 2026, venceu no GP Internacional Beiras e Serra da Estrela, na Clássica de Viana do Castelo, no GP Abimota e no GP Mortágua/Pedro Silva.
Quando a Emanuel, o líder da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car é uma aposta segura num bom resultado, embora o objetivo seja dar um passo em frente e lutar por algo mais. Em 2026 tem mantido a consistência no contrarrelógio e vem de um quinto lugar no GP Joaquim Agostinho.

André Cardoso joga com duas cartas
Numa altura em que, por outras bandas, as hostes boavisteiras vivem tempos difíceis que pintam de negro o desporto português, é no ciclismo que reside a esperança do eterno Boavista. Este ano como Feiras dos Sofás-Boavista, a equipa liderada por André Cardoso chega à Volta a Portugal com duas apostas para a geral: Pedro Silva e Fábio Costa.
Como tem assumido o diretor desportivo, o objetivo é a vitória. No caso de Silva, o pódio pode aparecer com 12 meses de atraso, já que, em 2025, só não foi além do sexto lugar por conta de algumas decisões da Anicolor. Já Costa venceu no GP Abimota e no GP JN, chegando à Grandíssima depois de ter sido segundo em Torres Vedras e quinto nos Nacionais.
Que não falte Barbas
Numa Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua que continua talhada para as chegadas ao sprint e em grupos pequenos, salta à vista Rafael Barbas, que vive uma época de afirmação e pode terminar nos dez melhores da Volta a Portugal.

Antes da estreia na Grandíssima, Barbas tem colecionado bons resultados na presente temporada, com destaque o sétimo lugar na juventude da Volta ao Algarve, o décimo na lista de melhores jovens d’O Gran Camiño, o sexto lugar na Volta a Portugal do Futuro, posição que repetiu na Ronde de l’Isard, e o segundo lugar na juventude do Troféu Joaquim Agostinho.
Teste em Portugal antes das Grandes Voltas
Apesar de estar longe de se apresentar em Portugal com um fortíssimo bloco com que se exibe noutras latitudes, a UAE Team Emirates-XRG chega à Volta a Portugal para ganhar em todos os terrenos… e na geral. Neste capítulo, o grande candidato é Adrià Pericas que, aos 20 anos, vai disputar pela primeira vez uma prova com mais de uma semana.
Em condições normais, o espanhol deverá ser o principal candidato a vencer a prova portuguesa, até porque tem apresentado consistência nas provas por etapas de escalão 2.1 feitas este ano: oitavo no Giro da Sardenha (segundo jovem), segundo na Voltas às Astúrias (melhor jovem), sétimo na Volta à Hungria e nono no Sibiu Cycling Tour (segundo jovem).
Euskaltel quer terminar o que começou
De Espanha chegam mais dois nomes com aspirações à vitória: Txomin Juaristi e Mikel Bizkarra. Os dois comandam a Euskaltel-Euskadi, uma das equipas que não abdica de correr em Portugal em agosto. Juaristi parte como o líder e com contas por ajustar depois do segundo lugar de 2023, com vitória na cronoescalada de Santa Luzia.
Já Bizkarra está, aos 36 anos, na fase descendente da sua carreira e vai competir na Volta a Portugal pela quarta vez, sempre em crescendo: 32.º em 2012, 12.º em 2017 e quinto há dois anos, a pouco menos de minuto e meio do pódio. Em 2026 tem como melhor resultado o sétimo lugar na Volta à Turquia.
Futura promessa da Movistar volta a Portugal
No que toca aos espanhóis, as contas encerram com a Burgos Burpellet BH, outra das míticas formações do pelotão português. Para esta edição, a Burgos Burpellet BH conta com Hugo de la Calle como a grande aspiração, ciclista de 22 anos que está a caminho da Movistar e que foi o melhor jovem do GP Beiras e Serra da Estrela.
Destaque ainda para o italiano Lorenzo Quartucci, que se apresenta como um corredor completo na montanha, mas que peca no contrarrelógio. No ano passado, Quartucci ganhou uma etapa e foi terceiro classificado na Volta à Tailândia, tendo sido quarto na última Volta a Hainan.
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De Israel à Suíça com a surpresa em mente
Foi, a par de Lucas Lopes, com quem protagonizou uma das principais batalhas, um dos melhores jovens da Volta a Portugal do ano passado. Apesar da mudança na estrutura da Israel-Premier Tech, Zac Marriage conseguiu o tão esperado contrato com a NSN e encontra-se ao serviço da equipa de desenvolvimento.
Foi em Portugal que se estreou na equipa principal, na Figueira Champions Classic, tendo prosseguido com o sétimo lugar na Volta ao Alentejo. É um dos que já conhece a Grandíssima e está habituado a lidar com o pelotão nacional e as altas temperaturas, algo que pode ser importante ao longo dos próximos dias.
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