Troféu Joaquim Agostinho | Tiago Antunes faz história em Montejunto

Troféu Joaquim Agostinho | Tiago Antunes faz história em Montejunto
Foto: Rodrigo Rodrigues e Igor Martins/FPC

A menos de um mês da Volta a Portugal, o pelotão nacional rumou a Torres Vedras para honrar o maior nome do ciclismo português. Tiago Antunes venceu pela primeira vez e juntou Troféu Joaquim Agostinho à Volta ao Alentejo.

Continua ao rubro uma das mais acirradas lutas do ciclismo nacional nesta temporada de 2026. Efapel Cycling e Anicolor-Campicarn têm dominado a temporada nacional, com Tiago Antunes (Volta ao Alentejo), David Peña (GP Internacional Beiras e Serra da Estrela), Alexis Guerrin (GP Anicolor), Artem Nych (GP O Jogo) e Rafael Reis (GP JN) a triunfarem nas provas por etapas da primeira metade do ano.

Agora foi a vez do português da equipa de José Azevedo fazer história no GP Internacional de Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho, que venceu pela primeira vez depois de ter sido terceiro em 2022. Com o triunfo de Antunes, a luta entre as duas formações volta a estar empatada – três provas por etapas para cada um – na antecâmara da prova rainha do ciclismo português.

O português da Efapel venceu pela primeira vez a prova do oeste

Esta foi também a primeira vitória da Efapel na prova que homenageia o maior ciclista português da história, sendo que não havia um triunfo nacional na geral desde que Frederico Figueiredo venceu em 2022, no último ano do seu tri. Sucede a Guerin.

Nas classificações secundárias, o ciclista do Bombarral conquistou ainda a camisola verde, dos pontos, e a castanha, que foi entregue ao melhor português. Já Cláudio Leal (Aviludo-Louletano-Loulé) foi o vencedor da azul (montanha), com João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) a ficar com a branca (metas volantes). O melhor jovem (laranja) foi Lucas Lopes (Efapel) e a melhor equipa foi a Feira dos Sofás-Boavistas.

Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2026

Portugueses resistiram ao poderio das esperanças (e do veterano)

A 49.ª edição do Troféu Joaquim Agostinha foi a mais curta desde 2020, ano em que a pandemia da Covid-19 forçou a prova a ter apenas dois dias. Para este ano, a organização, que está a cabo da União Desportiva do Oeste, optou por reduzir a prova para três dias, mantendo o prólogo de abertura. Por outro lado, a INEOS Grenadiers Racing Academy deslocou-se a Portugal com Oscar Rodríguez, que compete na equipa principal, no WorldTour.

Como seria de esperar, o espanhol de 31 anos começou por ser um dos destaques da prova ao colocar-se entre os melhores no esforço contra o relógio de 7,9 quilómetros, que decorreu no Bombarral. Contudo, o triunfo caiu para o colega de equipa Cameron Rogers, que completou o prólogo em menos de dez minutos e à velocidade de 48,143 km/h. Rafael Reis, que já venceu cinco prólogos no Turcifal, ficou a quatro segundos, com Tiago Antunes a terminar a dez.

Depois de vencer em Camperona na Vuelta-2018, Oscar Rodríguez esteve em Portugal

A etapa mais longa da prova (188,6 km) ligou Lourinhã a Torres Vedras num percurso que entrou para a história com um total de 18(!) contagens intermédias – três prémios de montanha de terceira categoria, dois pontos quentes e 13 metas volantes. Depois de a fuga resistir até à fase final da etapa, o pelotão preparou a chegada ao sprint, onde Tomas Contte (Aviludo) se evidenciou para somar a quarta vitória da época, batendo Daniele Forlin (Movistar Team Academy) e Fábio Costa (Feira dos Sofás).

Tiago Antunes partiu para a etapa rainha na liderança, com oito segundos de vantagem para Costa e 16 face a Artem Nych. A ligação de 178,5 km começou em Atouguia da Baleia e terminou no Alto de Montejunto, com a Anicolor a partir a corrida pouco antes, na Serra da Ota. No Ponto Alto, a quatro quilómetros da meta, Guerin foi o primeiro a passar, mas José Neves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) distanciou-se em Montejunto e foi o mais forte, batendo Tiago Antunes e Fábio Costa.

Com esse resultado, o português da Efapel cumpriu o sonho de vencer perto de casa, terminando o Troféu Joaquim Agostinho com menos dez segundos que Costa e 16 face a Neves.

“Esta era uma vitória que já perseguia há anos! É uma corrida que me viu crescer e, se já era bom participar, tornou-se um objetivo há vários anos. Finalmente consegui alcançar esse objetivo. Ontem [sábado], quando vesti de amarelo, senti que podia ser possível, que este era o ano em que me sentia mais forte. A equipa hoje [domingo] fez um trabalho sensacional e, depois desse grande trabalho, só tive de rematar e conseguir a vitória. Tinha ganho o prólogo há quatro anos, já tinha também andado dois dias de amarelo [em 2022], já terminei no pódio, já terminei inúmeras vezes no top 10… finalmente consegui ganhar.”

Tiago Antunes (Efapel Cycling) à Federação Portuguesa de Ciclismo

O que se segue no calendário nacional

Terminada a penúltima prova de elites antes da Volta a Portugal, resta apenas uma corrida de preparação para a principal corrida do ano, dado que o Memorial Bruno Neves, que estava agendado para 25 de julho, voltou a ser cancelado por problemas financeiros e ao nível da organização.

Assim, as equipas profissionais portuguesas voltam a competir nas estradas nacionais dentro de duas semanas, rumando a Mortágua para a realização do 24.º GP Mortágua/Pedro Silva. A prova vai acontecer no dia 26 de julho, 10 dias antes do arranque da Grandíssima, que foi apresentada na última semana.

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Classificação geral final

Pos.CiclistaEquipaTempo
1Tiago AntunesEfapel Cycling9:21:19
2Fábio CostaFeira dos Sofás – Boavista+0:10
3José NevesGI Group Holding – Simoldes – UDO+0:16
4Oscar RodríguezINEOS Grenadiers Racing Academy+0:32
5Emanuel DuarteCredibom / LA Alumínios / Marcos Car+0:34
6Artem NychAnicolor / Campicarn+0:44
7David DomínguezFeira dos Sofás – Boavista+0:58
8Lucas LopesEfapel Cycling+1:02
9Afonso SilvaTeam Tavira / Crédito Agrícola+1:03
10Rafael BarbasTavfer-Ovos Matinados-Mortágua+1:10

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