Depois de ter chegado às oito vitórias em 2025, a Team Tavira/Crédito Agrícola parte para a nova época com novo líder, a base dos últimos anos e três novos “miúdos”.
“Em manutenção. Pedimos desculpa pelo incómodo. Prometemos ser breves”. A mensagem de abertura que circula, por estes dias, no site oficial do Clube de Ciclismo de Tavira serve como mote para este início de temporada no seio da Team Tavira/Crédito Agrícola.
Com uma nova cara e um novo nome, a equipa profissional de ciclismo mais antiga do mundo sem interrupções chega a 2026 depois de ter terminado a última Volta a Portugal no quarto lugar – Jesús David Peña “perdeu” o pódio no contrarrelógio de Lisboa – e de ter vencido na Volta ao Alentejo, no Troféu Joaquim Agostinho, no Memorial Bruno Neves, no GP JN, no GP O Jogo e no GP Abimota.

Incontornavelmente, a época passada teve como principal figura o colombiano que, para além de ter estado em destaque na principal prova do ciclismo português, contribuiu com as vitórias na Alentejana e no GP Internacional de Torres Vedras. Contudo, a formação algarvia perdeu Peña para a Efapel Cycling e teve que se reestruturar.
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Vidal Fitas mantém a base dos últimos anos
A Team Tavira/Crédito Agrícola parte para a nova época com poucas caras novas, com o diretor desportivo Vidal Fitas a optar por manter a base dos últimos anos, essencialmente caracterizada pela juventude. Ainda assim, perdeu mais três ciclistas para além de Peña: Peter Cevini (rumou à Anicolor/Campicarn), Diogo Pinto (não tem equipa) e Delio Fernández, que acabou a carreira.
Nesse sentido, Afonso Silva é, até ver, a principal figura da Team Tavira, com a regularidade de 2025 a deixar bons indicativos para 2026. Destacam-se a vitória na geral do GP Abimota, com uma vitória de etapa, o segundo lugar no GP O Jogo, o décimo posto no Troféu Joaquim Agostinho e a 18.ª posição na Volta a Portugal.

A acompanhar o trepador de 25 anos estão Francisco Campos, que acabou o ano em grande plano na Volta (terceiro nos pontos) e no GP JN (ganhou uma etapa), Miguel Salgueiro, que está a recuperar da queda aparatosa sofrida nos Europeus de pista, Diogo Barbosa, José Bicho, Ailetz Lasa e Guilherme Mestre.
Continua a aposta na juventude
Em termos de reforços, são três as novas caras que se vislumbram no seio da Team Tavira/Crédito Agrícola, sendo que o mais velho tem apenas… 21 anos. Trata-se de Noah Campos, ciclista natural de Loulé que vai competir pela primeira vez numa formação algarvia, depois de ter abandonado a GI Group Holding-Simoldes-UDO.
Apesar da tenra idade, Campos leva três anos de experiência no pelotão nacional, perfilando-se como um rolador de excelência. Em 2024 foi campeão nacional de fundo em Sub-23.

Rodrigo Alves, de apenas 19 anos, é outra das novidades do Tavira, equipa que integrou em agosto como estagiário. As suas qualidades conquistaram Vidal Fitas, que optou por dar-lhe o contrato profissional em 2026. Gabriel Costa, que tem a mesma idade, deixou a DunasVale-Pereira & Gago e é o terceiro reforço dos algarvios.
- Renovações: Francisco Campos, Afonso Silva, Miguel Salgueiro, Diogo Barbosa, José Bicho, Ailetz Lasa, Guilherme Mestre e Rodrigo Alves;
- Entradas: Rodrigo Alves (JDL-Terauto), Noah Campos (GI Group Holding-Simoldes – UDO) e Gabriel Costa (DunasVale-Pereira & Gago);
- Saídas: Peter Cevini (Anicolor-Campicarn), Delio Fernández (retirou-se), Jesús David Peña (Efapel Cycling) e Diogo Pinto;
- Vitórias (8): 3.ª etapa Troféu Joaquim Agostinho, 1.ª etapa e GP Abimota e 2.ª etapa GP O Jogo (Afonso Silva), 4.ª etapa Volta ao Alentejo e 2.ª etapa Troféu Joaquim Agostinho (Jesús David Peña), 9.ª etapa GP JN (Francisco Campos) e Memorial Bruno Neves (Miguel Salgueiro).
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