A nova Specialized Tarmac SL9 recupera a herança da Venge | Review
Ao longo de várias gerações, a Specialized Tarmac tornou-se uma das bicicletas de competição mais influentes do mercado e uma das referências quando se fala de bicicletas de estrada de alta performance. Como tal, cada nova versão acaba por gerar muita expectativa e com a Tarmac SL9 não foi diferente.
Vídeo – Review
Depois de ter nas mãos a nova Specialized Tarmac SL9 (mas ainda sem testar, algo que farei adiante), a minha opinião é que esta geração da Tarmac recupera a identidade da antiga Spacialized Venge.

Quando a Specialized lançou a Tarmac SL7, a estratégia passou por unir numa única bicicleta aquilo que antes eram dois modelos distintos, a leve Tarmac SL6 e a aero Venge, a marca abandonou definitivamente a Venge e concentrou todo o desenvolvimento na Tarmac.

Com a SL8 a marca tornou a bicicleta mais leve, em geral com uns tubos mais finos e redondos, na linha da Aethos mas com alguns detalhes de aerodinâmica na testa do quadro e agora, com a SL9, parece-me que essa balança voltou a inclinar-se mais para o lado da aerodinâmica.

O exemplo mais evidente está na forqueta dianteira, que é a mais volumosa alguma vez vista numa Tarmac, apresentando uma presença visual ainda mais marcada do que a forqueta da própria Venge, no passado.

O outro pormenor que não passa desapercebido é o desenho do tubo do selim, na zona junto à roda traseira, desenhado para acompanhar a roda.
Se esta solução aerodinâmica já era vista em modelos de outras marcas, o mesmo não se pode dizer do próprio espigão de selim, que foi completamente redesenhado é uma peça de design muito bem conseguida por parte da Specialized.

Isto não significa que a Tarmac deixe de ser uma bicicleta equilibrada, continua a ser pensada para competir em qualquer tipo de terreno, mas agora a componente aero parece assumir um protagonismo maior, uma tendência que voltou a ganhar força no mercado em geral.
Quadro completamente redesenhado, mesma geometria
A nova forqueta e testa do quadro chamam desde logo a atenção, a forqueta é muito mais larga e profunda do que nas gerações anteriores, com um desenho orientado para controlar melhor o fluxo de ar na zona frontal da bicicleta.
Além da frente, também a restante estrutura do quadro apresenta alterações.

O tubo onde encaixa o espigão de selim aproxima-se bastante da roda traseira, reduzindo o espaço entre ambos e favorecendo o escoamento do ar nessa zona. É um detalhe que recorda algumas soluções já utilizadas noutras marcas e que reforça a ideia de uma bicicleta mais orientada para a eficiência aerodinâmica.
Segundo a Specialized, todo o quadro foi redesenhado com base em simulações computacionais e testes realizados no Win Tunnel da marca.

A integração entre quadro, forqueta e cockpit foi revista para reduzir turbulências, sendo evidente que a aerodinâmica teve ainda mais foco por parte dos engenheiros da Specialized nesta nova geração.
Visualmente, é talvez a Tarmac mais agressiva e aerodinâmica da história da marca.
Peso continua a ser uma prioridade
Apesar da aposta na aerodinâmica, a marca afirma que o peso não foi sacrificado, o quadro é 2 gramas mais pesado que o da SL8, mas no conjunto a bicicleta é mais leve graças a novos componentes, como as rodas por exemplo.
A marca informa que em tamanho 56 a bicicleta tem o peso de 6,5kg, quando montada com rodas Roval Rapide CLX III.

A Specialized continua a posicionar a Tarmac como uma bicicleta capaz de competir tanto em etapas de alta montanha como em clássicas rápidas ou chegadas ao sprint, mantendo a versatilidade que caracteriza este modelo há vários anos.
Eficiência não foi deixada de lado
Outro dos aspetos trabalhados foi a capacidade de absorção das vibrações. A Specialized refere que procurou aumentar o conforto vertical do quadro sem reduzir a rigidez necessária para transmitir potência, permitindo ao ciclista manter ritmos elevados durante mais tempo em pisos degradados.

Esta abordagem acompanha a tendência atual das bicicletas de competição, onde o conforto passou a fazer parte da própria performance. Um ciclista confortável tem melhor desempenho depois de várias horas a pedalar.
Uma evolução que aproxima a Tarmac da Venge
Independentemente dos números apresentados pela marca, aquilo que mais sobressai nesta nova geração é a direção seguida pela Specialized.
Na minha leitura, a Tarmac SL9 representa um regresso a vários conceitos que fizeram da Venge uma das bicicletas aero mais marcantes da última década, mas integrados numa plataforma mais evoluída, mais leve e com uma geometria de acordo o dias de hoje.

Será interessante perceber, depois de ter a oportunidade de testar esta bicicleta, se as sensações são muito parecidas com as da SL8, porque confesso que quando testei a SL8 as sensações de pedalada não eram muito diferentes das sensações obtidas a pedalar na SL7.
Espero ater a oportunidade de vos trazer um teste à nova Tarmac SL9 ainda durante este ano.
Podes ver a gama completa da nova Tarmac SL9, a disponibilidade e os preços aqui, no site da marca: www.specialized.com/pt
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