Polémica instalada no ciclismo português – Podium Events e FPC em desacordo

Polémica instalada no ciclismo português – Podium Events e FPC em desacordo

Polémica instalada no ciclismo português! A Podium Events veio a público para responder ao último comunicado da (FPC), acerca da organização das provas nacionais

A Podium Events, antiga organizadora da Volta a Portugal e da Volta ao Alentejo, entre outras, apresentou a sua resposta ao comunicado da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC)

A comunicação da empresa portuguesa acontece no seguimento da cessação de contrato com a FPC, e do anúncio da Federação sobre a organização das Voltas em 2026. 

A Podium Events, que já tinha emitido um comunicado quando a rutura se precipitou, volta a fazê-lo, questionando a Federação em toda a linha. Está instalada a polémica entre duas das maiores entidades do ciclismo português nos últimos anos. 

Ler mais | FPC termina ligação com a Podium Events, organizador da Volta a Portugal

Podium Events, antigo organizador da Volta, em rutura com a FPC
Foto: Podium Events/Matias Novo

Comunicado adensa a polémica no ciclismo português

O antigo organizador da Volta a Portugal começa por criticar a postura da Federação, deixando ainda algumas questões relativas à realização da Volta ao Alentejo: 

“Depois de notícias em que a Federação dá indevidamente como cessado o contrato que tem com a Podium para a organização da Volta a Portugal, e certamente percebendo a total falta de pertinência das suas ações, vem agora tentar emendar a mão acrescentando à sua postura errática a vontade de organizar ela própria as provas concessionadas.

Estranhamos, em primeiro lugar, que afirmem desde já, que irão organizar a Volta ao Alentejo, quando essa prova nem sequer é propriedade da FPC, e não faz parte da concessão.” 

Podium Events

Voltam, depois, a ser críticos da FPC, questionando também as soluções encontradas pela Federação: 

“Depois, que sendo tutela, venham julgar em causa própria, apresentando como solução um modelo económico, estilo economia planificada, em que se constituem como árbitro e agente económico simultaneamente.

Mais uma vez, acreditamos que o bom senso irá prevalecer, entretanto, a Podium continuará a defender os seus plenos direitos até às últimas consequências.” 

Podium Events
Foto: Podium Events/Matias Novo

Sem resolução em vista 

A polémica entre FPC e Podium Events nasceu, para o grande público, num comunicado emitido pela Federação, onde dava conta da cessação do contrato com a empresa que organiza a Volta a Portugal desde 2001. 

Essa comunicação inicial mereceu resposta do organizador de várias competições nacionais, que questionou em toda a linha a posição tomada pela Federação, lembrando ainda o impacto dos escândalos de doping e do covid-19 na realização e faturação com as provas de ciclismo em Portugal. 

Depois, novo comunicado da FPC, desta feita sobre a realização das provas em 2026, com especial atenção para a Volta a Portugal, Volta ao Alentejo e Volta a Portugal do Futuro. De novo, como descrito neste artigo, houve resposta da Podium Events, com novas críticas e questões acerca do futuro do ciclismo nacional. 

As duas organizações parecem, até agora, intransigentes no que é a defesa dos seus direitos, como já explicaram por mais do que uma vez. Naturalmente, surgem dúvidas sobre o futuro do ciclismo em Portugal, com especial enfoque em 2026. Certo, por agora, é que as maiores provas do calendário nacional se preparam para sofrer alterações profundas, a começar por um novo organizador. 

O diferendo entre a FPC e a Podium tem gerado certa incerteza quanto ao início da época de ciclismo. Embora a FPC garanta que as corridas estarão na estrada, não é descabido pensar que um eventual recurso da Podium aos tribunais pode ralentizar o arranque da época de 2026.
Uma coisa é certa: um acordo entre as partes é o cenário mais benéfico para o negócio do ciclismo


Créditos da fotografia de destaque: Foto: Podium Events/Matias Novo

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