Pelotão nacional 2024 – APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense

Pelotão nacional 2024 – APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense

Clube de Ciclismo de Tavira faz 46 anos e Vidal Fitas acredita ter um bloco que pode vir a tornar-se referência no ciclismo português.

A 40ª época de Vidal Fitas no ciclismo coincide com a celebração dos 46 anos do Clube de Ciclismo de Tavira.

Em quase cinco décadas cabem muitos momentos marcantes. A Volta a Portugal de Vítor Gamito, que parecia que nunca ia chegar, o idílio de David Blanco na Grandíssima, a parceria que permitiu o regresso do Sporting Clube de Portugal ao ciclismo.

A dada altura a paixão converte-se em amor de longa data. A natural evolução que o próprio diretor desportivo foi vivendo ao longo da carreira.

“Primeiro a expetativa era ser profissional, depois ganhar etapas na Volta a Portugal, como diretor passou a ser ganhar a Volta a Portugal uma e outra vez. No meu tempo o objetivo de correr lá fora e estar nas grandes corridas era menor do que hoje, a Volta era a grande ambição.”

Vidal Fitas ao TopCycling.
Créditos: APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense

Tavira respira ciclismo

Com a passagem do tempo Vidal Fitas habitou-se a que haja uma certa expetativa sobre a equipa que lidera.

Tavira respira ciclismo, sente a modalidade de maneira particular e tem orgulho da equipa mesmo que o último pódio na Volta a Portugal tenha sido em 2021, com Alejandro Marque.

Aos 54 anos, entende que ganhar faz parte das regras do jogo, mas nunca se fechou ao lado aventureiro e experimental do ciclismo.

“Fomos pioneiros em muita coisa, só que se conhece pouco essa vertente. Tivemos o espírito de ir a sítios novos, de permitir aos atletas viverem emoções novas, porque desde que passei a diretor sempre me preocupei com os que não correm a Volta a Portugal.”

A aventura e o desafio

Para 2024 a palavra na APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense é continuidade. Nove corredores vêm da época passada, incluindo os três que deram vitórias à formação do sotavento algarvio.

O experiente Délio Fernández, top 15 na Volta a Portugal, e os jovens Diogo Barbosa e Miguel Salgueiro pontuaram os melhores momentos de 2023.

  • Délio Fernández etapa na Volta a Portugal
  • Diogo Barbosa etapa no GP Jornal de Notícias
  • Miguel Salgueiro etapa no GP Jornal de Notícias

Segundo o diretor do Tavira o ciclismo perdeu um certo encanto mesmo que a via científica, necessária para a modalidade, tenha trazido aspetos positivos. A aventura e o desafio, por exemplo, são hoje difíceis de encontrar.

Vidal Fitas quis explorar as estradas desertas do planalto de San Luís. Foi à China constatar que quase não há estradas de montanha. Para quê serpentear um obstáculo que pode ser atravessado por um túnel? Argentinos e chineses: bons velocistas e trepadores pouco hábeis.

“Nos meus dois últimos anos de profissional fomos correr a Volta à Bulgária e repetimos até 2011 quando já era diretor. Havendo muita gente jovem era importante fazer uma corrida com 10 dias, dar aos ciclistas um plano de treino quando os colegas já estavam de férias e ver se o podiam cumprir. Era um teste para ver se tinham a disciplina de treinar para um objetivo e condições para serem profissionais.”

Magnus Cort venceu em Tavira, em 2023, na 38ª vez que a Volta ao Algarve chegou à cidade do sotavento.

Perspetivas animadoras para este ano

Pensar mais além e ser criativo. Num ambiente competitivo como o ciclismo Vidal Fitas tenta encontrar os talentos da próxima geração.

Francisco Campos, Diogo Pinto, Afonso Silva são reforços de um grupo que se conhece bem.

Em 2023 a evolução dos talentos jovens foi positiva, pelo que a maior maturidade dos ciclistas torna as perspetivas animadoras para este ano.

“O Euclides [Chingui] tem qualquer coisa que nos despertou querer apostar nele e ver aonde pode chegar. O Délio é a figura da equipa e na Volta vai lutar por coisas. Aos jovens corredores queremos ensinar a treinar, a serem atletas de alta competição, a interpretar um plano de treinos. Temos um bloco que nos próximos anos nos pode tornar uma das melhores equipas do país se conseguirmos evoluir juntos. Queremos ser competitivos e gostamos de descobrir as potencialidades dos corredores.”

São 46 anos no ciclismo que dão para muitas histórias. Numa prova de vitalidade o Tavira aliou-se ao SC Farense que pretende recuperar o ecletismo de outros tempos.

Para este ano há outra novidade: a estrutura incorporou o talento da formação feminina Extremosul e mostra que está pronta para mais

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