Eulálio sobre Vingegaard: “Vai vestir de rosa quando quiser”

Este sábado, cumprem-se quatro dias desde que Afonso Eulálio envergou, pela primeira vez, a camisola rosa do Giro de Itália, mas a superioridade de Jonas Vingegaard no Blockhaus fez tremer o líder da classificação geral.
Na 7ª etapa, que trouxe aos candidatos à vitória final a primeira oportunidade de se testarem na alta montanha, o corredor da Bahrain perdeu 2:55 para o dinamarquês, mas segurou o comando da prova.
“Conseguimos fazer o mais importante, que era manter a camisola. Claro que não consegui estar com os melhores escaladores, mas já sabíamos que ia ser difícil. A subida era bastante dura, depois de um dia muito longo, tentamos salvar o dia com as menores diferenças possíveis. A equipa fez um trabalho perfeito durante os 250 quilómetros; na subida tive o Damiano [Caruso] a ajudar, o que acabou por ser perfeito, porque a subida, além de dura, tinha muito vento.”
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Poderá Afonso Eulálio resistir
Seguem-se duas jornadas que não são fáceis: a 8ª etapa é considerada de média montanha, já a 9ª tem a meta situada em Corno alle Scale, montanha onde Gilberto Simoni ganhou há 22 anos e que desde então nunca mais fez parte do Giro, que é apenas uma de três subidas nos 30 quilómetros finais.
Poderá Afonso Eulálio resistir nestes dois dias e chegar à segunda jornada de descanso no comando do Giro? Se o fizer, é provável que perca a rosa no reatamento da corrida, à 10ª etapa, dia do temido contrarrelógio individual.
O percurso de 42 km totalmente planos não favorece o ciclista de 24 anos, mas não é mau de todo para os outros portugueses presentes na prova italiana: o experiente Nélson Oliveira e o campeão nacional da especialidade, António Morgado.
O figueirense antecipou a situação em palavras partilhadas pela Bahrain.
“Já sabíamos o que ia acontecer, o Jonas é o principal favorito a vencer a Volta a Itália e, mais tarde ou mais cedo, vai vestir de rosa quando quiser. Resta-me sobreviver e dar tudo para chegar ao dia de descanso com a camisola rosa. Depois é ver o que podemos fazer no contrarrelógio, mas aí já vai ser praticamente impossível.”