É já esta madrugada que a seleção nacional disputa prova de fundo de elite

É já esta madrugada que a seleção nacional disputa prova de fundo de elite

Faltam poucas horas para a seleção nacional de ciclismo entrar em ação na prova de fundo da categoria elite no Campeonato do Mundo de Estrada.

A decorrer em em Wollongong, na Austrália, a seleção nacional obteve ontem um resultado histórico com António Morgado a sagrar-se vice-campeão mundial, na prova de fundo, em juniores.

Na madrugada deste domingo, pelas 01h15 (hora portuguesa) será a vez do quarteto português composto por João Almeida, Rui Oliveira, Nelson Oliveira e Ivo Oliveira entrar em prova.

Os ciclistas portugueses terão pela frente um percurso com um total de 266,9 quilómetros de extensão, com um acumulado total de 3945 metros.  

A prova de fundo terá assim início em Helensburgh, cidade onde os ciclistas terão de percorrer cerca de 28 quilómetros ao longo da costa até chegar Wollongong, zona tendencialmente ventosa, fazendo depois um desvio até Mount Keira, uma montanha que antecede uma descida rápida, fase da corrida que poderá surpreender alguns ciclistas.

Depois disto, o pelotão entrará no circuito da cidade de Wollongong, onde terão de percorrer um total de 12 voltas até terminar a prova.

Trata-se de uma prova longa com final previsto já bem perto das 8.00 horas portuguesas.

José Poeira destaca experiência da equipa nacional

José Poeira, selecionador nacional, destacou a experiência do quarteto de ciclistas que irá representar as cores nacionais.

Os corredores que trazemos são corredores muito experientes e que estão habituados a este tipo de corridas. Todos eles vêm rodados de outras provas, mas sabemos que os adversários também. Há países com mais responsabilidade do que nós, pelo número de corredores que trazem, e teremos de ser perspicazes e correr com inteligência para conseguirmos ter corredores na frente na fase final da corrida. Temos corredores habituados a trabalhar nas equipas às quais pertencem e que quando estão bem também conseguem discutir corridas. Vamos ter de perceber como está o João Almeida, tendo em conta o problema que teve e que o impediu de participar no contrarrelógio. O Rui Oliveira passa bem as subidas e poderá eventualmente ter a possibilidade de discutir a corrida ao sprint”.

Expetativa pela condição física de João Almeida

Há ainda alguma expetativa, ou por outro lado, apreensão por perceber qual a condição física de João Almeida.

Estas dúvidas surgem depois do ciclista português de 24 anos da UAE Emirates não ter participado na prova de contrarrelógio individual por motivos de doença.

João Almeida já deu sinais de estar bem para a prova desta madrugada, e mostra-se confiante em lutar por um bom resultado.

Já me sinto normal. Além de ter estado doente, a longa viagem até cá também levou a que estivesse algum tempo sem treinar, mas sinto-me cada vez melhor e hoje já fiz um bom treino. É uma corrida de um dia, por isso é sempre uma incógnita, mas penso que conseguirei lutar por um bom resultado e estar na discussão da prova. Tem uma subida muito curta e inclinada, e o traçado é semelhante ao de uma clássica, por isso não posso dizer que se enquadra muito nas minhas características. No entanto, penso que com as várias passagens pela subida os trepadores acabarão por ter alguma vantagem. É uma corrida longa e muito especial, quero estar entre os melhores e é isso que vou tentar fazer no domingo”.

Rui Oliveira garante chegar a esta prove em boa forma

O ciclista português de 26 anos, colega de João Almeida na UAE Emirates, apresenta-se muito motivado para a longa prova desta madrugada.

Antes de aqui chegar tentei fazer uma preparação que se adequasse da melhor forma ao percurso que ia encontrar. As corridas que fiz com a equipa também ajudaram muito a dar-me a confiança necessária e a deixar-me em boa forma. Esta corrida é muito imprevisível e vão ser mais de seis horas de prova. Somos apenas quatro e há seleções com muito mais elementos do que nós e são essas que vão fazer a corrida. Teremos de nos manter unidos e na frente do pelotão, de forma a evitar problemas. Penso que a corrida se irá jogar a 100 quilómetros do final e o mais importante será tentar permanecer na frente sem gastar demasiado. Vai acabar por ser uma corrida de eliminação, tendo em conta a subida do circuito que, no final, vai fazer diferenças. Acho que o traçado me favorece, pois gosto deste tipo de subidas”.

A prova com início marcado para as 01h15 horas (hora portuguesa)  será transmitida em direto no canal desportivo Eurosport., naquela que se espera uma longa e emocionante emissão televisiva.

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