Iúri e Ivo fecham com chave de prata melhor prestação de sempre em Mundiais

Portugal despediu-se de Xangai com quatro medalhas na bagagem, naquela que é a melhor prestação em Mundiais de pista. Iúri Leitão e Ivo Oliveira conquistaram primeiro pódio de sempre no Madison.
Mais de dois anos depois dos inolvidáveis Jogos Olímpicos de Paris, que terminaram com a medalha de ouro conquistada por Iúri Leitão e Rui Oliveira, Portugal chegou à medalha em Mundiais, numa prova de excelência do ciclista de Viana do Castelo e do outro gémeo Oliveira, Ivo.
Acima da dupla portuguesa esteve apenas a dupla dinamarquesa, que revalidou o título conquistado em Santiago, no ano passado, com uma prestação notável que saltou à tona na parte final da prova, já depois de Leitão e Oliveira terem dinamitado o pelotão com um ataque que durou várias dezenas de voltas.
Feitas as contas, a Seleção Nacional de pista despede-se dos Campeonatos do Mundo de Xangai com a melhor prestação de sempre da história do ciclismo português, com quatro medalhas: uma de ouro, uma de prata e duas de bronze (ver lista abaixo).
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Leitão e Oliveira partiram a corrida rumo à prata
A prova que encerrou o programa de competições em Xangai arrancou tranquila, com Iúri Leitão a somar os primeiros pontos de Portugal no segundo sprint. O primeiro ataque pertenceu aos Países Baixos, com Yoeri Havik e Philip Heijnen a conseguirem a primeira dobragem da corrida.
Ivo Oliveira e Leitão responderam com um ataque que durou cerca de 30 voltas e que terminou com 20 importantes pontos que atiraram os portugueses para a primeira posição, à frente de Dinamarca, que também conseguiu a dobragem logo a seguir, e dos neerlandeses.
Com a corrida totalmente partida e a um ritmo alucinante, Alemanha e Grã-Bretanha conseguiram os 20 pontos de bónus, mas a maior ameaça partiu da Bélgica, a campeã do mundo de 2025, que conseguiu saltar para a liderança com uma dobragem. Contudo, os dinamarqueses voltaram a dobrar e adiantaram-se na luta pelo ouro.
A 40 voltas do fim, Bélgica, Alemanha e Portugal empatavam-se no segundo lugar, com 44 pontos e a 19 dos nórdicos, que voltaram a atacar e deram um passo de gigante rumo ao ouro. Iúri e Ivo contra-atacaram com vista à prata e chegaram às últimas dez voltas com uma margem de nove pontos.
No sprint final, Iúri Leitão e Ivo Oliveira fecharam as contas com mais dez pontos e garantiram o segundo lugar com 67 pontos, contra os 88 de Lindsay de Vylder e Fabio van den Bossche. O bronze ficou para os alemães Moritz Augenstein e Roger Kluge, que totalizaram 52 pontos.
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As onze medalhas de Portugal em Mundiais de pista
- Ouro – Iúri Leitão – Omnium (Glasgow-2023)
- Ouro – Iúri Leitão – Omnium (Xangai-2026)
- Prata – Ivo Oliveira – Perseguição Individual (Apeldoorn-2018)
- Prata – Iúri Leitão – Eliminação (Roubaix-2021)
- Prata – Iúri Leitão e Ivo Oliveira – Madison (Xangai-2026)
- Bronze – Maria Martins – Scratch (Berlim-2020)
- Bronze – Ivo Oliveira – Perseguição Individual (Saint-Quentin-en-Yvelines-2022)
- Bronze – Maria Martins – Omnium (Saint-Quentin-en-Yvelines-2022)
- Bronze – Iúri Leitão – Scratch (Santiago-2025)
- Bronze – Maria Martins – Scratch (Xangai-2026)
- Bronze – Miguel Salgueiro – Corrida por Pontos (Xangai-2026)

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