Testei a Trek Supercaliber SLR 9.8 X0 AXS Gen 2 | Review

Testei a Trek Supercaliber SLR 9.8 X0 AXS Gen 2 | Review

Lançada em 2019, a Trek Supercaliber trouxe um conceito inovador ao BTT, foi uma bicicleta particular dentro do cross-country (XC) moderno e a geração 2 manteve a identidade, com alguns ângulos de quadro atualizados e equipamento que a tornaram mais eficiente.

Créditos foto: David Raquel

A versão que testei, a Trek Supercaliber SLR 9.8 X0 AXS T-Type Gen 2, é na minha opinião o modelo mais equilibrado da gama tendo em conta o que oferece.

Vídeo

Uma suspensão total, ou uma semi-rígida?

Certamente muitos dos que lêem o artigo já conhecem o comportamento deste tipo de bicicletas, outros já ouviram falar, mas agora que tive a oportunidade de testar, deixo-vos a minha opinião.

Créditos foto: David Raquel

Apesar de tecnicamente ser uma suspensão total, a Supercaliber oferece umas sensações algo semelhantes às de uma rígida.

Isto faz-nos regressar ao início da história do BTT: lá pelos anos 80, antes de haver suspensões todas as bicicletas de BTT tinham forquetas rígidas; com a chegada das forquetas de suspensão, as bicicletas chamavam-se de “semi-rígidas”; depois houve uma democratização da forqueta de suspensão e as forquetas rígidas praticamente desapareceram,

Apesar da Trek ainda ter o termo “semi-rígida” no seu catálogo associando-o às BTT que conhecemos como rígidas, eu creio que nos dias de hoje esse termo faz mais sentido com este tipo de bicicleta como a Supercaliber.

Créditos foto: David Raquel

A Supercaliber aproxima-se muito da sensação de uma rígida: é rápida, direta, reativa, mas com o suporte suficiente para estabilizar a bicicleta e rentabilizar a pedalada quando o terreno começa a ficar mais complicado.

Sensações no terreno

Depois de vários dias a pedalar e de afinar corretamente o conjunto suspensão / amortecedor, percebi que é uma bicicleta na qual podemos pedalar praticamente sempre com tudo aberto, tanto a suspensão dianteira como o amortecedor.

Créditos foto: David Raquel

O sistema IsoStrut da Trek comporta-se quase como um sistema inteligente. Mesmo desbloqueada, a bicicleta não transmite aquela sensação desagradável de “bombear”, típica de muitas suspensão total.

Só bloqueei o sistema em situações específicas, como quando precisava de me levantar para pedalar. Em subidas técnicas, sentado, senti sempre mais vantagem em manter tudo aberto: absorve as pequenas irregularidades e mantém a roda sempre no chão aproveitando a tração, sem desperdício de força.

Créditos foto: David Raquel

Não esperes a suavidade de uma suspensão total tradicional

Apesar de gostar muito das sensações acima descritas (sensações de semi-rígida), também é importante deixar claro que esta bicicleta não tem o comportamento de uma suspensão total “tradicional” de 120 mm. (a maioria de hoje em dia).

Se valorizas a suavidade, a leitura do terreno e o conforto típico das bicicletas mais voltadas para “downcountry”, ou das XC de suspensão total atuais com sistemas de pivots diferentes e 120mm. de curso, não é isso que vais encontrar na Trek Supercaliber.

Créditos foto: David Raquel

Fazendo uma comparação para me fazer entender melhor, a Supercaliber desce mais como uma rígida do que como uma suspensão total, tendo no entanto vantagens claras face às rígidas, é mais controlada, mais estável, mas direta.

O amortecedor IsoStrut Gen 2 oferece 80 mm. de curso e cumpre exatamente aquilo para que foi pensado: filtrar sem nunca “adormecer” a bicicleta.

Equipamento da SLR 9.8 X0 AXS T-Type Gen 2

  • Quadro SLR OCLV Mountain Carbon, mais leve e rígido do que a geração anterior.
  • Amortecedor IsoStrut Gen 2 com 80 mm e comportamento mais progressivo.
  • Forqueta RockShox SID com 110 mm, alinhada com o XC moderno.
  • Grupo SRAM X0 AXS T-Type.
  • Travões SRAM Level Stealth.
  • Pneus até 2.40.
Créditos foto: David Raquel

O modelo mais equilibrado da gama

A Supercaliber SLR 9.8 X0 AXS T-Type Gen 2 oferece praticamente tudo o que é necessário para competir no XC atual, sem obrigar a subir para valores muito mais elevados.

Na prática, a maior diferença para o modelo topo de gama reside no peso – que sim, importa – mas tendo em conta a diferença de preço, esta 9.8 é claramente um modelo ótimo entre performance e investimento.

Créditos foto: David Raquel
Créditos foto: David Raquel

O quadro SLR é topo de gama, a transmissão, travagem, as rodas em carbono, suspensão e amortecedor têm um comportamento muito semelhante à topo de gama e o guiador integrado inclusive o mesmo!

Créditos foto: David Raquel
Créditos foto: David Raquel

Tendo em conta a conjugação do equipamento montado, o design e desempenho desta bicicleta, ela é provavelmente uma das bicicletas de BTT mais equilibradas da Trek, e também do mercado.

Créditos foto: David Raquel

Podes ver o modelo testado, a gama completa da Trek Supercaliber, a disponibilidade e cores disponíveis aqui no site da Trek: www.trekbikes.com/pt/pt

Noticias relacionadas

Emoções fortes na ultima ronda da Taça do Mundo de XCO em Lake Placid

Emoções fortes na ultima ronda da Taça do Mundo de XCO em Lake Placid

Huawei Watch GT 7: Mais funções de  ciclismo e melhor localização que o GT6 | Review

Huawei Watch GT 7: Mais funções de ciclismo e melhor localização que o GT6 | Review

Taça do Mundo XCO – Soldier Hollow: Berta e Vidaurre vencem provas com incerteza até ao fim

Taça do Mundo XCO – Soldier Hollow: Berta e Vidaurre vencem provas com incerteza até ao fim

Teste | S-Works Turbo Levo R: muita potência, mas sobretudo agilidade

Teste | S-Works Turbo Levo R: muita potência, mas sobretudo agilidade

Utilizamos cookies para garantir a funcionalidade e melhor experiência de navegação no nosso site. Saber mais