TREK-Segafredo na vanguarda – Assume a diferença de prémios da Paris-Roubaix

TREK-Segafredo na vanguarda – Assume a diferença de prémios da Paris-Roubaix

No passado fim de semana foi realizada uma das melhores e mais duras edições da Paris Roubaix. Uma prova que para muitos é a clássica das clássicas, o monumento mais importante da história do ciclismo.

Depois de mais de 6 horas na bicicleta e mais de 50 km de paralelo enlameado, o italiano Sonny Colbrelli levantou os braços no velódromo de Roubaix à frente de Mathieu Van der Poel e Florian Vermeersch.

No dia anterior à prova masculina, que vai na sua 118ª edição, realizou-se a primeira edição da prova feminina, na qual a vencedora foi Elizabeth Deignan, seguida por Marianne Vos e de Elisa Longo Borghini.

Prémios muito diferentes entre homens e mulheres

A polémica surgiu no dia logo após a corrida quando os meios de comunicação social revelaram a discrepância dos prémios entre a prova masculina e feminina.

O ciclista do Bahrain Sonny Colbrelli conseguiu com a sua vitória um prémio monetário de 30.000 euros (o prémio previsto para o vencedor), mas com Lizzie Deignan foi “um pouco” diferente, para a primeira mulher na história a ganhar um Paris Roubaix, o prémio da organização foi apenas 1.535 euros, um valor que difere muito do de Colbrelli e que mais uma vez veio expor um assunto que acaba por haver em todos os desportos, as diferenças entre uma categoria e outra.

Veja-se na tabela seguinte a distribuição de prémios para a Paris Roubaix 2021. São cerca de 80.000 euros de diferença entre as duas categorias.

Nem vou tocar no assunto da diferença de valores entre o ciclismo e outros desportos, o ciclismo é o ciclismo e ponto final.

Mas se estamos a falar do mais alto nível de um desporto profissional, numa das provas mais mediáticas do mundo com transmissão na televisão em vários países, um prémio de 200 euros para uma atleta que termina no TOP 10 de uma prova como esta é, desculpem a expressão, ridículo.

TREK – Segafredo na vanguarda da igualdade

Quando terminou a corrida feminina, entre outros pormenores acerca da sua vitória naquele dia, Elizabeth Deignan referiu que era um orgulho fazer parte da história da corrida, mas também fazer parte de uma equipa que faz história.

Isto porque um dos princípios de gestão da equipa TREK-Segafredo é ter igualdade de remuneração entre os dois sexos, paga vencimentos de igual patamar a homens e mulheres.

Desta forma, os líderes da Trek-Segafredo anunciaram que eles próprios vão compensar a diferença de tratamento financeiro entre homens e mulheres, colmatando essa falta por parte da organização.

Vão pagar a Elizabeth Deignan € 28.465 para que a britânica também receba € 30.000 (valor do prémio masculino), e o mesmo princípio será aplicado para Longo Borghini e para Cordon-Ragot (que terminaram em terceira e oitava respectivamente).

Neste caso a equipa americana assume a sua parte, e embora o ciclismo feminino esteja a crescer nos últimos anos estas lacunas existem, e é um assunto que certamente terá “mais episódios”.

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