Rolos de treino: Aspectos a ter em conta

Rolos de treino: Aspectos a ter em conta

Tendo em conta a quantidade de mensagens que recebemos a pedir este tipo de conteúdo, iremos começar a publicar alguns artigos relacionados com treino, rolos de treino e nutrição.

Para tal contaremos com o Edgar Santos, treinador de ciclismo com título profissional nível 2, pós graduado em rendimento desportivo, certificação de nível máximo Trainingpeaks, formações temáticas nas áreas da nutrição desportiva, sistema cardiovascular, vias metabólicas e treino concorrente.

O Edgar desenvolve a sua actividade de treinador por via da ndurance.cc, uma empresa ligada ao treino de ciclismo e à comercialização de alimentação funcional adequada a desportos de endurance.

Rolos de Treino: são uma boa opção de treino?

Os rolos de treino representam uma maior valia no nosso treino, sem dúvida.

Especialmente com a chegada dos rolos “smart” e toda a sua interactividade, conectividade/ integração com diversas plataformas, permitiu de facto quebrar alguns estigmas e resistências por parte de alguns utilizadores.

Foi possível aperfeiçoar a qualidade do treino e é isso mesmo que obtemos com o treino “indoor”, neste tipo de equipamentos de treino.

O atleta além de uma forma qualitativa, conseguir cumprir com as suas sessões de treino apontando à especificidade, consegue melhor gestão do seu tempo, conseguindo criar uma dinâmica mais apta às restantes tarefas a que está sujeito no seu dia a dia.

Rolo VS. Rua – Alguns aspectos a ter em conta

No entanto quando falamos de treino existem nuances que devem ser tidas em conta, especialmente porque estes equipamentos podem provocar uma certa “robotização/ automatização” do atleta, ou seja, por exemplo, retirar capacidades de leitura da percepção subjectiva de esforço e o domínio de ferramentas de treino como os potenciómetros; e em que medida?

Na medida em que, se temos um rolo que através do seu protocolo de comunicação (ERG) dá a indicação de um valor de potência determinado, o atleta tem apenas que rodar as pernas sem qualquer controlo ou domínio concreto do “output”, ao passo de que na rua, utilizando potenciómetro, existe além das variáveis meteorológicas, tipologia do terreno, etc., uma necessidade de controlo da potência que aponta a um domínio de características técnicas como o “pacing” ou seja, a capacidade de manter o “output”/potência o mais constante possível.

Acontece muito quando um atleta adquire um potenciómetro, ter dificuldade nesse domínio, no de
conseguir manter valores de potência constantes em determinas sessões, ou até quando sujeitos a determinadas avaliações/aferições de performance.

Outros problemas que se verificam com o “ERG mode” é que a maioria das plataformas que
comunicam com o rolo e aplicam a sessão de treino do atleta, referem-se a um valor fixo
em termos percentuais do FTP do atleta, e nem sempre isso é “útil” em termos de ganhos ou adaptações que possamos querer obter.

Outra questão prende-se com determinadas sessões, nas quais queremos executar técnicas e estímulos como “sprints” com potências muito elevadas, e existe uma variação tão grande e rápida na resposta do rolo que se torna quase impossível pedalar ou atingir os valores pedidos, por se tratar
neste caso de um estímulo que requer além de explosão e técnica, um tipo de esforço impraticável em rolo.

Por isso é importante que o treinador decida, na elaboração das várias sessões de treino que
prescreve ao atleta, fazer referência a respeito do ERG, no sentido de este se manter activo
ou ser desactivado para melhor execução da tarefa.

Isto pode acontecer em razão da impraticabilidade de determinada sessão, ou simplesmente para “quebrar” com a problemática da “automatização do atleta” e obrigar a que este não perca o controlo e domínio do potenciómetro, essa ferramenta tão valiosa.

De modo geral, (salvo as preferências de alguns atletas e alguns tipos de treino), em dias de más condições atmosféricas é preferível optar pelo rolo de treino, tentando recriar a sessão de treino da rua adaptada ao treino de rolo, tendo em conta que não compensa correr o risco acrescido de quedas ou de adoecer após um treino de rua nesses dias.

Descobre mais sobre a ndurance.cc, empresa ligada ao treino de ciclismo e à comercialização de alimentação funcional adequada a desportos de endurance aqui: https://ndurance.cc/

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