Huawei Watch GT 7: Mais funções de ciclismo e melhor localização que o GT6 | Review
Testei o novo Huawei Watch GT 7 depois de um ano a usar o Watch GT 6 e embora não haja uma grande revolução entre os dois modelos, o GT 7 tem algumas diferenças para quem anda de bicicleta.
Há cerca de um ano comecei a usar o Huawei Watch GT 6, sendo desde então um equipamento que está quase sempre no meu pulso. Assim, quando a Huawei me enviou o novo Watch GT 7, foi fácil ver as diferenças entre ambos.

À primeira vista os relógios são iguais, o GT 7 mantém a filosofia do GT 6, o mesmo formato de 46 mm, um ecrã AMOLED de 1,47 polegadas, 51,3 gramas de peso e uma autonomia anunciada que continua a chegar aos 21 dias em utilização ligeira. (A autonomia destes equipamentos continua a ser, na minha opinião, um dos seus pontos fortes).
Emparelhamento
O emparelhamento continua fácil e intuitivo, basta instalar a aplicação Huawei Health no telemóvel e o relógio fica emparelhado, seja com sistema Android ou IOS.


Pequenas diferenças no design
Se já conheces o GT 6, não há uma revolução no GT 7, continua a ser um relógio relativamente grande, mas sem parecer excessivo no pulso.
Visualmente destaca-se desde logo a nova bracelete, mais ergonómica e desportiva, algo que peca no GT 6 que me enviaram há um ano atrás, pois tem alguns pormenores em tecido que não secam de imediato após utilização em desportos de água.

A Huawei manteve uma caixa de 46 mm, em aço inoxidável no modelo PRO, com 10,95 mm de espessura. O ecrã AMOLED de 1,47 polegadas tem 466 x 466 píxeis e continua com os 3000 nits de brilho máximo, que são bastante úteis para quem pratica desportos ao ar livre.
Evolução no GPS
O GT 7 utiliza posicionamento GNSS de dupla banda e suporta GPS L1+L5, BeiDou de três bandas, Galileo E1+E5a e QZSS L1+L5.
A Huawei introduziu também o seu sistema Sunflower Positioning, desenvolvido para melhorar a precisão do posicionamento em diferentes ambientes.
Troquemos isto por linguagem mais acessível, houve uma evolução no sistema de posicionamento do GT 7, que permite uma aquisição de sinal mais rápida e melhora a precisão do GPS, sobretudo em ambientes onde o sinal é mais difícil, como zonas com árvores ou entre edifícios.

Um smartwatch pode ter um excelente ecrã, uma boa autonomia e muitas funções, mas se o registo da atividade ou do percurso não for preciso, perde parte da utilidade enquanto ferramenta de treino.
Mais atenção ao ciclismo
Esta é a diferença que mais interessa para quem pedala e quer utilizar este relógio enquanto ferramenta de treino.
O Huawei GT 6 já tinha um modo de ciclismo bastante interessante, não estando ao nível de um equipamento dedicado de raiz para a modalidade, mas com funções bastante interessantes para um Smartwatch, como indicação de Potência Virtual e funções como Route Back e Training Status (que o GT 7 mantém).

Ainda assim (e como referi na Review do GT 6), é natural que haja evolução e a Huawei reforçou o modo de ciclismo do GT 7 com algumas funcionalidades como o planeamento de subidas e alertas de curvas apertadas, funções que os tais dispositivos totalmente dedicados de raiz à modalidade têm.
A Huawei está a tornar o relógio mais útil durante a própria atividade.
O planeamento de subidas, por exemplo, pode ser interessante para quem utiliza o relógio em treinos com trabalho específico ou em percursos com bastante desnível. Já os alertas de curvas apertadas são uma daquelas pequenas funções que podem fazer sentido quando estamos a seguir uma rota desconhecida.
Potência virtual
Assim como o no GT 6, também o Huawei Watch GT 7 continua a calcular uma potência virtual sem necessidade de potenciómetro. Cruzando dados de peso, velocidade, elevação e GPS, o relógio estima a potência do ciclista com resultados surpreendentemente próximos de um potenciómetro real.

Não substitui um equipamento profissional para atletas experientes, mas para iniciantes ou ciclistas amadores, é uma ferramenta valiosa para orientar treinos e evolução.
Huawei GT 6 vs GT 7
Como faço referência no início, o GT 7 não tenta reinventar o GT 6, mas sim evoluir e melhorar. A Huawei pegou numa base que já era bastante competente e concentrou a evolução no posicionamento, no software e em algumas novas funcionalidades desportivas.
| Huawei Watch GT 6 46 mm | Huawei Watch GT 7 46 mm | |
|---|---|---|
| Ecrã | AMOLED 1,47″ | AMOLED 1,47″ |
| Resolução | 466 x 466 | 466 x 466 |
| Brilho máximo | 3000 nits | 3000 nits |
| Peso | 51,3 g | 51,3 g |
| Dimensões | 46 x 46 x 10,95 mm | 46 x 46 x 10,95 mm |
| GPS | Dupla banda | Dupla banda + Sunflower |
| Modos de treino | 100+ | 110+ |
| Ciclismo | FTP, potência virtual | FTP, potência virtual, planeamento de subidas, alertas de curvas |
| Autonomia anunciada | Até 21 dias | Até 21 dias |
| Resistência | 5 ATM | 5 ATM + IP69 |
Autonomia mudou?
Como disse anteriormente, a par da robustez e resistência, a autonomia continua a ser uma das características mais interessantes da gama GT, mas naturalmente, os valores dependem muito da utilização.
No GT 7 de 46 mm, a Huawei anuncia até 21 dias de utilização ligeira, 12 dias em utilização típica (dia a dia e desporto), sete dias com o “Always On Display” ligado e até 51 horas no modo de atividade desportiva.

GPS ligado durante várias horas, monitorização contínua, notificações, chamadas e Always On Display fazem com que a autonomia real seja bastante inferior aos 21 dias anunciados, mas depois de o utilizar e fazendo algumas atividades com recurso ao GPS podemos apontar para 10/12 dias, o que é igualmente bastante bom.
A vantagem da gama GT é que mesmo utilizando o relógio regularmente para desporto, não estamos constantemente preocupados com o carregador e principalmente para quem faz ciclismo (onde qualquer atividade dura facilmente mais de 1:30h ou 2 horas) esta é uma característica que continua a fazer diferença.
E para quem já tem o GT 6?
Sinceramente, depois de um ano com o GT 6, não vejo que o GT 7 seja atualização obrigatória para quem ja tem um GT 6. A maior diferença no design e ergonomia é a pulseira, mas essa podem adquirir no website da Huawei e colocar no vosso GT 6.
O GT 6 continua a responder às necessidades de quem o utiliza principalmente para notificações, saúde, sono e registo de atividades, a experiência base continua muito semelhante no GT 7.

Só para quem tenciona utilizar o relógio regularmente para ciclismo e navegação, existe alguma diferença, ou seja, se não tens nenhum smartwatch, estás indeciso entre ambos e esta é a utilização que lhe queres dar, compra o GT 7.
A evolução do posicionamento, as novas funções específicas de ciclismo e a maior integração de ferramentas como o planeamento de subidas tornam o GT 7 mais interessante para quem pretende utilizar o relógio como uma ferramenta de treino na bicicleta e não apenas como ☝️ smartwatch normal.

Em resumo
Posso dar-vos uma opinião bem fundamentada porque não estou a chegar ao GT 7 vindo de um relógio antigo. Testei o relógio depois de um ano inteiro com o GT 6 no pulso e digo-vos que o Huawei Watch GT 7 não é um produto que faça o GT 6 ficar obsoleto, esta é a opinião mais honesta que posso dar.
A Huawei manteve praticamente intacta a fórmula que funcionava e concentrou a evolução em alguns pontos para aperfeiçoar o equipamento e torná-lo um pouco mais próximo de equipamentos dedicados de raiz à função de ciclismo. Melhorou o posicionamento (GPS), algumas funções de ciclismo, navegação e acompanhamento do treino.
Para quem não tem smartwatch, faz mais sentido adquirir o GT 7 pois fica com um equipamento mais atual e aperfeiçoado nessas funcionalidades.
Para quem já tem um GT 6, a decisão depende muito da utilização que quer fazer do relógio. Se o ciclismo e a navegação são importantes, há argumentos no GT 7 para ponderar a mudança. Se não, o GT 6 continua a ser um relógio atual, com qualidade e muito completo.