Portugal abraça Paris 2024

Portugal abraça Paris 2024

Ivo Oliveira e Iúri Leitão ganharam o madison na etapa final da Taça das Nações. Tata Martins foi 8ª no omnium. Apuramento olímpico no rumo certo.

O sonho de ter Portugal em Paris 2024 com um ou mais representantes masculinos pela primeira vez está vivo. Ivo Oliveira e Iúri Leitão fecharam a época de Taça do Mundo vencendo o madison, em Milton (Canadá).

A dupla nacional – 4ª no Europeu a um ponto das medalhas – foi a única que dobrou duas vezes o pelotão e ainda pontuou em cinco dos 20 sprints.

  • Ouro: Portugal (Ivo Oliveira e Iúri Leitão) 61 pontos
  • Prata: Beat Cycling Club (Yoeri Havik e Vincent Hoppezak) 56 pontos
  • Bronze: França (Thomas Boudat/Benjamin Thomas) 55 pontos

É a primeira vez que uma dupla portuguesa vence um madison em elites numa grande prova internacional. Apesar de ser uma prova tradicional na pista, o madison só fez parte do programa dos Jogos Olímpicos entre 2000 e 2008 ao ser um evento exclusivo masculino. Voltou em Tóquio 2020 já com duplas femininas.

Foram 52 minutos de prova feitos a uma velocidade média de 57,3km/h ao longo de 200 voltas ao velódromo canadiano de Milton. O plano definido pelo selecionador nacional Gabriel Mendes era esperar pela metade da prova para tentar as dobragens.

“O nosso ponto forte é quando se acumula a fadiga. Despois de darmos a primeira volta, conseguimos dobrar o pelotão pela segunda vez. Sentimos que tinha de ser naquele momento, porque a corrida estava toda partida e víamos na cara dos adversários que estavam completamente cansados e nós ainda tínhamos algumas ‘balas’ para gastar. Depois foi um contrarrelógio de 40 voltas dividido entre mim e o Iúri. Estamos orgulhosos porque houve uma conexão muito boa entre os dois, fizemos rendições perfeitas. Foi daqueles dias em que tudo é perfeito.”

Ivo Oliveira à Federação Portuguesa de Ciclismo

Como está a classificação para Paris 2024?

A seleção nacional de pista começou o ano sabendo que um bom início de ciclo podia deixar o apuramento quase fechado.

Para o apuramento contam os Europeus, as Taças do Mundo e os Mundiais. Cada evento tem um coeficiente, isto é, o Mundial pontua mais do que a Taça do Mundo que por sua vez pontua mais do que o Europeu. Daí ser importante fechar 2023 com um bom Mundial em Glasgow (3-13 de agosto).

Na Taça do Mundo de madison só Alemanha e Países Baixos estão à frente de Portugal. É preciso ter em conta que o apuramento olímpico é entrelaçado – a perseguição por equipas apura 10 nações que entram diretas no madison; a esses 10 países juntam-se outros cinco via ranking do madison; já no omnium entram os 15 países que participam no madison mais sete do ranking específico.

O 6º lugar de Iúri Leitão no omnium em Milton e o 7º de João Matias em Jacarta (além do 9º no Europeu obtido por Matias em fevereiro) reforçam a ambição da seleção nacional.

Créditos: UCI

Tata Martins firme em Milton

Maria Martins foi de menos a mais na Taça do Mundo. Um positivo por Covid-19 estragou a participação na primeira prova, em Jacarta, mas no Cairo já foi 7ª e em Milton 8ª no omnium.

Como só contam os dois melhores resultados do ano uma Tata Martins firme em Milton é garantia de estar na metade alta do ranking desta disciplina olímpica.

No Canadá Tata Martins foi 5ª no scratch, 6ª na tempo race, 12ª na eliminação e na corrida por pontos não pontuou terminando com 80 pontos.

O nível foi de final olímpica: britânica Katie Archibald arrasou nas três primeiras corridas e geriu na pontuação; na luta pelo pódio a italiana Elisa Balsamo tirou o 2º lugar à campeã mundial e olímpica Jennifer Valente (EUA) no último sprint.

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