Vuelta a Espanha 2026 – João Almeida já conhece o percurso

João Almeida volta a marcar presença na Vuelta em 2026, depois do segundo lugar na última edição. O português ficou a conhecer esta quarta-feira o percurso da sua segunda grande volta do ano
Já é conhecido o percurso da Vuelta 26, onde João Almeida volta a ter oportunidade para lutar pela vitória.
Neste momento, o português já sabe que, em princípio, tem a concorrência de Primoz Roglic, Mattias Skjelmose, Matthew Riccitello e Enris Mas. Vingegaard é improvável – os rumores apontam para Giro e Tour – e Pogacar uma incógnita.
A corrida arranca no Mónaco, passa por França e Andorra, antes de chegar a Espanha. O percurso foca-se no sul do país vizinho, com Granada a receber a última etapa, em vez de Madrid.
Pela frente, os ciclistas têm um dos percursos mais exigentes dos últimos 10 anos. Sete finais em alto, 58 mil metros de subida, e etapas importantes para a classificação geral desde o primeiro dia.
A geografia da corrida é suis generis e mostra a riqueza do território. Fazem a Vuelta mais dura da década sem passarem nas zonas tradicionais dos Picos da Europa e Galiza. Também não passam na Serra madrileña. Justamente não vão aos locais mais ativos nos protestos este ano num corte com a realidade recente.
Ler mais | Será que à quinta João Almeida ganha mesmo o Giro de Itália?

Três países até Espanha
A Vuelta 26 arranca a 22 de agosto, com um contrarrelógio de 9 km, no Mónaco, que deve marcar as primeiras diferenças entre os favoritos. O segundo dia sai do principado, e chega a Manosque, no sul de França – o percurso tem algum sobe e desce, e pode dar oportunidade a uma fuga, num com final para ciclistas com punch.
A terceira e a quarta etapa são testes de montanha. Dois dias nos Pirenéus, entre França e Andorra – a 24 de agosto, percurso plano até uma subida de primeira categoria, seguida de uma segunda categoria, num final a quase 2000m de altitude. No dia seguinte, três primeiras categorias consecutivas, antes de uma terceira categoria, a 4 km da meta.


Na etapa 5, a Vuelta chega a Espanha, num dia que deve sorrir aos sprinters. Segue-se uma tirada com altos e baixos, com uma primeira categoria na fase final do percurso – neste dia, uma das principais novidades na Vuelta: pela primeira vez na história há sterrato na 6ª etapa que fecha em Castellón. Vão ser 3,5 km na subida ao Bartolo cuja descida será em asfalto; o topo está a 16 km do final pelo que será decisivo.
Ao sétimo dia, novo teste de montanha, com chegada a Aramon Valdelinares, de novo, praticamente a 2000m de altitude.

A etapa 8 deve sorrir aos sprinters, mas antes do primeiro dia de descanso, os favoritos à geral voltam a ter um duro teste na nona etapa. Seis subidas categorizadas e 5000m metros verticais até ao final no Alto de Aitana, no fecho de uma primeira semana dificílima.

Mais dois testes na segunda semana
A 10ª etapa traz nova oportunidade para a fuga, seguida de outro dia para os sprinters. No 12ª dia, final em Catar Alto, onde Primoz Roglic triunfou em 2021, e deu um passo importante rumo à vitória final.
O 13º dia da Vuelta deve ser uma luta entre a fuga e os sprinters, antes do segundo teste da semana para João Almeida e companhia: chegada de primeira categoria a Sierra de la Pandera, a mais de 1800m de altitude. A 15ª etapa volta a ser uma possibilidade para os homens rápidos, antes de novo dia de descanso.


Tensão até ao fim
A 16ª e a 17ª etapa devem voltar a ser decididas ao sprint, antes da Vuelta 26 entrar na fase decisiva. No 18º dia, um contrarrelógio plano, de 32,5 km, chega antes de duas etapas com muita montanha.

A 19ª etapa chega a Peñas Blancas depois de 205 km de corrida. Três subidas categorizadas, e um vale de vale de 20 km antes da ascensão mais difícil do dia. Logo de seguida, outra tirada de montanha, na Sierra Nevada, com final em Collado del Alguacil – categoria especial – depois de quatro subidas categorizadas (três delas de primeira categoria). Este vai ser o único final inédito na Vuelta 2026.

A última etapa termina em Granada – os derradeiros quilómetros da Vuelta 26 correm-se num circuito que acaba com uma subida inclinada, para os ciclistas com punch que ainda tenham força nas pernas após três semanas onde o calor também pode vir a ser um fator importante.
Créditos da fotografia de destaque: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency