Giro d’Italia 2027 | Os destaques e os perfis de todas as etapas da 110.ª edição

Começa em Trieste no segundo sábado do mês de maio e termina em Roma no penúltimo dia do mês. A partida passa pela Eslovénia, mas é no Passo Gavia e no Mortirolo que se vai decidir a primeira Grande Volta do ano.
É um percurso sui-generis que promete agradar aos ciclistas de todos os perfis. Ao todo vão ser percorridos 3.418,9 quilómetros, com 50.250 metros de desnível positivo, distribuídos por seis etapas para sprinters, oito de montanha, cinco de alta montanha e dois contrarrelógios.

A Cima Coppi desta 110.ª edição é o Passo Gavia, ao passo que a Montagna Pantani fica reservada para o Mortirolo, que vai ser escalado duas vezes. Já a 12.ª tirada, que liga Montecatini Terme a Zeri, será a Tappa Bartali, decorrendo na íntegra na Toscana.
Nos destaques do percurso encontram-se ainda o Monte Zoncolan, que volta a receber o pelotão do Giro d’Italia seis anos depois, com a subida a realizar-se pelo lado de Ovaro, que tem 10,1 quilómetros a 11,9%, com pendentes de 22%. É ali que, ao que tudo indica, se vai decidir a corrida.

Uma das curiosidade da edição de 2027 passa pela presença de três circuitos de automobilismo: Misano Adriatico (chegada da quarta etapa), Mugello (chegada da 11.ª) e Monza (partida do contrarrelógio da 15.ª). Em Filottrano, ao quinto dia, está prevista uma homenagem a Michele Scarponi.
De Trieste a Roma com muita montanha
O percurso da 110.ª edição da Volta a Itália foi conhecido esta terça-feira na Sala Sinopoli do Auditório Parco della Musica Ennio Morricone, em Roma. Com partida em Trieste, na capital do Friul, a primeira etapa termina igualmente naquela cidade, embora faça um desvio para a Eslovénia. Nos últimos 40 quilómetros estão previstas três subidas exigentes.
No dia seguinte o pelotão ruma a solo esloveno, com a ligação entre Liubliana e Koper, regressando a Itália na terceira etapa, que conta um percurso difícil entre Cervignano e Possagno. Já na Emília-Romanha, o circuito Marco Simoncelli vai ser palco de um final ao sprint, seguindo-se o primeiro grande teste aos homens da geral, com partida na cidade de Scarponi e chegada em Sarnano-Sassotetto, uma subida com 7,4% de inclinação.

A partida daí, a primeira semana segue para a costa do mar Adriático, antes do primeiro contrarrelógio, em jeito de cronoescalada, apesar de o início e o final não serem em subida. No fim de semana, o Giro regressa a Nápoles pelo sexto ano consecutivo, rumando a norte no domingo para subir ao Monte Livata.
Depois do primeiro dia de descanso, os ciclistas parte da região do Lácio em direção aos Apeninos centrais, numa longa etapa com 218 quilómetros e 3.600 metros de desnível. Segue-se mais um final para os velocistas, no circuito de Mugello, naquela que é a etapa mais longa desta edição, com 200 quilómetros.

Já na Toscana, a Volta a Itália sobe pela primeira vez ao Passo dei Due Santi, em Zeri, na Tappa Bartali de 2027. A 13.ª etapa, com chegada em Reggio Emilia, não apresenta dificuldades, antecedendo um fim de semana importante nas contas da geral. No sábado estão reservados praticamente cinco mil metros de desnível acumulado, ao passo que, no domingo, realiza-se o contrarrelógio entre Monza e Milão, com 37,3 quilómetros.
A última semana começa com mais uma estonteante etapa, com a ligação entre Sondrio e Parica a apresenta 5.700 metros de desnível em 192 quilómetros. É nesse dia que se vai passar duas vezes pelo Mortirolo (Montagna Pantani) e Gavia (Cima Coppi). Segue-se um final ao sprint e o regresso às montanhas para a sétima chegada em alto.
Depois de um etapa presumivelmente para a fuga, o pelotão regressa ao Monte Zoncolan, num penúltimo dia que será decisivo para as contas finais desta edição. Pelo quinto ano consecutivo, o troféu Senza Fine vai ser erguido em Roma, no tradicional circuito da capital italiana.
Conheça todas as etapas
Etapa 1 – Sábado, 8 de maio: Trieste – Trieste (172 km)

Etapa 2 – Domingo, 9 de maio: Liubliana – Koper (166 km)

Etapa 3 – Segunda-feira, 10 de maio: Cervignano del Friuli – Possagno (163 km)

Etapa 4 – Terça-feira, 11 de maio: Argenta – Misano Adriatico (151 km)

Etapa 5 – Quarta-feira, 12 de maio: Filottrano – Sarnano-Sassotetto (139 km)

Etapa 6 – Quinta-feira, 13 de maio: Alba Adriatica – Lanciano (148 km)

Etapa 7 (CRI) – Sexta-feira, 14 de maio: Sulmona – Campo di Giove (19,6 km)

Etapa 8 – Sábado, 15 de maio: Trasacco – Nápoles (219 km)

Etapa 9 – Domingo, 16 de maio: Itri – Subiaco-Monte Livata (180 km)

Dia de descanso – Segunda-feira, 17 de maio
Etapa 10 – Terça-feira, 18 de maio: Palombara Sabina – Norcia (218 km)

Etapa 11 – Quarta-feira, 19 de maio: Gualdo Tadino – Scarperia (220 km)

Etapa 12 – Quinta-feira, 20 de maio: Montecatini Terme – Zeri (173 km)

Etapa 13 – Sexta-feira, 21 de maio: Borgo Val di Taro – Reggio Emilia (176 km)

Etapa 14 – Sábado, 22 de maio: Cantù Arena – Piani di Bobbio/Valtorta (187 km)

Etapa 15 (CRI) – Domingo, 23 de maio: Monza – Milão (37,3 km)

Dia de descanso – Segunda-feira, 24 de maio
Etapa 16 – Terça-feira, 25 de maio: Sondrio – Aprica (192 km)

Etapa 17 – Quarta-feira, 26 de maio: Chiari – Vo’ (194 km)

Etapa 18 – Quinta-feira, 27 de maio: Rovereto – Madonna di Campiglio (154 km)

Etapa 19 – Sexta-feira, 28 de maio: Rovereto – Sacile (199 km)

Etapa 20 – Sábado, 29 de maio: Pordenone – Monte Zoncolan (180 km)

Etapa 21 – Domingo, 30 de maio: Roma – Roma (131 km)

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