Ciclistas da Ineos Grenadiers aceitaram assinar pela Jumbo, baixando o salário

Ciclistas da Ineos Grenadiers aceitaram assinar pela Jumbo, baixando o salário

O ciclista Ian Boswell, confessou que vários corredores que conhece escolherem a Jumbo – Visma em detrimento da equipa da INEOS Grenadiers, baixando inclusivamente o salário.

A equipa britânica tem vindo a perder um pouco da reputação que ganhou no pelotão internacional nos anos dos grandes sucessos de Wiggins, Froome, Thomas, entre outros. Para além disso tem sido afetada com a saída precoce de alguns elementos. 

Ian Boswell e Chirs Froome em 2016

O ciclista Ian Boswell, que esteve na equipa em muitas dessas glórias (entre 2013 e 2017), disse ao The Cycling Podcast que lamenta que a Ineos tenha perdido a sua filosofia original, pois era uma equipa britânica com uma identidade muito forte, sabiam muito bem quem eram e o que queriam.

Ian Boswell, que atualmente está mais ligado à vertente de gravel disse ainda:

“Agarraram-se à ideia de que são uma equipa para as grandes voltas e que querem ganhar o Tour, mas se olharmos para o plantel atual, será que têm alguém capaz de o fazer? Não me parece.” 

Boswell salientou também que foi esta crise de identidade que levou a que muitos ciclistas da Ineos tenham recusado importantes ofertas de renovação e decidido ir para a Jumbo-Visma:

“É um pouco preocupante. Sou amigo de alguns corredores que nos últimos anos, decidiram não renovar com a Ineos e ir para o Jumbo por menos dinheiro, pelo que ouviram internamente, pelo que acontece na Ineos, por causa da cultura da equipa, da dinâmica.” 

Sem reservas, o Norte Americano que se retirou em 2019 explica que há ciclistas que querem correr por menos dinheiro numa equipa onde podem ter mais sucesso, uma equipa que está numa tendência ascendente em vez de uma que dá passos para trás ano após ano.

Ian Boswell no Unbound Gravel 2021

De relembrar também que no início de novembro, o diretor da Ineos Grenadiers e uma das principais peças do projeto, Rod Ellingworth se demitiu. Esta demissão, que Geraint Thomas chamou de “surpreendente e desvastadora”  acentua ainda mais esta perda de peças fundamentais e talento da equipa, depois das saídas de Adam Yates, Richard Carapaz e Tao Geoghegan Hart.

Apesar de ser uma das equipas com maior orçamento do World Tour, a Ineos está com uma crise de identidade, será que em 2024 esta tendência pode mudar?

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