Presidente da UCI avisa: o calendário do ciclismo feminino terá que abrandar

Presidente da UCI avisa: o calendário do ciclismo feminino terá que abrandar

David Lappartient, presidente da UCI (União de Ciclismo Internacional) comentou o atual estado do ciclismo feminino internacional, considerando que a crescente evolução que este tem registado nas últimas temporadas pode estar algo comprometida num futuro imediato.

David Lappartient, presidente da UCI desde setembro de 2017, deixa o aviso de que a expansão que o calendário de corridas femininas de renome internacional tem vindo a registar pode vir a sofrer um sério abrandamento em breve, devido ao desequilíbrio registado entre o número de atletas e o calendário.  

“O pelotão feminino ao mais alto nível ainda não é grande o suficiente.”

David Lappartient (Presidente da UCI)

Nas recentes declarações que efetuou a alguns meios de comunicação neerlandesa o francês de 48 anos, enquanto figura preponderante no panorama internacional do ciclismo, alertou que o calendário internacional do Women’s WorldTour está perto daquilo que ele considera ser o máximo recomendado e possível.

“Estamos quase no máximo do número de dias de competição que ainda podemos adicionar ao calendário. Nos últimos anos, muitas novas e boas competições foram adicionadas, como o Tour de France Femmes deste ano.”

David Lappartient (Presidente da UCI)

O presidente da UCI revela ainda que os organizadores das principais provas de ciclismo internacional têm vindo a ser cada vez mais desafiados a criar competições femininas, mas que é necessário analisar se há atletas suficientes para todas essas provas.

Desde o Tour de France Femmes, à versão feminina do Tour de Romandie ao Giro d’Italia Donne,  várias outras provas estão também a equacionar uma possível versão feminina da prova.

Em relação a isso, tudo indica que os interessados em entrar no calendário feminino internacional terão que ´lutar´ por um lugar entre as poucas vagas existentes.

“Em breve teremos que dizer não aos grandes organizadores quando eles se inscreverem no WorldTour para mulheres. É por isso que queremos continuar a trabalhar globalmente para que o ciclismo feminino esteja presente em todos os continentes.”

David Lappartient (Presidente da UCI)

O principal escalão de ciclismo feminino conta atualmente com 14 equipas, um número bem superior às 9 equipas de 2021. Estes números confirmam o crescimento que o ciclismo feminino tem vindo a obter, no entanto, há que ter em consideração que apesar do crescente número de equipas existente, estas são compostas por menos atletas que o registado no ciclismo masculino, o que condiciona assim a sua evolução.  

“Existe de fato um desequilíbrio entre o número de ciclistas ou equipas e o calendário atual da competição.”

David Lappartient (Presidente da UCI)

A diferença registada não é só ao nível da constituição das equipas, também nos salários e prémios em jogo existe uma grande discrepância, embora estas tenham vindo a diminuir significativamente nos últimos anos.

Apesar destas diferenças, David Lappartient garante que o objetivo passa por tentar equilibrar o máximo possível o escalão feminino com o masculino.

“Eu sou positivo. Quando vejo de onde viemos e onde estamos agora, vejo que o ciclismo feminino fez um progresso sem precedentes. Os salários das atletas femininas aumentaram, de modo a que o salário médio de uma equipa do WorldTour é já de 50.000 €, permitindo assim às atletas de nível mais elevado viverem somente do ciclismo.”

David Lappartient (Presidente da UCI)

Os próximos meses prometem mais novidades em relação ao ciclismo internacional feminino, no entanto, o crescimento está lá, resta saber até que ponto este crescimento conseguirá ser bem sustentado num futuro próximo.

Para já, importa salientar que o ciclismo feminino está bem vivo, interessa agora saber mantê-lo de boa saúde.

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