# TopCycling > Tudo sobre bicicletas e ciclismo ## Artigos ### NSN Cycling Team é o novo rosto da Israel Premier Tech Depois de todas as polémicas passadas no último ano e intensificadas na Vuelta, a antiga Israel Premier Tech vai passar a chamar-se NSN Cycling Team. A empresa internacional de desporto e entretenimento NSN (Never Say Never) e a Stoneweg, uma plataforma de investimento global, juntaram-se para assumir a estrutura das equipas WorldTour e de desenvolvimento antes da temporada de 2026. Ler mais | Premier Tech termina a ligação com o ciclismo  Foto: Israel Premier Tech Licensa suíça e base em Espanha A NSN Cycling Team vai militar novamente no WorldTour em 2026 com licença suíça depois de um ciclo de três anos como ProTeam. Apesar da licença, a equipa vai estar baseada em Girona e Barcelona, local do grand depart do Tour de 2026 com as duas etapas na Catalunha a servirem de mote para a equipa mostrar as suas novas cores. Com o objetivo de afastar a sua antiga identidade israelita, a nova NSN Cycling Team vai afastar também das operações o bilionário canadiano com origem israelita Sylvan Adams. A assumir funções, a equipa anunciou em comunicado Kjell Carlström, há já muitos anos na estrutura, como novo diretor. Créditos: Israel Premier Tech Mudança de bicicleta também no horizonte Com vários anúncios esperados nas próximas semanas, prevê-se um novo fornecedor de bicicletas e equipamentos com a Factor a querer também afastar-se da estrutura, em substituição com a Scott. A equipa de desenvolvimento onde Daniel Lima correu durante três anos vai também sofrer uma mudança de nome e passa a chamar-se NSN Development Team. As duas equipas vão reunir-se na próxima semana para o estágio de pré-temporada com o novo visual e programa de corridas a ser revelado nas próximas semanas. Foto: Israel-Premier Tech ### Polémica instalada no ciclismo português - Podium Events e FPC em desacordo Polémica instalada no ciclismo português! A Podium Events veio a público para responder ao último comunicado da (FPC), acerca da organização das provas nacionais A Podium Events, antiga organizadora da Volta a Portugal e da Volta ao Alentejo, entre outras, apresentou a sua resposta ao comunicado da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).  A comunicação da empresa portuguesa acontece no seguimento da cessação de contrato com a FPC, e do anúncio da Federação sobre a organização das Voltas em 2026.  A Podium Events, que já tinha emitido um comunicado quando a rutura se precipitou, volta a fazê-lo, questionando a Federação em toda a linha. Está instalada a polémica entre duas das maiores entidades do ciclismo português nos últimos anos.  Ler mais | FPC termina ligação com a Podium Events, organizador da Volta a Portugal Foto: Podium Events/Matias Novo Comunicado adensa a polémica no ciclismo português O antigo organizador da Volta a Portugal começa por criticar a postura da Federação, deixando ainda algumas questões relativas à realização da Volta ao Alentejo:  “Depois de notícias em que a Federação dá indevidamente como cessado o contrato que tem com a Podium para a organização da Volta a Portugal, e certamente percebendo a total falta de pertinência das suas ações, vem agora tentar emendar a mão acrescentando à sua postura errática a vontade de organizar ela própria as provas concessionadas. Estranhamos, em primeiro lugar, que afirmem desde já, que irão organizar a Volta ao Alentejo, quando essa prova nem sequer é propriedade da FPC, e não faz parte da concessão.”  Podium Events Voltam, depois, a ser críticos da FPC, questionando também as soluções encontradas pela Federação:  “Depois, que sendo tutela, venham julgar em causa própria, apresentando como solução um modelo económico, estilo economia planificada, em que se constituem como árbitro e agente económico simultaneamente. Mais uma vez, acreditamos que o bom senso irá prevalecer, entretanto, a Podium continuará a defender os seus plenos direitos até às últimas consequências.”  Podium Events Foto: Podium Events/Matias Novo Sem resolução em vista  A polémica entre FPC e Podium Events nasceu, para o grande público, num comunicado emitido pela Federação, onde dava conta da cessação do contrato com a empresa que organiza a Volta a Portugal desde 2001.  Essa comunicação inicial mereceu resposta do organizador de várias competições nacionais, que questionou em toda a linha a posição tomada pela Federação, lembrando ainda o impacto dos escândalos de doping e do covid-19 na realização e faturação com as provas de ciclismo em Portugal.  Depois, novo comunicado da FPC, desta feita sobre a realização das provas em 2026, com especial atenção para a Volta a Portugal, Volta ao Alentejo e Volta a Portugal do Futuro. De novo, como descrito neste artigo, houve resposta da Podium Events, com novas críticas e questões acerca do futuro do ciclismo nacional.  As duas organizações parecem, até agora, intransigentes no que é a defesa dos seus direitos, como já explicaram por mais do que uma vez. Naturalmente, surgem dúvidas sobre o futuro do ciclismo em Portugal, com especial enfoque em 2026. Certo, por agora, é que as maiores provas do calendário nacional se preparam para sofrer alterações profundas, a começar por um novo organizador.  O diferendo entre a FPC e a Podium tem gerado certa incerteza quanto ao início da época de ciclismo. Embora a FPC garanta que as corridas estarão na estrada, não é descabido pensar que um eventual recurso da Podium aos tribunais pode ralentizar o arranque da época de 2026.Uma coisa é certa: um acordo entre as partes é o cenário mais benéfico para o negócio do ciclismo Créditos da fotografia de destaque: Foto: Podium Events/Matias Novo ### Lazer lança o novo capacete Impala KinetiCore A Lazer lançou o Impala KinetiCore, o seu novo capacete de BTT com tecnologia revolucionária DualCore, desenvolvida em parceria com o atleta profissional Jono Jones. KinetiCore da Lazer Aproveitando mais de uma década de investigação com a tecnologia KinetiCore da Lazer, a DualCore leva a proteção integrada ainda mais longe com uma construção exclusiva de EPS em duas camadas. A camada interna mais suave e de baixa densidade oferece proteção adicional contra impactos rotacionais, enquanto a camada externa mais rígida e de alta densidade foi concebida para absorver impactos diretos. Ler mais | Lazer lança o dispositivo de comunicação VeloVox Impala KinetiCore O Impala KinetiCore dá continuidade à inovação da Lazer, oferecendo proteção rotacional integrada através das Controlled Crumple Zones, zonas estrategicamente concebidas para se deformarem sob pressão e redirecionarem a energia para longe da cabeça. O resultado é um capacete simultaneamente mais leve e mais resistente, com ventilação melhorada e menor utilização de plástico. O Impala KinetiCore foi desenvolvido em parceria com o profissional de BTT Jono Jones, cuja extensa fase de testes e feedback desempenharam um papel crucial no design final. Desempenho e praticidade Para além das suas avançadas características de segurança, o Impala KinetiCore foi desenhado com foco absoluto na experiência do ciclista. A Lazer inclui tiras recicladas e um prático fecho magnético que garante conforto diário e facilidade de utilização mesmo com as mãos frias ou a usar luvas. Um sistema integrado de suporte para câmara está totalmente embutido no design do capacete, com um encaixe no topo para garantir sempre o ângulo perfeito. O suporte foi concebido para se soltar em caso de impacto, ajudando a reduzir forças rotacionais durante uma queda. Para maior proteção e versatilidade, o capacete apresenta ainda uma pala destacável de três posições, que se ajusta facilmente e liberta sob forte impacto para proteger o pescoço do ciclista. Um painel traseiro aderente mantém as máscaras firmemente no lugar, evitando movimentos indesejados e garantindo uma visão clara em descidas exigentes. Refletor de resgate RECCO® Os ciclistas podem também contar com o refletor de resgate RECCO® integrado, que permite serem detetados por equipas de salvamento sem necessidade de baterias ou ativação. A banda de ajuste flutuante garante um encaixe preciso e personalizado, enquanto a ventilação optimizada proporciona conforto duradouro, independentemente das condições climáticas ou do terreno. Com o seu design focado na segurança, materiais sustentáveis e inovação orientada pelo utilizador, o Impala KinetiCore representa o próximo passo na missão da Lazer para criar os capacetes de ciclismo mais avançados e confiáveis do mundo. Informações adicionais ● Tamanhos - S/M/L● Peso - 370 g (tamanho M)● Cores - Preto; Verde; Branco/Verde menta.● Suporte Universal incluído● PVPr:199,00€ Podes saber mais sobre o Lazer Impala KinetiCore, as características e preços através do site do importador em Portugal aqui: www.scvouga.pt ### FPC confirma organização da Volta a Portugal em 2026  A Volta a Portugal passa a ser organizada pela Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC). A decisão surge no seguimento da cessação do contrato com a Podium Events A FPC anunciou, através de comunicado de imprensa, que vai organizar a Volta a Portugal, a Volta ao Alentejo e a Volta a Portugal do Futuro em 2026, mantendo também a organização da Volta ao Algarve.  Segundo o organismo que tutela o ciclismo em Portugal, esta é uma medida “transitória”, no seguimento da “cessação antecipada do contrato” com a Podium Events, antiga organizadora das provas nacionais.  Ler mais | FPC termina ligação com a Podium Events, organizador da Volta a Portugal Foto: Paulo Maria / FPC Comunicado da FPC A FPC explica que continua à procura de “parceiros” que ajudem a assegurar o futuro das competições:  “A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) informa que, na sequência da cessação antecipada do contrato de concessão relativo à organização de provas do calendário nacional, assumirá, em 2026 e de forma transitória, a organização da Volta ao Alentejo, da Volta a Portugal e da Volta a Portugal do Futuro, mantendo igualmente a organização da Volta ao Algarve. Esta solução transitória permitirá viabilizar as provas desportivas na próxima época, prevendo-se também a adoção de um modelo alargado de parceria que potencie e projete estas competições. Nesse sentido, decorrem contactos com potenciais parceiros nacionais e internacionais que partilhem da visão da FPC e assegurem o profissionalismo, a solidez e a ambição necessárias para o futuro destas provas.”  Federação Portuguesa de Ciclismo Segundo o comunicado de imprensa, existe, ainda, a possibilidade de mais mudanças para além de 2026:  “Concluída a época de 2026, a Federação estará em condições de avaliar os resultados deste modelo transitório de gestão e de equacionar o lançamento de uma nova concessão de longo prazo, em moldes que garantam a sustentabilidade, sejam compagináveis com a estratégia desportiva e aliem a paixão pela modalidade à excelência organizativa e à valorização desportiva das competições”.  Federação Portuguesa de Ciclismo Por último, uma nota sobre a Volta a Portugal ao Futuro, que passará a ser organizada pela Federação, de forma exclusiva, medida que pretende "reforçar a sua identidade como prova de desenvolvimento, promovendo a descoberta e afirmação de novos talentos e facilitando a transição para o ciclismo profissional”.  Créditos: FPC ### Estreia de Evenepoel pela Red Bull pode ser no Algarve Rumo ao Tour de France, Remco Evenepoel hesita entre Algarve e UAE para a estreia pela Red Bull. Antecipamos o calendário do campeão mundial de contrarrelógio. Entrevista interessante a que Johan Museeuw fez a Remco Evenepoel durante a gala que premeia o melhor ciclista do ano na Bélgica e na qual o ciclista da Red Bull-Bora-hansgrohe confirmou que pode regressar à Volta ao Algarve. O corredor de 25 anos, que deixou a Quick-Step após sete épocas, regressa em breve à Comunidade Valenciana para iniciar a preparação tendo em vista o ano de 2026. Em Calpe, onde passa longos períodos a treinar devido ao tempo seco e aos invernos amenos, o tricampeão da Algarvia vai afinar o motor antes do estágio da equipa em Palma de Maiorca, entre 9 e 19 de dezembro. O objetivo é rapidamente entrar em ação na nova época e entrar na dinâmica da Red Bull-Bora-hansgrohe. Será a equipa a decidir entre Algarve e UAE Tour. “Preciso de me habituar aos novos colegas o mais depressa possível. E vice-versa. Nesse sentido, será importante poder fazer o Paris-Nice e/ou Volta à Catalunha com eles. Assim que o percurso do Giro for apresentado tomaremos decisões.” Evenepoel ao HLN. WorldTour 2026 | Promoções e despromoções no ciclismo Dan Bigham, engenheiro-chefe da Red Bull, testou no túnel de Catesby, em Birmingham, uma tecnologia exclusiva da Fórmula 1.Foto: George Marshall / Red Bull Content Pool Não descarta correr Milão-Sanremo ou Volta à Flandres Por agora, há dois caminhos possíveis a seguir durante a época e foi o próprio Remco Evenepoel que os propôs a Ralph Denk, CEO do projeto germânico. “Tenho um plano A e um plano B em cima da mesa. O primeiro inclui a campanha de clássicas, o segundo o Giro. Baseado no percurso do Giro, que será apresentado em breve, vamos analisar internamente o que é possível fazer em termos de treino. Também mantemos o Campeonato do Mundo no final da época em mente porque quero lá estar no meu melhor. Por isso, após o Tour, vou desligar a ficha e através dos GP de Quebec e de Montreal, entre outros, preparar as corridas canadianas do arco-íris.” Evenepoel ao HLN. Para as clássicas da primavera não descarta correr Milão-Sanremo ou Volta à Flandres. “Desde que não seja às custas da preparação ideal para o Tour”, adianta o belga, que sabe que sem treinar especificamente fica com menor margem de erro para obter um bom resultado. Ler mais | Remco Evenepoel ganha asas Red Bull Foto: Dario Belingheri/Getty Images O primeiro a vencer quatro Mundiais consecutivos É curioso que quando fala de regressar ao Tour de France a reaçao de Evenepoel não é imediatamente confirmar a presença na prova. O 3º classificado de 2024, que não concluiu a edição passada, admite que o objetivo a longo prazo é ir, “mesmo que não seja ainda 100 por cento certo”. O percurso da prova francesa, apresentado em outubro, prevê cinco finais em alta montanha e apenas nove quilómetros planos de contrarrelógio individual. O destaque vai para duas chegadas no Alpe D’Huez, em vésperas da chegada a Paris. “É um pouco atípico para o Tour. Difícil. Um pouco de tudo em todo o lado, mas interessante. Vai ser mais um desafio divertido, mas há outros objetivos importantes.” Evenepoel ao HLN. Entre essas metas que coloca no horizonte está o Campeonato do Mundo, que em 2026 será no Canadá, no circuito do GP de Montreal. O tricampeão de contrarrelógio aspira a ser o primeiro a vencer quatro Mundiais consecutivos e, assim, igualar o número de vitórias de Tony Martin e de Fabian Cancellara. Foto: George Marshall / Red Bull Content Pool Tecnologia da Fórmula 1 Enquanto os corredores desfrutam de férias a Red Bull – BORA – hansgrohe e a Specialized trabalham para otimizar a performance no contrarrelógio. No túnel de Catesby, em Birmingham, cuja história contámos num artigo recente, a formação germânica testou com tecnologia da Fórmula 1: Velocimetria por Imagem de Partículas. Com equipamento dos especialistas em medições, LaVision, foi possível visualizar o fluxo de ar e elevar a aerodinâmica a um novo nível já que, pela primeira vez, o movimento do ar à volta do ciclista e da bicicleta foi capturado em detalhe, usando milhões de microscópicas bolhas de hélio iluminadas por lasers. Os dados obtidos permitem ao engenheiro-chefe da Red Bull, Dan Bigham, afinar modelos que simulam a resistência provocada pelo ar e entender o porquê de em determinadas circunstâncias se andar mais ou menos rápido. Tour de France 2026 – Percurso e todas as etapas Foto: George Marshall / Red Bull Content Pool ### Ciclocrosse | Troféu X2O 2025 | Hamme Depois do cross dos morangos no Superprestige, foi a vez do regresso à competição do Troféu X2O para a terceira ronda no Flandriencross de Hamme. Num percurso já clássico da temporada de ciclocrosse, os ciclistas enfrentaram lama pesada, escadas, subidas curtas mas inclinadas e uma zona off-camber sempre desafiante. Ler mais | Ciclocrosse – Temporada 2025/2026 Foto: Flanders Classics | sdinneweth Corrida feminina - Lucinda Brand não dá tréguas Lucinda Brand, vencedora das duas primeiras rondas, rapidamente mostrou ao que veio e colocou-se na dianteira da corrida desde a primeira curva, impondo um ritmo muito forte na frente. A ciclista teve a campeã da europa Inge van der Heijden a liderar a perseguição mas finalizou a primeira volta com 11 segundos de vantagem, bonificando 15 segundos para a classificação geral final. Van der Heijden aproveitou alguns erros de Brand e foi-se aproximando da líder da corrida com Van Alphen e Marie Schreiber na luta pelo terceiro lugar mas já a mais de 20 segundos no final da segunda volta. Créditos: UCI CX World Cup A corrida manteve-se sem grandes alterações com Lucinda Brand a conseguir manter a vantagem sempre acima dos 10 segundos. A ciclista neerlandesa fez o hat-trick na competição e venceu também a terceira ronda aproveitando ainda a ausência da segunda classificada Sara Casasola para aumentar a sua vantagem no topo da classificação do Troféu X2O para 4'15. Van der Heijden teve momentos em que acreditou no primeiro lugar mas teve de se contentar com o segundo posto. Van Alphen fechou o pódio a 22 segundos da vencedora. Foto: Flanders Classics Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1BRAND Lucinda42:352VAN DER HEIJDEN Inge0:093VAN ALPHEN Aniek0:224SCHREIBER Marie1:055BROUWERS Julie1:096BAKKER Manon''7BETSEMA Denise1:178WORST Annemarie1:319CLAUZEL Hélène2:1210DE SCHOESITTER Shanyl3:11 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaTempo1BRAND Lucinda2:17:092VAN DER HEIJDEN Inge4:153VAN ALPHEN Aniek6:244CASASOLA Sara7:205BAKKER Manon8:326CLAUZEL Hélène9:527BETSEMA Denise10:078BROUWERS Julie10:239GERY Célia11:0410NORBERT RIBEROLLE Marion11:17 Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/gbqY1kJKUE8?si=BlosDDeGu-7N_bRn Corrida masculina - Nys vence luta de campeões Niels Vandeputte começou muito possante e pôs-se na frente da corrida seguido de muito perto por Felipe Orts, Thibau Nys e Emiel Verstrynge. Cameron Mason juntou-se à frente e mostrou a forma e confiança que tem mostrado esta época, assumindo a liderança da corrida na quarta volta com direta perseguição de Nys e Vandeputte. Nys e Mason destacaram-se na frente e a duas voltas do fim tinham uma vantagem de 15 segundos para Joris Nieuwenhuis, Vandeputte e Van der Haar. Foto: Flanders Classics | sdinneweth A dupla de campeões da Bélgica e Grã Bretanha lutou pela vitória até ao sprint final numa última volta em que dividiram o protagonismo. Thibau Nys fez um ataque na reta final da corrida e ganhou uns metros a Mason, vantagem que aguentou até ao fim, vencendo a terceira ronda do Troféu X2O. Joris Nieuwenhuis ficou com o último lugar do pódio e mantém a liderança do Troféu X2O com 24 segundos de vantagem sobre Cameron Mason. https://twitter.com/Eurosport_NL/status/1990073279005016094 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1NYS Thibau1:01:132MASON Cameron0:013NIEUWENHUIS Joris0:124VAN DER HAAR Lars0:145SWEECK Laurens0:326VANDEPUTTE Niels0:357ORTS LLORET Felipe0:508MICHELS Jente1:009VANTHOURENHOUT Michael1:3110KUHN Kevin1:31 Top 10 classificação geral 1NIEUWENHUIS Joris3:03:372MASON Cameron0:243NYS Thibau0:424VANDEPUTTE Niels1:175VAN DER HAAR Lars1:306SWEECK Laurens4:327MICHELS Jente4:408VANTHOURENHOUT Michael4:449VANDEBOSCH Toon4:5810MEEUSSEN Witse5:11 Vídeo resumo da corrida masculina https://youtu.be/ZS0vsif8Zb4?si=BIqjeMli804NoxGe O ciclocrosse entra agora na fase mais importante da temporada com o início da Taça do Mundo. A primeira corrida acontece já no próximo dia 23 na primeira ronda de Tabor. ### Ciclocrosse | Troféu Superprestige 2025 | Merksplas A quarta ronda do Troféu Superprestige correu-se em Merksplas no Cross dos Morangos, num percurso húmido e pesado, com caixa de areia e partes técnicas mas que permitia aos ciclistas mais possantes destacarem-se. Ler mais | Ciclocrosse – Temporada 2025/2026 Foto: Flanders Classics | sdinneweth Corrida feminina - Lucinda Brand bisa na competição A campeã francesa Amandine Fouquenet tomou a frente da corrida na primeira curva seguida de perto pela recém-coroada campeã da europa Inge van der Heijden e Lucinda Brand. Leonie Bentveld juntou-se ao trio da frente e as quatro ciclistas foram-se afastando da restante competição. No decorrer da corrida, Lucinda Brand aumentou o ritmo e destacou-se das demais, cortando a quarta de seis voltas com 11 segundos de vantagem para as adversárias. Esta vantagem manteve-se na entrada para a última volta, com Van Alphen a tentar aproximar-se de uma Lucinda Brand que não dava tréguas. Apesar da forte réplica, Lucinda Brand nunca cometeu erros e manteve o seu ritmo vencendo a quarta ronda do Troféu Superprestige. A completar o pódio ficou Van Alphen e Van der Heijden no segundo e terceiro postos respetivamente. Com esta vitória, Lucinda Brand venceu pela segunda vez consecutiva na competição e subiu ao quarto posto apesar de ter faltado a primeira ronda. Inge van der Heijden segue líder. Foto: Flanders Classics Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1BRAND Lucinda45:202VAN ALPHEN Aniek0:103VAN DER HEIJDEN Inge0:134BENTVELD Leonie0:145FOUQUENET Amandine1:386BAKKER Manon1:477BROUWERS Julie2:048CLAUZEL Hélène2:149BETSEMA Denise2:2010PEETERS Jinse2:44 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaPontos1VAN DER HEIJDEN Inge502VAN ALPHEN Aniek493FOUQUENET Amandine464BRAND Lucinda445CLAUZEL Hélène376BROUWERS Julie327CASASOLA Sara298BETSEMA Denise279NORBERT RIBEROLLE Marion2510BENTVELD Leonie23 Corrida masculina - Nieuwenhuis voltou às vitórias A corrida masculina começou muito rápida com vários corredores a tomarem a dianteira da prova na primeira volta. Na entrada para a quinta de nove voltas, a corrida estava completamente em aberto com um grupo de 15 ciclistas liderados por Cameron Mason separados por menos de 10 segundos. No decorrer da quinta volta seis ciclistas destacaram-se e ganharam uma vantagem de quase dez segundos para a restante competição: Thibau Nys, Cameron Mason, Jente Michels, Niels Vandeputte, Emiel Verstrynge e Joris Nieuwenhuis formaram o sexteto na dianteira. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Na entrada para a oitava volta, Nieuwenhuis aumentou o ritmo e aproveitou um pequeno desentendimento dos adversários para ganhar alguns segundos de vantagem, iniciando a última volta com 12 segundos de vantagem para os perseguidores. Joris Nieuwenhuis fez uma última volta imaculada e nunca mais foi apanhado, vencendo a quarta ronda do Troféu Superprestige. Niels Vandeputte acabou no segundo lugar e Emiel Verstrynge fechou o pódio. Vandeputte segue líder do Tr´feu Superprestige mas com apenas dois pontos de vantagem para Michael Vanthourenhout que fez apenas oitavo. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1989714072875467188 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1 Nieuwenhuis Joris1:00:262 Vandeputte Niels0:063 Verstrynge Emiel0:074 Michels Jente0:085 Mason Cameron0:276 van der Haar Lars0:357 Nys Thibau0:378 Vanthourenhout Michael0:389 Orts Felipe0:4010 Vandebosch Toon0:45 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaPontos1VANDEPUTTE Niels532VANTHOURENHOUT Michael513NIEUWENHUIS Joris474VERSTRYNGE Emiel455MICHELS Jente396VANDEBOSCH Toon307SWEECK Laurens268WYSEURE Joran269MEEUSSEN Witse2510RONHAAR Pim20 O ciclocrosse tem nova corrida já no próximo domingo (16/11) com a terceira ronda do Troféu X2O no cross de Hamme. ### Pontos UCI revolucionam o ciclismo de estrada a partir de 2027 Ciclismo de pista, mountain bike, ciclocrosse e gravel darão pontos UCI para o ranking de estrada. Na era das sinergias, mudará a política de recrutamento das equipas? Em outubro, a UCI aprovou o regulamento do ciclismo de estrada para 2027 e confirmou que para assuntos como a atribuição de licenças WorldTour e convites para as grandes corridas passam a contar também os pontos obtidos em disciplinas como o ciclocrosse, o BTT ou a pista. A capacidade de adaptação dita a sobrevivência dos projetos e o ciclismo lançou mais uma bola curva às equipas, o que somado à fusão Lotto-Intermarché e ao fecho de Arkéa, Wagner Bazin, WNT Ceratizit e Roland demonstram que nesta modalidade viver em crise não é a exceção, mas a regra. Em 2026, haverá novas equipas e estruturas que sobem de nível, mas o total de projetos nas duas primeiras divisões masculinas passa de 37 para 36 – podia ter sido pior caso sem a subida de nível da ítalo-húngara MBH Bank CSB Ballan e o nascimento da Modern Adventure (do antigo ciclista George Hincapie). Sinergia é a palavra de ordem nesta realidade económica. As equipas de estrada têm vindo a transformar-se em superestruturas onde cabem equipas de estrada – de elites, sub-23 e juniores – além de contarem com ramificações em disciplinas alternativas. Ler mais | Sete portugueses no ciclismo WorldTour em 2026 O pelotão durante a Vuelta a Espanha.Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Apenas 80 ciclistas superaram os 1000 pontos UCI A Alpecin-Deceuninck é um bom exemplo. Até este ano, conviveram no plantel o campeão mundial de estrada de 2023 e sete vezes campeão mundial de ciclocrosse, Mathieu van der Poel, o campeão mundial do Madison, Fabio van den Bossche, e o primeiro campeão mundial de gravel, Gianni Vermeersch. Corredores de quatro disciplinas distribuídos por vários planteis, mas todos ligados aos irmãos Roodhooft, fundadores da Alpecin-Deceuninck e de várias equipas de ciclocrosse. Nas 35 equipas profissionais que competiram em 2025, a base de dados Pro Cycling Stats informa que 919 atletas estiveram sob contrato. Destes, apenas 80 ciclistas superaram os 1000 pontos UCI durante a temporada e João Almeida foi o único português que o fez, terminando o ano com 4331 pontos e no 5º posto do ranking, o que lhe valeu a nomeação para ciclista do ano. O novo regulamento premeia o carácter multidisciplinar das equipas porque passa a contabilizar para o ranking de estrada os pontos conquistados nas restantes vertentes. Para as licenças WorldTour e o acesso ao Tour de France também vai pesar o rendimento em disciplinas como ciclocrosse, BTT, pista e gravel, especificamente em Jogos Olímpicos, Campeonatos do Mundo e Taça do Mundo. Nos homens são tidos em conta os 20 mais pontuados de cada equipa e nas mulheres as oito melhores. João Almeida nomeado para melhor ciclista do mundo em 2025 O Europeu de ciclocrosse rendeu apenas 100 pontos UCI aos campeões.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency 1800 pontos UCI em cinco dias Para se ter a noção do que valem as provas de estrada, vejamos: o título mundial de estrada rendeu 900 pontos a Tadej Pogacar, o Tour de France 1300 pontos e a Volta à Lombardia 800 pontos. O novo regulamento poderá contrabalançar o domínio das superestruturas de estrada já que atribui um peso enorme à pista (boas notícias para Portugal). O Madison, cujos campeões olímpicos são Iúri Leitão e Rui Oliveira, distribui 2000, 1600 e 1200 pontos UCI pela dupla, respetivamente por vitórias em Jogos Olímpicos/Mundial, Taça das Nações e Europeu. O Omnium, que deu o título mundial a Leitão em 2023 e a medalha de prata em Paris, dá 1000, 800 e 600 pontos UCI seguindo a lógica anterior. Iúri Leitão, por exemplo, somaria mais pontos por ser campeão mundial na pista do que vencendo a Milão-Sanremo. No recente Mundial de Santiago do Chile, o corredor da Caja Rural foi 3º no Scratch (600 pontos), 9º no Omnium (500) e 5º no Madison (700), somando 1800 pontos UCI em cinco dias contra 197 pontos em 46 dias da época de estrada. Leitão (Caja Rural) e Thomas (Cofidis) discutiram o Omnium olímpico em Paris.Créditos: Alex Whitehead/SWpix.com Recrutamento das equipas de estrada vai mudar A disparidade nos pontos UCI disponíveis na pista comparando com as outras disciplinas é evidente. A Taça do Mundo de mountain bike dá 250 pontos por uma ronda da Taça do Mundo e 300 pelo Mundial de XCO; no ciclocrosse, o título europeu deu a Toon Aerts e Inge van der Heijden 100 pontos, enquanto as provas da Taça do Mundo rendem 200 pontos e o Mundial 400. Por agora, não foram publicados os regulamentos específicos e as contas efetuadas têm por base os pontos que previstos para 2026. Caso se confirme esta realidade, o recrutamento das equipas de estrada vai mudar radicalmente. Ter um pistard de topo será imprescindível e equipas sem orçamento para contratar uma estrela da estrada poderão batalhar por melhores lugares no ranking. Além disso, adivinha-se a explosão do gravel que já atrai craques da estrada, como se viu no Mundial realizado em outubro – Mohoric (Bahrain), Pidcock (Q36.5) e Wellens (UAE) classificaram-se nos seis primeiros e Vermeersch (UAE) ganhou. Não percam os próximos episódios porque o tema promete. https://www.youtube.com/watch?v=133XwMLel_U ### Sete portugueses no ciclismo WorldTour em 2026 Como foi 2025 para os portugueses no Worldtour e quem poderá preencher o vazio deixado pela retirada de Rui Costa do ciclismo? Na última década do ciclismo, a presença de portugueses no WorldTour tem sido uma constante. De João Almeida a Rui Oliveira, passando por Nélson Oliveira, o mais veterano, e Afonso Eulálio, o recém-chegado ao WorldTour, são vários os atletas que se continuam a afirmar na elite. Em relação à temporada de 2025 e tendo em conta homens e mulheres, o número passa de nove para sete, ainda sem ser conhecido o futuro de Rúben Guerreiro. Por outro lado, Rui Costa despediu-se do ciclismo profissional após 17 anos de carreira, na qual trouxe para Portugal um sonho em tons de arco-íris. Analisamos os portugueses que vão estar no WorldTour em 2026 e que poderão competir no principal escalão do ciclismo internacional. A EF foi a quinta e última equipa de Rui Costa no WorldTour.Créditos: EF ProCycling João Almeida | UAE Team Emirates-XRG A temporada que agora termina foi de sonho para João Almeida, que aos 27 anos consolidou o processo que o converteu num dos líderes da UAE, além de ter subido um degrau na hierarquia das Grandes Voltas. Para esta temporada, o Bota Lume optou por manter a presença na Volta a França e na Volta a Espanha, afinando o calendário de início de época, que o trouxe a Portugal. Essa afinação acabou por se revelar acertada, com Almeida a conseguir vencer Volta ao País Basco, Volta à Romandia e Volta à Suíça. Depois de um Tour que abandonou por queda, chegou à Vuelta como candidato à vitória, mas Jonas Vingegaard (Visma | Lease a Bike) atirou por terra as suas aspirações. Ainda assim, levantou os braços no célebre L'Angliru. O ano de 2025 chegou ao fim com João Almeida a contabilizar um total de 10 vitórias, sendo o terceiro melhor da equipa, atrás de Tadej Pogacar (20) e de Isaac del Toro (18). O português fechou ainda no quinto lugar do ranking UCI, só superado pelos dois colegas além de Vingegaard e de Mads Pedersen (Lidl-Trek). O duelo Vingegaard-Almeida marcou a Vuelta.Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli António Morgado | UAE Team Emirates-XRG Depois de uma fortíssima temporada de estreia na UAE, António Morgado voltou a arrancar forte em 2025, apesar de ter estado inconstante na segunda metade do ano. Ainda assim, conquistou o Grande Prémio de Castellón-Rota da Cerâmica e a Figueira Champions Classic, tendo revalidado o título de campeão nacional de contrarrelógio. Para 2026, espera-se que o Bigode Voador consiga mostrar-se mais regular ao longo de todo o ano, estando também no horizonte a estreia em Grandes Voltas, aos 22 anos, que completará em janeiro. Morgado impôs-se na Figueira da Foz.Foto: Igor Martins Ivo Oliveira | UAE Team Emirates-XRG O leque lusitano na equipa do Médio Oriente prossegue com Ivo Oliveira, velocista que teve, em 2025, o seu ano mais ganhador, com quatro vitórias: duas no Giro d'Abruzzo, Volta à Eslovénia e prova de fundo nos Campeonatos Nacionais. Curiosamente, foi a época perfeita de um corredor que há muito tentava mostrar um lado mais vitorioso e que, em entrevista ao TopCycling, se mostrou confiante de que 2025 ia significar um ponto de viragem. Na próxima temporada, o gaiense entra em ano de contrato e não deverá ter problemas em permanecer no ciclismo de nível WorldTour, onde ainda não venceu, apesar de na Romandia ter ficado a décimos de segundo de o conseguir. Campeão nacional e mais três vitórias internacionais marcaram 2025 para Ivo Oliveira.Foto: LaPresse Rui Oliveira | UAE Team Emirates-XRG Para a outra metade do clã Oliveira as coisas não sorriram tanto. Podia ter sido diferente não tivesse sido afetado por uma decisão muito rigorosa dos comissários na Volta à Eslovénia. Rui Oliveira deve abordar 2026 com a mesma prioridade: estrear-se a vencer como profissional. Em 2025 foi quarto na última etapa do Tour Down Under e ficou 12 vezes no top 10, no entanto, não se conseguiu assumir como alternativa ao sprint a Juan Sebastián Molano. Quatro desses lugares nos 10 primeiros foram obtidos na Volta à Croácia, no final da época, o que será importante repetir para assegurar a continuação na equipa a partir de 2027. Fica no ar o regresso às Grandes Voltas, já que este ano ficou de fora para poder ter oportunidades em boa parte das 12 corridas de uma semana que fez. Rui Oliveira nem quis acreditar quando lhe retiraram a vitória na Eslovénia.Foto: Matic Klansek Velej / Sportida Afonso Eulálio | Bahrain-Victorious Haveria melhor estreia possível no WorldTour? Afonso Eulálio foi um dos ciclistas que saltou diretamente do pelotão nacional para o topo e não defraudou as expetativas dos dirigentes da Bahrain. Aos 24 anos, o figueirense estreou-se na Volta a Itália, onde conquistou a Montagna Pantani, e conseguiu um nono lugar no Campeonato do Mundo, tendo sido o melhor português. Em 2026, tudo aponta para que já tenha assimilado a mudança e possa continuar a mostrar a faceta ofensiva da etapa do Feirense. A forma como correu em Kigali e o ataque no GP do Québec, com Pogacar, mostram que o melhor de Afonso Eulálio ainda está por chegar. Eulálio correu em cinco continentes em 2025.Foto: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Nélson Oliveira | Movistar É um dos elementos mais antigos na estrutura da Movistar e, em 2026, vai cumprir 11 temporadas na formação espanhola. Nélson Oliveira é o português com mais presenças em Grandes Voltas (22) e aspira a converter-se no ciclista da história que mais vezes iniciou e terminou uma prova de três semanas. Por agora, está a uma do polaco Sylvester Szmyd, que fez 23 Grandes Voltas e completou todas. Nélson Oliveira é um dos “capitães” e um dos elementos mais importantes da Movistar, que não hesitou em renovar-lhe o contrato por mais duas temporadas, o que significa que cumprirá os 38 anos na equipa, na temporada de 2027. Quanto a objetivos, em 2026 deve continuar a acompanhar Enric Mas nos momentos importantes do ano e quem sabe se não coloca um ponto final no jejum de vitórias que dura desde 2016? Pedrero, Quintana, Oliveira e Arcas celebraram uma década na Movistar, em 2025.Foto: Rafa Gomez/SprintCycling Maria Martins | Canyon-SRAM zondacrypto Também no WorldTour feminino se escreve uma das páginas de ouro do ciclismo português. Aos 26 anos, Maria Martins vai iniciar o segundo ano na Canyon, após um 2025 que serviu para voltar a ganhar ritmo competitivo. O ano que passou sem correr na estrada, optando por se concentrar nos Jogos Olímpicos de Paris e nas provas de pista, resultou decisivo para acumular várias desistências no regresso ao WorldTour. Ainda assim, houve momentos em que se mostrou no nível que a levou até ao topo da pirâmide, como o 21.º no Giro dell'Appennino e o terceiro posto na prova de fundo dos Campeonatos Nacionais, atrás de Daniela Campos (Eneicat-CMTeam) e de Raquel Queirós (Atum General-Tavira-SC Farense). Na nova época, Tata terá mais uma oportunidade para crescer numa das melhores equipas do pelotão, que conta com a campeã do Tour de France de 2024, Kasia Niewiadoma. Com a ribatejana, serão sete os portugueses no ciclismo de nível WorldTour em 2026. Tata Martins vai para a oitava época no estrangeiro.Foto: Tino Pohlmann ### UCI Alentejo Gravel - Evento de sucesso posiciona Portugal no calendário internacional Ourique recebeu uma etapa da UCI Gravel World Series e afirmou o Alentejo como destino internacional de ciclismo com a 1.ª edição da UCI Alentejo Gravel. Organizado pela Cabreira Solutions, o evento trouxe ao Alentejo mais de 800 atletas de 37 nacionalidades, transformando a vila alentejana num ponto de encontro global para os amantes do gravel. Ler mais | UCI Alentejo Gravel | Reconhecimento do percurso em Ourique Etapa de qualificação para o Campeonato do Mundo de Gravel A vila de Ourique foi o ponto de partida e chegada de uma prova que se destacou não só pela competitividade, mas também pela envolvência humana e paisagística que define a região. Integrada no circuito mundial, a prova serviu como etapa de qualificação para o Campeonato do Mundo de Gravel de 2026, reunindo atletas de elite e amadores num desafio que combinou exigência, beleza e espírito de aventura. Os participantes enfrentaram percursos de 120 e 85 quilómetros, traçados por entre caminhos rurais e cenários de grande beleza natural. O pelotão deu cor e ritmo ao território, transformando o fim de semana num verdadeiro hino ao ciclismo e à descoberta do Alentejo. Vitórias de Lukas Malezsewski e Rosa Klöser Na categoria masculina de elites, o belga Lukas Malezsewski conquistou a vitória após uma performance sólida e estratégica, enquanto entre as femininas, o triunfo pertenceu à alemã Rosa Klöser, ambos garantindo a qualificação para o Mundial. A prova confirmou o elevado nível competitivo e o interesse crescente pela modalidade em Portugal e afirmando o UCI Alentejo Gravel como uma referência no calendário internacional. Vídeo do Topcycling dentro da corrida https://youtu.be/133XwMLel_U?si=Y47We3GdlhGY2A6H Gravel também para as crianças O espírito do evento começou a sentir-se ainda no sábado, com a realização do Gravel Kids, uma atividade que encheu de energia a Praça Padre António Pereira, em Ourique. Dezenas de crianças participaram numa tarde de alegria e descoberta, partilhando o entusiasmo com as suas famílias e mostrando que o futuro do ciclismo se constrói desde cedo, com paixão e diversão. ### Ciclocrosse | Troféu Superprestige 2025 | Niel  Terceira ronda do troféu Superprestige 2025 correu-se em Niel, na Bélgica. Na ressaca dos Campeonatos da Europa, Lucinda Brand e Laurens Sweeck venceram as corridas dos elites Lucinda Brand vingou-se da derrota nos Europeus, para Inge van der Heijden, e Laurens Sweeck venceu uma tremenda corrida, discutida por um trio belga, no Superprestige de Niel. Ler mais | Ciclocrosse – Temporada 2025/2026 Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Elites Femininas: A vingança de Lucinda Brand Perante a ausência de alguns nomes grandes do ciclocrosse feminino, como Fem van Empel, o Superprestige de Niel assistiu à reedição da luta dos Campeonatos da Europa, entre Lucinda Brand e Inge van der Heijden. As duas arrancaram para a frente no início da corrida, e no fim da primeira volta, já levavam alguma vantagem sobre as restantes rivais. Brand não quis esperar e começou a cavar a diferença para Van der Heijden logo na segunda volta. A partir desse ponto, a corrida tornou-se numa perseguição entre as duas neerlandesas. Ao contrário do que aconteceu nos Campeonatos da Europa, Brand mostrou-se mais forte, e acabou por triunfar, percorrendo a prova praticamente na frente. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1988243116797641104?s=20 Top 10 da corrida das elites femininas ClassificaçãoAtletaEquipaTempo1Lucinda BrandBaloise Glowi Lions52:072Inge van der HeijdenCrelan - Corendon+0:473Aniek van AlphenSeven Racing+1:174Hélène Clauzel—+1:475Julie BrouwersCharles Liégeois Roastery CX+2:176Amandine FouquenetArkéa - B&B Hotels Women+2:187Laura VerdonschotDe Ceuster - Bouwpunt+2:368Denise BetsemaDe Ceuster - Bouwpunt+2:599Larissa HartogOrange Babies Cycling Team+3:3210Ffion Drake—— Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=UfZTdjYoGu8 Elites Masculinos: Trio belga discute a vitória  A prova masculina foi discutida do início ao fim. O destaque foi para o trio belga que passou grande parte da corrida na frente: Niels Vandeputte, Laurens Sweeck e Michael Vanthourenhout.  Num dia menos positivo para Toon Aerts, que se sagrou campeão da Europa recentemente, Foram Vandeputte, Sweeck, Vanthourenhout e Jente Michels a saltar para a frente da corrida na fase inicial.  Michels não viria a aguentar o ritmo dos rivais, e acabou por perder contacto. A partir daí, uma luta renhida entre o trio, com constantes ataques e ganhos tangenciais que iam sendo anulados por quem ficava para trás.  Entraram com margem suficiente na última volta para discutir a corrida. Perto do fim, Vanthourenhout perdeu algum terreno, e a prova foi discutida num sprint a dois, muito renhido, onde Sweeck foi o mais forte.  https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1988264913014583802?s=20 Top 10 da corrida dos elites masculinos ClassificaçãoAtletaEquipaTempo1Laurens SweeckCrelan - Corendon57:132Niels VandeputteAlpecin-Deceuninck Development Team+0:013Michael VanthourenhoutPauwels Sauzen - Altez Industriebouw Cycling Team+0:134Emiel VerstryngeCrelan - Corendon+0:245Felipe OrtsRidley Racing Team+0:376Toon VandeboschCrelan - Corendon+0:487Jente MichelsAlpecin-Deceuninck Development Team+0:558Joris NieuwenhuisRidley Racing Team+1:009Witse MeeussenCrelan - Corendon+1:0810Kevin KuhnHeizomat - Cube+1:11 Vídeo resumo da corrida masculina https://www.youtube.com/watch?v=JSd2U0p6rbQ Créditos da fotografia de destaque: Flanders Classics ### FPC termina ligação com a Podium Events, organizador da Volta a Portugal  A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) anunciou, através de um comunicado de imprensa, que termina a ligação com a Podium Events, empresa que organiza a Volta a Portugal desde 2017. No entanto, horas depois a Podium respondeu também em comunicado e a polémica está instaurada. A razão apresentada pela FPC prende-se com o incumprimento de obrigações contratuais por parte da Podium Events. Ler mais | Volta a Portugal – A impressionante logística e os bastidores da comunicação Foto: Podium Events/Matias Novo Comunicado da FPC “A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) decidiu dar por terminado, com efeitos  imediatos, o contrato de concessão para a organização e exploração comercial da  Volta a Portugal em Bicicleta, celebrado em 2017 com a empresa Podium Events”, começou por escrever o organismo que tutela o ciclismo em solo nacional.  “A decisão decorre do incumprimento reiterado das obrigações contratuais e de pagamento por parte da Podium Events, situação que se agravou ao longo do último ano, apesar das várias tentativas de resolução amigável promovidas pela FPC.  O contrato em vigor teria a sua conclusão apenas no final da Volta a Portugal de 2026, mas a situação de incumprimento contratual por parte da concessionária retirou à Federação qualquer possibilidade de manter o contrato em vigor, garantindo assim a defesa do interesse público, do conjunto do ciclismo português e da própria Volta a Portugal.”  Federação Portuguesa de Ciclismo Podium Events A Federação Portuguesa de Ciclismo explica, depois, as provas impactadas pela decisão: “A rescisão unilateral com a Podium Events abrange igualmente a organização da Volta ao Alentejo e da Volta a Portugal do Futuro, também incluídas no contrato de concessão”.  “A Federação Portuguesa de Ciclismo assinala o trabalho desenvolvido pela Podium Events, mas realça que o cumprimento das obrigações contratuais é imprescindível. A FPC reafirma o seu compromisso com a valorização, modernização e internacionalização do ciclismo português, pretendendo assegurar que a Volta a Portugal se afirme como um evento de excelência”.  Federação Portuguesa de Ciclismo A resposta da Podium Events - Polémica instalada Horas depois do anúncio da FPC, a Podium Events divulgou um comunicado em que contesta a decisão, afirmando que não reconhece qualquer fundamento jurídico ou contratual que legitime a rescisão. A empresa afirma ter sido informada do término do contrato através de alguns patrocinadores contactados pela Federação, e lamenta “a falta de decoro e lealdade por parte da FPC”. De acordo com a Podium, existiam negociações em curso sobre questões financeiras, e a decisão da FPC foi tomada “sem aviso prévio” e “com base em alegado incumprimento que não corresponde à realidade”. “A Podium organiza a Volta a Portugal desde 2001 e tem vindo a alertar a Federação para o impacto profundo que a pandemia e os escândalos de doping tiveram nas condições económicas do contrato. Solicitámos diversas vezes uma revisão equitativa e construtiva, mas sem resposta”, lê-se no comunicado. A empresa acrescenta ainda que tem assumido “encargos substancialmente superiores aos fixados no contrato” e que solicitou várias reuniões à FPC “para verificação e conciliação de saldos e responsabilidades financeiras”, sem sucesso. “A FPC recusou sistematicamente a realização dessas reuniões, imputando agora à Podium uma dívida sem base factual adequada”, refere a organização. Por fim, a Podium reafirma a “plena vigência e exigibilidade do contrato” e reserva-se o direito de recorrer a todos os meios legais para defender os seus interesses. “Lamentamos profundamente esta decisão, mas manteremos o compromisso com o ciclismo português, com a mesma dedicação e integridade de sempre”, conclui a empresa. O futuro Para já, a informação sobre o futuro é escassa e resume-se à promessa da Federação num futuro próximo: “A FPC tomará muito em breve as decisões que se impõem sobre o novo modelo de organização da Volta a Portugal e das demais provas até aqui abrangidas pelo contrato de concessão”.   Créditos da fotografia de destaque: Podium Events/Sérgio Henriques ### Campeonato da Europa de Ciclocrosse 2025 | Toon Aerts vence batalha de Middelkerke Último dia nos Campeonato da Europa de Ciclocrosse com a corrida dos elites masculinos a ser a grande atração e os espetadores não saíram defraudados com os ciclistas a darem ao público um fantástico dia de ciclocrosse. Middelkerke foi palco da luta pela camisola azul e branca, com os 27 ciclistas à partida a terem de ultrapassar várias secções de areia, que faziam deste, um dos percursos mais duros da temporada. Campeonatos da Europa de Ciclocrosse 2025 | Van der Heijden surpreende Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Bélgica e Países Baixos ao despique Toon Aerts foi o mais forte no sprint inicial numa equipa da Bélgica que aproveitou a maioria dos ciclistas a arrancar da primeira fila para colocar 4 corredores nos 5 primeiros postos. Apesar da força dos números por parte da nação que recebeu a prova, Pim Ronhaar, Joris Nieuwenhuis e Mees Hendrikx que teve um início fulgurante, não se deixaram intimidar e foram intrometendo os Países Baixos nos primeiros postos. A corrida seguiu renhida, disputada e com mudanças constantes na dianteira, com a Bélgica e os Países Baixos a ocuparem os lugares dianteiros. Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Quarteto adiantou-se na frente No decorrer da prova, um quarteto composto por Joran Wyseure, Thibau Nys, Pim Ronhaar e Michael Vanthouienhout distanciou-se do pelotão, tendo ganho a companhia de Toon Aerts mais à frente. Pim Ronhaar viu-se rodeado de quatro belgas mas não se resguardou e continuou uma corrida agressiva quando o britânico Cameron Mason se juntou aos ciclistas da frente. Na entrada para a última volta a corrida estava ainda completamente em aberto, com oito ciclistas juntos na entrada para a decisão dos Campeonatos da Europa. Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Última volta frenética Com uma corrida tão renhida até ao final, a última volta foi de pura força e resiliência com os ciclistas a terem de lutar a cada metro e a cada curva. Nys e Aerts mostraram ser os mais fortes na parte final e discutiram entre si a vitória. Toon Aerts fez um ataque fortíssimo antes da reta da meta e colocou-se à frente do compatriota não perdendo nunca mais a posição e venceu os Campeonatos da Europa. Nys ficou no segundo lugar e Wyseure fechou o pódio com a Bélgica a conquistar os três primeiros postos do Campeonato da Europa de Ciclocrosse. https://twitter.com/Eurosport_NL/status/1987536382386991495 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1 Aerts ToonBélgica58:402 Nys ThibauBélgica,,3 Wyseure JoranBélgica0:034 Ronhaar PimPaíses Baixos0:045 Mason CameronGrâ Bretanha,,6 Verstrynge EmielBélgica0:127 Hendrikx MeesPaíses Baixos0:258 Michels JenteBélgica0:339 Orts FelipeEspanha0:3710 Vanthourenhout MichaelBélgica0:42 Temporada de ciclocrosse segue para Niel Nos escalões inferiores Leonie Bentveld (Países Baixos) venceu a corrida sub-23 feminina e Filippo Grigolini deu a vitória à Itália na corrida der juniores masculinos. A temporada de ciclocrosse segue para o Jaarmarktcross de Niel, que recebe a terceira ronda do troféu Superprestige já na próxima terça-feira (11/11). ### Campeonatos da Europa de Ciclocrosse 2025 | Van der Heijden surpreende Os Campeonatos da Europa de Ciclocrosse são a primeira grande corrida da temporada quando as grandes competições já começam a ganhar forma. O percurso de Middelkerke, situado na costa belga, foi corrido apenas uma vez nos campeonatos da Bélgica há três anos e apresentou às 23 ciclistas em competição várias dificuldades, sendo a areia o maior obstáculo desta edição dos Campeonatos da Europa, com um segmento de 600 metros de extensão na praia. Ler mais | Campeonato da Europa de Ciclocrosse 2025 | A areia de Middelkerke vai decidir Campeões Brand, Van der Heijden e Van Alphen no pódio das elites femininas.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Van der Heijden saiu a voar Inge van der Heijden foi a ciclista que arrancou melhor, colocando-se rapidamente na frente do pelotão antes da primeira curva. A ciclista dos Países Baixos, que foi campeã mundial em sub-23 em Bogense (Dinamarca, 2019), teve um início fulminante destacando-se na frente e cortando a primeira volta com mais de 20 segundos para Sara Casasola e Lucinda Brand. Ler mais | Ciclocrosse – Temporada 2025/2026 A partida das elites em Middelkerke.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Casasola liderou perseguição Sara Casasola (Itália) ficou com a dura tarefa de perseguir já que seguia atrás num grupo composto por mais duas compatriotas de Van der Heijden, Lucinda Brand e Van Alphen. No decorrer da quinta volta - corrida teve seis - as ciclistas neerlandesas uniram forças tentando distanciar Casasola e fazer um pódio cem por cento laranja. Apesar de se aguentar com unhas e dentes a ciclista italiana sofreu uma queda ao entrar numa das caixas de areia no percurso, sofrendo um duro golpe e perdendo a oportunidade de lutar por um lugar no pódio. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1987168795425636485 Van der Heijden dominou na areia de Middelkerke Na entrada para a última volta, Van der Heijden seguia firme na frente com 50 segundos de vantagem para a dupla de compatriotas perseguidoras Brand e Van Alphen. Van der Heijdenfez a corrida toda na frente e venceu os Campeonatos da Europa de Ciclocrosse de 2025 dominando a prova do início ao fim. Lucinda Brand ficou no segundo posto e Van Alphen fechou um pódio cem por cento neerlandês. Apesar da queda, Sara Casasola terminou a prova no quarto posto, numa autêntica demonstração de força e resiliência. Esta foi também a oitava vitória seguida na corrida de elites femininos dos Campeonatos da Europa de ciclocrosse por parte dos Países Baixos, tendo Sanne Cant vencido pela Bélgica em 2017. O setor com 600 metros de areia é a zona mais técnica do percurso.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1 van der Heijden IngePaíses Baixos50:192 Brand LucindaPaíses Baixos0:413 van Alphen AniekPaíses Baixos0:564 Casasola SaraItália2:035 Fouquenet AmandineFrança2:146 Clauzel HélèneFrança2:357 Betsema DenisePaíses Baixos2:448 Verdonschot LauraBélgica3:009 Zemanová KristýnaChéquia3:1410 Brouwers JulieBélgica4:00 Mattia Agostinacchio bateu David Haverdings e Kay De Bruyckere nos sub-23.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Dia antecede corrida de elites masculinos Nos escalões inferiores, a checa Barbora Bukovská venceu a prova de juniores feminina e o italiano Mattia Agostinacchio a prova de sub-23. Domindo (09/11) é dia de consagrar mais três campeões europeus com as provas de juniores masculinos e sub-23 femininos a antecederem a prova rainha dos elites masculinos. Barbora Bukovská bateu Nynke Jochems e Nicole Azzetti nas juniores.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency ### Premier Tech termina a ligação com o ciclismo  Mais más notícias para o conjunto israelita: depois da promessa de um rebranding, a marca canadiana deixa de patrocinar a equipa Os protestos à Israel - Premier Tech, popularizados na Vuelta 2025, continuam a ter impacto na vida da equipa, que perde um dos mais importantes patrocinadores. Ler mais | WorldTour 2026 | Promoções e despromoções no ciclismo Foto: Israel Premier Tech O adeus da Premier Tech A promessa de um rebranding da equipa, depois dos protestos na última Vuelta, e da ausência em várias clássicas italianas no outono, não terá sido suficiente para manter a marca canadiana no projeto israelita do WorldTour.  O antigo patrocinador anunciou, num comunicado emitido na última quinta-feira, dia 7 de novembro, que não vai continuar a sua aventura no ciclismo, depois de três anos de colaboração com a equipa de Israel.  Relembrar que o patrocinador das bicicletas da equipa, a Factor, já tinha avançado que não continuaria com a equipa sem uma mudança de nome e de bandeira. Na altura, a empresa canadiana tinha apontado na mesma direção. A notícia surge, também, enquanto a estrutura lida com a complexa situação de Derek Gee, um dos nomes grandes da equipa, que já deixou clara a intenção de abandonar o conjunto em 2026. A formação está projetada para voltar ao nível WorldTour em 2026, mas fez a sua inscrição na UCI apenas sob o nome de Cycling Academy. Foto: Israel Premier Tech O Comunicado Pode ler, em baixo, a mensagem partihada, sobre o fim da colaboração com a equipa de Israel. “Após várias discussões com a equipa e uma avaliação cuidadosa de todas as circunstâncias relevantes, a Premier Tech decidiu deixar de ser co-patrocinadora da equipa, com efeito imediato. Embora tenhamos tomado conhecimento da decisão da equipa de mudar de nome para a temporada de 2026, a razão principal para a Premier Tech patrocinar a equipa foi ofuscada a tal ponto que se tornou insustentável para nós continuar como patrocinadores. Em primeiro lugar, queremos agradecer à equipa — ciclistas e funcionários — pelas quatro temporadas inesquecíveis ao seu lado e reconhecer as suas incríveis conquistas e profissionalismo, tanto dentro como fora da estrada. Estamos envolvidos no ciclismo há 30 anos, mas acima de tudo, somos apaixonados pelas nossas indústrias, nossos mercados, nossos clientes e nossos membros da equipa desde 1923. Eles estão no centro do nosso propósito e da razão de ser da Premier Tech. Queremos que cada um destes intervenientes se sinta entusiasmado e orgulhoso por estar associado à Premier Tech, às suas marcas, aos seus produtos e aos seus serviços. A ambição da Premier Tech no ciclismo sempre foi construir pontes entre todos os níveis do desporto, abrindo caminho para que os atletas e a equipa técnica alcancem o seu pleno potencial. Apoiar o crescimento do desporto, juntamente com o desenvolvimento dos ciclistas do Quebec e do Canadá, está no centro deste compromisso — e assim continuará no futuro”. Créditos da fotografia de destaque: Israel Premier Tech ### Campeonato da Europa de Ciclocrosse 2025 | A areia de Middelkerke vai decidir Campeões Este fim de semana a praia de Middelkerke, na costa belga, vai ser o cenário do primeiro grande duelo da temporada no ciclocrosse. O Campeonato da Europa de ciclocrosse 2025 vai voltar a ser disputado num circuito que promete espetáculo e muita areia. O título continental é bastante disputado no Ciclocrosse pois os atletas sabem que é difícil conseguir um título mundial perante a presença de Mathieu van der Poel (que tem sete títulos mundiais de elite, sendo os últimos três consecutivos), pelo que grande parte opta por apostar logo nesta fase da temporada este título. Créditos imagem: UCI Cyclocross O percurso e a praia de Middelkerke Oficialmente, a prova tem lugar em Middelkerke, mas o local em si é a zona militar de Lombardsijde, um cenário invulgar que tem um misto de zonas de relva, dunas e o troço de areia mais conhecido, junto à praia. O percurso já foi feito no Campeonato Belga em 2022 e é conhecido por ser exigente, técnico e fisicamente pesado com o passar das voltas. É um o percurso que favorece os especialistas na areia, que exige técnica apurada e específica, quem souber “flutuar” bem nas zonas de areia e manter o ritmo nas zonas rápidas poderá fazer a diferença. Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Categoria feminina Na elite feminina o pelotão chega desfalcado. A campeã mundial e atual campeã da Europa, Fem van Empel, é a grande ausência, bem como outras estrelas dos Países Baixos que optaram por adiar o início da temporada de ciclocrosse. Foto: Alex Whitehead/SWpix.com Apesar de muitas ausências, os Países Baixos enfraquecidos contam com Lucinda Brand, que aos 36 anos continua a ser um sinónimo de regularidade — venceu nas últimas corridas em Koppenberg e Lokeren, mostrando que continua num nível altíssimo. A neerlandesa gosta de percursos com areia e a ausência de Fem van Empel pode ser a oportunidade para Lucinda Brand recuperar um título que he escapa desde 2021. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC A grande oponente de Lucinda Brand pode ser Sara Casasola, a italiana teve um início de temporada fantástico, já bateu inclusive Lucinda Brand, resta saber se a areia será uma debilidade. Foto: Flanders Classics | sdinneweth Marie Schreiber pode ser outro nome a ter em conta, assim como algumas ciclistas da seleção francesa como Amandine Fouquenet. Categoria masculina Entre os homens, o cenário é diferente e mais aberto. Thibau Nys, campeão europeu em 2024 é um dos rostos mais carismáticos da nova geração e chega como principal favorito, depois da vitória imponente em Koppenberg. No entanto, o belga mostrou alguma vulnerabilidade em Lokeren, o que mantém alguma imprevisibilidade para esta corrida. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Lars van der Haar (que já anunciou que esta será a sua ultima temporada), Michael Vanthourenhout e até o francês Clément Venturini são nomes que podem disputar o pódio no Campeonato da Europa de Ciclocrosse 2025 Foto: Flanders Classics | sdinneweth A história recente O Campeonato da Europa de Ciclocrosse tem sido dominado por nomes sonantes. Nos últimos dez anos, Mathieu van der Poel, Michael Vanthourenhout, Lars van der Haar e Thibau Nys alternaram nas vitórias. Últimos campeões europeus: 2024 – Thibau Nys 2023/2022 – Michael Vanthourenhout 2021 – Lars van der Haar 2020 – Eli Iserbyt 2019 a 2017 – Mathieu van der Poel 2016 – Toon Aerts 2015 – Lars van der Haar Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC No setor feminino, o domínio recente tem um próprio: Fem van Empel. A neerlandesa venceu três vezes seguidas (2022–2024), sucedendo a Lucinda Brand, Alvarado e Sanne Cant. Últimas campeãs europeias: 2024–2022 – Fem van Empel 2021 – Lucinda Brand 2020 – Ceylin del Carmen Alvarado 2019 – Yara Kastelijn 2018 – Annemarie Worst 2017/2015 – Sanne Cant Créditos: UCI CX World Cup Créditos da foto de destaque: Sprint Cycling Agency | UEC ### Wout van Aert visita a sede da Cervélo e vê algo "Top Secret" Wout van Aert está nos Estados Unidos, onde visitou a sede da Cervélo, em Santa Cruz — um dos nomes de referência no mundo das bicicletas. Ao seu lado, estiveram também Nathan Van Hooydonck, a diretora de performance Margaux Vigié e o CEO da equipa Visma | Lease a Bike, Richard Plugge. Wout pousou em fotografia com o jovem prodígio do DownHill, o Campeão do Mundo Jackson Goldstone, da equipa Santa Cruz Syndicate (Santa Cruz e Cervélo pertencem ao mesmo grupo). https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1986148976517591328 Num vídeo publicado pela equipa na rede social "X", Wout Van Aert observa atentamente uma bicicleta parcialmente escondida, com um intrigante aviso estampado: "Top Secret". Não se vê o quadro completo, mas os sorrisos trocados deixam no ar de que poderá ser algum novo modelo de bicicleta, ou algum modelo personalizado especialmente para Van Aert. Vídeo https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1985970166509732241 Lembramos que a marca lançou este ano as duas principais bicicletas de estrada, utilizadas nas grande voltas pela equipa Visma | Lease a Bike, a Cervélo S5 e a Cervélo R5, pelo que a ser algo novo seria sempre um modelo diferente destes apresentados em 2025. Cervélo S5 Cervélo e Visma | Lease a Bike Desde que começou a colaborar com a Visma | Lease a Bike, a Cervélo tem marcado presença em algumas das maiores vitórias da equipa. Nos últimos anos, as bicicletas da marca canadiana estiveram no topo de pódios como o Tour de France, La Vuelta e Strade Bianche, graças a ciclistas como Jonas Vingegaard, PrimoZ Roglic e claro, Wout van Aert. Foto: Charly Lopez Estas parcerias com equipas do World Tour combinam a engenharia e conhecimento das marcas com a abordagem meticulosa das equipas ao treino, dados e desempenho nas corridas onde competem, resultando no desenvolvimento de bicicletas e acessórios mais competitivos. O que virá a caminho? Será uma nova versão da Soloist ou Caledonia? Um novo modelo de ciclocrosse ou contrarrelógio? Ou uma edição personalizada para Van Aert? Foto: Charly Lopez Ainda nada foi revelado oficialmente, mas o ambiente descontraído e curioso do vídeo mostra que a equipa está entusiasmada com o que viu. Van Aert, apesar de ainda não estar numa fase de treinos intensos, mantém-se ativo, apesar da equipa ainda não ter comunicado se o belga irá fazer Ciclocrosse esta temporada e a fazê-lo, qual o calendário? Uma coisa é certa: tanto a bicicleta escondida no vídeo, como o eventual calendário de ciclocrosse de Wout van Aert, serão revelados em breve. ### TRP e TEKTRO tornam Bicimax em parceiro estratégico para oficinas e lojas Depois de uma apresentação oficial na Sea Otter Europe, a Bicimax confirma agora a distribuição exclusiva das marcas TRP e Tektro no mercado ibérico. Com este passo a empresa reforça o seu papel na cadeia de abastecimento do setor, proporcionando às lojas e oficinas portuguesas e espanholas o acesso a duas marcas reconhecidas pela qualidade dos seus sistemas de travagem e transmissão. Uma parceria com foco no utilizador final (e nas lojas) Segundo informa a empresa, a entrada das TRP e Tektro no catálogo da Bicimax não é apenas uma expansão comercial — é uma forma de proporcionar a lojas, mecânicos e ciclistas um portfólio completo de soluções, desde componentes premium para estrada, gravel e BTT até travões fiáveis para bicicletas urbanas e elétricas. Com esta parceria, as lojas passam a ter um único distribuidor que garante: Disponibilidade contínua de peças e consumíveis Apoio técnico especializado Marcas com elevada compatibilidade entre sistemas Formação dedicada à manutenção e montagem Sobre a Tektro Fundada em 1986 no Taiwan, a Tektro começou numa pequena fábrica com 20 funcionários. Hoje, com mais de 1.600 empregados e uma presença global, é uma referência em travões de disco hidráulicos para bicicletas urbanas, elétricas e de montanha. A empresa informa que os seus travões são conhecidos por serem: Fiáveis Acessíveis Fáceis de manter Com esta parceria, a Bicimax garante o fornecimento de toda a gama, incluindo peças de reposição e consumíveis — especialmente importante num mercado onde muitas bicicletas já saem de fábrica com sistemas Tektro. Sobre a TRP A TRP foi criada em 2006 para aproximar a Tektro do ciclismo de competição. A TRP é uma solução para quem procura travões com modulação precisa, potência a sério e materiais de alto desempenho — como carbono, alumínio TT6 ou titânio. Entre as suas principais novidades: Evo Pro — o novo travão para mountain bike, que evolui a partir do DHR-Evo, com melhorias claras em rigidez, gestão térmica e dimensão dos pistões. HY/RD e Hylex RS — travões híbridos e hidráulicos para estrada e gravel, já conhecidos pela consistência e modulação. TRP Vistar — o primeiro grupo eletrónico wireless da marca, pensado para estrada e gravel, com o objetivo de oferecer mudanças rápidas, silenciosas e intuitivas. A juntar a isto, a TRP tem uma transmissão wireless (TRP Vistar) desenvolvida em colaboração com a Classified Cycling que permite uma configuração 1x16 velocidades, combinando simplicidade e amplitude de transmissão ao nível de um grupo 2x. Ferramentas, discos, pastilhas e compatibilidade real A TRP também está a investir forte em ferramentas profissionais. O TRP Pro Bleed Kit é um bom exemplo — pensado para agilizar o sangramento de travões hidráulicos, com processos rápidos e limpos. Também se destacam os discos de 2.3 mm, que segundo a marca são mais resistentes à fadiga térmica, e pastilhas em vários compostos para qualquer tipo de utilização — estrada, gravel, XC ou enduro. A marca tem ainda uma máquina para acamar pastilhas, criada em parceria com a Sinter, que reduz o tempo de rodagem e otimiza o rendimento de cada sistema. Bicimax com portfólio de marcas mais completo de sempre Com a integração das TRP e Tektro, a Bicimax reforça o seu objetivo de ser mais do que uma distribuidora — a Bicimax diz quer ser um parceiro estratégico para oficinas, lojas e ciclistas na Península Ibérica. Ao reunir num único distribuidor marcas complementares e tecnologicamente avançadas, a Bicimax quer oferecer às lojas e profissionais todos os componentes essenciais para montar e equipar bicicletas completas, com compatibilidade, continuidade e suporte especializado. Podes obter mais informações sobre estas e outras marcas do catálogo da Bicimax, aqui no seu website: bicimax.com/pt/ ### Troféu X2O | Nys, Nieuwenhuis e Brand entram a ganhar Koppenbergcross e Rapencross marcaram início do Troféu X2O abriu que viu ganhar Thibau Nys, Joris Nieuwenhuis e Lucinda Brand. Jornada dupla na abertura do Troféu X2O, que nos trouxe um fim de semana com três vencedores, já que Thibau Nys impôs-se no Koppenbergcross, Joris Nieuwenhuis no Rapencross e Lucinda Brand venceu ambas as corridas. No sábado foi a mais dura das provas do antigo Troféu Gazeta de Antuérpia, com seis subidas ao Koppenberg. O campeão europeu Nys venceu fácil na estreia na temporada de ciclocrosse e chegou sozinho ao topo da icónica subida da Flandres. Guia da temporada 2025/2026 de ciclocrosse O pódio foi curioso porque reproduziu velhos duelos da categoria sub-23, com Cameron Mason 2º e Pim Ronhaar 3º – os mesmos três nomes fizeram pódio em 2022, com Ronhaar a bater Mason e Nys quando eram talentos promissores. Houve dose dupla de felicidade para a Baloise Glowi Lions, que também ganhou a corrida feminina com uma Lucinda Brand que ainda levou uns sustos da francesa Celia Gery. A campeã mundial de estrada em sub-23 e campeã europeia de ciclocrosse na mesma categoria apertou com a veterana, mas Brand estreou-se mesmo a ganhar o Koppenbergcross aos 36 anos. Ler mais | Thibau Nys e os novos craques do ciclocrosse Foto: Flanders Classics | sdinneweth Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/oI6N-qC73Ig?si=ZS81Hk6fDXWQBZJC Vídeo resumo da corrida masculina https://youtu.be/1a8FWA2tPto?si=ypR8L6PRJagYyB9j A série do patinho de borracha está de volta No domingo correu-se em Lokeren o Rapencross e Nys sofreu uma série de quedas e percalços mecânicos que o atiraram para o 15º posto, perdendo toda a margem que tinha ganho no dia anterior. De todas as séries onde se disputa uma classificação geral, o Troféu X2O é a única que se define com base no tempo agregado das oito rondas. Em todas as provas há bonificações de 15, 10 e 5 segundos no final da primeira volta e este ano também se atribuem os mesmos bónus para os três corredores com as voltas mais rápidas. Aproveitou Joris Nieuwenhuis para fazer uma corrida muito consistente e despachar a concorrência na segunda metade da prova. Foi a segunda vitória da época para o neerlandês da Ridley. No pódio estiveram também Michael Vanthourenhout, que abriu a época com dupla vitória no Superprestige, e Niels Vandeputte. Para os interessados, os patinhos são oferta da marca de produtos de casa de banho que patrocina a competição e não estão à venda ao público em geral. Ciclocrosse | Troféu Superprestige 2025 | Overijse Resumo da corrida feminina https://youtu.be/BKWd47BqBNg?si=TeKg3QXHGKl8Kxwc Resumo da corrida masculina https://youtu.be/y7z2L9Va6bI?si=FLdR1RsHwD-SMhmA Classificações ### UCI Alentejo Gravel | Reconhecimento do percurso em Ourique Fui até Ourique para reconhecer o percurso da etapa portuguesa da UCI Gravel World Series, que vai decorrer em Ourique a 9 de novembro de 2025. Cenário incrível cheio de estradões de terra batida e paisagens abertas — ideal para quem gosta do gravel puro, com aquele toque remoto do Alentejo. Neste vídeo, mostro como é o terreno e dou as minhas primeiras impressões sobre o percurso. Se estás a pensar participar ou queres simplesmente ver mais sobre esta prova, vê o vídeo. Ainda te podes inscrever na UCI Alentejo Gravel World Series aqui: INSCRIÇÕES https://www.youtube.com/watch?v=JqqXGbpEtCs ### Rui Costa diz adeus | O Campeão do Mundo anuncia final de carreira profissional Depois de 19 temporadas no pelotão profissional e mais de 30 vitórias ao mais alto nível (foram 33 no World Tour ), Rui Costa anunciou que chegou “a hora de se retirar”. Através de uma publicação nas redes sociais, o antigo campeão do mundo explicou que pretende agora usufruir da companhia dos seus, estar presente nos pequenos grandes momentos e viver com calma o que tantas vezes ficou adiado. Ler mais | Entrevista | Rui Costa regressa em França com a EF Na mesma mensagem, sublinhou que se considera abençoado por viver o seu sonho, agradeceu a todas as equipas que o acompanharam e à Seleção Nacional, que representou “com orgulho imenso”. Aos 39 anos, o campeão do mundo de 2013 encerra uma carreira que marcou não apenas o ciclismo português, mas também o pelotão internacional. Legado no Ciclismo Português Natural da Póvoa de Varzim, Rui Costa construiu uma das mais notáveis trajectórias do ciclismo luso. Em 2013, sagrou-se campeão do mundo de fundo em Florença, sendo até hoje o único português a alcançar esse título. Entre 2012 e 2014 conquistou três vitórias consecutivas na geral da Volta à Suíça — também feito inédito de um ciclista português. Entre as vitórias de destaque, estão também as três etapas no Tour de France (duas em 2013, uma em 2011), assim como a etapa na Vuelta a España em 2023, vitória que comprovou a sua longevidade e competitividade no pelotão. Ler mais | Vuelta marca o regresso do “killer” Rui Costa Créditos: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency Ao longo da carreira, representou equipas como Benfica, Movistar Team, Lampre‑Merida, UAE Team Emirates, Intermarché–Wanty e EF Education‑EasyPost. A sua consistência, inteligência tática, posicionamento no pelotão, frieza nos momentos decisivos e capacidade de resistência foram caraterísticas que o tornaram numa referência. Obrigado, Rui Costa Com Rui Costa, o ciclismo português voltou a sonhar alto. Depois da medalha de prata de Sérgio Paulinho em Atenas 2004 — momento marcante que também reacendeu o prestígio do ciclismo nacional — foi Rui quem consolidou essa chama, levando-a mais longe com o título mundial. https://www.youtube.com/watch?v=_TS0pF6AAFg Entre o passado de Joaquim Agostinho e o futuro de ciclistas como João Almeida, Rui Costa representou uma ponte que devolveu orgulho e ambição aos ciclistas portugueses. “Hoje fecho um capítulo. Mas a paixão pelas duas rodas… essa nunca acabará”, escreveu Rui Costa. Nós, como comunidade do ciclismo e como portugueses, só temos a agradecer: obrigado por tudo, Rui Costa! ### Teste sapatos Shimano RX6 — Conforto, desempenho e equilíbrio até no preço A Shimano já nos habituou a qualidade e rigor naquilo que faz e os sapatos Shimano RX6 são mais uma prova disso. Pensados para o gravel mas que facilmente se adaptam a um BTT ligeiro, graças ao sistema SPD e a um equilíbrio bem conseguido entre rigidez, conforto e preço. Sensações Ao pedalar com eles ainda nos primeiros metros a primeira sensação que nos vem à cabeça é conforto. São daqueles sapatos que se calçam e imediatamente parecem “certos” (se experimentares a calçar numa loja vais perceber o que escrevo). Créditos: David Raquel O ajuste é feito através de um sistema BOA L6 combinado com uma tira de velcro frontal, o que permite uma adaptação precisa ao pé e facilita muito na hora de calçar e descalçar. O BOA oferece microajuste quando se aperta, a zona do velcro dianteiro raramente precisa de ser tocado após fazermos o primeiro ajuste — é simples e funcional. Com uns toques de gama superior A construção é em pele sintética, idêntica à dos modelos superiores RX8 e XC7, têm uma ventilação aceitável através dos orifícios de drenagem que certamente irão ajudar quando o percurso tem pequenos ribeiros com água ou em dias de chuva. (Não testei com lama e chuva mas esses orifícios dão jeito nessas condições). O calcanhar tem uma forma bem desenhada, garante um suporte suficiente para carregar e puxar o pedal sem incómodo nesta zona. Créditos: David Raquel Um par de sapatos para tudo A sola é de nylon reforçado com carbono, com uma rigidez de 8 na escala da Shimano (que vai até 12). Ou seja, para o utilizador que deseja desempenho em corridas podem não ser perfeitos, mas para quem deseja fazer longas tiradas de bicicleta têm um equilíbrio muito bom entre rigidez e alguma flexibilidade que também dá jeito para caminhar — ideal para o gravel bikepacking ou dias com mais de dez horas de pedalada, onde sempre se fazem paragens e tem que se caminhar. Créditos: David Raquel Na hierarquia da Shimano, o RX6 fica abaixo do RX8, que é o modelo mais competitivo e com sola totalmente em carbono (estes sim para quem deseja carregar mais no pedal e andar rápido), também bastante mais caro. Sinceramente, a diferença sente-se mais no preço do que na experiência real de utilização, pelo menos para quem não compete. Por isso, é fácil ver nos RX6 uma opção equilibrada para o ciclista que quer um único par de sapatos para tudo — Gravel, BTT e até um passeio de estrada de vez em quando. Opinião final No final de contas, os Shimano RX6 são uns sapatos completos e equilibrados: leves quanto baste, visualmente bonitos, confortáveis e suficientemente eficientes para fazer de tudo um pouco com eles. Por ultimo e talvez o mais importante para muitos, têm um preço ajustado ao que oferecem — o que os torna numa opção muito válida dentro deste segmento de sapatos. Créditos: David Raquel Podes ver os preços e a gama completa dos sapatos Shimano para Gravel aqui no website da marca: bike.shimano.com/pt ### Tour de France 2026 – Percurso e todas as etapas  A ASO, organizador do Tour de France 2026, apresentou, recentemente, o percurso para a 113ª edição da maior corrida do mundo O Tour de France 2026 arranca com duas etapas na Catalunha, antes de seguir para França - termina em Paris, com a repetição da passagem por Montmartre, antes da chegada aos Campos Elísios, onde Van Aert bateu Pogacar em 2025.  Os ciclistas vão enfrentar oito etapas de montanha, com cinco finais em alto. Destaque ainda para sete etapas planas, que devem terminar ao sprint, e apenas nove quilómetros planos de contrarrelógio individual. Créditos: A.S.O. Ler mais | Transferências do ciclismo para 2026 Grand Depart em Barcelona O Tour de France 2026 arranca em Barcelona, com um contrarrelógio por equipas de 19 km, a terminar na colina de Montjuïc – onde não existe obrigação de terminar com um determinado número de ciclistas, o que significa que cada atleta termina com o seu respetivo tempo.   A segunda etapa volta a correr-se em Barcelona. Um perfil de média montanha, com três passagens pelo circuito de Montjuïc, que deve abrir a vitória a vários perfis de ciclista  Etapa 1 | Créditos: A.S.O. Ao terceiro dia, os ciclistas arrancam em Espanha, mas terminam em França, num final inédito em Les Angles. São quase 4000 metros verticais, mas o perfil das subidas deixa em aberto a vitória da etapa.  O quarto e o quinto dia são “etapas de transição”. A chegada a Foix parece estar desenhada para vitória de uma fuga, e o final em Pau deve dar a primeira oportunidade aos sprinters. Decisões guardadas para o final Depois do primeiro dia de descanso, surge mais uma etapa de montanha. Os ciclistas ultrapassam o Col du Tourmalet, a quase 40 km do fim da etapa. Uma longa descida deixa os atletas á entrada da subida final do dia - Gavarnie-Gèdre (18,6 km a 3,7%).  As etapas sete e oito devem terminar ao sprint, antes de dois dias de média montanha. A etapa nove, mais leve, entre Malemort  e Ussel, seguida da 10ª tirada, com sobe e desce do início ao fim, num dia com praticamente 3000 metros verticais.  Etapa 10 | Créditos: A.S.O. Mais dois dias para finais rápidos, na 11ª e 12ª etapas. No dia seguinte, mais de 200 km, com duas ascensões: a última é coroada a 30 km da meta (Ballon D’Alsace com 9,1 km a 6,8%). Depois disso, os ciclistas descem até à meta, em Belfort  A 18 de julho os ciclistas gozam o segundo, e último dia de descanso do Tour de France 2026, antes de dois dias muito importantes. Na 14ª etapa, ligação entre Champagnole e Plateau de Solaison: 4700 metro verticais, distribuídos por oito contagens de montanha. Final em alto, com a última subida a ter 11,6 km a 8,9%.  Etapa 14 | Créditos: A.S.O. A 15ª etapa traz o único contrarrelógio individual do Tour de France 2026. São 26 km no total, mas os primeiros nove são a subir, e os oito seguintes a descer. Seguem-se cerca de nove quilómetros planos de esforço individual, os únicos nesta edição da Grande Volta francesa.  Mais um dia de transição na etapa 17, com boas possibilidades para uma fuga triunfar. Depois disso, três finais em alto antes da chegada aos Campos Elísios no último dia do Tour de France 2026.  A ligação entre Voiron e Orcières Merlette termina com subida de 7 km a 6,8%, antes de duas chegadas no mítico Alpe D’Huez. Na 19ª etapa, um final brutal de 14 km a 8% de pendente média. No dia seguinte, os ciclistas ultrapassam a icónica combinação do Col du Télégraph e do Col du Galibier, antes de derradeira ascensão de 3,8 km a 6,1%.  Etapa 19 | Créditos: A.S.O. Etapa 20 | Créditos: A.S.O. O Tour de France 2026 termina nos Campos Elísios, numa reedição de 2025, com passagem por Montmartre. Desta feita, a última subida está a 17 km da meta, o que pode abrir a luta pela vitória aos ciclistas mais rápidos. Quem destrona Tadej Pogacar? O percurso do Tour de France 2026 parece alterar a lógica seguida em 2025, com perfis mais leves e a grande parte da ação guardada para o fim. Reduziu-se o número de etapas tipo “clássicas” e de dias brutais com múltiplas contagens de primeira categoria.  Ainda assim, Tadej Pogacar sai como o principal favorito. Jonas Vingegaard promete continuar a dar luta. A Bora é uma incógnita - a equipa alemã tem em Florian Lipowitz o terceiro do último ano, mas juntou às suas fileiras Remco Evenepoel, e conta ainda com Primoz Roglic. João Almeida poderá voltar a tentar o assalto ao pódio depois de ter sido forçado a abandonar em 2025.  Há, também, nomes novos que ganham cada vez maior destaque. Oscar Onley foi outra das figuras em 2025, e Paul Seixas, um dos maiores fenómenos franceses dos últimos anos, pode estrear-se na Grande Volta do seu país - tal como acontece com o mexicano Isaac Del Toro. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Sprinters para todos os gostos no Tour de France 2026 É difícil tentar adivinhar o estado do WorldTour a mais de oito meses de distância do Tour de France 2026, mas os sprints têm potencial para ser um dos focos da 113ª edição da corrida gaulesa.  Tim Merlier deve ter mais atenção da sua equipa depois da saída de Remco Evenepoel. A Lidl – Trek tem Mads Pedersen e Jonathan Milan a reclamar um lugar na maior corrida do mundo.   Olav Kooij deve estrear-se, depois da mudança para a Decathlon. Junta-se ainda à festa Jasper Philipsen, que venceu 10 etapas nas últimas quatro edições do Tour de France. Arnaud De Lie e Paul Magnier são mais dois nomes fortes para manter no radar. Foto: A.S.O./Charly Lopez ### Ciclocrosse – Temporada 2025/2026 A temporada de 2025/2026 de ciclocrosse iniciou-se em agosto com os campeonatos nacionais da Austrália mas é nesta fase que entra na sua época principal. A Taça do Mundo, o Troféu Superprestige (já em andamento) e o X2O são as três competições mais importantes e, caso queiras saber mais um pouco sobre elas e esta modalidade, o TopCycling faz-te um artigo com todas as informações. Ler mais | Ciclocrosse |Troféu Superprestige 2025 | Overijse Foto: Flanders Classics Competições mais importantes A época de ciclocrosse, um pouco como a de estrada, tem muitas corridas por todo o mundo, mas algumas são mais importantes, mais mediáticas e onde estão os melhores corredores. É nos meses de novembro, dezembro e janeiro que tem a sua época alta, quando se disputam as três principais competições, o X2O, o Superprestige e a Taça do Mundo da UCI. Quase no fim da época disputam-se os Campeonatos do Mundo que este ano acontecem em Hulst nos Países Baixos a 1 de fevereiro. Van der Poel e Fem van Empel são os atuais detentores da camisola arco-íris da modalidade Foto: Flanders Classics Taça do Mundo UCI A Taça do Mundo UCI é composta por 12 corridas em vários países. A sua classificação é por pontos em que o primeiro, segundo e terceiro classificados acumulam 40, 30 e 25 pontos respetivamente e a partir da quarta posição, os pontos atribuídos começam nos 22 e vão até ao 1, consoante a posição. No último ano foi Michael Vanthourenhout a vencer pelos homens e Lucinda Brand venceu a classificação feminina. Calendário 2025/2026 23 novembro - Tábor, Chéquia 30 novembro - Flamanville, França 7 dezembro - Terralba (Cabras), Italia 14 dezembro - Namur, Bélgica 20 dezembro - Antwerpen, Bélgica 21 dezembro - Koksijde, Bélgica 26 dezembro - Gavere, Bélgica 28 dezembro - Dendermonde, Bélgica 4 janeiro - Zonhoven, Bélgica 18 janeiro - Benidorm, Espanha 24 janeiro - Maasmechelen, Béçgica 25 janeiro - Hoogerheide, Países Baixos Foto: Flanders Classics Troféu Superprestige O Superprestige é uma competição composta por oito corridas todas em território belga e a sua classificação é também ela feita através de pontos dados aos corredores consoante a sua classificação em cada corrida. O primeiro classificado leva 15 pontos, o segundo 14, o terceiro 13 e por aí em diante. No fim das oito provas o corredor com mais pontos leva o troféu para casa. Na época passada Niels Vandeputte aproveitou a sua regularidade e sem ganhar nenhuma corrida venceu o troféu na categoria masculina. Nos elites femininos Lucinda Brand juntou a Taça do Mundo ao Superprestige, confirmando a sua excelente temporada. Calendário 2025/2026 19 outubro - Ruddevorde 26 outubro - Overijse 11 novembro - Niel 15 novembro - Merksplas 23 dezembro - Heusden-Zolder 30 dezembro - Diegem 3 janeiro - Gullegeme 7 fevereiro - Middelkerke Foto: Flanders Classics Troféu X2O Badkamers O Troféu X2O, apesar de menos importante globalmente e com menos qualidade nas startlists, é uma competição sempre muito disputada e extremamente entusiasmante de acompanhar. Ao contrário da Taça do Mundo e do Superprestige, a sua classificação é determinada consoante os tempos de chegada dos ciclistas, como acontece na estrada, nas provas por etapas.  Calendário 2025/2026 1 novembro - Oudenaarde 2 novembro - Lokeren 16 novembro - Hamme 22 dezembro - Hofstade 29 dezembro - Loenhout 1 janeiro - Baal 8 fevereiro - Lille 15 de fevereiro - Bruxelas Eli Iserbit e Lucinda Brand foram os respetivos vencedores desta prova na passada temporada. Iserbyt, Nys e Van Der Haar em Benidorm. Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Vais poder acompanhar o seguimento da temporada no TopCycling com resumos de todas as provas masculinas e femininas das principais competições. ### Mundial de Pista 2025 | Leitão e Narciso suam sangue no Madison Era impossível atingir o nível do passado Europeu, o melhor de sempre, mas Iúri Leitão e Diogo Narciso souberam posicionar Portugal no top 5 do Madison no último dia do Mundial de pista. A dupla nacional sofreu, viveu algumas crises ao longo das 200 voltas, mas terminou em apoteose ganhando três dos quatro últimos sprints e pontuando no último. Foram 21 pontos em 40 voltas, nas quais Portugal correu ao ataque e que permitiu fechar no 5º lugar com 46 pontos. Ganharam os belgas De Vylder/Van den Bossche (81 pontos), à frente dos britânicos Tarling/Stewart (73 pontos) e dos dinamarqueses Larsen/Leth (71 pontos). Portugal fecha o Mundial do Chile com o bronze de Iúri Leitão no Scratch, o top 5 da dupla Leitão/Narciso no Madison e dois 15º lugares de João Matias (Eliminação e Corrida por Pontos). A seleção voltou às medalhas, o que não se verificava desde Glasgow 2023, quando o campeão olímpico de Viana do Castelo venceu o Omnium. Além do Madison com Diogo Narciso, o vianense Iúri Leitão subiu ao pódio no Scratch no primeiro dia do Mundial.Foto: FPC Viviani pendurou a bicicleta à campeão Harrie Lavreysen foi a grande figura do evento, com quatro títulos na velocidade. O neerlandês atingiu as 20 medalhas de ouro em Campeonatos do Mundo ao vencer o Sprint individual pela sétima vez consecutiva. Foi uma edição de sonho para os Países Baixos, que nunca tinham vencido nove títulos mundiais. A Grã-Bretanha foi a segunda nação no medalheiro com quatro títulos. Nota para outro momento que marcou a última sessão em Santiago do Chile: Elia Viviani pendurou a bicicleta à campeão ao ganhar pela terceira vez a Eliminação. O próximo Campeonato do Mundo vai decorrer em Xangai, na China, em outubro de 2026. O ciclismo de pista regressa em quatro meses com o Europeu de Konya, na Turquia, entre 1-5 fevereiro. ### Ciclocrosse |Troféu Superprestige 2025 | Overijse Sara Casasola e Michael Vanthourenhout entram em grande no Troféu Superprestige, colocando-se no comando após duas corridas disputadas. O troféu Superprestige 2025/26 arrancou no passado 19 de outubro, em Ruddervoorde, onde Michael Vanthourenhout e Marion Norbert-Riberolle começaram a temporada da melhor forma, vencendo as corridas de elite masculina e feminina. Uma semana depois, o circuito rumou a Overijse, trazendo um traçado mais duro e técnico — com subidas íngremes, descidas escorregadias e o regresso de algum barro — elementos que caracterizam o ciclocrosse na sua forma mais autêntica. Elites Femininas: Sara Casasola conquista a maior vitória da carreira A ausência de Fem van Empel, que optou por não alinhar após a vitória do dia anterior, abriu caminho para uma luta direta entre a neerlandesa Lucinda Brand e a italiana Sara Casasola. A neerlandesa começou forte, acompanhada por Kata Blanka Vas, mas a italiana da Crelan - Corendon rápido mostrou que a primeira corrida de Ruddervoorde tinha sido o primeiro aviso (terminou na segunda posição), e começou a endurecer o ritmo. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1982446906698567988 Na penúltima volta uma queda de Lucinda Brand provocou uma perda de tempo precioso para a experiente atleta de 36 anos, enquanto Casasola manteve uma pilotagem impecável até ao final, conquistando aquela que é para já a vitória mais expressiva da sua carreira e a segunda em provas C1. Lucinda Brand ainda assegurou o segundo lugar, com Aniek van Alphen a completar o pódio, depois de resistir à perseguição de Amandine Fouquenet e Inge van der Heijden. Top 10 Elite Feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo/Diferença1Sara CasasolaCrelan - Corendon45:532Lucinda BrandBaloise Glowi Lions+28s3Aniek van AlphenSeven Racing+37s4Amandine Fouquenet+1:395Inge van der HeijdenCrelan–Corendon+1:536Marion Norbert-RiberolleCrelan–Corendon+2:147Hélène Clauzel+2:218Kiona Crabbé+2:439Julie BrouwersCharles Liégeois Roastery CX–10Denise BetsemaDe Ceuster - Bouwpunt+2:51 Vídeo resumo da corrida feminina https://www.youtube.com/watch?v=WUk7J0vLFYU Elites Masculinos: Vanthourenhout vence duelo com Ronhaar Na corrida masculina, Michael Vanthourenhout confirmou o excelente início de temporada ao vencer novamente, depois do triunfo em Ruddervoorde. Mas a vitória em Overijse não veio fácil. Com um percurso exigente e condições técnicas que separaram rapidamente os melhores, Pim Ronhaar foi o principal adversário do belga, impondo um ritmo fortíssimo nas voltas finais. Vanthourenhout, mais calculista, esperou pelo momento certo para atacar — e fê-lo com precisão na última volta, abrindo diferença suficiente para celebrar isolado. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1982473108222062774 Emiel Verstrynge completou o pódio, à frente de Niels Vandeputte e Joran Wyseure, num top 10 dominado por belgas e neerlandeses, como já é tradição nas grandes corridas da modalidade. Top 10 Elite Masculina PosiçãoCiclistaEquipaTempo/Diferença1Michael VanthourenhoutPauwels Sauzen–Altez Industriebouw1:00:452Pim RonhaarBaloise Glowi Lions+7s3Emiel VerstryngeCrelan–Corendon+13s4Niels VandeputteAlpecin–Deceuninck Development+15s5Joran WyseureCrelan–Corendon+17s6Joris NieuwenhuisRidley Racing Team+18s7Jente MichelsAlpecin–Deceuninck Development+19s8Lars van der HaarBaloise Glowi Lions+29s9Witse MeeussenCrelan–Corendon+35s10Cameron MasonAlpecin–Fenix+41s Vídeo resumo da corrida masculina https://youtu.be/08vWNzDKlLc?si=s-oLW8qVbzzeHyfc Próximas rondas O Superprestige 2025/26 promete uma luta renhida tanto no setor masculino quanto no feminino. Vanthourenhout está na frente, enquanto Casasola mostra estar consistente e querer desafiar as habituais dominadoras da categoria. ### O uso de cetonas no ciclismo deixa de ter o aval da UCI O uso de ketones (cetonas, em português) tem estado na ordem há já algum tempo, levando a União Ciclista Internacional (UCI) a posicionar-se em relação a esta temática. Em comunicado, a organização que tutela o ciclismo mundial desaconselhou o uso de ketones, embora tenham explicado que, até ao momento, não há qualquer evidência científica que revele que o suplemento contribua para o aumento da performance desportiva. “Os resultados de um estudo abrangente e de alta qualidade mostram que tomar ketones após competições ou sessões de treino de alta intensidade não afeta a qualidade da recuperação”, explicou a UCI. A UCI sublinha que "não existem evidências científicas convincentes de que esses produtos melhorem o desempenho ou a recuperação dos atletas." Por essa razão, a entidade considera que "não há motivo para a sua utilização e, consequentemente, não recomenda a inclusão de suplementos de cetonas nos planos nutricionais dos ciclistas." Foto: Fabio Ferrari/LaPresse Ler mais | Gabriel Martins é o guru de nutrição da Visma Lease a Bike O que é esta substância? Como referido no comunicado da UCI, os ketones “são compostos químicos produzidos naturalmente pelo corpo humano e utilizados pelos músculos durante o exercício”, em situações em que “há escassez de glicose”. Para além disso, este suplemento também pode ser ingerido “por via oral, na forma de suplementos alimentares”. O uso deste tipo de nutrientes viralizou em desportos de resistência, em particular no ciclismo de estrada, desde que, em 2016, foi conhecido o resultado de um estudo científico, que revelou que a sua “ingestão pode melhorar o desempenho” desportivo. Foi nessa altura que se desencadeou a chamada “revolução dos ketones” no ciclismo, com várias equipas do World Tour a adotarem o suplemento nos seus protocolos alimentares. Contudo, diversas associações, como o Movimento por um Ciclismo Confiável (MPCC), alertaram para os riscos que a toma desta substância pode causar e pediram aos reguladores que a incluíssem na lista de suplementos proibidos, alegando que este pode causar uma vantagem competitiva ilícita. “Os resultados não foram confirmados por estudos subsequentes e, atualmente, há um consenso de que tais suplementos não têm efeito no desempenho durante exercícios de resistência”, concluiu a UCI. Créditos da foto de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Por: Tiago Alexandre ### Como montar pneus tubeless na bicicleta | Tutorial Em colaboração com a BlackJack Wheels, esta série de vídeos explica vários temas relacionados com rodas. Neste vídeo o mecânico José Carmo mostra como fazer tubeless numas rodas BlackJack TR 26, passo a passo. O mecânico José Carmo, da loja Bikeplanet, mostra como transformar uma roda tradicional em sistema tubeless, desde a preparação do aro até à colocação da fita e do líquido selante, alertando para erros comuns e fazendo tudo da forma correta. Neste vídeo podes aprender: Tipo de fita e válvula usar Quantidade de selante ideal Como evitar fugas de ar Dicas práticas para uma montagem perfeita https://youtu.be/BEWcYVOjlv0?si=u5GyQR6EYbYo1m6U No canal Youtube Topcycling encontras mais dicas de mecânica na rubrica "Dicas do Zé", visita a subscreve o canal. ### Mundial de pista 2025 | Matias e Narciso entram em ação Após o bronze de Iúri Leitão no scratch, João Matias e Diogo Narciso competem no terceiro dia do Mundial de pista. Confiram horários e expetativas dos atletas. Portugal entrou bem no Mundial de pista graças ao bronze de Iuri Leitão no Scratch e esta sexta-feira juntam-se à festa João Matias e Diogo Narciso. O TopCycling falou com os corredores de Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e Credibom-LA Alumínios-Marcos Car, que são apostas do selecionador Gabriel Mendes para a prova que decorre em Santiago do Chile. Além de entrarem em ação Matias e Narciso, no terceiro dia do Mundial regressa à pista Iúri Leitão, que abre a sessão com a qualificação do Quilómetro contrarrelógio e em caso de ficar nos oito primeiros a final decorre às 22:20. As sessões da manhã não têm transmissão em direto no Eurosport/HBO Max, mas todas as finais estão agendadas para as sessões da tarde no Chile (noite em Portugal). Confiram abaixo o horário das provas dos portugueses para sexta-feira, sábado e domingo. Entrevista | Iúri Leitão, o campeão que salvou a carreira na pista Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Os craques em discurso direto João Matias, 34, Barcelos Programa: Corrida por pontos 6ª feira às 21:00 | Eliminação domingo às 18:40 "Tive um final de época de estrada onde me senti muito bem, consegui voltar às vitórias e noutras etapas estive perto de vencer. Depois de várias doenças e das dificuldades em superá-las, voltei a estar na frente e a sentir que era um ciclista que podia vencer e isso dá-me tranquilidade. Na pista complicado prever resultados porque a última vez que competi foi na Taça das Nações, em março, mas tenho-me sentido bem a treinar tal como os três que estamos com a seleção. Estar com os da frente seria muito bom, vou dar o máximo. A Eliminação é uma prova onde penso que temos de ter muita capacidade de improvisar. Gosto de tentar estar bem colocado no início para evitar eliminações surpresa e na parte final temos de estar atentos onde estão os ciclistas mais rápidos e os mais lentos e jogar com isso. Poderá não me valer de nada estar a eliminar atrás tendo um ciclista experiente e rápido na roda pois pode sair cara a jogada, assim como pode não me valer ir bem colocado na frente se for na roda de um ciclista que vai lento e em volta de eliminação somos atropelados por quem vem atrás. Vou tentar jogar com o que está a acontecer a cada momento da prova e manter-me a respirar o mais tranquilo possível para conseguir tomar boas decisões e levar a corrida da melhor forma. A Corrida por pontos é fundo e resistência. Tentar pontuar o máximo sem entrar em desespero penso que é o segredo para não deixar fugir a corrida. Pontuar na roda de outros ciclistas e tentar dar voltas em grupo é a melhor forma de abordar; no último terço de prova é jogar com a gasolina que ainda tiver no tanque e lutar pelo máximo de pontos possíveis." Entrevista João Matias: "A seleção que mais êxito tem tido é a de pista" Leitão e Narciso venceram, em setembro, o Madison no 21º Troféu Internacional Cidade de Barcelona - XII Memorial Miguel Poblet.Foto: FPC Diogo Narciso, 23, Gondomar Programa: Perseguição individual (qualificação às 16:00; em caso de top 4 final às 22:58) | Madison domingo às 19:58 "É um orgulho representar a nossa nação num Campeonato do Mundo e ter mais uma vez a confiança do professor Gabriel Mendes nestes grandes palcos. Fiz uma boa preparação para o Mundial junto com o professor e os restantes colegas de seleção. É sempre fantástico correr com o Iúri no Madison, temos já alguns lugares de destaque nas Taças das Nações e penso que fazemos uma boa dupla. Há pouco tempo tivemos a oportunidade de fazer uma prova de classe 2 em Barcelona que nos correu na perfeição e serviu de preparação para o Mundial. Claro que não é igual correr eu ou o Iuri fazer dupla com o Rui Oliveira, eles são os campeões olímpicos, mas estou tranquilo em dar o meu melhor por Portugal e fazer um bom resultado. Não vou com muitas expectativas para a perseguição individual, visto esta ser uma nova experiência para mim e para qual não tenho muito trabalho específico, procuro evoluir e fazer uma prova consistente e sem quebras, isso será o mais importante." Ler mais | Ivo e Rui Oliveira fecham Europeu com chave de bronze Sábado, 25 de outubro 16h30 - Iúri Leitão: Omnium - Prova 1/4 (Scratch) 19h28 - Iúri Leitão: Omnium - Prova 2/4 (Corrida tempo) 22h56 - Iúri Leitão: Omnium - Prova 3/4 (Eliminação) 00h18 - Iúri Leitão: Omnium - Prova 4/4 (Corrida por pontos) Domingo, 26 de outubro 18h40 - João Matias: Eliminação (Final) 19h58 - Diogo Narciso/Iúri Leitão: Madison (Final) ### Mundial de Pista 2025 | Iúri Leitão e o bronze para lá da hora Ao segundo dia do Mundial de pista, em Santiago do Chile, Iúri Leitão colocou Portugal no pódio no scratch. A pista é a árvore que não para de dar frutos ao ciclismo português e Iúri Leitão provou isso mesmo, já a madrugada ia avançada, com um 3º posto de categoria mundial no scratch. O velódromo de Santiago do Chile transformou-se na versão pistard de “Aberto até de madrugada”, de Quentin Tarantino: caos na pista, uma prova que teve 41 voltas quando o normal são 40, selecionadores a protestar e o vídeo-árbitro a entrar em ação. Feitas as contas, o 6º lugar atribuído a Iúri Leitão transformou-se na medalha de bronze e tudo porque os ciclistas souberem ler a corrida. Na volta 40 o vianense lançou o sprint e foi tocado pelo belga Jules Hesters, que acabou relegado. Foto: FPC Sete medalhas portuguesas em Campeonatos do Mundo O final da prova não foi assinalado e alguns corredores continuaram a competir dando uma volta extra à pista. Iúri Leitão não; abriu para o lado, protestou o toque e deixou-se ir sabendo que o trabalho estava feito. O bronze só foi saboreado muito depois do final da corrida, mas valeu a pena. Praticamente à uma e meia da manhã em Portugal Continental, da sessão vespertina do Mundial do Chile chegou a primeira medalha da seleção nacional. Ganhou o alemão Moritz Augenstein, seguido pelo neerlandês Yanne Dorenbos. São já sete medalhas portuguesas em Campeonatos do Mundo de pista e só à conta de Iúri Leitão são três. Haverá muita gente que foi dormir triste, mas que vai ter uma bela surpresa quando acordar esta sexta-feira. ### João Almeida nomeado para melhor ciclista do mundo em 2025 João Almeida está nomeado para receber o Velo D'or, prestigiado prémio que elege o melhor ciclista da temporada João Almeida é um dos 10 ciclistas nomeados para receber o Velo D'or, prémio entregue pelo jornal francês L'Équipe, que premeia os melhores da modalidade no último ano. O ciclista português aparece numa lista com outros nove ciclistas, onde compete com dois colegas de equipa: Tadej Pogacar e Isaac Del Toro (UAE Emirates XRG). Ler mais | João Almeida entra para a história do ciclismo mundial! Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli João Almeida entre a nata do ciclismo mundial O ciclista de A-dos-Francos teve a sua melhor época da carreira até ao momento, onde alcançou 10 das 23 vitórias que tem em cima da bicicleta - e todas elas de nível WorldTour. Os feitos conseguidos em 2025 - tornou-se no terceiro de sempre a vencer três provas de uma semana do WorldTour - valem a presença numa lista onde aparecem os maiores nomes do ciclismo mundial. Nomeados para o Velo D'or masculino: João Almeida (Portugal, UAE Team Emirates) Isaac Del Toro (Mexico, UAE Team Emirates) Remco Evenepoel (Belgium, Soudal Quick-Step) Ben Healy (Ireland, EF Education-EasyPost) Tim Merlier (Belgium, Soudal Quick-Step) Mads Pedersen (Denmark, Lidl–Trek) Tadej Pogačar (Slovenia, UAE Team Emirates) Mathieu van der Poel (Netherlands, Alpecin-Deceuninck) Jonas Vingegaard (Denmark, Team Visma | Lease a Bike) Simon Yates (Great Britain, Team Visma | Lease a Bike) O grande favorito, claro está, é Tadej Pogacar, o esloveno que este ano venceu o Tour de France, os mundiais e três monumentos nas 20 vitórias que teve em 2025 - já ganhou o prémio em 2021 e 2024. Ler mais | Velo D’or 2024: Domínio de Pogacar Foto: A.S.O./Tony Esnault Nomeadas para o Velo D'or feminino Depois de ter conquistado o prémio em 2024, Lotte Kopecky venceu apenas por três vezes em 2025 (ainda que uma delas tenha sido no Tour de Flanders). Não está nomeada, e vai haver nova vencedora esta ano, com o destaque a recair em Pauline Ferrand-Prévot, que ganhou o Tour de France no primeiro ano de volta ao pelotão. Nomeadas para o Velo D'or feminino: Mischa Bredewold (Netherlands, Team SD Worx-Protime) Pauline Ferrand-Prévot (France, Team Visma | Lease a Bike) Kimberley Le Court (Mauritius, AG Insurance–Soudal Team) Elisa Longo Borghini (Italy, UAE Team ADQ) Kasia Niewiadoma (Poland, Canyon SRAM Zondacrypto) Puck Pieterse (Netherlands, Fenix-Deceuninck) Marlen Reusser (Switzerland, Movistar Team) Demi Vollering (Netherlands, FDJ-Suez) Marianne Vos (Netherlands, Team Visma | Lease a Bike) Lorena Wiebes (Netherlands, Team SD Worx-Protime) Ler mais | Velo D’or: a história dos prémios do ciclismo 03/08/2025 – Tour de France Femmes avec Zwift 2025 – Étape 9 - Praz-sur-Arly > Châtel Les Portes du Soleil (124,1km) - Pauline Ferrand-Prevot (Visma Lease a Bike) Outras categorias Para além do Velo D'or feminino e masculino, o L'Équipe premeia, também, os que mais se destacaram nas clássicas (prémio Eddy Merckx). Há, ainda, um galardão para o melhor francês do ano (prémio Bernard Hinault). Conheça, em baixo, os nomeados para as restantes categorias: Nomeados para o Prémio Eddy Merckx - melhor ciclista nas clássicas: Prémio masculino: Remco Evenepoel (Belgium, Soudal Quick-Step) Mads Pedersen (Denmark, Lidl–Trek) Tadej Pogačar (Slovenia, UAE Team Emirates) Wout van Aert (Belgium, Team Visma | Lease a Bike) Mathieu van der Poel (Netherlands, Alpecin-Deceuninck) Prémio feminino: Pauline Ferrand-Prévot (France, Team Visma | Lease a Bike) Kimberley Le Court (Mauritius, AG Insurance–Soudal Team) Puck Pieterse (Netherlands, Fenix-Deceuninck) Demi Vollering (Netherlands, FDJ-Suez) Lorena Wiebes (Netherlands, Team SD Worx-Protime) Foto: Fabio Ferrari/LaPresse Prémio Bernard Hinault - melhor ciclista francês: Prémio masculino: Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling Team) Bruno Armirail (Decathlon–AG2R La Mondiale) Dorian Godon (Decathlon–AG2R La Mondiale) Romain Grégoire (Groupama-FDJ) Victor Koretzky (Specialized Factory Racing) Paul Magnier (Soudal Quick-Step) Lenny Martinez (Bahrain Victorious) Paul Seixas (Decathlon–AG2R La Mondiale) Valentin Paret-Peintre (Soudal Quick-Step) Kévin Vauquelin (Arkéa–B&B Hotels) Prémio feminino: Marion Bunel (Team Visma | Lease a Bike) Pauline Ferrand-Prévot (Team Visma | Lease a Bike) Cédrine Kerbaol (EF Education-Oatly) Juliette Labous (FDJ-Suez) Maëva Squiban (UAE Team ADQ) Créditos da fotografia de destaque: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency ### WorldTour 2026 | Promoções e despromoções no ciclismo Uno-X deve subir ao WorldTour, Cofidis abriu o paraquedas e Pogacar fez mais pontos que nove equipas de topo. Fazemos o ponto da situação para 2026. Para fazer parte do WorldTour em 2026 e estar no máximo escalão do ciclismo, as equipas apresentaram documentação até 15 de outubro e a UCI tem até 10 de dezembro para decidir a lista final. No entanto, podemos antecipar alguns cenários de acordo com o rendimento no triénio 2023-2025. Há 18 licenças para o WorldTour e 20 candidatos, mas sabemos que a atual Israel Premier Tech – provisoriamente inscrita como Cycling Academy – e a Lotto foram as melhores ProTeam (ocupando os lugares 12 e 13 do ranking do triénio) e vão regressar à primeira divisão. Também é certo que Uno-X Mobility, Tudor e Q36.5 – que passa a Pinarello-Q36.5 para o ano – ocuparam as seguintes posições no top 5 das ProTeam, motivo pelo qual os noruegueses estão na pole position para subir ao WorldTour. Despromovidas estão a Arkéa-B&B Hotels e a Cofidis. A formação da Bretanha vai mesmo acabar. Ler mais | UCI anuncia alterações nas regras do ciclismo mundial Foto: LNC/B. Bade Cofidis abriu o paraquedas Há situações que impedem dar respostas concretas, sobretudo a fusão da Lotto com a Intermarché-Wanty. Caso se confirme, abres-se um lugar no WorldTour e se a Uno-X Mobility (19ª do ranking) cumprir os critérios definidos pela PWC, consultora da UCI, sobe de divisão. Cofidis (20ª do ranking) e Q36.5 (24ª do ranking) também se candidataram, mas os pontos UCI favorecem a Uno-X por 398 pontos face aos rivais franceses. No entanto, a Cofidis abriu o paraquedas garantindo o acesso às principais provas ao superar a TotalEnergies por 594 pontos – realmente ficaram no quarto lugar na tabela das ProTeam de 2025 e não teriam esse privilégio, mas a teórica promoção da Uno-X muda o cenário a favor dos franceses. Pendente está a Jayco AlUla, 16ª classificada do ranking, que tem até dia 1 de novembro para entregar a documentação requisitada e confirmar a continuidade, que deve estar assegurada pelo milionário Gerry Ryan. A.S.O./Charly Lopez Convites para as Grandes Voltas Quem não teve que fazer contas foi a UAE Emirates XRG, dominadora do ranking com mais 36 mil pontos do que a rival Visma Lease a Bike, uma disparidade inacreditável. Só Tadej Pogacar pontuou mais do que nove WorldTeams! Além das 18 WorldTeams e das vagas automaticamente atribuídas a Uno-X, Tudor e Cofidis, os convites para as Grandes Voltas voltarão a ser dois. Para 2026, o requisito mínimo para aspirar ao convite era fechar no top 30 do ranking, o que torna elegíveis TotalEnergies, Caja Rural-Seguros RGA, Polti VisitMalta, Burgos Burpellet BH, Kern Pharma, VF Group-Bardiani e Unibet Tietema Rockets. Isto significam más notícias para estruturas importantes como Solution Tech-Vini Fantini e Euskaltel-Euskadi, que ficam excluídas de Giro de Itália e Vuelta a Espanha, respetivamente. Foto: Dion Kerckhoffs/Cor Vos WorldTour feminino mais estável Incluindo o ciclismo feminino na equação, ao todo foram 53 as equipas que se inscreveram para obterem a licença WorldTour ou ProTeam em 2026. O WorldTour feminino recebeu 14 candidaturas, o que é inferior às 15 equipas que este ano obtiveram a licença. Com Roland e Ceratizit WNT a fecharem portas, não se antecipam problemas para EF Education-Oatly nem Cofidis subirem de divisão. A nível das ProTeams devemos ter seis equipas femininas e 14 masculinas. As novidades são a Ma Petite Enterprise francesa no pelotão feminino, enquanto os homens terão como novidades a Modern Adventure, de George Hincapie, e a MBH Bank CSB Ballan, a antiga Colpack italiana. O organismo que tutela o ciclismo mundial vai decidir se as equipas têm, de facto, condições financeiras (e morais) para participar no circuito internacional no próximo ano.   Não são esperadas surpresas na lista final publicada a 10 de dezembro, altura em que chegará a confirmação do puzzle que vai compor o roster de equipas WorldTour e ProTeam no ciclismo em 2026. Foto de capa: A.S.O./Billy Ceusters ### Daniela Campos sonha com um negócio da China Daniela Campos rubricou o melhor resultado da carreira no WorldTour e espera que a digressão à China produza resultados. O WorldTour feminino chegou ao fim com provas na ilha de Chongming e em Guangxi, no sul da China, e Daniela Campos saiu reforçada na reta final da época com o primeiro top 10 obtido numa corrida da máxima categoria. A atleta de Boliqueime foi a melhor da Eneicat em Chongming, prova com três dias orientados para corredoras de perfil rápido, cuja classificação geral ficou definida na etapa final com um ataque cirúrgico a 4 km da meta na última jornada. Daniela Campos fez um 9º lugar e graças a um pequeno corte para o pelotão a movimentação trouxe o jackpot de fechar a geral no 8º posto. Foram três etapas bastante planas . Tinha como objetivo entrar nas fugas e ajudar a sprinter. No último dia houve muitos ataques, não houve um momento mais tranquilo, eram ataques sucessivos de várias equipas, muita intensidade, estive em várias tentativas de fuga. Sabia que se quisesse fazer um resultado relevante não podia ser ao sprint porque não tenho tanta capacidade para sprintar em pelotão. Nos últimos 4 km vi gente a tentar sair, tentei a minha sorte e saí, respondi a elas e continuei porque ou era ali ou já não pegava mais. No sprint final foi quem estava melhor, foi dar tudo o que tinha, já vinha o dia todo a responder a ataques e felizmente com a diferença que fizemos para o pelotão foi suficiente para entrar até porque havia equipas WorldTour na frente, como UAE ADQ e Liv Alula Jayco, a quem interessava trabalhar para que a fuga chegasse." Daniela Campos ao TopCycling. Ler mais | Daniela Campos e Raquel Queirós mostram o caminho Foto: Eneicat CM Team Top 10 na China lança a tricampeã nacional para o mercado Após não terminar a Vuelta a Espanha nem a Volta ao País Basco, os outros eventos WorldTour que a Daniela Campos correu este ano, ser top 10 na corrida chinesa significa entrar num novo patamar. A responsável por acabar com a seca de 31 anos sem vitórias UCI para o ciclismo feminino português tinha até agora 54 dias de competição no WorldTour, distribuídos por cinco épocas no estrangeiro, e o melhor resultado era o 33º lugar da 2ª etapa da Vuelta de 2023. O top 10 na China lança a tricampeã nacional para o mercado com outros argumentos. Agora que encerra a etapa de sub-23 e após em juniores ter sido 5.ª Campeonato da Europa, o ano de 2026 apresenta-se como decisivo. "É uma incógnita, está tudo está em aberto, seja no ciclismo ou não. A única certeza que tenho é de que estou a fazer tudo ao meu alcance para continuar no mundo do ciclismo e foi um dos motivos pelos quais fui à China correr. Espero ter a oportunidade de entrar numa equipa que me der condições para continuar o meu processo e se não der é porque não tinha que ser, a vida continua." Daniela Campos ao TopCycling. Entrevista a Raquel Queirós: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” ### Transferências do ciclismo para 2026 Final de temporada é sinónimo de transferências em praticamente todas as modalidades e o ciclismo não é exceção. Neste artigo abordamos as transferências do ciclismo 2026 já confirmadas, e iremos atualizando até ao final do ano. A janela de transferências no ciclismo abriu a 1 de agosto e já provocou bastantes alterações no pelotão internacional, com particular destaque para as movimentações de Remco Evenepoel, Juan Ayuso ou Stefan Küng. Remco Evenepoel | Soudal Quick-Step – Red Bull-Bora-hansgrohe É a movimentação que mais surpreendeu ao longo das últimas semanas. Ainda antes de revalidar o título de campeão do mundo de contrarrelógio e de reconquistar o título europeu na mesma categoria, Remco Evenepoel assinou contrato com a Red Bull-Bora-hansgrohe, abandonando a estrutura da Soudal Quick-Step sete temporadas depois e a troco de muitos milhares de euros – o valor da transferência não foi revelado mas é uma das maiores transferências do ciclismo 2026. Foto: A.S.O/Jonathan Biche Com a contratação do astro belga, a formação alemã procura dar um passo em frente e triunfar mais regularmente nas Grandes Voltas e, como tal, procedeu a uma reformulação interna. Por entre as muitas mexidas, a Red Bull procurou oferecer a Evenepoel um bloco de apoio de luxo, decidindo ainda contratar Sven Vanthourenhout, antigo selecionador da Bélgica. Juan Ayuso | UAE Team Emirates-XRG – Lidl-Trek Aos 23 anos, o ciclista natural de Barcelona decidiu romper um contrato de longa duração com a formação árabe para rumar à Lidl-Trek, onde será um líder praticamente indiscutível e terá outro tipo de oportunidades. Foto: UAE Emirates/Fizza Para trás, ficam quatro anos e meio de altos e baixos, em que Juan Ayuso mostrou que é um dos melhores voltistas da nova geração. Por outro lado, ficam na retina alguns episódios de falta de desportivismo no seio da Emirates, que anunciou a sua saída durante um dos dias de descanso da Volta a Espanha, em que Ayuso rubricou três vitórias em etapas. Segue-se o “Projeto Juan”. https://twitter.com/LidlTrek/status/1971116702567125385 Matthew Riccitello | Israel-Premier Tech – Decathlon CMA CGM Matthew Riccitello protagonizou uma das movimentações mais aguardadas do mercado, que só foi oficializada depois da Vuelta em que terminou no quinto lugar da geral e como melhor jovem. Foto: Unipublic Cxcling Antonio Baixauli Aos 23 anos, o norte-americano decidiu mudar de ares e assinou um contrato de três anos com a Decathlon. Esta temporada foi de afirmação para Riccitello que, ao serviço da Israel, conquistou a primeira vitória da sua carreira, ao conquistar o Sibiu Cycling Tour, na Roménia. Na Volta a Espanha mostrou que é um corredor de três semanas, destacando-se a sua prestação na Bola del Mundo, que lhe valeu a vitória da camisola branca. https://twitter.com/IsraelPremTech/status/1967270253425225807 Stefan Küng | Groupama-FDJ – Tudor Esta temporada chega ao fim mais um ciclo memorável de grandes feitos, com Stefan Küng a despedir-se da Groupama para rumar à Tudor, que continua a investir fortemente. Créditos foto: A.S.O. O suíço assinou um contrato válido por três temporadas, podendo assim regressar ao seu país. O namoro entre a equipa dos portugueses Ricardo Scheidecker e Bruno Pires e o especialista no contrarrelógio já durava há algum tempo, chegando agora a bom porto. Para além dessa especialidade, Küng tende a ser consistentes nas clássicas e, ultimamente, converteu-se num gregário. Dylan Groenewegen | Jayco AlUla - Unibet Tietema Rockets Longe dos seus tempos áureos, o neerlandês está de saída do World Tour para rumar à formação francesa que está a apostar tudo nos seus serviços para a próxima temporada – e a seguinte. Foto: LaPresse Em 2025, Dylan Groenewegen somou, até ao momento, apenas três vitórias (duas na Volta à Eslovénia e uma na Volta à Hungria). Em Grandes Voltas, conseguiu apenas duas vitórias nos últimos cinco anos. Curiosidade Esta contratação é, provavelmente, a maior que a equipa francesa já fez. Fundada em 2023, a Tietema é um projeto do ex-ciclista neerlandês Bas Tietema, que se tornou famoso através do seu canal de YouTube, “Tour de Tietema”. O objetivo de Tietema foi criar uma equipa profissional que fosse transparente e esteve acessível aos adeptos. Assim, a Tietema não se coíbe de partilhar todo o tipo de conteúdo nas suas plataformas, desde os bastidores das corridas ao dia a dia dos seus ciclistas. Juan Pedro López | Lidl-Trek - Movistar Afirmou-se em 2022, ano em que esteve dez etapas na liderança da Volta a Itália, acabando no décimo lugar da geral e com a camisola da juventude, resultado que continua a ser o seu melhor em Grandes Voltas. Na Movistar, Juan Pedro López promete ser um dos líderes da formação espanhola, que reforçou o seu bloco para atacar a próxima temporada. Olav Kooij | Visma-Lease a Bike – Decathlon CMA CGM A partir de 2026, Olav Kooij é o sprinter mais bem pago do mundo. O ciclista neerlandês abandonou o projeto da Visma para ser uma grande aposta da reformulada Decathlon e assinou um contrato válido por três temporadas, recebendo três milhões de euros em cada uma. Foto: LaPresse O Tour será o grande objetivo da temporada do atleta de 23 anos. A partir da próxima temporada, a equipa francesa vai contar com novo patrocinador e está a investir fortemente no seu plantel, como vimos até aqui. Segundo a imprensa local, o investimento da Decathlon passou dos 28 milhões de euros para os 40 milhões, aproximando-se dos tubarões Emirates, Visma e Ineos Grenadiers. Ler mais | Olav Kooij e Paul Seixas lideram a nova Decathlon Bruno Armirail | Decathlon AG2R La Mondiale – Visma-Lease a Bike Correu sempre em estruturas francesas, mas, aos 31 anos, vai ter a sua primeira experiência no estrangeiro. O bicampeão de França no contrarrelógio assinou um contrato válido para duas temporadas e, para além de ser uma mais valia na luta contra o cronómetro – todas as vitórias que alcançou foram nessa especialidade –, Bruno Armirail promete aportar experiência e trabalho em prol da equipa. https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1964992772261494785 Tiesj Benoot | Visma-Lease a Bike – Decathlon CMA CGM Em sentido inverso está Tiesj Benoot que, com a mesma idade, está de saída da Visma para rumar a França, perfilando-se como mais uma aposta da Decathlon para os próximos anos. Especialista em provas de um dia, o belga pretende ajudar a equipa francesa a consolidar-se. Outras transferências Roger Adrià | Red Bull-Bora-hansgrohe – Movistar: aos 27 anos, Roger Adrià vai cumprir o sonho, como o próprio afirmou, de representar a principal equipa do seu país. O contrato é válido até 2028 e o espanhol chega à Movistar depois de duas temporadas sólidas na Red Bull-Bora-hansgrohe. Raúl García Pierna | Arkéa-B&B Hotels – Movistar: foi uma das revelações da última edição da Vuelta e, à semelhança do compatriota, está de regresso ao seu país, assinando um contrato de três anos. Alberto Dainese | Tudor – Soudal Quick-Step: aos 27 anos, o italiano está de regresso ao World Tour, pela porta da equipa belga que, apesar de contar com Tim Merlier, está novo apostada nas chegadas mais rápidas na era pós-Evenepoel. Créditos: Tudor Pro Cycling Vencedor de etapas no Giro e na Vuelta, Alberto Dainese é um ciclista versátil que vem trazer qualidade à Soudal-Quickstep. Dylan van Baarle | Visma-Lease a Bike – Soudal Quick-Step: o neerlandês é outra das apostas da Soudal-Quickstep para a nova temporada, com vista a retomar o espírito Wolfpack. Vencedor do Paris-Roubaix em 2022, Van Baarle destaca-se nas clássicas e nas chegadas ao sprint em grupos curtos. https://twitter.com/soudalquickstep/status/1953803838969815381 Attila Valter | Visma-Lease a Bike – Bahrain-Victorious: o vice-campeão húngaro de contrarrelógio é outro dos nomes que está de saída da Visma, no caso para rumar ao Golfo Pérsico. Attila Valter foi um dos gregários de Jonas Vingegaard na conquista da Vuelta, destacando-se nas etapas de montanha. Jasper Stuyven | Lidl-Trek – Soudal Quick-Step: o vencedor da Milão-Sanremo de 2021 é outra das novas caras da Soudal para 2026, com o contrato a estender-se até 2028. Aos 33 anos, Jasper Stuyven é conhecido pelo seu desempenho nas clássicas, tendo agora a oportunidade de integrar uma equipa do seu país pela primeira vez. Mattia Cattaneo | Soudal Quick-Step – Red Bull-Bora-hansgrohe: Evenepoel não ruma à Red Bull sozinho, levando consigo um dos seus principais gregários. Mattia Cattaneo é mais uma das fortes aquisições da equipa alemã para 2026, caracterizando-se por ser um ciclista experiente, versátil e uma aposta segura no apoio aos seus líderes. Créditos da foto de destaque: A.S.O. Por: Tiago Alexandre ### IRONMAN | Cascais recebeu o maior evento de triatlo em Portugal | Resumo Cascais recebeu, no último fim de semana, a 5.ª edição do IRONMAN Portugal-Cascais e 8.ª edição do IRONMAN 70.3 Portugal-Cascais. Contou com cerca de 5000 inscritos Na prova IRONMAN 70.3 - a corrida das profissionais femininas - a vencedora foi Lizzie Rayner (UK), que tinha conseguido a sua primeira vitória em Cascais, em 2024. Robin Lemercier foi o vencedor da competição masculina na mesma distância. Na prova rainha - o IRONMAN - Jannik Hollmann (GER) e Marit Lindemann (GER) foram os grandes vencedores do fim de semana. Créditos: Ironman Portugal Ler mais | IRONMAN Cascais – Onde a Aventura e a Superação se encontram IRONMAN 70.3 Portugal-Cascais Na prova com as distâncias mais curtas - onde correm as triatletas profissionais - foi a britânica Lizzie Rayner a vencer, como fez no ano passado. A portuguesa Vanessa Pereira terminou na 16ª posição. Top 5 da corrida ClassificaçãoAtletaPaísNataçãoBicicletaCorridaTempo Final1Lizzie RaynerUK00:25:2302:15:3601:22:3804:08:182Kate CurranUK00:25:2502:23:5201:21:4904:15:363Aurelia BoulangerFRA00:29:4102:15:1301:26:5204:16:504Marta LagownikPOL00:27:4102:24:4601:22:4204:19:405Anna BergsternSUE00:28:3402:20:3101:23:5304:21:02 Também se correu a prova masculina da mesma distância, onde o vencedor foi Robin Lemercier, com o tempo de 04:00:17. Créditos: Ironman Portugal IRONMAN Portugal-Cascais Na distância rainha, a vitória caiu para atletas alemães, tanto na corrida masculina, como na feminina. Top 3 da corrida masculina ClassificaçãoAtletaPaísNataçãoBicicletaCorridaTempo Final1Jannik HollmannGER01:05:3904:29:2802:48:1908:32:082Romain GuillaumeFR00:53:4504:27:3103:08:1208:37:493Baptiste DelmasFR00:55:3505:46:5702:51:1308:41:11 Top 3 da corrida feminina ClassificaçãoAtletaPaísNataçãoBicicletaCorridaTempo Final1Marit LindemannGER01:06:5405:04:5203:05:3509:26:102Mimi CarltonUK01:03:2305:09:1403:23:5809:45:543Heike LoosGER00:56:2305:32:5903:25:2210:05:02 As corridas arrancaram pouco antes das 8h00, na Praia dos Pescadores, onde os atletas nadaram a primeira fase da prova - 1,9 km e 3,8 km de natação respetivamente em cada prova. Créditos: Ironman Portugal Seguiu-se o percurso de bicicleta, com passagem por lugares icónicos de Lisboa, como o Circuito de Fórmula 1 do Estoril, a Torre de Belém, Jerónimos ou a Ponte 25 de Abril. Para terminar, o percurso de corrida (21,1 km para o 70.3 e 42,2 km para o IRONMAN), que passou pela estrada do Guincho, como pelo interior da cidade de Cascais. Créditos: Ironman Portugal Para continuar em 2026 A prova contou com algumas caras conhecidas em Portugal, como o apresentador Pedro Fernandes, ou a antiga triatleta do Sporting, Katarina Larsson - ambos já tinham feito a corrida em 2024. Na edição que contou com mais inscritos até ao momento, estiveram presentes 95 nacionalidades diferentes, sendo que o país mais representado foi Portugal. O atleta mais novo tinha 18 anos, e o mais velho 78. Créditos: Ironman Portugal O contrato do evento na cidade de Cascais foi estendido para os próximos três anos, sendo que as inscrições para a edição de 2026 abrem já no próximo dia 23 de outubro. Os atletas podem inscrever-se através dos seguintes links: https://www.ironman.com/races/im703-cascais/register e https://www.ironman.com/races/imcascais/register. ### Projeto 278 - Tiago Cação entregou as últimas cartas Tiago Cação e o Projeto 278, acompanhados de alguns ciclistas, entregaram as 276ª, 277ª e 278ª cartas em Cascais, Oeiras e Lisboa a apelar à mudança da mobilidade urbana, depois de cerca de 6060 quilómetros de bicicleta. Após ter iniciado o projeto a 2 de junho no Porto, Tiago Cação viu-se obrigado a suspender o projeto dois dias depois, por motivos de doença, tendo o projeto percorrido 450 quilómetros e entregue 27 cartas em dois dias. Depois de uma árdua recuperação, Tiago Cação retomou o percurso no dia 05 de setembro em Guimarães, tendo percorrido 5.580 quilómetros e entregue a sua 278ª carta em Lisboa. Ler mais | Projeto 278: A bicicleta no centro da mobilidade urbana do futuro Tiago Cação e o Projeto 278 Tiago Cação explica que “o Projecto 278 foi mais que pedalar: foi sobre lançar o debate acerca de cidades mais humanas, seguras e saudáveis. E confirmar que o nosso país é maravilhoso para ciclistas, pelo que merece ter mais e melhores condições para pedalar.” “No final dos cerca de 6.000km percorridos, espero que o projeto tenha sensibilizado as autarquias por onde passei, levando-as a apostar em políticas urbanísticas e de mobilidade, dando primazia à mobilidade suave, à sustentabilidade, e à saúde, segurança e qualidade de vida das populações”. O realizador belga Ryan Le Garrec, conhecido pelas suas obras sobre ciclismo e ultramaratonismo, que acompanhou Tiago Cação na caravana fará um documentário sobre a iniciativa. Consulta aqui o site oficial do projeto 278 Sobre o Projeto 278 O Projecto 278 visou recordar que os centros urbanos são atualmente responsáveis por 70% das emissões de gases com efeito de estufa e o transporte rodoviário é identificado como a principal causa da poluição do ar nas cidades. Ao atravessar o país de norte a sul, Tiago Cação encontrou um território marcado por um profundo atraso na mobilidade ciclável. Menos de 1% da população portuguesa utiliza a bicicleta como meio de deslocação regular nas cidades, são muito poucas cidades com ruas pedonais e continua a dar-se primazia à circulação de automóveis, gerando uma entropia urbana que compromete a qualidade de vida. Foto: Paulo Vaz Henriques Ciclismo sustentável em Portugal Este projeto teve ainda um forte eixo de promoção turística, pois na sua viagem Tiago Cação procurou demonstrar que Portugal é um destino de referência no cicloturismo e no turismo sustentável. Contou com o apoio do Turismo de Portugal, o que reforçou o seu compromisso com a promoção de práticas turísticas sustentáveis e inovadoras. Durante toda a duração da iniciativa foram produzidos conteúdos audiovisuais para dar visibilidade à diversidade paisagística, patrimonial e cultural do nosso país, quer nas zonas urbanas como nas zonas rurais, com menos densidade populacional. O Projecto 278 contou com o Alto Patrocínio do Presidente da República e com o apoio institucional da Associação Nacional de Municípios, da Federação Portuguesa de Ciclismo, da MUBI, do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes, do ICFN – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e da ABIMOTA. A Greenvolt Comunidades e a Sociedade Ponto Verde foram os patrocinadores. A iniciativa contou ainda com parcerias como a Bikezone, Decathlon, Geonatlife, Sponser Sport Foods, Catlike, Biolectra Magnesium e Panvitol da Azevedos e do Topcycling.pt. ### Afonso Eulálio: o ano do Conquistador da Bahrain Na época de estreia no WorldTour, Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) correu em cinco continentes e somou quase 11 mil quilómetros em 67 dias de competição. Sempre que analisamos os dados dos ciclistas no final de cada ano é impressionante constatar os quilómetros acumulados em competição, aspeto no qual Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) não é exceção. No ano em que se estreou no WorldTour, o atleta da Figueira da Foz prepara-se para fechar 2025 com quase 10700 quilómetros ao longo de 67 dias de competição. Nada de anormal a este nível, mas que constrasta com os 7814 quilómetros e 55 dias de 2024 ao serviço da atual Feirense-Beeceler. Ao analisar o rendimento de Afonso Eulálio veio-me à memória a música “Conquistador”, dos Da Vinci. Quando era miúdo adorava ouvi-la e não pelo ou saudosismo da letra, mas por me fazer sonhar com países distantes e paisagens exóticas. “Já fui ao Brasil Praia e Bissau Angola, Moçambique Goa e Macau Ai, fui até Timor Já fui um conquistador” “Conquistador”, dos Da Vinci, representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção de 1989. Na primeira grande volta foi um importante apoio para Tiberi e Caruso.Foto: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Ficou a faltar a Antártida O ciclismo é um bocadinho assim, vive das experiências que proporciona ao corredor e da capacidade de levar o espetador a viajar sem sair do sofá. Eventualmente, o objetivo é levar a pessoa a ir aos sítios, mas muitos só podem viajar através da televisão e sonhar durante umas horas. Afonso Eulálio chegou este ano ao WorldTour pelo que levava uma série de expetativas e inquietudes típicas de quem passa de uma estrutura familiar para uma multinacional aos 23 anos. Parece que foi ontem que recebeu o TopCycling em Altea, no primeiro estágio com a Bahrain Victorious. Dez meses depois podemos dizer que não só fez uma temporada com mérito desportivo, como também enriqueceu a nível pessoal visitando cinco continentes. Ficou a faltar a Antártida, mas aí mandam pinguins, focas e baleias. https://www.youtube.com/watch?v=luSaNNngwA4 O TopCycling foi a Espanha conferir a chegada de Eulálio à Bahrain. 12 provas na Europa Começou na Oceânia, em janeiro, fazendo a estreia com um 15º lugar no Tour Down Under. Da Austrália regressou a casa para correr a Volta ao Algarve, em fevereiro. Foi a primeira de muitas corridas a trabalhar para os líderes Antonio Tiberi e Damiano Caruso. No total fez 12 provas na Europa entre a Algarvia e a Volta à Lombardia. Os melhores resultados foram o 6º posto na geral da Volta à Grã-Bretanha e o pódio na 1ª etapa da Volta a Burgos. Em maio estreou-se no Giro de Itália e marcou a corrida vencendo a montanha Pantani no Mortirolo. Abandonou a três dias do final pelo cansaço acumulado de três semanas a trabalhar. Análise | Transferências de Portugal para ProTeams e WorldTeams Kigali foi o clímax da época para o figueirense.Foto: Fernando Ferrari Afonso Eulálio é um trota-mundos Depois veio a pausa até regressar à competição em agosto para a segunda parte da temporada. O jovem que um dia fascinou Joaquim Andrade treinou forte e apresentou-se quase sempre competitivo até fazer a melhor exibição do ano no Mundial de Kigali, o primeiro da história em África. O 9º lugar na corrida mais dura da época confirmou a aposta da Bahrain. Pelo meio ainda andou ao ataque com Tadej Pogacar nas clássicas do Canadá para por mais um carimbo no passaporte e visitar a América. Faltava um toque asiático na temporada, que será dado Japão, este domingo, na 32ª edição da Japan Cup, prova que Rui Costa ganhou em 2023. São 144,2 km distribuídos por 14 voltas a um circuito que inclui 14 subidas ao Monte Kogashi (1,4 km a 7,7 % de média). A prova é de categoria UCI Proseries e disputa-se na cidade da bicicleta, Utsunomiya, onde se realiza um festival de três dias que chega a juntar 100 mil pessoas. O que reservará 2026? Afonso Eulálio é um trota-mundos, mas o corpo ressente-se das viagens longas e trocas de fusos horários; manter o passaporte na gaveta e focar-se num calendário europeu vai permitir-lhe chegar mais fresco aos objetivos que venha a marcar. ### Elia Viviani despede-se do ciclismo a correr em casa O Giro del Veneto teve Isaac del Toro como vencedor, mas também marcou a última corrida de estrada do sprinter italiano Elia Viviani Foi nas ruas que melhor conhece que Elia Viviani correu a sua última corrida. O sprinter italiano despede-se do ciclismo com 90 vitórias profissionais, incluindo dois anos mágicos na Quick-Step de Patrick Lefevere. Ler mais | Peter Sagan: “O mais difícil foi a fama” | Entrevista Topcycling Elia Viviani. Fotografia: Getty Images. Despedida anunciada de Elia Viviani Elia Viviani tinha anunciado, dias antes, através das redes sociais, o fim da carreira de ciclista. Apontou como última prova de estrada o Giro del Veneto, com fim em Verona, de onde o sprinter é natural. Não concluiu a corrida que acabaria ganha por Isaac del Toro, mas terminou uma carreira onde amealhou 90 vitórias. A primeira, chegou em abril de 2010, na 7ª etapa do Presidential Cycling Tour of Turkey. A última, em maio de 2025... na 7ª etapa do Presidential Cycling Tour of Turkey. https://twitter.com/eliaviviani/status/1976559259161702559 Palmarés recheado Para além de ter somado inúmeros triunfos na estrada, Elia Viviani também era um virtuoso na pista. O italiano somou nove vitórias em grandes voltas (cinco no Giro, três na Vuelta e uma no Tour). Desses triunfos, oito chegaram entre 2018 e 2019, quando correu na estrutura da Quickstep. Junta a estes números três vitórias seguidas na Cyclassics Hamburg (2017, 2018, e 2019), e o título europeu de estrada, entre muitos outras conquistas nas maiores corridas de uma semana do calendário internacional. Elia Viviani não fica por aqui. Foi porta-estandarte da Itália nos Jogos Olímpicos de Tokyo 2020, depois de ter conquistado o ouro, no Omnium, no Rio de Janeiro, em 2016. Foi duas vezes campeão do mundo de eliminação, e ganhou oito medalhas de ouro em campeonatos da europa. Depois de correr a última prova de estrada da sua carreira, ainda volta à pista, nos campeonatos do mundo, em Santiago, no Chile. Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Não é o único a dizer adeus A despedida de Elia Viviani não vem sozinha. Com ela, chega também o adeus de Arnaud Démare e de Alexander Kristoff. Três dos melhores sprinters de uma geração não voltam à estrada em 2026. O francês, que correu a sua última temporada na Arkéa - B&B Hotels - que também está prestes a fechar portas - acumulou 97 vitórias ao longo da carreira, incluindo uma Milano-Sanremo, e 10 triunfos em grandes voltas (oito no Giro, dois no Tour). Alexander Kristoff, que passou as três últimas épocas na estrutura da Uno-X, coloca um ponto final na carreira com 98 vitórias - ganhou dois monumentos (Volta à Flanders e Milano-Sanremo), e quatro etapas no Tour de France. Créditos: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2024 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic/SprintCyclingAgency ### Fim de uma era: Arkéa - B&B Hotels anuncia o fecho de portas Ciclistas e staff da Arkéa - B&B Hotels já foram avisados acerca da não continuidade da equipa, que fecha portas após 20 anos de atividade Emmanuel Hubert, homem forte da estrutura da Arkéa - B&B Hotels, já informou os seus funcionários de que a equipa não vai continuar em 2026. 20 anos depois, uma das bandeiras do ciclismo bretão termina a sua atividade profissional. Créditos: Arkéa - B&B Hotels Decisão anunciada Não foi uma temporada fácil para a Arkéa - B&B Hotels, que durante o ano viveu sob ameaça de ser obrigada a fechar as portas no final da temporada. O anúncio esperou pelo fim da época, mas já foi feito. Esta quarta-feira, dia 15 de outubro, Emmanuel Hubert comunicou aos ciclistas e ao staff da equipa que deveriam procurar uma nova casa para 2026, uma vez que a equipa bretã ia desaparecer. Segundo o patrão da equipa, citado pelo L'Equipe, não foi possível atender "às condições exigidas pela UCI". A estrutura não vai voltar renovar o estatuto de equipa WorldTour, nem tanto de ProTeam. Internamente, a possibilidade de começar num nível mais baixo foi discutido, mas a hipótese não parece real de momento. Um dos nomes mais fortes da equipa, Kévin Vauquelin, já tinha a sua saída anunciada, rumo à INEOS Grenadiers. De resto, ficam, agora, sem equipa, cerca de 150 funcionários - entre eles 27 ciclistas elites masculinos, 13 elites femininas e 12 dos escalões de formação. 17/08/2024 - Tour de France Femmes avec Zwift 2024 | Créditos: A.S.O._Thomas_Maheux 20 anos de orgulho bretão A Arkéa - B&B Hotels era uma dos porta-estandartes da Bretanha, região de França. Durante os últimos 20 anos, a equipa gaulesa representou a cultura bretã nas principais divisões do ciclismo mundial. Criada em 2005 sob o nome Bretagne - Jean Floc'h, começou no escalão continental, e foi escalando até à mais alta roda do desporto. Participou no Tour de France pela primeira em 2014, já sob o nome Bretagne - Séché Environnement. Em 2019, a equipa passa a chamar-se Arkéa–Samsic, e no ano seguinte cria a sua equipa feminina. Em 2023, sobe, pela primeira vez, ao nível WorldTour, antes de se tornar na Arkéa - B&B Hotels, em 2024, quando também surge uma equipa de desenvolvimento masculina. Nas suas fileiras correram alguns nomes grandes do ciclismo, como o já mencionado Kévin Vauquelin, mas também Warren Barguil, Nairo Quintana ou Arnaud Démare. Paris Nice 2020 - 78th Edition - 1st stage Plaisir - Plaisir 154 km - 08/03/2020 - Nairo Quintana (COL - Team Arkea Samsic) - photo Nico Vereecken/PN/BettiniPhoto©2020 Arkéa - B&B Hotels não é caso único O término de atividade da Arkéa - B&B Hotels não é uma novidade no mundo do ciclismo. Em 2025, outras estruturas de renome devem fechar portas, entre as quais se destaca a Trinity Racing, uma das melhores equipas de desenvolvimento do mundo, que vai deixar de correr na estrada. Outro destaque vai para o fim anunciado da Flanders - Baloise, que deve fechar portas no final de 2026. A histórica equipa belga vai deixar de receber apoios do estado, e encontra-se também numa posição desconfortável. Uma mudança para o ciclismo de pista é, neste momento, o cenário mais provável para a estrutura que tem sido muito importante no desenvolvimento do talento belga. 05/05/2024 - Tro Bro Leon 2024 - VENTURINI Clément (Arkea-B&B Hotels), DE LIE Arnaud (Lotto Dstny) Créditos da fotografia de destaque: Aubin Lipke ### Faleceu Nuno Silva, fundador e CEO da Bicimax É com profundo pesar, que o mundo do ciclismo recebeu hoje a triste notícia do falecimento de Nuno Silva, fundador e CEO da Bicimax. Figura incontornável do setor, Nuno Silva foi muito mais do que um gestor — foi um entusiasta apaixonado pelas bicicletas e uma voz ativa na promoção do ciclismo na Península Ibérica. As palavras endereçadas pela empresa descrevem bem Nuno Silva: Mais do que um CEO, o Nuno foi o responsável pela criação da Bicimax e, sem dúvida, um dos grandes pilares do que hoje somos enquanto empresa e equipa. Não sabemos bem como reagir a esta notícia, mas certamente vamos sentir falta de o ver entrar na Bicimax sempre bem-disposto. Nos seus melhores dias não saía sem contar uma anedota e fazer rir quem estivesse por perto. Este comunicado, mais informal, reflete um pouco da proximidade que o Nuno tinha com todos nós, algo que quem teve a sorte de se cruzar com ele compreenderá bem. Resta-nos agradecer tudo o que fez pelo ciclismo na Península Ibérica e recordar tudo de bom que vivemos com ele.Até já, Sr. Nuno. Bicimax O TopCycling endereça as suas sentidas condolências à família de Nuno Silva e a toda a equipa da Bicimax. ### UCI anuncia alterações nas regras do ciclismo mundial UCI, organismo que tutela o ciclismo a nível internacional, anunciou algumas mudanças, com destaque para os convites para corridas e alterações no calendário A UCI anunciou, recentemente, uma série de mudanças: os destaque vão para alterações na forma como os convites para as corridas são distribuídos; a atribuição de pontos UCI, que passa a ser possível fora de provas de estrada; e a atualização do calendário internacional. Ler mais | Novas regras da UCI entram em rigor em 2025. O que muda? Foto: Marco Barbosa Os destaques Atribuição dos convites para corridas UCI Pro Series A UCI aprovou um novo sistema de atribuição de convites para as corridas ProSeries. A partir do início de 2026, os organizadores passam a ser obrigados a convidar as cinco melhores ProTeams da temporada anterior, bem como ProTeams do país onde a prova decorre. Em junho deste ano, a UCI também já tinha anunciado a obrigação, aos organizadores de corridas por etapas de nível WorldTour, de convidar as melhores três ProTeams do ranking. Atribuição de Pontos UCI fora de corridas de estrada A partir de 2027, as equipas vão poder acumular pontos devido às prestações dos seus ciclistas em eventos que não sejam provas de estrada. As provas onde passa a ser possível acumular pontos UCI são as seguintes: Mundiais de pista, XCO, ciclocrosse e Gravel, e a Taça do Mundo de pista, XCO e ciclicrosse. Os pontos acumulados nestas disciplinas não vão, no entanto, contar para o ranking individual UCI, nem para o ranking das nações. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Fim da Taça das Nações sub-23 A UCI também anunciou que vai descontinuar a Taça das Nações de sub-23. A medida pretende dar maior enfâse às Taças das Nações de juniores - competição que também passa a conhecer um novo formato a partir de 2026. Mudanças no calendário A UCI anunciou algumas alterações aos calendários que já tinham sido aprovados em junho deste ano. A maior prende-se com a Volta à Suíça, que vai passar a ter apenas cinco dias de competição, com a corrida masculina e feminina a acontecerem ao mesmo tempo (de 17 a 21 de junho). O Copenhagen Sprint muda de datas, devido a esta alteração, e passa a ser corrido no fim de semana de 13 e 14 de junho. Outra alteração a apontar é a despromoção do Simac Ladies Tour of Holland da categoria WorldTour par ProSeries, por pedido do organizador. Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Segurança voltou a ser tema As reuniões da UCI que ditaram as novas alterações nas regras do ciclismo mundial também se focaram na segurança dos atletas, com o SafeR no centro da discussão. Nesse sentido, surgem algumas alterações a ser aplicadas a partir de 2026, das quais se destacam: - Definição de preços máximos para o equipamento a ser utilizado nas provas de pista dos Jogos Olímpicos de 2028. - Mudanças nos tamanhos dos guiadores, em provas de estrada, ciclocrosse e pista. - Clarificações em relação à proibição de colocar os antebraços nos guiadores. - Clarificações em relação aos capacetes permitidos para provas de estrada e de contrarrelógio. - Clarificações em relação às barreiras a usar pelos organizadores, com especial enfâse em etapas que terminem ao sprint. O Comité de Gestão da UCI teve três dias extremamente produtivos de discussões que ajudarão a garantir que o nosso desporto continue a prosperar. A segurança e a saúde dos ciclistas continuam a ser uma grande prioridade para a UCI, e os membros do nosso Comité de Gestão tomaram decisões importantes para proteger ainda mais os atletas. Também estou muito satisfeito com o reforço das nossas Taças das Nações da UCI para Juniores, que proporcionarão uma estrutura sólida de competições internacionais para a próxima geração de atletas de elite do nosso desporto. David Lappartient, Presidente da UCI, no Press Realease partilhado pelo UCI Créditos da fotografia de destaque: Ole Jensen/Getty Images ### Taça do Mundo XCO | Mont-Sainte-Anne: Aldridge estreia-se a vencer e Rissveds domina Charlie Aldridge venceu pela primeira vez na Taça do Mundo de XCO; Jenny Rissveds voltou a não dar hipótese, na consagração de Samara Maxwell A última etapa da Taça do Mundo de XCO correu-se em Mont-Saint-Anne, no Canadá. Nos elites masculinos, Charlier Aldridge (Cannondale Factory Racing) estreou-se a vencer. Nas elites masculinas, Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV XCO) tinha deixado a classificação geral da Taça do Mundo de XCO em aberto na penúltima ronda. Voltou a ganhar, mas Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team) fez o suficiente para se sagrar campeã da edição de 2025. Ler mais | Taça do Mundo XCO | Lake Placid – Blevins é campeão em casa UCI Mountain Bike World Series Jenny Rissvdes volta a dominar Rissveds voltou a dominar, numa corrida com a mesma história da etapa em Lake Placid. A sueca meteu um ritmo muito alto logo na primeira volta, distanciou as rivais, e nunca mais foi alcançada, aumentando a sua vantagem a cada passagem pela meta. Samara Maxwell foi a melhor perseguidora. A australiana também rodou sozinha durante grande parte da prova. Fez o suficiente para se agarrar à primeira posição da classificação geral da Taça do Mundo de XCO, e sagrar-se campeã da edição de 2025. A luta pela pódio foi a que mais emoção deu à corrida, entre Sina Frei (Trek Factory Racing - Pirelli), Evie Richards (Specialized Factory Racing) e Alessandra Keller (Thömus Maxon). Richards foi a mais forte e fechou com o terceiro lugar na última corrida da temporada. Ana Santos (Cannondale Factory Racing) terminou a prova na 30ª posição, e fecha a participação da Taça do Mundo de XCO em 44º lugar, no ano de estreia em elites. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=Zjf6Qyctvgw Top 10 da corrida PosiçãoAtletaEquipaTempo1Jenny RissvedsCanyon CLLCTV XCO1:20:352Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team+3:303Evie RichardsTrek Factory Racing - Pirelli+4:074Sina FreiSpecialized Factory Racing+4:125Alessandra KellerThömus Maxon+5:056Candice Lill—+5:197Kelsey UrbanKMC Ridley MTB Racing Team+5:388Jennifer JacksonOrbea Fox Factory Team+5:389Savilia BlunkDecathlon Ford Racing Team+6:0210Nicole KollerGhost Factory Racing+6:16 Charlie Aldridge estreia-se a vencer nos elites O trio da Specialized Factory Racing - Blevins, Vidaurre e Boichis - começou a corrida a impor um ritmo forte, na tentativa de reeditar a última prova, em Lake Placid, quando dominaram os primeiros lugares. Desta vez, a história foi diferente. Aldridge e Mathis Azzaro (Origine Racing Division) quiseram pegar na corrida a meio da prova, e deixaram um grupo reduzido na frente. As movimentações decisivas vieram a duas voltas do fim. Boichis atacou o grupo, mas foi contra-atacado por Aldridge, que seguiu sozinho para a vitória. Martín Vidaurre foi segundo, num pódio que ficou completo com Mathis Azzaro. Christopher Blevins terminou na 23ª posição, depois de ter garantido a vitória na classificação geral na penúltima ronda da Taça do Mundo de XCO. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=4pwlQt7bv_I Top 10 da corrida PosiçãoAtletaEquipaTempo1Charlie AldridgeCannondale Factory Racing1:21:412Martín Vidaurre KossmannSpecialized Factory Racing+113Mathis AzzaroOrigine Racing Division+204Adrien BoichisSpecialized Factory Racing+465Marcel GuerriniBixs Performance Race Team+576Simon AndreassenOrbea Fox Factory Team+1:097Fabio PüntenerScott-SRAM MTB Racing Team+1:118Filippo Fontana—+1:289Simone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team+1:3810Maximilian FoidlKTM Factory MTB Team+1:40 Créditos da fotografia de destaque: UCI Mountain Bike World Series ### Mundial de Gravel 2025 - Finalmente Florian Vermeersch alcança o arco-íris Nos Países Baixos, zona do Limburgo, o Campeonato Mundial de Gravel 2025 deu-nos espetáculo puro e emoções fortes nas corridas masculina e feminina: houve surpresas, drama, estratégias com pouco sentido e glória. Confere o resumo e classificações das corridas de elite. Corrida Masculina – Florian Vermeersch, consegue finalmente o arco-íris O belga Florian Vermeersch, aos 26 anos, sagrou-se campeão mundial de gravel com uma demonstração de força impressionante, após mais de 80 quilómetros de fuga. Depois das duas medalhas de prata em edições anteriores, chegou o dia do ouro para o ciclista belga. Numa prova longa e exigente, com um pelotão de enorme qualidade que tinha muitos nomes fortes das equipas World Tour, Florian Vermeersch destacou-se numa fuga que se formou quando faltavam mais de 80 quilómetros para o final da corrida e que foi resistindo na frente até ao final. Foto: Colnago Com o decorrer da corrida, alguns dos ciclistas da frente foram cedendo perante um ritmo forte e constante, tendo ficado até bem perto do final o jovem Frits Biesterbos dos países baixos e Vermeersch, mas o Belga acabaria por conseguir deixar para trás Biesterbos, que finalizou num espantoso segundo lugar. Apesar de não vencer, o jovem dos Países Baixos foi uma das surpresas do dia. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1977382598352445744 Matej Mohoric foi um dos inconformados na perseguição aos da frente e foi quem completou o pódio, terminando com a medalha de bronze. Quanto aos portugueses na categoria de elite, Tiago Ferreira finalizou no 61.º posto e Francisco Moreira no 168.º Top 10 – Elite Masculino PosCorredorPaísTempo 1Florian VermeerschBélgica4:39:122Frits BiesterbosHolanda+ 0:403Matej MohoričEslovénia+ 1:234Floris Van TrichtBélgica+ 1:405Félix StehliSuíça+ 1:416Tom PidcockGrã-Bretanha"7Tim WellensBélgica+ 1:468Rick OttemaHolanda+ 2:469Timo KielichBélgica"10Magnus Bak KlarisDinamarca+ 3:59 Corrida Feminina – Lorena Wiebes triunfa com ajuda inesperada Na corrida feminina, os Países Baixos dominaram a corrida do Mundial de Gravel 2025. Lorena Wiebes venceu com classe num sprint contra Marianne Vos e Silvia Persico, mas foi Shirin van Anrooij quem deu emoção à corrida. Uma corrida marcada por muitos ataques e contra-ataques, com Shirin van Anrooij a conseguir colocar-se isolada na frente da corrida nos últimos doze quilómetros, altura em que Julia Kopecky (Chéquia) foi quem assumiu por completo a perseguição, poupando a sua colega de equipa fora dos mundiais (equipa SD Worx) Lorena Wibes. Shirin Van Anrooij chegou a abrir uma vantagem de vinte segundos, mas o quarteto perseguidor com Marianne Vos, Wiebes, Yara Kastelijn, Lorrna Wiebes e Silvia Persico acabaram por alcançar Van Anrooij e nos nos 100 metros finais Wiebes atacou e levou a melhor sobre Marianne Vos. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1976998334616178731 A italiana Silvia Persico completou o pódio com um desempenho muito sólido. Top 10 – Elite Feminina PosCorredoraPaísTempo 1Lorena WiebesHolanda3:58:162Marianne VosHolanda"3Silvia PersicoItália+ 0:024Yara KastelijnHolanda+ 0:045Shirin van AnrooijHolanda+ 0:106Julia KopeckyRepública Checa+ 0:197Femke MarkusHolanda+ 0:438Femke De VriesHolanda"9Larissa HartogHolanda+ 1:3610Romy KasperAlemanha+ 1:38 Créditos da foto de destaque: Colnago ### Volta a Lombardia 2025 - Pogacar igual à lenda de Coppi Fez-se história na 119ª Volta a Lombardia: Tadej Pogacar venceu, pela quinta vez consecutiva, e igualou o recorde de Fausto Coppi na clássica das folhas mortas Volta a Lombardia sem surpresas: Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) vence pela quinta vez consecutiva, iguala Fausto Coppi, e carimba (outra) das melhores temporadas da história. Ler mais | Lombardia | Pogacar pronto para igualar o mito Coppi Créditos: LaPresse Arranque com pouca história Antes da corrida, destaque para alguns nomes grandes do pelotão que fizeram o último dia de competição na clássica das folhas mortas: Salvatore Puccio, Louis Meintjes, Simone Petili, Rafal Majka e Alessandro De Marchi - com quem o TopCycling falou no início do ano. Créditos: LaPresse A 119ª edição da Volta a Lombardia arrancou com pouca história para contar. Na frente da corrida formou-se uma fuga com 14 ciclistas, com alguns nomes importantes como Filippo Ganna (INEOS Grenadiers), Pello Bilbao (Bahrain - Victorious) ou Quinn Simmons (Lidl - Trek). Os fugitivos nunca tiveram mais de 4:00 de vantagem sobre o pelotão, que ia sendo controlado pela UAE Emirates XRG e pela Red Bull - BORA - hansgrohe. O ataque mais esperado À entrada do Passo Di Ganda (9,2km a 7,3%) - a penúltima subido do dia, e a mais exigente, com pendentes de 15% no final da ascensão - a UAE Emirates XRG assumiu por completo o controlo do pelotão. Rafal Majka liderou o grupo pela última vez na carreira, no comboio que preparou o ataque de Tadej Pogacar. O esloveno, vestido com o arco-íris, atacou a 36,6 km do fim, e o filme foi o mesmo ao que se assistiu tantas vezes durante a época. Tadej Pogacar descolou todos os rivais, e seguiu, sozinho, em mais um solo para a vitória. Créditos: LaPresse Atrás do campeão do mundo, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) voltou a ser o segundo melhor - perdeu quase 2:00 na meta. Michael Storer (Tudor Pro Cycling) também assinou uma grande corrida, e fechou o pódio na Volta a Lombardia. Esgotam-se os adjetivos para Tadej Pogacar Que mais se pode dizer do esloveno depois das duas últimas temporadas? O alien, canibal dos tempos modernos, que muitas vezes dá a sensação de parecer imbatível em cima de uma bicicleta. Restam, então, os factos - também é deles que se escreve a história. Entre outros, vale a pena destacar: - Segundo ciclista na história, depois de Fausto Coppi, a vencer a Volta a Lombardia por cinco vezes. O primeiro a fazê-lo de forma consecutiva. - Primeiro ciclista da história a fazer pódio em todos os monumentos no mesmo ano. - Terceiro ciclista da história com 10 ou mais monumentos. - Segundo ciclista na história, depois de Eddy Merckx, a vencer três monumentos no mesmo ano. Tadej Pogacar alcança todos estes feitos depois de, recentemente, se ter tornado no único ciclista na história a vencer o Tour de France e a corrida de estrada do campeonato do mundo em dois anos seguidos. Foto: A.S.O./Tony Esnault Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=1WaIa5tLaQo Top 10 da Volta a Lombardia ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG5:45:532Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step+1:483Storer MichaelTudor Pro Cycling Team+3:144Simmons QuinnLidl - Trek+3:395del Toro IsaacUAE Team Emirates - XRG+4:166Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team"7Seixas PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team"8Bernal EganINEOS Grenadiers"9Vine JayUAE Team Emirates - XRG+4:1810Uijtdebroeks CianTeam Visma | Lease a Bike+4:30 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Nova pintura Project One ICON Gamut da Trek A Trek apresentou a Gamut, uma nova pintura que se junta à sua coleção Project One ICON. Esta nova pintura caracteriza-se por ser vibrante e combinar várias cores e será utilizada pela equipa de triatlo Trek Factory Racing no Campeonato do Mundo Ironman 2025, em Kona no Havai. Ler mais | Trek celebra os 25 anos do lançamento do Project One Project One Gamut A Gamut inclui uma variedade completa de cores com roxos profundos, vermelhos intensos e azuis suaves, resultando num design fluido e com várias camadas que cria movimento de todos os ângulos. A sua mistura dinâmica de tons combina com uma grande diversidade de roupa e estilos pessoais, tornando-a uma escolha versátil para os ciclistas que preferem um visual com personalidade, que se destaque e que combine com tudo. Ler mais | Trek tem 8 novas cores no Project One Chroma A Gamut faz parte da coleção Project One ICON da Trek, uma coleção de esquemas de pintura premium que representa a máxima expressão de arte em bicicletas personalizadas, com designs exclusivos cheios de textura, profundidade e estilo.    Esta pintura está disponível exclusivamente nas bicicletas de estrada Madone SLR e Speed Concept SLR através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a bicicleta dos seus sonhos na rede de distribuidores autorizados Trek. ### Smartwatch Huawei GT 6 para ciclismo, vale a pena? | Review A Huawei é uma gigante tecnológica conhecida sobretudo pelos seus smartphones, mas nos últimos anos tem apostado forte no mercado dos "wearables". Com o lançamento do novo Smartwatch Huawei Watch GT 6, a marca deu um passo que poucas do seu segmento arriscaram: olhar para o ciclismo como modalidade de destaque. Não estamos a falar de uma marca que nasceu no desporto e que há anos desenvolve soluções específicas para atletas, mas curiosamente, a Huawei foi mais longe do que outras marcas de tecnologia generalista e colocou o ciclismo no centro das funcionalidades do GT 6. É por isso que mereceu atenção e que testei este smartwatch, para perceber até que ponto pode ser uma alternativa credível para ciclistas, sejam eles iniciantes ou experientes. Vídeo do teste https://youtu.be/392p9rrH45Q Design e construção A qualidade de construção impressiona logo ao pegar no relógio. A caixa em aço inoxidável, o visor AMOLED de 1,47” com vidro de safira e brilho até 3000 nits transmitem robustez e fazem a informação brilhar em qualquer condição de luz — perfeito para pedalar ao sol ou para outros desportos ao ar livre. Gostei bastante do sistema de troca rápida da pulseira, é simples e prático, permitindo alternar entre pulseiras desportivas ou mais elegantes, sem ferramentas. Para aqueles dão mais atenção a estes detalhes, o Huawei Watch GT 6 adapta-se tanto a treinos longos, como a um jantar formal com uma roupa menos desportiva. Autonomia A versão que testei foi a de 46 mm, que oferece uma autonomia impressionante. Mesmo com GPS ativo, continua a ser dos smartwatches com maior duração de bateria no mercado. Testei durante uma semana, utilizando o relógio 24 horas por dia sincronizado com o telemóvel, durante a qual fiz três treinos de ciclismo que em conjunto totalizaram cerca de oito horas de utilização do relógio com GPS a funcionar, monitorizando todo o treino e trajeto, tendo o Hawei Watch GT6 finalizado os sete dias com 3% de bateria. Não são os 21 dias anunciados, porque o utilizei de forma intensa (mais de sete horas de treino sempre com o GPS ativo, "come" bateria), mas ainda assim, comparativamente com outros equipamentos deste género situa-se entre os melhores. Funções úteis de smartwatch Tal como outros modelos presentes no mercado, o Huawei Watch GT 6 monitoriza batimento cardíaco, sono, SpO2, temperatura da pele, contagem de passos. Este até oferece um indicador de estado emocional — que no caso de quem pedala pouco durante a semana tende a descer logo (confesso que não sei se isso existe noutros modelos).É ainda resistente à água até 40 metros (IP6), o que o torna seguro para triatletas ou simplesmente para os mergulhos de verão. A funcionalidade de ciclismo É aqui que o Huawei Watch GT 6 surpreende e poderá vir a destacar-se no público do ciclismo.Logo no menu principal surge o ícone de ciclismo como atividade em destaque — sinal claro da aposta da marca. Entre as funcionalidades específicas, destaca-se a possibilidade de definir até três bicicletas diferentes, atribuindo o peso de cada uma. Isto permite ao relógio calcular melhor os dados de treino. Um ponto muito interessante: o GT 6 calcula uma potência virtual sem necessidade de potenciómetro. Cruzando dados de peso, velocidade, elevação e GPS, o relógio estima a potência do ciclista com resultados surpreendentemente próximos de um potenciómetro real. Não substitui um equipamento profissional para atletas experientes, mas para iniciantes ou ciclistas amadores, é uma ferramenta valiosa para orientar treinos e evolução. Ainda não é possível nomear as bicicletas (apenas “Bicicleta 1, 2, 3”), nem escolher modalidades como gravel ou enduro, mas é algo que uma simples atualização de software pode resolver. Além disso, regista métricas como: Velocidade Distância Elevação acumulada Ritmo cardíaco Potência estimada Percursos com navegação Na aplicação, é possível exportar o treino em formato dinâmico (vídeo com música) ou em resumo estático para partilhar nas redes sociais. Realço algo importante neste campo, a aplicação da Huawei vem preparada para sincronizar com o Strava — como sabemos, "se não está no Strava… não aconteceu". Qualquer equipamento direcionado ao ciclismo que não sincronize de forma rápida e natural com o Strava, não tem um futuro risonho entre a comunidade do ciclismo. Pontos a melhorar Apesar de ser um salto gigante da Huawei para o ciclismo, há margem para afinar: Deixar utilizador nomear bicicletas (com a marca e modelo, por exemplo) em vez de “bicicleta 1, 2, 3” Ter mais variedade nos tipos de bicicleta (faltam gravel, enduro, trail, e-bike) Ter um sistema de "live tracking" que permita a uma outra pessoa selecionada pelo utilizador, ver em tempo real onde este se encontra. Opinião final O Huawei Watch GT 6 não é apenas mais um smartwatch generalista com modos de desporto. É, provavelmente, o primeiro de uma grande marca de tecnologia a dar verdadeira atenção ao ciclismo. Não substitui um GPS dedicado como um Wahoo ou Garmin para quem pratica a modalidade de uma forma mais séria, mas oferece funcionalidades que podem ser suficientes para uma grande parte dos utilizadores de bicicleta — com a vantagem de ser também um relógio elegante, versátil e com uma autonomia impressionante. Se este é só o começo da Huawei no ciclismo, o futuro promete. Disponibilidade e preços Podes ver as várias versões do Huawei Watch GT6, os preços e onde comprar, aqui no website da marca em Portugal: huawei.com/pt ### EVOC lançou a nova geração de malas de transporte para bicicleta A EVOC apresenta a nova geração de malas de transporte Bike Bag Pro, pensada para quem vive a aventura sobre duas rodas. Fruto de mais de 20 anos a explorar trilhos em mais de 50 países, esta nova gama nasce da experiência real de atletas e viajantes exigentes, como a campeã olímpica Anneke Beerten. Com destaque para a totalmente nova Mountain Bike Bag Pro, estas malas combinam funcionalidade, leveza e proteção segundo a marca incomparável. Mais resistentes, práticas e adaptadas às exigências das bicicletas modernas, as novas malas EVOC são a solução para transportar a bicicleta com total segurança, seja em aeroportos, comboios ou no dia-a-dia de competição. Ler mais | EVOC Hydro Pro 3 – A mochila de hidratação, tipo “Vest” para longos dias na bicicleta Mountain Bike Bag Pro A nova Mountain Bike Bag Pro torna o transporte das bicicletas de montanha ainda mais fácil. Graças à geometria otimizada, não é necessário desmontar demoradamente o guiador ou o cockpit. O processo é simples, basta aliviar um pouco o avanço e rodar o guiador 90 graus, e após remover as rodas e os pedais, a bicicleta está pronta para ser transportada no Bike Stand Pro ajustável. Uma grande vantagem especialmente para bicicletas com cockpits integrados e cabos internos. Sendo a mala de transporte de bicicletas mais leve do mercado, está agora ainda mais robusta graças à sua base inovadora em policarbonato, oferecendo proteção fiável para bicicletas com um comprimento de eixo até 130 cm durante viagens de avião ou comboio. As rodas de skate redesenhadas e substituíveis garantem que a Mountain Bike Bag Pro deslize suavemente e silenciosamente por aeroportos e estações. Também foi atualizada a Clip-On Wheel, reposicionando-a centralmente sob a mala para uma melhor distribuição da carga. Quando não estiver em uso, basta remover os estabilizadores laterais, dobrar a mala e guardá-la de forma compacta. Características Transporte fácil graças à nova geometria; Inclui: BIKE STAND PRO, CLIP-ON WHEEL 3.0; Dobrável para armazenamento compacto; Nova roda de skate substituível; Comprimento máximo de eixo: 130 cm; Bolso para cartão de identificação. Mountain Bike Bag Pro Material: 50% Poliéster, 50% Poliuretano; Peso: 8,9kg; Dimensões: 145 x 99 x 36 cm; Cor: Preto; Capacidade: 330 L; PVP: 809,00€. Road Bike Bag Pro A Road Bike Bag Pro, o best-seller da EVOC para transporte de bicicletas de estrada e triatlo, chega agora numa versão segundo a marca ainda mais leve, resistente e prática. Com uma nova base em policarbonato mais leve e duradoura, e equipada com as novas Skate Wheels mais silenciosas, com melhor qualidade de rolamento e fáceis de substituir. Esta mala combina proteção de alto nível com uma mobilidade superior e o seu design híbrido e dobrável garante um transporte seguro e eficiente, sem necessidade de remover cockpit ou selim. Material: 50% Poliéster, 50% Poliuretano; Peso: 10kg; Dimensões: 139 x 91 x 50 cm; Cor: Preto; Capacidade: 300L; PVP: 1 012,00€. Ler mais | Mala para bicicleta EVOC Road Bike Bag Pro | Review e alguns conselhos de viagem Bike Bag Pro A Bike Bag Pro é a mala de transporte mais versátil da EVOC, agora também mais leve e resistente. A nova versão apresenta-se 1,1kg mais leve, com uma base em policarbonato reforçado para maior resistência e estabilidade, e equipada com as novas Skate Wheels. Aliando estas melhorias ao Bike Stand Pro ajustável, a Bike Bag Pro garante compatibilidade com vários tipos de bicicleta, mantendo a máxima proteção, ideal para aventuras em qualquer parte do mundo. Material: 50% Poliéster, 50% Poliuretano; Peso: 8,5kg; Dimensões: 147 x 85 x 36 cm; Cor: Preto, Multicoulor; Capacidade: 305L; PVP: 737,00€. ### Lombardia | Pogacar pronto para igualar o mito Coppi Tadej Pogacar é o favorito para a Volta à Lombardia. Quem o pode derrotar? O top 10 é realista para os portugueses? Como é o percurso? Sábado, 11 de outubro, o ciclismo reserva-nos mais um encontro com a história na Volta à Lombardia, na qual se espera que Tadej Pogacar iguale as cinco vitórias de Fausto Coppi. Com o esloveno acabamos sempre a falar de lendas como Eddy Merckx ou Fausto Coppi e não por saudosismo, mas por ser um talento geracional que podemos ver. Ninguém nos contou nem foi preciso ler um livro. Esta terça-feira, na Tre Valli Varesine, última prova do Tríptico Lombardo, que serve de preparação para sábado, deu mais uma demonstração de brilhantismo. Quando ninguém esperava arrancou numa descida a 20 km da meta e chegou com tempo para cumprimentar os espetadores. Pogi triunfal na via Sacco, em Varese, para vencer a Tre Valli pela segunda vez.Foto: Tre Valli Varesine Foi a terceira vez que um campeão do mundo em título ganhou em Varese, depois de Eddy Merckx (1968) e Francesco Moser (1978). Mais abaixo analisaremos o percurso do último Monumento da época, mas antes resumimos os resultados das principais corridas de preparação. Desde logo o Tríptico Lombardo, que além da Tre Valli é composto por Coppa Agostoni e Coppa Bernocchi. O dinamarquês Philipsen e o francês Alaphilippe acompanharam o campeão mundial no pódio.Foto: Tre Valli Varesine Coppa Agostoni | 5 de outubro Adam Yates (UAE Emirates) Carlos Canal (Movistar) Simone Velasco (XDS Astana) Paul Lapeira (Decathlon Ag2r) Lorenzo Milesi (Movistar) Coppa Bernocchi | 6 de outubro Dorian Godon (Decathlon Ag2r) Tobias Lund (Picnic PostNL) Giovanni Lonardi (Polti VisitMalta) Andrea Raccagni (Soudal Quick-Step) Michael Matthews (Jayco Alula) Tre Valli Varesine | 7 de outubro Tadej Pogacar (UAE Emirates) Albert Philipsen (Lidl-Trek) Julian Alaphilippe (Tudor) Paul Lapeira (Decathlon Ag2r) Sérgio Higuita (XDS Astana) O pódio do Giro de Emilia deste ano.Foto: Bahrain Victorious Del Toro é a alternativa a Pogacar Além do Tríptico Lombardo, também se correu o Giro de Emilia (4 de outubro), no qual a subida ao santuário de San Luca (2 km a 10,5 %) é decisiva. Na última volta Isaac Del Toro despachou Tom Pidcock e carimbou a quinta semiclássica italiana em mês e meio. O mexicano repetiu a exibição na Gran Piemonte, prova com 179 km e 2700 m de acumulado que se realizou no dia 9. Desta vez descarregou a concorrência na subida de 6 km do circuito final batendo Marc Hirschi e Bauke Mollema. Del Toro é a alternativa a Pogacar na Lombardia. El Torito chega à Lombardia com 15 triunfos este ano.Foto: LaPresse Afonso Eulálio está convocado Olhando para a lista provisória já podemos confirmar que só haverá um português no último Monumento da temporada. Afonso Eulálio está convocado pela Bahrain Victorious e apresenta-se como a melhor hipótese nacional de discutir o top 10, sobretudo após atacar a 33 km do final da Tre Valli Varesine. O figueirense esteve na frente com Pogacar, mas pestanejou e com o campeão do mundo esses luxos não são permitidos. O corredor da Bahrain Victorious também chega com moral após fechar 9º no duro Mundial de Kigali, concluído por 17 dos 165 atletas que alinharam à partida. O mais bem sucedido na clássica das folhas mortas é Rui Costa, que em 2014 subiu ao pódio acompanhando pelo vencedor Dan Martin e pelo vencido Alejandro Valverde. No entanto, a EF Education-Easypost deixou de fora um atleta que conta com 13 presenças e que na campanha de semiclássicas italianas foi 2º no Troféu Matteotti (contra Del Toro). Na UAE Emirates não estará nenhum dos quatro portugueses. Em 2025, a Volta à Lombardia ligará Como a Bergamo. Seis icónicas subidas Seguindo a tradição de inverter o sentido do percurso do ano anterior, em 2025 a Volta à Lombardia começa em Como e termina em Bergamo. É o mesmo de 2023 e semelhante a 2021: 4400 m de desnível positivo acumulado distribuído ao longo de seis icónicas subidas. A mais famosa é a primeira – Madonna del Ghisallo, a 199 km do final – e as mais duras Roncola (9,4 km a 6,6 %) – passada a 137 km – e Passo di Ganda (9,2 km a 7,3%), cujo topo está a 31 km da meta. Foto: LaPresse Após Ganda, o pelotão passa em Selvino para uma descida que conta 19 curvas. Seguem-se os únicos 9 km relativamente planos da aproximação à meta, até terem que subir à Alta de Bergamo a caminho da meta. Na aproximação a Bergamo dão a volta à cidade para entrarem via Colle Aperto – o último obstáculo tem 1,6 km a 7,9 %. Parte da subida é em pavé e deixará os corredores a 3,3 km da meta situada na Viale Papa João 23. Poderá Tadej Pogacar igualar as cinco vitórias – 1946, 1947, 1948, 1949 e 1954 – de Fausto Coppi na Lombardia? Acreditamos que sábado vai fazer-se história. ### Trek e Topo Designs apresentam novo visual para o gravel A Trek e a Topo Designs apresentam a sua primeira colaboração com um novo esquema de pintura Project One ICON, que está disponível exclusivamente nas bicicletas de gravel Checkmate SLR. Trek explica as novidades Segundo a marca norte-americana, a pintura "junta o estilo característico da Topo com a mestria única dos artistas do Project One. É uma combinação única de linhas orgânicas, cores vivas e padrões que evocam as aventuras de gravel e as paisagens naturais". Esta colaboração reflete o compromisso partilhado pela Trek e a Topo com um design centrado nos detalhes e na paixão pela aventura e pelas atividades ao ar livre. O resultado é uma pintura com um design moderno e atrativo na bicicleta de gravel mais rápida e leve da Trek. Trek Este design está disponível nos modelos de gravel Checkmate SLR através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a bicicleta dos seus sonhos através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Taça do Mundo XCO | Lake Placid - Blevins é campeão em casa Chris Blevins completou um fim de semana perfeito na Taça do Mundo de XCO, e sagrou-se campeão em casa. Na prova feminina, vitória para Jenny Riddveds Chris Blevins (Specialized Factory Racing) venceu a prova de XCC e de XCO em Lake Placid, antepenúltima ronda da Taça do Mundo de XCO. O norte-americano sagrou-se campeão da edição de 2025 perante os seus fãs. Na prova feminina Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV XCO) venceu, e deixou em aberto a luta pela classificação geral da prova para a última ronda. Ler mais | Taça do Mundo XCO | Bike Kingdom – Lenzerheide: O adeus a Nino Schurter Créditos: UCI Mountain Bike World Series Chris Blevins completa fim de semana perfeito A prova masculina começou com ritmo forte - na frente, destacou-se um grupo com Mathis Azzaro (Origine Racing Division), Christopher Blevins, e dois colegas de equipa, Adrien Boichis e Martín Vidaurre (Specialized Factory Racing). O momento decisivo da prova aconteceu na última volta. Boichis atacou, e na sua roda levou apenas Blevins. O duo da Specialized Factory Racing seguiu junto até à meta - Blevins venceu ao sprint. Atrás, Azzaro completou o pódio. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Chris Blevins vence a prova de XCO, depois de ter vencido a corrida de XCC em Lake Placid. O norte-americano sagra-se, assim, campeão da classificação geral da Taça do Mundo de XCO, perante os seus fãs. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=Y4j_5spGdIc Top 10 da corrida PosiçãoNomeEquipaTempo1ºChristopher BlevinsSpecialized Factory Racing1:19:542ºAdrien BoichisSpecialized Factory Racing"3ºMathis AzzaroOrigine Racing Division+0:024ºMartín Vidaurre KossmannSpecialized Factory Racing+0:025ºSimone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team+0:046ºFabio PüntenerBike Team Solothurn+0:137ºMarcel GuerriniBixs Performance Race Team+0:268ºLuca MartinCannondale Factory Racing+0:339ºCharlie AldridgeCannondale Factory Racing+0:4510ºSimon AndreassenOrbea Fox Factory Team+0:47 Jenny Rissveds deixa tudo em aberto na Taça do Mundo de XCO Jenny Rissveds dominou por completo a prova feminina da Taça do Mundo de XCO em Lake Placid. A sueca destacou-se das rivais logo na primeira volta. Foi abrindo o fosso e na segunda volta já tinha quase 1:00 de vantagem sobre o grupo perseguidor. Atrás, seguiam nomes como Evie Richards (Trek Factory Racing - Pirelli), Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team), Savilia Blunk (Decathlon Ford Racing Team) e Alessandra Keller (Thömus Maxon). Keller descolou na penúltima volta, numa altura em que Rissveds seguia com margem confortável. Créditos: UCI Mountain Bike World Series A sueca acabou mesmo por vencer em Lake Placid, deixando a luta pela classificação geral da Taça do Mundo de XCO em aberto para a última ronda do ano, no Canadá. Na luta pelo pódio, Richards foi a mais forte, e terminou em segundo lugar. Maxwell foi terceira. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=x9LdfYZqNbk Top 10 da corrida PosiçãoNomeEquipaTempo1ªJenny RissvedsCanyon CLLCTV XCO1:20:152ªEvie RichardsTrek Factory Racing - Pirelli+2:163ªSamara MaxwellDecathlon Ford Racing Team+2:314ªSavilia BlunkDecathlon Ford Racing Team+2:365ªAlessandra KellerThömus Maxon+3:356ªCandice Lill—+3:457ªRonja BlöchlingerLiv Factory Racing+3:598ªSina FreiSpecialized Factory Racing+4:179ªMartina BertaOrigine Racing Division+4:1710ªGinia Caluori—+4:26 Créditos da fotografia de destaque: Créditos: UCI Mountain Bike World Series ### Campeonato da Europa 2025 – Resumo e classificações As provas em linha de elites do Campeonato da Europa de Estrada 2025 disputaram-se este fim de semana em França, nas estradas exigentes de Drôme-Ardèche. Um percurso duro e dois dias de ciclismo ao mais alto nível que coroaram novos campeões continentais nas categorias de elites femininos e masculinos. Prova masculina – Quase cópia do Campeonato do Mundo Tadej Pogacar confirmou, mais uma vez, porque é o ciclista mais dominante da atualidade. Uma semana depois de se sagrar Campeão do Mundo no Ruanda, o esloveno voltou a brilhar em França, conquistando agora um título que lhe faltava, o de Campeão da Europa de Estrada. Foto: Ivan Benedetto/SprintCyclingAgency A corrida, com partida em Privas e chegada em Valence, apresentava um traçado duríssimo, marcado pelas subidas de Saint-Romain-de-Lerps e Val d’Enfer, que foram fazendo mossa no pelotão. Logo a mais de 100 km da meta, os favoritos começaram a mexer e Jonas Vingegaard acabou por abandonar cedo, deixando o duelo centrado em Pogacar e Remco Evenepoel. Foto: Ivan Benedetto/SprintCyclingAgency A 76 km do fim, na última passagem por Saint-Romain-de-Lerps, Pogacar lançou o ataque decisivo. Evenepoel foi o único capaz de responder, mas acabou por ceder, permitindo ao esloveno seguir sozinho. Atrás, o campeão belga tentava organizar a perseguição, mas sem grande colaboração, sobretudo de Ayuso e Scaroni. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1974826207439925492 No final, Tadej Pogacar chegou isolado com mais de meio minuto de vantagem sobre Evenepoel, que somou nova medalha de prata, depois da segunda posição também no Mundial. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1974852300918100092 O jovem francês Paul Seixas, de apenas 19 anos, conquistou uma medalha de bronze histórica, após resistir a Scaroni e Ayuso na batalha pelo pódio. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1974886158145556589 Quanto aos portugueses, António Morgado não alinhou devido a um quadro de queixas gastrointestinais, Tiago Antunes integrou a fuga do dia e esteve em bom plano, mas acabou por descolar na última passagem pela subida mais longa e exigente do percurso. Tanto Tiago Antunes como Rui Costa foram forçados a abandonar a corrida à penúltima passagem pela meta, juntamente com um grupo numeroso de ciclistas. Antes, João Almeida, fisicamente debilitado, já havia abandonado a prova. Top 10 – Elites Masculinos RnkCorredorPaísTempo1Tadej PogačarEslovénia4:59:292Remco EvenepoelBélgica+ 0:313Paul SeixasFrança+ 3:414Christian ScaroniItália+ 4:045Toms SkujinsLetónia+ 4:166Juan AyusoEspanha+ 4:217Mattias SkjelmoseDinamarca+ 5:018Pavel SivakovFrança+ 5:559Gianmarco GarofoliItália+ 5:5910Romain GrégoireFrança+ 6:52 Vídeo resumo da prova https://youtu.be/cXU-y7Wk7Y4?si=uvdSixcDcyfd7mb6 Prova feminina – Vollering reina na Europa No dia anterior tinha sido a vez das mulheres entrarem em ação, e os Países Baixos voltaram a impor-se como a grande potência do ciclismo feminino. Foto: Roberto Bettini/SprintCyclingAgency©2025 Num percurso seletivo pelas colinas de Drôme-Ardèche, as neerlandesas assumiram o comando desde cedo, endurecendo a corrida até reduzir o pelotão a um grupo restrito de favoritas. O ataque decisivo surgiu já nos quilómetros finais, com Demi Vollering a arrancar sozinha para vencer com autoridade e conquistar o seu primeiro título europeu de estrada. Atrás dela, a polaca Kasia Niewiadoma voltou a mostrar consistência com a medalha de prata, enquanto Anna van der Breggen, num regresso aos grandes palcos, completou o pódio para os Países Baixos. Foto: Ivan Benedetto/SprintCyclingAgency©2025 Quanto à portuguesa Raquel Queirós, que se estreou nas principais provas internacionais de estrada ao serviço da Seleção Nacional Feminina, conseguiu concluir o Campeonato da Europa de Estrada 2025 na 37.ª posição. Foto: Federação Portuguesa de Ciclismo Top 10 – Elites Femininos RnkCorredoraPaísTempo1Demi VolleringHolanda2:57:532Katarzyna NiewiadomaPolónia+ 1:183Anna van der BreggenHolanda+ 1:244Elise ChabbeySuíça+ 2:315Franziska KochAlemanha+ 2:316Juliette LabousFrança+ 2:317Mavi GarcíaEspanha+ 2:318Antonia NiedermaierAlemanha+ 3:089Cédrine KerbaolFrança+ 4:3810Elisa Longo BorghiniItália+ 4:42 Vídeo resumo da prova https://youtu.be/_0S0xM7QaDs?si=sjRqZElicQTZK5jw Foto de destaque artigo: Ivan Benedetto/SprintCyclingAgency ### Campeonato da Europa 2025 - Lucas Lopes entre os melhores Lucas Lopes melhorou a posição que alcançou nos Mundiais, ao fechar oitavo no Campeonato da Europa Lucas Lopes terminou em oitavo na prova de estrada de sub-23 do Campeonato da Europa, numa corrida ganha pelo belga Jarno Widar. Na categoria feminina, Demi Vollering sagrou-se campeã europeia. Ler mais | Mundial Kigali | Lucas Lopes às portas do top 10 Foto: Chiara Redaschi Lucas Lopes brilha no dia de Jarno Widar Na prova sub-23 do Mundial de Kigali, Jarno Widar tinha sido um dos nomes grandes com pouco destaque, terminando num modesto 39º lugar na vitória do italiano Lorenzo Finn. O belga, que corre pela Lotto Development Team, mostrou outra cara no Campeonato da Europa: venceu com um ataque na última subida do dia, em Val d’Enfer, a menos de 10 km da meta. Chegou com 0:14 de vantagem do francês Maxime Decomble, e 0:46 do grupo que disputou o terceiro lugar, onde vinha inserido Lucas Lopes. O português terminou em oitavo, no sprint ganho pela espanhol Héctor Álvarez. Daniel Moreira foi 24º, Duarte Domingues foi 36º, Gabriel Batista foi 62º e Rafael Barbas e Daniel Lima não concluíram a prova. Foto: FPC Demi Vollering, campeã da europa A neerlandesa também chegou aos Mundiais de Kigali como uma das maiores favoritas, mas fechou em sétimo lugar no dia da surpresa de Magdeleine Vallieres. Demi Vollering respondeu em força no Campeonato da Europa. Atacou a 37 km da meta, quando seguia num grupo com Anna Van der Breggen, Elisa Longo Borghini e Kasia Niewiadoma, e não voltou a ser alcançada. A neerlandesa sagra-se campeã da europa, com 1:18 de vantagem sobre a polaca Niewiadoma, e 1:24 sobre a compatriota Van der Bregger. Raquel Queirós, a única portuguesa na corrida, concluiu a prova no 37º lugar. Créditos: A.S.O. Thomas Maheux Créditos da fotografia de destaque: FPC ### A Trek lançou as novas rodas Bontrager Line Pro 30 e Line Comp 30 para BTT A Trek apresentou as suas novas rodas de montanha, as Bontrager Line Pro 30, em carbono, e as Bontrager Line Comp 30, em alumínio, redesenhadas de raiz para "oferecer uma melhor manobrabilidade e fiabilidade nas voltas nos trilhos". Ler mais | NOVAS rodas Bontrager Aeolus Pro – construção em carbono termoplástico As novas rodas da Bontrager Com um perfil de aro mais baixo de 23,5 mm, a marca avança que as novas rodas Line Pro 30 em carbono são concebidas com uma melhoria no comportamento vertical de 13%, na roda dianteira, e de 11%, na roda traseira, em comparação com os modelos anteriores - "absorvem melhor os impactos e vibrações, melhoram a condução e reduzem a fadiga do ciclista". Apesar do perfil mais baixo, a Bontrager explica que a resistência continua a mesma: "Os engenheiros de produto utilizaram a análise por elementos finitos (FEA) para compreender a tensão dos materiais e os pontos de rutura, reforçando algumas zonas para garantir que o aro tenha uma longa durabilidade e resistência aos impactos, mesmo num tipo de utilização mais agressivo". A estrutura com raios desalinhados melhora os ângulos dos raios, aumentando a rigidez lateral do aro e tornando a condução mais estável, especialmente nas curvas, tanto na fase de aceleração como na de travagem. Bontrager Este sistema de raios e cubos está disponível tanto nos modelos Line Pro 30 em carbono como nos modelos Line Comp 30 em alumínio. Características das novas rodas: Paredes reforçadas para reduzir o risco de furos. Atualização para Tubeless Ready que facilita a instalação e o ajuste dos pneus Bontrager e de outras marcas de pneus de montanha. Compatível com o sistema TLR da Bontrager para uma montagem mais rápida e fiável (fitas TLR para aros e válvulas incluídas tanto nas rodas de carbono como nas de alumínio). As novas rodas de carbono Line Pro 30 para montanha têm o equilíbrio perfeito entre resistência e flexibilidade, oferecendo aos ciclistas mais controlo e manobrabilidade. As rodas de alumínio Line Comp 30 oferecem o mesmo design das Line Pro 30 em carbono, mas numa versão mais económica, para uma roda resistente e versátil. Bontrager As rodas Bontrager Line Pro 30 e Line Comp 30 já estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Specialized Aethos 2: mais leve e versátil | Viagem e teste em Itália Resumo-vos em poucas palavras a nova Specialized Aethos 2, é leveza, conforto e tem também alguma pimenta escondida. Querem saber mais? Conto-vos tudo neste artigo. Testar uma bicicleta nova na região do Lago di Como, em Itália, é quase como fazer um regresso às origens do ciclismo. As estradas estreitas e as subidas da volta à Lombardia tornam esta zona de Itália um paraíso para pedalar, só perturbado pelos automobilistas, que respeitam ainda menos os ciclistas do que em Portugal. Foi neste cenário que tive a oportunidade de experimentar a nova Specialized Aethos 2, a bicicleta que vem suceder a primeira Aethos – modelo que desde o início rompeu com a lógica da marca ao ser pensada não para o pelotão profissional ou para as regras da UCI, mas sim para o prazer de pedalar de qualquer ciclista. O teste em vídeo https://youtu.be/tZIO-fIBtu8 Uma bicicleta pensada para todos os ciclistas A filosofia manteve-se: criar uma bicicleta que fosse tão agradável num passeio de domingo como numa competição de um granfondo. Para isso, a Specialized aproveitou a sua vasta rede de lojas espalhadas pelo mundo e analisou milhares de dados de bike fits. Após a análise de muitos dados a conclusão foi clara: a maioria dos ciclistas precisa de mais conforto na posição de condução. Por isso, a nova Aethos recebeu 15 mm. extra de Stack, permitindo uma postura mais natural e eficiente, sem recorrer a torres de espaçadores debaixo do avanço. Outra novidade é a passagem interna de cabos, que responde a um pedido do público em geral quando apresentaram a primeira Aethos, deixando o quadro com um visual mais limpo e atual. A geometria também mudou A marca abriu meio grau no ângulo da forqueta, baixou o bloco pedaleiro 3mm. e aumentou a distância entre eixos 7mm. O resultado é uma bicicleta mais confortável, mais estável e previsível nas descidas, afastando-se um pouco da geometria mais agressiva da Tarmac e da primeira versão da Aethos. Estes são os números da geometria da Specialized Aethos 2: Grama a grama, sem comprometer fiabilidade De acordo com a explicação dos engenheiros de produto da Specialized estas alterações – maior Stack e cabos internos – trouxeram um desafio enorme, porque normalmente são duas características que incrementam peso aos quadros, algo que os responsáveis da marca não queriam que acontecesse nesta bicicleta. Para manter o quadro abaixo dos 600 gramas e a Aethos 2 como a bicicleta mais leve da marca, os engenheiros levaram o processo de fabrico do carbono e dos componentes a um nível quase obsessivo, "raspando" gramas em pontos específicos, sem comprometer fiabilidade e resultado final de pilotagem. Estes são alguns números que parecem quase ridículos, mas se analisarmos peça a peça, a percentagem de peso poupada é bastante assinalável: 9 gr. poupados no sistema de fixação do selim. 6 gr. na inserção de alumínio do bloco pedaleiro. 2 gr. no suporte do travão de disco dianteiro. 2 gr. no dropout UDH. Aproveitaram o conhecimento adquirido no desenvolvimento das anteriores Aethos e Tarmac SL8, mas tudo foi reestudado, peça a peça, zona a zona do quadro, mantendo rigidez e fiabilidade. Peças como a fixação do selim ao espigão foram desenvolvidas de novo e propositadamente para poupar peso nesta bicicleta. Especificamente nesta parte, pouparam nove gramas de peso. O resultado é um quadro de apenas 595 gr. (na versão 12r, tamanho 56), continuando a ser o mais leve da marca. Estes são os pesos oficiais (tamanho 56) S-Works Aethos 2 SRAM RED AXS – 5,98 kg S-Works Aethos 2 Shimano Dura-Ace Di2 – 6,05 kg Aethos 2 Pro SRAM Force AXS – 6,71 kg Aethos 2 Pro Shimano Ultegra Di2 – 6,73 kg Aethos 2 Expert Shimano Ultegra Di2 – 7,12 kg Um lince disfarçado de ovelha O design minimalista e sem grandes logotipos da Aethos 2 pode enganar: parece uma bicicleta de passeio, mas esconde uma agressividade que se sente quando queremos carregar mais nos pedais. Nas subidas, a leveza faz disparar a resposta a cada pedalada. Nas descidas, a geometria mais estável dá confiança mesmo a quem não tem um “kit de unhas” tão apurado. OK, não é tão aerodinâmica como a Tarmac SL8, talvez não seja tão vistosa, mas acaba por ser uma bicicleta rápida! É, de certa forma, a bicicleta ideal para quem quer conforto, desempenho e uma estética discreta. Curiosamente, apesar da sua geometria mais próxima de uma bicicleta de endurance, a Aethos 2 consegue ser mais leve que a Tarmac SL8, a pura máquina de competição da marca. Tal como a primeira versão, acredito que não será uma bicicleta vista em corridas World Tour, pois não está desenvolvida (na teoria e no túnel de vento) para competição, mas como utilizador comum, não profissional, eu achei esta bicicleta muito viável para se fazer um Granfondo a andar rápido. Mais espaçamento de penus Outra novidade na Aethos 2 é a maior capacidade de pneus, agora até 35 mm. Isto torna a bicicleta ainda mais versátil, dando tanto para granfondos, como para pedaladas com longas horas no selim, seja por estradas secundárias com piso irregular, como calçada, alcatrão gasto e maltratado ou estradas de terra batida. Mais volume de pneu significa mais conforto, mais tração e proteção de roda. A parte interessante é que também esta evolução não trouxe penalizações de peso. Novos componentes de topo Outro ponto importante está no novo cockpit Roval Alpinist e nas rodas Roval Alpinist CLX 3 completamente redesenhados. O novo guiador Alpinist tem agora 270 gr. (10 gr. mais leve), uma maior superfície superior em “D” para conforto extra, algo que na minha opinião é bem vindo e se nota quando estamos a pedalar. As novas rodas Alpinist CLX 3 têm apenas 1131 gr., são compatíveis com pneus até 35 mm (com 6 mm. de margem de folga no quadro), raios Roval by Arris (em carbono), mais leves (103,5 g) e mais resistentes que os de aço. São incríveis estas rodas, só experimentando dá para ter a noção. Opinião final Cinco anos depois do lançamento da primeira Aethos, a Specialized conseguiu reinventar o conceito sem trair a sua essência. A Aethos 2 é mais confortável, mais limpa visualmente e continua a ser absurdamente leve. Além disso, continua a ser uma bicicleta com o design tradicional e simples de uma bicicleta. Por muitos anos que passem, por muitas "modas" que venham e vão embora, uma bicicleta é isto. Para quem gosta de ser discreto, esta é a bicicleta. Pessoalmente adorei a bicicleta (já gostava bastante da anterior), é uma bicicleta muito equilibrada, suave, previsível nas descidas e embora não a considere uma escaladora tão boa como a Tarmac (pela geometria), o baixo peso que tem em todas as versões faz com que ainda assim dê prazer nas subidas. Muito provavelmente a Specialized Aethos 2 (com estas atualizações na geometria) é um tipo de bicicleta que se encaixa na maioria do utilizador, mas agora será o mercado a ditar as suas regras. Terá sucesso? Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, as várias cores a disponibilidade para entrega e os preços, clicando aqui no site da marca: www.specialized.com/pt ### Campeonato da Europa 2025 - Domínio de Evenepoel e Reusser no contrarrelógio O Campeonato da Europa 2025, em França, arrancou com a disciplina de contrarrelógio e não trouxe grandes surpresas: Remco Evenepoel e Marlen Reusser confirmaram o favoritismo e conquistaram o título europeu de contrarrelógio. Prova elite masculina Sem Tadej Pogacar em prova, o belga partiu como grande candidato e não deu hipóteses, dominando os 24 quilómetros entre Loriol-sur-Drôme e Étoile-sur-Rhône do primeiro ao último metro. Evenepoel terminou em 28’26”, deixando o italiano Filippo Ganna a 43 segundos e o dinamarquês Niklas Larsen a 1’08”, fechando o pódio. O percurso, exposto ao vento lateral e depois de frente na parte final, não impediu Evenepoel de se impor de forma categórica, dobrando até Stefan Küng, que tinha partido um minuto antes. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1973396337660924199 O belga confessou no final que foi “um contrarrelógio difícil para controlar”, devido ao vento e à ausência de referências intermédias, mas reforçou que confiou na sua força e preparação. Domínio absoluto na especialidade Com esta vitória, Evenepoel passa a ser simultaneamente campeão nacional, europeu, mundial e olímpico de contrarrelógio, um domínio quase absoluto na especialidade. A última vez que tinha vencido este título europeu foi em 2019. https://twitter.com/EvenepoelRemco/status/1973443903689990361 Portugueses em prova Quanto à Seleção Nacional, Nelson Oliveira (regressado recentemente de lesão) foi o melhor luso ao terminar num meritório 19.º lugar, com o tempo de 31’06”, a 2’40” de Evenepoel. Apesar das limitações físicas recentes, o selecionador José Poeira destacou o esforço e compromisso do ciclista da Movistar. Foto: FPC João Almeida não alinhou no contrarrelógio por precaução, depois de apresentar sintomas de mal-estar. A decisão foi tomada em conjunto com a equipa médica e técnica, tendo em vista a prova de fundo, onde o português será uma das apostas nacionais. TOP 10 final PosCiclistaPaísTempo1Remco EvenepoelBélgica28:26,362Filippo GannaItália+0:43,373Niklas LarsenDinamarca+1:08,564Ethan HayterGrã-Bretanha+1:09,265Joshua TarlingGrã-Bretanha+1:10,616Daan HoolePaíses Baixos+1:38,607Mathias VacekChéquia+1:43,958Stefan KüngSuíça+1:47,449Bruno ArmirailFrança+1:48,0910Alec SegaertBélgica+1:51,41 Prova elite feminina Se havia dúvidas sobre quem é a melhor contrarrelogista do mundo, Marlen Reusser tratou de as dissipar em França. A suíça voltou a dominar e conquistou o seu quarto título europeu de contrarrelógio, depois das vitórias em 2021, 2022 e 2023. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1973422716712866043 Nos 24 km entre Loriol-sur-Drôme e Étoile-sur-Rhône, Reusser não deu hipótese, vencendo com autoridade em 33’06”. A norueguesa Mie Bjorndal Ottestad foi segunda, a 49 segundos, e a neerlandesa Mischa Bredewold completou o pódio, a 51 segundos. Reusser, que já ostenta o título de campeã do mundo, soma agora também o de campeã da Europa, mantendo-se como a referência absoluta da especialidade. Na elite feminina, Daniela Campos foi 25.ª classificada no Campeonato da Europa 2025 de contrarrelógio, completando os 24 km em 37’05”. Foto: FPC TOP 10 final PosCiclistaPaísTempo1Marlen ReusserSuíça33:06,832Mie Bjørndal OttestadNoruega+0:49,203Mischa BredewoldPaíses Baixos+0:51,084Katrine AalerudNoruega+0:51,285Lieke NooijenPaíses Baixos+0:58,236Juliette LabousFrança+1:04,267Anna HendersonGrã-Bretanha+1:05,158Christina SchweinbergerÁustria+1:30,759Cédrine KerbaolFrança+1:51,0810Yuliia BiriukovaUcrânia+2:06,95 ### Trek lançou a bicicleta de gravel CheckOUT A CheckOUT é a nova bicicleta de gravel da Trek de suspensão total e com guiador de estrada, orientada para as aventuras e viagens mais épicas. Concebida segundo a marca para ser mais rápida do que uma bicicleta de montanha em estradas pavimentadas e mais eficaz do que uma bicicleta de gravel em singletrack, a CheckOUT é ideal para aventuras em estrada, gravel e singletrack, provas de ultra-resistência, viagens de bikepacking e muito mais. Ler mais | Nova Trek Checkpoint+ SL Suspensão total A CheckOUT oferece maior capacidade para ultrapassar terrenos irregulares e trilhos com um curso traseiro de 55 mm e uma suspensão dianteira Rudy XL de 60 mm, projetada em colaboração com a RockShox.A configuração de suspensão total da CheckOUT demonstrou diminuir a fadiga e aumentar o conforto e o controlo em comparação com outros modelos rígidos, levando a uma redução de 41,5% na energia vibracional que causa fadiga e menos 23% de variação na direção. O guiador de estrada para gravel  O novo guiador GR da CheckOUT é rápido e oferece um flare extra e um recuo ergonómico para maior conforto e controlo. Amplo espaço para pneus Permite colocar pneus até 56 mm/2,2″ (conforme medido) de largura para que os ciclistas enfrentem os terrenos mais acidentados com controlo e confiança.A nova geometria Gravel Adventure apresenta um reach mais longo e um stack mais alto para maior conforto e estabilidade nas aventuras de vários dias e em vários terrenos. Concebida para viagens de bikepacking Com 18 pontos de fixação no quadro (nos tamanhos ML, L e XL), um porta-bagagens traseiro integrado que funciona com a suspensão da bicicleta e o selim telescópico, e um multiponto de fixação ajustável, a CheckOUT permite transportar tudo o que é necessário para uma viagem de vários dias. Quadro em carbono testado para os trilhos Um quadro em carbono OCLV 500 Series que foi testado de acordo com os rigorosos padrões das bicicletas de montanha e que mantém a leveza e a velocidade, mesmo quando totalmente carregado. A nova CheckOUT já está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### A Specialized lançou novas rodas Roval Alpinist CLX III e cockpit Roval Alpinist II A Specialized anunciou hoje o lançamento das novas rodas Roval Alpinist CLX III e do cockpit Roval Alpinist II, dois componentes que chegam com o objetivo de oferecer soluções mais leves e ergonómicas para os ciclistas que procuram rendimento máximo em subidas e longas jornadas de montanha. Roval Alpinist CLX III – Rodas mais leves para subir Com apenas 1.131 gramas (incluindo válvulas e fita), o novo modelo estabelece-se como uma das opções mais leves do mercado dedicadas às subidas. A principal inovação está nos raios em carbono, desenvolvidos em parceria com a Arris. Segundo a marca estes novos raios são 20% mais resistentes do que o aço e permitiram uma poupança de mais de 100 gramas face à geração anterior. De acordo com a Specialized, esta solução garante também uma melhor relação rigidez/peso, permitindo maior tensão nos raios, o que se traduz em resposta imediata à potência aplicada, especialmente quando se carrega nos pedais estando fora do selim. A construção em carbono foi ajustada para manter a condução suave e equilibrada que caracteriza as rodas Alpinist, sem comprometer a leveza. Roval Alpinist II – Cockpit mais leve e ergonómico O novo guiador integrado Roval Alpinist foi redesenhado com base em dados Retül e Body Geometry, procurando alinhar os ângulos com as posições naturais das mãos e pulsos. A marca diz que o objetivo foi reduzir a fadiga em subidas longas, onde a posição sobre a bicicleta se torna crítica. Em termos de conforto, a nova (e maior) forma em "D" da parte superior oferece 12% mais área de contacto. Se comparado com o cockpit Roval Rapide, este absorve mais 28,3% de vibrações, de acordo com a informação da marca. Preços e disponibilidade Podes ver a disponibilidade para venda e preços clicando aqui no site da marca em Portugal: www.specialized.com/pt ### Europeu 2025 | João Almeida lidera a seleção nacional em França Confiram horários das corridas, lista de convocados e dados dos percursos do Europeu de Drôme-Ardèche, França, que marca o regresso de João Almeida. Portugal apresenta-se no Europeu de França com João Almeida à cabeça de uma delegação que se fará representar em todos os escalões, situação que contrasta com os apenas oito homens que levou ao Mundial de Kigali, no Ruanda. Aberto aos elites desde 2016, o Europeu só viu Portugal sair com um resultado destacado na primeira edição, quando Nélson Oliveira foi 4º no contrarrelógio e Rui Costa 6º na prova de fundo. Depois disso, só João Almeida voltou a por o país no top 10 em 2021, no contrarrelógio. Nos escalões de formação os resultados são melhores, embora de longa data. Cândido Barbosa, atual presidente da FPC, sagrou-se campeão da Europa em sub-23 (1996) e Nélson Oliveira foi vice-campeão em 2010, o mesmo campeonato que deu a medalha de bronze a Rafael Reis na prova em linha de juniores. O Europeu de França, que se realiza nos departamentos de Drôme e de Ardèche, inicia-se com as provas de contrarrelógio das várias categorias, que vão decorrer no mesmo percurso com 24 km e arrancam na quarta-feira (1 de outubro): Juniores masculinos 9:45 Sub-23 femininas 11:00 Elites femininas 13:20 Elites masculinos 14:45 Europeu 2024 | Rescaldo das provas de contrarrelógio Foto: Unipublic Cxcling Antonio Baixauli Regresso de João Almeida à seleção Quando terminarem os eventos cronometrados, as provas de fundo tomarão protagonismo nos campeonatos. Sexta-feira (3 de outubro) há três corridas programadas: Sub-23 femininas 85,7 km, 8:00 Juniores femininas 62,9 km, 11:40 Juniores masculinos 103,4 km, 14:35 No sábado (4 de outubro) há mais duas provas agendadas, entre as quais se encontra a das elites femininas, que rondará os 1600 metros de desnível positivo acumulado. Sub-23 masculinos 121,1 km, 8:00 Elites femininas 116,1 km, 13:00 O programa encerra no domingo (5 de outubro) com os elites masculinos que partem às 10:45 para uma prova com 202,5 km e 3306 metros de desnível positivo acumulado. A prova marca o regresso de João Almeida à seleção após o 2º lugar na Vuelta a Espanha. Europeu 2024 | Tim Merlier campeão Daniela Pereira com o presidente da FPC, Cândido Barbosa.Foto: FPC Estreia da nova selecionadora nacional de estrada O evento marca a estreia da nova selecionadora nacional de estrada, Daniela Pereira, que em agosto sucedeu ao professor José Luis Algarra. Pela frente tem a difícil tarefa de recuperar o tempo perdido no desenvolvimento das mulheres ciclistas portuguesas. Ao longo de 2025 não foi dada nenhuma convocatória para qualquer categoria feminina, aliás, a última foi no Campeonato do Mundo de Estrada de 2024, em Zurique. Neste período os elites masculinos não falharam nenhum evento internacional de topo e em todos os escalões dos homens houve chamadas de atletas para provas no estrangeiro. Os sub-23 foram ao GP das Nações, à Corrida da Paz, ao Tour de l'Avenir e aos Mundiais, os juniores foram ao Tour du Pays de Vaud e ao Troféu Centre Morbihan e os cadetes foram à Vuelta Ciclista Guijuelo. “Escolhemos as atletas que neste momento oferecem maior garantia de sucesso face às exigências de um Campeonato da Europa, privilegiando a capacidade técnica necessária para competir ao mais alto nível. Estamos ainda numa fase inicial de trabalho com este grupo e, tendo em conta o reduzido ritmo competitivo internacional, o principal objetivo passa por terminar a corrida no pelotão. Procuramos a melhor classificação possível, mas acima de tudo ganhar experiência, consolidar processos e evoluir, para elevar gradualmente o nível competitivo da Seleção.” Daniela Pereira, selecionadora feminina. Europeu 2024 | Lorena Wiebes campeã Elites masculinos Afonso Eulálio (Bahrain-Victorious) António Morgado (UAE Team Emirates-XRG) João Almeida (UAE Team Emirates-XRG), TT e Prova de Fundo Nelson Oliveira (Movistar Team), apenas TT Rui Costa (EF Education-EasyPost) Sub-23 masculinos Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy) Daniel Moreira (Hagens Berman Jayco) Duarte Domingues (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) Gabriel Baptista (Technosylva Maglia Bembibre) Lucas Lopes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) Juniores masculinos Gonçalo Costa (Willebrord Wil Vooruit), TT e Prova de Fundo Gonçalo Rodrigues (Team Polti VisitMalta Junior), TT e Prova de Fundo Guilherme Santos (Blackjack I Bairrada Júnior Cycling Team) João Anunciação (Blackjack I Bairrada Júnior Cycling Team) José Salgueiro (Picusa Academy) Rodrigo Jesus (Academia Efapel de Ciclismo) Elites femininas Daniela Campos (Eneicat-CMTeam), apenas TT Raquel Queirós (AtumGeneral-Tavira-SC Farense) Sub-23 femininas Beatriz Roxo (Cantabria Deporte-Rio Miera), TT e Prova de Fundo Daniela Simão (Academia Efapel de Ciclismo) Juniores femininas Bruna Gonçalves (Korpo Activo/Penacova) Lara Ribeiro (Academia Efapel de Ciclismo) Maria Coimbra (Academia Efapel de Ciclismo) ### Campeonato do Mundo 2025 – Pogacar repete, Vallieres surpreende e Eulálio brilha O Campeonato do Mundo de Estrada 2025 em Kigali, no Ruanda, ficará na memória como um dos mais duros e espetaculares da história recente. O percurso, com 267,5 km e 5.475 metros de desnível, teve como cenários principais o Monte Kigali e o exigente Muro de Kigali, que se tornaram o palco da consagração de Tadej Pogacar e da surpresa maior do ciclismo feminino, a canadiana Magdeleine Vallieres. Ler mais: Mundial Kigali - Evenepoel dobra Pogacar e é campeão Elite Feminina – Vallieres escreve história para o Canadá A prova feminina Campeonato do Mundo de Estrada 2025, disputada no sábado, foi marcada por várias fugas e ataques sucessivos, num ritmo intenso desde cedo. Mas a decisão final ficou guardada para a última volta, quando Magdeleine Vallieres, de 24 anos, surpreendeu ao atacar na Côte de Kimihurura. Nenhuma das rivais conseguiu responder ao seu arranque, e a canadiana entrou sozinha na meta para conquistar o primeiro título mundial de estrada feminino da história do Canadá. https://twitter.com/EF_Oatly/status/1971950943685279932 Atrás dela, Niamh Fisher-Black garantiu a medalha de prata, enquanto Mavi García completou o pódio. Vídeo resumo https://youtu.be/_pcn0d65s78?si=bAwOzqNpjONXd0kD Classificação – Elite Feminina Pos.CiclistaPaísTempo1Magdeleine VallieresCanadá4:34:482Niamh Fisher-BlackNova Zelândia+ 0:233Mavi GarcíaEspanha+ 0:274Elise ChabbeySuíça+ 0:415Riejanne MarkusPaíses Baixos+ 0:576Antonia NiedermaierAlemanha+ 1:177Demi VolleringPaíses Baixos+ 1:348Kimberley Le CourtMaurícia,,9Marlen ReusserSuíça,,10Katarzyna NiewiadomaPolónia,, Elite Masculina – Pogacar à sua maneira e o brilho português de Afonso Eulálio A corrida masculina foi tremenda. Os ataques começaram cedo, e a dureza do Monte Kigali prometia ser o momento-chave. A expectativa confirmou-se: a mais de 100 km da meta, Tadej Pogacar acelerou, levando consigo Juan Ayuso e Isaac Del Toro. O espanhol não resistiu muito tempo, mas o mexicano ainda conseguiu aguentar até aos 66 km. para o fim, momento em que Pogacar partiu em solitário para mais uma vitória à sua maneira, repetindo o que já tinha feito em Zurique no ano anterior. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1972273944221598153 Remco Evenepoel foi quem deu a réplica ao Campeão do Mundo, mas viveu um dia cheio de contrariedades: duas trocas de bicicleta e uma longa perseguição que parecia impossível. Ainda assim, o belga mostrou resiliência, recuperou terreno e assegurou uma medalha de prata. Créditos: Fernando Ferrari O bronze foi para Ben Healy, que conseguiu distanciar Mattias Skjelmose na fase final. Cores nacionais brilharam com Afonso Eulálio Um dos grandes destaques do dia foi português: Afonso Eulálio, aos vinte e três anos de idade e no seu primeiro ano no World Tour, mostrou classe e maturidade ao terminar em 9.º lugar. Uma prova tremenda do jovem luso, que resistiu no grupo dos melhores até muito perto do fim e trás do Ruanda um resultado muito meritório nos Campeonatos do Mundo. Créditos: Fernando Ferrari “Sabia que vinha bem, mas nunca pensei fechar no top 10. Foi um Mundial super duro, mas consegui gerir a corrida. Quando o Pogacar atacou de longe, não fui ao choque nem ao limite, porque sabia que a perseguição seria feita por um grupo maior. Procurei poupar-me e fazer diferenças onde sabia que podia. Conseguir um top 10 num Mundial é muito motivador. Passei o ano a trabalhar para a equipa e, agora, no final da época, alcançar este resultado muito gratificante”, explica Afonso Eulálio. Vídeo resumo https://youtu.be/DTGYOBqSNOs?si=REmhWspWUCWEH5n7 Classificação – Elite Masculina PosCiclistaPaísTempo1Tadej PogacarEslovénia6:21:202Remco EvenepoelBélgica+ 1:283Ben HealyIrlanda+ 2:164Mattias SkjelmoseDinamarca+ 2:535Toms SkujinsLetónia+ 6:416Giulio CicconeItália+ 6:477Isaac Del ToroMéxico,,8Juan AyusoEspanha,,9Afonso EulálioPortugal+ 7:0610Tom PidcockGrã-Bretanha+ 9:05 Créditos da foto de destaque: Tim de Waele/Getty Images ### Peter Sagan: "O mais difícil foi a fama" | Entrevista Topcycling Em plenos Campeonatos do Mundo 2025 e já após assistir ao "Tri" de Remco Evenepoel no contrarrelógio, partilho uma conversa que tive este ano com Peter Sagan, um dos Campeões do Mundo mais emblemáticos da história do ciclismo. Foto: ASO / Bruno Bade Quantos atletas no desporto mundial conseguiram terminar a carreira e manter-se como verdadeiras estrelas mediáticas? Não muitos e no ciclismo ainda menos, mas Peter Sagan conseguiu rentabilizar uma carreira que lhe permite viver do mediatismo que conseguiu pelas suas conquistas desportivas, pela sua forma de estar no pelotão e na vida. Três títulos de Campeão do Mundo, sete camisolas verdes no Tour de France, vitórias em monumentos como o Tour de Flandres ou a Paris-Roubaix, e uma personalidade única tornaram-no num ícone que que vai além do ciclismo. Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Começo assim este artigo para vos colocar em perspectiva o significado e a dimensão que tem o atleta, a figura, o personagem, a imagem e a marca Peter Sagan. Hoje em dia, Sagan é uma espécie de "estrela de cinema" (no bom sentido). Só não está em Hollywood porque não quer, acredito que se quisesse o conseguiria. “Este ano passei três meses num programa de dança na televisão, foi super intenso mas gostei”, contou-me. Créditos: Specialized Peter, terminaste a tua carreira de ciclista profissional, como é a tua vida hoje em dia? O que fazes profissionalmente? "Trabalho com os meus patrocinadores, como a Specialized, a 100%, a Sportful, a Monster, a My Whoosh e também a Pierre Baguette, a minha agenda depende deles, faço muitos eventos, granfondos e apresentações, o que me mantém ocupado e ainda ligado ao ciclismo. Sempre que sou convidado para alguma corrida ou evento especial, estou disponível. O difícil é encontrar o equilíbrio entre todas estas coisas. Este ano foi especial porque estive bastante tempo nesse programa de dança, mas encaro a vida como uma espécie de férias permanentes. Hoje em dia se não tenho de pensar em performance, treinos e corridas, então todos os dias são um bom dia. (risos)." Quando lhe perguntei qual foi a parte mais difícil de lidar durante a carreira, a resposta surpreendeu-me porque pensava que iria referir a dureza dos treinos, a disciplina alimentar, os estágios em altitude, mas não, depois de pensar alguns segundos respondeu: “Para mim o mais difícil foi a fama, acho que é complicado para qualquer pessoa que de repente se torna famosa. Toda a gente quer ser famosa – nas redes sociais, a querer ser influencer – mas depois percebes que pode ser mais uma carga do que uma vantagem. A verdade é que é bem melhor ser rico e não famoso, do que ser famoso e pobre. (risos) Claro que ser famoso também me trouxe vantagens e oportunidades, é algo que me vai acompanhar para sempre, ao longo da minha carreira aprendi a lidar com isso, mas confesso que não foi fácil. Foto: A.S.O./Pauline Ballet Peter Sagan sabe que já viveu o que tinha a viver como profissional, está completamente adaptado à sua vida pós-profissional, trabalha para os seus patrocinadores e fala como mais um membro da empresa (das várias com quem tem contrato). Durante os dias em que tive a oportunidade de partilhar umas voltas de teste da nova Specialized Diverge com ele, falava com a restante equipa da Specialized como mais um da equipa, referindo-se à marca como "nós", "nós estamos bem", quando falava da corrida da Taça do Mundo de XCO que ia acompanhando no telemóvel em algumas pausas. Créditos: Specialized Hitórias de bastidores - Das piores temporadas, à importância do treinador Patxi Vila Peter Sagan foi um dos ciclistas que viveu a transição para aquilo que hoje em dia chamamos de "ciclismo moderno", uma expressão utilizada quando é referida a forma de correr no pelotão, a forma como os treinos são controlados, como a nutrição e abordagem alimentar mudou, como tudo é diferente. O Eslovaco sentiu a transição em que altura da sua carreira? Foi em 2014, 2015, a UCI obrigou as equipas a terem no mínimo três treinadores e aí começou a mudança, disse Sagan. Créditos: Specialized "Antes havia plano de treino mas também treinava pelo que sentia, mas de repente tinha treinadores a dizer "vais ser melhor trepador, mas vais manter a potência no sprint." Apesar de já ser um ciclista vencedor na altura pensei: ok, vamos tentar. Mas não funcionou, 2014 foi a minha pior época.” Em 2015 quando cheguei à Tinkoff a história continuou com o treinador Bobby Julich, que tinha as mesma teorias, mas não estavam a funcionar e as coisas descambaram quando não se quis responsabilizar. “Ao fim de quatro meses na Tinkoff, quando não ganhava, ele disse que eu estava com burn-out, que estava acabado e que nunca mais ia vencer nada. Eu disse-lhe: sabes que mais? Eu sigo o meu caminho, tu segues o teu. Não quero voltar a ver-te na vida.” É raro ouvir um ciclista falar assim, sem filtros, sem ser "politicamente correto", notei que Peter Sagan não necessita ter reservas nesta fase da sua vida e continua a ser diferente, tal como quando era ciclista profissional. "Depois, tudo mudou com Patxi Vila, um treinador mais humano, que tinha sido ciclista e percebia melhor as necessidades de cada atleta. Com ele encontrei o equilíbrio. Voltámos a trabalhar com base no plano mas também no que eu sentia, não como uma máquina, e comecei a ganhar outra vez.” Com base no que me disse, fui pesquisar pelas vitórias das temporadas 2014 e 2015, quando Sagan lutava quanto às regras de treino que lhe queriam impor. Após seguir o caminho que achava o correto para si (ainda em 2015), venceu os três títulos mundiais, entre 2015 e 2017. Por vezes, vemos ciclistas que deixam de ganhar e julgamos que já não têm talento. Mas há muita coisa que não passa na televisão: mudanças de equipa, métodos de treino diferentes, treinadores que não se adaptam ao estilo do atleta, lesões, problemas pessoais, tudo isto tem influência no rendimento de um atleta mas o público em geral não faz ideia de tudo o que se pode passar. UCI e as proibições Peter Sagan ficará na história do ciclismo não só pelas suas vitórias mas também pela habilidade que tinha (e tem) a manobrar a bicicleta. Perguntei-lhe como via as regras da UCI que limitaram posições aerodinâmicas como o "super tuck", ou outras regras limitativas no pelotão profissional. “Eu usei todas essas posições, como profissionais nós temos a noção do que estamos a fazer mas percebo a UCI, as crianças viam-nos no Tour e tentavam imitar. Houve quedas. Eles têm de proteger o futuro e eu percebo isso. É como a Fórmula 1: vês na TV, mas não vais pegar num carro de F1 para andar na estrada. É a diferença entre os profissionais e os que não são profissionais. Nem todas as pessoas têm essa noção.” Mostrou também compreensão na limitação dos guiadores muito estreitos e manetes viradas para dentro: “É perigoso. Não consegues manejar tão bem a bicicleta. Há alguns anos atrás, no BTT também usámos guiadores curtos e hoje em dia chegaram à conclusão de que guiadores largos dão mais controlo. Portanto, eu acho que a UCI está a fazer um bom trabalho ao impor alguns limites neste aspeto. A tecnologia que mais o marcou Quando lhe pedi uma resposta rápida sobre a tecnologia que mais influenciou a sua carreira, Sagan não falou em potenciómetros, rodas aero ou travões de disco: “Houve duas coisas que me marcaram, o medidor de frequência cardíaca ajudou muito a evoluir nos treinos quando era jovem. Depois vieram os medidores de potência, os travões de disco, as bicicletas em carbono, mas sinceramente, o que mais me ajudou foi sempre poder contar com a Specialized, que me ouviu e garantiu andar nas melhores bicicletas possíveis. Isso foi uma grande vantagem durante toda a carreira. A minha conversa "formal" com Peter Sagan demorou vinte minutos, falámos de outras coisas enquanto pedalávamos e o convite para vir a Portugal ficou feito (como podem ver no vídeo do teste à Diverge 4). Créditos: Specialized A sua personalidade extrovertida e simples, sem pensar no que os outros diriam, aliada ao talento e ao carisma, tornaram-no numa das figuras do desporto mais conhecidas do planeta. Peter Sagan teve visão e soube aproveitar isso, sobretudo depois de terminar o ciclismo profissional. Hoje tem umas merecidas "férias permanentes" como o próprio diz, mas na verdade sabemos essas "férias" deram muito trabalho para conseguir. Créditos: ASO/Alex Broadway Obrigado Peter, espero ver-te por Portugal um dia. Vídeo na Eslovénia, testando a Specialized Diverge 4 com Peter Sagan e Daniel Oss https://youtu.be/CXOvKt0pAKE?si=Zss72GRlKeUMkRTu ### Mundial Kigali | Lucas Lopes às portas do top 10 Lucas Lopes foi o melhor português na prova de estrada de sub-23 do Mundial de Kigali, com um tremendo 12º lugar Mundial de Kigali assistiu, esta sexta-feira, à vitória de Lorenzo Finn na prova de estrada de sub-23, numa corrida que reuniu muitos dos nomes que vão marcar os próximos anos do ciclismo mundial. A Seleção portuguesa conseguiu o 12º lugar, com Lucas Lopes. Ler mais | Guia do Mundial | O que esperar de Kigali 2025? Lorenzo Finn | Créditos: Getty Images Lorenzo Finn soma e segue A corrida sub-23 dos campeonatos do mundo de Kigali apresentou um percurso duríssimo aos ciclistas, percorrido em 164,4 km. A corrida foi muito aberta, e a 43 km do fim, restavam apenas 15 ciclistas no pelotão - onde seguia Lucas Lopes - que perseguia um grupo com seis ciclistas, com nomes fortes como o italiano Lorenzo Finn, ou o espanhol Hector Álvarez. A movimentação decisiva chegou a 32 km do fim, quando Finn atacou o grupo da frente. Apenas o suíço Jan Huber conseguiu seguir, e o duo saltou para a frente da corrida. A 6,5 km da meta, Finn voltou a atacar, desta vez para seguir a solo até ao fim, e sagrar-se campeão do mundo de sub-23, com apenas 18 anos. Em 2024, tinha ganho a corrida de estrada de juniores do campeonato do mundo. O italiano, que faz parte dos quadros da Red Bull - BORA - hansgrohe Rookies, onde vai correr em 2026, tinha sido quarto na prova de contrarrelógio, e terminou no mesmo lugar a Volta à França do futuro. Ler mais | Diário de um sub-23 – Lucas Lopes Lorenzo Finn na Volta à Lombardia 2024 (juniores). Créditos: Paolo Radaelli Lucas Lopes no Mundial de Kigali O ciclista da Póvoa do Varzim realizou um tremenda prova sub 23 do Mundial de Kigali. Lucas Lopes aguentou-se no pelotão, grupo muito seletivo onde constavam alguns dos melhores do mundo da categoria. Sobreviveu às várias movimentações na corrida, e na fase final, fez parte do terceiro grupo de perseguição, que seguia na pista do vencedor, Lorenzo Finn. Cruzou a meta no 12º lugar, à frente de alguns dos nomes mais sonantes do escalão, como Maxime Decomble, Jakob Omrzel, Jakob Söderqvist, Matthias Schwarzbacher ou Jarno Widar. Junta este resultado à vitória na Volta a Portugal do futuro, à camisola branca da Volta a Portugal e ao triunfo no contrarrelógio dos campeonatos nacionais. O TopCycling sabe que o ciclista natural de Aguçadoura, Póvoa de Varzim, deve trocar a Rádio Popular-Paredes-Boavista pela Efapel, em 2026. Isto se o resultado no Mundial não atrair interessados de última hora. Na equipa nacional, para além de Lucas Lopes, Daniel Lima terminou na 31ª posição, Gabriel Batista foi 35º e Daniel Moreira não concluiu a prova. Ler mais | Lucas Lopes e o êxito no ciclismo pelo caminho mais longo Foto: FPC Top 10 da corrida Class.CiclistaPaísTempo1Finn LorenzoItália3:57:272Huber JanSuíça+0:313Schrettl MarcoÁustria+1:134Álvarez HéctorEspanha+1:385Gajdulewicz MateuszPolónia+1:426Martí PauEspanha+2:227Loulergue VictorFrança+2:228Donzé RobinSuíça+2:249Pericas AdriàEspanha+2:2410Ramírez MateoEquador+2:24 Créditos da fotografia de destaque: FPC ### Mundial Kigali | Os campeões de contrarrelógio em todas as categorias Conferimos pódios e vencedores dos sete títulos entregues nas provas de contrarrelógio no Mundial de Kigali, no Ruanda. Chegaram ao fim as provas de contrarrelógio no Mundial de Kigali, que não tiveram presença de Portugal em nenhuma das sete corridas disputadas. Além das categorias de elites, que mereceram especial atenção neste artigo, aproveitamos para fazer um resumo dos restantes cinco eventos que atribuíram medalhas durante os primeiros quatro dias do Campeonato do Mundo. Na quarta-feira, a Austrália renovou o título nas estafetas mistas – 41,8 km com desnível positivo acumulado de 740 m – correndo com Michael Matthews, Jay Vine e Luke Plapp a primeira volta e com Brodie Chapman, Amanda Spratt e a sub-23 Felicity Wilson-Haffenden a segunda volta. A Suíça, bicampeã mundial nesta disciplina, ia a caminho do tri até que Marlen Reusser furou, incidente que custou meio minuto às helvéticas. A Austrália defendeu o título fechando em 54:30, enquanto França e Suíça completaram o pódio. Mundial Kigali | Evenepoel dobra Pogacar e faz o tri no contrarrelógio Foto: Getty Sport Primeiro sueco campeão mundial de contrarrelógio Os sub-23 masculinos competiram no mesmo percurso das elites femininas, cujo título foi ganho por Marlen Reusser logo no primeiro dia. Ganhou o favorito à partida, Jakob Soderqvist, talento promissor da Lidl-Trek que tinha sido 2º em Zurique. O jovem de 22 anos é o primeiro sueco campeão mundial de contrarrelógio em qualquer categoria masculina. Soderqvist superou por mais de 1:00 o neozelandês Nate Pringle (Red Bull Rookies) e o francês Maxime Decomble (Groupama-FDJ), que vinha de brilhar no recente Tour de l’Avenir. Backstedt em ação.Foto: Arne Mill Favorita Zoe Backstedt impôs-se com facilidade No caso das mulheres a prova foi histórica, já que pela primeira vez as sub-23 competiram em eventos separados das elites, apesar de se terem atribuído títulos desde o Mundial de 2022. A favorita Zoe Backstedt impôs-se com facilidade. A colega de Maria Martins na Canyon e líder da seleção britânica, pela qual já tinha ganho o título mundial de contrarrelógio em juniores. Backstedt despachou a eslovaca Viktoria Chladonova e a italiana Federica Venturelli por enorme margem (1:50 e 2:11). Chladonova, que já corre pela Visma, é sub-23 de primeiro ano e em 2024 também foi vice-campeã mundial em juniores. Venturelli, que já corre pela UAE, está no segundo ano na categoria e em 2023 foi 3ª no contrarrelógio júnior. Guia do Mundial | O que esperar de Kigali 2025? O pódio das sub-23 em Kigali.Foto: Getty Sport Domínio dos Países Baixos Nas categorias de base houve domínio dos Países Baixos. Michiel Mouris percorreu os 22,6km do percurso em 29:07 e bateu o estadunidense Ashlin Barry (+ 6.84) e o belga Seff van Kerckhove (+ 8:58). O caso do belga é curioso porque se dá um ano após o irmão Matisse van Kerckhove também ter sido medalha de bronze em Zurique. Se Mouris é primo do antigo profissional Jens Mouris (ex-Vacansoleil e ), também Barry vem de família de ciclistas: o pai, Michael Barry, correu na US Postal, Telekom e Sky, e a mãe, Dede Barry, foi vice-campeã olímpica de contrarrelógio em Atenas 2004. O filho Ashlin vai estar na Visma de desenvolvimento em 2026. Na prova feminina, que teve 18,3 km, dominou Megan Arens, campeã mundial em 25:47 e futura corredora da Pic Nic. No pódio ficaram a espanhola da Movistar, Paula Ostiz, que terminou a 0:35 segundos da neerlandesa, e ainda a norueguesa Oda Aune Gissinger, que chegou a 0:37. O pódio das juniores em Kigali.Foto: Sprint Cycling ### Mundial Kigali | Evenepoel dobra Pogacar e faz o tri no contrarrelógio Surpresa em Kigali, no Ruanda, com Evenepoel a vaporizar Pogacar num contrarrelógio dominado pela Bélgica no primeiro dia do Mundial. Reusser venceu a prova feminina. O duelo Remco Evenepoel vs. Tadej Pogacar era o mais aguardado na abertura do Mundial de Kigali, no Ruanda, e confirmou as expetativas com o belga a dobrar o esloveno na subida de Kimihurura, o último obstáculo do percurso. A dobragem ficará na história de um evento já de si único, dado que é a primeira vez que África organiza o Mundial de estrada em 104 anos de existência dos campeonatos. Evenepoel conquistou o terceiro título mundial consecutivo e entrou no clube dos tricampeões, juntando-se ao australiano Michael Rogers e ao alemão Tony Martin, o último a vencer três vezes seguidas. Guia do Mundial | O que esperar de Kigali 2025? Foto: Dario Belingheri/Getty Images Evenepoel foi supersónico Elites masculinos e femininas competiram em percursos idênticos, com partida da BK Arena e chegada ao centro de convenções de Kigali. Primeira parte sinuosa até à subida de Nyanza 2,5 km a 5,8 %, depois, inversão de sentido para irem à vertente mais longa de Nyanza 6,6 km a 3,5 %. Daí os corredores dirigiram-se ao centro de Kigali antes da separação dos percursos. Enquanto as mulheres foram diretas à meta, via subida em pavê de Kimihurura (1,3 km a 6,3 %), os homens ainda fizeram um desvio para subirem Peage (2 km a 6 %). Evenepoel foi supersónico e cavou o fosso progressivamente: 0:44, 1:17 e 1:24 nos pontos intermédios. Foi após o terceiro que apanhou Pogacar e para não ir ao vermelho na subida final entrou em modo gestão entrando na meta com 1:14 sobe Jay Vine. Foto: David Ramos/Getty Images) O australiano agarrou a prata no segundo ponto de cronometragem e não mais a largou, melhorando face ao 5º posto do ano passado, em Zurique. Parecia que Pogacar ia ficar com o bronze, mas não apertou o que devia na subida empedrada, deixando escapar a medalha para Ilan Van Wilder. Dois belgas no pódio, dois corredores da Soudal-Quick Step e dois colegas de seleção desde juniores; foi o dia perfeito de Evenepoel e Van Wilder. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=3gTwiZVKJlQ Top 10 da corrida ClassificaçãoAtletaPaísTempoMédia (km/h)1Evenepoel RemcoBélgica49:46,0348,9482Vine JayAustrália+1:14,847,7523Van Wilder IlanBélgica+2:36,0746,5174Pogačar TadejEslovénia+2:37,7346,4925del Toro IsaacMéxico+2:40,8646,4466Leknessund AndreasNoruega+2:57,2746,2057Plapp LukeAustrália+3:03,3446,1168Armirail BrunoFrança+3:06,0746,0779Arensman ThymenPaíses Baixos+3:39,6845,59410Küng StefanSuíça+3:48,9245,463 Foto: Sprint Cycling Marlen Reusser confirma o grande momento A prova feminina assistiu à confirmação da grande época que Marlen Reusser realizou em 2025. A suíça, que não participou no Mundial em 2024, sagrou-se campeã do mundo, ao percorrer os 31,8 km do percurso em 43:09, com uma média de 43.378 km/h. Reusser confirmou o favoritismo, terminando à frente de Anna Van der Breggen (+0:53) e Demi Vollering (+1:04). A vice-campeã do Giro D'Italia conquistou todos os quarto contrarrelógios individuais que disputou em 2025. Marlen Reusser vence, assim, a sua primeira camisola arco-íris, numa prova onde a sua superioridade não foi posta em causa. No primeiro ponto intermédio Demi Vollering conseguiu um tempo semelhante, mas na segundo contagem, a diferença disparou para os 0:28. Foto: Sprint Cycling A partir daí, a medalha de ouro pareceu entregue, com as neerlandeses a discutirem entre si os restantes lugares do pódio. A 0:16 das medalhas ficou a australiana Brodie Chapman. Depois de ter sido segunda no contrarrelógio dos campeonatos do mundo em 2020 e 2021, Marlen Reusser consegue, finalmente, uma vitória (10ª do ano) que confirma a melhor época da carreira, até ao momento, para a ciclista da Movistar. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=fNWlo49hOug Top 10 da corrida ClassificaçãoAtletaPaísTempoMédia (km/h)1Reusser MarlenSuíça43:09,3443,3782van der Breggen AnnaPaíses Baixos+0:51,8942,5263Vollering DemiPaíses Baixos+1:04,7342,3204Chapman BrodieAustrália+1:20,8742,0645Aalerud KatrineNoruega+1:24,3442,0106Niedermaier AntoniaAlemanha+1:29,0741,9357Labous JulietteFrança+1:32,9941,8748Henderson AnnaGrã-Bretanha+1:37,7241,8009Dygert ChloéEstados Unidos+2:25,4341,07110Benito MireiaEspanha+2:32,0540,972 Créditos da fotografia de destaque: Dario Belingheri/Getty Images ### Taça do Mundo XCO | Bike Kingdom – Lenzerheide: O adeus a Nino Schurter Alan Hatherly e Alessandra Keller saíram vencedores da oitava etapa da Taça do Mundo XCO. O destaque do fim-de-semana foi a despedida, em casa, de Nino Schurter A antepenúltima ronda da Taça do Mundo XCO correu-se na Suíça, em Bike Kingdom – Lenzerheide. Hatherly (Giant Factory Off-Road Team – XC) continua a ganhar, depois de se sagrar campeão do mundo, e Keller (Thömus Maxon) assegurou a segunda vitória da carreira na competição. Ler mais | Taça do Mundo XCO | Les Gets: Rissveds faz dobradinha e Luca Martin vence em casa Créditos: UCI Mountain Bike World Series Corrida masculina A fase inicial da oitava ronda da Taça do Mundo XCO começou com muitos ciclistas na frente, e com problemas mecânicos para alguns nomes grandes, como os de Christopher Blevins (Specialized Factory Racing) e Victor Koretzky (Specialized Factory Racing). Um grupo de nove destacou-se na frente da corrida e, a meio da prova, um ataque de Hatherly deixou todos os rivais para trás. O sul-africano construiu uma liderança confortável, e entrou na última volta com 1:00 de vantagem sobre Charlie Aldridge (Cannondale Factory Racing). Créditos: UCI Mountain Bike World Series A maior ameaça à vitória de Haterly foi um problema mecânico durante a última volta. Mesmo assim, o campeão do mundo triunfou a 0:32 do segundo lugar, Charlie Aldridge. Adrien Boichis (Specialized Factory Racing) fechou o pódio, a 0:39. Nino Schurter terminou no 24º lugar, na sua despedida ao desporto. O suíço diz o adeus depois de 10 campeonatos do mundo, nove Taças do Mundo e 36 vitórias em etapas da Taça do Mundo. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Ler mais | Nino Schurter põe ponto final numa carreira brilhante Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=KRf7VLCmdF8 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Alan HATHERLYGIANT FACTORY OFF-ROAD TEAM - XC01:20:232Charlie ALDRIDGECANNONDALE FACTORY RACING+00:00:323Adrien BOICHISSPECIALIZED FACTORY RACING+00:00:394Simone AVONDETTOWILIER-VITTORIA FACTORY TEAM+00:00:475Martin VIDAURRE KOSSMANNSPECIALIZED FACTORY RACING+00:00:526Cole PUNCHARDCANNONDALE FACTORY RACING+00:00:537Simon ANDREASSENORBEA FOX FACTORY TEAM+00:01:128Vital ALBINTHÖMUS MAXON+00:01:229Fabio PÜNTENERBIKE TEAM SOLOTHURN+00:01:2410Luca SCHÄTTIBIXS PERFORMANCE RACE TEAM+00:01:38 Corrida feminina A prova feminina também começou com problemas para uma favorita – Puck Pieterse (Alpecin-Deceuninck) caiu e iria, eventualmente, abandonar a corrida. Um grupo de cinco destacou-se na frente, composto por Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV XCO), Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team), Savilia Blunk (Decathlon Ford Racing Team), Evie Richards (Trek Factory Racing – Pirelli) e Alessandra Keller. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Maxwell e Richard foram distanciadas e Blunk caiu, o que deixou Rissveds e Keller isoladas na frente da corrida. As duas seguiram juntas até ao ataque de Keller deixar a rival em dificuldades. Alessandra Keller entrou na última volta com 0:14 de vantagem de Richards e Rissveds, a dupla que perseguia a líder. Aguentou e alcançou a segunda vitória da carreira em etapas da Taça do Mundo XCO – a última tinha sido em 2022. Rissveds terminou em segundo, a 0:16 da vencedora. Richards teve um problema mecânico na última volta e perdeu o pódio para Blunk. A portuguesa Ana Santos terminou a prova na 48ª posição. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=ZHYp3WGsON4 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Alessandra KELLERTHÖMUS MAXON01:24:102Jenny RISSVEDSCANYON CLLCTV XCO+00:00:163Savilia BLUNKDECATHLON FORD RACING TEAM+00:00:254Evie RICHARDSTREK FACTORY RACING - PIRELLI+00:00:445Laura STIGGERSPECIALIZED FACTORY RACING+00:00:506Samara MAXWELLDECATHLON FORD RACING TEAM+00:01:327Candice LILL— (sem equipa indicada)+00:01:378Jennifer JACKSONORBEA FOX FACTORY TEAM+00:01:539Martina BERTAORIGINE RACING DIVISION+00:02:5810Jolanda NEFFCANNONDALE FACTORY RACING+00:03:24 Créditos da fotografia de destaque: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 ### Guia do Mundial | O que esperar de Kigali 2025? Chegou o Guia do Mundial Kigali 2025. Quem vai representar Portugal? Onde posso ver as provas? Como são os percursos? O continente africano recebe, a partir de domingo, dia 21, o Mundial de ciclismo de estrada em Kigali( Ruanda); em 2026 serão os Jogos Olímpicos da Juventude (Dakar, Senegal) e em 2030 o Mundial de futebol (organizado a meias entre Marrocos, Portugal e Espanha). África vive um momento desportivo sem paralelo. No ciclismo é a primeira vez em mais de 100 anos que o Mundial visita o continente; fá-lo num país que em 1994 viveu 100 dias infernais, que resultaram em 800 mil mortos, saldo trágico do conflito entre extremistas do grupo étnico hutu e a minoria tutsi, que quase foi exterminada. O genocídio do Ruanda é uma verdade inconveniente, daquelas que a Humanidade varreu para debaixo do tapete e que surge na agenda dias após o final de uma Vuelta a Espanha marcada por protestos contra o genocídio que se está a perpretar em Gaza. Há críticos deste Mundial e do facto de a UCI ter aceite como parceiro um país que tem um conflito ativo com a vizinha República Democrática do Congo, a menos de 250 km de Kigali. A prova será transmitida em 124 países para uma audiência global estimada de 330 milhões de espetadores. Em Portugal, o Eurosport garante a cobertura do evento em direto, exceção feita a duas corridas femininas que dão na plataforma de streaming HBO Max. Contrarrelógio de elites femininas (dia 21, às 9:00, em direto, no HBO Max) Contrarrelógio de elites masculinos (dia 21, às 13:30, em direto, no Eurosport 1) Contrarrelógio de sub-23 femininas (dia 22, às 9:25 em direto, no Eurosport 1) Contrarrelógio de sub-23 masculinos (dia 22, às 12:25 em direto, no Eurosport 1) Contrarrelógio de juniores femininas (dia 23, às 9:35 em direto, no Eurosport 1) Contrarrelógio de juniores masculinos (dia 23, às 12:50 em direto, no Eurosport 1) Contrarrelógio estafeta mista (dia 24, às 11:20 em direto, no Eurosport 1) Prova em linha de sub-23 femininas (dia 25, às 11:55 em direto, no Eurosport 1) Prova em linha de juniores masculinos (dia 26, às 6:50 em direto, no Eurosport 1) Prova em linha de sub-23 masculinos (dia 26, às 10:50 em direto, no Eurosport 1) Prova em linha de juniores femininas (dia 27, às 7:10 em direto, no Eurosport 1) Prova em linha de elites femininas (dia 27, às 10:45 em direto, HBO Max) Prova em linha de elites masculinos (dia 28, às 8:30 em direto, no Eurosport 1) https://twitter.com/kigali2025/status/1962593360553906221?s=46 Mundial mais duro da história O que esperar do Mundial Kigali 2025 em termos de percursos? Dureza, altitude e certa dose de imprevisibilidade pela pouca adaptação dos atletas às estradas do Ruanda. Nas provas em linha o desnível positivo acumulado é de 5475 m para os elites masculinos, o que torna Kigali 2025 o Mundial mais duro da história, superando Innsbruck 2018 e Duitama 1996, que nos últimos 30 anos também ultrapassaram a barreira dos 5000 m. O mapa abaixo é ideal para se entender como o título masculino se vai decidir na volta curta no centro da capital do Ruanda, embora a extensão a Oeste de Kigali, na qual fazem apenas uma volta, até seja mais dura. Volta pequena: 15 passagens nas subidas Kigali Golf (800 m a 8,1 %) e Kimihurura (1,3 km a 6,3 %, pavê) Volta grande: após nove voltas pequenas desviam-se para uma volta grande que inclui as subidas Péage (1,8 km a 5,9 %), Monte Kigali (5,9 km a 6,9 %) e Muro de Kigali (400 m a 11%, pavê); regressam ao circuito local para mais seis voltas. Tadej Pogacar está presente para tentar defender o maillot do arco-íris e sabe que nem Jonas Vingegaard nem João Almeida correm; ou as seleções rivais armadilham a corrida ou a Eslovénia carimba mais um título. Em 267,5 km muito pode acontecer; a França leva o teenager Paul Seixas, a Bélgica confia em Remco Evenepoel, a Austrália tem Jay Vine em forma e da Itália podemos sempre esperar luta. Foto: UCI Um mini Tour de France As mulheres têm a lamentar a ausência da bicampeã de 2023 e 2024, Lotte Kopecky. Quem lhe suceder terá que dominar uma prova inteiramente disputada em circuito: 11 voltas de 14,9 km, isto é, um total de 164,6 km e 3350 m de acumulado. Dentro da volta só passam as subidas do circuito pequeno, Kigali Golf e Kimihurura. Acrescente-se o fator altitude, já que as provas decorrem a 1500 m acima do nível do mar, numa cidade cuja humidade em setembro ronda os 75 % de média. A francesa Pauline Ferrand-Prevot é a óbvia favorita e o Mundial será um mini Tour de France: a neerlandesa Demi Vollering, a polaca Kasia Niewiadoma, a italiana Elisa Longo Borghini e a suíça Marlen Reusser. Até pode haver título africano, neste caso para o arquipélago das Maurícias, por Kim Le Court. As demais provas variam em distância e acumulado, mas mantêm a essência da prova feminina, sendo todas dentro do circuito. Os sub-23 masculinos fazem exatamente o mesmo que as elites, enquanto sub-23 femininas e juniores masculinos ficam pelas oito voltas (119,3 km); as juniores femininas fazem cinco voltas (74 km). Vollering, Ferrand-Prevot e Niewiadoma no pódio do Tour.A.S.O./Pauline Ballet Parecido com Kigali só Bergen A ação arranca no dia 21 com o contrarrelógio de elites. Primeiro alinham as mulheres e depois os homens. Os percursos são idênticos: partem da BK Arena e apanham uma primeira parte sinuosa até à subida de Nyanza 2,5 km a 5,8 %, que descem até inverterem o sentido para irem à vertente mais longa de Nyanza 6,6 km a 3,5 %; dirigem-se ao centro em terreno de recuperação e aqui separam-se os percursos, com as mulheres a irem diretas à meta via subida em pavê de Kimihurura (1,3 km a 6,3 %) e os homens a desviarem-se para a subida de Peage (2 km a 6 %); só depois passam em Kimihurura que os leva à meta no centro de convenções. São 31,2 km com 460 m de acumulado para as mulheres e 40,6 km com 680 m de acumulado para os homens. Parecido com Kigali só Bergen 2017, que mesmo assim perde em acumulado e em extensão. Há novidades importantes para poder seguir a festa do ciclismo. Cada corredor levará um sistema de GPS instalado debaixo do selim, medida de segurança que surge após o falecimento de Muriel Furrer, que caiu em Zurique na prova de juniores, bateu com a cabeça e esteve uma hora à chuva sem ser resgatada. Nas categorias de sub-23 pela primeira vez as mulheres têm evento individual, embora desde 2022 tenham sido medalhadas correndo com as elites. No pelotão masculino não podem alinhar corredores do WorldTour nem de ProTeams. Evenepoel venceu os dois últimos Mundiais de contrarrelógio.Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Em Kigali só correm oito portugueses Tal como a maioria das seleções, Portugal chega ao Ruanda com ausências de peso e com representação apenas em elites e sub-23 masculinos. João Almeida, por exemplo, só faz o Campeonato da Europa – a realizar na região francesa Drôme-Ardèche de 1 a 5 de outubro. A seleção nacional levará ao Europeu 21 atletas, em todas as categorias, enquanto no Mundial de Kigali só correm oito portugueses. Ao serviço do selecionador José Poeira vão estar os seguintes elites: Afonso Eulálio (Bahrain-Victorious) | 2ª presença (DNF em Zurique) António Morgado (UAE Emirates) | Estreia em elites Ivo Oliveira (UAE Emirates) | 4ª presença (melhor resultado 83º em Wollongong) Tiago Antunes (Efapel) | Estreia em elites A prova dos elites fecha o Mundial, no domingo, 28 de setembro, a partir das 8:45. Já os sub-23 correm na sexta-feira, 26 de setembro, a partir das 11:00. Nenhum dos atletas participa nas provas de contrarrelógio. Eis os quatro sub-23 convocados: Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy) | 3ª presença (22º em Zurique) Daniel Moreira (Hagens Berman Jayco) | Estreia Gabriel Baptista (Technosylva Maglia Bembibre) | Estreia Lucas Lopes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) | 2ª presença (63º em Zurique) ### Nova Trek Checkpoint+ SL A Trek apresentou a sua primeira bicicleta elétrica dedicada ao gravel, a Checkpoint+ SL. A nova Checkpoint+ SL combina tudo o que os ciclistas apreciam na Checkpoint original com um motor TQ HPR60 silencioso, leve e que oferece uma sensação natural, proporcionando o impulso necessário para explorar ainda mais. Motor TQ HRP60 e bateria de 360 Wh O novo motor TQ HPR60 é ainda mais leve e silencioso do que o modelo anterior, com uma assistência natural até aos 25 km/h que proporciona o impulso para superar subidas e ventos contrários. Com uma bateria de 360 Wh, que oferece autonomia até 80 km*, e com a opção de colocar um Range Extender que permite fazer ainda mais quilómetros, os ciclistas vão poder optar sempre pelo caminho mais longo. *Em modo eco. A autonomia real varia de acordo com o ciclista, o percurso e o terreno. Ler mais | A Trek lançou os novos selins Aeolus, com tecnologia AirLoom Máxima capacidade para gravel  A Checkpoint+ SL foi concebida para explorar caminhos acidentados, com espaço para pneus até 50 mm, e com compatibilidade com suspensão dianteira (exceto no tamanho XS) e espigão de selim telescópico. A tecnologia IsoSpeed suaviza os caminhos de gravel irregulares e o quadro em carbono Carbono OCLV 500 Series oferece a leveza e a geometria Gravel Endurance, que permite aos ciclistas ter uma posição de pedalar mais confortável durante todo o dia. Os ciclistas podem facilmente colocar uma bolsa triangular Adventure, uma bolsa de quadro Adventure e um porta-bagagens tanto para as aventuras de bikepacking ou para a sua mobilidade diária. Ler mais | Trek apresenta as novas luzes Ion 100 R e Flare R City  Extra suave ou totalmente rígida  Os ciclistas que procuram percorrer caminhos mais técnicos ou pedalar maior conforto podem optar pela Checkpoint+ SL 7 AXS, que está disponível de série com uma suspensão dianteira RockShox Rudy de 40 mm. Para os ciclistas que preferem a eficiência e leveza da versão rígida, podem optar pela Checkpoint+ SL 5 ou 6 AXS com forqueta rígida. A Checkpoint+ SL está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Experimenta a Specialized Levo 4 A Specialized Levo 4, eleita E-MTB do Ano, é a protagonista dos Levo Experience Days 2025. Esta é a oportunidade perfeita para qualquer um testar a fundo a E-MTB mais completa do mercado, segundo a marca. 27 e 28 de setembro, no Centro Desportivo do Jamor Esta experiência consiste numa volta guiada em grupos reduzidos, num percurso desenhado para explorar ao máximo todas as capacidades da nova Turbo Levo 4. O evento terá lugar nos dias 27 e 28 de setembro, no Centro Desportivo do Jamor, junto ao centro de canoagem e ao recinto de Hóquei em Campo. Ler mais | Specialized apresenta a nova S-Works Levo 4 LTD Uma experiência personalizada Cada sessão contará com um máximo de 12 bicicletas disponíveis, ajustadas individualmente às preferências e necessidades de cada participante. Os grupos serão acompanhados por guias da Specialized, garantindo uma experiência segura, divertida e adaptada a todos os níveis. Durante o percurso, vais poder sentir: A potência do motor nas subidas mais exigentes; A estabilidade e controlo da geometria mais equilibrada do segmento; A fluidez da assistência elétrica em trilhos técnicos. O que deves trazer: Capacete; Roupa adequada à prática de ciclismo/BTT; Pedais e sapatos BTT (Recomendado); As inscrições podem ser feitas através do formulário disponível aqui: Ler mais | Teste TopCycling | Specialized Diverge 4 com Peter Sagan na Eslovénia Horários dos Testes Dia 27 de setembro (Sábado): SLOT 1 | 09h00-10h30  SLOT 2 | 10h30-12h00 SLOT 3 | 12h00-13h30 SLOT 4 | 14h30-16h00 SLOT 5 | 16h00-17h30 Dia 28 de setembro (Domingo): SLOT 6 | 09h00-10h30 SLOT 7 | 10h30-12h00 ### Campanha Specialized Gravel Para celebrar o lançamento da nova Specialized Diverge 4, uma bicicleta que redefine os limites entre competição e aventura, a Specialized deu início à campanha "O Teu Bilhete Para o UCI Gravel Alentejo". Válida de 15 de setembro a 15 de outubro de 2025, esta campanha oferece a oportunidade de participar na prestigiada prova UCI Alentejo Gravel 2025, que se realiza a 9 de novembro em Ourique. Ler mais | Specialized Diverge 4 com Peter Sagan na Eslovénia | Teste TopCycling Como participar? Na compra de uma bicicleta Gravel Specialized (Diverge ou Crux) em lojas oficiais Specialized (em Portugal e Espanha) o cliente recebe duas inscrições gratuitas para o evento que integra a UCI Gravel World Series e marca o início do apuramento para o Campeonato Mundial de Gravel 2026. Mais informações sobre o evento disponíveis em:  ucigravelworldseries.com/en/ourique Encontra aqui a loja mais perto de ti: Specialized.com ### Vuelta a Espanha | Etapa 21 | Protestos estragam a festa do ciclismo A etapa 21 da Vuelta a Espanha 2025, prevista para terminar em Madrid, ficou novamente marcada pelos protestos que tomaram conta das ruas da capital espanhola. Pouco antes dos ciclistas entrarem no circuito final os manifestantes bloquearam algumas ruas cruciais para o final da corrida, obrigando a Unipublic (empresa organizadora da Vuelta), a cancelar por completo a etapa final e também a cerimónia de pódio. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1967266594414817565 Apesar do cancelamento da prova, os resultados geral permaneceram como estavam, não havendo no entanto, vencedor da etapa 21 da Vuelta. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Jonas Vingegaard é o vencedor da Vuelta, somando assim a terceira grande volta ao seu palmarés. Mads Pedersen venceu a classificação dos pontos, Jay Vine a classificação da montanha e Matthew Riccitello a classificação da juventude. João Almeida: uma Vuelta histórica Ao longo da Vuelta a Espanha 2025, João Almeida fez sonhar os portugueses, embora tivesse uma tarefa difícil pela frente (teria que bater Jonas Vingegaard, um dos melhores voltistas do mundo) mostrou consistência e capacidade de luta, tendo sido um dos protagonistas da corrida. Foto: Unipublic/Naike Ereñozaga Depois de um arranque sólido nas primeiras etapas e de beneficiar com a vitória da UAE no contrarrelógio coletivo, o português esteve sempre entre os favoritos nas etapas de montanha, respondendo a ataques e mostrando regularidade mesmo quando a equipa não lhe deu o apoio necessário. O ponto alto foi a vitória histórica no mítico Angliru, onde bateu Vingegaard num dos palcos mais duros do ciclismo mundial, reforçando o seu estatuto de candidato no panorama do ciclismo mundial. Também brilhou no contrarrelógio individual, onde limitou perdas e manteve a luta pela vitória. Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency Apesar de alguns dias complicados, manteve-se até à derradeira etapa 20, com final na "bola del mundo", a qual seria a ultima oportunidade para lutar pela vitória. Nessa etapa voltou a estar entre os melhores mas não teve a capacidade pata evitar que Jonas Vingegaard sentenciasse a classificação geral, com uma vitória de classe. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli O segundo lugar na geral final da Vuelta 2025 é, sem dúvida, um marco histórico para João Almeida e para o ciclismo português, talvez não seja o resultado que todos desejávamos, como sucedeu no Giro em 2020 (quando liderou grande parte da prova e nos fez sonhar), ou em 2023 quando faz o seu primeiro pódio numa grande volta ao finalizar terceiro no Giro de Itália, mas é o seu melhor resultado numa grande, frente a um dos melhores ciclistas do mundo como Jonas Vingegaard, é um resultado que lhe dá confiança e estatuto para o futuro. João Almeida correu "em casa" Durante toda a Vuelta, o apoio aos ciclistas portugueses, e particularmente a Almeida, foi abundante. Fãs apareceram em massa nas estradas de montanha espanholas, tanto nas redes sociais como nas transmissões televisivas viram-se bandeiras lusas ao vento apoiando João Almeida em todos os monentos fulcrais, como se estivesse a correr em Portugal. Foto: Unipublic Cxcling Antonio Baixauli Com excepção dos ciclistas espanhóis (esses sim correram no seu país), mais nenhum ciclista teve o apoio que teve João Almeida. Bravo para os adeptos portugueses. Foto:Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli TOP 10 final da Vuelta a Espanha 2025 Pos.CiclistaEquipaTempo1Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike72:53:572João AlmeidaUAE Emirates XRG+ 1:163Tom PidcockQ36.5 Pro Cycling Team+ 3:114Jai HindleyRed Bull - BORA - hansgrohe+ 3:415Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+ 5:556Giulio PellizzariRed Bull - BORA - hansgrohe+ 7:237Sepp KussTeam Visma Lease a Bike+ 7:458Felix GallDecathlon - AG2R La Mondiale+ 7:509Torstein TraeenBahrain Victorious+ 9:4810Matteo JorgensonTeam Visma Lease a Bike+ 12:16 Créditos da foto de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Campeonato do Mundo de XCO 2025 - Crans-Montana O Campeonato do Mundo de XCO 2025, disputado em Crans-Montana (Suíça), reuniu a elite do BTT mundial para a luta pelo cobiçado jersey do arco-íris. O cenário alpino de grande beleza contrastou com a dureza do circuito, exigente fisicamente. Numa fase onde "se procuram novos patrões no XCO", com o final de carreira profissional de Nino Schurter e a não regularidade de nomes como Tom Pidcock ou Mathieu Van der Poel, surgiu Alan Hatherly a revalidar o título e uma consistente Jenny Rissveds. Jenny Rissveds é a nova rainha do XCO A prova de elite feminina em Crans-Montana coroou Jenny Rissveds campeã do mundo de XCO, num circuito menos técnico do que aquele da Taça do Mundo de 2024, mas igualmente exigente fisicamente. Créditos: UCI Mountain Bike World Series A sueca esteve sempre entre as mais fortes, juntamente com Alessandra Keller e Samara Maxwell, trio que já tinha brilhado no Mundial de Short Track. A grande ausente da luta pelas medalhas foi a neerlandesa Puck Pieterse, que após um furo acabou fora da disputa. O momento decisivo surgiu na antepenúltima volta, quando Rissveds atacou com autoridade, abrindo uma vantagem que nem Keller nem Maxwell conseguiram anular. A sueca confirmou assim uma temporada de sonho, onde já somava títulos europeus e vitórias marcantes em provas da Taça do Mundo. Samara Maxwell garantiu a prata e Alessandra Keller fechou o pódio com o bronze. Entre as portuguesas, Raquel Queirós foi 30.ª classificada, enquanto Ana Santos não terminou a prova. Vídeo resumo https://youtu.be/CrqJBJ_Po_s?si=Ns9roeGoc7D4k-zW Top 10 – Campeonato do Mundo XCO Feminino 2025 Pos.NomePaísTempo1Jenny RissvedsSWE1:21:352Samara MaxwellNZL+0:183Alessandra KellerSUI+0:564Evie RichardsGBR+1:085Savilia BlunkUSA+1:466Puck PieterseNED+2:017Martina BertaITA+2:218Ramona ForchiniSUI+2:339Nina GrafGER+2:4410Nicole KollerSUI+2:58 Intocável, Alan Hatherly conquista o bicampeonato Na prova masculina, o grande destaque foi a exibição imperial de Alan Hatherly. O sul-africano não só defendeu o título mundial, como o fez de forma categórica, com um ataque imponente ao qual ninguém conseguiu responder. Créditos: Paris 2024 Olympic Games - Luca Bettini/SprintCyclingAgency Apesar das atenções estarem viradas para Mathieu van der Poel, que sonhava completar o palmarés com o título mundial de XCO, o neerlandês não teve pernas para acompanhar os favoritos. Ainda rodou nos lugares da frente, mas acabou por cair fora do top 10 antes do meio da corrida, adiando mais uma vez o arco-íris no BTT. Por sua vez, Alan Hatherly atacou com mais de meia corrida por disputar e nunca mais olhou para trás. No grupo perseguidor, a marcação entre os outros permitiu que o sul-africano construísse uma vantagem confortável até cortar a meta isolado. Na luta pelas restantes medalhas, o italiano Simone Avondetto foi segundo após ataque final na descida, enquanto Victor Koretzky conquistou o bronze. O melhor português em prova foi Roberto Ferreira, que terminou em 54.º lugar. Top 10 – Campeonato do Mundo XCO Masculino 2025 Pos.NomePaísTempo1Alan HatherlyRSA1:30:302Simone AvondettoITA+0:483Victor KoretzkyFRA+0:514Luca SchattiSUI+0:535Mathias FlückigerSUI+0:576Simon AndreassenDEN+1:067Luca BraidotITA+1:318Filippo FontanaITA+2:169Filippo ColomboSUI+2:3810Fabio PuntenerSUI+2:48 ### Vuelta a Espanha | Etapa 20 | Vingegaard bate Almeida à campeão Domingo é dia de consagração para Jonas Vingegaard, mas no pódio da Vuelta estará um João Almeida que sai de Espanha numa dimensão superior. Domingo, em Madrid, capital de Espanha, quase 2000 polícias estarão nas ruas para garantir que a 80ª edição da Vuelta pode consagrar Jonas Vingegaard, João Almeida e Tom Pidcock como os três corredores mais fortes da corrida. Será o 41º dia em o dinamarquês lidera uma grande Volta (27 no Tour de France e 14 na Vuelta), ele que nas últimas sete participações em provas de três semanas ganhou em três ocasiões e nas restantes quatro foi 2º classificado. Vingegaard é uma máquina, ocasionalmente travada pelo maior ciclista desta geração: Tadej Pogacar. Foi contra este nível de corredor que se bateu João Almeida. Navacerrada foi por um dia a montanha dos portugueses.Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli O ciclismo não é preto e branco Foi uma batalha na qual não houve um claro vencedor até 1,3 km do topo da Bola del Mundo, aos 2262 m de altitude. Com Madrid no horizonte, Vingegaard acelerou nas rampas com 20 % de inclinação da estrada de cimento que leva aos emissores da Radiotelevisión Española. Junto às antenas instaladas em 1959, três anos após o sinal de televisão ser uma realidade em Espanha, o dinamarquês mostrou que o ciclismo moderno não é preto e branco. O líder da Visma foi derrotado no Angliru, no contrarrelógio de Valladolid e parecia estar a pagar a fatura do cansaço acumulado durante o Tour. Quando se esperava o apagão, fez-se luz e Vingegaard ganhou à campeão na Serra de Guadarrama. João Almeida esteve perto de se tornar o primeiro português a ganhar uma grande Volta, mas faltou-lhe uma equipa que acreditasse na aventura desde o primeiro dia. Ivo Oliveira esteve sólido no apoio a João Almeida nas primeiras montanhas.Foto: Unipublic/Naike Ereñozaga Equipa não fez da classificação geral a máxima prioridade Talvez tenham sido os dias de paragem após a fratura das costelas, os três abandonos em nove participações em provas de três semanas, o facto de apenas ter feito pódio no Giro de 2023 ou ter como colega um super Pogacar que faz da vitória uma rotina. Talvez tenha sido tudo isto em conjunto; o certo é que a equipa não fez da classificação geral a máxima prioridade. A UAE Emirates é um rolo compressor quando se trata de procurar vitórias parciais, mas sairá de 2025 derrotada pela Visma no Giro de Itália e na Vuelta a Espanha, duas provas na qual não foi liderada pelo “Canibal” esloveno. João Almeida não tem o espírito matador de Pogacar, mas provou ser uma versão mais sólida e madura de si mesmo. Construiu uma época espetacular, vencendo as Voltas ao País Basco, à Romandia e à Suíça. Só a queda lhe tirou a possibilidade de subir ao pódio no Tour de France, por isso era importante provar na Vuelta que também pode ganhar em três semanas. Se algo mostrou este mano a mano com Vingegaard é que Almeida tem o que é preciso, mas vai precisar de um bloco que o proteja… dos rivais e dele próprio. Perder 0:04 segundos no sprint intermédio da 19ª etapa e mais 0:24 por não agarrar a roda do principal rival em Valdezcaray são exemplos que devem levar o corredor de 27 anos a fazer autocrítica. O bloco da UAE Emirates esteve sólido no último dia.Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Ganhar uma grande? Claro que sim Não obstante, o rapaz do Oeste – como o grande Joaquim Agostinho – tem tudo para ultrapassar os resultados da lenda do ciclismo nacional. Já em carisma e peso na sociedade, ainda está por nascer alguém que lhe chegue aos calcanhares. O ponto de viragem chegará quando fizer pódio no Tour e podem escrever que João Almeida, natural de A dos Francos, favorito dos fãs por personificar o sofrimento que associamos ao desporto das bicicletas, um dia fará pódio no Tour e passará a ser a referência de Portugal no mundo. Ganhar uma grande? Claro que sim, mas precisará fazer alguns reajustes. Primeiro, reunir um bloco leal desde o primeiro dia em vez de um conjunto de colegas virtuosos – porque Jay Vine, Marc Soler e Juan Ayuso são do melhor que há no pelotão – incapaz de por de lado as ambições individuais. Segundo, Joxean Matxin e Mauro Gianetti devem ver nele um campeão pelo qual vale a pena sacrificar os números absurdos com os quais a UAE Emirates pretende ficar na história. O projeto dos Emirados Árabes Unidos começou por querer bater o recorde de vitórias por temporada – as 85 da HTC-Columbia em 2009 – e a dada altura pôs a fasquia nos 100 triunfos. Terá valido a pena perder a oportunidade de ganhar uma Vuelta que fecham com o rei da montanha (Vine), sete etapas e triunfo na classificação por equipas? Vingegaard ganhou e ganhou bem, perante um Almeida que fez de tudo para também ganhar. Pidcock fechou o pódio perante um Hindley que vendeu cara a derrota. Para o ano há mais Vuelta. Dobradinha de Vingegaard e Kuss na Bola del Mundo é símbolo da superioridade da Visma.Foto: Unipublic / Cxcling Creative Agency ### O quartel-general que vai projetar a Tudor para outra dimensão  A Tudor Pro Cycling coloca a fasquia bem alta com o anúncio da construção da nova sede. O ano de 2025 vai ser para sempre especial para a Tudor Pro Cycling pela estreia no Tour de France, mas também porque pela primeira vez ganharam uma clássica do WorldTour, o GP do Québec. Para acrescentar ao bom momento, a estrutura helvética anunciou a construção da nova sede, um projeto ambicioso que quer projetar a Tudor para o topo do ciclismo mundial. Sobre a nova casa, diz a equipa que é “única, um projeto ambicioso e visionário que pretende redefinir os padrões do ciclismo profissional e promover um estilo de vida saudável e sustentável”. Entrevista | Ricardo Scheidecker no TopCycling Tudor Pro Cycling Estreia no Tour antes da mudança Claro que o facto de a equipa suíça ter corrido, pela primeira vez, o Tour de France, é um dos momentos do ano para Fabian Cancellara e companhia. Mesmo como estrutura estreante, os números da Tudor no Tour, partilhados pela própria equipa nos seus canais oficiais, impressionam. Destacamos alguns: 30 funcionários acompanharam os oito ciclistas durante as três semanas; foram um total de 37 ao longo da corrida 17 veículos para apoio logístico, entre os quais um camião-cozinha e um camião-frigorífico 3500 bidões preparados, 2200 géis e 1300 barras energéticas usados – só Michael Storer, 15º da etapa 18, queimou 5452 calorias nesse dia 32 bicicletas de estrada e 16 de contrarrelógio levadas à prova 6000 chapéus da equipa entregues aos fãs Entrevista | Fabian Cancellara: “Acordo com um sorriso” A.S.O. / Billy Ceuters Sursee vai continuar a ser a casa da Tudor  Dois anos e meio após a sua estreia no pelotão profissional bastaram para a marca de relógios querer ficar muitos anos no ciclismo, pelo que avançaram com a nova sede, situada em Sursee. "O que começou com apenas 20 ciclistas e 40 funcionários cresceu e tornou-se uma equipa de 130 pessoas. Hoje, competimos nas maiores competições do mundo, mantendo o nosso compromisso com o desenvolvimento. Para apoiar este crescimento e concretizar a nossa visão a longo prazo, precisamos de ampliar a nossa infraestrutura." Fabian Cancellara em comunicado. Sursee – uma cidade que apoiou a equipa desde o início – desempenha um papel vital neste próximo capítulo. "Estamos felizes por ver este novo edifício dedicado ao desporto e a uma vida saudável a tomar forma aqui mesmo na nossa comunidade. É um espaço que também ajudará Sursee a brilhar na Suíça e além das nossas fronteiras." Sabine Beck-Pflugshaupt, presidente da cidade de Sursee. Tudor Pro Cycling O novo quartel-general Projetada em parceria com a Goldbeck Rhomberg, a instalação é mais do que apenas funcional – é inovadora. "A nossa nova casa será muito mais do que um armazém para bicicletas e veículos. Tal como muitas organizações desportivas de topo, acreditamos que uma equipa de ciclismo precisa de uma casa – um local onde os ciclistas, mecânicos, treinadores e funcionários possam reunir-se para se prepararem para as exigências das corridas mais difíceis do mundo." Raphael Meyer, CEO da Tudor Pro Cycling. Tudor Pro Cycling Prevista para o primeiro semestre de 2027 O edifício custa 18 milhões, tem seis andares e 10000 metros quadrados. Ficará localizado na Zeughausstrasse, em Sursee, e contará com uma zona pública que convidará os fãs a entrar no mundo da equipa suíça, oferecendo acesso exclusivo aos bastidores e experiências interativas. O projeto é aberto à comunidade; fãs e apoiantes são incentivados a contribuir com a sua criatividade, enviando sugestões através de um formulário disponível no site oficial. A conclusão da nova sede da Tudor Pro Cycling está prevista para o primeiro semestre de 2027, mesmo a tempo da quinta temporada da equipa no pelotão profissional. Tudor Pro Cycling ### Lazer lança o dispositivo de comunicação VeloVox A Lazer acaba de lançar o VeloVox, um dispositivo de comunicação e áudio Open-Ear para ciclistas, com comunicação em grupo mãos-livres (até 30 ciclistas). Este novo dispositivo permite também usufruir de música e controlo de chamadas com compatibilidade real em condições de utilização e foi desenvolvido em parceria com a Cardo e integrado com a Shimano Lazer VeloVox A Lazer, marca inovadora de capacetes de ciclismo, anunciou o lançamento do VeloVox, um sistema avançado de comunicação e áudio desenvolvido especificamente para ciclistas. Projetado para responder às necessidades dos praticantes atuais, o VeloVox permite comunicação em grupo, mãos-livres, com até 30 ciclistas, redefinindo a forma como os utilizadores se mantêm conectados em estrada e trilho. O VeloVox garante, segundo a marca, áudio cristalino através de cancelamento avançado de ruído e vento, assegurando que a voz e a música são transmitidas com clareza, independentemente da velocidade ou das condições meteorológicas. Design Open-Ear para segurança e conforto Ao contrário dos auscultadores tradicionais, o formato open-ear do VeloVox permite que os ciclistas permaneçam totalmente atentos ao ambiente envolvente, em conformidade com as regras de circulação e podem ser usados legalmente na estrada, ao contrário dos auriculares in-ear convencionais. Desde sinais de trânsito até estratégias de equipa, os ciclistas mantêm-se alerta e conscientes sem comprometer a qualidade de áudio. Concebido para Utilização Real O sistema VeloVox inclui dispositivos de áudio esquerdo e direito que se fixam de forma segura e discreta às fitas do capacete, compatíveis com a maioria dos capacetes e óculos. Cada unidade dispõe de uma interface simples de dois botões: Lado esquerdo: Comunicação em grupo Lado direito: Reprodução de música e controlo de chamadas Integração com a Shimano para controlo avançado Uma das funcionalidades de destaque do VeloVox é a integração com sistemas Shimano selecionados, permitindo aos ciclistas controlar o dispositivo através dos manípulos Shimano Di2 e dos sistemas e-bike Shimano STEPS, mantendo as mãos no guiador e os olhos na estrada. Características principais: Desenvolvido em parceria com a Cardo, líder em tecnologia de comunicação sem fios; Comunicação em grupo com até 30 ciclistas; Reprodução de música e integração com chamadas telefónicas; Sistema de microfone com cancelamento de ruído e vento; Design open-ear para maior perceção do ambiente; Sistema de controlo intuitivo (esquerda: comunicação; direita: áudio); Suportado pela aplicação Cardo Connect (disponível na App Store e Google Play). Ajuste e Compatibilidade Fixação discreta nas fitas do capacete; Compatível com a maioria dos capacetes e óculos; Compatível com sistemas Shimano Di2 e Shimano STEPS. Bateria e Durabilidade Autonomia até 11 horas; Resistência à água (classificação IP54); 19 gramas por unidade; Garantia de 2 anos. Podes saber mais sobre o VeloVox, as características e preços através do site do importador em Portugal aqui: www.scvouga.pt ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 19 | Philipsen faz a tripla Jasper Philipsen foi o mais forte na 19.ª etapa da Vuelta conquistando ao sprint, a terceira vitória nesta edição. João Almeida e os restantes favoritos chegaram integrados no pelotão, antes da decisiva etapa 20. Depois de dias repletos de montanha, a Vuelta a Espanha dava aos homens rápidos a oportunidade de uma devida recompensa, pela luta em chegar dentro do tempo limite quando o terreno inclina. Com 160 km que ligaram Rueda a Guijuelo, a etapa, apesar de ventosa, teve poucas dificuldades e sem nenhuma subida categorizada, permitindo às equipas organizar as forças para a derradeira etapa 20. Ler mais | Almeida e Vingegaard não mereciam uma Vuelta assim Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Otruba sozinho com os seus pensamentos Jakub Otruba (Caja Rural-Seguros RGA) passou o dia sozinho adiantado ao pelotão, sendo o único integrante da fuga do dia. O ciclista checo ainda teve a companhia de Victor Guernalec (Arkéa - B&B Hotels) durante uns quilómetros, antes de ficar sozinho na frente, onde chegou a ter uma vantagem superior a quatro minutos para um pelotão que controlou sempre a etapa. Otruba, vencedor da primeira etapa do troféu Joaquim Agostinho de 2025 focou-se na missão de mostrar as cores da equipa até aos últimos 50 km, quando foi alcançado pelo pelotão. Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Tentativa de bordures Depois de alcançado o único fugitivo do dia, várias equipas tentaram aproveitar o vento lateral para apanhar os adversários de surpresa. Apesar de conseguirem alguns cortes no pelotão, as tentativas de bordures nunca tiveram efeitos práticos e todos os favoritos à geral e à etapa entraram nos quilómetros finais integrados no pelotão. A partir daqui começaram a formar-se os comboios preparando o sprint final. Foto: Unipublic/Naike Ereñozaga Decisão ao sprint Ultrapassado o nervosismo das bordures os ciclistas rapidamente se aproximaram da meta de Guijuelo. Em ligeira subida, o sprint final foi muito disputado com os ciclistas a terem de fazer um sprint longo. Jasper Philipsen foi o mais forte e venceu com categoria a 19.ª etapa da Vuelta a Espanha, não dando hipóteses a Mads Pedersen e Orluis Aular que ficaram em segundo e terceiro lugar respetivamente. Com esta vitória Philipsen conquistou a terceira vitória na Vuelta depois do triunfo na primeira e oitava etapa. https://twitter.com/Eurosport_IT/status/1966531709005865213 Top 10 da etapa PosiçaoCiclistaEquipaTempo1 Philipsen JasperAlpecin - Deceuninck3:50:352 Pedersen MadsLidl - Trek,,3 Aular OrluisMovistar Team,,4 Biermans JentheArkéa - B&B Hotels,,5 Turner BenINEOS Grenadiers,,6 Marit ArneIntermarché - Wanty,,7 Christen FabioQ36.5 Pro Cycling Team,,8 Vernon EthanIsrael - Premier Tech,,9 Gruel ThibaudGroupama - FDJ,,10 Labrosse JordanDecathlon AG2R La Mondiale Team,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike68:57:442 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:443 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:434 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe3:225 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe4:236 Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech5:217 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team5:248 Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike7:309 Træen TorsteinBahrain - Victorious7:4610 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike10:21 ### A Trek lançou os novos selins Aeolus, com tecnologia AirLoom A Trek apresentou os novos selins Aeolus, que agora incorporam a tecnologia AirLoom, testados pelos melhores ciclistas da Lidl-Trek e da Trek Factory Racing-Pirelli XC. Os novos selins Aeolus oferecem um desempenho orientado para o conforto, ideal para os ciclistas que procuram atingir a máxima eficiência e performance. Com várias opções, a nova coleção Aeolus tem o selim certo para cada tipo de ciclista, independentemente da sua anatomia ou orçamento. Ler mais | Trek apresenta as novas luzes Ion 100 R e Flare R City  Tecnologia AirLoom da Trek A chave para o conforto da nova coleção de selins é a tecnologia AirLoom da Trek, uma estrutura impressa em 3D que oferece um suporte estratégico sob os ossos ilíacos e maior flexibilidade sob os tecidos moles, dando aos ciclistas o apoio que necessitam. A tecnologia AirLoom acompanha o movimento do ciclista para reduzir a fricção, aliviar a pressão e eliminar a necessidade de um revestimento de espuma que pode contribuir para o aparecimento de lesões. Porquê selins com estrutura reticular? Os selins tradicionais de espuma comprimem-se de forma irregular, espalhando a pressão e limitando os movimentos. Os selins Aeolus com AirLoom substitui a espuma por uma estrutura reticular de células abertas que se comprime de forma independente para adaptar-se a cada parte do corpo do ciclista. Isso significa que não haverá mais dores nos tecidos moles ou pontos de pressão, apenas movimentos suaves e eficientes a cada pedalada. Novo formato testado em competição Para além da tecnologia AirLoom, os selins Aeolus agora têm um formato que foi atualizado a partir do feedback dos ciclistas profissionais e com a tecnologia de mapeamento de pressão. A Trek estreitou a ponta do selim, eliminou material na zona de transição e alongou a área inclinada na parte superior do selim para minimizar o roçar da coxa e ajudar os ciclistas a ter uma postura aerodinâmica de competição. Coleção Aeolus e tamanhos disponíveis O Aeolus RSL AirLoom conta com carris e estrutura totalmente em carbono e pesa apenas 164 g (no tamanho 145 mm). Está disponível na largura de 135, 145 e 155 mm. O Aeolus Pro AirLoom combina desempenho profissional e preço graças aos carris totalmente em carbono e uma estrutura em compósito de carbono que, em conjunto com a tecnologia AirLoom, pesa apenas 170 g (no tamanho 145 mm). Está disponível na largura de 145 e 155 mm. Para um conforto ainda maior, o Aeolus Elite AirLoom inclui mais acolchoamento na estrutura reticular que combina com uma estrutura em nylon composto com carris em austenite, permitindo reduzir o seu preço e tornando-o mais acessível aos ciclistas. Está disponível na largura de 135, 145 e 155 mm.Os ciclistas que desejam o perfil Aeolus atualizado mas sem a estrutura AirLoom vão encontrar o ajuste perfeito com o Aeolus Elite Foam. Está disponível na largura de 145 e 155 mm. Disponibilidade Os novos selins Aeolus da Trek já estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. Os ciclistas têm a possibilidade de testar os novos selins durante 30 dias graças ao compromisso de satisfação da Trek. ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 18 | João Almeida recupera tempo a Vingegaard Filippo Ganna foi o grande vencedor do reduzido contrarrelógio de Valladolid. João Almeida fez terceiro e recuperou tempo a Vingegaard num dia onde Ivo Oliveira mostrou também todas as suas valências. A Vuelta a Espanha voltou a sofrer um volte-face e uma etapa decisiva com um contrarrelógio que teria 26 km, voltou a ser encurtada para um esforço individual de 12. Os ciclistas tiveram assim um dia mais acessível mas sem grande terreno para fazer diferenças, numa fase em que a Vuelta entra na sua reta final. Ler mais | Almeida e Vingegaard não mereciam uma Vuelta assim Foto: Unipublic/SprintCyclingAgency Ganna diz presente Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) tem passado ao lado da corrida e raramente tem aparecido, mas dia de contrarrelógio é dia de Top Ganna. O ciclista italiano, 17.º a ir para a estrada, marcou o primeiro grande tempo do dia, completando os 12 km do contrarrelógio em 13 minutos e com uma média de 56 km/h. Com este tempo canhão, o campeoníssimo ciclista da modalidade sentou-se na cadeira quente durante quase toda a etapa. Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic/SprintCyclingAgency Ivo Oliveira e UAE aproximam-se de Ganna Ivo Oliveira aproveitou o encurtar da etapa para mostrar todo o seu poderio em etapas deste padrão. O ciclista português mostrou-se nos primeiros lugares nos pontos intermédios ficando mesmo com o segundo melhor tempo quando cortou a meta. Oliveira completou o esforço individual com apenas mais 10 segundos que Ganna, fazendo uma excelente média de 55 km/h. Depois do Ivo foi a vez do seu companheiro de equipa Jay Vine que, por apenas um segundo não bateu o italiano, ficando, à altura, com o segundo posto na etapa e relegando Ivo Oliveira para o terceiro lugar. Foto: Matic Klansek Velej / Sportida Almeida vs Vingegaard Quando o top 10 saiu para a estrada, Filippo Ganna ainda estava com o tempo mais rápido, seguido de Vine e com Ivo Oliveira, entretanto ultrapassado por Armirail, no quarto posto. Jogando-se a Vuelta e apesar do corte na distância do contrarrelógio, os ciclistas da geral foram a fundo e João Almeida não foi exceção. O ciclista português fez uma primeira do contrarrelógio imaculada e fez praticamente o mesmo tempo do melhor (de Pestel) no primeiro ponto intermédio. Vingegaard teve sempre um tempo muito próximo a João Almeida, mantendo-se a mais 3 segundos do português nos pontos intermédios. Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency Almeida recupera 10 segundos João Almeida manteve a grande prestação e concluiu o contrarrelógio com um tempo de 13'08 que lhe valeu o terceiro lugar na etapa. O ciclista português recuperou 10 segundos ao líder da corrida Vingegaard e reduziu a diferença para o primeiro posto para 40 segundos. Ivo Oliveira ficou com o quinto lugar, colocando dois portugueses no top 5 da etapa desta Vuelta a Espanha. https://twitter.com/lavuelta/status/1966159632407417287 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoMédia1 Ganna FilippoINEOS Grenadiers13.00,8956.2442 Vine JayUAE Team Emirates - XRG0.00,956.1793 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0.07,5755.7044 Armirail BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0.09,955.5395 Oliveira IvoUAE Team Emirates - XRG0.10,1155.5256 Küng StefanGroupama - FDJ0.11,3555.4387 O'Brien KellandTeam Jayco AlUla0.14,7855.1998 Segaert AlecLotto0.15,9555.1189 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike0.18,0254.97510 Hoole DaanLidl - Trek0.18,5754.937 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike65:07:132 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:403 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:394 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe3:185 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe4:196 Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech5:177 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team5:208 Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike7:269 Træen TorsteinBahrain - Victorious7:4210 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike10:19 ### Opinião | Almeida e Vingegaard não mereciam uma Vuelta assim O sentimento de frustração é máximo entre os fãs de João Almeida – em menor escala para quem apoia Jonas Vingegaard que, pelo menos, lidera a prova – ao vermos o definhar desta edição da Vuelta a Espanha. O boicote à participação da Israel Premier Tech foi escalando até impedir o normal desenrolar da corrida. A Vuelta de 2025 passará à história com a seguinte nota de rodapé: edição condicionada por protestos pró-Palestina, perturbações graves do percurso e sentimento generalizado de medo no pelotão. Isto vale caso o campeão seja Vingegaard ou Almeida. Profissionais como são, tenho a certeza que nenhum deles queria estar envolvido numa prova de três semanas carregada de negatividade depois de terem trabalhado tanto para a correr. Como evento desportivo, a Vuelta a Espanha está desvirtuada. É a minha opinião. Vamos a factos. Javier Romo abandonou após um manifestante invadir a estrada, obrigar à intervenção da polícia e precipitar a queda do ciclista da Movistar. Almeida foi impedido de testar Vingegaard na 16ª etapa da Vuelta porque não se fez o final em Castro de Herville. Tom Pidcock e Vingegaard foram privados de sprintar pela vitória em Bilbau e a etapa acabou sem vencedor. A fuga foi bloqueada na etapa do Angliru e perdeu tempo sem que lhes tivesse sido devolvida essa vantagem. O contrarrelógio de Valladolid passou de 27 a 12 km a três dias do final da prova e as alterações foram realizadas a menos de 24 horas da etapa. Os ciclistas da Israel foram assobiados, pressionados e insultados; um bloco com oito atletas de sete nacionalidades que não competiu em igualdade de circunstâncias com as demais equipas. Bilbau foi palco dos protestos mais problemáticos.Foto. Unipublic Cxcling Creative Agency Passividade incompreensível das autoridades A Unipublic – organizadora da corrida – tornou-se refém de um conflito secular que a ultrapassa. Primeiro, não tem o poder de expulsar a Israel Premier Tech – cabe ao Comité Olímpico Internacional marcar às federações que países podem competir e a que eventos podem assistir. Segundo, vê-se pressionada por um governo cujos ministros pediram a exclusão da equipa israelita. Há uma passividade incompreensível das autoridades perante manifestantes agressivos que impedem o desenrolar do maior evento do ciclismo espanhol e um dos mais importantes do calendário mundial. Não julgo a causa nem a legitimidade do protesto, mas quando se interfere no "terreno de jogo" cruzam-se todas as linhas vermelhas porque os ciclistas têm tanto direito a correr como os manifestantes têm de passar a mensagem que deve ser ouvida pelos políticos que têm poder de decisão. Foto: Unipublic Cxcling Creative Agency Incapaz de proteger a Vuelta A Espanha viveu durante décadas aterrorizada pela ETA. Sequestros, atentados; entre 1968 e 2015 foram assassinadas mais de 850 pessoas. Aqui ao lado, às portas da fronteira com Portugal, não foi numa realidade que nos seja desconhecida. Os espanhóis ainda estão a processar o trauma que supôs viver todo o período da democracia com esta dor. O medo tirou a Vuelta do País Basco durante 33 anos e os bascos amam o ciclismo. Porque é que recordo este período negro? Por dois aspetos que me fizeram refletir: O organizador dos protestos em Bilbau foi identificado pelo El Mundo como sendo Ibon Meñika, voz do grupo "Guernica Palestina", duas vezes condenado por pertencer a grupos vinculados à ETA. Há relação direta entre etarras e parte dos manifestantes, sem generalizar porque a maioria manifesta-se pacificamente. Como é que um país que desarticulou a ETA e organiza eventos de massa tem sido incapaz de proteger a Vuelta a Espanha? Taylor Swift atuou no Santiago Benabéu; jogou-se Champions League em Madrid, Barcelona, Villarreal, Bilbao e San Sebastián. Tudo dentro da normalidade. O que se faz à final da Champions agendada em 2027 para o estádio do Atlético de Madrid? Cancela-se, joga-se só 75 minutos e atribuiu-se o título a quem lidera o marcador? Soa ridículo, mas é o que vai acontecer na Vuelta. Almeida e o grupo de favoritos no Alto de El Morredero.Foto: Unipublic Cxcling Creative Agency Será que a Vuelta chega a Madrid? Afinal, a Espanha é ou não é um país seguro para a realização de grandes eventos desportivos? Quem tem assistido às perturbações na Vuelta pode pensar que é um país sem recursos para combater a delinquência, algo que não corresponde à realidade. É certo que o conflito entre Israel e a Palestina escalou nos últimos meses. Há um genocídio a decorrer em Gaza e em simultâneo terroristas do Hamas continuam a aterrorizar cidadãos israelitas. Desde a escalada de violência realizaram-se várias grandes voltas e em nenhuma se viveu a sensação de perigo iminente que a Vuelta e a Espanha têm transmitido. Estamos perante um dos eventos de ciclismo mais politizados da história. No meio da polémica o pelotão teve um comportamento exemplar. Condicionado, com níveis de ansiedade no máximo e sempre a mesma postura profissional do grupo, a quem espera em Madrid uma receção tensa já que foram convocadas perto de 20 manifestações que serão controladas por 1500 membros da Polícia Nacional e da Guardia Civil. Um dispositivo ao nível das cimeiras da NATO para garantir a segurança dos ciclistas. Deixo no ar várias perguntas porque não tenho respostas. Será que a Vuelta chega a Madrid? Deve-se competir neste contexto de insegurança? Deve haver um vencedor desta edição? É legítimo misturar política e desporto? João Almeida e Jonas Vingegaard não mereciam uma Vuelta assim. ### Casal português pedala "Pela AMA com Alma!" O casal português Horácio Alves e Rita Silva está a lançar uma iniciativa ambiciosa e solidária: "Pela AMA com Alma!". No próximo mês de outubro, Horácio vai embarcar num desafio de ciclismo, pedalando mais de 2000 quilómetros, com um ganho de elevação de 20.000 metros acumulados, em apenas 12 dias (10 dias cicláveis e dois de descanso). A jornada vai ter início em Romont, na Suíça, e termina em Gião, Vila do Conde, Portugal. AMA - Associação Amigos dos Animais de São Tomé Esta prova de resistência física e um esforço conjunto do casal tem em vista angariar fundos cruciais para a AMA - Associação Amigos dos Animais de São Tomé. Esta ONG dedica-se ao bem-estar dos cães de rua e animais em São Tomé e Príncipe, que muitas vezes enfrentam condições de vida extremas e dependem da AMA para alimentação, cuidados veterinários e um futuro mais seguro. "Esta é uma causa que abraçamos juntos, eu e a Rita. Ver o sofrimento destes animais em São Tomé e Príncipe tocou-nos profundamente. A Rita, nos primeiros dias em São Tomé estava devastada com a pobre realidade dos animais, indefesos e com tão poucos a lutar por eles. A 'Pela AMA com Alma!' é a nossa forma de agir, de ir além dos nossos limites para garantir que estes seres indefesos tenham uma vida melhor. Cada pedalada será para eles, e cada doação, por menor que seja, fará uma diferença imensa." Horácio Alves Pedalar para angariar fundos Os fundos angariados serão integralmente revertidos para a AMA, apoiando a vacinação e o apoio nas campanhas de esterilização de cerca de 350 animais. Apesar dos nossos esforços, note-se que existem mais de 5000 animais de rua em São Tomé. Existe muito trabalho a fazer e as doações podem ser efetuadas através do link oficial da campanha. "A minha paixão pelos animais é imensa e não conseguia ficar indiferente e não fazer nada. Sinto que é quase um dever lutar por esta iniciativa e estarei na linha da frente, a garantir que tudo corra bem para que a nossa mensagem chegue o mais longe possível e os fundos cheguem a quem precisa. Convidamos todos a juntarem-se a nós nesta missão." Rita Silva Acompanhar a jornada A preparação do Horácio e os detalhes desta jornada "Pela AMA com Alma!" podem ser acompanhados através das redes sociais e vídeos, incluindo o reel do Instagram que já documenta parte do percurso. ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 17 | Luta entre os favoritos no Alto de El Morredero 17ª etapa da Vuelta a Espanha 2025 trouxe de volta a alta montanha, e a luta pela classificação geral, com chegada ao Alto de El Morredero, onde o mais forte foi Pellizzari Mais um dia atípico na Vuelta a Espanha 2025, com a etapa ameaçada tanto pelos protestos que se têm feito sentir, como pelo vento. No final, tudo correu como planeado, com a etapa a chegar ao Alto de El Morredero (8,8 km a 9,5% de pendente média), onde Giulio Pellizarri (Red Bull - BORA - hansgrohe) triunfou. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 16 | Bernal vence nova etapa encurtada Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Não houve margem para a fuga O dia começou com uma fuga de 12 homens na frente da corrida, com alguns nomes fortes como Antonio Tiberi (Bahrain – Victorious) e Brandon Rivera (INEOS Grenadiers). No pelotão, comandado pela Visma | LAB durante grande parte da etapa, as intenções eram claras: as equipas dos favoritos à geral iam discutir a vitória. Os fugitivos nunca tiveram margem para sonhar. O pelotão manteve a frente da corrida por perto, e o último ciclista da fuga, Sergio Samitier (Cofidis), foi apanhado a 12 km do fim. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli O Alto de El Morredero fez Almeida sofrer A conclusão da etapa chegou a estar ameaçada pelo vento que se fazia sentir durante a subida ao Alto de el Morredero, mas os rumores não se confirmaram. À entrada da subida, foi a Red Bull - BORA - hansgrohe a impor um ritmo muito alto na frente do pelotão, que ficou reduzido a poucas unidades na fase inicial da ascensão. A equipa alemã trabalhava para Jai Hindley, que tentava o assalto ao terceiro lugar de Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling). A 6,3 km do fim, o primeiro ataque, por Jai Hindley, que conseguiu descolar João Almeida (UAE Emirates XRG). O português teve de perseguir, sozinho, o quarteto que se formou na frente, onde estava Jonas Vingegaard (Visma | LAB), mas chegou ao grupo pouco depois. Crédits: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Decisão para os favoritos A 4 km da meta, seguiam seis ciclistas na frente - do top-7 da Vuelta a Espanha 2025, apenas faltava Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale Team), que conseguiu minimizar as perdas no fim da etapa. Os ataques sucediam-se, sem que ninguém conseguisse abrir espaço, até que Giulio Pellizzari conseguiu criar a separação o resto do grupo. O italiano não voltou a ser alcançado pelo grupo dos favoritos, e conquistou a sua primeira vitória em grandes voltas, depois de ter sido um dos grandes destaques no Giro D'Italia 2024. O grupo dos favoritos chegou junto aos últimos metros - houve sprint pelas bonificações, mas as diferenças na estrada foram mínimas entre os melhores desta Vuelta a Espanha 2025. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=7eUc8HUaPiI&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe3:37:002Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:163Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe0:184Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike0:205Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:226Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech0:267Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team0:538Træen TorsteinBahrain - Victorious,,9Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike0:5810Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:44 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike64:53:552Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:503Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:284Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe3:045Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe3:516Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team4:577Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech4:598Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike6:249Træen TorsteinBahrain - Victorious7:0610Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike10:16 ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 16 | Bernal vence nova etapa encurtada Egan Bernal venceu a 16.ª etapa da Vuelta em mais um final encurtado devido a protestos e que retirou à corrida, a última e decisiva subida do dia. João Almeida cortou a meta no grupo dos favoritos. Depois do segundo dia de descanso, a Vuelta a Espanha entrou na fase decisiva com uma etapa que, apesar de média montanha, foi muito dura com mais de 3300 metros de acumulado feitos à chuva. Os ciclistas tinham no menu percorrer 167 km de Poio a Mos. Castro de Herville com quatro contagens categorizadas na segunda metade da etapa, que teve o seu final antecipado 8 km. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Fuga de alto gabarito O dia ficou marcado por uma fuga composta por 17 elementos e com grandes nomes como Bernal, Denz, Landa, Soler, Bagioli e Jungels. Sem grandes riscos para a classificação geral, os fugitivos rapidamente ganharam cinco minutos antes da Visma | LAB entrar ao trabalho, o que fez a diferença estagnar nos 6 minutos. Os ciclistas em fuga foram-se atacando nas ondulações da etapa, jogando a jornada desde longe e tentando aproveitar uma das últimas oportunidades de vencer nesta edição da Vuelta. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Trio escapa e Vingegaard avaria Na penúltima subida do dia Alto de Prado (3,2 km a 8,9%) a fuga partiu-se deixando Egan Bernal, Mikel Landa e Clément Afonso sozinhos na frente, dobrando a subida com um minuto de vantagem a 20 km para o final. Entretanto no grupo dos favoritos, a Bahrain preocupada com a ameaça da Bernal ao top 10, impôs um ritmo forte reduzindo o grupo a pouco mais de 10 elementos. Perto do final da subida Vingegaard teve uma avaria e teve de "alugar" uma bicicleta a um colega de equipa, voltando a reentrar rapidamente no grupo. https://twitter.com/Eurosport_FR/status/1965428292577591637 Protesto obriga a novo final antecipado Com mais um protesto que vem assolando a edição de 2025 da Vuelta, a organização decidiu antecipar o final da etapa, anulando a última subida do dia e tirando os tempos a 8 km para o fim. Com este final antecipado Pidcock tentou a sua sorte e atacar nos quilómetros finais mas sempre seguido de perto por Vingegaard e João Almeida. Este ataque não surtiu efeitos e a Visma | LAB controlou o grupo dos favoritos até ao final. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Landa vs. Bernal em final encurtado Com este protesto, uma etapa que prometia um final espetacular, perdeu muito do seu interesse e viu a etapa ser decidida por Landa e Bernal que seguiam em duo na frente depois de um problema mecânico de Clément Afonso. Num final em pequena subida, Bernal atacou Landa e passou em primeiro pelo risco de meta, vencendo a etapa. João Almeida e os favoritos cortaram a meta juntos e tiveram de guardar os ataques e a luta pela geral da Vuelta a Espanha para as próximas etapas. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1965431435415765379 Vídeo dos quilómetros finais https://www.youtube.com/watch?v=ClR7qwqSEy0&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Bernal Egan INEOS Grenadiers3:35:102 Landa Mikel Soudal Quick-Step,,3 Rolland Brieuc Groupama - FDJ0:074 Denz Nico Red Bull - BORA - hansgrohe1:025 Braz Afonso Clément Groupama - FDJ,,6 Jungels Bob INEOS Grenadiers1:107 Vermaerke Kevin Team Picnic PostNL1:128 Pickering Finlay Bahrain - Victorious,,9 Quinn Sean EF Education - EasyPost2:4810 Molard Rudy Groupama - FDJ,, Top 10 classificação geral PosiçaoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike61:16:352 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:483 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:384 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe3:105 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe4:216 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team4:247 Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech4:538 Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike5:469 Træen TorsteinBahrain - Victorious6:3310 Lecerf JuniorSoudal Quick-Step8:04 ### Teste TopCycling | Specialized Diverge 4 com Peter Sagan na Eslovénia Em julho deste fiz uma viagem à Eslovénia para testar em primeira mão a Specialized Diverge 4, uma das bicicletas de gravel que mais influenciou o mercado nos últimos anos. Para minha surpresa ao chegar, também estavam presentes para partilhar os dias de testes no terreno connosco, Peter Sagan e Daniel Oss, que embora retirados do ciclismo profissional são dois super estrelas incontornáveis. Neste vídeo e artigo partilho toda a experiência e falo sobre tudo o que a Specialized Diverge 4 tem de novo. Vídeo https://youtu.be/CXOvKt0pAKE É inegável que a Specialized sempre teve um papel e uma aposta de destaque no gravel, não são muitas (creio que nenhuma) as marcas com três modelos distintos de gravel no seu catálogo, como a marca americana. Já é antigo o interesse da marca por desenvolver bicicletas deste género mas Desde a Diverge 3, uma das bicicletas gravel mais vendidas do mundo, a marca deixou claro que queria desenvolver uma bicicleta que fosse realmente versátil e que servisse tanto o propósito da aventura como o daqueles que pretendem andar mais rápido. Com a Diverge 4, não alteraram uma receita vencedora, tentaram simplesmente melhorar o pouco que ainda se podia melhorar: maior espaçamento de pneus, geometria revista, um sistema de suspensão melhorado e um quadro que continua a ser referência no espaço de armazenamento. Máximo espaçamento de pneu, sem trocar de rodas Um dos aspetos melhorados está no espaçamento para pneus (que já era bom), a Diverge 4 aceita agora pneus até 50mm (700c) ou mesmo 2.2” de BTT, com as mesmas rodas e sem comprometer a passagem em condições de lama. Esta panóplia de opções ganha especial relevância para aqueles que querem fazer de tudo um pouco com uma só bicicleta, pois podem ter nas mesmas rodas uns pneus rápidos de 32mm para estrada, até pneus largos 2.2 para terrenos ou aventuras onde necessita mais proteção de roda, prevenção de furos ou conforto como em algumas aventuras de utra-distância. Com a Diverge 4, só temos que saber qual o terreno que vamos enfrentar e a partir daí, sem trocar de rodas nem qualquer outro acessório, é só montar os pneus que achamos adequados a partir. Nota: para quem quiser usar guarda-lamas, a bicicleta permite até 45mm, o que ainda assim é bastante aceitável. Future Shock 3.0: Continua o desenvolvimento O Future Shock é um dos elementos centrais desta bicicleta e a marca vê que as suas vantagens continuam a ser razão para continua a investir no seu desenvolvimento. Posicionado entre o avanço e o quadro, oferece 20mm de curso hidráulico, ajustável com o regulador e na versão sem o regulador agora também ajustável em diferentes níveis de pré-carga — mais suave, médio ou rígido. Segundo informação da marca, estudos conduzidos pela Universidade Alemã de Desporto de Colónia comprovaram que o sistema reduz até 53% do impacto sentido no guiador e pode poupar cerca de 11 watts em terreno irregular, comparado com uma bicicleta rígida. Na prática, isto traduz-se numa pedalada mais estável e menos fadiga nas mãos e braços. Daniel Oss e Peter Sagan falaram mais do Future Shock do que de tudo o resto. Daniel Oss explicou que: “O Future Shock permite-nos errar sem ter problemas. Numa competição de garvel nem sempre vemos todos os buracos, mas o sistema absorve esse impacto e deixa-nos continuar a pedalar sem perder o controlo.” Daniel Oss Peter Sagan acrescentou uma perspetiva interessante e retirada do inferno do norte: “...antes do Future Shock, dois dias depois da Paris-Roubaix eu mal conseguia lavar os dentes. Depois de o usar, não só aguentei melhor durante a corrida, como recuperei muito mais rápido nos dias após a corrida.” Peter Sagan Durante a pedalada, Daniel Oss referiu-me ainda que em corridas de Gravel onde não tem a oportunidade de fazer reconhecimento, prefere levar a Diverge em vez da Crux porque independentemente tipo de terreno tiver, com a Diverge sente-se sempre melhor preparado para tudo. Roval Terra complementa Future Shock De referir ainda que a bicicleta continua a ter o montado o espigão Roval Terra na maioria das versões, um espigão que deflete até 18mm e em conjunto com o Future Shock garante também estabilidade e aproveitamento da potência na roda traseira. (Ver vídeo para ver flexão do espigão). SWAT 4.0: Espaço de arrumação ainda maior A Specialized foi pioneira ao criar espaço de arrumação no quadro e comparativamente com outras marcas a Diverge 3 já tinha o maior espaço de arrumação do mercado, mas a Diverge 4 evoluiu também neste campo. O SWAT 4.0. tem uma abertura ainda maior e o design está mais ergonómico, cabendo desde câmaras de ar e CO2 até casacos leves, comida e ferramentas. A versão em alumínio também inclui esta solução — algo inédito num quadro de gravel em alumíno. Conversa com Miles Hubbard, Road Product Manager da Specialized Tive a oportunidade de conversar com Miles Hubbard, Road Product Manager da Specialized e comecei por lhe perguntar qual foi a principal preocupação como diretor de projeto da Diverge 4? Desenvolver a sucessora da Diverge 3 não foi uma tarefa fácil, porque era um bicicleta com óptimo espaçamento de pneu, uma geometria que servia o propósito de uma grande variedade de ciclistas e uma bicicleta muito capaz para vários panoramas do gravel. Então a maior preocupação foi não estragar o que tinha de bom, pegámos na receita da Diverge 3 e tentámos aperfeiçoar tudo, sem querer "reinventar a roda", mas requintando tudo e foi o que fizemos, melhorámos o future shock, o espaçamento de pneu, melhorámos ainda mais o armazenamento no quadro assim como a geometria para melhor controlo. Miles Hubbard, Road Product Manager da Specialized Segundo Miles, a bicicleta foi construída com o feedback de ciclistas profissionais, ciclistas de aventura, ciclistas amadores e mesmo logistas de todo o mundo. Com o feedback de todos, desenvolveram a geometria da Diverge 4 de acordo com o terreno por onde normalmente pedalam os utilizadores de bicicletas de gravel em todo o mundo. Luís Beltrão e Miles Hubbard, Road Product Manager da Specialized A geometria foi atualizada para oferecer mais estabilidade sem sacrificar a resposta. Ângulo da testa do quadro mais aberto para maior segurança em descidas. Bloco pedaleiro 5mm mais baixo, para manter a sensação de encaixe na bicicleta, mesmo com pneus maiores. "Chainstay" ligeiramente mais longo para mais equilíbrio e espaço extra para os pneus mais maiores. "Reach" progressivo por tamanho, permitindo o uso de avanços mais curtos e melhor centralização do peso do ciclista. Na teoria o resultado seria uma bicicleta mais previsível em descidas rápidas, mas ainda pronta para acelerações em prova e foi isso que senti. Ser diretor de desenvolvimento de produtos com uma escala de venda mundial é uma grande responsabilidade, perguntei a Miles Hubbard se não receia que a bicicleta seja vista como muito parecida com a anterior e por isso não seja um sucesso de vendas. Miles responde com clareza: As vendas não é algo que me preocupe porque as características da bicicleta já eram boas, nós sabemos que tudo o que a Diverge 3 tinha são coisas que os ciclistas de gravel valorizam muito, não quisemos redesenhar e fazer uma bicicleta nova só porque sim, quisemos melhorar e refinar o que já era bom e sabemos que é valorizado pelo utilizador. Miles Hubbard Carbono e alumínio com a mesma capacidade A Diverge 4 chega em duas versões de quadro: Carbono FACT 9r – mais leve e rígido, com os avanços de geometria e arrumação. Alumínio E5 – que mantém as mesmas características da versão de carbono, incluindo Future Shock, SWAT interno e o mesmo espaço para pneus largos. A Specialized quis que quem opta pelo alumínio não tivesse menos possibilidades, tornando-a a primeira gravel de alumínio com espaço de arrumação interna. Conclusão e experiência na Eslovénia O teste foi composto por dois dias, onde no primeiro fizemos um percurso mais plano, por uma terra batida mais compacta e no outro um percurso mais ondulado, ccom gravilha solta e pedras em alguns setores, por forma a testarmos ao máximo todas as capacidades da Diverge 4. Para ciclistas que procuram competir, fazer bikepacking ou simplesmente explorar novos caminhos, a Diverge 4 continua a ser uma bicicleta muito polivalente e robusta, sendo que agora está mais avançada em alguns pontos importantes no Gravel como o espaçamento de pneu, quadro com capacidade para desviadores UDH, mais espaço de arrumação no quadro e geometria ligeiramente revista. Não mudou muita coisa, mas o que mudou tornam-na mais capaz, agora será o público e o mercado que determinam se continua a ser uma das gravel mais reconhecidas do mundo. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, as cores, os preços e disponibilidade da nova Diverge aqui no site da marca: www.specialized.com/pt ### Olav Kooij e Paul Seixas lideram a nova Decathlon Em 2026 tudo será diferente na Decathlon Ag2r com a chegada do sprinter Olav Kooij e a crescente importância de Paul Seixas. Nome, ADN e plantel alteram-se face à presente temporada e elevam a fasquia para a Decathlon CMA CGM (denominação a partir de 2026), que será liderada por Olav Kooij e Paul Seixas. Com a contratação de Olav Kooij a estrutura francesa ganha uma arma da qual nunca dispôs nos últimos 20 anos: um sprinter de classe mundial. Proveniente da Visma e com 10 vitórias na presente época, o neerlandês assina por três anos com a Decathlon. A contratação de Kooij foi uma operação complexa já que foi preciso montar um leadout forte, pelo que também chegam à equipa Cees Bol (Astana XDS), Robbe Ghys (Alpecin-Deceuninck) e Daan Hoole (Lidl-Trek). Vitória de Kooij no Giro na etapa que ligou Modena a Viadana.Foto: Fabio Ferrari/LaPresse Novo segundo sprinter Tobias Lund Andresen No caso de Hoole também poderá liderar nas clássicas, além de ser garantia de resultados dado que em 2025 venceu a 10ª etapa do Giro de Itália e o título de contrarrelógio dos Países Baixos. O bloco dos velocistas será ainda reforçado pelo novo segundo sprinter Tobias Lund Andresen. O dinamarquês venceu sete corridas este ano pela Pic Nic. “Com este recrutamento, teremos maior capacidade de conseguir mais vitórias o WorldTour na próxima temporada. O Olav Kooij é um jovem, mas experiente sprinter. O nosso objetivo é apoiá-lo para que possa continuar a evoluir nos próximos anos e vencer os sprints mais importantes no calendário." Sébastien Joly em comunicado da equipa. Sebastien Joly é diretor de estratégia desportiva da equipa francesa. Foto: P.Ballet/A.Broadway Aposta em Paul Seixas Reorientar a equipa para o sprint não é a única novidade na Decathlon CMA CGM, que tem um dos mais promissores voltistas: Paul Seixas. O francês com raízes portuguesas demonstrou tremendo potencial ao vencer o Tour de l’Avenir, dando à França um título que escapava desde 2016 e que na altura foi ganho por David Gaudu. Natural de Lyon, o corredor de 18 anos também brilhou no Criterium du Dauphiné ao finalizar no 8º lugar e estabeleceu novos recordes de precocidade: Mais jovem na história da prova a fechar top 10, superando Jan Svorada (95º em 1987) por duas semanas Melhor teenager nos 10 melhores desde que Greg LeMond foi 3º em 1981 Ler mais | Lucas Lopes 15º na Volta a França do Futuro Seixas, de amarelo, ladeado pelo norueguês Nordhagen e pelo belga Widar no pódio do Tour de l'Avenir.Foto: jolypics-Quentin Especialista do contrarrelógio Paul Seixas é a esperança francesa de acabar com 40 anos de seca desde que Bernard Hinault ganhou o Tour de France. É certo que entretanto houve duas campeãs do Tour de France, a mais recente Pauline Ferrand-Prevot, mas nos homens o borrego ainda está por matar. A juntar à capacidade na alta montanha, o diamante da Decathlon revela algo raro num voltista francês: é especialista do contrarrelógio. Paul Seixas foi campeão mundial júnior e ainda no recente Tour de l'Avenir venceu tanto o prólogo como a cronoescalada final. Com Seixas e Kooij o novo ano colocará a fasquia elevada para a Decathlon, que deve fechar 2025 a rondar as 30 vitórias, marca que atingiu em 2024. ### Vídeo | Rui Costa em Itália à caça de uma clássica do ciclismo Fica a conhecer o programa de Rui Costa para o mês de setembro e outubro, período chave do ciclismo na aproximação ao Mundial e ao Europeu. Longe da emocionante caminhada de João Almeida na Vuelta a Espanha, o ciclismo continua um pouco por todo o lado e tanto Afonso Eulálio como Rui Costa estiveram em destaque nas respetivas provas. O campeão mundial de Florença correu o GP Indústria e Artesanato, corrida de 196 km com partida e chegada em Larciano (Toscana). A prova ProSeries decidiu-se na última subida ao monte San Baronto, que deixou na frente Isaac del Toro (UAE Team Emirates-XRG), Christian Scaroni (XDS-Astana) e Davide Piganzoli (Polti-VisitMalta). No sprint venceu o mexicano; 10ª vitória para Del Toro e a 81ª vitória da UAE que persegue o recorde da Columbia-HTC – 85 triunfos na época de 2009. Pódio do GP Industria & Artigianato 2025.Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency Poveiro vive um bom momento Rui Costa foi 16º e confirmou que está com boas sensações. Em Larciano, chegou no segundo grupo perseguidor, a 0:49 do vencedor. O poveiro vive um bom momento após longa paragem por lesão; em Burgos e na Áustria foi 2º entrando em fugas que deram vitória a Damiano Caruso e Bob Jungels, respectivamente. Para setembro e outubro o plano é continuar a correr em Itália, que tem um período forte de clássicas e semiclássicas na aproximação à Volta à Lombardia, a 11 de outubro. O TopCycling sabe que Rui Costa não vai estar no Mundial do Ruanda. Quanto ao Europeu de França, cuja prova em linha se realiza a 5 de outubro, o corredor da EF Education-Easypost tem marcadas várias corridas em Itália a partir de dia 6, pelo que terá que conversar com a equipa para definir estas apertadas datas. Fica a conhecer o programa de Rui Costa para os próximos dias: Giro da Toscana Coppa Sabatini Memorial Marco Pantani Troféu Matteotti Podem rever no vídeo abaixo os últimos quilómetros do GP Indústria e Artesanato. https://www.youtube.com/watch?v=l09bajurNqg ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 15 | Pedersen vence em fuga para todos os gostos Dia de transição na Vuelta a Espanha 2025, onde uma fuga numerosa foi destaque. Triunfou Mads Pedersen, antes do regresso ao terreno montanhoso A 15ª etapa da Vuelta a Espanha 2025 ficou marcada por uma fuga de 47 ciclistas, em dia de tréguas no pelotão. Ciclistas com diferentes perfis lutaram pela vitória, que acabou por cair para Mads Pedersen (Lidl - Trek). Ivo Oliveira (UAE Emirates XRG) esteve na fuga do dia, e terminou a etapa na 11ª posição. João Almeida chegou inserido no pelotão. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 14 | Soler vence etapa, Almeida sólido Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Fuga para todos os gostos na Vuelta a Espanha 2025 Desde o início da etapa que as intenções das equipas ficaram claras: fuga muito numerosa, com 47 ciclistas, onde apenas não estavam homens da Visma | LAB e da Cofidis. Um dos destaques foi para Ivo Oliveira, o português da UAE Emirates XRG. O pelotão deu larga margem à fuga, e a vantagem ultrapassou os 11:29, tornando-se na maior diferença registada entre o grupo principal e os fugitivos numa corrida em 2025. A 118 km para o fim da etapa, Jay Vine (UAE Emirates XRG) e Louis Vervaeke (Soudal Quick-Step) atacaram a fuga e seguiram para a frente da corrida. A 60 km do fim, a dupla tinha cerca de 3:00 de vantagem para o primeiro grupo perseguidor. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Mads Pedersen quer picar o ponto A cerca de 30 km do fim, os fugitivos passaram pelo sprint intermédio. No grupo perseguidor, Mads Pedersen, Egan Bernal (INEOS Grenadiers) e Santiago Buitrago (Bahrain - Victorious) atacaram o grupo perseguidor e abriram algum espaço. A este trio juntaram-se quatro ciclistas. O grupo perseguidor com sete elementos trabalhou para reduzir a diferença para a frente, que a 15 km era de apenas 0:20 para o duo que liderava a corrida. A junção dos dois grupos da frente deu-se a 8 km da meta. Ficavam nove ciclistas na contenda para a vitória da etapa, quando o pelotão rodava 14:00 atrás da frente da corrida. Créditos: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency Final nervoso A 5 km do fim, os nove da frente tinham 0:30 sobre o grupo perseguidor, que ainda levava quase 40 unidades. Os interesses eram muitos e os ciclistas no grupo da frente começaram a entreolhar-se na aproximação à meta. A 2,2 km do fim, foi Mads Pedersen o primeiro a tentar atacar o grupo, embora de forma tímida. O dinamarquês foi neutralizado, e logo de seguida ajudou a neutralizar outras movimentações, para garantir um final ao sprint. Na chegada rápida, foi Marco Frigo (Israel - PremierTech) o primeiro a mexer, a 500 metros do fim. Mads Pedersen agarrou a roda, lançou o sprint pouco depois, e não teve concorrência. O dinamarquês da Lidl - Trek, líder da classificação por pontos, vence a sua primeira etapa nesta edição da Vuelta a Espanha 2025. Quarta etapa na Vuelta para Pedersen (venceu três em 2022), 14ª da temporada, e quinta em grandes voltas este ano, depois das quatro que somou no Giro D'Italia, às quais juntou a vitória na classificação dos pontos. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=2I-hJsUUv_s&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Pedersen MadsLidl - Trek4:02:132Aular OrluisMovistar Team,,3Frigo MarcoIsrael - Premier Tech,,4Buitrago SantiagoBahrain - Victorious,,5Dunbar EddieTeam Jayco AlUla,,6Bernal EganINEOS Grenadiers,,7Vervaeke LouisSoudal Quick-Step,,8Vine JayUAE Team Emirates - XRG0:089Sheffield MagnusINEOS Grenadiers*0:0010Segaert AlecLotto0:23 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike57:35:332Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:483Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:384Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe3:105Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team3:306Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe4:217Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech4:538Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike5:469Lecerf JuniorSoudal Quick-Step5:4910Træen TorsteinBahrain - Victorious6:33 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 14 | Soler vence etapa, Almeida sólido Depois do mítico alto do Angliru, continuaram as dificuldades na Vuelta a Espanha 2025, com mais uma chegada em alto, desta vez na duríssima La Farrapona. Marc Soler (UAE Team Emirates-XRG) integrou a numerosa fuga do dia, que tinha outros nomes de destaque como Staune-Mittet, Bjerg, Bagioli ou Carlos Verona. Com a dureza acumulada, o espanhol foi resistindo até ficar isolado na frente, partindo sozinho para a vitória nos últimos quilómetros da temida subida final (16,5 km a 6,2%). Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Marc Soler concretizou a aposta da equipa desde a fuga inicial e garantiu o sétimo triunfo para a formação da UAE Team Emirates-XRG nesta edição da corrida. Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency Os homens da geral mantiveram-se na expectativa até perto da meta. A UAE Team Emirates-XRG trabalhou para João Almeida e conseguiu manter ritmo forte até à subida final. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1964335251657769114 Só nos derradeiros quilómetros surgiram os ataques, Jai Hindley mexeu primeiro após um breve trabalho de Pellizzari, apenas Jonas Vingegaard e João Almeida conseguiram responder. No sprint pelas bonificações, o dinamarquês bateu o português e conseguiu ganhar-lhe dois segundos na geral da Vuelta a Espanha 2025. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/03VNkqvQ1yQ?si=VV0yeEavki3RXQL3 Top 10 etapa 14 Pos.CiclistaEquipaTempo1Marc SolerUAE Team Emirates-XRG03:48:222Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike+ 39"3João AlmeidaUAE Team Emirates-XRG+ 39″4Jai HindleyRed Bull-BORA-hansgrohe+ 43″5Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 48″6Giulio PellizzariRed Bull-BORA-hansgrohe+ 53″7Matthew RiccitelloIsrael-Premier Tech+ 53″8Tom PidcockQ36.5 Pro Cycling Team+ 53″9Sepp KussTeam Visma Lease a Bike+ 53″10Finlay PickeringBahrain Victorious+ 1:25 Top 10 classificação geral Pos.CiclistaEquipaTempo1Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike53:19:492João AlmeidaUAE Team Emirates-XRG+ 48″3Tom PidcockQ36.5 Pro Cycling Team+ 2:384Jai HindleyRed Bull-BORA-hansgrohe+ 3:105Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 3:306Giulio PellizzariRed Bull-BORA-hansgrohe+ 4:217Matthew RiccitelloIsrael-Premier Tech+ 4:538Sepp KussTeam Visma Lease a Bike9Torstein TræenBahrain Victorious+ 6:3310Matteo JorgensonTeam VismaLease a Bike ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 13 | Histórico João Almeida parte a concorrência no Angliru João Almeida bateu Jonas Vingegaard no Alto do Angliru, ganhou quatro segundos, mas o dinamarquês mantém a liderança da geral da Vuelta a Espanha. Vejam o vídeo! O Angliru: subida brutal de 12,4 km com pendente média de 9,8 % e zonas de 23,5 % de inclinação. Um dos cenários mais duros da Vuelta a Espanha e local da segunda vitória de João Almeida (UAE Emirates XRG) numa Grande Volta – a primeira foi no Monte Bondone, há dois anos, no Giro de Itália. Uma ascensão onde os ciclistas não se podem esconder e são as pernas que têm que falar. E se falaram as do ciclista de A dos Francos! João Almeida inscrevreu o nome na subida mais dura de Espanha, juntando-se a nomes como Alberto Contador, Roberto Heras e Primoz Roglic, também eles vencedores no Angliru. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Destaque para Ivo Oliveira Antes de chegar ao Angliru, os ciclistas tinham mais de 140 km planos e duas subidas de primeira categoria, que os deixavam na entrada da última ascensão. Uma fuga numerosa saiu para a frente, tal como aconteceu na etapa 12. Eram 25 fugitivos, com especial destaque para Ivo Oliveira que (tal como o irmão Rui Oliveira) celebrou da melhor maneira o 29º aniversário. A fuga chegou a ter 4:00 de vantagem para um pelotão que ia gerindo a diferença, mas que guardou as forças para a subida ao Angliru. O último ciclista alcançado pelo grupo dos favoritos foi Bob Jungels (INEOS Grenadiers), já dentro da derradeira ascensão, com 5,4 km para a meta. https://twitter.com/lavuelta/status/1963988811332894827 Um belo presente no dia em que fez 29 anos para Ivo Oliveira. UAE controlou o pelotão à entrada do Angliru Roberto Heras marcou o recorde da subida, 41:56 em 2000 (e venceu lá em 2002), e Alberto Contador venceu por duas vezes: a segunda, em 2018, a última grande vitória do "Pistolero". Em 2023, o Angliru marcou o início do fim da etapa de Roglic na então Jumbo-Visa (atual Visma | LAB), quando junto com Vingegaard deixaram para trás Sepp Kuss. À época Kuss era líder da corrida e viria a manter essa liderança; apesar de ter ganho na subida asturiana, Roglic saiu da equipa no fim desse ano por sentir que podia ter vencido essa Vuelta. Este ano a UAE controlou o pelotão à entrada do Angliru. A equipa de João Almeida impôs um ritmo alto e encurtou muito o pelotão na fase inicial. Jay Vine, Felix Grosschartner e Domen Novak deram apoio ao português, coisa que Juan Ayuso e Marc Soler, que estiveram em fuga no dia anterior, não conseguiram fazer. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli João Almeida assumiu a dianteira do grupo Ivo Oliveira também apareceu. Após ter descolado da fuga, o campeão nacional foi a tempo de endurecer o ritmo. Já sem gregários, João Almeida assumiu a dianteira do grupo a 6 km e nunca mais saiu da frente. Nesta altura, à roda do português só estavam Jai Hindley (Red Bull - BORA - hansgrohe), Vingegaard e Kuss (Visma | LAB). Para trás já tinham ficado vários nomes de destaque nesta Vuelta a Espanha 2025, como Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale), Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling) ou Giulio Ciccone (Lidl - Trek). https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1963983946984702202 "É a subida mais difícil do mundo" A 4,5 km do fim, João Almeida "descarregou" Hindley e Kuss; os dois mais fortes da Vuelta a Espanha 2025 ficaram isolados na frente da corrida. Almeida e Vingegaard seguiram juntos até aos últimos metros do Angliru. A etapa foi decidida ao sprint e o momento foi histórico para o ciclismo nacional: o português foi mais forte e bateu o dinamarquês para a primeira vitória da carreira na prova espanhola. "Ainda não acredito. Agradeço aos meus colegas de equipa, foram incríveis. Meti o meu ritmo e fiz o melhor que pude. O Jonas esteve sempre na minha roda, no último quilómetro estava no limite, estava à espera do ataque dele e pensei que me ia ultrapassar no final, mas conhecia bem os últimos metros, sabia que era difícil passar. Acho que foi espetacular. É a subida mais difícil do mundo, é louco, estou contente por ter acabado. Ainda tenho algum tempo para recuperar ao Jonas, ele está fenomenal, não vai ser fácil, mas nunca desistimos." João Almeida à Eurosport. Foto: Jonathan Biche Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/u4gItS2Ay6o?si=zkKTqH1z4pWnoEMF Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG4:54:152Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,,3Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe0:284Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike0:305Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team0:526Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe1:117Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team1:168Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech,,9Ciccone GiulioLidl - Trek2:1510Balderstone AbelCaja Rural - Seguros RGA3:06 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike49:30:542Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:463Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:184Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe3:005Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team3:156Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe4:017Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech4:338Ciccone GiulioLidl - Trek4:549Træen TorsteinBahrain - Victorious5:2110Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike5:26 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Trek apresenta as novas luzes Ion 100 R e Flare R City  A Trek Bicycle apresenta as novas luzes para bicicletas urbanas Ion 100 R e Flare R City Segundo a marca norte-amerciana, as novas luzes da Trek oferecem um novo design elegante e fácil de utilizar, um carregamento mais rápido e maior autonomia. Ler mais | Nova FX Sport Equipped da Trek Mais tempo de funcionamento  As novas luzes Ion 100 R e Flare R City da Trek duram 28% mais tempo e têm novos indicadores de carga para que os ciclistas possam ver a bateria disponível antes de sair.  Ler mais | Teste de luzes de bicicleta diurnas | Bontrager Flare RT e Ion 200 RT Design inteligente   Ambos os modelos apresentam um design melhorado da sua carcaça para evitar o encadeamento e proporcionar uma maior visibilidade lateral para aumentar a segurança nos cruzamentos.  Carregamento fácil  Incluem uma porta de carregamento USB-C que permite carregar a bateria de forma mais rápida e fácil entre cada utilização.  A diferença de se pedalar com luz de circulação diurna  Pesquisas demonstram que uma luz traseira intermitente e visível durante o dia é a forma mais eficaz para os ciclistas aumentarem a sua visibilidade na estrada. A Trek explica que as luzes de circulação diurna “foram desenvolvidas com um padrão de flash, foco e alcance específicos para se destacarem melhor em condições de luz diurna”. As novas luzes Ion 100 R e Flare R City já estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek.  ### Nova Cervélo R5 - A mais leve de sempre A Cervélo apresentou a nova geração da R5, bicicleta de estrada icónica da marca que chega com um número que salta à vista: 5,97 kg. no tamanho 56. Ou seja, quase 900 gramas abaixo do limite mínimo de peso definido pela UCI para ciclismo profissional, sendo também a mais leve de sempre da marca. De acordo com a Cervélo o objetivo foi claro desde o início: manter a identidade deste modelo, que sempre foi um dos mais leves da marca, para os grandes dias de montanha e subidas exigentes nas grandes voltas, mas sem comprometer rigidez, aerodinâmica ou confiança na pilotagem (aspetos onde muitas vezes os quadros demasiado leves acabam por falhar). Leve, mas também rígida A Cervélo não é novata no desenvolvimento de bicicletas leves. O histórico vai desde a revolucionária R5CA, há mais de duas décadas, até vitórias como a de Wout van Aert no Mont Ventoux ou, mais recentemente, Pauline Ferrand-Prévot no Tour de France Femmes. Ler mais | Cervélo apresenta a nova S5 ao público Nesta nova R5, a marca conseguiu reduzir 326 gramas em componentes próprios, além de cortar 100 g no quadro e 100 g na forqueta, resultando em apenas 651 gr. para o quadro (tamanho 56) e 298 g para a forqueta. O objetivo foi sempre manter uma bicicleta que acelera e reage bem sob a potência dos profissionais, mas que ao mesmo tempo transmite confiança também nas descidas. Novo cockpit e rodas novas O cockpit recebeu especial atenção. O novo conjunto guiador/avanço HB18 é integrado, mais leve (menos 150 g) e mais aerodinâmico (segundo a marca com uma poupança de 2 watts em relação ao modelo anterior). A Cervélo destaca ainda que todos os tamanhos cumprem as normas da UCI, mesmo após as alterações mais recentes, e que é possível trocar por outro tamanho no prazo de 60 dias após a compra. Já as rodas, as novas Reserve 34 | 37 SL, foram desenvolvidas especificamente para esta R5. Permitem uma poupança adicional de 60 gr. face às anteriores, mantendo rigidez e resistência. Geometria clássica mas ajustada A geometria de condução mantém-se praticamente inalterada, salvo um ligeiro ajuste na altura do movimento pedaleiro para receber pneus até 29 mm. A maior novidade está na geometria de encaixe, agora alinhada com a da Cervélo S5, algo que facilita a alternância entre modelos para os ciclistas correm em equipas profissionais, como a Visma | Lease a Bike. Montagens, preços e disponibilidade A nova Cervélo R5 chega em várias opções de montagem, além do quadro disponível em separado. Ultegra Di2 – 8 220 € Cores: Five Black | Bronze, Five Black | Silver Force AXS – 8 220 € Cores: Five Black | Bronze, Five Black | Silver Dura-Ace Di2 – 11 850 € Cores: Five Black | Bronze RED XPLR AXS 1 – 11 850 € Cores: Five Black | Bronze RED AXS – 11 850 € Cores: Five Black | Bronze Frameset – 6 060 € Cores: Five Black | Bronze, Five Black | Silver Podes ver os pontos de venda e disponibilidade da nova Cervélo R5 aqui no site da Bicimax: bicimax.com/pt ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 12 | Ayuso vence sob sombra do Angliru Juan Ayuso voltou a vencer nesta edição da Vuelta. Integrado na fuga o espanhol fez uma etapa imaculada, aproveitando o excelente trabalho de Soler. Os favoritos não se atacaram e resguardaram-se para o mítico Angliru da próxima etapa. Depois de um dia algo atípico na Vuelta a Espanha, a caravana seguiu em terrenos montanhosos e com a sombra do Angliru da próxima etapa sempre presente. Antes disso, houve 145 km para percorrer de Laredo a Los Corrales de Buelna, numa etapa com duas contagens de montanha de segunda e primeira categorias. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 11 | Fantástico Pidcock em final atípico Foto: Unipublic/SprintCyclingAgency Meia centena em fuga Com um perfil chamativo para uma fuga e com as equipas a controlarem esforços para os próximos dias, a etapa de hoje era uma grande oportunidade para se lutar por uma vitória. Reunidas estas condições, mais de meia centena de ciclistas adiantou-se ao pelotão nos quilómetros inicias, constituindo uma fuga de 53 homens. Bruno Armirail (Decathlon AG2R La Mondiale) era o corredor melhor classificado na geral a 8'27 e teve companhia de nomes nomes como Ayuso, Soler, Campanaerts, Pedersen, Landa, Romo, Kwiatkowski e Buitrago. Com tanta força na frente, o grupo foi ganhando tempo ao pelotão controlado pela Visma | LAB, e foi-se contra-atacando durante grande parte da etapa.   Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Subida a Collada de Brenes O grupo fugitivo com tantas opções de trabalho e perante a passividade das equipas do pelotão, chegou ao sopé da subida de primeira categoria Collada de Brenes (7 km a 7.9 %) com mais de cinco minutos de vantagem. Estando o cume situado a pouco mais de 20 km da meta e com descida adjacente, esta subida ia ser determinante para se encontrar o vencedor da etapa. Nesta altura, um grupo de seis elementos atacou da fuga, com o grupo perseguidor a desfazer-se ao ritmo de Soler, que tentava levar Ayuso à frente. Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Ayuso junta-se a Romo Perto do final da subida, Ayuso conseguiu fazer a ponte para a frente e, com a companhia de Romo (Movistar) iniciou a descida em direção a Corrales de Buelna. O pelotão fez a subida a ritmo e sem ataques, descendo com cautela e guardando energias para a duríssima etapa 13. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Ayuso vs. Romo Na aproximação à meta, a etapa estava destinada a um duelo de espanhóis já que Ayuso e Romo levavam mais um minuto a 10 km do fim. A dupla foi-se revezando na frente começando os jogos psicológicos nos quilómetros finais mas quando a distância já era suficiente para um sprint a dois. Ayuso foi o mais forte e venceu pela segunda vez nesta Vuelta, dando mais uma vitória à equipa de João Almeida, a 78.ª da temporada, relegando Romo para o segundo lugar. Quanto aos favoritos à classificação geral não houve ataques e todos chegaram integrados no pelotão, resguardando-se para a duríssima chegada ao Angliru. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/w0QE0MgJYTg?si=GqpTyHCy563dIo-3 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Ayuso Juan UAE Team Emirates - XRG3:16:212 Romo Javier Movistar Team,,3 Rolland Brieuc Groupama - FDJ0:134 Campenaerts Victor Team Visma | Lease a Bike0:175 Pedersen Mads Lidl - Trek,,6 Denz Nico Red Bull - BORA - hansgrohe,,7 Howson Damien Q36.5 Pro Cycling Team,,8 Buitrago Santiago Bahrain - Victorious,,9 Beloki Markel EF Education - EasyPost,,10 Castrillo Pablo Movistar Team,, Top 10 classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike44:36:452 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:503 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:564 Træen TorsteinBahrain - Victorious1:065 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2:176 Armirail BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team2:227 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:268 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe2:309 Ciccone GiulioLidl - Trek2:3310 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe2:44 ### Specialized apresenta a nova S-Works Levo 4 LTD A Specialized apresenta a nova S-Works Levo 4 LTD, uma edição exclusiva, premium e limitada da bicicleta que conquistou o título de 'Melhor E-MTB do Ano'. Ler mais | Specialized apresenta a nova Vado SL 2 S-Racing LTD Versão especial da S-Works Levo 4 Esta versão especial combina a reconhecida plataforma S-Works Levo 4 com o que a Specialized descreve como "componentes de topo: A inovadora suspensão invertida FOX Podium; os travões de precisão extrema Trickstuff MAXIMA; os leves e resistentes cranques em titânio Cane Creek Electric Wings" O resultado é uma E-MTB que eleva o desempenho a um novo patamar, com controlo, capacidade, precisão e prestígio incomparáveis. Mantém-se a experiência SuperNatural que define a Levo 4: super potência, super controlo, super tração e super autonomia. Agora envolvida numa montagem e pintura únicas, que tornam esta bicicleta instantaneamente icónica. Specialized Destaques da Specialized S-Works Levo 4 LTD A Specialized destaca, e detalha, pelas suas palavras, alguns dos componentes da nova S-Works Levo 4 LTD: Plataforma S-Works Levo 4. E-MTB do Ano: Desempenho "intuitivo e poderoso", com tração e autonomia superiores. Suspensão FOX Podium (exclusiva): Design invertido que "redefine os limites de controlo e aderência". Travões Trickstuff MAXIMA: Pistões ocos em aço inoxidável, tubos em malha de aço e manetes com rolamentos selados "para uma travagem precisa e potente". Cranques Cane Creek Electric Wings em titânio: Apenas 383 gramas, "praticamente indestrutíveis e altamente reativos". Montagem ultra-limitada: Uma expressão rara da melhor e-MTB do mundo. Disponível apenas para poucos. Pintura Custom Strata: Processo exclusivo de várias camadas que varia entre azul-marinho profundo e azul astral. Confere a nova S-Works Levo 4 LTD da Specialized aqui. ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 11 | Fantástico Pidcock em final atípico A 11.ª etapa da Vuelta não atribuiu vencedor e tirou os tempos a 3 km do final devido a protestos na meta. Pidcock descarregou toda a gente na última subida, bonificou e ganhou tempo a Vingegaard e João Almeida que também esteve ao ataque. A Vuelta a Espanha segue a bom ritmo e apresentou hoje uma etapa tipo clássica com muito sobe e desce e muitas subidas inclinadas. Com um total de 157 quilómetros percorridos em Bilbao, os ciclistas tiveram cinco subidas de terceira categoria e duas de segunda para ultrapassar, num verdadeiro dia rompe pernas. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic/Naike Ereñozaga Fuga inicial de três ciclistas Marc Soler (UAE Emirates-XGR), Mads Pedersen (Lidl-Trek) e Orluis Aular (Movistar) foram os ciclistas que resistiram na frente depois de várias tentativas de formação de fuga. O trio rolou junto durante vários quilómetros até que Marc Soler, a 80 km do fim, aumentou o ritmo e sem grande réplica dos companheiros de fuga seguiu sozinho. No pelotão a Visma | LAB ia controlando as operações mantendo os fugitivos a uma distância controlada até apanhar Soler a 60 km da meta. Foto: Unipublic/Naike Ereñozaga Ataque de Landa Na antepenúltima subida do dia, Alto del Vivero (4.3km a 7.9%) Mikel Landa (T-Rex-Quickstep) atacou e foi seguido por um quinteto de ciclistas comandado por Santiago Buitrago (Bahrain - Victorious). Buitrago conseguiu alcançar o espanhol que, uns quilómetros à frente, descolou com problemas físicos nas costas, consequência ainda da queda no final da 1.ª etapa da Volta a Itália, deixando Buitrago sozinho. Nesta altura, a Red Bull-Bora-Hansgrohe pegou num pelotão já muito reduzido selecionando ainda mais o grupo. https://twitter.com/lavuelta/status/1963253879421780344 João Almeida ao ataque Na segunda ascensão ao Alto del Vivero, João Almeida atacou por duas vezes sendo seguido prontamente por Jonas Vingegaard e os restantes favoritos. Torstein Træen (Bahrain - Victorious) segundo classificado e Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale) quinto, foram os únicos ciclistas do top 10 a descolar. Dobrada a subida, o grupo dos favoritos iniciou a descida em direção à última subida do dia Alto de Pike(2.1km a 9.2%) com a Visma | LAB a demonstrar todo o seu poderio com quatro elementos num grupo de 13 ciclistas. Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Pidcock descarrega toda a gente Antes da última subida do dia, a organização da Vuelta informou que os tempos iam ser tirados a 3 km da meta devido a incidentes com protestantes, ficando a etapa sem vencedor atribuído. Na subida ao Alto de Pike, a equipa do líder Visma | LAB usou Jorgenson e impôs um ritmo fortíssimo com João Almeida muito bem colocado. Pidcock (Q36.5 Pro Cycling Team) foi o primeiro a atacar e deixou toda a gente em dificuldades, dobrando a subida em primeiro e bonificando seis segundos. Vingegaard alcançou Pidcock na descida e formaram uma dupla, dificultando a tarefa de perseguição de João Almeida, que perdia dez segundos para os líderes. Os dois acabaram a etapa juntos, com João Almeida e os restantes elementos do grupo logo atrás. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/lWFhgOfCGR0?si=QHfCt_6ojQeb9ukS Devido aos protestos na meta final da 11.ª etapa da Vuelta a Espanha, a etapa foi cancelada a três quilómetros da chegada. Os tempos finais foram registados nesse ponto, não sendo declarado nenhum vencedor de etapa. Tempos na passagem dos três quilómetros finais PosCiclistaEquipaTempoBon.1Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike03h 40' 14''4"2Thomas PidcockQ36.5 Pro Cycling Team"6"3Jai HindleyRed Bull - BORA - hansgrohe+10″4João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG"2"5Matteo JorgensonTeam Visma Lease a Bike,,6Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team,,7Egan BernalINEOS Grenadiers+24"8Giulio CicconeLidl - Trek,,9Giulio PellizzariRed Bull - BORA - hansgrohe,,10Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech,, TOP 10 Classificação Geral Pos.CiclistaEquipaTempo1Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike41h 14' 02''2João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG+0:503Thomas PidcockQ36.5 Pro Cycling Team+0:564Torstein TræenBahrain - Victorious+1:065Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+2:176Matteo JorgensonTeam Visma Lease a Bike+2:267Jai HindleyRed Bull - BORA - hansgrohe+2:308Giulio CicconeLidl - Trek+2:339Giulio PellizzariRed Bull - BORA - hansgrohe+2:4410Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+3:11 ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 10 | Jay Vine faz a dobradinha Chegada em alto deu a segunda vitória a Jay Vine, num dia que viu Ayuso e Almeida partilhar esforços e partir o pelotão. Vingegaard é o novo líder por troca com Torstein Træen. João Almeida foi o mais valente e chegou com os favoritos. Regresso da Vuelta a Espanha depois do primeiro dia de descanso, com mais uma etapa com chegada em alto, a El Ferial Larra Belagua (9.4 km a 6.1%). Os ciclistas percorreram 175 km e, para além da subida final, havia também uma terceira categoria situada na segunda metade da etapa que potenciava um grande dia de ciclismo. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Fuga tardou a definir-se A etapa começou com ataques e contra-ataques e com vários ciclistas a tentarem formar uma fuga que tardou a ficar definida. Depois de várias tentativas, só a 67 km para o fim é que um grupo numeroso de corredores conseguiu adiantar-se ao pelotão, antes da subida de terceira categoria ao Alto de Las Coronas (7.5 km a 4.7%). Este grupo, com cerca de 27 corredores, ganhou mais de três minutos ao pelotão, obrigando a Bahrain Victorious do líder Torstein Træen a pôr-se ao trabalho. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Fuga de la fuga Com tanta gente na frente, a luta pela etapa estava ao rubro e vários corredores tentaram sair da fuga. Entre eles, Alec Segaert (Lotto) iniciou a última subida com três minutos para o pelotão e quase um minuto de vantagem para os perseguidores que se iam atacando mutuamente. Todos estes ataques levaram até à frente da corrida os fugitivos que perseguiam, ficando um grupo de cinco ciclistas com 2 minutos de vantagem para o pelotão a 7 km do fim. Assistindo a isto tudo estava Miguel Indurain penta campeão do Tour, que esteve à partida no Parque de la Naturaleza Sendaviva, juntamente com Óscar Pereiro, também vencedor do Tour em 2006. https://twitter.com/As_Ciclismo/status/1962885446851006830 Ayuso e João Almeida partem o pelotão No pelotão, Juan Ayuso foi para a frente e reduziu o grupo a cerca de uma dezena de ciclistas, dando a vez a João Almeida que com o seu ritmo explosivo levou na roda apenas Vingegaard, Pidcock e Jorgenson. Na frente foi a vez de Jay Vine (UAE Emirates-XRG) atacar, alcançar e passar a frente da corrida, indo à procura da segunda vitória de etapa. Créditos: Sam Buchli Jay Vine vence pela segunda vez Jay Vine esteve muito forte e nunca mais foi alcançado, vencendo pela sua segunda vez na Vuelta a Espanha aumentando também a sua vantagem na classificação da montanha. No grupo dos favoritos, Torstein Træen descolou e perdeu a liderança para Vingegaard, que chegou com João Almeida que tentou e foi o mais valente, no grupo dos favoritos. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1962896220029886692 Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/7WEF3it-tLE?si=TadniCfZIoEcA1-5 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTEmpo1 Vine JayUAE Team Emirates - XRG3:56:242 Castrillo PabloMovistar Team0:353 Romo JavierMovistar Team1:044 Ryan ArchieEF Education - EasyPost1:055 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team,,6 Ciccone GiulioLidl - Trek,,7 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,,8 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,9 Lecerf JuniorSoudal Quick-Step,,10 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike37:33:522 Træen TorsteinBahrain - Victorious0:263 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:384 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:585 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2:036 Ciccone GiulioLidl - Trek2:057 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:128 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe2:169 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe,,10 Riccitello MatthewIsrael - Premier Tech2:43 ### UAE Team Emirates – XRG anuncia a saída de Juan Ayuso da equipa A relação entre Juan Ayuso e a UAE Team Emirates – XRG chegou ao fim antes do previsto. O jovem espanhol, que tinha contrato até 2028, vai deixar a equipa no final da temporada de 2025, após divergências quanto ao programa de desenvolvimento e à filosofia desportiva da equipa. Ayuso chegou à equipa em 2021 como mais um talento promissor do ciclismo mundial e cedo o confirmou, conquistando o 3.º lugar na Vuelta a Espanha 2022 e outras vitórias de relevo, como o Tirreno-Adriatico em 2025. No entanto, a falta de entrosamento com a equipa em algumas ocasiões, como no Tour em 2024 e, mais recentemente, no Giro 2025 e Vuelta 2025, poderá ter levantado algumas tensões dentro da equipa. Créditos da foto: Massimo Paolone/LaPresse Durante o Giro deste ano, Ayuso começou como líder, mas acabou por perder protagonismo para Del Toro, que terminou a corrida no 2.º lugar. Já em preparação para o Mundial, foi surpreendido com a convocatória para a Vuelta a España, algo que não agradou ao espanhol, sobretudo pela perspetiva de não ser o líder nesta corrida. Foto: LaPresse Hoje, durante o primeiro dia de descanso da Vuelta, a equipa lançou uma notícia bomba que anuncia a saída de Juan Ayuso. Em comunicado oficial da UAE Team Emirates – XRG, estas foram as declarações de Mauro Gianetti: “O Juan tem sido um talento valioso e estamos gratos pelo que construímos juntos. O nosso projeto desportivo sempre se baseou na continuidade, harmonia de grupo e na construção de uma equipa vencedora. Acreditamos que esta decisão é a mais consistente com os valores que definem a nossa organização. Desejamos ao Juan todo o sucesso no futuro.” — Mauro Gianetti, CEO da UAE Team Emirates – XRG Ayuso também deixou uma mensagem de despedida no mesmo comunicado: “Quero agradecer à equipa pelo apoio e pelas oportunidades que me deram ao longo destes anos. Tive a chance de crescer e competir ao lado dos melhores, e sei que o que aprendi ficará sempre comigo. Agora sinto que é o momento de seguir um caminho diferente, com o mesmo entusiasmo. Desejo muito sucesso à UAE Team Emirates – XRG no futuro.” Juan Ayuso, ciclista da UAE Team Emirates – XRG Lidl-Trek poderá ser o destino de Juan Ayuso Com apenas 22 anos, Juan Ayuso é um dos maiores talentos do pelotão internacional e não faltarão equipas interessadas na sua contratação. Há rumores de que a Lidl-Trek á a principal candidata a recebê-lo já em 2026. Créditos da foto de destaque: Fabio Ferrari/LaPresse ### Opinião: João Almeida, a UAE Emirates e o "Fado" de ser português Hoje na minha pedalada matinal só pensava na etapa nove da Vuelta, no João Almeida, na equipa UAE Team Emirates e em toda a quantidade de comentários que houve pelas redes sociais após a etapa. Gosto de ciclismo por muitas razões e algumas delas têm a ver com o facto deste desporto nos mostrar coisas que vão além do desporto propriamente dito. O que tenho visto na Vuelta a Espanha parece um resumo do que vejo durante a carreira de tantos atletas portugueses (não só do João Almeida, mas é dele que vou falar). Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Não gosto do discurso do "coitadinho do português" mas a verdade é que olho para João Almeida, um dos melhores ciclistas do mundo da atualidade, numa das equipas mais poderosas do pelotão, e raramente vejo a sua liderança ser realmente respeitada e protegida em corrida. (Raramente não é nunca). Durante a minha pedalada pensava no caminho que João Almeida tem trilhado até chegar aqui e lembrava-me do filme "Perfume de Mulher", mais concretamente do discurso final do coronel Frank Slade, interpretado por Al Pacino. (Para os mais jovens e outros que não conhecem este filme de 1992, aconselho vivamente, é um filme marcante). No filme "Perfume de mulher" Charlie Simms era um jovem estudante humilde, vindo de uma família sem muitas posses, que conseguiu por mérito próprio uma bolsa para estudar numa prestigiada escola. Para ganhar algum dinheiro extra, num fim de semana aceitou o trabalho de “cuidar” do tal coronel reformado Frank Slade (Al Pacino), que era cego. Durante o desenrolar de vários acontecimentos ambos ficam amigos, principalmente porque o coronel Frank Slade vê naquele jovem valores importantes na sociedade e nas pessoas, valores pelos quais Charlie acaba por ser prejudicado e ver o seu lugar na escola em perigo, podendo ser expulso. Nesse discurso em defesa do jovem Charlie, o coronel Slade fala sobre valores – os verdadeiros valores que devem ser passados aos jovens: como lealdade, coragem, honra, sentido de comunidade, entre outros. Eu hoje pensava que se pudesse, metia o coronel Slade dentro do autocarro da UAE Team Emirates, a falar diretamente para os diretores desportivos da equipa, pois o que se tem visto nesta primeira semana da Vuelta não é digno de uma equipa que quer vencer a classificação geral final. (Vejam o vídeo e pensem se não vos dá vontade de o fazer). https://www.youtube.com/watch?v=YWAQ41TqFxE Ler mais | Não mudes Tadej Pogacar Corrijam-me se estiver errado, mas eu vejo alguns ciclistas da UAE a correr individualmente, a pensar só neles mesmos e a gastar energia em momentos que nada acrescentam ao objetivo maior, que seria vencer a Vuelta. No meio disto, o líder teórico da equipa (mas também o ciclista mais capaz e melhor colocado na classificação geral), João Almeida, vê-se sozinho muito cedo durante as etapas, numa batalha desigual contra a poderosa Visma Lease a Bike (que a par da UAE, é uma das mais poderosas equipas do mundo). Jonas Vingegaard é um ciclista extraordinário, a sua equipa também, e para os vencer tudo tem que ser perfeito, um João Almeida perfeito e uma UAE perfeita como equipa. Créditos: A.S.O. João Almeida tem aquela forma de ser, mais reservada, mas sempre se tem pautado por um homem que mostra aqueles valores que referi anteriormente. Quando noutras corridas lhe é pedido que trabalhe para os seus colegas, ele cumpre. Créditos: Sam Buchli Cumpre o que lhe pedem porque é profissional, porque sabe estar no ciclismo, mas também cumpre como funcionário exemplar que é na "empresa" UAE Team Emirates. Isto não se espera só de um profissional mas de um colega de equipa, seja ela qual for, no entanto, quando chega a hora de lhe darem o mesmo respeito, parece que não existe esse retorno e eu penso: será pelos diretores, será pelos proprietários da equipa ou será pelos colegas de equipa? Hoje pensava nisto tudo e lembrei-me daquele filme porque João Almeida me faz lembrar o jovem Charlie Simms. Neste caso fica-me a impressão de que é por ser português. Tem talento, vem de um país apaixonado pelo ciclismo mas com menos peso económico e político dentro do pelotão. Acho que até os donos da equipa, lá nos Emirados, deviam “puxar as orelhas” aos diretores que parecem esquecer-se daquilo que o João Almeida tem feito como ciclista e de quem é realmente o melhor colocado para ganhar a Vuelta, porque uma equipa e uma marca deve passar valores como a união e a lealdade, não o inverso. Foto: UAE Emirates/Fizza Enfim, isto não se vive só no ciclismo, tenho a certeza de que outros atletas e profissionais portugueses com talento e aspirações internacionais se vão rever neste tipo de cenário, digamos que é o "Fado" de ser português. E se João Almeida fosse "Juan Almeida"? Seria tudo igual? Créditos da foto de destaque: A.S.O.-Billy-Ceusters ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 9 | Vingegaard aproveita a solidão de João Almeida Nona etapa da Vuelta a Espanha 2025 terminou com vitória do favorito Jonas Vingegaard, num dia em que João Almeida teve de lutar sozinho Final em alto no nono dia da Vuelta a Espanha 2025 terminou com Jonas Vingegaard (Visma | LAB) a colocar tempo significativo em todos os rivais. João Almeida (UAE Emirates XRG) e Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling) foram os únicos a perder menos de 1:00 para o dinamarquês. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 8 | Philipsen não perdoa Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Última montanha do dia para as decisões na Vuelta a Espanha O nono dia da Vuelta a Espanha 2025 presenteou os ciclistas com a ligação Alfaro - Estación de Esquí de Valdezcaray. 195 km, a terminar com a única contagem de montanha do dia: primeira categoria de 13,3 km a 5,2% de pendente média, com as maiores dificuldades na parte inicial da ascensão. Uma fuga com cinco ciclistas saiu para a frente da corrida no início do dia, mas a margem nunca foi grande: os fugitivos não tiveram mais de 3:00 de vantagem, e foram apanhados à entrada da última subida. Quando o pelotão atingiu a montanha, foi a Visma | LAB a entrar ao trabalho, e a colocar um ritmo alto para o ataque de Jonas Vingegaard. Visma com um plano, UAE nem tanto A 11 km da meta, Matteo Jorgenson entrou ao trabalho para a Visma | LAB, e lançou Jonas Vingegaard para um ataque poderoso. O dinamarquês apanhou João Almeida recuado no pelotão, e só levou consigo na roda Giulio Ciccone (Lidl - Trek). O italiano não aguentou o ritmo e descolou pouco depois, para deixar Jonas Vingegaard sozinho na luta pela vitória. Atrás, João Almeida meteu o seu ritmo, e pouco a pouco foi reduzindo a diferença para a frente com Thomas Pidcock na sua roda. A diferença para Vingegaard era irrecuperável, e o dinamarquês seguiu a solo para a segunda vitória nesta edição da Vuelta a Espanha 2025. Nos últimos quilómetros, a inclinação suavizou e Almeida e Pidcock uniram forças para minimizar a distância para a frente, e aumentar as diferenças para quem ficou atrás. Pidcock foi segundo, e Almeida terceiro, a 0:24 de Vingegaard. Felix Gall chegou a 1:02 do vencedor, e o grupo seguinte, com 13 unidades, perdeu 1:46 para a frente da corrida. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli João Almeida lamentou estar sozinho Nas declarações dos ciclistas após o término da etapa também houve espetáculo. Matteo Jorgenson explicou o ataque de Jonas Vingegaard aos microfones da Max: Foi completamente algo do momento. O Jonas perguntou se alguém o podia lançar, eu perguntei ‘agora?’ e mandei-o para a frente. Foi um grande dia, podemos ir para o dia de descanso com sensações positivas. Matteo Jorgenson (Visma | LAB), à HBO Max João Almeida, por sua vez, pareceu lamentar a pouca ajuda que teve da sua equipa na última subida. O português teve de trabalhar muito, num dia em que os colegas da UAE Emirates XRG não pareceram ter ritmo para acompanhar o grupo dos favoritos à classificação geral. Começou por falar no "fator surpresa" em relação ao ataque de Jonas Vingegaard. Quando questionado sobre a ajuda que teve dos colegas de equipa, explicou: Podia ver que iam no limite, não podiam fazer muito. Senti um bocadinho a falta dos meus colegas hoje, ninguém esteve comigo no final, mas as coisas são como são. A subida não era tao inclinada, poupa-se muito à roda, mas nunca saberemos. João Almeida (UAE Emirates XRG), à HBO Max Foto: Jonathan Biche A Vuelta a Espanha tem esta segunda-feira o primeiro verdadeiro dia de descanso e regressa na terça-feira com uma 10ª etapa com novo final em alto, em Larra Belagua, na comunidade de Navarra.Serão 175,3 km e uma subida final de 1ª categoria com 9,4 km a 6,3 % bastante parecida com a chegada a Valdezcaray. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=X3AzU-mTRE8&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike4:32:102Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:243Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG,,4Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team1:025García Pierna RaúlArkéa - B&B Hotels1:466Soler MarcUAE Team Emirates - XRG,,7Ciccone GiulioLidl - Trek,,8Beloki MarkelEF Education - EasyPost,,9Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,,10Fortunato LorenzoXDS Astana Team,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Træen TorsteinBahrain - Victorious33:35:462Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike0:373Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG1:154Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team1:355Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2:146Ciccone GiulioLidl - Trek2:427Fortunato LorenzoXDS Astana Team2:478Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:499Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe2:5310Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe, Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Taça do Mundo XCO | Les Gets: Rissveds faz dobradinha e Luca Martin vence em casa O regresso da Taça do Mundo de XCO a Les Gets, Haute-Savoie, ficou marcado por duas fantásticas histórias nas corridas de elite. Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV XCO) conquistou a sua primeira "dobradinha" (vitórias em XCC e XCO no mesmo fim de semana), enquanto o francês Luca Martin (Cannondale Factory Racing) conseguiu a sua primeira vitória de sempre na elite da Taça do Mundo, triunfando perante o público em casa. Jenny Rissveds, avassaladora A sueca que se sagrou campeã da Europa recentemente em Portugal, esteve simplesmente intocável em Les Gets, aliás como vem sendo nas ultimas provas. Créditos: uci mountainbike worldseries Depois de vencer o XCC no sábado, Jenny Rissveds voltou a dominar no domingo, distanciando-se desde a primeira volta e construindo uma vantagem sólida. Mesmo com um pequeno erro técnico a meio da corrida, manteve sempre o controlo e cortou a meta com mais de um minuto de vantagem sobre as adversárias. Alessandra Keller (Thömus Maxon) e Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team) travaram uma batalha pela segunda posição, com a suíça a levar a melhor no sprint final. Créditos: uci mountainbike worldseries Maxwell, apesar do terceiro lugar, mantém a liderança do ranking geral. As portuguesas em Les Gets Entre as representantes nacionais, Ana Santos voltou a mostrar consistência ao terminar na 40.ª posição, enquanto Raquel Queirós concluiu a prova na 56.ª posição. Top 10 Elite Feminina Pos.CiclistaEquipaTempoPontos1Jenny RissvedsCanyon CLLCTV XCO1:12:012502Alessandra KellerThömus Maxon1:13:132003Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team1:13:331604Rebecca HendersonOrbea Fox Factory Team1:13:391505Martina BertaOrigine Racing Division1:13:521406Savilia BlunkDecathlon Ford Racing Team1:13:561307Laura StiggerSpecialized Factory Racing1:14:201208Evie RichardsTrek Factory Racing – Pirelli1:14:361109Jolanda NeffCannondale Factory Racing1:15:2610010Puck PieterseAlpecin-Deceuninck1:16:0795 Luca Martin com vitória de sonho em França Na corrida masculina, a festa foi de Luca Martin. O atual campeão nacional francês brilhou perante os seus adeptos e alcançou a sua primeira vitória na Taça do Mundo de XCO, depois de já ter vencido o XCC em Andorra no mês passado. Créditos: uci mountainbike worldseries A corrida foi disputadíssima, com ataques constantes, mas Martin mostrou sangue-frio, respondeu ao ataque final de Luca Braidot (Wilier-Vittoria Factory Team) e lançou a ofensiva decisiva na última subida. Cortou a meta isolado, com direito a cavalinho para celebrar um momento inesquecível. Atrás dele, Braidot foi segundo e Mathias Flückiger (Thömus Maxon) completou o pódio. Créditos: uci mountainbike worldseries Destaque ainda para Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck), que partiu da 33ª posição e foi recuperando durante toda a corrida, terminando no sexto lugar. Créditos: uci mountainbike worldseries Roberto Ferreira na corrida masculina Na prova masculina, Roberto Ferreira enfrentou uma corrida dura e muito disputada, concluindo na 71.ª posição. O português mostrou resiliência num pelotão de altíssimo nível e um percurso de grande exigência física e técnica. Top 10 Elite Masculino RankRiderPaísEquipaTempoPontos1Luca MartinFRACannondale Factory Racing1:22:032502Luca BraidotITAWilier-Vittoria Factory Team1:22:152003Mathias FlückigerSUIThömus Maxon1:22:221604Alan HatherlyRSAGiant Factory Off-Road Team1:22:351505Simone AvondettoITAWilier-Vittoria Factory Team1:22:481406Mathieu van der PoelNEDAlpecin-Deceuninck1:23:031307Mathis AzzaroFRAOrigine Racing Division1:23:041208Simon AndreassenDENOrbea Fox Factory Team1:23:131109Fabio PüntenerSUIBike Team Solothurn1:23:1810010Cole PunchardCANCannondale Factory Racing1:23:2395 A Taça do Mundo de XCO segue agora para Lenzerheide, Suíça (18 a 21 de setembro), numa ronda que vai voltar a juntar o melhor do cross-country e do downhill mundial. ### Nova FX Sport Equipped da Trek A Trek apresentou a sua nova bicicleta urbana FX Sport Equipped (EQ) num modelo que junta as populares plataformas FX e Dual Sport. Esta nova bicicleta oferece uma versão em alumínio segundo a marca tão capaz e versátil como os modelos equivalentes de carbono. Ler mais | Sapatos Trek Velocis – Teste: o que mudou face à versão anterior? FX Sport Equipped Combinando o melhor das gamas FX Sport e Dual Sport da Trek, a FX Sport EQ foi concebida para ciclistas que procuram uma bicicleta funcional e versátil para o dia a dia, totalmente equipada. Como parte deste novo modelo, a Trek deixará de fabricar de forma gradual a série Dual Sport, simplificando a sua oferta para responder melhor às necessidades dos ciclistas de hoje. A FX Sport EQ está equipada com um porta-bagagens MIK integrado, guarda-lamas, luzes Dynamo e travões hidráulicos potentes. Graças à sua geometria ativa e aos pneus largos e com tração, está pensada para pedalar com confiança tanto em estrada urbanas, ciclovias e caminhos de gravel, entre outras superfícies. A nova FX Sport EQ já está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 8 | Philipsen não perdoa Dia plano na Vuelta a Espanha 2025 terminou com vitória de Jasper Philipsen ao sprint, sem diferenças na classificação geral A oitava etapa da Vuelta a Espanha 2025 voltou a dar oportunidade aos sprinters. Dia de ‘tréguas’ entre os favoritos, onde foi Jasper Philipsen (Alpecin - Deceuninck) a triunfar - a segunda vitória nesta edição. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 7 | A resposta de Ayuso Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Ninguém testa o pelotão Oitavo dia da Vuelta a Espanha 2025 ligou Monzón Templario a Zaragoza, numa das raras hipóteses para os sprinters na terceira grande volta do ano.  No início do dia, saiu para a fuga um trio composto por José Luis Faura (Burgos Burpellet BH), Joan Bou (Caja Rural - Seguros RGA) e Sergio Samitier (Cofidis).  O pelotão, com muitos interessados no final ao sprint, não deu muita margem aos fugitivos, que foram apanhados a 17 km da meta.  Ainda antes disso, Mads Pedersen (Lidl - Trek) e Ethon Vernon (Israel - Premier Tech) asseguraram os pontos para a camisola verde que sobraram para o pelotão - o dinamarquês aumenta ainda mais a sua vantagem na classificação secundária. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Jasper the Master volta a ganhar O pelotão percorreu o circuito citadino, com final em Zaragoza, já compacto.  As equipas dos favoritos à classificação geral foram substituídas pelos conjuntos dos homens rápidos na frente do pelotão, e os ciclistas abordaram os últimos quilómetros a alta velocidade. No lançamento do sprint, a Alpecin - Deceuninck foi uma das equipas em maior destaque. Jasper Philipsen ainda pareceu não ter caminho livre até à meta, mas já muito perto do fim, ultrapassou todos os rivais para uma vitória com pouca margem, mas que vale o bis na Vuelta a Espanha 2025, depois do triunfo na primeira etapa. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/SYhCSd3hegs?si=-oiO2XCZp75P76eE Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Philipsen JasperAlpecin - Deceuninck3:43:482Viviani EliaLotto,,3Vernon EthanIsrael - Premier Tech,,4Marit ArneIntermarché - Wanty,,5Foldager AndersTeam Jayco AlUla,,6Coquard BryanCofidis,,7Mihkels MadisEF Education - EasyPost,,8Gruel ThibaudGroupama - FDJ,,9Christen FabioQ36.5 Pro Cycling Team,,10Turner BenINEOS Grenadiers,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Træen TorsteinBahrain - Victorious29:01:502Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike2:333Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG2:414Ciccone GiulioLidl - Trek2:425Fortunato LorenzoXDS Astana Team2:476Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:497Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe2:538Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe,,9Bernal EganINEOS Grenadiers2:5510Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2:58 Créditos da foto de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Lucas Lopes 15º na Volta a França do Futuro Pelo segundo ano consecutivo, Lucas Lopes situou-se ao nível dos melhores sub-23 do mundo na Volta a França do Futuro. Paul Seixas deu o título à França. Na maior montra mundial de talento sub-23, a Volta a França do Futuro, Lucas Lopes mostrou que o ciclismo português continua capaz de competir com as maiores nações e nos maiores palcos. Depois de em 2024 ter terminado a prova na 12ª posição, o corredor natural da Póvoa de Varzim provou que nada do que aconteceu foi por acaso e regressou ao convívio dos grandes do pelotão jovem concluindo no 15º lugar. Para isso teve que apertar no último dia de prova, uma jornada dupla com 41,6 km em linha pela manhã e cronoescalada à tarde, ambas em La Rosière, nos Alpes. Lucas Lopes foi 22º na etapa em linha e saltou de 18º a 19º na geral; na cronoescalada esteve melhor e ganhou mais duas posições fechando no top 15 do Tour de l'Avenir. Pela seleção nacional terminaram ainda Rafael Barbas (44º), Gonçalo Tavares (55º) e João Martins (86º). “Havia muito mais nível este ano que no ano passado, estou bastante contente com a minha prestação. O setor da manhã não me correu tão bem, mas à tarde rematei bem no contrarrelógio.” Lucas Lopes ao TopCycling. Lucas Lopes: o vizinho de Rui Costa que rivalizou com António Morgado Foto: FPC Poveiro não tem propostas O atleta da Rádio Popular-Paredes-Boavista dá continuidade aos triunfos no Nacional de contrarrelógio em sub-23, Volta a Portugal do Futuro e classificação da juventude na Volta a Portugal. Tínhamos projetado que, em França, a narrativa podia ser Portugal contra a geração do WorldTour e não nos enganamos. Do top 15, só Lucas Lopes não está no radar de uma estrutura profissional. É certo que não sabemos aonde vão correr o alemão Max Bock (8º; atualmente na Groupama-FDJ Continental), o australiano Luke Tuckwell (10º; atualmente na Red Bull Rookies) nem o suíço Jan Huber (11º), de quem se diz que irá para a Tudor, mas todos circulam pela via rápida do profissionalismo. O TopCycling sabe que, por agora, o poveiro não tem propostas para subir de escalão. Ler mais | Rúben Rodrigues já ganha no ciclismo sub-23 pela Euskadi O pelotão nos Alpes no último dia de prova.Foto: Quentin Joly Vitórias de dois fenómenos na alta montanha O último dia ficou marcado por vitórias de dois fenómenos na alta montanha: belga Jarno Widar ganhou a etapa 6A, enquanto na cronoescalada (etapa 6B) foi Paul Seixas que se impôs. O campeão mundial com raizes portuguesas juntou o título na classificação geral ao triunfo em La Rosière. A França não vencia o Tour de l'Avenir desde David Gaudu, em 2016. À entrada para o último desafio o líder era o colega de Seixas, Maxime Decomble, que caiu ao 5º posto da classificação geral. No pódio, ao lado do francês da Decathlon Ag2r, ficaram o belga Jarno Widar (da Lotto) e o norueguês Jorgen Nordhagen (da Visma Lease a Bike). Entrevista | Lucas Lopes e o êxito no ciclismo pelo caminho mais longo ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 7 | A resposta de Ayuso Juan Ayuso triunfa na sétima etapa da Vuelta a Espanha 2025, depois de um dia mau onde perdeu quase 12:00 Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) "renasceu" na Vuelta a Espanha 2025, com vitória na sétima etapa, após pôr de parte as aspirações à classificação geral. Terceiro triunfo consecutivo para o conjunto dos Emirados. No pelotão, João Almeida (UAE Emirates XRG) ainda atacou, mas o grupo dos favoritos chegou junto à meta. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Jonathan Biche Juan Ayuso na fuga do dia A sétima etapa da Vuelta a Espanha 2025 presenteou os ciclistas com muita montanha: duas contagens de segunda categoria, e outras duas de primeira, com final em Cerler. Huesca La Magia (12,1 km a 5,9% de pendente média), a quase dois mil metros de altitude.  O dia começou com luta animada pela fuga, onde um nome se destacou: Juan Ayuso, o espanhol da UAE Emirates XRG que chegou à Vuelta como co-líder, mas que na sexta etapa perdeu quase 12:00.  Jay Vine (UAE Emirates XRG), vencedor no sexto dia, também figurava no grupo da frente. Mads Pedersen (Lidl – Trek) era outro dos nomes grandes, à procura de pontos para a camisola verde.  O grupo de 12 fugitivos que se formou no início da etapa manteve-se junto até ao início da última subida do dia, onde entraram com 3:40 de margem para o pelotão. A 11 km do fim, Ayuso atacou a fuga, e pouco depois ficou sozinho na frente da corrida. O espanhol não voltou a ser apanhado, e alcançou a sétima vitória do ano, primeira da carreira na Vuelta. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Luta ficou para a última subida O pelotão foi controlado pela Bahrain – Victorious durante grande parte do dia, na proteção à camisola vermelha de Torstein Træen, mas foi a Visma | LAB a entrar ao trabalho no início da última subida, e a impor um ritmo alto desde cedo. A 5 km da meta, foi a UAE Emirates XRG a passar para a frente do grupo. João Almeida atacou os favoritos a 3,5 km, e só levou na roda Jonas Vingegaard (Visma | LAB) e Giulio Ciccone (Lidl - Trek). O trio não deu seguimento à movimentação e o grupo, com 16 unidades, voltou a rodar junto. Perto do fim, Marc Soler (UAE Emirates XRG) foi o único a atacar do pelotão reduzido. Os restantes favoritos à classificação geral - onde estava o camisola vermelha - chegaram juntos, a 2:30 do vencedor da etapa. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/Fm_nAxSPtDo?si=agyC8NhJJf4doY6p Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Ayuso JuanUAE Team Emirates - XRG4:49:412Frigo MarcoIsrael - Premier Tech1:153García Pierna RaúlArkéa - B&B Hotels1:214Tejada HaroldXDS Astana Team1:285Quinn SeanEF Education - EasyPost,,6Vermaerke KevinTeam Picnic PostNL,,7Sepúlveda EduardoLotto,,8Rolland BrieucGroupama - FDJ2:179Soler MarcUAE Team Emirates - XRG2:3010Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team2:35 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Træen TorsteinBahrain - Victorious25:18:022Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike2:333Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG2:414Ciccone GiulioLidl - Trek2:425Fortunato LorenzoXDS Astana Team2:476Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:497Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe2:538Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe,,9Bernal EganINEOS Grenadiers2:5510Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2:58 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Montejunto, a montanha de João Almeida na Volta a Portugal No regresso da Serra de Montejunto à Volta a Portugal, o TopCycling ouviu João Almeida, que subiu a montanha milhares de vezes. Há décadas que é território de ciclistas, como João Almeida, mas a Serra de Montejunto esteve 42 anos sem receber um final da Volta a Portugal. Localiza-se nos concelhos de Alenquer e Cadaval e é uma subida – com várias vertentes – mais conotada com o Troféu Joaquim Agostinho. Este ano, em meados de julho, foi palco do final da 2ª etapa, que partiu do Bombarral – terra de Tiago Antunes (Efapel) – e teve como vencedor Jesús Peña (AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense). Sábado, 17 de agosto, pela quarta vez na história, uma etapa da Volta a Portugal terá a meta colocada aos 666 metros de altitude, no local aonde venceram António Martins (Benfica, em 1974), Adelino Teixeira (Lousa, em 1977) e José Henriques (Tavira, em 1983). Curiosamente, o vencedor no Montejunto só ganhou a Volta em 1977. Confere a etapa com final no Alto de Montejunto! https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1956715070211101017 A subida de João Almeida Os dois concelhos e as seis freguesias onde se inserem os quase 5000 hectares da Serra de Montejunto há muito que alimentam histórias e crenças. É no domínio da crença que está o desejo de um dia (finalmente) vermos um português a ganhar uma grande Volta. João Almeida sobe quase todos os dias ao Alto do Montejunto e o TopCycling foi ouvi-lo. “Sou lá de perto, é a ‘minha’ montanha. Aonde vou treinar quase todos os dias quando estou em Portugal. Como o tempo aí é cada vez mais escasso, tem outro sabor subir Montejunto. Uma subida boa e com uma boa inclinação para trabalhar bem e meter muita qualidade nas pernas.” João Almeida ao TopCycling. João Almeida quer “lutar por algo grande” na Vuelta Nych, de amarelo, e Peña, à direita, vão medir forças na montanha pela última vez.Foto: Podium Events/Matias Novo Poderá haver remontada na 9ª etapa? João Almeida não vai à estrada ver passar a penúltima etapa da Volta a Portugal. Está em Andorra, já recuperado da queda no Tour de France. Pelo lado de Vila Verde o corredor da UAE Emirates já fez milhares de subidas, mas por Pragança – vertente utilizada este ano (5,1 km a 6,4 % de inclinação média) – também leva algumas centenas. Poderá haver remontada na 9ª etapa? “É uma subida inclinada, relativamente dura, mas é curta, se houver diferenças não devem ser muito grandes. A aproximação também não é muito dura. Vai fazer calor de certeza; é sempre muito abafado na parte mais tapada, na parte inicial antes de cortar para as antenas. Pode haver diferenças, mas não acredito que de minutos, talvez uns segundos, mas vai depender do pace da subida.” João Almeida ao TopCycling. Vuelta a Espanha 2025 – Início em Piemonte e primeiras etapas João Almeida está distante da Volta a Portugal e de Montejunto O pace – ritmo a que se fará a subida – seguramente será ditado pela Anicolor/Tien21, que tem o 1º e o 2º na classificação geral e que vai jogar à defesa, segundo o camisola amarela, Artem Nych, explicou na flash da RTP após a chegada a Santarém. João Almeida está distante da Volta a Portugal e de Montejunto. A realidade impõe treinos em Andorra numa fase em que já só pensa em voltar a correr. “Estive parado 10 dias e a partir daí foi começar a pegar na bicicleta pouco a pouco com os seus altos e baixos. Claramente vai afetar a minha forma para a Vuelta, mas é o que é; temos que trabalhar com o que temos e nas condições em que estamos. Mesmo assim considero que estou numa boa forma e espero ir em crescendo na Vuelta. Gostava de terminar bem na última semana, embora a dureza esteja muito bem espalhada pelas três semanas. João Almeida ao TopCycling. Vuelta a Espanha 2024 | A consagração de Roglic Almeida venceu este ano as Voltas ao País Basco, Romandia e Suíça.Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli João Almeida entra para a história do ciclismo mundial!  Do Montejunto para a Vuelta a Espanha Reorientamos as “antenas” do Montejunto para a Vuelta a Espanha, já que é aí que voltaremos a ver João Almeida. Com Tadej Pogacar a descansar foi chamado Juan Ayuso, que não tinha a corrida programada. A UAE Emirates junta dois atletas que não correm juntos desde o Tour de France do ano passado, o tal do murro na mesa por parte do português. Diz a estatística que com Ayuso na equipa, Almeida ganhou no Luxemburgo, fez pódio na Catalunha e foi 4º no Tour. Por outro lado, na Vuelta de há dois anos o espanhol foi 4º enquanto o ciclista de A dos Francos fechou na 9ª posição. “Suponho que será uma liderança partilhada com o Ayuso. Damo-nos bem e penso que terá tudo para correr bem e termos muito sucesso nesta Vuelta como equipa.” João Almeida ao TopCycling. Tranquilo, recuperado e expectante. João Almeida inicia a participação na Vuelta a Espanha a 23 de agosto na região de Piemonte, Itália. Valeu João Almeida! Top 5 nas três grandes voltas ### Shimano lança os sapatos de gravel RX910 S-PHYRE  A Shimano anunciou o lançamento dos novos sapatos de corrida RX910 S-PHYRE, para competições de Gravel, com um sistema “Pontoon Cleat” revolucionário Os novos RX910 S-PHYRE foram desenhados de raiz pela Shimano, com a ajuda de atletas profissionais de Gravel. Segundo a marca, “oferecem uma transferência de potência ao nível de equipamento de estrada, com capacidade para todo-terreno, e conforto para todo o dia”. Ler mais | Novos sapatos Shimano Gravity MTB RX910 S-PHYRE e a contradição do Gravel Os novos sapatos da Shimano nascem da vontade de resolver a contradição do Gravel. Os ciclistas precisam de uma transferência de potência ao nível do ciclismo de estrada durante largos períodos de pedaladas eficientes, mas também de tração todo-terreno para secções de lama, terrenos técnicos ou para ultrapassar rios. Os sapatos de Gravel Shimano S-PHYRE RX910 resolvem esta contradição. Shimano Pete Stetina foi um dos atletas profissionais que ajudou a desenvolver os novos sapatos da Shimano. O ciclista explica: “Para otimizar a performance no gravel, é preciso um sapato leve e rígido, com uma sola de contacto sólido para uma transferência de potência estável, para além da capacidade de aguentar a ocasional corrida lamacenta”. A Shimano explica que os novos sapatos RX910 nascem nas “necessidades reais” dos atletas profissionais, e que são o culminar de anos de inovação em tecnologias específicas de estrada, montanha e gravel.   O sapato não é um compromisso entre estrada e montanha, mas uma solução inteiramente nova, desenhada para as necessidades específicas das competições de gravel. Shimano Sistema “Pontoon cleat” O “sistema revolucionário Pontoon Cleat” é o coração da inovação nos novos sapatos da Shimano. A nova funcionalidade inclui um par de blocos de contacto TPU modulares e substituíveis, que melhoram os pontos de contacto entre sapato e pedal, e “otimizam a transferência de poder”.   O sistema permite uma interface de pedalada igual aos sapatos de estrada, mas mantém a compatibilidade SPD e as funcionalidades todo-terreno. Para mim, o sistema “Pontoon Cleet” é a parte mais entusiasmante deste sapato. Tens a estabilidade e transferência de poder de estrada, mas manténs os benefícios do todo-terreno Pete Stetina Os pontoons do RX910 são parte da interface de encaixe, o que significa que se movem consoante a posição dos encaixes – vertical ou lateralmente – para “apoio e eficiência constante”.  O par ideal dos RX910 são os pedais Shimano SPD. Também combina com os PD-M9200 e com os PD-M8100, por exemplo.  Características principais dos Shimano S-PHYRE RX910 Sola de carbono rígida (12/12 na escala de rigidez) Entressola construída sem costuras Furos de drenagem duplos Sola TPU com saliências Estabilizador anti-torção para calcanhar Duplo sistema de ajuste BOA® Li2 Dials Surround Wrapping Upper - construído para esforços longos Especificações do produto Peso: 304 gramas (tamanho 43)  Cores: Preto, branco, azul, deep sea  Rigidez: 12  Tamanhos normais: 38-48  Half sizes: 41.5-46.5  Tamanhos largos: 40-48  Preço: 419.95€  Os RX910 estão disponíveis através dos revendedores e distribuidores Shimano em portugal, podes saber mais pormenores através do importador aqui: www.scvouga.pt/pt/ciclismo ### Chris Froome sofre queda grave num treino e é hospitalizado em Toulon Chris Froome, tetracampeão do Tour de France, sofreu na quarta-feira (27 de agosto) uma queda grave durante o treino nos arredores do Mónaco, onde reside. O britânico de 40 anos foi transportado de helicóptero para o hospital de Toulon, em França, e encontra-se estável, segundo confirmou a equipa Israel-Premier Tech. Apesar da gravidade da queda, Chris Froome manteve-se consciente e conseguiu falar com as pessoas que o assistiram. Já no hospital, os exames revelaram um pulmão colapsado, cinco costelas fraturadas e uma vértebra lombar partida. O ciclista será submetido a cirurgia ainda esta quinta-feira. “Felizmente, Chris está estável e não sofreu ferimentos na cabeça. No entanto, os exames confirmaram lesões graves e ele será operado esta tarde”, informou a Israel-Premier Tech nas redes sociais. https://twitter.com/IsraelPremTech/status/1961044333278249320 Futuro incerto no ciclismo profissional Provavelmente Froome não deverá voltar a competir em 2025, ano em que termina o seu contrato com a Israel-Premier Tech. O britânico já tinha admitido que poderia colocar um ponto final na carreira no final da temporada, mas também deixara a porta aberta para continuar em 2026. Esta queda pode influenciar a já esperada decisão de colocar um ponto final à sua carreira como ciclista profissional. Créditos: Israel Premier Tech Recordemos que em 2019 o lendário quatro vezes campeão do Tour de France ciclista sofreu uma queda grave no Critérium du Dauphiné, da qual nunca recuperou totalmente o nível competitivo que o tornou numa referência da sua época. Este ano somava apenas 31 dias de corrida, com um 47.º lugar numa etapa do Sibiu Cycling Tour como melhor resultado. O regresso ao pelotão mundial é agora uma incógnita, e a carreira de um dos maiores nomes do ciclismo da última década pode ter conhecido um desfecho dramático. Créditos da foto de destaque: Israel Premier Tech ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 6 | Vine vence, Almeida convence Jay Vine foi o grande vencedor da sexta etapa da Vuelta num dia em que vingou a fuga e deu à corrida um novo líder. João Almeida fez uma grande etapa e chegou com os melhores. Juan Ayuso descolou no início da última subida e ficou arredado da vitória final. Depois de um contrarrelógio por equipas que trouxe mudanças na liderança e no top 10, a Vuelta a Espanha teve hoje a primeira etapa de alta montanha. Com 170 km na ligação de Olot a Pal. Andorra, os ciclistas enfrentaram uma contagem de terceira, primeira e segunda categorias, antes da chegada em alto de primeira a Pal (9,6km a 6,5%). Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Fuga teve por fim liberdade Com a Vuelta a Espanha em aberto, uma fuga de dez ciclistas formou-se e teve liberdade dada pelo pelotão, mostrando desde cedo que a vitória na etapa estava aqui. Com nomes como Bruno Armirail (Decathlon AG2R La Mondiale), Torstein Træen (Bahrain-Victorious), Lorenzo Fortunato (XDS Astana Team) e Jay Vine (UAE Team Emirates - XRG) nos fugitivos, a fuga entendeu-se bem e chegou a ter mais de seis minutos de vantagem. Além disso, vários ciclistas presentes na fuga estavam a menos de três minutos e a camisola de líder estava também em disputa. A Visma | LAB ia controlando a corrida no pelotão sob olhar atento da UAE Emirates-XRG. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Jay Vine ataca na fuga A etapa foi-se desenrolando sem grandes alterações até às duas últimas ascensões do dia, que tiveram início a 25 km para o fim. Nesta altura a fuga levava cinco minutos de vantagem e começou a perder tempo rapidamente quando surgiram as pendentes mais elevadas e a chuva apareceu. Ao ritmo da Visma | LAB o pelotão começou a perder elementos e na fuga, Jay Vine atacou e iniciou a subida a Pal sozinho na fremte. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Luta pela etapa Jay Vine não teve reação direta por parte dos companheiros de fuga e, no sopé da última subida, levava um minuto de vantagem para os perseguidores e cinco para o pelotão. O ciclista da UAE Emirates-XRG foi controlando a distância e nunca mais foi caço pela perseguição, vencendo a sexta etapa da Vuelta a Espanha. Torstein Træen ficou com o segundo posto e é o novo líder da classificação geral. Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency https://twitter.com/cyclingontnt/status/1961084640036261892 Subida dos favoritos A Lidl-Trek de Ciccone tomou as rédeas do pelotão quando se iniciou a última subida reduzindo o pelotão e preparando o ataque de Ciccone. O ciclista italiano atacou e foi apenas seguido por Vingegaard que respondeu sentado, com João Almeida e fechar espaços no grupo dos favoritos, conseguindo colar com Egan Bernal no grupo do líder. O grupo dos favoritos acabou por terminar a etapa junto com João Almeida a ganhar o sprint, mostrando a continuação da grande forma que tem demonstrado durante toda a temporada. Juan Ayuso descolou muito cedo na última subida do dia e perdeu mais de 11 minutos ficando arredado da luta pela vitória. Foto: Jonathan Biche Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/fSM5rVk5vCo?si=v3DK0GBT6Q_W3aOV Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Vine Jay UAE Team Emirates - XRG4:12:362 Træen Torstein Bahrain - Victorious0:543 Fortunato Lorenzo XDS Astana Team1:104 Armirail Bruno Decathlon AG2R La Mondiale Team1:155 Castrillo Pablo Movistar Team1:526 Shaw James EF Education - EasyPost2:057 Vervaeke Louis Soudal Quick-Step2:158 Debruyne Ramses Alpecin - Deceuninck2:199 Ryan Archie EF Education - EasyPost2:4210 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG4:19 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Træen TorsteinBahrain - Victorious20:25:462 Armirail BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:313 Fortunato LorenzoXDS Astana Team1:014 Vervaeke LouisSoudal Quick-Step1:585 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike2:336 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG2:417 Ciccone GiulioLidl - Trek2:428 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:499 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe2:5310 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe,, ### Specialized apresenta a nova Vado SL 2 S-Racing LTD Uma bicicleta que "combina potência, velocidade, autonomia e leveza", e que conta, ainda, com vários componentes "dignos do Tour de France". Para a Specialized, com apenas 13,7kg, a Vado SL 2 S-Racing LTD é "a nova referência em e-bikes leves". Apenas 220 unidades foram produzidas pela Specialized, em todo o mundo - sendo ainda desconhecido quantas chegam a Portugal e Espanha. A marca norte-americana explica que cada uma "foi pintada com o icónico vermelho S-Racing" e recebeu o pacote gráfico exclusivo, tal como acontece com os profissionais. Ler mais | Specialized apresenta as Tarmac, Roubaix e Crux com SRAM Force e Rival AXS Características A Vado SL 2 S-Racing LTD usa o grupo SRAM RED AXS usado pela Red Bull; travões personalizados RED; rodas aerodinâmicas em carbono Roval Rapide (as mesmas que os profissionais da Specialized utilizam); e um cockpit em carbono, uma peça única extraída diretamente da Epic 8 da Factory Team. A Turbo Vado SL 2 S-Racing LTD entrega-te velocidade estonteante, autonomia para venceres o dia a dia, e o desempenho silencioso do sistema SL 1.2. Specialized A Specialized destaca, ainda, dois fatores acerca da nova bicicleta: O novo motor SL 1.2, silencioso e com uma velocidade máxima de 45 km/h, sem esquecer a aceleração (limitada a 25 km/h pela legislação em vigor). Conta, também, com 320 watts de potência. A Vado SL 2 vem equipada com uma bateria de 520Wh que irá proporcionar até 5 horas de autonomia. Oferece, também, a possibilidade de personalização, ajuste da condução e estatísticas detalhadas. O ciclista está em controlo, com acesso a frequência cardíaca à potência, orientação em tempo real e cadência de pedalada, tudo diretamente na aplicação Specialized. Versatilidade, Conforto e Segurança O Future Shock 3.2 mantém as mãos e o guiador estáveis, que, segundo a Specialized, proporciona "uma condução mais suave e com maior controlo". Com 20 mm de curso entre o avanço e o tubo de direção, a marca avança que conseguiu até 53% mais suavidade do que uma bicicleta de forqueta rígida. A Specialized trabalhou diretamente com a Apple para "uma integração inédita": Não precisas de comprar nem instalar um AirTag. Basta sincronizares o computador de bordo com o teu iPhone e a tua bicicleta passa a ser um dispositivo localizável diretamente na App Find My. Specialized Confere a a nova Vado SL 2 S-Racing LTD da Specialized aqui. ### Gravel da Cabeça Gorda: 140 km. de Gravel no Alentejo, simpatia e boa gastronomia Se procuras uma prova autêntica de Gravel, o Gravel da Cabeça Gorda 2025 tem de estar marcado no teu calendário. No próximo dia 27 de setembro, a pequena aldeia de Cabeça Gorda, em Beja, recebe mais uma edição deste evento que ano após ano tem conquistado a comunidade do Gravel em Portugal, pelo desafio, pelas paisagens e longos quilómetros de terra batida, mas acima de tudo pela gastronomia e hospitalidade genuína. Um evento que nasceu do BTT e tem crescido no Gravel A localidade de Cabeça Gorda tem uma longa tradição ligada ao desporto, particularmente ao BTT, acolhendo há vários anos eventos de BTT e mais recentemente uma Ultra Maratona BTT. Tendo o Alentejo muitos quilómetros de estradas de terra batida, perfeitas para pedalar em bicicletas de Gravel, por aldeias e locais inóspitos a organização resolveu fazer um percurso só para esta vertente. Nos últimos tempos integramos a vertente gravel, que ocorre no mesmo dia da Ultra maratona de BTT, mas com um percurso diferente e direcionado especificamente às bicicletas de Gravel. Os percursos só coincidem em alguns abastecimentos. Carlos Cavaco, BTT Ferrobico Vídeo da organização https://www.youtube.com/watch?v=h3h9CytK_jU&list=TLGGZOMF2Mm5WdgyODA4MjAyNQ&t= Hospitalidade e gastronomia são pontos fortes Organizado pelo BTT Ferrobico, este é um daqueles eventos em que se sente a diferença, desde a inscrição até ao último abastecimento, tudo é pensado para que o participante se sinta em casa. A qualidade dos abastecimentos (um deles, tem inclusive bifanas feitas na hora), o percurso desafiante, a qualidade do almoço (que está incluido no valor da inscrição), a simpatia da organização e da comunidade local tornam este evento numa experiência que não vais esquecer. Edição 2025: tudo o que precisas de saber Data: 27 de setembro de 2025 Local: Cabeça Gorda, Beja – Alentejo Distância: 140 quilómetros Formato: navegação por GPS, tem abastecimentos, percursos rurais sem marcações físicas Organização: BTT Ferrobico (Clube Recreativo e Desportivo Cabeça Gorda) INSCRIÇÕES aqui: bttferrobico.com Nota: As últimas edições esgotaram, é boa ideia garantir a inscrição com antecedência. O Topcycling esteve presente em algumas edições passadas Vídeo https://youtu.be/QCARYaM33xE?si=RXzj3KGncWny7dz8 ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 5 | João Almeida aproxima-se da liderança A UAE Emirates-XRG de João Almeida e Ivo Oliveira foi a melhor equipa no contrarrelógio coletivo da etapa 5. Vingegaard é o novo líder da prova, mas com a diferença reduzida para oito segundos, antes da entrada na alta montanha. A quinta etapa da Vuelta a Espanha apresentou um contrarrelógio por equipas de 24 km em Figueres na Catalunha. Depois de várias etapas destinadas aos homens mais rápidos, este foi o primeiro de três dias com a classificação geral em jogo, num verdadeiro esforço coletivo. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Lidl-Trek faz tempo de referência Apesar de ainda não ter conseguido vencer nesta edição da Vuelta a Espanha, a Lidl-Trek tem sido uma das equipas com mais presença na prova e mostrou hoje mais uma vez a sua força coletiva. Sendo a sétima equipa a ir para a estrada, a Lidl-Trek saiu a voar e passou em primeiro, à altura, nos dois pontos intermédios, acabando por fazer o melhor tempo quando cortaram a meta com 25'35. Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency Protesto atrasa Israel - Premier Tech  No início do seu contrarrelógio, a Israel - Premier Tech foi alvo de um protesto pró-palestina, que obrigou a um abrandar dos corredores, havendo mesmo ciclistas a ter de pôr o pé no chão. Os manifestantes cortaram a estrada prejudicando a prestação da equipa e pondo em causa a segurança dos ciclistas que, apesar do tempo perdido, seguiram a sua prestação sem mais prejuízos. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1960732264171438442 Primeiro duelo Visma LAB x UAE Emirates-XRG Quando a Visma LAB e a Emirates XRG, duas das favoritas ao dia de hoje saíram para a estrada, a Lidl-Trek ainda liderava o contrarrelógio. A equipa de João Almeida fez praticamente o mesmo tempo que a INEOS Grenadiers no primeiro ponto intermédio, ganhando três segundos à Visma LAB. Na passagem do segundo ponto intermédio a UAE Emirates-XRG ganhava já 13 segundos à equipa de Vingegaard. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli UAE Emirates-XRG vence contrarrelógio Quando terminou o esforço coletivo, a UAE Emirates-XRG bateu o melhor tempo pertencente à Lidl-Trek, fazendo os 24 km em 25'26. Nesta altura faltavam terminar a Visma LAB e a Groupama-FDJ do líder David Gaudu. A equipa de Vingegaard fez mais sete segundos que a Emirates mas menos 18 que a Groupama-FDJ, fazendo de Vingegaard o novo líder da prova. Com este resultado João Almeida e Juan Ayuso aproximam-se da liderança da prova, antes da entrada da Vuelta na alta montanha. Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1960742128398586100 Vídeo-resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ydjSlltVh6w&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoEquipaDiferençaTempoMédia1UAE Team Emirates - XRG25.26,2556.82Team Visma | Lease a Bike0.07,9725.34,2256.53Lidl - Trek0.09,1725.35,4256.64Red Bull - BORA - hansgrohe0.12,4625.38,7156.45INEOS Grenadiers0.16,4025.42,6556.46Movistar Team0.17,2925.43,5456.37Decathlon AG2R La Mondiale Team0.17,6225.43,8756.38Q36.5 Pro Cycling Team0.22,5825.48,8356.19Groupama - FDJ0.25,2125.51,4655.910Lotto0.27,1425.53,3956 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike16:11:242 Ayuso JuanUAE Team Emirates - XRG0:083 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG,,4 Soler MarcUAE Team Emirates - XRG,,5 Ciccone GiulioLidl - Trek0:096 Gaudu DavidGroupama - FDJ0:167 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,8 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe0:209 Pellizzari GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe,,10 Bernal EganINEOS Grenadiers0:22 ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 4 | Turner está para as curvas Ben Turner venceu a quarta etapa da Vuelta depois de um extraordinário sprint. David Gaudu é o novo líder da corrida por classificação nas etapas e João ALmeida mantem-se no 11.º posto. A Vuelta a Espanha seguiu para a quarta etapa com um percurso de 207 km que ligaram Susa a Voiron, num dia que antecedeu o contrarrelógio por equipas de Figueres. A etapa dividia-se em duas partes, a primeira muito montanhosa, com uma subida de terceira categoria e duas de segunda, e a segunda metade mais plana, mas com um final em ligeira subida. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Lidl-Trek ferida, não deu liberdades Mal se deu o tiro de partida, vários corredores aproveitaram o percurso inclinado para atacar e sair do pelotão, chegando a ter, no início da etapa, quase quatro minutos de vantagem. A Lidl-Trek, ferida depois da derrota da terceira etapa, esteve muito ativa na frente e os escapados foram alcançados muito cedo, ainda a 90 km do fim. Passadas as maiores dificuldades, Sinuhé Fernández (Burgos Burpellet BH) saiu do pelotão e mostrou as cores da equipa mas, mais uma vez, sem liberdade dada pelas equipas dos homens rápidos. Foto: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Armirail também tentou a sua sorte Depois de um tempo de calmaria, Bruno Armirail (Decathlon AG2R La Mondiale) tentou a sua sorte e atacou sozinho a 35 km para o fim. O solo do tricampeão francês de contrarrelógio não teve grande longevidade e, a 15 km da meta, o pelotão, já em França, seguia compacto e preparava a chegada a Voiron. Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 3 | A surpresa Gaudu Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Turner dá a primeira à INEOS Os últimos quilómetros apresentaram um percurso muito difícil com rotundas, mobiliário urbano e estreitamento de estradas que fizeram desta, uma chegada caótica mas sem quedas. Ben Turner (INEOS Grenadiers) fez um final sempre bem colocado e teve ainda forças para fazer um sprint final de pura força, batendo Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) para a sua terceira vitório como profissional. Gaudu David (Groupama - FDJ) é o novo líder da corrida, ultrapassando Jonas Vingegaard (Visma | LAB) por ter melhor classificação na soma das etapas. O francês é o 250.º líder da Vuelta a Espanha na história. João Almeida teve um dia tranquilo e segue na 11.ª posição a 16 segundos do novo líder. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1960352070042574890 Vídeo dos últimos quilómetros https://www.youtube.com/watch?v=4TB7jWdDZlU&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Turner BenINEOS Grenadiers4:50:142 Philipsen JasperAlpecin - Deceuninck,,3 Planckaert EdwardAlpecin - Deceuninck,,4 Vernon EthanIsrael - Premier Tech,,5 Biermans JentheArkéa - B&B Hotels,,6 Pedersen MadsLidl - Trek,,7 Christen FabioQ36.5 Pro Cycling Team,,8 Aular OrluisMovistar Team,,9 Silva Guillermo ThomasCaja Rural - Seguros RGA,,10 Buratti NicolòBahrain - Victorious,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Gaudu DavidGroupama - FDJ15:45:502 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,,3 Ciccone GiulioLidl - Trek0:084 Bernal EganINEOS Grenadiers0:145 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:166 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,,7 Buitrago SantiagoBahrain - Victorious,,8 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,9 Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike,,10 Ayuso JuanUAE Team Emirates - XRG,, ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 3 | A surpresa Gaudu David Gaudu foi o grande vencedor da terceira etapa da Vuelta ao bater Mads Pedersen e Jonas Vingegaard na difícil chegada a Ceres. Vingegaard mantem-se líder da competição. Terceiro dia de competição na Vuelta a Espanha onde, depois de uma vitória de Vingegaard, o pelotão partiu de San Maurizio Canavese e teve mais uma chegada em subida a Ceres (2,5 km a 3,2%). Com apenas 134 km para percorrer, esta jornada fez-se muito rápida e teve no sprint final o seu ponto alto que viu João Almeida entrar no grupo dos favoritos. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Foto: Unipublic/Rafa Gómez/Sprint Cycling Agency Fuga controlada pela Lidl-Trek Foram quatro os ciclistas que se aventuraram na fuga: Luca Van Boven (Intermarché - Wanty), Patrick Gamper (Jayco AlUla), Alessandro Verre (Arkéa - B&B Hotels) e Sean Quinn (EF Education - EasyPost). A Lidl-Trek de Mads Pedersen, um dos grandes favoritos ao dia de hoje, controlou a etapa e esteve na frente do pelotão durante toda a jornada. Sean Quinn foi o mais combativo do dia e o último homem a ser caço, resistindo à perseguição até aos últimos 20 km, quando se começou a preparar o final da etapa. Foto: Unipublic/Cxcling/Toni Baixauli Gaudu contra as odds A chegada a Ceres fez-se a alta velocidade e com várias curvas apertadas nas últimos metros, que faziam da colocação um aspeto extremamente importante. Com uma curva fechada a apenas 50 metros para o fim, David Gaudu (Groupama - FDJ) arrancou mais cedo e bateu Mads Pedersen no seu habitat natural, vencendo a terceira etapa da Vuelta. Jonas Vingegaard (Visma | LAB) fechou em terceiro e mantém a liderança da prova. João Almeida subiu um lugar na classificação e está agora às portas do top 10 a 16 segundos do líder. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1960004467002118515 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=KsChXzbze6c&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Gaudu DavidGroupama - FDJ2:59:242 Pedersen MadsLidl - Trek,,3 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,,4 Ciccone GiulioLidl - Trek,,5 Labrosse JordanDecathlon AG2R La Mondiale Team,,6 Aular OrluisMovistar Team,,7 Buitrago SantiagoBahrain - Victorious,,8 Bernal EganINEOS Grenadiers,,9 Koerdt BjornTeam Picnic PostNL,,10 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike10:55:362 Gaudu DavidGroupama - FDJ,,3 Ciccone GiulioLidl - Trek0:084 Bernal EganINEOS Grenadiers0:145 Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:166 Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,,7 Buitrago SantiagoBahrain - Victorious,,8 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,9 Ayuso JuanUAE Team Emirates - XRG,,10 Paret-Peintre ValentinSoudal Quick-Step,, ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 2 | Chuva, quedas e Vingegaard Primeira chegada em alto logo na segunda etapa da Vuelta a Espanha 2025. Jonas Vingegaard triunfou na montanha italiana de Limone Piemonte Segundo dia da Vuelta a Espanha 2025 corrido em Itália, com etapa unipuerto a ser vencida por Jonas Vingegaard (Visma | LAB). O dia ficou marcado pela chuva, que causou algumas quedas nas equipas dos favoritos à geral. João Almeida (UAE Emirates XRG) foi quinto classificado, e perdeu dois segundos para o vencedor da etapa. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 1 | Depois da amarela, Philipsen veste de vermelho Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Fuga outra vez sem margem para sonhar  Dia difícil para a fuga, na ligação entre Alba e Limone Piemonte. Terreno plano até à última subida não serviu para ganhar margem que permitisse aos fugitivos sonhar.  Mesmo assim, o dia começou com quatro homens na frente: Gal Glivar (Alpecin - Deceuninck), Jakub Otruba (Caja Rural - Seguros RGA), Liam Slock (Lotto) e Sinuhé Fernández (Burgos Burpellet BH).  O espanhol perdeu contacto a 45 km para o fim. Os restantes entraram na última subida com menos de um minuto de vantagem sobre o pelotão e foram alcançados sem dificuldade. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Muitos interesses no pelotão A etapa acabava com uma subida de segunda categoria até Limone Piemonte (9,9 km a 5,2% de pendente média). Um final sem dificuldades extremas, que dava ambições aos favoritos à geral, mas também a outros perfis de ciclista, como Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling), para lutar pela vitória e pela camisola vermelha. Nesse sentido, a Q36.5 Pro Cycling foi a equipa que mais trabalhou no pelotão durante a etapa. Antes do início da última subida, a chuva que caiu durante grande parte da etapa fez algumas vítimas, com destaque para a equipa da Visma | LAB, onde seis dos oito ciclistas foram ao chão - Alex Zingle pareceu ficar maltratado.  Também George Bennett (Israel - Premier Tech) e Magnus Sheffield (INEOS Grenadiers) sofreram quedas durante a etapa, e Guillaume Martin (Groupama - FDJ) foi mesmo obrigado a abandonar a Vuelta a Espanha 2025. Foto: Equipe cycliste Groupama-FDJ Primeiro final em alto da Vuelta a Espanha 2025 A subida foi feita a alta velocidade, com os comboios das equipas dos favoritos à geral a manterem-se na frente até muito perto do fim. Uma subida sem ataques, mas feita a um ritmo muito elevado. A primeira movimentação só chegou a 600 metros do fim, por Marc Soler (UAE Emirates XRG). O espanhol foi rapidamente fechado por Sepp Kuss (Visma | LAB), que trabalhava para Jonas Vingegaard. O trabalho do norte-americano valeu a pena. O sprint foi lançado pouco depois, e Vingegaard provou ser o mais forte, superiorizando-se a Giulio Ciccone (Lidl - Trek) e David Gaudu (Groupama - FDJ). Terceira etapa na Vuelta para o dinamarquês, que rouba a camisola vermelha a Jasper Philipsen (Alpecin - Deceuninck), e sobe à liderança da grande volta espanhola pela primeira vez na carreira. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/rIJwO__OQ34?si=qS-XcN8vortd_giu Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike3:47:142Ciccone GiulioLidl - Trek,,3Gaudu DavidGroupama - FDJ,,4Bernal EganINEOS Grenadiers,,5Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG0:026Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team,,7Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,,8Ayuso JuanUAE Team Emirates - XRG,,9Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,10Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike7:56:162Ciccone GiulioLidl - Trek0:043Gaudu DavidGroupama - FDJ0:064Bernal EganINEOS Grenadiers0:105Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:126Hindley JaiRed Bull - BORA - hansgrohe,,7Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,8Ayuso JuanUAE Team Emirates - XRG,,9Soler MarcUAE Team Emirates - XRG,,10Lecerf JuniorSoudal Quick-Step,, Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Vídeo | Touro De Lie voltou e despachou Van der Poel No Renewi Tour, Arnaud De Lie (Lotto) venceu em Leuven e conquistou a Volta ao Benelux perante Mathieu van der Poel. Cinco dias de grande ciclismo, ao estilo das clássicas da primavera e com um duelo fenomenal entre Arnaud De Lie e Mathieu van der Poel terminaram com o belga a sorrir. Seis meses e meio depois de vencer na Etoile de Bessèges e após uma primavera de desencanto face à bicicleta, De Lie provou aos críticos que é um corredor extraordinário. O belga partiu com 0:01 de margem sobre Van der Poel, que graças às bonificações nos intermédios assumiu a liderança virtual da corrida a menos de 30 km do final da prova. O craque da Alpecin-Deceuninck tudo fez para sair campeão, mas no sprint final, em Leuven, cidade que recebeu o Mundial de 2021, o neerlandês foi superado por De Lie. Ler mais | Arnaud De Lie é um fora de série De Lie, em 2023, em entrevista ao TopCycling. Arnaud De Lie é um atleta sobredotado Escrevi em 2024 que este ciclista era um dos talentos a explodir no pelotão, só que o passo à frente nunca chegou. Arnaud De Lie trocou várias vezes de treinador, de metodologia de trabalho e na Bélgica escreveu-se que se desleixou quando deixou a quinta onde sempre viveu para se basear na Comunidade Valenciana. O porquê do sub-rendimento só o ciclista saberá, mas Arnaud De Lie é um atleta sobredotado, que faz parte de um transformado ciclismo belga e mostrou-o batendo Van der Poel. Depois de já ter dado sinais de retoma na Clássica de Hamburgo, aos 24 anos, ganha a primeira Volta da carreira e também se estreia a ganhar uma corrida por etapas no WorldTour. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1959613915819602429 A diferença entre ganhar e perder a geral Os 0:10 segundos da vitória na última etapa foram decisivos. Ao longo das cinco etapas, De Lie amealhou 0:29 segundos de bonificações face aos 0:26 de Van der Poel. Esses 0:03 segundos representaram a diferença entre ganhar e perder a geral. Neste evento WorldTour nota ainda para as duas vitórias de Tim Merlier (Soudal Quick-Step), que só foi batido por Olav Kooij (Visma Lease a Bike) numa chegada. Van der Poel impôs-se em Geraardsbergen na etapa rainha e De Lie fechou a corrida com novo sprint ganhador. Confere os vencedores das cinco etapas da 21ª edição do Renewi Tour: 1ª etapa | Terneuzen - Breskens | Vencedor Tim Merlier 2ª etapa | Blankenberge - Ardooie | Vencedor Olav Kooij 3ª etapa | Aalter - Geraardsbergen | Vencedor Mathieu van der Poel 4ª etapa | Riemst - Bilzen-Hoeselt | Vencedor Tim Merlier 5ª etapa | Leuven - Leuven | Vencedor Arnaud De Lie De Lie vinha de ser 2º na Clássica de Hamburgo.Foto: Szymon Gruchalski/Cor Vos Classificação final do Renewi Tour PosiçãoCiclistaEquipaTempo / Diferença1.ºArnaud De LieLotto Dstny19:24:422.ºMathieu van der PoelAlpecin‑Deceuninck+ 0:033.ºTim WellensUAE Team Emirates-XRG+ 0:314.ºFred WrightBahrain-Victorious+ 0:555.ºOlav KooijVisma Lease a Bike+ 0:576.ºPavel BittnerPicnic PostNL+ 0:597.ºDries De Bondt Decathlon AG2R La Mondiale+ 0:598.ºAlberto BettiolXDS Astana Team+ 1:009.ºTibor Del GrossoAlpecin‑Deceuninck+ 1:0310.ºToms SkujinsLidl-Trek+ 1:07 ### Vuelta a Espanha 2025 | Etapa 1 | Depois da amarela, Philipsen veste de vermelho Primeira etapa da Vuelta a Espanha 2025 terminou ao sprint, com vitória de Jasper Philipsen, que já tinha ganho no primeiro dia do Tour de France A Vuelta a Espanha 2025 arrancou em Itália, com a ligação entre Torino-Reggia di Venaria e Novara (186,7 km). Vitória para Jasper Philipsen (Alpecin – Deceuninck), na primeira das quatro oportunidades previstas para os sprinters. Os portugueses, João Almeida e Ivo Oliveira (UAE Emirates XRG), cruzaram a meta integrados no grupo principal, sem qualquer percalço. Ler mais | Volta a Portugal | Montejunto, a montanha de João Almeida Foto: Alpecin Deceuninck Fuga tímida na Vuelta a Espanha 2025 A primeira etapa da Vuelta arrancou com a luta pela fuga, que se estabilizou com seis corredores: Alessandro Verre (Arkéa - B&B Hotels), Pepijn Reinderink (Soudal Quick-Step), Nicolas Vinokurov (XDS Astana), Joel Nicolau (Caja Rural - Seguros RGA), Koen Bouwman (Jayco AlUla) e Hugo de la Calle (Burgos Burpellet BH) eram os homens que compunham o sexteto. Verre aproveitou para passar na frente na única contagem de montanha, o que garante ao italiano a subida ao pódio no primeiro dia da Vuelta, para vestir a camisola que, na grande volta espanhola, é pintada de azul e branco. De la Calle foi o último fugitivo a ser alcançado pelo pelotão, ainda a 40 km da meta. Ler mais | Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Pelotão controlou para o sprint A fuga nunca teve muita margem, com o pelotão a controlar de perto para garantir um final ao sprint, numa das poucas oportunidades para os homens rápidos nesta edição da Vuelta. A aproximação à meta foi feita a alta velocidade, com a habitual luta pela colocação entre as equipas dos sprinters e dos favoritos à classificação geral. Créditos: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli Na chegada ao sprint, o grande favorito à partida não desiludiu: Jasper Philipsen rematou um grande trabalho da Alpecin - Deceuninck, para vencer a sua quarta etapa na Vuelta a Espanha. O sprinter belga já tinha triunfado na primeira etapa do Tour de France, quando vestiu a amarela. Repete o feito na última grande volta do ano, e vai usar a camisola vermelha pela primeira vez na carreira. Quarta vitória de carreira para Jasper the Master na Vuelta, 14ª em grandes voltas. Vídeo da chagada https://youtu.be/wc3kF5vN7xo?si=dF3854gPYbvfiFct Top 10 da etapa 1 ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Philipsen JasperAlpecin - Deceuninck4:09:122Vernon EthanIsrael - Premier Tech,,3Aular OrluisMovistar Team,,4Viviani EliaLotto,,5García Cortina IvánMovistar Team,,6González DavidQ36.5 Pro Cycling Team,,7Coquard BryanCofidis,,8Silva Guillermo ThomasCaja Rural - Seguros RGA,,9Pidcock ThomasQ36.5 Pro Cycling Team,,10Mihkels MadisEF Education - EasyPost,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Philipsen JasperAlpecin - Deceuninck4:09:022Vernon EthanIsrael - Premier Tech0:043Reinderink PepijnSoudal Quick-Step,,4Aular OrluisMovistar Team0:065Vinokurov NicolasXDS Astana Team,,6Bouwman KoenTeam Jayco AlUla0:087Viviani EliaLotto0:108García Cortina IvánMovistar Team,,9González DavidQ36.5 Pro Cycling Team,,10Coquard BryanCofidis,, Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Cxcling / Antonio Baixauli ### Vuelta a Espanha 2025 – Percurso, mapas, startlist e dorsais Depois de anunciadas as primeiras etapas com início inédito em Piemonte, a organização da Vuelta a Espanha preparou um percurso com a habitual dose de dureza dos últimos anos. No ano em que celebra a 90.ª edição, a corrida espanhola desafia os ciclistas a subir o mítico Angliru, uma de 10 chegadas em alto, além de apresentar um contrarrelógio individual de 26 km e um por equipas. João Almeida quer “lutar por algo grande” na Vuelta Foto: Unipublic/Sprint Cycling Agency O que esperar do percurso? A Vuelta a Espanha corre-se de 23 de agosto a 14 de setembro e o ponto mais a Sul da prova será a capital, Madrid. Ao começar em Itália, pela primeira vez na história, a entrada em Espanha será pelos Pirenéus e a corrida já fica no Norte do território. O que esperar do percurso? As 21 etapas cobrem um total de 3138 km e distribuem-se da seguinte forma: 3 etapas de média montanha com final em alto; 4 etapas planas; 1 etapa plana com final em alto; 6 etapas de média montanha; 5 etapas de alta montanha; 1 contrarrelógio individual; 1 contrarrelógio por equipas. Clássica de Hamburgo | Nélson Oliveira na fuga, António Morgado top 10 Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Vuelta visita quatro países A 90.ª edição da Vuelta parte de Itália, na sexta vez que parte do estrangeiro. Depois passa por Andorra e França antes da entrada em Espanha. Em termos de dificuldades montanhosas vão ser atravessadas subidas míticas como Pal, Cerler, Valdezcaray, Larra-Belagua, Alto de la Farrapona, Alto de el Morredero, Bola del Mundo e o colossal Angliru pela décima vez. O desnível positivo acumulado da corrida atinge os 54000 metros. Remco Evenepoel ganha asas Red Bull-Bora-hansgrohe Paulo Martins é a voz do ciclismo no Eurosport Portugal junto com José Azevedo, Luís Piçarra e Olivier Bonamici. A análise de Paulo Martins, comentador Eurosport Vai começar a 80.ª edição da Vuelta a Espanha e este ano como motivos extra para estar atentos a toda a prova nos canais Eurosport. As etapas têm todas transmissão em direto desde o km zero, como é habitual nas grandes voltas e nos Monumentos. Almeida vs. Vingegaard Após 51 anos, Portugal pode voltar a ter um ciclista no pódio final. João Almeida (UAE) parte com estatuto de favorito juntamente ao Bicampeão do Tour, Jonas Vingegaard (Visma). O português tem três participações: 4.° classificado em 2022, 9.° classificado em 2023 e em 2024 abandonou devido a Covid. O dinamarquês foi 46.° em 2020 e 2.° em 2023, ano em que a Visma dominou o pódio e venceu com Sepp Kuss. A grande volta com mais acumulado em 2025 Numa Vuelta que terá 11 chegadas em alto, percebe-se desde logo que será muito dura, pelas montanhas e pelo calor. Das três grandes voltas de 2025, é aquela que mais altimetria e acumulado distribuído pelas 21 etapas. Vuelta – 54156 desnível positivoGiro – 52325 desnível positivoTour – 48772 desnível positivo Curiosidades da Vuelta segundo Paulo Martins Teremos a mítica subida do Angliru, 12 km a 10 % na 13.ª etapa, local onde Alberto Contador se despediu na sua carreira desportiva, em 2017, com uma grande vitória. Veremos se Giulio Ciccone (Lidl-Trek) vai completar a trilogia de melhor trepador nas três grandes voltas. Já o fez no Giro, em 2019, e no Tour, em 2023. Também se a trilogia de etapas vai ser fechada por Valentin Paret-Peintre (Soudal) e Jay Hindley (Red Bull-Bora), já que só lhes falta vencerem na Vuelta. O francês brilhou no Mont Ventoux no passado Tour. A Lidl-Trek tem um desafio pela frente: vencer na mesma temporada a camisola dos pontos em todas as corridas de três semanas. No Giro de Itália foi Mads Pedersen que venceu e no Tour de France foi Jonathan Milan; o dinamarquês vai estar na Vuelta. Além de João Almeida, também foi chamado Ivo Oliveira (UAE), que muito nos vai orgulhar por envergar a camisola de campeão nacional. Para o gaiense será a terceira vez na carreira que corre a Vuelta. Perfis e dias das etapas Etapa 1 (Sábado - 23 de agosto) - Torino - Reggia di Venaria - Novara (200 km) Etapa 2 (Domingo - 24 de agosto) - Alba Puerto - Limone (157 km) Etapa 3 (Segunda - 25 de agosto) - San Maurizio Canavese - Ceres (139 km) Etapa 4 (Terça - 26 de agosto)- Susa - Voiron (192 km) Etapa 5 (Quarta - 27 de agosto) - Figueres - Figueres (20 km) TTT Etapa 6 (Quinta - 28 de agosto) - Olot - Pal (170 km) Etapa 7 (Sexta - 29 de agosto) - Andorra la Vella - Huesca (187km) Etapa 8 (Sábado - 30 de agosto) - Monzón Templario - Zaragoza (187 km) Etapa 9 (Domingo - 31 de agosto) - Alfaro - Estación de Esquí de Valdezcaray (195 km) Etapa 10 (Terça - 2 de setembro) - Parque de la Naturaleza Sendaviva - El Ferial Larra Belagua (168 km) Etapa 11 (Quarta - 3 de setembro) - Bilbao - Bilbao (167 km) Etapa 12 (Quinta - 4 de setembro) - Laredo - Los Corrales de Buelna (143 km) Etapa 13 (Sexta - 5 de setembro) - Cabezón de la Sal - L'Angliru (202 km) Etapa 14 (Sábado - 6 de setembro) - Avilés - Alto de la Farrapona (135 km) Etapa 15 (Domingo - 7 de setembro) - A Veiga/Vegadeo - Monforte de Lemos (167 km) Etapa 16 (Terça - 9 de setembro) - Poio - Mos.Castro de Herville (172 km) Etapa 17 (Quarta - 10 de setembro) - O Barco de Valdeorras - Alto de El Morredero (137 km) Etapa 18 (Quinta - 11 de setembro)- Valladolid - Valladolid (26 km) ITT Etapa 19 (Sexta - 12 de setembro) - Rueda - Guijuelo (159 km) Etapa 20 (Sábado - 13 de setembro)- Robledo de Chavela - Bola del Mundo. Puerto de Navacerrada (156 km) Etapa 21 (Domingo - 14 de setembro) - Alalpardo - Madrid (101 km) Startlist da Vuelta Alpecin-Deceuninck PLANCKAERT Edward PHILIPSEN Jasper RICKAERT Jonas VERGALLITO Luca BAYER Tobias GLIVAR Gal DEBRUYNE Ramses RIESEBEEK Oscar Arkéa-B&B Hotels GUERNALEC Victor BIERMANS Jenthe GARCÍA PIERNA Raúl ROULAND Louis THIERRY Pierre RODRÍGUEZ Cristián VERRE Alessandro LOZOUET Léandre Bahrain Victorious BUITRAGO Santiago BURATTI Nicolò CARUSO Damiano ERMAKOV Roman HAIG Jack PAASCHENS Mathijs TIBERI Antonio TRÆEN Torsten Burgos Burpellet BH FAGÚNDEZ Eric Antonio APARICIO Mario CHUMIL Sergio Geovani FAURA José Luis CAVIA Daniel DE LA CALLE Hugo GARCÍA PIERNA Carlos FERNÁNDEZ Sinuhé Caja Rural-Seguros RGA BARCELÓ Fernando SILVA Guillermo Thomas OTRUBA Jakub BOU Joan NICOLAU Joel GUARDEÑO Jaume BALDERSTONE Abel MOLENAAR Alex Cofidis CARR Simon ANIOŁKOWSKI Stanisław BUCHMANN Emanuel COQUARD Bryan HERRADA Jesús KNIGHT Oliver OURSELIN Paul SAMITIER Sergio Decathlon AG2R La Mondiale BISIAUX Léo GALL Felix PETERS Nans STAUNE-MITTET Johannes DE PESTEL Sander ARMIRAIL Bruno LABROSSE Jordan SCOTSON Callum EF Education-EasyPost BELOKI Markel CHAVES Esteban MIHKELS Madis NERURKAR Lukas QUINN Sean RYAN Archie SHAW James VAN DER LEE Jardi Groupama-FDJ MARTIN GUYONNET Guillaume KÜNG Stefan GAUDU David CAVAGNA Remi MOLARD Rudy BRAZ AFONSO Clément ROLLAND Brieuc GRUEL Thibaud Ineos Grenadiers BERNAL Egan GANNA Filippo KWIATKOWSKI Michał JUNGELS Bob RIVERA Brandon Smith SHEFFIELD Magnus LANGELLOTTI Victor HAMILTON Lucas Intermarché-Wanty VAN BOVEN Luca SMITH Dion PETILLI Simone MEINTJES Louis MARIT Arne DE POOTER Dries BONNEU Kamiel ARTZ Huub Israel-Premier Tech FRIGO Marco RICCITELLO Matthew VERNON Ethan RAISBERG Nadav STEWART Jake CÔTÉ Pier-André BENNETT George HIRT Jan Jayco AlUla DUNBAR Eddie O'CONNOR Ben HARPER Chris GAMPER Patrick BOUWMAN Koen FOLDAGER Anders O'BRIEN Kelland JUUL-JENSEN Christopher Lidl-Trek PEDERSEN Mads CICCONE Giulio HOOLE Daan KRAGH ANDERSEN Søren VERONA Carlos BERNARD Julien BAGIOLI Andrea GHEBREIGZABHIER Amanuel Lotto LIVYNS Arjen VIVIANI Elia SEPÚLVEDA Eduardo SLOCK Liam SEGAERT Alec DE BUYST Jasper GREGAARD Jonas CRAPS Lars Movistar CASTRILLO Pablo GARCÍA CORTINA Iván HESSMANN Michel ROMO Javier ARCAS Jorge CEPEDA Jefferson CANAL Carlos Aular Orluis Picnic PostNL KOERDT Bjorn EDDY Patrick HAMILTON Chris LEEMREIZE Gijs MARTINEZ Juan Guillermo ROOSEN Timo VAN UDEN Casper VERMAERKE Kevin Q36.5 Pro Cycling PIDCOCK Tom DE LA CRUZ David ZUKOWSKY Nickolas AZPARREN Xabier Mikel CAMPRUBÍ Marcel CHRISTEN Fabio GONZALÉZ David HOWSON Damien Red Bull-Bora-Hansgrohe HINDLEY Jai VAN DIJKE Tim PELLIZZARI Giulio ALEOTTI Giovanni SOBRERO Matteo DENZ Nico FISHER-BLACK Finn ZWIEHOFF Ben T-Rex Quick-Step LANDA Mikel VERVAEKE Louis PARET-PEINTRE Valentin REINDERINK Pepijn LECERF Junior GAROFOLI Gianmarco SCHACHMANN Maximilian VANSEVENANT Mauri UAE Team Emirates-XRG ALMEIDA João SOLER Marc VINE Jay OLIVEIRA Ivo GROẞCHARTNER Felix AYUSO Juan NOVAK Domen Bjerg Mikkel Visma-Lease a Bike VINGEGAARD Jonas JORGENSON Matteo KUSS Sepp CAMPENAERTS Victor TULETT Ben ZINGLE Axel KELDERMAN Wilco VAN BAARLE Dylan XDS Astana HIGUITA Sergio TEJADA Harold LÓPEZ Harold Martín FORTUNATO Lorenzo CONCI Nicola MASNADA Fausto VINOKOUROV Nicolas POELS Wout ### Sapatos Trek Velocis – Teste: o que mudou face à versão anterior? No ano passado a Trek apresentou a sua nova linha de sapatos de ciclismo, incluindo os Trek Velocis, posicionados como uma opção de gama média, modelo que tive a oportunidade de testar. A surpresa foi que, apenas um ano depois, a marca decidiu lançar uma nova versão do mesmo modelo, algo que me surpreendeu. Porquê lançar um modelo sucessor tão rápido? A explicação que encontrei foi só esta: os Trek Velocis eram os únicos sapatos da nova linha Trek que não estavam construídos com a filosofia atual da marca: um formato mais espalmado, pensado para se adaptar melhor à anatomia natural do pé. Após ter testado os anteriores, testei estes novos Trek Velocis 2025 durante cerca de 2000 km. e trago-vos aqui a opinião, com uma comparação direta face ao modelo anterior (que ainda pode ser encontrado no site da Trek). Estética e construção A nível estético, os novos sapatos Trek Velocis apresentam melhorias subtis, mas que fazem diferença. Na zona do calcanhar, por exemplo, já não temos costuras visíveis como na versão anterior, o que os aproxima mais do aspeto dos modelos de gama alta, como os Trek RSL Road por exemplo. O design mantém-se elegante, para quem valoriza a estética e o estilo no seu "grupeto" de pedalada, estes sapatos estão melhores que os anteriores. Conforto No que toca ao conforto, não senti diferenças entre a versão 2024 e os novos Trek Velocis. Ambos são confortáveis, mas noto que estes novos têm uma construção ligeiramente mais “almofadada”. Isto para alguns utilizadores pode ser bom, para outros (os mais "racers") não. O ajuste continua eficaz e o pé permanece estável graças aos dois fechos BOA, ao contrário do modelo abaixo na gama da Trek (os Trek Circuit) que têm um fecho BOA e um tipo Velcro. Mesmo em treinos longos estes sapatos não me causaram qualquer dormência ou pontos de pressão exagerados. A filosofia de formato mais espalmado e anatómico é uma evolução lógica dentro da linha de sapatos da Trek, mas na prática não senti uma revolução no conforto — até porque o modelo anterior já era bastante bom nesse aspeto. Para os que desejam desempenho e rigidez Tal como a versão anterior, os novos Velocis têm uma sola totalmente em carbono e têm um desempenho aceitável. A transmissão de potência é eficiente, e embora não sejam tão ligeiros e rígidos como os RSL Knit topo de gama (que também testei), para quem não quer competir não sentirá grande diferença. Continuam a ser uma excelente escolha para quem procura sapatos de ciclismo de estrada com boa rigidez sem gastar valores exorbitantes. Retrocesso: o sistema BOA Se até aqui só havia melhorias, há um aspeto que considero um retrocesso importante: os fechos BOA. Na versão anterior (sapato de baixo), os BOA Li2 permitiam ajustar tanto para apertar como para desapertar em pequenos clicks — algo extremamente útil para fazer pequenos ajustes enquanto pedalamos. Nos novos Velocis, isso desapareceu: os fechos só desapertam totalmente quando puxados, sem possibilidade de pequenos ajustes de alívio. Na prática, isto limita a flexibilidade e obriga a parar ou a aceitar um ajuste menos preciso. Para mim, foi a maior desilusão destes sapatos, porque o sistema anterior era francamente melhor. Conclusão Os Trek Velocis 2025 são, no geral, uma evolução face ao modelo anterior — mais bonitos, ligeiramente mais confortáveis e alinhados com a filosofia anatómica da Trek. No entanto, o retrocesso no sistema BOA é difícil de ignorar, não os torna nuns maus sapatos, mas seria fácil manter o tipo de fecho e no geral estes sapatos eram realmente uma evolução face aos anteriores. Ainda assim, continuam a ser uns dos melhores sapatos de ciclismo de estrada de gama média, com uma excelente relação qualidade/preço e um aspeto fantástico para quem valoriza a estética. Disponibilidade e preços Podes ver as cores, os preços e onde comprar, aqui no site da marca: www.trekbikes.pt ### Specialized apresenta a nova coleção de roupa Prime A Specialized lançou uma nova coleção de roupa, sob o slogan: "Desenhada para ir mais longe". A marca norte-americana revela que os novos equipamentos foram criados "com o contributo dos nossos ciclistas mais dedicados". Com tecidos incrivelmente suaves, construção respirável e um ajuste técnico que se move contigo em cada pedalada (...) esta coleção equilibra performance e conforto em linhas modernas. É o equipamento a que recorres quando o dia é longo, o ritmo é elevado e não há espaço para a escolha errada. Specialized A nova coleção Prime é escolha de várias equipas do WoldTour para os dias de treino. Entre elas, estão SD Worx–Protime, a Red Bull BORA-Hansgrohe e a Specialized Factory Racing. Ler mais | Specialized apresenta a nova Coleção Foundation Graphic Características dos novos equipamentos Specialized Prime Prime Jersey de Manga Curta – "Para o Teu Melhor Dia" Tecido liso e respirável, 7% mais leve Construção sem costuras e zonas antifricção nas axilas para máximo conforto Tecido elástico nas mangas para aderência e conforto Proteção solar UPF 30+ Prime Jersey HyprViz de Manga Curta – "Visibilidade Garantida" Cores vivas + detalhes refletores (170% mais visíveis de dia e de noite) Tecido liso e respirável, 7% mais leve Construção sem costuras e zonas antifricção nas axilas para máximo conforto Tecido elástico nas mangas para aderência e conforto Proteção solar UPF 30+ Calções Prime - Bib Short – "Suporte em Todas as Distâncias" Carneira Body Geometry Contour 3D de Tripla Densidade, com design específico por género Tecido principal leve, respirável e com propriedades anti-humidade Cintura com corte a laser que melhora o conforto em posições aerodinâmicas Fit de compressão média que envolve o corpo sem restrições de movimentos Zona de aderência nas pernas 70% mais alta para compressão mais uniforme e sem pressão excessiva Colete Corta-Vento Prime – "Compacto, Respirável, Essencial" Painel frontal corta-vento e costas em malha respirável 28% mais leve e ultracompacto Fecho bidirecional para acesso fácil aos bolsos Elástico na cintura e nas cavas para isolamento do frio Todas as peças estão disponíveis em versões para homem e mulher, incluindo cores de alta visibilidade HyprViz. Pode encontrar mais produtos da Specialized aqui. ### Rúben Rodrigues já ganha no ciclismo sub-23 pela Euskadi Leintz Baularari Itzulia-Aretxabaleta parece um código indecifrável, mas é o nome da prova que Rúben Rodrigues ofereceu à Fundação Euskadi em meados de um mês de agosto com overbooking no calendário de ciclismo. Nesta região de Espanha tudo é diferente. O ciclismo é sagrado, mas a vida não é fácil. O clima chuvoso, a barreira linguística e o carácter reservado das pessoas são desafios. Rúben Rodrigues fez de Itsasondo uma segunda casa. É uma aldeia rural, na província de Guipúscoa, com 661 habitantes, junto ao rio Oria e cuja paisagem é marcada pelo monte Murumendi. https://www.youtube.com/watch?v=09YyxIkYEBw Vejam o resumo da vitória de Rúben Rodrigues. Finalmente chegou a vitória O verde do monte é sinónimo de esperança, sentimento que nunca abandonou o ciclista português nas três épocas ao serviço da Fundação Euskadi. Desde júnior, quando correu na Bairrada com António Morgado, Gonçalo Tavares e Daniel Lima, que o TopCycling acompanha a aventura basca do atleta minhoto. No País Basco há duas competições importantes no ciclismo de formação: no inverno o Torneio Euskaldun e no verão o Torneio Lehendakari. Foi num tríptico deste último que finalmente chegou a vitória. Entrevista | Rúben Rodrigues tem segunda oportunidade no ciclismo basco Foto: Fundación Euskadi "Senti que tinha pernas para disputar a corrida" Sexta-feira correu-se o Circuito Aiala-Amurrio (111 km) – vitória de Iker Villar (Caja Rural-Alea) – e no domingo Laudio Saria (111 km) – vitória do francês Hugo Tapiz (Finisher). Duas vitórias de equipas satélite das ProTeam da Caja Rural e da Kern Pharma. O que motivou este artigo sucedeu no sábado. A Leintz Baularari Itzulia, em Aretxabaleta, teve 115 km e Rúben Rodrigues ganhou! “Andei escapado na sexta-feira e no final ajudei um colega [Jorge Gonzalez] a sprintar, espremi-me ao máximo e ele conseguiu um 2º posto. Ver-me na frente e sentir que tinha pernas para disputar jogou um papel importante para o dia seguinte. Foi uma corrida plana, a meio uma subida de 10 minutos bastante dura, tudo isto passado duas vezes. Na primeira subida senti que tinha pernas para disputar a corrida; à entrada da última subida, a 15 km da meta, a equipa colocou-me nas primeiras posições e fui desde o início ao máximo, sem olhar para trás, sabia que era o meu momento porque tudo o que seja acima de 10 minutos de subida adequa-se a mim. Passei no topo com mais um corredor, tínhamos três a perseguir e decidi jogar frio. Fiz a descida à roda no grupo de cinco; a dada altura fui pela esquerda da estrada e o grupo pela direita, aumentei o ritmo e fui olhando para trás para manter a margem. Foi um contrarrelógio de 5 km até à meta, com alguns topos pelo meio.” Rúben Rodrigues ao TopCycling. Alejandro del Cid (Gomur) e Gorka Corres (Caja Rural) subiram ao pódio com Rúben Rodrigues.Foto: Fundación Euskadi "Desbloqueei os medos de tentar e nunca ter conseguido" Têm sido três anos de altos e baixos, o normal em qualquer carreira e ainda mais normal para um jovem de 21 anos. Bem se pode dizer que foi uma vitória procurada, trabalhada e que recompensa o esforço de um atleta que abdicou de tudo pelo sonho de ser ciclista. “Ainda me custa recordar os momentos da corrida porque parece que não é bem real. Sempre fui um ciclista que na parte final tinha que ajudar os colegas, chegava com os melhores e nunca tinha conseguido vencer. Tinha claro que num grupo reduzido era difícil ganhar porque com o passar dos anos fui perdendo ponta final, que é o que dá vitórias, tinha que encontrar o triunfo de outra maneira. Iam comigo dois Finisher, um Caja Rural e um Gomur. Abri um máximo de 10 segundos, o Gomur era muito alto e arrancou do grupo, mas ainda tinha alguma força e consegui ganhar. Não acreditei na vitória até cruzar a meta, mas permaneci focado. Disputar uma corrida deste nível… não há palavras. É para isto que faço cinco ou seis horas de treino na pré-época quando sem a certeza de nada. Por um dia desbloqueei os medos de tentar e nunca ter conseguido; às vezes falta a primeira vitória para desbloquear a percentagem da cabeça que te faz continuar quando vais a sofrer. Estive bem física e psicologicamente.” Rúben Rodrigues ao TopCycling. Foto: Fundación Euskadi Promessas que se vão pagar à mesa com uma txuleta À boa maneira basca foram feitas promessas que se vão pagar à mesa com uma “txuleta” ou não fosse o País Basco um paraíso para os amantes da carne. Rúben Rodrigues vive como tantos emigrantes: com a sensação de que a distância o afastou do público nacional e de que a falta de vitórias transforma uma boa trajetória em algo menos vistoso. “As pessoas em Portugal não conhecem bem a minha caminhada nem o bem que está a correr. Hoje em dia só se liga ao primeiro lugar e ao pódio. Estava difícil de chegar, mas poder partilhar a vitória com as pessoas que gostam de mim é a melhor parte. A sensação de me ver ganhador desbloqueia a percentagem mental que permite correr sem medo e leva à vitória. No domingo seguinte à vitória fizemos outra corrida e ia completamente livre, não se deu outra vitória, mas estive perto porque andei escapado e só fui apanhado a 5 km. A sensação de poder correr sem medos e depois de uma vitória é muito prazerosa, vou tentar aproveitar-me disso para continuar com esta boa sequência.” Rúben Rodrigues ao TopCycling. Diário de um sub-23 – Rúben Rodrigues Foto: Fundación Euskadi Um miúdo meio perdido numa aldeia remota Itsasondo, voltamos ao ponto de partida desta aventura. Três anos na mesma aldeia dão para muito e um português é uma presença quase exótica no País Basco rural. Vestindo a pele de ciclista Rúben Rodrigues pedala pelos montes de Guipuscoa. O desafio é quando volta a ser um miúdo meio perdido numa aldeia remota, a cerca de uma hora de Vitoria e San Sebastian. “Estes três anos têm servido para crescer como ciclista e como pessoa. Tens que te aprender a moldar às pessoas e ao que te rodeia. Este ano dei-me a conhecer mais, a procurar as pessoas da aldeia para tudo o que precisava e toda a gente me apoiou e motivou quando as coisas não saiam como eu queria. Tenho muita gente a agradecer por estes anos, por vezes ficavam mais contentes com os meus resultados do que eu.” Rúben Rodrigues ao TopCycling. Mikel Gaztañaga, diretor da Fundação Euskadi, bem como a família, têm sido um importante apoio, sobretudo nos momentos em que tudo é questionado. Será que estou melhor em casa com a família? Será que podia adiantar a vida já que o ciclismo dura pouco? Rúben Rodrigues aposta em algo que parece irreal, mas a vitória renovou o sonho de fazer do ciclismo vida, seja na Fundação Euskadi, continuando no circuito amador, seja dando um salto para a Euskaltel-Euskadi, equipa mãe. ### Volta a França do Futuro | Portugal contra a geração WorldTour A seleção nacional inicia este sábado (23 de agosto) a participação na Volta a França do Futuro, prova por etapas mais importante do calendário sub-23. Também conhecida como Tour de l'Avenir, a prova terá transmissão no HBO Max. Tirando o Prólogo e a etapa 6A, todas as outras etapas terão produção televisiva, o que significa podem ser seguidas em direto. A corrida, composta por seis etapas, estende-se até 29 de agosto e permite antecipar o futuro do ciclismo profissional, embora a maioria dos favoritos já façam parte de estruturas do WorldTour. Seis representantes em competição Portugal terá seis representantes em competição, comandados por José Poeira. Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy), Daniel Moreira e Gonçalo Tavares (Hagens Berman Jayco), João Martins e Lucas Lopes (Rádio Popular-Paredes-Boavista), além de Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Martinados-Mortágua). Lucas Lopes, recém-coroado melhor jovem da Volta a Portugal, foi o melhor português na edição passada terminando 12.º na geral. Lucas Lopes e o êxito no ciclismo pelo caminho mais longo Foto: FPC "Uma nova geração" O selecionador nacional aposta na continuidade, já que quatro dos seis convocados fizeram parte da lista de José Poeira em 2024 – Daniel Lima, Gonçalo Tavares, João Martins e Lucas Lopes. Sobretudo o louletano Lima e o poveiro Lopes chegam bem rodados após terem completado a Volta a Portugal. “Partimos com uma nova geração, apesar de alguns já terem passado por esta experiência. O objetivo principal passa por colocar estes jovens em contacto e dar-lhes oportunidades ao mais alto nível, porque estão aqui as melhores seleções e os melhores corredores sub-23 do mundo”. José Poeira em comunicado da FPC. Ler mais | Tour na agenda ambiciosa de Daniel Lima Foto: Israel-Premier Tech Seis etapas num percurso duro Em 2025, o percurso está diferente, num total de 891,7 km divididos por seis etapas, para além do prólogo inicial, sendo que a sexta e última etapa terá dois setores. Ao prólogo de 3 km, em subida, na estância de Tignes, seguem-se quatro etapas acidentadas, nas quais os sprinters podem ter uma palavra a dizer. Nota de destaque para a chegada em subida na terceira etapa, que vai dar o mote para os ciclistas da geral. Ler mais | Entrevista com Gonçalo Tavares Prólogo Foto: Tour L'Avenir Etapa 1 Foto: Tour L'Avenir Etapa 2 Foto: Tour L'Avenir Etapa 3 Foto: Tour L'Avenir Etapa 4 Foto: Tour L'Avenir Dose dupla à moda antiga As decisões começam a partir da quinta etapa, uma tirada de 121 km marcada pelas subidas ao Col des Saisies (13,1 km, 6 %) e ao Cormet de Roselend (20,3 km, 6,2 %), que fizeram parte da 19.ª etapa do último Tour, antes da subida mais longa de toda a corrida, Tignes 2100 Promenade de Tovière (25,9 km, 5,1 %). No último dia há dose dupla à moda antiga. Apesar de ter apenas 42 km, o primeiro setor da sexta etapa também será duro, com subidas ao Col du Petit Saint-Bernard (13,2 km, 5,6 %) e ao Colle San Carlo (10,3 km, 10 %). Tudo isto antes do contrarrelógio decisivo, à tarde: 10,3 km com inclinação média de 6,7 %. Ler mais | Jarno Widar é um caso sério Etapa 5 Foto: Tour L'Avenir Etapa 6A Foto: Tour L'Avenir Etapa 6B Foto: Tour L'Avenir Portugal com concorrência de luxo A Volta a França do Futuro é a maior montra para os voltistas sub-23, embora já não seja fundamental para encontrar um contrato profissional. O ciclismo mudou e os jovens talentos rapidamente são captados pelas estruturas WorldTour através das equipas de desenvolvimento. No entanto, no Avenir correm seleções nacionais, ao contrário do Giro Next Gen, que é disputado por equipas comerciais. A concorrência de Portugal é de luxo e tem à cabeça o francês Paul Seixas, que já fez top 10 no Dauphiné. No radar estão ainda nomes como Jakob Omrzel (Eslovénia), campeão do Giro, Luke Tuckwell (Austrália), Jarno Widar (Bélgica), Jorgen Nordhagen (Noruega), Pablo Torres (Espanha) e Lorenzo Finn (Itália). Paul Seixas – Campeão mundial com raízes portuguesas Créditos: Gus Sev Photographe/@gussevphoto ### Clássica de Hamburgo | Nélson Oliveira brilha na fuga, António Morgado no top 10 Nélson Oliveira foi o motor da fuga que terminou triunfante na clássica de Hamburgo. António Morgado sofreu, mas sprintou para o melhor resultado de sempre de um português na prova Uma fuga de três homens 'enganou' um super pelotão numa clássica de Hamburgo que tem final habitual ao sprint. A trabalhar (e muito) nesse grupo vinha Nelson Oliveira (Movistar), que aos 36 anos continua a lutar no mais alto nível do ciclismo mundial. António Morgado (UAE Emirates XRG) fechou na sétima posição. Ler mais | Nélson Oliveira celebra 10 anos na Movistar Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Branco Nélson Oliveira brilha em Hamburgo Uma fuga de quatro homens saiu para a frente da corrida no início do dia, numa movimentação que parecia condenada - só por uma vez desde 2008 a Clássica de Hamburgo não terminou com vitória ao sprint. O português da Movistar tinha outras ideias: a fuga cooperou bem e construiu uma vantagem que permitia sonhar, mas nos últimos quilómetros, foi Nélson Oliveira o motor dos fugitivos, com o pelotão a meros segundos. A cerca de 300 metros para o fim, Rory Townsend (Q36.5 Pro Cycling) lançou o sprint e matou as esperanças do português. O campeão nacional da Irlanda triunfou com o pelotão a chegar à distância de duas bicicletas - primeira vitória desde 2023, excluindo os campeonatos nacionais. António Morgado sofreu durante a corrida, mas agarrou-se ao grupo da frente, e terminou em sétimo no sprint final, à frente de nomes como Wout Van Aert (Visma | LAB) ou Biniam Girmay (Intermarché - Wanty). O 'bigode das Caldas' torna-se no melhor português de sempre em Hamburgo, depois do oitavo lugar de Manuel Cardoso em 2011. Foto: Nico Vereecken/Sprint Cycling Agency Nem só de vitórias se vive no WorldTour A vitória voltou a escapar a Nélson Oliveira. Excluindo os campeonatos nacionais, o histórico da Movistar conta com uma no currículo, na Volta a Espanha, em 2015. Ganhar está muito caro no ciclismo profissional, ainda mais no WorldTour, mas nem só de vitórias vive um ciclista: Nélson Oliveira foi protagonista, quiçá o maior culpado pelo triunfo da fuga na Clássica de Hamburgo. O português não tem ganho muito na sua carreira, mas tornou-se num ciclista inestimável na Movistar: são, ao todo, 22 Grandes Voltas na carreira - todas elas concluídas. A qualidade no contrarrelógio manteve-se ao longo da carreira, e, do ponto de vista coletivo, a capacidade de trabalho fez de Nélson Oliveira uma ajuda preciosa para vários líderes, ao longo de 16 anos no WorldTour. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo A Clássica de Hamburgo serviu, de resto, para por lado a lado dois dos nomes grandes do ciclismo português, ainda que em fases diferentes da carreira: António Morgado continua a sua ascensão na mais alta esfera do ciclismo, depois de três vitórias até ao momento em 2025. Nélson Oliveira, por outro lado, continua a provar que, aos 36 anos, a ambição de voltar a levantar os braços não é desmedida. E mesmo que não o volte a conseguir, dificilmente se duvidará do valor do português, natural de Anadia, que corre entre os melhores do mundo há mais de década e meia. Ler mais | Grande entrevista a Nelson Oliveira: “Não perdi o gosto por ganhar” Top 10 da clássica de Hamburgo ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Townsend RoryQ36.5 Pro Cycling Team4:24:062De Lie ArnaudLotto,,3Magnier PaulSoudal Quick-Step,,4Philipsen JasperAlpecin - Deceuninck,,5van Poppel DannyRed Bull - BORA - hansgrohe,,6Wright FredBahrain - Victorious,,7Morgado AntónioUAE Team Emirates - XRG,,8Girmay BiniamIntermarché - Wanty,,9Louvel MatisIsrael - Premier Tech,,10van Aert WoutTeam Visma | Lease a Bike,, ### Volta a Portugal | Etapa 10 | Artem Nych coroado em Lisboa Décima etapa da Volta a Portugal coroou Artem Nych como vencedor pelo segundo ano consecutivo. Rafael Reis ficou com a etapa, corrida em Lisboa. Contrarrelógio de 16,7 km corridos num percurso na capital portuguesa, para terminar a Volta a Portugal. Rafael Reis (Anicolor/Tien 21) venceu a segunda etapa desta edição da Grandíssima, e Artem Nych (Anicolor/Tien 21) sagrou-se campeão pelo segundo ano consecutivo. Ler mais | Volta a Portugal | Etapa 9 | Nico Tivani vence em Montejunto Foto: Podium Events/Matias Novo Pódio preso por um segundo Antes da partida, Artem Nych era primeiro, com 0:39 sobre o colega de equipa, Alexis Guerin (Anicolor/Tien 21). A luta mais emocionante era pelo último lugar do pódio: David Jesus Peña (APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense) partiu com um segundo de vantagem sobre o quarto classificado, Byron Munton (FEIRENSE - BEECELER) O primeiro destaque do dia vai, no entanto, para Rafael Reis. O ciclista português, especialista no esforço individual, confirmou o favoritismo à partida a triunfou pela segunda vez, depois de também ter ganho o prólogo. Na luta pelo pódio, também não houve surpresas: Byron Munton fez valer a superioridade no contrarrelógio - terminou 0:34 melhor que Jesus Peña, e roubou o último lugar do pódio ao colombiano. Foto: Podium Events/Matias Novo Dia perfeito para a Anicolor/Tien 21 Em relação aos lugares mais altos do pódio, a discussão foi tímida. Tanto Guerin como Nych marcaram grandes tempos no contrarrelógio, dentro do top 10, e confirmaram as duas primeiras posições na Volta a Portugal, tal como acontecia à partida para o esforço individual. Etapa de sonho para a formação da Anicolor/Tien 21. Rafael Reis levou a vitória, a segunda na Volta a Portugal para a equipa portuguesa. Artem Nych confirmou a vitória na classificação geral. Pelo segundo ano consecutivo, o russo sobe ao lugar mais alto do pódio - no último ano, fê-lo com direito a grande reviravolta no fim da Volta; este ano consegue-o num estilo dominador, espelho do que foi a prestação da equipa. Foto: Rodrigo Rodrigues Classificações secundárias Artem Nych, Alexis Guerin e Byron Munton compõem, por esta ordem, o pódio da classificação geral da Volta a Portugal. A camisola dos pontos ficou com Germán Nicolas Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé), que aproveitou da melhor forma a desistência de Iúri Leitão da prova. A montanha foi ganha por Hugo Nunes (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), que também já tinha levado esta camisola para casa em 2020. A camisola da juventude foi conquistada pelo português Lucas Lopes (Rádio Popular - Paredes - Boavista). Destaque ainda para Tiago Antunes (Efapel Cycling), que terminou no quinto lugar da classificação geral, sagrando-se o melhor português em prova. Ler mais | Lucas Lopes e o êxito no ciclismo pelo caminho mais longo Foto: Podium Events/Matias Novo Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempoMédia (km/h)1Reis RafaelAnicolor / Tien 2118:5552.9692Nych ArtemAnicolor / Tien 210:1652.2333Stites TylerCaja Rural - Seguros RGA0:2851.6944Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:2951.6495Antunes TiagoEfapel Cycling0:4151.1226Marriage ZacIsrael Premier Tech Academy0:4550.9497Cadena Edgar DavidPetrolike0:4750.8638Munton ByronFEIRENSE - BEECELER0:4950.7779Salgueiro Carlos MiguelAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:5250.64910Guerin AlexisAnicolor / Tien 21,,50.649 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Nych ArtemAnicolor / Tien 2138:31:462Guerin AlexisAnicolor / Tien 211:153Munton ByronFEIRENSE - BEECELER1:514Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense2:245Antunes TiagoEfapel Cycling3:146Silva PedroAnicolor / Tien 214:327Cadena Edgar DavidPetrolike4:428Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car4:459Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista5:3010Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO5:31 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events/Matias Novo ### Nino Schurter põe ponto final numa carreira brilhante Nino Schurter, o super campeão de XCO, anunciou que se vai retirar em breve, numa mensagem partilhada nas redes socias Um dos maiores nomes do XCO, e do Moutain Bike, anuncia a sua retirada do desporto: Nino Schurter termina uma carreira com mais de duas décadas, com uma mensagem emocionante para todos os adeptos da modalidade. Ler mais | Campeonato do mundo de XCO – Nino Schurter passa da história para o Olimpo Créditos fotografia: Nick Muzik/Cape Epic A mensagem de despedida de Nino Schurter Querida família do MTB e do ciclismo, nas ultimas duas décadas dei o meu corpo, mente e alma ao mountain bike. Um desporto lindo, mas brutal ao nível profissional. Ou ganhas corridas, e lutas por elas, ou 'já foste'. Não há lugar para passageiros. É tudo ou nada, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Nino Schurter Estas foram as primeiras palavras do super campeão do Moutain Bike, que, para além do palmarés invejável, foi um dos grandes motores na globalização e mediatização da modalidade olímpica. Quando corri os meus primeiros campeonatos do mundo, era um miúdo a perseguir um sonho em Lugano, em 2003, quando ganhei a minha primeira medalha internacional. O que eu não sabia na altura era que o meu sonho me ia levar por incontáveis, e inesquecíveis momentos, e ia-me permitir ganhar mais de metade dos campeonatos pelo caminho. Foi uma aventura brutal. Nino Schurter Foram mais de duas décadas de carreira, com prémios e distinções intermináveis. Destacam-se os dez campeonatos do mundo de XCO; o ouro olímpico em 2016; as oito vitórias na geral da Taça do Mundo de XCO; e os 36 triunfos em etapas da Taça do Mundo, um recorde absoluto. Mas a influência de Nino Schurter não se ficou pelos títulos conquistados. O suíço foi um dos maiores inovadores no desporto, bem como um dos ciclistas mais completos da sua geração. Ler mais | Nino Schurter e Tom Pidcock com presença no Europeu de BTT em Melgaço Créditos fotografia: Nick Muzik/Cape Epic O que vem aí Antes da retirada, uma saída em grande: Nino Schurter vai correr mais duas provas em solo suíço - ou seja, em casa. Serão as últimas participações em campeonatos do mundo e Taças do mundo, o último passo antes do adeus ao 10 vezes campeão do mundo. Não vou desaparecer. Continuo a andar de bicicleta, até a correr, só não o farei ao mais alto nível. Vou mergulhar noutros projetos que mal posso esperar por partilhar em breve. Mas, por agora, vou dar tudo uma última vez. Vemo-nos em Crans-Montana e em Lenzerheide. Vamos torná-lo legendário. Nino Schurter O suíço deixa a promessa de voltar, com novidades, acerca dos próximos projetos. Até lá, os fãs vão aproveitar as últimas oportunidades de ver um dos melhores de sempre em cima da bicicleta. Vocês tornaram a viagem inesquecível. Vocês foram a razão porque pedalei com mais força. E vocês foram a magia por detrás das medalhas. É tempo de deixar a minha mente respirar, e de passar mais tempo com as pessoas que me apoiaram em todos os momentos. Nino Scurter Foram estas as últimas palavras do super campeão. Na caixa de comentários, as homenagens multiplicam-se, e são muitos os nomes grandes do MTB a prestar o seu tributo: Henrique Avancini, Mathis Azarro, Carlos Coloma e até Mathieu Van der Poel foram alguns dos contemporâneos do suíço a deixar palavras simpáticas na hora da despedida. Créditos da fotografia de destaque: Nick Muzik/Cape Epic ### Trek anuncia as novas Fuel+ e Fuel A Trek Bicycle anuncia o lançamento das novas Fuel+ e Fuel, duas novas bicicletas de montanha – uma elétrica e outra acústica. Ambos os modelos estão disponíveis em três versões diferentes – EX, MX e LX — oferecendo diferentes configurações para melhor se adaptarem ao estilo e trilhos que cada ciclista procura. A bicicleta elétrica de montanha Fuel+ oferece o novo motor HPR60 da TQ com uma bateria de 580 Wh para mais potência, torque e eficiência do que a geração anterior Fuel EXe. Ler mais | Trek apresenta a bicicleta elétrica de estrada Domane+ ALR Trek Fuel+ Características do quadro das novas Trek A Fuel+ e a Fuel apresentam um novo design de quadro, "concebidos para serem versáteis e serem confortáveis o dia todo", segundo a Trek. O aumento da medida da entrada do espigão telescópico permite que a maioria dos ciclistas com um quadro de tamanho médio possa utilizar um espigão telescópico de 200 mm. Há ainda mais espaço no triângulo dianteiro para amortecedores com maior curso, bidões de água maiores ou o Range Extender (no caso da Fuel+). Os pontos de fixação no tubo superior dos modelos Fuel+ e Fuel permitem aos ciclistas fixar ainda mais acessórios, e todos os modelos da Fuel acústica têm um compartimento de armazenamento integrado no quadro. Trek A Trek explica, ainda, que ambas as plataformas têm ajuste do rácio de alavancagem e "agora usam uma caixa de direção padrão zero stack para uma maior versatilidade de produtos pós-venda", incluindo caixas de direção com ajuste de ângulo e cores personalizadas. Trek Fuel+ Trek apresenta a nova Fuel+ A Fuel+ inspira-se na premiada Fuel EXe, evoluindo para a sua segunda geração com um novo nome e, segundo a Trek, "um desempenho ainda melhor". O novo motor HPR60 da TQ com 60 Nm de binário, que se ativa a cadências mais baixas, para uma pedalada que parece mais fácil desde o início. O novo motor é mais eficiente e silencioso do que a maioria dos motores da sua categoria. As aletas de arrefecimento integradas ajudam a manter um desempenho constante, mesmo nos dias quentes e com a potência máxima. Trek Uma bateria maior de 580 Wh aumenta a autonomia em comparação com o sistema anterior de 360 Wh e funciona com o Range Extender de 160 Wh da TQ, permitindo maior autonomia nos trilhos. A bateria pode ser removida do tubo inferior da Fuel+ com uma chave hexagonal para facilitar o carregamento e o transporte. Os modelos Fuel+ 9.8 e 9.9 também têm o novo ecrã LED a cores da TQ para uma visualização mais fácil das métricas da volta. Trek Fuel EX99 Tecnologia de Trail adaptável Muitas bicicletas de Trail permitem trocar componentes como rodas ou amortecedores, mas a maioria não leva em consideração o impacto que essas mudanças têm na geometria ou na sensação da suspensão. A Fuel+ e a Fuel fazem isso. Trek Sem comprometer a altura do eixo pedaleiro, o rácio de alavancagem ou o ângulo de direção, os rocker links e os suportes do amortecedor intercambiáveis permitem reconfigurar o quadro para cada configuração específica. Trek Fuel+ As versões EX - Rodas: 29'' | Suspensão: 145/150 mm (traseira/dianteira) A configuração clássica para Fuel+ e Fuel. A Fuel EX Gen 7 tem uma curva anti-squat ajustada que torna tudo mais eficiente em subidas íngremes. Para além disso, tem um curso maior em relação à geração anterior "e o resultado não é apenas maior eficiência, mas também maior capacidade", explica a Trek. MX - Rodas: 29˝ dianteiras/27,5˝ traseiras | Suspensão: 150/160 mm (traseira/dianteira) Rodas de tamanhos mistos, maior curso e um rácio de alavancagem mais progressivo. A MX é "rápida, divertida e ágil", segundo a Trek. Para os ciclistas que sentem falta da Trek Remedy, a Fuel MX é "a bicicleta dos seus sonhos". LX - Rodas: 29'' | Suspensão: 160/170 mm (traseira/dianteira) A bicicleta de montanha de longo curso da família Fuel, com um amortecedor de curso mais longo e o rácio de alavancagem mais progressivo da coleção. É a bicicleta perfeita para quem quer a potência da Trek Slash sem a suspensão de pivô alto, explica a marca. Project One MTB A Fuel+ e a Fuel fazem parte do novo programa Project One MTB da Trek, juntamente com a Supercaliber, permitindo aos ciclistas escolherem a configuração que preferem de acordo com as suas necessidades. Os ciclistas podem alterar a transmissão, a suspensão dianteira, o amortecedor, as rodas, o espigão telescópico, o cockpit, entre outros componentes, para terem "a bicicleta perfeita" assim que a tirarem da caixa. O Project One MTB está disponível nos modelos em carbono 9.8 e 9.9 da Fuel+ e Fuel e Supercaliber e, também, no modelo em alumínio Fuel 9. A Fuel+ e a Fuel estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Volta a Portugal | Etapa 9 | Nico Tivani vence em Montejunto Argentino Nico Tivani conquistou o Alto de Montejunto que 42 anos depois regressou à Volta a Portugal. Artem Nych continua de amarelo. Foi um espetáculo o regresso do Alto de Montejunto, como final de etapa, à Volta a Portugal, aonde Nico Tivani se impôs como uma pontinha de sorte. O argentino da Aviludo-Louletano-Loulé Concelho entrou na fuga do dia com o colega Tomás Contte e com Pau Martí (Israel Premier Tech Academy). Um trio de luxo, com o vencedor no Sameiro e os dois últimos vencedores em Fafe. Parecia uma fuga impossível. Tivani atacou logo ao quilómetro zero e deu o mote; os colegas de ataque alinharam no desafio e juntos os três marcaram um ritmo alto: quatro horas a quase 44 km/h de média num dia com 174 km e 2300 metros de acumulado na “Etapa do Oeste”. Ler mais | Montejunto, a montanha de João Almeida https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1956715070211101017 Azar do espanhol, sorte para Tivani Depois de na sexta-feira, em Santarém, o argentino do Louletano ter derrapado e perdido a hipótese de ganhar, desta feita a sorte sorriu-lhe. Na aproximação à meta, Pau Martí trocou o prato na altura errada e saltou-lhe a corrente. Anticlímax no Alto de Montejunto quando se esperava um mano a mano pela vitória. Azar do espanhol, sorte para Tivani, que celebrou a segunda vitória nesta Volta a Portugal, a terceira em dois anos. Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Foto: Podium Events/Matias Novo Russo deve carimbar a segunda vitória consecutiva A luta pela geral teve uma jornada estranha, com a ausência de ataques sérios entre os favoritos. A AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense controlou a etapa toda, mas Jesús Peña esteve longe de poder repetir a vitória em Montejunto, como há um mês, no Troféu Joaquim Agostinho. Acabou por ser a Anicolor-Tien21 a capitalizar nos instantes finais. Alexis Guérin atacou dentro do quilómetro final e ganhou 0:04 segundos aos rivais na luta pelo pódio. O camisola amarela Artem Nych cumpriu a promessa que tinha feito no Alto da Torre e jogou à defesa. Cedeu 0:07 segundos para Guérin e 0:03 segundos para Peña. Em Lisboa, o russo deve carimbar a segunda vitória consecutiva na Volta a Portugal, tendo margem de 0:39 segundos sobre Guérin e 1:17 sobre Peña. O contrarrelógio final é plano, tem 16,7 km e tem partida e chegada à Praça do Império. Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Tivani German NicolásAviludo - Louletano - Loulé3:59:302Martí PauIsrael Premier Tech Academy0:143Contte TomasAviludo - Louletano - Loulé0:474Guerin AlexisAnicolor / Tien 211:375Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:416Domínguez DavidAviludo - Louletano - Loulé, ,7Munton ByronFEIRENSE - BEECELER1:428Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO1:449del Pino JesusAviludo - Louletano - Loulé1:4510Silva PedroAnicolor / Tien 211:46 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Nych ArtemAnicolor / Tien 2138:12:352Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:393Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:174Munton ByronFEIRENSE - BEECELER1:185Antunes TiagoEfapel Cycling2:496Silva PedroAnicolor / Tien 213:337Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO4:108Cadena Edgar DavidPetrolike4:119Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista4:2610Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car4:32 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events/Matias Novo ### Volta a Portugal - A impressionante logística e os bastidores da comunicação A Volta a Portugal não se faz apenas com ciclistas e estrada. Nos bastidores, existe uma verdadeira operação de logística e de comunicação que permite que cada etapa chegue a milhões de pessoas através da RTP, em televisão e rádio. Neste vídeo mostro-vos o trabalho das equipas de comunicação social, assim como toda a logística necessária, todos os dias, de cidade em cidade, para que as pessoas possam ver a Volta a Portugal em direto no conforto da sua casa. Vídeo https://youtu.be/2T559uFpmFM?si=DvqkLotQRb-_rlpj Já subscreveste o nosso canal YouTube? Dessa forma já nos estás a ajudar a poder fazer mais conteúdos como este. É grátis, entra no canal e SUBSCREVE AQUI. ### Volta a Portugal | Etapa 8 | Rotem Tene vence em Santarém A 8ª etapa da Volta a Portugal terminou com triunfo de Rotem Tene, numa vitória da fuga na cidade de Santarém. Iúri Leitão abandonou. A fuga enganou os sprinters na Volta a Portugal, com Rotem Tene (Israel Premier Tech Academy) a triunfar, depois de um dia em que os ciclistas percorreram a zona do Ribatejo e terminaram na Capital do Gótico, Santarém. Dois dos destaques do dia são portugueses: Iúri Leitão (Caja Rural - Seguros RGA), que seguia na liderança da camisola dos pontos, foi obrigado a abandonar a corrida. Por outro lado, Hugo Nunes (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) sentenciou a classificação da montanha. O pacense só tem de concluir a prova para ser o rei dos trepadores da Volta a Portugal pela segunda vez na carreira (já o fez em 2020). Ler mais | Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Dois dias de febre levaram ao abandono de Iúri Leitão.Foto: Podium Events/Matias Novo Fuga numerosa na frente O dia era plano, com exceção aos últimos 1,1 km, que contavam com pendente média de 6,1%. A etapa começou com uma fuga numerosa, com mais de 20 ciclistas, a formar-se na frente da corrida. Discutiam-se várias classificações, com destaque para as duas contagens de montanha e para os três sprints intermédios durante a etapa. Hugo Nunes aproveitou a presença na frente para confirmar o triunfo virtual da camisola da montanha. À entrada dos últimos quilómetros, ainda restavam mais de 20 ciclistas na frente. Entraram nos últimos 5 km com pouco mais de 2:00 de vantagem para o pelotão, margem suficiente para discutirem a etapa. Ler mais | Volta a Portugal | A festa do povo em fotos Foto: Podium Events/Matias Novo Sprint... só para o ano O dia começou com a expetativa de uma possível chegada ao sprint, mas Brady Gilmore (Israel Premier Tech Academy) vai terminar como o único a vencer uma chegada rápida nesta edição. Muita hesitação na chegada do grupo a Santarém, com os ciclistas a esperarem pelos últimos 300 metros para lançarem o sprint. Rotem Tene arrancou primeiro e foi recompensado: grande luta com Tivani - ciclista da Aviludo-Louletano-Loulé, vencedor da primeira etapa - que terminou com o israelita a cruzar a meta em 1º lugar. Primeira vitória profissional para Rotem Tene e terceiro triunfo para a Israel Premier Tech Academy na 86ª edição da Volta a Portugal, depois das vitórias de Pau Martí e Brady Gilmore. Ler mais | A padeira Elisabete Ferreira e a Volta a Portugal Foto: Podium Events/Matias Novo Top 10 da etapa ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Tene RotemIsrael Premier Tech Academy4:01:032Tivani German NicolásAviludo - Louletano - Loulé,,3Campos FranciscoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:024Gonçalves DiogoFEIRENSE - BEECELER,,5Medeiros JoãoCredibom / LA Alumínios / Marcos Car,,6Lewis AdamTeam Skyline0:047Fernández RubénAnicolor / Tien 21,,8Martingil CésarTavfer-Ovos Matinados-Mortágua,,9Esparza UnaiIlles Balears Arabay0:0510Gonçalves GasparGI Group Holding - Simoldes - UDO0:06 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Nych ArtemAnicolor / Tien 2134:11:212Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:463Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:204Munton ByronFEIRENSE - BEECELER1:215Antunes TiagoEfapel Cycling2:446Silva PedroAnicolor / Tien 213:337Cadena Edgar DavidPetrolike3:408Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO4:109Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista4:1410Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car4:25 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events/Matias Novo ### Volta a Portugal | Etapa 7 | Nych agarra a camisola amarela Jonathan Caicedo triunfa na Torre e Artem Nych sai da Serra da Estrela ainda mais líder da Volta a Portugal. Dia de Serra Estrela é sempre especial na Volta a Portugal e a 7ª etapa deste ano não foi exceção, com Artem Nych a reforçar a liderança após ser 2º no Alto da Torre (categoria especial). Jonathan Caicedo (Petrolike) cruzou a meta em 1º lugar vindo da fuga, seguido pelo russo da Anicolor-Tien21, que ganhou tempo significativo a todos os rivais. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Sabugal, a cidade do Castelo das Cinco Quinas.Foto: Podium Events/Matias Novo Gonçalo Leaça camisola amarela virtual Etapa com 3680 m de desnível positivo acumulado, com partida em Sabugal e 179,3 km para percorrer até ao ponto mais alto de Portugal continental, aos 1900 m de altitude. Partiram 100 corredores com destino à Torre, uma novidade já que em 2024 a etapa ligou Sabugal à Guarda. A fuga de 14 ciclistas chegou aos 9:30 de vantagem, colocando a Credibom-LA Alumínios-MarcosCar e Gonçalo Leaça camisola amarela virtual. A equipa de Hernâni Broco também reforçou a liderança da montanha com Hugo Nunes, que passou na frente no Alto de Sarzedo. Volta a Portugal | Etapa 6 | Brady Gilmore é craque Lucas Lopes sofreu na Torre e caiu ao 9º lugar, mas segura a camisola da juventude.Foto: Podium Events/Matias Novo Após a Guatemala, desta vez foi o Equador A 31ª chegada à Torre, que em 2024 foi conquistada por Sergio Chumil (Burgos/ BH), ficou marcada por um persistente vento, que não raras vezes soprou de cara. Após a Guatemala, desta vez foi o Equador a impor-se na Serra da Estrela, ele que no Giro de Itália de 2020 ganhou no Monte Etna. Gonçalo Leaça ainda se destacou na subida final, mas o experiente Caicedo, de 32 anos, alcançou o português a tempo de vencer a etapa. Foto: Rodrigo Rodrigues Ataque cirúrgico do russo O top 4 da geral começou o dia separado por 0:26 segundos, favoráveis a Artem Nych (Anicolor-Tien21), cabia atacar aos rivais diretos que não saem favorecidos pelo contrarrelógio final, em Lisboa. A Anicolor-Tien21 assumiu a corrida e jogou ao ataque: Pedro Silva e Alexis Guerin, vencedor do Troféu Joaquim Agostinho, atacaram à vez e debilitaram Jesús Peña. O colombiano, que este ano venceu em Castelo de Vide (Volta ao Alentejo) e no Alto do Montejunto (Troféu Joaquim Agostinho), respondeu a todos, mas ficou sem pernas no contra-ataque de Nych. Foi um ataque cirúrgico do russo, que assim dá uma machadada na geral e sai da Serra da Estrela com 1:20 sobre Peña e 1:21 sobre Byron Munton, vencedor na Senhora da Graça. Volta a Portugal | A festa do povo em fotos Pela sexta vez a Volta partiu do Sabugal.Foto: Podium Events/Matias Novo Top 10 da etapa Class.CiclistaEquipaTempo1Caicedo Jonathan KleverPetrolike4:49:032Nych ArtemAnicolor / Tien 210:333Leaça GonçaloCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:464Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:475Munton ByronFEIRENSE - BEECELER1:276Silva PedroAnicolor / Tien 211:367Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO,,8Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:399Antunes TiagoEfapel Cycling1:4710del Pino JesusAviludo - Louletano - Loulé2:01 Top 10 da classificação geral Class.CiclistaEquipaTempo1Nych ArtemAnicolor / Tien 2130:07:562Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:463Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:204Munton ByronFEIRENSE - BEECELER1:215Antunes TiagoEfapel Cycling2:446Silva PedroAnicolor / Tien 213:337Cadena Edgar DavidPetrolike3:408Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO4:109Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista4:1410Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car4:25 Foto de capa: Rodrigo Rodrigues ### Volta a Portugal | Etapa 6 | Brady Gilmore é craque Brady Gilmore já tinha ganho em Viseu, mas quis acrescentar a Guarda à lista de triunfos na Volta a Portugal. Quinta-feira o pelotão sobe à Torre, na Serra da Estrela. Depois de em 2023 e em 2024 ter sido território dominado por Luis Angel Maté, a cidade da Guarda Já sem o Lince espanhol no pelotão, retirado desde o final da época passada, Após a jornada de descanso, passada em Viseu e arredores, partiram 102 corredores da Avenida 25 de Abril, em Águeda, que em 2024 foi ponto de partida da Volta a Portugal. Foi a 17ª partida desde a “Capital da Bicicleta”, desta vez com destino à Guarda. No caso da cidade mais alta do país, a relação é de fidelidade com Volta a Portugal, na qual participa desde 1927, ano da primeira edição. João Matias: “Nem só de trepadores vive a Volta a Portugal” O pelotão em Águeda, "Capital da Bicicleta".Foto: Podium Events/Matias Novo Fuga de 11 ciclistas Para hoje perspetivava-se um dia duro, com cinco contagens de montanha e 3560 m de desnível positivo acumulado. Uma fuga de 11 ciclistas, que passou a 10 a meio da jornada, animou a corrida. As metas volantes de Oliveira do Hospital (km 77,9) e Gouveia (km 114,7) foram ganhas por Iúri Leitão (Caja Rural) à frente de Nico Tivani (Louletano-Aviludo-Loulé Concelho); o campeão olímpico aumentou para 12 pontos a vantagem sobre o argentino. Na disputa da classificação da montanha, Hugo Nunes (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar) somou 10 pontos em Moinho do Pisco (km 19,4) A Anicolor-Tien21 meteu Fábio Costa na frente, mas nunca abdicou de controlar desde o pelotão. Na aproximação à Guarda a fuga foi neutralizada. Houve sprint e Brady Gilmore juntou a Guarda a Viseu bisando nesta Volta a Portugal e chegando à oitava vitória da época. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Foto: Podium Events/Matias Novo Quinta-feira é dia de subir à Torre Esta quinta-feira é dia de subir à Torre, na Serra da Estrela, a única contagem de categoria especial na corrida. Note-se que os quatro primeiros da geral estão separados por 0:26 segundos. Artem Nych parte de amarelo, mas Jesús Peña e Byron Munton respiram ao ouvido do campeão em título. O colombiano da AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense subiu à segunda posição por troca com o sul-africano da Feirense-Beeceler, que cedeu 0:13 segundos no empedrado da Guarda. Volta a Portugal – As vozes da rádio ### Volta a Portugal | Etapa 5 | Brady Gilmore no WorldTour com escala em Viseu Brady Gilmore, sprinter da Israel Premier Tech Academy, venceu na cidade de Viriato a 5ª etapa da Volta a Portugal. Brady Gilmore é australiano, tem 24 anos e é um sprinter moderno, que passa bem a média montanha e essas características valem ouro na Volta a Portugal. Num dia em que os termómetros marcaram 40 graus, o pelotão teve a tradicional chegada a Viseu, na Avenida Europa, uma reta em falso plano onde é preciso endurance e explosão. A Israel Premier Tech mostrou que, apesar de trazer a equipa sub-23, os jovens têm aprendido bem os fundamentos da preparação do sprint. O bloco orientado por Ruben Plaza, vencedor de etapas na Vuelta a Espanha e no Tour de France, que também correu no SL Benfica, esteve afinado no leadout e estendeu a passadeira vermelha a Brady Gilmore. O autraliano soma oito vitórias este ano e é mais um corredor que vem a Portugal apresentar-se ao mundo, como outros sprinters fizeram ao longo dos tempos. A partir de 2026 salta para a equipa principal da Israel, que corre no WorldTour. Ler mais | Cinco talentos made in Portugal Sem modificações na classificação geral Do alto da escadaria do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios podemos contemplar a Avenida Dr. Alfredo de Sousa, onde foi dada a nona partida da história da Volta a Portugal em Lamego. O pelotão partiu em direção a Viseu, que com esta chega às 45 chegadas. Em jornada de transição e sem modificações na classificação geral, valeu a luta pela classificação da montanha. A Credibom-LA Alumínios-MarcosCar partiu com um plano e meteu quatro corredores na fuga, entre eles Hugo Nunes. O vencedor da etapa de Bragança saiu mais líder e reforça a candidatura à camisola azul, na qual tem 14 pontos sobre Nico Tivani, que já ganhou em Braga. Top 10 da etapa ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Gilmore BradyIsrael Premier Tech Academy3:37:132Mesa SantiagoEfapel Cycling,,3Leitão IúriCaja Rural - Seguros RGA,,4Tivani German NicolásAviludo - Louletano - Loulé,,5Campos FranciscoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,6Rota RaúlRádio Popular - Paredes - Boavista,,7Gonçalves DiogoFEIRENSE - BEECELER,,8Cadena Edgar DavidPetrolike,,9Dias DanielRádio Popular - Paredes - Boavista,,10Contte TomasAviludo - Louletano - Loulé,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Nych ArtemAnicolor / Tien 2120:46:282Munton ByronFEIRENSE - BEECELER0:083Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:124Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:265Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista0:436Antunes TiagoEfapel Cycling1:157Cadena Edgar DavidPetrolike,,8Marriage ZacIsrael Premier Tech Academy1:239Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car1:2410Pinto PedroEfapel Cycling1:40 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events/Matias Novo ### Volta a Portugal | Etapa 4 |  Byron Munton conquista a Senhora da Graça Sul-africano Byron Munton vence a mítica subida à Senhora da Graça, num dia em que o incêndio na serra do Alvão obrigou a neutralizar parte da etapa da Volta a Portugal Nunca um sul-africano venceu a Volta a Portugal, mas Byron Munton candidata-se à amarela após exibir-se em grande nível no Monte Farinha. A Feirense-Beeceler não vencia uma etapa desde 1993, quando o lendário campeão Fernando Carvalho se impôs na Lourinhã. Etapa com direito a mudança de planos: os ciclistas iam subir a Serra do Alvão, ascensão que começava com 50 km para o fim, e cuja descida deixava os corredores praticamente na entrada da Senhora da Graça, última dificuldade do dia na Volta a Portugal. Um incêndio ativo na Serra do Alvão obrigou à neutralização da corrida, que ficou, assim, órfã da contagem de primeira categoria. Nem por isso deixou de haver espetáculo na Senhora da Graça, onde venceu Byron Munton (FEIRENSE - BEECELER). Ler mais | Volta a Portugal | Etapa 3 | Hugo Nunes “engana” o pelotão Créditos: Podium Events/Matias Novo Fuga do dia e neutralização Caleb Classen (Project Echelon Racing) e Francisco Peñuela (Caja Rural) foram os dois ciclistas que iniciaram as movimentações no pelotão para a formação da fuga.  Vários grupos perseguidores chegaram a passar na frente com a dupla, que eventualmente se voltaria a destacar.  Com mais de 50 km para o fim, a passagem por Vila Real marcou um dos momentos mais importantes da etapa: neutralização devido a incêndio na Serra do Alvão. A corrida retomou com 42 km para a meta. Créditos: Podium Events/Matias Novo A mítica Senhora da Graça A dupla de fugitivos partiu da neutralização cerca de 3:00 de vantagem sobre o pelotão. Chegaram à entrada da última subida do dia – que arrancava a 8,4 km da meta – com 1:45 de margem.  Peñuela atacou Classen e ficou sozinho na frente, com um pelotão que se aproximava rapidamente. Ao mesmo tempo, Pau Martí (Israel Premier Tech Academy), camisola amarela da Volta a Portugal, perdia contacto com o grupo dos favoritos.  A Anicolor/Tien 21 impôs um ritmo brutal que partiu o pelotão por completo - Artem Nych, campeão da última edição da Volta a Portugal, atacou o grupo a 4 km do fim e deixou apenas sete ciclistas na discussão da etapa. Créditos: Podium Events/Matias Novo Byron Munton vence na Volta a Portugal Com 3 km para se correr, foi a vez de Byron Munton testar o grupo, desta vez sem resposta imediata de nenhum rival. Um quilómetro depois, Nych voltou a mexer, desta vez apenas seguido por Jesús David Peña (APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense) e Lucas Lopes (Rádio Popular - Paredes - Boavista). O último quilómetro assistiu a uma luta titânica entre Munton, que seguia sozinho na frente, e o grupo perseguidor onde estavam os favoritos à vitória da geral. Byron Munton aguentou-se na frente, e venceu isolado no topo da Senhora da Graça. Poucos segundos depois, chegaram Nych e Peña, seguidos de Lucas Lopes e Alexis Guerin (Anicolor / Tien 21). Primeira vitória para o homem da FEIRENSE - BEECELER desde 2022, quando triunfou nos campeonatos nacionais da contrarrelógio da África do Sul. Para as contas da Volta a Portugal, vale ainda assinalar a troca de camisola amarela, que passa de Pau Martí para Artem Nych. Foto: Ciclismo +TV Rodrigo Rodrigues Top 10 da etapa RnkRiderTeamTime1Munton ByronFEIRENSE - BEECELER4:24:242Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:093Nych ArtemAnicolor / Tien 21,,4Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista0:185Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:196Marriage ZacIsrael Premier Tech Academy0:517Antunes TiagoEfapel Cycling1:008Domínguez DavidAviludo - Louletano - Loulé,,9Cadena Edgar DavidPetrolike1:0410Arriola-Bengoa JulenCaja Rural - Seguros RGA,, Top 10 da classificação geral RnkRiderTeamTime1Nych ArtemAnicolor / Tien 2117:09:152Munton ByronFEIRENSE - BEECELER0:083Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:124Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:265Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista0:436Antunes TiagoEfapel Cycling1:157Cadena Edgar DavidPetrolike,,8Marriage ZacIsrael Premier Tech Academy1:239Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car1:2410Pinto PedroEfapel Cycling1:40 Fotografia de destaque: Podium Events/Matias Novo ### Volta a Portugal | A festa do povo em fotos Pela lente dos fotógrafos Matias Novo e Sérgio Henriques constatamos que há tradições que ainda são o que eram na Volta a Portugal. Não puderam vir? Ainda vêm a tempo. A Volta a Portugal cumpre 98 anos e desde que foi fundada, em 1927, continua a ser o evento desportivo por excelência do verão nacional. Através da RTP, a média da edição de 2024 foi de 350 mil espetadores em muitos dias, com picos acima de 500 mil. Numa época onde os maiores concorrentes são a praia e o mar, foram números razoáveis para o canal público. Reuni uma seleção de fotos dos primeiros quatro dias, cortesia da Podium Events, com o objetivo de aproximar da corrida aqueles que não podem viver na estrada a corrida. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Foto: Podium Events/Matias Novo O ritual de todos os verões O ciclismo é um desporto que passa de pais para filhos, de avós para netos. No fundo cabe aos mais velhos manterem vivo o ritual de todos os verões ir à estrada ver passar o pelotão. Lembro-me de esperar por chapéus e brindes à beira da estrada – os patrocinadores continuam presentes, mas estão menos mãos largas – e ir para casa a correr para ver o final da etapa. Hoje, desde qualquer telefone abrimos uma app de streaming e está feito! Etapa 3 | Hugo Nunes “engana” o pelotão Foto: Podium Events/Matias Novo Pelotão já não tem ONCE, Banesto, Mapei ou Saeco Muita coisa tem vindo a mudar. O pelotão já não tem ONCE, Banesto, Mapei ou Saeco, mas por outro lado as estrada não são o inferno que eram na década de 90. Um dia estive em Sogamoso, Colômbia, na casa do ex-ciclista Chepe González. Foi um trepador extraordinário duas vezes rei da montanha no Giro de Itália e vencedor de etapas tanto na prova italiana como no Tour de France. A padeira Elisabete Ferreira e a Volta a Portugal Foto: Podium Events/Matias Novo Castigo é castigo A certa altura perguntei-lhe "então e correste em Portugal?". Chepe González parou e disse: "Muito calor e as estradas eram más. Um dia ia abandonar no Giro e o diretor disse que se pusesse o pé no chão ia correr a Portugal de castigo." Não abandonou esse Giro, mas acabou por vir à Volta em 2001 e não terminou qualquer etapa nos 100 primeiros... castigo é castigo! Fartei-me de rir e informei-o de que atualmente dispomos de ótimas condições logísticas e estradas que parecem tapetes persa. Reminiscências da Maia-Milaneza Foto: Podium Events/Matias Novo Picanha, feijoada e cozido à portuguesa O calor é que não falha, tal como o fogareiro, embora o menu das etapas montanhosas já não seja só febras e entrecosto. Na Senhora da Graça vi picanha, feijoada e cozido à portuguesa e tenho um amigo francês que com estes petiscos nem tinha chegado ao topo... não é Olivier? A cerveja sofreu da evolução dos gostos do consumidor e a garrafa de 30 cl deu lugar à mais prática mini. Etapa 2 | Pau Martí vence no sterrato de Fafe Foto: Podium Events/Matias Novo Luís Montenegro veio à Volta pelo segundo ano consecutivo Também a estrada continua a revelar os artistas anónimos que refletem no asfalto a paixão pelos ciclistas. Não é fácil estar de rabo para o ar a pintar com 35 graus. A nossa corrida está diferente, mas continua a ser a festa do povo. Nem o primeiro-ministro quis perder a oportunidade de se deixar ver; Luís Montenegro veio pelo segundo ano consecutivo e essa é uma boa notícia para o ciclismo. Etapa 1 | Veni, Vidi, Tivani Foto: Podium Events/Matias Novo Prometemos uma segunda edição deste artigo com o retrato das subidas à Senhora da Graça, Alto da Torre e Alto de Montejunto. Aí o espírito ainda é o de outros tempos, seja a apoiar quem sobe de bike seja a saudar quem passa de carro. ### Volta a Portugal | Etapa 3 | Hugo Nunes "engana" o pelotão Dia perfeito para a fuga na Volta a Portugal: Hugo Nunes triunfou num sprint a três, numa luta incrível entre fugitivos e pelotão Dia de muito calor na ligação entre Boticas e Bragança - onde o TopCycling esteve à conversa com a Padeira Elisabete Ferreira. Depois da terra batida na Volta a Portugal, uma etapa de transição permitiu à fuga sonhar com a vitória. No final, os cálculos do pelotão falharam por pouco: três fugitivos discutiram a etapa ao sprint, com Hugo Nunes (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) a ser o mais forte. Iúri Leitão (Caja Rural - Seguros RGA) foi o mais rápido do grande grupo, que chegou a poucos metros do vencedor. Ler mais | Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Os ciclistas partiram do Largo Nossa Sr. Livração, em Boticas, “Terras do Barroso”.Foto: Podium Events/Matias Novo Dia de transição para a fuga sonhar Tirada de 185 km, com quatro contagens de montanha, incluindo a primeira contagem de primeira categoria nesta edição da Volta a Portugal, com cerca de 40 km para o final da etapa. Uma fuga de 13 homens saiu para a frente da corrida no início do dia e o pelotão relaxou: chegaram a ser mais de 6:00 de vantagem, a maior diferença até ao momento na Grandíssima. A subida à Serra da Nogueira chegou a partir o grupo, deixando quatro homens na frente. A 25 km do fim, a diferença era de 2:30, com a Israel Premier Tech Academy a trabalhar no pelotão para defender a camisola amarela de Pau Martí. O grupo voltou a andar junto, mas com 15 km para o fim, Hugo Nunes atacou e levou consigo Adam Lewis (Team Skyline) e Tiago Leal (Rádio Popular - Paredes - Boavista). Foto: Podium Events/Matias Novo Fuga vs. Pelotão e um final espetacular Numa Volta a Portugal pouco simpática para os sprinters, ainda foram eles a relançar o final da etapa. Os três fugitivos – onde Caleb Classen (Project Echelon Racing) substituiu Adam Lewis – mantiveram margem mínima face ao pelotão e 0:10 à entrada do último quilómetro foram suficientes para que os três da frente discutissem a etapa. Hugo Nunes foi o mais forte e estreou-se a ganhar na Volta a Portugal, transformando uma fuga que arrancou ao km 14 num triunfo épica. Desde o pelotão, Iúri Leitão sprintou mais rápido, mas tarde de mais. Pau Martí (Israel Premier Tech Academy) conseguiu defender a camisola amarela antes da quarta etapa da Volta a Portugal, onde os ciclistas vão ter pela frente um duríssimo teste na subida à Senhora da Graça. Ler mais | Reminiscências da Maia-Milaneza na Volta a Portugal Hugo Nunes não vencia desde 2022 no GP Abimota.Foto: Podium Events/Matias Novo Mais um estreante a vencer na Volta a Portugal Hugo Nunes, natural de Paços de Ferreira, sucede a Pau Martí, que venceu no sterrato de Fafe, como estreante a vencer na Volta a Portugal. O ciclista de 28 anos correu o Tour de l'Avenir em 2017, foi vice-campeão nacional de sub-23 em 2016 e conquistou a camisola da montanha na Volta a Portugal em 2020, mas nunca tinha vencido uma corrida ao nível profissional.  Top 10 da etapa PosiçãoCorredorEquipaTempo1Nunes HugoCredibom / LA Alumínios / Marcos Car4:44:172Classen CalebProject Echelon Racing,,3Leal TiagoRádio Popular - Paredes - Boavista,,4Leitão IúriCaja Rural - Seguros RGA,,5Mesa SantiagoEfapel Cycling,,6Contte TomasAviludo - Louletano - Loulé,,7Campos FranciscoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,8Peñuela Francisco JoelCaja Rural - Seguros RGA,,9Silva PedroAnicolor / Tien 21,,10Martí PauIsrael Premier Tech Academy,, Top 10 da classificação geral PosiçãoCorredorEquipaTempo1Martí PauIsrael Premier Tech Academy12:44:442Nych ArtemAnicolor / Tien 210:023Reis RafaelAnicolor / Tien 210:154Guerin AlexisAnicolor / Tien 21,,5Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:166Cadena Edgar DavidPetrolike0:187Antunes TiagoEfapel Cycling0:228Munton ByronFEIRENSE - BEECELER0:259Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:2710Silva AfonsoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:32 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events/Matias Novo ### A padeira Elisabete Ferreira e a Volta a Portugal Elisabete Ferreira foi a melhor padeira do mundo em 2024 e é uma mulher extraordinária, visionária, que só encontramos graças à Volta a Portugal. Elisabete Ferreira não é apenas padeira, mas embaixadora do pão, alem de ser o segredo mais bem escondido de Bragança, onde a Volta a Portugal terminou uma etapa pela vigésima vez na história. Deixem-me contextualizar porque esta é daquelas histórias de pura sorte. Eu e o Beltrão acordamos tarde porque o transfer de 190 km entre Fafe e Bragança pesou nas pestanas. Perguntamos ao Google pelo “melhor pequeno-almoço de Bragança”. Respondeu amavelmente Pão de Gimonde. Ok, bora lá conhecer mais um sítio. Sítio de aparência moderna, excelentes opções de bolos e salgados. Notei que o pão era maravilhoso, mas só me dei conta do que estava a comer quando alguém disse: “Olhe, vem aí a melhor padeira do mundo.” “O pão rápido é o oposto do pão lento. Deixa de ter sabor, de ser digerido da mesma forma. O pão lento tem menor índice glicémico porque há uma degradação dos açúcares, mas também muito mais aroma porque a natureza que está na farinha desse grão, desse cereal, vai-se sentir muito mais, porque deixamos as enzimas naturais da farinha trabalhar.” Elisabete Ferreira ao TopCycling. Ler mais | Gabriel Martins é o guru de nutrição da Visma | Lease a Bike Obrigado Elisabete! Brutal a foccacia de pistacho e chocolate e a coca de amêndoa e anis preparada para nós. O ciclismo leva-nos aonde chegam todos e aonde não chega ninguém Quando Elisabete Ferreira, diretora executiva do Pão de Gimonde, se sentou comigo e começou a desbobinar senti-me um ignorante. O pão é a minha debilidade gastronómica. Como é que não a vi nas notícias quando recebeu o diploma da União Internacional de Panificação e Pastelaria, em 2024? Penso muitas vezes que, sem a Volta a Portugal, sem visitar Bragança, Gimonde ou Fornos de Algodres nunca chegaria a certos sítios, provaria certos sabores e conheceria certas pessoas. O ciclismo leva-nos aonde chegam todos e aonde não chega ninguém. Também há ciclismo na vida desta artista, que gosta de dar uma voltinha com o marido entre Gimonde e Quintanilha, perto da fronteira com Espanha. O desporto, a boa alimentação e as relações humanas são a base de uma vida equilibrada. Reminiscências da Maia-Milaneza na Volta a Portugal Elisabete Ferreira à conversa com Gonçalo Moreira. Potencial do pão de Gimonde para ciclistas Ser a melhor padeira do mundo não é coisa de um dia ou de um concurso, mas o reconhecimento à trajetória profissional, social e académica. Comentei com Elisabete Ferreira que o ciclismo vive obcecado com o peso e que há atletas que comem com a balança em cima da mesa. Também que vivemos na era da especialização, na qual as equipas de topo têm nos quadros nutricionistas e chefs orientados para a performance. “Somos o que comemos”, disse Hipócrates. Pensei logo no potencial do pão de Gimonde para ciclistas, que poderiam comer um alimento básico sem remorsos. “Fiz um pão com alto teor de proteína com farinha de ervilha e fizemos as análises na universidade: 23,4 de proteína. Além do alto teor de fibra que, para mim, é até mais importante. Este pão está mais orientado para a população idosa, que já não quer mastigar tanto a carne e falta a proteína. Nós vamos passar por lá, portanto, vamos tentar deixar o legado para o futuro.” Elisabete Ferreira ao TopCycling. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Em 2024, a União Internacional de Panificação e Pastelaria escolheu Elisabete Ferreira como melhor padeira do mundo. "O pão é um superalimento" Comunidade, proximidade e sustentabilidade estão sempre na mente de Elisabete Ferreira, que correu para o Laboratório – como chama à zona de trabalho – para nos preparar uma foccacia de pistacho e chocolate e uma coca de amêndoa e anis, na qual queima o anis levando à caramelização da amêndoa à nossa frente. Como é que algo tão tradicional como o pão transmontano motiva nesta padeira inquietudes que a levam a investigar novas receitas, novos ingredientes e analisar os produtos em ambiente universitário? “O pão é um superalimento só que o tratamos mal porque sempre o tivemos em cima da mesa disponível, mas quando deixarmos de ter padeiros que fazem produto diferenciador e só tivermos o industrial é que vamos sentir falta desta identidade. Temos que cuidar aquilo que é nosso.” Elisabete Ferreira ao TopCycling. Como dizem em Trás-os-Montes, o que é demais é moléstia. Pegamos nas mochilas e fomos em direção à meta, na Rua Prof. Dr. António Gonçalves Rodrigues, mais felizes e bem alimentados por uma mulher extraordinária que a Volta a Portugal colocou no nosso caminho. Volta a Portugal | Etapa 2 | Pau Martí vence no sterrato de Fafe ### Volta a Portugal | Etapa 2 | Pau Martí vence no sterrato de Fafe Calor, terra batida e dureza partiram o pelotão na chegada a Fafe aonde venceu Pau Martí, de 20 anos, que já está de amarelo na Volta a Portugal. Há dias assim e o terceiro da Volta a Portugal viu Pau Martí, que corre pela Academia da Israel Premier Tech, equipa que veio trazer à prova um cheirinho a WorldTour conquistando a chegada a Fafe. Dia para mais tarde recordar em terras minhotas. O público desfrutou de uma etapa lindíssima e recebeu dos ciclistas total entrega, sobretudo na fusão de ciclismo e rali graças à passagem no salto da Pedra Sentada. Via RTP pudemos ver imagens mais típicas da Strade Bianche ou da Paris-Tours. Planos quase cinematográficos que valorizam a corrida e o país, em mais uma prova de que nenhum desporto promove a beleza natural de uma localidade como o ciclismo. Strade Bianche: Guia para viajar, assistir e pedalar pelo sterrato da Toscana Pau Martí estreou-se a ganhar como profissional.Foto: Podium Events/Matias Novo Grupo de cinco decidiu a etapa na meta Desde a primeira passagem pela meta, a 39,8 km do final, o terreno inclinou com as contagens de Casa do penedo e Golães. O famoso setor de terra do rali de Portugal, com 1600 m de extensão e 5,7 % de inclinação média, partiu a corrida e deixou na frente Alexis Guérin e Artem Nych (Anicolor-Tien21), Pau Martí (Israel Premier Tech Academy) e Jesús Peña (AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense). Após o segmento de subida em terra batida seguiram-se mais 2 km de descida não asfaltada. Aí reentrou Edgar Cadena (Petrolike) e um grupo de cinco decidiu a etapa na meta. Foto: Podium Events/Matias Novo Estreia a vencer como profissional Em superioridade numérica a Anicolor-Tien21 meteu Guérin a trabalhar para Nych, mas nos 350 m finais o empedrado em falso plano pesaram nas pernas do campeão da Volta a Portugal. Ao arranque do russo respondeu Pau Martí, que mostrou um punch incrível para vencer a etapa e saltar para a liderança da corrida. Martí é natural de Moixent, Comunidade Valenciana, zona de ciclistas e de estágios na pré-temporada. Aos 20 anos, fez uma dupla imparável com Daniel Lima para vencer este ano a Corrida da Paz, prova de prestígio do calendário sub-23, e já tinha fechado pódio no Giro de Itália da passada temporada. Fafe passa a fazer parte da carreira de uma estrela emergente no pelotão internacional já que é a estreia a vencer como profissional de Pau Martí, que assim acelera a transição para o WorldTour com a equipa israelita. Tivani chegou a ser amarela virtual, mas cedeu no sterrato.Foto: Podium Events/Matias Novo Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Martí PauIsrael Premier Tech Academy4:00:332Nych ArtemAnicolor / Tien 21,,3Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,4Cadena Edgar DavidPetrolike+0:025Guerin AlexisAnicolor / Tien 21,,6Kretschy MoritzIsrael Premier Tech Academy+0:117Peñuela Francisco JoelCaja Rural - Seguros RGA,,8Antunes TiagoEfapel Cycling,,9Silva PedroAnicolor / Tien 21,,10Rota RaúlRádio Popular - Paredes - Boavista,, Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Martí PauIsrael Premier Tech Academy8:00:272Nych ArtemAnicolor / Tien 21+0:023Reis RafaelAnicolor / Tien 21+0:154Guerin AlexisAnicolor / Tien 21,,5Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense+0:166Cadena Edgar DavidPetrolike+0:187Antunes TiagoEfapel Cycling+0:228Munton ByronFEIRENSE - BEECELER+0:259Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car+0:2710Silva AfonsoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense+0:32 ### Reminiscências da Maia-Milaneza na Volta a Portugal Ouvimos Bruno Pires, ex-corredor da Maia-Milaneza de Manuel Zeferino, projeto que recordamos pelo impacto que teve na Volta a Portugal. Vinte e três anos depois, a Maia foi o ponto de partida da Volta a Portugal e ao ver o Estádio Doutor José Vieira de Carvalho lembrei-me do autarca e de um dos projetos que acarinhou, a equipa de ciclismo da Maia-Milaneza, parte da estrutura da União Ciclista da Maia. Em meados dos anos 90 nasceu a Hipermercados Jumbo-Maia com nomes fortes como José Azevedo e Claus Moller. Para um miúdo do Porto, como eu, o Jumbo da Maia era um paraíso porque teve um dos primeiros McDonald's do país. A euforia era tanta que celebrei lá um aniversário, com direito a visitar a cozinha e tudo! Voltemos ao ciclismo. Muitas coisas se passaram entre 1994 e 2007, boas e más. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Formado na UCM, Diogo Narciso já ganhou três medalhas em Europeus de pista e está na Volta.Foto: União Ciclista da Maia Última equipa nacional numa grande Volta Como parte da UCM, a Maia venceu quatro Voltas a Portugal: Fabian Jeker (2001), Claus Moller (2002), David Bernabéu (2004) e Xavier Tondo (2007). Também correu a Taça do Mundo de ciclismo – o equivalente ao atual WorldTour – e foi a última equipa nacional numa grande Volta – a Vuelta a Espanha de 2003. O final do projeto não foi bonito. Acusações de doping e a reputação do ciclismo manchada num caso que acabou sem repercussões penais. Em 2011, a Relação do Porto absolveu Manuel Zeferino e Marcos Maynar, médico da equipa que foi associado ao colombiano Miguel AngeLopez, que cumpre sanção de quatro anos. Vuelta a Espanha 2025 – Percurso completo anunciado A UCM continua a competir nos escalões jovens.Foto: União Ciclista da Maia Ciclismo nacional atravessa uma crise profunda A visita à Maia levou a Antena 1 a ouvir Manuel Zeferino, face visível de uma direção ambiciosa. O vencedor da Volta a Portugal de 1981, pelo FC Porto, recordou os bons velhos tempos ao microfone do jornalista Pedro Ribeiro. “Os orçamentos eram muito maiores. Há 23 anos a Maia gastava 1,75 milhões de euros. Dava para pagar os orçamentos todos das equipas nacionais (…) Ganhamos quatro Voltas a Portugal enquanto Maia-Milaneza, na Vuelta a Espanha fomos terceiros por equipas, ganhamos Comunidade Valenciana, Astúrias, grandes prestações no Paris-Nice. Foi a época de ouro do ciclismo nacional, entre 2001 e 2003.” Manuel Zeferino à Antena 1. Admitindo que o ciclismo nacional atravessa uma crise profunda e que o pelotão da Volta a Portugal está aquém dos pergaminhos do passado, Manuel Zeferino vê com bons olhos a presença da Israel Premier Tech Academy, satélite da equipa WorldTour. “É preciso maior investimento na Volta a Portugal, só com grandes equipas presentes é que a Volta a Portugal se tornará outra vez Grandíssima (…) Não quer dizer que venham as equipas do WorldTour, mas têm sempre grandes equipas de formação aonde têm grandes ciclistas, os ciclistas do futuro, esses sim poderão dar forte competitividade à Volta a Portugal.” Manuel Zeferino à Antena 1. Entrevista | Ricardo Scheidecker (Tudor) no TopCycling Bruno Pires está no segundo ano como diretor desportivo da Tudor.Foto: Tudor Pro Cycling Bruno Pires fez parte da estrutura até 2008 Quando ouvi Manuel Zeferino lembrei-me de Bruno Pires, que pela Maia-Milaneza foi 7º na Volta a Portugal de 2006. Nesse ano correu em apoio a João Cabreira, que terminou 4º a 2:37 do vencedor David Blanco. O alentejano de Redondo passou a profissional na UCM e fez carreira na Leopard Trek e na Tinkoff-Saxo. Por estes dias dirige a Tudor no Tour de l’Ain. “A Maia-Milaneza era a equipa mais forte de Portugal e fazia grandes resultados no estrangeiro, que era algo que já me aliciava. Foi o meu início como profissional, de muita aprendizagem porque estava rodeado de gente que percebia muito de ciclismo. Daí aprendi a forma de correr, que hoje ensino aos corredores, foi muito com o Zeferino que aprendi esse processo, que hoje aplico.” Bruno Pires ao TopCycling. Bruno Pires fez parte da estrutura até 2008, antes de sair para a Barbot-Siper e depois dar o salto para o WorldTour. Pela Maia estreou-se a vencer – na Volta a Trás-os-Montes – e foi campeão nacional, em 2006, em Castelo de Vide. Duas décadas depois ainda recorda o que sentiu quando foi recrutado por Manuel Zeferino. “Quando fui assinar o primeiro contrato profissional nem acreditava que era real, quando recebi a primeira roupa da Maia também foi ‘será que isto é verdade’. Foi uma experiência fantástica.” Bruno Pires ao TopCycling. Entrevista | Fabian Cancellara no TopCycling: “Acordo com um sorriso” Foto: União Ciclista da Maia Maia continua a respirar ciclismo Através da Earthconsulters/Maia/Frutas Monte Cristo, a cidade continua a respirar ciclismo. Após 2007, a UCM reinventou-se como equipa de formação e compete com os sub-23. Também na Volta a Portugal quase ganharam o Prólogo. Como? Graças a um jovem que passou pela estrutura e que agora corre na Rádio Popular-Paredes-Boavista, o gaiense Daniel Dias. No pelotão da Grandíssima encontramos mais dois “antigos alunos”: Diogo Narciso da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car e Francisco Pereira da Feirense-Beeceler. O clube é presidido por António Pereira e a gestão desportiva fica a cargo de Jorge Henriques. Este ano os destaques têm sido João Martins – top 10 no Campeonato Nacional – e Guilherme Mesquita – 16º na Volta a Portugal do Futuro. Na Maia não se vive só de história, através da UCM o futuro faz-se pedalando. ### Volta a Portugal | Etapa 1 | Veni, Vidi, Tivani Nico Tivani foi o mais forte na primeira etapa em linha da Volta a Portugal, vencendo um improvável sprint na dura chegada ao Sameiro. Rafael Reis mantém a amarela. Depois de uma prestação de luxo de Rafael Reis no Prólogo, o corredor de 33 anos voltou a demonstrar que está forte na Volta a Portugal conservando a liderança da classificação geral num terreno que à partida lhe era adverso. Os 162 km que ligaram Viana do Castelo a Braga (Sameiro) foram o primeiro teste entre os favoritos à geral. Jornada com duas contagens de montanha de terceira e duas de segunda categoria, mas sobretudo um final duro com dupla ascensão ao Santuário do Sameiro. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise O pelotão à saída de Viana do Castelo, cidade de Iúri Leitão.Foto: Podium Events Pelotão controlou a fuga Daniel Dias (Rádio Popular – Paredes- Boavista), Aleksandr Grigorev (Efapel), Samuel Boardman (Project Echelon Racing), Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Francisco Pereira (Feirense-Beeceler), Duarte Domingues (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) e Miquel Valls (GI Group Holding - Simoldes - UDO) foram os ciclistas que escaparam e formaram a fuga do dia. Apesar de serem sete, o pelotão controlado pela Anicolor/Tien 21 nunca deu grande liberdade. Prólogo | Rafael Reis conquista a décima Foto: Podium Events Fuga alcançada antes do Sameiro O pelotão alcançou a fuga já em Braga e entrou no Sameiro compacto. Mal as vertentes subiram de nível sucederam-se os ataques, mas foi pouco mais do que pólvora seca. Hugo Nunes (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) liderou a corrida na primeira passagem pela meta. A decisão ficou para a última subida (8 km a 6%), mas o tapete perfeitamente asfaltado que substituiu os antigos troços de empedrado tiraram dureza ao Sameiro. Os favoritos marcaram-se, o que deu origem a alguns ataques. Ler mais | João Matias: “Nem só de trepadores vive a Volta a Portugal” Reis, Tivani, Martí e Medeiros subiram ao pódio no Sameiro.Foto: Podium Events Tivani vence no Sameiro O Louletano Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy) mexeu-se primeiro, mas foi contra-atacado por Pedro Silva (Anicolor / Tien 21) e só foi alcançado por um esforço de Tiago Antunes (Efapel) que tentou a sorte. Ao ciclista do Bombarral, um dos candidatos à vitória final, não foi dado espaço e um grupo de cerca de 30 corredores entrou na meta com a vitória debaixo de mira. Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé) impôs-se no grupo reduzido e junta Braga à vitória do ano passado em Marvila, Lisboa. O argentino ficou 0:02 segundos da camisola amarela que a equipa de Américo Silva procurava. Há quase 30 anos que os louletanos não vestem de amarelo na Volta a Portugal. A imponente vista do Santuário do Sameiro, na cidade dos arcebispos.Foto: Podium Events Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Tivani German NicolásAviludo - Louletano - Loulé3:56:042 Peña Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:013 Gilmore BradyIsrael Premier Tech Academy0:024 Nych ArtemAnicolor / Tien 21,,5 Medeiros JoãoCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:036 Lopes LucasRádio Popular - Paredes - Boavista,,7 Arriola-Bengoa JulenCaja Rural - Seguros RGA,,8 Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car,,9 Martí PauIsrael Premier Tech Academy,,10 Bustamante AdriánGI Group Holding - Simoldes - UDO0:04 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Reis RafaelAnicolor / Tien 213:59:552 Tivani German NicolásAviludo - Louletano - Loulé0:023 Gilmore BradyIsrael Premier Tech Academy0:054 Nych ArtemAnicolor / Tien 210:075 Martí PauIsrael Premier Tech Academy0:096 Antunes TiagoEfapel Cycling0:107 Munton ByronFEIRENSE - BEECELER,,8 Duarte EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:129 Guerin AlexisAnicolor / Tien 210:1310 Cadena Edgar DavidPetrolike0:15 ### Volta a Portugal | Prólogo | Rafael Reis conquista a décima Rafael Reis foi o vencedor do Prólogo da Volta a Portugal ao fazer o melhor tempo na Maia. O ciclista da Anicolor/Tien 21 é o primeiro a vestir de amarelo, depois de luta renhida com Iuri Leitão. Início da edição 86 da Volta a Portugal com um prólogo na cidade da Maia, que serviu para entregar a primeira camisola amarela desta edição da corrida. Com uma distância de apenas 3,4 km, o percurso, apesar de um pouco técnico, foi feito a fundo e deu aos especialistas do esforço individual a oportunidade de mostrar as suas valências. Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise A Maia voltou a ser ponto de partida da Volta a Portugal 23 anos depois.Foto: Podium Events Primeiro Bickmore depois Martí Diogo Narciso (Credibom/LA Alumínos/Marcos Car) deu o tiro de partida da Volta a Portugal 2025 e foi o primeiro ciclista a ir para as estradas da Maia. Cade Bickmore (Project Echelon Racing), décimo corredor à saída, marcou um tempo de 4:01 e deu o mote para o dia de hoje. Depois de algum tempo na cadeira quente, o ciclista americano foi ultrapassado pelo jovem de 20 anos Pau Martí (Israel Premier Tech Academy) que tomou conta do melhor tempo com 4:00. Diogo Narciso foi o primeiro corredor a fazer-se à estrada.Foto: Podium Events Portugueses entram ao serviço Foi Daniel Dias (Rádio Popular-Paredes-Boavista) quem destronou Martí com 3:58, o primeiro tempo abaixo dos 4:00. Jens Verbrugghe (Israel Premier Tech Academy) ainda bateu o tempo de Daniel Dias, mas Iuri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA) foi mais rápido que o belga e voltou a dar o melhor tempo a um ciclista português com 3:54, quando faltava apenas chegar Rafael Reis (Anicolor/Tien 21). Ler mais | João Matias: “Nem só de trepadores vive a Volta a Portugal” Foto: Podium Events Rafael Reis é o primeiro líder Rafel Reis, o último ciclista a ir para a estrada e grande aposta do dia, confirmou o favoritismo e venceu o Prólogo da Volta a Portugal. O ciclista de 33 anos retirou 0:03 segundos a Iuri Leitão e fez os 3,4 km em 3:51, quase a 53 km/h de média. Foi a décima vitória de Rafael Reis na Volta a Portugal, onde leva cinco edições consecutivas a vencer o Prólogo, que também dominou recentemente no Troféu Joaquim Agostinho. Foto: Podium Events Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoMédia1 Reis RafaelAnicolor / Tien 213:5152.9872 Leitão IúriCaja Rural - Seguros RGA0:0352.3083 Verbrugghe JensIsrael Premier Tech Academy0:0452.0854 Dias DanielRádio Popular - Paredes - Boavista0:0751.4295 Nych ArtemAnicolor / Tien 21,,51.4296 Salgueiro Carlos MiguelAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,51.4297 Martí PauIsrael Premier Tech Academy0:0951.0008 Gilmore BradyIsrael Premier Tech Academy,,51.0009 Antunes TiagoEfapel Cycling0:1050.78810 Marriage ZacIsrael Premier Tech Academy,,50.788 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Reis RafaelAnicolor / Tien 213:512 Leitão IúriCaja Rural - Seguros RGA0:033 Verbrugghe JensIsrael Premier Tech Academy0:044 Dias DanielRádio Popular - Paredes - Boavista0:075 Nych ArtemAnicolor / Tien 21,,6 Salgueiro Carlos MiguelAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,7 Martí PauIsrael Premier Tech Academy0:098 Gilmore BradyIsrael Premier Tech Academy,,9 Antunes TiagoEfapel Cycling0:1010 Marriage ZacIsrael Premier Tech Academy,, ### Guia da 86.ª Volta a Portugal | As etapas, equipas e análise Entre 6 e 17 de agosto decorre a 86.ª Volta a Portugal, por isso fizemos um Guia com altimetrias, favoritos e equipas. Fica o aviso: vem aí muita montanha! Bem-vindos ao Guia da 86.ª Volta a Portugal, evento que podemos resumir em três momentos: o Prólogo de abertura na Maia, as três duríssimas chegadas montanhosas e o contrarrelógio final em Lisboa. Em 1581 km cabem muitos pormenores, como as 28 contagens montanha e as 27 metas volantes. Há também uma estreia: Ferreira do Zêzere entra na história da corrida. A 1.ª Volta a Portugal teve como vencedor António Augusto de Carvalho, do Grupo Sportivo de Carcavelos. O clube da Linha associou-se à apresentação da 86.ª edição, emprestando o troféu outorgado ao vencedor em 1927. O que podemos esperar do percurso? Analisamos a Volta a Portugal etapa a etapa. Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Rafael Reis venceu o Prólogo em seis ocasiões na Volta.Créditos: Matias Novo/Podium Events 6 de agosto | Prólogo – Maia A edição de 2025 fica marcada pelo regresso da cidade da Maia, como início da prova, 23 anos depois, com um Prólogo de 3,4 km, que fará o primeiro alinhamento da geral individual e dará a conhecer o primeiro camisola amarela. Em 2024, da cidade maiata partiu a 9.ª etapa rumo à Senhora da Graça, no dia D da geral. Este ano, em fevereiro, a também foi ponto de partida do Gran Camiño, com Magnus Cort a bater Santiago Mesa. A útima chegada à Maia, na Volta a Portugal, foi em 2022, quando o estadunidense Scott McGill (Project Echelon) se impôs, trilhando a rota vitoriosa para a classificação por pontos. Foto: Podium Events 7 de agosto | 1.ª etapa – Viana do Castelo › Braga (Sameiro) No glossário das localidades e dos finais de etapas em alto, não se encontra qualquer referência ao Sameiro, pelo que será a primeira vez que a meta estará colocada no Santuário de Nossa Senhora do Sameiro. No Minho, espera-se um exigente circuito final pela dupla ascensão ao Sameiro via Bom Jesus, intercalada pela rápida descida da Falperra, no primeiro teste aos favoritos ao título. A atual Gi Group Holding/Simoldes/Oliveirense venceu na última chegada a Braga, com Luís Gomes, num ano em que o Sameiro foi rampa de lançamento para um final a descer na "Cidade dos Arcebispos". Foto: Podium Events 8 de agosto | 2.ª etapa – Felgueiras › Fafe Entre Felgueiras e Fafe o denominador comum é alta velocidade, mas atenção às armadilhas dos troços não asfaltados ao melhor estilo do Rally de Portugal. A etapa passa no famoso troço de 4,5 km da Casa do Penedo, antes do final na Praça 25 de abril. Fafe repete face à edição passada, onde houve sprint ganho pela Aviludo/Louletano/Loulé Concelho através do argentino Tomás Contte. Foto: Podium Events 9 de agosto | 3.ª etapa – Boticas › Bragança Mais duas cidades que repetem face a 2024: Boticas troca a chegada pela partida, após ter sido palco da vitória de Artem Nych com um solo de 19 km. Já em Bragança venceu Hugo Scala Jr pela estadunidense Project Echelon. No nordeste transmontano mantém-se a tradição e o pelotão visita Bragança pela 21.ª vez no final da etapa mais longa (185,2 km). Pelo meio cruzam a Serra da Nogueira (1.ª categoria) a cerca de 40 km do final. Foto: Podium Events 10 de agosto | 4.ª etapa – Bragança › Mondim de Basto (Senhora da Graça) Volta que é Volta passa na Senhora da Graça, mas que a chegada ao Alto do Monte Farinha seja ao quinto dia é obra. O pelotão pernoita em Bragança e daí parte rumo ao santuário, em Mondim de Basto. No Guia da 86.ª Volta a Portugal não podia faltar a etapa rainha! No ano passado, foi na Senhora da Graça que se operou a reviravolta na geral a favor de Artem Nych, apesar de o vencedor do dia ter sido Abner González (Efapel). Foto: Podium Events 11 de agosto | 5.ª etapa – Lamego › Viseu Desde as escadarias mais imponentes de Portugal à grandiosa Avenida Europa, em Viseu. Haverá circuito no local onde terminou a Volta de 2024, que desta vez assinala a véspera do dia de descanso. Em Viseu, teremos possivelmente a única chegada para puros sprinters, embora haja muito acumulado a ultrapassar até lá. Há um ano, Artem Nych corou-se vencedor do contrarrelógio individual e campeão da Volta a Portugal debaixo de um sol abrasador na cidade de Viriato. Foto: Podium Events 13 de agosto | 6.ª etapa – Águeda › Guarda Partida do “Vale da Bicicleta” e chegada na cidade mais alta do país. Percurso exigente, já marcado orograficamente pela Serra da Estrela, e um final marcado pelo pavé da Rua Dom Nuno Alvares Pereira no acesso à meta situada no Largo General Humberto Delgado, na Guarda. Já sem Luis Angel Maté no pelotão, retirado no final da época passada, haverá que procurar sucessor para o “Lince” espanhol que venceu as duas últimas chegadas à Guarda. Foto: Podium Events 14 de agosto | 7.ª etapa – Sabugal › Alto da Torre No regresso a alta montanha, o pelotão parte de Sabugal, passa por Penamacor e Belmonte na aproximação à Covilhã para uma das míticas subidas da prova. A vertente usada será a mais dura: início na Covilhã e passagem pelas Penhas da Saúde rumo ao Alto da Torre, única contagem de máxima categoria desta Volta a Portugal. Em 2024, houve vitória para a Guatemala e para a Burgos-BH, por Sérgio Chumil. A equipa espanhola não participa nesta edição. Foto: Podium Events 15 de agosto | 8.ª etapa – Ferreira do Zêzere › Santarém A Vila de Ferreira do Zêzere soma-se à lista de cidades que passam à história da Volta a Portugal, 98 anos após o evento ter sido fundado. A meta está colocada em Santarém, cidade partida da 2.ª etapa da edição anterior. Será o regresso do pelotão 30 anos após a última chegada na Avenida Dom Afonso Henriques, isto após a travessia do médio Tejo e da lezíria do Tejo. 16 de agosto | 9.ª etapa – Alcobaça › Montejunto O Oeste é a região da moda no ciclismo. Foi nesta zona do país que nasceram António Morgado e João Almeida, “filhos” das rampas da Serra de Montejunto que brilham no WorldTour. Nem só do presente vive a modalidade e em Montejunto o dia servirá também para honrar a memória de Joaquim Agostinho, com a corrida a transitar por Torres Vedras. É a quarta vez que Montejunto acolhe a Volta a Portugal e a primeira em 42 anos. A subida foi passada em dose dupla no último Troféu Joaquim Agostinho e na chegada em alto o vencedor foi Jesús Peña. Curiosamente, o primeiro vencedor em Montejunto também corria pelo Tavira: José Henriques, em 1983. Nesta Volta a Portugal, o último duelo na montanha será no miradouro natural da Estremadura. Foto: Podium Events 17 de agosto | 10.ª etapa – Lisboa Final de festa na capital da nação, concretamente na Praça do Império, que vai coroar o campeão da 86.ª Volta a Portugal. Contrarrelógio individual de 16,7 km planos, com partida e chegada à Praça do Império. Pelo meio os corredores passam por Algés, Cruz Quebrada – no percurso de ida – e Alcântara – no caminho de regresso a Lisboa. Em 2024, houve sprint à moda de Lisboa no pitoresco bairro de Marvila, ganho por Nico Tivani. Foto: Podium Events Quem bate a Anicolor-Tien21? Mais de uma centena de ciclistas em representação de 16 equipas, incluindo as nove Continentais portuguesas, compõe o pelotão. Nota para a presença da equipa satélite da Israel Premier Tech, que mantém os jovens talentos das estruturas do WorldTour nas estradas nacionais, como se verificou na Volta ao Alentejo. Nessa ocasião o vencedor foi Noah Hobbs (EF Education/Aevolo) e a UAE Emirates/Gen Z venceu duas etapas. O favoritismo recai sobre os campeões em título. Quem bate a Anicolor-Tien21? Artem Nych foi o último vencedor, mas o russo não é o único trunfo da formação de Águeda, que tem Alexis Guérin em grande após vencer o Troféu Joaquim Agostinho. Falando de ex-campeões, Maurício Moreira, vencedor de 2022, desfalca a Efapel, que tem apresentado um Tiago Antunes em excelente plano este ano. Lucas Lopes foi o vencedor da Volta do Futuro.Foto: Podium Events E que jovens valores nacionais vão aparecer? Outro nome forte é Jesus Peña (AP Hotels & Resort/Tavira/Farense), que tem brilhado na alta montanha na presente temporada e aporta a qualidade de um atleta que na época passada corria no WorldTour. E que jovens valores nacionais vão aparecer? No Guia da 86.ª volta portugal colocamos alguns no radar. Gonçalo Leça foi 4.º em 2024 e terminou como o melhor português. No entanto, na Credibom/LA Alumínios/MarcosCar não devemos descurar a consistência de Emanuel Duarte. Na AP Hotels & Resort/Tavira/Farense há dois nomes que partem já com experiência de Volta a Portugal. No ano passado, tanto Diogo Barbosa como Afonso Silva fecharam top 20; poderão subir a parada? Por fim, Lucas Lopes (Rádio Popular/Paredes/Boavista), um dos mais completos ciclistas nacionais. Este ano já venceu a Volta do Futuro e o título nacional de contrarrelógio em sub-23, atenção ao poveiro. Start List das equipas ANICOLOR/TIEN 21 (POR) 1 – NYCH Artem 2 – FERNANDEZ Ruben 3 – COSTA Fábio 4 – SILVA Pedro 5 – WOOD Harrison 6 – REIS Rafael 7 – GUERIN Alexis CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP) 11 – LEITÃO Iúri 12 – ARRIOLA-BENGOA Julen 13 – LOPEZ Joseba 14 – JOHNSTON Calum 15 – PEÑUELA Francisco 16 – STITES Tyler 17 – DIAZ Alex ISRAEL PREMIER TECH ACADEMY (ISR) 21 – MARRIAGE Zachary * 22 – GILMORE Brady 23 – KRETSCHY Moritz 24 – LIMA Daniel * 25 – MARTI Pau * 26 – VERBRUGGHE Jens 27 – TENE Rotem * PETROLIKE 31 – CAICEDO Jonathan 32 – CADENA Edgar 33 – CALLEJAS Edison 34 – CISNEROS Cesar 35 – GARCIA TREJO Carlos * 36 – CAMARGO Yeferson * 37 – PONOMAR Andrii AP HOTELS & RESORTS / TAVIRA / SC FARENSE (POR) 41 – SILVA Afonso 42 – SALGUEIRO Carlos 43 – BARBOSA Diogo 44 – CAMPOS Francisco 45 – LASA Ailetz 46 – PINTO Diogo * 47 – PEÑA Jesus PROJECT ECHELON RACING (USA) 51 – HAUG Kieran 52 – ARNOPOL Richard 53 – BOARDMAN Samuel 54 – BICKMORE Cade 55 – CLASSEN Caleb 56 – GERVAIS Laurent 57 – SCALA JR. Hugo AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ (POR) 61 – TIVANI Nicolas 62 – CONTTE Tomas 63 – DEL PINO Jesus 64 – DOMINGUEZ David 65 – OYARZUN Carlos 66 – LEAL Cláudio * 67 – GALVEZ Jorge TAVFER - OVOS MATINADOS - MORTÁGUA (POR) 71 – MATIAS João 72 – SILVA Bruno 73 – LINAREZ Leangel 74 – MORAIS Francisco 75 – CARVALHO Gonçalo 76 – MARTINGIL César 77 – SANCHEZ Angel ATOM 6 BIKES DECCA 81 – BLEDDYN Oliver 82 – KING Matthew 83 – KINO Jan * 84 – MILLER Angus 85 – SMITH Jeremy 86 – ZABELINSKIY Bogdan * 87 – MAY Matthew EFAPEL CYCLING (POR) 91 – SILVA Joaquim 92 – ANTUNES Tiago 93 – CARVALHO André 94 – GRIGOREV Aleksandr 95 – MESA Santiago 96 – FERREIRA António 97 – PINTO Pedro ILLES BALEARS ARABAY (ESP) 101 – CURTO Edgar 102 – ESPARZA Unai 103 – FITO PRATS Ricard * 104 – MORA Sebastian 105 – SAGRADO Alvaro 106 – ROCA Joan * 107 – TRUEBA Sergio FEIRENSE - BEECELER (POR) 111 – CARVALHO António 112 – MUNTON Byron 113 – PEREIRA Francisco 114 – GONÇALVES Diogo 115 – PINHEIRO Ivo 116 – OLIVEIRA Fábio 117 – ANDRADE Pedro RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR) 121 – LOPES Lucas * 122 – LEAL Tiago 123 – GONÇALVES Hélder 124 – DIAS Daniel 125 – FONTE César 126 – ROTA RUS Raul 127 – AMADO Gonçalo GI GROUP HOLDING - SIMOLDES - UDO (POR) 131 – CARVALHO Rui 132 – GONÇALVES Gaspar 133 – RIBEIRO André * 134 – VALLS Miquel 135 – BUSTAMANTE Adrian 136 – GUAVITA Cesar 137 – ANDRÉ Andrey * CREDIBOM / LA ALUMÍNIOS / MARCOS CAR (POR) 141 – DUARTE Emanuel 142 – LEAÇA Gonçalo 143 – MEDEIROS João 144 – NARCISO Diogo 145 – DOMINGUES Duarte * 146 – PINTO Diogo * 147 – NUNES Hugo TEAM SKYLINE 151 – LEWIS Adam 152 – MAKOHON Jack 153 – MC DUNPHY Conn 154 – CHRISTIAN Sean 155 – KEOGH Cian 156 – FLANAGAN Liam Equipas Anicolor/Tien21 (Por) AP Hotels & Resorts/Tavira/ SC Farense (Por) Aviludo/Louletano/Loulé Concelho (Por) Credibom/LA Alumínios/Marcos Car (Por) Efapel (Por) Feirense/Beeceler (Por) GI Group Holding/Simoldes/Oliveirense (Por) Rádio Popular/Paredes/Boavista (Por) Tavfer/Ovos Matinado/Mortágua (Por) Atom 6 Bikes/Decca (Aus) Caja Rural/Seguros RGA (Esp) Illes Balears/Arabay (Esp) Israel/ Premier Tech Academy (Isr) Petrolike (Mex) Project Echelon (EUA) ____________ Foto de capa: Matias Novo/Podium Events ### Remco Evenepoel ganha asas Red Bull-Bora-hansgrohe Acordo entre Soudal Quick-Step, Remco Evenepoel e Red Bull-Bora-hansgrohe alcançado. Belga assina já em 2026! Com o contrato a acabar em 2026 e sem vontade de renovar, Remco Evenepoel foi alimentando os rumores que o colocavam no radar da Red Bull-Bora-hansgrohe. Agora a transferência está confirmada! Em vez de reter o corredor mais um ano, a Soudal Quick-Step liberta o craque graças a um acordo a três partes. Não se sabe a duração nem o valor do contrato, muito menos quanto pagou a equipa germânica à rival belga. “O Remco representa a ambição. Ele não quer apenas competir, quer marcar o ciclismo. Traz não apenas talento atlético excecional, mas também mentalidade admirável. A determinação, profissionalismo e inscansável persistência para triunfar são verdadeiramente inspiradoras." Ralph Denk, CEO da Red Bull-Bora-hansgrohe em comunicado. Evenepoel em Paris, celebrando a vitória na corrida olímpica de fundo.Foto: Getty Images Rendimento global espetacular A operação vai muito além do ativo principal. Evenepoel continuará a ser embaixador da Specialized e levará para a nova equipa o bloco de confiança: o colega Mattia Cattaneo, o diretor Klaas Lodewyck, o massagista David Geeroms, o mecânico e primo Dario Kloeck. A Red Bull já tinha começado a preparar a chegada do ciclista contratando o antigo selecionador da Bélgica, Sven Vanthourenhout, e prescindindo de Rolf Aldag. O belga de 25 anos deu a vitória 1000 à Soudal Quick-Step durante o Tour de France e teve um rendimento global espetacular: campeão mundial e olímpico de contrarrelógio e de estrada, vencedor da Vuelta a Espanha, pódio no Tour de France e duas edições da Liège-Bastogne-Liège, No total são 62 vitórias em sete épocas na estrutura belga, na qual passou a profissional em 2019 após vencer o Mundial júnior em Innsbruck, Áustria. Vídeo: TopCycling com a Specialized Tarmac S-Works SL8 de Evenepoel O belga continuará a correr com Specialized.Créditos: Dario Belingheri/Getty Images 109 corredores e mais de 1000 vitórias A Wolfpack procura novo líder, situação que já viveu com a saída de outras estrelas. O primeiro Monumento foi a Milão-Sanremo com Paolo Bettini, depois veio a era de Tom Boonen que deu outros sete, entre eles três Voltas à Flandres e quatro Paris-Roubaix. Ao sprint Marcel Kittel teve um período de ouro vestindo o maillot da Quick Step, enquanto classicómanos como Philippe Gilbert e Julian Alaphilippe protagonizaram momentos inesquecíveis a Patrick Lefevere. Coincidência ou não, após a saída do antigo líder acontece uma saída que marca profundamente a Quick Step. Ao todo foram 109 corredores e mais de 1000 vitórias em 23 anos de atividade da maior equipa da Bélgica. Ler mais | Remco Evenepoel vence Figueira Champions por KO ### João Matias: "Nem só de trepadores vive a Volta a Portugal" Sprinters preparam-se para sofrer na Volta a Portugal e João Matias reclama espaço para os homens rápidos do pelotão. Entrevista com o rei do leadout e peça-chave na seleção nacional de pista. A Volta a Portugal arranca esta quarta-feira, na Maia, e João Matias prepara-se para alinhar pela oitava vez. O capitão da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua sabe que o organizador atirou uma bola curva aos sprinters com os seletivos finais em Braga (Sameiro), Senhora da Graça, Torre e Montejunto. Com um bloco orientado para a velocidade, os homens de Gustavo Veloso apontam às etapas de Bragança e Viseu (3.ª e 5.ª etapas) e em agarrar cada oportunidade correndo ao ataque. Será uma edição que colocará à prova a química entre os velocistas. Felizmente, João Matias comunica de olhos fechados com Leangel Linarez. “Não é exagero dizer que, em Portugal, sou o melhor a lançar sprints. O Leangel dá-me muita confiança e noto que tenho leitura de corrida para fazer esse trabalho. Comigo a lançar, o Leangel é a nossa principal arma numa chegada tradicional ao sprint. O César Martingil também é muito forte e o António Barbio sabe colocar muito bem.” João Matias ao TopCycling. Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Volta a Portugal muda a perceção da temporada A fórmula funcionou na Clássica de Viana do Castelo, ganha pelo venezuelano. Foi a única vitória da equipa da Beira Interior este ano, isto após ter somado três – todas com Linarez – em 2024. João Matias aponta a andar bem o ano todo, mas aos 34 anos sabe que uma boa Volta a Portugal muda a perceção da temporada. “É o objetivo principal. Tive em 2022 e em 2023 um sucesso que se calhar não contava atingir. Em 2024 estive mais apagado por uma mononucleose e até abril as sensações nunca foram as melhores. Já me sinto outra vez eu. Também gosto de ganhar e, se possível, gostaria que fosse na Volta a Portugal” João Matias ao TopCycling. Troféu Joaquim Agostinho | Alexis Guérin faz história Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua "Trabalhamos para aperfeiçoar o lançamento do sprint" Na passada Volta a Portugal a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua perdeu o domínio nos sprints para a Aviludo-Louletano-Loulé Concelho. O barcelense reconhece a superioridade dos algarvios no leadout e trabalha para reverter a situação num cenário de crescente pressão pela escassez de sprints ao longo da época. “Poucas chegadas ao sprint temos tido, mesmo em 2024 na Volta a Portugal só a chegada a Lisboa foi a única mais para sprinters e era num topo. Acabaram por nos vencer, parabéns à dupla Nico Tivani/Tomás Contte. São os nossos principais adversários, tal como o Santiago Mesa, mas trabalhamos para aperfeiçoar o lançamento do sprint." João Matias ao TopCycling. A maioria dos diretores desportivos coincidem num ponto: a 86.ª Volta a Portugal favorece os trepadores. Roladores e sprinters torcem o nariz às dificuldades da Volta a Portugal e João Matias reclama um lugar para os velocistas no pelotão. "Nem só de trepadores vive a Volta a Portugal. Em 2022 já se sabia que a Anicolor ia ganhar – dominaram o pódio com Mauricio Moreira, Frederico Figueiredo e António Carvalho – e muita gente disse que foi a luta pela camisola dos pontos, entre mim e o Scott McGill, que deu vida à Volta.” João Matias ao TopCycling. Ler mais | Equipa de João Matias correu o Tour de France júnior! A direção do Velo Clube do Centro e Gustavo Veloso, ao centro, na apresentação da equipa.Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua "Vai haver ralhete logo à noite" A responsabilidade de bater Aviludo-Louletano e Efapel recai sobre Gustavo Veloso, líder que passou da bicicleta para o carro há pouco tempo. Se pudessem recuar no tempo, os homens de Mortágua voltariam à Volta a Portugal de 2022, quando abriram com três vitórias consecutivas [Ourém, Vila Franca de Xira e Loulé]. João Matias conta um episódio marcante dessa edição que espelha a forma de trabalhar do bloco. “Numa chegada, a 7 km da meta, éramos a última equipa do pelotão. O Marco Chagas até comentou em direto ‘se o Gustavo vê isto vai haver ralhete logo à noite’. A decisão foi do Gustavo; disse-nos ‘quero-vos longe e a 3 km da meta passam para a frente porque a estrada é larga’. Enquanto os outros se estavam a matar na frente por se colocarem, no momento certo passámos para a frente. Já vinha tudo estudado da cabeça do Gustavo. Há muito trabalho à volta da mesa, ao jantar já estamos a falar da etapa seguinte.” João Matias ao TopCycling. Matias em ação no GP Douro Internacional. Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua A cola que une as peças O ciclismo não lhe permite por em prática a licenciatura de Educação Física e Desporto Escolar. Por agora desfruta de cada sprint, de passar conhecimento aos miúdos na Landeiro KTM ACR Roriz, que acaba de correr o Tour de France júnior. No meio de tudo isto ainda encontra tempo para o ciclismo de pista. Em 2021, com 30 anos, sagrou-se vice-campeão europeu da eliminação. Iúri Leitão, os gémeos Oliveira e Maria Martins falam dele com reverência. João Matias é a cola que une as peças, a extensão do selecionador Gabriel Mendes nas tábuas. “Gostava de voltar a ganhar uma medalha em Europeus ou Mundiais. Já começo a ser o velhote da seleção, mas o projeto tem crescido muito”. Para alguém que vive o ciclismo nos dois pelotões, o investimento de Portugal na pista está a ter repercussões na forma como se corre na estrada. “Quando passei a pro não se notavam os comboios organizados. Na Tavfer, se calhar, temos o comboio mais forte para chegadas ao sprint e acabam por se pendurar em nós. Noto que há um trabalho mais profissionalizado das equipas, com maior leitura da corrida, também graças às aplicações tipo Google Maps. A seleção que mais sucesso tem tido é a de pista e o obreiro disto tudo é o professor Gabriel Mendes. Há seleções com mais capacidade financeira, mas nós temos compromisso uns com os outros, não somos só uma seleção. Isso tem-nos levado a crescer. Quando se entra para a pista só falta arrancar olhos, mas passamos o risco de meta e somos amigos.” João Matias ao TopCycling. Portugal com seis medalhas no Europeu de pista Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua O que aporta a pista às provas de estrada? Boa parte dos ciclistas portugueses em equipas profissionais estrangeiras apareceram no velódromo de Sangalhos. O campeão nacional Ivo Oliveira tem quatro vitórias este ano, Rui Oliveira foi privado de uma na Eslovénia e Iúri Leitão bateu sprinters do WorldTour em Maiorca. Porquê? O que aporta a pista às provas de estrada? “Traz muita leitura de corrida e capacidade de tomar decisões quando vais com o pulso no máximo. É um trabalho de precisão em poucos segundos, não tem nada a ver com o de um voltista numa chegada em alto, por exemplo. Tens que escolher a posição, saber quando arrancar, saber guiar a bicicleta no meio de um pelotão e cada vez há mais contactos nos sprints. Em termos de pedalada, ter uma pedalada mais redonda, mais em cadência, ou seja, ligar a força com a cadência é algo que um atleta passa da pista para a estrada.” João Matias ao TopCycling. Ler mais | Santiago Mesa dá a Prova de Abertura à Efapel ### Opinião | Rainha do Tour Ferrand-Prévot agita o ciclismo Quem é Pauline Ferrand-Prévot, campeã do Tour de France e rainha do ciclismo francês? Fica a conhecer a atleta que veio apimentar o pelotão de estrada. Demi Vollering aproveitou a reforma de Annemiek van Vleuten – vencedora de Vuelta, Giro e Tour em 2022 – para dominar o ciclismo, até que chegou Pauline Ferrand-Prévot. A francesa fez a última época de estrada em 2018, mas só precisou de nove dias para rebentar a concorrência. Mesmo com uma Visma Lease a Bike mais frágil do que a FDJ-Suez de Vollering ou a Canyon-Sram de Kasia Niewiadoma, a francesa controlou a corrida desde a Bretanha até aos Alpes. Foi uma obra-prima, que teve o clímax nas duas etapas alpinas. No Col de la Madeleine seguiu os ataques de Sarah Gigante e com uma aceleração cirúrgica a 8,5 km do topo meteu minutos a toda a gente. Subiu em 64:50 e calcula-se que foi capaz de aguentar 5.04 ᵉW/kg nesse período. Em 2023, a melhor Vollering subiu o Tourmalet em 53:42 fazendo 5.13 ᵉW/Kg na que é considerada a melhor exibição de uma mulher na alta montanha. Na estância de Chatel, na fronteira franco-suíça, colocou-se novamente à roda e deixou que fosse Vollering a mexer primeiro; no contra-ataque liquidou a neerlandesa. Se no sábado parecia o Tadej Pogacar dos grandes dias, no domingo foi a versão calculista que o esloveno apresentou na terceira semana do quarto Tour de France que venceu. Vollering, Ferrand-Prévot e Niewiadoma no pódio final.A.S.O./Pauline Ballet Quem é Pauline Ferrand-Prevot? De não correr na estrada a dominar o Tour de France, o espetador esporádico de ciclismo deve ter ficado confuso e a perguntar quem é Pauline Ferrand-Prévot? A francesa natural de Reims tem 33 anos e nasceu para grandes feitos. Entre 2014 e 2015, aos 23 anos, tornou-se a primeira ciclista a ter três títulos de diferentes disciplinas – estrada, ciclocrosse e btt. Entretanto somou ao palmarés o Mundial de gravel! Permitam-me acrescentar que já em juniores tinha juntado no mesmo ano Mundial de estrada e de btt. Só que Pauline Ferrand-Prévot tinha um sonho: os Jogos Olímpicos. Não podia ter outro já que ao ter nascido em 1992 nunca chegou a ver a primeira versão do Tour de France, que decorreu entre 1984 e 1989. Bernard Thévenet, campeão do Tour em 1975 e 1977, e Ferrand-Prevot com o mítico dorsal 51 do Tour.A.S.O./Thomas Maheux Ano horroroso marcado por lesões e doenças Sem a referência da camisola amarela, foi o dourado da medalha olímpica que a guiou. Em Paris 2024 chegou ao título olímpico na quarta presença nos Jogos. O que muitos esqueceram foi o duro processo até esse momento. Em 2021, em Tóquio, furou e acabou 10.ª. Em 2016, no Rio de Janeiro, abandonou como consequência de um ano horroroso marcado por lesões e doenças. Após esses Jogos escreveu um texto intitulado “Abandonar é perder”, no qual detalhou todos os erros cometidos na preparação do evento. A estreia, em Londres 2012, foi ainda mais traumática: a seleção focou-se em Julie Besset e quando ambas caíram num treino Pauline, a segunda da hierarquia, teve que se desenrascar sozinha para voltar ao hotel. Acabou 25.ª nuns Jogos em que fez também a prova de estrada (10.ª). Marion Rousse, diretora do Tour, e a campeã têm 33 anos e coincidiram no pelotão.A.S.O./Thomas Maheux Ferrand-Prévot tirou o pelotão da zona de conforto Não é qualquer atleta que 15 minutos após vencer o Tour de France recebe uma chamada do presidente da República, Emanuel Macron, em plena flash interview. Pauline Ferrand-Prévot é uma estrela do desporto francês e em nove dias de Tour de France elevou a fasquia na alta montanha. Quando assinou pela Visma estabeleceu um período de três anos para ganhar a prova; fê-lo no primeiro ano e sem referências prévias já que só terminou o UAE Tour (17.ª) esta temporada. Ganhou a Paris-Roubaix e depois dedicou-se a treinar. Treinou muito, perdeu peso, percorreu as estradas de Teide, Alpes e Andorra – onde comprou casa para viver e treinar no regresso à estrada. O relativo conforto com que Vollering geria as etapas com final em alto acabou. Ferrand-Prévot tirou o pelotão da zona de conforto e fundou uma rivalidade necessária para apimentar o panorama feminino. Sabias que Ferrand-Prévot: Só tinha ganho uma corrida por etapas antes do Tour de France, foi a Euskal Bira em 2014 É a primeira francesa a vestir a camisola amarela e a ganhar o Tour de France É a segunda ciclista a fazer, no mesmo ano, a dobradinha Paris-Roubaix/Tour de France; o primeiro foi Bernard Hinault em 1981 É a primeira francesa a ganhar o Tour de France desde Jeannie Longo em 1989 Namora com Dylan van Baarle, colega na Visma e também campeão da Paris-Roubaix, em 2022 ### Tour de France Femmes 2025: Pauline Ferrand‑Prévot faz história Pauline Ferrand‑Prévot (Visma | Lease a Bike) fez novamente história ao vencer a edição de 2025 do Tour de France Femmes. Aos 33 anos, tornou-se a primeira campeã do Tour de France feminino francesa desde Jeannie Longo em meados dos anos oitenta. Um percurso exigente, consagrado no Madeleine A prova de nove etapas totalizou 1 165 km, com duas fases de montanha decisivas: a etapa 8 culminou no clássico Col de la Madeleine, onde Ferrand‑Prévot impôs um ritmo brutal e triunfou sozinha, assumindo a liderança com mais de dois minutos de vantagem. Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Ferrand Prevot foi cirúrgica nesse dia, venceu a solo, protagonizando um momento de glória para o ciclismo francês e colocando-se numa posição muito vantajosa para a vitória final. Vídeo resumo da Etapa 8 (Col de la Madeleine) https://youtu.be/4vrj9DTWwes?si=kQAOMJUguhqWzDUC Etapa final em Châtel: ataque decisivo nos Alpes A última etapa — 124,1 km de Praz‑sur‑Arly até Châtel Les Portes du Soleil — teve um final dramático. Sarah Gigante e Ferrand‑Prévot foram distanciadas pelo pelotão e tiveram que perseguir, conseguindo chegar antes das principais contagens de montanha: o Col de Joux‑Plane e o Col de Corbier. Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Com cerca de 6 km para a meta, Ferrand‑Prévot lançou o ataque decisivo, deixando para trás as adversárias e cruzando a meta em Châtel com 20 segundos sobre Demi Vollering (FDJ‑SUEZ). Demi Vollering assegurou o segundo lugar na geral, enquanto Katarzyna Niewiadoma (Canyon//SRAM) completou o pódio, relegando Gigante para o 7.º lugar após um dia difícil no qual descolou na descida do Joux‑Plane. Mais um triunfo que reflete uma carreira extraordinária Pauline Ferrand Prévot tem construído uma carreira impressionante na ultima década. Foi campeã mundial de estrada em 2014, no ano seguinte fez história ao conquistar os títulos mundiais de Ciclocrosse e BTT na vertente de cross country olímpico (XCO) — tornando-se a primeira ciclista de sempre a deter simultaneamente os três títulos. Créditos: UCI Mountain Bike World Series Entre 2015 e 2023 acumulou cinco títulos mundiais de XCO, dois de maratona de BTT (XCM), dois em short track (XCC), e ainda o título mundial de Gravel em 2022. Em 2024, a correr em casa coroou a já carreira extraordinária com o ouro olímpico de XCO nos Jogos Olímpicos de Paris. No final de 2024 decide transferir-se para a Visma Lease a Bike, declarando que irá somente dedicar-se à estrada, agora sabemos porquê, Pauline Ferrand Prevot queria vencer o Tour de France Femmes. Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Conseguiu-o e consolida-se como uma das atletas mais vitoriosas e mais completas da história do ciclismo. Vídeo resumo da ultima etapa https://youtu.be/N05Y0gzv5Y0?si=4sgxzX1CqE09jzAp Classificação Final – Top 10 da Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo/Gap1.ºPauline Ferrand‑PrévotVisma  Lease a Bike2.ºDemi VolleringFDJ‑SUEZ+ 3:423.ºKatarzyna NiewiadomaCanyon//SRAM zondacrypto+ 3:424.ºNiamh Fisher‑BlackLidl‑Trek Ladies+ >10″ (etapa)5.ºDominika WlodarczykUAE Team ADQ+ 0:336.ºJuliette LabousFDJ‑SUEZ+ 1:497.ºSarah GiganteAG Insurance‑Soudal+ 3:538.ºCedrine KerbaolEF Education‑Oatly+ 9:229.ºPauliena RooijakkersFenix‑Deceuninck+ 9:2310.ºNadia GontovaSelo Orange Winspace+ 9:26 ### Trek apresenta a bicicleta elétrica de estrada Domane+ ALR Nova Domane+ ALR é a mais recente bicicleta elétrica de estrada da Trek, completando a sua coleção de e-bikes de estrada A Trek destaca que se trata de "um modelo leve em alumínio que permite aos ciclistas desfrutar de mais potência a um preço mais acessível do que o modelo equivalente em carbono". Ler mais | Trek Verve EQ tem coleção atualizada Características da Domane+ ALR A Domane+ ALR utiliza o novo motor de ação central TQ HPR60. A Trek aponta "a versatilidade e o conforto" tradicionais da Domane. Uma bicicleta elétrica confortável e polivalente permitindo que os ciclistas explorem tanto as estrada de alcatrão e de gravel. Além disso, cada modelo é fabricado com um quadro de alumínio de baixo impacto, tornando esta bicicleta numa opção mais amiga do planeta em que vivemos e pedalamos. Trek Assistência potente e natural O novo motor TQ HPR60 é mais silencioso, mais leve e mais compacto do que a versão anterior e proporciona uma assistência natural até 25 km/h, oferecendo 60 Nm de binário e até 96 quilómetros de autonomia. Quadro em alumínio de baixo impacto A Domane+ ALR apresenta um quadro de alumínio durável e económico, fabricado com alumínio de baixo impacto. A partir de outubro, todas as bicicletas de alumínio da Trek serão fabricadas ou com alumínio reciclado, ou produzido em instalações alimentadas por energia renovável ou mesmo por ambos. Para todos os tipos de estrada Com espaço para pneus de até 40 mm de largura (conforme medido), a Domane+ ALR foi "concebida para proporcionar conforto e confiança em qualquer tipo de estrada, desde o alcatrão ao gravel", conta a Trek. Geometria "confortável" A Domane+ ALR mantém a mesma geometria endurance da Domane, "oferecendo maior conforto durante todo o dia, mesmo nos esforços mais intensos", segundo a marca. Versatilidade para o dia a dia  A Domane+ ALR foi concebida com vários pontos de fixação, possibilitando colocar porta-bagagens, guarda-lamas e bolsas. Controlos "simples e intuitivos" Os ciclistas podem alternar entre três modos de assistência sem tirar as mãos do guiador, graças aos controlos "discretos e fáceis de utilizar". Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa e preços aqui no site da marca: www.trekbikes.pt A Domane+ ALR está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Trek Verve EQ tem coleção atualizada A Trek apresenta a sua nova, e atualizada, Verve EQ. Segundo a marca, vem simplificar a coleção de bicicletas híbridas, passando a existir um único modelo "mais versátil centrado no conforto, simplicidade e utilidade para o dia a dia". Uma bicicleta que prioriza o conforto e vem totalmente equipada com todos os acessórios necessários para pedalar na cidade. Trek Ler mais | A Trek lança a Madone Gen 8 mais leve, com transmissão 1x da SRAM O que há de novo na Trek Verve EQ A marca destaca a coleção como um dos "modelos mais importantes das bicicletas urbanas" da marca. Continua leve e confortável e é a escolha perfeita para quem procura uma bicicleta equipada tanto para passear casualmente, fazer voltas curtas ou deslocações urbanas diárias. Trek A Verve EQ está equipada com vários acessórios necessários para pedalar na cidade: luzes integradas, porta-bagagens MIK traseiro, guarda-lamas e travões hidráulicos. Para além disso, a nova Verve EQ está disponível em dois estilos de quadro: low-step (quadro baixo) e stepover (quadro alto). E com duas opções de cor para oferecer mais opções de estilo e funcionalidade. Low-step: disponível nos tamanhos S, M, L e XL Stepover: disponível nos tamanhos M, L e XL A nova bicicleta está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### A Trek lança a Madone Gen 8 mais leve, com transmissão 1x da SRAM A Trek acaba de revelar uma nova configuração da Madone Gen 8, focada na leveza extrema e equipada com transmissão SRAM 1x, semelhante à usada pelos ciclistas da equipa Lidl-Trek nas Clássicas de 2025, a Trek Madone SLR AXS 1x. É uma bicicleta que promete dar que falar entre os entusiastas das bicicletas pelo facto de ter um só prato, algo que irá abrir o debate sobre esta questão, muito certamente. A marca anuncia um peso de apenas 6,40 kg, sendo que esta versão da Madone Gen 8 fica abaixo do peso mínimo permitido pela UCI em competição – mesmo com pedais, porta-bidões e suporte para ciclocomputador montados. Transmissão 1x: menos é mais? A grande novidade (embora não seja nada pioneiro) é a aplicação da transmissão SRAM 1x numa bicicleta de estrada topo de gama. Esta configuração, já testada em corrida pela Lidl-Trek, oferece uma solução mais leve e simples para quem valoriza a performance pura e tem preparação física para a suportar em vários tipos de terreno. Zac Williams / Lidl-Trek A Trek permite escolher entre duas opções: SRAM 1x12 AXS ou SRAM 1x13 XPLR, uma opção com uma gama de mudanças mais ampla, ideal para quem enfrenta terrenos variados. Ambas as opções eliminam o desviador dianteiro, simplificam o cockpit e a manutenção – ao mesmo tempo que reduzem o peso total do conjunto. Para os fanáticos da balança, cada grama conta Para atingir os 6,40 kg anunciados, a Trek refinou todos os componentes: Rodas Bontrager Aeolus RSL 37, conhecidas pela leveza e rigidez; Pneus Pirelli P-Zero RS com câmaras TPU SmartTube, que segundo a marca poupam gramas sem comprometer a performance; e até a pintura contribui: a opção Matte Deep Smoke é mais leve do que as restantes cores disponíveis. Personalização à medida no Project One Tal como os profissionais, qualquer ciclista pode configurar a sua Madone com transmissão 1x através do programa Project One da Trek. Aqui, é possível escolher entre as duas transmissões, componentes, cores e detalhes para criar uma bicicleta única, ao gosto de cada um. Disponibilidade e preços Podes ver a disponibilidade e preços desta nova versão da Trek Madone aqui no site da marca: www.trekbikes.pt Onde comprar A nova Trek Madone SLR 9 AXS 1x Gen 8 já está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek em Portugal. ### João Almeida quer "lutar por algo grande” na Vuelta Na ausência de Tadej Pogacar, a UAE Emirates confirmou liderança na Vuelta a Espanha para João Almeida e Juan Ayuso, surpresa de última hora. Depois dos rumores, a confirmação, de que Tadej Pogacar não vai à Vuelta a Espanha e que será substituído na liderança por João Almeida. Após ter sido forçado a abandonar o Tour de France na 9.ª etapa, o atleta de A dos Francos mostrou-se contente em comunicado da equipa. ”É uma sensação especial começar a Vuelta como líder da equipa, especialmente com a forma que mostrei esta época. A recuperação da queda no Tour tem sido tranquila e as minhas sensações em treino têm vindo a melhorar. Espero continuar a progredir nas próximas semanas e estar perto do meu melhor nível no início da Vuelta. Temos um grupo forte à nossa volta e acredito que podemos lutar por algo grande.” Vuelta a Espanha 2025 – Percurso completo anunciado Foto: LaPresse Juan Ayuso recebe uma segunda oportunidade Não se pode dizer que seja uma convocatória isenta de surpresas dado que Ivo Oliveira, por exemplo, contou ao TopCycling, em dezembro, que não tinha programa qualquer grande Volta este ano. Prémio justo para o campeão nacional estar nos oito eleitos num ano em que leva quatro vitórias. A maior surpresa nem é o português, já que na partida da região italiana do Piemonte estará Juan Ayuso, que não tem corre desde que abandonou o Giro de Itália na 18.ª etapa. Há uma semana foi noticiado que o espanhol de 22 anos deixou de ser representado pelo pai e assinou com o empresário Giovanni Lombardi. Porquê fazê-lo agora, quando tem contrato até 2028? Especula-se que Ayuso não está contente na UAE Emirates e procura uma saída antecipada. Sem colocar um dorsal nas costas desde 29 de maio e depois de a equipa ter reafirmado que não faria a Vuelta a Espanha, Juan Ayuso recebe uma segunda oportunidade. Como será a coexistência com João Almeida? Em entrevista do português ao TopCycling, que podem conferir no vídeo abaixo, abordámos a relação dos dois talentos ibéricos e João Almeida respondeu abertamente. https://www.youtube.com/watch?v=3pbwWUQiTUo ### Trek Checkmate SLR 9 - Feita para andar rápido | Teste Se alguma vez te perguntaste como seria uma gravel com alma de bicicleta de estrada aero, a Trek Checkmate SLR é um exemplo disso mesmo, não é uma gravel feita para passear a ouvir o chilrear dos passarinhos, esta bicicleta foi feita para andar depressa, ainda assim, não te vai defraudar num Bikepacking. Vídeo https://youtu.be/Tk-aJjODZHw?si=a_ziZ7OV70x9BIYp A Trek Checkmate SLR tem tudo para ser a arma ideal em provas de gravel racing: é leve, é rígida e transmite uma sensação de velocidade incrível ao fim de algumas pedaladas. Créditos da foto: David Raquel A posição é mais agressiva do que na Checkpoint, mas tem uma estabilidade em descida e a curvar muito próximas da irmã mais aventureira, características que também são bem vindas quando queremos andar mais mais rápido. Créditos da foto: David Raquel Por isso mesmo, a Checkmate não te limita a pensar só em competição pura e dura, está equipada com vários pontos de fixação no quadro que a tornam também numa boa bicicleta para quem quiser montar bolsas de bikepacking e fazer uma aventura deste género. Mas não te iludas: mesmo carregada, pela geometria que tem e pela forma como encaixamos na bicicleta, ela "pede ritmo" de corrida. Geometria A Trek Checkmate SLR posiciona o ciclista de forma mais baixa a Checkpoint (menor "stack"), aproximando-se das linhas de uma bicicleta de estrada pura. Ainda assim, a marca conseguiu manter a estabilidade, graças a um ângulo de direção e "reach" generosos, que dão confiança em curvas e descidas técnicas. Créditos da foto: David Raquel Conforto sem comprometer a performance Tal como aDomane e a Checkpoint, também a Trek Checkmate tem o IsoSpeed, que ajuda a absorver vibrações na zona do espigão e consequentemente o conforto do ciclista em zonas de terreno mais irregular. Créditos da foto: David Raquel Transmissão e componentes A versão que testei vinha equipada com o grupo SRAM Red XPLR AXS, setup 1x eletrónico, pensado especificamente para gravel competitivo. A troca de mudanças é rápida e a ausência de dropout (porque este desviador é sistema UDH) livra-nos de preocupações com os imprevistos que podem danificar essa peça e consequentemente afetar o desempenho da transmissão. Créditos da foto: David Raquel A relação de prato 42D e cassete 10-46D pode ser exigente em zonas de maiores pendentes, mas desenvolve boas velocidades nas estradas de terra batida. Para pedalar bem por todo o tipo de terrenos é conveniente ter alguma preparação física. O cockpit é composto pelo guiador Trek Aero RSL Road, a mesma aste de guiador com avanço integrado que equipa a Trek Madone, que além de ter uma estética limpa, contribui muito para a sensação de encaixe e de velocidade quando pedalamos nesta bicicleta. Créditos da foto: David Raquel Na minha opinião (não ignorando a importância de componentes como rodas e transmissão) o guiador é um dos componentes que mais influencia a experiência proporcionada por esta bicicleta, é algo simples mas que está muito bem desenvolvido, como já referi nos testes que fiz à Trek Madone SLR9 e SL7. Como se sabe, as rodas são uns dos componentes que mais influenciam a experiência de pedalada numa bicicleta. Esta Trek Checkmate SLR vem montada com as Bontrager Aeolus RSL 37V, umas rodas de carbono tubeless-ready, com perfil de 37 mm e largura interna de 25 mm — pensadas especificamente para gravel de alta performance. Créditos da foto: David Raquel São rodas leves e bastante rígidas, e o comportamento dinâmico em acelerações ou mudanças de direção é excelente. Em zonas rápidas, sente-se mesmo a eficiência do conjunto. Em resumo A Trek Checkmate foi feita para andar rápido e é isso "que ela te vai pedir" na maioria dos momentos. É uma bicicleta com identidade, focada na performance, para um gravel mais rápido competitivo, mas com um espaçamento de pneu e capacidade para fixar bolsas que te permitem fazer algumas aventuras de bikepacking. Créditos da foto: David Raquel Se procuras uma bicicleta para explorar sem pressas e fazer aventuras longas há outras opções no catálogo da Trek, como a Checkpoint. Se o teu objetivo é competir, treinar a sério e andar rápido mesmo que não seja em competição, então a Trek Checkmate é uma das melhores máquinas que vais encontrar. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, preços e disponibilidade da Trek Checkmate, aqui no site da marca: www.trekbikes.pt ### Tour de France | Etapa 21 | Van Aert parte o coração a Pogacar Wout van Aert triunfou num espetacular último dia no Tour de France. O homem da Visma venceu o duelo frente a Tadej Pogacar numa etapa que se correu como uma clássica A chuva que caiu em Paris tornou ainda mais espetacular a última etapa do Tour de France, que este ano contava com a novidade do Côte de la butte Montmartre no circuito final, antes dos Campos Elísios. Wout van Aert (Visma | LAB) venceu o duelo com Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) pela vitória. Ler mais | Tour de France | Etapa 20 | Groves vence na média montanha Créditos: A.S.O./Charly Lopez Festejou-se... E correu-se na 21ª etapa do Tour de France O último dia do Tour de France teve duas faces: na primeira parte da etapa, as habituais celebrações dos vencedores das diferentes classificações, com especial destaque para Tadej Pogacar, camisola amarela pela quarta vez na maior corrida do mundo. Créditos: A.S.O./Charly Lopez O tempo não ajudou à festa, mas trouxe uma alteração importante à etapa: os tempos finais do Tour de France seriam tirados com 50,3 km para o fim, na quarta passagem pela linha de partida. O pelotão passou por esse ponto sem qualquer alteração de tempo a apontar. A partir dessa altura, os ciclistas interessados na vitória da etapa lançaram-se para a frente da corrida. Tadej Pogacar quis ganhar nos Campos Elísios O esloveno entrava no derradeiro dia do Tour de France com mais de 4:00 de vantagem do segundo classificado, e com os tempos tirados a 50 km do fim, só necessitava de terminar a etapa para vencer a corrida. Nada disso o impediu de ir lutar pela vitória em Paris. Os ataques começaram a 40 km do fim. Movimentações sucessivas, com destaque para um ataque de Pogacar a 23 km da meta, deixaram um grupo de seis homens na frente da corrida: Wout van Aert, Matteo Jorgenson (Visma | LAB), Matteo Trentin (Tudor Pro Cycling), Davide Ballerini (XDS Astana) e Matej Mohorič (Bahrain - Victorious) juntaram-se ao esloveno da UAE para discutir a etapa. Ler mais | Opinião | Pogacar é o melhor amigo de Arensman no Tour Van Aert vs Pogacar para coroar o Tour de France O grupo seguiu junto até à última passagem pelo Côte de la butte Montmartre, quandp Pogacar atacou e deixou os rivais em dificuldade. Quem respondeu melhor foi Van Aert, que contra-atacou o esloveno - o belga deixou o camisola amarela do Tour para trás e seguiu para a vitória. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Os perseguidores ainda alcançaram Tadej Pogacar, mas Wout van Aert venceu sem oposição nos Campos Elísios, depois de um dia com muito espetáculo. A Visma | LAB redime-se do objetivo falhado na classificação geral com dois triunfos em etapas e a vitória na classificação por equipas. Tadej Pogacar concluiu a etapa em quarto lugar, e festejou o quarto triunfo no Tour de France quando cruzou a meta. Torna-se no ciclista mais jovem de sempre a alcançar a quarta camisola amarela na maior corrida do mundo. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/WOOjWh7CxLo?si=5FulzSDbwIuOj_yf Top 10 da etapa ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1ºvan Aert WoutTeam Visma | Lease a Bike3:07:302ºBallerini DavideXDS Astana Team+0:193ºMohorič MatejBahrain - Victorious,,4ºPogačar TadejUAE Team Emirates - XRG,,5ºJorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike+0:266ºTrentin MatteoTudor Pro Cycling Team+0:387ºDe Lie ArnaudLotto+1:148ºVauquelin KévinArkéa - B&B Hotels,,9ºTeunissen MikeXDS Astana Team,,10ºTeuns DylanCofidis,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1ºPogačar TadejUAE Team Emirates - XRG76:00:322ºVingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike+4:243ºLipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe+11:004ºOnley OscarTeam Picnic PostNL+12:125ºGall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team+17:126ºJohannessen Tobias HallandUno-X Mobility+20:147ºVauquelin KévinArkéa - B&B Hotels+22:358ºRoglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+25:309ºHealy BenEF Education - EasyPost+28:0210ºJegat JordanTeam TotalEnergies+32:42 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Billy Ceusters ### Campeonatos da Europa de XCO | Pidcock e Rissveds confirmaram o favoritismo A vila de Melgaço foi palco dos Campeonatos da Europa de XCO 2025, um evento que atraiu a elite do BTT europeu ao nosso país durante a ultima semana. O prato forte era a prova de XCO e não desiludiu. Num percurso duro, técnico e com o ambiente vibrante proporcionado pelo público português, Tom Pidcock e Jenny Rissveds confirmaram o favoritismo e conquistaram os títulos europeus. Jenny Rissveds domina de princípio ao fim Na prova feminina, Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV) voltou a demonstrar que atravessa um dos melhores momentos da sua carreira. Depois de ter vencido o título europeu de "Short-Track" (XCC), a sueca somou o ouro também no XCO, com uma performance avassaladora. Jenny Rissveds - Créditos foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series Rissveds destacou-se logo na primeira volta e nunca mais foi alcançada, terminando com uma vantagem superior a um minuto para as adversárias. A britânica Evie Richards assegurou a medalha de prata após vencer o duelo pelo segundo lugar frente à suíça Nicole Koller, que fechou o pódio. A atleta nacional, Raquel Queirós, terminou no 18.º posto. Raquel Queirós - Créditos foto: Federação Portuguesa de Ciclismo Top-10 Elite Feminino – Europeu XCO 2025 PosiçãoNomeDiferença1Jenny Rissveds—2Evie Richards+01:193Nicole Koller+01:464Martina Berta+03:235Linda Indergand+04:106Heby Sofie Pedersen+04:277Tamara Wiedmann+05:048Ginia Caluori+05:179Isla Short+05:2710Anne Tauber+05:51 Tom Pidcock volta a brilhar e conquista o ouro Na categoria masculina, Tom Pidcock protagonizou mais uma das suas típicas corridas de recuperação. Saindo das posições mais recuadas da grelha, o britânico foi galgando terreno com calma, até assumir a liderança a meio da corrida. Tom Pidcock - Créditos foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series Quando chegou à frente, não mais largou o comando e garantiu o seu segundo triunfo da temporada, depois da vitória na Taça do Mundo em Pal-Arinsal. Charlie Aldridge, compatriota de Pidcock, atacou forte desde início e ainda liderou durante algum tempo, mas acabou por ceder à superioridade do campeão olímpico. Mesmo assim, segurou a medalha de prata, contribuindo para um histórico 1.º e 2.º para o Reino Unido. Charlie Aldridge - Créditos foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series A luta pelo bronze foi intensa e só decidida ao sprint, com o dinamarquês Simon Andreassen a bater Filippo Colombo. Roberto Ferreira foi o melhor português, terminando no 27.º lugar. Roberto Ferreira - Créditos foto: Federação Portuguesa de Ciclismo Top-10 Elite Masculino – Europeu XCO 2025 PosiçãoNomeDiferença1Tom Pidcock—2Charlie Aldridge+00:363Simon Andreassen+01:144Filippo Colombo+01:145Fabio Püntener+01:206Luca Schätti+01:207Maximilian Foidl+01:308Juri Zanotti+02:189Dario Lillo+02:1810Leon R. Kaiser+02:20 Os novos campeões europeus deixam Portugal com o jersey azul e as estrelas douradas no peito, prontos para representar o continente nas próximas provas da Taça do Mundo. ### Tour de France | Etapa 20 | Groves vence na média montanha Kaden Groves triunfa na 20ª etapa do Tour de France. O sprinter da Alpecin - Deceuninck surpreendeu e venceu na média montanha, depois de entrar na fuga do dia Penúltimo dia do Tour de France marca uma das derradeiras oportunidades para grande parte do pelotão. Kaden Groves (Alpecin - Deceuninck) triunfou com um solo de 17 km, num dia que também teve drama no top 10 da classificação geral. Ler mais | Tour de France | Etapa 19 | Arensman bisa nos Alpes Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Luta feroz pela fuga O penúltimo dia do Tour de France marcava a última hipótese para lutar pela vitória para muitos dos homens do pelotão. Um dia com muito sobe e desce, numa etapa de média montanha que assentava a vários perfis de ciclista. A etapa começou com uma luta feroz pela entrada na fuga, com muita chuva a dificultar a vida aos ciclistas. Foram vários os grupos que tentaram fugir ao pelotão, e a fuga demorou muito a estabilizar. A 100 km do fim, seguia na frente um grupo com 13 ciclistas, onde se destacavam nomes como Kaden Groves (Alpecin - Deceuninck), Matteo Jorgenson (Visma | LAB) ou Tim Wellens (UAE Emirates XRG). Quem também seguia no grupo era Jordan Jegat (TotalEnergies), que tentava assaltar o 10º lugar da classificação geral a Ben O'Connor (Jayco AlUla). Ler mais | Opinião | Pogacar é o melhor amigo de Arensman no Tour Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Sprinter surpreende na média montanha A distância do pelotão para a frente da corrida aumentou para os 5:00. A impor ritmo estava a Jayco AlUla, de Ben O'Connor, a tentar salvar o 10º lugar do australiano. Os fugitivos seguiram pouco tempo juntos. Um ataque de Harry Sweeney (EF Education - EasyPost) teve o condão de partir a fuga. Esteve quase 30 km na frente, até ser alcançado pelo grupo perseguidor a 26 km do fim. O primeiro grupo continuou a ser selecionado, até uma queda, que apanhou, por exemplo, Ivan Romeo (Movistar), deixou apenas três ciclistas na frente da corrida: Kaden Groves, Jake Stewart (Israel - Premier Tech) e Frank van den Broek (Team Picnic PostNL). Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Groves não quis esperar pelo fim da etapa e atacou o trio com 17 km para o fim. A margem aumentou rapidamente e o australiano não voltou a ser alcançado. O sprinter da Alpecin - Deceuninck, que iniciou o Tour de France como lead-out man de Jasper Philipsen, triunfa pela primeira vez no Tour de France e torna-se no mais recente membro dos vencedores nas três Grandes Voltas. No pelotão, a Jayco AlUla foi a grande derrotada do dia. A equipa permitiu a entrada de Jegat na fuga, e não demonstrou força suficiente para segurar os 4:08 que Ben O'Connor trazia de vantagem sobre o ciclista francês, que ascendeu, assim, ao top-10 do Tour de France. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=_RWFEIMZTFI&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa Class.CorredorEquipaTempo1Groves KadenAlpecin - Deceuninck4:06:092van den Broek FrankTeam Picnic PostNL+0:543Eenkhoorn PascalSoudal Quick-Step+0:594Velasco SimoneXDS Astana Team+1:045Grégoire RomainGroupama - FDJ,,6Stewart JakeIsrael - Premier Tech,,7Jegat JordanTeam TotalEnergies,,8Wellens TimUAE Team Emirates - XRG,,9Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,10Sweeny HarryEF Education - EasyPost,, Top 10 da classificação geral Class.CorredorEquipaTempo1Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG73:55:142Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike+4:243Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe+11:034Onley OscarTeam Picnic PostNL+12:125Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team+17:126Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility+20:087Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels+22:298Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+25:309Healy BenEF Education - EasyPost+27:5910Jegat JordanTeam TotalEnergies+32:27 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Opinião | Pogacar é o melhor amigo de Arensman no Tour Thymen Arensman ganhou etapas nos Pirenéus e nos Alpes com o consentimento de Tadej Pogacar, líder supremo do Tour de France. Arranjem alguém que cuide de vocês como Tadej Pogacar tem cuidado de Thymen Arensman neste Tour de France. Sem tirar mérito ao neerlandês da Ineos Grenadiers, que se recompôs de um Giro cheio de percalços no qual falhou o objetivo geral, há algo que tem que ser dito: as duas etapas que ganhou no Tour de France têm a complacência de Pogacar como denominador comum. O esloveno mostrou na 19.ª etapa que também é humano e sentindo que podia ser batido por Jonas Vingegaard escolheu Arensman como vencedor do dia. A prenda nos Alpes foi a segunda; a primeira foi nos Pirenéus, na 14.ª etapa, numa fuga vitoriosa do neerlandês. Pogacar vinha de ganhar em Hautacam e em Peyragudes, antes de Luchon-Superbagnères, por isso limitou-se a defender a amarela de um ataque de Vingegaard a 4 km da meta. Arensman resistiu a Vingegaard e Pogacar em La Plagne.A.S.O./Aurélien Vialatte Estreia de sonho No final, Pogacar e Arensman cochichavam nos bastidores do pódio e o neerlandês agradeceu-lhe não ter atacado. O esloveno respondeu-lhe "estiveste incrível na última subida", denotando cumplicidade com Arensman. Já mencionei que foram 1.º e 2.º na Volta a França do Futuro? A diferença dos Pirenéus para os Alpes é que Arensman surgiu mais forte e subiu com os favoritos à geral os 19 km até La Plagne. O líder da corrida ainda atacou a 14 km do final, mas sem a potência das duas primeiras semanas. Arensman lançou dois contra-ataques e o segundo – a 12 km do topo – pegou! Estreia de sonho para o corredor da Ineos Grenadiers no Tour de France. A.S.O./Aurélien Vialatte Pogacar está cansado Normalmente, com os favoritos a 0:20 da frente da corrida a 3 km de um final em alta montanha, o homem da frente está condenado. Só que em La Plagne viveu-se um dia atípico. Jonas Vingegaard entregou os pontos na luta pela geral e decidiu não atacar Tadej Pogacar na última jornada com dureza a sério. Respeito a mais do dinamarquês. O caso de Pogacar é diferente. Desde há meses, senão anos, o esloveno tem sido sujeito a uma pressão desmedida que o próprio se encarrega de aumentar a cada vitória. Pogacar está cansado e o motivo é a erosão da vitória, isto é, ganha tanto que acaba esmagado pelo êxito. Já não basta vencer; é preciso esmagar a concorrência, dar espetáculo arrancando a 100 km do final ou subir o Mont Ventoux a sacar um cavalinho. O cansaço de Pogi não é físico, mas mental.  Prepara-se para ganhar o quarto Tour de France, recuperou o domínio na Volta à Flandres e quase venceu na estreia na Paris-Roubaix. Em 41 dias de competição fechou 27 no top 10, está sempre competitivo, bem posicionado e é preciso não esquecer que no espaço de um ano fez a dobradinha Giro-Tour fechando 2024 como o ciclista com mais vitórias na temporada. E ainda ganhou um Mundial de forma épica! Já se esqueceram que estamos perante um rapaz de 26 anos que chegou às 100 vitórias de carreira neste Tour de France? A.S.O./maxime delobel UAE Emirates está bem coberta para a Vuelta Deixem o rapaz ir de férias porque a cara e o discurso de Pogacar em cada entrevista é a de que não suporta dar nem meia pedalada mais, nem fazer outra flash interview. Diria mais: temos visto Pogacar a criticar a Visma, a tática dos rivais e a soar amargo… um tipo que costuma irradiar alegria converteu-se num rezingão. A UAE Emirates está bem coberta para a Vuelta a Espanha com João Almeida (quem sabe acompanhado pela surpresa de última hora Juan Ayuso). Alguém que mande Pogi para um resort nas Maldivas fazer snorkeling e o deixe fazer um reset mental. ### Tour de France | Etapa 19 | Arensman bisa nos Alpes Thymen Arensman triunfou na 19ª etapa do Tour de France, e fez o bis Pirenéus-Alpes para a INEOS Grenadiers. Voltaram a não existir diferenças entre os favoritos A 19ª etapa do Tour de France era a última chance para Jonas Vingegaard (Visma | LAB) atacar Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) pela camisola amarela. Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) chegou a andar escapado, mas foi Arensman (INEOS Grenadiers) a enganar os favoritos. Ler mais | Tour de France | Etapa 18 | O’Connor vence etapa rainha Créditos: A.S.O./ Charly Lopez Tour de France encurtou a etapa Ficou-se a saber, no final da 18º dia de corrida, que a organização do Tour de France decidiu encurtar a 19ª etapa. Os ciclistas não tiveram de ultrapassar a primeira montanha do dia, e a quilometragem ficou reduzida a 95 km. https://twitter.com/LeTour/status/1948480264646074582 20 km depois da partida, formou-se uma fuga que tinha nomes fortes como Primoz Roglic. Apesar da tentativa, o grupo foi sempre marcado de perto pelo pelotão e nunca teve hipótese de lutar pela vitória da etapa. Arensman engana os favoritos A etapa chegou aos 15 km para a meta com um pelotão reduzido, composto por 11 unidades, já sem alguns nomes importantes como Roglic, Ben O'Connor (Jayco AlUla), ou Kevin Vauquelin (Team Jayco AlUla). Pouco depois, surgiu o ataque de Thymen Arensman. Pogacar também tentou mexer, e levou consigo Vingegaard, formando um trio na frente da corrida. O neerlandês da INEOS Greandiers voltou a atacar e conseguiu separação enquanto os vencedores da últimas cinco edições se olhavam entre si. Tadej Pogacar ainda voltou a atacar, mas Vingegaard voltou a segurar a roda do esloveno. Pouco depois, Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Onley (Team Picnic PostNL) alcançaram o duo que perseguia Arensman. Créditos: A.S.O./ Charly Lopez Tadej Pogacar levou o grupo até aos 2 km para o fim, quando Onley perdeu o contacto. Nessa altura, Lipowitz passou para a frente, na tentativa de ganhar segundos preciosos na luta pelo pódio. O grupo não voltou a ter ataques, e os três primeiros da classificação geral assistiram à vitória de Arensman a poucos metros de distância. O neerlandês faz o bis, e também consegue triunfar em chegadas em alto nos Pirenéus e nos Alpes na mesma edição do Tour de France. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=2zw91RSssJk&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Thymen ArensmanINEOS Grenadiers2:46:062Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike+0:023Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG+0:024Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+0:065Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+0:476Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+1:347Tobias Halland JohannessenUno-X Mobility+1:418Ben HealyEF Education - EasyPost+2:199Valentin Paret-PeintreSoudal Quick-Step+3:4710Simon YatesTeam Visma | Lease a Bike+3:54 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCorredorEquipaTempo1Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG69:41:462Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike+4:243Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+11:094Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+12:125Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+17:126Tobias Halland JohannessenUno-X Mobility+20:147Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+22:358Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+25:309Ben HealyEF Education - EasyPost+28:0210Ben O'ConnorTeam Jayco AlUla+34:34 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./ Charly Lopez ### Trek Project One ICON para o Tour de France Femmes A Trek revelou a mais recente novidade da sua coleção de pinturas personalizadas Project One ICON: a Untitled No. 25. Esta nova pintura será utilizada pela equipa feminina Lidl-Trek no Tour de France Femmes deste ano. Ler mais | Trek celebra os 25 anos do lançamento do Project One Untitled No. 25 Com uma mistura de linhas geométricas simples e salpicos de tinta expressivos, a Untitled No. 25 representa o equilíbrio entre a estrutura e a espontaneidade que existe no desporto de alto rendimento: o momento em que a disciplina do treino e o caos do dia de competição se encontram. É uma homenagem visual à equipa feminina Lidl-Trek, cuja preparação em breve se vai colocar à prova com a energia imprevisível do pelotão. Ler mais | Trek tem 8 novas cores no Project One Chroma A Untitled No. 25 integra a coleção Project One ICON da Trek, uma série de esquemas de pintura premium e únicos, conhecidos pela sua profundidade, textura e qualidade incomparável. Esta pintura está disponível exclusivamente nos modelos de bicicletas de estrada Trek Madone SLR através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a bicicleta dos seus sonhos na rede de distribuidores autorizados Trek. ### Specialized apresenta novo quadro Tarmac S-Works Demi Dreaming Aproveitando o início do Tour de France Femmes, a Specialized apresentou um novo quadro numa versão exclusiva inspirada em Demi Vollering. Uma edição especial que vai contar com apenas 400 unidades numeradas. Dos campos de hortênsias à glória nas Grandes Voltas, a jornada da Demi vive em cada detalhe. As suas crenças, as suas origens, a sua ascensão. Isto é mais do que uma bicicleta. É um convite a sonhar em grande. Esta edição limitada evoca a juventude de Demi, quando esta trabalhava nas estufas da família, rodeada de flores e a sonhar tornar-se uma das melhores ciclistas do mundo. Tudo começou com um sonho, que ganhou vida nos tons profundos de roxo, azul, vermelho e verde, e um padrão floral que complementa na perfeição as cores da sua equipa FDJ–Suez. Diz a Specialized Ler mais | Specialized apresenta a nova Coleção Foundation Graphic A Campeã Demi Vollering A Specialized destaca o orgulho de estar ao lado de Demi Vollering: "Desde os dias nas estufas da família até se tornar uma das forças mais dominantes do ciclismo feminino, a atleta da FDJ–Suez sempre ambicionou mais, movida por uma determinação inabalável. Chegou a conciliar a patinagem de velocidade e o design floral com o ciclismo. Em 2018, apostou tudo na bicicleta e os resultados comprovam que foi a escolha certa". Desde o início da carreira, Demi Vollering, uma das melhores ciclistas do mundo, já conquistou algumas grandes vitórias, como: Liège–Bastogne–Liège (2021, 2023); Tour de France Femmes (2023); Tríplice das Clássicas das Ardenas (2023); Strade Bianche (2023, 2025); La Vuelta Femenina (2024, 2025); três vitórias em etapas do Tour de France, incluindo Alpe d’Huez e Tourmalet (2023, 2024). Em 2024, a Demi protagonizou um dos regressos mais icónicos da história do Tour ao vencer no Alpe d’Huez poucos dias depois de ter perdido a liderança devido a uma queda, e terminou a prova a apenas quatro segundos da vitória final, a margem mais curta de sempre. Agora ao serviço da FDJ–Suez, a Demi inicia um novo e audaz capítulo com a Specialized. Fora da bicicleta, é uma voz ativa e destemida pelo ciclismo feminino, defendendo com coragem a visibilidade, a igualdade de oportunidades e a próxima geração de sonhadoras. Specialized https://www.youtube.com/watch?v=KpbzYC2QofU&ab_channel=SpecializedBicycles Ler mais | Specialized apresentou a nova Coleção de Roupa S-Works Características do novo quadro Specialized Tarmac S-Works Demi Dreaming Utilização - Estrada/Competição Quadro - S-Works FCAT 12r Carbon, Rider First Engineered Cor - Demi Dreaming LTD Edição limitada - 400 unidades numeradas Forqueta - S-Works FACT 12r Carbon, 12-100mm thru-axile, flat-mount disc Peso - 685 gramas (56cm) Pode consultar a disponibilidade e preço do novo quadro da Specialized aqui, e outros produtos da marca aqui. ### Campeonato da Europa de XCC | Rissveds e Schätti conquistam o ouro em Melgaço O Campeonato da Europa de BTT em Melgaço teve esta quinta-feira como protagonista a prova de XCC, com corridas de alta intensidade, como habitualmente. A elite do BTT europeu disputou os títulos continentais da disciplina de XCC, com destaque para a vitória da sueca Jenny Rissveds e do suíço Luca Schätti. Jenny Rissveds brilha entre as elites femininas A campeã olímpica de 2016 voltou a mostrar classe num circuito técnico e exigente, vencendo a corrida feminina com o tempo de 17:56. A sueca teve de se aplicar ao máximo para bater as suíças Nicole Koller e Linda Indergrand, que terminaram a apenas três segundos. A campeã mundial de XCC, Evie Richards, ficou em quarto lugar, a quatro segundos da vencedora. A portuguesa Ana Santos foi a única representante nacional na corrida feminina de elite. Terminou em 23.º lugar, a 1m37s da vencedora. Vindo de uma lesão recente, Ana mostrou boa capacidade de recuperação num traçado pouco favorável, terminando uma corrida de desgaste elevado. “A Ana vem de uma lesão grave e provas com estas caraterísticas nem são as melhores para quem está em recuperação, mas demonstrou que está a evoluir bem. Fiquei muito satisfeito com o desempenho” comentou Pedro Vigário, selecionador nacional. Créditos da foto: Federação Portuguesa de Ciclismo Top 10 – Elite Feminina PosiçãoAtletaPaísTempoDiferença1ºJenny RissvedsSuécia17:56–2ºNicole KollerSuíça17:59+0:033ºLinda IndergrandSuíça17:59+0:034ºEvie RichardsGrã-Bretanha17:59+0:045ºChiara TeocchiItália18:30+0:356ºKira BöhmAlemanha18:39+0:437ºHeby Sofie PedersenDinamarca18:40+0:458ºGinia CaluoriSuíça18:41+0:459ºTatiana SaitarovaAIN18:42+0:4610ºVita MovrinEslovénia18:42+0:47 Corrida masculina com domínio suíço A prova masculina foi controlada desde cedo por Luca Schätti, que se isolou na frente e manteve sempre a vantagem até cruzar a meta em 18:18. A Suíça monopolizou o pódio, com Thomas Litscher a finalizar em segundo, sendo que no terceiro posto acabou por terminar o francês Adrien Boichis, a quatro segundos do vencedor. No que respeita à participação portuguesa masculina, Roberto Ferreira foi 28.º, a 42 segundos de Schätti. Esteve sempre bem posicionado no pelotão principal e terminou com uma prestação sólida. Top 10 – Elite Masculina PosiçãoAtletaPaísTempoDiferença1ºLuca SchättiSuíça18:18–2ºThomas LitscherSuíça18:21+0:033ºAdrien BoichisFrança18:22+0:044ºSimon AndreassenDinamarca18:23+0:065ºDario LilloSuíça18:24+0:066ºLuca BraidotItália18:26+0:097ºCharlie AldridgeGrã-Bretanha18:29+0:118ºJens SchuermansBélgica18:31+0:139ºFabio PüntenerSuíça18:33+0:1510ºSimone AvondettoItália18:33+0:15 Créditos da foto de destaque: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Tour de France | Etapa 18 | O'Connor vence etapa rainha Ben O'Connor foi o grande vencedor da etapa rainha desta edição do Tour. A corrida foi incendiada pela Visma | LAB mas quem beneficiou foi Pogačar que fez a etapa sempre na roda e aumentou a vantagem Com o Tour de France a entrar na sua fase decisiva, chegou o dia da etapa rainha, com três subidas de categoria extra e 171 km para serem percorridos. Foto: A.S.O. Billy Ceusters Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Rodríguez e Mas abandonam Carlos Rodríguez (INEOS Grenadiers) e Enric Mas (Movistar) abandonaram a corrida com fratura da pélvis após queda e dores no joelho respetivamente. Rodríguez décimo classificado deixou um lugar vago e acendeu ainda mais a luta pelo top 10. Foto: A.S.O. Billy Ceusters Tour de France | Etapa 17 | Milan escapa ao caos e bisa Corrida partida logo de início Com tanta dureza e ainda tanto para jogar, a corrida partiu logo de início com vários grupos numerosos de corredores a tentarem a fuga. Primož Roglič, Matteo Jorgenson, Ben O'Connor e Thymen Arensman foram alguns dos elementos integrantes de uma fuga com extrema qualidade, com ciclistas interessados na etapa e outros com o objetivo de servir de corredor satélite para os seus líderes. 19/07/2025 – Tour de France 2025 – Étape 14 - Pau / Luchon-Superbagnères (182,6 km) - Thymen ARENSMAN (INEOS GRENADIERS)- Luchon Superbagnères Visma | LAB explode pelotão Na segunda ascensão do dia, a Visma | LAB impôs um ritmo fortíssimo no pelotão reduzindo extremamente o grupo e preparando o ataque de Vingegaard. Quando o dinamarquês atacou, só Tadej Pogačar o seguiu e a dupla rodou montanha acima até alcançarem os elementos da fuga. Os dois primeiros classificados da geral ficaram na frente da corrida e num grupo pequeno que iniciou a grande descida até ao sopé da última subida do dia, o Col de la Loze (26.5 km a 6.4%). Foto: A.S.O. Billy Ceusters Trio ataca e ritmo abranda Terminada a descida, ninguém quis pegar na corrida e O'Connor, Rubio e Jorgenson atacaram e rapidamente ganharam três minutos ao grupo dos favoritos. Com o ritmo a abrandar, ciclistas atrasados alcançaram Vingegaard e Pogačar formando um grupo com cerca de 15 ciclistas, que iniciou a última subida ao ritmo da Picnic PostNL de Oscar Onley. A 16 km para o fim, Ben O'Connor descarregou Rubio e seguiu sozinho na frente da corrida. Atrás, o ritmo no grupo dos favoritos era imposto pela Visma | LAB. Foto: A.S.O. Billy Ceusters O'Connor vence etapa rainha Nos quilómetros finais, a etapa já estava praticamente entregue a O'Connor que manteve um ritmo constante e conseguiu manter uma distância confortável. O ciclista australiano teve um grande dia e venceu com 1'45 de vantagem para Pogačar que ainda bonificou a ganhou 10 segundos a Vingegaard na estrada. Com esta grande etapa Ben O'Connor entra diretamente no top 10, estando agora na décima posição do Tour de France. Vídeo da etapa https://youtu.be/lMVa2OnbxuM?si=YttEbk2sms6Gh9cg Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'Connor Ben Team Jayco AlUla5:03:472 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG1:453 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike1:544 Onley OscarTeam Picnic PostNL1:585 Rubio Einer Movistar Team2:006 Gall Felix Decathlon AG2R La Mondiale Team2:257 Roglič Primož Red Bull - BORA - hansgrohe2:468 Yates AdamUAE Team Emirates - XRG3:039 Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility3:0910 Kuss SeppTeam Visma | Lease a Bike3:26 Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºTadej PogačarUAE Team Emirates XRG66:55:422ºJonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike+4:263ºFlorian LipowitzRed Bull – BORA – hansgrohe+11:014ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+11:235ºPrimož RogličRed Bull – BORA – hansgrohe+12:496ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+15:367ºKévin VauquelinArkéa – B&B Hotels+16:158ºTobias Halland JohannessenUno-X Mobility+18:319ºBen HealyEF Education – EasyPost+25:4110ºBen O'ConnorTeam Jayco AlUla+29:19 ### Tour de France | Etapa 17 | Milan escapa ao caos e bisa Jonathan Milan foi o mais rápido e venceu a 17.ª etapa do Tour, num sprint com queda em estrada molhada que arredou da luta pela etapa grande parte dos homens rápidos. Etapa de transição no Tour de France, que dava aos sprinters uma das últimas oportunidades de triunfar, num dia com 160 km e duas contagens de montanha de quarta categoria. Foto: A.S.O./Charly Lopez Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise INEOS tenta armadilhar a etapa Sem grandes dificuldades no percurso, o dia previa-se calmo antes da entrada da corrida nos Alpes tendo uma fuga de quatro ciclistas marcado a jornada. A INEOS Grenadiers tinha outros planos e na primeira subida do dia impôs na frente do pelotão um ritmo elevado que fez descolar muitos dos homens rápidos. Depois de dobrada a subida, o braço de ferro manteve-se e o pelotão ficou cortado durante vários quilómetros, tendo-se reunido graças ao trabalho da Lidl-Trek de Jonathan Milan. A.S.O./Charly Lopez Van Aert tenta destabilizar Com a corrida em tempo de calmaria, Wout van Aert (VIsma | LAB), atacou do pelotão a 45 km para o final, tentando alcançar a frente da corrida. Não tendo companhia, o ciclista belga ficou em terra de ninguém e a sua aventura não teve efeitos práticos. Nesta altura a chuva apareceu e o braço de ferro entre a fuga e o pelotão intensificava, aumentando o nervosismo na corrida. Foto: Charly Lopez Abrahamsen resisitu Jonas Abrahamsen (Uno-X Mobility), herói da etapa 11, foi o mais inconformado e resistiu ao pelotão, sendo o último homem a ser caço da fuga inicial. Apesar da excelente combatividade, o ciclista norueguês foi alcançado nos derradeiros 5 km quando os comboios se começaram a formar. Foto: A.S.O./Charly Lopez Queda massiva no quilómetro final Com a estrada molhada e vário mobiliário urbano nos quilómetros finais, a aproximação à meta tornou-se perigosa e uma queda grave deixou poucos ciclistas a lutar pela vitória. Jonathan Milan escapou à queda e disputou a vitória com Jordi Meeus (Red Bull-BORA-hansgrohe) vencendo a segunda etapa desta edição do Tour de France. O ciclista italiano empatou em etapas com Merlier (Soudal-Quickstep) e aumentou a vantagem na camisola verde para o segundo classificado nos pontos Tadej Pogačar. https://twitter.com/LeTour/status/1948039253172027404 Vídeo da queda e sprint https://www.youtube.com/watch?v=5zePsJMiXAA&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Milan JonathanLidl - Trek3:25:302 Meeus JordiRed Bull - BORA - hansgrohe,,3 Andresen Tobias LundTeam Picnic PostNL,,4 De Lie ArnaudLotto,,5 Ballerini DavideXDS Astana Team,,6 Dainese AlbertoTudor Pro Cycling Team,,7 Penhoët PaulGroupama - FDJ,,8 Fedorov YevgeniyXDS Astana Team,,9 Russo ClémentGroupama - FDJ0:0610 Stuyven JasperLidl - Trek0:09 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG61:50:162 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike4:153 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe9:034 Onley OscarTeam Picnic PostNL11:045 Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe11:426 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels13:207 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team14:508 Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility17:019 Healy BenEF Education - EasyPost17:5210 Rodríguez CarlosINEOS Grenadiers20:45 ### Santa Cruz lançou a nova Vala AL A Santa Cruz lançou a nova bicicleta elétrica de montanha Vala AL, com a intenção de chegar a um público maior, garantindo a marca que desta forma é possível ter o melhor, com melhor preço. Esta nova e-bike oferece todos os benefícios da Vala, suspensão equilibrada, componentes de alta qualidade e a fiabilidade e garantia da Santa Cruz, mas num formato mais acessível a mais ciclistas. Ler mais | Vala, a nova e-bike da Santa Cruz Vala AL A Vala Al apresenta o mesmo motor Bosch Performance Line CX, líder da categoria, suspensão excelente, geometria afinada e a promessa vitalícia da Santa Cruz, tal como na Vala. A Vala Al conta ainda com componentes conceituados em toda a bicicleta. Pneus Maxxis, suspensão RockShox, travões e transmissões Shimano ou SRAM. Ler mais | A nova E-bike Santa Cruz Bullit Geometria Montagens Garantia vitalícia Todos os quadros Santa Cruz, rolamentos dos pivôs e aros em carbono Reserve têm garantia vitalícia com suporte de ciclistas da equipa Santa Cruz Rider Support. Podes ver todas as informações da nova Santa Cruz Vala AL no site da BICICMAX. ### Johan Bruyneel volta a ser "expulso" do Tour de France pela UCI A União Ciclista Internacional (UCI), corpo regulador do ciclismo profissional, emitiu um comunicado sobre a presença de Johan Bruyneel no Tour de France Johan Bruyneel, antigo diretor desportivo da US Postal Service Pro Cycling Team e da Discovery Channel Pro Cycling Team, onde correu Lance Armstrong, voltou a marcar presença no Tour de France e a UCI apressou-se a emitir um comunicado onde reitera a impossibilidade do belga marcar presença neste tipo de eventos. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: Billy lebelge O que fazia Johan Bruyneel no Tour de France? Como detalha a UCI no seu comunicado, Johan Bruyneel marcou presença no início da 12ª etapa do Tour de France - ganha por Tadej Pogacar - para participar no programa Vive le vélo, transmitido pelo VRT1, canal de televisão público da Bélgica. No entanto, estaria impossibilitado de o fazer, como a UCI explica: A 25 de outubro de 2018, o senhor Bruyneel foi sancionado pelo CAS com uma proibição vitalícia por ter quebrado as regras de anti-doping quando trabalhou com a US Postal Service Pro Cycling Team e a Discovery Channel Pro Cycling Team. De acordo com o artigo 10.14 do código mundial de anti-doping, e das regras anti-doping da UCI, o senhor Bruyneel está banido para a vida de participar em qualquer atividade relacionada com ciclismo. UCI Posição da UCI A UCI esclarece, de seguida, que Johan Bruyneel pode estar presente nas corridas sancionadas pela UCI na qualidade de espetador, mas não está autorizado a ter qualquer tipo de envolvimento no evento, nem a entrar em áreas que requerem creditação, como aconteceu no dia 17 de julho de 2025. A UCI explica, por fim, que não está responsável pela creditação no Tour de France, sendo que essa responsabilidade recai sobre a A.S.O., entidade que organiza a Grande Volta. A UCI já contactou, entretanto, a A.S.O., na tentativa de garantir que uma situação semelhante não volta a acontecer. Relembrar que Johan Bruyneel continua a trabalhar de perto com Lance Armstrong, com destaque para o podcast THEMOVE, onde os dois participam. O ciclista americano foi a maior estrela às ordens do diretor desportivo belga, tendo ganho sete camisolas amarelas no Tour de France, títulos que lhe seriam retirados mais tarde, num dos maiores e mais mediáticos escândalos da história do desporto. Johan Bruyneel foi diretor desportivo entre 1999 e 2012, tendo passado pelas estruturas da US Postal Service, US Postal Service p/b Berry Floor, Discovery Channel Pro Cycling Team, Astana, RadioShack e RadioShack - Nissan. Armstrong esteve nas suas equipas em todas as épocas com exceção ao período entre 2005-2009, quando não competiu, e em 2012, depois da retirada do norte-americano. Alberto Contador e Lance Armstrong, no pódio do Tour de France em 2009, com as cores da Astana, dirigida por Johan Bruyneel | Créditos: A.S.O./Gautier Demouveaux Entretanto, Johan Bruyneel reagiu ao comunicado via redes sociais, dizendo que considera a atitude de Lappartient hipócrita, acrescentando que o tentou contactar, mas o presidente da UCI não respondeu. Bruyneel diz ainda que foi agradável estar presente no Tour e que apreciou os muitos gestos de boas-vindas de todas as pessoas que encontrou. https://twitter.com/JohanBruyneel/status/1947726238094672325 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Charly Lopez ### Tobias Johannessen evacuado de ambulância após a etapa do Mont Ventoux Após a etapa 16 do Tour de France, com final no Mont Ventoux, viveram-se momentos de grande preocupação no local. Tobias Halland Johannessen, ciclista norueguês de 25 anos e líder da equipa Uno-X Mobility, teve de receber assistência médica logo após cruzar a meta na 28.ª posição, a 5:11 do vencedor da etapa, Valentin Paret-Peintre. Tobias Johannessen caiu no chão e foi prontamente assistido pela equipa médica, que lhe administrou oxigénio antes de o deitar numa maca. O ciclista, que ocupa o 8.º lugar da classificação geral, foi posteriormente evacuado de ambulância para o hospital de Avignon, onde foi submetido a vários exames e análises. Mais tarde, através das redes sociais, a equipa Uno-X informou: “O Tobias está de volta ao hotel e a sentir-se bem. Todos os testes correram bem. Vamos aproveitar a noite para deixá-lo descansar e tomar uma decisão sobre o início de amanhã pela manhã.” Até ao início da etapa de hoje não se saberá se o atual oitavo classificado continua a corrida ou se é mais um abandono ditado pela dureza do Tour. ### Specialized apresenta a nova Coleção Foundation Graphic A Specialized apresenta a nova Coleção Foundation Graphic. Segundo a marca, é "uma linha que alia uma estética inspirada diretamente na competição ao conforto necessário para pedalar durante todo o dia". Quer estejas a apoiar a tua equipa favorita da Specialized Racing, ou a destacar-te com os gráficos arrojados e o design distinto destas camisolas, a Coleção Foundation Graphic oferece o equilíbrio perfeito entre performance, versatilidade e estilo. Esta coleção reflete o nosso compromisso contínuo com a competição e a inovação. Specialized Ler mais | Specialized apresentou a nova Coleção de Roupa S-Works Specialized apresenta três linhas da nova coleção A nova coleção Foundation Graphic surge com três linhas distintas, adaptadas às várias necessidades dos ciclistas: Jersey Specialized Factory Racing XCO Um equipamento a pensar nos praticantes de cross-country. Segundo a Specialized, foi "concebido com tecidos respiráveis e elásticos, e um corte semi-form", para que ofereça "conforto e performance com gráficos que te vão fazer destacar em qualquer trilho". Jersey Réplica SD Worx - Protime Inspirado no equipamento da SD Worx - Protime, a camisola "combina a energia dos dias de corrida com a funcionalidade do dia a dia". A marca explica, ainda, que foi concebida "com tecidos técnicos respiráveis e um corte que oferece suporte onde mais precisas", para privilegiar "quem quer celebrar o ciclismo feminino com estilo e confiança". Foundation Graphic Jersey É uma peça de edição limitada, com "designs arrojados inspirados nas equipas de competição da Specialized. A marca explica que o "tecido elástico e respirável mantém-te fresco, enquanto o corte semi-form garante liberdade de movimentos e o suporte ideal. Os bolsos traseiros de fácil acesso, o bolso frontal com fecho e a ausência de costuras laterais elevam o conforto e a funcionalidade para o dia a dia". Dos modelos réplica inspirados na competição aos designs gráficos mais arrojados, a Coleção Specialized Foundation Graphic oferece estilo e performance de nível profissional para todos os ciclistas, todos os dias. Estejas tu a perseguir recordes pessoais ou a pedalar com amigos, estes jerseys foram feitos para seres a tua melhor versão em estilo e performance. Specialized Pode encontrar mais produtos da Specialized aqui. ### Tour de France | Etapa 16 | Paret‑Peintre triunfa no Mont Ventoux O mítico Mont Ventoux foi palco de uma das etapas mais duras e espectaculares deste Tour de France 2025. O francês Valentin Paret‑Peintre triunfou vindo da fuga do dia, após uma batalha emocionante com o irlandês Ben Healy. Mathieu van der Poel abandona O dia no Tour de France começou com a notícia do abandono de Mathieu van der Poel, que se viu obrigado a abandonar devido a pneumonia — uma perda para a corrida. A etapa Os primeiros 140 km foram de "aquecimento", com o pelotão a permitir uma fuga distante. Na frente, o ataque inicial de Hirschi, Haller e Meurisse foi depois substituído por um grupo maior, com nomes como Alaphilippe, Arensman, Mas, Healy, Paret‑Peintre ou Buitrago, com cerca de 37 ciclistas. CRÉDITOS FOTO: A.S.O./Tony Esnault Este grupo manteve uma vantagem significativa até ao sopé do Ventoux, altura em que foram surgindo os sacrifícios. O espanhol Enric Mas foi o primeiro a tentar fazer diferenças, ainda com mais de quinze quilómetros para o fim da dura subida do Ventoux. Com um timing diferente, destacaram-se Healy e Paret‑Peintre que acabariam por chegar à frente da corrida, deixando Enric Mas para trás. CRÉDITOS FOTO: A.S.O./Tony Esnault Após vários ataques entre ambos, no sprint final onde parecia que Healy teria vantagem, Valentin Paret‑Peintre acabou por surpreender e dar a vitória para a Soudal – Quick-Step. https://TWITTER.com/LeTour/status/1947673753174876282 É a quarta vitória da equipa nesta edição do Tour, depois dos triunfos de Tim Merlier (2) e Evenepoel. Os favoritos A luta entre os grandes favoritos teve novo episódio: Jonas Vingegaard atacou várias vezes o camisola amarela Tadej Pogacar, que respondeu, contra atacou e no final conseguiu manter a liderança. Créditos foto: A.S.O./Billy Ceusters Ler mais | Jonas Vingegaard: “Foi bem pior do que as pessoas sabem” Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/uJx6JqlcjHI?si=XFGAKrG8Wd4R4VnX TOP 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºValentin Paret‑PeintreSoudal – Quick‑Step4:03:192ºBen HealyEF Educação – EasyPost+ 0:043ºSantiago BuitragoBahrain Victorious+ 0:044ºIlan Van WilderSoudal – Quick‑Step+ 0:145ºTadej PogacarUAE Team Emirates XRG+ 0:436ºJonas VingegaardVisma Lease a Bike+ 0:457ºEnric MasMovistar Team+ 0:538ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+ 1:179ºPrimož RogličRed Bull – BORA – hansgrohe+ 1:5110ºFlorian LipowitzRed Bull – BORA – hansgrohe+ 1:53 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºTadej PogacarUAE Team Emirates XRG58:24:462ºJonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike+4:153ºFlorian LipowitzRed Bull – BORA – hansgrohe+ 9:034ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+ 11:045ºPrimož RogličRed Bull – BORA – hansgrohe+ 11:426ºKévin VauquelinArkéa – B&B Hotels+ 13:207ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 14:508ºTobias Halland JohannessenUno-X Mobility+ 17:019ºBen HealyEF Education – EasyPost+ 17:5210ºCarlos RodríguezINEOS Grenadiers+ 20:45 Em janeiro, o topcycling esteve com Valentin Paret‑Peintre Vale a pena recuar até janeiro, quando o TopCycling esteve presente no training camp da Soudal Quick-Step. Foi aí que conversámos com Valentin Paret‑Peintre, muito antes desta vitória surgir no horizonte. https://youtu.be/7FYXqvQl2GQ?si=CX9wES7-BTY_5-17 ### Campeonato Nacional de XCO | Raquel Queirós e Roberto Ferreira fazem o bis Raquel Queirós e Roberto Ferreira conquistaram o Campeonato nacional de XCO, depois de também terem vencido as corridas de elites de XCC Correu-se, no fim de semana de 19 e 20 de julho, o campeonato nacional de XCO, em Ansião. Raquel Queirós (Team Specialized) triunfou pela sétima vez, e Roberto Ferreira (Guilhabreu MTB Team) reconquistou o título que tinha perdido na edição passada. Ler mais | Nino Schurter e Tom Pidcock com presença no Europeu de BTT em Melgaço Créditos: Rodrigo Vicente Corrida masculina Nos homens, o grande vencedor do campeonato nacional de XCO foi Roberto Ferreira. Começou no sábado, ao conquistar a prova de XCC, e viria a bisar no dia seguinte. A prova da disciplina olímpica do XCO decorreu no domingo, e Roberto Ferreira voltou a subir ao lugar mais alto do pódio. Completou o percurso em 1:19:40, terminando à frente de Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos), que tinha conquistado os dois títulos nacionais em 2024. A fechar o pódio chegou Filipe Francisco (CDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira), a 1:25 do vencedor e novo campeão nacional. Créditos: FPC Corrida feminina Na corrida feminina, voltou a ser Raquel Queirós, duas vezes atleta olímpica da disciplina, a brilhar no campeonato nacional de XCO. Depois de vencer a prova de XCC no sábado, Raquel Queirós voltou a ser coroada campeã nacional da modalidade olímpica, com o tempo de 1:22:41. Em segundo lugar, tal como aconteceu em 2024, chegou Ana Santos - atleta da Cannondale Factory Racing que o TopCycling entrevistou este ano. Em terceiro lugar, terminou Leandra Gomes (SAERTEX Portugal/CRIAZinvent), a mais de 9:00 da campeã nacional, e quase 8:00 da segunda classificada. Ler mais | Raquel Queirós em entrevista: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” Créditos: FPC Restantes categorias do Campeonato nacional de XCO Para além das corridas dos elites masculinos e femininos, também se correram as provas de sub-23, de juniores, de masters e de paraciclismo. Em baixo, pode consultar a lista de vencedores para estas categorias: Prova masculina sub-23: João Fonseca (Clube BTT Matosinhos) Prova feminina sub-23: Beatriz Guerra (Guilhabreu MTB Team) Prova masculina sub-19: Tomás Pais (Escola de Ciclismo de Oeiras/Parracho) Prova feminina sub-19: Margarida Vasconcelos (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) Prova masculina sub-17: Pedro Galvão (TRIUMTERMICA/ÁGUIAS DE ALPIARÇA) Prova feminina sub-17: Rita Fontinhas (Guilhabreu MTB Team) Prova masculina sub-15: Afonso Barros (BTT Loulé/Elevis) Prova feminina sub-15: Mariana Peixoto (LANDEIRO | KTM | MATIAS&ARAÚJO) Prova masculina M30: Rui Carvalho (Clube de Ciclismo de Castelo Branco) Prova feminina M30: Andreia Lopes (AEBTT Rio) Prova masculina M40: Ismael Graça (Clube de Ciclismo de Castelo Branco) Prova feminina M40: Lurdes Gonçalves (Clube de Ciclismo de Castelo Branco) Prova masculina M50: António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) Prova feminina M50: Sandra Costa (GRJA/GFK BTT) Prova masculina M60: Adelino Cruz (CDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira) Prova Paraciclismo: Ricardo Mendes (SAERTEX Portugal/CRIAZinvent) Créditos da fotografia de destaque: FPC ### A Blackjack Wheels passa a fabricar os seus próprios cubos A Blackjack Wheels, marca de rodas portuguesa , deu um passo importante no sentido da integração total dos seus componentes ao anunciar o fabrico dos seus próprios cubos. A marca vai aplicar este novo produto em todos os modelos da marca, incluindo a nova coleção Aeron, dedicada à alta performance. Pela ocasião da visita à fábrica da marca vi o processo de fabrico, mas não pude mostrar ou revelar a informação por questões de embargo naquela data. Integração total e controlo de qualidade Com o desenvolvimento de uma unidade específica para projetar e produzir cubos, a Blackjack completa o ciclo de fabrico de uma roda, ao integrar todos os elementos críticos do sistema: aro, raio, montagem e agora também o cubo. Segundo César Cardoso, Diretor de Engenharia e Inovação da RODI Industries, a decisão é tanto estratégica como técnica: O objetivo passa por garantir maior coerência, fiabilidade e facilidade de manutenção. A produção interna permite uma afinação mais precisa entre os vários componentes, refletindo-se em melhor desempenho no terreno e numa experiência de utilização mais consistente. Novo sistema freewheel tipo ratchet Todos os cubos passam a incorporar um sistema de roda livre tipo ratchet, reconhecido pela sua durabilidade e precisão, mesmo em condições exigentes. Estão disponíveis várias opções de dentado, permitindo ajustar a resposta de torque e tração consoante o estilo de pedalada ou vertente do ciclismo. Três variantes para diferentes utilizações A nova família de cubos — designada Coleção 50 — inclui três variantes: R50 – Estrada e Gravel M50 – Mountain Bike H50 – eMTB, urbano e utilitário Todos os modelos são compatíveis com os cepos modernos, incluindo sistemas para e-bikes, e utilizam ligas de alumínio EN-AW 6082/7075. O corpo do cubo é anodizado e os cubos contam com rolamentos selados Enduro Bearings, além de cepos em aço ou alumínio. A arquitetura modular facilita a manutenção, permitindo substituição de componentes sem ferramentas especiais — uma vantagem tanto para oficinas como para utilizadores experientes que gostam de fazer a própria manutenção. Aeron: a primeira roda totalmente integrada, fabricada em Portugal A nova gama Blackjack Aeron é o primeiro conjunto de rodas da marca a ser desenvolvido desde a origem com esta nova geração de cubos. Segundo a marca, o desenvolvimento focou-se em criar um sistema com capacidade de competir com os melhores do mercado, mantendo o fabrico local e o controlo direto sobre todas as fases do processo. Cada roda foi concebida como um sistema integrado entre aro, raio e cubo, com o objetivo de garantir maior previsibilidade, resposta e resistência. Visita à fábrica: como se faz uma roda em Portugal Há alguns meses, tive a oportunidade de visitar a fábrica da Blackjack em Portugal e documentar todo o processo de produção de uma roda. Vale a pena espreitar para conhecer melhor o trabalho que está por trás de cada roda, agora também com cubos fabricados nesta mesma fábrica. https://youtu.be/fmFkQRBFdB8?si=IChhhuD6GopgaRSl ### Tour de France | Etapa 15 | UAE também ganha da fuga Tim Wellens venceu a 15ª etapa do Tour de France, depois de um solo de 43 km. Quinta vitória para a UAE Emirates XRG, a primeira que não chega por Tadej Pogacar Após um dos dias mais duros desta edição do Tour de France, a 15ª etapa foi discutida por uma fuga numerosa, onde Tim Wellens provou ser o mais forte. No pelotão, dia de tréguas entre os favoritos Ler mais | Vingegaard irrita Pogacar no Tour de France e Longo Borghini faz o bis no Giro Fuga marca o dia no Tour de France Etapa de transição no Tour de France, em vésperas do segundo dia de descanso, com 169 km entre Muret e Carcassonne. Três contagens de montanha para ultrapassar, com a última a mais de 40 km da meta. O dia arrancou com uma luta pela fuga onde entraram muitos nomes fortes, como Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) e Wout Van Aert (Visma | LAB). À frente do pelotão seguiam mais de 30 ciclistas, que nunca chegaram a correr juntos: vários grupos lutavam entre si pela etapa, uma vez que o pelotão pareceu aceitar desde cedo que a vitória do dia estava na frente da corrida. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Gregários de luxo também ganham Na frente da corrida, destacou-se um grupo com quatro nomes fortes: Michael Storer (Tudor Pro Cycling), Quinn Simmons (Lidl - Trek), Victor Campenaerts (Visma | LAB) e Tim Wellens (UAE Emirates XRG). O quarteto seguiu isolado até aos 44 km para a meta, quando outros quatro ciclistas fizeram a ponte para a frente da corrida. No entanto, pouco depois do grupo duplicar em tamanho, Tim Wellens atacou, numa movimentação que se provaria decisiva: o grupo perseguidor só voltou a ver o belga no pódio, ao final do dia. https://twitter.com/LeTour/status/1946948802683822182 Quinta vitória para a UAE Emirates XRG, que prova também saber vencer sem Tadej Pogacar. Também é o quarto belga diferente a triunfar no Tour de France 2025 (cinco triunfos no total), uma prova de força de uma das nações que lidera o ciclismo mundial. A completar o pódio da etapa ficaram Victor Campenaerts e Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling), num dia em que houve tréguas entre o grupo dos favoritos pela classificação geral. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ZYncDQqnjhE&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 15 do Tour de France Class.NomeEquipaTempo1Wellens TimUAE Team Emirates - XRG3:34:092Campenaerts VictorTeam Visma | Lease a Bike+1:283Alaphilippe JulianTudor Pro Cycling Team+1:364van Aert WoutTeam Visma | Lease a Bike,,5Laurance AxelINEOS Grenadiers,,6Vlasov AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe,,7Penhoët PaulGroupama - FDJ,,8Jegat JordanTeam TotalEnergies,,9Valgren MichaelEF Education - EasyPost,,10Madouas ValentinGroupama - FDJ,, Top 10 da classificação geral Class.NomeEquipaTempo1Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG54:20:442Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike+4:133Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe+7:534Onley OscarTeam Picnic PostNL+9:185Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels+10:216Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+10:347Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team+12:008Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility+12:339Rodríguez CarlosINEOS Grenadiers+18:2610Healy BenEF Education - EasyPost+18:41 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Billy Ceusters ### Minhota Landeiro KTM ACR Roriz foi ao Tour de France júnior! Cinco corredores da Landeiro KTM ACR Roriz concluíram o Tour de France. João Matias apresenta o projeto em entrevista ao TopCycling. A Landeiro KTM ACR Roriz, escola de ciclismo com sede em Roriz, município de Barcelos, acaba de correr o Tour de France júnior, também conhecido por Ain Bugey Valromey Tour. Miúdos de todo o mundo competiram na maior montra de talento júnior do mundo, além do Campeonato do Mundo. A prova passa nas mesmas estradas do Dauphiné, isto é, na região Auvergne-Rhône-Alpes. A 21.ª edição teve cinco etapas, 29 equipas, 500 km e 8500 m de acumulado. Pela primeira vez, Portugal fez-se representar e os jovens da Associação Cultural e Recreativa de Roriz (ACR) concluíram o evento na 24.ª posição por equipas, à frente da Uno-X, por exemplo. De Roriz partiram três juniores de segundo ano: Simão Lucas, Dinis Martins e Gonçalo Santos. O bloco foi reforçado pelo australiano Vinnie Manion – melhor classificado em 75.º a 42:56 do vencedor. João Matias: “Nem só de trepadores vive a Volta a Portugal” Noah Lindholm venceu a 1.ª etapa em Morestel.Foto: TVO Filial da Red Bull dominou o Ain Bugey Valromey Tour O projeto de Barcelos mediu forças contra superestruturas do WorldTour como Decathlon AG2R, EF Education, Groupama-FDJ, além de filiais como Cannibal Victorious (Bahrain) e GRENKE-Auto Eder (Red Bull). Também foi a espanhola Picusa, de José Salgueiro e Dimas Mota. O barcelense ganhou este ano a Taça de Portugal de juniores e o brasileiro em cadetes no ano passado. A filial da Red Bull dominou o Ain Bugey Valromey Tour fazendo a dobradinha com o dinamarquês Noah Lindholm e o alemão Karl Herzog (o irmão Emil tirou o título mundial nesta categoria a António Morgado). Karl Herzog venceu a 2.ª etapa em Serrieres-de-Briord.Foto: TVO Presença da equipa de Remco Evenepoel Completou o futuro Ineos Grenadiers, Benjamin Noval, da Academia MMR. Se o pai Noval fez carreira como gregário de Alberto Contador, “Benja” – como é conhecido em Espanha – leva 16 vitórias no primeiro ano na categoria e promete. Nota para a presença da equipa de Remco Evenepoel, a R.EV Brussels, onde corre o atual campeão da Bélgica, Mathias De Keersmaeker. Os belgas venceram no Col de la Biche com Yasu Vervoort. Entrevista António Morgado: “O que fiz ali nunca mais vou fazer” Yasu Vervoort, da equipa de Evenepoel, impôs-se no Col de la Biche.Foto: TVO Projeto maior pode estar a caminho Uma família viveu este período de forma especial. Dos Matias, o mais conhecido é João, que corre na Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, mas foi a mãe que fundou a Associação e o pai a equipa de ciclismo. João Matias já foi presidente da ACR, agora é “vice” e concilia a organização de eventos e atividades culturais com a carreira de ciclista. “Temos cerca de 15 juniores, muitos dias de competição em Espanha e estamos contentes por correr Valromey, que é quase a Volta a França dos juniores. Conseguir o carimbo para essa corrida é reconhecer o trabalho dos nossos diretores. A carolice deles e o tempo que dedicam para isto crescer só me deixa agradecido.” João Matias ao TopCycling. A 3.ª etapa foi para Théophile Vassal, da Decathlon Ag2r.Foto: TVO Projeto maior pode estar a caminho César Maciel, João Quintas, José Rodrigues, Hélio Silva, Zé da Bilha e Hélder Braga – que já não está na equipa, mas ajudou ao crescimento da mesma. São eles que trabalham na sombra para formar ciclistas. A sede já começa a ser pequena e um projeto maior pode estar a caminho. “Fazer um service course como as equipas profissionais. Temos uma casa grande com cozinha, sala de reuniões, sala de troféus, camarata para estágios da equipa, quartos duplos para os atletas deslocados terem alguma privacidade. Não é por ser uma equipa de formação que somos pequenos, a nossa ambição é gigante. Somos bairristas, minhotos e do campo. Somos duros.” João Matias ao TopCycling. Herzog, Lindholm e Noval no pódio final do Ain Bugey Valromey Tour.Foto: TVO Landeiro KTM ACR Roriz é filial da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Este ilustre residente em São Martinho de Alvito é um homem da terra, mas a visão vai muito além do Minho. Desde este ano a Landeiro KTM ACR Roriz é parceira da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. “Com a passagem do Guilherme Lino de júnior a profissional concretizamos a parceria. Ajuda na passagem dos jovens para o profissionalismo e a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua passa a contar com um viveiro de confiança do qual saímos eu e o Rafael Barbas, do atual plantel. É uma escola que passa bons valores e dá liberdade para estudar; além de ciclistas queremos formar homens e mulheres. Não se trata de travá-los de ir para o estrangeiro; se saírem e tiverem sucesso é sinal de que a equipa está a fazer um bom trabalho.” João Matias ao TopCycling. Não sabemos o que o futuro reserva à equipa minhota, mas podemos ter a certeza de que em Roriz o ciclismo continuará a ser tratado com amor e carinho pela família Matias. ### MOTUL Dry Clean - Limpar a bicicleta em casa, sem água Manter a bicicleta limpa e bem lubrificada é essencial para garantir o bom funcionamento dos componentes e prolongar a sua durabilidade, algo em que as lavagens à pressão não ajudam. Experimentei o Motul Dry Clean e parece ser uma boa solução para quem vive num apartamento, ou está de férias em hotéis. Neste vídeo mostro como fiz uma limpeza da bicicleta, sem água, recorrendo só a alguns produtos da MOTUL Bike Care, mais concretamente o MOTUL Dry Clean, Chain Clean e Brake Clean. Vídeo https://youtu.be/pfWZH6aE8f4?si=x3KUz2Tw7ZlVzsz6 Produtos utilizados: Dry Clean: o produto de limpeza a seco, ideal para remover pó, lama seca e sujidade ligeira sem necessidade de enxaguar. Pode ser aplicado diretamente no quadro e componentes (excepto discos). Chain Clean: o típico desengordurante, específico para a corrente e transmissão. Dissolve a gordura acumulada e prepara a corrente para a lubrificação, sem danificar o material. Brake Clean: para limpar os discos e pastilhas de travão. Remove resíduos oleosos e sujidade, garantindo que as pastilhas não ficam contaminadas com resíduos. ### Tour de France | Etapa 14 | Arensman mostra o caminho à INEOS Grenadiers Thymen Arensman venceu a 14ª etapa do Tour de France, num dos primeiros dias positivos para a INEOS Grenadiers. Remco Evenepoel abandonou a corrida Dia raro para a fuga no Tour de France, onde Thymen Arensman salvou as pretensões da INEOS Grenadiers. Evenepoel (Soudal Quick-Step) e Skjelmose (Lidl - Trek) abandonoram. Pogacar e Vingegaard voltaram a trocar ataques. Ler mais | Tour de France | Etapa 13 | Pogačar mete a quinta e vence a quarta Remco EVENEPOEL - Créditos foto: A.S.O./Billy Ceusters Fuga de luxo no Tour de France A etapa começou com uma luta feroz pela entrada na fuga. Com 100 km para o fim, o pelotão parecia aceitar os nomes que estavam na frente da corrida. 17 fugitivos compunham a fuga do dia, onde durante muito tempo Lenny Martinez (Bahrain - Victorious) andou destacado, na busca por pontos para a classificação da montanha. O francês acabou por ser apanhado pelo grupo, e pouco depois foi Thymen Arensman (INEOS Grenadiers) a saltar para a frente da corrida. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Abandonos importantes Na marca dos 100 km para a meta, dois momentos importantes no Tour de France: Primeiro, o abandono de Remco Evenepoel. O belga, que teve dois dias terriveis nas etapas 12 e 13, onde tinha perdido muito tempo, confirma o mau momento com o DNF na 14ª etapa. Logo de seguida, outro nome grande para a classificação geral a abandonar a corrida: Mattias Skjelmose também sai do Tour de France a sete etapas do seu término. Créditos: Sam Needham Fogo de artificio na subida final Chegada a última subida, apenas Thymen Arensman, da fuga, ameaçava a vitória de um dos favoritos à classificação geral. Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) meteu a sua equipa ao trabalho na perseguição ao neerlandês, que se ia aguentando na frente. No grupo dos favoritos, Jonas Vingegaard (Visma | LAB) não quis atirar a toalha ao chão, e foi o primeiro a tentar mexer: atacou, e só levou consigo Pogacar e Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe). O alemão perdeu o contacto pouco depois e os vencedores dos últimos cinco Tours de France seguiram sozinhos na perseguição ao ciclista da INEOS Grenadiers. Apesar de ter dois tubarões atrás de si, Thymen Arensman agarrou-se à vantagem que tinha, e conseguiu vencer a etapa. Salva as pretensões da INEOS Grenadiers neste Tour de France, que já tinha perdido Ganna no início da corrida, e que não contava com nenhum corredor no top 10 à entrada para a etapa 14 (Carlos Rodríguez subiu ao 10º lugar no final do dia). Vingegaard e Pogacar trocaram ataques, mas chegaram juntos aos metros finais. No sprint pelo segundo lugar, o esloveno ainda foi buscar 0:04 na estrada ao dinamarquês. A luta pelo pódio segue emocionante, com Lipowitz e Oscan Onley (Team Picnic PostNL) a voltarem a ter dias positivos - ocupam a terceira e quarta posição da classificação geral, respetivamente. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/SjBDAVNcptA?si=mx-J79_e7xETmK6q Top 10 da etapa ClassificaçãoNome do CiclistaEquipaTempo1Arensman ThymenINEOS Grenadiers4:53:352Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG+1:083Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike+1:124Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+1:195Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+1:256Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+2:097Ben HealyEF Education - EasyPost+2:468Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe,,9Tobias Halland JohannessenUno-X Mobility+2:5910Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+3:08 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoNome do CiclistaEquipaTempo1Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG50:40:282Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike+4:133Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+7:534Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+9:185Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+10:216Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+10:347Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+12:008Tobias Halland JohannessenUno-X Mobility+12:339Ben HealyEF Education - EasyPost+18:4110Carlos RodríguezINEOS Grenadiers+22:57 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Billy Ceusters ### Tour de France | Etapa 13 | Pogačar mete a quinta e vence a quarta Tadej Pogačar foi o grande vencedor da cronoescalada da 13.ª etapa. O esloveno confirmou o favoritismo e bateu Jonas Vingegaard por 36 segundos aumentando para 4 minutos a vantagem para o segundo classificado. Depois de uma etapa de alta montanha que viu Tadej Pogačar arrasar a concorrência deste Tour de France, os ciclistas tiveram pela frente uma cronoescalada que dava uma nova oportunidade para se fazerem diferenças. Apesar de ter apenas 11 km, 8 deles faziam parte da ascensão a Peyragudes, com uma pendente de 8% e com final coroado a 1580 metros de altitude. Foto: A.S.O./Charly Lopez Plapp aqueceu bem a cadeira Luke Plapp (Jayco AlUla) partiu na primeira metade e fez um dos melhores tempos do dia, ao completar os 11 km da etapa em 25 minutos. Com este tempo, o australiano tomou conta da cadeira quente durante praticamente toda a jornada e assistiu no primeiro posto à saída do top 10, onde os grandes favoritos ao dia de hoje tentavam batê-lo e levar a etapa. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: A.S.O./Billy Ceusters Roglič bate por fim Plapp Primož Roglič foi o ciclista que bateu o tempo de Plapp por 37 segundos tendo sido o primeiro ciclista a fazê-lo ao fim de 133 corredores. O esloveno ficou com o melhor tempo da etapa quando faltavam chegar Pogačar, Vingegaard e Evenepoel, o top 3 da classificação geral. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Vingegaard dobra Evenepoel Faltando o top 3 terminar a etapa o suspense sobre quem seria o mais rápido ao dia de hoje aumentava. Jonas Vingegaard, apesar de sair dois minutos depois de Remco Evenepoel, campeão olímpico e mundial da especialidade, dobrou o belga e fez um grande tempo de 23'36 ficando com o primeiro lugar da etapa, quando só faltava chegar Tadej Pogačar. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Evenepoel repetiu a quebra de ontem e perdeu mais de dois minutos para os dois primeiros classificados, numa das imagens fortes deste Tour de France. https://twitter.com/Eurosport_FR/status/1946230848845439177 Pogačar vence pela quarta vez Depois da chegada de Vingegaard, todos os olhos estavam no camisola amarela que vinha a ganhar tempo no ponto intermédio. O campeão do mundo manteve a cadência e venceu a sua quarta etapa deste Tour com um tempo de 23 minutos, fazendo menos 36 segundos que Vingegaard. Pogačar tem agora 4 minutos de vantagem para o dinamarquês cimentando ainda mais a sua vantagem e favoritismo para este Tour de France que entra agora na sua fase mais dura https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1946231089376178640 Vídeo da etapa https://youtu.be/n2jv-Wms4P0?si=MSQ7Nksp3nOrBajJ Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoMédia1 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG23.00,1928.4312 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike0.36,6927.6953 Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe1.20,7826.8594 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe1.56,2226.2235 Plapp LukeTeam Jayco AlUla1.58,2526.1876 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2.02,8226.1087 Onley OscarTeam Picnic PostNL2.06,7326.0408 Yates AdamUAE Team Emirates - XRG2.15,4325.8909 Martinez LennyBahrain - Victorious2.21,7425.78310 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2.22,7625.766 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG45:45:512 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike4:073 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step7:244 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe7:305 Onley OscarTeam Picnic PostNL8:116 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels8:157 Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe8:508 Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility10:369 Gall FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team11:4310 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike14:15 ### Nino Schurter e Tom Pidcock com presença no Europeu de BTT em Melgaço A lenda suíça do BTT Nino Schurter, dez vezes Campeão do Mundo e medalhado olímpico, é um dos atletas confirmados para competir no Europeu de BTT em Melgaço de 23 a 27 de julho. O evento contará com a participação de 31 países e seleções nacionais, reforçando a sua dimensão internacional e com um percurso oficial de XCO (Cross-Country Olímpico): 3,52 km de extensão, 129 metros de desnível positivo, rock gardens, subidas técnicas, zonas rápidas e um sprint final exigente. Confirmados os principais atletas Estão confirmados os principais atletas que vão marcar presença no Campeonato da Europa de Mountain Bike (MTB) 2025, que se realiza no Centro de Estágios de Melgaço, entre os dias 23 e 27 de julho, nas disciplinas de XCO (Cross-Country Olímpico), XCC (Short Track) e XCR (Estafetas). O Europeu de BTT será uma das provas mais relevantes do calendário europeu de BTT, reunindo os melhores atletas do continente num evento de grande exigência física e técnica. Corrida masculina Entre os nomes internacionais de maior relevo, destaca-se o suíço Nino Schurter, uma das maiores figuras da história do BTT, com dez títulos de Campeão do Mundo e medalhas olímpicas na disciplina de XCO. Confirmados estão também o britânico Tom Pidcock, ex-Campeão do Mundo de XCO e bicampeão olímpico; o italiano Simone Avondeten, Campeão do Mundo e da Europa em Sub-23 e atual Campeão Europeu de XCO (2024); o francês Luca Martin, campeão nacional e sétimo no ranking mundial; e o alemão Finn Treudler, campeão europeu Sub-23. Créditos foto: Whoop UCI Mountain Bike World Series Corrida feminina No setor feminino, a sueca Jenny Rissveds, Campeã Olímpica, número dois do ranking mundial e vencedora de uma etapa da UCI World Cup 2025, é um dos grandes nomes em destaque. A suíça Jolanda Neff, com cinco títulos mundiais e uma medalha olímpica, junta-se à italiana Martina Berta, campeã nacional de XCO e terceira classificada no último Campeonato do Mundo, àbritânica Evie Richards, atual campeã do mundo de XCC (Short Track), e à suíça Monique Halter, campeã europeia Sub-23. Atletas nacionais presentes A elite nacional estará representada por nomes de peso. João Cruz, tetracampeão nacional e vencedor de 22 Taças de Portugal, lidera a comitiva masculina, que conta ainda com Ricardo Marinheiro, campeão da Taça do Mundo e dez vezes campeão nacional. David Rosa, uma vez campeão nacional e duplo olímpico (Londres 2012 e Rio 2016), atual diretor da Federação Portuguesa de Ciclismo; João Fonseca, uma vez campeão nacional; Rafael Sousa, HugoRamalho, Vasco Silva, Tomás Pais, João Vigário e Daniel Franco. No setor feminino, destacam-se Ana Santos (tricampeã nacional e 18 Taças de Portugal), Beatriz Guerra (bicampeã nacional e 22 Taças de Portugal) e Margarida Vasconcelos. Ler mais | Ana Santos em entrevista: “Acho que todos devíamos sonhar muito alto” Créditos: @mmondini_photo Percurso oficial alia exigência física a excelência técnica O percurso oficial da disciplina de XCO é tecnicamente exigente e fisicamente desafiante. Com 3,52 km de extensão e 129 metros de desnível positivo, inclui rock gardens agressivos, subidas curtas mas intensas, e zonas repletas de pedras e raízes que obrigam a uma condução precisa e a atenção constante. A parte final é marcada por uma secção rápida e fluida, que termina numa subida íngreme, ideal para decidir a corrida ao sprint. O evento é organizado pela União Europeia de Ciclismo (UEC) e pelo Complexo Desportivo de Melgaço, e terá entrada livre para o público. Para além das competições, haverá um programa de atividades paralelas para famílias, grupos e entusiastas da modalidade. As inscrições para voluntários permanecem abertas. Programa Terça-feira, 22 de julho 17h00: Reconhecimento não oficial do percurso Quarta-feira, 23 de julho 08h30 – 16h00: Treinos livres para XCC, XCO e XCR (todas as categorias) A partir das 16h15: Qualificações XCC Masculino Elite+U23 Qualificações XCC Feminino Elite+U23 Qualificações XCC Juniores Masculinos 18h00: Reconhecimento não oficial do percurso Quinta-feira, 24 de julho 08h30 – 10h30: Treino oficial XCC (feminino e masculino) 11h00 – 12h30: Finais XCC Juniores (feminino e masculino) 16h00 – 17h30: Finais XCC Elite+U23 (feminino e masculino) 17h15: Reconhecimento não oficial XCO/XCR Sexta-feira, 25 de julho 09h00 – 15h00: Treinos oficiais XCO e XCR para todas as categorias 15h30 – 16h30: Final da Team Relay (XCR) 16h30: Cerimónia de pódio da Team Relay 16h30: Reconhecimento não oficial do percurso XCO Sábado, 26 de julho 08h30 – 10h30: Treino oficial XCO Juniores 11h00 – 12h15: Final XCO Juniores Masculinos 14h15 – 15h30: Final XCO Juniores Femininos 16h15 – 17h45: Final XCO Sub-23 Masculinos 17h45: Cerimónia de pódio Sub-23 Masculinos 17h45: Reconhecimento não oficial do percurso Domingo, 27 de julho 08h30 – 10h30: Treinos oficiais XCO Elite e Sub-23 11h00 – 12h30: Final XCO Sub-23 Femininos 13h30 – 15h10: Final XCO Elite Femininos 16h10 – 17h50: Final XCO Elite Masculinos Transmissão A transmissão do Campeonato da Europa de MTB 2025 tem transmissão assegurada na Eurosport, RTP2/RTP Play, RTVS Sport e TVP Sport. Apresentação do percurso oficial do Campeonato da Europa de XCO por parte de David Rosa https://www.youtube.com/watch?v=hJGgtIKw8Es&ab_channel=Melga%C3%A7oRide%26Run ### Tour de France | Etapa 12 | Avalanche Pogacar varre tudo A primeira grande etapa de montanha do Tour de France 2025 não deixou margem para dúvidas: Tadej Pogacar está num patamar à parte. O esloveno da UAE Team Emirates atacou de longe na subida final para Hautacam e arrasou toda a concorrência. Fuga numerosa marcou a etapa A etapa de 180,6 km nos Pirinéus começou de forma controlada, mas rapidamente se incendiou com ataques sucessivos e a formação de um grupo de fuga com cerca de 50 ciclistas. Créditos foto - A.S.O./Billy Ceusters Entre os escapados estavam nomes sonantes como Carlos Rodríguez, Mattias Skjelmose, Michael Woods e Thymen Arensman. A INEOS Grenadiers colocou cinco homens na frente na tentativa de fazer o assalto ao TOP 10 de Carlos Rodríguez, o grupo chegou a ter dois minutos de vantagem mas o pelotão deu mais do que esta margem. Plano da Visma Lease a Bike saiu ao furado A verdadeira corrida começaria no Col du Soulor, com a Visma a querer desgastar bastante os adversários, tendo desde logo aparecido as primeiras baixas, Remco Evenepoel perdeu contacto com os favoritos, mas conseguiu recuperar na descida e acabou por ser um guerreiro aguentando a posição de pódio até ao final. Créditos foto - A.S.O./Billy Ceusters Ben Healy, que vestia a camisola amarela, também cedeu terreno, mas a surpresa foi Matteo Jorgenson, que acabaria por ser vítima do ritmo forte imposto pela própria equipa demonstrando debilidade. Ler mais | Tour de France | Etapa 11 | Abrahamsen faz história para a Uno X-Mobility Créditos foto - A.S.O./Billy Ceusters O dia menos bom de Jorgenson baralhou a estratégia da Visma e no início da subida final os papeis inverteram, acabando por ser a UAE a ter mais homens junto do seu líder. Na subida final para Hautacam, após a equipa comandar nos primeiros metros, Tadej Pogacar lançou-se ao ataque a cerca de 11 km da meta, deixando Jonas Vingegaard para trás sem resposta. O dinamarquês resistiu o que pôde, mas acabaria por perder mais de dois minutos. Créditos foto - A.S.O./Billy Ceusters Atrás, Florian Lipowitz fez uma subida impressionante e terminou em terceiro, encurtando a diferença para Vingegaard e assumindo-se como claro candidato ao pódio do tour de France 2025. Pogacar não só venceu a etapa com autoridade, como assumiu a liderança do Tour de France e poderá mesmo ter dado um passo importante para sentenciar a corrida quando esta está ainda no seu equador. Créditos foto - A.S.O./Billy Ceusters Amanhã é dia de contrarrelógio de montanha, fica a expectativa para ver como recuperam os ciclistas, mas a impressão que fica após esta etapa é que a emoção se vai resumir à discussão pelo segundo e terceiro lugar do pódio. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/kzfaHR6dTu0?si=8Lt5yli3SpNAlt44 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºTadej PogacarUAE Team Emirates XRG4:21:192ºJonas VingegaardVisma Lease a Bike+2:103ºFlorian LipowitzRed Bull – BORA – hansgrohe+2:234ºTobias Halland JohannessenUno-X Mobility+3:005ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+3:006ºKevin VauquelinArkéa – B&B Hotels+3:337ºRemco EvenepoelSoudal – Quick-Step+3:358ºFélix GallDecathlon – AG2R La Mondiale+4:029ºPrimož RogličRed Bull – BORA – hansgrohe+4:0810ºCristián RodríguezArkéa – B&B Hotels+7:26 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºTadej PogačarUAE Team Emirates XRG45:22:512ºJonas VingegaardVisma Lease a Bike+3:313ºRemco EvenepoelSoudal – Quick-Step+4:454ºFlorian LipowitzRed Bull – BORA – hansgrohe+5:345ºKévin VauquelinArkéa – B&B Hotels+5:406ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+6:057ºPrimož RogličRed Bull – BORA – hansgrohe+7:308ºTobias Halland JohannessenUno-X Mobility+7:449ºFélix GallDecathlon – AG2R La Mondiale+9:2110ºMatteo JorgensonVisma Lease a Bike+ 12:12 ### Tour de France | Etapa 11 | Abrahamsen faz história para a Uno X-Mobility Dia histórico para Abrahamsen que deu à Uno X-Mobility a sua primeira vitória no Tour e em Grandes Voltas. Antes, houve tempo para uma perseguição impressionante de Van der Poel e queda de Pogačar sem efeitos na geral Depois de um dia de descanso bem merecido após uma intensa semana de ciclismo, a etapa 11 do Tour de France não deu tréguas e voltou a testar a capacidade de todos. Os ciclistas tiveram 156 km para percorrer em Toulouse com uma segunda metade da etapa de sobe e desce constante e com quatro contagens categorizadas. Tour de France | Etapa 10 | O rei do Giro também ganha em França Foto: A.S.O./Charly Lopez Dia muito movimentado Com várias equipas ainda sem conseguir marcar o ponto neste Tour, a etapa foi muito mexida e desde início que vários grupos numerosos tentaram integrar-se na fuga. No decorrer da etapa, um quinteto destacou-se do pelotão e formou um grupo de escapados que teve de cerrar os dentes para ganhar tempo, já que o ritmo foi de loucos desde o quilómetro zero, com médias a rondar os 50 km/hora. Foto: A.S.O./Charly Lopez Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Vento assustou e cortou o pelotão A Visma-Lease a Bike já se mostrou sempre atenta e a saber jogar com o vento e na etapa de hoje as "abelhas" voltaram a tentar a 70 km para o fim. Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG) e Ben Healy (EF Education-Easy Post) foram apanhados mas rapidamente recuperaram a posição, apesar de terem entrar ao trabalho. Depois de uns momentos de calmaria, outros cinco elementos tentaram sair do pelotão e chegar-se à frente. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Super-grupo tenta chegar-se à frente Van der Poel (Alpecin-Deceuninck), van Aert (Visma-LAB), De Lie (Lotto), Quinn Simmons (Lidl-Trek) e Axel Laurance (INEOS Grenadiers) foram os ciclistas que formaram o grupo perseguidor com watts capazes de fornecer energia a uma grande cidade. Apesar da enorme qualidade, a frente da corrida mantia-se forte e resistiu. Os dois grupos foram-se desintegrando à media que as dificuldade apareciam. Mauro Schmid (Jayco AlUla) e Jonas Abrahamsen (Uno-X Mobility) foram os mais inconformados e a 5 km para o fim, tinham 15 segundos de vantagem para o perseguidor Van der Poel. Foto: A.S.O./Charly Lopez Queda de Pogačar perto do fim A pouco mais de 3 km para o final da etapa, Tadej Pogačar caiu, mas graças a uma rápida reação e a um grupo de favoritos que mostrou fairplay, rapidamente se reposicionou na corrida. Na frente, o duo integrante da fuga inicial resistia a uma feroz perseguição de Van der Poel que mantinha o suspense em altas até aos metros finais. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1945500322421420156 Abrahamsen faz história pela Uno-X Mobility Abrahamsen e Schcmid discutiram a etapa entre si depois de um dia em cheio por parte dos dois ciclistas. Ao sprint, Abrahamsen foi o mais forte e venceu a 11.ª etapa do Tour de France. O ciclista norueguês deu a primeira vitória da história no Tour à Uno-X Mobility nesta que foi também a primeira vitória em grandes voltas para a equipa nórdica. Apesar da queda tardia de Pogačar, os ciclistas da geral chegaram todos juntos, antes da primeira verdadeira etapa de alta montanha. https://twitter.com/LeTour/status/1945501845188759798 Vídeo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=MjkZG1H3xqY&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Abrahamsen Jonas Uno-X Mobility3:15:562 Schmid Mauro Team Jayco AlUla,,3 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck0:074 De Lie ArnaudLotto0:535 van Aert Wout Team Visma | Lease a Bike,,6 Laurance AxelINEOS Grenadiers,,7 Wright Fred Bahrain - Victorious,,8 Burgaudeau Mathieu Team TotalEnergies,,9 Simmons QuinnLidl - Trek,,10 Ballerini Davide XDS Astana Team1:11 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Healy BenEF Education - EasyPost41:01:132 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG0:293 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step1:294 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike1:465 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:066 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels2:267 Onley OscarTeam Picnic PostNL3:248 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe3:349 Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe3:4110 Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility5:03 ### Prémios monetários do Tour de France 2025 | UAE também dominou O Tour de France terminou com o quarto triunfo de Tadej Pogacar. O esloveno ajudou a manter o domínio da UAE Emirates XRG na tabela do prize money da grande volta francesa  Tal como tinha acontecido no último ano, a UAE Emirates XRG voltou a dominar a alocação dos prémios monetários do Tour de France. Dos 2,3 milhões de euros em oferta, levam consigo mais de 700 mil. Ler mais | Tour de France 2024 – Distribuição do Prize Money a.s.o./maxime delobel Como é feita a distribuição?  Desde a primeira edição do Tour de France, em 1903, que existe um prémio monetário para o vencedor da prova. Começou com a quantia de 12 mil francos franceses – cerca de seis vezes o ordenando do trabalhador médio no país - até chegar aos 2,3 milhões distribuídos em 2025.  Classificação geral São várias as maneiras de ganhar dinheiro no Tour de France, com destaque para a classificação geral individual, onde o líder leva consigo 500 mil euros, mais o que conseguir amealhar diariamente com a camisola amarela vestida (500 euros por dia).  Etapas As restantes classificações funcionam da mesma forma: um valor consoante a posição final, com bónus a serem atribuídos diariamente. Cada etapa dá 11 mil euros ao vencedor, com um total de 28,650 euros a ser distribuído a cada dia.  Outras classificações e prémios Há outros prémios que saltam à vista: a combatividade dá dois mil euros por dia ao vencedor e 20 mil ao super combativo. O Souvenir Henri Desgrange e o Souvenir Jacques Goddet são prémios de cinco mil euros para o primeiro ciclista a cruzar o Col du Tourmalet e o Col de la Loze, respetivamente.  Na edição de 2025 do Tour de France, houve ainda um prémio de cinco mil euros para o primeiro ciclista a amealhar 50 pontos para a camisola da montanha, que celebrava o seu 50º aniversário. Ler mais | João Almeida quer “lutar por algo grande” na Vuelta UAE volta a dominar A distribuição dos prémios monetários espelha, muitas vezes, a performance das equipas na prova. Com a vitória na geral e cinco etapas, a UAE dominou, com mais de 700 mil euros em prize money.  Em segundo lugar, tal como na classifcação geral, a Visma | Lease a Bike. A posição de Jonas Vingegaard no final da corrida e as duas vitórias em etapas ajudaram a amealhar 383,150 euros, menos de metade que o primeiro lugar.  Créditos: A.S.O. / Charly Lopez A equipa que completou o pódio do Tour de France 2025, a Red Bull - BORA – hansgrohe leva para casa 190,490 euros, muito por culpa do terceiro lugar de Florian Lipowitz.  Em quarto lugar aparece a Picnic – PostNL, alavancada pela tremenda exibição de Oscar Onley. Em quinto, aparece a primeira equipa que não lutou pela geral: a Lidl – Trek, que deve muito dos 103,770 à camisola verde de Jonathan Milan. Destaque ainda para a Uno-X Mobility, a melhor das Pro Teams em competição.  No fundo da lista, com menos de 20 mil euros amealhados, aparecem três das equipas com prestações mais discretas no Tour de France: Movistar (16,830 euros), Israel - Premier Tech (15,640 euros) e a Cofidis (15,510 euros). Ler mais | Tour de France | Etapa 21 | Van Aert parte o coração a Pogacar Foto: A.S.O./Charly Lopez Tabela final dos prémios monetários do Tour de France 2025  EquipePrémio em Dinheiro (€)UAE Team Emirates-XRG701.280Visma | Lease a Bike383,150Red Bull - BORA - hansgrohe190.490Team Picnic - PostNL124.430Lidl-Trek103.770Decathlon AG2R La Mondiale84.880EF Education - EasyPost76.080Soudal Quick-Step72.810Alpecin - Deceuninck69.920Uno-X Mobility68.300Arkéa - B&B Hotels58.760Bahrain - Victorious55.700Ineos Grenadiers51.650Team Jayco AlUla44.830Intermarché - Wanty32.300Tudor Pro Cycling30.490XDS Astana29.240TotalEnergies28.360Groupama - FDJ24.640Lotto20.240Movistar16.830Israel - Premier Tech15.640Cofidis15.510 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Charly Lopez ### Vingegaard irrita Pogacar no Tour de France e Longo Borghini faz o bis no Giro A segunda semana de julho ficou marcada pelo arranque do Tour de France, maior corrida do mundo que já ficou orfã de João Almeida. No pelotão feminino correu-se a segunda Grande Volta do ano Elisa Longo Borghini (UAE ADQ) sagrou-se campeã do Giro Donne, depois de luta acesa com Marlen Reusser (Movistar). No Tour de France, Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) aproveitou uma longa primeira semana para amealhar mais de um minuto de vantagem sobre Jonas Vingegaard (Visma | LAB). Ler mais | Pogacar a Almeida: “Mostraste o guerreiro que és” Foto: A.S.O./Tony Esnault Tour de France animado após uma semana de clássicas O maior destaque da última semana vai para o Tour de France. A maior corrida do mundo arrancou a 5 de julho, e só chegou ao primeiro dia de descanso esta terça-feira, 10 etapas depois. Jasper Philipsen (Alpecin - Deceuninck) venceu a primeira etapa e a primeira camisola amarela, mas desistiu do Tour de France ao terceiro dia, depois de queda. A segunda e a quarta etapa viram a repetição dos duelos da Volta à Flanders e do Paris-Roubaix, entre Tadej Pogacar e Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceunick), com uma vitória para cada um - pelo meio, Tim Merlier (Soudal Quick-Step) conquistou o sprint na segunda etapa. Foto: A.S.O./Charly Lopez Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) venceu o contrarrelógio do quinto dia - o belga não perde no esforço individual em corridas por etapas desde o último Tour de France. Ben Healy (EF Education - EasyPost), um dos ciclistas mais ofensivos do pelotão, venceu ao sexto dia, seguido de nova vitória para Pogacar. O oitavo dia marcou o regresso do sprint, com a Lidl - Trek a destacar-se pela força coletiva e a dar a primeira vitória no Tour de France a Jonathan Milan. Merlier respondeu no dia seguinte, antes do rei do Giro D'Italia, Simon Yates (Visma | LAB), vencer ao décimo dia - etapa onde Ben Healy chegou à primeira camisola amarela da carreira. Foto: A.S.O./Billy Ceusters O que se retira da 1ª semana do Tour de France A primeira semana do Tour de France deu algumas indicações do que está para vir. A Visma | Lease a Bike chegou muito ofensiva à corrida, com um abordagem diferente do que tem sido habitual nos últimos anos. Os neerlandeses parecem apostados em tornar todas as etapas o mais difíceis possível, na esperança de que o desgaste acumulado afete Tadej Pogacar - ou, no mínimo, os seus gregários - na montanhosa última semana do Tour. Resta perceber se a Visma | LAB também vai sofrer com a tática, mas o esloveno da UAE Emirates XRG já provou no passado que as estratégias mais convencionais não lhe parecem fazer moça. Foto: A.S.O./Tony Esnault Na luta do sprint, Tim Merlier e Jonathan Milan são os maiores destaques. Os dois parecem prontos para monopolizar as chegadas rápidas, ainda mais depois do abandono de Jasper Philipsen, que leva 10 vitórias desde 2022. A queda e abandono de João Almeida (UAE Emirates XRG) foi outro dos destaques do Tour até agora. O melhor gregário da primeira semana do Tour de France vai ser ausência de peso para Pogacar nas montanhas. A expetativa é que, depois da recuperação, comece a pensar já na Volta a Espanha, onde também deve acompanhar o campeão do mundo. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: Jonathan Biche Longo Borghini vence batalha com Reusser Entre 6 e 13 de julho correu-se o Giro Donne, segunda Grande Volta do ano no pelotão feminino. Alguns dos nomes grandes não marcaram presença - como Demi Vollering (FDJ - SUEZ) ou Katarzyna Niewiadoma (CANYON//SRAM zondacrypto) - mas Elisa Longo Borghini e Marlen Reusser protagonizaram um duelo emocionante até ao fim. Lorena Wiebes (SD Worx - Protime) venceu os dois sprints da corrida, e Sarah Gigante (AG Insurance - Soudal Team) ganhou duas etapas de montanha através da fuga, tal como fez Liane Lippert (Movistar). Anna Henderson (Lidl - Trek) também venceu na segunda etapa. Marlen Reusser venceu o contrarrelógio inicial e esteve na liderança entre a quarta etapa e o penúltimo dia. Elisa Longo Borghini foi a ciclista mais sólida durante a semana: foi recuperando o tempo que perdeu nos primeiros dias, e passou a líder na sétima etapa, depois de um ataque nas montanhas. A italiana conquistou o Giro Donne pelo segundo ano consecutivo. Marlen Reusser continua a sua temporada de afirmação, depois de vencer a Volta à Suíça, a Volta a Burgos, e também ter sido segunda na Volta a Espanha. Créditos: Lidl Trek/Ross Bell A estreia ilustre de Aleix Esparagaró Na última semana também se assistiu a uma estreia mediática no ciclismo internacional: o antigo piloto de Moto GP, Aleix Espargaró, correu pela primeira vez ao serviço da Lidl - Trek, no Tour da Austria. Os primeiros dias em cima da bicicleta a nível profissional não foram os mais felizes para o antigo piloto de Moto GP. Espargaró desistiu na corrida ao terceiro dia, depois de ter sido 85º e 70º nas etapas anteriores. Acumulava já quase 15:00 a mais que o líder da corrida quando abandonou. Está previsto que volte à estrada no Circuito de Getxo, no início de agosto. Foto: Lidl-Trek Em relação a essa prova, domínio total da UAE Emirates XRG. A equipa mais vitoriosa do mundo triunfou em quatro das cinco etapas, com Félix Grosschartner e Isaac Del Toro. O mexicano também levou a vitória da classificação geral. Rui Costa esteve presente na Volta à Austria e foi segundo na última etapa, vencida por Bob Jungels, que impediu o pleno de vitórias da UAE Emirates XRG. Ler mais | Aleix Espargaró acelera do MotoGP para o WorldTour Foto: LaPresse Créditos da fotografia de destaque: Créditos: Massimo Paolone/Lapresse ### Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 As novidades das equipas portuguesas no arranque da época de ciclismo. Confere ainda os resultados das provas de 2025. Arranca a época de ciclismo e há muitas novidades nas nove equipas Continentais portuguesas. O TopCycling reúne toda a informação essencial sobre cada projeto. Quem chegou? Quem saiu? Quantas vitórias conseguiram em 2024? Aonde vão correr este ano? A análise de cada formação pelo prisma de diretores desportivos e corredores. Confiram ainda o calendário da época de ciclismo de estrada nacional. 9/2 Prova de Abertura - Região de Aveiro (1.12) | Vencedor Santiago Mesa (Efapel) 16/2 Figueira Champions Classic (1.Pro) | Vencedor António Morgado (UAE Emirates) 19-23/2 Volta ao Algarve (2.Pro) | Vencedor Jonas Vingegaard (Visma) 9/3 Clássica da Primavera (1.12) | Emanuel Duarte (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) 16/3 Clássica de Santo Tirso (1.12) | Vencedor Fábio Costa (Anicolor/Tien 21) 23/3 Clássica da Arrábida (1.12) | Vencedor: Luca Giami (UAE Emirates Gen Z) 26-30/3 Volta ao Alentejo (2.2) | Vencedor: Noah Hobbs (EF Education Aevolo) 6/4 Clássica de Viana do Castelo (1.12) | Vencedor: Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) 13/4 Clássica Aldeias do Xisto (1.12) | Vencedor: Alexis Guérin (Anicolor/Tien 21) 24-27/4 GP O Jogo (2.12) | Vencedor: Artem Nych (Anicolor/Tien 21) 11/5 Memorial Bruno Neves (1.12) | Vencedor: Miguel Salgueiro (AP Hotels/Tavira/Farense) 23-25/5 GP Beiras e Serra da Estrela (2.1) | Vencedor: Alexis Guérin (Anicolor/Tien 21) 30/5-1/6 GP Abimota (2.12) | Vencedor: Afonso Silva (AP Hotels/Tavira/Farense) 7-10/6 GP Douro Internacional (2.12) | Vencedor: Artem Nych (Anicolor/Tien 21) 20-22/6 Campeonato Nacional Estrada - Elite | Vencedor: Ivo Oliveira (UAE Emirates) 10-13/7 GP Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho (2.2) | Vencedor: Alexis Guérin (Anicolor/Tien 21) 27/7 GP Mortágua - Pedro Silva (1.12) 6-17/8 Volta a Portugal (2.1) 31/8-7/9 GP JN (2.12) 19-21/9 GP Anicolor (1.12) Ler mais | Eulálio e Johansen reforçam marca Portugal no WorldTour Anicolor/Tien 21 Em equipa que ganha mexe-se e de que maneira porque a Anicolor/Tien 21 aparece em 2025 com 12 caras novas e qualidade WorldTour. Clica para leres mais acerca desta equipa. APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense Três corredores no top 20 da Volta a Portugal fazem sonhar a AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense com melhorar em 2025. Conferimos as aspirações dos algarvios. Clica para leres mais acerca desta equipa. Aviludo-Louletano-Loulé Concelho A Aviludo-Louletano-Loulé Concelho foi a equipa sensação da Volta a Portugal e para 2025 o desafio é manter-se ao mesmo nível. Clica para leres mais acerca desta equipa. Credibom/LA Alumínios/Marcos Car A Credibom-LA Alumínios-Marcos Car teve um 2024 em grande. Projeto de vocação formadora quer continuar a colher o que tem semeado. Clica para leres mais acerca desta equipa. Efapel Vitória na Torre marcou a Efapel de José Azevedo, que em 2025 quer ganhar a Volta a Portugal e conta com Maurício Moreira. Clica para leres mais acerca desta equipa. Feirense-Beeceler Seis vitórias em 2024, nenhuma com o impacto dos sete dias em que o Feirense-Beeceler liderou a Volta a Portugal. Como será em 2025? Clica para leres mais acerca desta equipa. GI Group Holding-Simoldes-UDO O título nacional de Noah Campos marcou o ano da GI Group Holding-Simoldes-UDO. O que esperar do projeto oliveirense? Clica para leres mais acerca desta equipa. Rádio Popular-Paredes-Boavista César Fonte aos comandos, João Martins no sprint e Lucas Lopes como reforço sonante são os pilares da Rádio Popular-Paredes-Boavista para 2025. Clica para leres mais acerca desta equipa. Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Projeto da Beira Alta mantém o foco nas chegadas ao sprint, ADN da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua nos últimos anos. Clica para leres mais acerca desta equipa. ### Tour de France | Etapa 10 | O rei do Giro também ganha em França A 10ª etapa do Tour de France trouxe luta em duas frentes: na fuga, o mais forte foi Simon Yates, com Healy a roubar a amarela a Pogacar; no pelotão, voltou a haver ataques entre os favoritos Dia de média montanha no Tour de France, com muito sobe e desce e oito contagens de montanha (sete de segunda categoria). Uma fuga com muitos nomes fortes marcou o dia, onde Simon Yates triunfou. Ler mais | Tour de France | Etapa 9 | João Almeida abandona a corrida Foto: LaPresse Fuga forte marca o dia Um dia praticamente sem terreno plano, com muito sobe e desce, viu uma fuga forte e numerosa estabilizar na frente do pelotão. Com 50 km, restavam 17 ciclistas na frente da corrida. À medida que as contagens de montanha eram ultrapassadas, o grupo ia diminuindo. Com 10 km para a meta, restavam cinco nomes: Simon Yates (Visma | LAB), Ben O'Connor (Jayco AlUla), Michael Storer (Tudor Pro Cycling) e Thymen Arensman (INEOS Grenadiers) só pensavam na vitória da etapa. Com eles seguia ainda Ben Healy (EF Education - EasyPost), que depois de já ter vencido neste Tour de France, podia chegar à camisola amarela, e por isso foi o que mais trabalhou no grupo da frente. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters A 3,5 km do fim, Yates atacou o grupo. Arensman ainda esboçou uma tentativa de resposta, mas já não voltou a alcançar o britânico - o vencedor do Giro D'Italia 2025 conquista a sua terceira etapa no Tour de France, primeira desde 2019. Guerra entre os favoritos O pelotão rodava cerca de cinco minutos atrás dos fugitivos. A Visma | LAB pareceu a equipa mais interessada em atacar a corrida. Tanto Sepp Kuss como Matteo Jorgenson tentaram lançar ataques para isolar Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG), que ficou, na nona etapa, sem o melhor gregário da primeira semana do Tour de France, João Almeida. Perto do fim, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) testou o grupo com um ataque, mas foi alcançado. Logo de seguida, foi Pogacar a atacar, desta vez apenas seguido por Jonas Vingegaard (Visma | LAB). Os dois favoritos ganharam alguns segundos a todos os outros concorrentes à classificação geral. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=4u_MQpQAyHs&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Yates SimonTeam Visma | Lease a Bike4:20:052Arensman ThymenINEOS Grenadiers+0:093Healy BenEF Education - EasyPost+0:314O'Connor BenTeam Jayco AlUla+0:495Storer MichaelTudor Pro Cycling Team+1:236Blackmore JosephIsrael - Premier Tech+3:577Johannessen Anders HallandUno-X Mobility+4:388Martinez LennyBahrain - Victorious+4:519Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG,,10Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,, Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Healy BenEF Education - EasyPost37:41:492Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG+0:293Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step+1:294Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike+1:465Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike+2:066Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels+2:267Onley OscarTeam Picnic PostNL+3:248Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe+3:349Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+3:4110Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility+5:03 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Pogacar a Almeida: “Mostraste o guerreiro que és” Poderá João Almeida estar na Vuelta a Espanha com Tadej Pogacar? O que se segue para o corredor da UAE Emirates? Após abandonar o Tour de France, o resto da temporada de João Almeida é uma interrogação, mas tentámos antecipar o cenário mais provável e se poderá acompanhar Tadej Pogacar à Vuelta a Espanha. O corredor de A dos Francos caiu na 7.ª etapa e foi forçado a abandonar na 9.ª etapa. Pela frente tem um período de recuperação de entre quatro a seis semanas. Em conversa com o Dr. João Silvestre Martins, médico interno em Medicina Desportiva e do Exercício nas modalidades do Sporting Clube de Portugal, além de grande fã de ciclismo, tentámos perceber quais serão os próximos passos. “Para começar a fazer rolos vai ser guiado pela dor e outros eventuais sintomas associados; o normal é sentir dor entre 10 a 20 dias. O regresso à prática desportiva competitiva antes da resolução dos sintomas é desaconselhado, pois a dor pode limitar uma ventilação adequada e aumentar o risco de complicações pulmonares e agravamento da lesão.” Dr. João Silvestre Martins ao TopCycling. A UAE Emirates na Grande Partida em Lille.Foto: Billy lebelge Riscos de agravamento do quadro Continuar no Tour de France era uma questão de saúde, de tolerância à dor e da avaliação permanente dos riscos e dos benefícios para o atleta e equipa. Certo é que às lesões nas costelas estão associados riscos de agravamento do quadro e de complicações respiratórias, sobretudo em caso de nova queda com trauma torácico. “O João e a equipa provavelmente terão percebido que o contributo que poderia dar, estando tão limitado pelas lesões, não justificaria o risco que continuar acarretaria para a sua saúde e para uma eventual preparação para próximos objetivos.” Dr. João Silvestre Martins ao TopCycling. Almeida foi 8.º no contrarrelógio do Tour de France.Foto: Billy lebelge/Romain Laurent Competitivo na Vuelta a Espanha? No regresso a casa, João Almeida poderá treinar na bicicleta estática e mitigar a pausa forçada. Apontar à estrada talvez só no início de agosto. Para consolidar a recuperação serão necessárias quatro a seis semanas. A sexta semana cai no arranque da Vuelta a Espanha, que se disputa entre 23 de agosto e 14 de setembro. É realista pensar que pode estar competitivo na Vuelta a Espanha? Sim, sobretudo porque um dos aspetos que distingue os atletas de alta competição é a capacidade de recuperação. Poderá não entrar na máxima força, cenário longe do ideal dada a dureza da primeira semana da prova espanhola, mas se algo caracteriza João Almeida é a tenacidade. Os rivais vão ter que suar sangue para lhe meter tempo no contrarrelógio por equipas de Figueres (5.ª etapa) e os principais desafios serão as chegadas em alto em Andorra e no Pireneu Aragonês. A segunda semana traz Angliru e Farrapona e a Vuelta a Espanha fecha com contrarrelógio individual de 26 km em Valladolid e subida à Bola del Mundo, na serra madrilena. Ler mais | O percurso da Vuelta a Espanha Almeida foi eleito o melhor colega de equipa da primeira semana do Tour.Foto: Billy lebelge O guerreiro de Pogacar teve que abdicar Portanto, não há motivo para pensar que a UAE Emirates terá que abdicar de um João Almeida com capacidade para liderar. Se será em conjunto com Tadej Pogacar, veremos. O esloveno tem a corrida programada ir, mas confirmação só após o Tour de France. “Senti-me honrado por pedalar contigo, mostraste o guerreiro que és! Não duvido de que vais voltar mais forte! Obrigado por tudo.” Tadej Pogacar despediu-se via Instagram. O guerreiro Almeida abdicou, mas as palavras do líder Pogacar ajudam no aspeto mental. De resto, a Associação Americana de Medicina Desportiva descreve a resiliência como um dos critérios a favor de um atleta. Ler mais | João Almeida candidato a uma “grande” após dominar Romandia A UAE Emirates na Grande Partida em Lille.Foto: Billy lebelge Almeida vs. Pogacar no Mundial? Em caso de não correr a Vuelta a Espanha há objetivos interessantes até final do ano. O mais apelativo é o Mundial do Ruanda, o primeiro em África, com um percurso que supera os 5000 m de acumulado. Será um dos Mundiais mais duros da história, mas requer preparação específica em altitude dado que a capital do Ruanda se situa a 1,567 m acima do nível do mar. Com 13 títulos entregues em 11 dias, entre 21 e 28 de setembro, isto é, após a Vuelta a Espanha, haveria tempo suficiente para preparar este objetivo no qual João Almeida nunca foi bem sucedido. Em oito presenças em Campeonatos do Mundo, desde júnior a elite, o português nunca fez melhor do que 47.º (Leuven 2021). Na prova onde colegas se tornam adversários, podemos ter um Almeida vs. Pogacar no Mundial? Entrevista | Paret-Peintre sonha com o Mundial ### Taça do Mundo de XCO | Andorra | Pidcock e Maxwell vencem em altitude A sexta etapa da Taça do Mundo de Cross-Country Olímpico (XCO) levou os melhores do mundo até à altitude exigente de Pal Arinsal, em Andorra. Numa das provas mais duras da temporada, tanto pelo percurso de 4 km com 160 metros de desível positivo por volta, como pela altitude, o triunfo foi para os dois atletas que souberam resistir: Samara Maxwell e Tom Pidcock. Elite Feminina: Samara Maxwell brilhou Num percurso repleto de "armadilhas técnicas", com quedas e furos a marcarem a corrida, a neozelandesa Samara Maxwell voltou a demonstrar porquê lidera a geral da Taça do Mundo. Depois de duas quedas e um furo que a obrigou a mudar de roda e perder quase um minuto, a ciclista da Decathlon Ford Racing conseguiu uma recuperação incrível (ver vídeo). Créditos foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series No último terço da corrida, Maxwell colou-se ao grupo da frente composto por Alessandra Keller (que havia ganho o XCC), Jenny Rissveds e Martina Berta. Apesar de mais um contratempo numa subida técnica onde teve de desmontar, reagiu com um ataque na última volta que deixou as rivais para trás. Foi a sua segunda vitória na temporada, dedicada à companheira de equipa Greta Seiwald, lesionada recentemente. Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/PGPOBKAmiqM?si=31CNevVzVd5VgKjs Top 10 - Corrida Elite Feminina Pos.AtletaEquipaTempo1Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team1:25:312Alessandra KellerThömus Maxon1:25:403Jenny RissvedsCanyon CLLCTV XCO1:25:464Martina BertaOrigine Racing Division1:25:575Nicole KollerGhost Factory Racing1:26:366Evie RichardsTrek Factory Racing - Pirelli1:26:517Nina GrafLapierre Racing Unity1:27:098Ronja BlöchlingerLiv Factory Racing1:27:169Jolanda NeffCannondale Factory Racing1:27:2710Puck PieterseAlpecin-Deceuninck1:27:45 Elite Masculina: Super Pidcock vence "em casa" Naquela que foi a sua estreia na Taça do Mundo esta temporada, Tom Pidcock mostrou que não perdeu o talento com a pausa competitiva no XCO. Atualmente a viver em Andorra, o campeão olímpico conquistou finalmente a vitória no traçado de Pal Arinsal, depois de dois anos seguidos a terminar no pódio sem vencer. Créditos foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series A partir da quarta linha da grelha de partida, Pidcock teve de recuperar posições logo desde o início, aproveitando o circuito largo e as subidas exigentes para impor o seu ritmo. Com Luca Martin a destacar-se na frente após a vitória no Short Track, o britânico foi paciente e colou-se à liderança na terceira volta. Créditos foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series Quando parecia que a luta pela vitória se faria a dois, Martin teve um furo e problemas mecânicos, deixando Pidcock isolado. Daí até à meta, o britânico controlou com segurança, ainda com tempo para um festejo e foto especial, vestido com um equipamento dourado. Vídeo resumo da corrida masculina: https://youtu.be/pO_Eqe4WgM8?si=UkH0qbytoFuDCIXk Top 10 - Corrida Elite Masculina Pos.AtletaEquipaTempo1Tom PidcockQ36.5 Pro Cycling Team1:20:302Luca MartinCannondale Factory Racing1:20:513Charlie AldridgeCannondale Factory Racing1:21:224Mathis AzzaroOrigine Racing Division1:21:345Luca BraidotWilier-Vittoria Factory Team1:21:466Martin VidaurreSpecialized Factory Racing1:21:487Nino SchurterScott-SRAM MTB Racing Team1:21:498Joshua DubauDecathlon Ford Racing Team1:21:509Ondrej CinkCube Factory Racing1:21:5310Simone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team1:22:14 Créditos foto de destaque: WHOOP UCI Mountain Bike World Series ### Troféu Joaquim Agostinho | Alexis Guérin faz história Alexis Guérin confirmou em Torres Vedras a vitória no Troféu Joaquim Agostinho. Afonso Silva ganhou a etapa final. É francês, tem 33 anos e chegou esta época à Anicolor-Tien21; Alexis Guérin consagrou-se campeão do 48.º Troféu Joaquim Agostinho. Os quatro dias de prova foram dominados pelas equipas da Anicolor/Tien21, a AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense e a Caja Rural. Ler mais | Jesús Peña vence em Montejunto Foto: Ciclismo +TV Estrutura de Águeda nunca perdeu a amarela A estrutura de Águeda nunca perdeu a amarela, venceu uma etapa por Rafael Reis e teve em Ruben Fernandez o rei da montanha. Também foi a melhor equipa. Já os algarvios, dirigidos por Vidal Fitas, venceram duas etapas, colocaram Jesús Peña no 3.º lugar final e venceram as metas volantes com Miguel Salgueiro. A única ProTeam presente, a Caja Rural, meteu Sebastian Berwick em 2.º da geral, conseguiu vencer uma vitória graças à fuga de Jakub Otruba e ainda levou a classificação por pontos por Sergi Darder. O melhor português foi Tiago Antunes, da Efapel, na 6.ª posição. Lucas Lopes foi o melhor jovem do Troféu Joaquim Agostinho, apesar de ter terminado fora do top 10 (foi 11.º). Ler mais | Checo Otruba foge para a vitória Foto: Ciclismo +TV Pelotão aponta baterias à Volta a Portugal O pelotão aponta baterias à Volta a Portugal, que parte da maia a 6 de agosto e termina em Lisboa no dia 17. O percurso da corrida é apresentado de forma oficial no dia 17 de julho. Por agora, sabe-se que a Volta a Portugal abrirá com um Prólogo à moda do Porto, segue para Braga (Santa Luzia), passa por Felgueiras e Fafe e ao quarto dia liga Boticas a Bragança, como noticiou O Jogo há um mês. Haverá subidas à Senhora da Graça e ao Alto da Torre. A novidade face a 2024 deverá ser o Alto de Montejunto, passado duas vezes neste Troféu Joaquim Agostinho! Eis o percurso adiantado por O Jogo, ainda por confirmar pela Podium Events, organizadora da prova. 6 agosto Prólogo: Maia (CRI) 7 agosto 1.ª etapa: Viana-Braga 8 agosto 2.ª etapa: Felgueiras-Fafe 9 agosto 3.ª etapa: Boticas-Bragança 10 agosto 4.ª etapa: Bragança-Senhora da Graça 11 agosto 5.ª etapa: Lamego-Viseu 12 agosto descanso: Viseu 13 agosto 6.ª etapa: Águeda-Guarda 14 agosto 7.ª etapa: Sabugal-Torre 15 agosto 8.ª etapa: Ferreira Zêzere-Santarém 16 agosto 9.ª etapa: Alcobaça-Montejunto 17 agosto 10.ª etapa: Oeiras-Lisboa (CRI) Ler mais | Rafael Reis voa no Turcifal Foto: Ciclismo +TV ### Tour de France | Etapa 9 | João Almeida abandona a corrida  A nona etapa do Tour de France ficou marcada pelo abandono de João Almeida. O português caiu no sétimo dia, e acaba por deixar a prova em dia de vitória para Tim Merlier O Tour de France ficou órfão de João Almeida ao nono dia de corrida. O português da UAE Emirates XRG não recuperou da queda grave que teve no sétimo dia. A etapa terminou ao sprint, com triunfo de Tim Merlier (Soudal - Quickstep). Ler mais | Tour de France | Etapa 8 | João Almeida regressa em dia de tréguas no pelotão Créditos: A.S.O./Charly Lopez Van der Poel anima o dia na fuga O dia começou com uma surpresa: logo após o fim da partida neutralizada, Mathieu Van der Poel e Jonas Rickaert (Alpecin – Deceuninck) lançaram-se para a frente da corrida.  A fuga do dia estava composta pelos dois companheiros de equipa. Mathieu Van der Poel, que chegou a ser criticado pelos media neerlandeses pela falta de empenho na luta pela camisola verde, aproveitou para somar alguns pontos para essa mesma classificação.  A dupla chegou a assustar o pelotão, controlado pelas equipas dos sprinters, com destaque para a Lidl – Trek. Créditos: A.S.O./Charly Lopez João Almeida abandona o Tour de France e abanicos assustam Com cerca de 84 km para o fim, um momento triste para o ciclismo nacional: João Almeida abandonou a corrida, consequência da queda que sofreu na sétima etapa. O português já tinha explicado, no início do dia, que continuar na corrida iria ser uma missão complicada. João Almeida sai do Tour de France depois de receber o prémio de melhor gregário da primeira semana de competição. https://twitter.com/LeTour/status/1944387151598060015 Pouco depois da notícia do abandono, começaram os abanicos. O vento soprava forte e a frente do pelotão aproveitou para tentar fazer estragos. O grupo chegou a partir, com Oscar Onley (Team Picnic PostNL) a ficar no grupo de trás, mas alguns quilómetros depois a situação reverteu-se. Nervos até ao sprint final A etapa continuou com muitos nervos até à aproximação ao sprint final. As zonas expostas, combinadas com o vento forte, resultaram em várias tentativas de cortar o grupo, e uma luta por colocação feroz na frente da corrida.  A 32 km, o pelotão voltou a partir. Desta vez, Ben O’Connor (Jayco AlUla), Santiago Buitrago (Bahrain - Victorious), Simon Yates (Visma | LAB) e Adam Yates (UAE Emirates XRG) foram alguns dos homens a ficar para trás e a perder tempo. A aproximação ao final foi feita a alta velocidade até Châteauroux, onde Mark Cavendish venceu por três vezes durante a sua ilustre carreira no Tour de France. https://twitter.com/LeTour/status/1944401922795930034 Os últimos quilómetros foram feitos na perseguição a Mathieu Van der Poel, que aguentou na frente até à reta da meta. O neerlandês falhou por pouco uma vitória que teria sido épica. No sprint final, Tim Merlier foi o mais forte, e voltou a vencer, depois de já o ter conseguido na terceira etapa, Jonathan Milan (Lidl - Trek) fez segundo, e Arnaud De Lie (Lotto) fechou o pódio do dia. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=-dj4jJnvNGk&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 9 do Tour de France Class.CiclistaEquipaTempo1Tim MerlierSoudal Quick-Step3:28:522Jonathan MilanLidl - Trek3:28:523Arnaud De LieLotto3:28:524Pavel BittnerTeam Picnic PostNL3:28:525Paul PenhoëtGroupama - FDJ3:28:526Biniam GirmayIntermarché - Wanty3:28:527Phil BauhausBahrain - Victorious3:28:528Jordi MeeusRed Bull - BORA - hansgrohe3:28:529Stian FredheimUno-X Mobility3:28:5210Kaden GrovesAlpecin - Deceuninck3:28:52 Top 10 da classificação geral Class.CiclistaEquipaTempo1Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG33:17:222Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+0:543Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+1:114Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike+1:175Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike+1:346Mathieu van der PoelAlpecin - Deceuninck+1:467Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+2:498Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+3:029Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+3:0610Mattias SkjelmoseLidl - Trek+3:43 Créditos da fotografia de destaque: Créditos: A.S.O./Romain Laurent ### Troféu Joaquim Agostinho | Jesús Peña vence em Montejunto  Jesús Peña levou a etapa rainha e Alexis Guérin saltou para a liderança do Troféu Joaquim Agostinho. A 2.ª etapa do Troféu Joaquim Agostinho, com partida do Bombarral e chegada ao Alto de Montejunto, teve vitória do colmbiano Jesús Peña e promoveu o francês Alexis Guérin à liderança. Preparem-se: este pode ser o duelo da próxima Volta a Portugal, que arranca na Maia a 6 de agosto. Peña, que veio da Jayco-Alula para a AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense, bateu Guérin, que fez carreira em França, na Bélgica e agora corre pela Anicolor/Tien21. O colombiano, que venceu na Volta ao Alentejo, mostrou instinto matador no dia mais duro do Troféu Joaquim Agostinho batendo ao sprint o francês. Ler mais | Checo Otruba foge para a vitória Foto: Ciclismo +TV Rodrigo Rodrigues Alexis Guérin foi valente O momento decisivo da etapa, que teve 161,3 km, aconteceu quando Alexis Guérin atacou o início da subida e se destacou dos perseguidores. Com o pelotão a fragmentar-se, Sebastian Berwick (Caja Rural-Seguros RGA) e Jesús David Peña Jiménez fizeram a perseguição, marcados à distância por mais dois ciclistas da Anicolor/Tien21, Artem Nych e Ruben Fernandez. Peña e Guerin foram mais fortes e decidiram a etapa no risco de meta, enquanto Berwick fechou o pódio. Os três ocupam também os primeiros lugares da geral, com Guérin a liderar com 0:20 e 0:21 sobre o australiano e o colombiano, respetivamente. Após liderarem durante dois dias com Rafael Reis, vencedor do Prólogo, a Anicolor/Tien21 mantém a amarela graças ao francês e ainda têm Artem Nych e Rubén Fernández no top 5 da geral. O melhor português é Tiago Antunes (Efapel), 6.º a 1:03. Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Foto: Ciclismo +TV Rodrigo Rodrigues Torres Vedras encerra a festa Este domingo é dia de desfecho do Troféu Joaquim Agostinho, com a derradeira etapa, uma viagem de 172,5 km entre a Lourinhã e Torres Vedras. O pelotão volta a subir a Serra de Montejunto e com a entrada em Torres Vedras entram no tradicional circuito para duas voltas. A meta está colocada junto ao monumento em memória de Joaquim Agostinho. Torres Vedras encerra a festa e deixa-nos algumas pistas sobre os duelos que poderemos ver brevemente na Volta a Portugal. ______________ Foto de capa: UDO João Calado ### Tour de France | Etapa 8 | João Almeida regressa em dia de tréguas no pelotão  A oitava etapa do Tour de France assistiu ao regresso de João Almeida, depois de queda grave no dia anterior. Jonathan Milan triunfou na chegada ao sprint O destaque do dia no Tour de France foi o regresso de João Almeida à estrada, depois de queda dura na sétima etapa. O português falou aos microfones da Eurosport antes da partida e disse o seguinte:   A costela está partida. Para a severidade da queda, tenho de dizer que não estou muito mal. Muitas feridas e perdi alguma pele, mas podia ter sido muito pior, temos de olhar para o positivo. Espero passar o dia e ver como vai. Vou recuperar o máximo que conseguir, a minha mão esquerda também não esta ótima, o dedo doí-me um pouco, espero conseguir manobrar e travar bem na bicicleta. Não sei, vamos ver. Metemos a saúde em primeiro lugar, a equipa deu-me liberdade para fazer o que acho que é o melhor para mim. Estar aqui só por estar aqui e ser inútil também não é bom para mim. Vamos ver como corre e depois vou decidir. João Almeida, na partida da etapa 8 do Tour de France Ler mais | Tour de France | Etapa 7 | Pogacar vinga dia de azar para Almeida Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Dia de tréguas no pelotão do Tour de France Depois de vários dias com alguma dureza, o pelotão tinha pela frente uma etapa plana, com 171 km entre Saint-Méen-le-Grand e Laval (Espace Mayenne).  Percurso sem grandes dificuldades para os ciclistas, com todo o pelotão à espera de uma chegada ao sprint. A Lidl – Trek e a Intermarché - Wanty controlaram a frente da corrida, a pensar em Jonathan Milan e Biniam Girmay, e não houve fuga até aos 80 km para o fim.  Nessa altura, dois homens da TotalEnergies, Mathieu Burgaudeau e Mattéo Vercher, lançaram-se para a frente da corrida. Os dois formaram a fuga do dia, que nunca teve muita margem, e foi apanhada com a menos de 10 km para a meta. João Almeida foi um dos destaques da transmissão do Tour de France - o português foi filmado múltiplas vezes, no dia em que regressou à estrada após queda grave. Terminou a etapa sem problemas aparentes. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Chegada ao sprint Nos últimos 40 km da corrida, o pelotão correu sob ameaça do vento, que podia causar abanicos, como já fez neste Tour de France. Nenhuma equipa assumiu a intenção de partir o grupo e o pelotão passou incólume até à aproximação à meta. A aproximação ao sprint foi feita a alta velocidade, com as equipas dos homens rápidos na cabeça do pelotão. Na luta dos sprinters, a vitória sorriu a Jonathan Milan. O italiano lutou pela posição e aproveitou o lead-out da Alpecin - Deceuninck - ganhou pela primeira vez no Tour de France, e pela oitava vez na temporada. É o primeiro italiano a triunfar na maior corrida do mundo desde Nibali, em 2019. Wout Van Aert (Visma | LAB) lutou pelo sprint e terminou no segundo lugar da etapa. Em terceiro, chegou Kaden Groves (Alpecin - Deceuninck). Créditos: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/NS8JW0MHU0Y?si=96fN2xBL1tihnPF6 Top 10 da etapa 8 do Tour de France ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Milan JonathanLidl - Trek3:50:262Wout van AertTeam Visma | Lease a Bike,,3Kaden GrovesAlpecin - Deceuninck,,4Pascal AckermannIsrael - Premier Tech,,5Arnaud De LieLotto,,6Tobias Lund AndresenTeam Picnic PostNL,,7Bryan CoquardCofidis,,8Alberto DaineseTudor Pro Cycling Team,,9Vincenzo AlbaneseEF Education - EasyPost,,10Stian FredheimUno-X Mobility,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG29:48:302Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+0:543Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+1:114Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike+1:175Mathieu van der PoelAlpecin - Deceuninck+1:296Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike+1:347Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+2:498Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+3:029Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+3:0610Mattias SkjelmoseLidl - Trek+3:43 Créditos da fotografia de destaque: Créditos: A.S.O./Billy Ceusters ### Troféu Joaquim Agostinho | Checo Otruba foge para a vitória Jakub Otruba (Caja Rural-Seguros RGA) venceu isolado na chegada ao Sobral de Monte Agraço, no segundo dia do Troféu Joaquim Agostinho. Num dia marcado pelas fugas, o checo Jakub Otruba impôs-se na 1.ª etapa em linha do Troféu Joaquim Agostinho. O último corredor a juntar-se à fuga atacou a menos de 40 km da meta e venceu com 0:52 sobre o pelotão. É a primeira vitória em de Jakub Otruba em 2025 e a primeira ao serviço da Caja Rural-Seguros RGA, onde é colega de Iúri Leitão, que não está na prova torreense. Otruba culmina em Portugal um bom momento, que se iniciou nos Nacionais checos com onde fechou o pódio no contrarrelógio e terminou 4.º na prova de estrada. Ler mais | Rafael Reis voa no Prólogo Pódio com os líderes das classificações no Troféu Joaquim Agostinho.Foto: UDO João Calado Final explosivo no Alto do Montejunto Rafael Reis (Anicolor/Tien21) mantém a camisola amarela, agora com 0:16 de vantagem sobre Jakub Otruba e 0:17 sobre Tiago Antunes (Efapel), que desceu um lugar na geral. O líder do Troféu Joaquim Agostinho também é o melhor português em prova. A camisola verde dos pontos saltou para o corpo do vencedor do dia, Jakub Otruba, enquanto a azul foi entregue a Fabrizio Crozzolo, líder da classificação da montanha, que também andou escapado Quanto às demais classificações, Diogo Pinto tem a camisola branca de líder das metas volantes, enquanto Lucas Lopes manteve a liderança da juventude e a respetiva camisola laranja. Por equipas lidera a Anicolor/Tien21. A 2.ª etapa disputa-se este sábado e tem partida agendada para as 11:45, no Bombarral. Aguarda-se um final explosivo no Alto do Montejunto, com chegada prevista para as 15:30. O Alto de Montejunto, habitual zona de treinos de craques como António Morgado ou João Almeida, voltará a ser passado no último dia antes da entrada no circuito de Torres Vedras. Ler mais | O que esperar do Troféu Joaquim Agostinho 2025? ### Tour de France | Etapa 7 | Pogacar vinga dia de azar para Almeida Tadej Pogacar voltou a vencer, na sétima etapa do Tour de France, depois de final discutido ao sprint com Jonas Vingegaard. João Almeida caiu e perdeu 10 minutos Dia agridoce para a UAE Emirates XRG - nova vitória de etapa para Tadej Pogacar, que veste outra vez amarelo no Tour de France. João Almeida caiu a 5 km da meta, perdeu muito tempo e a luta pelo pódio fica hipotecada. Ler mais | Tour de France | Etapa 6 | O método Ben Healy Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Fuga contra o pelotão Após uma luta acesa para entrar na fuga no início da etapa, estabilizou-se na frente um grupo com cinco homens, de onde se destacava Geraint Thomas (INEOS Grenadiers), vencedor do Tour de France em 2018. A UAE Emirates XRG e a Alpecin - Deceuninck foram as equipas mais interessadas em controlar a fuga, e manter a vitória da etapa possível para Tadej Pogacar e Mathieu Van der Poel. Mais perto da meta, a Visma | Lease a Bike também ajudou a fechar o espaço para a frente, para tentar atacar o final com Jonas Vingegaard. Foto: A.S.O./Tony Esnault Queda grave para João Almeida no Tour de France O último fugitivo foi alcançado pelo pelotão a cerca de 12 km do fim, quando a Visma | LAB controlava a frente do pelotão. O pelotão ultrapassou o Mûr-de-Bretagne pela primeira vez, numa altura em que o grupo da frente chegou a partir-se em dois. Na aproximação à segunda passagem pelo mítico 'muro', uma queda no pelotão com más notícias para o ciclismo nacional: João Almeida no chão e em aparente dificuldades. A corrida seguiu a alta velocidade depois da queda, e o português acabaria por perder muito tempo no final da etapa. A luta pelo pódio fica praticamente hipotecada. Informação oficial da UAE Team Emirates - XRG: "O João sofreu uma queda violenta no final da etapa de hoje. Felizmente, não há lesões graves e conseguiu terminar a etapa. Após exame clínico, levámo-lo de imediato para realizar exames radiológicos. Confirmou-se uma fratura não complicada numa costela do lado esquerdo, além de algumas escoriações profundas no corpo. Felizmente, não apresenta sinais de concussão.Vamos monitorizá-lo cuidadosamente nos próximos dias. As próximas etapas serão difíceis para ele, mas neste momento, deverá estar em condições de alinhar amanhã." Dr. Adriano Rotunno (Diretor Médico da UAE Team Emirates): Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Mûr-de-Bretagne para decidir Para além de João Almeida, houve mais nomes fortes a ficar na queda: Ben Healy (EF Education - EasyPost), Enric Mas (Movistar), Santiago Buitrago e Jack Haig (Bahrain - Victorious). O último acabou mesmo por abandonar o Tour de France. O pelotão continuou, com a luta pela vitória cada vez mais perto. Já na subida final, Remco Evenepoel (Soudal - Quickstep) foi o primeiro a assumir a dianteira do grupo, substituído por Narváez (UAE Emirates XRG), que fez o lead-out para Tadej Pogacar. Quando o equatoriano terminou o trabalho, Pogacar arrancou. Foi o primeiro a lançar o sprint, apenas seguido por Jonas Vingegaard. O dinamarquês não conseguiu sair da roda do esloveno, que venceu no Tour de France pela 19ª vez. Foi a 13ª vez que a dupla terminou nas duas primeiras posições na Grande Volta francesa. Foto: A.S.O./Tony Esnault João Almeida chegou a mais de 10 minutos do vencedor, na roda do compatriota Nelson Oliveira (Movistar). Tadej Pogacar deixou algumas palavras e dedicou a vitória ao português na final da etapa. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/6CbXcBy-AKI?si=BYFl6Pjvy_e0_tnc Top 10 da etapa RnkCiclistaEquipaTempo1Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG4:05:392Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike,,3Oscar OnleyTeam Picnic PostNL0:024Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team,,5Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike,,6Remco EvenepoelSoudal Quick-Step,,7Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels,,8Jhonatan NarváezUAE Team Emirates - XRG0:079Axel LauranceINEOS Grenadiers0:1510Tobias Halland JohannessenUno-X Mobility0:21 Top 10 da classificação geral RnkCiclistaEquipaTempo1Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG25:58:042Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:543Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels1:114Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike1:175Mathieu van der PoelAlpecin - Deceuninck1:296Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike1:347Oscar OnleyTeam Picnic PostNL2:498Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe3:029Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe3:0610Mattias SkjelmoseLidl - Trek3:43 ### EVOC Hydro Pro 3 – A mochila de hidratação, tipo "Vest" para longos dias na bicicleta As mochilas de hidratação para gravel, BTT ou aventuras longas de bicicleta, têm vindo ao longo dos anos a evoluir, havendo agora as mochilas tipo "Vest" (colete) como a EVOC Hydro Pro 3, que são mais práticas, confortáveis e minimalistas, fazendo diferença na forma como gerimos a alimentação e o transporte de material. Há dois anos que utilizo a EVOC Hydro Pro 3, uma mochila tipo vest, leve e ajustada ao corpo, pensada para quem procura transportar o essencial sem excessos. Neste vídeo partilho a minha experiência real com este modelo, como a utilizo nos meus treinos e aventuras e quais as vantagens que encontrei ao longo do tempo — incluindo a facilidade de manutenção. Vídeo https://youtu.be/MRJXGzuu6dU?si=HeEb7a5BTrsXoFrg ### Troféu Joaquim Agostinho | Rafael Reis voa no Turcifal Rafael Reis ganhou pela quinta vez o Prólogo do Troféu Joaquim Agostinho e bateu o recorde no percurso no Turcifal. Rafael Reis (Anicolor/Tien21) garantiu a camisola amarela ao vencer o Prólogo do 48.º GP Internacional de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho. O atleta da margem sul do Tejo deixou Tiago Antunes (Efapel) a 17 segundos, num trajeto de 8 km na freguesia do Turcifal. Pela nona ocasião a prova arrancou com um prólogo na freguesia do Turcifal, Vila de Encantos, que tem sido talismã para Rafael Reis já que foi a quinta vez que adjudicou o Prólogo. O que esperar do Troféu Joaquim Agostinho 2025? Rafael Reis, líder da geral, e Lucas Lopes, melhor jovem, na abertura do Troféu Joaquim Agostinho.Foto: UDO João Calado "É muito bom lutar contra mim próprio" Quando Rafael Reis se fez à estrada, a expetativa era enorme. O crónico vencedor no Turcifal, e dominador dos prólogos na Volta a Portugal, não se fez rogado, batendo um recorde que já era seu. O corredor da Anicolor/Tien21 fez 9:49 (com uma média de 48,9 km/h) e melhorou os 9:54 do ano passado. Tiago Antunes e Artem Nych completaram o pódio. Maurício Moreira (Efapel) marcou o primeiro tempo de referência (10:15), acabando batido pelo colega Tiago Antunes (10:06). O atleta do Bombarral viu a aproximação de Artem Nych (Anicolor/Tien21), que fez 10:10, mas só mesmo Reis é que bateu Antunes. "O contrarrelógio é uma das minhas armas e há um trabalho muito grande por detrás disto. Acaba por ser um investimento muito grande da equipa, as coisas vão evoluindo tecnologicamente e a equipa faz um investimento para podermos melhorar. Conseguimos acompanhar a evolução, perceber que podemos melhorar e isso motiva-nos. Vou fazer 33 anos, mas acabo por redefinir objetivos e é muito bom lutar contra mim próprio." Rafael Reis Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 ____________ Foto de capa: UDO João Calado ### Specialized apresentou a nova Coleção de Roupa S-Works A Specialized apresentou a sua nova linha de roupa, a Roupa S-Works 2025. Desenvolvida em colaboração com atletas do World Tour e da Taça do Mundo, como a SD Worx-Protime, a Red Bull BORA–Hansgrohe e a Specialized Gravity Team, os fãs dos atletas poderão vestir as mesmas roupas que os seus ídolos. Ler mais | Specialized apresenta o selim S-Works Power EVO com Mirror Roupa S-Works Estrada Aerodinâmica Mangas com textura em diamante SlipLayer poupam 90 segundos em 45 km. Ajuste compressivo tipo “segunda pele” reduz o arrasto aerodinâmico. Bolsos traseiros duplos e zona da cintura frontal lisa minimizam a perturbação do fluxo de ar. Conforto e Fit Tecido sem costuras e altamente elástico melhora a liberdade de movimentos. Mangas com corte a laser e costuras planas reduzem volume e movimento. Carneira Body Geometry Triple Density, específica para cada género e adaptada ao selim, garante suporte contínuo. Performance e Peso Tecido entrelaçado 20% mais leve do que os calções SLR anteriores. Alças leves e respiráveis que melhoram a ventilação. Bainhas elásticas mantêm o ajuste sem adicionar peso. Armazenamento Dois bolsos traseiros e um bolso com fecho estáveis, mesmo quando cheios. Sustentabilidade Tecido principal composto por 85% de poliéster reciclado. Ler mais | Specialized lançou três novas rodas da família Roval Rapide  Roupa S-Works Off-Road Durabilidade Tecido de Nylon elástico reforçado com Dyneema® oferece resistência máxima à abrasão com uma redução de peso em 35%. Costuras cosidas e coladas aumentam a resistência nas zonas de maior tensão. Liberdade de Movimento Kinetic Patterning e mangas articuladas alinham-se com o movimento natural do corpo para mobilidade total, mesmo com proteções. Ausência de costuras laterais reduz volume e elimina vincos. Performance e Respirabilidade Tecidos com elasticidade em quatro direções e malha perfurada a laser aumentam o fluxo de ar e a gestão da humidade. Parte traseira alongada garante cobertura em posições mais agressivas de condução. Conforto e Fit Corte justo e articulado que acomoda proteções. Gola, punhos e cintura com fita colada para um ajuste suave e seguro. Funcionalidade nos Trilhos Dois bolsos com fecho para guardar os essenciais. Desenvolvido com o contributo de ciclistas de classe mundial para o máximo desempenho. S-Works Skinsuit Vantagem Aerodinâmica Mangas com textura em diamante SlipLayer — o nosso tecido mais rápido, poupando até 49 segundos em 45 km / 10 watts a 48 km/h. Kinetic Patterning que acompanha o movimento do corpo e reduz os vincos. Acabamentos com corte a laser e costuras planas para uma superfície suave e de menor arrasto. Performance + Ajuste Tecido altamente elástico que proporciona um perfil aerodinâmico e compressivo. Fecho frontal de comprimento total para ventilação ajustável. Compressão que apoia o desempenho muscular em várias disciplinas. Race-Ready Versão de manga curta: dois bolsos traseiros para estrada e XCO. Versão de manga comprida: bolso interno em rede, cumpre as normas UCI (para número dorsal — reduzindo o arrasto em contrarrelógio). Conforto + Sustentabilidade Carneira Body Geometry de Tripla Densidade que oferece suporte ergonómico para longas distâncias. Painéis das pernas com 78% de nylon reciclado, garantindo alto desempenho com menor impacto ambiental. ### Tour de France | Etapa 6 | O método Ben Healy Ben Healy foi o vencedor da etapa seis depois de escapar da fuga e fazer um solo de 42 km. Os favoritos chegaram quase todos juntos mas João Almeida descolou na parte final e perdeu cinco segundos. Van der Poel é de novo camisola amarela por apenas um segundo. O Tour de France segue, depois de um contrarrelógio que viu grandes diferenças serem feitas. Os ciclistas não tiveram descanso e tiveram pela frente uma etapa de sobe e desce constante. Com mais de 200 km para percorrer entre Bayeux e Vire Normandie havia 6 contagens categorizadas no meio das muitas colinas, um autêntico dia rompe-pernas. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: A.S.O./Charly Lopez Van der Poel ataca a amarela Desde o quilómetro zero, vários ciclistas tentaram ingressar na fuga do dia, já que havia uma forte possibilidade de haver liberdade para disputar a etapa. Só quando as equipas dos favoritos à geral ficaram satisfeitas com os corredores escapados, o ritmo diminuiu e e fuga formou-se. Com sete ciclistas de enorme qualidade, o destaque foi para van der Poel (Alpecin-Deceuninck) que, por estar a apenas 1'28 do líder Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG), tinha a possibilidade de voltar a vestir a amarela. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Ben Healy repete façanha do País Basco Depois de ultrapassados 150 km os ciclistas na fuga começaram a jogar a etapa e Ben Healy (EF Education-Easy Post) foi o primeiro a dar a sua cartada a 42 km para o fim. O ciclista irlandês repetiu a façanha do País Basco, onde atacou a uma distância semelhante e levou a quinta etapa da corrida ganha por João Almeida. Ben Healy rapidamente se distanciou dos companheiros que tardaram a reagir e chegou mesmo isolado à meta, vencendo a sexta etapa do Tour de France. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Favoritos chegam juntos Depois de um dia extremamente difícil para todos, os favoritos chegaram quase todos juntos ao fim da etapa e não houve grandes diferenças de registo. João Almeida descolou na parte final da etapa e perdeu cinco segundos para os mais diretos adversários, estando agora a 1'59 do líder Mathieu van der Poel . Van der Poel volta ao primeiro posto Van der Poel voltou a ser dono da camisola amarela depois de ter chegado a 1'29 à frente do grupo dos favoritos, segurando a vantagem por apenas um segundo. Já o vencedor da etapa, Ben Healy entrou no top 10 estando agora no oitavo posto deste Tour de France. Vídeo da etapa https://youtu.be/T9Y9pGHF18c?si=tMX1ColIzf419_NM Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Healy Ben EF Education - EasyPost4:24:102 Simmons Quinn Lidl - Trek2:443 Storer Michael Tudor Pro Cycling Team2:514 Dunbar EddieTeam Jayco AlUla3:215 Yates SimonTeam Visma | Lease a Bike3:246 Barta WillMovistar Team3:297 Tejada HaroldXDS Astana Team3:528 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck3:589 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG5:2710 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck21:52:342 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG0:013 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step0:434 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels1:005 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike1:146 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:237 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG1:598 Healy BenEF Education - EasyPost2:019 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe2:3210 Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe2:36 ### O que esperar do Troféu Joaquim Agostinho 2025? Arranca esta quinta-feira o Troféu Joaquim Agostinho. Subidas ao Alto de Montejunto sábado e domingo definem a geral. Com 125 corredores, de 18 equipas, seis delas estrangeiras, vai para a estrada mais um GP Internacional de Ciclismo de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho esta quinta-feira. A prova dá o tiro de partida com Prólogo no Turcifal, seguindo-se três etapas em linha com as tradicionais chegadas a Sobral do Monte Agraço, ao Alto de Montejunto e o circuito de Torres Vedras (com subida prévia ao Alto de Montejunto). São 523,2km pelas estradas da região Oeste, que em 2024 contribuíram para a evolução de dois talentos que agora correm no WorldTour: o campeão Orluis Aular (Movistar) e o vice-campeão e vencedor das classificações por pontos, combinado e juventude, Afonso Eulálio (Bahrain Victorious). Defendem as vitórias de 2024 Bruno Silva (Anicolor-Tien 21), rei da montanha, e Diogo Narciso (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), dominador das metas volantes. Com prólogo a abrir, nota para a presença do especialista, Rafael Reis (Anicolor-Tien 21), que já venceu quatro vezes no Turcifal. Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Dois ex-campeões presentes A única ProTeam inscrita é a Caja Rural - Seguros RGA, que traz o campeão espanhol de contrarrelógio Abel Balderstone e o vencedor do Troféu Joaquim Agostinho em 2013, Eduard Prades. São dois os ex-campeões presentes, já que além do espanhol Prades também se apresenta o uruguaio Maurício Moreira, da Efapel, campeão em 2023. Foto: João Fonseca Talento nacional em destaque Há muito talento nacional em destaque. Na Rádio Popular-Paredes-Boavista está Lucas Lopes, campeão nacional sub-23 de contrarrelógio e vencedor da Volta a Portugal do Futuro. Os boavisteiros trazem ainda Daniel Dias, rei dos trepadores no GP Beiras e Serra da Estrela, e Tiago Leal, 9.º no passado Troféu Joaquim Agostinho. A AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense tem tido uma bela época. Afonso Silva venceu o GP Abimota, Jesús David Peña fez pódios na Volta ao Alentejo e no GP Beiras e Serra da Estrela, enquanto Miguel Salgueiro dominou o Memorial Bruno Neves. A Anicolor-Tien 21 traz Artem Nych, pódio nas últimas duas edições do Troféu Joaquim Agostinho e que este ano já venceu o GP O Jogo e o GP Douro Internacional. O colega Alexis Guérin dominou o GP Beiras e Serra da Estrela e Fábio Costa venceu a Clássica de Santo Thyrso. Notas ainda para a Feirense-Beeceler de Diogo Gonçalves, 3.º nos Nacionais em Ourém; a Aviludo-Louletano-Loulé traz a dupla argentina Nico Tivani e Tomas Contte; a Credibom-LA Alumínios-Marcos Car, conta com Emanuel Duarte, vencedor da Clássica da Primavera e de uma etapa no GP O Jogo, além do jovem Duarte Domingues, pódio no Nacional sub-23 de contrarrelógio. Dia 10 – Prólogo | 17h00 Turcifal – Turcifal, 8km | partida 1.º corredor Dia 11 – 1.ª etapa| 11h30 Arruda dos Vinhos / 15h50 Sobral de Monte Agraço, 181,4km Dia 12 – 2.ª etapa |11h45 Bombarral / 15h40 Alto de Montejunto 161,3km Dia 13 – 3.ª etapa |11h45 Lourinhã / 16h00 Torres Vedras, 172,5km (1.ª passagem na meta às 15h30, circuito duas voltas) ______________________________ Foto de capa: João Fonseca ### Tour de France | Etapa 5 | Evenepoel vence contrarrelógio de Caen Remco Evenepoel foi o grande vencedor do contrarrelógio da quinta etapa. Pogačar ganhou mais de um minuto a Vingegaard que fez um tempo semelhante a Almeida. O Tour de France segue a todo o gás, tal como os ciclistas nesta quinta etapa, que nos apresentou o primeiro de dois contrarrelógios individuais. O percurso era plano mas havia 33 km para percorrer em Caen, na primeira verdadeira oportunidade para os favoritos à geral fazerem as primeiras diferenças. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Affini marcou o passo Foi Edoardo Affini (Visma | Lease a Bike) quem fez o primeiro grande tempo do dia, ao terminar os 33 km de esforço em 37'15. O campeão europeu fez um grande contrarrelógio e sentou-se na cadeira quente durante grande parte da etapa e, à saída do top 10 ainda era o ciclista com o melhor tempo. Tour de France | Etapa 4 | Almeida extraordinário, Pogačar centenário Foto: A.S.O./Billy Ceusters Evenepoel destrona Affini e vence etapa Remco Evenepoel (Soudal-Quickstep) fez uma primeira parte do contrarrelógio muito parecida à de Affini acabando por levar a melhor sobre o campeão da Europa da especialidade na segunda metade da prova O Campeão do Mundo tirou finalmente da liderança Affini, fazendo menos 33 segundos que o italiano e ficando à espera que Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG) e Jonas Vingegaard (Visma | Lease a Bike) terminassem a etapa. Foto: A.S.O./Charly Lopez João Almeida salvou o dia João Almeida (UAE Emirates-XRG) teve um dia ameno em cima da bicicleta perdendo tempo para Pogačar e Evenepoel, mas ganhando a Vingegaard e Roglic. O ciclista português subiu um posto na classificação geral estando agora na 7.ª posição a 1'53 do seu colega de equipa Tadej Pogačar . Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Pogačar lidera as três principais classificações Com este segundo lugar no contrarrelógio, Pogačar ganhou tempo aos mais diretos adversários menos Evenepoel subindo a primeiro na classificação geral. Para além de ser o novo camisola amarela, o campeão do mundo de estrada junta as classificações da montanha e dos pontos, fazendo o pleno à quinta etapa. Foto: A.S.O./Tony Esnault Vídeo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=aWpOJOMiiXA&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoMédia1 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step36:4253.9512 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG0:1653.5623 Affini EdoardoTeam Visma | Lease a Bike0:3353.1524 Armirail BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:3553.0945 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels0:4952.7776 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:5852.5667 Romeo IvánMovistar Team1:0252.4528 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG1:1452.1979 Plapp LukeTeam Jayco AlUla1:1752.10610 Castrillo PabloMovistar Team1:1852.092 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG17:22:582 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step0:423 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels0:594 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike1:135 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:226 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck1:287 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG1:538 Roglič PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe2:309 Lipowitz FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe2:3110 Skjelmose MattiasLidl - Trek2:32 ### Tour de France | Etapa 4 | Almeida extraordinário, Pogačar centenário Vitória 100 na carreira de Tadej Pogačar que levou a quarta etapa do Tour. João Almeida esteve sublime no apoio ao campeão do mundo e chegou no grupo dos melhores, subindo a oitavo na geral. O Tour de France entrou em modo clássica numa jornada com quatro contagens categorizadas nos últimos 30 km, que prometiam explosão e espetáculo. Os ciclistas ultrapassaram 174 km de Amiens Métropole a Rouen num terreno bastante acidentado, onde a colocação e atenção aos cortes foram fundamentais para um bom resultado. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: A.S.O. Charly Lopez Calmaria antes da tempestade Apesar de ter um final tão duro e técnico, a etapa foi calma até à primeira subida do dia com o pelotão a controlar uma fuga de quatro elementos. Na aproximação ao Côte Jacques Anquetil, o nervosismo começou e as quedas sucederam-se no muito mobiliário urbano, felizmente sem gravidade para nenhum ciclista. O pelotão aproximou-se rapidamente dos últimos 30 km quando a UAE Emirates-XRG aumentou o ritmo e começou a alcançar elementos da fuga. Atrás, vários ciclistas começaram a perder o contacto e Lenny Martinez (Bahrain Victorious) resistia como o único sobrevivente da fuga inicial sendo alcançado uns quilómetros depois. Foto: A.S.O./Billy Ceusters Pogačar ataca, Vingegaard resiste Na última subida do dia, a Visma Lease a Bike entrou a matar mas foi Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG) que atacou. Lançado por João Almeida, o campeão do mundo arrancou e foi apenas seguido por Vingegaard (Visma Lease a Bike). Vingegaard ainda descolou momentaneamente mas cerrou os dentes e conseguiu juntar-se a Pogačar antes da descida, que viu vários ciclistas juntarem-se à frente, com João Almeida entre eles. https://twitter.com/cyclingontnt/status/1942605692575043906 Almeida deu para tudo Depois de ultrapassada a última subida do dia vários ciclistas tentaram sair do grupo dos favoritos mas João Almeida fechou todos os espaços. Nos últimos metros, Van der Poel (Alpecin-Deceuninck) atacou para a vitória mas foi seguido por Pogačar que rematou o excelente trabalho de João Almeida e alcançou a 100.ª vitória da carreira. Jonas Vingegaard fechou no terceiro posto e Almeida ficou em sexto, fechando o grupo dos favoritos. Van der Poel mantém a liderança do Tour dea FRance antes do importante contrarrelógio da quinta etapa que promete reorganizar a geral. https://twitter.com/LeTour/status/1942607863404454364 Últimos quilómetros da etapa https://www.youtube.com/watch?v=VXHBYe2yb_g&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG3:50:292 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck,,3 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike,,4 Onley OscarTeam Picnic PostNL,,5 Grégoire RomainGroupama - FDJ,,6 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG,,7 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step0:038 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,9 Skjelmose MattiasLidl - Trek0:0710 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels0:10 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck16:46:002 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG,,3 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike0:084 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike0:195 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels0:266 Mas EnricMovistar Team0:487 Onley OscarTeam Picnic PostNL0:558 Almeida JoãoUAE Team Emirates - XRG,,9 Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step0:5810 Skjelmose MattiasLidl - Trek1:02 ### Cervélo apresenta a nova S5 ao público A Cervélo apresentou a nova S5 ao público, a bicicleta de estrada usada neste Tour de France pela equipa da Visma-Lease a Bike, e que já vinha sendo utilizada desde a Paris-Nice. A bicicleta que é agora apresentada e disponibilizada ao público, surge com um design que combina inovação tecnológica e leveza, segundo a Cervélo, a nova S5 oferece ganhos significativos graças à evolução da parte frontal do quadro e à integração de componentes desenvolvidos em parceria com a Reserve. Existe versão mono-prato SRAM RED XPLR AXS 1, sistema UDH Cervélo S5, velocidade pura A S5 é uma referência no mundo do ciclismo pela velocidade e eficiência aerodinâmica, tendo sido uma das primeiras bicicletas a adoptar conceitos depois utilizados noutras marcas. O icónico V-stem e o garfo tipo baioneta da S5 são presenças constantes na frente do pelotão profissional. A nova S5 baseia-se nesse legado de velocidade e de acordo com os responsáveis da marca é agora ainda mais rápida ao evoluir a parte frontal e com menos peso, tornando-se assim uma parceira uma Aero competitiva em todos os aspectos. Ler mais | NOVA Cervélo Áspero-5 | Gravel de competição e mais versatilidade A nova bicicleta é, segundo a marca, 6 Watts mais rápida do que a sua antecessora e 124 gramas mais leve mantendo a mesma condução, equilíbrio e estabilidade. Desempenho aerodinâmico As maiores mudanças encontram-se na parte dianteira da bicicleta, onde se obtêm os maiores ganhos em termos de desempenho aerodinâmico. As pernas da forqueta e o tubo da direção tornaram-se significativamente mais profundos e o novo guiador/avanço integrado de peça única, desenvolve ainda mais o conceito original da V-stem. A Cervélo e a Reserve desenvolveram em conjunto as novas rodas Reserve 57|64 Turbulent Aero especificamente para serem usadas com o quadro da S5. O offset das rodas corresponde perfeitamente à assimetria do tubo do selim da S5, ao encaixar-se de forma ideal nos recortes do quadro garantindo que o ar flua suavemente por toda a bicicleta. A abordagem Turbulent Aero da Reserve torna estas rodas incrivelmente estáveis, mesmo com ventos laterais. Guiador e avanço integrado O HB19 utiliza o conceito “Plus-Four” da Cervélo, o que significa que a largura ao nível dos manípulos é 4 cm mais estreita do que nos drops (por exemplo, 38 cm/42 cm). Esta abordagem ajuda os ciclistas a manter uma posição corporal mais aerodinâmica quando têm as mãos nos manípulos, ao mesmo tempo que proporciona estabilidade nos drops para descidas e sprints. Todos os tamanhos de guiador são legais segundo as regras da UCI, mesmo após as mais recentes alterações ao regulamento. Montagens e preços Podes ver mais informações sobre este modelo, disponíveis através do importador oficial da Cervélo em Portugal: www.bicimax.pt ### Tour de France | Etapa 3 | Merlier lança-se para a vitória Tim Merlier levou a terceira etapa do Tour de France, num dia marcado por várias quedas que tiraram Jasper Philipsen da corrida. A terceira etapa do Tour de France apresentou um perfil quase plano na sua totalidade, com apenas uma contagem de quarta categoria, mas ainda longe da meta. Os ciclistas tiveram 178 km para percorrer na ligação de Valenciennes a Dunkerque, num dia sem fuga e que teve como ponto central o sprint final. Ler mais | Tour de France | Etapa 2 | Van der Poel dá espetáculo Foto: A.S.O./Charly Lopez Pacto de não agressão Apesar da grande montra que é o Tour de France, as equipas decidiram não colocar corredores adiantados num pacto de não agressão, que fizeram desta etapa uma gigante aproximação ao sprint de 180 km. Depois de ter vencido as duas primeiras etapas, a Alpecin-Deceuninck e as equipas dos homens rápidos controlaram a corrida, tentando levar os seus homens na melhor posição para disputar a etapa, até à queda de um dos seus líderes. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: A.S.O./Charly Lopez Philipsen abandona depois de queda Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck), vencedor da primeira etapa desta edição do Tour, sofreu uma queda feia na disputa do sprint intermédio. Favorito ao dia de hoje, o ciclista belga ficou muito mal tratado e abandonou a corrida. Tim Wellens (UAE Emirates-XRG) atacou do pelotão perto da contagem de quarta categoria, passando em primeiro. O campeão belga aguardou pelo pelotão que começou a preparar o sprint final. https://twitter.com/Eurosport_FR/status/1942230138126533060 Merlier vs Milan Os últimos 30 km foram percorridos a alta velocidade com várias equipas a tentarem aproveitar o infortúnio de Jasper Philipsen. Numa chega com várias quedas e sobressaltos, Tim Merlier (Soudal-Quickstep) foi o mais forte vencendo Jonathan Milan (Lidl-Trek) no lançar da bicicleta. O campeão da europa fez um sprint pleno de potência e ultrapassou Milan nos derradeiros metros levando a sua segunda vitória no Tour de France. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1942250652966461518 Vídeo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=neGf0rhdAkc&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Merlier TimSoudal Quick-Step4:16:552 Milan JonathanLidl - Trek,,3 Bauhaus PhilBahrain - Victorious,,4 Wærenskjold SørenUno-X Mobility,,5 Bittner PavelTeam Picnic PostNL,,6 Girmay BiniamIntermarché - Wanty,,7 Groves KadenAlpecin - Deceuninck,,8 van Poppel DannyRed Bull - BORA - hansgrohe,,9 Ackermann PascalIsrael - Premier Tech,,10 Capiot AmauryArkéa - B&B Hotels,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 van der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck12:55:372 Pogačar TadejUAE Team Emirates - XRG0:043 Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike0:064 Vauquelin KévinArkéa - B&B Hotels0:105 Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike,,6 Mas EnricMovistar Team,,7 Blackmore JosephIsrael - Premier Tech0:418 Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility,,9 O'Connor BenTeam Jayco AlUla,,10 Powless NeilsonEF Education - EasyPost0:49 ### Volta a Portugal feminina - Raquel Queirós a segundos da vitória Correram-se, no fim de semana de 5 e 6 de julho, as últimas duas etapas da Volta a Portugal feminina. Jasmin Liechti sagrou-se campeã da quinta edição da corrida Raquel Queirós (AtumGeneral/Tavira/SCFarense) terminou a terceira etapa da Volta a Portugal feminina a fechar o pódio da classificação geral, que era liderada por Heidi Franz. As duas últimas etapas reorganizaram a tabela classificativa, que terminou com Jasmin Liechti (NEXETIS) em primeiro lugar, e Raquel Queirós na quinta posição, a 0:24 da líder. Ler mais | Volta a Portugal Feminina – Primeiras etapas lançam luta pela geral Créditos: FPC 4ª etapa A quarta, e penúltima, etapa da Volta a Portugal feminina provou ser uma das mais determinantes para a classificação geral no final da prova. Dia de média montanha, marcado pelas duas subidas nos últimos 25 km do dia, numa tirada com início em Coruche e final em Loures. Foi na última subida do dia que aconteceram as movimentações decisivas. Jasmin Liechti juntou-se a três ciclistas que atacaram o pelotão, que já seguia reduzido. A ciclista da NEXETIS isolou-se na descida, e nunca mais foi apanhada pelas rivais. Venceu a etapa com 0:28 sobre as 13 ciclistas que perseguiam a frente da corrida. Raquel Queirós chegou inserida nesse grupo, e manteve vivas as esperanças da geral, apesar de ter descido à quarta posição, e de estar a 0:24 da nova líder, Jasmin Liechti. 5ª etapa A quinta, e última, etapa da Volta a Portugal feminina percorreu 89,2 km entre Marvila e Póvoa de Santa Iria. Dia com algum terreno acidentado para as ciclistas tentarem as derradeiras diferenças na geral. A meio da tirada, o ritmo a que se corria, aliado ao vento que se fazia sentir, partiu o pelotão em dois grupos, com a distância a aumentar rapidamente. Jasmin Liechti ficou na frente da corrida, e seguiu o ataque de 16 ciclistas, na aproximação ao Prémio de Montanha de Cardosas, a cerca de 20 km da meta. Do grupo da frente, destacou-se India Grangier (Team Coop - Repsol) - a vencedora da Volta a Portugal feminina em 2024 repetiu a vitória na chegada a Póvoa de Santa Iria, que também tinha conseguido na última edição. Jasmin Liechti chegou inserida no segundo grupo, a 0:10 da vencedora, o sufieciente para agarrar a camisola amarela e vencer a classificação geral da Volta a Portugal feminina. No segundo lugar ficou India Grangier, e a fechar o pódio Heidi Franz (Cynisca Cycling). Raquel Queirós foi a melhor portuguesa em prova. A ciclista da AtumGeneral/Tavira/SCFarense manteve-se na luta pela classificação geral até ao fim, terminando na quinta posição, a apenas 0:24 da vencedora. Ler mais | Raquel Queirós em entrevista: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” Créditos: Rodrigo Vicente Top 10 da classificação geral da Volta a Portugal feminina Class.NomeEquipa Tempo1Liechti JasminNEXETIS13:42:202Grangier IndiaTeam Coop - Repsol+ 0:163Franz HeidiCynisca Cycling, ,4Jørgensen TirilTeam Coop - Repsol+ 0:245Queirós RaquelAtumGeneral/Tavira/SC Farense, , 6Mahé OcéaneArkéa - B&B Hotels Women+ 0:297Lylyk KiaraWinspace Orange Seal+ 0:368Gilabert ArianaEneicat - CMTeam+ 0:479Sarkisov KatherineUnited States+ 0:5110Berteau VictoireCofidis Women Team+ 1:15 Créditos da fotografia de destaque: FPC ### Tour de France | Etapa 2 | Van der Poel dá espetáculo Mathieu Van der Poel leva a segunda etapa e passa a ser camisola amarela do Tour de France, depois de espetáculo e muitos nervos nos últimos 20 km O segundo dia do Tour de France teve traços de clássica, com um final muito acidentado nos últimos quilómetros. A Alpecin - Deceuninck controlou a etapa e deixou Mathieu Van der Poel em posição privilegiada para vencer o sprint em subida. Ler mais | Tour de France | Etapa 1 | Abanicos tramam Almeida e Evenepoel Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Mau tempo ameaçou o pelotão do Tour de France O segundo dia do Tour de France corria-se entre Lauwin-Planque e Boulogne-sur-Mer. 209,1 km marcados por três colinas categorizadas, muito exigentes, nos últimos 30 km. O mau tempo ameaçou antes da partida, mas os corredores escaparam as dificuldades acrescidas. Uma fuga de quatro ciclistas saiu para a frente da corrida no início do dia. A Alpecin - Deceuninck e a Intermarché - Wanty foram as duas equipas que mais controlaram os fugitivos, a pensar em Mathieu Van der Poel e Biniam Girmay para o final. Os últimos homens da fuga foram apanhados a cerca de 50 km do fim, e o pelotão abordou os próximos quilómetros a alta velocidade, na luta pela colocação para o final exigente. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise A.S.O./Tony Esnault Classicómanos vs favoritos à geral O perfil acidentado da etapa abria a porta à possibilidade de luta pela vitória por parte de vários perfis de ciclista. Duas subidas curtas, mas com pendentes muito elevadas, preparavam o terreno para o sprint final em subida. Houve alguns ataques no grupo reduzido que ultrapassou as primeiras colinas, com destaque para Kévin Vauquelin (Arkéa - B&B Hotels) e Matteo Jorgenson (Visma | LAB), que chegaram a ter alguns segundos para o grupo dos favoritos. João Almeida (UAE Emirates XRG) pôs-se ao trabalho, e voltou a juntar o mini-pelotão que seguia na frente da corrida. Tudo pronto para o confronto entre Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) e Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG), com Jonas Vingegaard (Visma | LAB) firme na roda do esloveno. Foto: A.S.O. Billy Ceusters Van der Poel mais forte No sprint, Van der Poel provou ser o mais forte. O neerlandês foi o primeiro a arrancar - levou Pogacar na roda, que já não conseguiu ultrapassar o homem da Alpecin - Deceuninck. O campeão do mundo fez segundo e Vingegaard terminou em terceiro na etapa. Segunda vitória para o neerlandês no Tour de France. Em 2021, também havia vencido na segunda etapa da maior corrida do mundo e, tal como há quatro anos atrás, o triunfo também lhe vale a camisola amarela da corrida, que troca de ciclista, mas fica na estrutura da Alpecin - Deceuninck. Também é a quarta vez esta época que Van der Poel e Pogacar terminam no pódio em 2025, depois de o terem feito na Milan - Sanremo, Volta à Flanders, Paris-Roubaix e na primeira etapa do Critério do Dauphiné. https://twitter.com/LeTour/status/1941892534336213073 Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard são, agora, segundo e terceiro da classificação geral. João Almeida chegou inserido no grupo da frente, que contou com 26 corredores, e ascende à 13ª posição da prova. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ANwDMTqIQh4&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo Final1ºVan der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck4:45:412ºPogačar TadejUAE Team Emirates - XRG, ,3ºVingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike, ,4ºGrégoire RomainGroupama - FDJ, ,5ºAlaphilippe JulianTudor Pro Cycling Team, ,6ºOnley OscarTeam Picnic PostNL, ,7ºParet-Peintre AurélienDecathlon AG2R La Mondiale Team, ,8ºVauquelin KévinArkéa - B&B Hotels, ,9ºVelasco SimoneXDS Astana Team, ,10ºBerckmoes JennoLotto, , Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo Final1ºVan der Poel MathieuAlpecin - Deceuninck8:38:422ºPogačar TadejUAE Team Emirates - XRG0:043ºVingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike, ,4ºVauquelin KévinArkéa - B&B Hotels0:105ºJorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike, ,6ºMas EnricMovistar Team, ,7ºPhilipsen JasperAlpecin - Deceuninck0:318ºBlackmore JosephIsrael - Premier Tech0:419ºJohannessen Tobias HallandUno-X Mobility, ,10ºO'Connor BenTeam Jayco AlUla, , Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Billy Ceusters ### Tour de France | Etapa 1 | Abanicos tramam Almeida e Evenepoel Arranque do Tour de France previa-se com final ao sprint, mas foi o vento a marcar o dia: um corte a 17 km da meta provocou perdas a João Almeida, Remco Evenpoel e Primoz Roglic Jasper Philipsen (Alpecin - Deceuninck) triunfou na primeira etapa do Tour de France, e leva a primeira camisola amarela da maior corrida do mundo, com vitória ao sprint depois do pelotão ter sido vítima do vento - ficou cortado a 17 km do fim e deixou vários favoritos para trás. Ler mais | Tour de France 2025 – Guia com as etapas, as equipas e análise Foto: Alpecin Deceuninck Arranque do Tour de France O Tour de France arrancou a alta velocidade, como tem sido hábito nas últimas edições. Uma fuga com cinco corredores saiu para a frente da corrida - Benjamin Thomas (Cofidis) e Mattéo Vercher (Team TotalEnergies) foram os últimos apanhados, ainda longe do fim, depois de terem caído os dois. https://twitter.com/LeTour/status/1941499361638109369 O grupo seguiu compacto, e tudo previa um final com o pelotão compacto a discutir o sprint para a vitória. Mas, a 17 km da meta, o vento pregou uma partida ao pelotão. Abanicos marcam o dia O pelotão separou-se a 17 km da meta, devido ao abanicos provocados pelo vento. No primeiro grupo, dos favoritos à geral, apenas os dois nomes mais fortes: Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) e Jonas Vingegaard (Visma | LAB). https://twitter.com/LeTour/status/1941520413122756878 No segundo grupo, que perdia segundos a cada quilómetro que se corria, seguiam, entre outros, João Almeida (UAE Emirates XRG), Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), Primoz Roglic e Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe). Na frente, a UAE Emirates XRG e a Visma | LAB aproveitavam para impor ritmo no pelotão e garantir que os rivais não alcançavam a frente. Foram auxiliados pelo Alpecin - Deceuninck, que corria para a vitória de etapa. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Jasper Philipsen não perdoa O grupo da frente, órfão de alguns dos nomes mais fortes para o sprint no Tour de France - como Tim Merlier (Soudal Quick-Step) ou Jonathan Milan (Lidl - Trek) - fez a aproximação à meta a alta velocidade. No sprint final, a Alpecin - Deceuninck não perdoou. Jasper Philipsen terminou o tremendo trabalho começado por Mathieu Van der Poel e Kaden Groves no lançamento do sprint, e venceu sem dar hipóteses aos rivais, para se tornar no primeiro camisola amarela do Tour de France 2025. Em segundo lugar chegou Biniam Girmay (Intermarché - Wanty), e a fechar o pódio ficou Søren Wærenskjold (Uno-X Mobility). O segundo grupo acabou com 0:39 perdidos para a frente da corrida, num dia mau para a Red Bull - BORA - hansgrohe, que perdeu tempo com os dois homens para a classificação geral. A UAE Emirates XRG viu Pogacar ganhar tempo a toda a gente menos a Vingegaard, mas João Almeida também se atrasa. A Visma | LAB poderá ter sido a grande vencedora do dia, metendo tempo em quase todos os rivais, sem nenhuma perda para a concorrência. Foto: A.S.O./Tony Esnault Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=g_I-vdut5HI&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da 1ª etapa do Tour de France ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Jasper PhilipsenAlpecin - Deceuninck3:53:112Biniam GirmayIntermarché - Wanty,,3Søren WærenskjoldUno-X Mobility,,4Anthony TurgisTeam TotalEnergies,,5Matteo TrentinTudor Pro Cycling Team,,6Clément RussoGroupama - FDJ,,7Paul PenhoëtGroupama - FDJ,,8Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike,,9Marius MayrhoferTudor Pro Cycling Team,,10Samuel WatsonINEOS Grenadiers,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1Jasper PhilipsenAlpecin - Deceuninck3:53:012Biniam GirmayIntermarché - Wanty+0:043Søren WærenskjoldUno-X Mobility+0:064Anthony TurgisTeam TotalEnergies+0:105Matteo TrentinTudor Pro Cycling Team,,6Clément RussoGroupama - FDJ,,7Paul PenhoëtGroupama - FDJ,,8Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike,,9Marius MayrhoferTudor Pro Cycling Team,,10Samuel WatsonINEOS Grenadiers,, Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Charly Lopez ### Specialized apresenta o selim S-Works Power EVO com Mirror A Specialized apresentou o novo Selim S-Works Power EVO com Mirror que, segundo a marca é o selim de alta performance mais confortável alguma vez medido. O S-Works Power EVO eleva o design pioneiro do selim Power ao combinar a ciência ergonómica comprovada da Body Geometry com feedback de ciclistas de elite, oferecendo potência, suporte e alívio de pressão sem precedentes. Ler mais | Specialized S-Works Red Bull BORA TdF LTD – Coleção Tour de France Power EVO com Mirror O Power EVO com Mirror foi criado para ciclistas que se movimentam no selim. Quer estejam a pedalar na ponta do selim ou posicionado mais atrás, a sua forma evoluída e os seus detalhes comprovados mantêm-no confortável e onde realmente rende. O Power EVO com Mirror oferece: 34,1% menos pressão na ponta vs. selins de espuma tradicionais; 18% menos pressão máxima na linha central vs. o Power Mirror; 28,8% menos pressão nos ísquios vs. selins de espuma tradicional; Disponível em quatro larguras – 130, 143, 155 e 168 mm – e com carris 2 cm mais longos, o S-Works Power EVO com Mirror permite uma personalização de ajuste incomparável, tornando-se o teu reflexo perfeito. Destaques: 28,8% - Menos pressão nos ísquios vs. selins de espuma tradicional 34,1% - Menos pressão na ponta do selim do que em selins de espuma tradicional 18% - Menos pressão máxima na linha central  vs. o S-Works Power com Mirror 47.000 - O maior número de material Mirror de sempre: 47.000 estruturas e 21.000 nós 2 cm - Carris mais longos para maior ajuste e personalização 221 gramas - Peso do S-Works Power EVO na largura de 143 mm ### Volta a Portugal Feminina - Primeiras etapas lançam luta pela geral A Volta a Portugal Feminina arrancou dia 2 de julho, e já se correram as primeiras três etapas até este sábado, 5 de julho. A luta pela geral está lançada com portuguesas envolvidas Três vencedoras diferentes nas três primeiras etapas da Volta a Portugal Feminina. Raquel Queirós (AtumGeneral/Tavira/SCFarense) é a melhor portuguesa na geral - ocupa o terceiro lugar, a 0:10 da líder, Heidi Franz (Cynisca Cycling). Ler mais | 5ª Volta a Portugal Feminina sai para a estrada dia 2 de julho! Créditos: FPC 1ª Etapa A primeira etapa da Volta a Portugal Feminina esperava-se com final ao sprint, num dia sem grandes dificuldades para as ciclistas. A tirada passou por Guilhabreu, casa de partida para algumas das melhores ciclistas nacionais, onde Raquel Queirós passou em segundo na contagem de montanha, com muito apoio do público nas estradas. Créditos: FPC O pelotão chegou compacto ao sprint final, onde o vento foi um dos maiores fatores. Amelie Dideriksen (Cofidis Women Team) triunfou na chegada a Esposende. A campeã do mundo de estrada em 2016 conquistou, assim a primeira camisola amarela da Volta a Portugal feminina. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=X_AbZ5usBfg&ab_channel=Federa%C3%A7%C3%A3oPortuguesadeCiclismo 2ª etapa A segunda etapa da Volta a Portugal feminina também não previa grandes dificuldades, com o percurso plano com exceção a duas contagens de quarta categoria dentro dos últimos 20 km de corrida. A última das contagens, a menos de 10 km do fim, criou estragos: um grupo de 11 corredoras destacou-se na frente, e acabou a disputar a etapa entre si. No sprint reduzido, a americana Heide Franz foi a mais forte, e tornou-se também na nova camisola amarela da prova. Raquel Queirós chegou inserida no grupo da frente e assumiu a sexta posição da classificação geral. Créditos: FPC 3ª etapa O terceiro dia da Volta a Portugal feminina era previsto como a etapa rainha da corrida. 128 km entre Aveiro e Pombal, com uma contagem de montanha de segunda categoria (2,2 km a 2,9%) nos últimos 6 km da tirada. No entanto, a etapa não trouxe as diferenças que se podiam esperar. O pelotão conseguiu ultrapassar as dificuldades compacto, e a vitória foi decidida ao sprint. Fiona Mangan (Winspace Orange Seal) venceu no terceiro dia. Raquel Queirós voltou a chegar integrada no grupo principal, e subiu à terceira posição da classificação geral. Heidi Franz mantem-se na liderança da corrida. Ler mais | Raquel Queirós em entrevista: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” Créditos: FPC Últimas etapas decidem geral da Volta a Portugal feminina Após três dias de competição, a Volta a Portugal feminina tem o pódio separado por 10 segundo. Heidi Franz lidera, com a espanhola Ariana Gilabert (Eneicat - CMTeam) - colega de Daniela Campos - no segundo lugar, e Raquel Queirós na terceira posição. A décima classificada da corrida encontra-se a apenas 0:24 do primeiro lugar. Ganham, então, mais importância as duas últimas etapas da corrida, que vão para a estrada este fim de semana, dias 5 e 6 de julho. A quarta etapa liga Coruche a Loures, e passa por uma contagem de montanha de segunda categoria a menos de 10 km da meta, momento que pode ser crucial para a definição da corrida. O último dia corre-se entre Marvila e Póvoa de Santa Iria. Percurso plano, com final em subida, que pode servir para marcar as últimas diferenças da quinta edição da Volta a Portugal feminina. Top 10 da Volta a Portugal feminina após a 3ª etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Franz HeidiCynisca Cycling8:23:542Gilabert ArianaEneicat - CMTeam+0:103Queirós RaquelAtumGeneral/Tavira/SC Farense"4Drummond MichaelaArkéa - B&B Hotels Women+0:125Jørgensen TirilTeam Coop - Repsol"6Francis JenayaWinspace Orange Seal"7Magner AlexisCynisca Cycling+0:138Mangan FionaWinspace Orange Seal+0:149Grangier IndiaTeam Coop - Repsol+0:2210Bobnar NikaNEXETIS+0:24 Créditos da fotografia de destaque: FPC ### Trek revela a pintura para o Tour A Trek revelou o esquema de pintura para o Tour de France de 2025, com o mais recente Project One ICON da marca a estrear-se no Tour deste ano, com a equipa masculina da Lidl-Trek. Couler Couler (que em francês significa «fluir») é inspirado nos expressionistas abstratos e transmite o movimento e a espontaneidade que se vê nas obras de artistas como Matisse e Pollock. O design usa as cores da equipa Lidl-Trek em pinceladas ousadas e texturas em camadas, com salpicos de tinta e formas pintadas à mão que dão um toque dinâmico e expressivo à bicicleta. Ler mais | Trek expande a sua coleção Project One Signature A Couler junta-se à série Project One ICON da Trek, que é uma coleção de esquemas de pintura premium que representam o mais alto nível de arte em bicicletas personalizadas com designs exclusivos, cheios de textura, profundidade e atmosfera.  Este esquema está agora disponível exclusivamente nos modelos de bicicletas de estrada Trek Madone SLR através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a bicicleta dos seus sonhos nos distribuidores Trek em todo o mundo e online em trekbikes.com em mercados selecionados. ### Tour de France 2025 - Guia com as etapas, as equipas e análise O Tour de France arranca a 5 de julho e João Almeida parte com estatuto de candidato ao pódio na maior corrida do mundo Créditos: A.S.O. A 112.ª edição começa a 5 de julho, em Lille, com a Grande Partida. Neste artigo encontras a análise do percurso com todos os perfis de etapa e as datas, assim como a start list completa de todas as equipas e os favoritos à vitória de Tour de France onde João Almeida surge, pela primeira vez na carreira, como candidato a um dos três primeiros lugares, numa época onde já leva nove vitórias. Foto: A.S.O. Billy Ceusters O percurso Para começar, uma (quase) certeza: será um sprinter o primeiro a envergar a camisola amarela! A primeira etapa será praticamente plana, como poderás verificar de seguida. De Lille a corrida parte para uma semana pelo Norte, onde há a destacar o contrarrelógio de 33 km, em Caen, à 5.ª etapa. Créditos: A.S.O. Charly Lopez Ao sétimo dia os favoritos à geral testam-se no Muro da Bretagne, onde Mathieu Van der Poel venceu em 2021 com dedicatória ao avô Raymond Poulidor. Ainda antes da jornada de descanso, o pelotão enfrenta a primeira jornada montanhosa que supera 4000 m de acumulado. Em Puy de Sancy, pico mais alto do Maciço Central, o final promete com o enlace Croix St-Robert e Mont-Dore. Ler mais | Top 5 das montanhas do Tour de France Regressa Luchon-Superbagneres A segunda semana abre com uma jornada para sprinters em Toulouse, na antecâmara da entrada nos Pireneus à 12.ª etapa entre Pau e Hautacam (13,6 km a 7,8 %). À meta chega-se via Col du Soulor (11,9 km a 7,3%) e Col des Bordères para um total de 3850 m de acumulado. Da montanha que catapultou Vingegaard para o título, em 2022, o percurso do Tour de France leva-nos até à cronoescalada que une ao Loudenville e Peyragudes. Haverá cronoescalada de 13 km, sendo que a subida de 8 km para o altiporto conta com 620 m de desnível positivo. Na 14.ª etapa regressa Luchon-Superbagneres (12,4 km a 7,5 %)! Palco de tantas batalhas em final dos anos 80, será precedida por passagens no Tourmalet (19 km a 7,4 %), no Aspin (5 km a 7,6 %) e em Peyresourde (7,1 km a 7,8 %), num dia com 4950 m de acumulado. Fecham a semana com etapas de transição na Occitânia com chegada a Carcassone. Ler mais | Pogacar Tour – Marcas históricas e registos supersónicos Gigante da Provença está de volta ao Tour de France Após descansarem em Montpellier, os ciclistas abrem a terceira semana subindo os 21 km do Mont Ventoux na 16.ª etapa. Quatro anos depois o Gigante da Provença está de volta! As decisões são nos Alpes. Na 18ª etapa partem de Vif em direção a Glandon, Madeleine e La Loze. A subida final é pela vertente de Courchevel e os 26,2 km a 6,5 % de La Loze ficarão sempre associados ao "I'm gone, I'm dead" de Tadej Pogacar, em 2023. A 19.ª etapa coloca um ponto final na alta montanha. Jornada entre Albertville e La Plagne (19,1 km a 7,2 % km), com prévia subida a Col du Pré e Cornet de Roselend. Tour de France decidido na alta montanha O Tour de France terá cinco finais em alto em montanhas que supõe 40 minutos de esforço ou mais. Este dado, aliado ao escasso contrarrelógio, mostram que em 2025 teremos o Tour de France decidido na alta montanha. Dia 27 de julho a festa termina em Paris, no regresso aos Campos Elísios, após a prova ter acabado em Nice este ano. Ler mais | Os melhores sprinters do Tour de France Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Os favoritos A lista de favoritos do Tour de France é marcada pelos dois nomes que conquistaram as cinco últimas edições: Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard. A julgar pela época até agora, o esloveno parece partir na pole position: 12 vitórias em 22 dias de corrida, incluindo dois monumentos e o Critério do Dauphiné, onde bateu o dinamarquês. Mas o bicampeão do Tour de France (2022 e 2023) já mostrou antes ter o antídoto para quebrar Tadej Pogacar, e chega à Grande Volta em 2025 com a preparação ideal - depois de ter sofrido um acidente grave na aproximação à prova no último ano - e com uma equipa de luxo para por pressão na UAE Emirates XRG. Foto: A.S.O./Tony Esnault João Almeida, Remco Evenepoel e Primoz Roglic também partem com pretensões legítimas nas geral do Tour de France. João Almeida chega ao Tour de France em grande forma, depois de fazer história no ciclismo mundial esta época. O português deverá ser o principal escudeiro de Tadej Pogacar, situação que pode ser prejudicial caso tenha de trabalhar para o esloveno, mas que também abre portas ao português para lutar pelo pódio e por vitórias de etapa. Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Remco Evenepoel vai tentar melhorar o terceiro lugar de 2024, apesar de chegar ao Tour com zero vitórias em classificações gerais esta época, depois de terminar o último ano com um acidente grave. O belga venceu por quatro vezes este ano, três delas em contrarrelógios, incluindo o recente título nos campeonatos nacionais. Foto: Specialized Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Primoz Roglic chega ao Tour de France numa posição vulnerável. O esloveno venceu a Volta à Catalunha este ano, mas desistiu do Giro de Itália e não conclui a Grande Volta francesa desde 2020, quando foi batido por Tadej Pogacar no contrarrelógio da 20ª etapa. Foto: Volta Ciclista a Catalunya Resta perceber se a Red Bull - BORA - hansgrohe, que até leva homens para o lead-out de Meeus, vai usar Roglic como líder indiscutível, ou se Florian Lipowitz será uma carta a jogar por parte da equipa alemã. Ler mais | Roglic arranca no Algarve rumo a Giro e Tour As etapas do Tour de France Etapa 1 - Sábado (05/07) Etapa 2 - Domingo (06/07) 15 e 21 Etapa 3 - Segunda (07/07) Etapa 4 - Terça (08/07) Etapa 5 - Quarta (09/07) Etapa 6 - Quinta (10/07) Etapa 7 - Sexta (11/07) Etapa 8 - Sábado (12/07) Etapa 9 - Domingo (13/07) Etapa 10 - Segunda (14/07) Terça (15/07) - Dia de descanso https://twitter.com/cyclingontnt/status/1681053662234447872 Etapa 11 - Quarta (16/07) Etapa 12 - Quinta (17/07) Etapa 13 - Sexta (18/07) Etapa 14 - Sábado (19/07) Etapa 15 - Domingo (20/07) Segunda (21/07) - Dia de descanso Etapa 16 - Terça (22/07) Etapa 17 - Quarta (23/07) Etapa 18 - Quinta (24/07) Etapa 19 - Sexta (25/07) Etapa 20 - Sábado (26/07) Etapa 21 - Domingo (27/07) Startlist do Tour de France UAE Team Emirates - XRG (WT) 1 POGAČAR Tadej 2 ALMEIDA João 3 NARVÁEZ Jhonatan 4 POLITT Nils 5 SIVAKOV Pavel 6 SOLER Marc 7 WELLENS Tim 8 YATES Adam Team Visma | Lease a Bike 11 VINGEGAARD Jonas 12 CAMPENAERTS Victor 13 AFFINI Edoardo 14 BENOOT Tiesj 15 JORGENSON Matteo 16 KUSS Sepp 17 VAN AERT Wout 18 YATES Simon Soudal Quick-Step 21 EVENEPOEL Remco* 22 CATTANEO Mattia 23 EENKHOORN Pascal 24 MERLIER Tim 25 PARET-PEINTRE Valentin* 26 SCHACHMANN Maximilian 27 VAN LERBERGHE Bert 28 VAN WILDER Ilan* EF Education - EasyPost 31 ALBANESE Vincenzo 32 ASGREEN Kasper 33 BAUDIN Alex* 34 HEALY Ben* 35 POWLESS Neilson 36 SWEENY Harry 37 VALGREN Michael 38 VAN DEN BERG Marijn Intermarché - Wanty 41 GIRMAY Biniam* 42 BARRÉ Louis* 43 BRAET Vito* 44 PAGE Hugo* 45 REX Laurenz 46 RUTSCH Jonas 47 VAN SINTMAARTENSDIJK Roel* 48 ZIMMERMANN Georg Bahrain - Victorious 51 BUITRAGO Santiago 52 BAUHAUS Phil 53 GRADEK Kamil 54 HAIG Jack 55 MARTINEZ Lenny* 56 MOHORIČ Matej 57 STANNARD Robert 58 WRIGHT Fred INEOS Grenadiers 61 RODRÍGUEZ Carlos* 62 ARENSMAN Thymen 63 FOSS Tobias 64 GANNA Filippo 65 LAURANCE Axel* 66 SWIFT Connor 67 THOMAS Geraint 68 WATSON Samuel* Red Bull - BORA - hansgrohe 71 ROGLIČ Primoz 72 LIPOWITZ Florian* 73 MEEUS Jordi 74 MOSCON Gianni 75 PITHIE Laurence* 76 VLASOV Aleksandr 77 VAN DIJKE Mick* 78 VAN POPPEL Danny Lidl - Trek 81 SKJELMOSE Mattias* 82 CONSONNI Simone 83 MILAN Jonathan* 84 NYS Thibau* 85 SIMMONS Quinn* 86 SKUJIŅŠ Toms 87 STUYVEN Jasper 88 THEUNS Edward Groupama - FDJ 91 MARTIN Guillaume 92 ASKEY Lewis* 93 BARTHE Cyril 94 GRÉGOIRE Romain* 95 MADOUAS Valentin 96 PACHER Quentin 97 PENHOËT Paul* 98 RUSSO Clément Alpecin - Deceuninck 101 VAN DER POEL Mathieu 102 DILLIER Silvan 103 GROVES Kaden 104 MEURISSE Xandro 105 PHILIPSEN Jasper 106 RICKAERT Jonas 107 VERMEERSCH Gianni 108 VERSTRYNGE Emiel* Tudor Pro Cycling Team 111 ALAPHILIPPE Julian 112 DAINESE Alberto 113 HALLER Marco 114 HIRSCHI Marc 115 LIENHARD Fabian 116 MAYRHOFER Marius* 117 STORER Michael 118 TRENTIN Matteo Team Jayco AlUla 121 O'CONNOR Ben 122 DUNBAR Eddie 123 DURBRIDGE Luke 124 GROENEWEGEN Dylan 125 MEZGEC Luka 126 PLAPP Luke* 127 REINDERS Elmar 128 SCHMID Mauro Arkéa - B&B Hotels 131 VAUQUELIN Kévin* 132 CAPIOT Amaury 133 COSTIOU Ewen* 134 DÉMARE Arnaud 135 GARCÍA PIERNA Raúl* 136 LE BERRE Mathis* 137 RODRÍGUEZ Cristián 138 VENTURINI Clément Movistar Team 141 MAS Enric 142 BARTA Will 143 CASTRILLO Pablo* 144 GARCÍA CORTINA Iván 145 MÜHLBERGER Gregor 146 OLIVEIRA Nelson 147 ROMEO Iván* 148 RUBIO Einer Decathlon AG2R La Mondiale Team 151 GALL Felix 152 ARMIRAIL Bruno 153 BERTHET Clément 154 BISSEGGER Stefan 155 NAESEN Oliver 156 PARET-PEINTRE Aurélien 157 SCOTSON Callum 158 TRONCHON Bastien* Cofidis 161 ARANBURU Alex 162 BUCHMANN Emanuel 163 COQUARD Bryan 164 IZAGIRRE Ion 165 RENARD Alexis 166 TEUNS Dylan 167 THOMAS Benjamin 168 TOUZÉ Damien XDS Astana Team 171 TEJADA Harold 172 BALLERINI Davide 173 BOL Cees 174 CHAMPOUSSIN Clément 175 FEDOROV Yevgeniy* 176 HIGUITA Sergio 177 TEUNISSEN Mike 178 VELASCO Simone Team TotalEnergies 181 TURGIS Anthony 182 BURGAUDEAU Mathieu 183 CRAS Steff 184 DELETTRE Alexandre 185 GACHIGNARD Thomas* 186 JEANNIÈRE Emilien 187 JEGAT Jordan 188 VERCHER Mattéo* Team Picnic PostNL 191 ONLEY Oscar* 192 ANDRESEN Tobias Lund* 193 BARGUIL Warren 194 BITTNER Pavel* 195 FLYNN Sean* 196 MÄRKL Niklas 197 NABERMAN Tim 198 VAN DEN BROEK Frank* Israel - Premier Tech 201 WOODS Michael 202 ACKERMANN Pascal 203 BLACKMORE Joseph* 204 BOIVIN Guillaume 205 LOUVEL Matis 206 LUTSENKO Alexey 207 NEILANDS Krists 208 STEWART Jake Lotto 211 VAN EETVELT Lennert* 212 BERCKMOES Jenno* 213 DE BUYST Jasper 214 DE LIE Arnaud* 215 DRIZNERS Jarrad 216 GRIGNARD Sébastien 217 SEPÚLVEDA Eduardo 218 VAN MOER Brent Uno-X Mobility 221 JOHANNESSEN Tobias Halland 222 ABRAHAMSEN Jonas 223 CORT Magnus 224 FREDHEIM Stian* 225 HOELGAARD Markus 226 JOHANNESSEN Anders Halland 227 LEKNESSUND Andreas 228 WÆRENSKJOLD Søren* Transmissão televisiva O Tour de France vai ser transmitido em direto na Eurosport 1, na RTP 2, e na MAX. Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. Billy Ceusters ### Trek expande a sua coleção Project One Signature A Trek anunciou o lançamento de 27 novas cores exclusivas da coleção Project One Signature. Estas novas opções oferecem aos clientes ainda mais formas de personalizar e construir a bicicleta dos seus sonhos. Ler mais | Trek celebra os 25 anos do lançamento do Project One Trek Project One Signature Inspirada nas mais recentes tendências de design e em técnicas avançadas de pintura, a nova gama Signature apresenta uma combinação arrojada de cores sólidas, metálicas, néon, tons translúcidos sobre carbono, gradientes, efeitos especiais e os novos acabamentos exclusivos EnvironOxide™ da Trek. Os clientes poderão escolher entre tonalidades marcantes como Cobalt Blue, Radioactive Lime, Magic Mint, Violet Smoke, Red Serpentine, entre muitas outras, todas pintadas à mão na oficina Project One em Waterloo, Wisconsin. Ler mais | Trek tem 8 novas cores no Project One Chroma Os novos esquemas de pintura Signature estão disponíveis através do programa Project One para todas as bicicletas de estrada de gama premium. Os clientes podem começar a configurar a sua bicicleta personalizada, em distribuidores Trek e em trekbikes.com. ### Specialized S-Works Red Bull BORA TdF LTD - Coleção Tour de France A Specialized apresentou a coleção Red Bull – BORA – hansgrohe Tour de France LTD com uma homenagem aos icónicos equipamentos da seleção francesa de futebol. Esta coleção limitada inclui a S-Works Tarmac SL8: Red Bull 2025 TdF LTD, limitada a 500 unidades, o S-Works Evade 3: Red Bull 2025 TdF LTD e o Equipamento de Competição Red Bull – BORA – hansgrohe TDF. Ler mais | Specialized lançou três novas rodas da família Roval Rapide  S-Works Tarmac SL8: Red Bull 2025 TdF LTD: Apenas 500 unidades A Specialized e a Red Bull – BORA – hansgrohe celebram o Tour de France com um lançamento único: a mesma S-Works Tarmac SL8 que Primož Roglič e a equipa vão usar na corrida. Esta bicicleta apresenta uma nova pintura exclusiva da equipa, um azul profundo com graficos tone-on-tone sticker slap que representa, segundo a marca toda a energia ousada desta formação. Esta edição não é uma réplica, é a bicicleta oficial, da qual só serão produzidas 500 unidades. S-Works Evade 3: Red Bull 2025 TdF LTD Esta noda e limitada coleção tem também presente o S-Works Evade 3, segundo a Specialized, o capacete mais rápido do mundo em termos de aerodinâmica e ventilação. A Specialized criou uma edição exclusiva do S-Works Evade 3 inspirada no design icónico, acessível a todos. Equipamento de Competição Red Bull – BORA – hansgrohe TDF O equipamento de competição da Specialized é feito para os ciclistas mais rápidos do mundo e produzido com os tecidos mais rápidos que já testámos no WinTunnel da Specialized. Nesta edição limitada, criada exclusivamente para o Tour, a Red Bull celebra a busca pela excelência desportiva com uma homenagem às lendárias camisolas da seleção francesa de futebol. As mangas com o tecido exclusivo de textura em diamante ajudam a reduzir o arrasto aerodinâmico em 20 watts comparado com o SL Jersey. ### 5ª Volta a Portugal Feminina sai para a estrada dia 2 de julho!  A quinta edição da Volta a Portugal Feminina corre-se entre 2 e 6 de julho, com início no Porto e fim em Póvoa de Santa Iria. É a maior competição de ciclismo feminino em território nacional O maior pelotão de sempre da Volta a Portugal Feminina tem pela frente 519,8 km ao longo de seis dias de competição. A prova de categoria 2.2 vai contar com 20 equipas de oito países, entre as quais, três do escalão UCI Pro Teams. Ler mais | Raquel Queirós em entrevista: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” Créditos: FPC Volta maior e mais internacional O maior pelotão de sempre da Volta a Feminina sai para a estrada no dia 2 de julho, próxima quarta-feira. 135 ciclistas à procura de glória pelas estradas portuguesas, cinco anos depois de Raquel Queirós ter conquistado a primeira edição da prova.  Entretanto, a Volta conheceu outras três vencedoras: Nathalie Eklund, Valeria Valgonen e India Grangier - uma prova da competitividade que se tem sentido nas estradas portuguesas.   Destacar a presença das duas primeiras classificadas dos campeonatos nacionais em 2025, Daniela Campos e Raquel Queirós, bem como de muitas das restantes ciclistas que participaram na competição nacional.  O pelotão internacional que corre em Portugal nos próximos dias compete por quatro camisolas: a Camisola Amarela Placard (líder da geral), a Camisola Vermelha Cofidis (pontos), a Camisola Branca IPDJ (juventude) e a Camisola Azul Fundação INATEL (montanha). A prova distingue ainda a melhor atleta portuguesa e contempla uma classificação coletiva por equipas. Estamos perante a edição mais ambiciosa e representativa de sempre da Volta a Portugal Feminina. É uma prova que reflete não só a evolução do ciclismo feminino no nosso país, mas também o empenho da Federação em promover igualdade, competitividade e excelência desportiva. Queremos continuar a dar palco ao talento, à superação e à inspiração que estas atletas representam. Cândido Barbosa, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo Ler mais | Campeonato Nacional | Daniela Campos prolonga o domínio Créditos: FPC O percurso da Volta a Portugal Feminina Cinco etapas, com início no Porto e final em Póvoa de Santa Iria, marcam a corrida que se estende até ao próximo domingo, dia 6 de julho. 1.ª Etapa – 2 de julho Porto (Parque Oriental) → Esposende; 104,8 km | Desnível acumulado: 1250 m; Etapa rolante com chegada plana 2.ª Etapa – 3 de julho Vila Nova de Gaia → Águeda; 94,4 km | Desnível acumulado: 1200 m; Etapa plana com chegada ao sprint 3.ª Etapa – 4 de julho Aveiro → Pombal; 128,1 km | Desnível acumulado: 1920 m; Etapa rainha, com subida final nos últimos 6 km; 4.ª Etapa – 5 de julho Coruche → Loures; 103,4 km | Desnível acumulado: 1300 m; Etapa de média montanha com chegada em ligeira subida 5.ª Etapa – 6 de julho Marvila (Lisboa) → Póvoa de Santa Iria (Vila Franca de Xira); 89,1 km | Desnível acumulado: 1400 m; Etapa final com perfil ondulado e chegada em subida Ler mais | Raquel Queirós venceu a primeira Volta a Portugal Transmissão da prova Para além de “uma forte presença digital e ampla cobertura nos principais meios de comunicação”, a quinta edição da Volta a Portugal Feminina pode ser acompanhada, em todos os dias de competição, na SportTv (resumos diários), e na RTP2 (resumo final alargado). Créditos da fotografia de destaque: João Fonseca Photographer ### Campeonatos nacionais: Fim de semana coroado com surpresa em Itália  O fim de semana antes do início do Tour de France foi ocupado pelos Campeonatos Nacionais, como é hábito no calendário internacional. Filippo Conca foi protagonista de uma das melhores histórias do ano Ivo Oliveira triunfou nos Campeonatos Nacionais em Portugal, mas há mais atletas que ganharam o direito a usar a camisola do seu país durante o próximo ano: Tim Wellens, Jakob Omrzel e Dorion Godon foram alguns dos destaques do fim de semana. Ler mais | Campeonato Nacional | Ivo Oliveira sucede a Rui Costa Créditos: Sprint Cycling Filippo Conca foi a história do fim de semana  Depois de passar quatro anos entre a Lotto e a Q36.5, Filippo Conca não encontrou nenhuma equipa profissional para continuar a correr em 2025. Juntou-se ao Swatt Club, para continuar a perseguir o sonho de uma carreira no ciclismo.  Não encontrou sequer uma equipa Continental, mas o sonho foi mais forte e apontou aos Campeonatos Nacionais como grande objetivo da época. Depois de uma corrida tremenda, venceu um sprint reduzido onde o segundo lugar foi Alessandro Covi, da UAE Emirates XRG.  “Esperei muito por este dia desde Outubro, é um sonho tornado realidade, não tanto pelo resultado, mas pelo sofrimento que tive nos últimos meses. Estou muito orgulhoso de mim e de todos que são próximos de mim”.  Filippo Conca, campeão italiano de estrada https://twitter.com/Eurosport_IT/status/1939346842359066750 Tendo em conta o escalão da equipa, o Swatt Club não pode correr em corridas de categoria superior a .2 - o que significa que existe uma possibilidade de a camisola de campeão nacional ser vista poucas vezes este ano, a menos que Conca volte a dar o salto para a elite do ciclismo mundial. Domínio dos favoritos marcou os Campeonatos Nacionais Com exceção ao caso italiano, os campeonatos nacionais foram dominados pelos homens do WorldTour. Na Bélgica, Tim Wellens roubou a vitória a Remco Evenepoel. Na Eslovénia, Jakob Omrzel venceu o título, com apenas 19 anos, dias depois de ter ganho o Giro Next Gen.  Créditos: Luc Claessen / Getty Images Em França, Dorion Godon venceu um sprint reduzido para conquistar um dos títulos mais importantes do fim de semana de Campeonatos Nacionais. Iván Romeo, de 21 anos, triunfou em Espanha com quase 1:00 de vantagem sobre o segundo classificado.  Vale a pena destacar, ainda, a vitória de Danny Van Poppel nos Países Baixos, num tremendo sprint frente a Olav Kooij. Samuel Watson triunfou no Reino Unido e Soren Kragh Andersen destronou Mads Pedersen na Dinamarca.  Créditos: LNC/B.Bade Nos campeonatos nacionais femininos, destaque para as vitórias de Justine Ghekiere na Bélgica, Elisa Longo Borghini em Itália - o seu nono título nacional entre estrada e contrarrelógio - e Lorena Wiebes nos Países Baixos.  Ler mais | Campeonato Nacional | Daniela Campos prolonga o domínio Créditos: Dion Kerkhoffs/Cor Vos Contrarrelógio sem grandes surpresas Os destaques das provas de contrarrelógio vão, por motivos diferentes, para Espanha e Dinamarca: em terra de nuestro hermanos, a maior surpresa dos Campeonatos Nacionais – vitória de Abel Balderstone, um trepador da Caja Rural – Seguros SGA que, para referência, tinha feito 20º no esforço individual da Volta a Portugal em 2024.  Na Dinamarca, vitória de Mads Pedersen, marcada por um choque com um espetador depois do ciclista da Lidl – Trek passar a linha de meta. Felizmente, sem consequências graves.  https://twitter.com/lucasaganronald/status/1939106299184025684 Destacar, ainda, as vitórias de Filippo Ganna em Itália, Ethan Hayter e Zoe Backstedt no Reino Unido, e Bruno Armirail e Cédrine Kerbaol em França. Ler mais | Campeonato Nacional | António Morgado manda no contrarrelógio Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Billy Ceusters ### Campeonato Nacional | Ivo Oliveira sucede a Rui Costa Ourém foi o palco dos campeonatos nacionais no último fim de semana de junho. Ivo Oliveira triunfou num sprint contra Pedro Silva e sagrou-se campeão nacional pela terceira vez Domingo de muito calor, com a localidade de Ourém a sentir temperaturas acima dos 40 graus. Dia marcado por uma fuga que teve sucesso e coroou Ivo Oliveira (UAE Emirates XRG) com o segundo triunfo na prova de estrada dos campeonatos nacionais. Ler mais | Campeonato Nacional | Daniela Campos prolonga o domínio Créditos foto: UVP - Federação Portuguesa de Ciclismo A corrida O campeonato nacional apresentava um percurso de 179,3 km, com início e fim em Ourém, e com muitas oportunidades para os 52 ciclistas que alinharam à partida criarem dificuldades aos rivais. Uma fuga de oito ciclistas, com alguns nomes fortes do pelotão nacional, saiu numa fase inicial. Três ciclistas juntaram-se pouco depois e na frente seguiam 11 corredores com boas perspetivas de discutir a corrida. À entrada da última volta do percurso, João Medeiros (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) atacou a partiu o grupo. Só outros dois seguiram na roda: Ivo Oliveira e Pedro Silva (Anicolor-Tien21). Rui Costa (EF Education - EasyPost), que defendia o título este ano, liderava a perseguição num pelotão que a certa altura aceitou que a vitória estava na frente e tirou o pé do acelarador. Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Créditos foto: UVP - Federação Portuguesa de Ciclismo A decisão caiu para Ivo Oliveira Na última subida, João Medeiros cedeu. Ivo Oliveira e Pedro Silva seguiram isolados até ao fim, onde discutiram a vitória num sprint a dois. O corredor da UAE Emirates XRG foi mais forte, e ganhou o terceiro título nacional, depois do contrarrelógio em 2020 e o campeonato de estrada em 2023. Pedro Silva foi segundo. João Medeiros foi o terceiro a cruzar a linha de meta, mas acabou desclassificado, e o último lugar do pódio foi ocupado por Diogo Gonçalves (Feirense-Beeceler). Domínio total da UAE nos elites masculinos, depois de António Morgado ter levado o título de contrarrelógio. Créditos foto: UVP - Federação Portuguesa de Ciclismo Para Ivo Oliveira, é já a quarta vitória da temporada, depois de dois triunfos no Giro D'Abruzzo, e outro na Volta à Eslovénia. “Vinha a fazer a corrida para o meu irmão, era uma fuga dura, mas o objetivo era que o António e o Rui fossem ter à frente. Vinha com más sensações após a queda e, por isso, não colaborei tanto, tive que me defender como pude… Vinha com cãibras a faltar duas voltas, estava vazio e com dificuldades em ir na roda, se o Pedro tivesse atacado provavelmente teria ficado para trás” Ivo Oliveira, campeão nacional de ciclismo Ler mais | Eslovénia | Ivo restaura a honra dos Oliveira Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Ivo OliveiraUAE Team Emirates - XRG4:23:022Pedro SilvaAnicolor / Tien 21,,3Diogo GonçalvesFEIRENSE - BEECELER1:334Tiago AntunesEfapel Cycling,,5Hugo NunesCredibom / LA Alumínios / Marcos Car,,6Bruno SilvaTavfer-Ovos Matinados-Mortágua1:347Francisco CamposAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense2:548Rui OliveiraUAE Team Emirates - XRG4:139Fábio CostaAnicolor / Tien 21,,10André CarvalhoEfapel Cycling,, Foto de destaque:Créditos foto: UVP - Federação Portuguesa de Ciclismo ### Campeonato Nacional | Daniela Campos prolonga o domínio Em Ourém, quatro atletas sprintaram pelo título, mas foi Daniela Campos a levar o segundo Campeonato Nacional da carreira em elites femininas. Calor abrasador, percurso duro e Daniela Campos a renovar o título de fundo no Campeonato Nacional. Não se pode dizer que seja uma surpresa, mas quem seguiu a prova sabe que a algarvia de Boliqueime teve que se aplicar perante a grande oposição das rivais. As elites femininas deram quatro voltas ao circuito de Ourém, num total de 90,8 km de extensão. Como tínhamos referido na antevisão destes Nacionais, a volta pequena era dura mesmo sem a subida ao Castelo de Ourém que os homens farão no domingo. A corrida masculina tem transmissão na RTP2 a partir das 15:20. Ler mais | António Morgado manda no contrarrelógio Título foi decidido ao sprint Numa prova muito movimentada viveu-se um final de desenlace incerto. A 10 km do final Daniela Campos, Ana Caramelo e Raquel Queirós tinha 0:20 segundos sobre Maria Martins e Liliana Jesus, que encostaram a 5 km. Após 2h33m59s de esforço, após Caramelo descolar do grupo, o título foi decidido ao sprint. Daniela Campos teve mais pernas do que Raquel Queirós (Atum General/Tavira/SC Farense) e Maria Martins (Canyon//Sram Zondacrypto). A algarvia renova o título por mais um ano, após a vitória em Santa Maria da Feira, em 2024. Ler mais | Antevisão da prova de elites masculinos Marta Carvalho bateu ao sprint Beatriz Roxo No mesmo pelotão das elites competiram masters e sub-23. As mais jovens deram três voltas ao circuito perfazendo 68,1 km. As atletas da equipa espanhola Cantabria Deporte-Rio Miera controlaram e Marta Carvalho bateu ao sprint Beatriz Roxo. Dobradinha para as colegas de equipa após 1h56m31s. O pódio ficou completo com a presença de Daniela Simão (Academia Efapel Ciclismo). ### Specialized lançou três novas rodas da família Roval Rapide  A Specialized lançou as novas Rapide CLX Sprint, Rapide CLX III e Rapide CL III.   Segundo a marca, até 90% do benefício aerodinâmico de uma roda de perfil alto provém da roda dianteira, e por isso, a Specialized empenhou-se em desenvolver “um sistema com perfil dianteiro alto e traseiro baixo, que minimiza o arrasto (graças à roda dianteira profunda) e poupa preciosos gramas”.  Apontam ainda para “uma melhoria na aceleração e a velocidade em subida (com a roda traseira mais baixa), tudo isto sem qualquer perda aerodinâmica significativa”. Ler mais | A Specialized lançou os novos S-Works Torch Remco Rapide CLX Sprint – "As Rodas Mais Rápidas para Sprintar" 1.395 gramas   63 mm à frente / 58 mm atrás  90% dos benefícios aerodinâmicos vêm da roda da frente   18 cm mais rápida num sprint de 250 m em comparação com as Rapide CLX II   Raios Aero Composite Roval by Arris: 20% mais resistentes, apenas 1,9 g por raio, sistema 96,6 g mais leve do que o equivalente em aço   Otimizado para pneus de 28 mm   Cubo Roval LF, mecânica interna DT Swiss 180 EXP 36T, rolamentos cerâmicos SINC  Rapide CLX III – "As Rodas de Estrada Mais Rápidas do Mundo" 1.305 gramas   51 mm à frente / 48 mm atrás   215 g mais leves do que as Rapide CLX II   90% dos benefícios aerodinâmicos vêm da roda da frente   Otimizado para pneus de 28 mm   Cubo Roval LF, mecânica interna DT Swiss 180 EXP 36T, rolamentos cerâmicos SINC   Raios Aero Composite Roval by Arris: 20% mais resistentes, apenas 1,9 g por raio, sistema 96,6 g mais leve do que o equivalente em aço. Ler mais | Specialized apresenta a nova gama de pneus 2025 Rapide CL III – "As Rodas de Estrada Mais Rápidas na Sua Categoria" 1.555 gramas   51 mm à frente / 48 mm atrás   Raios DT Swiss Competition Race, rolamentos em aço inoxidável   Cubo DT Swiss 350, sistema Star Ratchet, mecânica interna 36T, rolamentos em aço    Otimizado para pneus de 28 mm   Para quem procura aerodinâmica, estabilidade e proteção tubeless  Estas três rodas partilham mais do que um foco absoluto na vitória — partilham ADN e características comuns, fruto do desenvolvimento Made In Racing com os melhores ciclistas do mundo. Esteja à procura da roda de competição mais rápida e versátil ou de ganhar 18 cm logo na arrancada do sprint, temos a roda certa para qualquer necessidade do ciclista Specialized ### Campeonato Nacional de ciclismo de estrada na RTP2 Alvaiázere e Ourém organizam o Campeonato Nacional de ciclismo de estrada, que a RTP2 vai transmitir. Análise aos percursos por David Rosa. Sub-23 e elites masculinos vão ter a honra de verem as provas transmitidas, em direto, na RTP2, durante o Campeonato Nacional de ciclismo de estrada. É uma enorme notícia já que aumenta a participação do canal público na cobertura do evento e representa um triunfo da direção da FPC liderada por Cândido Barbosa. No último fim de semana de junho Alvaiázere recebe as provas de contrarrelógio (dia 27), enquanto em Ourém decorrem as corridas de fundo (dias 28 e 29). Em 2024, a RTP Play transmitiu os elites masculinos, mas o TopCycling confirmou com a FPC que este ano os diretos são na RTP2, chegando ao grande público. No início das emissões de sábado e de domingo também haverá resumos das provas realizadas na véspera ou nessa manhã. Na RTP Play todos os resumos ficarão disponíveis. Confiram os horários dos diretos: Sábado | 28 de junho | 15:45 – 16:55 | Prova em linha de Sub-23 masculinos (inclui resumos dos contrarrelógios) Domingo | 29 de junho | 15:20 – 17:10 | Prova em linha de Elites masculinos (inclui resumos das provas em linha femininas e paraciclismo) Foto: FPC Dominar o terreno duro e aguentar o calor Os primeiros títulos entregam-se na sexta-feira em Alvaiázere, zona conhecida pelo calor seco e altas temperaturas. O contrarrelógio dos elites masculinos tem 25,1 km e não é fácil. Zonas de sobe e desce à partida e à chegada; o miolo da prova favorece os puros especialistas. Elites femininas e sub-23 masculinos têm 22,2 km com menos dureza, já que fazem a reta em direção a Tomar – segmento de ida e volta – sem dificuldades até à entrada em Alvaiázere. Aí todas as categorias apanham uma subida nos últimos 4 km. Quem sair campeão nacional de Alvaiázere terá que dominar o terreno duro e aguentar o calor típico da zona. Acumulado ronda 2500-3000 m A região Centro sucede a Santa Maria da Feira, que recebeu os Nacionais de 2024, ano em que a Vuelta a Espanha viu Wout Van Aert ganhar em Ourém. Para o Campeonato Nacional o percurso muda, embora repitam a vertiginosa passagem pelo Escandarão, em direção a Ourém. A volta grande ronda os 1500 m de desnível positivo acumulando, enquanto o circuito de Ourém não chega a 500 m. O acumulado ronda 2500-3000 m para elites masculinos, 2000-2500 m para sub-23 masculinos e 2000 m para elites femininas.  Elites masculinos 174,5 km (volta grande + 3 voltas ao circuito de Ourém) Elites femininas 90,8 km (4 voltas ao circuito de Ourém) Sub-23 masculinos 145,8 km (volta grande + 2 voltas ao circuito de Ourém) Foto: Igor Martins David Rosa analisa os percursos ao pormenor David Rosa é diretor nacional de BTT, CX e Gravel, e nativo de Fátima. Junto com o coordenador técnico nacional, Sérgio Sousa, marcou os percursos e conhece-os de cor. Tomando a prova dos elites masculinos como exemplo, o antigo mountain biker olímpico alerta para a dura entrada. "É uma zona pautada pela quase ausência de plano, com muitos topos. A volta grande é muito irregular, mas não excessivamente dura. À saída de Ourém está a subida para Alburitel; é melhor aquecer nos rolos porque entra logo a seco no percurso. Quem quiser atacar tem aí uma rampa de lançamento, depois descem um pouco e entram num terreno com opções para esticar a corrida, fazer a ponte para a fuga ou continuar a tentar se ainda não houver fuga." David Rosa ao TopCycling. Passando os primeiros 40 km o pelotão vai volta à zona do Escandarão, onde a Vuelta passou a 80 km/h. Antes de Ourém viram à direita em direção à Atouguia – entre Ourém e Fátima – para passarem duas subidas fulcrais. "Aí está a subida da igreja, continuam a subir e há um corte à esquerda numa descida íngreme onde a colocação é chave porque é a descida é técnica. Entrando na estrada Ourém-Alvega aparece o ex-libris do percurso, onde fiz muitas séries: uma rampa de 1 km a 14 % que passas a 20 km/h no máximo. Após a subida de Alvega há cerca de 1500 m de desnível positivo acumulado; fiz os dois circuitos e a sensação é que parece que já tens 2500 m nas pernas porque a altimetria da zona é enganadora. Daí até Ourém é sempre em falso plano ou a descer." David Rosa ao TopCycling. Rui Costa e Daniela Campos venceram os títulos de elites em 2024.Foto: A.S.O. Charly Lopez Subida ao Castelo de Ourém tem truque Após entrarem em Ourém, para darem três voltas ao circuito final, há dois momentos de dureza: a subida ao castelo na abordagem à meta e o início da volta. Explica David Rosa que a subida ao Castelo de Ourém tem truque. "A primeira parte do circuito é a mais técnica, ao estilo das clássicas belgas, com estrada estreita e sinuosa. Em Ourém, passam na rotunda do Intermarché, onde caiu o Jonathan Narvaéz, e espera-se um pelotão já fragmentado. Passam a ponte e têm que se colocar para a subida; viram à direita em direção ao castelo, mas não fazem a subida tradicional pela Carapita, mas ao lado da Mulher Morta, mais dura que a tradicional e que vai dar à estrada do castelo. É uma subida com pouco mais de 2 km muito seletivos. Daí haverá cerca de 5 km até à meta, com zonas que passas a 70 km/h, o que dará cerca de seis minutos até ao final. A chegada não é em descida; há um topo e uma reta." David Rosa ao TopCycling. É preciso ainda ter em conta o início da volta, que passa de terreno plano a um sobe e desce com duas rampas propícias a ataques. O pelotão feminino passa aí, mas não faz a subida ao castelo porque a parte inicial do circuito tem dureza suficiente. Após passarem a Lagoa do Furadouro chegam ao Candeiro. É uma zona alta, ventosa, logo, ideal para abanicos. Daí o pelotão corta para o Casal Branco, estrada estreita com curva e contracurva onde a colocação é importante. Como nota final, David Rosa alerta os que pretendem gerir a prova desde o pelotão. "Se houver uma equipa forte a controlar, mas dentro do circuito houver um grupo com um minuto de vantagem, dificilmente apanham o grupo por ser difícil organizar a perseguição." David Rosa ao TopCycling. Programa dos Campeonatos Nacionais 27 junho | Alvaiázere | Contrarrelógio 14h00 | Paraciclismo 14h45 | Femininas 15h40 | Sub-23 masculinos 16h10 | Elites masculinos 28 junho | Ourém | Prova de fundo 09h30 | Master e elites femininas 14h30 | Sub-23 masculinos 29 junho | Ourém | Prova de fundo 09h00 | Paraciclismo 11h30 | Elites masculinos ### Campeonato Nacional | António Morgado manda no contrarrelógio António Morgado bateu Rafael Reis e Ivo Oliveira na batalha contra o cronómetro no Campeonato Nacional. Confere os restantes resultados. António Morgado voltou a dominar o Campeonato Nacional de contrarrelógio e após estrear-se como elite em Santa Maria da Feira, em 2024, repetiu a dose em Alvaiázere. O corredor da UAE Emirates fez média de 48,27 km/h, num percurso duro de 25,2 km e em dia de muito calor na região Centro. Natural de Salir do Porto, o Bigode Voador correu em casa superando o dominador do panorama nacional, Rafael Reis (Anicolor-Tien 21), por 0:27 e Ivo Oliveira por 1:37. Num percurso de ida e volta, foi no regresso a Alvaiázere que se decidiu o título. No intermédio já Morgado tinha 0:10 segundos sobre Rafael Reis e a partir daí consolidou a liderança. Pódio elites masculinos (contrarrelógio) 1.º António Morgado (UAE Emirates XRG) 31´12´´870 2.º Rafael Reis (Anicolor-Tien 21) 31´40´´194 (+0:27) 3.º Ivo Oliveira (UAE Emirates XRG) 32´50´´613 (+1:37) Ana Caramelo (ao centro) e o pódio das elites femininas.Foto: FPC Alvaiázere consagrou mais três campeões Além dos elites masculinos, Alvaiázere consagrou mais três campeões esta sexta-feira, 27 de junho. Em elites femininas Ana Caramelo (Matos Mobility-Flexaco-Ihs ) venceu com o tempo de 33´46´´171, sucedendo a Daniela Campos. Caramelo venceu, mas não será considerada campeã nacional, já que com três elites em prova não se cumpriu o mínimo de cinco atletas definido pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Beatriz Roxo com o maillot de campeã nacional sub-23.Foto: FPC Vitória clara de Beatriz Roxo Também se atribuíram títulos nas categorias sub-23. Lucas Lopes (Radio Popular/Paredes/Boavista) bateu Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy) por 1:00 e Duarte Domingues por 1:44s. O campeão da Volta a Portugal do Futuro e melhor português da Volta a França do Futuro da passada época continua a fazer uma época de afirmação. Nas mulheres sub-23, vitória clara de Beatriz Roxo (Cantabria Deporte-Rio Miera). A gaiense fez 33´28´´606 – mais rápida até que a campeã de elites Ana Caramelo – e colocou Raquel Dias (Team Farto-Kiroot) e Daniela Simão (Academia Efapel Ciclismo) a mais de 2:00. Lucas Lopes junta o título de contrarrelógio à Volta a Portugal do Futuro.Foto: FPC ### Novos sapatos Shimano Gravity MTB A Shimano anunciou os novos sapatos Gravity MTB que oferecem performance de nível profissional para uma condução e competição mais agressivas incluindo o novo modelo GE900HS, pensado para ciclistas e competidores exigentes. A Shimano também oferece um desempenho de elite num design específico para mulher com os GE900W, enquanto que os GE900GTX introduzem a proteção para todas as condições meteorológicas sem comprometer o controlo na bicicleta. A completar a coleção estão os GF800 e GF800W, concebidos para ciclistas que procuram um melhor controlo, com um design confortável e durável. Ler mais | A Shimano renovou a gama de sapatos de XC, com Tecnologia S-PHYRE Shimano GE900HS Desenvolvidos, segundo a Shimano, para proporcionar controlo absoluto e confiança total em terrenos técnicos, os GE900HS são a escolha de eleição para ciclistas de enduro e downhill ao mais alto nível — ou para quem gosta de ultrapassar os seus limites nos trilhos. A nova construção em pele sintética, em conjunto com o aperto BOA Li2, oferece um ajuste preciso e seguro, mantendo os pés bem fixos nas curvas apertadas e nas descidas rápidas e exigentes. A entressola FORCE CONTROL, com um aumento de 25% na rigidez da espuma EVA, assegura maior estabilidade e rigidez torcional, criando uma base sólida para aplicar potência nos pedais e controlar a bicicleta em terrenos acidentados. Sapato Gravity compatível com SPD para atletas de downwill de topo: ideal para downhill eenduro competitivo, onde cada décimo de segundo conta; Rigidez e estabilidade superiores: entressola reforçada com nylon e fibra de carbono, maisrígida do que o modelo GE900 padrão; Sola ULTREAD GE: otimizada para enduro, garante excelente tração em secções escorregadias ezona SPD estendida para encaixe rápido; Sistema BOA® com ajuste micrométrico: aperto BOA Li2 mais compacto com ajuste duplo epassadores têxteis discretamente integrados; Design reforçado: gola do tornozelo impede a entrada de detritos e o cabedal em pele sintéticaperfurada é resistente e de secagem rápida. Especificações técnicas: Peso: 436 g (tamanho 43) Cor: Branco e Preto Índice de Regidez : 8 Tamanhos: 38-48 PVPr: €219.95 Shimano GE900W A referência da Shimano no segmento gravity para mulheres, os GE900W incluem uma entressola TORBAL 2.0, que permite movimento torcional do calcanhar, mantendo a liberdade de movimento eassegurando conforto, fluidez e controlo da bicicleta. A sola ULTREAD GE, optimizada para enduro, oferece excelente tração em trilhos escorregadios e inclui um canal moldado para contacto firme com o pedal, mesmo quando não está encaixado. Especificações técnicas: Peso: 438 g (tamanho 43) Cor: Azul Índice de Regidez: 7 Tamanhos de Senhora: 36-44 PVPr: €219.95 Shimano GE900GTX Desenvolvidos para enfrentar o frio e a chuva sem sacrificar a eficiência de pedalada, os GE900GTX combinam um cabedal com membrana impermeável GORE-TEX e uma zona elástica no tornozelo quebloqueia os elementos externos. A estrutura da entressola permite movimento torcional do calcanhar, oferecendo maior conforto e controlo, ideal para quem explora trilhos remotos, passeios de longa distância ou para construtores de trilhos dedicados. Especificações Técnicas Peso: 464 g (tamanho 43) Cor: Preto e Castanho Nível de Regidez: 7 Tamanhos: 38-48 PVPr: €239.95 Shimano GF800 e GF800W Pensadas para longas descidas e para reduzir a fadiga nos pés, os GF800 e GF800W (versão feminina)oferecem controlo total em terrenos técnicos e acidentados. A nova placa reforçada FORCE CONTROL evita o colapso do arco plantar, enquanto a entressola com tecnologia TORBAL 2.0 mantém a flexibilidade lateral necessária para máxima destreza. O cabedal em pele sintética seca rapidamente e protege contra as intempéries, enquanto o sistema BOA melhorado garante um ajuste seguro e confortável. Especificações Técnicas Peso: 396 g (tamanho 43) Cor: Preto/Amber, Branco Women’s Color: Preto/Amber Nível de Rigidez: 4 Tamanhos: 38-48 Tamanhos Senhora: 36-44 PVPr: €219.95 ### Nova Trek Checkpoint ALR Gen 3 | Bicicleta de Gravel acessível A marca de Waterloo acaba de lançar a nova Trek Checkpoint ALR Gen 3, uma bicicleta de gravel que promete combinar versatilidade, conforto e resistência, agora com um quadro de alumínio redesenhado. Com muitas das características da versão em carbono, esta nova geração foi pensada para quem procura uma bicicleta gravel todo-o-terreno a um preço mais acessível, mas sem abdicar da qualidade de construção que a marca norte-americana já nos habituou. Quadro em alumínio com inspiração na versão em carbono O coração da nova Trek Checkpoint ALR Gen 3 é um quadro em alumínio, que segundo a marca foi desenvolvido para garantir equilíbrio entre durabilidade e reatividade. Como habitualmente nesta gama de bicicletas, a forqueta em carbono, incluída de série, ajuda a reduzir as vibrações nos percursos mais exigentes, contribuindo para o conforto e controlo em terrenos mistos. Segundo a Trek, a geometria "Gravel Endurance" — semelhante à da versão SL em carbono — foi desenhada para oferecer uma posição de pedalada mais confortável, com um alcance mais curto e uma altura maior entre o eixo pedaleiro e o tubo superior. Pneus até 50 mm Um dos pontos mais relevantes nesta nova geração é a maior capacidade para receber pneus mais largos, sendo agora compatível com medidas até 50 mm (ou 29x2,0"), o que amplia a capacidade da bicicleta enfrentar terrenos mais técnicos e difíceis. Para quem gosta de personalizar ou adaptar a bicicleta a diferentes tipos de utilização, esta nova Checkpoint ALR inclui uma vasta gama de suportes: é possível instalar bolsas no quadro, porta-bagagens, guarda-lamas e até múltiplos suportes para bidões — ideal tanto para quem faz bikepacking como para quem a utiliza em deslocações urbanas. Compatível com suspensão dianteira e espigão telescópico Outro aspeto interessante é a compatibilidade com suspensão dianteira e com espigão telescópico, o que permite montar um setup mais agressivo e técnico — uma mais-valia para quem explora trilhos com maior inclinação ou zonas mais técnicas. Disponibilidade e preços Para veres a gama completa, pontos de venda, disponibilidade e preços, acede aqui ao site da marca em Portugal: www.trekbikes.com/pt ### A Shimano renovou a gama de sapatos de XC, com Tecnologia S-PHYRE A Shimano apresentou uns Sapatos de BTT Cross-Country com Tecnologia S-PHYRE. A nova gama de sapatos XC, inclui o novo modelo de competição feminino S-PHYRE XC903W. De acordo com a Shimano, esta nova linha oferece o máximo conforto e desempenho, incorporando a reconhecida tecnologia e estilo S-PHYRE a um preço mais acessível. Segundo a marca, os modelos redesenhados garantem um ajuste perfeito e construção melhorada, oferecendo mais durabilidade e controlo em trilhos. Ler mais | A Shimano lançou o NOVO GRX Di2 1x12v wireless Shimano S-Phyre XC903W Desenvolvidos para ciclistas de cross-country e ciclocrosse de elite, os Shimano S-Phyre XC903W garantem conforto durante todo o dia e segurança total do pé, proporcionando uma pedalada mais eficiente nas provas mais exigentes. Estes sapatos XC premium e leves têm as mesmas características de alto desempenho do modelo XC903, mas com uma forma anatómica adaptada à morfologia feminina, para maior conforto e estabilidade. Sistema BOA® Ajustado para Competição: Dois apertos BOA Li2 de perfil baixo permitemmicroajustes rápidos e precisos, com o disco inferior protegido contra impactos; Ajuste Seguro: A estrutura do calcanhar com estabilização anti-torção garante umposicionamento seguro mesmo em arranques explosivos ou cadências elevadas; Respirabilidade: Orifícios de ventilação de tamanhos variados na parte superior aumentam acirculação de ar e permitem uma melhor adaptação a diferentes formatos de pé; Tração Máxima: A sola de borracha SHIMANO ULTREAD XC, leve e com padrão técnico, ofereceexcelente aderência em terrenos escorregadios; Transferência de Potência Otimizada: A sola de carbono rígida e de baixo perfil estabiliza o pé para um desempenho consistente durante todo o dia. Especificações Técnicas: Peso: 304 g (tamanho 43) Cor: Branco Nível de Rigidez: 11 Tamanho Senhora: 36-44 PVPr: €379.95 Shimano XC703 e XC703W Os modelos XC703 e XC703W (específico para mulher) são sapatos de competição preparados para trilhos, otimizados para conforto e performance. A sola intermédia reforçada com carbono de perfil baixo estabiliza o pé para uma pedalada mais eficaz. A sola de borracha ULTREAD da Shimano proporciona tração excecional em terrenos difíceis, enquanto a estrutura superior sem costuras oferece conforto e ajuste perfeitos. Os discos BOA L6 duplos permitem ajustes de precisão, com o disco inferior protegido por uma cobertura contra impactos. Especificações Técnicas: Peso: 322 g (tamanho 43) Cor: Preto, Prata, Roxo Cor Senhora: Preto Nível de Rigidez: 9 Tamanhos: 38-50 Tamanho Senhora: 36-44 PVPr: €229.95 Shimano XC503 e XC503W Leves, rígidos e prontos para competir, os XC503 e XC503W oferecem desempenho e conforto na gama média. A sola intermédia em nylon reforçado com carbono (com materiais reciclados) está integrada à parte superior para uma pedalada estável e transferência máxima de potência. O sistema BOA L6C com aperto em borracha e proteção contra impactos permite ajustes rápidos e seguros. Especificações Técnicas Peso: 310 g (tamanho 43) Cor: Preto, Bege, Azul Cor Senhora: Preto, Bege Nível de Rigidez: 7 Tamanhos: 40-48 PVPr: €169.95 EUR Shimano XC302 e XC302W Inspirados nos modelos topo de gama da Shimano, os XC302 e XC302W são sapatos de excelente relação qualidade/preço, ideais para BTT e competição. Incluem um novo posicionamento do aperto BOA com proteção e uma estrutura de atacadores revista, oferecendo maior estabilidade e transferência de potência. Ajuste confortável tipo "luva" e sola aderente para conforto dentro e fora da bicicleta. Especificações Técnicas Peso: 308 g (tamanho 43) Cor: Preto, Cinza, Castanho Cor Senhora: Preto, Azul Nível de Rigidez: 5 PVPr: €119.95 Shimano XC102 e XC102W Versáteis e acessíveis, os XC102 e XC102W são sapatos de entrada para ciclismo indoor e outdoor. A solaintermédia de nylon de perfil baixo é confortável, rígida o suficiente para boa transferência de potênciae permite caminhar confortavelmente fora da bicicleta. Com um visual moderno, são ideais para quem procura um bom primeiro par. Especificações Técnicas Peso: 313 g (tamanho 43) Cor: Preto, Verde Cor Senhora: Preto, Azul Nível de Rigidez: 5 Tamanhos: 40-48 Tamanhos Senhora: 36-44 PVPr: €99.95 Shimano RC503 e RC503W A Shimano também apresentou os novos RC503 e RC503W, sapatos de estrada de gama média comtecnologia de competição. Leves e respiráveis, proporcionam conforto e ajuste superior. A sola intermédia em nylon reforçado com carbono (com materiais reciclados) oferece a rigidez e estabilidade exigidas numa performance de alto nível. Especificações Técnicas Peso: 254 g (tamanho 43) Cor: Preto, Branco, Azul Cor Senhora: Preto, Branco, Azul Nível de Rigidez: 8 Tamanhos: 38-48 PVPr: €159.95 ### FOX lança primeira suspensão invertida Podium A FOX anunciou a primeira suspensão invertida da marca californiana Podium, desenvolvida com foco no verdadeiro Enduro e bicicletas elétricas Full-Power. Esta suspensão invertida foi concebida para extrair o máximo absoluto do cartucho GRIP X2, com todos os ganhos possíveis em suavidade ao longo do curso e com uma rigidez estrutural dianteira que inspira confiança. Ler mais | FOX apresenta dois novos amortecedores FLOAT X2 e DHX2 Rigidez frontal A maior vantagem da Podium face a qualquer outra suspensão de coroa simples é a sua rigidez frontal. A combinação entre os tubos superiores de 47 mm sobredimensionados e uma coroa maciça, desenvolvida com design generativo, cria a base para o chassi mais rígido possível, a roçar a rigidez de uma FOX 40. Podium: Os tubos superiores da Podium têm mais 9 mm de diâmetro do que as bainhas da FOX 38. FOX 38: O design tradicional das suspensões baseia-se em bainhas superdimensionadas para garantir rigidez geral. Eixo de grande diâmetro Um dos problemas das suspensões invertidas no passado foi na rigidez torsional (ou rigidez à torção da direção), porque não existe uma ponte a ligar as pernas da suspensão. Nesta suspensão, Fox a integrou a rigidez torsional noutras partes da suspensão. A coroa sobredimensionada resolve esta questão na parte superior, pelo que o próximo passo lógico para aumentar a rigidez foi o ponto onde as pernas se unem na parte inferior. Ao utilizar um eixo Boost DH em aço personalizado, de 20x110 mm (no lugar do eixo de liga padrão de 15x110 mm que normalmente se encontra nas suspensões de coroa simples), a FOX alcançar a rigidez torsional ideal para a Podium.Esta solução foi validada através de testes extensivos e cegos realizados por engenheiros e atletas. Sobreposição de casquilhos Os casquilhos revestidos em Teflon fazem a interface entre as bainhas e o monocoque da suspensão. Existem dois casquilhos em cada perna, totalizando quatro numa suspensão. A expressão “sobreposição dos casquilhos” refere-se à distância entre o casquilho superior e inferior em cada lado. Quando a suspensão recebe um impacto no plano frontal (como ao passar por um obstáculo no trilho), essa força de flexão é transmitida através dos casquilhos. A configuração invertida do chassis permitiu projetar a Podium com uma sobreposição massiva de 175 mm nos casquilhos. Isto representa 32% mais sobreposição do que a FOX 38 e até 7% mais do que a suspensão de downhill FOX 40 de 200 mm de curso. Veio do ar GlideCore Quando uma suspensão trabalha de forma dinâmica, essa força de flexão é transmitida ao conjunto do veio do ar no interior da bainha.Uma força suficientemente grande, como embater numa pedra ou raiz a alta velocidade, pode fazer com que o veio do ar tenha mais fricção (ou fique preso) ao interior da bainha enquanto a suspensão comprime durante o seu curso. O veio de ar GlideCore foi construído com flexibilidade lateral, permitindo que se adapte com estas cargas de flexão, em vez de as resistir. Ao ser um veio flutuante, o pistão pode mover-se com a suspensão e mantém-se alinhado quando sujeito a cargas de flexão provenientes de qualquer direção. Menos tensão no conjunto do veio do ar significa menos forças de reação sobre o pistão e o casquilho do veio. Menos forças de reação traduzem-se em menos atrito nestas interfaces. O mesmo material, borracha nitrílica (Nitrile Butadiene), que confere complacência lateral ao GlideCore, também oferece complacência axial, comprimindo-se ligeiramente na vertical antes que o próprio veio do ar comece a atuar. Cartucho Grip X2 O desempenho da suspensão da Podium é alimentado pelo premiado cartucho GRIP X2, configurado especificamente para oferecer maior suporte em compressão. Dada a rigidez e suavidade excecionais da Podium, foi adicionado damping extra em compressão paracompensar o menor atrito do chassis. Os ciclistas com o GRIP X2 beneficiam de uma posição mais alta no curso da suspensão, mantendo os pneus colados ao chão. Isto traduz-se numa aderência superior em curva e numa confiança acrescida para explorar os limites, seja em corridas de enduro ou em eMTBs de alta potência, reduzin- do significativamente a fadiga nas mãos e braços. Casquilhos mais próximos do eixo Grande parte do ganho de desempenho deve-se à distância mais curta entre o casquilho inferior da suspensão e o eixo. Numa suspensão tradicional, essa distância é fixa. Numa suspensão invertida, à medida que esta comprime ao longo do curso, o eixo aproxima-se do casquilho inferior, o que reduz a alavanca de flexão exercida. O resultado é uma sensação de suavidade crescente à medida que a suspensão entra mais fundo no curso. Imersão total em óleo Nas suspensões tradicionais, o óleo de lubrificação apenas chega à altura dos retentores e faz a lubrificação das esponjas quando a suspensão está em funcionamento. Na suspensão invertida Podium, o óleo de lubrificação é puxado pela gravidade para baixo, lubrificando constantemente os retentores internos. Outra vantagem deste sistema é que, graças à gravidade, os detritos tendem a cair para longe dos retentores, reduzindo significativamente o risco de contaminação. Massa não suspensa A massa não suspensa inclui tudo o que está abaixo do veio do ar e do cartucho da suspensão. Numa suspensão convencional, essa massa inclui a roda, o pneu, o travão dianteiro e o monocoque da suspensão. Numa suspensão invertida, o monocoque mais pesado passa a estar no topo (como as bainhas), o quereduz significativamente a massa não suspensa. Menos massa requer menos força para se mover em qualquer direção, o que significa que a suspensão responde de forma mais sensível e mais ativa, tanto na compressão como no retorno (rebound). As proteções das bainhas em fibra de carbono de cobertura total da Podium Factory Series não só mantêm a massa não suspensa no mínimo, como também protegem as bainhas com revestimento Kashima contra danos externos. ### A Specialized lançou os novos S-Works Torch Remco A Specialized apresentou os novos S-Works Torch Remco, os sapatos mais leves do pelotão, com apenas 148,2g. 3 gramas mais leves do que o concorrente mais próximo. O seu design minimalista apresenta uma construção superior simplificada, uma sola de carbono reduzida e um único aperto BOA Li2. Body Geometry, desenvolvido para o rendimento Os novos S-Works Torch são baseados na nossa nova forma Body Geometry e reduzem a pressão no antepé em 44%, proporcionando suporte equilibrado, conforto e transferência de potência. A tecnologia Body Geometry ajuda a eliminar problemas comuns como dormência no antepé, sensação de “pé quente”, colapso do arco plantar, dores no joelho e instabilidade — problemas que comprometem a potência, a eficiência e a resistência, além de aumentarem o risco de lesão. Estes benefícios do Body Geometry não só tornam o sapato de 148,2 gramas, como também o tornam confortável. O que há de novo:  Uma construção superior simplificada com malha de camada única, TPU e um único aperto BOA® Li2 permite uma redução de 51,1g, maximizando o ajuste e a transferência de potência.  Um suporte de calcanhar de perfil baixo, simétrico e injetado em nylon que proporciona um suporte equilibrado e firme para esforços intensos fora do selim e sem peso adicional.  Seis anos de estudos sobre a rigidez da sola permitiram à equipa de Human Performance encontrar o nível exato de rigidez necessário para a máxima transferência de potência. A redução da placa de carbono com reforços de nylon injetado permite poupar 14g, mantendo a rigidez e a eficiência. Testado por Remco no Tour Remco Evenepoel usou o protótipo final dos S-Works Torch Remco em cinco etapas chave de montanha no seu Tour de France de estreia, incluindo subidas exigentes como o Col du Galibier e o Pla d’Adet. O sapato tornou-se um símbolo do esforço por detrás da sua performance e da colaboração com a equipa de calçado da Specialized. “É incrível pensar que, no meu primeiro Tour de France, corri cinco etapas com um protótipo de sapato. Mas confiei na equipa da Specialized e sabia que o que criámos juntos era digno de ser testado no Tour. Foi uma boa sensação correr com eles e o peso dos sapatos permitiu-me transportar mais água sem penalização de peso, ajudando-me a atacar nas montanhas como nunca antes.” Remco Evenepoel ### A Shimano lançou o NOVO GRX Di2 1x12v wireless A Shimano anunciou os novos componentes GRX Di2 1x12v wireless destinados ao gravel, oferecendo agora opções mecânicas e eletrónicas em configurações 1x12v e 2x12v. Inspirado no sucesso do cockpit wireless dos grupos 2x12v de estrada e gravel e com a tecnologia sem fios do XTR M9200, o GRX RX827 chega, segundo a Shimano, para redefinir o gravel. Ler mais | Shimano lança novos Deore XT Di2 e Deore Di2 | Tecnologia sem fios para todos os níveis GRX RX827 O GRX RX827 foi concebido para estar próximo do ciclista, oferecendo a liberdade de escolha. Sem requisitos especiais de quadro, pode ser facilmente instalado em qualquer bicicleta de gravel, permitindo atualizar a bicicleta com a mais recente tecnologia. Centrado em torno da mudança traseira sem fios RD-RX827, o GRX 1 x 12 vel. proporciona aos ciclistasde gravel, uma gestão precisa da corrente e mudanças. Características SHIMANO GRX 1 x 12vel. Plataforma Di2 sem fios - Concebido para a máxima fiabilidade, o sistema Di2 sem fios oferececomutações rápidas e precisas e compatibilidade com todas as mudanças wireless Shimano de 12velocidades (GRX, DURA-ACE, ULTEGRA, SHIMANO 105 Di2, bem como modelos XTR e DEORE XTDi2); Transmissão robusta para gravel - design inspirado na linha Di2 para BTT da Shimano, a mudança traseira RX827 apresenta o mesmo design de baixo perfil, bateria protegida e função de recuperação automática de impactos; Ergonomia redefinida - Maior aderência, design limpo do cockpit e personalização para um manuseamento e conforto de excelência; Versatilidade ampliada - As opções adicionais de componentes GRX permitem aos ciclistas otimizar o desempenho com base no terreno, estilo e preferências pessoais. Comutação wireless GRX A nova transmissão GRX de 1 x 12 velocidades combina a mudança traseira sem fios RD-RX827 com asmanetes de controlo duplo RX825 Di2, o pedaleiro FC-RX820, os travões e a cassete XT 10-51D. Esta combinação proporciona o desempenho Di2 caraterístico da Shimano num pack robusto de 1 x 12 velocidades. Os ciclistas podem escolher entre Rodas Pedaleiras 40D ou 42D e combiná-las com as cassetes MICRO SPLINE 10-51D da Shimano. Da mesma forma, a RX827 oferece uma opção eletrónica para bicicletas de montanha/aventura com hastes de estrada que utilizam cranques de montanha. Mudança Traseira Shimano Shadow ES A mudança traseira GRX RX827, com a nova tecnologia Shimano Shadow ES, é oferecida numa únicaespecificação com caixa super longa SGS e foi construída para durabilidade e funcionalidade. A mudança apresenta um design em cunha de baixo perfil e a unidade estabilizadora da corrente funde-se no corpo para minimizar a exposição a impactos. Ao eliminar as arestas afiadas da mudança, esta consegue evitar mais facilmente aos obstáculos e lidar com a maioria dos impactos quando o terreno se torna mais acidentado. A estrutura de elos largos, o design da placa antiderrapante e a roldana mais sólida aumentam aindamais a capacidade de sobrevivência do corpo do desviador, garantindo desempenho em condições difíceis e lamacentas. RD-RX827 – Mudança traseira Wireless Tecnologia Shimano Shadow ES; Construção sólida das roldanas; Bateria recarregável e amovível (Alcançe 700km a 1,000km dependendo das condições); Caixa super-longa RD-RX827 SGS para cassetes 12Vel.10-51D; 449 gramas. Novas adições para haste Gravel A novidade para o GRX 1 x 12 velocidades é a adição da manete de travão para disco hidráulico BL-RX825-L. Esta manete só para travão oferece a mesma excelência ergonómica das manetes RX825 Dual Control da Shimano, incluindo coberturas de repousa-mãos elevadas com superfícies estriadas e alavancas de travão antiderrapantes, contudo não existe quaisquer botões de mudança electrónicos para esta opção de configuração 1x ser mais leve e simples. BL-RX825-L - Manete de travão de disco hidráulico 1x opção de manete de travão para 12 vel.; Ergonomia da manete de travão e do repousa-mãos para Gravel; Revestimento antiderrapante na superfície da alavanca de travão 19,5 grs mais leve (188 grs para a BL-RX825-L vs 207,5 grs para aST-RX825-L). Comutação versátil - Funções avançadas botão DI2 Quer utilize a nova manete de travão BL-RX825-L ou um par de manetes GRX ST-RX825 DUAL CONTROL ,a Shimano GRX de 1 x 12 velocidades oferece uma variedade de possibilidades de mudanças graças aosbotões personalizáveis Di2. Como nas gerações anteriores, as manetes GRX RX825 DUAL CONTROL possuem três botões Di2 - dois botões estão localizados nas alavancas de mudanças, enquanto um terceiro botão se encontra no interior do repousa mãos. As manetes RX825 também permitem instalar botões de mudanças acessórios, que podem ser colocados em várias zonas da haste de guiador para opções adicionais. A cada botão Di2 mencionado acima podem ser atribuídas várias funções, incluindo a comutação damudança traseira, o controlo de luzes e ciclocomputadores compatíveis, ou pode ser utilizado como umbotão de função remota para a mudança traseira. Com esta última opção, os ciclistas podem fazer ajustes nas mudanças sem tirar as mãos do guiador. Rodas TLR Alumínio SHIMANO RX180 Com os componentes GRX 1 x 12 Di2 para gravel, a Shimano apresenta também um novo conjunto de rodas de alumínio para gravel, de baixo custo, concebidas para proporcionar uma resistência e fiabilidade em qualquer situação. As novas rodas de alumínio RX180 são tubeless-ready e apresentam uma largura de aro interno de 25 mm, suportam pneus entre 32 mm a 50 mm de largura. O conjunto de rodas também incorpora um cubo que permite a fácil conversão entre os cepos MICRO SPLINE e HG para instalar transmissões Shimano simples e duplas e opções de cassetes de 10, 11 e 12 vel. Rodas TLRWH-RX180-TL-700C Cepo substituivel – trocar entre MICRO SPLINE e opções HG L; Largura do Aro 25mm; Peso: 2105 gramas com cepo HG || 2113 gramas com cepo MICRO SPLINE. ### João Almeida entra para a história do ciclismo mundial!  João Almeida tornou-se no mais recente membro do “Clube das três” - lote restrito de ciclistas que venceram, no mesmo ano, três das maiores sete corridas de uma semana País Basco, Romandia e Suíça foram as batalhas ganhas por João Almeida, para se juntar a Bradley Wiggins e Sean Kelly no topo do ciclismo mundial.  O português juntou-se aos antigos vencedores do Tour de France e da Volta à Espanha: são os únicos, na história do ciclismo mundial, a vencer três das big-7 na mesma temporada. Foto: Sprint Cycling Agency Vitórias espelham o espírito de João Almeida A temporada começou com as vitórias a escapar a João Almeida. Chegou a fazer melhor que Jonas Vingegaard no Alto da Foia, mas fechou segundo no Algarve, depois de já ter feito o mesmo em Valência.  O primeiro triunfo do ano chegou no Paris-Nice, outra vez sobre Vingegaard, na quarta etapa, mas o português perderia minutos num corte à sexta jornada que condenou a luta pela geral.  A história de glória do português começa pouco depois: três semanas após o Paris-Nice, alinha na Volta ao País Basco, e domina em toda a linha. Duas vitórias de etapa e a classificação geral com quase 2:00 sobre Enric Mas. Primeira vitória numa geral do WorldTour desde a Volta à Polónia em 2021.  João Almeida segue para a Romandia, onde triunfa a solidez. Não venceu nenhuma etapa, mas esteve sempre entre os melhores e venceu a geral com menos 0:26 que Lenny Martinez, e 1:26 que Remco Evenepoel.  Na Volta à Suíça, uma ‘Almeidada’ em toda a linha. O português perdeu mais de 3:00 na primeira etapa, mas mostrou domínio completo nos dias seguintes. Vitórias na quarta e sétima etapa prepararam o cenário para o assalto à amarela no último contrarrelógio, onde o português voltou a não dar hipótese à concorrência. Créditos: Buchli Fotografie | Sam Buchli Na companhia dos grandes Paris-Nice, Tirreno-Adriatico, Critério do Dauphiné, Volta ao País Basco, Volta à Romandia, Volta à Suíça e Volta à Catalunha - são estas as ‘big-7', as maiores sete corridas de uma semana do calendário internacional.  Na lista de ciclistas que ganharam três na mesma temporada constavam, até dia 21 de junho de 2025, apenas dois nomes: Bradley Wiggins e Sean Kelly. Bradley Wiggins no Tour de France. Créditos: A.S.O./Gautier Demouveaux João Almeida passa a fazer companhia a dois dos maiores nomes da história do ciclismo depois do triunfo na Volta à Suíça - torna-se, também, o mais novo a atingir o feito.  Wiggins tinha sido o último a fazê-lo, quando, em 2012, venceu o Paris-nice, a Volta à Romandia e o Critério do Dauphiné. O britânico ganharia o Tour de France em julho desse ano.  Sean Kelly conseguiu o feito por duas vezes. Em 1984 e 1986, o irlandês venceu Paris-Nice, Volta à Catalunha e Volta ao País Basco. Curiosamente, nesses dois anos fez segundo na Volta à Flanders, o único monumento que não conseguiu conquistar durante uma carreira repleta de triunfos. Sean Kelly na apresentação da Volta à Espanha, corrida que ganhou em 1988. Créditos: Photogomezsport / Luis Ángel Gómez João Almeida conseguiu outros feitos de destaque: a dupla vitória em solo suíço (Romandia e Suíça) aconteceu pela primeira vez desde 1994. É o quinto a consegui-lo na história do desporto. João Almeida também já ganhou etapas em cinco das grandes sete voltas de uma semana - está apenas atrás de Nairo Quintana (sete em sete), Adam Yates e Primoz Roglic (seis em sete), no que toca aos ciclistas ainda no ativo. Por último, as três vitórias na mesma edição da Volta à Suíça colocam-no num lote de quatro ciclistas que conseguiram o feito numa das corridas com mais história no calendário internacional. Ler mais | João Almeida candidato a uma “grande” após dominar Romandia Créditos: Buchli Fotografie | Sam Buchli Grandes objetivos ainda estão para chegar Com a vitória na Suíça, João Almeida venceu pela nona vez na temporada, sempre a nível WorldTour. Já é a melhor temporada de sempre do português (tinha sete triunfos WT até ao fim de 2024), que está a duas vitórias do ciclista que mais ganhou esta época, o colega de equipa Tadej Pogacar.  E por falar no esloveno, vale a pena apontar que os grandes objetivos da temporada ainda estão por correr. No início de julho arranca o Tour de France, onde João Almeida vai ser o principal escudeiro de Pogacar – nem por isso deixa de ter hipóteses de lutar por etapas ou por um lugar importante na classificação geral.  Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 https://www.youtube.com/watch?v=3pbwWUQiTUo&ab_channel=TopCyclingPT Vale a pena mencionar que a UAE Emirates XRG chega ao Tour em posição ideal: domínio nas duas grandes provas de aproximação à maior corrida do mundo, com vitória de Pogacar no Dauphiné e de Almeida na Suíça.  Depois do Tour, a Vuelta. Ainda sem certezas acerca da presença de Pogacar em Espanha, João Almeida vai poder vingar-se da Grande Volta no país de nuestros hermanos, depois de ter sido obrigado a desistir em 2024, ao fim de oito etapas. Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Créditos da fotografia de destaque: Sprintcycling ### Taça do Mundo de XCO | Domínio de Vidaurre e Pieterse em Val di Sole Val di Sole – Trentino voltou a ser palco de grandes emoções na Taça do Mundo de XCO, com uma jornada marcada pelo espetáculo nas várias corridas. Deixamos o resumo das corridas de Elite Masculina e Feminina. Corrida Elite Masculina O chileno Martin Vidaurre (Specialized Factory Racing) escreveu uma nova página na história do BTT ao tornar-se o primeiro atleta do Chile a vencer uma etapa da Taça do Mundo de XCO. Depois de arrancar da quarta linha da grelha, o campeão mundial sub-23 de 2021 regressou ao lugar onde tudo começou — Val di Sole — para conquistar a sua primeira vitória na categoria elite. Créditos da foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series Num circuito técnico e exigente, Vidaurre lançou o ataque decisivo na penúltima volta, passou o francês Mathis Azzaro (Origine Racing Division) e abriu uma vantagem que lhe permitiu cortar a meta com 23 segundos de vantagem. O suíço Fabio Püntener, a correr como privado, completou o pódio. Vídeo resumo da corrida masculina https://youtu.be/wIEwsIetLWw?si=hZU9iC4vRowjRurK Top 10 – Corrida Elite Masculina ClassificaçãoAtletaEquipaTempo1Martin VidaurreSpecialized Factory Racing1:27:422Mathis AzzaroOrigine Racing Division+0:233Fabio PüntenerBike Team Solothurn+0:394Luca BraidotWilier-Vittoria Factory Team+0:475Charlie AldridgeCannondale Factory Racing+0:536Julian SchelbKMC Ridley MTB Racing Team+1:007Luca SchättiBixs Performance Race Team+1:098Christopher BlevinsSpecialized Factory Racing+1:139Simone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team+1:1310Filippo ColomboScott-SRAM MTB Racing Team+1:24 Corrida Elite Feminina Na corrida feminina, Puck Pieterse (Alpecin-Deceuninck) voltou a mostrar porque é a campeã mundial em título, vencendo a segunda etapa consecutiva da Taça do Mundo de XCO e tornando-se a primeira mulher a vencer rondas consecutivas em XCO e XCC na mesma temporada. Créditos da foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series Apesar de uma queda no "rock garden", a neerlandesa manteve a compostura e segurou a pressão da neozelandesa Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team), que reduziu a diferença para 26 segundos no final. Créditos da foto: WHOOP UCI Mountain Bike World Series A austríaca Laura Stigger (Specialized Factory Racing) garantiu o terceiro lugar após uma batalha cerrada com Jenny Rissveds. Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/O0_OVOhCw7M?si=_3vGRMD2It7UHlr5 Top 10 – Corrida Elite Feminina ClassificaçãoAtletaEquipaTempo1Puck PieterseAlpecin-Deceuninck1:29:082Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team+0:263Laura StiggerSpecialized Factory Racing+0:444Jenny RissvedsCanyon CLLCTV XCO+0:475Nicole KollerGhost Factory Racing+1:036Jennifer JacksonOrbea Fox Factory Team+1:317Jolanda NeffCannondale Factory Racing+2:398Savilia BlunkDecathlon Ford Racing Team+2:399Nina GrafLapierre Racing Unity+3:0110Kelsey UrbanKMC Ridley MTB Racing Team+3:12 ### João Almeida campeão da Volta à Suíça! Após três títulos de Rui Costa, João Almeida junta-se à lista de vencedores da Volta à Suíça vaporizando a concorrência na cronoescalada final. A Volta à Suíça de 2025 foi uma minissérie de suspense cujo capítulo final saiu do génio de João Almeida. Depois da entrada em falso, pela perda de mais de três minutos no primeiro dia, a UAE Emirates iniciou a operação remontada que deixou o português a 0:33 de Kevin Vauquelin à partida para o último dia. Pela frente uma cronoescalada entre Beckenried a Stockhütte (10 km), com 830 m de desnível positivo acumulado e paredes entre 8-10 % de inclinação. Ler mais | Almeida dá um murro na mesa "Nunca deves desistir" João Almeida passou em primeiro no ponto intermédio, com o mesmo tempo de Felix Gall, mas quando chegou à meta a vantagem sobre o austríaco era de 0:24. O corredor de A dos Francos fez a parte mais dura da escalada vários níveis acima dos rivais diretos. Vauquelin, por exemplo, já cedia 0:21 e na meta perdeu 1:40. O francês da Arkea nunca tinha feito pódio numa corrida WorldTour, mas fechou na 2.ª posição atrás de João Almeida e à frente de Oscar Onley (Pic Nic Post NL). "Um erro pode custar-nos muito, quase não conseguia recuperar. Por um momento pensei que tinha problemas no potenciómetros porque os números eram muito altos. A equipa esteve incrível, nunca desistimos. É uma lição: nunca deves desistir. Por vezes as coisas correm mal, só tens que continuar a tentar. Nós tentámos e conseguimos." João Almeida ao Eurosport. Créditos da foto: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Além da geral inidividual, João Almeida venceu a classificação por pontos e conseguiu três etapas na corrida. Portugal soma 14 triunfos na história do evento helvético. Outro dado histórico: aos 26 anos junta-se a Sean Kelly e a Bradley Wiggins como únicos ciclistas que na mesma temporada ganharam três das sete corridas por etapas mais importantes. No caso de João Almeida foram a Volta à Romandia, a Volta ao País Basco e agora a Volta à Suíça. Segue-se o Tour de France, onde o corredor da UAE Emirates foi 4.º em 2024. Nem a euforia da vitória na Suíça lhe tira o foco e ficou a promessa de no Tour de France estar ao serviço de Tadej Pogacar. Etapa 7 | João Almeida vence etapa e deixa tudo em aberto Vídeo resumo https://youtu.be/ujQ-QewwHfU?si=AULX01pQO1FG_-Fu TOP 10 da Etapa ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1ºJoão AlmeidaUAE Team Emirates - XRG27:332ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+25s3ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+1:124ºKévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+1:405ºHarry SweenyEF Education - EasyPost+1:546ºAleksandr VlasovRed Bull - BORA - hansgrohe+2:047ºBen O’ConnorTeam Jayco AlUla+2:078ºWill BartaMovistar Team+2:139ºFinlay PickeringBahrain - Victorious+2:1410ºIlan Van WilderSoudal Quick-Step+2:19 Classificação Geral Final – Volta à Suíça 2025 ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo Total1ºJoão AlmeidaUAE Team Emirates - XRG29:29:012ºKévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+1:073ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+1:584ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+2:205ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+3:576ºLennard KämnaLidl - Trek+4:527ºBen O’ConnorTeam Jayco AlUla+5:088ºIlan Van WilderSoudal Quick-Step+6:169ºPablo CastrilloMovistar Team+6:4110ºClément ChampoussinXDS Astana Team+8:30 Créditos da foto de destaque: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli ### Volta à Suíça 2025 | Etapa 7 | João Almeida vence etapa e deixa tudo em aberto João Almeida (UAE Team Emirates XRG) voltou a brilhar na Volta à Suíça 2025, ao conquistar a vitória da etapa 7, após um sprint frente a Kévin Vauquelin (Arkéa-B&B Hotels). Numa jornada longa e exigente entre Neuhausen am Rheinfall e Emmetten, com mais de 200 km e 3414 metros de desnível, o ciclista português somou a sua segunda vitória de etapa nesta edição e aproximou-se ainda mais do topo da classificação geral. Créditos da foto: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli A etapa foi marcada por temperaturas elevadas e por uma última subida dura, onde Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale) tentou surpreender, mas acabou por ser apanhado pelos principais candidatos à vitória final. Nos metros finais, Vauquelin lançou-se para a vitória, mas João Almeida respondeu com autoridade, colando-se na roda e lançando o sprint no momento certo para cortar a meta em primeiro. https://twitter.com/tds/status/1936436829613330938 Graças aos 10 segundos de bonificação, reduziu a desvantagem para apenas 33 segundos da liderança, deixando tudo em aberto para a última etapa. Créditos da foto: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Tudo se decide no contrarrelógio final A última etapa da Volta à Suíça 2025 será um contrarrelógio de montanha de 10 km. entre Beckenried e Stockhütte, onde João Almeida tentará destronar Vauquelin e conquistar a classificação geral. Vê o resumo da etapa em vídeo https://youtu.be/q5XK5H3lFUU?si=fHoUoN-4w8IS-R_- Classificação da Etapa 7 ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1ºJoão AlmeidaUAE Team Emirates XRG4:38:252ºOscar OnleyTeam Picnic PostNLm.t.3ºKévin VauquelinArkéa - B&B Hotelsm.t.4ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale+4s5ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+8s6ºFelix GroßschartnerUAE Team Emirates XRG+1:077ºJoseph BlackmoreIsrael - Premier Tech+1:098ºIlan Van WilderSoudal Quick-Stepm.t.9ºClément ChampoussinXDS Astana Teamm.t.10ºLennard KämnaLidl - Trek+1:11 Classificação Geral após Etapa 7 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºKévin VauquelinArkéa - B&B Hotels29:00:552ºJoão AlmeidaUAE Team Emirates XRG+0:333ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+0:414ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+1:195ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale+2:286ºLennard KämnaLidl - Trek+2:597ºBen O’ConnorTeam Jayco AlUla+3:348ºPablo CastrilloMovistar Team+4:279ºIlan Van WilderSoudal Quick-Step+4:3010ºClément ChampoussinXDS Astana Team+6:07 Créditos da foto de destaque: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli ### Volta à Suíça | Etapa 6 | Jordi Meeus vence etapa de transição Depois de três etapas que viram João Almeida iniciar a grande recuperação que tem feito na Volta à Suíça, os ciclistas tiveram um dia mais calmo, num percurso com pouco acumulado. Os ciclistas portugueses tiveram um dia tranquilo e chegaram integrados no pelotão, antes dos dois dias decisivos. Com 187 km para percorrer, a jornada apresentou duas contagens de segunda categoria mas muito longe da meta, que faziam desta etapa, a última oportunidade para os homens rápidos. Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Romain Grégoire tentou de novo Foram quatro os ciclistas que formaram a principal fuga do dia com destaque para a presença de Romain Grégoire (Groupama - FDJ), vencedor da primeira etapa e líder durante três dias. Harry Sweeny (EF Education-Easy Post), Stefan Küng (Groupama FDJ) e Mauro Schmid (Jayco AlUla) foram os restantes companheiros do francês. A vantagem da fuga ultrapassou os três minutos antes do pelotão entrar num trabalho mais sério, começando a reduzir a diferença até à anulação mas já nos derradeiros dois quilómetros. Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Meeus vence chegada a Neuhausen am Rheinfall Com a chegada a acontecer em pelotão compacto, a etapa disputou-se ao sprint. Com um grande lançamento de Van Poppel, Jordi Meeus (Red Bull - BORA - hansgrohe) foi o mais forte vencendo a sexta etapa da Volta à Suíça. Davide Ballerini (XDS Astana Team) ficou no segundo lugar relegando Lewis Askey (Groupama - FDJ) para o terceiro posto. https://twitter.com/Eurosport_FR/status/1936075008985452907 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 MEEUS JordiRed Bull - BORA - hansgrohe4:10:242 BALLERINI DavideXDS Astana Team,,3 ASKEY LewisGroupama - FDJ,,4 MIHKELS MadisEF Education - EasyPost,,5 BURATTI NicolòBahrain - Victorious,,6 VAN POPPEL DannyRed Bull - BORA - hansgrohe,,7 BITTNER PavelTeam Picnic PostNL,,8 LAPEIRA PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team,,9 MAYRHOFER MariusTudor Pro Cycling Team,,10 OLDANI StefanoCofidis,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels24:22:342 ALAPHILIPPE JulianTudor Pro Cycling Team0:293 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG0:394 ONLEY OscarTeam Picnic PostNL1:215 KÄMNA LennardLidl - Trek1:446 O'CONNOR BenTeam Jayco AlUla2:167 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team2:208 CASTRILLO PabloMovistar Team2:409 RICCITELLO MatthewIsrael - Premier Tech3:0810 VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step3:17 ### Volta à Suíça | Etapa 5 | João Almeida continua a dar espetáculo João Almeida continua a recuperação épica na Volta à Suíça. Dia espetacular, onde o português sofreu na última subida, mas conseguiu arrancar para ganhar tempo a quase todos os rivais João Almeida (UAE Emirates XRG) voltou a ganhar tempo a quase todos os rivais na Volta à Suíça. O ciclista português assinou mais uma tremenda exibição: segundo lugar na etapa, e aproximação clara à liderança da competição. Ler mais | Volta à Suíça | Etapa 4 | Que recital João Almeida! Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Discussão da etapa Dia de terreno acidentado na Volta à Suíça, coroado com duas passagens na Castaneda (4,5 km a 9,8%), onde terminava a etapa. A fuga do dia saiu para a estrada com nomes fortes para a montanha, mas a UAE Emirates XRG controlou os fugitivos de perto. A 8,8 km, os últimos escapados do dia - Aleksandr Vlasov (Red Bull - BORA - hansgrohe), Pello Bilbao (Bahrain - Victorious) e Neilson Powless (EF Education - EasyPost) - eram apanhados pelo pelotão. Antes disso, a 24 km do fim, já o camisola amarela, Romain Grégoire (Groupama - FDJ), tinha perdido contacto com o grupo da frente. O francês disse adeus à liderança no final do dia. Foto: Equipe cycliste Groupama-FDJ Ação na última subida Depois de estar alcançada a fuga, foi a Decathlon AG2R La Mondiale a pôr-se ao trabalho, impondo ritmo para Felix Gall. Quem aproveitou foi Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling), o primeiro a atacar no grupo dos favoritos. Oscar Onley (Team Picnic PostNL) seguiu com o francês e deixou-o para trás, enquanto João Almeida parecia sofrer no fim do grupo. O português cerrou os dentes, ultrapassou os rivais um a um e conseguiu chegar à frente da corrida. https://twitter.com/tds/status/1935713146812923929 A dupla composta por João Almeida e Oscar Onley seguiu junta até ao fim. Os dois sprintaram pela vitória da etapa, onde o britânico acabou por ser mais forte, remetendo o ciclista português para o segundo lugar mais alto do pódio. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Camisola amarela está mais perto Segundo dia seguido de ganhos na estrada para João Almeida na Volta à Suíça. O português tinha saído para a estrada em sétimo lugar, a 2:17 do líder Romain Grégoire. O francês perdeu muito tempo, e foi substituído na liderança pelo compatriota Kévin Vauquelin (Arkéa - B&B Hotels). João Almeida, que já esteve a mais de 3:00 do primeiro lugar, subiu a terceiro lugar na classificação geral da Volta à Suíça, agora a 0:39 do camisola amarela. Restam três etapas para correr, sendo que os dois últimos dias apresentam possibilidades para o português voltar a ganhar tempo aos rivais. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/IKmIqDsH7wU?si=uFv200xPv-YuAiQe Top 10 da etapa 5 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Oscar OnleyTeam Picnic PostNL4:33:282João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG"3Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+0:234Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+0:575Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+1:056Ilan Van WilderSoudal Quick-Step+1:147Julian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+1:228Lennard KämnaLidl - Trek+1:469Felix GroßschartnerUAE Team Emirates - XRG+2:2510George BennettIsrael - Premier Tech+2:38 Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels20:12:102Julian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+0:293João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG+0:394Oscar OnleyTeam Picnic PostNL+1:215Lennard KämnaLidl - Trek+1:446Ben O'ConnorTeam Jayco AlUla+2:167Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+2:208Pablo CastrilloMovistar Team+2:409Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+3:0810Ilan Van WilderSoudal Quick-Step+3:17 Créditos da fotografia de destaque: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli ### Shimano lança novos Deore XT Di2 e Deore Di2 | Tecnologia sem fios para todos os níveis A Shimano acaba de anunciar a chegada dos novos grupos Deore XT M8200 Di2 e Deore M6200 Di2, dando continuidade à sua aposta numa linha de transmissões sem fios para bicicletas de montanha. O lançamento acontece apenas alguns dias depois da apresentação do novo topo de gama XTR M9200 Di2, sinal claro de que a marca japonesa quer recuperar a competitividade no nicho do BTT. Um XT na linha do topo de gama XTR O novo Deore XT M8200 Di2 herda muitas das soluções técnicas do XTR M9200, como o sistema de transmissão sem fios, a ergonomia refinada dos comandos e a gestão eletrónica da mudança traseira, agora com função de recuperação automática após impacto. Shimano Deore XT Tal como no XTR, a mudança traseira adota um design de perfil baixo e um novo estabilizador da corrente, com estrutura robusta e roldanas mais sólidas. Ler mais | NOVO Shimano XTR M9200 Di2 – Testámos e explicamos todos os detalhes Como no passado, a diferença mais notável está nos materiais: enquanto o XTR aposta numa construção mais leve e em carbono, o XT utiliza uma caixa em alumínio, mantendo o foco na durabilidade. Estará disponível em duas versões — uma sem fios (RD-M8250) e outra com fios para e-MTB (RD-M8260) —, o grupo oferece ainda suporte para as tecnologias AUTO SHIFT e FREE SHIFT nas bicicletas elétricas, garantindo trocas de marcha automáticas ou sem necessidade de pedalar. Transmissão adaptada ao terreno O XT M8200 está disponível com cassetes de 12 velocidades (10-51D ou 9-45D) com a já conhecida tecnologia HYPERGLIDE+, que permite trocas suaves mesmo sob carga. O pedaleiro, com construção HOLLOWTECH II, pode ser montado com rodas pedaleiras entre os 28 e 36 dentes, adaptando-se ao trail, enduro ou XC. Travões mais previsíveis e estáveis A nova geração de travões XT inclui versões de dois e quatro pistões, com pinças redesenhadas para maior modulação e potência em todas as temperaturas. A Shimano introduz também a tecnologia ERGO FLOW nas manetes, melhorando o conforto e o controlo em travagens prolongadas. O sistema usa agora o novo óleo mineral de baixa viscosidade, que já tínhamos visto no XTR, contribuindo para uma travagem mais estável. Shimano Deore XT Novas rodas e cubos para completar o conjunto A gama M8200 é completada por rodas em alumínio WH-M8200, disponíveis em 27,5" e 29", com jantes tubeless de 30 mm internas, raios em aço inox e cubos redesenhados para facilitar a manutenção. Os novos cubos oferecem menor resistência ao rolamento e um ângulo de engate mais rápido (3,5°), ideal para responder de imediato ao impulso do pedal. Deore M6200: tecnologia Di2 para todos A Shimano também revelou o novo grupo Deore M6200 Di2, que leva a tecnologia eletrónica para um segmento ainda mais acessível. Este grupo herda os principais conceitos do XT e XTR, mas com uma construção simplificada e robusta, ideal para quem procura fiabilidade a um preço mais contido. Disponível com mudanças traseiras sem fios (RD-M6250) ou com fios para e-MTB (RD-M6260), o Deore M6200 conta também com recuperação automática após impacto, estabilização da corrente e opção de funcionamento automático nas versões elétricas. As cassetes são compatíveis com HYPERGLIDE+ e LINKGLIDE, garantindo suavidade e durabilidade. Os comandos Di2 do Deore mantêm a lógica da linha superior, com ergonomia ajustável, funcionamento tátil e a possibilidade de personalização dos botões através da app E-Tube — incluindo controlo do GPS ou mudanças automáticas. Shimano dá passo importante na democratização das transmissões eletrónicas Com estes lançamentos, a Shimano dá hipótese ao utilizador de utilizar os componentes que melhor se adequam às suas possibilidades financeiras e ao tipo de BTT que pratica, pois existe a possibilidade de misturar todos os componentes. A rapidez com que lançam os novos Shimano Deore XT Di2 e Deore Di2 torna esta tecnologia acessível a um maior número de ciclistas. Em ambos os casos, a aposta passa pela robustez, fiabilidade e integração, características habituais na marca. Podes saber mais pormenores sobre preços e pontos de venda através do website do importador Shimano em Portugal: www.scvouga.pt ### Volta à Suíça | Etapa 4 | Que recital João Almeida! A Volta à Suíça chegou à alta montanha e João Almeida vingou-se da desfeita do primeiro dia. Deixou os rivais para trás no alto da contagem de primeira categoria e venceu a etapa. Grande dia para João Almeida (UAE Emirates XRG) na Volta à Suíça. O português atacou na subida do dia e deixou todos os rivais para trás. Sexta vitória da época depois de um solo de 49 km. Ler mais | Volta à Suíça 2025 | Etapa 3 | João Almeida faz segundo e bonifica Foto: Massimo Fulgenzi/SprintCyclingAgency Terreno para João Almeida na Volta à Suíça  Depois de três dias acidentados, mais direcionados para puncheurs do que para escaladores, a alta montanha chegou, finalmente, ao percurso da competição.  A quarta etapa da Volta à Suíça é terreno de João Almeida. Dia coroado pela contagem de primeira categoria do Splugenpass (8,8 km a 7,3%), logo após a subida a Sufers (3,4 km a 5,7%).  O cuma da contagem de montanha estava a 48 km da meta. Depois, seguia-se uma descida praticamente até à chegada. João Almeida não desilude A ação da etapa ficou guardada para a ascensão ao Splugenpass. A UAE Emirates XRG pareceu sempre a equipa mais interessada em controlar a fuga e impor ritmos para por o pelotão em dificuldade.  A mais de 52 km para o fim o grupo reduziu muito, e João Almeida lançou o primeiro ataque pouco depois. A maior parte do grupo dos favoritos seguiu na roda do português.  Dois quilómetros depois, nova tentativa de João Almeida, desta feita com sucesso: Oscan Onley (Picnic PostNL), Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale) e Ben O’Connor (Jayco AlUla) foram os únicos que acompanharam o português, mas a resistência durou pouco tempo.  A 49 km do fim, o ciclista português seguia sozinho na frente da corrida. Nenhum rival voltou a pôr os olhos em João Almeida, que alcançou a sexta vitória da época, e a terceira etapa na prova Suíça. Ler mais | João Almeida candidato a uma “grande” após dominar Romandia Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Luta pela liderança A vitória da classificação geral continua difícil, mas a missão simplifica um pouco para João Almeida depois da quarta etapa na Suíça. https://twitter.com/tds/status/1935347201674187079 O português arrancou a 3:17 do líder Romain Grégoire (Groupama – FDJ), que perdeu 1:00 na estrada, no quarto dia de prova. João Almeida é, agora, sétimo na geral, a 2:07 do ciclista francês. Amanhã corre-se a quinta etapa, com nova oportunidade para João Almeida recuperar tempo, num final no topo de Castaneda (4,5 km a 9,8%). No final da etapa, o português disse o seguinte: Sofri muito. Foi um bom esforço, bom trabalho de equipa, e estou feliz por ter conseguido terminar bem. Ainda há muito para fazer, estou contente com a vitória de etapa. Não acho que seja favorito à geral porque há muito tempo a recuperar, mas nunca desistimos. Vamos tentar, se não tentar nunca saberei. João Almeida Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/2mJrTaBgbvk?si=S3W9huyCz9mlS3OK Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºJoão AlmeidaUAE Team Emirates - XRG4:10:192ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+0:403ºBen O'ConnorTeam Jayco AlUla+0:424ºKévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+1:005ºRomain GrégoireGroupama - FDJ"6ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team"7ºIlan Van WilderSoudal Quick-Step+1:028ºClément ChampoussinXDS Astana Team"9ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team"10ºLennard KämnaLidl - Trek" Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºRomain GrégoireGroupama - FDJ15:37:202ºKévin VauquelinArkéa - B&B Hotels+0:253ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling Team+0:294ºBen O'ConnorTeam Jayco AlUla+0:565ºLennard KämnaLidl - Trek+1:206ºPablo CastrilloMovistar Team"7ºJoão AlmeidaUAE Team Emirates - XRG+2:078ºOscar OnleyTeam Picnic PostNL+2:539ºFelix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+3:2310ºClément ChampoussinXDS Astana Team+3:25 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. Billy Ceusters ### Specialized apresenta as Tarmac, Roubaix e Crux com SRAM Force e Rival AXS A Specialized apresentou a Tarmac, Roubaix e Crux com os Novos SRAM Force e Rival AXS e com novas cores. Estas novas bicicletas apresentam as ultimas evoluções da SRAM que, segundo a marca, são incríveis em termos de ergonomia, leveza e precisão do grupo Red AXS. As Tarmac SL8 e Roubaix SL8 passam a contar com menos peso, travagem com menor esforço e a mudança dianteira mais rápida e precisa dos novos grupos Force AXS e Rival AXS.   A Crux recebe igualmente uma redução de peso, travagem otimizada e a extensa amplitude das 13 velocidades Tarmac SL8 Pro - SRAM Force AXS A Tarmac SL8 Pro, equipada com SRAM Force AXS apresenta uma combinação de aerodinâmica, leveza e qualidade de condução. Após oito gerações e mais de duas décadas de desenvolvimento, é caracterizada pela Specialized como a bicicleta de corrida mais rápida do mundo. Tarmac SL8 Comp - SRAM Rival AXS A Tarmac SL8 Comp apresenta um quadro de 685 gramas (S-Works), 15% mais leve do que a Tarmac SL7. Com a leveza a ser a sua prioridade máxima no tubo inferior, no tubo do selim e na traseira da bicicleta, esta nova versão vem equipada com o grupo SRAM Rival e Tap AXS completo com medidor de potência, conjunto de rodas C38 em carbono tubeless ready e um avanço SL7 com guiador em alumínio Specialized Expert Shallow Drop. Roubaix SL8 Pro - SRAM Force AXS Atualmente, a nova Roubaix SL8 com o Future Shock 3.0 é, segundo a Specialized mais leve, mais rápida e mais suave do que qualquer bicicleta de estrada alguma vez fabricada. Com novas formas aerodinâmicas Free Foil tem um quadro com apenas 950 gramas com mistura de carbono Fact 10r. Crux Pro - SRAM Force XPLR AXS A nova Crux Pro com SRAM Force XPLR AXS apresenta um quadros S-Works 12r de 725g e 10r de 825g. Baseia-se em características da Aethos e tem 47c/650b x 2,1 de espaço para pneus. Crux Expert - SRAM Rival XPLR AXS A Crux Expert - SRAM Rival XPLR AXS apresenta também quadros S-Works 725gr de 12r e 825g de 10r. Baseia-se também nas características da Aethos com 47c/650b x 2.1” de espaço para pneus. ### Giro Next Gen | Jarno Widar é um caso sério Trepador belga Jarno Widar vence no Passo del Maniva e já lidera o Giro Next Gen. Gonçalo Tavares no top 20 e dia mau de Daniel Lima. Há um ano, o belga Jarno Widar ganhou a primeira etapa de montanha do Giro Next Gen, agarrou a camisola rosa e cavalgou para o título. O cenário repetiu-se na 3.ª etapa da presente edição da corrida italiana. O rapaz da Lotto venceu no Passo del Maniva (13 km a 7 %) e saltou para a liderança da geral. Há uma diferença importante: nem este ano ganhou tão à vontade como em 2024 nem o fez da mesma forma. Jarno Widar está mais ciclista. Ler mais | A transformação do ciclismo belga Widar e Finn no Passo del Maniva.Foto: LaPresse Widar manteve o sangue frio No Passo del Maniva deixou que fosse a Red Bull - Bora - Hansgrohe Rookies a perseguir quando atacou Jorgen Nordhagen (Visma LAB). Quando o australiano Luke Tuckwell, gregário do campeão mundial júnior Lorenzo Finn, neutralizou Nordhagen, Widar manteve o sangue frio e limitou-se a seguir à roda de Finn. Com a meta à vista aplicou o rush final que o caracteriza e ganhou 0:07 ao italiano – em 2024 ganhou 0:34 a Mathys Rondel no primeiro teste montanhoso. Adria Pericas (UAE Team Emirates Gen-Z) entrou a 0:24. Gonçalo Tavares, entrevistado pelo TopCycling na véspera da partida, fechou no top 20 e é 21.º a 3:32. Daniel Lima perdeu 10 minutos num dia mau do louletano da Israel Premier Tech Academy. Ler mais | Lipowitz e Red Bull testam em túnel centenário Os homens do dia no pódio.Foto: LaPresse 26 vitórias em juniores e sub-23 Jarno Widar é um fenómeno e soma já 26 vitórias em juniores e em sub-23. No Giro Next Gen é recordista de triunfos: Passo del Maniva este ano, Pian della Mussa e Fosse em 2024. “Disse aos colegas para marcarem um bom passo na primeira subida. Tinha planeado com o Jorgen Nordhagen atacar na subida final, mas a Red Bull-Bora Hansgrohe marcou-nos e disse ao Nordhagen: podes ir. Depois de apanharmos o Nordhagen, o Lorenzo [Finn] atacou e segui-o. Não arrisquei ir cedo de mais porque ele estava a desacelerar, não sabia se me estava a testar e não sabia o forte que ele estava, por isso esperei pelos últimos 300 metros para aplicar o meu punch. Gostei desta subida. Todas as subidas italianas são boas para mim.” Jarno Widar em comunicado do Giro Next Gen. É a terceira edição consecutiva em que a Bélgica vence etapas consecutivas no Giro Next Gen. Jarno Widar sucede a Jonathan Vervenne (Soudal Quick-Step Devo), vencedor da 2.ª etapa com um ataque a 61 km da meta. Ambos são da província belga do Limburgo, onde também nasceu Jasper Philipsen. A nação que não vence o Tour de France desde Lucien Van Impe, em 1976, tem-se vindo a transformar numa fábrica de voltistas. Remco Evenepoel é o líder, mas há jovens promissores como Jarno Widar, Lennert Van Eetvelt, Junior Lecerf e Cian Uijtdebroeks. Top 3 do Giro Next Gen após a 3ª etapa: Jarno Widar (Lotto Development Team) Lorenzo Mark Finn (Red Bull - Bora - Hansgrohe Rookies) a 0:07 Luke Tuckwell (Red Bull - Bora - Hansgrohe Rookies) a 0:27 ### NOVA Cervélo Áspero-5 | Gravel de competição e mais versatilidade A Cervélo apresentou hoje a nova geração da sua bicicleta de gravel de competição: a Cervélo Áspero-5. Longe de ser uma simples atualização estética, este modelo foi concebido de raiz para ser uma bicicleta de gravel rápida, mas também traz outras novidades que a tornam mais apelativa ao utilizador não competitivo. Segundo dados da Cervélo, a nova Áspero-5 oferece ganhos aerodinâmicos de 37 Watts em relação ao modelo anterior e 34 Watts face à concorrência mais próxima. A Cervélo diz que aplicou ao gravel os trinta anos de experiência acumulada em aerodinâmica, prestígio que lhes é reconhecido no ciclismo de estrada e no triatlo. As primeiras imagens da bicicleta já tinham surgido quando esta entrou em competição com a campeã mundial de gravel, Marianne Vos, algo que não passou desapercebido, notando-se desde logo diferenças significativas no quadro, face à geração anterior. Aerodinâmica e integração Segundo a marca, grande parte dos ganhos de eficiência aerodinâmica deve-se ao novo cockpit integrado com guiador e avanço em carbono, que por si só leva a que o ciclista adopte uma posição mais integrada na bicicleta e representa grande parte na poupança de energia despendida. O quadro também foi redesenhado, ganhando mais área superficial (principalmente na zona dianteira) sem penalizar o peso. Pelo contrário, a nova Áspero-5 é 66 gramas mais leve que a anterior. Armazenamento interno e Geometria adaptável O novo modelo permite montar pneus até 45 mm, o que garante versatilidade para os diferentes tipos de terreno de gravel. A geometria foi ainda otimizada para cenários em que se utilizem pneus de largura diferente à frente e atrás (por exemplo, 40 mm na frente e 44 mm atrás), uma abordagem pensada para melhorar a aerodinâmica e o comportamento em percursos menos técnicos. Outro pormenor técnico que chama a atenção é a inclusão de um compartimento de armazenamento no tubo diagonal, herdado da série P de triatlo. Esta solução já presente em muitas das bicicletas de gravel mais atuais permite transportar ferramentas e material de reparação dentro do quadro, minimizando a resistência ao vento e mantendo a bicicleta limpa e funcional. Componentes A Áspero-5 estará disponível com dois níveis de montagem: Force e XX SL, ambos com transmissão eletrónica SRAM AXS de 12 velocidades e potenciómetro incluído de origem. As rodas Reserve, montadas com cubos DT Swiss e pneus Vittoria Corsa Pro Control 700x42c, completam um conjunto claramente orientado para o desempenho. O quadro está disponível nos tamanhos 48, 51, 54, 56, 58 e 61, em duas cores distintas: Five Black e Royal Mercury. Preços: Aspero-5 Force AXS 1 | 7.580,00€ Aspero-5 GRX RX825 Di2 1 | 7.580,00€ Aspero-5 SRAM Red AXS 1 | 10.490,00€ Aspero-5 Quadro | 5.640,00€ Podes ver mais informações sobre este modelo, disponíveis através do importador oficial da Cervélo em Portugal: www.bicimax.pt ### Volta à Suíça 2025 | Etapa 3 | João Almeida faz segundo e bonifica A Volta à Suíça seguiu para a terceira etapa depois de um dia onde Vincenzo Albanese se estreou a vencer no WorldTour. João Almeida (UAE Emirates-XRG) ficou no segundo lugar da etapa, ganhando 6 segundos à concorrência. A etapa apresentou um perfil semelhante ao dia anterior mas mais seletivo na parte final, onde um sprint em grupo reduzido era o cenário mais provável no fim dos 196 km. Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli João Almeida fecha no segundo lugar João Almeida fez um grande final de etapa ficando no segundo posto à frente de Oscar Onley (Picnic PostNL) e bonificou 6 segundos. O ciclista português subiu 12 lugares na geral, estando agora na posição 17 a 3'17 minutos do líder Romain Grégoire (Groupama-FDJ). Foto: UAE Emirates/Fizza Sexteto marcou a fuga do dia Depois do sucesso da fuga na primeira etapa, seis ciclistas tentaram a sua sorte desde longe, com Quinn Simmons (Lidl-Trek), a ser o melhor classificado na geral, mas ainda assim a mais de seis minutos. A fuga foi-se entendendo e chegou a ter perto de três minutos de vantagem, diferença que se esvaiu na parte final da etapa, quando a verdadeira dureza começou. Quinn Simmons foi mesmo o ciclista mais combativo e, com unhas e dentes e resistia à perseguição depois de quase 190 km em fuga. Foto: Buchli Fotografie / Sam Buchli Quinn Simmons resistiu aos ataques Tal como vem acontecendo na Volta à Suíça, a parte final da etapa foi também muito atacada com Jan Christen (UAE Emirates XRG) a repetir o ataque da segunda etapa. Neilson Powless (EF Education - EasyPost), foi o segundo a ter um ataque de relevo, tentando alcançar o seu compatriota Quinn Simmons. Apesar de todas as movimentações, ninguém conseguiu aproximar-se do ciclista da Lidl-Trek, que, depois de 190 km em fuga, venceu a terceira etapa da Volta à Suíça. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/3JPYv0THwIE?si=vmZYFpdUSe0guVvG Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 SIMMONS Quinn Lidl - Trek4:39:422 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG0:183 ONLEY OscarTeam Picnic PostNL,,4 GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ,,5 VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels,,6 CHRISTEN JanUAE Team Emirates - XRG,,7 CHRISTEN FabioQ36.5 Pro Cycling Team,,8 BILBAO PelloBahrain - Victorious,,9 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team,,10 CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ11:26:012 VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels0:253 LEMMEN BartTeam Visma | Lease a Bike0:274 ALAPHILIPPE JulianTudor Pro Cycling Team,,5 O'CONNOR BenTeam Jayco AlUla1:186 GROßSCHARTNER FelixUAE Team Emirates - XRG,,7 KÄMNA LennardLidl - Trek,,8 CASTRILLO PabloMovistar Team,,9 BARTA WillMovistar Team1:3710 FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team,, ### Volta à Suíça 2025 | Etapa 2 | O dia de Albanese Depois de um dia difícil para a UAE Emirates de João Almeida, a Volta à Suíça partiu para a segunda etapa. Os ciclistas tiveram 177 km para percorrer desde Aarau até Schwarzsee num percurso ondulado, referência desta edição. Os portugueses chegaram integrados no pelotão não tendo havido grandes diferenças de registo, numa etapa que viu Vincenzo Albanese (EF Education - EasyPost) vencer num sprint de puro instinto. Foto: A.S.O./Tony Esnault Rutsch e Schmid marcaram a fuga do dia Jonas Rutsch (Intermarché-Wanty) e Mauro Schmid (Jayco AlUla) foram os ciclistas integrantes da fuga do dia, correndo em dupla adiantados ao pelotão durante grande parte da etapa. Os escapados alcançaram uma vantagem de mais de dois minutos, mas foram perdendo tempo quando a estrada inclinou, muito por culpa do grande trabalho da equipa da casa Tudor. Com uma segunda metade da corrida muito dura, a fuga foi alcançada a 15 km do fim, quando os ataques no pelotão começaram a surgir. Foto: A.S.O./Tony Esnault Albanese estreia-se a vencer no WorldTour Apesar do perfil ser duro e as equipas tornarem a corrida rápida, a maioria dos ciclistas sobreviveu e conseguiu disputar a etapa. Jan Christen (UAE Emirates XRG) atacou na parte final da mas foi alcançado perto da chegada. Vincenzo Albanese, companheiro de Rui Costa na (EF Education - EasyPost) aproveitou esta situação e com uma grande arrancada venceu a segunda etapa da Volta à Suíça, a sua primeira vitória no WorldTour. Christen Fabio (Q36.5) ficou no segundo posto e Askey Lewis (Groupama - FDJ) completou o pódio.  https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1934624197554127176 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ALBANESE VincenzoEF Education - EasyPost3:55:572 CHRISTEN FabioQ36.5 Pro Cycling Team,,3 ASKEY LewisGroupama - FDJ,,4 SIMMONS QuinnLidl - Trek,,5 VAN POPPEL DannyRed Bull - BORA - hansgrohe,,6 LAPEIRA PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team,,7 BILBAO PelloBahrain - Victorious,,8 BURATTI NicolòBahrain - Victorious,,9 GLIVAR GalAlpecin - Deceuninck,,10 VAN DEN BOSSCHE FabioAlpecin - Deceuninck,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ6:46:012 VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels0:253 LEMMEN BartTeam Visma | Lease a Bike0:274 ALAPHILIPPE JulianTudor Pro Cycling Team,,5 O'CONNOR BenTeam Jayco AlUla1:186 GROßSCHARTNER FelixUAE Team Emirates - XRG,,7 KÄMNA LennardLidl - Trek,,8 CASTRILLO PabloMovistar Team,,9 KEPPLINGER RainerBahrain - Victorious,,10 SWIFT BenINEOS Grenadiers,, Foto de destaque: A.S.O./Pauline Ballet ### Volta à Suíça 2025 | Etapa 1 | Dia difícil para a UAE de João Almeida A Volta à Suíça 2025 arrancou com uma etapa de 129,4 km sob chuva torrencial, que baralhou as contas logo no primeiro dia. Romain Grégoire, da Groupama-FDJ, brilhou numa etapa onde se mostrou audaz e inteligente, vencendo e vestindo a camisola amarela. A sua vitória nasceu de uma fuga numerosa, lançada ainda a mais de 100 km da meta, com nomes de peso da classificação geral. No final, o jovem francês destacou-se dos seus companheiros de fuga com um ataque certeiro no topo da última subida, resistindo ao trio perseguidor composto por Kevin Vauquelin, Bart Lemmen e Julian Alaphilippe. Créditos: Tour de Suisse - Buchli Fotografie | Sam Buchli Dia difícil para João Almeida João Almeida (UAE Team Emirates) teve um dia para esquecer. O pelotão, com o português incluído, chegou a mais de três minutos depois do vencedor, perdendo tempo precioso logo no arranque da prova. A equipa da UAE Emirates nunca assumiu a perseguição, mesmo com vários candidatos à geral no grupo da frente, entre eles Ben O'Connor, Lennard Kämna e o próprio Grégoire. Uma escolha táctica difícil de explicar e que deixa o português em clara desvantagem para o resto da semana. Amanhã, os trepadores entram em ação numa chegada em alto em Schwarzsee, numa etapa de 177 km. com 2.700 metros de desnível acumulado. É o momento para João Almeida iniciar a sua recuperação, numa Volta à Suíça que se prevê ainda mais difícil, após o dia de hoje. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/ej6uFXqcBE8?si=1stiZortCysOWVFV Top 10 – Etapa 1 / Classificação Geral PosiçãoNomeEquipaTempo1ºRomain GrégoireGroupama-FDJ2:50:152ºKevin VauquelinArkéa-B&B Hotels+0:203ºBart LemmenVismaLease a Bike4ºJulian AlaphilippeTudor Pro Cycling+0:205ºBen O'ConnorJayco AlUla+1:076ºFelix GroßschartnerUAE Team Emirates+1:077ºPablo CastrilloMovistar+1:078ºLennard KämnaLidl-Trek+1:079ºRainer KepplingerBahrain Victorious+1:0710ºNicola ConciAstana Qazaqstan+1:26 Créditos da fotografia de destaque: Tour de Suisse - Buchli Fotografie | Sam Buchli ### Dauphiné | Etapa 8 | A consagração de Pogačar Dia de decisões no Dauphiné com a última etapa da edição de 2025. Os ciclistas tiveram pela frente seis contagens de montanha, duas delas de primeira categoria. Jonas Vingegaard e a Visma | Lease a Bike tinham um minuto para recuperar a Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG) no último dia de competição para os dois grandes favoritos antes do Tour de 2025. Foto: A.S.O./Tony Esnault Solo de Van der Poel e guarda de honra a Bardet Mal se deu o tiro de partida vários ciclistas adiantaram-se ao pelotão com protagonistas desta edição do Dauphiné como Iván Romeo (Movistar), Jake Stewart (Israel-Premier Tech) e Van der Poel (Alpecin-Deceuninck) a integrarem a fuga do dia. Antes disso, Romain Bardet (Picnic PostNL) teve direito a guarda de honra no seu última dia como ciclista profissional. A fuga rapidamente alcançou uma vantagem de mais de dois minutos até ao ataque de Van der Poel, que iniciou a sua jornada a solo, na procura de defender a sua camisola verde e da tão desejada vitória. Foto: A.S.O./Tony Esnault Van der Poel manteve uma vantagem de um minuto para os perseguidores durante grande parte da etapa, começando a perder terreno na última subida do dia - Col du Mont-Cenis (9.7km a 7%). O neerlandês foi alcançado a 15 km do fim numa altura em que a UAE Emirates-XRG tomou as rédeas do pelotão e começou a reduzir a diferença para a frente. No grupo dos favoritos Evenepoel (Soudal-Quickstep), Halland Johannessen (Uno X-Mobility) e Vingegaard dividiram os ataques sempre com resposta pronta de Tadej Pogačar. Foto: A.S.O./Tony Esnault Lenny Martinez ataca na fuga Lenny Martinez (Bahrain-Victorious) atacou na fuga e seguiu sozinho para a vitória da etapa com Vingegaard e Pogačar sozinhos no segundo grupo. Apesar da perseguição das duas superestrelas, o francês aproveitou a vantagem alcançada pela fuga e uma excelente subida e venceu a última etapa do Dauphiné. Atrás, Vingegaard ficou no segundo posto à frente de Pogačar que confirmou a vitória na geral, o triunfo número 99 do esloveno. Pogačar juntou à geral três vitórias de etapa e a camisola dos pontos numa incrível demonstração de força, com o Tour a ter início dentro de poucos dias. Foto: A.S.O. / Billy Ceusters Vídeo dos últimos quilómetros https://www.youtube.com/watch?v=Q3tAPRZRvyI&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçaoCiclistaEquipaTempo1 MARTINEZ Lenny Bahrain - Victorious3:34:182 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:343 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG,,4 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike0:405 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step,,6 MAS Enric Movistar Team0:457 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:478 JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility,,9 HEALY Ben EF Education - EasyPost1:0110 KUSS Sepp Team Visma | Lease a Bike,, Top 10 classificação geral final PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Pogacar TadejUAE Team Emirates-XRG29:19:462Vingegaard JonasTeam Visma | Lease a Bike+ 593Lipowitz FlorianRed Bull-BORA-hansgrohe+ 02:384Evenepoel RemcoSoudal Quick-Step+ 04:215Johannessen Tobias HallandUno-X Mobility+ 06:126Jorgenson MatteoTeam Visma | Lease a Bike+ 07:287Mas EnricMovistar Team+ 07:578Seixas PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 08:259Rodriguez CarlosINEOS Grenadiers+ 08:5710Martin-Guyonnet GuillaumeGroupama-FDJ+ 10:01 ### Entrevista | Gonçalo Tavares no Giro Next Gen Num ano de superação, Gonçalo Tavares corre o Giro Next Gen com a Hagens Berman Jayco. Abordámos este e outros temas com o corredor de 20 anos. Pelo segundo ano consecutivo, Gonçalo Tavares vai correr o Giro Next Gen, uma das maiores provas do ciclismo sub-23. É o terceiro ano em que está na categoria, à qual chegou proveniente da geração de ouro da Bairrada onde correu com António Morgado, Daniel Lima e Rúben Rodrigues. Está há três anos na Hagens Berman Jayco de Axel Merckx, por onde passaram Rúben Guerreiro, os gémeos Ivo e Rui Oliveira, João Almeida, Pedro Andrade, Diogo Barbosa e António Morgado. No bloco da equipa estadunidense alinham alguns nomes curiosos: Ben Wiggins é filho de Bradley Wiggins, Adam Rafferty é irmão de Darren Rafferty (EF Education), que foi 2.º no Giro Next Gen em 2023. O Giro Next Gen decorre entre 15 e 22 de junho, tem oito etapas e chegadas em alto ao Passo del Maniva e Prato Nervoso. João Almeida, 2.º em 2018, é o único português a ter feito pódio na prova. Ler mais | Giro e Tour na agenda ambiciosa de Daniel Lima __________________________ TopCycling: Como tem corrido a época e como te tens sentido? Gonçalo Tavares: Não tem sido uma época muito fácil. Depois das provas na Croácia o corpo foi-se um pouco a baixo e quando estava a começar a sentir a forma a melhorar tive uma queda forte no Circuito das Ardenas, que veio pausar a melhoria na forma que estava a sentir. Nas últimas semanas tenho-me sentido melhor, mas não me iludo e sei que ainda não estou no nível dos melhores numa prova deste nível. TC: É o teu terceiro ano de sub-23, em que aspetos sentes que evoluíste face aos anteriores? GT: ⁠Não tem sido uma jornada muito fácil enquanto sub-23. No primeiro ano senti que as coisas progrediram bem e embora não tenha visto uma grande evolução acabei o ano bastante motivado e com bons sinais de que conseguia correr com os melhores. No segundo, a seguir a uma pré-época bastante boa, talvez demasiado boa, acabei por entrar numa espiral de cansaço que fez com que a evolução tenha sido nula. Este ano tem sido o maior desafio da minha carreira até agora; por um lado estou em busca das pernas de júnior e do meu primeiro ano de sub-23, por outro lado tento recuperar o lugar mental em que me encontrava nesses tempos. Créditos: Joe Cotterill TC: Fala-se muito da profissionalização dos jovens ciclistas e tu estás numa das melhores estruturas sub-23 do mundo. Sentes-te preparado para dar o salto para o profissionalismo em 2026 ou queres fazer o ciclo de formação completo? GT: ⁠⁠Não estou focado nisso neste momento. Acredito que se tiver propostas e a oportunidade para dar o salto será porque estou pronto, mas neste momento há coisas mais importantes nas quais me tenho de focar e que acredito que sem elas não me adianta pensar na profissionalização. TC: Nesta categoria já foste campeão nacional de contrarrelógio de fundo; o que tem faltado para chegares à vitória fora de Portugal? GT: ⁠⁠Como referi antes, não têm sido anos fáceis. Acredito que, embora tenha crescido muito, especialmente mentalmente, ainda tenho de evoluir um bocadinho fisicamente e resolver o que tenho a resolver mentalmente para a essa vitória chegar. TC: ⁠É o teu segundo Giro Next Gen. O que aprendeste na estreia? GT: ⁠Aprendi que ninguém vem aqui brincar e se o pelotão normalmente já anda muito aqui ainda anda mais. Todos apontam o pico de forma para esta prova e neste momento muitas das equipas até estágios em altitude fazem com os atletas selecionados para esta prova. Isto só demonstra a importância que a prova tem no nosso calendário. Tavares e Rodrigues, meninos de ouro da Bairrada, ainda treinam de vez em quando. TC: ⁠Objetivos para o Giro Next Gen? Quem lidera a tua equipa e qual é o teu papel? GT: ⁠⁠Temos uma equipa forte para as diferentes etapas. Acredito que o Adam [Rafferty] será o líder, mas temos uma equipa forte para ir em busca de etapas mesmo que a geral não seja possível. O meu papel vai ser muito de apoio à equipa e se tiver a oportunidade para lutar por alguma etapa agarrá-la-ei. TC: ⁠Tens um profundo conhecimento deste pelotão; a que corredores devemos estar atentos e quem gostas de ver correr? GT: ⁠Acredito que há muitos talentos neste pelotão, mas o atleta que mais me surpreende a ver correr não é desconhecido para ninguém: Jarno Widar. A facilidade com que ele passa pelo pelotão nas subidas é simples assustadora. TC: ⁠Fizeste a Corrida da Paz com a seleção em 2023 e em 2024, porque não foste este ano? Foi estratégico ou opção técnica do selecionador? GT: ⁠Este ano a equipa tinha duas provas na mesma altura da Corrida da Paz e por essa razão não deixou ninguém ir correr pela seleção. Esta foi a razão pela qual não fui correr pela seleção, basicamente estive a correr pela equipa. TC: ⁠Após o Giro Next Gen, que metas colocas no teu horizonte para a segunda parte da época? GT: ⁠A seguir ao Giro os objetivos passam pelo Giro do Vale de Aosta e depois, se for selecionado, o Tour de l’Avenir [Volta a França sub-23]. ### Dauphiné | Etapa 7 | Pogačar vence etapa rainha Depois de um dia em que Pogačar respondeu aos adversários pelo tempo perdido no contrarrelógio, o Dauphiné entrou na verdadeira alta montanha. Os ciclistas ultrapassaram três contagens de categoria extra, numa etapa com quase 5000 metros de acumulado e num dos dias mais duros da temporada de 2025. Foto: A.S.O./Tony Esnault Bardet prepara a despedida Foram 15 os ciclistas que se adiantaram ao pelotão com destaque para Romain Bardet (Team Picnic PostNL) que vai abandonar o ciclismo profissional neste Dauphiné. Depois de ultrapassadas as duas primeiras subidas, o francês foi o último resistente da fuga mas, não havendo espaço para romantismos, as equipas da geral alcançaram-no a 13 km do fim. Nesta altura faltava a última subida do dia - Valmeinier 1800 (16.2km a 6.8%) - e, Sepp Kuss (Visma | Lease a Bike) foi o primeiro a atacar. Foto: A.S.O./Tony Esnault Mais um solo de Pogačar Ainda antes da barreira dos 10 km para o fim, Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG) repetiu o ataque da jornada anterior, sendo seguido por Jonas Vingegaard (Visma | Lease a Bike) mas não por muito tempo. O esloveno descarregou toda a gente e fez a última subida quase toda a solo, ganhando 14 segundos a Vingegaard e 1'21 a Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe), num grande dia do alemão. A faltar a última etapa, Pogačar voltou a aumentar a vantagem no Dauphiné ficando agora com uma margem na geral de um minuto para Vingegaard. Foto: A.S.O./Tony Esnault Vídeo dos últimos quilómetros https://www.youtube.com/watch?v=DlUJu2Xu_DA&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTEmpo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG4:10:002 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:143 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe1:214 JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility2:265 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step2:396 TULETT BenTeam Visma | Lease a Bike3:487 MAS EnricMovistar Team,,8 BUCHMANN EmanuelCofidis3:519 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers,,10 MARTIN GuillaumeGroupama - FDJ,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG25:44:582 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike1:013 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe2:214 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step4:115 JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility5:556 SEIXAS PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team6:507 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike7:188 TULETT BenTeam Visma | Lease a Bike7:249 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers7:4110 MAS EnricMovistar Team7:43 ### Giro e Tour na agenda ambiciosa de Daniel Lima Daniel Lima visa o top 10 no Tour e o pódio no Giro, agora que inicia a terceira época na Israel-Premier Tech sub-23. Está quase a fechar um ano de consolidação para Daniel Lima, talento que tem objetivos ambiciosos nos maiores eventos sub-23, o Giro Next Gen e o Tour de l'Avenir (Volta a França do Futuro). O louletano foi um de vários juniores que passaram a sub-23 fora de Portugal, neste caso na Academia da Israel-Premier Tech. A equipa do WorldTour e as jovens promessas são envolvidas numa dinâmica profissional. Daniel Lima atendeu o TopCycling desde Girona, onde recolheu a nova roupa e bicicleta. É uma rara convivência com os colegas do plantel principal já que as equipas trabalham por separado. A Israel-Premier Tech fez em 2024 a melhor época em oito anos: 29 vitórias, das quais oito foram no WorldTour. Daniel Lima tem acompanhado esta evolução. “Tenho sentido pequenas melhorias em todos os aspetos de ano para ano, tratam-nos como profissionais com o objetivo de que cheguemos à equipa principal. Sem pressões para ganhar, o objetivo é aprender e todos queremos chegar a profissionais.” Daniel Lima ao TopCycling. Foto: Israel-Premier Tech Exibições sólidas no calendário sub-23 Os primeiros dois anos foram de aprendizagem, mas Daniel Lima fez exibições sólidas no calendário sub-23: 10.º na Corrida da Paz 13.º na Flèche Ardennaise 16.º na Liège-Bastogne-Liège 22.º no Mundial de Zurique 23.º na Paris-Tours 26.º na Volta a França do Futuro “Fui consistente. Não ia para ganhar, mas estava lá na frente. A curto prazo quero disputar corridas. Não sei a 100 por cento o que sou, gosto um pouco de tudo: clássicas, Voltas, subidas tipo Liège e Limburgo, mas também descobri que posso ter pernas para a alta montanha. No Giro e na Corrida da Paz senti-me bem, na Volta a França do Futuro era top 15 até cair na última etapa. Este ano sinto-me mais preparado para disputar o Giro Next Gen, apontar ao top 10 da Volta a França do Futuro e sinto que o objetivo é melhorar tudo em vez de algo específico.“ Daniel Lima ao TopCycling. Foto: Israel-Premier Tech Orientações de Ruben Plaza Não têm sido anos fáceis, em parte devido a uma série de quedas e azares. O algarvio não foi à bruxa, mas quase. “No Mundial chocaram contra mim, uma semana antes do Giro Next Gen escorreguei numa curva que fiz mil vezes a treinar… mas sinto que progredi: tolero melhor as horas de treino, em júnior corria à maluca e quando não és o mais forte tens que saber poupar as balas, onde gastar ou poupar energia. Os grandes empenos e carroças é que nos fazem pensar antes de atacar logo no quilómetro zero.” Tem sido um desenvolvimento paciente. Aos oito anos deu as primeiras pedaladas no BTT Loulé, agora está na antecâmara do profissionalismo. Ruben Plaza – ex de Benfica, Lampre e Movistar – coordena a cantera da Israel. O vencedor de etapas na Vuelta e no Tour é o preparador do português. “Desde o início que trabalho com o Ruben Plaza. Gosto do método dele: dá-me alguma liberdade e é um dos mais profissionais dentro da equipa. Gosto da vida de ciclista, dos processos, da disciplina de deitar cedo e treinar muitas horas. Quando caio o desafio é voltar mais forte. Em juniores considero que fui à universidade e na Israel que comecei logo a trabalhar.” Daniel Lima ao TopCycling. Nas férias pôs a mochila às costas e foi caminhar pelo monte. Desconexão na natureza seguindo um plano de atividades físicas complementares ao ciclismo. Nadar, caminhar e correr segundo orientações de Ruben Plaza. Sem pressa porque a época de Daniel Lima só deve começar em março. Foto: Israel-Premier Tech Foto: Israel-Premier Tech Cinco horas a 280 watts Quando se analisam os rivais de Daniel Lima há um aspeto óbvio: o pelotão sub-23 está a andar muito. Do top 10 da Volta a França do Futuro oito estarão no WorldTour e dois em ProTeams em 2025. Completo, sólido, mas ainda sem o toque ganhador. O louletano passou parte do ano a trabalhar para Joe Blackmore – nove triunfos na passada época e primeiro britânico vencedor do Tour sub-23. “Disseram-me que o top 15 fez melhores tempos que o top 3 de há alguns anos. Dou-me bem com o Blackmore, é calculista e sabe usar a energia. Não esperava tanto, mas sabia que ia disputar corridas. Em 2023 fez top 10 no Ruanda e no Tour, o potencial fluiu, começou a ganhar e nunca mais parou. Quem me impressionou foi o Jarno Widar, tem um motor mesmo forte. Em Aosta puxava nos vales, nas subidas e a ritmo descarregava toda a gente. Falta-lhe a parte estratégica porque só ganhou porque ia muito forte.” Claro que há sempre um dia na época em que se voa. Para Daniel Lima foi na Volta NXT, clássica que passa em subidas da Amstel Gold Race, na região do Limburgo neerlandês. “Foi o dia todo a trabalhar e ainda fiz 32.º. Cinco horas a 280 watts (quase 5 W/kg de potência média normalizada) o que é bom para os meus 1,76 m/60 kg.” Daniel Lima ao TopCycling. "Gostava de ganhar a Volta ao Algarve" Encontrar Daniel Lima por estes dias é fácil, é na serra algarvia que se lançam os pilares para uma longa época onde o Tour e o Giro se perfilam como objetivos ambiciosos. Ao lado do louletano é provável que esteja Noah Campos, campeão nacional de sub-23. Noah é de Boliqueime e é irmão de Daniela Campos, mas foi colega de turma e de clube de ciclismo de Daniel Lima. "Normalmente damos uma voltinha pelo Barranco do Velho, Malhão, Ameixela. À beira-mar só vamos quando é treino de recuperação. Não tenho um objetivo de carreira, mas gostava de ganhar a Volta ao Algarve porque Fóia e Malhão são as subidas onde treino. Quando for gostava de ir em condições para disputar a corrida. Também gostava de fazer as grandes Voltas e clássicas." Daniel Lima ao TopCycling. Na tranquilidade da serra, rodeados por figos e medronhos, no Algarve só empena quem não sabe que nas árvores está a salvação para a falta de alimento. Ler mais | 51.ª Volta ao Algarve com percurso renovado promete espetáculo ### Specialized Turbo Levo 4 | Teste com Campeão Nacional de Enduro A nova Specialized Turbo Levo 4 promete ser uma das referências entre as e-bikes de enduro em 2025 — e para perceber até onde vai o desempenho desta bicicleta elétrica da Specialized, convidámos o campeão nacional de Enduro Master 35, Ricardo Vicente, para a testar nos trilhos da Serra de Sintra. Após algumas semanas de teste com a bicicleta, o Ricardo partilha a sua opinião acerca da performance em descida, a potência do motor e o comportamento geral da bicicleta. Vídeo https://youtu.be/0lki3MMqTq4?si=rpca-tq-NMYVLy-P ### Dauphiné | Etapa 6 | A resposta do campeão do mundo O Dauphiné entrou na sua fase decisiva com a etapa seis a servir de mote para um fim de semana de alta montanha e que promete espetáculo. Apesar de menos dura que as próximas duas etapas, os ciclistas ultrapassaram 127 km com duas subidas de segunda categoria em sucessão que culminavam com o final da etapa. Ler mais | Dauphiné | Etapa 5 | Jake Stewart supersónico Foto: A.S.O./Tony Esnault Van der Poel tentou de novo Mathieu Van der Poel ((Alpecin-Deceuninck) camisola verde e o mais combativo desta edição, tentou novamente a sua sorte entrando na fuga do dia juntamente com sete ciclistas. Apesar do poderio dos ciclistas em fuga, as equipas dos favoritos tinham outras intenções e o ritmo foi elevado desde início mantendo a fuga a menos de dois minutos. Na subida de primeira categoria a Visma | Lease a Bike impôs um ritmo forte e alguns dos fugitivos foram alcançados ficando apenas Michael Leonard (INEOS Grenadiers) e Alex Baudin (EF Education - EasyPost) na frente, com pouco mais de um minuto sobre um grupo dos favoritos muito reduzido. A.S.O./Tony Esnault Primeiro duelo Pogačar vs Vingegaard Na dupla ascensão final, a UAE Emirates-XRG entrou a matar preparando o ataque de Pogačar que quando aconteceu ninguém o conseguiu seguir. O campeão do mundo teve a companhia de Vingegaard (Visma | Lease a Bike) mas apenas durante uns metros, já que o dinamarquês não aguentou o ritmo de Pogačar. Pogačar fez os últimos quilómetros sozinho e foi ganhando segundos subida acima vencendo a etapa e subindo à liderança do Dauphiné. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Vingegaard ficou no segundo posto a um minuto do vencedor com a terceira posição a ficar para Florian Lipowitz (Bull - BORA - hansgrohe). Remco Evenepoel (Soudal-Quickstep) líder à partida, quebrou e perdeu quase dois minutos para Pogačar antes das duas derradeiras jornadas. Últimos quilómetros https://www.youtube.com/watch?v=fH4tKfhpgcU&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG2:59:462 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike1:013 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe1:224 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:305 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:506 BAUDIN AlexEF Education - EasyPost1:567 JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility2:038 BARRÉ LouisIntermarché - Wanty2:049 TULETT BenTeam Visma | Lease a Bike,,10 SEIXAS PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG21:35:082 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:433 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:544 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:225 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:416 DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla2:287 BARRÉ LouisIntermarché - Wanty2:398 SEIXAS PaulDecathlon AG2R La Mondiale Team2:499 JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility3:2110 TULETT BenTeam Visma | Lease a Bike3:26 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Tony Esnault ### Trek Air Rush - A nova bomba elétrica portátil A Trek apresentou a Air Rush, a sua nova bomba elétrica que caracterizam como compacta e inovadora e que substitui as bombas manuais e os cartuchos de CO2 por um único dispositivo recarregável e portátil. Com esta bomba, os ciclistas podem reparar um furo de forma rápida e simples basta marcar a pressão ideal e carregar no botão. Ler mais | Trek celebra os 25 anos do lançamento do Project One Trek Air Rush A Air Rush inclui um ecrã a cores que permite ajustar a pressão dos pneus. A sua lanterna integrada vai ajudar quando a luz natural é pouca ou inexistente. Inclui também adaptadores para válvulas Presta e Schrader, além de outros acessórios, permitindo que seja utilizada em diversas ocasiões e em vários locais. Bateria e carregamento Esta bomba elétrica da Trek é alimentada por uma bateria de polímero de lítio (LiPo) de 3,7 Wh, concebida para funcionar a temperaturas desde os -10° até aos 45°. A bateria é simples de carregar com um cabo USB-C e, quando totalmente carregada, substitui quase quatro cartuchos de CO₂ de 16g, fornecendo ar suficiente para encher quatro pneus de 29x2,4˝ a 30 PSI ou três pneus 700x28 a 75 PSI. Pressão A Air Rush é capaz de atingir pressões de 120 PSI em dois pneus, podendo ser utilizada numa grande variedade de pneus e ser a solução ideal para ciclistas de montanha, estrada e urbanos. Dimensões Pesando apenas 108 gr e com 80 x 45 x 32 mm, a Air Rush é fácil de colocar no bolso de uma jersey ou numa mochila e de ser transportada convenientemente em qualquer volta de bicicleta. A Air Rush já se encontra disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Dauphiné | Etapa 5 | Jake Stewart supersónico A quinta etapa do Dauphiné serviu de transição entre o contrarrelógio e a entrada da corrida nas derradeiras etapas de alta montanha. Os ciclistas ultrapassaram 183 km, num dia em que a segunda metade da etapa era bastante acidentada, mas também a última oportunidade para os homens rápidos. Ler mais | Dauphiné | Etapa 4 | Evenepoel domina em dia menos de Pogacar Foto: A.S.O./Tony Esnault Calma antes da tempestade Os favoritos à classificação geral tiveram um dia tranquilo, apesar de uma queda sem grandes consequências na parte final da etapa, do líder Remco Evenepoel (Soudal-Quickstep). O pelotão, conduzido pela Lidl-Trek, nunca deu grande vantagem ao quinteto fugitivo, mantendo a fuga sempre a rondar o minuto. O ritmo seguiu forte e a diferença para a fuga desceu circunstancialmente na última subida do dia, situada a 25 km da meta. A.S.O./Tony Esnault Pelotão preparou sprint ao leme da Lidl-Trek A Lidl-Trek continuou o trabalho que fez durante toda a jornada alcançando a resistente fuga nos derradeiros 2 km, com a ajuda da Uno-X Mobility. Numa aproximação full-gas até à meta os sprinters lutaram pela última oportunidade de vencer no Dauphiné. Foi Jake Stewart (Israel-Premier Tech) quem contrariou o favoritismo de Jonathan MIian (Lidl Trek) e venceu a quinta etapa do Dauphiné. Axel Laurance (INEOS Grenadiers) ficou no segundo lugar e Søren Wærenskjold (Uno-X Mobility) ficou no terceiro posto. Esta foi a primeira vitória no WorldTour para Jake Stewart, a quarta na carreira do jovem ciclista. A.S.O./Tony Esnault Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 STEWART JakeIsrael - Premier Tech4:03:462 LAURANCE AxelINEOS Grenadiers,,3 WÆRENSKJOLD SørenUno-X Mobility,,4 PITHIE LaurenceRed Bull - BORA - hansgrohe,,5 MILAN JonathanLidl - Trek,,6 PENHOËT PaulGroupama - FDJ,,7 JEANNIÈRE EmilienTeam TotalEnergies,,8 WRIGHT FredBahrain - Victorious,,9 VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck,,10 TRONCHON BastienDecathlon AG2R La Mondiale Team,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step18:34:542 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:043 VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck0:144 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:165 DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla0:306 ROMEO IvánMovistar Team0:317 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG0:388 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike0:399 WRIGHT FredBahrain - Victorious1:1610 LUTSENKO AlexeyIsrael - Premier Tech1:24 Vídeo últimos quilómetros https://www.youtube.com/watch?v=R3pC-eP_feI&ab_channel=TNTSportsCycling ### Dauphiné | Etapa 4 | Evenepoel domina em dia menos de Pogacar Remco Evenepoel venceu a quarta etapa do Critério do Dauphiné, em dia de contrarrelógio. Tadej Pogacar perdeu tempo para o belga e para Jonas Vingegaard Quarto dia do Dauphiné sem surpresas em relação ao vencedor: Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) conquista mais um contrarrelógio, e fica também dono da camisola amarela. Jonas Vingegaard (Visma | LAB) perdeu 0:20 para o belga, mas ganhou quase meio minuto a Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) na luta pela geral. Ler mais | Dauphiné | Etapa 3 | Novo líder e nova surpresa Foto: A.S.O. Billy Ceusters Surpresa no top 3 A quarta etapa do Critério do Dauphiné viu sair para a estrada um contrarrelógio de 17,4 km entre Charmes-sur-Rhône e Saint-Péray. Remco Evenepoel confirmou o favoritismo, e venceu com o tempo de 20:50 e média de 50,112 km/h. Terceira vitória do ano, e segunda consecutiva no crono do Dauphiné, depois de também ter triunfado em 2024. Atrás do campeão olímpico de contrarrelógio chegou Jonas Vingegaard. O dinamarquês perdeu 0:21 para Evenepoel, mas conquistou tempo a todos os outros favoritos à classificação geral. A grande surpresa do dia foi a prestação de Tadej Pogacar. O esloveno falhou o pódio da etapa, ficando atrás de Matteo Jorgenson (Visma | LAB). Perde 0:49 para Evenepoel e 0:28 para Vingegaard antes do início da montanha no Critério do Dauphiné. Ler mais | Remco Evenepoel falou à imprensa – “Quero estar no Tour a 200%” Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Remco também leva a amarela Dupla vitória para Remco Evenepoel, que sucede a Ivan Romeo (Movistar) na liderança da classificação geral. O espanhol terminou em 13º, a 1:26 do belga, e cai para a terceira posição da classificação geral, a 0:09 do primeiro lugar. Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe) também teve um dia positivo: terminou a etapa em quinto lugar, a 0:57 do vencedor, e ocupa agora a segunda posição da geral, apenas a 0:04 do campeão do mundo de contrarrelógio. Jonas Vingegaard está na quinta posição da classificação geral, a 0:16 do primeiro colocado. Pogacar segue em oitavo, a 0:38, seguido por Jorgenson, a 0:39. Ler mais | Lipowitz e Red Bull testam em túnel centenário Foto: The Red Bulletin/Jojo Harper Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=RlfLcMvHAAc&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa RankNomeEquipaTempoMédia (km/h)1Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:20:5050.1122Jonas VingegaardTeam VismaLease a Bike0:21:003Matteo JorgensonTeam VismaLease a Bike0:21:384Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG0:21:4948.2225Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe0:21:5747.9276Mathieu Van der PoelAlpecin - Deceuninck0:22:0247.7447Rémi CavagnaGroupama - FDJ0:22:0747.5638Eddie DunbarTeam Jayco AlUla0:22:1047.4559Tobias FossINEOS Grenadiers--47.45510Paul SeixasDecathlon AG2R La Mondiale Team0:22:1247.383 Top 10 da classificação geral RankNomeEquipaTempo1Remco EvenepoelSoudal Quick-Step14:31:082Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe0:043Iván RomeoMovistar Team0:094Mathieu Van der PoelAlpecin - Deceuninck0:145Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike0:166Eddie DunbarTeam Jayco AlUla0:307Harold TejadaXDS Astana Team"8Tadej PogačarUAE Team Emirates - XRG0:389Matteo JorgensonTeam Visma0:3910Louis BarréIntermarché - Wanty1:03 Créditos da fotografia de destaque: Dario Belingheri/Getty Images ### Lipowitz e Red Bull testam em túnel centenário Red Bull – BORA – hansgrohe e Florian Lipowitz prepararam o contrarrelógio do Dauphiné testando o equipamento no Túnel Catesby. Um engenheiro e um ciclista encontraram-se num túnel inglês com o objetivo de tornar Florian Lipowitz (Red Bull – BORA – hansgrohe) uma máquina no contrarrelógio no Dauphiné. A infraestrutura situa-se 50 km a sudeste de Birmingham, Inglaterra. O túnel faz parte da antiga linha de comboio Grand Central Main Line, que a partir de finais do período Vitoriano (1897) uniu o país de Norte a Sul Como é que o ciclismo se cruza com a história desta linha de comboio? Pela possibilidade de testarem num ambiente ideal do ponto de vista da aerodinâmica. Ler mais | Red Bull procura o próximo diamante do ciclismo Dan Bigham é o responsável pela performance da Red Bull – BORA – hansgrohe.Foto: The Red Bulletin/Jojo Harper Indústria automóvel tem sido visita frequente O Túnel Catesby mede 2740 metros de extensão numa linha reta perfeita, que foi asfaltada na perfeição. A temperatura é estável e não há vento, aspeto que permite aos engenheiros controlar todas as variáveis. Após ser reacondicionada, a indústria automóvel tem sido visita frequente. Florian Lipowitz é o primeiro ciclista do WorldTour a testar nesta zona das Midlands. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1932785409701884390 Expert em aerodinâmica trabalha em Milton Keynes A novidade não está alheia à chegada do antigo ciclista Dan Bigham, que saiu da Ineos para coordenar o departamento de performance da Red Bull – BORA – hansgrohe. Engenheiro e pistard campeão olímpico, mundial e europeu, Dan Bigham exercia o mesmo cargo na Ineos na época passada. O expert em aerodinâmica trabalha em Milton Keynes, partilhando espaço com engenheiros ligados a outros projetos da Red Bull. A partilha de conhecimento com engenheiros ligados à Fórmula 1 e à vela, onde a aerodinâmica é decisiva, foi chave para convencer Dan Bigham a aceitar o desafio. Ler mais | Specialized disponibiliza os quadros do WorldTour para todos Foto: The Red Bulletin/Jojo Harper Lipowitz testou com a S-Works Shiv TT A procura da eficiência na estrada exige que os engenheiros testem os equipamentos em ambientes controlados. Sem esta possibilidade, pode haver variações na posição, no produto ou na roupa que afetam o atleta em competição. Lipowitz testou com a S-Works Shiv TT, esperando-se novidades técnicas tanto no crono do Dauphiné como no Tour de France. “Desde o ponto de vista aerodinâmico e da engenharia, é um ambiente único. Testamos em múltiplas condições, mas o motivo por termos ido ao Túnel Catesby é o nível de controlo. Não há ventos de frente, cruzados ou alterações de pendente difíceis de média. Permite ser extremamente precisos nas nossas medições – exatamente o que precisamos quando nos focamos nos mesmos detalhes mais pequenos.” Dan Bigham à Red Bull – BORA – hansgrohe. ### Dauphiné | Etapa 3 | Novo líder e nova surpresa A terceira etapa do Critério do Dauphiné apresentava aos ciclistas 207 km para percorrer, a tirada mais longa da edição de 2025. Depois de um dia disputado ao sprint, o perfil era um pouco mais sinuoso com várias subidas explosivas já na parte final da corrida, a que se juntaram o calor e os mais de 3000 metros de acumulado. Créditos: LaPresse Fuga numerosa foi protagonista Foram 13 os integrantes na fuga do dia com destaque para Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) visto como um dos grandes favoritos ao dia de hoje. O pelotão rodou a alta velocidade, tendo feito descolar o líder, Jonathan Milan (Lidl-Trek) várias vezes no decorrer da etapa, tendo o italiano estado em constante recuperação. Nos últimos 20 km o pelotão encabeçado pela UAE Emirates XRG aproveitou as constantes inclinações da estrada para retirar tempo valioso à fuga. Créditos: A.S.O./Tony Esnault Escapados disputaram a etapa Com tanta qualidade e frescura, a fuga voltou a aumentar a distância para o pelotão aproveitando os vários ataques e contra ataques. Iván Romeo (Movistar) foi um dos ciclistas que mais mexeu na fuga com dois ataques poderosos, o último, decisivo. Apesar da reação dos companheiros de fuga, mais ninguém alcançou o campeão do mundo de contrarrelógio de sub-23 que acabou por vencer a terceira etapa do Critério do Dauphiné. Créditos: A.S.O./Tony Esnault Classificação geral ao rubro Apesar dos favoritos à geral chegarem integrados no pelotão, a classificação geral está ao rubro com vários ciclistas como Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe) a ganharem quase um minuto ao pelotão, acendendo ainda mais a classificação antes do contrarrelógio. Iván Romeo é o novo camisola amarela depois de um dia de grande luta de Jonathan Milan e da Lidl-Trek. A Movistar não vestia a camisola amarela no Dauphiné desde 2009. Quilómetros finais da etapa https://www.youtube.com/watch?v=I5FnAIhLrHE&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROMEO Iván Movistar Team4:34:102 TEJADA Harold XDS Astana Team0:143 BARRÉ Louis Intermarché - Wanty,,4 LIPOWITZ Florian Red Bull - BORA - hansgrohe,,5 VAN DER POEL Mathieu Alpecin - Deceuninck0:276 LAURANCE Axel INEOS Grenadiers,,7 ROLLAND Brieuc Groupama - FDJ,,8 BERNARD Julien Lidl - Trek,,9 LEKNESSUND Andreas Uno-X Mobility,,10 DUNBAR Eddie Team Jayco AlUla0:29 Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROMEO IvánMovistar Team14:09:012 BARRÉ LouisIntermarché - Wanty0:173 TEJADA HaroldXDS Astana Team0:184 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:245 VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck0:296 ROLLAND BrieucGroupama - FDJ0:377 LEKNESSUND AndreasUno-X Mobility,,8 DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla0:399 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG1:0610 WRIGHT FredBahrain - Victorious1:12 Créditos da fotografia de destaque: Movistar - Sprint Cycling ### Dauphiné | Etapa 2 | Milan domina e veste a amarela Vingança dos sprinters no Critério do Dauphiné. Milan não teve rivais na chegada rápida, depois dos favoritos à geral enganarem o pelotão na primeira etapa Segunda etapa do Critério do Dauphiné viu Jonathan Milan rematar um tremendo trabalho da Lidl - Trek. O italiano chegou a descolar do pelotão durante o dia, mas triunfou em Issoire e roubou a camisola amarela a Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG). Ler mais | Dauphiné | Etapa 1 | Pogacar bate Vingegaard… ao sprint Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Dia de descanso para os favoritos Uma etapa com pouca história, depois de um primeiro dia muito animado no Dauphiné. Esperava-se um final ao sprint num percurso com poucas dificuldades para os homens rápidos. O pelotão apanhou o quarteto que compunha a fuga do dia com mais de 40 km para o fim da etapa, e seguiu junto, com muita luta pela colocação entre as equipas dos favoritos à classificação geral. A 19 km do fim, na última dificuldade do dia, Romain Bardet (Team Picnic PostNL) tentou a sua sorte na última prova da carreira. Atacou o pelotão e seguiu sem ninguém na sua roda. Créditos: Unipublic/Cxcling Bardet animou mas Milan ditou a lei no Dauphiné O francês passou sozinho no topo da última subida do dia, com curta vantagem sobre o pelotão. Aguentou-se na frente durante 10 km, até voltar a ser alcançado por um pelotão onde os sprinters não iam ser enganados pelo segundo dia consecutivo. A aproximação à meta foi algo tensa, com muita luta entre as equipas dos sprinters e dos favoritos à classificação geral pela colocação na frente do pelotão. Na chegada, a Lidl - Trek deixou Jonathan Milan em ótima posição, para rematar um sprint onde não teve qualquer oposição. Fred Wright (Bahrain - Victorious) foi segundo, e Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) fechou o pódio da etapa. Com a ajuda das bonificações, Milan também rouba a camisola amarela a Tadej Pogacar, no seu sétimo triunfo da temporada. Ler mais | O genuíno e talentoso Jonathan Milan Foto: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=8Pw_e-99v_8&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MILAN JonathanLidl - Trek4:54:492WRIGHT FredBahrain - Victorious, ,3VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck, ,4FREDHEIM StianUno-X Mobility, ,5JEANNIÈRE EmilienTeam TotalEnergies, ,6TRONCHON BastienDecathlon AG2R La Mondiale Team, ,7FEDOROV YevgeniyXDS Astana Team, ,8LOUVEL MatisIsrael - Premier Tech, ,9VENTURINI ClémentArkéa - B\&B Hotels, ,10TRENTIN MatteoTudor Pro Cycling Team, , Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MILAN JonathanLidl - Trek9:34:512POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG, ,3VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck0:024WRIGHT FredBahrain - Victorious0:045VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike, ,6PAGE HugoIntermarché - Wanty0:087FOLDAGER AndersTeam Jayco AlUla0:098POLITT NilsUAE Team Emirates - XRG, ,9TRONCHON BastienDecathlon AG2R La Mondiale Team0:1010PENHOËT PaulGroupama - FDJ, , Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Shimano lança o Q'AUTO A Shimano anunciou o lançamento do Q'AUTO, um sistema de mudanças automáticas sem bateria para todas as bicicletas urbanas, de trekking e de gravel. A última inovação da SHIMANO em sistemas de mudança adopta essa ideia e transforma-a radicalmente, ao combinar a alegria e a simplicidade de andar numa bicicleta mecânica com mudanças electrónicas. Ler mais | NOVO Shimano XTR M9200 Di2 – Testámos e explicamos todos os detalhes Shimano Q'AUTO Até agora, as mudanças totalmente automáticas só eram possíveis em bicicletas eléctricas maisrecentes. A Q'AUTO é uma tecnologia inovadora concebida para tornar o ciclismo mais agradável e acessível aos ciclistas de todos os níveis. Oferece uma experiência única e distinta das e-bikes: com mudanças automáticas, maximiza o seu potencial oculto, permitindo-lhe experimentar a facilidade de andar na mudança perfeita. Sem necessidade de carga O Q'AUTO vai estrear-se com o revolucionário Shimano CUES FH-U6060, um cubo livre desenvolvidoespecificamente para mudanças automáticas, integra uma função de dínamo no interior do seu corpoque gera a sua própria energia com cada pedalada. No interior do cubo existem três sensores para controlar a velocidade, a cadência e a inclinação, permitindo ao Q'AUTO recolher energia enquanto pedala e armazenar a eletricidade necessária para efetuar a passagem de mudanças. O seu hardware e software de vanguarda permite criar um estilo totalmente novo de bicicleta que proporciona passagens de mudanças automáticas sem preocupações com carregamento de bateria. Junto com o cubo Shimano CUES FH-U6060, são lançados no mercado a mudança traseira ShimanoCUES RD-U8050-SGS/GS e o manipulo de mudanças sem fios SW-EN605-R. A mudança traseira é compatível com toda a gama de manípulos e mudanças Di2 sem fios da Shimano - desde hastes retas às hastes de estrada. Aprendizagem adaptativa O Q'AUTO vem eliminar os palpites nas mudanças e garante manter automaticamente os ciclistas namudança certa, aprendendo à medida que estes fazem passagem de mudanças com a monitorização darelação entre o ciclista e as condições de condução que estão a experienciar. Com o manipulo de mudanças Di2, os ciclistas podem fornecer feedback imediato, de modo a nãointerferir com a fluidez de condução. Ao tocar no manipulo para ajustar uma mudança diferente, o sistema seleciona essa mudança e memoriza-a para situações semelhantes. Com mais de 6.500 padrões algorítmicos possíveis de escolher, o Q'AUTO adapta-se ao estilo de condução e a qualquer desafio que encontre. Com o passar do tempo, a bicicleta torna-se exclusiva do utilizador - fazendo as passagens de mudançasque se deseja desde quase as primeiras pedaladas. Quanto mais se pedala mais sintonizados se ficacom a bicicleta. FH-U6060: Automatic Shifting Dynamo FREEHUB Battery-Free Convenience: A função dínamo gera a sua própria energia, eliminando a necessidade de substituir ou carregar baterias. Velocidade, cadência e sensores de inclinação que suportam mudanças automáticas suaves e precisas. Mudanças de velocidades personalizadas : A função de aprendizagem adaptativa recorda os padrões de mudança do ciclista e oferece mudanças optimizadas adaptadas aos estilos de condução individuais. Compatibilidade com cassetes LINKGLIDE 1x10V ou 1x11V Li-ion condensador de iões que podem armazenar energia mais de um ano. 142x12mm eixo E-Thru Furação: 28F, compatível com 32 e 36F RD-U8050-SGS/GS: Mudança traseira Di2 Comunicação sem fios LINKGLIDE Compativel com Q’AUTO Indicador LED Botão de função que permite trocar entre 3 modos predefenidos Compativel com cassetes LINKGLIDE: 11-vel.11-50D, 11-45D, e 10-vel. 11-48D (RD-U8050-SGS) 10-vel. 11-43D (RD-U8050-GS) SW-EN605-R: Manipulo / mud. com comunicação sem fios Manipulo com 3 botões de operação intuitiva Indicador LED permite verificar a vida da bateria 2 pilhas- tipo moeda CR1632 Personalizável com E-TUBE PROJECT Cyclist app (Versão 5.2 ou maisrecente) Abraçadeira 22.2mm ### Taça do Mundo de XCO – Ronda 4: Surpresa em Leogang A quarta ronda da Taça do Mundo de XCO correu-se na Áustria. Ondrej Cink estreou-se a vencer e Puck Pieterse continua temporada de grande nível Correu-se, no fim de semana de 7 e 8 de junho, a quarta ronda da Taça do Mundo de XCO. Em solo austríaco, foi um estreante croata a vencer nos homens, e uma cara conhecida a levantar os braços na corrida feminina. Ler mais | Taça do Mundo de XCO – Ronda 3: Nové Město Na Moravě Créditos: WHOOP UCI Mountain Bike World Series Corrida masculina Corrida emocionante com desfecho épico na competição masculina. O dia arrancou forte, e a primeira volta viu Mathias Flückiger (Thömus Maxon) passar na liderança. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1931702697746461010 No entanto, aos poucos, quem tomou controlo da corrida foi Ondrej Cink (Cube Factory Racing), experiente corredor de 34 anos, que andou durante largas temporadas longe dos lugares mais altos da modalidade. O checo aproveitou as descidas mais técnicas para abrir um espaço cada vez maior na frente da corrida. Nas últimas voltas, o duo suíço, composto por Fabio Püntener e Flückiger, uniu esforços para alcançar a frente da corrida. Chegaram perto, mas nunca alcançaram Ondrej Cink, que aos 34 anos se estreou como vencedor de uma prova da Taça do Mundo de XCO, depois de anos a lutar contra lesões, e um problema cardíaco em 2019 que o fez questionar a continuidade no desporto. Vídeo resumo da corrida https://youtu.be/5KAlnESkt_A?si=okJpC0mejwiZuwdl Top 10 da corrida #RiderEquipaTempo1Ondřej CINKCUBE FACTORY RACING01:25:052Mathias FLÜCKIGERTHÖMUS MAXON+00:00:183Fabio PÜNTENERBIKE TEAM SOLOTHURN+00:00:274Mathis AZZAROORIGINE RACING DIVISION+00:00:435Lars FORSTERTHÖMUS MAXON+00:01:136Filippo COLOMBOSCOTT-SRAM MTB RACING TEAM+00:01:157Luca MARTINCANNONDALE FACTORY RACING+00:01:208Luca SCHWARZBAUERCANYON CLLCTV XCO+00:01:449Vital ALBINTHÖMUS MAXON+00:01:4610Alan HATHERLYGIANT FACTORY OFF-ROAD TEAM - XC+00:01:53 Corrida feminina A prova feminina foi um contraste quando comparada com a dos homens. Puck Pieterse (Alpecin-Deceuninck) arrancou muito bem, diretamente para a frente da corrida, e impôs um ritmo forte desde o início. Loana Lecomte (BMC Factory Racing) foi a primeira a segurar a roda da neerlandesa, mas foi Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team) quem conseguiu dar luta a Pieterse durante mais tempo. A meio da corrida, a atleta da Aplecin - Deceuninck já contava com cerca de 1:00 de vantagem sobre Maxwell. Atrás das duas, acontecia uma luta emocionante pelo terceiro lugar entre Lecomte, Ramona Forchini (BIXS Performance Race Team) e Jolanda Neff (Cannondale Factory Racing) - colega da portuguesa Ana Santos. A tendência da corrida manteve-se até ao fim. Puck Pieterse venceu com relativa facilidade, Maxwell foi segunda apesar de ter sido obrigada a parar devido a um problema técnico. Neff fechou o pódio na Áustria. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=TtsO16omFlY&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da corrida #RiderEquipaTempo1Puck PIETERSEALPECIN-DECEUNINCK01:26:392Samara MAXWELLDECATHLON FORD RACING TEAM+00:00:503Ramona FORCHINIBIXS PERFORMANCE RACE TEAM+00:01:264Jolanda NEFFCANNONDALE FACTORY RACING+00:01:415Tamara WIEDMANNMONDRAKER FACTORY RACING XC+00:01:416Loana LECOMTEBMC FACTORY RACING+00:02:047Isla SHORT—+00:02:268Nicole KOLLERGHOST FACTORY RACING+00:02:469Mona MITTERWALLNERMONDRAKER FACTORY RACING XC+00:03:0610Jenny RISSVEDSCANYON CLLCTV XCO+00:03:08 Créditos da fotografia de destaque: WHOOP UCI Mountain Bike World Series ### Dauphiné | Etapa 1 | Pogacar bate Vingegaard... ao sprint Espetacular abertura do Critério do Dauphiné com Pogacar a bater ao sprint Vingegaard, Evenepoel e Van der Poel. Arrancou este domingo o Dauphiné, corrida de preparação para o Tour, que reúne Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG), Jonas Vingegaard (Visma | LAB) e Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step). O pódio da passada edição do Tour apresentou-se com vontade de dar espetáculo numa das mais importantes provas de uma semana do calendário WorldTour. Ler mais | Liège-Bastogne-Liège 2025 – Sai o nono monumento para Pogacar Foto: A.S.O. Billy Ceusters Ataque a 5 km do fim definiu a corrida A história da etapa conta-se com uma fuga de dois homens, que não ameaçou o pelotão, e de um ataque de Fred Wright (Bahrain - Victorious) a 15 km do fim, que seria anulado menos de 10 km depois. Nessa altura, surge o momento decisivo da etapa. Jonas Vingegaard atacou o pelotão com 5 km para o fim e foi seguido por Pogacar, Mathieu van der Poel (Alpecin - Deceuninck) e Santiago Buitrago (Bahrain - Victorious). Evenepoel juntou-se pouco depois ao quarteto. Os cinco colaboraram na frente da corrida, que nunca teve muito mais que 0:05 de vantagem para o pelotão. As equipas dos sprinters tentaram apanhar os homens da frente, mas não tiveram sucesso e foram os fugitivos a discutir a vitória. Ler mais | Jonas Vingegaard: “Foi bem pior do que as pessoas sabem” OVERIJSE, BELGIUM - APRIL 18: Remco Evenepoel of Belgium and Team Soudal Quick-Step celebrates at podium as race winner during the 65th De Brabantse Pijl - La Fleche Brabanconne 2025 - Men's Elite a 162.6km one day race from Beersel to Overijse on April 18, 2025 in Overijse, Belgium. (Photo by Luc Claessen/Getty Images) Pogacar bate Van der Poel ao sprint A etapa foi decidida com um sprint entre os cinco da frente, numa altura em que o pelotão estava mesmo a alcançar o quinteto. Van der Poel abriu o sprint a 200 m da meta, mas Pogacar conseguiu ultrapassar o neerlandês. A maior réplica até veio de Vingegaard, que também superou o corredor da Alpecin. Oitava vitória de Pogacar em 2025 e primeira de um campeão mundial de estrada no Dauphiné em 41 anos, desde Greg Lemond, em 1985. Ler mais | Paris-Roubaix 2025: Rei Van der Poel Créditos da fotografia de destaque: LaPresse Vídeo do final da etapa https://youtu.be/m15_eKaFI30?si=JDDBVCxgSB2gba2h TOP 10 da etapa PosiçãoNomeEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates-XRG04:40:122Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike+ 003Mathieu van der PoelAlpecin-Deceuninck+ 004Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 005Jake StewartIsrael-Premier Tech+ 006Hugo PageIntermarché-Wanty+ 007Bastien TronchonDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 008Clément VenturiniARKEA-B&B HOTELS+ 009Benjamin ThomasCofidis+ 0010Paul PenhoëtGroupama-FDJ+ 00 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoNomeEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates-XRG04:40:022Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike+ 043Mathieu van der PoelAlpecin-Deceuninck+ 064Nils PolittUAE Team Emirates-XRG+ 095Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 106Jake StewartIsrael-Premier Tech+ 107Hugo PageIntermarché-Wanty+ 108Bastien TronchonDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 109Clément VenturiniARKEA-B&B HOTELS+ 10 ### Eslovénia | Ivo restaura a honra dos Oliveira Vitória de Ivo Oliveira no fecho da Volta à Eslovénia teve sabor a vingança após Rui Oliveira ter perdido na secretaria a 2.ª etapa. Ivo Oliveira vingou Rui Oliveira na última etapa da volta à Eslovénia, em Novo Mesto. O ciclista da UAE Emirates triunfou num sprint reduzido e confirmou a vitória para os gémeos Oliveira, depois do irmão Rui ter sido relegado no segundo dia da prova. Ler mais | Eslovénia | Decisão rigorosa tira vitória a Rui Oliveira Foto: Matic Klansek Velej / Sportida Terceira vitória do gaiense este ano No quinto e último dia da Volta a Eslovénia, o pelotão onde seguia Ivo Oliveira discutia a etapa, mas também a classificação geral da prova. Um percurso ondulante, mas sem muitas dificuldades, com a última subida do dia (1,7 km a 9,7 %) a 9 km da meta. Essa ascensão foi suficiente para selecionar o grupo e eliminar alguns dos homens rápidos da corrida pela vitória. No sprint em grupo reduzido, Ivo Oliveira não deu hipótese à concorrência. É a terceira vitória do gaiense este ano, depois das duas somadas no Giro d'Abruzzo. Até ao início de abril, Ivo Oliveira só tinha três vitórias: um prólogo em França e dois triunfos nos campeonatos nacionais. Continua a grande temporada dos portugueses, já que António Morgado, João Almeida e Iúri Leitão também venceram na presente época. https://twitter.com/TourOfSlovenia/status/1931682329379877176 Ivo Oliveira no melhor momento da carreira A classificação geral sorriu a Anders Halland Johannessen, que deu à Uno-X Mobility a primeira corrida por etapas da temporada. Felix Großschartner, colega de equipa dos gémeos Oliveira, terminou em segundo, e Tao Geoghegan Hart (Lidl - Trek) fechou o pódio. Foto: sprintcycling Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Eslovénia | Decisão rigorosa tira vitória a Rui Oliveira Rui Oliveira venceu a 2.ª etapa da Volta à Eslovénia, mas os comissários relegaram-no por sprint ilegal. Vejam o vídeo e opinem. Fabio Christen é o novo líder da Volta à Eslovénia e também foi o vencedor da 2.ª etapa após Rui Oliveira ter sido relegado para 6.º por decisão dos comissários. Foi um castigo duro, que só chegou 40 minutos após o término da etapa e que priva o corredor da UAE Emirates de se estrear a vencer como profissional. Beneficiou da decisão o suíço Fabio Christen, que teve uma jornada incrível. O atleta da Q36.5 andou em fuga, mas teve pernas para sprintar pela vitória num grupo que se formou a 20 km do final. Christen assumiu a liderança da geral individual e também lidera as classificações da montanha e dos pontos. Entrevista | Rui Oliveira sobe na hierarquia da UAE Emirates https://twitter.com/RenaudB31/status/1930610942955360617 Bigode Voador perdeu a liderança da juventude A etapa foi muito movimentada e custou 0:53 de perda a António Morgado. O Bigode Voador perdeu a liderança da juventude e, sobretudo, passa a estar a 1:16 do líder Fabio Christen. Quanto ao campeão olímpico do madison, vai ter que continuar a tentar a primeira vitória no pelotão profissional. O gaiense foi campeão nacional sub-23 em 2018, na localidade de Belmonte, mas desde a chegada à categoria de elites não teve a oportunidade de levantar os braços. Tal como explicou em entrevista ao TopCycling, em janeiro, Rui Oliveira quer vencer em 2025 e para isso teve que fazer alterações no calendário. A primeira consequência foi abdicar de fazer as grandes voltas de forma a maximizar as oportunidades em corridas de categoria ProSeries e algumas WorldTour. https://www.youtube.com/watch?v=LiXbUi4nFTE ### Nova haste de guiador e avanço PRO Tharsis A Pro Bike Gear anunciou a nova haste de guiador Pro Tharsis EVO e um novo avanço Pro Tharsis especialmente pensados para e bikes MTB Enduro. Estes novos artigos foram desenvolvidos para mostrar toda a funcionalidade do novo grupo montanhaTR M9200 da Shimano. Guiador Pro Tharsis O guiador Pro Tharsis EVO foi desenvolvido em carbono T800 e tem um diâmetro de fixação de 35 milímetros. Combina rigidez para um controlo preciso e de confiança com os requisitos suficiente parareduzir o zumbido nos trilhos e, assim, também diminuir a fadiga. A estética e a integração são pontos valiosos na nova haste e avanço PRO, que permite o encaminhamento interno completo dos cabos. Especificações técnicas: Para enduro e trilhos mais exigentes Rigidez para controlo e condução precisa Total integração e encaminhamento interno de cabos Desenvolvido para utilização com o avanço PRO Tharsis Possibilidade de personalização com 5 opções de decalques de vinil Desenvolvido para destacar todas as funcionalidade do XTR M9200 Construção: T800 Carbono Comprimento: 780mm Diâmetro: 35 mm Rise: 20mm (PRHA0660) e 30mm (PRHA0661) Backsweep: 8 graus Upsweep: 4 graus Peso: a partir de 210g Avanço Pro Tharsis Especificações técnicas: Integração e passagem interna de cabos Desenvolvido para utilização com a haste PRO Tharsis EVO Contruido para destacar todas as funcionalidade do novo XTR M9200 Liga da série 7000 Diâmetro: 35mm Ângulo: 0 graus Comprimentos: 35mm (PRSS0675), 40mm (PRSS0676), & 50mm (PRSS0677) Peso: a partir de 150g ### NOVO Shimano XTR M9200 Di2 - Testámos e explicamos todos os detalhes Em fevereiro estive presente na apresentação do novo grupo Shimano XTR M9200 Di2 e tive oportunidade de o testar no terreno, em contexto real de BTT. Neste artigo deixo-vos o essencial sobre o que muda nesta nova geração do XTR e também o que senti na utilização durante dois dias, pelos trilhos na zona de Calpe, Alicante. VÍDEO: Testes no terreno e todos os detalhes do novo Shimano XTR https://youtu.be/UK04ETezUAc Um pouco de história O primeiro grupo da Shimano totalmente dedicado ao BTT foi o Deore XT, lançado em 1983. Desde então, a marca foi, quase sempre, uma referência no setor, até à chegada das mudanças eletrónicas (ou sem cabo), campo onde curiosamente a Shimano foi precursora. O primeiro grupo da Shimano totalmente dedicado ao BTT foi o Deore XT, lançado em 1983. Apesar de ter tido um grupo eletrónico para BTT em 2014, o mesmo não teve continuidade noutras versões e a Shimano manteve o grupo mecânico durante vários anos, enquanto a marca concorrente foi lançando várias versões de grupos de mudanças eletrónicas. Só em 2022 a Shimano voltou a lançar um grupo Di2 para BTT, mas este era somente dedicado às bicicletas elétricas, trazendo também a inovação das mudanças automáticas para esse tipo de bicicletas. Ler mais - Teste ao Shimano XT Di2 com Auto Shift e Free Shift Porquê tanto tempo? Creio que esta é a pergunta que certamente todos já fizeram. Tendo em conta a evolução histórica dos últimos anos, essa foi precisamente a primeira pergunta que coloquei a Tim Gerrits (Gestor de produto da Shimano) no workshop de produto. Workshop de produto com Tim Gerrits, o gestor de produto da Shimano que esteve ligado ao desenvolvimento do novo XTR. Por que razão a Shimano demorou tanto tempo a lançar um grupo sem fios dedicado ao BTT? "Porque o primeiro XTR Di2 foi desenvolvido com base no Di2 de estrada, utilizando uma bateria separada. Entretanto, começaram a surgir mudanças na indústria, como bicicletas elétricas, duplo prato, um prato, diferentes plataformas, quadros e motores. Foi estratégico para a Shimano aguardar até que as tendências se estabelecessem e, só depois, desenvolver um produto específico para o mountain bike. Queríamos uma solução robusta, intuitiva e consistente para todas as disciplinas: XC, XCM, Enduro, Downhill e E-MTB." Tim Gerrits, Shimano. Tim Gerrits respondeu, literalmente, a todas as perguntas e dúvidas dos media europeus presentes. Segundo a Shimano, foi estratégico esperar e perceber para onde caminhava a indústria do BTT, só depois, com o cenário mais estabilizado, sentiram que era o momento certo para desenvolver um grupo que respondesse às exigências do BTT moderno. Puck Pieterse, esteve connosco no Workshop de produto. A Campeã do Mundo de XCO com o jersey do arco-íris. Transmissão sem fios e dois desviadores diferentes A primeira novidade é que não foi apresentado um novo Shimano XTR, mas sim, dois novos Shimano XTR. Existe uma versão só para E-Bikes e uma versão para as restantes bicicletas convencionais. Desenvolveram um sistema sem fios que se diferencia da concorrência porque o protocolo wireless de comunicação entre shifter e desviador é próprio da Shimano, o que significa que o sistema consome menos energia e evita interferências. Além disso, no futuro, esta tecnologia permitirá misturar gamas entre shifters e desviadores Shimano sem necessidade de reconfiguração. O desviador traseiro integra a bateria recarregável diretamente no corpo (no caso do RD-M9250, para bicicletas convencionais). Segundo a Shimano, o objetivo foi garantir fiabilidade e resposta rápida — e, na prática, foi isso que senti naqueles dois dias. As mudanças trocam rapidamente, mesmo sob carga, o sistema é bem selado, não está exposto aos elementos (águas, lamas, poeiras) e está protegido para aguentar os impactos típicos do BTT mais agressivo. No tema da proteção contra impactos a Shimano teve uma abordagem diferente da concorrência, que exige adaptação dos quadros para receber desviadores específicos. Para o novo Shimano XTR Di2 a marca japonesa desenvolveu um sistema de “auto-safe”, independentemente do quadro onde está montado. Entre a tecnologia SHADOW que reduz a área de contacto com obstáculos ( não é novidade ), e uma função de recuperação automática que ajuda o desviador a "voltar ao sítio" depois de uma pancada mais forte, a marca japonesa acredita que o novo Shimano XTR Di2 é eficiente na proteção de impactos. A mim pessoalmente, causa-me alguma estranheza que a tampa protetora do espaço que alberga a bateria seja em plástico (estará disponível para venda isoladamente), mas o tempo e utilização prolongada dirão se é opção correta. A versão específica para e-Bikes Como referi acima, apesar de o destaque natural recair sobre o facto de ser um grupo sem fios da Shimano para BTT, essa não é a maior surpresa. O mais relevante é talvez a decisão da marca em desenvolver dois desviadores traseiros distintos: um para bicicletas tradicionais e outro específico para e-bikes. Em termos mecânicos, ambos os desviadores funcionam da mesma forma. No entanto, a grande diferença (e inovação) está na versão desenvolvida para bicicletas elétricas, que não utiliza uma bateria própria. Este desviador aproveita a energia da bateria da e-bike para funcionar, comunicando diretamente com o sistema da bicicleta. O desviador para e-Bikes (RD-M9260) é mais ligeiro, mais minimalista e liga-se ao cérebro da bicicleta elétrica. Quando a bateria da bicicleta termina (de alimentar o motor), há uma reserva na mesma para que o desviador continue a funcionar por mais algum tempo. Esta versão também incorpora as funcionalidades AUTO SHIFT e FREE SHIFT, integradas com o sistema elétrico da bicicleta. Ergonomia continua a ser a bandeira da Shimano Se há coisa em que a Shimano habituou o utilizador, foi na excelente ergonomia dos seus equipamentos e esse foi outro ponto onde houve evolução. O novo trigger SW-M9250R — com tecnologia RAPID ES — permite várias formas de personalização e tem um tato muito satisfatório em mudança, não dá aquela sensação de eletrónico, é uma sensação que fica entre o trigger analógico (de cabo) e o eletrónico, algo que gostei e que ajuda bastante quando estamos no trilho. A posição no guiador é muito ajustável, assim como as funções dos botões. Durante os dois dias de testes, só mexi ligeiramente antes da primeira saída para os trilhos, mas tendo em conta os vários ajustes que permite, os triggers acabam por se adaptar perfeitamente a cada utilizador. Há vários modos de funcionamento (mudança múltipla, simples ou dupla) e até um terceiro botão programável que pode ser usado para controlar, por exemplo, um ciclocomputador. Travões: previsíveis, mesmo em descidas longas Segundo os técnicos da Shimano, na travagem também houve atualizações importantes. As novas manetes BL-M9220 (para enduro/trail) e BL-M9200 (para XC) foram redesenhadas, com o ponto de articulação mais próximo do guiador e uma curva da manete que acompanha o movimento do dedo. No terreno só utilizei a versão de quatro pistões (ligeiramente mais pesada que a versão de dois pistões, direcionada ao XC), e a travagem é bastante boa, não só pela potência, mas principalmente porque a resposta mantém-se previsível, mesmo após descidas longas e com os travões quentes. É um sistema que inspira confiança. Pedaleiros e cassetes: escolhas entre leveza ou resistência Os novos pedaleiros continuam a usar a já conhecida tecnologia HOLLOWTECH II. Há duas versões: uma leve para XC (FC-M9200) e outra mais robusta para enduro/trail (FC-M9220), que foi a que tive oportunidade de testar. No prato vais reparar que existem duas zonas tapadas, cujo objectivo é proteger essa zona do prato de possíveis impactos (maior fiabilidade em situações extremas). Na zona onde o prato é furato os cranks suportam os possíveis impactos. FC-M9200 – Crenque de XC Fator Q de 168mm, ideal para XC Comprimento do Crenque: 165, 170, 175mm Linha de corrente: 55mm FC-M9220 – Crenque de Trail/Enduro Fator Q padrão de 176mm Comprimento do Crenque: 160, 165, 170, 175mm Linha de corrente: 55mm Cassetes No que toca a cassetes a Shimano oferece agora duas opções HYPERGLIDE+: 10-51T e 9-45T. A ideia é dar ao utilizador liberdade para ajustar o grupo ao tipo de utilização — seja competição, maratonas ou trilhos mais técnicos. De acordo com os responsáveis da Shimano, a utilização do carreto de nove dentes, combinada com as opções de pedaleira disponíveis dará um desempenho semelhante a uma cassete 10-51. O carreto de nove dentes deve-se ao facto de ganharem espaço entre o braço do desviador e os obstáculos do terreno (segundo eles, são mais 23mm. de altura), o que ajuda a proteger o equipamento nos trilhos. Rodas em carbono e cubos com manutenção facilitada As rodas XTR também foram atualizadas, com versões específicas para XC e enduro (tive contacto com as de enduro). Ambas têm aros em carbono, sendo que a versão de enduro (WH-M9220) tem aro mais largo (30 mm internos) e estrutura mais robusta, enquanto a versão XC (WH-M9200) aposta na leveza. Os cubos (HB-M9210 / FH-M9210), segundo a Shimano, foram redesenhados para melhorar a vedação e facilitar a manutenção. Confesso-vos que tenho os cubos XTR da anterior geração, e acho-os uma obra prima, pena ninguém dar o valor a este tipo de peças quando as queremos vender usadas. Opinião e conclusões A Shimano tinha trabalho árduo no desenvolvimento deste novo Shimano XTR Di2, vários anos de atraso para recuperar em relação à concorrência, tendo que pelo menos igualar o jogo, num mercado competitivo e em constante evolução. O XTR M9200 Di2 não é algo revolucionário, mas a marca japonesa manteve-se fiel ao que sempre a distinguiu: ergonomia, precisão, detalhes pensados com foco na fiabilidade e personalização. O facto de haver dois desviadores distintos para e-bikes e bicicletas normais, também me parece bem pensado. Quem tem uma e-Bike e já tem que se preocupar em carregar a bicicleta, já não tem que se preocupar em carregar mais um equipamento, que é o desviador. Sem adaptadores, menos carregadores, menos baterias, menos preocupações. Tive oportunidade de testar ambas as versões do novo Shimano XTR Di2 no terreno e, embora seja necessário mais tempo para tirar conclusões de longo prazo, principalmente no que respeita às questões de fiabilidade, a primeira impressão é a de um sistema sólido, rápido e adaptado às exigências do BTT moderno. Na minha opinião igualaram o jogo, agora resta saber por quanto tempo. Preços e pontos de venda Podes saber mais pormenores sobre preços e pontos de venda, através do importador da marca em Portugal: www.scvouga.pt ### Teste para Daniela Isidoro na clássica Alpes Gresivaudan Do estágio no Mont Ventoux à Alpes Gresivaudan, Daniela Isidoro promove estreia de Portugal na clássica francesa. Num panorama cinzento do ciclismo feminino português, Daniela Isidoro continua a dar passos importantes na Baloise Minimax WB Ladies. A sub-23 de primeiro ano trabalha com firmeza no epicentro das decisões da modalidade: França e Benelux. Aos 19 anos, a atleta de Palmela prepara-se para a clássica Alpes Gresivaudan, que este domingo (8) parte de Saint-Martin d’Uriage e chega a Le Collet. É um teste nos Alpes franceses com 111,8 km de distância e 3350 m de desnível positivo acumulado. A meta está 1405 m de altitude, após uma subida de 11 km a 4 % de média e rampas de 14 %. Em 2024 ganhou Marion Bunel, francesa que também saiu campeã da Volta a França do Futuro. Na lista de partida temos Roland (WorldTour), várias ProTeam francesas – Arkea B&B Hotels, Cofidis, St. Michel-Preference-Auber 93 e Winspace Orange –, além de estruturas fortes como a italiana BePink-Imatra-Bongioanni ou a mexicana AR Monex, de onde saiu Isaac Del Toro. Ler mais | O método Isidoro aplicado ao ciclismo Foto: Daniela Isidoro Estágio no Mont Ventoux A equipa sediada de Daniela Isidoro tem raízes na Valónia, região francófona da Bélgica, e está ligada à Pro Team masculina Bingoal WB. O projeto aspira a ser Continental e é dirigido por Ludivine Henrion, comentadora da RTBF (canal público da Valónia) e campeã belga duas vezes. Para a clássica Alpes Gresivaudan a Baloise Minimax WB Ladies fez estágio no Mont Ventoux, onde a equipa tem alojamento para atletas e staff. Daniela Isidoro vai trabalhar nos primeiros 40 km. Terminar a prova é um bónus, por ser a primeira vez que pedala num pelotão com tanto nível. “É uma prova muito importante, aonde irei estar a trabalhar para a minha líder, Eleanor Wiseman, e rodeada por grandes atletas. Só o facto de estar rodeada de grandes atletas deixa-me muito feliz. Darei o meu melhor.” Daniela Isidoro ao TopCycling. Tour de France Femino 2025 – Alta montanha vai decidir  Foto: Daniela Isidoro Construir uma reputação Daniela Isidoro é caloira de Direito e em época de exames cada pedalada vale por duas. Conciliar rendimento académico e desportivo é duro, mesmo para uma corredora promissora que ainda está a certa distância do WorldTour. As profissionais trabalham nesta fase como o foco no Giro de Itália (6-13 de julho) e no Tour de France (26 de julho e 3 de agosto). É uma época intensa de competições, aliás, este fim de semana correm-se as Voltas à Catalunha e à Grã-Bretanha, e a clássica de Antuérpia. Provas UCI 1.1 – como a Alpes Gresivaudan – são montras onde as corredoras começam a construir uma reputação. Basta ver as campeãs das três edições prévias: Marion Bunel (1ª em 2024) corre na Visma LAB e Evita Muzic (1ª em 2023/2022) na FDJ-Suez, duas das melhores equipas do mundo. Graças a Daniela Isidoro, pela primeira vez uma portuguesa vai correr a clássica Alpes Gresivaudan. Ler mais | Maria Martins cumpre “sonho de miúda” no ciclismo ### UCI Gravel World Series - Ourique entra no mapa mundial do gravel em 2025 A 9 de novembro de 2025, Ourique recebe a UCI Alentejo Gravel, uma das etapas oficiais da UCI Gravel World Series. Com chancela da União Ciclista Internacional (UCI), a prova vai contar para o apuramento do Campeonato do Mundo de Gravel 2026, pelo que irá trazer ao nosso país alguns dos melhores profissionais do Gravel internacional, bem como de atletas amadores que também terão a oportunidade de se qualificar através desta etapa da UCI Gravel World Series. Percursos O percurso, desenhado em plena paisagem alentejana, vai levar os participantes pelos muitos quilómetros de estradas de terra batida (Gravel) do Alentejo, entre vales, planícies e as povoações características desta zona do país. Créditos foto: Cabreira Solutions Espera-se um percurso com todos os ingredientes que fazem do Gravel uma das vertentes do ciclismo que mais cresceu mundialmente nos últimos anos: ligação com a natureza, superação, inclusão e também adrenalina. (Percurso já disponível no site do evento www.gravelalentejo.com). Prova aberta a todos A prova será aberta a todos os níveis – profissionais, amadores, federados e não federados – e isso é outro dos pontos fortes deste evento e do Gravel: a inclusão. Ourique e Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo decisivos neste passo Para que uma etapa das etapas da Gravel World Series seja no Alentejo existe um apoio determinante do município de Ourique e da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, este evento é também uma aposta no turismo desportivo sustentável, que promete gerar impacto positivo na economia local e projetar o Alentejo como destino de eleição para o gravel e o outdoor durante todo o ano. Inscrições As inscrições abrem a 23 de junho de 2025 em www.gravelalentejo.com. Marca na agenda – esta é daquelas provas que vão proporcionar momentos e recordações únicas. ### Unbound Gravel 2025 - Foi assim a corrida de Gravel mais mediática do mundo No coração do Kansas, Estados Unidos da América, milhares de ciclistas voltaram a reunir-se para o Unbound Gravel 2025, o evento de Gravel mais mediático e prestigiado do mundo. Esta foi a 19.ª edição do evento, que começou com apenas 34 participantes em 2006 e hoje conta com mais de 5.000 inscritos de todo o mundo, distribuídos por cinco distâncias (40, 80, 160, 321 e 563 quilómetros), contando com amadores e profissionais na mesma linha de partida. Apesar de todas as provas serem um desafio, são as 200 milhas (321 km.) da categoria principal que habitualmente concentram as maiores atenções, embora este ano com a participação de Lachlan Morton na categoria XL (563km.), também esta tenha chamado a atenção dos media em todo o mundo. Vitória e recorde na categoria masculina O jovem neozelandês Cameron Jones conquistou uma vitória impressionante nas 200 milhas com o tempo de 8h37m09, estabelecendo um novo recorde do percurso. Cameron Jones, antigo corredor de cross-country na Taça do Mundo Sub-23, destacou-se cedo na prova. À passagem do quilómetro 65, numa secção particularmente traiçoeira chamada Divide Road, juntou-se a um pequeno grupo onde estava Simon Pellaud (Tudor Pro cycling), com quem viria a formar uma aliança estratégica durante mais de 240 quilómetros. Os dois atletas mantiveram-se firmes na frente, enquanto o pelotão principal, desorganizado, não conseguiu dar-lhes caça de forma eficaz. “Ele colocou cera na minha corrente e eu partilhei água com ele”, contou o neozelandês no final, ilustrando bem o espírito de camaradagem que ainda caracteriza o gravel – mesmo ao mais alto nível competitivo. “Estar na frente de uma das maiores corridas de gravel do mundo foi incrível, especialmente quando tudo corre bem”, resumiu Cameron Jones. Vídeo da colaboração entre os dois da frente (min. 2:07 o suíço coloca cera na transmissão do adversário). https://www.youtube.com/watch?v=8wuUk0Bgs2E Nos últimos 25 quilómetros, com o desgaste acumulado a fazer mossa, Jones percebeu que Pellaud já não estava tão forte e no último quilómetro, com uma curta subida pela frente, lançou o ataque final, distanciando-se do suíço para vencer a corrida mais importante da sua carreira. “Foi uma situação interessante estar na frente da corrida tão cedo, com um vento tão forte e um pelotão poderoso atrás. Vim aqui para mostrar as minhas capacidades, dar espetáculo e divertir-me. Até aos 50 km. da chegada, diverti-me muito! Depois disso, estava em modo de sobrevivência e não consegui reagir à aceleração de Jones no final da corrida. Disse Simon Pellaud no final Créditos: sramroad e carlo_anz TOP 10 Final – Unbound Gravel 2025 (200 milhas / 321 km.) PosiçãoNomeVelocidade Média (km/h)Tempo1.ºCameron Jones37,81 km/h8:37:092.ºSimon Pellaud37,77 km/h8:37:513.ºTorbjørn Røed37,41 km/h8:42:314.ºMads Würtz Schmidt37,41 km/h8:42:335.ºBrendan Johnston37,05 km/h8:47:436.ºRamon Sinkeldam37,01 km/h8:48:157.ºKeegan Swenson36,96 km/h8:49:088.ºIan Boswell36,96 km/h8:49:099.ºJasper Ockeloen36,96 km/h8:49:0910.ºTobias Kongstad36,91 km/h8:49:54 Na corrida feminina das 200 milhas, Karolina Migon impôs-se com autoridade e venceu de forma isolada. A polaca destacou-se a cerca de 90 km. do final, ao distanciar-se de Cecily Decker e Lauren Stephens, com quem formava o trio da frente desde cedo. Com um ritmo consistente, Migoń cruzou a meta com mais de 10 minutos de vantagem, após 10h.03m. de corrida, somando este triunfo ao que já havia conquistado no Traka 360. Cecily Decker resistiu ao calor e à fadiga para segurar a segunda posição, enquanto Sofia Gomez-Villafañe foi a mais forte num sprint a quatro pela última vaga no pódio. TOP 10 Final Feminina – Unbound Gravel 2025 (200 milhas / 321 km.) PosiçãoNomeVelocidade Média (km/h)Tempo1.ªKarolina Migoń32,38 km/h10:03:542.ªCecily Decker31,93 km/h10:12:293.ªSofia Gomez-Villafañe31,41 km/h10:22:244.ªRosa Klöser31,41 km/h10:22:245.ªCecile Lejeune31,41 km/h10:22:246.ªLauren De Crescenzo31,41 km/h10:22:257.ªGeerike Schreurs31,21 km/h10:27:008.ªAnnika Langvad31,21 km/h10:27:029.ªMorgan Aguirre31,21 km/h10:27:0310.ªSarah Lange31,20 km/h10:27:11 Podes ver as classificações das restantes categorias aqui. Créditos da fotografia de destaque: sramroad e carlo_anz ### Giro de Itália | Etapa 21 | Roma eterniza Simon Yates Após remontar no Colle delle Finestre, Simon Yates certificou a conquista do Giro de Itália na cidade eterna. Olav Kooij ganhou em Roma! Acabou o Giro de Itália número 108 da história e o campeão é Simon Yates, da Grã-Bretanha. O corredor de 32 anos, que representa a Visma LAB e que já tinha ganho a Vuelta de 2018, passa a ter tantas "grandes" como o colega Jonas Vingegaard. O dinamarquês, bicampeão do Tour de France, deverá contar com Yates para o plano reconquista, tal como com Wout Van Aert, instrumental no Colle delle Finestre. Yates conquistou a sexta corrida por etapas desde que é profissional, tendo-se estreado na Vuelta. Além das vitórias, o ciclista natural de Bury, na área metropolitana de Manchester, fez mais oito pódios num total de 76 corridas por etapas que disputou desde júnior. Quanto a Van Aert prestou um último serviço neste Giro ao lançar Olav Kooij para um sprint vitorioso em Roma. O campeão Yates leva 265.668 euros pela vitória na geral individual, já que não venceu qualquer etapa, tal como Alberto Contador em 2015. Ler mais | Conhece o percurso do Tour 2025 Foto: Vatican Media Papa Leão XIV recebeu os ciclistas O pódio final confirmou-se: Simon Yates à frente de Isaac Del Toro e de Richard Carapaz. Quantos às restantes classificações, Lorenzo Fortunato foi rei da montanha, Mads Pedersen venceu por pontos, Del Toro foi o melhor jovem e a UAE Emirates ganhou por equipas. Várias notas soltas desde Roma, neste último dia. A mais importante aconteceu logo no início da etapa quando o pelotão passou pelo Vaticano. O Papa Leão XIV recebeu os vencedores das várias classificações e discursou perante os 159 corredores que concluíram a prova. Jakub Fuglsang aproveitou para se despedir da Israel Premier Tech. O dinamarquês só se retira em agosto, provavelmente na Volta à Dinamarca (12 a 16). Ler mais | Etapa 20 | Afinal havia outro e era Simon Yates Fuglsang fez a última prova pela Israel Premier Tech.Foto: Marco Alpozzi/LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=Xvqd3XxtMV8 Top 10 etapa PosiçãoAtletaEquipaTempo1Olav KooijTeam Visma Lease a Bike03:12:192Kaden GrovesAlpecin-Deceuninck+ 003Matteo MoschettiQ36.5 Pro Cycling Team+ 004Mads PedersenLidl-Trek+ 005Luke LampertiSoudal Quick-Step+ 006Max KanterXDS Astana Team+ 007Filippo BaronciniUAE Team Emirates-XRG+ 008Orluis AularMovistar Team+ 009Enrico ZanoncelloVF Group-Bardiani CSF-Faizanè+ 0010Giovanni LonardiTeam Polti VisitMalta+ 00 Top 10 final da classificação geral do Giro de Itália 2025 PosiçãoAtletaEquipaTempo1Simon YatesTeam Visma Lease a Bike82:31:012Isaac del ToroUAE Team Emirates-XRG+ 03:563Richard CarapazEF Education-EasyPost+ 04:434Derek GeeIsrael-Premier Tech+ 06:235Damiano CarusoBahrain Victorious+ 07:326Giulio PellizzariRed Bull-BORA-hansgrohe+ 09:287Egan BernalINEOS Grenadiers+ 12:428Einer RubioMovistar Team+ 13:059Brandon McNultyUAE Team Emirates-XRG+ 13:3610Michael StorerTudor Pro Cycling Team+ 14:27 ### Campeonato Nacional de XCM - Tiago Ferreira a Melissa Maia revalidam Tiago Ferreira e Melissa Maia sagraram-se novamente campeões nacionais de Maratona BTT (XCM), ao vencerem este domingo as respetivas provas da categoria elite, disputadas em Montalegre. Na elite masculina, Tiago Ferreira cortou a meta com o tempo de 3h22m24s, superando por 22 segundos Guilherme Mota. Filipe Francisco fechou o pódio, a 33 segundos do vencedor. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 elites masculinos PosiçãoNomeEquipaTempoDiferença1.ºTiago FerreiraIndividual03:22:23.583—2.ºGuilherme MotaGuilhabreu MTB Team03:22:45.452+00:21.8693.ºFilipe FranciscoCDASJ/Cyclin’Team/Município Albufeira03:22:56.795+00:33.2124.ºJosé DiasBUFF MEGAMO TEAM03:25:04.252+02:40.6695.ºCarlos CruzGuilhabreu MTB Team03:25:04.347+02:40.7646.ºRoberto FerreiraGuilhabreu MTB Team03:27:39.997+05:16.4147.ºAndrew HenriquesCDASJ/Cyclin’Team/Município Albufeira03:27:56.568+05:32.9858.ºFilipe CamposCasa do Povo de Abrunheira03:34:40.241+12:16.6589.ºLuís PereiraJoaneBTT/TrilhosBike/Vaporjane03:36:07.055+13:43.47210.ºIvan SáBombos S. Sebastião/LusoPrint/ElectroMinho03:37:20.390+14:56.807 Na prova feminina, Melissa Maia confirmou o favoritismo, concluindo em 3h12m09s. Leandra Gomes terminou na segunda posição, com um atraso de 12 minutos e 7 segundos, enquanto Celina Carpinteiro ficou em terceiro, a 12 minutos e 12 segundos. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 elites femininas PosiçãoNomeEquipaTempoDiferença1.ªMelissa MaiaGuilhabreu MTB Team03:12:08.473—2.ªLeandra GomesSAERTEX Portugal / CRIAZinvent03:24:15.631+12:07.1583.ªCelina CarpinteiroCDASJ/Cyclin’Team/Município Albufeira03:24:20.224+12:11.7514.ªAlessia TeixeiraBombos S. Sebastião/LusoPrint/ElectroMinho03:25:22.333+13:13.8605.ªTânia LimaSAERTEX Portugal / CRIAZinvent03:29:50.158+17:41.6856.ªAndreia FreitasBTT Seia03:35:40.603+23:32.1307.ªMarta BrancoCDASJ/Cyclin’Team/Município Albufeira03:37:04.230+24:55.7578.ªMarlene GonçalvesVertentability Cycling Team - JDC03:39:40.209+27:31.7369.ªJessica CostaGuilhabreu MTB Team03:50:12.142+38:03.66910.ªInês SilvaSAERTEX Portugal / CRIAZinvent04:18:21.793+01:06:13.320 Outras classificações O evento contou ainda com provas para todas as categorias master, paraciclismo e bicicletas com assistência elétrica, classificações que podem ser verificadas aqui. ### Setup de Bikepacking para Ultra Distância no Gravel Birds Participar num evento de ultradistância em gravel requer não só preparação física e mental, mas também um setup de bikepacking bem pensado, só depois de "mergulharmos" neste mundo da ultra distância nos apercebemos de que este é outro dos desafios. Neste vídeo mostro em detalhe o material que utilizei no Gravel Birds, um evento de vários dias pelo Alentejo, em autonomia total. Já tinha feito um vídeo deste género, mas houve várias pessoas a pedirem para o voltar a fazer após este evento, algo que faz sentido, pois cada evento é um evento e as suas características vão ditar o setup escolhido. Mostro o setup de bolsas, setup de luzes, explico as escolhas em termos de roupa, sapatos, óculos, powerbank, bicicleta e pneus, além de algumas dicas úteis para este tipo de aventuras, sejam em eventos organizados ou não. Para quem está a planear a sua primeira aventura de bikepacking ou longa distância, este vídeo não tem como objetivo dar "a fórmula certa" mas sim dar dicas e ideias práticas que cada um adapte ao seu setup de bikepacking, ou para comparar abordagens. Vídeo completo https://youtu.be/Vu439pIrhZ4?si=L_0_GSF3aGRtVfNv ### Giro de Itália | Etapa 20 | Afinal havia outro e era Simon Yates Masterclass da Visma e Simon Yates em modo super-herói matam o Giro de Itália. Del Toro e Carapaz seguram o pódio. A etapa 20 do Giro de Itália foi tudo o que esperávamos e terminou com Simon Yates a protagonizar uma épica reviravolta que lhe dá a vitória na prova. O campeão da Vuelta de 2018, reforço da Visma para este ano, partiu a 1:21 de Isaac Del Toro, mas acabou por esmagar a concorrência. Richard Carapaz abriu as hostilidades no Colle delle Finestre, depois de a EF Education-Easypost asfixiar o pelotão no início da subida. Yates na meta, emocionado após remontar no Giro.Foto: Mattia D'Alberto/LaPresse Del Toro e Carapaz subestimaram o britânico Simon Yates não foi ao choque, mas encostou nos dois latinoamericanos. Aí iniciou uma sequência de três ataques potentes e à terceira foi mesmo embora. Faltavam 39 km para o final e ainda estávamos na primeira parte do Colle delle Finestre, no asfalto. Faltava o sterrato. Del Toro e Carapaz subestimaram o britânico, ao ponto de o deixarem cavalgar subida acima, mas o pior veio na descida. Aí aguardava Wout Van Aert, em modo super gregário, para transformar uma diferença de segundos no Colle delle Finestre em cinco minutos de Yates aos rivais em Sestriere! De perder o Giro 2018 nesta mesma subida a obter a maior vitória da carreira em 2025! Simon Yates será coroado em Roma como campeão do 108.º Giro de Itália. Harper deu a segunda etapa à Jayco.Foto: Marco Alpozzi/LaPresse Chris Harper ganhou em Sestriere A tudo isto esteve alheio Chris Harper, integrante da fuga do dia. O australiano da Jayco Alula soltou Alessandro Verre (Arkea B&B Hotels), fez meia subida a solo e geriu os quase 10 minutos que trazia na entrada do Colle delle Finestre. Harper nunca tinha ganho no WorldTour. Na meta icónica de Sestriere, onde venceram Coppi e Chiapucci, um australiano inscreve o nome e a Jayco leva duas etapas do Giro. Ler mais | Afonso Eulálio conquista a Montagna Pantani Vídeo resumo https://youtu.be/sGizDlUTDhY?si=_qWGHVa_PZTkbY4Z TOP 10 etapa PosiçãoNomeEquipaTempo1Chris HarperTeam Jayco-AlUla05:27:292Alessandro VerreARKEA-B&B HOTELS+ 01:493Simon YatesTeam Visma Lease a Bike+ 01:574Gianmarco GarofoliSoudal Quick-Step+ 03:525Rémy RochasGroupama-FDJ+ 03:576Martin MarcellusiVF Group-Bardiani CSF-Faizanè+ 04:317Carlos VeronaLidl-Trek+ 04:318Max PooleTeam Picnic PostNL+ 06:459Isaac del ToroUAE Team Emirates-XRG+ 07:1010Giulio PellizzariRed Bull-BORA-hansgrohe+ 07:10 TOP 10 classificação geral PosiçãoNomeEquipaTempo1Simon YatesTeam Visma Lease a Bike79:18:422Isaac del ToroUAE Team Emirates-XRG+ 03:563Richard CarapazEF Education-EasyPost+ 04:434Derek GeeIsrael-Premier Tech+ 06:235Damiano CarusoBahrain Victorious+ 07:326Giulio PellizzariRed Bull-BORA-hansgrohe+ 09:287Egan BernalINEOS Grenadiers+ 12:428Einer RubioMovistar Team+ 13:059Brandon McNultyUAE Team Emirates-XRG+ 13:3610Michael StorerTudor Pro Cycling Team+ 14:27 ### Trek celebra os 25 anos do lançamento do Project One Para comemorar o 25.º aniversário do seu programa de personalização de bicicletas premium, a Trek apresenta um novo esquema de pintura Project One ICON. A pintura Terrestrial junta alguns dos designs mais famosos do Project One: a Crystalline e a Real Smoke, duas pinturas inspiradas pelo mármore e decalques em cromado escuro escovado. Ler mais | Trek tem 8 novas cores no Project One Chroma Project One Terrestrial Com uma base branca, a Terrestrial combina várias técnicas avançadas de pintura em perfeita harmonia, mostrando a arte e a inovação que têm caracterizado as pinturas Project One há mais de duas décadas. Desde o selim até ao avanço, esta pintura exclusiva é uma homenagem à evolução do Project One no design de bicicletas personalizadas. Ler mais | Trek apresenta o novo esquema de pintura ICON Serpentine Esta é a mais recente novidade à série Project One ICON da Trek, uma coleção de esquemas de pintura premium que representa a máxima expressão de arte em bicicletas personalizadas com designs exclusivos, cheios de textura, profundidade e estilo. A pintura Terrestrial já está disponível em todas as bicicletas de estrada premium da Trek através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a bicicleta dos seus sonhos através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Giro de Itália | Etapa 19 | Del Toro vs. Carapaz no Colle delle Finestre Isaac Del Toro e Richard Carapaz decidem o Giro de Itália, este sábado, no Colle delle Finestre. Nicolas Prodhomme ganhou a 19.ª etapa. Preparem-se para o all in, o Hail Mary, o tudo por tudo porque o 108.º Giro de Itália decide-se no sábado com Isaac Del Toro e Richard Carapaz separados por 0:43 na geral. A 19.ª etapa decorreu no Vale de Aosta, nos Alpes. Foram cinco montanhas, 166 km e 4950 m de desnível positivo acumulado que não bastaram para desbloquear a luta pela maglia rosa. A jornada, classificada pelo organizador com cinco estrelas de dificuldade, tal como as etapas 16 e 20, ficou marcada pelo domínio do bloco da UAE Emirates. Rafal Majka e Brandon McNulty cerraram fileiras em torno de Isaac Del Toro, suprindo o dia mau de Adam Yates e a ausência de Juan Ayuso. Foto: LaPresse Del Toro reforça a liderança Richard Carapaz tentou. Atacou nos últimos metros do Col de Joux, penúltima montanha a caminho de Champoluc, e a 7 km do final na ascensão de Antagnod. Foram tiros de pólvora seca, que serviram apenas para afastar da última dança Simon Yates e Derek Gee, que perderam 0:24 na estrada. Numa meta mais conotada com o Giro Valle d'Aosta, referência no calendário sub-23, do que com o Giro de Itália, impôs-se um sobrevivente da fuga. Nicolas Prodhomme (Decathlon Ag2r), estreou-se a ganhar no WorldTour três semanas após a estreia absoluta a ganhar como profissional no Tour dos Alpes. Tudo para decidir no Colle delle Finestre, subida com média de 9,2% e duas partes: os primeiros 9 km são em asfalto e os últimos 9 km em terra. É uma subida sinuosa, com 45 curvas até ao topo, após a qual o pelotão desce até Pian dell’Alpe para daí abordar a meta em Sestriere. Ler mais | O TopCycling com Derek Gee Foto: LaPresse Afonso Eulálio abandonou Etapa dura, dia de calor e muito acumulado teve efeitos nos corredores. Afonso Eulálio abandonou, num Giro onde se estreou vencendo o prémio Montanha Pantani, após coroar primeiro o Mortirolo. O TopCycling confirmou com a Bahrain que o figueirense sofreu com o calor desde o início da etapa e teve que colocar o pé no chão. Tirando este aspeto, a Bahrain tentou vencer a etapa com o já afundado Antonio Tiberi. O italiano quebrou na penúltima subida, mas ajudou Damiano Caruso a manter-se no top 5. Ler mais | Afonso Eulálio, rei do Mortirolo ### Giro de Itália | Etapa 18 | Nico Denz vence no fim da linha para Ayuso Etapa de transição no Giro de Itália. Um mini pelotão saiu para a fuga do dia e Nico Denz foi o mais forte para salvar a Grande Volta da Red Bull - BORA - hansgrohe. A 18ª etapa do Giro de Itália viu uma fuga com mais de 30 ciclistas sair para a frente da corrida. Nico Denz atacou a 'fuga de la fuga' e triunfou com um solo de 17 km. No pelotão houve tréguas antes de dois dias de muita dureza. Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) abandonou a corrida. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 17 | Afonso Eulálio, rei do Mortirolo Créditos: LaPresse Fuga numerosa na frente Os ciclistas partiram de Morbegno e a fuga do dia demorou a sair, mas arrancou com muita gente: 35 ciclistas saltaram para a frente - entre eles, destacavam-se Mads Pedersen (Lidl - Trek), Wout Van Aert (Visma | LAB) e Kaden Groves (Alpencin - Deceuninck). Apenas cinco equipas não tinham um atleta entre os fugitivos. https://twitter.com/giroditalia/status/1928088792969199663 O pelotão parecia satisfeito com a composição do grupo da frente e tirou o pé do acelerador. Os fugitivos acumularam mais de 10:00 de vantagem e iam discutir a vitória entre si. Em relação aos favoritos à geral, assinalar apenas o abandono de Juan Ayuso, quando ainda faltavam 95 km para o fim de uma etapa que foi calma para o pelotão. Foto: LaPresse Nico Denz engana a 'fuga de la fuga' O mini pelotão que seguia na frente da corrida cooperou bem até à entrada do circuito final, que terminava em Cesano Maderno. Nessa altura, a 33 km, um grupo de nove ciclistas conseguiu separar-se do resto da fuga. Dois homens fizeram a ponte - entre eles Nico Denz - e a 'fuga de la fuga' seguiu com 11 ciclistas. Para trás, ficavam Pedersen, Van Aert e Groves. Quando faltavam cumprir 17 km dos 144 que compunham a 18ª etapa do Giro de Itália, Nico Denz atacou a frente da corrida, e ganhou espaço suficiente para seguir sozinho até ao fim num circuito técnico - terceira vitória para o alemão na Grande Volta italiana, depois das que conseguiu em 2023. https://twitter.com/giroditalia/status/1928107792084131894 Dia positivo para a Red Bull - BORA - hansgrohe, depois de um Giro de Itália que não tem corrido bem à equipa, que perdeu Jai Hindley na fase inicial da corrida, e Primoz Roglic nos últimos dias. Foto: Marco Alpozzi/Lapresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=7JqpfTZNiBc&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 18 do Giro de Itália PosiçãoCiclistaEquipaTempo1DENZ NicoRed Bull - BORA - hansgrohe3:12:072MAESTRI MircoTeam Polti VisitMalta+1:013PLANCKAERT EdwardAlpecin - Deceuninck+1:014MAGLI FilippoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè+1:015EDMONDSON AlexTeam Picnic PostNL+1:016DE BONDT DriesDecathlon AG2R La Mondiale Team+1:017HOOLE DaanLidl - Trek+1:018DE PRETTO DavideTeam Jayco AlUla+1:019CONCI NicolaXDS Astana Team+1:0110WARBASSE LarryTudor Pro Cycling Team+1:01 Top 10 da classificação geral RnkCiclistaEquipaTempo1DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG68:56:322CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost+0:413YATES SimonTeam VismaLease a Bike+0:514GEE DerekIsrael - Premier Tech+1:575CARUSO DamianoBahrain - Victorious+3:066BERNAL EganINEOS Grenadiers+4:437PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe+5:028RUBIO EinerMovistar Team+6:099YATES AdamUAE Team Emirates - XRG+7:4510STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+7:46 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Novas Specialized Turbo Levo 4 Comp Alloy e Levo 4 Alloy A Specialized apresentou as novas bicicletas bicicletas elétricas de montanha TurboLevo 4 Comp Alloy e Levo 4 Alloy. Construídas com o quadro em alumínio premium M5, estas novas versões oferecem o mesmo motor, a mesma bateria, a mesma geometria e o mesmo sistema SWAT a um preço mais acessível. Ler mais | Specialized apresenta a Turbo Levo 4 ao mundo Novos Modelos: Levo 4 Comp Alloy Levo 4 Alloy O que se mantém: Motor Specialized 3.1 | 666W e 101Nm de binário; Bateria de 840Wh | Opcional de 600Wh para uma configuração mais leve; Até 5,3 horas de autonomia (modo Eco + Extensor de Autonomia de 280Wh); MasterMind TCU | O maior ecrã de alta resolução do mercado; Geometria ajustável | Preparada para desempenho logo de fábrica; Rodas mistas | 29" à frente / 27,5" atrás. O que é diferente: Quadro em alumínio M5 premium, com geometria ajustável e armazenamento SWAT; Equipamentos otimizados para diferentes perfis de ciclistas; Destaques da Levo 4 Comp Alloy: Suspensão: FOX 38 Rhythm GRIP / GENIE | FOX FLOAT X Performance Elite; Transmissão: SRAM Eagle 90 T-Type / Travões Maven Bronze de 4 pistões; Rodas: Roval Traverse DH Alloy. Destaques da Levo 4 Alloy: Suspensão: Marzocchi Bomber Z1 / Bomber CR Inline; Transmissão: SRAM Eagle 70 T-Type / Travões DB8 Stealth; Rodas: Roval Traverse DH Alloy. ### Afonso Eulálio conquista a Montagna Pantani no Giro Afonso Eulálio distinguido com o prémio Montagna Pantani ao ser o primeiro no Passo Mortirolo, durante a 17.ª etapa do Giro de Itália. Sessenta e nove anos após Alves Barbosa se tornar o primeiro português a fazer top 10 no Tour de France, Afonso Eulálio assumiu o papel de "embaixador" da Figueira da Foz escrevendo uma bonita página do 108.º Giro de Itália. No ano de estreia no WorldTour e na primeira grande volta da carreira, o corredor natural da freguesia de Ferreira a Nova teve a honra de passar o Passo Mortirolo em primeiro. VÍDEO | Afonso Eulálio com o TopCycling no estágio da Bahrain Foto: Zac Williams Pantani a par de Coppi entre as lendas do Giro A icónica subida dos Alpes italianos serviu de carta de apresentação de Marco Pantani, em 1994. Há até uma estátua do Pirata ao km 10, em Piaz de L’Acqua. Desde que morreu, em 2024, a RCS criou a Montagna Pantani, prémio que coloca Pantani a par de Coppi entre as lendas do Giro. Se a Montagna Pantani nos leva por subidas marcadas pelo Pirata, a Cima Coppi coincide com o ponto mais alto de cada edição. A vertente usada na 17.ª etapa é a que se inicia em Monno – 12,7 km a 7,6 % – e sobe até 1854 metros de altitude. A mais dura tem 12,5 km a 10 % e é feita desde Mazzo di Valtellina. "Foi um dia muito duro. Queria mostrar à equipa que tinha dado bom resultado a aposta que fizeram em mim. No fim a etapa foi para os homens da geral e ainda consegui dar uma mão ao Damiano Caruso. Têm sido dias complicados para a equipa, as coisas não estão bem desde que o Tiberi caiu, o que acaba por ser normal. O Caruso tem mostrado que está muito forte, a idade é apenas um número." Afonso Eulálio à Bahrain. Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency "Andar a este nível nesta corrida é motivador para mim" Passo estratégico situado entre os vales de Camonica e Valtellina, o Passo Mortirolo estreou-se no Giro em 1990 e o venezuelano Leonardo Sierra foi o pioneiro conquistador em plena corsa rosa. Afonso Eulálio subiu ao pódio no final do dia para ser felicitado pelo público e levar um souvenir especial. "Seria melhor se tivesse sido primeiro no final da etapa, mas o Mortirolo também acaba por ser bom. Espero ajudar a equipa no que puder e se tiver outra oportunidade, agarrá-la. Sinto-me orgulhoso, é o Giro de Itália, uma das corridas mais importantes do ciclismo e andar a este nível nesta corrida é motivador para mim." Afonso Eulálio à Bahrain. Esta foi a oitava vez que a Montagna Pantani se situou no Mortirolo. Eis os corredores que coroaram o Passo Mortirolo desde que se atribuiu este prémio. 2004 | Raffaele Illiano (ITA) 2006 | Ivan Basso (ITA) 2008 | Antonio Colom (ESP) 2010 | Michele Scarponi (ITA) 2012 | Thomas De Gent (BEL) 2015 | Steven Kruijswijk (NED) 2019 | Giulio Ciccone (ITA) 2025 | Afonso Eulálio (POR) Conheçam melhor o Afonso Eulálio nesta entrevista realizada em janeiro, quando o TopCycling foi a Espanha ao estágio da Bahrain. https://www.youtube.com/watch?v=luSaNNngwA4 ### Giro de Itália | Etapa 17 | Afonso Eulálio, rei do Mortirolo Afonso Eulálio foi um dos grandes destaques na 17ª etapa do Giro de Itália. O português foi o primeiro a coroar o Passo del Mortirolo numa fuga que quase teve sucesso. Afonso Eulálio (Bahrain - Victiorious) entrou na fuga do dia, e foi o primeiro a cruzar o topo do Passo del Mortirolo, uma das mais icónicas subidas do Giro de Itália, como já tinham feito Pantani, Gotti ou Ciccone. Isaac Del Toro (UAE Emirates XRG) venceu a etapa e respondeu à prestação negativa na etapa 16. Foto: LaPresse Ler mais | Afonso Eulálio: “Na última semana do Giro vou ter oportunidades” Ação entre a fuga e o pelotão A 17ª etapa do Giro de Itália arrancou com uma fuga forte e numerosa, onde se destacava o português Afonso Eulálio. A presença na frente da corrida permitiu ao português marcar um momento histórico para o ciclismo nacional, e para a sua carreira: foi o primeiro a passar no Passo del Mortirolo, uma das mais míticas subidas do desporto - onde ganharam nomes como Marco Pantani, Ivan Gotti ou Ivan Basso. https://twitter.com/giroditalia/status/1927727144039276779 Aconteceu a 48 km do fim. O português seria apanhado, e chegou com mais sete ciclistas à última subida do dia, a 12 km da meta. Romain Bardet (Team Picnic PostNL) atacou, e deixou Eulálio a perseguir, num trio que seguia atrás do francês. No pelotão, houve algumas tentativas durante a etapa, mas os favoritos chegaram juntos à derradeira ascensão. A Red Bull - BORA - hansgrohe atacou para Giulio Pelizzarri, movimentação que viu todos os fugitivos, com exceção de Bardet, alcançados. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 16 | Carapaz põe Del Toro contra as cordas Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Camisola rosa brilha na hora das decisões Depois de um dia mau na etapa 16, Isaac Del Toro quis mostrar-se aos rivais, e atacou o grupo dos favoritos com 9 km para o fim. Apenas Carapaz (EF Education - EasyPost) conseguiu seguir a roda do mexicano, e o duo seguiu até encontrar Bardet na frente da corrida. O camisola rosa não quis esperar pelo sprint, e atacou a 1,6 km do fim. Num final técnico, com muitas curvas, a acelaração de Del Toro foi suficiente garantir a vitória e alguns segundos sobre Richard Carapaz. Na celebração, o jovem de 21 fez lembrar o colega de equipa, Tadej Pogacar. https://twitter.com/giroditalia/status/1927747963729711576 Afonso Eulálio continuou a trabalhar para Damiano Caruso (Bahrain-Victorious) quando foi alcançado, e ajudou a reduzir as perdas dos restantes favoritos à classificação geral: cerca de 0:15 para o vencedor. Os grandes derrotados do dia no que toca à classificação geral foram Antonio Tiberi, da Bahrain-Victorious (chegou a 10:31 da frente), Michael Storer, da Tudor Pro Cycling (4:05), e Egan Bernal, da INEOS Grenadiers (1:10). Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=GrNPvaedSBI&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipeTempo Final1Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG3:58:482Romain BardetTeam Picnic PostNL+0:043Richard CarapazEF Education - EasyPost,,4Simon YatesTeam Visma | Lease a Bike+0:155Giulio PellizzariRed Bull - BORA - hansgrohe,,6Derek GeeIsrael - Premier Tech,,7Damiano CarusoBahrain - Victorious,,8Einer RubioMovistar Team,,9Max PooleTeam Picnic PostNL,,10Afonso EulálioBahrain - Victorious+0:56 Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipeTempo Final1Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG65:30:342Richard CarapazEF Education - EasyPost+0:413Simon YatesTeam Visma | Lease a Bike+0:514Derek GeeIsrael - Premier Tech+1:575Damiano CarusoBahrain - Victorious+3:066Egan BernalINEOS Grenadiers+4:437Giulio PellizzariRed Bull - BORA - hansgrohe+5:028Einer RubioMovistar Team+6:099Adam YatesUAE Team Emirates - XRG+7:4510Michael StorerTudor Pro Cycling Team+7:46 Créditos da fotografia de destaque: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency ### Alexis Guérin campeão do GP Beiras e Serra da Estrela Vencedor da etapa rainha e da geral, Alexis Guérin deu o GP Beiras e Serra da Estrela à Anicolor/Tien21. Pódio para Jesús Peña e Artem Nych. Com 184,4 km e muita dureza – incluindo subidas às Penhas Douradas e Torre – terminou o 7.º GP Beiras e Serra da Estrela, ganho por Alexis Guérin. O francês da Anicolor/Tien 21 teve como principal rival o colombiano Jesús Peña (AP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense). Ambos subiram passaram juntos a Torre e na chegada a Seia foi Guerin que venceu o mano a mano. A Anicolor/Tien21 meteu também Artem Nych no pódio. O campeão da Volta a Portugal e vencedor do GP Beiras e Serra da Estrela em 2023 e 2024, fechou na 3.ª posição. Foto: Igor Martins Pódio final só com equipas portuguesas A 1.ª etapa terminou em Penamacor com triunfo ao sprint de Thomas Silva (Caja Rural-Seguros RGA). O uruguaio manteve a camisola amarela no segundo dia, mas perdeu a etapa para Jordi Lopez (Euskaltel-Euskadi) em Celorico da Beira. Na etapa decisiva Thomas Silva chegou a Seia com 4:11 de atraso face a Guérin e perdeu a corrida. Nota para as restantes classificações: Daniel Dias (Rádio Popular-Paredes-Boavista) foi rei da montanha, Ibai Azanza (Kern Pharma) venceu a juventude, Francisco Pereira (Feirense-Beeceler) dominou as metas-volantes e por equipas venceu a Euskaltel-Euskadi. Foto: Igor Martins Organização quer o GP Beiras e Serra da Estrela no ProSeries Com a subida da prova para a categoria 2.1 UCI e a presença em força das ProTeam espanholas, haver um pódio final só com equipas portuguesas tem mérito. Em 2026, a organização quer o GP Beiras e Serra da Estrela no ProSeries, calendário onde só estão Volta ao Algarve e Figueira Champions Classic. Foto: Igor Martins Classificação final PosiçãoCiclistaEquipaTempo1.ºAlexis GuérinAnicolor / Tien 2114:27:412.ºJesús PeñaAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense+0:063.ºArtem NychAnicolor / Tien 21+1:314.ºFernando BarcelóCaja Rural - Seguros RGA+1:515.ºSergio ChumilBurgos Burpellet BH+1:576.ºUnai IribarKern Pharma+2:007.ºJon AgirreEuskaltel - Euskadi+2:158.ºKeegan SwirbulEfapel Cycling+2:159.ºMikel BizkarraEuskaltel - Euskadi+2:1510.ºThomas SilvaCaja Rural - Seguros RGA+4:00 ### Giro de Itália | Etapa 16 | Carapaz põe Del Toro contra as cordas Dia negro para Roglic no Giro de Itália, que caiu e abandonou. Ayuso perdeu muito tempo e afastou-se da luta pela geral. Christian Scaroni venceu da fuga. A décima sexta etapa do Giro de Itália prometia, num dia com três contagens de primeira categoria e outra contagem de segunda. Christian Scaroni triunfou através da fuga, num dia com muita ação na classificação geral, onde Richard Carapaz foi o que melhor aproveitou. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 15 | Lidl-Trek “On Fire” e KO de Roglic Foto: Marco Alpozzi/Lapresse Luta pela etapa A 16ª etapa contava com 203 km entre Piazzola sul Brenta e San Valentino. Saiu para a estrada uma fuga com mais de 20 ciclistas, com alguns nomes fortes para a montanha, à procura de picar o ponto na última semana do Giro de Itália. Os fugitivos chegaram a ter mais de 7:00 de vantagem sobre o pelotão, e tudo indicava que se lutaria pela etapa no grupo da frente. Sete corredores aguentaram até à entrada da última subida do dia. Yannis Voisard (Tudor Pro Cycling) foi o primeiro a atacar, a 20 km do fim. A 13 km do fim, Jefferson Cepeda (Movistar), Lorenzo Fortunato e Christian Scaroni - o duo da Astana XDS - apanharam e deixaram o suíço para trás. A Astana XDS fez uso da vantagem numérica: Scaroni atacou a 11 km do fim, e obrigou Cepeda a perseguir. Fortunato seguiu na roda e atacou o equatoriano a 8 km do fim. Os colegas de equipa seguiram juntos até ao fim - Scaroni foi o primeiro a cruzar a linha de meta. Ler mais | Afonso Eulálio: “Na última semana do Giro vou ter oportunidades” Créditos: LaPresse Ataques nos grupos dos favoritos No pelotão, foi a INEOS Greandiers a primeira equipa a impor um ritmo forte e a selecionar o grupo ainda longe da meta. Uma queda de Egan Bernal obrigou a equipa britânica a travar o esforço e esperar pelo colombiano. À entrada da última subida do dia, o grupo do camisola rosa tinha vinte ciclistas. Simon Yates (Visma | LAB) foi o primeiro ciclista da geral a atacar, seguido por Del Toro (UAE Emirates XRG), Carapaz (EF Education - EasyPost), e Derek Gee (Israel - PremierTech). Quando o quarteto parou, foi a vez de Carapaz atacar: em 2 km, ganhou 1:00 ao camisola rosa, que ficou sozinho a 4 km do fim, e pela primeira vez neste Giro de Itália perdeu tempo significativo. Richard Carapaz foi o grande vencedor do dia: melhor ciclista da geral - ganhou 0:13 a Gee, 0:42 a Yates, 1:12 a Bernal e 1:36 a Del Toro, que se agarra à camisola rosa por 0:26. Ler mais | Rui Costa analisa Carapaz: “EF no Giro é tudo para o Richard” Photo by Marco Alpozzi/Lapresse Quedas e abandonos definem Giro de Itália Mais um dia de muito drama no Giro de Itália. Depois de já ter caído na competição, Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) voltou a ir ao chão, e abandonou a corrida a 95 km do fim da etapa. Carapaz (EF Education - EasyPost) esteve envolvido mas continuou, aparentemente sem problemas de maior. https://twitter.com/giroditalia/status/1927346277987086797 Egan Bernal (INEOS Grenadiers) também caiu durante a etapa, mas sem consequências imediatas. Destacar, ainda, a capitulação de Juan Ayuso (UAE Emirates XRG), que perdeu o contacto com o grupo dos favoritos na penúltima subida do dia e deixou cair as ambições na classificação geral. Sem Roglic e Ayuso, os dois grandes candidatos à entrada deste Giro de Itália, os últimos cinco dias de competição prometem muita luta, com o campo bem mais aberto para a vitória final. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=60p9GMKVTIY&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 16 RankCiclistaEquipaTempo1SCARONI ChristianXDS Astana Team5:35:052FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team,,3PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe0:554CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost1:105GEE DerekIsrael - Premier Tech1:236CEPEDA Jefferson AlveiroMovistar Team1:437STORER MichaelTudor Pro Cycling Team1:528YATES SimonTeam Visma | Lease a Bike,,9LEEMREIZE GijsTeam Picnic PostNL2:1910VOISARD YannisTudor Pro Cycling Team2:31 Top 10 da classificação geral RankCiclistaEquipaTempo1DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG61:31:562YATES SimonTeam Visma | Lease a Bike+0:263CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost+0:314GEE DerekIsrael - Premier Tech+1:315CARUSO DamianoBahrain - Victorious+2:406BERNAL EganINEOS Grenadiers+3:237STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+3:318TIBERI AntonioBahrain - Victorious+4:079PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe+4:3610YATES AdamUAE Team Emirates - XRG+5:08 Créditos fotografia de destaque: Fabio Ferrari/LaPresse ### Taça do Mundo de XCO – Ronda 3: Nové Město Na Moravě Quedas e problemas mecânicos para os favoritas viram Mona Mitterwallner e Christopher Blevins triunfar na terceira ronda da Taça do Mundo de XCO Os ciclistas correram, no fim de semana de 24 e 25 de maio, o icónico circuito de Nové Město Na Moravě (Chéquia), na terceira ronda da Taça do Mundo de XCO. Problemas mecânicos para Puck Pieterse (Alpecin - Deceuninck) e duas quedas de Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) ajudaram a definir as corridas. Ler mais | Taça do Mundo de XCO – Ronda 2: Araxá Corrida masculina A prova masculina tinha como grande destaque a presença de Mathieu Van der Poel na linha de partida, a fazer a preparação para os campeonatos do mundo de XCO. O início da preparação não correu da melhor forma. O neerlandês, que este ano venceu, na estrada, a Milano-San Remo e a Paris-Roubaix, caiu duas vezes na primeira volta. Sem conseguir alcançar o grupo da frente, decidiu abandonar a corrida numa fase inicial da prova. Os favoritos tinham menos uma preocupação, e a corrida seguiu com um grupo, com sete dos ciclistas mais fortes nesta Taça do Mundo, na liderança. Apesar de tentativas de Alan Hatherly (Giant Factory Off-Road Team-XC), a frente da corrida seguiu junta até à sétima e antepenúltima volta. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1926971578107224147 Foi aí que Chrstopher Blevins (Specialized Factory Racing) arracou, sem resposta de nenhum competidor. O norte-americano não voltaria a ser alcançado, e confirmou um grande arranque de época depois de ser primeiro e segundo nas duas primeiras rondas da Taça do Mundo, no Brasil. A fechar o pódio da corrida chegaram Mathis Azzaro (Origine Racing Division) e Lars Forster (Thömus Maxon). https://twitter.com/UCI_MTB/status/1926741739215135160 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=O7W9rKaaYAA&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da 3ª ronda da Taça do Mundo de XCO #RiderEquipaTempo1Christopher BlevinsSpecialized Factory Racing01:26:002Mathis AzzaroOrigine Racing Division+0:073Lars ForsterThömus Maxon+0:074Victor KoretzkySpecialized Factory Racing+0:075Fabio Püntener—+0:236Vital AlbinThömus Maxon+0:287Filippo Fontana—+0:448Martin Vidaurre KossmannSpecialized Factory Racing+0:499Alan HatherlyGiant Factory Off-Road Team - XC+0:5610Luca MartinCannondale Factory Racing+0:58 Corrida feminina Prova feminina emocionante do início ao fim. O dia começou com Puck Pieterse a arrancar a fundo, e a assumir a dianteira da corrida, seguida por apenas duas ciclistas no fim da segunda volta da corrida. O drama chegou na terceira volta, quando a neerlandesa furou, e perdeu mais de um minuto para as competidoras. Na frente seguiam Alessandra Keller (Thömus Maxon), Candice Lill e Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team). Pouco depois, juntaram-se ao trio Rebecca Henderson (Orbea Fox Factory Team) e Mona Mitterwallner (Mondraker Factory Racing XC). A partir daí, Maxwell e Mitterwallner conseguiram destacar-se das restantes, e discutir a vitória entre si. O triunfo acabou por cair para Mona Mitterwallner, depois da última descida da corrida. Maxwell foi segunda, e Candace Lill fechou o pódio. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1926730659793350994 Destacar a presença de Raquel Queirós em prova. A portuguesa terminou na 52ª posição na sua primeira participação na Taça do Mundo de XCO em 2025. Ler mais | Raquel Queirós em entrevista: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=-awYXbUipyg&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da 3ª ronda da Taça do Mundo de XCO #RiderEquipaTempo1Mona MitterwallnerMondraker Factory Racing XC01:29:322Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team"3Candice Lill—+0:254Alessandra KellerThömus Maxon+0:415Rebecca HendersonOrbea Fox Factory Team+0:486Laura StiggerSpecialized Factory Racing+1:057Haley BattenSpecialized Factory Racing+1:188Nicole KollerGhost Factory Racing+1:289Loana LecomteBMC Factory Racing+1:2810Anne TerpstraGhost Factory Racing+1:28 Créditos da fotografia de destaque: Luc Claessen/Getty Images ### Afonso Eulálio: "Na última semana do Giro vou ter oportunidades" Giro na semana decisiva e Afonso Eulálio com pernas para discutir uma etapa. Sábado foi o MVP da Bahrain na crise de Antonio Tiberi. A segunda semana do Giro de Itália foi uma sequência de trambolhões e incidentes de corrida para a Bahrain de Afonso Eulálio. O líder, Antonio Tiberi, saiu do contrarrelógio de Pisa no 3.º lugar a 1:01 de Isaac Del Toro e foi para o terceiro dia de descanso 7.º a 3:02. Domingo sofreu no Muro di Ca' del Poggio, chegando a estar a 1:00 do grupo do camisola rosa antes do bloco salvar o dia. Pior foi sábado: uma queda a 23 km da meta fez o italiano perder 2:00 para os rivais. É durante as crises que emergem os valentes e Afonso Eulálio fez algo que deixou quem viu de boca aberta. Após cair no circuito de Nova Gorica (Eslovénia), o português teve que trocar de bicicleta, só que as estradas estreitas fizeram demorar a chegada da segunda viatura da Bahrain. Aí ativou o modo contrarrelógio e foi em esforço máximo até reentrar. Mal voltou ao grupo pôs-se ao serviço de Tiberi. “Estive cinco minutos sempre a perseguir e assim que cheguei continuei o esforço para chegar à frente. Se ficasse atrás arriscava ficar cortado e não fazer nada, portanto fiz o esforço para me colocar. Depois deu-se a queda e eu tive que parar para ajudar o Tiberi, por isso continuei a puxar. Acabou por ser quase um esforço de hora e meia.” Afonso Eulálio ao TopCycling. O que as câmaras não mostraram o TopCycling traduz em números: esta hora e meia full gas do estreante no WorldTour foi feita a 350 watts de média, esforço equivalente a uma subida longa. “Está nos meus melhores números. No domingo também foi um dia chato porque o Tiberi não estava bem colocado, eu ia com o Caruso na frente e tive que parar no Monte Grappa para o ajudar. Fiz o meu melhor esforço de cinco minutos. Já me deve uma bem grande o Tiberi. (risos)” Afonso Eulálio ao TopCycling. Antonio Tiberi fechou top 5 em 2024.Foto: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Tiberi perdeu 2:00 na etapa mais plana Tirando umas mazelas nas costas e nas costelas, provocadas pela queda na Eslovénia, Afonso Eulálio sente-se bem à partida para a reta final da prova. “Estou super bem, as pernas estão super bem. É incrível estar aqui, o andamento é muito grande. As etapas mais fáceis acabaram por se tornar duras e têm-se feito diferenças grandes; o Tiberi perdeu 2:00 na etapa mais plana do Giro! O que se aprende aqui é que por muito forte que estejas, se não estiveres na frente é impossível discutir a corrida.” Afonso Eulálio ao TopCycling. Bernal, Del Toro e Carapaz atacaram a 90 km do final da 15.ª etapa.Foto: Fabio Ferrari/LaPresse "Carapaz tem-me impressionado" Quanto a quem vai ganhar o Giro, não é fácil fazer uma previsão dado que só agora chega a alta montanha. No pelotão sente-se de forma diferente, por isso perguntamos ao dorsal 34 quem o tem impressionado. “Estou a gostar de ver o Carapaz sempre a atacar e o Bernal ainda no domingo elevou o ritmo no Monte Grappa. O Carapaz tem-me impressionado mais; o Bernal acelera a corrida, depois fica isolado da equipa e acaba por não ser muito bom. Para o Del Toro nem há palavras, com a idade que tem estar a liderar o Giro e a mostrar esta força está-me a surpreender.” Afonso Eulálio ao TopCycling. https://www.youtube.com/watch?v=luSaNNngwA4 Em janeiro, Eulálio contou ao TopCycling a ambição de fazer o Giro.Agora, o objetivo é deixar uma marca forte na estreia em grandes voltas. Afonso Eulálio entra em território desconhecido Quanto ao colega Antonio Tiberi, não será fácil recuperar 3:02 para Del Toro. No entanto, o pódio está a apenas 0:55 e essa continua a ser a prioridade da Bahrain. “O Tiberi é um ciclista muito regular e havendo etapas duras há sempre quem quebre. No fim de semana reagiu bastante bem após a queda. Temos ainda o Caruso, que vai ter uma palavra a dizer. Já tinha ficado com o feeling de que ele ia continuar e entretanto confirmou que fica mais um ano na equipa.” Afonso Eulálio ao TopCycling. Afonso Eulálio entra em território desconhecido em termos físicos, já que se estreia em três semanas. Das 11 etapas da Volta a Portugal em 2024 às 21 deste Giro a diferença é enorme, mas as sensações do figueirense empurram-no para algo mais. “A equipa está contente e na última semana vou ter oportunidades. A prioridade é acabar com o Tiberi no pódio, mas vamos tentar uma etapa comigo e com o Bilbao. A ideia é tentar a vitória, mas se acontecer algo no grupo de trás podem sempre parar quem vai na frente para ajudar.” Afonso Eulálio ao TopCycling. Pela primeira vez no 108º Giro da história vamos ter alta montanha a sério e com chegadas em alto. É um tipo de esforço que quase não houve na prova e já na 16ª etapa – 204 km e 4800 m de acumulado entre Piazzola sul Brenta e San Valentino (Brentonico) – é impossível que não se façam diferenças. ### Blackjack Wheels | Mostramos o fabrico destas rodas 100% portuguesas A Blackjack Wheels é uma marca portuguesa especializada na produção de rodas para bicicleta, com reconhecimento crescente tanto no mercado nacional como internacional. Neste vídeo exclusivo do TopCycling, entrei nos bastidores da fábrica e acompanhei todo o processo de fabrico de uma roda de bicicleta, desde a preparação dos componentes até ao rigoroso controlo de qualidade final. Créditos: Bkackjack wheels Com sede na região de Aveiro, a Blackjack Wheels produz rodas para diferentes modalidades — Estrada, BTT e gravel — combinando tecnologia e mão de obra especializada. Nesta visita à fábrica da Blackjack fiquei espantado com o controlo de qualidade e os exaustivos testes de produto que realizam, com vista a obter rodas de alta qualidade direcionadas a todo o tipo de ciclistas em todo o mundo. Se tens curiosidade sobre como são feitas as rodas de bicicleta, ou queres conhecer melhor a indústria nacional de ciclismo, este conteúdo é imperdível. Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=fmFkQRBFdB8&t= ### Giro de Itália | Etapa 15 | Lidl-Trek "On Fire" e KO de Roglic A etapa 15 trazia as primeiras dificuldades de alta montanha, como se tratasse de um "aquecimento" do que espera os ciclistas na terceira semana deste Giro de Itália. Dia com 219 km. e cerca de 3900 metros de desnível acumulado, incluindo ascensões como o Monte Grappa (25 km a 5,8%) e a subida de Dori (16,3 km a 5,5%). O ritmo alto desde o início resultou numa média impressionante de 52 km/h nos primeiros 70 km, dificultando a formação de uma fuga inicial. Ainda assim, um grupo de 34 ciclistas conseguiu destacar-se antes da subida ao Monte Grappa. No pelotão, a UAE Emirates controlou a diferença para os fugitivos, mantendo-a em cerca de três minutos. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 14: Queda causa revolução na geral Lidl-Trek "On Fire" e dia mau de Roglic Carlos Verona (Lidl-Trek) destacou-se com um ataque solitário de mais de 40 km. do final, conquistando assim a sua primeira vitória numa grande volta. O espanhol atacou na subida final a Dori e manteve-se firme até à meta, cruzando a linha de chegada com vinte e um segundos de vantagem sobre o segundo classificado. Em declarações após o final da etapa, estas foram as palavras de Carlos Verona: "Não vim para o Giro a pensar que poderia ganhar uma etapa e fiquei feliz com isso. Estava aqui para apoiar Mads Pedersen e Giulio Ciccone. Tudo mudou ontem, quando perdemos o Cicco. Hoje é o meu dia. Não queria isto por mim, queria fazê-lo pela equipa, sabendo o quanto o Giulio trabalhou para esta corrida. Quando estava em fuga, pensei que me faltava um ciclista, mas tudo acontece por alguma razão. Tinha de estar naquela fuga e mantive o foco. Carlos Verona Entre os favoritos à classificação geral, Primoz Roglic (Red Bull-BORA-hansgrohe) teve um dia difícil, perdendo o contacto com o grupo principal na subida a Dori, cedendo um minuto e trinta segundos para os seus rivais diretos. O esloveno cai para o décimo lugar da classificação geral. https://twitter.com/giroditalia/status/1926644420725572000 Isaac Del Toro (UAE Emirates XRG) manteve a liderança da geral, continuando a demonstrar consistência. Créditos: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/xBVFhjIPkJk?si=rnJg-Mv8ALX0f9l_ Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1.ºCarlos VeronaLidl-Trek5:15:412.ºFlorian StorkTudor Pro Cycling Team+21s3.ºChristian ScaroniXDS-Astana+22s4.ºRomain BardetPicnic PostNL+22s5.ºNicolas ProdhommeDecathlon-AG2R La Mondiale+22s6.ºFilippo ZanaJayco AlUla+22s7.ºGianmarco GarofoliSoudal-Quick Step+25s8.ºIsaac Del ToroUAE Emirates+1:159.ºJuan AyusoUAE Emirates+1:1510.ºRichard CarapazEF Education-EasyPost+1:15 Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1.ºIsaac Del ToroUAE Team Emirates – XRG55:54:052.ºSimon YatesTeam Visma Lease a Bike+1:203.ºJuan AyusoUAE Team Emirates – XRG+1:264.ºRichard CarapazEF Education – EasyPost+2:075.ºDerek GeeIsrael – Premier Tech+2:546.ºDamiano CarusoBahrain – Victorious+2:557.ºAntonio TiberiBahrain – Victorious+3:028.ºEgan BernalINEOS Grenadiers+3:389.ºThymen ArensmanINEOS Grenadiers+3:4510.ºPrimož RogličRed Bull – BORA – hansgrohe+3:53 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Projeto 278: A bicicleta no centro da mobilidade urbana do futuro O Projeto 278 nasce de uma iniciativa que quer colocar a bicicleta no centro do debate sobre mobilidade urbana e transição energética do futuro. Não é apenas um uma aventura de resistência ou um desafio de superação pessoal, é consciencializar o poder autárquico de como a bicicleta é uma das soluções mais poderosas de mobilidade urbana. Ao longo de 26 dias e cerca de 6000 km, o objetivo de Tiago Cação é visitar todas as Câmaras Municipais do país e entregar, presencialmente, uma carta com um conjunto de propostas para uma mobilidade mais sustentável e amiga do ambiente. Em ano de Eleições Autárquicas, é pertinente colocar o tema nas prioridades políticas. Apoios A iniciativa conta com o apoio da MUBI – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, tem o apoio do Presidente da República e reúne um conjunto de apoios institucionais que refletem a importância, urgência e legitimidade da missão: ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses FPC – Federação Portuguesa de Ciclismo IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas De Melgaço a Lisboa, passando por todos nós A partida simbólica será no dia 2 de Junho às 09h00, na Câmara Municipal do Porto, sendo o objetivo seguir em pelotão até às Câmaras de Matosinhos e da Maia, mas é em Melgaço, ainda nesse dia, que o projeto arranca oficialmente. A meta final será no dia 28 de Junho (podendo ser antes), com a última etapa a unir Cascais, Oeiras e Lisboa. Todos se podem juntar à pedalada Esta viagem não é feita a solo, muito pelo contrário, este é um projeto coletivo e todos são convidados a juntar-se: num troço, numa etapa ou apenas para aplaudir à passagem. Através do "Follow my Challenge" é possível seguir em tempo real o progresso do Tiago e desta forma planear um encontro para partilhar parte da aventura. Links úteis para apoiar a iniciativa Podes seguir a aventura ao vivo através do link:- Acompanhar o Projeto 278 ao vivo Consulta o site oficial para saber mais:- www.projecto278.pt E se quiseres apoiar diretamente esta missão, a angariação de fundos está ativa:- Apoiar o Projeto 278 ### Giro de Itália | Etapa 14 | Queda causa revolução na geral Queda a 23 km do fim marcou o dia no Giro de Itália, com muitos candidatos a perderem tempo. Kasper Asgreen triunfou da fuga. Décima quarta etapa do Giro de Itália ficou marcada por uma queda a 23 km, que fez muitos homens importantes perder tempo. Kasper Asgreen (EF Education - EasyPost) triunfou, depois de passar todo o dia entre os fugitivos. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 13: A lei de Mads Pedersen Foto: LaPresse Fuga não parecia ameaçar o sprint O dia começou com a luta pela entrada na fuga. O grupo dos fugitivos estabeleceu com cinco homens na frente, e o pelotão controlou de perto a maior parte do dia. A fuga, onde Kasper Asgreen era o nome mais forte para o tipo de terreno, nunca teve mais de 2:00 de vantagem, e parecia condenada até aos 23 km do fim da etapa. Nessa altura, uma queda no pelotão levou a baixo muitos ciclistas, incluindo alguns nomes da classificação geral. A corrida tornou-se num caos para gerir as perdas, e quem aproveitou foi Asgreen, que deixou os companheiros de fuga para trás e seguiu sozinho para a segunda vitória da carreira em grandes voltas. https://twitter.com/giroditalia/status/1926294841731797452 Atrás do dinamarquês, companheiro de equipa de Rui Costa, chegou um pelotão reduzido, que sprintou pelos pontos disponíveis. Kaden Groves (Aplecin - Deceuninck) fez segundo, e Olav Kooij (Visma | LAB) fechou o pódio. Ler mais | Rui Costa analisa Carapaz: “EF no Giro é tudo para o Richard” Revolução na geral do Giro de Itália O destaque da etapa foi para a queda a 23 km e para os favoritos que perderam tempo e causaram muitas alterações na classificação geral. https://twitter.com/giroditalia/status/1926295516201033980 Nomes como Isaac Del Toro (UAE Emirates XRG), Simon Yates (Visma | LAB) ou Carapaz (EF Education - EasyPost) chegaram no grupo logo a seguir a Asgreen, a 0:16. No entanto, houve quem perdesse muito tempo. Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe), Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) e Egan Bernal (INEOS Grenadiers) chegaram a 1:04 do vencedor. Tiberi (Bahrain - Victorious) chegou a 2:00, Adam Yates (UAE Emirates XRG) a 2:06. Ciccone (Lidl - Trek) foi um dos que ficou pior tratado na queda e o abandono está em cima da mesa. https://twitter.com/giroditalia/status/1926298023941771574 Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/TMN5v2WZwOs?si=_8QtP9R8DB4sc33s Top 10 da etapa RankCiclistaEquipaTempo Final1Kasper AsgreenEF Education - EasyPost4:04:402Kaden GrovesAlpecin - Deceuninck+0:163Olav KooijTeam Visma | Lease a Bike,,4Orluis AularMovistar Team,,5Stefano OldaniCofidis,,6Mirco MaestriTeam Polti VisitMalta,,7Derek GeeIsrael - Premier Tech,,8Thomas PidcockQ36.5 Pro Cycling Team,,9Richard CarapazEF Education - EasyPost,,10Mikkel Frølich HonoréEF Education - EasyPost,, Top 10 da Classificação geral do Giro de Itália RankCiclistaEquipaTempo Final1Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG50:37:552Simon YatesTeam Visma | Lease a Bike+1:203Juan AyusoUAE Team Emirates - XRG+1:264Richard CarapazEF Education - EasyPost+2:075Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+2:236Derek GeeIsrael - Premier Tech+2:547Damiano CarusoBahrain - Victorious+2:558Antonio TiberiBahrain - Victorious+3:029Egan BernalINEOS Grenadiers+3:3810Thymen ArensmanINEOS Grenadiers+3:45 Créditos da fotografia de destaque: Lapresse ### Giro de Itália | Etapa 13: A lei de Mads Pedersen A 13.ª etapa do Giro de Italia tinha um percurso de média montanha entre Rovigo e Vicenza, terminando com uma chegada ao topo da Monte Berico. Um final que deixava alguma incerteza quanto ao vencedor, pois vários ciclistas tinham características que os podiam favorecer nesta chegada. O dia começou com várias tentativas de fuga, sendo a mais sólida formada por nove ciclistas que incluíam nomes como Dries De Bondt e Fran Miholjevic. A diferença nunca passou dos dois minutos, com o pelotão a manter sempre o controlo, liderado por equipas como Lidl-Trek, Visma | Lease a Bike e Q36.5. Na abordagem final à Monte Berico (800 metros a 7,6%), o pelotão acelerou e anulou as últimas tentativas de ataque, incluindo a dupla Bardet-Vacek. https://twitter.com/giroditalia/status/1925927686368591989 A chegada foi ao sprint, mas com um grupo selecionado e já bastante reduzido. Mads Pedersen (Lidl-Trek) lançou forte ataque a cerca de 200m. do fim, Wout Van Aert (Team Visma | Lease a Bike) tentou responder, mas o dinamarquês manteve-se sempre na frente, conquistando a sua quarta vitória em etapas nesta edição do Giro de Itália. Ler mais: Mads Pedersen – “Se espero pelos últimos 120 metros é impossível ganhar” Vídeo - últimos quilómetros https://www.youtube.com/watch?v=nrlwKdX0I8A Isaac Del Toro, líder da geral, foi terceiro e ainda arrecadou dois segundos de bonificação. O jovem mexicano da UAE Team Emirates-XRG mantem a maglia rosa. Foto: LaPresse Top 10 etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1.ºMads PedersenLidl - Trek3:50:242.ºWout van AertTeam Visma Lease a Bike"3.ºIsaac Del Toro RomeroUAE Team Emirates-XRG+ 0:024.ºRémy RochasGroupama-FDJ+ 0:055.ºDorian GodonDecathlon-AG2R La Mondiale,,6.ºPrimož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe,,7.ºAntonio TiberiBahrain Victorious,,8.ºDerek GeeIsrael - Premier Tech,,9.ºOrluis AularMovistar Team,,10.ºEgan BernalINEOS Grenadiers,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaDiferença1Isaac Del ToroUAE Team Emirates-XRG—2Juan AyusoUAE Team Emirates-XRG+0:383Antonio TiberiBahrain Victorious+1:184Simon YatesTeam Visma Lease a Bike+1:205Primož RogličRed Bull-BORA-hansgrohe+1:356Richard CarapazEF Education-EasyPost+2:077Giulio CicconeLidl-Trek+2:208Brandon McNultyUAE Team Emirates-XRG+2:409Egan BernalIneos Grenadiers+2:5010Derek GeeIsrael-Premier Tech+2:54 Créditos fotografia de destaque: LaPresse ### Entrevista | Rui Costa regressa em França com a EF Após lesão que o tirou do Giro, Rui Costa alinha na Boucles de la Mayenne e o TopCycling pôs a conversa em dia com o corredor da EF Education-Easypost. Com 14 dias de competição e desde fevereiro sem terminar uma corrida, 2025 não começou bem para Rui Costa, ciclista da EF Education-Easypost. Um 5.º lugar na Figueira Champions Classic foi animador, mas o Tirreno-Adriático foi o ponto de inflexão. A edição deste ano da "Corrida dos Dois Mares" foi marcada por frio e chuva, o que gerou uma onda de lesões no joelho no pelotão. “Fizemos a etapa de 250 km e no dia a seguir cheguei tocado do joelho. Por precaução decidimos não continuar. Nesse dia encontrei o Afonso Eulálio no hotel, ele também desistiu com um problema no joelho e disse-me que o Kwiatkowski abandonou pelo mesmo. No regresso a casa, encontrei um Alpecin no aeroporto com o mesmo problema. Pelos menos pensei que não era o único. (risos) Houve uma etapa onde após uma subida ficamos num planalto com vento lateral; a Bahrain tentou fazer uma bordure e aqueles esforços repentinos com o frio pode ter provocado a lesão.” Rui Costa ao TopCycling. Rui Costa analisa Carapaz: “EF no Giro é tudo para o Richard” Foto: LaPresse Regresso na Boucles de la Mayenne Aí começaram quase dois meses dores de cabeça: parar dois dias, sair para treinar e às duas horas de esforço aparecia a dor. Para um corredor que no final de cada época só para quatro semanas, estar oito sem poder treinar bem obrigou a abdicar do Giro de Itália. “Regresso na Boucles de la Mayenne e a equipa está à espera de ver como reajo para decidir as próximas corridas. O joelho já está bem, mas a preparação foi toda abaixo, claro que as fibras musculares têm memória e voltei a atingir um ponto médio de forma com quatro semanas de treino. Tenho trabalho pela frente e em França vai ser para retomar o contacto com o pelotão. São quatro dias, adequa-se bem depois de uma paragem grande. Não espero muito de mim, mas é importante competir e talvez depois possa estar na Suíça ou no Dauphiné. A partir daí crescer para a segunda parte da temporada que ainda falta muito até chegar a outubro.” Rui Costa ao TopCycling. A prova francesa decorre entre 29 de maio e 1 de junho e tem um percurso variado: prólogo a abrir e três jornadas rompernas em linha. A Boucles de la Mayenne teve vitória portuguesa há dois anos com Ivo Oliveira a dominar o prólogo e a vestir de amarelo. Opinião | Ayuso e Del Toro trazem o sal e a pimenta ao Giro Chega o mês talismã de junho Por estes dias já a EF Education-Easypost tem o bloco que foi pré-convocado para o Tour de France a trabalhar em altitude. Rui Costa não está na lista nem fazia sentido ir para altitude com 20 dias de treino nas pernas. Treinar em altitude obriga a aclimatar nos primeiros dias, aumentar progressivamente a carga e o efeito da altitude não permite grandes aventuras. O corredor natural de Aguçadoura, Póvoa de Varzim, aproveitou para fazer fundo e pouco a pouco incorporar no treino esforços específicos aumentando a carga. O objetivo é estar forte na segunda metade de 2025 e em poucos dias chega o mês talismã de junho, no qual alcançou 13 das 33 vitórias como profissional. "Era o mês talismã porque vinha de altitude antes de Suíça e Tour, fazia uma preparação rigorosa. Na vida temos que ter sempre um foco e eu trabalho para poder ganhar uma etapa, mas cada vez mais é difícil, sobretudo numa grande volta. Cada vez vai ser mais difícil chegar uma fuga: temos as equipas dos sprinters a controlar, nas etapas de média montanha aparecem Pedersen, Van Aert, Vacek, Van der Poel, que não dão hipótese, ou então há Remco e Pogacar a quererem ganhar. Rui Costa ao TopCycling. O português venceu na Vuelta a etapa que ligou Pamplona a Lekunberri.Foto: Rafa Gomez/Sprint Cycling Agency Último tiro certeiro de Rui Costa foi na Vuelta Conversando com um ciclista experiente apercebemo-nos de como tem vindo a mudar o ciclismo. Fugas com poucos minutos de vantagem, maior controlo por parte das principais equipas e um crescentre nível dos fugitivos torna difícil a missão dos caça-etapas. Em grandes voltas, o último tiro certeiro de Rui Costa foi na Vuelta de 2023, na 15.ª etapa que finalizou em Lekunberri. Entre os companheiros de fuga estiveram, por exemplo, Evenepoel e Buitrago. "No Tour vai ser cada vez mais difícil vermos uma fuga vencedora. No Giro há mais oportunidades a partir da segunda semana, quando a geral está estruturada, mas na terceira já aparecem corredores em grande forma, que estão entre o 10.° e o 25.º posto. Suponhamos que um Bernal salta da geral; o que é que eu vou fazer com um Bernal na fuga numa etapa de montanha? Quando são etapas para o meu perfil tenho que lutar contra este tipo de atletas e aí é que se torna difícil ganhar, claro que quando ganhas tem mérito, como quando ganhei na Vuelta." Rui Costa ao TopCycling. Costa com a Lampre-Merida no Tour de France de 2016.Foto: A.S.O. Gautier Demouveaux "Dinâmica da EF é semelhante à da UAE" A estas circunstâncias globais acrescem as particulares de cada corredor. Não é o mesmo ir para uma fuga depois de levantar o pé num par de etapas ou aparecer na frente tendo tido que trabalhar para um líder. Na EF Education-Easypost o foco está em Richard Carapaz, tal como na UAE Emirates são vários os atletas protegidos, entre eles Juan Ayuso e Isaac Del Toro. Rui Costa conhece bem as duas estruturas. Na EF leva um ano e meio enquanto na UAE Emirates esteve cinco anos e já somava três na Lampre-Merida, cuja estrutura esteve na origem da equipa do Golfo Pérsico. “A dinâmica da EF é semelhante à da UAE: gostam de correr na frente, manter o líder sempre bem colocado, o que significa que todos os que apoiam o líder têm que se sacrificar e sofrem um grande desgaste. Não tem nada a ver com a Intermarché, onde corria mais livre, que é mais o meu estilo. Na EF há dias que em que sabia bem ir para a fuga com o ‘depósito cheio’ e às vezes não acontece pelas outras responsabilidades. Estar numa equipa destas faz com que o desgaste seja superior e quando agarras as oportunidades não estás como queres.” Rui Costa ao TopCycling. Rui Costa, 37 anos, expressa o que muitos pensam. É também a evolução natural da carreira dos especuladores do pelotão, um perfil em vias de extinção no ciclismo moderno. Será a veterania a falar ou realmente a modalidade mudou? Algo sucedeu, como contou Alessandro De Marchi em entrevista ao TopCycling: "A fuga é coragem, caráter e vontade de arriscar, algo que não se vê tanto nas novas gerações. (...) Falta-nos um pouco a vida da corrida, a paixão. É aí onde o ciclista, a pessoa, pode fazer a diferença." ### Giro de Italia | Etapa 12: Olav Kooij impõe-se em Viadana A 12.ª etapa do Giro de Italia tinha um percurso desenhado para os velocistas e, como se previa, terminou com um sprint massivo em Viadana, onde Olav Kooij (Visma | Lease a Bike) conseguiu finalmente mostrar a sua potência neste tipo de etapas. O jovem neerlandês superou Casper van Uden (Picnic-PostNL) e Ben Turner (INEOS Grenadiers) numa chegada muito disputada, após uma preparação magnifica por parte de Wout Van Aert. Com partida em Modena e chegada em Viadana, os 172 quilómetros da etapa foram marcados por um perfil plano, apesar de duas subidas de terceira categoria nos primeiros cem quilómetros. A fuga do dia foi composta por três ciclistas italianos — Epis, Pietrobon e Tarozzi — que animaram a jornada até serem neutralizados nas derradeiras dezenas de quilómetros. https://twitter.com/giroditalia/status/1925561181256683665 Super Van Aert A chuva e o vento lateral não causaram grandes problemas, mas aumentaram o nervosismo no pelotão. Na aproximação final, Wout van Aert fez um tremendo "lead-out" (de quase um quilómetro) para Olav Kooij, Casper Van Uden ainda tentou surpreender com um arranque de longe, mas o neerlandês da Visma seguiu na sua roda e passou na altura certa para garantir o seu primeiro triunfo nesta edição do Giro de Itália. "Estava à espera disto! Estamos no Giro também com o Simon [Yates] em boa posição na classificação geral e o Wout [van Aert] a vencer uma etapa. Nos dois sprints anteriores, nem tudo correu bem. Estou muito feliz por hoje sair tudo bem. Só o Wout consegue abrir uma vantagem tão grande como a de hoje. Tive um apoio extraordinário. Tenho de agradecer aos meus colegas de equipa, o resto da equipa também fez um trabalho fantástico. Não queríamos estar muito longe na última curva. Pude saltar para a roda do Casper [van Uden] e ultrapassá-lo. Disse Olav Kooij no final da etapa Vídeo do ultimo quilómetro https://youtu.be/nIbMkXBImdg?si=ZHH4J12sXMsxDi3s Na luta pela classificação geral, Isaac del Toro (UAE Team Emirates-XRG) aproveitou um sprint intermédio para conquistar dois segundos de bonificação e consolidar a liderança da camisola rosa. Créditos: LaPresse Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1.ºOlav KooijVisma Lease a Bike03:55:402.ºCasper van UdenPicnic PostNL,,3.ºBen TurnerINEOS Grenadiers,,4.ºMads PedersenLidl-Trek,,5.ºKaden GrovesAlpecin-Deceuninck,,6.ºMilan FretinCofidis,,7.ºMax KanterXDS Astana Team,,8.ºPaul MagnierSoudal Quick-Step,,9.ºMatevz GovekarBahrain Victorious,,10.ºMatteo MoschettiQ36.5 Pro Cycling Team,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempoDiferença1.ºIsaac Del ToroUAE Team Emirates-XRG38:47:01—2.ºJuan AyusoUAE Team Emirates-XRG38:47:32+ 0:313.ºAntonio TiberiBahrain Victorious38:48:08+ 1:074.ºSimon YatesTeam Visma Lease a Bike38:48:10+ 01:095.ºPrimož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe38:48:25+ 1:246.ºRichard CarapazEF Education - EasyPost38:48:57+ 1:567.ºGiulio CicconeLidl-Trek38:49:10+ 2:098.ºBrandon McNultyUAE Team Emirates-XRG38:49:17+ 2:169.ºAdam YatesUAE Team Emirates-XRG38:49:34+ 2:3310.ºThymen ArensmanINEOS Grenadiers38:49:34+ 2:33 Créditos da imagem de destaque: Créditos: LaPresse ### Rui Costa analisa Carapaz: “EF no Giro é tudo para o Richard” Rui Costa celebra à distância a vitória de Richard Carapaz e da EF Education-Easypost no Giro. Não percam a análise ao equatoriano. Esta semana entrevistei Rui Costa e a propósito do Giro de Itália falamos sobre Richard Carapaz. Abordamos outros temas, mas isso deixamos para sexta-feira quando publicarmos a segunda parte da conversa com o ciclista da EF Education-Easypost. Enquanto prepara a regresso à competição, após lesão no joelho, Rui Costa treina de manhã e descansa de tarde, o que lhe tem permitido seguir o Giro com atenção. Era a corrida que tinha apontada no calendário e da qual teve que abdicar. Português e equatoriano conhecem-se bem já que são colegas de quarto quando correm juntos. Dois veteranos que tomaram a liderança da EF após a saída de Rigoberto Uran. “O Richard tem-se encontrado bem e a equipa precisa disso. Sentir que temos um líder forte dá outra alegria para trabalhar para um objetivo sólido e o objetivo da EF é tudo para o Richard. Acredito que pode fazer um grande Giro.” Rui Costa ao TopCycling. Foto: LaPresse “Nunca baixa os braços” Sobre a forma de correr do equatoriano Rui Costa dá uma dica: “Está em forma e quando o Richard corre na frente é porque está bem. Correndo na frente é uma ameaça. É destemido, não tem medo de arriscar e dele pode-se esperar tudo. Quando tem que assumir, assume, e garante. Vai estar na luta pelo top 3.” Somando os dois contrarrelógios, Carapaz perdeu 0:50 para o líder Isaac Del Toro, partindo para a etapa de quarta-feira na 9.ª posição a 2:10 do mexicano. O oportunismo do equatoriano ficou provado na 11.ª etapa quando atacou na subida para Castelnovo ne' Monti. Perante a inação dos rivais, Carapaz venceu a etapa, subiu a 6.º e recuperou 0:14 a Del Toro. “O Richard preparou o Giro no Equador e provavelmente a seguir ao Giro deve regressar para preparar o Tour. É um corredor que nunca baixa os braços, até pode um dia apanhar dois minutos e se tiver liberdade vai à luta pela etapa e volta a entrar na geral. Às vezes até é melhor perder tempo e tentar ganhar uma etapa que já proporciona um prestígio superior a fazer um 7.º lugar… e ainda tens o bónus de reentrar na disputa da geral.” Rui Costa ao TopCycling. Tendo em conta que conversei com Rui Costa na terça-feira, foram palavras premonitórias de quem está no WorldTour 16 anos. Questionamos o poveiro também acerca do bloco da EF que acompanha Carapaz, tendo em conta que ainda vamos a meio da corrida e que a terceira semana será duríssima. “Tem o [Jefferson] Cepeda para o acompanhar na alta montanha, o Owen [Doull], o [Darren] Rafferty e o [Kasper] Asgreen vão protegê-lo no plano, Georg [Steinhauser], o Mikkel [Honoré] e o James [Shaw] estão para a média montanha. Na alta montanha é com o Cepeda que ele pode contar para aguentar até onde puder.” Rui Costa ao TopCycling. Foto: Gian Mattia D'Alberto/LaPresse Carapaz só pensa no título Quem pensar que uma etapa e um top 10 final faria a EF assinar já por baixo, desengane-se. Basta recuar à antevisão da prova publicada no site da equipa, onde se pode verificar que Carapaz só pensa no título. “Não podemos esconder as nossas ambições: queremos ganhar a corrida. Temos intenção há meses. Queremos ganhar. É o foco principal da equipa.” Richard Carapaz Pela frente ainda vêm os principais desafios na alta montanha, com quatro etapas decisivas e passagens no Monte Baldo, no Mortirolo e no Colle delle Finestre. Quem poderá pegar na corrida na terceira semana? “Não vai ser fácil encontrar quem possa assumir todas as etapas, apesar do bloco da UAE Emirates ser muito forte. A UAE vai ter que se dedicar ao Del Toro e ao Ayuso, mas o Ayuso vai ser uma peça sem mexer caso o Del Toro tenha um dia não. A realidade é que eles têm três/quatro corredores que podem ganhar o Giro; o Adam Yates pode entrar numa fuga, a UAE não puxa atrás e pode remontar na geral. Um corredor como ele, com a montanha que está por vir, é difícil tirar-lhe tempo." Rui Costa ao TopCycling. Quanto ao campeão da 108.ª edição não é fácil fazer prognósticos, mas Rui Costa posiciona-se ao lado dos veteranos. "Roglic é um corredor experiente, está tranquilo, cada semana que passa vai a mais ou pelo menos não vai a menos como outros. O Richard, a par do Roglic, também é um corredor experiente, talvez menos marcado e se numa situação de 10 corredores arranca, os rivais podem hesitar e o Giro que ele ganhou foi um pouco assim, o Nibali descuidou-se, o Richard apanhou-se com dois minutos e ganhou. Está a sentir-se cada vez melhor e nem está no terreno dele, quando chegar à montanha pura e dura cuidado! No entanto, para mim o corredor que tem mais probabilidades de ganhar é o Roglic." Rui Costa ao TopCycling. ### Giro de Itália | Etapa 11 | Carapaz engana os rivais Richard Carapaz atacou um pelotão reduzido a 9 km do fim, numa movimentação que teve sucesso. Isaac Del Toro fez segundo e reforçou a liderança do Giro de Itália. Mais um dia com ação desde o início do Giro de Itália. Uma fuga que prometia, mas que não resistiu ao trabalho de perseguição de Mads Pedersen (Lidl - Trek). Quem aproveitou melhor foi Richard Carapaz (EF Education - EasyPost), com um ataque solitário no início da última subida do dia. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 10 | Ayuso inclina-se perante Roglic em Pisa Ecuador's Richard Carapaz of Ef Education - Easypost Team competes during the stage 11 of the Giro d’Italia from Viareggio to Castelnovo ne’ Monti, Italy - Wednesday, May 21, 2025. Sport - cycling. (Photo by Marco Alpozzi/Lapresse) Etapa dura decidida nos últimos quilómetros Dia difícil no Giro de Itália, com 186 km entre Viareggio e Castelnovo ne' Monti, e três subidas categorizadas. A primeira, a 80 km da linha de partida, contava com 13,8 km a 8,8% de pendente média. A fuga demorou muito a formar-se, com as equipas dos homens da geral a controlar de perto quem se juntava à movimentação. Durante a etapa, chegaram a haver ataques entre os favoritos, nenhum com sucesso. https://twitter.com/giroditalia/status/1925171586694328768 A vitória da fuga chegou a parecer possível, mas o pelotão aplicou-se a fundo e apanhou todos os fugitivos antes da derradeira ascensão da etapa, a menos de 10 km do fim. Destaque para o trabalho de Mads Pedersen, líder da camisola dos pontos, em função da sua equipa. Quando a fuga foi alcançada, Richard Carapaz atacou o pelotão, e fez toda a última subida sozinho para vencer a 11ª etapa do Giro de Itália. O equatoriano vence pela quarta vez na Grande Volta italiana, e pela primeira vez desde o último Tour de France. https://twitter.com/giroditalia/status/1925203601418228048 O grupo dos favoritos chegou junto, a 0:10 de Carapaz. Isaac Del Toro (UAE Emirates XRG) fez segundo e reforçou a liderança através das bonificações. Giuliu Ciccone (Lidl - Trek) fechou o pódio do dia. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=evzFiX1gbsw&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa Pos.CiclistaEquipaTempo Total1Richard CarapazEF Education - EasyPost4:35:202Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG+0:103Giulio CicconeLidl - Trek,,4Thomas PidcockQ36.5 Pro Cycling Team,,5Egan BernalINEOS Grenadiers,,6Antonio TiberiBahrain - Victorious,,7Juan AyusoUAE Team Emirates - XRG,,8Einer RubioMovistar Team,,9Derek GeeIsrael - Premier Tech,,10Diego UlissiXDS Astana Team,, Top 10 da classificação geral Pos.CiclistaEquipaTempo Total1Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG38:47:012Juan AyusoUAE Team Emirates - XRG+0:313Antonio TiberiBahrain - Victorious+1:074Simon YatesTeam Visma | Lease a Bike+1:095Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+1:246Richard CarapazEF Education - EasyPost+1:567Giulio CicconeLidl - Trek+2:098Brandon McNultyUAE Team Emirates - XRG+2:169Adam YatesUAE Team Emirates - XRG+2:3310Thymen ArensmanINEOS Grenadiers+2:33 Créditos da foto de destaque: Marco Alpozzi - Lapresse ### Pelotão forte para edição histórica do GP Beiras e Serra da Estrela Nomes fortes, subida de escalão e uma jornada final com subida à Torreno no GP Beiras e Serra da Estrela, que decorre entre 23 e 25 de maio. A 7.ª edição do GP Beiras e Serra da Estrela decorre entre sexta-feira e domingo com uma novidade: a prova é agora de classe 1, equiparando-se à categoria da Volta a Portugal (2.1 UCI). Isto significa que haverá mais pontos UCI a distribuir, por exemplo, ao campeão (125 pontos) e aos vencedores de etapas (14 pontos). Também por este motivo bate-se o recorde de equipas participantes (20), onde estão incluídas oito Continentais nacionais e quatro ProTeam (Caja Rural, Kern-Pharma, Burgos Burpellet BH e Euskaltel-Euskadi). Em 2024, a atual Anicolor-Tien 21 dominou com Artem Nych (1º) e Maurício Moreira (3º), intercalados pelo neerlandês Alex Molenaar (Illes Balears Arabay). Dos três só o russo e o uruguaio regressam, agora como rivais já que Nych – que venceu o GP O Jogo em abril – continua na formação de Águeda e Moreira saiu para a Efapel. Não faltam talentos como Tiago Leal (Rádio Popular-Paredes-Boavista), 4.º na edição passada, Jesus Peña (AP Hotels-Tavira-SC Farense), vencedor de etapa e 3.º na Volta ao Alentejo, Jaime Guardeño (Caja Rural), melhor jovem da Volta a Portugal nos últimos dois anos, Urko Berrade (Kern Pharma), vencedor de etapa na Vuelta e 10.º na Volta à Hungria, Edison Callejas (Petrolike), vencedor da etapa rainha no Giro dos Abruzos, Emanuel Duarte (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), vencedor da Clássica da Primavera e de etapa no GP O Jogo, que fechou em 3.º. Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 A apresentação do evento decorreu no Castelo do Sabugal.Foto: Inês Calvo Pelotão sobe às Penhas Douradas e à Torre A Associação de Municípios da Cova da Beira, organizadora do evento, propõe três etapas em linha e um total de 564,1 km. A 1.ª etapa liga Almeida a Penamacor ao longo de 191,2 km. A jornada mais longa passa duas montanhas: uma 2.ª categoria em Alpedrinha e uma 3.ª categoria em Castelo Novo coroada a 44,5 km da meta. A 2.ª etapa liga Figueira de Castelo Rodrigo a Celorico da Beira, após 188,5 km de trajeto. Pelo caminho registam-se duas contagens de montanha de 3.ª categoria, em Marialva (43,9 km) e Penha de Prados (135,9 km). O GP Beiras e Serra da Estrela termina em apoteose, como manda a tradição, com a etapa entre Pinhel e Seia. O pelotão sobe às Penhas Douradas e à Torre, o ponto mais alto de Portugal continental, na jornada rainha. Podem seguir a corrida em direto na conta de Facebook do evento ou acompanhar partidas e chegadas na CM TV. Volta a Portugal do Futuro | Lucas Lopes confirma a vitória Serão 16os municípios da Associação de Municípios da Cova da Beira visitados.Foto: Inês Calvo ### Giro de Itália | Etapa 10 | Ayuso inclina-se perante Roglic em Pisa Dan Hoole venceu a 10.ª etapa do Giro de Itália e na luta pela geral Primoz Roglic meteu tempo a Juan Ayuso e companhia. Del Toro mantém a rosa. No regresso do pelotão, após o segundo dia de descanso, o Giro de Itália viu a geral individual mexer novamente no combate entre Primoz Roglic e Juan Ayuso. O contrarrelógio mais longo desta edição (28,6 km) ligou Lucca a Pisa, mantendo-se na região da Toscana. Depois do pó que marcou a etapa de domingo, que decorreu por caminhos da Strade Bianche, esta terça-feira foi a vez de a chuva ser protagonista. Opinião | Ayuso e Del Toro trazem o sal e a pimenta ao Giro de Itália Foto: LaPresse Favoritos partiram à chuva O terceiro round entre os grandes candidatos à vitória no Giro de Itália foi emocionante. Roglic entrou melhor no contrarrelógio de Tirana (Albânia), Ayuso respondeu na 9.ª etapa e o esloveno voltou a impor-se neste crono abençoado por uma chuva que prejudicou o espanhol. Foi um dia sob a ameaça do mau tempo e que podemos dividir em três partes: reconhecimento marcado por aguaceiros, primeira parte da etapa seca e favoritos à chuva. Roglic em modo remontada Primoz Roglic (Red Bull-Bora-hansgrohe), que tinha caído no reconhecimento, partiu rápido e rápido andou até que começou a chover. Ainda assim, hoje podemos falar em sorte do esloveno que ao sair antes dos rivais recuperou tempo face à maioria. O esloveno parou o cronómetro em 33:25 (+ 1:15 face a Dan Hoole) e rodando em estrada seca na parte mais técnica do percurso entrou em modo remontada para ganhar 0:19 a Juan Ayuso, 0:28 a Simon Yates, 0:37 a Antonio Tiberi, 1:07 a Isaac Del Toro, 1:08 a Brandon McNulty e 1:12 a Adam Yates. Entrevista | Afonso Eulálio no Giro com direito a sonhar Hoole estreou-se a vencer em grandes voltas.Foto: Lapresse Dan Hoole foi o reflexo do pensamento lógico Contrarrelógio de início da segunda semana traz sempre surpresas e Josh Tarling (Ineos Grenadiers), vencedor do primeiro contrarrelógio, rápido percebeu que não era dia de repetir triunfo. O inglês entrou forte, mas no segundo ponto de cronometragem já passava atrasado face a Dan Hoole (Lidl-Trek). Por esta altura também já Wout Van Aert (Visma LAB) era claramente superado pelo campeão neerlandês. Apesar do cerco montado pelos rivais, os 32:30 (feitos a 52,8 km/h de média) deram a vitória ao corredor de 26 anos, que se estreou a ganhar no WorldTour. No berço do Renascimento, Dan Hoole foi o reflexo do pensamento lógico e do otimismo, numa época de alto rendimento da Lidl-Trek, que chega às 19 vitórias, a quarta em 10 dias para a equipa estadunidense. Affini, campeão europeu, fechou o crono no top 10.Foto: Marco Alpozzi/Lapresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=axGuguGCKPw Top 10 da etapa PosiçãoAtletaEquipaTempoMédia (km/h)1Daan HooleLidl - Trek32:3052.8002Joshua TarlingINEOS Grenadiers+0:0752.6113Ethan HayterSoudal Quick-Step+0:1052.5314Mattia CattaneoSoudal Quick-Step+0:2352.1845Edoardo AffiniTeam VismaLease a Bike+0:246Jay VineUAE Team Emirates - XRG+0:3751.8177Luke PlappTeam Jayco AlUla+0:4451.6358Marco FrigoIsrael - Premier Tech+0:4751.5579Michael HepburnTeam Jayco AlUla+0:5051.48010Xabier Mikel AzparrenQ36.5 Pro Cycling Team+0:5451.377 Top 10 da classificação geral PosiçãoAtletaEquipaTempo1Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG34:11:372Juan AyusoUAE Team Emirates - XRG+0:253Antonio TiberiBahrain - Victorious+1:014Simon YatesTeam Visma | Lease a Bike+1:035Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+1:186Brandon McNultyUAE Team Emirates - XRG+2:007Adam YatesUAE Team Emirates - XRG+2:068Giulio CicconeLidl - Trek+2:079Richard CarapazEF Education - EasyPost+2:1010Thymen ArensmanINEOS Grenadiers+2:27 ### Gravel Birds 750 - Foi dureza épica, este evento de ultradistância em pleno Alentejo Fomos ao Gravel Birds, para viver por dentro todas as nuances e desafios da ultradistância sem apoio. O resultado foi uma aventura incrível e de extrema dureza, para ver neste vídeo do Luís Beltrão. Vídeo https://youtu.be/yjeoTdvsRRA?si=pun2PRWBYKF78l4D O Gravel Birds é uma prova de ultra distância sem suporte, com 750 km. pelo coração do Alentejo, entre trilhos remotos do interior, o Vale do Guadiana e a imponente costa atlântica. Neste vídeo mostramos como foi a experiência: os momentos duros, as paisagens incríveis, a gestão do esforço e da logística, e tudo o que foi necessário para terminar uma prova destas em autonomia total. ### Ayuso e Del Toro trazem o sal e a pimenta ao Giro de Itália Giro de Itália revolucionado e com perspetiva de duelo entre Ayuso e Isaac Del Toro. Tudo pela etapa do sterrato. Têm estes dias lugar nas grandes Voltas? Esta segunda-feira o pelotão do Giro de Itália amanheceu com dores no corpo após a batalha de Siena, onde Isaac Del Toro mostrou a Juan Ayuso que não é o único jovem prodígio da UAE Emirates. A passagem no sterrato da Strade Bianche fez diferenças entre os candidatos à geral e muitos fãs questionam se este tipo de etapas devem fazer parte de uma grande volta. O ciclismo, como desporto de resistência que é, é um permanente teste aos limites do corpo humano. Recentemente, li na imprensa espanhola que a ultrafondista María José Silvestre propôs-se pedalar 24 horas com a bike de gravel e estabelecer um recorde mundial. Arranca às 11 horas de sábado (24 de maio) na lindíssima localidade de Bocairent, no interior da província de Alicante. Passei uns dias maravilhosos, no verão passado, em Bocairent, pueblo cujo centro histórico foi escavado nas encostas da serra de Mariola. Sítio lindo e com umas festas populares super divertidas, pensei para mim: "Porque é que alguém vai a Bocairente fazer 24 horas de gravel e percorrer 500 km a 21 km/h de média?" É preciso ter uma inquietude e um espírito de sacrifício incríveis para testar os limites da fisiologia, mas sem os pioneiros nunca se teria quebrado o recorde da hora ou subido o Tourmalet. Ler mais | A outra foto icónica da Strade Bianche é de um português María José Silvestre aspira ao recorde mundial de 24 horas numa bike de gravel. Ciclismo vintage veio para ficar Ser pioneiro é pensar em algo que nunca foi feito e fazê-lo. Como Henri Desgranges, que fundou o Tour de France, em 1903, criando uma prova tão dura que só um corredor deveria chegar ao final. Estava proibida assistência por terceiros e material só o que cada ciclista pudesse carregar. Recordemos que Desgranges vivia obcecado pela forma física e pela performance, aliás, foi recordista da hora em 1893. A primeira metade do século 20 foi a era da bicicleta na Europa, de tal forma que em capitais como Amsterdão o trânsito de bicicletas representava 70-80 % do total. A reconstrução das vias de comunicação no pós-II Guerra Mundial e a aposta pelo automóvel, símbolo do modernismo, mudaram o paradigma. É, por isso, curioso que nesta fase da história da Humanidade, na qual dispomos de melhores estradas do que nunca, os organizadores de Giro, Tour e Vuelta nos queiram levar por gravilha, empedrado e subidas tão inclinadas que só as cabras lá passavam. Os puristas podem não gostar, mas o público pede espetáculo e responde com belas audiências nas etapas com o selo “retro”. E como o público é soberano, este ciclismo vintage veio para ficar. Giro de Itália | Etapa 9 | Redenção de Van Aert no Sterrato Van Aert bateu Del Toro em Siena.Foto: Marco Alpozzi/Lapresse Giro regressou ao passado para conectar com os fãs O ciclismo passou de fugir de caminhos não asfaltados a proporcionar etapas épicas como a que vivemos na Toscana. Foi extraordinário ver Del Toro tornar-se o primeiro mexicano a liderar uma grande volta. Para Ayuso foi um dia agridoce: por um lado caiu e foi suturado no joelho direito, viu o colega ganhar a etapa, chegar à maglia rosa e cedeu uns segundos para Richard Carapaz, Antonio Tiberi e Simon Yates; por outro lado ganhou 1:13 a Roglic. “Se me tivessem dito que nesta altura ia ter mais de 1’ sobre o Roglic… É uma situação perfeita para mim e para a equipa. (…) O mais importante é que a equipa ganhe, obviamente eu quero ganhar, é um sonho, mas se tiver que perder que seja porque ganha um colega.” Juan Ayuso na conferência de imprensa da UAE. Entrevista | João Almeida projeta Tour de France 2025 Foto: Marco Alpozzi/Lapresse Torito mexicano é discreto De momento, a UAE Emirates tem quatro atletas no top 10, já que no domingo nem Adam Yates nem Brandon McNulty levantaram o pé. O Torito mexicano é discreto, fala pouco e no dia de descanso não disse que era líder, mas também não assumiu o papel de gregário. “É uma situação de corrida. Queríamos estar seguros, o dia não foi mau para a equipa, vamos continuar a dar o melhor e não muda nada, o objetivo é o mesmo. Manter a rosa na equipa.” Isaac Del Toro na conferência de imprensa da UAE. Por agora sorri Joxean Matxin, que compareceu com os homens do momento no encontro com os jornalistas e enfatizou que o importante é o título ficar na equipa. Também disse que quem leva a rosa deve ser respeitado e que a hierarquia se mantém a definida à partida para a corrida. Depois de oito etapas sem sal nem pimenta, o Giro regressou ao passado para conectar com os fãs e desbloquear a corrida. A geral já mexe, há história na UAE Emirates e era mesmo isto que faltava à corrida. ### Giro de Itália | Etapa 9 | Redenção de Van Aert no Sterrato Nona etapa do Giro de Itália levou os ciclistas pelo Sterrato da Strade Bianche. Wout Van Aert venceu em dia de redenção, e Isaac Del Toro mostrou-se ao mundo em Grandes Voltas. Um dia de ciclismo espetacular e emocionante do início ao fim no Giro de Itália. Wout Van Aert (Visma | LAB) venceu pela primeira vez desde a queda na Volta a Espanha e Isaac Del Toro (UAE Emirates XRG) é o novo líder, em etapa de perdas para Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) e Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe). Ler mais | Giro de Itália | Etapa 8 | Mudança de líder Unipublic Cxcling/Jose Carlos Diaz Dia de redenção e de novo líder Wout Van Aert e Isaac Del Toro são os destaque do dia. Uma corrida muito mexida desde o início, com os setores de Sterrato a criarem o caos e a separar o pelotão em vários grupos. Com cerca de 50 km para o fim da etapa, uma queda, que apanhou nomes como Roglic ou Tom Pidcock (Q36.5 Pro Cycling), partiu o grupo dos favoritos, e deixou na frente sete corredores. Três deles, Van Aert, Del Toro e Egan Bernal (INEOS Grenadiers) conseguiram abrir espaço e isolar-se dos restantes. Bernal não aguentou o ritmo do belga e do mexicano e deixou o duo a lutar pela vitória. Isaac Del Toro levou Van Aert ao limite, mas o homem da Visma | LAB aguentou-se na roda, para vencer o sprint a dois na chegada a Siena. https://twitter.com/giroditalia/status/1924129525295718849 Dia de redenção para Wout Van Aert, que volta a vencer desde a queda que o tirou da Volta a Espanha. Foram meses complicados para o belga, que completa a trilogia de vitórias nas Grandes Voltas. Atrás de Van Aert, chegou o novo líder do Giro de Itália. Isaac Del Toro, o fenómeno da UAE Emirates XRG, de apenas 21 anos, fez do México a 30ª nação a vestir a camisola rosa na Grande Volta italiana. Ler mais | Opinião | Wout Van Aert é um grande campeão! https://twitter.com/giroditalia/status/1924133486044016774 Favoritos perdem tempo O Sterrato trouxe muitas dificuldades a Primoz Roglic. O esloveno caiu com cerca de 50 km para o fim, e furou quase de seguida. Ficou numa posição vulnerável, e a partir daí correu para gerir o tempo perdido. Terminou a 2:22 na frente, e está a 2:25 de Isaac Del Toro, líder da geral. O esloveno não perde o Giro de Itália nesta etapa, mas a missão fica mais complicada para o campeão em título da Volta a Espanha - ao primeiro dia de descanso, tem quatro homens da UAE Emirates XRG à sua frente na geral. O desafio está lançado. Outro dos homens importantes que perdeu tempo no dia de hoje foi Juan Ayuso. Cortado na queda que existiu no pelotão a 50 km do fim, ficou num grupo recuado e nunca conseguiu voltar à frente da corrida. https://twitter.com/giroditalia/status/1924107426686460283 Chegou a 1:07 do colega de equipa, num dia menos bom em que acabou por ganhar tempo a Roglic, e a subir ao segundo lugar da classificação geral do Giro de Itália. Em relação aos restantes ciclistas importantes na classificação geral, destaque para Ciccone (Lidl - Trek), Simon Yates (Visma | LAB), Carapaz (EF Education - EasyPost) e Tiberi (Bahrain - Victorious), quarteto que chegou à frente de Ayuso, a 1:00 do vencedor. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=-l5W__P1yG0&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa RnkCiclistaEquipaTempo1VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike4:15:082DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG,,3CICCONE GiulioLidl - Trek0:584CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost,,5YATES SimonTeam Visma | Lease a Bike1:006TIBERI AntonioBahrain - Victorious,,7AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG1:078ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers1:109BERNAL EganINEOS Grenadiers,,10YATES AdamUAE Team Emirates - XRG,, Classificação geral do Giro de Itália RnkCiclistaEquipaTempo1DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG33:36:452AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG+1:133TIBERI AntonioBahrain - Victorious+1:304CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost+1:405CICCONE GiulioLidl - Trek+1:416YATES SimonTeam Visma | Lease a Bike+1:427BERNAL EganINEOS Grenadiers+1:578MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG+1:599YATES AdamUAE Team Emirates - XRG+2:0110ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+2:25 Fotografia de destaque: Juan Moya ### Giro de Itália | Etapa 8 | Mudança de líder Num dia marcado por uma fuga numerosa e uma sucessão de ataques, o australiano Luke Plapp (Jayco AlUla) protagonizou uma exibição memorável ao vencer isolado a oitava etapa do Giro d’Italia, uma tirada exigente de 197 quilómetros entre Giulianova e Castelraimondo. A etapa contava com três subidas categorizadas e várias rampas curtas que tornaram a corrida imprevisível, quase até ao final. Desde cedo se formaram vários grupos de ataque, com nomes como Wout van Aert e Mads Pedersen a agitarem a fase inicial. Foto: Fabio Ferrari/LaPresse Contudo, foi a meio da etapa que se consolidou uma escapada com cerca de vinte ciclistas, incluindo nomes como Wilco Kelderman, Diego Ulissi, Romain Bardet e Luke Plapp. A seleção final foi feita na penúltima subida, onde Plapp acelerou, isolando-se e mantendo uma vantagem confortável até à meta. Foi a sua primeira vitória numa Grande Volta. https://twitter.com/giroditalia/status/1923745363216753049 Wilco Kelderman (Visma | Lease a Bike) ainda perseguiu, mas teve de ficar com Diego Ulissi (XDS Astana), que lutava para conseguir a Camisola Rosa no final da etapa. Terminaram a 38 segundos, sendo o neerlandês segundo e o italiano terceiro, o que lhe garantiu a liderança do Giro. Aos 35 anos, o experiente ciclista italiano, conhecido pelas suas vitórias em etapas, alcança pela primeira vez na carreira o estatuto de líder da geral no Giro d’Italia. Depois de uma década a brilhar nas estradas do seu país, Ulissi veste finalmente a tão desejada "maglia rosa", tornando-se no primeiro italiano a envergar o rosa desde 2021. Top 10 – Etapa 8 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1.ºLuke PlappJayco AlUla4:44:202.ºWilco KeldermanVisma Lease a Bike+ 38s.3.ºDiego UlissiXDS Astana,,4.ºIgor ArrietaUAE Team Emirates-XRG+ 1:225.ºNicolas ProdhommeDecathlon AG2R La Mondiale+ 1:356.ºAndrea VendrameDecathlon AG2R La Mondiale+ 1:487.ºLorenzo FortunatoXDS Astana,,8.ºGeorg SteinhauserEF Education-EasyPost+ 2:599.ºRomain BardetTeam Picnic PostNL+ 3:0210.ºAlessio MartinelliVF-Bardiani CSF-Faizanè+ 4:37 Top 10 da classificação geral Pos.CiclistaEquipaTempo1Diego UlissiXDS Astana Team29:21:232Lorenzo FortunatoXDS Astana Team+ 12 s.3Primoz RoglicRed Bull-BORA-hansgrohe+ 17 s.4Juan AyusoUAE Team Emirates-XRG+ 20 s.5Isaac del ToroUAE Team Emirates-XRG+ 26 s.6Antonio TiberiBahrain Victorious+ 44 s.7Max PooleTeam Picnic PostNL+ 47 s.8Michael StorerTudor Pro Cycling Team+ 50 s.9Brandon McNultyUAE Team Emirates-XRG+ 51 s.10Simon YatesTeam Visma Lease a Bike+ 56 s. Ultimos quilómetros da etapa https://youtu.be/UWp9-mNcF3A?si=pXq9Y7XfiZ9k478J Créditos da foto de destaque: Luca Bettini/SprintCyclingAgency ### Giro de Itália | Etapa 7 | Rocky Ayuso entra no ringue Juan Ayuso (UAE Emirates) domina o primeiro teste montanhoso do Giro de Itália. Primoz Roglic defendeu-se e recupera a rosa. O bloco da UAE Emirates e a explosividade de Juan Ayuso foram as notas dominantes do primeiro teste aos candidatos à vitória no Giro de Itália, num dia em que Primoz Roglic perdeu 14 segundos para o espanhol. A 7.ª etapa teve 168 km e 3500 m de desnível positivo acumulado, só que o tão esperado primeiro dia de alta montanha pautou-se pelo equilíbrio e pela ausência de ataques entre os favoritos. Ayuso impôs-se com uma movimentação com a meta à vista e, tirando as bonificações, não se fizeram grandes diferenças. Os ganhos em Tagliacozzo permitem ao corredor da UAE Emirates quase recuperar os 16 segundos perdidos no contrarrelógio de Tirana para o rival da Red Bull-Bora-hansgrohe. É a estreia a vencer de Ayuso em grandes voltas, aos 22 anos, e a vitória número 38 da equipa asiática esta temporada. https://twitter.com/LRoisDuPeloton/status/1923401146124656825 Bardet e Gaudu perdem tempo Uma fuga de sete elementos marcou o dia: Paul Double (Jayco AlUla), Nicolas Prodhomme (Decathlon AG2R), Christian Scaroni (XDS Astana), Manuele Tarozzi (VF Group-Bardiani), Gianmarco Garofoli (Soudal Quick-Step), Alessandro Tonelli (Polti VisitMalta) e Gijs Leemreize (Picnic PostNL). A vantagem caiu de forma abrupta após a subida e consequente descida de Vado della Forcella, passada à entrada dos últimos 50 km. A fuga só foi anulada a 5 km da meta, graças ao trabalho da Bahrain e de Afonso Eulálio, que terminou o trabalho a 3,7 km do topo de Tagliacozzo. Duas notas deste sétimo dia de prova. O britânico Double, somou 36 pontos e está na luta pela camisola dos trepadores com Lorenzo Fortunato (XDS Astana). Apontamento ainda para a queda de dois franceses: Bardet e Gaudu perdem tempo na geral após sofrerem na subida final, consequência da queda na penúltima descida. Foto: LaPresse Pelotão regressou a Roccaraso Partida foi no Parque Nacional dos Abruzos, em concreto na localidade de Castel di Sangro. Pela frente a primeira contagem de 1.ª categoria desta edição, em Tagliacozzo, localizada no coraçao desta cordilheira montanhosa e que se divide em duas partes: abre com 9 km a 4,6 % de média e fecha com 2 km a 10 % e rampas de 13 %. O primeiro obstáculo trouxe boas memórias: o pelotão regressou a Roccaraso, aonde Rúben Guerreiro venceu em 2020 e que se fez no recente Giro dos Abruzos, na altura com vitória do colombiano Edison Callejas (Petrolike). Top 10 da etapa 6 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºJuan AyusoUAE Team Emirates-XRG4:20:252ºIsaac del ToroUAE Team Emirates-XRG+ 04s3ºEgan BernalINEOS Grenadiers+ 04s4ºPrimoz RoglicRed Bull-BORA-hansgrohe+ 04s5ºGiulio CicconeLidl-Trek+ 04s6ºAntonio TiberiBahrain Victorious+ 04s7ºDamiano CarusoBahrain Victorious+ 04s8ºRichard CarapazEF Education-EasyPost+ 04s9ºMax PooleTeam Picnic PostNL+ 08s10ºMichael StorerTudor Pro Cycling Team+ 08s Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo / Diferença1ºPrimoz RoglicRed Bull-BORA-hansgrohe24:32:302ºJuan AyusoUAE Team Emirates-XRG+ 04s3ºIsaac del ToroUAE Team Emirates-XRG+ 09s4ºAntonio TiberiBahrain Victorious+ 27s5ºMax PooleTeam Picnic PostNL+ 30s6ºMichael StorerTudor Pro Cycling Team+ 33s7ºBrandon McNultyUAE Team Emirates-XRG+ 34s8ºMathias VacekLidl-Trek+ 37s9ºSimon YatesTeam Visma Lease a Bike+ 39s10ºRichard CarapazEF Education-EasyPost+ 39s Análise | Rúben Guerreiro e um cartão amarelo histórico Após cinco dias de rosa, Mads Pedersen disse adeus à maglia.Foto: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/-HTdGXgZ5iE?si=U8F5qKLap7g5k0Ga ### Giro de Itália | Etapa 6 | Kaden Groves vence em Nápoles Sortes distintas para os australianos Kaden Groves, vencedor da 6.ª etapa do Giro de Itália, e Jai Hindley, que abandonou na queda marcante do dia. A etapa mais longa do Giro de Itália foi ganha por Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck), que em Nápoles se impôs num sprint caótico a Milan Fretin (Cofidis) e Paul Magnier (Soudal Quick-Step). Foram 227 km entre Potenza, capital da região de Basilicata, e Nápoles, principal cidade da Campania. À partida tudo parecia simples: uma primeira fase com subida ao Monte Carruozzo (2.ª categoria) e na aproximação à meta nova subida – 3.ª categoria Monteforte Irpino – coroada a 82 km do final. https://twitter.com/giroditalia/status/1923012379559768106 Queda pôs fora de combate Jay Hindley Esperava-se sprint na via Caracciolo, em Nápoles, e embora as previsões se tenham confirmado, a história escreveu-se por linhas tortas. O evento que marcou o dia aconteceu a 71 km do final: a chuva tornou a estrada perigosa e uma monumental queda pôs fora de combate Jay Hindley, campeão em 2022 e gregário de Primoz Roglic. Também Juri Holmann (Alpecin-Deceuninck), Josef Cerny (Soudal Quick-Step), Dion Smith (Intermarché-Wanty) abandonaram por lesão. Entrevista | Afonso Eulálio no Giro com direito a sonhar Foto: Gian Mattia D'Alberto/LaPresse Pelotão aproveitou para levantar o pé Mauro Vegni, diretor do Giro de Itália, mandou encostar o pelotão para permitir o atendimento aos afetados pela queda e decretou a anulação de todas as bonificações. Todos os atletas receberam o mesmo tempo do vencedor Groves. Resumindo, as condições da estrada estavam perigosas para impedir o normal decurso da etapa, mas não para sprintar no técnico circuito de Nápoles! Meio pelotão aproveitou para levantar o pé, caso do camisola rosa, Mads Pedersen, que optou por ir tranquilo num grupo atrasado e assegurar a liderança por mais um dia. Giro de Itália | Etapa 5 | Hat trick de Mads Pedersen O pelotão esteve parado após as quedas.Foto: Gian Mattia D'Alberto/LaPresse Aproveitou Kaden Groves No meio da confusão a fuga de Taco van der Hoorn (Intermarche-Wanty) e Enzo Paleni (Groupama - FDJ) só foi neutralizada na aproximação à meta. Sem comboios capazes de lançarem os sprinters, com um pelotão a meio gás e muitos ataques já no quilómetro final, o sprint foi confuso. Aproveitou Kaden Groves, que já tinha vencido no Giro de Itália em 2023, para celebrar com o vulcão Vesúvio em pano de fundo. O australiano é mais um estreante a levantar os braços na presente temporada, tal como tinha sucedido com Casper Van Uden em Lecce. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=jETmpGSfDRw&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 6 Class.CiclistaEquipaTempo1GROVES KadenAlpecin - Deceuninck4:59:522FRETIN MilanCofidis,,3MAGNIER PaulSoudal Quick-Step,,4KANTER MaxXDS Astana Team,,5LONARDI GiovanniTeam Polti VisitMalta,,6ZIJLAARD MaikelTudor Pro Cycling Team,,7MARCELLUSI MartinVF Group - Bardiani CSF - Faizanè,,8MOZZATO LucaArkéa - B&B Hotels,,9GOVEKAR MatevžBahrain - Victorious,,10KOOIJ OlavTeam VismaLease a Bike Top 10 da classificação geral Class.CiclistaEquipaTempo1PEDERSEN MadsLidl - Trek20:11:442ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+ 0:173VACEK MathiasLidl - Trek+ 0:244MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG+ 0:315DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG+ 0:326AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG+ 0:357POOLE MaxTeam Picnic PostNL+ 0:438TIBERI AntonioBahrain - Victorious+ 0:449STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+ 0:4610PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe+ 0:50 Fotografia de destaque: Fabio Ferrari/LaPresse ### Rebound 2025 - Todos podem participar no maior evento mundial de gravel Está de volta o maior evento de gravel do mundo, o Rebound. Após o sucesso de 2023 e 2024, regressa com o objetivo de inspirar mais de 400.000 participantes a percorrer 5.000.000 de quilómetros todo-o-terreno em todo o mundo. A Live Slow Ride Fast (LSRF) e a Shimano estão novamente a convidar a comunidade global de gravel a pedalar no dia 31 de maio de 2025, durante o Rebound 2025. Os ciclistas são encorajados a construir uma rota de gravel de 24, 40, 80, 160 ou 320 km, a partir da suaporta, com o objetivo geral de mostrar a forte comunidade de ciclistas de gravel que percorrem mais de5 milhões de quilómetros em todo o mundo. Como funciona o Rebound? O Rebound foi concebido pelo antigo ciclista profissional Laurens ten Dam e pela sua equipa LSRF dosPaíses Baixos. A ideia é simples: um dia, em todo o mundo, os ciclistas poderem sair e desfrutar do mundo à sua volta, com um início sugerido para as 6:00 da manhã, hora local, coincidindo com o evento Unbound Gravel no Kansas. O evento anual é o maior passeio de gravel do mundo, eliminando fronteiras e unindo os ciclistas no espírito único e inclusivo do gravel. Não há taxas de inscrição nem limites de tempo, mas a equipa da LSRF e da Shimano querem ver as pessoas a pedalar, bem como a desfrutar das celebrações pós-corrida nas redes sociais. Este ano, as hashtags serão #REBOUND2025 e #UnitedInGravel. Registo e participação gratuita Cria a tua credencial, no site https://rebound.cc/pt/ De seguida, junta-te ao desafio STRAVA/ SHIMANO REBOUND (Regista-te no desafio) Convence os teus amigos e define os km’s que pretendem fazer Dia 31 de Maio às 06h00, liga o Strava e começa a pedalar. Rebound 2024 em números O evento Rebound 2024 registou uma enorme afluência, com um total de 361 110 participantes que,em conjunto, percorreram 6 195 467 quilómetros e passaram 275 222 horas em movimento. Os principais países participantes no evento Rebound 2024 foram liderados pelos Estados Unidos, com um número impressionante de 42.353 participantes. O Reino Unido seguiu-se de perto com 33.632 participantes, e o Brasil ficou em terceiro lugar com 32.410. A Alemanha (29.519) e a França (26.105) também registaram fortes participações. A Espanha contribuiu com 19.028 ciclistas, enquanto a Itália teve 16.175. Portugal teve um número 5453 participantes. Desafio Strava e Strava Route Builder O Rebound 2025 já atraiu 123.500 participantes para o Rebound Desafio STRAVA. Esta iniciativa convida ciclistas de gravel de todo o mundo a registar as suas pedaladas, ganhar prémios e estabelecer ligações através de experiências partilhadas, enquanto as ferramentas de construção de rotas do Strava ajudam a tirar melhor partido das suas aventuras. Aproveitando os dados anónimos dos utilizadores, a ferramenta fornece sugestões de rotas inteligentes adaptadas às preferências individuais, destacando caminhos populares, pontos de interesse recomendados pela comunidade e pontos de passagem importantes. Caraterísticas como mapas 3D e opções de planeamento interativas facilitam a visualização e a personalização de aventuras todo-o-terreno. Como parte de uma parceria dedicada com a Strava para o Rebound 2025, uma ativação especial oferecerá aos participantes um teste gratuito das funcionalidades premium da Strava antes do evento. Isto proporciona acesso total ao Route Builder, permitindo um melhor planeamento e preparação antes do dia da prova. Para mais informações ou para começar a criar uma rota Rebound personalizada, visita: Strava RouteBuilder. ### Giro de Itália | Etapa 5 | Hat trick de Mads Pedersen Correu-se, esta quarta feira, a quinta etapa do Giro de Itália. Num final onde vários perfis de ciclista podiam triunfar, foi Mads Pedersen a levantar os braços. Quinta etapa do Giro de Itália saiu para a estrada, com 151 km entre Ceglie Messapica e Matera. Duas subidas nos últimos 40 km prometiam dificuldades para os sprinters. No final, foi Mads Pedersen (Lidl - Trek) a vencer pela terceira vez em cinco etapas. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 4 | Sprint sorri ao estreante em Grandes Voltas Foto: La Presse Fuga do dia Um dia que podia terminar numa chegada rápida, mas onde as dificuldades nos últimos 40 km podiam servir para eliminar os sprinters puros, ou lançar ataques ao pelotão. A fuga do dia estabeleceu-se no início da etapa. Davide Bais (Polti VisitMalta), Lorenzo Milesi (Movistar) e Giosuè Epis (Arkéa - B&B Hotels) compunham o trio de escapados. Epis foi o primeiro a ser alcançado - os outros dois fugitivos aguentaram à frente do pelotão até aos 13 km para o fim. https://twitter.com/giroditalia/status/1922666161734345040 Últimos quilómetros A UAE Emirates XRG intensificou o ritmo na aproximação à meta, na tentativa de partir o pelotão e eliminar alguns dos homens mais rápidos do pelotão. Conseguiram-no, mas sem sucesso total, uma vez que alguns ciclistas rápidos, como Mads Pedersen (Lidl - Trek) ou Kaden Groven (Alpecin - Deceunink) se aguentaram no grupo da frente. https://twitter.com/giroditalia/status/1922671512521187333 O final discutiu-se ao sprint, ainda que sem alguns dos homens mais importantes para as chegadas rápidas, como Olav Kooij (Visma | LAB), que já tinha ficado para trás. Um sprint em subida onde foi Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) a meter o ritmo nos primeiros metros. Mads Pedersen, cedeu algum espaço a cerca de 2 km do fim, mas nunca perdeu o contacto com a frente do pelotão. No final, teve forças para recuperar posição e sprintar para a terceira vitória neste Giro de Itália. https://twitter.com/giroditalia/status/1922674765573038542 Edoardo Zambanini (Bahrain - Victorious) chegou em segundo, e Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling) fechou o pódio da etapa, na mesma chegada onde Arnaud Démare tinha vencido em 2021. Top 10 da etapa 5 Class.CiclistaEquipaTempo1PEDERSEN MadsLidl - Trek3:27:312ZAMBANINI EdoardoBahrain - Victorious,,3PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team,,4AULAR OrluisMovistar Team,,5FIORELLI FilippoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè,,6STORER MichaelTudor Pro Cycling Team,,7PACHER QuentinGroupama - FDJ,,8RIVERA Brandon SmithINEOS Grenadiers,,9CARUSO DamianoBahrain - Victorious,,10DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG,, Top 10 da classificação geral Class.CiclistaEquipaTempo1PEDERSEN MadsLidl - Trek15:11:522ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+0:173VACEK MathiasLidl - Trek+0:244MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG+0:315DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG+0:326AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG+0:357POOLE MaxTeam Picnic PostNL+0:438TIBERI AntonioBahrain - Victorious+0:449STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+0:4610PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe+0:50 Créditos da fotografia de destaque: @sprintcycling ### Giro de Itália | Etapa 4 | Sprint sorri ao estreante em Grandes Voltas Saiu para a estrada a quarta etapa do Giro de Itália. Numa chegada que se previa ao sprint, Casper Van Unden foi o mais forte. Quarta etapa do Giro de Itália percorreu 189 km entre Alberobello (Pietramadre) e Lecce, num dia plano, onde se previa chegada rápida. Casper Van Unden (Team Picnic PostNL), estreante em grandes voltas, conseguiu a sua primeira vitória na categoria WorldTour. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 3 | Mads Pedersen recupera a Rosa Foto: Francesco Rachello / Tornanti.cc Fuga solitária A etapa do quarto dia do Giro de Itália tinha um percurso plano, feito à medida dos sprinters. Não foi isso que impediu Francisco Muñoz (Team Polti VisitMalta) de arrancar sozinho para a fuga. O espanhol esteve na frente da corrida, sozinho, desde o início da etapa até aos 57 km para o fim da etapa. A partir daí, as equipas dos homens rápidos pegaram na corrida, e controlaram o pelotão para assegurar uma chegada ao sprint em Lecce. https://twitter.com/giroditalia/status/1922254236282224790 Chegada ao sprint A etapa terminava com duas passagens por um circuito em Lecce, com muitas curvas e estreitamento de estradas. Uma abordagem difícil ao final do dia - com as equipas dos sprinters e dos favoritos à geral a lutar por posições na frente do pelotão - que resultou nalgumas quedas com homens importantes, com destaque para Mads Pedersen (Lidl - Trek). A abordagem à meta foi feita em pelotão compacto e a alta velocidade. Casper Van Unden foi o mais forte, e alcançou a primeira vitória da carreira na categoria WorldTour. https://twitter.com/giroditalia/status/1922310802628895064 Em segundo lugar chegou Olav Kooij (Visma | LAB), e a fechar o pódio Maikel Zijlaard (Tudor Pro Cycling). Um trio de neerlandeses nos primeiros três lugares em Itália. Top 10 da etapa ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1VAN UDEN CasperTeam Picnic PostNL4:02:212KOOIJ OlavTeam Visma | Lease a Bike,,3ZIJLAARD MaikelTudor Pro Cycling Team,,4PEDERSEN MadsLidl - Trek,,5KANTER MaxXDS Astana Team,,6GROVES KadenAlpecin - Deceuninck,,7BENNETT SamDecathlon AG2R La Mondiale Team,,8MAGNIER PaulSoudal Quick-Step,,9TURNER BenINEOS Grenadiers,,10MOSCHETTI MatteoQ36.5 Pro Cycling Team,, Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1PEDERSEN MadsLidl - Trek11:44:312ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe+0:073VACEK MathiasLidl - Trek+0:144MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG+0:215DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG+0:226AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG+0:257POOLE MaxTeam Picnic PostNL+0:338TIBERI AntonioBahrain - Victorious+0:349STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+0:3610PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe+0:40 ### Motul Bike chega a Portugal pela Bicimax A Bicimax anunciou o início da representação oficial da gama Motul Bike Care, dedicada à manutenção e cuidado de bicicletas. A partir do dia 12 de Maio de 2025, a Bicimax inicia a distribuição exclusiva da linha de ciclismo da Motul para os mercados de Portugal, Espanha e Andorra. Ler mais | Unior será distribuída pela Bicimax no mercado ibérico Motul A Motul, reconhecida mundialmente na formulação de lubrificantes e produtos de alta performance para o setor automóvel e motorizado, expandiu o seu know-how para o mundo do ciclismo. Com mais de 170 anos de experiência, a marca francesa lançou a sua linha Motul Bike Care em 2021, desenvolvida especificamente para responder às exigências dos ciclistas, com produtos de limpeza, lubrificação e proteção, que garantem o máximo desempenho e durabilidade das bicicletas. Gama de cuidado completa A Bike Care é para todos os ciclistas que pretendem tirar o máximo rendimento das suas bicicletas. As fórmulas foram concebidas para cobrir todas as fases da manutenção e oferecer soluções para as necessidades específicas das bicicletas de estrada e de montanha. A linha para os entusiastas do ciclismo de estrada é associada ao prestigiado Tour de France, sendo o seu produto oficial. Toda a linha foi desenvolvida com atletas do pelotão profissional como é o caso da equipa Cofidis, que conta com o patrocínio oficial da Motul. A linha especial para os amantes de montanha converte-se no produto oficial do UCI Mountain Bike World Series.Ambas foram elaboradas com materiais de primeira qualidade e engenharia sustentável, que garantem em simultâneo um rendimento excecional e responsabilidade ambiental. Linha de estrada Limpeza e manutenção Lubrificação e proteção Proteção anti-furos Linha de Montanha Limpeza e manutenção Lubrificação e proteção Proteção anti-furos ### Giro de Itália | Etapa 3 | Mads Pedersen recupera a Rosa Terceira e última etapa do Giro de Itália na Albânia numa etapa de média montanha que antecedeu o primeiro dia de descanso desta edição. No menu havia 160 km para percorrer e o ponto alto do dia era a subida a Qafa e Llogarasë (10.5km a 7.5%), situada a 40 km da meta. Ler mais | Giro de Itália 2025 – Percurso e todas as etapas Foto: LaPresse Vencedor da segunda etapa em fuga Foram seis os ciclistas que integraram a fuga do dia, entre eles o vencedor do contrarrelógio da segunda etapa, Joshua Tarling (INEOS-Grenadiers). A ele juntaram-se Dries De Bondt (Decathlon AG2R La Mondiale), Lorenzo Germani (Groupama - FDJ), Mark Donovan (Q36.5), Chris Hamilton (Picnic PostNL) e Alessandro Tonelli (Polti VisitMalta). O pelotão, controlado pela Jayco AlUla, Red Bull - BORA - hansgrohe e Lidl-Trek, manteve os escapados sob controlo e a diferença, que superou 3 minutos, começou a baixar significativamente às primeiras dificuldades do dia. Ler mais | Giro de Itália - Etapa 2 - Deceção para Van Aert em dia mais de Roglic LaPresse Ascensão a Qafa e Llogarasë A ascensão a Qafa e Llogarasë era o centro das atenções da terceira etapa e a subida fez-se em grande parte ao ritmo da Lidl-Trek de Mads Pedersen. Inconformados, vários ciclistas atacaram do pelotão e a fuga rapidamente foi alcançada: Pello Bilbao (Bahrain - Victorious), Chris Hamilton (Picnic PostNL), Lorenzo Fortunato (XDS Astana), Alessandro Tonelli (Polti VisitMalta) e Lorenzo Germani (Groupama - FDJ) foram os corredores que mexeram na corrida. Fortunato e Bilbao distanciaram-se dos restantes e dobraram a subida com um minuto de vantagem para o pelotão, iniciando a rápida descida que levava à meta. Foto: Ivan Benedetto/Sprint Cycling Agency Decisão da etapa Na descida e aproximação à meta, a Lidl-Trek continuou o excelente trabalho no Giro e alcançou os ciclistas que restavam na frente da corrida. A etapa aproximou-se a bom ritmo da sua decisão e, tal como aconteceu na primeira etapa, um pelotão reduzido lutou ao sprint pela jornada. Mads Pedersen confirmou o grande momento de forma e venceu a terceira etapa num sprint tirado a ferros frente a Corbin Strong (Israel - Premier Tech). Orluis Aular (Movistar) voltou a fechar terceiro. Mads Pedersen e a Lidl-Trek continuam o grande Giro de Itália e fazem a dobradinha, reconquistando também a camisola Rosa. Foto: @sprintcycling Vídeo da chegada https://twitter.com/CyclingLegend_/status/1921586747172892900 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PEDERSEN MadsLidl - Trek3:49:472 STRONG CorbinIsrael - Premier Tech,,3 AULAR OrluisMovistar Team,,4 RIVERA Brandon SmithINEOS Grenadiers,,5 ZAMBANINI EdoardoBahrain - Victorious,,6 OLDANI StefanoCofidis,,7 VENDRAME AndreaDecathlon AG2R La Mondiale Team,,8 MARCELLUSI MartinVF Group - Bardiani CSF - Faizanè,,9 FIORELLI FilippoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè,,10 SCARONI ChristianXDS Astana Team,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PEDERSEN MadsLidl - Trek7:42:102 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:093 VACEK MathiasLidl - Trek0:144 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG0:215 AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0:256 DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:267 POOLE MaxTeam Picnic PostNL0:338 TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:349 STORER MichaelTudor Pro Cycling Team0:3610 PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe0:40 Perfil da próxima etapa ### Trek tem 8 novas cores no Project One Chroma A Trek expandiu a sua coleção Project One Chroma com oito novas cores: Mirror, Gold, Ivy, Pink, Root Beer, Ruby, Sapphire e Violet. Disponível inicialmente apenas para os ciclistas profissionais, a coleção Chroma tornou-se rapidamente num dos esquemas de pintura mais procurados do Project One. Ler mais | Trek apresenta o novo esquema de pintura ICON Serpentine Coleção Chroma A coleção Chroma é uma homenagem às cores metálicas encontradas nos quadros das bicicletas dos anos 80 e 90. Ao contrário do processo de cromagem utilizado há décadas, os artistas do Project One da Trek levaram quase cinco anos a desenvolver esta técnica de pintura complexa. Para além de procurarem um processo muito mais limpo do que as bicicletas cromadas do passado, tinham também como objetivo encontrar uma solução para que a pintura brilhante aderisse à fibra de carbono. Ler mais | As novas cores Project One da Trek Estreia em 2021 no Tour Após anos de tentativas e erros, a pintura Trek Chroma fez finalmente a sua estreia em 2021 no Tour de France, lançando imediatamente este esquema de pintura para a ribalta. Com oito novas cores a juntarem-se à coleção Chroma, os ciclistas têm agora mais opções de escolha em relação ao esquema de pintura mais procurado no Project One.  As novas cores estão apenas disponíveis com a Madone SLR Gen8 através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a sua bicicleta de sonho através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Giro de Itália | Etapa 2 | Deceção para Van Aert em dia mais de Roglic Saiu para a estrada a segunda etapa do Giro de Itália. Contrarrelógio em Tirana deu vitória para Joshua Tarling e Primoz Roglic já veste de rosa. Contrarrelógio de 13,7 km em Tirana, na Albânia, para marcar as primeiras diferenças entre os favoritos à geral no Giro de Itália. Joshua Tarling (INEOS Grenadiers) alcançou a primeira vitória em Grandes Voltas, Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) ascendeu à liderança e Wout Van Aert (Visma | LAB) falhou o assalto à camisola rosa. Ler mais | Giro de Itália | Etapa 1 | Histórico Mads Pedersen veste a rosa LaPresse Etapa 2 do Giro de Itália Depois do primeiro dia, que terminou ao sprint, os ciclistas enfrentaram um contrarrelógio de 13,7 km em Tirana. O percurso plano tinha uma dificuldade a meio - subida a Sauk, com 1,5 km a 4,9% de pendente média. Joshua Tarling foi o grande vencedor. O prodígio britânico do esforço individual bateu os tempos de referência que já estavam marcados, de Jay Vine (UAE Emirates XRG) e Edoardo Affini (Visma | LAB), por 0:03 e 0:06, respetivamente. LaPresse Também resistiu à chegada dos favoritos à classificação geral. Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) não teve o melhor dia, e terminou a 0:17 do primeiro. Primoz Roglic, por outro lado, assinou uma tremenda exibição: chegou a 0:01 do vencedor e assumiu a camisola rosa no segundo dia de competição. Wout Van Aert foi a desilusão do dia. O belga, que apontava à liderança da Grande Volta italiana, esteve vários furos abaixo do seu nível habitual, e fechou "apenas" na 34ª posição, a 0:37 de Tarling. Afonso Eulálio (Bahrain - Victorious) chegou a 1:23 do primeiro lugar. Foto: LaPresse Ler mais | Entrevista | Afonso Eulálio no Giro com direito a sonhar Etapa 3 No próximo domingo, dia 11 de maio, corre-se a terceira etapa do Giro de Itália - última na Albânia, antes do primeiro dia de descanso da prova. Uma etapa que pode voltar a mexer com a classificação geral, com uma subida de segunda categoria (10,5 km a 7,5%), a menos de 40 km da meta, seguida de longa descida até ao fim da tirada. Giro de Itália Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=05RbblEPBQI&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 2 Class.CiclistaEquipaTempoMédia (km/h)1TARLING JoshuaINEOS Grenadiers16.0751.0032ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0.0150.9503VINE JayUAE Team Emirates - XRG0.0350.8454AFFINI EdoardoTeam Visma | Lease a Bike0.0650.6895VACEK MathiasLidl - Trek0.0650.6896HOOLE DaanLidl - Trek0.0850.5857PEDERSEN MadsLidl - Trek0.1250.3788MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG0.1350.3279HAYTER EthanSoudal Quick-Step0.1450.27510AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0.1750.122 Top 10 da classificação geral Class.CiclistaEquipaTempo1ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe3:52:322PEDERSEN MadsLidl - Trek0:013VACEK MathiasLidl - Trek0:054MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG0:125AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0:166DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:177POOLE MaxTeam Picnic PostNL0:248TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:259STORER MichaelTudor Pro Cycling Team0:2710PELLIZZARI GiulioRed Bull - BORA - hansgrohe0:31 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Volta a Espanha Feminina | Não há rivais para Demi Vollering Última etapa da Volta a Espanha Feminina com muita montanha para as decisões. Demi Vollering venceu a etapa e confirmou a vitória na geral. Saiu para a estrada a sétima, e última etapa da Volta a Espanha Feminina. A etapa acabava com a ascensão ao Alto de Cotobello (10,5 km a 8%). Demi Vollering (FDJ - Suez) confirmou a segunda vitória consecutiva na classificação geral. Ler mais | Volta a Espanha Feminina | A segunda para a campeoníssima Foto: LaPresse 7ª etapa da Volta a Espanha Feminina Etapa de decisões na primeira Grande Volta do ano. 152 km de extensão entre La Robla e Alto de Cotobello. Nos últimos 70 km, três subidas duras para decidir a geral: Alto de la Colladona (5,5 km a 7,4%), Alto de la Colladela (7 km a 7,7%), seguidas da derradeira ascensão do dia, até Alto de Cotobello. Um dia nervoso, com muitos ataques no pelotão e uma fuga que tardou a formar-se. Agnieszka Skalniak-Sójka (CANYON//SRAM zondacrypto) andou sozinha na frente durante muito tempo. Femke De Vries (Visma | LAB) conseguiu juntar-se à frente da corrida, mas a 34 km do fim o pelotão já rodava todo junto. As decisões ficaram guardadas para a última subida. A SD Worx - Protime assumiu as rédeas no grupo, na tentativa de colocar Demi Vollering em dificuldades. Anna Van Der Breggen tentou colocar pressão na compatriota, mas sem sucesso. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1921179469697437982?t=ITSC93VCy-VjuE9tsv35pA&s=08 Hora das decisões Nos últimos quilómetros da subida, um quarteto com Vollering, Van der Breggen, Marlen Reusser (Movistar) e Cédrine Kerbaol (EF Education-Oatly) comandava a corrida. Seguiram juntas até aos últimos 700 metros, quando Vollering atacou o grupo. A neerlandesa confirmou a vitória na etapa rainha, e a geral na Volta a Espanha Feminina. Em segundo lugar chegou Marlen Reusser, em terceiro Anna Van Der Breggen - estas também foram as classificações que as ciclistas ocuparam no pódio da classificação geral. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1921197667381633125?t=fBTZQ8w4ugzEPcL8H1Vrmg&s=08 Demi Vollering continua o seu domínio nas corridas por etapas. A neerlandesa quer redimir-se da derrota no Tour de France de 2024, e parece estar na melhor forma para o fazer. Depois de perder a Volta a Espanha Feminina em 2023, com um infeliz incidente de corrida pelo meio, triunfa pelo segundo ano consecutivo na Vuelta. Ler mais | Demi Vollering na FDJ-SUEZ é bênção para o ciclismo feminino Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=eabcZsvBsCs&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da Etapa 7 ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo Total1VOLLERING DemiFDJ - SUEZ4:23:342REUSSER MarlenMovistar Team+0:113VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime+0:254KERBAOL CédrineEF Education-Oatly+0:355FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek+0:566LABOUS JulietteFDJ - SUEZ+1:057TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco+1:228MUZIC ÉvitaFDJ - SUEZ+1:429BUNEL MarionTeam Visma | Lease a Bike+1:5210VINKE NienkeTeam Picnic PostNL+2:06 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo Total1VOLLERING DemiFDJ - SUEZ19:41:322REUSSER MarlenMovistar Team+1:013VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime+1:164KERBAOL CédrineEF Education-Oatly+2:345LABOUS JulietteFDJ - SUEZ+3:246FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek+3:257TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco+4:078KASTELIJN YaraFenix-Deceuninck+5:209VINKE NienkeTeam Picnic PostNL+5:4010MUZIC ÉvitaFDJ - SUEZ+5:41 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Giro de Itália | Etapa 1 | Histórico Mads Pedersen veste a rosa Arranque da primeira grande volta da temporada com o Giro de Itália a ter a Grande Partenza na cidade albanesa de Durrës, onde Mads Pedersen foi o protagonista de uma jornada histórica. Os ciclistas tiveram pela frente uma etapa de 160 km de média montanha, com uma subida de segunda e duas de terceira categoria, as duas últimas já na parte final da etapa. Entrevista | Afonso Eulálio no Giro com direito a sonhar Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Pelotão não deu chances aos escapados Foram quatro os ciclistas que desde cedo animaram a etapa e integraram a fuga do dia: Sylvain Moniquet (Cofidis), Alessandro Tonelli (Polti VisitMalta), Manuele Tarozzi (VF Group - Bardiani CSF - Faizanè), Alessandro Verre (Arkéa - B&B Hotels). Liderado pela Visma | LAB e Lidl-Trek, o pelotão não deu chances aos escapados que a 40 km do fim foram apanhados. A partir deste ponto, a corrida entrava na sua fase decisiva com a dupla ascensão a Surrel (7 km à 4,4 %). Foto: Sprint Cycling Decisão da etapa Impondo um ritmo forte nas subidas, a Visma | LAB, primeiro, e a Lidl-Trek, depois, foram eliminando vários ciclistas do grupo. Na descida para a meta vários ciclistas caíram. Nota para o abandono de Mikel Landa (Soudal-Quickstep) que em duas ocasiões fechou no pódio do Giro. A etapa decidiu-se ao sprint, com o pelotão a ter pouco mais de 30 ciclistas a disputar a primeira vitória e maglia rosa desta edição do Giro de Itália. Vídeo | Mikel Landa no TopCycling Foto: La Presse Estreia de Pedersen a liderar uma grande volta Mads Pedersen confirmou o favoritismo e finalizou o excelente trabalho da Lidl-Trek durante toda a etapa vencendo a primeira tirada deste Giro. Van Aert ficou no segundo posto com Orluis Aular a fechar o pódio. É a estreia de Pedersen a liderar uma grande volta. O ciclista da Lidl-Trek torna-se também o primeiro dinamarquês a liderar o Giro. Vídeo da chegada https://twitter.com/cyclingontnt/status/1920860117840392306 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PEDERSEN MadsLidl - Trek3:36:242 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike,,3 AULAR OrluisMovistar Team,,4 BUSATTO FrancescoIntermarché - Wanty,,5 PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team,,6 ULISSI DiegoXDS Astana Team,,7 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost,,8 POOLE MaxTeam Picnic PostNL,,9 CONCI NicolaXDS Astana Team,,10 PIGANZOLI DavideTeam Polti VisitMalta,, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PEDERSEN MadsLidl - Trek3:36:142 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike0:043 AULAR OrluisMovistar Team0:064 BUSATTO FrancescoIntermarché - Wanty0:105 PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team,,6 ULISSI DiegoXDS Astana Team,,7 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost,,8 POOLE MaxTeam Picnic PostNL,,9 CONCI NicolaXDS Astana Team,,10 PIGANZOLI DavideTeam Polti VisitMalta,, Perfil da 2.ª etapa (contrarrelógio) ### Specialized Apresenta a S-Works Tarmac SL8 Remco Golden Season A Specialized lançou oficialmente o modelo S-Works Tarmac SL8: Remco Golden Season LTD, para celebrar a temporada olímpica de 2024 de Remco Evenepoel, num ano em que a marca festejou também os 50 anos. Ler mais | Specialized disponibiliza os quadros do WorldTour para todos S-Works Tarmac SL8 "Made in Racing" Esta nova versão da S-Works Tarmac SL8 "Made in Racing" possui um acabamento em dourado, com a mesma configuração usada pela Soudal-Quickstep: cockpit Roval Rapide, rodas Rapide CLX II e selim S-Works Power Mirror. Apenas Remco e 272 ciclistas sortudos em todo o mundo terão a oportunidade de possuir esta edição limitada. Disponibilidade No lançamento, as bicicletas estarão disponíveis para venda exclusivamente online, com a única opção de Recolha em Loja (Click and Collect). Adicionalmente, 5 unidades estarão fisicamente disponíveis em 5 lojas selecionadas estrategicamente pela sua localização geográfica, com o objetivo de dar visibilidade a esta edição limitada junto da comunidade ciclista. Livro autografado Cada cliente que adquirir uma bicicleta receberá um exemplar assinado do livro de Remco Evenepoel:Full Gas – Strive for PerfectionOs livros serão enviados diretamente para cada loja que receber uma bicicleta (incluindo os pedidos com recolha em loja). Cada exemplar será entregue ao cliente juntamente com a bicicleta no momento da compra. ### Volta a Espanha Feminina | A segunda para a campeoníssima Sexta, e penúltima etapa da Volta a Espanha Feminina correu-se esta sexta feira. Marianne Vos voltou a vencer antes da jornada decisiva. A sexta etapa da Volta a Espanha Feminina tinha reservado um dia plano para as ciclistas, com algumas dificuldades no final para confundir as equipas das sprinters. Mariane Vos (Visma | LAB), a campeoníssima, venceu pela segunda vez na prova espanhola. Ler mais | Volta a Espanha Feminina | Primeira chegada em alto Créditos: A.S.O. Thomas Maheux 6ª etapa da Vuelta O dia começou com uma fuga muito numerosa na frente da corrida, onde se destacava a presença de Daniela Campos, a portuguesa da Eneicat - CMTeam. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1920794296829030758 O grupo foi apanhado a 46 km, e nessa altura destacou-se um trio com Sarah Roy (EF Education-Oatly), Nicole Steigenga (AG Insurance - Soudal Team) e Lea Lin Teutenberg (Lotto Ladies). As três trabalharam bem juntas, mas o pelotão não deu margem, e voltou a reintegrar o grupo a 14 km do fim. Nessa altura começaram os ataques no grupo das favoritas. Um quarteto com Demi Vollering (FDJ - Suez), Marianne Vos, Liane Lippert (Movistar) e Van Der Breggen (SD Worx - Protime) chegou a andar escapado dentro dos últimos quilómetros, mas foi alcançado por um pelotão com cerca de 50 unidades. O dia ia terminar ao sprint. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1920828476145258702 A chegada foi apertada, mas voltou a ser Marianne Vos a levantar os braços. Mischa Bredewold (SD Worx - Protime) deu muita luta e terminou em segundo. A fechar o pódio, Ally Wollaston (FDJ - Suez). Segunda vitória nesta edição da Volta a Espanha Feminina, sexta no total da Grande Volta espanhola, no dia em que Marianne Vos levantou os braços pela 257ª vez como ciclista profissional - a primeira foi a 30 de abril de 2006, há quase 20 anos. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1920829880079401158 Amanhã corre-se a sétima, e última etapa da Volta a Espanha, onde a classificação geral se deve decidir na derradeira ascensão da corrida: Alto de Cotobello, com 10,5 km de extensão a 8% de pendente média. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=e-dLtya1z6Y&t=194s&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 6 da Volta a Espanha Feminina RankCiclistaEquipeTempo Total1VOS MarianneTeam Visma | Lease a Bike3:00:092BREDEWOLD MischaTeam SD Worx - Protime,,3WOLLASTON AllyFDJ - SUEZ,,4GILLESPIE LaraUAE Team ADQ,,5STEIGENGA NicoleAG Insurance - Soudal Team,,6SKALNIAK-SÓJKA AgnieszkaCANYON//SRAM zondacrypto,,7FERGUSON CatMovistar Team,,8JASTRAB MeganTeam Picnic PostNL,,9OSTOLAZA UsoaLaboral Kutxa - Fundación Euskadi,,10WOLFF ImogenTeam Visma | Lease a Bike,, Top 10 da classificação geral RankCiclistaEquipeTempo Total1VOLLERING DemiFDJ - SUEZ15:18:082VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime+0:453REUSSER MarlenMovistar Team+0:464KERBAOL CédrineEF Education-Oatly+1:495MARKUS RiejanneLidl - Trek+2:056LABOUS JulietteFDJ - SUEZ+2:097FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek+2:198OSTOLAZA UsoaLaboral Kutxa - Fundación Euskadi+2:269TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco+2:3510KASTELIJN YaraFenix-Deceuninck+2:57 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. Charly Lopez ### Entrevista | Afonso Eulálio no Giro com direito a sonhar TopCycling com Afonso Eulálio no arranque do Giro de Itália. Figueirense integra o bloco do candidato ao pódio Antonio Tiberi. Em maio de 2024, Afonso Eulálio descansava em casa após correr Volta a Astúrias e GP Beiras, longe de pensar que um ano depois estaria a arrancar para três semanas de Giro de Itália. O figueirense trocou da Feirense-Beeceler para a Bahrain Victorious e quatro meses após chegar ao WorldTour estreia-se numa grande volta. “O top 15 no Tour Down Under, na estreia, foi uma surpresa. Só levámos sprinters pelo que tive oportunidade de fazer a minha corrida. O resto da época fiz no apoio ao Lenny Martinez, ao Antonio Tiberi e ao Pello Bilbao, sempre em corridas com rivais fortes onde não tive que pensar muito na corrida em si, mas em fazer o trabalho que me pediram.” Afonso Eulálio ao TopCycling. Ler mais | Afonso Eulálio top 15 na estreia no WorldTour Eulálio ajudou Martinez a fechar top 4 na Catalunha.Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Prioridade é apoiar Tiberi Ao Giro chega com 29 dias de competição e a certeza de ter entrado no projeto com o pé direito, ao ponto de acompanhar o líder Antonio Tiberi na luta pelo pódio. O corredor de Frosinone, província de Lazio, tem 23 anos e foi 5.º na passada edição, na qual foi o melhor jovem. A prioridade é apoiar Tiberi, sem fechar as portas à ambição pessoal. “Quando tiver a oportunidade vou tentar entrar numa fuga. Nunca será ir para a fuga para mostrar a camisola, mas com o plano de ajudar o Tiberi ou a pensar na etapa. Era curioso tentar na 9.ª etapa, dia tipo Strade Bianche, que corri este ano e adorei. Senti-me bem na bicicleta e é daquelas etapas que se ficas num corte nunca mais chegas à frente, logo, para os homens da geral, que na alta montanha andam quase todos ao mesmo nível, pode ser um dia de perder minutos.” Afonso Eulálio ao TopCycling. Ler mais | Afonso Eulálio fascinou Joaquim Andrade Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency "Tem sido uma experiência agridoce" O papel de gregário é assumido com brio, mas Afonso Eulálio reconhece que a transição de Portugal para o WorldTour não tem tido só altos. Um dos aspetos complicados é a gestão das expetativas, isto após ter ganho etapas no GP Jornal de Notícias, GP Joaquim Agostinho e ter passado uma semana de amarelo na Volta a Portugal. “Tem sido uma experiência agridoce porque a realidade é distinta e passei momentos difíceis. Aqui não nos falta nada, a equipa acompanha-nos em todos os momentos e o material é do melhor que há. Só que vim de uma Continental, estou em aprendizagem, passei a ser mais um, quando em Portugal era dos mais fortes. Também passava mais tempo com a família; este ano de certeza que estive mais dias fora do que em casa.” Afonso Eulálio ao TopCycling. https://www.youtube.com/watch?v=luSaNNngwA4 Em janeiro, o TopCycling foi a Altea (Espanha), conferir o primeiro estágio de Afonso Eulálio com a Bahrain Victorious. O ofício de ciclista Aprender o ofício de ciclista, saber quando gastar e quando poupar, melhorar a leitura de corrida. O processo de crescimento do figueirense é o mesmo pelo qual passam as duas jovens figuras da equipa: Antonio Tiberi, de 23 anos, e Lenny Martinez, de 21 anos. O francês chegou este ano à equipa e mostrou serviço batendo João Almeida em Thyon 2000, na Volta à Romandia, e ganhando no Paris-Nice. Já o italiano é um dos "roladores-trepadores" mais sólidos da nova geração. “O Lenny e o Tiberi são bastante fortes, mas são líderes em processo de aprendizagem que ainda não têm a experiência do Bilbao ou do Caruso, que sabem muito. No Giro o líder é o Tiberi, que é um atleta forte que deverá fazer a diferença no contrarrelógio. O ponto forte dele é a consistência: não é daqueles que ganha sempre nem vai ganhar um minuto na alta montanha, mas também não vai perder porque é daqueles que está sempre no grupo." Afonso Eulálio ao TopCycling. Ler mais | João Almeida candidato a uma “grande” após dominar Romandia Tiberi no pódio do Tirreno com Ganna e Ayuso.Foto: Tommaso Pelagalli/Sprint Cycling Agency O maestro Damiano Caruso A orquestrar o bloco da Bahrain Victorious está o maestro Damiano Caruso, 2.º classificado no Giro e tem sido o mentor de Tiberi. O siciliano tem pensado pendurar a bicicleta no final do ano, mas está a um nível tão alto que ninguém sabe ao certo se o fará. Afonso Eulálio reconhece a importância de Caruso. “Se calhar, com quem mais tenho aprendido é com o Caruso. Nestes meses observei que quando estamos em corrida quem manda é o Caruso, sobretudo nas fases cruciais. Por exemplo, se há ataques ou fecho o espaço ou espero, mas o Caruso sabe ler a corrida e qual a postura a adotar nessas situações.” Afonso Eulálio ao TopCycling. ### Volta a Espanha Feminina | Primeira chegada em alto Quinto dia de competição da Volta a Espanha feminina quando a prova entra na sua fase decisiva com a primeira chegada em alto. As ciclistas tinham 120 km para percorrer entre Golmayo e Lagoas de Neila onde a etapa terminou numa subida de primeira categoria (6,5km a 9.1%) coroada a 1266 metros de altitude, o ponto mais alto desta edição. Ler mais | Volta a Espanha Feminina - O regresso de van der Breggen Foto: Unipublic/CXCLING Quarteto em fuga Foram quatro as ciclistas que formaram a fuga do dia: Maike van der Duin, Julia Borgström, Arianna Fidanza e Lea Lin Teutenberg. O pelotão teve sempre a ciclistas escapadas sob controlo e acabou por as alcançar quando a etapa entrava na sua fase mais decisiva, a 25 km do fim. Foto: Unipublic/Alex Berasategi Alto de Rozavientos A jornada começou a jogar-se na subida que antecedeu a ascensão às Lagoas de Neila, na montanha de segunda categoria, Alto de Rozavientos (3.8km à 8.4%). Foi a equipa de Demi Vollering, FDJ - SUEZ a impôr um ritmo forte quando a estrada inclinou, eliminando ciclistas subida acima. Quando se iniciou a descida eram poucas mais de dez, as ciclistas que resistiam na frente. Foto: Unipublic/Alex Berasategi Ascensão a Lagoas de Neila No início da subida Mareille Meijering (Movistar) atacou, tendo sido seguida por Mischa Bredewold (SD Worx - Protime) As ciclistas atacantes foram alcançadas enquanto que o grupo das favoritas ia ficando cada vez mais reduzido. Demi Vollering (FDJ - SUEZ) atacou a 3 km do fim não havendo capacidade de reação pelas rivais. A ciclista neerlandesa seguiu sozinha e levantou os braços na meta.Marlen Reusser (Movistar) ficou no segundo lugar da etapa enquanto que o terceiro posto ficou para van der Breggen (SD Worx - Protime) Vollering leva assim a vitória e é a nova líder da Volta a Espanha feminina com 45 segundos de vantagem para a mais direta adversária van der Breggen. Foto: LaPresse Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VOLLERING DemiFDJ - SUEZ3:19:572 REUSSER MarlenMovistar Team0:243 VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime0:564 ROOIJAKKERS PaulienaFenix-Deceuninck1:105 OSTOLAZA UsoaLaboral Kutxa - Fundación Euskadi1:206 KERBAOL CédrineEF Education-Oatly1:237 BUNEL MarionTeam Visma | Lease a Bike1:278 LABOUS JulietteFDJ - SUEZ1:519 MARKUS RiejanneLidl - Trek1:5310 CAVALLAR ValentinaArkéa - B&B Hotels Women2:01 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VOLLERING DemiFDJ - SUEZ818″12:17:592 VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime14″0:453 REUSSER MarlenMovistar Team6″0:464 KERBAOL CédrineEF Education-Oatly2″1:495 MARKUS RiejanneLidl - Trek2:056 LABOUS JulietteFDJ - SUEZ2:097 FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek2:198 OSTOLAZA UsoaLaboral Kutxa - Fundación Euskadi2:269 TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco2:3510 KASTELIJN YaraFenix-Deceuninck2:57 ### Volta a Espanha Feminina | O regresso de van der Breggen A quarta etapa da Volta a Espanha Feminina ligou Pedrola a Borja, num percurso de 111 km que incluía uma contagem de segunda e uma de primeira categoria. Depois do contrarrelógio por equipas e duas etapas disputadas ao sprint, a dureza começou a chegar à Vuelta, num dia em que as favoritas à geral começaram a aparecer . Foto: Unipublic/Alex Berasategi Desenrolar da etapa Apesar de vários ataques e várias ciclistas a tentarem formar uma fuga o pelotão rodou quase sempre sozinho e não houve fuga digna de registo. O pelotão rodou compacto até à entrada da última subida do dia, El Buste (4,5km a 5,6%), subida esta inédita em provas profissionais de ciclismo. Mal a estrada inclinou, várias ciclistas perderam o contacto com o pelotão graças ao ritmo da FDJ-SUEZ de Demi Vollering. Com a ajuda da Movistar Team nas rédeas do pelotão, o grupo continuou a perder ciclistas e iniciou a descida para a meta com poucas mais de 20 ciclistas. Foto: Unipublic/Alex Berasategi Decisão da etapa A descida e aproximação à meta fez-se rápida e com vários ataques de Kerbaol Cédrine (EF Education-Oatly) e Anna van der Breggen (Team SD Worx - Protime). Este ataque tardio deu os seus resultados e o pelotão nunca mais apanhou a recém-regressada ao ciclismo van der Breggen. Com este resultado a SD Worx - Protime tem agora as duas primeiras classificadas desta Volta a Espanha Feminina. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1920133671589204046 Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime2:49:552 VOS MarianneTeam Visma | Lease a Bike0:123 VOLLERING DemiFDJ - SUEZ,,4 TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco,,5 KERBAOL CédrineEF Education-Oatly,,6 LIPPERT LianeMovistar Team,,7 GERRITSE FemkeTeam SD Worx - Protime,,8 REUSSER MarlenMovistar Team,,9 NIEWIADOMA KatarzynaCANYON//SRAM zondacrypto,,10 MARKUS RiejanneLidl - Trek,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 GERRITSE FemkeTeam SD Worx - Protime8:57:512 VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime0:043 VOS MarianneTeam Visma | Lease a Bike0:104 VOLLERING DemiFDJ - SUEZ0:215 MARKUS RiejanneLidl - Trek0:236 FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek,,7 TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco0:268 BREDEWOLD MischaTeam SD Worx - Protime,,9 GARCÍA MaviLiv AlUla Jayco,,10 MUZIC ÉvitaFDJ - SUEZ0:29 ### Volta a Espanha Feminina - Femke Gerritse vence e é nova líder Terceira etapa da Volta a Espanha Feminina saiu para a estrada esta terça feira. Dia plano onde Femke Gerritse venceu na chegada ao sprint. Etapa plana no terceiro dia da Volta a Espanha Feminina. A chegada ao sprint era previsível, onde Femke Gerritse (SD Worx - Protime) foi a mais forte. A neerlandesa é a nova camisola vermelha da competição. Ler mais | Volta a Espanha Feminina – Marianne Vos vence sprint caótico Créditos: Unipublic/Charly López 3ª etapa O terceiro dia da Volta a Espanha Feminina ligou Barbastro a Huesca, ao longo de 132 km. Etapa plana, mas com dificuldades: o vento esteve presente e tornou a tirada numa corrida nervosa, onde a colocação era muito importante. Uma fuga de cinco ciclistas saiu para a frente da corrida no início da etapa. O pelotão, com as equipas das sprinters em destaque, controlou o quinteto da frente, que nunca teve grande margem. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1919769830732742829 Nos últimos quilómetros o pelotão já rodava todo junto, apesar de algumas ciclistas terem ficado para trás em cortes devido ao vento. A chegada, como se esperava, foi ao sprint. Marianne Vos (Visma | LAB) parecia posicionada de forma perfeita, na roda do comboio da SD Worx - Protime. Mas Femke Gerritse demonstrou muita força e não deixou a campeoníssima ultrapassá-la. Venceu, com Vos em segundo, e Linda Zanetti (Uno-X Mobility) a fechar o pódio. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1919773296477798446 Gerritse, que alcançou a primeira vitória de nível WorldTour da carreira, já tinha bonificado no sprint intermédio da etapa, e já era a nova camisola vermelha virtual antes da chegada. Com a vitória, aumentou ainda mais a liderança no 1º lugar da classificação geral. Para a próxima etapa estão reservadas as primeiras dificuldades montanhosas da Volta a Espanha Feminina. A partir dessa quarta etapa, as ciclistas que lutam pela classificação geral devem ganhar cada vez mais destaque. Top 10 da 4º etapa da Volta a Espanha Feminina ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1GERRITSE FemkeTeam SD Worx - Protime3:23:242VOS MarianneTeam Visma | Lease a Bike"3ZANETTI LindaUno-X Mobility"4BREDEWOLD MischaTeam SD Worx - Protime"5JASTRAB MeganTeam Picnic PostNL"6GUAZZINI VittoriaFDJ - SUEZ"7PATERNOSTER LetiziaLiv AlUla Jayco"8NIEWIADOMA KatarzynaCANYON//SRAM zondacrypto"9FERGUSON CatMovistar Team"10SKALNIAK-SÓJKA AgnieszkaCANYON//SRAM zondacrypto" Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1GERRITSE FemkeTeam SD Worx - Protime6:07:502VOS MarianneTeam Visma | Lease a Bike0:123PATERNOSTER LetiziaLiv AlUla Jayco"4MARKUS RiejanneLidl - Trek0:175TRINCA COLONEL MonicaLiv AlUla Jayco0:206BREDEWOLD MischaTeam SD Worx - Protime"7VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime"8GARCÍA MaviLiv AlUla Jayco"9VOLLERING DemiFDJ - SUEZ0:2310LE NET MarieFDJ - SUEZ" Créditos da fotografia de destaque: Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images ### Volta a Espanha Feminina - Marianne Vos vence sprint caótico Segunda etapa da Volta a Espanha Feminina saiu para a estrada esta segunda feira. Marianne Vos triunfou numa chegada ao sprint. O segundo dia da Volta a Espanha Feminina saiu para a estrada num dia com poucas dificuldades, para além da chuva que caiu durante a etapa. Marianne Vos (Visma | LAB) venceu na chegada rápida, num dia em que Daniela Campos chegou a cair. Ler mais | Volta a Espanha Feminina – Lidl – Trek vence contrarrelógio apertado Créditos: A.S.O. Billy Ceusters 2ª etapa Segunda dia da Volta a Espanha feminina com poucas dificuldades para as ciclistas, apesar do mau tempo que se fez sentir. 99 km com partida em Molins de Rei, e chegada, que se esperava ao sprint, em Sant Boi de Llobregat. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1919407705145397510 Apesar de alguns ataques ao longo da etapa, a segunda tirada da Volta a Espanha Feminina não chegou a ter uma fuga estabelecida. Nota para a queda de Daniela Campos (Eneicat – CMTeam) a cerca de 37 km do fim - a ciclista portuguesa permaneceu na corrida. A chegada, tal como se esperava, foi ao sprint. Uma chegada caótica, que incluiu quedas no final. Marianne Vos foi a mais forte, e continua a adicionar vitórias ao seu tremendo palmarés. A neerlandesa chegou à frente de Letizia Paternoster (Liv AlUla Jayco) e Letizia Borghesi (EF Education-Oatly). Ellen Van Dijk ficou cortada, e perdeu a camisola vermelha para a segunda da etapa, Letizia Paternoster. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1919412084594393298 Top 10 da 3ª etapa da Volta a Espanha Feminina RankCiclistaEquipaTempo1Marianne VosTeam Visma | Lease a Bike2:35:132Letizia PaternosterLiv AlUla Jayco,,3Letizia BorghesiEF Education-Oatly,,4Anna HendersonLidl - Trek,,5Monica Trinca ColonelLiv AlUla Jayco,,6Ally WollastonFDJ - SUEZ,,7Franziska KochTeam Picnic PostNL,,8Katarzyna NiewiadomaCANYON//SRAM zondacrypto,,9Cédrine KerbaolEF Education-Oatly,,10Laura TomasiLaboral Kutxa - Fundación Euskadi,, Top 10 da classificação geral RankCiclistaEquipaTempo1Letizia PaternosterLiv AlUla Jayco2:44:402Femke GerritseTeam SD Worx - Protime+23Anna HendersonLidl - Trek+34Niamh Fisher-BlackLidl - Trek,,5Riejanne MarkusLidl - Trek,,6Shirin Van AnrooijLidl - Trek,,7Monica Trinca ColonelLiv AlUla Jayco+68Anna van der BreggenTeam SD Worx - Protime,,9Mischa BredewoldTeam SD Worx - Protime,,10Mavi GarcíaLiv AlUla Jayco,, Créditos da fotografia de destaque: Unipublic Sprint Cycling Agency ### Vamos ao Gravel Birds: Evento de ultradistância e bikepacking no coração do Alentejo O Gravel Birds é um evento de ciclismo de aventura e ultradistância em bikepacking, que percorre o Baixo Alentejo. Entre 10 e 15 de maio Castro Verde volta a ser o epicentro deste evento que vai na sua 4.ª edição e que tem vindo a crescer a cada ano, atraindo ciclistas de várias nacionalidades, todos em busca da mesma coisa: paz e aventura. https://youtu.be/u0l254qbbcU?si=Y6QY-uqSg-l9xS5n Este ano propus-me finalmente a realizar este evento. Embora o Gravel Birds já vá para a sua quarta edição, este namoro já era antigo. Como costumo dizer, o Alentejo é o paraíso do Gravel e quando conheci o evento fiquei apaixonado pelo conceito, pela zona, pelas paisagens, enfim, foi desde logo algo que quis fazer, mas que só este ano se irá proporcionar. Como noutras ocasiões, quero viver a prova por dentro, apanhar um valente "empeno" e também poder mostrar-vos como é realmente participar num evento como este. Algumas particularidades Para os menos familiarizados com o conceito destas provas de ultra-distância sem suporte, explico algumas particularidades. Não há carros ou equipas de apoio, nem abastecimentos programados. Todos os participantes arrancam à mesma hora e, a partir daí é cada um por si, sem apoios. Quando chega o final do dia, quem quiser parar para dormir, dorme. Quem quiser seguir noite dentro, segue. Há quem durma em hotéis, há quem se enrosque num saco-cama sob as estrelas. Tudo vale, desde que o apoio venha de estruturas acessíveis a todos (supermercados, cafés, lojas, alojamentos locais…). Créditos: Gravel Birds O percurso principal são 750 km. num terreno misto entre terra batida e asfalto (sendo que 72% do percurso são estradões de terra), e o tempo-limite para o completar são seis dias. Para quem quiser uma versão mais curta, a organização criou a L’Abetarda 330, com 330 km., focada no interior do Baixo Alentejo. Podes ver todas as informações aqui, no website do evento: www.gravelbirds.cc/gravel-birds-ultracycling/ ### João Almeida candidato a uma "grande" após dominar Romandia O que disse João Almeida após a vitória na Volta à Romandia? Sente-se candidato a uma grande Volta? Rescaldo de uma semana magnífica na Suíça. João Almeida juntou a Volta à Romandia à Volta ao País Basco, engrandecendo um palmarés que não para de crescer em termos de corridas icónicas de uma semana. Se a esta lista juntarmos Paris-Nice, Tirreno-Adriático, Catalunha, Dauphiné e Suíça temos as sete magníficas do calendário. Até ao final de 2024, Portugal só tinha vencido a Volta à Suíça – Rui Costa fê-lo três vezes. À mesma data, João Almeida tinha vários pódios – Tirreno-Adriático, Catalunha e Suíça – mas em três semanas venceu provas consecutivas no WorldTour. O que parece fácil é, na realidade, um feito raro. Precedentes no top 3 só Rui Costa no Paris-Nice e na Romandia, Acácio da Silva no Tirreno-Adriático e no Dauphiné, Joaquim Agostinho no Dauphiné e no País Basco. Sobre o enquadramento histórico, João Almeida reconheceu ser “importante e especial, afinal é história, mas faço as corridas para mim, para a equipa, pelo meu trabalho duro e esforço. É sempre bom fazer história pelo país e ser o primeiro, mas que venham mais.” Ler mais | João Almeida projeta o Tour 2025 https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1919073580379258997 Vitória à Almeida As palavras do ciclista de A dos Francos foram captadas na conferência de imprensa após o triunfo na Romandia e transmitidas nas redes sociais. Em espanhol e inglês o campeão respondeu às poucas perguntas que lhe lançaram. Já não há enviados-especiais, escasseiam os jornalistas correspondentes, logo, não há quem aproxime os atletas nacionais dos portugueses. Sendo realista, qualquer dia nem há jornalismo, dadas as condições precárias do setor e o desinteresse pelos desportos minoritários. Desde este cantinho da blogosfera falámos com o ciclista antes e depois da prova. João Almeida contou-nos que se vê no pódio do Tour ou da Vuelta, que depois de umas curtas férias vai estagiar em Serra Nevada e que por agora não tem programados reconhecimentos para o Tour. Sobre se a Romandia representa uma maior confiança em ganhar uma "grande" e a gestão feita ao longo da semana, pegamos nas palavras partilhadas pela organização da prova. “Já antes desta vitória achava que podia ganhar. Claro que mais vitórias significam maior confiança e que estou melhor. O trabalho é o mesmo, só temos que continuar e espero que um dia chegue. (...) O contrarrelógio esteve a semana toda na minha cabeça, era um dos momentos-chave da semana. Estou contente e agradecido à equipa pela grande semana, merecíamos isto.” João Almeida https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1919076343712534732 Ataque ao Tour ao lado de Tadej Pogacar A natural curiosidade dos jornalistas estrangeiros pelo ruidoso apoio recebido por parte da comunidade portuguesa radicada na Suíça foi tema. Também perguntaram ao corredor da UAE Emirates pelo significado da conquista. “Quando ganhas são todas bonitas, cada uma tem significado especial”, ressalvando que as sensações no País Basco foram ainda melhores. Após cinco triunfos esta época, segue-se um período de férias, seguido por estágio em altitude em Serra Nevada e o regresso à competição na Volta à Suíça, onde foi 2.º em 2024 atrás do colega Adam Yates. Depois o ataque ao Tour, ao lado de Tadej Pogacar, com a missão de defender o título do esloveno e o 4.º posto do português. _____________________ Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency ### Volta a Portugal do Futuro | Etapa 4: Lucas Lopes confirma a vitória A quarta, e última, etapa da Volta a Portugal do Futuro percorreu 153 km entre Ansião e a Praia do Pedrogão. Oscar Fuentes (Cortizo) venceu no último dia da "Portuguesa do Futuro", e Lucas Lopes (Rádio Popular/Paredes/Boavista) confirmou a vitória da classificação geral. Ler mais | Volta a Portugal do Futuro | Etapa 3: O dia de Tiago Santos Etapa 4 da Volta a Portugal do Futuro Muita emoção na Volta a Portugal do Futuro, com Kieran Gordge (Óbidos Cycling Team), 5º à geral na partida, a fazer parte da fuga da etapa, e a chegar perto da amarela virtual. Os fugitivos foram apanhados à entrada dos últimos 3 km. Nessa altura, Oscar Fuentes atacou o grupo e não voltou a ser apanhando, conquistando assim a última etapa da competição. Podium Events Lucas Lopes chegou pouco depois, e confirmou a vitória a geral, à qual juntou uma etapa e a vitória da camisola da montanha. Tornou-se no 32º vencedor diferente em 32 edições da Volta à Portugal do Futuro. João Martins/POR (Rádio Popular/Paredes/Boavista) ganhou a classificação dos pontos, e Tiago Santos/POR (Anicolor/Tien 21) a camisola da juventude. A Cortizo venceu a competição de equipas. Podium Events Ler mais | Diário de um sub-23 – Lucas Lopes Top 10 da etapa ClassificaçãoNomeEquipaTempo1ºFUENTES OscarCOR3:45:142ºNAVAS AlvaroOBIa 53ºMARTINS JoãoRPBm.t.4ºBARROS ArturoTECm.t.5ºBAPTISTA GabrielTECm.t.6ºBERDUGO TomasSOMm.t.7ºCAMPOS NoahGSUm.t.8ºDE PAULA VictorCDFm.t.9ºBARBAS RafaelTAVm.t.10ºSANTOS TiagoATIm.t. Top 10 da classificação geral ClassificaçãoNomeEquipaTempo1ºLOPES LucasRPB13:35:142ºPINTO DiogoLAAa 493ºSANTOS TiagoATIa 1:024ºDOMINGUES DuarteLAAa 1:105ºGORDGE KieranOBIa 2:076ºDE PAULA VictorCDFa 2:337ºANDRÉ AndreyGSUa 2:498ºTORRES MarcCORa 3:049ºCASTRO PINTO PedroEFPa 3:0910ºO CONNOR WillemVELa 3:33 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events ### Volta a Espanha Feminina - Lidl - Trek vence contrarrelógio apertado A Volta a Espanha Feminina saiu para a estrada este domingo, dia 4 de maio. A Lidl - Trek venceu a primeira etapa, depois de um contrarrelógio coletivo com muito equilíbrio. Primeiro dia da Volta a Espanha Feminina viu a Lidl - Trek impor-se à SD Worx - Protime e à Liv AlUla Jayco num contrarrelógio por equipas de 8 km, em Barcelona. Daniela Campos, única portuguesa em prova, viu a sua Eneicat - CMTeam terminar na 21ª posição. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo 1ª etapa Muita qualidade no primeiro dia da Volta a Espanha feminina, com as equipas das favoritas a querer marcar algumas diferenças para as rivais no contrarrelógio coletivo.  A Lidl - Trek, de Ellen Van Dijk - a primeira camisola vermelha da competição - Anna Henderson e Niamh Fisher-Black superiorizou-se a todos os outros conjuntos. Com uma média de 51,135km/h, terminaram o percurso em 9:30.   https://dai.ly/x9iyhzk A SD Worx - Protime gastou apenas mais 0:02 do que as vencedores da etapa. Anna Van der Breggen sai com uma ligeira desvantagem para a segunda etapa.  A fechar o pódio da etapa, a Liv AlUla Jayco da experiente Mavi Garcia. A estrutura australiana fechou a 0:03 das vencedoras.  Daniela Campos, a única portuguesa em prova, arrancou para a sua quarta Volta a Espanha Feminina. A equipa da portuguesa terminou a 1:03 das líderes. https://twitter.com/LaVueltaFem/status/1919023464926609858 Ler mais | Diário de uma sub-23 – Daniela Campos Top 10 da etapa 1 da Volta a Espanha Feminina PosiçãoEquipaTempo1Lidl - Trek9:302Team SD Worx - Protime0:023Liv AlUla Jayco0:034FDJ - SUEZ0:065CANYON//SRAM zondacrypto0:076Team Picnic PostNL0:087Movistar Team0:158EF Education-Oatly0:169Human Powered Health0:1910Team Visma | Lease a Bike0:20 Top 10 da classificação geral ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1VAN DIJK EllenLidl - Trek0:09:302MARKUS RiejanneLidl - Trek"3FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek"4HENDERSON AnnaLidl - Trek"5VAN ANROOIJ ShirinLidl - Trek"6BREDEWOLD MischaTeam SD Worx - Protime0:037VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime"8GERRITSE FemkeTeam SD Worx - Protime"9MARKUS FemkeTeam SD Worx - Protime"10BAKER GeorgiaLiv AlUla Jayco" Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Thomas Maheux ### Volta à Romandia | 5ª etapa – João Almeida vence a Romandia João Almeida é o grande vencedor da Volta à Romandia de 2025 depois do segundo lugar no contrarrelógio final. O ciclista português teve uma grande semana e juntou a Romandia ao País Basco num grande início de temporada do português. Dia de decisões na Volta à Romandia com o contrarrelógio final numa prova que chegou ao último dia com o top 3 separado por apenas três segundos. Os ciclistas tiveram 17 km para percorrer em Genebra que viram João Almeida tornar-se no primeiro português de sempre a vencer a Volta à Romandia. Foto: Massimo Fulgenzi/SprintCyclingAgency Bettiol com tempo surpreendente Alberto Bettiol (XDS Astana), campeão italiano de fundo marcou um tempo canhão de 20m51. O ciclista italiano bateu especialistas do contrarrelógio como Stefan Kung (Groupama - FDJ), Thibault Guernalec (Arkéa - B&B Hotels) ou Price-Pejtersen (Alpecin - Deceuninck) por mais de 15 segundos e sentou-se durante bastante tempo na cadeira quente. Foto: LaPresse Top 10 sai para a estrada Quando Cristián Rodríguez (Arkéa - B&B Hotels), primeiro ciclista do top 10 saiu para a estrada, o melhor tempo ainda estava com Bettiol. Logo de seguida partiu Remco Evenepoel (Soudal-Quickstep) um dos favortios ao dia de hoje. O campeão mundial e olímpico da disciplina destronou o italiano com um tempo de 20m33, 18 segundos mais rápido que Bettiol. Créditos: ASO Pauline Ballet João Almeida vence Romandia João Almeida terminou o seu contrarrelógio num fantástico segundo lugar apenas 11 segundos atrás de Remco Evenepoel. O ciclista de A-dos-Francos ultrapassou o líder à partida Lenny Martínez (Bahrain-Victorious) que fez mais 30 segundos e venceu a prova Suíça. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Depois da vitória no País Basco, João Almeida junta a Romandia, alcançando a vitória em duas das mais importantes provas por etapas do WorldTour. João Almeida alcançou também a quinta vitória na temporada depois da quarta etapa do Paris Nice, duas etapas e classificação geral no País Basco e a classificação geral da Volta à Romandia. Esta vitória serviu também para aumentar o número de vitórias na temporada da UAE Emirates para 37, estando a Lidl-Trek, em segundo lugar com 15. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/4JkQRtPHHpM?si=Q5LdQEM7AVk-bwXf Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoMédia1 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step0:20:3349.9272 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG0:1249.4463 BETTIOL AlbertoXDS Astana Team0:1849.2094 VINE JayUAE Team Emirates - XRG0:2448.9745 VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe0:2748.8576 GARCÍA PIERNA RaúlArkéa - B&B Hotels0:3248.6647 GUERNALEC ThibaultArkéa - B&B Hotels0:3348.6268 PRICE-PEJTERSEN JohanAlpecin - Deceuninck0:3848.4349 CAVAGNA RémiGroupama - FDJ0:3948.39610 KÜNG StefanGroupama - FDJ,,48.396 Top 10 Classificação Geral Final PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG16:50:442 MARTINEZ LennyBahrain - Victorious0:263 VINE JayUAE Team Emirates - XRG0:414 FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team1:225 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:266 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers1:317 LÓPEZ Juan PedroLidl - Trek2:058 LECERF JuniorSoudal Quick-Step2:169 RONDEL MathysTudor Pro Cycling Team2:4310 ROMO JavierMovistar Team2:58 ### Volta a Portugal do Futuro | Etapa 3: O dia de Tiago Santos A terceira etapa da Volta a Portugal do Futuro saiu para a estrada este sábado, dia 3 de maio. Cerca de 140 km entre Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos. Tiago Santos (Anicolor/Tien 21) levou a vitória no penúltimo dia da prova. Ler mais | Volta a Portugal do Futuro | Etapa 2: Lucas Lopes confirma favoritismo Créditos: Podium Events Etapa 3 da Volta a Portugal do Futuro A terceira etapa da Volta a Portugal do Futuro tinha reservado um percurso acidentado para os ciclistas, com algumas dificuldades para ultrapassar durante o dia. Uma contagem de quarta categoria, e três de terceira prometiam endurecer a corrida e dar espetáculo, depois do recital de Lucas Lopes (Rádio Popular – Paredes – Boavista) no dia anterior. Créditos: Organização da Volta a Portugal ao Futuro Um dia de vento e chuva, a dificultar ainda mais a vida aos ciclistas. Tiago Santos foi o mais forte, e conseguiu a sua primeira vitória profissional ao fim de 3:43:27. Com o mesmo tempo do português chegou Oscar Fuentes (Club Ciclista Padronés - Cortizo). A fechar o pódio da etapa, a 1:08, Kieran Gordge (Óbidos Cycling Team). Em relação à classificação geral, Lucas Lopes mantém 0:55 de vantagem sobre o segundo classificado, Diogo Pinto (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car). Tiago Santos ascendeu à terceiro posição, a 1:07 do líder. No próximo domingo, dia 4 de maio, corre-se a última etapa da Volta a Portugal do Futuro. 153 km a fazer a ligação entre Ansião e Leiria, num dia que pode sorrir aos sprinters. Top 10 da etapa 3 Pos.NomeEquipaTempo1SANTOS TiagoATI3:43:272FUENTES OscarCORm.t.3GORDGE KieranOBIa 1:084DOMINGUEZ MiguelRIAm.t.5NUNES TiagoPORa 1:156DE PAULA VictorCDFm.t.7ANDRÉ AndreyGSUa 1:328VRIEZEN ToinneVELa 1:459BONILLA PabloCORa 1:4710O CONNOR WillemVELa 1:51 Top 10 da classificação geral Pos.NomeEquipaTempo1LOPES LucasRPB9:49:502PINTO DiogoLAAa 553SANTOS TiagoATIa 1:074QUEVEDO SergioRIAa 1:125DOMINGUES DuarteLAAa 1:156GORDGE KieranOBIa 1:537DE PAULA VictorCDFa 2:388TORRES MarcCORa 2:459ANDRÉ AndreyGSUa 2:5410CASTRO PINTO PedroEFPa 3:14 ### Volta à Romandia | 4ª etapa - João Almeida na luta pela liderança Quarta etapa da Volta à Romandia trouxe a tirada rainha, para João Almeida tentar o ataque à liderança da prova suíça. Quarto dia da Volta à Romandia, onde João Almeida voltou a brilhar, presenteou os ciclistas com a brutal subida a Thyon 2000 - uma mítica escalada de 20,2 km a 7,7% de pendente média, onde Adam Yates venceu pela última vez em 2023. Ler mais | Volta à Romandia | 3ª etapa – João Almeida marca posição Créditos: A.S.O. Charly_Lopez Desenrolar da etapa Um dia onde todas as equipas estavam a pensar na última subida do dia. Uma fuga composta por Louis Barré (Intermarché - Wanty), Julien Bernard (Lidl - Trek) e Ben Zwiehoff (Red Bull - BORA - hansgrohe) saiu para a estrada no início da etapa. O pelotão controlou os fugitivos, com a Ivo Oliveira a ser figura de destaque na perseguição do pelotão, a pensar no colega da UAE Emirates XRG, João Almeida. O último fugitivo do dia foi alcançado dentro dos 15 km finais, com ainda muito para escalar no Thyon 2000. https://twitter.com/TourDeRomandie/status/1918666402950451206 Subida a Thyon 2000 A UAE Emirates XRG de João Almeida, e também de Jay Vine, fez questão de endurecer a subida e pôs grande parte do pelotão em dificuldades. Com um grupo reduzido, João Almeida pôs-se à frente do pelotão com cerca de 7,7 km para o fim, deixando os rivais sufocados. O português atacou com 7 km, e pouco depois seguia um quarteto na frente, onde o português tinha companhia de Jay Vine, Lorenzo Fortunato (XDS Astana) e Lenny Martínez (Bahrain - Victorious). Pouco depois, João Almeida conseguiu deixar para trás Vine e Fortunato. Seguiu com Martínez na frente da corrida até ao fim, apesar das múltiplas tentativas de descarregar o francês. Os dois discutiram a etapa ao sprint: Lenny Martínez foi o mais forte, e deixou João Almeida com o segundo lugar. A fechar o pódio chegou Lorenzo Fortunato. Vídeo dos últimos quilómetros https://youtu.be/EWoP7pbYETo?si=9IOJzGWSarBhF1QF Lenny Martínez sobe, desta forma, à liderança da Volta à Romandia, antes do último dia onde os ciclistas têm pela frente um contrarrelógio de 17 km. Fortunato é segundo, a 0:02, e Almeida terceiro, a 0:03. Os três devem discutir entre si a vitória da corrida na derradeira etapa. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Top 10 da 4ª etapa da Volta à Romandia RnkCiclistaEquipaTempo1Lenny MartinezBahrain - Victorious3:43:462João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG,,3Lorenzo FortunatoXDS Astana Team+0:294Jay VineUAE Team Emirates - XRG+0:315Carlos RodríguezINEOS Grenadiers,,6Cristián RodríguezArkéa - B&B Hotels+1:117Mathys RondelTudor Pro Cycling Team+1:138Jørgen NordhagenTeam Visma | Lease a Bike+1:179Sergio HiguitaXDS Astana Team+1:2910Junior LecerfSoudal Quick-Step,, Top 10 da classificação geral da Volta à Romandia RnkCiclistaEquipaTempo1Lenny MartinezBahrain - Victorious16:29:562Lorenzo FortunatoXDS Astana Team+0:023João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG+0:034Jay VineUAE Team Emirates - XRG+0:325Junior LecerfSoudal Quick-Step+0:546Carlos RodríguezINEOS Grenadiers,,7Juan Pedro LópezLidl - Trek+1:068Mathys RondelTudor Pro Cycling Team+1:379Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+1:4110Cristián RodríguezArkéa - B&B Hotels+1:46 Créditos da fotografia de destaque: Sam Buchli ### Volta a Portugal do Futuro | Etapa 2: Lucas Lopes confirma favoritismo Saiu para a estrada a segunda etapa da Volta a Portugal do Futuro, esta sexta feira, dia 2 de maio. Quase 125 km de terreno complicado, com quatro contagens de montanha. Lucas Lopes (Rádio Popular – Paredes – Boavista) foi o vencedor da etapa. Ler mais | Volta a Portugal do Futuro | Etapa 1: João Martins impõe-se em Aveiro Etapa 2 da Volta a Portugal do Futuro A etapa rainha da Volta a Portugal do Futuro ligou Águeda a São Pedro do Sul. Um dia complicado, com duas contagens de terceira categoria, e outras duas de primeira categoria. Créditos: Podium Events Depois de um primeiro dia que deu para os sprinters, onde João Martins (Rádio Popular-Paredes-Boavista) venceu, foi a vez dos escaladores mostrarem as pernas. Foi o que fez Lucas Lopes. O corredor português não deu hipótese a nenhum dos rivais. Completou a última subida do dia isolado, e chegou em primeiro lugar, com 1:14 de vantagem sobre o segundo classificado, Domingos Duarte (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car). A fechar o pódio, chegou Sérgio Quevedo (Vigo - Rias Baixas). A etapa também trouxe uma revolução total à classificação geral, onde Lucas Lopes agora lidera, com 0:56 sobre Diogo Pinto (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car). Ler mais | Lucas Lopes e o êxito no ciclismo pelo caminho mais longo Créditos: Podium Events Top 10 da etapa da Volta a Portugal ao Futuro Pos.NomeEquipaTempo Final1LOPES LucasRPB3:21:042DOMINGUES DuarteLAA+1:143QUEVEDO SergioRIA+1:274PINTO DiogoLAA+1:305TORRES MarcCOR+2:406CASTRO PINTO PedroEFP+2:577GARCIA LOPEZ AlexTEC+2:588RODRIGUEZ PauOBI+3:019MATARIN PauTEC+3:1610BARBAS RafaelTAV+3:44 Top 10 da classificação geral Pos.NomeEquipaTempo Final1LOPES LucasRPB6:03:422PINTO DiogoLAA+0:563QUEVEDO SergioRIA+1:084DOMINGUES DuarteLAA+1:185RODRIGUEZ PauOBI+2:396TORRES MarcCOR+2:507CASTRO PINTO PedroEFP+3:078GARCIA LOPEZ AlexTEC+3:089GORDGE KieranOBI+3:3010BARBAS RafaelTAV+3:54 Créditos da imagem de destaque: Podium Events ### Red Bull procura o próximo diamante do ciclismo Rede de scouting da Red Bull – BORA – hansgrohe quer recrutar rapazes entre 15 e 19 anos para a estrutura de ciclismo germânica. Têm um saltador de esqui, uma referência no esqui de montanha e atletas do BTT, mas a Red Bull – BORA – hansgrohe quer alargar a deteção de talentos no ciclismo e acaba de lançar o programa Rising. O projeto liderado por Ralph Denk visa ampliar a base de recrutamento para incorporar corredores na grenke – Auto Eder (juniores) e Red Bull Rookies (sub-23). Oferecem assessoramento por parte do staff técnico da estrutura e possibilidade de contratos de formação. Ler mais | Specialized apresenta a Turbo Levo 4 ao mundo Foto: Red Bull - BORA - hansgrohe | Max Fries Selecionados vão participar na Red Bull Experience Week Para participar na iniciativa Rising basta que os jovens ciclistas se inscrevam nesta página. Após realizarem a inscrição, os candidatos devem qualificar-se completando segmentos específicos no Strava, fazendo testes numa das 20 lojas aderentes da Specialized ou partilhando os dados de treino via TrainingPeaks. Os selecionados vão participar na Red Bull Experience Week, em agosto, na Áustria. Ler mais | Specialized disponibiliza os quadros do WorldTour para todos Ler mais | Specialized apresenta a nova gama de pneus 2025 ### Volta à Romandia | 3ª etapa - João Almeida marca posição Terceira etapa da Volta à Romandia - com João Almeida em bom plano - arrancou para a estrada esta sexta feira. Percurso muito acidentado, que podia dar vitória para vários perfis de ciclistas. O terceiro dia da Volta à Romandia teve início e fim em Cossonay. João Almeida foi um dos destaques do dia que teve 183 km de extensão, com quatro contagens de montanha para dificultar a vida aos corredores. No final, Jay Vine foi o mais forte, depois de um ataque no último quilómetro. Ler mais | Volta à Romandia | 2.ª Etapa – Dia animado traz novo líder Créditos: Unipublic / Sprint Cycling Agency Fuga do dia A fuga do dia arrancou cedo na etapa. Um quarteto composto por Bauke Mollema (Lidl - Trek), Stefan Kung (Groupama - FDJ), Huub Artz (Intermarché - Wanty) e Tobias Bayer (Alpecin - Deceuninck). Este último foi rapidamente apanhado pelo pelotão, e os três restantes ciclistas passaram o dia a correr na frente. Já na fase final da etapa os fugitivos começaram a ser apanhados. O último foi Kung, quando faltavam apenas 11 km para o fim. A partir desse momento, o pelotão seguiu a alta velocidade em direção à meta - num final que cada vez mais se previa rápido - rumo à última rampa da etapa (2.2 km à 5.7%). https://twitter.com/TourDeRomandie/status/1918295809902182891 Decisão da 3ª etapa da Volta à Romandia O pelotão avançou a alta velocidade, rumo à última dificuldade do dia, com pouco mais de dois quilómetros de extensão. O ritmo do pelotão eliminou muitos dos homens mais rápidos que ainda se aguentavam. Jay Vine (UAE Emirates XRG) foi o primeiro a atacar, perto do último quilómetro da etapa. O colega de João Almeida não voltou a ser alcançado pelo pelotão, e conseguiu a terceira vitória da época. A apenas 0:02, foi Lenny Martínez (Groupama - FDJ) a cruzar a linha em segundo. João Almeida fechou o pódio do dia, conseguindo assim quatro segundos de bonificação, dando boas indicações para a etapa rainha da Volta à Romandia, que se corre no próximo sábado. https://twitter.com/TourDeRomandie/status/1918322136369733974 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ABK5ieyVGfM&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1VINE JayUAE Team Emirates - XRG4:03:352MARTINEZ LennyBahrain - Victorious+0:023ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG,,4BARRÉ LouisIntermarché - Wanty,,5BETTIOL AlbertoXDS Astana Team,,6ROMO JavierMovistar Team,,7EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step,,8PARET-PEINTRE AurélienDecathlon AG2R La Mondiale Team,,9ONLEY OscarTeam Picnic PostNL,,10RONDEL MathysTudor Pro Cycling Team,, Top 10 da Volta à Romandia PosiçãoCiclistaEquipaTempo1BAUDIN AlexEF Education - EasyPost12:45:302LECERF JuniorSoudal Quick-Step+0:053VAN EETVELT LennertLotto+0:064FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team+0:175LÓPEZ Juan PedroLidl - Trek,,6VINE JayUAE Team Emirates - XRG+0:417ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG+0:498MARTINEZ LennyBahrain - Victorious+0:509EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+0:5210TEJADA HaroldXDS Astana Team+0:56 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic/Naike Ereñozaga ### Volta à Romandia | 2.ª Etapa – Dia animado traz novo líder A segunda etapa em linha da Volta à Romandia apresentava um perfil semelhante ao da primeira, que viu Matthew Brennan vencer depois de um grande sprint. O pelotão teve 157 km para percorrer num percurso com quatro contagens de montanha, três delas de segunda categoria e que, caso houvesse interesse, poderiam armadilhar a etapa. Créditos: Photo News Quinteto em fuga Foram cinco os ciclistas que entraram na fuga do dia: Ben Zwiehoff (Red Bull - BORA - hansgrohe), Welay Berhe (Team Jayco AlUla), Julien Bernard (Lidl - Trek), Hugh Carthy (EF Education - EasyPost) e Raúl García Pierna (Arkéa - B&B Hotels). No pelotão, a corrida foi sendo controlada pela Visma-Lease a Bike, Soudal-Quickstep e INEOS Grenadiers, que não deixaram a vantagem ultrapassar os 2m30. Foto: UAE Emirates/Fizza Soudal-Quickstep animou o dia A 70 km para o final, a etapa entrou na sua fase mais dura com duas subidas em sequência. A Soudal-Quickstep de Remco Evenepoel aumentou o ritmo, eliminando vários ciclistas do pelotão, entre eles os dois vencedores de etapas Samuel Watson e o líder Matthew Brennan. Quando se dobrou a última subida, faltavam ainda 47 km para a meta e o grupo dos favoritos, liderado por Jay Vine (UAE Team Emirates - XRG), tinha pouco mais de 15 elementos. Na frente Hugh Carthy resistia e era o único fugitivo, sendo alcançado uns metros à frente, após um ataque de Remco Evenepoel na parte final da subida.  Foto: LaPresse Ataque no grupo dos favoritos Depois de ultrapassadas todas as contagens de montanha do dia, surgiram vários ataques no grupo dos favoritos, até que cinco ciclistas formaram uma aliança que, sem capacidade de trabalho atrás, rapidamente ganhou um minuto de vantagem. Junior Lecerf (Soudal Quick-Step), Juan Pedro López (Lidl - Trek), Alex Baudin (EF Education - EasyPost), Lorenzo Fortunato (XDS Astana Team) e Lennert Van Eetvelt (Lotto) formaram o grupo que decidiu a etapa. https://twitter.com/TourDeRomandie/status/1917957251962204549 Decisão da etapa Depois deste ataque, a etapa rapidamente chegou ao seu ponto de decisão e os cinco ciclistas chegaram juntos ao quilómetro final. Lorenzo Fortunato atacou e aproveitou a indecisão dos companheiros vencendo a etapa e dando a nona vitória da temporada à XDS Astana. Na geral, Alex Baudin é o novo líder com cinco segundos de vantagem para o segundo classificado Junior Lecerf. João Almeida subiu à posição número oito numa altura em que a Volta à Romandia entra na sua fase decisiva. https://twitter.com/TourDeRomandie/status/1917968035450704028 Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team3:54:402 BAUDIN AlexEF Education - EasyPost0:023 LECERF JuniorSoudal Quick-Step,,4 VAN EETVELT LennertLotto,,5 LÓPEZ Juan PedroLidl - Trek,,6 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step0:567 TEJADA HaroldXDS Astana Team,,8 ROMO JavierMovistar Team,,9 RODRÍGUEZ CristiánArkéa - B&B Hotels,,10 DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 BAUDIN AlexEF Education - EasyPost8:41:532 LECERF JuniorSoudal Quick-Step0:053 VAN EETVELT LennertLotto0:064 FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team0:175 LÓPEZ Juan PedroLidl - Trek,,6 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step0:527 VINE JayUAE Team Emirates - XRG0:538 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG,,9 MARTINEZ LennyBahrain - Victorious0:5610 TEJADA HaroldXDS Astana Team,, Perfil 3.ª Etapa Créditos: Volta à Romandia ### Trek apresenta o novo esquema de pintura ICON Serpentine A Trek apresentou outro dos seus sempre espetaculares esquemas de pintura Project One, desta vez com o nome ICON Serpentine. Inspirado numa das criaturas mais misteriosas do mundo e nas suas raízes profundas da tradição chinesa, o novo esquema de pintura Project One ICON Serpentine inclui elementos tanto da cultura como da natureza. Ler mais | Trek e Shimano no novo design Project One ICON Inspirado pelo Ano da Serpente Este design foi inspirado pelo Ano da Serpente do horóscopo chinês e apresenta um quadro vermelho-escuro com detalhes dourados e um padrão com escamas de serpente no tubo superior, que acrescenta movimento ao acabamento brilhante da bicicleta. Esta é a mais recente novidade da série Project One ICON da Trek, uma coleção de esquemas de pintura premium que representam o mais alto nível artístico em bicicletas personalizadas, com designs concebidos à medida e cheios de textura, profundidade e personalidade.  A Serpentine está disponível exclusivamente nas bicicletas de estrada Madone Gen 8 através da Project One. Os ciclistas podem personalizar a sua bicicleta de sonho através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Volta a Portugal do Futuro | Etapa 1: João Martins impõe-se em Aveiro Começou esta quinta-feira a Volta a Portugal do Futuro. Na primeira etapa o pelotão saiu de Pombal e dirigiu-se para Aveiro, numa tirada de 126.9 quilómetros, com três metas volantes e um prémio montanha. Créditos: Podium Events João Martins (Rádio Popular-Paredes-Boavista) é o primeiro líder da corrida, após conquistar a vitória na etapa inaugural da competição. O jovem português revelou sangue-frio e capacidade de finalização para se impor diante de Diogo Pinto (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), que cortou a meta no segundo posto, e Adam Sterjcek (Cortizo), que fechou o pódio do dia. A frente da corrida ficou ainda composta por Presley Evans (Cortizo), Pau Rodríguez (Óbidos Cycling Team) e Willem O'Connor (Velo Performance), todos com o mesmo tempo do vencedor. Com esta vitória, João Martins assume também a liderança da classificação por pontos, enquanto Daniel Jorge (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) destacou-se nas contagens do dia e é o primeiro a envergar a camisola da montanha, enquanto Adam Sterjcek lidera a juventude da Volta a Portugal do Futuro. Créditos: Podium Events Na geral individual, João Martins tem agora uma vantagem de seis segundos sobre Diogo Pinto e de doze segundos face a Sterjcek. Top 10 da etapa Pos.DorsalNomeEquipaTempo1º104João MartinsRPB2:42:162º133Diogo PintoLAAm.t.3º51Adam SterjcekCORm.t.4º53Presley EvansCORm.t.5º4Pau RodriguezOBIm.t.6º87Willem O’ConnorVELm.t.7º56Pablo BonillaCORa 3 seg.8º5Kieran GordgeOBIm.t.9º85Toinne VriezenVELm.t.10º61Sergio QuevedoRIAa 7 seg. Top 10 classificação geral Pos.DorsalNomeEquipaTempo1º104João MartinsRPB2:42:002º133Diogo PintoLAAa 6 seg.3º51Adam SterjcekCORa 12 seg.4º87Willem O’ConnorVELa 15 seg.5º53Presley EvansCORa 16 seg.6º4Pau RodriguezOBIm.t.7º56Pablo BonillaCORm.t.8º5Kieran GordgeOBIa 18 seg.9º85Toinne VriezenVELa 19 seg.10º61Sergio QuevedoRIAa 23 seg. A segunda etapa da competição arranca esta sexta-feira, em Águeda. Uma jornada exigente de 124,8 quilómetros até à Serra de São Macário, em São Pedro do Sul. O percurso inclui três metas volantes e quatro contagens de montanha. Créditos da imagem de capa: Podium Events ### Volta à Romandia | 1.ª Etapa - Brennan sem rivais Segunda tirada na Volta à Romandia ,depois de um prólogo que viu os ciclistas portugueses em grande plano. A primeira etapa em linha ligou Münchenstein a Fribourg ao longo de 194.3 km e os corredores ultrapassaram quatro contagens de montanha, na sua maioria a meio da etapa. Foto: LaPresse Zwiehoff e Kuypers resistiram na fuga A etapa começou muito atacada com cinco ciclistas a integrarem a fuga do dia. Quando surgiram as primeiras dificuldades, Ben Zwiehoff (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Gerben Kuypers (Intermarché - Wanty) resistiram e formaram a dupla que mais tempo esteve na fuga. No pelotão, a equipa do líder Samuel Watson, INEOS Grenadiers e a Visma-Lease a Bike, controlavam a distância para a frente da corrida. A dupla fugitiva acabou por ser alcançada a 25 km para o final da etapa, quando o pelotão continuou com um ritmo elevado na preparação para o sprint decisivo. Foto: Naike Foto Sport Decisão da etapa Depois de alcançada a fuga, a Soudal-Quickstep deslocou-se a todo o gás em direção à meta, alongando o pelotão antes da chegada feita em ligeira subida. Matthew Brennan (Visma-Lease a Bike) esteve sempre bem colocado e quando atacou, distanciou-se com facilidade da concorrência vencendo a primeira etapa em linha da Volta à Romandia. Brennan bonificou e subiu também à liderança alcançando também a sua sexta vitória da temporada com apenas 19 anos e 19 dias de competição. https://twitter.com/Eurosport_FR/status/1917604073131462781 Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 BRENNAN MatthewTeam Visma | Lease a Bike605010″4:42:322 PARET-PEINTRE AurélienDecathlon AG2R La Mondiale Team40306″,,3 SHMIDT ArtemINEOS Grenadiers30184″,,4 ARTZ HuubIntermarché - Wanty2513,,5 VENTURINI ClémentArkéa - B&B Hotels2010,,6 ONLEY OscarTeam Picnic PostNL157,,7 CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team104,,8 MENTEN MilanLotto83,,9 DEBRUYNE RamsesAlpecin - Deceuninck52,,10 SWIFT BenINEOS Grenadiers21,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 BRENNAN MatthewTeam Visma | Lease a Bike4:47:022 WATSON SamuelINEOS Grenadiers0:033 OLIVEIRA IvoUAE Team Emirates - XRG,,4 SHMIDT ArtemINEOS Grenadiers0:055 ROMEO IvánMovistar Team0:066 KÜNG StefanGroupama - FDJ0:077 GUERNALEC ThibaultArkéa - B&B Hotels,,8 PARET-PEINTRE AurélienDecathlon AG2R La Mondiale Team,,9 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step,,10 VINE JayUAE Team Emirates - XRG0:0811 CHRISTEN JanUAE Team Emirates - XRG,, Perfil 2.ª Etapa Créditos: Volta à Romandia Créditos da imagem de capa: Photo News ### Volta à Romandia | Prólogo - Ivo Oliveira às portas da vitória A Volta à Romandia de 2025 corre-se até ao próximo domingo (04/05) e arrancou com um prólogo de 3,4 km em Saint-Imier que viu os ciclistas nacionais em excelente plano. Portugal está representado por João Almeida e Ivo Oliveira (UAE Team Emirates - XRG) e Nelson Oliveira (Movistar), numa corrida que conta ainda com nomes como Remco Evenepoel, Carlos Rodríguez, Vlasov e Lenny Martinez. Ler mais | Ivo Oliveira bisa no Giro d’Abruzzo Foto: LaPresse Ivo Oliveira muito perto da vitória Samuel Watson (INEOS Grenadiers), chamado a correr à última hora em substituição de um colega de equipa, foi o grande vencedor do prólogo de abertura da Volta à Romandia. Ivo Oliveira, confirmou a sua excelente forma e esteve muito perto da terceira vitória da temporada, com um tempo de 4m33 que lhe deu o segundo lugar na etapa. João Almeida, o primeiro português a ir para a estrada, fez um tempo de 4m38, ficando num excelente 11.º lugar que o fez ganhar tempo a alguns dos principais adversários. Nélson Oliveira passou despercebido, num dia em que preferia uma maior distância, fazendo um tempo de mais 22 segundos, acabando na 104.ª posição. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Num dia à sua medida, Ivo Oliveira quase conseguia uma vitória para a qual admitiu ter trabalhado muito e agradeceu à equipa a confiança e a convocatória para a Volta à Romandia, sendo batido por apenas 28 centésimos por Samuel Watson (INEOS Grenadiers). https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1917222940631777654 Top 10 Etapa e Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempoVel/média1 WATSON SamuelINEOS Grenadiers4.33,345.3132 OLIVEIRA IvoUAE Team Emirates - XRG0.00,2845.2663 ROMEO IvánMovistar Team0.03,0144.8194 BISSEGGER StefanDecathlon AG2R La Mondiale Team0.03,0344.8165 ZIJLAARD MaikelTudor Pro Cycling Team0.03,2744.7776 KÜNG StefanGroupama - FDJ0.03,7144.7067 GUERNALEC ThibaultArkéa - B&B Hotels0.03,8744.6808 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step0.04,4344.5909 VINE JayUAE Team Emirates - XRG0.05,3244.44810 CHRISTEN JanUAE Team Emirates - XRG0.05,4944.421 Vídeo resumo do prólogo https://youtu.be/Vd8USs8pZMA?si=rlry36-hjXKuHyTH Perfil 1.ª Etapa Créditos: Volta à Romandia ### Liège-Bastogne-Liège 2025 - Sai o nono monumento para Pogacar Saiu para a estrada, este domingo, a Liège-Bastogne-Liège. O quarto monumento da época foi dividido por Remco Evenepoel e Tadej Pogacar nas últimas quatro edições. A edição da Liège-Bastogne-Liège de 2025, terceiro monumento de abril, e quarto da temporada, correu-se este domingo. Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) triunfou, com um solo de 35 km, depois de um ataque no Côte de La Redoute, depois de já ter triunfado na Flèche Wallone. É o segundo monumento da época para o campeão do mundo, e o nono da carreira. Volta a ser o ciclista no ativo com mais triunfos nas clássicas mais importantes, ao desempatar com Mathieu Van der Poel, que tem oito. Ler mais | Flèche Wallonne 2025 – Pogačar traz a normalidade de volta Foto: LucaBettini/LaPresse Desenrolar da Liège-Bastogne-Liège 2025 A corrida começou com uma fuga de 12 homens no início do dia. Quatro deles resistiram até aos 60 km, quando a primeira movimentação foi anulada pelo pelotão. O grupo seguiu compacto até aos 35 km. O ritmo intensificou muito na aproximação à La Redoute, e pouco depois surgiu o ataque de Tadej Pogacar, que não levou ninguém na sua roda. O esloveno criou um espaço de 0:10 no fim da subida, perseguido por um grupo numeroso. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1916485660078112914 Perseguição a Tadej Pogacar O esloveno da UAE Emirates XRG destacou-se. Criou-se um grupo perseguidor encabeçado por Ben Healy (EF Education - EasyPost) e Tom Pidcock (Q36.5 Pro Cycling). Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), mal colocado na altura do ataque de Pogacar, ficou apanhado no corte.  O grupo perseguidor teve dificuldades na cooperação, e Pogacar abriu um espaço de 0:30 nos 5 km a seguir à sua movimentação. A 21 km do fim, a vantagem já era de 1:00, e a corrida parecia entregue a Tadej Pogacar. Os ciclistas começaram a pensar no pódio da corrida, e a vantagem de Pogacar cresceu nos quilómetros seguintes. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1916486401312387434 A chegada da Liège-Bastogne-Liège 2025 Com a vitória de Tadej Pogacar a depender apenas da chegada à meta do esloveno, criou-se um segundo grupo com Ben Healy, Tom Pidcock, Giulio Ciccone (Lidl - Trek) e Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling). Um grupo com 40 unidades seguia perto, e a luta pelo pódio estava em aberto. Ciccone e Healy criaram espaço para os outros dois perseguidores, e seguiram até ao fim para disputar o segundo e terceiro lugar. Tadej Pogacar cruzou a linha da meta com 1:03 de vantagem para o próximo ciclista, para carimbar a segunda vitória no monumento belga. Em segundo lugar ficou Giulio Ciccone, a fechar o pódio, Ben Healy. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1916496556150112494 Top 10 da Liège-Bastogne-Liège ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1ºPOGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG6:00:092ºCICCONE GiulioLidl - Trek1:033ºHEALY BenEF Education - EasyPost"4ºVELASCO SimoneXDS Astana Team+1:105ºNYS ThibauLidl - Trek"6ºBAGIOLI AndreaLidl - Trek"7ºMARTÍNEZ Daniel FelipeRed Bull - BORA - hansgrohe"8ºLAURANCE AxelINEOS Grenadiers"9ºPIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team"10ºPOWLESS NeilsonEF Education - EasyPost" Créditos da fotografia de destaque: LucaBettini/LaPresse ### Ana Santos em entrevista: "Acho que todos devíamos sonhar muito alto" O TopCycling falou com Ana Santos, um dos nomes grandes do BTT em Portugal, que corre em 2025 o primeiro ano como elite na Taça do Mundo de XCO. Ana Santos é uma das mais promissoras ciclistas portuguesas. A atleta, que em 2025 se mudou para a Cannondale, uma das maiores estruturas de BTT, atendeu a chamada do TopCycling em plena preparação para a primeira etapa da Taça do Mundo, no Brasil. Mas há muita história até 2025. Com uma simpatia fora do comum, Ana Santos contou-nos o percurso que começou com três anos em Vila do Conde e que a levou à elite do ciclismo mundial. Uma história de ambição, determinação, com muitos altos e alguns baixos. Créditos: @mmondini_photo O Início Foi o pai que a meteu em cima da bicicleta, e que, em conjunto com o irmão, fomentou uma “paixão” - apoiada no bom ambiente e na diversão. O pai que já não compete, mas que ajudou a criar uma geração de talentos, naturais de Vila do Conde, que hoje em dia lidera o BTT nacional – Ana Santos e Raquel Queirós são algumas das caras que saíram do Clube da terra. O meu pai acho que criou um bocado essa geração, a minha, da Raquel, do João Cruz, foi o meu pai que criou. Foi ele que criou a escola de ciclismo em Vila do Conde e nós todos viemos de lá. Acho que ajudou, tínhamos um bom ambiente. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling 2021 – 2024: Em Espanha atrás do sonho Em 2021, com apenas 19 anos, Ana Santos dá o primeiro grande salto da carreira e junta-se à X-Sauce, equipa UCI que competia pelo primeiro ano. As dúvidas estavam lá, mas o sonho falou mais alto. Eu não estava nada à espera. Estava a competir numa equipa em Portugal, estava na faculdade e recebi uma mensagem do suposto manager da equipa a dizer que iam criar uma equipa nova UCI em Espanha, e convidaram-me para ser atleta. E eu não estava a acreditar, nem sabia se devia acreditar porque a equipa ainda nem existia (…) Acabei por aceitar e não estou nada arrependida. A X-Sauce fez muito por mim e fez-me crescer muito como atleta. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling A mudança foi “um choque”, não só devido à “barreira linguística”, mas também “porque era muito diferente do que conhecia aqui em Portugal”.    No final de 2023, o manager da equipa abandona o projeto – o homem que “queria levar aquilo ao nível mais profissional”. Deixava de ser uma equipa UCI e correr as provas mais importantes do calendário. O processo culminou na saída de Ana Santos, uma decisão a pensar na carreira. Voltou a Portugal para representar a Guilhabreu durante 2024. A X-Sauce era muito profissional em termos de materiais, condições, eu cheguei a ter nutricionista, treinador, psicólogo, tudo por parte da equipa, e um calendário cheio de Taças do Mundo. Era muito profissional, mas o pagamento nunca esteve previsto no contrato (…) Em 2024 não ia ter apoio em Portugal, não ia fazer Taças do Mundo, e não estava a receber. Então pensei que talvez em Portugal estivesse melhor porque conseguia mais facilmente atingir os meus objetivos. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Créditos: @mmondini_photo 2024: Ano de baixos e altos Ano de momentos marcantes da carreira de Ana Santos. Volta a Portugal para correr na Guilhabreu, depois de três anos numa equipa UCI. Desse período, sai um obrigado especial a José Carlos Magalhães, que deu à ciclista "todas as condições" para continuar a ter sucesso desportivo em território nacional. Paralela à carreira de atleta, está 'outra vida': a Universidade. Um mundo difícil de conciliar com a alta competição, e uma reflexão que culminou numa das maiores frustrações da carreira.  Atleta desde muito nova, aprendeu cedo a organizar a vida ao milímetro e a ter o tempo contado ao segundo. Pressões que eventualmente têm o seu preço.  Claro que é difícil, chegava muitos dias a chorar, a dizer que já não queria mais ciclismo ou estudos, que já era demasiado. Mas a paixão pelo ciclismo permaneceu, e a vontade de juntar os dois. Mas tem de se abdicar de muita coisa. Eu não tive vida universitária (...) Eu meti na cabeça que ainda era possível ir aos Jogos. E ao mesmo tempo estava a estagiar, passava das 10h às 20h numa clínica, a trabalhar. Eu ás vezes saía da clínica a chorar e chegava a casa a chorar, a dizer que não aguentava mais e que não queria. E para mim foi uma desilusão ainda maior quando soube que não ia aos Jogos, ter feito todo o esforço e saber que não consegui, porque pus mesmo muito naquilo. Até porque eu já achava que estava a fazer uma coisa incrível, que era conciliar o trabalho e a competição. Mas eu estava a viver um sonho porque conseguia resultados que nunca tinha conseguido. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling O sonho acabou por não se realizar em Paris. 2024 não foi o ano de estreia nos Jogos para Ana Santos, num processo onde as instituições responsáveis não parecem ter ficado isentas de culpas. Um testemunho brutal acerca de parte da realidade de ser atleta de alta competição em Portugal.  Foi muito difícil. O pior ponto é que não há critérios específicos para quem vai representar Portugal nos Jogos. Não há o critério de se por exemplo 'se fizeres este lugar numa prova, ou x de pontos no ranking mundial, tu é que vais'. Ou seja, eu e a Raquel estávamos pré-selecionadas, mas não sabíamos o que tínhamos de fazer para ir. Nós só sabíamos que Portugal se tinha de qualificar, e foi uma luta para o conseguirmos. E os pontos que nos tínhamos só davam para um atleta ir. Para mim ainda foi pior porque eu estava a espera de uma notícia por parte da Federação, de me comunicarem antes se ia ou não, e não tive essa notícia, fiquei a saber pelas redes sociais. Deixou-me abalada, abrir o telemóvel e saber que não sou eu que vou. Todos trabalhamos para chegar aos Jogos, eu trabalhei para isso, tive resultados que eram merecedores disso... Mas pronto não fui selecionada, ok, mas para mim a parte mais difícil foi como fiquei a saber que não era selecionada (...) Acaba por ser uma carga psicológica muito grande, estares a pensar todos os dias 'será que vou, será que não vou'. E acabas por nem conseguir focar a tua energia para a preparação dos Jogos, porque estas sempre na incerteza. Acho que ás vezes era preciso tornar as coisas mais simples e comunicar com os atletas. Eu estive durante meses numa ilusão de que poderia ir. E depois finalmente pude dizer 'ok não vou, posso forcar-me noutros objetivos, que até agora não estava a fazer'. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Créditos: @mmondini_photo 2024 ainda tinha um presente guardado para a Ana. No final do ano, depois da desilusão dos Jogos, chega uma das melhores notícias da carreira: o convite da Cannondale para fazer parte de uma das maiores estruturas de BTT do mundo.  Chegou à equipa “de forma natural”. Os primeiros contactos vieram depois do quinto lugar alcançado na Taça do Mundo de Novo Mesto.  Recebo uma mensagem do João Corso, que é um agente de ciclistas cá em Portugal. Eu não o conhecia de lado nenhum, mas ele era o único contacto da Cannondale. Ele mandou mensagem a dizer que a equipa queria falar comigo. No dia seguinte fui ter à tenda deles, eles disseram que sim, queriam falar comigo. Foram ter comigo ao hotel e falámos, mas ficou um pouco assim tudo muito em aberto. Depois fui falando com o meu treinador, o Dixon (...) ele disse ‘nós temos uma lista de seis atletas, e estamos no processo de escolher três, em que queremos duas mais novas e outra mais experiente para transmitir os ensinamentos’, e eu comecei a fazer as contas... de seis ou nove atletas, qual a probabilidade de ser eu a escolhida? Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Alta ou baixa a probabilidade, a verdade é que foi mesmo a escolhida. Começou assim um novo capítulo na carreira de Ana Santos, e abriu-se, finalmente, a porta que lhe permite viver da modalidade.  https://www.youtube.com/watch?v=_16w_UyVZqI&ab_channel=CannondaleBicycles O que vem aí Eu acho que todos os dias ainda estou a viver um sonho. Às vezes tenho de dizer para mim própria ‘Estás na Cannondale, estes são os teus colegas e isto é real’. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Este é o estado de espírito de uma atleta que acaba de se juntar a uma das melhores estruturas do mundo. Conta que a equipa não tem expetativas para esta época, que vai servir de adaptação à categoria de elites, onde vai correr pelo primeiro ano. Da parte da ciclista, o foco é o mesmo: poucas expetativas, com o objetivo de uma boa adaptação, e com a confiança de que o trabalho sustentado dá frutos. Sobre a equipa, destaca o "bom ambiente" entre o grupo, e a organização da estrutura. A única preocupação que eu tenho é estar em cima da bicicleta e competir. Onde tenho de estar, quando tenho de acordar, o que tenho de comer, o que tenho de beber, quando tenho de aquecer, quando tenho de chegar à linha da partida, são tudo eles que fazem, dão-nos o horário todo. E isso é uma grande mais-valia porque tira todas as preocupações de cima do atleta, a competição é o único foco. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Antes de terminarmos, uma última visita ao passado. Em 2022, um incidente que marca a carreira de Ana Santos – uma miocardite que a deixou sem competir durante seis meses, e a repensar a continuação. Três anos mais tarde, reflete sobre esse momento. Se pudesse, tinha ido à Ana de 2022 e tinha-lhe dado um grande abraço e tinha-lhe agradecido por ter continuado. Porque 2022 foi um dos momentos mais difíceis da minha vida. Pensei e repensei se continuava no ciclismo, se fazia sentido e se valia a pena, duvidei muitas vezes. Mas no fim consegui decidir que era mesmo isto. E em 2022 eu dei a mim mesma o maior presente que podia ter dado. Ter continuado no ciclismo para em 2025 ser a versão mais feliz da Ana. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Por último, pedimos à Ana que sonhasse, e que nos contasse o que mostram os sonhos de uma ciclista que, com 22 anos, chega à elite do pelotão mundial de BTT: O que eu procuro? Ser campeã do mundo, uma das melhores do mundo… Acho que é estar nesses palcos, com os melhores do mundo, porque é para isso que eu trabalho. Sei que neste momento é sonhar muito alto, mas acho que todos devíamos sonhar muito alto. E trabalhar muito, e eu sei que trabalho muito. Ana Santos, em entrevista ao TopCycling Pode ler mais entrevistas a ciclistas de elite aqui. Pode seguir a carreira de Ana Santos aqui. Créditos da fotografia de destaque: Rodrigo Vicente ### Flèche Wallonne 2025 – Pogačar traz a normalidade de volta Flèche Wallone 2025 seguiu-se à surpreendente vitória de Mattias Skjelmose na Amstel Gold Race, que bateu ao sprint Tadej Pogačar e Remco Evenepoel. Os três acabariam por ser protagonistas também na segunda corrida do tríptico das Ardenas, uns por queda e outros pela discussão da vitória final, numa corrida que antecedeu o quarto monumento do ano, a Liège-Bastogne-Liège. Ler Mais: Paris-Roubaix 2025: Rei Van der Poel Foto: LucaBettini/LaPresse Sexteto picou o ponto da fuga Apesar da Flèche Wallone ser discutida constantemente na última subida final ao Mur de Huy, seis ciclistas tentaram a sua sorte de longe. Robert Stannard, Fredrik Dversnes, Andreas Leknessund, Tobias Foss, Artem Shmidt e Ceriel Desal foram os fugitivos do dia mas sem grande liberdade, num pelotão controlado desde cedo pela Emirates. Já nos 40 km finais, os ciclistas foram sendo alcançados, numa altura em que Mattias Skjelmose caiu e atrasou-se ao pelotão, ficando fora da discussão da corrida. Foto: Naike Foto Sport Mur de Huy novamente decisivo Os últimos resistente da fuga foram alcançados já nos 15 km finais, quando as equipas lutavam pela colocação sempre fundamental para a discussão da vitória. Tal como tem sido frequente, foi no Mur de Huy que a corrida se decidiu com um grupo de pouco mais de 20 ciclistas a enfrentarem as rampas de mais de 20% da mítica subida. Apesar da grande expetativa, Tadej Pogačar não deu sequer hipótese a ninguém de sonhar com a vitória e quando mudou o ritmo ninguém o conseguiu acompanhar vencendo a Flèche Wallone 2025. O ciclista esloveno deu um murro na mesa depois de ter sido batido na Amstel Gold Race e mostrou novamente não ter rivais à altura. Kévin Vauquelin repetiu a segundo posto da edição de 2024 enquanto que Thomas Pidcock fechou o pódio. Foto: LaPresse Esta vitória espelha mais uma vez a superioridade de Pogačar neste tipo de provas. O esloveno venceu 20 das últimas 22 corridas com mais de 3000 metros de acumulado em que participou. Para além disso, e especificamente na Flèche Wallone, o campeão do mundo alcançou a maior margem de sempre (10 segundos), quando os ciclistas iniciaram a última subida juntos. Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG4:50:152 VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels0:103 PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:124 MARTINEZ LennyBahrain - Victorious0:135 HEALY BenEF Education - EasyPost,,6 BUITRAGO SantiagoBahrain - Victorious0:167 GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ,,8 NYS ThibauLidl - Trek,,9 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step,,10 SCHMID MauroTeam Jayco AlUla0:19 ### Celebração de Giulio Ciccone resulta numa sanção. Até onde vai a UCI? Opiniões? Giulio Ciccone voltou às vitórias. O italiano da Lidl-Trek abriu ontem em grande o Tour dos Alpes, vencendo a etapa inaugural, num dia que teve duas contagens de montanha. Na chegada a San Lorenzo Dorsino, após 148,5 exigentes quilómetros, Ciccone destacou-se num grupo reduzido e impôs-se na subida final com a garra e classe que lhe conhecemos. Foi a sua primeira vitória de 2025, a 11.ª como profissional, a estreia nesta temporada e a camisola de líder vestida. Parecia o final perfeito. Só que não foi. Depois de cortar a meta, Giulio Ciccone repetiu o que já fizera noutras ocasiões — no Giro 2022, e em Valência 2023 — eufórico com a vitória atirou os seus óculos da marca 100% para o público, num gesto de celebração e partilha com os adeptos. No vídeo da chegada (vale a pena ver!), do lado esquerdo do ecrã, nota-se como umas crianças apanham os óculos com entusiasmo, festejando como se tivessem ganho a camisola da montanha. Infelizmente, a UCI não viu o gesto com os mesmos olhos. Resultado: 250 francos suíços de multa e 15 dos 20 pontos UCI da vitória foram retirados à equipa Lidl-Trek. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=4roozF7qx1k Depois de outros episódios e decisões como por exemplo, a proibição de certas posições na bicicleta por parte dos ciclistas profissionais, a pergunta impõe-se novamente: A UCI exagera nestas medidas? É certo que a segurança deve estar em primeiro lugar. Mas não deve ser analisado caso a caso? Houve má conduta do ciclista? Este agrediu o público? Ou festejou oferecendo uns óculos de 190,00€ (fui pesquisar o preço de um modelo de óculos desta marca). Foto: Ryan Bodge (Trek) Trata-se de uma celebração que já foi feita antes, sem qualquer consequência negativa, e que claramente gerou um momento de felicidade partilhada com o público — sobretudo com os mais novos. A própria equipa descreve como "celebração clássica Ciccone" https://twitter.com/LidlTrek/status/1914310139626094864 Não será este tipo de ligação entre ciclistas e adeptos que faz do ciclismo um desporto de proximidade, tão diferente e especial? Não estou por dentro dos regulamentos da UCI, é verdade que tem uma missão importante, mas matar esta espontaneidade, assim como gestos que são naturais entre profissionais (como proibir determinadas posições na bicicleta), causa-me confusão. Há muito mais para ser feito no ciclismo. Deixo o debate aberto, qual a vossa opinião? ### Review | Trek FX+ 7 Se há uns anos falar de bicicletas elétricas urbanas em Portugal podia parecer algo distante, hoje a realidade já é diferente. É certo que ainda estamos atrasados em relação a outros países europeus na adoção da bicicleta como meio de transporte diário, mas também é verdade que a tendência está a mudar pouco a pouco. Bicicletas como a Trek FX+ 7 talvez ajudem. Vídeo https://youtu.be/tl_gJs2bIrs?si=fzWXHeLGZAmBSEh0 Cada indústria apresenta as suas soluções para uma mobilidade mais sustentável, mas há poucos meios de transporte que se comparem à bicicleta quando falamos de algo amigo do planeta. É simples, eficiente tanto na deslocação como no estacionamento, não poluente e acessível. Créditos fotografia: Topcycling A Trek FX+ 7 é precisamente uma bicicleta elétrica pensada para quem quer deslocar-se pela cidade sem gastar combustível, sem poluir, sem as complicações do trânsito e do estacionamento. Em todo tipo de bicicletas o conceito elétrico tem as suas vantagens e o seu público, mas na minha opinião é nas bicicletas urbanas que faz mais sentido, principalmente porque permite que utilizemos a bicicleta com a nossa roupa casual, sem despender de muita energia e consequentemente, sem transpirar. Leve, potente e bem equipada, a Trek FX+ 7 pode tornar as idas para o trabalho, às compras ou simplesmente um passeio numa experiência mais agradável. É um pouco mais cara que outras propostas no mercado, mas esta bicicleta pode fazer a diferença entre ficarmos fãs deste conceito, ou não. Créditos fotografia: Topcycling Uma elétrica leve e ágil para a cidade Se há algo em que a Trek trabalhou nesta bicicleta, foi no design e na sua leveza para o desafio das deslocações diárias. Pesando 18 kg. totalmente equipada, a FX+ 7 fica bem abaixo do peso médio das elétricas urbanas. Créditos fotografia: Topcycling Parte da explicação da leveza e eficiência está no motor TQ HPR50, que oferece 50 Nm de binário de forma discreta e eficiente. A assistência elétrica é suave e natural, sem aquele efeito "brusco" que algumas e-bikes apresentam. O resultado? Uma pedalada intuitiva, sem esforço desnecessário nas subidas, mas sem roubar completamente a sensação de pedalar. Créditos fotografia: Topcycling (E sim, o peso mais reduzido faz bastante diferença quando é preciso subir um lanço de escadas ou estacioná-la dentro de casa). Créditos fotografia: Topcycling Quanto ao design, não se trata somente da elegância das linhas, ou do guiador e porta bagagem com luzes integradas, mas também dos aspetos práticos como a pega integrada no quadro, para os momentos em que é necessário pegar na bicicleta para subir escadas no-dia-a-dia. Créditos fotografia: Topcycling Para quem realmente se quer mover pela cidade de bicicleta, acreditem que este pormenor faz toda a diferença. Autonomia para todo o dia Uma das grandes questões quando se fala de elétricas é a autonomia e a Trek encontrou um equilíbrio interessante. A bateria interna de 360Wh (Watts/hora), oferece energia suficiente para a maioria das deslocações urbanas sem necessidade de recarga constante. Sem necessidade de grande gestão de energia, sempre com a assistência máxima do motor, facilmente fazemos 30 a 40 quilómetros. Dependendo do percurso e da gestão de energia do motor, é possível fazer mais quilómetros (80 a 90 km.) com a assistência elétrica. Créditos fotografia: Topcycling Para quem necessita mais autonomia, há a possibilidade de adicionar um Range Extender de 160Wh, o que pode ser útil para viagens ou passeios mais longos. Pronta para a cidade A FX+ 7 quase não obriga a gastos extra para a tornar mais funcional, a bicicleta já vem equipada com tudo o que é essencial para um uso urbano diário. Pormenores que parecem simples mas fazem toda a diferença. Créditos fotografia: Topcycling Luzes dianteiras e traseiras integradas, para maior visibilidade e segurança. Créditos fotografia: Topcycling Guarda-lamas dianteiro e traseiro, porque ninguém quer chegar ao trabalho com a roupa suja. Créditos fotografia: Topcycling Porta-bagagens traseiro, compatível com alforges para transportar tudo o que for necessário. Créditos fotografia: Topcycling Créditos fotografia: Trek Guiador e avanço integrados, que além de darem um visual mais elegante, escondem melhor a cablagem. Créditos fotografia: Topcycling Punhos ergonómicos e confortáveis, sem necessidade de recorrer a luvas para obter o conforto extra. Por ultimo, o tradicional descanso para não sujar a parede em casa, na garagem, no escritório, ou simplesmente para poder estacionar junto à esplanada. Tecnologia que facilita o dia a dia A Trek não se esqueceu da conectividade e incluiu algumas soluções que fazem diferença na rotina urbana. A marca sabe que quem adquire uma bicicleta deste género, vai necessitar utilizar aplicações do seu telemóvel. Créditos fotografia: Topcycling No avanço, há um suporte de carregamento Quad Lock, que permite fixar e carregar o telemóvel enquanto se pedala. A compatibilidade com a app Trek Central permite personalizar os níveis de assistência do motor e ver indicações de navegação. Esta solução permite a utilização de outras aplicações úteis de navegação. Créditos fotografia: Trek (Sim, olhar para o telemóvel para ver o caminho pode ser uma necessidade real nas deslocações urbanas.) Uma transmissão feita para durar Além do motor e da bateria, outro ponto crucial numa bicicleta urbana é a transmissão. É conveniente que esta seja fiável e duradoura. Créditos fotografia: Topcycling A Trek optou pelo Shimano CUES, um grupo criado pela Shimano para ser duradouro e simples. Além de garantir mudanças de velocidade suaves, é um ecossistema de componentes que permite compatibilidade entre os grupos de peças, facilitando a manutenção. Vale a pena? Como escrevo no início, em Portugal ainda não temos a mentalidade de outros países da Europa no que respeita à utilização da bicicleta no dia a dia, acrescento ainda que, também não temos o nível de vencimento de outros países da Europa. O que fará mais diferença, o nível de vencimento ou a mentalidade? A FX+ 7 não é uma bicicleta propriamente acessível, mas se procuras uma bicicleta elétrica que seja leve, funcional e fácil de integrar na rotina diária, esta é uma das melhores opções que vais encontrar no mercado. Créditos fotografia: Topcycling Há bicicletas mais baratas, mas que provavelmente não te vão tornar as coisas tão fáceis nem dar o mesmo prazer de utilizar. Para quem está a ponderar começar a utilizar a bicicleta no dia a dia, a Trek FX+ 7 pode dar uma motivação extra. Podes ver as especificações completas, preço e disponibilidade aqui, no site da Trek: www.trekbikes.com/pt ### Entrevista Valentin Paret-Peintre: “Sonho com o Mundial de 2027” Francês Valentin Paret-Peintre sonha há muito com o Mundial de 2027 h Valentin Paret-Peintre tem 24 anos e é natural da região da Alta Sabóia, em França, organizadora do Super Mundial de 2027. Como filho da terra há muito sonha com representar a seleção francesa na prova. Formado no histórico e tradicional Vélo Club Annemasse, destacou-se como júnior vencendo a Clássica dos Alpes seis anos depois do irmão Aurélien. Foi aí que os irmãos se apresentaram ao mundo, subindo os 9 km do Mont du Chat, extensão rara nas provas juniores. Este ano trocou a Decathlon-Ag2r pela Soudal Quick-Step e ao TopCycling contou quais os objetivos para 2025. No Media Day da Soudal Quick-Step o TopCycling sentou-se com Valentin Paret-Peintre para 20 minutos de conversa. O simpático francês domina o inglês e espera impor-se na equipa belga. "És o primeiro a perguntar-me acerca deste assunto, mas eu penso nisto há cerca de um ano. Estou muito motivado por termos o Mundial na Haute-Savoie. Quero estar na seleção francesa e não ser apenas um espetador, mas poder competir pela vitória. O Côte de Domancy para Sallanche é uma boa subida, um pouco curta para mim, mas é inclinada. Quero muito estar lá com a seleção francesa e ter uma medalha é um sonho que quero alcançar." Valentin Paret-Peintre ao TopCycling. Podem ouvir a entrevista completa no vídeo abaixo. https://www.youtube.com/watch?v=7FYXqvQl2GQ O muro de Domancy é icónico Falemos então acerca de 2027, que percurso vão os corredores encontrar no Mundial da Alta Sabóia? O muro de Domancy é icónico: (2,5 km de extensão com 9,4 % de média e inclinação máxima de 16 %. Bernard Hinault decidiu aí o Mundial de 1980 – considerado o mais duro de sempre – e Jonas Vingegaard sentenciou o Tour de France de 2022. Em 2027 a prova terá um circuito com 13,3 km (285 m de acumulado) ao qual os elites masculinos darão 20 voltas. Contas feitas, são 266 km e 5700 m de acumulado Rodeados pelo Mont-Blanc, a mais alta montanha europeia aos 4806 m de altitude, os números do Super Mundial – que teve a 1.ª edição em Glasgow, em 2023 – são curiosos. 20 Campeonatos do Mundo UCI 12 locais de prova 10000 atletas Mais de 130 nações 281 títulos mundiais 2 milhões de visitantes (estimativa) Audiência cumulativa 1000 milhões de espetadores (estimativa) 700 representantes de média acreditados 4000 voluntários Ler mais | Entrevista a Mikel Landa: “No Giro descobri o meu sítio” Paret-Peintre estreou-se a ganhar pela Quick-Step na Montanha Verde no Tour de Omã.Foto: A.S.O. Oman Cycling Association Thomas Maheux Vuelta para meados de setembro Uma das consequências do Super Mundial decorrer ao longo de 13 dias vai notar-se no calendário UCI. Ao decorrer entre 24 de agosto e 5 de setembro, empurra a Vuelta para meados de setembro, a segunda partida mais tardia da história da prova – só superada por 2020 por motivo da pandemia. Ler mais | Entrevista Tim Merlier, sprinter mais vitorioso de 2024 ### António Morgado no pódio com Evenepoel e Van Aert na Flèche Brabançonne 2025 O regresso de Remco Evenepoel à competição não podia ter sido mais eficaz: vitória imediata na Flèche Brabançonne. O belga da Soudal–Quick-Step triunfou num "mano-a-mano" com Wout van Aert, garantindo a primeira posição numa edição marcada pelo alto nível competitivo. António Morgado foi protagonista ao sprintar para o terceiro lugar, subindo ao pódio numa prova marcada com um ritmo alto e ataques sucessivos. Créditos foto: Luc Claessen/Getty Images A corrida começou com uma fuga de seis homens, incluindo outro português, Iúri Leitão, mas a movimentação decisiva chegou a cerca de 50 km do fim, quando Evenepoel lançou um ataque no Holstheide. Apenas Van Aert e Joseph Blackmore conseguiram acompanhar, formando um trio que rapidamente se destacou. Na volta final, Evenepoel voltou a atacar para deixar Blackmore para trás, levando Van Aert consigo até à meta. Nos últimos metros, Van Aert acusou o esforço e não teve resposta ao sprint de Evenepoel. Atrás, António Morgado – que já tinha estado muito ativo nas movimentações do pelotão – venceu o sprint do grupo perseguidor, conquistando um brilhante 3.º lugar entre um pelotão altamente competitivo, confirmando o seu enorme talento e consistência em provas de um dia. Top 10 da Flèche Brabançonne 2025 ClassificaçãoCiclistaEquipaTempo1.ºRemco EvenepoelSoudal–Quick-Step3:35:142.ºWout van AertTeam Visma Lease a Bikem.t.3.ºAntónio MorgadoUAE Team Emirates XRG+27s4.ºAlex AranburuCofidism.t.5.ºEduard PradesCaja Rural–Seguros RGAm.t.6.ºFabio ChristenQ36.5 Pro Cycling Teamm.t.7.ºNeilson PowlessEF Education–EasyPostm.t.8.ºGuillermo SilvaCaja Rural–Seguros RGAm.t.9.ºMilan MentenLotto Dstnym.t.10.ºTibor Del GrossoAlpecin–Deceuninckm.t. ### Ivo Oliveira bisa no Giro d’Abruzzo Após 122 km em fuga, Ivo Oliveira venceu a etapa final do Giro d’Abruzzo, no qual se impôs o alemão Georg Zimmermann. Em janeiro o TopCycling esteve com Ivo Oliveira em Benidorm, durante o estágio da UAE-Emirates, sem imaginar que três meses e meio depois veríamos o gaiense na forma de uma vida no Giro d'Abruzzo. Desse encontro salientamos, na altura, que ia ser um 2025 de oportunidades e de afirmação pessoal para o ciclista da UAE-Emirates. O momento chegou na prova italiana, com duas etapas ganhas em dois dias, em circunstâncias diferentes de corrida e sem poupar no trabalho coletivo. A última etapa caiu para uma fuga de oito elementos, que se formou a 122 km do final e que nunca teve mais de 1:30 sobre o pelotão. "Se há dois dias estava nas nuvens, nem sei dizer o que sinto agora. Não era suposto ter sido assim... Sim, queríamos ir para a fuga eu, o Julius [Johansen] ou o Rune [Herregodts]. Acabei por entrar numa fuga forte, tenho que agradecer aos colegas de fuga porque colaboraram até ao fim. Tinha três ex-colegas comigo – Joel, George e Sjoerd – que conheço bem. Quando o Bax atacou na descida sabia que tinha que encostar imediatamente porque se dás ao Bax uns metros nunca mais o apanhas. Quando encostei concordamos em colaborar e no sprint eu sei que tenho um bom kick. Estou sem palavras. Obrigado à equipa por me ter dado esta oportunidade." Ivo Oliveira ao Eurosport. Ler mais | Ivo Oliveira vence no Giro D’Abruzzo com ataque impressionante https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1913224902062080346 Em quatro dias ganhar duas vezes é incrível Faltaram forças e audácia aos favoritos na ligação entre Corropoli e Isola del Gran Sasso, jornada com 167 km e 2400 m de acumulado. Georg Zimmermann (Intermarché-Wanty) defendeu a liderança perante David De la Cruz (Q36.5) e Pablo Torres (UAE Emirates). Foi a primeira vitória numa prova por etapas do alemão e o primeiro pódio do jovem espanhol como profissional. "O Pablo era 3.º e sabíamos que ia ser muito difícil subir na geral porque todos iam controlar. Eu estava na frente, se acontecesse algo atrás e estivéssemos numa posição de lutar pela geral teria ficado para trás para ajudar o Pablo. Só que ninguém conseguiu deixar ninguém para trás no pelotão como ouvi pelo rádio e o diretor disse-me para lutar pela vitória e que parecia ser o mais forte. Hoje em dia é tão difícil ganhar uma corrida, durante seis ou sete anos pensei 'quem me dera ganhar uma prova'. Em quatro dias ganhar duas vezes é incrível." Ivo Oliveira ao Eurosport. Entrevista | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 ### Ivo Oliveira vence no Giro D'Abruzzo com ataque impressionante Segunda etapa do Giro D'Abruzzo trouxe a primeira vitória desde 2023 para Ivo Oliveira, através de um ataque no último quilómetro da corrida. Ivo Oliveira ganhou a segunda etapa do Giro D'Abruzzo. O ciclista português da UAE Emirates XRG, vice-campeão europeu de pista em 2025, já tinha realizado um grande trabalho na primeira tirada, que resultou na vitória do companheiro de equipa Alessandro Covi. Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 Foto: LaPresse A etapa O Giro D'Abruzzo é uma corrida italiana de quatro etapas, com muita montanha, mas com algumas oportunidades para ciclistas que terminem bem em grupos reduzidos. Na primeira etapa, o trabalho de Ivo Oliveira selecionou o pelotão e permitiu a Covi a primeira vitória desde 2022. Esta quarta feira correu-se o segundo dia da prova italiana. 138 km entre Tocco da Casauria e Penne, com duas contagens de montanha categorizadas, e um final que terminava com uma subida de 3 km a 5% de inclinação. Houve fuga, mas o pelotão, liderado pela UAE Emirates XRG, controlou de perto os fugitivos que nunca ameaçaram a vitória de etapa. Os ciclistas entraram a todo o gás na última subida do dia, e a 1,6 km do fim, Ivo Oliveira desferiu um poderoso ataque que ninguém conseguiu seguir. Georg Zimmermann (Intermarché - Wanty) foi o único ciclista a reagir, mas não conseguiu encostar na roda do português, e a vantagem aguentou-se até ao fim. Primeira vitória para Ivo Oliveira desde o prólogo da Boucles de la Mayenne, e do Campeonato Nacional de estrada, em 2023. Foto: LaPresse Veja, aqui, a vitória de Ivo Oliveira na 2ª etapa do Giro D'Abruzzo https://www.youtube.com/watch?v=xTvINXQugBM&ab_channel=Girod%27Italia Reações à vitória de Ivo Oliveira no Giro D'Abruzzo A vitória de Ivo Oliveira significa também o oitavo triunfo português da temporada no mais alto escalão do ciclismo. Depois de António Morgado, Iúri Leitão e João Almeida, Ivo é o quarto ciclista luso a levantar os braços na estrada em 2025. Em baixo pode conferir as declarações do português logo a seguir à vitória: https://twitter.com/il_GirodAbruzzo/status/1912503444805386461 Não tenho palavras. Tínhamos duas cartas para jogar, e o Alessandro disse-me para ir para a vitória, o que foi muito simpático da parte dele. Tenho muitas emoções, é a minha primeira vitória como ciclista de estrada. Ivo Oliveira, da UAE Emirates XRG, aos canais oficiais do Giro D'Abruzzo O irmão, Rui Oliveira, também deixou uma mensagem forte em reação à vitória de Ivo: https://twitter.com/roliveira57/status/1912535522029052382 Não consigo pôr em palavras o quão orgulhoso estou desta vitória! Quantas vezes falamos sobre ele ganhar desta maneira, porque é um monstro neste tipo de esforços e em finais assim. Muitas vezes a sorte não esteve do lado dele, mas para quem trabalha e acredita como ele, era só uma questão de tempo até chegar uma vitória como esta. Rui Oliveira, na sua página pessoal do X Relembre, aqui, a entrevista que o TopCycling fez com Ivo Oliveira no início da temporada: https://www.youtube.com/watch?v=2mrBfm34EMc&ab_channel=TopCyclingPT Foto de destaque: LaPresse ### A nova E-bike Santa Cruz Bullit A Santa Cruz anunciou o lançamento da sua nova e-bike Bullit, com 170mm de curso à frente e atrás, o mais próximo que se pode ter de uma bicicleta de Downhill sem montar uma suspensão de dupla coroa e adotando uma abordagem sem limites às bicicletas elétricas. Geometria A Bullit apresenta um ângulo de tubo de selim mais acentuado e um ângulo de tubo de direção maior, garantindo uma performance excepcional. A sua geometria proporcional adapta-se a diferentes tamanhos de ciclistas, com a primeira Bullit disponível nos tamanhos S a XXL, oferecendo uma experiência de condução otimizada para todos. A nova Santa Cruz Bullit tem ponte da escora e link de uma peça para maior rigidez e a resistência é priorizada em vez de economizar nos rolamentos e na construção. Para além disso o seu peso é reduzido através de um design simplificado com todos os kits com menos de 23kg. O tubo inferior é fechado para robustez e fiabilidade do quadro, sem ruídos. Bosch Performance Line CX O Bosch Performance Line CX é potente, fiável e silencioso. A potência disponível e a forma como a entrega fazem, segundo a marca, com que subir trilhos se sinta como descer. Modos de potência: 4 modos padrão: Eco | Tour | eMTB | Turbo Personalizáveis na aplicação Reputação de fiabilidade Conhecido por ser durável. Suporte global.Modos de potência 4 modos padrão: Eco | Tour | eMTB | Turbo Personalizáveis na aplicação Aplicação Bosch Flow Personalização dos modos de condução. Actualizações de firmware sem fios. Planeamento de rotas e navegação. Ecrã e controlos SMART Controlo de modo sem fios. Sem cabos externos O ecrã/controlo no tubo superior é visível mas discreto. Sensor de velocidade sem fios. Extensor de autonomia Rodas Mullet As rodas Mullet, adequadas para bicicletas elétricas, garantem melhor manobrabilidade, pois contraria o peso extra da bateria, proporcionando uma inclinação para trás para um melhor controlo.Oferece ainda mais liberdade nas dimensões da escora, sendo uma vantagem, principalmente para os utilizadores mais baixos, ter uma escora com o comprimento específico para cada tamanho de quadro. Podes ver todas as informações da nova Santa Cruz Bullit no site da BICICMAX. ### Joe Pidcock foi o último a cruzar a meta, mas terminou a sua primeira Paris-Roubaix A Paris-Roubaix correu-se no passado domingo, dia 13 de abril. O último ciclista a cruzar a meta, Joe Pidcock, tem nome de craque. A Paris-Roubaix é uma corrida brutal, Joe Pidcock que o diga. Leva os ciclistas ao limite - não tem a alcunha de "Inferno do Norte" por acaso, e o irmão de Tom Pidcock sentiu toda a dureza da corrida nas pernas. Foto: LaPresse Lanterna vermelha em Roubaix A edição de 2025 da Paris-Roubaix, ganha por Mathieu Van der Poel, foi a segunda mais rápida da história, apenas atrás da edição de 2024. Para contextualizar, o tempo que Philippe Gilbert registou para vencer a corrida em 2019, resultaria em chegada fora do tempo limite este ano. As dificuldades são sentidas por todos os ciclistas do pelotão, mas quem vem atrás sofre mais. Que o diga a Movistar, equipa onde nenhum dos homens que partiu de Paris conseguiu cortar a meta em Roubaix. O último classificado dentro do tempo limite em 2025 foi Oier Lazkano (Red Bull - BORA - hansgrohe), a 21:45 do vencedor. Depois do espanhol, completaram ainda a corrida mais cinco corredores, todos fora do tempo limite. Créditos: ASO Joseph Pidcock conseguiu acabar a Paris-Roubaix Dos cinco que chegaram fora do tempo limite, Joseph Pidcock foi o último. O irmão de Tom Pidcock, que corre pela Q36.5 Pro Cycling, chegou a 53:40 de Mathieu Van der Poel - que venceu o oitavo monumento da carreira. No final da corrida, o britânico disse o seguinte: As pessoas querem acabar esta corrida mais que as outras. Não foi dificil mentalmente, eu comprometi-me porque ia fazer isto. Tantas pessoas não têm a oportunidade de correr algo como isto. Posso nunca mais o correr outra vez por isso tinha de acabar, não interessava o quanto demorava - mas cheguei a pensar que ia ficar escuro antes de chegar (...) Foi a melhor, a pior, a mais espetacular, a menos espetacular, mais difícil e mais longa corrida de toda a minha carreira. Joseph Pidcock à Rouleur Pidcock contou à Rouleur que, durante a corrida, quase esteve envolvido em três quedas seguidas. Depois do acidente que envolveu Wout Van Aert, percebeu que não queria "arriscar a vida" e embarcou numa viagem solitária pelas pedras de Roubaix. https://twitter.com/rouleur/status/1911831869416468667 Prova de emoções fortes Esta também é a magia da Paris-Roubaix, a mística que a torna numa corrida tão especial. Muitas equipas partilharam conteúdos nas redes sociais acerca do terceiro monumento da época, com um testemunho a saltar à vista. A Unibet Tietema Rockets partilhou um momento entre um elemento do staff da equipa com o ciclista Lukáš Kubiš, que espelha bem os altos e baixos que um atleta sente no caminho até Roubaix. https://twitter.com/rockets_cycling/status/1911671296208814295 Fotografia de destaque: A.S.O./Pauline Ballet ### Race Face anuncio novo Guiador Era A Race Face anunciou o seu novo guiador Era acompanhando a utilização de guiadores de maior elevação pelos atletas da Taça do Mundo de Downhill. Estes novos guiadores geraram uma grande tendência devido às vantagens que oferecem, como uma melhor postura nas descidas e mais conforto nas subidas. Ler mais | Race Face apresentou o novo avanço Turbine SL Guiador Era Para 2025, a Race Face apresenta o Guiador Era com 55mm de Rise, aumentando a linha de guiadores Era de carbono GL Tuned com uma opção de elevação alta que reduz a fadiga. Um guiador mais alto coloca os ciclistas numa posição que absorve melhor os impactos, mantém o controlo em terrenos íngremes e permite adotar uma postura mais ergonómica em subidas longas. Até agora, as opções de elevação alta com qualidade de condução premium eram limitadas, mas isso mudou com o Guiador Era com 55mm de Rise. Otimizado para descidas Guiadores de elevação alta incentivam a posição correta dos cotovelos, ajudando os ciclistas a mantero centro de gravidade baixo e a absorver os impactos de forma mais eficaz, obtendo mais controlo emterrenos técnicos e íngremes para maior confiança e manobrabilidade. Construção em Carbono Race Face GL Tune Desenhado para reduzir a fadiga dos braços enquanto mantém a rigidez e o controlo.Um equilíbrio entre amortecimento de vibrações e capacidade de resposta para uma condução agressiva. Maior Conforto nas Subidas Guiadores mais altos promovem uma postura mais reta, reduzindo o esforço na parte inferior das costas e melhorando o conforto em longos trajetos. Mais Opções, Mais Controlo Com as linhas de guiadores Era (carbono) e Turbine (alumínio), os ciclistas têm agora diversas opções de largura, elevação e material para ajustar a posição no cockpit. Especificações técnicas Como todos os componentes da Race Face, o Guiador Era 55mm está coberto pela garantia vitalícia da marca, incluindo em caso de quedas. Todos os detalhes sobre a garantia podem ser consultados na Página de Informação sobre Garantia Vitalícia no site da Race Face. Podes ver todas as informações e características do novo guiador Era no site da BICICMAX. ### Taça do Mundo de XCO – Ronda 2: Araxá Segunda ronda da Taça do Mundo de XCO e segunda semana seguida em Araxá. Fim de semana de domínio para a Specialized. Correu-se, a 12 e 13 de abril, a segunda ronda da Taça do Mundo de XCO. Jenny Rissveds (Canyon CLLCTV XCO) venceu a corrida feminina, e Christopher Blevins triunfou na prova masculina, com festival da Specialized Factory Racing. Ler mais | Taça do Mundo de XCO – Ronda 1: Araxá Picture by Javier Martínez de la Puente/Zubiko Photography Corrida feminina A prova feminina começou intensa, com um grupo na frente a colocar um ritmo forte. Algumas atletas tentavam atacar mas o grupo seguiu junto até ao meio da corrida. Na quinta volta, quando a frente da corrida tinha cerca de 15 corredores, Jenny Rissveds atacou e ninguém seguiu na roda da sueca. A ciclista da Canyon criou uma vantagem que foi aumentando à medida que as perseguidoras se começavam a olhar entre si. Um solo de quase meia corrida para a vitória de Jenny Rissveds. Atrás, Samara Maxwell (Decathlon Ford Racing Team), que tinha vencido na primeira ronda, conseguiu separar-se das fugitivas e terminar em segundo. Evie Richards (Trek Factory Racing – Pirelli) caiu durante a prova mas conseguiu recuperar para fechar o pódio e juntar o terceiro lugar à vitória na corrida XCC. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1911178321058021476 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=niBDISrCb90&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da corrida feminina #RiderEquipaTempo1Jenny RissvedsCanyon CLLCTV XCO1:26:592Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team0:283Evie RichardsTrek Factory Racing - Pirelli0:344Jennifer JacksonOrbea Fox Factory Team0:375Tamara WiedmannMondraker Factory Racing XC0:446Loana LecomteBMC Factory Racing1:017Nicole KollerGhost Factory Racing1:098Nina GrafLapierre Racing Unity1:199Sina FreiSpecialized Factory Racing1:2510Kelsey UrbanKMC Ridley MTB Racing Team1:25 Corrida masculina A corrida masculina da segunda ronda da Taça do mundo de XCO não foi igual à da semana anterior, mas esteve perto. Os homens da Specialized Factory Racing tentaram repetir a movimentação da primeira ronda e despachar os adversários na fase inicial da corrida. Desta vez os rivais conseguiram seguir na roda, e criou-se um grupo com cerca de 10 ciclistas. Muitos ataques durante a prova mas o grupo ia chegar junto à última volta. Só nessa aktura, num ataque de Christopher Blevins - que só levou consigo os colegas de equipa Martin Vidaurre e Adrien Boichis - é que o grupo finalmente partiu. Os colegas de equipa levaram a escassa vantagem que tinham até ao fim e disputaram a vitória ao sprint. Primeiro lugar para Blevins, depois de ter triunfado no XCC. Segundo para Vidaurre, e o degrau mais baixo do pódio para Boichis num fim de semana (outra vez) perfeito para a Specialized. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1911183694343160247 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=p_6xOisMrE0&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da corrida #RiderEquipaDiferença1Christopher BlevinsSpecialized Factory Racing1:22:422Martin Vidaurre KossmannSpecialized Factory Racing0:023Adrien BoichisSpecialized Factory Racing0:034Simone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team0:175Luke Moir0:206Victor KoretzkySpecialized Factory Racing0:227Jordan SarrouBMC Factory Racing0:228Fabio Püntener0:379Jofre Cullell EstapéBH Coloma Team0:3910Luca SchwarzbauerCanyon CLLCTV XCO0:48 Créditos da fotografia de destaque: Bartek Wolinski / Red Bull ### Paris-Roubaix 2025: Rei Van der Poel Mathieu van der Poel voltou a ser o senhor do Inferno do Norte. Ao vencer a Paris-Roubaix 2025, o neerlandês entrou no restrito lote de ciclistas da história a triunfar em três edições consecutivas, juntando-se a Octave Lapize (1909-1911) e Francesco Moser (1978-1980). A corrida teve um arranque animado, com uma fuga de oito homens a ganhar vantagem logo após os primeiros 20 km. A primeira metade da prova foi marcada por vários incidentes e furos (habitual na Paris - Roubaix), incluindo um contratempo para Filippo Ganna, que forçou a Ineos a um esforço de perseguição. Os ataques decisivos A partir do setor de Haveluy-Wallers, os favoritos entraram em ação, com Van der Poel, Pogacar e Pedersen a fazerem a primeira grande seleção. Daí até à meta, foi uma batalha pura entre campeões. https://twitter.com/parisroubaix/status/1911399987973419442 O ataque decisivo surgiu no setor de Mons-en-Pévèle, onde Van der Poel e Tadej Pogacar se isolaram na frente. Pogacar parecia capaz de discutir a vitória, mas uma queda numa curva e uma troca de bicicleta acabaram por afastá-lo da luta direta. O esloveno ainda segurou o segundo lugar, enquanto Mads Pedersen (que se viu afastado do grupo de frente por um furo) voltou a subir ao pódio em Roubaix, tal como em 2024, ao bater Van Aert e Vermeersch no sprint final pelo terceiro posto. Rei Van der Poel Foi uma corrida muito atacada e explosiva, que ficará também registada como a segunda mais rápida de sempre, com uma média de 46,921 km/h, apenas superada pela edição de 2024. Curiosamente, Van der Poel venceu as três Paris-Roubaix mais rápidas da história, cimentando também desta forma a sua era na história do inferno do norte. Foto: Pirelli Mathieu Van der Poel acabou por vencer com classe, mas Tadej Pogacar deu-lhe bastante trabalho e se não fosse a saída de estrada do Campeão do Mundo, o desfecho poderia não ser o mesmo. O ciclismo é isto, uma corrida de bicicletas que também envolve a pilotagem da máquina e os erros podem sair caros. Os portugueses António Morgado foi o único português em prova e voltou a mostrar o seu enorme potencial. Trabalhou arduamente nos primeiros 90 quilómetros ao serviço da UAE Team Emirates-XRG, contribuindo para o controlo da corrida antes dos setores decisivos. Apesar do desgaste, conseguiu terminar a sua segunda Paris-Roubaix no 24.º lugar. Foto: Nico Vereecken/Sprint Cycling Agency Vídeo resumo https://youtu.be/z4-Ax8uYdHs?si=PGKSxDTaO_EMsySd Top 10 – Paris-Roubaix 2025 PosiçãoCorredorEquipaTempo1Mathieu van der PoelAlpecin-Deceuninck5:31:272Tadej PogacarUAE Team Emirates-XRG+ 1:183Mads PedersenLidl-Trek+ 2:114Wout van AertTeam Visma - Lease a Bike+ 2:115Florian VermeerschUAE Team Emirates-XRG+ 2:116Jonas RutschIntermarché-Wanty+ 3:467Stefan BisseggerDecathlon AG2R La Mondiale+ 3:468Markus HoelgaardUno-X Mobility+ 3:469Fred WrightBahrain Victorious+ 4:3510Laurenz RexIntermarché-Wanty+ 4:36 Créditos da foto de destaque: A.S.O./Pauline Ballet ### País Basco | Etapa 6: João Almeida confirma vitória em grande A sexta etapa da Volta ao País Basco viu João Almeida confirmar o triunfo, em dia de mais uma vitória de etapa. Segunda conquista à geral em provas WorldTour para o ciclista português. A última etapa da Volta ao País Basco, onde João Almeida (UAE Team Emirates - XRG) defendeu a sua liderança na geral, teve início e fim em Eibar. 153 km de constante sobe e desce para dificultar a vida aos ciclistas, com sete subidas categorizadas a animar o dia. Ler mais | País Basco | Etapa 5: João Almeida segura a amarela Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency Grupo forte na fuga A fuga do dia saiu para a estrada na fase inicial da tirada. Um grupo forte, com 11 ciclistas que tentavam a glória na última hipótese no País Basco. No grupo, alguns nomes grandes do pelotão destacavam-se: Ben Healy (EF Education - EasyPost), Romain Grégoire (Groupama - FDJ), Daniel Martínez (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Marc Hirschi (Tudor Pro Cycling Team). A margem nunca cresceu acima dos 3:00, e na abordagem às últimas dificuldades, o pelotão intensificou o ritmo e começou a apanhar os fugitivos um a um. Ben Healy foi o último resistente, alcançado a 21 km do fim. Foto: LaPresse Hora das decisões João Almeida não quis estar à defesa o dia todo, e lançou um ataque a 39 km que partiu o grupo dos favoritos. Criou-se um grupo com seis ciclistas na perseguição a Ben Healy, onde estava o português e mais dois colegas de equipa. A 19 km do fim, João Almeida deu outra vez espetáculo. Novo ataque, que levou apenas Enric Mas (Movistar) e Mattias Skjelmose (Lidl - Trek) na roda. Os seis da frente voltaram a juntar-se, mas o aviso do português estava dado. O grupo seguiu junto até aos 5,5 km para o fim, quando Enric Mas atacou numa das últimas dificuldades do dia. João Almeida seguiu colado à roda do espanhol e os dois isolaram-se na frente. Já ninguém apanhou a aliança ibérica, que discutiu a etapa entre si. No sprint entre os dois pela vitória da etapa, João Almeida foi o mais forte. O português junta a segunda etapa à classificação geral da Volta ao País Basco. Foto: sprintcycling País Basco: segunda geral no WorldTour para João Almeida Uma espera de quase quatro anos para voltar a ver João Almeida no lugar mais alto da classificação geral no final de uma corrida WorldTour. A última vez tinha sido em 2021, na Volta à Polónia. A última vitória numa corrida por etapas também tinha sido nesse ano, na volta ao Luxemburgo. Depois de ser líder na Volta à Comunidade Valenciana, bater Jonas Vingegaard na Volta ao Algarve, e vencer uma etapa no Paris-Nice, João Almeida confirma, no País Basco, a tremenda forma que vai demonstrando em 2025. Quarta vitória WorldTour da temporada para João Almeida, em abril. O português já dobrou as duas que conseguiu em 2024. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Foto: A.S.O. Billy Ceusters Quilómetros finais da vitória de João Almeida no País Basco https://www.youtube.com/watch?v=nvObp01lQ-4&ab_channel=TNTSportsCycling Declarações de João Almeida depois da vitória no País Basco https://www.youtube.com/watch?v=2Pq7AM1uDrc&ab_channel=ItzuliaBasqueCountry Itzulia Basque Country Top 10 da Etapa 6 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG3:56:542Enric MasMovistar Team"3Ben HealyEF Education - EasyPost0:134Isaac Del ToroUAE Team Emirates - XRG0:285Alex AranburuCofidis0:586Jordan JegatTeam TotalEnergies"7Simone VelascoXDS Astana Team1:198Oscar OnleyTeam Picnic PostNL"9Felix GrosschartnerUAE Team Emirates - XRG"10Clément ChampoussinXDS Astana Team" Top 10 da Classificação geral da Volta ao País Basco PosiçãoCiclistaEquipaTempo1João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG20:04:492Enric MasMovistar Team1:523Maximilian SchachmannSoudal Quick-Step1:594Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe2:075Mattias SkjelmoseLidl - Trek2:176Ilan Van WilderSoudal Quick-Step2:187Alex AranburuCofidis2:458Simone VelascoXDS Astana Team3:439Oscar OnleyTeam Picnic PostNL3:5010Clément ChampoussinXDS Astana Team3:55 Créditos fotografia de destaque: Movistar Team & Sprint Cycling ### Trek e Shimano no novo design Project One ICON A Trek lançou um novo esquema de pintura Project One ICON Chroma em colaboração com a Shimano, que pretende celebrar os icónicos grupos Dura-Ace. Durante décadas, os componentes da Shimano têm embelezado alguns dos quadros mais rápidos da indústria, incluindo os primeiros quadros Project One lançados há mais de 20 anos. Ler mais | As novas cores Project One da Trek Project One ICON Disponível exclusivamente na plataforma da bicicleta de estrada Madone SLR 9 da Trek, o esquema de pintura Project One ICON Chroma Dura-Ace é inspirado nos acabamentos encontrados nos componentes deste grupo da Shimano. O quadro totalmente preto é influenciado pelo design elegante do pedaleiro e os toques de azul vêm do LED azul caraterístico da Shimano nos desviadores Dura-Ace. O quadro apresenta ainda um design clássico com ligeiras estrias Dura-Ace nos tubos de direção e do selim, acrescentando movimento à sua textura suave e discreta. Esta nova obra-prima da Trek está equipada com os mais recentes componentes Shimano Dura-Ace. Este novo esquema de pintura está disponível para personalização da Madone SLR 9 através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Ferrand-Prevot mata a fome da França na Paris-Roubaix Visma fez uma prova perfeita e venceu com o plano B, Pauline Ferrand-Prevot, primeira francesa campeã da Paris-Roubaix. A Paris-Roubaix é um espetáculo e a 5.ª edição da prova feminina ficou em casa graças a Pauline Ferrand-Prevot. Campeã olímpica de XCO em Paris 2024, rainha do mountain bike, última francesa campeã do mundo de estrada (Ponferrada 2024). Ferrand-Prevot não ganhava na estrada desde 2015, mas não falhou à França. Partiu para a Paris-Roubaix como plano B, já que Marianne Vos era a principal aposta da Visma. Só que nesta clássica as coisas mudam em frações de segundo, senão vejamos. Ferrand-Prevot trabalhou para Vos até cair na entrada do setor de Mons-en-Pevele. Vos parecia super e saltava a cada movimentação de Lotte Kopecky (SD Works) e as duas puderam resolver a corrida quando ficaram sozinhas na frente. Valeu Chloe Dygert (Canyon-Sram) que fechou o espaço, relançando a corrida para as resistentes. Estreia da França a vencer a Roubaix feminina Foi então que se deu a movimentação chave. Depois de se terem separado, os dois grupos mais numerosos juntaram-se antes do Carrefour de l'Arbre. Aproveitou a acalmia Emma Norsgaard e arrancou sozinha. A Lidl-Trek tentou muito, mas saiu da prova de mãos a abanar. A chave esteve na francesa da Visma: saiu do grupo das favoritas aos 25 km para a meta, juntou-se a Norsgaard aos 23 km e aos 18 km arrancou sozinha. Nunca mais lhe puseram os olhos em cima! Ferrand-Prevot anestesiou a Paris-Roubaix e chegou isolada ao velódromo André-Petrieux. Quase um minuto depois entraram as demais, só que a anestesia era tal que Letizia Borghesi (EF Education-Oatly) fugiu e garantiu um grande 2.° posto. O pódio foi jogado ao sprint e Lorena Wiebes bateu Marianne Vos, que já tinha sido 4.ª em 2024. Estreia da França a vencer a Roubaix feminina, 34 anos depois de Frederic Guesdon ter sido o último francês a vencer este Monumento do ciclismo. Vídeo resumo https://youtu.be/Yd_mNGqX6Vg?si=M3sglFn0XPgti0d5 Nota para Maria Martins, que terminou a corrida, embora fora do tempo limite. Foi a quarta presença de Tata na prova francesa, na qual já fechou top 20. Top 10 Paris-Roubaix Femme 2025 PosiçãoCiclistaEquipaPontos UCITempo1ºPauline Ferrand-PrévotTeam VismaLease a Bike4002ºLetizia BorghesiEF Education-Oatly320+ 00:583ºLorena WiebesTeam SD Worx-Protime260+ 01:014ºMarianne VosTeam VismaLease a Bike2205ºAlison JacksonEF Education-Oatly180+ 01:016ºMaria Giulia ConfalonieriUno-X Mobility140+ 01:017ºElise ChabbeyFDJ-SUEZ120+ 01:048ºChloé DygertCANYON//SRAM zondacrypto100+ 01:069ºElisa BalsamoLidl-Trek80+ 01:2110ºChiara ConsonniCANYON//SRAM zondacrypto68+ 01:21 ### País Basco | Etapa 5: João Almeida segura a amarela Quinta, e penúltima etapa, da Volta ao País Basco, viu João Almeida controlar as operações, em dia de vitória para Ben Healy. Correu-se a quinta etapa da Volta ao País Basco, depois de João Almeida ter feito o assalto à liderança no dia anterior. 172 km de terreno ondulante entre Urduña e Gernika-Lumo, com algumas dificuldades num dia que ficou para a fuga. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Foto: LaPresse Dia para a fuga Fuga do dia mostrou-se perigosa desde o início, com muitos nomes fortes. Destaque para Ben Healy (EF Education - EasyPost), Pello Bilbao (Bahrain - Victorious) e Julian Alaphilippe (Tudor Pro Cycling Team). O irlandês da EF Education não quis levar a decisão para o final, e atacou o grupo dos fugitivos a 55 km do fim. Um ataque ambicioso, que deu frutos. Nunca mais foi apanhado, e venceu a penúltima etapa da Volta ao País Basco. João Almeida e a UAE Emirates - XRG controlaram até à última dificuldade. Créditos: sprintcycling Liderança do País Basco fica com João Almeida A última dificuldade do dia era uma subida não categorizada de 4,9 km a 6,4% de inclinação. No grupo dos favoritos à geral, foram várias as tentativas de roubar segundos a João Almeida e chegar perto da liderança da Volta ao País Basco. Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe), segundo à geral, foi um dos que tentou atacar o português. João Almeida conseguiu responder, com ajuda da equipa, a todas as movimentações. A única exceção foi Axel Laurance (INEOS Grenadiers), que atacou perto do fim e chegou à frente dos líderes. O grupo dos favoritos chegou junto à meta, e a liderança não sofre alterações depois da penúltima etapa. Resta um dia para o português carimbar a primeira vitória, desde 2021, numa classificação geral do WorldTour. A última etapa da Volta ao País Basco corre-se com início e fim em Eibar. 153 km de sobe e desce constante, com sete subidas categorizadas para dificultar a vida aos ciclistas. Foto: sprintcycling Vídeo resumo da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=uNNesrAmUzE&ab_channel=TNTSportsCycling Declarações de João Almeida depois da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=v0X7WxvtxN4&ab_channel=ItzuliaBasqueCountry Créditos: Itzulia 2025 Top 10 da Etapa 5 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1HEALY BenEF Education - EasyPost3:55:572LAURANCE AxelINEOS Grenadiers1:473VELASCO SimoneXDS Astana Team1:484ARANBURU AlexCofidis"5GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ"6VAN GILS MaximRed Bull - BORA - hansgrohe"7MIQUEL PauEquipo Kern Pharma"8JEGAT JordanTeam TotalEnergies"9CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team"10SILVA Guillermo ThomasCaja Rural - Seguros RGA" Top 10 da Volta ao País Basco PosiçãoCiclistaEquipaTempo1João AlmeidaUAE Team Emirates - XRG16:08:052Maximilian SchachmannSoudal Quick-Step0:303Davide De PrettoTeam Jayco AlUla0:384Ilan Van WilderSoudal Quick-Step0:495Mattias SkjelmoseLidl - Trek0:506Wilco KeldermanTeam Visma | Lease a Bike1:117Alex AranburuCofidis1:378Enric MasMovistar Team1:489Simone VelascoXDS Astana Team2:1410Steff CrasTeam TotalEnergies2:15 Créditos da fotografia de destaque: Naike Foto Sport ### País Basco | Etapa 4: Vitória e liderança de João Almeida Quarta etapa da Volta ao País Basco onde depois de um dia extremamente animado, o pelotão voltou a encontrar um perfil ondulado no qual João Almeida esteve super a subir e a descer vencendo a etapa e assumindo a liderança da geral Com 170 km a ligar Beasain e Markina, o destaque esteve na última subida do dia, Izua (3,5 km a 9,6 %), que por estar situada a apenas 10 km da meta se previa preponderante no desenlace da etapa e da geral. Foto: Naike Foto Sport Corrida movimentada desde cedo Mal se deu o tiro de partida, vários ciclistas atacaram do pelotão tentando integrar a fuga do dia e lutar pelos pontos da montanha, fazendo com que a corrida fosse muito movimentada desde cedo. Controlado pela Soudal Quick-step, o pelotão não deu grande liberdade a movimentações até que a 70 km do fim um grupo de 11 ciclistas se conseguiu adiantar. Marc Soler (UAE Emirates-XRG), Finn Fisher-Black (Red Bull-Bora-Hansgrohe), Ben Healy (EF Education - EasyPost) e Sepp Kuss (Visma | Lease a Bike), foram alguns dos ciclistas integrantes na fuga, que nunca superou os dois minutos de vantagem. https://www.youtube.com/watch?v=3pbwWUQiTUo&ab_channel=TopCyclingPT João Almeida ao ataque em Izua A corrida manteve-se semelhante até ao início da ascensão a Izua, com os 11 elementos da fuga a serem alcançados uns quilómetros antes da subida. Com rampas de até 20 %, João Almeida meteu um ritmo asfixiante em Izua e fez descolar um a um os rivais diretos, incluindo o líder Schachmann. João Almeida coroou com 30 segundos para a concorrência, desceu bem e não teve problemas em levantar os braços na meta. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1910353451919225300 João Almeida vence etapa e sobe a primeiro Aranburu, vencedor da etapa 3, ainda tentou alcançar o português, mas sem sucesso. A vantagem alcançada no topo de Izua foi mais que suficiente. O ciclista de A-dos-Francos iguala, em abril, as duas vitórias no WorldTour alcançadas em 2024 (Suíça), isto após ter ganho no Paris-Nice. Tem tudo para melhorar 2021, quando venceu duas etapas e classificação geral na Volta à Polónia. Com esta exibição, João Almeida sobe a primeiro na classificação geral na sua primeira participação na Volta ao País Basco, depois de este ano ter já vestido a camisola de líder por um dia na Volta à Comunidade Valenciana. A UAE Emirates - XRG fez a dobradinha com o segundo lugar de Isaac del Toro, atingindo a vitória 25 na temporada. "Não me sentia super para ser honesto. A equipa esteve incrível uma vez mais, foi merecido. Têm sido dias duros, estamos contentes por levar a vitória após dois dias perto dela, sabe bem voltar a vencer. O plano era fazer o melhor na última subida e tentar ir sozinho. Faltam dois dias duros, temos que manter a concentração, dar o nosso melhor." João Almeida após a etapa. Vídeo resumo https://youtu.be/fcKJfTvEIRY?si=paoA1LOxnvQoNhS1 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTEmpo1 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG3:52:392 DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:283 SCHACHMANN MaximilianSoudal Quick-Step,,4 CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team,,5 ARANBURU AlexCofidis,,6 BERTHET ClémentDecathlon AG2R La Mondiale Team,,7 VELASCO SimoneXDS Astana Team,,8 ONLEY OscarTeam Picnic PostNL,,9 VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step,,10 MARTIN GuillaumeGroupama - FDJ, Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG12:10:202 SCHACHMANN MaximilianSoudal Quick-Step0:303 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:384 VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step0:495 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek0:506 KELDERMAN WilcoTeam Visma | Lease a Bike1:117 ARANBURU AlexCofidis1:378 MAS EnricMovistar Team1:489 CRAS SteffTeam TotalEnergies2:1510 VELASCO SimoneXDS Astana Team2:18 ### País Basco | Etapa 3: João Almeida ao poste e vitória de Aranburu O terceiro dia da Volta ao País Basco trouxe um perfil irregular, convidativo a uma corrida atacada e João Almeida foi um dos corredores que mais espetáculo deu. Um deslize na abordagem ao quilómetro final impediu o ciclista da UAE Emirates de poder vencer a etapa e colocar-se como líder da corrida. O terceiro dia de prova iniciou-se em Zarautz rumo a Beasain, com 157 km pontuados por sete montanhas categorizadas. Ler mais | Etapa 2: Iúri Leitão batido por Caleb Ewan Foto: LaPresse Trio da UAE Emirates colocou em risco a amarela A jornada começou muito atacada com vários ciclistas a sair do pelotão e adiantarem-se na frente de corrida. Apesar desta tentativa, o pelotão não baixava o ritmo e a UAE Emirates foi neutralizando os escapados. A 70 km do fim, Brandon McNulty, Isaac del Toro e Marc Soler partiram o pelotão,. O trio da UAE Emirates colocou em risco a amarela de Max Schachmann. Soler distanciou-se e teve a companhia de Clément Berthet e Rudy Molard, formando um trio que seguia na frente na última parte do dia. Ler mais | Etapa 1: Centésimos separam Almeida da vitória Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse UAE Emirates salvou o dia A 40 km para o final, Schachmann não resistiu à subida de 2,3 km a 11,3 % e descolou do grupo dos favoritos onde João Almeida seguia bem colocado na luta pela Volta ao País Basco. O líder da geral lutou, reentrou e atacou. João Almeida falhou o corte e chegou a estar a 30 segundos do alemão, mas a UAE Emirates salvou o dia e o português encostou antes da última subida do dia, coroada a 5 km para a meta. Foto: UAE Emirates/Fizza Almeida quis dar espetáculo Na montanha russa que foi este terceiro dia, Almeida quis dar espetáculo. O corredor de A dos Francos resistiu na subida e a 5 km da meta atacou a descer com o campeão espanhol, Alex Aranburu (Cofidis). Uma (quase) saída de estrada, a 1,7 km da meta, tirou a Almeida a possibilidade de saltar para o comando da Volta ao País Basco. Aproveitou Aranburu para vencer a etapa, só que o homem da Cofidis fez uma rotunda pelo lado errado da estrada, o que causou confusão, tendo os comissários atribuído a vitoria inicialmente a Romain Grégoire (Groupama - FDJ). Alex Aranburu, que inicialmente foi desclassificado por se ter desviado do percurso oficial ao contornar uma rotunda de forma não sinalizada, voltou a ficar com a vitória que havia conseguido na estrada, após análise detalhada de várias provas — incluindo dados do Veloviewer, o livro de rota e informações fornecidas pela equipa — tendo sido considerado que o corredor seguiu o trajeto correto conforme o previsto. O organizador confirmou ainda um erro na sinalização da rotunda em questão. Assim, e em conformidade com o artigo 1.2.064 do regulamento da UCI, o Colégio de Comissários anulou a decisão inicial, validando o resultado da etapa e a vitória de Aranburu. "Foi um dia de loucos, no final cometi um erro na curva, mas paciência. Queríamos um dia duro, a equipa esteve muito bem, especialmente no final quando fechou o espaço para o grupo da frente." João Almeida no final da etapa. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/bpVtnltK8d8?si=k3DQczP9POnvDqxS Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaBonificaçãoTempo1Alex AranburuCofidis10″3:45:212Romain GrégoireGroupama - FDJ6″+0:033Maximilian SchachmannSoudal Quick-Step4″,,4João AlmeidaUAE Team Emirates – XRG—,,5Enric MasMovistar Team—,,6Mattias SkjelmoseLidl - Trek—,,7Wilco KeldermanTeam VismaLease a Bike—8Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe1″,,9Steff CrasTeam TotalEnergies—,,10Ilan Van WilderSoudal Quick-Step—,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Maximilian SchachmannSoudal Quick-Step8:17:472Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+0:043João AlmeidaUAE Team Emirates – XRG,,4Ilan Van WilderSoudal Quick-Step+0:155Mattias SkjelmoseLidl - Trek+0:166Wilco KeldermanTeam Visma—7Romain GrégoireGroupama - FDJ+0:408Steff CrasTeam TotalEnergies+0:469Alex AranburuCofidis+1:0310Enric MasMovistar Team+1:14 Créditos da foto de destaque: Itzulia - Naikefotosport ### Specialized apresenta a Turbo Levo 4 ao mundo A Specialized apresentou a sua nova bicicleta de montanha elétrica, a Turbo Levo 4. Esta nova bicicleta está disponível em quatro variantes, Levo 4, Levo 4 Pro, Levo 4 Expert e Levo 4 Comp Ler mais | Specialized disponibiliza os quadros do WorldTour para todos Destaques Potência: Até 720 watts e 111 Nm de binário, oferecendo a sensação de condução SuperNatural. Quadro: Suspensão afinada pela Ride Dynamics com 160 mm à frente e 150 mm atrás, e arrumação integrada no tubo diagonal com sistema SWAT — uma estreia no seu género. Controlo: Suspensão GENIE da Specialized, geometria avançada com 6 opções de ajuste e rodas mistas para capacidades máximas. Autonomia: Até 4,75 horas de autonomia com opções de bateria configuráveis. Carregador: Carrega até 80% em menos de uma hora com o novo Carregador Smart. Integração: Novo MasterMind TCU, controlo avançado através da aplicação Specialized, e integração com o Apple FindMy para uma experiência de condução personalizável e com total tranquilidade. Turbo Levo 4 Utilização - Full Power E-MTB Trail; E-Sistema- S-Works 3.1 Motorc/ 720 Wattse111 Nm, bateria de 840 Wh, até 4.75horas de autonomia; Quadro- FACT 11m Carbonc/ Carbon Link, Geometria Ajustável eSWAT; Suspensão - Frente:160mm FOX 38 FACTORY GRIPX2, Trás: 150mm GENIE -FOX FLOAT X Factory; Transmissão- SRAM XX Eagle T-Type AXS; Rodas- Roval Traverse HD Carbon / DT 240 DEG. Turbo Levo 4 Pro Utilização - Full Power E-MTB Trail; E-Sistema- Specialized 3.1 Motorc/ 666 Watts e 101 Nm, Bateria840 Wh, até5.33 horas de autonomia; Quadro- FACT 11m Carbon, Geometria Ajustável eSWAT; Suspensão- Frente:160mm FOX 38 FACTORY GRIPX2,Trás: 150mm GENIE -FOX FLOAT X Factory; Transmissão- SRAM XO Eagle T-Type AXS; Rodas- Roval Traverse HD Carbon / DT 350. Turbo Levo 4 Expert Utilização - Full Power E-MTB Trail; E-Sistema - Specialized 3.1 Motor c/ 666 Watts e101 Nm, Bateria 840 Wh, até 5.33 horas de autonomia; Quadro - FACT 11m Carbon, Geometria Ajustável e SWAT; Suspensão- Frente:160mm FOX 38 Performance Elite GRIPX2,Trás: 150mmGENIE - FOX FLOAT X Performance Elite; Transmissão- SRAM GX Eagle T-Type AXS; Rodas- Roval Traverse Alloy / DT 370. Turbo Levo 4 Comp Utilização - Full Power E-MTB Trail; E-Sistema - Specialized 3.1 Motor c/ 666 Watts e101 Nm, Bateria 840 Wh, até 5.33 horas de autonomia; Quadro - FACT 11m Carbon, Geometria Ajustável e SWAT; Suspensão- Frente:160mm FOX 36 Rhythm GRIP,Trás: 150mm GENIE - FOXFLOAT X Performance; Trasmissão- SRAM S1000 Eagle T-Type AXS; Rodas- Specialized Alloy /CubosBear Pawls. Podes saber tudo sobre as novas Turbo Levo 4 no site da Specialized. ### País Basco | Etapa 2: Iúri Leitão batido por Caleb Ewan Depois de um contrarrelógio que deixou João Almeida às portas do primeiro lugar, a Volta ao País Basco voltou a cheirar a vitória portuguesa num sprint em que Iúri Leitão discutiu o triunfo com vários corredores. 187 quilómetros ligaram Pamplona a Lodosa numa etapa plana na qual havia apenas uma contagem de terceira categoria, o que dava aos sprinters presentes uma das poucas oportunidades de triunfar. TopCycling com Iúri Leitão em Espanha! Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Cinco ciclistas em fuga A fuga do dia foi composta por cinco ciclistas, que nunca tiveram grande liberdade dada por um pelotão controlado em grande parte da corrida pela Ineos Grenadiers. Xabier Isasa, Tobias Bayer, Diego Uriarte, Sinuhé Fernández e Julen Arriola formaram o quinteto escapado e foram-se entendendo, sendo alcançados nos últimos cinco quilómetros quando as equipas começaram a preparar o sprint. Créditos: Unipublic Sprint Cycling Agency Decisão ao sprint A primeira etapa em linha não teve surpresas: Caleb Ewan (Ineos Grenadiers) finalizou o trabalho da equipa somando a segunda vitória da época e a primeira no WorldTour desde março de 2022 (Tirreno Adriático). Iuri Leitão foi quinto e ficou às portas da primeira vitória na máxima categoria na Volta ao País Basco. O vianenses abriu a época vencendo no Challenge de Maiorca e teve um grande Europeu de pista. Na geral individual, Nélson Oliveira subiu ao nono posto fazendo companhia a João Almeida no top 10. O atleta da UAE Emirates ocupa o segundo lugar. https://twitter.com/aurelblaiz/status/1909629265181618576?s=46 Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 EWAN CalebINEOS Grenadiers4:13:502 VAN BOVEN LucaIntermarché - Wanty,,3 TRONCHON BastienDecathlon AG2R La Mondiale Team,,4 GRUEL ThibaudGroupama - FDJ,,5 LEITÃO IúriCaja Rural - Seguros RGA,,6 ZINGLE AxelTeam Visma | Lease a Bike,,7 VAN DEN BOSSCHE FabioAlpecin - Deceuninck,,8 WIRTGEN LucTudor Pro Cycling Team,,9 ABERASTURI JonEuskaltel - Euskadi,,10 FOLDAGER AndersTeam Jayco AlUla Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 SCHACHMANN MaximilianSoudal Quick-Step4:32:272 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG,,3 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:014 VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe0:105 VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step0:116 ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:137 LEONARD MichaelINEOS Grenadiers0:168 HEALY BenEF Education - EasyPost0:189 OLIVEIRA NelsonMovistar Team,,10 SCHMID MauroTeam Jayco AlUla0:20 ### País Basco | Etapa 1: Centésimos separam Almeida da vitória Saiu para a estrada a Volta ao País Basco, com participação de João Almeida. O português terminou o contrarrelógio da primeira etapa meio segundo atrás de Maximilian Schachmann. Primeiro dia da Volta ao País Basco, com João Almeida em ação. Contrarrelógio de 16,5 km, entre Vitoria-Gasteiz e Baskonia-Alavés, para abrir as hostes. O pódio da etapa ficou preso por um segundo, e a vitória foi para a Soudal Quick-Step. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Créditos: Tim de Waele/Getty Images Etapa 1 Uma prova de seis etapas, marcada por muita meia montanha, que arrancou esta segunda feira com um contrarrelógio plano para marcar as primeiras diferenças entre os favoritos à geral. Maximilian Schachmann (Soudal Quick-Step) foi o primeiro a marcar um tempo de referência (18:37,28 a 53,165 km/h), cedo na etapa. Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe) assustou o compatriota quando chegou a apenas 76 centésimos - não deu para a vitória, mas está feita a candidatura ao triunfo final. É a primeira vitória para Schachmann desde junho de 2023. O alemão, que já venceu duas edições do Paris-Nice (2020; 2021), não vencia uma corrida de categoria WorldTour desde março de 2021 - quando confirmou a segunda vitória à geral da corrida francesa. Foto: A.S.O. Billy Ceusters O último dos favoritos a chegar foi João Almeida (UAE Emirates - XRG). O português não desiludiu e lutou pela vitória até ao fim. Chegou a 54 centésimos do homem no hot seat, e fechou o dia na segunda posição, que traz aspirações fortes para a vitória final na Volta ao País Basco. Estou super feliz, acho que estive muito bem. Já não tinha mais nada na linha da meta, e isso é bom. Só é uma pena ter sido tão perto do primeiro lugar (...) Fui um pouco mais rápido no início do que o que queria. É um contrarrelógio curto, por isso não se pode guardar muito (...) É um esforço curto, é um bom indicador, mas nada de especial, e os outros ciclistas também pareceram fortes, por isso vai ser uma semana dura. Acho que as coisas vão correr bem. João Almeida, à Cycling Pro Net Foto: A.S.O. Billy Ceusters Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoKm/h1SCHACHMANN MaximilianSoudal Quick-Step18:37,2853.1652ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG00:00,5453.1393LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe00:00,7653.1294HAYTER EthanSoudal Quick-Step00:06,1052.8765VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe00:10,5552.6686VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step00:11,5052.6237CAMPENAERTS VictorTeam Visma | Lease a Bike00:12,0400:12,048SKJELMOSE MattiasLidl - Trek00:12,5552.5749ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team00:13,3852.53610LEONARD MichaelINEOS Grenadiers00:15,9752.416 Top 10 da Classificação geral da Volta ao País Basco PosiçãoCiclistaEquipaTempo1SCHACHMANN MaximilianSoudal Quick-Step0:18:372ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG"3LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:014HAYTER EthanSoudal Quick-Step0:065VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe0:106VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step0:117CAMPENAERTS VictorTeam Visma | Lease a Bike0:128SKJELMOSE MattiasLidl - Trek"9ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:1310LEONARD MichaelINEOS Grenadiers0:16 Créditos da fotografia de destaque: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency ### Taça do Mundo de XCO - Ronda 1: Araxá Arrancou este fim de semana a Taça do Mundo de XCO. A primeira ronda teve lugar em Araxá, no Brasil, a 5 e 6 de abril. Victor Koretzky e Samara Maxwell venceram a primeira etapa da Taça do Mundo de XCO. O francês continua a melhorar o registo e a neozelandesa conseguiu a primeira vitória da carreira. Ana Santos fez a primeira corrida na Taça do Mundo de elites - terminou em 34º. Ler mais | Calendário 2025: Taça do mundo de XCO Créditos: Bartek Wolinski / Red Bull Corrida masculina A corrida masculina começou com dificuldades para muitos atletas, que ficaram presos e tiveram dificuldades em chegar à frente. Quem aproveitou foi o duo da Specialized Factory Racing, Christopher Blevins e Victor Koretzky, que conseguiram abrir espaço na frente da corrida. A dupla da Specialized andou, depois, junta na frente durante grande parte da corrida. O grupo perseguidor, que terminou com cinco ciclistas, nunca desistiu de tentar fazer a ponta à frente da prova, mas os dois da frente trabalhavam juntos e mantinham uma vantagem confortável. Já nas últimas voltas, os colegas de equipa tornaram-se rivais e disputaram a vitória da prova. Victor Koretzky foi o mais forte, e venceu a primeira etapa da Taça do Mundo de XCO. Blevins terminou em segundo, e Martín Vidaurre (Specialized Factory Racing) fechou o pódio. No primeiro dia de competição, o duo da Specialized também ocupou as duas primeiras posições do pódio da corrida de XCC - Blevins venceu e Koretzky foi segundo. Mathis Azzaro (Origin Racing Division) fechou o pódio. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1908955194177605859 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=PVqwpCwOgOI&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da corrida de XCO PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Victor KoretzkySpecialized Factory Racing1:19:322Christopher BlevinsSpecialized Factory Racing0:103Martín VidaurreSpecialized Factory Racing0:294Lars ForsterThömus Maxon0:305Nino SchurterScott-SRAM0:306Filippo ColomboScott-SRAM0:317Adrien BoichisSpecialized Factory Racing0:338Jordan SarrouBMC Factory Racing0:339Luca SchwarzbauerCanyon0:4710Xavier de OliveiraSpecialized Brazil0:47 Corrida feminina A corrida feminina começou com muitas mudanças na liderança. Na terceira volta, um grupo de cinco ciclistas rodava na frente - destacava-se Jenny Rissveds (Canyon), que impunha ritmos e colocava as rivais em dificuldades. Rissveds chegou a liderar a corrida, com cerca de 0:15 para as perseguidores, com Savilia Blunk (Decathlon Ford Racing Team). A movimentação parecia ameaçadora, mas havia forças no grupo perseguidor, que conseguiu fechar o espaço já perto do fim. Na sétima volta, Samara Maxwell lançou o seu ataque e criou separação. O grupo perseguidor já seguia muito partido e não houve forças para trazer a neozelandesa de volta. Chegou assim à primeira vitória da Taça do Mundo de XCO (elites) da carreira. Nicole Koller (Ghost Factory Racing) e Savilia Blunk fecharam o pódio. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1908939023504318976 Maxwell já tinha sido segunda no dia anterior, na prova de XCC. Evie Richards (Trek Factory Racing) venceu essa prova, e Alessandra Keller (Thomus Maxon) fechou o pódio. Ana Santos (CANNONDALE FACTORY RACING) fez a sua estreia em provas de elites da Taça do Mundo em Araxá. Foi 27ª na corrida de XCC, e 34ª na prova de XCO. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=CitA4RrrQNc&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Top 10 da corrida feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºSamara MaxwellDecathlon Ford Racing Team1:24:032ºNicole KollerGhost Factory Racing0:043ºSavilia BlunkDecathlon Ford Racing Team0:044ºAlessandra KellerThömus Maxon0:125ºCandice Lill-0:286ºJennifer JacksonOrbea Fox Factory Team0:467ºSina FreiSpecialized Factory Racing0:528ºJenny RissvedsCanyon"9ºLoana LecomteBMC Factory Racing"10ºKelsey UrbanKMC Ridley0:58 ### Tour de Flandres 2025 - Ciclismo espetáculo e Show de Pogacar O Tour de Flandres é sempre mais do que apenas uma corrida, além de ser um dos monumentos do ciclismo, é a corrida que mais multidão e mediatismo move na Bélgica. Hoje entre Bruges e Oudenaarde os ciclistas tinham uma tirada de 268,9 km. Créditos: Gruber Images Com um pelotão de luxo à partida em Bruges, todas as atenções estavam voltadas para o reencontro entre Tadej Pogacar e Mathieu van der Poel, depois do Neerlandês ter levado a melhor na Milão-Sanremo (primeiro monumento da temporada). Van der Poel, em busca do seu quarto título; Pogacar, de regresso como campeão do mundo e vencedor em 2023. À espreita estavam ainda Mads Pedersen, Filippo Ganna, Stefan Küng e Wout van Aert — todos com argumentos para se intrometer numa luta que se previa ser entre Mathieu van der Poel e Tadej Pogacar. Os jogos começaram a 100 km. do fim A 110 km do final, formou-se um grupo perigoso com Ganna, Küng, Trentin e Benoot. A diferença chegou a um minuto e meio, mas a UAE não deixou crescer. No segundo Oude Kwaremont, Pogacar fez o primeiro grande teste: atacou com tudo e forçou Van Aert, Pedersen e Jorgenson a responderem. Van der Poel, mal colocado, teve de gastar mais energia para fechar. O pelotão ainda voltou a juntar-se, mas o aviso estava dado. https://twitter.com/RondeVlaanderen/status/1908874890372919648 Na subida ao Koppenberg, o esloveno voltou a mexer — e desta vez foi a sério. Apenas Van der Poel conseguiu segui-lo. Pedersen ficou no limite, Van Aert e os restantes ficaram para trás. Os dois favoritos chegaram à frente da corrida, onde ainda resistiam Ganna, Küng e Ballerini, formando um grupo de treze unidades. Ataques e mais ataques. Decisão final no Kwaremont Como habitualmente neste tipo de corridas, esta transformou-se numa prova de eliminação. No Taaienberg, Pogacar voltou a apertar, Van der Poel respondeu, Pedersen também, mas Van Aert começava a ceder ligeiramente. O trio da Visma – Van Aert, Benoot e Jorgenson – teve de perseguir, conseguindo voltar antes da última subida dupla: Oude Kwaremont e Paterberg. Foi então que Pogacar lançou o ataque decisivo. No Oude Kwaremont, acelerou de uma forma impressionante e desta vez nem Van der Poel conseguiu resistir, descupem-me a expressão, mas hoje Pogacar "partiu o motor" a Mathieu Van der Poel. https://twitter.com/RondeVlaanderen/status/1908886306496577683 Foi o golpe final. Nos 17 km finais, mesmo com o Paterberg e o vento contra, o esloveno voou a solo até Oudenaarde. Tadej Pogacar voltou a fazer história. O campeão do mundo venceu pela segunda vez o Tour de Flandres, após uma corrida demolidora. Foi a edição mais rápida de sempre da Ronde, com média de 44,99 km/h, mais uma demonstração de força bruta do esloveno, que somou o seu oitavo Monumento em onze pódios — números de quem já é o sexto ciclista com mais vitórias em Monumentos na história do ciclismo. Foto: LaPresse Mathieu van der Poel foi o último a ceder perante Pogacar. O neerlandês completou o pódio, atrás de um impressionante Mads Pedersen, e somou o seu sexto pódio consecutivo na Ronde. Foto: LucaBettini/LaPresse Já Wout van Aert, no regresso ao seu melhor nível após as graves lesões sofridas em 2024, ficou fora do pódio mas mostrou que está de volta. Ainda não tem a explosão de outros tempos nas rampas mais duras, mas andou com os melhores até ao fim e confirmou que será um nome a ter em conta na Paris-Roubaix, dentro de uma semana. Foto: Juan Moya Top 10 – Tour de Flandres 2025 Pos.CiclistaEquipa1.ºTadej PogacarUAE Emirates-XRG2.ºMads PedersenLidl-Trek3.ºMathieu van der PoelAlpecin-Deceuninck4.ºWout van AertVisma5.ºJasper StuyvenLidl-Trek6.ºTiesj BenootVisma7.ºStefan KüngGroupama-FDJ8.ºFilippo GannaINEOS Grenadiers9.ºIván García CortinaMovistar Team10.ºDavide BalleriniSoudal Quick-Step Vídeo resumo https://youtu.be/0V5FEOatUv4?si=yBCJb-cYM3gboNDq ### Thibau Nys chegou, viu e venceu o GP Miguel Indurain Vitória da Lidl-Trek no primeiro dia de competição este ano de Thibau Nys, num GP Miguel Indurain com muita presença portuguesa. Em Estella, comunidade de Navarra, o espetáculo é sempre garantido com as inclinadas rampas do muro de Ibarra e foi aí que Thibau Nys resolveu o GP Miguel Indurain. O belga, de 22 anos, nunca tinha corrido a prova, mas demonstrou ser um caso sério de talento precoce. Fez apenas um ataque demolidor no muro de Ibarra (600 metros e 10 % de inclinação), chegando sozinho à meta. Antes disso, já a Lidl-Trek tinha mostrado fé cega no belga. Bauke Mollema saltou a todos os ataques importantes e o bloco soube esconder o diamante. Porque Nys é um diamante e é o futuro da equipa com sede no Wisconsin, EUA. https://twitter.com/faustocoppi60/status/1908544738120049046 Pura dinamite! Thibau Nys fez explodir a corrida no muro de Ibarra. Menção honrosa para a Caja Rural Grande na estrada e de olhos postos nas clássicas das Ardenas, já é estrela no ciclocrosse onde na primeira época em elites . Thibau Nys chega às 12 vitórias na estrada e logo numa corrida que a Lidl-Trek – que teve Andrea Bagioli em 3.º – nunca tinha ganho. No ciclocrosse teve uma época de afirmação: ganhou o Campeonato da Europa, levou a medalha de bronze no Mundial, bateu Wout Van Aert na Taça do Mundo em Benidorm e ainda se estreou a ganhar no Superprestige. Menção honrosa para a Caja Rural, que defendeu a honra das equipas da casa – é de Navarra tal como a Kern Pharma e a Movistar. Subiram ao pódio com Alex Molenaar (2.º) e colocaram Thomas Silva em 4.º, o que são ótimas notícias a juntar ao convite recebido há dias para regressar à Vuelta a Espanha. Ler mais | Thibau Nys e os novos craques do ciclocrosse Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Harrison Wood entrou na fuga do dia Entre as equipas portuguesas estiveram presentes a Feirense-Beeceler e a Anicolor-Tien 21, mas só a formação de Águeda conseguiu dar nas vistas. Harrison Wood entrou na fuga do dia e o campeão da Volta a Portugal, Artem Nych, andou com os melhores até à penúltima subida da corrida, tal como Alexis Guerin. Russo e francês entraram a 1:14 nos 50 primeiros. Ivo Pinheiro foi o melhor dos feirenses a 4:45 fechando top 60. Entrevista | Há mais um Nys no ciclismo e a coisa promete! ### EVOC lança novas joelheiras e cotoveleiras A EVOC lançou três novos produtos na gama de proteções EVOC Limb Protection, com o lançamento de duas joelheiras e umas cotoveleiras.  Graças ao desenvolvimento contínuo da tecnologia de proteção Liteshield Flex, a EVOC traz-nos as novas joelheiras LS Flex Enduro e LS Flex Lite bem como as cotoveleiras LS Flex Lite. Ler Mais | Mala para bicicleta EVOC Road Bike Bag Pro - Review e alguns conselhos de viagem Tecnologia de proteção Liteshield Flex A mais recente tecnologia de proteções EVOC – Liteshield Flex – proporciona, segundo a marca, um nível de conforto e liberdade de movimento nunca antes visto. Oferece também grande segurança, é leve e arejado e adapta-se ao corpo em todas as temperaturas. Absorção máxima de impacto - Absorve até 95% da força de impacto e cumpre os requisitos da norma CE-Nível 2; Ventilação 3D - Desenvolvido para máxima respirabilidade, fluxo de ar ideal e peso reduzido; Flexibilidade - Flexibilidade ergodinâmica superior, graças a uma mistura especial de TPE e a um design geométrico inovador; Resistente à temperatura - Proteção consistente contra impactos e flexibilidade constante em todas as temperaturas (-20 a 40 graus Celsius). Joelheira LS Flex Enduro Seguindo o lema “Protect the things you love!” (Proteje as Coisas que Amas!), a EVOC passa a oferecer proteção para as partes do corpo que estão extremamente expostas durante o ciclismo. Com a Knee Protector LS Flex Enduro, a EVOC apresenta uma joelheira confortável, com proteção certificada de Nível 2 e opções de ajuste personalizadas. Os POWER FLAPS permitem apertar o protetor na canela, garantindo uma fixação segura e o anel de neoprene na zona do joelho reduz a pressão sobre a articulação e mantém o protetor no lugar de formafiável, proporcionando um conforto duradouro. As almofadas laterais oferecem proteção adicional em caso de queda ou durante percursos exigentes e a joelheira assegura uma ventilação eficiente que inclui uma fita de silicone na extremidade da manga para uma fixação firme na perna. Especificações Técnicas Power Flaps - Fixados diretamente no protetor para uma aderência perfeita, sem deslocamentos. Correia ajustável para um ajuste seguro. Material resistente à abrasão e rasgos na zona do joelho. Material Airprene acolchoado para conforto e proteção. Proteção lateral adicional para máxima segurança do joelho. Ventilação otimizada graças a materiais respiráveis e flexíveis. Fita de silicone na extremidade da manga para uma fixação antiderrapante. P.V.P. - 122€ Joelheiras LS Flex Lite A LS Flex Lite é uma joelheira ultraleve, que oferece uma proteção altamente eficaz com certificação de Nível 2 e um conforto excecional. O seu design anatómico e a ventilação eficiente garantem, segundo a marca, um ajuste perfeito. e a combinação de materiais estáveis e resistentes à deformação, juntamente com um acabamento em silicone na extremidade da manga, evita que a joelheira deslize durante a utilização. Além disso, as almofadas laterais proporcionam proteção adicional em caso de queda ou em percursos mais exigentes. Especificações Técnicas Ventilação otimizada graças a materiais respiráveis e flexíveis; Proteção lateral adicional para máxima segurança do joelho; Material externo resistente à abrasão e rasgos na zona do joelho; Ajuste extremamente confortável; Fita de silicone na extremidade da manga para uma fixação antiderrapante; P.V.P. - 102€ Cotoveleiras LS Flex Lite As Cotoveleiras LS Flex Lite caracterizam-se por serem leves, confortáveis e ultra protetoras, tendo certificação de Nível 1. Esta cotoveleira elástica, mas extremamente resistente, oferece uma proteção ideal para os cotovelos, que estão particularmente expostos durante o ciclismo, tanto em quedas como em percursos mais exigentes. Equipada com a tecnologia de proteção Liteshield Flex, adapta-se perfeitamente ao cotovelo, garantindo máxima flexibilidade em todos os movimentos. O material externo confortável e a estrutura especial do protetor, com elementos circulares e cruzados, asseguram excelente ventilação e um enorme conforto. Especificações Técnicas Ventilação otimizada graças a materiais respiráveis e flexíveis; Material externo macio e confortável (Licra); Fita de silicone nas extremidades da manga para uma fixação antiderrapante; Ajuste extremamente confortável; Material resistente à abrasão e rasgos na zona do cotovelo; P.V.P. - 82€; Podes ver todas as informações sobre as novas proteções EVOC, joelheiras e cotoveleiras no site da Bicimax ### Bike Village - A história inspiradora de uma loja e da marca Cervélo Gosto de saber a história por detrás das coisas, desde as marcas e projetos ligados ao ciclismo, (que interessa mais ao público do topcycling), como de outros nichos e produtos. Neste caso foi a loja de bicicletas Bike Village. As histórias ligadas às marcas e aos projetos que se conseguem afirmar, acabam sempre por ser inspiradoras para algo na nossa vida, o saber como foi que aconteceu desmistifica algo que visto de fora parece complexo, ou por vezes o oposto, fácil. Na zona de Lisboa conheci uma loja de bicicletas cujo a história achei inspiradora, e que por sua vez me levou a partilhar a história de uma marca que sempre apreciei, a Cervélo. No fundo o que é uma marca? É algo que dá uma identidade a uma empresa, produto ou serviço, através de várias ações, que vão desde o logotipo ao design e qualidade do produto, passando pelo tom de comunicação e também pela sua história. O vídeo que vos deixo de seguida é um "mix" de vídeo e podcast, por um lado podem simplesmente ouvir as histórias da Bike Village e Cervélo sem visualizar o conteúdo, por outro, ouvir sem ver as belíssimas máquinas e a loja não será o mesmo tipo de experiência. Fica ao vosso critério, de uma forma ou de outra penso que acrescentará algo a alguém que tem paixão pelo mundo do ciclismo e bicicletas. https://youtu.be/y1q_Q5MYLXI ### Ciclismo no Eurosport em abril - O mês dos monumentos Muito ciclismo para ver no Eurosport durante abril. Os grandes destaques são a Volta a Flanders, o Paris-Roubaix e a Liége-Bastogne-Liége no fim do mês. Muitos dias de ciclismo para ver no Eurosport e na MAX em abril. Para além das clássicas e dos três monumentos, há duas corridas por etapas de categoria WorldTour. Os fãs do desporto têm muito para ver na aproximação ao Giro D'Italia. Ler mais | Opinião | Wout Van Aert é um grande campeão! Créditos: A.S.O. / Pauline Ballet Destaque para os Monumentos O mês já arrancou com a aproximação ao segundo Monumento do ano, a Volta a Flanders. A maior corrida belga sai para a estrada dia 6 de abril, com reedição do duelo entre Tadej Pogacar e Mathieu Van der Poel. O pelotão foca, logo de seguida, atenções na Paris-Roubaix. O Inferno do Norte corre-se dia 13 de abril, e de novo, a presença de Tadej Pogacar pela primeira vez na corrida francesa é o grande destaque desta edição. No final do mês, a tripla das Ardenas é o prato principal. Amstel Gold Race (20/4), La Flèche Wallone (23/4) e Liège-Bastogne-Liège (27/4) rematam um mês onde também há Volta ao País Basco e Volta à Romandia. Ler mais | Confirmado: Tadej Pogacar na Paris-Roubaix 2025 Foto: LucaBettini/LaPresse Todo o ciclismo para ver no Eurosport Confira, em baixo, a lista de todas as corridas com transmissão televisiva em Portugal, através do Eurosport e da MAX. 2/4 - Através da Flanders 5/4 - GP Miguel Indurain 6/4 - Volta à Flanders (M/F) 7/4 - 11/4 - Tour de Hainan 7/4 - 12/4 - Volta ao País Basco 9/4 - Scheldeprijs (M/F) 12/4 - Paris-Roubaix Feminino 13/4 - Paris-Roubaix 15/4 - 18/4 - Giro D'Abruzzo 16/4 - Classic Grand Besançon 18/4 - Tour de Jura 19/4 - La Flèche Brabançonne (M/F) 20/4 - Amstel Gold Race 21/4 - 25/4 - Tour dos Alpes 23/4 - La Flèche Wallone (M/F) 27/4 - Liège-Bastogne-Liège (M/F) 27/4 - 4/5 - Volta à Turquia 29/4 - 4/5 - Volta à Romandia Fotografia de destaque: A.S.O. Gaëtan Flamme ### Opinião | Wout Van Aert é um grande campeão! Derrota na Através da Flandres fragiliza a Visma antes dos Monumentos do pavê, mas mostra a dimensão humana de Wout Van Aert. Não é o que mais vence nem o que gera mais simpatia nos fãs, mas Wout Van Aert é um grande campeão e vou explicar porquê. Primeiro um pouco de contexto. Na quarta-feira, o belga regressou à Através da Flandres, onde se lesionou com gravidade em 2024. No mesmo ano caiu na Vuelta a Espanha e ficou com o joelho num estado que só de ver arrepia. Dois acidentes graves e duas longas recuperações no espaço de seis meses. Ler mais | O "problema" de Wout Van Aert é ser Wout Van Aert Van Aert e o estado-maior da Visma para 2025.Foto: Charly Lopez Três contra um Voltemos à Através da Flandres. O ciclista da Visma Lease a Bike atacou na primeira subida ao Berg Ten Houte, fazendo uma primeira seleção no pelotão. Houve quem reentrasse, mas na segunda passagem no Berg Ten Houte a Visma puxou em bloco e destruiu a corrida. Fez-me lembrar a 4.ª etapa do Tour de France de 2022, levando Van Aert a ganhar de amarelo após um solo magnífico em Callais. Em Waregem, no final da Através da Flandres, eram três contra um: Matteo Jorgenson, campeão em título, Tijs Benoot vice-campeão em 2022 e Van Aert – todos da Visma; acompanhou-os Neilson Powless, 3.º em 2023. Contra os prognósticos, ganhou Powless, fazendo-nos recordar Ian Stannard na Omloop Het Nieuwsblad de 2015 quando despachou três Quick-Step! Épico, o maior triunfo de Powless. Por outro lado, é umas das piores derrotas de Van Aert. “Sou o responsável por esta derrota porque fui eu a decidir para irmos ao sprint. Pedi ao Matteo e ao Tijs para controlarem e levarem-me à meta porque estava confiante de que podia ganhar o sprint, mas sofri câimbras no sprint e o Neilson Powless resultou estar mais forte. Fui demasiado egoista no final. Queria tanto esta vitoria, especialmente depois de todas as críticas que recebi, do azar que tive no ano passado. Por uma vez pensei só em mim.” Van Aert na flash interview após a Através da Flandres. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1907465846835778020 Visma e Van Aert mostraram que são humanos O homem que deu uma Gent-Wevelgem a Christophe Laporte e que ajudou Jonas Vingegaard a ganhar dois Tour de France pensou nele e pensou bem porque tem sido um soldado leal no batalhão da Visma. Era o dia e não correu bem. Foi um erro tático que deixa o bloco tocado para a Volta à Flandres e para a Paris-Roubaix – que a estrutura não ganha desde Rolf Sorensen, em 1997, quando ainda era Rabobank, identidade que recuperará em julho próximo. A Visma e Van Aert mostraram que errar é humano. A forma como se lida com o falhanço é, para mim, o que separa os bons atletas dos campeões. Ler mais | Pogacar na Paris-Roubaix 2025 Créditos: Unipublic/Cxcling Campeão dentro de uma geração de virtuosos Van Aert tem 49 vitórias, mas também foi segundo em 44 ocasiões. Há quem o considere um vencedor e quem opine o contrário. Vejo-o como um campeão dentro de uma geração de virtuosos que banalizou as vitórias. Tem um Monumento, venceu clássicas importantes (Strade Bianche, Gent-Wevelgem, Amstel Gold Race, GP Plouay, Omloop Het Nieuwsblad). Tem ainda etapas no Tour, na Vuelta e fará a tripla quando for ao Giro, que ninguém duvide. Sem esquecer que conquistou medalhas em dois Jogos Olímpicos e se juntarmos estrada e ciclocrosse soma 12 medalhas em Campeonatos do Mundo. Está atrás de Mathieu Van der Poel e de Tadej Pogacar? Sim, mas qual é o problema? Só se é campeão a partir de “x” Monumentos? Esta cultura hiperexigente queima os atletas e há cada vez mais ciclistas que desde jovens sofrem problemas psicológicos, basta citar Cian Uijtdebroeks e Arnaud De Lie. Alguém dúvida do talento destes dois? Eu não, mas a pressão é tanta para ganhar, ganhar e ganhar que alguns colapsam. É um reflexo do que se passa nas camadas jovens de qualquer desporto. Tenho dois filhos – de sete e nove anos – que jogam à bola. Um dos treinadores grita nos treinos, reprova os falhanços e dividiu o grupo em atacantes (os bons) e defesas (os maus). Um dia, o meu filho perguntou porque é que ele jogava pouco e respondeu à própria pergunta concluindo que ele não fazia parte dos bons. Fiquei chocado e triste. Estamos a criar uma geração de "competidores" preparados para ganhar e cuja autoestima varia segundo o resultado. Por outro lado, afastamos da prática desportiva os que não têm "mentalidade competitiva" porque quem os lidera só vê o resultado, sinal de que não sabem o que estão a fazer. É por isso que considero Wout Van Aert um campeão; numa era em que escasseiam os valores, em que o processo é desvalorizado, devia valer mais uma boa pessoa do que uma medalha. ### FOX apresenta dois novos amortecedores FLOAT X2 e DHX2 Para terminar as apresentações de produtos FOX MY26, a marca apresenta os novos Float X2 e DHX2, dois amortecedores completamente novos, com 4 vias de ajuste, mas agora em monotubo. Ler mais | FOX apresenta as novas suspensões 36 e 36 SL FLOAT X2 Com um corpo e componentes internos totalmente novos para 2026, o FLOAT X2 é o primeiro amortecedor monotubo do mundo com ajuste de 4 vias para bicicletas de montanha. Segundo a marca, a transição para o design monotubo melhora ainda mais a durabilidade e permite um equilíbrio total da pressão, oferecendo um intervalo de ajuste mais amplo.A capacidade de ajuste de 4 vias do FLOAT X2 mantém-se, tornando-o, no amortecedor de ar definitivo para Downhill e Enduro. Um dos principais objetivos do design do novo FLOAT X2 é reduzir a diferença de desempenho em relação ao cartucho GRIP X2, lançado em 2024. Isto traduz-se pela maior tração e suporte, assim como pela redução da fadiga. Com um pistão maior e um maior número de “shims”, combinados com uma calibração de equilíbrio de pressão, o FLOAT X2 atinge agora o mesmo nível de desempenho do cartucho GRIP X2, oferecendo grande aderência, maior controlo e uma condução mais confortável. Transição para monotubo O equilíbrio de pressão foi, segundo a FOX, essencial para alcançar o objetivo de igualar o desempenho do cartucho GRIP X2. Com um maior controlo sobre a fase de retorno do amortecedor, o pneu traseiro responde de forma mais previsível, aumentando a confiança do ciclista. A arquitetura de duplo tubo do anterior FLOAT X2 não permitia o equilíbrio de pressão, pelo que a marca optou por um design monotubo. Esta mudança deu a oportunidade de aumentar o diâmetro do eixo principal de 3/8” (9,5 mm) para 1⁄2” (12,7 mm), melhorando ainda mais a resistência e a durabilidade. Ajuste de quatro vias de um monotubo Os amortecedores monotubo, como o FLOAT X e o DHX, utilizam um orifício e uma agulha para o ajuste do Rebound de Baixa Velocidade (LSR). No entanto, os FLOAT X2 e DHX2 apresentam um design de ajuste adicional e exclusivo, que combina uma leva e um par de engrenagens para girar e mover o eixo de retorno axialmente. Essa rotação aciona o Variable Valve Control (VVC), ajustando o Rebound de Alta Velocidade. Especificações técnicas FLOAT X2 Factory Series, 2-Pos. Adj. - 1065,00€ FLOAT X2 Factory Series, HSC, LSC, HSR, LSR - 1015,00€ DHX2 O novo DHX2 mantém a mesma arquitetura interna do FLOAT X2, com a única diferença de que utiliza uma mola helicoidal em vez de uma câmara de ar de grande volume. Desta forma, os ciclistas podem beneficiar do equilíbrio de pressão, juntamente com uma maior sensibilidade a pequenos impactos e uma fricção ultra reduzida. Trophy Truck Os Trophy Trucks equipados com suspensão FOX conseguem deslocar-se a alta velocidade sobre terrenos desérticos irregulares, mantendo o chassis relativamente estável e os pneus colados ao solo. É, segundo a marca, graças às vantagens do equilíbrio de pressão e do ajuste em 4 vias, combinadas com a maior durabilidade do design monotubo, que os FLOAT X2 e DHX2 fazem a diferença para ciclistas de Enduro e Downhill. DHX2 Factory Series, 2-Pos. Adj. - 1015,00€ DHX2 Factory Series, HSC, LSC, HSR, LSR - 965,00€ Podes ver todas as informações sobre os novos amortecedores FLOAT X2 e DHX2 no site da Bicimax . ### Lidl-Trek vence com monoprato e grupo de Gravel – inovação ou revolução? As clássicas de primavera são conhecidas pelo seu caráter imprevisível. O empedrado irregular, as estradas estreitas e o ritmo infernal colocam ciclistas e equipamento à prova. Sabendo disto, as equipas do World Tour sabem que qualquer detalhe pode fazer a diferença entre vencer ou ser vítima das circunstâncias, pelo que estão constantemente a tentar melhorar. Foi tudo isto que levou a Lidl-Trek a fazer uma escolha ousada: abandonar o tradicional sistema de transmissão de dois pratos (2x) e adotar um setup monoprato (1x), mas com o grupo SRAM RED XPLR AXS (grupo desenvolvido para o Gravel). Créditos: Zac Williams / Lidl-Trek Ideia nasceu num teste inesperado Entre as equipas patrocinadas pela Sram, a utilização do monoprato não é novidade mas com este setup sim. Glen Leven, diretor técnico da equipa, pedalava por estradas de gravel no Luxemburgo quando percebeu que as condições eram bastante semelhantes ás do inferno do Norte (Roubaix). O comportamento da transmissão foi tão convincente que a equipa decidiu aprofundar a ideia e testar a configuração com os seus atletas. Porquê trocar o 2x pelo 1x? A lógica por trás desta mudança, segundo a equipa, é simples: menos componentes, menos riscos de falha mecânica. A Paris-Roubaix e o Tour de Flandres já viram corridas decididas por problemas na transmissão. Sem desviador dianteiro, há menos pontos críticos de falha e menos necessidade de mudanças em momentos decisivos. Créditos: Zac Williams / Lidl-Trek Para compensar a perda de um segundo prato, os ciclistas da Lidl-Trek utilizam pratos maiores (54 ou 56 dentes) e uma cassete de 13 velocidades 10-46, que lhes dá um alcance de mudanças muito semelhante ao de um sistema 2x. Créditos: Zac Williams / Lidl-Trek A Trek Madone, utilizada pela equipa, é uma das poucas bicicletas do pelotão compatíveis com o "Universal Derailleur Hanger (UDH)", que permite montar este tipo de desviadores diretamente no quadro, sem o tradicional apoio de desviador ou "dropout, reduzindo o risco de mau funcionamento em caso de queda e embate no desviador. Além disso, este sistema permite à equipa misturar componentes de estrada e de BTT sem limitações. No terreno plano e em alta velocidade – onde as clássicas são decididas – não há qualquer desvantagem. O único senão pode surgir em algumas subidas mais explosivas, onde a escolha de mudanças não é tão "fina" como num sistema tradicional, há maior "gap" ou salto entre alguns carretos. Testes feitos em janeiro, venceram em março Segundo a Lidl-Trek, os primeiros testes com Mads Pedersen e Alex Kirsch, realizados em janeiro, foram claros: "nunca mais voltamos ao 2x nas clássicas", disseram os ciclistas. A estabilidade do desviador traseiro XPLR mesmo sob carga, a capacidade de trocar mudanças sempre em condições extremas e a confiança extra nesse tipo de terrenos convenceram a equipa. Créditos: Zac Williams / Lidl-Trek O teste real aconteceu na estrada. No último domingo, Pedersen venceu a Gent-Wevelgem, depois de atacar a 60 km da meta. Jonathan Milan juntou-se a ele no pódio com um terceiro lugar e, na corrida feminina, Elisa Balsamo foi segunda. Créditos: TWILA FEDERICA MUZZI / Lidl-Trek Com os Monumentos à porta, a Lidl-Trek parece ter encontrado um novo caminho para enfrentar as clássicas, mas falta provar nos monumentos, onde a concorrência é diferente. Será um novo paradigma no ciclismo de estrada? Para já, não parece haver vantagem na utilização deste tipo de transmissão (1X) em etapas de montanha nas grandes voltas, onde as subidas são muito longas, tem que haver gestão no esforço e nos andamentos por parte dos ciclistas, é mais vantajoso ter proximidade entre o número de dentes dos vários carretos da cassete. Nas clássicas e etapas planas sim, estas equipas estão a criar uma tendência claramente. Créditos: Zac Williams / Lidl-Trek Para o utilizador comum, é importante o próprio avaliar o seu estado de forma e ter a noção do tipo de ciclismo que costuma praticar, assim como o terreno por onde costuma pedalar, mas muita gente consegue claramente utilizar este tipo de transmissão, com pratos mais pequenos (por exemplo 50D). Em 2017 o Topcycling já escrevia sobre esta temática Embora o monoprato ainda seja raro no pelotão WorldTour, esta não é a primeira vez que a ideia surge no ciclismo profissional de estrada. Já em 2018, algumas equipas começaram a testar transmissões 1x, aliadas à crescente adoção dos travões de disco. Na altura, o conceito gerou alguma controvérsia e acabou por nunca ser amplamente adotado. (Neste artigo já escrevia sobre este tema: Discos e transmissão 1x no pelotão profissional de estrada em 2018). Agora, com novas tecnologias e uma abordagem mais estruturada, as equipas equipadas com transmissão SRAM, como a Lidl-Trek ou Visma, podem estar a abrir um caminho que outras equipas acabarão por seguir? ### Volta ao Alentejo - Noah Hobbs confirma vitória à geral Luca Giaimi (UAE Emirates Gen Z) conseguiu enganar o pelotão, e venceu no último dia da Volta ao Alentejo. Noah Hobbs, da EF Education - Aevolo, tornou-se no mais jovem vencedor da Alentejana. Última etapa da Volta ao Alentejo fez a ligação entre Estremoz e Évora (151,5 km). O dia previa-se para os sprinters, mas a fuga conseguiu enganar o pelotão. Ler mais | Volta ao Alentejo – Diamante do Tavira vence etapa rainha Créditos: Podium Events Etapa 5 da Volta ao Alentejo O último dia da Alentejana foi atacado desde o início. As movimentações para tentar formar a fuga foram constantes, com o pelotão a controlar sempre de perto. Nos homens que rolavam na frente, destacava-se Gotzon Martin (Euskaltel/Euskadi), que estava a 0:28 do camisola amarela, e foi líder virtual durante grande parte do dia. Por isso, a EF Education - Aevolo, de Noah Hobbs, controlou os fugitivos, com a ajuda da Aviludo/Louletano/Loulé Concelho, que trabalhou para German Nicolas Tivani. Na chegada a Évora, foram os fugitivos a ganhar o braço de ferro com o pelotão. Luca Giaimi, de 20 anos, foi o último sobrevivente da fuga, e ganhou a etapa 0:02 à frente Noah Hobbs, que venceu o sprint no grupo e carimbou a vitória na classificação geral. A fechar o pódio ficou Ruben Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua). Muito feliz com esta vitória depois uma fuga importante. Ganhei em Palmela no passado domingo. Portugal é o meu país da sorte. Luca Giaimi Ler mais | Volta ao Alentejo – EF Education domina chegada ao sprint Crédiitos: Podium Events Classificações finais Noah Hobbs, com duas vitórias de etapa, tornou-se, aos 20 anos, o mais jovem vencedor da Volta ao Alentejo. Para além da geral, levou para casa a camisola da juventude e dos pontos. Muito Feliz com a forma como tudo correu no Alentejo, coma equipa a prova e as vitórias. Fico muito feliz por suceder a Indurain e muitos outros. Noah Hobbs Pedro Pinto (Efapel Cycling), foi o único a contrariar o britânico da EF Education, ao vencer a classificação da montanha com 31 pontos. A Rádio Popular/ Paredes/ Boavista levou para casa a classificação por equipas. Créditos: Podium Events Top 10 da Etapa 5 da Volta ao Alentejo PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GIAIMI LucaUAE Team Emirates Gen Z3:11:222HOBBS NoahEF Education - Aevolo0:023LINAREZ Leangel RubénTavfer-Ovos Matinados-Mortágua"4STELLA DavideUAE Team Emirates Gen Z"5TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé"6VERBRUGGHE JensIsrael Premier Tech Academy"7SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z"8MARTÍN GotzonEuskaltel - Euskadi"9MARTÍ PauIsrael Premier Tech Academy"10BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi" Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1HOBBS NoahEF Education - Aevolo18:40:512TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé0:123PEÑA Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:134MARTÍ PauIsrael Premier Tech Academy0:195BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi0:226SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z0:237MARTÍN GotzonEuskaltel - Euskadi0:248ANTUNES TiagoEfapel Cycling0:289GUERIN AlexisAnicolor / Tien 210:2910ROTA RaúlRádio Popular - Paredes - Boavista0:31 Créditos da fotografia de destaque: Podium Events ### Mala para bicicleta EVOC Road Bike Bag Pro | Review e alguns conselhos de viagem Na minha ultima viagem a Itália, quando foi ver a participar na Strade Bianche Granfondo, levei a bicicleta no avião e utilizei a mala de transporte de bicicleta Evoc Road Bike Bag Pro, que se revelou bastante prática e protegeu bem a bicicleta. Neste artigo mostro algumas das características desta mala de transporte de bicicleta (só para bicicletas de estrada) e partilho alguns alguns aspetos a ter em conta para quem pensa viajar de avião, levando a sua bicicleta. Tipo de bagagem diferente Quem já viajou de avião com a bicicleta sabe que este tipo de bagagem tem regras próprias. É considerada bagagem fora de formato, exige um registo prévio e, claro, um custo adicional, que pode variar de companhia para companhia. Por isso, antes de viajar, é melhor confirmar o valor e as condições. A importância de uma boa mala de transporte É de conhecimento geral que a bagagem nos aeroportos não é tratada de forma meiga, entre passadeiras, carros de transporte, etc., existem quedas, embates fortes e outro tipo de episódios que colocam à prova a bagagem. O que não é aconselhável é colocar à prova a nossa bicicleta, logo é importante que esta vá bem protegida e e chegue ao destino em perfeitas condições. Proteção e praticidade A escolha da mala de transporte faz toda a diferença. A EVOC Bike Bag Pro destaca-se pela construção robusta e inteligente, rígida na parte superior e adaptada ao formato do guiador, algo que faz bastante diferença na hora de coloca e retirar a bicicleta na mala. Além de proteger bem a bicicleta, esta mala também se revelou bastante prática nas deslocações, fosse pelas ruas ou no interior do aeroporto. As várias pegas estão bem pensadas (até na hora de subir e descer escadas) e as rodas também são boas, não são muito barulhentas em ruas de calçada ou mal pavimentadas. Outra grande vantagem é o facto de não termos que desmontar o guiador para colocar a bicicleta nesta mala (algo que tem que se fazer com outras malas). Desmontar um guiador pode não difícil para algumas pessoas, mas não ter que passar por esse processo sempre que se coloca e retira a bicicleta na mala torna o processo muito mais simples. Vídeo https://youtu.be/9tnIvuk3vOs?si=xxoUe76Tiw2RxZma Alguns conselhos na preparação da bicicleta para a viagem Reduzir a pressão dos pneus – Não é necessário esvaziá-los completamente, mas retirar cerca de 70% do ar evita problemas com a variação de pressão na altitude. Desmontar o desviador traseiro – Embora não seja obrigatório, eu retiro sempre o desviador traseiro para proteger tanto a peça como o dropout, reduzindo o risco de danos em caso de pancada naquela zona, que depois acabam por influenciar o correto funcionamento das mudanças. Guardar as rodas corretamente – Ao colocá-las no interior da mala, é opto por posicionar os discos de travão virados para dentro, protegendo-os de possíveis impactos que possam empená-los. Retirar ou desativar baterias - Opto por fazê-lo porque embora a bicicleta não esteja a ser utilizada, os botões podem acionados acidentalmente e durante a viajem as baterias podem sofrer desgaste. Compra e aluguer de malas A EVOC Road Bike Bag Pro revelou-se uma excelente opção na minha viagem a itália, é sem dúvida uma das melhores opções que vais encontrar no mercado, vale o preço que custa, mas se só pensas viajar uma vez é um investimento grande. ( Podes ver o preço, disponibilidade e características completas desta mala no site de Bicimax: www.bicimax.pt Para quem ainda não quer investir numa boa mala, existem lojas que alugam. Eu fui à loja Bike Village (www.bikevillage.pt), na zona de Lisboa, que tem esse serviço disponível e é uma excelente opção para quem faz a sua primeira viagem. ### Trek renova os sapatos de estrada Velocis A Trek apresentou os renovados sapatos de estrada Velocis, atualizando a forma e o ajuste destes sapatos de estrada de alta performance da marca. No ano passado, os Velocis foram atualizados tal como com os modelos RSL e Circuit da Trek, adotando a revolucionária tecnologia METNET. Agora, os Velocis elevam ainda mais a sua vantagem competitiva graças ao novo design da sua forma, aos discos de aperto BOA®, entre outras novidades. Ler mais | Review – Sapatos Trek Velocis: O que dizer após 1000 kms Forma Pro da Trek O novo ajuste dos sapatos de estrada Velocis deve-se à forma Pro da Trek, também presente nos modelos RSL de topo de gama da marca. A forma Pro da Trek proporciona aos ciclistas um ajuste ergonómico otimizado e de alto rendimento, que melhor se adapta à forma do pé da maioria dos ciclistas. Isto permite desfrutar de um maior conforto e transferência de potência em cada pedalada que, em conjunto com a tecnologia METNET e segundo a marca, vai elevar a performance destes sapatos para a um nível superior. Tecnologia METNET A tecnologia METNET, patenteada pela Trek, é um tecido revolucionário que se adapta ao pé do ciclista garantindo maior elasticidade e uma compressão optimizada. A flexibilidade e o suporte do tecido resultam nuns sapatos que se ajustam a uma maior variedade de formas de pé, proporcionando a sensação de um ajuste à medida desde o primeiro momento Para além da melhoria do ajuste, os novos sapatos de estrada Velocis recebem os novos discos de aperto BOA® L6 Zs que permitem fazer micro ajustes. Também incluem um reforço externo do calcanhar para melhorar a estabilidade e apoio durante os arranques mais explosivos e nas curvas mais apertadas. Os novos sapatos de estrada Velocis da Trek estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Volta ao Alentejo – Diamante do Tavira vence etapa rainha David Jesus Peña chegou do WorldTour para dar à AP Hotels & Resort/Tavira/Farense a vitória em Castelo de Vide, na etapa rainha da Volta ao Alentejo. A 4ª etapa da Volta ao Alentejo arrancou com 126 corredores e o britânico Noah Hobbs (EF Education/Aevolo) líder da geral. Pela frente a etapa rainha da Alentejana: ligação entre Monforte e Castelo de Vide, num total de 147,7 km, com um percurso torto com seis contagens de montanha. Tudo se decidiu no circuito final, com dupla subida à Serra de São Paulo. Apesar de vários ataques na primeira ascensão, as equipas com interesse na etapa permitiram que se chegasse à última subida com o pelotão dos favoritos compacto. Após dois triunfos britânicos e um italiano, desta vez impôs-se um colombiano. David Jesus Peña, 24 anos, conterrâneo de Egan Bernal de Zipaquirá, é o novo diamante da AP Hotels & Resort/Tavira/Farense e valeu a vitória em Castelo de Vide. A localidade é talismã para o Tavira, que em 2017 já aí tinha com Rinaldo Nocentini. TOP 10 da etapa 4 PosiçãoDorsalNomeEquipaTempoDiferença1º82Jesus PeñaAviludo - Louletano - Loulé3:30:02-2º5Pau MartiIsrael Premier Tech Academy3:30:02m.t.3º25Matthias SchwarzbacherUAE Team Emirates Gen-Z3:30:05+0:034º12Xabier BerasategiEuskaltel-Euskadi3:30:05m.t.5º131Nicolas TivaniAP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense3:30:05m.t.6º61Tiago AntunesEfapel Cycling3:30:05m.t.7º125Raul Rota RusRadio Popular - Paredes - Boavista3:30:05m.t.8º151Noah HobbsAnicolor/Tien 213:30:08+0:069º4Daniel LimaEfapel Cycling3:30:08m.t.10º122Tiago LealRadio Popular - Paredes - Boavista3:30:08m.t. TOP 10 Classificação Geral, após etapa 4 PosiçãoDorsalNomeEquipaTempoDiferença1º151Noah HobbsEF Education - Aevolo15:29:33-2º131Nicolas TivaniAviludo - Louletano - Loulé15:29:39+0:063º82Jesus PeñaAP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense15:29:40+0:074º5Pau MartiIsrael Premier Tech Academy15:29:46+0:135º12Xabier BerasategiEuskaltel-Euskadi15:29:49+0:166º25Matthias SchwarzbacherUAE Team Emirates Gen-Z15:29:50+0:177º34Alexis GuerinAnicolor/Tien 2115:29:57+0:248º125Raul Rota RusRadio Popular - Paredes - Boavista15:29:58+0:259º61Tiago AntunesEfapel Cycling15:29:58m.t.10º124César FonteRadio Popular - Paredes - Boavista15:29:59+0:26 Volta ao Alentejo – Noah Hobbs vezes dois Pódio da Alentejana com Noah Hobbs, Pedro Pinto e David Jesus Peña.Créditos: Podium Events Praça do Giraldo coroa o rei da Alentejana A Volta ao Alentejo parte para o último dia com a amarela por definir. Peña subiu a 3.º e está a sete segundos do líder Hobbs, que tem a seis segundos Nico Tivani (Aviludo/Louletano/Loulé Concelho). Com três metas volantes e bonificações na meta em Évora há 19 segundos em jogo. A Praça do Giraldo coroa o rei da Alentejana e vai consagrar como rei da montanha Pedro Pinto (Efapel). O corredor de Marco de Canavezes passou na frente em Cabeço do Mouro, São Mamede e Marvão fechando a classificação. Quem levará o chapéu tradicional e o chocalho alentejano? Domingo é dia de decisões. Volta ao Alentejo – UAE vence e juventude afirma-se ### Volta ao Alentejo - Noah Hobbs vezes dois Etapa mais longa da Alentejana ligou Carvalhal a Arraiolos, ao longo de 181,5 km. Noah Hobbs, da EF Education - Aevolo, voltou a triunfar. Um dia para os homens rápidos na Volta ao Alentejo, onde uma dificuldade muito perto do final podia servir para selecionar o pelotão. A equipa de formação da EF Education vence de novo, depois de ter ganho no primeiro dia da Alentejana. Ler mais | Volta ao Alentejo – UAE vence e juventude afirma-se Créditos: Podium Events Etapa 3 da Volta ao Alentejo A fuga do dia formou-se cedo na etapa, inicialmente com quatro ciclistas. Do quarteto, aguentaram-se na frente Patrick Casey (Israel Premier Tech Academy) e Sergio Geerlings (Caja Rural - Alea). Os fugitivos foram alcançados pelo pelotão, que seguia a alta velocidade rumo ao final em Arraiolos, onde Dmitry Strakhov venceu em 2018, e Cândido Barbosa em 1998. Nos quilómetros finais, alguns ciclistas tentaram enganar o pelotão, mas as equipas dos homens rápidos conseguiram controlar a corrida e garantir um final ao sprint. Noah Hobbs voltou a ser o mais forte. Nicolás Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé) fez segundo, mas foi relegado para o fim do grupo. Sendo assim, completaram o pódio Xabier Berasategi (Euskaltel - Euskadi), e Theodor Obholzer (Óbidos Cycling Team). Ler mais | 42.ª Volta ao Alentejo arranca na quarta-feira Créditos: Podium Events Top 10 da Etapa 3 da Volta ao Alentejo PosiçãoCiclistaEquipaTempo1HOBBS NoahEF Education - Aevolo4:13:542BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi"3OBHOLZER TheodorÓbidos Cycling Team"4SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z"5MARTÍ PauIsrael Premier Tech Academy"6SILVA PedroAnicolor / Tien 21"7VERBRUGGHE JensIsrael Premier Tech Academy"8COSTA FábioAnicolor / Tien 21"9VILLAR IkerCaja Rural - Alea"10MESA SantiagoEfapel Cycling" Top 10 da Classificação geral RnkRiderTeamTime1HOBBS NoahEF Education - Aevolo11:59:252TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé0:123STELLA DavideUAE Team Emirates Gen Z0:184BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi0:215COSTA FábioAnicolor / Tien 210:226VERSTRAETE JentheEF Education - Aevolo"7PEÑA Jesús DavidAPhotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:238SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z0:249OBHOLZER TheodorÓbidos Cycling Team″10GUERIN AlexisAnicolor / Tien 21″ Créditos da fotografia de destaque: Podium Events ### Specialized disponibiliza os quadros do WorldTour para todos A Specialized apresentou os quadros S-Works Tarmac SL8 edições 2025 WorldTour, dando a todos a oportunidade de pedalar com os quadros nas cores e grafismos das equipas de 2025 da Red Bull - BORA - hansgrohe, FDJ - Suez e Soudal - Quick-Step.  Ler mais | Specialized apresenta a nova gama de pneus 2025 S-Works Tarmac SL8: Quadro Red Bull - BORA – Hansgrohe - Sticker Slap Destacando-se no meio do pelotão desde a sua estreia no Tour de France 2024, o design “Sticker Slap” foi inspirado na cultura jovem. Com um visual dinâmico, apresenta decalques em branco-pérola, tom sobre tom sobre uma base pintada, complementados pelos icónicos logótipos S-Works e Red Bull. Este design reflete a identidade da equipa e o seu impacto na cultura do ciclismo. S-Works Tarmac SL8: Quadro FDJ - SUEZ - Convergence Denominada Convergence, esta edição especial é inspirada na filosofia da FDJ de que são mais fortes juntos. O design reflete essa ideia através da sobreposição de texturas e camadas, destacando-se pelo uso marcante do vermelho e azul característicos da equipa, em homenagem às suas raízes francesas. No topo do tubo superior, encontra-se o lema da equipa – Tomorrow is Decided Today - (O amanhã decide-se hoje) - um detalhe extra de motivação para cada pedalada. S-Works Tarmac SL8: Edição Soudal Quick-Step - Make the Break Com o nome Make the Break, esta versão apresenta uma base em pérola azul-escura combinada com pinceladas brancas que envolvem gradualmente a parte inferior do quadro, com logos vermelhos e brancos. O tubo superior exibe o distinto logo Wolfpack da equipa, oferecendo uma motivação extra no dia da prova. Specialized Science Clube: Provado em Competição A Specialized informa que através das simulações de corrida recorrendo a dados do mundo real, a equipa Ride Science sabe que a Tarmac SL8 é a bicicleta de competição mais rápida, 16,6 segundos mais rápida em 40 km, 128 segundos mais rápida na Milão-San Remo, 20 segundos mais rápida na lendária subida do Tourmalet. Podes saber tudo sobre os novos quadros S-Work Tarmac SL8 WorldTour no site da Specialized. ### Volta ao Alentejo - UAE vence e juventude afirma-se Segunda etapa da Volta ao Alentejo fez a ligação entre Castro Verde e Grândola. Davide Stella venceu o sprint do pelotão na chegada. Final em Grândola só conhecia um vencedor nas últimas duas edições da Alentejana, quando Rubén Linarez triunfou com as cores da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. "Camadas jovens" das equipas do WorldTour continuam a vencer na Volta ao Alentejo. Ler mais | Volta ao Alentejo – EF Education domina chegada ao sprint Créditos: Podium Events Etapa 2 da Volta ao Alentejo Saída de Castro Verde para a 2ª etapa da Volta ao Alentejo. Os ciclistas tinham pela frente 171,5 km de percurso ondulante, com algumas dificuldades que podiam dificultar a vida às equipas dos sprinters. Na estrada formou-se uma fuga que inicialmente tinha três ciclistas - Colby Lange (Project Echelon Racing); Victor de Paula (Feirense - Beeceler); José Bicho (APHotels&Resorts/Tavira/SCFarense), aos quais mais tarde se juntou Miquel Valls (GI Group Holding - Simoldes - UDO). O pelotão, encabeçado pela equipa de Noah Hobbs, a EF Education - Aevolo, controlou os fugitivos de perto. Foram alcançados a cerca de 15 km do fim. Nesta altura ultrapassava-se a última dificuldade do dia, insuficiente para criar espaços entre os ciclistas. Seguiu-se a chegada ao sprint, tal como na primeira etapa. Desta feita, foi Davide Stella a vencer, o italiano de 18 anos da UAE Emirates Gen Z, que corre em 2025 o seu primeiro ano no pelotão internacional. Hobbs, vencedor da primeira etapa, terminou em segundo. Nicolás Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé) fechou o pódio. Créditos: Podium Events Juventude não dá tréguas Depois da vitória de Noah Hobbs na primeira etapa, foi a vez de Davide Stella vencer na Volta ao Alentejo, a segunda vitória da carreira aos 18 anos de idade. A edição de 2025 da Alentejana tem sido marcada pela afirmação dos ciclistas mais jovens. No top 10 da segunda etapa, contam-se seis atletas com menos de 21 anos - uma tendência que se tem verificado no pelotão internacional, e que se mantém em Portugal. Ler mais | 42.ª Volta ao Alentejo arranca na quarta-feira Créditos: Podium Events Top 10 da Etapa 2 da Volta ao Alentejo PosiçãoCiclistaEquipaTempo1STELLA DavideUAE Team Emirates Gen Z4:06:142HOBBS NoahEF Education - Aevolo"3TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé"4BONILLO IkerEuskaltel - Euskadi"5MESA SantiagoEfapel Cycling"6OBHOLZER TheodorÓbidos Cycling Team"7VERBRUGGHE JensIsrael Premier Tech Academy"8LOZANO Juan PedroCaja Rural - Alea"9BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi"10MARTINS JoãoRádio Popular - Paredes - Boavista" Top 10 da Classificação geral da Volta ao Alentejo PosiçãoCiclistaEquipaTempo1HOBBS NoahEF Education - Aevolo7:45:432TIVANI NicolasAviludo - Louletano - Loulé0:033STELLA DavideUAE Team Emirates Gen Z0:064COSTA FábioAnicolor / Tien 210:105VERSTRAETE JentheEF Education - Aevolo"6SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z0:127GUERIN AlexisAnicolor / Tien 21"8MARTI PauIsrael Premier Tech Academy0:149BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi0:1510VERBRUGGHE JensIsrael Premier Tech Academy" Créditos fotografia de destaque: Podium Events ### FOX apresenta as novas suspensões 36 e 36 SL A FOX apresentou duas novas suspensões, 36 SL Factory Series e 36 Factory Series, com um objetivo bem definido, aumentar a rigidez em Trail. Estas novas suspensões 36 e 36 SL, poupam peso, de forma a conseguir dar aos usuários o desempenho de uma "grande suspensão", sem que esta seja sobredimensionada. Ler mais | Nova suspensão FOX 34 SL – ADN para o XC moderno e muito mais 36 SL Factory A 36 SL, com menos de 1.800g, é a 36 mais leve da história, proporcionando suavidade e uma resposta de condução excecional para uma verdadeira suspensão de Trail. Uma evolução do chassis da 36, otimizada para cursos de 120 a 140mm, a 36 SL dá aos ciclistas modernos de Trail a confiança para enfrentar grandes desafios sem peso extra. Arco superior ao resto Desenhado e otimizado pelos engenheiros da FOX, o novo arco e a coroa da 36 SL aumentam a rigidez torsional da suspensão em 20% em comparação com a anterior suspensão de Trail, a 34. Os recortes e os furos em locais estratégicos ajudam a minimizar o peso. O GRIP X oferece o desempenho excecional em descidas do GRIP X2, mas com menos peso, uma configuração mais simples e um modo firme de fácil acesso, proporcionando maior eficiência ao pedalar. Maior Bushing Overlap Quando a suspensão recebe uma carga frontal (como ao passar por um obstáculo no trilho), essa força de flexão é transferida do monocoque para as bainhas através de casquilhos revestidos de Teflon. O “Bushing Overlap” refere-se à distância entre os casquilhos superiores e inferiores em cada perna da suspensão.Numa suspensão, uma maior distância reduz a fricção entre os tubos superiores e a parte inferior ao longo do curso.A 36 SL tem mais 20 mm de distância entre os casquilhos em comparação com a 34, resultando numa suspensão com uma sensação mais suave. Veio do ar Uma força de flexão suficientemente grande, como ao atingir uma rocha ou raiz grande a alta velocidade, pode fazer com que o vástago de ar friccione no interior da bainha quando a suspensão se comprime ao longo do curso. O redesenhado e adaptável veio de ar FLOAT separa o tubo superior do vástago de ar, permitindo que o pistão se mova com a suspensão sob estas cargas de flexão, em vez de criar resistência. Canais de lubrificação internos Os canais de lubrificação ajudam a controlar o aumento de pressão, melhorando a sensibilidade dos pequenos impactos, além de recircular o óleo das bainhas para lubrificar os casquilhos e os retentores. Ao deslocar os canais de lubrificação da parte traseira da suspensão para o lado interior, estes deixam de estar alinhados com as cargas longitudinais, o que reduz ainda mais o atrito e a fadiga, além de aumentar a sensibilidade geral da suspensão. Purgadores de baixo perfil - Os novos purgadores são agora mais elegantes e fáceis de pressionar. Tampa superior da câmara do ar - Novo “topcap” de ar removível com chave de cassete, facilitando a instalação de espaçadores. Guardabarros - O guarda-lamas 36 melhorado agora fixa-se sobre a ponte, em vez de nos purgadores, proporcionando uma estética mais limpa e uma fixação mais robusta. Especificações técnicas Preço: 36 SL Factory Series - 1675€ 36 Factory Series Com um chassis atualizado e um aumento significativo na distância entre casquilhos proporcionam mais 20% de rigidez torsional em comparação com a 36 anterior, aproximando-se da capacidade de resposta de condução da 38. Um novo veio de ar FLOAT mais adaptável e os canais de bypass internos tornam a 36, segundo a FOX, consideravelmente mais suave ao longo do seu curso, especialmente sob cargas elevadas e em velocidades mais altas. O arco da 36 envolve as bainhas para aumentar a rigidez torsional da suspensão em 20%. Isto dá à 36 87% da rigidez torsional da 38 (um aumento em relação aos 75% anteriores), mantendo-se 275g mais leve do que a 38. Mais espaço entre casquilhos Quando a suspensão recebe uma carga frontal (como ao ultrapassar um obstáculo no trilho), essa força de flexão é transferida da bainha inferior para os tubos superiores através dos casquilhos. O “Bushing Overlap” refere-se à distância entre os casquilhos superiores e inferiores em cada perna da suspensão. Numa suspensão, mais distância entre casquilhos reduz a fricção entre os tubos superiores e as bainhas ao longo do curso. Ao adicionar mais 30 mm de distância de casquilhos em comparação com a 36 anterior, a fricção dochassis é reduzida significativamente, proporcionando uma sensação mais suave no geral e melhorando a rigidez na direção longitudinal, garantindo mais estabilidade a altas velocidades. Veio do ar Uma força de flexão suficientemente grande, como ao atingir uma rocha ou raiz grande a alta velocidade, pode fazer com que o vástago de ar friccione no interior da bainha quando a suspensão se comprime ao longo do curso. O redesenhado e adaptável veio de ar FLOAT separa o tubo superior do vástago de ar, permitindo que o pistão se mova com a suspensão sob estas cargas de flexão, em vez de criar resistência. Canais de lubrificação internos Os canais de lubrificação ajudam a controlar o aumento de pressão, melhorando a sensibilidade dos pequenos impactos, além de recircular o óleo das bainhas para lubrificar os casquilhos e os retentores. Ao deslocar os canais de lubrificação da parte traseira da suspensão para o lado interior, estes deixam de estar alinhados com as cargas longitudinais, o que reduz ainda mais o atrito e a fadiga, além de aumentar a sensibilidade geral da suspensão. Purgadores de baixo perfil - Os novos purgadores são agora mais elegantes e fáceis de pressionar. Câmara superior da câmara do ar - Novo “topcap” de ar removível com chave de cassete, facilitando a instalação de espaçadores. Guardabarros - O guarda-lamas 36 melhorado agora fixa-se sobre a ponte, em vez de nos purgadores, proporcionando uma estética mais limpa e uma fixação mais robusta. Especificações técnicas Preço: 36 Factory Series - 1720€ Podes ver todas as informações sobre as novas suspensões 36 e 36 SL no site da Bicimax . ### Volta ao Alentejo - EF Education domina chegada ao sprint Volta ao Alentejo arrancou para a estrada esta quarta feira. Primeira etapa ligou Beja a Moura e terminou com Noah Hobbs a levantar os braços. Um dia na Volta ao Alentejo que se esperava ao sprint, mas onde algumas dificuldades a meio da etapa - como relatado por Teixeira Correia na prévia, speaker da prova, na prévia do TopCycling - podiam complicar a tarefa aos ciclistas. A chegada a Moura voltou a ser utilizada na Alentejana depois de, em 2019, Enrique Sainz, ciclista espanhol, lá ter ganho também a primeira etapa em chegada ao sprint. Ler mais | 42.ª Volta ao Alentejo arranca na quarta-feira Foto: Podium Events Etapa 1 da Volta ao Alentejo Os ciclistas partiram de Beja rumo ao primeiro dia da Alentejana. A fuga demorou cerca de 50 km a formar-se, composta por Alexis Guerin (Anicolor/Tien21) e Jenthe Verstraete (EF Education - Aevolo). Os dois trabalharam na frente durante muito tempo, mas sem sucesso. Fugitivos apanhados pelo pelotão com 15 km para o fim. Os ciclistas seguiam em grupo compacto, em direção à primeira chegada ao sprint da prova. Na chegada, o destaque foi para as equipas internacionais. Noah Hobbs, jovem de 20 anos da EF Education - Aevolo, venceu a etapa. Em segundo Nicolás Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé), e a fechar o pódio Matthias Schwarzbacher (UAE Team Emirates Gen Z). Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Créditos: Podium Events Noah Hobbs é nome para o futuro É mais um dos super talentos a sair da nova geração de ciclistas. Noah Hobbs, atleta inglês de apenas 20 anos, somou a quarta vitória de elites da sua curta carreira. O ciclista, que em 2023 chegou a liderar a Arctic Race of Norway, foi nesse ano também campeão de europa sub-23 na perseguição. Um nome a manter debaixo de olho para os próximos anos, tanto na estrada como na pista. Créditos: Podium Events Top 10 da Etapa 1 da Volta ao Alentejo PosiçãoCiclistaEquipaTempo1HOBBS NoahEF Education - Aevolo3:39:452TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé"3SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z"4MCGILL ScottProject Echelon Racing"5VILLAR IkerCaja Rural - Alea"6MARTÍN GotzonEuskaltel - Euskadi"7BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi"8COSTA FábioAnicolor / Tien 21"9ROTA RaúlRádio Popular - Paredes - Boavista"10VERBRUGGHE JensIsrael Premier Tech Academy" Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1HOBBS NoahEF Education - Aevolo3:39:352TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé0:013SCHWARZBACHER MatthiasUAE Team Emirates Gen Z0:064GUERIN AlexisAnicolor / Tien 21"5MARTI PauIsrael Premier Tech Academy0:086BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi0:097VERBRUGGHE JensIsrael Premier Tech Academy"8JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi"9MCGILL ScottProject Echelon Racing0:1010VILLAR IkerCaja Rural - Alea" Créditos da fotografia de destaque: Podium Events ### Confirmado: Tadej Pogacar na Paris-Roubaix 2025 Tadej Pogacar alinhará pela primeira vez na Paris-Roubaix, confirmou a UAE Emirates após semanas de especulação. O TopCycling conta os detalhes da estreia do campeão mundial no Inferno do Norte e preparou um guia para saberem em que clássicas do Norte se vão encontrar os craques. A retirada do esloveno da E3 Saxo Classic e da Gent-Wevelgem já indicava alguma mudança de planos, não havendo no entanto, certezas. "Inicialmente, estava planeado que Tadej Pogačar participasse tanto na E3 Saxo Classic como na Gent-Wevelgem. No entanto, após conversas com a equipa, foi decidido que ele ajustaria o seu calendário para se focar no Tour de Flandres e na Paris-Roubaix, apontando um pico de forma para essas corridas." UAE Emirates em comunicado. Se a presença de Pogacar no Tour de Flandres já era esperada, a participação na Paris-Roubaix é, de certa forma, uma surpresa. Apesar do domínio nas Ardenas e nas grandes voltas, a perigosidade do Inferno do Norte e uma potencial lesão podia colocar em risco o objetivo Tour de France, o que não era do agrado da direção da equipa. No entanto, depois do terceiro lugar na Milão-Sanremo, Pogacar parece ainda mais determinado em somar Monumentos ao seu palmarés. Ler mais | UAE Emirates leva o Troféu Internacional da Arrábida Créditos: SprintCycling - UAE Emirates Vontade de Pogacar prevaleceu Os rumores intensificaram-se quando, durante o inverno, o esloveno publicou um vídeo a treinar nos sectores de pavé no norte de França. A equipa demonstrou alguma relutância em expor o líder aos riscos do "Inferno do Norte", como contou o diretor-geral Mauro Gianetti à Gazzetta dello Sport, mas a vontade de Pogacar prevaleceu. Ler mais | Milão-Sanremo: Van der Poel bate Ganna e Pogacar Calendário de Tadej Pogacar para a primavera Não obstante ter o Tour de France como objetivo, a primavera do esloveno tem agora um calendário mais ambicioso. A Paris-Roubaix será, sem dúvida, um dos mais imprevisíveis. 06/04 – Volta à Flandres13/04 – Paris-Roubaix20/04 – Amstel Gold Race23/04 – Flèche Wallonne27/04 – Liège-Bastogne-Liège A estreia de Pogacar na Paris-Roubaix será o principal condimento do "Inferno do Norte", deixando todo o mundo do ciclismo, desde o pelotão aos fãs, na expetativa de ver o que poderá fazer nesta corrida. Ler mais | Tom Boonen põe os olhos em António Morgado Foto: Fabio Ferrari/LaPresse Onde se vão encontrar os craques? Após a passagem por Itália o pelotão regressa à Bélgica para ultimar a preparação rumo aos próximos Monumentos. A 6 de abril disputa-se a Volta à Flandres e a 13 a Paris-Roubaix, mas pelo meio há corridas importantes. Esta sexta-feira (28) corre-se a E3 Saxo Classic com partida e chegada a Harelbeke, no domingo (30) a Gent-Wevelgem e na quarta-feira seguinte (2) a Através da Flandres. Neste calendário não entram provas vocacionadas para sprinters como Brugge-De Panne ou Scheldeprijs. Dito isto, onde se vão encontrar os craques? Mathieu van der Poel marca presença na E3, Volta à Flandres e Paris-Roubaix, tendo títulos a defender tanto no Monumento belga como no francês. O bloco da Alpecin conta ainda com Jasper Philipsen, que faz Gent-Wevelgem, Através da Flandres e Paris-Roubaix. Wout Van Aert regressa de estágio em altitude para correr E3, Através da Flandres, Volta à Flandres e Paris-Roubaix. O belga apontou os Monumentos como objetivo do ano, além do Giro, tentando cumprir um calendário que no ano passado se viu afetado pela grave lesão sofrida na Através da Flandres. A Visma envia ainda Matteo Jorgenson para coliderar com Van Aert em todas as corridas menos Roubaix, que o campeão do Paris-Nice não faz. Mads Pedersen vai a todas, isto é, entre Harelbeke e Roubaix deve fazer o pleno, ainda que o calendário possa ser reajustado. O dinamarquês venceu a Gent-Wevelgem em 2024 batendo Van der Poel, mas caiu na Através da Flandres e não chegou bem aos Monumentos. Filippo Ganna faz E3, Gent e Roubaix, saltando a Volta à Flandres, isto após fazer uma Sanremo extraordinária onde se intrometeu no pódio ao lado de Van der Poel e de Pogacar. Portugueses: António Morgado confirmou ao TopCycling que se vai apresentar na E3, Volta à Flandres e Roubaix; já Rui Oliveira também nos adiantou que após fraturar duas costelas no Tirreno-Adriático tem a Volta à Flandres em dúvida, pelo que de momento o vamos ver com certeza na Gent-Wevelgem e na Através da Flandres. ### 42.ª Volta ao Alentejo arranca na quarta-feira Última semana de março traz a Volta ao Alentejo com 19 equipas na luta pela vitória até domingo, dia 30. Apresentamos o percurso! Desde 1982 na estrada, a Volta ao Alentejo é história viva do calendário nacional e foi ganha, em 2024, por Eduard Prades (Caja Rural - Seguros RGA). O campeão olímpico Iúri Leitão, também da equipa espanhola, venceu a última etapa da Volta ao Alentejo e ganhou a camisola dos pontos. Iúri Leitão, o campeão que salvou a carreira na pista | Entrevista Créditos: FPC O percurso da Volta ao Alentejo 1.ª etapa - Beja é o palco de partida da Volta ao Alentejo de 2025, numa primeira etapa de 166,6 km que deve acabar ao sprint, em Moura. Pelo meio, três metas-volantes e duas contagens de montanha de quarta categoria. O TopCycling consultou a Bíblia do ciclismo nacional, em geral, e do alentejano, em particular, Teixeira Correia, uma vez mais speaker da prova. Alentejano de gema, Teixeira Correia avisa que a prova arranca em terreno duro, com uma jornada que se costuma partir logo na subida em Monsaraz. A partir daí seguem junto às margens do Alqueva, apanham a zona sinuosa da Amareleja e a haver sprint não deverá ser massivo. 2.ª etapa - O segundo dia traz partida em Castro Verde chegada a Grândola, num percurso de mais de 171 km que conta com três contagens de montanha - duas de quarta categoria e a última de terceira - e outras tantas metas-volantes. A tarde pode servir para marcar as primeiras diferenças na geral. Primeiro apanham uma zona de pequenas montanhas junto a Odemira e na parte final o percurso entre Santiago do Cacém e Grândola tem a Serra de São Francisco como principal dificuldade. Atenção à Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua que já venceu duas vezes nesta chegada com Leangel Linarez. 3.ª Etapa - Sexta-feira está reservada para a etapa mais longa da Alentejana: Carvalhal recebe a partida e, 180 km depois, o pelotão vai cortar a meta em Arraiolos, onde uma rampa com menos de 1 km pode selecionar o sprint. Pelo meio, há três metas-volantes e duas contagens de montanha de quarta categoria. 4.ª Etapa - A etapa rainha será no sábado: a corrida começa em Monforte e termina ao cabo de 147,7 km em Castelo de Vide. Os ciclistas terão de enfrentar seis contagens de montanha - a primeira de segunda categoria e as restantes de terceira - e três metas-volantes, num dia que pode muito bem ser o da decisão no que à geral diz respeito. Atenção à passagem em pavé em Portalegre antes da subida de Cabeça do Mouro, uma descoberta made in Alentejana utilizada na Volta a Portugal de 2001 e ganha por Andrei Zintchenko (LA/Pecol). Segue-se a subida à Serra de São Mamede, passagem pelo magnífico Marvão e um circuito em Castelo de Vide com dupla subida à igreja de Nossa Senhora da Penha. A cereja no topo do bolo é a subida de 2 km para a meta. Pode ser um dia ideal para Afonso Silva, Há esperança de que pela primeira vez um alentejano ganhe a alentejana. Afonso Silva, da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, 4.º em 2024 e que pode ser o primeiro alentejano a vencer a Volta à região. 5.ª Etapa - A quinta e última etapa da Volta ao Alentejo deve sorrir aos sprinters: de Estremoz a Évora serão 151,1 km, com três metas-volantes e uma contagem de montanha de quarta categoria na viagem. O vencedor terá a honra de vestir o chapéu tradicional alentejano, feito de pelo de coelho, indumentária típica dos cantadores do Cante Alentejano. Nada fica ao acaso na prova, que como troféu oferece ao campeão um chocalho feito em Alcácer do Sal que é património da Humanidade tal como o Cante Alentejano. Lista de partida com destaques internacionais A Caja Rural-Seguros RGA - vencedora das últimas três edições da Volta ao Alentejo - é uma de duas ProTeams que vai correr a Alentejana, com a Euskaltel-Euskadi. Numa lista de partida com destaques internacionais, contam-se ainda cinco Continentais, três delas projetos satélites de conjuntos do WorldTour: EF Education-Aevolo (EUA), Academia Israel-Premier Tech (ISR) e UAE Emirates-Gen Z (EAU), que venceu o Troféu Internacional da Arrábida. Sem esquecer as nove Continentais portuguesas e às três melhores equipas nacionais de clube. Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Os diretores das equipas reuniram-se com a direção de corrida na terça-feira.Foto: Podium Events Também há ação no XCO Lisboa recebe nos dias 29 e 30 de março a XCO Super Cup: sábado está reservado para treinos, no domingo a ação começa às 11h00. O percurso, em Monsanto, terá quatro quilómetros e contará com vários obstáculos, tanto naturais como artificiais. Por fim, sábado realiza-se a UCI Gravel 114, prova internacional de gravel que passará por dois países: a partida é em Elvas, no Parque da Piedade e a chegada é do outro lado da fronteira, em Badajoz, no Guadiana Park, num percurso de 123 quilómetros. Ler mais | Raquel Queirós em entrevista: “Vou correr na minha própria equipa de BTT” Outros eventos oficiais 29 de março: II Taça do Algarve Cadetes e Juniores, Loulé 29 de março: Campeonato do Algarve Cadetes e Juniores, Loulé 29 de março: Encontro Regional de Escolas de Estrada - Circuito JG, Loulé 30 de março: 3.ª Taça Regional XCM - Rota da Lampreia, Penacova 30 de março: 2.º Encontro de Escolas de CE - Brisa Sem Açúcar, São Vicente 30 de março: DHI #2 São Miguel 2025, São Miguel30 de março: EE #2 Escolas Terceira 2025, Terceira 30 de março: 2.ª Taça da Madeira de CE - Brisa Sem Açúcar, São Vicente 30 de março: 12.º BTT XCO Paredes de Coura, Vascões, Paredes de Coura Créditos da fotografia de destaque: FPC ### Raquel Queirós em entrevista: "Vou correr na minha própria equipa de BTT" Aos 24 anos, Raquel Queirós, duas vezes atleta olímpica e vencedora da 1ª Volta a Portugal Feminina, vai começar a sua equipa para correr na Taça do Mundo de XCO. Em entrevista, Raquel Queirós, natural de Guilhabreu, Vila do Conde, fala sobre o percurso que a elevou a um dos maiores nomes do ciclismo feminino nacional. Atendeu a chamada do Topcycling com um sorriso na cara, e um “problema na mão” que condicionou a preparação no início da época - mas que não impediu o regresso à estrada na Vuelta a Extremadura. Nascida numa família de ciclistas, foi vítima da “paixão” pela bicicleta assim que experimentou, pela primeira vez, na escolha que tinha aberto na terra onde nasceu: “O meu irmão foi experimentar, e eu perguntei ao meu pai se podia experimentar também, e pronto foi paixão logo, nunca mais larguei. Mas o meu avô já tinha sido ciclista, depois foi diretor desportivo na Ambar, e pronto, na minha família costuma-se dizer que eu já tinha veia de ciclista”. Créditos: Rodrigo Vicente Triunfos em todas as disciplinas O palmarés de Raquel Queirós nos escalões jovens é impressionante, com destaque para a multidisciplinariedade. Mas quando foi hora de optar por um foco, houve poucas dúvidas: Ciclocrosse deixei por opção. Eu sentia, em conjunto com os meus pais e treinador, que acabava por perder muita performance para o cross. Também estava a ficar muitas vezes doente porque são corridas no inverno, tens de treinar outdoor… E mesmo o facto de ser sempre no inverno acabava por ficar sempre doente, entrava na época de XCO doente… Também não é uma paixão minha, o ciclocrosse, não é que não gostasse, mas não é como o XCO. E depois comecei a gostar muito de aproveitar a pré-época sem a competição, quando somos pequenos é diferente, mas agora gosto muito de estar em casa e não estar o ano todo em competição. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling A decisão de deixar a estrada veio depois, mas antes, dois marcos na carreira de qualquer ciclista nacional: a estreia nos Jogos Olímpicos de Tokyo, e a vitória na Volta a Portugal Feminina – a primeira edição da prova. Créditos: Rodrigo Vicente 2021 foi ano de afirmação para Raquel Queirós “O meu sonho sempre foi correr ao mais alto nível no XCO” - uma ambição esclarecida na cabeça de Raquel Queirós. Com 20 anos, representa Portugal nos Jogos Olímpicos pela primeira vez: uma experiência condicionada, entre outros motivos, pela pandemia: Eu soube mais ou menos que poderia haver a oportunidade de nós irmos no mundial do ano anterior aos Jogos, em 2019. Soube que poderia haver uma chance de estarmos presentes. Mas claro, nós apuramos o país… Para mim só foi real quando entrei no avião e viajei não sei quantas horas ate chegar a Tokyo. A experiência foi muito condicionada, não só pelo covid… é um sítio muito longe, não temos a família. Depois fiquei numa aldeia só de ciclismo, e não é a mesma coisa de estar numa aldeia olímpica, parecia que estava numa corrida normal. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling Voltou dos Jogos e pouco depois estava a correr a 1ª edição da Volta a Portugal Feminina, algo que aconteceu “espontaneamente e muito já em cima da hora”. Corria pela Velo Performance/JS Campinense na estrada e estava escalada como suplente para a prova, até porque pensou “que nunca na vida ia querer fazer a Volta depois dos Jogos”. Fez, ganhou, e levou a amarela ao ciclista mais velho da família: Sinceramente, ia sem nenhuma expetativa. Na primeira etapa, era uma chegada ao sprint, e eu pensei que ia ficar no pelotão, até porque nos tínhamos uma sprinter. Mas aquilo passava uma subida na Arrábida e o pelotão partiu, e quando dei por mim estava na frente e fiz terceiro. E aí comecei a pensar… estou na discussão da corrida. No segundo dia partimos com outra mentalidade, tinha as meninas a ajudar-me e consegui ganhar a etapa. E foi a partir dai que o sonho começou. O meu avô estava bastante doente e eu queria muito ganhar a Volta para lhe entregar a camisola. No dia seguinte foi o contrarrelógio, não havia diferenças porque tinham sido chegadas ao sprint. Infelizmente a outra rapariga teve uma queda e eu ganhei o contrarrelógio. Vesti de amarelo e no último dia chegamos as duas juntas, e eu ganhei. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling Créditos: Rodrigo Vicente Salto para os grandes palcos Em 2022 deixa a estrada para cumprir um “sonho”: Em 2021 depois da Volta, fui a uma corrida de BTT na taça do mundo nos EUA e assinei o meu contrato profissional com a MMR Factory Racing que na altura foi para mim um sonho tornado realidade, eu queria muito estar naquela equipa. Deixei de competir na estrada e dediquei-me única e exclusivamente ao BTT. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling Rumou à BH Coloma duas épocas depois: O sonho de viver tudo aquilo, de estar numa das melhores equipas do mundo à beira das estrelas. Por exemplo o ano passado, poder conviver com o David Valero e com o Carlos Coloma, ir ver os circuitos com ele, correr com aquele equipamento da BH, foi um sonho poder vivenciar tudo isto. Foram anos muito bons na minha vida e só estou agradecida a eles por terem acreditado em mim e no meu talento. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling Mas Raquel Queirós sentiu o reverso da medalha na elite do pelotão mundial. Sem receio de falar da pressão dos resultados, a ciclista conta que trabalha com um psicólogo desde Tokyo 2021, algo que “faz muita diferença”. De um momento para o outro aquilo torna-se o nosso emprego, o nosso trabalho, e estavam a pagar-me para obter resultados. Então… Até um certo ponto acabas por não desfrutar tanto assim… É uma pressão que pões em ti próprio, porque os resultados têm de aparecer, uma pessoa apostou em ti e está a apostar para tu renderes, e tu tens de render. Há esse ponto que se calhar não é tao positivo. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling No fim de 2024 deixou de se focar exclusivamente no XCO, mas antes disso, outro momento de destaque: Jogos Olímpicos de Paris 2024. Competiu na sua segunda edição da prova, que considerou “a verdadeira experiência dos Jogos”. Tudo começou na preparação, feita com “mais carinho, mais tempo, com mais dedicação”, e a sentir-se “mais preparada não só fisicamente, mas também emocionalmente”. Créditos: Rodrigo Vicente 2025 é ano de mudança para Raquel Queirós Ano de transição para Raquel Queirós que traz novidades das grandes. Vai voltar à estrada, pela mão da AtumGeneral/Tavira/SCFarense. Mas há mais: A ciclista portuguesa vai começar a sua própria equipa de BTT para correr na Taça do Mundo: Este ano quis fazer algo diferente. Quis ser patroa de mim mesma, e decidi criar uma equipa de BTT minha, que ainda não anunciei, mas acho que tinha ficado subentendido, mas pronto. Vou correr na minha própria equipa de BTT, e decidi que o melhor seria aliar-me a equipa de estrada, tive algumas opções, mas decidi-me pelo Tavira. Acho que é uma equipa onde estarei feliz, isso é o mais importante, encontrar a felicidade na competição, e acho que isso vai acontecer. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling Um projeto em família, lançado com o namorado e o irmão, que vai contar com o apoio de “alguns patrocinadores, e da Specialized” - marca de que é embaixadora em Portugal. Os objetivos “passam por fazer o melhor possível na Taça do mundo, que vou fazer algumas. Ser campeã nacional de XCO e XCC, e mais uma ou outra corrida a nível nacional ou internacional”. Na estrada, poucas expetativas, até porque “tudo o que vier será positivo” em ano de reentrada no pelotão. Mudanças importantes para uma ciclista que quer “acima de tudo, ser feliz e estar feliz em cima da bicicleta”. Sem grandes alterações na preparação depois do salto para a estrada, faz uma autoanálise: “Acho que serei um ciclista de clássicas, talvez. Não sou rápida, também não sou trepadora… Acho que serei uma sprinter para grupos restritos”. Créditos: Rodrigo Vicente O futuro e o ciclismo feminino em Portugal Para terminar, algumas reflexões. Numa altura em que o ciclismo feminino está em ascensão, Raquel Queirós acredita no trabalho feito por equipas, ciclistas e Federação para imitar a tendência global em Portugal, apesar da “falta de dinheiro” e de patrocinadores continuar a ser um problema. Como referências no pelotão nacional, aponta Maria Martins, uma “amiga” que foi “inspiração” para a Raquel Queirós. https://www.youtube.com/watch?v=Qc8a9t1_UsQ&ab_channel=CanalAltoT%C3%A2mega Em relação ao futuro, vai à procura da felicidade. Há cinco anos, em entrevista, tinha afirmado que o objetivo para os próximos 10 anos era competir regularmente em Taças do Mundo. O Topcycling convidou, como nota final, a fazer uma reflexão sobre o percurso até ao momento: Entretanto já fiz isso tudo (risos) mas é bom sinal. Acho que viver do ciclismo já não é tao difícil, porque a Raquel do presente consegue viver do ciclismo, e isso é muito bom. Acho que a Raquel de há cinco anos atrás estaria orgulhosa do que fez até aqui. Agora não sei o que o futuro me reserva, e lá está… O que virá eu acho que será bom, e espero que me traga felicidade. Raquel Queirós em entrevista ao TopCycling Pode ler mais entrevistas a ciclistas de elite aqui. Pode seguir a carreira de Raquel Queirós aqui. Créditos da fotografia de destaque: Rodrigo Vicente ### UAE Emirates leva o Troféu Internacional da Arrábida Luca Giami, da equipa satélite da UAE Emirates, venceu o Troféu Internacional da Arrábida, que ligou Sesimbra a Setúbal. Um novo nome, mas a tradicional dureza marcou o Troféu Internacional que se disputou na Serra da Arrábida e que terminou com vitória de Luca Giami (UAE Emirates Gen Z). A jornada de 173,8 km partiu de Sesimbra rumo a Setúbal, com um pelotão com as nove equipas Continentais portuguesas, três projetos nacionais sub-23 e cinco conjuntos estrangeiros. Primeira hora com muitos ataques, mas sem fuga. A toada ofensiva manteve-se e ao km 100 um grupo de 23 corredores passou a comandar: Credibom-LA Alumínios-Marcos Car (cinco corredores), Project Echelon (quatro) e UAE Emirates (quatro) foram as equipas mais representadas. Luca Giami é o primeiro italiano a vencer A vantagem foi diminuindo até ao prémio de montanha em Machadas (km 125) e pouco depois o grupo foi mesmo alcançado. Faltavam cerca de 40 km para a subida da Arrábida, a 13 km da meta, a mais seletiva da corrida. Keegan Swirbul (Efapel) liderou na Arrábida, arrastando para a frente Harrison Wood (Anicolor-Tien21), Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé), Kieran Haug (Project Echelon) e Luca Giami (UAE Emirates). Créditos foto: Paulo Maria UVP / FPC / Interslide No sprint a cinco venceu Giami, que relegou Tivani e Wood para os restantes lugares do pódio. Luca Giami é o primeiro italiano a vencer o Troféu Internacional da Arrábida, um talento com origem na pista – campeão da Europa júnior de perseguição individual e por equipas – que assinou por seis épocas. A UAE Emirates lidera com 19 vitórias na presente temporada, mas o projeto satélite não perdeu tempo e já soma cinco triunfos. Créditos fotografia de capa: Paulo Maria UVP / FPC / Interslide ### Cape Epic 2025 - Etapa 7: Último dia com emoção até ao fim A Cape Epic 2025 chegou ao fim com uma dupla improvável a ganhar num dia de emoções fortes, em que a organização foi obrigada a encurtar o percurso. Lukas Baum e Georg Egger (ORBEA Leatt Speed Company) venceram a tirada. Nino Schurter e Filippo Colombo (SCOTT-SRAM MTB Racing) consagraram-se vencedores desta edição. Na categoria feminina, a vitória foi para a dupla que dominou toda a competição: Annika Langvad e Sofia Gómez Villafañe (Toyota | Specialized). Ler mais | Cape Epic 2025 – Etapa 6: Equipa Wilier-Vittoria responde e aperta Scott-Sram Vencedores das categorias elite masculina e feminina - Nino Schurter, Filippo Colombo, Annika Langvad e Sofia GOMEZ - Créditos: Cape Epic Elite masculina quase teve surpresa As chuvas foram intensas na noite anterior à etapa, o que obrigou a organização a encurtar o percurso para 40 km. A corrida começou intensa, com um ritmo muito alto. Lukas Baum e Georg EGGER - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Alguns ataques logo no início partiram o pelotão, e a 19 km da meta, a dupla da Wilier-Vittoria (Luca Braidot e Simone Avondetto) lançou o ataque à liderança da geral - partia 0:32 atrás do primeiro lugar. A SCOTT-SRAM MTB Racing sentiu algumas dificuldades, mas conseguiu fechar o espaço - quando o fez, contra-atacou e ficou sozinha na frente. Só foram alcançados pela ORBEA Leatt Speed Company. As duas duplas trabalharam juntas para objetivos distintos: no fim, a vitória da etapa sorriu à ORBEA Leatt Speed Company, e a geral caiu para os homens da SCOTT-SRAM MTB Racing. Nino Schurter e Filippo Colombo - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Quanto aos portugueses, tanto a equipa de Tiago Ferreira como a equipa de José Dias, mantiveram os lugares na classificação geral, 13.º e 14º respetivamente. José Dias e Pablo Rodríguez - Créditos: Michael Chiaretta/Cape Epic Classificação da Etapa 7 – Elite Masculina PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter / Filippo Viero Colombo23:12:392ºWilier-VittoriaLuca Braidot / Simone Avondetto+1:313ºImbuko ChemChamp AMarco Joubert / Tristan Nortje+12:584ºKlimatiza OrbeaSamuele Porro / Marc Stutzmann+23:135ºOrbea Leatt Speed CompanyLukas Baum / Georg Egger+41:556ºTorpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni / Gioele De Cosmo+45:517ºKlimatiza Orbea 2Miguel Muñoz Moreno / Luis Francisco Pérez Martínez+52:078ºMitoQ NZ Cycling ProjectCraig Oliver / Ben Oliver+54:309ºToyota SpecializedJohan Van Zyl / Travis Stedman+55:2410ºHoneycomb 226ersMarc Pritzen / Wessel Botha+56:07 Classificação Geral Final – Elite Masculina PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter / Filippo Viero Colombo23:12:392ºWilier-VittoriaLuca Braidot / Simone Avondetto+1:313ºImbuko ChemChamp AMarco Joubert / Tristan Nortje+12:584ºKlimatiza OrbeaSamuele Porro / Marc Stutzmann+23:135ºOrbea Leatt Speed CompanyLukas Baum / Georg Egger+41:556ºTorpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni / Gioele De Cosmo+45:517ºKlimatiza Orbea 2Miguel Muñoz Moreno / Luis Francisco Pérez Martínez+52:078ºMitoQ NZ Cycling ProjectCraig Oliver / Ben Oliver+54:309ºToyota SpecializedJohan Van Zyl / Travis Stedman+55:2410ºHoneycomb 226ersMarc Pritzen / Wessel Botha+56:07 Cape Epic 2025 foi dominada pela Toyota | Specialized na categoria feminina Tal como nos homens, uma etapa que saiu para a estrada mais curta que o esperado, e em que várias equipas tinham hipótese de tentar um último assalto ao pódio. Foi o que tentaram fazer Monica Calderón e Tessa Kortekaas (Cannondale ISB Sport), com um ataque logo no início da etapa. A dupla lutou muito, venceu a etapa, mas não conseguiu ganhar o tempo necessário para chegar ao terceiro lugar. Annika Langvad e Sofia Gómez Villafañe (Toyota | Specialized) saíam com uma vantagem enorme na geral. Geriram o ritmo, foram sextas no último dia, e vencem a geral com 22 minutos de vantagem sobre as segundas classificadas. Créditos: Sam Clark/Cape Epic Classificação da Etapa 7 – Elite Feminina PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón Martinez / Tessa Kortekaas1:54:382ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-Pinele / Claudia Peretti+33s3ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera Looser / Alexis Skarda+3:234ºTitanRacing SE HoneycombBianca Haw / Hayley Preen+3:285ºMAAPHaley Smith / Ella Scanlan-Bloor+3:576ºToyota SpecializedAnnika LANGVAD / Sofia GOMEZ+5:177ºBUFF MEGAMORosa Van Doorn / Janina Wüst+7:158ºBULLS SwissIrina Lützelschwab / Alessia Nay+7:189ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg Stevková / Martina Krahulcová+7:5110ºSongo Kolosi FoundationIla STOW / Cherise WILLEIT+10:21 Classificação Geral Final – Elite Feminina PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºToyota SpecalizedAnnika Langvad / Sofia Gomez29:03:102ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera Looser / Alexis Skarda+21:323ºTitanRacing SE HoneycombBianca Haw / Hayley Preen+38:074ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón Martinez / Tessa Kortekaas+40:065ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-Pinele / Claudia Peretti+1:01:196ºBUFF MEGAMORosa Van Doorn / Janina Wüst+1:35:167ºMAAPHaley Smith / Ella Scanlan-Bloor+1:40:408ºBULLS SwissIrina Lützelschwab / Alessia Nay+1:59:359ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg Stevková / Martina Krahulcová+2:17:2510ºCannondale ISB Sport 2Costanza Fasolis / Stefanie Walter+2:41:10 Créditos da fotografia de destaque: Sam Clark/Cape Epic ### Milão-Sanremo: Van der Poel bate Ganna e Pogacar Tadej Pogacar dinamitou a corrida na Cipressa, mas a vitória sorriu a Mathieu van der Poel na Milão-Sanremo mais espetacular em duas décadas. Valeu a pena esperar 6:22:53 pelo desfecho da Milão-Sanremo, que coroou Mathieu van der Poel, elevou Filippo Ganna e humanizou Tadej Pogacar. O primeiro Monumento do ano foi tudo aquilo que se esperava: ritmo forte num início chuvoso, a Alpecin-Deceuninck a controlar a fuga e a UAE Emirates a mexer assim que se iniciou a parte dura na costa da Ligúria. A subida à Cipressa foi pela primeira vez feita abaixo dos nove minutos. Tim Wellens e Jonathan Narvaez lançaram Pogacar para outra dimensão. Desde os anos 90 que ninguém atacava na Cipressa com êxito, mas este ano o campeão mundial partiu a corrida e só Van der Poel e Ganna foram capazes de o seguir. Ler mais | João Almeida projeta Tour de France 2025 Foto: LucaBettini/LaPresse Van Poel soma sete Monumentos No Poggio mais do mesmo: três ataques violentos de Pogacar e resposta à altura de Van der Poel. Ganna ficou cortado, mas chegou a Sanremo praticamente em cima do duo da frente. A clássica dos sprinters pedia um final a preceito e no sprint a três Pogacar descaiu no grupo além da conta e viu fugir os rivais. Ganhou o neerlandês da Alpecin-Deceuninck, favorito neste contexto de corrida. Van Poel soma sete Monumentos e empata com Pogacar, já a Alpecin-Deceuninck vence a Milão-Sanremo pelo terceiro ano consecutivo – igualando Molteni (1970/71/72), Bianchi (1942/43/46) e Alcyon (1910/11/12/13). O melhor dos “normais” foi Michael Matthews, que pela sétima vez fechou nos 10 primeiros. Ler mais | Percurso duro do Tour de France 2025 Foto: LaPresse ### Cape Epic 2025 – Etapa 6: Equipa Wilier-Vittoria responde e aperta Scott-Sram A penúltima etapa da Cape Epic 2025 trouxe um novo capítulo de drama e reviravoltas. Depois de vários dias de calor intenso, a chuva regressou, aumentando a dificuldade dos 87 km e 2.550 metros de desnível positivo. Categoria Elite Masculina: Wilier-Vittoria aperta o cerco à SCOTT-SRAM A grande surpresa do dia surgiu antes mesmo da partida, com o abandono do BUFF MEGAMO de Wout Alleman e Martin Stošek, quintos na geral. Esta desistência provocou desde logo alterações no top 10 da geral e é agora a equipa do português José Dias e Pablo Rodríguez a melhor Buff Megamo em prova. Nos primeiros quilómetros, os protagonistas da corrida formaram desde logo um grupo restrito com a SCOTT-SRAM de Schurtere Colombo, a Wilier-Vittoria de Braidot e Avondetto e a Imbuko ChemChamp de Joubert e Nortje. Numa fase inicial ainda rodaram na frente também a Outride Toyota Songo (Beers/Swenson), a MitoQ NZ Cycling Project (Craig e Ben Oliver) e a BH Coloma de Tiago Ferreira e David Valero. Tiago Ferreira e David Valero - Créditos: Sam Clark/Cape Epic A SCOTT-SRAM tentou manter o ritmo na frente, mas com alguma surpresa acabou por perder tempo precioso, tanto nas subidas como nas descidas, principalmente para a equipa Willier-Vittoria. Scott-Sram não conseguiu seguir o ritmo da equipa Willier-Vittoria - Créditos by Nick Muzik/Cape Epic Na meta, a vitória ficou para a Imbuko ChemChamp, seguida de perto pela Wilier-Vittoria, que celebrou como se tivesse vencido, pois recuperou o tempo perdido ontem para a SCOTT-SRAM na geral. Schurter e Colombo cruzaram a meta 1:34 depois, vendo a sua liderança cair para apenas 32 segundos antes da ultima etapa. Entre os portugueses, Tiago Ferreira em dupla com o espanhol David valero mantém a 13ª posição da geral, enquanto que a Buff Megamo 2 de José Dias e o espanhol Pablo Rodríguez surgem logo de seguida, na 14ª posição. Pablo Rodríguez e Josá Dias - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Classificação da Etapa 6 – Elite Masculina PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºImbuko ChemChamp AMarco Joubert / Tristan Nortje3:49:372ºWilier-VittoriaLuca Braidot / Simone Avondetto+14s3ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter / Filippo Colombo+1:344ºKlimatiza OrbeaSamuele Porro / Marc Stutzmann+3:355ºOutride Toyota SongoMatthew Beers / Keegan Swenson+4:556ºMitoQ NZ Cycling ProjectCraig Oliver / Ben Oliver+5:077ºToyota SpecializedJohan Van Zyl / Travis Stedman+6:158ºBULLS MavericksSimon Schneller / Axel Roudil-Cortinat+7:279ºCannondale ISB Sport MenPeeter Pruus / Riccardo Chiarini+7:4410ºTorpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni / Gioele De Cosmo+8:07 Classificação Geral – Após a Etapa 6 (Elite Masculina) PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter / Filippo Colombo21:38:382ºWilier-VittoriaLuca Braidot / Simone Avondetto+32s3ºImbuko ChemChamp AMarco Joubert / Tristan Nortje+11:214ºKlimatiza OrbeaSamuele Porro / Marc Stutzmann+22:105ºTorpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni / Gioele De Cosmo+36:336ºORBEA Leatt Speed CompanyLukas Baum / Georg Egger+42:347ºHoneycomb 226ersMarc Pritzen / Wessel Botha+50:428ºKlimatiza Orbea 2Miguel Muñoz Moreno / Luis Francisco Pérez Martínez+51:139ºToyota SpecializedJohan Van Zyl / Travis Stedman+53:3310ºMitoQ NZ Cycling ProjectCraig Oliver / Ben Oliver+53:54 Categoria Elite Feminina: Cannondale ISB Sport vence etapa Hoje, para contrariar a tendência da história da corrida, onde a equipa da Toyota-Specialized de Langvad e Gómez tem dominado, a equipa Cannondale ISB Sport de Monica Calderón e Tessa Kortekaas tomou a iniciativa desde os primeiros quilómetros e nunca mais olhou para trás. Monica YULIANA e CALDERON MARTINEZ - Créditos: Michael Chiaretta/Cape Epic Tendo uma vantagem confortável, hoje Langvad e Gómez (Toyota-Specialized), optaram por uma abordagem mais conservadora, gerindo a vantagem e evitando riscos. Apesar de perderem hoje 6:40 para as vencedoras e segundas classificadas na geral, ainda mantém uma vantagem superior a 23 minutos. O Efficient Infiniti SCB SRAM (Looser/Skarda) completou o pódio da etapa. Aqui estão as tabelas corrigidas com os dados atualizados da etapa 6 na categoria feminina: Classificação da Etapa 6 – Elite Feminina PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón Martinez / Tessa Kortekaas4:47:572ºToyota SpecializedAnnika Langvad / Sofía Gómez Villafañe+ 6:403ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera Looser / Alexis Skarda+7:364ºTitanRacing SE HoneycombBianca Haw / Hayley Preen+11:265ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-Pinele / Claudia Peretti+15:236ºMAAPHaley Smith / Ella Bloor+16:167ºCannondale ISB Sport 2Costanza Fasolis / Stefanie Walter+19:068ºBUFF MEGAMORosa Van Doorn / Janina Wüst+22:329ºBULLS SwissIrina Lützelschwab / Alessia Nay+31:0410ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg Stevková / Martina Krahulcová+31:53 Classificação Geral – Após a Etapa 6 (Elite Feminina) PosiçãoEquipaAtletasTempo1ºToyota SpecializedAnnika Langvad / Sofía Gómez Villafañe27:03:152ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera Looser / Alexis Skarda+23:263ºTitanRacing SE HoneycombBianca Haw / Hayley Preen+39:564ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón Martinez / Tessa Kortekaas+45:235ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-Pinele / Claudia Peretti+52:106ºMAAPHaley Smith / Ella Bloor+1:01:157ºCannondale ISB Sport 2Costanza Fasolis / Stefanie Walter+1:08:098ºBUFF MEGAMORosa Van Doorn / Janina Wüst+1:12:549ºBULLS SwissIrina Lützelschwab / Alessia Nay+1:26:4010ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg Stevková / Martina Krahulcová+1:27:55 Última etapa: tudo por decidir na Cape Epic 2025 A última etapa promete ser brutal, com 70 km e quase 3.000 metros de desnível, incluindo uma das subidas mais exigentes da prova nos quilómetros finais. Se na categoria Elite Feminina tudo parece estar decidido, o mesmo não acontece na categoria Elite Masculina, onde só 32 segundos separam as equipas que ocupam os dois primeiros lugares da geral. ### Trek intensifica as suas ações para um futuro mais responsável A Trek Bicycle continua a sua transformação com o objetivo de reduzir as suas emissões de carbono e na procura por uma indústria do ciclismo mais responsável, com a publicação do seu Relatório de Sustentabilidade 2024. Fiel ao seu compromisso de implementar ações concretas para um mundo melhor, a Trek dá mais um passo para reduzir a sua pegada de carbono e comprometer-se com práticas mais sustentáveis. Ler Mais | As novas cores Project One da Trek Ações concretas para um impacto mensurável Desde a publicação do seu primeiro relatório em 2021, a Trek Bicycle tem colocado em prática iniciativas ambiciosas para minimizar o impacto ambiental da sua atividade. Este ano, a empresa anunciou que os seus objetivos a curto prazo foram validados pela Science Based Targets Initiative (SBTi), o que garante um plano de ação alinhado com as recomendações científicas sobre a redução das emissões de gases com efeito de estufa. Alguns dos principais avanços do relatório de 2024 Transição para um alumínio mais limpo: a Trek compra agora o alumínio em fábricas alimentadas por energias renováveis, o que reduz até 70% as emissões associadas à produção de determinados quadros de bicicletas. Aumento da utilização de materiais reciclados: espuma EPS reciclada nos capacetes, bidões fabricados com 95% de origem vegetal e embalagens sem plástico. Otimização das baterias das bicicletas elétricas: a Trek está a prolongar a sua vida útil e a facilitar a sua reciclagem através de soluções práticas, em parceria com a Call2Recycle. Energia renovável: a Trek alimenta a sua sede mundial e a sua principal fábrica com energia 100% limpa, e tem como objetivo fazê-lo para todas as suas infraestruturas até 2030. Incentivar a mobilidade sustentável: através de programas como o PeopleForBikes e a Trek Foundation, a Trek está a investir para tornar as cidades mais cicláveis e acessíveis a todos. ### Cape Epic 2025 - Etapa 5: Schurter e Colombo destacam-se A etapa 5 da Cape Epic 2025, conhecida como a etapa rainha, cumpriu as expectativas com um percurso de quase 100 km e 3.000 metros de desnível positivo. A estas dificuldades, juntou-se o barro. Categoria Elite Masculina Depois de várias etapas com enorme equilíbrio, onde as equipas que lutam pela classificação geral terminaram ao sprint, hojhe a Scott-Sram de Nino Schurter e Filippo Colombo, demonstrou superioridade sobre a equipa Wilier-Vittoria de Luca Braidot e Simone Avondetto. Filippo Colombo e Nino Schurter - Creditos: Nick Muzik/Cape Epic Os suíços atacaram na descida final e garantiram a vitória de etapa com uma vantagem de 1 minuto e 10 segundos para os italianos. Na terceira posição terminou a equipa Imbuko ChemChamp, que embora tenha sido protagonista no decorrer da etapa, chegou a 3 minutos dos vencedores. Com este resultado, o SCOTT-SRAM MTB Racing consolidou a liderança na classificação geral. Quanto aos portugueses, José Dias (em dupla com o espanhol Pablo Rodríguez na equipa Buff Megamo 2) fez uma excelente etapa, terminando este dia duro na 13ª posição a 12:30 dos vencedores.Tiago Ferreira, em dulpa com o espanhol David Valero na equipa BH Coloma, terminaram na 21ª posição a 23:21 dos vencedores. Pablo Rodríguez e José Dias - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Na classificação geral, a equipa de Tiago Ferreira e David Valero segue na 12ª posição, enquanto a Buff Megamo 2 de José Dias e Pablo Rodríguez hoje subiu para a 14ª posição. David Valero e Tiago Ferreira - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Classificação da Etapa 5 - Elite Masculina PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter (SUI)Filippo Colombo (SUI)4:13:27-2ºWilier-VittoriaLuca Braidot (ITA)Simone Avondetto (ITA)4:14:37+1:103ºImbuko ChemChamp AMarco Joubert (RSA)Tristan Nortje (RSA)4:16:30+3:034ºTorpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni (ITA)Gioele De Cosmo (ITA)4:19:38+6:115ºKlimatiza OrbeaSamuele Porro (ITA)Marc Stutzmann (SUI)4:20:06+6:396ºBULLS MavericksSimon Schneller (GER)Axel Roudil-Cortinat (FRA)4:20:18+6:517ºBUFF MEGAMO 1Wout Alleman (BEL)Martin Stošek (CZE)4:20:19+6:528ºORBEA Leatt Speed CompanyLukas Baum (GER)Georg Egger (GER)4:23:05+9:389ºToyota SpecializedJohan Van Zyl (RSA)Travis Stedman (RSA)4:23:09+9:4210ºKlimatiza Orbea 2Miguel Muñoz Moreno (ESP)Luis Francisco Pérez (ESP)4:25:08+11:41 Classificação Geral após a Etapa 5 - Elite Masculina PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter (SUI)Filippo Colombo (SUI)17:47:27-2ºWilier-VittoriaLuca Braidot (ITA)Simone Avondetto (ITA)17:49:19+1:523ºImbuko ChemChamp AMarco Joubert (RSA)Tristan Nortje (RSA)18:00:22+12:554ºKlimatiza OrbeaSamuele Porro (ITA)Marc Stutzmann (SUI)18:07:36+20:095ºBUFF MEGAMO 1Wout Alleman (BEL)Martin Stošek (CZE)18:09:43+22:166ºTorpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni (ITA)Gioele De Cosmo (ITA)18:17:27+30:007ºORBEA Leatt Speed CompanyLukas Baum (GER)Georg Egger (GER)18:20:46+33:198ºKlimatiza Orbea 2Miguel Muñoz Moreno (ESP)Luis Francisco Pérez (ESP)18:31:54+44:279ºInsect Science CyclingArno du Toit (RSA)Keagan Bontekoning (RSA)18:35:34+48:0710ºToyota SpecializedJohan Van Zyl (RSA)Travis Stedman (RSA)18:36:19+48:52 Categoria Elite Feminina Embora não tenha sido com a superioridade de outros dias, Annika Langvad e Sofia Gomez voltaram a vencer a etapa, com uma vantagem de somente doze segundos para a equipa Cannondale ISB Sport de Monica Calderon Martinez e Tessa KorteKaas. Annika Langvad e Sofia Gomez - Créditos: Michael Chiaretta/Cape Epic No momento em que escrevo ainda não terminaram mais mulheres. Artigo em atualização... ### Novos S-Works Ares 2 - Primeiro contacto e Unboxing Os S-Works Ares 2 acabam de chegar e a Specialized diz que são os sapatos mais eficientes e confortáveis que já produziram. Depois de os ter na mão no "unboxing", posso dizer que mantêm o padrão de qualidade a que a marca já nos habituou, mas a grande questão é: O que mudou em relação à versão anterior? Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=xQR74P_UoFE Na minha opinião basta olhar para os novos S-Works Ares 2 para perceber são logo à partida muito mais bonitos que a versão anterior! Do ponto de vista estético confesso que não gostei da versão anterior, mas tendo em conta os ciclistas profissionais (não só das equipas patrocinadas pela marca, como também de outras equipas) que optavam por aquele modelo de sapatos da Specialized, era fácil chegar à conclusão de que os sapatos eram bons do ponto de vista da performance e conforto. Formato diferente, promete maior conforto Embora a marca informe que estes sapatos foram construídos com base na fórmula vencedora da versão anterior e com o contributo de ciclistas do World Tour, salta desde logo à vista que a Specialized reformulou o formato do Ares 2. Mas com que objetivo? Segundo a marca o objetivo foi criar um ajuste mais natural, que elimine pontos de pressão e maximize a estabilidade. Para isso recolheram milhares de digitalizações de pés de ciclistas. A caixa de dedos ficou mais ampla para permitir um posicionamento mais relaxado dos pés, reduzindo a compressão na parte dianteira (isto nota-se desde momento em que vemos o sapato). Isto deve melhorar o conforto em longas distâncias, algo que muitos ciclistas procuram quando escolhem um sapato topo de gama. Performance Assim como a geração anterior, os S-Works Ares 2 foram desenhados para ciclistas que não querem perder um único watt. A marca fala num aumento de 7 watts graças ao ajuste mais firme e ao suporte otimizado. Além disso, também informam que há uma redução de 44% na pressão na parte dianteira do pé, o que (a ser verdade) pode ser uma grande vantagem para quem passa horas no selim e sente desconforto com modelos mais rígidos. O sistema de fecho mantém-se baseado no conceito de fixação triangulada da versão anterior, que distribui a pressão de forma mais uniforme, evitando pontos de aperto excessivo. Algo que se nota também à primeira vista é que o suporte do calcanhar também foi revisto. Nota-se desde logo que o reforço vai muito mais além da zona habitual do calcanhar com o objetivo de evitar qualquer movimento dentro do sapato durante os sprints ou nas subidas. Em resumo Admitamos, se há algo que a Specialized sempre fez bem foi desenvolver sapatos que combinam conforto e performance, ainda não testei estes sapatos na estrada, mas basta olhar para os novos S-Works Ares 2 para perceber que parecem seguir essa linha. No papel, as melhorias e os argumentos fazem sentido, digamos que embora não seja uma novidade, há mais marcas a seguir o caminho de levar o sapato ao encontro do formato do pé (mais espalmado), em vez do inverso. No entanto, a verdadeira prova será colocá-los na estrada e ver se todas estas promessas se traduzem numa boa experiência, até lá, ficam as primeiras impressões: qualidade de construção no nível esperado e uma abordagem mais anatómica ao ajuste. Quanto à performance, se mantém conceito de fixação triangulada da versão anterior e têm a rigidez de sola habitual da marca, têm todas as condições para ser adorados pelo utilizador mais competitivo. Podes ver as cores, preço e disponibilidade destes sapatos aqui no site da Specialized ### Nova suspensão FOX 34 SL - ADN para o XC moderno e muito mais A FOX de lançar a nova suspensão com ADN XC preparada para "Downcountry", a NOVA Fox 34 SL substitui a tão conhecida suspensão com monocoque Step-Cast e vem mais preparada, com possibilidade de 130mm de curso. Além da nova suspensão, surge também o novo manípulo Twin Stick, que junta o bloqueio das suspensões e do espigão telescópico num só. Ler Mais | Fox Service on the Road – A carrinha oficina da Fox ao pormenor Suspensão FOX 34 SL A suspensão 34 SL, segundo a marca, traz uma capacidade para XC nunca antes vista para uma estrutura de 34mm, com até 130 mm de curso. Concebida para os percursos de XC mais técnicos da Taça do Mundo e para o exigente Downcountry, a FOX 34 SL oferece mais rigidez, mais suavidade e um aumento de peso absolutamente mínimo em relação à anterior 34 Step-Cast. A 34 SL utiliza um chassis de 34 completo (não Step-Cast) com uma câmara de ar de maior volume, que permite 130 mm de curso máximo. Arco e Coroa redesenhados Projetado e otimizado pelos engenheiros da FOX, o novo arco da FOX 34 SL envolve as pernas inferiores para aumentar a rigidez torsional da suspensão em 17% em relação à anterior 34 SC. Para além disso, os recortes em locais estratégicos no arco ajudam a minimizar o peso das pernas inferiores. Além do arco, a coroa em alumínio 7000 Series contribui para a rigidez torsional geral, com perfurações internas maiores para aligeirar a estrutura e um acabamento anodizado preto (mais leve do que tinta) para reduzir ainda mais o peso. Mais 20mm entre casquilhos e câmara do ar maior Os casquilhos de alumínio revestidos a Teflon fazem o ajuste entre as bainhas e o monocoque. Cada lado tem dois casquilhos, perfazendo um total de quatro. Quando a suspensão é submetida a cargas frontais (por exemplo, ao passar sobre um obstáculo), essa força de flexão é transmitida do monocoque para as bainhas através dos casquilhos. Ao imaginar o efeito de usar um tubo extensor sobre uma chave de bocas para desapertar uma porca muito apertada: quanto maior for a sobreposição, menor será a força de reação entre a chave e o extensor. A 34 SL aumenta a distância entre casquilhos em 20% face à 34 SC, proporcionando, segundo a FOX, uma suspensão mais suave no geral. Canais de lubrificação internos Os canais de lubrificação ajudam a controlar o aumento da pressão, melhorando a sensibilidade a pequenos impactos, além de recircularem o óleo do monocoque para lubrificar os casquilhos e os retentores. Com o GRIP SL, a Fox criou um cartucho específico para cursos pequenos que não só reduz o peso, mas também acompanha as exigências cada vez maiores das corridas da Taça do Mundo de XCO e XCM. Com apenas 1475g (29” | 130 mm | GRIP SL), a 34 SL é, segundo informa a marca, 40g mais leve do que o concorrente mais próximo. Especificações técnicas Manípulo Twin Stick Os percursos de XC atuais exigem uma combinação única de capacidade e eficiência. O novo manípulo Twin Stick reúne as funções do espigão telescópico mecânico e do bloqueio da suspensão num design elegante e discreto. Com base no comprovado manípulo Transfer, o Twin Stick utiliza um sistema mecânico de rampas e encaixes para um funcionamento suave e fiável, com baixa força de acionamento, permitindo umautilização fácil, mesmo no meio de uma corrida e sob fadiga. O Twin Stick é compatível com sistemas de bloqueio de suspensão de duas posições (Aberto, Firme) ou três posições (Aberto, Médio, Firme). Pode ser configurado para atuar apenas na forqueta, apenas no amortecedor ou em ambos simultaneamente. Podes ver todas as informações esta nova suspensão no site da Bicimax . ### Cape Epic 2025 – Etapa 4: Equilíbrio nos homens e arraso nas mulheres A quarta etapa de Cape Epic 2025 contou com percurso com início e fim em Paarl. 80 km e quase 2 mil metros de desnível positivo, com a maior dificuldade do dia na segunda parte do percurso. O calor fez-se notar de novo num pelotão que já anda esgotado. Luca Braidot e Simone Avondetto (Wilier-Vittoria) voltaram a vencer, de novo ao sprint. Nas mulheres, continua o domínio da dupla Annika Langvad e Sofía Gómez Villafañe (Toyota | Specialized). Ler mais | Cape Epic 2025 – Etapa 3: Sprint a decidir em dia de calor extremo Créditos: Sam Clark/Cape Epic Cape Epic 2025 – Categoria Elite feminina Dia de mais do mesmo na categoria feminina. O início foi mais calmo que o habitual, sem ataques das favoritas, com o pelotão a seguir junto durante mais tempo do que tem sido normal. Perto do meio da etapa, a dupla composta por Annika Langvad e Sofía Gómez Villafañe, que tem dominado por completo a corrida, aumentou o ritmo e deixou as adversárias para trás. Voltaram a vencer, desta feita com 0:50 de vantagem para as segundas na etapa, Vera Looser y Alexis Skarda (Efficient Infiniti SCB SRAM), e 1:29 para as terceiras, Bianca Haw y Hayley Preen (TitanRacing SE Honeycomb). Créditos: Sam Clark/Cape Epic Top 10 da etapa 3 da Cape Epic 2025 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2Tempo1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane3:50:452ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda0:503ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen1:294ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón MartínezTessa Kortekaas6:425ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-PineleClaudia Peretti7:266ºMAAPHaley SmithElla Bloor10:507ºBUFF MEGAMORosa Van DoornJanina Wüst12:218ºBULLS SwissIrina Lützelschwab Alessia Nay16:299ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg StevkováMartina Krahulcová17:3410ºSongo | Kolisi FoundationIla StowCherise Willeit21:42 Top 10 da classificação geral PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2Tempo1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane16:45:002ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda14:493ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen27:304ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-PineleClaudia Peretti46:385ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón MartínezTessa Kortekaas51:516ºBUFF MEGAMORosa Van DoornJanina Wüst53:407ºBULLS SwissIrina LützelschwabAlessia Nay1:10:028ºMAAPHaley SmithElla Bloor1:13:299ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg StevkováMartina Krahulcová1:33:1610ºSongo | Kolisi FoundationIla StowCherise Willeit1:54:28 Categoria Elite masculina A corrida masculina começou como a prova feminina - muito equilíbrio e dificuldade para fazer diferenças. As dificuldades iam deixando pequenos cortes no pelotão mas os ciclistas andavam juntos. Perto do fim da etapa, a dupla da SCOTT-SRAM MTB Racing, primeira à geral, tentaram uma movimentação para decidir a corrida, mas as três equipas mais fortes resistiram ao ataque. A quarta etapa da Cape Epic 2025 foi decidida num sprint nervoso e emocionante, onde Luca Braidot e Simone Avondetto foram os mais fortes. Nino Schurter y Filippo Colombo chegaram em segundo, e Wout Alleman y Martin Stošek (BUFF MEGAMO 1) fecharam o pódio. Créditos: Cape Epic / Sam Clark Top 10 da etapa 4 PosiçãoEquipaCiclistasTempo1WILIER-VITTORIALuca BRAIDOT, Simone AVONDETTO3:06:342SCOTT-SRAM MTB RacingNino SCHURTER, Filippo Viero COLOMBO+13BUFF MEGAMO 1Wout ALLEMAN, Martin STOŠEK+24Imbuko ChemChamp AMarco JOUBERT, Tristan NORTJE+45Torpado Kenda FSA 2Jakob DORIGONI, Gioele DE COSMO+486Klimatiza OrbeaSamuele PORRO, Marc STUTZMANN+537Honeycomb 226ersMarc PRITZEN, Wessel BOTHA+588Torpado x SingerFabian RABENSTEINER, Simon STIEBJAHN+3:239Klimatiza Orbea 2Miguel MUÑOZ MORENO, Luis Francisco PEREZ MARTÍNEZ+3:3410ORBEA Leatt Speed CompanyLukas BAUM, Georg EGGER+3:43 Top 10 da classificação geral PosiçãoEquipaCiclistasTempo1SCOTT-SRAM MTB RacingNino Schurter, Filippo Colombo13:34:002Wilier-VittoriaLuca Braidot, Simone Avondetto+42s3Imbuko ChemChamp AMarco Joubert, Tristan Nortje+9:524Klimatiza OrbeaSamuele Porro, Marc Stutzmann+13:305BUFF MEGAMO 1Wout Alleman, Martin Stošek+15:246Torpado x SingerFabian Rabensteiner, Simon Stiebjahn+16:207Honeycomb 226ersMarc Pritzen, Wessel Botha+19:338ORBEA Leatt Speed CompanyLukas Baum, Georg Egger+23:419Torpado Kenda FSA 2Jakob Dorigoni, Gioele De Cosmo+23:4910BH ColomaDavid Valero Serrano, Tiago Jorge Ferreira Oliveira+26:35 Créditos da fotografia de destaque: Sam Clark/Cape Epic ### Cape Epic 2025 – Etapa 3: Sprint a decidir em dia de calor extremo A Cape Epic 2025 fica mais difícil a cada dia que passa. O calor extremo que se fez sentir obrigou a organização da corrida a encurtar a terceira etapa da corrida sul africana - mesmo assim, foram 70 km com quase 2500 metros de desnível positivo. O clima, juntamente com o ritmo intenso que os ciclistas aplicaram durante o dia, criou várias diferenças entre os favoritos à geral. Luca Braidot e Simone Avondetto (Wilier-Vittoria) venceram a tirada num sprint contra Nino Schurter e Filippo Colombo (Scott-SRAM MTB Racing). Na corrida feminina, Annika Langvad & Sofía Gómez Villafañe (Toyota | Specialized) venceram com larga margem para a segunda dupla do dia. Ler mais | Cape Epic 2025 – Etapa 2: Tiago Ferreira e David Valero à beira do pódio no contrarrelógio Cape Epic - Categoria Elite feminina Na corrida feminina da Cape Epic Annika Landvad e Sofía Gómez Villafañe continuam a marcar o favoritismo. Depois de uma partida com algum equlíbrio, a primeira subida do dia começou a marcar as diferenças. O calor que se fez sentir e o ritmo da dupla da frente acabou por marcar grandes diferenças na classificação geral. A dupla vencedora do dia continua a distanciar-se na liderança. Apesar de ter contado com quedas aparatosas durante a etapa, Langvad e Villafañe venceram com mais de quatro minutos para as segundas classificadas e são cada vez mais as únicas candidatas a vencer a prova na África do Sul. Annika Langvad e Sofia Villifane - Créditos: Dom Barnardt/Cape Epic Top 10 da Etapa 3 da Cape Epic PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2Tempo1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane4:14:532ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda4:373ºTitanRacing SE HoneycombBianca Haw Hayley Preen7:054ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina Sosna-PineleClaudia Peretti14:115ºMAAPHaley SmithElla Bloor15:136ºBUFF MEGAMORosa Van DoornJanina Wüst19:327ºBULLS SwissIrina LützelschwabAlessia Nay25:168ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg StevkováMartina Krahulcová27:199ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderón MartínezTessa Kortekaas29:4210ºSongo | Kolisi FoundationIla StowCherise Willeit30:59 Classificação geral da Cape Epic PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2Tempo1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane12:54:152ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda13:593ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen26:214ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina SosnaClaudia Peretti39:125ºBuff MegamoRosa Van DoornJanina Wust41:196ºTorpado Kenda FSA WMNMonica Yuliana Calderón MartínezTessa Kortekaas45:097ºBULLS SwissIrina LützelschwabAlessia Nay53:338ºMAAPHaley SmithElla Bloor1:02:399ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg StevkováMartina Krahulcová1:15:4210ºSongo | Kolisi FoundationIla StowCherise Willeit 1:32:46 Categoria Elite masculina A corrida da elite masculina foi semelhante à feminina, mas com mais equilíbrio. Um pelotão compacto até à primeira subida do dia, a 20 km da meta, onde se marcaram as diferenças iniciais. O calor e o percurso difícil marcaram um dia muito complicado para os ciclistas. Após alguns ataques, nenhuma dupla se conseguiu isolar na frente. A etapa foi decidida num sprint incrível onde Luca Braidot e Simone Avondetto foram os mais fortes. O segundo duo do dia, Nino Schurter e Filippo Colombo mantém a liderança da geral por 0:43. Créditos: NickMuzik/Cape Epic Quanto aos portugueses, hoje destaque para José Dias (em dupla com o espanhol Pablo Rodríguez na equipa Buff Megamo 2), que terminou a etapa num esplêndido 8.º posto, subindo assim para a 16ª posição da geral. José Dias e Pablo Rodríguez - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Tiago Ferreira e David Valero terminaram o dia de hoje na 13ª posição e desceram para a 9ª posição da geral. Top 10 da etapa 3 da Cape Epic PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2Tempo1Wilier-VittoriaLuca Braidot Simone Avondetto3:22:442Scott-SRAM MTB RacingNino SchurterFilippo Colombo0:013Imbuko ChemChamp AMarco JoubertTristan Nortje0:124Klimatiza OrbeaSamuele PorroMarc Stutzmann2:315Honeycomb 226ersMarc PritzenWessel Botha4:476BUFF MEGAMO 1Wout AllemanMartin Stošek5:177Torpado x Singer Fabian RabensteinerSimon Stiebjahn5:188BUFF MEGAMO 2José DiasPablo Rodríguez Guede8:159Toyota Specialized Johan Van ZylTravis Stedman8:2710Klimatiza Orbea 2Miguel Muñoz Moreno Luis Francisco Pérez Martínez8:57 Classificação geral da Cape Epic PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2Tempo1ºSCOTT-SRAM MTB RacingLuca BraidotSimone Avondetto10:27:252ºWILIER-VITTORIANino SchurterFilippo Viero Colombo0:433ºImbuko ChemChamp AMarco JoubertTristan Nortje9:494ºKlimatiza OrbeaSamuele PorroMarc Stutzmann12:385ºTorpado x SingerFabian RabensteinerSimon Stiebjahn12:586ºBUFF MEGAMO 1 Wout AllemanMartin Stošek15:237ºHoneycomb 226ersMarc Pritzen Wessel Botha18:368ºOrbea Leatt Speed CompanyLukas BaumGeorg Egger19:599ºBH ColomaDavid ValeroTiago Ferreira20:2110ºTorpado Kenda FSA 2Jakob DorigoniGioele De Cosmo23:02 Créditos fotografia destaque: Sam Clark/Cape Epic ### Cape Epic 2025 – Etapa 2: Tiago Ferreira e David Valero à beira do pódio no contrarrelógio Se a Cape Epic 2025 já é um teste implacável, a etapa 2 elevou ainda mais o nível de exigência, com um contrarrelógio de 66 km e 950 metros de desnível. Etapa com largada em Meerendal Wine Estate e chegada em Fairview, onde os ciclistas tiveram que gerir a potência e o esforço contra o cronómetro ao longo de quase 70 km. Categoria Elite Feminina No pelotão feminino, Annika Langvad e Sofia Gomez Villafane (Toyota Specialized) mostraram, uma vez mais, porque são as grandes favoritas à vitória final. Com uma performance impecável, venceram mais uma etapa e dilataram a vantagem na classificação geral para a dupla da Efficient Infiniti SCB SRAM. Annika Langvad e Sofia Gomez Villafane (Toyota Specialized) - Créditos: Sam Clark/Cape Epic Monica Calderon e Tessa Kortekaas conseguiram hoje o segundo melhor tempo e subiram ao terceiro posto da classificação geral da Cape Epic 2025. Vera Looser e Alexis Skarda (Efficient Infiniti SCB SRAM) garantiram o terceiro melhor tempo do dia, mantendo-se firmes na segunda posição da geral. Classificação da Etapa 2 – Elite Feminina PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane2:43:14–2ºCannondale ISB SportMonica Calderon MartinezTessa Kortekaas2:45:23+2:093ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda2:45:38+2:244ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen2:47:26+4:125ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina SosnaClaudia Peretti2:48:25+5:116ºBULLS SwissIrina LützelschwabAlessia Nay2:50:56+7:427ºBuff MegamoRosa Van DoornJanina Wust2:52:03+8:498ºe-FORT x ChemChampMargot MoschettiSamara Sheppard2:53:30+10:169ºMAAPHaley SmithElla Bloor2:58:18+15:0410ºCannondale ISB Sport 2Costanza FasolisStefanie Walter2:59:16+16:02 Classificação Geral – Elite Feminina (Após Etapa 2) PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane8:39:22–2ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda8:48:44+9:223ºCannondale ISB SportMonica Calderon MartinezTessa Kortekaas8:54:49+15:274ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen8:58:18+18:565ºBuff MegamoRosa Van DoornJanina Wust9:01:09+21:476ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina SosnaClaudia Peretti9:04:23+25:017ºe-FORT x ChemChampMargot MoschettiSamara Sheppard9:07:01+27:398ºBULLS SwissIrina LützelschwabAlessia Nay9:07:39+28:179ºCannondale ISB Sport 2Costanza FasolisStefanie Walter9:22:07+42:4510ºMAAPHaley SmithElla Bloor9:26:58+47:36 Categoria Elite Masculina Wout Alleman e Martin Stošek (BUFF MEGAMO) hoje voaram e foram os grandes vencedores, conseguindo o melhor tempo do dia. Wout Alleman e Martin Stošek (BUFF MEGAMO) - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Mas esta etapa reforça que a luta pela vitória final, será para já, entre duas equipas, a SCOTT-SRAM MTB Racing de Nino Schurter e Filippo Colombo e a Wilier-Victtoria de Filippo Colombo e Simone Avondetto. Nesse duelo pela posição cimeira da classificação geral, hoje os homensa da Scott-SRAM levaram a melhor e ganharam 33 seg. aos italianos da Wilier-Victtoria. Tiago Ferreira e David Valero foram um dos destaques do dia, ficando muito próximos do pódio da etapa, o que os levou a subir ao 7º lugar da geral da Cape Epic 2025. A dupla de José Dias finalizou hoje na 18ª posição e mantém a 17ª na geral. José Dias e Pablo Rodríguez - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Classificação da Etapa 2 – Elite Masculina PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºBuff Megamo 1Wout AllemanMartin Stošek2:13:05–2ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino SchurterFilippo Viero Colombo2:13:32+273ºWILIER-VITTORIALuca BraidotSimone Avondetto2:14:05+1:004ºBH ColomaDavid ValeroTiago Ferreira2:14:16+1:115ºORBEA Leatt Speed CompanyLukas BaumGeorg Egger2:14:50+1:456ºOutride Toyota SongoMatthew BeersKeegan Swenson2:15:22+2:177ºImbuko ChemChamp AMarco JoubertTristan Nortje2:16:21+3:168ºTorpado x SingerFabian RabensteinerSimon Stiebjahn2:16:22+3:179ºSinger KTM RacingAndreas SeewaldJakob Hartmann2:16:28+3:2310ºHoneycomb 226ersMarc PritzenWessel Botha2:17:09+4:04 Classificação Geral – Elite Masculina (Após Etapa 2) PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºSCOTT-SRAM MTB RacingNino SchurterFilippo Viero Colombo7:04:40–2ºWILIER-VITTORIALuca BraidotSimone Avondetto7:05:24+443ºORBEA Leatt Speed CompanyLukas BaumGeorg Egger7:09:12+4:324ºTorpado x SingerFabian RabensteinerSimon Stiebjahn7:12:21+7:415ºOutride Toyota SongoMatthew BeersKeegan Swenson7:13:57+9:176ºImbuko ChemChamp AMarco JoubertTristan Nortje7:14:18+9:387ºBH ColomaDavid ValeroTiago Ferreira7:14:42+10:028ºBUFF MEGAMO 1Wout AllemanMartin Stošek7:14:47+10:079ºKlimatiza OrbeaSamuele PorroMarc Stutzmann7:14:48+10:0810ºTorpado Kenda FSA 2Jakob DorigoniGioele De Cosmo7:17:40+13:00 O SCOTT-SRAM MTB Racing segue firme na liderança, mas a diferença é curta para os segundos classificados, com tempos muito próximos. Amanhã a corrida regressa às etapas em linha, a corrida está apenas a começar e muita coisa ainda irá acontecer. ### Cape Epic 2025 - Tiago Ferreira e David Valero sobem ao TOP 10 na Etapa 1 A Etapa 1 da Cape Epic 2025 trouxe o primeiro percurso em linha, 92 km. com 2750 mts. de desnível acumulado testaram a resistência e a estratégia das equipas. Nas categorias elite feminina e masculina, as classificações já sofreram alterações após o prólogo de ontem. Categoria Elite Feminina A dupla da Toyota Specialized, Annika Langvad e Sofia Gomez Villafane, manteve a liderança, vencendo novamente a etapa com uma vantagem superior a cinco minutos. Annika Langvad e Sofia Villifane - Créditos: Dom Barnardt/Cape Epic A equipa Efficient Infiniti SCB SRAM, composta por Vera Looser e Alexis Skarda, assegurou o segundo lugar, enquanto Rosa Van Doorn e Janina Wüst, da Buff Megamo, completaram o pódio. Classificação da Etapa 1 – Elite Feminina PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºToyota SpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane4:43:352ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda4:49:17+5:423ºBuff MegamoRosa Van DoornJanina Wust4:51:37+8:024ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderon MartinezTessa Kortekaas4:53:41+10:065ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen4:55:02+11:276ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina SosnaClaudia Peretti4:58:00+14:257ºBulls SwissIrina LuetzelschwabAlessia Nay5:00:09+16:348ºe-FORT x ChemChampMargot MoschettiSamara Sheppard5:00:55+17:209ºCannondale ISB Sport 2Costanza FasolisStefanie Walter5:03:10+19:3510ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg StevkovaMartina Krahulcova5:06:09+22:34 Classificação Geral após a Etapa 1 – Elite Feminina: PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºToyotaSpecializedAnnika LangvadSofia Gomez Villafane5:56:082ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera LooserAlexis Skarda6:03:06+6:583ºBuff MegamoRosa Van DoornJanina Wust6:09:06+12:584ºCannondale ISB SportMonica Yuliana Calderon MartinezTessa Kortekaas6:09:26+13:185ºTitanRacing SE HoneycombBianca HawHayley Preen6:10:52+14:446ºe-FORT x ChemChampMargot MoschettiSamara Sheppard6:13:31+17:237ºTorpado Kenda FSA WMNKatazina SosnaClaudia Peretti6:15:58+19:508ºBulls SwissIrina LuetzelschwabAlessia Nay6:16:43+20:359ºCannondale ISB Sport 2Costanza FasolisStefanie Walter6:22:51+26:4310ºOutsiterz D2mont MeridaJanka Keseg StevkovaMartina Krahulcova6:25:41+29:33 Categoria Elite Masculina Nino Schurter e Filippo Colombo (Scott-SRAM MTB Racing) superaram os vencedores do prólogo, Luca Braidot e Simone Avondetto (Wilier-Vittoria), por 31 segundos na Etapa 1. A dupla da Scott-SRAM atacou nos ultimos 5 km. e abriu uma vantagem que lhes garantiu a vitória na primeira etapa em linha da Cape Epic 2025. Filippo Colombo e Nino Schurter - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic A equipa Orbea Leatt Speed Company, com Lukas Baum e Georg Egger, garantiu o terceiro lugar na etapa. Tiago Ferreira e David Valero fecharam hoje o dia na décima posição, a 6:40 dos vencedores, entrando assim no TOP 10 da classificação geral da Cape Epic 2025. David Valeroi e Tiago Ferreira - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic José Dias, a competir ao lado de Pablo Rodríguez na Buff Megamo 2, terminou o dia na 18.ª posição e ocupam agora a 17ª posição da geral. Classificação da Etapa 1 – Elite Masculina: PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºScott-SRAM MTB RacingNino SchurterFilippo Colombo3:51:03–2ºWilier-VittoriaLuca BraidotSimone Avondetto3:51:34+31s3ºOrbea Leatt Speed CompanyLukas BaumGeorg Egger3:53:07+2:044ºKlimatiza OrbeaSamuele PorroMarc Stutzmann3:53:43+2:405ºTorpado x SingerFabian RabensteinerSimon Stiebjahn3:53:53+2:506ºTorpado Kenda FSA 2Jakob DORIGONIGioele COSMO03:56:05+5:027ºOutride | Toyota | SongoMatthew BEERSKeegan SWENSON03:56:17+5:148ºImbuko ChemChamp AMarco JOUBERTTristan NORTJE03:57:02+5:599ºBULLS MavericksSimon SCHNELLERAxel ROUDIL-CORTINAT03:57:19+6:1610ºBH ColomaDavid VALEROTiago FERREIRA03:57:43+6:40 Classificação Geral após a Etapa 1 – Elite Masculina: PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºScott-SRAM MTB RacingNino SchurterFilippo Colombo4:51:08–2ºWilier-VittoriaLuca BraidotSimone Avondetto4:51:19+11s3ºOrbea Leatt Speed CompanyLukas BaumGeorg Egger4:54:22+3:144ºTorpado x SingerFabian RabensteinerSimon Stiebjahn4:55:59+4:515ºKlimatiza OrbeaSamuele PorroMarc Stutzmann4:56:22+5:146ºImbuko ChemChamp AMarco JoubertTristan Nortje4:57:57+6:497ºTorpado Kenda FSA 2Jakob DorigoniGioele De Cosmo4:58:09+7:018ºOutrideToyotaSongoMatthew BeersKeegan Swenson9ºBH ColomaDavid Valero SerranoTiago Jorge Ferreira5:00:26+9:1810ºBULLS MavericksSimon SchnellerAxel Roudil-Cortinat5:00:41+9:33 ### A BH Lynx Race de Tiago Ferreira para a Cape Epic ao detalhe Tiago Ferreira está de volta à Cape Epic. O ex-campeão da Europa e do Mundo é um nome incontornável do XCM mundial e está de regresso à mais prestigiada prova de etapas de BTT do planeta. Ao seu lado, como companheiro de equipa, David Valero, o espanhol que se afirmou nos últimos anos como um dos grandes nomes do BTT mundial, atual vice-campeão da Europa e medalha de bronze no Mundial de XCM. David Valero e Tiago Ferreira no prólogo da Cape Epic 2025 - Créditos: Nick Muzik / Cape Epic Além da estatura e do talento, o que têm em comum? Ambos são apoiados pela BH, marca que os juntou para formar uma dupla fortíssima nesta edição da Cape Epic, pela equipa BH Coloma. Créditos: BH Neste artigo mostramos a BH Lynx Race, com pintura personalizada para a Cape Epic, mas também com os pormenores de equipamento que vão enfrentar as brutais exigências da corrida sul-africana, conhecida pelas etapas longas, descidas técnicas e terrenos que causam de desgaste absoluto da mecânica. A BH LYNX RACE de Tiago Ferreira A BH preparou duas versões personalizadas da Lynx Race para Tiago Ferreira e David Valero, adaptadas ao estilo e preferências de cada atleta, mostramos a máquina do português ao pormenor. Quadro BH Lynx Race Carbon Créditos: BH Créditos: BH Suspensão e amortecedor Suspensão: RockShox SID Ultimate Flight Attendant Créditos: BH Amortecedor: RockShox SIDLuxe Ultimate Flight Attendant Créditos: BH Grupo de transmissão e travões Transmissão: SRAM XX SL Eagle com potenciómetro Quarq Créditos: BH Prato: SRAM 40T Créditos: BH Travões: Prototipo SRAM Motive (ainda não lançados no mercado) Créditos: BH Créditos: BH Rodas e pneus Rodas: Zipp 1Zero HiTop Créditos: BH Pneus: Maxxis Aspen atrás, Maxxis Recon Race na frente. Créditos: BH Guiador e periféricos Guiador e avanço: Zipp (com segundo par de shifters junto ao avanço, para pedalar em posição mais aerodinâmica). Créditos: BH Espigão telescópico: RockShox Reverb Créditos: BH Pedais: Time Créditos: BH A pintura personalizada, estilo Zebra O toque personalizado da pintura, não engana, a máquina foi construída para enfrentar a dureza africana da Cape Epic, com a "tradicional" pintura estilo zebra que nos faz recordar o famoso equipamento que Tiago Ferreira utilizava quando fazia parte da equipa Protek. Créditos: BH Créditos: BH Agora, resta-nos acompanhar Tiago Ferreira e David Valero na Cape Epic 2025, a concorrência também é muito forte. ### Tirreno-Adriático - Juan Ayuso sucede a Contador Sétima etapa do Tirreno-Adriático ligou Porto Potenza Picena a San Benedetto del Tronto. Oportunidade para os sprinters no último dia, que Jonathan Milan (Lidl - Trek) não desperdiçou. Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) confirmou o triunfo na corrida italiana, e tornou-se o quinto espanhol a consegui-lo, depois de Herminio Diaz-Zabala (1991), Abraham Olano (2000), Oscar Freire (2005) e Alberto Contador (2014). Ler mais | Tirreno-Adriático – Pidcock impressiona em dia de Ayuso Créditos: LaPresse Etapa 7 do Tirreno-Adriático Etapa para os sprinters no último dia 60ª edição do Tirreno, com apenas uma dificuldade (subida de 8,4 km a 4,7%) a mais de 90 km do fim. A média da etapa foi de 46.885 km/h - a segunda etapa mais rápida de sempre da corrida italiana, apenas atrás da última tirada do ano passado. Uma fuga de cinco homens esteve na frente, com Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) como destaque. Nunca ameaçaram o pelotão: o neerlandês foi o último fugitivo apanhado a 90 km do fim. Um dos momentos do dia chegou a 43 km da meta: sprint intermédio onde Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) passou na frente. Bonificou 0:03, suficiente para ultrapassar o compatriota Antonio Tiberi (Bahrain Victorious) no segundo lugar da classificação geral. Créditos: LaPresse Sem surpresa, a etapa foi discutida ao sprint. E sem surpresa, foi Jonathan Milan a vencer pela segunda vez esta semana, e pelo segundo ano seguido em San Benedetto del Tronto - sexta vitória do ano e confirmação do triunfo na classificação dos pontos para o italiano. Sam Bennett esteve em bom plano: o homem rápido da Decathlon AG24 La Mondiale Team deu luta ao vencedor, e terminou em segundo. Olav Kooij (Visma | LAB) fechou o pódio. Créditos: LaPresse Consagração para Ayuso e semana positiva para os italianos Juan Ayuso tornou-se o quinto espanhol a vencer a geral do Tirreno-Adriático. O ciclista da UAE Emirates XRG tornou-se o sexto mais novo de sempre a vencer o tridente, numa vitória que começou a ser contruída no contrarrelógio, e que foi confirmada na montanha. O sétima etapa do Tirreno também confirmou algo que não acontecia desde 2010: dois italianos no pódio da prova. Antonio Tiberi perdeu um lugar na geral, mas carimbou o primeiro pódio em corridas WorldTour da sua carreira. Último destaque para os portugueses. Semana menos boa para as cores nacionais: com o abandono de Rui Oliveira no último dia, Portugal terminou a semana sem corredores em prova. Créditos: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=YQJhz_3qVno&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 7 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MILAN JonathanLidl - Trek3:08:072BENNETT SamDecathlon AG24 La Mondiale Team"3KOOIJ OlavTeam Visma | Lease a Bike"4STEWART JakeIsrael - Premier Tech"5PENHOËT PaulGroupama - FDJ"6LONARDI GiovanniTeam Polti VisitMalta"7ZIJLAARD MaikelTudor Pro Cycling Team"8TESFATSION NatnaelMovistar Team"9VAN UDEN CasperTeam Picnic PostNL"10VENTURINI ClémentArkéa - B&B Hotels" Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1AYUSO JuanUAE Team Emirates – XRG28:41:242GANNA FilippoINEOS Grenadiers0:353TIBERI AntonioBahrain – Victorious0:364GEE DerekIsrael – Premier Tech0:425HINDLEY JaiRed Bull – BORA – hansgrohe0:536PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:567LANDA MikelSoudal Quick-Step1:058DE LA CRUZ DavidQ36.5 Pro Cycling Team1:329BILBAO PelloBahrain – Victorious“10CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step1:38 Fotografia de destaque: LaPresse ### Portugal fecha Taça das Nações de pista com sensações positivas Diogo Narciso, 4.º no omnium, foi o destaque da participação de Portugal na ronda turca da Taça das Nações de pista. Foram três dias de provas em Konya, na Turquia, durante os quais Portugal aproveitou para rodar a equipa e ver Diogo Narciso confirmar-se na pista perante um forte pelotão na Taça das Nações. O atleta da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car competiu no omnium e foi o destaque da comitiva portuguesa. Narciso foi 10.º no scratch, 11.º na tempo race, 10.º na eliminação, mas uma espetacular corrida por pontos promoveu-o ao 4.º posto final. “O Diogo fez um programa de omnium de muito boa qualidade, nas primeiras corridas fomos bastante regulares, sempre a fechar o top-10. (...) Na corrida por pontos o Diogo revelou que estava no lote dos mais fortes (…) É um atleta que faz muito bem a corrida por pontos. As condições na pista eram bastante adversas, com um ar extremamente difícil de respirar. É muito importante termos em conta o processo que fazemos ao longo do dia e o Diogo fez muito bem esse processo. Chegámos à última corrida sem ter tanto desgaste como outros adversários. Não nos surpreende.” Gabriel Mendes, selecionador nacional, em comunicado da FPC. Ler mais | Entrevista Iúri Leitão, o campeão que salvou a carreira na pista Foto: FPC Ronda de domingo A ronda da Taça das Nações que decorreu em Konya (Turquia) fechou no domingo com Daniela Campos, no omnium. A algarvia foi 10.ª no scratch, 15.ª na tempo race e 6.ª na eliminação, iniciando a corrida por pontos com 64 pontos. No último teste Daniela Campos não pontuou e fechou 12.ª em 24 corredoras. Já a dupla Miguel Salgueiro e João Matias fez um bom madison, pontuando em cinco sprints e dando uma volta ao pelotão. A prova foi ganha pelos espanhóis Albert Torres/Sebastian Mora (94 pontos) e os portugueses terminaram no 7.º posto com 34 pontos. O madison é talismã para Portugal, que se estreou a vencer nesta disciplina na Taça das Nações em 2023 e continuou a história de sucesso nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Recordemos que o evento turco arrancou na sexta-feira com dupla presença portuguesa na pista, com João Matias 10.º classificado na eliminação. A prova pontua para o Mundial de Santiago do Chile, que se realiza entre 22 e 26 de outubro, sempre com os Jogos Olímpicos de Los Angeles como meta final. Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 ### Jorgenson e Sheffield vencem na festa dos EUA no Paris-Nice Etapa para Magnus Sheffield e título para Matteo Jorgenson no dia dos EUA no Paris-Nice. João Almeida (6.º) faz melhor resultado na prova. A riviera francesa pintou-se de azul, vermelho e branco no fecho do Paris-Nice, com os estadunidenses Magnus Sheffield e Matteo Jorgenson como mestres de cerimónias. Foi uma espécie de quatro de julho antecipado. A banda tocou o "The Star-Spangled Banner" – hino dos EUA – e dois miúdos nascidos do outro lado do Atlântico foram os reis em Nice. Magnus Sheffield, de Rochester (Nova Iorque), chegou a Nice primeiro para se estrear a ganhar no WorldTour aos 22 anos. Como nos grandes concertos, abriu o palco para o cabeça de cartaz: Matteo Jorgenson, de Boise (Idaho), o primeiro nativo estadunidense a vencer edições consecutivas do Paris-Nice. Como Anquetil, Merckx ou Kelly, lendas do ciclismo, Jorgenson mostrou classe para sobreviver ao granizo, ao frio e até à falta de equipa. Na etapa final lutou sozinho, isolado dos outros Visma, e fechou na 2.ª posição vendo ao longe a festa de Sheffield, que tal como ele se formou na equipa júnior Hot Tubes. Ao lado de Jorgenson no pódio ficaram o alemão Florian Lipowitz (Red Bull-Bora) e o neerlandês Thymen Arensman (Ineos Grenadiers). Almeida bateu Vingegaard em La Loge des Gardes.Foto: A.S.O. Billy Ceusters O melhor João Almeida de sempre Após ter sido 2.º na Comunidade Valenciana e 2.º na Volta ao Algarve, sair do Paris-Nice com um 6.º posto final sabe a pouco, mas o melhor João Almeida de sempre nesta prova caiu de pé. Afetado pelo frio dos últimos dias, apareceu fragilizado e sofreu nas duras montanhas dos Alpes Marítimos. Só que o português é dos duros e foi ao limite das forças para segurar um lugar nos 10 melhores. Em 2022 foi 8.º e venceu a Juventude e em 2024 foi 11.º. Este ano vimos o corredor da UAE Emirates tornar-se o primeiro português a vencer no Paris-Nice e fazer a melhor geral em três presenças. João Almeida voltará a correr na Volta ao País Basco, em abril, como explicou em entrevista ao TopCycling. ### Cape Epic 2025 - Prólogo A Cape Epic 2025 arrancou hoje com um prólogo de 26 km, onde os especialistas de Cross-Country tinham oportunidade de mostrar as suas capacidades num percurso curto e técnico. Categoria elite feminina Annika Langvad fez um regresso triunfal ao profissionalismo, conquistando a vitória ao lado de Sofia Gomez Villafane (Toyota Specialized), mas com apenas três segundos de vantagem sobre a dupla Margot Moschetti / Samara Sheppard (e-FORT x ChemChamp). O terceiro lugar ficou para a dupla de Vera Looser e Alexis Skarda (Efficient Infiniti SCB SRAM), já a mais de um minuto. Sofia Gomez Villafane e Annika Langvad - Créditos: Barnardt/Cape Epic Classificação UCI Feminina – Prólogo PosiçãoEquipaAtletasTempoDiferença1ºToyota SpecializedAnnika Langvad / Sofia Gomez Villafane1:12:33-2ºe-FORT x ChemChampMargot Moschetti / Samara Sheppard1:12:36+3s3ºEfficient Infiniti SCB SRAMVera Looser / Alexis Skarda1:13:49+1:164ºCannondale ISB SportMonica Calderon Martinez / Tessa Kortekaas1:15:45+3:125ºTitanRacing SE HoneycombBianca Haw / Hayley Preen1:15:50+3:176ºGhost Factory RacingNadine Rieder / Anne Terpstra1:16:10+3:377ºBMC MTB RacingLinda Indergand / Ronja Blöchlinger1:16:35+4:028ºBuff-MegamoJanina Wüst / Txell Figueras1:16:50+4:179ºKTM AlchemistChiara Teocchi / Greta Seiwald1:17:05+4:3210ºWilier-PirelliGiorgia Marchet / Giada Specia1:17:20+4:47 Categoria elite masculina Entre os homens, os italianos Luca Braidot e Simone Avondetto (Wilier-Vittoria) dominaram a etapa, mostrando que o percurso curto favoreceu os especialistas em XCO. A 20 segundos, na segunda posição, ficaram outros especialistas neste tipo de percurso, Nino Schurter e Filippo Colombo (Scott-SRAM MTB Racing), os únicos a terminarem a menos de um minuto dos vencedores. O top 3 fechou com Marc Pritzen e Wessel Botha (Honeycomb 226ers), a 1:04 da frente. Já os vencedores do ano passado, Matthew Beers e Keegan Swenson, perderam mais de 2:30. O melhor português foi Tiago Ferreira, em dupla com o espanhol David Valero na equipa BH Coloma, terminando na 11.ª posição, a 2:58 dos vencedores. José Dias, em dupla com Pablo Rodríguez na equipa Buff Megamo 2, terminou na 15.ª posição a 3:39 dos vencedores. Simone AVONDETTO e Luca BRAIDOT - Créditos: Nick Muzik/Cape Epic Classificação UCI Masculina – Prólogo Aqui está a atualização da tabela do prólogo da Cape Epic 2025 com os dados corretos: Resultados do Prólogo da Cape Epic 2025 – UCI Masculino PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1ºWilier-VittoriaLuca BraidotSimone Avondetto0:59:45-2ºScott-SRAM MTB RacingNino SchurterFilippo Viero Colombo1:00:05+20s3ºHoneycomb 226ersMarc PritzenWessel Botha1:00:49+1:044ºImbuko ChemChamp Marco JoubertTristan Nortje1:00:55+1:105ºMitoQ NZ Cycling ProjectCraig OliverBen Oliver1:01:00+1:156ºORBEA Leatt Speed CompanyLukas BaumGeorg Egger1:01:15+1:307ºTorpado Kenda FSA 2Jakob DorigoniGioele De Cosmo1:02:04+2:198ºTorpado x SingerFabian RabensteinerSimon Stiebjahn1:02:06+2:219ºOutride Toyota SongoMatthew BeersKeegan Swenson1:02:18+2:3310ºKlimatiza OrbeaSamuele PorroMarc Stutzmann1:02:39+2:54 Vídeo do prólogo https://www.youtube.com/watch?v=6B9y-iwPwpk Amanhã começa a verdadeira corrida, onde os especialistas de maratona poderão colocar nos trilhos as suas capacidades. A Cape Epic 2025 está lançada, serão dias intensos e cheios de surpresas, onde a vitória só está garantida no ultimo dia ao cruzar a meta, um pouco à semelhança do que acontece na mítica corrida do desporto motorizado, Dakar. ### As novas cores Project One da Trek A Trek aumentou a sua coleção de pinturas Project One Trek Signature com três novas combinações de cores EnvironOxide™: Moondust, Desert Mauve e Mojave Red. Estas pinturas do Project One são produzidas a partir de pigmentos de tinta de baixo impacto ambiental, extraídos a partir do ferro de cursos de água poluídos. Ler mais | REVIEW – Sapatos Trek RSL Knit Oxide Recovery A equipa Project One da Trek criou estas cores em parceria com a Iron Oxide Recovery, Inc., uma empresa que remove e recupera o excesso de ferro de cursos de água contaminados para criar um amplo leque de produtos, incluindo pigmentos para tintas. Este processo não só ajuda a limpar os cursos de água da comunidade, como também reduz a necessidade de extrair os minerais de óxido de ferro em bruto, que tradicionalmente são utilizados para produzir pigmentos para tintas. Novas cores Moondust, Desert Mauve e Mojave Red Com estas três novas cores, existem agora quatro opções na coleção de pinturas EnvironOxide para selecionar no momento de personalizar uma bicicleta Project One. A Raw Lithos*, lançada em 2024 com a nova Checkmate SLR, é inspirada nos em terrenos desérticos e nos caminhos de terra. A nova Moondust evoca paisagens lunares esbranquiçadas, enquanto a Desert Mauve joga com os tons geológicos cinzentos e roxos e o Mojave Red abraça tons desérticos de cor vermelha, laranja e castanha. As novas cores estão agora disponíveis em todos os modelos de bicicletas de estrada premium da Trek através do Project One. Os ciclistas podem personalizar a sua bicicleta de sonho nas rede de distribuidores autorizados Trek em todo o mundo. ### A outra foto icónica da Strade Bianche é de um português David Raquel é fã de ciclismo e fez uma foto que fica na história da Strade Bianche. Reportagem TopCycling em Siena. Por esta altura, um fã de ciclismo atento já conhece a história da fotografia de Tadej Pogacar celebrando a vitória na Strade Bianche. O autor é Alen Milavec, amigo e fotógrafo oficial do Canibal dos tempos modernos. Ao site espanhol Relevo, Milavec contou que pagou 50 euros para reservar uma varanda num restaurante na Piazza del Campo e que passou o dia a comer presunto italiano à espera do disparo certeiro. "A ideia ficou perfeitamente refletida no resultado final. Queria transmitir algo similar ao filme 'Gladiador', como se o Pogi estivesse a entrar no Coliseu romano". Alen Milavec ao site Relevo. Ler mais | Strade Bianche: Guia para viajar, ver e pedalar no sterrato da Toscana O post de Pogacar com a foto do amigo Milavec.Foto: Alen Milavec David Raquel sacou uma instantânea fabulosa A foto viralizou e foi partilhada por todo o lado, quase sempre sem os devidos créditos. É notável como se desumaniza o autor, se usurpa o trabalho de um profissional, sem a decência de o identificar ou à agência que representa. Nas redes proliferam contas de ciclismo que não produzem conteúdo, não tiram fotos nem fazem vídeos. Limitam-se a copiar o que outros criaram. Cabe ao consumidor ser exigente com o que vê e onde deixa o seu like. Quis o destino que o TopCycling descobrisse uma história parecida com a do fotógrado de Pogacar, só que o protagonista é português. Ler mais | Strade Bianche – Pogacar e Vollering impõe-se O fotógrafo Alen Milavec foi "apanhado" pela lente de David Raquel.Foto: David Raquel "A foto da Demi foi pensada e ensaida" David Raquel gosta tanto de pedalar como de fotografar, por isso foi ver a Strade Bianche e correr o Gran Fondo onde esteve o nosso Beltrão. É o amigo que todos queremos ter: organiza as viagens, escolhe o hotel, marca os percursos e ainda tira fotos brutais. Enquanto Alen Milavec esperava à varanda pela chegada dos homens, uns metros abaixo o português viu potencial para uma instantânea original e captou a vitória de Demi Vollering horas antes do esloveno. "Fiz um 'ensaio' ao enquadramento enquanto esperávamos que a corrida chegasse. A foto da Demi foi pensada e ensaida, mas quando pensei nessa foto não sabíamos se seria da Demi ou da Van der Breggen. Há aquele enquadramento tipico da chegada da Strade Bianche e eu quis experimentar o contrário. O Milavec pelos vistos pensou o mesmo, mas estava uns metros mais alto." David Raquel ao TopCycling. Post retirado do Instagram de Demi Vollering.Foto: David Raquel Wow amazing photo Demi Vollering é um fenómeno de popularidade no pelotão feminino. Só no Instagram tem 333 mil seguidores. O peso mediático vai além das corridas. A neerlandesa move milhões e é patrocinada por gigantes como Nike e Specialized, que graças a Vollering passaram a patrocinar também a FDJ-Suez. Conhecida pela proximidade no trato com os fãs, deu exemplo disso mesmo ao escrever a David Raquel. "Fiz um story e identifiquei-a, passado uns cinco minutos recebi uma mensagem privada dela a dizer: 'Wow amazing photo'. Agradeci e continuei a minha vida, sem imaginar que a história fosse desenvolver mais que isso. Entretanto a Demi partilhou esse story e no dia seguinte voltou a enviar-me uma mensagem a dizer que adorava a fotografia e se eu lha podia enviar que ela queria expor em casa." David Raquel ao TopCycling. Depois da expedição à Toscana segue-se o Gran Fondo Alpe d'Huez, no verão. Para 2026 já há um novo desafio agendado: Volta à Flandres rodeado de 15 mil cicloturistas. Arquiteto de formação, David Raquel é comercial de equipamentos industriais.Foto: David Raquel ### Tirreno-Adriático - Pidcock impressiona em dia de Ayuso Sexta etapa do Tirreno-Adriático ligou Cartoceto a Frontignano. 163 km de extensão num dia para os melhores trepadores decidirem a geral - foi o que fez Juan Aysuso (UAE Emirates XRG). A Q36.5 Pro Cycling também continua em grande. O Tirreno-Adriático continua a mostrar a forma de Tom Pidcock, que foi o melhor logo atrás do espanhol. Ler mais | Tom Pidcock e INEOS: Fim do percurso Créditos: LaPresse Etapa 6 do Tirreno-Adriático Dia que terminava com a ascensão a Frontignano - categoria especial de 7,6 km a 7,9% para os melhores escaladores e favoritos à geral ordenarem a classificação da corrida. Uma fuga de oito homens marcou a etapa, com nomes fortes, onde se destacavam dois que já venceram este ano: Andrea Vendrame (Decathlon AG2R La Mondiale Team) - terceira etapa do Tirreno; e Magnus Cort Nielsen (Uno-X Mobility) - hat trick de vitórias n'O Gran Camiño. Ayuso Pesquera Juan of Uae Team Emirates winner of the stage during the 60th Tirreno - Adriatico 2025, Stage 6 from Cartoceto to Frontignano (Ussita) - on March 15, 2025 in Cartoceto, Marche, Italy. (Photo by Massimo Paolone/LaPresse) Os fugitivos foram apanhados já na última subida do dia. As equipas dos favoritos intensificaram o ritmo para por Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) em dificuldades. A 4 km do fim, ataque de Juan Ayuso, que só levou consigo Tom Pidcock, Jai Hindley (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Mikel Landa (Soudal Quick-Step). O britânico resistiu na roda do espanhol por alguns metros, mas acabou por não aguentar. Ayuso seguiu para a vitória com um solo de 3 km. Pidcock terminou em segundo, e Hindley fechou o pódio. Ganna perdeu 0:50, e cede a camisola de líder ao espanhol da UAE Emirates XRG. Ayuso Pesquera Juan of Uae Team Emirates winner of the stage during the 60th Tirreno - Adriatico 2025, Stage 6 from Cartoceto to Frontignano (Ussita) - on March 15, 2025 in Cartoceto, Marche, Italy. (Photo by Massimo Paolone/LaPresse) Pidcock impressiona e Ayuso confirma O espanhol parece estar no seu ano de afirmação na elite do ciclismo mundial. Considerado um dos maiores talentos do desporto, faltavam as vitórias de forma consistente. Com apenas 22 anos, alcançou a terceira vitória da época, e está bem encaminhado para garantir a vitória na geral do Tirreno-Adriático. Já Tom Pidcock está a renascer na nova equipa. O britânico, que este ano se mudou para a Q36.5 Pro Cycling Team, tem-se demonstrado em grande nível nas provas de etapas: duas etapas e geral no AlUla Tour, uma etapa e terceiro lugar na Volta a Andalucia e segundo lugar na Strade Bianche. Na sexta etapa da corrida italiana, foi o que melhor respondeu a Juan Ayuso na alta montanha. Terminou em segundo, e comandou a perseguição no seu grupo. Parece estar a tornar-se num trepador cada vez mais capacitado. Ler mais | Pidcock e Hirschi revolucionam a categoria ProTeam Créditos: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=2BiwNEvW5Gg&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 6 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG4:14:022PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:133HINDLEY JaiRed Bull - BORA - hansgrohe"4LANDA MikelSoudal Quick-Step0:155TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:206GEE DerekIsrael - Premier Tech"7DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:368HEALY BenEF Education - EasyPost0:429JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility0:4510FORTUNATO LorenzoXDS Astana Team0:50 Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG25:33:172TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:373GANNA FilippoINEOS Grenadiers0:384GEE DerekIsrael - Premier Tech0:425HINDLEY JaiRed Bull - BORA - hansgrohe0:536PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team0:567LANDA MikelSoudal Quick-Step1:058DE LA CRUZ DavidQ36.5 Pro Cycling Team1:329BILBAO PelloBahrain - Victorious"10CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step1:38 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Paris-Nice: Jorgenson segura amarela no dia de Storer Campeão em título, Matteo Jorgenson, está a um dia de vencer o segundo Paris-Nice consecutivo. Michael Storer (Tudor) em Auron. O Paris-Nice deste ano tem sido um desafio de sobrevivência diário devido às temperaturas gélidas e este sábado não foi diferente para o pelotão liderado por Matteo Jorgenson. A neve acompanhou a chegada à estância invernal de Auron, onde pela primeira vez acabou uma etapa da prova francesa. Subida de 7,3 km com inclinação média de 7,2 % e que foi a única séria dificuldade montanhosa da jornada. O mau tempo obrigou a modificar o plano original – de 147,8 km passou a ter 109 km eliminando-se Côte de Belvédère e La Colmiane. Uma etapa com mais de 3000 m de acumulado passou a 2300 e isso fez com que o grupo de favoritos só se mexesse nos últimos metros. Ler mais | Paris-Nice: UAE a dormir e João Almeida diz adeus à geral Foto: Ronan Merot/Tudor João Almeida chega à etapa final no 5.º posto Era dia para tentar desde a fuga e um grupo de 15 homens lançou-se para a frente nas primeiras movimentações. Sobreviveu Michael Storer, que não só se estreou a ganhar pela Tudor, como também saltou a 4.º na classificação geral ficando a 2:25 de Matteo Jorgenson. O líder da corrida e campeão em título teve uma jornada pacífica, bem diferente da que o espera no domingo. Etapa clássica do Paris-Nice, curta e explosiva, subidas duras e final no Passeio dos Ingleses, em Nice. Como disse o ciclista da Visma no final da 7.ª etapa: “A corrida não termina até realmente terminar.” Jorgenson tirou a amarela a Brandon McNulty no último dia em 2024, portanto sabe que para levar o segundo Paris-Nice consecutivo é preciso saber sofrer até ao último risco de meta. João Almeida chega à etapa final no 5.º posto – a 2:40 de Jorgenson – e espera-se que a UAE Emirates seja das equipas mais irrequietas na etapa final. McNulty é 7.º a 3:05 da liderança, pelo que a equipa tem mais do que uma carta para jogar. Ler mais | Paris-Nice: João Almeida bota lume em dia gelado (vídeo) Foto: A.S.O. Billy Ceusters ### Strade Bianche: Guia para viajar, assistir e pedalar pelo Sterrato da Toscana Assim como fiz o ano passado na Paris-Roubaix, este ano fui assistir com um grupo de amigos à Strade Bianche. O que nos move não é só assistir à corrida profissional, é também participar no Granfondo, que nos permite passar nos mesmos locais que os nossos ídolos, sentir nas pernas "o filme" ao qual assistimos há tantos anos pela televisão. Vídeo 1 - Pedalar pela Toscana e ver os profissionais https://youtu.be/seJbagLZCyE?si=smnGNHpTormkbAzk A Experiência de assistir ao vivo à Strade Bianche Estar na Via Santa Caterina ou na Piazza del Campo é algo de surreal para quem, durante anos, assistiu pela televisão aos momentos do ciclismo ali passados. Além dos vídeos do topcycling que publiquei neste artigo, o David Raquel captou estes momentos com a sua câmera e eternizou também no formato de fotografia a nossa experiência. Créditos: David Raquel Enquanto aguardo por Tadej Pogacar e restantes guerreiros do Sterrato, olho para as barreiras que separam a multidão do local onde vão passar os ciclistas e penso: "Se não houvesse barreiras, como é que eles passavam aqui?". Mas depois também pensei que mesmo com as barreiras a separarem-nos, os melhores ciclistas do mundo passam tão perto que quase sentimos a deslocação do ar, entre os gritos de apoio dos fãs ainda ouvimos a respiração dos ciclistas. Fizemos parte daquilo que tantas vezes vimos pela televisão, fizemos parte do cenário e da atmosfera. Foto: David Raquel Com todo o respeito pelas restantes modalidades desportivas, não conheço nenhuma onde possamos partilhar, nem que seja por breves instantes, a modalidade com os nossos ídolos. Nenhuma onde possamos assistir à elite mundial daquele desporto a competir a menos de dois metros de distância, sem barreiras de vidro ou bilhetes VIP a separar-nos. Paulo e Zélia Matias são os nossos Porta Estandarte - Créditos: David Raquel Não há outro desporto assim, que permita esta experiência sem pagar bilhete, nisto o ciclismo é único. Siena Respira Ciclismo, mas não só Já estive em Roubaix e posso-vos falar da diferença entre uma cidade que acolhe um monumento e outra que acolhe uma prova candidata a monumento daqui por uns anos. Nascer do sol em Siena - Créditos: David Raquel Em Roubaix, a cidade parece alheia ao que ali se passa, fora da zona da prova, tudo segue o seu ritmo normal, sem grandes indícios de que o inferno do Norte está a acontecer. Além disso, a cidade em si (uma cidade industrial) não tem grande beleza ou locais para visitar. Siena é exatamente o oposto. A cidade veste-se para o evento, como se o próprio ciclismo fizesse parte do seu ADN, lojas com bandeiras da Strade Bianche, montras decoradas com t-shirts do evento, lojas que nada têm a ver com ciclismo colocam bicicletas nas montras, restaurantes que exibem orgulhosamente o amor pelo ciclismo. Comércio em Siena, no fim de semana que acolhe a Strade Bianche - Créditos: Topcycling Respira-se a prova em cada rua quando passeamos pela bela cidade de Siena, que pela sua arquitetura já nos enche a alma de romance. Siena - Créditos: Topcycling E depois há a Piazza del Campo. Magnífica, carregada de história, palco de tantas glórias – e não só no ciclismo. Piazza del Campo, Siena - Créditos: Topcycling A Toscana tem uma longa tradição equestre, e é aqui que se realiza o famoso Palio di Siena, uma corrida de cavalos que incendeia paixões. https://twitter.com/SeeItalyTravel/status/1762199145765327074 Nem sabia que existia este evento, reparei numa fotografia colocada num dos restaurantes da Piazza del Campo, perguntei ao funcionário quantos anos tinha a fotografia (pensando que seria do tempo dos romanos) e ele responde-me que é recente, que existe aquela corrida de cavalos todos os anos. Fotografia num restaurante na Piazza del Campo, ilustra o evento Palio di Siena. Embora a Strade Bianche tenha origem noutra prova que era a L'Eroica, a corrida de ciclismo com a denominação Strade Bianche só existe desde 2007. O Palio di Siena (corrida de cavalos) existe desde o século XIII. Créditos: David Raquel A "juventude" da Strade Bianche não impede que esta tenha o seu protagonismo, neste fim de semana também esta toma conta das ruas e da praça, o protagonismo é todo das bicicletas. Granfondo Strade Bianche: Prova, inscrição, viagem, bicicleta e equipamento No dia seguinte à corrida dos profissionais, chega a nossa vez. Sete mil inscritos, com inscrições esgotadas em uma hora, três meses antes. Conseguir inscrição foi algo parecido com conseguir um bilhete para um concerto dos U2 ou Coldplay! Partida do Granfondo Strade Bianche - Créditos: Massimo Paolone/LaPresse Para quem pense em ir, aconselho que estejam em frente ao computador no momento de abertura das inscrições, se não der, é fazer "refresh" até conseguirem. Rezar um bocadinho também pode ajudar. A inscrição custa cerca de 120€, inclui oferta de jersey e colete da prova, os italianos oferecem muito mais que os franceses do Paris-Roubaix Challenge, que não oferecem nada! Não é a oferta que me faz diferença, vou para viver uma experiência e pagaria na mesma, mas receber o brinde sabe sempre bem. Depois do desgaste acumulado durante os 138 quilómetros e 2000 metros de desnível acumulado (do Granfondo), entrar na via Sta. Caterina, ver o apoio das pessoas, sentir nas pernas aquela subida e conseguir fazê-la a pedalar, torna a chegada à Piazza del Campo numa memória e experiência difícil de explicar. Créditos: David Raquel É algo muito intenso e que só entende quem faz, mas que aconselho a quem gosta deste tipo de eventos. Apesar de serem milhares de inscritos, acabamos por poder usufruir bem da experiência e a prova está bem organizada na minha opinião (ver vídeo). Vídeo 2 - Granfondo Strade Bianche https://youtu.be/L6x6qXiqTEg?si=01jmuRR2A_o62scj Outros conselhos úteis que posso dar é marcar a estadia e os voos com antecedência, não só para garantir disponibilidade, mas também para evitar preços exorbitantes. Que bicicleta e pneus levar? Alugar bicicleta compensa? Se há prova onde vale a pena levar a nossa própria bicicleta, esta é uma delas. Quando se pedala em pisos específicos, como empedrado (no caso da Roubaix ou Flandres) ou terra batida neste caso, não se quer deixar a escolha dos pneus e da bicicleta a cargo de uma empresa de aluguer. Tendo isto em conta, para este tipo de provas eu prefiro levar a minha bicicleta. Uma má escolha de pneus ou bicicleta pode arruinar toda a experiência. Eu levei uma Specialized Roubaix SL8 com pneus S-works Mondo 32mm., uma bicicleta fiável e eficiente mas que para mim, não era a melhor opção. Specialized Roubaix SL8 Expert - Créditos: Topcycling O sistema Future Shock é excelente para a brutalidade da Paris-Roubaix por exemplo, mas aqui é um peso extra e faz com que a frente da bicicleta seja mole nas subidas mais íngremes, quando pedalamos de pé. Hoje em dia, com bicicletas que aceitam pneus 32mm ou 38mm, o próprio pneu já absorve grande parte das irregularidades (sem necessidade de outros mecanismos). Para esta prova, teria preferido uma bicicleta mais leve e com uma geometria um pouco mais agressiva, mas a Roubaix levou-me até à meta e isso nestas ocasiões é o mais importante. Luís Beltrão no início do sector Monte Sante Marie - Créditos: Topcycling Queres fotografias da prova? Paga Quando saímos de Portugal, apercebemo-nos do alto nível que alguns organizadores de Granfondos têm no nosso país. Este Granfondo estava bem organizado, mas existem eventos em Portugal com o mesmo nível de organização, alguns até superiores! A título de exemplo, partilho com vocês a questão das fotografias da prova. Em Portugal pagas uma inscrição (de valor muito inferior ao que paguei neste evento) e além do normal, que é o seguro, o dorsal, o percurso e uma refeição no final, podes ir às redes sociais e obter gratuitamente uma fotografia tua no evento. Aqui, eles fornecem-te um código, entras numa plataforma onde tens todas as tua fotos durante o evento e caso queiras, pagas 21€ por uma fotografia, ou 50€ pelo pack completo. Valorizemos o que é nosso, neste aspecto, Portugal é um paraíso. Deixo uma palavra de apreço aos organizadores nacionais e aos fotógrafos dos Granfondos em Portugal, bem hajam. Luís Beltrão Transportar a bicicleta no avião O transporte da bicicleta no avião custou-me 120€ ida e volta. Uma boa mala de transporte é crucial para que a nossa máquina não chegue danificada, pois o tratamento da bagagem nos aeroportos, não é feito com mãos de veludo. Usei uma mala EVOC Road Bike Pro, que considero uma excelente opção porque tem a parte superior rígida, protegendo bem os componentes, e permite transportar a bicicleta sem necessidade de desmontar o guiador, o que facilita bastante o processo de embalar e desembalar a bicicleta. Mala de transporte Evoc permite transporte da bicicleta, sem necessidade de desmontar mais do que as rodas. Créditos: David Raquel Além disso, esta mala de transporte é bastante prática de manusear tanto nos aeroportos, como pelas ruas com pisos irregulares, nas ligações com o alojamento. EVOC Road Bike Pro - Créditos: Topcycling Aluguer de mala de transporte Para quem não quer gastar uma fortuna numa mala destas (porque viaja pouco), há sempre a opção de aluguer – no meu caso, aluguei na Bike Village, uma loja Cervélo na zona de Lisboa que disponibiliza estas malas a um preço diário. Pedalar na Toscana Já pedalei em muitos sítios pelo mundo, mas pedalar na Toscana é uma experiência diferente. Cada curva que fazemos revela uma paisagem digna de um quadro renascentista, mesmo que não queiras, vais estar sempre de telemóvel na mão a fotografar. Paisagem na Toscana - Créditos: Topcycling Se queres fazer o Granfondo a competir (nem que seja contra ti, andar rápido e fazer o teu melhor sem ser a passear), faz um favor a ti próprio, reserva uns dias antes ou depois da prova para poder pedalar a passear (de preferência antes, porque assim podes fazer um pequeno reconhecimento aos sectores do Granfondo). L'Eroica é uma rota de bicicleta que deu origem a um evento de bicicletas não competitivo com o mesmo nome, que por sua vez deu origem à actual Strade Bianche.Créditos: Topcycling Pedalar ali e poder desfrutar tanto da paisagem como da atmosfera da zona, a gastronomia, é algo único, se só pedalares no dia do Granfondo não vais usufruir tão bem de tudo isto. A glória não é só para quem ganha corridas, é também para quem termina uma pedalada e depois se senta com uma cerveja e uma fatia de pizza a saborear o momento. Paisagem na Toscana - Créditos: Topcycling Orçamento Os preços podem variar, tendo em conta a antecedência com que se marcam as estadias e os voos, mas também se vais optar por transportes públicos ou aluguer de viaturas para te deslocares por lá, são tudo contas e planeamento que deves fazer. Créditos: Topcycling No nosso caso, tudo foi planeado com mais de seis meses de antecedência, alugámos viaturas, alugámos uma casa e dividimos a despesa por todos (fomos um grupo de nove pessoas). Por exemplo, na Paris-Roubaix andámos de transportes públicos, mas desta vez chegámos à conclusão de que seria melhor alugar viaturas. Entre viagens, inscrições, alojamento e refeições, o orçamento foram cerca de 900 euros, para quatro noites (cinco dias, de quinta a segunda-feira). Tanto a Strade Bianche, como o Granfondo Strade Bianche são muito mais do que uma corrida, são uma experiência turística, uma viajem na qual vais usufruir mais além da bicicleta e das corridas. É um evento que nos permite estar incrivelmente próximos dos nossos ídolos, e que nos dá a oportunidade de viver a experiência pedalando pelos mesmos caminhos de sterrato onde os profissionais escrevem a história. Créditos: Topcycling Se há um lugar onde o ciclismo se torna poesia é ali, foram momentos e memórias que vou guardar para sempre. Luís Beltrão - Créditos: David Raquel Espero com este artigo ajudar e motivar mais pessoas a fazerem o mesmo. ### Specialized apresenta a nova gama de pneus 2025 A Specialized apresentou a gama de pneus para 2025 com, segundo informa a marca, os pneus mais rápidos, leves e duráveis até agora. Com quase 50 anos de inovação, a Specialized refinou os aspetos do desempenho, desde os padrões de piso aos compostos, todos testados nos mais altos níveis de competição. Ler mais | Specialized apresenta novas Rodas, Pneus e Selim Pneus de Estrada RapidAir TLR – 33 segundos mais rápido em 40 km, o pneu de estrada sem câmara de ar mais leve do mundo (220 g), maior aderência e confiança em curva. S-Works Turbo TLR – Resistência ao rolamento 10% mais baixa, 20 g mais leve, aerodinâmica otimizada e construção resistente os furos. Mondo TLR – Pneu de endurance, resistente a furos, pronto para a competição, com versatilidade em piso molhado/seco e velocidade vencedora do Paris-Roubaix. Mondo Folding – Proteção tripla de ponta a ponta, aderência de elite em curva e desempenho versátil para treino e competição. Pneus de Gravel Pathfinder TLR – Rolamento 19% mais rápido, carcaça 30% mais resistente a cortes em comparação com a carcaça anterior S-Works e tração superior para qualquer aventura em gravel. Tracer TLR – Rasto largo para estabilidade, 65 g mais leve, estrutura reforçada para durabilidade em terrenos mistos. Terra TLR – Rasto leve e de alta tração para um controlo seguro em superfícies soltas e técnicas. Pneus de Cross-Country Air Trak – O pneu de XC mais rápido de sempre de competição, 60 g mais leve, carcaça Flex Lite para aderência, controlo e velocidade. Fast Trak – Rolamento 5% mais rápido, rasto Block-In-Block otimizado e estrutura ultraleve para o máximo rendimento em XC. Pneus de Trail e Enduro Estes pneus são desenvolvidos em conjunto com rodas Roval para o máximo desempenho, combinando velocidade, força e resistência aos furos. A Specialized aconselha combinar os pneus Eliminator e Butcher com rodas Roval Traverse SL ou Traverse HD, onde a tecnologia FlatStop e as carcaças leves e duráveis garantem um controlo incomparável e uma proteção contra furos. Butcher – Mais 12% de contacto com a banda de rodagem, composto GRIPTON T9 para máxima tração, amortecimento e durabilidade. Eliminator – Rasto desenhado para subida e travagem superiores, opções de carcaça Grid Trail e Grid Gravity para velocidade e aderência. Atualização da EmbalagemA embalagem vermelha destaca os pneus Specialized "Made in Racing", desenvolvidos em estreita colaboração com equipas do World Tour e da Taça do Mundo de MTB. As caixas dos Cannibal, Cotton e RapidAir apresentam um design vermelho para simbolizar que estes são os pneus utilizados pelos ciclistas profissionais. Podes saber tudo sobre a nova gama de pneus para 2025 no site da Specialized. ### Portugal na Taça das Nações de pista de olho em Los Angeles 2028 Ronda turca é a única da Taça das Nações de pista este ano e serve de preparação para o início da qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Após a gigante participação no Europeu de pista, Portugal regressa ao velódromo em pleno ciclo de preparação para Los Angeles 2028. Com o objetivo final a três anos e meio de distância, o selecionador nacional Gabriel Mendes aproveitou para convocar alguns atletas menos rodados para Taça das Nações que decorre em Konya, na Turquia, até domingo. “Esta prova é muito importante por ser a única Taça das Nações que temos este ano. O nosso objetivo é somar o máximo de pontos possível para o ranking das nações e para o ranking individual dos atletas, importantes para a qualificação para o Campeonato do Mundo. Queremos amealhar pontos para mantermos uma posição que nos permita atingir esse objetivo.” Gabriel Mendes em comunicado da FPC. Ler mais | Iúri Leitão, o campeão que salvou a carreira na pista | Entrevista No passado Europeu os gémeos Oliveira subiram ao pódio no madison.Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Sigam a ação em direto no Max No primeiro dia a seleção nacional só competiu na eliminação. João Matias foi 10.º classificado em 24 atletas (vitória do belga Jules Hesters), já Beatriz Roxo entrou em falso sendo a primeira eliminada na qualificação e ficando fora da final. Nas disciplinas olímpicas Portugal vai à pista com a dupla Miguel Salgueiro/João Matias no madison, enquanto Diogo Narciso e Daniela Campos farão o omnium, numa necessária renovação de cara a Los Angeles 2028. Confiram os horários ao fundo da página e sigam a ação em direto no Max sábado a partir das 15:00 e domingo a partir das 13:00. Ler mais | Iúri Leitão varre a pista no Europeu e dá o ouro a Portugal Maria Martins foi 3.ª no Europeu, no scratch, atrás de Fidanza e Wiebes.Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Apuramento olímpico mudou De momento não são conhecidos os critérios de qualificação para os Jogos Olímpicos, mas no ciclo para Paris 2024 aprendemos que um Mundial pontua o dobro de um Europeu e que as Taças da Nações estão no meio desta tabela complexa. Uma das novidades é o facto de a UCI ter simplificado a leitura dos rankings. Por exemplo, passamos de ter um ranking para cada disciplina a ter um ranking de endurance para o qual pontuam todas as provas em pelotão. O próximo apontamento importante dos pistards será o Mundial de Santiago do Chile, que se realiza entre 22 e 26 de outubro. Ler mais | Maria Martins e Rui Oliveira medalhados no Europeu de pista Sábado 7h50 - Qualificação do Omnium Masculino, Diogo Narciso 15h00 - Omnium Masculino I (Scratch), Diogo Narciso 15h40 - Omnium Masculino II (Tempo Race), Diogo Narciso 16h45 - Omnium Masculino III (Eliminação), Diogo Narciso 17h35 - Omnium Masculino IV (Corrida por Pontos), Diogo Narciso Domingo 7h25 - Qualificação do Omnium Feminino, Daniela Campos 9h25 - Qualificação do Madison Masculino, Miguel Salgueiro e João Matias 12h45 - Omnium Feminino I (Scratch), Daniela Campos 14h05 - Final do Madison Masculino, João Matias e Miguel Salgueiro 15h35 - Omnium Feminino II (Tempo Race), Daniela Campos 17h50 - Omnium Feminino III (Eliminação), Daniela Campos 19h30 - Omnium Feminino IV (Corrida por Pontos), Daniela Campos ### Paris-Nice: UAE a dormir e João Almeida diz adeus à geral Visma e Ineos dinamitam a 6.ª etapa do Paris-Nice e João Almeida fica a 2:40 de Matteo Jorgenson. Temperaturas geladas e muita chuva marcaram a jornada. Há dias em que mais vale não sair de casa e o sexto do Paris-Nice saldou-se com uma derrota em toda a linha da UAE Emirates de João Almeida face à Visma de Matteo Jorgenson. A formação neerlandesa amanheceu com uma baixa: Jonas Vingegaard, lesionado, abandonou a prova, situação que colocou João Almeida no pódio. No entanto, em vez de se irem abaixo, os homens de amarelo propuseram uma estratégia ofensiva e foram recompensados. Ler mais | Paris-Nice: João Almeida bota lume em dia gelado (vídeo) Foto: A.S.O. Billy Ceusters Visma atacou em bloco e partiu o pelotão Olhando para o papel, poucos antecipavam tantos perigos: 209,8 km planos, com um par de contagens de terceira categoria 65 e 50 km do final, cenário típico de chegada ao sprint. Só um elemento anunciava o perigo: o vento, que soprou a favor nas primeiras duas horas de corrida, onde se fez média de 47,2 km/h. Tudo mudou na descida do Côte des Baux-de-Provence, a cerca de 60 km da meta, quando a Visma atacou em bloco e partiu o pelotão. A Ineos de Thymen Arensman reagiu a tempo, tal como Florian Lipowitz (Red Bull-Bora) e Mathias Skjelmose (Lidl-Trek), isto é, do top 10 da geral só estes quatro corredores se salvaram! Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 Foto: A.S.O. Billy Ceusters UAE Emirates foi apanhada a dormir A UAE Emirates foi apanhada a dormir, não só no corte provocado na descida, mas na consequente perseguição. Pavel Sivakov descolou e Nils Pollitt ficou num grupo ainda mais atrasado, o que deixou João Almeida entregue a Ivo Oliveira e a Brandon McNulty. Não foi suficiente face aos blocos rivais e o corte transformou-se em perda de 1:54 no final da etapa, mais as bonificações que os rivais encontraram no sprint intermédio. Praticamente 2:00... demasiado para quem quer ganhar o Paris-Nice. Jorgenson sai reforçado e Almeida desmoralizado. Nada está perdido, mas virar a geral a duas etapas do fim deixa remotas chances de êxito. A etapa foi decidida no pequeno grupo que melhor trabalhou e no sprint reduzido Mads Pedersen bateu Joshua Tarling. Terceira vitória do dinamarquês no historial do Paris-Nice. Sábado a neve obrigou a modificar a etapa rainha, que passa de 147,8 km a 109km e terá muito menos desnível positivo acumulado. Um cenário ainda mais favorável à Visma. Top 10 da etapa 6 do Paris-Nice PosiçãoCiclistaEquipaTempo1PEDERSEN MadsLidl - Trek4:24:372TARLING JoshuaINEOS Grenadiers"3WATSON SamuelINEOS Grenadiers"4ZINGLE AxelTeam Visma | Lease a Bike"5SOBRERO MatteoRed Bull - BORA - hansgrohe"6SHEFFIELD MagnusINEOS Greandiers"7SKJELMOSE MattiasLidl - Trek"8JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike"9SCHACHMANN MaximilianSoudal Quick-Step"10ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers" Top 10 da Classificação geral do Paris-Nice PosiçãoCiclistaEquipaTempo1JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike20:52:572LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:403SKJELMOSE MattiasLidl - Trek0:594ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers1:205ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG2:406FOSS TobiasINEOS Grenadiers2:477SHEFFIELD MagnusINEOS Grenadiers2:548MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG3:059CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team3:2210TEJADA HaroldXDS Astana Team3:24 ### Tirreno-Adriático - Van der Poel volta a falhar vitória Quinta etapa do Tirreno-Adriático ligou Ascoli Piceno a Pergola. 205 km com muitas subidas e descidas ao longo do percurso para dificultar a vida aos ciclistas. Fredrik Dversnes (Uno-X Mobility) enganou o pelotão e triunfou isolado. Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) terminou a quarta etapa da corrida italiana em terceiro, e hoje foi segundo classificado. A vitória continua a escapar ao neerlandês. Ler mais | Tirreno-Adriático – Ben Healy prega partida ao pelotão Foto: LaPresse Etapa 5 do Tirreno-Adriático Um dia traiçoeiro para o pelotão, com um percurso muito acidentado que assentava a vários perfis de ciclista. Uma fuga de seis homens marcou o dia. Entre eles, destacou-se o norueguês Fredrik Dversnes. O grupo de fugitivos esteve na frente da corrida durante o início da etapa. Os ciclistas foram caindo da fuga, um a um, e a cerca de 8 km do fim, o norueguês seguia sozinho na frente. O pelotão, comandado pelas equipas dos favoritos, aproximava-se. Chegaram a tentar movimentações Tom Pidcock (Q36.5 Pro Cycling), Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) e Filippo Ganna (INEOS Grenadiers), mas sem sucesso. Foto: LaPresse No final, uma luta entre o pelotão e o homem da Uno-X Mobility, ganha por Fredrik Dversnes. O norueguês agarrou-se à vantagem que trazia, e chegou 0:07 à frente de um pelotão onde o melhor ciclista foi Mathieu Van der Poel. Roger Adrià (Red Bull - BORA - hansgrohe) fechou o pódio da etapa. Destaque negativo do dia vai para os abandonos de Afonso Eulálio (Bahrain - Victorious) e Rui Costa (EF Education - EasyPost). Foto: LaPresse Dversnes consegue a primeira e VdP volta a falhar O ciclista da Uno-X Mobility atingiu o melhor resultado da carreira na quinta etapa do Tirreno-Adriático - nunca tinha ganho uma corrida de categoria WorldTour. O campeão norueguês em 2023 também tinha sido segundo na geral do AlUla Tour e está a fazer um bom início de temporada. Já Mathieu Van der Poel voltou a falhar um objetivo. Depois de ter concluído a quarta etapa da corrida italiana em terceiro lugar, fecha hoje em segundo. Venceu uma vez este ano, na primeira corrida da época para o neerlandês, a Ename Samyn Classic - onde António Morgado foi 2º em 2024. Foto: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=x_mXMahCyfM&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 5 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1DVERSNES FredrikUno-X Mobility5:04:562VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck0:073ADRIÀ RogerRed Bull - BORA - hansgrohe"4CICCONE GiulioLidl - Trek"5ARANBURU AlexCofidis"6PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling"7GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ"8JOHANNESSEN Tobias HallandUno-X Mobility"9BILBAO PelloBahrain - Victorious"10VELASCO SimoneXDS Astana Team" Top 10 da Classificação geral do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers21:19:032AYUSO JuanUAE Team Emirates – XRG0:223TIBERI AntonioBahrain – Victorious0:294GEE DerekIsrael – Premier Tech0:345CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step0:366VAUQUELIN KévinArkéa – B&B Hotels0:417DE PLUS LaurensINEOS Grenadiers0:458GRÉGOIRE RomainGroupama – FDJ0:489DE LA CRUZ DavidQ36.5 Pro Cycling Team0:5410BILBAO PelloBahrain - Victorious“ Fotografia de destaque: LaPresse ### Race Face apresentou o novo avanço Turbine SL A Race Face apresentou um novo avanço, o Turbine SL, caracterizado pelo seu design reversível e um produto que oferece duas soluções em apenas um avanço. Com a grande variedade de terrenos presentes em corridas de XC ou Trail há uma procura crescente por componentes que ofereçam ajuste e versatilidade sem necessidade de substituição e por estas razões a Race Face criou este avanço. Offset Negativo (-6mm) A orientação padrão do Turbine SL oferece um desnível negativo de 6 mm em relação a uma avanço convencional de elevação zero. Isto proporciona aos ciclistas um melhor controlo nas subidas e maior eficiência na pedalada, dandoprioridade ao desempenho. Nesta posição, a parte superior do Turbine SL fica completamente plana, imitando a estética elegante dos cockpits de uma peça. Além disso, cria uma opção ideal para sistemas de navegação que utilizam um suporte montado sobre o avanço. Offset Positivo (+6mm) Ao inverter o Turbine SL assim como a placa frontal obtém-se um avanço com um desnível positivo de 6 mm e um aumento de 12 mm na altura do cockpit. Desta forma, reduz-se ligeiramente o alcance, sem alterar a posição dos espaçadores da caixa de direção ou precisar de um avanço diferente. Aumentar a altura do cockpit incentiva a fletir os cotovelos nas descidas, proporcionando uma posição mais confiante e capaz para descer com controlo. O desnível positivo do Turbine SL pode ainda oferecer algum alívio a quem sente algum desconforto nas costas em subidas longas, tornando a posição de pedalada mais ergonómica e confortável. O Turbine SL combina a versatilidade das bicicletas de menos curso modernas, oferecendo ajuste, afinação e um design atrativo para mais ciclistas. O avanço Turbine SL conta com a Garantia Vitalícia da Race Face, que inclui cobertura em caso de quedas.Todos os detalhes sobre as condições de cobertura podem ser encontrados na página de informações da Garantia Vitalícia da marca. Características Podes ver as características completas aqui, no site da BICICMAX. ### Paris-Nice: Lenny Martinez mostra-se ao mundo Lenny Martinez triunfou na quinta etapa do Paris-Nice. Primeira vitória WorldTour para um dos maiores talentos da nova geração de ciclistas franceses. Dia que voltou a ter muito frio e chuva no Paris-Nice. Lenny Martinez (Bahrain - Victorious) foi o mais forte na última subida, em dia menos para João Almeida (UAE Emirates XRG) e Jonas Vingegaard (Visma | LAB). Matteo Jorgenson (Visma | LAB), vencedor da competição na edição passada, é o novo líder da corrida, depois de terminar em terceiro. Ler mais | Paris-Nice: João Almeida bota lume em dia gelado (vídeo) 13/03/2025 - Paris-Nice 2025 - Etape 5 - Saint-Just-en-Chevalet > La Côte-Saint-André (196,5km) - JORGENSON Matteo (TEAM VISMA | LEASE A BIKE) Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Queda de Vingegaard em dia gelado O frio e a chuva voltaram a ser um dos maiores obstáculos na quinta etapa do Paris-Nice. Ligação entre Saint-Just-en-Chevalet e La Côte-Saint-André, com 203 km a percorrer, e muita montanha pelo caminho. Tobias Foss (INEOS Grenadiers) voltou a testar o pelotão com uma movimentação de longe, numa prova de que a equipa britânica veio mais ofensiva para 2025. Uma queda do bicampeão do Tour de France, Jonas Vingegaard, também marcou o dia. O dinamarquês nunca pareceu totalmente recuperado, e viria a perder tempo no final da etapa. Na última dificuldade (1,7 km a 10,8%), destacaram-se os escaladores. João Almeida perdeu o grupo da frente por instantes, mas veio em recuperação até ao fim. Conseguiu minimizar as perdas: 0:07 para Lenny Martinez, e 0:04 para Clément Champoussin (XDS Astana) e Jorgenson, que completaram o pódio. 13/03/2025 - Paris-Nice 2025 - Etape 5 - Saint-Just-en-Chevalet > La Côte-Saint-André (196,5km) - MARTINEZ Lenny (BAHRAIN VICTORIOUS) Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Favoritos perderam tempo Os segundos perdidos por João Almeida podem ser significantes até ao fim da prova, mas houve quem sofresse mais. Jonas Vingegaard, por exemplo, chegou a 0:26 do vencedor. Mattias Skjelmose (Lidl - Trek), outro dos derrotados, perdeu 0:28. Ben O'Connor (Jayco AlUla), Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale Team), por exemplo, também perderam mais de 0:30, e deixam muito complicada a missão de lutar pela classificação geral. Vão ter de esperar para recuperar algum do tempo perdido, uma vez que a sexta etapa do Paris-Nice se deve decidir num sprint entre os homens rápidos. 13/03/2025 - Paris-Nice 2025 - Etape 5 - Saint-Just-en-Chevalet > La Côte-Saint-André (196,5km) - VINGEGAARD Jonas (TEAM VISMA | LEASE A BIKE) Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=oyuh4EsZMho&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 5 do Paris-Nice PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MARTINEZ LennyBahrain - Victorious4:36:232CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team0:033JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike"4TEJADA HaroldXDS Astana Team"5LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:066ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG0:077MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG0:118VAN WILDER IlanSoudal Quick-Step0:169SHEFFIELD MagnusINEOS Grenadiers"10PARET-PEINTRE AurélienDecathlon AG2R La Mondiale Team0:18 Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike4:36:232VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:033LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe"4ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates - XRG"5MARTINEZ LennyBahrain - Victorious0:066SKJELMOSE MattiasLidl - Trek0:077MCNULTY BrandonUAE Team Emirates - XRG0:118ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers0:169CHAMPOUSSIN ClémentXDS Astana Team"10TEJADA HaroldXDS Astana Team0:18 Fotografia de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Tirreno-Adriático - Ben Healy prega partida ao pelotão Quarta etapa do Tirreno-Adriático ligou Norcia a Trasacco. 190 km que começavam acidentados, mas eram planos a partir do meio da etapa. O vento veio ajudar à animação numa etapa que terminou com vitória de Olav Kooij (Visma | LAB). Ben Healy (EF Education - EasyPost) foi um dos destaques do dia. Com um ataque perto do fim, quase conseguiu enganar o pelotão. Ler mais | Tirreno-Adriático – Ganna mantém a liderança na montanha Foto: LaPresse Etapa 4 do Tirreno-Adriático Um dia onde se previa uma chegada ao sprint, mas onde o percurso acidentado no início da etapa, e o vento que se fez sentir, podiam ajudar a um vencedor surpreendente. Uma fuga inicial de cinco ciclistas marcou um dia com muitos acontecimentos. Entre os fugitivos, iam William Blume Levy (Uno-X Mobility) e Mirco Maestri (Polti VisitMalta). Os dois permaneceram na frente até muito perto do fim. Com cerca de 5 km para o fim, Ben Healy atacou, juntou-se aos dois fugitivos, e quase surpreendeu o pelotão, que só apanhou o trio dentro do último quilómetro. No sprint, Olav Kooij foi o mais forte. Depois da desistência de Jonathan Milan, foi o neerlandês a levantar os braços. A fechar o pódio ficaram Rick Pluimers (Tudor Pro Cycling) e Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck). Foto: LaPresse Olav Kooij consegue o terceiro triunfo Depois de duas vitórias no Tour do Oman, no início da temporada, o jovem neerlandês conseguiu o seu terceiro triunfo da época, e o primeira da categoria WorldTour. Olav Kooij assume-se, cada vez mais, como um dos melhores sprinters do mundo, com apenas 23 anos e uma margem de progressão muito interessante. Na temporada passada, tinha conseguido oito vitórias - sete delas na categoria WorldTour, incluindo uma vitória no Giro D'Italia. Foto: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=Lm6bibABEoc&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 4 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1KOOIJ OlavTeam Visma | Lease a Bike4:48:052PLUIMERS RickTudor Pro Cycling Team"3VAN DER POEL MathieuAlpecin - Deceuninck"4MAGNIER PaulSoudal Quick-Step"5MAESTRI MircoTeam Polti VisitMalta"6VENDRAME AndreaDecathlon AG24 La Mondiale Team"7GANNA FilippoINEOS Grenadiers"8PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team"9LONARDI GiovanniTeam Polti VisitMalta"10FIORELLI FilippoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè" Top 10 da Classificação geral do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers16:14:002AYUSO JuanUAE Team Emirates – XRG0:223TIBERI AntonioBahrain – Victorious0:294GEE DerekIsrael – Premier Tech0:345CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step0:366VAUQUELIN KévinArkéa – B&B Hotels0:417DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla0:448DE PLUS LaurensINEOS Grenadiers0:459HEALY BenEF Education – EasyPost0:4810GRÉGOIRE RomainGroupama – FDJ“ Fotografia de destaque: LaPresse ### Specialized apresenta novas Rodas, Pneus e Selim A Specialized apresentou as novas Rodas Roval Control World Cup, os Pneus Air Trak e Fast Trak e o novo Selim Phenom Pro Mirror. Estes produtos focam-se na vertente de Corss Country e Downhill e foram concebidos em conjunto com a equipa da Specialized Factory Racing que, segundo a Specialized, não partiu um único aro na temporada de 2024. Rodas Roval Control World Cup As novas rodas Roval Control World Cup são, segundo a Specialized, as rodas de ciclocrosse mais rápidas do mundo num pacote de 998 g repleto de inovações e de engenharia. Para atingir este peso, as válvulas foram redesenhadas e a nova fita de aro ultraleve reduzem o peso em 250 g em relação ao modelo anterior.  Inovação no aro: Após 1017 iterações de design, a Specialized criou um aro onde poupou 44 g e melhorou os padrões de durabilidade e qualidade de condução. Otimização da disposição: Em desenvolvimento conjunto com os seus ciclistas, resultou numa disposição de carbono que eliminou 18 camadas e reduziu 36 g. Raios de carbono: Raios de carbono concebidos com acessórios de titânio para serem 1,7 g mais leves e 63% mais fortes do que os raios de aço, poupando 101,6 g e, ao mesmo tempo, aumentando a resistência e a durabilidade para os difíceis percursos de XC. Disposição otimizada do carbono: O aro flete sob pressão para dissipar a energia do impacto através do aro. Proteção Contra Furos FlatStop: Ganchos de 4 mm minimizam os furos por aperto, aumentando a área de superfície na interface aro/pneu. Formato do aro assimétrico: Geometria otimizada para a máxima resistência e performance. Pneus Air Trak e Fast Trak A Specialized desenvolve as suas rodas e pneus em conjunto. Para obter o melhor desempenho das rodas Roval Control World Cup, recomendam a sua combinação com os pneus XC mais rápidos e leves, Air Trak e Fast Trak. Segundo a marca, a combinação das rodas e dos pneus, não passa os 1000 g mantendo os padrões de resistência, durabilidade e qualidade de condução. Selim Phenom Pro com Mirror A Specialized anunciou também o seu novo selim Phenom Pro com Mirror com formato longo e perfil plano. O Phenom Pro com Mirror foi desenvolvido com a metodologia exclusiva Body Geometry e a tecnologia de impressão 3D Mirror, que cria um selim infinitamente ajustável. 28% Menos Pressão nos Ísquios - Utilizando um formato côncavo e uma estrutura de carbono recuperado ultra confortável, a Specialized utiliza 20055 suportes e 8735 nós, o que permite mais "curso" dentro da própria impressão 3D. Esta impressão mais espessa do Mirror resulta numa redução de até 28% da pressão nos ísquios em comparação com um selim de espuma tradicional. Alívio dos Tecidos Moles - O novo S-Works Phenom com Mirror implementa um recorte ergonómico para proteger o fluxo sanguíneo em tecidos moles delicados, garantindo que o peso do ciclista é suportado pelos ramos púbicos numa posição de condução agressiva, e não pelos tecidos moles. Ergonomia - Com 27 cm de comprimento (em comparação com o formato Power de 24 cm de comprimento), o formato e a construção do Phenom Pro com Mirror permitem o máximo movimento para um posicionamento ideal para debitar potência. Durabilidade e Sustentabilidade - Ao utilizar fibra de carbono recuperada na carcaça, mantem-se a fibra de carbono residual fora dos aterros sanitários, mantendo a leveza e durabilidade. Podes saber tudo sobre os novos produtos Specialized Roval, Air Trak e Phenom Pro no site da Specialized. ### Paris-Nice: João Almeida bota lume em dia gelado (vídeo) João Almeida é o primeiro português a vencer no Paris-Nice, num dia frio, chuvoso e onde até uma granizada caiu sobre os ciclistas. Foi duro, muito duro, mas João Almeida fez história para o ciclismo português no Paris-Nice ao vencer uma etapa. Nunca tinha acontecido, mas a estreia foi pela porta grande já que logo atrás ficou Jonas Vingegaard! O dia conta-se em duas pinceladas: a primeira jornada com maior dureza ficou marcada por uma granizada tão forte que obrigou à neutralização da etapa já nos últimos 50 km. Entre bidões de chá quente e corredores que correram para os carros para vestirem roupa quente, foi uma confusão que levou à paragem da corrida durante 45 minutos. Ler mais | Paris-Nice: João Almeida e UAE perdem tempo para Visma Almeida foi o vencedor em La Loge des Gardes após 163,4 km de etapa.Foto: A.S.O. Billy Ceusters "Almeidada" não falhou Quando se retomou a ação, a cerca de 28 km da meta, nem todos reagiram bem. Homens fortes da geral como Ben O'Connor, Aleksandr Vlasov ou Neilson Powless perderam qualquer hipótese de lutar pela geral. O frio fez um tremendo dano no pelotão e na subida final só uma dúzia de ciclistas tiveram pernas para subir os 6,5 km de La Loge des Gardes. A subida de 1.ª categoria foi atacada por Jonas Vingegaard a 2,4 km do topo, só que a "Almeidada" não falhou. O talento das Caldas da Rainha dobrou todo um bicampeão do Tour de France e mesmo não gostando de frio, João Almeida voltou a mostrar que tem um motor que rende nestas condições. Foi num dia difícil que venceu no Monte Bondone e num dia épico que repetiu a proeza no Paris-Nice. "Foi um dia duro, muita coisa aconteceu na etapa. Tivemos neve na estrada. Nunca desistimos e acho que merecemos. Senti-me bem, para ser honesto não sou o melhor corredor com frio, sofri um pouco, mas nunca desisti. A subida não era suficientemente inclinada, foi duro selecionar o grupo. O Jonas atacou, foi um bom momento, eu não estava na melhor posição. Dei o meu melhor. Ontem não foi o nosso dia, tivemos alguns percalços, mas ontem foi ontem. Perdemos como equipa e ganhamos como equipa. João Almeida ao Eurosport. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1899860017043423538 João Almeida foi contundente Também perguntaram ao corredor de A dos Francos se pode ganhar o Paris-Nice. Mesmo estando ainda a 0:37 do novo líder Vingegaard, a resposta de João Almeida foi contundente. "Acho que sim, mas não depende só de mim. A forma é boa, eu sinto-me bem e estou pronto para mostrar quem é o João Almeida. Nem tudo correu conforme planeado, mas darei o meu melhor." João Almeida ao Eurosport. Entrevista | O TopCycling com João Almeida no estágio da UAE Emirates Vingegaard demorou algum tempo a assimilar a "Almeidada".Foto: A.S.O. Billy Ceusters UAE Emirates tem 16 triunfos Foi a 14.ª vitória como profissional de João Almeida, que é o oitavo corredor da UAE Emirates a vencer esta época. Recordemos que António Morgado também já venceu por duas vezes, na Figueira Champions Classic e na GP de Castellón. A UAE Emirates tem 16 triunfos esta época e continua a liderar o ranking de vitórias em 2025. Na perspetiva de João Almeida esta jornada forte na montanha é a continuação das boas sensações que tem tido desde o início da época. Deu espetáculo no Alto da Fóia e só foi batido por um grande Santiago Buitrago na Comunidade Valenciana. O ano de 2025 promete para um ciclista que vai regressar ao Tour de France para correr ao lado de Tadej Pogacar. -------------------------- Cortesia da foto de capa: A.S.O. Billy Ceusters ### Tirreno-Adriático - Ganna mantém a liderança na montanha Terceira etapa do Tirreno-Adriático correu-se entre Follonica e Colfiorito. 239 km de extensão e final depois de uma categoria especial de montanha (18,4 km a 3% de pendente média). Andrea Vendrame (Decathlon AG2R La Mondiale) foi o mais forte do dia. A etapa foi ganda num sprint com o pelotão reduzido. Filippo Ganna chegou no grupo da frente e manteve a liderança da corrida. Ler mais | Tirreno-Adriático – Milan arrasa concorrência Foto: LaPresse Etapa 3 do Tirreno-Adriático Dia de percurso muito acidentando, com cerca de 3200 metros de ganho vertical. A etapa podia cair para vários perfis de ciclista - final em descida depois de uma longa, mas ligeira ascensão ao Valico di Colfiorito. Dries De Bondt (Decathlon AG2R La Mondiale) e Andrea Pietrobon (Team Polti VisitMalta) foram os fugitivos do dia, apanhados já na última subida da etapa. Muitos ataques já nos últimos 10 km da etapa, com destaque para Ben Healy (EF Education - EasyPost), Mathieu Van der Poel (Alpecin - Deceuninck) ou Filippo Ganna (INEOS Grenadiers). Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) e Thomas Pidcock (Q36.5 Pro Cycling) foram controlando, e as movimentações nunca ameaçaram um pelotão que ainda seguia com muita gente. No final, o grupo da frente era composto por 50 ciclistas. O sprint foi ganho por Andrea Vendrame - uma das vitórias mais importantes da carreira, a seguir aos dois triunfos no Giro D'Italia. Pidcock e Romain Grégoire (Groupama - FDJ) completaram o pódio. Foto: LaPresse Ganna ainda é líder O italiano, que triunfou no contrarrelógio inicial, ainda não perdeu nenhum do tempo que conquistou aos favoritos nesse dia inicial. Chegou em 10º, à frente de Ayuso, e tem 0:22 de vantagem na liderança da prova. Os verdadeiros testes para o italiano devem acontecer na quinta e sexta etapa do Tirreno-Adriático, onde é provável que a montanha, e os rivais, lhe dificultem muito a vida na tentativa de roubar a camisola de líder. Foto: LaPresse A quarta etapa, que se corre na quinta feira, tem uma dificuldade de 12,4 km a 5,7% a mais de 100 km da meta, seguida de descida e terreno plano até ao fim. As equipas dos sprinters poderão tentar controlar a corrida para garantir uma chegada com todo o pelotão. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=_-zga_giX0o&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 3 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1VENDRAME AndreaDecathlon AG2R La Mondiale6:28:252PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team"3GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ"4PLUIMERS RickTudor Pro Cycling Team"5ADRIÀ RogerRed Bull - BORA - hansgrohe"6VELASCO SimoneXDS Astana Team"7FIORELLI FilippoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè"8ARANBURU AlexCofidis"9BATTISTELLA SamueleEF Education - EasyPost"10GANNA FilippoINEOS Grenadiers" Top 10 da Classificação geral do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers11:25:552AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0:223TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:294GEE DerekIsrael - Premier Tech0:345CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step0:366VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels0:417DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla0:448DE PLUS LaurensINEOS Grenadiers0:459HEALY BenEF Education - EasyPost0:4810GRÉGOIRE RomainGroupama - FDJ" Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Paris-Nice: João Almeida e UAE perdem tempo para Visma Na terceira etapa do Paris-Nice, João Almeida e a UAE tiveram dia menos e perderam segundos preciosos, num contrarrelógio por equipas, onde a Visma | LAB foi mais forte. Um esforço coletivo de 28,4 km, num formato que se mantém da última edição, onde o tempo da equipa é contado quando o primeiro ciclista cruza a meta - celebrizado pelo sprint de Tadej Pogacar na edição de 2024. Jorgenson assume a liderança num dia de Paris-Nice negativo para João Almeida. Ler mais | Jonas Vingegaard: “Foi bem pior do que as pessoas sabem” Foto: A.S.O. Billy Ceusters Etapa 3 do Paris-Nice Os ciclistas enfrentavam um contrarrelógio por equipas num circuito entre Circuit Nevers Magny-Cours e Nevers - percurso plano, quebrado com duas subidas curtas. No Paris-Nice, o esforço coletivo tem uma particularidade: apesar de ser feito em equipa os tempos são tirados individualmente à medida que cada corredor corta a meta. A Visma | LAB foi a vencedora do dia. Matteo Jorgenson e Jonas Vingegaard passaram em primeiro na meta - os dois assumiram a primeira e segunda posição da classificação geral. Em segundo lugar, também sem surpresa, a Jayco AlUla de Ben O'Connor. Mesmo depois de perder Luke Durbridge (fratura de clavícula), o conjunto australiano terminou no segundo posto (+0:15). Desde 2019, são as duas equipas com mais vitórias em contrarrelógios: seis para a Visma | LAB, cinco para a Jayco AlUla. Foto: A.S.O. Billy Ceusters Paris-Nice: João Almeida perde tempo Dia negativo para os portugueses no Paris-Nice. João Almeida e a UAE Emirates XRG - que também levou Ivo Oliveira à corrida francesa - registaram um dos piores tempos entre as equipas favoritas à geral. O português foi o primeiro da equipa a cruzar a meta, mas não evitou a perda de 0:42 para os vencedores da tirada. A Caja Rural de Iúri Leitão chegou a 2:24 em dia que não era objetivo para o campeão olímpico. Ler mais | Vingegaard bate Almeida e vence a Volta ao Algarve 2025 Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Etapa 4 do Paris-Nice: João Almeida tem oportunidade A UAE Emirates XRG tem uma oportunidade para recuperar algum do tempo perdido já na quarta etapa da corrida do sol. Dia de média montanha entre Vichy e La Loge des Gardes. 163,4 km com destaque para a primeira chegada em alto desta edição, situada no topo de uma subida com 6,7 km a 7,1 % de inclinação média. Há dois anos, em La Loge des Gardes, Vingegaard perdeu 43 segundos para Tadej Pogacar num dia decisivo a favor do esloveno, que viria a ganhar esse Paris-Nice à frente de David Gaudu e do homem da Visma. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=6qa1CgnHb0U&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa PosiçãoEquipaTempo1Team Visma | Lease a Bike0:30:262Team Jayco AlUla0:153Red Bull - BORA - hansgrohe0:254Lidl - Trek0:305INEOS Grenadiers0:336EF Education - EasyPost0:347Decathlon AG2R La Mondiale Team0:398UAE Team Emirates - XRG0:429Movistar Team0:4910Soudal Quick-Step0:51 Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike8:13:522VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:063MATTHEWS MichaelTeam Jayco AlUla0:214O'CONNOR BenTeam Jayco AlUla"5VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe0:316LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe"7SCHMID MauroTeam Jayco AlUla"8ZWIEHOFF BenRed Bull - BORA - hansgrohe0:349SKJELMOSE MattiasLidl - Trek0:3610SHEFFIELD MagnusINEOS Grenadiers0:38 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. Billy Ceusters ### Tirreno-Adriático - Milan arrasa concorrência A segunda etapa do Tirreno-Adriático ligou Camaiore a Follonica. 192 km de extensão num dia para final ao sprint, onde Jonathan Milan (Lidl - Trek) foi o mais forte. Quinta vitória da época para o italiano, que é cada vez mais um dos melhores homens rápidos do mundo. Tinha sido nono na mesma chegada na edição passada, quando venceu Jasper Philipsen. Ler mais | O genuíno e talentoso Jonathan Milan Milan Jonathan of Lidl-Trek during the 60th Tirreno - Adriatico 2025, Stage 2 from Camaiore to Follonica - on March 11, 2025 in Camaiore, Tuscany, Italy. (Photo by Massimo Paolone/LaPresse) Abandono de David Gaudu Etapa para os homens rápidos, numa chegada que se repete pelo terceiro ano consecutivo. Philipsen venceu em 2024 e Fabio Jakobsen em 2023. Dia marcado pela notícia negativa do abandono de David Gaudu (Groupama - FDJ), depois de queda a 40 km do fim da etapa. The start of the race during the 60th Tirreno - Adriatico 2025, Stage 2 from Camaiore to Follonica - on March 11, 2025 in Camaiore, Tuscany, Italy. (Photo by Massimo Paolone/LaPresse) Alta velocidade Uma fuga com três homens marcou o dia: Manuele Tarozzi (VF Group - Bardiani CSF - Faizanè), Alessandro Tonelli e Davide Bais (Team Polti VisitMalta) nunca ameaçaram o pelotão, controlado pelas equipas dos sprinters. A chegada a Follonica foi feita a alta velocidade, num dia em que a colocação na última curva, que dava acesso à reta da meta, era essencial para a luta pela vitória. Milan saiu em posição ideal e bateu Maikel Zijlaard (Tudor Pro Cycling) e Paul Penhoet (Groupama - FDJ), que completaram o pódio. Foto: Massimo Paolone/LaPresse Milan responde a Merlier Os dois recusam o estatuto de melhor sprinter do mundo, mas os números não mentem. São os ciclistas do WorldTour com mais vitórias este ano. Apenas Jasper Philipsen parece conseguir intrometer-se na luta entre os dois. Com a segunda vitória no Paris-Nice, Tim Merlier alcançou a sexta da época. Milan responde com o quinto triunfo do ano na primeiro oportunidade no Tirreno-Adriático. No fim do mês de março voltam os confrontos diretos: Brugge-De Panne e Gent-Wevelgem - clássicas belgas de aproximação à Volta à Flandres e à Paris-Roubaix. Ler mais | Entrevista Tim Merlier | sprinter mais vitorioso de 2024 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=kGvjQkuHATU&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 2 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MILAN JonathanLidl - Trek4:45:132ZIJLAARD MaikelTudor Pro Cycling Team"3PENHOËT PaulGroupama - FDJ"4KOOIJ OlavTeam Visma | Lease a Bike"5CONSONNI SimoneLidl - Trek"6BENNETT SamDecathlon AG2R La Mondiale Team"7STEWART JakeIsrael - Premier Tech"8VAN DIJKE TimRed Bull - BORA - hansgrohe"9COQUARD BryanCofidis"10ZANONCELLO EnricoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè" Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers4:57:302MILAN JonathanLidl - Trek0:193AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0:224PRICE-PEJTERSEN JohanAlpecin - Deceuninck0:285TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:296GEE DerekIsrael - Premier Tech0:347CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step0:368WÆRENSKJOLD SørenUno-X Mobility0:379DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:3810ZIJLAARD MaikelTudor Pro Cycling Team0:40 Créditos da fotografia de destaque: Fabio Ferrari/LaPresse ### Paris-Nice: Etapa 2 - Soudal Quick-Step perto das 1000 vitórias Tim Merlier bisou no Paris-Nice e deixou a estrutura da Soudal Quick-step a sete triunfos das 1000 vitórias. Segunda etapa do Paris-Nice, para alguns a maior corrida de uma semana do calendário internacional, voltou a ser decidida ao sprint, e de novo com vitória do belga Tim Merlier. Iúri Leitão (Caja Rural - Seguros RGA) esteve perto de fechar a segunda etapa no top 10 - o melhor português do dia terminou na 13ª posição. Ler mais | Entrevista Tim Merlier | sprinter mais vitorioso de 2024 10/03/2025 - Paris-Nice 2025 - Etape 2 - Montesson > Bellegarde (183,9km) - MERLIER Tim (SOUDAL QUICK-STEP) | Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Etapa 2 do Paris-Nice Tirada marcada por uma fuga solitária de Jonas Abrahamsen (Uno-X Mobility). O norueguês, que vestiu a camisola da montanha e dos pontos no último Tour de France, assustou o pelotão, que só o apanhou dentro dos últimos três quilómetros. No lançamento do sprint, foi Axel Zingle (Visma | LAB) o primeiro a arrancar. O francês parecia ir bem encaminhado, mas faltaram as pernas no fim, e foi ultrapassado já perto da meta. 10/03/2025 - Paris-Nice 2025 - Etape 2 - Montesson > Bellegarde (183,9km) - ABRAHAMSEN Jonas (UNO-X MOBILITY) | Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters O mais forte voltou a ser Tim Merlier (Soudal Quick-step), que bisou na prova francesa. O belga tinha recusado o estatuto de melhor sprinter do mundo no final da primeira etapa, mas vai marcando pontos na luta com Jonathan Milan (Lidl - Trek) e Jasper Philipsen (Alpecin - Deceuninck) por esse título. Emillien Jeannière (TotalEnergies) terminou a etapa em segundo. Hugo Page (Intermarché - Wanty) cruzou a linha em terceiro, mas foi relegado para o fim do grupo, e deixou Mads Pedersen (Lidl - Trek) com a posição mais baixa do pódio. 10/03/2025 - Paris-Nice 2025 - Etape 2 - Montesson > Bellegarde (183,9km) - MERLIER Tim (SOUDAL QUICK-STEP) | Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Soudal Quick-step aproxima-se do milénio Uma das mais míticas e históricas estruturas do ciclismo moderno está cada vez mais perto de atingir uma marca de destaque: as 1000 vitórias. Em atividade desde 2003, na altura com o nome Quick-Step – Davitamon, a equipa belga atingiu, na segunda etapa do Paris-Nice, a vitória 993 do seu palmarés. O primeiro triunfo da equipa chegou a 4 de fevereiro de 2003, na quinta etapa do Tour do Qatar, por Servais Knaven. Desde então assumiram-se como um dos melhores conjuntos do mundo, venceram 22 monumentos, 19 campeonatos do mundo e 124 vezes em Grandes Voltas. A Quick-Step - patrocinador que acompanha a equipa desde 2003 - contou com alguns dos mais míticos nomes do século XXI nas suas fileiras: Tom Boonen, Michael Rodgers, Mark Cavendish, Julian Alaphilippe ou Remco Evenepoel são apenas alguns dos exemplos. 2017/04/09 - Paris / Roubaix | Tom Boonen | Créditos: A.S.O. / Pauline Ballet Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=IEu2O_6nvEA&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MERLIER TimSoudal Quick-Step4:11:292JEANNIÈRE EmilienTeam TotalEnergies"3PEDERSEN MadsLidl - Trek"4KRISTOFF AlexanderUno-X Mobility"5KIELICH TimoAlpecin - Deceuninck"6ZINGLE AxelTeam Visma | Lease a Bike"7DÉMARE ArnaudArkéa - B&B Hotels"8GOVEKAR MatevžBahrain - Victorious"9JAKOBSEN FabioTeam Picnic PostNL"10BOL CeesXDS Astana Team" Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MERLIER TimSoudal Quick-Step7:43:122DÉMARE ArnaudArkéa - B&B Hotels0:143JEANNIÈRE EmilienTeam TotalEnergies"4JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike"5NARVÁEZ JhonatanUAE Team Emirates - XRG"6ABRAHAMSEN JonasUno-X Mobility"7PEDERSEN MadsLidl - Trek0:168VAN DIJKE MickRed Bull - BORA - hansgrohe"9DAINESE AlbertoTudor Pro Cycling Team"10SHEFFIELD MagnusINEOS Grenadiers0:18 Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Tirreno-Adriático - Ganna e Ayuso dominam contrarrelógio Saiu para a estrada a 60ª edição do Tirreno-Adriático, uma das mais importantes provas de uma semana, onde os últimos três vencedores foram Jonas Vingegaard, Primoz Roglic e Tadej Pogacar - e onde João Almeida venceu a camisola da juventude em 2023. Na primeira etapa cumpriu-se um contrarrelógio de 11,5 km, com início e fim em Lido di Camaiore. Pippo Ganna (INEOS Grenadiers) venceu - e vingou o episódio em Lagos. Juan Ayuso (UAE Emirates XRG) foi o melhor dos favoritos à geral. Ler mais | Trofeo Laigueglia – Juan Ayuso mete a segunda Foto: LaPresse Etapa 1 do Tirreno-Adriático Contrarrelógio em percurso plano de 11,5 km para marcar as primeiras diferenças no Tirreno-Adriático, com vantagem para os especialistas no esforço individual. Sem surpresas, Filippo Ganna foi o vencedor da etapa - o italiano, a correr em casa, e último a partir, cumpriu o percurso em 0:12:17, com média incrível de 56,174 km/h. Antonio Tiberi (Bahrain - Victorious) foi outro dos destaques, terminando em quarto lugar. Foto: LaPresse O outro grande destaque foi para Juan Ayuso. O espanhol tem-se assumido como um dos melhores ciclistas de geral no contrarrelógio - tinha ganho esta mesma etapa na edição de 2024, e nos últimos dois anos só ficou fora do top 10 de um esforço individual por uma vez. Johan Price-Petersen (Alpecin - Deceuninck) fechou a tirada em terceiro lugar, a 0:28 do vencedor. O trio de portugueses teve um dia discreto, numa etapa pouco adequada às características: Rui Oliveira ((UAE Emirates XRG) fechou a 1:08, Rui Costa (EF Education - EasyPost) a 1:22 e Afonso Eulálio (Bahrain - Victorious) a 2:07 de Top Ganna. Foto: LaPresse Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=x-f8IrQ1Oag&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da Etapa 1 do Tirreno-Adriático PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers0:12:172AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0:233PRICE-PEJTERSEN JohanAlpecin - Deceuninck0:284TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:295MILAN JonathanLidl - Trek0:316GEE DerekIsrael - Premier Tech0:347CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step0:368WÆRENSKJOLD SørenUno-X Mobility0:379DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:3810VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels0:41 Top 10 da Classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GANNA FilippoINEOS Grenadiers0:12:172AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG0:233PRICE-PEJTERSEN JohanAlpecin - Deceuninck0:284TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:295MILAN JonathanLidl - Trek0:316GEE DerekIsrael - Premier Tech0:347CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step0:368WÆRENSKJOLD SørenUno-X Mobility0:379DEL TORO IsaacUAE Team Emirates - XRG0:3810VAUQUELIN KévinArkéa - B&B Hotels0:41 Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Clássica da Primavera - Emanuel Duarte brilha na Povoa do Varzim Emanuel Duarte venceu este domingo XXVIII Clássica da Primavera, a primeira prova pontuável da Taça de Portugal de estrada, na Póvoa de Varzim. Numa vitória disputada ao sprint com Joaquim Silva, o ciclista da Credibom/LA Alumínios/Marcos Car superiorizou-se ao adversário da Efapel na reta da meta da Clássica da Primavera. A 18 segundos de Emanuel Duarte e fechando o pódio ficou Pedro Pinto, também da Efapel, que cortou a meta com Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé) e Pedro Silva (Anicolor/Tien21), dupla que fechou o top 5. Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Foto: FPC Efapel foi o bloco mais forte Percurso com 145 km, sete contagens de montanha e sete metas-volantes. Joaquim Silva foi rei da montanha, Rui Carvalho (GI Group Holding-Simoldes-UDO) venceu a classificação do sprint e Lucas Lopes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) venceu a juventude. A Efapel foi o bloco mais forte e venceu por equipas. A Taça de Portugal de estrada prossegue no próximo domingo, dia 16 de março, com a III Clássica de Santo Thyrso. Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1DUARTE EmanuelCredibom / LA Alumínios / Marcos Car3:35:362SILVA JoaquimEfapel"3PINTO PedroEfapel0:184CONTTE TomasAviludo - Louletano - Loulé"5SILVA PedroAnicolor / Tien 21"6CARVALHO RuiGI Group Holding - Simoldes - UDO0:227DIAS DanielRádio Popular - Paredes - Boavista1:088LEAÇA GonçaloCredibom / LA Alumínios / Marcos Car"9LOPES LucasRádio Popular - Paredes - Boavista1:2810COSTA FabioAnicolor / Tien 212:12 Foto: FPC ### Hutchinson expande a gama Blackbird com novos pneus A Hutchinson, pioneira francesa em tecnologia de pneus para ciclismo, anunciou a expansão da sua gama Blackbird de pneus de estrada de alto rendimento, com dois novos modelos: Blackbird Race e Blackbird All Season. Os pneus Blackbird Race reduzem a resistência ao rolamento em 10% face ao modelo anterior e têm um peso de apenas 240g na versão de 28mm. Já o Blackbird All Season apresenta maior aderência para condução em condições de chuva e uma durabilidade, segundo a marca, de 6000km. Blackbird Race Os pneus Blackbird Race assinalam uma revolução na oferta de competição da Hutchinson, pegando no ADN do Blackbird, o pneu de estrada mais rápido da marca. Cada componente foi refinado para criar um pneu excecionalmente leve e ainda mais veloz, tornando-se um dos mais avançados tecnologicamente do mercado, segundo a marca. Este pneu foi desenvolvido em colaboração com a equipa do WorldTour Intermarché-Wanty e atletas de elite da Hutchinson. O Blackbird Race foi ajustado para obter um equilíbrio perfeito entre velocidade, aderência e resistência a furos. O pneu apresenta a nova carcaça Ultraswift, uma evolução da construção do Blackbird original, com a Hutchinson a conseguir reduzir em 22% o peso do tecido de borracha utilizado na carcaça e diminuir a espessura da secção central do pneu em 23%. Esta tecnologia Ultraswift resulta num pneu incrivelmente flexível e leve, oferecendo altos níveis de aderência, uma condução suave e uma sensação acrescida de velocidade. O Blackbird Race é compatível com Roda Hookless e está disponível nas versões de 28 e 30mm (com versões mais largas atualmente em desenvolvimento pela marca francesa). Os pneus Blackbird Race estão disponíveis a um preço de 79,99€. Blackbird All Season O Blackbird All Season completa a gama Blackbird ao oferecer um pneu de alto desempenho para todas as condições climatéricas, garantindo maior velocidade, segurança e tranquilidade. Para o conseguir, foram utilizadas uma série de novas tecnologias, uma banda de rodagem bicomposta para maximizar a eficiência e a proteção, com o Mach Tread 3.0 no centro e um novo composto Safetread nas laterais da banda de rodagem que mantém os níveis de aderência. A espessura do piso foi aumentada em 24%, para 2,1 mm, o que tem o efeito não só de ajudar a prolongar a vida útil do pneu para 6.000 km, mas também de proporcionar uma maior proteção contra os detritos da estrada. O Blackbird All Season vê o regresso da tecnologia Gridskin. Um inovador tecido de malha lateral anteriormente visto apenas em pneus Hutchinson de edição limitada. Com um peso competitivo de 340g para a versão de 28mm, o Blackbird All Season é uma opção válida para os ciclistas que enfrentam Granfondos de inverno. Está disponível em versão preta ou Tan Wall, nas variantes Tubeless e Tube Type, nos tamanhos 28, 30 e 32mm. Os preços começam em 49.99€ para Tube Type e 69.99€ para Tubeless. Podes ver todas as informações sobre os pneus Blackbird Race e All Season no distribuidor oficial em Portugal aqui. ### Paris-Nice etapa 1 – Merlier vence e Jorgenson mete medo Tim Merlier venceu a 1.ª etapa do Paris-Nice, na qual o campeão Matteo Jorgenson bonificou marcando distâncias. Iúri Leitão analisa o sprint para o TopCycling. O primeiro dia de um Paris-Nice nunca é fácil, mas Tim Merlier é experiente e repetiu a receita ganhadora de 2023 para abrir a “Corrida do Sol” com vitória. O belga da Soudal QuickStep, que o TopCycling entrevistou em janeiro, impôs-se com facilidade em Le Perray-en-Yvelines, ganhando com várias bicicletas sobre Arnaud Démare (Areka B&B Hotels) e Alberto Dainese (Tudor). Após duas etapas no AlUla Tour e outras duas no UAE Tour, a primeira camisola amarela do Paris-Nice vai para o corredor com mais triunfos na temporada – cinco – e para um atleta que atingiu as 55 na carreira. Iúri Leitão foi sprintar, mas não beneficiou da aproximação caótica à meta e acabou na 22.ª posição. O estreante no Paris-Nice explicou ao TopCycling como foi a chegada. "A verdade é que foi uma loucura o final. A 500 m da meta cheguei à roda do Thomas Silva e ele arrancou para me levar para a frente. A questão é que a 250/300 m ele passou num sítio em que eu não coube e não se apercebeu. É normal que nessa situação não se aperceba. A intenção de toda a equipa foi ajudar-me de início ao fim, o problema é que o final foi caótico." Iúri Leitão ao TopCycling. Ler mais | Ricardo Scheidecker em grande entrevista ao TopCycling A Caja Rural de Iúri Leitão (à esquerda) fez a estreia absoluta no Paris-Nice.Foto: A.S.O. Billy Ceusters Matteo Jorgenson saiu por cima Foi um dia simples, mas com os últimos 40 km a trazerem maior tensão ao pelotão. Um prémio de montanha de 3.ª categoria e um sprint bonificado a 9 km da meta agitaram os favoritos e Matteo Jorgenson saiu por cima. O vencedor da edição passada bonificou 0:04 segundos e a UAE Emirates – com João Almeida e Brandon McNulty, 10.º e 3.º no Paris-Nice de 2024 – só conseguiu limitar os ganhos de Jorgenson porque Jonathan Narváez passou primeiro no sprint. Mesmo trazendo Jonas Vingegaard como colega, Jorgenson mostrou ambição logo ao primeiro dia. A 2.ª etapa do Paris-Nice tem 183,9 km e levará os corredores a um final em circuito em Bellegarde, uma hora a sul de Paris. A reta da meta tem 6 km de extensão e há bonificações na penúltima passagem pela meta e à chegada previsível ao sprint. O campeão em título, Matteo Jorgenson, de olho no troféu.Foto: A.S.O. Billy Ceusters Top 10 da Etapa 1 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MERLIER TimSoudal Quick-Step3:32:032DÉMARE ArnaudArkéa - B&B Hotels"3DAINESE AlbertoTudor Pro Cycling Team"4MOLANO Juan SebastiánUAE Team Emirates - XRG"5ZINGLE AxelTeam Visma | Lease a Bike"6FEDOROV YevgeniyXDS Astana Team"7VAN DIJKE MickRed Bull - BORA - hansgrohe"8KIELICH TimoAlpecin - Deceuninck"9ALBANESE VincenzoEF Education - EasyPost"10WALSCHEID MaxTeam Jayco AlUla" Top 10 da classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MERLIER TimSoudal Quick-Step3:31:532DÉMARE ArnaudArkéa - B&B Hotels0:043NARVÁEZ JhonatanUAE Team Emirates - XRG"4DAINESE AlbertoTudor Pro Cycling Team0:065JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike"6SHEFFIELD MagnusINEOS Grenadiers0:087MOLANO Juan SebastiánUAE Team Emirates - XRG0:108ZINGLE AxelTeam Visma | Lease a Bike"9FEDOROV YevgeniyXDS Astana Team"10VAN DIJKE MickRed Bull - BORA - hansgrohe" ### Strade Bianche - Pogacar e Vollering impõe-se Tadej Pogacar e Demi Vollering venceram a Strade Bianche. Favoritos à partida, impuseram esse estatuto e festejaram na Piazza del Campo. Correu-se, este sábado, a Strade Bianche - a corrida das estradas brancas - que terminou com os ex-campeões Tadej Pogacar e Demi Vollering a conquistarem o "sexto" Monumento. As provas feminina e masculina não desiludiram, com muito espetáculo num percurso que foi endurecido para a edição de 2025 com mais sterrato e maior acumulado. Os favoritos provaram a superioridade: Demi Vollering (FDJ - SUEZ) e Tadej Pogacar (UAE Emirates XRG) carimbaram o triunfo na mítica prova italiana. Ler mais | Velo D’or 2024: Domínio de Pogacar Foto: LaPresse Edição mais rápida da história A edição mais rápida da história - percorrida em 40,705 km/h - terminou como a maior parte dos adeptos de ciclismo suspeitavam: vitória de Tadej Pogacar, que já tinha vencido em 2022 e em 2024. A 78 km do fim, no Monte Santa Marie, Thomas Pidcock (Q36.5) antecipou-se ao esloveno e atacou. Foi um duelo intenso, que incluiu queda e recuperação de Pogacar, mas não o impediu de atacar a 19 km da meta e ir embora a solo. Foto: LaPresse Um solo - que não teve 80 km, como na edição passada - carimbou mais uma vitória épica para Tadej Pogacar. É o hat trick do campeão do Tour de France na Strade Biache, que lhe dá o direito de ver um dos setores de sterrato da corrida ser batizado com o seu nome. Quarta vitória da época para o ciclista da UAE Emirates XRG, depois de duas etapas e geral na Volta aos Emirados. Iguala Fabian Cancellara como recordista de triunfos na Strade. Os recordes não ficam por aí: torna-se o primeiro ciclista a vencer duas edições consecutivas da corrida das estradas brancas, e o primeiro a fazê-lo com a camisola do arco-íris. Vídeo resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=PDDRBnr14xA&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE Team Emirates - XRG5:13:582PIDCOCK ThomasQ36.5 Pro Cycling Team1:243WELLENS TimUAE Team Emirates - XRG2:124HEALY BenEF Education - EasyPost3:235BILBAO PelloBahrain - Victorious4:206CORT MagnusUno-X Mobility4:267VERMEERSCH GianniAlpecin - Deceuninck4:298VALGREN MichaelEF Education - EasyPost4:379VAN EETVELT LennertLotto4:4710ADRIÀ RogerRed Bull - BORA - hansgrohe5:06 Após 2023, Demi Vollering voltou a ganhar a Strade Bianche.Foto: LaPresse Demi Vollering saiu de Siena campeã Entre as mulheres, também a favorita Demi Vollering saiu de Siena campeã. A nova corredora da FDJ-Suez travou um duelo com Anna van der Breggen, antiga colega e diretora desportiva na etapa em que estiveram na SD Worx-Protime. As neerlandesas chegaram juntas a Siena e Demi Vollering só conseguiu despachar Van der Breggen na inclina Via Santa Caterina, a 500 m do final. O ataque vitorioso de Vollering na Via Santa Caterina.Foto: LaPresse Demi Vollering igualou Lotte Kopecky Foi a primeira vez na história que duas neerlandesas fizeram 1.ª e 2.ª, naquela que foi ainda a edição mais rápida da jovem clássica (35,623 km/h). Também foi um dia importante para a vencida: Van der Breggen fez o primeiro pódio no WorldTour desde 2021 (Volta a Burgos), após três anos a dirigir desde o carro a SD Works. Demi Vollering igualou Lotte Kopecky e Annemiek Van Vleuten no clube das atletas com dois triunfos, recorde na prova italiana. A parceria com a FDJ-Suez arrancou da melhor maneira. Ler mais | Demi Vollering na FDJ-SUEZ é bênção para o ciclismo feminino Foto: LaPresse Vídeo resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=NZXl_Iz8l7I&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da corrida PoisçãoCiclistaEquipaTempo1VOLLERING DemiFDJ - SUEZ3:49:042VAN DER BREGGEN AnnaTeam SD Worx - Protime0:183FERRAND-PRÉVOT PaulineTeam Visma | Lease a Bike1:424LABOUS JulietteFDJ - SUEZ"5GARCÍA MaviLiv AlUla Jayco1:476KASTELIJN YaraFenix - Deceuninck1:487PIETERSE PuckFenix - Deceuninck1:498FISHER-BLACK NiamhLidl - Trek1:549RÜEGG NoemiEF Education-Oatly1:5510SMULDERS SilkeLiv AlUla Jayco1:59 ### Vuelta a Extremadura - Jovem de 18 anos triunfa no último dia A quarta, e última etapa da Vuelta a Extremadura, ficou marcada pela vitória da jovem de 18 anos da Visma | LAB, Imogen Wolff, que conseguiu o primeiro triunfo na elite mundial. Ligação entre Malpartida de Plasencia a Hervás, com 69.4 km de extensão, com terreno muito acidentado. Raquel Queirós foi a melhor portuguesa, na posição 24, a 0:12 da vencedora. Ler mais | Vuelta a Extremadura – Raquel Queirós em bom plano Maeva Squiban (UAE ADQ) terminou a Vuelta a Extremadura com a vitória da camisola de montanha Etapa 4 da Vuelta a Extremadura Féminas Etapa curta e explosiva no último dia da corrida espanhola, com duas ascensões nos últimos quilómetros para marcar as diferenças entre as ciclistas. Chuva, vento e frio dificultaram a tarefa Uma etapa com final incerto, que se podia adaptar a vários perfis. O pelotão permaneceu compacto até à última subida, onde o ritmo se intensificou e o grupo se partiu. Na frente, um grupo com cerca de 15 ciclistas, que discutiu a vitória num sprint reduzido. Imogen Wolff foi a mais forte, e alcançou a primeira vitória como profissional, na corrida onde se estreou. Mie Ottestad (Uno-X Mobility) terminou em segundo e confirmou uma grande Volta a Extremadura. https://twitter.com/vuelta_ex/status/1898346454193750143 Ellen Van Dijk (Lidl - Trek) chegou em terceiro lugar na etapa, e segurou a liderança da classificação geral através das bonificações. Venceu a prova espanhola com apenas 0:02 para Mie Ottestad, numa luta que começou logo no primeiro dia de prova. Raquel Queirós (AtumGeneral/Tavira/SCFarense) voltou a ser melhor portuguesa em prova, fechando a etapa em 24ª, a 0:12 da vencedora. Fechou a classificação geral na 31ª posição. Foto: Vuelta a Extremadura Visma | LAB com muito talento nas fileiras Imogen Wolff, de apenas 18 anos, venceu pela primeira vez como profissional. A ciclista da Grã-Bretanha assume-se como um dos grandes talentos do pelotão, com resultados de destaque em 2024 na categoria júnior: Foi quarta na Gent-Wevelgem e no Tour de Flanders de juniores; segunda nos campeonatos nacionais da Grã-Bretanha, sexta na corrida de estrada dos campeonatos do mundo, e terceira no contrarrelógio dos mundiais na categoria de júnior. Mas Imogen Wolff não é caso único. A segunda melhor Visma | LAB na última etapa, e sétima à geral da corrida, Viktória Chladonova, também é um talento incrível. Em 2024, terminou no pódio em todas as categorias dos campeonatos do mundo de ciclismo, no escalão de juniores. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1829453354394693829 Foi campeã do mundo de XCO, foi terceira nos Mundiais de ciclocrosse. Juntou a esses feitos o segundo lugar no contrarrelógio, e a terceira posição na corrida de estrada dos campeonatos do mundo. Um feito incrível e duas ciclistas que, aos 18 anos, já vão encontrando o seu espaço na elite do pelotão profissional. Terminaram em 1ª e 2ª na classificação da juventude da prova espanhola que agora termina. Vídeo da chegada à meta https://twitter.com/vuelta_ex/status/1898340901904138445 Classificação geral da Vuelta a Extremadura PosiçãoCiclistaEquipaTempo1VAN DIJK EllenLidl – Trek6:23:572OTTESTAD Mie BjørndalUno-X Mobility0:023MARTURANO GretaUAE Team ADQ0:294AALERUD KatrineUno-X Mobility0:325WOLFF ImogenTeam Visma | Lease a Bike0:386SQUIBAN MaevaUAE Team ADQ0:477CHLADOŇOVÁ ViktóriaTeam Visma | Lease a Bike0:488HAUGSET Sigrid YtterhusTeam Coop - Repsol0:519IVANCHENKO AlenaUAE Team ADQ0:5910KAGEVI StinaTeam Coop - Repsol1:03 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Lino Escuris ### Vuelta a Extremadura - Raquel Queirós em bom plano Depois de Daniela Campos e Maria Leão abandonarem a Vuelta a Extremadura, foi Raquel Queirós a estar em bom plano na terceira etapa da prova espanhola. A tirada ligou Quintana de la Serena a Valdefuentes ao cabo de 114.8 km. Uma contagem de 2ª categoria a menos de 20 km da meta fez as diferenças em dia de glória para Mie Ottestad (Uno-X Mobility). Ler mais | Portuguesas em força na Vuelta a Extremadura Féminas Mie Ottestad | Créditos: ASO / Charly Lopez Etapa 2 da Vuelta a Extremadura Féminas Após um primeiro dia que contou com duas etapas, as ciclistas enfrentaram uma etapa acidentada, com final incerto. Um dia nervoso para o pelotão, que controlou todas as movimentações de perto. Algumas equipas quiserem mexer nas zonas expostas, uma vez que o vento era um fator, e os abanicos chegaram a criar cortes entre as ciclistas. Depois da última subida, feita a um ritmo intenso, a UAE ADQ e a Visma | LAB, lançaram ataques na descida que se estendeu até à meta. https://twitter.com/vuelta_ex/status/1898014470779159037 No sprint de grupo reduzido com as 21 ciclistas do grupo dianteiro, foi Mie Ottestad (Uno-X Mobility) a levar a melhor, depois do segundo lugar no contrarrelógio inicial. Ellen Van Dijk (Lidl - Trek), que ganhou essa primeira etapa, terminou na segunda posição. Imogen Wolff (Visma | LAB) fechou o pódio. Nas portuguesas, destacou-se Raquel Queirós. A ciclista da AtumGeneral/Tavira/SCFarense foi a quarta do segundo grupo a cruzar a meta, a 2:01 da vencedora. Fechou na posição 25, e subiu 18 lugares na classificação geral, que continua a ser liderada por Ellen Van Dijk. Nota, ainda, para o abandono de Patrícia Duarte (AtumGeneral/Tavira/SCFarense) durante a etapa do dia. Vídeo da chegada à meta https://twitter.com/vuelta_ex/status/1898021757325353295 Classificação geral depois da etapa 2 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1VAN DIJK EllenLidl – Trek4:44:302OTTESTAD Mie BjørndalUno-X Mobility0:063MARTURANO GretaUAE Team ADQ0:254AALERUD KatrineUno-X Mobility0:285SQUIBAN MaevaUAE Team ADQ0:436CHLADOŇOVÁ ViktóriaTeam Visma | Lease a Bike0:447HAUGSET Sigrid YtterhusTeam Coop - Repsol0:478WOLFF ImogenTeam Visma | Lease a Bike“9KAGEVI StinaTeam Coop - Repsol“10NORSGAARD EmmaLidl – Trek0:48 Créditos da fotografia de destaque: Unipublic / Alex Berasategi ### Portuguesas em força na Vuelta a Extremadura Féminas Vuelta a Extremadura Féminas arrancou quinta-feira com vitórias de Ellen Van Dijk e Greta Marturano em jornada dupla marcada pelo abandono de Daniela Campos. Já está na estrada a Vuelta a Extremadura Féminas, prova espanhola 2.1 com forte representação portuguesa, que ao primeiro dia ficou marcada pelo abandono da campeã nacional Daniela Campos, Duas equipas nacionais e sete ciclistas portuguesas têm hipótese de se bater contra algumas das melhores do mundo. O primeiro dia teve dois desafios: um contrarrelógio de manhã e uma etapa em linha à tarde. Ler mais | Daniela Campos e Raquel Queirós mostram o caminho Ellen Van Dijk dominou o contrarrelógio de abertura.Foto: Vuelta a Extremadura Etapa 1 da Vuelta a Extremadura Féminas A primeira prova da corrida foi um contrarrelógio de 9 km, com início e fim em Mérida, em terreno plano. A vencedora não invoca surpresa a ninguém. Ellen Van Dijk (Lidl - Trek) confirmou a superioridade e venceu, chegando também à primeira liderança da prova. Cumpriu os 9 km em 11:20 (48,176 km/h de média), ficando Mie Ottestad e Katerina Aalerud (Uno-X Mobility) na segunda e terceira posições do pódio. A melhor portuguesa foi Beatriz Roxo (Cantabria Deporte - Rio Miera), que fechou na 38.ª. posição, a 1:21 da vencedora. Daniela Campos (Eneicat - CMTeam) e Ana Caramelo (Matos Mobility Flexaco IHS) foram 57.ª e 58.ª. Raquel Queirós (AtumGeneral/Tavira/SCFarense) terminou no 65.º lugar, sete posições à frente de Raquel Dias (Team Farto - Kiroot). Beatriz Roxo Créditos: Río Miera Cantabria Deporte Dois abandonos entre as portuguesas No segundo desafio da jornada dupla houve etapa em linha de 90 km entre Mérida a Cáceres. Esperava-se chegada ao sprint, mas a fuga surpreendeu com Greta Marturano (UAE ADQ) e Sigrid Haugset (Coop - Repsol) capazes de enganar o pelotão e discutir a vitória entre si. Marturano foi mais forte, estreando-se a ganhar como profissional. O pelotão entrou a 0:25 do duo da frente com Caris Lloyd (Movistar) a ganhar o sprint. O dia ficou marcado pelos abandonos de Daniela Campos e Maria Leão. Raquel Queirós foi a melhor ciclista nacional ao entrar com o pelotão, tal como Beatriz Roxo e Ana Caramelo. Nota ainda para o fail da Eneicat CM, equipa de Daniela Campos, que preparou um maillot sem respeitar as diretrizes da FPC para as campeãs nacionais, como informou a conta @elsterrato. A algarvia teve que alinhar com um maillot alternativo como se pode ver clicando no post. https://twitter.com/elsterrato/status/1897682871705301044 Classificação geral da Vuelta a Extremadura Féminas depois da etapa 1b PosiçãoCiclistaEquipaTempo1VAN DIJK EllenLidl - Trek2:10:592OTTESTAD Mie BjørndalUno-X Mobility0:103MARTURANO GretaUAE Team ADQ0:194AALERUD KatrineUno-X Mobility0:225WILSON-HAFFENDEN FelicityLidl - Trek0:306NORSGAARD EmmaLidl - Trek0:367BARKER ElinorUno-X Mobility0:388CHLADOŇOVÁ ViktóriaTeam Visma | Lease a Bike"9SHARP IzzyLidl - Trek"10HOLMGREN AvaLidl - Trek0:39 Créditos da fotografia de destaque: Vuelta a Extremadura ### Trofeo Laigueglia - Juan Ayuso mete a segunda Depois da abertura da época das clássicas na Bélgica, foi altura do ciclismo arrancar em Itália. Trofeo Laigueglia, corrida de destaque, foi ganho pelo espanhol Juan Aysuo (UAE Team Emirates - XRG). António Morgado (UAE Team Emirates - XRG) - que já venceu este ano - foi o único português à partida. Terminou a prova, ganha pelo seu colega de equipa, na posição 25. Ler mais | Tom Boonen põe os olhos em António Morgado Foto: Igor Martins Desenrolar do Trofeo Laigueglia Percurso de 197 km, com início e fim em Laigueglia, e um total de 3294 metros verticais. Um percurso muito acidentado, com sucessivas colinas nos quilómetros decisivos da prova. O dia ficou marcado por uma fuga que se estabilizou com oito corredores, onde se destacavam, por exemplo, Odd Christian Eiking (Unibet Tietema Rockets) ou Victor Guernalec (Arkéa - B&B Hotels). Perseguidos no pelotão principalmente pela UAE Team Emirates - XRG e pela INEOS Grenadiers, os fugitivos nunca tiveram muita margem. A 20 km do fim, os últimos homens da fuga tinham sido apanhados e a corrida intensificava, com muitas movimentações. Foto: UAE Emirates/Fizza Juan Ayuso atacou nesta altura, e só levou consigo Christian Scaroni (XDS Astana Team). Alguns ciclistas conseguiram juntar-se à frente, donde se destacam Michael Storer (Tudor Pro Cycling Team) e Neilson Powless (EF Education - EasyPost). Depois dos derradeiros quilómetros muito atacados, os quatro discutiram a corrida num sprint de grupo reduzido. Aysuo foi o mais forte, e venceu a segunda corrida consecutiva, depois de levantar os braços na Faun Drome Classic, em França. Christian Scaroni continua a grande temporada, terminando em segundo. Michael Storer bateu Powless para fechar o pódio. Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse Vídeo dos últimos quilómetros do Trofeo Laigueglia https://www.youtube.com/watch?v=hX5zNd3NZqg&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 do Trofeo Laigueglia PosiçãoCiclistaEquipaTempo1AYUSO JuanUAE Team Emirates - XRG4:46:362SCARONI ChristianXDS Astana Team"3STORER MichaelTudor Pro Cycling Team"4POWLESS NeilsonEF Education - EasyPost"5CARBONI GiovanniUnibet Tietema Rockets0:036SHEFFIELD MagnusINEOS Grenadiers0:137BETTIOL AlbertoXDS Astana Team0:238BARRÉ LouisIntermarché - Wanty"9VERCHER MattéoTeam TotalEnergies"10GUALDI SimoneIntermarché - Wanty" Créditos da fotografia de destaque: LaPresse ### Specialized apresenta a nova Vado SL 2 A Specialized apresentou a nova e-bike Vado SL 2 em alumínio ultraleve, uma bicicleta de alto desempenho concebida, segundo a marca, para dissecar qualquer estrada com mais velocidade, estilo, confiança e diversão.  A nova Vado SL 2 traz agora opções de carbono e alumínio de alto desempenho, um motor Specialized SL 1.2 superleve (o mesmo motor da LEVO SL 2) e bateria com aceleração. Motor elétrico Specialized SL 1.2 O motor elétrico silencioso Specialized SL 1.2 permite atingir uma velocidade máxima assistida de 25 km/h. Fornece 320 watts de potência e vem com uma bateria de 520 Wh que dura, segundo a Specialized, até 5 horas. Com um novo ecrã brilhante e controlo remoto tipo joystick, a interface da aplicação Specialized com a bicicleta é totalmente integrada. Tem também vários pontos de montagem para alforges, cadeiras de criança, compatibilidade com reboques e uma capacidade de carga de 27 kg no porta-bagagens traseiro e até 14 kg no porta-bagagens dianteiro Tubus. A monitorização da frequência cardíaca, potência e cadência está disponível na aplicação Specialized.  Future Shock 3.2 e parceria com a Apple O Future Shock 3.2 nos modelos de carbono e o Future Shock 3.1 nos modelos de liga proporcionam 20 mm de curso suave. O ângulo de tubo de direção é mais relaxado e os pneus são maiores (47C) do que nas gerações anteriores, proporcionando mais confiança para andar em superfícies irregulares e até mesmo gravel. A Specialized estabeleceu também uma parceria com a Apple para uma integração pioneira: a Vado SL 2 é diretamente compatível com o Apple Find My. Basta sincronizar o seu telefone com o computador de bordo e a sua bicicleta tornar-se-á um dispositivo localizável dentro da aplicação Find My. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços das várias versões da nova Vado SL 2 da Specialized clicando aqui. ### Tom Boonen põe os olhos em António Morgado Que Tom Boonen coloque António Morgado entre os craques a seguir nas clássicas é grande! O que se diz do Bigode Voador na Bélgica? Sem filtros e minutos após fazer 2.º na semi clássica Le Samyn, António Morgado falou com o coração e em plena flash soltou de forma inocente: "Não, não gosto deste tipo de corridas.” Aos 21 anos é tímido e discreto, tem um talento descomunal. A postura humilde, a forma guerreira de correr e o bigode mais próprio de outra idade outorga-lhe uma certa aura de ciclista de culto. Na época de estreia nas clássicas do Norte ganhou o respeito dos aficionados tornando-se o mais jovem top cinco num Monumento desde 1962 na Volta a Flandres, onde foi 5.º. Parecia um flandrien mais, só que este é antural de Salir do Porto, Caldas da Rainha. O site do Sporza destacou a opinião de Boonen sobre Morgado. Rei das clássicas revê-se no talento português Com a Bélgica em pleno turbilhão informativo pós fim de semana de abertura – Soren Warenskjold venceu a Omloop Het Nieuwsblad e Jasper Philipsen a Kuurne-Bruxelas-Kuurne – sucedem-se os debates e as tertúlias que preparam o caminho até à Ronde. O programa de referência na Flandres é o Wielerclub Wattage, do canal Sporza, e foi surpreendente ouvir Tom Boonen falar de António Morgado. Vencedor de quatro Paris-Roubaix e três Voltas à Flandres, o rei das clássicas revê-se no talento português. "Eu também não gostava de andar no pavê, mas fazia-o bem. Pode ser que o Morgado ainda venha a gostar do pavê se o passar mais rápido do que os outros. Se consegues fazer isto aos 20 anos tens tudo para ter um grande futuro.” Tom Boonen no Wielerclub Wattage. O Wielerclub Wattage conta com outros ex-ciclistas como Jan Bakelants e Dirk De Wolf. A um mês da Volta à Flandres há um português não corre numa equipa belga, mas em pouco tempo criou uma identidade própria pela forma de correr. O Bigode Voador contou ao TopCycling que chorou de impotência no Koppenberg, em 2024, e mesmo assim acabou entre os cinco primeiros. Até onde pode chegar nesta campanha de clássicas? Tim Wellens fez o reconhecimento dos setores da Paris-Roubaix e partilhou com a imprensa da Bélgica uma história curiosa “O António Morgado foi o único que ficou na roda do Tadej Pogacar quando lá passaram após um treino de seis horas. Ele nem sabe o forte que é.” Tim Wellens Foto: A.S.O. Pauline Ballet Bakelants gostou de ver correr António Morgado Também Jan Bakelants analisou a Omloop Het Nieuwsblad do português, que foi dos mais atacantes nas subidas empredadas. Apesar de ter finalizado 42.º, Bakelants gostou de ver correr António Morgado. "O Morgado foi uma das revelações nas primeiras corridas da primavera. Durante a Omloop não houve muitas imagens do grupo perseguidor entre Berendries e o Kapelmuur. Mas quando esse grupo apareceu na imagem o Morgado ia sempre a arrastar o grupo na frente.” Jan Bakelants ao Wielerclub Wattage. O TopCycling confirmou o calendário do ciclista da UAE para a campanha de clássicas. Vamos poder ver António Morgado nas seguintes provas: Nokere Koerse GP Denain Brugge-De Panne E3 Harelbeke Volta à Flandres Paris-Roubaix ### UCI Granfondo World Series Coimbra Region - Portugueses dominam O Granfondo World Series Coimbra Region foi para a estrada, no passado fim de semana de 1 e 2 de março. Um dos maiores eventos de ciclismo de estrada em Portugal, foi dominado pelos portugueses em (quase) toda a linha. O evento é o único em solo nacional que faz parte do circuito oficial da UCI Gran Fondo World Series, e permite aos ciclistas amadores acumular pontos para o Campeonato do Mundo de Granfondos da UCI. Ler mais | UCI Granfondo World Series Coimbra Region está já aí Resultados do Granfondo World Series Coimbra Region O Granfondo World Series Coimbra Region foi composto por três eventos, ao longo de dois dias de competição. 1 de março - Contrarrelógio A primeira prova foi um contrarrelógio Individual, num percurso rápido e técnico de 20,2 km ao longo das margens do rio Mondego, com partida na Avenida de Conímbriga, em Coimbra. Pedro Pinheiro venceu a prova masculina, e Line Ostegaard a prova feminina. Nos dois pódios, contam-se cinco portugueses. Pódio masculino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Pedro Pinheiro (POR)Bussola Btt/Peixovar0:26:172Helder Loureiro (POR)Equipa De Ciclismo Grupo Parapedra/Maf/ Riomagic0:043João Viegas (POR)Zossvog0:37 Pódio feminino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Line Ostegaard (DEN)-0:31:182Patrícia Rosa (POR)Atum General/Tavira/SC Farense0:493Liliana Jesus (POR)Race Spirit0:55 2 de março - Mediofondo Uma prova de 106,7 km e 1.143 metros de desnível positivo, onde Michel Machado e Liliana Jesus terminaram em primeiro lugar. Pódio masculino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Michel Machado (POR)Brinox Cycling Team2:41:342Pedro Rodrigues (POR)Higirecolhas / Vulcal-Ccc"3Nilton Nilton (POR)Detailstrong-Remodelacões & Mármores Lda0:14 Pódio feminino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Liliana Jesus (POR)Race Spirit2:59:282Ana Neves (POR)Bike & Nutrition Shop1:243Line Ostegaard (DIN)-1:31 2 de março - Grandfondo O segundo dia de competição também contou com o Grandfondo. 148 km e 1.835 metros de desnível positivo onde Helder Malheiro e Marine Lenehan saíram vencedores. Pódio masculino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Helder Malheiro (POR)Equipa De Ciclismo Grupo Parapedra/Maf/ Riomagic3:45:042Martinho Saragoça (POR)Sintra Clube Ciclismo/Vvl/Planthiza"3Matteo Cigala (ITA)-0:16 Pódio feminino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Marine Lenehan (IRL)-3:58:162Leah Cuthbertson (RU)Onyx RT19:013Darina Balabai (RUS)PCA Team19:41 ### O Gran Camiño – Etapa 5: Cara conhecida vence no último dia Quinta etapa da prova espanhola O Gran Camiño ligou Betanzos a Santiago de Compostela. Praticamente 160 km de terreno ondulante, com contagens de montanha e setores de sterrato a armadilhar o percurso. Magnus Cort Nielsen voltou a vencer, e fez o hat trick de vitórias na corrida na Galícia. Derek Gee chegou no grupo do dinamarquês, e confirmou o triunfo da classificação geral. Ler mais | O Gran Camiño – Etapa 4: Surpresa no Alto do Cebreiro Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 A etapa Uma fuga de oito homens marcou o dia, com destaque a ir para a presença de Rafael Reis (Anicolor / Tien 21) no grupos dos fugitivos. A fuga foi perdendo alguns elementos e ganhando outros, numa etapa que foi muito atacada, e onde várias equipas tentaram mexer com a corrida. O último escapado a ser apanhado pelo pelotão foi Remy Rochas (Groupama FDJ), a 12 km do fim. A partir desse momento, sucederam-se os ataques na frente da corrida. A Israel - Premier Tech foi a primeira equipa a assumir o controlo do pelotão, mais tarde substituída pela Uno-X Mobility, que tinha sido bem sucedida na missão de manter Magnus Cort Nielsen no grupo da frente. Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 Apesar das tentativas constantes, a equipa do dinamarquês conseguiu levar um pelotão compacto para a meta. No sprint final, voltou a não haver competição, e Magnus Cort Nielsen fez o hat trick de vitórias no O Gran Camiño. Carlos Canal (Movistar Team) foi segundo, e Giovanni Lonardi (Team Polti VisitMalta) fechou o pódio do dia. Derek Gee (Israel - Premier Tech) chegou integrado no grupo vencedor, e garantiu a vitória na classificação geral, a primeira da sua carreira. Davide Pignazoli (Team Polti VisitMalta) foi segundo e Magnus Cort Nielsen terceiro. Em relação às equipas portuguesas, na quinta etapa, o melhor classificado foi Xavier Cañellas (Anicolor / Tein 21), que fechou na sétima posição. Na geral, David Jesús Peña (APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense) fechou na 11ª posição. Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=rfuWx3bgjDo&ab_channel=TNTSportsCycling Top 10 da etapa 5 Pos.CiclistaEquipaTempo1CORT MagnusUno-X Mobility03:43:522CANAL CarlosMovistar Team“3LONARDI GiovanniTeam Polti VisitMalta"4MACIAS CesarPetrolike"5MAESTRI MircoTeam Polti VisitMalta"6CAÑELLAS XavierAnicolor / Tien 21“7PIGANZOLI DavideTeam Polti VisitMalta“8PEÑUELA Francisco JoelCaja Rural - Seguros RGA“9PRIETO José AntonioPetrolike“10PESENTI ThomasSoudal Quick-Step“ Top 10 da classificação geral de O Gran Camiño Pos.CiclistaEquipaTempo1GEE DerekIsrael-Premier Tech15:21:232Davide PIGNAZOLITeam Polti VisitMalta0:353CORT MagnusUno-X Mobility0:384COBO IvanEquipo Kern Pharma1:155FAGÚNDEZ Eric AntonioGroupama-FDJ1:346CHUMIL Sergio GeovaniMovistar Team1:537CEPEDA Jefferson AlveiroEuskaltel-Euskadi1:568SOENENS ViktorBurgos Burpellet BH1:599VANSEVENANT MauriCaja Rural-Seguros RGA2:0210KULSET JohannesUno-X Mobility2:22 Créditos da fotografia de destaque: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 ### Shimano prolonga parceria com a Alpecin-Deceuninck A Shimano prolongou a parceria com a Alpecin-Deceuninck, incluindo acordos individuais com Mathieu van der Poel e Puck Pieterse. Este acordo, que teve início em 2009, estende-se agora até 2032, dedicando-se ao avanço tecnológico e à excelência desportiva na estrada, gravel, ciclocrosse e cross-country (XCO). Foto: Shimano Marca mantém ligação a Van der Poel e Puck Pieterse O novo acordo entre a Shimano e a Alpecin-Deceuninck inclui agora o apoio pessoal aos principais ciclistas da equipa, Van der Poel e Puck Pieterse. O apoio a estes atletas vai já em oito anos para Van der Poel e quatro para Pieterse. Continuar esta parceria e poder utilizar a melhor configuração em todas as disciplinas será um catalisador para futuros desempenhos. Van der Poel Foto: Shimano Estou constantemente a alternar entre três disciplinas e poder confiar constantemente no equipamento da Shimano em cada disciplina é uma enorme vantagem. Puck Pieterse Foto: Shimano As equipas masculina e feminina vão usar os grupos DURA-ACE Di2 e XTR, que oferecem, segundo a Shimano o mais avançado desempenho de mudanças e travagem. Também usarão os sapatos S-PHYRE para o máximo desempenho mantendo a colaboração em nos desenvolvimentos tecnológicos. Foto: Shimano ### O Gran Camiño – Etapa 4: Surpresa no Alto do Cebreiro Quarta etapa da prova espanhola O Gran Camiño ligou A Pobra do Brollón a O Cebreiro. Um dia muito duro, com quatro contagens de montanha e final no alto da última subida. Sérgio Chumil (Burgos Burpellet BH), que venceu no Alto da Torre na última edição da Volta a Portugal, foi o primeiro a cruzar a meta. Derek Gee (Israel - Premier Tech) chegou colado ao guatemalteco, e manteve a camisola amarela. Ler mais | Volta a Portugal 2024 | Etapa 3 | Subida à Torre Sérgio Chumil triunfa na quarta etapa da corrida espanhol O Gran Camiño. Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 A etapa Uma fuga inicial com apenas dois ciclistas tornou-se num grupo de 10 homens, onde também iam, entre outros, Lucas Lopes (Rádio Popular - Paredes - Boavista) e Pedro Silva (Anicolor / Tien 21). O grupo chegou a ameaçar o pelotão, mas os últimos fugitivos foram apanhados quando a corrida intensificou no grupo dos favoritos. Com 17 km para a meta, Marco Friggo (Israel - Premier Tech) terminou o seu trabalho, e Derek Gee meteu um ritmo asfixiante no grupo da frente. Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 A 15 km do fim, só Sérgio Chumil tinha sido capaz de seguir com o canadiano. Os dois iam revezando, perseguidos por um grupo com Davide Pignazoli (Team Polti VisitMalta) e Jefferson Cepeda (Movistar Team). Atrás, um grupo maior, onde seguia Magnus Cort (Uno-X Mobility), já sem possibilidade de discutir a etapa. O duo da frente andou bem e não foi alcançado até ao final. No sprint pela vitória, foi Sérgio Chumil o mais forte - voltou a ganhar depois da vitória na Volta a Portugal. Derek Gee foi segundo e segurou a camisola amarela. A fechar o pódio, Davide Pignazoli. Destaque, também, para o melhor ciclista do dia nas equipas portuguesas: David Jesús Peña (APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense) terminou a tirada na quinta posição, e subiu a 12º na geral. Ler mais | O Gran Camiño – Etapa 3: Contrarrelógio reordena classificação geral Pódio da corrida espanhola O Gran Camiño depois da quarta jornada. Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 Top 10 da etapa Pos.CiclistaEquipaTempo1CHUMIL Sergio GeovaniBurgos Burpellet BH03:42:272GEE DerekIsrael - Premier Tech"3PIGANZOLI DavideTeam Polti VisitMalta0:184CEPEDA Jefferson AlveiroMovistar Team0:195PEÑA Jesús DavidAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:416CORT MagnusUno-X Mobility"7FAGÚNDEZ Eric AntonioBurgos Burpellet BH"8CAICEDO Jonathan KleverPetrolike"9SOENENS ViktorSoudal Quick-Step"10VANSEVENANT MauriSoudal Quick-Step" Top 10 da Classificação geral O Gran Camiño Pos.CiclistaEquipaTempo1GEE DerekIsrael-Premier Tech11:37:322Davide PIGNAZOLITeam Polti VisitMalta0:373CORT MagnusUno-X Mobility0:494COBO IvanEquipo Kern Pharma1:145FAGÚNDEZ Eric AntonioGroupama-FDJ1:336CEPEDA Jefferson AlveiroEuskaltel-Euskadi1:487SOENENS ViktorBurgos Burpellet BH1:518CHUMIL Sergio GeovaniMovistar Team1:529VANSEVENANT MauriCaja Rural-Seguros RGA2:0110KULSET JohannesUno-X Mobility2:14 5º etapa de O Gran Camiño A quinta, e última etapa d'O Gran Camiño vai levar os ciclistas de Betanzos a Santiago de Compostela. 159.87 km de extensão, num dia de terreno ondulante e muito armadilhado, onde Derek Gee vai precisar de muita atenção para não ser surpreendido e confirmar a vitória na classificação geral. Créditos da fotografia de destaque: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 ### Andalucía Bike Race 2025 - A consagração dos campeões A Andalucía Bike Race by Garmin 2025 chegou ao fim após seis dias de puro BTT, com alguns dos melhores atletas do mundo nesta vertente de Cross-Country Maratona (XCM). Uma etapa diferente, apelidada de "Finisher Stage" pela organização, um contrarrelógio individual que trouxe emoção até ao último minuto. Categoria Elite Masculina Na categoria masculina, Fabian Rabensteiner e Casey South, da equipa Torpado Kenda FSA Factory, confirmaram o título após uma corrida consistente ao longo da semana. O terceiro lugar na etapa final foi suficiente para garantir a vitória na classificação geral. Créditos: Andalucía Bike Race O segundo lugar da geral foi para Andreas Seewald e Jakob Hartmann, da Singer KTM Racing, enquanto a dupla espanhola Miguel Muñoz e Luis Francisco Pérez, da Klimatiza Orbea Team, completou o pódio final. Créditos: Andalucía Bike Race Tiago Ferreira e David Valero estavam a escassos segundos do pódio mas não conseguiram fazer diferenças para Miguel Muñoz e Luis Francisco Pérez, acabando por terminar no quarto posto da geral da Andalucía Bike Race 2025. Créditos: Andalucía Bike Race José Dias e Martin Stosek terminaram na sexta posição da geral. Créditos: Andalucía Bike Race Pódio da classificação geral final - Elite Masculina Pos.DuplaEquipaTempo1Fabian Rabensteiner – Casey SouthTorpado Kenda FSA Factory12:37:222Jakob Hartmann – Andreas SeewaldSinger KTM Racing12:38:243Miguel Muñoz – Luis Francisco PérezKlimatiza Orbea Team12:39:02 Categoria Elite Feminina Na categoria feminina, Mónica Calderón e Tessa Kortekaas, da Cannondale ISB Sport Women, foram imbatíveis ao longo de todas as etapas e conquistaram a classificação geral após uma semana perfeita, conseguindo o pleno de vitórias. Créditos: Andalucía Bike Race O segundo lugar ficou para Meritxell Figueras e Claudia Peretti, da Cannondale Protour Olympia, que deram luta mas não conseguiram desafiar a superioridade das vencedoras. Antonia Daubermann e Daniela Höfler, da Concordia Burggen - 1Vision, fecharam o pódio da geral feminina. Créditos: Andalucía Bike Race Pódio da classificação geral final - Elite Feminina Pos.DuplaEquipaTempo1Tessa Kortekaas – Mónica CalderónCannondale ISB Sport Women15:46:432Meritxell Figueras – Claudia PerettiCannondale Protour Olympia15:52:253Antonia Daubermann – Daniela HöflerConcordia Burggen - 1Vision17:02:38 ### O Gran Camiño – Etapa 3: Contrarrelógio reordena classificação geral Terceira etapa da prova espanhola O Gran Camiño ligou Ourense a Pereiro de Aguiar. Um contrarrelógio com 15,6 km, com uma subida no início, de terreno plano até à meta depois disso. Derek Gee (Israel - Premier Tech) foi o mais rápido na luta contra o relógio, e também assumiu a primeira posição na classificação geral da corrida. Ler mais | O Gran Camiño – Etapa 2: Magnus Cort a dobrar A etapa O primeiro destaque da etapa vai para os dois especialistas portugueses de contrarrelógio, que terminaram a etapa no top 20: Nelson Oliveira (Movistar Team) foi 12º, e Rafael Reis (Anicolor / Tien 21) terminou em 17º. A luta pela vitória da etapa estava renhida, com a terceira tirada a marcar poucas diferenças entre os primeiros classificados, até chegar Derek Gee. O canadiano foi dos últimos a partir, em virtude da nona posição que ocupava à partida. Na chegada, marcou as maiores diferenças: cumpriu o esforço em 0:23:17, com uma média de 40,173 km/h (o único ciclista acima dos 40 km/h). Foto: Israel Premier Tech Derek Gee saltou imediatamente para a liderança. Terminou com 0:16 para o segundo na etapa, Davide Pignazoli (Team Polti VisitMalta), e com 0:20 para o terceiro, Maxime Decomble (Groupama FDJ). Créditos: sprintcyclingagency Magnus Cort (Uno-X Mobility), que tinha vencido as duas primeira etapas, foi o último a partir, com a difícil tarefa de defender a liderança da classificação geral. O dinamarquês esteve perto mas não conseguiu: chegou a 0:24 de Derek Gee, e desceu para segundo por apenas 0:05. Ler mais | Derek Gee no Giro como líder da Israel Premier Tech – Entrevista Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/YhIibCNsktE?si=eFZdgEQJFElf63eM Top 10 da etapa Pos.CiclistaEquipaPontosTempo1Derek GeeIsrael-Premier Tech1400:23:172Davide PiganzoliTeam Polti VisitMalta5+ 17s3Maxime DecombleGroupama-FDJ3+ 21s4Magnus CortUno-X Mobility-+ 25s5Ivan CoboEquipo Kern Pharma-+ 27s6Txomin JuaristiEuskaltel-Euskadi-+ 33s7Urko BerradeEquipo Kern Pharma-+ 35s8Fredrik DversnesUno-X Mobility-+ 38s9Hugo HouleIsrael-Premier Tech-+ 44s10Alex MolenaarCaja Rural-Seguros RGA-+ 45s Top 10 da classificação geral d'O Gran Camiño Pos.CiclistaEquipaTempo1Derek GeeIsrael-Premier Tech07:55:112Magnus CortUno-X Mobility+ 05s3Davide PiganzoliTeam Polti VisitMalta+ 17s4Ivan CoboEquipo Kern Pharma+ 27s5Maxime DecombleGroupama-FDJ+ 39s6Txomin JuaristiEuskaltel-Euskadi+ 40s7Eric FagundezBurgos Burpellet BH+ 46s8Nelson OliveiraMovistar Team+ 47s9Abel BalderstoneCaja Rural-Seguros RGA+ 51s10Fredrik DversnesUno-X Mobility+ 59s 4.ª Etapa A quarta etapa d'O Gran Camiño vai ligar A Pobra do Brollón a O Cebreiro. Conta com extensão de 137.1km e 2797 metros de elevação. Uma etapa dura, para os trepadores, onde os ciclistas enfrentam quatro contagens de montanha, incluindo uma de 1ª categoria (10,1 km a 6,3%), e o final depois de uma 3ª categoria (2,8 km a 6,5%). Créditos da fotografia de destaque: Israel Premier Tech ### Andalucía Bike Race 2025 - Resumo e classificações da Etapa 5 A Andalucía Bike Race by Garmin 2025 chegou a Córdoba para as duas últimas etapas da competição, e a Skoda Super Stage de hoje ofereceu espetáculo. Devido à previsão de condições meteorológicas adversas a etapa foi encurtada em 10 km, mas os ciclistas puderam desfrutar de uma jornada igualmente dura a técnica, pelo Cerro Muriano, Santa María de Trasierra e pelo canal de Guadalmellato, antes da chegada no Parque de la Asomadilla. Vitória para os atletas da casa na elite masculina Na categoria masculina, os espanhóis Miguel Muñoz e Luis Francisco Pérez, da Klimatiza Orbea Team, brilharam na sua terra natal e conquistaram a vitória numa etapa histórica para eles. A dupla demonstrou um grande domínio ao longo da etapa, conseguindo o primeiro triunfo da equipa numa corrida UCI. "Queríamos endurecer a corrida desde o início. Tentámos logo no começo, mas com um grupo grande atrás era complicado. No final da última subida, conseguimos fazer a diferença. Vencer em casa é algo muito especial", afirmaram após cruzar a meta. A apenas a alguns segundos, depois de alguns dias azarados, David Valero e Tiago Ferreira (BH Coloma Team) conseguiram fazer uma excelente etapa e estão a escassos segundos do Top-3 da geral, enquanto Fabian Rabensteiner e Casey South (Torpado Kenda FSA Factory Team) terminaram na terceira posição da etapa, mantendo a liderança. Classificação Etapa 5 – Elite Masculina Pos.CiclistasEquipaTempo1Miguel Muñoz – Luis F. PérezKlimatiza Orbea Team02:28:482David Valero – Tiago FerreiraBH Coloma Team02:29:293Casey South – F. RabensteinerTorpado Kenda FSA02:29:29 Classificação Geral – Elite Masculina Pos.CiclistasEquipaTempo1Fabian Rabensteiner – Casey SouthTorpado Kenda FSA11:20:012Jakob Hartmann – Andreas SeewaldSinger KTM Racing11:21:083Miguel Muñoz – Luis F. PérezKlimatiza Orbea Team11:22:394Tiago Ferreira – David ValeroBH Coloma Team11:23:41 Domínio avassalador de Calderón e Kortekaas na elite feminina Na categoria feminina, Mónica Calderón e Tessa Kortekaas (ISB Cannondale Team) mantiveram o seu registo 100% vitorioso em Córdoba, triunfando novamente na etapa rainha. "Foi uma etapa muito dura, com constantes subidas e descidas. Mantivemos um ritmo forte do início ao fim", comentaram na chegada. Na segunda posição terminaram Meritxell Figueras e Claudia Peretti (Cannondale Protour Olympia Team), consolidando a sua vice-liderança na geral. Antonia Daubermann e Daniela Höfler completaram o pódio da Skoda Super Stage, chegando cerca de dez minutos depois das segundas classificadas. Classificação Etapa 5 – Elite Feminina Pos.CiclistasEquipaTempo1Tessa Kortekaas – Mónica CalderónISB Cannondale Team03:03:022Meritxell Figueras – Claudia PerettiCannondale Protour Olympia03:05:103Antonia Daubermann – Daniela Höfler-03:15:24 Classificação Geral – Elite Feminina Pos.CiclistasEquipaTempo1Tessa Kortekaas – Mónica CalderónISB Cannondale Team14:06:512Meritxell Figueras – Claudia PerettiCannondale Protour Olympia14:11:343Antonia Daubermann – Daniela Höfler-15:11:51 Última etapa promete emoção Após a etapa rainha, a Andalucía Bike Race by Garmin 2025 chega ao seu momento decisivo com um contrarrelógio final, onde serão coroados os campeões da 15ª edição desta corrida de BTT por etapas. ### Andalucía Bike Race 2025 - Etapa 4: Rabensteiner e South mais líderes Na quarta etapa da Andalucía Bike Race by Garmin 2025, os ciclistas enfrentaram novamente um percurso técnico, com 1.300 metros de desnível positivo, que atravessou a zona do Parque Periurbano de El Neveral e culminou numa exigente secção final em Jabalcuz, antes do regresso ao Olivo Arena. Domínio de Rabensteiner e South na categoria masculina Na competição masculina, a dupla Fabian Rabensteiner e Casey South (Torpado Kenda FSA Factory) voltou conquistar a vitória, com somente 39 segundos de vantagem sobre os adversários. Com este triunfo, os líderes da geral consolidam a sua posição na luta pela geral. “Estamos muito contentes com esta vitória e sentimos que estamos num bom momento. Amanhã teremos uma etapa longa e tudo pode acontecer, o mais importante será evitar erros”, afirmaram os vencedores no final da etapa. No pódio, juntaram-se a eles os espanhóis Miguel Muñoz e Luis Francisco Pérez (Klimatiza Orbea Team), que terminaram em segundo lugar, seguidos por Andreas Seewald e Jakob Hartmann (Singer KTM Racing), equipas que protagonizaram uma boa batalha no dia de hoje. Quanto aos melhores portugueses, a dupla de José dias e Martin Stosek terminaram hoje na quarta posição, seguidos pela dupla de Tiago Ferreira e David Valero. Calderon e Kortekaas imbatíveis na elite feminina Na competição feminina, Mónica Calderon e Tessa Kortekaas (ISB Cannondale) mantiveram o seu domínio e garantiram a sua terceira vitória consecutiva, consolidando novamente a liderança na geral. A dupla atacou desde os primeiros quilómetros, gerindo depois a vantagem até à meta. “Desde o arranque impusemos um ritmo forte. Em todas as etapas tentamos ser o mais rápidas possível para chegar à meta na frente”, comentaram as vencedoras após a vitória. A dupla de Meritxell Figueras e Claudia Peretti (Cannondale Protour Olympia) foi segunda classificada, seguidas pelas espanholas Natalia Fischer e Maria Reyes (Extremadura-Ecopilas UCI MTB Team) que completaram o pódio, a poucos minutos das líderes. Rumo a Córdoba para a fase decisiva Depois de dois dias por Jaén, a Andalucía Bike Race by Garmin 2025 ruma agora para a zona de Córdoba, onde se disputarão as últimas etapas desta 15ª edição. ### O Gran Camiño - Etapa 2: Magnus Cort a dobrar Segunda etapa da corrida espanhola O Gran Camiño ligou Marín a A Estrada. 133 km de extensão, e três contagens de montanha num percurso armadilhado. A Israel - Premier Tech trabalhou muito, mas foi Magnus Cort Nielsen (Uno-X Mobility) a levantar os braços pela segunda vez em dois dias. Ler mais | O Gran Camiño – Etapa 1: Efapel perto da surpresa A Etapa Um dia difícil para o pelotão, inicialmente marcado por uma fuga de três homens, Ander Okamika (Burgos Burpellet BH), Alvaro Sagrado (Illes Balears Arabay) e Rémi Daumas (Groupama - FDJ). O pelotão, onde a Israel - Premier Tech assumiu grande parte da despesa na perseguição, apanhou os fugitivos com 20 km para o fim. À entrada da última contagem de montanha do dia, o ritmo intensificou. Derek Gee atacou no último quilómetro da subida, e levou consigo um pequeno grupo de ciclistas. A Uno-X Mobility, de Magnus Cort Nielsen, trabalhava na perseguição para trazer o dinamarquês de volta à frente da corrida. Foto: Israel Premier Tech A missão foi bem sucedida e o pelotão voltou a andar junto a 6 km do fim. Na chegada ao sprint, o trabalho da Uno-X Mobility deu frutos e Magnus Cort Nielsen venceu de forma confortável. Em segundo chegou Martin Marcellusi (VF Group - Bardiani CSF - Faizanè), e a fechar o pódio Carlos Canal (Movistar Team). Depois de Jonas Vingegaard vencer as duas últimas edições d'O Gran Camiño, continua o domínio dinamarquês, com Magnus Cort Nielsen a vencer as primeiras duas etapas da corrida espanhola. O Gran Camino 2025 - The Historical Route - 4th Edition - 2nd stage Marín - A Estrada 133,1km - 27/02/2025 - Magnus Cort (DNK - Uno-X Mobility) - photo Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency©2025 Ler mais | Derek Gee no Giro como líder da Israel Premier Tech – Entrevista Vídeo final da etapa https://youtu.be/zimS0_T8mDY?si=Y1AOpWKf7IKqjOsd Top 10 da etapa 2 d'O Gran Camiño Pos. Ciclista Equipa Tempo 1 CORT Magnus Uno-X Mobility 3:13:05 2 MARCELLUSI MartinVF Group - Bardiani CSF - Faizanè” 3 CANAL CarlosMovistar Team “ 4 PESENTI ThomasSoudal Quick-Step“ 5 COBO IvánEquipo Kern Pharma” 6 FAGÚNDEZ Eric AntonioBurgos Burpellet BH“ 7 ROCHAS RémyGroupama FDJ“ 8 PIGANZOLI DavideTeam Polti VisitMalta“ 9 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos Burpellet BH“ 10 GEE DerekIsrael - Premier Tech“  Top 10 da classificação geral d'O Gran Camiño Pos. Ciclista Equipa Tempo 1 CORT Magnus Uno-X Mobility 3:13:05 2 MARCELLUSI MartinVF Group - Bardiani CSF - Faizanè” 3 CANAL CarlosMovistar Team “ 4 PESENTI ThomasSoudal Quick-Step“ 5 FAGÚNDEZ Eric AntonioBurgos Burpellet BH” 6 COBO IvánEquipo Kern Pharma“ 7 ROCHAS RémyGroupama FDJ“ 8 FERNÁNDEZ SinuhéBurgos Burpellet BH“ 9 GEE DerekIsrael - Premier Tech“ 10 PIGANZOLI DavideTeam Polti VisitMalta“  3ª Etapa Ao terceiro dia d'O Gran Camiño, os ciclistas enfrentam um contrarrelógio de 15,6 km, entre Ourense e Pereiro de Aguiar. Os ciclistas têm pela frente uma subida inicial, de 4,9 km a 5,7% de pendente média, seguida de terreno plano até à meta. Créditos da fotografia de destaque: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency ### O Gran Camiño - Etapa 1: Efapel perto da surpresa  Arrancou esta quarta feira, dia 26 de fevereiro, a quarta edição d’O Gran Camiño. A primeira etapa correu-se entre a Maia e Matosinhos.  A Efapel Cycling, equipa do pelotão português, esteve perto da surpresa com Santiago Mesa, mas foi Magnus Cort Nielsen (Uno-X Mobility) a levantar os braços no sprint final. Ler mais | “O Gran Camiño” parte de Portugal em 2025 Foto: FPC Desenrolar da etapa Foi um dia com especial destaque para as equipas portuguesas desde o início da etapa. Artem Nych (Anicolor / Tien 21) e Mauricio Moreira (Efapel Cycling) fizeram parte da fuga de seis homens marcou a tirada – foram apanhados a 40 km do fim.  A partir desse momento, alguns ataques na procura de partir a corrida. Havia, no entanto, muitas equipas interessadas num final ao sprint, e o pelotão foi sempre controlando as iniciativas.  A chegada a Matosinhos fez-se a alta velocidade, e a etapa ia terminar ao sprint. Nessa chegada rápida, Santiago Mesa esteve perto de levantar os braços e deixar a vitória em Portugal, mas Magnus Cort Nielsen foi mais forte nos últimos metros, e conquistou a primeira etapa d’O Gran Camiño. Giovanni Lonardi (Team Polti VisitMalta) fechou o pódio. O melhor português do dia foi João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), que chegou na 11ª posição. Daniel Lima (Israel - Premier Tech) e Pedro Silva (Anicolor / Tien 21) fecharam em 17º e 18º, num dia em que nenhum dos candidatos perdeu tempo. Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Vídeo do ultimo quilómetro https://youtu.be/bX4UeucC-VI?si=HPj_zwa2b9dYorTn 2ª Etapa A segunda etapa da prova espanhola vai ligar Marín a Estrada. Terreno ondulante, numa etapa com extensão de 133 km, com três contagens de terceira categoria, e um final em subida. A etapa tem transmissão, em Portugal, nos canais Eurosport. Top 10 da etapa 1 d’O Gran Camiño Pos. Ciclista Equipa Tempo 1 CORT Magnus Uno-X Mobility 4:18:49 2 MESA Santiago Efapel Cycling " 3 LONARDI Giovanni Team Polti VisitMalta “ 4 CAVIA Daniel Burgos Burpellet BH “ 5 WARLOP Jordi Soudal Quick-Step " 6 PEÑUELA Francisco Joel Caja Rural - Seguros RGA “ 7 MACIAS Cesar Petrolike “ 8 CANAL Carlos Movistar Team “ 9 PRIETO José Juan Petrolike “ 10 MAGLI Filippo VF Group - Bardiani CSF - Faizanè “  Top 10 da Classificação geral d'O Gran Camiño Pos. Ciclista Equipa Tempo 1 CORT Magnus Uno-X Mobility 4:18:39 2 MESA Santiago Efapel Cycling 0:043 OKAMIKA AnderBurgos Burpellet BH0:054 LONARDI GiovanniTeam Polti VisitMalta0:065 TURCONI FilippoVF Group - Bardiani CSF - Faizanè0:076 CAVIA DanielBurgos Burpellet BH0:10 7 WARLOP JordiSoudal Quick-Step“ 8 PEÑUELA Francisco JoelCaja Rural - Seguros RGA“ 9 MACIAS CesarPetrolike “ 10 CANAL CarlosMovistar Team “  Créditos da fotografia de destaque: Petrolike ### Andalucía Bike Race - Etapa 3: mudança de líderes na corrida masculina A terceira etapa da Andalucía Bike Race by Garmin 2025 trouxe mudanças na classificação geral masculina, enquanto na corrida feminina as líderes consolidaram a vantagem. Com um percurso exigente de 64,79 km e 2.227 metros de desnível positivo, os ateltas enfrentaram trilhos técnicos e paisagens deslumbrantes na travessia de El Neveral e no Parque Natural da Sierra Mágina. Créditos: Andalucía Bike Race Nova liderança masculina Na categoria masculina, a vitória sorriu à dupla Fabian Rabensteiner e Casey South, que assumiram o controlo da Andalucía Bike Race by Garmin a meio da etapa e cruzaram a linha de meta com uma vantagem confortável. “Esta vitória é muito importante, pois é a primeira com a nova equipa. Foi uma etapa com muitas subidas e trilhos técnicos, mas sentimo-nos bem e conseguimos abrir um bom espaço para os adversários”, destacaram os vencedores. O pódio foi completado por Andreas Seewald e Jakob Hartmann (Singer KTM Racing) e por Samuele Porro e Marc Stutzmann (Klimatiza Orbea Team), que terminaram juntos. Créditos: Andalucía Bike Race Os anteriores líderes da classificação, Jakob Dorigoni e Gioele De Cosmo, perderam a camisola de líderes devido a uma queda, deixando Rabensteiner e South como os novos líderes da geral. Calderon e Kortekaas dominam e reforçam liderança feminina Na categoria feminina, Mónica Calderon e Tessa Kortekaas (ISB Cannondale) voltaram a dar espetáculo, vencendo a terceira etapa e consolidando a liderança na geral. Créditos: Andalucía Bike Race Txell Figueras e Claudia Peretti (Cannondale Protour Olympia) terminaram na segunda posição e Melissa Maia e Pilar Fernandez completaram o pódio da etapa. “A etapa de hoje foi muito dura, tanto física como mentalmente, mas sentimos que conseguimos dar mais, depois de dois dias a conhecer a nossa dinâmica como equipa”, comentaram as vencedoras no final. Próxima etapa Na quarta etapa os atletas continuarão a percorrer a província de Jaén, num percurso igualmente técnico e exigente. Em corridas de BTT por etapas o cenário muda a qualquer momento (como aconteceu hoje com a equipa que liderava a classificação masculina), a luta pelo vitória final continua acesa e cada etapa é crucial. ### Andalucía Bike Race – Etapa 2: Dia duro em Granada  A Andalucía Bike Race partiu esta terça feira, dia 25 de fevereiro, para a segunda etapa da prova, num circuito em Granada.  Jakob Dorigoni e Gioele De Cosmo (TORPADO KENDA FSA FACTORY) voltaram a ser os mais fortes. Na prova feminina, foram Mónica Calderon e Tessa Kortekaas (CANNONDALE ISB) venceram a etapa. Ler mais | Andalucía Bike Race – Etapa 1: Portugueses arrancam bem Créditos: Andalucía Bike Race A etapa Um percurso intenso e espetacular esperava os ciclistas na segunda etapa da prova espanhola. 26,17 km de extensão e 741 de acumulado positivo, num dia que foi marcado pela explosividade e proeza técnica. Os ciclistas voltaram a andar em Granada, com a paisagem espetacular da Sierra Nevada para inspirar os atletas. Na corrida masculina, o nível altíssimo dos competidores foi mais uma vez visível, com as seis duplas mais fortes a discutir a etapa até ao fim do percurso. Jakob Dorigoni e Gioele De Cosmo voltaram a ser os mais fortes, tal como na primeira etapa. Fabian Rabensteiner e Casey South (TORPADO KENDA FSA FACTORY) terminaram no segundo lugar, e o português Tiago Ferreira, juntamente com David Valero (BH Coloma Team), fecharam o pódio do segundo dia. As duas primeiras equipas terminaram com 01:05:10. Tiago Ferreira chegou 0:02 depois. Créditos: Andalucía Bike Race Na corrida feminina, a história do primeiro dia repetiu-se, com nova vitória de Mónica Calderon e Tessa Kortekaas. Cumpriram o percurso em 01:23:23. A 0:04, chegou a dupla composta por Txell Figueras e Claudia Peretti (Cannondale Protour Olympia), que se assume como um dos conjuntos mais fortes da competição. Katazina Sosna e Irina Lützelschwab (Torpado Kenda FSA Factory team) terminaram em terceiro, com o registo de 01:25:01. Créditos: Andalucía Bike Race 3ª Etapa Depois dos dois primeiros dias de competição, os ciclistas deixam Granada para trás e seguem viagem até Jaén. O terreno muda, mas as condições vão continuar a levar as equipas aos limites, numa prova que promete ser discutida até aos últimos metros. Créditos da fotografia de destaque: Organização da prova ### UCI cancela Mundial de Gravel 2025 em Nice e procura novo local A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou que o Mundial de Gravel 2025 não será realizado em Nice, França, como estava previsto para 18 de outubro deste ano. De acordo com o comunicado de imprensa da UCI, a decisão foi tomada em conjunto com a cidade anfitriã, devido a dificuldades técnicas e de calendário, impossibilitando a organização do evento na capital da Riviera Francesa. A UCI procura agora novo país organizador para a quarta edição do Mundial de Gravel, e garante que o novo local e data serão anunciados o mais rapidamente possível. Particularidades do Mundial de Gravel O Mundial de Gravel ainda é bastante recente e só teve três edições, tendo ocorrido em Veneto (Itália) nos anos de 2022 e 2023, em Lovaina (Bélgica) em 2024, e Nice (2025) que estava planeado para este ano. O processo de qualificação para o Mundial de Gravel ocorre através dos eventos UCI Gravel World Series, onde os 25% melhores classificados de cada faixa etária garantem um lugar no Campeonato do Mundo. O Campeonato do Mundo de Gravel tem a particularidade de permitir que ciclistas amadores e elites partilhem o mesmo percurso. Em 2024, por exemplo, foram entregues 23 títulos mundiais, dos quais 21 foram de campeões por faixa etária (dos 19 aos 80 anos), além dos títulos conquistados por Mathieu van der Poel e Marianne Vos nas provas de elite. Novo calendário pode incluir prova em Portugal - Impasse no calendário e na qualificação UCI anunciou já havia anunciado a intenção de levar o Mundial a três continentes diferentes entre 2025 e 2028, com o objectivo de ajudar a expandir a modalidade, estando definidos no calendário além de Nice (agora cancelado), Nannup, na Austrália em 2026, Alta Saboya em França (2027) e Alula na Arábia Saudita (2028). Este cancelamento pode gerar algum impasse, pois a participação de alguns atletas (principalmente amadores) nos eventos da UCI Gravel World Series é motivada pela qualificação para o mundial, que por enquanto não se sabe onde será. Por exemplo, se o Mundial 2025 ocorrer fora do continente europeu será algo que desencoraja a participação de muitos atletas amadores europeus, pois as deslocações e logística para fora da Europa encarecem a participação num Campeonato do Mundo. De lembrar ainda que, para o Campeonato do Mundo de 2025 já se realizaram duas provas qualificativas no final de 2024, e prevê-se que mais 20 eventos sejam disputados até outubro, passando alguns deles por Portugal. Créditos da foto de destaque: UCI ### Andalucía Bike Race – Etapa 1: Portugueses arrancam bem  Arrancou esta segunda feira, dia 24 de fevereiro, a Andalucía Bike Race, com a sua primeira etapa a ser corrida com início e fim na cidade de Granada.  Jakob Dorigoni e Gioele De Cosmo (TORPADO KENDA FSA FACTORY) foram a dupla vencedora da primeira tirada. David Valero e o português Tiago Ferreira (BH COLOMA TEAM) terminaram o dia na segunda posição. Ler mais | Andalucía Bike Race arranca para a 15ª edição Créditos: Andalucía Bike Race A etapa A primeira etapa da corrida espanhola partiu de Granada, na primeira vez em que o início e fim tiveram lugar na cidade. Uma etapa marcada pelas dificuldades nos quase 63 km de prova, onde os ciclistas ultrapassaram 1,816 metros de acumulado positivo.  A prova masculina não se definiu até aos últimos quilómetros, numa etapa que se destacou pela emoção. Três duplas discutiram a prova até ao fim: os italianos Jakob Dorigoni e Gioele De Cosmo destacaram-se perto do fim e venceram a tirada.  A luta pelo segundo lugar, logo atrás dos vencedores, decidiu-se ao sprint: David Valero e o português Tiago Ferreira conseguiram o segundo posto, à frente de Jakob Hartmann e Andreas Seewald (Singer KTM Racing). 2:52:37 foi o tempo atribuído às três duplas. Pódio da primeira etapa, com destaque para Tiago Ferreira. Créditos: Andalucía Bike Race Na categoria feminina, as vencedoras foram Mónica Calderón e Tessa Kortekaas (Cannondale ISB Women). Discutiram a etapa com a dupla Claudia Peretti e Meritxell Figueras (Cannondale Protour Olympia), até abrirem uma vantagem de um minuto para a vitória. Em terceiro chagaram Katazina Sosna e Irina Lützelschwab (Torpado Kenda FSA/Bulls). A dupla vencedora cruzou a linha com o registo de 3:33:24, mais de um minuto de vantagem para as segundas classificadas, que chegaram com 3:34:16. Créditos: Andalucía Bike Race 2ª Etapa Na próxima terça feira, dia 25 de fevereiro, corre-se a segunda etapa da prova espanhola. Sai de Complejo de la Bola de Oro em Granada. Os ciclistas vão enfrentar um percurso mas intenso, com pouco mais de 26 km de extensão, e 714 metros de acumulado positivo. Créditos da fotografia de destaque: Andalucía Bike Race ### Vingegaard bate Almeida e vence a Volta ao Algarve 2025 Dinamarquês vence contrarrelógio no Alto Malhão e tira a geral da Volta ao Algarve a João Almeida por catorze segundos. Anticlímax no Alto do Malhão, onde se esperava a festa de João Almeida na Volta ao Algarve, mas Jonas Vingegaard mostrou ser um predestinado. O dinamarquês da Visma Lease a Bike, bicampeão do Tour de France, fez um espetacular contrarrelógio e bateu o colega Wout Van Aert por 0:11 na dobradinha da formação neerlandesa. Foi a resposta de Vingegaard à vitória de Tadej Pogacar, também este domingo, no UAE Tour. O Tour de France pode estar cinco meses de distância, mas os favoritos dão sinais de quee, em França, a luta será a mesma das últimas cinco edições. UAE Emirates perdeu em toda a linha A UAE Emirates perdeu em toda a linha: iniciou o crono com três ciclistas no top 5 da geral e após os 19 km entre Salir e o Alto do Malhão só João Almeida segurou a posição. O camisola amarela Jan Christen perdeu a geral para Vingegaard, a juventude para Romain Grégoire e caiu de 1.º a 10.º Também António Morgado teve um dia mau. O Bigode Voador podia ter aproveitado o deslize de Christen para adjudicar a juventude pelo segundo ano consecutivo, mas quenbrou e de 4.º passou a 11.º João Almeida fechou a corrida na 2.ª posição, retificando na subida o mau contrarrelógio nos 17 km planos. O corredor da UAE Emirates voou no Malhão, fez a subida em 7:07 e recuperou 13 segundos para Vingegaard, mas o dano estava feito. Vitória dinamarquesa na Volta ao Algarve 22 anos depois de Claus Michael Møller ganhar pela Milaneza-MSS. Vingegaard subiu ao pódio acompanhado por Almeida e De Plus no fecho da 51.ª Volta ao Algarve. A classificação por pontos foi para Jordi Meeus, vencedor em Tavira. O francês Grégoire levou a juventude. Nico Tivani foi rei da montanha dando um grande triunfo à Aviludo-Louletano-Loulé. Como foi? Vê o vídeo resumo da etapa https://youtu.be/0JOUaOGw1dQ?si=up0DD4LNW9PECF7s Classificação da etapa Aqui está a Classificação da Etapa 5 da Volta ao Algarve 2025: Classificação da Etapa 5 - Volta ao Algarve 2025 Pos.CiclistaEquipaTempo1Jonas VingegaardVisma Lease a Bike28:252Wout van AertVisma Lease a Bike+0:113Antonio TiberiBahrain - Victorious+0:154Romain GrégoireGroupama - FDJ+0:305Maximilian SchachmannSoudal Quick-Step+0:316João AlmeidaUAE Team Emirates,,7Neilson PowlessEF Education - EasyPost+0:378Laurens De PlusINEOS Grenadiers,,9Ilan Van WilderSoudal Quick-Step+0:3910Jakob SöderqvistLidl - Trek,, Confiram abaixo a classificação final da Algarvia PosiçãoNomeEquipaDiferença1Jonas VINGEGAARDVisma Lease a Bike13:19:302João ALMEIDAUAE Team Emirates - XRG0:153Laurens DE PLUSINEOS Grenadiers0:244Romain GRÉGOIREGroupama - FDJ0:365Maximilian SCHACHMANNSoudal Quick-Step0:406Neilson POWLESSEF Education - EasyPost0:437Ilan VAN WILDERSoudal Quick-Step0:488Primož ROGLIČRed Bull - BORA - hansgrohe0:539Tao GEOGHEGAN HARTLidl - Trek0:5410Jan CHRISTENUAE Emirates - XRG0:57 ### Andalucía Bike Race arranca para a 15ª edição  A Andalucía Bike Race sai para a estrada entre os dias 24 de fevereiro e 1 de março, para a 15.ª edição daquela que já é uma das corridas de BTT mais prestigiadas do calendário internacional. A prova por etapas é corrida em duplas. Promete seis dias espetaculares, com os melhores especialistas de XCM, num percurso renovado que inclui as províncias de Granada, Jaén e Córdoba. Créditos: Andalúcia Bike Race Percurso da Andalucía Bike Race Um novo percurso espera os ciclistas em Espanha. Vão sei seis etapas, divididas por três regiões do país vizinho. Ao todo, vão ser cerca de 305 km de competição, com um total incrível de 8,630 metros de acumulado positivo. Etapa 1: 24 de fevereiro – Granada – Granada Etapa 2: 25 de fevereiro – Granada – Granada Etapa 3: 26 de fevereiro – Jáen - Jáen Etapa 4: 27 de fevereiro – Jáen - Jáen Etapa 5: 28 de fevereiro – Córdoba - Córdoba Etapa 6: 1 de março – Córdoba - Córdoba Créditos: Andalúcia Bike Race Startlist da Andalucía Bike Race A Andalucía Bike Race parte para a estrada com uma startlist de luxo, digna que um campeonato do mundo.  Destacam-se dois portugueses: Tiago Ferreira vai correr com o espanhol David Valero em 2025, naquela que promete ser uma dupla temível. José Dias vai fazer par com Martin Stošek, campeão europeu de Gravel em 2023. De resto, há outras duplas de destaque, com antigos campeões do mundo de XCM à cabeça: Andreas Seewald e Jakob Harmann são uma das duplas favoritas. Outra equipa que combina experiência e juventude é Marc Stutchmann e Samuele Porro.  De resto, um dos destaques é a separação da dupla que venceu em 2024. Fabian Rabensteiner vai correr com Casey South, jovem promissor da modalidade.  A prova feminina também promete espetáculo: destacam-se o dua italo-germânico de Costanza Fasolis e Stephanie Walter. De Espanha, Txell Figueras e Claudia Peretti vão unir forças, numa dupla que junta muita juventude e talento. Natalia Fischer, uma das melhores espanholas de todos os tempos, também volta à competição à procura da vitória. Créditos: Andalúcia Bike Race Onde acompanhar A corrida pode ser acompanhada, como tem acontecido nos últimos anos, através dos canais oficiais digitais da Andalucía Bike Race e no topcycling através das crónicas diárias de todas as etapas. Créditos da fotografia de destaque: Andalucía Bike Race ### Volta ao Algarve 2025 - Milan Fretin pica o ponto em Faro Foi o belga da Cofidis, Milan Fretin, quem brilhou na quarta etapa da Volta ao Algarve 2025, ao vencer a tirada de 175 quilómetros entre Albufeira e Faro. O desenvolvimento da etapa A etapa foi marcada por uma fuga inicial composta por Warre Vangheluwe (Soudal-Quick Step), Johan Jacobs (Groupama-FDJ), Gorka Sorarrain (Caja Rural) e German Nicolas Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé). O grupo manteve uma vantagem significativa durante grande parte da jornada, mas o pelotão, liderado pelas equipas dos sprinters, controlou o ritmo e neutralizou os escapados a cerca de 20 quilómetros da meta. https://twitter.com/VoltAlgarve/status/1893322701269266878 Nos quilómetros finais, a Visma-Lease a Bike endureceu o ritmo na última subida categorizada do dia, tentando desgastar os sprinters mais puros e favorecer Van Aert. A abordagem funcionou até certo ponto, mas o belga da Visma acabou por ser prejudicado no sprint final devido à movimentação de Fretin, terminando na sétima posição. Milan Fretin confirma grande forma no início desta temporada Nos metros finais, Arnaud De Lie parecia bem posicionado para disputar a vitória, mas foi Milan Fretin que surpreendeu com uma aceleração impressionante. Fretin impôs-se a Jordi Meeus, Filippo Ganna e Arnaud De Lie, numa chegada ao sprint em Faro, que envolveu alguma polémica pela trajetória no sprint do belga da Cofidis, que acabou por atrapalhar Wout van Aert. https://twitter.com/eurosport/status/1893346032429174839 Não houve no entanto, qualquer penalização para Fretin, confirmando assim a sua segunda vitória esta temporada (já havia vencido na clássica de Almería). Classificação da Etapa 4 Pos.CiclistaEquipaTempo1Milan FretinCofidis4:03:312Jordi MeeusRed Bull-BORA-hansgrohe+003Filippo GannaINEOS Grenadiers+004Arnaud De LieLotto+005Biniam GirmayIntermarché-Wanty+006Madis MihkelsEF Education-EasyPost+007Wout van AertTeam Visma Lease a Bike8Nicolò BurattiBahrain Victorious+009Casper van UdenTeam Picnic PostNL+0010Jasper StuyvenLidl-Trek+00 Classificação Geral Pos.CiclistaEquipaTempo1Jan ChristenUAE Team Emirates12:50:452João AlmeidaUAE Team Emirates+0:043Laurens De PlusINEOS Grenadiers+0:074António MorgadoUAE Team Emirates+0:145Luca VergallitoAlpecin - Deceuninck+0:206Jonas VingegaardTeam Visma Lease a Bike+0:207Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+0:238Tao Geoghegan HartLidl - Trek+0:239Quinten HermansAlpecin - Deceuninck+0:2310Romain GrégoireGroupama - FDJ+0:26 Próxima etapa: Decisão contra o cronómetro A etapa decisiva será um contrarrelógio individual de 19.6 kms., no qual a subida final ao Alto do Malhão será o principal condimento. Jan Christen parte como líder, mas João Almeida e Laurens De Plus estão muito perto na classificação e podem levar a vitória na derradeira etapa. Está tudo em aberto e espera-se um grande espetáculo amanhã na Volta ao Algarve! Créditos da foto de destaque: Getty Sport ### Volta ao Algarve – Jordi Meeus impõe-se em Tavira Jordi Meeus estreia-se a ganhar na Volta ao Algarve na tradicional chegada a Tavira. Iúri Leitão (queda) e Rui Oliveira (apertado) não puderam sprintar. A chegada a Tavira é um must da Volta ao Algarve e Jordi Meeus provou ser um digno vencedor da 3.ª etapa que finalizou ao sprint na Avenida Zeca Afonso. O sprinter belga da Red Bull-Bora-hansgrohe foi superior à concorrência de peso que se apresentou na meta e despachou Alberto Dainese e Biniam Girmay. Wout Van Aert, vencedor em Tavira no ano passado, nem cheirou o triunfo. Positivo foi o top 10 de Santiago Mesa, da Efapel, vencedor da Prova de Abertura. Havia também altas expetativas para ver os portugueses, mas foi um dia negativo para Rui Oliveira e para Iúri Leitão. O gaiense da UAE Emirates veio sempre bem posicionado até que foi entalado por Dainese, perdendo a posição no grupo. O vianense da Caja Rural sofreu uma queda feia na aproximação à meta. Desfecho triste para dois atletas medalhados com ouro e prata no recente Europeu de pista. Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Abandono de Romain Bardet Após o caos em Lagos e do domínio da UAE na Fóia, a corrida encontrou certa paz em Tavira. Ainda assim, há a lamentar o abandono de Romain Bardet por queda quando ocupava o 4.º posto da geral, o que faz António Morgado subir ao luhgar do francês. Faltam dois dias para terminar a Algarvia e no top 3 da geral tudo se mantém igual: Jan Christen lidera com 0:04 sobre João Almeida e 0:13 sobre Laurens De Plus. Sábado há ligação entre Albufeira e Faro, uma jornada ideal para emboscadas, já que a primeira hora de corrida será sempre a subir em direção ao Alto do Malhão. Nos últimos 50 km há três contagens de montanha, a último é a Bordeira a 17 km da meta. Fabio Jakobsen foi o último a ganhar em Faro, em 2022. Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/sJx6V7VZOlg?si=hiclWAQOQhfPy4bi Top 10 da Etapa 3 da Volta ao Algarve Posição  Ciclista Equipa Tempo 1  MEEUS Jordi Red Bull - BORA - hansgrohe 4:18:34  2  DAINESE Alberto Tudor Pro Cycling Team  “ 3  GIRMAY Biniam Intermarché - Wanty “ 4  DE LIE Arnaud Lotto “  5  VAN UDEN Casper Team Picnic PostNL  “  6  FRETIN Milan Cofidis “ 7  MIHKELS Madis EF Education - EasyPost “  8  VAN AERT Wout  Team Visma | Lease a Bike “  9  MESA Santiago Efapel Cycling “ 10  WATSON Samuel INEOS Grenadiers “  Top 10 da Classificação geral de Volta ao Algarve Posição Ciclista Equipa Tempo 1  CHRISTEN Jan  UAE Team Emirates – XRG  8:47:08  2  ALMEIDA João  UAE Team Emirates – XRG  0:04 3  DE PLUS Laurens  INEOS Grenadiers  0:13 4  MORGADO António  UAE Team Emirates – XRG  0:20  5  VINGEGAARD Jonas  Team Visma | LAB “  6  VERGALLITO Luca  Alpecin – Deceuninck   “ 7  ROGLIČ Primož  Red Bull – BORA – hansgrohe  0:23 8  GEOGHEGAN HART Tao  Lidl – Trek  “  9  GRÉGOIRE Romain Groupama - FDJ  0:26 10  POWLESS Neilson  EF Education – EasyPost  “  ### Volta ao Algarve – João Almeida dá espetáculo na Fóia Dobradinha da UAE Emirates na serra de Monchique com Jan Christen e João Almeida a baterem os rivais na Volta ao Algarve. A Volta ao Algarve arrancou ao segundo dia e na chegada ao Alto da Foia impôs-se a força coletiva da UAE Emirates, que venceu com Jan Christen devidamente autorizado por João Almeida. Dizemos autorizado porque o corredor de A dos Francos podia ter forçado o sprint pelo triunfo, mas foi bom companheiro e não estragou o momento do suíço. Christen foi bravo, atacou quatro ou cinco vezes num restrito grupo onde estavam Laurens De Plus, Neilson Powless e Luca Vergalito. Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve Jan Christen é o primeiro camisola amarela da Algarvia.Foto: Paulo Maria/FPC De trás para a frente João Almeida veio de trás para a frente, fazendo toda a subida final na companhia de um mini pelotão de favoritos como Jonas Vingegaard, Primoz Roglic e Tao Geoghegan Hart. Com a presença do grupo de quatro homens na frente houve um bloqueio atrás. Só desfeito por Vingegaard a 2 km da meta. Aí se viu quem tinha pernas e João Almeida apresentou-se numa forma incrível para ganhar tempo aos rivais diretos na classificação geral. Ler mais | Volta ao Algarve – O que correu mal em Lagos? https://www.youtube.com/watch?v=3pbwWUQiTUo O TopCycling esteve com João Almeida para uma entrevista exclusiva. UAE Emirates puxou dos galões Após um arranque em falso, em Lagos, foi bom ver a Volta ao Algarve recuperar o espetáculo que caracteriza a prova. A jornada de 177,6 km e 3650 m de acumulado começou em Lagoa e fez toda a diferença fazer a aproximação à Fóia pela vertente Norte. O ritmo no Alto da Pomba (3,8 km a 7,4 %) foi duríssimo e asfixiou o grupo dos favoritos. Entre os portugueses não WorldTour destaque para Tiago Antunes, da Efapel, que entrou 33.º a 2:12, dois lugares à frente de Emanuel Duarte, da Credibom/LA Alumínios/Marcos Car. A UAE Emirates puxou dos galões e mesmo não tendo feito uma subida à Fóia com o bloco unido em torno de João Almeida, provou que trouxe ciclistas em grande forma. Além de Christen e Almeida, nota para António Morgado que fechou no top 5 à frente de Roglic e de Vingegaard. Ler mais | António Morgado I, rei da clássica da Figueira Vídeo resumo da etapa https://youtu.be/01adC0XUYTw?si=iOVllnvTUE9wBe2G Top 10 da etapa 2 da Volta ao Algarve Posição CiclistaEquipaTempo1 CHRISTEN Jan UAE Team Emirates - XRG 4:28:44 2 ALMEIDA João UAE Team Emirates - XRG "3 DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers 0:07 4 BARDET Romain Team Picnic PostNL 0:08 5 MORGADO António UAE Team Emirates - XRG 0:10 6 VINGEGAARD Jonas Team Visma | LAB"7 VERGALLITO Luca Alpecin - Deceuninck 0:11 8 GEOGHEGAN HART Tao Lidl - Trek 0:13 9 ROGLIČ Primož Red Bull - BORA - hansgrohe  "10 POWLESS Neilson EF Education - EasyPost 0:16  Top 10 da Classificação geral da Volta ao Algarve PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 CHRISTEN Jan UAE Team Emirates - XRG 4:28:44 2 ALMEIDA João UAE Team Emirates - XRG 0:043 DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers 0:134 BARDET Romain Team Picnic PostNL 0:18 5 MORGADO António UAE Team Emirates - XRG 0:20 6 VINGEGAARD Jonas Team Visma | LAB "7 VERGALLITO Luca Alpecin - Deceuninck " 8 GEOGHEGAN HART Tao Lidl - Trek 0:23 9 ROGLIČ Primož Red Bull - BORA - hansgrohe  "10 POWLESS Neilson EF Education - EasyPost 0:26  ### Volta ao Algarve – O que correu mal em Lagos? TopCycling analisou a chegada caótica a Lagos no arranque da Volta ao Algarve. Responsáveis, factos e consequências para a corrida. A chegada a Lagos, na abertura da 51.ª Volta ao Algarve, foi um descalabro. Só o futuro dirá como afetará a corrida, mas olhando para as provas concorrentes é provável que haja uma fatura a pagar. A Volta à Andaluzia, por exemplo, teve em 2024 uma edição marcada por problemas organizativos que obrigaram a cancelar quatro etapas. Este ano tem seis WorldTeams enquanto no Algarve estão 13. Há dias, na Étoile de Bésseges, 10 equipas abandonaram a prova a meio por problemas de segurança reincidentes. A Algarvia foi considerada pela UCI a melhor prova ProSeries nos dois últimos anos. No entanto, ver um pelotão circular pelo lado errado da Avenida dos Descobrimentos requer profunda reflexão por parte da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), organizadora da corrida. Escusado será dizer que, além do óbvio prejuízo desportivo para os ciclistas, podia ter ocorrido um acidente com consequências muito graves para atletas e público. Ler mais | Barracada em Lagos https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1892278598511239260 Caótica chegada a Lagos O TopCycling analisou o sucedido e contou com a ajuda de vários especialistas para contextualizar a caótica chegada a Lagos. Isabel Fernandes, ex-comissária da UCI e desde 2018 formadora do destacamento eventual permanente da GNR, enumera os fatores que levaram à situação que presenciamos: - “As rotundas finais não estavam fechadas com grades para obrigar os ciclistas a circular logo desde aquele ponto em contramão para poderem entrar diretos na meta também em contramão; - A seta colocada pela organização indicava em frente em lugar de indicar à esquerda; - A moto da televisão estava no ângulo de visão dos ciclistas quando entrou no desvio dos veículos;  - O responsável pelo desvio dos carros não reagiu a tempo de indicar aos ciclistas que deveriam seguir pela esquerda;  - A sinalização errada por parte do bandeira amarela – deixei este aspeto para o final porque me parece que culpar apenas uma pessoa quando existiram todas as falhas referidas anteriormente não é justo nem deveria ser feito.” Ler mais | Prova de ciclismo, pare por favor Créditos: João Fonseca Crise na estrada e crise na comunicação Organizar uma corrida de ciclismo é difícil, custoso e requer uma articulação perfeita de vários intervenientes. Dito isto, total empatia da minha parte em relação a quem está na estrada No comunicado da Volta ao Algarve, o diretor da prova, Sérgio Sousa, justificou a situação colocando a maior parte da responsabilidade no pelotão. “Toda a informação técnica era clara no sentido de que os corredores deveriam seguir pela esquerda na última rotunda (…) Foi uma decisão errada do pelotão mas é evidente que não teremos feito o suficiente para evitar este desfecho.” Paulo Martins, antigo sprinter e comentador do Eurosport, explica o que sente um corredor numa aproximação à meta rápida e técnica como a de Lagos. “No momento em que o primeiro ciclista vira para a direita vai tudo atrás dele e acaba por induzir tudo em erro. Metendo-me no lugar de um ciclista que estivesse nos 40/50 primeiros do grupo, mesmo sabendo que era para a direita, quase de certeza iria cair no mesmo erro porque podia ter havido alteração de percurso à última hora, além de que a 60 km/h não deves repentinamente mudar de trajetória, sujeito a causar uma queda grave no pelotão.” Paulo Martins ao TopCycling. Entrevista | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve Créditos: Podium Events/Matias Novo Gestão da crise é crucial nestas situações Segundo Luís Beltrão, editor do Topcycling e comentador de ciclismo no Eurosport, erros acontecem, mas a gestão da crise é crucial nestas situações. " Quantas vezes já assistimos a enganos de ciclistas a meio das etapas? Nem uma nem duas, foram mais, estas coisas acontecem. Na minha opinião, pior do que o erro é a gestão de crise, com os media de todo o mundo no local, com todas as equipas, etc, imagino que não seja fácil de gerir mas tem que se assumir o erro de sinalização (que deveria ter sido mais explícita), assumir pela organização como um todo, não imputar culpa aos ciclistas ou a uma pessoa em particular. Pode o trabalho de vários anos e a boa reputação da Volta ao Algarve cair por terra em três segundos? Creio que não, mas o tempo o dirá. " Luís Beltrão, editor Topcycling. A GNR dispõe de um destacamento eventual permanente para as provas de ciclismo.Créditos: João Fonseca Falta à PSP formação específica Cândido Barbosa, presidente da FPC, reagiu meia hora após a etapa assumindo parte da culpa da organização. Falou em falhas da organização e individualizou os erros: o bandeira amarela não atuou a tempo e a PSP não fez o seu papel. Isabel Fernandes reconhece que falta à PSP formação específica para este tipo de eventos, mas que desta vez não foi a força policial que falhou. “Não se pode delegar uma parte tão importante como uma aproximação à meta e desvio dos veículos a alguém externo à caravana, a função do policiamento estático era o de ter o percurso limpo para a caravana, o que aconteceu.” Isabel Fernandes ao TopCycling. As críticas do presidente da FPC podem vir a ser pagas pelos organizadores na hora de contratarem o policiamento para futuras provas de ciclismo. Maiores exigências equivalem a maiores custos. https://twitter.com/INEOSGrenadiers/status/1892257056628908381 Crise na estrada e crise na comunicação Afinal, de quem foi a culpa? Já agora, serve de algo falar disso em público? O pós-etapa vivido em Lagos foi evitável. Na minha opinião, houve crise na estrada e crise na comunicação. Apontar o dedo aos elementos mais vulneráveis na caravana não serve de muito. No pós-etapa notou-se a falta que faz um assessor de comunicação, que devia ter ajudado o diretor da Volta e o presidente da FPC a conter os danos. O TopCycling averiguou outro aspeto relevante. Se por um lado a equipa de motards e bandeirinhas é a mesma de sempre, por outro a equipa de sinalização e de segurança não é a mesma de edições passadas. A Volta ao Algarve precisa dos algarvios, de locais com conhecimento específico, sobretudo em aproximações técnicas como a de Lagos. No meio deste incidente desagradável quem pagou foi Filippo Ganna, impedido de somar uma vitória e bonificações, ele que perdeu a Volta ao Algarve em 2023 por dois segundos! Ainda bem que as equipas tomaram a situação com humor. Houve chuva de memes nas redes sociais num daqueles dias em que mais vale rir para não chorar. ### Volta ao Algarve – Etapa 1: Barracada em Lagos (vídeo)  Saiu para a estrada esta quarta feira, dia 19 de fevereiro, a Volta ao Algarve, numa tirada que ligou Portimão a Lagos. Na chegada, um dos sprints mais caricatos dos últimos tempos marcou a etapa. Mais de meio pelotão virou e acabou por fazer a reta da meta... do lado dos espetadores. Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) foi dos poucos que não se enganou, e cruzou a linha em primeiro lugar. Pouco depois, a organização anunciava o cancelamento da etapa. Ler mais | Volta ao Algarve com pelotão de luxo – Guia das etapa e equipas Foto: INEOS Grenadiers Desenrolar da etapa na Volta ao Algarve Um dia calmo no Algarve, para abrir as hostes. A fuga do dia foi lançada cedo, e os protagonistas foram portugueses: Francisco Campos e Carlos Miguel Salgueiro (APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense), Noah Campos (GI Group Holding - Simoldes - UDO), Diogo Narciso (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Nicolás Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé), Gonaçalo Oliveira (Anicolor / Tien 21) e Cesar de Paula (FEIRENSE - BEECELER) constituíram a primeira movimentação.  O pelotão com força WolrdTour que por estes dias corre no Algarve nunca deu muita margem à fuga, e foi controlando de longe. Carlos Miguel Salgueiro foi o último resistente a ser apanhado, a cerca de 25 km do fim da corrida. Photo © João Fonseca Photographer A Chegada  A partir do momento em que a fuga foi apanhada, as equipas começaram a preparar os comboios para a chegada rápida na cidade de Lagos.  Na aproximação à reta da meta, não houve ataques e a primeira etapa da Volta ao Algarve parecia ir decidir-se num sprint com todo o grupo.  Mas eis que, na entrada dos derradeiros metros da etapa, uma imagem caricata a que raramente assistimos: uma grande parte do pelotão ter-se-á enganado no caminho certo, acabando por entrar na linha da meta... do lado dos espetadores. https://twitter.com/Domestique___/status/1892255683673833622 Foram poucos os ciclistas que acertaram no lado onde, de facto, estava a meta. Sendo assim, o primeiro a passar a linha de meta (do lado certo) foi Filippo Ganna. O italiano foi, para todos os efeitos, o vencedor da etapa, mas apenas por alguns minutos: pouco depois de todo o incidente, a organização da Volta ao Algarve decidiu-se pelo cancelamento da primeira tirada da competição. Foto: Igor Martins Continuamos, então, à espera dos primeiros resultados oficiais da Volta ao Algarve, com a confirmação de que teremos de esperar até ao fim da segunda etapa pelo primeiro vencedor e líder da presente edição da Algarvia. Créditos da fotografia de destaque: Igor Martins ### UCI Granfondo World Series Coimbra Region está já aí Nos próximos dias 1 e 2 de março, a região de Coimbra será palco de um dos maiores eventos de ciclismo de estrada em Portugal: o UCI Granfondo World Series Coimbra Region by Škoda. Este é o único Granfondo em Portugal que faz parte do circuito oficial da UCI Gran Fondo World Series, dando oportunidade a ciclistas amadores de se testarem e competirem por um lugar no Campeonato do Mundo de Granfondos da UCI. Dois dias de ciclismo de alto nível O evento, organizado pela Cabreira Solutions em parceria com os municípios de Coimbra e Montemor-o-Velho, contará com dois dias de competição e experiências para todos os participantes: 1 de março: Contrarrelógio Individual, um percurso rápido e técnico de 20,2 km ao longo das margens do rio Mondego, com partida na Avenida de Conímbriga, em Coimbra. 2 de março: Granfondo – 148 km e 1.835 metros de desnível positivo. Mediofondo – 106,7 km e 1.143 metros de desnível positivo. Qualificação para o Campeonato do Mundo de Granfondos Uma das atrações neste evento é a possibilidade de qualificação para o Campeonato do Mundo de Granfondos da UCI. Este fator pode atrair os ciclistas melhor preparados do país, assim como ciclistas de outros países, aumentando a competitividade na prova. Evento preparado para toda a família Para além da competição no UCI Granfondo World Series Coimbra Region, o evento promete ser uma festa para toda a família. Estão programadas várias atividades paralelas, como: Caminhada: permitindo que os acompanhantes também desfrutem da região. Granfondinho: um evento dedicado aos mais pequenos para incentivá-los ao desporto. Experiências interativas: nos stands das marcas presentes. Foto: Cabreira Solutions Oportunidade para conciliar Ciclismo e Turismo A região de Coimbra e Montemor-o-Velho oferecem um cenário perfeito para um evento deste género. Os participantes terão a oportunidade de pedalar por maravilhosas paisagens, mas também para explorar o património histórico da região e desfrutar da gastronomia local numa viagem de família. Foto: Cabreira Solutions. Marca na tua agenda, será nos dias 1 e 2 de março de 2025! Inscrições AQUI. ### Volta ao Algarve com pelotão de luxo - Guia das etapa e equipas João Almeida, Jonas Vingegaard, Primoz Roglic ou Julian Allaphillipe. Podiam ser as estrelas no início de uma Grande Volta, mas são alguns dos que vão lutar por vitórias na Volta ao Algarve. A Algarvia sai para a estrada na próxima quarta feira, dia 19 de fevereiro, com um elenco de luxo para entreter as estradas do sul de Portugal. Créditos: FPC As figuras da Volta ao Algarve João Almeida lidera um contingente de estrelas que marca presença na Volta ao Algarve. Para além do português, a UAE Team Emirates traz ainda António Morgado e ainda Ivo e Rui Oliveira para a prova. Jonas Vingegaard – duas vezes campeão do Tour de France – e Wout Van Aert também serão cabeças de cartaz pela Visma | LAB. A Lidl Trek traz Tao Geoghegan Hart, campeão do Giro D’Italia em 2020. Primoz Roglic é outro dos nomes grandes – o esloveno já venceu por quatro vezes a Volta a Espanha. Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Continuam os grandes nomes: a INEOS traz Pippo Ganna e Tobias Foss – dois campeões do mundo de contrarrelógio - e ainda Geraint Thomas, vencedor do Tour de France em 2018. A Lotto traz o jovem sprinter Arnaud De Lie, e na EF Education – EasyPost, Rui Costa é, claro está, a grande figura. Há outros merecedores de destaque: Julian Alaphilippe, três vezes campeão do mundo, vai defender as cores da Tudor Pro Cycling Team no Algarve. Biniam Girmay também está presente, pela Intermarche – Wanty, sempre sem esquecer a presença de Afonso Eulálio pela Bahrain – Victorious, e de Iuri Leitão, pela Caja Rural. Nota ainda para as equipas do pelotão português: os nove conjuntos vão marcar presença na linha de partida, numa das provas mais importantes do ano. Ler mais | Guia das equipas portuguesas de ciclismo – Época 2025 Créditos: FPC O Percurso O Topcycling já tinha escrito que a Volta ao Algarve, na sua edição de 2025, contava com um percurso renovado. O que espera, então, os ciclistas? 1ª Etapa – 19 de fevereiro - Portimão > Lagos A primeira etapa arranca de Portimão no dia 19 e termina em Lagos na Avenida dos Descobrimentos ao fim de 190 km. Esta tirada deverá dar oportunidade aos sprinters de lutar pela primeira etapa e camisola amarela da edição 51 da corrida. 2ª Etapa – 20 de fevereiro – Lagoa > Foía A segunda etapa começa em Lagoa e traz-nos a primeira novidade com a subida final na Fóia fazer-se pela vertente norte da serra.  A ascensão para a meta tem 8,4 km de extensão, com a fase mais dura da subida a ser um quilómetro de pendente média a rondar os 10 % que aparece a 3,5 km do final.  3ª Etapa – 21 de fevereiro – Vila Real de Santo António > Tavira  Ao terceiro dia, a caravana parte de Vila Real de Santo António e percorre 183,5 km até Tavira. Esta será mais uma oportunidade para os sprinters.  4ª Etapa – 22 de fevereiro – Albufeira > Faro A quarta etapa joga-se em modo clássica onde o desfecho final é uma incógnita.  Vai ser uma tirada de 175,2 km, entre Albufeira e Faro com três contagens de montanha colocadas nos derradeiros 50 km.  5ª Etapa – 23 de fevereiro – Salir > Malhão A quinta e última etapa da 51.ª edição da Volta ao Algarve termina na tradicional chegada ao Alto do Malhão, que este ano acontece em sistema de contrarrelógio individual.  Os ciclistas partem de Salir e têm 19,6 km de esforço individual com os últimos 2600 metros a serem feitos com uma inclinação média de 9,2%.  Todas as Transmissões A Volta ao Algarve vai ser transmitida em Portugal, como é habitual, através dos canais Eurosport. Vai poder acompanhar a corrida todos os dias, no Eurosport 2, entre as 15h e as 17h. Créditos: FPC Startlist completa da Volta ao Algarve UAE TEAM EMIRATES 1 ALMEIDA Joao   2 CHRISTEN Jan   3 GROSSCHARTNER Felix   4 MORGADO António   5 OLIVEIRA Ivo   6 OLIVEIRA Rui   7 POLITT Nils  TEAM VISMA | LEASE A BIKE 11 VAN AERT Wout 12 VAN BELLE Loe 13 BENOOT Tiesj 14 KUSS Sepp 15 TULETT Ben 16 VINGEGAARD Jonas 17 KELDERMAN Wilco SOUDAL QUICK-STEP 21 CATTANEO Mattia 22 GELDERS Gil 23 LAMPAERT Yves 24 SCHACHMANN Maximilian 25 VAN GESTEL Dries 26 VAN WILDER Ilan 27 VANGHELUWE Warre LIDL – TREK 31 BERNARD Julien 32 GEOGHEGAN HART Tao 33 OOMEN Sam 34 STUYVEN Jasper 35 VACEK Mathias 36 VERONA Carlos 37 SODERQVIST Jakob RED BULL - BORA – HANSGROHE 41 DENZ Nico 42 ROGLIC Primoz 43 KOCH Jonas 44 TRATNIK Jan 45 LAZKANO LOPEZ Oier 46 MEEUS Jordi 47 WANDAHL Frederik INEOS GRENADIERS 51 DE PLUS Laurens 52 FOSS Tobias 53 GANNA Filippo 54 JUNGELS Bob 55 WATSON Samuel 56 THOMAS Geraint 57 ARENSMAN Thymen ALPECIN-DECEUNINCK 61 BAYER Tobias 62 GLIVAR Gal 63 HERMANS Quinten 64 HOLLMANN Juri 65 MEURISSE Xandro 66 VAN TRICHT Stan 67 VERGALLITO Luca LOTTO 71 BEULLENS Cedric 72 DE BUYST Jasper 73 DE LIE Arnaud 74 DRIZNERS Jarrad Eriks 75 GRIGNARD Sébastien 76 LIVYNS Arjen 77 VAN MOER Brent GROUPAMA – FDJ 81 ASKEY Lewis 82 CAVAGNA Rémi 83 GREGOIRE Romain 84 KÜNG Stefan 85 LE HUITOUZE Eddy 86 ROCHAS Rémy 87 ROLLAND Brieuc EF EDUCATION – EASYPOST 91 POWLESS Neilson 92 VALGREN Michael 93 SHAW James 94 HONORÉ Mikkel 95 COSTA Rui 96 MIHKELS Madis 97 ASGREEN Kasper INTERMARCHÉ - WANTY 101 BRAET Vito 102 GIRMAY Biniam 103 KAMP Alexander 104 REX Laurenz 105 ROTA Lorenzo 106 RUTSCH Jonas 107 VAN SINTMAART TEAM PICNIC POSTNL 111 BARDET Romain 112 VAN DEN BROEK Frank 113 COMBAUD Romain 114 DEGENKOLB John 115 EEKHOFF Nils 116 VAN UDEN Casper 117 WELTEN Bram BAHRAIN VICTORIOUS 121 TIBERI Antonio 122 BRUTTOMESSO Alberto 123 BURATTI Nicolo 124 CARUSO Damiano 125 EULÁLIO Afonso 126 PAASSCHENS Mathijs 127 VAN MECHELEN Vlad COFIDIS 131 IZAGUIRRE Ion 132 ALLEGAERT Piet 133 BUCHMANN Emanuel 134 FRETIN Milan 135 HERRADA Jesus 136 TEUNS Dylan 137 THOMAS Benjamin TUDOR PRO CYCLING TEAM 141 ALAPHILIPPE Julian 142 DAINESE Alberto 143 FROIDEVAUX Robin 144 HALLER Marco 145 KELEMEN Petr 146 STORK Florian 147 VOISARD Yannis CAJA RURAL-SEGUROS RGA 151 LEITÃO Iúri 152 BOU Joan 153 GONZÁLEZ Abner 154 JOHNSTON Calum 155 OTRUBA Jakub 156 SORARRAIN Gorka 157 STITES Tyler ANICOLOR/TIEN 21 161 NYCH Artem 162 REIS Rafael 163 SILVA Pedro 164 WOOD Harrison 165 GUERIN Alexis 166 HOLLYMAN Mason 167 FERNANDEZ Ruben TAVFER-OVOS MATINADOS-MORTÁGUA 171 MENESES Leangel 172 BARBIO António 173 SILVA Bruno 174 SANCHEZ Angel 175 MORAIS Francisco 176 MARTINGIL César 177 LINO Guilherme EFAPEL CYCLING 181 MOREIRA Mauricio 182 ANTUNES Tiago 183 CARVALHO André 184 GRIGOREV Aleksandr 185 FERREIRA António 186 MESA Santiago 187 SILVA Joaquim FEIRENSE – BEECELER  191 CARVALHO António   192 BORGES José   193 PEREIRA Francisco  194 GONÇALVES Diogo  195 PINHEIRO Ivo   196 ANDRADE Pedro   197 MUNTON Byron  AP HOTELS & RESORTS/ TAVIRA/ SC FARENSE 201 BARBOSA Diogo 202 SALGUEIRO Carlos 203 SILVA Afonso 204 CAMPOS Francisco 205 LASA Ailetz 206 PINTO Diogo 207 BICHO Jose GI GROUP HOLDING - SIMOLDES – UDO 211 BUSTAMANTE Adrian 212 GUAVITA Cesar 213 CARVALHO Rui 214 GONÇALVES Gaspar 215 VALLS Miquel 216 CAMPOS Noah 217 RIBEIRO André CREDIBOM / LA ALUMÍNIOS /MARCOS CAR 221 DUARTE Emanuel 222 LEAÇA Gonçalo 223 MONTEZ Alexandre 224 NARCISO Diogo 225 DOMINGUES Duarte 226 OLIVEIRA João 227 NUNES Hugo AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ 231 TIVANI Nicolas 232 CONTTE Tomas 233 DOMINGUEZ David 234 DEL PINO Jesus 235 OYARZUN Carlos 236 LEAL Cláudio 237 GALVEZ LOPEZ Jorge RADIO POPULAR - PAREDES – BOAVISTA 241 LOPES Lucas 242 LEAL Tiago 243 GONÇALVES Hélder 244 MARTINS João 245 FONTE César 246 ROTA RUS Raul 247 DURÃES Rafael *A negrito: ciclistas portugueses em prova. Fotografia de destaque: © João Fonseca Photographer ### Unior será distribuída pela Bicimax no mercado ibérico A Bicimax anunciou a distribuição da Unior no mercado ibérico, uma marca com mais de 100 anos de história, sinónimo de inovação, qualidade e precisão na produção de ferramentas. Com um portfólio diversificado, que abrange desde o setor automóvel ao ciclismo, a Unior tem sido a escolha de profissionais em vários setores. Ler mais: Classified anuncia nova Pedaleira, Prato e Cassete Unior no Ciclismo A Bicimax focar-se-á exclusivamente na distribuição das ferramentas dedicadas ao ciclismo, um segmento onde a Unior é amplamente reconhecida pela sua parceria com algumas das melhores equipas e marcas do mundo.A marca tem trabalhado com equipas como Unior Sinter, Soudal Quick-Step, INEOS Grendiers, e a mais recente adição, Continental Atherton Race Team. A gama de ferramentas Unior para bicicletas é vasta e abrangente, desenhada para cobrir todas as necessidades dos mecânicos e ciclistas mais exigentes. Categorias da Unior Mecânica Geral De chaves de fendas a ferramentas de precisão, a Unior disponibiliza todo o equipamento necessário para a manutenção diária, assegurando a fiabilidade e segurança da bicicleta. Ferramentas Específicas Ferramentas de alta precisão para ajustes e reparações em sistemas de transmissão, ferramentas para a manutenção de rodas, como alinhamento e ajuste de tensão, além de equipamentos específicos para quadros, suspensões e travões, garantindo a máxima performance e segurança da bicicleta. Suportes de Bicicleta Os suportes manuais são ajustáveis e robustos, perfeitos para oficinas e mecânicos que precisam de estabilidade e versatilidade durante as manutenções. Já os suportes elétricos proporcionam um ajuste automático de altura, facilitando o trabalho e proporcionando mais conforto e precisão ao mecânico. Ambos os tipos são compatíveis com bicicletas de estrada, montanha e elétricas, garantindo eficiência e segurança em qualquer reparação. Kits e Malas de Ferramenta A Unior também disponibiliza malas e kits de ferramentas compactos e organizados, perfeitos para transportar e manter sempre à mão durante competições ou manutenções no dia-a-dia. Estas soluções permitem que os mecânicos e ciclistas tenham tudo o que precisam de forma prática e acessível, seja em oficina ou em competições. Kits Multitool Para os ciclistas que procuram a máxima versatilidade durante as suas voltas, a Unior oferece kits multitool, ideais para resolver problemas rapidamente em qualquer situação. São ferramentas compactas e funcionais, perfeitas para levar durante os treinos ou passeios de bicicleta, garantindo que os ciclistas possam lidar com imprevistos no terreno. Equipamento de Oficina A Unior oferece ainda uma vasta gama de equipamentos essenciais para oficinas, como bancadas de trabalho, carros de ferramenta e até oficinas personalizadas à medida. Estas soluções são projetadas para otimizar o espaço e a eficiência nas oficinas de mecânica, permitindo que os profissionais tenham tudo à mão de forma organizada e funcional. A Unior é uma marca reconhecida pela qualidade e fiabilidade das suas ferramentas, sendo uma referência no mundo do ciclismo. Podes ver todas as informações no site da Bicimax. ### António Morgado I, rei de Portugal e da clássica da Figueira Na Figueira Champions Classic, António Morgado voou a solo para a vitória em Portugal. Rui Costa 5.º e Rúben Guerreiro 9.º! António Morgado mostrou na Figueira da Foz que está num momento doce da carreira e estreou-se a vencer na categoria ProSeries em Portugal. A Figueira Champions Classic vinha de ser ganha por Casper Pedersen em sprint reduzido (2023) e por Remco Evenepoel com um solo de 50 km (2024). Na 3.ª edição o desenlace foi diferente, provando o bem desenhada que está a prova. Alaphilippe, em estreia pela Tudor, foi o primeiro a mexer na subida final.Foto: Igor Martins António Morgado lançou um ataque brutal A 21 km do final, na última subida ao parque florestal, António Morgado lançou um ataque brutal e foi embora sozinho. O ciclista de 21 anos chegou a dispor de 40 segundos sobre os perseguidores, mas entrou na Avenida 25 de abril com cinco segundos apenas, fechando a prova em 4:35:47 (média de quase 42 km/h). https://www.youtube.com/watch?v=ySkITJOXCm4&t=83s Prestação dos portugueses no WorldTour foi espetacular O sprint pelo pódio foi para Paul Magnier (Soudal Quick-Step) à frente de Mathias Vacek (Lidl-Trek). A prestação dos portugueses no WorldTour foi espetacular: Rui Costa (EF Education-Easypost) foi 5.º, Rúben Guerreiro (Movistar) foi 9.º e João Almeida (UAE Emirates) 16.º. Tiago Antunes (Efapel) foi o melhor atleta das Continentais nacionais entrando na 34.ª posição. É a quinta vitória UCI de António Morgado, isto em apenas um ano e dois meses de profissionalismo ao serviço a UAE Emirates. Só este ano já venceu o GP de Castellón – Ruta de la Cerámica e fez pódios no Troféu Calvià e na clássica Comunidade Valenciana. “Tenho treinado bem, tenho-me sentido bem, não me tenho sentido doente este ano. Não me estava a sentir muito bem, nas duas primeiras voltas pensava que não ia poder discutir a vitória. A única chance era atacar na subida. Estou super contente de contar aqui, é como os belgas ganharem na Bélgica e os franceses em França.” António Morgado na flash interview. Vídeo | João Almeida vai ao Algarve para levar o caneco Foto: Igor Martins ### Ivo e Rui Oliveira fecham Europeu com chave de bronze Portugal fecha Europeu com seis medalhas, a última foi de bronze graças à dupla formada por Rui e Ivo Oliveira no madison. O Campeonato Europeu de ciclismo de pista, realizados no velódromo de Heusden-Zolder, na Bélgica terminaram bem para Ivo Oliveira e Rui Oliveira. A dupla apresentou-se com ambição no madison e após 200 faltas onde se rodou a mais de 58 km/h de média subiram ao pódio para reclamar a medalha de bronze. Portugal até acabou no 2.º lugar atrás dos Países Baixos, mas para lá da hora foi atribuída uma volta aos alemães que atirou os gémeos Oliveira para a 3.ª posição, ficando a campeã mundial com a medalha de prata. Yanne Dorenbos/Vincent Hoppezak (NED) 119 pontos Roger Kluge/Tim Torn Teutenberg (ALE) 105 pontos Ivo Oliveira/Rui Oliveira (POR) 96 pontos Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Portugal igualou a melhor prestação de sempre Os gémeos saem medalhados do Europeu no madison pela segunda vez na carreira, após em 2020 conquistarem a medalha de prata. Uma longa história que teve o primeiro capítulo no Mundial júnior de 2014 quando ganharam o bronze. Neste Europeu, Portugal igualou a melhor prestação de sempre em Campeonatos da Europa de elites com as mesmas seis medalhas de Plovdiv 2020. Os Países Baixos dominaram o medalheiro com 16 medalhas e oito títulos europeus. Portugal terminou no 5.º lugar à frente de potências como França e Dinamarca. Confiram as medalhas obtidas pelos atletas portugueses durante o Europeu de Heusden-Zolder. Bronze: Ivo Oliveira/Rui Oliveira (madison) Bronze: Maria Martins (scratch) Prata: Ivo Oliveira (perseguição individual) Prata: Rui Oliveira (eliminação) Ouro: Iúri Leitão (corrida por pontos) Ouro: Iúri Leitão (scratch) Ler mais | Iúri Leitão varre a pista no Europeu e dá o ouro a Portugal Ler mais | Maria Martins e Rui Oliveira medalhados no Europeu de pista Ler mais | Iúri Leitão e Ivo Oliveira dão ouro e prata a Portugal ### Análise | Rúben Guerreiro e um cartão amarelo histórico Isabel Fernandes, ex-comissária da UCI, analisa o cartão amarelo mostrado a Rúben Guerreiro e outras situações puníveis pela nova regra. Rúben Guerreiro foi o primeiro ciclista português a ser penalizado com um cartão amarelo, o que motivou a análise de Isabel Fernandes, ex-comissária da UCI e comentadora do Eurosport. A situação sucedeu durante o Tour de Omã, numa chegada ao sprint, por aplicação do artigo 5.1 “Desvio da trajetória escolhida obstruindo ou colocando em perigo outro corredor ou sprint irregular”, infração que é penalizada com 200 CHF, relegação ao último lugar do grupo e/ou cartão amarelo. A situação que implicou o ciclista da Movistar despertou um debate que ainda não tinha sido realizado sobre esta nova forma de penalização no ciclismo. Esta regulamentação foi testada durante a época 2024 e entrou em vigor a 1 de janeiro deste ano para as provas WorldTour e ProSeries, masculinas e femininas. Entrevista Rúben Guerreiro – Cowboy da Movistar volta a sorrir Foto: A.S.O. Oman Cycling Association Pauline Ballet Acidentes mortais preocupam Os cartões amarelos foram criados no âmbito da SafeR, a comissão de segurança da UCI, da qual fazem parte representantes dos ciclistas, das equipas, dos organizadores de provas e da UCI. O trabalho da SafeR reflete na supervisão e análise das condições de segurança das provas e apresentação de propostas para correção ou melhoramento dessas condições, incluindo propostas de alterações regulamentares. Os recentes acidentes mortais preocupam a comunidade do ciclismo. A segurança das provas de estrada tornou-se uma prioridade e a regulamentação tem vindo a aumentar o grau de exigência em tudo o que diz respeito aos recursos a disponibilizar pelos organizadores das provas e os materiais utilizados pelos ciclistas. Ler mais | Novas regras da UCI entram em rigor em 2025. O que muda?  Foto: A.S.O. Oman Cycling Association Pauline Ballet Punir e corrigir comportamentos Não só a falta de condições de segurança materiais potencia acidentes em provas de ciclismo. Segundo um estudo recente, a maioria acontece por comportamentos dos próprios ciclistas e os cartões amarelos surgem como forma de punir e corrigir comportamentos. Os cartões amarelos são aplicáveis a todos os elementos de uma equipa e também a outros membros da caravana, mas só podem ser aplicados a indivíduos, não a equipas ou entidades. No caso do ciclista que cometeu uma infração não ser identificado pelos comissários, terá de ser o respetivo diretor desportivo a fazê-lo, caso contrário, será este o sancionado. Desde janeiro de 2025, os cartões amarelos passaram a ser cumulativos e a gerar outras sanções como a suspensão por períodos que podem variar: 7 dias: no caso de dois cartões na mesma prova 14 dias: no caso de três cartões em 30 dias Um mês: no caso de seis cartões no período de um ano Os cartões são cumulativos, mas as sanções não, pelo que será aplicada a maior quando o licenciado esteja em mais de uma das situações previstas. Ler mais | Novas regras de segurança UCI – Sistema de cartões amarelos Foto: A.S.O. Oman Cycling Association Pauline Ballet Em que situações se aplica o cartão amarelo? Sempre que se altera uma regra há um período de adaptação à mesma, logo, em que situações se aplica o cartão amarelo? Podem ser aplicados (e digo podem porque o regulamento prevê e/ou e não a obrigação da sua aplicação, ficando ao critério dos comissários) nas seguintes infrações: Impulso seja entre ciclistas ou em veículos Meio fundo Agarrado Bidão colado Infrações durante sprints Obstrução a outro ciclista Desvio do percurso Uso de ciclovias Passar uma passagem de nível fechada Posição irregular na bicicleta Desrespeito aos comissários ou direção da organização Ameaças, injúrias, intimidação ou comportamento incorreto Descarte fora das zonas Barbara Guarischi foi a primeira ciclista na história do ciclismo a ver um cartão amarelo, ainda em 2024, quando celebrou a vitória de uma companheira de equipa retirando as mãos do guiador e falando no rádio enquanto outras ciclistas disputavam o sprint. O nome de Guarischi ficará também ligado à criação do artigo que proíbe todas estas ações durante antes de passar a linha de meta. Ler mais | “Prova de ciclismo, pare por favor” ### Iúri Leitão e Ivo Oliveira dão ouro e prata a Portugal Título no scratch para Iúri Leitão e vice-campeonato para Ivo Oliveira na perseguição no terceiro dia do Europeu de pista. Iúri Leitão e Ivo Oliveira voltaram a dar a Portugal uma jornada magnífica no Campeonato da Europa de ciclismo de pista. No scratch, o campeão europeu da corrida por pontos arrancou na primeira metade para selecionar o grupo e nas 10 voltas finais contra-atacou despachando os rivais. Só o neerlandês Vincent Hoppezak ousou seguir Leitão, mas nem arranhou. Num scratch que estreou distância – 10 km em vez dos 15 km que eram habituais – o vianense mostrou ser o rei da disciplina que conquistou pela quarta vez (2025, 2024, 2022 e 2020). Ganhou o campeão que salvou a carreira na pista. Completaram o pódio Hoppezak e o britânico Will Tidball. https://twitter.com/UEC_cycling/status/1890486622497518054 Ivo Oliveira foi mais rápido do que nunca Ivo Oliveira foi mais rápido do que nunca nos 4000 m da perseguição só que os 4:03.631 – recorde nacional – só deram para a medalha de prata. A disputa do título foi contra britânico Josh Charlton e o vice-campeão mundial fez melhor do que em Ballerup (Dinamarca), onde ganhou a qualificação e depois perdeu a final para Jonathan Milan. Charlton rodou mais lento do que na sessão da manhã, mas suficientemente rápido para se estrear como campeão da Europa em 4:02.882. A perseguição vive dias incríveis com quatro homens capazes de rodar abaixo dos 4:00, Charlton, os italianos Milan e Ganna, e o estadunidense Lambie – o primeiro a quebrar a mítica barreira, em 2021, na altitude de Aguascalientes (México), enquanto os três europeus fizeram-no ao nível do mar. Foto: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Chapeau Daniela Campos No omnium perdeu-se uma grande oportunidade para ver Daniela Campos discutir as medalhas. A algarvia era 3.ª à partida para a eliminação, mas distraiu-se e foi eliminada ainda nem tinha aquecido as pernas. O último lugar na eliminação atirou-a para o 12.º posto na geral com 60 pontos, a 46 pontos da líder, a britânica Madelaine Leech. Foi brava Daniela Campos, que dobrou o pelotão e chegou a estar no top 10, mas o ritmo foi tão alto que os 20 pontos da volta foram-lhe retirados. As circunstâncias não favoreceram a corredora de Boliqueime, que ainda pontuou no penúltimo sprint para terminar 12.ª na estreia no omnium em elites. Chapeau Daniela Campos que caiu de pé... Por falar em quedas, Madelaine Leech caiu a duas voltas do fim e Lorena Wiebes "roubou-lhe" o título vencendo o sprint final. Azar da jovem britânica de 21 anos. ### Iúri Leitão, o campeão que salvou a carreira na pista | Entrevista Iúri Leitão com o TopCycling em Valência para uma grande entrevista com histórias, amor pelo ciclismo de pista e sonhos por cumprir. Fomos ao encontro de Iúri Leitão num domingo ao final do dia, em Valência. Algures entre o final da Volta à Comunidade Valenciana e a partida para o Campeonato da Europa de pista, o campeão olímpico recebeu o TopCycling. Meia hora de conversa dá para muito, mas com frequência perguntam-me: "Quando é que o Iúri vai dar o salto para o WorldTour?" O ciclista da Caja Rural-Seguros RGA aborda o tema e também fala sobre as naturais dúvidas que um atleta sente nestas situações. A vitória no Challenge de Maiorca também mereceu uma análise técnica detalhada por parte do vianense. No tradicional Troféu Palma, que acaba sempre ao sprint, Iúri Leitão enganou os sprinters num grande momento desta época. Claro que uma oportunidade para conversar com tranquilidade com um campeão olímpico, mundial e europeu tinha que abordar o que se passa nos velódromos. O timing da publicação desta entrevista não podia ter sido mais feliz: Iúri Leitão acaba de ganhar a corrida por pontos no Campeonato da Europa de pista, vertente que tem um papel preponderante na carreira do atleta de 26 anos. https://youtu.be/tVXL5ElEVpU?si=csn29JYRNCalnp7a Na história do desporto nacional O ciclista de Viana de Castelo tem um palmarés incrível. Com um total de 11 medalhas em Europeus (desde sub-23) e duas em Mundiais, Iúri Leitão já está na história do desporto nacional. Em Paris 2024 tornou-se o primeiro atleta nacional a sagrar-se campeão olímpico fora das modalidades do atletismo. 2025 | Campeão da Europa da corrida por pontos 2024 | Campeão da Europa de scratch 2024 | Campeão Olímpico de madison e vice-campeão olímpico de omnium 2023 | Campeão do Mundo de omnium 2022 | Campeão da Europa de scratch 2020 | Campeão da Europa de scratch ### Iúri Leitão varre a pista no Europeu e dá o ouro a Portugal Vianense Iúri Leitão vence a corrida por pontos no segundo dia do Campeonato Europeu de ciclismo de pista. Dia histórico para Portugal no Europeu de pista com uma exibição avassaladora de Iúri Leitão no velódromo de Heusden-Zolder (Bélgica). Se o primeiro dia de prova já tinha sido fantástico com a prata de Rui Oliveira na eliminação e o bronze de Maria Martins no scratch, a segunda jornada As 160 voltas da corrida por pontos foram feitas quase a 55 km/h de média, um ritmo alucinante imposto pelo português desde o início. Iúri Leitão conseguiu dar cinco voltas ao pelotão, ganhou oito dos 16 sprints pontuáveis e terminou com 157 pontos! Nunca um campeão da Europa tinha somado tantos pontos nesta disciplina. É o quarto título europeu do ciclista de Viana do Castelo, que aos três do scratch junta agora a corrida por pontos. Iúri Leitão (POR) 157 pontos Yanne Dorenbos (NED) 114 pontos Jasper De Buyst (BEL) 106 pontos Tata tinha pernas para mais A conquista de Iúri Leitão é ainda mais incrível se tivermos em conta que na sessão da manhã teve que fazer a qualificação do quilómetro. A 12.ª posição é um resultado animador numa disciplina dominada por sprinters na qual o italiano Matteo Bianchi renovou o título. Maria Martins voltou à pista pelo segundo dia consecutivo. A eliminação foi nefasta para a ribatejana que foi atirada ao chão e viu a prova torcer-se quando ficou bloqueada na parte baixa da pista. Tata tinha pernas para mais, mas a eliminação é imprevisível e atirou a portuguesa para o 13.º lugar. Ganhou a irlandesa Lara Gillespie, talento da UAE. ### Maria Martins e Rui Oliveira medalhados no Europeu de pista Portugal arranca a todo gás no Europeu de pista com prata de Rui Oliveira na eliminação e bronze de Maria Martins no scratch. Dia um de Campeonato Europeu de pista e Portugal não tardou a posicionar-se no medalheiro com prata e bronze graças às exibições de Maria Martins e Rui Oliveira. No scratch, primeira das três disciplinas que Maria Martins vai fazer em Heusden-Zolder (Bélgica), a ribatejana correu como outsider e não falhou. A corredora da Canyon-Sram mostrou que veio bem rodada do Tour Down Under e encontrou a medalha de bronze atrás de duas atletas extraordinárias. Martina Fidaza (Visma Lease a Bike) bateu ao sprint Lorena Wiebes (SD Works) num duelo de campeãs mundiais: a italiana em 2021 e 2022, a neerlandesa em 2024. Segundo título europeu para a italiana numa prova em que as duas sprinters mais rápidas do pelotão cumpriram os prognósticos. Maria Martins sacou um bronze sabe a ouro depois de um ano em que esteve sem equipa. Martina Fidanza (ITA) Lorena Wiebes (NED) Maria Martins (POR) Foto: FPC Rui Oliveira foi batido por centímetros Uns minutos após o bronze de Maria Martins, subiu à pista do velódromo belga Rui Oliveira para correr a eliminação. O ciclista da UAE Emirates partia entre os favoritos e Rui Oliveira foi batido por centímetros no lançamento do sprint pelo alemão Tim Torn Teutenberg, repetindo-se o desfecho da final de 2023. A prova durou 11:40 e fez-me a uma média de 52,714km/h. De fora das medalhas ficaram o espanhol Mario Anguela (5.º Mundial), o bicampeão mundial desta disciplina, Elia Viviani, e o campeão mundo madison em 2023, o neerlandês Yori Havik. Tim Torn Teutenberg (GER) Rui Oliveira (POR) Jules Hesters (BEL) Clica aqui para saber os horários e as provas dos atletas portugueses ### Campeonato da Europa de Pista: quando corre Portugal? A seleção nacional de ciclismo de pista estará a competir no Campeonato da Europa de Pista 2025, que decorrerá em Heusden-Zolder, na Bélgica, entre os dias 12 e 16 de fevereiro. Portugal estará representado por cinco atletas, convocados pelo selecionador nacional Gabriel Mendes, para disputar um conjunto de provas de endurance e velocidade ao longo dos cinco dias de competição. Os atletas e as provas A equipa nacional contará com a presença de Daniela Campos, Maria Martins, Iúri Leitão, Ivo Oliveira e Rui Oliveira, ciclistas experientes (e medalhados olímpicos) que já representaram Portugal em várias competições internacionais. Daniela Campos: Omnium Maria Martins: Eliminação, Scratch e Corrida por Pontos Ivo Oliveira: Perseguição Individual, Omnium e Madison Rui Oliveira: Eliminação e Madison Iúri Leitão: Scratch, Corrida por Pontos e Quilómetro (estreia na disciplina) Um dos destaques desta edição será a participação de Iúri Leitão na prova do Quilómetro, uma disciplina de transição entre a velocidade e o endurance. Segundo Gabriel Mendes, esta aposta permitirá avaliar o desempenho do ciclista numa disciplina nova, onde a sua capacidade explosiva poderá ser uma mais-valia. Iúri Leitão. Créditos: Roberto Bettini/SprintCyclingAgency A relevância dos resultados O Campeonato da Europa assume grande importância, não apenas pela disputa de medalhas, mas também pela pontuação para o ranking internacional, essencial para a qualificação para o Campeonato do Mundo. O selecionador nacional realça a ambição da equipa, destacando a importância da competitividade e espírito de entrega. "O Campeonato da Europa tem uma ponderação importante em termos de pontos para o ranking e queremos amealhar o máximo para estarmos no Campeonato do Mundo. Se conseguirmos discutir lugares de pódio, ótimo. A equipa está com bom nível e estou confiante no trabalho que todos vão desenvolver." Gabriel Mendes, selecionador nacional. Daniela Campos e Maria Martins. Créditos: FPC Dias e horários das provas da seleção nacional A participação portuguesa distribuir-se-á pelos cinco dias de competição, com destaque para a entrada em cena de Maria Martins e Rui Oliveira no primeiro dia e a prova de Madison no último dia, onde Ivo e Rui Oliveira formarão dupla. Quarta-feira, 12 de fevereiro 18h28 – Final do Scratch Feminino – Maria Martins 18h45 – Final da Eliminação Masculina – Rui Oliveira Quinta-feira, 13 de fevereiro 17h44 – Final da Corrida por Pontos Masculina – Iúri Leitão 18h58 – Final da Eliminação Feminina – Maria Martins 19h15 – Final do Quilómetro Masculino – Iúri Leitão Sexta-feira, 14 de fevereiro 18h30 – Final do Scratch Masculino – Iúri Leitão 18h52 – Final da Perseguição Individual Masculina – Ivo Oliveira 19h28 – Omnium Feminino IV (Corrida por Pontos) – Daniela Campos Sábado, 15 de fevereiro 14h31 – Omnium Masculino I (Scratch) – Ivo Oliveira 17h37 – Omnium Masculino III (Eliminação) – Ivo Oliveira Domingo, 16 de fevereiro 14h45 – Madison Masculino – Ivo Oliveira e Rui Oliveira Transmissão em Portugal Os fãs de ciclismo poderão acompanhar o Campeonato da Europa de Pista 2025 através do Eurosport 2, com transmissões em direto nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro, e resumos em diferido no fim de semana. ### Teste | Capas de sapato Shimano Dual H2O: Protegem do frio e chuva? Para os bravos que pedalam todo o ano, proteger os pés do frio e da chuva no inverno é um desafio, muitas vezes inglório. Testei as capas de sapato Shimano Dual H2O e deixo a opinião após algumas saídas em condições variadas. Estas capas de sapato da Shimano evoluíram (tive outras no passado), aparentemente foram melhoradas ao nível da durabilidade (é necessário mais tempo para saber se o objetivo foi conseguido). Mas cumprem com os restantes objetivos de proteger os pés do frio e da chuva? Proteção contra o frio e chuva No que toca ao frio, as capas de sapato Shimano Dual H2O são excelentes. Têm um forro em tecido polar que ajuda a aquecer os pés, mantêm os pés quentes mesmo em temperaturas abaixo dos 10°C. Todas as capas deste género têm o problema de não deixar o pé respirar, ficando húmido pela transpiração, no entanto isso nota-se mais em dias de sol (aquecendo demasiado as capas), em dias frios e nublados é quando este acessório é especialmente eficaz. A proteção contra a água é eficaz, mas dentro das limitações normais de qualquer capa de sapato. O revestimento impermeável impede a passagem de água vinda de salpicos e da estrada molhada, mas como acontece com a maioria das capas deste género, em dias de chuva intensa os pés acabam sempre por ficar molhados, pois a água escorre pelas pernas e entra pelo topo da capa ou pela parte inferior dos sapatos, algo difícil de evitar em qualquer modelo e este não é diferente. Durabilidade e qualidade de acabamento melhorados Na minha opinião, um dos pontos fortes destas capas é o acabamento e construção reforçada. O material parece resistente e bem concebido. A proteção na zona frontal e inferior minimiza o desgaste causado ao caminhar fora da bicicleta, um problema comum em capas menos robustas. A marca afirma que o fecho "YKK AquaGuard" é uma mais valia, traduzindo isso por linguagem comum, creio que realmente dificulta a entrada de água pelo fecho. Em resumo Estas capas de sapato Shimano são eficazes para quem quer proteger os pés do frio e da chuva moderada. Funcionam bem em temperaturas baixas e estrada molhada, mas, como qualquer capa, não são infalíveis em dias de chuva forte. Apesar só ter feito algumas pedaladas com elas, pelos acabamentos parece-me que a durabilidade foi melhorada e o conforto térmico que proporcionam também é bom, pelo que podem ser uma opção a ter em conta para quem procura um acessório deste género. Informações acerca de pontos de venda, disponibilidade e preços, através do importador da marca em Portugal: www.scvouga.pt/pt/ciclismo ### Santiago Mesa dá a Prova de Abertura à Efapel Santiago Mesa, da Efapel, faz o bis na Prova de Abertura - Região de Aveiro no início da época de ciclismo em Portugal. Início da época de ciclismo em Portugal com a Prova de Abertura - Região de Aveiro, onde se impôs Santiago Mesa, da Efapel. O pódio ficou completo com Tomás Contte (Aviludo-Louletano-Loulé) e Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua). Ligação entre Vagos e Torreira (Murtosa) de 158,8 km maioritariamente planos. Alinharam 119 corredores, de 14 equipas, num percurso sem grandes dificuldades montanhosas – exceção feita à subida de Talhadas a meio da jornada – e que favorecia chegada ao sprint. Foto: FPC No sprint final ganhou Mesa Até ao km 40 várias tentativas de fuga não tiveram êxito. Pedro Silva (Anicolor-Tien21) arrancou ao km 55 e fez a prova sozinho na frente, tendo sido neutralizado a cerca de 11 km da meta. No sprint final ganhou Mesa, que já tinha vencido em 2023 a Prova de Abertura Região de Aveiro pelo Feirense, na estreia a correr em Portugal. Desta feita o colombiano de 27 anos fez sorrir a formação orientada por José Azevedo. Para saber tudo acerca da Efapel cliquem aqui e aproveitem também para consultar o Guia da Época 2025 onde encontram as novidades do calendário e das nove equipas Continentais. Ler mais | Confiram o calendário nacional e as novidades nas equipas Foto: FPC ### Superprestige | Rescaldo Ronda 8 – Middelkerke  A oitava e última ronda do troféu Superprestige levou os ciclistas a Middelkerke, na Bélgica.  Nesta última corrida da competição, foram dois nomes que não ganharam tanto durante a época a levantar os braços: Joris Nieuwenhuis e Inge Van der Heijden. Ler mais | Mundiais de Ciclocrosse 2025 – Ma7hieu Van der Poel Ler mais | Mundiais de Ciclocrosse 2025 – Hat-trick de Van Empel Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Corrida masculina Numa corrida sem os maiores favoritos da temporada de ciclocrosse, como Mathieu Van der Poel ou Wout Van Aert, o campo para a discussão da vitória era mais aberto.  A corride demorou a definir-se, e à quarta volta seguia um grupo forte na frente, com Nieuwenhuis, Van der Haar, Vanthourenhout, Iserbyt, Aerts e Vandeputte.  © Flanders Classics Este grupo seguiu junto praticamente até à última volta, quando três dos seis se destacaram: Iserbyt, Vanthourenhout e Nieuwenhuis. Vandeputte conseguiu juntar-se ao grupo e os quatro seguiam na frente na última volta.  A derradeira passagem pelo circuito foi muito atacada, e no fim, foi Joris Nieuwenhuis o mais forte, a vencer a sua primeira corrida da época. Iserbyt chegou a 0:03, e Vandeputte a 0:09.  No que toca à classificação do trófeu Superprestige, não houve alterações no que ao pódio diz respeito, em relação à última ronda. Sendo assim, Niels Vandeputte é o grande vencedor da edição 24/25 do Superprestige. Lars Van der Haar e Michael Vanthourenhout completam o pódio. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1888256474159198364 Vídeo resumo da corrida masculina: https://www.youtube.com/watch?v=GJRcGN-c8LI&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da corrida: Posição  Ciclista  Tempo  1  NIEUWENHUIS Joris 0:57:06  2  ISERBYT Eli  0:03 3  VANDEPUTTE Niels 0:09 4  VANTHOURENHOUT Michael 0:14  5  VAN DER HAAR Lars 0:19  6  AERTS Toon 0:44  7  SWEECK Laurens 1:05  8  ADAMS Jens 1:12  9  MEEUSSEN Witse 1:26  10  DE BRUYCKERE Kay 1:47  Top 10 da classificação geral do Supeprestige: Posição  Ciclista  Pontos  1  VANDEPUTTE Niels  96 2  VAN DER HAAR Lars  86 3  VANTHOURENHOUT Michael  82 4  ISERBYT Eli 74  5  SWEECK Laurens 71  6  ORTS Felipe 65  7  WYSEURE Joran 60  8  NYS Thibaut  43  9  KUHN Kevin  42  10  AERTS Toon  40  Corrida feminina A corrida feminina ficou marcada pela queda da grande favorita à vitória logo na primeira volta. Lucinda Brand caiu e deixou a frente da corrida muito longe.  Aí, seguiam Inge Van der Heijden e Sara Casasola, que cedo se destacaram como as líderes da prova. Créditos: CX Benidorm / Yago Urrutia Na última volta, a neerlandesa conseguiu criar espaço para a italiana, e pedalou para a vitória no cross belga. Casasola ainda foi a tempo de ser ultrapassada por Lucinda Brand, que fez uma prova tremenda, e, numa demonstração de força, remontou muitos lugares para terminar em segundo, à frente de Sara Casasola.  No que à classificação geral do Superprestige diz respeito, a vitória de Inge Van der Heijden não foi suficiente para alterar as contas finais. Lucinda Brand venceu, à frente de Ceylin Alvalarado. Van der Heijden fechou a prova em terceiro lugar. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1888226079451517398 Vídeo resumo da corrida feminina: https://www.youtube.com/watch?v=0OrYUPPzn4c&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da corrida: Posição  Ciclista  Tempo  1  VAN DER HEIJDEN Inge 0:44:28 2  BRAND Lucinda 0:13 3  CASASOLA Sara 0:33  4  CANT Sanne 1:18  5  CLAUZEL Hélène 1:34  6  NORBERT RIBEROLLE Marion 2:02  7  BROUWERS Julie 2:16  8  BENTVELD Leonie 3:07  9  VAN ALPHEN Aniek 3:30  10  CRABBÉ Kiona 3:46  Top 10 da Classificação geral do Superprestige: Posição  Ciclista  Pontos  1  BRAND Lucinda  114  2  ALVARADO Ceylin Del Carmen  99  3  VAN DER HEIJDEN Inge  80  4  VAN ALPHEN Aniek  62  5  CASASOLA Sara 62  6  BENTVELD Leonie 58  7  CANT Sanne  54  8  NORBERT RIBEROLLE Marion  44  9  VERDONSCHOT Laura  33  10  VAN EMPEL Fem  28  https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1888266908840996894 Créditos da fotografia de destaque: Mark Van Hecke/Getty Images ### Aviludo-Louletano-Loulé Concelho A Aviludo-Louletano-Loulé Concelho foi a equipa sensação da Volta a Portugal e para 2025 o desafio é manter-se ao mesmo nível. É difícil pedir mais há Aviludo-Louletano-Loulé Concelho quando se trata de analisar a época passada. Américo Silva acertou no recrutamento e trouxe da Argentina dois atletas ganhadores: Nicolas Tivani e Tomás Contte. Tivani trazia experiência da italiana Corratec e de outros projetos internacionais, mas foi aos 29 anos que encontrou a estabilidade exibicional. "Tínhamos a noção do seu valor porque o fomos buscar a uma ProTeam, mas no ano anterior não tinha tido os resultados que em anos anteriores demostrava poder vir a ter. Fizemos a aposta e a aposta foi ganha. Nem ele próprio sabia se se adaptava ao nosso ciclismo, a estar um ano inteiro fora do seu país, condições que podem condicionar o desempenho de um atleta (…) A época correu consoante o que esperávamos dele, sabíamos que tinha essa qualidade. A partir de maio, em que ganhou etapa no Abimota, a época dele foi sempre muito linear ao mais alto nível." Américo Silva ao TopCycling. Tivani e Contte fizeram a dobradinha em Lisboa.Créditos: Podium Events/Matias Novo Contte e Tivani fizeram miséria Se um pegou de estaca, o outro já estava no Algarve há três anos. Contte e Tivani fizeram miséria nas estradas portuguesas: começaram a ganhar na Abertura, mas na Volta elevaram a fasquia com triunfos em Lisboa e Fafe. A dobradinha em Marvila foi uma lição tática made in Loulé. "Ganhar cedo é sempre uma motivação suplementar. Uma equipa com dimensão da nossa é sempre um passo importante porque a equipa acaba por ganhar confiança de que é possível chegar a vitórias. É um sinal muito positivo logo de início." Américo Silva ao TopCycling. Américo Silva continua a comandar o projeto louletano. Argentinos chegam afinados Fica o aviso para o arranque da nova época: os argentinos chegam afinados já que Tivani ganhou a Volta a San Juan na qual Contte foi 6.º. O plantel mantém-se com a maioria das figuras da época passada, exceção feita a Gaspar Gonçalves que assinou pela GI Group Holding-Simoldes-UDO. "Fazer o que fizemos não é fácil (...) Em teoria fomos a equipa sensação do ano. Chegar aí não foi fácil, mas mais difícil vai ser manter-nos. Não fizemos muitas alterações este ano, contratamos alguns ciclistas jovens portugueses, um espanhol, mas não é por aí que vamos desequilibrar muito mais o barco. A ideia é tentar manter a capacidade coletiva da equipa. Chegamos lá, agora temos que provar que nos conseguimos manter ao mesmo nível." Américo Silva ao TopCycling. Renovações: Tomás Contte, Jesús Del Pino, José Dias, Daniel Viegas, David Domínguez, Carlos Oyarzun, Nicolas Tivani. Entradas: Jorge Galvez, Cláudio Leal, Sérgio Salgueiro. Saídas: Sérgio García, Gaspar Gonçalves (Gi Group Holding-Simoldes-UDO), Tomás Martins. Vitórias (6): 7.ª etapa GP JN, 2.ª etapa Volta a Portugal e 3ª etapa do GP Abimota (Nicolas Tivani), 8.ª etapa Volta a Portugal e Prova de Abertura (Tomás Contte), GP Douro Internacional (David Domínguez). ### Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Projeto da Beira Alta mantém o foco nas chegadas ao sprint, ADN da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua nos últimos anos. Gustavo Veloso continuará a liderar a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua pelo quarto ano consecutivo e conta com três reforços que vêm rejuvenescer o grupo. O trepador Francisco Alves chega da Gi Group Holding-Simoldes-UDO, enquanto os outros dois passam diretamente de juniores a profissionais: o rolador espanhol Lois de Jesus e o sprinter Guilherme Lino que ganhou a Taça de Portugal júnior. O brasileiro é o primeiro corredor a chegar à equipa da Beira Alta por via de uma nova parceria com a Landeiro KTM ACR Roriz Cycling Academy. O projeto de Barcelos tem como presidente João Matias, logo, é o casamento perfeito que junta um homem da casa com uma equipa que tem feito um notável trabalho na formação de jovens talentos. Veloso com Leonor e Xavier Silva, os pilares do Velo Clube do Centro.Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Foco nas chegadas ao sprint A essência das últimas temporadas mantém-se, pelo que a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua tem o foco nas chegadas ao sprint. João Matias e Leangel Linarez lideram um núcleo duro que permanece face a 2024. Na apresentação da equipa ficamos ainda a conhecer que este ano se apresenta como um dos mais ambiciosos do projeto, com um total de 78 dias de competição (41 em Portugal e 37 em Espanha). O campeão Pan-Americano Leangel Linarez.Foto: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Plantel com 13 atletas, quatro sub-23, todos remando no sentido da Volta a Portugal. Será a última como profissional de António Barbio e a equipa retomar o caminho das vitórias que fugiram em 2024. Assim fica o plantel da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua para 2025. Renovações: César Martingil, João Matias, Leangel Linarez, Bruno Silva, António Barbio, Gonçalo Carvalho, Francisco Morais, Ángel Sánchez, Andrés Taboada, Rafael Barbas. Entradas: Francisco Alves, Lois de Jesus, Guilherme Lino. Saídas: Gonçalo Amado (Radio Popular-Paredes-Boavista), Nicolas Saenz. Vitórias (3): 2ª etapa Volta ao Alentejo, 1.ª e 4.ª etapas do GP JN (Leangel Linarez). ### Rádio Popular-Paredes-Boavista César Fonte aos comandos, João Martins no sprint e Lucas Lopes como reforço sonante são os pilares da Rádio Popular-Paredes-Boavista para 2025. São 40 anos a pedalar de xadrez ao peito para a Rádio Popular-Paredes-Boavista. Um feito incrível dado que o histórico Boavista atravessa uma crise institucional. Mesmo navegando em mares revoltos, o Boavista nunca perdeu a sua grande mais-valia e continua a ser um exemplo de clube eclético que venceu a Volta a Portugal em 1992 (Cássio Freitas) e em 1993 (Joaquim Gomes). Basta recordar a última chegada a Paredes, na Volta a Portugal, para perceber que o ciclismo está vivo no clube. Ganhar na cidade que é a essência do projeto, com uma multidão a seguir o sprint, foi por a cereja no topo do bolo e Francisco Peñuela foi o mestre de cerimónias. O venezuelano saiu para a Caja Rural, onde vai cobrir a baixa de Orluis Aular, que saiu para a Movistar. Um atestado de competência passado aos boavisteiros. João Martins com o maillot para 2025.Foto: Rodrigo Rodrigues João Martins como sprinter de referência Para 2025 a equipa mantém o núcleo duro com César Fonte como chefe de fila e João Martins como sprinter de referência – este ano com o reforço Gonçalo Amado para o ajudar no lançamento. Chegam jovens promissores como Rafael Durães – formado “em casa” na Paredes-Fortunna e campeão nacional de juniores – e Afonso Lopes (Porminho). Foto: Rodrigo Rodrigues Nome forte é Lucas Lopes Para reforçar o bloco de montanha, ao lado de Hélder Gonçalves, o nome forte é Lucas Lopes. O trepador poveiro foi 12.º na Volta a França do Futuro perante rivais que correm no WorldTour. Perante a falta de convites do estrangeiro, Lucas Lopes contou ao TopCycling que quer fazer um grande ano na Rádio Popular-Paredes-Boavista. “Terminei o ano com expectativas de dar o salto para o WorldTour, não sei se eram expectativas a mais, mas foram semanas de incerteza. Apareceu a Rádio Popular-Paredes-Boavista e estou contente com o salto que dei. Vou ter mais motivação para treinar e fazer as coisas direitinhas. A equipa foi muito aberta, disse para trabalhar no inverno e começar bem a época. Gostava muito de me estrear na Volta a Portugal, mas não é objetivo a curto prazo. Se tiver a possibilidade de a fazer ficarei muito feliz, isto se não coincidir com a Volta a França do Futuro.” Lucas Lopes ao TopCycling. Renovações: Daniel Dias, César Fonte, Hélder Gonçalves, Tiago Leal, João Martins, Raul Rota. Entradas: Alberto Álvarez, Gonçalo Amado, Rafael Durães, Afonso Lopes, Lucas Lopes. Saídas: Francisco Peñuela (Caja Rural – Seguros RGA), Hugo Nunes (Credibom – LA Alumínios – Marcos Car) e Tiago Nunes. Vitórias (4): 7.ª etapa Volta a Portugal e 1.ª etapa GP Douro Internacional (Francisco Peñuela), 3.ª etapa GP Douro Internacional (Tiago Leal), 4.ª etapa Volta a Portugal do Futuro (João Martins). ### Efapel Vitória na Torre marcou a Efapel de José Azevedo, que em 2025 quer ganhar a Volta a Portugal e conta com Maurício Moreira. Quarto ano da Efapel na estrada sob o comando de José Azevedo e esperam-se grandes coisas na estrada da formação laranja. O ponto alto da época passada foi a vitória de Ábner González na Senhora da Graça. Um triunfo tão impactante que o portorriquenho saltou para a segunda divisão mundial via Caja Rural de Iúri Leitão. O plantel de 11 atletas tem média de 27,3 anos de idade e essa experiência será chave logo nas primeiras corridas. Aleksandr Grigorev partiu o braço no estágio que decorreu na Lousã e só deve regressar em abril. A equipa não foi ao mercado, o que significa que se vai apoiar na base de 2024 e no reforço estrela: Maurício Moreira. Relembrar que o uruguaio venceu a Volta em 2022, a Volta ao Alentejo em 2021 e o Troféu Joaquim Agostinho em 2023.  “A Volta a Portugal é o grande objetivo deste ano e temos um grupo que nos dá confiança de estar na disputa pela vitória. O Maurício é um dos líderes. Queremos sempre reforçar a equipa e sem dúvida que o Maurício é um voltista, aliás, já ganhou uma Volta a Portugal e é possivelmente neste momento o ciclista do pelotão nacional com melhor palmarés.” José Azevedo ao TopCycling. González e Nych no Monte Farinha no dia que mudou a Volta.Créditos: Podium Events/Matias Novo Efapel vai ter bicicletas Canyon Em termos técnicos a Efapel vai ter bicicletas Canyon e utilizar o modelo Aeroad CFR na estrada e a Speedmax CFR no contrarrelógio. Aos comandos das máquinas vão estar algumas caras novas. André Carvalho sai da Sabgal-Anicolar e reforça a Efapel em vários contextos: média montanha, sprints em grupos reduzidos e toda a experiência acumulada nos sete anos em que correu no estrangeiro. A surpresa foi a incorporação de Oriol Vidal. De pilotar quads no Dakar ao ciclismo profissional, uma ponte feita, segundo O Jogo, por Grigorev que conheceu o espanhol no Mundial de gravel. José Azevedo fala em “desafio” e Oriol Vidal terá que acelerar para corresponder no plantel “mais forte e equilibrado desde que este projeto se iniciou. Mantivemos a base da equipa e com as entradas do Maurício e do André acredito que em 2025 iremos estar na luta pela vitória em todas as competições. Aliás, esse é o nosso ADN e postura, lutar sempre pela vitória”. Créditos: Podium Events/Matias Novo Trazer a chama laranja ao pelotão nacional Na Academia continuam a ser preparados os craques do futuro. Atenção a Gonçalo Costa, famalicense cujo talento já detetámos no Radar TopCycling – Cadetes de 2024. Campeão nacional de contrarrelógio em 2024, no defeso não parou de ganhar e já como júnior triunfou no Nacional de Ciclocrosse e em algumas provas de pista. Assim fica o plantel da Efapel que se prepara para trazer a chama laranja ao pelotão nacional. Renovações: Joaquim Silva, Santiago Mesa, Pedro Pinto, Tiago Antunes, António Ferreira, Aleksandr Grigorev, Pedro Castro Pinto, Keegan Swirbul. Entradas: Oriol Vidal, André Carvalho, Maurício Moreira. Saídas: Henrique Casimiro (retirou-se), Ábner Gonzales (Caja Rural), Viacheslav Ivanov (Pingtan). Vitórias (4): 2.ª etapa GP O Jogo e 2.ª etapa GP Abimota (Santiago Mesa), 9.ª etapa Volta a Portugal (Ábner Gonzales), 12 Voltas à Gafa (Pedro Pinto). ### Feirense-Beeceler Seis vitórias em 2024, nenhuma com o impacto dos sete dias em que o Feirense-Beeceler liderou a Volta a Portugal. Como será em 2025? Se há evento transcendental para o ciclismo nacional é a Volta a Portugal e a Feirense-Beeceler esteve no epicentro da narrativa. A equipa de Joaquim Andrade não ganhou etapas nem a corrida, mas fez o público sonhar com o triunfo de Afonso Eulálio. O figueirense saiu para a Bahrain e até já se estreou com top 15 na Austrália. Desde 2015 que um português não saía do pelotão nacional diretamente para o WorldTour. Também saíram Pedro Silva e Fábio Costa, ambos para a Sabgal-Anicolor. O primeiro ganhou etapa no GP JN, o segundo venceu a Clássica Santo Tirso, a Taça de Portugal e quase vencia a chegada a Bragança na Volta. Aposta na matéria-prima nacional Para a 15.ª temporada no escalão máximo há um novo patrocinador. A marca portuguesa Beeceler é a provedora de bicicletas e equipamentos. Continua a aposta na matéria-prima nacional graças ao trabalho do Sport Ciclismo São João de Ver. Do atual plantel, Fábio Oliveira, Diogo Gonçalves, Diogo Oliveira e Pedro Andrade deram as primeiras pedaladas nas escolas da vila situada no município de Santa Maria da Feira. Ler mais | Eulálio e Johansen reforçam marca Portugal no WorldTour Contratação mais empolgante é referência mundial no BTT Para colmatar saídas de peso chegam o sub-23 Víctor César de Paula (Valverde Team-Ricardo Fuentes) – brasileiro que venceu a Taça de Portugal em juniores pela ACR Roriz onde fez duas épocas – e Byron Munton – campeão sul-africano de contrarrelógio em sub-23 e em elites que passou as duas últimas épocas na húngara Epronex. A contratação mais empolgante é referência mundial no BTT nas vertentes de enduro e downhill. O Topcycling sentou-se com José Borges para perceber o porquê da transição para a estrada. Assim fica o plantel da Feirense-Beeceler para mais uma época De Castelo Ao Peito. Renovações: António Carvalho, Fábio Oliveira, Pedro Andrade, Diogo Oliveira, Francisco Pereira, Diogo Gonçalves, Ivo Pinheiro. Entradas: José Borges, Byron Munton, Víctor César de Paula. Saídas: Afonso Eulálio (Bahrain), Óscar Cabedo (retirado), Pedro Silva (ganhou etapa e geral por pontos no JN), Fábio Costa (1º Clássica Santo Tirso, 1º Taça de Portugal, 2º na chegada a Bragança na Volta). Vitórias (7): Nacional de Gravel (Diogo Gonçalves), Taça de Portugal (Fábio Costa), 5.ª etapa GP JN (Afonso Eulálio), 2.ª etapa GP JN (Pedro Silva), 3.ª etapa Troféu Joaquim Agostinho (Afonso Eulálio), 2.ª etapa GP Douro Internacional (Francisco Pereira), Clássica Santo Tirso (Fábio Costa). Diogo Gonçalves fechou 2024 com o título de campeão nacional de gravel.Foto: ABTF Betão-Feirense ### GI Group Holding-Simoldes-UDO  O título nacional de Noah Campos marcou o ano da GI Group Holding-Simoldes-UDO . O que esperar do projeto oliveirense? Em 2024 a GI Group Holding-Simoldes-UDO  venceu em quatro ocasiões, acumulando resultados interessantes durante toda a temporada.  A equipa sofre uma importante remodelação no plantel face a 2024, mantendo apenas cinco ciclistas. Será uma época para consolidar valores que já mostraram serviço. Noah Campos, por exemplo, venceu com categoria os Nacionais em Santa Maria da Feira, impondo-se na subida ao castelo. Rui Carvalho fechou a Volta a Portugal no top 20 e foi 5.º no GP JN, enquanto André Ribeiro, trepador natural de Penafiel, foi rei da montanha no GP O Jogo. De ambos espera-se solidez na montanha. Créditos: João Fonseca Toque sul-americano no plantel O ciclismo português tem sido porta de entrada de muitos talentos estrangeiro e na formação de Oliveira de Azeméis há um claro toque sul-americano no plantel. Ao trepador brasileiro Andrey André, o mais jovem competir na Volta a Portugal, juntam-se na presente temporada dois colombianos. Adrian Bustamante ganhou a Volta a Boyacá e regressa a uma estrutura que já representou três anos, tendo inclusive vencido na chegada a Fafe em 2023. O compatriota César Guavita também é forte na montanha e fica no plantel após convencer com um 3.º posto na Juventude da Grandíssima. Créditos: Podium Events/Matias Novo Dois penafidelenses que passam a profissionais No ano dos regressos, também Gaspar Gonçalves volta à casa onde se formou em sub-23. O atleta natural de Lamego traz na bagagem seis anos no ciclismo profissional. Há ainda dois penafidelenses que passam a profissionais: Pedro Cunha chega da Porminho e José Moreira da Polti-Kometa. “Espero que 2025 seja um grande ano para toda a equipa, conseguir vitórias e dignificar os patrocinadores e toda a gente que nos apoia, é o nosso objetivo. Individualmente espero contribuir para isso, quero afirmar-me, disputar corridas e também ajudar a equipa e os mais jovens a evoluir.” Gaspar Gonçalves Renovações: Rui Carvalho, Andrey Braguini, Noah Campos, Miquel Valls, André Ribeiro. Entradas: Adrián Bustamante (GW Erco Shimano), Pedro Cunha (Porminho Team sub23), Gaspar Gonçalves (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Cesar Guavita (Colombia Potencia de la Vida-Strongman) e José Miguel Moreira (Polti Kometa). Saídas: Francisco Alves (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Tiago Ferreira, Marcelo Gabriel, Luís Gomes (suspenso preventivamente devido a anomalias no passaporte biológico), Francisco Guerreiro, Miguel Lopes, Duarte Mixão, Carlos Petiz. Vitórias (4): Título nacional sub-23 de fundo (Noah Campos); 3.ª etapa Volta a Portugal ao Futuro (Noah Campos); 3.ª etapa GP JN (Luís Gomes); 4.ª GP Douro Internacional (Francisco Guerreiro).  ### Credibom-LA Alumínios-Marcos Car A Credibom-LA Alumínios-Marcos Car teve um 2024 em grande. Projeto de vocação formadora quer continuar a colher o que tem semeado. O que a Credibom-LA Alumínios-Marcos Car fez em 2024 não vai ser fácil de reproduzir. Gonçalo Leaça foi o melhor português da Volta Portugal, Diogo Narciso fez um espetacular Europeu de pista e Emanuel Duarte venceu o GP O Jogo. “As expetativas são pelo menos mantermos a dinâmica da excelente época de 2024 e continuar a crescer como projeto. Um projeto com duas bases – atletas portugueses e jovens – tem sempre algumas características que, de certa forma, a constituição do plantel tem de ser bem pensada e a aposta é na qualidade interna que temos no país.” Hernâni Broco ao TopCycling. Juventude é a marca da casa Em termos técnicos a LA continua com as Swift RaceVox. Numa equipa que forma ciclistas a juventude é a marca da casa. Um bom exemplo é Alexandre Montez, que na mesma época discutiu a Juventude na Volta a Portugal em elites e ainda fez pódio na Volta do Futuro. O antigo triatleta também correu o Mundial de Zurique, onde foi o único sub-23 convocado a correr em Portugal. A juntar a Montez, nota para João Oliveira que subiu ao pódio nos Nacionais de estrada. Créditos: Podium Events/Matias Novo Para equilibrar a balança chega Hugo Nunes Em termos de reforços, três atletas são sub-23 e dois deles têm mais anos neste escalão. Para equilibrar a balança chega Hugo Nunes, que aportará experiência e que Hernâni Broco acredita que vai recuperar a melhor versão de um todo o terreno que pode ser peça chave no bloco de chegadas ao sprint e na montanha. De referir que Hugo Nunes estreou-se no Nacional de ciclocrosse ficando às portas do top 10. Duarte Domingues é aposta de futuro, um atleta de grande potencial que a equipa quer potenciar no seu elemento natural, a montanha. Diogo Pinto é mais um corredor que a equipa segue desde a formação e que este ano vai ter oportunidade de mostrar o que vale nas chegadas ao sprint lançando Diogo Narciso. Daniel Jorge é um rolador que irá aportar neste terreno valências à equipa e que terá um importante ano de crescimento pela frente. Renovações: Gonçalo Leaça, Diogo Narciso, Emanuel Duarte, João Medeiros. Entradas: Daniel Jorge, Diogo Pinto, Duarte Domingues, Hugo Nunes, Alexandre Montez, João Oliveira. Saídas: Rodrigo Caixas (retirou-se), Luís Fernandes (retirou-se; suspenso preventivamente devido a anomalias no passaporte biológico), João Macedo, François Vie. Vitórias (4): 1.ª e 3.ª etapas + geral do GP O Jogo (Emanuel Duarte), Circuito de São Bernardo (Gonçalo Leaça). ### AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense Três corredores no top 20 da Volta a Portugal fazem sonhar aAP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense com melhorar em 2025. Conferimos as aspirações dos algarvios. Como diz o mote da equipa nas redes sociais, desde 1979 que a estrutura da AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense tem feito história. Nem sempre as páginas são douradas, como as que contam as cinco vitórias na Volta a Portugal dos algarvios, mas em 2025 Vidal Fitas volta à carga com renovadas ambições. A nível técnico duas novidades: o Clube de Ciclismo de Tavira muda para bicicletas Kuota e os equipamentos são da Beeceler. Foto: Clube de Ciclismo de Tavira Altas expetativas para um grupo jovem Mantém-se grande parte do plantel de 2024 e isto quer dizer que há altas expetativas para um grupo jovem que vem sendo trabalhado há algum tempo. Délio Fernandez é o chefe de fila e aos 38 anos voltou a ser o melhor da equipa na Volta a Portugal, fechando no 9.º lugar. Seguiram-no Diogo Barbosa (15.º) e Afonso Silva (18.º). “Por termos mantido o bloco de jovens – Afonso Silva, Miguel Salgueiro, Diogo Barbosa, José Bicho e Diogo Pinto – e juntando o Délio e a sua experiência, é um grupo bastante coeso que apresenta uma série de mais-valias que podem superar 2024, onde este grupo de atletas já teve prestações de alto nível. Cremos que podem dar mais um passo e começar a tornar-se referências do nosso pelotão. A partir de 2025 pode-se começar a ter mais certeza daquilo que estes atletas podem fazer. São atletas de 24-25 anos, estão a entrar na fase de maturidade, mas ainda não favoritos nas corridas em que participam.” Vidal Fitas ao TopCycling. Créditos: Matias Novo/Podium Events Dois gregários e uma jovem promessa As caras novas têm características distintas, mas o espanhol Lasa foi um ciclista combativo no campo amador e pode tornar-se um bom homem de trabalho para a equipa, enquanto o italiano Cervini é mais experiente e desde a direção desportiva contam em que esteja ao serviço dos líderes quando for necessário. Dois gregários e uma jovem promessa, Guilherme Mestre, que vem de uma experiência no ciclismo neerlandês enquanto júnior de segundo ano. “O Guilherme Mestre é um dos juniores de 2024 mais promissores. É completo, defende-se bem na montanha, no contrarrelógio, é explosivo e tem alguma rapidez em grupos. É um projeto de futuro e se estas condições que mostrou nas camadas jovens evoluírem ao longo da carreira profissional pode tornar-se um caso sério.” Vidal Fitas ao TopCycling. Renovações: Diogo Barbosa, José Bicho, Francisco Campos, Délio Fernandez, Diogo Pinto, Miguel Salgueiro, Afonso Silva. Entradas: Peter Cevini, Ailetz Lasa, Guilherme Mestre. Saídas: Samuel Blanco, Euclides Chingui, Rúben Simão, Álvaro Trueba, Venceslau Fernandes (suspenso preventivamente devido a anomalias no passaporte biológico) Vitórias (5): Clássica da Primavera, Clássica Viana do Castelo e 2.ª etapa GP Anicolor (Francisco Campos), GP Mortágua – Pedro Silva (Afonso Silva), 8.ª etapa GP JN (Miguel Salgueiro). ### Anicolor/Tien21 Em equipa que ganha mexe-se e de que maneira porque a Anicolor/Tien21 aparece em 2025 com 12 caras novas e qualidade WorldTour. A Anicolor/Tien21 versão 2025 nada tem a ver com a versão anterior. Só continuam Rafael Reis, José Sousa e Artem Nych, que virou a Volta a Portugal a favor da estrutura de Águeda com um ataque mortífero a caminho do Alto da Torre. Entram 12 corredores, com destaque para Rubén Fernández (Cofidis) – ex-campeão da Volta a França do Futuro, o britânico Harrison Wood (Cofidis), Mason Hollyman (Israel-Premier Tech) – estreou-se na Volta a ganhar como pro (Santo Tirso, 2021) pela Academia da Israel. A média de idades desceu, a aposta em corredores conhecidos a nível internacional é clara, logo, os objetivos são ambiciosos. “O Ruben Fernández traz experiência à equipa e vai ter um papel importante juntamente com o Mason e com o Harrison.” Rúben Pereira ao TopCycling. Das lágrimas à glória – A vitória da Sabgal-Anicolor na Volta em fotografia Fernández passou nove épocas no WorldTour entre Movistar e Cofidis.Foto: Anicolor / Tien21 Reforçar a ambição nas provas por etapas Outra cara nova é Alexis Guérin. O francês é definido pela estrutura de Águeda como um ganhador que vem reforçar a ambição nas provas por etapas. Guérin correu no ano passado pela belga Philippe Wagner-Bazin e é um atacante por natureza com 10 vitórias UCI. “Pode ser uma grande surpresa e uma das figuras da época 2025. Vamos correr o máximo possível lá fora, dar projeção à equipa. Todos os dias recebemos convites para estar em corridas internacionais, nem sempre é possível porque algumas requerem investimento forte para estar presente. Ainda agora recebemos o convite para o Tour dos Alpes, corrida de grande prestígio e é uma possibilidade irmos.” Rúben Pereira ao TopCycling. Foto: Anicolor / Tien21 Talento made in Portugal Também há muito talento made in Portugal na Anicolor/Tien21. Pedro Silva é um dos homens rápidos do grupo, além de ser um ciclista versátil em diferentes tipos de terreno. Tiago Santos quer confirmar o que prometeu nas camadas jovens onde campeão nacional de contrarrelógio e ganhou a Volta a Portugal em cadetes, além de ter sido campeão nacional de fundo em juniores. Paulo Fernandes foi campeão nacional júnior em scratch e Gonçalo Oliveira vem do triatlo. “Costumo dizer que o Gonçalo vai ser o futuro Afonso Eulálio e acredito que em dois ou três anos vai dar um grande salto como ciclista.” Rúben Pereira ao TopCycling. Foto: Anicolor / Tien21 Anicolor/Tien21 no Eurosport Em termos de material mantêm-se as Factor na estrada e as Specialized Shiv para o contrarrelógio. A equipa investiu na parte aerodinâmica com testes na pista, trabalho de posicionamento e melhorias técnicas, por exemplo, a largura dos pneus, que serão 30 mm tubeless e no crono câmaras Latex. Também passam a usar uma máquina de encerar correntes, única no pelotão nacional. Vamos ver a Anicolor/Tien21 no Eurosport em Almería, Múrcia, Jaén e Gran Camiño. Outras provas internacionais incluem Tour de Bretagne, Volta às Ardenas e Astúrias. Renovações: Artem Nych, Rafael Reis, José Sousa. Entradas: Rubén Fernández, Xavier Cañellas, Harrison Wood, Mason Hollyman, Paulo Fernandes, Alexis Guérin, André Dutra, Fábio Costa, Pedro Silva, Victor Martinez, Gonçalo Oliveira, Tiago Santos. Saídas: Julius Johansen (UAE), Mathias Bregnhoj (Terengganu), Gabriel Batista (Technosylva), Jaime Castrillo, Duarte Domingues (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), Guillermo García (Supermercados Froiz), Oscar Moscardó (Essax), Oliver Rees, Maurício Moreira e André Carvalho (Efapel), Frederico Figueiredo e Luís Mendonça (suspenso preventivamente devido a anomalias no passaporte biológico). Vitórias (15): GP JN (Frederico Figueiredo), Prólogo Volta a Portugal e Prólogo GP Torres Vedras (Rafael Reis), 6ª e 10ª etapas + Volta a Portugal, 1ª etapa + GP Abimota, 1ª etapa + GP Anicolor, 1ª etapa + GP Beiras e Serra da Estrela (Artem Nych), 4ª etapa GP O Jogo, Clássica Aldeias do Xisto (Maurício Moreira), Beaumont Trophy (Oliver Rees). ### João Almeida é líder na Volta à Comunidade Valenciana  João Almeida, ciclista português da UAE Team Emirates - XRG, assumiu a liderança da Volta à Comunidade Valenciana após a terceira etapa da prova.  Os dias teoricamente mais complicados já passaram, e João Almeida mostrou-se com boas pernas no início de uma temporada que promete. Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve Créditos: LaPresse A corrida A edição de 2025 da Volta à Comunidade Valenciana viu alinhar à partida uma das startlists mais fortes do arranque de temporada, com João Almeida, Pello Bilbau (Bahrain - Victorious), Carlos Rodríguez (INEOS Grenadiers), Jai Hindley (Red Bull - BORA - hansgrohe) ou Ben O’Connor (Jayco AlUla) a serem alguns dos destaques para a luta da classificação geral. A primeira etapa foi um contrarrelógio por equipas, onde a Lidl – Trek, de Mathias Vacek, venceu. O checo vestiu a primeira camisola amarela da competição. A UAE Team Emirates fechou em terceiro, a 0:50 dos vencedores, com o mesmo tempo que a Red Bull - BORA – hansgrohe, e 0:04 mais lento que a Jayco AlUla. Foto: Ryan Bodge (Trek) A segunda etapa viu uma ascenção ao Benimantell (5,5 km a 7%), seguida de subida ao Benifato (4,3 km a 9,5%), para acabar a etapa. Almeida terminou terceiro, a 0:13 de Santiago Buitrago (Bahrain - Victorious), e a 0:04 de Bilbao, depois de uma demonstração de força do português durante a subida, passando muito tempo à frente do grupo. Ficou a 0:02 da amarela de Vacek. À terceira etapa, outro terceiro lugar para o português. A tirada ficou marcada pelo ataque de Iván Romeo (Team Movistar), que venceu com 0:10 de vantagem para o grupo de favoritos que João Almeida conseguiu sempre controlar. Vacek perdeu minutos na etapa, e o trepador da UAE assumiu a liderança da prova. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1887913753486004476 O que falta para João Almeida As etapas quatro e cinco são, em teoria, mais fáceis. O quarto dia conta com terreno ondulante, mas a última contagem de montanha acontece a mais de 100 km da meta. A quinta tirada é completamente plana, com final ao sprint. Na mente de João Almeida, no entanto, deverá estar a edição de 2023. Nesse ano, foi no último dia que Rui Costa operou uma revolução na classificação geral, com uma mexida cedo no dia que partiu a corrida e viu o português, que seguia em sétimo no penúltimo dia, conseguir a vitória final. Créditos: EF ProCycling Portugueses em prova Para além de João Almeida, correm a prova espanhola mais três portugueses. Nelson Oliveira (Team Movistar) e Ivo Oliveira (UAE Team Emirates - XRG) estão como homens de trabalho até ao momento. As últimas duas etapas, com previsão de finais rápidos, podem dar papel de maior destaque ao gémeo Oliveira. Iuri Leitão (Caja Rural), que já venceu este ano, também está em prova, e tentará lutar por boas chegadas nas duas últimas etapas. Foto: Joan Montserrat Créditos da fotografia de destaque: Sam Buchli ### NOVOS Óculos Shimano S-Phyre SL e Shimano Equinox A Shimano apresentou a próxima geração de óculos Shimano S-Phyre SL, juntamente com o novo modelo Shimano Equinox, que contam com a tecnologia Ridescape. Estes dois novos modelos combinam ótica avançada com engenharia de precisão, para ajudar os ciclistas a um melhor desempenho. Segundo a Shimano os designs elegantes e modernos dos novos óculos S-Phyre SL e Equinox oferecem o máximo em velocidade, estilo e funcionalidade, para um desempenho optimizado em qualquer tipo de ciclismo. Ler mais | Shimano anuncia adições ao ecossistema Cues Tecnologia para lentes Ridescape A tecnologia de lentes Ridescape proprietária da Shimano inclui três opções de lentes que são ajustadas para diferentes estilos de ciclismo e de terreno. Os pormenores que normalmente ficariam desbotados, baços ou planos, tornam-se mais claramente definidos, vibrantes e vívidos. Cada lente Ridescape é fabricada a partir de poliamida de base biológica, garantindo uma elevada nitidez e um desempenho de acordo com os ambientes. Esta tecnologia reduz a tensão ocular e permite que os ciclistas se foquem na estrada ou no trilho à sua frente em todos os momentos. S-Phyre SL - Design sem armação Os novos S-Phyre SL apresentam uma lente superleve, de uma peça única e com um design sem armação para ciclistas que procuram reduzir cada grama de peso possível. A armação invisível e o encaixe do nariz, garantem um aspeto elegante e aerodinâmico, enquanto ashastes curvas permitem um ajuste seguro em qualquer tipo de terreno. O design sem armação proporciona conforto e desempenho com um peso-pluma, otimizado para utilizadores com rostos mais pequenos ou para todos aqueles que procuram um ajuste maiselegante. Ridescape RD: Safira preta, Cristal fosco, Safira roxa e Safira rosa Ridescape OR: Safira preta Ridescape GR: Safira Verde Armação: Materiais de poliamida de base biológica Rilsan® clear G850 Rnew® Peso: 23,7 gramas Equinox: Fusão tecnológica de estilo e versatilidade A nova linha Equinox oferece uma armação leve com design em meio aro, a estrutura de têmpora exclusiva garante um ajuste seguro em qualquer tipo de terreno. O design único das hastes recortadas consegue integrar-se perfeitamente numa vasta gama de capacetes. Desenhado com uma lente cilíndrica de uma peça única, permite um amplo campo de visão e oferecemelhor proteção envolvente, protege os olhos do vento dos detritos e dos elementos. Ridescape RD: Preto mate, Branco mate Ridescape OR: Branco mate, azul-petróleo Ridescape GR: Cinzento transparente Armação: Materiais de poliamida de base biológica Rilsan® clear G850 Rnew® Lentes adicionais: Transparente Peso: 25,2 gramas Podes obter mais informações no site do importador em Portugal aqui: www.scvouga.pt ### Egan Bernal volta a levantar os braços  Egan Bernal, ciclista colombiano que encantou o mundo com a vitória no Tour de France em 2019, voltou a vencer uma corrida, mais de três anos depois.  A última vitória de Egan Bernal tinha sido na Classificação Geral do Giro D’Italia em 2021, a última etapa tinha sido a etapa 16 dessa Grande Volta. Em 2022, um acidente trágico quase lhe tirou a vida, e afastou-o das estradas durante quase um ano. Egan Bernal / Tour de France 2019 - 28/07/2019 - Etape 21 - Rambouillet / Paris - Champs-Elysées (128 km). Créditos: A.S.O. / Alex Broadway Caminho até ao Giro O colombiano confirmou todo o seu potencial em 2018, primeiro ano de afirmação, com seis vitórias, quatro delas no WorldTour. No ano seguinte, com apenas 22 anos, Eganito ganhou o Paris-Nice, a Volta à Suíça, e o Tour de France – o ciclismo parecia ter o seu dominador para os próximos anos.  2020 foi um ano mais complicado. As vitórias apareceram, mas o colombiano foi obrigado a abandonar o Tour depois de andar no pódio durante muito tempo.  2021 foi a última vez que vimos Egan Bernal ao melhor nível - duas vitórias no Giro D’Italia, com vitória à geral na Grande Volta em que João Almeida terminou sexto – no ano em que a Deceuninck - Quick Step trouxe um Remco Evenepoel a voltar de lesão para liderar a equipa, e o belga acabou por se retirar da corrida. Tour de France 2019 - 27/07/2019 - Etape 20 - Albertville / Val Thorens (59,5 km) - Egan BERNAL (TEAM INEOS). Créditos: A.S.O. / Alex Boradway O acidente de Egan Bernal Em janeiro de 2022, enquanto treinava, na Colômbia, com alguns companheiros da INEOS Grenadiers, na sua bicicleta de contrarrelógio, Egan Bernal embateu diretamente contra a traseira de um autocarro.   O resultado do acidente foi assustador: traumatismo no tórax e na cervical, perfuração no pulmão, lesões vertebrais e fraturas no fémur e numa rótula. Para além disto, uma dúvida: voltaríamos a ver o colombiano a brilhar em cima de bicicleta?  Passaram mais de sete meses até o voltarmos a ver na estrada: o colombiano voltou no Tour da Dinamarca, em agosto de 2022 - não acabou a corrida, tal como as duas seguintes em que participou. 09/07/2023 - Tour de France 2023 - Etape 9 - Saint-Léonard-de-Noblat / Puy de Dôme (182,4 km) - BERNAL Egan (INEOS GRENADIERS). Créditos: A.S.O. / Charly Lopez O regresso de Eganito 2022 serviu para voltar à bicicleta, e em 2023 o colombiano voltou às Grandes Voltas, mas as pernas de antigamente pareciam não estar lá. 2024 viu desenvolvimentos significativos: terceiro na geral do Gran Camiño, sétimo na geral do Paris-Nice, terceiro na geral da Volta a Catalunha e quarto na geral da Volta à Suíça. Egan Bernal voltava à nata do ciclismo mundial, mas a vitória teimava em chegar. 2025 trouxe-lhe a tão desejada vitória, logo na primeira oportunidade. Quis o destino que a primeira vez que Eganito levantou os braços depois do acidente fosse na sua bicicleta de contrarrelógio - a disciplina que treinava quando um autocarro lhe colocou dúvidas sobre a própria vida.  A prova de contrarrelógio dos campeonatos nacionais da Colômbia viu Egan Bernal, um dos jovens mais promissores da história do desporto, ganhar outra vez, depois de uma recuperação que demorou, mas parece ter valido a pena. https://twitter.com/Eganbernal/status/1887640597059485915 Ler mais | Há vida na Colômbia além de Urán e Quintana? O resto da temporada de Egan Bernal Ainda não há calendário confirmado para Egan Bernal em 2025, mas sabe-se que começa a competição na europa na Volta a Andaluzia. O Giro é uma hipótese, prova que não corre desde 2021, quando ganhou.   O que se sabe é que o grande objetivo da época é a Volta a Espanha, e o ciclista não tem medo de ser ambicioso. No lançamento de um GranFondo em Bogotá, na Colômbia, em agosto de 2024, Egan Bernal disse o seguinte: Espero completar a trilogia de Grandes Voltas, e como tal, ganhar a Vuelta a España. Esse será o meu grande objetivo em 2025, queremos estar bem nessa corrida. A equipa apoia-me e todas as decisões vão ser tomadas a pensar nessa corrida. Egan Bernal Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Morgan Bove ### UCI anuncia mudanças na Taça do Mundo de BTT 2025  A UCI já publicou a lista de equipas que vão fazer parte da Taça do Mundo de BTT em 2025.  As equipas passam a estar divididas em duas categorias: UCI Mountain Bike Teams (2ª. Divisão), e UCI Mountain Bike World Series Teams (1ª. Divisão, anteriormente conhecida como UCI Elite Mountain Bike Teams). Ler mais | Taça do Mundo de XCM – UCI anuncia datas das provas O que muda na Taça do Mundo de BTT 2025? Um total de 101 equipas, de 22 países diferentes, estão registadas para a próxima época. A lista completa pode ser consultada aqui.  O processo de qualificação das equipas para as WHOOP UCI Mountain Bike World Series foi refefinida, como tinha sida anunciado a 17 de outubro de 2024 pela UCI. As mudanças fazem parte de “desenvolvimentos chave no Mountain Bike”, segundo a União Ciclista Internacional.  Segundo estas mudanças no regulamento, só equipas da 1ª. Divisão, divididas pelas categorias de Gravity (Downhill e Enduro), e Endurance (XCO e XCC), vão poder competir diretamente nas rondas das WHOOP UCI Mountain Bike World Series.  15 destas equipas, por categoria, já foram selecionadas com base no ranking de equipas anual da UCI. Outras cinco equipas vão ter possibilidade de adquirir um Wild Card que lhes permite ser considerada como UCI Mountain Bike World Series Team durante a época, e competir nas competições sancionadas pela UCI.  Os Wild Cards vão ser atribuídos segundo os seguintes critérios: Ranking UCI de equipas (época atual e época transata) Perfil dos ciclistas na equipa Composição da equipa (categorias representadas, presença de homens e mulheres) Perfil dos patrocinadores (atividades e abrangência internacional) Perfil mediático (especialmente nas redes sociais) Desempenhos desportivos dos membros da equipa Feitos na luta contra o doping As equipas vão poder candidatar-se até esta sexta feira, 7 de fevereiro. A decisão da UCI será anunciada numa data futura. Créditos da fotografia de destaque: UCI ### Ricardo Scheidecker em grande entrevista ao TopCycling Tudor de Ricardo Scheidecker recrutou Alaphilippe e Hirschi, dois craques que vão correr na segunda divisão. O TopCycling, em Espanha, com um dos arquitetos do projeto suíço. Muitos sabem quem ele é, mas poucos privam com Ricardo Scheidecker, responsável desportivo da Tudor. Está no ProTour desde que ajudou a nascer a Leopard-Trek e quinze anos depois mantém o perfil discreto que o caracteriza. É algo avesso a entrevistas, mas recebe-nos sempre com simpatia. Gosta de guardar o protagonismo para os ciclistas e este ano isso significa dar o centro do palco a duas estrelas recém-chegadas: Julian Alaphilippe e Marc Hirschi. O TopCycling esteve no Media Day que decorreu em Moraira, Espanha, e pode constatar o crescimento da estrutura. Ao ano três do projeto a Tudor é uma autêntica equipa WorldTour e juntou dezenas de jornalistas que quiseram comprovar a solidez do projeto. “A nossa forma de correr, a nossa presença é o nosso ADN (…) Somos apoiados por sponsors técnicos muito importantes (…) E a palavra no pelotão passa, este é um mundo pequeno e acho que despertamos muita curiosidade.” Ricardo Scheidecker ao TopCycling. Vídeo | Entrevistámos Fabian Cancellara! Ricardo Scheidecker à conversa com Stephen Farrand (CyclingNews) no media day da Tudor.Foto: TopCycling Sete portugueses no staff Na Tudor trabalham quase 130 profissionais. Além do diretor da parte desportiva, há seis portugueses no staff: três mecânicos, dois massagistas e um diretor desportivo. Ricardo Scheidecker é o braço direito Fabian Cancellara. Ao proprietário da equipa une-o uma amizade de muitos anos e a ambição por ganhar… mas não a qualquer preço. “À nossa frente temos uma época que é um grande desafio porque o passo dado em termos de expectativas é grande. Em termos de estrutura não porque não contratamos tantas pessoas estes anos como contratamos de 2023 para 2024 (…) Reforçamos a equipa com gente experiente dentro dos vários setores do departamento desportivo e não só. A equipa tornou-se uma estrutura – ao nível da quantidade e também ao nível da qualidade, sem estar com falsas modéstias, mas acreditando na nossa competência – que começa a estar preparada para os desafios mais importantes de uma época.” Ricardo Scheidecker ao TopCycling. Na entrevista que acompanha este artigo encontram mais, muito mais, porque o português é um dos cérebros mais interessantes do WorldTour. Falar com Ricardo Scheidecker é entender o ciclismo nas suas várias dimensões, por isso o TopCycling convida a que vejam o vídeo. Ler mais | Pidcock e Hirschi revolucionam a categoria ProTeam https://www.youtube.com/watch?si=J5sn_Xa38o60E4Si&v=K0dChPd395o&feature=youtu.be ### Taça do Mundo de XCM - UCI anuncia datas das provas A Union Cycliste Internationale (UCI) e o seu parceiro HERO Series S.r.l. anunciaram o lançamento da Taça do Mundo UCI de cross-country maratoina (XCM). Terá o nome de Taça do Mundo de Maratonas Cross-country HERO UCI e a primeira edição terá lugar este ano. Cinco provas de Elites e Masters Ao todo, fazem parte do programa da edição de 2025, cinco provas com atletas das categorias Elite (homens e mulheres) e Masters (homens e mulheres em vários escalões etários). As competições começam a 10 de maio na ilha de Elba, em Itália, e terminam em Girona, Espanha, pouco mais de quatro meses depois, após passagens por Andorra, Itália e Alemanha. Os eventos XCM oferecem aos melhores ciclistas profissionais e a milhares de amadores a oportunidade de competir no mesmo percurso em provas de cross-country de longa distância (entre 60 e 160 quilómetros, consoante a categoria), numa variedade de terrenos e ambientes naturais. Classificações diferentes, mas para todos Apenas os atletas das categorias Elite Masculina e Elite Feminina serão incluídos na classificação da Taça do Mundo UCI. No entanto, será elaborada uma classificação separada para os ciclistas das categorias Masters (Homens e Mulheres em diferentes escalões etários). As diferentes classificações, atualizadas no final de cada prova, serão publicadas AQUI. As inscrições abriram no dia 4 de fevereiro de 2025. Parceria UCI e HERO Series S.r.l. A partir de 2025 e até 2028, a Taça do Mundo de XCM HERO UCI será organizada em parceria com a HERO Series S.r.l. A HERO Series S.r.l. será responsável pela coordenação das provas da série, pelo contacto com as equipas profissionais, pelo cumprimento do caderno de encargos por parte dos organizadores, pela elaboração das classificações e ainda pela gestão dos direitos e promoção dos eventos. Calendário Completo das corridas 10 de maio: Capoliveri Legend Cup, Capoliveri - Isola d'Elba (Itália) 1 de junho: Naturland, Andorra 14 de junho: HERO Südtirol Dolomites, Selva Val Gardena (Itália) 13 de julho: Black Forest ULTRA Bike Marathon, Kirchzarten (Alemanha) 21 de setembro: La Tramun Sea Otter Europe, Girona (Espanha) ### Calendário dos portugueses no WorldTour Juntamos tudo o que se sabe acerca do calendário dos portugueses no WorldTour: objetivos e corridas de preparação para conferir aqui. Em 2025 são oito ciclistas portugueses no WorldTour, mais um do que na época passada, e o calendário de que cada um já se sabe em certa medida. O arranque da época foi a todo o gás e Portugal já conta com duas vitórias UCI: António Morgado e Iúri Leitão picaram o ponto na alta roda do pelotão mundial.  Fica a conhecer, neste artigo, quais vão ser os próximos passos dos portugueses no ataque aos objetivos da época. Ler mais | Que ciclistas saíram de Portugal para o WorldTour? A UAE Emirates durante o estágio em Calpe.Foto: UAE Emirates/Fizza João Almeida O ciclista de A dos Francos estreia-se na Volta à Comunidade Valenciana, depois aponta à vitória na Volta ao Algarve, regressa a Paris-Nice e País Basco, antes da estreia na Volta à Romandia. Na preparação para o Tour de France repete a presença na Volta à Suíça onde foi 2º e venceu duas etapas na época passada. Para o final do ano tem prevista a Vuelta a Espanha. "Já não faço o Algarve há algum tempo e quero voltar às nossas corridas em Portugal: Algarve e Figueira. Dar o meu melhor e tentar sacar uma vitória para os portugueses acho que seria bastante bom." João Almeida ao TopCycling. Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve Almeida na inesquecível vitória no Monte Bondone.Créditos: LaPresse António Morgado  O ciclista de 21 anos começou em Valência, com algumas corridas de um dia. Depois esteve no Challenge de Mallorca e, agora, segue para Portugal, onde vai competir na Figueira Champions Classic e na Volta ao Algarve. O Bigode Voador não tem nenhuma Grande Volta prevista para 2025. "Ainda não é este ano, acho que ainda não tou bem preparado para fazer uma grande volta. Tudo com calma. Em princípio irei fazer no próximo ano." António Morgado ao TopCycling Ler mais | Entrevista António Morgado: “O que fiz ali nunca mais vou fazer” Rafael Reis e António Morgado na clássica Camp de Morvedre, em janeiro.Foto: TopCycling Nélson Oliveira O fiel escudeiro da Movistar arranca a época na Volta à Comunidade Valenciana, depois estreia-se na Figueira Champions Classic antes de correr o Gran Camiño – prova galega que parte da área metropolitana do Porto. Seguem-se Strade Bianche, Tirreno-Adriático, País Basco e Romandia. Depois, o anadiense foca-se nos objetivos do líder, Enric Mas: Dauphiné e Tour de France devem ser os desafios que se seguem. Ao Topcycling falou sobre o percurso de Mas até ao Tour. "Provavelmente irá preparar o Tour de forma diferente. O stress que se vive no Tour é diferente do que se vive na Vuelta. O mediatismo é diferente, provavelmente pode-o afetar ou não, não sei dizer. Tem mantido o rendimento, tem margem de melhora e poderá evoluir em alguns aspetos porque no ciclismo melhorar um por cento já é muito. No Tour já se sabe, entre Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard vai haver fogo de artifício por todo o lado, quando estão os dois é para ver quem faz 3.º mais ou menos." Nelson Oliveira ao TopCycling. Ler mais | Nélson Oliveira celebra 10 anos na Movistar Nélson Oliveira é o ciclista mais veterano da Movistar.Foto: Movistar | Abarca Sports Rui Oliveira O campeão olímpico começou a época no Tour Down Under com dois top 10. Regressou à Europa para se sagrar campeão nacional na pista, antes de correr a Volta ao Algarve. Depois virão as clássicas do Norte, onde vai estar ao serviço de Tadej Pogacar, o melhor ciclista do mundo em 2024. Deverá estar presente em Harelbeke na E3, Gent-Wevelgem e Volta à Flanders. Por ter subido na hierarquia do sprint na UAE Emirates, Rui Oliveira não vai às Grandes Voltas. "O meu principal objetivo é ganhar uma corrida na estrada. Em 2024 estive três ou quatro vezes pertinho, sei que sou capaz de ganhar uma corrida e é isso que falta para me assumir. É preciso oportunidades e este ano a equipa deu-me um calendário onde vou liderar as corridas ao sprint e vou tentar agarrar essa oportunidade." Rui Oliveira ao Topcycling. Ler mais | Rui Oliveira sobe na hierarquia da UAE Emirates – Entrevista Após o ouro na pista, Rui Oliveira aponta às vitórias na estrada.Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Ivo Oliveira Ivo Oliveira também já arrancou a época, no Médio Oriente, no AlUla Tour. Prepara-se para estar ao lado de João Almeida na Volta à Comunidade Valenciana, antes da participação nos Europeus de pista, a meio de fevereiro. Seguem-se Volta ao Algarve, Paris-Nice, Coppi Bartali, Giro dos Abruzzos, Romandia – onde o prólogo é objetivo - e Campeonatos Nacionais. O programa do gaiense pode sofrer alguns reajustes, mas não tem prevista qualquer Grande Volta. "O Campeonato da Europa entramos sempre para ganhar. A nossa nação é a dupla campeã olímpica no Madison, entramos para ganhar, não podemos pedir outra coisa. Nas restantes vertentes temos oportunidade, os Europeus são corridas mais abertas do que Mundiais ou Taças das Nações. Vai ser interessante, é no início do ano, há muita gente que está a começar a treinar, outros já estão em forma. Tudo pode acontecer." Ivo Oliveira ao Topcycling. Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 Créditos: AlUla Tour / A.S.O. / Pauline Ballet Afonso Eulálio O corredor que deu o salto do pelotão nacional para o WorldTour já começou a época, no Tour Down Under. A primeira experiência terminou com um top 15 na classificação geral, onde foi o melhor da Bahrain. Os próximos passos de Afonso Eulálio passam pela Volta ao Algarve, Strade Bianche, Tour dos Alpes e Giro, que marcará a estreia em provas de três semanas do herói da passada Volta a Portugal. "Gosto muito do Giro e da Vuelta. O Tour de France, claro que gosto, mas é uma corrida que me mete um bocado de medo. Talvez no futuro a queira fazer." Afonso Eulálio ao Topcycling. Ler mais | TopCycling com Afonso Eulálio no estágio da Bahrain Foto: Sprint Cycling Agency Rúben Guerreiro O Cowboy de Pegões Velhos chega à nova época com motivação renovada após um 2024 com muitos azares. A estreia está agendada para Figueira Champions Classic, depois fará Volta à Andaluzia, antes de participar no Gran Camiño, onde já subiu ao pódio final.  "Gosto do início de temporada e de climas quentes. De momento não delineamos o programa nem tenho Grandes Voltas no programa porque depende das indicações que der. Gostava de fazer uma corrida dura por etapas em fevereiro. Todos sabem que sou competitivo, talvez 2024 tenha sido um desafio e veremos quando essa motivação surge porque ainda estamos a começar. O ciclista vai ganhando confiança pouco a pouco para voltar a fazer coisas boas." Ruben Guerreiro ao Topcycling. Ler mais | Entrevista Rúben Guerreiro – Cowboy da Movistar volta a sorrir Foto: Movistar | Abarca Sports Rui Costa O decano entre os portugueses no WorldTour renovou pela EF Education-EasyPost e até já abriu a temporada em Maiorca. No entanto, ao TopCycling o campeão do mundo de estrada adiantou que o objetivo em 2025 não é entrar logo forte, apenas entrar bem, somar quilómetros de competição e ir progredindo. Os objetivos no horizonte de Rui Costa estão mais adiante e passam pelo Giro de Itália. A preparação será feita Figueira Champions Classic, Volta ao Algarve, Strade Bianche, Tirreno-Adriático e Volta à Catalunha. Créditos: EF ProCycling Iúri Leitão O duplo medalhado olímpico de Paris 2024 não faz parte do lote de portugueses no WorldTour, mas podia muito bem fazê-lo e por isso partilhamos aqui o calendário de Iúri Leitão. A prova disso foi a forma como arrancou a temporada vencendo o tradicional Troféu Palma, no Challenge de Maiorca. A corrida que termina quase sempre ao sprint e que foi ganha por Greipel, Kittel, Degenkolb ou De Lie teve este ano um final surpreendente graças ao ataque supersónico de Iúri Leitão. Após Maiorca, corre Comunidade Valenciana, vai aos Europeus de pista, faz a Clássica de Alméria e a Volta ao Algarve pela Caja Rural-Seguros RGA. Iúri Leitão tornou-se o primeiro português a ganhar o Troféu Palma.Foto: Joan Montserrat Maria Martins Estreou-se pela Canyon-SRAM no Tour Down Under e tem no programa GP Oetingen, Nokere Koerse, De Panne, Scheldeprijs e Paris-Roubaix, onde já fechou top 20. Falámos com a ribatejana ainda antes da Canyon vencer com Chloe Dygert a etapa final da prova australiana. “Apesar do Tour Down Under ser este ano um bocadinho mais exigente o objetivo como equipa passa por sair com bom ritmo de corrida, três semanas de bons treinos e bom ambiente fora da bike. O que mais ambicionamos é ter boas performances, mas sem grande pressão e sem ambicionar demasiados resultados para as primeiras corridas da época porque sabemos que a época é longa e queremos ganhar ritmo, meter quilómetros nas pernas. Principalmente para mim depois de estar tanto tempo fora da competição na estrada.” Maria Martins ao TopCycling. Ler mais | Entrevista com Maria Martins Foto: Tino Pohlmann ### O Sprint mais rápido de sempre? 87,8 km/h (Com vídeo) O Sprint mais rápido de sempre pode ter acontecido no passado dia 1 de fevereiro, na quinta etapa do AlUla Tour.  O italiano Matteo Moschetti (Q36.5 Pro Cycling Team) venceu a última etapa da corrida no médio oriente e terá atingido as velocidades mais altas de sempre registadas numa chegada rápida. 01/02/2025 - AlUla Tour 2025 - Etapa 5 - Alula camel cup track > Alula camel cup track (169,6 km). Créditos: AlUla Tour / A.S.O. / Charly Lopez O Momento Depois de quatro dias no deserto, os ciclistas chegaram à quinta, e última etapa no AlUla Tour à espera de um dia maioritariamente plano, com um sprint para rematar o esforço.  Com chegada no AlUla Camel Cup Track – de onde a etapa tinha partido – os ciclistas tiveram direito a uma reta da meta considerável, ligeiramente em descida, e com vento nas costas.  https://twitter.com/lucasaganronald/status/1885994751398236247 Estes ingredientes combinaram naquele que pode ser sido o sprint mais rápido de sempre. Segundo os dados disponíveis, os ciclistas cumpriram o último quilómetro da prova em 41 segundos, numa velocidade estonteante de 87,8 km/h.  Os ficheiros do Strava do vencedor da etapa ajudam a contextualizar: nos últimos dois minutos da prova, o italiano Matteo Moschetti teve uma velocidade média de 70,6 km/h. Moschetti, da Q36.5, depois de vencer na 5ª. etapa do AlUla Tour. Créditos: AlUla Tour / A.S.O. / Pauline Ballet AlUla Tour trouxe mais registos incríveis Para além do sprint ganho por Moschetti, houve outro momento que ficou na retina durante a prova na Arábia Saudita, com Tom Pidcock, vencedor da classificação geral, como protagonista.  Na segunda etapa do AlUla Tour, Pidcock alcançou a sua primeira vitória na nova equipa, a Q36.5 Pro Cycling Team. Na subida final de Bir Jayvdah Mountain Wirkah, que conta com 2,8 km com 9,8% de pendente média, o inglês deixou toda a gente para trás, tendo registado cerca de 7.69 ᵉW/kg durante 7:27’.  Números incríveis, que apesar de serem auxiliados pelo dia com poucas dificuldades e o facto da etapa ter sido encurtada para 130 km, demonstram a boa forma que Pidcock tem, neste momento, na nova equipa. Um dos destaques desta etapa – e de todo o AlUla Tour – foi Alan Hatherly, com quem o TopCycling falou recentemente. Ler mais | Pidcock e Hirschi revolucionam a categoria ProTeam Tom Pidcock vence pela primeira vez com a Q36.5. Créditos: AlUla Tour / A.S.O. / Charly Lopez Ivo Oliveira foi presença portuguesa no AlUla Tour O ciclista foi o único português na Arábia Saudita, numa das corridas grandes do arranque de temporada. Foi com a missão de ser lead out man para Molano, sprinter colombiano da UAE Team Emirates.  O português esteve em bom plano. O seu sprinter não ganhou nenhuma etapa, mas nas três chegadas ao sprint, terminou uma vez em segundo, e duas em terceiro. Tim Merlier (2x) e Matteo Moschetti venceram as chegadas rápidas.  A época de Ivo Oliveira - que falou recentemente com o TopCycling - continua, agora, na Volta à Comunidade Valenciana, onde vai acompanhar João Almeida no início de época do português. Ler mais | Entrevista Tim Merlier | sprinter mais vitorioso de 2024 Ivo Oliveira no AlUla Tour em 2025. Créditos: AlUla Tour / A.S.O. / Pauline Ballet Créditos da fotografia de destaque: AlUla Tour / A.S.O. / Pauline Ballet ### Títulos entregues nos Nacionais de ciclismo de pista "fantasma" Fim de semana de Nacionais de pista no Velódromo Nacional de Sangalhos marcados por falta de informação e poucos atletas. Se não fosse pelas redes sociais dos atletas nem saberíamos que durante dois dias decorreram os Nacionais de ciclismo de pista. Um comunicado aos média, já passada a hora de jantar de domingo, foi o tratamento que a FPC dispensou ao evento. Falemos então dos Nacionais de pista "fantasma", que aconteceram cinco meses após os pistards conquistarem duas medalhas olímpicas: a prata no omnium por Iúri Leitão e o ouro no madison pela dupla que o vianense fez com Rui Oliveira. Ler mais | Iúri Leitão finta os sprinters no Challenge de Maiorca Leitão e Oliveira bateram italianos e dinamarqueses em Paris.Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Baixa participação faz soar os alarmes! Dos campeões olímpicos só Rui Oliveira esteve no Velódromo Nacional de Sangalhos, recém-chegado da Austrália onde correu o Tour Down Under. O gaiense, que subiu na hierarquia do sprint da UAE Emirates, venceu corrida por pontos, eliminação e madison – onde fez dupla com João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), que ganhou o omnium. No domingo o scratch foi ganho por César Martingil. Do lado feminino, Daniela Campos (Eneicat) ganhou tudo o que havia em jogo: scratch, corrida por pontos, eliminação e omnium. A baixa participação faz soar os alarmes! Alinharam 11 elites masculinos e entre 5-7 femininas. Qualquer pelotão da categoria masters teve mais corredores. Portugal está a deixar de pedalar e dá-se ao luxo de perder atletas como Beatriz Pereira ou Vera Vilaça, atletas de seleção que correram Giro e Vuelta, mas penduraram a bicicleta antes dos 28 anos. O problema estende-se aos homens: Rodrigo Caixas, campeão da Europa sub-23, retirou-se aos 24 anos. Foto: FPC Dois atletas dominaram as corridas de juniores Mesmo com sensação agridoce, a nota positiva dos Nacionais é a persistência de jovens que não desistem do sonho de serem ciclistas. Em sub-19, dois atletas dominaram as corridas de juniores. Francisco Alves (ABTF Betão/Bairrada) sagrou-se campeão nacional em scratch e eliminação. O jovem de Cantanhede vinha de um hat-trick de vitórias na Taça de Portugal e só não fez o pleno nos Nacionais porque caiu na tentativa de dar a volta ao pelotão durante a corrida por pontos. Aproveitou Dinis Martins (Landeiro/KTM/Matias&Araújo) para levar o título nacional à frente de João Almeida (Silva&Vinha/Adrap/Sentir Penafiel) e de José Paiva (Paredes/Reconco). Dinis Martins é júnior de segundo ano e conterrâneo de João Almeida e de António Morgado; os três cresceram na Caldas EcoSprint-E.leclerc. Entre as raparigas só deu Emília Baía (Korpo Activo/Penacova), que venceu scratch, corrida por pontos e eliminação. ### Mundiais de Ciclocrosse 2025 – Ma7hieu Van der Poel Depois de duas jornadas de Mundiais de Ciclocrosse em Liévin que nos proporcionaram uma corrida feminina espetacular, os olhos estavam postos no último dia e na corrida de elites masculinos. À partida foram 50 os atletas em luta pelas três medalhas e pela camisola arco-íris, em representação de 15 nações e onde o histórico recorde de sete títulos mundiais de Erik De Vlaeminck podia ser igualado por Van der Poel. Wout Van Aert chegou de surpresa a uma equipa belga que tentava combater o poderio dos Países Baixos, mantendo a histórica rivalidade entre as duas nações bem acesa. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Van der Poel autoritário Mal se acenderam as luzes verdes, Van der Poel mostrou o seu domínio e em meia dúzia de curvas já estava destacado na frente apoiado pelos 35.000 entusiastas presentes em Liévin. Apesar de perseguido por quatro ciclistas belgas, a vantagem foi aumentando progressivamente, percebendo-se desde cedo que a maior luta estava pela prata e bronze. Com Van der Poel a fazer uma corrida a solo, o neerlandês Nieuwenhuis seguia na perseguição juntamente com seis belgas, Nys, Vanthourenhout, Sweeck, Verstrynge, van Aert e Aerts. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Van Aert iniciou perseguição Van Aert, de orgulho ferido depois de um mau arranque com queda e problemas no equipamento, iniciou a perseguição a Van der Poel a meio da prova. A vantagem foi-se mantendo na volta do minuto com Nieuwenhuis e Thibau Nys na luta pelo bronze. Van der Poel fez uma corrida imaculada vencendo o seu sétimo título mundial terminando uma temporada de ciclocrosse completamente dominada, nas corridas em que participou, pelo neerlandês. Wout Van Aert mostrou grande resiliência e lutou até ao fim levando a medalha de prata. O bronze ficou para o Campeão Europeu Thibau Nys. Foto; Ole Jensen/Getty Images) Recorde igualado por Van der Poel Com Van der Poel a alcançar em Liévin a sétima vitória em Mundiais de Ciclocrosse, o recorde de De Vlaeminck com 52 anos foi igualado. Com os Mundiais de 2026 a serem corridos em Hulst nos Países Baixos, é de esperar que Van der Poel tente já no próximo ano o oitavo título mundial. Vídeo resumo da corrida https://youtu.be/M-U6jjcXs4M?si=iCP7EAtD8KPNm0MO Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaNacionalidadeTempo1 VAN DER POEL MathieuPaíses Baixos1:02:442 VAN AERT WoutBélgica0:453 NYS ThibauBélgica1:064 NIEUWENHUIS JorisPaíses Baixos1:155 VERSTRYNGE EmielBélgica1:536 AERTS ToonBélgica1:567 VANTHOURENHOUT MichaelBélgica2:008 WYSEURE JoranBélgica2:039 VAN DER HAAR LarsPaíses Baixos2:0910 SWEECK LaurensBélgica2:28 Outros medalhados do último dia O domingo começou cedo em Liévin com a prova de juniores masculinos a ser ganha pelo grande favorito Mattia Agostinacchio, que juntou o Mundial ao título Europeu e chegou às 12 vitórias na temporada. O italiano ficou à frente de Soren Bruyère (prata) e do compatriota Filippo Grigolini (bronze). Na categoria de sub-23 femininos, foi a britânica Zoe Backstedt a mais forte alcançando a primeira vitória da temporada logo nos Mundiais de ciclocrosse. Com a prata ficou Marie Schreiber (Luxemburgo) e com o bronze Leonie Bentveld (Países Baixos). ### Iúri Leitão finta os sprinters no Challenge de Maiorca Vitória soberba de Iúri Leitão confirma o grande início de temporada do ciclismo português após António Morgado ter aberto a contagem. A época nem um mês leva e Portugal já cantou dois triunfos graças a Iúri Leitão e António Morgado. Se o jovem da UAE Emirates venceu o GP de Castellón, o sprinter da Caja Rural-Seguros RGA levantou os braços no último dia do Challenge de Maiorca. Nunca um português tinha ganho o Troféu Palma, tradicional encontro dos sprinters no início de cada temporada. Manuel Cardoso, duas vezes top 5, foi o que ficou mais perto do pódio. Numa prova fácil, onde o sprint era previsível, ninguém esperava um ataque nos 700 m finais, já em plena reta da meta instalada no Passeio de Palma. "O plano não era atacar tão cedo porque havia muitas equipas preparadas para o sprint. Queria estar na frente e os colegas levaram-me muito bem colocado, sobretudo nas duas últimas voltas ao circuito. Tinha pensado agarrar uma boa roda e ter espaço para lançar o sprint (...) No final vi-me em boa posição e senti-me com força para tentar arrancar de longe. Às vezes há que arriscar e por sorte saiu bem. É muito importante começar assim a temporada, com uma vitória numa corrida deste nível." Iúri Leitão ao Eurosport. Ler mais | António Morgado faz novo pódio em Maiorca https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1886043756442317179 Ataques cirúrgicos e super agressivos O ciclista de Viana do Castelo atacou bem a última curva e acabou por ficar sozinho na frente. Ao sentir que ninguém reagia, Leitão pensou mais rápido do que todos e arrancou sem olhar para trás. Parecia que estávamos a ver uma corrida de pista, onde tantas vezes Iúri Leitão lança ataques cirúrgicos e super agressivos, como o que o levou à prata no omnium em Paris 2024. Entrou triunfal na meta com todos os sprinters a irem a fundo para tentarem fechar o espaço. Sem êxito, a vitória estava entregue e bem entregue. Iúri Leitão foi oportunista, inteligente e teve pernas para aguentar o ataque vencedor. Estreia a vencer da Caja Rural-Seguros RGA esta época e regresso aos triunfos do português que desde a Volta à Croácia de 2023 não vencia uma chegada ao sprint. Ler mais | Leitão e Oliveira campeões olímpicos ### UCI Proíbe o uso repetido de Monóxido de Carbono no Ciclismo A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou a proibição da inalação repetida de monóxido de carbono (CO) no ciclismo, com o objetivo de proteger a saúde dos atletas. A medida, aprovada pelo Comité de Gestão da UCI, entrará em vigor a partir de 10 de fevereiro de 2025. Impacto na saúde e utilização sem controlo médico O monóxido de carbono tem sido utilizado na medicina desportiva para medir a massa total de hemoglobina (Hb) e o volume sanguíneo, ajudando a analisar os efeitos do treino de resistência e da exposição à altitude. No entanto, o uso frequente deste gás pode provocar problemas de saúde, como dores de cabeça, letargia, náuseas, tonturas e confusão. Em casos mais graves, pode causar arritmias cardíacas, convulsões, paralisia e perda de consciência. Créditos: LaPresse Regulamentação da UCI A nova regra da UCI proíbe a posse, fora de instalações médicas, de sistemas e equipamentos de reinalação de CO. A medida aplica-se a todos os detentores de licença, equipas e qualquer indivíduo que possua este tipo de equipamentos em nome dos ciclistas ou das suas equipas. Dea acordo com o comunicado da UCI, a inalação de CO continuará a ser permitida em instalações médicas e sob a supervisão de um profissional de saúde qualificado. Nestes casos, apenas será permitida uma medição da massa total de hemoglobina por inalação de CO, podendo uma segunda medição ser realizada apenas duas semanas depois da primeira. Para ciclistas pertencentes às UCI WorldTeams, UCI Women’s WorldTeams e UCI ProTeams, qualquer utilização de CO para determinação da massa total de Hb terá de ser registada no ficheiro médico de cada atleta, conforme estipulado nos artigos 13.3.020 a 13.3.026 do regulamento médico da UCI. Créditos: A.S.O. - Charly Lopez Pedida uma posição oficial à Agência Mundial Antidopagem (WADA) Embora esta proibição não esteja incluída no Código da Agência Mundial Antidopagem nem nos regulamentos antidopagem da UCI, a entidade informou ainda que já solicitou à Agência Mundial Antidopagem (WADA) uma posição oficial sobre o uso repetido de CO dentro e fora das competições. ### Pidcock e Hirschi revolucionam a categoria ProTeam Q36.5 e Tudor ganham com Pidcock e Hirschi, que guiaram as ProTeam ao triunfo em Maiorca, Comunidade Valenciana e Alula Tour. Tom Pidcock e Marc Hirschi assumiram o risco de sair do WorldTour e assinar por uma ProTeam em 2025, mas não podiam ter pedido um melhor início na Q36.5 e na Tudor, respetivamente. A Q36.5 não perdeu tempo em capitalizar a presença do britânico ex-Ineos. Venceram três etapas na Arábia Saudita: Tom Pidcock em dose dupla dominando as chegadas em alto e Matteo Moschetti por surpresa no sprint final do Alula Tour. Pidcock chegou para transformar a estrutura suíça: em janeiro já somam quatro vitórias face às cinco que conseguiram em toda a época de 2025. Foto: Charly Lopez Uno-X assaltou o pódio Do Alula Tour outro projeto da segunda divisão saiu reforçado. A Uno-X assaltou o pódio na última etapa forçando uma bordure que arrumou com as pretensões de Rainer Keplinger (Bahrain) e Alan Hatherly (Jayco), que iniciaram o dia no top 3. Para o pódio fizeram saltar Fredrik Dversnes e Johannes Kulset, um soco no queixo das WorldTeam já que Kulset também venceu a camisola branca da Juventude e a Uno-X a classificação por equipas. Entrevista | Alan Hatherly, o puncheur que a Jayco recrutou no mountain bike Foto: Charly Lopez Tudor em grande Nas provas espanholas a Tudor não quis ficar atrás da concorrência entre as ProTeam e abriu a época com duas vitórias em provas de um dia. Marc Hirschi venceu a Clássica Comunidade Valenciana 1969 e Florian Stork surpreendeu no Challenge de Maiorca ao levar o Troféu Serra Tramuntana. Se de Hirschi já se esperavam triunfos, o do alemão foi uma surpresa. A Tudor está em grande e só não venceu mais porque esbarrou na UAE Emirates. No Troféu Calvià viram Hirschi perder para Jan Christen e na Serra Tramuntana quase eram surpreendidos por um solo de António Morgado. Tem sido uma bonita luta entre Tudor e UAE neste arranque de ano nas semiclássicas espanholas. Ler mais | António Morgado já vence em 2025 Foto: Joan Llado ### Mundiais de Ciclocrosse 2025 - Hat-trick de Van Empel Fem van Empel dominou a prova de elites femininas em Liévin, que recebe os Mundiais de Ciclocrosse 2025. A prova foi o destaque do programa de sábado (1 de fevereiro) e foi um dos melhores eventos na história da disciplina onde as mulheres só competem desde 2000. À partida, foram 37 as ciclistas de 12 nacionalidades que lutaram pelas três medalhas em disputa, num percurso pesado mas não muito lamacento. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Três neerlandesas destacaram-se na frente Amandine Fouquenet, ciclista que corria em casa, aproveitou o apoio dos espetadores e chegou em primeiro à primeira curva, seguida por Puck Pieterse e Fem van Empel, integrantes de uma super equipa dos Países Baixos. Ainda na primeira volta, Van Empel respondeu às críticas de inconsistência e distanciou-se na frente com Pieterse. Atrás, a húngara Blanka Vas e a crossista da temporada Lucinda Brand formaram a dupla perseguidora. No decorrer da corrida, Brand juntou-se à dupla que seguia na liderança e as três neerlandesas destacaram-se na frente, lutando pela liderança a cada curva. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Terceiro título mundial consecutivo Nas últimas voltas, Pieterse perdeu a dianteira da prova deixando a luta pelo ouro para as compatriotas. A luta pelo ouro e pela tão querida camisola arco-íris ficou para a última parte da corrida, numa última volta emocionante de uma das corridas do ano. Fem van Empel levou a melhor sobre Brand vencendo o terceiro título mundial consecutivo de ciclocrosse, igualando o feito de Sanne Cant (2017-2019). No terceiro posto ficou Puck Pieterse num pódio completamente dominado pelos Países Baixos que ainda colocaram van der Heijden no quarto posto. https://twitter.com/UCI_CX/status/1885703222548971590 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaNacionalidadeTempo1VAN EMPEL FemPaíses Baixos54:292BRAND LucindaPaíses Baixos0:183PIETERSE PuckPaíses Baixos1:094VAN DER HEIJDEN IngePaíses Baixos1:315VAS Blanka Kata Hungria1:566CASASOLA SaraItália2:117ALVARADO Ceylin Del CarmenPaíses Baixos2:368CLAUZEL Hélène França2:519CANT SanneBélgica2:5310FOUQUENET AmandineFrança 2:58 Outros medalhados do fim de semana Nos outros resultados do fim de semana dos Mundiais de Ciclocrosse, foi a Grã Bretanha a vencer a corrida de estafetas por equipa, à frente de Itália e França, em segundo e terceiro lugares respetivamente. Nas categorias mais jovens Lise Revol confirmou o grande momento do ciclocrosse francês e venceu a corrida de juniores com apenas 16 anos. Barbora Bukovská (Chéquia) ficou com a prata e Rafaelle Carrier (Canadá) com o bronze. Na categoria de sub-23 masculinos, Tibor del Grosso (Países Baixos) confirmou o favoritismo e venceu o ouro com quase um minuto de vantagem para os belgas Kay De Bruyckere (prata) e Jente Michels (bronze). Domingo é dia dos elites masculinos lutarem pelas medalhas, com Van der Poel e Van Aert a serem os grandes destaques. Antes, correm juniores masculinos e sub-23 femininas. Van der Poel e Van Aert em Benidorm Créditos: Álvaro García Herrero ### OneCycling continua a crescer – SuperLiga do ciclismo mais real  Há novos desenvolvimentos em relação à OneCycling, o projeto que quer revolucionar o ciclismo mundial e reorganizar a estrutura do desporto.  O TopCycling já tinha contado a história por trás da organização. Empresa já foi registada O projeto parece avançar nos bastidores do ciclismo mundial. Surgiram, nas redes sociais, documentos que comprovam a criação da empresa OneCycling no Reino Unido.  https://twitter.com/ewanswilson/status/1883129404756468139 Segundo o que está disponível, Richard Plugge – homem forte da Visma | Lease  Bike - está registado como o diretor da empresa.  A Yellow B Cycling – empresa ligada à equipa neerlandesa de ciclismo - é, de momento, o único shareholder da OneCycling. Foto: Charly Lopez Novidades confirmam rumores As notícias relacionadas com o OneCycling confirmam os rumores que existiam até ao momento:  Que o projeto está mesmo a avançar, apesar do silêncio recente nos media internacionais  Que Richard Plugge, ‘chefe’ da Visma | Lease a Bike, é o principal impulsionador da nova estrutura.  Resta, agora, saber se há outras equipas, ou personalidades ligadas ao ciclismo, que também estão ligadas à criação do projeto, que já é empresa - vários rumores apontavam para outros chefes de equipas do pelotão internacional interessados no arranque da OneCycling.  Resta também saber se este é só um passo formal, meramente burocrático, ou se é um sinal de vida do projeto. Se sim, será interessante perceber para quando se preveem as primeiras alterações nos moldes do desporto. Patrick Lefevere seria outro dos interessados na OneCycling Foto: Wout Beel Permanecem as questões sobre a OneCycling Todas estas – e muitas mais – perguntas ficam ainda sem resposta. O projeto, de resto, tem crescido no imaginário dos adeptos de ciclismo com pouca clareza acerca do que vai ser, ou do que quer fazer.  O TopCycling cobriu a história do início do OneCycling, e do que se sabe até agora. O artigo pode ser consultado aqui: Ler mais | OneCycling – O projeto que quer revolucionar o ciclismo Fotografia de destaque: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli ### Shimano anuncia adições ao ecossistema Cues A Shimano anunciou a expansão da sua linha Shimano Cues com a integração de componentes paraestrada e gravel. Com o mesmo desempenho que os componentes de cidade apresentam, esta nova adição à linha garante o mesmo conforto e ergonomia a um preço competitivo. Shimano Cues As manetes/mudança travão Shimano Cues são suaves para as mãos e de fácil controlo, proporcionando confiança e ergonomia. O Cues foi concebido para se adaptar a uma vasta gama de tamanhos de mãos. Redução das necessidades de inventário das lojas e simplificação do processo de manutenção das bicicletas de gama média ao consolidar as suas gamas de componentes de 9, 10 e 11 velocidades com componentes compatíveis entre si, incluindo mudanças, cassetes e correntes comuns. As cassetes apresentam um espaçamento unificado nos carretos para as transmissões de 9, 10 e 11 velocidades. Linha de produtos mais compatíveis e versáteis da Shimano e os componentes podem ser misturados num universo mais alargado de utilizadores e estilos de ciclismo. Tecnologia de transmissão mais durável, o Linkglide prolonga a vida útil de um componente e proporciona uma melhor experiência. Sistema de transmissão Cues de 10 e 11 velocidades Os componentes Shimano Cues de 10 e 11 velocidades da série 6000 incluem travões de disco hidráulicos e mudanças suaves para uma melhor retenção da corrente. Com uma relação de transmissão baixa de menos de 1:1 e baseada na tecnologia Linkglide, segundo a marca três vezes mais durável e suave, permite um desempenho mais estável. Todos os pedaleiros Shimano Cues são compatíveis com as correntes Hyperglide de 11 velocidades. ST-U6030 – Manetes/Mudanças. e Travões Hidráulicos de 11/10 velocidades Manetes Duplo controlo ergonomicamente concebidas com caraterísticas avançadas, provenientes dos modelos de estrada de gamas mais altas; O novo design cria um acesso mais curto à manete, permitindo que os ciclistas com diferentes tamanhos e formas de mãos alcancem confortavelmente as manetes; Compatível com transmissões de 10 e 11 velocidades; Suavidade na mudanças , característica registada da Shimano Cues. FC-U6040-2 – Pedaleiros Cues Hollowtech II 2x10 9 velocidades Opções Rodas Pedaleiras : 46-32D, 50-34D; Linha de Corrente: 47mm; Comprimento Cranque: 170mm, 172.5mm, 175mm; Pedaleiro HOLLOWTECH II : compativel 2x10 / 9- velocidades. FC-U6040-1 – Pedaleiro Cues Hollowtech II 1x11/10/9 velocidades Opções Roda Pedaleiras: 40D, 42D linha corrente: 50mm; Comprimento cranque: 170mm, 172.5mm, 175mm; Dynamic Chain Engagement+ melhora a retenção da corrente com o seu formato especial dos dentes; Pedaleiro Cues Hollowtech II : 1 x 11 / 10 / 9 velocidades. FC-U6030-2 – Pedaleiros 2-Peças Cues 2x10/9 velocidades Opções Rodas Pedaleiras: 46-32D, 50-34D; Linha corrente : 47mm; Comprimento Cranques: 165mm, 170mm, 172.5mm, 175mm; Pedaleiros 2 peças : 2 x 10 / 9-speed. FC-U6030-1 – Pedaleiro Cues 2-Peças 1x11/10/9 velocidades Rodas Pedaleiras: 40D, 42D; Linha Corrente : 50mm; Comprimento cranque: 165mm, 170mm, 172.5mm, 175mm; Dynamic Chain Engagement+ Pedaleiros 2 peças : 1 x 11 / 10 / 9-vel. FD-U6030-F/B – Mudança Frente Cues 2x10 9 velocidades 1 mudança de estrada para todas as bicicletas de estrada com Shimano Cues; Construção do link garante uma montagem fácil e tensor de cabo integrado; Linha Corrente: +2.5mm para pneus mais largos; Disponível com Abraçadeira ou Fixação à Partilha. BR-U6030 – Pinças Hidráulicas Cues Flat Mount Desenhado para discos de travão de 160mm; Sem necessidade de adaptadores; Construção leve de 2-pistons. Sistema de transmissão CUES 9 e 10 Velocidades com travões mecânicos A série Shimano Cues 3000 para componentes de 9 e 10 velocidades oferece uma opção de travão de disco mecânico para maior fiabilidade e manutenção. Com uma relação de transmissão baixa de 1:1, permite enfrentar uma variedade de situações. ST-U3030 – Manetes Mudança/Travões Cues Mecânicos 9 e 10 velocidades Cues Manetes Duplo controlo ergonómicas. BL-U3030-L – Manete e Travões Simples Cues Travagem com Resposta linear New Super Shimano Linear Response (SLR); Design das manetes é proveniente dos modelos topos de gama , para garantir maior controlo quando utilizados os pedaleiros simples. Shimano ESSA para sistema de 8 velocidades de Estrada O Shimano ESSA está agora disponível para transmissões de 8 velocidades de estrada, o que expande a sua atual linha de 8 velocidades. Concebido para apoiar um estilo de vida de ciclismo ativo, o Shimano ESSA é sem um desenvolvimento para componentes mais económicos e fiáveis que vem simplificar um conjunto enorme de componentes frequentemente complexos nestas linhas. ST-U2030 – Manete Duplo Controlo Shimano ESSA 8 velocidades Alto desempenho de comutação; Design ergonómico. BL-U2030-L – Manete Simples Shimano ESSA Travagem com Resposta linear New Super Shimano Linear Response (SLR);. Design das manetes é proveniente dos modelos topos de gama , para garantir maior controlo quando utilizados os pedaleiros simples. CS-HG300 — Cassete HG 8 velocidades Gama alargada de cassetes de 8 velocidades garante uma performance optimizada para diferentesestilos de ciclismo; Gama: 11-45D (11-13-15-18-22-27-35-45D); Compatível com correntes Hyperglide 8, 7 e 6 velocidades. Produtos adicionais Cues A Shimano expandiu ainda a família Shimano Cues com duas adições à sua linha de componentes, uma mudança traseira e disco travão dedicados à montagem de bicicletas de roda 20 Especificamente concebidas para bicicletas com rodas pequenas, estes produtos melhoram afuncionalidade da Shimano Cues, com soluções específicas para quadros compactos. RD-U4010-SS – Mudança Trás Custa Cues para 10/9 velocidades Caixa de roldana curta Shimano Shadow; Até 30% mais de distância ao solo e mais folga para pneus mais largos; Cassetes: 11-36D (9-vel.), 11-39D (10-velocidades); E-Bike. SM-RT26-SS — Rotores de 6 furos Tamanho: 140mm; Ideal para quadros BTT criança 20 – 24”. Podes obter mais informações no site do importador em Portugal aqui: www.scvouga.pt ### António Morgado faz novo pódio em Maiorca Jan Christen (UAE) venceu o Trofeu Calvià e António Morgado sprintou para o 3.º lugar. Tom Pidcock também venceu no Alula Tour. A temporada europeia está a arrancar e António Morgado continua a dar mostras de ter feito um excelente inverno. O ciclista de Salir do Porto abriu o Challenge de Maiorca com o segundo pódio da época e em três dias de competição venceu o GP de Castellón, foi 3.º na Clássica Comunidade Valenciana 1969 e voltou a ser 3.º no Trofeu Calvià. A UAE Emirates foi das equipas mais irrequietas durante a corrida e junto com Tudor, XDS Astana e Red Bull-Bora-hansgrohe colocaram a média nos 41,4 km/h num dia com mais de 3200 m de desnível positivo acumulado. A vitória sorriu ao suíço Jan Christen. O jovem de 20 anos fez uma mudança de ritmo no último quilómetro que nem Fredrik Wandahl nem Cristian Scaroni conseguiram igualar. O italiano da Astana fechou em 2.º e o português ainda veio de trás a tempo de roubar ao dinamarquês da Bull-Bora-hansgrohe o lugar no pódio. Rui Costa fez a estreia na época terminando 77.º a 8:53 do vencedor e nota para a Sabgal-Anicolor que colocou Ruben Fernandez na 30.ª posição. "A Tudor puxou o dia todo muito forte. Eu não tive as melhores pernas, mas resguardei-me para o final e consegui ganhar. Fiz um grande inverno em Gran Canária e ganhar já é incrível." Jan Christen ao Eurosport. 1. Jan Christen UAE Emirates XDS3:34:452. Cristian ScaroniXDS Astana0:063. António MorgadoUAE Emirates XDSm.t. Foto: schorschal Estreia vitoriosa de Tom Pidcock Depois do primeiro dia de provas, a ação continua em Maiorca já na quinta-feira com o Troféu Ses Salines cuja chegada assenta bem aos sprinters; ao longo da semana teremos ainda os duros Troféu Serra Tramuntana e Troféu Andratx-Pollença, finalizando o evento com novo dia para sprinters no Troféu Palma. Esta quarta-feira nota ainda para a estreia vitoriosa de Tom Pidcock com a Q36.5. Aconteceu na primeira etapa seletiva do Alula Tour, na Arábia Saudita, onde o inglês se impôs a Rainer Keplinger (Bahrain) e Alan Hatherly (Jayco Alula), sul-africano que o TopCycling entrevistou neste defeso. Ler mais | António Morgado em entrevista ao TopCycling! ### Entrevista | Alan Hatherly, o puncheur que a Jayco recrutou no mountain bike O TopCycling entrevistou o sul-africano. Alan Hatherly, reforço da Jayco AlUla que dominou o mountain bike em 2024. Alan Hatherly assinou pela Jayco AlUla, mas o craque do mountain bike é um nome desconhecido na estrada. Em 2024 dominou o XCO – cross country olímpico – vencendo Taça do Mundo, Campeonato do mundo e o bronze em Paris, resultados que lhe valeram a nomeação para o Velo D’or. O Topcycling conversou com o sul-africano no Media Day da Jayco AlUla para saber mais sobre um corredor que dá o salto para a estrada na estrutura australiana. Ler mais | Alan Hatherly contratado pela Jayco AlUla Uma nova vertente aos 28 anos A primeira questão parece óbvia: o que faz um campeão do mundo, figura central numa modalidade, começar uma nova vertente aos 28 anos? "Tenho tentado chegar a este nível nos últimos dois anos. Só quero crescer como atleta. Senti um plateau do mountain bike e tenho a certeza que ir para o WoldTour, numa equipa tão boa, vai ser uma grande oportunidade para sair da minha zona de conforto, desenvolver-me como atleta e aprender. O objetivo a longo prazo também são os Jogos de 2028 no mountain bike, por isso isto é um plano em que quero melhorar na estrada e na montanha." Alan Hatherly ao TopCycling. Falou também do que gosta mais na estrada: "A velocidade, as táticas, como te moves no pelotão. E o facto de que não te consegues esconder na estrada". https://www.youtube.com/watch?v=SQBqC5s5NtM&ab_channel=UCI "Os resultados vão chegar" Faz, então, a transição para a estrada – que confessou ter-lhe encurtado as férias. Sobre a adaptação à nova realidade e que sensações tem tido a treinar, Alan Hatherly diz não ter a certeza de quanto tempo vai precisar. "Só quero encontrar-me e estar confortável na equipa e no ciclismo WorldTour, e penso que quando estiver nesse ponto os resultados vão chegar. Acho que é uma questão de tempo, posso demorar duas ou três corridas, ou uma época inteira a chegar lá, mas vamos levar corrida a corrida. (...) Não é uma situação fácil, estamos a aumentar o volume, mas também temos uma boa receita do XCO e não queremos perder a velocidade de ponta, porque acredito que me pode ajudar a dar resultados. Vamos aumentar o volume e depois vamos usar os dias de corrida para mudar o meu motor de montanha para estrada. Acho que vou melhorar ao longo da época." Alan Hatherly ao TopCycling. Foto: GreenEDGE Cycling Puncheur ou escalador Em termos de calendário, tem, provisionalmente, o AlUla Tour e os campeonatos nacionais como primeiros desafios. Planeia ainda seis corridas de XCO, além dos campeonatos do mundo – para mostrar a camisola do arco-íris. No encontro com o TopCycling confessou ainda que, nos próximos dois anos, vai estar concentrado em ver que nível pode atingir na estrada. Quanto ao tipo de ciclista que pode ser, aqui ficam algumas dicas:  "É difícil saber, vamos ver corrida a corrida, mas a equipa diz-me que estou na categoria de puncheur ou escalador, por isso estamos a preparar as coisas mais nesse sentido. Subidas entre 10 a 15 minutos são as melhores para mim." Alan Hatherly ao TopCycling. A Jayco estreia look graças à parceria com a marca australiana MAAP.Foto: GreenEDGE Cycling As origens de Alan Hatherly É na na África do Sul que estão as origens de Alan Hatherly, que não esconde as dificuldades inerentes a esse facto. Ainda assim mostrou-se confiante para o futuro do desporto não só no país, mas no continente em geral, isto numa altura em que ciclistas africanos começam a ganhar nas maiores corridas do mundo. "É difícil competir a um nível internacional como africano. Há talento, mas não há volume. Penso que para nós é um processo mais lento até chegar ao nível europeu, e que é por isso que começamos a ver agora muitos africanos a brilhar. Mas faz parte do processo, os jovens já têm a nossa ajuda, e acho que vão estar uns passos à nossa frente. E depois os fatores exteriores: nós não temos as mesmas montanhas que a Europa, isso também faz uma grande diferença." Alan Hatherly ao TopCycling. Biniam Girmay foi o primeiro africano negro a vencer no Tour de France.Foto: Vincent Kalut / Photonews Créditos da fotografia de destaque: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency ### Novos capacetes de criança Specialized Mio 2 e Shuffle 2 LED A Specialized apresentou os novos capacetes Shuffle 2 LED e Mio 2, destinados a crianças, através de uma parceria exclusiva com o KTH Royal Institute of Technology (KTH) e a Mips. Estes novos capacetes são caracterizados pela espuma de baixa densidade que, por ser mais macia, ajuda a aumentar a gestão de energia dentro do capacete. Ler mais | Specialized apresenta as novas rodas Traverse SL II i9 & HD i9  Espuma de baixa densidade Como as cabeças das crianças são mais delicadas e ainda estão em crescimento, a utilização de espuma de baixa densidade é um elemento-chave na inovação dos capacetes Shuffle 2 LED e Mio 2. O Shuffle 2 LED e o Mio 2 apresentam tamanhos específicos para crianças com o sistema de ajuste à cabeça SX, que o mantem ajustado e confortável. O divisor tri-fix é, segundo a marca, fácil de usar e torna o ajuste simples para ser feito pelos mais novos. Personalizável pelas crianças No exterior, o Shuffle 2 LED e o Mio 2 vêm em cores vibrantes e traz um pacote de autocolantes incluído, permitindo que seja personalizável ao gosto do utilizador. Oferece um aspeto retro com um toque moderno, com desenhos e letras brilhantes com o objetivo de querer ser usado pelos mais novos. O Shuffle 2 LED vem ainda equipado com uma luz traseira LED integrada, para maior visibilidade.  Specialized Mio 2 Equipado com o sistema Mips; Sistema de ajuste Headset SX, com dimensões orientadas para os mais pequenos, desenvolvido para um ajuste fácil e preciso; Carcaça moldada aumenta a resistência e diminui o peso; Divisor da fita Tri-Fix para melhoria do conforto e facilidade de ajuste das fitas do capacete; Fita e autocolante traseiro refletores para melhorar a visibilidade em condições de fraca luminosidade. Tamanho único 46-51 cm para crianças, aproximadamente até aos 7 anos de idade. Specialized Shuffle 2 LED Sistema MIPS Essential Core; Luz traseira LED integrada para maior visibilidade, tanto em condições de forte ou fraca iluminação; Sistema de ajuste à cabeça SX, com dimensões orientadas para as crianças, concebido para um ajuste fácil e preciso; Sistema de arrefecimento 4th Dimension para otimizar a ventilação; Calota moldada para aumentar a resistência e diminuir o peso; Repartidor da fita tripartido para melhoria do conforto e facilidade de ajuste das fitas do capacete; Designs modernos e jovens complementam as decorações e as cores das bicicletas; Pala de encaixe incluída; Tamanho único para criança 49-55 cm, aproximadamente até aos 7 anos de idade Podes consultar todas as vertentes, disponibilidade, cores e preços dos Specialized Mio 2 e Shuffle LED Aqui. ### Entrevista Tim Merlier | sprinter mais vitorioso de 2024 Tim Merlier volta ao Tour e está num momento ótimo: acaba de renovar até 2028 e é um dos melhores sprinters do mundo. O TopCycling entrevistou o belga. Tim Merlier foi o sprinter mais vitorioso de 2024 acabando com 16 vitórias. Vê-lo correr e falar com ele são experiências. O ciclista confiante e poderoso da Soudal Quick-Step é no trato pessoal uma pessoa tímida e reservada. Vídeo da entrevista https://youtu.be/jSeAiY15Vn4 O TopCycling foi pelo segundo ano consecutivo à apresentação da equipa belga, em Calpe, na Comunidade Valenciana. Foi com vista para o mar que perguntámos a Tim Merlier pelos objetivos para 2025, onde se inclui a participação no Tour de France. Quem esteve no evento foi surpreendido pelo anúncio da renovação até final de 2028 do sprinter de Kortrijk, por isso foi por aí que arrancamos a conversa. Teria Merlier renovado se voltasse a ficar fora do Tour? “Se não fizesse o Tour este ano tenho a certeza de que também teria renovado. Não tinha que ter essa certeza antes de assinar. O Tour é a maior corrida do mundo também para um sprinter, é bom voltar, espero conseguir a segunda vitória no Tour.” Tim Merlier ao TopCycling. Ler mais | Entrevista a Mikel Landa: “No Giro descobri o meu sítio” Merlier 3, Milan 3 foi o resultado final no Giro.Foto: Gian Mattia D'Alberto/Lapresse Rendimento no Giro calou os críticos No Tour só tem uma presença e um triunfo – em Pontivy, em 2021. Curiosamente na estreia abandonou à 9.ª etapa e acabou mentalmente tocado. Meses antes tinha abandonado o Giro na 11.ª etapa. Pela Alpecin-Fenix não concluiu as duas primeiras "grandes" que fez, o que deu origem a algumas críticas. O rendimento no Giro calou os críticos. “Antes diziam ‘o Merlier não é forte o suficiente, a terceira semana vai ser muito dura para ele’. Se ganhas duas etapas na última semana… foi um bom momento da época mostrar que os rumores não têm sentido.” Tim Merlier ao TopCycling. Ler mais | Remco Evenepoel falou à imprensa – “Quero estar no Tour a 200%” A Soudal Quick-Step estagiou em Calpe.Foto: Wout Beel O melhor sprinter do mundo? Com 16 vitórias, só Tadej Pogacar – com 25 – venceu mais do que Tim Merlier na época passada. No ranking de triunfos os sprinters mais próximos foram Mads Pedersen (12) Jonathan Milan (11), ambos da Lidl-Trek. É, por isso, normal lançar a pergunta óbvia: considera-se Tim Merlier o melhor sprinter do mundo? “Não vou responder, podes responder tu por mim. Estou muito contente com a minha performance no Giro. Ganhei o primeiro sprint, depois caí no contrarrelógio e a segunda semana foi difícil porque não encontrei o meu melhor nível. Na terceira semana recuperei bem e fiz o 3-3.” Tim Merlier ao TopCycling. Ler mais | Remco Evenepoel sofre acidente em treino Foto: Cédric Depraetere Situações de máxima pressão O Giro sempre na cabeça do belga e com razão. Foi a melhor grande Volta da carreira de Tim Merlier: três vitórias em Itália perante o potente Jonathan Milan. É deste tipo de cenários que o belga de 32 anos gosta: correr com as probabilidades em contra, na casa do rival, que ainda por cima é mais jovem e está em trajetória ascendente na carreira. Situações de máxima pressão. Como a que viveu no Campeonato da Europa, ao qual a Bélgica levou um bloco com dois sprinters: Merlier e Jasper Philipsen, antigos colegas na Alpecin, cada um com o respetivo lançador. Foi uma tática estranha, que motivou semanas de debate nos média belgas. A Bélgica organizou o Europeu e a estratégia do selecionador Sven Vanthourenhout foi escrutinada. Merlier bateu Olav Kooij e Madis Mihkels, tornando-se o primeiro belga campeão da Europa em elites masculinos. Philipsen foi 4.º e Milan – que pôs a Itália a trabalhar – finalizou 13.º. “Algo de que gosto, que me motiva, é quando as pessoas não acreditam em algo poder mostrar que no final resultou. Também foi um bom momento onde mostramos que era possível levar dois sprinters. Não podes deixar o Jasper em casa e depois da temporada que fiz também era difícil deixar-me em casa; o treinador tomou a decisão certa. A ideia antes da corrida estava clara, o treinador esteve bem, cada um sabia o trabalho que tinha que fazer e mostramos isso na corrida.” Tim Merlier ao TopCycling. Ler mais | Entrevista a Tao Geoghegan Hart Tim Merlier e o lançador Bert Van Lerberghe.Foto: Wout Beel Êxito desportivo levou à renovação O momento que atravessa Tim Merlier é ótimo. O êxito desportivo levou à renovação por mais três temporadas, até ao final de 2028. A felicidade foi a dobrar já que o amigo e lançador Bert Van Lerberghe também renovou pelo mesmo período. “Conheço o Bert desde o secundário, desde os 12 anos. Tornamo-nos melhores amigos. Quando ele tinha 14 anos começou a andar de bicicleta, mas nos primeiros anos ele era muito mais forte do que eu (…) Ao princípio foi um pouco assustador quando assinei pela equipa porque éramos amigos fora do ciclismo, mas no ciclismo podia não funcionar e podia trazer problemas à amizade. Mostramos que não há problema por corrermos juntos e estou contente por continuarmos ainda tempo juntos nesta equipa. O Bert é um jogador de equipa, dás-lhe um trabalho na corrida e ele faz. Não pensa no próprio êxito, faz tudo o que um colega deve fazer e isso é o melhor que podes ter numa equipa.” Tim Merlier ao TopCycling. Ler mais | Entrevista António Morgado: “O que fiz ali nunca mais vou fazer” Créditos: Lapresse "Sonho com a Gent-Wevelgem" O objetivo da dupla, além de vencer no Tour, é reencontrar o sucesso nas clássicas. No programa do sprinter estão Alula, UAE, Kuurne-Bruxelas-Kuurne e Paris-Nice. Depois época de clássicas na Bélgica. As grandes corridas de um dia têm sido o calcanhar de Aquiles de Merlier, que só venceu uma de nível WorldTour: a Brugge-De Panne em 2022. “Sonho com a Gent-Wevelgem, Kuurne-Bruxelas-Kuurne e outras, mas só um pode ganhar e há corredores muito fortes no pelotão. Mas continuo a acreditar.” Tim Merlier ao TopCycling. ### Ciclismo no Eurosport em fevereiro Com os portugueses em grande neste arranque de temporada, fevereiro traz-nos um mês com ciclismo quase todos os dias, alguns deles com mais de uma prova para acompanhar. O destaque vai para as provas nacionais com a Figueira Champions Classic e a Volta ao Algarve a acompanharem corridas do WorldTour como o UAE Tour. Foto: Sprint Cycling Figueira Champions Classic e Volta ao Algarve A Figueira Champions Classic tem ganho destaque no pelotão internacional e este ano corre-se no dia 16 de fevereiro. Com várias equipas do WorldTour a acompanhar o pelotão nacional, a clássica portuguesa tem ciclistas como João Almeida e António Morgado na startlist provisória. A Volta ao Algarve vai para a estrada de 19 a 23 de fevereiro e traz a Portugal ciclistas como Van Aert, Vingegaard e Tao Goeghegan Hart que se juntam aos portugueses Rui e Ivo Oliveira, João Almeida e António Morgado, numa startlist ainda com muito nomes a confirmar. Foto: Charly Lopez Volta à Arábia Saudita - 28 de janeiro a 1 fevereiro A Volta à Arábia Saudita fecha o mês de janeiro e estende-se até ao primeiro dia de fevereiro, com as etapas a serem transmitidas pro volta das 11h30. São cinco etapas explosivas que prometem ataques e imprevisão até ao final, com várias equipas do WorldTour presentes. Ivo Oliveira será o único representante português numa prova em que vão participar algumas das contratações mais sonantes da temporada como Alan Hatherly e Tom Pidcock. Foto: UAE Emirates/Fizza Volta aos Emirados Árabes Unidos - 17 a 23 de fevereiro A Volta aos Emirados Árabes Unidos é a única prova por etapas do WorldTour em fevereiro e onde o destaque vai para a estreia de Tadej Pogačar na temporada numa UAE Team Emirates - XRG que tenta vencer a prova caseira que foge desde 2022. A startlist provisória, ainda com muitos lugares vazios, inclui já nomes como Jonathan MIlan, Olav Kooij e Tim Merlier, num confronto de sprinters que vai começar a marcar a temporada. Tim Merlier e o lançador Bert Van Lerberghe. Foto: Wout Beel Gran Camiño começa em Portugal e fecha o mês O Gran Camiño fecha um mês cheio de ciclismo e tem a sua primeira etapa com início na Maia e final em Matosinhos. Nélson Oliveira junta-se a um pelotão muito forte e com várias equipas nacionais como a APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense, Efapel, Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, Rádio Popular - Paredes - Boavista e a Sabgal / Anicolor. Créditos: Kike Abelleira Calendário de provas transmitidas completo Volta à Arábia Saudita (28 de janeiro a 1 fevereiro) Troféu Palma (2 de fevereiro) Volta a Valência Feminina (4 de fevereiro) Volta à Comunidade Valenciana (5 a 9 de fevereiro) Volta aos Emirados Árabes Unidos Feminina (6 a 9 de fevereiro) Volta a Múrcia (15 de fevereiro) Figueira Champions Classic (16 de fevereiro) Clássica de Almeria (16 de fevereiro) Clássica de Jaén (17 de fevereiro) Volta ao Algarve (19 a 23 de fevereiro) Volta à Andaluzia (19 a 23 de fevereiro) Volta aos Emirados Árabes Unidos (17 a 23 de fevereiro) O Gran Camiño - Volta à Galiza (26 de fevereiro a 2 de março) ### Afonso Eulálio top 15 na estreia no WorldTour Afonso Eulálio andou com os melhores e Rui Oliveira também se mostrou no arranque do WorldTour no Tour Down Under. A primeira corrida do WorldTour, o Tour Down Under, que se realizou na Austrália, acabou com Afonso Eulálio entre os 15 melhores da classificação geral. O início na alta roda do ciclismo mundial foi positivo para o figueirense: um par de exibições fortes a terminar com os primeiros e um top 15 na classificação geral para fechar os primeiros seis dias de competição com a Bahrain.  Destaque também para Rui Oliveira, que conseguiu um 8.º lugar na primeira etapa e um 4.º na última. Arranque de época na Austrália. Seis etapas ligavam Prospect a Adelaide na primeira corrida WorldTour do ano, o habitual arranque de época na Austrália. Afonso Eulálio fazia a estreia, Rui Oliveira sonhava com vitórias e não faltaram nomes grandes como Jonathan Narvaez, Luke Plapp ou Stephen Williams – o vencedor da última edição. Foto: Sprint Cycling Agency 1ª Etapa: Prospect – Gumeracha Sprint para começar a época. Etapa ligeiramente ondulada, mas sem dificuldades de maior para os velocistas puros. Sam Welsford foi o primeiro a picar o ponto para a Red Bull - BORA - hansgrohe.  Rui Oliveira somou o primeiro top 10 da temporada. 2ª Etapa: Tanunda – Tanunda Uma subida de 2,6 km a 6,8 % a pouco mais de 20 km da meta podia deixar dúvidas sobre se alguém conseguiria surpreender os sprinters. Sam Welsford não teve problema em responder a essa questão e carimbar a segunda vitória. Foto: Sprint Cycling 3ª Etapa: Norwood – Uraidla Primeira hipótese para os homens da geral mostrarem as pernas. Subida de 2,7 km a 7,7%, coroada a 6 km da meta. Javier Romo, da Movistar, foi o mais forte e ficou com a camisola da liderança. Afonso Eulálio fechou em 15.º no grupo que vinha imediatamente atrás do vencedor. Foto: Getty Images/Team Cofidis 4ª Etapa: Glenelg - Victor Harbor  Duas curtas ascensões nos últimos 20 km da etapa deixavam de novo a dúvida de se os sprinter puros iriam chegar ao fim bem colocados. No final do dia, foram os sprinters mais versáteis a chegar na frente, com Bryan Coquard a levar a primeira vitória da época.  Foto: Sprint Cycling Agency 5ª Etapa: McLaren Vale - Willunga Hill  A etapa rainha do Tour Down Under. Dupla passagem por Willunga Hill nos últimos 25 km, com final na conclusão da segunda subida. Jhonatan Narvaez foi o mais forte e confirmou o relativo favoritismo que lhe era atribuído. Passou para a liderança da prova.  Afonso Eulálio terminou, de novo, bem colocado: 17.ª posição a 42 segundos do vencedor da tirada.  Foto: Dario Belingheri/Getty Images 6ª Etapa: Adelaide – Adelaide  90 km planos por Adelaide para terminar o Tour Down Under, e mais uma oportunidade para os sprinters puros. E quem mais poderia levar a etapa, se não Sam Welsford – a terceira vitória nos seis dias Down Under.  Rui Oliveira, de novo a bom nível: 4.º lugar a bater às portas do pódio. Terminou em 13.º na classificação dos pontos.  Classificação geral  Em relação à classificação geral, Jhonatan Narvaez conseguiu vingar a derrota do último ano e é o campeão do Tour Down Under. Javier Romo e Finn Fisher-Black acompanharam o equatoriano no pódio.  Rui Oliveira saiu da Austrália campeão da prova graças a Narvaez, enquanto Afonso Eulálio entra com o pé direito na Bahrain, como confirmou o diretor Neil Stephens. “Corredores como o Afonso Eulálio mostraram grande potencial. Ser 15.º na geral é recordar o que pode ser obtido com muito trabalho. Não nos é dado, mas com dedicação, tanto ele como a equipa podem alcançar grandes coisas. Estou empolgado por ver o que o futuro reserva.” Neil Stephens, diretor da Bahrain. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 12.ª Ronda – Hoogerheide  O último fim de semana de competição da Taça do Mundo de Ciclocrosse culminou em Hoogerheide, para a 12ª, e última ronda da competição.  Mathieu Van der Poel e Lucinda Brand pintaram a festa em tons de neerlandês, no dia em que as classificações finais da Taça do Mundo ficaram entregues a Michael Vanthourenhout e à neerlandesa que venceu em Hoogerheide.  Wout Van Aert no Campeonato do Mundo de Ciclocrosse Uma semana antes dos campeonatos do mundo, os dois vencedores da última ronda da Taça do Mundo assumem-se como favoritos aos Campeonatos do Mundo, que se correm no dia 2 de fevereiro. Apesar do favoritismo, Mathieu Van dr Poel terá um rival inesperado, visto que no o campeonato do mundo não constava no alinhamento inicial da temnporada de ciclocrosse de Wout Van Aert, mas a equipa do Belga anunciou hoje que Wout estará presente. https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1883561065012932853 Corrida masculina Foi uma corrida com pouca história. Mathieu Van der Poel encontrou cedo a frente da corrida, e com apenas seis minutos corridos, lançou um ataque que o deixou isolado.  Atrás do neerlandês seguia Michael Vanthourenhout, também isolado no segundo posto. À terceira volta, MvDP já tinha cerca de um minuto de vantagem sobre o belga.  Foto: Flanders Classics Na luta pelo pódio, foi Lars Van der Haar quem se destacou do terceiro grupo perseguidor. Os três chegaram, assim, ordenados à linha de meta, sem nunca haver qualquer dúvida acerca da vitória de Van der Poel – a quinta vitória na Taça do Mundo esta época, noutras tantas participações.  O segundo lugar de Vanthourenhout foi suficiente para o belga confirmar a vitória na classificação geral da Taça do Mundo de Ciclocrosse. Vídeo resumo da corrida Masculina https://youtu.be/d7gGjU-8BDg?si=PF2Kt-9-a9umxK60 Top 10 da corrida Posição Ciclista Tempo 1 VAN DER POEL Mathieu 57:00 2 VANTHOURENHOUT Michael 1:42 3 VAN DER HAAR Lars 1:57 4 AERTS Toon 2:21 5 WYSEURE Joran 2:28 6 ISERBYT Eli 2:33 7 VERSTRYNGE Emiel 2:41 8 NIEUWENHUIS Joris 2:43 9 ADAMS Jens 2:51 10 KAMP Ryan 3:02  Top 10 da Classificação Geral da Taça do Mundo de Ciclocrosse Posição Ciclista Pontos 1 VANTHOURENHOUT Michael 281 2 AERTS Toon 241 3 WYSEURE Joran 205 4 VAN DER POEL Mathieu 200 5 ISERBYT Eli 197 6 VAN DER HAAR Lars 191 7 VERSTRYNGE Emiel 169 8 ORTS LLORET Felipe 167 9 RONHAAR Pim 161 10 NYS Thibau 152  Corrida feminina A corrida de consagração de Lucinda Brand como nova campeã da Taça do Mundo de ciclocrosse começou bem para a neerlandesa, que se juntou a Puck Pieterse na frente da prova logo nos primeiros minutos.  Uma queda de Pieterse deixou Brand isolada na frente. Atrás dela, um grupo perseguidor com Blanka Vas, Fem van Empel e Pieterse corria na tentativa de apanhar a líder.  Foto: Billy Lebelge A tarefa não era fácil, e dificultou-se ainda mais com novas quedas de Pieterse e Van Empel. Vas seguiu isolada no segundo lugar, mas nunca conseguiu fazer a ponte para a frente, e Lucinda Brand conquistou a terceira vitória na presente edição da Taça do Mundo de ciclocrosse.  Blanka Vas chegou isolada no segundo lugar, e Puck Pieterse ganhou a luta pelo terceiro lugar. Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/O7H0HB-xQks?si=yZaCG6KS3JZTJfDw Top 10 da corrida Posição Ciclista Tempo 1 BRAND Lucinda 47:47 2 VAS Blanka 0:28 3 PIETERSE Puck 0:38 4 VAN EMPEL Fem 0:53 5 ALVARADO Ceylin Del Carmen 1:31 6 BACKSTEDT Zoe 1:48 7 CASASOLA Sara 1:57 8 VAN DER HEIJDEN Inge 2:05 9 FOUQUENET Amandine 2:11 10 HOLMGREN Isabella 2:20  Top 10 da Classificação geral da Taça do Mundo de Ciclocrosse Posição Ciclista Pontos 1 BRAND Lucinda 350 2 VAN EMPEL Fem 276 3 VAS Blanka Kata 253 4 BACKSTEDT Zoe 244 5 VAN DER HEIJDEN Inge 213 6 SCHREIBER Marie 205 7 ALVARADO Ceylin Del Carmen 199 8 PIETERSE Puck 173 9 BAKKER Manon 156 10 BENTVELD Leonie 154  Créditos da fotografia de destaque: Flanders Classics ### António Morgado já vence em 2025!  Vitória ao sprint em grupo reduzido de António Morgado no GP de Castellón - Ruta de la Cerámica. Vejam o vídeo! António Morgado, ciclista português da UAE Emirates – XRG, venceu este sábado, 25 de janeiro, o GP de Castellón - Ruta de la Cerámica. A corrida espanhola ligou Castellón a Onda, na Comunidade Valenciana. A corrida ficou decidida num sprint reduzido onde o ciclista português demonstrou toda a sua força. Voltou a levantar os braços, isto após ter terminado a época passada com três vitórias UCI, incluindo o título nacional de contrarrelógio. Ler mais | Entrevista António Morgado: “O que fiz ali nunca mais vou fazer” UAE Emirates – XRG levou um bloco forte O 2.º GP Castellón - Ruta de la Cerámica teve 171 km em terreno acidentado. A última subida do percurso (5 km a 4,5 %) aparecia a cerca de 11 km do final.  A UAE Emirates – XRG levou um bloco forte com António Morgado à cabeça, mas a concorrência era dura. Na lista de partida estiveram nomes como Michael Matthews (vencedor em 2024), Matej Mohoric, Alex Aramburu e Anthony Turgis.  Destaque também para a presença da Sabgal / Anicolor na linha de partida da prova 1.1 espanhola, que também correu na véspera a Clássica Camp de Morvedre. https://twitter.com/GPCastellon/status/1883183348086116428 Última subida foi decisiva A última subida foi decisiva na corrida. Destacaram-se Morgado, o colega Alessandro Covi, Eric Fagúndez, Davide Formolo, além do duo da XDS Astana, Clément Champussin e Christian Scaroni.  Sem medo, o português fez todo o quilómetro final na cabeça do grupo e foi o primeiro a lançar o sprint, vencendo com categoria. A prova teve média de 43,063 km/h em praticamente quatro horas. É a segunda vitória para a UAE Emirates - XRG em menos de 24 horas, já que Jonathan Narvaéz venceu a etapa rainha do Tour Down Under e colocou-se líder da geral. 1. António MorgadoUAE Emirates - XRG3:59:142. Eric FagúndezBurgos Burpellet BHmt3. Clement Champoussin XDS Astanamt Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 11.ª Ronda – Maasmechelen Depois de dois meses de competição, a Taça do Mundo de ciclocrosse entrou na fase final, com Maasmechelen a ser palco do primeiro confronto da dupla sessão do fim de semana. A possibilidade de as classificações gerais ficarem entregues e o confronto entre Mathieu van der Poel e Van Aert foram aperitivo para um grande dia de ciclocrosse. Os/as crossistas encontraram um percurso muito técnico e difícil típico da modalidade, com lama, subidas duras e terreno escorregadio, onde minimizar os erros era chave para uma boa prova. Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Corrida feminina - Taça do Mundo de 2025 já tem vencedora A corrida feminina começou com Blanka Vas, Alvarado, Lucinda Brand e Fem van Empel na frente, com Brand a precisar de controlar a corrida de van Empel para vencer a classificação geral da Taça do Mundo. No decorrer das primeiras voltas van Empel cometeu alguns erros que lhe custaram algumas posições enquanto que Backstedt e Pieterse se juntaram à frente da corrida. Backstedt, Pieterse, Brand e Vas formaram um quarteto que se distanciou da demais competição disputando entre si a vitória. Créditos: SprintCyclingAgency Na última volta, Pieterse acabou pro cair nos saltos e Backstedt e Vas aproveitaram uma corrida cautelosa de Brand, que queria segurar já em Maasmechelen a vitória na classificação geral da Taça do Mundo, para disputarem entre si a vitória. Blanka Vas dobrou a última curva na frente e uma pequena distância foi o suficiente para vencer a 11.ª ronda da Taça do Mundo, a sua segunda vitória nesta competição depois de Overijse em 2021. Lucinda Brand voltou a ganhar pontos a Fem van Empel e segurou a vitória na geral quando ainda falta disputar a ronda de Hoogerheide, vencendo a Taça do Mundo de ciclocrosse pela terceira vez. Foto: Flanders Classics Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VAS Blanka Kata48:582BACKSTEDT Zoe0:013BRAND Lucinda0:124PIETERSE Puck0:285ALVARADO Ceylin Del Carmen1:176VAN EMPEL Fem1:237BAKKER Manon1:388VAN DER HEIJDEN Inge1:459SCHREIBER Marie2:0310CASASOLA Sara2:04 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda3102VAN EMPEL Fem2543BACKSTEDT Zoe2244VAS Blanka Kata2235SCHREIBER Marie2056VAN DER HEIJDEN Inge1957ALVARADO Ceylin Del Carmen1788PIETERSE Puck1489BAKKER Manon14310BENTVELD Leonie142 Corrida masculina - Van der Poel superlativo antes dos Campeonatos do Mundo O único confronto entre Van der Poel e Van Aert na Taça do Mundo desta temporada aconteceu na penúltima ronda, onde Vanthourenhout e Toon Aerts lutaram pela classificação geral. Joris Nieuwenhuis, que fazia em Maasmechelen apenas a terceira corrida de uma temporada marcada por lesões, começou muito bem, colocando-se na dianteira da prova. Van der Poel, Vanthourenhout e Van Aert juntaram-se à frente perspetivando uma luta acesa pela vitória. Foto: Flanders Classics Van der Poel, ainda a recuperar de uma fratura nas costelas depois de uma queda em Loenhout, tinha outros planos e depois de uma segunda volta com quedas de Van Aert e Nieuwenhuis, escapou-se à concorrência ganhando rapidamente 20 segundos. Van der Poel foi aumentando a vantagem para um Van Aert que se distanciou da restante competição, estando as duas superestrelas sozinhas mas separadas por mais de um minuto entre si, na entrada para a última volta. Foto: Flanders Classics Van der Poel voltou a não ter rival à altura vencendo a Taça do Mundo de Maasmechelen, a sua sexta vitória da temporada noutras tantas participações, antes do grande objetivo nos Mundiais. Van Aert fez uma grande corrida e terminou no segundo posto, à frente de Nieuwenhuis, que voltou ao grande nível a que nos habituou na temporada passada. Na classificação geral, Vanthourenhout está a apenas dois pontos de conquistar a Taça do Mundo, ficando a decisão para a última ronda de Hoogerheide. Foto: Flanders Classics Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VAN DER POEL Mathieu57:512VAN AERT Wout1:143NIEUWENHUIS Joris1:534WYSEURE Joran2:055AERTS Toon2:166VANTHOURENHOUT Michael2:547VAN DER HAAR Lars3:128SWEECK Laurens3:249KUHN Kevin3:3610MEIN Thomas3:37 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael2512AERTS Toon2193WYSEURE Joran1844ISERBYT Eli1775VAN DER HAAR Lars1666VAN DER POEL Mathieu1607ORTS LLORET Felipe1558NYS Thibau1529VERSTRYNGE Emiel15010VANDEPUTTE Niels147 A Taça do Mundo de ciclocrosse vai para a última e decisiva ronda em Hoogerheide (26 de janeiro), que antecede os Campeonatos do Mundo de 2025 disputados em Liévin no próximo fim de semana (2 de fevereiro). ### Urko Berrade ganha na rentrée do ciclismo europeu Clássica Camp de Morvedre abriu a época na Europa e foi dominada por Urko Berrade (Kern Pharma), um dos heróis da Vuelta a Espanha. Abriu em Valência a época europeia de ciclismo de estrada e com a Kern Pharma em grande por um dos heróis da Vuelta a Espanha, Urko Berrade. A Clássica Camp de Morvedre foi uma clássica tradicional nos anos 80 – decorreu entre 1982 e 1989 – que esteve 35 anos fora do calendário. O organizador manteve o percurso de sempre: duas subidas ao Alto del Garbí (8,6 km a 5,6 % com rampas máximas de 22 %) nos últimos 50 km. Como disse Pedro Delgado na conta da prova no X, hoje em dia é normal termos estas subidas super inclinadas, mas há 30 anos subir o Garbí era motivo para ir aos zigue-zagues e de língua de fora. Foto: Sabgal-Anicolor Sabgal-Anicolor alinhou nesta clássica A prova regressou como categoria 1.2, logo, sem possibilidade de utilização de rádios. Partida e chegada em Estivella, província de Valência, por onde noutros tempos passou Bernard Hinault (11.º em 1984). Houve transmissão em direto no canal público espanhol e assim pudemos ver Berrade arrancar na última subida ao Garbí e fazer um solo de 20 km até à meta. Perseguiram Nicolas Breuillard (St. Michel) e o campeão da Guatemala e vencedor no Alto da Torre, Sergio Chumil (Burgos). O duo esteve a sete segundos do basco da Kern Pharma, mas Berrade resistiu. A Sabgal-Anicolor alinhou nesta clássica e também corre sábado e domingo na Comunidade Valenciana. Na Clássica Camp de Morvedre o melhor dos amarelos foi Ruben Fernandez; 11° lugar para o reforço proveniente da Cofidis. Preparem-se para ver a equipa campeã da Volta a Portugal a somar muitos dias de competição em solo espanhol até final de fevereiro. Chumil, 3.º na clássica espanhola, com Eulálio a caminho do Alto da Torre.Foto: Matias Novo/Podium Events Em Espanha está a ação Temos vivido um arranque de ano tremendo para a Espanha. Além de Berrade em Valência, também Javier Romo (Movistar) ganhou etapa no Tour Down Under e Mário Aparício (Burgos BH) fez o mesmo no Tour de Sharjah. Um início frenético de época que encontra paralelo no calendário, já que em Espanha está a ação: Sábado 25/1 GP Castellón – Ruta de la Cerámica (1.1) | Vencedor em 2024 Michael Matthews Sábado 25/1 Troféu Marratxi-Felanitx (1.1) | Vencedora em 2024 Noemi Ruegg Domingo 26/1 Clássica Comunidade Valenciana 1969 (1.1) | Vencedor em 2024 Dylan Groenewegen Segunda 27/1 Troféu Palma (1.1) | Vencedora em 2024 Magdaleine Valieres Terça 28/1 Trofeo Binissalem-Andratx (1.1) | Vencedora em 2024 Eleonora Gasparrini Quarta 29/1 Troféu Calvià (1.1) | Vencedor em 2024 Simon Carr Quinta 30/1 Troféu Ses Salines | Vencedor em 2024 Paul Magnier Sexta 31/1 Troféu Serra de Tramuntana | Vencedor em 2024 Lennert Van Eetvelt Sábado 1/2 Troféu Andratx - Pollença | Vencedor em 2024 Pelayo Sánchez Domingo 2/2 Troféu Palma | Vencedor em 2024 Gerben Thijssen Rui Costa venceu a Volta à Comunidade Valenciana em 2023.Foto: Luis Gomez/SCA/Cor Vos Grandes corridas por etapas em fevereiro Além desta série de provas de um dia, haverá grandes corridas por etapas em fevereiro: Quarta 5 a domingo 9 Volta à Comunidade Valenciana (2.Pro) | Vencedor em 2024 Brandon McNulty Domingo 9/2 Volta à Vuelta CV Féminas (1.Pro) | Vencedora em 2024 Marlen Reusser Quinta 13 a domingo 16 Semana Ciclista Valenciana (2.Pro) | Vencedora em 2024 Cédrine Kerbaol Quarta 19 a domingo 23 Volta à Andaluzia (2.Pro) | Sem vencedor em 2024 Entre as Voltas haverá muita ação: Múrcia (15), Clássica de Almería (16), Clássica Jaén Paraíso Interior (17). O mês fecha em grande com o arranque do Gran Caminho (2.1), em Matosinhos, no dia 26. Depois o calendários leva-nos as clássicas e o pelotão estará maioritariamente a competir na Bélgica, França e Itália. ### Remco Evenepoel falou à imprensa - "Quero estar no Tour a 200%" Ainda em casa a recuperar das lesões sofridas num grave acidente no início de dezembro, Remco Evenepoel falou à imprensa sobre o acidente, a recuperação e a época que se avizinha. O ciclista belga revelou que o acidente aconteceu apenas um dia antes de começar a fazer treino específico para a temporada de 2025, o que consequentemente lhe mudou os planos e a preparação para esta temporada. Remco Evenepoel e Rui Oliveira à partida da Figueira Champions Classic de 2024 - Créditos: Marco Miguel Treinos no exterior já em fevereiro Depois de uma temporada de ouro em 2024, Evenepoel vem há dois meses a recuperar de fraturas de costelas, omoplata, mão direita e contusão pulmonar que o mantêm afastado da estrada, mesmo em treino. Estas lesões têm-no obrigado a uma recuperação lenta que já o fez perder os três estágios de pré-época da Soudal-Quickstep, mas que Remco sente vá dar frutos mais tarde na temporada. Apesar de mais um acidente na já fantástica carreira, Remco vai poder brevemente guardar os rolos, retomando no início de fevereiro os treinos no exterior. A partir daqui, inicia-se o último processo de recuperação antes dos objetivos do belga para o primeiro período de 2025, que incluem as clássicas das Ardenas e o Tour de France. Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Regresso à competição marcado para abril Remco Evenepoel tem as oito semanas previstas para a recuperação prestes a terminar, estando agora a treinar em rolos e a fazer trabalhos de ginásio. O regresso de Remco Evenepoel à competição está previsto para abril com a Flèche Brabançonne a receber o bicampeão mundial de contrarrelógio, clássica que vai servir de mote para os primeiros objetivos da temporada do belga, as clássicas das Ardenas. Evenepoel anunciou que é no trítico que se sente confortável em voltar já que são provas de apenas um dia, perto de si e onde conhece bem as estradas, estando assim o Giro fora dos planos para 2025. Segue-se depois a Romandia, treino em altitude, Dauphiné e os nacionais, antes do grande objetivo de 2025, a Volta à França, onde Evenepoel vai dividir a liderança da Soudal Quick-Step com Tim Merlier. Créditos: A.S.O. Maxime_Delobel "Quando tens o melhor sprinter do pelotão, tens de o levar ao Tour" Falando um pouco sobre a recuperação e o regresso à competição, foi abordado o tema Tour de France e Remco afirmou que sete meses eram suficientes para estar preparado. "Vou fazer uma época de clássicas curta e um copy-paste da última temporada para estar no Tour a 200%". Depois de ter conquistado um terceiro lugar em 2024 onde venceu também a camisola da juventude, Evenepoel diz que assinava já um mesmo resultado com uma ou duas vitórias, mas mostrando também a ambição de estar num nível mais próximo de Tadej Pogačar e Jonas Vingegaard. Ao contrário do que aconteceu na época passada, a Soudal-Quickstep vai-se apresentar no Tour com dois líderes, depois de um 2024 extraordinário de Tim Merlier, o segundo ciclista mais vitorioso da temporada com 16 triunfos, atrás dos 25 de Pogačar. Evenepoel revelou que o objetivo é ajudar Merlier nas etapas planas e ser ajudado quando o terreno inclina, perspetivando um Tour de sucesso para a mítica equipa belga. "Quando tens o melhor sprinter do pelotão é óbvio que o tens de levar ao Tour. Com a primeira etapa a ser ao sprint faz ainda mais sentido, já que a primeira camisola amarela é uma real possibilidade." Depois de quase ultrapassada mais uma grave lesão, Remco Evenepoel está prestes a iniciar a preparação para uma temporada de 2025, que espera ser de excelentes resultados e principalmente sem mais sustos. ### Alessandro De Marchi: "O que me empurra é a paixão por pedalar" | Entrevista Alessandro De Marchi não está preparado para pendurar a bicicleta. O italiano sentou-se com o TopCycling e deu uma masterclass de ciclismo. Alessandro De Marchi já venceu na Vuelta a Espanha, vestiu a camisola rosa e foi o super combativo no Tour de France de 2014. Tem 38 anos e 14 deles foram passados a correr profissionalmente. O Topcycling esteve no Media Day da Jayco AlUla e teve o privilégio de conversar sem pressas com um corredor que vai para a terceira época ao serviço da estrutura australiana. "Consegui manter um bom nível em 2024 e isto é algo que me ajuda a abordar outra época. Não é óbvio que aos 38 anos ainda queiras correr no WorldTour, mas no momento é isto que me motiva: a paixão. Vou abordar a época número 15 e claro que o que me empurra é a paixão por pedalar na sua essência, a pura sensação de pedalar. O objetivo é o mesmo: quero estar vivo nas corridas, andar na frente e na ação, não estar só a seguir rodas.“ Alessandro De Marchi ao TopCycling. Ler mais | Ciclistas que se retiram em 2024 – Qual deixa mais saudades? Foto: GreenEDGE Faz 39 anos durante o Giro de Itália Nada dura para sempre e o facto é que De Marchi faz 39 anos durante o Giro de Itália. É uma tradição celebrar o aniversário na prova onde esteve oito vezes e que não falha desde 2021. Incrivelmente nunca aí venceu qualquer etapa ou classificação. É possível que por essa altura já tenha decidido se continua ou pendura a bicicleta. "Já me pergunto sobre isso, vou pensado. Sei que com a minha idade não é fácil estar neste tipo de ciclismo. Gosto de dizer que estou a processar a ideia e que provavelmente durante a primavera vou tomar uma decisão sobre se continuo ou paro por aqui. No próximo capítulo há boas hipóteses de ficar ligado ao desporto." Alessandro De Marchi ao TopCycling. Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve De Marchi com a camisola rosa no Giro de Itália de 2021.Foto: Dario Belingheri/Bettini Photo "A fuga é coragem, caráter e vontade de arriscar" Em 2024 voltou aos triunfos, quase três anos depois da última vitória. Foi na etapa mais longa do Tour dos Alpes, uma jornada de média montanha entre o Tirol do Sul e o Tirol. Sem surpresa, De Marchi impôs-se numa fuga que ele próprio iniciou e teve o cuidado de manter unida até arrancar sozinho na última subida do dia. Disse na flash interview que "a fuga é coragem, caráter e vontade de arriscar, algo que não se vê tanto nas novas gerações". Ler mais | O Topcycling com Ben O’Connor – “Quero manter o nível, mas ser mais consistente” https://www.youtube.com/watch?v=8MM0HG2idgE Ciclismo moderno é difícil, desafiante, mas tem menos alma O ciclismo tem vindo a mudar radicalmente. Do prato de arroz ao pequeno-almoço, almoço e jantar o pelotão passou a viajar com chefes de cozinha especializados no alto rendimento. A modalidade profissionalizou-se, aliás, há equipas que têm departamentos de performance com staff a tempo inteiro. Há parcerias com universidades, treinadores que publicam trabalhos científicos e corredores capazes de entender esta linguagem académica. Para Alessandro De Marchi o ciclismo moderno é difícil, desafiante, mas tem menos alma face ao passado. “Treino, nutrição são pontos-chave e a nutrição, claro. Estamos mais focados na performance e, provavelmente, a capacidade de ler corridas e de lutar pelos momentos na corrida importam menos. Cada jovem corredor está focado no treino, na nutrição e na recuperação. Falta-nos um pouco a vida da corrida, a paixão. É aí onde o ciclista, a pessoa, pode fazer a diferença. Antigamente, havia um maior equilíbrio entre estes conceitos, por isso é que tens jovens a passar a pros com menos foco nas qualidades necessárias, também como ser humano, para lutar. Por vezes, demasiadas ferramentas ao teu dispor não te ajudam a ter a noção de ti mesmo, da tua perceção e das tuas sensações." De Marchi ao TopCycling. Novas cores para a Jayco em 2025.Foto: GreenEDGE Cycling O triunfo foi do mais bravo Instinto e leitura de corrida. Virtudes que valem tanto como a capacidade de mover Watts. Um exemplo de que no ciclismo nem sempre ganha o mais forte foi a vitória de De Marchi no Giro dell'Emillia, em 2018. Nessa ocasião triunfou o mais bravo e o que melhor encaixou a chuva torrencial que caiu em Bolonha, junto ao Santuário de San Luca. O último italiano a levantar os braços arrancou a mais de 20 km do final. Desde então ganharam em Bolonha: Primoz Roglic (três vezes), Aleksandr Vlasov, Enric Mas e Tadej Pogacar. “Essa foi uma das importantes, foi a primeira corrida de um dia que ganhei. Totalmente diferente das vitórias anteriores. Foi numa corrida que adorava, em Itália, numa prova icónica. Não é fácil dizer que é a mais importante, ganhei sete corridas e não 100 onde cada uma é melhor que a outra, mas foi especial claro. De Marchi ao TopCycling. Que dure muitos anos, mas se este for o último podemos dizer que pelo menos pudemos desfrutar de um dos ciclistas mais entretidos da década. Ler mais | Nélson Oliveira celebra 10 anos na Movistar Foto de capa: A.S.O./Bruno Bade ### OneCycling – O projeto que quer revolucionar o ciclismo A ideia do projeto OneCycling caiu no universo ciclista como uma bomba, cheio de controvérsia, a fazer lembrar a (tentativa da) Superliga Europeia no futebol – uma operação elitista que iria premiar as equipas mais ricas do mundo.  Mas o que é o OneCycling? Quais são as ideias, os atores principais, e as consequências para o desporto? E será que pode mesmo seguir em frente? Ler mais | Época de estrada arranca na Austrália – O que há para ver em janeiro? Créditos: A.S.O. Gaëtan Flamme Precedentes A ideia de reformular uma modalidade desportiva, com o objetivo de aumentar as receitas e a retenção dos fãs não é nova – seja no desporto em geral, seja no ciclismo.  Em 2012, oito equipas juntaram forças para uma nova competição - Cycling World Series – que nunca arrancou.  Em 2014, nova tentativa. 11 equipas WorldTour apoiaram o projeto Velon, que queria “fazer o ciclismo melhor” e aumentar as oportunidades comerciais no desporto. A UCI não apoiou o projeto, que perdeu força.  Fora do ciclismo, o maior exemplo será a Superliga Europeia de futebol, uma competição fechada, com os melhores clubes da europa, que criou uma onda de oposição nos adeptos e nunca seguiu em frente. A Liga dos Campeões de Pista foi uma nova prova introduzida recentementeCréditos: JOHN MACDOUGALL/AFP via Getty Images) Início do projeto e envolvimento Saudita As primeiras noticias sobre o projeto surgem no fim de 2022, ainda sem uma descrição clara do que envolveria a mudança. Um documento com as linhas gerais foi partilhado entre as equipas WorldTour, onde se pretendia uma maior distribuição dos direitos televisivos, e uma nova empresa para promover as corridas. A segurança dos ciclistas também estava incluída nas reformas propostas.  O diretor desportivo da UCI, Peter Van den Abeel, disse na altura que o projeto iria levar a menos corridas, e sem sobreposições de calendário nas maiores provas do ano. Acrescentou também o seguinte: “As conversações foram lideradas pelo Richard Plugge e pelo Patrick Lefevere. Tivemos reuniões sobre direitos televisivos, melhorar o produto do ciclismo e reorganizar o calendário. Surgiu tudo do nada.”  O presidente da UCI, David Lappartient, disse o seguinte: Cada ano, teríamos um número de corridas, talvez 15 corridas de um dia, e quatro a seis corridas de etapas. Seria uma éspecia de Liga dos Campeões da UCI. A ideia é fortificar a atratividade do nosso desporto para que o possamos vender ainda melhor, transmiti-lo ainda melhor. David Lappartient Créditos: Tim de Waele/Getty Images No final de 2023, surgem as primeiras notícias sobre o envolvimento da Arábia saudita, nomeadamente em relação ao financiamento do OneCycling. Um report inicial contava o interesse do Fundo Público de Investimento saudita em criar uma competição, no formato Liga dos Campeões, para rivalizar com o calendário existente.  O projeto – em muito da responsabilidade de Richard Plugge e Zdenek Bakala, dono da Soudal-QuickStep, ganhava forma e financiamento. Jonathan Vaughters, diretor da EF Education-Easy Post, assumiu-se como um dos apoiantes. Explicou que a competição seria composta por uma série de corridas que já existem, num calendário altamente editado.  O norte-americano deixou uma ressalva: o apoio da família Amaury, que detém a A.S.O. - e da organização francesa que detém os direitos do Tour de France - seria essencial para o projeto avançar. Saudi Tour. Créditos: Tim de Waele/Getty Images OneCycling em risco Apesar do apoio da UCI, o grande obstáculo da OneCycling é também um dos atores mais influentes no panomara do ciclismo profissional: a A.S.O. Desde o início dos rumores que os franceses se afastaram de qualquer ligação ao projeto – como era, de resto, esperado, não querendo abdicar do monopólio financeiro sobre muitas das maiores corridas do mundo: Este não é o nosso projeto. É uma ideia que foi revelada mas eu posso dizer muito mais que isso. A ASO não está por trás do OneCycling. Sempre que o ciclismo se tentou transformar com objetivos monetários, falhou. A.S.O. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters No início de 2024, a não colaboração da ASO não era o único problema: o Het Laatste Nieuws noticiou que apenas oito equipas (do mínimo de 10 que eram precisas), e a Flanders Classics, apoiavam o projeto. Fontes contaram ainda ao Cyclingnews que as equipas tiveram de assinar um acordo de confidencialidade antes de ver os detalhes do projeto. Muitas acabaram por não apoiar devido a não estarem felizes com os termos do negócio, incluindo o risco de ter de pagar de volta algum valor caso o projeto falhasse no objetivo de gerar novas receitas.  Também surgiram, na altura, rumores de que muitas equipas estariam desconfiadas dos números apresentados, alegando que as contas não batiam certo em termos das receitas esperadas. Regresso em força Depois dos soluços iniciais, houve alguns meses de interregno nas notícias em relação ao Onecycling. O projeto voltou, em força, a meio de 2024. Uma fonte contou ao Cyclingnews que o financiamento tinha sido garantido – apesar de não ter revelado quem seria o financiador, já se sabia que na Arábia Saudita estavam os grandes interessados, com cerca de 250 milhões de euros preparados para investir.  A mesma fonte disse, na altura, que o Onecycling não pretendia tirar nada à ASO, mas sim “trabalhar com eles”. Eusebio Unzue, chefe da Movistar, foi outras das vozes de apoio às mudanças no ciclismo: Porque não permitimos substituições, pelo menos na primeira semana de uma Grande Volta? Nós perdemos o Enric no primeiro dia do Tour devido a uma queda. Porque não se permite substitui-lo, e continuar com oito ciclistas? Eu penso que todos os desportos evoluem, e nós continuamos a fazer o mesmo de sempre. Desde os anos 80 que as regras praticamente não mudaram, e acho que precisamos de as adaptar aos tempos modernos. Eusebio Unzue Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters No início de 2025, novos relatos dão força ao projeto que quer estar na estrada já em 2026. O Escape Collective contou que várias fontes envolvidas nas negociações partilharam que a operação poderia avançar numa questão de semanas.   Alguns diretores confirmaram-se “otimistas” em relação ao lançamento do projeto, com Patrick Levefere, ou Ralph Denk - general manager of Red Bull-Bora-Hansgrohe – a deixarem dito nas entrelinhas que o Onecycling poderia estar muito perto de se efetivar.   A acrescentar a estes sinais, uma entrevista de Danny Townsend, chefe executivo da SURJ – uma das maiores empresas de investimento sauditas – em que o australiano afirmou que novo investimento do país do médio oriente seria anunciado “nos próximos meses”: Temos trabalhado nalguns negócios que estamos perto de fechar. Estamos muito entusiasmados e prestes a anunciar, e penso que quando os anunciarmos, os mercados vão ver que serão mudanças transformacionais nos desportos em que vamos investir. Danny Townsend Créditos: A.S.O. Gaëtan Flamme Persistem as dúvidas sobre o Onecycling Falta, agora, saber o resto do desenvolvimento da saga Onecycling, e em que se pode transformar este projeto “revolucionário”. Por um lado, um plano que promete revolucionar o ciclismo. Apoiado por alguns dos seus maiores atores, através de um calendário modernizado, e com melhor distribuição dos direitos televisivos. Promessas de melhores protocolos de segurança para os ciclistas – com a possibilidade de combater um dos monopólios mais antigos do ciclismo internacional. Por outro, um projeto onde são as instituições mais ricas do mundo que parecem ter poder de decisão - com os atores mais pequenos sem espaço para tal - e que conta com investidores muitas vezes acusados de usar o desporto como maneira de limpar a imagem devido a questões políticas, colocando ainda em causa tradições estimadas pelos fãs de ciclismo por todo o mundo. Créditos da fotografia de destaque: Unipublic Cxcling / Toni Baixauli ### Viva la fiesta da Taça do Mundo de ciclocrosse! Quanto custa ir a Benidorm ver a Taça do Mundo de ciclocrosse? É ideal para crianças? O TopCycling na cidade que sonha com o Mundial 2029. Em Benidorm, não foi só Fem van Empel que fez o hat-trick nesta ronda da Taça do Mundo, já que pelo terceiro ano consecutivo eu estive na festa do ciclocrosse. Como sempre, levei a família. O ciclocrosse é um evento social e as provas são a “desculpa” para um dia bem passado ao ar livre entre fãs de ciclismo e gente que nunca viu uma prova. Para os aficionados o apelo é óbvio, mas nesta visita a Benidorm foi nos novos adeptos que me foquei. Tenho dois em casa: um de seis e outro de nove anos, nenhum com particular interesse em ciclismo. Desde que vão ao ciclocrosse a percepção que tinham mudou. Não há nada como ver desporto em direto: as inclinações são brutais, as caras dos corredores refletem o esforço, além de todo o folclore à volta do ciclocrosse. Ler mais | Resultados da ronda 10 da Taça do Mundo – Benidorm Fem van Empel ao fundo perante o olhar atento dos jovens fãs.Foto: TopCycling Centenas de miúdos correram no mesmo circuito dos pros Em Benidorm há quatro fan zones com música, stands com maillots e chapéus vintage, marcas topo de gama com bons desconto. Algumas equipas têm pontos de venda no paddock onde aproveitam para escoar stock de coleções anteriores. A música já se ouvia no sábado com o DJ da Red Bull a animar o pessoal! Na véspera centenas de miúdos correram no mesmo circuito dos pros, o que enche os hotéis. Baseado na experiência prévia, reservei meses antes um hotel de três estrelas em frente ao circuito. Com meia pensão ficou em 140 euros. Estacionar em Benidorm é duro porque 90 por cento dos sítios são exclusivos para residentes; por 18 euros deixamos o carro num parque de estacionamento durante 24 horas. Comer e beber no recinto não é barato: Cachorro 6 euros Batata frita 6 euros Hambúrguer 10 euros Refrigerante 3 euros Cerveja 6 euros Recomendação: levem um pic-nic porque o circuito está montado num parque agradável, há zonas relvadas, sombras, bebedouros e zonas infantis de jogo. O triunfo de Van Empel sobre Brand com o skyline de Benidorm.Foto: Aritz Arambarri/Sprint Cycling Agency Há mais miúdos a ver as corridas Domingo, dia sagrado na Taça do Mundo de ciclocrosse, cheguei cedo ao circuito de Benidorm para ver os juniores. A essa hora circulamos por onde queremos à vontade e é ideal para tirar fotos com os craques. O percurso cresceu de 3000 para 3200 m, o que tornou a prova mais dura e trouxe maior fluidez nas deslocações. As duas pontes ajudam; descobrimos zonas como a subida no bosque, que ronda os 20 por cento, e que nos dois anos prévios não tínhamos visto. Neste três anos notei mais miúdos a ver as corridas. Também o nível de conhecimento subiu pelo que fui ouvindo. Tudo isto é positivo, mas tem um preço. Os seguintes valores estão baseados em pesquisas que tenho feito e não foram confirmados pelo organizador: Custo: 300-400 mil euros Espetadores: 15-16 mil Bilheteira + catering cobrem 70-80 % do custo Investimento público cobre o resto Alcance: TVE transmitiu a prova masculina em Espanha e o Eurosport deu ambas provas em França e Países Baixos; tanto em Portugal como noutros mercados europeus foi possível seguir as corridas na plataforma de streaming Max Ler mais | TopCycling em Benidorm em 2023: missão cumprida Vídeo | TopCycling na estreia da Taça do Mundo em Benidorm em 2022 Rafaelle Carrier, líder da Taça do Mundo júnior. Há pouco público nas provas jovens.Foto: TopCycling Chapeau para Van Aert Quando terminou a corrida dos elites masculinos fui ao autocarro da Visma Lease a Bike porque estava com um grupo de pequenos fãs de Wout Van Aert – 4.º nesse dia. Chapeau para Van Aert que três quartos de hora depois saiu todo aprumado, óculos de sol postos e ficou 20 minutos a dar autógrafos. Mais simples foi fazer fotos com os sub-23 e com os juniores. Miúdos e miúdas que vão marcar os próximos anos do ciclocrosse. O campeão mundial sub-23 Tibor Del Grosso é uma simpatia.Foto: TopCycling Erik Dekker, Johan Museeuw e Miguel Indurain Outro dos aspetos giros é ver quem passa e ao longo do dia vi Erik Dekker, Johan Museeuw e Miguel Indurain. O neerlandês e o belga têm casa em Benidorm e já nos anos 80 treinavam na zona “que não tinha tantos edifícios altos como agora”, recordou o Leão da Flandres. Indurain mantém-se discreto e continua a falar sem filtro. “O ciclocrosse está na moda, eu não gosto muito, mas as pessoas vêm ver os seus ídolos. Aproveitam uma época em que há muitos ciclistas a treinar nesta zona, Benidorm vive do turismo, tem um maravilhoso tempo e vive-se o ambiente ciclista.” Miguel Indurain Só uma lenda para dizer num evento de ciclocrosse que não gosta de ciclocrosse! Miguel Indurain foi convidado de honra do evento.Foto: TopCycling Belgas e neerlandeses têm encontro anual com o sol A organização fala em 16 mil espetadores, mas fiquei com a sensação de que havia menos gente: pode dever-se à melhor organização do recinto ou a menos bilhetes vendidos. O evento está garantido para os próximos anos. Em Benidorm, belgas e neerlandeses têm encontro anual com o sol; a data é ideal porque encaixa no período pós segundo estágio das equipas de estrada. O tricampeão da Roubaix e residente em Benidorm, Johan Museeuw.Foto: TopCycling Em Benidorm sonham com o Mundial 2029 Os próximos Mundiais são em Lièvin, no Nordeste francês junto à Flandres, entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro. Seguem-se Hulst 2026, Ostend 2027, Hoogerheide 2028 e Namur 2030 – todos nas duas nações do ciclocrosse, Bélgica e Países Baixos. Em Benidorm sonham com o Mundial 2029, única data disponível no horizonte próximo. A Espanha organizou seis vezes o Mundial, sempre no País Basco ou em Navarra. É a Norte que está a tradição, mas o ciclismo moderno virou-se para o Mediterrâneo e na Comunidade Valenciana encontrou a logística ideal para ressuscitar o ciclocrosse espanhol. Felipe Orts conquistou um espaço entre belgas e neerlandeses.Foto: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency “Vamos Felipe” Até um campeão encontraram! Felipe Orts é de La Villa Joiosa, a dois passos de Benidorm, cresceu junto à praia e com sol, em nada parecido com o frio, a chuva e a lama que forjam os campeões de ciclocrosse da Taça do Mundo. “Vamos Felipe” foi o que mais ouvi no circuito este domingo e Orts devolveu o carinho com um 6.º posto que é o melhor resultado em três presenças em Benidorm. Os meus filhos gritaram “Vamos Felipe”. Caramba, até eu gritei por Orts sonhando um dia gritar por um campeão português que nos faça sonhar. Vemo-nos para o ano Benidorm! ### Entrevista | Tao Geoghegan Hart abre época no Algarve Top 10 na Fóia e no Malhão no ano passado, Tao Geoghegan Hart regressa a Portugal para sentir o carinho dos fãs na Volta ao Algarve. Tao Geoghegan Hart encontrou-se com os média e anunciou que vai começar a época na Volta ao Algarve, consumando o regresso a Portugal seis meses após ter estado na partida da Vuelta. O britânico da Lidl-Trek, que já em 2023 arrancou na Algarvia sendo 12.º classificado, regressa a um país onde tem sido sempre bem recebido. “Vou começar em Portugal a época o que é super empolgante, tenho lá amigos e até relações familiares. Divertimo-nos imenso em Lisboa na época passada com os fãs e com o apoio em geral. Também foi uma boa corrida para regressar [de lesão] e é um ótimo sítio para começar a época. Temos outro estágio logo a seguir e depois vamos um passo de cada vez.” Tao Geoghegan Hart Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve Foto: Unipublic/Cxcling Queda gravíssima no Giro de 2023 A última temporada foi de retoma por culpa de uma queda gravíssima no Giro de 2023. O londrino está escaldado e por isso quer ir passo a passo, sem definir um programa de corrida tirando a abertura no Algarve. Conservador, Tao Geoghegan Hart diz que “não faz sentido olhar mais para a frente (...) A aproximação mais lógica é focar-me em voltar ao meu melhor e sentir que virei a página da fratura na perna”. O tom cauteloso fez-me recordar a conversa com Rúben Guerreiro. Tao Geoghegan Hart partiu a clavícula no Giro de 2019 e quatro anos depois fraturou o fémur da perna esquerda na mesma corrida. Este episódio foi duplamente castigador porque o londrino era 3.º a cinco segundos do maglia rosa e colega na Ineos, Geraint Thomas. “No dia em que parti a perna tinha a certeza de que ia lutar pela geral nessa grande Volta, isso é super inspirador para mim e foi o motivo que me levou a começar neste desporto.” Tao Geoghegan Hart Ler mais | Vuelta 2025 – Início em Piemonte e primeiras etapas Foto: Lidl-Trek Desafio é voltar a sentir-se em forma É uma relação de amor-ódio com a corrida italiana. Da vitória em 2020 – arrebatando a liderança a Jai Hindley no contrarrelógio final – aos azares recentes. O desafio de Tao Geoghegan Hart é voltar a sentir-se em forma, coisa que nunca sentiu na época passada, apesar de ter ajudado Mathias Skjelmose a fechar top 5 na Vuelta. No Dauphiné ficou bastante doente. Em Burgos caiu e voltou à estaca zero com os consequentes efeitos negativos no final da temporada. “Em fevereiro parecia estar bem no Algarve, mas faltava-me a profundidade que precisava para realmente render e isso demonstrou-se durante alguns meses. Muita gente da equipa, mais experiente do que eu, não ficou surpreendida, mas como atleta queres mais. Foi bom estar diretamente na corrida no Algarve, mesmo que não me tivesse sentido pronto para competir. Foi uma surpresa agradável ter andado no top 10 alguns dias.” Tao Geoghegan Hart Foto: Lidl-Trek “É um Giro tradicional" Aos 29 anos, a forma como se comporta na conferência de imprensa revela um Tao Geoghegan Hart maduro e perspicaz nas análises. Questionado sobre o percurso do Giro, o ciclista da Lidl-Trek mostrou ter a lição estudada. “É um Giro tradicional, com uma grande semana final onde podemos esperar uma luta de galos. É algo do qual precisamos no ciclismo moderno e há lugar para isso no ciclismo. É aí que o Giro se destaca das outras duas grandes Voltas, fisicamente é um desafio completamente diferente. Começa equilibrado, sem etapas muito duras, o deixa a corrida mais aberta.” Tao Geoghegan Hart Foto: Lidl-Trek Regresso do Colle delle Finestre A Itália é uma segunda casa. Das nove vitórias que tem como profissional, oito foram obtidas na pátria de Garibaldi. O especialista no Giro analisou também o regresso do Colle delle Finestre à corrida. Tao Geoghegan Hart subiu este "monstro" duas vezes num estágio com a Sky quando ainda era sub-23. Também foi colega de Chris Froome, que aí venceu em 2018 rebentando o então líder Simon Yates. “Esse Giro ficou marcado pela performance do Simon Yates, acima de tudo. Esquecemo-nos com frequência do incrível que ele esteve. Enfrentei-o na Vuelta nessa época e ele ganhou. Eu estava na América a preparar-me para a Volta à Califórnia; a rotina era acordar cedo, fazer as papas de aveia, ver os últimos 30-40 km, tomar um café, o pequeno-almoço e ir treinar cheio de motivação. O Yates esteve imperial nessas etapas." Tao Geoghegan Hart Foto: Lidl-Trek "Quero ser um corredor que faz resultados" Também lhe perguntaram pelo presente e pelo futuro. Após tantos azares e sem ganhar há mais de um ano, que corredor sente que pode ser Tao Geoghegan Hart? “Quando era muito mais jovem um diretor disse-me que há três tipos de corredores: os ganham corridas, os que estão a aprender a ganhar corridas – que vemos cada vez menos porque muitos ganham muito jovens – e os que estão a ajudar outros a ganhar corridas. Estou numa fase da carreira onde quero ser um corredor que faz resultados, isso não significa sempre ganhar, também fazer uma boa geral (…) Os pontos de uma boa geral importam e as equipas colocam enfase no ranking que não colocavam há 10 anos. Nesta fase quero fazer resultados, seguramente haverá anos no final da carreira em que usarei a minha experiência para ajudar outros.” Tao Geoghegan Hart Aguardemos então pela melhor versão de um atleta que na Axeon correu dois anos com Rúben Guerreiro. Cruzamos os dedos para que 2025 traga a melhor versão destes dois talentos. ### Tiago Ferreira e David Valero juntos na Andalucía Bike Race 2025 A 15ª edição da Andalucía Bike Race by Garmin, que decorrerá de 24 de fevereiro a 1 de março de 2025, acaba de anunciar uma dupla inédita. Tiago Ferreira e David Valero vão correr em equipa nesta prova de BTT por etapas. Apesar de competirem por equipas distintas – Tiago Ferreira na Vouzela BH TF (projeto próprio) e David Valero na BH Coloma Team –, a parceria surge através do vínculo que ambos têm com a marca BH. Esta equipa promete ser um dos pontos altos da competição, deixando o público com grande expectativa, pois junta dois dos melhores atletas de BTT dos últimos anos, na vertente XCM e XCO. Créditos da foto: Andalucía Bike race Tiago Ferreira é o melhor atleta de BTT português de todos os tempos, com uma carreira recheada de títulos, dos quais se destacam o de Campeão do Mundo de XCM em 2016, dois títulos europeus em 2017 e 2019, assim como nove campeonatos nacionais, tendo também representado Portugal nos Jogos Olímpicos em 2016. David Valero é uma das grandes estrelas do BTT espanhol e um dos nomes de destaque habitual na Taça do Mundo de XCO. Entre os vários títulos, o destaque é a Medalha de bronze que conquistou nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021, mas também tem uma vitória numa etapa da Taça do Mundo de XCO em Snowshoe (EUA, 2022), nove títulos de Campeão Espanhol em XCO, medalhas de prata em Campeonatos da Europa e Bronze em Campeonatos do Mundo de XCM. A Andalucía Bike Race 2025 já é conhecida por reunir a elite mundial do BTT no início da temporada, é uma corrida por etapas bastante competitiva, a dupla ibérica terá certamente adversários à altura e terá que provar nos trilhos o seu valor. Pergunta aos Fãs da modalidade Enquanto fãs da modalidade, deixamos uma dúvida (e desejo): Estará a marca BH a preparar uma dupla para a Cape Epic 2025? Deixa na caixa de comentários se gostarias de ver esta dupla na próxima edição da Cape Epic. ### Classified anuncia nova Pedaleira, Prato e Cassete A Classified anunciou três novas adições ao seu portfolio, novos cranks, um monoprato aero e as cassetes a terminar com um pinhão de 10 dentes. Estas adições têm o intuito de simplificar as instalações, aprimorar a compatibilidade e desbloquear um novo potencial de desempenho para aplicações de gravel, estrada e MTB. Pedaleira, Prato e Cassetes Classified Pedaleira Classified A Pedaleira Classified oferece um design premium, eliminando a necessidade de adquirir pedaleiras de outras marcas para completar uma configuração Classified Powershift. Prato Classified O Prato Classified oferece, segundo a marca, uma solução sem limites no tamanho, ao contrário da Shimano (max. 42T) e da SRAM (max. 50T). Cassete Classified As novas opções de cassete apresentam, segundo a Classified, o maior rácio de alcance no mercado (até 583%), ideal para aplicações em gravel, estrada e MTB. Características Integração Simplificada: Não é necessário utilizar pedaleiras ou pratos de terceiros já que os componentes são perfeitamente compatíveis com o Powershift. Design Premium: Visual de alta qualidade, alinhado com a marca, que combina estética com funcionalidade. Disponibilidade e Flexibilidade: Novas opções de prato (por exemplo, acima do limite de 42T da Shimano ou 50T da SRAM) que resolvem problemas comuns de disponibilidade e desempenho. Redução de Peso: Até 40 gramas mais leve que pratos aerodinâmicos concorrentes (ex.: SRAM 50T: 182g vs. 225g). Alcance Máximo de Transmissão: A configuração de cassete 10-40T oferece um rácio de alcance inigualável de 583%, perfeita para gravel e MTB. A configuração 10-36T proporciona um alcance de 525% com passos de transmissão precisos para desempenho em estrada. Soluções Cruciais para Gravel e MTB: O pinhão de 10T permite opções essenciais de transmissão para quadros limitados a pratos de 34T ou 44T. Pedaleira Classified 1x Aero Esta pedaleira, segundo informa a marca, foi projetada para oferecer um desempenho máximo para ciclistas de estrada e gravel. Desenvolvida com cranks de carbono leve e um design elegante de face fechada, esta pedaleira combina eficiência aerodinâmica com rigidez, tornando-a uma das mais leves e rápidas do mercado. O perfil aerodinâmico de ponta permite que os pratos reduzam significativamente o arrasto, enquanto que a sua construção premium em carbono aumenta a rigidez, proporcionando pedaladas mais rápidas com menor consumo de energia. Disponível em diversos tamanhos de pratos (46T, 48T, 50T, 52T e 54T), a pedaleira Classified 1x Aeroé adaptada para diferentes estilos de condução e variadas condições, oferecendo versatilidade sem comprometer a velocidade. Especificações Preços Prato Aero Classified Segundo diz a marca, os pratos Aero da Classified foram projetados para oferecer um desempenho excepcional e combinam aerodinâmica de ponta com rigidez superior. O perfil aerodinâmico minimiza o arrasto, enquanto a construção em carbono usinado com precisão aumenta a rigidez, permitindo pedalar mais rápido com menos esforço. Com foco na aerodinâmica e rigidez, são usinados em CNC com precisão e disponíveis em tamanhos maiores, de 46T a 54T, oferecendo desempenho e versatilidade. Especificações Preços Cassete As cassetes oferecem uma vasta gama de combinações de mudanças para se adaptarem a diferentes terrenos e estilos de condução. A combinação do cubo Powershift com a nova cassete de 12 velocidades 10-40 cria uma amplitude de transmissão total de 580%, que, segundo a marca, é a maior do mercado. Preços Podes ver as características completas, gamas e preços aqui no site da BICIMAX ### Entrevista António Morgado: "O que fiz ali nunca mais vou fazer" António Morgado refere-se à Volta à Flandres, da qual fez um relato extraordinário em exclusivo para o TopCycling. Perguntem a António Morgado por uma corrida e vão obter uma descrição ao melhor estilo de Mark Cavendish quando lhe pediam que analisasse um sprint numa flash interview. É um espetáculo a correr, mas a falar também. Com uma simplicade tremenda aborda coisas incrivelmente difíceis para o comun dos mortais. Na conversa com o TopCycling, durante o estágio de dezembro da UAE-Emirates, falámos de tudo. Cliquem no vídeo que vão dar o tempo por bem empregue. Aqui vamos focar-nos na prova que mais marcou o corredor de Salir do Porto: a Volta a Flandres, onde ao ser 5.º se tornou o mais jovem top cinco num Monumento desde 1962! "Fiz a corrida sozinho, se fosse uma câmara comigo o dia todo aí sim era impressionante porque o que fiz ali nunca mais vou fazer. Foi inacreditável, no meu ponto de vista. Vim sempre descolado nos últimos 55 km e fiz tudo sozinho." António Morgado ao TopCycling. Ler mais | António Morgado – 189 dias de puro ciclismo Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency O relato continua, mas para se entender o contexto é preciso puxar o filme da corrida atrás. "No dia anterior estive doente, não consegui treinar nem comer. A equipa estava a meter a questão de correr ou não e lembro-me que nos primeiros 100 km o objetivo era entrar na fuga, porque a equipa acreditava que se entrasse na fuga podia discutir um top 20 porque a fuga já é apanhada quando o grupo já vai reduzido. Tentei, não consegui. Depois estava com os mesmos sintomas no dia anterior, fui ao carro médico." António Morgado ao TopCycling. VÍDEO https://www.youtube.com/watch?v=ySkITJOXCm4 Até comecei a chorar Saltamos para a parte decisiva da Volta à Flandres. A corrida começa a ficar fechada no acesso ao Koppenberg, a 45 km do final. O que já era uma grande exibição ganhou a partir desde momento contornos épicos. "Quando começou a parte dura estava em último, mas comecei a pensar 'é hoje, é hoje, é hoje'. Depois do Koppenberg fiquei sozinho e a partir daí nunca me tinha sentido assim. Uma curiosidade que só os meus amigos é que sabem: eu não sabia em que lugar estava, éramos três desde o Koppenberg, que foi a subida que fizemos a pé. Não conseguia subir, estava sempre a escorregar, a bater com os joelhos, até comecei a chorar porque toda a gente estava a ir embora e eu estava ali parado. Depois consegui meter e pensei 'agora vou mostrar o que é'. Fui apanhando, apanhando, passava e eles não vinham comigo (...) Comecei a ouvir no rádio 'Tim estás a lutar pelo pódio' e eu pensei 'isto é bom para nós', mas depois vi o Tim 10 segundos à minha frente... 'então mas ele está a lutar pro pódio'. No Kwaremont, vou ser sincero, não ia ao máximo, ia bem, num passo bom." António Morgado ao TopCycling. Ler mais | António Morgado volta a vencer – Segunda vitória em uma semana Foto: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Grandes Voltas só em 2026 Após apenas um ano enquanto profissional, podia-se pensar que na segunda época na UAE Emirates a equipa ia dar uma prova de três semanas ao jovem de 20 anos. O TopCycling abriu a conversa logo com essa pergunta e António Morgado deixou-nos o primeiro de muitas declarações fortes: grandes Voltas só em 2026. "Ainda não é este ano, acho que ainda não tou bem preparado para fazer uma grande volta. Tudo com calma. Em princípio irei fazer no próximo ano. Começo em Valência com provas de um dia, depois faço Maiorca, Figueira e Algarve. Não conheço as corridas. Aqui [em Valência] é mais para rodar, em Maiorca já há corridas mais duras, com maior nível, vamos como é que corre." António Morgado ao TopCycling. Há muito mais! Como se sentiu na Volta a França do Futuro e nos Mundiais? Porque é tão exigente com ele mesmo? Que ciclista quer ser e que provas quer ganhar? Com António Morgado já nos divertimos desde júnior, mas o melhor ainda está por vir. Confiram a conversa na íntegra no nosso canal de YouTube. Vídeo | Conheçam melhor António Morgado O português com o maillot de 2025.Foto: UAE Emirates/Fizza ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 10.ª Ronda – Benidorm A Taça de Mundo de ciclocrosse está de regresso com Benidorm a receber a 10.ª ronda, numa altura em que a competição entra na reta final. As corridas masculina e feminina fizeram-se muito rápidas e em aberto até aos momentos finais, onde o sol acompanhou um excelente dia de ciclocrosse. Créditos: BenidormCX / Álvaro García Herrero Corrida feminina - Benidorm só conhece uma vencedora A corrida feminina iniciou-se como tantas outras, com Marie Schreiber a colocar-se na frente, sendo seguida de perto por uma Fem van Empel atenta. https://twitter.com/UCI_CX/status/1880968733948350764 Até à terceira volta, um grupo de cerca 15 ciclistas estava na frente até que, à quarta volta, um ataque de Lucinda Brand separou as corredoras. Com ela foram van Empel e Blanka Vas com Alvarado e Casasola a tentarem reentrar na discussão da corrida de Benidorm. Créditos: CX Benidorm / Yago Urrutia Na entrada para a última volta as ciclistas reagruparam e havia 10 corredoras a poucos segundos antevendo uma reta final de corrida espetacular. A prova decidiu-se ao sprint entre as duas melhores ciclistas da temporada com van Empel a levar a melhor sobre Lucinda Brand, depois de ganhar posição na última passagem pelas barreiras. Com esta vitória, a campeã do mundo mantém-se como a única ciclista a vencer na Taça do Mundo de Benidorm, tendo ganho as três únicas edições da corrida. Na geral, Lucinda Brand dá um importante passo para a vitória final, tendo 51 pontos de vantagem quando faltam 80 para disputar. Foto: Sprint Cycling Agency | UEC Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VAN EMPEL Fem47:542BRAND Lucinda''3SCHREIBER Marie0:024VOS Marianne0:045VAS Blanka Kata0:136BACKSTEDT Zoe0:177CASASOLA Sara0:188ALVARADO Ceylin Del Carmen0:229VAN DER HEIJDEN Inge0:2910CHLADONOVÁ Viktória0:34 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda2852VAN EMPEL Fem2343BACKSTEDT Zoe1944SCHREIBER Marie1885VAS Blanka Kata1836VAN DER HEIJDEN Inge1777ALVARADO Ceylin Del Carmen1578BENTVELD Leonie1389PIETERSE Puck12610BAKKER Manon124 Corrida masculina - Indecisão até à última volta Foi Niels Vandeputte quem arrancou melhor na corrida masculina, seguido pelo homem da casa Felipe Orts e Eli Iserbyt. A corrida manteve-se muito renhida e com um grupo muito numeroso de ciclistas a lutar pelas primeiras posições. Vanthourenhout, Thibau Nys e Iserbyt foram os mais inconformados na frente, mexendo na corrida inúmeras vezes e pondo um ritmo diabólico na segunda metade da prova. https://twitter.com/UCI_CX/status/1880992813560836226 Na penúltima volta, Van der Haar e Iserbyt atacaram e, sem resposta, a dupla adiantou-se à restante competição, tendo sido alcançados mais à frente. Na entrada para a última volta, a corrida estava completamente em aberto, com uma dezena de ciclistas em posição de disputa da Taça do Mundo de Benidorm. Com um ataque explosivo Thibau Nys fugiu a toda a concorrência e fez uma parte final de corrida perfeita. O campeão europeu e recente campeão belga nunca mais foi alcançado, levantando os braços na linha de meta. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1NYS Thibau56:312ISERBYT Eli0:033VAN DER HAAR Lars0:044VAN AERT Wout0:065VANTHOURENHOUT Michael0:106ORTS LLORET Felipe0:127VANDEPUTTE Niels0:158NIEUWENHUIS Joris0:189VERSTRYNGE Emiel0:2310DUBAU Joshua0:25 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael2312AERTS Toon1983ISERBYT Eli1694WYSEURE Joran1625NYS Thibau1526VANDEPUTTE Niels1477VAN DER HAAR Lars1478RONHAAR Pim1469ORTS LLORET Felipe14410VERSTRYNGE Emiel135 A Taça do Mundo deixa o bom tempo de Benidorm e segue para o inverno de Benelux com a derradeira dupla ronda de Maasmechelen (25 de janeiro) e Hoogerheide (26 de janeiro). ### Novas regras da UCI entram em rigor em 2025. O que muda?  Com o início da temporada de estrada no pelotão internacional, entram em prática as mudanças que a UCI vinha a planear nas regras do desporto.  Os destaques vão para a nova categoria das sub-23 femininas, o sistema dos cartões amarelos e algumas mudanças referentes às chegadas em sprints. Ler mais | Calendário 2025: provas nacionais de ciclismo de estrada Créditos: Tim de Waele/Getty Images Campeonatos do mundo A UCI vai fazer duas mudanças de impacto nos Campeonatos do Mundo de ciclismo de estrada a partir de 2025:  Vai ser criada uma nova categoria nas provas femininas, uma vez que os mundiais passam – finalmente – a contar com a corrida de sub-23 feminina. As jovens vinham, desde 2022, a fazer a competição com as Elites  A UCI passa a impedir jovens ciclistas que tenham contratos com equipas profissionais WorldTour ou Proteam, de competir na corrida de sub-23 dos campeonatos do mundo (a menos que tenham contrato de estagiário). Outra alteração é que homens e mulheres deixam de poder participar na corrida sub-23 se já tiverem feito a prova de Elites no passado.  Relembrar que, por exemplo, os últimos quatro títulos mundiais de contrarrelógio sub-23 foram ganhos por ciclistas que já tinham contratos com equipas WorldTour, pelo que estas mudanças podem trazer resultados interessantes ao evento. Iván Romeo nos mundiais de Zurique. O jovem espanhol tem contrato com a Movistar e venceu o último título mundial de contrarrelógio sub-23.Créditos: gettysport Outra mudança de destaque são as alterações das distâncias percorridas nas corridas femininas: nos mundiais – e também nos Jogos Olímpicos - a quilometragem máxima para as elites passa para os 180 km (anteriormente 160 km).  A distância máxima para os sub-23 masculinos passa a ser 150 km. Para as sub-23 femininas e juníores masculinos entre 110 e 140 km, e para as juníores femininas entre 70 e 100 km. No contrarrelógio as distâncias máximas passam para os 30-40 km, e nas sub-23 femininas 20-30 km.  A pista também sofre alterações, na busca de maior igualdade entre homens e mulheres: a perseguição passa a ter 4 km, como nos homens, e o contrarrelógio passa para 1 km. O Scracth passa para 10 km, tanto na vertente masculina como feminina. Créditos: JOHN MACDOUGALL/AFP via Getty Images) Cartões amarelos A UCI vai avançar com as alterações que já tinham sido propostas e testadas – os cartões amarelos no ciclismo. Vão passar a ser usados em corridas ProSeries, Mundiais, torneios continentais e Jogos Olímpicos.  A instituição que tutela o ciclismo internacional já tinha definido as diretrizes para a utilização destes cartões. Os ciclistas vão enfrentar consequências caso acumulem cartões amarelos na mesma corrida ou ao longo de várias corridas. Os cartões amarelos são atribuidos mediante incumprimento de regras durante as corridas. Ler mais | Novas regras de segurança UCI – Sistema de cartões amarelos Créditos: LaPresse Chegadas ao sprint A UCI tomou previsões para que seja possível a expansão da zona de sprint dos 3 km para os 5 km, e um protocolo mais rígido de avaliação das chegadas rápidas - este protocolo tem de ser acionado pelos organizadores das corridas antes da prova.  As novas orientações já foram testadas, desde 12 de junho de 2024. Segundo este protocolo, os ciclistas podem passar até três segundos depois do homem à sua frente para que seja atribuído o mesmo tempo, ao contrário da distância de um segundo que existia anteriormente.  No caso de vitória de um ciclista vindo da fuga, a nova regra não se aplica. A UCI disse, no entanto, o seguinte: O sprint deve continuar a ser respeitado e preservado, sem ser percecionado como uma exibição sem quaisquer consequências desportivas. UCI Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Review - Óculos de ciclismo Shimano Technium Testei durante algum tempo os óculos de ciclismo Shimano Technium, uma proposta interessante para quem procura um produto de qualidade a um preço competitivo. Pontos positivos Os Shimano Technium apresentam uma excelente qualidade de construção, se tiveres oportunidade de pegar nuns em alguma loja da tua zona vais notar que têm um acabamento robusto e de qualidade. De referir que o modelo testado existe para venda em Portugal, mas existe em Preto (com estas lentes Ridescape Road) e Bronze (com lentes Ridescape Gravel). As lentes "RIDESCAPE", incluídas neste modelo, são um dos destaques, uma vez que foram desenvolvidas para melhorar a experiência visual ao realçar contrastes e cores no ambiente. Estas lentes RIDESCAPE RD, por exemplo, são ajustadas para estrada, segundo a marca facilitam a identificação de buracos e outros perigos, reduzindo a tensão ocular e aumentando a confiança durante a pedalada. Na prática, o que se nota ao utilizar os óculos é que realmente realçam as cores, encaixam bem no rosto, são confortáveis e estáveis mesmo quando baixamos a cabeça, qualidades essenciais para quem passa várias horas a pedalar. No entanto, é importante ter a noção das características referidas pela marca, pois a longo prazo são tecnologias que preservam os nossos olhos. Dois pares de lentes Outro ponto positivo é a inclusão de um segundo par de lentes brancas, que amplia a versatilidade destes óculos e é algo que noutras marcas não se vê, por norma é sempre necessário adquirir as lentes brancas em separado. Estas lentes são ideais para pedalar à noite ou em dias de chuva, proporcionam uma visão muito mais limpa e natural neste tipo de condições. Opções de lentes, para cada tipo de experiência Além das RIDESCAPE RD que testei neste modelo, a Shimano disponibiliza outros tipos de lentes para diferentes modalidades: RIDESCAPE ES: Para condições muito brilhantes. RIDESCAPE GR: Ajustadas para gravel. RIDESCAPE HC: Ideal para luz intensa durante o dia. RIDESCAPE OR: Desenvolvidas para trilhos. Contactando a tua loja ou a SC Vouga podes saber mais pormenores. Ponto menos positivo Um aspeto menos positivo é o sistema de troca de lentes, que embora não seja complicado, requer alguma sensibilidade para evitar danos à armação ou às lentes. É necessário forçar a armação para a abrir e permitir que as lentes se soltem. Conclusão Os Shimano Technium combinam conforto e versatilidade, sendo uma excelente escolha para quem valoriza qualidade mas não tem possibilidade de gastar uma fortuna nuns óculos. Apesar de o sistema de troca de lentes poder ser aprimorado, o conjunto de funcionalidades e a tecnologia "RIDESCAPE" tornam este modelo uma aposta segura para quem procura melhorar a experiência de pedalar em diferentes condições e uns uns óculos de confiança. Com um preço de €99,95, estes óculos destacam-se pela versatilidade, pela qualidade e pelo design. Podes saber mais pormenores acerca de pontos de compra, preços e características destes óculos, no site da S.C. Vouga aqui: www.scvouga.pt ### Pirelli associa-se à Alpecin-Deceuninck A Pirelli assinou um acordo de parceria até 2029 com a equipa belga Alpecin-Deceuninck, com o Tour Down Under 2025, a marcar o início oficial das bicicletas Canyon com pneus Pirelli. Os produtos Pirelli serão também equipados nas bicicletas da equipa de desenvolvimento dos irmãos Roodhooft. Foto: Pirelli Pirelli TLR RS, TLR, Cinturato e Scorpion Para as corridas de estrada, as bicicletas serão equipadas com os tubeless ready P Zero Race TRL RS. Já nas clássicas mais duras de empedrado, os ciclistas vão usar os todo-o-terreno P Zero Race TLR. Nas corridas de gravel, os pneus a ser utilizados são os Cinturato destinados a off road. Para as provas de Cross Country Olímpico e Cross-Country Short Track, a Pirelli fornecerá a linha MTB Scorpion XC. Mathieu Van der Poel experimentou os pneus P Zero Race TLR RS da Pirelli durante o recente estágio da Alpecin-Deceuninck em Espanha: “Gostei muito dos pneus. Testei-os um pouco aqui em Espanha e têm uma excelente aderência, particularmente nestas estradas, que, especialmente de manhã, podem ser escorregadias. Sinto-me sempre em controlo da bicicleta, o que é ótimo”. Mathieu Van der Poel Podes saber mais pormenores acerca de pontos de compra, preços e características dos pneus Pirelli, no site da S.C. Vouga aqui: www.scvouga.pt Foto: Pirelli ### Maria Martins no Tour Down Under com a Canyon Maria Martins estreia-se pela Canyon-SRAM e regressa à estrada 476 dias depois da última corrida. O TopCycling falou com a ribatejana. Demorou um ano, três meses e 19 dias, mas Maria Martins regressa em pleno ao WorldTour e logo na equipa campeã do Tour de France, a Canyon-SRAM. Esta sexta-feira, a ribatejana vai alinhar no Tour Down Under, prova que assinala o início da temporada feminina e na qual Tata nunca correu. Na Austrália, Maria Martins vai ter como colegas a campeã olímpica da perseguição, Chloe Dygert, a sprinter Maike van der Duin – que foi colega de Tata na Le Col Wahoo. Também as australianas Tiffany Cromwell e Neve Bradbury, que foi 2.ª na passada edição atrás de Sarah Gigante. O Tour Down Under feminino tem três etapas e será mais duro e longo do que no ano passado. As etapas oscilam entre 100-115 km. Finalmente Portugal volta a ter uma representante no WorldTour feminino graças a Maria Martins, que está a cumprir um "sonho de miúda". Por curiosidade diga-se que a Canyon-Sram aparece na Austrália após estagiar no Algarve, em dezembro. Ler mais | Maria Martins abre o jogo antes de Paris 2024 Foto: Tino Pohlmann "Época é longa e queremos ganhar ritmo" Dentro da Canyon-SRAM o foco dos portugueses está com a única representante nacional no WorldTour feminino. Maria Martins está numa espécie de regresso às aulas, sendo que o ano passado foi sabático com foco nos Jogos Olímpicos de Paris. Após sair da Fenix-Deceuninck no final de 2023, Tata volta a sentir-se o que na realidade nunca deixou de ser, uma corredora com nível para o WorldTour. "Apesar do Tour Down Under ser este ano um bocadinho mais exigente o objetivo como equipa passa por sair daqui com bom ritmo de corrida, três semanas de bons treinos e bom ambiente fora da bike. O que mais ambicionamos é ter boas performances, mas sem grande pressão e sem ambicionar demasiados resultados para as primeiras corridas da época porque sabemos que a época é longa e queremos ganhar ritmo, meter quilómetros nas pernas. Principalmente para mim depois de estar tanto tempo fora da competição na estrada. Fico feliz por poder ter uma experiência na Austrália, é um país espetacular, além disso é verão aqui e é engraçado vivermos o verão durante o inverno." Maria Martins ao TopCycling. Quanto às sensações, a ribatejana admite que não são más, mas que há trabalho pela frente. A disciplinada Maria Martins sabe que o que lhe faltou em 2024 chegará naturalmente à medida que for somando corridas. É esperar pela evolução físca e ver a que nível pode chegar a portuguesa. Etapa 1 | 101,9 km | 17 janeiro | Brighton – Aldinga Etapa 2 | 115 km | 18 janeiro | Unley – Willunga Hill Etapa 3 | 105,9 km | 19 janeiro | Stirling – Stirling Ler mais | Tata Martins assina pela Canyon-SRAM ### Specialized apresenta as novas rodas Traverse SL II i9 & HD i9  A Specialized anuncia as novas rodas Roval Traverse i9. Desenvolvidas com o intuito de “ajudar todos os ciclistas de trail a realizar as suas voltas de sonho”. A marca aponta que “as Traverse SL II são superleves, com uma qualidade de condução suprema, enquanto as Traverse HD são as rodas de carbono mais fortes que já testámos”. Ler mais | Specialized apresenta a nova Chisel Comp Evo Melhor performance Ambas as rodas contam com um cubo Industry Nine 1/1 de engate elevado.  A marca explica que as “Traverse SL II proporcionam um controlo que abraça o terreno e absorve a força dos ressaltos através da sua conformidade vertical 21% maior”, possibilitada pelo formato do aro largo e raso e pela disposição específica dianteira/traseira.   “O novo aro apresenta também um aumento de 15% na resistência da roda dianteira e de 25% na roda traseira, em comparação com a sua antecessora. Além disso, o formato do aro é concebido para proporcionar uma rotação adaptável para uma melhor tração e controlo.”  Specialized Por outro lado: “Combinando o nosso formato de aro mais forte e a furação offset dos raios, as Traverse HD i9 foram criadas para satisfazer as exigências que anteriormente não eram satisfeitas por outras rodas de trail”, sugere a Specialized.  Specialiezed promete mais durabilidade A marca afirma ainda que o perfil otimizado do talão Flat Top das rodas Traverse reduz significativamente os furos por aperto, “exigindo uns impressionantes 85% mais de força em comparação com um talão redondo padrão”.  Além disso, as rodas Roval contam com garantia vitalícia da Roval quando registadas nos primeiros 90 dias da compra.  A Specialized destaca ainda a otimização das novas rodas:  “O cubo i9 1/1 otimiza o controlo com 90 pontos e 4 graus de engate, possibilitados por um mecanismo interno de seis linguetes e um acionamento de 45 dentes. O resultado é uma transferência imediata de potência dos pedais para a transmissão, impulsionando os ciclistas para a frente com o mínimo de atraso. Perfeito para avançar rapidamente por secções técnicas”.  Specialized Características das Traverse da Specialized Traverse SL II i9 USO PRETENDIDO: Trail  PESO (29): 1,780g (com válvulas e fita)—809g frente, 971g trás  NÚMERO DE RAIOS F/R: 28H Frente e Trás  CUBO: Industry Nine 1/1 6B  ENGATE DO CUBO: 45 Dentes / 4 Graus  TAMANHO DAS RODAS: 29  Garantia vitalícia para as rodas Roval quando registadas nos primeiros 90  dias da compra.  Limite de peso estrutural (Ciclista & Carga) - 125kg  Traverse SL HD i9 USO PRETENDIDO: Trail Agressivo, Enduro  PESO (29): 1830g (com válvulas e fita)—812g frente, 1018g trás  NÚMERO DE RAIOS F/T: 28H Frente e 32H Trás  CUBO: Industry Nine 1/1 6B XD  ENGATE DO CUBO: 45 Dentes / 4 Graus  TAMANHO DAS RODAS: 29 (F/T) 27.5 (T)  Garantia vitalícia para as rodas Roval quando registadas nos primeiros 90  dias da compra.  Limite de peso estrutural (Ciclista & Carga) - 125kg  Para quem quiser mais A marca sugere, para “os ciclistas que desejam as rodas de montanha mais premium” as rodas Traverse.  “Agora, temos o cubo Industry Nine de alto envolvimento e mais chamativo, para aqueles que querem aquele toque extra nos seus conjuntos de rodas”, completa a Specialized.  Pode aceder às novas rodas, ou outros produtos da Specialized, aqui.  ### Entrevista Rúben Guerreiro – Cowboy da Movistar volta a sorrir TopCycling em Espanha com a Movistar de um Rúben Guerreiro plenamente recuperado da lesão que estragou 2024 e que quer relançar a carreira. Como em cada pré-época, o TopCycling anda no terreno a sentir o pulso às melhores e equipas do mundo e não podíamos deixar de visitar a Movistar, especialmente Rúben Guerreiro. O Cowboy de Pegões Velhos acaba de viver o ano mais difícil da carreira: uma lesão cervical deixou-o meses sem competir vivendo o lado mais duro do desporto de alta competição. As boas notícias é que Rúben Guerreiro já vive e treina sem dores. Recuperou o sorriso e isso é dizer muito de um atleta naturalmente bem-disposto que nos últimos tempos andava mais cabisbaixo. “Sofri uma queda grave que revelou graves problemas cervicais, resultado de outras quedas. Caio pouco, mas quando caio é a sério. Surgiu na pior altura, na preparação para o Giro, onde tinha expetativas altas porque já lá fui feliz. Um pouco sem sabermos não tivemos a melhor atitude porque dei continuidade aos treinos mesmo com uma dorzinha. Isso agravou o problema e o descanso teve que ser maior. Estive parado dois meses, não consegui fazer preparação para o Tour e tornou mais difícil a da Vuelta.” Rúben Guerreiro ao TopCycling. Foto: Movistar | Abarca Sports A pré-época durante a época O período de convalescença teve várias fases. Primeiro decidiram não operar, depois veio o fortalecimento muscular das costas e finalmente o regresso à bicicleta já sem dores. O ciclista descreve esses meses como a pré-época durante a época. Em meados de dezembro, quando estivemos na Comunidade Valenciana, fomos diretos a Vall d’Ebo. Nesta subida de 8,5 km testam-se habitualmente as equipas WorldTour e até a estrada já está marcada de outros anos. Observámos três testes com duração de 1-5-12 minutos em máximo desempenho. O treino foi na zona onde as rampas atingem 9-10 por cento de inclinação. “O primeiro teste foi bom. Enquanto atleta sinto-me bem, os problemas nas costas estão resolvidos. Ganhei mais peso em termos de musculatura – dois quilos – e ainda o trabalho vai a meio. O mais importante era não ter problemas cervicais. Em outubro, novembro e dezembro fiz trabalho específico de ginásio que espero não me afete as características. São ótimas notícias porque durante o ano passado não via soluções, foram dois meses de dor e não foi fácil.” Rúben Guerreiro ao TopCycling. Rúben Guerreiro – Cowboy da Movistar A última etapa deste longo processo é o regresso à competição, que vai acontecer na Clássica da Figueira. Depois segue-se Andaluzia e, possivelmente, o Gran Camiño galego que parte do Porto. Após quatro épocas a arrancar em climas quentes – Austrália, Saudi, UAE – Rúben Guerreiro quer ir passo a passo recuperando a confiança que o tornou num dos puncheurs mais espetaculares do pelotão. “Gosto do início de temporada e de climas quentes. De momento não delineamos o programa nem tenho grandes voltas no programa porque depende das indicações que der. Gostava de fazer uma corrida dura por etapas em fevereiro. Todos sabem que sou competitivo, talvez 2024 tenha sido um desafio e veremos quando essa motivação surge porque ainda estamos a começar. O ciclista vai ganhando confiança pouco a pouco para voltar a fazer coisas boas. Rúben Guerreiro ao TopCycling. Na Figueira da Foz as condições ideais: não só estará rodeado de fãs que apreciam o estilo ofensivo do Cowboy, como o terreno vai ao encontro das características de um atleta que foi 9º na vitória de Remco Evenepoel. O belga, campeão mundial de contrarrelógio e bicampeão olímpico, é o grande ausente por lesão. “Com muita pena nossa porque é um campeão. É sempre mau quando vemos os azares dos colegas. O que ele fez na Clássica da Figueira tirou-nos qualquer hipótese de sonhar. Talvez só um ou dois corredores possam fazer isso. O percurso adapta-se a mim, mas também a corredores mais rápidos do que eu. A subida é bastante dura, mas está longe da meta, por isso dependendo do ritmo de corrida pode tornar-se mais dura. Rúben Guerreiro ao TopCycling. O TopCycling com Oliveira e Guerreiro no Hotel Golf La Galiana.Foto: TopCycling Ribatejano está mais calculista Em 2020 vimos a melhor versão de Rúben Guerreiro ao vencer etapa e classificação da montanha no Giro de Itália. Nesse arrancou no Tour de La Provence, em França, o que pode ser um bom presságio tendo em conta que o ribatejano volta a abrir a época na Europa. Por agora, cautela máxima. Ciclista impulsivo e atacante por natureza, a travessia no deserto mudou o corredor de 30 anos. O ribatejano está mais calculista. “Este período fez-me pensar. Ter de superar uma lesão abre-te novas experiências, neste caso mais calma e contenção. Comecei em 2017 no WorldTour e de ano para ano fazem-se mais números, watts, parece que não há limites. Estes azares fazem-me ter os pés bem assentes na terra, perdi um ano em termos de resultados e preparação. Quero ganhar outra vez nas maiores corridas do mundo, mas neste momento é difícil. É trabalhar ao máximo e lutar um dia poder lugar por ganhar numa grande Volta como fiz em 2020. Começo com três ou quatro pés atrás em relação aos outros ciclistas.” Rúben Guerreiro ao TopCycling. Rúben Guerreiro em pleno treino no estágio da Movistar https://twitter.com/topcycling_pt/status/1879521001354260577 Sintonia entre Guerreiro e Pablo Castrillo Pelo menos a motivação é grande e aquilo que pudemos constatar durante o treino é que na Movistar há bom ambiente entre colegas. Rúben Guerreiro tem treinado mais com a ala jovem do plantel, ele que sempre se deixou influenciar pelo ambiente das equipas. Há picardias saudáveis entre colegas, boa disposição e isto fá-lo crescer enquanto ciclista. O facto de haver uma fornada de talentos ainda por explodir ao mais alto nível também ajuda. Há sintonia entre Guerreiro e Pablo Castrillo, Iván Romeo, Javier Romo e Carlos Canal. “O grupo está renovado. O Castrillo é uma pérola, parece que os testes dele, cuidado. A equipa aprecia-o, mima-o e ele fez a melhor opção ao vir. Tem muito potencial para a geral de uma grande Volta. Temos outros miúdos como o Romeo, que aos 21 anos foi campeão do mundo de contrarrelógio, o Romo – que a malta aqui diz que somos parecidos e eu revejo-me nele – é aquele trepador que não é puro, é a força de 70 kg que levanta o rabo do selim e sprinta toda a subida. Em subidas curtas e longas vai dar que falar porque começou no ciclismo há pouco tempo. Também está o Canal que é jovem e promete, além do Pelayo Sanchez, que ganhou etapa no Giro. Sinto-me bem com este grupo, foi o meu grupo de trabalho neste estágio e não é que não queira estar com os mais velhos, mas eles picam-me, são enérgicos, caráter latino.” Rúben Guerreiro ao TopCycling. ### Novas pedaleiras Era e Turbine da Race Face A Race Face apresentou as novas pedaleiras ERA e Turbine, agora com 160 e 165 mm, criadas para acompanhar a tendência atual de cranks curtos e assim reduzir os impactos nos pedais. Estas novas pedaleiras ajudam a minimizar as dores dos joelhos, melhoram o ajuste da bicicleta e otimizam o rendimento nas descidas. Nova expansão da Race Face As novas pedaleiras Era e Turbine pertencem à nova expansão da Race Face, o primeiro lançamento de produto da marca MY26. As pedaleiras Era e Turbine estão agora disponíveis em 160mm, oferecendo os benefícios de um design compacto, seja com a rigidez e resistência a riscos Era em carbono, ou com a durabilidade Turbine em alumínio. Todas as pedaleiras estão cobertas pela Garantia Vitalícia da Race Face, incluindo danos por quedas. Era As Era são, segundo a Race Face, as pedaleiras em carbono mais fortes, rígidas e duráves já criadas pela marca. A marca informa também que são as mais leves da sua categoria e vão durar mais do que a tua bicicleta, mantendo-se sem riscos e com um ótimo aspeto, devido ao seu protetor na zona do calcanhar. Estão disponíveis nos tamanhos 160mm e 165mm. Turbine A Race Face informa no seu comunicado que as pedaleiras em alumínio são mais confiáveis dos trilhos. As Turbine oferecem uma pedalada rígida e responsiva, sem comprometer a durabilidade. Estão disponíveis nos tamanhos 160mm e 165mm. Preços Podes ver as características completas aqui, no site da BICICMAX. ### Giro D'Itália 2025 - Percurso e todas as etapas A edição de 2025 do Giro D'Itália vai começar no estrangeiro pela 15.ª vez na história, desta vez na Albânia que vai receber as três primeiras etapas. Roma, pela sétima vez, vai ser o local onde termina o Giro de 2025 ao fim de quase 3500 km percorridos e um total de 52 500 metros de acumulado positivo. Créditos: Gian Mattia D'Alberto/Lapresse Giro corre-se de 9 de maio a 1 de junho A 108.ª edição do Giro vai correr-se de 9 de maio a 1 de junho com as habituais 21 etapas de uma Grande Volta mas este ano com três dias de descanso. A prova vai ter dois contrarrelógios com um total de 43 km, seis etapas para sprinters, oito de média montanha e cinco etapas de alta montanha. Para além da já habitual dureza, o Giro de 2025 vai ter aproximadamente 38 km de "sterrato", incluindo 30 km da Strade Bianchi e oito do Colle delle Finestre que é também a Cima Coppi com 2178 metros de altitude. Créditos: Lapresse Grande Partenza: Albânia O Giro D'Itália 2025 parte da Albânia com uma primeira etapa que apresenta subidas acentuadas com pendentes acima dos 10%. Segue-se o contrarrelógio de 14 km nas ruas de Tirana que vai servir para se fazerem as primeiras diferenças. O Giro de 2025 despede-se da Albânia com uma etapa de média montanha que apresenta uma subida de segunda categoria - Qafa e Llogarasë - que leva os ciclistas a mais de mil metros de altura. Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Primeira Semana Depois de três etapas em solo albanês a caravana vai ter o primeiro dia de descanso antes da quarta etapa, primeira em solo italiano, a partir de Alberobello. São três etapas destinadas aos sprinters mas onde as surpresas podem acontecer. O pelotão vai subindo a península culminando na primeira chegada em alto nos Abruzos. É na primeira semana que se corre uma das mais esperadas etapas desta edição com início em Gubbo e final em Siena. Neste dia há cinco setores e 30 km de gravel para ultrapassar antes da mítica chegada à icónica Piazza del Campo. Etapa 4 Etapa 5 Etapa 6 Etapa 7 Etapa 8 Etapa 9 Segunda Semana A corrida resume depois do segundo dia de descanso na Toscânia, com o contrarrelógio de 29 km de Lucca. No dia seguinte o Giro vai até San Pellegrino in Alpe pela primeira vez em 25 anos, numa etapa dura com final em Castelnovo ne’ Monti. Seguem-se três etapas armadilhadas em Viadana, Vicenza e Nova Gorica antes da conclusão da segunda semana em Asagio, numa etapa com 3900 metros de acumulado mas sem final em alto. Etapa 10 Etapa 11 Etapa 12 Etapa 13 Etapa 14 Etapa 15 Terceira Semana Depois do último dia de descanso o pelotão enfrenta um dia com cinco subidas numa etapa com chegada em alto ao Monte Baldo. Os próximos dias têm no menu o Paso del Mortirolo e uma etapa de transição com chegada a Cesano Maderno. As duas etapas seguintes estão destinadas aos favoritos à geral, a primeira com 166 km mas com 4850 metros positivos de acumulado e a segunda com a Cima Coppi de 2025, o Colle delle Finestre com os 8 km finais feitos em gravel. A corrida conclui com um circuito na Cidade Eterna de Roma. Etapa 16 Etapa 17 Etapa 18 Etapa 19 Etapa 20 Etapa 21 Compacto das 21 etapas Números e Estatísticas 3.413 km nesta edição; 52.500 m de desnível (mais 10.000 do que na edição anterior); 15 partidas do estrangeiro para o Giro d'Italia; 7 Grandes Chegadas em Roma; 38 km de gravel nesta edição; 42,3 km de contrarrelógio individual; 5.ª vez do Colle delle Finestre (pela terceira vez como Cima Coppi do Giro). ### Jonas Vingegaard: “Foi bem pior do que as pessoas sabem” Sete costelas, esterno, clavícula, dedo, pulmões perfurados e Jonas Vingegaard terminou 2024 vice-campeão do Tour. Como? O dinamarquês explica. Jonas Vingegaard não compete desde 18 de agosto, data em que venceu a Volta à Polónia. Não encostou logo a bicicleta; continuou a treinar antes de parar duas semanas para fazer o reset mental. Aproveitou para relaxar em família e desfrutar da paternidade. O dinamarquês, que já tinha uma menina, foi pai de um rapaz, formando um quarteto que é o pilar da vida do pacato bicampeão do Tour de France. Num vídeo que a Visma | Lease a Bike enviou aos média inscritos para o Media Day da estrutura neerlandesa, vimos um Vingegaard sorridente, tranquilo e ansioso por uma corrida em concreto. “O Tour de France é a corrida com maior significado para mim, a maior corrida do ano. Há qualquer coisa de especial no Tour de France. Tens que lá estar para sentir. Tentar discutir a vitória, estar à partida no Tour de France com a melhor preparação possível e melhor forma. Tentar ganhar pela terceira vez será o meu grande objetivo da época.” Jonas Vingegaard no Media Day da Visma. Ler mais | Entrámos na super estrutura da Visma | Lease a Bike durante a Vuelta Foto: Charly Lopez “Estive nos cuidados intensivos oito dias” Para lá chegar terá que retomar onde deixou a época anterior, marcada pela grave queda na Volta ao País Basco. O momento teve tanta transcendência que no TopCycling o selecionamos como um dos episódios marcantes de 2024. Para Jonas Vingegaard não foi só mais uma queda. “As lesões foram más: parti sete costelas, o esterno, a clavícula ficou em três ou quatro pedaços, um dedo, perfurei ambos os pulmões. Estive nos cuidados intensivos oito dias, só isso diz o grave que foi. Passei 12 dias no hospital. Voltar disso e tão rápido… estou muito contente, orgulhoso de como voltei e do bem que voltei. Honestamente foi bem pior do que as pessoas sabem. Ter conseguido chegar ao Tour de France foi uma vitória em si, algo do qual estou orgulhoso. A partir daí foi tudo bónus, por isso ser 2.º no Tour de France e ganhar uma etapa foi incrível e estou muito contente.” Jonas Vingegaard no Media Day da Visma. Ler mais | Gabriel Martins é o guru de nutrição da Visma | Lease a Bike Jonas Vingegaard (ao centro) e o estado-maior da Visma.Foto: Charly Lopez No País Basco parou a vida de Jonas Vingegaard Curiosamente a época até tinha começado bem. Exibições monstruosas na Galiza – onde já venceu dois Gran Camiño – e no Tirreno-Adriático, até que a queda no País Basco parou a vida de Jonas Vingegaard. “Foi um ano louco 2024. Começou super bem (…) Eu estava mais forte do que nunca. Depois, claro, tive a queda feia no País Basco, que foi um grande contratempo e demorei tempo a voltar. Aprendi muito com a queda e o período posterior (…) Eu pensava ‘domino bem a bike, estas coisas não me acontecem’… de repente aconteceu-me. Pode acontecer a qualquer um. Nunca teria conseguido voltar sem o apoio da família. De certa forma aprendi que com uma menos boa preparação consigo render bem, mas também que sem a queda e uma melhor preparação teria estado melhor no Tour de France. Não sei com que desfecho, mas sei que podia ter sido melhor do que em 2024.” Jonas Vingegaard no Media Day da Visma. Ler mais | “O Gran Camiño” parte de Portugal em 2025  Os líderes da Visma para 2025: Vingegaard no Tour e Yates no Giro.Foto: Charly Lopez "A Vuelta é uma das maiores corridas do mundo" O caminho até ao objetivo do ano faz-se com algumas novidades no programa do corredor de 28 anos. Vamos ter Jonas Vingegaard na Volta ao Algarve, no Paris-Nice, na Volta à Catalunha, naturalmente no Tour de France e depois na Vuelta a Espanha. O bloco do Tour contará com Wout Van Aert e Simon Yates – que saem do Giro diretos para altitude. “Vou a estas corridas para tentar ganhar; de todas estas o Paris-Nice ainda não ganhei, já lá estive há dois anos e não consegui ganhar, por isso estou ansioso por voltar e tentar ganhar. Na Catalunha também quero tentar ganhar, apesar de nunca ter participado. A Vuelta é uma das maiores corridas do mundo, que eu segui sempre pela televisão e que adoraria ganhar.” Jonas Vingegaard no Media Day da Visma. Ler mais | Roglic arranca no Algarve rumo a Giro e Tour Jorgenson venceu o Paris-Nice e a Através da Flandres em 2024.Foto: Charly Lopez Líder Vingegaard voltará a ter Matteo Jorgenson Ao lado, o líder Vingegaard voltará a ter Matteo Jorgenson, que fará o mesmo calendário da época de estreia na Visma. O estadunidense quer subir o já extraordinário nível de 2024, sendo mais consistente no Tour para ganhar peso estratégico na corrida. “A forma como vejo as coisas – o Jonas e o Grisha [Niermann] concordam – a forma como temos que abordar [o Tour] com o Pogacar agora é usar os dois. Espero chegar a um nível onde seja uma ameaça real para o Pogacar e a UAE para que possamos usar-me como carta tática. É uma forma útil de tentar ganhar a corrida. O Jonas é claramente mais forte do que eu em todos os sentidos, numa grande Volta, não há dúvidas aí. Se eu chegar a um nível em que ele tenha que me perseguir posso ser usado taticamente para ajudar o Jonas. Manter-me na disputa da geral é benéfico para a equipa. Gostava de ter menos dias maus, no ano passado tive três etapas em que não ia bem.” Matteo Jorgenson no Media Day da Visma. Ler mais | Percurso duro do Tour de France 2025 ### Wout Van Aert: “O que senti na Vuelta dá-me confiança” Volta à Flandres e Paris-Roubaix objetivos na primavera, mas Wout Van Aert também fará Giro e Tour à procura de vitórias. A época de 2024 foi de altos e baixos para Wout Van Aert. Duas quedas graves atiraram o corredor de Hereentaals para o departamento médico durante meses. E nem começou mal, impondo-se em Tavira, na Volta ao Algarve. Seguiu-se vitória na Kuurne-Bruxelas-Kuurne, num fim de semana de abertura de clássicas que a Visma dominou – um dia antes da Kuurne, Jan Tratnik venceu a Omloop Het Nieuwsblad. Depois veio o acidente na Através da Flandres – um dos momentos do ano para o TopCycling – e um mês e meio de paragem. No Tour a paragem notou-se e os três pódios souberam a pouco, mas permitiram somar quilómetros e chegar ao bronze no contrarrelógio olímpico. Aí já se viu Wout Van Aert pedalar a sério, mas foi na Vuelta que o espetáculo apareceu. Vitórias em Castelo Branco, Córdoba e Baionar lançaram-no para a vitória por pontos… até que a caminho de Lagos de Covadonga caiu e abandonou lesionado no joelho. Ler mais | Jonas Vingegaard: “Foi bem pior do que as pessoas sabem” Foto: Charly Lopez Foco nas clássicas do Norte Olhando para trás, a sensação não é positiva, mas podia ter sido pior. No Media Day que a Visma | Lease a Bike organizou na Comunidade Valenciana, esta terça-feira, o belga confirmou já está com o foco nas clássicas do Norte. Entretanto tem recuperado ritmo competitivo no ciclocrosse e até venceu duas provas importantes: Taça do Mundo em Dendermonde e Superprestige em Gullegem. “Quero tentar ganhar a Volta à Flandres e a Paris-Roubaix (…) São os meus objetivos principais na primavera. A abordagem será mais ou menos a mesma que planeámos em 2024. Começamos com algumas corridas antes do fim de semana de abertura, depois estágio em altitude antes dos objetivos principais: Flandres e Roubaix.” Wout Van Aert no Media Day da Visma. Ler mais | Wout Van Aert na Volta ao Algarve 2025 Vingegaard e Van Aert vão reeditar a dupla que já rendeu dois Tour de France.Foto: Charly Lopez Dobradinha Giro-Tour Em termos de grandes Voltas haverá dobradinha Giro-Tour. Após falhar a edição passada por lesão, em 2025 Van Aert deve estrear-se na prova italiana. Olav Kooij – vencedor em Nápoles no ano passado no dia prévio a abandonar – também irá ao Giro, mas o belga quer sair de Itália com a tripla de etapas nas três “grandes” feita. “Farei Giro e Tour, espero ganhar etapas nas duas provas. Vamos com equipas fortes para ambas, ao Tour com o Jonas [Vingegaard] que está ansioso por estar no seu melhor nível outra vez e lutar pela vitória. Sempre foi um prazer fazer parte da mentalidade vencedora dele. Não há muito tempo após as clássicas para preparar o Giro, vai ser um grande bloco com um pequeno período de treino pelo meio. Entre o Giro e o Tour há outro estágio em altitude planeado.” Wout Van Aert no Media Day da Visma. Van Aert e Kooij, setas apontadas às etapas do Giro.Foto: Charly Lopez Van Aert pode ser importante para Simon Yates Em Itália, a Visma também quer discutir a geral, na qual Wout Van Aert pode ser importante para Simon Yates. Após uma vida ligada à estrutura GreenEDGE, o britânico escolheu a Visma para acertar contas com a prova onde venceu seis etapas e na qual fez 3.º em 2021. “Quero terminar a carreira e não ter lamentos. Por isso é que fiz a mudança agora em vez de daqui a alguns anos (…) O meu grande objetivo do ano será o Giro, uma corrida na qual tenho muita história, boa e má. Com a mudança de equipa, a atenção aos detalhes e as pequenas percentagens em que espero estar a melhorar talvez consiga o melhor resultado. Qual? Não sei dizer agora.” Simon Yates no Media Day da Visma. Simon Yates de amarelo após 11 anos na GreenEDGE.Foto: Charly Lopez Como Van Aert admite, será um ano atarefado, que arranca em Espanha, na clássica da gravilha Jaén Paraíso interior ao lado do campeão da Vuelta de 2023, Sepp Kuss. Tudo isto após um período onde Wout Van Aert teve tempo para refletir. Que lição retirou de 2024? “Foi na Vuelta ter regressado ao meu melhor nível mesmo depois de uma queda grave na primavera e do duro período posterior. Agora estou na mesma situação em que tenho que lutar novamente e o que senti na Vuelta dá-me confiança de que voltarei uma vez mais." Wout Van Aert no Media Day da Visma. ### Acidente fatal, retirou a vida ao jovem ciclista Diogo Bicho Este domingo, 12 de janeiro, um grave acidente abalou a comunidade do ciclismo em Portugal, envolvendo dois jovens ciclistas da Escola de Ciclismo Matos-Cheirinhos. De acordo com a informação da Escola de Ciclismo, o incidente ocorreu em Ponte da Lage, concelho de Arruda dos Vinhos, quando um veículo ligeiro se despistou, colhendo os dois atletas que treinavam na via. O acidente provocou um ferido grave e uma vítima mortal. Diogo Bicho, de apenas 17 anos, perdeu tragicamente a vida, enquanto Tomás Frade permanece em estado crítico no hospital, segundo a mesma informação. A comunidade do ciclismo está de luto pela perda precoce do Diogo Bicho, são muitas as mensagens de apoio nas redes sociais e solidariedade dirigidas aos seus familiares, amigos e equipa. O Topcycling envia as mais sentidas condolências aos pais, familiares e equipa do Diogo. Ao Tomás, votos de rápidas melhoras. ### Blackjack Wheels dá nome à Bairrada Cycling Team! A marca de rodas portuguesa Blackjack Wheels, anunciou que reforçará a sua parceria com a Bairrada Cycling Team, assumindo o papel de "naming sponsor" da equipa em 2025. A colaboração, que já era de longa data, eleva-se agora a um novo patamar, sublinhando o compromisso de ambas as partes em impulsionar o ciclismo jovem e competitivo em Portugal. A Blackjack Bairrada Cycling Team, uma equipa de formação, categoria júnior, tem desempenhado um papel crucial no ciclismo nacional. Ao longo dos anos, tornou-se um trampolim para jovens talentos que aspiram alcançar os escalões superiores do ciclismo, sendo reconhecida pela sua excelência na formação de atletas e pela aposta no desenvolvimento do ciclismo nacional. Tanto a Blackjack Wheels, como equipa partilharam o anúncio nas suas redes sociais, destacando o orgulho na parceria e a ambição de continuar a "pedalar rumo a novas conquistas". Desta forma, a Bairrada Cycling Team passa a ter um apoio de peso para a próxima temporada, consolidando-se como uma das principais estruturas de formação de atletas no panorama do ciclismo português. ### Fabian Cancellara no TopCycling: "Acordo com um sorriso" TopCycling com Fabian Cancellara, proprietário da Tudor. A relação com Ricardo Scheidecker, o WorldTour no horizonte e muito mais num mano a mano lendário. Não existiria Tudor sem Fabian Cancellara. Esta foi a conclusão a que o TopCycling chegou após visitar a ProTeam suíça em Moraira, na Comunidade Valenciana, para participar no Media Day de antevisão da nova época. Mais de uma dezena de jornalistas – incluindo o TopCycling como único meio de comunicação nacional – marcaram presença. É raro uma ProTeam ter tanta afluência de jornalistas, mas a Tudor joga na primeira divisão do ciclismo. O proprietário da equipa, Fabian Cancellara, e o CEO, Raphael Meyer , apresentaram os reforços Marc Hirschi (ex-UAE Emirates) e Julian Alaphilippe (ex-Soudal QuickStep). Também confirmaram a presença na Clássica da Figueira, na Volta ao Algarve e no Paris-Nice, mas lamentaram a dependência de convites para as demais provas. Vídeo da conversa entre Gonçalo Moreira e Fabian Cancellara https://www.youtube.com/watch?v=5Y8JJI0MCLM O Tour de France – onde o suíço vestiu a amarela 29 dias – é uma miragem, mas repetir o Giro de Itália não é improvável. Ler mais | Entrámos na Tudor – Como preparam os abastecimentos dos ciclistas Meyer (CEO) e Cancellara (proprietário) com Hirschi e Alaphilippe no Media Day.Foto: Tudor Pro Cycling 20 minutos a sós com o "Spartacus" Foi especial estar 20 minutos a sós com o "Spartacus". Fabian Cancellara é acessível e esforça-se por conectar com a audiência. Atendeu a imprensa da Valónia em francês, os suíços em vários idiomas e até arranhou o português no TopCycling. Aos 43 anos desdobra-se em compromissos já que, além de proprietário da equipa Tudor, também é embaixador da marca de relógios e organiza Gran Fondos na Suíça. "Chamo-me quase sempre a alma da equipa. Não trago a lenda Cancellara, o proprietário. Não gosto disso porque sou como sou: pés na terra, humilde, mas disposto a criar algo com as pessoas. Temos a nossa filosofia e forma de correr. Não sou diretor desportivo, treinador, nutricionista; tenho um papel especial, que é agradável. Claro que sou responsável por quase 130 pessoas como proprietário. ‘Ah ele também é a lenda do ciclismo.’ Não me sinto a lenda, sou como sou, gosto de fazer o que estou a fazer e quero dar às pessoas na equipa a oportunidade de criarem algo. Eu comecei, mas agora não sou eu, somos nós, juntos, e é disso que gosto mais. (…) No fim do dia estou super contente, super calmo e acordo de manhã com um grande sorriso. Estou feliz.” Fabian Cancellara ao TopCycling. Ler mais | Ricardo Scheidecker – “Somos uma estrutura WorldTour” O TopCycling representou Portugal no encontro da Tudor com os média.Foto: Tudor Pro Cycling Ricardo Scheidecker vai guiando a Tudor Como se explicam as chegadas de Hirschi e de Alaphilippe, que aceitaram correr na segunda divisão sem garantias de calendário? Nos bastidores, o sempre discreto Ricardo Scheidecker vai guiando a Tudor. O maestro dos contactos com corredores e das reuniões com os organizadores mais influentes. Cancellara e Scheidecker conheceram-se em 2011 e aí nasceu uma bela amizade. O braço direito de Cancellara tem implantado na Tudor o ADN ganhador da Quick-Step de Patrick Lefevere e o espírito de grupo da Saxo Bank de Bjarne Riis. "O Ricardo é uma pessoa muito importante. É o líder do nosso departamento desportivo. Trabalhei com ele na Leopard-Trek, partilhamos muitas coisas lá. Não diria que depois nos separamos, mas a nossa relação não acabou. Somos amigos. (…) Estou super orgulhoso de ter tão boa pessoa, tão profissional e com tanta experiência como o Ricardo. Traz imenso à equipa, valores que são necessários para a construir. É bom ter um amigo na equipa. Quando começamos só estavam o Ricardo e o médico, à volta eram só pessoas novas. Não fui eu que escolhi, fomos nós, todos juntos, a construir o que temos hoje: de 20 atletas para 27, agora em 2025 temos 30 atletas, uma enorme estrutura também graças ao Ricardo." Fabian Cancellara ao TopCycling. Portugal foi a rampa de lançamento Tetracampeão mundial de contrarrelógio, vencedor de três Paris-Roubaix e outras tantas Voltas à Flandres. Entre tantos momentos de excelência desportiva há um que ainda hoje marca a carreira de Fabian Cancellara. Sabiam que Portugal foi a rampa de lançamento de um ciclista que o diário Marca considera um dos 50 desportistas de referência do século 21? “O meu passado tem algo realmente profundo com Portugal porque fiz em 1997 o Festival Olímpico da Juventude Europeia, em Monsanto, era eu júnior do segundo ano. Depois fiz o Mundial e, claro, do Algarve tenho boas memórias do contrarrelógio que ganhei em Sagres [2016]. Em geral sempre rodeado por boas pessoas. Também quando era jovem ciclista tive alguns colegas ciclistas do norte de Portugal, que viviam na Suíça. Boas memórias do povo português em geral, por isso agradeço todo o apoio.” Fabian Cancellara ao TopCycling. Um dos melhores corredores de todos os tempos e tão pouco tempo. Ficou tanto por perguntar a Fabian Cancellara. Cliquem no vídeo para verem a conversa na íntegra. ### José Borges - Entrevista Topcycling José Borges é um ciclista português, referência mundial no BTT, nas vertentes da Enduro e Downhill. Depois de 11 títulos de campeão nacional, e quase 20 anos de carreira na montanha, faz a transição para a estrada. O Topcycling sentou-se com o novo homem do Feirense para 2025, para perceber o porquê da transição, e o que traz de uma carreira tão longa e tão rica ao mais alto nível. Ler mais | Rui Oliveira sobe na hierarquia da UAE Emirates – Entrevista Créditos: João Fânzeres Carreira de sucesso na montanha José Borges ligou a câmara do computador para falar com o Topcycling da varanda do quarto de hotel nas Canárias, onde está a estagiar com Ivo Oliveira. Um estágio que surgiu a convite do homem da UAE Team Emirates, e que serviu em muito para ir atrás do sol e “meter horas nas pernas”.  Mas antes de falar do próximo capítulo da carreira de José Borges, vale a pena ir até ao início. 2006, quando foi ver uma corrida de Downhill e se apaixonou pela modalidade.  Trocou as motas pela bicicleta de montanha e fez a primeira época completa em 2007 – sempre com o apoio do pai, que se mantém até hoje, tal como o resto da família.  Desde então, história: 11 títulos nacionais – que pensava serem já 12, mas o número foi retificado depois da contagem às camisolas que tem em casa – e uma vitória na mítica MegaAvalanche, em França. De resto, menciona “subir ao pódio em 2019 num Enduro World Series, e este ano nas e-bikes, também foram grandes momentos da minha carreira”. Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 https://www.youtube.com/watch?v=VYG6dwQyGFw&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Experiência no estrangeiro Correu vários anos em Portugal, mas também nalgumas das maiores e melhores estruturas do mundo, como foi o caso da Canyon, de Fabien Barel, a quem deixa muitos elogios. Sobre a diferença entre correr cá dentro, ou lá fora, disse: É como falares de um Fiat Uno e falares de um Ferrari. Não há comparação. A estrutura em Portugal é dão-te uma bicicleta, ou emprestam, dão-te um capacete e equipamento, e depois safas-te - atenção, falo na minha experiência, dentro da minha modalidade. Estando numa equipa fábrica as condições são outras: há training camps, há suplementação, treinador, manager, há muita coisa que em Portugal não há capacidade. José Borges José Borges tem sido, então, a referência maior a nível nacional no ciclismo de montanha – uma variante muitas vezes ignorada mediaticamente, num desporto que por si também não tem a maior expressão mediática. Sobre a falta de reconhecimento pelo que conseguiu, o ciclista explicou que se foi “habituando”: Ao longo destes anos, principalmente quando entrei para a Canyon e os resultados apareceram a nível internacional, fui-me habituando. A Federação e outras entidades tiveram oportunidade de utilizar a minha imagem - tiveram em 2021 um atleta que terminou a taça do mundo, 17 etapas pelo mundo fora, e acaba em quinto lugar. Nunca houve uma notícia, uma mensagem a dar os parabéns, ate à data, nada. Habituei-me. O ano passado foi a minha melhor época, nas e-bikes. Fui líder na taça do mundo, que se calhar não vai acontecer nos próximos 100 anos, sem querer desvalorizar ninguém, mas não é fácil. E até à data não tive uma felicitação, uma notícia, o que fosse. Habituei-me, desprezei. Dei importância a quem me rodeia, família, amigos, equipa, e as pessoas que me acompanham e que gostam de mim. José Borges Ler mais | Enduro World Series (EWS) – Portugueses brilham na Madeira Créditos: João Fânzeres A Transição para a estrada Depois de uma das épocas de maior sucesso na carreira, abraça o projeto do Feirense para se estrear na estrada em 2025. Os convites já tinham vindo antes, mas nunca “surgiu a oportunidade”  Explicou-nos o porquê da transição nesta fase da carreira: Eu, em 2025, se quisesse continuar na modalidade a nível profissional, continuava – tive propostas. Confesso que algumas foram para um papel mais de embaixador, criador de conteúdo, e fazer algumas corridas. Mas como digo no vídeo, sinto-me capaz, e ao mais alto nível, para estar em competição. As marcas não pretendiam tanto isso, por isso decidi abraçar este projeto. Pensei muito sobre isto, e pensei “porque não?”. Arrisquei um ano, e pronto, é isto. Vou-me manter também numa equipa portuguesa de BTT, a correr algumas corridas de mundial, fazer algumas provas míticas, fazer algum conteúdo. José Borges Créditos: João Fânzeres Confessou que a opção da estrada foi “juntar o útil ao agradável” - o coincidir de um fim de ciclo, e um gosto pela estrada que já existia antes, fomentado pelos muitos treinos com profissionais que “deixaram a pulga atrás da orelha”.  O Feirense surge nesta altura, na figura do Doutor Joaquim Andrade, chefe da equipa: Foi uma coisa de momento, uma pergunta para o ar que deu resultado. Pelos vistos já em 2018 tinha feito uma corrida lá perto de casa que até ganhei. Acho que o Joaquim também me viu correr lá na nossa zona em outubro... depois o facto de ser de Santa Maria da Feira também ajudou (...) Em setembro comecei a pensar nessa possibilidade, mandei uma boca para o ar para o Joaquim Andrade e ele disse “porque não?” e que tinha todo o gosto de me ter na equipa. E eu comecei a pensar, e também disse “porque não?”, e arrisquei. José Borges A adaptação Agarrar a roda de Ivo Oliveira no estágio em Espanha não tem sido problema, e o português confessou que está a aprender muito sobre a “recuperação, alimentação e descanso” com os profissionais.  A balança à mesa foi uma dor de cabeça maior para José Borges – a nutrição foi uma das grandes alterações que teve de fazer: A primeira coisa foi trabalhar com o nutricionista, contratei um treinador mais específico, o Carlos Aguiar, que treinou o Afonso Eulálio. E é claro, a primeiro coisa foi perder peso. No Downhill, no início da temporada estava com 83kg, agora já estou com 76kg. Portanto foi perder peso, porque tenho muita massa muscular comparado com um ciclista de estrada. A explosão e intensidade sempre tive, sempre fui trabalhando. O que trabalhei muito foi fazer bastantes horas em cima da bicicleta, criar uma base. Fizemos isso no mês de novembro, dezembro, e agora com o aproximar das corridas já estamos a por mais intensidade, séries mais longas. José Borges Confessou que deixou “a balança em casa”, e que em Espanha tem sido diferente pela natureza dos treinos: “Entretanto os treinos começaram a ser mais intensos, mais carga, e aí se não comeres não vais ter energia. Agora já como maiores quantidades, as comidas são sempre as mesmas, mas como mais”.  Ainda sobre a permuta entre a montanha e a estrada, apontamos Alan Hatherly como exemplo de um caminho semelhante. José Borges respondeu com outro, o de Peter Sagan, e explicou as vantagens que se podem trazer do BTT: “O que eu sinto... As descidas, acho que vou mais à vontade do que a maior parte do pelotão, porque a minha vida foi sempre descer. A nível técnico, se for preciso subir uma lomba, ou passeio, por qualquer coisa que seja, sinto que aí também tenho vantagem. E depois a explosão, porque um atleta de XCO ou Downhill trabalha muito a explosividade.” José Borges Ler mais | Gabriel Martins é o guru de nutrição da Visma | Lease a Bike Créditos: A.S.O. / Pauline Ballet 2025 para José Borges Arranca para nova aventura, na estrada, inserido da estrutura do Feirense. Sem calendário definido por agora, diz que gostava de correr algumas provas rolantes, “como a prova de abertura, a Volta ao Alentejo... Gostava muito de fazer a Volta ao Algarve e ter a experiência de correr com o WorldTour”.  As expetativas passam por... desfrutar, acima de tudo: Desfrutar da oportunidade, e das competições com os colegas com que treino diariamente, e de todo o ambiente que vejo na televisão. O resto vem por acréscimo, sinceramente não sei quais serão as minhas expetativas, o que serão bons resultados (...) Espero não descolar antes da partida simbólica, isso já era bom para mim. José Borges Considera-se um ciclista rápido, sem ser um puro sprinter: “Se for um grupo mais restrito, posso conseguir fazer algo interessante”. Não foi fácil escolher referências no pelotão internacional – por serem muitos e “tão bons” - mas destacou Ivo e Rui Oliveira, João Almeida e Tadej Pogacar. Ler mais | 51.ª Volta ao Algarve – Percurso renovado promete espetáculo Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Futuro - José Borges, o treinador? Numa entrevista no fim de 2024 disse talvez ser “o ciclista mais completo em Portugal”, pela diversidade de vertentes em que já correu. Fica a faltar-lhe a pista e pouco mais, que diz “ainda querer experimentar”.  O plano para a reforma pode passar outro lado: JB Racing coach, um projeto de José Borges ligado ao treino. Contou que vem acompanhando alguns jovens “que não evoluem porque não têm suporte por trás”. Confessou fazê-lo “não tanto pela parte monetária, mas mais pelo ajudar as pessoas”: É um projeto que quero lançar no futuro, gostava de ser técnico de uma equipa no mundial de XCO, até quem sabe ser technic coach de uma equipa de estrada, porque o descer é muito importante, e há muitos atletas que são muito bons a subir, e que depois perdem tudo a descer. E se calhar isso pode ser trabalhado. Estou a trabalhar com miúdos do ciclismo e consigo notar evolução neles. E é algo que quero continuar a fazer. José Borges https://www.youtube.com/watch?v=AZHBXM8LkUQ&ab_channel=AldeiasdaMesados4Abades Créditos da fotografia de destaque: João Fânzeres ### Entrevista a Mikel Landa: "No Giro descobri o meu sítio" Basco da Soudal Quick-Step sentou-se com o TopCycling para projetar o regresso ao Giro e analisar as possibilidades de Remco Evenepoel no Tour. Mikel Landa é um dos homens fortes da Soudal Quick-Step e prepara-se para regressar ao Giro em 2025, três anos após a última presença na corrida que mais ama. O basco vem de um excelente ano, até à Vuelta a Espanha. Na 18.ª etapa caiu de 5.º a 10.º e de lutar pelo pódio a afundar-se na geral por um erro de posicionamento e decisões táticas questionáveis da equipa. De cabeça quente falou em pendurar a bicicleta, mas falou com o coração e não com a razão. Há Mikel Landa para muito tempo e pudemos comprovar isso mesmo durante o Media Day da formação belga, em Calpe, onde o corredor de 35 anos nos recebeu com enorme simpatia. Ler mais | Vuelta de 2025 parte de Piemonte, Itália Giro é uma corrida especial O primeiro grande desafio de 2025 é o Giro de Itália. Foi o corredor natural de Murgia, província de Álava, que pediu à equipa para regressar três anos após a última presença. O Giro é uma corrida especial para Mikel Landa, que em 2015 foi 3.º na geral ao serviço da Astana. “Foi onde descobri o meu sítio no ciclismo porque aí descobri o que podia fazer. Ir ao Giro é sempre especial, os meus melhores resultados também foram lá, estou desejando voltar e veremos o que nos traz este Giro de 2025. A Itália é especial: as estradas, as montanhas, as pessoas – vivem o Giro de outra maneira e tenho boas recordações.” Mikel Landa ao TopCycling. https://youtu.be/k5DNoPXRPWg Gonçalo Moreira e Mikel Landa. O TopCycling no Media Day da Soudal Quick-Step. Corredor de culto Como todos aqueles a quem reconhecemos um potencial tremendo, mas que têm dificuldade em conseguir vitórias marcantes, Mikel Landa é um corredor de culto. Um dos melhores trepadores do mundo que nunca venceu no Tour e que se tem destacado pela consistência 22 “grandes” fechou todas nos cinco primeiros, mas pódio para Mikel Landa só no Giro (2015 e 2022). Também venceu três etapas na prova italiana, uma na Vuelta e três Voltas (Trentino e duas vezes Burgos). Curto para tanto talento. “Gostava de fazer uma boa geral, sendo realista creio que um top cinco seria um bom resultado. Sobretudo gostava de levantar os braços, já há muito tempo que não os levanto e em 2025 oxalá possa ganhar uma etapa. Ganhar uma etapa, no Giro por exemplo, dar-me-ia muita alegria.” Mikel Landa ao TopCycling. Mais azul e o mesmo estilo no maillot da Soudal Quick-Step para 2025.Foto: Wout Beel Pedido especial de Remco Evenepoel Em 2024 vimos um Landa diferente. Foi pedido especial de Remco Evenepoel para ter ao lado um escalador de classe mundial para a estreia no Tour de France. A Soudal Quick-Step acedeu e Mikel chegou à sexta equipa na carreira, após passar por Euskaltel-Euskadi, Astana, Sky, Movistar e Bahrain. Mesmo correndo o Giro com ambição, em julho o basco está mentalizado para o trabalho de gregário de luxo. O clique entre os dois foi imediato. "Estar no Tour com o Remco também é uma sorte. Poder ajudá-lo, poder aconselhá-lo, fazer parte do que possa conseguir motiva-me muito. Ao mesmo tempo queria, como no ano passado, procurar uma oportunidade para mim e o Giro encaixa bem. Encontrei um rapaz normal, próximo, com as suas inquietudes por me conhecer e saber o que gosto de fazer. Gosta de aprender idiomas. É muito próximo e isso ajuda na hora de que trabalhe para ele com prazer. Senti-me valorizado por ele e pela equipa o que me deu muitíssima confiança." Mikel Landa ao TopCycling. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters A quanto está Evenepoel dos rivais Na estreia no Tour o belga subiu ao pódio e terminou a 9:18 de Tadej Pogacar e a 3:01 de Jonas Vingegaard. Venceu o contrarrelógio da 7.ª etapa e vestiu a camisola amarela. Mikel Landa foi o braço direito perfeito terminando 5.º atrás de João Almeida. Quisemos saber a quanto está Evenepoel dos rivais em termos de rendimento. "Não está muito longe, creio que não era um desafio fácil ir ao Tour com a pressão que tinha por fazer algo, por enfrentar dois dominadores de quem nada se aproxima e creio que ele esteve perto do Vingegaard e o Vingegaard já ganhou dois Tour. A ver se este ano pode dar mais um passinho e veremos onde pode chegar." Mikel Landa ao TopCycling. Ethan Hayter à cabeça do grupo durante o estágio em Calpe.Foto: Wout Beel O nosso pequeno paraíso A conversa foi longa para os parâmetros do ciclista de 35 anos, o que é compreensível dado que nem todos gostam dos encontros com os média. Quando falámos com Mikel Landa este já vinha de quatro ou cinco entrevistas e, convenhamos, as perguntas não são muito variadas. Como arrancar um sorriso a um atleta reservado? Apelando às suas raizes, levando-o a revisitar as paisagens naturais de Álava e jogando a carta do clube do coração. "Na minha zona há muito verde, temos o Salto de Nervión que é um desfiladeiro espetacular, cascatas, montanhas, montes, sobretudo muitos bosques bonitos. A cidade de Vitória é bonita e acolhedora, com muito ambiente. Temos o Deportivo Alavés. Não faltam planos." Mikel Landa ao TopCycling. https://www.youtube.com/watch?v=EXbDCdnvu0I Vídeo: Turismo Basco. O verde do País Basco tem pouco a ver com a luz da Comunidade Valenciana, que reflete os tons dourados das praias e distintas tonalidades do mar Mediterrâneo. São já muitos anos a estagiar entre Altea e Calpe, onde o "o clima é ótimo, as temperaturas não baixam dos 10 graus, enquanto em casa estamos perto dos zero. Há muitas estradas muito bem asfaltadas, muita montanha, um trânsito respeitador e aqui encontramos o nosso pequeno paraíso". Por agora, tudo decorre dentro da normalidade e a motivação foi renovada por mais um ano. No horizonte está o fim da carreira como ciclista e a procura de uma vocação para o resto da vida. Mikel Landa pensa cada vez mais no assunto, mas não está certo de encaixar no ciclismo. Só se vê como embaixador de uma equipa ou de uma marca. ### Ana Santos assina pela Cannondale Factory Racing Ana Santos assinou contrato pela Cannondale Factory Racing, umas das mais emblemáticas equipas de ciclismo de montanha. A ciclista portuguesa dá assim o salto para uma das melhores equipas mundiais, colocando Portugal com mais um nome na elite do ciclismo. Versatilidade é imagem de marca Ana Santos teve um ano de 2024 em grande com excelentes resultados em várias modalidades sendo a sua versatilidade uma imagem de marca. A ciclista conseguiu um quinto lugar histórico na Taça do Mundo de XCO sub-23, títulos nacionais em cross country, gravel e ciclocrosse. https://twitter.com/RideCannondale/status/1877390512249778361 Ana Santos num plantel jovem e renovado A equipa norte americana anunciou o seu plantel para 2025, perdendo estrelas como Alan Hatherly que foi para a equipa de estrada da Jayco AlUla. Para além disso Simon Andreassen e Mona Mitterwallner, que deram à equipa um 2024 para recordar vão também sair da equipa. Desta forma Ana Santos junta-se Charlie Aldridge, que renovou com a Cannondale Factory Racing e às novas contratações da equipa que incluem nomes como Jolanda Neff, medalha de ouro olímpica e Luca Martin, campeão mundial de sub-23. Créditos da foto de destaque: Marco Barbosa ### Todos os novos equipamentos do pelotão WorldTour 2025 Uma das novidades de início do ano são sempre as novas caras e cores das equipas e, neste artigo, reunimos todos os novos equipamentos da temporada de 2025. Começa já a memorizar as novas cores de cada formação e conhece alguns aspetos técnicos acerca do equipamento escolhido. Ler mais | Transferências 2025 - Ciclismo de Estrada Alpecin-Deceuninck Desaparece o azul e impõe-se o cinza denim que a formação neerlandesa já tinha apresentado no passado Tour de France. A Kalas continua a ser a parceira técnica que desenha e produz os kits da Alpecin-Deceuninck. Foto: Alpecin Deceuninck Foto: Alpecin Deceuninck Arkéa-B&B Hotels A Arkéa-B&B Hotels de Kévin Vauquelin, vai continuar a pintar o pelotão de vermelho na temporada de 2025. A marca de bicicletas também continua a ser a italiana Bianchi e o modelo Oltre RC é a aposta para competir. A Rosti vestirá a Arkea em 2025. Créditos: Aubin Lipke Foto: Thierry Sourbier Bahrain-Victorious A Bahrain-Victorious do recém-chegado português Afonso Eulálio, mantém as cores claras e vivas em 2025 que as distinguiram no pelotão em 2024. A bicicleta continua a ser da marca alemã Merida. Afonso Eulálio em estreia no WorldTour. Créditos: Charly Lopez Créditos: Charly Lopez Cofidis A Cofidis mantem o vermelho característico da equipa mas em 2025 com tons mais diferentes. A Campagnolo Look é a marca da bicicleta usada pela equipa. Foto: LNC/B. Bade Foto: LNC/B. Bade Decathlon AG2R La Mondiale Novas cores e novo equipamente. Na Decathlon AG2R o compromisso marca-equipa implica que todos os têxtis sejam produzidos pelos patrocinadores, Decathlon e Van Rysel, a partir deste ano. Foto: P.Ballet/A.Broadway Foto: P.Ballet/A.Broadway EF Education-EasyPost  A EF Education-EasyPost mantém a identidade nas cores do equipamento, apresentando um padrão original, como é habitual. A Cannondale continuará a ser a marca de bicicletas parceira da equipa. Créditos: Jered Gruber & Ashley Gruber Créditos: Jered Gruber & Ashley Gruber Créditos: Jered Gruber & Ashley Gruber Groupama-FDJ  A Groupama-FDJ continua com o azul gaulês característico da equipa já há muitos anos. A bicicleta continua a ser da marca italiana Wilier Triestina. Foto: Equipe cycliste Groupama-FDJ Foto: Equipe cycliste Groupama-FDJ INEOS Grenadiers A INEOS Grenadiers mantém o seu vermelho/laranja fluorescente para dar nas vistas no pelotão de 2025. A Pinarello será novamente o seu fornecedor de bicicletas. Créditos: INEOS Grenadiers Créditos: INEOS Grenadiers Intermarché-Wanty A Intermarché-Wanty World Team de Biniam Girmay mudou equipamento passando do azul a um design maioritariamente branco. A marca de bicicletas continua a ser a Cube. Foto: Alessandro Volders / cyclingmedia agency Créditos: Intermarché-Wanty World Team Lidl-Trek A Lidl-Trek de Pedersen e Espargaró tem pequenas mudanças no equipamento, mantendo o azul, vermelho e amarelo dos últimos anos. A bicicleta usada pela equipa não podia ser outra que a da marca com sede em Wisconsin, a Trek. Créditos: Ryan Bodge (Trek) Créditos: Ryan Bodge (Trek) Movistar Team A Movistar de Nélson Oliveira e Rúben Guerreiro continua com as cores branca e azul na temporada de 2025, mas com um look mais clean onde o branco se destaca. Vai continuar também a usar bicicletas Canyon. Créditos: Movistar | Abarca Sports Créditos: Rafa Gomez/SprintCycling Red Bull-BORA-hansgrohe A Red Bull-BORA-hansgrohe tem uma imagem renovada para 2025 com um equipamento muito diferente do da última temporada. A Specialized continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. Créditos: Red Bull - BORA - hansgrohe | Max Fries Créditos: Red Bull - BORA - hansgrohe | Max Fries Soudal Quick-Step A Soudal Quick-Step de Landa e Remco Evenepoel vai continuar a pintar o pelotão de azul em 2025. As bicicletas são da marca Specialized. Créditos: Wout Beel & Cédric Depraetere Créditos: Wout Beel Team Jayco AlUla A Jayco AlUla de Ben O'Connor tem um dos equipamentos mais diferentes para a temporada de 2025, com o roxo a ser predominante e a facilitar a vida aos espetadores. O kit é produzido pela marca australiana Maap. A marca de bicicletas usada continua a ser a Giant. Créditos: GreenEDGE Créditos: GreenEDGE Team Picnic PostNL (antiga DSM) A Team Picnic PostNL te tem agora novo "naming sponsor" (PicNic) e o equipamento adotou tons mais escuros. A equipa deixa de utilizar bicicletas Scott e passa a utilizar a marca francesa Lapierre. Créditos: Francesco Rachello / Tornanti.cc Foto: Tornanti CC Team Visma | Lease a Bike O mesmo estilo, as mesmas cores e mesma marca de bicicletas. Na Visma o lema é continuidade para 2025. Foto: Charly Lopez Créditos: Bram Berkien UAE Team Emirates-XRG A UAE Team Emirates-XRG de João Almeida, António Morgado e os irmão Ivo e Rui Oliveira vai continuar a usar um equipamento maioritariamente branco. As bicicletas continuam também a ser da marca Colnago. Créditos: UAE Emirates/Fizza Créditos: UAE Emirates/Fizza Créditos: Colnago XDS Astana Team A XDS Astana Team vai entrar numa nova fase com o novo patrocínio, mas mantém o azul histórico que sempre a caracterizou. As bicicletas vão ser da XDS, que também dá nome à equipa e que pela primeira vez entra no WorldTour com quadros de carbono chineses. Créditos: XDS Astana Créditos: XDS Astana Créditos: XDS Astana No Topcycling, queremos saber como é o público português no que se refere ao ciclismo, responda ao nosso questionário, são só dois minutos e está ajudar o projeto. Responda ao questionário Topcycling 2025 clicando aqui ### Época de estrada arranca na Austrália – O que há para ver em janeiro?  Arrancou esta quarta feira, dia 8 de janeiro, a época de estrada, com o início habitual nos campeonatos nacionais australianos – primeiro com as provas de juniores, e depois com a entrada dos elites.  A Austrália é o destaque do início da época de estrada, e é lá que acontece a primeira corrida WorldTour do ano. Mas há mais para ver numa altura em que os ciclistas voltam ás bicicletas e preparam o que aí vem. Ler mais | Wout Van Aert – Calendário de estrada inclui presença na Volta ao Algarve 2025 Nacionais arrancam ciclismo na Austrália Entre dia 8 e dia 12 de janeiro, correm-se todas as vertentes dos campeonatos nacionais australianos, onde os grandes destaques são, entre outros, Jay Vine, Jai Hindley, Luke Plapp, Ruby Roseman-Gannon ou Brodie Chapman.  É na Austrália que o ciclismo fica – a descansar durante cinco dias - até à próxima prova, e logo a primeira de nível WorldTour da temporada: o Santos Tour Down Under feminino, que se corre entre 17 e 19 de janeiro. Créditos: Unipublic / Sprint Cycling Agency Poucos dias depois, entre 21 e 26 de janeiro, a prova masculina da mesma corrida, primeira corrida WorldTour do ano para os homens.  De resto, o continente australiano recebe a Schwalbe Women's One Day Classic, (1.Pro) feminina, a 26 de janeiro; a Surf Coast Classic masculina e feminina (categoria 1.1) a 29 e 30; e a Cadel Evans Great Ocean Road Race (1.WT), masculina e feminina, já no início de fevereiro. Ler mais | O Topcycling falou com Ben O’Connor – “Quero manter o nível, mas ser mais consistente” https://www.youtube.com/watch?v=9sUWdQumACg&ab_channel=TourDownUnder Da Austrália... para Espanha Depois do início no continente australiano, a grande parte das corridas de estrada no mês de janeiro têm lugar em Espanha, com destaque para o Challenge Mallorca, no final do mês. A exceção é o AlUla Tour, na Arábia Saudita. Rui Costa no Trofeo Calvia - do Challenge Mallorca - em 2023. Créditos: Luis Angel Gomez/ SCA / Cor Vos Três continentes para compor o ramalhete ciclista durante o primeiro mês de 2025, antes da entrada a todo o gás em fevereiro, onde várias corridas .Pro de renome vão trazer de volta as grandes estrelas do ciclismo à estrada. Em março, arrancaram as grandes corridas do WorldTour da temporada 2025.  Confere, em baixo, o calendário de competições para o mês de janeiro: 17/1 a 19/1 - Santos Tour Down Under (2.WT - Feminino) 19/1 - Women Cycling Pro Costa De Almería (1.1 - Feminino) 21/1 a 26/1 - Santos Tour Down Under (2.WT – Masculino) 25/1 - Gran Premio Castellón - Ruta de la Cerámica (1.1 -Casculino) 25/1 - Trofeo Ses Salines-Felanitx (1.1 - Feminino) 26/1 - Schwalbe Women's One Day Classic (1.Pro - Feminino) 26/1 - Clàssica Comunitat Valenciana 1969 - Gran Premi València (1.1 - Masculino) 26/1 - Trofeo Palma Femina (1.1 - Feminino) 27/1 - Trofeo Binissalem-Andratx (1.1 - Feminino)* 28/1 a 1/2 - AlUla Tour (2.1 - Masculino)* 29/1 - Trofeo Calvià (1.1 - Masculino)* 29/1 - Surf Coast Classic (1.1 - Feminino) 30/1 - Trofeo Felanitx-Ses Salines (1.1 - Masculino)* 30/1 - Surf Coast Classic (1.1 - Masculino) 31/1 - Trofeo Serra Tramuntana (1.1 - Masculino)* * - Transmissão na Eurosport Portugal Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve Créditos da fotografia de destaque: Zac Williams - Jayco ### Rui Oliveira sobe na hierarquia da UAE Emirates - Entrevista Nova época e maiores responsabilidades ao sprint para Rui Oliveira na UAE Emirates. O TopCycling com o campeão olímpico! Num hotel de Benidorm, entre treinos e massagens, Rui Oliveira (UAE-Emirates) sentou-se com o TopCycling para meia hora de conversa. Recordámos o glorioso Madison dos Jogos Olímpicos – que venceu com Iúri Leitão – e abordamos a grande novidade para 2025: a subida na hierarquia da UAE-Emirates. Vídeo https://youtu.be/LiXbUi4nFTE No verão de 2024, Portugal saiu de Paris como uma autêntica potência olímpica no ciclismo de pista e Rui Oliveira foi um dos atores principais num guião ao estilo de Hollywood. Como sou um romântico veio-me logo à mente “Casablanca”, clássico do cinema no qual Humphrey Bogart e Ingrid Bergman recordam o amor vivido em Paris com a nostalgia de quem antevê um futuro incerto. Não se alimenta também o desporto do passado? Até Paris 2024 Portugal só tinha campeões olímpicos no atletismo, dado que Rui Oliveira e Iúri Leitão se encarregaram de modificar. Para os esquecidos, só os seguintes atletas conquistaram o ouro por Portugal em Jogos Olímpicos: Carlos Lopes, (Maratona) - Los Angeles 1984 Rosa Mota, (Maratona) - Seul 1988 Fernanda Ribeiro, (10000 metros) - Atlanta 1996 Nélson Évora, (Triplo salto) - Pequim 2008 Pedro Pablo Pichardo, (Triplo salto) - Tóquio 2020 Iuri Leitão e Rui Oliveira, (Madison) - Paris 2024 “Vai ser uma memória para toda a vida. Não sabemos se vai voltar a acontecer, mas aconteceu, é real e é um feito tao grande que nunca vai sair das nossas memórias nem das memórias de muita gente. É isso que torna tudo mais especial.” Rui Oliveira ao TopCycling. Portugal, Itália e Dinamarca venceram as medalhas no Madison.Créditos: Zac Williams/SWpix.com "O maior feito foi ter conhecido o Cristiano" Além do ouro olímpico, o estatuto de campeão trouxe alguns merecidos privilégios aos dois ciclistas. Iuri Leitão e Rui Oliveira foram convidados de honra no Portugal-Escócia. Ao intervalo foram ao relvado para o aplauso do Estádio da Luz, mas o mais marcante aconteceu nos bastidores. “O maior feito foi ter conhecido o Cristiano [Ronaldo], foi um momento único para mim e para o Iuri. Não era expectável que isso acontecesse naquele dia porque fomos convidados pelo Comité Olímpico, havia a possibilidade dele nos assinar uma camisola, mas disseram-nos que ia ser praticamente impossível estar com ele. Por vontade dele e por ter dado acesso à zona dos balneários conseguimos privar um bocadinho. Deu para ver que os jogadores e outras pessoas fora do ciclismo reconhecem que o feito foi enorme.” Rui Oliveira ao TopCycling. Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 A dupla Oliveira-Leitão em ação no velódromo de Paris.Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Rui Oliveira ao serviço do fenómeno esloveno O calendário de Rui Oliveira em 2025 apresenta algumas novidades importantes. Preparem-se para vê-lo sprintar mais vezes e com maior responsabilidade em corridas de uma semana. A abertura será no Tour Down Under, regressa à Europa via Volta ao Algarve, à qual se segue o período de clássicas do Norte. Aí será um dos tenentes de Tadej Pogacar, que regressa ao pavê após ganhar a Ronde em 2022. É garantido que entre Harelbeke, Gent e Volta à Flandres teremos Rui Oliveira ao serviço do fenómeno esloveno. “O meu principal objetivo é ganhar uma corrida na estrada. Em 2024 estive três ou quatro vezes pertinho, sei que sou capaz de ganhar uma corrida e é isso que falta para me assumir. É preciso oportunidades e este ano a equipa deu-me um calendário onde vou liderar as corridas ao sprint e vou tentar agarrar essa oportunidade.” Rui Oliveira ao TopCycling. Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse Bypass às “grandes” O bypass às “grandes” tem lógica, já que a equipa tem líderes que apontam à vitória nessas provas. Para um sprinter que se quer afirmar, as oportunidades são escassas nesse contexto orientado para a classificação geral. Rui Oliveira recorda o Giro de Itália da passada temporada, onde trabalhou para a vitória final de Tadej Pogacar. “Tínhamos o objetivo de ganhar com o Tadej, mas também ambições de ganhar com o Molano ao sprint. Pesa muito fazer os sprints e noutros dias trabalhar na frente, a sobrecarga é enorme. Este ano optamos por fazer mais corridas de uma semana e ter mais oportunidades nas chegadas rápidas. Algumas com o Molano onde vou estar 100 por cento para ele, mas quando não estiver com ele terei o meu lugar no sprint e é aí que me quero afirmar.” Rui Oliveira ao TopCycling. Se quiserem saber mais pormenores basta clicarem no vídeo e conferirem na íntegra a conversa com Rui Oliveira. ### O Topcycling falou com Ben O’Connor - "Quero manter o nível, mas ser mais consistente" Ben O'Connor chega à Jayco após liderar uma equipa francesa no Tour de France. Vice-campeão mundial quer afirmar o estilo australiano e o TopCycling foi ouvi-lo. O Topcycling esteve no Media Day da Jayco AlUla e aproveitou para conhecer as ambições de Ben O'Connor, referência da equipa para 2025. Os australianos venceram 25 corridas em 2024, quatro delas de nível WorldTour. Perderam Simon Yates, mas as caras novas prometem. Ler mais | Entrevistamos Derek Gee, líder da Israel no Giro O'Connor com o novo maillot da Jayco AlUla.Foto: GreenEDGE O momento de mudar de cenário Ben O’Connor passou quatro anos numa situação caricata: um australiano a liderar uma equipa francesa – algo atípico num ciclismo de índole conservadora e onde muitas vezes nem para a língua inglesa há espaço.   No fim de 2024, o ano mais bem-sucedido da carreira, mudou de equipa e voltou a casa. É reforço da Jayco AlUla por sentir que chegou o momento de mudar de cenário e de cultura. "Passei tempos incríveis em França. Ser um australiano numa equipa francesa é qualquer coisa de diferente e chegou a funcionar. Foi fantástico, mas estava pronto para uma mudança. Como se comunica, como és como pessoa... sempre quis estar numa equipa australiana, era quase criminoso não estar. Sou – espero eu – um dos melhores australianos do pelotão por isso quase sinto que isto é uma necessidade. (...) E depois a estrutura, os equipamentos, a nutrição, é tudo de topo... Mas o lado humano foi o mais importante para mim." Ben O'Connor ao TopCycling. Ler mais | João Almeida quer dar vitória aos portugueses no Algarve O'Connor liderou 13 dias na Vuelta.Foto: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Margem para melhorar no contrarrelógio Sem medo da pressão nem das comparações com Simon Yates, até porque “não é pressão maior do que liderar uma equipa francesa no Tour de France”. O corredor de 29 anos completou na Vuelta a tripla de etapas ganhas nas "grandes". Na bagagem traz triunfos, mas sobretudo a tranquilidade de saber que foi capaz de liderar uma estrutura tradicional e forte como a Decathlon Ag2r. "Ser líder é uma maneira diferente de correr, tens muita responsabilidade, tanto pessoalmente como na equipa. E tens de estar bem na estrada. Precisas de confiança e que os colegas confiem em ti, eles precisam de saber que estão a trabalhar para alguma coisa. O processo de ganhar a confiança dos colegas é algo prolongado por toda a época e tens de fazer as coisas funcionar, em todo o lado. Isso é algo que trago comigo de França, aprendi bastante sobre essa gestão (...) Sobre ser o substituto do Simon… somos ciclistas diferentes, ele também já ganhou mais. Estou em progresso, a evoluir e ainda não atingi o meu ponto alto." Ben O'Connor ao TopCycling. Em 2024 foi 4.º no Giro, 2.º na Vuelta e 2.º no Mundial. Uma grande época que acredita poder superar, até porque tem margem para melhorar no contrarrelógio. "É algo que pode ser explorado com melhoramentos nos testes. Estou entusiasmado para ver como corre. Na Vuelta fiz alguns dos meus melhores números, se conseguir transportar isso para outras corridas estou numa boa posição. (...) Quero ter o mesmo nível, mas ser mais consistente. Quero ganhar no WorldTour, é outro objetivo. Depois ir ao Tour e não ter nada a correr mal como nos últimos anos. Sei que consigo andar bem lá, só tenho de não fazer erros. Já fui 4.º e acho que posso repetir, no mínimo. Depois, a Vuelta, não tenho a certeza, mas gosto da ideia de duas Grandes Voltas. Em relação à equipa, um pódio numa grande e cerca de 30 vitórias seriam ótimos números." Ben O'Connor ao TopCycling. Ler mais | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 Créditos da fotografia de destaque: GreenEDGE Cycling ### Wout Van Aert - Calendário de estrada inclui presença na Volta ao Algarve 2025 O jornal belga Het Laatste Nieuws, revelou o calendário de Wout van Aert na estrada para 2025 após findar a sua temporada de ciclocrosse. Van Aert vai repetir a presença na Volta ao Algarve, antes das clássicas do empedrado e da dobradinha Giro/Tour. UCI Elite Cyclo-Cross World Cup 2024 - Cyclocross - Benidorm - Menís Elite - 21/01/2024 - Wout Van Aert (BEL - Team Visma - Lease a Bike) - photo Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2024 Volta ao Algarve nos planos do belga Uma das corridas que van Aert vai fazer em preparação e antes de se iniciar nas grandes clássicas do empedrado é novamente a Volta ao Algarve que vai para a estrada de 19 a 23 de fevereiro. Depois da estreia na algarvia em 2024 onde venceu a terceira etapa e fez sétimo à geral, o ciclista belga vai marcar novamente presença num calendário com ênfase nas clássicas do empedrado e nas Grandes Voltas. Créditos: João Fonseca Photographer Dobradinha Giro/Tour depois dos Monumentos Van Aert tem previsto um calendário semelhante ao que tinha na temporada de 2024 quando foi forçado a alterar os planos depois de uma violenta queda na Através da Flandres. Tendo terminado a temporada de clássicas mais cedo e falhado o Giro, um dos seus grandes objetivos da passada temporada devido a esta queda, van Aert vai novamente apostar na dobradinha Giro/Tour depois de uma atarefada época de clássicas do empedrado. Foto: A.S.O. Pauline Ballet Estreia em 2025 na Clássica Jaén Tendo ainda previstas duas corridas de ciclocrosse esta temporada - Benidorm e Maasmechelen - van Aert deverá fazer um último estágio de pré-temporada antes da estreia na estrada a 17 de fevereiro na Clássica Jaén. Depois vai até à Volta ao Algarve antes de se iniciarem os primeiros objetivos da época, o Fim de Semana de Abertura e os Monumentos do empedrado. Há ainda a destacar a ausência da Milão-Sanremo e da Strade Bianchi, duas corridas já ganhas pelo belga e a presença na Amstel Gold Race, corrida que venceu em 2021. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Calendário completo de Van Aert: 19 janeiro: Taça do Mundo de ciclocrosse - Benidorm 25 de janeiro: Taça do Mundo de ciclocrosse - Maasmechelen 17 de fevereiro: Clássica Jaén 19-23 de fevereiro: Volta ao Algarve 1 de março: Omloop Het Nieuwsblad 2 de março: Kuurne-Brussel-Kuurne 28 de março: E3 Saxo Classic 30 de março: Gent-Wevelgem 2 de abril: Dwars door Vlaanderen 6 de abril: Tour of Flanders 13 de abril: Paris-Roubaix 20 de abril: Amstel Gold Race 9 de maio -1 de junho: Giro d'Italia 5 a 27 de julho: Volta à França ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 9.ª Ronda – Dendermonde A nona ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse levou os ciclistas até Dendermonde onde encontraram um autêntico festival de lama. O percurso, além de lamacento, tinha muitas partes onde era preciso sair da bicicleta num dia em que os crossistas tiveram de sofrer muito e lutar principalmente contra eles próprios. Foto: Flanders Classics Corrida Feminina - L de Lucinda e Lamaçal A corrida feminina rapidamente fez as primeiras diferenças com o percurso de Dendermonde a separar as ciclistas desde a primeira curva. Lucinda Brand, líder da Taça do Mundo, liderou a primeira volta, tendo Puck Pieterse e Zoe Backstedt como mais diretas perseguidoras. Puck Pieterse conseguiu juntar-se à frente da corrida na segunda volta mas por pouco tempo já que Brand estava num dia super e rapidamente a deixou para trás. Foto: Flanders Classics Em recuperação vinha Fem van Empel que veio de décima a terceira e pôs pressão no segundo posto de Pieterse. Lucinda Brand fez uma corrida praticamente sem erros e venceu a dura prova de Dendermonde. Pieterse resistiu à pressão de van Empel e beneficiou de dois furos da campeã do mundo terminando no segundo posto. Vídeo resumo corrida feminina https://youtu.be/nLEchn7JWc8?si=NgLfi9HFIV5p5idP Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1BRAND LucindaBaloise Glowi Lions55:082PIETERSE PuckFenix-Deceuninck0:303VAN EMPEL FemVisma-Lease a Bike0:414BAKKER ManonCrelan - Corendon1:265BACKSTEDT Zoe 1:496VAN DER HEIJDEN IngeCrelan - Corendon2:267BENTVELD LeoniePauwels Sauzen - Cibel Clementines2:368NORBERT RIBEROLLE MarionCrelan - Corendon3:099CANT SanneCrelan - Corendon3:1110BETSEMA DenisePauwels Sauzen - Cibel Clementines3:13 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda2552VAN EMPEL Fem1943BACKSTEDT Zoe1744SCHREIBER Marie1635VAS Blanka Kata1626VAN DER HEIJDEN Inge1607ALVARADO Ceylin Del Carmen1398BENTVELD Leonie1299PIETERSE Puck12610NORBERT RIBEROLLE Marion121 Corrida masculina - Van Aert Dendermonstro Na corrida masculina foram Pim Ronhaar e Toon Aerts que arrancaram melhor sob o olhar de Emiel Verstrynge. Wout van Aert rapidamnete se juntou ao trio da frente e com Verstrynge fugiram da demais concorrência. Van Aert isolou-se na frente ainda na segunda volta deixando para trás Verstrynge que fez a melhor corrida da temporada. Atrás Toon Aerts lutava pelo último lugar do pódio. Van Aert estava super e sem cometer grandes erros venceu pela segunda vez no fim de semana com 1'20 de vantagem para Verstrynge. Joran Wiseure ultrapassou Toon Aerts, que se aproximou da liderança da Taça do Mundo, e conquistou o último lugar no pódio. Vídeo resumo corrida masculina https://youtu.be/tHXKFuas0Fc?si=9B5mGyctWuT9TOUC Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1VAN AERT WoutVisma-Lease a Bike1:02:492VERSTRYNGE EmielCrelan - Corendon1:203WYSEURE JoranCrelan - Corendon1:414AERTS ToonDeschacht - Hens - FSP1:525VANTHOURENHOUT MichaelPauwels Sauzen - Cibel Clementines2:246RONHAAR PimBaloise Glowi Lions2:437KUHN KevinCharles Liégeois Roastery CX2:498NYS ThibauBaloise Glowi Lions3:149MASON CameronSeven Racing3:1510HENDRIKX MeesHeizomat Radteam p/b Herrmann3:35 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael2102AERTS Toon1863WYSEURE Joran1514RONHAAR Pim1425VANDEPUTTE Niels1256ISERBYT Eli1247VAN DER POEL Mathieu1208VERSTRYNGE Emiel1189VAN DER HAAR Lars11510NYS Thibau112 A Taça do Mundo segue até Espanha para a ronda de Benidorm (19 de janeiro) uma semana depois dos campeonatos. ### Superprestige | Rescaldo Ronda 7 – Gullegem  A sétima ronda do Superprestige levou os ciclistas a Gullegem, para um percurso recente que se disputa desde 2018. Na penúltima ronda do trofeu, foram dois nomes conhecidos a levantar os braços: Lucinda Brand e Wout van Aert. Foto: Flanders Classics Corrida masculina – O regresso A prova demorou a definir-se. Até à quarta volta, eram muitos os corredores que seguiam no grupo da frente ou perto dele. Apenas na quarta volta chegou a primeira movimentação com impacto: Wout van Aert pegou no ritmo, e só Vanthorenhout é que seguiu.   Eventualmente, Eli Iserbyt e Wyseure conseguiram fazer a junção aos dois da frente. Na sétima volta, novo ataque de Van Aert. Desta feita, foi Iserbyt o único a seguir o homem da Visma | LAB.   Créditos: UCI CX World Cup Os dois entraram isolados na última volta, mas dois incidentes de corrida – um mecânico, e outro técnico - deixaram Iserbyt para trás e Wout van Aert seguiu isolado para a vitória no seu regresso à competição.   Iserbyt terminou em segundo, e Vanthorenhout fechou o pódio, numa corrida que viu Vandeputte dar um salto na classificação geral do Superprestige. Vídeo resumo da corrida masculina https://www.youtube.com/watch?v=PJT6dc9iJYU&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 VAN AERT Wout Team Visma | Lease a Bike 1:01:25 2 ISERBYT Eli Pauwels Sauzen - Cibel Clementines 0:10 3 VANTHOURENHOUT Michael Pauwels Sauzen - Cibel Clementines 0:31 4 WYSEURE Joran Crelan - Corendon 0:40 5 VANDEPUTTE Niels Alpecin-Deceuninck Development Team 1:03 6 KAMP Ryan  1:07 7 ORTS Felipe Ridley Racing Team “ 8 VERSTRYNGE Emiel Crelan - Corendon 1:08 9 MASON Cameron Seven Racing 1:14 10 VAN DER HAAR Lars Baloise Glowi Lions 1:34  Top 10 da Classificação geral do Superprestige Posição Ciclista Equipa Pontos 1 VANDEPUTTE Niels Alpecin-Deceuninck Development Team 85 2 VAN DER HAAR Lars Baloise Glowi Lions 75 3 VANTHOURENHOUT Michael Pauwels Sauzen - Cibel Clementines 70 4 SWEECK Laurens Crelan - Corendon 62 5 ORTS Felipe Ridley Racing Team 62 6 WYSEURE Joran Crelan - Corendon 60 7 ISERBYT Eli Pauwels Sauzen - Cibel Clementines 43 8 NYS Thibaut Baloise Glowi Lions 36 9 KUHN Kevin Charles Liégeois Roastery CX 32 10 AERTS Toon Deschacht - Hens - FSP 32  Corrida feminina - Recuperação incrível A prova começou num ritmo forte e rapidamente se definiu um trio na frente, com Ceylin Alvarado, Zoe Backsted e Bentveld. Seguiram juntas até à quarta volta, quando Alvarado atacou na zona de troca de bicicletas.  Backsted conseguiu responder, mas Bentveld perdeu o contacto. Atrás, Lucinda Brand vinha em recuperação e ainda durante a quarta volta conseguiu juntar-se às duas da frente.  Na parte inicial da última volta, Brand decidiu testar as águas. Alvarado respondeu, mas o ritmo era alto de mais e lentamente perdeu o contacto – foi a movimentação decisiva, e a experiente neerlandesa seguiu sozinha para uma vitória tremenda.  Foto: Flanders Classics Atrás, Backsted entrou em gestão e chegou ainda à roda de Ceylin Alvarado. As duas disputaram o segundo lugar no sprint incrível, vencido por Zoe Backsted pela margem miníma.  Lucinda Brand recuperou, assim, o primeiro lugar da classificação geral do Superprestige. A competição entra na ronda final com tudo para uma disputa emocionante: Alvarado é segunda, a um ponto de distância da compatriota. Vídeo resumo da corrida feminina https://www.youtube.com/watch?v=khtw-64tqIk&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 BRAND Lucinda Baloise Glowi Lions 0:44:22 2 BACKSTEDT Zoe CANYON//SRAM zondacrypto 0:06 3 ALVARADO Ceylin Del Carmen Fenix-Deceuninck “ 4 BENTVELD Leonie Pauwels Sauzen - Cibel Clementines 0:39 5 NORBERT RIBEROLLE Marion Crelan - Corendon 1:30 6 VAN ALPHEN Aniek Seven Racing 1:47 7 CANT Sanne Crelan - Corendon 2:42 8 KASTELIJN Yara Fenix-Deceuninck 2:54 9 FRANCK Alicia De Ceuster - Bouwpunt 3:03 10 LANGENBARG Puck Fenix-Deceuninck Development Team 3:20  Top 10 da Classificação geral do Superprestige  Posição Ciclista Pontos 1 BRAND Lucinda 100 2 ALVARADO Ceylin Del Carmen 99 3 VAN DER HEIJDEN Inge 65 4 VAN ALPHEN Aniek 55 5 BENTVELD Leonie 50 6 CASASOLA Sara 49 7 CANT Sanne 42 8 NORBERT RIBEROLLE Marion 34 9 VERDONSCHOT Laura 33 10 VAN EMPEL Fem 28  ### Editorial - Topcycling é uma marca que bateu recordes em 2024 Nunca escrevi um artigo editorial no Topcycling, perdoem-me se o título é um pouco "convencido", mas quando trabalhamos para ter resultados e os conseguimos, que desfrutemos um pouco dessa glória. No mundo digital os números não são tudo, mas têm a sua quota de importância, sinceramente o que dá mais orgulho no Topcycling é ter o tráfego impressionante que temos, fazendo as coisas como fazemos. Conteúdo original, desenvolvido de raiz por nós, sem muitos recursos e o mais importante, sem necessidade de recorrer ao "clickbait" ou às notícias "sem sumo". Home page do website www.topcycling.pt Em 2024 o Topcycling cresceu em todas as plataformas e redes sociais (e são muitas: temos páginas de Facebook, Instagram, "X", Youtube, clube Strava e ainda uma Newsletter, além do website), levamos a língua portuguesa mais longe, pois somos consultados numa grande variedade de países em todo mundo, seja por emigrantes ou por pessoas que nos traduzem através do Google para consultar o nosso conteúdo. O Topcycling no Instagram. Manter a máquina em movimento 365 dias por ano, acreditem que não é fácil. As notícias não têm horário, não têm feriados, fins de semana ou férias, há notícias todos os dias, a qualquer hora e no mundo digital tudo acontece muito rápido. Entrevista TopCycling com António Morgado, no canal Youtube. Somos diferentes porque não nos limitamos a dar ou replicar notícias, fazemos "cozinha caseira", mais apurada, mais original e mais saborosa. Graças ao nosso empenho, paixão e muitas vezes sacrifício, temos um website onde quem gosta de ciclismo e bicicletas pode encontrar entrevistas com os melhores ciclistas do mundo, trabalhos com as melhores equipas do mundo, testes e reviews de bicicletas e equipamento, resumos rápidos das competições mais importantes nas vertentes de Estrada, Ciclocrosse, BTT e Gravel, além de encontrar calendários das competições profissionais e de eventos de ciclismo para amadores. Como em todos os projetos e empresas de sucesso, o segredo está nas pessoas que os desenvolvem, por isso, obrigado aos que tornam isto possível, ao Gonçalo Moreira (editor), ao André Pinho (redator), ao Bruno Antunes (redator), ao Marco Miguel (fotógrafo), ao Jorge Branco (fotógrafo e designer), ao Bruno Conceição (web design), ao José Carmo (mecânico de bicicletas), ao Edgar Santos (treinador de ciclismo) e ao homem da newsletter. André Pinho Bruno Antunes Gonçalo Moreira Hoje em dia é tudo muito efémero, faz-se um trabalho que demorou semanas a produzir e este só dura dois ou três dias. Isto não é bom nem mau, são os dias de hoje, onde se consome conteúdo muito rapidamente. É precisamente por isso que quero recordar alguns trabalhos fantásticos que conseguimos este ano: - Conversa com o António Morgado - Conversa com Afonso Eulálio - Conversa com Ivo Oliveira - Diários dos Sub-23 portugueses - Conversa com Jonathan Milan - Conversa com Ricardo Scheidecker - Dentro da Visma Lease a bike durante a Vuelta - Conversa com Gabriel Martins, nutricionista da Visma Lease a Bike - Teste da nova Trek Madone no dia do lançamento mundial - Teste da nova Specialized Epic 8 no dia do lançamento mundial - Teste às duas gravel da Cervélo: Cervélo Áspero e Cervélo Rouvida (eléctrica) - Mostrámos como ir ver e participar no Paris-Roubaix - Mostrámos como preparar e participar numa prova de ciclismo de ultra-distância São só alguns destaques, porque utilizando o ícone de pesquisa na homepage do Topcycling com assuntos que vos interessem, poderão ficar surpreendidos com o que vão encontrar. Costumo dizer meio a brincar, meio a sério: "Há muito mais no Topcycling do que possas imaginar." Vídeo resumo do ano 2024 Topcycling https://youtu.be/hRQdaSHRpXs?si=4zluOp1X5psqUvoc Melhorámos e continuaremos a melhorar, sempre com um foco muito forte em tentar trazer aquilo que o fã do ciclismo e das bicicletas gosta de ver, para solidificar ainda mais a marca Topcycling no mundo digital, uma marca portuguesa, feita por portugueses, que escreve em português e que é vista em todo o mundo. Termino com um grande obrigado a todos os que nos vêem e lêem, sem vocês desse lado nada disto faria sentido, valorizem o que é nosso, orgulhem-se do que é nosso. Obrigado por pedalarem connosco neste percurso incrível! Ajudem-nos a melhorar Todo o conteúdo no Topcycling é disponibilizado ao leitor/consumidor de forma gratuita, é esse o nosso principal desafio, manter o projeto vivo, a crescer e a melhorar sem necessidade de cobrar a quem lê. Por isso toda a vossa interação é importante para nós, as partilhas, os gostos, os comentários, é esse o único pagamento que vos pedimos, a vossa participação neste sentido. Como tal, deixamos um pequeno questionário que nos ajudará a conhecer melhor quem está desse lado, são somente dois minutos. Como é o ciclismo para vocês? Preenche o Questionário Topcycling 2025 clicando aqui Feliz 2025 a todos, Luís Beltrão ### Nélson Oliveira celebra 10 anos na Movistar Nélson Oliveira com o TopCycling na Comunidade Valenciana para o balanço de 2024 e projetar mais uma época na Movistar com o Tour de France no horizonte. Já perdi a conta às conversas com Nélson Oliveira desde que, em 2010, foi para Xacobeo Galicia, depois viriam RadioShack, Lampre-Merida e Movistar. São 10 anos na estrutura espanhola, que este em 2025 celebra a 46.ª campanha. Do atual plantel só Nairo Quintana, Jorge Arcas e António Pedrero têm tanto tempo de casa como o português. “Os anos vão passando e os números vão aumentando”, comenta um Nélson Oliveira que aparenta a mesma frescura de sempre. O anadiense é o mais veterano da Movistar, superando por meses o italiano Davide Cimolai. “Noto a passagem do tempo pelos companheiros; vão uns e vêm outros. Chegamos à mesa e desde que comecei só há dois ou três que estão aqui. O tempo vai passando e vamos notando. Aqui já me tratam como uma família, estão contentes comigo. Para já vejo-me a correr porque estou bem fisicamente, sinto-me com vontade de treinar, tenho a responsabilidade de treinar todos os dias. Provavelmente mais do que tinha quando era mais jovem. A idade é outra, a responsabilidade é outra, se calhar o medo de falhar também é outro. Tento dar tudo nos treinos para que esse medo não se torne uma realidade.” Nélson Oliveira ao TopCycling. Ler mais | Dez anos de Movistar para Pedrero, Quintana, Oliveira e Arcas.Foto: Rafa Gomez/SprintCycling "Trabalho, alimentação e disciplina" A estrutura liderada por Eusebio Unzué já não é a todo-poderosa equipa que ganhava o Tour de France nos anos 80 e 90. Os orçamentos dispararam e a Movistar está bem abaixo de UAE Emirates, Red Bull Bora hansgrohe, Ineos Grenadiers e Visma Lease a Bike. Mesmo assim resiste e renovou o patrocínio com a Telefónica até ao final de 2029, no qual se cumprirão 19 temporadas de união com a empresa de telecomunicações. É a evolução natural de um desporto que vivia no relativo amadorismo em muitos aspetos e que se profissionalizou. Num WorldTour rejuvenescido Nélson Oliveira persiste. “O ciclismo evoluiu muito, a maneira de correr e de treinar também. Há sempre aspetos que temos que melhorar. Há uns anos não comíamos o que comemos agora, ou seja, havia uma filosofia diferente do que era a nutrição em corrida, nos treinos. A nível nutricional evoluímos, há mais energia no corpo e isso reflete-se nos números. Nos últimos quatro anos os meus números não foram piorando, tenho-me mantido, tem a ver com trabalho, alimentação e disciplina.” Nélson Oliveira ao TopCycling. Não leva uma vida de monge, mas é disciplinado. Desde que é pai tem as rotinas são estabelecidas em função das duas filhas. Nélson tem presente que os pais são os primeiros exemplos para os filhos, ele que aprendeu com Celestino, o patriarca dos Oliveira, o que é ser ciclista. “Em casa tento espairecer, não estamos sempre a falar de ciclismo e essa é uma das coisas que me tem ajudado a manter estes anos focado, a treinar. Não há muito tempo para além da família, o tempo que estou em casa é para aproveitar com as filhas. A não ser que tenha um treino longo, vou buscá-las à escola e já começam as atividades.” Nélson Oliveira ao TopCycling. Em dezembro, o TopCycling esteve na Comunidade Valenciana com a Movistar.Foto: TopCycling "Entre Pogacar e Vingegaard vai haver fogo de artificio" Em 2025 podemos dividir o calendário de Nélson Oliveira em duas partes. Estreia-se na clássica da Figueira, vai ao Gran Camiño – prova galega que parte da área metropolitana do Porto – antes de regressar a Strade Bianche, Tirreno-Adriático, País Basco e Romandia. A segunda parte é construída em torno dos objetivos de Enric Mas. O líder está em fim de contrato e fará Dauphiné e Tour de France, onde já foi 5.º (2020), mas quer subir ao pódio. Por agora, pódios em "grandes" para Enric Mas só na Vuelta, onde já leva três e o mais recente até foi em 2024. Também fechou forte o ano: 8.º no Mundial e 5.º na Lombardia. Só que o Tour é o Tour e a imagem que fica é a dos 20 minutos que perdeu em Pla D’Adet, nos Pirenéus, ou da fuga em que entrou em Plateau de Beille já sem hipóteses de discutir a geral. “Provavelmente irá preparar o Tour de forma diferente. O stress que se vive no Tour é diferente do que se vive na Vuelta. O mediatismo é diferente, provavelmente pode-o afetar ou não, não sei dizer. Tem mantido o rendimento, tem margem de melhora e poderá evoluir em alguns aspetos porque no ciclismo melhorar um por cento já é muito. No Tour já se sabe, entre Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard vai haver fogo de artifício por todo o lado, quando estão os dois é para ver quem faz 3.º mais ou menos.” Nélson Oliveira ao TopCycling. Todos treinam, todos sofrem e as estradas são as mesmas. Curiosamente, em dezembro, quando estive com Nélson Oliveira na Comunidade Valenciana, tanto Pogacar como Vingegaard estavam pela zona a treinar. É lógico querer saber onde é que o esloveno e o dinamarquês marcam a diferença para os rivais. “É o método de treino, a fisionomia, o ADN. São melhores do que os outros em muitas coisas, mas não em tudo. Pões o Vingegaard a fazer um contrarrelógio de um dia e não o faz tão bem como numa grande Volta. O Pogacar também não vai ganhar um contrarrelógio no Mundial… até ver. Ao lado do Ganna ou do Remco é favorito, mas não como no Tour.” Nélson Oliveira ao TopCycling. O TopCycling com Oliveira e Guerreiro no Hotel Golf La Galiana.Foto: TopCycling Ganhar uma corrida A fechar, dois dados: é o ciclista no ativo que há mais dias consecutivos compete (208 dias, o último abandono foi na Volta ao País Basco, em 2022) e tem umas incríveis 21 grandes Voltas iniciadas e concluídas. Pedimos a Nélson Oliveira para partilhar os segredos da receita da regularidade ao serviço da Movistar. “Não há receita. É não ter azares, saber o que estamos a fazer e seguir para a frente sem pensar em muita coisa. Não tenho tido azares ao ponto de abandonar.” Nélson Oliveira ao TopCycling. São 33 anos, mas o espírito é o de qualquer novato. Nélson Oliveira quer ganhar uma corrida, como naquele dia nublado de 2015, em Tarazona, província de Saragoça, quando ligou a "moto" e arrancou de uma fuga numerosa para levar a 13.ª etapa da Vuelta a Espanha. ### Topcycling escolhe os melhores momentos do ciclismo em 2024 O fim de ano é época de balanços e desde o TopCycling quisemos juntar num texto os melhores momentos do ciclismo em 2024. De Pogacar à dupla campeã olímpica no Madison, recorda os instantes em que ficar sentado no sofá se tornou missão impossível. Ler mais | Adeus aos ciclistas que se retiram em 2024 – Qual deixa mais saudades? A glória olímpica  A escolha de Gonçalo Moreira foi um dos momentos mais altos do ciclismo, e do desporto português, em 2024. A conquista do ouro olímpico por Iuri Leitão e Rui Oliveira no Madison coroou a aposta que se vinha a fazer no ciclismo de pista e que já tinha entregue vários títulos europeus e mundiais. Um feito que merece ser engradecido: nunca Portugal tinha obtido uma medalha de ouro olímpica fora do atletismo; e há mais – com a medalha de prata que Iuri Leitão conquistou no Omnium, tornou-se no primeiro atleta olímpico português a trazer para casa duas medalhas na mesma edição dos Jogos. De Paris para a História. Relembre em baixo o momento da conquista portuguesa em Paris, narrado por Gonçalo Moreira e Paulo Martins na Eurosport Portugal. https://twitter.com/eurosporttv_por/status/1822319203979768295?s=46 Ler mais | Portugal conquista ouro no Madison dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 O solo de 51 km Tadej Pogacar foi – de longe – o nome maior do ciclismo internacional em 2024. Foram tantos os momentos de domínio que se torna difícil destacar só um. Luís Beltrão tentou fazer isso mesmo e escolheu a vitória do esloveno no campeonato do mundo como um dos momentos do ano.  Quando faltam adjetivos para um ciclista, podemos sempre recorrer à única comparação que faz sentido: foi à Mercx que Pogacar venceu a camisola do arco-íris. Depois de uma época inteira a quebrar barreiras difíceis de imaginar, pôs a corrente no prato grande e lá foi ele: atacou a 100 km, partiu a corrida e fez um solo de 51 km em Zurique. Um dos melhores solos de sempre, num dos maiores palcos do ciclismo mundial e com direito a completar a Tripla Coroa vencendo Giro, Tour e Mundial no mesmo ano. Senhoras e senhores, Tadej Pogacar. https://youtu.be/USnu3GwGObg?si=7W_DVkmGsD2oDBD5 Ler mais | Campeonato do Mundo – Que recital de Pogacar O dia D no Tour de France Femmes A etapa oito do Tour de France feminino – a escolha de Bruno Antunes – teve contornos de conto épico. Foi o culminar de uma série de circunstâncias que elevaram um momento ao panteão do ciclismo: a campeã do ano anterior que foi “abandonada pela equipa”, uma craque em ano de afirmação e uma futura estrela que se intrometeu na luta pela camisola mais valiosa do mundo – e com o fim no Alpe D’Huez, uma das subidas mais icónicas do desporto.   Com Katarzyna Niewiadoma na liderança, cabia a Demi Vollering mexer para tentar recuperar a camisola amarela que tinha ganho no ano anterior. Conseguiu abrir o espaço, acompanhada da compratiota Pauliena Rooijakkers. O resto da etapa foi um braço de ferro brutal entre Vollering e Niewiadoma.  A etapa foi para a neerlandesa, mas Niewiadoma segurou a liderança da geral por quatro segundos, num dos finais de uma Grande Volta mais emocionantes do passado recente. Rooijakkers foi terceira, a 10 segundos da polaca. Ler mais | Tour de France feminino: Etapa 8 – Final épico Créditos: A.S.O. / Charly Lopez A melhor performance de sempre Nos momentos do ciclismo em 2024 tem que haver espaço para dose dupla de Tadej Pogacar. A escolha de André Pinho recai no dia em que o impossível foi banalizado e se estabeleceram novos tetos para aquilo que podemos esperar dos aliens do nosso desporto – etapa 15 do Tour de France, com fim em Plateau de Beille.  Uma etapa brutal, com quatro contagens de primeira categoria e fim no topo de uma contagem de categoria especial. O esloveno da UAE Team Emirates seguia na liderança e a fórmula da Visma | Lease a Bike para levar Jonas Vingegaard à amarela era simples: explorar aquela que se achava a fraqueza de Pogacar – etapas em dias quentes, endurecidas desde o início.  O plano saiu furado. Vingegaard conseguiu atacar, aplicando números incríveis de w/kg, raramente antes vistos. Na memória, vai ficar a imagem do dinamarquês em sofrimento enquanto o esloveno seguia na sua roda, tranquilo, sem as mãos no guiador enquanto se hidratava. Pouco tempo depois contra-atacou e seguiu sozinho para – discutivelmente – a melhor performance já alguma vez vista no que toca aos w/kg gastos. Carimbou o terceiro Tour de France nesse dia. Ler mais | Tour de France 2024 | Crónica da Etapa 15 | Dia de KO? Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Menções honrosas Quatro momentos seriam sempre escassos para tão rica época, vai daí quisemos deixar algumas menções honrosas no livro de honra do ciclismo em 2024. João Almeida 4.º no Tour de France – melhorou o 5.º lugar de José Azevedo (2004) e aproximou-se dos pódios de Joaquim Agostinho. João Almeida também se converteu no primeiro português a fechar as três Grandes Voltas no top 5. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Quedas que condicionaram o ano – Van Aert e Pedersen na Dwars door Vlaanderen, o que precipitou o domínio de Van der Poel nas clássicas do Norte; no País Basco azar para Evenepoel, Roglic e Vingegaard que deixou Pogacar mais à vontade no Tour. Não foi dos melhores momentos de 2024, mas foi dos mais importantes. Vitória 35 de Mark Cavendish no Tour de France – ultrapassou Eddy Mercx e tornou-se no ciclista mais vitorioso de sempre na Grande Volta francesa.  Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Remco nos Jogos Olímpicos – a dupla vitória no contrarrelógio e na corrida de estrada foi celebrada com uma foto para a eternidade, Remco e a Specialized na linha de meta, com a Torre Eiffel como cenário.  Grace Brown sai pela porta grande – a australiana culminou uma carreira incrível com a vitória nos Jogos Olímpicos, depois de já ter vencido nos Mundiais. Créditos: Dario Belingheri/Getty Images António Morgado 5.º na Volta à Flanders – a melhor classificação de sempre de um português no Monumento belga.  A corrida de XCO dos Jogos Olímpicos – disputa tremenda entre Vitor Koretzky, que corria em casa, e Tom Pidcock, campeão em título. Tudo se decidiu na última volta. Um dos melhores momentos do ciclismo em 2024. Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Superprestige | Rescaldo Ronda 6 – Diegem O Superprestige recebeu uma das suas rondas mais icónicas com o crosse noturno de Diegem onde os ciclistas cumpriram todas as expetativas e mostraram espetáculo. Nesta que foi a sexta de oito rondas, os/as crossistas encontraram o já habitual percurso muito técnico com saltos, areia e curvas apertadas. Foto: Flanders Classics Corrida feminina - Um ponto separa as líderes A corrida feminina começou com Ceylin Alvarado a mostrar ao que veio. A ciclista neerlandesa começou muito forte e liderou a primeira volta, sendo seguida por Lucinda Brand e van der Heijden. As três ciclistas seguiram juntas na frente afastando-se da demais concorrência quando, na volta três, Brand atacou e descarregou Heijden. A partir daqui começou uma intensa batalha entre Alvarado e Brand, que lutaram pela vitória em Diegem e pelo primeiro posto na classificação geral do Superprestige. Foto: Flanders Classics Lucinda Brand conseguiu sair por cima e vencer o Superprestige de Diegem. Alvarado terminou a prova no segundo posto e Heijden fechou o último lugar do pódio. Lucinda Brand recuperou um ponto a Alvarado que se mantém no primeiro lugar com mais um ponto apenas que Brand. Foto: Flanders Classics Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/4n2vxSj79js?si=GQWgaBl7uXCZaZKw Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1BRAND Lucinda48:162ALVARADO Ceylin Del Carmen0:293VAN DER HEIJDEN Inge1:044BENTVELD Leonie2:115CANT Sanne2:376VAN ALPHEN Aniek2:547BORGHESI Letizia3:128KAY Anna3:309MACLEAN-HOWELL Ella4:0610TRUYEN Marthe4:16 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1ALVARADO Ceylin Del Carmen862BRAND Lucinda853VAN DER HEIJDEN Inge654CASASOLA Sara495VAN ALPHEN Aniek456BENTVELD Leonie387CANT Sanne338VERDONSCHOT Laura339VAN EMPEL Fem2810NORBERT RIBEROLLE Marion23 Corrida Masculina - Espetáculo em Diegem Com as ausências de Van der Poel e van Aert, Diegem ia coroar outro vencedor que não as superestrelas da estrada desde Sven Nys em 2013. A corrida masculina começou com um percalço logo na primeira curva que atrasou alguns ciclistas entre os quais Thibau Nys. Vanthourenhout, Tibor del Grosso, Laurens Sweeck e Felipe Orts formaram um quarteto na frente, perseguido por Nys numa grande recuperação. Foto: Flanders Classics A corrida manteve-se muito em aberto e os crossistas entraram na festa e mostraram espetáculo para o público num dia espetacular de ciclocrosse. Na entrada para a última volta havia ainda oito ciclistas separados por poucos segundos. Laurens Sweeck foi o mais forte e coroou uma corrida verdadeiramente espetacular. Niels Vandeputte acabou no segundo lugar e Thibau Nys, com um problema mecânico nos metros finais, terminou na terceira posição. Foto: Flanders Classics Vídeo resumo da corrida masculina https://youtu.be/fDUh_GiTIkk?si=nf_E-2gG1CmiBPBC Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1SWEECK Laurens57:082VANDEPUTTE Niels0:023NYS Thibau0:074DEL GROSSO Tibor0:135ISERBYT Eli0:156VAN DER HAAR Lars0:187KAMP Ryan0:298ORTS LLORET Felipe0:379MICHELS Jente0:5410VERMEERSCH Gianni1:23 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANDEPUTTE Niels742VAN DER HAAR Lars693SWEECK Laurens604VANTHOURENHOUT Michael575ORTS LLORET Felipe536WYSEURE Joran477ISERBYT Eli468NYS Thibau439MICHELS Jente3210KUHN Kevin32 O Troféu Superprestige segue para Gullegem onde dia quatro de janeiro se corre a penúltima ronda. ### Adeus aos ciclistas que se retiram em 2024 - Qual deixa mais saudades? Com o fim de 2024, chegaram ao fim também carreiras de alguns dos mais célebres ciclistas que gracejavam o nosso desporto, que agora entram na reforma. O Topcycling assinala a despedida aos atletas das duas rodas que vamos deixar de ver na estrada em 2025.  Ler mais | A despedida de Mark Cavendish Rigoberto Urán O colombiano é o primeiro de alguns nomes de destaque que se reforma no fim de 2024. Uma das personagens mais caricatas do pelotão durante largos anos, despede-se da estrada com 14 vitórias - quatro delas em Grandes Voltas – e dois pódios no Giro D’Italia.  Em agosto, antes do início da Vuelta, o Topcycling teve oportunidade de falar com Rigo, em conferência de imprensa de antevisão da Grande Volta, e aproveitou para perguntar sobre a retirada que já se antevia: Há muitos sentimentos, em muito relacionados também com a equipa, que é como uma família. Um pouco de nostalgia e alegria. O ciclismo é cada vez mais perigoso, a velocidade é muito alta, há muito risco, muitas quedas - daí a alegria. Rigoberto Urán Créditos: Unipublic/Cxcling Grace Brown Falar do ciclismo feminino em 2024 é falar de Grace Brown. Vencer a Liége-Bastogne-Liége, e os contrarrelógios dos Campeonatos do Mundo e dos Jogos Olímpicos seriam pontos altos da carreira de qualquer ciclista: a australiana conseguiu todas estas conquistas (entre outras) em 2024 – ano em que se decidiu retirar.  Só chegou ao ciclismo em 2018, depois de fazer a transição do atletismo, mas veio mais que a tempo. Termina a carreira com 26 vitórias, e uma época que fez todos os adeptos da modalidade perguntar: “Porque se reforma agora?” A própria respondeu a essa pergunta: “Sei que podia ter muitos mais anos no ciclismo, mas tenho muitas saudades da minha vida na Austrália com o meu marido, a minha família e os meus amigos. É algo cada vez mais difícil de deixar para trás” Grace Brown Créditos: A.S.O./Charly Lopez Thomas de Gendt O belga é figura de culto no ciclismo. Mestre das fugas, capaz de animar qualquer etapa de transição num Grande Volta. Termina a carreira com 17 vitórias - 16 delas no WorldTour. Picou o ponto nas três Grandes Voltas e nas maiores corridas de uma semana. As vitórias no Mount Ventoux e no Stelvio ficaram guardadas nas memórias de muitos adeptos pelo mundo fora.  Disse, na altura da reforma, estar “orgulhoso” do que conseguiu: “Também estou muito feliz por ter conseguido decidir por mim quando parar. Muitos não têm essa oportunidade”. Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Audrey Cordon-Ragot Uma das melhores ciclistas francesas da sua geração termina a sua carreira após 16 anos ao mais alto nível. Especialista em corridas de um dia e no contrarrelógio, dá descanso à bicicleta depois de uma carreira onde amealhou 21 vitórias.  Dessas vitórias destacam-se os nove (!) títulos nacionais franceses. Cordon-Ragot venceu por duas vezes a corrida de estrada, mas dominou por completo a prova do contrarrelógio, com sete vitórias nos últimos 10 anos. Créditos: A.S.O/Thomas Maheux Edvald Boassen Hagen Um dos ciclistas mais vencedores da década de 2010. O norueguês, que foi um ciclista versátil com uma ótima ponta final, termina a carreira em 2024 com um total de 81 vitórias.  Destacam-se três etapas no Tour de France, cinco no Criterium du Dauphiné e uma Gent-Wevelgem. Na retirada, o Boassen Hagen afirmou estar “orgulhoso” do que conseguiu durante a carreira: “Há uma altura para tudo, e depois de 17 anos no pelotão profissional, estou contente com o que alcancei durante a minha carreira”. Créditos: A.S.O./Aurélien Vialatte Outros destaques que seguem para a reforma Para além dos cinco nomes já mencionados, aos quais se juntam Mark Cavendish e Peter Sagan, há mais alguns que merecem ser destacados pelo que conseguiram – ou pelo que apaixonaram – durante as suas carreiras:  Simon Geschke - Créditos: A.S.O./Charly Lopez Simon Geschke é um dos nomes obvios: 24 monumentos e 17 Grandes Voltas terminadas, e a carreira coroada com uma vitória no Tour, em 2022. As três vitórias não espelham tudo o que correu na carreira; outro nome que merece destaque é Michael Morkov, o dinamarquês - considerado o melhor lead-out man do pelotão durante largos anos – fez uma das parcerias mais bem-sucedidas da modalidade com Mark Cavendish. Michael Morkov - Créditos: GFR/Marcel Hilger Relembrar ainda dois nomes: Christine Majerus, ciclista há largos anos na SD-Worx – o CEO da equipa chamou-lhe o “ADN” do conjunto neerlandês - termina a carreira com 45 vitórias, e como um dos maiores exemplos de liderança no ciclismo profissional; e ainda Greg Minaar, um dos melhores ciclistas de Downhill da história do desporto. Ler mais | Peter Sagan Pendura a Bicicleta Vale a pena lembrar Todo o espaço parece pouco para relembrar quem deu tudo durante anos para nos fazer vibrar sentados no sofá. Seria, então, sempre obrigatório mencionar os restantes ciclistas que penduram a bicicleta, e entram na reforma em 2025: Robert Gesink: 13 vitórias, e uma lenda da estrutura Visma | Lease a Bike  Andrey Amador: Costa-riquenho retira-se com uma vitória no Giro em 2012  Luis Ángel Maté: quatro vitórias na carreira, duas delas na Volta a Portugal  Gorka Izagirre: nove triunfos, com destaque para etapa no Giro em 2017  Julien Simon: um dos destaques da sua geração em França, venceu 13 vezes.  Domenico Pozzovivo: 13 vitórias de carreira, incluindo etapa no Giro em 2012  Dario Cataldo: termina com vitórias no Giro e Vuelta e uma campeonato nacional  Fabio Felline: termina aos 34 anos com 14 vitórias, duas WorldTour  Lilian Calmejane: retira-se com 32 anos, depois de vencer no Tour e Vuelta  Robert Gesink - Créditos: Unipublic/Cxcling Luís Angel Maté na Volta a Portugal Créditos: Podium Events Dario Cataldo - Créditos: Sam Needham Julien Simon pendurou a bicicleta em Tours. Créditos: A.S.O. Gautier Demouveaux Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Thomas Maheux ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | Resumo da 8.ª Ronda – Besançon A "caravana" da Taça do Mundo de Ciclocrosse viajou até Besançon, França, para disputar a oitava ronda da competição, que se realizou hoje. Deixamos o resumo, vídeos e classificações das corridas de elite feminina e masculina. Corrida feminina Na oitava etapa da Taça do Mundo de Ciclocrosse, a campeã mundial Fem van Empel reafirmou o seu domínio ao conquistar nova vitória com uma exibição à sua imagem. Créditos foto: Flanders Classics A atleta da Jumbo-Visma destacou-se logo no início da corrida, assumindo a liderança e controlando o ritmo até ao final. Van Empel cruzou a meta com um tempo de 52:45, alcançando assim a sua segunda vitória consecutiva na competição. Lucinda Brand (Baloise Trek Lions) ficou na segunda posição, terminando a 37 segundos, enquanto Blanka Kata Vas (SD Worx) completou o pódio a 1:02 da vencedora. Destaque ainda para o regresso de Marianne Vos ao ciclocrosse, após quase dois anos de ausência, que culminou com um quinto lugar, após uma intensa luta com Zoe Backstedt, que terminou em quarto. Com esta vitória, Van Empel aproxima-se ligeiramente da líder da classificação geral, que continua a ser Lucinda Brand. Vídeo resumo da corrida feminina https://youtu.be/lUSluznn2ec?si=sodD9rPmGvDrDmW_ Classificação da Corrida - Besançon PosiçãoNomeEquipaTempo1Fem van EmpelJumbo-Visma52:452Lucinda BrandBaloise Trek Lions+37s3Blanka Kata VasSD Worx+1:024Zoe BackstedtCanyon//SRAM Racing+1:515Marianne VosJumbo-Visma+1:536Ceylin del Carmen AlvaradoFenix-Deceuninck+1:577Inge van der HeijdenCrelan-Corendon+2:098Marion Norbert RiberolleCrelan-Corendon+2:259Célia GeryUCI Cyclocross Team AsBike+2:2910Hélène ClauselUCI Cyclocross Team AsBike+2:40 Classificação Geral da Taça do Mundo de Ciclocrosse (Elite Feminina) PosiçãoNomePontos1Lucinda Brand2152Fem van Empel1693Blanka Kata Vas1474Ceylin del Carmen Alvarado1395Zoe Backstedt1326Marie Schreiber1247Inge van der Heijden1208Puck Pieterse969Marion Norbert Riberolle8410Leonie Bentveld82 Corrida masculina Mathieu van der Poel conquistou a sua quinta vitória consecutiva da temporada na oitava ronda da Taça do Mundo de Ciclocrosse, em Besançon, França. Créditos foto: Flanders Classics O campeão mundial dominou quase toda a prova, rodando isolado na liderança durante a maior parte da corrida e vencendo com uma vantagem confortável sobre os adversários. Toon Aerts terminou em segundo lugar, seguido por Niels Vandeputte em terceiro. Apesar de um início modesto, onde Toon Aerts liderou nas primeiras voltas, Van der Poel rapidamente assumiu o controlo da prova, imprimindo um ritmo avassalador que os seus adversários não conseguiram acompanhar. Aerts e Vandeputte mantiveram-se na luta pelos lugares de honra, mas a superioridade do neerlandês foi evidente até ao final. Vídeo resumo da corrida masculina https://youtu.be/_sIAA3OirkE?si=Qbt1MUwdw6_PBG_N Top 10 da corrida masculina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ºMathieu van der PoelAlpecin-Deceuninck1:04:572ºToon AertsDeschacht - Hens - Maes+20s3ºNiels VandeputteAlpecin-Deceuninck Development Team+36s4ºEli IserbytPauwels Sauzen - Bingoal+49s5ºJoran WyseureCrelan-Corendon+58s6ºThomas MeinHope Factory Racing+1:107ºMichael VanthourenhoutPauwels Sauzen - Bingoal+1:178ºKevin KuhnTormans CX Team+1:269ºMichael BorosElkov-Kasper+1:3510ºFelipe Orts LloretBurgos-BH+1:44 Top 10 classificação geral da Taça do Mundo (Elite Masculina) PosiçãoCiclistaPontos1ºMichael Vanthourenhout1892ºToon Aerts1643ºJoran Wyseure1264ºNiels Vandeputte1255ºEli Iserbyt1246ºPim Ronhaar1227ºMathieu van der Poel1208ºLars van der Haar1159ºFelipe Orts Lloret11010ºLaurens Sweeck100 A próxima ronda da Taça do Mundo de Ciclocrosse terá lugar no dia 5 de janeiro em Dendermonde, Bélgica. ### Van der Poel, lama e dureza trazem espetáculo ao ciclocrosse O ciclocrosse atinge o clímax no Natal e no Ano Novo, corridas icónicas e um Van der Poel que traz outra dimensão à modalidade. Mathieu van der Poel regressou ao ciclocrosse no melhor período do ano, o Kersteperiode, que concentra 11 corridas em duas semanas intensas entre o Natal e o Ano Novo. Em Portugal temos podido desfrutar deste espetáculo graças à intensa programação do Eurosport. É um privilégio poder comentar corridas, mas sobretudo perceber que a parte desportiva dos crosses é o pretexto para passar um dia em família ou com amigos na brincadeira. Belgas e neerlandeses vivem o ciclocrosse como ninguém, mas graças à Taça do Mundo temos podido absorver parte dessa cultura itinerante em Dublin, Benidorm, etc.. E ter estes craques em Portugal no inverno? Uma utopia já uma prova da Taça do Mundo tem custos – mínimos – de 300 mil euros. Chegou, viu e venceu! Van der Poel estreou-se no ciclocrosse com triunfo em Zonhoven.Foto: Flanders Classics Namur faz parte da história Uma das corridas icónicas de dezembro aconteceu em Namur, ainda antes do frenesim do Kersteperiode. Junto à cidadela da lindíssima cidade da Valónia, onde Rui Oliveira (UAE Emirates) foi este ano top 10 na chegada do GP da Valónia, disputou-se a quarta ronda da Taça do Mundo. Namur faz parte da história do ciclocrosse pela dureza do percurso e por normalmente oferecer condições metereológicas adversas. Saíram vencedores da terceira ronda Michael Vanthourenhout e Ceylin del Carmen Alvarado. Ler mais | Taça do Mundo de Ciclocrosse | 4.ª Ronda – Namur Foto: Flanders Classics Hulst recebe o Mundial em 2026 A primeira prova do período natalício foi em Hulst, nos Países Baixos. O nono Vestingcross aconteceu, como sempre, na fortaleza que dá nome ao crosse e que tem forma de cruz. Hulst recebe o Mundial em 2026 e está previsto um orçamento de 6,8 milhões euros, o triplo do último Mundial em Hoogerheide. Saíram vencedores da quarta ronda Niels Vandeputte e Marie Schreiber, dois estreantes que nunca tinham vencido em elites na Taça do Mundo. Desde 2018 só tivemos seis vencedoras não neerlandesas em elites femininas, pelo que a luxemburguesa da SD Works junta-se a uma seleta lista de mulheres. Ler mais | Taça do Mundo de Ciclocrosse | 5.ª Ronda – Hulst Foto: Flanders Classics Van der Poel rebentou os rivais em Zonhoven Em Zonhoven deveria ter ocorrido o primeiro duelo da época entre Mathieu van der Poel e Wout Van Aert, só que o belga ficou doente e falhou o encontro. Van der Poel rebentou os rivais em Zonhoven, que durou menos de dois minutos na roda do campeão mundial. A prova feminina foi mais equilibrada, mas Ceylin del Carmen Alvarado saiu por cima. Este evento fez 15 anos parte do Superprestige até mudar para a Taça do Mundo em 2021/2022. O elemento mais característico é a enorme vala onde se monta a pista e que nos permite ver os atletas subir e descar dunas super inclinadas. A atração de Zonhoven é De Kuil, duna que permite vertiginosas descidas numa área que em tempos foi uma exploração de areia, servindo de matéria-prima às indústrias do vidro e da cerâmica. Ler mais | Taça do Mundo de Ciclocrosse | 6.ª Ronda – Zonhoven Foto: Flanders Classics Gavere foi a corrida mais dura da época Tirando o Koppenbergcross, que faz parte do Troféu X2O, Gavere foi a corrida mais dura da época. Frio, terra que parecia areia movediça, subidas exigentes e descidas técnicas. Nestas circunstâncias difíceis sobressaiu o maillot do arco-íris, já que tanto Mathieu van der Poel como Fem van Empel souberam impor-se. Até 5 de janeiro a festa do período mais incrível da época de ciclocrosse tem muito para oferecer. O Eurosport transmitirá, em direto, vários duelos Van der Poel vs. Van Aert e mais eventos espetaculares: Taça do Mundo de Besançon (29 de dezembro) Superprestige noturno de Diegem (30 de dezembro) Troféu X20 GP Sven Nys (1 de janeiro) Troféu X20 Koksijde (3 de janeiro) Taça do Mundo de Dendermonde (5 de janeiro) Ler mais | Taça do Mundo de Ciclocrosse | 7.ª Ronda – Gavere Foto: Flanders Classics ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 7.ª Ronda – Gavere Dia de Boxing Day no ciclocrosse com o clássico percurso de Gavere a receber a sétima ronda da Taça do Mundo. O itinerário apresentava muitas subidas acumuladas que com as folhas e lama faziam de Gavere um dos dias mais difíceis da temporada para os/as crossistas. Kristof Ramon / Red Bull Content Pool Corrida feminina – O regresso da Campeã do Mundo A corrida feminina começou com o excelente sprint inicial de Marie Schreiber que foi seguida de perto por Puck Pieterse e Fem van Empel que regressou à competição. Schreiber não resistiu ao percurso bastante duro e rapidamente perdeu posições enquanto que van Empel e Pieterse se colocaram na dianteira da corrida. As duas atletas fizeram juntas uma das maiores voltas do ano que demorou mais de dez minutos a ser completada. Créditos: UCI CX World Cup Van Empel mostrou estar superior e distanciou-se de Pieterse aumentando a vantagem a cada volta. Atrás, Lucinda Brand recuperava e colocava pressão em Pieterse. A campeã do mundo venceu no regresso, pela segunda vez na Taça do Mundo na temporada. Lucinda Brand ultrapassou Puck Pieterse na última volta e aumentou ainda mais a sua vantagem no topo da classificação geral da Taça do Mundo. Créditos: SprintCyclingAgency Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VAN EMPEL Fem52:242BRAND Lucinda0:373PIETERSE Puck0:464VAS Blanka Kata1:365BACKSTEDT Zoe2:066VAN DER HEIJDEN Inge2:187NORBERT RIBEROLLE Marion2:308BAKKER Manon2:569SCHREIBER Marie3:2510BETSEMA Denise3:35 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda1852SCHREIBER Marie1413BACKSTEDT Zoe1314VAN EMPEL Fem1295VAS Blanka Kata1226VAN DER HEIJDEN Inge1217ALVARADO Ceylin Del Carmen1198PIETERSE Puck969BENTVELD Leonie9610NORBERT RIBEROLLE Marion85 Corrida masculina - Van der Poel dominador Thibau Nys começou forte e tomou as rédeas da corrida masculina numa primeira volta onde o quarteto Vanthourenhout, Van der Poel, Nys e Ronhaar se adiantou à competição. Van der Poel fez o primeiro ataque no início da terceira volta ganhando os primeiros metros a Vanthourenhout e Nys, os últimos resistentes ao poderio do campeão do mundo. Créditos: UCI CX World Cup Van der Poel voltou a fazer uma corrida imaculada e venceu pela terceira vez noutras tantas participações desta temporada. Vanthourenhout ficou no segundo posto depois de uma excelente corrida do agora ainda mais líder da Taça do Mundo. Thibau Nys terminou no terceiro posto numa corrida muito exigente que durou mais de uma hora. Créditos: UCI Cyclo-cross World Cup Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VAN DER POEL Mathieu1:05:292VANTHOURENHOUT Michael0:263NYS Thibau0:414VAN DER HAAR Lars0:555VERSTRYNGE Emiel1:326VANDEPUTTE Niels1:487DEL GROSSO Tibor1:508MASON Cameron1:529WYSEURE Joran2:0610AERTS Toon2:24 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael1702AERTS Toon1343VAN DER HAAR Lars1154WYSEURE Joran1055ISERBYT Eli1026RONHAAR Pim1017VANDEPUTTE Niels1008SWEECK Laurens989NYS Thibau9410ORTS LLORET Felipe87 A Taça do Mundo segue para França onde Besançon vai ser palco da oitava ronda já no dia 29 de dezembro. Marianne Vos está de regresso à competição depois da vitória nos Mundiais de Gravel em outubro. ### Entrevista | Ciclismo deve-lhe uma e Ivo Oliveira vai cobrar em 2025 TopCycling com Ivo Oliveira em Benidorm para projetar o Europeu de ciclismo de pista e conhecer o calendário de estrada. Ano de oportunidades e de afirmação pessoal para Ivo Oliveira na UAE-Emirates, que vem de dominar o ranking mundial no ciclismo em 2024. O ciclista de 28 anos já iniciou a sétima temporada na equipa e recebeu o TopCycling em Benidorm para por a conversa em dia. Vídeo com entrevista completa https://youtu.be/2mrBfm34EMc Não podíamos ter Ivo Oliveira à frente e não iniciar a conversa recordando o Campeonato da Europa de estrada. Nesse dia de meados de setembro Portugal alinhou com os gémeos Oliveira e sem Iúri Leitão, doente, conseguindo colocar Ivo na fuga do dia. “Foi pena porque foi das poucas vezes que tive oportunidade de entrar numa fuga, por norma dão quatro, cinco, seis minutos para uma fuga e naquela tive um azar descomunal porque entrei numa fuga que não teve mais de um minuto. Ainda conseguimos fazer 100 km, mas não foi suficiente porque queríamos ter entrado na frente no circuito. Aquilo tornou-se uma loucura sem rádios. Foi uma tareia engraçada.” Ivo Oliveira ao TopCycling. Ler mais | Europeu de ciclismo – Razia aos elites do pelotão nacional A Pissei volta a vestir a UAE Emirates.Foto: UAE Emirates/Fizza Na máxima força nos Europeus Antes da época de estrada vem por aí mais um Campeonato da Europa de pista, modalidade que deu a Portugal duas medalhas olímpicas em Paris 2024. Caso seja convocado, Ivo Oliveira quer estar na máxima força nos Europeus, que se realizam entre 12 e 16 de fevereiro, na província de Limburgo, na Bélgica. “O Campeonato da Europa entramos sempre para ganhar. A nossa nação é a dupla campeã olímpica no Madison, entramos para ganhar, não podemos pedir outra coisa. Nas restantes vertentes temos oportunidade, os Europeus são corridas mais abertas do que Mundiais ou Taças das Nações. Vai ser interessante, é no início do ano, há muita gente que está a começar a treinar, outros já estão em forma. Tudo pode acontecer.” Ivo Oliveira ao TopCycling. Ler mais | Oitavo Europeu consecutivo com medalhas na pista para Portugal Ivo Oliveira com Pogacar durante um treino maratoniano.Foto: UAE Emirates/Fizza Cenário é favorável a Ivo Oliveira Campeão europeu de perseguição em 2020, 6.º no Mundial passado, o ciclista de Vila Nova de Gaia é um especialista nos velódromos e tem batido o recorde nacional cada vez que é chamado à seleção. A Limburgo não vão o vigente campeão mundial Jonathan Milan, o seis vezes campeão mundial Filippo Ganna nem o campeão europeu Dan Bigham. O cenário é favorável a Portugal. Nesta entrevista podem ficar ainda a saber quais as provas de estrada previstas para o corredor da UAE-Emirates, com que mentalidade aborda a temporada e em que têm incidido os treinos durante o estágio de Benidorm. É só clicarem no vídeo e conferirem a conversa com Ivo Oliveira. ### FENIX-Deceuninck - O desenvolvimento do ciclismo feminino com van Vleuten no projeto A FENIX-Deceuninck revelou num evento em Milão, planos ambiciosos para o ciclismo feminino dos próximos anos, centrados no crescimento sustentável, no desenvolvimento de talentos e na inovação. Annemiek van Vleuten vai juntar-se à equipa como mentora de desempenho e a equipa vai colaborar com as juniores e sub-23 da NXTG. Créditos: UCI CX World Cup Contrato renovado com a FENIX Boas notícias para uma das equipas do momento, com a Fenix-Deceuninck, que coleciona vitórias na estrada e na temporada de ciclocrosse, a reforçar a sua visão a longo prazo, com uma parceria alargada com o patrocinador principal FENIX e uma nova colaboração de vestuário com a Alé. A renovação com a FENIX era basilar para a continuação do projeto e a equipa firmou um novo contrato de longa duração até ao fim de 2027. A partir de 2025, a Alé entra também na equipa e vai ser o fornecedor oficial de equipamentos. Foto: ©Photonewsbe Van Vleuten junta-se como mentora de desempenho A FENIX-Deceuninck vai também passar a contar com Annemiek van Vleuten como mentora de desempenho. A bicampeã mundial vai ajudar as ciclistas no alcance de todo o seu potencial individual e performances coletivas. “Nos últimos anos da minha carreira ativa, sabia que queria trabalhar com ciclistas e atletas. Estou entusiasmada por contribuir para o crescimento desta talentosa equipa. Aprendi o valor da reflexão e da melhoria através de tentativas e erros e espero ajudar a acelerar este processo." Van Vleuten https://twitter.com/AvVleuten/status/1870161582698770470 Parceria com a NXTG Racing O projeto dos irmãos Roodhooft, vem há dois anos com a equipa feminina de desenvolvimento e dá agora um importante passo anunciando a parceria com a NXTG Racing. Esta colaboração tem como principais objetivos inspirar mais mulheres jovens a praticar ciclismo e a derrubar as barreiras psicológicas, físicas e monetárias de quem se inicia no desporto. O nosso projeto está inteiramente centrado na formação: proporcionar oportunidades a jovens talentos, orientá-los e prepará-los para a elite. Natascha Knaven-den Ouden - Fundadora da NXGT https://twitter.com/FenixDeceuninck/status/1870086115866067164 Além disso, a equipa da Fenix-Deceuninck vai continuar a apoiar o desenvolvimento do ciclismo feminino, fornecendo apoio financeiro à corrida Omloop van het Hageland. Esta iniciativa assegura o futuro da corrida nos próximos anos e abre caminho a eventos de Sub-17 e Sub-19 a par da corrida feminina. Créditos: SprintCyclingAgency ### Superprestige | Rescaldo Ronda 5 - Zilvermeercross Mol  A quinta ronda do Superprestige, em vésperas de Natal, teve lugar no dia 23 de dezembro, em Mol, na Bélgica.  Foram os neerlandeses, outra vez, a levantar os braços: Ceylin Alvarado confirmou a superioridade que vem demonstrando, e Mathieu Van der Poel voltou a não ter concorrência. Ler mais | Superprestige | Rescaldo ronda 4 – Aardbeiencross Merksplas Prova Masculina A corrida masculina começou com algum equilíbrio, e no fim da segunda volta ainda rodava um grupo com oito ciclistas na frente.  Na quarta volta, Van der Poel fez o primeiro teste e separou as águas: um ataque chegou para partir o grupo e apenas Laurens Sweeck conseguiu seguir na roda do campeão do mundo.  Sweeck lutou: foi distanciado na quinta volta e conseguiu voltar. Mas quando Van der Poel acelerou de novo, na sexta volta, foi de mais para o belga. Nova prova de superioridade, e mais um solo - desta vez com cerca de 20 minutos - para uma vitória clara em Mol.  Sweeck terminaria a corrida em segundo. Michael Vanthourenhout fechou o pódio. Créditos: UCI Cyclo-cross World Cup Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 VAN DER POEL Mathieu Alpecin - Deceuninck 0:59:41 2 SWEECK Laurens Crelan - Corendon 1:03 3 VANTHOURENHOUT Michael Pauwels Sauzen - Bingoal 1:35 4 WYSEURE Joran Crelan - Corendon 1:41 5 VANDEPUTTE Niels Alpecin-Deceuninck Development Team 1:55 6 VAN DER HAAR Lars Baloise Trek Lions 2:08 7 KUHN Kevin Charles Liégeois Roastery CX 2:14 8 ORTS Felipe Ridley Racing Team 2:29 9 SOETE Daan Ridley Racing Team 3:18 10 LOOCKX Lander TDT - Unibet Cycling Team 3:24  Top 10 Superprestige Posição Ciclista Equipa Pontos 1 VANDEPUTTE Niels Alpecin-Deceuninck Development Team 60 2 VAN DER HAAR Lars Baloise Trek Lions 59 3 VANTHOURENHOUT Michael Pauwels Sauzen - Bingoal 57 4 WYSEURE Joran Crelan - Corendon 47 5 SWEECK Laurens Crelan - Corendon 45 6 ORTS Felipe Ridley Racing Team 45 7 ISERBYT Eli Pauwels Sauzen - Bingoal 35 8 KUHN Kevin Charles Liégeois Roastery CX 32 9 AERTS Toon Deschacht - Hens - FSP 32 10 NYS Thibau Baloise Trek Lions 30  Prova Feminina A corrida das elites femininas partiu mais cedo que a dos homens. Nas duas primeiras voltas, destacou-se na frente um trio com Ceylin Alvarado, Lucinda Brand e Inge Van der Heijden.  Van der Heijden perderia o contacto pouco depois, e, na quarta volta, um percalço de Brand (queda no setor de areia), deixou Alvarado isolada em primeiro lugar.  Nenhum grupo se juntaria até ao fim da corrida, e a classificação estava já ordenada: A neerlandesa Alvarado voltou a vencer, Brand foi segunda e Van der Heijden fechou o pódio. Créditos: SprintCyclingAgency Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 ALVARADO Ceylin del Carmen Fenix-Deceuninck 0:43:10 2 BRAND Lucinda Baloise Trek Lions 0:34 3 VAN DER HEIJDEN Inge Crelan - Corendon 0:59 4 CANT Sanne Crelan - Corendon 2:09 5 BROUWERS Julie Charles Liégeois Roastery CX 2:15 6 VAN ALPHEN Aniek Cyclocross Reds 2:24 7 MOLENGRAAF Lauren Charles Liégeois Roastery CX 2:43 8 GARIBOLDI Rebecca  2:51 9 KASTELIJN Yara Fenix-Deceuninck 3:03 10 MACLEAN-HOWELL Ella Heizomat Radteam p/b Herrmann 3:09  Top 10 Superprestige Posição Ciclista Equipa Pontos 1 ALVARADO Ceylin del Carmen Fenix-Deceuninck 72 2 BRAND Lucinda Baloise Trek Lions 70 3 VAN DER HEIJDEN Inge Crelan - Corendon 52 4 CASASOLA Sara Crelan - Corendon 49 5 VAN ALPHEN Aniek Cyclocross Reds 35 6 VERDONSCHOT Laura De Ceuster - Bouwpunt 33 7 VAN EMPEL Fem Team Visma | Lease a Bike 28 8 BENTVELD Leonie Pauwels Sauzen - Bingoal 26 9 NORBERT RIBEROLLE Marion Crelan - Corendon 23 10 CANT Sanne Crelan - Corendon 22  https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1871223705067733248 Créditos da fotografia de destaque: SprintCyclingAgency ### REVIEW - Sapatos Trek RSL Knit Há cerca de cinco meses, comecei a testar os sapatos de ciclismo Trek RSL Knit, desde então tenho-os utilizado em vários tipos de condições, durante mais de três mil quilómetros e em vários tipos de treinos. Neste artigo partilho as sensações e opinião após este tempo de experiência de utilização. Quando se trata de equipamento de ciclismo, não existe "uma só verdade", existe a melhor verdade para cada ciclista, tendo em conta o seu objetivo e capacidade de investimento. A característica que deve ser transversal em todos os sapatos é o conforto, sabendo-se no entanto, que existem materiais e técnicas de construção mais caras que proporcionam melhor conforto e melhor desempenho. Os Trek RSL Knit são um dos modelos topo de gama Trek, desenvolvidos para maximizar a performance e o conforto em longas pedaladas. Com um design em malha, estes sapatos destacam-se pela leveza e capacidade no ajuste ao pé, são direcionados para o ciclista que procura um modelo de alto rendimento para competir e treinar. Quem adquirir uns Trek RSL Knit, são compra somente um par de sapatos, compra design e compra "Status", porque além do conforto e performance que vão proporcionar, estes sapatos não passam desapercebidos, eles são também uma boa peça de design. Conforto e Ajuste Um dos pontos fortes dos Trek RSL Knit é o conforto, que vem da sua construção em malha (knit). Este material oferece um ajuste semelhante a uma "meia", moldando-se ao pé e eliminando os pontos de pressão que costumam ocorrer em sapatos mais rígidos. Ao longo dos cinco meses de utilização, a malha tem-se mostrado flexível o suficiente para dar conforto sem perder a estrutura, adaptando-se ao formato dos pés. Outro destaque é o sistema de fecho duplo BOA Li2, que permite ajuste preciso e rápido mesmo em movimento. Rigidez e Desempenho O modelo RSL Knit conta com uma sola em carbono OCLV que se destaca pela rigidez e eficiência de transferência de potência. Comparado com modelos mais tradicionais, senti que tanto a sola como a restante construção do sapato deixa o pé no seu formato mais natural e oferece uma excelente plataforma na hora de carregar "mais a sério" no pedal. Ventilação A construção em malha não só contribui para o conforto, mas também para uma excelente ventilação. Nos dias de calor os sapatos mantém os pés respiráveis e com um bom fluxo de ar, sendo menos quentes que outros modelos de sapatos com uma construção mais fechada, com outro tipo de materiais. No entanto, em condições mais frias ou húmidas, esta ventilação elevada pode tornar-se menos agradável, pois os pés arrefecem facilmente. Para quem planeia usar os RSL Knit durante todo o ano, recomendo o uso de cobre-sapatos nos dias mais frios. Uns sapatos frescos podem sempre ser compensados no inverno com umas capas, mas nuns sapatos quentes e pouco respiráveis, não é aconselhável cortar ou fazer-lhes buracos no verão. Durabilidade Após cinco meses de uso contínuo, os RSL Knit estão impecáveis, considerando que pedalo praticamente todos os dias. A malha, embora pareça frágil, mantém-se igual. É importante ter cuidado com o contacto frequente com superfícies abrasivas ou sujas, pois a malha pode atrair e acumular mais sujidade que outros materiais. A biqueira do sapato tem acabamento num material "tipo borracha" bastante útil e que protege o sapato nos toques com outras superfícies, nomeadamente com o pneu da frente em manobras de baixa velocidade. Menos positivo A construção em malha mostrou vantagens ao nível do conforto e ventilação, no entanto a limpeza não é tão simples como num sapato "normal", onde com um pano húmido ou toalhitas podemos fazer uma limpeza rápida. Para recuperar o aspeto novo e limpeza impecável, tenho que lavar os Trek RSL Knit como lavo uns ténis de corrida, com detergente e escova. Tendo em conta a sua construção secam rápido, mas não deixa de ser um processo diferente dos sapatos com uma construção mais opaca. Conclusão Os Trek RSL Knit são um modelo excelente para quem procura conforto, ajuste e eficiência na transferência de potência, são ideais para ciclistas focados no rendimento. A Trek conseguiu uns sapatos com um excelente equilíbrio entre leveza, conforto e performance, além de um design fantástico. Todos estes detalhes se pagam e quem quiser ter uns Trek RSL Knit tem que desembolsar 449,99 €, conforme podem aqui na página da marca em Portugal. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 6.ª Ronda – Zonhoven A Taça do Mundo de ciclocrosse segue a todo o vapor e chegou hoje à sexta ronda num fim de semana onde os focos estavam direcionados para a estreia de Van der Poel na temporada. Zonhoven foi palco de duas corridas espetaculares num percurso com bastante areia e descidas íngremes que tiraram dos/das crossistas todo o seu controlo e equilíbrio na bicicleta. Foto: Billy Lebelge Corrida feminina - Indecisão em corrida espetacular A corrida feminina começou como todas as outras, com a luxemburguesa Marie Schreiber a tomar a dianteira no sprint inicial. Ao contrário do que aconteceu na dominante prova de Hulst, Schreiber foi ultrapassada no decorrer da primeira volta por Zoe Backstedt, uma das figuras da corrida de hoje. A ciclista britânica fez mais de metade da corrida na frente chegando a ter uma vantagem de mais de 20 segundos para Lucinda Brand, Van der Heijden e Carmen Alvarado, as mais diretas perseguidoras. Foto: Billy Lebelge Na quarta volta, a chuva e o granizo apareceram com força, tal como Alvarado que, com Brand, se juntaram a Backstedt na frente. O trio seguiu junto e foi-se atacando, até que Alvarado, na última volta, conseguiu distanciar-se depois de um erro de Brand e vencer uma prova muito disputada e em aberto quase até ao seu final. Backstedt conseguiu manter o segundo lugar à frente de Lucinda Brand que continua extremamente regular e que segue confortável na dianteira da Taça do Mundo. Créditos: UCI CX World Cup Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1ALVARADO Ceylin Del Carmen54:112BACKSTEDT Zoe0:053BRAND Lucinda0:154VAN DER HEIJDEN Inge0:415PIETERSE Puck0:506VAS Blanka Kata1:317SCHREIBER Marie2:108BENTVELD Leonie2:189CANT Sanne2:5110BAKKER Manon2:55 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda1552SCHREIBER Marie1243ALVARADO Ceylin Del Carmen1194BACKSTEDT Zoe1105VAN DER HEIJDEN Inge1016VAS Blanka Kata1007VAN EMPEL Fem898BENTVELD Leonie829WORST Annemarie7810PIETERSE Puck71 Corrida masculina - Van der Poel brinca na areia Foi Toon Aerts quem assumiu a liderança na corrida masculina, mas por pouco tempo pois Van der Poel, em estreia na temporada, chegou-se à frente em meia dúzia de curvas e em pouco mais de um minuto. O campeão do mundo mostrou estar noutro nível alcançando uma vantagem de 22 segundos no final da primeira volta da Taça do Mundo de Zonhoven. A vantagem foi aumentando e a meio da prova era já de quase um minuto para Thibau Nys e Laurens Sweeck, os mais próximos do líder. https://twitter.com/UCI_CX/status/1870835360739229882 Van der Poel foi mantendo o tempo das suas voltas aumentando gradualmente a vantagem quando Thibau Nys se destacou no segundo grupo. A estrela neerlandesa foi superlativa e venceu na estreia na temporada à frente de Nys, que ficou no segundo posto a 1'30 minutos. A luta pelo terceiro lugar foi a mais competitiva do dia e viu Joran Wyseure ser o mais forte chegando a 1'33 do campeão do mundo. Créditos: SprintCyclingAgency Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VAN DER POEL Mathieu1:00:392NYS Thibau1:303WYSEURE Joran1:334AERTS Toon1:415VAN DER HAAR Lars1:476SWEECK Laurens1:527VANDEPUTTE Niels1:588ISERBYT Eli2:229ADAMS Jens2:3010VANTHOURENHOUT Michael2:37 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael1402AERTS Toon1183ISERBYT Eli1024SWEECK Laurens985VAN DER HAAR Lars936WYSEURE Joran887RONHAAR Pim868ORTS LLORET Felipe849VANDEPUTTE Niels8010NYS Thibau69 A sétima ronda da Taça do Mundo (26 de dezembro) corre-se em Gavere, mas antes há ainda o Superprestige de Mol (23 de dezembro) que vai ter Van der Poel mas não van Aert, que por doença vai adiar a sua estreia na temporada. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 5.ª Ronda – Hulst A caravana do ciclocrosse viajou até aos Países Baixos onde Hulst, local dos mundiais de 2026, recebeu a 5.ª ronda num fim de semana de dupla sessão da Taça do Mundo, que abria a época festiva do Kerstperioide. Numa temporada onde as corridas têm sido na sua maioria muito rápidas e secas, a chuva finalmente apareceu, dificultando a vida aos/às crossistas que tiveram de ter muita concentração e sangue frio na difícil descida do moinho de Hulst. Foto: Billy Lebelge Corrida feminina – Rainha dos inícios levou vantagem até ao fim A corrida feminina que não teve Fem van Empel à partida por lesão, começou muito rápida e, sem surpresas, Marie Schreiber foi a mais forte no sprint inicial, colocando-se à frente de umas impressionantes 91 ciclistas que tiveram à partida. Schreiber manteve o grande início de corrida e ganhou vantagem a um trio perseguidor composto por Lucinda Brand, Puck Pieterse e Van der Heijden que tinham uma desvantagem de 11 segundos no final da primeira volta. Foto: Billy Lebelge A ciclista luxemburguesa fez uma corrida exemplar aumentando a vantagem para 17 e 28 segundos na segunda e terceira voltas para a dupla Brand e Pieterse que perseguiam. Marie Schreiber não teve concorrência e controlou a vantagem, acabando por dar a primeira vitória de sempre na Taça do Mundo ao Luxemburgo. Lucinda Brand manteve a regularidade que lhe dá a vantagem na classificação geral e terminou em segundo com Puck Pieterse a fechar o pódio final na Taça do Mundo de Hulst. Créditos: UCI CX World Cup Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1SCHREIBER Marie53:452BRAND Lucinda0:203PIETERSE Puck0:284WORST Annemarie0:405VAN DER HEIJDEN Inge0:526BENTVELD Leonie1:047BACKSTEDT Zoe1:298ALVARADO Ceylin Del Carmen1:539VAS Blanka Kata2:1010BAKKER Manon2:25 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda1302SCHREIBER Marie1053VAN EMPEL Fem894BACKSTEDT Zoe805VAS Blanka Kata806ALVARADO Ceylin Del Carmen797VAN DER HEIJDEN Inge798WORST Annemarie789BENTVELD Leonie6410VERDONSCHOT Laura56 Corrida masculina - Mantem-se a imprevisibilidade na temporada Na corrida masculina foi Niels Vandeputte, que vai fazer 10 das 11 corridas deste período de Natal, a mostrar ao que veio, colocando-se na dianteira da corrida. O gigante belga repetiu a tática de Schreiber e adiantou-se ao restante pelotão liderando a primeira volta com vantagem sobre Van der Haar e Laurens Sweeck. A vantagem foi aumentando numa corrida imaculada de Vandeputte que ia aproveitando as quedas do grupo perseguidor. Créditos: UCI CX World Cup Felipe Orts Lloret fez uma excelente exibição na perseguição ao líder e levava 13 segundos de desvantagem para Vandeputte na entrada para a última volta. Vandeputte fez o mesmo que Schreiber e dominou do início ao fim vencendo a corrida de Hulst. Felipe Orts fez segundo e Pim Ronhar fechou um pódio surpreendente. Destaque ainda para Cameron Mason e David Menut que fizeram uma excelente remontada terminando no top 10 final. Top 10 da Corrida PosiçãoCiclistaTempo1VANDEPUTTE Niels57:552ORTS LLORET Felipe0:093RONHAAR Pim0:204ISERBYT Eli0:365MASON Cameron0:586VERSTRYNGE Emiel1:137VANTHOURENHOUT Michael1:308AERTS Toon1:369VAN DER HAAR Lars1:4110MENUT David1:49 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael1242AERTS Toon963RONHAAR Pim864ISERBYT Eli845ORTS LLORET Felipe846SWEECK Laurens787VAN DER HAAR Lars728WYSEURE Joran639VANDEPUTTE Niels6110KUHN Kevin55 A Taça do Mundo de ciclocrosse segue para a Bélgica com a sexta ronda de Zonhoven (22 de dezembro) a dar as boas vindas a Mathieu Van der Poel. ### Faleceu Rik Van Looy - Recordamos quem foi o Imperador de Harentals Foi confirmado o falecimento da lenda do ciclismo Rik Van Looy, no passado dia 18 de dezembro.  O TopCycling deixa a sua nota de condolências, e recorda um dos maiores ciclistas que o mundo teve oportunidade de testemunhar. https://twitter.com/Domestique___/status/1869312693129368009 O Início da Lenda Apesar de já contar com algumas vitórias nos anos anteriores, a explosão de van Looy deu-se em 1956, quando o belga venceu Scheldeprijs, Gent – Wevelgem e ficou em segundo lugar nos campeonatos do mundo.  Em 1957, os mundiais corriam-se pela segunda vez na Flanders, e o mundo assistiu à batalha dos Riks: Van Steenbergen (bicampeão mundial, 33 anos) vs Van Looy (estrela emergente)  Vinham de ser 1º e 2º no Mundial anterior. A meta estava no estádio do Zulte Waregem e apesar de Van Looy ter andado fugido foi alcançado e ao sprint ganhou Van Steenbergen. Rik I vencia Rik II, mas uma carreira brilhante estava mesmo a começar. Auge da carreira O imperador de Harentals dominou o pelotão internacional no início dos anos 60. Logo em 1959, uma amostra do que estava para vir, com vitórias na Volta à Flanders e na Il Lombardia – depois de já ter ganho o primeiro monumento em 58 (Milano-Sanremo).  Seguiu-se o domínio: venceu os mundiais de 1960 e 1961. Até 1962 tinha conseguido um feito apenas conseguido por três ciclistas na história: vencer os cinco monumentos. Terminou a carreira com oito conquistas (3x Paris-Roubaix; 2x Volta a Flanders; Liége-Bastogne-Liége; Milano-Sanremo).  Apesar de nunca ter conquistado uma grande volta, ele que era maioritariamente sprinter e Classicomano, venceu entre 1958 e 1969, 37 etapas dividas pelos três eventos de três semanas. https://twitter.com/LeTour/status/1869322190182592922 O perfil implacável São muitas as histórias que relatam a autoridade de Van Looy, e a maneira como o belga mantinha o controlo do pelotão.  Um relato que se destaca aparece no livro ‘Mercx: Half man, Half Bike’, de William Fotheringham, em que o autor detalha as batalhas de um jovem Eddy  - que se recusava a conformar com a partilha de vitórias entre um círculo pequeno de ciclistas – contra aquele que era tido como o sistema do imperador Looy.  Nem por isso o super campeão deixou de elogiar Van Looy na hora da partida: É um dos melhores ciclistas belgas de sempre. Foi um grande campeão e um grande adversário. A sua força de vontade, e a determinação pela vitória são coisas que vão ficar comigo para sempre Eddy Merxc à Gazet van Antwerpen Créditos: ASO / Pauline BALLET Outro episódio marcante foram os campeonatos do mundo de 1963. O colega Benoni Beheyt, gregário de Looy, venceu a corrida. Os dois tocaram-se na meta e Beheyt acabou por ser campeão acidental. Rik considerou ter sido enganado.  A marcação de Looy a Beheyt foi cerrada depois do incidente e o campeão de 63 acabou por ter uma carreira curta, muito por causa dessa vitória. Anos mais tarde, viu o neto Guillaume Van Keirsbulck chegar ao ciclismo profissional. https://www.youtube.com/watch?v=CDkxXQ77zk4 A equipa a condizer e o legado do campeão Em 1962, formou a Guarda Vermelha na Flandria, uma super equipa composta de alguns dos melhores ciclistas do mundo, próximos de Van Looy.  É nesta altura, dentro desta equipa, é à volta da figura do Imperador de Harentals que surge uma das táticas mais inovadoras da história do ciclismo: o lead-out train, hoje parte integral de qualquer etapa que termine ao sprint.   Também assim, para além das vitórias, Rik van Looy deixou a sua marca no ciclismo profissional, ao protagonizar, em 1962, o início de uma prática que se iria popularizar até ser a norma no ciclismo moderno.  Van Looy correu apenas uma época na Flandria, equipa que corria como Faema antes da entrada do patrocinador belga. No ano seguinte, mudou de equipas, mas a guarda vermelha seguiu quase toda com o Imperador para a aventura seguinte. Créditos: Unipublic Sprint Cycling Agency Créditos da fotografia de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Derek Gee no Giro como líder da Israel Premier Tech - Entrevista O TopCycling falou com Derek Gee sobre o Giro, a transição para líder da Israel Premier Tech e de como subiu o Alpe d'Huez 433 vezes. Derek Gee surgiu de rompante no ciclismo e prepara-se para subir a parada como líder da Israel Premier Tech no Giro de Itália. Numa modalidade em que está quase tudo visto, poucas vezes um talento voa abaixo do radar sem ser detetado. Parte da beleza está em sermos apanhados de surpresa e foi isso que o canadiano fez em 2023. No Giro, andou sete vezes escapado e cheirou a vitória em quatro ocasiões. A Israel Premier Tech percebeu o potencial e em 2024 apostou em Gee: no Dauphiné tornou-se o primeiro canadiano a subir ao pódio final e no Tour de France fechou na 9.ª posição. “Venho da primeira abordagem a uma geral, nunca tinha estado numa situação como no Dauphiné. Quando estás com os três últimos é fácil cometer erros, mas numa prova como o Giro ou o Tour foi fácil não cometer esses erros. Tens Tadej, Remco, Jonas e agarras-te a eles. Quando a corrida é ditada pelos corredores de topo é mais fácil ser conservador.” Derek Gee ao TopCycling. Ler mais | Percurso duro do Tour de France 2025 Derek Gee com o maillot da nova temporada.Foto: Israel Premier Tech Super combativo do Giro 2023 Nascido na capital Ottawa, o corredor de 27 anos tem trabalhado sob a orientação do novo responsável pela direção desportiva, Sam Bewley. O rendimento no Tour de France acelerou a transição de super combativo do Giro 2023 para a liderança da equipa dois anos depois. “É empolgante regressar numa situação diferente de 2023, os objetivos são mais concretos. Já não vou poder entrar em fuga todos os dias, mas é bom poder ver o quadro geral das coisas e preparar tudo com meses de antecedência. A corrida tem um lugar especial no meu coração, foi a primeira vez que me senti competitivo na Europa. O nível de confiança é muito maior do que no passado, fomos limando arestas para melhorar como corredor e não esperava estes resultados. A mentalidade mudou por completo, sei do que sou capaz graças ao ano passado e ao ver o trabalho que já começou neste estágio sei o que funciona e o que não funciona para mim.” Derek Gee ao TopCycling. O maillot de 2025 da Israel. Foto: Israel Premier Tech. “A geral é um projeto” De animador a chefe de fila é uma evolução tremenda. Daí a poder aspirar à vitória é um passo que só o tempo dirá se Derek Gee será capaz de dar. Ryder Hesjedal é o único canadiano vencedor de uma grande Volta. Em 2012, o então corredor da Garmin resistiu a Joaquim Rodriguez na montanha e desmontou Purito no contrarrelógio final. Para já, Derek Gee sente-se a certa distância de poder repetir o feito de Hesjedal. “Falar em ganhar este ano é muito ambicioso para mim, mas nunca se sabe. É uma corrida de bicicletas e todos os que alinham têm uma hipótese. Certamente depende de quem corre. A geral é um projeto: requer tempo trabalhar para ela, descobrir pontos fracos e cometer erros. A parte boa é que não vou dizer que quero um top 5, vou sabendo que passamos todo o inverno a trabalhar no projeto geral. Penso que tenho uma grande equipa à minha volta e nunca se sabe.“ Derek Gee ao TopCycling. Em três épocas o nativo de Ottawa fez duas grandes Voltas e tem progredido em todos os aspetos. Admite que reagiu de forma diferente a ambas e que o cansaço acumulado em três semanas vai para além de tudo o que é normal. “No Giro cheguei ao final cansado porque não podia desligar o cérebro. Eram os primeiros resultados da minha carreira, mensagens a torto e a direito, dormia 4-5 horas por noite. O Tour este ano foi muito melhor, preparei-me para a terceira semana que é quando sentes o cansaço, mas é um tipo de cansaço difícil de replicar. No ano passado não descansei o suficiente após o Giro e isso refletiu-se no final da época ao não conseguir encontrar a mesma forma. É difícil por em palavras o que uma grande Volta faz ao corpo.” Derek Gee ao TopCycling. Foto: Israel Premier Tech Subir o Alpe d'Huez 433 vezes Nestes dias frios de dezembro, a Israel Premier Tech foi à procura do sol de Girona, na Catalunha, para o primeiro estágio com todo o plantel de 2025. A falta de corridas inspira a criatividade das equipas de comunicação. A Israel, por exemplo, informou que Derek Gee acumulou 486,099 metros a subir na passada temporada, o equivalente a subir o Alpe d'Huez 433 vezes “Por vezes nem é bom olhar para a média das nossas saídas, mas as montanhas são lindas. As duas últimas épocas foram uma enorme mudança porque vim do ciclismo de pista. Era um tipo grande, a equipa pensava que eu era corredor de clássicas do pavê e eu também. Foi só este verão que nos apercebemos que ser voltista era viável e queremos ver até que ponto. Com isso vem uma mudança no peso corporal, tipos de treino, diferentes aspetos aos quais não prestas atenção se és clasicómano onde só interessa a potência. Ainda tenho falhas como voltista, nada que se destaque, mas há margem de melhora.” Derek Gee ao TopCycling. Nos próximos anos o foco do canadiano está nas grandes Voltas. Derek Gee não perde o sono por ainda não ter conseguido resultados em provas de um dia e sente que pode corrigir a situação na Liège e na Lombardia. Há ainda a motivação de ter os Mundiais de 2026 em Montreal, no Canadá, num circuito duro parecido com o da clássica que em setembro foi ganha por Tadej Pogacar. “Gostava de ser competitivo nas clássicas, mas é uma questão que está no ar porque só tenho olhos para maio. Nos Mundiais acho que nunca terminei. As coisas têm que clicar, são sempre corridas duras e gosto de esforços longos, mas é difícil saber como vão ser corridos. Espero uma prova a todo o gás e caótica, aí tudo pode acontecer.” Jakob Fuglsang é outro dos líderes da Israel.Foto: Israel Premier Tech “Sempre quis correr a Volta à Califórnia” O ciclismo na América do Norte foi decapitado na última década. Califórnia, Colorado, Utah chegaram a ter Voltas do máximo nível e desapareceram. Os talentos de Estados Unidos e Canadá passaram a usar a pista ou a ter que emigrar cedo à procura de uma oportunidade. “Não ter essas corridas prejudica o desenvolvimento, não podermos ter as Continentais a correr contra as WorldTeams. Por outro lado, forçou jovens ciclistas a ir para a Europa mais cedo para se tornarem profissionais, forjarem o seu caminho, quando sempre uma desconexão de se estes jovens podiam competir na Europa onde as corridas são tão diferentes. Dói pensar que todas acabaram antes de me tornar profissional pelo que nunca as corri apesar de ter crescido com elas. Sempre quis correr a Volta à Califórnia.” Derek Gee ao TopCycling. Não parece haver nada que indique um regresso ao passado e as clássicas de Montreal e do Québec – de nível WorldTour – são caso único no calendário norte-americano. Também é verdade que em 2026 os Mundiais serão em Montreal (Canadá) e que em 2028 os Jogos Olímpicos se realizam em Los Angeles (Estados Unidos). Se estes eventos vão despertar as duas potências ninguém sabe. Derek Gee espera que sim. “Seria um sonho que regressassem e espero que tanto os Mundiais de Montreal como os Jogos Olímpicos de Los Angeles possam ser o empurrão que ajude a que essas corridas voltem.” ### Cabreira Solutions lança "Passaporte" de ciclismo para 2025 A Cabreira Solutions anunciou o lançamento de um "Passaporte" de ciclismo para 2025, com pontuação para Eventos de Estrada, BTT e Gravel. Com esta medida, o promotor de eventos tem como objetivo "revolucionar a forma como os ciclistas se envolvem nos eventos de todas as tipologias." Foto: Cabreira Solutions Passaporte Cabreira Solutions Em 2025, os participantes terão a oportunidade de acumular pontos através de um "Passaporte Cabreira Solutions", que será válido para os eventos de Estrada, BTT e Gravel da empresa. Cada evento contará com uma pontuação específica, oferecendo aos participantes uma maneira mais empolgante de se envolver nas várias modalidades. Este "passaporte" funcionará com um sistema de pontos, em que os participantes acumularão créditos conforme completem eventos de diferentes tipos. Foto: Cabreira Solutions Acesso a benefícios, inscrições ou jerseys O número de pontos será determinado com base no número de dias e prestígio de cada evento, permitindo aos ciclistas seguir a sua evolução ao longo do ano. Aqueles que atingirem uma quantidade de pontos predeterminada, terão acesso a benefícios exclusivos, como inscrições em eventos ou jerseys de oferta. Esta nova abordagem visa não só premiar a participação e regularidade, mas também motivar osatletas, incentivando-os a explorar novas modalidades. Foto: Cabreira Solutions Sistema de Pontos Prémios ### Kerstperiode traz o primeiro confronto entre Van der Poel e van Aert Chegando a temporada a meio de dezembro, é altura de celebrar o Kerstperiode do ciclocrosse, uma série de corridas das melhores competições, agrupadas nas semanas festivas do Natal e Ano Novo. Para além das muitas corridas, Van der Poel e van Aert iniciam nesta altura a sua temporada de ciclocrosse, aumentando ainda mais o interesse na modalidade. Foto: Billy Lebelge 11 corridas em 16 dias Apesar de ser um conceito e tradição belga, os adeptos de ciclocrosse de todo o mundo têm nestes dias motivos para celebrar, já que vão poder assistir a 11 corridas das mais importantes competições, em apenas 16 dias. Serão cinco rondas da Taça do Mundo, três do Superprestige, duas do Troféu X20 e uma do Exact Cross, numa altura decisiva, já que as competições começam a chegar ao fim. Foto: Sprint Cycling Agency | UEC Este período é também especial porque as corridas são muito próximas geograficamente, com nove a realizarem-se na Bélgica e uma nos Países Baixos. Isto permite que haja uma grande assiduidade das grandes estrelas e equipas, que não têm de fazer viagens longas entre eventos. Para além disso, é uma grande oportunidade para os fãs que se conseguem deslocar, pois em poucos dias têm a oportunidade de assistir ao vivo a um grande número de corridas. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Três confrontos entre Van der Poel e van Aert Com o anúncio de Pidcock não fazer nenhuma corrida de ciclocrosse para se focar na transição para a nova equipa, um dos interesses desta época vira-se para os duelos entre Van der Poel e van Aert. As duas superestrelas da estrada vão, neste período de 16 dias, defrontar-se três das quatro vezes desta temporada. O primeiro duelo acontece no Superprestige de Mol (23 de dezembro), seguido do Exact Cross de Loenhout (27 de dezembro), antes da ronda da Taça do Mundo em Dendermonde (5 de janeiro). Antes disso, destaque para a estreia de Van der Poel na temporada, que corre a ronda da Taça do Mundo de Zonhoven (22 de dezembro), antes de defrontar o rival que se estreia no dia seguinte em Mol. Créditos: UCI Cyclo-cross World Cup Período decisivo O Kerstperiode é um momento extremamente importante no calendário do ciclocrosse pois com tantas corridas e pontos por distribuir, é neste período que a época dá um grande passo para a sua classificação final.  A primeira corrida desta época festiva é já no próximo dia 21 de dezembro, com Hulst a abrir um fim de semana duplo de rondas da Taça do Mundo. Créditos: SprintCyclingAgency Lista completa de corridas no Kerstperiode 21 dezembro - Taça do Mundo - Hulst 22 dezembro - Taça do Mundo - Zonhoven 23 dezembro - Superprestige - Mol 26 dezembro - Taça do Mundo - Gavere 27 dezembro - Exact Cross - Loenhout 29 dezembro - Taça do Mundo - Besançon 30 dezembro - Superprestige - Diegem 01 janeiro - X2O Baal - GP Sven Nys 03 janeiro - X2O - Koksijde 04 janeiro - Superprestige - Gullegem 05 janeiro - Taça do Mundo - Dendermonde ### Team Picnic PostNL vai usar capacetes Lazer A Team Picnic PostNL, antiga dsm-firmenich PostNL e que milita no WorldTour, vai usar capacetes Lazer em 2025, numa parceria anunciada pela marca. A colaboração fará da Lazer o novo fornecedor oficial de capacetes para a próxima temporada de ciclismo de estrada. Foto: Francesco Rachello / Tornanti.cc Equipa masculina, feminina e de desenvolvimento A Lazer, que já tinha ligação com a Shimano, parceiro da Team Picnic PostNL, vai fazer parte da proteção dos ciclistas tanto em provas masculinas como femininas, assim como na equipa de desenvolvimento ao nível UCI Continental. Os ciclistas vão utilizar três versões, o Z1 KinetiCore, o Vento KinetiCore, mais aerodinâmico e o Volante KinetiCore, concebido especificamente para contrarrelógios. Foto: Francesco Rachello / Tornanti.cc Narelle Neumann, diretora científica da Team Picnic PostNL, reforça a importância desta colaboração: “O ciclismo profissional exige melhorias contínuas nos materiais para otimizar a aerodinâmica, o peso e o conforto, de modo a obter um desempenho ao mais alto nível, independentemente das condições. Esta nova parceria garante que continuaremos na vanguarda tecnológica do ciclismo.” ### Specialized apresenta a nova Chisel Comp Evo A Specialized apresentou a Chisel Comp Evo, a sua nova bicicleta de cross country de suspensão total em alumínio que, segundo a marca, a torna a mais rápida e leve do mercado. Renovada com a nova montagem EVO esta nova bicicleta está especificada para a derradeira experiência downcountry e inspira-se na geometria e cinemática da Epic 8 EVO. Aderência e Suspensão A Chisel Comp EVO adere ao piso com o pneu Purgatory, infundido no composto T9 e um pneu Ground Control atrás, com o composto T7 da Specialized. A suspensão FOX à frente e atrás absorve os maiores drops e trilhos acidentados. A Specialized aumentou também o curso de 120 para 130 mm, utilizando uma forqueta FOX 34 Performance Elite com amortecedor GRIP 2. Na traseira, está munida de um amortecedor Ride Dynamics Tuned FOX Float Performance. Guiador, Espigão e Travões melhorados A Chisel Comp EVO utiliza um guiador de maior diâmetro (35 mm) no cockpit, para maior rigidez e um espigão telescópico mais longo do que nos modelos Chisel padrão, permitindo uma folga adicional em terrenos mais técnicos. Os travões SRAM G2 RSC de 4 pistões proporcionam, segundo a Specialized, a confiança necessária devido ao aumento do poder de travagem. Quadro XC em alumínio A Chisel Comp Comp EVO apresenta o quadro XC em alumínio mais leve da sua classe, graças à D'Aluisio Smartweld. Cada tubo do quadro foi altamente manipulado e apresenta espessuras de parede e formatos continuamente variados, que proporcionam rigidez para eficiência e suavidade de condução para conforto e controlo. A Chisel Comp EVO apresenta também uma inovadora secção traseira flexível, que melhora a sensação de condução sem o peso e a manutenção dos pivôs tradicionais. O seu tubo do selim hidroformado de peça única, integra o pivô do tubo do selim, o pivô principal e a caixa do BB, reduzindo o material e o peso, em comparação com os designs tradicionais. Especificações Chisel Comp EVO Tubos hidroformados D’Aluisio Smartweld e junções de tubos projetadas, ajuste da geometria porflip chip, curso de 110 mm; FOX 34 Performance Elite 130mm com amortecedor Grip 2; Amortecedor traseiro FOX FLOAT Performance afinado por Ride Dynamics; Espigão telescópico TranzX (100mm-170mm); Desviador traseiro SRAM GX Eagle; Travões de 4 pistões SRAM G2 RS; Pneu Specialized Purgatory T9 (à frente); Pneu Specialized Ground Control T7 (atrás); Guiador e avanço de 35mm. Preço e disponibilidade Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços das várias versões da nova Chisel Comp EVO da Specialized clicando aqui. ### Aleix Espargaró acelera do MotoGP para o WorldTour A Lidl-Trek anunciou a contratação de Aleix Espargaró, lenda do MotoGP que rodou durante 15 anos na elite mundial do desporto e que assinou pela estrutura do WorldTour. A equipa estadunidense já fez saber que Espargaró vai servir maioritariamente como embaixador da equipa e marcar presença nos eventos mais importantes do ano. Ler mais | João Almeida: doido por carros e fã de Miguel Oliveira Foto: Lidl-Trek A história de amor Começou em 2015. Aleix Espargaró era piloto na Suzuki, construtor do MotoGP, e de férias aproveitou para desanuviar e testar-se noutras vertentes. Num passeio de motocrosse, aterrou mal de um salto e partiu uma vértebra – teve de retirar todos os desportos de impacto da sua preparação física.  E eis que apareceu o ciclismo na vida do piloto espanhol. Introduziu-o nos treinos e a história de amor surgiu, como contou ao portal Gobik, em 2023: "Antes dessa mudança seguia o ciclismo como outros desportos. Nada a ver com agora. Lembro-me que, quando comecei, tinha uma certa relação com o Purito (Rodriguez), morávamos perto. Desde aí tornámo-nos bons amigos (…) ele foi dos melhores do mundo e teve uma grande influência no meu amor pelo ciclismo." Aleix Espargaró E a história quase teve um final feliz. Em 2020, quando as coisas não corriam bem no MotoGP, Aleix Espargaró esteve perto de rumar à Movistar – a confissão foi feita numa entrevista em 2022, quando fez questão de deixar claras as suas preferências. “Falei com o Patxi Villa, falei com o Eusebio (Unzué) e estive reunido com eles antes da Volta à Catalunha. Até fiz um training camp eles e estivemos muito perto. Acabou por não se dar e decidi adiar um pouco para ver como corria com a Aprilia. Mas não sabes da vontade que tenho de me estrear com os pros. Se me perguntares se quero ser campeão do MotoGP ou estrear-me no ciclismo digo-te que já corri muitos anos, tanto me faz ganhar. Mas gostava muito de cumprir o sonho de ser ciclista, correr no WorldTour.” Aleix Espargaró Foto: Lidl-Trek O herói Pantani e o amigo Mas Na mesma entrevista o antigo piloto confessou a admiração especial por uma das maiores lendas da história do ciclismo: Marco Pantani, o Pirata. "É uma pessoa que me marcou. Li, ouvi e vi muito sobre ele. Conheci a mãe dele e visitei o museu em Cesenatico. Dediquei-lhe um capacete como tributo à sua memória, com o logo dele em amarelo fluorescente: Il Pirata. Fiz dois, a mãe dele esteve nesse grande prémio e dei-lhe o capacete com que corri – hoje está no museu dele. O outro tenho-o em casa, com a Bianchi do último Tour de France que correu." Aleix Espargaró Aleix Espargaró confessou ainda a amizade que o une a outro ciclista profissional. Assim define Enric Mas: “Como ser humano é um 10 e como ciclista é um 11.” Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli O anúncio A Lidl-Trek anunciou, através dos canais oficiais, a contratação do ex-piloto espanhol, no passado dia 16 de dezembro. A equipa disse o seguinte sobre a contratação: "O vencedor de três corridas de MotoGP vai servir como embaixador da Lidl-Trek, juntando-se à equipa nalguns dos eventos mais prestigiosos do calendário (...) O Espargaró é um super fã de ciclismo e trabalhar com a Lidl-Trek oferece-lhe a oportunidade de explorar o seu potencial num ambiente novo. Em retorno, será um recurso valioso para a equipa ao partilhar as suas experiências como atleta de topo num desporto exigente com os ciclistas mais jovens." Lidl-Trek O piloto espanhol também deixou algumas palavras acerca da nova aventura: "Estou muito entusiasmado por me juntar à família da Lidl-Trek, casa de alguns dos melhores ciclistas do mundo. Quero aprender com eles e com o staff, desafiar os meus limites e partilhar esta aventura especial com os fãs. Depois de uma lesão nas costas tive de parar de correr e começar a andar de bicicleta para recuperar. Ao longo do tempo tornou-se mais que preparação – uma paixão. Por viver em Andorra, fiquei amigo de muitos ciclistas, o que me inspirou a treinar a um nível mais alto." Aleix Espargaró É previsto que Espargaró seja inscrito na equipa de desenvolvimento da Lidl-Trek, uma vez que a WorldTeam tem o plantel cheio. Deverá também correr outras vertentes do ciclismo, com destaque para gravel e XCO – poderá, inclusive, voltar a correr a Cape Epic.  Foto: Lidl-Trek Não é caso único... Mas é caso raro Aleix Espargaró não é o primeiro atleta a trocar outros desportos pelo ciclismo. Na ponta da língua estão Primoz Roglic ou Remco Evenepoel – o esloveno fazia saltos de esqui e o belga jogou futebol no Anderlecht e foi internacional. Também do esqui veio Jeannie Longo, enquanto Maria Canins, seis vezes campeã de Itália nos anos 80, começou no cross country. Outros exemplos são Michael Woods ou Rebecca Koerner, o canadiano era especialista no meio-fundo do atletismo e a dinamarquesa fazia saltos para a água. Transitar de desportos motorizados para o ciclismo é menos comum, mas há precedentes recentes. Valtteri Bottas, piloto da Fórmula 1, correu o mundial de gravel em 2024. Ler mais | Roglic arranca no Algarve rumo a Giro e Tour Foto: Joerg Mitter Foto: Israel Premier-Tech ### Lucas Lopes e o êxito no ciclismo pelo caminho mais longo Lucas Lopes foi 12.º classificado na Volta a França do Futuro, mas nem isso lhe abriu as portas do ciclismo estrangeiro. Em 2025 será aposta da Rádio Popular-Paredes-Boavista. Lucas Lopes rubricou uma grande época no ciclismo espanhol e na Volta a França do Futuro subiu ao nível de jovens talentos do WorldTour, mas as equipas profissionais estrangeiras encolheram-se. Foi então que apareceu a Rádio Popular-Paredes-Boavista na vida do corredor natural de Póvoa de Varzim, que abdica de correr mais um ano em sub-23 para saltar para o pelotão profissional. Afinal, o que é preciso fazer hoje em dia para bater à porta das ProTeam e WorldTeam? Recapitulemos os resultados mais destacados do trepador de 21 anos em 2024. 1.º na Volta a Salamanca 1.º no Trofeo Concello do Porriño Rei da montanha e vencedor de etapa na Volta a Madrid 2.º na Volta à Galiza 6.º na Volta ao País Basco 7.º na Volta a Portugal do Futuro 12.º na Volta a França do Futuro 12.º na Volta à Extremadura “Terminei o ano com expectativas de dar o salto para o WorldTour, não sei se eram expectativas a mais, mas foram semanas de incerteza. Apareceu a Rádio Popular-Paredes-Boavista e estou contente com o salto que dei. Vou ter mais motivação para treinar e fazer as coisas direitinhas. A equipa foi muito aberta, disse para trabalhar no inverno e começar bem a época. Gostava muito de me estrear na Volta a Portugal, mas não é objetivo a curto prazo. Se tiver a possibilidade de a fazer ficarei muito feliz, isto se não coincidir com a Volta a França do Futuro.” Lucas Lopes em entrevista ao TopCycling. Foto: Vuelta a Madrid Foto: Trofeo Concello do Porriño De menos a mais na Volta a França do Futuro Ao serviço da formação galega Supermercados Froiz, o vizinho de Rui Costa fechou 2024 com seis triunfos (entre classificações gerais e vitórias parciais). A cereja no topo do bolo apareceu no verão, no principal objetivo da época. Lucas Lopes foi de menos a mais na Volta a França do Futuro e nos Alpes rebentou a concorrência direta para terminar num brilhante 12.º posto. É preciso recordar que Portugal partiu com António Morgado como líder e um bloco forte. Pela frente sete dias de prova e três finais em alto nos Alpes – La Rosiére e Les Karelis, em França, Colle delle Finestre, em Itália. “Estava previsto trabalharmos para o António e para o Gonçalo [Tavares], mas com o decorrer dos dias o selecionador teve que alterar o plano. O ambiente é bom no grupo, somos unidos e isso ajuda muito. Sabia que a minha mais-valia era a alta montanha, além disso recupero bem dia a dia como percebi após a Volta à França do Futuro em 2023.” Lucas Lopes em entrevista ao TopCycling. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1827355017516625963 A maior exibição de um sub-23 em alta montanha No último dia um “monstro”: Colle delle Finestre e 18,2 km de subida com média de 9,3 por cento de inclinação! A jornada ficou marcada pelo all in do espanhol Pablo Torres, autor da que é considerada a maior exibição de um sub-23 em alta montanha: 6,04 W/kg durante 60:45, o equivalente a 6,34 W/kg ao nível do mar. “Para um jovem de 18 anos são números espetaculares. Após sete dias de competição e numa subida com 18 km fazer esses números é incrível. Tem boas pernas, bom motor e pode ser um futuro campeão de grandes Voltas. Conhecia também o Jarno Widar e nunca pensei que o Joe Blackmore conseguisse ganhar. Tinha estas referências da Taça das Nações porque no calendário espanhol não coincidi com nenhum. O nível é diferente, é um pelotão do WorldTour, mas em Espanha não se anda muito menos.” Lucas Lopes chegou aos 2180 m de altitude com 8:00 de atraso, uma enormidade em ciclismo, mas realizou uma prestação média forte de 5 W/kg. “Iniciei a época com o mesmo peso da Volta a França do Futuro (60 kg). No trabalho com o Francis Cabello, que trabalha com o Cristian Rodriguez da Arkea, não me foquei na perda de peso porque tinha medo de perder potência. No Colle delle Finestre descolei logo aos 2 km quando ia nos 330-340 watts, não houve ataques, o ritmo era muito forte. Levantei pé para tentar manter 300 watts e sempre que via alguém à frente aumentava e quando fechava o espaço voltava aos 300.” Lucas Lopes em entrevista ao TopCycling. Apesar do ataque valente, Torres viu escapar a vitória final na Volta a França do Futuro para o primeiro britânico campeão da prova. Joe Blackmore, colega de Daniel Lima na Israel-Premier Tech, será em 2025 um de 12 corredores sub-20 no WorldTour juntando-se a: Paul Seixas, Oscar Chamberlain e Léo Bisiaux (Decathlon-Ag2r) Matthew Brennan e Jorgen Nordhagen (Visma | Lease a Bike) Peter Oxenberg, Theodor Storm e AJ August (Ineos Grenadiers) Albert Withen Philipsen (Lidl-Trek) Zak Erzen (Bahrain Victorious) Markel Beloki (EF Education-EasyPost) Vídeo | TopCycling com Afonso Eulálio no estágio da Bahrain Três semanas em Serra Nevada deram para subir o Pico Veleta, a 3398 metros de altitude. “Quero chegar ao WorldTour” Blackmore evoluiu de 12.º em 2023 para o triunfo na maior corrida sub-23. É a evolução natural de atletas sobredotados. Um dos aspetos interessantes é a forma como jovens corredores gerem o esforço em subidas de uma hora ou mais. Nestes desafios que levam o corpo ao extremo a mente entra em ação. “Sabia o que tinha sofrido ao longo da temporada para estar ali àquele nível e quando vais apanhando atletas que iam à frente, atletas de WorldTour, ir ao mesmo nível é motivador.” Para Lucas Lopes, que este ano assinou o Diário de um sub-23 no TopCycling, a primeira experiência na Volta a França do Futuro foi decisiva. Em 2023 teve um ano marcado por problemas físicos e não chegou na forma ideal, no entanto, foi em crescendo e acabou 45.º. O que mudou em 2024 foi a constância, a saúde de ferro e uma boa base obtida com o trabalho de pré-época. Estes pormenores aliados a muitos dias de competição e três semanas em Serra Nevada dormindo e treinando em altitude deram resultado. “O objetivo era fazer uma boa Volta à França do Futuro e acabei por andar bem o ano todo. Cheguei sem pressão, confiante no trabalho feito e o 12.º lugar foi um excelente resultado para mim e para Portugal. Sinto-me feliz e motivado para fazer ainda melhor no próximo ano e isso passa por fazer top 10. Há margem para melhorar: vou passar a ter mais dias de competição, correr corridas mais duras, com profissionais e posso tentar ajustar alguns treinos. Quero chegar ao WorldTour, é o sonho de qualquer ciclista competir no patamar mais alto.” Ler mais | Lucas Lopes vence na Volta a Madrid ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 4.ª Ronda – Namur Depois da terceira ronda ter sido cancelada devido ao vento forte que se fez sentir em Cabras, a Taça do Mundo continuou em Namur, num dos percursos mais míticos da modalidade. A quarta ronda trouxe-nos um autêntico dia de ciclocrosse, num percurso técnico, lamacento e escorregadio, onde foi essencial toda a técnica dos/das ciclistas. Michael Vanthourenhout e Ceylin del Carmen Alvarado foram os grandes vencedores do fim de semana. Foto: Billy Lebelge Corrida feminina - Alvarado imperial em dia azarado de van Empel O início da corrida foi bastante duro e feito em paralelos escorregadios o que dificultava a aplicação de toda a potência das ciclistas no sprint inicial. Marie Schreiber voltou a ser a mais forte no arranque e assumiu a dianteira da corrida na primeira volta, seguida de perto por Blanka Vas e Heijden. Fem van Empel teve um dia não em Namur com várias quedas e problemas técnicos que a afastaram bastante cedo da luta pela corrida. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Bas e Schreiber passaram a primeira volta na frente com a dupla da Fenix Deceuninck Alvarado e Puck Pieterse, em estreia na temporada, logo atrás. Alvarado manteve a pressão e passou para a frente da prova na quarta volta, quando Lucinda Brand se aproximava da frente mostrando todo o seu finesse nas partes mais técnicas do percurso. Apesar de na última volta quase ser alcançada por Brand, Alvarado aproveitou a vantagem conseguida no decorrer da prova e venceu pela segunda vez consecutiva em Namur. Lucinda Brand chegou no segundo posto a nove segundos com Pieterse, numa excelente estreia, a fechar o pódio. Créditos: UCI CX World Cup Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1ALVARADO Ceylin Del Carmen48:172BRAND Lucinda0:093PIETERSE Puck0:344VAS Blanka Kata0:575SCHREIBER Marie1:136WORST Annemarie1:237VAN EMPEL Fem1:378VAN DER HEIJDEN Inge1:519BACKSTEDT Zoe1:5410BENTVELD Leonie2:12 Top 10 Classificação Geral da Taça do Mundo 1BRAND Lucinda1002VAN EMPEL Fem893SCHREIBER Marie654VAS Blanka Kata635ALVARADO Ceylin Del Carmen616BACKSTEDT Zoe617VAN DER HEIJDEN Inge588WORST Annemarie569BENTVELD Leonie4410VERDONSCHOT Laura42 Corrida masculina - Última volta de loucos decide corrida A corrida masculina começou a todo o gás com a luta pelas primeiras posições na cidadela de Namur. Toon Aerts fez um grande início mantendo-se na frente no fecho da primeira volta, com vários ciclistas a poucos segundos da dianteira. Aerts sofreu uma queda na segunda volta e Kevin Kuhn passou para a frente, numa corrida que seguia renhida e que ia favorecendo quem cometia menos erros. Créditos: B. Hazen / Cyclocross Magazine No decorrer da quinta volta começaram os habituais ataques de meio da corrida e Vanthourenhout, vencedor da ronda de Dublin, adiantou-se à competição, seguido de perto por Verstrynge e Aerts. O duo perseguidor conseguiu fazer a junção à frente. O trio entrou na última volta com a certeza de que iria discutir a vitória, naquela que seria uma volta de loucos. Logo no início, Vanthourenhout teve um problema mecânico, que o obrigou a mudar de bicicleta. Aerts e Verstrynge adiantaram-se, mas já perto do fim... queda de ambos os corredores. Vanthourenhout aproveitou o momento infeliz e ultrapassou o duo, para seguir direto para a vitória. Na luta pelo segundo lugar, Aerts levou a melhor. Verstrynge terminou no último lugar do pódio. https://twitter.com/UCI_CX/status/1868316122770292783 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaTempo1VANTHOURENHOUT Michael1:03:232AERTS Toon0:113VERSTRYNGE Emiel0:304RONHAAR Pim0:455DEL GROSSO Tibor0:586SWEECK Laurens0:597KUHN Kevin1:058MICHELS Jente1:089WYSEURE Joran1:2010VAN DER HAAR Lars1:39 Top 10 Classificação Geral da Taça do Mundo 1VANTHOURENHOUT Michael1052AERTS Toon783SWEECK Laurens674ISERBYT Eli625RONHAAR Pim616WYSEURE Joran607VAN DER HAAR Lars558ORTS LLORET Felipe549KUHN Kevin5310VAN DE PUTTE Victor32 A Taça do Mundo entra na sua fase decisiva com a dupla ronda de Hulst (21 de dezembro) e Zonhoven (22 de dezembro), numa altura em que van Aert e Van der Poel começam a sua temporada. ### Roglic arranca no Algarve rumo a Giro e Tour A maior estrela da Red Bull-BORA-hansgrohe, Primoz Roglic, abre a época na Volta ao Algarve e aponta a Giro d'Italia e Tour de France. Primoz Roglic confirmou este sábado, em Palma de Maiorca, que em 2025 iniciará a época na Volta ao Algarve e daí partirá à conquista do Giro de Itália e do Tour de France. Os objetivos ambiciosos do esloveno foram partilhados com os jornalistas durante o Media Day da Red Bull-BORA-hansgrohe. Roglic tem uma íntima relação com o Giro já que foi aí que se estreou em provas de três semanas, em 2016. Regressou depois para fazer dois pódios, terminando como campeão em 2023. Na quarta presença levará apoios de luxo: o campeão de 2022, Jai Hindley, e o vice-campeão da passada edição, Dani Martínez. Roglic abre a temporada na Volta ao Algarve, em fevereiro, e vai à Volta à Catalunha, em março, não se prevendo mais corridas até ao Giro. O bloco para a corrida italiana vai dividir-se nas corridas de preparação. Hindley faz o Tirreno-Adriático e Martínez vai ao Paris-Nice. "Tivemos uma época bem-sucedida, mas claro, somos ambiciosos e queremos alcançar mais. Finalizamos o Giro na 2ª posição e vencemos a Vuelta, por isso vencer uma grande Volta é o lógico objetivo para 2025. É isso que nos motiva e com a nossa forte equipa está perfeitamente ao nosso alcance.” Ralph Denk, CEO da Red Bull-BORA-hansgrohe. A Red Bull - BORA - hansgrohe apresentou-se em Palma de Maiorca. Reforçar o bloco das clássicas Quanto ao Tour de France, Roglic e Martinez juntam-se a Aleks Vlasov com ambições de classificação geral. À Vuelta a Espanha a equipa vai com dupla liderança: Hindley e Vlasov tentarão defender a honra da equipa germânica que venceu a mais recente edição com Roglic. O quatro vezes campeão da Vuelta não tem nos planos tentar a inédita quinta vitória. A preparação da Red Bull-BORA-hansgrohe para a nova época também incidiu em reforçar o bloco das clássicas. Chegaram o especialista nas Ardenas, Maxim Van Gils, além dos protagonistas do fim de semana de abertura das clássicas em 2024: Oier Lazkano foi 2º na Kuurne-Bruxelas-Kuurne e Jan Tratnik venceu a Omloop Het Nieuwsblad. “A longo prazo, queremos estabelecer-nos com a marca mais atrativa do ciclismo. Além das grandes Voltas, há muitos pontos altos no calendário que podemos influenciar com o nosso estilo. Isto inclui as corridas de uma semana, onde os nossos talentosos voltistas podem assumir a responsabilidade e dar um passo em frente. Ou nas provas de um dia, para as quais especificamente fortalecemos a equipa com novos ciclistas e nas quais também nos estamos a focar.” Ralph Denk, CEO da Red Bull-BORA-hansgrohe. ### UCI anuncia que quer banir monóxido de carbono  A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou que vai propor ao seu comité de gestão que o uso de monóxido de carbono pelos ciclistas seja banido do desporto. Decisão final vai ser tomada pelo corpo executivo da Federação na sua próxima reunião, nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro em Arras, França. Ler mais | Doping, ciclismo e verdades inconvenientes Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Como tudo começou Durante esta edição do Tour de France, o site Escape Collective divulgou uma investigação que provava o uso de monóxido de carbono em múltiplas equipas que corriam a Grande Boucle para “otimizar o treino de altitude dos seus atletas”.  Os jornalistas partilharam que, pelo menos a UAE Team Emirates, a Visma | Lease a Bike, e a Israel-Premier Tech tinham acesso a um aparelho chamado carbon monoxide rebreather, usado para medir doses precisas de monóxido de carbono nos pulmões.  Tadej Pogacar confirmou, na altura, o uso desta nova tecnologia, em declarações após uma etapa do Tour: É um teste no campo de altitude para ver como respondes à altitude. Respiras para um balão por um minuto e depois vês a massa de hemoglobina, e repetes duas semanas depois. Não é como se estivéssemos a respirar tubos de escape dos carros. É um teste muito simples para ver como respondes ao treino em altitude. Tadej Pogacar Créditos: A.S.O. Billy Ceusters O que está em causa Segundo o Escape Collective, site que mediatizou esta questão, há dois usos para este tipo de tecnologia no desporto. O primeiro é chamado carbon monoxide rebreathing, uma ferramenta para medir valores chave do sangue e otimizar os benficios dos treinos de altitude – o que Tadej Pogacar terá mencionado.  O segundo uso é uma abordagem mais agressiva, chamada inalação de monóxido de carbono. Usa as mesmas ferramentas, mas neste caso o atleta inalaria o gás com a intenção única de melhorar a sua performance.  A técnica ainda não foi banida pela WADA - agência de doping internacional – no entanto a prática parece ir contra as regras da agência acerca da manipulação artificial do sangue. Apesar de não haver provas do segundo uso desta tecnologia no pelotão internacional, várias fontes expressaram receio de que o uso estivesse iminente, ou já mesmo a acontecer – segundo o Escape Collective. Créditos: A.S.O. Charly Lopez UCI quer terminar com a prática A prática pode agora estar perto do fim, uma vez que a UCI vai propor ao seu comité de gestão para que proíba esta tecnologia. O organismo partilhou as seguintes informações: O monóxido de carbono é um gás tóxico e sem cheiro, que é regularmente causa de acidentes caseiros. Inalado em baixas doses sob condições seguras, o gás pode ser usado como medicina, para medir a difusão pulmonar de oxigénio ou a massa total de hemoglobina. No entanto, quando repetido, em condições não-médicas, pode causar efeitos secundários como dores de cabeça, fadiga, náusea, vómitos, dores de peito, dificuldades em respirar e perda da consciência.  A UCI considera que estes efeitos secundários, e o desconhecimento total acerca dos efeitos a longo prazo da inalação repetida de monóxido de carbono, justificam a proibição do uso deste tipo de gás devido a razões médicas. O seu uso num ambiente médico, por profissionais qualificados, e dentro do contexto de medir a massa hemoglobina total pode, no entanto, ser autorizado. União Ciclista Internacional A decisão final vai ser tomada pelo corpo executivo da Federação na próxima reunião, nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, em França.  Créditos da fotografia de destaque: Justin Setterfield/Getty Images ### Van der Poel anuncia calendário de ciclocrosse para 2025 A Alpecin-Deceuninck anunciou em comunicado o calendário de ciclocrosse de Mathieu Van der Poel para a temporada 2024/2025. O ciclista neerlandês vai correr 11 provas entre as quatro principais competições, com foco nos Campeonatos do Mundo de Liévin. Para além disso vamos poder ver o embate entre Van der Poel e van Aert por quatro ocasiões. Créditos: SprintCyclingAgency Seis rondas da Taça do Mundo Van der Poel vai dividir o seu calendário pelas quatro competições mais importantes disputando seis rondas da Taça do Mundo. Corre também por uma vez no Superprestige e no Exact Cross e por duas no X2O, antes de correr os Campeonatos do Mundo de ciclocrosse no início de fevereiro. Objetivo é o sétimo Campeonato Mundial Van der Poel optou por um calendário de inverno mais extenso em detrimento de um mais compacto como o de van Aert, com o grande objetivo a ser alcançar o recorde de sete títulos de Erik De Vlaeminck: “O objetivo é o sétimo título mundial, claro. É a única coisa que ainda me falta alcançar no CX: o recorde único de Erik De Vlaeminck. O campeonato do mundo em Liévin é o verdadeiro objetivo , embora espere lutar pela vitória em todas as outras corridas em que participo." Van der Poel Créditos: SprintCyclingAgency Quatro embates com van Aert Nas 11 corridas em que vai participar, Van der Poel e van Aert vão encontrar-se em quatro. O primeiro confronto está marcado para dia 23 de dezembro no Superprestige de Mol, na estreia de van Aert na temporada de ciclocrosse. Segue-se o Azencross de Loenhout no dia 27 de dezembro antes do duplo embate na Taça do Mundo em Dendermonde (05 de janeiro) e Maasmechelen (25 de janeiro). Créditos: UCI Cyclo-cross World Cup Ausência de Benidorm para potenciar pico de forma nos Mundiais Ao contrário das últimas temporadas, Van der Poel não marca presença na Taça do Mundo em Benidorm já que vai estar afastado da competição por duas semanas em janeiro. O objetivo é apontar o pico de forma para os Mundiais, corrida que admite não ter tido as melhores sensações em 2024, apesar do domínio. “Adotamos uma abordagem diferente este inverno. No ano passado, comecei a época em grande forma, mas o Campeonato do Mundo não foi a minha melhor corrida da época em termos de sensações. Agora estamos a tentar atingir o pico nos Mundiais, concentrando-nos em preparações específicas em estágio. Para uma eficiência máxima, é melhor não interromper a preparação”. Van der Poel Créditos: CX Benidorm / Yago Urrutia Dose dupla de Ciclocrosse no fim de semana Apesar dos calendários de ciclocrosse de van Aert e Van der Poel terem sido anunciados recentemente, a temporada de ciclocrosse segue a bom ritmo e tem dose dupla no próximo fim de semana (14/15 de dezembro). No sábado (14) disputa-se a quarta ronda do troféu X2O em Herentals e no domingo (15), Namur recebe a quarta ronda da Taça do Mundo, depois do cancelamento da corrida de Crabras devido ao mau tempo. ### 51.ª Volta ao Algarve - Percurso renovado promete espetáculo A 51.ª edição da Volta ao Algarve vai para a estrada entre 19 e 23 de fevereiro de 2025 e terá um percurso renovado. Com estas mudanças, a organização procura criar novos motivos de interesse desportivo para atrair mais adeptos à região e aumentar as audiências televisivas. Ler mais | 51.ª Volta ao Algarve - Guia com as equipas e as etapas Créditos: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Chegada ao Malhão pela primeira vez em contrarrelógio A Volta ao Algarve mantém a chegada ao alto do Malhão que pela primeira vez será feita em contrarrelógio. Foi ainda criada uma etapa totalmente nova com final em Faro e a chegada à Fóia será mais exigente do que nos últimos anos. As etapas 1.ª Etapa A primeira etapa arranca de Portimão no dia 19 e termina em Lagos na Avenida dos Descobrimentos ao fim de 190 km. Esta tirada deverá dar oportunidade aos sprinters de lutar pela primeira etapa e camisola amarela da edição 51 da corrida. 2.ª Etapa A segunda etapa começa em Lagoa e traz-nos a primeira novidade com a subida final na Fóia fazer-se pela vertente norte da serra. A ascensão para a meta tem 8,4 km de extensão, com a fase mais dura da subida a ser um quilómetro de pendente média a rondar os 10 % que aparece a 3,5 km do final. 3.ª Etapa Ao terceiro dia, a caravana parte de Vila Real de Santo António e percorre 183,5 km até Tavira. Esta será mais uma oportunidade para os sprinters. 4.ª Etapa A quarta etapa joga-se em modo clássica onde o desfecho final é uma incógnita. Vai ser uma tirada de 175,2 km, entre Albufeira e Faro com três contagens de montanha colocadas nos derradeiros 50 km. (Perfil a anunciar) 5.ª Etapa A quinta e última etapa da 51.ª edição da Volta ao Algarve termina na tradicional chegada ao Alto do Malhão, que este ano acontece em sistema de contrarrelógio individual. Os ciclistas partem de Salir e têm 19,6 km de esforço individual com os últimos 2600 metros a serem feitos com uma inclinação média de 9,2%. UAE Team Emirates e Tudor Pro Cycling confirmadas A organização da Volta ao Algarve anunciou nas últimas semanas nove equipas, às quais se juntam a UAE Team Emirates que se vai passar a designar UAE Emirates XRG a partir da próxima temporada. António Morgado, Ivo Oliveira, João Almeida e Rui Oliveira são os portugueses no plantel da equipa número um do ranking mundial. A equipa suíça Tudor Pro Cycling, que tem o português Ricardo Scheidecker como um dos principais diretores também marca presença e junta-se às equipas continentais portuguesas e a um pelotão de grande nível. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Equipas Confirmadas WorldTeams: Alpecin-Deceuninck (BEL), Bahrain Victorious (BAH), EF Education-EasyPost (EUA),Groupama-FDJ (FRA), INEOS Grenadiers (GBR), Intermarché-Wanty (BEL), Team dsm-firmenichPostNL (NED), UAE Team Emirates (UAE). ProTeams: Caja Rural-Seguros RGA (ESP), Lotto (BEL), Tudor Pro Cycling (SUI). Ciclismo para Todos O programa da Volta ao Algarve integra também um evento de ciclismo para todos, permitindo aos ciclistas amadores e entusiastas da bicicleta participarem na Volta ao Algarve. No dia 22, Faro irá receber o Algarve Granfondo, onde os participantes poderão optar entre doisdesafios, os 130 quilómetros do granfondo e os 90 quilómetros do mediofondo. São esperados mais de mil ciclistas amadores na prova de participação popular da Volta ao Algarve. ### Patrick Lefevere deixa liderança da Soudal Quick-Step após mais de duas décadas Patrick Lefevere, uma das figuras mais marcantes do ciclismo profissional, anunciou a sua saída do cargo de CEO da equipa Soudal Quick-Step. Aos 69 anos, Lefevere afirmou que este é "o momento certo para mudar", encerrando uma era que começou em 2003, quando fundou a equipa a partir da extinta Domo-Farm Frites. Sob a sua liderança, a Soudal Quick-Step tornou-se uma das equipas mais vitoriosas da história do ciclismo, com mais de 1.000 triunfos, incluindo 22 Monumentos, uma grande volta, 124 vitórias em etapas de grandes voltas e 19 títulos mundiais. Nomes como Tom Boonen, Julian Alaphilippe e Philippe Gilbert brilharam sob a sua liderança. https://twitter.com/soudalquickstep/status/1866562584385663409 Jurgen Foré, que assumiu o cargo de COO no início do ano, sucederá Lefevere como CEO. Lefevere mostrou confiança no futuro da equipa, destacando o trabalho de Foré com patrocinadores e parceiros. “Foi uma honra liderar esta equipa incrível e criar tantas memórias especiais. Agradeço à minha família, aos ciclistas, à equipa técnica, aos patrocinadores e ao proprietário Zdenek Bakala”, Disse Lefevere. O panorama do pelotão WorldTour tem vindo a sofrer alterações importantes, com a equipa Ineos também a registrar alterações importantes na sua estrutura. Nos últimos anos temos assistido ao fim de uma era e à transição para um novo cenário, com diferentes protagonistas, tanto a nível individual como das equipas. Créditos da fotografia de destaque: Soudal Quick-Step Pro Cycling Team/Wout Beel ### TopCycling com Afonso Eulálio no estágio da Bahrain Estivemos em Espanha com Afonso Eulálio, pioneiro português na Bahrain Victorious e estreante no WorldTour. Chega dezembro e cumpre-se a tradição do TopCycling registar a chegada dos portugueses ao WorldTour, neste caso Afonso Eulálio que vai correr na Bahrain. A equipa do Golfo Arábico é cliente habitual em Altea, situada junto a fantásticas praias situadas na Costa Branca, entre Alicante e Valência. O corredor da Figueira da Foz só pode vestir as novas cores a 1 de janeiro, mas recebeu-nos com um sorriso rasgado. Afonso Eulálio chegou à Bahrain através da agência da moda; a A&E Sports também representa Tadej Pogacar e tirou Maxim Van Gils da Lotto. No dia a dia é com Beñat Intxausti que trata, foi o antigo corredor da Movistar e da Sky que o recrutou.  O primeiro impacto é a frota da Bahrain: entre carros e camiões levaram 11 veículos para estágio e remeteram a “vizinha” VF Group Bardiani a um humilde cantinho. Mais adiante estão a FDJ-Suez de Demi Vollering e a Hagens Berman Jayco de Gonçalo Tavares. Em Altea o ambiente é relaxado e tirando algum vento forte as equipas desfrutam de um inverno ameno e seco. As condições são excelentes; até a Ineos Grenadiers, que adora Maiorca, escolheu a Comunidade Valenciana este ano. Discurso genuíno e sem tiques de vedetismo É neste contexto, que deslumbra qualquer fã, que encontramos Afonso Eulálio. Após ter feito o bike fit na Eslovénia – uma das bases de operações da Bahrain – o português ainda anda meio perdido no meio de tantas caras novas. Valem o colega de quarto Edoardo Zambanini e o veterano Pello Bilbao para por a conversa em dia e fazer as devidas apresentações. Até pode ser a primeira vez de um português na Bahrain, mas o outro patrocinador – Merida – conhece bem o nosso mercado. Com Rui Costa vestido à campeão do mundo a Merida fartou-se de vender bicicletas no nosso mercado em 2014. Vale a pena ouvir Afonso Eulálio porque é um atleta de 23 anos em estado puro. Discurso genuíno e sem tiques de vedetismo, mesmo que tenha sido o herói sem prémio da Volta a Portugal. Gonçalo Moreira e Afonso Eulálio - Entrevista https://youtu.be/luSaNNngwA4 Estreia oficial será no Tour Down Under Desde 2015 que um ciclista português não passava do pelotão nacional direto para o WorldTour.  A estreia oficial será no Tour Down Under, a 21 de janeiro. É pelo menos esse o plano. A corrida australiana ronda os 800 km divididos em seis etapas e costuma ser marcada pelo calor. A etapa mais icónica tem meta em Willunga Hill, os 3,6 km mais famosos do ciclismo aussie. Em Willunga Hill, Richie Porte ganhou seis vezes e no último ano foi a vez do neo-pro Oscar Onley (Dsm). ### João Almeida repete Tour com Pogacar em 2025  Media day da UAE Team Emirates começou a abrir a cortina sobre a organização do calendário dos ciclistas. João Almeida volta a correr o Tour de France com Tadej Pogacar em 2025. Ciclista português também deverá correr a Vuelta. O esloveno volta às clássicas da Primavera depois do Giro em 2024. Ler mais | UAE Emirates de João Almeida: 82 vitórias para a história Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Tadej Pogacar Depois de um 2024 para os livros de História, Tadej Pogacar vai voltar a correr duas Grandes Voltas e as clássicas da Primavera. A época vai começar no UAE Tour. Seguem-se Strade Bianche, Milan-San Remo, E3, Gent-Wevelgem e o Tour de Flanders, antes das clássicas da Ardenas - Amstel Gold Race, a Flèche Wallonne e a Liège-Bastogne-Liège. Sendo assim, não deverá correr o Giro, o que abre espaço para o Critério do Dauphiné antes da defesa do título do Tour de France. A participação na Vuelta, apesar de provável, ainda não está confirmada – ao contrário da presença nos Campeonatos do Mundo, onde vai tentar revalidar a Camisola do Arco-Íris. Queria voltar ao empedrado e vou voltar a fazê-lo no futuro. Estou a guardar o Paris-Roubaix para depois. Mas adoro correr as clássicas (…) Depois do Giro-Tour esta época, gostava de fazer o Tour-Vuelta, ou mesmo o Giro-Vuelta. mas o Tour é o Tour, e vai voltar a ser a minha prioridade para o ano, com os campeonatos do mundo (…) Gostava de correr as três Grandes Voltas um dia, mas há 30 ciclistas na equipa, não posso correr tudo. Tadej Pogacar Créditos: A.S.O. Billy Ceusters João Almeida e os super escudeiros Sobre João Almeida, Joxean Matxin revelou pouco, mas ficou-se a saber que o português vai repetir a participação no Tour de France, ao lado de Tadej Pogacar, tal como em 2024. A Vuelta também é provável no calendário do português, restando saber se será o líder da equipa, ou se terá a companhia de Pogacar. Créditos: LaPresse De resto, Matxin partilhou que Adam Yates vai marcar presença no Giro e no Tour, enquanto que Juan Ayuso fará apenas uma Grande Volta em 2024: o Giro d’Italia. Entre outro tópicos, soube-se ainda que o super talento da UAE, Pablo Torres, vai começar a época no Tour Down Under, e que não tem nenhum Grande Volta planeada em 2025. Ler mais | Valeu João Almeida! Top 5 nas três grandes voltas Créditos: Sam Buchli Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse O que está confirmado Confira, em baixo, uma lista com tudo o que ficou confirmado acerca do calendário de Almeida, Pogacar e os outros UAE para 2025. Tadej Pogacar: UAE Tour; Strade Bianche, Milan-San Remo, E3, Gent-Wevelgem; Tour de Flanders; Amstel Gold Race; Flèche Wallonne; Liège-Bastogne-Liège; Critério do Dauphiné*; Tour de France; Vuelta a España*; Campeonatos do Mundo.  João Almeida: Tour de France; Vuelta a España*.  Adam Yates: Giro d’Italia; Tour de France.  Juan Ayuso: Giro D’Italia. *Requer confirmação oficial Créditos da fotografia de destaque: UAE Team Emirates / Fizza ### A nova Colnago Y1Rs | Mostramos pormenores e preços Foi oficialmente revelada a nova Colnago Y1Rs. Numa altura em que algumas marcas retiram do seu catálogo as bicicletas Aero, a marca italiana lança um modelo focado na aerodinâmica, resultado de uma colaboração com o Politécnico de Milão e a Khalifa University. Características Principais da Colnago Y1Rs Guiador e Avanço CC.Y1 O CC.Y1 é um dos destaques da Y1Rs, apresentando um design inspirado na engenharia aeronáutica. O formato em “asa de gaivota” dos avanços, segundo a marca, minimiza a turbulência e melhora o fluxo de ar na zona frontal da bicicleta. Afirmam os responsáveis da marca que o sistema oferece: Ganho Aerodinâmico: Redução significativa do arrasto, otimizando o desempenho. Maior rigidez: O design mais rígido, garante eficiência máxima nos sprints. Integração: Totalmente integrado com o quadro e forqueta, de acordo com as normas UCI. Em resumo, o mesmo discurso de todas as outras marcas, no entanto, há uma coisa que não passa desapercebida: O design inovador e arrojado desta bicicleta. Espigão DEFY Uma inovação no design do espigão, com elementos interligados em forma de Y, que alinha o espigão com o tubo do selim, reduzindo o arrasto (drag). De acordo com a Colnago, este sistema garante maior absorção de impactos e torna os percursos longos menos desgastantes. Permite ainda um equilíbrio entre conforto e rigidez para esforços intensos. Aerodinâmica com grade de bidão integrada O quadro foi otimizado para melhorar o fluxo de ar. A curvatura do tubo inferior mantém este alinhado com a roda dianteira, reduzindo a interferência do fluxo de ar. As grades de bidão foram desenvolvidas para garantir a aerodinâmica, mesmo com bidões normais, um pouco à semelhança do que outras marcas têm feito. Rigidez e Peso A Colnago Y1Rs é uma máquina Aero, mas mantém equilíbrio entre rigidez e leveza. Segundo a Colnago, esta bicicleta é 3,5% mais rígida nos sprints do que a V4Rs. Apesar dos pormenores Aero, o quadro pesa 965 grs. e a configuração completa pesa 7,51 kg. na versão UAE Team Emirates. (De acordo com informação da marca). Modelos e cores Os preços variam entre os €6.710 para o kit de quadro, e os €16.500 para montagens completas. (Ver tabela abaixo). Cores UAE Team Emirates, UAE Team ADQ e Rainbow. UAE Team Emirates UAE Team ADQ Rainbow A nova Colnago Y1Rs promete performance. Para já, o seu design capta certamente a atenção do público e ciclistas. ### Parceira Specialized e FDJ-SUEZ - O efeito Vollering A Specialized, uma das líderes globais em inovação no ciclismo, anunciou uma parceria estratégica com a equipa profissional FDJ-SUEZ, a iniciar em 2025. Relembrar que a super campeã Demi Vollering vai-se juntar à FDJ-SUEZ na próxima temporada, pelo que esta operação se poderá prender também com esse facto. Ler mais | Demi Vollering na FDJ-SUEZ é bênção para o ciclismo feminino Créditos: A.S.O. / Charly Lopez A Colaboração Para a Specialized, a colaboração “reflete uma ambição partilhada, enraizada em valores comuns de desempenho e inovação”. A marca diz ainda que a FDJ-SUEZ se estabeleceu “no mais alto nível da competição internacional, como uma mistura única de dinamismo e competitividade”.  A Specilized afirma mesmo que a parceria é uma oportunidade de colaborar com uma equipa decididamente focada no futuro, e que a FDJ-SUEZ “beneficiará da tecnologia de ciclismo de primeira linha, bem como da experiência e apoio da Specialized no desenvolvimento de bicicletas e equipamentos de alto desempenho adaptados às exigências de competir ao mais alto nível.” Estamos extremamente orgulhosos de iniciar esta colaboração com a Specialized, um líder indiscutível no mundo do ciclismo. Esta parceria representa uma tremenda oportunidade para a nossa equipa alcançar novos patamares, combinando os nossos pontos fortes e experiência para alcançar os nossos ambiciosos objetivos. Este é uma relação construída com base na confiança, impulsionada pela inovação e dedicada a apoiar as ambições dos nossos atletas e do ciclismo como um todo. Stephen Delcourt, Director Geral da FDJ-SUEZ A FDJ-SUEZ impressionou-nos imediatamente com a sua abordagem internacional dinâmica às corridas, visão ousada para o futuro e rica história do ciclismo francês. Juntos, esperamos elevar o futuro do desporto feminino, impulsionar a inovação e partilhar a nossa paixão por pedalar o planeta para a frente. Scott Jackson, Líder da S-Racing A FDJ-SUEZ Fundada em 2006 por Gatien Merlot, a FDJ-SUEZ nasceu da visão de um pai de criar oportunidades para a sua filha, uma ciclista. Em 2017, por iniciativa do Diretor Geral Stephen Delcourt, a FDJ tornou-se patrocinadora principal, acompanhada pela SUEZ em junho de 2022 como copatrocinadora.  Primeira equipa francesa a integrar a WorldTeam Feminina da UCI, a FDJ-SUEZ conta com uma lista de 18 atletas de cinco nacionalidades diferentes. Depois de várias temporadas marcantes, a equipa ultrapassou as 75 vitórias em 2024.  A temporada de 2025, que celebra o 20º aniversário da equipa, dará início a um novo capítulo destacado pelo anúncio da colaboração com a Specialized e uma das iniciativas de recrutamento mais promissoras no ciclismo profissional. Entre as novas adições estão Demi Vollering, uma das melhores corredoras do mundo e vencedora do Tour de France Femmes avec Zwift de 2023, e Juliette Labous, campeã francesa de estrada em 2025. Juntamente com a trepadora Evita Muzic, as ciclistas vão liderar a equipa numa nova temporada. ### Velo D’or 2024: Domínio de Pogacar Foram entregues, no passado dia 6 de dezembro, os prémios Velo D’or 2024, numa cerimónia em Paris, França.  Tadej Pogacar fez o mesmo que vinha a fazer durante a época, e dominou com dois prémios. Lotte Kopecky foi a melhor ciclista feminina. Ler mais | Velo D’or: a história dos prémios do ciclismo Homem da noite Tadej Pogacar foi – sem margem para dúvidas - o grande destaque da época ciclista internacional em 2024, e, como tal, o destaque nos Velo D’or 2024.  O esloveno levou para casa o Velo D’or masculino, para melhor ciclista do ano, e também o troféu Eddy Merckx masculino, para os melhores ciclistas de clássicas do ano. Disse o seguinte sobre as vitórias:  “Ainda era novo na última vez que ganhei. Passaram três anos, e fui-me apercebendo da importância das coisas. Sinto-me honrado de que todo o tralhado tenha sido reconhecido. Vai ser quase impossível ter outro ano assim, mas vou fazer o meu melhor”.  Tadej Pogacar As duas Grandes Voltas, os dois Monumentos, o Campeonato do Mundo e as 24 vitórias WorldTour ficam, assim, celebradas com a entrega deste prémio. Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Kopecky não ficou atrás Não existisse Tadej Pogacar, e Lotte Kopecky seria o destaque máximo no ciclismo em 2024. Tal como o esloveno, a belga levou para casa o Velo D’or feminino, e o troféu Eddy Merckx feminino. Disse, na receção dos prémios:  “Queria muito adicionar isto à minha lista de honras. Estou mesmo muito feliz com os meus feitos este ano”. Lotte Kopecky Relembrar que a ciclista da SD-Worx Protime venceu por 16 vezes – 11 delas vitórias WorldTour. Destacam-se a Strade Bianche, o Paris-Roubaix, uma etapa no Giro, os Campeonatos Nacionais (estrada e contrarrelógio), os Europeus (contrarrelógio), e os Mundiais (Estrada). Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Os outros prémios Os restantes cinco prémios ficaram distribuídos por cinco ciclistas diferentes: Prémio Gino Mader (compromisso social): Luís Angel Maté Prémio melhor ciclista de disciplinas olímpicas: Harrie Lavreysen Prémio Bernard Hinault (melhor ciclista francês): Romain Bardet Prémio Daniel Morelon (melhor ciclista francês de disciplinas olímpicas): Pauline Ferrand-Prevot Prémio Paraciclismo: Alexandre Léauté Luís Angel Maté na Volta a PortugalCréditos: Podium Events Lista de Prémios do Velo D'or 2024 Confira, em baixo, a tabela completa das distinções entregues nos Velo D’or 2024: Categoria Vencedor 2º Lugar 3º Lugar Velo D’or Masculino Tadej Pogacar Remco Evenepoel Mathieu van der Poel Velo D’or Feminino Lotte Kopecky Demi Vollering Kasia Niewiadoma Troféu Eddy Merckx masculino Tadej Pogacar Mathieu van der Poel Jasper Philipsen Troféu Eddy Merckx feminino Lotte Kopecky   Troféu Gino Mader Luís Angel Maté   Troféu melhor ciclista olímpico Harrie Lavreysen   Troféu Bernard Hinault Romain Bardet Valentin Madouas Cedrine Kerbaol Troféu Daniel Morelon Pauline Ferrand-Prevot Joris Daudet Benjamin Thomas Troféu Paraciclismo Alexandre Léauté Mathieu Bosredon Marie Patouillet  Créditos da fotografia de destaque: Marco Alpozzi/Lapresse ### O renascer do ciclismo do Brasil Perderam Vinícius Rangel no WorldTour, mas há sinais positivos para o futuro do ciclismo do Brasil com Henrique Bravo e Guilherme Lino. O ciclismo do Brasil vive dias de renovação com as passagens a profissionais de Henrique Bravo e Guilherme Lino, a nova vaga de talentos que pretende suceder a Vinícius Rangel. Não sendo uma nação com enorme tradição, o Brasil já fez história no ciclismo. Mauro Ribeiro e Murilo Fischer escreveram grande parte da narrativa canarinha na máxima categoria.  Ribeiro foi o primeiro e, até hoje, o único atleta brasileiro a vencer no Tour de France, em 1991. Fischer foi o que mais venceu: o sprinter chegou a ganhar nove corridas em 2005, melhor ano da carreira. Nunca esquecendo Luciano Pagliarini, velocista que brilhou com vários triunfos no Tour de Langkawi e na clássica de Almería quando representou a Lampre. Foi também pioneiro para o Brasil ao ganhar uma prova UCI ProTour, em 2007, no Eneco Tour. Foto: Maximiliano Blanco/Getty Images Vinícius Rangel Nos últimos anos, o Brasil foi representado na alta roda do pelotão mundial masculino por Vinícius Rangel, que este ano terminou a ligação à Movistar. O atleta natural de Cabo Frio, estado do Rio de Janeiro, encerrou a etapa explicando os motivos do regresso a casa em carta aos fãs. “Decidi voltar ao meu país, após cinco anos a correr na Europa. Alcancei muito mais do que podia ter imaginado. Desfrutei de correr em muitos dos maiores eventos do mundo. Partilhei o pelotão, e experiências, com alguns dos melhores deste desporto. E tornei-me amigo de tanta gente desta linda família. Tudo isso, carregando a bandeira do Brasil pelo mundo. Foi uma honra incrível.     O meu corpo e a minha mente pedem-me agora que desfrute do desporto de uma maneira diferente. Sinto que vou desfrutar, no Brasil, do tipo de liberdade que não alcancei na Europa. Sinto que tenho muito para dar ao desporto e quero fazê-lo no meu país. Quero agradecer a todas as equipas, companheiros e treinadores que me apoiaram durante estes anos." Vinícius Rangel, em carta aberta depois de deixar a Movistar Vinicius Rangel na clássica Eschborn-Frankfurt este ano.Foto: Christian Kaspar-Bartke/Getty Images Preparar o futuro Há indicadores positivos em relação ao desenvolvimento do ciclismo brasileiro. O Tour do Rio, por exemplo, voltou após nove anos de ausência como prova UCI e o vencedor foi Sergio Henao, que passou por Sky e UAE. A perda de Vinícius Rangel não apaga a chegada à Europa de atletas promissores. Andrey André já é profissional na Gi Group Holding - Simoldes - UDO, mas quem são as outras caras novas que vão representar o Brasil no pelotão europeu em 2025? Henrique Bravo > Soudal Quick-Step Devo Com apenas 18 anos, foi 2.º nos campeonatos nacionais de contrarrelógio e 3.º na estrada na categoria júnior. Começou no BTT seguindo as pedaladas do maior ciclista brasileiro da década, Henrique Avancini. É de Nova Lima, periferia da capital mineira, Belo Horizonte, e em 2024 destacou-se no calendário amador espanhol correndo pela Picusa Academy, projeto de formação baseado na Galiza. Foi o campeão da Volta Ribera del Duero que António Morgado (UAE) levou em 2022 à frente de AJ August (Ineos). "Estou muito entusiasmado por entrar nesta equipa, é um sonho. Na América do Sul temos uma boa cultura no ciclismo de montanha, mas não tanto na estrada. Conseguir ir para uma equipa na Europa é difícil para os brasileiros, quase não acreditam que seja possível. Agora espero provar que é possível a abrir portas a mais sul-americanos. Penso ser um ciclista para as subidas longas, mas vamos ver." Henrique Bravo em comunicado da Soudal Quick-Step Devo. Créditos: Soudal Quick-Step Guilherme Lino > Tavfer - Ovos Matinados- Mortágua Guilherme Lino tem 18 anos e acaba de assinar contrato profissional com a Tavfer - Ovos Matinados- Mortágua. É o primeiro fruto de uma nova parceria entre a Landeiro - KTM - Matias & Araújo - Frulact e a equipa Continental de Mortágua. Curiosamente, vai correr com João Matias que é presidente do clube de formação de Barcelos. Lino é conhecido como "Katraquinha" em homenagem ao pai Alessandro Katraca, ex-ciclista. Destacou-se na Volta a Portugal do Futuro (5.º na geral e vitória em etapa), mas foi correndo em casa que deu espetáculo vencendo o campeonatos brasileiro e o Pan-Americano. "Os meus principais objetivos são: alcançar o título de campeão nacional e campeão Pan-Americano no meu primeiro ano na categoria sub-23, além de ganhar uma competição na Europa. Estou determinado a trabalhar duro para alcançar essas conquistas. Fazer parte da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua é uma sensação incrível, estou muito feliz." Guilherme Lino Nota ainda para outra promessa brasileira: Dimas Mota foi 3.º na Volta a Portugal e ganhou a Taça de Portugal na categoria de cadetes. Em 2025 troca a Landeiro pela Picusa Academy. Ler mais | Radar TopCycling – Cadetes de 2024 Ciclismo feminino Enquanto os homens perderam referências no WorldTour, as mulheres ganharam uma nova estrela. Em 2025, a campeã nacional Ana Vitória Magalhães vai representar a Movistar. A carioca de 24 anos fez a época passada na italiana Bepink-Bongioanni e ficou perto de vencer uma etapa no Giro de Itália. Tota, como é conhecida, também correu em Espanha pela Bizkaia-Durango onde chegou a ser colega de Daniela Campos e de Beatriz Pereira. ### Van Aert anuncia calendário de ciclocrosse para 2025 Wout van Aert anunciou o seu calendário para a temporada de inverno de ciclocrosse. Em comunicado da sua equipa Visma-Lease a Bike com quem tem contrato vitalício, ficamos a conhecer as seis corridas onde vai participar o ciclista belga. Créditos: SprintCyclingAgency Calendário compacto e sem Campeonatos do Mundo Van Aert vai participar em menos corridas que na temporada de 2023/2024 - participou em nove - e não marca presença nos Campeonatos do Mundo de Liévin a 2 de fevereiro. A superestrela do ciclismo mundial optou por um calendário compacto, onde diz encarar este inverno com ambições modestas por amor à modalidade “Este inverno, optámos por um calendário compacto de seis corridas que se enquadram bem no meu plano de treino. Será uma época de ciclocrosse que abordarei por puro amor ao desporto, mas com ambições modestas." Wout van Aert Créditos: SprintCyclingAgency Três rondas da Taça do Mundo Wout van Aert inicia a sua temporada de ciclocrosse nas vésperas de Natal a 23 de dezembro na corrida do Superprestige em Mol. Segue-se depois a corrida do Exact Cross de Loenhout e Superprestige em Gullegem antes de se estrear na Taça do Mundo de 2024. Van Aert vai correr três rondas da Taça do Mundo em Dendermonde e Benidorm antes de terminar a sua temporada de ciclocrosse em Maasmechelen. 23/12 Mol - Superprestige 27/12 Loenhout - Exact Cross 4/1 Gullegem - Superprestige 5/1 Dendermonde - Taça do Mundo 19/1 Benidorm - Taça do Mundo 25/1 Maasmechelen - Taça do Mundo Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2024 Embates entre o Big Three por anunciar Depois de anunciado o calendário de van Aert, persiste a dúvida sobre a temporada de Van der Poel que deverá ser anunciada em breve. Para além dos eternos rivais mantém-se também a interrogação na abordagem da temporada de ciclocrosse de 2024/2025 do recém contratado Pidcock, sendo sempre interessante acompanhar os embates entre o Big Three da estrada no ciclocrosse. ### Pidcock assina pela Q36.5 até 2027 Thomas Pidcock assinou pela Q36.5 Pro Cycling Team, equipa que milita na divisão ProTeam, até 2027. A equipa suíça da segunda divisão do ciclismo mundial confirmou os rumores e confirmou a contratação do ciclista britânico, que acaba o seu percurso na INEOS Grenadiers. Rafa Gomez - SprintCyclingAgency©2024 Liberdade para continuar o seu percurso versátil Depois de quatro anos na equipa britânica e proveniente da Trinity, o bicampeão olímpico de XCO assume agora funções numa equipa que lhe dará total liberdade para continuar o seu versátil percurso pelas várias modalidades do ciclismo. Em comunicado, a Q36.5 Pro Cycling Team destacou esta versatilidade, paixão e ambição: "A Q36.5 Pro Cycling Team orgulha-se de dar as boas-vindas a Tom Pidcock, que inicia um novo e excitante capítulo na sua carreira. Conhecido pela sua versatilidade e pela sua vontade incessável, o britânico de 25 anos vai trazer a sua paixão, ambição e talento de classe mundial para a equipa." Q36.5 Pro Cycling Team A.S.O. Charly Lopez União dois dias depois do divórcio Dois dias depois do anúncio da INEOS Grenadiers, de terminar ligações com o ciclista britânico, Pidcock junta-se agora a uma equipa que sente, lhe dará motivação, pelo seu crescimento, parceiros e marcas associadas “Não é apenas uma mudança de camisola, é o início de algo especial. A oportunidade de trabalhar com uma equipa que está a crescer, com parceiros e marcas incríveis é algo que me motiva. Mal posso esperar para ver o que vamos conseguir juntos.”   Thomas Pidcock Tim de Waele/Getty Images) "2025 vai ser cintilante" A Q36.5 publicou umas horas antes do anúncio oficial de ambas as partes, uma imagem de um fósforo com a parte superior marcada por um verde fluorescente. Esta publicação suscitou dúvidas sobre se estava eminente o anúncio do seu novo equipamento até que mais tarde surge Pidcock a acender o fósforo dizendo: "2025 vai ser cintilante". Esta contratação põe fim a uma novela que durou a temporada inteira e põe ainda mais interesse na divisão ProTeam que, depois do anúncio de Alaphilippe e Hirschi na Tudor, tem agora o vencedor da Strade Bianchi (2023) e da Amstel Gold Race (2024). https://twitter.com/Q36_5ProCycling/status/1864974735609573600 https://twitter.com/tompidcock/status/1864988701710754040 ### Tom Pidcock e INEOS: Fim do percurso INEOS Grenadiers confirmou, esta quarta feira, o divórcio anunciado com Tom Pidcock. Uma revolução que vem aí e começa pela estrela da companhia. Ler mais | Transferências 2025 | Ciclismo de Estrada Sinais do Divórcio entre Tom Pidcock e INEOS Os sinais da ruptura entre Tom Pidcock e INEOS Grenadiers já se vinham a notar, devido a disputas com o calendário do corredor, ou o seu foco em várias disciplinas. Mas as tensões culminaram em 2024 – um ano abaixo das expetativas, para Pidcock e para a INEOS.  A equipa ganhou apenas 14 corridas em 2024, e o corredor britânico venceu apenas uma vez esta época - na Amstel Gold Race – depois de só ter vencido por duas vezes em 2023, na Volta ao Algarve e na Strade Bianche. Em setembro, pareceu culpar a INEOS pelos resultados: Sim, é verdade que há um número de problemas dentro da equipa com que tenho de lidar, e para ser honesto, não me ajudam a estar no meu melhor. Tom Pidcock Em outubro, o ‘Sporza’ publicou um artigo em que um “espião do pelotão” contava que Pidcock mantinha uma postura “solitária” dentro da INEOS, com “o seu próprio doutor e staff”. Nesse mesmo mês caiu a notícia “bomba” da desseleção de Pidcock Il Lombardia, último monumento do ano. Tom Pidcock (GBR - INEOS Grenadiers). Créditos: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2024 Il Lombardia marcou o fim Na véspera da clássica das folhas mortas, e quando tudo indicava que Pidcock alinhasse à partida, a equipa reverteu a sua seleção para a corrida, sem qualquer explicação. O britânico não se conteve: Mesmo quando as coisas estavam a melhorar depois de um fim de ano turbolento, dou desselecionado da Lombardia amanhã. Estou em grande forma e estava entusiasmado! Boa sorte aos rapazes, para mim o fim de época veio mais cedo. Obrigado a todos os que me apoiaram nos tempos difíceis. Tom Pidcock O diretor desportivo da INEOS comentou, na altura, a situação: “Obviamente não sou estúpido, parace estranho, mas a realidade é que a equipa tem o direito de o fazer. É toda a informação que tenho agora. Foi uma decisão da Direção acerca da equipa final.”  Até Geraint Thomas, um dos mais experientes do pelotão e da equipa, teve alguns comentários em relação à situação: “Não sei o que se passou, mas quando és o ciclista mais bem pago da equipa, é uma situação muito má. Ele não está contente, a equipa também não. Como chegou até aqui? Não sei (...) As pessoas à volta do Tom, não me parece que ajudem... Vi que o Zak disse que era uma decisão da direção, então não tem a ver com performance. Eu não sei nada sobre isso, nos somos só ciclistas, certo? O que é que sabemos da Direção?”  Geraint Thomas Pódio fo Giro Della'Emilia, onde Pidcock foi segundo. Não correria a Il Lombardia alguns dias depois Créditos: Massimo Fulgenzi/SprintCyclingAgency©2024 O anúncio do fim e o que vem aí A INEOS anunciou, finalmente, o fim da ligação entre a equipa e Tom Pidcock. Numa publicação nos seus canais oficiais, a equipa agradeceu ao ciclista que estava na equipa desde 2021. O CEO deixou uma breve mensagem: Estamos muito orgulhosos de ter trabalhado com o Tom e tê-lo ajudado a alcançar alguns momentos extraordinários e memoráveis. Juntos, escrevemos um capítulo poderoso, e mostramos o quão entusiasmante e diversificado o ciclismo profissional pode ser. O Tom tem objetivos multidisciplinares e acreditamos que esta decisão permite às duas partes perseguir as suas ambições futuras com clareza, propósito e determinação. Agradecemos ao Tom pelos últimos três anos, e desejamos-lhe a maior sorte para o futuro.  John Allert Créditos: Tim de Waele/Getty Images E o que traz o futuro? Ao que tudo indica a Q36.5, equipa suíça de nível ProTeam. A hipótese ganha força devido às ligações entre a equipa e a Pinarello, marca de bicicletas utilizadas por Pidcock quando corre Ciclocrosse ou MTB. Teria também liberdade para apontar aos seus objetivos pessoais, visto que seria a figura grande na equipa.  Nada está confirmado, para além da saída da INEOS – a Red Bull ou a Visma também já se terão demonstrado interessadas. Na equipa britânica, uma pequena revolução toma lugar: sete ciclistas saíram, incluindo Pidcock, Hayer ou Narváez, e ainda o chefe de performance, Stephen Cummings que rumou à Jayco. Fotografia de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Ciclocrosse em dezembro no Eurosport | Kerstperiode em mês de decisões A temporada de ciclocrosse segue a bom ritmo, entrando agora no mês mais importante bem como o mais festivo. Depois da segunda ronda da Taça do Mundo em Dublin, dezembro traz-nos mais seis corridas desta competição, incluindo a dupla sessão Hulst-Zonhoven, feita em dias consecutivos. O troféu Superprestige marca também presença com duas corridas, enquanto que o X2O tem a sua ronda em Herentals. É também em dezembro que começam os festejos do Kerstperiode, onde durante o período de Natal e Ano Novo se celebra o ciclocrosse com 15 dias recheados de corridas. billy_lebelge Mês decisivo na Taça do Mundo Dezembro é um mês decisivo na Taça do Mundo, com sete das 12 rondas e muitos pontos para conquistar. Depois da vitória de Vanthourenhout e Lucinda Brand, os/as crossistas têm um período com muitas corridas e a regularidade de dezembro vai ser preponderante para a classificação final da Taça do Mundo. Cabras, Itália – 8 de dezembro - Eurosport 2 às 16:00h Namur, Bélgica – 15 de dezembro - MAX às 12:30h Hulst, Países Baixos – 21 de dezembro - Eurosport 2 às 12:30h Zonhoven, Bélgica – 22 de dezembro - Eurosport 2 às 12:30h Gavere, Bélgica – 26 de dezembro - Eurosport 1 às 12:30h Besançon, França – 29 de dezembro - Eurosport 2 às 12:30h Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Superpestige, X2O e ainda Exact Cross Em dezembro vão correr-se também duas rondas do troféu Superprestige e uma do troféu X2O. Para além destas três competições, a ronda do Exact Cross em Loenhout também vai ser transmitida no Eurosport 1, no dia 27 de dezembro às 12:30h. Herentals, Bélgica - 14 de dezembro - MAX às 12:30h (X2O) Mol, Bélgica - 23 de dezembro - Eurosport 2 às 12:35h (Superprestige) Diegem, Bélgica - 30 de dezembro – Eurosport 1 às 16:55h (Superprestige) ### Remco Evenepoel sofre acidente em treino Acidente com um veículo dos Correios manda Remco Evenepoel para o hospital com três fraturas. É o triste final de um ano de sonho. Terminou mal o ano quase perfeito de Remco Evenepoel, que esta terça-feira teve um acidente durante um treino em Oetingen, na província Brabante Flamengo. O jornal belga HLN foi o primeiro a reportar o infortúnio do campeão olímpico, que foi visto sentado, agarrado ao braço, à espera de ser transportado para o hospital. Em comunicado a Soudal-QuickStep confirmou fraturas de costelas, omoplata e mão do lado direito do corpo. Ler mais | A Specialized Tarmac S-Works SL8 de Remco Evenepoel https://twitter.com/lucasaganronald/status/1863902132702707874 Ano de sonho Remco Evenepoel vem de um ano de sonho, tendo apontado alto e conseguido alcançar quase todos os objetivos a que se propôs. Tal como o belga referiu em janeiro, em entrevista ao TopCycling, a ideia era entrar forte na temporada e apontar tanto à estreia no Tour de France como aos Jogos Olímpicos. Na Figueira Champions abriu 2024 com um solo magnífico, depois foi ao Algarve prolongar a dinâmica vitoriosa dominando o contrarrelógio e a geral individual. É verdade que perdeu o Paris-Nice para Matteo Jorgenson e no País Basco partiu a clavícula. Regressou dois meses depois no Dauphiné, vencendo o contrarrelógio e fechando 7.º. No Tour de France bateu-se bem e subiu ao pódio final atrás de Tadej Pogacar e de Jonas Vingegaard. Em Paris tornou-se o primeiro homem a vencer a prova de fundo e o contrarrelógio na mesma edição dos Jogos Olímpicos. Ainda teve forças para renovar o título mundial de contrarrelógio em Zurique antes de ir de férias. Ler mais | Remco Evenepoel vence Figueira Champions por KO https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1863896199310233843 ### Vuelta a Espanha 2025 - Início em Piemonte e primeiras etapas A Vuelta a Espanha de 2025 vai partir de Itália, no sopé dos Alpes, na região de Piemonte, numa edição comemorativa do 90.º aniversário da corrida. Depois do início em Portugal, em 2024, vai ser a região italiana a acolher as três primeiras etapas. A prova arranca a 23 de agosto e termina a 14 de setembro ao fim de 21 etapas. Foto: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Partida em Turim A Vuelta tem partida em Turim - Reggia di Venaria e seguirá para Novara, num percurso de 183 km que inclui uma subida ao desfiladeiro de Bienca-Tomalino, com classificação de terceira categoria. Esta etapa dará o mote para a última grande Volta do ano e terá muito provavelmente um sprinter com a primeira camisola vermelha da edição de 2025. Primeira chegada em alto ao segundo dia Em termos de dureza temos logo a primeira chegada em alto ao segundo dia. Início em Alba e final em Limone Piemonte após 157 km numa subida de segunda categoria. Arriverdeci a Itália à quarta etapa A terceira etapa em território italiano percorrerá 139 km entre San Maurizio Canavese e Ceres, incluindo uma subida ao Passo de Issiglio de segunda categoria. Com partida de Susa, região de Piemonte, e chegada já em Espanha, o pelotão diz arriverdeci a Itália à quarta etapa. Itália acrescenta mais história à Vuelta Com este início em Piemonte, que acolhe três etapas integralmente, Itália acrescenta mais história à Vuelta. Foram já 187 as vitórias em etapas conquistadas por ciclistas italianos na prova rainha do ciclismo espanhol, o que faz da Itália o terceiro país com mais vitórias depois da Espanha e da Bélgica. Quanto à classificação geral, seis ciclistas italianos conquistaram a vitória na geral: Fabio Aru (2015), Vincenzo Nibali (2010), Marco Giovannetti (1990), Giovanni Battaglin (1981), Felice Gimondi (1968) e Angelo Conterno (1956). Foto: Fabio Ferrari/LaPresse Partida oficial do Mónaco em 2026 A edição de 2025 da Vuelta marca a sexta vez que a corrida não começa em Espanha e a primeira vez que parte de Itália, depois de Lisboa (1997), Assen (2009), Nîmes (2017), Utrecht (2022) e Lisboa-Oeiras-Cascais (2024). A esta internacionalização, junta-se a já anunciada partida oficial do Mónaco em 2026. ### Doping, ciclismo e verdades inconvenientes Artigo de opinião de Gonçalo Moreira onde se abordam verdades inconvenientes relacionadas com o doping no ciclismo e noutras modalidades. Vamos falar de doping, mas vamos falar de todo o doping e não só o que rodeia o ciclismo. Há semanas foram notificados pela ADoP Frederico Figueiredo (Sabgal-Anicolor), vencedor do GP Jornal de Notícias, e Luís Gomes (Gi Group Holding-Simoldes-UDO). Motivo? Anomalias no passaporte biológico. Notícia negativa para o ciclismo nacional, na sequência de escândalos de maior envergadura: W52-FCP (2023), Liberty Seguros (2009) e LA-MSS (2008). Com tantos casos é normal as pessoas associarem o ciclismo ao doping. Menos normal é a percepção de que o ciclismo é diferente de outros desportos, como se houvesse dopados de primeira e dopados de segunda. Decidi escrever este texto ao ler no diário As o que disse Jesé Rodriguez, ex de Sporting e Real Madrid, ao youtuber ‘Mowlihawk’ no programa ‘Batmowli’. “Havia muita gente que se metia muita merda para render. Isso antes não estava tão controlado como agora. Não estou a criticar nem a julgar ninguém, mas era assim. O que se passa é que se calhar publicamente não saiu.” Jesé Rodriguez https://twitter.com/marca/status/1863488773494845861 Epidemia de nandrolona no futebol italiano Veio-me à memória a epidemia de nandrolona no futebol italiano em 2001. Deram positivo Pep Guardiola, Fernando Couto, Edgar Davids, Jaap Stam, Frank De Boer… A nandrolona é um esteroide anabolizante ideal para ganhar massa muscular e assimilar grandes cargas de treino. Em 1998, o então técnico da Roma, Zdenek Zeman, não fez amigos quando afirmou que “o futebol deve sair das farmácias. No nosso ambiente há demasiados fármacos”. Couto e Guardiola levaram quatro meses. O técnico do Manchester City viu várias instâncias confirmarem a sentença até que seis anos depois um tribunal de Brescia o considerou inocente. No último ano, o caso mais mediático no futebol envolveu Paul Pogba (Juventus): positivo por testosterona sintética e suspensão de quatro anos. Apelou para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) que aceitou a teoria de suplemento contaminado e a sanção caiu para 18 meses. Sabem quem defendeu o francês? Mike Morgan, advogado que representou Chris Froome (salbutamol) e Alberto Contador (clembuterol). Contador perdeu o Tour de 2010 e o Giro de 2011 por sanção de dois anos.Foto: Iraia Calvo A intencionalidade transforma as sentenças Há anos que leio sobre doping e há um padrão que é evidente: atletas com recursos económicos e sólidas equipas legais obtiveram desenlaces mais favoráveis. Não é o mesmo levar nove meses por negligência do que ficar estigmatizado por uma sanção de quatro anos. A intencionalidade transforma as sentenças. A campeã de Roland Garros, Iga Swiatek, deu positivo por trimetazidina e levou um mês de suspensão. Declarou ter tomado um medicamento contaminado e o argumento foi aceite pela Agência para a Integridade do Ténis (ITIA). Trimetazidina melhora o fluxo sanguíneo no coração e ajuda a regular o ritmo cardíaco. Um doente cardíaco, por exemplo, pode completar um exercício de resistência a 150 bpm em vez de 180 bpm. Pedala mais tempo, com menor sensação de cansaço e gerando menos lactato. O número um mundial, Jannik Sinner, testou positivo para o esteroide anabolizante clostebol – popularizado pelo programa estatal de doping da antiga República Democrática da Alemanha. Sinner diz que o fisioterapeuta Giacomo Naldi o massajou sem luvas provocando a contaminação por um spray cicatrizante aplicado num dedo. A ITIA ilibou o atleta, mas a Agência Mundial Antidoping recorreu para o TAD e propõe suspender o tenista por um a dois anos. Em 2023, o também tenista Stefano Battaglino – que nunca passou do lugar 760 no ranking – foi suspenso por quatro anos por um positivo por clostebol. https://twitter.com/Served_Podcast/status/1860005109079638051 Roddick desvalorizou os positivos de Sinner num podcast. Há verdades tão inconvenientes que preferimos ignorá-las Estes dois casos aparecem depois de Simona Halep ter dado positivo no US Open de 2022 por roxadustat. O estimulante combate a anemia e o El País descreve-o como EPO em pastilha. Atua enganando o organismo ao informar que o oxigénio não está a chegar às células, o que desencadeia uma resposta natural do corpo que aumenta o fabrico de hemoglobina e de glóbulos vermelhos. A ITIA sancionou a romena com quatro anos, mas o TAD aceitou a teoria da contaminação e Halep foi suspensa por nove meses. Em 2015, Carlos Oyarzun (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) levou quatro anos por um positivo com o mesmo medicamento (à época ainda em fase de ensaio e designado FG-4592). No ténis preocupa a onda de positivos, mas também a saúde dos atletas. Juan Martín del Potro foi número 3 mundial e ao Relevo contou um relato triste do pós-carreira. “Devo ter mais de 100 injeções entre perna, anca e costas. Fui infiltrado, queimaram-me nervos, bloquearam-me tendões. É um sofrimento que tenho diariamente. Levanto-me e tomo entre seis e oito pastilhas, entre protetor gástrico, anti-inflamatório, analgésico, um para a inflamação, um para a ansiedade.” Juan Martín del Potro NBA não subscreve o Código Mundial Antidopagem O objetivo do artigo é incitar à reflexão e ao debate. É óbvio que há dois pesos e duas medidas na aplicação das sentenças e nada tem a ver com o desporto em si, mas com a capacidade de defesa do atleta. Há uma perceção enviesada acerca do doping? Claramente, mas defendo a teoria de que há verdades tão inconvenientes que preferimos ignorá-las... como este artigo que rapidamente cairá no esquecimento. Cito os desportos mais populares dos Estados Unidos para reforçar o argumento. Quem não adora a NBA? Eu adoro, mesmo sabendo que a NBA não subscreve o Código Mundial Antidopagem. Só durante os Jogos Olímpicos os jogadores da NBA seguem as regras da FIBA. A liga tem um código interno que permitiu a Tristan Thompson (Cleveland Cavaliers) ser suspenso por 25 jogos (a época regular tem 82 jogos) após dar positivo por Ibutamoren e Ligandrol – hormona de crescimento e potenciador muscular, respetivamente. Muito fica por escrever, desde logo as próprias dificuldades que a AMA atravessa. Dezoito agências nacionais antidopagem expressaram por carta dúvidas acerca de como a AMA resolveu os positivos de 23 nadadores chineses em vésperas dos Jogos de Paris 2024. Sem entrar em detalhes, porque o tema é complexo, adianto-vos que a nossa "amiga" trimetazidina é peça central do caso. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 2.ª Ronda – Dublin Na segunda ronda da Taça do Mundo de Ciclocrosse, os ciclistas viajaram até à Irlanda onde Dublin foi palco de mais uma prova. O tempo ajudou os ciclistas que encontraram um percurso bastante seco e onde a potência ia sobressair à técnica entre todas as curvas e contra-curvas. Créditos: SprintCyclingAgency Corrida feminina - Voltou o L de Lucinda Zoe Backstedt teve um grande início, sendo seguida por Marie Schreiber e Fem van Empel nos primeiros momentos da prova. Lucinda Brand sofreu um percalço numa das primeiras curvas mas rapidamente se juntou à dianteira e liderava no final da primeira volta. A ciclista neerlandesa fez uma grande corrida, distanciando-se de van Empel e metendo pressão na bicampeã do mundo com a vantagem a crescer volta após volta. Brand serrou os dentes e nunca deixou van Empel aproximar-se vencendo a corrida e relegando a vencedora da primeira ronda da Taça do Mundo para o segundo lugar a 24 segundos. A fechar o pódio ficou Zoe Backstedt que chegou a 1'03 da campeã dos Países Baixos. https://twitter.com/UCI_CX/status/1863224901852619167 Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1BRAND Lucinda47:242VAN EMPEL Fem0:243BACKSTEDT Zoe1:034VAN DER HEIJDEN Inge1:135VAS Blanka Kata1:176WORST Annemarie1:347SCHREIBER Marie1:558NORBERT RIBEROLLE Marion2:119BENTVELD Leonie2:1310VAN ALPHEN Aniek2:14 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1BRAND Lucinda702VAN EMPEL Fem703BACKSTEDT Zoe444SCHREIBER Marie445VAS Blanka Kata416VAN DER HEIJDEN Inge407WORST Annemarie368NORBERT RIBEROLLE Marion319VAN ALPHEN Aniek3110VERDONSCHOT Laura29 Créditos: CX Benidorm / Yago Urrutia Corrida Masculina - Disputa até ao fim Na corrida masculina foi Toon Aerts o mais forte no sprint inicial tomando a dianteira da prova nos primeiros momentos da corrida. Vanthourenhout passou em primeiro no final de uma primeira volta caótica, que levou ao chão muitos ciclistas nos saltos, entre eles, o campeão europeu, Thibaut Nys. A corrida manteve-se muito renhida, sem nenhum ciclista se conseguir destacar e com Joran Wiseure, um dos grandes talentos do ciclocrosse, a mostrar as cores da Crelan-Corendon na frente da corrida à terceira volta. Na entrada para uma espetacular última parte, eram ainda sete os ciclistas na frente da corrida, com a vitória a ser disputada até ao final. Vanthourenhout superiorizou-se nos metros finais ganhando espaço e venceu a corrida de Dublin. Toon Aerts aproximou-se mais uma vez da vitória, ficando em segundo a apenas um segundo do vencedor. Felipe Orts fechou o pódio em mais uma excelente prova do espanhol. https://twitter.com/UCI_CX/status/1863238726899642744 Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1VANTHOURENHOUT Michael57:262AERTS Toon0:013ORTS LLORET Felipe''4ISERBYT Eli0:025WYSEURE Joran0:096RONHAAR Pim0:127VAN DER HAAR Lars0:168KUHN Kevin0:409SWEECK Laurens0:4910KUYPERS Gerben0:58 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VANTHOURENHOUT Michael652ISERBYT Eli623AERTS Toon484SWEECK Laurens475WYSEURE Joran436ORTS LLORET Felipe427RONHAAR Pim398VAN DER HAAR Lars399KUHN Kevin3410KUYPERS Gerben31 A Taça do Mundo segue para Itália, onde dia 8 de dezembro se corre a terceira ronda em Cabras. ### UAE Emirates anuncia calendários a 10 de dezembro Numa fase em que o ciclocrosse e a pista preenchem a temporada, as equipas de estrada já preparam 2025 definindo objetivos, calendários e a UAE Emirates não é exceção. Em entrevista à Eurosport Espanha, Joxean Matxín anunciou que o programa dos líderes da UAE será anunciado brevemente no media day da equipa. O encontro com jornalistas de todo o mundo vai decorrer em Benidorm, onde boa parte das estruturas do WorldTour treinam com frequência. Unipublic/Cxcling Calendário anunciado a 10 de dezembro Joxean Matxín, diretor desportivo da UAE Emirates, revelou que o calendário dos ciclistas vai ser anunciado no dia 10 de dezembro. Em entrevista à Eurosport Espanha, as perguntas direcionaram-se evidentemente para a época de 2025 de Tadej Pogačar e para o futuro de Juan Ayuso, bem como para os objetivos da próxima época. É neste dia que se irão saber as principais provas que estrelas como Pogačar ou João Almeida terão como objetivos principais. "Já discutimos o calendário de 2025. Já tomamos as decisões e está tudo finalizado." Joxean Matxín. UAE Team Emirates / Fizza Matxín mantém a ambição Quando questionado sobre o que ficou por fazer em 2024 Matxín foi perentório. "Faltaram as corridas que não ganhamos que foram mais que as que vencemos." A temporada de 2024 viu não só a UAE vencer por 82 vezes e com 20 ciclistas diferentes, mas também uma época de Pogačar para a história: dobradinha Giro-Tour, Strade Bianche, Volta à Catalunha, Liège-Bastogne-Liège, Lombardia, Campeonatos do Mundo... Segundo Matxín "o mais difícil não é ser o melhor ciclista do mundo e a melhor equipa do mundo, mas manter esse estatuto". A.S.O. / Charly Lopez "Vencer as três grandes" Tendo renovado recentemente por mais quatro anos com a UAE, Matxín revelou os seus planos para o futuro próximo da equipa. "Tentar melhorar e aperfeiçoar ainda mais, sabendo que é difícil, aumentar o número de vitórias, e cumprir um sonho já conseguido pela Visma, vencer as três grandes voltas no mesmo ano." Com o interesse desta pré-época a incidir sobre o calendário das grandes estrelas do ciclismo, Matxín foi também questionado sobre este assunto. "Às vezes as grandes corridas sobrepõem-se no calendário e se queres correr o Giro como na última temporada, tens de saltar o Paris-Roubaix por causa da preparação que uma grande Volta implica. A ideia é aumentar o palmarés do Pogačar com foco nas corridas que ainda não venceu." O primeiro objetivo da época de Pogačar deverá ser a Milão-San Remo, mantendo-se a dúvida sobre a participação da estrela eslovena no Paris-Roubaix. Com os calendários da UAE Emirates anunciados brevemente vai ser interessante ver como a UAE vai distribuir as suas estrelas por cada grande Volta, bem como os principais objetivos de João Almeida em 2025. ### Aprovada dedução do IVA para compra de bicicletas Foi aprovada no parlamento, a dedução do IVA para compras de bicicletas com ou sem motor, uma medida que pode estimular a venda de bicicletas em 2025. A SIC Notícias avança que esta medida tem como objetivo afastar "de modo claro e expresso, qualquer dificuldade ou desigualdade no exercício do direito à dedução do IVA suportado na compra de bicicletas, por parte de empresas ou outros sujeitos passivos do IVA". Esta medida foi assim aprovada aquando das discussões no segundo dia de votações do Orçamento do Estado para 2025. Na prática isto quer dizer o quê? Contactámos Helder Califórnia, dono da loja Bike Planet, que explica como esta medida pode estimular as vendas e o incentivo às empresas adquirirem bicicletas para os seus colaboradores. Teria que aprofundar mais o estudo desta questão, mas em linhas gerais, tudo o que são bicicletas com ou sem motor (elétrico), serão deduziveis no IVA de empresas e particulares, através de uma percentagem que vem estipulada no código do IVA e que pode ser deduzida no IRS ou IRC. Qual será a percentagem e como será feito? Não se sabe ao certo.Para esclarecer o utilizador comum, as bicicletas não ficam mais baratas, estas já estão mais baratas desde 2023 quando o IVA baixou para 6%. Isto uma clarificação de que as empresas conseguirão deduzir os 6% na compra de bicicletas, o que indiretamente pode incentivar as mesmas a adquirir este tipo de artigos. Hélder Califórnia ao Topcycling. De relembrar que o IVA para compras de velocípedes já tinha sido reduzido de 23 para 6% no início de 2023 e dava ao consumidor a oportunidade de poupar 300€ caso fizesse uma compra de 2000€. Esta dedução do IVA vem no seguimento da aprovação por parte da UE da taxa reduzida nestes veículos, com a intenção de torná-los mais acessíveis e ajustar o IVA face aos objetivos e metas climáticas. Outro ponto interessante é que, segundo dados da associação Abimota, foram vendidas mais de 20 mil bicicletas elétricas em 2023, mais do dobro do que nos dois anos anteriores. Nas grandes superfícies comerciais, a procura por bicicletas chega a um aumento de quase 100% em alguns casos, sendo também Portugal, o maior exportador de velocípedes da União Europeia. ### O método Isidoro aplicado ao ciclismo Os pais são treinadores e as filhas pedalam rumo ao alto rendimento no ciclismo. O TopCycling foi conhecer o método Isidoro. Daniel Isidoro esteve ligado ao ciclismo até ao escalão sub-23 e um dia desencantou-se. Nem a metodologia nem a mentalidade da época o motivaram a fazer carreira. Chegou mesmo ao ponto de desligar da modalidade. Nem provas na televisão conseguia ver até que um dia o destino trocou-lhe as voltas. Daniela, a mais velha das três filhas, sofreu uma pneumonia e para evitar sequelas teve que fazer fisioterapia respiratória. Era vital praticar desporto e foi assim que o ciclismo reentrou na vida dos Isidoro. Daniela, Mariana e Raquel com os pais Daniel e Sónia. Viver para o ciclismo Foi o talento de Daniela que obrigou os pais a organizarem-se e assim nasceu o Clube D’Helvetia, com sede na Quinta do Anjo (Palmela). Em 2024, mesmo com um plantel curtinho, obtiveram 30 pódios em todas as categorias. De repente já não era só Daniela, também as irmãs Raquel e Mariana começaram a pedalar e os Isidoro passaram a viver para o ciclismo. “Nunca contabilizei quanto é que isto nos tem custado. Encaro como um investimento, como a transmissão de hábitos de vida saudáveis. Enquanto praticam desporto as miúdas têm menos probabilidade de ter comportamentos desviantes.” Daniel Isidoro ao TopCycling. Daniela Isidoro no empedrado de Assen, em 2017. Uma família que vive de prova em prova O pai também é treinador e está a terminar o grau três. A mãe, Sónia, tem o grau dois. São os pilares de uma família que vive de prova em prova. Nesta segunda etapa no ciclismo, Daniel aplica uma metodologia baseada em dados e ciência inspirada pelo trabalho de Pedro Vigário (selecionador nacional de BTT e ciclocrosse) e Ana Vigário (antiga selecionadora nacional feminina de estrada). O objetivo é dar às filhas experiências de vida enriquecedoras e ao mesmo tempo levá-las a competir em contextos que nada têm a ver com Portugal. Daniela e Raquel sabem o que é fazer a mini Paris-Roubaix, o Tour de Assen e competem regularmente na região do Benelux. Daniela e Raquel em Roubaix. As irmãs Isidoro em 2017. Curso intensivo para jovens atletas Os Países Baixos são a grande potência do ciclismo feminino, a Bélgica tem a superestrela Lotte Kopecky e o Luxemburgo é a pátria de Elsy Jacobs, primeira mulher campeã do mundo. Daniel Isidoro está no terreno, conhece as provas do ciclismo de formação e o sistema de trabalho das potências do Benelux. Porque é que estas corridas são um curso intensivo para jovens atletas? “No Tour de Assen, por exemplo, as etapas não são exigentes em termos de terreno, mas são em termos técnicos. As miúdas começam a conhecer todo o tipo de sensações e cenários do ciclismo: empedrado, estradas estreitas, vento lateral, rampas curtas para obrigar a trabalhar o correto escalonamento das velocidades, experiência de contrarrelógio com partida em rampa. São sete dias seguidos de competição. É o sítio onde tens que estar para se fazer um trabalho estruturado em termos de trabalhar a técnica e o esforço continuado. Existe para as categorias masculinas e femininas desde sub-7 até sub-19.  É um misto de clubes e seleções nacionais do mundo inteiro. Depois as miúdas que chegam ao WorldTour têm a adaptação facilitada. É importante medir VO2 max e lactato, mas não te ensina a andar de bicicleta.” Daniel Isidoro ao TopCycling. Mariana Isidoro já segue o exemplo das irmãs e compete em sub-11. Raridade no ciclismo nacional Vamos então às apresentações das irmãs Isidoro. Daniela tem 18 anos, estuda Direito, é sub-23 de primeiro ano e tem dotes de trepadora. Fechou a etapa de juniores com 20 vitórias em dois anos. Juntou-se à Baloise WB Ladies em 2023. Este ano destaque para as vitórias no segundo prémio João Almeida, na Taça do Algarve e foi 3.ª no Skoda Festival do Luxemburgo. Merci Baloise WB - Ladies Raquel é cadete de primeiro ano, roladora e defende-se na média montanha. Um estágio e dois pódios no Luxemburgo e na Bélgica valeram a entrada na Baloise WB Ladies. Este ano venceu várias provas e foi 3.ª no Nacional sub-15. Mariana competiu este ano em provas sub-11 e já venceu duas vezes o Encontro Nacional de Escolas de Ciclismo, prova de referência para aspirantes a ciclistas. A Baloise WB Ladies é uma equipa sediada na Valónia e está ligada à Pro Team masculina Bingoal WB. Já faz provas UCI, mas quer dar o passo para o profissionalismo. A diretora, Ludivine Henrion, é comentadora da RTBF (televisão nacional belga) e foi campeã nacional em 2007 e 2009. As irmãs Isidoro são uma raridade no ciclismo nacional ao estarem desde tão cedo integradas numa estrutura internacional direcionada para o alto rendimento. Para se colocar as coisas em contexto, em 2025 Portugal terá uma corredora no WorldTour (Maria Martins na Canyon-Sram) e outra no escalão Continental (Daniela Campos na Eneicat CM). O panorama de uma mulher ciclista em Portugal é desanimador. Enquanto o resto do mundo avança, por cá o investimento privado é reduzido, não há provas com transmissão televisiva, as atletas são amadoras e a taxa de abandono assusta. Basta passar os olhos pelos últimos Nacionais onde na prova de fundo se juntaram todas as categorias femininas para formar um pelotão com 35 elites, 16 juniores, 17 cadetes e 25 masters. Daniela Isidoro com a Baloise WB. Uma família que respira ciclismo A tudo isto há que acrescentar um pormenor: além de treinar as filhas, Daniel treina alguns dos juniores mais talentosos da Europa na Cannibal, equipa satélite da Bahrain, que conta ainda com a Friuli Victorious no escalão sub-23. Francis e Erika Van Mechelen fundaram a Cannibal, por onde passou a filha Gloria – colega de Daniela na Baloise – e o filho Vlad – assinou pela Bahrain após passar pela DSM. A ponte entre os Isidoro e os Van Mechelen foi o talento dos filhos, de resto conheceram-se numa prova. Uma família que respira ciclismo. Se as irmãs Isidoro chegarão ao ciclismo profissional só o futuro o dirá, mas são a prova de que com esforço, vocação e apoio da família não há impossíveis. ### Eulálio e Johansen reforçam marca Portugal no WorldTour De Portugal para o WorldTour, transferências de Afonso Eulálio e Julius Johansen reforçam credibilidade do ciclismo nacional. É uma situação que contrasta com a perceção internacional, mas na próxima temporada Afonso Eulálio e Julius Johansen vão correr no WorldTour e não em Portugal. Nas últimas 16 épocas registaram-se 32 saídas de ciclistas do pelotão nacional para as duas primeiras divisões. É preciso recuar a 2010, quando Tiago Machado e Manuel Cardoso também assinaram por equipas do ProTour, para encontrar um precedente. Em mais de uma década de conversas com jornalistas estrangeiros e staff de equipas profissionais quase sempre acabamos no tema doping quando menciono Portugal. Pode ser pontual ou sinal de que algo está a mudar, mas em 2025 quatro destaques da Volta a Portugal vão correr em ProTeams e WorldTeams: Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense) andou uma semana de amarelo e vai correr na Bahrain Victorious. Julius Johansen (Sabgal-Anicolor) foi 2.º no prólogo em Águeda e 2.º no contrarrelógio de Viseu. Francisco Peñuela (Rádio Popular-Paredes-Boavista) venceu em Paredes e assinou pela Caja Rural. Ábner González (Efapel) venceu na Senhora da Graça e assinou pela Caja Rural. Ler mais | Afonso Eulálio fascinou Joaquim Andrade Matias Novo/Podium Events Capacidade de exportar talentos É legítimo perguntar como é que na sequência de mais um problema sério de doping há projetos que mantêm a capacidade de exportar talentos. Por isso quis ouvir Paulo Martins, comentador Eurosport. Sempre perspicaz, o meu colega de comentários é alguém que se mantém bem informado e não demorou em apontar uma característica comum nestas transferências. "Realço a juventude dos quatro, todos entre os 23 e os 25 anos. Antes de assinarem contrato os ciclistas e as equipas que os contratam reúnem várias informações acerca dos atletas para terem a certeza que não estão a contratar gato por lebre". Paulo Martins, comentador Eurosport. A Volta a Portugal teve em 2024 uma das edições mais imprevisíveis de anos recentes. É certo que não tem a repercussão de outros tempos, mas as equipas deram um espetáculo entretido. Obviamente não se pode deve branquear o domínio recente da W52-FCP. É aos tribunais que cabe decidir o destino dos 26 arguidos da operação Prova Limpa. Os grandes eventos têm a capacidade de se regenerar e no caso da Volta a Portugal fê-lo projetando talento e provando que continua a ser uma montra internacional. "O Johansen mostrou serviço no calendário português e sempre que a Sabgal-Anicolor correu no estrangeiro foi muito ofensivo e isso não passou ao lado da UAE. O Eulálio já era seguido por várias equipas de topo há dois anos e a excelente Volta a Portugal foi a cereja no topo do bolo para a Bahrain apostar nele. Quanto ao Peñuela (sprinter todo o terreno) e ao Abner (trepador puro) são apostas da equipa espanhola que mais aposta em contratar por cá, a Caja Rural, que assim colmata as saídas de Orluis Aular e Jefferson Cepeda para a Movistar." Paulo Martins, comentador Eurosport. Ler mais | Artem Nych campeão da Volta a Portugal Podium Events Transferências de Portugal para ProTeams e WorldTeams A muita história do ciclismo português torna fundamental puxar o filme atrás de vez em quando. Nomes como Ruben Plaza, Simon Gerrans, David Arroyo e Óscar Pereiro iniciaram em Portugal carreiras que marcadas por vitórias importantes, monumentos e grandes Voltas. Para a análise que se segue limitei-me a reunir dados da época 2010 em diante, concentrando a atenção nas transferências de Portugal para ProTeams e WorldTeams. Na tabela abaixo estão representados todos os movimentos de ciclistas do pelotão português para as duas primeiras divisões. A negrito os corredores que saltaram diretamente para o WorldTour. 2010Tiago Machado da Madeinox Boavista para a RadioShack2010Manuel Cardoso da Liberty Seguros para a Footon-Servetto2010José Mendes da LA-Paredes Rota dos Móveis para a CCC2011David Blanco da Palmeiras Resort para a Geox2011Bruno Pires da Barbot-Siper para a Leopard Trek2011Jesús del Nero do Louletano para a NetApp2012André Cardoso do Tavira para a Caja Rural2013Ricardo Mestre do Tavira para a Euskaltel Euskadi2013José Mendes da LA Alumínios-Antarte para a NetApp2013Domingos Gonçalves da Rádio Popular-Onda-Boavista para a La Pomme Marseille2015Mário Costa da OFM-Quinta da Lixa para a Lampre-Merida2015Alberto Gallego da Rádio Popular-Onda-Boavista para a Caja Rural2015Diego Rubio da Efapel para a Caja Rural2015Domingos Gonçalves da Efapel para a Caja Rural2016Daniel Silva da Rádio Popular-Boavista para a Soul Brasil2016Rafael Reis da da W52-FCP para a Caja Rural2018André Carvalho da Liberty Seguros-Carglass para a Hagens Berman Axeon2018Joaquim Silva da W52-FCP para a Caja Rural2019Domingos Gonçalves da Rádio Popular-Boavista para a Caja Rural2019Mario González da SCP-Tavira para a Euskadi Murias2019Juan Felipe Osorio da UD Oliveirense/InOutbuild para a Burgos-BH2019Pablo Guerrero da Rádio Popular-Boavista para a Burgos-BH2019Antonio Angulo da Efapel para a Euskaltel-Euskadi2021André Domingues da Efapel para a Burgos-BH2021Iúri Leitão da Tavfer-Mortágua para a Caja Rural2023James Whelan da Sabgal-Anicolor para a Q36.52025Ábner González da Efapel para a Caja Rural2025Francisco Peñuela da Rádio Popular-Paredes-Boavista para a Caja Rural2025Afonso Eulálio da ABTF Betão Feirense para a Bahrain Victorious2025Julius Johansen da Sabgal-Anicolor para a UAE Emirates A tabela abaixo é distinta. Nela podemos encontrar ciclistas que deram o salto para máxima categoria a partir de equipas estrangeiras. São casos distintos de Eulálio e Johansen, já que muitos nem sequer passaram a profissionais em Portugal, mas chegaram ao WorldTour. 2014Fábio Silvestre da Leopard Trek Continental para a Trek2014André Cardoso da Caja Rural para a Garmin-Sharp2017Nuno Bico da Klein Constantia para a Movistar2017Rúben Guerreiro da Hagens Berman Axeon para a Trek-Segafredo2019Ivo Oliveira da da Hagens Berman Axeon para a UAE Emirates2019Rui Oliveira da da Hagens Berman Axeon para a UAE Emirates2020João Almeida da Hagens Berman Axeon para a Deceuninck-QuickStep2021André Carvalho da Hagens Berman Axeon para a Cofidis2024António Morgado da Hagens Berman Axeon para a UAE Emirates ### Teste | Capacete Lazer Lupo KinetiCore O capacete Lazer Lupo KinetiCore é um capacete direcionado ao BTT / Trail, foi desenhado para ciclistas que procuram um capacete versátil e prático para passeios de BTT e outras aventuras off-road, digamos que, mais rápidas. Créditos: Topcycling Utilizei durante alguns dias pela Serra de Sintra o Lupo KinetiCore e falo-vos sobre o que podem esperar deste capacete da conceituada marca belga. Design e Proteção A principal inovação do Lupo KinetiCore é a tecnologia KinetiCore, desenvolvida pela Lazer, que incorpora uma estrutura de proteção contra impactos rotacionais diretamente no capacete, em vez de acrescentar camadas extras. Créditos: Topcycling A estrutura KinetiCore ajuda a proteger a cabeça contra impactos de várias direções sem aumentar significativamente o peso do capacete. Com este sitema, o Lupo KinetiCore oferece proteção adicional, semelhante a outras tecnologias anti-impacto do mercado mas de uma forma mais integrada e, supostamente, mais leve (não é um capacete "super-light", mas também não o senti pesado. Pesa 340grs.). Conforto e Ventilação As minhas voltas pela serra nunca passaram as três horas de duração total, durante esse tempo nunca senti necessidade de retirar o Lupo KinetiCore, mesmo na paragem para comer, apreciar a paisagem e descansar um pouco. Créditos: Topcycling Mesmo com a preocupação de construir um capacete de Trail que nos proteja e ofereça confiança nas descidas e zonas técnicas, mesmo com a tradicional pala dianteira dá proteção extra contra o sol, chuva e ramos mais salientes, a Lazer distribuiu bem as aberturas de ventilação, permitindo uma boa circulação de ar. Embora na serra de Sintra raramente façam dias demasiado quentes, nunca senti calor exagerado na cabeça, mesmo em subida, quando a velocidade é menor e praticamente não existe circulação de ar. Créditos: Topcycling O ajuste é feito com o sistema ScrollSys, que basicamente faz exatamente o mesmo que outros sistemas com outros nomes "Tech", permite o ajuste com uma mão. Opinião final O capacete Lazer Lupo KinetiCore parece ser uma boa opção para ciclistas de BTT que procuram um capacete na vertente de Trail/Enduro, combina segurança, conforto e um design leve, além das características habitualmente procuradas neste tipo de capacetes, como o facto de não ser demasiado quente, ter uma pala ajustável e uma estética limpa. Créditos: Topcycling O Lupo KinetiCore é uma proposta equilibrada e interessante para quem procura um capacete robusto e preparado para os desafios do BTT. Podes encontrá-lo nas lojas da especialidade que vedam Lazer. Para saber mais pormenores sobre a marca, disponibilidade, preços e cores podes contactar o importador da marca em Portugal através do seu site aqui: www.scvouga.pt/pt/ciclismo Resumo das Especificações Tecnologia de proteção: KinetiCore, integrada no capacete para reduzir impactos rotacionais. Sistema de ajuste: ScrollSys, permite ajuste com uma só mão. Peso: Aproximadamente 340g. Pala: Ajustável e desenhada para bloquear o sol, a chuva e proteger contra alguma vegetação Compatibilidade: Compatível com óculos de ciclismo. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse | 1.ª Ronda - Antuérpia Antuérpia recebeu a primeira ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse, neste que foi o início da mais importante competição da modalidade. Os ciclistas encontraram um percurso bastante técnico, ventoso e onde a caixa de areia se previa ser um dos grandes obstáculos do dia. Créditos: Mark Van Hecke/Getty Images Corrida feminina - Van Empel entra a ganhar A corrida feminina começou do modo clássico com Marie Schreiber e impor-se na frente no sprint inicial sob o olhar atento de Fem van Empel. Lucinda Brand e Carmen Alvarado tiveram um arranque pobre nunca tendo tido contacto com a frente da corrida. Na segunda volta, van Empel atacou Schreiber e seguiu sozinha na frente. A campeã do mundo foi aumentando a vantagem volta após volta, cruzando a meta com 31 segundos sobre a segunda classificada Lucinda Brand. Maria Schreiber fez também uma excelente corrida, fechando o pódio com 1'11 minutos de desvantagem para van Empel, a primeira líder da Taça do Mundo de ciclocrosse. https://twitter.com/UCI_CX/status/1860679581910331776 Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1VAN EMPEL Fem50:332BRAND Lucinda0:313SCHREIBER Marie1:114CASASOLA Sara1:275ALVARADO Ceylin Del Carmen1:416VAS Blanka Kata1:577BACKSTEDT Zoe2:108VAN DER HEIJDEN Inge2:179VERDONSCHOT Laura2:3110WORST Annemarie2:40 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1VAN EMPEL Fem402BRAND Lucinda303SCHREIBER Marie254CASASOLA Sara225ALVARADO Ceylin Del Carmen216VAS Blanka Kata207BACKSTEDT Zoe198VAN DER HEIJDEN Inge189VERDONSCHOT Laura1710WORST Annemarie16 Corrida Masculina Na corrida masculina foi Thibau Nys quem arrancou mais forte, seguido de perto pelos seus mais diretos rivais. A corrida manteve-se muito renhida nas primeiros momentos, com vários ciclistas a tomarem a dianteira e a impor o ritmo, sem nunca ganhar muito espaço. Eli Iserbyt conseguiu adiantar-se a meio da corrida ganhando 10 segundos a Sweeck e Vanthourenhout, vantagem que foi aumentando graças à grande técnica do ciclista belga que voava no percurso. Iserbyt conseguiu manter a vantagem e fez uma corrida imaculada vencendo a prova e sendo o primeiro líder da Taça do Mundo de ciclocrosse. No segundo lugar ficou Laurens Sweeck a 17 segundos do vencedor com Vanthourenhout a fechar o pódio a 28 segundos de Iserbyt. Segue-se a segunda ronda que se disputa no dia 1 de dezembro em Dublin. Créditos: UCI CX World Cup Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1ISERBYT Eli58:562SWEECK Laurens0:173VANTHOURENHOUT Michael0:284WYSEURE Joran0:345VANDEPUTTE Niels0:446VAN DER HAAR Lars0:547RONHAAR Pim1:118AERTS Toon1:159ORTS LLORET Felipe1:2210KUHN Kevin1:29 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaPontos1ISERBYT Eli402SWEECK Laurens303VANTHOURENHOUT Michael254WYSEURE Joran225VANDEPUTTE Niels216VAN DER HAAR Lars207RONHAAR Pim198AERTS Toon189ORTS LLORET Felipe1710KUHN Kevin16 ### Thibau Nys e os novos craques do ciclocrosse No radar TopCycling apresentamos cinco nomes do presente, mas sobretudo do futuro do ciclocrosse com Thibau Nys à cabeça. Será Thibau Nys tão marcante como o pai Sven? Que outros nomes vão marcar o ciclocrosse já a partir desta temporada? A última década do ciclocrosse tem dois nomes próprios: Mathieu van der Poel e Wout Van Aert. Ao mesmo nível, esporadicamente, só podemos colocar Tom Pidcock, o único capaz de vencer um título mundial desde que em 2015 começou a alternância entre o neerlandês e o belga. Porque é que o domínio tem sido tão acentuado? Porque ninguém os consegue acompanhar na temporada de crosse? Estes dois talentos geracionais souberam aproveitar um contexto favorável. É pelo menos a teoria de Sven Nys, o todo-poderoso do ciclocrosse no virar do milénio. "Quando parei em 2016, esse fosso tornou-se muito grande. Especialmente porque muitos atletas que deviam estar no topo já não estavam pelas circunstâncias. Niels Albert teve que parar por problemas cardíacos, Zdenek Stybar escolheu a estrada, Lars Boom também. Essa era a geração que deveria ter tornado as coisas difíceis a Wout van Aert e Mathieu van der Poel, mas simplesmente não estavam lá. Houve duelos fantásticos entres os dois, mas atrás deles um enorme vazio. Esse vazio foi agora preenchido.” Sven Nys ao Wielerflits. Ler mais | Há mais um Nys no ciclismo e a coisa promete! Sprint Cycling Agency | UEC Craques chamados a dominar Dentro dos talentos sub-25 anos temos vários corredores já com vitórias marcantes em 2024/2025. Aqui vamos centrar atenções em cinco nomes: Thibau Nys, Niels Vandeputte, Jente Michels, Joran Wyseure e Emiel Verstrynge. Olhemos para o que têm feito estes craques chamados a dominar a modalidade. Thibau Nys (Baloise Trek Lions) A primeira vitória do fenómeno da Trek no Superprestige foi em Overijse. Thibau está agora a 63 triunfos do pai Sven, considerado Mister Superprestige pelos 13 Troféus ganhos. O filho do Canibal de Baal também ganhou o Europeu de Pontevedra e em Lokeren para o Troféu X2O. No entanto, nem tudo foi perfeito já que terminou a primeira fase forte da época com uma queda em Hamme quando discutia o pódio. Para trás ficou um ano magnífico na estrada ao serviço da Lidl-Trek: Volta à Hungria, mais oito vitórias, metade em provas WorldTour. Ler mais | Ciclocrosse em alta mesmo sem Van der Poel e Van Aert Niels Vandeputte (Alpecin-Deceuninck) Tem 24 anos e foi o mais regular no primeiro mês da época. Niels Vandeputte foi o metrónomo do pelotão já que em 12 provas o pior que fez foi um 6.º lugar. Faltava a vitória que finalmente chegou no Flandriencross de Hamme. Na ausência de Van der Poel tem sido o belga a liderar a Alpecin, ele que sempre foi um corredor sólido ao serviço do líder. No apoio a Vandeputte está agora Jente Michels, o campeão europeu sub-23. É um dos elites mais jovens do pelotão – 21 anos – e concluiu todas as provas no top 10, incluindo um pódio em Lokeren. Jente Michels, Emiel Verstrynge e Aaron Dockx no pódio da Taça do Mundo em Benidorm.Rafa Gomez/Sprint Cycling Agency Joran Wyseure (Crelan-Corendon) O campeão do mundo sub-23 de 2022 foi a grande surpresa ao vencer em Ruddervoorde na ronda de abertura do Superprestige. Foi também a primeira vitória como pro de Wyseure, que tem tido altos e baixos. O Europeu não lhe correu bem, mas o jovem de 23 anos vai crescendo à sombra de Laurens Sweeck, líder da Crelan-Corendon que após uma época em branco já venceu este ano no Exact Cross de Essen, no Jaarmarktcross de Niel e no crosse dos morangos em Merkplas. Emiel Verstrynge venceu em Benidorm em janeiro de 2024.Rafa Gomez/Sprint Cycling Agency Emiel Verstrynge (Crelan-Corendon) Colega de Wyseure e Sweeck na Crelan-Corendon, Emiel Vestrynge tem a particularidade de na época de estrada correr pela equipa de desenvolvimento da Alpecin – ambos os projetos são dos irmãos Roodhooft. Podemos mesmo dizer que a Alpecin concentra boa parte dos talentos do futuro: tem o vice-campeão mundial sub-23 Verstrynge e o campeão Tibor Del Grosso. Ambos fizeram grandes épocas na estrada e foram promovidos ao WorldTour para 2025. Del Grosso foi 8.º no Mundial de Zurique, 7.º no Europeu de Limburgo e fechou o ano com três vitórias UCI. Verstrynge disputou etapas na Volta a França do Futuro, subiu com os melhores no Vale de Aosta e no GP Orlen das Nações, foi 4.º na Liège e 9.º em Roubaix. Na época de crosse Verstrynge tem dois top 10 (Beringen e Niel), mas convém não esquecer o potencial do belga: em 2022 bateu Nys no Europeu sub-23 em Namur e no último Nacional belga superou Michels. Outros corredores podem vir a marcar o ciclocrosse, mas sendo de uma geração posterior precisam de tempo. Vale pela menção porque têm menos de 20 anos e nem são belgas nem neerlandeses: o italiano Stefano Viezzi (Alpecin) e os franceses Léo Bisiaux e Aubin Sparfel (Decathlon Ag2r). ### Liga dos Campeões de Pista 2024 | A primeira etapa e mais informações A quarta temporada da Liga dos Campeões de pista começa dia 23 de novembro, no Velódromo olímpico de Saint-Quentin-en-Yvelines, em Paris. As cinco jornadas da competição podem ser acompanhadas no Eurosport e na MAX. Transmissão Especial A cobertura no Eurosport 1 da Liga dos Campeões de pista arranca sábado a partir das 17:00h e, para além dos diretos antes e após as corridas, os fãs vão poder contar ainda com entrevistas exclusivas aos ciclistas que competem.   Quem acompanhar a transmissão em streaming na MAX pode seguir todos os momentos desde Paris a partir das 16:00h. O antigo ciclista Adam Blythe e a dupla campeã olímpica Joanna Rowsell lideram a equipa de especialistas do Eurosport. Cada uma das sedes da prova utilizará um sistema Cablecam, quatro câmaras que mostram as perspetivas de quatro ciclistas, 12 camaras de pista e uma motocicleta derny para a especialidade de Keirin, o que permite acesso único a ângulos e momentos que normalmente estão indisponíveis. Créditos: JOHN MACDOUGALL/AFP via Getty Images Destaques desta edição Grandes figuras mundiais do ciclismo de pista como Harrie Lavreysen (Países Baixos), Ellesse Andrews (Nova Zelândia), Emma Finucane (Grã-Bretanha) ou Katie Archibald (Grã-Bretanha) marcam presença nesta 4.ª edição da Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista da UCI.  Um total de 26 países vão estar representados na competição: no sprint, estão presentes seis campeões olímpicos, cinco campeões mundiais e seis campeões continentais; na resistência estão inscritos cinco campeões mundiais, três medalhados olímpicos e três campeões continentais. O ciclismo de pista foi um dos desportos mais vistos nos nossos canais durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024. Estamos muito satisfeitos por dar novamente as boas-vindas aos campeões olímpicos e campeões mundiais que se preparam para competir ao mais alto nível na Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista da UCI. Depois de um verão incrível, dos investimentos e das inovações contínuas no desporto, prevemos um compromisso ainda maior por parte dos fãs enquanto nos esforçamos para elevar o ciclismo de pista a novas alturas. Scott Young, Vice-presidente Sénior de Conteúdos e de Produção da Warner Bros. Discovery Sports Europe Créditos: BORIS HORVAT/AFP/Getty Images Liga dos Campeões de Pista 2023 Segundo a Warner Bros. Discovery Sports Europe, “um plantel de competidores de categoria mundial, um grande espetáculo em direto apoiado por uma tecnologia inovadora, uma estratégia de transmissão global e a experiência imersiva dos fãs garantiram que a edição de 2023 da ‘Champions’ da UCI foi a mais bem-sucedida de sempre”.  Em 2023, Ellesse Andrews (Nova Zelândia), Katie Archibald (Grã-Bretanha), Dylan Bibic (Canadá) e Harrie Lavreysen (Países Baixos) proclamaram-se campeões absolutos.  Tal como em 2023, Portugal volta a não ter qualquer representante na competição. Créditos: UCI Track O calendário da Liga dos Campeões de pista:  Jornada 1: Saint-Quentin-en-Yvelines, França em 23 de novembro  Jornada 2: Appealoorn, Países Baixos - 29 de novembro  Jornada 3: Appealoorn, Países Baixos - 30 de novembro  Jornada 4: Londres, Reino Unido - 6 de dezembro  Jornada 5: Londres, Reino Unido - 7 de dezembro Os fãs podem obter mais informações sobre a competição e comprar bilhetes em https://www.ucitrackchempionesleague.com/ Créditos da fotografia de destaque: Getty Images ### Ciclocrosse em alta mesmo sem Van der Poel e Van Aert Novas referências e corridas igualadas geram boas audiências no ciclocrosse e Van der Poel e Van Aert ainda nem chegaram! Nos últimos anos tem havido uma certa dependência do ciclocrosse face a Mathieu van der Poel e Wout Van Aert, campeões em sete dos últimos oito Mundiais. Quando não estão presentes em competição é inegável que há maior equilíbrio, mas até agora poucos atletas tinham dado um passo em frente para se assumirem como referências. A época 2024/2025 marca um ponto de viragem! O primeiro mês de provas foi animador, tivemos tremendos espetáculos, vitórias repartidas. Ninguém esperava é que as audiências subissem nas provas masculinas. A terceira ronda do Troféu X2O, disputada em Hamme, fez média de 479 mil espetadores no canal belga VRT1 e um pico de 593 mil. Os números superam 2024 (411 mil) quando o evento se correu em fevereiro, em vésperas do Mundial. O mesmo cenário em Lokeren, no Koppenbergcross e em Niel. O que mudou? Em um mês tivemos seis vencedores em eventos de topo e crosses disputados até à última volta. Superprestige Ruddervoorde – Joran Wyseure Superprestige Overijse –Thibau Nys Superprestige Niel – Laurens Sweeck Superprestige Merkplas – Laurens Sweeck Troféu X2O Koppenbergcross – Lars van der Haar Troféu X2O Lokeren – Thibau Nys Troféu X2O Hamme – Niels Vandeputte Ler mais | Europeu de Ciclocrosse – Van Empel e Nys levantam os braços Van Aert e Van der Poel em ação. Ciclocrosse está de novo a crescer Se incluirmos a série Exact Cross e crosses independentes o número de vencedores sobe para oito: Eli Iserbyt ganhou em Heerderstrand e Felipe Orts em Rucphen. E ainda nem começou a Taça do Mundo, cujo calendário abre em Antuérpia. Este equilíbrio ajuda a explicar o aumento do interesse por parte do público. Christophe Impens, organizador de várias destas provas, explicou ao Wielerflits o que tem acontecido. “É um fenómeno estranho. As audiências televisivas são significativamente melhores do que nos últimos dois anos. E aí tivemos Wout van Aert e Mathieu van der Poel como vencedores. É um ponto de viragem muito importante para o futuro do ciclocrosse. Temos uma série de corredores masculinos e femininos que tornam as vidas difíceis uns aos outros com grandes batalhas todas as semanas. As pessoas gostam de ver isso, todos os crosses são empolgantes até ao final.” Christophe Impens, organizador da empresa Golazo ao Wielerflits. Depois do crescimento verificado graças aos duelos entre Sven Nys, Niels Albert, Zdenek Stybar e Lars Boom o ciclocrosse está de novo a crescer. Com isto não queremos dizer que Van der Poel e Van Aert não são necessários. Ambos são superestrelas, mas a realidade é que dominam os crosses onde se apresentam e deixam pouca margem aos rivais. Por agora nenhum comunicou que crosses farão: dezembro deve marcar o regresso de Van Aert, já de Van der Poel não se sabe nada. Entre as estrelas que ainda não se estrearam na época Puck Pieterse foi a última a anunciar o programa de corridas. ### Puck Pieterse apresenta o seu calendário de ciclocrosse Puck Pieterse apresentou o seu calendário de ciclocrosse para esta temporada depois de terminada a sua excelente campanha na estrada com destaque para a vitória na quarta etapa do Tour. A versátil ciclista neerlandesa tem prevista a sua participação em 13 provas espalhadas por várias competições. Pieterse vai iniciar a época na quarta ronda da Taça do Mundo em Namur no dia 15 de dezembro e tem a sua última corrida nos Campeonatos do Mundo de Liévin no primeiro dia de fevereiro. Créditos: SprintCyclingAgency A Taça do Mundo é a competição mais escolhida por Puck Pieterse que vai participar em oito das 12 rondas. Para além disso, depois de iniciar a temporada em Namur, a ciclista da Fenix-Deceuninck falha apenas a corrida de Besançon nesta competição. Pieterse vai competir também na sexta ronda do Superprestige em Diegem e em duas corridas do Troféu X2O (Baal e Koksijde). Apesar de não ter o objetivo de lutar por nenhum das classificações gerais, Puck Pieterse vai correr os campeonatos nacionais de ciclocrosse dos Países Baixos antes de terminar a sua temporada nos Campeonatos do Mundo de Liévin, dois dos grandes objetivos da época para a ciclista. https://twitter.com/FenixDeceuninck/status/1859262746858299446 ### Specialized apresenta a S-Works Tarmac SL8 de Carlos Sainz A Specialized, que colabora há mais de um ano com Carlos Sainz, apresenta a edição especial da S-Works Tarmac SL8, desenvolvida em conjunto com o piloto de Fórmula 1. Ler mais | Specialized – 50 anos com novos produtos Colaboração entre a Specialized e Carlos Sainz A Specialized equipa, há um ano, Carlos Sainz com bicicletas e todos os acessórios - capacetes, calçado e vestuário - uma vez que o piloto complementa o seu treino com o ciclismo, e é um conhecido fã da modalidade.  Nos últimos meses foi possível ver Carlos Sainz a pedalar várias vezes na S-Works Tarmac SL8 no Mónaco, Madrid, ou em circuitos de Fórmula 1 pelo mundo fora. Por isso, a Specialized decidiu oferecer-lhe “a oportunidade exclusiva de personalizar uma bicicleta que concentrasse o carácter da sua marca pessoal”.  Para isso juntaram o piloto de Fórmula 1 com Tyler Angelo Marchesano, CMF Designer e Concept Paint Developer da Specialized, responsável por “alguns dos designs mais icónicos” da marca. O resultado, nas palavras da Specialized, é “uma autêntica obra de arte graças ao trabalho de pintura de Color Monkey, que conseguiu refletir na perfeição as cores e cada detalhe desenhado com mestria por Tyler”. Características da bicicleta O quadro é um S-Works Tarmac SL8 “Ready To Paint”, um quadro que é vendido com acabamento em carbono puro pronto a ser pintado e que pesa 685g. A bicicleta foi criada e personalizada a pensar em Carlos Sainz: o piloto fez um bike fitting na loja Specialized Madrid - Bikes 101, no seu estúdio Body Geometry Fit. “Com as suas medidas, todos os componentes foram criteriosamente escolhidos para atingir a excelência na montagem. As nossas rodas Roval Rapide CLX II Team, de 1350 gramas de puro desempenho; o cockpit do Roval Rapide, nas medidas 110x400; e o selim S-Works Power com tecnologia Mirror de 155 mm, são os componentes mais avançados do mercado, perfeitos para uma bicicleta desenhada com o objetivo de aliar a máxima velocidade e conforto. Além disso, em colaboração com a SRAM, montámos o novo grupo RED AXS.”  Specialized Veja aqui o vídeo de apresentação da bicicleta https://www.youtube.com/watch?v=_7VR3DILc-o Confira aqui as S-Works Tarmac SL8 da Specialized. ### Cândido Barbosa eleito presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo Cândido Barbosa venceu as eleições para a presidência da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), garantindo 54 votos, o equivalente a 72,9% do total. A Lista C, encabeçada pelo antigo ciclista e duas vezes vice-campeão da Volta a Portugal (2005 e 2007), superou as outras candidaturas lideradas por Sandro Araújo (Lista A, 13 votos) e Pedro Martins (Lista B, sete votos). Com esta vitória, Cândido Barbosa sucede a Delmino Pereira, que ocupou o cargo durante três mandatos consecutivos, nos últimos 12 anos. Barbosa, que representou Portugal nos Jogos Olímpicos de Atlanta1996 e Atenas2004, assumirá agora o desafio de liderar os destinos do ciclismo nacional durante os próximos quatro anos. Além da eleição de Cândido Barbosa, os restantes órgãos sociais da FPC também foram definidos. Francisco Fernandes será o presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG), enquanto Alexandre Almeida assume o Conselho Fiscal, Sandra Almeida o Conselho de Justiça, Rui Bernardo o Conselho de Arbitragem, e Luciano Calheiros Gomes o Conselho de Disciplina. José Soares e Nelson Martins foram confirmados como vice-presidentes na nova estrutura diretiva. Os órgãos sociais eleitos serão empossados na próxima segunda-feira, às 12h, na sede da FPC, em Lisboa. Créditos da fotografia de destaque: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Superprestige | Rescaldo ronda 4 – Aardbeiencross Merksplas  A quarta ronda do Superprestige, uma das mais icónicas provas de CX do calendário internacional, teve lugar no dia 16 de novembro em Aardbeiencross Merksplas, na Bélgica.  O cross dos morangos, como é apelidada a corrida em Aardbeiencross, viu subir aos lugares mais altos do pódio os mesmos dois ciclistas que tinham vencido a semana passada, em Niel: Ceylin del Carmen Alvarado e Laurens Sweeck.  Ler mais | Superprestige | Rescaldo ronda 3 – Niel Prova Masculina A corrida masculina demorou a definir-se. Apesar do arranque forte de alguns favoritos, as primeiras voltas viram os grupos da frente a separar-se e unir-se várias vezes. À entrada da última volta, um grupo com cinco ciclistas que podiam lutar pela vitória: Laurens Sweeck, Toon Aerts, Lars Van der Haar, Michael Vanthourenhout e Thibau Nys. Sweeck e Aerts destacaram-se e disputaram a vitória ao sprint, onde Sweeck foi mais forte – Aerts fechou em segundo. Os restantes três ciclistas sprintaram pelo terceiro lugar e foi Van der Haar a conseguir fechar no pódio. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1857808103774777560 Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 SWEECK Laurens Crelan - Corendon 1:01:04 2 AERTS Toon Deschacht - Hens - FSP “ 3 VAN DER HAAR Lars Baloise Trek Lions 0:04 4 NYS Thibau Baloise Trek Lions “ 5 VANTHOURENHOUT Michael Pauwels Sauzen - Bingoal “ 6 VANDEPUTTE Niels Alpecin-Deceuninck Development Team 0:06 7 ISERBYT Eli Pauwels Sauzen - Bingoal 0:09 8 ORTS Felipe Ridley Racing Team 0:14 9 WYSEURE Joran Crelan - Corendon 0:22 10 MICHELS Jente Alpecin-Deceuninck Development Team 0:29  Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=AP3n9fJLhXU&ab_channel=EurosportCycling Prova feminina A prova feminina teve menos suspense em comparação com a masculina, com a corrida a ficar praticamente decidida à quarta volta.  Ceylin del Carmen Alvarado seguia na frente, e no grupo perseguidor Sara Casasola tocou em Lucinda Brand numa zona técnica do percurso. Abriu-se um pequeno espaço que as perseguidoras nunca conseguiram fechar.  Alvarado venceu, então, a quinta corrida do ano – no Superprestige, é a terceira vitória em quatro rondas. Brand, Marie Schreiber e Casasola lutaram pelo pódio: Brand terminou em segundo lugar, e Schreiber em terceiro. Aos pés das ciclistas podem ver-se caixas de morangos - não fosse este o Cross dos morangos. Créditos: transmissão Eurosport Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 ALVARADO Ceylin del Carmen Fenix-Deceuninck 0:45:39 2 BRAND Lucinda Baloise Trek Lions 0:03 3 SCHREIBER Marie Team SD Worx - Protime 0:08 4 CASASOLA Sara Crelan - Corendon 0:13 5 VAN DER HEIJDEN Inge Crelan - Corendon 0:28 6 WORST Annemarie Cyclocross Reds 0:47 7 BACKSTEDT Zoe Canyon//SRAM Racing 0:55 8 BAKKER Manon Crelan - Corendon 0:59 9 BENTVELD Leonie Pauwels Sauzen - Bingoal 1:03 10 VERDONSCHOT Laura De Ceuster - Bouwpunt 1:10  Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=3sm0LIeqSzs&ab_channel=EurosportCycling https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1857822433496924584 Créditos da fotografia de destaque: SprintCyclingAgency ### Os prémios caricatos no ciclismo O ciclismo é um desporto de símbolos e tradições, e muitas vezes os prémios que os vencedores das corridas recebem são o reflexo disso mesmo: a pedra de Roubaix, o tridente do Tirreno, ou a boina de San Sebastian, por exemplo, são símbolos reconhecidos da grandiosidade dos feitos dos atletas.  Mas como sabemos, há um número que parece infinito de corridas em cada ano. E em relação aos prémios, há uns mais ortodoxos que outros. Numa altura em que a offseason está já ao virar da esquina, o Topcycling deixa uma lista dos prémios mais caricatos que foram dados aos vencedores de corridas nos últimos anos. https://twitter.com/TirrenAdriatico/status/1766853326023373182 Alguns destaques Não é só nas corridas de categorias mais baixas em que vemos o vencedor a segurar algo pouco habitual no pódio. No fim da Volta a Emília, que este ano contou com uma startlist de muita qualidade, os adeptos tiveram oportunidade de ver Tadej Pogacar – vencedor da corrida – a levantar uma mortadela gigante que ganhou como prémio, que se explica pelo facto da zona de Reggio-Emilia ser famosa pelas suas mortadelas.  Os prémios relacionados com animais são, na verdade, um tema comum. Um dos prémios mais interessantes da época acontece na Tro-Bro Léon: o melhor bretão da corrida leva para casa, como prémio, um leitão vivo – um prémio que pretende homenagear uma região muito ligada à agricultura.  Se seguirmos para o norte da europa, os animais continuam a ser tema: na Arctic Race of Norway, corrida de quatro dias na noruega, uma tradição que esteve interrompida voltou a acontecer em 2024: o vencedor da camisola da montanha levou para casa como prémio 500 kg de salmão - felizmente, o vencedor recebeu um cheque para reclamar o prémio. Créditos: ARN/Aurélien Vialatte Créditos: A.S.O./Tony Esnault O Tour de France e portugueses à mistura No Tour de France, maior corrida do mundo, também há alguns exemplos de prémios pouco ortodoxos. Um bom exemplo foi Ralf Sorensen, que recebeu uma vaca como prémio após uma etapa no Tour. Outros grandes nomes como Sean Kelly ou Mario Cipollini também chegaram a ser presentados com vacas durante as suas carreiras.  O português José Azevedo também foi parte da cultura dos prémios vivos: recebeu, no Tour de France em 2004, uma égua da raça "postier breton" com 16 meses e 260 kg - como na altura noticiou o Record. Cerveja e outros exemplos A cerveja também é um lugar relativamente comum no que toca a prémios no ciclismo. Em muitas corridas na Bélgica, é a bebida que substitui a comum garrafa de champanhe oferecida aos vencedores. Em termos de situações caricatas, dois casos destacam-se: Em 2017, no Giro D'Italia, o café Stelvio Bike Experience ofereceu 100 cervejas ao ciclista mais pesado a ultrapassar o Stelvio - o vencedor deste prémio foi dinamarquês Lars Bak; em 2015, no Tour de Flanders, foi oferecido ao vencedor do sprint intermédio o seu próprio peso em cerveja. O feliz contemplado foi o irlandês Matt Brammeier. https://twitter.com/wielerman/status/867118145043140608 E se algumas corridas deixaram os prémios em géneros no passado, outras mantêm as tradições. No Tour de Kyushu, corrida nipónica com três etapas que decorreu em outubro, o vencedor - Emilien Jeannière - levou para casa uma Dourada gigante. https://twitter.com/inrng/status/1845750699692319055 Para terminar, mencionamos ainda a Volta à California - corrida por etapas que entrou em hiato em 2019 e nunca mais voltou à estrada. A corrida que passava pela costa oeste dos E.U.A. foi patrocinada pela Lexus: a marca de carros ofereceu, durante algumas edições, um lease de dois anos do modelo NX 200t sport aos vencedores da classificação geral. Deixamos ainda um repto aos leitores: com certeza terão escapado alguns prémios merecedores de serem mencionados neste artigo. Se for o caso, avisem quais os prémios que não apontamos, sejam eles comestíveis ou não. Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Pauline Ballet ### “O Gran Camiño” parte de Portugal em 2025  Prova espanhola, que Jonas Vingegaard venceu em 2023 e 2024, vai partir de Portugal no próximo ano. Segundo o TopCycling apurou, a partida da "O Gran Camiño" será na cidade do Porto, rumando depois o pelotão ao Minho onde a corrida atravessará a fronteira de regresso à Galiza. A corrida vai para a estrada entre 26 de fevereiro e 2 de março de 2025. Ler mais | Ciclista de verão e ciclista de inverno Créditos: Kike Abelleira Percurso em 2025 A prova galega vai adicionar, em 2025, mais uma etapa às quatro que têm sido habituais. Vai passar por cada uma das províncias da Galícia, e transformar-se numa corrida internacional em virtude da partida da primeira etapa de Portugal.  Os organizadores da prova destacam esta passagem para o outro lado do Minho como maneira de “apontar a relação de afinidade que existe e disfrutar de um país que, tradicionalmente, tem acolhido muitos ciclistas galegos”. Créditos: Kike Abelleira Prova em crescimento A organização da prova também destaca o seu crescimento nos últimos anos. Em 2024, ‘O Gran Camiño’ levou a prova a 170 países através da transmissão televisiva – teve um aumento de membros da imprensa na corrida, bem como mais interações nas redes sociais.  Em 2025, o envolvimento da Junta da Galícia garantiu a realização da prova. O governo autónomo apostou no impulso da corrida para aproveitar as potencialidades do ciclismo para aquela área do país. Créditos: Xunta da Galícia Vencedor é cara conhecida “O Gran Camiño” acontece desde 2022 e tem tido vencedores ilustres. Na sua primeira edição, foi Alejandro Valverde a vencer a prova, à frente de Michael Woods.  Em 2023 - com Rúben Guerreiro no pódio - e 2024, a corrida galega tem sido prova de eleição para o duas vezes campeão do Tour de France, Jonas Vingegaard. O dinamarquês começou as duas últimas épocas na Galícia: venceu a classificação geral nos dois anos, com seis vitórias de etapas em oito etapas disputadas nas últimas duas edições.  A presença do dinamarquês ainda não está confirmada em 2025, mas caso participe, Portugal vai poder voltar a ver um dos melhores ciclistas do mundo a dar pedaladas em território nacional. Créditos: Sprint Cycling Agency Créditos da foto de destaque: Kike Abelleira ### Nova Specialized Turbo Tero: E-bike para tudo  A Specialized lançou a nova Turbo Tero 5.0 Equipped. Segundo a marca, esta é a maneira de responder à pergunta “Como é que eu poderia chegar lá de bicicleta?”.   A Specialized destaca o porta-bagagens traseiro, guarda-lamas, luzes e componentes atualizados como forma de elevar a potência, confiança e versatilidade do ciclista. Ler mais | Specialized apresenta a nova Turbo Levo SL 2 Potência A nova Tero 5.0 Equipped vem equipada com o motor Gull Power 2.2 e bateria de 710Wh, integrada na estrutura de alumínio da bicicleta: “O sistema de potência total deteta o que estás a colocar nos pedais e amplifica suavemente o teu débito de potência para uma sensação de pedalada sobrenatural, que te levará onde quer que vás, sem suor.”  A aplicação Specialized e o ecrã Mastermind permitem adaptar o nível de potência às necessidades do ciclista, de forma simples e personalizável. Confiança A posição do corpo e o comportamento estão otimizados para oferecer “tudo o que o ciclista precisa: conforto, confiança e controlo”. Os travões de disco hidráulicos permitem um maior controlo da velocidade e os pneus maiores oferecem mais tração para curvar e parar em qualquer terreno.  A Tero 5.0 Equipped também vem com dispositivo antirroubo. O motor é desativado através de um botão, e só pode ser ligado com um pin pessoal personalizado. Também é possível acionar um alarme através da aplicação Specialized, que emite um alerta sonoro caso a bicicleta se mova sem a permissão do dono. E possível ainda bloquear a bateria ou removê-la de bicicleta, para proteção adicional. Versatilidade A Specialized destaca o “ADN de Bicicleta de Montanha”: rodas agressivas mas de rolanmento suave de 29”, com pneus Ground Control de 2.3”, que “oferecem uma ampla tração em todas as situações”; travões de disco SRAM, que “proporcionam uma força de travagem substancial”; 110 mm de curso da suspensão dianteira que “suavizam o piso”; espigão telescópico, que “está disponível para quando precisares”.  Outro destaque é a autonomia da bicicleta - viaja até 120 km (ou cinco horas e meia) com uma única carga no modo ECO. Autonomia para maiores aventuras A Specialized diz que o ciclista vai “precisar de um mapa maior”: “Como verdadeiro amigo, independentemente da pergunta, a Tero 5.0 EQ responde que sim. Se quisesses andar de bicicleta do Alasca até ao extremo da Argentina, usarias a tua Tero 5.0 EQ. É o overlander das bicicletas – parece ótima a passear pela cidade, mas está disposta e capaz de atravessar o Sahara com tempo para parar para almoçar. Pedala no lado selvagem com a Tero 5.0 EQ.”  Specialized Confere aqui a nova Tero 5.0 Equipped da Specialized ### Superprestige | Rescaldo ronda 3 – Niel  A terceira ronda do Superprestige, uma das mais icónicas provas de CX do calendário internacional, teve lugar no dia 11 de novembro em Niel, na Bélgica.  As corridas masculinas e femininas decorreram de forma semelhante e coroaram Ceylin del Carmen Alvarado e Laurens Sweeck como vencedores de uma ronda onde os ciclistas tiveram de enfrentar a chuva, para além do difícil percurso. Ler mais | Superprestige | Rescaldo rondas 1 e 2 – Ruddervoorde e Overijse Prova Masculina A corrida masculina da terceira ronda do troféu Superprestige ficou marcada pelo domínio do belga Laurens Sweeck. Conseguiu distanciar-se dos rivais ainda durante a primeira volta e fez o restante da prova sempre na frente.  Na penúltima volta ainda quebrou um pouco, mas ninguém conseguiu ameaçar a sua vitória. Atrás, Felipe Orts, Eli Iserbyt e Niels Vandeputte lutavam pelo pódio.  Nessa guerra entre os três, Iserbyt foi o derrotado, ficando fora do pódio. Orts levou a melhor sobre Vandeputte e conseguiu o segundo lugar, com o belga a fechar o pódio. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1855999343922143393 Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 SWEECK Laurens Crelan - Corendon 0:57:56 2 ORTS Felipe Ridley Racing Team 0:08 3 VANDEPUTTE Niels Alpecin-Deceuninck Development Team 0:16 4 ISERBYT Eli Pauwels Sauzen - Bingoal 0:27 5 VAN DER HAAR Lars Baloise Trek Lions 0:48 6 VANTHOURENHOUT Michael Pauwels Sauzen - Bingoal 1:02 7 AERTS Toon Deschacht - Hens - FSP 1:19 8 KUYPERS Gerben Charles Liégeois Roastery CX 1:40 9 VANDEBOSCH Toon Crelan - Corendon 1:51 10 VERSTRYNGE Emiel Crelan - Corendon 1:59  Prova feminina A prova feminina do Superprestige em Niel decorreu de forma muito semelhante à corrida masculina. Ceylin del Carmen Alvarado destacou-se na frente bem no início da corrida e pareceu sempre inalcançável.  Atrás da neerlandesa, lutavam pelo pódio Lucinda Brand, Marion Norbert Riberrolle e Sara Casasola. A italiana Casasola acabou por ser a ciclista que ficou fora do pódio.  Na luta entre Brand e Norbert Riberrolle, foi a neerlandesa a levar a melhor. Brand conseguiu o segundo lugar, com Norbert Riberrolle a fechar o pódio. https://twitter.com/SuperprestigeCX/status/1855970289575710974 Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 ALVARADO Ceylin del Carmen Fenix-Deceuninck 0:42:38 2 BRAND Lucinda Baloise Trek Lions 0:21 3 NORBERT RIBEROLLE Marion Crelan - Corendon 0:24 4 CASASOLA Sara Crelan - Corendon 0:26 5 WORST Annemarie Cyclocross Reds 1:13 6 VERDONSCHOT Laura De Ceuster - Bouwpunt 1:29 7 VAN DER HEIJDEN Inge Crelan - Corendon 1:37 8 BENTVELD Leonie Pauwels Sauzen - Bingoal 1:38 9 VAN ALPHEN Aniek Cyclocross Reds 1:47 10 BETSEMA Denise Pauwels Sauzen - Bingoal 2:09  Créditos da fotografia de destaque: Mark Van Hecke/Getty Images ### A despedida de Mark Cavendish No final da sua carreira como profissional de ciclismo, Mark Cavendish venceu o Critério de Singapura, uma corrida especial realizada pelo organizador do Tour de France, num cenário dominado pela despedida de um dos maiores sprinters da história do ciclismo. Mark Cavendish despede-se do ciclismo profissional após 20 anos de carreira, num dia de festa onde conseguiu uma vitória num sprint à sua imagem, levando a melhor sobre Jasper Philipsen e Arnaud de Lie. https://twitter.com/eurosport/status/1855544584928928243 Ao cruzar a meta pela última vez, o míssil da Ilha de Man (como ficou conhecido) formou um 35 com as duas mãos, o seu número de vitórias em etapas do Tour de France, conquista que fica para a história do ciclismo e da sua carreira. https://twitter.com/eurosport/status/1855551044068983148 De todas as palavras de Mark Cavendish neste dia, destacamos estas: “Andar de bicicleta é uma forma de liberdade, é uma forma de conhecer pessoas, de estar onde queremos estar. É um desporto com muito potencial, um meio de transporte e uma atividade de lazer...” Mark Cavendish Este triunfo no Critério de Singapura foi uma despedida simbólica, num evento que reuniu alguns dos melhores ciclistas do mundo. Entre os ciclistas que partilharam o percurso com Cavendish estavam figuras de renome, como Jasper Philipsen, Biniam Girmay, Arnaud de Lie, Primoz Roglic ou lendas do Tour de France como Chris Froome e Vicenzo Nibali, o que tornou o momento ainda mais especial para o público e para o próprio atleta. Créditos da fotografia de destaque: A.S.O./Danial Hakim ### A Colnago V4Rs de António Morgado Em 2024, António Morgado conseguiu um impressionante quinto lugar na sua estreia no Tour de Flandres, uma das clássicas mais icónicas do ciclismo mundial. Com apenas 19 anos, em ano de estreia no escalão World Tour, somou também uma vitória memorável no Giro de la Romagna. Embora tenha confessado em entrevista ao Topcycling que não dá muita importância á tecnologia das bicicletas, disse também que a bicicleta que te teve esta temporada era sem dúvida a melhor bicicleta em que alguma vez pedalou. Créditos: Marco Miguel - Topcycling O Topcycling teve a bicicleta nas mãos e mostra aos fãs de ciclismo, alguns pormenores da Colnago V4Rs de António Morgado, a máquina que acompanhou "bigode voador" nas suas primeiras conquistas como ciclista profissional em 2024. Créditos: Nico Vereecken/Sprint Cycling Agency Algumas características técnicas A bicicleta de António Morgado está equipada com o grupo Shimano Dura-Ace Di2. Quando fotografámos a bicicleta, no início da temporada, a configuração incluía um pedaleiro Dura-Ace com pratos Carbon Ti 54/40d (em algumas provas foram utilizados também pratos Shimano Dura-Ace) e cassete de 12 velocidades 11-30d., um setup versátil tanto para terreno plano como para subidas. Esta configuração variou de acordo com as provas ou etapas. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Assim como Pogacar, João Almeida e companhia, a V4Rs de Morgado conta com as belíssimas rodas Enve SES 4.5 e pneus Continental Grandprix 5000 de 28mm, uma escolha que oferece um mix de aerodinâmica, leveza, rigidez e aderência em pisos variados. Créditos: Marco Miguel - Topcycling António Morgado utilizou o guiador Enve SES AR, modelo aerodinâmico feito numa única peça. Richard Mille é uma marca de relógios patrocinadora da equipa, nada tem a ver com componentes de ciclismo. Créditos: Marco Miguel - Topcycling A equipa de António Morgado tem o patrocínio da Wahoo e na sua Colnago está instalado o dispositivo de treino e GPS Wahoo Elemnt Bolt. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Guiador e selim, são dois importantes pontos de contacto entre ciclista e bicicleta, o conforto é crucial tendo em conta as longas horas que os ciclistas passam em cima da bicicleta, seja em treinos ou competição. Créditos: Marco Miguel - Topcycling O selim escolhido foi o Scratch M5 PAS, um selim que segundo a marca foi desenhado para evitar picos de pressão, com o valor de 220,00€. A tecnologia das Bitcoins aplicada nas bicicletas Nesta imagem pode ver-se o selo com logotipo da Colnago e um género de “impressão digital”, este é o selo da tecnologia Blockchain. Créditos: Marco Miguel - Topcycling O que é a tecnologia Blockchain?  Blockchain, também referida como Distributed Ledger Technology (DLT), torna a história de qualquer ativo digital inalterável e transparente através de um uso de descentralização e hash criptográfico. Esta tecnologia tornou-se famosa por ser aplicada nas conhecidas “Bitcoins” (moeda digital). Especificações da Colnago V4Rs de António Morgado: Quadro: Colnago V4Rs Grupo: Shimano Dura-Ace Di2 de 12 velocidades Pedaleiro: Shimano Dura-Ace , pratos carbon-Ti TP 54/40 dentes Cassete: Shimano Dura-Ace 11-30 dentes Rodas: Enve SES 4.5 Pneus: Continental Grandprix 5000 de 28mm Guiador: Enve SES AR One-Piece Selim: Prologo Scratch M5 PAS Podes ainda ver a conversa de Gonçalo Moreira e Luís Beltrão com António Morgado, no nosso canal Youtube https://youtu.be/LT_mmNe5E6E?si=lFn86T-2kchFgVsg ### Portugal no World Tour: 2024 em revista  Foram sete os ciclistas a representar Portugal no World Tour em 2024, maior escalão do pelotão internacional. Para a história ficam sete vitórias para as cores nacionais durante o ano. Almeida e Morgado são destaques João Almeida e António Morgado são dois dos líderes da geração portuguesa de ciclistas no World Tour. Os dois ciclistas da UAE Emirates partilham, entre si, seis das sete vitórias nacionais em 2024. João Almeida Teve uma época de afirmação dentro da estrutura dos Emirados. Venceu por três vezes, todas elas de nível World Tour (contrarrelógio por equipas no Paris-Nice e duas etapas na Volta à Suíça). Foi segundo na classificação geral do Tour da Suíça - perdeu apenas para o seu companheiro Adam Yates.  O grande momento da época foi o quarto lugar no Tour de França, melhor classificação portuguesa de sempre na maior corrida do mundo. A Vuelta a Espanha fica marcada ‘por o que poderia ter sido’ - o português foi obrigado a abandonar por doença quando parecia estar em grande forma. Ler mais | Valeu João Almeida! Top 5 nas três grandes voltas Créditos: Sam Buchli António Morgado ‘O bigode voador’ correu o seu primeiro ano no escalão World Tour. Conseguiu três vitórias na época (contrarrelógio nos campeonatos nacionais, etapa na Vuelta Asturias Julio Alvarez Mendo e Giro della Romagna).  Venceu ainda a camisola da juventude na Volta ao Algarve, e terminou em 5º na Volta a Flanders, melhor classificação portuguesa de sempre na corrida. Ler mais | António Morgado – 189 dias de puro ciclismo Créditos: Nico Vereecken/Sprint Cycling Agency Portugal em Crescendo Apesar dos restantes ciclistas portugueses não terem ganho tanto, ajudaram a marcar um ano de consolidação de Portugal no pelotão internacional com vários resultados positivos. Nelson Oliveira: O português, um dos mais experientes de todo o pelotão, voltou a ser essencial para a Movistar. Correu e terminou seis corridas World Tour por etapas, incluindo Tour de France e Vuelta a Espanha. Terminou em sétimo no contrarrelógio olímpico. Rui Oliveira: outro português na UAE Emirates, somou uma série de resultados positivos. Foi por quatro vezes segundo em etapas, e terceiro por uma vez. Nos seus últimos 15 dias de corrida, fechou top 10 por sete vezes. Venceu a medalha de ouro olímpica no Madison, um dos momentos altos da época para o ciclismo português. Rúben Guerreiro: uma época difícil para o cowboy. Não correu entre março e julho devido a lesão. Mesmo assim fez top 10 por três vezes em etapas e por duas vezes em corridas de um dia. Rui Costa: apesar da vitória no campeonato nacional de estrada, também não foi uma época fácil para o campeão do mundo de 2013. Não correu entre fevereiro e junho devido a queda no Algarve, e voltou a cair na Vuelta. Mesmo assim conseguiu um top 10 em etapas, e dois top 10 em clássicas. Ivo Oliveira: uma época sólida para o irmão Oliveira, apesar de não ter conseguido picar o ponto. Fez seis vezes top 10 em etapas, e três vezes top 10 em clássicas. Créditos: FPC Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Créditos: EF ProCycling Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Créditos: Tim de Waele/Getty Images Leitão é um nome inevitável Iuri Leitão não corre no World Tour – foi o único português a correr no escalão ProTeam em 2024 – mas merece todo o destaque que lhe possamos dar.  Na estrada venceu por três vezes: etapas na Volta ao Alentejo, no Grande Prêmio Internacional Beiras e Serra da Estrela e no International Tour of Hellas.   Mas foi na pista que elevou o nome de Portugal aos mais altos patamares do ciclismo: Iuri Leitão juntou ao seu título de campeão europeu no Scracth o título olímpico no Madison, e a prata olímpica no Omnium. Ler mais | Portugal conquista ouro no Madison dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 Créditos: Alex Whitehead/SWpix.com O que está para vir Não é esperado que Portugal perca ciclistas no World Tour em 2025. Todos os sete, com a exceção de Rui Costa, têm contrato assegurado para a próxima época - e o lógico é que o mesmo suceda com Rui Costa eventualmente.  Pelo contrário, Portugal deverá crescer no Wolrd Tour em 2025. Com a chegada de Afonso Eulálio - ciclista português que brilhou na Volta a Portugal – as cores nacionais devem passar a ser representadas por oito ciclistas World Tour no próximo ano. Portugal terminou o ano na 18ª posição no ranking da UCI (soma dos oito ciclistas com mais pontos UCI por país). Pode ambicionar voltar a subir algumas posição em 2025, num ranking em que tinha sido a décima segunda melhor nação em 2023. Ler mais | Afonso Eulálio na Bahrain por dois anos Créditos: Matias Novo/Podium Events Créditos da foto de destaque: Unipublic/Naike Ereñozaga ### Alan Hatherly contratado pela equipa Jayco AlUla O ciclista sul-africano Alan Hatherly, atual Campeão do Mundo de Cross Country (XCO) e vencedor da Taça do Mundo de Cross Country em 2024, assinou contrato por dois anos com a Team Jayco AlUla. Aos 28 anos, Hatherly, que já conquistou uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos e se destaca por ser o primeiro africano a conseguir tal feito no ciclismo de montanha, prepara-se para um grande desafio na sua carreira: a transição para o ciclismo de estrada. À semelhança de outras equipas, Jayco AlUla com presença relevante em várias disciplinas Com esta contratação a equipa garante presença de destaque noutras disciplinas além da estrada, como acontece por exemplo, com a Ineos-Grenadiers ou Alpecin-Deceuninck. Com um histórico de relevo no BTT, onde obteve importantes vitórias, sendo as de maior destaque o título mundial em XCO e medalha de bronze olímpica, Hatherly vai agora combinar competições de montanha com provas de estrada. Paris 2024 Olympic Games - Men's Cross Country XCO - Elancourt Hill - 29/07/2024 - Alan Hatherly (South Africa) - photo Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 A mudança para uma equipa do WorldTour representa um novo desafio, e Hatherly acredita que esta é a oportunidade perfeita para sair da sua zona de conforto e continuar a evoluir como atleta. “Estou incrivelmente entusiasmado com esta nova fase na minha carreira e muito grato pela oportunidade de competir com a GreenEDGE Cycling nas próximas duas temporadas. Sei que será uma curva de aprendizagem acentuada, mas tenho a certeza que será muito enriquecedora”, comentou o ciclista. Alan Hatherly Um talento promissor para a estrada Hatherly já demonstrou talento na estrada ao vencer o Tour du Cap e ao garantir o segundo lugar no campeonato sul-africano de contrarrelógio. A Team Jayco AlUla acredita que, com o apoio certo, o sul-africano poderá alcançar bons resultados também nesta vertente, enquanto continua a competir no BTT. A equipa espera que, ao lado de ciclistas experientes e com o suporte técnico e estrutural da GreenEDGE, Alan Hatherly possa explorar e expandir o seu potencial em ambas as modalidades. Esta nova fase promete ser uma interessante novidade no pelotão internacional do WorldTour. Resultados de mairo destaque de Alan Hatherly BTT 1.º lugar Campeonato do Mundo XCO (2024) Vencedor da Taça do Mundo de XCO (2024) Medalha de bronze nos Jogos Olímpicos XCO (2024) Estrada 1.º lugar na classificação geral do Tour du Cap (2024) 2.º lugar no Campeonato Sul-Africano de Contrarrelógio (2023 e 2024) Marca de bicicletas Giant terá o prestigiado arco-íris Alan Hatherly sagrou-se campeão do mundo como atleta da cannondale Factory racing, aos comandos de uma Cannondale Scalpel e no próximo ano a marca iria luzir a bicicleta com as cores do Campeão do Mundo durante toda a temporada, algo que já não vai acontecer, em vez disso será a marca Giant (patrocinadora de bicicletas da Jayco AlUla) a ter uma bicicleta personalizada com cores do Campeão do Mundo ao longo da temporada de 2025. Ter um Campeão do Mundo é algo sempre muito desejado pelas marcas, seja pelo prestígio, como também pelo marketing que efetuam em redor das cores do arco-íris. ### Europeu de Ciclocrosse - Van Empel e Nys levantam os braços O Europeu de Ciclocrosse teve lugar no fim de semana de 2 e 3 de Novembro em Pontevedra, Espanha. Fem Van Empel e Thibau Nys foram os vencedores das provas de elites. A neerlandesa e o belga confirmaram as grandes épocas que estão a fazer. Dos nove portugueses que participaram nos Europeus de Ciclocrosse, Bruno Silva, que participou na prova de elites masculinos, obteve o melhor resultado: foi 23º. Ler mais | Ciclocrosse em Novembro – Campeonatos da Europa e principais provas Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Corrida dos elites masculinos A prova dos elites masculinos do Europeu de ciclocrosse foi muito atacada desde o início mas os espaços tardaram a abrir. À passagem da quinta volta, eram cinco os ciclistas que estavam na frente, separados por poucos segundos. Nessa altura, três corredores destacaram-se na frente: Thibau Nys, Felipe Orts Lloret e Eli Iserbyt. Na oitava volta, Nys e Orts Lloret deixaram Iserbyt para trás e discutiram os dois a vitória. No fim, Nys foi o mais forte. Orts Lloret fez uma grande prova e conseguiu a prata em casa. Iserbyt fechou o pódio. Bruno Silva, único representante português em prova, terminou a corrida na posição 23. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1NYS ThibauBélgica0:57:462ORTS FelipeEspanhol0:033ISERBYT EliBélgica0:094VANDEPUTTE NielsBélgica0:155VAN DER HAAR LarsPaíses Baixos0:246MENUT DavidFrança0:327KUYPERS GerbenBélgica0:348BOROŠ MichaelChéquia"9SWEECK LaurensBélgica0:5010VANTHOURENHOUT MichaelBélgica1:01 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=Y6NQo1hG0eY&ab_channel=EurosportCycling Corrida das elites femininas A prova das elites femininas do Europeu de ciclocrosse, começou, tal como a prova dos elites masculinos, bastante equilibrada, com várias atletas no grupo da frente. À quinta volta começaram a abrir-se os espaços, e três atletas destacaram-se na frente: Fem Van Empel, Lucinda Brand e Ceylin del Carmen Alvarado. Apesar de ter passado a penúltima volta no primeiro lugar, Lucinda Brand perdeu o contacto na última volta. Van Empel e Alvarado discutiram a vitória e Van Empel foi a mais forte. Alvarado foi segunda e Brand fechou um pódio 100% neerlandês. Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Créditos: Sprint Cycling Agency | UEC Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1VAN EMPEL FemPaíses Baixos0:50:412ALVARADO Ceylin del CarmenPaíses Baixos"3BRAND LucindaPaíses Baixos0:074CASASOLA SaraItália0:105FOUQUENET AmandineFrança0:176FRANCK AliciaBélgica"7VERDONSCHOT LauraBélgica0:188CLAUZEL HélèneFrança0:269VAN ALPHEN AniekPaíses Baixos0:2710GONZALEZ LuciaEspanha0:50 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=wu80THPY730&ab_channel=EurosportCycling Os Portugueses Portugal teve, ao longo do fim de semana, nove atletas distribuídos por três provas distintas: Bruno Silva - Elites masculinos - 23º lugar Rafael Sousa - sub23 masculinos - 25º lugar Gaspar Tomás - sub23 masculinos - 28º lugar Gonçalo Costa - juniores masculinos - 32º lugar Diogo Pinguinha - juniores masculinos - 33º lugar Joao Vigário - juniores masculinos - 38º lugar Hugo Ramalho - juniores masculinos - 40º lugar Angélico Lucas - juniores masculinos - 43º lugar Xavier Gaspar - juniores masculinos - DNF Créditos da foto de destaque: Sprint Cycling Agency | UEC ### Tour de France Femmes 2025 – Alta montanha vai decidir  Ausência de contrarrelógio e quatro etapas com subidas longas marcam a próxima edição do Tour de France Femmes 2025, que deverá ser decidido na montanha O percurso do Tour de France Femmes 2025 foi apresentado dia 29 de outubro em Paris. A prova de nove etapas vai sair de Vannes dia 26 de julho, e termina em Chatêl a 3 de agosto.  Há, desde já, duas garantias: com 1165 km de extensão, e 17240 metros de ganho vertical, vai ser a edição mais longa e com maior ganho vertical do Tour de France Femmes.  A corrida vai ver um aumentar da dureza ao longo da prova. O início conta com etapas a ser disputadas por sprinters e puncheurs, com a alta montanha a ficar reservada para as últimas etapas. Ler mais | Percurso duro do Tour de France 2025 Créditos: A.S.O. Início para as sprinters O Tour de France Femmes 2025 inicia com uma etapa “feita” para as puncheurs: três passagens no Cote de Cadoudal (1,7km a 6,2%), incluindo o final da etapa, vão decidir a vencedora. Foi neste percurso que Anna van der Breggen venceu os Europeus em 2016, à frente de Kasia Niewiadoma e Elisa Longo Borghini.  As etapas dois, três e quatro deverão ser decididas ao sprint. A segunda etapa pede algum punch no final – Peter Sagan venceu nesse final em 2018 – com as restantes etapas a serem indicadas para sprinters puras. Etapa 1 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. Etapa 2 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. Aumenta a dureza A etapa cinco traz um aumento na dificuldade que vai durar até ao fim do Tour. Etapa de média montanha com subida a La Maupuy (2,8km a 5,4%) a 11km da meta.  Na sexta etapa começa a alta montanha. As ciclistas têm três subidas duras durante a etapa que prometem começar a marcas diferenças entre as favoritas: Col du Béal (10,2km a 5,6%), Col du Chansert (6,3km a 5,5%), Col du Valciviéres (4,5km a 5,3%) a 13km da meta. Etapa 5 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. Etapa 6 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. Final em grande As últimas três etapas são o culminar de uma corrida que vai sempre em crescendo no nível de dificuldade. A etapa sete é marcada pela subida a Col du Granier (8,9km a 5,4%) e descida de quase 18km até à meta. Etapa 7 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. No dia seguinte, a etapa rainha da edição de 2025. Etapa de alta montanha com o único final em alto da prova: subida a Col de la Madeleine (18,6km a 8,1%), fim aos 2000m de altitude, ponto mais alto do Tour em 2025. Etapa 8 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. Perfil do Col de la Madeleine - Créditos: A.S.O. A nona etapa é a derradeira oportunidade de fazer diferenças. Etapa acidentada, com três contagens de montanha: Col du Araches-la-Frasse (6,2km a 7,1%), Col du Joix-Plane (11,6km a 8,5%), Col du Corbier (5,9km a 8,5%), seguidos de 30 km de descida e falso plano.   Um final que permite às equipas que lutem pela geral uma última tentativa – como assistimos na edição de 2024, em que Demi Vollering quase roubou a vitória na geral a Kasia Niewiadoma. Etapa 9 do Tour de France Femmes - Créditos: A.S.O. A campeã já se pronunciou Kasia Niewiadoma, campeã da edição de 2024, já reagiu à apresentação do percurso. Diz-se “entusiasmada”, e tem um objetivo claro: “Voltar a vencer a camisola amarela, e tornar-me numa mulher que ganhou o Tour duas vezes consecutivas”. “Pensei que íamos ter etapas mais longas e mais duras todos os dias, mas em vez disso há uma mistura. Um pouco na brincadeira, estou triste de não haver um contrarrelógio por equipas, estava à espera disso. Mas o Col de Madeleine vai-nos fazer sofrer o suficiente, por isso as etapas iniciais podem balançar as coisas. Gosto do percurso, no geral (...) A classificação geral pode mudar a qualquer momento, mas as últimas três etapas vão decidir tudo para a Geral” Kasia Niewiadoma Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Maxime Delobel ### Specialized apresenta a nova Turbo Levo SL 2 A Specialized acaba de apresentar a sua nova bicicleta de montanha elétrica, a Turbo Levo SL 2. Esta nova bicicleta é caracterizada pela revolucionária tecnologia de amortecedores GENIE, incluída num amortecedor traseiro Fox Float X. Qualidade e capacidade de condução A Levo SL oferece qualidade e capacidade de condução, graças à combinação de amplificação suprema e características de suspensão concebidas, adaptando-se a singletracks e saltos acelerados. Segundo a Specialized, a combinação de manuseamento, capacidade e amplificação “2X Tu” oferece ao ciclista a capacidade de percorrer todos os tipos de trilhos. Tecnologia de amortecedores GENIE A tecnologia da Specialized GENIE é uma tecnologia de mola pneumática de duas fases, que, segundo a marca, proporciona aos ciclistas máxima aderência e tração de uma mola helicoidal, melhor prevenção do esgotamento do curso do que uma mola pneumática standard e a capacidade de ajustar o suporte de curso médio e final de forma independente A GENIE combina a taxa de mola linear, que melhora o controlo de uma mola helicoidal através da “zona de impacto” com a taxa de mola progressiva de uma mola pneumática no final do curso para evitar ficar sem curso. Características da tecnologia GENIE 16.3% melhor Gestão das Forças de Impacto que a anterior “Bicicleta do Ano” Stumpjumper EVO; 57% Mais tração que a mola de ar padrão FLOAT X; 39% menos esgotamento do curso que a mola de ar padrão FLOAT X. Motorizada pelo mesmo motor 1.2 SL, a Levo SL oferece mais 43% de binário fiável e 33% mais de potência utilizável do que antes, mantendo a sua característica ultraleve. Todo este sistema é controlado pela MasterMind TCU, responsável por ajustar os níveis de potência, aceitar atualizações remotas e uma série de outras utilizações, como o Turbo System Lock da Specialized. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços das várias versões das novas e-bikes da Specialized clicando aqui. ### A Trek lança a nova e-bike urbana FX+ 7  A Trek apresenta hoje a nova FX+ 7, que descreve como “uma bicicleta urbana premium, leve o suficiente para ser mais fácil subir à mão um lanço de escadas, potente o suficiente para superar qualquer subida e equipada para transportar tudo o que é necessário na cidade”. Segundo a marca, esta “é a bicicleta urbana do futuro, perfeita para os ciclistas urbanos que querem percorrer agilmente as ruas do centro da cidade e leva-a para edifícios de vários andares”. Ler mais | Trek Rail+ – A nova bicicleta de montanha elétrica da marca americana Leve e poderoso A FX+ 7 pesa 18 kg totalmente equipada, graças ao “potente e leve” motor TQ HPR50 com 50 Nm de binário. Autonomia para todo o dia Uma bateria interna de 360Wh oferece autonomia suficiente para a maioria das deslocações urbanas. Quem quiser fazer ainda mais quilómetros pode juntar um Range Extender de 160Wh. Totalmente equipada A FX+ 7 está pronta para pedalar, equipada de série com luzes dianteiras e traseiras integradas, guarda-lamas traseiro e dianteiro e uma porta-bagagens traseiro que permite instalar alforges MIK. Conta ainda com um guiador e avanço integrados para “um look mais elegante”. Suporte de carregamento Quad Lock O avanço inclui um suporte de carregamento Quad Lock que permite colocar e carregar facilmente um telemóvel enquanto pedalam “para tornar mais fácil a navegação dos ciclistas na cidade”. Compatível com a aplicação Trek Central Para personalizar os níveis de assistência do motor, indicações de navegação, a autonomia estimada e “muito mais”. “Maior durabilidade, mais tempo de utilização” Segundo a Trek, “o Shimano CUES com tecnologia Linkglide permite mudar de velocidades de forma mais suave e garantir uma maior longevidade da transmissão para fazer mais quilómetros nas voltas urbanas”. A nova FX+ 7 está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Ciclocrosse em Novembro - Campeonatos da Europa e principais provas Novembro traz-nos um mês recheado de ciclocrosse com os Campeonatos da Europa, a continuação do Troféu Superprestige e o início da Taça do Mundo e do Troféu X2O. No TopCycling fazemos-te o resumo do que se vai passar este mês, com a cobertura dos Campeonatos da Europa e das mais importantes provas desta modalidade. No final deste artigo encontras a lista de todas as competições com transmissão televisiva em Portugal bem como o respetivo horário, para não perderes nenhuma corrida. Créditos: SprintCyclingAgency Portugal com 9 atletas nos Campeonatos da Europa Os Campeonatos da Europa de ciclocrosse correm-se na vizinha Espanha, em Pontevedra já no próximo domingo dia 3 de novembro. Portugal vai estar representado por 9 atletas nestes campeonatos: São eles Diogo Pinguinha, Gonçalo Costa, Hugo Ramalho, João Vigário, Lucas Angélico e Xavier Gaspar em juniores, Rafael Sousa e Tomás Gaspar nos sub-23 e Bruno Silva na prova de elites. Créditos: Jensen/Getty Images) 185 atletas e sete títulos em disputa Ao todo, irão ser 185 os atletas em competição, a representar 19 países diferentes e com sete títulos em disputa. No sábado correm-se as Estafetas Mistas e no domingo as seis restantes provas: Elite Masculina, Júnior Masculina, Sub 23 Masculina, Sub 23 Feminina, Elite Feminina e Júnior Feminina. Vanthourenhout e Fem van Empel, Campeões da Europa em 2023 em Pontchâteau, estarão em prova a defender os seus títulos. Créditos: UCI CX World Cup Troféu X20 traz-nos o Koppenberg e muita ação O troféu X2O arranca no primeiro dia do mês e para aproveitar o feriado nada melhor que assistir ao Koppenbergcross, em Oudenaarde, onde os ciclistas encontram no percurso o famoso Koppenberg, a mítica colina da Volta a Flandres. Em novembro correm-se também a segunda e terceira rondas do Troféu X2O em Lokeren (10 de novembro) no Rappencross e em Hamme (17 novembro) no Flandriencross. Créditos: UCI CX World Cup 3.ª e 4.ª Rondas do Troféu Superprestige O Troféu Superprestige avança a todo gás também em novembro, com mais duas rondas depois de Ruddervoorde e Overijse. Dia 11 de novembro corre-se a 3.ª ronda em Niel, na Bélgica e dia 16 de novembro é a vez de Merksplas receber mais uma jornada da Superprestige com o Aardbeiencross. Créditos: TopCycling Taça do Mundo arranca em Antuérpia A Taça do Mundo, a mais importante competição da temporada de ciclocrosse arranca no final do mês (24 de novembro) na Antuérpia. Eli Iserbyt e Carmen Alvarado começam a defesa dos seus títulos na Bélgica, numa altura onde os calendários de ciclocrosse de algumas das estrelas da estrada como Pidcock, van Aert e Van der Poel já começam a ser divulgados. Créditos: UCI CX World Cup Lista de provas e horários em novembro 01 de novembro - Koppenbergcross (X2O) - Eurosport 1 às 12:40h e 13:55h; 03 de novembro - Campeonatos da Europa - Eurosport 2 a partir das 9:50h; 10 de novembro - Rappencross (X2O) - Eurosport 2 às 12:40 e 13:55h; 11 de novembro - Niel (Superprestige) - Eurosport 1 às 12:35h e 14:05h; 16 de novrmbto - Merksplas (Superprestige) - Eurosport 2 às 14:05h. 17 de novembro - Flandriencross (X2O) - Eurosport 2 às 15:55h e 15:15h; 24 de novembro - Antuérpia (Taça do Mundo) - Eurosport 1 às 12:30h e 14h. ### Demi Vollering na FDJ-SUEZ é bênção para o ciclismo feminino A equipa francesa FDJ-SUEZ anunciou a contratação para os próximos dois anos de Demi Vollering que se muda da SD Worx-Protime. Esta contratação reforça as mudanças que se esperam na competividade do World Tour feminino, com as várias mexidas neste defeso a desafiarem o domínio da SD Worx-Protime dos últimos anos. Créditos: A.S.O. Thomas Maheux Contrato assinado na Primavera De acordo com Stephen Delcourt, diretor da equipa francesa, Vollering assinou contrato no final da Primavera passada mas o anúncio apenas foi feito agora por respeito à antiga equipa e para permitir que esta se concentrasse nos seus objetivos da época. Apesar dos rumores de que o contrato de Demi Vollering poderia ascender a um milhão de euros, não foram ainda anunciados os valores deste negócio. Créditos: A.S.O. Thomas_Maheux Co-liderança com Muzic e Labous Para além de ter contratado para as suas fileiras a vencedora do Tour Feminino em 2022 e segunda classificada em 2023 e 2024, a FDJ-SUEZ contratou também Juliette Labous à Team dsm-firmenich PostNL. Demi Vollering e Labous juntam-se a Évita Muzic, na equipa desde 2018, que consegue assim um trio muito forte para lutar pelos objetivos das próximas épocas. A chegada de Vollering à FDJ-SUEZ faz perpsetivar uma temporada de 2025 muito em aberto depois do domínio da SD Worx-Protime dos últimos anos ter já sido combatido nesta temporada. Créditos: A.S.O. Charly Lopez Mexidas potenciam temporada de 2025 Para além da FDJ-SUEZ, outras equipas mostraram jogo de cintura e reforçaram os seu plantéis com ciclistas de enorme qualidade. A Canyon SRAM contratou Uttrup Ludwig e Chiara Consonni que se juntam a Maria Martins e Niewiadoma, vencedora do Tour 2024. A UAE Team ADQ contratou Longo Borghini à Lidl-Trek que contratou Riejanne Markus, Emma Norsgaard e Fisher-Black. Créditos: FPC A Team Visma | Lease a Bike contratou a superestrela Pauline Ferrand-Prévot e, apesar de perder Vollering, a SD Worx-Protime assinou contrato com a bicampeã mundial van der Breggen para os próximos dois anos. A distribuição das forças por várias equipas promove e faz crescer o ciclismo feminino que beneficia de uma competição mais equilibrada e consequente incerteza nos resultados das corridas. ### Superprestige | Rescaldo rondas 1 e 2 – Ruddervoorde e Overijse  O Superprestige, uma das mais icónicas provas de CX, arrancou dia 20 de outubro, em Ruddervoorde. Dia 27 de outubro correu-se a segunda ronda, em Overijse.  Na primeira ronda, foram a neerlandesa Ceylin del Carmen Alvarado e o belga Joran Wyseure a vencer as respetivas provas.  Em Overijse - onde a prova mais antiga de CX encontrou a “mãe de todos os crosses” - Lucinda Brand e Thibau Nys subiram aos lugares mais altos do pódio. Ler mais | Ciclocrosse – Calendário 2024/2025 Provas Masculinas Ronda 1 – Ruddervoorde A prova da primeira ronda do Superprestige, em Ruddervoorde na Flanders, foi uma corrida muito mexida. Alguns ciclistas destacaram-se no início e a corrida viu uma sucessão de ataques e junções de grupos.  Tal aconteceu até à entrada da penúltima volta. Joran Wyseure, que esteve sempre nos grupos da frente, atacou e nunca mais foi alcançado. Venceu assim a primeira ronda da prova mais antiga do ciclocross.  Niels Vandeputte foi segundo na corrida, e Michael Vanthourenhout fechou o pódio. Créditos: UCI CX World Cup Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1WYSEURE JoranCrelan - Corendon0:57:192VANDEPUTTE NielsAlpecin-Deceuninck Development Team0:023VANTHOURENHOUT MichaePauwels Sauzen - Bingoal0:104VAN DER HAAR LarsBaloise Trek Lions0:125KUYPERS GerbenCharles Liégeois Roastery CX0:236MICHELS JenteAlpecin-Deceuninck Development Team0:367ORTS LLORET FelipeRidley Racing Team0:448KUHN KevinCharles Liégeois Roastery CX0:519HAVERDINGS DavidBaloise Trek Lions0:5710AERTS ToonDeschacht - Hens - FSP1:02 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=eydIhJDR4kU&ab_channel=EurosportCycling Ronda 2 – Overijse Em Overijse, prova histórica apelidada de “A mãe de todos os crosses”, a corrida masculina foi muito atacada desde o início. No fim da terceira volta, o grupo da frente era composto por seis ciclistas.  A três voltas do fim, a movimentação que decidiu a corrida. Eli Iserbyt e Thibau Nys conseguiram isolar-se na liderança e lutaram pela vitória. Nys foi o mais forte e conquistou a segunda ronda do troféu Superprestige.  Em segundo lugar ficou Iserbyt, e a fechar o pódio Lars Van Der Haar. Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1NYS ThibauBaloise Trek Lions0:57:292ISERBYT EliPauwels Sauzen - Bingoal0:023VAN DER HAAR LarsBaloise Trek Lions0:054VANDEPUTTE NielsAlpecin-Deceuninck Development Team0:185WYSEURE JoranCrelan - Corendon0:306VANTHOURENHOUT MichaelPauwels Sauzen - Bingoal0:327MICHELS JenteAlpecin-Deceuninck Development Team0:348LOOCKX LanderTDT - Unibet Cycling Team0:409HAVERDINGS DavidBaloise Trek Lions0:4110ORTS FelipeRidley Racing Team0:52 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=_sEln7TLy8M&ab_channel=EurosportCycling Provas Femininas Ronda 1 – Ruddervoorde A primeira ronda do Superprestige viu uma corrida emocionante na prova feminina. Muito atacada desde o início, com várias mudanças na liderança e indefinição até ao fim.  Na última volta, estavam na frente Lucinda Brand, Fem Van Empel e Ceylin del Carmen Alvarado. As três já tinham sido obrigadas a recuperações durante a corrida, e acabaram por discutir a vitória ao sprint.  Alvarado foi a mais forte e levou a vitória na primeira corrida do Superprestige. Van Empel terminou em segundo, e Brand no terceiro lugar. Créditos: SprintCyclingAgency Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1ALVARADO Ceylin del CarmenFenix-Deceuninck0:42:572VAN EMPEL FemTeam Visma | Lease a Bike0:033BRAND LucindaBaloise Trek Lions"4CASASOLA SaraCrelan - Corendon0:165VERDONSCHOT LauraDe Ceuster - Bouwpunt0:456VAN DER HEIJDEN IngeCrelan - Corendon0:577BENTVELD LeoniePauwels Sauzen - Bingoal1:248VAN ALPHEN AniekCyclocross Reds1:349FRANCK AliciaDe Ceuster - Bouwpunt1:4710NORBERT RIBEROLLE MarionCrelan - Corendon2:10 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=Cb5pbFlDWGY&ab_channel=EurosportCycling Ronda 2 – Overijse A prova feminina em Overijse ficou marcada por uma movimentação de longe.  A quatro voltas do fim da prova, Lucinda Brand atacou o primeiro grupo, impondo um ritmo forte numa altura em que algumas rivais estavam para trás.  Fem Van Empel e Sara Casasola perseguiram a neerlandesa, que se tinha isolado na frente. Apesar de um escorregão de Brand já perto do fim, as perseguidoras nunca conseguiram fechar o espaço.  Brand venceu assim a segunda ronda do Superprestige. Van Empel foi segunda e Casasola terceira. Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1BRAND LucindaBaloise Trek Lions0:47:202VAN EMPEL FemTeam Visma | Lease a Bike0:103CASASOLA SaraCrelan - Corendon0:354ALVARADO Ceylin del CarmenFenix-Deceuninck1:265VAS Kata BlankaTeam SD Worx - Protime1:466CLAUZEL HélèneVan Rysel CX Racing Team2:117VAN DER HEIJDEN IngeCrelan - Corendon2:268MOORS FleurBaloise Trek Lions2:309FOUQUENET AmandineArkéa - B&B Hotels Women"10VERDONSCHOT LauraDe Ceuster - Bouwpunt2:35 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=zcGywgp1jJ8&ab_channel=EurosportCycling Créditos da foto de destaque: UCI CX World Cup ### UAE Team Emirates agarra Pogacar até 2030  A UAE Team Emirates revelou que a equipa e Tadej Pogacar renovaram o seu contrato, desta vez até 2030. O ciclista esloveno vai continuar na equipa dos Emirados pelo menos até ao final da década. Desde que se juntou à UAE Emirates, Pogacar já alcançou 88 vitórias, incluindo quatro Grandes Voltas e sete monumentos. Ler mais | Wout van Aert assina contrato vitalício Segundo contrato mais longo do pelotão Com a extensão do contrato na UAE Team Emirates até 2030, Pogacar torna-se o segundo ciclista com o contrato mais longo no pelotão internacional, apenas atrás de Wout Van Aert, que assinou um contrato vitálicio com a Visma | Lease a Bike em setembro de 2024.  Curiosamente, o terceiro ciclista nesta lista também atua na UAE Emirates: Isaac Del Toro tem contrato com a equipa até 2029.  Tadej Pogacar vê assim a sua época de 2024 recompensada. O ciclista esloveno venceu o Giro D’Italia, o Tour de France, a Liége-Bastogne-Liége, Il Lombardia e Campeonatos do mundo numa época que ficou para a história. Foram no total 25 vitórias em 2024.  Ler mais | UAE Emirates de João Almeida: 82 vitórias para a história Créditos: A.S.O. / Charly Lopez As declarações Tadej Pogacar reagiu ao novo contrato em declarações aos canais oficiais da equipa: “Estou extremamente orgulhoso por estender o meu tempo na UAE Team Emirates. Esta equipa tem sido a minha casa nos últimos cinco anos e não me consigo imaginar noutro sítio. Os melhores momentos da minha carreira aconteceram com a UAE Team Emirates, e isso é uma prova de como todo o staff, direção, colegas de equipa e parceiros me ajudam a competir ao mais alto nível. Estou muito entusiasmado para o futuro. Esta equipa dá-me a melhor hípotese de lutar por vitórias, aquilo que eu ambiciono fazer” Tadej Pogacar, ciclista da UAE Team Emirates Também Mauro Gianetti - CEO da UAE Team Emirates - deixou algumas palavras em relação à renovação de Tadej Pogacar “É um sentimento incrível poder anunciar esta extensão do Tadej Pogacar, o líder da nossa equipa e melhor ciclista do mundo. O Tadej juntou-se à equipa como um rapaz ambicioso de 20 anos, e temos visto-o crescer até um vencedor do Giro D’Italia, do Tour de France e campeão do mundo esta época. O talento dele está aí para toda a gente ver, mas ele também é um dos ciclistas mais dedicados e que mais trabalha no pelotão. O Tadej merece todo o seu sucesso e estou muito feliz de que continue connosco durante muitos anos.” Mauro Gianetti, CEO da UAE Team Emirates https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1849456966747234512 Créditos da foto de destaque: Marco Alpozzi/Lapresse ### Planeamento e Estratégia de Bikepacking para Ultra-Distância Quando nos preparamos para uma aventura de vários dias ou uma corrida de ciclismo de ultra-distância no formato de bikepacking, há uma série de fatores a considerar antes de decidir o tipo de bolsas e o material que vamos transportar. Além de ter completado o evento de ultra-distância The Goats, já fiz várias vezes bikepacking e partilho alguma da experiência adquirida quer no evento, quer noutras aventuras. No fundo, não existe um "setup ideal", existe a aventura à qual cada um se propõe e a partir daí tentar adaptar da melhor forma as bolsas e material que melhor se adequam a essa aventura. A Importância da Meteorologia O primeiro ponto essencial é analisar as condições meteorológicas. Se nos aventuramos no inverno, com previsões de chuva e frio, temos de garantir que levamos roupa extra, impermeável e térmica, o que naturalmente ocupará mais espaço nas bolsas. The Goats 2024 - Créditos: Marco Miguel Em contraste, durante o verão, as bolsas ficam mais leves e temos maior flexibilidade no que transportamos, mas é vital planear espaços suficientes na bicicleta para transportar água, especialmente em zonas quentes, secas e inóspitas. Créditos: Nuno Pereira Definir a Estratégia de Descanso Outro ponto-chave é a estratégia de descanso. Se planeamos parar e dormir em alojamentos ao longo do percurso, não precisamos de levar equipamentos como tenda, bivy, colchão ou saco-cama, o que poupa bastante peso e espaço. No entanto, se preferimos uma abordagem mais autossuficiente, onde pernoitamos ao ar livre, estes itens tornam-se obrigatórios. A escolha entre conforto e leveza é uma equação, por vezes difícil de decidir. António Dias no The Goats 2023 - Créditos: Nuno Pereira Alimentação e Autossuficiência Além do descanso, a nutrição e o acesso a comida também influenciam as decisões de bikepacking. Se a ideia é pedalar dia e noite, temos de garantir que transportamos comida e bebidas energéticas suficientes, já que durante a noite é impossível contar com lojas abertas. Por outro lado, se preferirmos pedalar apenas de dia, podemos organizar paragens estratégicas em estabelecimentos comerciais para nos abastecermos. Créditos: Topcycling O Equipamento para o The Goats No vídeo que se segue, apresento o setup de bolsas e equipamento que levei para enfrentar o The Goats, uma prova de ultra-distância com 730 quilómetros, sendo 70% fora de estrada. Foi uma experiência desafiante, mas na qual considero que fiz a escolha quase certa do equipamento, consegui otimizar a distribuição do peso e garantir que levava tudo o que era necessário, sem sobrecarregar demasiado a bicicleta. Quando refiro "escola quase certa", quero dizer que planeava pernoitar na rua, mas tendo em conta a grande tempestade que houve todos os dias, tive que pernoitar em alojamentos, pelo que o colchão e o bivy que transportei, acabaram por não ser utilizados. Créditos: Topcycling Apesar de tudo, o conjunto bicicleta / carga, estaria a pesar entre os 16 e os 18 quilos. Objetivo Este artigo e vídeo servem de guia para quem se quer iniciar neste tipo de aventuras e procura uma abordagem completa e eficiente em aventuras de bikepacking. Não tem como objetivo querer passar que esta é a formula certa, mas sim dar ideias para que cada um adapte a si mesmo e à sua aventura. Assiste ao vídeo e confere todos os detalhes sobre o meu setup de bikepacking para o The Goats! https://www.youtube.com/watch?v=UL_hG5i9Vf0 ### Ciclocrosse - Calendário 2024/2025 Com a época de estrada perto do seu final, é tempo de virar as atenções para o calendário de ciclocrosse, que nesta altura do ano começa a ter as suas principais competições, que se estendem até ao início de 2025. Apesar de haver corridas por todo o mundo e durante praticamente todo o ano, é de outubro a fevereiro que se disputam as três principais competições, a Taça do Mundo, o Superprestige e o troféu X2O. 2023 UEC Cyclo-cross European Championships - Pont-Chateau - Women U23 - 05/11/2023 - - photo Massimo Fulgenzi/SprintCyclingAgency©2023 Taça do Mundo Apesar de ter menos duas corridas que na temporada de 2023/2024, a Taça do Mundo de ciclocrosse é a competição mais importante e onde estão os melhores ciclistas. Esta prova disputada por pontos é a única das três principais que não se disputa somente em solo belga e leva também os ciclistas até à Irlanda, Itália, Países Baixos, Espanha e França. Calendário 2024/2025 1 - Antuérpia - Bélgica - 24 de novembro 2 - Dublin - Irlanda - 1 de dezembro 3 - Cabras - Itália - 8 de dezembro 4 - Namur - Bélgica - 15 de dezembro 5 - Hulst - Países Baixos - 21 de dezembro 6 - Zonhoven - Bélgica - 22 de dezembro 7 - Gavere - Bélgica - 26 de dezembro 8 - Besançon - França - 29 de dezembro 9 - Dendermonde - Bélgica - 5 de janeiro 10 - Benidorm - Espanha - 19 de janeiro 11 - Maasmechelen - Bélgica - 25 de janeiro 12 - Hoogerheide - Países Baixos - 26 de janeiro Créditos: UCI CX World Cup Superprestige O Superprestige mantem as oito rondas da temporada transata, todas elas disputadas na Bélgica. É a primeira competição a começar e a sua classificação também é feita por pontos atribuidos consoante a posição de cada ciclista. Calendário 2024/2025 1 - Ruddervoorde - 20 outubro 2 - Overijse - 27 outubro 3 - Niel - 11 novembro 4- Merksplas - 16 novembro 5 - Mol - 23 dezembro 6 - Diegem - 30 dezembro 7 - Gullegem - 4 de janeiro 9 - Middelkerke - 8 de fevereiro Créditos: CX Benidorm / Yago Urrutia Troféu X2O O Troféu X2O é também composto por oito rondas mas a sua classificação é determinada consoante os tempos de chegada dos ciclistas em cada prova, como acontece na estrada, nas provas por etapas. Calendário 2024/2025 1 - Oudenaarde - 1 de novembro 2 - Lokeren - 11 de novembro 3 - Hamme - 17 de novembro 4 - Herentals - 14 de dezembro 5 - Baal - 1 de janeiro 6 - Koksijde - 3 de janeiro 7 - Lille - 9 de fevereiro 8 - Brussels - 16 de fevereiro Créditos: UCI CX World Cup Apesar da primeira prova das três principais competições se disputar apenas no dia 20 de outubro, haverá já corridas este fim de semana (12 de outubro). O início do menos mediático mas sempre espetacular Exact Cross, já nos vai permitir matar saudades desta sensacional modalidade e ver em ação algumas das estrelas do ciclocrosse. ### UAE Emirates de João Almeida: 82 vitórias para a história UAE Emirates de João Almeida e Tadej Pogacar fez um ano incrível e sem precedentes nos últimos 15 anos. Agora que a época de 2024 terminou, para a história do desporto ficam os factos: 82 vitórias da UAE Emirates para as quais contribuíram João Almeida, António Morgado e os gémeos Oliveira. Ler mais | João Almeida ou Iúri Leitão: quem é o ciclista do ano? A fasquia das 80 vitórias Se o número por si já invoca respeito, o feito da UAE Emirates torna-se maior quando contextualizado: nos últimos 30 anos apenas mais duas equipas superaram a fasquia das 80 vitórias.  1997 | A Mapei-GB, na altura comandada por Patrick Levefere, fechou com 80 triunfos 2009 | A Columbia-HTC de Bob Stapleton, projeto de matriz estadunidense, colocou o redorde absoluto nos 85 triunfos, isto após já ter fechado o ano anterior com 82, graças a nomes como Mark Cavendish, André Greipel, Tony Martin ou Bradley Wiggins. Nos últimos cinco anos o melhor registo foi da Jumbo-Visma, em 2023, com 70 vitórias no ano em que conquistou as três grandes voltas. Mark Cavendish com a camisola verde no Tour de France 2008A.S.O. / Bruno Bade Mais triunfos de nível WorldTour Embora a UAE Emirates não seja a equipa com o maior número de vitórias numa época, tornou-se a estrutura com mais triunfos de nível WorldTour numa só época: 41 vitórias vs. 40 da Columbia-HTC em 2009.  Dessas 41 vitórias, 17 foram em grandes voltas (sete no Giro, sete no Tour e três na Vuelta) e duas em monumentos (Liège-Bastogne-Liège e Giro da Lombardia). Ler mais | Entrevista com Gabriel Martins, guru de nutrição da Visma Jay Vine foi rei da montanha na Vuelta.Unipublic / Sprint Cycling Agency A ilusão Pogacar Tadej Pogacar teve uma das melhores épocas de sempre em 2024 e é o candidato número um ao prémio Vélo d'Or. No entanto, mesmo sem as 25 vitórias do esloveno, o projeto do Médio Oriente lideraria o ranking de vitórias, superando em 14 a segunda equipa da lista, a Lidl-Trek – que fez a melhor época da história da estrutura com 42 vitórias. O mesmo acontece com o ranking UCI por equipas: sem Pogacar a UAE Emirates teria mais de 3000 pontos de vantagem sobre a Visma | Lease a Bike. Ler mais | Pogacar Tour – Marcas históricas e registos supersónicos LaPresse Vitórias distribuídas e portugueses à mistura A fórmula de sucesso foi reunir o melhor ciclista do mundo e muitos ganhadores em série. Ao todo, 20 ciclistas diferentes venceram pela equipa dos Emirados Arábes Unidos, inclusive António Morgado (duas vitórias) e João Almeida (três vitórias) – no caso de Almeida todas no WorldTour.  A UAE Emirates voltou, também, a vencer o ranking UCI de equipas. Em 2023 com 1294,9 pontos de vantagem sobre a segunda melhor equipa, este ano com 16446,6 pontos de margem. Ler mais | António Morgado – 189 dias de puro ciclismo Sam Buchli Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Portugal "cheira" o pódio no fecho dos Mundiais de pista Chegou ao fim a participação de Portugal nos Mundiais de pista. Apesar da ausência de medalhas, como a seleção nos tem habituado, mas com vários resultados de destaque.  A seleção composta por Ivo e Rui Oliveira, Diogo Narciso, Maria Martins e Daniela Campos conseguiu vários top 10 e dois top 5 em Ballerup, na Dinamarca. Ler mais | Portugal nos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista Destaques de Portugal Diogo Narciso foi um dos destaques de Portugal nos Mundiais de pista. Na estreia o gondomarense foi 10.º no Scratch e 7.º na corrida por pontos.   Conseguiu ainda o 4.º lugar na eliminação, numa prova envolta em controvérsia – o português foi eliminado devido a uma manobra ilegal de Jan Willem van Schip que impediu Narciso de discutir as medalhas e acabou desclassificado.  Outro destaque foi a participação dos gémeos Oliveira: Rui Oliveira foi 6.º no Omnium – lutou pelas medalhas até ao fim da última corrida. Em dupla com Ivo Oliveira, conseguiram outro 4.º lugar no Madison a seis pontos da medalha de bronze. Ler mais | Portugal sobe o nível no Mundial de pista Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Resultados que provam consistência Para além dos resultados de Diogo Narciso e de Rui e Ivo Oliveira, Maria Martins e Daniela Campos tiveram boas prestações que marcaram a consistência demonstrada pela seleção nacional.  Maria Martins foi 16.ª no Scratch, 11.ª no Omnium e 6.ª na corrida de eliminação. Daniela Campos alcançou o 12.º lugar na corrida por pontos. Ler mais | Maria Martins cumpre “sonho de miúda” no ciclismo Créditos: FPC O "rei" do sprint foi Harrie Lavreysen Países Baixos, Reino Unido e Dinamarca (anfitriã dos Mundiais) lideraram com quatro títulos cada, consumando o domínio no medalheiro desta 121.ª edição. Os Países Baixos foram o país com mais medalhas de prata (cinco) e tiveram o atleta com mais medalhas de ouro. O "rei" do sprint foi Harrie Lavreysen, que já é o ciclista com mais títulos mundiais da história. O Reino Unido foi a seleção com mais medalhas (treze), enquanto mais sete seleções alcançaram pelo menos um título mundial, com destaque para o Japão (três). https://twitter.com/UCI_Track/status/1847999264363827427 Créditos da foto de destaque: Ed Sykes/SWpix.com ### Velo D’or: a história dos prémios do ciclismo A Velo magazine anunciou, recentemente, os nomeados para o Velo D’or de 2024. O Topcycling aproveita para contar a história do prémio que serve como “Bola de Ouro” do ciclismo internacional. Ler mais | Vingegaard e Vollering vencem o Vélo d’Or A história do prémio A menção à Bola de Ouro não é inocente: o prémio é organizado pela Velo magazine, que faz parte do L’Equipe, publicação francesa que também detém a France Football, que por sua vez atribui o mais mediático Ballon D’or.  É a Velo Magazine que decide os finalistas nomeados para cada prémio. A votação é depois feita por um painel internacional de jornalistas, e a soma desses votos entrega o prémio ao feliz contemplado.  O prémio é entregue desde 1992, na altura com duas subcategorias: ciclista masculino do ano e ciclista francês do ano. Em 2023, o prémio do ciclista francês do ano foi dividido em dois: o prémio “Bernard Hinault", para o ciclismo de estrada, e o prémio “Daniel Morelon" para outras modalidades.  Apenas em 2022 foi introduzida uma categoria para a ciclista feminina do ano. Em 2023 e 2024, foram apresentados dois novos prémios: o prémio “Eddy Merckx” para os melhores ciclistas de clássicas; e um prémio para os melhores ciclistas das disciplinas olímpicas. Créditos: A.S.O. / Pauline Ballet Os vencedores Os prémios “Eddy Merckx” foram entregues pela primeira vez o ano passado, a Mathieu Van der Poel e a Lotte Kopecky. O Velo D’or feminino também teve apenas duas recepientes: Annemieke van Vleuten e Demi Vollering dão o dominio do prémio aos Países Baixos.  No Velo D’or masculina há mais estatística para análise: a Espanha é o país mais representado, com sete vitórias. Conta também com o recordista: Alberto Contador venceu por quatro vezes o prémio. Antes dele, Lance Armstrong tinha vencido por cinco vezes, prémios que lhe foram posteriormente retirados.  Nos últimos 5 anos, a lista com com os nomes mais ilustres do ciclismo mundial: Julian Alaphillipe (2019), Primoz Roglic (2020), Tadej Pogacar (2021), Remco Evenepoel (2022) e Jonas Vingegaard (2023). Créditos: A.S.O. Billy Ceusters O peso do Tour de France A maior corrida do mundo tem, como seria de esperar, um peso importante na atribuição do prémio. Por 17 vezes das 31 que o prémio foi atribuído, o vencedor do Velo D’or tinha vencido o Tour de France nesse mesmo ano.  Muitos nomes ilustres aparecem nesta lista: desde os primeiros anos com Miguel Indurain, passando por Jan Ullrich, Mario Cipollini e Alberto Contador, até tempos mais recentes com Chris Froome, Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard. Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Velo D’or 2024 e a ausência de Iúri Leitão Já saíram as listas de nomeados para as várias categorias dos prémios, que serão entregues no dia 6 de dezembro, numa gala para o efeito em Paris – apenas a segunda vez que o prémio é entregue numa gala: no início, e durante alguns anos, o prémio era divulgado na última edição do ano da Velo Magazine.  Se o prémio masculino parece desde já entregue, depois da época tremenda de Tadej Pogacar, o prémio feminino promete muito debate: Lotte Kopecky, Marianne Vos, Demi Vollering, Lorena Wiebes, Katarzyna Niewiadoma ou Grace Brown têm razões para sonhar com a distinção.  Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux A lista de nomeados do prémio Eddy Merckx é mais curta (cinco, em vez de dez): Mathieu Van der Poel, Tadej Pogacar, Mads Pedersen, Jasper Philipsen e Marc Hirschi nos homens; Lotte Kopecky, Elisa Balsamo, Lorena Wiebes, Elisa Longo Borghini e Marianne Vos nas mulheres.  Em relação ao novo prémio para modalidades olímpicas, o destaque é a ausência de Iuri Leitão, medalha de ouro e prata nos Jogos Olímpicos de Paris. A lista conta com os seguintes nomes: Tom Pidcock (BTT), Harrie Lavreysen (pista), Ellesse Andrews (pista), Joris Daudet (BMX) e Alan Haterly (BTT). Créditos: Alex Whitehead/SWpix.com Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Billy-Ceusters ### Maria Martins cumpre "sonho de miúda” no ciclismo Contrato de dois anos com a CANYON//SRAM promove o regresso de Maria Martins ao ciclismo de nível WorldTour. O ciclismo fez em 2024 um teste à resiliência de Maria Martins. Quando falou com o TopCycling antes dos Jogos Olímpicos o discurso era de certa preocupação por estar sem equipa. Dois meses depois tudo mudou! Tata foi confirmada como reforço da CANYON//SRAM, equipa que venceu o último Tour de France com Kasia Niewiadoma. "Isto vem na melhor altura. Poder fazer parte deste projeto, com a idade que tenho, penso que a partir de agora é quando posso alcançar os melhores resultados. Tenho levado as coisas de forma progressiva e estou aqui para completar o processo. Não é fácil ter estas oportunidades sabendo o quão difícil está o ciclismo. 'Quantos cães estão para o mesmo osso?' Tenho as pessoas certas do meu lado, uma equipa e uma família que me apoiam. Tive uma grande ajuda da agência Corso, do João Correia, e quero retribuir esse apoio." Maria Martins ao TopCycling. FPC Uma das melhores equipas do mundo Na CANYON//SRAM a ribatejana terá uma segunda chance. A primeira experiência ao mais alto nível foi na Fenix-Deceuninck, em 2023, mas durou um nao. À época o TopCycling foi a Espanha seguir o primeiro estágio de Maria Martins que aos 24 anos se tornou a pioneira portuguesa no WorldTour. A nova equipa é liderada por super estrelas como Kasia Niewiadoma, Chloe Dygert e Zoe Backstedt. Também apostam no talento formado – Antonia Nierdermeier e Ricarda Bauernfeind apareceram na equipa sub-23, a CANYON//SRAM Generation. "Vou ter um grupo de trabalho muito bom, condições muito boas e tenho tudo para poder alcançar a minha melhor versão como atleta e como pessoa. É uma questão de tempo até ganhar confiança nas minhas qualidades. É um motivo de orgulho que me deixa a pensar se realmente merecia isto… Sempre trabalhei e vou trabalhar até realizar o que ambiciono. Isto é um voto de confiança que me dão e vou agarrar com tudo o que tenho nesta oportunidade para ser a pessoa e a ciclista que sempre desejei ser porque é um sonho de miúda. Fazer de uma das melhores equipas do mundo dá muita confiança e é motivo de orgulho. Para fechar o ano com nota positiva Maria Martins ataca o Mundial de pista com a seleção nacional. Após abrir a participação com um 16.º lugar no scratch, no segundo dia subiu o nível e foi 6.ª na eliminação. ### The Goats - Fizemos uma prova de ciclismo de ultra distância em Portugal Neste vídeo, mostro a minha participação no "The Goats", uma prova de ultra distância em bicicleta, 730 quilómetros com um desnível acumulado de 17.000 D+, em modo BikePacking, sem qualquer suporte, realizada na zona da Serra da Estrela, Portugal. Ao longo do vídeo, mostro as dificuldades que enfrentei, o exigente percurso e como consegui superar este enorme desafio. Desde os momentos mais difíceis até à satisfação de chegar à meta, partilho cada detalhe da prova e como foi desafiante concluir esta incrível aventura. Por um lado fiz uso da experiência de alguns anos que tenho de bicicletas, por outro, em alguns aspetos foi uma aprendizagem, pois é uma dinâmica de prova completamente diferente. No final, com o exemplo do The Goats como "pano de fundo", quis dedicar esta aventura a todos os que lutam pelo que querem no seu dia a dia, seja ou não de bicicleta. Espero que gostem. https://youtu.be/BG0mH4WDzPU?si=Rt9Fz2dcsxtwoy8P ### Portugal sobe o nível no Mundial de pista Top 10 de Maria Martins (eliminação) e de Diogo Narciso (scratch) num segundo dia forte de Portugal no Mundial de pista. Após uma entrada morna no Mundial de pista, Portugal já pedala forte na Dinamarca com dois top 10 obtidos no segundo dia de prova. Na Super Arena de Ballerup, subúrbio industrial de Copenhaga, Maria Martins foi 6.ª numa eliminação ganha por Ally Wollaston. A neozelandesa bateu a bicampeã mundial desta disciplina, Lotte Kopecky. Diogo Narciso correu desinibido o scratch – 15 km/60 voltas – e foi 10.° na estreia em Mundiais de elites. Dono de três pratas em Europeus de sub-23, o gondomarense só não foi capaz de seguir o ataque final do japonês Kazushige Kuboki, que chegou ao ouro aos 35 anos após ter sido 2.° nos campeonatos anteriores. https://twitter.com/UCI_Track/status/1847027751494049914 Na Dinamarca respira-se pista Numa sessão com cinco finais nota para o título de Kento Yamasaki no keirin, apenas o segundo nesta disciplina venerada no Japão. Desde o Mundial de Viena, em 1987, que não havia um japonês campeão no keirin! Na Dinamarca respira-se pista e o ponto alto da jornada foi o título dos locais na perseguição masculina por equipas. Liderados por Niklas Larsen, os escandinavos bateram a Grã-Bretanha de Ethan Hayter. A perseguição feminina foi mais desequilibrada: a Grã-Bretanha defendeu o título e na final até dobrou a Alemanha, nação campeã olímpica em Tóquio 2020! Ler mais | Portugal conquista ouro no Madison dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 ### Specialized apresenta as novas Vado SL 2 Carbon A Specialized acabou de anunciar as novas Vado SL 2 Carbon, as suas novas e-bikes. Segunda a marca, estas novas bicicletas são um veículo ultra-premium, concebido para circular em qualquer estrada com mais velocidade, estilo, confiança e diversão. As novas e-bikes estão disponíveis em três versões: SL 2 Carbon LTD, SL 2 6.0 EQ Carbon e a SL 2 6.0 Carbon. Turbo Vado SL 2 Carbon Estas novas e-bikes são, segundo a Specialized, bicicletas premium e de performance concebidas para o exercício físico e para tornar as deslocações diárias do utilizador elétricas. Têm um quadro em carbono, inspirado nas melhores bicicletas de competição do mundo, Future Shock para uma volta ultrasuave, posição ergonómica para um comportamento intuitivo e motor elétrico superleve. Turbo Vado SL 2 Carbon LTD Utilização - Deslocações diárias rápidas, exercício físico e exploração; Forward 50 LTD - Limitada a 250 bicicletas numeradas, apenas em lojas selecionadas; Sistema de bicicleta elétrica - Specialized SL 1.2 / 320 W / Até 5 horas de autonomia; Peso - Bicicleta elétrica ultraleve em carbono: 14,9 kg; Suspensão - Future Shock 3.2; Personalização e segurança - Métricas de Fitness, Find My da Apple, Cadeado Turbo System, Luzes. Turbo Vado SL 2 6.0 EQ Carbon Utilização - Deslocações diárias rápidas, exercício físico e exploração; Sistema de bicicleta elétrica - Specialized SL 1.2 / 320 W / Até 5 horas de autonomia; Peso - Bicicleta elétrica ultraleve em carbono: 17,9 kg; Suspensão - Future Shock 3.2; Equipamento - Suportes de bagagem MIK e guarda-lamas DryTech de série E; Personalização e segurança - Métricas de Fitness, Find My da Apple, Cadeado Turbo System, Luzes. Turbo Vado SL 2 6.0 Carbon Utilização - Deslocações diárias rápidas, exercício físico e exploração; Sistema de bicicleta elétrica - Specialized SL 1.2 / 320 W / Até 5 horas de autonomia; Quadro - Quadro e forqueta FACT Carbon ultraleves; Suspensão - Future Shock 3.2; Peso da bicicleta - Apenas 15,9 kg; Personalização e segurança - Métricas de Fitness, Find My da Apple, Cadeado Turbo System, Luzes. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços das várias versões das novas e-bikes da Specialized clicando aqui. ### João Almeida projeta Tour de France 2025 João Almeida recebeu o TopCycling em Benidorm para uma conversa acerca do Tour de France e das expetativas para 2025. O ano de 2025 será em tudo semelhante ao anterior para João Almeida, cujo programa tem o foco no Tour de France – onde foi 4.º classificado – e na Vuelta a Espanha – que abandonou por Covid-19. O TopCycling esteve com o atleta da UAE Emirates em Benidorm e colocou todos os temas importantes em cima da mesa. João Almeida respondeu a tudo, como podem conferir na entrevista que partilhamos em vídeo. Como viveu as três semanas do Tour? Que balanço faz do 4.º lugar e da vitória na classificação por equipas? E como foi correr ao lado do campeão Pogacar? Como ficou a relação com Juan Ayuso? Podia ter ganho a Volta à Suíça? Vídeo | João Almeida com Gonçalo Moreira https://www.youtube.com/watch?v=3pbwWUQiTUo Eis o calendário de João Almeida em 2025: Volta à Comunidade Valenciana Volta ao Algarve Paris-Nice País Basco Volta à Romandia Volta à Suíça Tour de France Vuelta a Espanha Ler mais | UAE Team Emirates agarra Pogacar até 2030  UAE Emirates no reconhecimento da Volta à Comunidade Valencia.Foto: UAE Emirates/Fizza No Topcycling, queremos saber como é o público português no que se refere ao ciclismo, responda ao nosso questionário, são só dois minutos e está ajudar o projeto. Responda ao questionário Topcycling 2025 clicando aqui ### Portugal nos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista Disputa-se de 16 a 20 de outubro a 121.ª edição dos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista que este ano decorrem na Ballerup Super Arena, em Ballerup, Dinamarca. Rui Oliveira, Ivo Oliveira, Diogo Narciso, Maria Martins e Daniela Campos são o quinteto de ciclistas que vai representar as cores nacionais e lutar pelas medalhas. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Medalhas em 22 especialidades Os melhores pistars vão disputar medalhas em 22 especialidades, 11 masculinas e 11 femininas. São elas o Sprint Individual, Sprint por Equipas, Contrarrelógio, Keirin, Perseguição Individual, Perseguição por Equipas, Corrida por Pontos, Madison, Scratch, Omnium e Eliminação. Portugal vai procurar melhorar o resultado obtido na última edição em Glasgow, na Escócia, quando conquistou uma medalha, o ouro com Iúri Leitão no Omnium. Depois de uns Jogos Olímpicos, em Paris, onde o ciclismo de pista nacional esteve em alta, com o ouro de Iúri Leitão e de Rui Oliveira, em Madison, e a prata de Leitão, em Omnium, a expetativa é alta.  Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Iuri Leitão ausente por lesão Iuri leitão não vai marcar presença nestes Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista por não ter recuperado a tempo de uma virose que já o tinha afastado dos Campeonatos Europeus de Estrada. Apesar do contratempo, Rui Oliveira, Ivo Oliveira, Diogo Narciso, Maria Martins e Daniela Campos são já presenças assíduas em competições internacionais e já com várias medalhas conquistadas. Os Campeonatos do Mundo de Pista vão ter transmissão nos canais do Eurosport e na plataforma MAX ao longo dos cinco dias de competição. ### Volta a Lombardia - Poker de Pogacar Tadej Pogacar venceu, pela quarta vez consecutiva, a Volta a Lombardia, com um solo de 48 km. Esta é também a quinta vitória de destaque para o esloveno esta época, depois das vitórias no Giro D'Italia, Tour de France, Liège-Bastogne-Liège e Campeonatos do mundo. Ler mais | Pogacar Tour – Marcas históricas e registos supersónicos A corrida O percurso da Volta a Lombardia ligou Bergamo a Como. Contou com 255 km de extensão, e um total de mais de 4700m de elevação. Depois de praticamente uma hora de corrida até a fuga se formar, um grupo de 23 ciclistas conseguiu escapar ao pelotão. Os fugitivos chegaram a ter mais de 4:00 de vantagem, num pelotão onde foi a UAE Team Emirates a controlar quase sempre. https://twitter.com/Il_Lombardia/status/1845085269571060210 A cerca de 48 km do final, e já depois da fuga estar alcançada, o momento mais anunciado da corrida: ataque de Tadej Pogacar (UAE Team Emirates), que ninguém conseguiu seguir. A partir desse momento, a vantagem de Pogacar foi sempre crescendo. Atrás, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) também se conseguiu isolar do grupo de perseguidores. A ordem estava definida: Tadej Pogacar venceu o último monumento da época. Evenepoel foi segundo, e Giulio Ciccone (Lidl - Trek) fechou o pódio com um ataque nos últimos quilómetros da prova. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters A época de Pogacar Tadej Pogacar adicionou hoje mais uma vitória importante a uma época que foi irrepreensível. Foi a 25ª vitória da época, onde se destacam duas Grandes Voltas (Giro e Tour), o Campeonato do mundo, e dois monumentos: a Liège-Bastogne-Liège, e agora a clássica das folhas mortas. Venceu ainda a Strade Bianche, a Volta à Catalunha, o Grand Prix Cycliste de Montréal e o Giro dell'Emilia. Destacar ainda que iguala, com esta vitória, o recorde de Fausto Coppi de quatro vitórias consecutivas na Volta a Lombardia. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1POGAČAR TadejUAE Team Emirates6:04:582EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step3:163CICCONE GiulioLidl - Trek4:314IZAGIRRE IonCofidis4:345MAS EnricMovistar Team"6SIVAKOV PavelUAE Team Emirates"7VAN EETVELT LennertLotto Dstny"8POWLESS NeilsonEF Education - EasyPost4:589GAUDU DavidGroupama - FDJ"10MEURISSE XandroAlpecin - Deceuninck" Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Cavendish e Nadal: lendas made in France  Ciclismo e ténis perderam referência no mesmo dia com as retiradas de Mark Cavendish e de Rafael Nadal. Mark Cavendish e Rafael Nadal são lendas no respetivo desporto por direito próprio e viram a França tornar-se o palco mais importante das carreiras. Ler mais | Tour de France 2024: Etapa 5 – Mark Cavendish entra para a história! Caminhos distintos para a glória O que têm em comum um ciclista britânico, nascido em Douglas, e um tenista espanhol, nascido em Manacor? À primeira vista pouco, para além de terem anunciado a retirada do desporto no mesmo dia. Um olhar mais aprofundado revela algumas similaridades: nasceram com pouco mais de um ano de diferença, apareceram muito cedo nos respetivos desportos e ambos são naturais de um arquipélago. Além disso, os primeiros sintomas de êxito surgiram no mesmo ano: 2005. Foi nesse ano que Mark Cavendish se estreou no pelotão de elites vencendo a primeira corrida em maio. No mesmo mês Rafael Nadal, com apenas 19 anos, venceu em Roland Garros, o torneio francês do Grand Slam. Mark Cavendish com a camisola verde no Tour de France 2008A.S.O. / Bruno Bade Lendas construídas em França Se o britânico teve de esperar até 2008 para obter a primeira vitória no Tour de France, por essa altura já Rafael Nadal ia no quarto título em Roland Garros. O que se seguiu, como se diz, é história. Nos 16 anos posteriores Mark Cavendish e Rafael Nadal converteram-se em lendas com a França como denominador comum. O sprinter da Ilha de Man converteu-se em recordista de etapas conquistadas no Tour de France com 35 triunfos, superando os 34 de Eddy Merckx. Já o tenista de Maiorca venceu 22 títulos do Grand Slam, 14 deles em solo francês. Quis o destino que duas lendas, com carreiras marcadas pelas vitórias e tremenda longevidade – com vitórias em três décadas – dissessem adeus ao desporto de competição no mesmo dia. Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Nadal e o ciclismo Apesar de não se ter pronunciado muitas vezes sobre o desporto, Rafael Nadal é um fã da bicicleta. A Mondraker construiu, inclusive, uma bicicleta personalizada para o espanhol. A Academia Rafael Nadal situada em Manacor, por exemplo, já foi o local escolhido para estágios no caso da Movistar. Ao espanhol também foram dirigidas algumas críticas em 2022, quando ciclistas franceses como Pinot e Martin visaram o tenista pelas injeções no pé durante essa edição de Roland Garros.  Cavendish também não foi alheio à polémica. No auge do britânico estava longe de ser consensual no pelotão, sobretudo quando perdia e tecia críticas aos colegas em público. Cav e Rafa foram atletas olímpicos em 2008, 2012 e 2016, tendo ambos ganho medalhas no Rio de Janeiro. O ciclista também apoiou Nadal quando quis permanecer na aldeia olímpica em Paris 2024. https://twitter.com/RafaelNadal/status/410050752586211328 Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Calendário 2025: Taça do mundo de XCO A União Ciclista Internacional (UCI), em parceria com a Warner Bros. Discorvery, disponibilizaram o calendário da Taça do mundo de XCO para 2025. Esta Taça do mundo vai juntar todas as principais categorias do ciclismo de montanha: Cross-country olímpico (XCO); Cross-country short track (XCC); Downhill (DH); e Enduro (EDR). A Taça do mundo vai visitar 10 países durante as suas 15 rondas. Vai decorrer durante 16 fins de semana, entre abril e outubro de 2025. O Calendário O calendário da Taça do mundo começa com duas rondas no Brasil, antes de 11 rondas na Europa, onde vão visitar Itália, Polónia, Chéquia, França, Áustria, Andorra e Suíça. Nas duas últimas rondas, os ciclistas seguem para a América do Norte, com corridas nos E.U.A. e Canadá. Os campeonatos do mundo de XCO estão programados para setembro, inseridos entre a ronda em Haute-Savoie (France), e Lenzerheide’s Bike Kingdom (Suíça). Vão decorrer em Valais (Suíça). Créditos: UCI WHOOP Mountain Bike World Series Chris Ball, vice-presidente dos eventos de ciclismo da Warner Bros. Discovery Sports Europe, deixou algumas palavras em relação à apresentação do calendário: A edição de 2025 está a preparar-se para ser a melhor época de sempre. Estamos a expandir-nos uma vez mais e damos as boas-vindas a La Thuile à família da Taça do Mundo UCI, enquanto Lake Placid acrescenta o Downhill ao seu calendário e eleva para 10 o número de etapas da Taça do Mundo de Downhill UCI. O calendário também conta com o regresso de locais que se estrearam com sucesso em 2024, bem como de ícones do desporto como Val di Fassa, Nové Město na Moravě e Mont-Sainte-Anne. Uma combinação perfeita de inovação e tradição. Chris Ball, vice-presidente dos eventos de ciclismo da Warner Bros. Discovery Sports Europe 2024 foi o ano de Alan Hatherly A Taça do mundo de XCO terminou no início de outubro com a consagração de Alan Hatherly como vencedor da Taça do mundo. Juntou este título ao de campeão do mundo e ao bronze olímpico. Victor Koretzky também foi destaque, ao vencer a Taça do mundo de XCC, e ser segundo na Taça do mundo de XCO, nos mundiais e nos Jogos Olímpicos. Na categoria feminina, o grande destaque foi Alessandra Keller, que venceu a Taça do mundo de XCO e XCC. O título mundial ficou entregue a Puck Pieterse e o título olímpico a Pauline Ferrand Prevot. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1843206933429542952 Créditos da foto de destaque: Bartek Wolinski / Red Bull ### Stade Brestois de Valentin Madouas sensação na Champions Vice-campeão olímpico Valentin Madouas é adepto do Stade Brestois se estreia na Champions League. Da Bretanha sempre saíram excelentes ciclistas, já do futebol pouco se sabe. O vice-campeão olímpico Valentin Madouas tem ajudado a por o Stade Brestois no mapa, mas nada que se compare ao mediatismo da estreia na Champions League. O clube nunca jogou provas europeias, não conquistou títulos importantes e trabalha com um orçamento de 48 milhões de euro. No entanto, após duas jornadas, o Stade Brestois tem tantas vitórias como o Borussia Dortmund, finalista da edição passada. Valentin Madouas é embaixador dos Piratas e após os Jogos Olímpicos foi recebido pelo clube, assistiu ao treino e mostrou a medalha de prata. O plantel assistiu à prova olímpica enquanto estagiava em Roccaraso, nos Apeninos Centrais. Foi aí que Rúben Guerreiro deu o tiro mais certeiro da carreira durante o Giro de 2020. Créditos: A.S.O. Thomas Maheux Região de Bernard Hinualt tem 31 profissionais A Bretanha é terra de ciclismo e do cinco vezes campeão do Tour de France, Bernard Hinualt. No pelotão atual tem 31 profissionais, por exemplo Axel Laurance (campeão mundial sub-23 em Glasgow), David Gaudu ou Warren Barguil. E Brest não é a única cidade de ciclismo na Champions League. Girona, que Lance Armstrong popularizou e continua a receber profissionais de todo o mundo, também se estreia na prova. A realidade financeira de ciclismo e futebol é que não tem nada a ver. As vitórias sobre Sturm Graz e Red Bull Salzburgo renderam 4,2 milhões de euros, cerca de 10% do orçamento do Stade Brestois (48 milhões). A Clássica da Bretanha, de nível WorldTour, pagou 16 mil euros a Marc Hirschi. https://twitter.com/MadouasValentin/status/1836825570065207326 Thibaut Pinot é ferrenho do PSG No pelotão há alguns fanáticos da bola. Olivier Le Gac também é fã dos Piratas e o retirado Thibaut Pinot é ferrenho do PSG, dois Groupama-FDJ. Remco Evenepoel começou no meio-campo, foi adaptado a lateral esquerdo e através do Anderlecht chegou a ser internacional pela Bélgica. Foi capitão num 3-3 contra Portugal, num amigável onde estiveram bons jogadores como Louis Openda (Red Bull Leipzig) e André Almeida (Valência CF). Seguramente há mais, muitos mais. Aceitam-se sugestões para fazer crescer a lista dos mais ferrenhos do pelotão. ### Paris-Tours e uma viagem ao ciclismo do século 19 A 118.ª edição  da Paris-Tour fez lembrar o ciclismo de outros tempos. Propomos uma retrospetiva fotográfica da clássica francesa. A Paris-Tours foi um dia de ciclismo à antiga, honrando a tradição do evento nascido em 1896. Caras indecifráveis e corpos cobertos de lama. A chuva deu o toque épico à vitória de Christophe Laporte, da Visma | Lease a Bike, a primeira do ano do bronze olímpico em Paris. Ler mais | Mathieu Van der Poel voou para o título mundial de gravel A.S.O. Gautier Demouveaux A.S.O. Gaëtan Flamme Ciclismo num regresso ao passado? O lado desportivo foi uma mera nota de rodapé. Este domingo assistimos à definitiva transição da clássica que foi dos sprinters e pertence agora aos classicómanos. Após 111 edições a Paris-Tours deixou de apelar à velocidade pura no ciclismo. Em 2018 reinventou-se incorporando subidas e setores de gravilha perdidos entre vinhedos. Que mania é esta de querer levar o ciclismo num regresso ao passado? A.S.O. Gautier Demouveaux A tendência de procurar o vintage Porquê sujeitar os ciclistas a passar em sterrato, gravilha e empedrado? A introdução destes elementos em competição é controversa. Os puristas defendem um ciclismo em asfalto, mas quando as bicicletas saíram dos velódromos para se fazerem à estrada as vias de comunicação eram muito diferentes das atuais. Recordemos que os pioneiros foram os Romanos, depois vieram as estradas de McAdam. O asfalto derivado do petróleo é uma modernice. Sem esquecer as duas Guerras Mundiais que mutilaram a rede de comunicação europeia. Ler mais | Calendário 2025: provas nacionais de ciclismo de estrada  A.S.O. Gaëtan Flamme A.S.O. Gaëtan Flamme Tendência de procurar o vintage As estradas são o reflexo de avanços tecnológicos e num mundo governado pela tecnologia é curiosa a tendência de procurar o vintage. No entanto, a fórmula atraiu novos públicos e renovou a paixão dos fiéis com este regresso às origens. O êxito da Strade Bianche é a prova disso mesmo. Ler mais | Gravel – Diogo Gonçalves campeão de Portugal Julien Simon pendurou a bicicleta em Tours.A.S.O. Gautier Demouveaux Virtuosos multidisciplinares ditam as modas No dia da Paris-Tours correu-se o Mundial de gravel, a disciplina da moda que também leva o pelotão por caminhos de cabras típicos do século 19. Venceram Mathieu Van der Poel e Marianne Vos, ambos já com títulos na estrada e no ciclocrosse. Os virtuosos multidisciplinares ditam as modas, estimulam o público e espicaçam o resto do pelotão. Até os conservadores voltistas voltaram a ganhar no pavê! Não víamos um campeão do Tour de France apontar aos cinco Monumentos desde os anos 70 com o inevitável Eddy Merckx. Não é incrível viver com Pogacar o que não pudemos viver com Merckx? ### Taça do mundo de XCO – Ronda 8: Mont-Sainte-Anne A oitava, e última, corrida da Taça do mundo XCO decorreu entre os dias 4 e 6 de outubro em Mont-Sainte-Anne.  Loana Lecomte e Alan Hatherly venceram as corridas de elites de XCO, num fim de semana marcado pela consagração de Alessandra Keller e Hatherly como os vencedores da Taça do mundo de XCO em 2024. Ler mais | Taça do Mundo de XCO – Ronda 7: Lake Placid Créditos: Bartek Wolinski / Red Bull Prova masculina da Taça do mundo de XCO A prova masculina definiu-se desde cedo, com Alan Hatherly (CANNONDALE FACTORY RACING) a isolar-se na frente logo na primeira volta. Mathis Azzaro (DECATHLON FORD RACING TEAM) e Victor Koretzky (SPECIALIZED FACTORY RACING) foram os maiores destaques na perseguição durante toda a corrida. Na quinta volta, Azzaro pareceu capaz de se aproximar e discutir a corrida com Hatherly, mas o sul-africano conseguiu voltar a criar espaço para o francês na sétima volta. Já ninguém apanhou Hatherly, que seguiu para a segunda vitória da época na Taça do mundo de XCO. Em segundo ficou Azzaro, e em terceiro Koretzky, que tinha vencido a corrida XCC. Esta corrida marcou também a consagração de Hatherly como o vencedor da Taça do mundo de XCO de 2024, juntando este título ao de campeão do mundo. Em segundo ficou Victor Koretzky, e em terceiro Filippo Colombo (SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM). https://twitter.com/UCI_MTB/status/1830219567492116833 Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 HATHERLY Alan CANNONDALE FACTORY RACING 1:26:56 2 AZARRO Mathis DECATHLON FORD RACING TEAM 0:30 3 KORETZKY Victor SPECIALIZED FACTORY RACING 0:48 4 ALDRIDGE Charlie CANNONDALE FACTORY RACING 0:50 5 AVONDETTO Simone WILIER-VITTORIA FACTORY TEAM XCO 1:01 6 SARROU Jordan TEAM BMC 1:14 7 COLOMBO Filippo SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM 1:31 8 SCHURTER Nino SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM 2:23 9 ANDREASSEN Simon CANNONDALE FACTORY RACING 2:24 10 GUERRINI Marcel BIXS PERFORMANCE RACE TEAM 2:51  Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=Lm-t-Xrapnw&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Prova feminina A prova feminina ficou marcada por uma luta até ao fim entre Loana Lecomte (CANYON CLLCTV XCO) e Laura Stigger (SPECIALIZED FACTORY RACING).  Lecomte esteve na frente da corrida desde a primeira volta. Na perseguição seguiam Stigger, Candace Lill e Sina Frei (SPECIALIZED FACTORY RACING).  Do grupo perseguidor, apenas Stigger conseguiu seguir o ritmo de Lecomte e acompanhar a francesa na frente. As duas chegaram isoladas na frente à última volta do percurso de Mont-Sainte-Anne.  Foi apenas nesta última volta que Lecomte conseguiu criar espaço para Stigger. A francesa conquistou a segunda vitória da época na Taça do mundo de XCO com uma vantagem de 0:09 para Stigger. Em terceiro ficou Frei, que já tinha vencido a prova XCC.  A prova serviu também como consagração para Alessandra Keller (THÖMUS MAXON), que venceu a Taça do mundo de XCO. Em segundo ficou Laura Stigger, e em terceiro Candace Lill. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1842361579335004655 Top 10 da corrida Posição Ciclista Equipa Tempo 1 LECOMTE Loana CANYON CLLCTV XCO 1:19:01 2 STIGGER Laura SPECIALIZED FACTORY RACING 0:09 3 FREI Sina SPECIALIZED FACTORY RACING 1:19 4 LILL Candace  2:00 5 KELLER Alessandra THÖMUS MAXON 2:04 6 RICHARDS Evie TREK FACTORY RACING - PIRELLI 2:21 7 RISSVEDS Jenny TEAM 31 IBIS CYCLES CONTINENTAL 2:37 8 HÄBERLIN Steffi TEAM BMC 2:47 9 WIEDMANN Tamara  2:47 10 BLUNK Savilia DECATHLON FORD RACING TEAM 3:02  Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=AL1_eSgqrIc&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries ### Mathieu Van der Poel voou para o título mundial de gravel Neerlandês Van der Poel é campeão mundial de gravel após bater o belga Florian Vermeersch. Campeonato do Mundo disputou-se em Leuven, na Bélgica. Depois da vitória de Marianne Vos na prova feminina, Mathieu Van der Poel acentuou o domínio dos Países Baixos ao ganhar o Mundial de gravel. Em elites masculinos, a luta pela camisola arco-íris despertou enorme interesse no pelotão de estrada, o que resultou numa startlist de luxo. A prova de 140 km foi-se partindo até que restarem apenas 20 elementos para os 70 km finais. Créditos: A.S.O. Thomas Maheux Ataque de Mathieu Van der Poel A 60 km para o fim ataque de Mathieu Van der Poel, reduzindo o grupo de 20 para sete corredores. Jasper Stuyven, Gianni Vermeersch, Quinten Hermans e Florian Vermeersch, (Bélgica), Matej Mohoric (Eslovénia) e Swift (Grã Bretanha) foram os únicos ciclistas que resistiram ao ataque de Van der Poel. Este grupo rapidamente ganhou vantagem aos perseguidores que a 50 km para o final levavam já um minuto de atraso. Créditos: A.S.O. A.S.O. Charly_Lopez Bélgica encarnou o espírito da Wolfpack Com quatro elementos no grupo de sete, a Bélgica encarnou o espírito da Wolfpack. Mesmo sem um bom dia dos representantes no pelotão da Soudal-QuickStep, como o campeão europeu Tim Merlier, os belgas foram atacando em vagas graças à superioridade numérica. Van der Poel controlou os ataques e fechou todos os espaços. A 40 km Florian Vermeersch, reforço da UAE Emirates em 2025, agitou as águas e Van der Poel seguiu-o. Créditos: A.S.O. Charly Lopez Rivalidade entre a Bélgica e os Países Baixos A dupla de ciclistas aumentou gradualmente a vantagem e a 15 km da meta tinha já 1:30 para os perseguidores. Aos que não seguiram a movimentação restou disputar a medalha de bronze. A rivalidade entre a Bélgica e os Países Baixos não podia ter sido mais espetacular. Os belgas correndo em casa, em Leuven, com um público que deu espetáculo na berma da estrada. Os neerlandeses em inferioridade numérica, mas com um super Van der Poel. A 13 km para o final bastou uma pequena colina para definir o campeão do mundo de gravel. Van der Poel descarregou Vermeersch e "matou" a corrida; na luta pelo pódio foi Hermans a levar a melhor. Sétimo título mundial para o fenómeno dos Países Baixos! Campeão Mundial de Ciclocrosse: 2015, 2019, 2020, 2021, 2023 e 2024 Campeão Mundial de Estrada: 2023 Campeão Mundial de Gravel: 2024 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaNaçãoTempo/Média1.VAN DER POEL Mathieu4:41:2338.9712.VERMEERSCH Florian4:42:2638.8263.HERMANS Quinten4:45:1038.4534.STUYVEN Jasper4:45:1038.4525.VERMEERSCH Gianni4:45:1138.4526.SWIFT Connor4:45:1138.4517.MOHORIC Matej4:45:1138.4518.MERLIER Tim4:45:3838.3929.KIELICH Timo4:45:3838.39110.AERTS Toon4:45:3838.391 ### Marianne Vos campeã mundial de gravel Em Leuven, Marianne Vos estragou a festa aos belgas batendo Lotte Kopecky no Mundial de gravel. Neerlandesa tem 14 títulos mundiais. A terceira edição do campeonato do mundo de gravel foi ganha por Marianne Vos num sprint a duas contra Lotte Kopecky. A bicampeã mundial de estrada voltou a perder contra a neerlandesa que já lhe tinha ganho no sprint pela medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris. Aos 37 anos, Marianne Vos junta o gravel à lista de 13 títulos mundiais que já tinha no palmarés. Estrada, pista, BTT, ciclocrosse e gravel; por algo a neerlandesa da Visma | Lease a Bike é considerada a melhor ciclista de todos os tempos. "Um título mundial é sempre especial, mas hoje não pensei mesmo nos outros 13 em nenhum momento. Estava apenas focada na corrida. Ela [Kopecky] é muito rápida por isso não foi perfeito, mas quando estás com uma corredora tão forte – que vem de se sagrar campeã do mundo na estrada e está em boa forma – então é perfeito.” Marianne Vos na flash interview. Ler mais | Entrámos na super estrutura da Visma – Lease a Bike durante a Vuelta a Espanha Vos tem 255 vitórias na estrada!Créditos: Unipublic Sprint Cycling Agency Mais de 250 vitórias na estrada Marianne Vos soma mais de 250 vitórias na estrada e já superou as 100 no ciclocrosse. Faz parte de um lote de corredoras de referência na história do ciclismo feminino. Confere os títulos mundiais conquistados por Marianne Vos: Campeã mundial de ciclocrosse em 2006, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2022 Campeã mundial de estrada em 2006, 2012 e 2013 Campeã mundial de pista em 2008 (corrida por pontos), 2011 (scratch) Campeã mundial de gravel em 2024 Ler mais | Sanne Cant atinge as 125 vitórias! ### Vala, a nova e-bike da Santa Cruz A Santa Cruz lançou a nova Vala, uma e-bike Full Power construída pela marca de bicicletas de montanha. Esta nova bicicleta caracteriza-se pela manobrabilidade suprema, excelente suspensão e longevidade que combinam com o novo motor Bosch. Motor com extensor de autonomia A nova Vala vem munida de um motor com extensor de autonomia de 1,5 kg já disponível e vendido em pós-venda. A bateria de 600 Wh é fixa, reduz o peso do sistema e o tamanho do tubo inferior e foi desenvolvida sem mecanismos complicados e com menos peças. Com sistema Full Power e 85 Nm de binário máximo este motor fornece uma entrega de potência muito reativa e pesa 2,8 kg. Bateria Otimizada A nova Santa Cruz Vala tem a bateria otimizada 1 kg mais leve do que o tamanho seguinte (800 Wh). Esta redução de peso permite uma estrutura mais pequena e mais leve, pelo que o efeito global é superior a 1 kg de poupança de peso da bateria. A bicicleta tem também um extensor de autonomia PowerMore de 250 Wh. Motor Bosch Performance Line CX O novo motor Bosch Performance Line CX recebeu uma atualização, sendo agora mais silencioso, mais leve e mais compacto. Tem quatro modos de potência (Eco | Tour | eMTB | Turbo) personalizáveis na aplicação e personalização dos modos de condução com a app da Bosch Flow. Manobralidade e Rigidez A Vala foi construída com foco na manobralidade com Flip Chip de ajuste de geometria, altura do BB de 4 mm hi/lo e ângulo de direção de 0,3 graus. Tem também ponte da escora do selim e link de uma peça para maior rigidez. A Santa Cruz deu prioridade à resistência em vez de poupar nos rolamentos e na estrutura, poupando peso através de um design otimizado apesar de todos os kits continuarem a ser inferiores a 23 kg. Outros detalhes Os pivôs principais funcionam com um eixo de pinça de pré-carregamento e uma cunha expansiva. Os eixos não podem recuar e são codificados para uma remoção, segundo a marca, sem preocupações. A Vala tem todos os parafusos de chave allen de 5 mm para uma fácil e rápida verificação. Todas as roscas na escora, nos pivôs e no suporte do amortecedor são substituíveis. Quatro rolamentos de grandes dimensões nos pivôs da escora e um eixo mantém tudo preso, não permitindo que peças pequenas caiam. Montagens e preços ### Calendário 2025: provas nacionais de ciclismo de estrada  Já é conhecido o calendário das provas nacionais de ciclismo de estrada para 2025.  Destaque para as duas provas ProSeries (categoria .Pro) – Figueira Champions Classic e Volta ao Algarve – em fevereiro. No início de agosto a Volta a Portugal em Bicicleta arranca na Maia e finalizará em Lisboa. São ao todo 10 provas do calendário UCI – entre a categoria .2 e .Pro – que vão decorrer em território nacional entre fevereiro e agosto. Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Fevereiro e as corridas ProSeries Em fevereiro, ainda no início da época de ciclismo de estrada, Portugal recebe as duas provas de maior categoria.  A Figueira Champions Classic e a Volta ao Algarve são provas preparatórias para corridas do WorldTour como Paris-Nice e Tirreno-Adriático. Casper Pedersen e Remco Evenepoel, ambos da Soudal-QuickStep, foram os vencedores das primeiras edições do evento figueirense que volta à estrada a 16 de fevereiro. Evenepoel fez a dobradinha Figueira-Algarve em 2024. A corrida mais a Sul do país já vai na 51.ª edição e estará na estrada entre 19 e 23 de fevereiro. Ler mais | Evenepoel tricampeão no Algarve https://www.youtube.com/watch?v=LT_mmNe5E6E&t=794s António Morgado recebeu o TopCycling na Figueira da Foz. Oportunidades para o pelotão nacional Entre março e agosto, o pelotão nacional vai correr cinco provas do calendário UCI de categoria .2: Clássica da Arrábida, Volta ao Alentejo, GP Internacional Torres Vedras (2.2). Corre-se também, no pelotão feminino, a Volta a Portugal (2.2).  Saem para a estrada ainda duas provas de categoria .1: o GP Internacional Beiras e Serra da Estrela, que sobe de 2.2 para 2.1. A Volta a Portugal (2.1), o destaque da época de ciclismo de estrada por cá, sai para a 86.ª edição entre 30 de julho e 10 de agosto de 2025.  Nota ainda para os Campeonatos Nacionais: as provas das elites correm-se em julho, e as provas dos juniores correm-se em agosto. Ler mais | Das lágrimas à glória – A vitória da Sabgal-Anicolor na Volta a Portugal em fotografia Podium Events Calendário completo Confira, em baixo, o calendário completo das provas UCI que vão decorrer em Portugal em 2025, com data e categoria de cada prova: 16/2/2025 - Figueira Champions Classic (1.Pro) 19/2 a 23/2/2025 - Volta ao Algarve em Bicicleta (2.Pro) 23/3/2025 - Clássica da Arrábida - Cyclin'Portugal (1.2) 26/3 a 30/3/2025 - Volta ao Alentejo (2.2) 23/5 a 25/5/2025 - GP Internacional Beiras e Serra da Estrela (2.1) 20/6 a 22/6/2025 - Campeonatos Nacionais de estrada de Elites (CN) 2/7 a 6/7/2025 - Volta a Portugal Feminina (2.2) 10/7 a 13/7/2025 - GP Internacional Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho (2.2) 30/7 a 10/8/2025 - Volta a Portugal em Bicicleta (2.1) 16/8 a 17/8/2025 - Campeonatos Nacionais de estrada de juniores (CN) Pode ficar a saber mais sobre cada prova aqui. Créditos da foto de destaque: Podium Events ### Mundiais de Gravel 2024 Corre-se nos próximos dias 5 e 6 de outubro a terceira edição dos mundiais de gravel em Leuven na Bélgica, depois da vitória de Mohorič e Niewiadoma na edição passada. Apesar de ainda muito recentes, estes mundiais têm tido cada vez mais mediatismo e prova disso é a constante evolução da qualidade dos participantes e do mediatismo à sua volta. Dois portugueses em prova Franscisco Moreira e Filipe Oliveira vão ser os dois portugueses em prova nos elites masculinos. Tiago Ferreira, apesar de ter planeado e programado a sua presença, não vai participar devido a lesão. Créditos: A.S.O. Thomas Maheux Mulheres no sábado, homens no domingo A corrida de elites femininas, com 133 km vai correr-se no sábado, enquanto que a prova de elites masculinos de 182 km, vai decorrer no domingo. Apesar de não ter participação portuguesa, não faltam ciclistas de destaque na prova feminina que vai ter participação de atletas como Lotte Kopecky, Lorena Wiebes, Puck Pieterse, Lucinda Brand, Marianne Vos, entre muitas outras estrelas de estrada e ciclocrosse. A startlist masculina não fica atrás e vai ter nomes como Van der Poel, Matej Mohorič, Tim Merlier, Eli Iserbyt, Jasper Stuyven ou Isaac del Toro. Créditos: A.S.O. Charly Lopez 25 eventos serviram de qualificação Foram 25 os eventos que serviram de qualificação para os mundiais de gravel, mais nove que no ano passado, o que ajuda a explicar a subida de qualidade e inscritos. Nestes eventos, feitos através da Trek UCI Gravel World Series, os melhores 25% em cada categoria passaram à fase final. Créditos: A.S.O. Thomas Maheux Transmissão e horários Ambas as corridas feminina e masculina vão ser transmitidas na MAX com o add on de desporto. A prova de elites femininas vai ter transmissão no sábado (5) às 13h00 enquanto que a masculina tem início no dia seguinte às 13h10. ### Gravel - Diogo Gonçalves campeão de Portugal Portugal surfa a onda do gravel e Diogo Gonçalves é o primeiro campeão nacional. Entrevistamos o corredor da ABTF Betão-Feirense. Diogo Gonçalves entrou na história com o primeiro título nacional de gravel atribuído em Portugal. Dos 22 elites à partida em Ansião, o atleta da ABTF Betão-Feirense fez os 140 km da prova em 4:43:33 (média de 29.624 km/h). Foi a primeira vez que em Portugal se disputou um campeonato nacional nesta disciplina e para um corredor que está a concluir a primeira época como elite foi a cereja no topo do bolo. 1.º Diogo Gonçalves (ABTF Betão Feirense) 4.43:33 2.º Carlos Cruz (SAERTEX Portugal/Edaetech) a 3:39 3.º João Cruz (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) a 4:45 Sofrer quando o pelotão está de férias A data do campeonato de Portugal de gravel não é ideal. O que leva um corredor a sofrer quando o pelotão está de férias? Em entrevista ao TopCycling, Diogo Gonçalves explica porque foi a Ansião. "Comecei a época tarde devido a um acidente grave durante um treino em dezembro de 2023 e quis prolongar o ano. Estas bicicletas sempre me causaram certa curiosidade pela possibilidade de poder andar tanto na estrada como fora dela. Tinha visto no calendário que ia haver a prova e quis participar. Nada como juntar o útil ao agradável: tentar a sorte e ser o primeiro campeão nacional desta vertente do ciclismo." Diogo Gonçalves ao TopCycling. Ler mais | Afonso Eulálio fascinou Joaquim Andrade Afonso Eulálio de amarelo na Volta a Portugal marca o ano da ABTF Betão-Feirense.Créditos: Matias Novo/Podium Events Nacional contraria a tendência global do gravel Com apenas 22 atletas à partida não houve grandes blocos a controlar e a corrida foi um mano a mano. O Nacional contraria a tendência global do gravel. No Mundial de Leuven vão correr 292 elites masculinos e estrelas como Matej Mohoric e Mathieu Van der Poel. Diogo Gonçalves vem do BTT e duas semanas antes da prova ganhou a Taça Regional XCO - Mosteiro de Fráguas. Em Ansão prolongou a sequência vitoriosa. "Um pouco antes da zona de abastecimento 4 acelerei no final duma subida e vi que abri um pequeno espaço. A partir daí fiz algumas acelerações a subir, a rolar e a descer para ver como reagia o grupo. À falta de 20 km ataquei e continuei até ao fim. Ao longo da prova foi importante ter assistência e água fresca nas zonas de abastecimento, e fazer as descidas com precaução." Destaque para o top 5 de Diogo Narciso e Luís Fernandes (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car). Também correram Gonçalo Carvalho e César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), além de Bruno Silva (Rádio Popular/Paredes/Boavista) e de Francisco Campos (AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense). Ler mais | Afonso Eulálio na Bahrain por dois anos ### Trek Rail+ - A nova bicicleta de montanha elétrica da marca americana A Trek acabou de anunciar a sua nova bicicleta elétrica de montanha, a Rail +, desenhada a partir da plataforma Rail de curso longo e alta potência da marca. Esta nova bicicleta oferece maior curso com novo motor Performance Line CX da Bosch, com 85 Nm de binário e 160 mm de curso dianteiro e traseiro. Motor Performance Line CX da Bosch A Rail+ inclui o mais recente motor Performance Line CX da Bosch, com os mesmos 85 Nm de binário dos modelos Rail anteriores, mas com uma assistência mais suave e silenciosa. Para uma condução intuitiva e minimalista, a Trek também equipou a Rail+ com o mini controlo remoto e a consola da Bosch que permite mudar rapidamente o modo de assistência e ver o nível de assistência e autonomia da bateria sem ocupar espaço no cockpit. Nova bateria Powertube Para além do motor atualizado, a Rail+ também inclui a nova bateria Powertube da Bosch, com a tecnologia de bateria integrada amovível (RIB 2.0) atualizada da Trek.  Esta tecnologia RIB 2.0 permite que os ciclistas coloquem ou retirem a bateria de forma segura graças a um mecanismo retenção que impede que esta caia. A nova bateria tem uma capacidade de 800Wh e é compatível com uma bateria auxiliar PowerMore. Geometria A Rail+ recebeu algumas atualizações na sua geometria, com um ângulo mais relaxado de 64,5° no tubo de direção e novas caraterísticas de geometria ajustáveis.  Os ciclistas podem ajustar a altura do eixo pedaleiro e o ângulo do tubo de direção em meio grau graças ao Mino Link, e regular o rácio de alavancagem girando o chip. A Rail+ também é compatível com os copos reguláveis da caixa de direção (vendidos separadamente) que permitem regular em um grau a geometria. Concebida com rodas mullet Para manter um equilíbrio nas subidas, a Rail+ está equipada com uma roda dianteira de 29˝ e uma roda traseira de 27,5˝. Os ciclistas podem assim, segundo a Trek, ter as vantagens da baixa resistência ao rolamento e os benefícios de suavizar os trilhos mais acidentados de uma roda 29˝ e a agilidade extra de uma roda traseira mais pequena. A nova Rail+ está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Granfondo Serra De Ossa Com as inscrições já esgotadas, o Granfondo Serra De Ossa vai para a estrada no próximo dia 06 de outubro de 2024, com um novo recorde de 1500 inscritos. O evento conta com o apoio do Turismo do Alentejo - ERT e dos 5 municípios de passagem: Vila Viçosa, Redondo, Borba, Estremoz e Alandroal. Evento de destaque no Alentejo Com um total de 1500 ciclistas inscritos, vindos de várias regiões do país e do estrangeiro, o Granfondo Serra de Ossa consolida-se como um evento de destaque no Alentejo, promovendo o desporto e o turismo local. Os participantes poderão assim descobrir património cultural de Vila Viçosa que inclui o Paço Ducal, museus e vinhedos da região. Três percuros selecionados Os participantes terão à disposição três percursos cuidadosamente selecionados, que destacam a beleza natural da Serra de Ossa e das paisagens alentejanas. Os três percuros são o Granfondo (146 km), Mediofondo (111 km) e o Minifondo (63 km). ### A Trek apresenta a nova Powerfly+  A Trek Powerfly+ renova-se com uma nova geometria e o recente motor da Bosch. A Trek apresenta a nova Powerfly+, nas versões de suspensão total e hardtail. Segundo a Trek, “esta bicicleta elétrica de montanha tem agora maior capacidade para os trilhos com uma geometria totalmente nova e uma assistência mais silenciosa e suave”. Equipada com o novo motor Performance Line CX da Bosch, a nova Powerfly+ conta com um motor que oferece 85 Nm de binário “e que torna qualquer subida mais fácil de ultrapassar.” Ler mais | Trek apresenta a nova bicicleta de montanha Procaliber Carbon Suspensão com maior curso para maior capacidade A Trek avança que “os modelos Powerfly+ ganham maior capacidade e estilo com uma geometria totalmente nova, oferecendo maior controlo aos ciclistas tanto em trilhos acidentados como em singletracks”. O curso de suspensão foi atualizado para 120 mm na suspensão traseira e 130 mm na suspensão dianteira, enquanto a nova geometria da suspensão traseira “permite ter a confiança de um centro de gravidade mais baixo”.   O modelo hardtail da Powerfly+ mantem os 120 mm de curso da suspensão dianteira da sua antecessora, mas com uma geometria atualizada. Em ambos os modelos, o quadro inclui pontos de fixação para porta-bagagens, guarda-lamas e descanso, “tornando mais fácil os ciclistas adaptarem a sua Powerfly+ tanto para trilhos mais exigentes ou viagens de aventura.”  O mais recente motor da Bosch “O novo motor Performance Line CX da Bosch dá à Powerfly+ os mesmos 85Nm de binário que os modelos anteriores da Powerfly, mas com uma assistência mais suave e silenciosa. Os ciclistas têm assim todas as vantagens de uma bicicleta elétrica de montanha de alta potência com um som mais natural do que nunca.”  Trek Bateria maior e mais segura A Powerfly+ tem também a nova bateria Powertube da Bosch, com opções de 600Wh e 800Wh “para garantir maior autonomia tanto nas voltas de fim-de-semana como nas aventuras épicas de bicicleta.”:  “A nova bateria fixa-se perfeitamente na Powerfly+ com a tecnologia actualizada de Bateria Integrada Amovível (RIB 2.0) da Trek. A nova tecnologia RIB 2.0 permite que os ciclistas coloquem ou retirem a bateria de forma segura graças a um mecanismo retenção que impede que a bateria caia.”  Trek Para os ciclistas que procurem ainda mais autonomia para as suas voltas de bicicleta, é possível adicionar a bateria auxiliar PowerMore da Bosch e retirar ainda mais da nova Powerfly+.  Rodas de rolamento suave A Powerfly+ vem equipada com rodas de 29˝ para “suavizar os trilhos irregulares e os buracos”, e contam com espaço suficiente para instalar pneus que ofereçam maior tração. Os modelos de tamanho mais pequeno estão equipados com rodas de 27,5˝ para “uma melhor distância dos pés ao chão e uma condução mais ágil.” Disponibilidade A nova Powerfly+ de suspensão total e hardtail está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Taça do Mundo de XCO - Ronda 7: Lake Placid A sétima ronda da taça do mundo de XCO decorreu entre os dias 27 e 29 de setembro em Lake Placid, nos Estados Unidos da América. Victor Koretzky foi o vencedor da prova masculina de XCO, juntando esta vitória ao primeiro lugar na prova XCC. Alan Hatherly, o campeão do mundo e bronze olímpico, terminou em segundo lugar e carimbou a vitória na classificação geral da taça do mundo de XCO. Na prova feminina, a vencedora foi a austríaca Laura Stigger. A prova ficou marcada por uma grande luta entre quatro corredoras na última volta. Prova masculina Na prova masculina os espaços tardaram a abrir. O grupo permaneceu numeroso até cinco atletas se destacarem, entre eles Mathias Fluckiger (THÖMUS MAXON) e Victor Koretzky (SPECIALIZED FACTORY RACING). Ao fim da quinta volta, a frente tinha apenas 0:10 de vantagem para o grupo perseguidor. Nesta altura, Alan Hatherly (CANNONDALE FACTORY RACING) e Nino Schurter (SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM) já tinham parado por problemas mecânicos. Alguns ciclistas conseguiram recuperar, e no início da última volta o primeiro grupo contava com nove unidades. Mas Filippo Colombo (SCOTT-SRAM MTB RACING TEAM), Marcel Guerrini (BIXS PERFORMANCE RACE TEAM), Koretzky, Fluckiger e Hatherly conseguiram isolar-se na frente. No sprint final entre os cinco, Koretzky foi o mais forte e venceu a corrida. Hatherly foi segundo depois de uma grande recuperação. Colombo fechou o pódio. Créditos: Bartek Wolinski / Red Bull Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1KORETZKY VictorSPECIALIZED FACTORY RACING1:22:172HATHERLY AlanCANNONDALE FACTORY RACING0:013COLOMBO FilippoSCOTT-SRAM MTB RACING TEAM0:014GUERRINI MarcelBIXS PERFORMANCE RACE TEAM0:015FLÜCKIGER MathiasTHÖMUS MAXON0:036BLEVINS ChristopherSPECIALIZED FACTORY RACING0:047BRAIDOT LucaSANTA CRUZ ROCKSHOX PRO TEAM0:068LIST DavidLEXWARE MOUNTAINBIKE TEAM0:139ANDREASSEN SimonCANNONDALE FACTORY RACING0:1710FORSTER LarsTHÖMUS MAXON0:51 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=BgKuyV_rg6E&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Prova feminina A prova feminina da sétima ronda da Taça do mundo de XCO, que foi muito atacada desde início, viu Candace Lill e Loana Lecomte (CANYON CLLCTV XCO) destacarem-se na frente, perseguidas por um grupo com Rebecca Henderson (PRIMAFLOR MONDRAKER RACING TEAM), Sina Frei e Laura Stigger (SPECIALIZED FACTORY RACING). Na sexta volta, Lecomte conseguiu descolar Lill e parecia ir para a vitória, isolada na frente. Mas na sétima e última volta a corrida mudou: Primeiro Lill conseguiu alcançar Lecomte. Depois Stigger e Frei alcançaram o duo da frente. Depois da luta entre as quatro, foram Stigger e Frei a discutir a prova ao sprint. Laura Stigger foi mais forte e venceu a sétima ronda da Taça do mundo XCO. Sina Frei terminou em segundo, depois de vencer a prova XCC. Lecomte fechou o pódio. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1840433479495934453 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1STIGGER LauraSPECIALIZED FACTORY RACING1:18:362FREI SinaSPECIALIZED FACTORY RACING"3LECOMTE LoanaCANYON CLLCTV XCO0:044LILL Candace"5HENDERSON RebeccaPRIMAFLOR MONDRAKER RACING TEAM0:266BLUNK SaviliaDECATHLON FORD RACING TEAM0:517RISSVEDS JennyTEAM 31 IBIS CYCLES CONTINENTAL1:218KOLLER NicoleGHOST FACTORY RACING1:539KELLER AlessandraTHÖMUS MAXON2:0110HÄBERLIN SteffiTEAM BMC2:24 Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=F71djyyLpbU&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Créditos da foto de destaque: Bartek Wolinski / Red Bull ### Campeonato do Mundo - Que recital de Pogacar As corridas de estrada das elites masculinas e femininas marcaram o fim do Campeonato do mundo de ciclismo de 2024. Na prova masculina, o destaque foi Tadej Pogacar. O esloveno venceu o campeonato do mundo pela primeira vez na carreira. Dos portugueses em prova, o melhor foi Rui Costa (posição 42). Nelson Oliveira fechou na posição 55. Ivo Oliveira, Rui Oliveira, João Almeida e Afonso Eulálio não terminaram a corrida - dos 190 ciclistas que alinharam à partida, apenas 81 concluíram a prova. Na corrida feminina, foi a belga Lotte Kopecky a sagrar-se campeã do mundo. As duas atletas portuguesas em prova, Ana Caramelo e Daniela Campos, não terminaram a corrida. Ler mais | Campeonatos do Mundo | Rescaldo do Contrarrelógio Créditos: gettysport / Movistar Team Corrida dos elites masculinos A corrida dos elites masculinos do campeonato do mundo de ciclismo contou com 273,9 km entre Winterthur e Zürich. O foco da corrida esteve em Tadej Pogacar. O esloveno lançou o primeiro ataque a cerca de 100 km do fim e separou-se do pelotão nessa altura. A 50 km do fim, quando ia só com Pavel Sivakov, atacou de novo e seguiu sozinho até ao fim. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1840409061797372064 Pogacar juntou assim a camisola arco-íris às vitórias no Giro D'Italia, Tour de France e Liege-Bastogne-Liége, para coroar uma época histórica. Tornou-se também o primeiro esloveno a sagrar-se campeão do mundo de elites masculinas, e apenas o terceiro ciclista da história a vencer o Giro, o Tour e o campeonato do mundo na mesma época. A medalha de prata ficou para Ben O'Connor, e a medalha de bronze para Mathieu Van der Poel. Ler mais | Colnago V4Rs Tadej – A bicicleta de Tadej Pogačar para o Campeonato do Mundo https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1840427013657555139 Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaSeleçãoTempo1POGAČAR TadejEslovénia6:27:302O'CONNOR BenAustrália0:343VAN DER POEL MathieuPaíses Baixos0:584SKUJIŅŠ TomsLetónia"5EVENEPOEL RemcoBélgica"6HIRSCHI MarcSuíça"7HEALY BenIrlanda1:008MAS EnricEspanha1:019SIMMONS QuinnE.U.A.2:1810BARDET RomainFrança" Corrida das elites femininas A corrida das elites femininas do campeonato do mundo de ciclismo contou com 154,1 km entre Uster e Zürich. Na conclusão da prova houve bicampeã: Lotte Kopecky levantou os braços pelo segundo ano consecutivo e vai continuar a envergar a camisola do arco-íris. A prova ficou decidida num sprint de um grupo reduzido, onde a belga bateu Chloe Dygert (medalha de prata), Elisa Longo Borghini (medalha de bronze), Liane Lippert, Demi Vollering e Ruby Roseman-Gannon. O grupo tinha ficado definido a 10 km do fim, quando alguns ataques descolaram corredoras que estavam na frente, e deixaram as sete ciclistas que discutiram a prova isoladas. Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Top 10 da corrida PosiçãoCiclistaSeleçãoTempo1KOPECKY LotteBélgica4:05:262DYGERT ChloéE.U.A."3LONGO BORGHINI ElisaItália"4LIPPERT LianeAlemanha"5VOLLERING DemiPaíses Baixos"6ROSEMAN-GANNON RubyAustrália"7GHEKIERE JustineBélgica1:068VOS MariannePaíses Baixos"9MARKUS RiejannePaíses Baixos"10VAS BlankaHungria3:00 Créditos da foto de destaque: gettysport / Movistar Team ### Trek Madone SL7 Gen 8 | A escolha inteligente | Teste Quando a Trek Madone Gen 8 foi lançada, estive em Espanha para a testar em primeira mão e por essa ocasião tive a oportunidade de testar a topo de gama SLR 9, pelo que, neste teste da Trek Madone SL7 Gen 8 vos posso falar com conhecimento de causa acerca das diferenças entre uma e outra. Fotografia no teste com a topo de gama, a Madone SLR 9. Uma bicicleta topo de gama, equipada com tudo o que há de melhor no mercado, proporciona uma experiência de pedalada única, sem dúvida! Mas para usufruir de uma experiência altamente agradável numa bicicleta, é necessário pagar 12.000€? O teste à Madone SL7 Gen 8 tem como objetivo principal responder a esta pergunta. Depois de cerca de 1000 quilómetros pedalados nesta bicicleta, posso dizer com segurança que esta SL7 Gen 8 é uma das propostas mais interessantes do mercado atual. Não, não é uma SLR9 — mas na maioria dos momentos, também não precisa de o ser. Trek Madone SL7 Gen.8 - Créditos: Topcycling Vídeo https://youtu.be/pMpDTJCoHXA Sensações de topo, por metade do preço Há duas coisas que qualquer ciclista deve procurar numa bicicleta: sensações e desempenho. A Madone SL7 Gen 8 entrega em ambos com uma nota bastante aceitável. Créditos da foto: David Raquel Apesar de ser construída com carbono OCLV 500 Series (ao contrário do mais leve OCLV 900 da SLR), a geometria e o design são os mesmos da topo de gama, pelo que é uma bicicleta que se comporta de forma muito semelhante, na maioria dos momentos. Cockpit diferente, mas as mesmas sensações Um dos pontos mais positivos desta nova geração da Madone é o cockpit, com menos 3 cm. na zona dos pousa-mãos do que o habitual, contribui para aquela sensação de encaixe na bicicleta que te convida a carregar nos pedais e somar quilómetros. Guiador de Estrada Bontrager RSL Aero - Créditos: Topcycling Embora este cockpit de duas peças (avanço e guiador separados) seja diferente do totalmente integrado da gama SLR, mantém o mesmo conceito do topo de gama, com as mesmas medidas e ergonomia, proporcionando as mesmas sensações. Guiador de Estrada Bontrager RSL Aero - Créditos: Topcycling Não é um guiador tão apelativo visualmente como o totalmente integrado, mas se adquirirmos a peça de encaixe do GPS para a tampa do avanço, temos uma solução bastante bem conseguida do ponto de vista estético. Shimano Ultegra Di2: performance sem compromisso A transmissão Shimano Ultegra Di2 de 12 velocidades é, tecnicamente, quase igual ao grupo topo de gama Dura-Ace (grupo topo de gama da Shimano que equipa a versão SLR9). As diferenças resumem-se à estética e ao peso — falamos de algumas gramas — que sinceramente, para 90% dos ciclistas, não vai fazer a diferença entre uma boa ou má experiência num dia inteiro a pedalar. A transmissão e travões Ultegra entrega as mesmas funcionalidades do topo de gama Dura-Ace - Créditos: Topcycling A precisão e rapidez nas trocas de mudanças, a resposta dos travões, a ergonomia dos manípulos, a funcionalidade de poder sincronizar os botões no topo dos poisa mãos com o GPS, para poder trocar de páginas, tudo é como no grupo Dura-Ace. Travões de disco Shimano Ultegra - Créditos: Topcycling É um grupo fiável, rápido e com uma sensação tão próxima do melhor grupo Dura-Ace, que de olhos vendados a maioria dos utilizadores não notaria a diferença. Bidões e grades Aero Outro acessório que não vem de série na Madone SL7 são as grades de bião e bidões Aero. Estes bidões e grades foram desenvolvidos especificamente para a Madone Gen.8, em túnel de vento, para funcionar em sintonia com o design do quadro de forma a que o conjunto seja mais aerodinâmico. Se te vais sentir mais rápido com eles? Não, mas esteticamente ficam fenomenais na bicicleta! A questão é que entre grades e dois bidões ainda tens que desembolsar 150,00€. Bidões e grades Aero - Créditos: Topcycling Rodas à altura do conjunto As rodas Bontrager Aeolus Pro 51 seguem a mesma linha de raciocínio: têm o perfil e a rigidez das RSL51 da SLR, mas com cubos diferentes e um peso ligeiramente superior. Ainda assim, o comportamento em estrada é muito bom! Rolam soltas, mantém a velocidade, respondem bem quando se imprime força e transmitem segurança quando estamos em alta velocidade. As rodas Bontrager Aeolus Pro 51 - Créditos: Topcycling Também os pneus Bontrager R3 de 28mm. estão à altura, transmitem segurança curvar, permitem pressões que garantem conforto e são suficientes para encarar alguns sectores com o piso em pior estado. Para os que desejam um pouco mais, a Madone suporta 32mm. IsoFlow: conforto e design Assim como na sua irmã topo de gama, esta Trek Madone SL7 tem um design diferenciado e um conforto que nem parece de uma bicicleta "racing", graças a esta solução do sistema IsoFlow que a Trek conseguiu nesta nova geração. O design do sistema IsoFlow - Créditos: Topcycling Não é uma bicicleta de endurance, mas absorve muito bem as irregularidades da estrada e permite rolar durante horas sem sentir aquele desgaste acumulado. O design do sistema IsoFlow - Créditos: Topcycling Este design permite isolar o ciclista das irregularidades, é como se o espigão de selim ficasse "suspenso no ar", como podes ver na fotografia em baixo. Créditos da foto: David Raquel Onde se nota a diferença para a SLR9? Claro que há momentos em que a Madone SL7 revela que não é a versão mais leve do catálogo da Trek. Nas subidas mais inclinadas, ou quando se exige uma resposta mais explosiva e imediata, sente-se aquele peso extra em relação à SLR9. A Madone SL7 é uma bicicleta que transmite umas sensações muito boas, mas a SLR9 tem aqueles pontos "premium" que lhe conferem mais agilidade e leveza em todos os momentos. Créditos da foto: David Raquel Também não temos o cockpit totalmente integrado, e isso tira algum impacto visual e aerodinâmico ao conjunto, mas nada disto que refiro (peso extra e a estética) é algo que arruíne a experiência. A pergunta que se impõe é: vale a pena pagar o dobro pelo modelo topo de gama? Na minha opinião, para a maioria dos ciclistas, a resposta será não. Créditos da foto: David Raquel No entanto, o valor é relativo para pessoas diferentes. Para aquele que tem a possibilidade financeira de ter uma bicicleta topo de gama, igual à utilizada pela equipa World-Tour da Lidl-Trek, claro que terá uma peça extraordinária, uma F1 do mundo das bicicletas! Da mesma forma que para aqueles que treinam seriamente para obter os melhores resultados e classificações nos Granfondos, faz sentido que terem o equipamento que não lhes vai prejudicar em nada o seu desempenho. Créditos da foto: David Raquel A Madone certa para quase todos Esta bicicleta é ideal para quem: Quer entrar nas primeiras competições com uma máquina que não comprometa a dedicação no treino; Procura uma bicicleta fiável para andar rápido nos treinos e voltas de fim de semana; Valoriza a estética e o design, mas não precisa (ou não quer pagar) pelo “show-off” topo de gama; Valoriza uma experiência de alto nível sem estourar o orçamento. A Madone SL7 Gen 8 entrega sensações muito próximas do nível premium, por um preço que, face àquilo que oferece, faz todo o sentido. Se estás à procura de uma bicicleta com uma performance acima da média e que te satisfaça em pleno nas tuas voltas — mas não queres ou não podes gastar 12 mil euros — esta é provavelmente uma das escolhas mais inteligentes do mercado. A bicicleta testada: Trek Madone SL7 Gen.8 Os sapatos utilizados no teste: Trek Velocis O equipamento utilizado no teste: Rapha no site da Trek Podes saber mais pormenores acerca dos valores, disponibilidade e pontos de venda desta bicicleta através do site da marca em Portugal: www.trekbikes.com/pt ### Portugal no Campeonato Europeu de mecânicos Shimano A Shimano anunciou o Campeonato Europeu de mecânicos Shimano Service Center (SSC) e Portugal vai estar representado por três elementos. Este evento tem como objetivo sensibilizar para a necessidade crescente de mecânicos de bicicleta de classe mundial e dar a conhecer os melhores no setor. Mauro, José e Paulo vão representar Portugal Portugal vai ter três representantes que foram selecionados graças aos três primeiros lugares conquistados na primeira edição do Campeonato Nacional de Mecânicos Shimano Service Center. Mauro Moreira (Westbike Torres Vedras), José Carmo (BikePlanet Almada) e Paulo Neves (RIDE My Bike Águeda) ocuparam os primeiros três lugares no campeonato que se realizou em Águeda em outubro do ano passado. 5 a 7 de outubro em Mechelen O Campeonato Europeu de Mecânicos de bicicleta SSC de 2024, vai ter lugar de 5 a 7 de outubro de 2024 em Mechelen na Bélgica. Este evento único tem como objetivo destacar as competências dos mecânicos e promover o seu papel vital na indústria do ciclismo. Com um número cada vez maior de bicicletas no mercado, a crescente procura de mecânicos bem formados e qualificados nunca foi tão grande como agora. É neste sentido que a Shimano organiza este campeonato, focando-se na qualidade do serviço de reparação de bicicletas e colocando em destaque a experiência dos mecânicos europeus nesta competição. Um evento global Mecânicos SSC de 14 países irão reunir-se em Mechelen, para competir numa série de provas técnicas cronometradas, concebidas para testar capacidades e conhecimentos. Os concorrentes são avaliados por uma equipa de especialistas qualificados com anos de experiência em serviço técnico de bicicletas e controlo de qualidade de produto. Orla Chennaoui, apresentadora no ciclismo de estrada da Eurosport, será a anfitriã da competição, destacando as ideias dos mecânicos sobre a competição através de entrevistas e conteúdos partilhados nos canais da Shimano. Após o evento, a Shimano fornecerá os resultados, incluindo destaques notáveis, imagens e conteúdo de vídeo no seu website. Lista de países participantes Áustria Bélgica Brasil (convidado internacional) República Checa França Alemanha Hungria Itália Países Baixos Portugal Eslováquia Espanha Suiça Reino Unido ### Colnago V4Rs Tadej - A bicicleta de Tadej Pogačar para o Campeonato do Mundo A Colnago revelou a bicicleta que Tadej Pogačar vai utilizar no Campeonato do Mundo de Ciclismo de Estrada, a edição especial Colnago V4Rs Tadej. Pogačar já confessou que ser Campeão do Mundo é um dos seus objectivos de carreira, este ano já conquistou o Giro de Itália, o Tour de France, além da Strade Bianche, Liége-Bastogne-Liége, entre outras corridas. Este ano vai procurar também a vitória no Campeonato do Mundo. Créditos: LucaBettini/LaPresse O ciclista esloveno tem sido o principal impulsionador de vendas da marca italiana nos anos mais recentes, sendo mesmo o responsável por catapultar a marca para recordes de vendas. Desta a forma, a Colnago criou esta edição especial inspirada nas vitórias que Pogačar conquistou na sua carreira e apresenta uma pintura exclusiva que remete ao estilo Pop-Art, homenageando esses triunfos. Colnago V4Rs Tadej - O simbolismo das cores A Colnago V4Rs Tadej mantém o modelo base que Pogačar utiliza nas competições com a UAE Team Emirates, mas com uma pintura vibrante que celebra as suas conquistas. As cores da bicicleta simbolizam vitórias icónicas: Amarelo: Representa as vitórias no Tour de France (2020, 2021, 2024). Rosa: Em homenagem ao Giro d’Italia 2024, no qual vestiu a camisola rosa em 20 das 21 etapas. Verde: Celebra as conquistas em Il Lombardia (2021, 2022, 2023) e Liège-Bastogne-Liège (2021, 2024). Azul celeste: Simboliza a vitória no Paris-Nice em 2023. Azul escuro: Relativo ao Tirreno-Adriatico (2021, 2022) e à camisola de montanha no Giro de 2024. Branco: Refere-se à camisola de melhor jovem no Tour de France, vencida por Pogačar de 2020 a 2023. Pontos vermelhos: Em alusão à camisola de montanha no Tour de 2020 e 2021.Bronze: Refere-se às medalhas olímpica de 2021 e mundial de 2023. Outras personalizações incluem eixos e parafusos anodizados em dourado com o logotipo TP (Tadej Pogačar), que também está presente em várias partes do quadro. Ler mais - A Colnago V4Rs de João Almeida Colnago V4Rs Tadej - Principais características técnicas Além do visual personalizado, a bicicleta possui componentes de alta performance como: Quadro: Colnago V4Rs em carbono OCLV. Grupo: Shimano Dura-Ace Di2 R9200 (12 velocidades). Pratos: Carbon-Ti edição especial Colnago TP 52-36t. Cassete: 12 velocidades, 11-30t. Rodas: ENVE SES 4.5, edição especial Colnago V4Rs Tadej. Discos de travão: Carbon-Ti X-Rotor SteelCarbon 3 - 160mm (frente) / 140mm (traseira). Pneus: Pirelli P ZERO Race TLR X 28mm. Selim: Prologo Nago R4 Nack 147 Tadej Pogačar 24, com detalhes em amarelo e nomes das principais vitórias. Guiador: Colnago CC.01. Eixos passantes: Carbon-Ti anodizados a ouro com o logotipo “Colnago - TP - Carbon-Ti”. Grades de bidões: Suporte personalizado para os bidões com parafusos também em Carbon-Ti dourados. Patilha de desviador traseiro: Framesandgear V4Rs Blue. ### Gabriel Martins é o guru de nutrição da Visma | Lease a Bike O Topcycling fez uma etapa da Vuelta a Espanha com a Visma | Lease a Bike (LAB) e conversou com Gabriel Martins, um dos responsáveis pela nutrição de uma das melhores equipas de ciclismo do mundo. Os corredores comem com a balança na mesa? Qual o protocolo de consumo de hidratos de carbono? As cetonas melhoram o rendimento? Questões esclarecidas por Gabriel Martins nesta entrevista. Ler mais | TopCycling foi dar bidões à Visma | LAB na Vuelta Cian Uijtdebroeks na apresentação da Visma | LAB.Créditos: Bram Berkien "Era um sonho trabalhar ali" Gabriel Martins estudou nutrição na Universidade do Algarve e estagiou no Futebol Clube do Porto, onde conheceu Vítor Hugo Teixeira – “talvez o melhor nutricionista desportivo do mundo”. Tirou o mestrado em nutrição desportiva em Madrid, antes de seguir para Doutoramento na área do doping. Criou um podcast de nutrição desportiva e numa conversa com o nutricionista da Israel Start-up Nation surgiu o convite para a primeira experiência no ciclismo.   Ficou três anos no projeto, até que o telefone tocou. Gabriel Martins subiu de patamar no ciclismo ao tornar-se um dos responsáveis pela nutrição na Visma | LAB. “Estava prestes a assinar por outra equipa e mesmo à última hora o meu colega, agora meu chefe na Visma, enviou-me mensagem. Quando veio o convite não houve hesitações, era a opção acertada. Era um sonho trabalhar ali, por tudo o que representa.” Gabriel Martins ao TopCycling. Créditos: Bram Berkien O dia-a-dia de um nutricionista no World Tour A descrição tem de ser dividida entre um dia normal em casa e um dia em corrida ou em estágio. Quando não está no terreno, o trabalho passa pela planificação do que está para vir. “Definir a duração e potência de cada corredor na etapa, e os corredores, para depois definir as necessidades energéticas e toda a suplementação que temos de organizar. Tudo isso é feito em trabalho com o treinador (...) Definimos através de um documento com toda a informação e estratégia nutricional da corrida, que depois é enviado ao resto da equipa. Uma parte para os chefs, outra para os massagistas e auxiliares. Precisam de saber o que empacotar, o que levar para a corrida e ter uma simplificação da estratégia toda que preparamos, para saber em cada dia o que têm de fazer e preparar quando estiverem na corrida.”  Este trabalho significa uma articulação prévia com o treinador da equipa e está ligado às estratégias da equipa para cada etapa. Há uma forte componente de planificação, mas não deixa de ser um trabalho de constante adaptação.  “Temos uma parte mais matemática, que nos permite ter dados preditivos de potências médias, mas depois também a parte de mostrar esses dados ao treinador, para ele analisar e depois dar-nos informação: Se concorda ou não com as nossas estimativas tendo em conta, por exemplo, se está previsto um ciclista estar em fuga ou mais protegido no pelotão numa certa etapa", explica Gabriel Martins. Créditos: Bram Berkien Créditos: Bram Berkien Toda a gente é um par de mãos Em corrida, a natureza do trabalho é diferente. Cada profissional deixa de ser só mecânico, nutricionista, etc. Para Gabriel Martins toda a gente é um par de mãos que ajuda na corrida. Chegando ao pé dos corredores ou com eles ao hotel cada um volta à sua profissão. "Tenho que esperar que os dados da corrida estejam disponíveis, falar com os cozinheiros para ajustar o jantar – porque uma coisa é o que planificamos outra é a energia que eles gastaram realmente – falar com os cozinheiros sobre como vamos fazer esse ajuste e perceber se têm tudo preparado (...) Estar com os atletas no jantar, que também é um equilíbrio delicado – estar, sem parecer que somos polícias da alimentação - não queremos passar essa imagem, queremos dar a ideia de que somos um facilitador.”  Créditos: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency A relação com os ciclistas A nutrição pode ser um tema sensível e na Visma | LAB há um esforço para que o momento da refeição seja o mais relaxado possível. Há apps que indicam as quantidades e uma balança na mesa. Como se portam os corredores? “Não lhes damos a comida pesada e embalada porque queremos que se sintam confortáveis com o momento da refeição. Os atletas têm um mini buffet, onde está uma balança. A desvantagem de não darmos já tudo pesado é eles poderem comer menos ou mais do que tínhamos indicado, mas estamos dispostos a sacrificar isso. Eles são os primeiros a reportar se comeram menos ou mais e tentamos adaptar o plano. Nesta adaptação tentamos ter vários parâmetros em consideração, incluindo a vertente humana, porque não podemos ser 100 por cento rigorosos.” Quais as maiores dificuldades em termos de nutrição para os ciclistas? A resposta difere de atleta para atleta, mas um problema relativamente comum são os dias de descanso. Em competição o estômago trabalha em esforço para digerir a quantidade de alimento, situação contrária à de um dia de descanso e isto representa desafios a nível fisiológico e alimentar. A evolução do ciclismo profissional Para além da WorldTeam, Gabriel Martins também trabalha com a equipa sub-23. Para o português esta é “talvez a parte mais gratificante do trabalho” dada a vertente mais pedagógica. “Queremos ensinar e dar as ferramentas para que quando chegam ao WorldTour tenham conhecimento na área da nutrição. Gostamos de pensar que corredores que estão nos sub-23 e ascendem ao WorldTour têm sempre mais conhecimento do que corredores que contratamos a outras equipas.”  Esta reflexão levou-nos a uma conversa sobre a evolução do ciclismo. Em primeiro lugar, porque os ciclistas estão a ganhar corridas cada vez mais jovens? “Antes só duas ou três equipas é que tinham acesso a nutricionistas, psicólogos, etc. Está tudo tão desenvolvido que os ciclistas, agora, quer seja a nível nutricional, preparação física, recuperação, psicológico, têm um conjunto de ferramentas talvez cinco ou sete anos mais cedo do que há 10 anos.” Melhoria geral do rendimento Avanços que se refletem numa melhoria geral do rendimento. Gabriel Martins aponta três fatores que justificam o fenómeno: Hidratos de carbono: “Tinha-se a ideia de que quanto menos se consumisse, melhor, até por uma questão de conforto intestinal (...) A evolução vem, sobretudo, nos últimos 10 anos. A Sky começou a liderar essa revolução na nutrição com o James Morton. Sabemos agora as quantidades mínimas e as quantidades a que podemos desafiar o intestino a conseguir digerir e garantir aumentos de rendimento consideráveis." Recuperação: “A parte com mais impacto. Sabíamos a importância que tinha, mas o enfoque era influenciado pela onda do ginásio e culturismo, excessivamente focado na proteína. Tem havido um desvio dessa linha de pensamento para aquilo que é o mais cientificamente aceitável, que é o enfoque nos hidratos de carbono." Quantificação: "O ciclismo é um desporto centrado em dados e tem uma grande vantagem que são os potenciómetros, que permitem esse cálculo da energia impressa no pedal e que se traduz num gasto energético específico. É vantajoso a nível de monitorização de energia e equilíbrio do gasto energético dos ciclistas, que não é feito por estimativa, mas por um aparelho que nos dá indicações muito precisas.” Créditos: TopCycling As cetonas melhoram o rendimento? Tocámos em vários assuntos, desde a suplementação que foi desenvolvida em conjunto com a equipa e testada pelos atletas em vários cenários diferentes. Também abordamos com Gabriel Martins o protocolo de consumo de hidratos de carbono em competição, em que um mínimo de 90 g por hora (ou 120 g em situações críticas) é a regra. “Não penso que haja margem para menos (...) Considerar que pela potência ser inferior devemos passar a 60g/h... para já estamos a comprometer a recuperação (...) e termos que fazer um trabalho de recuperação de hidratos que é desnecessário se o conseguirmos fazer em cima da bicicleta. É importante manter essa quantidade que consideramos mínima.”  Tema controverso é o uso de cetonas, que parecem estar cada vez mais em voga no pelotão. As cetonas melhoram o rendimento? A perspetiva dentro da equipa é clara. “É considerado um suplemento como a creatina, nitratos, etc, (...) tem algum potencial para ajudar na recuperação depois de provas muito duras, essa é a parte mais estudada. Existem 'claims' de que pode aumentar o rendimento físico e cognitivo, mas a evidência é muito mais escassa. A parte da recuperação é a única em que há evidência mais sólida.” Créditos: Bram Berkien Penetrar na fibra da Visma | LAB A conversa com Gabriel Martins é longa, mas ajuda-nos a penetrar na fibra da Visma | LAB. Quisemos fechar dando a palavra ao nutricionista sobre o que sente ao trabalhar numa das maiores estruturas de ciclismo profissional. “O nível de conhecimento e profissionalismo de toda a gente é extraordinário (...) Tudo dentro de um equilíbrio muito bom, onde podemos rir e ser sérios nos momentos certos. Um ambiente muito bom de desenvolvimento pessoal, uma vontade de fazer melhor sem nos comparar com os demais. É parte do que faz a equipa única, não nos comparamos com ninguém, só com nós próprios. E um sentimento de pequenez muito grande, de que posso aprender tanto, mas um sentimento que dá vontade de fazer mais e melhor. É uma estrutura que nos trata tão bem que nos dá vontade de fazer sempre mais para ajudar a equipa. É um gosto e um orgulho enorme trabalhar com a Visma | LAB.” ### FOX anuncia nova tecnologia de suspensão Live Valve Neo A FOX acaba de anunciar a nova tecnologia de suspensão Live Valve Neo, que segundo a marca é o mais rápido e avançado sistema de suspensão sem fios criado para o BTT. A FOX informa também que esta nova tecnologia oferece um avanço significativo com o seu protocolo Neo inovador, permitindo uma velocidade de ligação sem fios sem precedentes. Equilíbrio e conforto O novo sistema FOX proporciona instantaneamente o equilíbrio perfeito entre apoio e conforto do ciclista, adaptando-se a cada momento no trilho graças ao seu tempo de reação. Quer seja a subir ou a descer, os ciclistas beneficiam de uma plataforma de suspensão com mais apoio, o que permite uma maior eficiência na bicicleta. Quando a tração e o curso são exigidos ao amortecedor, a suspensão adapta-se instantaneamente, proporcionando uma vantagem imediata que ajuda os ciclistas de todos os níveis de aptidão a pilotar mais rápido e com mais suavidade. Arquitetura e design sem fios Com uma arquitetura totalmente nova, um design completamente sem fios e uma instalação sem complicações, a FOX eliminou a complexidade em favor de um desempenho e de uma personalização que diz serem inigualáveis. A nova Live Valve Neo foi construída sobre as plataformas de amortecedores FLOAT X e DHX e foi experimentada e testada nos últimos três anos por atletas profissionais em provas da Taça do Mundo de Enduro e Downhill. Focado na velocidade O Live Valve Neo é focado na velocidade. O sistema lê as entradas do terreno até 400 vezes por segundo, detectando, transmitindo e ajustando o seu choque em apenas 1/70 de segundo. Esta reação instantânea a solavancos ou alterações capta todos os momentos possíveis de eficiência no trilho e aproveita todas as oportunidades de velocidade, mantendo a tração, o controlo e o conforto. O utilizador define a compressão e o ressalto uma vez e o sistema ajusta-se imediatamente entre apoio ou suavidade, consoante o terreno. Atua mesmo em velocidades de corrida Mesmo em velocidades de corrida, o sistema atua suficientemente rápido para que um solavanco encontrado pela forqueta possa acionar o amortecedor antes que a roda traseira encontre o mesmo solavanco. Isto cria uma experiência de condução que a FOX define como perfeita, em que a suspensão é apoiante quando precisas dela para subir, acelerar ou ultrapassar obstáculos e suave precisamente no momento em que o trilho assim o exige. Benefícios da Live Valve Neo A subir, a suspensão da Live Valve Neo mantém-se firme para uma eficiência máxima e a descer ajusta-se instantaneamente para tração e conforto, ficando novamente mais firme se de repente o utilizador encontrar uma secção suave do trilho. A capacidade desta nova tecnologia para ler instantaneamente o terreno e adaptar o amortecedor conforme necessário, garante um desempenho superior em vários cenários de condução: Curvas: à medida que o amortecedor se ajusta para absorver os solavancos a meio das curvas, o sistema firma-se quando é necessário apoio para a saída, permitindo-lhe manter a velocidade e o controlo; Saltos: apoio na descolagem, seguido de uma transição para o curso total da suspensão para aterragens suaves; Secções técnicas: Adaptação instantânea entre o apoio e a tração para poder passar por terrenos rochosos e cheios de raízes sem sacrificar o impulso. Três elementos-chave Três elementos-chave contribuem para a velocidade da Live Valve Neo, permitindo o controlo da suspensão sem fios: Os sensores transmitem apenas os dados essenciais quando necessário, evitando atrasos desnecessários na comunicação; O protocolo Neo transmite a informação ao Controlador em apenas um milissegundo; O solenoide de bloqueio magnético controla o circuito de compressão com uma grande velocidade e eficiência, criando uma mudança impercetivelmente rápida entre os modos de suspensão. Suporte e personalização com a APP A FOX Bike App suporta todos os aspectos da Live Valve Neo, oferecendo funcionalidades como tutoriais de configuração, actualizações de firmware e Live Valve Neo Tunes. A interface intuitiva da aplicação também monitoriza os níveis da bateria, assegura as ligações dos componentes e acompanha os intervalos de manutenção para um desempenho consistente. Atualização pós-venda para a maioria das bicicletas O Live Valve Neo está disponível como uma atualização pós-venda para a maioria das bicicletas de trail e all-mountain. Para a instalar, o utilizador tem de fixar o amortecedor, montar os sensores e sincronizar com a FOX Bike App. O sistema é compatível com uma vasta gama de bicicletas, tornando-o acessível a uma grande variedade de ciclistas. Preços e disponibilidade: Kit Live Valve Neo - 599€ PVP Sensores de impacto traseiro e de forquilha, bateria, carregador e cabo do carregador. Live Valve Neo Float X - 1410€ PVP Live Valve Neo DHX - 1340€ PVP Podes ver as características completas, aqui no site da FOX. ### Paul Seixas – Campeão mundial com raízes portuguesas Primeiro título mundial da França no contrarrelógio júnior chegou por Paul Seixas, em Zurique. Qual a relação do campeão da NewGen Decathlon Ag2r com Portugal? Portugal não se apresentou no contrarrelógio do Mundial de Zurique na categoria de juniores, mas foi com orgulho que pude comentar a vitória de Paul Seixas. A sorte do ciclista da NewGen Decathlon Ag2 – satélite da equipa do WorldTour – foi ter nascido em França. Se fosse português a probabilidade de nem competir era de 50-50%, aliás, tem sido recorrente Portugal deixar vagas por preencher em provas internacionais. No Mundial é o segundo ano consecutivo sem representante no crono. A estratégia da FPC para o ciclismo jovem é apostar forte perante a probabilidade de retorno imediato. Nos últimos 10 Mundiais, os juniores ficaram sem correr o contrarrelógio em 2015, 2017, 2019, 2023 e 2024. O melhor resultado neste período foi o 19.º de Gonçalo Tavares em Wollongong 2022, edição na qual António Morgado foi 20.º – faria ainda 2º na prova de fundo. José Miguel Moreira (Polti Kometa) e Daniel Moreira (Willebrord Wil Vooruit) – vencedor da Amstel Gold Race para juniores – só correm a prova de fundo. Foram privados de fazer um contrarrelógio único, na melhor corrida do ano e num percurso ideal para rolar a alta velocidade em segurança. Uma das maiores alegrias que se pode dar a um júnior é fazê-lo sentir-se parte do espetáculo. Correr com estradas totalmente fechadas ao trânsito é um privilégio, ter o carro atrás do corredor durante a prova também. Ler mais | Remco Evenepoel e Grace Brown dominam o crono em Zurique Créditos: Gus Sev Photographe/@gussevphoto Herdou o apelido Seixas do avô paterno Voltemos à prova que decorreu em Zurique e que teve 24,9 km de extensão num percurso totalmente plano e sem vento. Foi um exercício de pura potência, para os grandes motores que nem sempre se escondem debaixo de imponentes chassis. Os corpulentos belgas Jasper Schoofs e Matisse Van Kerckhove bem tentaram, mas o fininho Paul Seixas puxou dos galões e levou o maillot do arco-íris por seis e sete segundos de diferença. Tem 17 anos, 1,83 m/53 kg, nasceu em Lyon e herdou o apelido Seixas do avô paterno. Não fala português, mas carrega com orgulho esse legado que lhe chega através do pai Emanuel, antigo vice-campeão francês de karaté. Descobri estes pormenores ao ouvir uma entrevista de 2022 na Rádio Raízes, emissora online lusófona situada em Lyon. O ciclista acabava de ganhar o título nacional de ciclocrosse de cadetes e foi com o pai apresentar-se ao mundo. Visitou Portugal quando tinha cinco anos, tem como referência no nosso ciclismo Rui Costa pelo título de Florença 2013 e quer aprender a falar português. Dois anos depois desta conversa o simpático Paul Seixas coleciona triunfos em 2024: 1.º Mundial de contrarrelógio 1.º Liège-Bastogne-Liège 1.º Giro Lunigiana 1.º Tour du Pays de Vaud 1.º Nacional de contrarrelógio 1.º Clássica dos Alpes Créditos: Gus Sev Photographe/@gussevphoto Talento do futuro concentra-se na NewGen Decathlon Ag2r Em 2025 cumprem-se 40 anos desde a vitória de Bernard Hinault no Tour de France e o sonho de Paul Seixas é vestir a amarela. Muito do talento francês concentra-se na NewGen Decathlon Ag2r: destacam-se Aubin Sparfel (júnior de primeiro ano que foi campeão europeu de ciclocrosse em 2023) e Léo Bisiaux (sub-23 de primeiro ano que foi 4º na Volta a França do Futuro e campeão mundial de ciclocrosse em 2023). Seixas e Bisiaux sobem ao WorldTour em 2025 junto com mais três colegas: Oscar Chamberlain, australiano que foi campeão mundial de contrarrelógio em 2023, Noa Isidore, atual campeão de França sub-23, e Rasmus Sojberg Pedersen, campeão da Dinamarca sub-23. ### Campeonatos do Mundo | Rescaldo do Contrarrelógio O primeiro dia dos Campeonatos do mundo de ciclismo deu lugar às provas de elites de contrarrelógio, nas categorias masculina e feminina. Na prova masculina, foi Remco Evenepoel a sagrar-se campeão do mundo. João Almeida terminou na posição 24, Nelson Oliveira na posição 15. Na prova feminina, o ouro ficou para a australiana Grace Brown. Prova masculina Créditos: Dario Belingheri/Getty Images A prova masculina de contrarrelógio dos campeonatos do mundo correu-se num percurso de 46,1 km com início e fim em Zurique. Com todos os especialistas a alinhar à partida (à exceção de Wout van Aert, lesionado), as decisões ficaram para a parte final da prova. O grande duelo do dia foi entre Remco Evenepoel e Filippo Ganna: os dois foram os últimos a partir e marcaram a luta pela vitória nesta edição dos campeonatos do mundo. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1837877753280172349 Evenepoel foi o mais forte e venceu, pelo segundo ano consecutivo, o título de campeão mundial de contrarrelógio. Junta também este título ao de campeão olímpico da categoria. Registou 53:01. Em segundo fechou Filippo Ganna, a 0:06 de Evenepoel. Edoardo Affini, campeão da Europa, fechou o pódio a 0:54. Os portugueses Entre os portugueses, Nelson Oliveira conseguiu o melhor resultado, terminando 15.º classificado, enquanto João Almeida terminou na 24.ª posição. O anadiense fez o Mundial número 13 da carreira e empatou com Tony Martin como ciclista que mais presenças somou em Campeonatos do Mundo. “Fiz um contrarrelógio regular. Tentei gerir bem durante todo o percurso, mas os adversários foram mais rápidos. Provavelmente, não recuperei a cem por cento da Vuelta. Mas o que determinou o resultado em favor dos corredores mais possantes foi o percurso. A subida não fez tantas diferenças como esperava, mas acho que fiz um bom contrarrelógio, apesar do resultado”, Nelson Oliveira à FPC. Créditos: UVP-FPC Top 10 PosiçãoCiclistaSeleçãoTempoMédia1 EVENEPOEL RemcoBélgica53.01,9852.1562 GANNA FilippoItália0.06,4352.0513 AFFINI EdoardoItália0.54,4451.2794 TARLING JoshuaGrã Bretanha1.17,6350.9145 VINE JayAustrália1.24,1850.8126 ASGREEN KasperDinamarca1.30,1150.7207 FOSS TobiasNoruega1.44,5050.4988 KÜNG StefanSuiça1.48,3450.4399 CAMPENAERTS VictorBélgica1.55,1650.33510 MCNULTY BrandonEUA1.58,0350.291 Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Prova feminina A prova feminina de contrarrelógio correu-se num circuito de 29,9 km entre Gossau e Zurique. Tal como na prova masculina, praticamente todas as especialistas do contrarrelógio alinharam à partida. Ellen Van Dijk e Antonia Niedermaier foram duas das especialistas que se chegaram a sentar no hot seat, mas a decisão do título ficou para o fim da sessão. Uma luta renhida entre a neerlandesa Demi Vollering e a australiana Grace Brown decidiu a vitória: a campeã olímpica fez o melhor tempo - 39:16 contra os 39:32 da vice-campeã do Tour de France. O pódio ficou fechado com Chloe Dygert. Brown juntou o Mundial ao título olímpico, algo que nunca tinha sido feito no ciclismo feminino. A australiana retira-se no final desta época. Top 10 PosiçãoCiclistaSeleçãoTempoMédia1 BROWN GraceAustrália39.16,0445.6872 VOLLERING DemiPaíses Baixos0.16,7945.3643 DYGERT ChloéEUA0.56,4244.6184 NIEDERMAIER AntoniaAlemanha1.05,1044.4585 KOPECKY LotteBélgica1.39,4443.8376 SCHWEINBERGER ChristinaÁustria1.44,1443.7537 HENDERSON AnnaGrã Bretanha1.44,3943.7488 VAN DIJK EllenPaíses Baixos1.47,3843.6959 LABOUS JulietteFrança1.51,6843.61910 NEBEN AmberEUA2.20,3343.119 https://twitter.com/UCI_cycling/status/1837850468837359630 Sub-23 Juntamente com as elites, também se correu a prova de sub-23. Nesta categoria, foi Antonia Niedermaier revalidou o título. A alemã fechou também com o quarto melhor registo entre as elites: 40:21. Em segundo lugar ficou a suíça Jasmin Liechti (20.ª entre as elites) e em terceiro a belga Julie de Wilde (23.ª entre as elites). https://twitter.com/UCI_cycling/status/1837845612391284767 Créditos da foto de destaque: A.S.O. \ Pauline Ballet ### UCI e Santini lançam um concurso de design para a camisola arco-íris A UCI e a Santini Cycling anunciaram o lançamento de um concurso de design intitulado “Desenhar a camisola arco-íris do futuro do Campeão do Mundo UCI”. Este concurso, que está aberto a todos tem início a 20 de setembro e termina no domingo, 29 de setembro, às 23h59 CET. Créditos: A.S.O. Billy_Ceusters Propostas no Campeonato do Mundo de Estrada e Paraciclismo Os candidatos podem apresentar as suas propostas durante o Campeonato do Mundo de Estrada e Paraciclismo UCI de 2024 (que se realiza em Zurique, Suíça, de 21 a 29 de setembro). Os locais para apresentação da visão sobre a evolução da icónica camisola podem ser feitos tanto através das redes sociais como nos stands da Santini, instalados em vários locais no evento. Para participar, os criadores podem aceder ao modelo oficial online e apresentar as suas propostas dentro do prazo especificado. Créditos: A.S.O. Charly Lopez Obrigatório manter as cinco cores tradicionais A UCI informa que os participantes são encorajados a dar largas à sua criatividade, respeitando a tradição das riscas arco-íris que caracterizam a camisola. O único requisito do desenho é a obrigatoriedade de manter as cinco cores tradicionais atuais - azul, vermelho, preto, amarelo e verde - na sua sequência tradicional. Créditos: A.S.O. Charly Lopez Elisa Balsamo no júri O melhor desenho será escolhido por um júri composto pela Diretora-Geral da UCI, Amina Lanaya, pelo Diretor de Marca e Design da UCI, Fabio Zeppetella, pela CEO da Santini Cycling, Monica Santini, pela Diretora de Marketing da Santini, Paola Santini, e pela ciclista profissional Elisa Balsamo. O vencedor será notificado por correio eletrónico na quinta-feira, 10 de outubro, e a camisola vencedora, com o desenho vencedor, será produzida como peça única pela Santini. Créditos: A.S.O. Fabien_Boukla Para além disso será enviada ao vencedor juntamente com alguns produtos exclusivos da linha Santini x UCI a camisola com o design vencedor. Pode submeter a sua candidatura acedendo ao link oficial AQUI. ### Santa Cruz lança novo modelo da Hightower A Santa Cruz lançou a nova Hightower, “o modelo mais icónico” da marca.  A nova Hightower traz consigo mudanças significativas: nova configuração do sistema VPP; mudanças na geometria; aumento do curso das suspensões - tudo para “aumentar a capacidade nos trilhos”. Confere em baixo o vídeo de apresentação da nova Hightower: https://www.youtube.com/watch?v=CxEg-o8orn4&ab_channel=SantaCruzBicycles Ler mais | Teste | Santa Cruz Blur | Uma puro sangue de BTT A Santa Cruz procurou criar uma bicicleta o mais versátil possível: Um quadro específico para rodas de 29” e uma cinemática diferente jogam a favor, quando o que procuramos é a máxima versatilidade, ao priorizar a eficiência e a velocidade. A Hightower é uma bicicleta para uma ampla diversidade de ciclistas, que alcança a sua quarta versão para continuar a ser uma referência da categoria. Santa Cruz Ler mais | NOVA Santa Cruz Bronson – Versatilidade em vários terrenos Para quem é a Hightower? A Santa Cruz esteve “à procura da bicicleta lendária para tudo”. Isto significa que, segundo a marca, a versatilidade da bicicleta permite que seja utilizada por uma grande diversidade de ciclistas: Provavelmente irão competir na corrida anual de enduro da zona, farão uma viagem de vários dias, talvez experimentem um bike park, ou simplesmente vão sair para desfrutar com os amigos ao fim de semana. A bicicleta que valoriza a versatilidade: Bons travões, pneus, rodas e transmissão. Excelente suspensão (...) simplesmente procuram passar um bom bocado. Valorizam a boa capacidade de subir, estabilidade nas descidas, uma excelente geometria que inspira confiança, fiabilidade e boa reputação. Santa Cruz O que há de novo? A Santa Cruz avança que o modelo “foi sempre um dos maiores êxitos dos engenheiros da marca e a última versão aumenta a capacidade de Hightower.” Os novos componentes são: Carbono C e CC. Mais atitude: Direção aberta até 64 graus; Suspensão melhorada. Glovebox. Compatível com mola. VPP™ ainda melhor: Reconfiguração do layout para melhorar os pontos de rotação e suspensão; Anti-squat mais baixo resulta num tato mais suave e eficiente. Mais curso: Até 160mm/150mm.  Rodas de 29 polegadas. S a XXL: Cinco tamanhos de quadro específicos para 29”. https://www.youtube.com/watch?v=l-kP9Lw1IMo&ab_channel=SantaCruzBicycles Todos os quadros Santa Cruz e Juliana, rolamentos de suspensão e aros Reserve têm garantia vitalícia. Disponibilidade e preços Fique a conhecer em baixo os vários preços para a nova Hightower: Clique aqui para ficar a conhecer mais no site oficial da Santa Cruz. ### Querido Luxemburgo, por João Almeida e Rui Costa O campeão João Almeida, Rui Costa com o Benfica e o estreante Rúben Guerreiro. Memórias portuguesas da Volta ao Luxemburgo. João Almeida tinha 23 anos quando foi campeão e Rui Costa era neo-pro. À partida para mais uma edição da Volta ao Luxemburgo, o TopCycling propõe uma viagem ao passado. A primeira vez de Rui Costa no Grão-Ducado foi em 2008, ainda o poveiro corria pelo Benfica. Nesse ano José Azevedo foi 6.º pelas “águias” e o sprinter Javier Benítez alcançou um top 5 em Mondorf – cidade adotiva de Acácio da Silva. “Foi no meu primeiro ano de profissional e ficou sobretudo com boas recordações das experiências que vivemos. Lembro-me da multidão às partidas e às chegadas. Era o autocarro do Benfica e era um mar de portugueses a vibrar com uma grande equipa portuguesa. Até fomos visitar algumas Casas do Benfica e mais do que a corrida foi isso que me ficou na memória.” Rui Costa ao TopCycling. Essa edição foi também de boa memória para a Duja-Tavira que a colocou o búlgaro Daniel Petrov no 8.º lugar final. Ler mais | Rui Costa: “Vou ao Luxemburgo a 90 por cento” "Conheci o Acácio da Silva e o Andy Schleck" João Almeida estreou-se na prova em 2021, o último ano em que correu pela Quick-Step. Tinha 23 anos e dominou graças a um contrarrelógio demolidor em Dudelange. Parece coisa do destino, mas no clube de Dudelange deu as primeiras pedaladas Acácio da Silva, seguindo os irmãos Francisco e José. Depois viria a camisola amarela do Tour, a rosa do Giro, o prestígio internacional. “Foi há três anos, mas parece que foi há uma eternidade. Foi um dos meus momentos altos e sinceramente lembro-me de tudo o que aconteceu. Conheci o Acácio da Silva e o Andy Schleck. Recordo-me desses dias com grande felicidade, recordo-me do apoio que senti num país com tantos portugueses e até vejo essas fotografias de vez em quando. As sensações eram bastante más, a corrida foi todos os dias à chuva e só me senti bem no contrarrelógio. Sentia-me todos os dias mal e depois ganhava a etapa. Foram sensações mistas, mas as pernas estavam lá e reforça-me que mesmo tendo más sensações vale a pena lutar até ao fim e dar o meu melhor. Às vezes até me surpreendo comigo próprio.” João Almeida ao TopCycling. O Luxemburgo viria a cruzar-se com João Almeida no Giro de 2023. No pódio do Monte Bondone – onde o luxemburguês Charly Gaul foi o primeiro a ganhar em 1956 – o português conheceu Fabienne Gaul, filha do "Anjo das Montanhas". Ler mais | Giro – A vitória de João Almeida no Monte Bondone foto a foto Créditos: LaPresse O estreante Rúben Guerreiro Em 2024 há mais um português que vai conhecer a corrida luxemburguesa. O estreante Rúben Guerreiro teve que esperar até aos 30 anos para se juntar à lista de ilustres. O momento é importante: problemas nas costas estragaram o ano ao Cowboy de Pegões Velhos. Felizmente o corpo respondeu nas clássicas do Canadá: 15.º no GP do Québec e 33.º no GP de Montreal, onde uma hesitação na colocação impediu um melhor resultado. "Foi pena porque vinha com pernas para top 10, mas o mais importante é estar na frente. Depois de uma época complicada em que tive que parar dois meses – em abril e em maio nem toquei na bicicleta e em julho e em agosto, até à Volta à Alemanha, não encontrava o ritmo. Tentarei estar atento [no Luxemburgo], com muita ambição para fazer um bom final de temporada. Ainda tenho algumas clássicas em Itália e a Volta a Guangxi que é uma corrida WorldTour. Gostava de terminar bem este ano tão difícil, o mais difícil de todos." Rúben Guerreiro ao TopCycling. ### Rui Costa só vai ao Mundial se passar teste no Luxemburgo Rui Costa testa-se na Volta ao Luxemburgo após fraturar a costela na Vuelta. A análise do campeão mundial ao circuito de Zurique. Começa no dia 21, sábado, o Mundial de ciclismo de estrada e Rui Costa está convocado. No entanto, a presença ainda não está assegurada, como o ciclista confirmou ao TopCycling. O contacto com o selecionador nacional, José Poeira, tem sido permanente. A boa notícia é que o atleta passou de não estar nos planos para correr a Volta ao Luxemburgo, a viajar com a EF Education-EasyPost até ao Grão-Ducado. A situação é simples: só se os cinco dias de Volta ao Luxemburgo forem positivos é que Rui Costa alinhará na prova de fundo do Mundial. "Tenho vindo a falar com o José Poeira. Há uma semana nem tinha garantia de vir ao Luxemburgo. Decidimos depois se vou estar no Mundial porque não sou um atleta que saia para a corrida só para alinhar. Só vou se puder ajudar a seleção e fazer um bom resultado. É um Mundial duro, fui reconhecer o percurso e sei o quanto é difícil. Ainda mais este ano que estará o Tadej na forma em que está e tendo a seleção que tem vai querer endurecer a prova. Tens que ter uma condição boa, vamos ver como estou após os cinco dias no Luxemburgo e depois decidimos." Rui Costa ao TopCycling. Créditos: Unipublic Cxcling Beatriz Martinez Circuito final promete dificuldades Zurique, a maior cidade da Suíça, organiza os Mundiais pela quarta vez, depois da organização da evento em 1923, 1929 e 1946.  Os elites masculinos percorrem 274 km e 4470 m de desnível positivo acumulado. O circuito final apresenta três subidas – com extensão variável entre 1-2 km – e cada volta ronda os 400 m de desnível. Rui Costa reconheceu o percurso antes da Volta à Suíça e desvenda os pormenores. "Fui ver o percurso com o Richard Carapaz e com o Alberto Bettiol . Só não vi os primeiros 70 km. É estranho porque a seguir à meta há uma subida muito dura, que se torna mais difícil à medida que avançam os metros. A descida é rápida e tem curvas traiçoeiras. Há uma ponte que cruza um rio e aí apanhamos logo uma subida curta e dura. Quem for do top 20 para trás já vai ter que ir quase a sprintar subida acima. Continuas a descer até ao Lago Zurique e essa parte dá para recuperar, mas há sempre zonas de falso plano e isso transmite a sensação de que não há zonas de descanso no circuito. Estás sempre a carregar nos crenques, parece que nunca alivias. É curva à direita, sobes, curva à esquerda... não há uma descida em reta, feita em estrada larga, que permite recuperar." Rui Costa ao TopCycling. https://www.youtube.com/watch?v=zpluqMuNhtU "Cada ano que passa o João está mais motivado" Da zona florestal de Schmalzgruebstrasse ao terreno ondulante junto ao lago. Rui Costa pedalou nas ruas de Zurique e já sabe que o segredo está nas sete voltas ao circuito. Cada volta tem 26,8 km e a primeira dificuldade na volta é a Zürichbergstrasse, colina com 800 m de extensão e 8,6 % de pendente média (15,9 % de pendente máxima). Seguem-se 1,5 km planos, depois um falso plano que leva a Witikonerstrasse (1 km de extensão a 8 %). Fazem 10 km com falsos planos e algumas rampas. A notar ainda a Schmalzgruebstrasse (300 m a 8 %) à entrada dos 10 km finais. Tadej Pogacar, recente vencedor do GP de Montreal, é o favorito da imprensa estrangeira. Portugal não tem Pogi, mas confia no regresso de João Almeida após Covid-19 e Rui Costa tece rasgados elogios ao antigo colega na UAE Emirates. "Num patamar à parte estão Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard. Os outros são muito equivalentes: Primoz Roglic, Remco Evenepoel e João Almeida. Cada ano que passa o João está mais motivado, vai acreditando que é possível e a Vuelta foi uma grande oportunidade para o João. Em condições normais o podia fazer frente ao Roglic, foi pena, mas nem sempre as coisas correm como queremos. Eu também pensava que ia fazer uma grande Vuelta…" ### Cervélo apresentou a nova bicicleta de estrada Soloist A Cervélo apresentou a nova versão da sua bicicleta de estrada Cervélo Soloist que no início dos anos 2000 foi a arma de eleição dos principais ciclistas das equipas CSC e Cervélo Test Team no World Tour. A nova Soloist apresenta uma nova cor edição limitada designada de Tropic Sunset e está disponível num pack que é composto pelo quadro Soloist e Rodas Reserve 42|49 TA. Cervélo Soloist A Cervélo Soloist foi, segundo a marca, desenhada não só para profissionais mas também para ciclistas amadores já que combina o seu peso leve com desempenho aerodinâmico. A Soloist é um pouco mais leve do que a S5, mas significativamente mais aerodinâmica do que a R5. Especificações do Quadro Especificações das Rodas Preço e disponibilidade A nova Soloist tem um P.V.P. de 4.290€ e podes saber mais detalhes e disponibilidade, consultando o site da marca em Portugal aqui. ### Wout van Aert assina contrato vitalício  A Team Visma | Lease a Bike anunciou que assinou um contrato vitalício com Wout van Aert. Van Aert deverá assim correr pela equipa neerlandesa até ao fim da carreira. O anúncio foi feito através do site oficial, e das redes sociais oficiais da equipa. Ler mais | Rui Costa: “Vou ao Luxemburgo a 90 por cento” https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1836337243926953996 Van Aert e a Team Visma | Lease a Bike O anúncio da Team Visma | Lease a Bike veio terminar definitivamente os rumores de uma possível transferência para outra equipa.  O ciclista belga deixou algumas palavras acerca do novo contrato aos canais oficiais da Team Visma | Lease a Bike: Não tive de pensar muito quando a ideia surgiu. Em primeiro lugar, porque nesta equipa trabalhamos com as melhores pessoas e com o melhor equipamento (...) Devo muito do meu sucesso a isso. Mas para além disso, sinto-me em casa aqui, o que é muito importante para mim. Esta equipa é única, combinamos bem nos últimos 5 anos e quero que se mantenha assim. Por isso decidi ficar cá para sempre.  Wout van Aert aos canais oficiais da Team Visma | Lease a Bike Richard Plugge, chefe da equipa neerlandesa, também comentou a renovação de van Aert: O Wout é um ciclista fantástico, com um grande palmares. É um todo-terreno (...) mas para além disso, tornou-se importante para a cultura da equipa. É um líder e um jogador de equipa. Faz os colegas melhores, apenas com o seu conhecimento e carisma. Estamos muito contentes com ele, e contentes por ser mútuo. Richard Plugge aos canais oficiais da Team Visma | Lease a Bike Wout van Aert ganhou, sempre com a Team Visma | Lease a Bike, nove etapas e a camisola verde no Tour de France, uma Milano-Sanremo ou uma Strade Bianche, entre muitas outras vitórias.  Em 2024, venceu três etapas na Vuelta a Espanha, uma etapa na Volta ao Algarve, e a Kuurne-Brussel-Kuurne. Créditos: Bram Berkien Contratos longos Nos últimos anos, tem-se assistido cada vez mais a contratos de longa duração, nomeadamente com os jovens talentos. Confira, em baixo, a lista dos contratos mais longos das equipas World Tour: Contrato vitalício: Wout van Aert – Team Visma | Lease a Bike  Contrato até 2029: Isaac der Toro – UAE Team Emirates Contrato até 2028: Jasper Philipsen - Alpecin – Deceuninck  Mathieu Van der Poel - Alpecin – Deceuninck  Biniam Girmay - Intermarché - Wanty   Jonas Vingegaard – Team Visma | Lease a Bike  Juan Ayuso – UAE Team Emirates  Jan Christen – UAE Team Emirates  Derek Gee – Israel – Premier Tech  Stephen Williams - Israel - Premier Tech   Kasper Borremans - Bahrain - Victorious  Albert Withen Philipsen – Lidl – Trek  Wil Holmes - Team Jayco AlUla  Jonas Abrahamsen - Uno-X Mobility  Créditos da foto de destaque: Unipublic Sprint Cycling Agency ### Rui Costa: “Vou ao Luxemburgo a 90 por cento” Após cair na Vuelta, Rui Costa regressa no Luxemburgo. Entrevista ao TopCycling com detalhes da recuperação e novidades acerca do calendário até final do ano. Desde o Luxemburgo e quase a cumprir 38 anos – celebra a 5 de outubro – Rui Costa atende o TopCycling para contar os pormenores do ano mais difícil da carreira. Quedas graves e recuperações dolorosas. Testes à resiliência mental e o objetivo de fechar 2024 com bons resultados. Um instante muda a vida de um ciclista. Na Volta ao Algarve foi a tirar algo do bolso do maillot e na Vuelta a Espanha saltando por cima de um colega. Omoplata e clavícula na primeira queda, costela e rotura muscular na segunda. O TopCycling quis saber como está Rui Costa, que regressa à competição na Volta ao Luxemburgo (18 a 22 deste mês). “A recuperação foi difícil nos primeiros 15 dias. Estive três semanas sem me conseguir por de pé nos crenques. Na semana passada comecei-me a sentir melhor, fiz trabalho específico importante e ainda não tenho a condição de topo porque me custa respirar fundo. Vou a 90 por cento, mas não queria baixar os braços nesta altura da temporada. Sabia que podia fazer as clássicas italianas de outubro e foi esse o meu foco: terminar a temporada onde tem que terminar. Não queria terminar na Vuelta.” Rui Costa ao TopCycling. Ler mais | António Morgado – 189 dias de puro ciclismo Manter o foco para treinar Operações e recuperações. Este é o lado que não se vê da carreira dos desportistas de alta competição. É preciso encontrar pontos positivos, objetivos que permitam manter o foco para treinar, sobretudo nos treinos acima das cinco ou seis horas. “Quando regressei à estrada o desconforto era grande. A partir da segunda semana fui notando melhoras, depois houve dias de estagnação que geram dúvidas. Três dias mais tarde fiz umas acelerações para ver até onde podia ir e na primeira levei o corpo quase ao extremo ao ponto de ter tido que parar, pôr-me de pé e respirar. A partir do momento em que as sensações foram melhores já deu para fazer trabalho de fundo e séries. Isto tudo em 15 dias.” Créditos: Unipublic Cxcling Beatriz Martinez Ler mais | Ciclistas portugueses ganham espaço no WorldTour "Era mais fácil atirar a toalha ao chão" Nada do que fez para trás se perdeu, isto é, o trabalho de base no Tour, nos Jogos Olímpicos e na Vuelta. A paragem forçada deu pelo menos para assimilar o que estava feito. Quando o corpo está treinado as recuperações são mais rápidas e o que define um grande atleta é a capacidade de encurtar os tempos. Rui Costa é um grande atleta, fez do corpo um templo e tem suficiente experiência para manter o rumo certo mesmo quando o mar se agita. “Não estou super, mas o Luxemburgo serve para ver como estou. Nestes processos não há um médico sempre presente, tens que ser tu a medir as dores e as sensações. Era mais fácil atirar a toalha ao chão, voltar nas corridas italianas e esfregar as mãos por terminar a temporada. Quem me conhece sabe que não sou assim, quero sempre mais. Após a queda no Algarve fiquei com o braço imobilizado e perdi 80 por cento da capacidade muscular; recuperei-a rapidamente e a equipa viu esse empenho.” Recuperar o tempo perdido A reta final da época servirá para tentar recuperar o tempo perdido. Se o corpo corresponder o campeão mundial de Florença vai a Zurique com a seleção nacional. Segue-se o último monumento do calendário, a Volta à Lombardia (12 de outubro), à qual chegará via Giro dell'Emilia, Coppa Bernocchi e Tre Valli Varesine. Itália nunca falhou a Rui Costa, uma paixão que começou em sub-23 ganhando o Giro delle Regioni em 2007 e sendo 5º no Mundial de Varese, em 2008. Em elites a relação ficou séria: título mundial em Florença, em 2013, e pódio na Lombardia na seguinte temporada. ### Specialized apresenta as novas Stumpjumper 15 Alloy A Specialized apresentou as suas novas bicicletas de montanha Stumpjumper 15 Alloy, naquela que é a 15ª versão da Stumpjumper de suspensão total. Com uma Capacidade Inovadora, Máximo Controlo e Personalização Incomparável, a Stumpjumper 15 Alloy segue os modelos de carbono Stumpjumper 15 recentemente lançados. Stumpjumper 15 Alloy A nova Stumpjumper 15 Alloy oferece os mesmos avanços em termos de sensação de pedalada, cinemática e desempenho nos trilhos, construída em torno do resistente alumínio M5 Premium da Specialized. A marca americana informa que concebeu cada componente individual do seu quadro de alumínio M5 Premium – dianteiro, traseiro e a ligação entre eles – como uma unidade que atinge os objetivos de rigidez estabelecidos. Tecnologia GENIE A Stumpjumper 15 Alloy vem também munida da tecnologia GENIE, a nova tecnologia de mola pneumática da Specialized. Segundo a maraca, esta tecnologia permite obter a máxima aderência e tração de uma sensação de mola helicoidal, melhor prevenção de esgotar o curso do que uma mola pneumática padrão e a capacidade de ajustar o curso médio e final de forma independente. Personalização A Stumpjumper 15 Alloy é, segundo a Specialized, a bicicleta de trail mais personalizável de sempre com ajustes perfeitamente integrados. Seis configurações de geometria distintas permitem melhorar o seu desempenho para qualquer estilo e qualquer terreno e o ângulo de direção é ajustável em três configurações entre 63 e 65 graus, através de um copo excêntrico superior da caixa de direção.  Permite também ajustar a altura do eixo pedaleiro para cima ou para baixo em 7 mm, trocando os chips de ligação Horst, baixo para uma condução mais estável ou alto para obter folga. O utilizador pode também escolher o tamanho da sua roda com os elos de amortecedor de substituição. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços da nova Specialized Stumpjumper 15 Alloy, clicando aqui. ### Das lágrimas à glória - A vitória da Sabgal-Anicolor na Volta a Portugal em fotografia A Volta a Portugal 2024 foi seguramente uma das melhores das ultimas décadas, com um final inesperado, competitividade dia após dia e algum drama pelo meio. No caminho até à vitória, a jornada da equipa Sabgal - Anicolor na Volta a Portugal foi marcada por momentos de grande emoção e superação. Apesar de um início difícil, com a desistência do principal candidato Maurício Moreira, a Sabgal - Anicolor reinventou-se e ajustou a estratégia. O ciclista russo Artem Nych, competindo sem bandeira, destacou-se, transformando as que pairavam sobre o desempenho de uma das equipas favoritas, em força interior e confiança que os levou à vitória. O fotógrafo Igor Martins capturou os bastidores desta epopeia, revelando o trabalho duro, a união e os momentos íntimos que levaram à conquista da camisola amarela. Uma história contada mais por imagens, que por palavras. Após a dura etapa, com o termómetro a marcar sempre acima de 35 graus, Rafael Reis, que chega em 2º, conforta Frederico Figueiredo e Artem Nych pelo esforço durante a etapa. Minutos antes da chegada dos seus colegas, Maurício Moreira desfruta do seu pequeno-almoço. O calor intenso e as subidas íngremes são um teste aos limites dos ciclistas, como foi exemplo Maurício Moreira. Maurício Moreira cabisbaixo e exausto após a chegada a Miranda do Corvo, num dia de muito esforço, dificultado ainda mais pelo vento constante.  Maurício Moreira recebe tratamento muscular de Paulo Silva, massagista, enquanto conversa sobre a etapa com Luís Mendonça e Rúben Pereira.  Carlos Pinto, mecânico da Sabgal - Anicolor, prepara as peças suplentes dentro do camião, num trabalho diário, após cada etapa.  O trepador lisboeta, Frederico Figueiredo, tenta liderar a corrida, de forma a resguardar Artem Nych para os últimos quilómetros de etapa.  Celebração efusiva de Frederico Figueiredo com Artem Nych, equipa ganhava um novo fôlego e esperança para a corrida. Iluminado pelos últimos raios de sol, Fernando Vilela, mecânico, afina de forma personalizada a bicicleta de um corredor da sua equipa. Quase todos os dias, o staff de uma equipa de ciclismo trabalha de "sol a sol". Aproveitando o tempo para usar o sistema de compressão nas pernas, Frederico Figueiredo e André de Carvalho relaxam e percorrem as notícias do dia, provavelmente em Topcycling.pt  Emoldurados por um trator passam Artem Nych, Julius Johansen e Frederico Figueiredo, junto com o restante pelotão. Momento repetido em todos os dias de prova, de relaxamento e recuperação para os corredores, mas de intensidade e suor para os massagistas, neste caso Ruben Couto. Enquanto lhe é aparado o cabelo, Artem Nych aproveita para descontrair e desligar.  Momento antes do início da etapa, momento de concentração de Luis Mendonça, durante o aquecimento.  Em dia de calor abrasador, que caracterizou toda a corrida, Rafael Reis refresca-se com água gelada, recebida do carro de apoio.  André de Carvalho e Frederico Figueiredo preparam-se para o treino matinal, no dia de descanso da prova.  No carro de apoio segue José Augusto, atrás de Artem Nych e restantes ciclistas que seguem no circuito de treino. Arroz, esparguete, ovos mexidos, pão, cereais, entre outros alimentos, fazem parte do pequeno-almoço reforçado dos corredores para enfrentar as etapas duras da prova.  Proximidade e êxtase do público caracterizam a subida ao Santuário de Nossa Senhora da Graça, no Monte Farinha. Momento apoteótico na passagem pelo mar de gente que se juntou no centro de Mondim de Basto.  A emoção e lágrimas apoderam-se de Rafael Reis, quando é abraçado por Artem Nych, após uma reviravolta na prova, numa jornada épica, onde o russo conquista a camisola amarela, em Mondim de Bastos. Membro do staff confirma a temperatura da água do banho de gelo onde Artem Nych faz a recuperação muscular.  Discurso motivador de Rúben Pereira, director desportivo da equipa, enquanto Artem Nych faz o aquecimento para o contra-relógio decisivo da Volta a Portugal. Artem Nych compenetrado, durante o aquecimento para o início de etapa. Artem Nych no contra-relógio, envergando a camisola amarela na última etapa da corrida, onde viria a obter o melhor tempo, garantindo a vitória de mais uma etapa e da Volta a Portugal em bicicleta.  Artem Nych desfruta da bebida de celebração, enquanto os outros corredores se molham com champanhe, comemorando as suas conquistas individuais.  Com o troféu da Volta a Portugal na mão, Artem Nych festeja com a restante equipa, enquanto se dirigem para junto dos fãs. Com a bandeira portuguesa, foi assim que Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda, homenageou e acolheu Artem Nych. Com um mergulho na piscina, no Grande Hotel do Luso, terminou a noite de celebração de Artem Nych e restante equipa.  Créditos das imagens: Igor Martins, fotojornalista residente no Porto, colabora com publicações conceituadas. ### Europeu de Ciclismo | Corrida de estrada – Elites masculinos O último dia do Europeu de ciclismo contou com a corrida de estrada dos elites masculinos. A corrida teve lugar num percurso de 222,9 km entre Heusden-Zolder e Hasselt. O percurso pouco acidentado dava a ideia de um provável final ao sprint. Tal acabou por acontecer, com a vitória a sorrir ao belga Tim Merlier. Ivo Oliveira andou escapado no início da corrida. O melhor português foi Rui Oliveira: terminou na posição 36, inserido no pelotão principal. Iuri Leitão não chegou a partir para a corrida por motivos de doença. Ler mais | Europeu de Ciclismo | Corrida de estrada – Elites femininas Créditos: UEC Resumo da corrida masculina O percurso do Europeu de ciclismo era pouco acidentado, o que abria as portas a um provável sprint final. Foram várias as tentativas de destabilizar o pelotão, com ataques de grandes nomes como Van der Poel ou Pedersen. Tanto Ivo como Rui Oliveira também tentaram atacar a corrida. As equipas mais fortes foram controlando sempre as tentativas, sem deixar os fugitivos ganhar muito tempo. A aproximação à meta foi feita em pelotão compacto e a vitória ia ser decidida ao sprint. No sprint, o belga Tim Merlier foi o mais forte. Terminou à frente do neerlandês Olav Kooij e do estónio Madis Mihkels. https://twitter.com/Limburg2024/status/1835339687180865619 Rui Oliveira entrou bem colocado para o sprint final, mas um problema mecânico no lançamento do sprint não permitiu que o português discutisse a vitória - terminou na posição 36. Ivo Oliveira terminou a prova com algum atraso em relação ao pelotão principal. Ler mais | José Azevedo e o Europeu: “Também percebemos de ciclismo” Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Juniores Para além da corrida dos elites masculinos, o último dia do Europeu de ciclismo deu também lugar à corrida de estrada feminina no escalão de juniores. Prova feminina A corrida feminina, que aconteceu num percurso de 72,9 km, terminou num sprint, após o pelotão chegar compacto à reta da meta. No sprint pela vitória, a neerlandesa Puck Landenbarg foi a mais forte e sagrou-se campeã da europa. Terminou à frente da alemã Messane Brautigam e da checa Stepánka Dubcová. Os Países Baixos fizeram assim o pleno de vitórias na categoria feminina neste Europeu de ciclismo, com ouro na corrida de estrada de elites, sub-23 e juniores. Raquel Dias terminou na posição 34, a 0:29 da vencedora. Maria Marques fechou na posição 57. Daniela Simão não chegou a concluir a corrida. Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Créditos da foto de destaque: UEC ### Europeu de Ciclismo | Corrida de estrada - Elites femininas O penúltimo dia do Europeu de ciclismo deu lugar à corrida de estrada das elites femininas. A prova correu-se num percurso de 162 km entre Heusden-Zolder e Hasselt. O fim esperava-se ao sprint. Lorena Wiebes foi a grande vencedora deste Europeu de ciclismo no pelotão feminino, sagrando-se campeã da europa pela segunda vez na carreira. Destaque também para o top 15 de Daniela Campos na corrida de estrada do escalão sub-23. Ler mais | Europeu de Ciclismo | Rescaldo do Contrarrelógio Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 Resumo da corrida feminina A prova de estrada do pelotão feminino foi muito controlada desde início, com a fuga a ter grande dificuldade para sair do pelotão. As tentativas foram tímidas num pelotão que foi sendo controlado pelas seleções mais fortes - nomeadamente a Itália e os Países Baixos. Na aproximação aos últimos quilómetros, parecia claro que a vitória seria discutida ao sprint. Os Países Baixos controlaram o pelotão, mas no lançamento do sprint foi a Itália a colocar melhor o seu lead-out. Apesar de Lorena Wiebes seguir já sem compatriotas nesta altura, foi a primeira a lançar o sprint e nenhuma outra ciclista conseguiu sair da sua roda. Bateu Elisa Balsamo (Itália), que chegou em segundo, e Daria Pikulik (Polónia), que fechou o pódio. Lorena Wiebes volta a vencer o Europeu de ciclismo, depois de o ter feito em 2022, e ter sido segunda em 2023. Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 Sub-23 Para além da prova de fundo das elites femininas, correram-se também as corridas de estrada dos escalões sub-23 (masculino e feminino), e juniores (masculino). Prova masculina A corrida masculina foi decidida num sprint a dois entre o neerlandês Huub Artz e o alemão Niklas Behrens. O ciclista dos países baixos foi o mais forte e conquistou o campeonato da europa. A fechar o pódio ficou o francês Léandre Lozouet. Portugal esteve representado por três atletas na prova, e dois chegaram inseridos no pelotão principal: o melhor classificado foi Gonçalo Tavares, que terminou na posição 37. Noah Campos fechou na posição 47 e João Silva não concluiu a corrida. Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 Créditos: FPC Prova feminina A corrida feminina foi decidida num sprint, com o pelotão a chegar compacto aos últimos quilómetros. A vencedora foi a neerlandesa Sofie van Rooijen. Em segundo lugar, outra atleta dos Países Baixos: Scarlett Souren. A fechar o pódio ficou a italiana Eleonora Camilla Gasparrini. Daniela Campos, única portuguesa em prova, conseguiu alcançar um valioso top 15, registo que também tinha conseguido em 2023. Termina a participação no Europeu de ciclismo com o lugar 17 no contrarrelógio, e o lugar 15 na corrida de estrada. Ler mais | História de Portugal no Europeu de ciclismo Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Juniores Prova masculina A prova dos juniores masculinos decidiu-se num sprint a três. O norueguês Felix Orn-Kristoff foi o mais forte e sagrou-se campeão da europa. Em segundo lugar ficou Hector Álvarez, e em terceiro o francês Paul Seixas. Em relação à seleção portuguesa, Daniel Moreira foi a melhor prestação, fechando na posição 58. Gonçalo Rodrigues terminou no lugar 69, e Guilherme Mestre no lugar 91. José Moreira e João António terminaram, respetivamente, nas posições 104 e 105. Adrian Pacho não terminou a prova. Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 Créditos: FPC Créditos da foto de destaque: Luca Bettini/SprintCyclingAgency©2024 ### A edição especial da Tarmac SL8 de Roglič Como habitualmente, Specialized festejou a histórica vitória de Primož Roglič na Vuelta a Espanha com uma edição única da Tarmac SL8. Esta edição, única no mundo, foi pintada e montada nas vésperas da vitória de Roglič, e simboliza a excelência alcançada na prova de três semanas vencida pelo esloveno pela quarta vez. Créditos: Chris Auld Créditos: Chris Auld Especificações da S-Works Tarmac SL8 de Primoz Roglic Quadro - S-Works Tarmac SL8 FACT 12r Carbon, Rider First Engineered™, Win Tunnel Engineered, Clean Routing, Threaded BB, 12x142mm thru-axle, flat-mount disc; Garfo– S-Works FACT 12r Carbon, 12x100mm thru-axle, flat-mount disc; Epigão de selim - S-Works Tarmac SL8 Carbon seat post, FACT Carbon; Cockpit - Roval Rapide Cockpit, Integrated Bar/Stem Rodas – Dianteira: Rapide CLX II Team, Hooked, 700c, Disc Brake, Tubeless, 51mm-Depth, 21mm Internal Width, DT Swiss Aerolite II spokes, Ceramic Bearings; Traseira: Rapide CLX II Team, Hooked, 700c, Disc Brake, Tubeless, 60mm-Depth, 21mm Internal Width, DT Swiss Aerolite II spokes, Ceramic Bearings Pneus - Specialized Turbo Cotton Selim - Specialized S-Works Phenom Transmissão - SRAM RED AXS, hydraulic disc Créditos: Chris Auld Podes ver a disponibilidade e preço da edição Red Bull Bora Hansgrohe, no site da marca AQUI. ### Campeonato Nacional de Gravel - Ansião Gravel Race Challenge Realiza-se, no próximo dia 29 de setembro, a primeira edição do Campeonato Nacional de Gravel - Ansião Gravel Race Challenge.  A prova irá decorrer em Ansião. Será organizada pelos Ansibikers, associação de ciclismo de Ansião. Ler Mais | Gravel Challenge Albufeira 2024 | Participantes duplicam ano após ano Características da Prova A prova será aberta a todos os atletas federados e com licença desportiva de competição, bem como a atletas não federados.  Vai ter lugar nas estradas rurais do concelho de Ansião, com o início e o fim do percurso a ter lugar na vila de Ansião. Contará com duas distâncias distintas: 90 km e 140 km.  O evento contará com uma classificação separada por categoria (distância), e faixa etária: Na prova do percurso de 140 km, correm os atletas masculinos entre os 19 e os 49 anos. Na prova do percurso de 90 km, correm os atletas masculinos entre os 50 e os +70 anos, e as atletas femininas entre os 19 e os +70 anos. O Ansião Gravel Race Challenge será disputado em conformidade com os regulamentos da UCI e UVP-FPC. Cartaz oficial do Campeonato Nacional de Gravel Programa O programa da primeira edição do Campeonato Nacional de Gravel abre no dia 28 de setembro, mas as corridas vão ter todas lugar no dia 29 de setembro: Sábado, dia 28 de SETEMBRO  14:00 – Abertura do secretariado  18:00 – Encerramento do secretariado e confirmação das inscrições  Domingo, dia 29 de SETEMBRO  07:00 – Abertura do secretariado  08:15 – Encerramento do secretariado e confirmação das inscrições  08:30 – Abertura do Controlo Zero  09:00 – Partida  12:30 – Chegada prevista do 1º atleta do percurso 90Km  14:30 – Chegada prevista - 1º do percurso 140Km  13:30 – Cerimónia Protocolar Campeonato Nacional GRAVEL tem lugar no  máximo 30 minutos depois da chegada do 3º classificado de cada  categoria.  18:00 – Encerramento do Campeonato Nacional GRAVEL Caso pretenda participar na prova, todas as inscrições deverão ser efetuadas no site da FPC até ao dia 25 de setembro, através do seguinte link: https://www.fpciclismo.pt/inscricoes-prova-nacional Através do link também pode obter mais informações sobre o evento.  ### Entrámos na super estrutura da Visma - Lease a Bike durante a Vuelta a Espanha O Topcycling passou um dia com a Visma - Lease a Bike durante a Vuelta a Espanha 2024.   Bruno Antunes, redator do Topcycling, juntou-se à equipa durante a etapa 19 da Vuelta e conta como foi como foi estar dentro de uma das melhores e mais avançadas estruturas de ciclismo profissional do mundo. O plano de atividades Cheguei a Bilbao no dia antes da etapa e fui recebido pela equipa de hospitalidade da Visma | Lease a Bike. O plano de atividades incluía estadia de duas noites em Bilbao e acompanhamento da etapa 19. A equipa tem quatro elementos – dois ex-ciclistas (Eddy Bouwmans e Theo Eltink) e dois membros mais recentes da equipa (Vicky e Lars) – responsáveis pela receção aos convidados.  No coração da corrida O nome da experiência proporcionada pela Visma | Lease a Bike é “At the heart of the race” (“No coração da corrida”). O nome é indicado tendo em conta o que vivemos durante a etapa. No dia da etapa levaram-nos em duas carrinhas para um contacto mais próximo com os ciclistas. Segui numa das carrinhas com os restantes convidados, enquanto na outra ia o novo número dois da Visma | Lease a Bike, Jacco Verhaeren.  O dia começou cedo. Instalados em Bilbao, fizemos a viagem para o hotel da Visma | Lease a Bike, perto de Logroño, de onde partiu a etapa 19 da Vuelta.  Tivemos acesso à área restrita: dois camiões altamente equipados - um com a cozinha onde trabalham dois chefs responsáveis por confecionar toda a comida que os ciclistas comem durante três semanas; outro para os mecânicos, onde está todo o material relacionado com as bicicletas dos atletas. Trabalho é das 7:00 às 23:00 A juntar a isto, um camião da Jumbo (rede de supermercados neerlandesa), que apesar de já não fazer parte do nome da equipa continua a ser um dos patrocinadores. Nesse camião está toda a comida que os ciclistas consomem durante a Vuelta – a equipa recebe um camião destes a cada dia de descanso diretamente dos Países Baixos. Um pequeno destaque para a fantástica logística da Team Visma | Lease a Bike. Nenhum alimento é comprado em Espanha (no caso da Vuelta) - tudo chega dos Países Baixos. Uma reflexão interessante sobre tudo o que está por trás de bons desempenhos ao mais alto nível competitivo e a prova de que nas estruturas desportivas vencedoras nada é deixado ao acaso. Bruno Antunes - Topcycling Karin Lambrechtse, uma das chefs da equipa, explicou-me que o trabalho é das 7:00 às 23:00, mas quem corre por gosto não cansa. Falámos do contacto com os atletas e sobre tempos não muito distantes em que usavam as cozinhas dos hotéis. Até nos quartos dos hotéis se cozinhou. Impensável hoje em dia. Portugueses pelo mundo Entre um staff variado e profissional encontrei Gabriel Martins, que trabalha na Team Visma - Lease a Bike na área da nutrição. É um de muitos portugueses pelo mundo do ciclismo. Além da área da nutrição, o Gabriel também é responsável pela relação "um para um" com os ciclistas da equipa. Explicou-me que o objetivo é que os ciclistas sintam que a nutrição é menos uma coisa com que têm de se preocupar, tentando ao mesmo tempo que os ciclistas se sintam em controlo da sua própria alimentação. A Cervélo S5 Com algum tempo, tivemos oportunidade de circular ao pé dos autocarros da equipa, conversar com o staff, ver os ciclistas a passar a poucos centímetros dos fãs. Cervélo S5 de Attila Valer Pudemos ainda ver de perto as bicicletas da equipa, como a Cervélo S5 personalizada do campeão húngaro Attila Valer (dorsal 6) ou a S5 do "gigante" italiano Edoardo Affini (dorsal 2). Cervélo S5 de Edoardo Affini De acordo com o tipo de etapa e estilo do ciclista, a equipa utiliza as Cervélo S5, modelo "aero" para etapas mais planas ou pouco onduladas, e as Cervélo R5 modelo mais leve para os escaladores e etapas de montanha. A Cervélo R5 de Cervélo S5 de Attila Valer Depois da apresentação das equipas, a carrinha da Team Visma levou-nos à localização do quilómetro zero, onde passamos antes dos ciclistas. Bruno Antunes (Topcycling), com o Staff da Visma Lease a Bike. Pudemos depois ver os ciclistas passar no quilómetro sete e no quilómetro oito. Voltámos a parar no quilómetro 43, antes de seguirmos para o início da primeira contagem de montanha do dia.  Nesta altura, um dos pontos altos do dia: sabíamos já que Eddy tinha de se posicionar para distribuir biddons aos corredores. O que não sabíamos era que nos ia pedir ajuda: Equipado com o amarelo da Visma | Lease a Bike, e posicionado a cerca de 100 metros do início da subida, com a mão esticada e alguns nervos no corpo, lá dei um bidão a um ciclista. Bruno Antunes - Topcycling Após este momento (que é para contar aos netos, diga-se), seguimos para o início da última subida do dia, o Alto de Moncalvillo, onde Roglic iria triunfar alguns minutos depois. Depois dos heróis das bicicletas passarem por nós, juntamo-nos à comitiva da Visma | Lease a Bike, perto do autocarro da equipa, onde vimos o final da etapa.   Com a conclusão da etapa, chegou o fim da experiência e o retorno a Bilbao. Mais do que no coração da corrida, senti-me no coração do ciclismo.  Bruno Antunes - Topcycling Aproveitar o ciclismo Tudo relacionado com a experiência foi, honestamente, ótimo. A Visma | Lease a Bike preparou e tratou de tudo para que apenas pudesse aproveitar o ciclismo. O hotel, o restaurante, o staff – fatores que adicionaram muito ao dia que vivemos.  Uma palavra de apreço para a equipa que nos acompanhou. Dois ex-ciclistas, acompanhados de dois elementos da equipa, comprometidos em que os seus convidados tivessem a melhor experiência possível, honestos e abertos a qualquer pergunta ou conversa, foram um fator de destaque nos dois dias que passamos com a equipa.  ### António Morgado - 189 dias de puro ciclismo Primeiro abandono da carreira de António Morgado aconteceu no Giro da Toscana, prova tradicional do ciclismo italiano. António Morgado cumpriu esta quarta-feira o 50° dia de competição da época de ciclismo. Para trás ficaram outras três temporadas sempre a somar provas e vitórias. Foram 189 dias a competir, desde juniores até profissionais. Quatro anos onde o corredor de Salir do Porto nunca colocou o pé no chão e disse “já chega”. Pela primeira vez abandonou uma corrida. Aconteceu no Giro da Toscana, em Itália. Terminaram 72 ciclistas e abandonaram 87. António Morgado só é notícia porque resistiu tanto tempo ao famoso “DNF” (do inglês did not finish, isto é, não terminou). António Morgado recebeu o TopCycling em fevereiro, na Figueira da Foz.Créditos: TopCycling Sequência brutal para um rapaz de 20 anos Não terminou o corredor da UAE Emirates, mas acabou a sequência brutal para um rapaz de 20 anos que já fez tanto no ciclismo. Vitórias UCI, medalhas em Campeonatos do Mundo e exibições épicas. Também dias menos bons como no Giro sub-23 ou na Volta a França do Futuro. Altos e baixos próprios de uma carreira desportiva, mas com uma certeza: foram 189 dias de puro ciclismo, como aquele golpe de génio na Volta à Flandres. Um fenómeno à escala global, como escrevemos na primavera. Confiram os dados estatísticos da carreira de António Morgado. 2021: 35 dias no primeiro de júnior/17 vitórias 2022: 60 dias no segundo ano de júnior/27 vitórias 2023: 44 dias de competição no primeiro ano de sub-23/3 vitórias 2024: 50 dias de competição no primeiro ano de profissional/3 vitórias Vídeo | António Morgado em entrevista ao TopCycling ### Europeu de Ciclismo | Rescaldo do Contrarrelógio O primeiro dia do Europeu de Ciclismo de Limburgo deu lugar ás provas de contrarrelógio. Todas as provas foram corridas num percurso de 31,3 km entre Heusden-Zolder e Hasselt (com exceção da prova das juniores femininas, que teve 13,3 km). Dos representantes portugueses, Ivo Oliveira foi o melhor classificado - terminou na posição 15 na prova de elites masculinos. Daniela Campos terminou a sua participação na posição 17, na prova sub-23. Na prova dos juniores masculinos, Gonçalo Rodrigues fechou na posição 50, e José Miguel Moreira na posição 54. Raquel Dias terminou na posição 34 na prova das juniores femininas. Ler mais | José Azevedo e o Europeu: “Também percebemos de ciclismo” Créditos: FPC Elites Prova masculina O italiano Edoardo Affini é o novo campeão europeu de ciclismo no contrarrelógio, com 35:15 à chegada. O suíço Stefan Kung fechou a prova na segunda posição, a 0:09. Mattia Cattaneo, outro italiano, ficou com o bronze, chegando a 0:19 do seu compatriota. Ivo Oliveira representou as cores nacionais e terminou na posição 15 - melhorou a posição 18 que tinha conseguido no Europeu de ciclismo de 2023. Créditos: Ivan Benedetto/Sprint Cycling Agency Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Prova feminina A belga Lotte Kopecky alcançou o ouro no Europeu de ciclismo, com o registo de 39:00. Em segundo lugar, a neerlandesa Ellen Van Dijk, a 0:43 da vencedora. O bronze ficou entregue à austríaca Christina Schweinberger, a 1:02 do melhor registo. A seleção portuguesa não teve nenhuma representante na prova de elites femininas de contrarrelógio. Ler mais | Europeu de ciclismo – Razia aos elites do pelotão nacional Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Sub-23 Prova masculina Na prova masculina da categoria sub-23 do Europeu de ciclismo, o grande vencedor foi o belga Alec Segaert. Registou 35:06 à chegada. Em segundo lugar ficou o sueco Jakob Soderqvist, e em terceiro o neerlandês Wessel Mouris. Terminaram a 0:30 e 0:34 do vencedor, respetivamente. A seleção nacional não teve qualquer representante na prova. Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Prova feminina Na prova feminina da categoria sub-23 do Europeu de ciclismo, o ouro ficou entregue à finlandesa Anniina Ahtosalo, que terminou com a marca de 40:54. Em segundo lugar ficou a alemã Antonia Niedermaier, e em terceiro Marie Schreiber, do luxemburgo. Chegaram a 0:29 e 0:31 da nova campeã da europa. Portugal esteve representado por Daniela Campos, que terminou na posição 17. Créditos: FPC Juniores Prova masculina Nos escalão júnior, o ouro do Europeu de ciclismo ficou para Michel Mouris. O neerlandês terminou a prova com o registo de 37:08. O belga Jasper Schoofs terminou em segundo lugar e o alemão Paul Fietzke em terceiro, a 0:07 e 0:23 do vencedor. Os representantes das cores nacionais, Gonçalo Rodrigues e José Miguel Moreira terminaram, respetivamente, no 50º e 54º lugares. Raquel Dias esteve em ação em Limburgo.Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Prova feminina Na prova das juniores do Europeu de ciclismo, o ouro ficou para a espanhola Paula Ostiz - registou 17:52 à chegada. A neerlandesa Fee Knaven ficou com a prata no Europeu, e a eslovaca Viktória Chladonová com o bronze, a 0:01 e 0:10 da vencedora, respetivamente. Raquel Dias, representante portuguesa, terminou a prova na posição 34. A algarvia representa a Tavira/Extremosul/SCFarense e este ano destacou-se sendo a melhor portuguesa na Volta a Portugal Feminina de sub-19 fechando na 5ª posição. Ler mais | História de Portugal no Europeu de ciclismo Créditos da foto de destaque: FPC ### José Azevedo e o Europeu: “Também percebemos de ciclismo” José Azevedo, diretor da Efapel, triste por ver a seleção esquecer os atletas do pelotão nacional para o Europeu de ciclismo. Continuam as reações à convocatória de Portugal para o Europeu de ciclismo e José Azevedo une-se a diretores como Rúben Pereira e Joaquim Andrade na tristeza face à ausência de atletas do pelotão nacional de elites. O antigo tricampeão nacional de contrarrelógio correu seis temporadas no ProTour, nove no pelotão português e representou a seleção em quatro Campeonatos do Mundo entre 1996 e 2002. Hoje é responsável pelo projeto Efapel, que inclui equipa profissional e Academia, onde se formam ciclistas do presente e do futuro, rapazes e raparigas. Nem alguém com a experiência de José Azevedo é capaz de explicar aos atletas que há um Europeu a decorrer no qual a Federação Portuguesa de Ciclismo abdicou de metade das vagas disponíveis. “Como responsável por uma equipa fico triste. Não discuto critérios, nem opções, mas fico triste quando vejo que Portugal tem seis vagas e não as preenche quando existem corredores com qualidade para estar nesta corrida. Custa-me ver que os corredores das equipas portuguesas não fazem parte das escolhas, basta vestir o maillot de uma equipa estrangeira e são convocados.” José Azevedo ao TopCycling. Ler mais | Europeu de ciclismo – Datas e horários das transmissões Joaquim Silva foi 7º no GP JN que finalizou a 1 de setembro. Preconceito face às equipas nacionais? O TopCycling analisou os 23 convocados nos últimos seis Europeus: só cinco dos selecionados por José Poeira corriam em equipas portuguesas, o que representa 21 por cento das convocatórias. Preconceito face às equipas nacionais? “Quero acreditar que não… No ciclismo atual é complicado ter ritmo só treinando, mas fizemos o GP Jornal de Notícias com oito dias bem disputados, médias elevadas e corredores portugueses na disputa da corrida. Muitos dos protagonistas do JN enquadram-se nas características do percurso do Europeu. Pedro Silva, Tiago Antunes, Tiago Leal, Joaquim Silva; é preciso corredores com capacidade e força para trabalhar para os sprinters. Se levas o Iúri e os Oliveira que podem sprintar tens que os proteger. Para estes corredores é descrédito que passam e para as equipas é triste porque trabalhamos de forma profissional e não somos recompensados por esse trabalho.” Ler mais | Europeu de ciclismo – Razia aos elites do pelotão nacional Tripla da Efapel nos Nacionais de crono com Simão Silva e Daniela Simão (juniores), e Gonçalo Costa (cadetes).Créditos: FPC "Sabemos preparar os atletas para um objetivo específico" Não é fácil entender o que leva Portugal a ser a única nação entre as 16 primeiras do ranking a abdicar da quota de atletas . Isto é o mesmo que dizer que a seleção nacional vai correr em Limburgo, na Bélgica, fragilizada face às rivais diretas. E para os céticos quanto à maneira de trabalhar do pelotão português, José Azevedo tem uma mensagem. “Se estás convocado para um Campeonato da Europa e te informam que contam contigo, aumentas a carga e depois das etapas do JN ainda fazes duas horas atrás do carro até ao hotel. O próprio atleta trabalha com outra motivação. Aqui também percebemos de ciclismo, também sabemos preparar os atletas para um objetivo específico.” ### Europeu de ciclismo - Datas e horários das transmissões Inicia-se mais uma edição do Europeu de ciclismo de estrada, desta vez organizado na província belga de Limburgo, região da Flandres. Portugal convocou 16 representantes. Depois de uns Jogos Olímpicos de sonho, os atletas nacionais vão até à Bélgica em busca de mais medalhas nas provas de estrada e de contrarrelógio. Ler mais | Europeu de ciclismo – Razia aos elites do pelotão nacional Créditos: FPC Destaque para os campeões olímpicos A seleção nacional vai apresentar-se com um total de 16 atletas com destaque para os campeões olímpicos de pista em Madison Iúri Leitão e Rui Oliveira. Completa o trio de elites masculinos Ivo Oliveira. O selecionador José Poeira convocou ainda os sub-23 Gonçalo Tavares, João Silva e Noah Campos. Em juniores masculinos o bloco de seis está na máxima força com Adrian Pancho, Daniel Moreira, Guilherme Mestre, Gonçalo Rodrigues, João António e José Miguel Moreira. Ler mais | José Azevedo e o Europeu: “Aqui também percebemos de ciclismo” Oliveira e Leitão em ação no velódromo de St. Quentin-en-Yvelines, nos Jogos Olímpicos.Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Seleção feminina com sub-23 e juniores Na categoria feminina Portugal vai estar representado por quatro corredoras, com destaque para a olímpica Daniela Campos, que corre na categoria sub-23. As juniores Daniela Simão, Maria Constança Marques e Raquel Dias são as ciclistas convocadas pelo selecionador José Luís Algarra, que optou por não ter representantes na prova de elites. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Horários e transmissões Os Campeonatos da Europa de ciclismo de estrada acontecem de 11 a 15 de setembro. As provas de elites têm transmissão no Eurosport e na Max, as restantes categorias podem ser seguidas no site oficial do evento. 11 de Setembro – 13:50 – Contrarrelógio feminino  11 de Setembro – 15:30 – Contrarrelógio masculino  12 de Setembro – 13:10 – Contrarrelógio de equipas mistas  14 de Setembro – 12:20 – Fundo feminino  15 de Setembro – 11:20 – Fundo masculino  ### Europeu de ciclismo - Razia aos elites do pelotão nacional Rúben Pereira (Sabgal-Anicolor) e Joaquim Andrade (ABTF Betão-Feirense) não entendem esquecimento dos elites nacionais do Europeu de ciclismo. Em ano de Jogos Olímpicos, com o Mundial entre 22 e 29 de setembro e os corredores do WorldTour requisitados pelas equipas o normal seria abrir a porta do Europeu de ciclismo ao pelotão nacional. Portugal convocou três de seis elites masculinos possíveis e a seleção feminina abdicou de representante. Preencher a vaga feminina é um desafio, já que estamos na retaguarda europeia, mas nos homens a seleção foi a única entre as 16 primeiras do ranking a abdicar das quotas disponíveis. Porquê? Não estão os atletas do pelotão nacional de elites capacitados para correr em Limburgo, na Bélgica? A desilusão entre os ciclistas é tremenda e os diretores não compreendem o esquecimento. O TopCycling ouviu Rúben Pereira, diretor vencedor da Volta a Portugal com a Sabgal-Anicolor. “Temos muita matéria-prima em Portugal para estar no Europeu. O GP Jornal de Notícias acabou há uma semana e foi bem disputado. Corredores como o Tiago Antunes, Rafael Reis, Pedro Silva tinham tudo para estar no Europeu. Os Europeus favorecem a seleção nacional com o Iúri Leitão e os gémeos Oliveira, se levassem um bloco mais bem composto ficaria uma seleção muito competitiva. Com três ficam limitadas as opções de trabalho; Espanha leva quase só corredores de segunda linha ao Europeu.” Rúben Pereira ao TopCycling. Ler mais | História de Portugal no Europeu de ciclismo Rafael Reis foi medalhado no Europeu de juniores.Créditos: Matias Novo Fotografias/Podium Events Um erro gigante O argumento da falta de calendário das equipas após a Volta a Portugal cai este ano por terra. A 11 de agosto cinco equipas portuguesas correram o Circuito de Getxo, seguiram-se oito dias de GP Jornal de Notícias (de 25 de agosto a 1 de setembro) e a Sabgal-Anicolor ainda fez a Volta à Grã-Bretanha de 3 a 8 de setembro. Se Rúben Pereira tem 32 anos, Joaquim Andrade tem 55 e além de diretor já foi ciclista. O responsável pela ABTF Betão-Feirense considera um erro gigante Portugal não preencher todas as vagas para o Europeu. “Nos meus tempos de corredor era comum não participarmos em Campeonatos do Mundo, por opção da própria Federação. Normalmente só corríamos quando a prova era por perto para minimizar custos. Pensei que esses tempos estavam ultrapassados. Voltamos a não aproveitar mais uma oportunidade de ajudar os nossos jovens corredores a crescer e de premiar as equipas pelo esforço que fazem ao longo de cada ano e puderem ver um seu corredor nos grandes eventos.” Joaquim Andrade ao TopCycling. Ler mais | José Azevedo e o Europeu: “Também percebemos de ciclismo” Créditos: Podium Events “Temos corredores que se adequam às características desta prova” Joaquim Andrade correu o Mundial júnior em 1986 (Marrocos), o Mundial de elites em 1997 (Espanha), em 1998 (Países Baixos) e em 2000 (França). Todos em países próximos do ponto de vista geográfico. É legitimo perguntar se vale a pena apostar num Europeu cujo percurso recorda o das clássicas da primavera na Bélgicas, com pavê, estradas estreitas e subidas curtas. “Concordo que o percurso é muito específico, mas é mais uma oportunidade que se perde. Nos elites e no pelotão nacional temos corredores que se adequam às características desta prova e que poderiam colmatar as ausências que são compreensíveis de alguns dos corredores portugueses do World Tour. Na minha equipa dou o exemplo do Pedro Silva, na melhor forma de sempre da sua curta carreira, e do Fábio Costa. Relembro também André Carvalho, Luís Gomes, Francisco Campos e Rafael Reis, este pelo menos a preencher a segunda vaga do contrarrelógio.” Joaquim Andrade ao TopCycling. Recorde-se que Portugal também não cobre as seis vagas disponíveis em sub-23 masculinos, sub-23 femininas e juniores femininas. Um erro grave na opinião do diretor da ABTF Betão-Feirense que entende que preencher a totalidade das vagas é perder a oportunidade de incentivar jovens ciclistas. ### Teste | Santa Cruz Blur | Uma puro sangue de BTT A Santa Cruz Bicycles foi fundada em 1994, em Santa Cruz na Califórnia, ao longo da sua história esteve exclusivamente ligada ao BTT, mais concretamente ao "Gravity" (Downhill, Free ride e Enduro), passando a ter modelos de cross-country (XC) como esta Santa Cruz Blur há alguns uns anos atrás e mais recentemente, também de Gravel. A Santa Cruz Blur é uma bicicleta de cross-country (XC) na qual se nota o ADN da marca (bom desempenho em descida), além da qualidade de construção, este modelo orientado para o XC combina leveza, rigidez e eficiência no funcionamento do conjunto. Vídeo do teste https://youtu.be/qZgqZlx7h-U?si=1RYNX53Uz9kbK3zN Contrariando a teoria Quando comparamos a tabela de geometria da Santa Cruz Blur TR com outros modelos de XC mais recentes, olhando para alguns números como por exemplo a abertura do ângulo do tubo de direção, diríamos que esta bicicleta será mais limitada que alguns desses modelos nos trilhos, mas quando descemos nela isso não se confirma, esta bicicleta oferece-nos tanta ou mais confiança do que outras mais recentes, com geometria mais relaxada e "moderna". Hoje em dia é quase comum ver uma abertura no tubo de direção, de 66,5º em bicicletas de XC (algo que há uns anos só encontrávamos em bicicletas de Trail/ All Mountain), a Blur tem "só" 67,1º. O ângulo de tubo de direção moderadamente relaxado (quando comparado com outras) não faz notar qualquer desvantagem no terreno, pois a bicicleta convida-nos a largar o travão em trilhos técnicos. O teste Comecei por testar esta bicicleta em Maratona XC (XCM), no Race Nature Serra da Estrela, um evento composto por um prólogo e três etapas em linha, por uma das zonas mais montanhosas do país, mas foi nos trilhos de Sintra mais me surpreendeu. É nos trilhos e descidas mais exigentes que as qualidades da Blur se destacam, a robustez e rigidez do conjunto quadro, suspensão, amortecedor e rodas oferecem uma confiança fora do comum, mesmo sem ter uma geometria tão atrevida como alguns modelos mais recentes de XC. A Santa Cruz Blur foi otimizada para desempenho em cross-country, em provas técnicas e rápidas. A bicicleta é ágil na curvas e possui uma excelente transferência de potência, graças ao quadro rígido e eficiente. Design e Construção A Blur apresenta uma construção simples mas bastante eficiente, como escrevi anteriormente, surpreende muito quando estamos nos trilhos. Não decepciona quem procura nesta marca algo distinto e com qualidade. O modelo testado, apetrechado com equipamento topo de gama, permite acelerações rápidas, é eficiente nas subidas (na posição intermédia do amortecedor) e a descer vai surpreender muita gente que tenha o tal "kit de unhas". A suspensão traseira assenta num VPP (Virtual Pivot Point) que proporciona um bom equilíbrio entre rigidez e conforto, garantindo a tração e controle exigidos por quem procura desempenho no XC, mesmo nos terrenos mais desafiantes. Suspensão e amortecedor Equipada com uma suspensão Fox 32 Step-Cast de 100 mm na dianteira e um amortecedor traseiro Fox Float Performance DPS, a Blur oferece o desempenho suave e consistente característicos da marca FOX. Componentes e Especificações Esta Santa Cruz Blur vem equipada com componentes de alta qualidade, como um grupo SRAM Eagle X0 AXS de 12 velocidades, as rodas de carbono Reserve XC28 com válvulas Reserve Fillmore, os travões SRAM Level, assim como suspensão e amortecedor FOX topo de gama (descritos acima), formam um conjunto ao qual não se pode apontar quase nenhum ponto menos bom. Versão TR vs. versão XC Apesar de ser uma bicicleta de XC, a Blur tem duas versões, a 4TR (bicicleta do teste) e a 4XC. A versão testada (4TR) é uma abordagem mais descontraída do XC, para aqueles que não pretendem competir ou andar rápido em percursos de XC, que pressupõem subida e descida. Digamos que a sigla "TR" será "Trail", uma bicicleta feita para passar bem o dia na montanha, com a qual se sobe bem (sem o peso extra de uma Trail), e que também proporciona diversão a descer. Se for num regosto "sem pressas" entre subidas e descidas é fantástica, no entanto, se for num registo mais competitivo, com transições rápidas entre subidas e descidas, falta-lhe o bloqueio remoto de suspensão e amortecedor. Algo que a versão 4XC tem. A Blur 4XC é a pura máquina de competição para XC, a versão utilizada pelos atletas profissionais de fábrica da Santa Cruz na Taça do Mundo de XCO. A Blur 4XC é a bicicleta ideal para quem quer fazer XCO, XCM e para quem quer andar rápido, treinar pela montanha, sem grandes paragens para apreciar a paisagem. Vem equipada com um setup de suspensão e amortecedor diferentes, com o bloqueio destes no guiador que permite mudar rapidamente as suas posições de aberto, intermédio e fechado, de acordo com o terreno. Conclusão A Santa Cruz Blur é uma bicicleta de XC construída para quem procura performance e versatilidade. Combina leveza, rigidez e uma geometria eficiente, o desempenho do conjunto quadro / suspensão / amortecedor / rodas tornam a Blur numa das bicicletas com melhor desempenho que testei, surpreende muito pela positiva. Para o que quer "rapar" tempo em maratonas e corridas de XC é aconselhável a versão 4XC, para o quer uma bicicleta para sair de casa a pedalar, fazer uns quilómetros até à montanha mais próxima e passar uns bons momentos pelos trilhos, é aconselhável a 4TR. Pontos de venda Santa Cruz em Portugal Podes ver as lojas que vendem Santa Cruz em Portugal AQUI. ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 21 | King Kung na consagração de Roglic A última etapa da Vuelta a Espanha 2024 correu-se num circuito de 24,6 km em Madrid - um contrarrelógio individual para marcar as últimas diferenças da Vuelta. O vencedor da etapa foi Stefan Kung (Groupama - FDJ), com o registo de 26:28. Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) confirmou a vitória na Vuelta a Espanha. Nelson Oliveira, único português ainda em prova, entrou com o quarto melhor tempo, mas acabou por terminar a etapa na posição 19. Ler mais | História de Portugal no Europeu de ciclismo Primeiros tempos de referência Edoardo Affini (Team Visma | Lease a Bike) e Victor Campanaerts (Lotto Dstny) marcaram as duas primeiras marcas de referência para os favoritos à vitória. Mauro Schmid (Team Jayco AlUla) melhorou o tempo de Campanaerts e esteve no hot seat algum tempo, mas foi batido à chegada por Filippo Baroncini (UAE Team Emirates). O italiano esteve no primeiro lugar provisório até Stefan Kung (Groupama - FDJ) assinar um registo incrível e assaltar o primeiro lugar. https://twitter.com/lavuelta/status/1832822056741654940 O suíço não voltou a sair do lugar mais alto da classificação, e acabou por vencer a etapa 21 da Vuelta a Espanha. Foi a primeira vitória da Kung em Grandes Voltas. Luta pela classificação geral À partida para o contrarrelógio, havia ainda algumas dúvidas em relação a algumas posições no top 10 da classificação geral. Apesar de alguns ciclistas terem os seus lugares em risco neste contrarrelógio, no fim da etapa houve apenas uma alteração no top 10: Mattias Skjelmose (Lidl - Trek) ultrapassou David Gaudu (Groupama - FDJ) e conseguiu subir ao top 5 da classificação geral da Vuelta a Espanha. Créditos: Unipublic/Sprint Cycling Agency Classificações finais da Vuelta a Espanha Terminado o contrarrelógio que marcou a última etapa da Vuelta, ficaram definidas todas as classificações da corrida: Classificação geral: Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) Classificação dos pontos: Kaden Groves (Alpecin - Deceuninck) Classificação da montanha: Jay Vine (UAE Team Emirates) Classificação da juventude: Mattias Skjelmose (Lidl - Trek) Classificação das equipas: UAE Team Emirates Classificação da combatividade: Marc Soler (UAE Team Emirates) Créditos: Unipublic/Sprint Cycling Agency Para além das classificações, destaque também para três ciclistas que concluíram a sua última grande volta: Robert Gesink (Team Visma | Lease a Bike) e Thomas de Gendt (Lotto Dstny) juntaram-se a Rigoberto Úran (EF Education - EasyPost) - que já tinha abandonado a corrida - e correram a sua última etapa em grandes voltas. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=v0xSGx2D4vM&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da etapa Posição Ciclista Equipa Tempo 1 KUNG StefanGroupama - FDJ 26:28 2 ROGLIČ PrimožRed Bull – BORA – hansgrohe  0:30 3 CATTANEO MattiaSoudal Quick-Step  0:41 4 BARONCINI FilippoUAE Team Emirates0:435 SCHMID MauroTeam Jayco AlUla 0:46 6 VACEK Mathias Lidl - Trek 0:527 CAMPENAERTS VictorLotto Dstny0:54 8 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek 1:01 9 SWEENY Harry EF Education - EasyPost1:02 10 ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team1:03 Top 10 da classificação geral Posição Ciclista Equipa Tempo 1  ROGLIČ Primož Red Bull – BORA – hansgrohe 81:49:18 2  O’CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team 2:363  MAS Enric Movistar Team 3:13 4  CARAPAZ Richard EF Education – EasyPost 4:02 5  SKJELMOSE Mattias Lidl – Trek 5:49 6  GAUDU David Groupama - FDJ6:32 7  LIPOWITZ Florian Red Bull – BORA – hansgrohe 7:05 8  LANDA Mikel Soudal Quick-Step 8:48 9  SIVAKOV Pavel UAE Team Emirates 10:04 10  RODRÍGUEZ Carlos INEOS Grenadiers 11:19  Créditos da foto de destaque: A.S.O./Billy Ceusters ### História de Portugal no Europeu de ciclismo Pavê e percurso de clássicas não esmorecem a ambição de Portugal no Europeu de ciclismo. Retrospetiva das participações nacionais no evento. Portugal aborda o Europeu de ciclismo, criado em 1995 para a categoria de sub-23 e aberto a juniores em 2005. A categoria de elites só participa desde 2016. Portugal organizou a edição de 1999, em Lisboa, e conquistou quatro medalhas ao longo de 29 anos de campeonatos. 2010: Nélson Oliveira 2.º na prova de fundo e 3.º no contrarrelógio sub-23 2010: Rafael Reis 3.º no contrarrelógio júnior 1996: Cândido Barbosa 1.º na prova de fundo sub-23 Desde que correm elites os melhores resultados aconteceram logo na primeira oportunidade. Em 2016, Rui Costa foi 6.º na prova de fundo e Nélson Oliveira 4.º no contrarrelógio. As últimas sete edições saldaram-se com um top 10 em 14 corridas: Nélson Oliveira foi 6.º no contrarrelógio em Glasgow 2023. Nélson Oliveira em ação.Créditos: FPC Portugal vai para discutir as provas Na Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) a política para a categoria de elites é de ir aos grandes eventos com ambição. Portugal vai para discutir as provas. É uma postura respeitável marcada pela direção liderada por Delmino Pereira. O TopCycling questionou a FPC acerca da presença no Europeu e a assessoria de imprensa da instituição respondeu com uma nota. “O objetivo das seleções nacionais de Portugal nas categorias principais em grandes competições está, há muito, definido: não se participa para participar nem para ganhar experiência, participa-se com equipas e corredores que, em condições normais, têm capacidade para obter resultados de relevo. O mesmo já não acontece nas camadas jovens. Aí, pretende-se dar oportunidade de aquisição de experiência a um número mais alargado de ciclistas, de entre aqueles que, pelo seu patamar de desenvolvimento desportivo pessoal, estejam num nível que lhes permita ter uma experiência positiva neste nível competitivo." Assessoria de imprensa da Federação Portuguesa de Ciclismo. Nenhum elite do pelotão nacional foi convocado para o Europeu.Créditos: Podium Events É realista Portugal aspirar a medalhas em elites? Há muita ambição, mas é realista neste ciclismo moderno Portugal aspirar a medalhas no Europeu, em elites, quando nos oito anteriores não conseguiu? Tendo em 2024 apenas sete atletas no WorldTour e um em ProTeams? Estando fora do top 15 do ranking? Uma coisa é certa: o pelotão nacional nem é tido nem achado. O GP Jornal de Notícias correu-se no início de setembro e a Sabgal-Anicolor disputou a Volta à Grã-Bretanha, logo, ritmo competitivo os atletas das Continentais têm. Portugal dispôs de 31 vagas para Limburgo e selecionou 16 atletas. Não se faz representar em elites femininas nem no contrarrelógio dos sub-23. Nas provas cronometradas só ocupa cinco vagas de 14 disponíveis. Porquê ocupar só metade dos lugares disponíveis? Porquê abdicar de ter seis corredores em elites masculinos? Porquê deixar de fora os campeões nacionais juniores masculinos Rafael Durães e Simão Silva? O TopCycling dirigiu esta e outras questões aos selecionadores nacionais. A nota da FPC não esclarece nada. "As escolhas dos selecionadores nacionais, dos portugueses como das outras nações participantes na competição, têm em conta vários condicionalismos: o tipo de percurso das provas, as opções técnicas de cada selecionador, a disponibilidade dos corredores (por lesão, doença, sobrecarga de provas, etc.), o acordo das equipas dos ciclistas, o orçamento disponível. Assessoria de imprensa da Federação Portuguesa de Ciclismo. Bloco desapoiado limita a ambição Não deve ser barato levar representantes em todas as categorias. Não deve ser fácil elaborar uma convocatória onde os interesses das federações por vezes esbarram nos das equipas. Por outro lado, um bloco desapoiado limita a ambição que a própria FPC declara ter, situação que não ajuda à missão de Iúri Leitão (Caja Rural), Ivo Oliveira e Rui Oliveira (UAE Emirates). Atletas como Pedro Silva, Fábio Costa, André Carvalho, Luís Gomes, Francisco Campos, Tiago Antunes, Rafael Reis, Pedro Silva tiveram épocas que os deveriam aproximar da seleção. Portugal fecha as portas aos elites da cena doméstica no Europeu, num ano em que um corredor saltará do pelotão Continental nacional para o WorldTour, Afonso Eulálio. Ler mais | João Almeida ou Iúri Leitão: quem é o ciclista do ano? Daniela Campos, à direita, fez pódio na Volta a Portugal e tem duas vitórias UCI.Créditos: FPC Europeu para roladores e classicómanos Este ano o Europeu corre-se em Limburgo, província mais oriental da Flandres, na Bélgica. O percurso da prova masculina de elites tem 222,9 km com 1273 m de desnível; favorece roladores e classicómanos. O melhor classicómano português em 2024 foi António Morgado, 5.º na Volta à Flandres e 2.º no Le Samyn, ausente no Europeu. A corrida masculina tem oito curtas e inclinadas subidas e oito setores de pavê. A seleção masculina leva três atletas – Iúri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA), Ivo Oliveira e Rui Oliveira (UAE Emirates), promovendo o reencontro dos campeões olímpicos do Madison – e a feminina não leva nenhuma. Confiram os resultados dos melhores portugueses por edição dos campeonatos: 2023: Nélson Oliveira 18.º na prova de fundo e 6.º no contrarrelógio 2022: Rui Oliveira 16.º na prova de fundo; sem representante no contrarrelógio 2021: João Almeida 14º na prova de fundo e 10.º no contrarrelógio 2020: Rui Oliveira 14º na prova de fundo e Rui Costa 11.º no contrarrelógio 2019: Rui Oliveira 16.º na prova de fundo; sem representante no contrarrelógio 2018: José Gonçalves 43.º na prova de fundo e Tiago Machado 18.º no contrarrelógio 2017: Tiago Machado 35.º na prova de fundo e 11.º no contrarrelógio 2016: Rui Costa 6.º na prova de fundo e Nélson Oliveira 4.º no contrarrelógio ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 20 | Dunbar surpreende, Roglic confirma  A etapa 20 da Vuelta a Espanha ligou Villarcayo a Picón Blanco (172 km). A etapa rainha da Vuelta teve sete contagens de montanha, incluindo três de primeira categoria.  Eddie Dunbar (Team Jayco AlUla) venceu a etapa com um ataque nos últimos quilómetros. Primoz Roglic praticamente confirmou a vitória na classificação geral.  Nelson Oliveira (Movistar Team) esteve mais uma vez na proteção ao seu líder, Enric Mas (Movistar Team). O português prepara-se para terminar amanhã a 21ª Grande Volta da carreira. Ler Mais | Simone Roganti – O rapaz que foi profissional um dia Fuga do dia A fuga do dia formou-se cedo na etapa. Contou com 10 ciclistas, onde se destacavam Marc Soler e Jay Vine (UAE Team Emirates) - primeiro e segundo na classificação da montanha – e Pablo Castrillo (Equipo Kern Pharma), vencedor de duas etapas nesta Vuelta a Espanha. https://twitter.com/lavuelta/status/1832387330004439234 Os fugitivos chegaram a ter cerca de 6:00 de vantagem para o pelotão. Foram alcançados a 30 km do fim, quando os favoritos para a classificação geral começaram a mexer na corrida.  Destaque para Jay Vine, que ultrapassou Soler na classificação da montanha, e precisará apenas de concluir o contrarrelógio da etapa 21 para vencer a camisola da montanha. Créditos: Unipublic/Sprint Cycling Agency Última subida da Vuelta a Espanha A etapa esperava-se muito mexida, mas as movimentações importantes ficaram guardadas para a última subida - ascensão a Picon Blanco (8 km a 9% de pendente).  À entrada da última subida, Pavel Sivakov (UAE Team Emirates) tinha alguma vantagem para um grupo com cerca de 11 ciclistas.  Apesar de algumas tentativas de ataques, o grupo seguiu junto até aos 5 km para o fim, quando Eddie Dunbar surpreendeu o grupo e se destacou na frente.  O irlandês seguiu sozinho na frente enquanto Roglic controlava no grupo dos favoritos. Dunbar não voltaria a ser apanhado e venceu a segunda etapa nesta Vuelta a Espanha.   Créditos: Unipublic/Sprint Cycling Agency Enric Mas chegou em segundo, a 0:07 do vencedor. Roglic foi terceiro, a 0:10, e confirmou virtualmente a vitória na Vuelta a Espanha 2024. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=SQbVJ3QV82U Top 10 da etapa Posição Ciclista Equipa Tempo 1  DUNBAR Eddie Team Jayco AlUla 4:38:37 2  MAS Enric Movistar Team 0:07 3  ROGLIČ Primož Red Bull – BORA – hansgrohe 0:10 4  CARAPAZ Richard EF Education – EasyPost 0:12 5 BERRADE Urko Equipo Kern Pharma 0:14 6  O’CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team ,, 7 GAUDU David Groupama – FDJ 0:21 8  LANDA Mikel Soudal Quick-Step 0:23 9  LIPOWITZ Florian Red Bull – BORA – hansgrohe 0:37 10  SKJELMOSE Mattias Lidl – Trek ,,  Top 10 da classificação geral Posição Ciclista Equipa Tempo 1  ROGLIČ Primož Red Bull – BORA – hansgrohe 81:22:19 2  O’CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team 2:02 3  MAS Enric Movistar Team 2:11 4  CARAPAZ Richard EF Education – EasyPost 3:00 5  GAUDU David Groupama – FDJ 4:48 6  SKJELMOSE Mattias Lidl – Trek 5:18 7  LIPOWITZ Florian Red Bull – BORA – hansgrohe 6:26 8  LANDA Mikel Soudal Quick-Step 6:57 9  SIVAKOV Pavel UAE Team Emirates 8:50 10  RODRÍGUEZ Carlos INEOS Grenadiers 10:31  Perfil da etapa 21 A Vuelta a Espanha termina amanhã, com um contrarrelógio em Madrid. Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: Unipublic/Cxcling/Toni Baixauli ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 19 | Roglič sobe a primeiro A entrada da Vuelta na reta final trazia-nos a primeira de duas etapas de alta montanha antes do contrarrelógio final. A jornada ligou Logroño ao Alto de Moncalvillo e os ciclistas tinham, nos 168,5 km para percorrer, uma contagem de terceira categoria antes da ascensão final, Esta subida levava os corredores à primeira categoria do Alto de Moncalvillo (8,6 km a 8,9 %) onde a antepenúltima tirada da Vuelta terminava em alto e poderia ditar a mudança de líder. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli 5 ciclistas tentaram a sorte 5 ciclistas tentaram a sorte de longe e integraram a fuga do dia. Isaac del Toro (UAE Team Emirates), Edward Planckaert (Alpecin - Deceuninck), Fran Miholjević (Bahrain - Victorious), Vito Braet e Simone Petilli (Intermarché - Wanty) formaram o quinteto escapado. O pelotão, comandado pela Red Bull-Bora-hansgrohe de Primož Roglič, nunca deu grande liberdade à fuga e teve sempre a distância controlada nos 3/4 minutos. Apesar de nunca terem tido grandes probabilidades de triunfar, os ciclistas foram-se entendendo e foram alcançados já no início da subida final. Créditos: TopCycling Subida ao Alto de Moncalvillo A subida ao ao Alto de Moncalvillo ia decidir a etapa e pela sua dureza prometia fazer diferenças entre os favoritos, com a maior dúvida a ser a continuação da liderança de Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team). A Red Bull - BORA - hansgrohe, impôs um ritmo muito forte logo de início reduzindo o pelotão a poucas unidades antes de ficar sozinha na frente com três elementos. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni_Baixauli Roglič ficou sozinho na frente da corrida a 5 km do fim quando já tinha uma vantagem de 30 segundos sobre os mais diretos adversários. O ciclista esloveno acabou mesmo por vencer a etapa à frente de David Gaudu (Groupama - FDJ) e Mattias Skjelmose (Lidl - Trek) que ficaram em segundo e terceiro lugar respetivamente. Créditos: Unipublic Cxcling/Jose Carlos Diaz Com esta vitória Roglič subiu a primeiro na classificação geral numa dia em que Ben O'Connor desceu a segundo depois de 13 dias na liderança da Vuelta. Vídeo resumo https://youtu.be/4e-441QctlQ?si=8A-fja64Lef1mpmQ Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe3:54:552 GAUDU DavidGroupama - FDJ0:463 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek,,4 MAS EnricMovistar Team0:505 LANDA MikelSoudal Quick-Step0:576 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers,,7 DUNBAR EddieTeam Jayco AlUla1:018 KUSS SeppTeam Visma | Lease a Bike,,9 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost1:0310 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe1:23 Top 10 Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe76:43:362 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team1:543 MAS EnricMovistar Team2:204 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost2:545 GAUDU DavidGroupama - FDJ4:336 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek4:477 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers4:558 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe5:559 LANDA MikelSoudal Quick-Step6:4010 SIVAKOV PavelUAE Team Emirates7:39 Perfil 20.ª Etapa Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Simone Roganti - O rapaz que foi profissional um dia Morreu o ciclista Simone Roganti. Tinha 21 anos e acabava de assinar contrato profissional com a Tour de Tietema-Unibet. Simone Roganti tinha 21 anos e morreu subitamente na passada sexta-feira, 30 de agosto, em Itália. Foi-se deitar, sentiu-se mal, queixou-se aos pais e colapsou. A agência noticiosa ANSA informou que um problema cardíaco congénito é a provável causa da morte. Dias antes de falecer, Simone Roganti viajou para Amesterdão. À espera tinha o staff da Tour de Tietema Unibet, equipa do influencer Bas Tietema. O miúdo que representava a modesta Mg.K Vis-Colors for Peace foi aos Países Baixos cumprir o sonho de se tornar ciclista profissional. Através das redes sociais da equipa neerlandesa segui a história. Vim-me abaixo ao ver o vídeo deste rapaz a agradecer à família a ajuda no caminho percorrido até ao primeiro contrato. Era um atleta que eu não conhecia Era um atleta que eu não conhecia. Vim a saber que era natural de Spoltore, paisano de Danilo Di Luca. Bom escalador, correu o Giro sub-23, mas foi no Vale de Aosta que brilhou fechando top 10. A família, os amigos e a direção da Tour de Tietema Unibet despediram-se de Simone Roganti, esta quinta-feira, na cidade natal do jovem. A província de Pescara, no centro-este do país, está de luto. O ciclismo está de luto. https://twitter.com/tourdetietema/status/1830878571352449301 Não quero normalizar a morte Esta história fez-me recordar outros miúdos: o campeão da Roubaix sub-23, Tijl De Decker, o norueguês André Drege, que caiu na Volta à Áustria, as estrelas emergentes Bjorg Lambrecht e Gino Mader, os caídos em ação Michael Goolaerts e Antoine Demoitié. Já para não falar de Michele Scarponi. Narrei as últimas corridas do Scarpa e do Lambrecht, dei a notícia da morte de ambos em direto. É demasiado sofrimento para guardar cá dentro. Não quero normalizar a morte e por isso escrevo e enquanto escrevo choro. Perdoem-me o egoísmo, mas se não escrever rebento! De certeza que vos acontece o mesmo, sentirem a perda de pessoas que nem conhecem pessoalmente. De certeza que há nomes por mencionar, mas este texto é sobre emoções. Se me esqueço de alguém não é por mal. Que descansem em paz. ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 18 | Histórica Kern Pharma Depois da última oportunidade para os sprinters disputarem uma etapa na Vuelta, a dureza voltou e veio para ficar com três etapas de montanha antes do contrarrelógio final de domingo. Os ciclistas tinham hoje para ultrapassar duas subidas categorizdas, uma de segunda e uma de primeira, nos 180 km que ligaram Vitoria-Gasteiz ao Parque Natural de Izki. Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Mais de 50 ciclistas ao ataque Foram mais de 50 os ciclistas ao ataque em várias fases da corrida. Primeiro num grupo de 43 elementos aos quais se juntaram 8 uns quilómetros à frente. Tirando a Intermarché - Wanty, todas as equipas tinham representantes e algumas com mais de um elemento, o que fazia desta etapa uma autêntica jornada de ataques. Com mais de um terço do pelotão na frente, os ciclistas foram-se atacando, jogando a etapa de longe e deixando vários grupos espalhados pela estrada, com a vantagem para o pelotão superior a dez minutos. Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Ataques também no pelotão Na última subida do dia, a EF Education - EasyPost impôs um ritmo forte e surgiram ataques também no pelotão, primeiro por Carapaz e depois por Enric Mas (Movistar). Estes ataques reduziram o pelotão a 10 elementos até que o líder, Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team) e o quinto à geral Mikel Landa (Soudal Quick-Step) perderam o contacto com o grupo dos favoritos. Apesar da redução de elementos no pelotão, havia ainda mais de 40 km para percorrer no final da última subida e muitos elementos reentraram, entre eles o camisola vermelha. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni_Baixauli Grupo destacou-se na frente Depois de vários ataques e contra-ataques na última subida, um grupo destacou-se na frente da corrida com 13 ciclistas adiantados. Este grupo rapidamente ganhou 2 minutos aos perseguidores ganhando também a oportunidade de discutir a etapa entre si. Foi daqui que saiu o vencedor do dia Urko Berrade (Equipo Kern Pharma) que com um ataque nos quilómetros finais se distanciou dos colegas de fuga. Berrade deu a terceira vitória à Kern Pharma que continua a sua histórica campanha na Vuelta. https://twitter.com/lavuelta/status/1831714746065715662 Em segundo lugar ficou Mauro Schmid (Team Jayco AlUla) e em terceiro ficou mais um Kern Pharma Pau Miquel. Na geral, Mikel Landa nunca conseguiu reentrar e perdeu 3'20 minutos para os favoritos descendo ao 10.º lugar na geral da Vuelta. Créditos: Unipublic/Cxcling Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=9cRQWtPsBwE Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 BERRADE Urko Equipo Kern Pharma4:00:522 SCHMID Mauro Team Jayco AlUla0:043 MIQUEL Pau Equipo Kern Pharma,,4 POOLE Max Team dsm-firmenich PostNL,,5 VLASOV Aleksandr Red Bull - BORA - hansgrohe,,6 LAZKANO Oier Movistar Team,,7 IZAGIRRE Ion Cofidis,,8 VACEK Mathias Lidl - Trek,,9 CASTRILLO Pablo Equipo Kern Pharma,,10 KRUIJSWIJK Steven Team Visma | Lease a Bike0:11 Top 10 Classificação Geral PosiçaoCiclistaEquipasTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team72:48:462 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:053 MAS EnricMovistar Team1:254 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost1:465 GAUDU DavidGroupama - FDJ3:486 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers3:537 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek4:008 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe4:279 SIVAKOV PavelUAE Team Emirates5:1910 LANDA MikelSoudal Quick-Step5:38 Perfil 19.ª Etapa Créditos: A.S.O. ### Ciclistas portugueses ganham espaço no WorldTour Análise aos ciclistas portugueses que chegaram ao WorldTour através de equipas Continentais nos últimos 15 anos. Pela quarta temporada consecutiva sete ciclistas portugueses correm em equipas do WorldTour. São boas notícias tendo em conta que só em dois dos últimos 15 anos esse número foi superior: em 2015 e em 2017 houve oito corredores na máxima categoria. Portugal nunca foi uma nação capaz de ter uma forte presença numérica em equipas estrangeiras. Isto contrasta com os mais de 20 membros de staff nas estruturas de topo mundial. Sérgio Paulinho chegou a ser o único corredor ao mais alto nível. No extremo oposto a exceção de 2002 – 11 atletas no ProTour/WorldTour num ano em que a Maia Milaneza tinha esse estatuto e só José Azevedo tinha espaço lá fora. Atualmente podemos dividir as equipas profissionais nas seguintes categorias: WorldTeams – primeira divisão ProTeams – segunda divisão Continentais – terceira divisão Afonso Eulálio na subida para a Covilhã (Torre).Créditos: Matias Novo/Podium Events Afonso Eulálio é o senhor que se segue Nos últimos 15 anos Portugal tem vindo a ganhar peso no máximo escalão. Dos 11 atletas que chegaram ao WorldTour, três fizeram-no via Hagens Berman Axeon. Aqui haveria que recordar Ivo e Rui Oliveira, mas a Axeon foi brevemente ProTeam, pelo que não entram nas contas. Todos os portugueses que entraram e saíram da Axeon eram agenciados, à época, por João Correia (Corso). Afonso Eulálio é o senhor que se segue numa operação mediada pelos irmãos Alex e Johnny Carera. A A&J All Sports arrancou com Damiano Cunego e não parou de crescer; atualmente representa Tadej Pogacar e Jasper Philipsen. A transferência deverá ser oficial em breve e marca mais um negócio em que o atleta passa de uma Continental para o WorldTour. André Carvalho assinou pela Sabgal Anicolor após três anos na Cofidis.Créditos: Louro Produções - Luís Ferreira De Continental a WorldTour Confiram a lista das transferências dos últimos 15 anos de ciclistas portugueses que passaram de Continental a WorldTour. A maioria desde equipas estrangeiras. O trabalho é da minha autoria, mas com a preciosa ajuda de alguns seguidores nas redes sociais a quem agradeço. Caso perguntem por Rui Costa ou Nélson Oliveira, ambos chegaram ao WorldTour provenientes de formações de segunda divisão. Tal como José Mendes, André Cardoso, entre outros. 2010Tiago Machado da Madeinox Boavista para a RadioShack2010Manuel Cardoso da Liberty Seguros para a Footon-Servetto2011Bruno Pires da Barbot-Siper para a Leopard Trek2013Ricardo Mestre do Tavira para a Euskaltel Euskadi2014Fábio Silvestre da Leopard Trek Continental para a Trek2015Mário Costa da OFM - Quinta da Lixa para a Lampre-Merida2017Rúben Guerreiro da Hagens Berman Axeon para a Trek-Segafredo2017Nuno Bico da Klein Constantia para a Movistar2021André Carvalho da Hagens Berman Axeon para a Cofidis2023António Morgado da Hagens Berman Axeon para a UAE Emirates2025Afonso Eulálio da ABTF Betão Feirense para a Bahrain Victorious ### Afonso Eulálio fascinou Joaquim Andrade O que pode levar Afonso Eulálio para o WorldTour? Como foi descoberto? A análise de Joaquim Andrade, diretor da ABTF Betão Feirense. Em fevereiro entrevistamos Afonso Eulálio e a escolha não foi casual. Em 2023 andou bem e como fomos à Figueira Champions/Casino da Figueira quisemos conhecer o talento da terra. O atleta natural de Ferreira a Nova, freguesia da Figueira da Foz, não terminou a corrida. Um problema na pré-temporada fez com que só carburasse na segunda metade do ano. Depois de 17 top 10, duas vitórias e seis dias de amarelo na Volta a Portugal chegou a transferência para o WorldTour. Uma progressão meteórica para quem só tem seis anos de ciclismo de estrada. "A primeira corrida que vi do Afonso Eulálio foi em setembro de 2019, ainda era júnior. Estava no São João de Ver, equipa parceira da ABTF Betão Feirense, e como era um circuito pude presenciar. O que mais me fascinou é que ele não era o mais forte, havia miúdos muito acima, e ele passou sempre em sofrimento. Na parte final vejo-o ao fundo da reta, isolado com uns metros. Aproveitou que se estavam a marcar, arrancou de trás e passou direto. Este gajo tem fibra de ciclista." Joaquim Andrade, diretor da ABTF Betão Feirense, ao TopCycling. Créditos: Matias Novo/Podium Events "É um excelente trepador " Depois de uma vida no BTT, só no segundo ano de juniores experimentou a vertente de estrada. Joaquim Andrade recorda que em 2020 já passou logo o figueirense à equipa profissional com base em Santa Maria da Feira. "Penso que foi importante para ele sentir aquele apoio porque tenho a certeza que na altura ele imaginava vir a ser uma pequena parte daquilo que é hoje. É um excelente trepador que faz muito bem as montanhas longas e tem um espírito de adaptação que está sempre disponível para o que a equipa pede. Seja atacar em benefício próprio, seja ajudar os colegas. Para mim essa é a característica que o marca e tem ajudado à progressão que tem tido ano após ano." Créditos: Charly López Afonso Eulálio vai assinar pela Bahrain O TopCycling sabe que Afonso Eulálio vai assinar pela Bahrain, tornando-se o primeiro português a representar a estrutura árabe. Criada em 2017, a Bahrain já venceu etapas nas três grandes Voltas, mas nunca uma geral individual. Nos Monumentos têm duas Milão Sanremo e uma Paris-Roubaix. Com 10 triunfos na presente temporada, a pior em termos de triunfos dos últimos quatro anos, a equipa procura rejuvesnecer o plantel para 2025. Lenny Martinez (Groupama FDJ) é o reforço estrela, além de três jovens provenientes da equipa satélite: Zak Erzen, Max van der Meulen e Daniel Skerl. Para liderar a Bahrain está o melhor jovem do Giro de Itália, Antonio Tiberi, o colombiano top 10 no Tour de France, Santiago Buitrago, e o campeão mundial de gravel, Matej Mohoric. ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 17 | Groves empata com Van Aert Depois de uma etapa atribulada, a Vuelta proporcionava aos ciclistas uma jornada mais tranquila no que ao percurso dizia respeito, num dia onde a chuva apareceu. O pelotão teve 141,5 km para ultrapassar que ligaram Arnuero a Santander e no percurso havia duas montanhas de segunda categoria. Apesar de ambas as subidas terem pendentes duras, o último topo estava ainda a 70 km da meta e previa-se uma chegada ao sprint em pelotão compacto. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Quarteto formou a fuga do dia Um grupo de quatro ciclistas adiantou-se desde cedo ao pelotão estabelecendo o quarteto que formou a fuga do dia. Jonas Gregaard (Lotto Dstny), Thibault Guernalec (Arkéa - B&B Hotels), Thomas Champion (Cofidis) e Xabier Isasa (Euskaltel - Euskadi) foram os escapados. Sendo esta uma das últimas oportunidades para os homens rápidos, o pelotão controlou sempre a distância para a frente da corrida, nunca deixando a diferença subir acima dos cinco minutos. Créditos: Unipublic Sprint Cycling Agency Chegada da Vuelta a Santander Enquanto o pelotão, comandado pela Alpecin-Deceuninck, preparava a chegada a Santander a fuga ia perdendo tempo, tendo sido alcançada a apenas 2 km do final. Não havendo nenhum ciclista que tenha ficado para trás nas dificuldades do dia, a etapa ia ser disputada ao sprint, apesar de alguns ataques tardios. Depois do abandono de Van Aert , Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) confirmou o seu favoritismo batendo ao sprint Pavel Bittner (Team dsm-firmenich PostNL) e Vito Braet (Intermarché - Wanty) que ficaram no segundo e terceiro lugar respetivamente. Esta foi a terceira vitória de Groves nesta Vuelta, igualando com o já fora da corrida Wout Van Aert. https://twitter.com/lavuelta/status/1831360229772304832 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=sFliUFLMeQo Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 GROVES KadenAlpecin - Deceuninck3:32:142 BITTNER PavelTeam dsm-firmenich PostNL,,3 BRAET VitoIntermarché - Wanty,,4 MIQUEL PauEquipo Kern Pharma,,5 STRONG CorbinIsrael - Premier Tech,,6 CAMPENAERTS VictorLotto Dstny,,7 PLANCKAERT EdwardAlpecin - Deceuninck,,8 LE BERRE MathisArkéa - B&B Hotels,,9 LIVYNS ArjenLotto Dstny,,10 BERASATEGI XabierEuskaltel - Euskadi, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team68:41:142 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:053 MAS EnricMovistar Team1:254 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost1:465 LANDA MikelSoudal Quick-Step2:186 GAUDU DavidGroupama - FDJ3:487 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers3:538 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek4:009 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe4:2710SIVAKOV PavelUAE Team Emirates5:19 Perfil 18.ª Etapa Créditos: A.S.O. ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 16 | Liderança por um fio Depois do último dia de descanso, a Vuelta entrou na sua fase decisiva e logo com mais uma etapa de alta montanha. Os ciclistas saíram de Luanco em direção aos Lagos de Covadonga onde a etapa terminava em alto ao fim de 181,5 km. No percurso havia para ultrapassar duas montanhas de primeira categoria e, por fim, uma de categoria extra nos Lagos de Covadonga (12,3 km a 7%). Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Wout Van Aert abandona após queda Wout van Aert (Team Visma-Lease a Bike) esteve envolvido numa queda na descida da penúltima subida do dia e abandonou a corrida. O ciclista belga era líder da classificação da montanha e dos pontos, tendo já vencido três etapas nesta Vuelta, terminando assim uma das melhores exibições desta temporada em Grandes Voltas. Este foi mais um ponto nesta época de mau fado da Visma-Lease a Bike que continua um ano carregado de quedas, azares e lesões. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli 17 ciclistas em fuga Foram 17 os ciclistas em fuga na jornada e, estando todos a mais de uma hora do líder, tiveram liberdade para discutir a etapa chegando a uma vantagem superior a 10 minutos. O mais próximo na geral era Matthew Riccitello (Israel - Premier Tech) a 1h00m36 e teve a companhia de, entre outros, Wout van Aert (Team Visma | Lease a Bike) e Jay Vine (UAE Team Emirates). Os dois ciclistas, empatados na classificação da Montanha ao início da jornada, lutaram pelos muitos pontos que havia a distribuir nesta etapa da Vuelta. Unipublic Cxcling/Jose Carlos Diaz Movistar pegou na corrida Na penúltima subida do dia Collada Llomena (7.5 km à 9.3%) a Movistar pegou na corrida impondo um ritmo forte para o seu líder Enric Mas. Já perto do topo, vários ciclistas atacaram Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team), primeiro Enric Mas (Movistar Team) e depois Mikel Landa (Soudal Quick-Step). Apesar destas movimentações, todos os ciclistas do top 15 dobraram o topo juntos, tendo os ataques não surtido efeito prático a não ser reduzir a diferença para a frente, que a 50 km do final estava nos seis minutos. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Subida aos Lagos de Covadonga A decisão da etapa estava guardada para a subida aos Lagos de Covadonga onde, no seu início, a fuga agora com oito elementos, levava ainda seis minutos de vantagem. Na frente vários ciclistas atacaram, tentando reduzir o grupo fugitivo e aumentar as hipóteses de vitória enquanto que no pelotão era a Soudal Quick-Step que impunha o ritmo. A 7 km do fim Landa atacou sendo perseguido por Mas e Roglič o que fez descolar O'Connor ainda cedo na subida. Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Por fim Soler Marc Soler (UAE Team Emirates) tem tentado quase todos os dias, tendo por fim conseguido a tão desejada vitória. O ciclista espanhol atacou os colegas de fuga que nunca conseguiram fechar a vantagem para Soler. Em segundo lugar ficou Filippo Zana (Team Jayco AlUla) e em terceiro ficou Max Poole (Team dsm-firmenich PostNL). Na geral, O'Connor resistiu mais um dia na liderança da Vuelta já que, apesar de ter descolado, segurou o seu primeiro lugar por apenas cinco segundos. Unipublic Cxcling/Jose Carlos Diaz Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=LLiAhs23320 Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 SOLER Marc UAE Team Emirates4:44:462 ZANA Filippo Team Jayco AlUla0:183 POOLE Max Team dsm-firmenich PostNL0:234 VINE Jay UAE Team Emirates0:575 IZAGIRRE Ion Cofidis1:026 DEL TORO Isaac UAE Team Emirates1:297 FRIGO Marco Israel - Premier Tech1:358 RICCITELLO Matthew Israel - Premier Tech1:479 MAS EnricMovistar Team3:5410 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team65:09:002 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:053 MAS EnricMovistar Team1:254 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost1:465 LANDA MikelSoudal Quick-Step2:186 GAUDU DavidGroupama - FDJ3:487 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers3:538 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek4:009 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe4:2710 SIVAKOV PavelUAE Team Emirates5:19 Perfil 17.ª Etapa Créditos: A.S.O: ### Campeonatos do Mundo de XCO | Rescaldo  Decorreram, entre 28 de agosto e 1 de setembro, os mundiais de MTB, em Pal Arinsal, Andorra. Alan Hatherly e Puck Pieterse foram os grandes vencedores desta edição dos mundiais – venceram as provas de XCO de elites.  Roberto Ferreira e Ricardo Marinheiro representaram Portugal na prova masculina, e terminaram na posição 53 e 66, respetivamente. Raquel Queirós foi a representante nacional na prova feminina e terminou na posição 41. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1828462484552065356 Prova Masculina  Na prova masculina, como é costume, a prova foi muito atacada desde o início, com Alan Hatherly a destacar-se na frente num grupo de cinco corredores onde também estava Victor Koretzky.  O sul-africano e o francês seguiram juntos quase toda a corrida. Na penúltima volta tinham 0:07 de vantagem sobre o campeão olímpico, Tom Pidcock.  Nesta altura, Koretzky atacou, mas foi contra-atacado por Hatherly, que se isolou na frente. Não seria mais alcançado e venceu assim o campeonato do mundo. Koretzky foi segundo e Pidcock foi terceiro.  Hatherly juntou este título ao bronze no XCC, onde a vitória foi para Koretzky.  https://twitter.com/UCI_MTB/status/1830250590850740545 Na prova XCO de sub-23, foi Luca Martin a levar o ouro para casa, 0:21 à frente de Dario Lillo.  Na corrida XCO de juniores Albert Philipsen venceu com quase 2:00 de vantagem para o segundo lugar.  Top 10 da corrida XCO de elites  Posição Ciclista País Tempo 1 HATHERLY Alan África do Sul 1:09:51 2 KORETZKY Victor França + 0:22 3 PIDCOCK Thomas Reino Unido + 0:39 4 ALDRIDGE Charlie Reino Unido + 0:54 5 AZZARO Mathis França + 1:21 6 BRAIDOT Luca Itália + 1:49 7 SCHWARZBAUER Luca Alemanha + 1:55 8 FLUCKIGER Mathias Suíça + 1:58 9 SARROU Jordan França + 2:07 10 LIST David Alemanha + 2:12  Prova feminina  Tal como na prova masculina, a prova feminina foi bastante aberta desde o início. Um grupo com seis ciclistas destacou-se logo no início - entre elas estavam Puck Pieterse e Candace Lill.  As duas destacaram-se na frente e na terceira volta tinham 0:30 de avanço para as rivais. No entanto, um ataque da holandesa nesta altura da corrida deixou-a isolada na frente.  Pieterse fez o resto da corrida isolada na frente e venceu o título mundial de elites de XCO. Tinha já sido quarta na prova de XCC, onde a vencedora foi Evie Richards. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1830256011841778033 Na prova XCO de sub-23, a vencedora foi Isabella Holmgren, com 1:17 de vantagem para a segunda classificada.  Na prova XCO de juniores, foi Viktoria Chladonova a vencer com 0:36 de vantagem sobre o segundo lugar. Top 10 da corrida XCO de elites  Posição Ciclista País Tempo 1 PIETERSE Puck Países Baixos 1:09:41 2 TERPSTRA Anne Países Baixos + 0:59 3 BERTA Martina Itália + 1:19 4 LILL Candice África do Sul + 1:23 5 LECOMTE Loana França + 1:43 6 RICHARDS Evie Reino Unido + 1:51 7 STIGGER Laura Austria + 2:23 8 BLUNK Savilia E.U.A. + 2:32 9 COURTNEY Kate E.U.A. + 2:57 10 HENDERSON Rebecca Austrália + 3:02  Créditos da foto de destaque: Boris Beyer - Canyon ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 15 | Temos Vuelta O fecho da segunda semana levou os ciclistas a uma das etapas rainhas desta Vuelta, com duas contagens de primeira categoria (dupla passagem pelo Alto de la Calladiella), uma de terceira e uma de Categoria Extra. Os ciclistas saíram de Infiesto em direção a Valgrande-Pajares Cuitu Negru, local onde a etapa acabava em alto, na contagem de Categoria Extra (18,9km a 7,1%) ao fim de 143 km. Num dia tão duro de ciclismo, era certo que se iam fazer novas diferenças numa geral individual tão renhida, antes do último dia de descanso e da semana decisiva. Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Ritmo elevado logo de início A etapa começou com um ritmo elevado logo de início, com ciclistas a tentarem integrar a fuga e outros a impor um ritmo muito alto no pelotão. No final da primeira subida, o grupo dos favoritos tinha apenas 30 ciclistas e a fuga ainda não se tinha materializado. O ritmo entretanto acalmou e muitos ciclistas entraram e a Soudal Quick-Step tomou as rédeas do corrida. Unipublic Cxcling/Jose Carlos Diaz Fuga tardou a formar-se A fuga do dia tardou a formar-se mas depois da passagem pela primeira subida de primeira categoria vários ciclistas ganharam vantagem ao pelotão. Pavel Sivakov (UAE Team Emirates) estava a apenas 6'31 minutos do primeiro posto e, por ameaçar a geral da Vuelta, deu à fuga pouca liberdade, que mesmo assim manteve-se com vantagem superior a 3 minutos. Esta vantagem foi-se mantendo até ao início da última subida muito por culpa do grande trabalho de Jay Vine (UAE Team Emirates) que ia rodando na frente. https://twitter.com/lavuelta/status/1830254894466691323 Subida ao Cuitu Negru A subida ao Cuitu Negru ia decidir a etapa e podia acabar com as ambições de muitos ciclista para a geral da Vuelta. Para além da sua extensão, os últimos quilómetros tinham pendentes de mais de 14% de média e só a subida tinha 1339 metros de acumulado positivo, um autentico colosso. A Soudal Quick-Step manteve-se na frente perseguindo a fuga que, ao ritmo de Sivakov ia perdendo elementos até já só restar Aleksandr Vlasov (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Pablo Castrillo (Equipo Kern Pharma). Unipublic Cxcling/NaikeErenozaga Landa foi o primeiro a mexer Mikel Landa (Soudal Quick-Step) foi o primeiro a mexer e atacou a 5 km do final quando os elementos de trabalho acabaram. O ciclista espanhol foi seguido por todos os favoritos. Nas pendentes mais duras e ao ritmo de Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe), todos os favoritos descolaram e Roglič seguiu com o seu companheiro. Na frente, o espetacular Castrillo atacou e ganhou vantagem aos dois elementos da fuga nas duras pendentes do Cuitu Negru. Créditos: Joerg Mitter Decisão da etapa A decisão da etapa ficou para o último quilómetro onde Vlasov alcançou Castrillo na frente. Na corrida pela geral Enric Mas (Movistar) alcançou Roglič e Ben O'Connor perdia tempo para os mais diretos adversários. Pablo Castrillo conseguiu aguentar-se na frente e descarregou Vlasov vencendo a segunda etapa depois de mais uma espetacular exibição. Desde que um rapaz chamado Óscar Freire se estreou na Vuelta em 2000 que nenhum ciclista espanhol vencia 2 etapas na estreia numa grande Volta. Vlasov ficou na segunda posição e Sivakov ficou com o terceiro posto na etapa. Roglič e Mas chegaram juntos e ganharam ambos segundos importantes ao líder da Vuelta Ben O'Connor. https://twitter.com/lavuelta/status/1830267141825892611 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=kNsfYUtb7Dg Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 CASTRILLO Pablo Equipo Kern Pharma3:45:512 VLASOV Aleksandr Red Bull - BORA - hansgrohe0:123 SIVAKOV Pavel UAE Team Emirates0:314 MAS EnricMovistar Team1:045 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe,,6 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek1:097 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost1:138 KUSS SeppTeam Visma | Lease a Bike1:229 LANDA MikelSoudal Quick-Step1:2710 GAUDU DavidGroupama - FDJ1:37 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team60:19:222 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:433 MAS EnricMovistar Team2:234 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost2:445 LANDA MikelSoudal Quick-Step3:056 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe4:337 GAUDU DavidGroupama - FDJ4:398 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers4:409 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek4:5110 SIVAKOV PavelUAE Team Emirates5:1211 YATES AdamUAE Team Emirates5:3412 KUSS SeppTeam Visma | Lease a Bike7:08 Perfil 16.ª Etapa Créditos: A.S.O ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 14 | Segunda para Groves A etapa 14 da Vuelta a Espanha 2024 ligou Villafranco del Bierzo a Villablino (200.5 km de extensão). A fuga não triunfou ao fim de cinco etapas consecutivas.   O pelotão controlou de perto as tentativas dos fugitivos. A etapa terminou com um sprint (já com o pelotão algo reduzido) em que o mais forte foi Kaden Groves (Alpecin - Deceuninck).  Nelson Oliveira (Team Movistar), o português ainda presente na prova, esteve na proteção líder da sua equipa, Enric Mas.  A fuga do dia  https://twitter.com/lavuelta/status/1829876498205179913 A fuga do dia demorou um pouco a formar-se. Seis ciclistas conseguiram algum espaço para o pelotão mas, ao contrário do que aconteceu nas últimas cinco etapas, o pelotão controlou de perto.  Com a Team Visma | Lease a Bike a ser das mais interessadas na perseguição, na tentativa de levar Wout van Aert ao sprint final, Jhonatan Narváez (INEOS Grenadiers) - último resistente da fuga – foi apanhado pelo pelotão a 20 km do fim.  Créditos: Unipublic Cxcling / Toni Baixauli Aproximação à meta  Na aproximação à meta, o pelotão seguia compacto, ainda que incompleto, depois dos ciclistas coroarem o Puerto de Leitariegos (22,8 km a 4,5%).  Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) teve um susto a 15 km do fim, quando precisou de trocar de bicicleta. Conseguiu juntar-se ao pelotão alguns quilómetros depois. Os últimos quilómetros foram de preparação para o sprint, visto que a maior parte dos sprinters ainda se encontrava no pelotão. Chegado o sprint, Kaden Groves foi o mais forte. Venceu a segunda etapa nesta Vuelta a Espanha 2024. Em segundo ficou Wout van Aert (Team Visma | Lease a Bike) e em terceiro Corbin Strong (Israel - Premier Tech). https://twitter.com/lavuelta/status/1829897327651217768 Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=JfmYCkbz280 Top 10 da etapa Posição Ciclista Equipa Tempo 1  GROVES Kaden Alpecin – Deceuninck 4:21:34 2  VAN AERT Wout Team Visma | Lease a Bike ,, 3  STRONG Corbin Israel – Premier Tech ,, 4 VACEK Mathias Lidl - Trek ,, 5  MIQUEL Pau Equipo Kern Pharma ,, 6  BARONCINI Filippo UAE Team Emirates ,, 7 GUGLIELMI Simon Arkéa - B&B Hotels ,, 8  LIVYNS Arjen Lotto Dstny ,, 9  BERASATEGI Xabier Euskaltel - Euskadi ,, 10 CANAL Carlos Movistar Team ,,  Top 10 da classificação geral Posição  Ciclista  Equipa  Tempo  1   O’CONNOR Ben  Decathlon AG2R La Mondiale Team  56:31:49  2   ROGLIČ Primož  Red Bull – BORA – hansgrohe  1:21  3   MAS Enric  Movistar Team  3:01  4   CARAPAZ Richard  EF Education – EasyPost  3:13  5   LANDA Mikel  Soudal Quick-Step  3:20  6   RODRÍGUEZ Carlos  INEOS Grenadiers  4:12  7   LIPOWITZ Florian  Red Bull – BORA – hansgrohe  4:29  8   GALL Felix  Decathlon AG2R La Mondiale Team  4:42  9  GAUDU David  Groupama – FDJ  4:44  10   YATES Adam  UAE Team Emirates  5:17  Perfil da etapa 15 Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: Unipublic Cxcling / Naike Erenozaga ### Radar TopCycling - Cadetes de 2024 Retrospetiva da época de cadetes. Confiram atletas e equipas destacados na categoria sub-17 anos no ciclismo em 2024. A época de cadetes encaminha-se para o final após a conclusão da Volta a Portugal e o Radar TopCycling reuniu os talentos de 2024. À falta de que se corra o Troféu Alves Barbosa (13, 14 e 15 de setembro), olhamos para a temporada dos atletas com menos de 17 anos. Desde logo um dado: à partida para a Volta a Portugal, em Almeirim, estiveram 190 jovens de 29 equipas (12 delas provenientes de Espanha). Boa notícia para o ciclismo. A Alenquer/GDM/Anipura fez a festa na Volta a Portugal.Créditos: FPC Leonardo Garcia (Alenquer/GDM/Anipura) Campeão da 16.ª Volta a Portugal de cadetes, rei dos trepadores e vencedor por pontos. Leonardo Garcia resolveu a prova “em casa”, na abordagem à meta volante de Alenquer, onde atacaram 10 corredores e a corrida se partiu. A Alenquer/GDM/Anipura teve o atleta certo no momento certo. Leonardo Garcia ganhou na Serra de Montejunto e saltou da 9.ª à 1.ª posição; tirou a amarela a Gonçalo Costa e bateu o ciclista da Academia Efapel com quem já se tinha batido no Troféu Rui Costa. “A etapa foi muito dura. Muitos ataques, toda a gente a tentar sair e um ritmo muito alto para uma etapa com tanto acumulado. Conseguimos vingar a fuga a 25 quilómetros do fim com alguma sorte, ganhámos tempo e depois o grupo partiu-se à entrada para Montejunto. Aí foi só chegar cá acima e ganhar. Estou todo dorido, mas muito feliz. Nem tenho palavras. Ganhar a Volta a Portugal de Cadetes é fantástico, um sonho tornado realidade” Leonardo Garcia ao site da FPC. Gonçalo Costa no Troféu Rui Costa. Créditos: Marcelo Lopes Photo Gonçalo Costa (Academia Efapel de Ciclismo) É famalicense e tem sido orientado na Academia Efapel pelo conterrâneo Tiago Machado. Destacou-se como contrarrelogista esta época - além do título nacional venceu no Troféu Rui Costa e na Volta a Portugal. Corredor completo: venceu ao sprint a Prova de Abertura de Cadetes - Volta ao Concelho de Cantanhede e na Volta a Portugal não terminou de amarelo por 0:11 segundos. Bem acompanhado ao longo da época por um bom bloco, como prova a dobradinha que a Efapel fez no GP João Almeida com David Luta e Gonçalo Costa. Créditos: FPC Dimas Mota (Landeiro/KTM/Matias & Araújo) A equipa de Roriz, Barcelos, tem no brasileiro Dimas Mota um corredor interessante. Foi 3.º na Volta e ganhou a Taça de Portugal. Dimas Mota venceu o GP Grândola e protagonizou uma grande disputa com Guilherme Ribeiro (Paredes/Fortunna) nas quatro corridas da Taça. Junto com Afonso Falcão foi o destaque na formação barcelense. Nota para a dobradinha que fizeram no GP San Isidro - Troféu Blanco Villar, disputado em Espanha. O ciclismo brasileiro tem-se reinventado e na Roriz Cycling Academy estão dois talentos a seguir. É curioso que dois atletas que correm longe de casa – Dimas Mota (cadetes) e Guilherme Lino (juniores) – tenham sido os campeões da Taça de Portugal. Afonso Falcão bateu Rodrigo Jesus (Cantanhede Cycling/Vesam/RRMP) e Gonçalo Costa (Academia Efapel) nos Nacionais.Créditos: FPC Afonso Falcão (Landeiro/KTM/Matias & Araújo) É o primeiro de dois cadetes de primeiro ano no radar. Afonso Falcão venceu o título nacional de fundo numa decisão a cinco onde se impôs a Rodrigo Jesus (Cantanhede Cycling/Vesam/RRMP) e Gonçalo Costa (Academia Efapel de Ciclismo). O ciclista de Braga tinha sido 5.º no contrarrelógio e saiu de Vila Franca de Xira com a camisola mais cobiçada do pelotão. Na Volta a Portugal mostrou boas pernas e foi o melhor cadete de primeiro ano fechando na 5.ª posição. Créditos: FPC Francisco Cardoso (CC Barcelos/AFF/Flynx/H.M. Motor/Segmento D´Época) Mais um cadete de primeiro ano na lista, em parte pela grande vitória na IV Volta a Guijuelo, em Salamanca, pela seleção nacional. Portugal abriu a corrida de três dias começou com vitória de Portugal no contrarrelógio por equipas. Deixamos que seja Francisco Cardoso a contar o desenlace da prova. "Partimos para a última etapa com 1.º e 2.º, eu e o Guilherme Santos. Tivemos tudo perdido devido a uma fuga que nos pôs a corrida em causa, mas onseguimos virar as coisas devido a um enorme trabalho do Francisco Massa, do Simão Pedrosa e do Guilherme Ribeiro, nem consigo adjetivar o trabalho deles, foi brutal.” Francisco Cardoso ao TopCycling. O presunto de Guijuelo entregue a Francisco Cardoso gerou a cobiça no pódio da prova espanhola.Créditos: FPC Francisco Cardoso recebeu o nome do avô, presidente durante 40 anos do Centro Ciclista de Barcelos e que o levou nas primeiras voltas com três aninhos. A vitória em Espanha foi-lhe dedicada já que faleceu no ano passado. As quedas estragaram o final da época, mas nem o azar o impediu de fechar top 20 na Volta a Portugal, na qual foi 2.º na Juventude. Noutro apontamento importante do ano, o tradicional Circuito de Santa Marta de Portuzelo, no Alto Minho, também foi 2.º atrás de Simão Pedrosa (Tensai/Sambiental/Santa Marta) que chegou isolado. ### Vingegaard, Pogacar e Van der Poel com calendários definidos  Foram divulgados os calendários de Jonas Vingegaard, Tadej Pogacar e Mathieu Van der Poel para os próximos meses. Vingegaard não vai correr mais em 2024. Pogacar segue para o Canadá antes da participação nos Mundiais de Zurique. Van der Poel vai fazer os Europeus antes de defender o título de campeão do mundo.  Ler mais | Pogacar Tour – Marcas históricas e registos supersónicos  Jonas Vingegaard  Créditos: A.S.O. / Charly Lopez A Team Visma | Lease a Bike, equipa do campeão do Tour de France em 2022 e 2023, confirmou que Jonas Vingegaard não vai correr mais este ano.  O dinamarquês fecha a época com nove vitórias, incluindo vitórias na classificação geral no Tirreno-Adriatico, O Gran Camiño e o Tour da Polónia, para além do segundo lugar no Tour de France.  A equipa abordou brevemente os motivos do calendário de Vingegaard em comunicado à Velo:  “O Jonas não corre mais este ano. A sua mulher vai dar à luz o segundo filho deles brevemente, e, como atleta, ele precisa de recuperar depois deste verão e primavera tão intensos”  Representante da Team Visma | Lease a Bike Tadej Pogacar  Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Já se sabem também as próximas corridas que o campeão do Tour de France 2024 vai correr no retorno à competição.  O organizador do GP Québec e do GP Montréal confirmou a presença do esloveno nas clássicas canadianas nos próximos dias 13 e 15 de setembro.  As duas corridas devem servir, então, como preparação para os Mundiais na Suíça, que Tadej Pogacar já assumiu serem um objetivo em 2024.  O tricampeão do Tour de France fica assim com calendário definido até ao fim de setembro. Pogacar já leva 21 vitórias este ano, entre elas a classificação geral do Giro D’Itália e do Tour de France, ou a Liège-Bastogne-Liège.  Mathieu Van der Poel  Créditos: A.S.O. / Gautier Demouveaux Van der Poel também já tem calendário definido. A Alpecin – Deceuninck confirmou a participação do neerlandês nos Europeus e nos Mundiais de ciclismo.  Depois da participação no Renewi Tour, Van der Poel vai correr nos Europeus de estrada. Depois correrá o Tour do Luxemburgo, antes dos Mundiais de estrada no dia 29 de setembro.  https://twitter.com/AlpecinDCK/status/1828039070775140816 Já leva três vitórias este ano, incluindo dois monumentos: Tour de Flanders e Paris-Roubaix.  Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 13 | O dia de Woods A etapa 13 da Vuelta a Espanha 2024 ligou Lugo a Puerto de Ancares (176 km de extensão). A etapa terminou com uma contagem de montanha de primeira categoria.  A vitória foi discutida pela fuga do dia, onde Michael Woods (Israel - Premier Tech) foi o mais forte. A ação da classificação geral ficou guardada para a última subida do dia.  Nelson Oliveira (Movistar Team) esteve presente no trabalho para o líder da sua equipa, Enric Mas, que ganhou tempo ao líder da corrida. Ler mais | Afonso Eulálio na Bahrain por dois anos Fuga do dia  https://twitter.com/lavuelta/status/1829513043010552113 A fuga do dia formou-se cedo. Um grupo com cerca de 23 ciclistas isolou-se na frente, com alguns nomes de destaque como Wout Van Aert (Team Visma | Lease a Bike), Marc Soler (UAE Team Emirates) ou Michael Woods. O pelotão deixou a fuga ganhar bastante tempo, e a 25 km do fim, um grupo com oito ciclistas estava destacado na frente da corrida com mais de 17:00 de vantagem.  Luta pela etapa  https://twitter.com/lavuelta/status/1829534301329002922 À entrada da última subida do dia, o grupo dos fugitivos estava reduzido a cinco elementos: Van Aert, Michael Woods, Mauro Schmid (Team Jayco AlUla), Sam Oomen (Lidl – Trek) e Marc Soler. O grupo tinha mais de 16:00 de vantagem sobre o pelotão. A 5 km do fim, Schmid e Woods isolaram-se na frente. Pouco depois, Woods conseguiu distanciar o suíço e seguiu sozinho na frente. Nenhum dos perseguidores conseguiu alcançar Woods, que venceu assim a etapa 13 da Vuelta a Espanha 2024.  Em segundo chegou Schmid, em terceiro Soler.  https://twitter.com/lavuelta/status/1829541430546870432 Luta pela classificação geral  No pelotão, foi a Movistar Team a impor ritmo na aproximação à última subida do dia. A Red Bull - BORA - hansgrohe substituiu a equipa espanhola na frente no início da subida. Rapidamente um grupo com Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Enric Mas destacou-se na frente. O camisola vermelha, Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team), foi distanciado bastante cedo na subida. A 2 km do fim, Roglic distancia-se de Mas. O esloveno seguiu isolado até ao fim e ganhou tempo a todos os outros rivais pela classificação geral, incluindo quase 2:00 a Ben O'Connor. Créditos: Unipublic Cxcling / Toni Baixauli Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=U9W7oQuXYuQ Top 10 da etapa Posição Ciclista Equipa Tempo 1  WOODS Michael Israel - Premier Tech 4:19:51 2 SCHMID Mauro  Team Jayco AlUla 0:45 3  SOLER Marc  UAE Team Emirates 1:11 4 OOMEN Sam Lidl - Trek 1:25 5  VAN AERT Wout Team Visma | Lease a Bike 2:56 6  LEEMREIZE Gijs  Team dsm-firmenich PostNL 3:33 7 PARRA José Félix Equipo Kern Pharma 5:19 8  BIZKARRA Mikel Euskaltel - Euskadi 5:38 9  VERGALLITO Luca Alpecin - Deceuninck 5:59 10 LE BERRE Mathis Arkéa - B&B Hotels 6:15  Top 10 da classificação geral Posição Ciclista Equipa Tempo 1  O’CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team 52:10:15 2  ROGLIČ Primož Red Bull – BORA – hansgrohe 1:21 3  MAS Enric Movistar Team 3:01 4  CARAPAZ Richard EF Education – EasyPost 3:13 5  LANDA Mikel Soudal Quick-Step 3:20 6  RODRÍGUEZ Carlos INEOS Grenadiers 4:12 7  LIPOWITZ Florian Red Bull – BORA – hansgrohe 4:29 8  GALL Felix Decathlon AG2R La Mondiale Team 4:42 9 GAUDU David Groupama - FDJ 4:44 10  YATES Adam UAE Team Emirates 5:17  Perfil da etapa 14 da Vuelta a Espanha 2024 Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: Unipublic/Sprint Cycling Agency ### Trek apresenta a nova bicicleta de montanha Procaliber Carbon A Trek apresentou a sua nova bicicleta de montanha Procaliber Carbon que informa como sendo uma bicicleta extremamente leve, confortável e capaz. A Procaliber Carbon tem como melhores características a nova tecnologia IsoBow exclusiva da Trek, uma suspensão dianteira de 120 mm, rodas de 29˝ e uma geometria atualizada. Nova tecnologia IsoBow A nova Procaliber Carbon substitui o IsoSpeed, utilizado nas versões anteriores, pela nova tecnologia IsoBow que ajuda a suavizar os trilhos. O IsoBow funciona prolongando as escoras superiores para além do espigão de selim, permitindo que flexionem e dissipem as vibrações das raízes, pedras e trilhos mais técnicos. Isto aumenta o conforto e permite poupar energia para subidas e ataques explosivos, ao mesmo tempo que reduz material para uma condução não só mais confortável, mas também mais leve. Nova Suspensão Com os percursos de XC são cada vez mais exigentes, é necessário que as hardtails se adaptem para acompanhar este ritmo. A Trek informa que atualizou a nova Procaliber com as melhorias necessárias para acompanhar esta exigencia. A Procaliber Carbon tem uma nova suspensão dianteira de 120 mm com curso mais longo, que ajuda a absorver as raízes e as rochas. Novo quadro e tubos de direção Para além disso apresenta um tubo de direção de 67° mais relaxado e um alcance mais longo que aumentam a estabilidade para as descidas mais rápidas. O novo quadro está equipado com um conjunto de rodas 29˝ para manter a resistência ao rolamento baixa o que ajuda os ciclistas a obter o máximo de cada pedalada.   A nova Procaliber Carbon está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Afonso Eulálio na Bahrain por dois anos Afonso Eulálio, o jovem talento do ciclismo português, prepara-se para dar um grande passo na sua carreira. Segundo fontes do TopCycling o ciclista de 22 anos, atualmente a correr pela ABTF-Betão Feirense, vai transferir-se para a Bahrain, equipa do escalão WorldTour, a partir de 2025. Bahrain-Victorious abre a porta ao figueirense Depois de um excelente ano com a ABTF Betão Feirense o contrato é válido por dois anos. Depois do Jornal de Notícias avançar com a chegada do corredor ao WorldTour, o TopCycling confirmou que o destino é a estrutura do golfo Pérsico onde nunca correu qualquer português. Afonso Eulálio vestiu a camisola amarela na Volta a Portugal durante seis dias até quebrar na Senhora da Graça. Créditos: João Fonseca Photographer Não tendo ganho, despediu-se da liderança atacando no Monte Farinha. O russo Artem Nych foi o campeão da Volta à Portugal. Vitórias no Alto de Montejunto (Troféu Joaquim Agostinho) e Alto da Penha (GP Jornal de Notícias) certificam o potencial do trepador da ABTF Betão Feirense. Várias equipas abordaram o ciclista de 22 anos, mas Bahrain e Cofidis foram as estruturas que maior interesse demonstraram. Créditos da foto de capa: João Fonseca Photographer ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 12 | Ganhou o Ciclismo A Vuelta segue a bom ritmo e vai já na sua segunda metade, ainda com tudo em aberto. A 12.ª etapa voltava a testar os ciclistas da geral com mais uma chegada em alto. Eram 137 km para percorrer de Ourense Termal até à Estação de Montanha de Manzaneda mas, apesar de curta, o percurso antevia-se muito difícil em constante sobe e desce até à chegada à última subida. A decisão da etapa estava guardada para a ascensão à Estação de Montanha de Manzaneda (15,9 km a 4,7%), categorizada como primeira categoria. Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Fuga teve liberdade novamente A etapa foi muito atacada desde início e a fuga teve liberdade novamente quando a Decathlon AG2R La Mondiale Team ficou contente com os ciclistas que a integravam. Foram 10 os escapados que formaram a fuga do dia com Harold Tejada (Astana Qazaqstan Team) a ser o mais próximo do top 10 da Vuelta mas ainda assim a 12 minutos. Com os ciclistas escapados tão longe da geral e a entenderem-se na frente, a distância para o pelotão foi aumentando chegando a estar superior a 10 minutos. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Luta pela etapa Esta distância tão grande para o pelotão era sinónimo de duas lutas diferentes. A luta pela etapa e a luta pela geral da Vuelta. Mal se iniciou a subida, vários ciclistas atacaram tentando eliminar concorrentes e reduzir o grupo. Carlos Verona (Lidl - Trek) foi o primeiro a ter sucesso e ganhar vantagem, tendo sido alcançado mais à frente. Pablo Castrillo (Equipo Kern Pharma) foi o seguinte, seguido de perto por Mauro Schmid (Team Jayco AlUla). Apesar da perseguição, Castrillo resistiu e venceu a etapa, aproveitando o pouco entendimento dos perseguidores e venceu pela primeira vez como profissional. Em segundo lugar ficou Max Poole (Team dsm-firmenich PostNL) e em terceiro ficou Marc Soler (UAE Team Emirates). https://twitter.com/lavuelta/status/1829189102324903937 Luta pela geral O pelotão entrou na subida final com um atraso de mais de oito minutos para a fuga e, não lutando pela etapa, havia nova oportunidade de luta pela geral. A Decathlon AG2R La Mondiale Team entrou na frente do pelotão e impôs o ritmo ao longo da subida. Apesar de um ritmo alto que foi eliminando os ciclistas, ninguém fez movimentações de relevo e os favoritos chegaram juntos passados 6'30 minutos. Unipublic_Cxcling_Toni_Baixauli Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=Icf2Ay8GLEU Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 CASTRILLO Pablo Equipo Kern Pharma3:36:122 POOLE Max Team dsm-firmenich PostNL0:083 SOLER Marc UAE Team Emirates0:164 SCHMID Mauro Team Jayco AlUla0:235 NARVÁEZ Jhonatan INEOS Grenadiers0:346 VANSEVENANT Mauri Soudal Quick-Step0:407 TEJADA Harold Astana Qazaqstan Team0:498 VERONA Carlos Lidl - Trek1:039 MEINTJES Louis Intermarché - Wanty1:1410 RODRÍGUEZ Óscar INEOS Grenadiers1:52 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team47:37:352 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe3:163 MAS EnricMovistar Team3:584 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost4:105 LANDA MikelSoudal Quick-Step4:406 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers5:237 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe5:298 YATES AdamUAE Team Emirates5:309 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team,,10 BENNETT GeorgeIsrael - Premier Tech5:46 Perfil 13.ª Etapa ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 11 | O'Connor volta a ceder tempo Depois de um reciltal de Van Aert, a Vuelta tinha mais uma etapa acidentada num circuito feito ao redor do Campus Tecnológico Cortizo Padron. Os ciclistas tinham 166 km para percorrer num percurso com quatro contagens de montanha, duas de terceira e duas de segunda categoria. Fuga numerosa ameaçou top 10 Com uma edição da Vuelta tão em aberto, as etapas têm sido sempre muito disputadas. A jornada de hoje não foi exceção e uma fuga numerosa ameaçou vários ciclistas do top 10. Foram 39 os corredores que se adiantaram ao pelotão, com equipas interessadas na etapa e outras a tentar jogar taticamente para ganhar lugares na geral. Xandro Meurisse (Alpecin - Deceuninck) destacava-se dos demais e corria sozinho na frente, com os restantes 38 ciclistas na perseguição. O melhor classificado presente na fuga, George Bennett (Israel - Premier Tech), estava a 9'50 e ameaçava alguns lugares do top 10 já que a fuga chegou a ter mais de seis minutos. Meurisse alcançado Meurisse foi alcançado pelos perseguidores a 30 km para o fim e a frente da corrida ficou com 33 fugitivos. Com tantos ciclistas na frente, os ataques eram inevitáveis e foi Xabier Isasa (Euskaltel - Euskadi) o primeiro a mexer, continuando a sua combatividade na Vuelta. Apesar do ataque, o grupo fugitivo chegou compacto à última subida do dia que se previa decisiva para se chegar ao vencedor da etapa, quando o pelotão tinha cinco minutos de atraso. Ataques na última subida Mal se iniciou a subida, os ataques sucederam-se e partiram o grupo da frente que ficou espalhado pela estrada. Carlos Verona (Lidl - Trek), Max Poole (Team dsm-firmenich PostNL) e Urko Berrade (Equipo Kern Pharma) destacaram-se dos demais fugitivos e iniciaram a descida na frente. No pelotão, a Red Bull-Bora-hansgrohe impunha um ritmo muito forte preparando o ataque de Primož Roglič, que fez descolar muitos ciclistas, entre eles Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team). O líder da corrida tinha 30 segundos de desvantagem para os perseguidores da geral no final da subida. Créditos: Unipublic Cxcling/Jose Carlos Diaz Decisão da etapa Na aproximação à meta, vários ciclistas reentraram no grupo da frente e tinham oportunidade de decidir a etapa. Apesar disso Eddie Dunbar (Team Jayco AlUla) atacou nos metros finais, ganhou algum espaço e venceu a 11.ª etapa da Vuelta. Quinten Hermans (Alpecin - Deceuninck) terminou no segundo lugar e relegou Max Poole (Team dsm-firmenich PostNL) para o terceiro posto. No grupo dos favoritos, o derrotado do dia foi o líder da corrida Ben O'Connor, que perdeu 37 segundos para Roglič e outros ciclistas da geral. https://twitter.com/lavuelta/status/1828821487450550714 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=rPychw3O94Y Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 DUNBAR Eddie Team Jayco AlUla3:44:522 HERMANS Quinten Alpecin - Deceuninck0:023 POOLE Max Team dsm-firmenich PostNL,,4 NARVÁEZ Jhonatan INEOS Grenadiers0:045 BERRADE Urko Equipo Kern Pharma,,6 ZANA Filippo Team Jayco AlUla,,7 IZAGIRRE Ion Cofidis,,8 VERONA Carlos Lidl - Trek,,9 GAROFOLI Gianmarco Astana Qazaqstan Team,,10 MCNULTY Brandon UAE Team Emirates,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team43:54:542 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe3:163 MAS EnricMovistar Team3:584 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost4:105 LANDA MikelSoudal Quick-Step4:406 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers5:237 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe5:298 YATES AdamUAE Team Emirates5:309 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team,,10 BENNETT GeorgeIsrael - Premier Tech5:46 Perfil 12.ª Etapa ### Transferências 2025 | Ciclismo de Estrada Com o mês de agosto quase a terminar, foram já muitas as transferências confirmadas no ciclismo de estrada, numa altura em que as equipas se procuram reforçar para 2025, último ano do período de três anos onde se decide quem mantém as suas licenças World Tour, ou quem sobe e desce de divisão.  O mercado de transferências, que abriu a 1 de agosto, já viu algumas estrelas do pelotão internacional mudar de casa, casos como Julian Alaphilippe, Ethan Hayter ou Simon Yates.  Ler Mais | Bettiol poderá transferir-se para a Astana a meio da época  Créditos: Eltoromediadotcom Transferências confirmadas Julian Alaphilippe (Soudal Quick-Step) - Tudor Pro Cycling Team Terminou a longa, e por vezes conturbada, parceria do francês com a equipa belga de Patrick Lefevere. O francês abandona a equipa depois de seis vitórias etapas no Tour de France, dois campeonatos do mundo e uma Milano-Sanremo, entre muitas outras vitórias. Alaphilippe vai abraçar o projeto da Tudor Pro Cycling Team, equipa suíça que pretende dar o passo em frente no pelotão internacional com esta contratação. A.S.O. Charly Lopez Marc Hirschi (UAE Team Emirates) - Tudor Pro Cycling Team Outro dos nomes mais sonantes a mudar de equipa neste período de transferência sai em direção à Tudor Pro Cycling Team. Marc Hirschi, que só em agosto venceu duas clássicas do World Tour, reforça uma equipa à procura de crescer em qualidade e vitórias.  O suíço termina uma ligação de quatro anos com a equipa de João Almeida e Tadej Pogacar.  https://twitter.com/TudorProCycling/status/1822920942412005866 Ethan Hayter (INEOS Grenadiers) - Soudal Quick-Step Se a Soudal Quick-Step perdeu Alaphilippe, vai receber um ciclista de renome com perfil semelhante.   Ethan Hayter, que esteve na estrutura da INEOS Grenadiers desde que se tornou profissional, sai em direção à equipa belga depois de um ano menos conseguido, onde “apenas” venceu os campeonatos nacionais da Grâ-Bretanha. Alexey Lutsenko (Astana Qazaqstan Team) - Israel - Premier Tech O cazaque deixa a equipa do Cazaquistão, onde estava desde que a estrutura da Astana se tornou equipa do escalão World Tour.  Lutsenko, que ganhou etapas na Vuelta e no Tour, sai em direção à Israel - Premier Tech para ser uma possível opção como líder nas grandes corridas.  Simon Yates (Jayco AlUla) - Visma Lease a Bike A transferência de Simon Yates é talvez a mais sonante deste período de transferências. Apesar de não ser tão importante como a chegada de Primož Roglič à Bora Hansgrohe no ano passado, a Visma Lease a Bike junta aqui uma peça fundamental para o ataque ao novo domínio das Grandes Voltas em 2025. Com a chegada de Simon Yates, vencedor da Vuelta em 2018 e com mais de 30 vitórias profissionais, a equipa neerlandesa tem no britânico um excelente apoio na montanha para Jonas Vingegaard. Depois de assinar contrato por dois anos, a Visma Lease a Bike tem, pelo menos nas duas próximas temporadas Yates, Uijtdebroeks, Jorgenson e Kuss para fazer frente à super equipa da UAE Team Emirates que este ano esteve à partida do Tour. https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1819297862875759018 Jonathan Narváez (Ineos Grenadiers) - UAE Team Emirates Outro ciclista de renome que se transfere no final da época é Jonathan Narváez. O ciclista equatoriano junta-se à Emirates de Tadej Pogačar e João Almeida e fará parte da equipa pelo menos até ao fim de 2026. Com a contratação do também classicómano Florian Vermeersch (Lotto Dstny), Narváez poderá fazer parte, quem sabe, do projeto Paris-Roubaix de Pogačar. Para além disso, quando está em forma Narváez é capaz de grandes resultados, tal como aconteceu este ano na primeira etapa do Giro, que venceu e o fez ser o primeiro camisola rosa. Apesar da provável mas ainda não confirmada saída da equipa de Marc Hirschi, Narváez pode ser também o substituto ideal encontrado pela UAE Team Emirates. Créditos: Lapresse Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale) - (Jayco AlUla) A Jayco AlUla perdeu Simon Yates mas contratou Ben O'Connor, o seu novo líder e um ciclista que poderá encaixar como uma luva na equipa do seu país natal. Tendo já feito top 5 no Tour de France e Giro d'Itália, Ben O'Connor terá como grande objetivo nos dois anos que assinou pela equipa australiana, fazer pódio numa grande volta. Para além de lugares cimeiros em classificações gerais, O'Connor é sempre forte possibilidade de vitórias para a equipa em dias de montanha. https://twitter.com/GreenEDGEteam/status/1818906197438746657 Lenny Martinez (Groupama-FDJ) - Bahrain Victorious A transferência de Lenny Martínez para a Bahrain veio confirmar os rumores que já havia há alguns meses. O ciclista francês tem um potencial enorme é uma excelente aquisição para a Bahrain e uma enorme perda para a Groupama. Já com 6 vitórias em 2024, todas elas em clássicas de um dia e com apenas 21 anos, Martínez pode continuar a crescer dentro da nova equipa que esperará vitórias e bons resultados que justifiquem os dois milhões (rumor) por temporada durante três anos. Lenny Martínez, apesar da excelente aptidão para escalar, sofre da mesma maleita de tantos trepadores franceses, o contrarrelógio. O corredor francês deverá também treinar esta especialidade para dar à nova equipa bons resultados em provas por etapas. Créditos: Kike Abelleira Ler Mais | Equipa Sabgal-Anicolor rescinde com Mauricio Moreira  Outras transferências Laurence Pithie (Groupama – FDJ) - Red Bull - BORA – hansgrohe – o jovem neozelandês vai sair da estrutura francesa para reforçar o bloco de clássicas da equipa de Primoz Roglic. Venceu a sua primeira corrida World Tour este ano na Cadel Evans Great Ocean Road Race.  Victor Campenaerts (Lotto Dstny) - Team Visma | Lease a Bike – O experiente belga sai para reforçar o bloco da Team Visma | Lease a Bike. Em 2024, ganhou por uma vez, na etapa 18 do Tour de France. https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1828041181499887898 Lennard Kamna (Red Bull - BORA – hansgrohe) - Lidl – Trek - O “caça-etapas” alemão sai da equipa alemã após uma ligação de cinco anos. Vai para a Lidl – Trek com vitórias nas três grandes voltas, mas sem competir desde março e em recuperação de um acidente que teve durante um treino.  Alex Aranburu (Movistar Team) - Cofidis – Aranburu abandona a equipa espanhola depois de três anos onde conseguiu apenas quatro vitórias.  Dylan Teuns (Israel-Premier Tech) - Cofidis. Apesar da sua inconsistência, Dylan Teuns já venceu a Flèche Wallone em 2022 e com 14 vitórias profissionais chega à Cofidis com o objetivo de arrecadar pontos UCI que ajudem na manutenção da equipa no World Tour. Guillaume Martin (Cofidis) - Groupama-FDJ - O ciclista francês chega à Groupama depois de 5 anos na Cofidis. Sempre muito combativo e muito bom na montanha, Guillaume Martin pode ter na elteração de projeto a mudança que precisa para relançar a carreira. Bob Jungels (Red Bull-Bora-Hansgrohe) - Ineos Grenadiers - Já vencedor de um monumento e com vitórias em grandes voltas, Bob Jungels chega a uma Ineos que continua a perder elementos da equipa técnica. Desta vez foi Dan Bigham que saiu por não concordar com as políticas de performance da equipa. https://twitter.com/ciclistacofidis/status/1820810630711931255 Albert Withen Philipsen (Tscherning Cycling Academy) - Lidl-Trek - Apesar de ainda não ser um nome muito conhecido, não vai tardar até Albert Philipsen se dar a conhecer ao pelotão internacional já a partir de 2025. O versátil prodígio dinamarquês de apenas 17 anos tem ganho todas as corridas por onde passa e é uma das contratações mais interessantes para as próximas épocas. Giulio Pellizzari (VF Group-Bardiani CSF-Faizanè) - Red Bull-Bora-Hansgrohe - Depois de uma grande temporada onde se mostrou em grande nível no Giro d'Itália, a Red Bull-Bora-Hansgrohe tem em Pellizzari um dos melhores ciclistas sub-21 da atualidade para os próximos três anos. Créditos: Fabio Ferrari/Lapresse Pelotão Feminino Anna van der Breggen - SD Worx-Protime Anna van der Breggen é um dos regressos do ano e mais uma aquisição de peso para a SD Worx-Protime depois de deixar de correr pela equipa em 2021. A ciclista de 34 anos já foi bicampeã mundial e medalha de ouro olímpica e para além disso tem no seu enorme currículo mais de 60 vitórias, contando com umas impressionantes 7 vitórias seguidas (2015-2021) na Flèche Wallone Feminina. Van der Breggen pode ser a substituta ideal de Lotte Kopecky, que ainda tem o seu futuro indefinido. https://twitter.com/teamsdworx/status/1803823922514665952 Pauline Ferrand-Prévot (Ineos Grenadires) - Visma Lease a Bike Depois de 5 épocas off-road e da medalha de ouro no XCO feminino em Paris, Pauline Ferrand-Prévot vira agora todas as suas atenções para a estrada onde já foi campeã do mundo em 2014. A ciclista francesa assinou um contrato por três anos com a Visma Lease a Bike, tendo como grande objetivo vencer a Volta a França Feminina. Prévot é uma excelente adição ao pelotão feminino internacional, depois de um ano onde a SD Worx-Protime já teve uma maior concorrência. Esta chegada da ciclista de 32 anos vem aumentar ainda mais a competividade dentro do pelotão feminino. https://twitter.com/visma_lab_women/status/1821110670315680027 Juliette Labous (DSM-Firmenich PostNL) - FDJ-SUEZ Uma das ciclistas mais conceituadas do pelotão feminino e vencedora da Volta a Burgos Feminina deixa a DSM-Firmenich PostNL para se juntar a um projeto também ele francês. Com apenas 25 anos, Labous tem ainda muita margem de progressão para continuar a melhorar a sua versatilidade, uma das suas mais importantes características. A ciclista francesa tem neste novo projeto a oportunidade de continuar a fazer top 3 nas corridas mais importantes do calendário feminino. Créditos: Eltoromediadotcom Outras transferências Riejanne Markus (Team Visma | Lease a Bike) - Lidl – Trek – A especialista do contrarrelógio abandona a equipa holandesa depois de quatro épocas em que ganhou por sete vezes. Reforça a Lidl – Trek, que fez várias contratações importantes.  Anna Henderson (Team Visma | Lease a Bike) - Lidl – Trek – a britânica faz exatamente o mesmo percurso que Markus. Henderson venceu por uma vez este ano e foi medalha de prata no contrarrelógio olímpico.  https://twitter.com/LidlTrek/status/1826893820111229438 Emma Norsgaard (Movistar Team) - Lidl – Trek – A norueguesa foi o terceiro grande nome a fazer a mudança para a Lidl – Trek neste período de transferências. Venceu por doze vezes nos quatros ano de Movistar Team, incluindo uma vitória no Tour de France feminino.  ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 10 | Aert-Trick Depois de ultrapassado o primeiro dia de descanso, a Vuelta tinha mais uma etapa de montanha que ia voltar a testar os ciclistas depois de nove etapas muito duras. Os ciclistas saíram de Ponteareas em direção a Baiona e tinham 160 km para percorrer. Pelo meio havia quatro contagens de montanha para ultrapassar com a mais dura a estar guardada para o fim da etapa, uma subida de primeira categoria situada a 20 km da meta. Unipublic Cxcling/Naike Erenozaga Fuga com cinco elementos Com ainda muita Vuelta para percorrer, a etapa de hoje dava possibilidade a uma fuga de ter sucesso. Cinco elementos adiantaram-se ao pelotão e formaram a fuga desta etapa 10. Foram eles Wout van Aert (Team Visma-Lease a Bike), Marc Soler (UAE Team Emirates), William Lecerf (Soudal Quick-Step), Juri Hollmann (Alpecin - Deceuninck) e Quentin Pacher (Groupama - FDJ). Sem nenhum ciclista que ameaçasse a geral, a fuga teve liberdade e correu praticamente toda a etapa com mais de cinco minutos de vantagem para o pelotão. Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Ataque no início da última subida Wout van Aert atacou no sprint intermédio situado antes início da última subida do dia Alto de Mougás (9,9km a 6,1%) e ganhou alguma vantagem. Quentin Pacher seguiu-o e os dois ciclistas distanciaram-se dos seus colegas de fuga e iam ganhando vantagem enquanto os perseguidores se entreolhavam. No final da subida, a dupla atacante tinha 30 segundos de vantagem para o trio atrasado e iniciou a descida em direção à meta na frente. https://twitter.com/lavuelta/status/1828444299777675291 Pacher Vs van Aert Pacher e van Aert aumentaram a vantagem na descida para mais de um minuto e a decisão da etapa ia ficar para estes dois ciclistas. No sprint a dois que decidiu a jornada, foi Wout van Aert que venceu batendo com facilidade Pacher que ficou no segundo lugar. Van Aert fez uma grande etapa e venceu pela terceira vez nesta Vuelta, aumentando também a vantagem na camisola dos pontos. Marc Soler foi o melhor dos perseguidores e ficou no terceiro lugar da etapa chegando já a mais de dois minutos do vencedor. O pelotão chegou passados 5'31 com todos os favoritos integrados. Vídeo resumo https://youtu.be/GP_gtuvPaIw?si=_bW1XDs5rsciWqVs Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VAN AERT Wout Team Visma | Lease a Bike3:50:472 PACHER Quentin Groupama - FDJ0:033 SOLER Marc UAE Team Emirates2:014 LECERF William Junior Soudal Quick-Step,,5 HOLLMANN Juri Alpecin - Deceuninck,,6 JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi5:137 NARVÁEZ JhonatanINEOS Grenadiers5:318 KÜNG StefanGroupama - FDJ,,9 BENNETT GeorgeIsrael - Premier Tech,,10 TEJADA HaroldAstana Qazaqstan Team, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team40:05:542 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe3:533 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost4:324 MAS EnricMovistar Team4:355 LANDA MikelSoudal Quick-Step5:176 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe5:297 YATES AdamUAE Team Emirates5:308 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team,,9 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers6:0010 GAUDU DavidGroupama - FDJ6:32 Perfil 11.ª Etapa ### Novo Espigão FOX Transfer Neo A FOX anunciou o seu novo Espigão Transfer Neo, a nova versão do modelo de 2025 com maior durabilidade, maior curso e sem fios. Segundo a marca, este novo espigão tem também uma posição da bateria mais baixa, mais espaçolivre para os pneus, atuação mais rápida e uma sensação natural do manipulo. Espigão Transfer Neo A FOX afirma que eliminou todas as funções não essenciais deste sistema em prol da velocidade o que resultou praticamente de nenhuma latência entre o acionamento do manipulo e o movimento do espigão para a posição exata que se quer. Posição Estratégica da Bateria Para eliminar os problemas de espaço dos pneus encontrados pelos espigões wireless em certos quadros, a bateria e o controlador do Transfer Neo estão colocados na parte inferior exposta do espigão logo acima da braçadeira do quadro, em vez de imediatamente abaixo do selim. A posição da bateria pode ainda ser instalada para a frente, sendo necessária a desmontagem do espigão num Fox Service Center. A posição da bateria foi pensada para que, num “bottom out” da roda, o Transfer Neo permita a utilização de todo o curso da suspensão. Ao contrário do novo Transfer Neo, para alcançar os 6 mm de distância entre o pneu e a bateria recomendados pela ISO, outros espigões telescópicos sem cabos devem ser montados até 18 mm acima da inserção total. Esta posição, combinada com uma altura de pilha mais alta, significa que a altura do selim fica 40 mm mais alta do que o Transfer Neo quando totalmente comprimido. A FOX informa também que o Transfer Neo permite ter uma bicicleta mais manobrável nas descidas, com a segurança acrescida do selim não interferir nas zonas mais inclinadas. Para além disso permite a produção de uma opção de 200 mm de curso em todos os diâmetros, dando aos ciclistas mais altos, a opção de um espigão de longo curso com uma posição que inspira confiança nas descidas. Manípulo Ergonómico O zona de contacto do polegar do manipulo do Transfer Neo é revestida com borracha e imita a textura e a distância do guiador de um manipulo Transfer normal, mas com um ponto de ativação mais curto. O alcance mais curto significa que a alavanca pode ser rodada mais para baixo do guiador, evitando o contacto do manípulo com o nó do polegar do ciclista, ao mesmo tempo que oferece uma utilização mais ergonómica. A sensação tátil do manípulo assegura que o ciclista sente quando aciona o espigão telescópico. O design elegante da manete Transfer Neo permite ficar apenas 36 mm abaixo do guiador, significando menos hipóteses de contacto entre a manete e o tubo superior da bicicleta. Outras características: Bateria CR2032; Substituição sem ferramentas; Fácil acesso; Duração prevista da pilha: 1 ano; Opções de fixação standard de 22,2 mm, Matchmaker E I-SPEC EV; Zona de contacto moldada em borracha; Redução de 6x do alcance do manípulo em comparação com o do Transfer normal; Botão de emparelhamento e indicador LED; Classificação de impermealibidade IPX7; 62g (com anel de fixação de 22,2 mm). Aplicação Otimizada O Transfer Neo tem suporte total através da aplicação FOX Bike, permitindo aceder rapidamente a uma visão geral dos componentes, descarregar atualizações de firmware e ativar funcionalidades úteis como o Bike Park Mode, o Transport Mode e monitorizar o acompanhamento dos intervalos de manutenção. O modo Bike Park desativa temporariamente o Transfer Neo, evitando a extensão acidental do espigão do selim ao descer trilhos. O modo Transporte foi concebido para conservar a energia da bateria do Transfer Neo tal como o nome indica, durante o transporte. Todos os detalhes Disponibilidade e preços Podes ver as características completas, disponibilidade e preços, aqui no site da Bicimax. ### João Almeida ou Iúri Leitão: quem é o ciclista do ano? Ciclista Beatriz Pereira assina um artigo que convida ao debate acerca de um dos temas do ano: quem é o ciclista de 2024, João Almeida ou Iúri Leitão? Quando pensamos em escrever algo que convida ao debate o timing é tudo. Há tempos postei no X uma questão: Se João Almeida adicionar o triunfo da Vuelta a Espanha ao 4.º lugar do Tour de France e tendo em conta as medalhas conquistadas por Iúri Leitão nos Jogos Olímpicos, qual deles seria considerado o melhor ciclista ou até o atleta português de 2024? O Covid trocou-nos as voltas e João Almeida foi forçado a abandonar a Vuelta. A questão perdeu sentido, mas o debate é relevante. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga João Almeida conseguiu o primeiro lugar dos mortais Com certeza a maioria dos leitores são espectadores assíduos das grandes corridas do calendário WorldTour e puderam assistir ao Tour de 2024 onde o João Almeida conseguiu o primeiro lugar dos mortais, o 4.º, na geral individual. Alguns sabem a dificuldade da preparação para uma grande volta, várias semanas longe de casa a viver num sítio onde o ar é rarefeito. Sabem também a complicação inerente a fazer um top 5  numa grande volta, ainda para mais a rainha do calendário internacional. Após os Jogos Olímpicos (JO) e depois do sucesso do ciclismo de pista é fácil sentirmo-nos inspirados a sonhar. O Tour é o Tour. Como medir o impacto de João Almeida se ter tornado o primeiro português a fechar top 5 nas três grandes? Nem Joaquim Agostinho o fez. Créditos: Ed Sykes/SWpix.com Iúri Leitão deu a Portugal metade das medalhas em Paris 2024 No ciclismo de pista a equipa Portugal não se qualificou com nenhum atleta masculino para nenhuma disciplina nos JO de Tóquio 2020. Na altura, apenas a Tata Martins foi capaz de qualificar-se para o Omnium. Neste ciclo olímpico, mais curto do que o habitual, foi possível a qualificação de mais duas modalidades: Omnium e Madison masculinos. Apesar do Iúri Leitão correr também na estrada, representado as cores da Caja Rural, sabemos que o foco nos últimos três anos foi a qualificação para os JO. Conseguiríamos imaginar uma estreia olímpica de atletas masculinos na pista seria tão boa? Iúri Leitão deu a Portugal metade das medalhas em Paris 2024! Créditos: Zac Williams/SWpix.com Agradável surpresa A prata graças a um honroso segundo lugar no Omnium e a medalha de ouro com a ajuda de Rui Oliveira. Depois do selecionador de pista, Gabriel Mendes, ter colocado como objetivo os oito primeiros nas três corridas e apesar de sabermos que o Iúri é um corredor talentoso, penso que todos tivemos uma agradável surpresa. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters João Almeida ou Iúri Leitão? Por fim, sabiam que nunca um campeão do Tour de France ganhou a prova de fundo dos JO? E campeões do mundo só três – Ercole Baldini, Hennie Kuiper e Paolo Bettini – chegaram à glória olímpica na corrida de estrada. Algo nos ensina a história sobre o difícil que é vencer eventos com diferentes perfis. Tour ou JO? João Almeida ou Iúri Leitão? O que vai desequilibrar a balança na hora da decisão do atleta do ano em 2024? Este exercício é bastante discutível, alguns dirão polémico, por isso alegro-me por ter sido eu a lançar o debate que alguém terá de encerrar. Beatriz Pereira é ciclista da Rio Miera Cantábria Deporte. Conhece-a melhor nesta entrevista! ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 9 | Adeus de Almeida em dia de ataques na Geral  A nona etapa da Vuelta a Espanha 2024 ligou Motril a Granada (178.5 km de extensão), numa etapa com três contagens de primeira categoria.  O dia começou com uma notícia triste para os adeptos portugueses – abandono de João Almeida após contrair Covid-19.  A etapa foi atacada desde início com favoritos à geral a entrar na fuga do dia. As movimentações tiveram sucesso e Adam Yates venceu a etapa através da fuga.  Fuga do dia  A fuga do dia formou-se cedo, com nomes fortes a compor uma fuga de 26 ciclistas. Entre eles estavam Nelson Oliveira (Movistar Team), Wout van Aert (Team Visma | Lease a Bike), Adam Yates (UAE Team Emirates) ou David Gaudu (Groupama – FDJ).  https://twitter.com/lavuelta/status/1827670704998801460 A 100 km do fim, a fuga tinha cerca de 6:00 de vantagem sobre o pelotão.  As movimentações na fuga começaram no início dos terrenos montanhosos. A 58 km do fim, ataque de Yates – o britânico isolou-se na frente da corrida.  Última subida  Na última subida, Yates estava isolado na frente. Richard Carapaz (EF Education – EasyPost) e Gaudu seguiam na perseguição.  No pelotão, que já ia muito curto, Enric Mas (Movistar Team) atacou e conseguiu abrir algum espaço.  A situação manteve-se até ao fim da subida e na descida até à meta. Adam Yates venceu a etapa e voltou a colocar-se em posição para discutir a classificação geral.  https://twitter.com/lavuelta/status/1827734216957628453 Richard Carapaz, que arracou do pelotão, foi segundo na etapa. Ben O’Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team) foi terceiro.  Os Portugueses  Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Branco Os portugueses ficaram reduzidos ao português. Nelson Oliveira (Movistar Team), que está na sua vigésima primeira Grande Volta, é o único português em prova. O rolador da Team Movistar esteve na fuga do dia, e depois trabalhou para o seu líder, Enric Mas, que está na luta pela classificação geral da Vuelta a Espanha 2024. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=qCZCVg6bHOU Top 10 da etapa  Posição Ciclista Equipa Tempo 1  YATES Adam UAE Team Emirates 4:42:28 2  CARAPAZ Richard EF Education - EasyPost 1:39 3  O'CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team 3:45 4 LANDA Mikel Soudal Quick-Step “ 5  LIPOWITZ Florian Red Bull - BORA - hansgrohe “ 6 SIVAKOV Pavel UAE Team Emirates “ 7  RODRÍGUEZ Carlos INEOS Grenadiers “ 8  ROGLIČ Primož Red Bull – BORA – hansgrohe “ 9  GAUDU David Groupama - FDJ “ 10  MAS Enric Movistar Team “  Top 10 da classificação geral  Posição Ciclista Equipa Tempo 1  O’CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team 36:09:36 2  ROGLIČ Primož Red Bull – BORA – hansgrohe 3:53 3 CARAPAZ Richard EF Education - EasyPost 4:32 4  MAS Enric Movistar Team 4:35 5  LANDA Mikel Soudal Quick-Step 5:17 6  LIPOWITZ Florian Red Bull – BORA – hansgrohe 5:29 7 YATES Adam UAE Team Emirates 5:30 8  GALL Felix Decathlon AG2R La Mondiale Team “ 9 RODRÍGUEZ Carlos INEOS Grenadiers 6:00 10  GAUDU David Groupama - FDJ 6:32  Perfil da etapa 10 Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: Unipublic Cxcling / Naike_Erenozaga ### Daniel Moreira vencedor da Amstel Gold Race Amstel Gold Race caiu para Daniel Moreira após fuga vitoriosa. Minhoto corre na Willebrord Wil Vooruit com mais dois portugueses. O júnior de segundo ano, Daniel Moreira, da Willebrord Wil Vooruit ganhou a Amstel Gold Race realizada a 18 de agosto. A prova é conhecida como Résidence Valkenburg Klim Classic, mas para atletas e diretores é a Amstel júnior! É também um de nove eventos que compõe a AGU Topcompetitie, série que premeia o melhor júnior dos Países Baixos. Este ano teve 110 km com múltiplas passagens no Cauberg. Foi logo na primeira que tudo ficou decidido: aos 10 km formou-se uma fuga de sete corredores que chegou à meta. Collin Westbroek (WPGA Junioren) – um dos melhores corredores do ano – e Vigo Veenis (WV De IJSSELSTREEK) fecharam o pódio. Daniel Moreira, natural de Viana do Castelo, passa a fazer parte de uma curta lista de campeões onde encontramos Remco Evenepoel (2017). Projeto júnior é parceiro da Axeon Daniel Moreira corre pela equipa neerlandesa fundada em 1946 em St. Willebrord, provincia da Brabante do Norte na fronteira com a Flandres. Também lá estão Guilherme Mestre (27º na Amstel) e Dinis Martins (3º nos Nacionais). Desde janeiro que o projeto júnior é parceiro da Axeon de Axel Merckx, transformando-se em Willebrord Wil Vooruit Hagens Berman – Jayco. Em 15 épocas 48 ciclistas saíram da Axeon para o WorldTour, incluindo os gémeos Ivo e Rui Oliveira, João Almeida e Rúben Guerreiro. Pela Willebrord passaram Olav Kooij, Dylan Groenewegen, Ben Tulett e Finn Fisher Black. ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 8 | Covid quebra João Almeida Entrada da Vuelta num fim de semana com duas etapas que prometem fazer novas diferenças na geral, em mais uma etapa de média montanha que ligou Úbeda a Cazorla. O percurso tinha 159 km com duas subidas categorizadas, uma de segunda categoria e outra de terceira, coincidente com o final de etapa. A última subida, Sierra de Cazorla (4.8 km à 7.2%) tinha pendentes de 10% no final e era preciso boa colocação e boas pernas para não perder tempo. Unipublic Sprint Cycling Agency João Almeida debilitado Com a aproximação da última subida e o aumento do ritmo de corrida por parte da Red Bull Bora Hansgrohe, notou-se debilidade de João Almeida, que num primeiro momento seguiu nas ultimas posições do grupo dos favoritos, mas nas zonas mais duras da subida final acabou por quebrar e ceder muito tempo no final da etapa. Créditos: Unipublic - Cxcling Naike Erenozaga No momento em que escrevemos, de acordo com informação dos comentadores do canal Eurosport, João Almeida terá contraído Covid-19, o que explica a debilidade do português. João Almeida cai para 26.ª posição da geral e está agora a mais de nove minutos do líder. Nélson Oliveira continua indispensável à Movistar na Vuelta e ao seu líder, hoje fez mais uma grande etapa de trabalho no apoio a Enric Mas. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Branco Fuga tardou a formar-se Foram várias os ataques e muitos os ciclistas que tentaram escapar-se desde início, o que aumentou muito o ritmo da corrida e a fuga tardou a formar-se. Depois de percorridos 70 km, oito ciclistas conseguiram sair do pelotão e, não havendo perigo para a geral, tiveram liberdade e formaram a fuga do dia. O melhor colocado na geral era Harold Tejada (Astana Qazaqstan Team) que estava a 6´57, numa fuga que rapidamente ganhou mais de quatro minutos ao pelotão. Unipublic Sprint Cycling Agency Subida à Sierra de Cazorla No início da subida à Sierra de Cazorla a fuga levava pouco mais de um minuto de vantagem e as chances de sucesso eram muito reduzidas. A Red Bull-Bora-hansgrohe entrou com tudo na subida e o grupo dos favoritos ficou muito reduzido enquanto João Almeida sofria na retaguarda. Primož Roglič (Red Bull - BORA - hansgrohe) fez vários ataques durante a subida, descarregando rivais e alcançando elementos da fuga. Só Enric Mas conseguiu seguir com o esloveno. Créditos: Unipublic - Cxcling Toni Baixauli A decisão da etapa ficou para esta dupla e foi Roglič o mais forte, batendo Mas no sprint final. Mikel Landa (Soudal Quick-Step) ficou no terceiro lugar da etapa e o líder Ben O'Connor, perdeu quarenta e seis segundos (mais dez nas bonificações) para Primoz Roglic. Créditos: Unipublic - Sprint Cycling Agency Vídeo dos últimos quilómetros https://youtu.be/MGXkNPT0WnI?si=xPpuyecTbg07ZjSj Top 10 Etapa PosiçãoNomeEquipaTempo1Primoz RoglicRed Bull-BORA-hansgrohe03:38:342Enric MasMovistar Team+ 003Mikel LandaSoudal Quick-Step+ 144Antonio TiberiBahrain Victorious+ 175Mattias SkjelmoseLidl-Trek+ 216Carlos RodriguezINEOS Grenadiers+ 217Harold TejadaAstana Qazaqstan Team+ 248Edward DunbarTeam Jayco-AlUla+ 269Lennert Van EetveltLotto Dstny+ 2910Jack HaigBahrain Victorious Top 10 Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Ben O'ConnorDecathlon AG2R La Mondiale Team31:23:272Primož RogličRed Bull - BORA - hansgrohe+3:493Enric MasMovistar Team+4:314Antonio TiberiBahrain - Victorious+5:005Mikel LandaSoudal Quick-Step+5:136Lennert Van EetveltLotto Dstny+5:157Cristián RodríguezArkéa - B&B Hotels+5:198Mattias SkjelmoseLidl - Trek+5:249Florian LipowitzRed Bull - BORA - hansgrohe+5:2510Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+5:26 Perfil 9.ª Etapa Créditos: A.S.O. ### Volta a França do futuro: Etapa 7 – Susto para o líder  A sétima e última etapa da Volta a França do futuro ligou Bobbio Pelice a Colle delle Finestre (127,2 km de extensão). A última subida do dia contou com 18 km a 9,3% de elevação.  Pablo Torres (Espanha) venceu a etapa e chegou muito perto da liderança da corrida.  Lucas Lopes foi o melhor português, a 7:59 do vencedor. Ascendeu à posição 12 da classificação geral.  Ler mais | Diário de um sub-23 – Lucas Lopes Fuga do dia  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1827293272567357452 A fuga do dia criou-se logo no início da etapa. Contou com quatro ciclistas: Niklas Behrens (Alemanha), Pietro Mattio (Itália), Julian Kot e Marek Kapela (Polónia).  A fuga chegou a quase 3:00 de vantagem. Foi alcançada a cerca de 14 km do final, quando começaram as movimentações no grupo dos favoritos.  Movimentações decisivas  As movimentações decisivas começaram a 13 km do fim, quando Pablo Torres atacou e deixou Joseph Blackmore (Reino Unido) em dificuldades.  Atrás de Pablo Torres, criou-se um grupo perseguidor com Blackmore e Tijmen Graat (Países Baios). Nesta luta decidiu-se a classificação geral.  A movimentação de Pablo Torres teve sucesso e o espanhol foi o vencedor da etapa. Blackmore foi segundo, a 3:43 – o suficiente para se agarrar à liderança da corrida por apenas 0:12.  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1827355017516625963 Tijmen Graat foi terceiro na etapa e fechou também com o terceiro lugar da classificação geral.  Os portugueses  Lucas Lopes foi o melhor português. Chegou na posição 18 a 7:59 do vencedor.  O melhor português na classificação geral foi também Lucas Lopes, ao fechar na posição 12 a 14:56 do vencedor. Daniel Lima foi o segundo melhor português, na posição 26.  Créditos: UVP-FPC Os vencedores  Joseph Blackmore foi o grande vencedor desta edição da Volta a França do futuro. O britânico venceu com 0:12 de vantagem sobre Pablo Torres, e 0:50 de Tijmen Graat.  Blackmore levou também a camisola dos pontos. Tijmen Graat venceu a camisola da montanha, e Pablo Torres a camisola da juventude.  Joseph Blackmore foi o grande vencedor desta edição da Volta a França do futuro. O britânico venceu com 0:12 de vantagem sobre Pablo Torres, e 0:50 de Tijmen Graat.  Top 10 da etapa  Posição     Ciclista     Seleção     Tempo     1     TORRES Pablo Esapanha 3:20:30     2     BLACKMORE Joseph  Reino Unido   3:43 3     GRAAT Tijmen  Países Baixos    4:09 4     BISIAUX Léo  França   5:41 5     ROLLAND Brieuc França 5:42  6     PESCADOR Diego Colômbia “ 7     DALBY Simon  Dinamarca  5:50 8     GUARDEÑO Jaume Espanha 6:00  9     REX Tim Bélgica  6:05  10     ZERAI Nahom UCI WCC Men's Team 6:11  Top 10 da classificação geral  Posição     Ciclista     Seleção     Tempo     1     BLACKMORE Joseph  Reino Unido   20:37:36     2     TORRES Pablo Espanha    0:12 3     GRAAT Tijmen  Países Baixos    0:50     4     BISIAUX Léo  França   2:43   5     KAJAMINI Florian Samuel Itália  3:40   6     DALBY Simon Dinamarca  4:29   7     PESCADOR Diego Colômbia   8:56    8     ROLLAND Brieuc  França  9:29     9     WENZEL Mats  Luxemburgo  10:04  10     SCALCO Matteo Itália   11:49  Créditos da foto de destaque: FPC ### Volta a França do futuro: Etapa 6 - Revolução no top 10 A sexta etapa da Volta a França do futuro ligou Les Karellis a Condoue (119.3 km de extensão).  A etapa ficou marcada por uma fuga com vários candidatos à geral que vingou, e fez Joseph Blackmore (Reino Unido) ascender à liderança.  Lucas Lopes foi o melhor português, a 5:09 do vencedor. É agora o melhor luso na classificação geral, na posição 13. Fuga do dia  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1826948770690449832 A etapa ficou marcada por uma separação no pelotão que se criou a 86 km do fim. Muitos favoritos ficaram no grupo da frente, mas o líder da corrida, Pablo Torres (Espanha) ficou no segundo grupo.  A 55 km do fim, oito ciclistas compunham o grupo da frente, entre eles Blackmore, Tijmen Graat (Países Baixos) e Samuel Kajamini (Itália). O grupo tinha 1:00 de vantagem para Torres e 2:00 para Jarno Widar (Bélgica).  A vantagem da fuga continuou a aumentar até ao fim da etapa, enquanto Torres fazia a perseguição à frente.  A chegada  À chegada, a frente da corrida tinha um grupo de oito ciclistas que discutiram a etapa entre si.  Simon Dalby (Dinamarca) tentou atacar no último quilómetro, sem sucesso. Chegado o sprint, Louis Sutton (Reino Unido) foi o primeiro a lançar, mas Kajamani foi o mais forte e venceu a etapa.  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1827003970973253730 Em segundo lugar ficou Emiel Verstrynge, e em terceiro Sutton. Blackmore chegou no primeiro grupo e ascendeu à liderança da corrida.  Os portugueses  O melhor português foi Lucas Lopes, a 5:09 do vencedor.  Na classificação geral, o melhor português é Lucas Lopes, na posição 13, a 10:40 do líder. Daniel Lima está na posição 16, a 12:02 da liderança. Top 10 da etapa  Posição    Ciclista    Seleção    Tempo    1    KAJAMINI Florian Samuel Itália    2:53:43    2    VERSTRYNGE Emiel Bélgica   "3    SUTTON Louis Reino Unido "  4    BISIAUX Léo França  "5    VAN BEKKUM Darren Países Baixos " 6    BLACKMORE Joseph Reino Unido  "7    GRAAT Tijmen Países Baixos   "8    DALBY Simon Dinamarca 0:04 9    MATTIO Pietro Itália 4:57 10    WENZEL Mats Luxemburgo 4:58  Top 10 da classificação geral  Posição    Ciclista    Seleção    Tempo    1    BLACKMORE Joseph Reino Unido  17:13:23    2    GRAAT Tijmen Países Baixos   0:24   3    BISIAUX Léo França  0:45    4    KAJAMINI Florian Samuel Itália    1:10  5    DALBY Simon Dinamarca 2:22  6    TORRES Pablo Espanha 3:55  7    WIDAR Jarno Bélgica    6:49   8    PESCADOR Diego Colômbia 6:57    9    WENZEL Mats Luxemburgo 6:58 10    ROLLAND Brieuc França 7:30  Perfil da etapa 7 A sétima e última etapa da Volta a França do futuro termina com uma subida de 18 km a 9% de inclinação, que promete muita ação na classificação geral. Créditos da foto de destaque: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 7 | Visma dá-te Asas Depois de um dia surpreendente e que pode ter marcado a história desta Vuelta, o pelotão tinha mais uma etapa de média montanha com um percurso bastante acidentado. Créditos: Unipublic - Sprint Cycling Agency Os ciclistas saíram de Archidona em direção a Cordoba e tinham 180,5 km para percorrer. A grande dificuldade do dia, uma subida de segunda categoria, estava situada a 30 km do final e era aqui, no Alto del 14% (7,4km a 5,6%), que estavam postos os olhos para a decisão da etapa. Unipublic Cxcling-Toni/Baixauli Isasa foi o combativo do dia A Euskaltel-Euskadi não tem perdido oportunidades para mostrar as suas cores nesta Vuelta. Xabier Isasa foi o combativo do dia e repetiu a fuga da terceira etapa mas desta vez sem companhia. O ciclista de 22 anos fez quase toda a etapa a solo, chegando a ter uma vantagem de mais de oito minutos para o pelotão controlado pela Visma-Lease a Bike e a Alpecin Deceuninck. Isasa acabou por ser alcançado a 40 km para o fim, quando o pelotão acelerou e preparava a ascensão ao Alto del 14%. Unipublic Cxcling/Naike Erenozaga Ataque de Primož Roglič Foram a Visma-Lease a Bike e a Red Bull-Bora-hansgrohe a impôr o ritmo no pelotão na subida, tentando eliminar ciclistas que estivessem em dia menos. Na parte mais dura, a Red Bull-Bora-hansgrohe aumentou o ritmo para o ataque de Primož Roglič, que aconteceu mas sem resultados práticos. Kaden Groves (Alpecin Deceuninck), um dos favoritos no dia de hoje, sofreu uma queda quando a subida terminou, ficado arredado da luta pela etapa. Antes do início da descida, Marc Soler (UAE Team Emirates) atacou e ganhou alguma vantagem para o grupo dos favoritos, que já ia muito reduzido. https://twitter.com/lavuelta/status/1827004993376768397 Grupo reduzido decide a etapa Soler foi alcançado já muito perto do final e a etapa ia ser decidida pelo grupo dos ciclistas que resistiram à subida, composto praticamente por ciclistas da geral mas com Van Aert (Visma-Lease a Bike) entre eles. As circunstâncias da etapa estavam propícias à vitória de Van Aert, muito por culpa do grande trabalho de Sepp Kuss, o que veio a confirmar-se uns quilómetros à frente. O ciclista belga não deu hipóteses à pouca concorrência no sprint e venceu a segunda etapa desta edição da Vuelta, aumentando também a vantagem na camisola dos pontos Em segundo lugar ficou Mathias Vacek (Lidl - Trek) e o terceiro lugar ficou para Pau Miquel (Equipo Kern Pharma) Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=5xUZy3s_aHo Top 10 Etapa PosiçãoCislistaEquipaTempo1 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike180804:15:392 VACEK MathiasLidl - Trek13050,,3 MIQUEL PauEquipo Kern Pharma9535,,4 KÜNG StefanGroupama - FDJ8025,,5 HERMANS QuintenAlpecin - Deceuninck6018,,6 PACHER QuentinGroupama - FDJ4515,,7 ROTA LorenzoIntermarché - Wanty4012,,8 TEJADA HaroldAstana Qazaqstan Team3510,,9 POOLE MaxTeam dsm-firmenich PostNL308,,10 BENNETT GeorgeIsrael - Premier Tech256, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team27:44:072 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe4:453 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates4:594 MAS EnricMovistar Team5:235 RODRÍGUEZ CristiánArkéa - B&B Hotels5:266 TIBERI AntonioBahrain - Victorious5:297 VAN EETVELT LennertLotto Dstny5:328 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe5:379 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team5:3810 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek5:49 Perfil 8.ª Etapa Créditos: A.S.O. Créditos foto de destaque: Unipublic_Sprint_Cycling_Agency ### Volta a França do futuro: Etapa 5 - Mudança na liderança A quinta etapa da Volta a França do futuro ligou La Rosière a Les Karellis (142,6 km de extensão). A ação da classificação geral aconteceu na última subida do dia. O vencedor da etapa foi Pablo Torres, novo líder da corrida. O melhor português foi Lucas Lopes, a 2:09 do vencedor. Daniel Lima é o melhor português na classificação geral. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1826583011510681776 Fuga do dia A fuga do dia formou-se cedo. A 120 km do fim, 12 ciclistas destacaram-se na frente da corrida. A 80 km do fim, a frente da corrida partiu-se em dois grupos. Ficaram na frente 6 ciclistas. Este grupo chegou à última subida do dia com 2:30 de vantagem sobre o pelotão. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1826593785188663457 Última subida A última subida do dia foi uma contagem de montanha de primeira categoria (12,3 km a 7,8%). Logo no início da subida, Tobias Svarre (Dinamarca) atacou e destacou-se do grupo. A 9 km do fim, ficou isolado na frente com 0:30 para um grupo perseguidor com quatro ciclistas. Últimos quilómetros A ação no grupo dos favoritos ficou guardada para o fim. Ataques de Jarno Widar (Bélgica) e Pablo Torres (Espanha) partiram o pelotão, que ia já muito curto. Pablo Torres conseguiu destacar-se na frente. O espanhol seguiu sozinho e ultrapassou Svarre, o último fugitivo. Ganhou a etapa e ascendeu à liderança da classificação geral. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1826643779962511466 Os portugueses No dia que viu João Martins abandonar a Volta a França do futuro, Lucas Lopes foi o melhor português, a 2:09 do vencedor. Daniel Lima chegou a 3:14 de Torres. Foi o segundo melhor português do dia, e é o melhor português na classificação geral: posição 16 a 5:44 do líder. Créditos: FPC Top 10 da etapa Posição   Ciclista   Seleção   Tempo   1   TORRES Pablo Espanha4:02:06   2   VAN BEKKUM Darren Países Baixos  0:36  3   WIDAR JarnoBélgica  0:45   4   GRAAT TijmenPaíses Baixos  0:56 5   LEONARD MichaelCanadá 1:04 6   SVARRE TobiasDinamarca1:15 7   KAJAMINI Florian SamuelItália   1:20  8   BLACKMORE JosephReino Unido 1:26   9   BISIAUX LéoFrança “   10   GUALDI SimoneItália1:35  Top 10 da classificação geral Posição   Ciclista   Seleção   Tempo   1   TORRES Pablo   Espanha14:18:37   2   WIDAR Jarno Bélgica  0:31  3   BLACKMORE JosephReino Unido   1:03   4   GRAAT TijmenPaíses Baixos 1:27 5   LEONARD MichaelCanadá1:48 6   BISIAUX LéoFrança" 7   KAJAMINI Florian Samuel Itália   2:13 8   PESCADOR Diego  Colômbia2:51 9   WENZEL Mats Luxemburgo 3:03  10   DALBY Simon  Dinamarca 3:21 Perfil da etapa 6 Créditos da foto de destaque: FPC ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 6 | Novo líder na Vuelta O terreno acidentado regressou à Vuelta na sexta etapa onde um percurso de média montanha aguardava os ciclistas, depois de uma peculiar saída de etapa dentro de um supermercado. O calor não dava tréguas e havia 185 km para percorrer, que ligaram Jerez de la Frontera a Yunquera onde a etapa terminava em alto numa subida de terceira categoria. Antes desta chegada ao Alto de las Abejas (8,9km a 3,9%) os ciclistas passaram uma contagem de primeira categoria e duas de terceira que prometiam animar a etapa. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli João Almeida desce a terceiro Apesar de ter acabado a etapa junto com os favoritos desta Vuelta, João Almeida (UAE Team Emirates) desceu hoje à terceira posição. O ciclista português foi ultrapassado por Ben O'Connor que esteve na fuga e ganhou bastante tempo, acabando por ultrapassar o líder da Emirates. Depois do abandono de Rui Costa, Nélson Oliveira (Movistar) trabalhou para reduzir a distância para a frente, tentando proteger a posição do seu líder Enric Mas na Vuelta. Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Luta pela fuga Desde o início da etapa que vários ciclistas atacaram do pelotão com o objetivo de entrar na fuga, chegando a haver um grupo com mais de 30 ciclistas escapados. Esta fuga nunca teve grande liberdade pois tinha ciclistas muito bem colocados na geral e acabou por ser anulada. Na subida de primeira categoria, um grupo de 13 ciclistas conseguiu a separação do pelotão e tendo liberdade acabaram por formar a fuga do dia. Florian Lipowitz (Red Bull-BORA-hansgrohe) a 1'50, Ben O'Connor (Decathlon AG2R La Mondiale Team) a 1'56 e Cristián Rodríguez (Arkéa-B&B Hotels) a 1'58, eram os ciclistas mais próximos da geral. Créditos: Unipublic Cxcling/Toni Baixauli Fuga de la Fuga A fuga de 13 ciclistas foi-se entendendo e conseguiu uma vantagem superior a cinco minutos, o que, com um terreno muito sinuoso, era muito difícil de anular. A 30 km do final, Ben O'Connor e Gijs Leemreize (Team dsm-firmenich PostNL) atacaram da fuga e rapidamente conseguiram uma vantagem superior a um minuto para os perseguidores. Na penúltima subida do dia ao Puerto Martínez, O'Connor descarregou Leemreize e seguiu sozinho nos últimos 28 km da jornada. https://twitter.com/lavuelta/status/1826635152694673614 Decisão da etapa A decisão da etapa estava guardada para a última subida, que O'Connor começou com uma vantagem de 1'30 para Leemreize e 6'30 para o pelotão. O ciclista australiano estava num dia super e não deu hipóteses de aproximação a ninguém acabando por vencer a etapa isolado. No segundo posto da etapa ficou Marco Frigo (Israel - Premier Tech) com Florian Lipowitz a acabar na terceira posição. Ben O'Connor é agora o novo líder da Vuelta com uma vantagem surpreendente de 4'51 para o agora segundo classificado Primož Roglič (Red Bull-BORA-hansgrohe). https://twitter.com/lavuelta/status/1826642970327875980 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=34OCx8FOc9I Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR Ben Decathlon AG2R La Mondiale Team4:28:122 FRIGO Marco Red Bull - BORA - hansgrohe4:333 LIPOWITZ Florian Red Bull - BORA - hansgrohe5:124 BERTHET Clément Decathlon AG2R La Mondiale Team,,5 RODRÍGUEZ Cristián Arkéa - B&B Hotels,,6 LEEMREIZE Gijs Team dsm-firmenich PostNL,,7 VANSEVENANT Mauri Soudal Quick-Step5:358 BERRADE Urko Equipo Kern Pharma6:029 DEL TORO IsaacUAE Team Emirates6:3110 GAUDU DavidGroupama - FDJ,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team23:28:282 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe4:513 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates4:594 LIPOWITZ FlorianMovistar Team5:185 MAS EnricMovistar Team5:236 RODRÍGUEZ CristiánArkéa - B&B Hotels5:267 TIBERI AntonioBahrain - Victorious5:298 VAN EETVELT LennertLotto Dstny5:329 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team5:3810 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek5:49 Perfil 7.ª Etapa ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 5 | Rui Costa abandona a Vuelta Depois de uma jornada de alta montanha que organizou a geral e viu João Almeida subir a segundo, a Vuelta a Espanha teve hoje um dia mais tranquilo. O percurso não tinha nenhuma montanha categorizada e tirando os contrarrelógios, esta era a etapa com menos desnível da Vuelta. Apesar disso, havia 177 km para percorrer na ligação Fuente del Maestre a Sevilla e os ciclistas ultrapassam nestes dias, as temperaturas mais altas registadas no WorldTour esta época. Créditos: Unipublic-Cxcling/NaikeErenozaga Rui Costa abandona a corrida A armada portuguesa estava a ter um dia tranquilo até à chegada a Sevilha quando a 10 km da meta Rui Costa (EF Education First-Easy Post) caiu. O ciclista português não se conseguiu desviar da queda de um colega de equipa e acabou também ele por ir ao chão, acabando mesmo por abandonar a corrida. João Almeida (UAE Team Emirates) e Nélson Oliveira (Movistar) chegaram integrados no pelotão com o mesmo tempo do vencedor. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1826286871975960594 Dupla espanhola em fuga A Euskaltel-Euskadi com Txomin Juaristi e a Equipo Kern Pharma com Ibon Ruiz, voltaram a estar representadas na fuga, mostrando novamente ser as equipas mais combativas deste início de Vuelta. Os dois ciclistas estiveram fugidos durantes toda a etapa tendo conseguido uma vantagem máxima de quase seis minutos. No pelotão e com interesses na jornada, a Visma-Lease a Bike e a Alpecin-Deceunink trabalhavam e controlavam a etapa. Ainda a 40 km para o final, o ritmo aumentou no pelotão e os dois ciclistas fugitivos foram alcançados. Créditos: Unipublic-Cxcling/Toni Baixauli Chegada a Sevilha Depois de alcançada a fuga, o pelotão começou a preparar a chegada a Sevilha que se fez em sprint compacto. Numa chegada extremamente rápida foi Pavel Bittner (Team dsm-firmenich PostNL) o mais forte, relegando Van Aert (Visma-Lease a Bike) para o segundo lugar num sprint muito renhido e onde se teve de recorrer ao photo finish. No terceiro posto ficou Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck). https://twitter.com/lavuelta/status/1826291413228589377 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=3TKhycFDaek Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 BITTNER PavelTeam dsm-firmenich PostNL4:25:282 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike,,3 GROVES KadenAlpecin - Deceuninck,,4 COQUARD BryanCofidis,,5 KÜNG StefanGroupama - FDJ,,6 STRONG CorbinIsrael - Premier Tech,,7 NARVÁEZ JhonatanINEOS Grenadiers,,8 MARIT ArneIntermarché - Wanty,,9 GAROFOLI GianmarcoAstana Qazaqstan Team,,10 SOTO Antonio JesúsEquipo Kern Pharma, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe18:58:362 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates0:083 MAS EnricMovistar Team0:324 TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:385 VAN EETVELT LennertLotto Dstny0:416 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team0:477 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates0:508 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek0:589 LANDA MikelSoudal Quick-Step,,10 VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe1:00 Perfil 6.ª Etapa ### Volta a França do futuro: Etapa 4 – Dia para os favoritos  A quarta etapa da Volta a França do futuro ligou Peisey-Vallandry a La Rosière (70,7 km de extensão). A etapa contou com três difíceis contagens de montanha.  O inglês Joseph Blackmore foi o vencedor da etapa. Lucas Lopes foi o melhor português: fechou a etapa em nono, a 1:00 do vencedor. Ler mais | Volta a França do Futuro – Etapas, transmissão e mais informações A etapa  A etapa era composta por três contagens de montanha consecutivas: o Côte des Chapelles (8,7 km a 6,3%); Les Arcs 1800 (12,6 km a 7,4%); La Rosière (17,4 km a 5,8%).  Não houve fuga a formar-se na etapa, apesar de múltiplas tentativas de ciclistas no pelotão. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1826233984164192486 A subida final  À entrada da subida final, o pelotão ia já bastante curto.  O primeiro ataque foi de Jarno Widar (Bélgica), a 9,2 km da meta. Levou na sua roda Léo Bisiaux (França).  Pouco depois, Pablo Torres (Espanha), Joseph Blackmore (Reino Unido) e Tijmen Graat (Países Baixos) juntaram-se ao belga na frente da corrida.  A 6 km do fim, Widar voltou a isolar-se na frente. Desta vez, apenas Blackmore e Torres responderam ao ataque, e os três corredores chegaram juntos ao último quilómetro.  Na chegada, Blackmore foi o mais forte: levou a etapa, e é o novo líder da corrida. Widar foi segundo e Torres terceiro.  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1826270803413131708 Os portugueses  Lucas Lopes foi o melhor português, nono na etapa a 1:00 do vencedor. Daniel Lima terminou na posição 18, a 2:17 do vencedor, e é agora o melhor português da geral: ocupa a posição 18 a 2:53 do líder da prova.  Créditos: FPC Top 10 da etapa  Posição   Ciclista   Seleção   Tempo   1   BLACKMORE Joseph  Reino Unido  2:13:54   2   WIDAR Jarno Bélgica  0:03   3   TORRES Pablo Espanha   0:05   4   GRAAT Tijmen Países Baixos  0:31 5   BISIAUX Léo França 0:32 6   PESCADOR Diego Colômbia 0:52 7   KAJAMINI Florian Samuel Itália   1:00  8   WENZEL Mats   Luxemburgo “   9   LOPES Lucas  Portugal  “   10   DALBY Simon  Dinamarca 1:05  Top 10 da classificação geral  Posição   Ciclista   Seleção   Tempo   1   BLACKMORE Joseph  Reino Unido  10:16:08   2   WIDAR Jarno Bélgica  0:09   3   TORRES Pablo Espanha   0:23   4   BISIAUX Léo França 0:45 5   GRAAT Tijmen Países Baixos 0:54 6   LEONARD Michael Canadá 1:07 7   KAJAMINI Florian Samuel Itália   1:16 8   WENZEL Mats   Luxemburgo 1:17 9   PESCADOR Diego Colômbia 1:30  10   DALBY Simon  Dinamarca 1:35  Perfil da etapa 5  Créditos da foto de destaque: Jan Brychta ### NOVA Santa Cruz Bronson - Versatilidade em vários terrenos A Santa Cruz apresentou a nova Bronson, uma bicicleta projetada para riders que buscam versatilidade em diversos tipos de terreno. Com um quadro em carbono disponível nas versões C e CC, a Bronson oferece uma combinação de rodas mullet (29" à frente e 27.5" atrás) e um curso de suspensão de 150 mm na traseira e 160 mm na frente, garantindo uma performance equilibrada tanto em descidas técnicas quanto em terrenos mais planos. O destaque vai para a quarta geração do sistema de suspensão VPP. A Santa Cruz diz que este foi otimizado para oferecer uma pedalada mais suave e eficiente, além de um melhor equilíbrio na geometria da bicicleta. A Bronson também incorpora melhorias no cableado interno, que agora está mais organizado e discreto, contribuindo para um design mais limpo e prático. Nova Geometria Segundo informação da marca, a nova geometria da Santa Cruz Bronson foi ajustada para proporcionar um controle mais intuitivo e dinâmico, especialmente em descidas, enquanto o sistema de anti-squat reduzido oferece maior conforto e sensibilidade durante a pedalada, absorvendo melhor as irregularidades do terreno. Além disso, a bicicleta conta com a "Glovebox", uma caixa de armazenamento interna segura, ideal para transportar pequenos itens durante as voltas. A Bronson está disponível em tamanhos que vão do S ao XXL, com uma geometria proporcional que, de acordo com a marca, garante o equilíbrio adequado para riders de todas as alturas. A Santa Cruz Bronson pretende continuar a ser uma escolha robusta e confiável para quem procura uma bicicleta all-mountain capaz de enfrentar qualquer desafio, seja no bike park, nas montanhas ou nos trilhos próximos de casa. Vídeo promocional da marca https://www.youtube.com/watch?v=YiJzOfn49d8&t= Garantias A Santa Cruz continua a oferecer uma garantia vitalícia para o quadro, rolamentos de suspensão e aros Reserve. Disponibilidade e preços Podes ver da disponibilidade para entrega, e saber quais os pontos de venda Cervélo em Portugal, aqui em Bicimax.com. ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 4 | João Almeida sobe a segundo Depois de três etapas em solo português a Vuelta a Espanha deslocou-se ao país vizinho com a primeira chegada em alto desta edição da corrida. A tirada de hoje tinha 170 km que ligavam Plasencia ao Pico Villuercas e havia para ultrapassar quatro contagens de montanha, uma de terceira, uma de segunda e duas de primeira categoria. Para além da dureza de perfil e do calor, a última subida (14,6 km a 6,1%) coincidia com o final da etapa, onde a geral se ia começar a compor e se previa mudança de líder. João Almeida sobe a 2.º na Geral João Almeida (UAE Team Emirates) fez uma excelente última subida, impondo o seu ritmo e alcançando ciclistas estrada acima e disputou a etapa com o grupo da frente. Ficou em terceiro lugar na jornada e subiu ao segundo lugar na classificação geral, mostrando ser o líder da UAE Team Emirates. O ciclista português está agora a apenas oito segundos do novo líder da Vuelta Primož Roglič (Red Bull- BORA-hansgrohe). Créditos: Unipublic/Cxcling Fuga composta por cinco ciclistas A fuga do dia de hoje foi composta por cinco ciclistas: Sylvain Moniquet (Lotto-Dstny), Bruno Armirail (Decathlon AG2R La Mondiale), Filippo Zana (Jayco-Alula), Pablo Castrillo (Kern Pharma) and Mikel Bizkarra (Euskaltel-Euskadi). Os ciclistas em fuga mais próximos da geral da Vuelta eram Bruno Armirail a 31 segundos e Pablo Castrillo que tinha 42 segundos de atraso para Van Aert. Apesar disso, o pelotão nunca deu grandes esperanças à fuga e a Red Bull-BORA-hansgrohe controlou a corrida mostrando que tinha interesses na etapa. Créditos: Unipublic Cxcling/Naike Ereñozaga Ascensão ao Pico Villuercas A ascensão ao Pico Villuercas fez-se com a Red Bull-BORA-hansgrohe ainda no comando e com uma desvantagem de mais de um minuto para fuga, onde nesta altura já só restavam os dois elementos mais próximos da classificação geral. O líder Wout Van Aert (Team-Visma Lease a Bike), descolou no início da subida e a camisola vermelha da Vuelta ia assim, como esperado, mudar de detentor. A UAE Team Emirates passou para a frente da corrida e impôs um ritmo fortíssimo, alcançando a dupla fugitiva a 5 km para o fim, onde a estrada inclinava a sério. Unipublic Cxcling/NaikeErenozaga Decisão da Etapa Nas pendentes mais duras da subida o pelotão foi-se despedaçando com vários ciclistas a perderem o contacto com a frente da corrida. Felix Gall (Decathlon AG2R La Mondiale Team) atacou do grupo da frente e ganhou alguma vantagem com Roglič (Red Bull-BORA-hansgrohe) a perseguir para tentar finalizar o trabalho da sua equipa. Felix Gall foi alcançado e o grupo da frente seguiu com Enric Mas (Movistar), Roglič e Van Eetvelt (Lotto-Dstny) aos quais se juntou João Almeida. A etapa disputou-se num sprint reduzido tendo sido Roglič o mais forte. Em segundo lugar ficou Van Eetvelt e João Almeida ficou na terceira posição. https://twitter.com/lavuelta/status/1825924719771566504 Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe4:26:492 VAN EETVELT LennertLotto Dstny,,3 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates,,4 MAS EnricMovistar Team,,5 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team,,6 RICCITELLO MatthewIsrael - Premier Tech,,7 LANDA MikelSoudal Quick-Step,,8 TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:189 BENNETT GeorgeIsrael - Premier Tech0:2810 SIVAKOV PavelUAE Team Emirates,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe14:33:082 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates0:083 MAS EnricMovistar Team0:324 TIBERI AntonioBahrain - Victorious0:385 VAN EETVELT LennertLotto Dstny0:416 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team0:477 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates0:508 SKJELMOSE MattiasLidl - Trek0:589 LANDA MikelSoudal Quick-Step,,10 VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe1:00 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=2iZCAMSHv3I Perfil 5.ª Etapa Créditos: A.S.O. ### Volta a França do futuro: Etapa 3 - Morgado em dia menos A terceira etapa da Volta a França do futuro ligou Mouchard a Plateau d'Hauteville (170.2 km de extensão).  A etapa contou com uma subida de 10,3 km a 4,5% de elevação a 12 km do fim, que prometia marcar a luta pela vitória.  Ler mais | Volta a França do Futuro – Seleção nacional quer fazer história  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1825853400380047800 Fuga do dia  A fuga do dia tardou em formar-se. A 85 km do fim sete ciclistas conseguiram criar a separação do pelotão.  https://twitter.com/tourdelavenir/status/1825869335652376936 A fuga do dia foi, então, formada por: Colby Simmons (EUA), Joshua Golliker (Reino Unido) Pietro Mattio (Itália), Julian Borresch (Alemanha), Daniel Vysocan (Chéquia), Clément Izquierdo e Baptiste Troja (França).  O pelotão controlou a fuga de perto, e os fugitivos tinham 0:45 de vantagem a 15 km do fim. Nesta altura, alguns ataques deixaram a fuga com apenas três ciclistas.  O último fugitivo do dia foi alcançado pelo pelotão a 9 km do fim.  Ataques no pelotão  Quando a fuga foi alcançada, começaram os ataques no pelotão. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1825866779903545479 Houve várias tentativas de movimentações, mas o ataque que vingou foi desferido por Ole Theiler (Alemanha) e Ludovico Crescioli (Itália).  Os dois criaram algum espaço para o pelotão. Tinham cerca de 0:10 de vantagem com 3,3 km para o fim.  A chegada  A chegada ficou marcada pela tensão entre os dois ciclistas na ofensiva e o pelotão que vinha na perseguição.  O alemão e o italiano chegaram à reta da meta na frente, com o pelotão imediamente atrás. Mas o espaço que criaram foi suficiente e discutiram a vitória da etapa num sprint a dois.  No sprint, Crescioli foi mais forte e levou a vitória da etapa. Em segundo lugar chegou Theiler. Matthew Brennan (Reino Unido) venceu o sprint no pelotão e terminou em terceiro na etapa, a 0:06 da frente.  Os portugueses  Daniel Lima, Gonçalo Tavares e Alexandre Montez chegaram todos no pelotão que terminou a etapa a 0:06 do vencedor.  António Morgado teve um dia menos bom. Chegou a 7:59 a frente da corrida. O melhor português na classificação geral é agora Gonçalo Tavares, a 1:31 do líder da corrida. O selecionador nacional deixou algumas palavras em relação à prestação de António Morgado: A etapa de hoje era mesmo à medida do António Morgado, não só pelo perfil na fase final mas também pela intensidade com que foi corrida. Infelizmente, na última subida, o António descolou. Sentiu-se indisposto e não conseguia seguir no ritmo do pelotão, que ainda era numeroso naquela altura José Poeira, selecionador nacional Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Top 10 da etapa  Posição  Ciclista  Seleção  Tempo  1  CRESCIOLI Ludovico Itália  3:50:31  2  THEILER Ole Alemanha “  3  BRENNAN Matthew  Reino Unido  0:06  4  WENZEL Mats Luxemburgo  “  5  KAJAMINI Florian Samuel Itália “  6  BLACKMORE Joseph Reino Unido “  7  NØRTOFT Morten Aalling Dinamarca  “  8  LOZOUET Léandre  França “  9  VERSTRYNGE Emiel  Bélgica  “  10  WEISS Fabian Suíça  “  Top 10 da classificação geral  Posição  Ciclista  Seleção  Tempo  1  PEDERSEN Henrik  Dinamarca  8:01:19  2  GLIVAR Gal  Eslovénia  0:29  3  LEONARD Michael  Canadá  0:58 4  REX Tim  Bélgica  1:01  5  BLACKMORE Joseph Reino Unido  1:05 6  WEISS Fabian  Suíça  1:07  7  BRENNAN Matthew  Reino Unido  1:08  8  BEHRENS Niklas  Alemanha  1:09  9  THEILER Ole Alemanha 1:10  10  WIDAR Jarno  Bélgica  1:11  Perfil da etapa 4  Créditos da foto de destaque: FPC ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 3 | Corrida despede-se de Portugal Último dia da Vuelta a Espanha em Portugal antes da caravana se deslocar para Plasencia, onde se inicia a etapa de amanhã, a primeira de alta montanha. A etapa de hoje saiu da Lousã em direção a Castelo Branco e havia 191 km para percorrer com um percurso semelhante ao da etapa 2, com duas contagens de montanha, uma de segunda e outra de quarta categoria. Apesar das duas subidas e um percurso acidentado, previa-se, na chegada a Castelo Branco, uma chegada disputada ao sprint. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Duas duplas na fuga do dia A fuga do dia de hoje foi composta por dois ciclistas da Euskaltel - Euskadi, Luis Ángel Maté e Xabier Isasa e dois da Equipo Kern Pharma, Ibon Ruiz e Unai Iribar. Maté e Ruiz repetiram a sua presença na fuga, depois de a terem integrado na primeira etapa em linha desta Vuelta. O quarteto de ciclistas espanhóis foi rolando na frente tendo tido uma vantagem máxima para o pelotão, comandado pela Visma-Lease a Bike e Alpecin-Deceunink, na ordem dos cinco minutos. https://twitter.com/lavuelta/status/1825508677605818397 Isasa foi o mais inconformado Xabier Isasa foi o mais inconformado do dia e atacou os companheiros de fuga aumentando a sua vantagem. O ciclista espanhol rodou uns quilómetros sozinhos mas acabou por ser alcançado a 20 km para o final. Nesta altura, as equipas iam posicionando os seus ciclistas para a já esperada chegada ao sprint. https://twitter.com/lavuelta/status/1825551644253471144 Van Aert vence de vermelho Na chegada quer se fez rápida em direção a Castelo Branco, foi Van Aert (Visma - Lease a Bike), o líder da corrida, o mais forte e venceu a terceira etapa, depois de um terceiro e um segundo lugar nas etapas anteriores. Van Aert reforçou também a sua liderança na Vuelta. Em segundo lugar ficou Kaden Groves (Alpecin-Deceunink) e foi Jon Aberasturi (Euskaltel - Euskadi) que ocupou o terceiro lugar. Os três ciclistas portugueses presentes na prova tiveram um dia tranquilo e chegaram integrados no pelotão com o mesmo tempo do vencedor. https://twitter.com/lavuelta/status/1825560390232911896 Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike4:40:422 GROVES KadenAlpecin - Deceuninck,,3 ABERASTURI JonEuskaltel - Euskadi,,4 MARIT ArneIntermarché - Wanty,,5 BITTNER PavelTeam dsm-firmenich PostNL,,6 STRONG CorbinIsrael - Premier Tech,,7 LIVYNS ArjenLotto Dstny,,8 COQUARD BryanCofidis,,9 SOTO Antonio JesúsEquipo Kern Pharma,,10 CANAL CarlosMovistar Team, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike10:05:592 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates0:133 VACEK MathiasLidl - Trek0:154 KÜNG StefanGroupama - FDJ0:195 AFFINI EdoardoTeam Visma | Lease a Bike0:216 SCHMID MauroTeam Jayco AlUla0:297 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:308 ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:319 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates0:3210 OLIVEIRA NelsonMovistar Team0:33 Perfil 4.ª Etapa Créditos: ASO ### Volta a França do Futuro – Etapa 2: Fuga ou sprint?  A segunda etapa da Volta a França do futuro ligou Sarrebourg a Ronchamp-Champagney, ao longo de 184,5 km.  António Morgado era o melhor português depois do top 10 no contrarrelógio da primeira etapa.  A etapa era pouco acidentada, mas podia ser uma hipótese para a fuga vingar. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1825474009758069152 Fuga do dia  A fuga do dia formou-se cedo na etapa, composta por cinco ciclistas: Tim Rex (Bélgica), Gal Glivar (Eslovénia), Henrik Pedersen (Dinamarca), Troja Baptiste e Yoan Morin (França).  A fuga cooperou bem e a 50 km do fim tinha cerca de 5:00 de vantagem sobre o pelotão. A cerca de 40 km do fim da etapa, os dois ciclistas franceses presentes na fuga não conseguiram seguir o ritmo dos restantes fugitivos, e a fuga ficou reduzida a três ciclistas. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1825495103118450870 Aproximação à meta  Na aproximação à meta, as equipas do pelotão tentaram um último esforço para colocar os seus sprinters na disputa da etapa.  Mas parecia já tarde de mais. A 15 km do fim, a vantagem do trio da frente era de 3:00. Tudo indicava que os três discutissem a vitória da etapa entre si.  A chegada  À chegada do último quilómetro, confirmou-se a sensação que já vinha de há muitos quilómetros: a fuga ia decidir a vitória.  Os três ciclistas que estavam na frente chegaram isolados à reta da meta e decidiram a corrida num sprint reduzido.  Henrik Pedersen foi o mais forte – venceu a etapa e tornou-se o novo camisola amarela da competição.  Em segundo lugar chegou Gal Glivar, e em terceiro Tim Rex. O pelotão chegou a 1:09 do vencedor.  Os portugueses  Nos últimos quilómetros da etapa, alguns ataques no pelotão partiram o grupo. Os portugueses acabaram por chegar alguns segundos depois do pelotão, em função da colocação nesses ataques.  Antonio Morgado, líder da equipa portuguesa, chegou a 1:44 da frente, juntamente com outros favoritos como Jarno Widar (Bélgica).  Créditos: FPC Top 10 da etapa  Posição Ciclista Seleção Tempo 1 PEDERSEN Henrik Dinamarca 4:02:32 2 GLIVAR Gal Eslovénia “ 3 REX Tim Bélgica 0:02 4 BRENNAN Matthew Reino Unido 1:09 5 BEHRENS Niklas Alemanha “ 6 LA GRENADE Jérémie Canadá “ 7 KOCKELMANN Mathieu Luxemburgo “ 8 DONALDSON Robert Reino Unido “ 9 LOULERGUE Victor Auvergne - Rhône-Alpes “ 10 BARHOUMI Ilian Alexandre Suíça “  Top 10 da classificação geral  Posição Ciclista Seleção Tempo 1 PEDERSEN Henrik Dinamarca 4:10:42 2 GLIVAR Gal Eslovénia 0:29 3 REX Tim Bélgica 0:41 4 BLACKMORE Joseph Reino Unido 1:05 5 SÖDERQVIST Jakob Suécia “ 6 WEISS Fabian Suíça 1:07 7 BRENNAN Matthew Reino Unido 1:08 8 BEHRENS Niklas Alemanha 1:09 9 ARTZ Huub Países Baixos 1:13 10 THIERRY PierreFrança 1:14  Perfil da etapa 3 da Volta a França do Futuro Créditos da foto de destaque: FPC ### Tour de France feminino: Etapa 8 - Final épico  A oitava e última etapa do Tour de France feminino teve início em Le Grand-Bornand, e fim no Alpe d'Huez, uma das mais míticas subidas do ciclismo.  A etapa, que contou com 149,9 km, prometia ação entre as favoritas à geral.  A fuga do dia  A fuga do dia formou-se cedo. Com cerca de 15 km completas, um grupo com cerca de 20 ciclistas destacou-se na frente do pelotão.  Entre as fugitivas estava Justine Ghekiere (AG Insurance - Soudal Team). A belga, que já envergava a camisola da montanha, amealhou hoje pontos suficientes para confirmar a vitória desta classificação.  Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux A corrida foi muito atacada e a cerca de 60 km do fim, o pelotão vinha já bastante curto. A fuga estava, nesta altura, perto de ser alcançada.  Movimentações decisivas  As movimentações decisivas surgiram muito longe da meta. Demi Vollering (Team SD Worx – Protime) atacou a 54 km do fim. Apenas Pauliena Rooijakkers (Fenix-Deceuninck) seguiu a holandesa, e as duas isolaram-se na frente.  Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux 10 km depois do ataque, tinham uma vantagem de 1:20 para o grupo perseguidor, onde Katarzyna Niewiadoma (Canyon//SRAM Racing) impunha ritmo na tentativa de não perder a camisola amarela. Alpe d’Huez  O Alpe d’Huez compunha os últimos 14 km da etapa. A cerca de 12 km do fim, Vollering e Rooijakkers tinham 0:39 de vantagem sobre o grupo perseguidor onde estavam Niewiadoma, Évita Muzic (FDJ-SUEZ) e Gaia Realini (Lidl-Trek).  Niewiadoma puxou no seu grupo, com o objetivo de manter a amarela. Na frente, Vollering e Rooijakkers ainda tinham as duas esperanças para a vitória final.  Os grupos seguiram separados até ao fim. Na meta, Vollering foi mais forte e ganhou a etapa, Rooijakkers chegou em segundo. As ciclistas ficavam à espera de saber o tempo perdido por Niewiadoma.  A polaca chegou logo a seguir a Évita Muzic, a 1:01 do duo da frente. Agarrou assim, de forma espetacular, a camisola amarela por 0:04.  Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Contas finais  Nas contas finais do Tour de France feminino, foi mesmo Katarzyna Niewiadoma a levar a camisola amarela para casa. Demi Vollering terminou o Tour em segundo lugar, a 0:04 da vencedora. Rooijakkers fechou o pódio a 0:10.  A camisola dos pontos foi conquistada por Marianne Vos. Ghekiere venceu a camisola da montanha, Puck Pieterse a camisola da juventude. Por fim, a Lidl-Trek venceu a classificação das equipas.  Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=CGhze2iCZvo Top 10 da etapa  Posição     Ciclista     Equipa     Tempo     1     Demi Vollering  Team SD Worx - Protime    4:34:14     2     Pauliena Rooijakkers    Fenix-Deceuninck    0:04   3     Évita Muzic   FDJ - SUEZ   1:01 4     Katarzyna Niewiadoma  Canyon//SRAM Racing “    5     Gaia Realini    Lidl – Trek   1:31  6     Cédrine Kerbaol    CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team  3:15  7     Valentina Cavallar Arkéa - B&B Hotels Women   3:34 8     Sarah Gigante     AG Insurance - Soudal Team   5:10     9     Niamh Fisher-Black    Team SD Worx - Protime   5:15   10     Lucinda Brand  Lidl – Trek   7:06  Top 10 da Classificação geral  Posição     Ciclista     Equipa     Tempo     1     Katarzyna Niewiadoma  Canyon//SRAM Racing    24:36:07     2     Demi Vollering    Team SD Worx - Protime   0:04   3     Pauliena Rooijakkers    Fenix-Deceuninck    0:10 4     Évita Muzic FDJ - SUEZ     1:21    5     Gaia Realini    Lidl – Trek   2:19  6     Cédrine Kerbaol    CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team  2:51  7     Sarah Gigante     AG Insurance - Soudal Team   7:09 8     Lucinda Brand  Lidl – Trek   8:06     9     Juliette Labous Team dsm-firmenich PostNL 8:07   10     Thalita De Jong Lotto Dstny Ladies  8:12  Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Thomas Maheux ### Volta a França do Futuro - Etapa 1 - António Morgado top 10 António Morgado arrancou forte a 60.ª edição da Volta a França do Futuro. O líder da seleção nacional foi 10.º no contrarrelógio que abriu a prova sub-23 disputada por seleções. O contrarrelógio de 7 km correu-se nos arredores de Sarrebourg e teve as seleções a começar a disputa pelo sucessor de Isaac del Toro, vencedor da edição do ano passado. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Relógios suíços em ação Os ciclistas com o melhor tempo foram-se sucedendo até os ciclistas suíços mostrarem ao que vieram, primeiro por Ilian Barhoumi e depois por Fabian Weiss, que com médias superiores a 50 km/h, colocaram os rivais em xeque. Weiss manteve-se algum tempo na liderança mas foi batido por Joseph Blackmore (Grã Bretanha), um dos favoritos à vitória final da Volta a França do Futuro, que fez menos dois segundos que o Suíço. https://twitter.com/tourdelavenir/status/1825189574186058102 Michael Leonard dá a vitória ao Canadá Michael Leonard, um dos últimos ciclistas a ir para a estrada, bateu o tempo de Blackmore por seis segundos e deu a vitória na primeira etapa ao Canadá. O ciclista de 20 que tem contrato com a Ineos Grenadiers é desta forma o primeiro líder da prova. António Morgado teve um grande dia e ficou na décima posição a 13 segundos do vencedor. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaSeleçãoTempoMédia1 LEONARD MichaelCanada7.59,2253.3372 BLACKMORE JosephGreat Britain0.06,8352.5873 SÖDERQVIST JakobSweden0.07,1152.5574 WEISS FabianSwitzerland0.09,0852.3455 BRENNAN MatthewGreat Britain0.10,4852.1956 STIEGER AdrianAustria0.10,5152.1927 PEDERSEN HenrikDenmark0.10,9352.1478 BEHRENS NiklasGermany0.11,2752.1119 WIDAR JarnoBelgium0.13,2051.90710 MORGADO AntónioPortugal0.13,3451.892 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaSeleçãoTempo1 LEONARD MichaelCanada0:07:592 BLACKMORE JosephGreat Britain0:073 SÖDERQVIST JakobSweden,,4 WEISS FabianSwitzerland0:095 BRENNAN MatthewGreat Britain0:106 STIEGER AdrianAustria,,7 PEDERSEN HenrikDenmark0:118 BEHRENS NiklasGermany,,9 WIDAR JarnoBelgium0:1310 MORGADO AntónioPortugal,, Perfil 2.ª Etapa ### Vuelta a Espanha 2024 | Etapa 2 | Mudança de líder Segundo dia de competição na Vuelta a Espanha e a primeira etapa em linha depois do contrarrelógio da primeira etapa. Os ciclistas partiram de Cascais com destino a Ourém e tinham 194 km para percorrer com um percurso acidentado e duas contagens de quarta categoria. A última subida, Alto da Batalha, estava situada a apenas 20 km do fim e antevia-se preponderante para a decisão da etapa. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Dupla espanhola em fuga Foi uma dupla de ciclistas espanhóis que formou a primeira fuga desta edição da Vuelta a Espanha. Ibon Ruiz (Equipo Kern Pharma) e Luis Ángel Maté (Euskaltel - Euskadi), rei da montanha e vencedor da quarta etapa da Volta a Portugal, foram os ciclistas a formar a fuga do dia que chegou a ter uma vantagem próxima dos cinco minutos. Créditos: Podium Events O pelotão perseguia atrás de forma tranquila e a etapa fazia-se a uma média muito baixa. A 50 km do fim os fugitivos foram alcançados e a corrida seguiu em direção à meta. Pelotão compacto disputa a etapa Apesar da subida de quarta categoria estar perto da meta, não houve ataques e, graças ao ritmo elevado no pelotão, a corrida decidiu-se ao sprint em pelotão compacto. Kaden Groves (Alpecin - Deceuninck) foi o mais forte nesta primeira chegada ao sprint e venceu a segunda etapa da Vuelta a Espanha. Em segundo lugar ficou Van Aert (Visma-Lease a Bike) e Corbin Strong (Israel - Premier Tech) ficou no terceiro posto. Com este resultado, Van Aert bonificou e é o novo líder da Vuelta, ultrapassando o vencedor da etapa de ontem, Brandon McNulty. https://twitter.com/lavuelta/status/1825208414890344712 Almeida e Oliveira sobem na geral João Almeida (UAE Team Emirates) e Nélson Oliveira (Movistar) chegaram bem colocados no pelotão e subiram ambos dois lugares na geral, estando agora os dois ciclistas portugueses no top 10. Rui Costa (EF Education First-Easy Post) chegou num grupo mais atrasado a 1'45 do vencedor da etapa. Créditos: Unipublic/Cxcling Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 GROVES KadenAlpecin - Deceuninck5:12:552 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike,,3 STRONG CorbinIsrael - Premier Tech,,4 MIQUEL PauEquipo Kern Pharma,,5 VAN EETVELT LennertLotto Dstny,,6 BITTNER PavelTeam dsm-firmenich PostNL,,7 ABERASTURI JonEuskaltel - Euskadi,,8 VLASOV AleksandrRed Bull - BORA - hansgrohe,,9 RIVERA Brandon SmithINEOS Grenadiers,,10 BARONCINI FilippoUAE Team Emirates,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike5:25:272 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates0:033 VACEK MathiasLidl - Trek0:054 KÜNG StefanGroupama - FDJ0:095 AFFINI EdoardoTeam Visma | Lease a Bike0:116 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:207 ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:218 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates0:229 OLIVEIRA NelsonMovistar Team0:2310 LIPOWITZ FlorianRed Bull - BORA - hansgrohe0:24 Perfil 3.ª Etapa Créditos: ASO ### Vuelta a Espanha 2024: Etapa 1 - Almeida forte, McNulty ganha João Almeida entrou forte na Vuelta a Espanha ganhando tempo à maioria dos rivais no contrarrelógio de 12 km entre Lisboa a Oeiras. Dia ideal para a UAE Emirates que ganhou a etapa com Brandon McNulty. Apesar da distância curta mas explosiva, os favoritos à vitória final podiam já hoje marcar uma posição na classificação geral. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Affini a fundo Edoardo Affini (Visma | Lease a Bike), um dos favoritos a um grande resultado no dia de hoje, fez um contrarrelógio a fundo e deu-nos uma perspetiva dos tempos que os ciclistas tinham de fazer se quisessem vencer a etapa. O italiano fez um tempo de 12:43 que o colocou no primeiro lugar durante muito tempo. Joshua Tarling (Ineos Grenadiers), campeão europeu na especialidade, era um dos favoritos a destronar Affini e passou mais rápido no intermédio. À chegada perdeu 28 centésimos para Affini. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga McNulty voou em Oeiras Quando parecia que Affini ia a caminho da vitória na etapa, Mathias Vacek (Lidl-Trek) fez cair o melhor tempo. O ciclista checo passou o ocupar o lugar na cadeira quente com um tempo de 12:37. Brandon Mcnulty foi dos últimos ciclistas a ir para a estrada e acabou mesmo por bater Vacek por 0:02. McNulty voou em Oeiras e deu à UAE Emirates a vitória número 65 da época. Wout Van Aert foi o último a chegar, mas com 12:38 só conseguiu fechar o pódio da etapa. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Dois portugueses nas primeiras posições João Almeida fez um bom tempo cumprindo os 12 km em 12:54 o que lhe deu o 10.º lugar. O português só cedeu 0:02 para Primoz Roglic, mas ganhou à maioria dos rivais diretos. David Gaudu, Ben O’Connor, Sepp Kuss, Lennert Van Eetvelt e Mikel Landa perderam todos mais de meio minuto para João Almeida. "É a primeira vez. Deve ser isto que o Tadej sente o tempo todo. É uma loucura o apoio e fez a diferença. Estou contente com o contrarrelógio, geri bem o esforço. Estava muito vento, mas é o que é." João Almeida ao Eurosport. Nélson Oliveira mostrou a regularidade habitual e fechou no 11.º posto com mais um segundo do que o compatriota. Rui Costa teve um dia mais tranquilo e ficou na posição 75 a 0:56 segundos de McNulty. Créditos: Unipublic/Naike Ereñozaga Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempoMédia1 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates12.35,2857.1972 VACEK MathiasLidl - Trek0.02,1757.0333 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike0.02,8056.9864 KÜNG StefanGroupama - FDJ0.06,5756.7045 AFFINI EdoardoTeam Visma | Lease a Bike0.07,9256.6046 TARLING JoshuaINEOS Grenadiers0.08,2056.5837 SCHMID MauroTeam Jayco AlUla0.16,5155.9748 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0.16,9355.9439 ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0.18,4455.83410 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates0.19,6655.746 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 MCNULTY BrandonUAE Team Emirates0:12:352 VACEK MathiasLidl - Trek0:023 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike0:034 KÜNG StefanGroupama - FDJ0:065 AFFINI EdoardoTeam Visma | Lease a Bike0:086 TARLING JoshuaINEOS Grenadiers,,7 SCHMID MauroTeam Jayco AlUla0:168 ROGLIČ PrimožRed Bull - BORA - hansgrohe0:179 ARMIRAIL BrunoDecathlon AG2R La Mondiale Team0:1810 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates0:19 Perfil 2.ª Etapa Créditos: ASO ### Tour de France feminino: Etapa 7 – Vitória para a fuga A sétima etapa do Tour de France feminino ligou Champagnole a Le Grand-Bornand, ao longo de 166,4 km.  A etapa terminava com duas contagens de montanha de segunda categoria consecutivas. A fuga do dia  A fuga do dia formou-se a cerca de 90 km do fim, com seis ciclistas: Justine Ghekiere e Julie Van de Velde (AG Insurance - Soudal Team), Marianne Vos (Team Visma | Lease a Bike), Sara Martín (Movistar Team), Sarah Roy (Cofidis Women Team) e Ruth Edwards (Human Powered Health).  O pelotão controlou a fuga à distância. A 30 km do fim, as fugitivas tinham 4:40 de vantagem na frente da corrida.  A etapa seguiu calma até à penúltima contagem de montanha, quando surgiram movimentações na fuga.  Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux As últimas subidas  Chegada à penúltima subida do dia, a fuga desintegrou-se. Primeiro Sarah Roy e Ruth Edwards perderam o contacto. Depois, a 13 km do fim, Justine Ghekiere atacou e isolou-se na frente. Vos e Martín faziam a perseguição.  A belga coroou o topo da penúltima subida do dia com 2:30 de vantagem para o pelotão, que seguia com cerca de 25 ciclistas.  Durante os 7 km que compunham a última subida do dia, a situação manteve-se na frente da corrida. Ghekiere fez uma grande subida, sempre sozinha na frente.  Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Ação no pelotão  A ação no pelotão começou apenas na última subida do dia. Demi Vollering (Team SD Worx – Protime) e Évita Music (FDJ – SUEZ) tentaram ataques, com alguma dificuldade para criar separação.  Vollering voltou a tentar a 3,5 km do fim, mas de novo sem sucesso. As favoritas não conseguiram criar separação entre si até ao último quilómetro da etapa.  A chegada  A chegada à meta foi feita de forma solitária por Justine Ghekiere. A belga, líder da camisola da montanha, venceu a sétima etapa do Tour de France feminino. Maeva Squiban (Arkéa - B&B Hotels Women) foi segunda na etapa.  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1824800507044450362 No pelotão, Katarzyna Niewiadoma (Canyon//SRAM Racing) e Vollering ganharam algum espaço ao pelotão dentro do último quilómetro e chegaram juntas à meta.   Demi Vollering ganhou o sprint à polaca e terminou a etapa em terceiro lugar. Top 10 da etapa  Posição    Ciclista    Equipa    Tempo    1    Justine Ghekiere AG Insurance - Soudal Team  4:26:58    2    Maeva Squiban   Team Visma | Lease a Bike   1:15  3    Demi Vollering Movistar Team   1:23 4    Katarzyna Niewiadoma EF-Oatly-Cannondale    “   5    Évita Muzic  Lidl – Trek   1:27  6    Thalita De Jong    Lotto Dstny Ladies  1:28 7    Puck Pieterse   Fenix-Deceuninck   “    8    Juliette Labous    Team dsm-firmenich PostNL   “    9    Pauliena Rooijakkers   Fenix-Deceuninck   “    10    Gaia Realini   Lidl - Trek  “  Top 10 da Classificação geral  Posição    Ciclista    Equipa    Tempo    1    Katarzyna Niewiadoma   Canyon//SRAM Racing   20:00:52    2    Puck Pieterse   Fenix-Deceuninck   0:27 3    Cédrine Kerbaol   CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team   0:37   4    Juliette Labous    Team dsm-firmenich PostNL   1:01    5    Thalita De Jong   Lotto Dstny Ladies   1:09    6    Shirin Van Anrooij    Lidl – Trek    1:12    7    Pauliena Rooijakkers   Fenix-Deceuninck   1:13   8    Demi Vollering   Team SD Worx – Protime   1:15   9    Évita Muzic  Movistar Team  1:25 10    Justine Ghekiere AG Insurance - Soudal Team  1:27  Perfil da etapa 8  No oitavo, e último dia do Tour de France feminino, as ciclistas correm a etapa Rainha da prova, com final no mítico Alpe d'Huez.  Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Vuelta a Espanha 2024 - Guia completo - Etapas, ciclistas, horários Vai para a estrada este sábado (17/08) a 79.ª edição da Vuelta a Espanha, a última das três grandes voltas do ano. Eeste ano é especial para os portugueses já que a prova parte pela segunda vez de Portugal, depois de em 1997 servir de promoção para a Expo 98. O ciclismo português vive dias felizes e com três partidas e chegadas em Portugal o momento é de festa. Os convidados de honra confirmados são Rui Costa, Nélson Oliveira e João Almeida, a quem não faltará apoio dos adeptos nacionais. Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency Dicas úteis Aqui vão uma série de dicas úteis acerca das três etapas em Portugal: Sábado, dia 17 de agosto, partida do contrarrelógio na Praça do Império (caravana 14:53, primeiro corredor 16:23, último corredor 19:18). Chegada em Oeiras, na Torre, onde estará instalada a meta. Domingo, dia 18 de agosto, a partida é na Baía de Cascais e os corredores assinam o ponto na praça 5 de outubro junto à estátua de D. Pedro I. A caravana parte às 9:50, a partida oficial será pelas 11:50. Segunda-feira, 19 de agosto, a festa do ciclismo chega à Lousã. A partida é no Parque Municipal de Exposições (caravana às 10:05, partida oficial às 11:50). A meta está instalada em Castelo Branco na Avenida Ramalho Eanes. Percurso da Vuelta O percurso da Vuelta tem 3304 km para percorrer ao longo dos 21 dias de prova. Tem apenas uma etapa plana a juntar às cinco etapas acidentadas, cinco de média montanha, oito de alta montanha e dois contrarrelógios individuais. Para além de toda esta dureza, conta com umas impressionantes nove chegadas em alto. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Os portugueses em competição A prestação de João Almeida no Tour de France e a coliderança na prova espanhola deixa-nos a sonhar. Continuará o ciclismo português a fazer história depois das medalhas dos Jogos Olímpicos? Esta edição da Vuelta tem significado especial também para Rui Costa, que irá tentar vencer algumas etapas. O campeão nacional venceu uma etapa na última edição da corrida espanhola, aconteceu na etapa 15. Créditos: EF Pro Cycling Nélson Oliveira vem de um diploma olímpico Nélson Oliveira vem de um diploma olímpico no contrarrelógio em Paris 2024, o ciclista português é um dos ciclistas mais importantes do bloco que a equipa Movistar coloca em redor de Enric Mas e de Nairo Quintana. O contrarrelógio e as etapas nas quais tenha liberdade da equipa são oportunidades para brilhar. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Dias e perfis das 21 etapas (17/08) 1.ª Etapa - Lisboa › Oeiras (12km) - Contrarrelógio Individual Créditos: ASO Etapa inaugural desta Vuelta com um contrarrelógio individual que vai decidir o primeiro camisola vermelha desta edição. (18/08) 2.ª Etapa - Cascais › Ourém (194km) Créditos: ASO Segunda etapa em solo português, numa jornada com um final acidentado e com a possibilidade de um ataque tardio decidir a etapa. (19/08) 3.ª Etapa - Lousã › Castelo Branco (191.5km) Créditos: ASO Último dia da caravana da Vuelta em Portugal, com mais uma tirada de quase 200 km e mais duas contagens de montanha que vão dificultar a vida aos homens rápidos. Vuelta segue para Espanha ao quarto dia Depois da passagem em Portugal onde se prevêm dias rápidos e explosivos, a Vuelta segue para Espanha ao quarto dia onde a dureza espera os ciclistas. Na edição deste ano há possibilidade de se fazerem diferenças quase todos os dias e as etapas planas raramente aparecem. São 61500 metros de acumulado positivo (o Tour teve 53500 e o Giro 46600), o que tirando os contrarrelógios dá uma média de mais de 3000 metros por dia. (20/08) 4.ª Etapa - Plasencia › Pico Villuercas (170,5 km) Créditos: ASO Primeira etapa de alta montanha que vai organizar a geral. Subida de primeira categoria (14,6 km a 6,2 %) para finalizar a etapa e onde os primeiros favoritos podem dizer adeus à geral. (21/08) - 5.ª Etapa - Fuente del Maestre › Sevilla (177 km) Créditos: ASO Etapa com um dos perfis mais planos desta edição da Vuelta com uma verdadeira possibilidade de chegada ao sprint e onde a luta pela Camisola Verde dos pontos se vai começar a decidir. (22/08) - 6.ª Etapa - Jerez de la Frontera › Yunquera (185,5 km) Créditos: ASO Continua a dureza na Vuelta em mais um dia onde se podem fazer diferenças na geral. Etapa acidentada que também pode ir para uma fuga e com mudança de líder. (23/08) - 7.ª Etapa - Archidona › Cordoba (180,5 km) Créditos: ASO Etapa calma e plana mas com uma subida de segunda categoria a 25 km do final que vai servir para eliminar sprinters e levar os concorrentes à camisola verde que subam melhor, a mais uma disputa de etapa. (24/08) - 8.ª Etapa - Úbeda › Cazorla (159 km) Créditos: ASO Etapa de média montanha e com mais uma chegada em alto para os puncheurs lutarem pela vitória. A colocação no início da última subida será importante para um bom resultado já que tem percentagens de 20 % e o ritmo vai ser muito elevado. (25/08) - 9.ª Etapa - Motril › Granada (178,5 km) Créditos: ASO Etapa que antecede o dia de descanso e para a luta para a geral com três contagens de primeira categoria em sucessão e aglomeradas em apenas 70 km. Depois há descida para a meta onde vai ser preciso correr riscos para manter ou aumentar a vantagem ganha a subir. (27/08) - 10.ª Etapa - Ponteareas › Baiona (160 km) Créditos: ASO Etapa depois do primeiro dia de descanso que muitas vezes põe homens da geral a sofrer. Perfil acidentado e com quatro contagens de montanha, sendo a última a mais difícil com 10 km e um início muito duro onde a pendente chega aos 15 %. (28/08) - 11.ª Etapa - Campus Tecnológico Cortizo Padron › Campus Tecnológico Cortizo Padron (166,5 km) Créditos: ASO Nova etapa de altos e baixos e com quatro contagens de montanha. Vai ser preciso trabalho no pelotão para controlar uma eventual fuga. Depois do topo da última subida restam apenas 8 km, feitos na sua maioria a descer e é lá que se vai decidir a etapa. (29/08) - 12.ª Etapa - Ourense Termal › Estacion De Montana De Manzaneda (137,5 km) Créditos: ASO Perfil com apenas uma contagem de montanha mas verdadeiramente rompe pernas até à chegada da subida de primeira categoria. A partir daqui são 15,4 km a 4,7 % e onde a parte mais difícil surge no final da subida. (30/08) - 13.ª Etapa - Lugo › Puerto de Ancares (176 km) Créditos: ASO Nova chegada em alto e desta vez com uma subida final capaz de fazer grandes diferenças na geral. São 7,5 km a mais de 9 % de inclinação mas com várias partes ao longo da subida, onde a pendente ultrapassa os 15 %. (31/08) - 14.ª Etapa - Villafranco del Bierzo › Villablino (200,5 km) Créditos: ASO Etapa de média montanha quando parece que os ciclistas não têm descanso. Última subida de primeira categoria com uma pendente não muito elevada (4,5 %) mas com mais de 20 km. Etapa com perfil para uma fuga vingar se houver liberdade dada pelas equipas. (01/09) - 15.ª Etapa - Infiesto › Valgrande-Pajares Cuitu Negru (143km) Créditos: ASO Chegada da Vuelta a setembro onde as temperaturas começam a dar tréguas mas a dureza do perfil continua. Quatro contagens de montanha estando o melhor guardado para o fim. Subida de categoria especial (18,9 km a 7,4 %) e com pendentes que ultrapassam os 24% na parte final, que vão fazer os ciclistas sonhar com o descanso do dia seguinte. (03/09) - 16.ª Etapa - Luanco › Lagos de Covadonga (181.5km) Créditos: ASO Dia seguinte ao último descanso quando a geral já tem ganho forma e estão encontrados os favoritos a vencer a Vuelta a Espanha. Nova etapa de alta montanha e nova chegada em alto aos Lagos de Covadonga (12,5 km a 6,9 %) que vai fazer novas diferenças na geral. (04/09) - 17.ª Etapa - Arnuero › Santander (141.5km) Créditos: ASO Etapa de média montanha com duas subidas de segunda categoria que dependendo do ritmo imposto pelo pelotão pode servir para eliminar homens rápidos da luta pela etapa. Jornada importante também na luta pela camisola dos pontos com as subidas tão longe da meta, o que permite a reentrada de ciclistas descolados. (05/09) - 18.ª Etapa - Vitoria-Gasteiz › Maestu-Parque Natural de Izki (179.5km) Créditos: ASO Etapa de transição para as duas jornadas de alta montanha decisivas, mas nem por isso um dia fácil. Duas montanhas para ultrapassar, uma delas de primeira categoria. Dia que pode ir para uma fuga para as equipas que ainda não venceram ou para os ciclistas da geral. (06/09) - 19.ª Etapa - Logroño › Alto de Moncalvillo (173.5km) Créditos: ASO Com a Vuelta a chegar ao fim esta pode ser uma das últimas oportunidades para as equipas levarem uma vitória e prevê-se grande luta para entrar na fuga. A subida ao Alto de Moncalvillo faz-se em 8,6 km com 8,9 % de inclinação. (07/09) - 20.ª Etapa - Villarcayo › Picón Blanco (172km) Créditos: ASO Última etapa em linha antes do contrarrelógio final, naquela que é a etapa rainha desta edição. Sete contagens de montanha, três delas de primeira categoria. A última, Picón Blanco, é a mais dura e tem 8 km a mais de 9 % de inclinação. (08/09) - 21.ª Etapa - Madrid › Madrid (24.6km) - Contrarrelógio individual Créditos: ASO A Vuelta chega a Madrid onde se vai correr um contrarrelógio de quase 25 km. O percurso não tem grandes elevações, mas pela distância podem haver diferenças que mudem o top 10. Os favoritos João Almeida  (UAE Team Emirates) - Vem de um Tour onde fez quarto estando no apoio a Tadej Pogačar. O português é um dos favoritos e traz consigo uma equipa muito forte nas montanhas. Vai dividir a liderança com Adam Yates, com quem se entendeu muito bem na Volta à Suiça, e vai tentar agarrar esta oportunidade de colocar uma grande volta no seu palmarés. Créditos: Tour de Suisse - Sam Buchli Primož Roglič (Red Bull-Bora-Hansgrohe) - Roglič já leva três Vueltas no palmarés e depois de um Tour menos bem conseguido, onde abandonou na 12.ª etapa, esta é mais uma oportunidade para o ciclista esloveno usar a prova espanhola como redenção. Já venceu o Dauphiné esta temporada e é um dos grandes favoritos desta Vuelta a Espanha. Créditos: Joerg Mitter Sepp Kuss (Visma-Lease a Bike) - A Vuelta a Espanha adapta-se muito bem a Kuss que, não só é a prova em que mais vezes esteve à partida - 6 vezes - como também é o vencedor em título. Vem com a missão de a defender e terá muitas oportunidades de na estrada ganhar o tempo perdido nos contrarrelógios para os outros favoritos. Vem da vitória da Volta a Burgos onde mostrou estar em grande forma para atacar mais uma Vuelta. Créditos: Sprint Cycling Agency Adam Yates (UAE Team Emirates) - Apesar de dividir a liderança com João Almeida, Adam Yates tem no percurso da Vuelta uma prova que lhe assenta muito bem com terrenos acidentados e etapas de alta montanha. O ciclista britânico fez sexto no Tour de France deste ano e apesar nunca ter vencido uma Grande Volta é um forte candidato a estrear-se este ano. Créditos: Tour de Suisse Carlos Rodríguez (Ineos Grenadiers) - Carlos Rodríguez foi o líder da Ineos Grenadiers no passado Tour e o sétimo lugar conquistado soube-lhe a pouco. Com apenas 23 anos vem de uma época extremamente regular com um segundo lugar no País Basco, seguido de uma vitória na Volta à Romandia. Traz consigo ciclistas que o vão apoiar nas etapas mais duras e é dos grandes favoritos a fazer top 3. Richar Carapaz (EF Education-EasyPost), Ben O'Connor (Decathlon-AG2R), Mikel Landa (Soudal-QuickStep), Enric Mas (Movistar) e Mattias Skjelmose (Lidl-Trek) são outros nomes favoritos à vitória ou a um lugar no topo da classificação geral. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Startlist Alpecin-Deceuninck PLANCKAERT Edward VERGALLITO Luca BALLERSTEDT Maurice GROVES Kaden HERMANS Quinten HOLLMANN Juri MEURISSE Xandro RIESEBEEK Oscar Arkéa-B&B Hotels GESBERT Élie GUERNALEC Thibault GUGLIELMI Simon HUYS Laurens LE BERRE Mathis OWSIAN Łukasz RODRÍGUEZ Cristián RIES Michel Astana Qazaqstan FORTUNATO Lorenzo BRUSSENSKIY Gleb GAROFOLI Gianmarco SCHELLING Ide TEJADA Harold UMBA Santiago VINOKUROV Nicolas LÓPEZ Harold Martín Bahrain Victorious TIBERI Antonio CARUSO Damiano GRADEK Kamil HAIG Jack KEPPLINGER Rainer MIHOLJEVIĆ Fran SÜTTERLIN Jasha TRÆEN Torstein Cofidis MARTIN Guillaume HERRADA Jesús LASTRA Jonathan FERNÁNDEZ Rubén COQUARD Bryan ELISSONDE Kenny IZAGIRRE Ion CHAMPION Thomas Decathlon AG2R La Mondiale PARET-PEINTRE Valentin ARMIRAIL Bruno BOUCHARD Geoffrey GALL Felix LAFAY Victor BERTHET Clément DE PESTEL Sander O'CONNOR Ben DSM-firmenich PostNL POOLE Max BITTNER Pavel HAMILTON Chris LEEMREIZE Gijs LEIJNSE Enzo NABERMAN Tim TUSVELD Martijn VAN DEN BERG Julius EF Education-EasyPost CARAPAZ Richard URÁN Rigoberto CEPEDA Jefferson Alexander COSTA Rui DOULL Owain RAFFERTY Darren SHAW James SWEENY Harry Equipo Kern Pharma CASTRILLO Pablo MIQUEL Pau BERRADE Urko GUTIÉRREZ Jorge IRIBAR Unai PARRA José Félix RUIZ Ibon SOTO Antonio Jesús Euskaltel-Euskadi ABERASTURI Jon BERASATEGI Xabier BIZKARRA Mikel BOU Joan JUARISTI Txomin MARTÍN Gotzon MATÉ Luis Ángel ISASA Xabier Groupama-FDJ GAUDU David BYSTRØM Sven Erik GENIETS Kevin GERMANI Lorenzo KÜNG Stefan PACHER Quentin ROCHAS Rémy THOMPSON Reuben Ineos Grenadiers ARENSMAN Thymen HEIDUK Kim NARVÁEZ Jhonatan RIVERA Brandon Smith RODRÍGUEZ Óscar DE PLUS Laurens TARLING Joshua RODRÍGUEZ Carlos Intermarché-Wanty MARIT Arne GOOSSENS Kobe MEINTJES Louis PAQUOT Tom PETILLI Simone ROTA Lorenzo TAARAMÄE Rein BRAET Vito Israel-Premier Tech RICCITELLO Matthew TEUNS Dylan BENNETT George FRIGO Marco WOODS Michael RAISBERG Nadav SHEEHAN Riley STRONG Corbin Jayco AlUla SCHMID Mauro DE MARCHI Alessandro ENGELHARDT Felix ZANA Filippo BERHE Welay Hagos DUNBAR Eddie SCOTSON Callum HARPER Chris Lidl-Trek CICCONE Giulio GEOGHEGAN HART Tao KONRAD Patrick OOMEN Sam SKJELMOSE Mattias VACEK Mathias VERGAERDE Otto VERONA Carlos Lotto Dstny DE GENDT Thomas VAN EETVELT Lennert KRON Andreas LIVYNS Arjen SEPÚLVEDA Eduardo GREGAARD Jonas CAMPENAERTS Victor MONIQUET Sylvain Movistar MAS Enric QUINTANA Nairo SÁNCHEZ Pelayo RUBIO Einer LAZKANO Oier CANAL Carlos ARCAS Jorge OLIVEIRA Nelson Red Bull-Bora-Hansgrohe ADRIÀ Roger ALEOTTI Giovanni DENZ Nico GAMPER Patrick LIPOWITZ Florian MARTÍNEZ Daniel Felipe ROGLIČ Primož VLASOV Aleksandr Soudal Quick-Step LANDA Mikel LECERF William Junior PEDERSEN Casper ASGREEN Kasper CATTANEO Mattia VANSEVENANT Mauri VERVAEKE Louis KNOX James UAE Team Emirates SOLER Marc ALMEIDA João YATES Adam DEL TORO Isaac SIVAKOV Pavel BARONCINI Filippo VINE Jay MCNULTY Brandon Visma-Lease a Bike KUSS Sepp VAN AERT Wout GESINK Robert KRUIJSWIJK Steven AFFINI Edoardo VALTER Attila VAN BAARLE Dylan UIJTDEBROEKS Cian Transmissão As três semanas de competição vão ser transmitidas no Eurosport e na aplicação MAX. Ao todo são 74 horas de ação da Vuelta, em direto, nos ecrãs e na plataforma de streaming, apoiados no conhecimento especializado do antigos ciclistas do World Tour. A equipa de comentadores nacionais é composta pelo quarteto Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici e José Azevedo. ### Vuelta em Portugal - O que dizem os rivais de João Almeida? Favoritos à geral atenderam os média em Lisboa durante dois dias. O TopCycling foi ouvir a concorrência de João Almeida na Vuelta. Do campeão em título Sepp Kuss, ao tricampeão da Vuelta Primoz Roglic, passando pela esperança espanhola Mikel Landa. Haverá nova vitória estrangeira? Será Roglic capaz de se refazer após a queda no Tour? Poderá Landa acabar com 10 anos sem triunfos espanhóis? Será Carlos Rodriguez capaz de subir o nível? Ler mais | Tudo sobre a Vuelta no Guia TopCycling Créditos: Unipublic/Cxcling Sepp Kuss (Visma | Lease a Bike)  "Foi muito bom ter ganho em Burgos. Não competia há muito tempo e foi uma boa confirmação. Rapidamente ultrapassei a desilusão de não ter ido ao Tour, mas sem dúvida que foi uma deceção. Felizmente fui capaz de me focar na Vuelta. A vitória em Burgos deu-me confiança, sei que a Vuelta será uma história completamente diferente, com percurso e rivais diferentes. Créditos: Unipublic/Cxcling Primoz Roglic (Red Bull - Bora - hansgrohe) “Ainda sinto dores da queda, principalmente nas costas. Preciso de mais algum tempo para deixar de as sentir. Vai melhorando semana a semana e se não me sentisse bem, não estava aqui. (...) Vamos ver como corre. Estou contente por estar aqui, começar esta corrida, e agora é ser realista comigo e com a equipa para ver como estamos. A partir daí, vamos tomar decisões sobre como correr esta Vuelta, à procura do melhor resultado possível. Com certeza, o melhor seria ganhar, mas independentemente disso, só quero dar o melhor de mim”  Carlos Rodriguez (Ineos Grenadiers) "Não sei como chego, é a primeira vez que faço duas grandes seguidas. Recuperei com calma após o Tour, sinto-me bem, mas até começar a corrida não saberei realmente. O objetivo é dar a melhor versão de mim mesmo. Estive doente [na terceira semana do Tour] e isso deixou-me com uma espinha na garganta. Há que lutar pela vitória, mesmo que não estejam os três que fizeram pódio no Tour, mas há que ser ambicioso." Ler mais | Rui Costa avisa: "Vamos com tudo" Créditos: Unipublic/Cxcling Créditos: Unipublic/Cxcling Thymen Arensman (Ineos Grenadiers) "É a minha quinta Vuelta consecutiva, o que é bastante aos 24 anos. Esta corrida teve um grande papel no meu desenvolvimento; foi a minha primeira grande em 2020, depois em 2022 foi a primeira vez que disputei a geral, fechei top 5 e ganhei a etapa rainha. Tenho boas memórias desse ano, mas também más memórias da edição passada pela queda. Só quero terminar sem cair e esquecer a última Vuelta. Eu e o Carlos viemos pela geral, mas há muitas oportunidades para os outros colegas tentarem etapas." Créditos: Unipublic/Cxcling Mikel Landa (T-Rex Quick-Step) "Este ano já tenho uma grande nas pernas e não sei como vai responder o corpo. Tenho um pouco esse medo, mas se estiver como no Tour poderia ser, poderia lutar pelo maillot vermelho. Noto a pressão de ser o líder, de sentir essa vontade que têm as pessoas de que faça algo importante, de que me corra bem, de ter essa forma do Tour." Créditos: Unipublic/Cxcling Créditos: Unipublic/Cxcling Antonio Tiberi (Bahrain Victorious) “O pódio realista? Não sei se é realista porque há muitos corredores fortes na Vuelta, mas também sei que no Giro não estive longe do pódio. Sem os problemas em Oropa estava quase no pódio. Cada corrida é diferente, longa e o objetivo é tentar o pódio. Talvez seja mais realista dizer top 5 ou top 10.” ### Tour de France feminino: Etapa 6 - A França sorri A sexta etapa do Tour de France feminino ligou Remiremont a Morteau ao longo de 159,2 km (vídeo resumo da etapa no final do artigo).  Na primeira etapa com início e fim em França, as ciclistas entraram no terreno montanhoso deste Tour de France feminino. A fuga do dia  A fuga do dia demorou alguns quilómetros a formar-se, com sucessivos ataques a serem anulados pelo pelotão.  A cerca de 115 km do fim, a fuga formou-se com de 14 ciclistas. 30 km depois, outras quatro corredoras juntaram-se à frente da corrida.  Entre estas quatro ciclistas estava Marianne Vos (Team Visma | Lease a Bike), que venceu o sprint intermédio em Sancey, e subiu à liderança da camisola dos pontos. https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1824420625932271885 As duas últimas fugitivas do dia, Niamh Fisher-Black (Team SD Worx – Protime) e Grace Brown (FDJ - SUEZ) foram apanhadas pelo pelotão a 16 km do fim.  Movimentações decisivas  O pelotão ia muito reduzido nesta altura, com cerca de 25 ciclistas. As movimentações decisivas para a etapa foram feitas nesta fase da corrida.  Puck Pieterse e Paulinena Rooijakkers (Fenix-Deceuninck) tentaram atacar o pelotão, mas a movimentação que sucedeu foi a de Cédrine Kerbaol (CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team).  A francesa conseguiu criar distância para o pelotão já dentro dos 15 km finais. https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1824442013309153432 A chegada  A distância para o pelotão subiu até aos últimos 5 km, quando as equipas aumentaram o ritmo para tentar trazer a francesa de volta.  Mas era tarde de mais. Com 2 km para o fim Kerbaol tinha 0:35 de vantagem – chegou à meta isolada, e venceu a sua primeira etapa no Tour de France feminino. É também a primeira vitória francesa nesta nova versão do Tour de France feminino. Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Em segundo lugar, num pelotão que chegou a 0:21 da vencedora, chegou Marianne Vos. Liane Lippert (Movistar Team) fechou o pódio da etapa.  Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=t1liQXaBf3c Top 10 da etapa  Posição   Ciclista   Equipa   Tempo   1   Cédrine Kerbaol  CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team  4:04:411   2   Marianne Vos  Team Visma | Lease a Bike  0:21 3   Liane Lippert  Movistar Team  “   4   Karlijn Swinkels EF-Oatly-Cannondale   “  5   Lucinda Brand  Lidl – Trek  “   6   Katarzyna Niewiadoma  Canyon//SRAM Racing  “  7   Puck Pieterse  Fenix-Deceuninck  “   8   Thalita De Jong   Lotto Dstny Ladies “   9   Évita Muzic  FDJ – SUEZ   “   10   Juliette Labous   Team dsm-firmenich PostNL  “  Top 10 da classificação geral Posição   Ciclista   Equipa   Tempo   1   Katarzyna Niewiadoma  Canyon//SRAM Racing  15:32:31   2   Cédrine Kerbaol  CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team  0:16 3   Kristen Faulkner   EF-Oatly-Cannondale   0:19  4   Puck Pieterse  Fenix-Deceuninck  0:22   5   Juliette Labous   Team dsm-firmenich PostNL  0:56   6   Thalita De Jong  Lotto Dstny Ladies  1:04   7   Shirin Van Anrooij   Lidl – Trek   1:07   8   Pauliena Rooijakkers  Fenix-Deceuninck  1:08  9   Liane Lipper Movistar Team 1:16 10   Demi Vollering  Team SD Worx – Protime  1:19  Perfil da etapa 7 Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: A.S.O./Charly Lopez ### Trek lança duas NOVAS Bicicletas de Gravel - Checkmate e Checkpoint A Trek apresentou duas novas bicicletas de gravel, cada uma destinada a um tipo de utilização específico: Trek Checkmate para competição e Trek Checkpoint para aventura. A nova Trek Checkmate SLR A Trek Checkmate SLR foi apresentada pela marca como a bicicleta de gravel mais leve e rápida já fabricada pela Trek. Desenvolvida com carbono OCLV 800 Series e tecnologia aero Full System Foil, a Trek afirma que graças à nova geometria Gravel Race, a Checkmate SLR oferece uma posição de condução mais agressiva e eficiente, ideal para ciclistas competitivos. Preparada para competir Esta bicicleta apresenta ainda o guiador leve e integrado da Madone Gen 8, com uma distância 3 cm mais estreita entre a zona superior do guiador e os drops, para que os ciclistas possam escolher entre uma posição mais aerodinâmica ou com maior controlo e ter um conforto mais ergonómico quando tem as mãos na zona superior das manetes. A Trek Checkmate vem equipada com pneus de 38 mm, mas pode ser equipada com pneus até 45 mm para maior proteção de roda e maior segurança ao rolar a velocidades mais altas, tanto em provas como nos treinos mais exigentes. De acordo com a Trek, os componentes de topo e uma nova tecnologia no formato dos tubos mais leves, ajudam a reduzir praticamente um quilo (montagem completa) face ao anterior modelo Checkpoint SLR. A nova Checkpoint SL Gen 3 A Checkpoint SL Gen 3 foi redesenhada para maior conforto e praticidade, com tubos de quadro em carbono OCLV 500 Series. Tal como a anterior geração da Checkpoint, este modelo proporciona mais espaço de arrumação interna e pontos de fixação para bolsas adicionais, sendo ideal para aventuras de longa distância e uso em diferentes terrenos. Mais preparada para a aventura A Trek colocou nova geometria neste modelo, com o foco no Gravel de Endurance, a Checkpoint SL Gen 3 tem um alcance mais alto e mais curto, tornando-a mais confortável e preparada para voltas de gravel que durem muitas horas. Inclui ainda um guiador GR Elite (nos modelos SL 5 e 6) ou um guiador GR Pro em carbono (na SL 7), que partilham a mesma forma, com uma distância mais estreita de 6 cm entre a zona superior do guiador e os drops, para um melhor controlo e confiança independentemente do terreno. A Checkpoint SL Gen 3 vem com pneus de 42 mm, mas permite pneus de gravel até 50 mm, mais robustos, para ultrapassar os obstáculos nos terrenos mais exigentes. Compatível com espigão telescópico e forqueta de suspensão Outra novidade é o facto da nova Checkpoint SL Gen 3 ser compatível com espigão telescópico e forqueta com suspensão com até 40 mm de curso*, para os ciclistas que desejem ter ainda mais capacidade, conforto e confiança. *Disponível em todos os tamanhos exceto no XS Ambas as bicicletas partilham a tecnologia IsoSpeed da Trek, que ajuda a absorver as irregularidades do terreno, como o objectivo de proporcionar maior conforto durante a pedalada. As novas Checkmate SLR e Checkpoint SL estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. Preços e disponibilidade Podes ver os preços de ambas a novas bicicletas de gravel da Trek, no site da marca aqui. ### João Almeida e a Vuelta: "Estamos em boa forma e confiantes" João Almeida falou aos jornalistas em conferência de imprensa antes da partida da Vuelta. O Topcycling conta-lhe tudo o que disse o português.  Ao lado de João Almeida esteve Adam Yates, colega na UAE Team Emirates e co-líder da equipa para a Vuelta.  Ler mais | Tudo sobre a Vuelta no Guia TopCycling Expetativas  João Almeida parte para a Vuelta a España com expetativas altas. O português partilhou a opinião de que é um “dos principais corredores para a geral”, elaborando um pouco: “Não sei se sou o número um, há muitos, mas sou um deles. O objetivo é o pódio, queremos discutir e ganhar a corrida, ou eu ou o Adam. Se fizermos pódio o objetivo esta concluído, mas apontamos sempre à vitória”.  O ciclista da UAE Team Emirates deixa, no entanto, ressalvas em relação à luta pela vitória, nomeadamente em relação à sua preparação: “é a primeira vez que faço o Tour e a Vuelta, o que não é ótimo, não é a melhor preparação. Mas estamos em boa forma e estamos confiantes, vamos fazer tudo o que podermos para ganhar. E temos uma grande equipa para nos apoiar”. Créditos: Unipublic/Cxcling Co-liderança da equipa  Um dos temas mais falados foi a co-liderança que tem com Adam Yates neste Grande Volta. O português abordou o tema sem complexos, começando por avançar que este cenário “não parece um problema de todo”.  “Há respeito, boa comunicação, e isso é o mais importante para uma boa relação, ainda mais se somos os dois os líderes. Queremos o melhor para a equipa, esse é o objetivo. Se for ele ou eu a consegui-lo, para mim é o mesmo”.  João Almeida Créditos: Sam Buchli Percurso  Em relação ao percurso, João Almeida pensa que será “super duro”.  “A volta pode decidir-se em qualquer dia. Pode haver vento, não sei, mas ás vezes etapas com vento decidem mais do que uma montanha. Vamos ter muita montanha, muitos metros de desnível. Vai estar muito calor, dois contrarrelógios no início e fim. Acho que vai ser o conjunto de tudo a decidir”.  João Almeida Apesar de tudo, o português admite que “gostava de ganhar uma etapa de montanha mítica”, mas que “qualquer vitória de etapa seria excelente”. Ler mais | As declarações dos rivais de João Almeida Partida em Portugal e Ouro olímpico  João Almeida deixou algumas palavras bonitas ao público português, antes de comentar brevemente a primeira etapa da Vuelta.  “É uma grande motivação. Talvez seja a única vez na carreira que posso começar uma Grande Volta em Portugal, passar pela minha terra-natal (...) acho que a Vuelta começar cá é a principal razão para fazer a Vuelta este ano. Será muito bom para o ciclismo português, é uma grande montra”.  João Almeida “Não é fácil vestir de vermelho logo no primeiro dia, os contrarrelogistas puros têm mais vantagem pelo percurso que é, mas vamos dar o nosso melhor para chegar na melhor posição possível, porque a primeira etapa vai já definir um pouco a classificação geral”.  João Almeida O ouro olímpico português mereceu ainda algumas palavras: “foi muito bom para o ciclismo português, uma grande oportunidade para trazer mais investimento e boas pessoas para o desporto. Estou super feliz por eles, são rapazes fabulosos e merecem muito isto. Espero alcançar algo tão bom como eles, vou fazer por isso”. O que disse Adam Yates O colega de equipa de João Almeida, e co-líder nesta Vuelta, Adam Yates, também falou com os jornalistas.  O britânico abordou a relação com João Almeida. Partilhou que este ano "correram muitos dias juntos. Na Suíça correu muito bem, no Tour também, com objetivos diferentes”. Yates falou um pouco sobre como os dois corredores se complementam:  “Penso que temos estilos diferentes que se complementam muito bem. Eu gosto de atacar mais cedo por vezes, o João gosta de manter o seu ritmo e dar tudo no fim das subidas. Mas não vamos ser nós a decidir como se fazem as subidas, também depende muito dos nossos rivais... Mas mostramos este ano que fazemos sempre o melhor que podemos e com certeza que esta será outra boa corrida”.  Adam Yates Créditos: Sam Buchli Créditos da foto de destaque: Unipublic/Cxcling ### Rui Costa pronto para a Vuelta: "Vamos com tudo" Em conferência de imprensa da equipa EF Education - EasyPost, Rui Costa prestou declarações antes do início da Vuelta a España 2024. O português esteve acompanhado pelos colegas de equipa Richard Carapaz e Rigoberto Uran, admitindo que as as expetativas são “muito positivas”. “Depois do tour a motivação é muito alta e a equipa vem muito motivada. É um grupo muito sólido. Eu creio que as coisas nos podem sair bem, temos o Richard Carapaz que é um grande corredor, já sabe o que é ganhar uma grande volta. Vamos com tudo.”  Rui Costa Em relação a Richard Carapaz, para o português não há dúvidas de que será o líder da equipa à procura de um bom lugar na classificação geral.  “O papel principal na Vuelta passa por apoiar o Richard. Nós acreditamos nele, demostrou estar bem no Tour, demonstrou muita solidez nas grandes voltas. Já sabemos o que é o Richard Carapaz, muito forte em provas de um dia e em provas de 3 semanas, e nós acreditamos no pódio com o Richard no fim da Vuelta. O nosso objetivo é apoiar e ajudar para atingir esse objetivo principal.”  Rui Costa Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Vitória de etapa  Em relação a uma possível vitória de etapa, Rui Costa foi perentório na ideia de que o foco principal é o objetivo ao líder: “A luta por uma etapa vai depender muito da corrida, o foco para já é o Richard e tentar levá-lo o mais alto possível no pódio final.”  O antigo campeão do mundo também abordou a sua vitória de etapa na Vuelta 2023. “O ano passado pedi à equipa para fazer a Vuelta porque me sentia bem depois do Tour e as coisas correram bem. Uma vitória muito importante para mim. A vida é feita de objetivos, ganhei no Tour, depois na Vuelta, o Giro ficou perto, mas quem sabe se no futuro o consigamos.”  Rui Costa Créditos: UNIPUBLIC / Sprint Cycling Agency João Almeida e o ouro olímpico  Rui Costa deixou também algumas palavras em relação a João Almeida. Acredita que o antigo colega pode “conseguir um feito nesta Vuelta” visto que, em comparação com o Tour, “vai ter mais liberdade e é um dos líderes. Acredito que possa fazer um grande lugar”.  Ainda houve tempo para algumas palavras acerca de Iúri Leitão e Rui Oliveira, campeões olímpicos em Paris 2024. “Um feito histórico, algo muito grande que o Rui e o Iúri conseguiram. Uma mais valia para todos nós, para os que querem ser ciclistas e um empurrão para o ciclismo nacional. Espero que as entidades maiores, como a federação, continuem a fazer um grande trabalho, continuar a trabalhar no sentido de melhorar o ciclismo e as condições, e acreditar que é possível continuar com grandes feitos. Talvez ninguém contasse, mas eles sabiam bem para o que iam e estavam confiantes que podiam fazer um grande resultado, e o resultado aí está, uma grande alegria para quem os segue, e para todos os portugueses, que ficaram muito orgulhoso.” Rui Costa Créditos: Sprint Cycling Ler mais | Há vida na Colômbia além de Urán e Quintana? Conversa de Carapaz e Urán com os média Também presentes estiveram os líderes da EF. Ambição e nostalgia pontuaram a conversa de Carapaz e Urán com os média. Carapaz confirmou vir à Vuelta lutar pela classificação geral: “Venho sempre com ambições altas, quero tentar ganhar a Vuelta.” Rigoberto Urán, que se vai retirar no fim da época, deixou uma reflexão sobre a participação na última grande volta da carreira:  “Há muitos sentimentos, em muito relacionados também com a equipa, que é como uma família. Um pouco de nostalgia e alegria. O ciclismo é cada vez mais perigoso, a velocidade é muito alta, há muito risco, muitas quedas, e daí a alegria.”  Rigoberto Urán Créditos da foto de destaque: EF ProCycling ### Tour de France feminino: Etapa 5 – Troca de líder  A quinta etapa do Tour de France feminino ligou Bastogne a Amnéville, ao longo de 152,5 km (vídeo da etapa no final do artigo).  As ciclistas partiram da Bélgica em direção a França. A quinta etapa era a última oportunidade para as sprinters triunfarem neste Tour de France feminino. A fuga do dia  A fuga do dia demorou a formar-se, com várias ciclistas e tentarem escapar e a serem reabsorvidas pelo pelotão.  A cerca de 80 km para o fim, Loes Adegeest (FDJ – SUEZ) atacou o pelotão e conseguiu isolar-se. Foi seguida por Julie Van de Velde (AG Insurance - Soudal) e Fem Van Empel (Visma | Lease a Bike).  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1824057723933114368 Últimos quilómetros  Também nesta altura, Charlote Kool (dsm-firmenich PostNL), vencedora de duas etapas neste Tour de France, perdeu contacto com o pelotão.  A 30 km do fim da etapa o trio da frente tinha 2:20 de vantagem, mas Van Empel ameaçava subir na geral e o pelotão reagiu.  O momento do dia deu-se a 6,3 km da chegada: queda no pelotão com Demi Vollering envolvida. A camisola amarela cedeu mais de 1:40 para as mais diretas rivais e viu Kasia Niewiadoma (Canyon//SRAM Racing) saltar à liderança. https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1824081094875975821 Triunfo da campeã nacional da Hungria À chegada à reta da meta, o grupo da frente contava com quatro ciclistas: além de Niewiadoma estavam Kata Blanka Vas (SD Worx – Protime), Kristen Faulkner (EF-Oatly-Cannondale), Liane Lippert (Movistar).  Lippert foi a primeira a lançar o sprint. Blanka Vas contra-atacou e venceu com autoridade. Bom triunfo da campeã nacional da Hungria. A ciclista húngara deu a vitória à SDWorx, num dia em que a equipa viu a sua líder perder 1:47 para a frente da corrida, e a camisola amarela por consequência.  Niewiadoma foi segunda na etapa e subiu ao primeiro lugar da geral. Liane Lippert fechou o pódio da etapa. Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Resumo em vídeo da etapa 5 do Tour de France feminino https://www.youtube.com/watch?v=c2lBCDqd_no Top 10 da etapa  Posição  Ciclista  Equipa  Tempo  1  Blanka Vas Team SD Worx - Protime 3:46:51  2  Katarzyna Niewiadoma  Canyon//SRAM Racing  “  3  Liane Lippert Movistar Team “  4  Kristen Faulkner EF-Oatly-Cannondale  “ 5  Emma Norsgaard Movistar Team 0:08  6  Lucinda Brand Lidl - Trek 0:11 7  Cédrine Kerbaol CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “  8  Lorena Wiebes Team SD Worx - Protime 0:28  9  Marianne Vos Team Visma | Lease a Bike “  10  Évita Muzic FDJ - SUEZ  “  Top 10 da classificação geral  Posição  Ciclista  Equipa  Tempo  1  Katarzyna Niewiadoma Canyon//SRAM Racing 11:27:29  2  Kristen Faulkner  EF-Oatly-Cannondale  0:19  3  Puck Pieterse Fenix-Deceuninck 0:22  4  Cédrine Kerbaol CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team 0:47  5  Juliette Labous  Team dsm-firmenich PostNL 0:56  6  Thalita De Jong Lotto Dstny Ladies 1:04  7  Shirin Van Anrooij  Lidl - Trek  1:07  8  Pauliena Rooijakkers Fenix-Deceuninck 1:08 9  Demi Vollering Team SD Worx - Protime 1:19 10  Liane Lippert Movistar Team 1:20  Perfil da etapa 6  A sexta etapa marca o início dos terrenos montanhosos no Tour de France Feminino.   Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Equipa Sabgal-Anicolor rescinde com Mauricio Moreira O Clube Desportivo Fullracing (detentor da equipa Sabgal-Anicolor) anunciou em comunicado que rescindiu contrato com Mauricio Moreira, tendo o corredor, que tinha contrato até ao final de 2025, deixado de fazer parte da Sabgal-Anicolor com efeito imediato. De relembrar que a falta de entendimento surgiu após o abandono do ciclista na Volta a Portugal onde foi apontado como líder. No comunicado, o Clube Desportivo Fullracing adiantou que a decisão foi tomada por mútuo acordo entre ambas as partes, acrescentando que esta decisão foi feita: "com o objetivo de evitar qualquer recurso a tribunais ou litígios, quer com o atleta, quer com a nova equipa com quem Mauricio Moreira decidiu assumir um segundo compromisso para a época de 2025." Clube Desportivo Fullracing Créditos: João Fonseca Photographer A antiga equipa adiantou ainda que a rescisão tem efeitos imediatos e foi motivada pela quebra de confiança entre o Clube Desportivo Fullracing e Mauricio Moreira, resultante do facto de o atleta ter assumido um compromisso com outra equipa, apesar de estar ciente de que tinha um vínculo contratual, tanto verbal como escrito, com o nosso clube até 2025. Este compromisso foi reconhecido publicamente pelo próprio atleta em declarações à Comunicação Social no dia 21 de novembro de 2023. Clube Desportivo Fullracing ### Tour de France feminino – Etapa 4: Vitória da estreante  A quarta etapa da Tour de France feminino ligou Valkenburg a Liège, ao longo de 122,7km.  As ciclistas percorreram terrenos míticos do ciclismo: no início da etapa passaram pelas estradas da Amstel Gold Race, e no fim da etapa pelas estradas da Liege-Bastogne-Liege. Fuga do dia  A fuga do dia demorou a formar-se e foi bastante tímida.  A 88km do fim, um ataque de Sara Martín (Movistar Team) formou a fuga do dia. A ciclista espanhola não ganhou muito tempo ao pelotão, que controlou de perto.  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1823702687520842013 40km depois do ataque, seria alcançada pelo pelotão. As ciclistas estavam assim todas juntas a 45km do fim da etapa.  Movimentações decisivas  Os quilómetros seguintes trouxeram as movimentações decisivas da etapa.  Enquanto as ciclistas mais fortes nas chegadas rápidas iam perdendo o contacto com o pelotão, as candidatas à classificação geral mexiam na corrida.  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1823717435511582823 A 14km do fim, já na última subida do dia, Katarzyna Niewiadoma (Canyon//SRAM Racing) atacou da frente do pelotão. Apenas Demi Vollering (Team SD Worx – Protime), Puck Pieterse e Pauliena Rooijakkers (Fenix-Deceuninck) seguiram a polaca. Rooijakkers perdeu o contacto com o grupo 3km depois.  Niewiadoma, Vollering e Pieterse seguiram isoladas na frente da corrida, com um grupo de cerca de 15 corredoras na perseguição.  A chegada  O trio da frente não seria mais alcançado, e decidiu a vitória da etapa num sprint reduzido.  Niewiadoma tentou atacar no último quilometro, sem sucesso. A polaca foi contra-atacada por Pieterse, que lançou o seu sprint primeiro. Vollering tentou discutir a etapa com a estreante da Fenix-Deceuninck, mas perdeu em cima da linha da meta.  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1823721713223524643 Puck Pieterse venceu, assim, a quarta etapa do Tour de france feminino na sua estreia na corrida. Demi Vollering foi segunda e Niewiadoma terceira.  Demi Vollering manteve a camisola amarela, e aumenta a sua vantagem para quase todas as candidatas à classificação geral.  Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Top 10 da etapa  Posição Ciclista Equipa Tempo 1 Puck Pieterse Fenix-Deceuninck 3:12:28 2 Demi Vollering Team SD Worx - Protime “ 3 Katarzyna Niewiadoma Canyon//SRAM Racing “ 4 Kimberley Pienaar AG Insurance - Soudal Team 0:29 5 Noemi Ruegg EF-Oatly-Cannondale “ 6 Thalita De Jong Lotto Dstny Ladies “ 7 Évita Muzic FDJ - SUEZ “ 8 Shirin Van Anrooij Lidl - Trek “ 9 Niamh Fisher-Black Team SD Worx - Protime “ 10 Mareille Meijering Movistar Team “  Top 10 da classificação geral  Posição Ciclista Equipa Tempo 1 Demi Vollering Team SD Worx - Protime 7:40:10 2 Puck Pieterse Fenix-Deceuninck 0:22 3 Katarzyna Niewiadoma Canyon//SRAM Racing 0:34 4 Kristen Faulkner EF-Oatly-Cannondale 0:47 5 Juliette Labous Team dsm-firmenich PostNL 0:56 6 Pauliena Rooijakkers Fenix-Deceuninck 1:03 7 Kimberley Pienaar AG Insurance - Soudal Team “ 8 Thalita De Jong Lotto Dstny Ladies 1:04 9 Cédrine Kerbaol CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “ 10 Shirin Van Anrooij Lidl - Trek 1:07  Perfil da etapa 5 Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: A.S.O./Charly Lopez ### Tour de France feminino – Etapa 3: A primeira para a campeã  A terceira etapa do Tour de France feminino foi, também, a segunda etapa do dia para o pelotão (vídeo resumo da etapa no final do artigo).  As ciclistas tinham à sua espera um contrarrelógio em Roterdão, com 6,3km de extensão.  A campeã olímpica Grace Brown (FDJ - SUEZ), e a especialista norte-americana Chloe Dygert (Canyon//SRAM Racing) eram as grandes favoritas à vitória de etapa. Primeiros tempos  Os primeiros tempos de referência foram marcados por ciclistas que não eram favoritas. Depois de algumas trocas no hot seat logo no início, Elena Pirrone (Roland) foi a primeira ciclista a passar algum tempo no primeiro lugar.  Eventualmente foi ultrapassada por Loes Adegeest (FDJ - SUEZ). A ciclista holandesa passou bastante tempo no hot seat.  As favoritas  As favoritas foram para a estrada numa fase mais avançada do contrarrelógio. Adegeest foi-se mantendo no primeiro lugar até Chloe Dygert conseguir melhorar o tempo da neerlandesa.  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1823376490718740563 Grace Brown, por exemplo, teve um problema mecânico e não conseguiu discutir a vitória. Outras ciclistas como Kristen Faulkner (EF-Oatly-Cannondale), Anna Henderson (Team Visma | Lease a Bike) ou Ellen Van Dijk (Lidl - Trek) chegaram todas atrás de Adegeest.  Das favoritas, faltava apenas chegar Demi Vollering (Team SD Worx - Protime). A ciclista dos Países Baixos passou com o mesmo tempo que Dygert no primeiro ponto intermédio, mas conseguiu melhorar em 0:05 o tempo na chegada.  Não seria mais ultrapassada. A campeã da edição de 2023 chegou, na etapa 3, à primeira vitória de etapa do Tour de France feminino. Alcançou também a camisola amarela.  Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Em segunda na etapa ficou Chloe Dygert, em terceiro Loes Adegeest. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=r3AvzZY3-XY Top 10 da etapa  Posição  Ciclista  Equipa  Tempo  1  Demi Vollering Team SD Worx – Protime 0:7:25  2  Chloe Dygert Canyon//SRAM Racing 0:05 3  Loes Adegeest FDJ - SUEZ “  4  Cédrine Kerbaol CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “  5  Kristen Faulkner EF-Oatly-Cannondale 0:06 6  Ellen Van Dijk Lidl - Trek “  7  Lorena Wiebes  Team SD Worx – Protime 0:09 8  Mischa Bredewold Team SD Worx – Protime  “  9  Emma Norsgaard Movistar Team 0:10 10  Anna Henderson Team Visma | Lease a Bike 0:11  Top 10 da Classificação Geral  Posição  Ciclista  Equipa  Tempo  1  Demi Vollering Team SD Worx – Protime 4:27:54  2  Lorena Wiebes  Team SD Worx – Protime 0:03 3  Chloe Dygert Canyon//SRAM Racing 0:054  Loes Adegeest FDJ - SUEZ “  5  Charlotte Kool Team dsm-firmenich PostNL "6  Cédrine Kerbaol CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “  7  Kristen Faulkner EF-Oatly-Cannondale 0:06 8  Ellen Van Dijk Lidl - Trek “  9  Mischa Bredewold Team SD Worx – Protime  0:0910  Emma Norsgaard Movistar Team 0:10  Perfil da Etapa 4  Na etapa 4 o Tour de France feminino despede-se dos Países Baixos em direção à Bélgica.  Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Volta a França do Futuro - Etapas, transmissão e mais informações Vai disputar-se ente 18 e 24 de agosto a 60.ª edição do Tour de L'Avenir, a Volta a França do Futuro, prova por seleções mais importante do calendário internacional de sub-23. São sete etapas e 820 km, com um contrarrelógio inicial a abrir e duas etapas de média montanha logo a seguir. Para o final quatro etapas de alta montanha num percurso extremamente duro. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Equipa experiente e ambiciosa A seleção nacional vai apresentar-se com uma equipa experiente e ambiciosa com os seis corredores escolhidos por José Poeira: Alexandre Montez (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) António Morgado (UAE Team Emirates) Daniel Lima (Israel Cycling Academy) Gonçalo Tavares (Hagens Berman Jayco) João Martins (Rádio Popular-Paredes-Boavista) Lucas Lopes (Supermercados Froiz) Será a segunda participação para a maior parte da equipa, o que eleva a ambição. Daniel Lima e João Martins estreiam-se na Volta a França do Futuro. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Percurso A alta montanha vai dominar o percurso da competição, que, desta vez, não tem contrarrelógio por equipas, ao contrário da edição transata ganha por Isaac del Toro, colega de António Morgado na UAE Emirates. A prova começa no próximo domingo, com um prólogo de 7,1 km em Sarrebourg. Seguem-se duas etapas longas e maioritariamente planas, mas com um perfil ondulado na fase final, que poderá desencorajar os sprinters e abrir oportunidade para puncheurs. (18/08) - Prólogo inicial - Sarrebourg › Sarrebourg (7,1 km) (19/08) - 1.ª Etapa - Sarrebourg › Ronchamp-Champagney (184,5 km) (20/08) - 2.ª Etapa - Mouchard › Plateau d'Hauteville (170,2 km) A geral começa a jogar-se na terceira etapa em linha, primeira das quatro jornadas de alta montanha. Será uma ligação com 70,7 km e três prémios de montanha de primeira categoria, o último em La Rosière, coincidente com a meta. (21/08) - 3.ª Etapa - Peisey-Vallandry › La Rosière (70,7 km) A quarta etapa, com 142,7 km volta a ter chegada de primeira categoria, em Les Karellis, mas é antecedida pela subida do Col de l’Iseran, a 2750 m de altitude. (22/08) - 4.ª Etapa - La Rosière › Les Karellis (142,6 km) As duas últimas etapas terminam em Itália. A penúltima não tem chegada em alto, embora, ainda antes de atravessar a fronteira entre França e Itália os corredores tenham de subir o Col do Mont-Cenis, nos Alpes franceses. (23/08) - 5.ª Etapa - Les Karellis › Condoue (119,3 km) O final da competição acontece no Colle delle Finestre, subida de 16,2 km com inclinação média de 9 % e final a 2296 m de altitude. (24/08) - 6. Etapa - Bobbio Pelice › Colle delle Finestre (125,9 km) Grande objetivo do ano de António Morgado A Volta a França do futuro é sempre uma ótima oportunidade de conhecer novos corredores que irão brilhar no pelotão internacional nos próximos anos. Este ano, o pelotão é extremamente talentoso e há vários nomes a destacar: António Morgado (Portugal) - É um dos maiores talentos do pelotão sub-23 e já venceu por três vezes este ano. Também esteve excelente nas clássicas do Norte onde fez o melhor resultado de sempre de um português na Volta à Flandres. A Volta à França é o grande objetivo do ano de António Morgado, que também aspira ao Mundial sub-23 depois da prata de Glasgow. Leva um bloco promissor: Daniel Lima foi chave no apuramento para esta prova ao fechar top 10 na Corrida da Paz. Alexandre Montez vem da Volta a Portugal onde foi 2.º na Juventude, além de subido ao pódio e vencido a montanha na Volta a Portugal do Futuro Lucas Lopes venceu etapa na Volta a Madrid onde foi rei da montanha. Noah Campos ganhou uns duros Nacionais em Santa Maria da Feira. Gonçalo Tavares é o campeão nacional de contrarrelógio e foi o corredor que mais tempo correu ao lado de António Morgado desde que eram juniores. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Widar parece um mini Pogačar Jarno Widar (Bélgica) - Há poucas palavras para descrever o prodígio belga da Lotto. Jarno Widar parece um mini Pogačar. Widar, de 18 anos, já venceu por sete vezes esta época entre etapas e classificações gerais, com destaque para o Giro NextGen, onde é o primeiro belga da história a vencer. Mathys Rondel (França) - O ciclista da Tudor, 4.º no Giro NextGen, sobe que se farta e prova disso é a confiança da equipa que lhe ofereceu contrato até 2027. Venceu o GP das Nações e vai ao Avenir mostrar em casa o porquê de ser uma das maiores esperanças do ciclismo francês. https://twitter.com/LeCyclismebelge/status/1814665847022952712 Ineos e UAE têm talentos no radar AJ August (EUA) - A senda de estadunidenses com potencial continua este ano AJ August (Ineos Grenadiers), depois de Matthew Riccitello (Israel Premier Tech) ter perdido a corrida no último dia em 2023. Andrew "AJ" August tem 18 anos, mas fez toda a época como um elite mais, correndo UAE Tour e Paris-Roubaix. Fica a lamentar a ausência de contrarrelógio, já que como júnior foi campeão nacional. Na era dos talentos precoces, Ineos e UAE têm talentos no radar na monta dos sub-23. Pablo Torres (Espanha) - Um dos fortes candidatos à vitória deste ano é Pablito Torres que milita na equipa de desenvolvimento da UAE Emirates, a Gen Z. Vem de uma vitória na última etapa do Giro Valle d'Aosta onde fez quinto na geral no fim de julho e mostra que está em grande forma para a Volta a França do Futuro. Pavel Novak (Chéquia) - Apesar de ser um dos outsiders da edição deste ano e não ter uma equipa tão forte como as outras seleções, Novak é um nome a ter em conta. Venceu o Troféu Piva no início de abril pela Colpack e quando o terreno é acidentado poucos sub-23 conseguem rodar ao seu ritmo. Sem o futuro decidido, tem a oportunidade de se mostrar. Joseph Blackmore (Grã-Bretanha) - Com 21 anos, Blackmore vai ser um dos ciclistas mais experientes à partida da Volta a França do Futuro. Deu nas vistas logo no início do ano vencendo Tour do Ruanda, Tour de Taiwan, Circuito das Ardenas e Liège sub-23. Corre na Israel Premier Tech. Países Baixos - Como qualquer um dos atletas é líder em potência, vamos só recordar os melhores resultados dos atletas. Darrem Van Bekkum ganhou a Ronde de l'Isard assistido pelo Menno Huising, Tijmen Graat foi o melhor neerlandês no Giro NextGen e o Wouter Toussaint foi o melhor neerlandês na Corrida da Paz. https://twitter.com/cycloben2/status/1777221407388180696 Equipas e dorsais México (MEX) 1 Carlos Alfonso GARCIA TREJO 2 Michael ZARATE ANIMA 3 David RUVALCABA REYES 4 Jorge PEYROT BALVANERA Jorge 5 Sebastian RUIZ TERAN 6 Erick Manuel GONZALEZ ARVIZO Itália (ITA) 11 Pietro MATTIO 12 Ludovico CRESCIOLO 13 Alessandro PINARELLO 14 Simone GUALDI 15 Edoardo ZAMPERINI 16 Florian Samuel ZAJAMINI Estados Unidos da América (USA) 21 Andrew AUGUST 22 Ian LOPEZ 23 Gavin HLADY 24 Artem SCHMIDT 25 Colby SIMMONS 26 Kellen CALDWELL Bélgica (BEL) 31 Jarno WIDAR 32 Emiel VERSTRYNGE 33 Robin ORINS 34 Gauthier SERVRANCKX 35 Aaron DOCKX 36 Tim REX França (FRA) 41 Léo BISIAUX 42 Clément IZQUIERDO 43 Léandre LOZOUET 44 Brieuc ROLLAND 45 Mathys RONDEL 46 Pierre THIERRY Suiça (SUI) 51 Fabian WEISS 52 Robin DONZÉ 53 Nils AEBERSOLD 54 Ilian BARHOUMI 55 Roman HOLZER 56 Luca JENNI Colômbia (COL) 61 Diego Fernando PESCADOR CASTRO 62 Jaider MUÑOZ RESTREPO 63 William COLORADO OSORIO 64 Jeferson Armando RUIZ ACUÑA 65 Juan Guillermo MARTINEZ HUERTAS 66 Camilo Andres GOMEZ GOMEZ Dinamarca (DEN) 71 Simon DALBY 72 Henrik Breiner PERDERSEN 73 Emil Shrandorff IWERSEN 74 Morten Aaling NORTOFT 75 Peter Oxenberg HANSEN 76 Tobias SVARRE Grã Bretanha (GBR) 81 Joseph BLACKMORE 82 Robert DONALDSON 83 Ollie STOCKWELL 84 Louis SUTTON 85 Joshua GOLLIKER 86 Matthew BRENNAN Países Baixos (NED) 91 Darren VAN BEKKUM 92 Menno HUISING 93 Tijmen GRAAT 94 Max VAN DER MEULEN 95 Huub ARTZ 96 Wouter TOUSSAINT Espanha (ESP) 101 Enekoitz AZPARREN IRURZUN 102 Markel BELOKI FERNANDEZ 103 Jaume GUARDENO ROMA 104 Iker MINTEGI CLAVER 105 Pau MARTI SORIANO 106 Pablo TORRES ARIAS Luxemburgo (LUX) 111 Mats WENZEL 112 Arno WALLENBORN 113 Mathieu KOCKELMANN 114 Alexandre KESS 115 Noé URY 116 Mil MORANG Áustria (AUT) 121 Marco SCHRETTL 122 Philipp Hofbauer 123 Benjamin ECKERSTORFER 124 Sebastien PUTZ 125 David PAUMANN 126 Paul BUSCHEK Israel (ISR) 131 Faingezicht EMRY 132 Bental AVIV 133 Tahar GUY 134 Peretz Herdevall MATAR YTZHAK 135 Uri YONATAN 136 Gabay IDO Polónia (POL) 141 Kamil SZYMACHA 142 Mateusz GAJDULEWICZ 143 Maciej BANASZAK 144 Julian KOT 145 Marek KAPELA 146 Igor SEK Canadá (CAN) 151 Félix BOUCHARD 152 Jérémie La GRENADE 153 Jonas WALTON 154 Léonard Péloquin 155 Michael LEONARD 156 Quentin COWAN Alemanha (GER) 161 Niklas BEHRENS 162 Julian BORRESH 163 Luca DREẞLER 164 Moritz KRETSCHY 165 Louis LEIDERT 166 Ole THEILER PORTUGAL (POR) 171 Daniel LIMA 172 António MORGADO 173 Alexandre MONTEZ 174 Lopes LUCAS 175 Gonçalo TAVARES 176 Noah CAMPOS UCI Centro Mundial de Ciclismo (CMC) 181 Aman AWET 182 Zerahi NOHAM 183 Mulugeta YAFIET 184 Ferkous AYOUB 185 Masengesho VAINQUEUR 186 Arefanye AKILILU Chéquia (CZE) 191 Tomas PRIDAL 192 Daniel MRAZ 193 Pavel NOVAK 194 Daniel VYSOCAN 195 Martin BARTA 196 Tomas OBDRZALEK Austrália (AUS) 201 Fergus BROWNING 202 Matthew GREENWOOD 203 Alastair MACKELLAR 204 Zachary MARRIAGE 205 Declan TREZISE 206 Luke TUCKWELL Equipa mista Auvergne-Rhône-Alpes (ARA) 211 Baptiste TROJA 212 Rémi ARSAC 213 Joris CHAUSSINAND 214 Victor JEAN 215 Victor LOULERGUE 216 Mael SORANZO Eslovénia (SLO) 221 Gal GLIVAR 222 Anze RAVBAR 223 Jaka MAROLT 224 Aljaz TURK 225 Zak ERZEN 226 Luka ZIHERL Ecuador (ECU) 231 Kevin Elian NAVAS PAREDES 232 Robert Jacob WHITE ESPADERO 233 Luis Javier MONTEROS ROMERO 234 Jose Andres SARMIENTO ALVAREZ 235 Franklin Joel REVELO PAUCAR 236 Yostin Elian POZO MITIS Suécia (SWE) 241 Jakob SODERQVIST 242 Edvin LOVIDIUS 243 Hugo LENNARTSSON 244 Ville MERLOV 245 Jonathan AHLSSON 246 Carl KAGEVI Transmissão Para comemorar as suas 60 edições, a organização vai transmitir os últimos 60km de todas as etapas da prova. Em Portugal, a Volta a França do Futuro de 2024 vai ser transmitida na plataforma MAX com o add on de desporto, mas sem comentários em português. Data e início das transmissões: Prólogo (18/08) 15h45 Etapa 1 (19/08): 12h45 Etapa 2 (20/08): 14h00 Etapa 3 (21/08): 13h05 Etapa 4 (22/08): 14h45 Etapa 5 (23/08): 14h10 Etapa 6 (24/08): 13h40 ### Tour de France feminino - Etapa 2: Continua a festa neerlandesa A segunda etapa do Tour de France feminino ligou Dordrecht a Roterdão. Com apenas 67,9km de extensão, foi a etapa em linha mais curta do Tour feminino (vídeo resumo da etapa no final do artigo). A etapa foi, tal como a etapa 1, totalmente plana. A fuga do dia A fuga do dia foi bastante tímida. Talvez pela curta extensão da etapa houve poucas tentativas de formar uma fuga que pudesse vingar. A cerca de 40km do fim, Audrey de Keersmaeker (Lotto Dnsty Ladies) atacou o pelotão. A ciclista belga isolou-se na frente da corrida e ainda conseguiu ganhar cerca de 0:30 ao pelotão. https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1823291135449509988 Foi reabsorvida pelo pelotão a 10km do fim da etapa. Começou, nesta altura, a preparar-se a chegada, que se adivinhava ao sprint. A chegada A chegada foi rápida e técnica até à reta da meta, com bastantes curvas a alongar o pelotão, onde as equipas procuravam colocar as suas sprinters da melhor maneira possível. Chegado o sprint, foi Lorena Wiebes (Team SD Worx - Protime) a primeira a lançar. A holandesa, que não conseguiu discutir a etapa 1, parecia ir para a vitória. Mas nos últimos metros Charlotte Kool (Team dsm-firmenich PostNL) conseguiu sair da roda de Wiebes. Mesmo em cima da linha Kool ultrapassou a ciclista da Team SD Worx - Protime, e venceu a etapa. https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1823293049335697530 A ciclista holandesa da Team dsm-firmenich PostNL triunfou na segunda etapa consecutiva, e mantém a liderança do Tour de France feminino. Lorena Wiebes foi segunda na etapa, Marianne Vos (Team Visma | Lease a Bike) foi terceira. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=r3AvzZY3-XY Top 10 da etapa Posição Ciclista Equipa Tempo 1 Charlotte Kool Team dsm-firmenich PostNL 1:32:49 2 Lorena WiebesTeam SD Worx – Protime “ 3 Marianne Vos Team Visma | Lease a Bike“ 4 Lotta Henttala EF-Oatly-Cannondale “ 5 Elisa BalsamoLidl - Trek“ 6 Rachele BarbieriTeam dsm-firmenich PostNL “ 7 Mylenè de Zoete CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “ 8 Maggie Coles-LysterRoland “ 9 Martina AlziniCofidis Women Team“ 10 Puck PieterseFenix - Deceuninck“  Top 10 da classificação geral Posição Ciclista Equipa Tempo 1 Charlotte Kool Team dsm-firmenich PostNL 4:20:09 2 Anniina Ahtosalo Uno-X Mobility 0:143 Lorena WiebesTeam SD Worx – Protime “ 4 Marianne Vos Team Visma | Lease a Bike0:165 Elisa BalsamoLidl - Trek“ 6 Lotta HenttalaEF-Oatly-Cannondale 0:207 Mylenè de Zoete CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “ 8 Emilia Fahlin Arkéa – B&B Hotels Women“ 9 Kathrin SchweinbergerCERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “ 10 Kimberley Pienaar AG Insurance – Soudal Team “  Perfil da etapa 3 A terceira etapa é um contrarrelógio individual em Roterdão. Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Charly Lopez ### Vuelta em Portugal - Apresentação das etapas Durante a apresentação da Vuelta a Espanha, a 30 de julho, em Castelo Branco, ficámos a conhecer os pormenores das três etapas que decorrem em Portugal. A edição 79 da Vuelta a Espanha parte de Lisboa, na segunda vez que a corrida parte de Portugal depois de em 1997 servir de promoção para a Expo 98. O primeiro encontro com a "afición" portuguesa está agendado para quinta-feira, das 19:00 às 20:10, durante a apresentação das equipas em frente à Torre de Belém. Etapas em Portugal As etapas em Portugal vão ter perfis variados. Partilhamos com os aficionados o máximo detalhe no que às partidas e chegada diz respeito para que possam planear o dia. Sábado, 17 de agosto, o evento arranca em Lisboa, em plena Praça do Império, junto ao Mosteiro dos Jerónimos. A caravana publicitária parte às 14:53, o primeiro corredor às 16:23 e o último às 19:18. Pela frente um contrarrelógio de 12 km ao longo da Marginal com meta instalada em Oeiras, na Torre. Créditos: Unipublic Domingo, 18 de agosto, a partida é na Baía de Cascais e os corredores assinam o ponto na praça 5 de outubro junto à estátua de D. Pedro I. A caravana parte às 9:50, a partida oficial é às 11:50. O destino final é Ourém, numa distância de 194 km, o que faz desta a segunda etapa mais longa da Vuelta. Há contagens de montanha de quarta categoria no Alto da Lagoa Azul e no Alto da Batalha. A meta situa-se na Rua Dr. Armando Henriques Reis Vieira, adjacente ao Centro de Saúde. A Vuelta é o maior evento desportivo alguma vez realizado no concelho de Ourém, segundo a autarquia anfitriã.        Créditos: Unipublic Segunda-feira, 19 de agosto, a festa do ciclismo chega à Lousã. A partida é no Parque Municipal de Exposições (caravana às 10:05, partida oficial às 11:50). A meta está instalada em Castelo Branco na Avenida Ramalho Eanes após o pelotão percorrer 191,5 km num dia de média montanha. Esta etapa conta com uma contagem de montanha de segunda categoria (Alto de Teixeira) e uma de quarta (Alto de Alpedrinha). Créditos: Unipublic Figuras da Vuelta Entre as figuras da Vuelta está João Almeida, que chega após alcançar o quarto top 5 da carreira em grandes voltas no Tour de France 2024. A UAE Emirates nunca venceu a prova, mas vestiu a camisola vermelha em duas ocasiões: em 2007 com Daniele Bennati e em 2008 com Alessandro Ballan, em ambos casos durante um dia. Tadej Pogacar foi o melhor jovem em 2019. Créditos: Sam Buchli Movistar alinha na 43ª Vuelta Confirmado está Nelson Oliveira. Será a décima Vuelta para o português e a vigésima primeira presença em corridas de três semanas. A Movistar alinha na 43ª Vuelta consecutiva, depois de o fazer como Reynolds, Banesto, Illes Balears e Caisse d’Epargne. A estrutura espanhola venceu a prova com Pedro Delgado (1989), Abraham Olano (1998), Alejandro Valverde (2009) e Nairo Quintana (2016). Créditos: Unipublic Nomes fortes do ciclismo mundial Outros nomes fortes do ciclismo mundial têm agendada a presença na última "grande" do ano: Adam Yates (UAE Emirates), Sepp Kuss e Wout Van Aert (Visma | Lease a Bike), Primoz Roglic (Red Bull - BORA - hansgrohe) e Richard Carapaz (EF Education - EasyPost). A 79.ª edição da Vuelta termina no dia 8 de setembro, em Madrid, depois de 21 etapas e mais de 3300 km percorridos. O pelotão parte de Lisboa composto por 176 ciclistas de 22 equipas. ### Tour de France feminino – Etapa 1: Países Baixos de amarelo A primeira etapa da quarta edição do Tour de France feminino partiu de Roterdão, nos Países Baixos.  Esperava-se uma chegada ao sprint em Haia, no fim dos 123 km que compunham a etapa do dia (vídeo resumo da etapa no fim do artigo).  Início nervoso  A corrida teve um início nervoso ainda antes da partida oficial.  Durante a parte neutralizada da etapa, algumas quedas e problemas mecânicos atrasaram o início da corrida. Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Fuga do dia  A fuga do dia demorou a formar-se, e foi praticamente inexistente.  Após a partida oficial, não houve tentativas de criar a fuga durante alguns quilómetros. Cristina Tonetti (Laboral Kutxa - Fundación Euskadi) atacou a 79km do fim e isolou-se na frente da corrida.  https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1822970564618731559 A ciclista italiana foi apanhada pelo pelotão 20km depois do ataque. Conseguiu ainda passar em primeiro na única contagem de montanha do dia, conquistando assim a camisola dos pontos da montanha.  Pelotão completo Alcançada Tonetti, o pelotão seguiu completo nos quilómetros que restavam até à meta. A primeira etapa do Tour de France feminino seria, como esperado, decidida numa chegada ao sprint. Destacar apenas a passagem pelo sprint intermédio em Groeneweg, ganho por Marianne Vos (Team Visma | Lease a Bike). A Chegada A chegada a Haia foi feita a alta velocidade, com as equipas interessadas em colocar bem as suas sprinters. Já nos metros finais, Charlotte Kool (Team dsm-firmenich PostNL) foi a primeira a lançar o seu sprint, depois de um tremendo lançamento de Barbara Guarischi (Team dsm-firmenich PostNL). Ninguém conseguiu alcançar a holandesa, que venceu a primeira etapa do Tour de France feminino 2024. Chegou à primeira camisola amarela desta edição. https://twitter.com/LeTourFemmes/status/1822992719205020070 Em segundo lugar chegou Anniina Ahtosalo (Uno-X Mobility). A fechar o pódio da etapa Elisa Balsamo (Lidl - Trek). Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=sBYn5uJbm24 Top 10 da etapa Posição Ciclista Equipa Tempo 1 Charlotte Kool Team dsm-firmenich PostNL 2:47:40 2 Anniina Ahtosalo Uno-X Mobility “ 3 Elisa Balsamo Lidl - Trek “ 4 Lotta Henttala EF-Oatly-Cannondale “ 5 Marianne Vos Team Visma | Lease a Bike “ 6 Daria Pikulik Human Powered Health “ 7 Mylenè de Zoete CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “ 8 Kimberley Pienaar AG Insurance - Soudal Team “ 9 Emilia Fahlin Arkéa - B&B Hotels Women “ 10 Blanka Vas Team SD Worx - Protime “  Top 10 da Classificação geral Posição Ciclista Equipa Tempo 1 Charlotte Kool Team dsm-firmenich PostNL 2:47:30 2 Anniina Ahtosalo Uno-X Mobility 0:04 3 Elisa Balsamo Lidl - Trek 0:06 4 Lotta Henttala EF-Oatly-Cannondale 0:10 5 Marianne Vos Team Visma | Lease a Bike “ 6 Daria Pikulik Human Powered Health “ 7 Mylenè de Zoete CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team “ 8 Kimberley Pienaar AG Insurance - Soudal Team “ 9 Emilia Fahlin Arkéa - B&B Hotels Women “ 10 Blanka Vas Team SD Worx - Protime “  Perfil da Etapa 2 A segunda etapa do Tour de France feminino é a mais curta desta edição. Créditos: A.S.O. Créditos da foto de destaque: Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux ### Tour de France feminino - Equipas e etapas  O Tour de France feminino - organizado pela ASO, a mesma entidade que rege o Tour de France – sai para a estrada a 12 de agosto.  O Tour de France feminino conta com 22 equipas à partida e um total de 154 corredoras. O Percurso  A terceira edição da prova francesa vai contar com um total de 949,7 km, divididos por oito etapas.   As três primeiras etapas têm início e fim nos Países Baixos. Na quarta etapa as ciclistas correm na Bélgica uma espécie de Liège-Bastogne-Liège. A quinta etapa parte da Bélgica e termina em território francês. A partir daí as ciclistas correm em França até chegarem ao Alpe D’Huez, onde termina o Tour. As Etapas  12/8: Etapa 1 – Roterdão > Haia (123km)  O Tour vai começar com uma etapa plana, com provável chegada ao sprint.  Créditos: A.S.O. 13/8: Etapa 2 – Dordrecht > Roterdão (69,7km)  Também a segunda etapa, muito curta, se espera com final ao sprint.  Créditos: A.S.O 13/8: Etapa 3 - Roterdão > Roterdão (6,3km) - Contrarrelógio Individual  Um contrarrelógio individual em Roterdão, corrido no mesmo dia que a etapa 2. Termina a passagem do Tour nos Países Baixos.  Créditos: A.S.O 14/8: Etapa 4 – Valkenburg > Liége (122,7km)  A passagem do Tour pela Bélgica, numa etapa acidentada com oito contagens de montanha.  Créditos: A.S.O 15/8: Etapa 5 – Bastogne > Amnéville (152,5km)  A quinta etapa parte da Bélgica, e termina em território francês. As ciclistas chegam finalmente a França em mais uma etapa acidentada.  Créditos: A.S.O 16/8: Etapa 6 – Remiremont > Morteau (159,2km)  A sexta etapa do Tour vê as ciclistas subirem pela primeira vez acima dos 1000 metros de altitude.  Créditos: A.S.O 17/8: Etapa 7 – Champagnole > Le Grand-Bornand (166,4km)  A penúltima etapa do Tour pode trazer luta pela classificação geral. Conta com cinco contagens de montanha – a última subida tem 7 km de extensão e 5,1 % de pendente média.  Créditos: A.S.O 18/8: Etapa 8 - Le Grand-Bornand > Alpe D’Huez (149,9km)  Na última etapa do Tour, as ciclistas ultrapassam uma das subidas mais míticas do ciclismo, o Alpe D’Huez. Esta etapa promete ser decisiva para a classificação final.  Créditos: A.S.O Destaques  O grande destaque desta edição do Tour de France Feminino é a presença da holandesa Demi Vollering, campeã em título da prova. A ciclista da Team SD Worx – Protime é a grande favorita para repetir o triunfo da época passada.  Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Juliette Labous, Katarzyna Niewiadoma ou Cecilie Uttrup Ludwig são outros dos nomes de destaque. As ciclistas vão tentar desafiar a hegemonia de Vollering e da Team SD Worx – Protime.  Startlist Em baixo, a Startlist das ciclistas que vão correr o Tour de France feminino.  AG Insurance - Soudal Team  BENITO Mireia  GIGANTE Sarah  LOUW Anya  PLUIMERS Ilse  GHEKIERE Justine  (LE COURT) PIENAAR Kimberley  VAN DE VELDE Julie  Arkéa - B&B Hotels Women  CAVALLAR Valentina  CLAES Lotte  COLJÉ Maaike  DRUMMOND Michaela  FAHLIN Emilia  FOUQUENET Amandine  SQUIBAN Maëva  Canyon//SRAM Racing  NIEWIADOMA Katarzyna  BRADBURY Neve  CHABBEY Elise  PALADIN Soraya  TOWERS Alice  SKALNIAK-SÓJKA Agnieszka  DYGERT Chloe  CERATIZIT-WNT Pro Cycling Team  DE ZOETE Mylène  ARZUFFI Alice Maria  LACH Marta  SCHWEINBERGER Kathrin  ALONSO Sandra  KERBAOL Cédrine  BERTON Nina  Cofidis Women Team  BERTEAU Victoire  KERN Špela  NOSKOVÁ Nikola  ALZINI Martina  ROY Sarah  TALBOT Josie  LUDWIG Hannah  EF-Oatly-Cannondale   JACKSON Alison  HENTTALA Lotta  VALLIERES Magdeleine  RÜEGG Noemi  CADZOW Kim  FAULKNER Kristen  EMOND Clara  FDJ - SUEZ  DEMAY Coralie  ADEGEEST Loes  KRAAK Amber  CURINIER Léa  BROWN Grace  LUDWIG Cecilie Uttrup  MUZIC Évita  Fenix-Deceuninck  PIETERSE Puck  KASTELIJN Yara  DE WILDE Julie  TRUYEN Marthe  ROOIJAKKERS Pauliena  SCHREMPF Carina  SCHWEINBERGER Christina  Human Powered Health  CORDON-RAGOT Audrey  EDWARDS Ruth  KASPER Romy  MALCOTTI Barbara  PIKULIK Daria  RAAIJMAKERS Marit  WILLIAMS Lily  Laboral Kutxa - Fundación Euskadi  BLANCO Iurani  TONETTI Cristina  OSTOLAZA Usoa  SANTESTEBAN Ane  SOTO Catalina Anais  TOMASI Laura  SILVESTRI Debora  Lidl - Trek  REALINI Gaia  BRAND Lucinda  BALSAMO Elisa  SPRATT Amanda  VAN DIJK Ellen  DEIGNAN Elizabeth  VAN ANROOIJ Shirin  Liv AlUla Jayco  GARCÍA Mavi  ANDERSSON Caroline  KOREVAAR Jeanne  PATE Amber  ROSEMAN-GANNON Ruby  TON Quinty  SMULDERS Silke  Lotto Dstny Ladies  DE JONG Thalita  AINTILA Wilma  ARENS Maureen  BASTIAENSSEN Fauve  DE KEERSMAEKER Audrey  DOCX Mieke  VAN WERSCH Anna  Movistar Team  LIPPERT Liane  MEIJERING Mareille  MACKAIJ Floortje  NORSGAARD Emma  GUTIÉRREZ Sheyla  MARTÍN Sara  BARIL Olivia  Roland  DRONOVA-BALABOLINA Tamara  CHRISTOFOROU Antri  COLES-LYSTER Maggie  GRINCZER Natalie  PIRRONE Elena  SWINKELS Sylvie  VETTORELLO Giorgia  St Michel - Mavic - Auber93 WE  AVOINE Alison  BUNEL Marion  FAHY Camille  GUILMAN Victorie  LE MOUEL Célia  MIERMONT Dilyxine  ROUSSEL Elyne  Tashkent City Women Professional Cycling Team  KUSKOVA Yanina  ELMURODOVA Mohinabonu  KAKHOROVA Madina  KOZIEVA Nafosat  KUSKOVA Anna  MISYURINA Margarita  RIZAEVA Asal  Team dsm-firmenich PostNL  LABOUS Juliette  KOOL Charlotte  BARALE Francesca  BARBIERI Rachele  GEORGI Pfeiffer  KOCH Franziska  STORRIE Becky  Team SD Worx - Protime  WIEBES Lorena  VOLLERING Demi  MAJERUS Christine  GUARISCHI Barbara  FISHER-BLACK Niamh  VAS Blanka  BREDEWOLD Mischa  Team Visma | Lease a Bike  MARKUS Riejanne  VAN EMPEL Fem  DE VRIES Femke  HENDERSON Anna  RIEDMANN Linda  VON BERSWORDT Sophie  VOS Marianne  UAE Team ADQ  MAGNALDI Erica  PERSICO Silvia  KUMIEGA Karolina  HOLDEN Elizabeth  HARVEY Mikayla  BERTIZZOLO Sofia  SWINKELS Karlijn  Uno-X Mobility  KOSTER Anouska  AALERUD Katrine  AHTOSALO Anniina  BOILARD Simone  CONFALONIERI Maria Giulia  BERG EDSETH Marte  OTTESTAD Mie Bjørndal  Todas as Etapas do Tour de France Femmes avec Swift vão ser transmitidas na Eurosport 1.  Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Thomas Maheux ### Portugal conquista ouro no Madison dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 A dupla portuguesa composta por Iúri Leitão e Rui Oliveira conquistou o ouro na prova de Madison nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Um momento histórico para o ciclismo português, que conquista o primeiro ouro em Olimpíadas. A prova A prova foi bastante nervosa, com muitas quedas no velódromo francês. Após marcar 8 pontos na fase inicial, a dupla portuguesa remeteu-se ao meio do pelotão durante algum tempo. A 70 voltas do fim (das 200 que compõem o Madison), a dupla portuguesa lutava pelo top 10, quando inicia uma recuperação fantástica. Com muitos pontos marcados nos sprints no último quarto da corrida, e também uma volta completa ao pelotão, os portugueses dispararam para a discussão das medalhas. Este final fortíssimo ditou a vitória para Portugal. Destacar também a queda da dupla italiana, que chegou a liderar a prova. Feitas as contas, Portugal terminou o Madison olímpico em primeiro lugar, com 55 pontos. A Itália foi segunda, com 47 pontos, a Dinamarca terceira, com 41 pontos. Declarações dos campeões olímpicos Transmissão Eurosport Os campeões olímpicos prestaram declarações ao Eurosport depois da corrida. O plano era começar a rolar após 100 voltas, mas vimos oportunidade no início de somar oito pontos em sprint. Depois tivemos que ir respirar fundo porque íamos mortos. Nas últimas 50 voltas todos viram o que fizemos. Nunca ganhei uma corrida na minha vida. Ser campeão olímpico… nem sei o que dizer. Rui Oliveira Treinamos para as últimas 25 voltas, sabíamos que iam ser rapidíssimas Porque toda a gente ia estar cansada. Tínhamos a certeza que os podíamos quebrar. Iúri Leitão Momento histórico Um momento histórico, definido por algumas marcar históricas alcançadas pelos ciclistas portugueses. Esta é a quarta medalha da Portugal nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, a primeira de ouro nestas olimpíadas. É também o primeiro ouro olímpico para Portugal não conquistado no atletismo. Créditos: Roberto Bettini/SprintCyclingAgency Destacar ainda que Iúri Leitão se torna o primeiro português a vencer duas medalhas na mesma edição dos Jogos. Portugal fecha no dia 11 de agosto a sua participação no ciclismo nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, com a presença de Maria Martins no Omnium. Leva de Paris, até agora, duas medalhas, uma de prata e uma de ouro, e ainda um diploma olímpico, com o sétimo lugar de Nelson Oliveira na prova de contrarrelógio de ciclismo de estrada. Créditos da foto de destaque: Sprint Cycling ### Clássica de San Sebastian - Rescaldo da corrida A clássica de San Sebastian, corrida de um dia de nível World Tour, correu-se num percurso de 236km com início e fim em San Sebastian.  Os ciclistas, entre eles Ruben Guerreiro, tinham à espera um percurso bastante acidentado, com sete contagens de montanha. Créditos: Marco Miguel Fuga do dia A fuga do dia formou-se relativamente cedo, composta por dez ciclistas. Entre eles estavam, por exemplo, Simon Carr (EF Education - EasyPost), Warren Barguil (Team dsm-firmenich PostNL) ou Jesús Herrada (Cofidis).  A cerca de 67km do fim, ataques dentro da fuga. Simon Carr foi o ciclista que mais se destacou, numa altura em que Red Bull - BORA - hansgrohe e a Team Visma | Lease a Bike assumiam a perseguição no pelotão.  https://twitter.com/dklasikoa/status/1822260838561984794 O britânico foi apanhado pelo pelotão a 43km do fim da corrida. Ataques Depois do último elemento da fuga ter sido apanhado, já quando o pelotão passava em Erlaitz – a única contagem de montanha de primeira categoria do percurso – surgiram os ataques.  Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse Primeiro Florian Lipowitz (Red Bull - BORA - hansgrohe) atacou e levou Julian Alaphilippe (Soudal Quick-Step) na sua roda. Pavel Sivakov (UAE Team Emirates) lançou um contra-ataque e conseguiu distanciar todos os outros ciclistas. O Erlaitz selecionou bastante o grupo. Depois da passagem na contagem de montanha, Sivakov seguia isolado na frente com cerca de 0:20 de vantagem sobre um grupo perseguidor com 19 ciclistas.  Esta situação de corrida manteve-se até à subida a Pilotegi, a última contagem de montanha do dia.  Últimos Quilómetros  Os últimos quilómetros da clássica de San Sebastian são marcados pela última contagem de montanha do dia, já dentro dos 10km finais.  Sivakov foi apanhado pelo grupo perseguidor a 9km do fim, quando Alaphilippe atacou com Marc Hirschi (UAE Team Emirates) na sua roda. O ataque foi neutralizado alguns metros depois.  https://twitter.com/dklasikoa/status/1822281327565046022 Na parte mais dura da subida, Alaphilippe e Hirschi voltaram a destacar-se, e passaram o topo da contagem de montanha isolados na frente da corrida. Sprint Final A dupla da frente não voltaria a ser apanhada até à reta da meta, e os dois ciclistas discutiram a vitória num sprint. O mais forte foi Marc Hirschi, levando assim a vitória em San Sebastian. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1822287517770510793 Alaphilippe foi segundo na clássica basca. Em terceiro terminou Lennert Van Eetvelt (Lotto Dstny).  Ruben Guerreiro não conseguiu estar nas movimentações decisivas, e terminou a prova longe dos primeiros classificados.  Top 10 da corrida Posição Ciclista País Tempo 1 Marc Hirschi UAE Team Emirates 5:46:12 2 Julian Alaphilippe Soudal Quick-Step “ 3 Lennert Van Eetvelt Lotto Dstny 0:07 4 Kevin Vermaerke Team dsm-firmenich PostNL 0:17 5 Jhonatan Narvaez INEOS Grenadiers 0:25 6 Neilson Powless EF Education - EasyPost “ 7 Patrick Konrad Lidl - Trek “ 8 Michael Woods Israel - Premier Tech “ 9 Jan Christen UAE Team Emirates 0:36 10 Brandon McNulty UAE Team Emirates 0:37  Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Guia da clássica de San Sebastian A edição 44 da clássica de San Sebastian - Donostia San Sebastian Klasikoa – vai para a estrada no dia 10 de agosto. A corrida, de nível World Tour, tem início e fim em San Sebastian, num percurso com 236km. Na Startlist consta um português: Ruben Guerreiro (Movistar Team) vai correr a clássica basca, acabado de sair da Volta a Burgos. Créditos: Marco Miguel O português foi recentemente quinto classificado na clássica Prueba Villafranca - Ordiziako Klasika. Perfil da corrida O perfil da corrida é bastante acidentado. No total, tem sete contagens de montanha: duas de terceira categoria, quatro de segunda categoria e uma de primeira categoria. Os ciclistas vão passar por algumas subidas conhecidas, como por exemplo o Jaizkibel, que recentemente fez parte do Tour de France. A última subida da corrida, já dentro dos últimos 10km, tem 10,1% de pendente média ao longo de 2,1km de extensão. A pendente máxima desta subida é de 19% - um momento que pode ser crucial para a decisão da corrida. A prova termina com cerca de 3km planos antes da reta da meta. O perfil da corrida pode ser consultado no website oficial da prova. Destaques  Sem os nomes que normalmente dominam as corridas de um dia – Tadej Pogacar, Remco Evenepoel, Mathieu Van Der Poel e Wout Van Aert não estarão presentes – espera-se uma corrida bastante aberta, com vários candidatos à vitória.  Para além de Ruben Guerreiro, há outros nomes de destaque: Jonas Vingegaard, que volta à competição depois do Tour de France, Mikel Landa, Marc Hirschi, Romain Bardet ou Daniel Martínez são alguns dos favoritos.  https://twitter.com/dklasikoa/status/1821998141735866404 Startlist e dorsais Soudal Quick-Step 1 ALAPHILIPPE Julian  2 ASGREEN Kasper  3 CATTANEO Mattia  4 GELDERS Gil 5 LANDA Mikel  6 LECERF William Junior 7 VANSEVENANT Mauri UAE Team Emirates 11 ARRIETA Igor 12 COVI Alessandro  13 DEL TORO Isaac  14 CHRISTEN Jan 15 HIRSCHI Marc  16 SIVAKOV Pavel  17 MCNULTY Brandon  EF Education - EasyPost  21 BELOKI Markel  22 CARR Simon  23 DE BOD Stefan  24 POWLESS Neilson  25 QUINN Sean  26 CARTHY Hugh  27 SWEENY Harry  Bahrain - Victorious  31 ARASHIRO Yukiya  32 BUITRAGO Santiago  33 CARUSO Damiano  34 HAIG Jack  35 PICKERING Finlay 36 SÜTTERLIN Jasha  37 TRÆEN Torstein  Movistar Team 41 ARANBURU Alex  42 GUERREIRO Ruben  43 PEDRERO Antonio  44 RUBIO Einer  45 SAMITIER Sergio  46 ROMEO Iván  47 SOSA Iván Ramiro  Decathlon AG2R La Mondiale Team   51 BAUDIN Alex   52 O'CONNOR Ben   53 BERTHET Clément   54 PETERS Nans   55 PRODHOMME Nicolas   56 LABROSSE Jordan   57 WARBASSE Larry  Team Visma | Lease a Bike 61 KUSS Sepp   62 VAN BAARLE Dylan   63 GLOAG Thomas   64 VINGEGAARD Jonas   65 KELDERMAN Wilco   66 VADER Milan   67 VERMOTE Julien Team dsm-firmenich PostNL   71 BARDET Romain   72 BARGUIL Warren   73 COMBAUD Romain   74 HAMILTON Chris   75 LEEMREIZE Gijs   76 TUSVELD Martijn   77 VERMAERKE Kevin  Lidl - Trek  81 CICCONE Giulio   82 BERNARD Julien   83 MOSCA Jacopo   84 GHEBREIGZABHIER Amanuel   85 LÓPEZ Juan Pedro   86 KONRAD Patrick   87 OOMEN Sam  Equipo Kern Pharma  91 CASTRILLO Pablo   92 AGIRRE Jon   93 BERRADE Urko   94 MIQUEL Pau   95 IRIBAR Unai   96 GARCÍA PIERNA Carlos   97 LÓPEZ Jordi  Astana Qazaqstan Team   101 BRUSSENSKIY Gleb   102 CHARMIG Anthon   103 GAROFOLI Gianmarco  104 MARUKHIN Daniil   105 UMBA Santiago   106 VELASCO Simone   107 SCHELLING Ide   Intermarché - Wanty  111 CALMEJANE Lilian   112 COLLEONI Kevin   113 DE POOTER Dries 114 FAURE PROST Alexy   115 PAQUOT Tom   116 PETILLI Simone   117 ROTA Lorenzo   Lotto Dstny  121 ADAMIETZ Johannes   122 CURRIE Logan   123 KRON Andreas   124 MONIQUET Sylvain   125 VAN EETVELT Lennert   126 VAN GILS Maxim   127 VANDENABEELE Henri   Israel - Premier Tech  131 BENNETT George   132 FRIGO Marco   133 HOLLYMAN Mason   134 RICCITELLO Matthew   135 SAGIV Guy   136 SHEEHAN Riley   137 WOODS Michael   Team Jayco AlUla   141 YATES Simon   142 CRADDOCK Lawson   143 JUUL-JENSEN Christopher   144 HARPER Chris   145 BERHE Welay Hagos   146 ZANA Filippo   147 DE PRETTO Davide   Cofidis   151 IZAGIRRE Ion   152 ELISSONDE Kenny   153 GESCHKE Simon   154 HERRADA Jesús   155 IZAGIRRE Gorka   156 LASTRA Jonathan   157 TOUMIRE Hugo   Red Bull - BORA - hansgrohe  161 MARTÍNEZ Daniel Felipe   162 ADRIÀ Roger   163 ALEOTTI Giovanni   164 LIPOWITZ Florian   165 HIGUITA Sergio   166 HAJEK Alexander   167 ZWIEHOFF Ben   Caja Rural - Seguros RGA  171 BARCELÓ Fernando   172 BALDERSTONE Abel   173 CEPEDA Jefferson Alveiro   174 LÓPEZ Joseba   175 NICOLAU Joel   176 PRADES Eduard 177 SILVA Guillermo Thomas  Groupama - FDJ 181 MARTINEZ Lenny   182 GERMANI Lorenzo  183 LE GAC Olivier   184 PALENI Enzo   185 ROCHAS Rémy   186 THOMPSON Reuben   187 LE HUITOUZE Eddy  Euskaltel - Euskadi   191 ALUSTIZA Nicolás   192 ETXEBERRIA Asier   193 BOU Joan   194 BIZKARRA Mikel   195 BERASATEGI Xabier   196 ISASA Xabier   197 DE LA PARTE Víctor   Alpecin - Deceuninck  201 BAYER Tobias   202 CONCI Nicola   203 GOGL Michael   204 JANSSENS Jimmy   205 LAURANCE Axel   206 VAN TRICHT Stan   207 VERMEERSCH Gianni   Arkéa - B&B Hotels  211 BARRÉ Louis   212 CHAMPOUSSIN Clément   213 RIES Michel   214 GUERNALEC Thibault   215 GUGLIELMI Simon   216 HUYS Laurens   217 OWSIAN Łukasz   INEOS Grenadiers   221 CASTROVIEJO Jonathan   222 FRAILE Omar   223 LEONARD Michael 224 NARVÁEZ Jhonatan   225 PUCCIO Salvatore   226 RODRÍGUEZ Óscar   227 SWIFT Connor   Uno-X Mobility  231 EIKING Odd Christian   232 DVERSNES Fredrik   233 HOLTER Ådne   234 JOHANNESSEN Anders Halland   235 JOHANNESSEN Tobias Halland   236 KULSET Johannes   237 SKAARSETH Anders   TotalEnergies  241 CRAS Steff   242 LATOUR Pierre   243 FERRON Valentin   244 GRELLIER Fabien   245 JEGAT Jordan   246 JOUSSEAUME Alan   247 VUILLERMOZ Alexis Créditos da foto de destaque: A.S.O. / Billy Ceusters ### Bettiol poderá transferir-se para a Astana a meio da época Segundo informa La Gazzetta dello Sport, o ciclista italiano Alberto Bettiol vai transferir-se já esta época para a Astana depois da sua participação na prova de estrada e contrarrelógio nos Jogos Olímpicos. Apesar de as transferências a meio da época não serem muito comuns, a UCI permite que se concretizem de 1 a 15 de agosto. Astana já investe O ciclista que corre atualmente pela EF Education - EasyPost, onde também milita Rui Costa, vai ser corredor da equipa cazaque no imediato, sem esperar pelo primeiro dia do próximo ano. A Astana aproveita assim para dar uso imediato aos milhões do seu novo investidor e não vai esperar para janeiro para começar já a marcar pontos UCI que salvem a sua descida de divisão. Com o seu contrato a terminar no fim deste ano Bettiol abraça assim um novo projeto onde se prevêm chegar muitas mudanças graças a este milionário investimento. Esta é a primeira transferência da Astana depois da chegada do investidor XDS Carbon-Tech, uma das maiores produtoras de bicicletas do mundo, que tem agora nas suas fileiras o único italiano no ativo vencedor de um Monumento, depois da vitória na Volta a Flandres em 2019. Créditos Fotografia: A.S.O./Charly Lopez ### Iúri Leitão conquista medalha de Prata no Omnium nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 Iúri Leitão, atual campeão do mundo de omnium, fez história ao conquistar a medalha de prata no ciclismo de pista nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O ciclista vianense de 26 anos disputou o ouro até à última prova, mas acabou por ser superado pelo francês Benjamin Thomas, somando 153 pontos contra os 164 do adversário. Histórico Este feito marca a primeira medalha de sempre de Portugal no ciclismo de pista em Jogos Olímpicos, e a segunda na história do ciclismo nacional em Olimpíadas, após a prata de Sérgio Paulinho em Atenas 2004. Leitão começou a competição com um desempenho sólido, destacando-se especialmente na corrida por pontos, onde conseguiu assegurar a medalha de prata. Após um início mais cauteloso, em que foi sétimo no scratch, Iúri subiu ao pódio após uma prova tática e inteligente. Créditos: UCI Track Resumo da Prova: Scratch: 7º lugar Corrida Tempo: 3º lugar Eliminação: 7º lugar Corrida por Pontos: Desempenho crucial para a medalha de prata Iúri Leitão mostrou, mais uma vez, o seu talento e capacidade de competir ao mais alto nível, contribuindo para o destaque do ciclismo português no cenário global. ### Trek lança os novos capacetes de montanha WaveCel A Trek anunciou o lançamento de três novos capacetes para bicicletas de montanha com tecnologia de segurança WaveCel melhorada. Estes três novos capacetes, Quantum WaveCel, Rally WaveCel e Blaze WaveCel são, segundo a marca, adequados tanto para profissionais como para amadores. Tecnologia WaveCel Os novos capacetes incluem a nova geração da tecnologia WaveCel, mais leve e ventilada, com uma estrutura celular otimizada, que ajuda a reduzir o peso em 15 gramas. Esta tecnologia também faz com que cada célula seja 10% maior, o que permite um maior fluxo de ar.  A tecnologia WaveCel é uma estrutura celular flexível que reveste o interior do capacete e foi concebida para ser mais eficaz do que os capacetes de espuma tradicionais, na proteção da cabeça contra lesões causadas por acidentes de bicicleta. Quantum WaveCel O novo capacete de montanha Quantum WaveCel é, segundo a Trek versátil e polivalente, destinando-se tanto para deslocações de bicicleta na cidade ou para voltas nos trilhos. Tem uma cobertura mais ampla e a tecnologia WaveCel melhorada, que proporcionam uma excelente proteção com o sistema de ajuste Headmaster III. Para além disso, tem também pala regulável em três posições e zona integrada para arrumação dos óculos de sol. Rally WaveCel A Trek informa que o novo capacete de montanha Rally WaveCel foi concebido para lidar com terrenos mais técnicos, oferecendo uma cobertura mais ampla do que a geração anterior e uma tecnologia WaveCel melhorada. Este novo capacete, tem como características mais importantes o sistema de ajuste BOA®, a fivela FidLock, os suportes para os acessórios Blendr, a pala regulável com três posições e a zona integrada para arrumação dos óculos de sol. Blaze WaveCel O novo capacete de montanha Blaze WaveCel destina-se aos ciclistas de montanha de nível intermédio e avançado, e para os ciclistas de enduro que procuram a máxima proteção e ainda mais cobertura. Inclui proteções para as orelhas amovíveis, tecnologia WaveCel melhorada, sistema de ajuste BOA®, a pala magnética regulável com três posições otimizada para os óculos de proteção e suportes para acessórios Blendr. A nova coleção de capacetes de montanha está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Cervélo apresenta a nova bicicleta Caledonia-5 A Cervélo acaba de apresentar a sua nova bicicleta de estrada Caledonia-5, uma bicicleta que, segundo a marca, foi construída para os diferentes tipos de volta e percurso escolhidos pelo utilizador, lidando com longas distâncias e altas velocidades. Esta nova bicicleta tem o ajuste e manuseamento orientados para o conforto, continuando fiel àsensação da bicicleta de corrida Cervélo. A Cervélo anunciou também, que para a nova Caledonia-5, como já havia feito na Áspero, concentrou-se em melhorias que fossem significativas para permitir ao utilizador levar a bicicleta ao limite. A maior alteração visível é a adição da arrumação no quadro, vista pela primeira vez na P-Series e que permite arrumação para as ferramentas essenciais. A Caledonia-5 é aprovada pela UCI e tem uma garantia vitalícia. Aorodinamismo e Armazenamento A nova Caledonia-5 vem munida de caixa integrada com cabos integrados e as formas dos tubos aerodinâmicos. Para além disso, tem também uma caixa de arrumação no quadro que foi concebida para uma câmara, uma pequena multi-ferramenta e uma garrafa de CO2. A tampa é facilmente removível, mesmo com luvas, bastando ao utilizador rodar o fecho e puxar. Merolhamentos A Caledonia-5, segundo informa a Cervélo, foi concebida para voltas longas e passeios de grupo, independentemente das condições do asfalto. A Cervélo também aperfeiçoou a tampa de rolamento dividida, concebida para permitir mudanças de ajuste, sem ter que tirar e colocar os cabos. Reserve 42|49 e Equipamento Hammerhead Desenvolvidas e testadas com a tecnologia Turbulent Aero, as 42|49 foram concebidas para tudo o quefazem, com capacidade e sensibilidade aerodinâmica. Utilizadas em eventos tão variados como o Paris-Roubaix e o Giro D’Italia, as rodas 42|49 têm uma garantia vitalícia apoiada por uma substituição em caso de acidente. O modelo Red AXS vem com o novo Hammerhead Karoo. Este computador de bordo permite escolher o tipo de percurso escolhido pelo utilizador como estrada, gravel, etc. Geometria Montagens e Preços Para saber mais detalhes e disponibilidade, consulta o site da marca em Portugal AQUI . ### Jogos Olímpicos - Rescaldo da corrida de estrada feminina A prova feminina de ciclismo de estrada dos Jogos Olímpicos teve lugar num circuito de 157,6km com início e fim em Paris (vídeo resumo no fim do artigo). Daniela Campos foi a representante portuguesa nesta edição dos Jogos Olímpicos. A fuga do dia A fuga do dia formou-se muito cedo na corrida, composta por seis ciclistas: Hanna Tserakh, Nora Jencusová, Thi Thât Nguyen, Rotem Gafinovitz, Fariba Hashimi, Yulduz Hashimi. As fugitivas chegaram a ter mais de 6:00 de vantagem para o pelotão. A cerca de 90km do fim, a seleção dos Países Baixos “pegou” na corrida e impôs ritmo no pelotão. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1820095680360177916 A última ciclista da fuga foi apanhada com cerca de 50km para o fim, numa altura em que o pelotão se juntou de novo. Sucessão de ataques Depois do pelotão estar completo, começou uma sucessão de ataques que "partiu" o pelotão. A 48km do fim, ataque de Kristen Faulkner, pouco depois de uma queda de Chloe Dygert. Estes dois fatores separaram o pelotão. No grupo de frente ficaram 13 ciclistas, entre elas Marianne Vos, Elisa Longo Borghini, Lotte Kopecky ou Liane Lippert, para além de Faulkner. Créditos: Lidl Trek/Ross Bell No pelotão ficaram ciclistas como Demi Vollering, Lorena Wiebes ou Katarzyna Niewiadoma. As três tentaram fazer a ponte para o grupo da frente, sem sucesso. Últimos quilómetros Os últimos quilómetros foram marcados por muitos ataques no grupo que comandava a corrida A 22km do fim, Marianne Vos e Blanka Vas conseguiram algum espaço na frente, depois de seguirem um ataque de Elizabeth Deignan – a inglesa acabaria por perder o contacto depois de atacar. As duas tinham, a 15km do fim, 0:40 de vantagem para um grupo perseguidor, encabeçado por Kopecky. Créditos: La Presse Nos quilómetros seguintes, o grupo perseguidor, agora com cinco ciclistas, tirou algum tempo ao duo da frente. A Chegada Na chegada a Paris, existia incerteza em relação à vencedora da corrida. Vas e Vos tinham 0:30 de vantagem a 10km do fim. Nesta altura, um ataque de Faulkner no grupo perseguidor, seguido por Kopecky. A norte-americana e a belga conseguiram mesmo fazer a ponte à frente da corrida a 3km do fim. Faulkner voltou a atacar assim que encostou ao grupo da frente. Ninguém reagiu e a americana ganhou segundos precisos na frente. Perante a passividade das três ciclistas, Faulkner ganhou tempo suficiente para chegar isolada à reta da meta. A ciclista norte-americana venceu assim a medalha de ouro olímpica na sua primeira participação. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1820135480048206175 No sprint a três pelas restantes medalhas, Marianne Vos foi a mais forte e levou a medalha de prata. Lotte Kopecky ficou com a medalha de bronze. A Portuguesa Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Daniela Campos fez a maior parte da sua corrida no pelotão, mas não conseguiu estar presente nas movimentações decisivas. Terminou a prova na posição 41. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=ZOkggYoSzMA&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1Kristen FaulknerEstados Unidos da América3:59:232Marianne VosPaíses Baixos+0:583Lotte KopeckyBélgica“4Blanka VasHungria“5Pfeiffer GeorgiReino Unido+1:216Mavi GarcíaEspanha+1:237Noemi RueggSuíça+2:048Katarzyna NiewiadomaPolónia+2:449Elisa Longo BorghiniItália+3:0510Marta LachPolónia+3:27 ### Volta a Portugal | Etapa 10 | O dia das decisões Dia de decisões na Volta a Portugal com o já habitual contrarrelógio no último dia de competição. Eram 27 km a ser feitos nas estradas de Viseu e que iam determinar a classificação geral final. Depois de um dia de reviravoltas e que alterou todos os lugares do top 10, hoje era mais um dia com espaço para fazer novas diferenças e que ia coroar o vencedor da 85.ª edição da Grandíssima. Créditos: Podium Events Johansen dita o tempo Com a ordem de saída inversa à classificação geral, havia oportunidade para vários ciclistas fortes no contrarrelógio e mais atrasados se mostrarem logo de início. Foi o caso de Julius Johansen Sabgal / Anicolor, um dos favoritos ao dia de hoje e que já tinha feito segundo no prólogo inicial. O ciclista dinamarquês fez um tempo de 34'39 que servia já de referência para o que ia acontecer no dia de hoje. Créditos: Matias Novo Fotografias/Podium Events Saída para a estrada do top 10 Apesar de ter sido dos primeiros 20 a sair, Julius Johansen ainda estava como melhor tempo quando os ciclistas do top 10 começaram a ir para estrada. Artem Nych da Sabgal / Anicolor e líder à partida, fez um excelente contrarrelógio e acabou mesmo por vencer a etapa, relegando Julius Johansen, seu colega de equipa para o segundo lugar. Colin Stüssi da Team Vorarlberg teve também um grande dia e fez o terceiro melhor tempo da etapa. Créditos: Podium Events Primeira Volta a Portugal para Nych Depois da grande reviravolta na subida à Sr.ª da Graça, Artem Nych confirmou no contrarrelógio a sua vitória na Volta a Portugal, pela primeira vez para o ciclista de 29 anos. Em segundo lugar ficou o vencedor da edição passada Colin Stüssi que ultrapassou no contrarrelógio do último dia, o terceiro classificado na classificação geral Abner González da Efapel Cycling. O melhor português foi Gonçalo Leaça (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) que ficou no quarto posto a 3'07 do vencedor. Créditos: Podium Events Outras classificações Nas outras classificações foi Nicolás Tivani da Aviludo - Louletano - Loulé Concelho que venceu a camisola dos pontos. Luis Ángel Maté (Euskaltel - Euskadi) venceu a classificação da montanha e Jaume Guardeño da Caja Rural - Seguros RGA, foi o melhor jovem desta edição da Volta a Portugal. A classificação por equipas foi para a espanhola Euskaltel - Euskadi. Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 NYCH ArtemSabgal / Anicolor0:34:362 JOHANSEN JuliusSabgal / Anicolor0:043 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:314 REIS RafaelSabgal / Anicolor0:395 GRIGOREV AleksandrEfapel Cycling0:446 STITES TylerProject Echelon Racing0:457 MOLENAAR AlexIlles Balears Arabay Cycling0:508 ANTUNES TiagoEfapel Cycling0:569 OYARZÚN Carlos IvánAviludo - Louletano - Loulé Concelho1:0210 GONCALVES GasparAviludo - Louletano - Loulé Concelho1:05 Top Classificação Geral Final PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 NYCH ArtemSabgal / Anicolor38:03:452 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg1:243 GONZÁLEZ AbnerEfapel Cycling2:394 LEAÇA GonçaloCredibom / LA Alumínios / Marcos Car3:075 BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi4:116 CAMARGO Diego AndrésPetrolike4:367 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho4:548 BOU JoanEuskaltel - Euskadi5:029 FERNÁNDEZ DelioAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense5:4410 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense5:58 ### Volta a Portugal | Etapa 9 | Reviravolta na classificação Última etapa em linha da Volta a Portugal antes do contrarrelógio decisivo do último dia, com uma jornada de alta montanha que levou os ciclistas desde a Maia até Mondim de Basto. Os ciclistas tinham 170 km para percorrer e quatro contagens de montanha para ultrapassar, três delas de primeira categoria. A etapa acabava na já mítica subida da Sr.ª da Graça que se previa decisiva para quem viesse a vencer a Volta a Portugal. Créditos: Podium Events 30 ciclistas em fuga Foram muitos os ciclistas que tentaram a sorte de longe e entraram na fuga do dia que contou com 30 ciclistas. Entre eles, Jesus del Pino da Aviludo - Louletano - Loulé Concelho que estava na décima posição. Para além do ciclista espanhol, a fuga tinha também muitos elementos que lutavam pela classificação geral, com 7 ciclistas do top 20 adiantados ao pelotão. Os ciclistas fugitivos entraram na segunda parte da corrida, onde estavam todas as contagens de montanha com cinco minutos de avanço para o pelotão. Créditos: Podium Events Camisola Amarela ao ataque Na penúltima subida do dia ao Barreiro, o camisola amarela Afonso Eulálio da ABTF Betão - Feirense contra atacou Colin Stüssi (Team Vorarlberg) e distanciou-se do segundo classificado. Apesar deste ataque ainda havia mais de três minutos para fechar para a frente da corrida e estando muito isolado, o ciclista português não tinha a vida facilitada. Esta subida de primeira categoria foi também selecionando os grupos da frente e perseguidor com ciclistas do top 10 a perderem o contacto com o grupo dos favoritos. Subida ao Monte Farinha No início da subida ao Monte Farinha, o grupo de Stüssi alcançou o do camisola amarela quando o grupo da frente levava 3'45 minutos de vantagem e ameaçava a liderança de Afonso Eulálio. Gonçalo Leaça (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) e Artem Nych (Sabgal/Anicolor) eram quem mais beneficiava com esta situação da corrida e impunham o ritmo na frente com a amarela em mente. Afonso Eulálio atacou a 5 km do fim, tentando diminuir a vantagem para a frente da corrida e defender a liderança. O português foi contra atacado por Stüssi que tentava agora ele chegar à frente da corrida e distanciar-se do camisola amarela. Créditos: Podium Events Decisão da etapa Abner González (Efapel Cycling) foi o mais forte no dia de hoje e venceu a etapa no alto do Monte Farinha depois de um ataque nos metros finais. O segundo lugar ficou para Artem Nych que subiu também ao primeiro lugar da classificação geral e vai vestir de amarelo no contrarrelógio decisivo da última etapa com David Delgado (Burgos - BH) a ficar com o terceiro posto. Afonso Eulálio caiu para a sexta posição e Gonçalo Leaça é agora o melhor português na segunda posição da classificação geral da Volta a Portugal. Créditos: Podium Events Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 GONZÁLEZ AbnerEfapel Cycling4:25:102 NYCH ArtemSabgal / Anicolor0:073 DELGADO DavidBurgos - BH0:224 GUARDEÑO JaumeCaja Rural - Seguros RGA0:305 LEAÇA GonçaloCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:516 FRANCO AlejandroBurgos - BH1:527 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho2:028 VOLLMER AndrewIlles Balears Arabay Cycling2:119 CADENA Edgar DavidPetrolike2:2210 BARBOSA DiogoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense2:31 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 NYCH ArtemSabgal / Anicolor37:29:092 GONZÁLEZ AbnerEfapel Cycling0:493 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:534 LEAÇA GonçaloCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:575 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho1:296 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense1:507 BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi2:438 BOU JoanEuskaltel - Euskadi2:579 CAMARGO Diego AndrésPetrolike3:0710 GUARDEÑO JaumeCaja Rural - Seguros RGA3:32 Perfil etapa 10 (contrarrelógio) Créditos: Podium Events ### Jogos Olímpicos - Rescaldo da corrida de estrada masculina A corrida de estrada masculina dos Jogos Olímpicos teve lugar num percurso de 272,1km com início e fim em Paris (vídeo resumo no final do artigo). Rui Costa e Nelson Oliveira foram os representantes de Portugal na prova de estrada. Os primeiros quilómetros Os primeiros quilómetros da corrida viram uma fuga de cinco homens formar-se: Christopher Rougier-Lagane, Achraf Ed Doghmy, Charles Kagimu, Thanakhan Chaiyasombat e Eric Manizabayo. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1819717549979746393 Os ciclistas da fuga foram apanhados a cerca de 120km para o fim. Os ataques Os ataques surgiram no pelotão depois dos fugitivos do dia serem apanhados. Ben Healy e Alexey Lutsenko foram os primeiros a tentar. A 60km do fim, este duo tinha 0:15 de vantagem para um grupo perseguidor com sete corredores, e quase 1:00 para o pelotão. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1819732002364416460 Atrás, eram maioritariamente as seleções da Bélgica, Países Baixos e Dinamarca que faziam a perseguição. A 38km do fim, ataque de Remco Evenepoel, que consegue fazer a ponte para o grupo de perseguidores. A impor ritmo, Evenepoel eliminou alguns ciclistas do grupo e conseguiu alcançar Ben Healy na frente. A 30km do fim, a situação de corrida era a seguinte: grupo na frente com Evenepoel, Valentin Madouas, Stefan Kung, Marco Haller, Michael Woods e Ben Healy a 0:36 do pelotão. Vitória Antecipada Passados 2km, o ritmo de Evenepoel foi de mais para Haller, Kung, Woods e Healy. No pelotão, sucediam os ataques, mas os ganhos para a frente eram mínimos. Créditos: A.S.O./Billy-Ceusters A 20km do fim, Evenepoel e Madouas lideravam com mais de 1:00 de vantagem. O grupo perseguidor vinha com Laporte, Jorgenson, Healy, Kung e Haller com cerca de 0:20 sobre o pelotão. Com 15km para o fim, Evenepoel descarregou Madouas e seguiu isolado na frente. O belga parecia, nesta altura, inalcançável. Madouas ficou sozinho a lutar contra um grupo perseguidor que agora tinha Laporte, Jorgenson e Healy. A Chegada Os últimos quilómetros pareciam uma formalidade para Evenepoel, não fosse um susto a 4km do fim – problema mecânico com direito a troca de bicicleta. O belga resistiu e foi mesmo o primeiro a chegar a Paris. Tornou-se o primeiro homem na história a juntar as medalhas de ouro no contrarrelógio e na corrida de estrada, na mesma edição dos Jogos Olímpicos. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1819760640296124875 Madouas também não foi alcançado. O francês chegou à medalha de prata em casa. No grupo perseguidor, Laporte foi o mais forte e venceu a medalha de bronze. Os Portugueses Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Os portugueses, Nelson Oliveira e Rui Costa, tentaram, durante a corrida, algumas movimentações. Infelizmente sem sucesso, chegaram nas posições 33 e 46, respetivamente. Vídeo resumo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=msJID0ymvMQ&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1Remco EvenepoelBélgica6:19:342Valentin MadouasFrança1:113Christophe LaporteFrança1:164Attila ValterHungria“5Toms SkujinsLetónia“6Marco HallerÁustria“7Stefan KungSuíça“8Jan TratnikEslovénia“9Matteo JorgensonEstados Unidos da América“10Ben HealyIrlanda1:20 ### As novas P.1 e P.2 Trail da Specialized A Specialized anunciou o lançamento das suas duas novas bicicletas P.1 e P.2 com quadro em alumínio A1 Premium ultraleve mas robusto. As bicicletas da série P.Trail da Specialized, são equipadas com mudanças, enquanto que as atuais bicicletas P.Series não têm mudanças. P.1 Trail Quadro em alumínio A1 Premium totalmente reforçado, com roteamento interno e dropouts deslizantes; Compatível com espigão telescópico; Transmissão 1x9 microSHIFT Advent com embraiagem; Pneus Specialized Ground Control 20”x2.35”; Forqueta cónica Manitou JUNIT Comp com 80mm de curso; Travões hidráulicos TEKTRO Jr. de reach curto, com discos de 160mm; Guiador de diâmetro mais pequeno, para mãos mais pequenas; P.2 Trail Quadro em alumínio A1 Premium totalmente reforçado, com roteamento interno e dropouts deslizantes; Espigão telescópico de 80mm; Transmissão 1x9 microSHIFT Advent com embraiagem; Pneus Specialized Ground Control 24”x2.35”; Forqueta Manitou JUNIT Comp com 100mm de curso e caixa de direção cónica; Travões SRAM Level com discos de 160mm; Cranques forjados de 140mm. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços das novas Specialized P.1 e P.2, clicando aqui no site da marca: www.specialized.com/pt. ### Volta a Portugal – As vozes da rádio Das nacionais às regionais, a rádio está viva na Volta a Portugal que conta com uma ampla cobertura nas ondas hertzianas. Comento ciclismo há 15 anos no Eurosport, mas sempre tive o "bichinho" da rádio e nesta Volta a Portugal tenho tido o prazer de trabalhar no camião das rádios. Em certa medida o formato em que trabalho é radiofónico, já que só empresto a voz às imagens. Na minha primeira Volta a Portugal tenho observado como trabalham os colegas que há anos cobrem a corrida. Aqui os sábios são eles. As histórias que contam, como as fazem chegar aos ouvintes e dão voz a um desporto minoritário. Cresci a ouvir as tardes desportivas, por isso é bom por uma cara nas vozes da rádio. Mais histórias da Volta | Sabgal é parceira estratégica do ciclismo Pedro Ribeiro coordena o Diário da Volta na Antena 1.Créditos: TopCycling Todos os sentidos se focam na emissão No camião das rádios o ambiente é descontraído até que se entra em direto, aí todos os sentidos se focam na emissão. A meta é um local ruidoso, o movimento é frenético pelo que é incrível a capacidade de concentração quando estão "no ar". São jornadas intensas, quase sem tempo para comer. É ao jantar que nos vingamos e aí os veteranos sabem sempre onde encontrar a melhor mesa. Aliás, os craques são mesmo os colegas que mais Voltas acumulam. É por "culpa" das constantes "bocas" entre eles que este maçarico que vos escreve trabalha com um sorriso na cara. "Uma massada de peixe, três imperiais e um cafézinho. Aquele corpinho Danone que ele tem também não é de passar fome." Mais histórias da Volta | Welcome to Marvila Teixeira Correia (à esquerda) com o diretor da Volta a Portugal, Joaquim Gomes.Créditos: Podium Events Mais de 40 Voltas a Portugal para Teixeira Correia O mais veterano dos jornalistas na 85ª Volta a Portugal é Teixeira Correia, voz da Horizonte Algarve, rádio de Tavira. Também é o speaker oficial da prova e nunca acaba o dia sem um cante alentejano. São quase 40 Voltas a Portugal para Teixeira Correia, jornalista natural de Mértola, que desde os tempos da Rádio Voz da Planície é uma das caras conhecidas da caravana. Há muita experiência entre os profissionais que cobrem a prova, mas nota-se um decréscimo no número de rádios locais face ao passado. Costumavam ser pelo menos o dobro das atuais. Mais histórias da Volta | O Zé Padeiro As vozes da rádio durante a 85ª Volta a Portugal.Créditos: TopCycling Grupo apaixonado de radialistas O serviço público é assegurado pela Antena 1 com as vozes maduras de Pedro Ribeiro e Horácio Antunes. TSF e Renascença, respetivamente com Bruno Sousa Ribeiro e Pedro Castro Alves, fazem parte da nova vaga de jornalistas que cobrem o evento. A realidade é que ninguém é eterno, basta recordar o decano dos profissionais da comunicação social no ciclismo naciona, Fernando Emílio. O eterno jornalista de A Bola faleceu, em maio, deixando um vazio de tal forma grande que A Bola nem sequer tem um enviado na Volta a Portugal. Admiro particularmente o trabalho das rádios regionais. Para dar voz aos conterrâneos estão presentes várias emissoras com alcance regional: Jorge Nunes | Rádio Gilão Tavira Francisco Manta | Rádio Horizonte Tavira Artur de Sá | Rádio Clube da Feira Mário Barbosa | Rádio Jornal/Paredes Ângelo Monteiro | Rádio Metropolitana Porto A maior fatia da audiência segue a corrida na RTP, que assegura a emissão com comentários de Gonçalo Ventura e Marco Chagas. Para quem ouve a Volta a Portugal saibam uma coisa: estão entregues a um grupo apaixonado de radialistas que acrescentam valor ao ciclismo. ### Volta a Portugal | Etapa 8 | Dobradinha em Fafe A oitava etapa da Volta a Portugal ligou Viana do Castelo a Fafe (182,4km). Previa-se uma última oportunidade para a fuga triunfar. O desgaste acumulado e as duas etapas em falta, onde se deve decidir a Volta a Portugal, eram fatores importantes para uma possível vitória da fuga. Créditos: Podium Events A fuga do dia A fuga do dia formou-se logo no início da etapa, com 27 ciclistas a escapar ao pelotão. A fuga contou com alguns nomes de destaque, como Raúl Rota (Rádio Popular - Paredes – Boavista), Gonçalo Leaça (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), Tiago Antunes (Efapel Cycling), João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Tomas Contte (Aviludo - Louletano - Loulé Concelho) ou Rafael Reis (Sabgal / Anicolor). O pelotão deu alguma liberdade à fuga, que chegou a ter mais de 12:00 de vantagem. https://twitter.com/BurgosBH/status/1819398421192605957 Na passagem por Póvoa de Lanhoso – a última meta volante do dia, a cerca de 30km do fim – a fuga levava 10:50 de vantagem sobre o pelotão. Aproximação a Fafe Na aproximação a Fafe já se percebia que seriam os fugitivos a lutar pela vitória da etapa. A primeira movimentação importante veio a cerca de 8km do fim, com ataque de João Matias, seguido por Diogo Narciso (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) e Samuel Boardman (Project Echelon Racing). O trio foi apanhado no início da última contagem de montanha do dia, em Golães, a 5km da meta. Créditos: Podium Events Após sucessivos ataques, nenhum ciclista se conseguiu destacar na última subida do dia. Um grupo com cerca de 20 corredores chegou junto a Fafe. Sprint final Preparava-se um sprint final num grupo reduzido para o fim da etapa, depois de nenhum ciclista ter conseguido separar-se dos companheiros de fuga. Na reta da meta o empedrado esperava os ciclistas para o sprint final. Stephen Basset (Project Echelon Racing) foi o primeiro a arrancar. Tomas Contte não descolou do norte-americano, e depois saltou para a frente, para não ser mais ultrapassado. O argentino conseguiu, assim, a segunda vitória nesta edição da Volta a Portugal para a Aviludo - Louletano - Loulé Concelho. Andoni Abetxuko (Euskaltel - Euskadi) foi segundo e Rafael Reis terceiro. Créditos: Podium Events No pelotão, apesar de alguns ataques na subida final, os favoritos à classificação geral chegaram com o mesmo tempo. Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 CONTTE TomasAviludo - Louletano - Loulé Concelho4:24:052 LÓPEZ DE ABETXUKO AndoniEuskaltel - Euskadi“3 REIS RafaelSabgal / Anicolor“4 BASSETT StephenProject Echelon Racing"5 GOMES LuísGI Group Holding - Simoldes - UDO“6 GUERREIRO FranciscoGI Group Holding - Simoldes - UDO“7 ELOSEGUI IñigoEquipo Kern Pharma“8 AZNAR HugoEquipo Kern Pharma“9 ANTUNES TiagoEfapel Cycling"10 ROTA RaúlRádio Popular - Paredes - Boavista“ Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 EULÁLIO AfonsoABTF Betão – Feirense33:01:102 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:213 BIZKARRA MikelEuskaltel – Euskadi0:554 CAMARGO Diego AndrésPetrolike1:245 CARVALHO AntonioABTF Betão – Feirense1:296 BOU JoanEuskaltel – Euskadi1:387 FERNÁNDEZ DelioAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:528 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos – BH2:059 OKAMIKA AnderBurgos – BH2:0610 DEL PINO JesusAviludo – Louletano – Loulé Concelho2:16 Perfil da Etapa 9 Na nona etapa os corredores vão enfrentar quatro contagens de montanha, incluindo a subida da Nossa Senhora da Graça no fim da etapa. Créditos: Podium Events ### Volta a Portugal - SABGAL é parceira estratégica do ciclismo A Volta a Portugal é mais do que ciclismo e a SABGAL percebeu a oportunidade. Fazem-se negócios, ampliam-se contactos e entra-se no radar. Dedico muito tempo a pensar sobre o que motiva uma empresa a apostar no ciclismo e a SABGAL captou a minha atenção durante a Volta a Portugal. Como bom emigrante que sou cada regresso é uma festa. E não há festa sem uma boa mesa. Em trabalho há menos tempo para a indulgência, por isso vim sem expetativa de ter experiências gastronómicas transcendentais. Até que descobri o stand da SABGAL. Mais histórias da Volta | Welcome to Marvila Em cada chegada da Volta têm um staff rotativo de 28 pessoas.Créditos: SABGAL Conquistado pelo estômago Antes que pensem que fui pago para escrever deixem-me esclarecer que não. Uma bifana conta como salário? Tenrinha, apurada e à moda do meu Porto. Fui conquistado pelo estômago e pela simpatia de quem atende. A SABGAL não só patrocina a equipa a SABGAL-Anicolor, também é parceira estratégica da Volta a Portugal. A fan zone é lugar de fazer contactos e as empresas aproveitam para se dar a conhecer a autarcas, operadores turísticos e empresários de vários pontos do país. Mais histórias da Volta | O Zé Padeiro Apaixonados pelo desporto e pela boa mesa Chamou-me a atenção ver que a empresa está na Volta com Ernesto Vidal, administrador, e o filho João, que já ocupa um lugar de destaque na hierarquia da SABGAL. Representação ao mais alto nível. Vibraram com as vitórias de Rafael Reis em Águeda e com a de Artem Nych em Boticas. É o lado familiar de uma estrutura que conta com outros apaixonados pelo desporto e pela boa mesa como Miguel Laranjeira, diretor geral. Irradiam paixão e orgulho no produto que oferecem. Tudo é preparado em Óvoa, no concelho de Santa Comba Dão, onde mais de 100 pessoas produzem para stock. A comida é ultracongelada em menos de duas horas. Consulta aqui o Guia TopCycling da 85ª Volta a Portugal. O Chef Chakall, Head Chef da SABGAL, e Ernesto Vidal (ao centro), administrador da empresa.Créditos: SABGAL Um par de minutos no micro-ondas e voilá O slogan da marca é “Sabores de Portugal” e foi isso que senti. Massada de peixe, rojões, bacalhau com natas, lombo de porco recheado com alheira e grelos, pato à laranja e sopa de peixe que parecem acabados de sair do fogão. Em cada chegada da Volta têm um staff rotativo de 28 pessoas. É um restaurante itinerante que só em Lisboa serviu mais de 500 refeições. Têm origem na indústria aeronáutica da qual importaram o conceito “sem espinhas, sem ossos” que aplicam ao take-away e à hotelaria. O incrível é que um par de minutos no micro-ondas e voilá: um prato tradicional português que parece acabado de cozinhar. Em agosto arrancam com a venda online e a carta tem 181 pratos. O diretor geral da SABGAL, Miguel Laranjeira (à direita), é mestre na arte de bem receber. Créditos: SABGAL ### Specialized apresenta a nova bicicleta MY25 Crux A Specialized apresentou a nova versão da sua bicicleta de gravel Crux, que segundo a marca, é ainda mais leve que a sua antecessora. Esta nova bicicleta mantém o espaço para pneu e a performance da geometria de gravel, mas foi agora atualizada com UDH (o dropout universal) e o novo SRAM RED XPLR que a torna mais leve 102 gramas. Características A Specialized informa que o novo quadro da Crux pesa 725 gramas e o espaço para a roda é 47c/650b x 2.1, para além de ser muito responsiva nos pedais e confortável no selim. Vem equipada com UDH e montada com o novo grupo SRAM RED XPLR. Apresenta também uma cassete 10-46 de 13 velocidades, medidor de potência, manetes com ergonomia atualizada e pinças de travão, que reduzem o esforço requerido para parar em até 80%. A nova Specialized MY25 Crux vem munida de rodas Roval Terra CLX II, guiador Terra, espigão de selim Alpinist, selim S-Works Power com Mirror e pneus Pathfinder Pro. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços da nova Specialized MY25 Crux, clicando aqui no site da marca: www.specialized.com/pt. ### Jogos Olímpicos – Guia da corrida de estrada As corridas de ciclismo de estrada dos Jogos Olímpicos têm lugar nos dias 3 e 4 de agosto. Rui Costa, Nelson Oliveira e Daniela Campos são os ciclistas que vão representar Portugal no evento olímpico. Aa seleções nacionais têm entre um e quatro ciclistas, e a corrida é feita sem aparelhos de rádio. Esperam-se, assim, corridas abertas e muito atacadas desde o início, com possíveis surpresas em relação ás medalhas. Corrida Masculina A corrida masculina sai para a estrada no dia 3 de agosto, pelas 10h. Os corredores têm à sua espera um circuito de 273km, que começa e termina em Paris. O percurso tem um total de 2800 metros verticais. Os Portugueses Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Os portugueses em prova serão Rui Costa (terceira participação) e Nelson Oliveira (quarta participação). Dois ciclistas experientes e habituados às maiores competições. Portugal poderá ter boas perspetivas para um resultado positivo em Paris. Os Favoritos Mathieu Van Der Poel: O holandês é o campeão do mundo em título, e este ano já venceu clássicas importantes: E3 Saxo Classic, Tour de Flanders e Paris-Roubaix. Remco Evenepoel e Wout Van Aert: Juntos nesta lista por correrem na mesma seleção, os dois são grandes favoritos à vitória. Evenepoel vem do terceiro lugar no Tour de França e do ouro olímpico no contrarrelógio. Van Aert foi bronze no contrarrelógio, e ganhou a Kuurne-Brussel-Kuurne este ano. Mads Pedersen: um dos ciclistas que melhor compete contra Van der Poel e Van Aert. Campeão do mundo em 2019, venceu a Gent-Wevelgem este ano. Créditos: Bram Berkien Startlist A Startlist da prova masculina tem inúmeros nomes candidatos a medalhas: Biniam Girmay, Marc Hirschi, Juan Ayuso, Brandon McNullty, Mattias Skjelmose, Matej Mohoric, Thomas Pidcock, Rui Costa ou Julian Alaphilippe são alguns dos nomes fortes que vão estar em prova. Em relação às ausências, destacar Tadej Pogacar, Primoz Roglic, Jonas Vingegaard e Richard Carapaz. PaísCiclistaBélgicaEVENEPOEL RemcoVAN AERT WoutSTUYVEN JasperBENOOT TiesjEslovéniaTRATNIK JanMEZGEC LukaMOHORIČ MatejNOVAK DomenFrançaVAUQUELIN KévinMADOUAS ValentinLAPORTE ChristopheALAPHILIPPE JulianDinamarcaBJERG MikkelSKJELMOSE MattiasPEDERSEN MadsMØRKØV MichaelReino UnidoTARLING JoshuaWRIGHT FredWILLIAMS StephenPIDCOCK ThomasEspanhaARANBURU AlexAYUSO JuanLAZKANO OierPaíses BaixosHOOLE DaanVAN BAARLE DylanVAN DER POEL MathieuItáliaBETTIOL AlbertoMOZZATO LucaVIVIANI EliaAustráliaCLARKE SimonO'CONNOR BenMATTHEWS MichaelEstados Unidos da AméricaMCNULTY BrandonJORGENSON MatteoSHEFFIELD MagnusSuíçaKÜNG StefanHIRSCHI MarcPortugalCOSTA RuiOLIVEIRA NelsonColômbiaBUITRAGO SantiagoMARTÍNEZ Daniel FelipeNoruegaWÆRENSKJOLD SørenFOSS TobiasAlemanhaPOLITT NilsSCHACHMANN MaximilianÁustriaHALLER MarcoGROßSCHARTNER FelixIrlandaHEALY BenMULLEN RyanCanadáWOODS MichaelGEE DerekCazaquistãoLUTSENKO AlexeyFEDOROV YevgeniyNova ZelândiaPITHIE LaurenceSTRONG CorbinEritreiaGIRMAY BiniamAtletas NeutrosSYRITSA GlebEquadorNARVÁEZ JhonatanPolóniaANIOŁKOWSKI StanisławHungriaVALTER AttilaLetóniaSKUJIŅŠ TomsMarrocosED DOGHMY AchrafChéquiaVACEK MathiasMongóliaSAINBAYAR JambaljamtsJapãoARASHIRO YukiyaArgéliaHAMZA YacineEslováquiaKUBIŠ LukášUzbequistãoBOCHAROV DmitriyLuxemburgoKIRSCH AlexVenezuelaAULAR OrluisIsraelEINHORN ItamarEstóniaMIHKELS MadisTurquiaABAY BurakPanamáARCHIBOLD FranklinTailândiaCHAIYASOMBAT ThanakhanArgentinaSEPÚLVEDA EduardoUcrâniaBUDYAK AnatoliyChinaLYU XianjingUgandaKAGIMU CharlesIrãoLABIB SHOTORBAN AliHong KongLAU Wan Yau VincentRuandaMANIZABAYO EricCoreia do SulKIM EuroBrasilRANGEL ViniciusUruguaiFAGÚNDEZ Eric AntonioSuéciaSÖDERQVIST JakobÁfrica do SulGIBBONS RyanSérviaILIĆ OgnjenGréciaBOUGLAS Georgios Corrida Feminina A corrida feminina sai para a estrada no dia 4 de agosto, pelas 13h. As ciclistas vão enfrentar um percurso de 158km, com início e fim em Paris. O percurso conta com 1700 metros verticais. A Portuguesa Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Daniela Campos será a portuguesa a representar as cores nacionais na corrida de estrada do Jogos Olímpicos. Será a primeira participação para a bicampeã nacional, que já tem duas vitórias este ano. As Favoritas Lotte Kopecky: quarta nas últimas olimpíadas, a belga já venceu por 11 vezes esta época – triunfou na Paris-Roubaix e na Strade Bianche, por exemplo. Demi Vollering e Lorena Wiebes: juntas nesta lista por representarem a mesma seleção, dão aos Países Baixos fortes esperanças de medalha. Vollering venceu por 12 vezes esta época (ainda não venceu em corridas de um dia); Wiebes tem 18 vitórias na época – uma das melhores opções para um possível sprint. Elisa Longo Borghini – terceira nos últimos Jogos Olímpicos e vencedora da Volta a Itália. Está a fazer uma época forte, já com sete vitórias. Créditos: A.S.O. / Thomas Maheux Startlist A Startlist da prova feminina é forte, e há alguns nomes de destaque: Juliette Labous, Katarzyna Niewiadoma, Elisa Balsamo, Marianne Vos, Grace Brown, Cecilie Uttrup Ludwig, Liane Lippert ou Arlenis Sierra são alguns dos nomes fortes que vão alinhar na corrida de estrada dos Jogos Olímpicos. PaísCiclistaReino UnidoMORRIS AnnaHENDERSON AnnaGEORGI PfeifferDEIGNAN ElizabethBARKER ElinorBélgicaVANPACHTENBEKE MargotVAN DE VELDE JulieGHEKIERE JustineKOPECKY LottePaíses BaixosWIEBES LorenaVAN DIJK EllenVOLLERING DemiVOS MarianneItáliaPERSICO SilviaBALSAMO ElisaCECCHINI ElenaLONGO BORGHINI ElisaSuíçaZANETTI LindaRÜEGG NoemiCHABBEY ElisePolóniaLACH MartaNIEWIADOMA KatarzynaSKALNIAK-SÓJKA AgnieszkaFrançaLABOUS JulietteBERTEAU VictoireCORDON-RAGOT AudreyAustráliaBROWN GraceROSEMAN-GANNON RubyHANSON LaurettaAlemanhaLIPPERT LianeNIEDERMAIER AntoniaKOCH FranziskaDinamarcaKOERNER RebeccaLUDWIG Cecilie UttrupNORSGAARD EmmaAtletas NeutrosIVANCHENKO AlenaTSERAKH HannaDRONOVA-BALABOLINA TamaraCanadáBARIL OliviaJACKSON AlisonEstados Unidos da AméricaFAULKNER KristenDYGERT ChloeÁustriaSCHWEINBERGER ChristinaKIESENHOFER AnnaNova ZelândiaCADZOW KimFISHER-BLACK NiamhEspanhaGARCÍA MaviBENITO MireiaÁfrica do SulMOOLMAN AshleighKEEP TiffanyUzebequistãoKUSKOVA YaninaZABELINSKAYA OlgaNoruegaBERG EDSETH MarteGÅSKJENN IngvildEslovéniaBUJAK EugeniaPINTAR UrškaRuandaINGABIRE DianeUMWAMIKAZI DjazillaMauríciaHALBWACHS Aurelie(LE COURT) PIENAAR KimberleyAfeagnistãoHASHIMI YulduzHASHIMI FaribaChinaTANG XinFinlândiaAHTOSALO AnniinaUcrâniaBIRIUKOVA YuliiaTailândiaSOMRAT PhetdarinLuxemburgoMAJERUS ChristineColômbiaPATIÑO PaulaChéquiaKOPECKÝ JuliaHong KongLEE Sze WingCubaSIERRA ArlenisCoreia do SulSONG MinjiIrlandaARMITAGE MeganSérviaERIĆ JelenaEslováquiaJENČUŠOVÁ NoraBrasilMAGALHÃES Ana VitóriaChileSOTO Catalina AnaisArgéliaHOUILI NesrineNamíbiaLOOSER VeraChipreCHRISTOFOROU AntriPortugalCAMPOS DanielaHungriaVAS BlankaLetóniaCARBONARI AnastasiaNigériaUKPESERAYE Ese LovinaBurquina-FasoBAMOGO AwaMalásiaMOHAMAD ZUBIR Nur AisyahVietnameNGUYỄN Thị ThậtMéxicoPRIETO Marcela ElizabethCosta-RicaMENA MilagroEmirados Árabes UnidosAL SAYEGH SafiaLituâniaLELEIVYTĖ RasaIsraelGAFINOVITZ RotemSuéciaANDERSSON CarolineEquipa Olímpica RefugiadosGEBRU Eyeru TesfoamJapãoYONAMINE Eri ### Volta a Portugal | Etapa 7 | Uma clássica dentro da Volta Volta a Portugal na reta final e as oportunidades de vencer etapas começam a esgotar-se. Hoje havia mais uma oportunidade para as equipas picarem o ponto na jornada que ligou Felgueiras a Paredes. No percurso havia 160 quilómetros para percorrer e os sprinters não iam ter vida fácil com quatro contagens de montanha, uma delas de segunda categoria a 30 km da meta, que podia fazer descolar muitos dos homens rápidos e faziam desta jornada uma autêntica clássica dentro da Volta a Portugal. Créditos: Podium Events Tentativas de fuga desde o quilómetro zero Desde o início da etapa que vários ciclistas tentaram integrar a fuga do dia mas passados quase 100 km só havia a destacar o prémio de montanha ganho por Luis Angel Mate da Euskaltel- Euskadi, em São Sebastião de Penha Longa, na contagem de terceira categoria. O pelotão continuava a rolar muito rápido e as tentativas de fuga, que nunca tiveram grande liberdade, foram sendo anuladas. A 50 km do fim um grupo numeroso de ciclistas adiantou-se ao pelotão e iniciou a fase final da etapa, e a mais dura, na frente da corrida sem nunca ganharem mais de um minuto para o pelotão. Créditos: Podium Events Vandoma fragmenta o pelotão No início da subida de segunda categoria o ritmo no pelotão aumentou e vários ciclistas em fuga foram alcançados numa altura em que a subida a Vandoma fragmentou o pelotão. Na primeira passagem pela meta, já não havia ciclistas em fuga e Jon Agirre da Kern Pharma, terceiro da geral tentava voltar ao pelotão depois de um problema mecânico. O ciclista espanhol nunca conseguiu reentrar e perdeu mesmo o lugar no top 10. Créditos: Podium Events Aproximação a Paredes A partir daqui faltavam 20 km na aproximação a Paredes e muitos ciclistas tentaram o ataque, entre eles Afonso Eulálio (ABTF Betão – Feirense) que tentava aproveitar a ausência de companheiros de equipa de Colin Stüssi (Team Vorarlberg) no pelotão. Foi um pelotão de mais ou menos 40 ciclistas que chegou a Paredes para disputar a etapa num sprint de pelotão reduzido. Francisco Peñuela (Rádio Popular - Paredes - Boavista) foi o mais forte no dia de hoje e fez um grande sprint alcançando ciclistas que tentaram surpreender já nos metros finais. O ciclista venezuelano já tinha ganho a primeira etapa do GP Douro Internacional e deu a vitória nesta etapa da Volta a Portugal à equipa da casa na chegada a Paredes. O segundo lugar ficou para Tiago Antunes (Efapel Cycling) e Nicolás Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé Concelho) ficou no terceiro posto. Créditos: Podium Events Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PEÑUELA Francisco JoelRádio Popular - Paredes - Boavista3:39:092 ANTUNES TiagoEfapel Cycling,,3 TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé Concelho,,4 SALGUEIRO Carlos MiguelAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,5 BOU JoanEuskaltel - Euskadi,,6 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos - BH,,7 GOMES LuísGI Group Holding - Simoldes - UDO,,8 GONZÁLEZ AbnerEfapel Cycling,,9 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg,,10 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense28:26:402 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:213 BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi0:554 CAMARGO Diego AndrésPetrolike1:245 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense1:296 BOU JoanEuskaltel - Euskadi1:387 FERNÁNDEZ DelioAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:528 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos - BH2:059 OKAMIKA AnderBurgos - BH2:0610 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho2:16 Perfil Etapa 8 Créditos: Podium Events ### Volta a Portugal | Etapa 6 | Camisola Amarela aumenta vantagem Sétimo dia de competição e sexta etapa em linha na Volta a Portugal, num dia onde se jogava a geral. Os ciclistas partiram de Bragança em direção a Boticas e tinham 170 km para percorrer. O perfil da etapa fazia prever diferenças na geral já que os ciclistas tiveram de ultrapassar quatro contagens de terceira categoria e uma de primeira situada a apenas 17 km da meta. À dureza do percurso juntou-se o calor e um ritmo muito elevado ao longo de toda a etapa, neste que foi um dia extremamente desgastante para todos. Fuga tardou a formar-se O perfil da etapa seis era um constante sobe e desce e foram várias as tentativas de fuga que pela dureza do percurso e ritmo do pelotão se tardou a formar. Só depois de mais de 100 km percorridos é que se formou um grupo de ciclistas que rapidamente ganharam um minuto ao pelotão. Foram deste modo 10 os ciclistas que formaram a fuga do dia. Os fugitivos conseguiram uma vantagem superior a dois minutos mas, na primeira passagem pela meta de Boticas, esta já estava reduzida a 1'30. Nesta altura os ciclistas preparavam-se para subir a Torneiros, contagem de primeira categoria que ia ser determinante para a etapa e para a geral da Volta a Portugal. https://twitter.com/BurgosBH/status/1818669572804743381 Ascensão a Torneiros Mal a estrada inclinou a fuga começou a partir-se e aumentava a tensão no pelotão que também ia perdendo elementos. Colin Stüssi (Team Vorarlberg) e Andrés Camargo (Petrolike) atacaram do pelotão mas tiveram resposta do camisola amarela Afonso Eulálio (ABTF Betão - Feirense) nas duras rampas da subida a Torneiros. Na frente o fugitivo Artem Nych (Sabgal / Anicolor) ia resistindo à perseguição dos dois primeiros da geral que nesta altura subiam sozinhos e cortou a contagem de montanha com 50 segundos de vantagem. https://twitter.com/juanfdelacruz/status/1818673888936480989 Descida rápida até Boticas Stüssi e Afonso Eulálio alcançaram quatro ciclistas fugitivos que tinham perdido contacto e os seis iniciaram a perseguição a Nych que ia sozinho na frente da corrida na rápida mas pedalável descida até Boticas. Artem Nych conseguiu resistir à perseguição e venceu uma etapa na Volta a Portugal pela primeira vez na sua carreira dando a segunda vitória à Sabgal / Anicolor nesta edição. O ciclista de 29 anos já tinha ganho isolado e com ataque de longe tanto no GP Abimota como no GP Beiras e Serra da Estrela, repetindo hoje essa façanha. O grupo do camisola amarela foi alcançado perto da meta mas Afonso Eulálio ainda fez segundo na etapa e bonificou. No terceiro posto ficou Tyler Stites (Project Echelon Racing). Créditos: João Fonseca Photographer Top 10 Etapa Top 10 Classificação Geral Perfil Etapa 7 Créditos: Podium Events ### A nova bicicleta Trek Supercaliber A Trek apresentou a sua nova bicicleta de montanha Supercaliber, que junta a velocidade da tecnologia de suspensão traseira IsoStrut da Trek, com a nova tecnologia RockShox Flight Attendant. Esta tecnologia permite regular automaticamente a suspensão entre as posições Open, Pedal e Lock, aumentando, segundo a marca, a eficiência em frações de segundo. Conectividade Com a tecnologia Flight Attendant e segundo a marca americana, a Supercaliber evolui para a bicicleta de montanha mais rápida de sempre da Trek, depois da eficiência das bicicletas de cross country com suspensão total e novo amortecedor IsoStrut com maior curso das gerações anteriores. Para além da velocidade automática do Flight Attendant, esta nova bicicleta de montanha tem também conectividade total do sistema, com a tecnologia sem fios AXS.  Ao combinar o Flight Attendant com o SRAM AXS, a RockShox é capaz de recolher dados do ciclista e do trilho em tempo real. A Adaptive Ride Dynamics compila os dados de percursos anteriores para calcular as Effort Zones personalizadas, permitindo a total personalização da suspensão para a forma e estilo de pedalar de cada ciclista. Tecnologia Flight Attendant Ao eliminar a fadiga mental necessária para o ajuste das suspensões enquanto pedala, o Flight Attendant aumenta a eficiência do ciclista e da bicicleta numa média de 1,8%. Em competição, isto traduz-se numa vantagem de 96 segundos em 90 minutos. A Supercaliber Flight Attendant está disponível exclusivamente na versão SLR, em Carbono OCLV Mountain da Trek, para uma construção ultraleve. Podes conferir preços e disponibilidade no site da marca aqui. ### Volta a Portugal | Etapa 5 | Chegada armadilhada a Bragança Depois do dia de descanso o pelotão voltou à estrada para a quinta etapa da Volta a Portugal. A jornada de hoje ligou Penedono a Bragança e tinha 177 km para percorrer. Com mais de 3000 metros de acumulado e com o calor de Trás-os-Montes para ultrapassar, a etapa de hoje era mais difícil do que o perfil fazia parecer e uma chegada ao sprint não era garantida Créditos: Podium Events Fuga ameaçou a geral Foram 11 os ciclistas que formaram a fuga do dia que chegou a ameaçar a geral da Volta a Portugal, devido à presença de José Félix Parra da Kern Pharma. O ciclista espanhol estava a 2'57 do primeiro lugar na geral e com a fuga a chegar aos quase 5 minutos de vantagem, obrigou ao trabalho no pelotão. Na subida à Serra de Bornes a diferença começou a descer rapidamente com a Caja Rural-RGA, interessada numa chegada ao sprint, a colocar o ritmo. https://twitter.com/CajaRural_RGA/status/1818290198976909608 Disputa ao sprint em Bragança O pelotão foi trabalhando para reduzir a diferença para a frente da corrida mas, na primeira passagem pela meta, a 15 km do fim, havia ainda um minuto para fechar. Com ritmo alto atrás e um percurso em constante sobe e desce, muitos ciclistas foram perdendo o contacto e outros tentaram sair dum pelotão já muito reduzido. Esta situação desorganizou a corrida e a etapa acabou mesmo por ir para a fuga tal como aconteceu em 2022. Hugo Scala (Project Echelon Racing) acabou por ser o mais forte na dura jornada do dia de hoje e bateu o português Fábio Costa (ABTF Betão - Feirense) num sprint a dois. Na terceira posição ficou Julius Johansen da Sabgal / Anicolor que descolou nos metros finais. Créditos: Podium Events Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 SCALA JR HugoProject Echelon Racing4:10:272 COSTA FábioABTF Betão - Feirense,,3 JOHANSEN JuliusSabgal / Anicolor0:104 AZNAR HugoEquipo Kern Pharma0:145 CAÑELLAS XavierEuskaltel - Euskadi,,6 GRIGOREV AleksandrEfapel Cycling,,7 FUENTES ÁngelBurgos - BH0:158 PARRA José FélixEquipo Kern Pharma0:169 TIVANI German NicolásAviludo - Louletano - Loulé Concelho0:3810 PEÑUELA Francisco JoelRádio Popular - Paredes - Boavista,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense20:48:252 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:163 AGIRRE JonEquipo Kern Pharma0:264 BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi0:505 CAMARGO Diego AndrésPetrolike1:186 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense1:237 BOU JoanEuskaltel - Euskadi1:338 FERNÁNDEZ DelioAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:469 FERNANDES LuísCredibom / LA Alumínios / Marcos Car1:4810 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos - BH1:59 Perfil Etapa 6 ### Trail Born: O programa de Sustentabilidade da Shimano A SHIMANO compromete-se com $10 Milhões para projetos de desenvolvimento e sustentabilidade de trilhos, através do novo programa Trail Born. Para informações mais detalhadas, pode visitar o seguinte link: mtb.shimano.com. A SHIMANO anuncia o seu novo Fundo Trail Born, que tem como objetivo ajudar a desenvolver e manter trilhos de BTT e o acesso aos mesmos em todo o mundo: “uma oferta sem precedentes de apoio à indústria”. A SHIMANO doará 10 milhões de dólares, durante os próximos 10 anos, para apoiar projetos estruturados de organizações ligadas ao desenvolvimento e defesa de trilhos. Em estreita colaboração com parceiros de confiança, a SHIMANO pretende assegurar a obtenção de ganhos relevantes e sustentáveis - tanto numa escala local como global - e “está entusiasmada por apoiar o trabalho árduo da comunidade ligada ao desenvolvimento de trilhos”. Plano de ação TRAIL BORN O Fundo Trail Born vai focar-se, numa primeira fase, em áreas selecionadas da América do Norte, Europa e Oceânia e continuará a expandir-se por estas regiões até 2025. Até 2026, o Trail Born pretende efetuar mudanças globais e significativas no mundo do BTT, com a inclusão da Ásia, África e América Central e do Sul. Em todos os casos, o apoio será destinado a trilhos desenvolvidos na legalidade e sustentáveis. Os fundos são atribuídos após análise minuciosa dos projetos propostos. A SHIMANO vai ajudar a promover estes projetos, com a partilha de histórias das pessoas e lugares por detrás destes esforços críticos. Vai ainda ajudar na identificação e aquisição de financiamento adicional de outras fontes, como doações privadas e programas de subsídios. Expandir o legado de BTT da SHIMANO Segundo a marca, com o lançamento global em 1983 do SHIMANO DEORE XT M700 - o primeiro grupo de componentes específicos para BTT - a SHIMANO ajudou a dar vida ao emergente ciclismo de montanha. “Estivemos presentes desde o início, tendo consciência que esta disciplina era diferente de tudo o que o mundo do ciclismo tinha visto antes. Para a SHIMANO, significava fornecer os componentes necessários para ajudar a evoluir e melhorar esta recente e excitante forma de aventura em duas rodas.” SHIMANO A SHIMANO adiciona que, nas décadas que se seguiram, o seu compromisso com o desenvolvimento de produtos e as tecnologias de precisão de componentes específicos para esta disciplina “vieram definir o padrão de desempenho, durabilidade, conforto e controlo.” A SHIMANO concluiu que, ao contrário do ciclismo de estrada, onde o terreno necessário já exista por defeito, “o ciclismo de montanha requer uma colaboração coletiva para desenvolver e manter trilhos únicos para pedalar.” Segundo a marca japonesa, "as raízes do ciclismo de montanha são os trilhos e, sem um sistema robusto de raízes, a árvore cairá.” A SHIMANO assume-se, então, como ajuda no reforço do desporto, ao apoiar inúmeros esforços de defesa e criação de trilhos. “E agora, com o Fundo Trail Born, estamos a dar um passo mais à frente. Porque, tal como tu, nós também somos ciclistas.” SHIMANO Fico a conhecer mais sobre a SHIMANO e os seus artigos aqui! ### As novas bicicletas P5 e P-Series da Cervélo A Cervélo acaba de anunciar as suas novas bicicletas P5 e P-Series. Estas novas máquinas mostram melhorias em várias áreas de desenvolvimento e são a nova aposta da marca para os contrarrelógios. Cervélo P5 Segundo a Cervélo, a nova P5 foi desenvolvida nos 30 anos de experiência em aerodinâmica e quadros impressos em 3D e também com o feedback de triatletas de elite e vencedores da Volta à França. Destes testes, segundo informa a Cervélo, surgiu uma máquina de corrida mais rápida, mais ajustável e mais confortável que nunca. A nova P5 é cerca de 5 watts mais rápida que o modelo anterior, estando grande parte dessa melhoria localizada nas rodas, já que devido aos limites de Design da UCI, existe uma limitação das otimizações possíveis. A nova bicicleta P5 tem mais espaço na forqueta e nas escoras para dar lugar a uma nova geração de rodas mais largas e mais rápidas, exemplificadas pelas Reserve 77/88. Em conjunto com um pneu de 29 mm, estas rodas, para além de aerodinamicamente mais rápidas, têm também menos resistência ao rolar graças ao pneu de maior volume. Extremidade dianteira de peça única A nova extremidade dianteira de peça única, introduzida pela primeira vez no S5, é mais simples demontar e ajustar. O stack é agora ajustável até 40 mm, enquanto a altura da barra de base desce 10 mm para minimizar a área frontal.O novo riser aumenta a capacidade de ajuste da inclinação, de 0 a 30 graus, em incrementos de 5 graus. Novos apoios de braços Os novos apoios de braços e almofadas da P5 são mais largos, mais altos e mais espessos que os anteriores. É mais confortável, mas também inspira mais confiança, já que uma maior área de superfície permiteum melhor controlo, o que resulta de mais tempo na posição mais aerodinâmica possível. Design do espigão do selim e Quadro O novo design do espigão do selim fastback reduz a rigidez vertical em cerca de 22%, mantendo a rigidez lateral necessária para a transferência de potência. O novo quadro P5 é cerca de 1 watt mais rápido em termos aerodinâmicos que o modelo anterior e tem espaço para pneus de 34 mm. Esta folga significa mais espaço para o novo conjunto de rodas 77/88 da Reserve e para o pneu de 29 mm da Vittoria, o que economiza cerca de 4 watts em relação ao par anterior Reserve/Vitoria, com umaeconomia total do sistema de cerca de 5 watts. Montagens e Preços Cervélo P-Series A nova P-Series é muito semelhante à P5, a bicicleta de TT de referência da Cervélo. Apesar das parecenças, a P-Series acrescenta algumas características que, segundo a marca, a tornam perfeita para um triatlo de qualquer distância. A P-Series utiliza uma forqueta com tubo de direção em forma de “D” e um avanço redondo, que possibilita a utilização da barra de base e das extensões conforme a preferência de cada um. A P-Series apresenta também uma maior distância entre rodas e pneus, redução da resistência aerodinâmica e melhor encaminhamento dos cabos, o que faz com que seja a bicicleta de eleição para aqueles que procuram aproveitar ao máximo o tempo entre a T1 e a T2. Quadro O novo quadro da P-Series é 5,9 gramas mais rápido do que o quadro anterior, mas o espaço adicional para os pneus abre espaço para as rodas Reserve 52/63 e os pneus Vittoria de 29 mm. Estas mudanças combinam para uma poupança de 30 gramas ou 3,5w em relação à combinação Reserve 50/65 com Vittoria 28. Uma novidade este ano na P-Series é a arrumação na estrutura, que foi concebida para câmara de ar, uma pequena multi-ferramenta e algumas garrafas de CO2. A tampa é de fácil abertura, com ou semuma garrafa no lugar, basta rodar o fecho e puxar. Stack e Smartpack 400 A P-Series é feita para a adaptação ao atleta. O stack máximo aumentou para 53 mm, e foram incluídos espaçadores para elevar a barra de base a essa altura. Para além do novo armazenamento no quadro, todas as P-Series continuam a incluir a Smartpak 400, a bolsa do tubo superior, que torna o abastecimento de combustível na bicicleta mais simples sem sacrificar a aerodinâmica. Montagens e Preços Para saber mais detalhes e disponibilidade, consulta o site da marca em Portugal AQUI . ### Jogos Olímpicos – Rescaldo do XCO Masculino A prova masculina de XCO dos Jogos Olímpicos decorreu em Élancourt. O percurso – oito voltas de 4,4km – foi exigente para os corredores, com 110 metros de elevação por volta, e algumas partes muito técnicas. A prova foi muito atacada e teve duelos brilhantes – como podem conferir no vídeo abaixo. https://www.youtube.com/watch?v=pAspb90jDZ4&ab_channel=EurosportCycling Koretzky vs Pidcock O início da corrida foi muito mexido, mas o fim da segunda volta viu 13 ciclistas passar na meta a menos de 0:10 do líder, Mathias Flueckiger. Na terceira volta Pidcock e Koretzky destacaram-se na frente. O grupo partiu-se, e no fim da volta o duo tinha já 0:12 de vantagem sobre os perseguidores. Durante a quarta volta, azar para Pidcock: um furo obrigou à mudança do pneu. O britânico passou do primeiro grupo para a sexta posição, a 0:34 da frente. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1817905654394130511 A Recuperação Pidcock iniciou a recuperação, numa altura em que Koretzky liderava, com Hatherly a 0:10. Thomas Pidcock conseguiu encostar na roda de Hatherly durante a sexta volta. Os dois fizeram a perseguição à frente da corrida – alcançaram Koretzky durante a sétima volta. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1817915267395285019 Depois da junção, os ataques. Pidcock foi o primeiro a tentar, depois Koretzky. Hatherly lutava para se agarrar à roda dos rivais. Última volta A última volta foi tremenda, com ataques e contra-ataques constantes por parte do britânico e do francês. Já perto do final, os dois chegaram a tocar rodas depois de um ataque de Pidcock – o britânico foi o que mais vantagem tirou da situação, ao criar algum espaço na frente. Este espaço seria suficiente para o britânico vencer o XCO nos Jogos Olímpicos. Uma tremenda recuperação, e um grande duelo, para revalidar o ouro olímpico que já tinha ganho em Tokyo 2020. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1817917997484474654 Koretzky chegou em segundo e alcançou a prata olímpica em casa. Hatherly chegou em terceiro para o bronze. Top 10 da Corrida PosiçãoCiclistaPaísTempo1Thomas PidcockReino Unido1:26:222Victor KoretzkyFrança+ 0:093Alan HatherlyÁfrica do Sul+ 0:114Luca BraidotItália+ 0:345Mathias FlueckigerSuíça+ 1:206Samuel GazeNova Zelândia+ 1:417Riley AmosEstados Unidos da América+ 1:468Charlie AldridgeReino Unido+ 2:109Nino SchurterSuíça+ 2:2210David Valero SerranoEspanha+ 2:27 ### Volta a Portugal | Etapa 4 | Chegada à Guarda A quarta etapa da Volta a Portugal ligou Sabugal a Guarda (164,5km). Os ciclistas tiveram pela frente quatro contagens de montanha de terceira categoria e uma de segunda categoria. Créditos: Podium Events Luta na fuga pela etapa A fuga saiu com cerca de 30km percorridos. Composta por 21 ciclistas, entre eles Rafael Reis (Sabgal / Anicolor), Gonçalo Leaça (Credibom / LA Alumínios) ou Nicolás Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé Concelho). O grupo seguiu junto durante grande parte da etapa. A cerca de 15km do fim, a frente da corrida contava com oito ciclistas com 2:00 para o pelotão. Um grupo perseguidor com cinco corredores do top 20 colocou-se entre a fuga e o pelotão. Isso obrigou a Credibom / LA Alumínios a trabalhar no pelotão para tentar salvar o 8º lugar de Luís Fernandes, missão que não foi bem sucedida. Previa-se uma luta na fuga pela etapa e uma luta no pelotão pela classificação geral. Destaque para Maurício Moreira, vencedor da Volta a Portugal em 2022, que teve de abandonar a corrida após indisposição durante a subida à contagem de segunda categoria. Créditos: Podium Events Últimos quilómetros A 6km do fim Gonçalo Leaça atacou na fuga e seguiu sozinho até aos 2km para o fim, quando foi alcançado por Aleksandr Grigorev (Efapel Cycling) e por Tivani. O argentino contra-atacou a 1,5km do fim e ninguém conseguiu responder. Tivani parecia ir para a vitória, mas foi ultrapassado por Luis Ángel Maté (Euskaltel - Euskadi). O andaluz soube gerir a dureza do "muro" da Guarda e venceu a quarta etapa da Volta a Portugal- repetiu a vitória face ao ano passado. Créditos: Podium Events Afonso Eulálio foi o mais forte Rafael Reis foi segundo e Iñigo Elosegui (Equipo Kern Pharma) foi terceiro. Tivani chegou em quarto, ao ser ultrapassado já nos últimos metros da etapa. No pelotão, os candidatos à geral esperaram pelo fim da etapa para as suas movimentações. Afonso Eulálio foi o mais forte, ganhando 0:03 a Colin Stussi (Vorarlberg) com um ataque já dentro do último quilómetro. O figueirense da ABTF Betão – Feirensebreforçou a liderança da classificação geral. Créditos: Podium Events Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Luís Ángel MatéEuskaltel - Euskadi4:13:262 Rafael ReisSabgal / Anicolor0:023 Iñigo EloseguiEquipo Kern Pharma0:074 Nicolas TivaniAviludo - Louletano - Loulé Concelho0:165 Keegan SwirbulEfapel Cycling0:176 Edgar CadenaPetrolike0:237 Gonçalo LeaçaCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:258Aleksandr GrigorevEfapel Cycling0:359 Andrew VollmerIlles Balears Arabay Cycling0:4810 Afonso SilvaAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense0:54 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 Afonso EulálioABTF Betão – Feirense16:37:212 Colin StussiTeam Vorarlberg0:163 Jon AgirreEquipo Kern Pharma0:264 Mikel BizkarraEuskaltel – Euskadi0:505Diego Andrés CamargoPetrolike1:186 Antonio CarvalhoABTF Betão – Feirense1:237 Joan BouEuskaltel – Euskadi1:338 Delio FernandezAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:469 Luis FernandesCredibom / LA Alumínios / Marcos Car1:4810 Sergio ChumilBurgos – BH1:59 ### Jogos Olímpicos – Rescaldo do XCO feminino A prova feminina de XCO dos Jogos Olímpicos decorreu em Élancourt. O percurso – sete voltas de 4,4km – foi difícil, com 110 metros de elevação por volta como podem conferir no vídeo abaixo. A portuguesa Raquel Queirós, a competir nos segundos Jogos Olímpicos, terminou a prova na posição 29. Participação regular para a pioneira olímpica nacional no XCO, que fechou a duas voltas da vencedora. https://www.youtube.com/watch?v=k461dXcpfeg&ab_channel=EurosportCycling Ataque de Ferrand Prevot deixou-a isolada A corrida foi muito atacada desde o início. Na frente ficou logo um grupo com quatro corredoras: Pauline Ferrand Prevot, Loana Lecomte, Puck Pieterse e Laura Stigger. Durante a segunda volta, Stigger ficou para trás. Um ataque de Ferrand Prevot deixou-a isolada na frente da corrida e no final da segunda volta a vantagem já era de 0:29. Durante a quarta volta Lecomte foi absorvida no grupo perseguidor, depois de Puck Pieterse a deixar para trás. A francesa cabou por ter uma queda bastante dura e foi obrigada a abandonar a corrida. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1817546084538818835 Pieterse furou e viu as medalhas fugirem No fim da quarta volta, Prevot comandava, Pieterse seguia em segundo, Stigger, Rissveds, Keller e Batten vinham na perseguição. A quinta volta foi decisiva: Pieterse furou e viu as medalhas fugirem. No início da sexta volta, Rissveds e Batten deixaram as restantes ciclistas para trás e isolaram-se em segunda e terceira, já a mais de 2:00 de Prevot. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1817566181491974568 Pieterse ainda conseguiu chegar ao quarto lugar. Rissveds e Batten correram juntas até ao fim, com a estadunidense a vencer o sprint pela prata, com a sueca a ficar com o bronze. Prevot nunca foi ameaçada durante a corrida e deu o ouro à França fechando com 2:57 para a segunda. É o coroar de uma carreira brilhante – em 2014 a francesa deteve simultaneamente o título mundial de estrada, ciclocrosse e XCO – que em 2023 vai prosseguir exclusivamente na estrada. Top 10 PosiçãoCiclistaPaísTempo1Pauline Ferrand PrevotFrança1:29:122Haley BattenEstados Unidos da América+ 2:373Jenny RissvedsSuécia+ 3:074Puck PietersePaíses Baixos+ 3:385Evie RichardsReino Unido+ 4:146Laura StiggerÁustria+ 4:307Alessandra KellerSuíça+ 5:228Samara MaxwellNova Zelândia+ 5:399Anne TerpstraPaíses Baixos+ 5:4110Blanka VasHungria+ 6:01 Vídeo Resumo da Prova ### Volta a Portugal - Welcome to Marvila A centésima chegada a Lisboa, no bairro de Marvila, foi um reencontro com a essência da Volta a Portugal, a grande festa do povo. Visita da Volta a Portugal a Lisboa depois da partida em Águeda e da passagem em Miranda do Corvo - onde descobrimos o Zé Padeiro. A capital faz parte da história da corrida desde a 1ª edição, em 1927. Sabiam que nesse ano a etapa ligou Cacilhas a Lisboa? E que nesse verão a Volta rivalizou pela atenção dos jornais com a VII Travessia de Lisboa a nado? Ambos eventos ainda hoje existem. À época a prova de natação era organizada pelo Spor Algés e Dafundo, tinha 12 km e ligava Xabregas a Algés. Créditos: Podium Events. Como se explica o êxito popular da Volta a Portugal? Só um destes eventos tem hoje dimensão nacional. Como se explica o êxito popular da Volta a Portugal? Seguramente de muitas maneiras, mas remeto-me a algo que escreveu em A Bola o enviado à edição de 1966, Vítor Santos. Na capa podia ler-se: “Eis a Volta - A grande festa do povo.” Este ano o pitoresco bairro de Marvila foi palco da 2ª etapa. Foi a centésima chegada a Lisboa. A freguesia é assim descrita na página oficial da Volta. "Marvila é sinónimo de estilos de vida alternativos, inovação e uma atitude decididamente hipster. Marvila é para Lisboa o que Brooklyn é para Nova Iorque, ou Shoreditch é para Londres." Créditos: Podium Events Em Marvila senti-me na Lisboa antiga Mais do que em Londres, em Marvila senti-me na Lisboa antiga e admito que sinto falta dessa cidade. Pela manhã fui correr e aí sim pensei que tinha acordado noutro sítio. Saí do hotel VIP Arts Executive, passei pela cafetaria The club, perto da Lisbon Clinic of Funcional Jaw Orthopedics. Opções para almoçar não faltam: Nanfang Hotpot, Raw Steak House Friendship Gathering Korean Barbecue. Mesmo ao lado vi um Wall Street Institute e pensei: “Agora tudo faz sentido, quem não fala inglês não se safa na capital.” Créditos: Podium Events “Eterno enamorado dessa lendária 'coisa' da Volta” A Volta a Portugal é importante porque nos recorda o sentimento do que é ser português. Do litoral ao interior, de Norte a Sul. Sotaques e sabores. Mesmo encrustada na maior cidade do país, Marvila mantém edifício de traça antiga e um saudável portuguesismo nos cafés e mercearias. Há quem não entenda o porquê de um evento itinerante, de uma modalidade minoritária, de raízes modestas, que condiciona o trânsito em pleno verão. Há dias encontrei a capa de A Bola de um dia de verão de 1966. Dizia o seguinte: "Aí está o pelintra ciclismo português, eterno 'enteado' do Desporto nacional, que anda, todos os anos, de chapéu na mão, a pedir para as alminhas, a mobilizar a atenção do pagode, eterno enamorado dessa lendária 'coisa' da Volta, festa popular de todos os Verões lusitanos que só o são realmente, se de Norte a Sul, aquele rolante espectáculo multicor 'acordar' as quebradas das serras, as amplidões das planuras, o meigo conchego dos vales.” Vítor Santos, enviado especial de A Bola. Num Portugal em crise existencial, que melhor evento do que a Volta a Portugal para nos relembrar do que somos feitos? ### Rescaldo dos Jogos Olímpicos – Contrarrelógio individual A prova de contrarrelógio individual dos Jogos Olímpicos teve lugar num percurso de 32,4km em Paris. Os ciclistas tinham à sua espera condições climatéricas adversas, com a chuva a ser presença constante durante a prova. Nélson Oliveira fez uma prova tremenda em condições muito difíceis. Conseguiu o 7º melhor registo da prova, igualando a prestação do Rio de Janeiro, em 2016. Rui Costa terminou com o 25º melhor registo. https://www.youtube.com/watch?v=Xcb-qt1KERY&ab_channel=EurosportCycling Corrida masculina Os maiores favoritos à vitória partiram nos últimos lugares, pelo que no início da prova houve algumas trocas no hot seat. O primeiro grande tempo veio por parte de Wout Van Aert. O belga fez o melhor registo até à sua chegada, quando Joshua Tarling, Filippo Ganna e Remco Evenepoel já estavam na estrada. Tarling teve um problema mecânico que o obrigou a trocar de bicicleta a meio da prova e devido ao incidente ficou fora das medalhas por 0:02. Ganna salvou uma queda e remontou a diferença que cedia para Van Aert no segundo intermédio. O italiano bateu o tempo do belga e colou-se líder provisoriamente. Faltava chegar o favorito e o campeão mundial mostrou que é um fenómeno. Evenepoel fez o melhor tempo em todos os parciais e conquistou o primeiro ouro para a Bélgica no contrarrelógio olímpico. Top 10 PosiçãoCiclistaPaísTempo1Remco EvenepoelBélgica36:12’2Filippo GannaItália+0:153Wout Van AertBélgica+0:254Joshua TarlingReino Unido+0:275Brandon McNultyEstados Unidos da América+1:046Stefan BisseggerSuíça+1:267Nelson OliveiraPortugal+1:318Stefan KungSuíça+1:359Maximilian SchachmannAlemanha+1:3810Mikkel BjergDinamarca+1:43 https://www.youtube.com/watch?v=kf3I99hSP6M&ab_channel=EurosportCycling Corrida feminina Também no contrarrelógio feminino as favoritas à vitória partiram nos últimos lugares. Este facto fez com que a australiana Kim Cadzow passasse algum tempo no hot seat. A tricampeã mundial Ellen Van Dijk ressentiu-se da fratura no tornozelo sofrida há dois meses e não conseguiu lutar sequer pelo top 10. Cadzow foi caindo na classificação. Primeiro a francesa Juliette Labous, depois a britânica Anna Henderson passaram para a primeira posição à condição. Entretanto nomes fortes como Demi Vollering e Lotte Kopecky não conseguiram melhorar o tempo de Henderson. A luta pelo ouro esteve entre Grace Brown e Chloe Dygert, só que a campeã mundial caiu e entregou o título olímpico a Brown. Aliás, Dygert perdeu inclusive a prata para Henderson devido à queda. Na última época como profissional, a australiana consegue a maior vitória da carreira! Top 10 PosiçãoCiclistaPaísTempo1Grace BrownAustrália39:38’2Anna HendersonReino Unido+1:313Chloe DygertEstados Unidos da América+1:324Juliette LabousFrança+1:415Demi VolleringPaíses Baixos+1:516Lotte KopeckyBélgica+1:567Kim CadzowAustrália+2:088Elisa Longo BorghiniItália+2:119Audrey Cordon-RagotFrança+2:1310Christina ScweinbergerÁustria+2:14 Vídeo Resumo da Prova ### Volta a Portugal 2024 | Etapa 3| Subida à Torre Regresso da alta montanha à Volta a Portugal com a mítica subida à Torre. Os corredores saíram do Crato em direção à Covilhã e tinham 162 km para percorrer com 3266 m de desnível positivo acumulado. Depois de um dia com um perfil mais plano, hoje voltou o terreno dos ciclistas da geral e havia para ultrapassar quatro contagens de montanha, três de terceira e uma de categoria especial no final da etapa. Créditos: Podium Events Fuga lutou pela montanha Foram 21 os ciclistas que fizeram parte da fuga do dia e que foram lutando pelos pontos da montanha e pelas metas volantes. Tiago Antunes da Efapel Cycling passou em primeiro nas duas primeiras contagens, tendo sido relegado para segundo na última montanha de terceira categoria onde César Fonte, da Rádio Popular – Paredes- Boavista, somou a pontuação máxima. Atrás no pelotão, a Efapel Cycling substituía a equipa do líder, Team Vorarlberg, na frente do pelotão e impunha o ritmo à entrada da ascensão à Torre. Créditos: Podium Events Ataques começaram cedo No início da subida a fuga levava dois minutos de vantagem, mas os ataques começaram cedo e essa vantagem foi desvanecendo, à medida que as duras pendentes apareceram. Logo nos primeiros km, o pelotão ficou extremamente reduzido e os ciclistas da fuga foram sendo apanhados. A 15 km para o fim, Afonso Eulálio (ABTF Betão - Feirense) atacou, ganhou alguma vantagem para o grupo do camisola amarela e alcançou a frente da corrida, sendo seguido por Sérgio Chumil (Burgos BH). Créditos: Inês Calvo Afonso Eulálio fez uma grande subida A 3 km do final da subida Colin Stüssi, que parecia em quebra, aumentou o ritmo e começou a perseguição. O camisola amarela nunca chegou à frente e Sérgio Chumil, que fez a subida toda na roda, ganhou vantagem nos metros finais e venceu a etapa. Afonso Eulálio fez uma grande subida e ficou em segundo lugar na etapa. O figueirense é o novo camisola amarela da Volta a Portugal. Créditos: Podium Events Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos - BH4:10:102 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense0:033 AGIRRE JonEquipo Kern Pharma0:204 BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi0:255 GUARDEÑO JaumeCaja Rural - Seguros RGA0:596 CAMARGO Diego AndrésPetrolike1:217 FERNÁNDEZ DelioAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,8 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg1:359 BARBOSA DiogoAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense,,10 BOU JoanEuskaltel - Euskadi1:43 Top 10 classificação geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense12:22:482 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:113 AGIRRE JonEquipo Kern Pharma0:134 BIZKARRA MikelEuskaltel - Euskadi0:375 CAMARGO Diego AndrésPetrolike1:056 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense1:137 FERNÁNDEZ DelioAPHotels & Resorts / Tavira / SC Farense1:368 FERNANDES LuísCredibom / LA Alumínios / Marcos Car1:379 BOU JoanEuskaltel - Euskadi1:4610 CHUMIL Sergio GeovaniBurgos - BH1:54 Perfil Etapa 4 ### Slash+: A Nova Bicicleta de Enduro da Trek A Trek apresenta a sua nova bicicleta de enduro: a Slash+. Com a assistência suave e silenciosa do motor HPR50 da TQ, a Slash+ oferece 170/170 mm de suspensão com o pivot principal elevado, rodas MX, geometria regulável e uma assistência leve “para que seja mais fácil fazer umas descidas extra”. Motor e bateria A Slash+ apresenta o mesmo motor da Fuel EXe da Trek, o HPR50 da TQ. “Este motor silencioso e compacto proporciona uma sensação, som e aparência similares de uma bicicleta tradicional, garantindo uma assistência suave de 50 nm para ajudar a ultrapassar as subidas”. Trek O motor é alimentado por uma nova e maior bateria de 580Wh que se fixa firmemente no interior do tubo superior, mas que pode ser facilmente removida com uma chave sextavada para ser guardada ou transportada. Os ciclistas que queiram passar mais tempo nos trilhos, podem colocar um Range Extender opcional para obterem 160 Wh extra de potência. Pivot principal elevado, maior velocidade Tal como a Slash analógica, a Slash+ oferece 170 mm de suspensão com pivot principal elevado “que proporciona uma maior tração e velocidade”. Nas descidas, a trajetória do eixo traseiro do pivot principal elevado permite que a roda traseira se ajuste ao terreno, para manter a velocidade e tração. Nas subidas, o pivot principal elevado em conjunto com o HPR50 “oferece um mundo totalmente novo para quando é necessário ultrapassar as subidas mais exigentes”. Ajustada para qualquer trilho Segundo a Trek, “a Slash+ pode ser adaptada a qualquer tipo de trilho e estilo de condução”. O rácio de alavancagem pode ser alterado, virando o chip e a geometria ajustada sem afetar a altura do eixo pedaleiro através dos copos de afinação angular da caixa de direção (vendidos em separado). A Slash+ tem também espaço para colocar pneus maiores e mais robustos, amortecedor helicoidal e espigão telescópico mais comprido. Concebida para mullet Para enfrentar os trilhos mais desafiantes, a Slash+ está equipada com uma roda dianteira de 29˝ e uma roda traseira de 27,5˝. Procura assim oferecer os benefícios de uma roda dianteira maior em terrenos mais irregulares e espaço de manobra adicional com a roda traseira mais pequena. Pensada ao detalhe A Slash+ vem com um guia de corrente integrado, que a mantém no sítio mesmo quando os trilhos se tornam difíceis: “As proteções robustas protegem o tubo inferior das pedras e mantêm a corrente mais silenciosa através de uma proteção de escora meticulosamente desenvolvida para a Slash”. A camada extra de proteção Carbon Armor debaixo da pintura acrescenta ainda durabilidade extra. A nova Slash+ está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. Fica a conhecer aqui outros produtos da Trek! ### Volta a Portugal 2024 | Etapa 2| Etapa disputada ao sprint Segunda etapa em linha na Volta a Portugal e a primeira oportunidade para os sprinters marcarem o ponto e lutarem pela vitória. Foram 165 quilómetros que ligaram Santarém a Marvila, num percurso praticamente plano com uma contagem de quarta categoria e três metas volantes para conquistar. Créditos: Pódium Events Fuga em solitário para Zach Gregg A fuga do dia contou na sua maioria com apenas um elemento, Zach Gregg da Project Echelon Racing. O ciclista norte americano de 31 anos teve a companhia de César Fonte (Rádio Popular – Paredes- Boavista) que, depois de ter passado em primeiro na contagem de quarta categoria, esperou pelo pelotão. Zach Gregg seguiu sozinho até faltarem 50 quilómetros, numa altura em que foi alcançado e o pelotão seguiu compacto. Créditos: Podium Events Disputa ao Sprint A situação de corrida não se alterou até aos quilómetros finais, onde as equipas começaram a preparar o primeiro sprint da Volta a Portugal, que se fazia em ligeira subida. Foi German Tivani (Aviludo - Louletano - Loulé Concelho o mais forte e venceu esta segunda etapa em linha com alguma facilidade. O argentino de 28 anos venceu pela segunda vez esta época depois de ter conquistado a terceira etapa do GP Abimota. Em segundo lugar ficou o seu colega de equipa Tomas Contte e Scott Mcgill (Project Echelon Racing) ficou no terceiro posto, num grande dia para a equipa de Américo Silva. Créditos: Podium Events Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1TIVANI GermanAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO03:49:002CONTTE TomasAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHOa 00:00:03MCGILL ScottPROJECT ECHELON RACINGa 00:00:04MACIAS CesarPETROLIKEa 00:00:05LINAREZ LeangelTAVFER-OVOS MATINADOS-MORTÁGUAa 00:00:06ROTA RaulRADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTAa 00:00:17DARDER SergiILLES BALEARS ARABAY CYCLINGa 00:00:18LOPEZ AndoniEUSKALTEL-EUSKADIa 00:00:19PELEGRI OscarBURGOS-BHa 00:00:110CAIXAS RodrigoCREDIBOM/ LA ALUMÍNIOS/ MARCOS CARa 00:00:2 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg8:11:172 FERNANDES LuísABTF Betão - Feirense0:323 FERNANDES LuísCredibom / LA Alumínios / Marcos Car0:594 CAMARGO Diego AndrésPetrolike1:055 MOREIRA MauricioSabgal / Anicolor1:106 OKAMIKA AnderBurgos - BH1:177 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho,,8 AGIRRE JonEquipo Kern Pharma1:189 BOU JoanEuskaltel - Euskadi1:2410 EULÁLIO AfonsoABTF Betão - Feirense1:25 Perfil Etapa 3 Créditos: Pódium Events ### Specialized - 50 anos com novos produtos A Specialized está a celebrar 50 anos de existência e lançou quatro artigos S-Works limitados para celebrar esta data: Duas novas bicicletas e dois novos capacetes que têm como objetivo, segundo diz a marca, inspirar um compromisso de inovação futura para os próximos 50 anos. Estes novos artigos Specialized 50 anos, todos limitados, consistem na nova bicicleta de estrada S-Works Tarmac SL8 Forward 50 LTD, a bicicleta de montanha S-Works Epic World Cup Forward 50 LTD, e os capacetes S-Works Prevail 3 e Evade 3 Forward 50 Collection. S-Works Tarmac SL8 Forward 50 LTD -  250 Bicicletas Numeradas Individualmente Aerodinamismo A Specialized informa que a sua nova bicicleta á ainda mais aerodinâmica já que foi otimizada para tirar máxima vantagem do novo nariz cónico da Tarmac – o Speed Sniffer. Ao deslocar o tubo de direção para trás, o tubo que determina a largura da testa, a zona dianteira da testa pode ser muito mais afiada, oferecendo uma forma com menor arrasto. Fazendo uso das novas regras da UCI, a Tarmac SL8 tem o espigão de selim mais estreito e aero, assegurando que o ar que se desloca mais rapidamente e com maior turbulência ao redor das pernas pode fluir de forma mais limpa. Peso e agilidade Na sua configuração aero, segundo diz a marca americana, a nova Specialized foi construída com o peso mínimo da UCI, com um quadro que pesa 685 gramas. A bicicleta é também mais rígida nos pedais e mais precisa no guiador e com a tecnologia Rider-First Engineering, cada ciclista, independentemente do seu tamanho, recebe o mesmo comportamento e qualidade de condução. Características Rodas Rapide CLX II Team; Selim S-Works Power com Mirror; Espigão de selim S-Works Tarmac SL8; Pintura customizada para coincidir com o quadro; Pneus Turbo; Cockpit Rapide; Grupo Shimano Dura-Ace de 12 velocidades; Rolamentos Ceramic Speed. S-Works Epic World Cup Forward 50 LTD: 250 Bicicletas Numeradas Individualmente Quadro e transmissão Esta nova bicicleta, vem munida do novo quadro Epic World Cup com a tecnologia de suspensão desenvolvida pela Ride Dynamics e 75 mm de curso otimizado da roda traseira. A transmissão SRAM XX SL com eixo pedaleiro Ceramic Speed DUB, baseia-se em testes de ciclistas profissionais aumentando o seu desempenho e robustez. Forqueta e rodas A forqueta RockShox SID SL com amortecedor de 3 Posições Race Day 2apresenta a afinação “Magic Middle” da Epic 8, que oferece suporte durante a pedalada e 110mm de curso que amortece os ressaltos. A rodas roads Control SL Team pesam 1190 gramas e têm raios em carbono, tendo sido desenvolvidas pela Specialized ao longo de três anos. Características Amortecedor traseiro Specialized/RockShox SIDLuxe WCID; Forqueta RockShox SID SL Ultimate 3P; Rodas Roval Control SL Team; Cockpit integrado Roval Control SL; Espigão de selim Roval Control SL; Selim S-Works Power com Mirror; Eixo pedaleiro CeramicSpeed DUB. S-Works Evade 3 Forward 50LTD Aberturas frontais aumentadas ajudam a aumentar a ventilação; Difusor traseiro para benefícios aerodinâmicos e de ventilação; Tecnologia MIPS Air Node mais focada em ventilação do MIPS; Divisor Tri-Fix ajustável aumenta o conforto através de um ajuste personalizado; Carcaça envolvente de precisão em policarbonato, para maior durabilidade e acabamento premium; Espuma EPS de dupla densidade otimizada. S-Works Prevail 3 Forward 50LTD A inovação AirCage aumenta o fluxo de ar; Carcaça envolvente de precisão em policarbonato, para maior durabilidade e acabamento premium; Tecnologia MIPS Air Node é a solução mais focada em ventilação do MIPS; Divisor Tri-Fix ajustável aumenta o conforto através de um ajuste personalizado; Ajuste da base occipital otimiza o conforto e a compatibilidade com óculos. Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços destes novos artigos limitados Specialized 50, clicando aqui no site da marca: www.specialized.com/pt. ### Guia dos Jogos Olímpicos – CRI  As provas masculinas e femininas de Contrarrelógio Individual dos Jogos Olímpicos de Paris decorrem já no próximo dia 27 de junho. Ambas as provas têm lugar no mesmo circuito de 32,4km em Paris. Perfil da Prova Fonte: Site Oficial da Prova O perfil da prova, nas duas categorias, é praticamente plano em toda a sua extensão, o que deve favorecer os contrarrelogistas puros.  Corrida Masculina  Favoritos  Remco Evenepoel: O belga já venceu três contrarrelógios individuais este ano e é o atual campeão do mundo da categoria. Obrigatório contar com Evenepoel apesar de vir do Tour de France.  Joshua Tarling: O britânco é o atual campeão europeu da categoria, e foi terceiro nos mundiais. Com apenas 20 anos de idade, assumiu-se no último ano como um dos melhores especialistas no esforço individual.  Filippo Ganna: O italiano tem sido um dos melhores contrarrelogistas do pelotão nos últimos anos. Já venceu por duas vezes os mundiais de contrarrelógio, e ganhou recentemente os campeonatos nacionais de Itália.  Créditos: Dario Belingheri / Getty Images Startlist A representar Portugal estarão Nelson Oliveira e Rui Costa. Nelson Oliveira é um especialista do esforço individual, com um sexto lugar nos mundiais do ano passado – boas indicações para Portugal sonhar com um resultado positivo.  De resto, há outros nomes que não podem ser ignorados: Stefan Kung e Stefan Bissegger, Tobias Foss, Luke Plapp ou Brandon McNulty são outros ciclistas fortes no esforço individual presentes em Paris.  Créditos: A.S.O / Billy Ceusters Destacar ainda as ausências do campeão em título, Primoz Roglic, e do vencedor do Tour de France, Tadej Pogacar.  País Ciclista Bélgica Remco Evenepoel Wout Van Aert Dinamarca Mattias Skjelmose Mikkel Bjerg Eslovénia Jan Tratnik Reino Unido Joshua Traling Ethan Hayter Fred Wright França Kévin Vauquelin Países Baixos Dan Hoole Itália Filippo Ganna Alberto Bettiol Austrália Luke Plapp Estados Unidos da América Brandon McNulty Magnus Sheffield Suiça Stefan Kung Stefan Bissegger Portugal Nelson Oliveira Rui Costa Colombia Daniel Martínez Noruega Soren Waerenskjold Tobias Foss Alemanha Nils Pollitt Maximilian Schachmann Austria Felix Grosschartner Irlanda Ryan Mullen Canada Derek Gee Cazaquistão Yevgeniy Fedorov Nova Zelândia Laurence Pithie Corbin Strong Eritreia Biniam Girmay Neutro Gleb Syritsa Marrocos Achraf Ed Doghmy Mongólia Jambaljamts Sainbayar Hungria Attila Valter Polónia Michal Kwiatkowski Equipa Olímpica Refugiados Amir Arsalan Ansar Chéquia Mathias Vacek  Corrida Feminina Favoritas Créditos: Dario Belingheri / Getty Images Ellen van Dijk: A campeoníssima voltou à competição este ano e não pode ser descartada para a vitória. Já foi três vezes campeã do mundo da categoria.  Grace Brown: Uma das maiores especialistas do pelotão no esforço individual, foi segunda nas duas últimas edições do campeonato do mundo e já venceu dois contrarrelógios este ano.  Chloe Dygert: Campeã do mundo em 2023 e 2019. É uma das favoritas à vitória apesar de só ter corrido três dias em 2024.  Startlist Para além das ciclistas já mencionadas, há outros nomes a ter em atenção: Demi Vollering, Lotte Kopecky, Elisa Longo Borghini, Anna Henderson, Juliette Labous, Audrey Cordon-Ragot e Emma Norsgaard são alguns exemplos.  As grandes ausentes são Marlene Reusser, especialista Suíça, e a campeã em título, Annemieke Van Vleuten, que já se retirou da competição. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1420229275727323138 País Ciclista Países Baixos Ellen Van Dijk Demi Vollering Bélgica Julie Van de Velde Lotte Kopecky Itália Elisa Longo Borghini Reino Unido Anna Morris Anna Henderson Georgi Pfeiffer Suiça  Austrália Grace Brown Polónia Marta Lach Agnieszka Skalniak-Sójka França Juliette Labous Audrey Cordon-Ragot Dinamarca Cecilie Uttrup Ludwig Emma Norsgaard Estados Unidos da América Taylor Knibb Chloe Dygert Canadá Olivia Baril Austria Anna Kiesenhofer Christina Schweinberger Alemanha Liane Lippert Mieke Krogger Antonia Niedermaier Espanha Mireia Benito África do Sul  Uzebequistão Olga Zabelinskaya Noruega  China Xin Tang Nova Zelândia Niamh Fisher-Black Kim Cadzow Eslovénia Urska Pintar Eugenia Bujak Neutro Tamara Dronova-Balabolina Hanna Tserakh Finlândia Anniina Ahtosalo Ucrânia Yuliia Biriukova Tailândia Phetdarin Somrat  Chéquia Julia Kopecký Cuba  Ruanda Diane Ingabire Sérvia Irina Stevanovic Afeganistão Yulduz Hashimi Eslováquia Nora Jenscusova  Quando e Onde ver? As duas provas serão transmitidas na Eurosport 1 (ou nas plataformas Max), no dia 27/7. A prova feminina terá transmissão a partir das 13:15h, e a prova masculina a partir das 15:30h (hora de Portugal).  ### Volta a Portugal 2024 | Etapa 1| Primeira chegada em alto Primeira etapa em linha na edição de 2024 da Volta a Portugal e logo com um final no alto do Observatório de Vila Nova em Miranda do Corvo. Até lá, os ciclistas partiram de Anadia e tinham quase 160 quilómetros para percorrer com quase 3000 metros de acumulado positivo. No percurso, esperava-os uma contagem de segunda categoria (Senhor da Serra) e a contagem de primeira que coincidiu com o final da etapa e levava os ciclistas aos 1000 metros de altura. Créditos: Podium Events Três ciclistas em fuga Foram três os ciclistas que se adiantaram ao pelotão de 119 corredores que hoje iniciaram a etapa: Samuel Boardman (Project Echelon Racing), Unai Esparza (Illes Balears Arabay Cycling) e Raúl Rota (Rádio Popular – Paredes- Boavista). Os três ciclistas chegaram a ter uma vantagem de quase cinco minutos para o pelotão e foram lutando pelas três Metas Volantes espalhadas pelo percurso, todas ganhas por Samuel Boardman. No início do prémio de segunda categoria a vantagem estava praticamente anulada e dois dos fugitivos acabaram alcançados. Apesar disso, Raúl Rota resistiu e passou em primeiro na contagem de montanha do Senhor da Serra e manteve-se em fuga mas agora em solitário. Créditos: Podium Events Luta pela Etapa e Camisola Amarela No início da subida, a aventura de Rota terminou e o ciclista espanhol foi alcançado depois de uma excelente etapa. A partir daqui eram oito quilómetros a subir e onde desde logo começaram os ataques. O pelotão, ia controlado pela Sabgal - Anicolor com Frederico Figueiredo, vencedor nesta chegada em 2022, a impôr um ritmo muito forte. https://twitter.com/faustocoppi60/status/1816510507957801075 A 4 km para o fim Colin Stüssi (Team Vorarlberg), vencedor da Volta a Portugal de 2023, respondeu ao ataque de Caicedo (Petrolike) e conseguiu uma vantagem importante para o pelotão. O ciclista Suíço resistiu à perseguição levada a cabo por vários ciclistas candidatos à geral e venceu a primeira etapa em linha, ficando também com a camisola amarela da Volta a Portugal. António Carvalho (ABTF Betão - Feirense), melhor português no dia de hoje, ficou no segundo posto com Luís Fernandes (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) a ficar no terceiro lugar. Créditos: Podium Events Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1STÜSSI ColinTEAM VORARLBERG04:15:202CARVALHO AntónioABTF BETÃO - FEIRENSEa 00:00:283FERNANDES LuísCREDIBOM/ LA ALUMÍNIOS/ MARCOS CARa 00:00:414AGIRRE JonEQUIPO KERN PHARMAa 00:00:455DEL PINO JesusAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHOa 00:00:456CAMARGO DiegoPETROLIKEa 00:00:517OKAMIKA AnderBURGOS-BHa 00:01:18MOREIRA MauricioSABGAL/ANICOLORa 00:01:79BOU JoanEUSKALTEL-EUSKADIa 00:01:910EULÁLIO AfonsoABTF BETÃO - FEIRENSEa 00:01:10 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Colin StüssiTEAM VORARLBERG4:22:202António CarvalhoABTF BETÃO-FEIRENSEa 0:00:323Luís FernandesCREDIBOM-LA ALUMÍNIOS-MARCOS CARa 0:00:584Diego CamargoPETROLIKEa 0:01:025Mauricio MoreiraSABGAL-ANICOLORa 0:01:076Ander OkamikaBURGOS-BHa 0:01:147Jesus Del PinoAVILUDO-LOULETANO-LOULÉ CONCELHO-8Jon AgirreEQUIPO KERN PHARMAa 0:01:159Joan Bou CompanyEUSKALTEL-EUSKADIa 0:01:2110Afonso EulálioABTF BETÃO-FEIRENSEa 0:01:22 Perfil Etapa 2 Créditos: Podium Events ### Histórias da Volta a Portugal – O Zé Padeiro Primeiro teste montanhoso na Volta a Portugal. Descobrimos duas lendas de Miranda do Corvo: a subida ao observatório e o Zé Padeiro. Miranda do Corvo tem pouca história na Volta a Portugal, mas ficará tanto pela dureza da subida ao Observatório de Vila Nova como pela boa mesa do Zé Padeiro. O município situa-se num vale à sombra das encostas da Serra da Lousã. Pernoitamos na localidade depois de ver Rafael Reis ganhar o prólogo em Águeda. Foi um dia de calor de levar a t-shirt colada ao corpo. Seguiu-se um transfer de uma hora. Consulta aqui o Guia TopCycling da 85ª Volta a Portugal. Leitão à moda do Zé Padeiro Imaginem o alívio ao saber que à espera tínhamos um leitão à moda do Zé Padeiro! A casa de comidas foi fundada em 1981 e há 43 anos que serve excelentemente. Sou o pesadelo de quem atende. Quis logo saber a história na origem do nome. Saborear a Volta é duro, mas alguém tem que o fazer.Créditos: TopCycling Distribuía o pão a pé ou de bicicleta Se fosse vivo José Augusto já seria centenário. Era descendente de padeiros e distribuía o pão a pé ou de bicicleta por Miranda do Corvo. Era um de três filhos do padeiro e foi o único que não seguiu o ofício. Isso não impediu que ficasse na história como Zé Padeiro. A atual proprietária é Patrícia, a filha. Simpaticamente ofereceu-me uma cadeira para a mochila que estava no chão. São os pequenos gestos que cativam. O leitão também ajuda. Divinal. Conselho de amigo: regar com vinho frisante da casa e provar a ginjinha à sobremesa. O pelotão da Volta a Portugal não vai poder desfrutar de nada disto. Terão que subir os 10 km até ao observatório pela segunda vez na história da prova. A estreia foi em 2022 quando Frederico Figueiredo "batizou" as inclinadas rampas com um triunfo isolado. É uma montanha que tortura os atletas, sobretudo nos últimos 4 km. Diz quem sabe que aqui se vão fazer mais diferenças do que na Senhora da Graça. Depois do sofrimento, com muitas zonas acima de 10 por cento, talvez os corredores possam desfrutar da vista sobre Miranda do Corvo. ### IRONMAN Cascais - Onde a Aventura e a Superação se encontram Cascais volta a receber uma das competições desportivas mais exigentes. No dia 19 de outubro, cerca de 4500 participantes irão competir nas provas IRONMAN Portugal-Cascais e no IRONMAN 70.3 Portugal-Cascais Desde os arrepios ao ouvir o hino nacional antes do início da prova, ao apoio inabalável do público, à consciencialização de que se está a competir na mesma pista que Ayrton Senna, à emoção indescritível de ver a família ao cruzar a meta e ouvir as palavras imortais "YOU ARE AN IRONMAN". Não há nenhum sítio onde eu prefira correr, nem nenhum sítio onde eu prefira estar." - Philip Gonçalves, Inglaterra Participantes de destaque confirmados O entusiasmo em torno do IRONMAN Portugal-Cascais 2024 está a aumentar com a confirmação da participação de figuras conhecidas. Pedro Fernandes, Sérgio e Nélson Rosado anunciaram que estarão presentes na prova icónica e desafiante, o IRONMAN 70.3 Portugal- Cascais. Sérgio Rosado, membro da dupla Anjos, já completou o Ironman Portugal-Cascais 2023 e irá enfrentar novamente o desafio. Pedro Fernandes irá estrear-se nos treinos de triatlo e Nélson Rosado estreia-se a participar na prova em estafeta, em vez de bicicleta. As provas terão o seu início ás 08h30 na Praia da Ribeira, não sem antes se ouvir o Hino Nacional de Portugal pelas 07h20. Percurso IRONMAN Portugal - Cascais 2024 Natação: Percurso de natação em "Rolling Start" com saída da Praia da Ribeira e término em frente à Fortaleza no Clube Naval, numa única volta de 3,8km ao longo da protegida Baía de Cascais. Os atletas chegam ao parque de transição, localizado no Hipódromo Manuel Possolo, percorrendo os 600 metros de um corredor vermelho alcatifado. Ciclismo: O percurso de ciclismo de 180 km (2 voltas) apresenta vistas deslumbrantes da Riviera Portuguesa, da Praia do Guincho e o maravilhoso parque natural de Sintra – Cascais. Com uma passagem pela estrada do Guincho na 1ª volta, e pela Areia na 2ª, os atletas chegarão à Malveira e Serra de Sintra pela Lagoa Azul, em direção ao Circuito do Estoril onde desfrutarão de uma característica única em todo o IRONMAN: uma volta no circuito de Fórmula 1 do Estoril. Elevação: 1465m Corrida:As 3 voltas que perfazem 42.2km do percurso de corrida têm início em Cascais, seguem pela estrada do Guincho ao longo da costa até ao Cabo Raso e regressam até ao coração de Cascais. Um percurso desafiante, especialmente em dias de vento, que contrasta entre o ambiente solitário e costeiro da estrada do Guincho e o público em êxtase na malha urbana de cascais. Elevação: 325 m Percurso IRONMAN 70.3 Portugal - Cascais Natação: Percurso de natação em "Rolling Start" com saída da Praia da Ribeira e término em frente à Fortaleza no Clube Naval, numa única volta de 1,9km ao longo da Baía de Cascais. Os atletas chegam ao parque de transição, localizado na plataforma da Cidadela. Ciclismo: O percurso de ciclismo de 90 km (1 volta) passa pela Praia do Guincho e adentra o parque natural de Sintra – Cascais. Com um percurso suave e ribeirinho, os atletas farão o retorno em Lisboa, passando por alguns dos ícones da capital portuguesa, como a Torre de Belém, os Jerónimos e ainda por baixo da Ponte 25 de Abril. Os atletas desfrutarão ainda de uma característica única em todo o IRONMAN: uma volta no circuito de Fórmula 1 do Estoril. Elevação: 708m Corrida: As 2 voltas que perfazem 21,1km do percurso de corrida têm início em Cascais, seguem pela estrada do Guincho ao longo da costa até ao Cabo Raso e regressam até ao coração de Cascais. Um percurso que contrasta entre o ambiente solitário e costeiro da estrada do Guincho e o público em êxtase na malha urbana de cascais, que irá certamente receber os atletas com a sua animação habitual. Elevação: 180m Apuramento para o Campeonato do Mundo IRONMAN 2025 A edição de 2023 contou com 92 nacionalidades representadas, cerca de 4500 participantes, 102 atletas profissionais, 1407 estreantes, 803 mulheres e 809 portugueses inscritos, no conjunto das duas provas. As provas disponibilizam vagas de apuramento para o Campeonato do Mundo de IRONMAN e para o Campeonato do Mundo de IRONMAN 70.3. O Ironman Portugal-Cascais 2024 promete ser um evento emocionante que combina desafio desportivo, beleza natural e cultura local. Inscrições: Podes ver todos os pormenores sobre as inscrições, datas e preços nos sites dos eventos: IRONMAN Cascais IRONMAN 70.3 Cascais ### Volta a Portugal 2024 | Prólogo | Sabgal-Anicolor entra com tudo Prólogo de abertura na Volta a Portugal que serviu para aquecer os motores e atribuir a primeira camisola amarela da edição de 2024. No primeiro dia, os ciclistas tiveram um prólogo de apenas 5,6 quilómetros que se fazia em Águeda, Capital da bicicleta, num esforço que pela curta distância, ia ser muito renhido e tinha de ser feito a fundo. Créditos: Podium Events Julius Johansen dita o tempo Oleksander Grigoriev (Efapel Cycling) foi dos primeiros ciclistas favoritos ao dia de hoje a fazer um tempo de referência. O ciclista de 32 anos foi o primeiro a conseguir baixar o tempo para baixo dos sete minutos (00:06:57). Grigoriev manteve-se na cadeira quente, onde fica o ciclista com melhor tempo, até Julius Johansen (Sabgal / Anicolor), outros dos favoritos ao dia de hoje, cortar a meta. O vencedor do GP Anicolor, onde também venceu o contrarrelógio inicial, fez o prólogo em menos nove segundos e ficou com o melhor tempo. Créditos: Matias Novo Fotografias/Podium Events Um segundo fez toda a diferença Depois de algum tempo com o melhor tempo, começavam a chegar os últimos ciclistas. Rafael Reis, colega de equipa de Johansen fez um tempo canhão e acabou mesmo por bater o tempo do dinamarquês por apenas 0,86 segundos, distância curtíssima mas que permite ao português envergar a camisola amarela na dura etapa de amanhã. Rafael Reis alcançou assim a sua nona etapa na Grandíssima, tendo a Sabgal / Anicolor alcançado os dois primeiros lugares, com Rafael Reis e Julius Johansen. No terceiro posto ficou Tyler Stites (Project Echelon Racing). Créditos: Podium Events Top 10 etapa e Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1REIS RafaelSABGAL/ANICOLOR00:06:482JOHANSEN JuliusSABGAL/ANICOLOR00:06:483STITES TylerPROJECT ECHELON RACING00:06:544FOUCHE JamesEUSKALTEL-EUSKADI00:06:565GRIGOREV AleksandrEFAPEL CYCLING00:06:576MOREIRA MauricioSABGAL/ANICOLOR00:07:007SALGUEIRO CarlosAP HOTELS & RESORTS /TAVIRA/ SC FARENSE00:07:028ANTUNES TiagoEFAPEL CYCLING00:07:039OYARZUN CarlosAVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO00:07:0310ETXEBERRIA AsierEUSKALTEL-EUSKADI00:07:04 Perfil Etapa 1 Créditos: Podium Events ### Tour de France 2024 – Distribuição do Prize Money No início do Tour de France, o Topcycling lançou um artigo onde explicava como seria feita a distribuição dos prémios monetários atribuídos pela organização da corrida. Terminado o Tour, é altura de fazer as contas. Distribuição por Equipas A imagem seguinte é uma lista, disponibilizada pela organização do Tour de France, com os valores que cada equipa recebeu de Prize Money durante a corrida: Créditos: A.S.O. O primeiro destaque é o domínio da UAE Team Emirates. Tadej Pogacar, sozinho, amealhou cerca de 566,000€ (500,000€ da camisola amarela e 66,000€ das seis vitórias de etapa). As classificações de Adam Yates e João Almeida perfazem o restante. A Visma | Lease a Bike aparece em segundo na tabela, depois de ter liderado o ano passado. Grande parte dos dividendos chegaram através da Classificação de Jonas Vingegaard, a vitória de etapa do dinamarquês e os quatro segundos lugares em etapas. Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters A fechar o pódio, tal como na classificação geral do Tour de France, a Soudal Quick-Step, alavancada pela performace de Remco Evenepoel (terceiro na geral, camisola branca e uma vitória de etapa). Destaques Positivos Depois dos três primeiros, um dos maiores destaques positivos deste Tour: A Intermarché-Wanty, que no ano passado tinha sido a quarta equipa que menos ganhou. A Camisola Verde e três vitórias de Biniam Girmay foram fulcrais. Créditos: A.S.O. / Billy Ceusters Outro destaque foi a Uno-X Mobility, que apesar de não ter ganho uma etapa, se mostrou sempre muito ativa, principalmente nas duas primeiras semanas através de Jonas Abrahamsen, que liderou a classificação da montanha. Destacar também a TotalEnergies: melhor equipa francesa, muito em virtude da vitória de etapa de Anthony Turgis. A EF Education – EasyPost (através, maioritariamente, de Carapaz), e a Alpecin – Deceuninck (através, maioritariamente, de Philipsen) foram outras das equipas que levaram largas receitas do Tour de France. Destaques Negativos Apesar de estar no Top-10 das receitas, a INEOS Grenadiers é um dos destaques negativos desta lista. Com um dos maiores orçamentos do pelotão, a receita ficou muito longe dos valores das equipas com que deveriam rivalizar. Créditos: A.S.O./Charly Lopez O mesmo se pode dizer da Lidl – Trek e da Red Bull-Bora-Hansgrohe. Apesar das duas equipas terem perdido os seus líderes durante a corrida (Mads Pedersen e Primoz Roglic abandonaram), não conseguiram sequer uma vitória de etapa, apesar dos orçamentos avultados em relação a outras equipas. Esta performance negativa também se refletiu numa má posição em relação à distribuição do Prize Money da prova. ### Cervélo Rouvida | A Review da Cervélo para Estrada e Gravel A Cervélo entrou no mundo das e-Bikes a nova Cervélo Rouvida, o primeiro modelo elétrico da marca. Fui até Espanha, na zona de Albarracín, Montañas Vacias, para testar esta nova máquina. Vídeo do teste https://youtu.be/P-AiOCIthgA Design Inovador e Versatilidade Uma das inovações da Rouvida está no seu dropout removível, que permite uma rápida transição entre geometria de estrada e de gravel. Este sistema vai além de um simples 'flip-chip', ajustando todo o quadro para diferentes encaixes e manobrabilidade. Desta forma os ciclistas podem desfrutar das características de uma bicicleta de estrada e de uma gravel numa única máquina. Geometria Adaptável A Rouvida está disponível em versões dedicadas para estrada e gravel, mantendo o mesmo quadro mas com geometrias ajustáveis. A versão de gravel apresenta um ângulo do tubo de direção 0,7° mais relaxado, um trail de 62mm (em comparação com 57,9mm para estrada) e espaço para pneus de até 43,5mm (34mm para estrada). Estas mudanças proporcionam uma condução mais estável e controlada em terrenos off-road. Tecnologia de Ponta No coração da Rouvida está o motor Fazua Ride 60, conhecido pela sua integração perfeita com a pedalada do ciclista, no entanto, notei-o um pouco brusco no modo "Turbo" (máxima assistência), quando em terrenos de pedra solta em subida. Num terreno de terra mais compacta, aí sim, este motoro proporciona uma experiência que se assemelha a uma bicicleta analógica, mas com uma potência adicional significativa. A Cervélo fez ajustes específicos no motor para manter a sua estética e aerodinâmica icônicas. O motor, combinado com a bateria vertical, melhora a aerodinâmica, comprovada em túnel de vento. Configurações e Especificações A Cervélo Rouvida está disponível em quatro configurações: duas focadas na estrada e duas no gravel. As opções de gravel vêm com componentes específicos, como o conjunto SRAM Force AXS XPLR e o espigão de selim dropper SRAM AXS Reverb (ver vídeo do teste). Já as versões de estrada destacam-se por ser mais leves, no entanto, não tivemos oportunidade de testar neste evento, que se destinava a bicicletas de Gravel. Na Europa a Rouvida é uma eBike com uma velocidade assistida máxima de 25km/h e capacidade de bateria de 430wh. A título de curiosidade, nos EUA, este tipo de bicicletas têm uma velocidade assistida máxima de 45km/h, o que as torna ainda mais divertidas. Conclusão A Cervélo Rouvida combina a versatilidade de um design adaptável com a tecnologia de ponta do motor Fazua Ride 60, é uma E-bike que facilmente se torna numa bicicleta convencional quando estamos a rolar numa estrada em terreno plano, pois neste tipo de bicicletas (em diferença com as eléctricas de BTT) atinge-se facilmente os 25 km/h e a partir daí ela deixa de ter a assistência do motor. Acima dos 25 km/h, quando em terreno plano, dá uma sensação natural de pedalada, só se notando o peso extra quando nos levantamos do selim para "gingar" a bicicleta. A Cervélo fez um bom trabalho, seja para estrada ou gravel, a Rouvida oferece uma boa experiência de ciclismo, não só amplia os horizontes daqueles que não têm a preparação física para ir mais além, como também é divertida para os que têm essa preparação e procuram uma experiência diferente. Disponibilidade e preços Para saber pontos de venda, preços e disponibilidade, vê aqui no site bicimax.com ### Pogacar Tour - Marcas históricas e registos supersónicos O que mudou Tadej Pogacar para reconquistar o Tour de France? Análise ao tri do esloveno. Como resumir num texto o que Tadej Pogacar fez em três semanas de Tour de France? Como contar em meia dúzia de parágrafos uma história que dá um livro? Missão impossível, por isso selecionámos os melhores momentos do esloveno. Após dois anos a perder para Jonas Vingegaard, Pogacar conseguiu o terceiro Tour da carreira. É o mais jovem tricampeão da história aos 25 anos e 10 meses. Fê-lo com um braço direito especial: João Almeida. O primeiro português a fechar as três "grandes" no top 5 esteve brilhante e marcou pontos na hierarquia da UAE-Emirates. Os vencedores das classificações do Tour de France.Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Giro, Tour e 12 etapas Domínio foi a palavra de ordem. A caminho do triunfo Tadej Pogacar bateu recordes em subidas como Galibier, Pla d'Adet, Plateau de Beille e Isola 2000. A dobradinha Giro de Itália e Tour de France foi feita pela primeira vez há 75 anos por Fausto Coppi. Desde Marco Pantani, em 1998, que não era feita com êxito. O esloveno subiu a parada. Juntou Giro, Tour e 12 etapas - seis em cada corrida – superando ou igualando os registos de corredores de referência. Eddy Merckx ganhou o Tour mais 11 etapas em 1970 (oito no Tour e três no Giro). Pogacar conseguiu 12! Bernard Hinault ganhou o Tour mais sete etapas em 1979. Pogacar é o primeiro ciclista desde o bretão a vencer quatro etapas de camisola amarela vestida! Laurent Fignon ganhou o Tour mais cinco etapas em 1984. Pogacar conseguiu mais uma. Com 17 etapas no Tour, Pogacar é o mais jovem a atingir esta marca. Nem Mark Cavendish — recordista de etapas com 35 – o fez. Entre Giro e Tour Pogacar vestiu o maillot de líder em 39 de 42 dias (20 de rosa, 19 de amarelo)  Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Tadej e Jonas já são história do Tour O livro das grandes rivalidades no Tour já tem um capítulo para Pogacar e Vingegaard. Esloveno e dinamarquês são pioneiros em monopolizar os dois primeiros lugares da geral em quatro edições consecutivas. Logicamente nunca dois atletas tinham dividido os títulos no período de cinco anos. É certo que não houve emoção até ao fim, mas Tadej e Jonas já são história do Tour. De resto, marcaram tanto a diferença para os demais que a última etapa, em Nice, saldou-se com esporádicas retificações na classificação geral. Giulio Ciccone perdeu o 10° posto para Santiago Buitrago e no top 50 ninguém melhorou mais do que um lugar. Atletas e staff da UAE-Emirates festejam com Pogacar.Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Troca de treinador foi chave Após o desfalecimento no Col du Granon (2022) e da queda na Liège que marcou o Tour de 2023, Pogacar foi consistente nesta edição. Há fatores que explicam a solidez demonstrada. A troca de treinador coincide com o regresso da melhor versão do esloveno. Desde outubro que Íñigo San Millán saiu da UAE-Emirates para coordenar o departamento de rendimento do Athletic de Bilbao. Do treino do esloveno passou a encarregar-se Javier Sola. Tem 37 anos, é sevilhano e só está na equipa desde 2023. Sola estreou-se logo no ano da dobradinha, o maior desafio físico e mental para qualquer voltista. “É excepcional, mas o que mais me chama a atenção é rápido que se põe em forma. Os números, watts, VO2max, limiares, lactato são espetaculares, mas vês que tem quatro semanas de treino e, caramba, pensas que este melhora mais rápido do que os outros. Também assimila melhor a nutrição. Os grandes craques assimilam tudo melhor do que os demais. A genética tem muito peso.” Javier Sola em entrevista ao El País. ### Volta a Portugal 2024 - Etapas, participantes e equipas A Volta a Portugal 2024 vai para a estrada entre 24 de julho e 4 de agosto, com um prólogo de 5,5 quilómetros em Águeda e termina em Viseu com um contrarrelógio individual de 26.6 quilómetros, pelo meio haverá nove etapas em linha. Estão presentes à partida 17 equipas, sendo 9 portuguesas, 5 espanholas, 1 austríaca, 1 mexicana e 1 americana, com um total de 119 corredores em sua representação. Quarta-feira, dia 24 de julho terá início em Águeda a 85.ª Volta a Portugal. Após vários anos com equipas portuguesas a vencer a competição, Colin Stussi (Team Vorarlberg) inverteu a tradição ao vencer a Volta em 2023. Créditos: Podium Events Poderá o vencedor da Volta a Portugal 2024, Colin Stussi, igualar o feito do último ciclista a vencer a prova em dois anos consecutivos, no caso Gustavo Veloso que triunfou em 2014 e 2015 ou se haverá um novo vencedor, após os 26,6 quilómetros de esforço em solitário da tirada final na Cidade de Viseu? O percurso De Águeda, Capital da Bicicleta, a Viseu, Cidade Europeia do Desporto 2024, renovando o dia de descanso na Guarda, os ciclistas vão ter pela frente, nesta 85ª Volta a Portugal Continente, um total de 1540,1 quilómetros, com 32 Prémios de Montanha e 27 Metas Volantes. A edição de 2024 fica marcada pelo regresso de Águeda, como início da prova, 37 anos depois da edição ganha por Manuel Cunha (Sicasal/Torreense) em 1987. As etapas 24/07 – Prólogo: Águeda – 5,6km Arranque da Volta a Portugal 2024 com um prólogo em Águeda, Capital da Bicicleta e de onde sairá o primeiro camisola amarela desta edição. Créditos: Podium Events 25/07 – 1ª Etapa: Anadia (Sangalhos) – Miranda do Corvo (Observatório Vila Nova) – 158,2km Primeira etapa em linha da Volta e primeira chega em alto ao Observatório do Vila Nova, onde ciclistas menos bem preparados podem logo ao primeiro dia dizer adeus à geral. Créditos: Podium Events 26/07 – 2ª Etapa: Santarém – Lisboa (Marvila) – 164,5km Primeiro dia para os homens rápidos numa chegada que associa a 85ª Volta a Portugal às comemorações do Cinquentenário do 25 de Abril evocando a memória do Capitão Salgueiro Maia que liderou a coluna militar que saiu de Santarém para Lisboa em 1974. Créditos: Podium Events 27/07 – 3ª Etapa: Crato – Covilhã (Torre) – 161,2km Segunda chegada em alto, desta vez a mítica subida à Torre. No final deste dia já vamos começar a perceber quem são os ciclistas e as equipas que vão ser protagonistas desta dura edição da prova. Créditos: Podium Events 28/07 – 4ª Etapa: Sabugal – Guarda – 164,5km Mais um final em alto no empedrado da Guarda e, embora menos duro que nas etapas anteriores, são já três finais em subida em quatro etapas em linha. Este dia fará novas diferenças na geral e antecede o dia de descanso. Créditos: Podium Events 30/07 – 5ª Etapa: Penedono – Bragança – 176,8km Início da segunda metade da prova com a já tradicional chegada a Bragança e segunda oportunidade para os sprínters do pelotão mostrarem que valeu o esforço passar tanta dureza no início da Volta. Créditos: Podium Events 31/07 – 6ª Etapa: Bragança – Boticas – 169,1km Etapa típica rompe pernas com cinco contagens de montanha e onde a subida de primeira categoria a Torneiros, situada a 17 quilómetros da meta, vai ser fundamental para o sucesso de uma fuga ou chegada em grupo reduzido. Créditos: Podium Events 1/08 – 7ª Etapa: Felgueiras – Paredes – 160,4km Início de agosto e onde as temperaturas começam a sufocar o pelotão. Nova oportunidade para os sprínters mais resistentes devido às três contagens de montanha nos últimos 40 quilómetros. Créditos: Podium Events 2/08 – 8ª Etapa: Viana do Castelo – Fafe – 182,4km Etapa mais longa da 85.ª edição da Volta a Portugal que com a subida de quarta categoria a Golães a apenas cinco quilómetros da meta vai dar oportunidades a surpresas e dificultar a vida aos homens rápidos do pelotão. Créditos: Podium Events 3/08 – 9ª Etapa: Maia – Mondim de Basto, Sr.ª da Graça – 170,8km Última etapa antes do derradeiro contrarrelógio individual, com uma das tiradas mais duras da edição 85 da Volta. No menu, uma contagem de quarta categoria e três contagens de primeira, num dia que culmina com a ascensão pela 45.ª vez na história da prova à Sr.ª da Graça Créditos: Podium Events 4/08 – 10ª Etapa (Contrarrelógio individual): Viseu – Viseu – 26,7km Última etapa com um contrarrelógio individual em Viseu, a Cidade Europeia do Desporto 2024. Nos quase 27 quilómetros de esforço, os ciclistas terão aqui a sua última oportunidade para fazer diferenças antes de ser anunciado o vencedor da edição 85 da Volta a Portugal Continente. Créditos: Podium Events Start-List das equipas A lista de partida das equipas participantes na Volta a Portugal em Bicicleta 2024, com diretores, dorsais e nomes dos ciclistas. (VBG) TEAM VORARLBERG (AUT) Director: SALMEN Werner - 10035156824 DorsalNome1STÜSSI Colin2MEILER Lukas3BENZ Pirmin4RÜEGG Lukas5STEHLI Felix6PETER Jannis7KONYCHEV Alexander (CJR) CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP) Director: MARTINEZ HERNANDEZ Rubén - 10005827357 DorsalNome11ARRIOLA-BENGOA Julen12BABOR Daniel13BALDERSTONE Abel14BARTA Tomás15IBAÑEZ Javier16GUARDEÑO Jaume17SCHLEGEL Michal (EKP) EQUIPO KERN PHARMA (ESP) Director: ARMENDARIZ IPARRAGIRRE Jon - 10042426669 DorsalNome21PARRA Jose22ELOSEGUI Inigo23AGIRRE Jon24AZNAR VIJUESCA Unai25AZNAR VIJUESCA Hugo26CARRASCOSA Pablo27FERNANDEZ Miguel (BBH) BURGOS-BH (ESP) Director: PEREZ Ruben – 10003358810 DorsalNome31OKAMIKA Ander32CHUMIL Sergio33DELGADO David34VACEK Karel35FRANCO Alejandro36FUENTES Angel37PELEGRI Oscar (EUS) EUSKALTEL-EUSKADI (ESP) Director: OLABERRIA Pello – 10061484947 DorsalNome41LOPEZ Andoni42CANELLAS Xavier43ETXEBERRIA Asier44BOU Joan45BIZKARRA Mikel46MATE Luis Angel47FOUCHE James (IBA) ILLES BALEARS ARABAY CYCLING (ESP) Director: NAVARRO Daniel - 10002514506 DorsalNome51MOLENAAR Alex52AMEZQUETA Julen53DARDER Sergi54ESPARZA Unai55GARCIA Jose56VOLLMER Andrew57RIERA Joan Albert (SAT) SABGAL/ANICOLOR (POR) Director: PEREIRA Rúben – 10079914139 DorsalNome61MOREIRA Mauricio62FIGUEIREDO Frederico63CARVALHO André64JOHANSEN Julius65MENDONÇA Luís66REIS Rafael67NYCH Artem (PEC) PROJECT ECHELON RACING (USA) Director: GORDON Fraser - 10001080017 DorsalNome71SCALA JR. Hugo72ARNOPOL Richard73BASSETT Stephen74BOARDMAN Samuel75STITES Tyler76MCGILL Scott77GREGG Zach (EFL) EFAPEL CYCLING (POR) Director: AZEVEDO José – 10053900456 DorsalNome81CASIMIRO Henrique82ANTUNES Tiago83GRIGOREV Aleksandr84GONZÁLEZ Abner85PINTO Pedro86SILVA Joaquim87SWIRBUL Keegam (CDF) ABTF BETÃO - FEIRENSE (POR) Director: ANDRADE Joaquim – 10052383721 DorsalNome91CARVALHO António92EULÁLIO Afonso93CABEDO Oscar94OLIVEIRA Fábio95SILVA Pedro96COSTA Fábio97GONÇALVES Diogo (TAV) TAVFER-OVOS MATINADOS-MORTÁGUA (POR) Director: VELOSO Gustavo César - 10002526428 DorsalNome101MATIAS João102SILVA Bruno103CARVALHO Gonçalo104MORAIS Francisco105MARTINGIL César106LINAREZ Leangel107SANCHEZ Angel (GSU) GI GROUP HOLDING - SIMOLDES - UDO (POR) Director: CORREIA Manuel - 10048906471 DorsalNome111CARVALHO Rui112GUERREIRO Francisco113GOMES Luís114RIBEIRO André115CAMPOS Noah116VALLS Miquel117ANDRÉ Andrey (LAA) CREDIBOM/ LA ALUMÍNIOS/ MARCOS CAR (POR) Director: BROCO Hernani - 10001546728 DorsalNome121FERNANDES Luís122LEAÇA Gonçalo123MONTEZ Alexandre124CAIXAS Rodrigo125MEDEIROS João126NARCISO Diogo127DUARTE Emanuel (ATF) AP HOTELS & RESORTS /TAVIRA/ SC FARENSE (POR) Director: FITAS Vidal - 10051931760 DorsalNome131FERNANDEZ Delio132TRUEBA Alvaro133SALGUEIRO Carlos134BARBOSA Diogo135CAMPOS Francisco136SIMÃO Rúben137SILVA Afonso (ALL) AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR) Director: SILVA Américo - 10051516377 DorsalNome141DEL PINO Jesus142TIVANI German143DOMINGUEZ David144GONÇALVES Gaspar145CONTTE Tomas146VIEGAS Daniel147OYARZUN Carlos (PTL) PETROLIKE (MEX) Director: PLAZA David – 10001082441 DorsalNome151CAICEDO Jonathan152CAMARGO Diego153CADENA Edgar154CALLEJAS Edison155MACIAS Cesar156MENDOZA Omar157RICO Cristian (RPB) RADIO POPULAR - PAREDES - BOAVISTA (POR) Director: SANTOS José - 10051671274 DorsalNome161FONTE César162NUNES Hugo163LEAL Tiago164PENUELA Francisco165ROTA Raul166MARTINS João167GONÇALVES Hélder As camisolas correspondentes às várias classificações Vão ser quatro as camisolas em disputa, a Amarela do líder da Classificação Geral Individual, a Laranja Galp que distingue o ciclista que acumula maior pontuação nas Metas Volantes e Chegadas para a Classificação dos Pontos, a Azul para a classificação da montanha e a Branca para a Classificação da Juventude. Créditos: Podium Events Transmissão Para acompanhar a partir de quarta-feira, todos os dias na RTP1. Em www.topcycling.pt Todos os dias faremos pequenos resumos, com as classificações, após as etapas, fica atento ao nosso site. Fontes: Organização da Volta a Portugal. Fotografia: Volta a Portugal Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Peter Sagan Pendura a Bicicleta O dia 21 de julho de 2024 marcou a última corrida da carreira de Peter Sagan. O ídolo eslovaco já se tinha retirado do ciclismo de estrada no final de junho. O Anúncio Foi a atual equipa de Sagan que fez o anúncio acerca da sua última corrida. A equipa eslovaca, Team Pierre Baguette deu a notícia através da rede social X: https://twitter.com/pierrebagteam/status/1814891640089133180 A Retirada Peter Sagan já tinha feito a sua última corrida do escalão World Tour, o ano passado, pela TotalEnergies. Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Teve duas intervenções cirúrgicas ao coração, em fevereiro e março, depois de um episódio taquicardíaco anormal numa prova de Mountain Bike em Espanha. No entanto, continuou a correr na tentativa de obter a qualificação para os jogos olímpicos no XCO – soube em maio que a Eslováquia não conseguiu qualificar nenhum atleta para as Olimpíadas. Correu, então, a sua última corrida de estrada na Volta à Eslováquia em junho e fez agora a sua última corrida em cima de uma bicicleta, nos campeonatos nacionais da Eslováquia de Mountain Bike. A Carreira Peter Sagan pôs o ponto final a uma carreira brilhante com um segundo lugar na corrida de XCO dos campeonatos nacionais eslovacos. https://twitter.com/pierrebagteam/status/1815060236224414032 Sagan destacou-se pela sua capacidade ao sprint e nas corridas de um dia. O eslovaco terminou a carreira com muitas vitórias de destaque: três vezes campeão do mundo; sete vezes camisola verde no Tour de France (e 12 etapas); vencedor da Volta à Flandres; vencedor do Paris-Roubaix. Foram ao todo 121 vitórias ao mais alto nível a coroar um ciclista que apaixonou milhares de fãs pela sua personalidade e maneira de correr. Créditos: A.S.O./Pauline Ballet ### Tour de France 2024 | Etapa 21 |A consagração de Pogačar Última etapa da edição de 2024 do Tour de France. Pela primeira vez o Tour não acabou em Paris devido à realização dos Jogos Olímpicos e os ciclistas tinham um contrarrelógio individual de 34 quilómetros do Mónaco até Nice. Para muitos hoje foi dia de consagração e os ciclistas sem pretensões à vitória não arriscaram, mas com uma vitória de etapa para atribuir, muitos corredores deram tudo por tudo. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Última etapa de Cavendish no Tour Com a ordem de saída a ser inversa à classificação geral, muitos sprinters foram os primeiros a sair. Entre eles Mark Cavendish que hoje fez a sua última etapa no Tour de France. O ciclista britânico terminou a edição de 2024 na última posição, mas pouco importava pois foi uma das histórias desta corrida ao bater o record de vitórias de Eddy Merckx. História à parte, dos primeiros ciclistas a irem para a estrada, Leny Martínez fez um excelente contrarrelógio que o colocou na cadeira quente durante bastante tempo. https://twitter.com/eurosport/status/1815019432562803124 Pogačar continua a fazer história Lenny Martínez manteve-se com o tempo mais rápido durante algum tempo, até ser destronado por Harold Tejada. O colombiano manteve-se na frente até à saída dos ciclistas do top 10, num dia com poucas mudanças na cadeira quente. O top 10 confirmou o favoritismo à etapa e os ciclistas sucederam-se com o melhor tempo, primeiro por Derek Gee, depois por Matteo Jorgenson, Remco Evenepoel, Jonas Vingegaard e por fim, pelo vencedor da etapa Tadej Pogačar. O ciclista esloveno repetiu o feito do Giro d'Itália e venceu a classificação geral e seis etapas, continuando uma época que certamente vai ficar na história. Foram muitos os recordes batidos por Tadej Pogačar mas o mais impressionante é a dupla Giro-Tour, algo que ninguém conseguia desde Pantani em 1998. https://twitter.com/LeTour/status/1815076962563441109 Os portugueses Rui Costa e Nélson Oliveira fizeram um contrarrelógio sem grandes riscos, concluindo um Tour onde estiverem no apoio aos seus líderes. João Almeida acabou o contrarrelógio na quinta posição e confirmou o seu quarto posto na geral. Créditos: Sam-Buchli Top 10 etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates0:45:242 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike1:033 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:144 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike2:085 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates2:186 GEE DerekIsrael - Premier Tech2:317 LANDA MikelSoudal Quick-Step2:418 TEJADA HaroldAstana Qazaqstan Team2:509 BUITRAGO SantiagoBahrain - Victorious2:5310 YATES AdamUAE Team Emirates2:56 Classificação Geral final PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates83:38:562 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike6:173 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step9:184 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates19:035 LANDA MikelSoudal Quick-Step20:066 YATES AdamUAE Team Emirates24:077 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers25:048 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike26:349 GEE DerekIsrael - Premier Tech27:2110 BUITRAGO SantiagoBahrain - Victorious29:03 ### Valeu João Almeida! Top 5 nas três grandes voltas João Almeida é o primeiro ciclista português a fechar as três grandes Voltas no top 5.  Nice aguarda pela consagração de Tadej Pogacar e na sombra do campeão do Tour de France esteve, esta e estará João Almeida. "O Tour é o Tour", diz o pelotão. Por isso ainda hoje recordamos os pódios daqueles que nunca vimos dar uma pedalada. As vitórias de Joaquim Agostinho, o espírito pioneiro de Alves Barbosa, a camisola amarela de Acácio da Silva, as três etapas de Rui Costa. Créditos: Tour de Suisse - Sam-Buchli Se houvesse um panteão nacional do desporto João Almeida já lá estava, mas o Tour de France permitiu-lhe consolidar uma carreira que ainda vai a meio.  Aos 25 anos – faz 26 em agosto – melhorou o 5º lugar de José Azevedo (2004). Nem Agostinho fez melhor na estreia, em 1969, já que foi 8º na geral (embora com duas etapas ganhas). Valeu a pena esperar Foi preciso esperar 20 anos para voltar a ver um português entre os melhores do Tour de France. Valeu João Almeida! Valeu a pena esperar e valeu pela forma como o 4º lugar foi conquistado. Só falta defendê-lo no contrarrelógio na riviera francesa. Há quem opine que os fins justificam os meios. Eu opino que o trajeto é tão importante como o resultado. Ser o primeiro dos “normais”, atrás de três campeões de grandes Voltas e trabalhando para o melhor corredor que o mundo viu em muitas décadas… Chapeau! Um grande reserva de 1997 Permitam-me recuar a janeiro de 2018 e à primeira entrevista que fiz ao João Almeida. Era sub-23 de segundo ano e vinha de uma época com vitórias prometedoras em Turquia, Ucrânia e Itália. Senti algo de especial num atleta que acabava de chegar à Axeon. Discurso fluido, humildade e a cabeça no sítio. “Se fosse um vinho poderíamos classificá-lo como uma colheita capaz de produzir um grande reserva, que há 19 anos espera o melhor momento para ser aberto.” Escrevi o que pensava porque senti que o futuro prometia.  Não percebo nada de vinhos, Axel Merckx sim. Foi ele o sommeiller que decantou o talento do rapaz de A dos Francos. É um privilégio abrir uma garrafa grande reserva. O ritual pede um momento de instrospeção onde fechamos os olhos e recordamos todo o processo. Sabiam que nem João Almeida se via corredor de três semanas? Era nas clássicas e no contrarrelógio que se sentia confortável aos 20 anos. “Vejo-me com capacidade para subir, mas sei que tenho que trabalhar este ponto. Tento-me aplicar na subida porque o demais vem por acréscimo. Dizem que tenho um toque ganhador, mas o que gosto é do contrarrelógio porque sou eu e a bicicleta e normalmente ganha o mais forte.” O talento estava lá e seis épocas depois deverá confirmar o que nenhum português jamais conseguiu: fechar no top 5 Giro (3º e 4º), Tour (4º à espera da etapa final) e Vuelta (5º). Créditos: Sprint Cycling Agency - UAE Team Emirates Tadej Pogacar, Jonas Vingegaard e Remco Evenepoel serão os dominadores das “grandes” num futuro próximo. É difícil pedir mais a João Almeida, mas sonhar é grátis e há motivos para pensar que este é um atleta em pleno auge. Sem grande risco afirmo que o melhor ainda está por chegar. Quem sabe já na Vuelta que parte de Lisboa e onde se espera um banho de massas para a Pantera de A dos Francos. ### Tour de France 2024 | Etapa 20 | Mão cheia de vitórias A vigésima etapa do Tour de France ligou Nice ao Col de la Couillole ao longo de 133 quilómetros. Os ciclistas tinham quatro contagens de montanha, uma de segunda e três de primeira categoria para percorrer. Com o contrarrelógio da última jornada, esta era a última oportunidade para muitas equipas e ciclistas tentarem a tão desejada vitória de etapa e previa-se uma corrida muito partida com grande luta na fuga. https://twitter.com/IntermarcheW/status/1814629144564535716 Jornada começou a todo o gás Mal se deu o tiro de partida, a etapa começou a disputar-se com vários ciclistas a tentarem integrar a fuga do dia e com o grupo dos favoritos num ritmo alto. Daqui resultou uma primeira subida repleta de grupos e ciclistas completamente espalhados pela estrada. Depois de feita a subida inicial a corrida começou a ganhar forma. Wilco Kelderman, Enric Mas e Bruno Armirail destacaram-se na frente com a UAE Team Emirates a controlar atrás. https://twitter.com/LeTour/status/1814643492892610649 Quatro ciclistas juntaram-se à frente da corrida No decorrer da segunda ascensão do dia, mais quatro ciclistas conseguiram fazer a ponte para a frente da corrida. Jan Tratnik, Marc Soler, Romain Bardet e Richard Carapaz foram os ciclistas se juntaram ao trio da frente. Uns quilómetros depois, foi a vez de Halland Johannessen, Jasper Stuyven e Kevin Geniets chegarem à cabeça da corrida, que ficou assim com 10 elementos. Atrás, o grupo dos favoritos à geral começou a compor-se com um ritmo mais controlado da UAE Team Emirates, que fez com que muitos ciclistas conseguissem reentrar. https://twitter.com/LeTour/status/1814679162474406306 La Couillole decide etapa A situação de corrida manteve-se semelhante até à subida final. Os ciclistas em fuga levavam uma vantagem de três minutos para o pelotão, agora comandado pela Soudal Quick-Step. Carapaz e Mas foram os mais fortes dos fugitivos mas acabaram por ser alcançados por Pogačar e Vingegaard que contra-atacou Remco Evenepoel. O duelo de Vingegaard e Pogačar repetiu-se e os dois discutiram a etapa. O esloveno foi mais forte num sprint sem resposta de Vingegaard e venceu a sua quinta etapa no Tour de France. https://twitter.com/LeTour/status/1814694424284110985 Os portugueses Nelson Oliveira e Rui Costa, que estreou a sua nova bicicleta, fizeram uma etapa despercebida. João Almeida esteve no apoio a Tadej Pogačar e acabou a etapa na sexta posição a 1'28 do seu colega de equipa. O português praticamente garantiu o quarto posto, ganhando tempo a Landa antes do contrarrelógio da última etapa. Vídeo dos últimos quilómetros https://youtu.be/PzXk_ofXFyk?si=4bAJHrjK6PqgRpBo Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates4:04:222 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:073 CARAPAZ Richard EF Education - EasyPost0:234 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step0:535 MAS Enric Movistar Team1:076 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates1:287 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:338 LANDA MikelSoudal Quick-Step1:419 YATES AdamUAE Team Emirates1:4310 BARDET Romain Team dsm-firmenich PostNL1:52 Top 10 da Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates82:53:322 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike5:143 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step8:044 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates16:455 LANDA MikelSoudal Quick-Step17:256 YATES AdamUAE Team Emirates21:117 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers21:128 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike24:269 GEE DerekIsrael - Premier Tech24:5010 CICCONE GiulioLidl - Trek25:48 Perfil Etapa 21 - Contrarrelógio Fonte: Site oficial da prova ### A Nova Cannondale SuperSix EVO do Campeão Nacional Rui Costa O ciclista português Rui Costa, recentemente coroado campeão nacional, estreia hoje no Tour de France uma nova bicicleta Cannondale personalizada com as cores de Portugal. A marca, conhecida pelas suas personalizações arrojadas, criou uma pintura especial para celebrar a conquista do ciclista da equipa EF Education-EasyPost. Rui Costa com as cores nacionais no seu décimo terceiro Tour de France.Créditos: EF ProCycling A nova Cannondale SuperSix Evo de Rui Costa ostenta uma pintura personalizada que destaca as cores da bandeira nacional portuguesa, refletindo o orgulho e a conquista do título. Este design é único no pelotão e neste artigo mostramos todos os detalhes da bicicleta de Rui Costa. A Cannondale SuperSix Evo de Rui Costa A Cannondale SuperSix Evo, modelo lançado em março de 2023, faz parte da linha Lab71, que a linha topo de gana de materiais e tecnologias da marca. Utiliza a fibra de carbono Ultralight Series 0, que é mais rígida e mais leve do que as usadas em outros modelos. O dorsal 114 de Rui Costa, tem também o número "3" indicando o número de etapas que o ciclista português já venceu no Tour de France. Créditos: EF ProCycling A equipa EF Education-EasyPost opta por utilizar a versão Hi-Mod deste quadro, conhecida pela sua combinação de leveza e rigidez. Especificações técnicas Principais Transmissão: A bicicleta está equipada com um pedaleiro FSA K-Force, pratos de 54/40d, e uma cassete Shimano Dura-Ace 11-34d, que é a combinação utilizada na maioria das etapas. No entanto, durante o Tour de France já foram utilizadas outras combinações. Pratos FSA 54/40. Créditos: EF ProCycling Cassete 12V. 11/34 Créditos: EF ProCycling A medida utilizada por Rui Costa nos cranks do pedaleiro FSA é de 172,5mm. Medidor de Potência: O power2max, montado na aranha do pedaleiro FSA K-Force Team, permite a medição precisa da potência de cada perna. Cockpit: O guiador o Cannondale SystemBar R-One, feito em colaboração com a Momo design, garante uma total integração da cabelagem tendo em conta a aerodinâmica da bicicleta. O guiador de Rui Costa tem 380mm. de largura. Créditos: EF ProCycling Pedais: Rui Costa utiliza pedais Wahoo Zero Aero (de referir que a Wahoo comprou a Speedplay e estes pedais passaram a ser Wahoo). Os pedais Wahoo. Créditos: EF ProCycling Rodas e Pneus: As rodas Vision Metron 45 SL, com pneus tubeless Vittoria Corsa Pro de 28mm, oferecem a performance necessária para o Tour de France. Créditos: EF ProCycling As rodas têm uma largura externa de 33mm, optimizando o uso de pneus de maior volume. Selim: O selim Prologo Nago R4 137 é o modelo da Prologo utilizado por Rui Costa. Tem um recorte central para alívio de pressão. Ciclo computador ou GPS: A Wahoo é a marca patrocinadora da equipa, Rui Costa utiliza o modelo Element Bolt, montado na frente do cockpit integrado, de forma a controlar os dados do seu desempenho em tempo real. Créditos: EF ProCycling Os porta-bidões: Elite Leggero Carbon e bidões Elite Fly Tex personalizados, adicionam um toque final ao design da bicicleta. Créditos: EF ProCycling Peso e Preço A bicicleta pesa aproximadamente 7,4 kg (informação do mecânico da equipa, o também português Hélder Gomes). Um peso bem acima do limite mínimo da UCI, que são 6,8 kg. Créditos: EF ProCycling O preço anunciado pela marca (da versão normal da equipa EF Education Easy Post), é de cerca de 14.000,00 €. ### Specialized apresenta a nova bicicleta Status 2 A Specialized apresentou a sua nova bicicleta, a Status 2, uma bicicleta que segundo informa a marca, tem na versatilidade o seu maior atributo. A Status 2 é baseada na engenharia das bicicletas Stumpjumper e Epic e permite ao utilizador usá-la em vários tipos de terrenos devido à sua suspensão e travões que, segundo a Specialized, foram desenvolvidos a pensar na durabilidade. Condução A Status 2 apresenta uma geometria de trail agressivo atualizada mas escoras curtas. Segundo informa a Specialized, tem bastante compostura e um acentuado ângulo de tubo de selim, que mantém o ciclista numa posição centrada.  A Speciazlied informa também que a sua nova bicicleta está disponível nos novos modelos com as opções de 170mm e 170mm DH. Capacidade Cada montagem da Status 2 apresenta um chassis M5 em alumínio e rodas em liga. Para além disso tem uma suspensão e travões fortes e várias opções de transmissão. A Status 2 vem também com rodas mistas, como a antecessora Status, com roda da frente de 29’’ e a roda traseira de 27.5”. Esta nova bicicleta é afinada pela Specialized Ride Dynamics e as características do amortecedor foram desenhadas de modo a complementar a nova STATUS 2. Personalização Cada modelo da Status 2 apresenta flip chips localizados na ligação do pivot Horst, perto do eixo traseiro, o que permite ao ciclista uma afinação detalhada da geometria do quadro, de acordo com o seu tipo de condução ou terreno. A bicicleta vem de série na posição alta, mas pode ser mudada para a mais baixa e relaxada com o eixo pedaleiro 8 mm mais baixo e o ângulo de direção meio grau mais relaxado. Status 2 170 Tamanhos S1, S2, S3, S4, S5; Quadro em alumínio M5, roda mista; Forqueta pneumática FOX 38 FLOAT; Rhythm 170mm; Amortecedor de mola FOX DHX Performance; Transmissão Shimano Deore; Travões TRP Trail EVO; Butcher GRID TRAIL 29x2.3” à frente; Butcher GRID GRAVITY 27.5x2.3” atrás. Status 2 170 DH Tamanhos S2, S3, S4, S5 (no S0); Quadro em alumínio M5, roda mista; Forqueta RockShox BoXXer Select 180mm; Amortecedor de mola RockShox Super Deluxe Select; Transmissão de 7 velocidades SRAM GX DH; Travões SRAM Maven Bronze; Butcher GRID GRAVITY 29x2.3” à frente; Butcher GRID GRAVITY 27.5x2.3” atrás. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços da nova Specialized Status 2, clicando aqui no site da marca: www.specialized.com/pt . ### Tour de France 2024 | Etapa 19 | Pogačar sentencia o Tour O antepenúltimo dia do Tour de France ligava Embrun a Isola 2000 numa jornada com duas categorias extra e uma de primeira categoria ao longo de 145 quilómetros. Nesta jornada duríssima os ciclistas passavam pelo ponto mais alto deste Tour (Cime de la Bonette) e quem ainda tivesse planos para jogar tinha de começar já hoje. https://twitter.com/LeTour/status/1814272569039532266 Visma-Lease a Bike lança ciclistas para a fuga Hoje o dia era para puros trepadores e foram eles que formaram a fuga do dia. Jorgenson e Kelderman (Visma-Lease a Bike), Simon Yates (Team Jayco AlUla), Hindley (Red Bull - BORA - hansgrohe), Carapaz (EF Education - EasyPost) e Cristián Rodriguez (Arkéa - B&B Hotels) foram os ciclistas que se adiantaram ao pelotão. A fuga foi-se entendendo, com ciclistas a pensar na tática da equipa e outros com pretensões reais à etapa 19 do Tour de France. Apesar disso a UAE Team Emirates ia controlando a distância que nunca subiu a mais de cinco minutos, em mais um grande dia de trabalho para Nils Politt. https://twitter.com/LeTour/status/1814276882138820915 No topo da penúltima subida do dia, Cime de la Bonette, a situação de corrida mantia-se idêntica, com a fuga a levar ainda quase quatro minutos de vantagem e com as decisões a ficarem para Isola 2000. Nesta altura, Carapaz sumou 40 pontos e subiu à liderança da classificação da montanha, quando o grupo dos favoritos tinha apenas 18 ciclistas. https://twitter.com/EFprocycling/status/1814308252005405154 Isola 2000 Foi na última subida do dia, que levava os ciclistas a mais uma contagem acima dos 2000 metros de altitude, que se decidiu a etapa. O grupo dos fugitivos ganhou algum tempo na descida e iniciou a ascensão final a 4'30 minutos dos favoritos. Ainda no início da subida, Jorgenson atacou a seguiu sozinho na frente da corrida. O ataque de Pogačar surgiu ainda nos oito quilómetros finais, tentando o esloveno alcançar a frente da corrida. O Camisola Amarela alcançou a passou para a frente, vencendo a etapa e dando mais uma mostra de força e completa superioridade na temporada e no Tour de France. O segundo lugar ficou para Jorgenson e o terceiro para Simon Yates. https://twitter.com/LeTour/status/1814307792368402838 Portugueses no apoio aos líderes Numa etapa que começava muito dura, Nélson Oliveira descolou cedo e Rui Costa ajudou Richard Carapaz a integrar a fuga. João Almeida esteve no apoio a Pogačar até ao ataque do esloveno e terminou a etapa no 7.º posto a dois minutos de Tadej Pogačar. Vídeo resumo da etapa 19 https://youtu.be/zN_jwgI-73g?si=DmK0QaLpUsRP2bG7 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates4:04:032 JORGENSON Matteo Team Visma | Lease a Bike0:213 YATES Simon Team Jayco AlUla0:404 CARAPAZ Richard EF Education - EasyPost1:115 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:426 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike,,7 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates2:008 LANDA MikelSoudal Quick-Step,,9 KELDERMAN Wilco Team Visma | Lease a Bike2:5210 GEE DerekIsrael - Premier Tech3:27 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates78:49:202 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike5:033 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step7:014 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates15:075 LANDA MikelSoudal Quick-Step15:346 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers17:367 YATES AdamUAE Team Emirates19:188 GEE DerekIsrael - Premier Tech21:529 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike22:4310 CICCONE GiulioLidl - Trek22:46 Perfil etapa 20 Fonte: Site oficial da prova ### Cervélo Áspero 2024 | Teste Fui até Espanha, na zona das "Montañas Vacias" em Albarracín, para testar a segunda geração da Cervélo Áspero. Quando o modelo anterior de uma bicicleta é muito bem conseguido torna-se difícil melhorá-lo, é o caso da Áspero, cuja primeira geração teve imenso sucesso. Os responsáveis da marca não complicaram e mexeram só onde podiam melhorar. Vídeo do teste https://youtu.be/I5O7m45IIkA Destaques Direção Semi-integrada: Esta opção simplifica a manutenção e operação de desmontar guiador para quem viaja frequentemente, no entanto permite total integração de cabos com o avanço da Cervélo. Bloco Pedreiro de Rosca e Assimétrico: Contribui para a redução de peso do quadro e é compatível com maior variedade de potenciómetros. Suporte Máximo de Prato: Até 46 dentes. Bolsa Top Tube Incluída: Vem incluída com a bicicleta uma bolsa Top Tube da Cervélo Mais Sloping: Embora a geometria se mantenha, esta versão tem mais sloping. Menor inserção do espigão de selim permite maior flexão e conforto. Forqueta Melhorada: Menos rígida para aumentar o conforto e a estabilidade nas descidas. Flip Chip na Forqueta: Permite ajustar e adaptar a sensação de pilotagem sem alterar o ângulo de direção. Capacidade de Pneus: Agora suporta pneus 700x45 mm, comparado aos 40 mm. da versão anterior. (Com rodas 650b permite pneus de 48mm). Novo quadro, mais versatilidade A nova Cervélo Áspero mantém a estética, praticamente a mesma geometria e aerodinâmica da geração anterior, com tubos de formato "U" na parte inferior e cablagem interna, que lhe confere uma aparência mais limpa. Na geometria muda somente a medida das escoras inferiores, que são 5mm. mais compridas que na versão anterior e a redução da altura do tubo superior (explico abaixo qual o objectivo). Apesar de ser muito parecido com a versão anterior, o novo quadro tem melhorias que tornam a bicicleta ainda mais completa. A Áspero agora tem um dropout de desviador (UDH) Universal, o que facilita a sua substituição e permite o uso de outros desviadores SRAM no futuro. Também possui uma proteção robusta no tubo inferior, para proteger impactos de pedras, bem como uma faixa de borracha na escora inferior, para proteger dos impactos da corrente. O quadro tem compatibilidade com espigões telescópicos, opção para montagem de uma bolsa no tubo superior sem a utilização de fitas (a bicicleta é vendida inclusive com uma bolsa Cervélo Top Tube) e tem espaço para três suportes de bidon. Sistema TrailMixer O flip chip TrailMixer no eixo da forqueta permite ajustar o recuo da forqueta em 5 mm., alterando a experiência de pedalada, mais nervosa e reactiva, ou mais relaxada e estável, independentemente do tamanho dos pneus. A alteração da posição do flip chip TrailMixer não altera a geometria da bicicleta. Pedalei sempre na mesma posição, não testei o flip chip TrailMixer, pareceu-me uma bicicleta bastante estável e segura em descida. Nova forqueta para aumentar o conforto A Cervélo ouviu e recolheu as opiniões sobre a versão anterior, que relatavam uma bicicleta demasiado rígida na frente. Desta forma, a marca ajustou a rigidez da frente da bicicleta, tornando-a menos rígida para melhorar o conforto e a condução. Maior Capacidade de Pneus O tubo horizontal foi rebaixado na zona traseira, diminuindo a zona de inserção do espigão de selim, aumentando a flexibilidade e o conforto. Uma das mudanças mais notáveis é o aumento da capacidade dos pneus. A Áspero agora pode acomodar pneus de até 700c x 45 mm. tendo ainda assim 6 mm. entre pneu e quadro (para lama, por exemplo), ou pneus 650b x 48 mm., independentemente de estar equipada com uma transmissão 1x ou 2x. A versão que tive oportunidade de testar estava equipada com uns pneus 700cX45mm. Kenda Alluvium, que me surpreenderam bastante pela positiva, pela capacidade roladora mas principalmente pela aderência em curva. (A bicicleta traz pneus WTB de fábrica, e não estes Kenda Alluvium). Experiência a pedalar Nubca testei a versão anterior, pelo que só posso passar as sensações que tive com a versão atual. As minhas expectativas eram altas, pois já tinha ouvido falar bem da primeira geração da Áspero, e a bicicleta não defraudou. Embora a Cervélo Áspero seja uma bicicleta de gravel orientada para a performance, ela é bastante estável, confortável e divertida. Testei a versão mais cara (XPLR 1X Reserve), que demonstrou ter um equilíbrio fantástico de rigidez e conforto. A bicicleta é rápida e reactiva, mas diria que grande parte destas sensações se devem às fantásticas rodas Reserve 40mm., o equipamento que mais me surpreendeu no conjunto, estas rodas deixam qualquer um sem palavras, somente com um sorriso nos lábios. A Cervélo Áspero é rápida e eficiente tanto em estradas de terra batida como em asfalto, durante o dia em que pedalei com a bicicleta não consegui encontrar um ponto menos positivo para vos poder falar, os senhores da Cervélo conseguiram construir uma bicicleta equilibrada, que ser vem quem gosta de competir e andar rápido, mas também quem quer fazer o seu bikepacking calmamente apreciando a paisagem. Conclusão A segunda geração da Cervélo Áspero é mais propriamente um pequeno aperfeiçoamento da versão anterior do que uma bicicleta completamente nova, o que na minha opinião é positivo, se a marca tinha uma boa máquina, para quê alterar tudo só para dizer que tem um produto novo e revolucionário? Apesar da Cervélo afirmar que esta é uma bicicleta orientada para o rendimento, aplicando pormenores e preocupações aerodinâmicas no quadro, existem pormenores práticos que tronam a bicicleta muito versátil e completa. O espaço de 6mm. entre pneu e quadro (com pneus 45mm. montados), para dar alguma margem barro, a capacidade de suportar três bidons, os parafusos de fixação da bolsa top tube ou até mesmo a proteção do quadro na zona do bloco pedaleiro, fazem desta bicicleta uma opção muito válida para quem deseja uma Gravel de Aventura. De todas as gravel que testei, esta é certamente uma das mais completas, na minha opinião falta só um espaço de armazenamento no quadro, mas compreende-se que não o tenha pois iria acrescentar peso e sendo uma bicicleta com foco no desempenho não faria sentido. Estejas à procura de uma bicicleta de gravel de alto desempenho, ou de aventura, a Áspero é um modelo a ter em conta. Ainda assim, aqueles que gostam de andar rápido vão explorar e sentir melhor as capacidades da bicicleta. Disponibilidade Podes ver da disponibilidade para entrega, e saber quais os pontos de venda Cervélo em Portugal, aqui em Bicimax.com Geometria Size (cm)485154565861Stack (mm)505530555580605630Reach (mm)370379388397406415Seat Tube Angle (degrees)74.57473.5737373Effective TT Length (mm)512532553575591608Head Tube Angle (degrees)7171.572727272Fork Offset (RWD/FWD, mm)52/5749/5446/5146/5146/5146/51Head Tube Length (mm)83107133159188214Bottom Bracket Drop (mm)78.578.5767673.573.5Front Center (mm)577/582587/592597/602614/619631/637648/654Chain Stay Length (mm)425425425425425425Standover (mm)681704733757784808Wheelbase (mm)990/995999/10041010/10151028/10331046/10511063/1068 ### Tour de France 2024: Etapa 18 - Brilham os Homens das Clássicas A Etapa 18 do Tour de France ligou Gap a Barcelonnette (179.5km de extensão). Esperava-se que a fuga lutasse pela etapa antes das duas últimas etapas de alta montanha (vídeo resumo da Etapa no final do artigo). A fuga do dia Ao contrário da Etapa 17, a fuga do dia formou-se nos primeiros quilómetros. A corrida contou com uma fuga com cerca de 36 ciclistas, com alguns nomes fortes como Richard Carapaz (EF Education – EasyPost), Wout Van Aert (Team Visma | Lease a Bike) ou Geraint Thomas (INEOS Grenadiers). Créditos: A.S.O./Billy Ceusters A etapa contou com cinco contagens de terceira categoria, onde os elementos da fuga foram atacando e selecionando a frente da corrida. As Movimentações decisivas A 39km do fim, Michal Kwiatkowski (INEOS Grenadiers) atacou e criou uma separação. Atrás do polaco, criou-se um grupo perseguidor com Mattéo Vercher (TotalEnergies), Victor Campenaerts (Lotto Dstny) e Toms Skujins (Lidl – Trek). Os dois primeiros juntaram-se à frente da corrida, mas Skjuins acabou por ceder. https://twitter.com/LeTour/status/1813947018403881169 A etapa ficou, então, com três ciclistas destacados. Atrás deles, um grupo perseguidor com Bart lemmen (Team Visma | Lease a Bike), Skujins, Hindley (Red Bull - BORA - hansgrohe), Krists Neilands (Israel - Premier Tech) e Oier Lazkano (Movistar Team). Apesar dos esforços dos perseguidores, a colaboração funcionou e a frente da corrida não seria mais apanhada. Antes da chegada à meta, Vercher ainda atacou no último quilómetro, mas a etapa seria decidida num sprint a três. Campenaerts foi o mais forte – a primeira vitória de etapa do belga no Tour de France. Vercher foi segundo e Kwiatkowski terceiro. https://twitter.com/LeTour/status/1813967988111868414 Dia no Pelotão No pelotão, ao contrário do que aconteceu na etapa 17, não houve qualquer ataque até ao fim. Todos os ciclistas que lutam pela classificação geral chegaram no mesmo grupo, a 13:40’ do vencedor. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Os Portugueses Rui Costa (EF Education – EasyPost) tentou fazer parte da fuga do dia, hoje sem sucesso. Terminou no pelotão, com João Almeida (UAE Team Emirates) e Nelson Oliveira (Movistar Team), num dia tranquilo para os portugueses. Veja aqui o vídeo resumo da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=JKZ9PbNO65c&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Victor CampenaertsLotto Dstny4:10:202Mattéo VercherTotalEnergies“3Michal KwiatkowskiINEOS Grenadiers“4Toms SkujinsLidl - Trek0:225Oier LazkanoMovistar Team“6Bart LemmenTeam Visma | Lease a Bike“7Krists NeilandsIsrael - Premier Tech“8Jai HindleyRed Bull - BORA - hansgrohe“9Wout Van AertTeam Visma | Lease a Bike0:3710Michael MatthewsTeam Jayco AlUla“ Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates61:56:242Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike3:113Remco EvenepoelSoudal Quick-Step5:094João AlmeidaUAE Team Emirates12:575Mikel LandaSoudal Quick-Step13:246Carlos RodríguezINEOS Grenadiers13:307Adam YatesUAE Team Emirates15:418Giulio CicconeLidl - Trek17:519Derek GeeIsrael - Premier Tech18:1510Santiago BuitragoBahrain - Victorious18:35 Perfil da Etapa 19 Fonte: Site Oficial do Tour de France ### É Oficial: Astana Qazaqstan Team recebe novo Investidor A Astana Qazaqstan Team confirmou que vai receber um novo investidor para 2025: a empresa chinesa XDS Carbon-Tech, que detém uma das maiores produtoras de bicicletas do mundo. As mudanças A XDS Carbon-Tech vai entrar na Astana Qazaqstan Team como um dos principais patrocinadores da equipa em 2025. Alexander Vinokourov, o chefe da equipa, deve manter o seu lugar na estrutura, mas esperam-se algumas mudanças. Créditos: A.S.O./Aurélien Vialatte O investimento, que se espera avultado, será usado para contratar novos ciclistas que permitam à equipa marcar pontos UCI suficientes para se manterem no nível World Tour depois do triénio que inicia em 2026. A equipa deverá passar a ser registada como uma equipa chinesa, e usará bicicletas da marca XDS (as bicicletas X-Lab). https://twitter.com/AstanaQazTeam/status/1812774003804692837 As declarações de Vinokourov O chefe da equipa Cazaque (por enquanto), falou um pouco aos canais oficiais da equipa sobre a mudança: “Temos procurado diligentemente por um investidor capaz de levar a equipa para o próximo nível de desenvolvimento. Estamos contentes com a partilha de objetivos e visão de futuro (...) Percebemos que a equipa e o projeto vão encarar mudanças significativas, mas estamos prontos. Estou muito feliz por fazer parte deste projeto e olho para o futuro com grande entusiasmo”. Alexander Vinokourov Possíveis contratações De momento, o nome mais falado para reforçar a equipa de Vinokourov é Kaden Groves. Com o período Cavendish a terminar, e com o ciclista australiano “tapado” por Jasper Philipsen na Alpecin – Deceuninck, surge então a alternativa para o novo sprinter da equipa. Créditos: A.S.O./Alex Broadway Mas já em maio deste ano Vinokourov tinha apontado alguns possíveis nomes para assumir a liderança da equipa. Entre eles, o nome de João Almeida. O próprio Vinokourov afirmou: “Porque não Simon Yates ou João Almeida? Não sei se estarão no mercado, mas poderiam ser uma solução. Vamos ver”. A opção João Almeida parece pouco provável, devido ao contrato do português que dura até 2026, mas o mais recente investidor no mundo do ciclismo promete agitar o mercado para 2025. ### Tour de France 2024 | Etapa 17 | Todos querem vencer A 17.ª etapa do Tour de France ligava Saint-Paul-Trois-Châteaux a Superdévoluy numa distância de 178 km. Tinha no perfil uma fase inicial de falso plano com cerca de 140 km antes da chegada das primeiras montanhas. A partir daqui os ciclistas tinham à sua espera três contagens de montanha em pouco mais de 30 km, uma de segunda, uma de primeira e uma de terceira categoria que culminava com o final da etapa. A.S.O. - Charly_Lopez Etapa frenética desde início Depois de um dia muito sossegado, a etapa 17 foi tudo menos calma e nos quilómetros iniciais já havia tentativas de bordures com grupos partidos ao longo da estrada. As tentativas de fuga foram-se sucedendo mas a jornada ia rápida e com tanta gente a querer ir para a frente, os ciclistas acabavam por se anular sucessivamente. https://twitter.com/LeTour/status/1813531651244503380 Quarteto distancia-se do pelotão Tiesj Benoot, Bob Jungels, Romain Grégoire e Cort Nielsen conseguiram adiantar-se e formaram uma das poucas fugas que se conseguiu manter organizada na frente da corrida. Com partes da jornada em que a média se fazia a uma velocidade superior a 50 km/h e com o cansaço já acumulado, o pelotão ia-se partindo formando grupos e grupetos pelas estradas francesas. Nesta altura o quarteto de ciclistas mantia-se na frente, mas, com o ritmo que se fazia no pelotão, nunca teve grandes esperanças de vencer a etapa. https://twitter.com/LeTour/status/1813545247978262716 Grupo gigante disputa etapa Ainda antes da primeira subida, um grupo de quase 50 ciclistas saiu do pelotão e, não tendo ninguém que ameaçasse a geral, rapidamente ganhou cinco minutos ao grupo dos favoritos. Num grupo tão numeroso e sem interesse atrás para perseguir, percebeu-se que era daqui que ia sair o vencedor da etapa, que nesta altura já estava na sua fase mais complicada. Muitos ciclistas tentaram fazer a ponte para a frente da corrida enquanto que outros iam sofrendo e perdendo o contacto quando o grupo dos favoritos já vinha a quase oito minutos. https://twitter.com/LeTour/status/1813564700912968141 Carapaz na frente e Pogačar ao ataque Simon Yates e Richard Carapaz foram dois dos ciclistas mais fortes no grupo fugitivo e os dois juntaram-se na frente, na subida de segunda categoria. Nesta altura Carapaz distanciou-se do britânico e passou na frente antes da descida que levava à última subida do dia. No grupo dos favoritos Pogačar atacou e, apesar da pronta resposta de Vingegaard e Evenepoel conseguiu distanciar-se aos adversários. Richard Carapaz acabou por chegar sozinho na frente e venceu uma etapa já há muito tempo procurada pelo equatoriano e pela EF Educations First. Carapaz completou assim o tríptico de vitórias nas três Grandes Voltas. Simon Yates ficou no segundo lugar e Enric Mas na terceira posição. https://twitter.com/LeTour/status/1813587456719221221 Remco ganha tempo à concorrência. Depois de alcançarem Pogačar, os três primeiros à geral seguiram juntos antes de novo ataque de Remo Evenepoel. O ciclista belga distanciou-se e ganhou 10 segundos a Pogačar e 12 a Vingegaard, em mais um dia espetacular de ciclismo neste Tour de France. João Almeida esteve no apoio a Pogačar e manteve a quarta posição na geral do Tour. Top 10 etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 CARAPAZ RichardEF Education - EasyPost4:06:132 YATES SimonTeam Jayco AlUla0:373 MAS EnricMovistar Team0:574 DE PLUS LaurensINEOS Grenadiers1:445 ONLEY OscarTeam dsm-firmenich PostNL,,6 MARTIN GuillaumeCofidis2:367 CORT Magnus Uno-X Mobility2:388 POELS WoutBahrain - Victorious2:399 JEGAT JordanTotalEnergies,,10 ARANBURU AlexMovistar Team, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates70:21:272 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike3:113 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step5:094 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates12:575 LANDA MikelSoudal Quick-Step13:246 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers13:307 YATES AdamUAE Team Emirates15:418 CICCONE GiulioLidl - Trek17:519 GEE DerekIsrael - Premier Tech18:1510 BUITRAGO SantiagoBahrain - Victorious18:35 Vídeo-resumo https://www.youtube.com/watch?v=vAE3Km0voVI&ab_channel=EurosportCycling Perfil da Etapa 18 Fonte: Site oficial da prova ### João Almeida: “Serei co-líder na Vuelta” João Almeida, numa entrevista ao jornal Marca, abordou vários assuntos, entre eles o Tour de France, Juan Ayuso e a Vuelta a España. A etapa 15 do Tour de France João Almeida começou por dizer que a etapa 15 foi um dia muito duro, mas que tentou ajudar Pogacar em tudo o que fosse possível. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Sobre o ataque de Vingegaard, o português afirmou que acreditava que “estivesse demasiado confiante porque já tinha ganho uma etapa”. Adicionou que acredita que Vingegaard “poderia ter atacado ou não, mas que Pogacar ganharia sim ou sim, porque estava muito forte”. A Forma de Correr O português foi questionado sobre a sua forma de correr, com destaque para a sua calma e capacidade de manter o ritmo. João Almeida foi perentório na resposta: “Ou a tens ou não a tens, é um pouco como a maneira de ser. Sempre fui assim e é uma das coisas que me define. É uma questão psicológica, e eu considero-me psicologicamente forte, duro, e creio que é uma das minhas vantagens”. João Almeida Créditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency 2023 O Pódio no Tour O português da UAE Team Emirates abordou a realidade de correr com Pogacar. Afirmou que é “bastante especial, porque é um dos ciclistas mais importantes da historia”. Trabalhar para o esloveno não é um problema para Almeida, que afirma ter “ótimas sensações” quando faz esse trabalho. Juan Ayuso Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse Sobre Ayuso, e os desentendimentos durante o Tour de France, afirmou ser “algo normal”. O português disse ao jornal espanhol que “havia um plano, que teve de ser alterado. Mas são coisas que podem acontecer durante uma corrida. No fim do dia, ficou tudo bem”. A Vuelta a España Sobre as pretensões na Vuelta a España, João Almeida deixou boas noticias para os fãs portugueses: “Eu e o Yates vamos ser co-líderes da equipa na Vuelta. Há que recuperar bem do Tour, mas acredito que vou chegar bem e vou tentar lutar pela classificação geral” João Almeida em declarações ao Marca https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1802012666157744381 ### Tour de France 2024 | Etapa 16 | Luta pela Verde ao rubro A etapa 16 do Tour de France era a última oportunidade para os puros sprinters lutarem por uma etapa, num dia com quase 190 km, mas apenas com uma contagem de quarta categoria. Com o Tour a chegar à sua fase decisiva, o percurso vai endurecer, fazendo desta etapa uma das mais decisivas para a Classificação Geral dos Pontos. A.S.O. - Billy Ceusters Gachignard adianta-se ao pelotão Apesar de ser nas terceiras semanas das Grandes Voltas que as fugas têm mais mais probabilidade de vencer devido às equipas estarem cansadas e incompletas, quase ninguém se quis aventurar. Depois da passagem do pelotão pelo sprint intermédio, Thomas Gachignard (TotalEnergies) adiantou-se, mostrando as cores da sua equipa durante alguns quilómetros. As equipas dos favoritos ao dia de hoje nunca deram grande liberdade ao ciclista francês, mantendo a distância controlada para não haver surpresas. Gachignard foi alcançado quando ainda faltavam 25 km para o fim, numa altura em que a tensão no pelotão começava a aumentar à media que se posicionavam os comboios. https://twitter.com/LeTour/status/1813213903528051039 Etapa disputada ao sprint Biniam Girmay, líder da Classificação por Pontos caiu numa rotunda nos quilómetros finais e não disputou a etapa. A Alpecin-Deceuninck conseguiu manter três ciclistas até aos metros finais e Jasper Philipsen rematou o trabalho da equipa com a vitória, num excelente lançamento de Van der Poel. Alexander Kristoff ficou na segunda posição e Phil Bauhaus terminou a etapa no terceiro lugar. Com estes 50 pontos, Philipsen aproximou-se muito da liderança de Girmay para a Camisola Verde o que vai animar ainda mais as próximas etapas. Para além disso, o belga igualou Girmay e Pogačar com três vitórias neste Tour de France. https://twitter.com/LeTour/status/1813238811733737483 Vídeo últimos quilómetros https://youtu.be/8d_e9IUAm98?si=3bX5WccjRvTtm4eI Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PHILIPSEN JasperAlpecin - Deceuninck4:11:272 BAUHAUS PhilBahrain - Victorious,,3 KRISTOFF AlexanderUno-X Mobility,,4 BENNETT SamDecathlon AG2R La Mondiale Team,,5 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike,,6 ACKERMANN PascalIsrael - Premier Tech,,7 COQUARD BryanUno-X Mobility,,8 WÆRENSKJOLD SørenUno-X Mobility,,9 GIBBONS RyanLidl - Trek,,10 VAN POPPEL DannyRed Bull - BORA - hansgrohe,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates67:35:562 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike3:343 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step5:444 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates11:195 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers11:456 LANDA MikelSoudal Quick-Step11:467 YATES AdamUAE Team Emirates14:038 GEE DerekIsrael - Premier Tech16:129 CICCONE GiulioLidl - Trek16:1310 BUITRAGO SantiagoBahrain - Victorious16:57 Perfil da etapa 17 Fonte: Site oficial da prova ### Campeonatos Nacionais de XCO 2024 - Rescaldo Decorreram, no passado fim de semana de 13 e 14 de julho, os campeonatos nacionais de XCO. A prova da disciplina olímpica teve lugar no Centro Desportivo Nacional do Jamor (vídeo resumo das corridas no fim do artigo). Corrida Elites Masculinos Na corrida masculina, o grande vencedor foi Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos). Chegou com o tempo de 1:34:31, depois do segundo lugar que registou nos Campeonatos Nacionais de 2023. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo O vencedor do ano passado, Roberto Ferreira (Guilhabreu), ficou em segundo na prova, a 2:42’ do vencedor. A fechar o pódio ficou João Rocha (Clube BTT Matosinhos), a 4:40’ do primeiro lugar. O fim de semana foi muito positivo para Ricardo Marinheiro, que também ganhou a prova de XCC. TOP 10 da Corrida Masculina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Ricardo MarinheiroClube BTT Matosinhos1:34:312Roberto FerreiraGuilhabreu MTB Team+ 2:423João RochaClube BTT Matosinhos+ 4:404Luís Pereira + 5:415Filipe FranciscoCDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira+ 6:026Bruno NunesStrix Bike Team+ 7:167José Ribeiro + 7:438Rui FerreiraAXPO / FirstBike Team / Vila do Conde+ 10:289Bruno SanchoSAGIPER / NSCP Mortágua+ 11:1910Miguel AlvesSAGIPER / NSCP Mortágua+ 12:45 Corrida Elites Femininas Na corrida feminina, Raquel Queirós (BH Coloma Team) voltou a ser coroada campeã nacional de XCO. A atleta portuguesa, já com participações nos jogos Olímpicos, subiu ao lugar mais alto do pódio pela sexta vez na carreira. Terminou com o tempo de 1:39:10. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Em segundo lugar chegou Ana Santos (Guilhabreu MTB Team), a 2:34’ da frente da corrida. Em terceiro lugar ficou Leandra Gomes (SAERTEX Portugal/Edaetech), a 16:46’ da primeira classificada. Também nas elites femininas se repetiu o primeiro lugar na corrida XCC e XCO. Raquel Queirós foi, assim, a grande vencedora do fim de semana. TOP 6 da Corrida Feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Raquel QueirósBH COLOMA TEAM1:39:102Ana SantosGuilhabreu MTB Team+ 2:343Leandra GomesSAERTEX Portugal / Edaetech+ 16:464Tânia LimaSAERTEX Portugal / Edaetech+ 2 voltas5Andreia FreitasBTT Seia+ 3 voltas6Adriana GomesRodactiva/Golden Club Cabanas+ 4 voltasDNSRaquel RibeiroJR87racing Team- ADCAlfarazes-Guarda Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Jonas Vingegaard: Não vou correr para ser segundo Tadej Pogacar é o Rei dos Pirinéus nesta edição do Tour de France, nestas etapas demonstrou consistência e superioridade sobre toda a concorrência, especialmente sobre o maior rival Jonas Vingegaard. No entanto, tanto Jonas Vingegaard mantém-se determinado a conquistar a camisola amarela no Tour de France, apesar da sua posição atual de segundo lugar. Mesmo após uma nova perda de tempo, Vingegaard admite em entrevista no dia de descanso, que continua a acreditar plenamente nas suas capacidades e na possibilidade de virar a classificação a seu favor. “Nunca quebro mentalmente,” afirma o ciclista dinamarquês. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Tanto Vingegaard como a equipa Visma - Lease a Bike pensam como campeões (e essa atitude viu-se refletida nas estrada durante a etapa 15, quando atacaram e assumiram a corrida), eles já venceram o Tour e não vão correr para fazer segundo ou terceiro. Este é o "Mind Set". Determinação inabalável Vingegaard diz que mostrou bom desempenho no Plateau de Beille, mas reconhece a superioridade temporária de Tadej Pogacar, “Se alguém é melhor, temos que aceitar isso. Ele [Pogacar] está melhor neste momento, mas eu também espero poder fazer melhor na terceira semana.” Créditos: A.S.O./Charly Lopez Atitude de Campeão Com a diferença na classificação geral agora a aumentar para três minutos e nove segundos, Vingegaard não se resigna ao resultado atual. “Eu não aceito este resultado. Já ganhei esta competição duas vezes, não vim aqui para ficar em segundo lugar e farei tudo o que puder vencer novamente.” Enquanto alguns poderiam optar por defender a posição atual, Vingegaard mantém o foco no topo da classificação geral, a palavra dentro da equipa Visma - Lease a Bike é o ataque e não a defesa, admitindo que Remco Evenepoel também está forte. “O Remco [Evenepoel] também está a andar muito bem. Vimos isso ontem e antes de ontem. Mas, para ser sincero, não olho para trás, olho para frente. Prefiro tentar atacar o Tadej.” Créditos: A.S.O./Charly Lopez As grandes voltas têm três semanas Ciente das imprevisibilidades das últimas semanas do Tour, Vingegaard acredita que ainda há espaço para mudanças significativas. “O Tadej parece muito forte neste momento. Mas também sabemos que no passado ele teve um dia mau na terceira semana. Muita coisa ainda pode acontecer. Eu nunca quebrei mentalmente, vou continuar a lutar com tudo que tenho. Ainda não perdi a fé,” conclui Vingegaard. Créditos: A.S.O./Charly Lopez É verdade que Tadej Pogacar parece mais consistente que em 2023, assim como Jonas Vingeaard parece uns pontos abaixo do que esteve em anos anteriores (virtude da queda grave que teve no País Basco em Abril), mas a terceira semana e a dureza das ultimas etapas podem causar surpresas que nem um, nem outro esperam. Não obstante os três minutos serem uma vantagem sólida, qual a vossa opinião, o Tour de France 2024 está resolvido a favor de Tadej Pogacar, ou Jonas Vingegaard ainda consegue virar a corrida a seu favor. Debatam, respeitosamente. ### Elisa Longo Borghini vence o Giro Italiana conquistou a corrida na 12ª presença. É o primeiro Giro de Itália para Elisa Longo Borghini e a primeira “grande” para a Lidl-Trek feminina. Tentou, tentou e voltou a tentar... e à 12ª presença Elisa Longo Borghini finalmente venceu o Giro de Itália! A vitória só foi confirmada nos metros finais de uma última etapa tensa. O motivo? A separação de apenas um segundo entre a líder da geral e a 2ª classificada, Lotte Kopecky (SD Works). Longo Borghini sabia com três ciclistas em fuga tinha resolvida a questão das bonificações. Remeteu-se à roda da rival e ainda sprintou para distanciar Kopecky na meta em L'Aquila. Sonho cumprido para a melhor italiana desta geração, que ao TopCycling reconheceu em janeiro que o Giro era o principal objetivo do ano. Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse Vitória das Ilhas Maurícias A Lidl-Trek foi inteligente, soube controlar a situação e contou com três valentes corredoras que atacaram já dentro dos 40 km finais de uma jornada dura nos Abruzos. Franziska Koch, Ruth Edwards e Kimberley (Le Court) Pienaar deram corpo à ambição da fuga em discutir a etapa e tiveram pernas. Ganhou Pienaar (Soudal Quick-Step)! Vitória das Ilhas Maurícias pela primeira vez no Giro e mais um triunfo para África, neste caso para um remoto arquipélago situado no oceano Índico. Créditos: Lapresse Longo Borghini liderou do início ao fim Pela quinta vez uma italiana ganha o Giro, o que não acontecia há 16 anos. Fabiana Luperini, conhecida como a "Pantanina", tinha sido a última a consegui-lo em 2008. Longo Borghini liderou do início ao fim, tal como Annemiek Van Vleuten em 2023 e Nicole Brandli em 2005. Já Lotte Kopecky fica com a consolação de se tornar a primeira belga no pódio do Giro. ### Tour de France 2024 | Crónica da Etapa 15 | Dia de KO? A etapa 15 do Tour de France ligou Loudenvielle a Plateau de Beille (197,7km de extensão). Esperava-se um dia muito difícil para os ciclistas. A etapa, que passou nos Pirenéus, contou com quatro contagens de primeira categoria e uma de categoria especial - última subida com 15,7km a 7,8% (vídeo resumo da etapa no fim do artigo). Fuga do dia A fuga do dia formou-se cedo e contou, inicialmente, com cerca de 20 ciclistas. https://twitter.com/LeTour/status/1812442475916619841 Sucessivas movimentações foram selecionando a fuga. Chagaram cinco ciclistas à última subida, com cerca de 2:40’ sobre o pelotão: Laurens De Plus (INEOS Grenadiers); Jai Hindley (Red Bull - BORA – hansgrohe); Richard Carapaz (EF Education – EasyPost); Enric Mas (Movistar Team); e Tobias Halland Johannessen (Uno-X Mobility). No pelotão, a Team Visma | Lease a Bike esteve no comando das operações durante toda a etapa. Última subida do dia Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Praticamente no início da última subida do dia, Matteo Jorgenson (Team Visma | Lease a Bike) impôs um ritmo alto, selecionando muito o pelotão - João Almeida (UAE Team Emirates) descolou do pelotão nesta altura. A 10,5km do fim da etapa, o ataque de Jonas Vingegaard (Team Visma | Lease a Bike). Apenas Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) conseguiu seguir a roda do dinamarquês, e os dois rapidamente alcançaram Carapaz, o último resistente da fuga. A corrida ficou, então, entregue ao duelo do costume. Pogacar seguiu na roda de Vingegaard até aos 5km para o fim. Atacou nessa altura, sem reação do dinamarquês. O esloveno seguiu sozinho na frente da corrida. https://twitter.com/LeTour/status/1812504906684584206 A partir daqui, Pogacar aumentou a sua vantagem a cada quilómetro percorrido. Chegou isolado à meta, somando a terceira vitória de etapa no Tour de France. Vingegaard chegou em segundo a 1:08'. Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) fechou o pódio da etapa a 2:51' do vencedor. https://twitter.com/LeTour/status/1812514398529061034 Os Portugueses João Almeida fez uma etapa tremenda. Descolou no inicio da última subida e meteu o seu ritmo. Chegou em quinto na etapa, ganhando tempo a Carlos Rodríguez (INEOS Grenadiers) na luta pelo quarto lugar da classificação geral. Rui Costa (EF Education - EasyPost) trabalhou no início da etapa para ajudar Carapaz a chegar à fuga. Tanto Rui Costa como Nelson Oliveira (Movistar Team) chegaram a alguns minutos do vencedor, depois de um dia muito difícil nas montanhas. Veja aqui o vídeo resumo da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=rxVqW9cN12w&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates5:13:552Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike1:083Remco EvenepoelSoudal Quick-Step2:514Mikel LandaSoudal Quick-Step3:545João AlmeidaUAE Team Emirates4:436Adam YatesUAE Team Emirates4:567Santiago BuitragoBahrain - Victorious5:088Carlos RodríguezINEOS Grenadiers“9Richard CarapazEF Education - EasyPost5:4110Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team5:57 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates61:56:242Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike3:093Remco EvenepoelSoudal Quick-Step5:194João AlmeidaUAE Team Emirates10:545Mikel LandaSoudal Quick-Step11:216Carlos RodríguezINEOS Grenadiers11:277Adam YatesUAE Team Emirates13:388Giulio CicconeLidl - Trek15:489Derek GeeIsrael - Premier Tech16:1210Santiago BuitragoBahrain - Victorious16:32 Segunda-feira será dia de descanso para os ciclistas. O Tour de France volta na terça-feira com a Etapa 16: Fonte: Site Oficial do Tour de France ### Tour de France 2024 | Etapa 14 | Rivalidades que ficam na história Primeiro dia de Pirinéus no Tour de France, numa etapa que serviu para ver quem tem capacidade para lutar pelo Tour e pelo Top 10. Os ciclistas saíram de Pau em direção a Pla d'Adet numa etapa com 150 quilómetros e mais de 4000 metros de acumulado positivo. Pelo meio subida ao Tourmalet de categoria especial, Hourquette d’Ancizan de segunda e finalmente a ascensão ao Pla d'Adet, subida de categoria extra e onde a etapa acabava em alto. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Luta pela fuga a alta velocidade As equipas sem atletas para a geral começam a ver as oportunidades de vencer uma etapa a esgotarem-se. Deste modo tentam a sua sorte de longe, enviando ciclistas para as fugas que nestes dias são sempre muito numerosas. Estas constantes tentativas de fuga e contrafuga fizeram com que os primeiros 60 km da etapa se fizessem a uma média de 50 km/h. Daqui saiu a fuga do dia com quase 20 ciclistas dos quais fizeram parte ciclistas como Rui Costa, Gaudu, Ben Healy, Louis Mentjes, Cort Nielsen e Kévin Vauquelin. Atrás, a UAE Team Emirates do líder Tadej Pogačar e João Almeida, trabalhava na frente de pelotão, que ia perdendo elementos à medida que a etapa ia avançando. https://twitter.com/LeTour/status/1812104084167545220 UAE joga taticamente À medida que a etapa ia avançado, quer o pelotão sempre comandado pela UAE Team Emirates, quer a frente da corrida iam perdendo elementos. No sopé da última ascensão do dia, a fuga já só tinha apenas dois ciclistas, Gaudu e Ben Healy. A dupla iniciou a subida com um pouco mais de um minuto de vantagem. Adam Yates, colega de Pogačar atacou numa jogada tática da UAE Team Emirates. O britânico alcançou Healy na frente da corrida numa altura em que Pogačar atacou e fez a ponte para a frente. https://twitter.com/LeTour/status/1812145143346000357 Vingegaard na perseguição a Pogačar A partir daqui, repetiu-se o duelo entre Pogačar e Vingegaard, com o dinamarquês a perseguir o esloveno subida acima. Ao contrário do que se passou na etapa 11, Pogačar conseguiu distanciar-se de Vingegaard e venceu a etapa com quase 40 segundos de vantagem. Vingegaard ficou no segundo posto e subiu também ao segundo lugar da geral, com Remco a ficar no terceiro lugar da etapa e a descer à terceira posição. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Rui na fuga e João ao serviço Rui Costa esteve presente na fuga do dia mas descolou cedo. João Almeida entrou ao trabalho até ao ataque de Adam Yates e chegou a 1'31 do seu colega de equipa mantendo o quarto lugar a seis minutos de Pogačar. Vídeo últimos quilómetros https://youtu.be/HD1L9P9lMUQ?si=vW2qsMRijBSwgOYe Top 10 etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates4:01:512 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike0:393 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:104 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers1:195 CICCONE GiulioLidl - Trek1:236 BUITRAGO SantiagoBahrain - Victorious,,7 YATES AdamUAE Team Emirates,,8 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team1:269 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike1:2910 GEE DerekIsrael - Premier Tech,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates56:42:392 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike1:573 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step2:224 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates6:015 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers6:096 LANDA MikelSoudal Quick-Step7:177 YATES AdamUAE Team Emirates8:328 CICCONE GiulioLidl - Trek9:099 GEE DerekIsrael - Premier Tech9:3310 JORGENSON MatteoTeam Visma | Lease a Bike10:35 Perfil etapa 15 Fonte: Site oficial da prova ### A nova Top Fuel da Trek | Mais leve e mais versátil A Trek lançou a nova Top Fuel, uma bicicleta de trail que apresenta um novo quadro mais leve e um Mino Link de quatro posições para se adaptar ainda melhor a cada ciclista. Segundo a Trek, “a Top Fuel continua a oferecer uma condução confiante, rápida e divertida”. Conta com um curso de 130 mm na suspensão dianteira e 120 mm na traseira. Rodas 29’’ e um novo quadro mais leve para ser ainda mais fácil ultrapassar as subidas. Mais leve Com um quadro redesenhado, a nova Top Fuel é 220 gr mais leve do que a sua antecessora. “Torna-se na escolha perfeita para os ciclistas que procuram uma bicicleta de trail leve ou uma bicicleta de XC com maior capacidade para enfrentar trilhos mais exigentes.” Trek Mais versátil A Trek avança que a nova Top Fuel se adapta facilmente às preferências do ciclista, bem como ao tipo de terreno”. O novo Mino Link de quatro posições oferece duas regulações diferentes numa única peça elegante. Permite assim ajustes na geometria e no rácio de alavancagem a partir do mesmo chip. Desta forma, os ciclistas que procuram trilhos mais técnicos com rochas e raízes podem ajustar a geometria para um eixo pedaleiro mais alto e com maior espaço para os pedais. Os ciclistas mais agressivos podem escolher um rácio de alavancagem mais progressivo - "perfeito para quem prefere utilizar um amortecedor de mola helicoidal", segundo a Trek. Mais personalizável “Seja para ter uma bicicleta leve e com argumentos para enfrentar qualquer tipo de trilho ou para oferecer maior capacidade em percursos de XC mais técnicos, a Top Fuel pode ser ajustada às preferências de qualquer ciclista”. Trek A passagem interna guiada dos cabos, o eixo pedaleiro com rosca e uma compatibilidade alargada com componentes, tornam a personalização mais simples. A nova Top Fuel é compatível com forquetas de 120 mm a 140 mm de curso e com amortecedores traseiros até 130 mm de curso. Os ciclistas podem ainda utilizar amortecedores de mola com reservatório. O aumento do espaço do espigão telescópico permite maior personalização da bicicleta. É até compatível com uma configuração de rodas MX, quando se utiliza uma forqueta 140 mm. Atributos do quadro   A nova Top Fuel tem ainda um compartimento interno de armazenamento melhorado - uma nova bolsa BITS da Bontrager - tornando mais fácil arrumar uma câmara-de-ar, uma bomba e um multiferramentas. Tal como a geração anterior, continua com o design de suspensão Active Braking Pivot da Trek. Permite assim manter a suspensão a trabalhar mesmo numa travagem em terrenos difíceis. Conta ainda com proteções de dupla densidade no tubo inferior e escora inferior, mantendo o quadro protegido e a condução silenciosa. A nova Top Fuel Gen 4 está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. Preços e disponibilidade Podes ver a gama completa, os preços e disponibilidade da nova Top Fuel, no site da Trek. ### Tour de France 2024 | Etapa 13 | Bordures animaram dia de abandonos Antes de um fim-de-semana que se prevê decisivo para o Top 10, o pelotão do Tour de France partia para uma etapa que, apesar de praticamente plana, tinha um final armadilhado, com algumas subidas e previsão de ventos laterais. Os ciclistas partiram de Agen em direção a Pau e tinham, no dia de hoje 165 km para percorrer, antes de se deslocarem para os Pirinéus onde a luta pela geral vai aquecer. A.S.O. - Billy_Ceusters Roglič e Ayuso abandonaram Tour de France O dia começou com a notícia do abandono de Primož Roglič depois da queda na etapa de ontem. O ciclista esloveno caiu pela sétima vez desde 2020 numa prova em França e abandonou o Tour pela terceira vez seguida. Juan Ayuso, apesar de ter começado a etapa, desde cedo mostrou debilidades e acabou também ele por abandonar, ficando o Top 10 da geral sem dois ciclistas. Créditos: Joerg Mitter Fuga numerosa e ritmo estonteante Desde cedo, 21 ciclistas adiantaram-se ao pelotão. Entre eles, verdadeiros caça etapas como Van der Poel, Mohoric, Cort Nielsen, Rui Costa e Jonas Abrahamsen tentavam a sorte de longe. Para além disso, Adam Yates, sétimo à geral também seguia escapado, o que resultou numa luta entre os fugitivos e várias equipas da geral, e tornou o ritmo da etapa elevadíssimo. https://twitter.com/LeTour/status/1811737008206659653 Fuga de la fuga A distância entre os grupos manteve-se num minuto até que quatro ciclistas atacaram no grupo dos fugitivos. Kwiatkowski, Cort Nielsen, Romain Grégoire e Julien Bernard foram os ciclistas que formaram o quarteto fugitivo. Atras, o pelotão continuava a rodar num ritmo elevadíssimo tentando aproveitar os ventos laterais para criar cortes no pelotão e apanhar ciclistas mal colocados desprevenidos. Este ritmo acabou por alcançar os fugitivos enquanto vários ciclistas iam perdendo o contacto no pelotão, numa altura em que a etapa se aproximava dos 50 km finais e da sua fase mais dura. https://twitter.com/LeTour/status/1811751880445374701 Decisão ao sprint em grupo reduzido Com a etapa 13 a ser a terceira mais rápida do Tour de France desde 2005 (48,8 km/h), o pelotão foi perdendo elementos e chegou muito reduzido para decidir a jornada. Ainda com alguns sprinters no grupo da frente, foi Jasper Philipsen o mais forte, batendo Van Aert e Ackermann. O ciclista belga venceu desta forma a sua segunda etapa nesta edição do Tour de France. https://twitter.com/LeTour/status/1811783347095343184 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 PHILIPSEN JasperAlpecin - Deceuninck3:23:092 VAN AERT WoutTeam Visma | Lease a Bike,,3 ACKERMANN PascalIsrael - Premier Tech,,4 GIRMAY BiniamIntermarché - Wanty,,5 ARNDT NikiasBahrain - Victorious,,6 STUYVEN JasperLidl - Trek,,7 RUSSO ClémentGroupama - FDJ,,8 COQUARD BryanCofidis,,9 POGAČAR TadejUAE Team Emirates,,10 WÆRENSKJOLD SørenUno-X Mobility,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1 POGAČAR TadejUAE Team Emirates52:40:582 EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step1:063 VINGEGAARD JonasTeam Visma | Lease a Bike1:144 ALMEIDA JoãoUAE Team Emirates4:205 RODRÍGUEZ CarlosINEOS Grenadiers4:406 LANDA MikelSoudal Quick-Step5:387 YATES AdamUAE Team Emirates6:598 CICCONE GiulioLidl - Trek7:369 GEE DerekIsrael - Premier Tech7:5410 GALL FelixDecathlon AG2R La Mondiale Team9:18 Perfil da etapa 14 Fonte: Site oficial da prova ### Lucas Lopes vence na Volta a Madrid Poveiro da Supermercados Froiz ganhou a 3ª etapa. Vê o vídeo da espetacular vitória de Lucas Lopes e conhece-o melhor. Lucas Lopes está em grande na Volta a Madrid sub-23 e na 3ª etapa levantou os braços em Buitrago del Lozoya, em plena serra de Guadarrama. O poveiro esteve num trio que ganhou vantagem a meio da jornada e no mano a mano para decidir a vitória bateu Pablo Bonilla. O corredor uruguaio da Equipa Cortizo subiu à liderança da geral individual. https://twitter.com/vueltamadridS23/status/1811750892263088278 TopCycling entrevistou Lucas Lopes O vice-campeão nacional de sub-23, que em Santa Maria da Feira perdeu o título para Noah Campos, foi o combativo do dia e é o novo líder da classificação da montanha. Para o atleta da equipa galega é uma boa fase após conquistar em junho o Troféu Concelho do Porriño. O TopCycling entrevistou Lucas Lopes no ano passado. Conheçam melhor o ciclista que já esta temporada assinou uma página do Diário de um sub-23 durante a Volta à Extremadura. Lucas Lopes, Noah Campos e João Nuno Oliveira no pódio do Campeonato Nacional.Créditos: João Fonseca Photographer ### Pogacar vs. Vingegaard nos Pirenéus e Almeida sonha com pódio Fim-de-semana de Pirenéus traz novos rounds do combate Pogacar vs. Vingegaard. Almeida sonha com o pódio. Após os Alpes, o Tour de France chega aos Pirenéus para dois rounds entre Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard com João Almeida no top 5, sem abdicar do pódio. Em 13 dias de Tour de France Biniam Girmay tornou-se rei do sprint, Mark Cavendish passou a ter mais etapas do que Eddy Merckx e os franceses já levam três vitórias. A geral está ao rubro. Pogacar golpeou primeiro no Galibier e no contrarrelógio de Gevrey-Chambertin, enquanto Vingegaard respondeu na etapa rompe-pernas no Maciço Central. O fim-de-semana traz duas jornadas incríveis. Sábado passam o Tourmalet a caminho de Saint-Lary-Soulan e domingo há 5000 m de acumulado na etapa rainha que finaliza em Plateau de Beille. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Um T2 alugado na mente do esloveno Quando a corrida parecia controlada pela UAE, apareceu Vingegaard. Só ganhou um segundo na 11ª etapa, mas o dinamarquês mostrou que tem um T2 alugado na mente do esloveno. Pogacar ao ataque… a olhar para trás? Inédito! Nunca o líder da UAE pedalou tão desconfiado. É certo que marcou a 11ª etapa e pôs Pavel Sivakov a puxar no Col de Néronne, a 44km da meta. Sivakov foi o MVP e Adam Yates respondeu presente; juntos prepararam o caminho para o ataque em Puy Mary a 32 km. Primeiro problema: Juan Ayuso ia em sofrimento – de resto perdeu 4:39 – e João Almeida também não ia fácil já que nem conseguiu trabalhar; porque atacou Pogacar sabendo do dia mau do bloco? Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Faltou gasolina a Pogacar O esloveno fez Puy Mary em 14 minutos e ganhou 0:05 a Vingegaard; desceu e chegou com 0:30 ao Col de Pertus. Quando parecia tudo perdido Vingegaard fez 12 minutos full gas e encostou em Pogacar para evitar perseguir na descida técnica como aconteceu no Galibier. Segundo problema: faltou gasolina a Pogacar no Col de Pertus tal como no Granon quando perdeu o Tour de 2022. Sobre o ocorrido há dois anos, Jeroen Stewart, atual diretor de rendimento da UAE, afirmou que Pogacar falhou no abastecimento e que um bidão de hidratos teria salvo o dia. Terceiro problema: Pogacar reconheceu que não estudou bem a chegada e pela primeira vez perdeu um sprint contra Vingegaard. Chegou tão vazio que num sprint de 0:20 foi batido! Foi só uma etapa e um segundo de perda, mas Pogacar apostou forte e Vingegaard é que saiu por cima. A vitória do dinamarquês é moral porque quem está de amarelo é o esloveno. Terá a etapa do Maciço Central sido um ponto de viragem? Calma, o Tour só agora entrará na alta montanha como João Almeida antecipou na entrevista ao TopCycling. “O Tour começa na 14ª etapa, até lá não há etapas que possam fazer grandes diferenças. Temos um início duro, mas depois são etapas acessíveis. No final da segunda semana começa a dureza a sério. Dá para o Vingegaard acabar forte.” João Almeida ao TopCycling Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Pólvora seca na montanha Remco Evenepoel comparou a UAE ao Real Madrid. Recordemos a era dos galácticos. Sabem quantas Champions ganharam Figo, Zidane, Ronaldo e Beckham neste período? Uma, em contraste com as seis que os merengues levam na última década. No desporto nem sempre ganha a equipa que acumula mais talento. A própria UAE o mostrou no Giro com oito gregários. No Tour ainda não vimos ninguém a esvaziar-se pelo líder e Almeida até teve que dar um murro na mesa. Porque não foram Yates, Ayuso e Almeida usados para atacar a concorrência? Porque não eliminaram qualquer rival quando impuseram ritmo no Galibier? O que falhou em Puy Mary para o líder atacar de longe sem se apoiar no bloco? Porque se repetem os erros com a alimentação? A.S.O. Billy Ceusters Pogacar desmontou o bluff da Visma Nos Pirenéus a estratégia tem que ser afinada. Algo de positivo saiu dos primeiros 12 dias do Tour: Pogacar desmontou o bluff da Visma e sabe que Vingegaard veio para tentar ganhar. Perder um segundo não é grave, mas mostra que a melhor equipa não está a ser eficaz. Os galácticos de Giannetti e Matxin são fortíssimos, mas nenhum correu com Pogacar nas vitórias de 2020 e 2021, além de que Almeida e Ayuso são estreantes no Tour. Não é por acaso que todos os corredores dizem que “o Tour é o Tour”. Como reagirá Pogacar? Acusará o esloveno o desgaste do Giro? Irá Vingegaard em crescendo ou faltará fundo ao dinamarquês pela falta de dias de preparação? ### Novos sapatos de estrada Trek Circuit Depois de apresentar os novos sapatos de montanha, a Trek acaba de apresentar os seus novos sapatos de estrada, os Trek Circuit. Tal como os outros modelos da recente coleção de estrada da Trek, os Circuit incluem a tecnologia METNET, que permite, segundo a marca, que o sapato se adapte ao pé do ciclista para que o conforto se mantenha durante muitos quilómetros. Trek Circuit Segundo comunica a marca americana, os novos Trek Circuit são a escolha ideal para os ciclistas que procuram conforto e performance para as suas voltas diárias a um preço mais acessível. Estes sapatos estão disponíveis em duas cores, branco e preto e incluem zonas de descompressão METNET, uma sola rígida, um sistema de ajuste BOA e compatibilidade versátil com encaixes de 2 e 3 parafusos. Para um maior desempenho, os ciclistas podem explorar os modelos de gama superior da coleção de sapatos de estrada da Trek: os novos Velocis, RSL Road e RSL Knit. Características O Trek Comp Last oferece um ajuste para desempenho com um pouco mais de espaço; As zonas de descompressão esticam-se e acompanham o formato do pé para aliviar o desconforto que normalmente se sente nessa parte do corpo; A placa em compósito de nylon é rígida o suficiente para se poder caminhar; O sistema BOA L6 oferece um ajuste preciso para uma sensação mais dinâmica e responsiva; A fita de velcro permite afinações rápidas e seguras para um melhor ajuste; A gáspea perfurada confere ótima ventilação e fluxo de ar para manter os pés confortáveis; Compatível com sistemas de cleats de 2 ou de 3 parafusos; Feito com materiais recicláveis. Preços e disponibilidade Podes ver a gama completa, os preços e disponibilidade destes novos sapatos, no site da Trek. ### Os novos sapatos de montanha da Trek com tecnologia METNET A Trek apresenta três novos sapatos de montanha, focados na performance e ajuste para os ciclistas de BTT e gravel. Os novos RSL MTB, Cambion e Foray têm como base a tecnologia METNET, que, segundo a marca, “proporciona mais conforto através da maior flexibilidade do sapato com o pé". Os três modelos utilizam a tecnologia METNET na parte superior, e conta com uma zona de fixação com dois parafusos tipo SPD “para uma melhor transferência de potência e maior facilidade para caminhar.” A Tecnologia METNET A nova tecnologia da Trek fez a sua estreia no início deste ano com a nova coleção de sapatos de estrada, e agora está também disponível para os ciclistas de montanha. A tecnologia METNET torna possível que o sapato se adapte ao pé. “Alivia os pontos de pressão e desconforto mais comuns dos ciclistas, sem que isso diminua o desempenho dos sapatos”. Trek RSL MTB A Trek avança que foram "feitos para os ciclistas de BTT e de gravel encontrarem a velocidade pura". Os RSL MTB apresentam uma sola em carbono OCLV extremamente rígida para “transferir cada watt de potência para os pedais”. A parte superior respirável em METNET é flexível para se adaptar ao pé, proporcionando um ajuste compressivo para maior performance no pedalar. Os RSL MTB contam ainda com o sistema BOA® topo de gama para micro-ajustes e um acabamento premium que expele a lama, sujidade e detritos. Cambion Os novos Cambion são “a escolha ideal entre desempenho e aventura. Oferecem o conforto METNET e a performance de uma sola rígida em composto de carbono", garantindo flexibilidade para quando é necessário caminhar. Com dois discos de aperto BOA® que permitem micro-ajustes, apresentam um reforço externo da zona do calcanhar para estabilizar o pé e aumentar a eficiência da pedalada. Estão ainda preparados para muitos quilómetros com o reforço das zonas de maior abrasão e mais propensas a encontrar detritos. Foray Segundo a Trek, estão “preparados para qualquer aventura nos trilhos, e são a opção equilibrada entre conforto, desempenho e preço”, oferecendo a mesma tecnologia METNET dos outros modelos mas com um preço mais acessível. A sola em composto de nylon oferece uma boa transferência de potência e a flexibilidade necessária para quando é necessário caminhar fora da bicicleta. Incluem a tecnologia METNET na parte superior, permitindo maior adaptabilidade ao pé do ciclista, mas com um ajuste ligeiramente mais espaçoso através de um disco de aperto e uma fita de velcro. Preços e disponibilidade Podes ver a gama completa, os preços e disponibilidade destes novos sapatos, aqui no site da Trek. Os novos sapatos de montanha RSL MTB, Cambion e Foray estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Tour de France: Resumo da Etapa 12 - Uma, duas, três! A décima segunda etapa do Tour de France ligou Aurillac a Villeneuve-sur-Lot (203,6km de extensão). O fim da etapa previa-se ao sprint (veja o vídeo resumo no fim do artigo). Fuga do dia A fuga do dia demorou a estabilizar, mas saiu composta por 4 ciclistas: Valentin Madouas e Quentin Pacher (Groupama – FDJ), Jonas Abrahamsen (Uno-X Mobility) e Anthony Turgis (TotalEnergies). Créditos: A.S.O./Billy Ceusters O pelotão, com destaque para as equipas dos sprinters, controlou a fuga de perto. Os fugitivos nunca tiveram mais do que 4 minutos de vantagem. A chegada ao sprint A fuga foi apanhada pelo pelotão a 40km do fim. O pelotão seguiu compacto até ao fim, esperando apenas pelo sprint. No entanto, uma queda a alguns quilómetros do fim deixou Primoz Roglic (Red Bull - BORA – hansgrohe) no chão, e desorganizou os comboios dos sprinters. Aranud Démare (Arkéa - B&B Hotels) e Wout Van Aert (Team Visma | Lease a Bike) foram dois dos primeiros a lançar o sprint, mas o mais forte voltou a ser Biniam Girmay (Intermarché – Wanty). O Eritreu venceu a sua terceira etapa no Tour, Van Aert foi segundo e Démare chegou em terceiro. https://twitter.com/LeTour/status/1811420198500548783 Roglic chegou a 2:27’ do pelotão devido à queda e perdeu lugares na classificação geral. Apontar ainda que, depois do fim da etapa, Démare e Cavendish foram relegados para o fim do grupo. Foi, então, Pascal Ackermann (Israel - Premier Tech) a fechar o pódio da etapa. https://twitter.com/LeTour/status/1811428247638560939 Os Portugueses Destaque para João Almeida (UAE Team Emirates), que subiu a quarto na classificação geral em virtude da queda de Roglic. Nelson Oliveira (Movistar Team) teve um dia tranquilo inserido no pelotão. Rui Costa (EF Education – EasyPost) pareceu estar implicado no acidente que mandou Roglic ao chão e chegou alguns minutos depois do pelotão. Vídeo Resumo da Etapa: https://www.youtube.com/watch?v=gRVI-Xsk7KU&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Biniam GirmayIntermarché - Wanty4:17:152Wout Van AertTeam Visma | Lease a Bike“3Pascal AckermannIsrael - Premier Tech“4Jasper PhilipsenAlpecin - Deceuninck“5Arnaud De LieLotto Dstny“6Alexander KristoffUno-X Mobility“7Phil BauhausBahrain - Victorious“8Bryan CoquardCofidis“9Dylan GroenewegenTeam Jayco AlUla“10Ryan GibbonsLidl - Trek“ Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates40:02:482Remco EvenepoelSoudal Quick-Step1:063Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike1:144João AlmeidaUAE Team Emirates4:205Carlos RodríguezINEOS Grenadiers4:406Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe4:427Mikel LandaSoudal Quick-Step5:388Adam YatesUAE Team Emirates6:599Juan AyusoUAE Team Emirates7:0910Giulio CicconeLidl - Trek7:36 Perfil da Etapa 13 Fonte: Site Oficial do Tour de France ### Os prémios do Tour de France | Como são distribuídos? O Tour de France é uma das competições desportivas mais famosas e mediáticas do mundo, onde durante praticamente um mês, marcas, patrocínios e colaboradores vêm os seus nomes exibidos para milhões de pessoas, durante horas e horas. Toda esta exposição permite ao Tour ter em cache mais de dois milhões de euros (€2,301,200) para distribuir pelas equipas, que têm na prova francesa a oportunidade de buscar glória e acertar as suas contas.. Desde a vitória na Classificação Geral à Combatividade, as equipas têm 21 etapas para angariar estes prémios que por sua vez, por tradição, são distribuídos por todos os ciclistas e staff. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Classificação Geral A Classificação Geral é para onde vai a maior parte do bolo dos dois milhões que são distribuídos. São ao todo 1.127.800€ que há para dividir por 160 ciclistas, já que os primeiros 160 atletas da Classificação Geral têm direito a prémio. Com 176 corredores que estão à partida e com os habituais abandonos, é muito provável que haja sempre prémio para todos. Posição na GeralPrémio (€)1.º500,0002.º200,0003.º100,0004.º70,0005.º50,0006.º23,0007.º11,5008.º7,6009.º4,50010.º3,80011.º3,00012.º2,70013.º2,50014.º2,10015.º2,00016.º1,50017.º1,30018.º1,20019.º1,10020.º a 160.º1,000 Créditos: A.S.O. Charly Lopez Vitórias de Etapa A vitória numa etapa do Tour pode lançar uma equipa ou um ciclista para a ribalta e dar uma grande alegria aos patrocínios que vêm o seu investimento recompensado. Para além disso, a organização do Tour tem 28.650€ para distribuir pelos primeiros 20 atletas a cortar a meta. Apesar das várias dificuldades que têm as 21 etapas, o prémio não difere de dia para dia. Posição na EtapaPrémio (€)1.º11,0002.º5,5003.º2,8004.º1,5005.º8306.º7807.º7308.º6709.º65010.º60011.º54012.º47013.º44014.º34015.º30016.º30017.º300183001930020300 Créditos: A.S.O. Charly Lopez Classificações Secundárias Os vencedores da Classificação dos Pontos, da Montanha, Melhor Jovem e Melhor Equipa também são bem recompensados no Tour de France, com os prémios a perfazerem um total de 300.000€ a distribuir pelos vencedores. PosiçãoCamisola dos Pontos (€)Melhor Trepador (€)Melhor Jovem (€)Melhor Equipa (€)125,00025,00020,00050,000215,00015,00015,00030,000310,00010,00010,00020,00044,0004,0005,00012,00053,5003,5008,00063,0003,00072,5002,50082,0002,000 Prémio da Combatividade Para ciclistas atacantes e combativos há ainda 62.000€ para distribuir. Em cada etapa, o ciclista mais combativo arrecada 2000€. No fim do Tour, o ciclista mais combativo de toda a edição vence o prémio de Supercombativo e ainda 20.000€. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Outros prémios Tirando as classificações mais importantes, e com tantos euros já distribuídos pelos melhores ciclistas do Tour de France, há ainda mais de 800.00€ para serem entregues às equipas. Líder diário das classificações: Camisola Amarela (500€) Restantes Classificações (300€) Sprints Intermédios: 1.º Classificado - 1500€ 2.º Classificado - 1000€ 3.º Classificado - 500€ Prémios de Montanha: Categoria Extra: 1.º - 800€ 2.º - 450€ 3.º - 300€ Primeira Categoria: 1.º - 650€ 2.º - 400€ 3.º - 150€ Segunda Categoria: 1.º - 500€ 2.º - 250€ Aos Prémios de Montanha de terceira e quarta categoria, são atribuídos aos ciclistas 300€ e 200€ respetivamente, ao primeiro ciclista dobrar a contagem. Para além dos prémios normais de montanha existem ainda dois prémios criados em honra dos dois primeiros diretores da prova, aos quais os ciclistas são presenteados com 5000€ em cada um: Souvenir Henri Desgrange - ponto mais alto da prova (Cime de la Bonette) Souvenir Jacques Goddet - Col do Tourmalet Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Que equipas e corredores já arrecadaram mais e menos dinheiro? Estando o Tour de France já a meio, vamos agora analisar como se têm comportado as equipas e os ciclistas até à 11.ª etapa da edição de 2024. Equipas PosiçãoEquipaPrémios (€)1Intermarché - Wanty56,7802UAE Team Emirates53,2203Alpecin - Deceuninck31,5504Soudal Quick-Step27,9205Team dsm-firmenich PostNL25,7406Uno-X Mobility25,4607Movistar Team25,1008TotalEnergies22,4509Team Visma | Lease a Bike22,35010Astana Qazaqstan Team15,72011Arkéa - B&B Hotels15,54012Lidl - Trek15,50013Team Jayco AlUla14,59014Lotto Dstny12,93015Israel - Premier Tech12,53016Groupama - FDJ11,55017INEOS Grenadiers10,58018Cofidis9,42019EF Education - EasyPost8,24020Red Bull - BORA - hansgrohe7,89021Bahrain - Victorious6,65022Decathlon AG2R La Mondiale Team4,740 Ciclistas PosiçãoCiclistaPrémios (€)1GIRMAY Biniam41,4002POGAČAR Tadej38,0303EVENEPOEL Remco25,3404PHILIPSEN Jasper25,0005ABRAHAMSEN Jonas20,7506TURGIS Anthony16,1407VINGEGAARD Jonas15,4708GROENEWEGEN Dylan12,9509VAUQUELIN Kévin12,58010CAVENDISH Mark11,60011BARDET Romain11,50012GAVIRIA Fernando9,67013VAN DEN BROEK Frank8,90014DE LIE Arnaud8,73015PEDERSEN Mads8,53016PIDCOCK Thomas6,74017ACKERMANN Pascal6,33018ROGLIČ Primož5,95019ALMEIDA João5,12020VAN AERT Wout5,080 ### Tour de France 2024 – Etapa 11: Vingegaard responde na estrada A décima primeira etapa do Tour de France ligou Évaux-les-Bains a Le Lioran (211km’s de extensão). Uma etapa difícil, com 4 contagens de montanha nos últimos 50km’s (veja o vídeo resumo da etapa no fim do artigo). Desenrolar da Etapa Esperava-se uma fuga com muitos homens na Etapa 11 do Tour, devido à extensão e ao perfil difícil da etapa. No entanto, o pelotão controlou de perto a formação da fuga, que demorou muito a compor-se. A fuga acabou por sair com 10 ciclistas, mas o controlo da UAE Team Emirates nunca deixou a fuga com mais de 2 minutos. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters A 32km’s do fim, Ben Healy (EF Education – EasyPost), o último resistente da fuga, foi apanhado pelo pelotão, numa altura em que este já seguia reduzido. Luta pela Etapa A 31km’s do fim, no Puy Mary, Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) atacou e ninguém conseguiu seguir a roda. Atrás vinham Jonas Vingegaard (Team Visma | Lease a Bike), depois Primoz Roglic (Red Bull - BORA – hansgrohe), e depois Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step). https://twitter.com/LeTour/status/1811033632896618816 Pogacar ganhou tempo no restante da subida e na descida, mas Vingegaard não quebrou e seguiu na perseguição. O dinamarquês conseguiu chegar à roda de Pogacar na subida seguinte. Os dois seguiram juntos a partir daí, perseguidos por Evenepoel e Roglic. Pogacar ganhou o sprint bonificado, mas nunca se conseguiu voltar a distanciar. Chegaram juntos à linha da meta, onde Vingegaard lançou primeiro o sprint. Pogacar não conseguiu passar para a frente e Vingegaard foi o vencedor: a sua primeira vitória neste Tour de France. Pogacar foi segundo na etapa. https://twitter.com/LeTour/status/1811053085701054824 No grupo imediatamente atrás, Roglic caiu na última descida, e Evenepoel chegou isolado no terceiro lugar. Foi dado o mesmo tempo do belga a Roglic. Os Portugueses Destaque para João Almeida (UAE Team Emirates): o português trabalhou para o seu líder, e conseguiu ainda terminar em sexto na etapa, subindo a quinto na geral. Rui Costa (EF Education – EasyPost) e Nelson Oliveira (Movistar Team) estiveram presentes na ajuda aos seus líderes, e chegaram a alguns minutos da frente da corrida. Vídeo resumo da Etapa 11: https://www.youtube.com/watch?v=kKtR8LeiiQ8&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike4:58:002Tadej PogacarUAE Team Emirates“3Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:254Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe“5Giulio CicconeLidl - Trek1:476João AlmeidaUAE Team Emirates1:497Adam YatesUAE Team Emirates“8Mikel LandaSoudal Quick-Step“9Carlos RodríguezINEOS Grenadiers1:5510Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team2:38 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates40:02:482Remco EvenepoelSoudal Quick-Step1:063Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike1:144Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe2:155João AlmeidaUAE Team Emirates4:206Carlos RodríguezINEOS Grenadiers4:407Mikel LandaSoudal Quick-Step5:388Adam YatesUAE Team Emirates6:599Juan AyusoUAE Team Emirates7:0910Giulio CicconeLidl - Trek7:36 Perfil da Etapa 12: Fonte: Site Oficial do Tour de France ### Tour de France 2024 – Etapa 10: A Bélgica Sorri A décima etapa do Tour de France ligou Orléans a Saint-Amand-Montrond (187,3 km’s de extensão). A etapa era plana e esperava-se uma chega ao sprint (vídeo resumo da etapa no final do artigo). Desenrolar da Etapa O dia começou com a notícia do abandono de Aleksandr Vlasov (Red Bull - BORA - hansgrohe), depois de uma queda na nona etapa. Já depois da largada, o pelotão controlou as tentativas de fuga desde o início. A cerca de 5km’s do sprint intermédio, Maxim Van Gils e Brent Van Moer (Lotto Dstny), juntamente com Kobe Goossens (Intermarché - Wanty) escaparam ao pelotão. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Os fugitivos nunca chegaram aos 2 minutos de vantagem e seriam apanhados pelo pelotão cerca de 10km’s depois do ataque. Chegada ao Sprint Não houve mais movimentações e o pelotão seguiu compacto até ao fim – a chegada ao sprint tornou-se, então, inevitável. A Alpecin – Deceuninck destacou-se na preparação do sprint, e era a equipa com mais elementos no seu comboio nos últimos quilómetros. Fernando Gaviria (Movistar Team) e Biniam Girmay (Intermarché - Wanty) eram outros sprinters que vinham bem colocados. Créditos: @gettysport / Movistar Team Desta vez não houve desfeita: Mathieu Van der Poel (Alpecin – Deceuninck) fez de novo um grande trabalho no lead-out e Jasper Philipsen (Alpecin – Deceuninck) não perdoou. O camisola verde do ano passado conseguiu, à décima etapa, a primeira vitória nesta edição do Tour de France. Créditos: Movistar Team Atrás do belga chegaram Biniam Girmay, em segundo, e Pascal Ackermann (Israel - Premier Tech) em terceiro. https://twitter.com/LeTour/status/1810707174420570528 Os Portugueses Os portugueses tiveram um dia tranquilo inseridos no pelotão. João Almeida (UAE Team Emirates) e Nelson Oliveira (Movistar Team) chegaram com o tempo do vencedor. Rui Costa (EF Education - EasyPost) chegou um pouco depois, após ter trabalhado no comboio da sua equipa. Veja aqui o vídeo resumo da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=nyU0B0vK0Oo&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Jaspen PhilipsenAlpecin - Deceuninck4:20:062Biniam GirmayIntermarché - Wanty“3Pascal AckermannIsrael - Premier Tech“4Wout Van AertTeam Visma | Lease a Bike“5Fernando GaviriaMovistar Team“6Sam BennetDecathlon AG2R La Mondiale Team“7John DegenkolbTeam dsm-firmenich PostNL“8Phil BauhausBahrain - Victorious“9Dylan GroenewegenTeam Jayco AlUla“10Axel ZingleCofidis“ Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates40:02:482Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:333Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike1:154Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe1:365Juan AyusoUAE Team Emirates2:166João AlmeidaUAE Team Emirates2:177Carlos RodríguezINEOS Grenadiers2:318Mikel LandaSoudal Quick-Step3:359Derek GeeIsrael - Premier Tech4:0210Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike4:03 ### João Almeida eleito melhor gregário da primeira semana do Tour João Almeida foi eleito o melhor gregário da primeira semana do Tour de France através de uma votação do público levada a cabo pela conta oficial do Tour de France na rede social X. A Votação A conta oficial do Tour de France na rede social X desafiou os seus seguidores a eleger o melhor gregário da primeira semana. A votação contou com os nomes de João Almeida (UAE Team Emirates), Frank Van den Broek (Team dsm-firmenich PostNL), Michael Morkov (Astana Qazaqstan Team) e Christophe Laporte (Team Visma | Lease a Bike). O português terminou em primeiro na votação, ao recolher mais de metade dos votos (55,6%). Van den Broek terminou em segundo (26,4%), seguido de Laporte (10,1%) e Morkov (7,9%). https://twitter.com/LeTour/status/1810339644774490350 Esta distinção do público chega como recompensa e reconhecimento de todo o esforço feito por João Almeida na missão de ajuda ao seu líder, Tadej Pogacar (UAE Team Emirates). O esloveno segue em primeiro na classificação Geral após as primeiras 9 etapas. Pode ler mais artigos sobre o ciclista português aqui, e continuar a acompanhar o Tour de France através do Topcycling.pt. ### Granfondo do Ézaro Fin do Camiño | Fomos à Galiza participar O Granfondo Ézaro Fin do Camiño é um evento de ciclismo organizado pelo mesmo organizador da corrida profissional O Gran Camiño, que se realiza em Fevereiro, na qual este ano o vencedor foi Jonas Vingegaard. Localizado na Galiza, Espanha, esta prova é uma das mais emblemáticas do calendário de Granfondos, atrai ciclistas de todo o mundo para enfrentar as exigentes subidas e aproveitar a beleza natural da Costa da Morte, Cabo Finisterra e Miradouro do Ézaro. A Experiência no Evento Este ano, participei no Granfondo do Ézaro, na distância de 107 km. e mais de 2000 metros de desnível acumulado. A prova começou com uma partida neutralizada de 40 quilómetros, uma distância um pouco longa em andamento neutralizado, mas que proporcionou um bom aquecimento e uma óptima oportunidade para conviver com outros ciclistas enquanto pedalávamos calmamente junto ao mar. Um dos ciclistas com quem tive a oportunidade de pedalar e conversar foi Alejandro Valverde, o conhecido ciclista espanhol, agora ex-profissional. Após a partida neutralizada o pelotão saiu das estradas junto ao mar em direção às montanhas da zona. Foi aí que a exigência apareceu, um percurso constantemente ondulado, com subidas exigentes mas também paisagens maravilhosas. Vídeo do evento https://youtu.be/Xg6VsdL4nus?si=xYNci_oj-j6ttkOy Mirador de Ézaro: O Grande Desafio O principal desafio da prova está no final, após mais de 100 quilómetros e quase 2000 metros de desnível acumulado, os participantes ainda têm que ter energia para a subida ao Mirador de Ézaro. São mais de 1500 metros de extensão com uma pendente média de 15% e zonas de inclinação de até 30%. A Specialized Roubaix demonstrou ser uma excelente escolha para fase. (Explico de seguida). Bicicleta Utilizada: Specialized Roubaix Levei uma bicicleta Specialized Roubaix SL8 Expert para o evento. Embora seja uma bicicleta menos competitiva que a Specialized Tarmac ou outras bicicletas mais "racing", a Roubaix revelou-se uma excelente escolha devido aos andamentos que tem montados de série, particularmente vantajosa para a última subida. A Specialized Roubaix provou que nem sempre é necessário termos uma bicicleta de características mais agressivas para se desfrutar de um evento. A versão que utilizei não bloqueia completamente o sistema Future Shock, o que resultou numa sensação de frente "mole" em algumas subidas. No entanto, a posição de pedalada e a desmultiplicação com pratos 46/33 e cassete 10/36 permitiram superar as dificuldades das subidas, desfrutando da paisagem e poupando algum sofrimento extra, que teria com outro tipo de desmultiplicação. A Zona e o Lazer Além da competição, o evento é uma excelente oportunidade para explorar a região da Galiza. Encontrei muitos portugueses no evento, para as pessoas do Norte de Portugal ir ao Granfondo do Ézaro é mais perto do que ir a um Granfondo no centro ou sul de Portugal. As paisagens costeiras são fenomenais, as estradas e as montanhas também, e se a isto juntarmos o idioma galego (muito parecido com o português) bem como a gastronomia local que também é boa, então sentimo-nos praticamente em casa. Para quem vive noutras zonas de Portugal, torna-se um pouco longe (desde a zona de Lisboa fiz cerca de 600 quilómetros), mas é uma zona e um evento que vale a pena conhecer. Simplesmente a partida neutra de 40 quilómetros é demasiado longa, na minha opinião. Funciona bem e acrescenta segurança, mas talvez 10 ou 15 quilómetros sejam suficientes. ### Taça do Mundo de XCO – Ronda 6: Les Gets A sexta ronda da Taça do Mundo de XCO decorreu este fim de semana em Les Gets, Haute-Savoie, e marcou o último teste para os ciclistas antes da prova olímpica da modalidade. Corrida Masculina Nos Elites masculinos, foi Luca Braidot (Santa Cruz Rockshox Pro Team) o primeiro a atacar e a destacar-se na frente da corrida. Alan Hatherly (Cannondale Factory Racing) e Mathias Fluckiger (Thomus Maxon) comandaram a perseguição – juntar-se-iam ao italiano na frente durante a segunda volta. Na terceira volta, ataque de Fluckiger que apenas Hatherly conseguiu responder. O duo ficava na frente da corrida até à volta seguinte, quando Hatherly atacou e seguiu sozinho. Entretanto, Samuel Gaze (Alpecin – Deceuninck) e Simon Andreassen (Cannondale Factory Racing) alcançaram Braidot e os três faziam a perseguição à frente da corrida, animando a luta pelo terceiro lugar. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1810066825188966697 As posições na frente não se voltaram a alterar. Hatherly chegou em primiero, depois de também ter vencido a corrida de XCC. Fluckiger chegou em segundo, e, na luta pelo terceiro lugar Andreassen foi o mais forte, fechando o pódio. Top 10 Competição Masculina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Alan HatherlyCannondale Factory Racing1:23:142Mathias FlückigerThömus Maxon+ 1:313Simon AndreassenCannondale Factory Racing+ 2:024Luca BraidotSanta Cruz Rockshox Pro Team+ 2:055Simone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team XCO+ 2:196Samuel GazeAlpecin - Deceuninck+ 2:387Luca SchwarzbauerCANYON CLLCTV XCO+ 2:488Jofre Cullell EstapeBH Coloma Team+ 2:509Antoine PhilippMassi+ 2:5210Nadir ColledaniSanta Cruz Rockshox Pro Team+ 2:55 Vídeo Resumo da Prova Masculina https://www.youtube.com/watch?v=U4U2VJHal2E&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries Corrida Feminina Nas elites femininas, Puck Pieterse (Alpecin - Deceuninck) arrancou ao ataque, e destacou-se na frente da corrida logo na primeira volta. Atrás da holandesa, formou-se um grupo perseguidor com Candace Lill, Alessandra Keller (Thömus Maxon) e Rebecca Henderson (Primaflor Mondraker Racing Team). Nas voltas seguintes, alguns ataques partiram o grupo perseguidor. Primeiro, Lill destacou-se no segundo lugar, e depois foi Keller a arrancar para o terceiro posto. Apesar do esforço de um grupo perseguidor que seguia atrás das três primeiras, as posições do pódio não se alterariam até ao final da corrida. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1810037247678312796 Puck Pieterse venceu assim a sexta etapa da Taça do Mundo de XCO, chegando à primeira vitória, e terceiro pódio da época em XCO. Candace Lill foi segunda e Alessandra Keller terceira. A Portuguesa Raquel Queirós terminou a prova na posição 49, a 10:50’ da líder. Top 10 Competição Feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Puck PieterseAlpecin - Deceuninck1:29:122Candace Lill + 2:373Alessandra KellerThömus Maxon+ 3:074Jenny RissvedsTeam 31 IBIS Cycles Continental+ 3:385Anne TerpstraGhost Factory Racing+ 4:146Evie RichardsTrek Factory Racing - Pirelli+ 4:307Savilia BlunkDecathlon Ford Racing Team+ 5:228Laura StiggerSpecialized Factory Racing+ 5:399Carolina BohéGhost Factory Racing+ 5:4110Mona MitterwallnerCannondale Factory Racing+ 6:01 Vídeo Resumo da Prova Feminina https://www.youtube.com/watch?v=FSgRfBMbs0k&ab_channel=WHOOPUCIMountainBikeWorldSeries ### Volta a Portugal Feminina Cofidis - Rescaldo Terminou, no passado domingo, a Volta a Portugal Feminina Cofidis. A prova contou com 5 etapas e um total de 442,7km’s, entre Vila Nova de Gaia e Lisboa. Fonte: Cartaz Oficial da Prova Vencedoras de Etapas Etapa 1: A primeira etapa da Volta a Portugal, entre Vila Nova de Gaia e Águeda, terminou com um sprint onde Michaela Drummond (Arkéa - B&B Hotels Women) foi a vencedora. Etapa 2: A segunda etapa, entre a Mealhada e Sever do Vouga terminou com uma subida de 4,1km’s a 5,6% de inclinação. Mara Roldan (Cynisca Cycling) chegou isolada à meta. Etapa 3: A etapa 3 ligou Anadia a Pombal – uma etapa maioritariamente plana. Michaela Drummond foi de novo a vencedora num sprint com cerca de 9 ciclistas. Etapa 4: A quarta etapa ligou Torres Vedras a Póvoa de Santa Iria. Uma etapa com terreno ondulado e final em subida viu India Grangier (Team Coop – Repsol) vencer e assumir a liderança da prova. Etapa 5: A última etapa da Volta a Portugal feminina foi um contrarrelógio de 12km’s em Lisboa. Stina Kavegi (Team Coop – Repsol) foi a vencedora e Daniela Campos (Eneicat – CMTeam) foi segunda. Vencedoras das Camisolas Fonte: Guia Técnico da Prova Camisola Amarela: India Grangier venceu a classificação geral da Volta a Portugal feminina com uma vantagem de 3’ para Titia Ryo (Arkéa - B&B Hotels Women), e 10’ para Daniela Campos, levando uma vitória de etapa no processo. Camisola dos Pontos: Michaela Drummond venceu a classificação dos pontos, depois de ter vencido duas etapas ao sprint. Camisola da Montanha: India Grangier levou também a classificação da montanha, com 1 ponto de vantagem sobre Marie-Morgane Le Deunff (Arkéa - B&B Hotels Women). Camisola da Juventude: Titia Ryo venceu a camisola da geral, ao terminar 7’ à frente de Daniela Campos. A francesa juntou esta conquista ao segundo lugar da geral. Classificação de Equipas: A Team Coop – Repsol venceu a classificação por equipas, deixando a Arkéa - B&B Hotels Women a 49’. As Portuguesas O destaque foi para Daniela Campos: terceira na classificação geral e por pontos, e segunda na classificação da juventude – resultados prometedores para a ciclista de 22 anos. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo A segunda melhor portuguesa foi Ana Caramelo (Matos Mobility), com um décimo terceiro lugar na geral, e depois Ana Líbano (Academia Efapel de Ciclismo) no vigésimo segundo posto. Vera Vilaça (DAS - Hutchinson - Brother – UK) terminou no posto 35 e Beatriz Pereira (Cantabria Deporte - Rio Miera) no posto 52. Terminaram ainda a prova Beatriz Roxo (Cantabria Deporte - Rio Miera), Raquel Dias (Cantabria Deporte - Rio Miera), Marisa Costa e Isabel Caetano (Cantanhede Cycling/Vesam), Celina Carpinteiro e Rita Tanganho (CDASJ/Cyclin'Team/Município de Albufeira), Ilda Pereira (Korpo Activo), Diana Pedrosa (Matos Mobility), Beatriz Faria e Daniela Simao (Academia Efapel de Ciclismo). Pode assistir aos Resumos das Etapas da Volta a Portugal Feminina Cofidis no Canal de Youtube da Federeação Portuguesa de Ciclismo. ### Tour de France 2024 | Etapa 9 | ProTeam vence no Tour Dia de sterrato no Tour de France antes do primeiro dia de descanso desta edição. Numa etapa com 200 quilómetros, pequenas colinas e 14 setores de terra, a corrida foi muito rápida e atacada num domingo espetacular de ciclismo. Créditos: A.S.O./Charly Lopez Classicómanos em fuga A nona etapa do Tour da France, dava oportunidade aos ciclistas das clássicas de vencer e a fuga do dia foi prova disso com vários classicómanos em fuga. Pidcock, Stuyven, Healy, Van Gils, Gee, Zingle, Aranburu, Romo, Lutsenko e Turgis adiantaram-se ao pelotão e formaram a fuga do dia. Atrás, o pelotão rodava a uma média de mais de 45 quilómetros por hora e ia selecionando o grupo dos favoritos à medida que os quilómetros e os setores iam passando. https://twitter.com/LeTour/status/1809928628878160162 Favoritos ao ataque A 78 quilómetros da meta, Remco Evenepoel atacou sendo seguido por Tadej Pogačar e Jonas Vingegaard. Apesar de se distanciarem, ambos reentraram no grupo dos favoritos uns quilómetros depois. https://twitter.com/LeTour/status/1809953363909394494 A fuga ia sobrevivendo e seguia com uma vantagem de um minuto sobre um pelotão já muito reduzido comandado pela UAE Team Emirates e pela Visma-Lease a Bike. A situação de corrida manteve-se até aos 40 quilómetros finais quando os setores de sterrato começavam a ser mais regulares. Foi nesta altura que vários ciclistas atacaram do grupo dos favoritos com Van der Poel, Girmay e Rui Costa entre os ciclistas que tentavam chegar à frente da corrida. https://twitter.com/LeTour/status/1809967199093760383 A 20 quilómetros para o fim, Tadej Pogačar atacou de novo mas foi seguido pelos elementos da Visma-Lease a Bike, tendo os restantes favoritos se juntado mais à frente. Enquanto isso, os ataques no grupo dos fugitivos iam-se sucedendo. Quilómetros finais muito atacados Os últimos quilómetros foram muito atacados no grupo dos fugitivos. Foi num destes ataques que Jasper Stuyven conseguiu sair e correu os quilómetros finais sozinho mas foi alcançado no último quilómetro. Foram seis os sobreviventes da fuga que lutaram pela etapa ao sprint. Deste sexteto, Anthony Turgis foi o mais forte e deu uma importante vitória à TotalEnergies. Pidcock fez segundo e Derek Gee fez terceiro. Rui Costa fez uma etapa sempre bem colocado e chegou no segundo grupo de escapados na posição 13. João Almeida chegou no grupo dos favoritos tendo Nélson Oliveira desligado-se cedo da corrida. https://twitter.com/LeTour/status/1809979323576639883 Vídeo resumo https://youtu.be/oATe-1TYihY?si=tSZczhphL01zoUAI Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaTempo1 TURGIS Anthony 4:19:432 PIDCOCK Thomas ,,3 GEE Derek ,,4 ARANBURU Alex ,,5 HEALY Ben ,,6 LUTSENKO Alexey ,,7 ROMO Javier 0:128 STUYVEN Jasper 0:189 GIRMAY Biniam1:1710 MATTHEWS Michael, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej35:42:422 EVENEPOEL Remco0:333 VINGEGAARD Jonas1:154 ROGLIČ Primož1:365 AYUSO Juan2:166 ALMEIDA João2:177 RODRÍGUEZ Carlos2:318 LANDA Mikel3:359 GEE Derek4:0210 JORGENSON Matteo4:03 Etapa 10 Na décima etapa, volta a oportunidade para os sprinters lutarem pela etapa, depois do dia de descanso de segunda-feira. Fonte: Site oficial da prova ### Tour de France 2024 | Etapa 8 | Girmay está "intratável" Biniam Girmay (Intermarché-Wanty) voltou a destacar-se na oitava etapa do Tour de France 2024 ao vencer um emocionante sprint em Colombey-les-Deux-Églises, consolidando assim a sua posição na liderança da classificação por pontos com a camisola verde. Numa chegada exigente e em ligeira subida, Girmay superou Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck), que terminou em segundo, seguido de Arnaud de Lie (Lotto-Dstny) no terceiro lugar. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Pedersen Fora da Corrida A etapa começou com a notícia da desistência de Mads Pedersen, devido a uma queda na quinta etapa. A Lidl-Trek perde assim a sua referência nas chegadas ao sprint. Classificação Geral Sem Alterações Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) manteve a liderança na classificação geral. A classificação geral permaneceu inalterada, com Pogacar a liderar com 33 segundos de vantagem sobre Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e 1'15" à frente de Jonas Vingegaard (Team Visma | Lease a Bike). Domínio de Abrahamsen nas Montanhas Num dia que se adequava bem à EF Education-EasyPost, apesar das tentativas a equipa acabou por não conseguir colocar Ben Healy ou Alberto Bettiol na fuga, a EF Education-EasyPost desistiu dos ataques e recuou Bissegger e Powless. Jordan Jegat (TotalEnergies) tentou alcançar Abrahamsen sem sucesso, deixando o norueguês liderar sozinho nas subidas da Côte de Villy-en-Auxois (Cat 4, km 32.5) e da Côte de Verrey-sous-Salmaise (Cat 3, km 38.8). No sprint intermédio em Lamargelle (IS, km 59), Abrahamsen tinha uma liderança de 5'40” sobre um pelotão relaxado. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters A fuga épica de Abrahamsen terminou a 14.4 km da meta, com o pelotão a reagrupar-se e a preparar-se para a chegada em Colombey-les-Deux-Églises. No final frenético, Girmay voltou a mostrar uma capacidade impressionante de poder no sprint, garantindo a vitória da etapa e consolidando a sua liderança na classificação por pontos. Os portugueses Quanto aos portugueses, João Almeida e Nelson Oliveira terminaram a etapa integrados no pelotão, enquanto que Rui Costa chegou num grupo mais atrasado, a mais de um minuto do vencedor. Vídeo Resumo https://youtu.be/0gr39gJks3Q?si=8tZ1L4VQpT-WUl36 TOP 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1GIRMAY BiniamIntermarché-Wanty04:04:502PHILIPSEN JasperAlpecin-Deceuninck+ 003DE LIE ArnaudLotto Dstny+ 004ACKERMANN PascalIsrael-Premier Tech+ 005VAN DEN BERG MarijnEF Education-EasyPost+ 006GIBBONS RyanLidl-Trek+ 007TURGIS AnthonyTotalEnergies+ 008WRIGHT FredBahrain Victorious+ 009ARANBURU AlexMovistar Team+ 0010EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+ 00 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1POGACAR TadejUAE Team Emirates31:21:132EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+ 333VINGEGAARD JonasTeam Visma Lease a Bike+ 01:154ROGLIC PrimozRed Bull-BORA-hansgrohe+ 01:365AYUSO JuanUAE Team Emirates+ 02:166ALMEIDA JoaoUAE Team Emirates+ 02:177RODRIGUEZ CarlosINEOS Grenadiers+ 02:318LANDA MikelSoudal Quick-Step+ 03:359JORGENSON MatteoTeam Visma Lease a Bike+ 04:0310VLASOV AleksandrRed Bull-BORA-hansgrohe+ 04:36 Sterrato marca etapa 9 Tal como haviamos adiantado aqui no Topcycling, a 9ª etapa traz ao Tour o ciclismo romântico das estradas de terra: 14 setores de sterrato divididos por 32km entre vinhedos. Há setores de até 4km de extensão e seis deles metidos nos 32km finais. ### Tour de France: Etapa 7 - Mudanças no Top 10 Dia de contrarrelógio individual no Tour de France, numa jornada em que havia diferenças para ser feitas na geral e onde especialistas nesta modalidade se podiam intrometer entre os favoritos ao top 10. 25 quilómetros ligaram Nuits-Saint-Georges a Gevrey-Chambertin no primeiro de três dias, onde a forma do top 10 final se vai começar a compor. https://twitter.com/LeTour/status/1809184216019566618 Suíços Stefans entraram a abrir Sendo a saída por ordem inversa à classificação geral, os primeiros contrarrelogistas que não lutam pela geral começaram o seu esforço antes de se fazerem as contas dos favoritos. Os suíços Stefan Bisseger e Stefan Küng entraram a todo o gás, tendo Küng destronado o seu compatriota por 14 segundos. Seguiu-se o francês Kévin Vauquelin com o melhor tempo. O ciclista vencedor da etapa número dois deste Tour, subiu à cadeira quente mas por pouco tempo, já que Victor Campenaerts, por pouco mais de meio segundo, lhe tirou o lugar. Até sair o Top 10, mais ninguém destronou Campenaerts. https://twitter.com/lotto_dstny/status/1809224664280916016 Big 4 lutaram pela etapa Começando o Top 10 a ir para a estrada, a tensão começou a aumentar, com as dúvidas de como se iam sair os favoritos. Primož Roglič, quinto à geral, foi o primeiro a bater o tempo de Campenaerts, batendo o belga por 18 segundos quando o Top 3 ia acabando o seu esforço. Jonas Vingegaard, que ocupava a terceira posição fez um excelente contrarrelógio, ficando a 3 segundos do esloveno. Nesta altura faltavam apenas acabar a etapa os dois favoritos no dia de hoje, Remco Evenepoel e Tadej Pogačar. https://twitter.com/LeTour/status/1809240680104952014 Foi o Campeão do Mundo a levar a melhor sobre Pogačar, vencendo a etapa com um tempo de 28'52 minutos, menos 12 segundos que o camisola amarela. Evenepoel venceu a sua primeira etapa do Tour de France, tendo agora completa a trilogia de vitórias nas três Grandes Voltas. Portugal com dois ciclistas no Top 20 Os ciclistas portugueses tiveram um grande dia com dois ciclistas no top 20 da etapa. João Almeida fez oitavo a 57'19 segundos do vencedor e subiu dois lugares na geral, estando agora na sexta posição. Nélson Oliveira acabou em 16.º a 1'24 minutos de Evenepoel. Rui Costa esteve mais discreto e acabou na posição 67 com mais 3'20 minutos que o vencedor da jornada de hoje. Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 EVENEPOEL Remco28:522 POGAČAR Tadej+ 123 ROGLIČ Primož+ 344 VINGEGAARD Jonas+ 375 CAMPENAERTS Victor+ 526 VAUQUELIN Kévin+ 527 JORGENSON Matteo+ 548 ALMEIDA João+ 579 HEALY Ben+ 5910 KÜNG Stefan+ 1:00 Top 10 geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej27:16:232 EVENEPOEL Remco0:333 VINGEGAARD Jonas1:154 ROGLIČ Primož1:365 AYUSO Juan2:166 ALMEIDA João2:177 RODRÍGUEZ Carlos2:318 LANDA Mikel3:359 JORGENSON Matteo4:0310 VLASOV Aleksandr4:36 Perfil da etapa 8 ### Trek lança os novos pneus Aeolus RSL A Trek acaba de anunciar o lançamento os seus novos pneus de estrada topo de gama: os Bontrager Aeolus RSL que, segundo a marca, são os mais rápidos de sempre da Trek. O Aeolus RSL foi concebido para poupar watts tanto na resistência ao rolamento como na aerodinâmica, graças à sua carcaça em algodão que oferece flexibilidade e a proteção contra furos com uma fita de proteção extra na sub-camada. Poupança de +3,7 watts O novo Race Dual-Compound posiciona a borracha mais firme no centro da banda da rodagem e a borracha mais suave nas extremidades para maior aderência em curva. Esta combinação, segundo informa a Trek, resulta numa poupança de +3.7 watts em resistência ao rolamento comparado com o R3 TLR*.  *R3 TLR 28c vs. Aeolus RSL 28c a 35 km/h e 68 kg de carga num único pneu, utilizando a passadeira desenhada internamente pela Trek. Pneus com vento a favor Para além da redução da resistência ao rolamento, o novo design dos pneus Aeolus RSL proporciona ganhos aerodinâmicos, poupando desta maneira watts e energia aos ciclistas. Construção em algodão Os novos Aeolus RSL, possuem uma carcaça em algodão de 320 tpi com fibras mais flexíveis o que, pelo que informa a marca americana, oferece maior conforto e velocidade, adaptando-se melhor às superfícies da estrada. Daqui resulta uma experiência de condução mais suave, mais rápida e com melhor aderência. Proteção anti-furos Estes novos pneus da Trek são compostos por uma proteção anti-furos extra na sub-camada, diretamente por baixo do piso de rodagem, para maior proteção dos detritos da estrada. A configuração tubeless ready permite tapar os furos antes que o pneu esvazie por completo. Tamanhos disponíveis O novo Bontrager Aeolus RSL está disponível nos tamanhos 26, 28, 30 e 32 mm e está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Tour de France 2024: Etapa 6 - Groenewegen levanta os braços! A sexta etapa do Tour de France ligou Mâcon a Dijon (163.5km’s de extensão). A etapa era plana e previa-se uma chegada ao sprint (vídeo resumo da etapa no fim do artigo). Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Decorrer da Etapa A fuga foi praticamente inexistente num dia em que o pelotão esteve sempre em controlo. A cerca de 80km’s do fim, o vento ameaçou animar a etapa, com a Team Visma | Lease a Bike a forçar cortes no pelotão. Toda a equipa da Team UAE Emirates ficou num segundo grupo, com a exceção de Tadej Pogacar (Team UAE Emirates). https://twitter.com/LeTour/status/1808860295818891436 A Chegada Os grupos acabariam por se juntar a 70km’s do fim, e o pelotão seguiu completo até ao fim da etapa. A chegada ao sprint era, nesta altura, inevitável. No sprint, Jasper Philipsen (Alpecin - Deceuninck) foi o primeiro a arrancar. O belga seguiu na frente por grande parte do sprint, até ser ultrapassado, quase em cima da linha, por Dylan Groenewegen (Team Jayco AlUla). https://twitter.com/LeTour/status/1808891186515476850 O holandês chegou assim à vitória, a sexta da sua carreira no Tour de France. Philipsen chegou em segundo (mas foi relegado para o fim do grupo por ter desviado a trajetória do sprint), e Biniam Girmay (Intermarché - Wanty) em terceiro. Nas contas finais, Girmay terminou a etapa em segundo e Fernando Gaviria (Movistar Team) fechou o pódio da etapa. Os Portugueses Mais uma chegada ao sprint, e mais uma etapa tranquila para os portugueses no pelotão. O único momento de stress, principalmente para João Almeida (Team UAE Emirates), veio com os “abanicos” – o português ficou no segundo grupo, com o seu líder isolado no primeiro pelotão. O grupo acabou por se juntar e os portugueses chegaram sem problemas de maior ao fim da Etapa. Veja aqui o vídeo resumo da Etapa 6: https://www.youtube.com/watch?v=iQAuv1z7TMI&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa 6 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Dylan GroenewegenAstana Qazaqstan Team3:31:552Biniam GirmayIntermarché - Wanty“3Fernando GaviriaMovistar Team“4Phil BauhausBahrain - Victorious“5Arnaud De LieLotto Dstny“6Wout Van AertTeam Visma | Lease a Bike“7Arnaud DémareArkéa - B&B Hotels“8Alexander KristoffUno-X Mobility“9Pascal AckermannIsrael - Premier Tech“10Piet AllegaertCofidis“ Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates19:06:382Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:453Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike0:504Juan AyusoUAE Team Emirates1:105Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe1:146Carlos RodríguezINEOS Grenadiers1:167Mikel LandaSoudal Quick-Step1:328João AlmeidaUAE Team Emirates“9Giulio CicconeLidl - Trek3:2010Egan BernalINEOS Grenadiers3:21 Amanhã, o contrarrelógio de 25,3km's promete trazer alterações na Classificação Geral. Perfil da Etapa 7: Fonte: Site Oficial do Tour de France ### Volta a Portugal Feminina Cofidis - Michaela Drummond vence primeira etapa Numa jornada que ligou Canelas a Águeda ao longo de 96,4 quilómetros, a neozelandesa Michaela Drummond (Arkéa-B&B Hotels) venceu a primeira etapa da Volta a Portugal Feminina Cofidis e é deste modo a primeira Camisola Amarela. A primeira etapa apresentava um perfil plano, propício a um ritmo elevado no pelotão. A maior dificuldade do dia acabou por ser o calor, que com o ritmo elevado imposto pela Arkéa-B&B Hotels, acabou por fazer algumas ciclistas perderem o contacto com o pelotão. Arkéa-B&B Hotels controlou a jornada Para além do controlo do pelotão, a equipa francesa venceu todas as metas intermédias atravésde Marie Le Deunff. As gaulesas tiveram ainda capacidade para comandar a aproximação à meta, emligeira subida, colocando as suas corredoras em condições de triunfar na etapa. Michaela Drummond correspondeu ao esforço das companheiras e venceu ao sprint no primeiro dia da Volta a Portugal Feminina Cofidis, à frente da colega de equipa Maurene Tregouet. O terceiro lugar ficou por conta de India Grangier (Team Coop-Repsol). Melhores portuguesas na Volta a Portugal Feminina Cofidis Daniela Campos (Eneicat-CMTeam), sétima classificada, foi a melhor portuguesa, seguida de perto porMariana Líbano (Academia Efapel de Ciclismo) 13.ª, lugares que repetem na geral, ambas a 12segundos da líder da corrida. A segunda etapa vai ligar Mealhada a Sever do Vouga, numa extensão de 120 quilómetros, com a meta a coincidir com uma contagem de montanha de segunda categoria. ### Novo Selim e Guiador PRO Bike Gear A Shimano lançou um novo selim – o PRO Stealth Superlight Saddle – e um novo guiador – o PRO Vibe Aero Carbon Handlebar. PRO Stealth Superlight Saddle Uma peça única, com uma base e carris de carbono feitos à mão. O selim foi concebido para incentivar uma posição avançada, permitindo que os ciclistas mantenham uma posição aerodinâmica mais confortável. Segundo a Shimano, “o PRO Stealth Superlight não é apenas o selim de ciclismo mais leve da PRO - é também excecionalmente confortável” "A gama de selins PRO Stealth apresenta os selins mais populares da PRO. Os ciclistas adoram os selins pelo seu conforto, bem como pela forma como o incentivam a adotar uma posição mais agressiva e aerodinâmica na bicicleta. O PRO Stealth Superlight marca o auge desta gama” Shimano A equipa de desenvolvimento da PRO conseguiu cortar no peso ao atualizar a disposição da base de carbono feita à mão. Em colaboração com a marca irmã da PRO, a bikefitting, a equipa reduziu 15 gramas a um selim que já era “excecionalmente leve”. Créditos: Shimano O selim PRO Stealth Superlight utiliza o design comprovado do Stealth, com um grande recorte anatómico e um nariz largo. Estes elementos combinam-se para permitir uma posição excecionalmente aerodinâmica na bicicleta. O conforto é ainda reforçado pela utilização de um acolchoamento em EVA “super leve, mas denso”. A durabilidade é assegurada pela robusta cobertura em PU, que também impede que o acolchoamento do selim PRO Stealth Superlight absorva água. Especificações Técnicas Selim "Hors Categorie" da PRO O selim mais leve da PRO Concebido para manter uma posição aerodinâmica agressiva Estética arrojada para combinar com as modernas bicicletas de estrada Grande recorte de ajuste anatómico para reduzir a pressão Base de carbono feita à mão, super leve e compatível Cobertura em PU suave e durável para minimizar a fricção com os bibes de ciclismo Compatível com os acessórios de selim PRO Base: Carbono Carris: Carbono Estofamento: EVA super leve Larguras: 142mm e 152mm Peso: a partir de 130g PRO Vibe Aero Carbon Handlebar O novo guiador PRO Vibe Aero Carbon e o avanço PRO Vibe Aero combinam a aerodinâmica com a otimização para proporcionar um cockpit personalizável que satisfaz todas as necessidades do ciclista de estrada de competição. Créditos: Shimano Os novos guiadores têm topos aerodinamicamente optimizados, e possuem um revestimento antiderrapante, bem como uma inclinação de 10 graus para a frente para permitir que os ciclistas se aconcheguem ainda mais e reduzam a sua área frontal. Este perfil estreito do ciclista é também reforçado pela largura estreita do guiador e pela inclinação para dentro da área de fixação STI. A personalização que também é um destaque. Disponível em três larguras, de 37 a 41 centímetros, a verdadeira vantagem do guiador é a sua compatibilidade com as hastes padrão de 31,8 milímetros de diâmetro de fixação. Concebido para ser utilizado com o novo avanço PRO Vibe Aero, disponível em seis comprimentos, cada avanço tem uma opção de ângulo negativo de 17 graus. "Estamos muito entusiasmados com o lançamento do guiador PRO Vibe Aero Carbon e do avanço PRO Vibe Aero. A partir dos nossos testes internos e do feedback dos PRO Community Riders, estamos confiantes de que produzimos um cockpit que irá economizar watts e permitir que você fique em uma posição aerodinâmica confortável na bicicleta.” Niek Verbakel, diretor de marketing da PRO Créditos: Shimano A funcionalidade do guiador PRO Vibe Aero Carbon foi ainda concebida para uma variedade de estilos de passagem de cabos. O guiador também possui pontos de colocação dedicados para Shimano Satellite Shifters para permitir uma mudança de velocidades perfeita a partir da parte superior. Especificações Técnicas Construção em Carbono T700 e T800 UD Topos aerodinâmicos Revestimento antiderrapante nos topos Compatível com o Shimano Di2 Opções completas de encaminhamento de cabos internos Pontos de colocação para Shimano Satellite Shifters Forward sweep: 10 graus Flare: 10 graus Drops: 126mm (PRHA0615), 128mm (PRHA0616) and 129mm (PRHA0617) Alcance: 77mm (PRHA0615), 79mm (PRHA0616) and 81mm (PRHA0617) Larguras: 37, 39 e 41cm Peso: a partir de 240 gramas Compatível com a extensão PRO Compact Carbon Clip-On. Fica a saber mais sobre outros artigos da Shimano aqui! ### Tour de France 2024: Etapa 5 - Mark Cavendish entra para a História! A quinta etapa do Tour de France ligou Saint-Jean-de-Maurienne a Saint Vulbas (177,4km’s de extensão). O dia previa-se calmo, com chegada ao sprint (vídeo resumo da etapa no final do artigo). A fuga do dia A fuga do dia demorou a formar-se, e foi constituída por apenas dois ciclistas: Clément Russo (Groupama – FDJ), e Mattéo Vercher (TotalEnergies). Os dois ciclistas chegaram a ter cerca 5 minutos de vantagem, mas foram apanhados pelo pelotão quando faltavam 35km’s para o final. Créditos: A.S.O./Charly Lopez A Chegada ao Sprint Antes dos últimos 10km’s, houve a destacar quedas para Alexander Kristoff (Uno-X Mobility) e Christophe Laporte (Team Visma | Lease a Bike), sem consequências de maior. No pelotão os comboios dos sprinters chegavam-se à frente da corrida, na preparação para o sprint, que era, nesta altura, inevitável. No lançamento do sprint, Mark Cavendish (Astana Qazaqstan Team) foi dos primeiros a arrancar, e nenhum outro ciclista conseguiu sair da roda do britânico. Vitória, e História, para Cavendish. Em segundo chegou Jasper Philipsen (Alpecin - Deceunick), e em terceiro Kristoff. https://twitter.com/LeTour/status/1808532801748127749 Chegou assim, finalmente, a vitória 35 para Mark Cavendish, que passa a ser o vencedor do maior número de etapas no Tour de France, ultrapassando Eddy Merckx. https://twitter.com/LeTour/status/1808533488179483104 Os Portugueses Os portugueses tiveram um dia calmo no pelotão e chegaram sem nenhum problema à linha de meta. Vídeo Resumo da Etapa: https://www.youtube.com/watch?v=9Wi1pSLNV8c&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa 5 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Mark CavendishAstana Qazaqstan Team4:08:462Jasper PhilipsenAlpecin - Deceuninck“3Alexander KristoffUno-X Mobility“4Arnaud De LieLotto Dstny“5Fabio JakobsenSoudal Quick-Step“6Pascal AckermannIsrael - Premier Tech“7Arnaud DémareArkéa - B&B Hotels“8Gerben ThijssenIntermarché - Wanty“9Biniam GirmayIntermarché - Wanty“10Marijn Van Den BergEF Education - EasyPost“ Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates19:06:382Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:453Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike0:504Juan AyusoUAE Team Emirates1:105Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe1:146Carlos RodríguezINEOS Grenadiers1:167Mikel LandaSoudal Quick-Step1:328João AlmeidaUAE Team Emirates“9Giulio CicconeLidl - Trek3:2010Egan BernalINEOS Grenadiers3:21 Perfil da Etapa 6: Fonte: Site Oficial do Tour de France ### Pirelli lança os novos Pirelli P Zero Race TLR RS A Pirelli anunciou o lançamento dos novos pneus P Zero Race TLR RS, que segundo a marca, são os primeiros pneus de bicicleta do mundo, com borracha natural certificada pelo FSC®. Esta certificação confirma que a floresta está a ser gerida de forma a preservar a diversidade biológica e a beneficiar a vida das populações e dos trabalhadores locais, assegurando simultaneamente a sua viabilidade económica. Pneu tubeless-ready Este novo pneu da gama Pirelli Cycling está a ser utilizado pela Lidl-Trek, equipa profissional de ciclismo e é fabricado na fábrica da Pirelli em Milão-Bollate. Para além disso está disponível para todos para compra. O P Zero Race TLR RS é um pneu tubeless-ready e é o mais recente dos pneus para bicicletas de estrada da Pirelli. Segundo informa a marca italiana, este pneu foi desenvolvido para competições e seu foco é uma excelente aderência em qualquer condição climática. Menos peso e resistência ao rolamento A Pirelli também informa que este pneu demonstra um excelente comportamento em estrada ao travar, acelerar e virar e uma resistência ao rolamento muito baixa. A espessura e as camadas de tecido da estrutura foram modificadas para reduzir o peso (-8%) e, segundo diz a Pirelli, contribuir, juntamente com o composto, para reduzir significativamente a resistência ao rolamento (-16%). O primeiro pneu do mundo que com borracha natural certificada pelo FSC® data de 2021, o Pirelli P Zero para o BMW X5 Plug-in Hybrid. Em 2023, a empresa apresentou a gama de pneus com borracha natural certificada pelo FSC® para os monolugares da Fórmula 1.A Pirelli, anuncia agora, o P Zero Race TLR RS inaugurando a primeira gama de pneus de bicicleta com certificação FSC®. Para veres as várias gamas, preços e disponibilidade visita aqui o site do importador em Portugal: www.scvouga.pt. ### Tour de France – João Almeida dá um murro na mesa Forma incrível e gesto ao colega Juan Ayuso não passaram despercebidos. João Almeida foi o MVP do bloco de Tadej Pogacar no Col du Galibier. A alta montanha chegou ao Tour de France logo ao quarto dia e a intra-história foi a fricção entre João Almeida e Juan Ayuso. Tanta dureza tão cedo é inédita na prova. A partida em Itália e entrada em França pelos Alpes justificam a incursão nas montanhas. A expetativa para ver o comportamento do bloco da UAE-Emirates era grande. Não é todos os dias que vemos tantos líderes convertidos em gregários. Curiosamente não foi o general Tadej Pogacar a por os soldados em formação no Col du Galibier. Tim Wellens iniciou o trabalho de demolição da UAE-Emirates.Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Muito João Almeida e pouco Juan Ayuso Quando chegou a altura de partir o grupo viu-se muito João Almeida e pouco Juan Ayuso. O português assumiu a cabeça do grupo dos favoritos e Juan Ayuso ficou na parte de trás aparentemente em dificuldades. Quando Pogacar já só tinha a dupla ibérica – Adam Yates rebentou antes de entrar ao serviço – viveu-se um momento interessante. João Almeida levantou o braço como que dizendo "Juan anda puxar". Juan Ayuso demorou a chegar à cabeça do grupo, mas cumpriu a missão. https://twitter.com/eurosport_es/status/1808252049374556215?s=48&t=_r3TwT7_NO8gYSa7KfIuPg Foi uma colaboração arrancada a ferros. Ayuso parecia ir no limite, que não podia dar mais uma pedalada, quando afinal estava longe de entrar na reserva. Juan Ayuso chamado ao trabalho no Col du Galibier.Créditos: A.S.O. Billy Ceusters João Almeida esteve oito minutos a puxar Os habituais olhares atentos das redes sociais traduziram em tempo a distruibuição do trabalho do bloco da UAE-Emirates no Col du Galibier. No TopCycling também fizemos essa análise. João Almeida esteve não oito, mas quase nove minutos a puxar no primeiro teste montanhoso do Tour de France! Juan Ayuso fez apenas quatro ao vento. O espanhol soube gerir para forçar na descida e sprintar para bonificar quatro segundos na meta. João Almeida coroou com os favoritos, mas cedeu 14 segundos na descida. Subiu a 8º na geral individual, enquanto Ayuso é 3º. Pogacar teve que se posicionar O gesto de João Almeida teve repercussão lá fora. Em Espanha, o Diário As cita Ayuso que diz ter evitado “um sobre-esforço” para não se “queimar” e não poder ser mais útil posteriormente. A comentar a etapa para o canal neerlandês NOS, Tom Dumoulin explicou que "Ayuso esteve sempre atrás e pareceu em dificuldades. De vez em quando até esteve no elástico. Almeida teve que o chamar à frente para ajudar. Ele ajudou, mas depois faz 3º na etapa. Então pergunto-me 'Ayuso, deste tudo pelo teu líder?' Claramente ele nao ficou vazio. Isso irritou o Almeida, com razão". Também Pogacar teve que se posicionar quando questionado pela imprensa que cobre o evento. “Quando vais a full gas, até para dizer a alguém que o amas tens que gritar. Há muita gente à volta e são normais os gestos para nos entendermos, mas não creio que o João esteja incomodado por nada. Estou contente pela maneira como corremos.” Tadej Pogacar Tadej Pogacar ao ataque no Col du Galibier.Créditos: A.S.O. Charly Lopez Ayuso tem fibra de campeão O Tour de France ainda agora começou, mas já deu para perceber que Juan Ayuso tem fibra de campeão e não se vai contentar com ser gregário. João Almeida joga melhor em equipa, mas deveria aproveitar a forma suprema que trouxe da Volta à Suíça e aspirar a mais que o top 5 do Tour de France? Esse foi o objetivo definido pelo próprio em entrevista ao TopCycling. Joxean Matxin e Mauro Gianetti assistem de camarote e sabem ter em mãos um bom “problema”. Evitar fraturar o grupo ao estilo Jumbo-Visma na Vuelta a Espanha do ano passado é a tarefa dos diretores. E Tadej Pogacar, terá uma palavra a dizer na forma como se vão gerir os egos? O “Caníbal” do ciclismo moderno terá que fazer uma gestão cuidadosa dos egos dentro do balneário. ### Specialized lança a Nova Stumpjumper 15 A Specialized acaba de lançar a mais recente versão do seu icónico modelo Stumpjumper, modelo com fãs do ciclismo de montanha, desde a sua primeira versão em 1981. A nova Stumpjumper 15 chega com inovações e personalização para os ciclistas de Trail. Tecnologia GENIE: Suspensão Inovadora A maior novidade desta versão é a tecnologia de amortecimento GENIE. Desenvolvida pela equipa da Specialized, esta suspensão de ar oferece os benefícios combinados de um amortecedor de mola e um de ar. De acordo com a marca traduz-se numa condução mais suave e controlada, com maior resistência ao esgotamento do curso e uma plataforma ajustável que se adapta às preferências de cada ciclista. Desempenho Sem Compromissos A Stumpjumper 15 foi concebida para enfrentar os terrenos mais desafiantes, oferecendo uma performance de downhill enquanto mantém a eficiência e diversão em trilhos técnicos. Segundo Allan Cooke, um dos ciclistas que testou o modelo, esta bicicleta oferece o melhor de dois mundos, combinando a robustez de uma bicicleta de longo curso com a agilidade de uma de curto curso. Personalização Avançada Mais uma vez a Stumpjumper oferece opções de personalização. Com seis ajustes de geometria, a possibilidade de escolher entre rodas mistas ou de 29", e uma curva de amortecimento ajustável, cada ciclista pode configurar a bicicleta conforme as suas necessidades específicas e os tipos de terreno que pretende enfrentar. Os ajustes de geometria permitem alterar o ângulo da direção entre 63 e 65,5 graus, e a altura do eixo pedaleiro pode ser ajustada para uma sensação mais estável ou para maior espaço livre. Experiência de Condução Matt Hunter, um dos ciclistas que testou a nova Specialized Stumpjumper 15, destaca a capacidade da bicicleta de expandir os limites do que é possível em trilhos difíceis, convidando os ciclistas a desafiarem-se em zonas onde anteriormente seriam mais cautelosos. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, saber a disponibilidade e preços da nova Specialized Stumpjumper 15, clicando aqui no site da marca: www.specialized.com/pt ### Tour de France - Etapa 4: Pogacar abre as hostes! A etapa 4 do Tour de France ligou Pinerolo a Valloire (139,6km’s). Terminou com uma descida de 17km’s, depois da ascensão ao Col du Galibier - 22,9km’s a 5,1% de pendente média (veja o vídeo resumo da Etapa no fim do artigo). Fuga do dia A fuga do dia tardou a formar-se. Estabilizou com 17 ciclistas na frente, mas o pelotão controlou sempre de perto. Os destaques foram para a luta de Stephen Williams (Israel - PremierTech) e Valentin Madouas (Groupama - FDJ) pelos pontos da montanha. Créditos: A.S.O./Billy Ceuste8rs Os últimos ciclistas da fuga a ser apnhados foram Christopher Juul-Jensen (Team Jayco AlUla), Oier Lazkano (Team Movistar), David Gaudu (Groupama - FDJ) e Tobias Johannessen (Uno-X Mobility), já na subida ao Galibier. Quilómetros Finais No pelotão, já muito reduzido, a UAE Team Emirates impunha um ritmo alto. Nos últimos quilómetros da derradeira subida, o grupo tinha menos de 10 ciclistas. Já dentro do quilómetro final da subida, depois de João Almeida (UAE Team Emirates) impor ritmo na frente, Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) atacou. Jonas Vingegaard (Team Visma | Lease a Bike) ainda esboçou uma reação, mas não conseguiu agarrar a roda do esloveno. https://twitter.com/LeTour/status/1808149741248627150 Pogacar alcançou o topo do Galibier com 10’ para Vingegaard, e a margem aumentou durante a descida. O vencedor do Giro D'Italia não seria mais alcançado, e conquistou a primeira vitória no Tour de France deste ano – voltou também à liderança da corrida. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Atrás, a 35’, chega o grupo perseguidor, onde Remco Evenepoel (Soudal Quick-step) foi segundo e Juan Ayuso (UAE Team Emirates) terceiro. Os Portugueses Tremenda etapa de João Almeida (UAE Team Emirates), que trabalhou muito para a equipa e chegou a 53’ do companheiro de equipa. Rui Costa (EF Education - EasyPost) também trabalhou muito para segurar a amarela de Richard Carapaz, apesar do equatoriano ter perdido o contacto com a frente durante o Gablibier. Nelson Oliveira (Team Movistar) teve hoje uma etapa discreta no apoio ao seu líder. Vídeo Resumo da Etapa 4 https://youtu.be/vpDYIQ91ulY?si=22x154KUfCbdl5cJ Classificação da Etapa 4 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates3:46:382Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:353Juan AyusoUAE Team Emirates“4Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe“5Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike0:376Carlos RodríguezINEOS Grenadiers“7Mikel LandaSoudal Quick-Step0:538João AlmeidaUAE Team Emirates“9Giulio CicconeLidl - Trek2:4110Santiago BuitragoBahrain - Victorious“ Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates19:06:382Remco EvenepoelSoudal Quick-Step0:453Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike0:504Juan AyusoUAE Team Emirates1:105Primož RoglicRed Bull - BORA - hansgrohe1:146Carlos RodríguezINEOS Grenadiers1:167Mikel LandaSoudal Quick-Step1:328João AlmeidaUAE Team Emirates“9Giulio CicconeLidl - Trek3:2010Egan BernalINEOS Grenadiers3:21 Perfil da Etapa 5 Fonte: Site Oficial do Tour de France ### Novos sapatos SHIMANO com tecnologia S-PHYRE A Shimano renovou a sua linha de sapatos de estrada e introduziu uma nova opção de inverno compatível com SPD. Segundo a marca, a nova linha de sapatos de estrada “oferece tremendo conforto e capacidade, trazendo a tecnologia S-PHYRE para um novo nível de preços”. A marca acrescenta ainda que “esta linha conta com os ajustes certos e uma construção melhorada para maior conforto e controlo nas corridas do dia-a-dia”. Trazem, também, um número maior de modelos e tamanhos específicos para mulheres. SHIMANO RC703 e RC703W Repleto de funcionalidades focadas na competição, os RC703 e RC703W utilizam a mesma tecnologia S-PHYRE que encontramos nos sapatos dos ciclistas profissionais. Têm um design que procura oferecer conforto e uma transferência de poder eficiente, e, segundo a marca, “empregam uma sola de baixa altura e um padrão de laço cruzado elegante e discreto que fixa elegantemente o antepé, reduz o peso e aumenta a estabilidade da pedalada”. Os RC703W contam ainda com um design específico para mulheres. Os RC703 e RC703W contam com um sistema de ajuste BOA com dois mostradores L6Z para um ajuste preciso; parte superior em couro sintético respirável; envolvente superior; e sola intermédia de baixa altura. O preço está fixado nos 229,95€. Especificações Técnicas dos RC703 Peso: 244 gramas (tamanho 42) Cores: Preto, Branco, Verde Sálvia Tamanhos: 38 – 47 (meios tamanhos disponíveis), 48, 49, 50 Tamanhos de largura: 38 – 47 (meios tamanhos disponíveis), 48, 49, 50 Especificações Técnicas dos RC703W Peso: 224 gramas (tamanho 40) Cores: Preto, Branco Tamanhos: 36 – 44 SHIMANO RC302 e RC302W Com uma série de características focadas na performance, os RC302 e RC302W proporcionam um “sapato de estrada de valor acrescentado para as corridas diária”. "Foram concebidos para conforto e velocidade, utilizam uma entressola integrada sem costuras e uma sola de nylon reforçada com fibra de vidro para proporcionar uma plataforma de pedalagem rígida e estável. O RC302W também possui uma forma específica para mulher." Shimano Contam com um Sistema de ajuste BOA com mostrador L6E; Topo em couro sintético respirável; Parte superior envolvente; e Sola intermédia de baixa altura. O preço está fixado nos 114,95€. Especificações Técnicas dos RC302 Peso: 252 gramas (tamanho 42) Cores: Preto, Branco, Azul Marinho Tamanhos: 36 – 52 Tamanhos de largura: 36 – 52 Especificações Técnicas dos RC302W Peso: 237 gramas (tamanho 40) Cores: Preto, Branco, Azul Marinho Tamanhos: 36 – 44 SHIMANO RC102 e RC102W Os RC102 e RC102W, repletos de funcionalidades, partilham o ADN com os ténis de estrada S-PHYRE - topo de gama da Shimano. "Contam com um novo sistema de fecho de 3 tiras para fixar o pé com um visual elegante. A parte superior em couro sintético perfurado, a estrutura da entressola sem costuras e a altura reduzida da pilha proporcionam maior conforto, arrefecimento e desempenho. O RC102W apresenta uma forma específica para mulher." Shimano Têm uma estrutura da sola intermédia sem costuras; sistema de fecho com três tiras; Topo em pele sintética respirável; Calcanhar largo para andar. O preço está fixado nos 94,95€. Especificações Técnicas dos RC102 Peso: 268 gramas (tamanho 42) Cores: Preto, Branco, Azul Marinho Tamanhos: 36 – 50 Especificações Técnicas dos RC102W Peso: 246 gramas (tamanho 40) Cores: Preto, Branco, Azul Marinho Tamanhos: 36 – 44 SHIMANO MW502 Segundo a Shimano, os MW502 foram “concebidas para ciclistas sem folgas - mantêm os pés quentes e secos mesmo quando o tempo está frio e húmido”. A marca acrescenta que, para além da membrana DRYSHIELD da Shimano, os MW502 “têm um forro de lã aconchegante, aba de renda de fecho seguro e gola de neopreno no tornozelo, tornando-se na melhor defesa contra condições frias”. Especificações Técnicas dos MW502 Compatível com SPD Membrana DRYSHIELD com forro polar Fecho Speed Lace Sola exterior de borracha com padrão de corrida de cross-country para maior tração Preço: 159.95€ Peso: 391 gramas (tamanho 42) Tamanhos: 38 - 48 Tamanhos de largura: 38 - 48 Podes ver todas as características, disponibilidade e preços, no site da Shimano Portugal: www.shimano.com/pt ### Tour de France - Etapa 3 - Eritreia e Equador em festa Depois de dois dias muito duros para o pelotão, os ciclistas tiveram uma jornada mais calma na terceira etapa do Tour de France. No último de três dias em terras italianas, a etapa partiu de Piacenza e terminou em Torino ao fim de 230 quilómetros, a maior jornada da edição de 2024 deste Tour. Sem grandes dificuldades no percurso, esta era a primeira oportunidade para os sprinters lutarem pela primeira vitória na Grand Boucle. https://twitter.com/LeTour/status/1807704516634030241 Grelier animou a jornada Antes da partida para França, o pelotão quis homenagear uma das maiores provas italiana, a Milão-Sanremo, onde a ação só acontece nos momentos finais e depois de mais de 200 quilómetros e várias horas de corrida. Numa jornada muito parecida, longa e sem grandes acontecimentos ao longo de mais de cinco horas, foi Fabien Grellier da TotalEnergies que tentou animar o dia. O ciclista francês distanciou-se do pelotão já depois de percorridos mais de 160 quilómetros. Sozinho e sem grande liberdade por parte do pelotão, nunca teve mais de um minuto de vantagem e foi alcançado ainda a 25 quilómetros para o fim. Sem mais acontecimentos de registo, o pelotão começou a formar os comboios e a preparar-se para o sprint final. https://twitter.com/LeTour/status/1807774046915907856 Primeiro sprint deste ano No primeiro sprint da edição de 2024 do Tour de France, uma queda arredou muitos favoritos da oportunidade de lutar pela etapa. No meio do caos a Intermarché-Wanty conseguiu manter três ciclistas no seu comboio e Biniam Girmay finalizou o trabalho da melhor forma, dando à equipa belga a primeira vitória de etapa no Tour pela primeira vez na sua história. Os favoritos chegaram todos com o mesmo tempo do vencedor mas é Richard Carapaz o novo líder da prova, pelas posições alcançadas nas etapas, sendo o primeiro equatoriano a vestir a amarela. https://twitter.com/LeTour/status/1807793125282259063 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 GIRMAY Biniam5:26:482 GAVIRIA Fernando,,3 DE LIE Arnaud,,4 PEDERSEN Mads,,5 GROENEWEGEN Dylan,,6 BAUHAUS Phil,,7 JAKOBSEN Fabio,,8 BALLERINI Davide,,9 BENNETT Sam,,10 COQUARD Bryan,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 CARAPAZ Richard15:21:412 POGAČAR Tadej,,3 EVENEPOEL Remco,,4 VINGEGAARD Jonas,,5 BARDET Romain0:066 BILBAO Pello0:217 MARTIN Guillaume,,8 BERNAL Egan,,9 HINDLEY Jai,,10 VLASOV Aleksandr,, Perfil da etapa 4 Fonte: Site Oficial da Prova ### Tour de France 2024 - Etapa 2 - Pogacar testa Vingegaard A segunda etapa do Tour de France ligou Cesenatico a Bologna (199,2km’s de extensão). A etapa terminava com duas passagens no Côte de San Luca - 1,9km a 10,4% (veja o vídeo resumo da Etapa no final do artigo). Créditos: A.S.O./Billy Ceusters A Fuga do dia A fuga estabilizou cedo com 11 ciclistas: Quentin Pacher (Groupama – FDJ), Axel Laurance (Alpecin – Deceuninck), Hugo Houle (Israel - Premier Tech), Nelson Oliveira (Team Movistar), Kévin Vauquelin e Cristián Rodríguez (Arkéa - B&B Hotels), Mike Teunissen (Intermarché – Wanty), Bram Welten (Team dsm-firmenich PostNL), Harold Tejada (Astana Qazaqstan Team), Jonas Abrahamsen (Uno-X Mobility) e Jordan Jegat (TotalEnergies). O pelotão deixou a vantagem da fuga subir a cima dos 9 minutos, e previa-se uma luta pela vitória entre os fugitivos. https://twitter.com/LeTour/status/1807409076902539283 Desenrolar da Etapa A fuga do dia foi sendo selecionada nas contagens de montanha. No vale entre as duas últimas subidas, uma movimentação de Nelson Oliveira partiu a fuga. Vauquelin e Abrahamsen seguiram o português. Créditos: A.S.O./Billy Ceusters Os três entraram na última subida com cerca de 3:30’ para o pelotão. Um ataque de Vauquelin durante a subida deixou o francês sozinho na frente. Nenhum perseguidor voltou a ver a frente da corrida. Vauquelin chegou isolado à meta e venceu a segunda etapa do Tour de France. Em segundo chegou Abrahamsen, em terceiro Pacher. https://twitter.com/LeTour/status/1807436946303791455 No pelotão, Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) atacou na última subida do dia e apenas Jonas Vingegaard (Team Visma | Lease a Bike) seguiu. Os dois foram juntos até ao fim, sendo ainda alcançados por Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e Richard Carapaz (EF Education – EasyPost) em cima da meta. O grupo dos favoritos e o camisola amarela perderam 21’ para o quarteto e Pogacar ascende ao primeiro lugar da Classificação Geral. https://twitter.com/LeTour/status/1807431451110957080 Os Portugueses Etapa muito positiva de Nelson Oliveira – passou todo o dia na fuga e terminou a etapa em sexto. João Almeida (UAE Team Emirates) e Rui Costa (EF Education – EasyPost) tiveram etapas discretas depois de um bom dia na Etapa 1. Veja aqui o vídeo resumo da Etapa 2: https://www.youtube.com/watch?v=cWD6-kvvE7Q&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa 2 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Kévin VauquelinArkéa - B&B Hotels4:43:422Jonas AbrahamsenUno-X Mobility0:363Quentin PacherGroupama - FDJ0:494Cristián RodríguezArkéa - B&B Hotels“5Harold TejadaAstana Qazaqstan Team“6Nelson OliveiraTeam Movistar0:507Axel LauranceAlpecin - Deceuninck1:128Mike TeunissenIntermarché - Wanty1:339Hugo HouleIsrael - Premier Tech1:3610Richard CarapazEF Education - EasyPost2:21 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tadej PogacarUAE Team Emirates9:53:302Remco EvenepoelSoudal Quick-Step“3Jonas VingegaardTeam Visma | Lease a Bike“4Richard CarapazEF Education - EasyPost“5Romain BardetTeam dsm-firmenich PostNL0:066Maxim Van GilsLotto Dstny0:217Egan BernalINEOS Grenadiers“8Pello BilbaoBahrain - Victorious“9Thomas PidcockINEOS Grenadiers“10Giulio CicconeLidl - Trek“ Perfil da Etapa 3 Fonte: Site Oficial da Prova ### Tour de France 2024 - Ciclismo Romântico na Etapa 1 Arrancou a 111.ª edição do Tour de France com uma etapa que já serviu para testar as pernas dos 176 ciclistas que estiveram no Grand Départ em Itália, devido ao calor e à sua dureza. A primeira etapa ligou Firenze a Rimini numa extensão de 206 quilómetros. Pelo meio, os ciclistas tiveram de ultrapassar sete contagens de montanha, antes de disputarem a jornada que se previa ser numa luta em sprint reduzido. Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Primeira fuga do Tour O Tour tem sempre uma startlist de luxo e este ano não é exceção. Sendo assim, as fugas do dia estão sempre repletas de qualidade e não apenas compostas por corredores que procuram mostrar as cores da equipa. A primeira fuga do Tour foi composta por Gibbons, Abrahamsen, Van den Broek, Izaguirre, Madouas e Mohoric. Este sexteto chegou a ter um máximo de seis minutos de avanço e foi lutando entre si pelos prémios de montanha ao longo da etapa. Atrás do pelotão seguiam os grupetos, constituídos maioritariamente por sprinters que sofreram muito para chegar dentro de tempo limite, principalmente Mark Cavendish que descolou muito cedo. https://twitter.com/LeTour/status/1807029499386532045 Enquanto que a fuga ia perdendo tempo e os ciclistas iam sendo alcançados, outros ciclistas saíam do pelotão como Romain Bardet e Ben Healy. Bardet alcançou a fuga e seguiu com o seu colega de equipa, Van den Broek na frente da corrida, ficando Healy em terra de ninguém. A dupla da dsm-firmenich PostNL entrou num duelo com a Visma-Lease a Bike que trabalhava no pelotão para os alcançar. O masterclass tático da equipa neerlandesa acabou por dar resultados e Bardet e Van den Broek chegaram juntos à meta, finalizando em beleza uma excelente jornada de ciclismo. Os homens da geral chegaram integrados no pelotão principal a cinco segundos da dupla da dsm-firmenich PostNL. No seu último Tour de France, tal como já havia anunciado, Romain Bardet brilhou ao vencer a primeira etapa e, pela primeira vez na sua carreira, vestiu a tão cobiçada camisola amarela. https://twitter.com/UCI_cycling/status/1807087449060802958 Depois de tantos anos, este feito vai ficar na memória do ciclista francês para sempre, como um dos momentos altos da sua carreira, senão o mais alto, pelo menos até agora. Isto é ciclismo romântico. Vídeo resumo do final da etapa https://youtu.be/9oCjrcb92n4?si=M8t-Vv_WxfX3X3MQ Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaTempo1 BARDET Romain5:07:222 VAN DEN BROEK Frank ,,3 VAN AERT Wout0:054 POGAČAR Tadej,,5 VAN GILS Maxim,,6 ARANBURU Alex,,7 PEDERSEN Mads,,8 EVENEPOEL Remco,,9 BILBAO Pello,,10 BETTIOL Alberto, Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 BARDET Romain5:07:122 VAN DEN BROEK Frank0:043 VAN AERT Wout0:114 POGAČAR Tadej0:155 VAN GILS Maxim,,6 ARANBURU Alex,,7 PEDERSEN Mads,,8 EVENEPOEL Remco,,9 BILBAO Pello,,10 BETTIOL Alberto,, Etapa 2 Fonte: Site oficial da prova ### Tour de France 2024 - Guia com as etapas, equipas e transmissão Sabes que o "Big 6" corre junto pela primeira vez? Que Tadej Pogacar aspira à dobradinha e conta com João Almeida? Para ler no Guia do Tour de France 2024. Corre-se de 29 de junho a 21 de julho e vai na 111.ª edição. O Guia do Tour de France conta-te tudo sobre um dos eventos desportivos mais mediáticos do planeta. Ao longo de três semanas os ciclistas vão percorrer 3492 km desde Florença até Nice ao longo de 21 etapas. A caravana do Tour de France no Col du Tourmalet.Créditos: A.S.O. Aurelien Vialatte Primeira Grand Départ em Itália Pela primeira vez na história, o Tour de France arranca em Itália, concretamente em Florença, cidade que coroou Rui Costa como campeão do mundo em 2013. Para além disso, o final não será em Paris com o habitual sprint nos Campos Elísios, mas sim em Nice, na riviera francesa. Confiram neste artigo todos os pormenores sobre o percurso do Tour de France. Com dupla passagem pelos Alpes, a passagem no Maciço Central e a visita aos Pirenéus as grandes montanhas estão asseguradas. O Souvenir Henri Desgrange será entregue ao primeiro corredor a cruzar o Galibier, ponto mais alto deste Tour. Créditos: A.S.O. Charly_Lopez Primeiro final fora de Paris Se a primeira semana é dura, a segunda reserva algumas armadilhas. Já em França, o pelotão encontra 32 km de gravilha à 9.ª etapa em torno de Troyes. O grande bloco de montanha só aparece à 14.ª etapa, na qual sobem Tourmalet, Horquette d'Ancizan e Pla d'Adet. A 15.ª finaliza em Plateau de Beille e a 19.ª etapa passa a Cime de la Bonette aos 2802 m de altitude. A 20.ª jornada apresenta ascensões clássicas do Paris-Nice, com chegada ao Col de la Couillole. Para fechar, disputa-se um contrarrelógio entre Mónaco e Nice que irá coroar o campeão do Tour France. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet "Big 6" corre junto pela primeira vez A edição 111 do Tour apresenta uma lista de participantes poucas vezes vista, aliás, o "Big 6" corre junto pela primeira vez. Quem faz parte do "Big 6"? Voltistas como Jonas Vingegaard, Tadej Pogacar, Primoz Roglic, Remco Evenepoel e virtuosos multifacetados como Mathieu van der Poel e Wout Van Aert. Na luta pela amarela Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar estão na linha da frente. Ambos aspiram à terceira vitória no Tour de France. Créditos: A.S.O. - Pauline Ballet O dinamarquês da Visma Lease a Bike vem de lesão e não corre desde abril. Já o esloveno da UAE-Emirates ambiciona a dobradinha Giro-Tour que João Almeida explicou ao TopCycling ser um objetivo realista. Primoz Roglic estreia as cores da Red Bull-Bora-hansgrohe e chega como campeão do Dauphiné. Remco Evenepoel estreia-se no Tour após ganhar o contrarrelógio no Dauphiné, mas mostrou ter trabalho pela frente na alta montanha. Roglic com o novo azul Red Bull.Créditos: Joerg Mitter Portugal com três ciclistas João Almeida, Rui Costa e Nélson Oliveira serão os representantes portugueses no Tour. O campeão nacional Rui Costa (EF Education-Easypost) tenta caçar etapas, enquanto Nélson Oliveira estará no apoio a Enric Mas na Movistar João Almeida estreia-se no Tour de France e logo ao lado do favorito Tadej Pogacar. A Pantera de A dos Francos sonha ainda com o top 5. Mais experientes, Costa e Oliveira iniciam a 12.ª e 8ª. presença na corrida francesa, respetivamente. Créditos: Luis Angel Gomez - SprintCyclingAgency Transmissão Todas as etapas desde o quilómetro zero no Eurosport A transmissão do Tour de France é assegurada pelo Eurosport e pelo serviço de streaming Max. Todas as etapas desde o quilómetro zero. A equipa de comentadores é composta por Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici, José Azevedo e Gonçalo Moreira. O TopCycling tem os habituais resumos diários de toda a ação. Etapas Etapa 1 – 29 de junho – Florença – Rimini – 206 kmEtapa 2 – 30 de junho – Cesenatico – Bologna – 198,7 kmEtapa 3 – 1º de julho – Piacenza – Turim – 230,5 kmEtapa 4 – 2 de julho – Pinerolo – Valloire – 139,6 kmEtapa 5 – 3 de julho – Saint-Jean-de-Maurienne – Saint-Vulbas Plaine de l’Ain – 177,4 kmEtapa 6 – 4 de julho – Mâcon – Dijon – 163,5 kmEtapa 7 – 5 de julho – Nuits-Saint-Georges – Gevrey-Chambertin – 25,3 km (Contrarrelógio Individual)Etapa 8 – 6 de julho -Semur-en-Auxois – Colombey-les-Deux-Églises – 183,4 kmEtapa 9 – 7 de julho – Troyes – Troyes – 199 km 8 de julho – Dia de descansoEtapa 10 – 9 de julho – Orléans – Saint-Amand-Montrond – 187,3 km Créditos: A.S.O. Etapa 11 – 10 de julho – Évaux-les-Bains – Le Lioran – 211 km Créditos: A.S.O. Etapa 12 – 11 de julho – Aurillac – Villeneuve-sur-Lot – 203,6 km Créditos: A.S.O. Etapa 13 – 12 de julho – Agen – Pau – 165,3 km Créditos: A.S.O. Etapa 14 – 13 de julho – Pau – Saint-Lary-Soulan Pla d’Adet – 151,9 km Créditos: A.S.O. Etapa 15 – 14 de julho – Loudenvielle – Plateau de Beille – 197,7 km Créditos: A.S.O. 15 de julho – Dia de descanso Etapa 16 – 16 de julho – Gruissan – Nîmes – 188,6 km Créditos: A.S.O. Etapa 17 – 17 de julho – Saint-Paul-Trois-Châteaux – Superdévoluy – 177,8 km Créditos: A.S.O. Etapa 18 – 18 de julho – Gap – Barcelonnette – 179,6 km Créditos: A.S.O. Etapa 19 – 19 de julho – Embrun – Isola 2000 – 144,6 km Créditos: A.S.O. Etapa 20 – 20 de julho – Nice – Col de la Couillole – 132,8 km Créditos: A.S.O. Etapa 21 – 21 de julho – Mónaco – Nice – 33,7 km (Contrarrelógio individual) Créditos: A.S.O. Mapa do Tour de France 2024 Startlist e Dorsais VISMA-LEASE A BIKE 1. Jonas Vingegaard 2. Tiesj Benoot3. Matteo Jorgenson4. Wilco Kelderman5. Christophe Laporte6. Bart Lemmen7. Jan Tratnik8. Wout van Aert UAE TEAM EMIRATES 11. Tadej Pogačar 12. João Almeida13. Juan Ayuso14. Nils Politt15. Pavel Sivakov16. Marc Soler17. Tim Wellens18. Adam Yates JAYCO ALULA  21. Simon Yates22. Luke Durbridge 23. Dylan Groenewegen24. Chris Harper 25. Christopher Juul-Jensen 26. Michael Matthews27. Luka Mezgec28. Elmar Reinders INEOS GRENADIERS 31. Carlos Rodríguez32. Egan Bernal33. Jonathan Castroviejo34. Laurens De Plus35. Michał Kwiatkowski36. Tom Pidcock37. Geraint Thomas38. Ben Turner LIDL-TREK 41. Giulio Ciccone42. Julien Bernard43. Tim Declerq44. Ryan Gibbons45. Mads Pedersen46. Toms Skujiņš47. Jasper Stuyven48. Carlos Verona DECATHLON AG2R LA MONDIALE  51. Felix Gall52. Bruno Armirail53. Sam Bennett54. Dorian Godon55. Paul Lapeira56. Oliver Naesen57. Nans Peters58. Nicolas Prodhomme BAHRAIN-VICTORIOUS 61. Pello Bilbao62. Nikias Arndt63. Phil Bauhaus 64. Santiago Buitrago65. Jack Haig 66. Matej Mohorič67. Wout Poels68. Fred Wright SOUDAL–QUICK-STEP 71. Remco Evenepoel72. Jan Hirt 73. Yves Lampaert74. Mikel Landa75. Gianni Moscon76. Casper Pedersen77. Ilan Van Wilder78. Louis Vervaeke  RED RULL-BORA-HANSGROHE  81. Primož Roglič82. Nico Denz83. Marco Haller84. Jai Hindley85. Bob Jungels86. Matteo Sobrero87. Danny van Poppel88. Aleksandr Vlasov  GROUPAMA-FDJ 91. David Gaudu92. Kevin Geniets93. Romain Grégoire94. Stefan Küng95. Valentin Madouas96. Lenny Martinez97. Quentin Pacher98. Clément Russo ALPECIN-DECEUNINCK 101. Mathieu van der Poel 102. Silvan Dillier 103. Robbe Ghys104. Søren Kragh Andersen 105. Axel Laurance 106. Jasper Philipsen 107. Jonas Rickaert108. Gianni Vermeersch  EF EDUCATION-EASYPOST 111. Richard Carapaz112. Alberto Bettiol 113. Stefan Bissegger114. Rui Costa115. Ben Healy 116. Neilson Powless117. Sean Quinn118. Marijn van den Berg  LOTTO DSTNY 121. Arnaud De Lie122. Cedric Beullens123. Victor Campenaerts 124. Jarrad Drizners125. Sébastian Grignard126. Maxim Van Gils127. Harm Vanhoucke128. Brent Van Moer ISRAEL-PREMIER TECH 131. Stephen Williams132. Pascal Ackermann133. Guillaume Boivin134. Jakob Fuglsang135. Derek Gee136. Hugo Houle137. Krists Neilands138. Jake Stewart COFIDIS 141. Guillaume Martin142. Piet Allegaert143. Bryan Coquard144. Simon Geschke145. Jesús Herrada146. Ion Izagirre147. Alexis Renard148. Axel Zingle  MOVISTAR  151. Enric Mas152. Alex Aranburu153. Davide Formolo154. Fernando Gaviria155. Oier Lazkano156. Gregor Mühlberger157. Nelson Oliveira158. Javier Romo ARKÉA-B&B HOTELS 161. Kévin Vauquelin 162. Amaury Capiot163. Clément Champoussin164. Arnaud Démare165. Raúl García Pierna 166. Daniel Mclay167. Luca Mozzato168. Cristián Rodríguez INTERMARCHÉ-WANTY  171. Louis Meintjes172. Biniam Girmay173. Kobe Goossens174. Hugo Page175. Laurenz Rex176. Mike Teunissen177. Gerben Thijssen178. Georg Zimmermann TEAM DSM-FERMENICH POSTNL 181. Romain Bardet182. Warren Barguil183. John Degenkolb184. Nils Eekhoff185. Fabio Jakobsen186. Oscar Onley 187. Frank Van Den Broek188. Bram Welten ASTANA QAZAQSTAN 191. Mark Cavendish192. Davide Ballerini193. Cees Bol194. Yevgeniy Federov195. Michele Gazzoli196. Alexey Lutsenko197. Michael Mørkøv198. Harold Tejada UNO-X MOBILITY 201. Magnus Cort202. Jonas Abrahamsen203. Christian Odd Eiking204. Tobias Halland Johannessen205. Alexander Kristoff 206. Johannes Kulset 207. Rasmus Tiller208. Søren Wærenskjold TOTALENERGIES 211. Steff Cras212. Mathieu Burgaudeau213. Sandy Dujardin214. Thomas Gachignard215. Fabian Grellier216. Jordan Jegat217. Anthony Turgis218. Mattéo Vercher ### A Specialized Tarmac SL8 - Edição limitada Red Bull - BORA Hansgrohe A equipa de ciclismo BORA - Hansgrohe passou recentemente a denominar-se Red Bull - BORA - Hansgrohe, refletindo uma nova parceria que traz mudanças significativas, incluindo a nova decoração no equipamento e na bicicleta Specialized Tarmac SL8. Créditos: Joerg Mitter - Red Bull A Specialized apresentou a nova S-Works Tarmac SL8 LTD: Edição Red Bull - BORA - Hansgrohe, a bicicleta que será utilizada pela equipa no Tour de France de 2024. A S-Works Tarmac SL8 A S-Works Tarmac é um modelo incontornável do mundo do ciclismo, tendo em agosto de 2023 sido apresentada a atual Tarmac SL8. O modelo é conhecido por combinar aerodinâmica, leveza e uma qualidade de condução de excelência, conforme constatámos neste Teste que fizemos à bicicleta. Créditos: Joerg Mitter - Red Bull A integração da Red Bull na equipa BORA - Hansgrohe marca uma nova era para a equipa, que agora competirá sob a nova denominação Red Bull - BORA - Hansgrohe. A edição limitada S-Works Tarmac SL8 Red Bull - Bora Hansgrohe Para celebrar esta fusão, a Specialized lançou a S-Works Tarmac SL8 LTD, Edição Red Bull - BORA - Hansgrohe. Esta edição limitada é uma réplica exata da bicicleta que os ciclistas da equipa irão usar no próximo Tour de France. “O design foi inspirado pela cultura jovem e pela estética do skateboarding dos anos 90. A aglomeração de logotipos em pranchas e outros objetos na forma de autocolantes mostrava autenticidade e conexão com algo contra cultural. O visual ‘Sticker Slap’ cria uma dinâmica visual que representa quem a equipa é e como se reconhece como parte de uma cultura ciclística maior. É um novo visual, um novo dia para o pelotão, e a Specialized está a trazer algo único num mundo que muitas vezes pode parecer igual.” Tom Briggs, Líder de Design Gráfico Detalhes Premium A S-Works Tarmac SL8 Red Bull - BORA - Hansgrohe vem equipada com as novas rodas de carbono Roval Rapide CLX II Team de Roval, com apenas 1.360 gramas de peso, e o grupo sem fios personalizado SRAM RED AXS, recentemente renovado. Além disso inclui o Cockpit Roval Rapide, o selim S-Works Power Mirror e pneus Turbo Cotton. Cada bicicleta inclui o novo Hammerhead Karoo, montado num suporte personalizado K-Edge para o Cockpit da Specialized. Disponibilidade e preço Esta bicicleta estará disponível de forma exclusiva no site da Specialized, à venda na modalidade Click & Collect mediante Pré-Reserva. ### Nova Trek Madone - O patamar ficou elevado - Teste O Topcycling esteve em Espanha, juntamente com os mais prestigiados meios internacionais, para testar a nova bicicleta Trek Madone Gen 8. Neste artigo podemos passar-vos uma opinião mais detalhada acerca da mesma, através do Luís Beltrão. A apresentação e o teste No evento de apresentação e teste desta nova bicicleta da Trek, tive a oportunidade de conversar com os responsáveis pelo desenvolvimento da oitava geração da Madone, bem como testar durante dois dias, duas versões distintas da bicicleta: a Trek Madone SLR 7, equipada com Shimano Ultegra Di2, e a versão topo de gama Trek Madone SLR 9, equipada com o novo SRAM Red AXS, idêntica à utilizada pela equipa profissional do World Tour, Lidl-Trek. A Review em vídeo https://youtu.be/VokLOc0FKso?si=bbCjil4AnIQMkZe_ Adeus Emonda - Alterações no catálogo da Trek Convém começar por esclarecer o leitor acerca desta importante alteração. Com o lançamento desta nova Madone, a Trek faz uma reestruturação significativa no seu portfólio de produtos. A Trek Émonda e a anterior geração da Madone deixam de existir, sendo substituídas pela nova Trek Madone Gen 8. Seguindo a tendência A indústria do ciclismo está em constante evolução, a tendência atual é a criação de bicicletas "All Round", que são eficientes e rápidas tanto em terreno montanhoso como em terreno plano. A Trek decidiu dar este passo agora porque, segundo os responsáveis de produto, na geração anterior da Madone desenvolveram a bicicleta mais aerodinâmica e rápida de sempre da marca. Depois perceberam que, se conseguissem reduzir o peso dessa bicicleta para o nível da Émonda, não precisariam de ter duas bicicletas distintas. Assim, criaram uma única bicicleta que combina o melhor dos dois mundos: a aerodinâmica da anterior Madone e o baixo peso da Émonda. A Trek passa a ter uma bicicleta "All Round", com um peso anunciado de 6,8 kgs. (com pedais e grades bidom) e capacidade para suportar pneus de 33mm., o que também lhe confere robustez fora do asfalto. Tecnologia e Design (o que há de novo) A Madone Gen 8 incorpora a tecnologia melhorada do IsoFlow, que é agora (segundo os responsáveis da marca) 80% mais confortável verticalmente, absorvendo as vibrações da estrada e permitindo longas horas de pedalada com conforto, não obstante ser uma bicicleta Racing. Confesso que um dos pontos que mais me surpreendeu no teste que fiz à anterior geração da Madone foi o conforto. Ao longo dos dois dias de teste pude constatar que essa característica mantém-se neste novo modelo. O tubo diagonal, as novas grades de bidon e os bidons RSL AERO Os responsáveis da Trek explicaram-me que embora tenha um formato bastante simples, o tubo diagonal foi desenvolvido para ser o mais aerodinâmico possível. Este é um dos pilares da construção desta nova bicicleta, que juntamente com as novas grades de bidon e bidons aerodinâmicos, contribui para a eficiência aerodinâmica global da nova Madone. Apesar do formato, as novas grades de bidon suportam bidons normais (redondos), é escolha do utilizador comum ou dos profissionais utilizar os bidons com formato Aero ou não. (Ver vídeo para mais detalhes). Conforme refiro no vídeo, com o cansaço acumulado e no meio do stress de uma competição eu não utilizaria estes bidons (porque só entram numa posição), mas a verdade é que os ciclistas profissionais da Lidl-Trek os utilizaram no Critérium du Dauphiné. Nos testes em túnel de vento existem vantagens na utilização do "pack completo", acredito que os profissionais os utilizem em algumas etapas/competições, noutras não. Novo guiador O guiador integrado segue os mesmo princípios do já existente "SLR Gen 7 Barstem", mas é mais leve. Este guiador, mais estreito na parte superior (menos três cm.), é um dos grandes responsáveis pelos ganhos aerodinâmicos globais da bicicleta. Os senhores da Trek desenvolveram a aerodinâmica da bicicleta tendo em conta o ciclista, ou seja, desenvolveram a aerodinâmica do conjunto "ciclista/bicicleta" e não só da bicicleta, pois os ciclista é o elemento que mais resistência provoca na deslocação do ar. Com o design deste guiador o ciclista tem uma postura naturalmente mais aerodinâmica, com mãos e braços mais fechados. Nova tabela de tamanhos Outra novidade é o facto de a Trek disponibilizar uma tabela de tamanhos diferente do habitual, na qual acaba por haver menos dois tamanhos, simplificando a escolha. Caso venhas a adquirir uma destas novas bicicletas informa-te na loja acerca desta alteração e qual o tamanho adequado a ti. Nova técnica de construção da forqueta A forqueta/coluna de direção é uma só peça, esta foi uma das inovações que também permitiu poupar algumas gramas em relação às versões anteriores da Emonda e Madone, que tinham uma construção de duas peças na forqueta. Novo Carbono Segundo os responsáveis de produto da Trek, neste modelo também foram utilizadas novas formas de moldagem do carbono que lhes permitiu utilizar menos material, aumentando ainda assim a rigidez. Chamam-lhe o Carbono OCLV 900. Primeiras Impressões a pedalar Ao pedalar na oitava geração da Trek Madone sente-se imediatamente a leveza e a agilidade (ver vídeo). A geometria mantém-se fiel à anterior geração da Madone, proporcionando uma posição elevada e agressiva. A nova Trek Madone é 320 gramas mais leve que a versão anterior, o que se traduz numa experiência de pedalada naturalmente mais ágil e responsiva. Se bem se recordam, no teste da anterior geração da Trek Madone eu apontei o peso como um ponto menos bom em percursos ondulados e em subidas, pois bem, a Trek resolveu esse problema nesta nova versão da Madone. Agora sim, em subida a bicicleta responde rapidamente, proporcionando uma sensação de leveza que é difícil de alcançar em bicicletas aerodinâmicas de tubos maiores e espalmados, normalmente também mais pesadas (como a anterior geração da Madone). A bicicleta é leve, é rápida, é reactiva, maneável, confortável, enfim, eu diria que esta bicicleta coloca a Trek de novo em campo. Perguntas TopCycling Na conversa de vinte minutos que tive com os responsáveis pelo desenvolvimento da nova Trek Madone, procurei fazer algumas perguntas que, provavelmente, alguns de vocês fariam. Deixo-vos algumas das perguntas e respostas desta conversa. Luís Beltrão (LB): É a primeira vez que a Trek tem uma bicicleta de corrida (a sua principal bicicleta de competição de estrada) com um design fora do comum, não é o design e geometria clássica como o da Emonda por exemplo. O que é que têm para dizer aos utilizadores amantes desse tipo de design? Jordan Roessingh (Trek): Quando trabalhas na Trek, estás constantemente a tentar melhorar os produtos. O público alvo deste tipo de bicicleta deseja uma bicicleta rápida e leve, nós acreditamos que esta é a bicicleta mais rápida e leve que alguma vez construímos, e assim vamos ao encontro do que o público deseja neste tipo de bicicleta. LB: De acordo com os vossos testes no túnel de vento, esta bicicleta é mais rápida 77 segundos por hora do que a Trek Emonda. Como se explica e fundamenta isso ao utilizador comum, que não está no túnel de vento? Trek: Basta ele colocar-se a pedalar na nova Trek Madone ao lado do seu amigo que não tem esta bicicleta, e vai notar que sem querer começa a ganhar terreno (Risos). Agora mais a sério, grande parte desse resultado e dos ganhos aerodinâmicos da bicicleta, tem a ver com o formato do guiador e a postura que o ciclista adopta naturalmente. É um avanço significativo em relação à Trek Emonda. LB: Ter uma só bicicleta de corrida na gama de estrada (tendo em conta que a Domane não é uma pura bicicleta de corrida), com um design característico e diferente é algo arriscado, porque para o cliente que vai à loja a primeira impressão estética é a que conta. A Trek tomou esta decisão tendo em conta a aceitação do público em relação à anterior Madone? Trek: Foi uma decisão muito importante para a marca, portanto tivemos tudo em conta, desde a performance, que teria que ser melhor do que as anteriores Madone e Emonda, ao conforto, estética, sensação e prazer na pedalada, tudo. O design do IsoFlow é diferente e pode ser até controverso para algumas pessoas, mas não o fazemos só para ser diferente, fazemo-lo porque tem vantagens e também porque temos uma equipa de designers de produto que trabalha arduamente para fazer bicicletas que tenham bom aspecto. No final de contas, procuramos inovar em todos os aspectos e a Trek Madone não é só mais uma bicicleta como tantas outras no mercado. Conclusão A nova Trek Madone Gen 8 é, sem dúvida, uma revolução na marca e uma bicicleta que chega para mexer com o mercado. Combina a leveza da Émonda, as características Aero e design distinto da anterior Madone, o que lhe dá além do óptimo desempenho, uma identidade própria, tornando-a numa bicicleta única. Este não é o tipo de bicicleta da qual se goste "mais ou menos", é uma bicicleta da qual se gosta ou não se gosta, mas quem gosta, fica decididamente com uma bicicleta distinta de tudo o que existe no mercado. Pedalar é uma experiência para o utilizador e a Trek conseguiu criar uma bicicleta que não só atende às necessidades dos ciclistas profissionais, como também oferece uma experiência de pedalada fantástica aos entusiastas do ciclismo. Eu gostei. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa da nova Trek Madone, a disponibilidade e preços aqui no site da marca: www.trekbikes.com/pt/ Geometria ### Top 5 das montanhas do Tour de France Galibier, Tourmalet ou Plateu de Beille estão no top 5 das montanhas do Tour de France este ano. Só os nomes provocam dores nas pernas! Há muitas novidades no próximo Tour de France, mas basta nomear Galibier, Tourmalet ou Plateu de Beille para saber que a essência da prova foi preservada. Pela primeira vez o Tour de France parte de Florença (Itália) e não termina em Paris (França). Apesar das novidades, há coisas que não mudam como a dureza o percurso. O pelotão vai ultrapassar os Alpes – em duas ocasiões – e os Pirenéus. Montanhas do Tour de France implacáveis que vão colocar os ciclistas com as pernas a arder, sobretudo os sprinters que tentarão evitar chegar para lá do fecho do controlo. O pelotão no Col du Galibier, ponto mais alto deste Tour.Créditos: A.S.O. Charly_Lopez Col du Galibier O mítico Col du Galibier surge numa fase precoce do Tour de France à 4ª etapa. Quem não quiser dizer adeus à geral terá que entrar forte na prova. Numa etapa de 140 km, entre Pinerolo e Valloire, o pelotão aquece com duas subidas de 2ª categoria até à primeira categoria extra da 111ª edição. O Col du Galibier tem 23 km a 5% de inclinação. As rampas finais são as mais duras e levam aos 2642 m de altitude – o primeiro a passar ganha o Souvenir Henri Desgrange colocado no ponto mais alto da corrida. Seguem-se 20 km de descida extremamente rápida até Valloire. O primeiro teste aos favoritos ao Tour de France acontece no Col du Galibier... e talvez alguns sonhos fiquem desfeitos logo ao quarto dia. A caravana do Tour de France no Col du Tourmalet.Créditos: A.S.O. Aurelien Vialatte Col du Tourmalet Uma das montanhas do Tour de France mais emblemática, o Col du Tourmalet surge à 14ª etapa e marca um ponto de viragem na corrida. É a transição para os dias decisivos em termos de vitória final. O Tourmalet surge a meio de uma etapa de 150 km com duas contagens de categoria extra e uma de segunda. É a primeira subida do dia e os seus 19 km a 7,5% vão servir para dar o mote a uma das etapas rainhas deste Tour. O Col do Tourmalet já foi ultrapassado por 84 vezes na Volta à França, mas recebeu apenas três finais de etapa. Em 1974 venceu Jean-Pierre Danguillaume, em 2010 Andy Schleck e em 2019 Tibaut Pinot. Joaquim Rodríguez foi o último vencedor, no Tour de France, em Plateau de Beille.Créditos: ASO B. Bade Plateu de Beille A subida a Plateu de Beille acontece no dia da Bastilha. O feriado nacional celebra-se a 14 de julho e marca o regresso do Tour de France a Plateau de Beille. Desde 2015 que a prova não tem uma chegada a esta estância dos Pirenéus. Joaquim Rodríguez, em 2015, é o mais recente vencedor em Plateu de Beille. A etapa 15 inicia-se em Loudenvielle e termina em alto. São quase 200 km em que pelotão ultrapassa quatro contagens de 1ªcategoria e finaliza com a categoria especial de 15,7 km a 7,8%. Supera os 4800 m de desnível positivo acumulado e será um dia importante nas contas da corrida. "I'm gone, I'm dead".Pogacar quebrou no Col de la Loze e Vingegaard sentenciou o Tour de 2023.Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Isola 2000 Tal como antecipa o nome, a estância de Isola 2000 está situada a 2024 m de altitude. Raras vezes foi protagonista no Tour de France, havendo apenas dois registos prévios de chegadas. Em 1993 Tony Rominger venceu nesta montanha dos Alpes e mostrou querer furar a hegemonia de Miguel Indurain, que ia a caminho do terceiro de cinco Tour de France consecutivos. O precedente original data de 1992, quando a grande Leontien Van Moorsel aí se impôs no Tour da CEE, versão feminina do Tour de France. A etapa 19 liga Embrun a Isola 2000 e tem mais de 4400 metros de acumulado. O dia tem uma particularidade: Col de Vars e Cime de la Bonette também são de categoria extra e superam a barreira dos 2000 m. O final é terrível: Isola 2000 tem 16 km a 7% de média. Todos os candidatos à geral estagiaram em altitude nas semanas prévias ao Tour France nesta região. Mapa do Tour de France 2024 La Turbie A última etapa do Tour de France costuma ser de consagração, mas este ano não haverá champanhe. Desde 1989 que o título não se entregava após um contrarrelógio individual de 33,7 km! Basta recuar à remontada de Pogacar sobre Roglic em 2020 para saber que nada como um bom crono para decidir a geral. A subida a La Turbie está presente e à partida é uma 2ª categoria sem nada muito destacável. Tem 8 km a 5% que feitos no final das três semanas vão parecer uma categoria extra. No topo de La Turbie está o "Troféu de Augusto", que simboliza a primeira etapa da Via Augusta, que tinha cerca de 1500 km ao longo do mar Mediterrâneo até Cádiz. Data do ano 6 A.C. e foi erguido em honra do Imperador Augusto. Depois de La Turbie os ciclistas fazem os últimos 20 dos quase 3500 km desta edição. O vencedor desta edição Tour de France será coroado em Nice. ### Os melhores sprinters do Tour de France Quem são os sprinters de referência no próximo Tour de France? De Philipsen a Cavendish analisamos como chegam os homens rápidos. Rosa, amarelo e vermelho são cores marcantes no mundo do ciclismo, mas é o verde que dá esperança aos sprinters de ficarem na história do Tour de France e do ciclismo. Para um sprinter subir ao pódio final da 111.ª edição do Tour de France, tem que vencer a classificação da regularidade. O maillot verde permite aos caça etapas serem protagonistas na festa final da maior corrida por etapas do calendário. Neste artigo analisamos o contexto do top 5 dos sprinters no Tour de France. Mark Cavendish (Astana) Aos 39 anos, Mark Cavendish (Astana) tem nas pernas a oportunidade de conquistar um dos feitos do ano. Repescado por Patrick Lefevere em 2021, quando estava há cinco anos sem vencer no Tour de France, teve um regresso daqueles que só acontecem nos filmes. Venceu por quatro vezes nessa edição e ganhou a classificação da regularidade. Com este póquer chegou às 34 etapas igualando o recorde de Eddy Merckx que durava desde 1975. Caso vença a 35.ª etapa ultrapassa o "Caníbal" o que permitiria ao "Míssil da Ilha de Man" consolidar um lugar na história do ciclismo. Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) Em 2023 Jasper Philipsen passou de Jasper the Disaster para Jasper the Master. Foi o melhor sprinter do Tour de France e o ciclista mais ganhador da época com 19 triunfos. Este ano chega com quatro triunfos, incluíndo a Milão-Sanremo. No entanto, acaba de ser derrotado nos Nacionais da Bélgica por Arnaud De Lie e na Volta a Bélgica por Tim Merlier, grande ausente no Tour de France. Voltará a ter em Mathieu Van der Poel um escudeiro de luxo, mas perdeu o lançador Jonas Rickaert por queda nos Nacionais. A boa relação Philipsen-Van der Poel foi chave para renovar com a Alpecin-Deceuninck até 2028. Mads Pedersen (Lidl-Trek) Depois da excelente prestação de Jonathan Milan no Giro d'Itália é a vez de Mads Pedersen se apresentar ao serviço da equipa americana. O campeão mundial de 2019, em Yorkshire, chega ao Tour de France com oito vitórias numa Lidl-Trek que já leva 30. Nas clássicas destacou-se ao ganhar a Gent-Wevelgem e no regresso após a pausa chegou à primavera a todo o gás vencendo no Criterium du Dauphiné e vestindo a amarela. A camisola verde será objetivo secundário do dinamarquês, que cresce nas etapas duras em que outros sprinters sofrem para evitar o fora de controlo. Créditos: Ross Bell Photo Arnaud De Lie (Lotto Dstny) O "Touro" Arnaud de Lie estreia-se no Tour de France. É a chegada aos grandes palcos de um corredor que cresceu sob os holofotes da exigente imprensa belga. De Lie terá o apoio da Lotto Dstny para estar bem colocado nas etapas ao sprint. O comboio do jovem formado na "casa" é composto por Jarrad Drizners e Cedric Beulens. O recém coroado campeão belga - o mais jovem desde Roger De Vlaeminck em 1969 - vai correr o Tour de France com a mítica "tricolor" e motivação não vai faltar. Que o título tenha sido conquistado perante Tim Merlier e Jasper Philipsen mostra que o "Touro" De Lie está pronto para as grandes praças. Créditos: TopCycling Outros sprinters a ter em conta Arnaud Démare (Arkéa-B&B Hotels) - Desentendeu-se com a Groupama-FDJ ao ficar dois anos fora do Tour de France, ao qual regressa com a Arkéa. A temporada tem sido uma desilusão: zero pódios em 47 dias de competição. Biniam Girmay (Intermarché-Wanty) - Saiu do Giro d'Itália com duas quedas e parecia recair na dinâmica negativa do último ano e meio. Quis o destino que essa momento marcasse um ponto de viragem e Bini deu a volta por cima vencendo o Circuito Franco Belga. Também cheirou o triunfo na clássica de Bruxelas e na Volta a Colónia, um ótimo sinal para o eritreu de 24 anos que quer dar à Intermarché-Wanty a primeira vitória no Tour de France. Michael Matthews e Dylan Groenewegen (Jayco AlUla) - A dupla da Jayco AlUla já deu à equipa quatro vitórias e muitos pódios em 2024. Chega ao Tour motivada pela conquista do título nacional por parte de Groenewegen, que somou três triunfos entre maio e junho. São atletas que se complementam: Matthews vai à luta nos dias onde Groenewegen estará no grupeto e pode ser a ajuda perfeita no lançamento de do sprinter mais puro da equipa. Quem se lembra daquela magnífica vitória do australiano em Mende, em 2022, após sofrer na subida Laurent Jalabert? Créditos: Arkéa - B&B Hotels ### Campeonatos Nacionais de Ciclismo - Como foi fora de Portugal Grande parte dos Campeonatos Nacionais de Ciclismo decorreram no fim de semana de 21 a 23 de junho. O TopCycling deixa, em baixo, um pequeno resumo das corridas mais importantes dos últimos dias. Elites Masculinos Campeonato Nacional de Espanha – Em terra de nuestros hermanos, foi Alex Aranburu (Team Movistar) a sagrar-se campeão. Um ataque a cerca de 22 km definiu a corrida e o basco chegou sozinho à linha da meta. Oier Lazkano (Team Movistar) foi segundo e Jesús Herrada (Cofidis) terceiro. Campeonato Nacional de Itália – A prova italiana também foi decidida numa chegada a solo. Alberto Bettiol (EF Education – Easypost) atacou com a 9 km do fim e venceu isolado. Em segundo chegou Lorenzo Rota (Intermarché – Wanty) e em terceiro Edoardo Zambanini (Bahrain – Victorious). https://twitter.com/EFprocycling/status/1804897312994431199 Campeonato Nacional dos Países Baixos – Nos Países Baixos, a prova decidiu-se numa chegada ao sprint. Dylan Groenewegen (Team Jayco AlUla) foi o mais rápido, vencendo a prova. Em segundo Olav Kooij (Team Visma | Lease a Bike) e em terceiro Ramon Sinkeldam (Apecin Deceuninck). Campeonato Nacional da Bélgica – Na Bélgica, mais uma chegada ao sprint (numa corrida com alguns dos melhores sprinters do mundo presentes). Arnaud De Lie (Lotto Dstny) sagrou-se campeão, Jasper Philipsen (Apecin Deceuninck) foi segundo e Jordi Meeus (Bora – hansgrohe) terceiro. https://twitter.com/lotto_dstny/status/1804912268674486283 Campeonato Nacional de França – A corrida francesa foi muito mexida, e terminou com um grupo de três ciclistas isolados na frente. Entre os três, Paul Lapeira (Decathlon AG2R La Mondiale Team) foi o mais forte e sagrou-se campeão. Julien Bernard (Lidl – Trek) foi segundo e Thomas Gachignard (TotalEnergies) terceiro. Campeonato Nacional da Grã-Bretanha – No Reino Unido, foi Ethan Hayter (INEOS Grenadiers), com uma movimentação já dentro do último quilómetro de corrida, que se sagrou campeão nacional. Atrás dele chegaram Lewis Askey (Groupama – FDJ) e Max Walker (Astana Qazaqstan Development Team). https://twitter.com/INEOSGrenadiers/status/1804922733999845723 Pode consultar, em baixo, um quadro com mais alguns dos resultados mais relevantes Campeonatos Nacionais do fim de semana: PaísCampeão2º Lugar3º LugarColômbiaAlejandro OsorioSergio HiguitaEgan BernalDinamarcaRasmus Søjberg PedersenKasper AsgreenFrederik WandahlAustráliaLuke PlappChris HarperKelland O’BrienAlemanhaMarco BrennerFlorian LipowitzKim HeidukEslovéniaDomen NovakGal GlivarMatej MohoricE.U.A.Sean QuinnBrandon McNultyNeilson PowlessSuíçaMauro SchmidSimon PellaudStefan BissiggerCanadáMichael WoodsPier-André CôtéCarson MilesEquadorJhonatan NarváezRichard CarapazJefferson CepedaNova ZelândiaAaron GateCorbin StrongLaurence Pithie Elites Femininas Campeonato Nacional de Espanha – A corrida foi decidida por um grupo de quatro ciclistas, onde se destacou Usoa Ostolaza (Laboral Kutxa - Fundación Euskadi), que terminou em primeiro. Em segundo chegou Iurani Blanco (Laboral Kutxa - Fundación Euskadi), e em terceiro Mavi Garcia (Liv AlUla Jayco), que tinha ganho as últimas quatro edições. https://twitter.com/MartijaAr/status/1804592974543876207 Campeonato Nacional de Itália – Em Itália, foi Elisa Longo Borghini (Lidl – Trek) a triunfar, depois de um solo de 25 km. Atrás da campeã chegaram Chiara Consonni (GS Fiamme Azzurre) e Camila Gasparrini (UAE Team ADQ). Campeonato Nacional dos Países Baixos – Nos Países Baixos, Chantal Van Der Broek-Blaak (Team SD Worx – Protime) sagrou-se campeã nacional pela terceira vez com um ataque a 6 km. Mischa Bredewold (Team SD Worx – Protime) foi segunda e Nina Kessler (EF Education-Cannondale) terceira. https://twitter.com/teamsdworx/status/1804976544575815800 Campeonato Nacional da Bélgica – Na Bélgica, a campeoníssima Lotte Kopecky (Team SD Worx – Protime) sagrou-se pela quarta vez campeã nacional com um ataque a 30 km do fim. Atrás chegaram Sanne Cant (Fenix – Deceuninck) e Justine Ghekiere (AG Insurance - Soudal Team). Campeonato Nacional de França – Em terras gaulesas, foi Juliette Labous (Team dsm-firmenich PostNL) a vencer, num sprint à deux com Gladys Verhulst-Wild (FDJ – SUEZ). Em terceiro chegou Jade Wiel (FDJ – SUEZ). https://twitter.com/eurosport/status/1804498597720809573 Campeonato Nacional da Grã-Bretanha – Em terras de Nossa Majestade, Pfeiffer Georgi (Team dsm-firmenich PostNL) triunfou com um ataque dentro do último quilómetro. Em segundo terminou Anna Henderson (Team Visma | Lease a Bike) e em terceiro Elizabeth Deignan (Lidl – Trek). Pode consultar, em baixo, um quadro com mais alguns dos resultados dos Campeonatos Nacionais mais relevantes do fim de semana: PaísCampeã2º Lugar3º LugarColômbiaPaula PatiñoDiana PeñuelaJessenia MenesesDinamarcaRebecca KoernerAmalie DideriksenEmma NorsgaardAustráliaRuby Roseman-GannonLauretta HansonAlexandra ManlyAlemanhaFranziska KochLiane LippertAntonia NiedermaierEslovéniaUrška ŽigartUrška PintarŠpela KernE.U.A.Kristen FaulknerRuth EdwardsCoryn Labecki ### Novos Motores Shimano EP5 e Shimano E5100 A Shimano adicionou duas novidades à sua linha de motores E-BIKE SYSTEM FAMILY: os Shimano EP5 e o Shimano E5100. Segundo a marca “ambos os motores fornecem uma mistura de fiabilidade na performance, valor e tecnologia inovadora”. EP5 A Shimano define o EP5 como uma unidade poderosa, porém silenciosa; com um design inovador e um torque máximo de 60Nm. A autonomia do motor aguenta agora mais de 270km’s em zonas maioritariamente planas; conta com mudança automáticas, na procura de aumentar o número de pessoas que podem usar, e aproveitar, as suas bicicletas; foca-se em criar um equilíbrio entre a performance e a eficiência. Especificações Técnicas Motor compacto e poderoso Torque máximo de 60Nm Compatível com vários tipos de travão. Três modos de assistência personalizados: ECO, TRAIL e BOOST. Possibilidade de personalizar o nível de assistência com a app E-TUBE PROJECTCyclist. Mantém a assistência até aos 25km/h. (fora da Europa 45 km/h). Mudanças automáticas disponíveis tanto para desviadores traseiros e sistemas detransmissão com mudanças internas (IHG). Peso: 3kg E5100 Em relação ao E5100, a Shimano afirma que se destaca por ser “acessível, leve e compacto, feito para passeios suaves.” Com um torque máximo de 50Nm, a marca define o E5100 como um motor que “junta os mundos do ciclismo e do e-biking, ao oferecer um sistema de apoio responsivo, que permite aos ciclistas um sentimento de performance natural e fiável a cada pedalada”. Especificações Técnicas Motor leve, silencioso e compacto. Torque máximo de 50Nm. Corpo leve de alumínio. Compatível com vários tipos de travão. Possibilidade de personalizar o nível de assistência com a app E-TUBE PROJECTCyclist. Mantém a assistência até aos 32km/h. Mudanças automáticas disponíveis tanto para sistemas de transmissão commudanças internas (IHG). Peso: 2,4kg. Para mais pormenores consulta o site da marca aqui: lifestylebike.shimano.com/pt/ ### Taça do Mundo de XCO - Ronda 5 - Crans-Montana A quinta ronda da Taça do Mundo de XCO decorreu durante o fim de semana, entre 21 a 23 de junho, em Crans-Montana, na Suíça. Corrida Masculina Como na prova feminina, também na corrida masculina se assistiram a ataques desde cedo. Logo na primeira volta, Thomas Pidcock (INEOS Grenadiers) e Julian Schelb (Stop&Go Marderabwehr MTB Team) distanciaram-se do grupo. Na segunda volta, um ataque de Pidcock deixa o britânico sozinho na frente da corrida. Atrás, Schelb, Mathias Fluckiger (Thömus Maxon) e Nino Schurter (Scott-Sram MTB Racing Team) formavam o grupo que fazia a perseguição. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1804863393242751119 A distância para a frente da corrida ia aumentando. Atrás, Fluckiger conseguiu destacar-se dos companheiros de perseguição. Luca Braidot (Santa Cruz Rockshox Pro Team) apanharia Schurter e Schleb, e o último acabaria por perder o contacto. Nem uma queda na quarta volta assustou o ciclista da INEOS Grenadiers. Pidcock seguiu sozinho até ao fim e triunfou em Crans-Montana. Fluckiger chegou isolado na segunda posição e Braidot venceu o sprint a Schurter pelo terceiro lugar. Termina assim um fim de semana especial para Thomas Pidcock, que também tinha vencido a corrida XCC. Foi a segunda vitória da época para o britânico na taça do mundo de cross-country olímpico. TOP 10 Competição Masculina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Thomas PidcockINEOS Grenadiers1:26:282Mathias FlückigerThömus Maxon+ 1:103Luca BraidotSanta Cruz Rockshox Pro Team+ 2:054Nino SchurterScott-Sram MTB Racing Team+ 2:085Julian SchlebStop&Go Marderabwehr MTB Team+ 2:236Nadir ColledaniSanta Cruz Rockshox Pro Team+ 2:527Luca SchwarzbauerCANYON CLLCTV XCO+ 2:558Lars ForsterThömus Maxon+ 3:079Jordan SarrouTeam BMC+ 3:2210Filippo ColomboScott-Sram MTB Racing Team" Resumo vídeo da corrida https://youtu.be/KP2ciESJCAw?si=0VOnoz4bKejebkwk Corrida Feminina A corrida feminina foi muito mexida desde o início. Logo na primeira volta, Loana Lecomte (Canyon CLLCTV CXO) atacou e conseguiu distanciar-se do pelotão. Puck Pieterse (Alpecin – Deceuninck) e Alessandra Keller (Thömus Maxon) seguiram na perseguição. Na segunda volta, as duas perseguidoras conseguem, por momentos, fazer a ponte para a frente da corrida. Mas Lecomte atacou de novo, e de novo ficou sozinha na frente. Na tentativa de seguir Lecomte, Pieterse teve um problema mecânico que a atrasou na corrida. Keller seguia então na perseguição à francesa. A margem não mais parou de aumentar e tudo se manteria assim até ao fim. Lecomte chegou isolada para vencer a quinta ronda da taça do mundo de cross-country olímpico. Keller chegou em segunda e Pieterse terminou em terceira. https://twitter.com/UCI_MTB/status/1804954847843581976 A francesa, que tinha sido quarta na prova XCC, terminou o fim de semana da melhor maneira, com a primeira vitória da época na Taça do mundo de XCO. TOP 10 Competição Feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Loana LecomteCanyon CLLCTV CXO1:17:222Alessandra KellerThömus Maxon+ 0:463Puck PieterseAlpecin - Deceuninck+ 1:334Laura StiggerSpecialized Factory Racing+ 2:185Evie RichardsTrek Factory Racing - Pirelli+ 3:576Nicole KollerGhost Factory Racing+ 4:487Carolina BohéGhost Factory Racing+ 4:568Linda IndergandLiv Factory Racing+ 5:299Sina FreiSpecialized Factory Racing+ 5:5810Samara MaxwellDecathlon Ford Racing Team+ 6:09 Resumo vídeo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=1RYFUEkumZ4 ### Campeonatos Nacionais de Ciclismo – Resumo das provas de Fundo e Contrarrelógio Os campeonatos nacionais de ciclismo decorreram em Santa Maria da Feira, entre os dias 21 e 23 de junho. Houve lugar para as provas de estrada e de contrarrelógio, nas categorias masculinas e femininas, em todos os escalões. Prova de fundo dos Elites Masculinos A corrida decorreu num percurso de 164,1km’s em Santa Maria da Feira, e foi muito mexida logo desde início, com uma movimentação de Ivo Oliveira com cerca de 17km’s percorridos. A Ivo Oliveira juntaram-se 7 ciclistas: Rui Oliveira (UAE Team Emirates), Rui Costa (EF Education EasyPost), Joaquim Silva e Tiago Antunes (Efapel Cycling), Afonso Silva e Diogo Barbosa (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense) e Luís Gomes (Gi Group Holding-Simoldes-UDO). Apesar do esforço no pelotão, este grupo nunca foi alcançado e viria a disputar a corrida. Ivo Oliveira foi dos que mais atacou, selecionando a frente da corrida. Depois do esforço, foi o próprio Ivo que não conseguiu seguir na frente, deixando 4 ciclistas a disputar a vitória: Rui Oliveira; Rui Costa; Luís Gomes e Afonso Silva. Na última subida, Luís Gomes e Afonso Silva não conseguiram seguir os homens do World Tour, que sprintaram pela vitória. Rui Costa foi o mais rápido dos "Rui’s", sagrando-se pela terceira vez campeão nacional de elites. Rui Oliveira foi segundo e Luís Gomes terceiro. https://twitter.com/EFprocycling/status/1804887380937081137 TOP 10 da Corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Rui CostaEF Education - Easypost3:49:012Rui OliveiraUAE Team Emirates0:023Luís GomesGI Group Holding-Simoldes-UDO0:114Afonso SilvaAP Hotels & Resorts/ Tavira/ SC Farense0:295Ivo OliveiraUAE Team Emirates3:006João MatiasTavfer - Ovos Matinados - Mortágua3:177Diogo BarbosaAP Hotels & Resorts/ Tavira/ SC Farense3:208Joaquim SilvaEfapel Cycling3:269Afonso EulálioABTF Betão / Feirense4:1110César FonteRadio Popular /Paredes/ Boavista4:17 Sub-23 Na corrida masculina do escalão sub-23, Noah Campos (GI Group Holding-Simoldes-UDO) sagrou-se campeão nacional. Atrás, chegou Lucas Lopes (Supermercados Froiz) em segundo e João Oliveira (Credibom-LA Aluminios-Marcos Car) em terceiro lugar. https://www.youtube.com/watch?v=tOTBsbbMuxg Prova de fundo das Elites Femininas À semelhança da prova masculina, a corrida feminina decorreu num percurso em Santa Maria da Feira, com extensão de 99km’s. Também como na prova masculina, a corrida foi muito mexida logo na primeira volta ao circuito. Depois de uma movimentação de Marisa Costa (Cantanhede Cycling/VESAM), um grupo de 7 ciclistas formou-se na frente da corrida: Ana Caramelo (Matos Mobility), Beatriz Guerra (Guilhabreu MTB Team), Daniela Campos (Eneicat – CMTeam), Mariana Líbano, Raquel Dias (Tavira/Extremosul/SCFarense) e Vera Vilaça (DAS - Hutchinson - Brother - UK). Na quarta volta, o grupo ficou reduzido a 4 ciclistas: Ana Caramelo, Daniela Campos, Mariana Líbano e Vera Vilaça. A frente da corrida não seria mais alcançada e as 4 lutariam pelo título nacional. No final, Daniela Campos foi a mais forte à chegada, tornando-se campeã nacional. Ana Caramelo foi segunda, e Mariana Líbano terceira. TOP 10 da Corrida PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Daniela CamposEneicat – CMTeam2:53:352Ana CarameloMatos Mobility0:053Mariana LíbanoAcademia Efapel de Ciclismo0:104Vera VilaçaDAS - Hutchinson - Brother - UK0:325Beatrix RoxoCantábria Deporte-Río Miera3:406Marisa CostaCantanhede Cycling / VESAM3:547Beatriz PereiraCantábria Deporte-Río Miera3:588Celina CarpinteiroCDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira4:179Ana SantosProteu Cycling Team-Casa do Povo Retorta7:4810Marlene GonçalvesAcademia Ciclismo do Alto Minho8:04 Na corrida do escalão júnior, Raquel Dias (Tavira/Extremosul/SCFarense) foi a primeira classificada, Beatriz Guerra (Guilhabreu MTB Team) chegou em segundo, e Rita Tanganho (CDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira) fechou o pódio. Campeonato Nacional de Contrarrelógio Os títulos nacionais das provas de contrarrelógio ficaram também entregues durante este fim de semana. Prova Masculina A prova de elites masculina teve lugar em Santa Maria da Feira, num percurso de 32,4km’s. O destaque ia para os três ciclistas do World Tour presentes: António Morgado (UAE Team Emirates), Ivo Oliveira (UAE Team Emirates) e Rui Costa (EF Education – Easypost). As expetativas não foram defraudadas e os três ciclistas foram os únicos capazes de discutir a vitória. O mais rápido no esforço individual foi António Morgado, que completou o percurso em 39:32’, sendo coroado campeão nacional de contrarrelógio. Atrás chegou Ivo Oliveira, a 17’, e depois Rui Costa a 27’. Os três foram os únicos a terminar em menos de 40:00’. O melhor dos ciclistas que não correm no World Tour foi Rafael Reis (Sabgal / Anicolor), que terminou a 1:25’ do melhor tempo. Na prova sub-23, o vencedor foi Gonçalo Tavares (Hagens Berman Jayco), seguido de Noah Campos (GI Group Holding-Simoldes-UDO) e Pedro Castro Pinto (Efapel Cycling). https://youtu.be/y41Fu6SQN_0?si=9qclyydclGbxK9XZ Prova Feminina A prova de elites feminina decorreu também em Santa Maria da Feira, num percurso com 21,6km’s de extensão. Os destaques foram semelhantes aos da corrida em linha, com as primeiras 4 classificadas a serem as mesmas nas duas provas. Daniela Campos (Eneicat – CMTeam) foi a grande vencedora, com o tempo de 30:50’. Ana Caramelo (Matos Mobility) perdeu 44’ para o melhor tempo e terminou em segundo, e Vera Vilaça (DAS - Hutchinson - Brother - UK) fechou o pódio, ao chegar a 1:13’ da líder. Classificações completas AQUI. ### Novas regras de segurança UCI - Sistema de cartões amarelos O organismo que regula o ciclismo de competição internacional – UCI – lançou novas regras para o ciclismo de estrada que procuram aumentar a segurança no pelotão. Estas medidas têm resultado de uma reunião que aconteceu entre 10 e 12 de junho em Aigle, Suíça, e estão previstas dentro do programa SafeR, uma nova estrutura dedicada à segurança no ciclismo. Dentro das novas medidas, destacam-se quatro: Introdução de um sistema de cartões amarelos Restrição nos aparelhos auditivos (rádios) Modificação da regra dos “3 quilómetros” Simplificação do método de calculo de intervalos de tempo em etapas com finais aosprint. Créditos: João Fonseca Passamos a uma explicação breve de cada uma das alterações: Sistema de Cartões Amarelos Este sistema será aplicado a partir do dia 1 de agosto de 2024. Os cartões não serão mostrados fisicamente, mas constarão no manifesto da corrida publicado no fim das etapas. https://twitter.com/JohannesKulset/status/1801881143811162379 Johannes Kulset foi desclassificado na Volta à Eslovénia por posição irregular na bicicleta, poderia o sistema de aviso ter funcionado nesta situação? A iniciativa pretende dissuadir qualquer ator dentro da corrida de comportamentos que ponham a segurança do evento em causa. O período entre 1 de agosto e 31 de dezembro de 2024 será usado como período de teste, com as sanções a entrar em vigor a partir de 1 de janeiro de 2025. As sanções serão as seguintes: Quem receber 2 cartões amarelos na mesma corrida será suspenso por 7 dias; Quem receber 3 cartões amarelos dentro de um período de 30 dias, serásuspenso por 14 dias; Quem receber 6 cartões amarelos dentro de um período de um ano, serásuspenso por 30 dias. Restrição nos aparelhos auditivos (Rádio) A UCI decidiu testar os efeitos da restrição do uso de rádio – os testes serão feitos em corridas específicas durante este ano. Esta decisão veio da conclusão de que estes aparelhos podem ser uma fonte de distração para os ciclistas, ou criar situações perigosas, por exemplo quando vários diretores de equipa pedem aos corredores para que se posicionem na frente do pelotão. Créditos: A.S.O. - Thomas Maheux Modificação da regra dos “3 quilómetros” A UCI decidiu permitir aos organizadores que façam um pedido para alargar a regra dos 3 quilómetros – esta regra permite que corredores que perdem tempo por incidentes dentro dos últimos 3 quilómetros em etapas que terminam ao sprint, terminem com o mesmo tempo que o vencedor da etapa. Caso se justifique, passa a ser possível um organizador pedir para alargar esta regra para uma distância máxima de 5 quilómetros. Simplificação do método de calculo de intervalos de tempo Com as regras atuais, o mesmo tempo é atribuído a corredores que cheguem no mesmo grupo, desde que a distancia entre dois corredores não seja superior a 1 segundo. Na mesma linha que a última medida, os organizadores podem agora pedir para que este intervalo de tempo seja aumentado até um máximo de 3 segundos (ainda que apenas para ciclistas que cheguem inseridos no pelotão principal). Tour de France 2022 - Créditos: A.S.O. - Charly Lopez Todas as alterações estarão sujeitas a um período de testes que decorrerá até ao fim da presente temporada. Em paralelo com estas medidas, foi ainda criada uma posição dentro da equipa de gestão da UCI – o SafeR Safety Analyst, cujo papel será uma constante revisão das medidas de segurança impostas pelos organizadores das corridas, particularmente em relação aos troços mais perigosos das provas. Fonte: UCI ### A Specialized Crux de Mikel Landa O ciclista espanhol Mikel Landa (Soudal-Quick Step) irá competir no próximo domingo no Campeonato Nacional de Espanha, que se realizará em El Escorial, Madrid. Antes da competição, Mikel Landa recebeu na sede da Specialized Espanha a sua nova Crux, uma das bicicletas de Gravel mais leves do mercado, com um quadro de apenas 725 gramas, uma geometria orientada para alto rendimento e capacidade para pneus até 47 mm. Primeiras Impressões de Mikel Landa Landa mostrou-se muito entusiasmado com a sua nova bicicleta: "A bicicleta foi uma descoberta, é muito, muito divertida. Ainda não tinha experimentado muito o Gravel, e menos ainda com uma bicicleta desta qualidade. É uma bicicleta super leve, muito parecida com a Tarmac SL8 que usamos em competição, mas ao mesmo tempo muito capaz de absorver todos os tipos de terrenos." Treino em Navacerrada Mikel Landa passou alguns dias em Navacerrada e o seu primeiro objetivo com a Specialized Crux foi a subida mítica à Bola del Mundo, na Serra de Guadarrama, uma etapa dura da Vuelta em várias ocasiões, com rampas que superam os 20%. "A bicicleta, graças ao amplo desenvolvimento, fez que parecesse um passeio. Também na descida, que é horrível com a bicicleta de estrada. Tenho muita vontade de ter mais tempo livre para descobrir novas rotas que até agora não fui com a bicicleta de estrada." Equipamento da nova Specialized Crux de Mikel Landa: QUADRO: Specialized Crux FACT 10r Carbon, Rider First Engineered™ FORQUETA: FACT Carbon RODAS: Roval Terra CL PNEUS: Specialized Pathfinder Pro 700x42 GUIADOR: Roval Terra Carbon, 40 cm, flare 12º ESPIGÃO DE SELIM: Roval Terra Carbon AVANÇO: Roval Alpinist, 110 mm SELIM: Body Geometry Power GRUPO: Shimano GRX RX820, 1X12 de 40 dentes e cassete 10-45 Componentes Chave Para otimizar o desempenho e a segurança no Gravel, a bicicleta de Landa inclui dois componentes chave da Specialized: o guiador de carbono Roval Terra, com um flare de 12º e um drop de apenas 103 mm para melhorar a transição do agarre das manetes para a parte inferior do guiador; e o espigão de selim de carbono Roval Terra, com uma flexão de até 20 mm que permite absorver as irregularidades nos terrenos mais complicados. Mikel Landa, conhecido pelas suas proezas nas corridas de estrada, está agora pronto para enfrentar os desafios de Gravel, explorando uma nova vertente do ciclismo. ### Specialized apresenta a Crux DSW A Specialized acaba de apresentar a Crux DSW, a sua nova bicicleta de gravel em alumínio. Esta nova bicicleta foi desenvolvida tendo por base a Crux de carbono, tendo sido também usada a tecnologia patenteada D’Aluisio Smartweld da Specialized para que fosse possível o seu desenvolvimento em alumínio. Esta nova bicicleta, segundo diz a marca americana, é a mais capaz, ágil, equilibrada e responsiva bicicleta de gravel em alumínio alguma vez feita. Para além disso, é também a mais leve. Peso e espaço de roda O quadro em alumínio da Crux DSW é o mais leve de gravel do mundo, pesando, na sua versão de 56cm e na cor mais leve, 1399 gramas. Com o garfo em carbono Specialized Fact12r Crux e montada a pensar na performance, o peso total de uma Crux DSW é, segundo diz a marca, 9,37 kg. A Crux DSW tem o mesmo espaço de roda que a sua versão em carbono - 47mm e até 2.1” em roda de 650b. A Specialized usou a tecnologia D’Aluisio Smartweld, pioneira numa forma totalmente diferente de soldar bicicletas, para afinar as propriedades do alumínio, para que a experiência de condução, performance da geometria gravel e ajuste influenciado pela competição, fosse a mesma que a versão em carbono. Agilidade e Estabilidade A Crux DSW oferece, segundo informa a marca, um alcance mais longo e uma melhor distribuição de peso, para um comportamento rápido, enquanto um stack mais baixo cria uma posição que prioriza a performance. Para além disso tem um desnível de 72mm do eixo pedaleiro, alcançando desta forma um equilíbrio entre agilidade e estabilidade. Especificações Disponibilidade e preço Podes ver a disponibilidade e preço da nova Crux DSW no site da Specialized. ### Tiago Ferreira Bate Novo Recorde Mundial de BTT em Portugal Tiago Ferreira Cumpre 581.23 km em 24 Horas. No dia 20 de junho, o ciclista português de BTT, Tiago Ferreira, estabeleceu um novo recorde mundial ao completar a maior distância percorrida em bicicleta de montanha num período de 24 horas em Portugal. O atleta, patrocinado pela Red Bull, partiu de Oliveira de Azeméis e pedalou sem parar até Sagres, percorrendo um total de 581.23 km. Uma Conquista Inédita Quatro anos após o seu primeiro recorde mundial, Tiago Ferreira surpreende novamente o panorama desportivo internacional com este feito extraordinário. O percurso, monitorizado pela "Official World Record Association", será certificado como um novo recorde mundial. A jornada começou às 7 horas da manhã de 19 de junho em Oliveira de Azeméis, terminando 24 horas depois junto à Fortaleza de São Vicente, em Sagres. Créditos: Hugo Silva / Red Bull Desafios e Determinação Durante o percurso, o Tiago enfrentou uma tempestade com chuva forte que durou cerca de uma hora e meia. A gestão da alimentação e hidratação foi crucial, exigindo uma disciplina rigorosa. Apesar do cansaço visível, Tiago Ferreira expressou a sua alegria ao concluir o desafio: "Este é sem dúvida mais um sonho que consegui concretizar! O desafio acabou por se revelar muito mais duro do que o previsto, sobretudo devido à tempestade que enfrentei a meio do percurso - com chuva, frio e muita lama - algo que não esperava encontrar nesta altura do ano.” Desafio a outros atletas Tiago Ferreira lançou um desafio a outros ciclistas para superarem a sua marca: “Estou certo que a partir de hoje outros me irão seguir e procurar superar a minha marca. É importante destacar que usei uma bicicleta de série perfeitamente acessível.” O atleta português salientou ainda que não fez nenhum programa de treino específico para este recorde, tendo inclusive competido no domingo anterior. Um Atleta Exemplar Aos 35 anos, Tiago Ferreira é um dos ciclistas mais bem-sucedidos de Portugal, com um impressionante palmarés que inclui nove títulos de Campeão Nacional, dois títulos de Campeão Europeu e um de Campeão do Mundo. Além disso, Tiago participou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 e conquistou várias vitórias na noutras competições de XCM por todo o mundo. Créditos: Hugo Silva / Red Bull Palmarés de Tiago Ferreira: Palmarés: Campeão Nacional de Cross Country Marathon: 2013, 2015-2020, 2022, 2024 1º lugar Brasil Ride Bahia: 2023 1º lugar Red Bull Gravel X Brasil: 2022 Campeão da Europa de BTT XCM: 2017, 2019 1º lugar La Leyenda del Dorado: 2018 Vice-Campeão do Mundo de BTT XCM: 2017 1º lugar Volta a Catalunha BTT: 2013-2015, 2017 1º lugar Taça do Mundo UCI XCM: várias vitórias em Mêda, Laissac, e Açores (2015-2017) Participação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro: 2016 Campeão do Mundo de BTT XCM: 2016 Tiago Ferreira continua a inspirar e desafiar atletas em todo o mundo com as suas conquistas e dedicação ao ciclismo. ### Todos os olhos no campeonato nacional de ciclismo! A 22 e 23 de junho o campeonato nacional de ciclismo de estrada decorre em Santa Maria da Feira. Confere o programa de corridas. Cidade anfitriã do campeonato nacional em 2010 e em 2014, Santa Maria da Feira volta ao epicentro do ciclismo distribuindo títulos em distintas categorias. No pelotão masculino de elites vão reunir-se os melhores atletas das equipas Continentais portuguesas, mas o público poderá também desfrutar de craques do WorldTour como António Morgado e Rui Costa (campeão nacional de fundo em 2015 e 2020). Rui Oliveira regressa após contribuir para a vitória de Tadej Pogacar no Giro. Quanto ao vencedor do título de fundo em Mogadouro, Ivo Oliveira confirmou ao TopCycling que apesar de ter partido a mão em finais de maio vai alinhar no contrarrelógio. Créditos: A.S.O./Alex Broadway Ausências de peso de dois campeões O vencedor da prova de contrarrelógio no ano passado, João Almeida, tem o Tour de France à porta e está em Isola 2000 a treinar em altitude após a Volta à Suíça. Também ausente Nélson Oliveira, corredor da Movistar, que por quatro ocasiões levou o título de contrarrelógio para casa. Ausências de peso de dois campeões. Créditos: EF Education - EasyPost Programa de corridas Confere o alinhamento das provas do ciclismo de estrada que vão decorrer entre o Europarque e o Castelo de Santa Maria da Feira. A curta e inclinada subida ao castelo, onde está colocada a meta nas provas de fundo, pode ajudar a definir os campeões. Consulta o programa de corridas: Sexta-feira, 10:00, contrarrelógio individual das sub-23 e elites femininas (21,6 km) Sexta-feira, 12:15, contrarrelógio individual dos sub-23 masculinos (21,6 km) Sexta-feira, 16:30, contrarrelógio individual dos elites masculinos (32,4km) Sábado, 9:30, provas de fundo das categorias femininas Sábado, 15:30, prova de fundo dos sub-23 masculinos Domingo, 11:30, corrida de fundo dos elites masculinos ### Specialized apresenta a nova Chisel A Specialized apresentou a Chisel, a sua nova bicicleta de montanha com Suspensão Total em Alumínio e, segundo a marca, 18,4% mais leve que a concorrente mais próxima. A marca informa que a nova Chisel tem 110mm de curso ajustado pela Specialized Ride Dynamics e uma redução do movimento indesejado pela pedalada, tornando-a extremamente eficiente. Tecnologia D’Aluisio Smartweld A nova Chisel tem a cinemática e geometria avançadas da Epic 8, combinadas com tecnologia de ponta D’Aluisio Smartweld. Esta tecnologia consiste numa nova maneira de soldar o alumínio e graças a ela, segundo a Shimano, a Chisel exibe o quadro de XC em alumínio mais leve da sua classe. Cada tubo do quadro foi altamente manipulado, com espessura continuamente variável e formas que fornecem rigidez onde esta é mais precisa o que, segundo informa a Specialized, permite um maior controlo e conforto. Afinação pela Ride Dynamics Com 110mm de suspensão afinada pela Ride Dynamics, a performance da Chisel advém diretamente da Epic 8, a bicicleta da Specialized utilizada nas provas da Taças do Mundo, permitindo ao utilizador, o seu uso em diferentes terrenos. O tubo do selim íngreme posiciona o ciclista numa posição ideal para pedalar e o movimento “anti-squat” otimizado, reduz o movimento de sobe e desce induzido pela pedalada. A Specialized retirou na Chisel, material e peso extra, com um tubo do selim hidroformado numa peça que integra o pivô do tubo do selim, o pivô principal e a eixo pedaleiro. Numa bicicleta mais tradicional, o tubo do selim é tipicamente apenas um “tubo” com pivôs e eixo pedaleiro soldados. Especificações Cockpit: Guiador elevado de 29mmForqueta: RockShox de 120mmAmortecedor: 110mm de curso traseiro (190x40)Espigão: Espigão telescópico em todos os modelosTravões: SRAM Level TPneu Dianteiro: Ground Control 2.35Pneu Traseiro: Fast Trak 2.35 A nova Chisel é, segundo a marca americana, um excelente modelo de entrada para ciclistas de todas as idades, que procuram uma bicicleta de suspensão total mais capaz, ou para um ciclista que busca o melhor valor para uma bicicleta com tecnologia de ponta. Disponibilidade e preços Podes ver a disponibilidade e preço da nova Chisel aqui, no site da Specialized. ### Review - Sapatos Trek Velocis: O que dizer após 1000 km's. Em 15 de fevereiro deste ano, a Trek apresentou ao mercado três novos modelos de sapatos de ciclismo. Entre eles, os sapatos Trek Velocis, uma opção de gama média. Após mais de um mês de utilização e mais de 1000 quilómetros pedalados com estes sapatos, é hora de partilhar a minha opinião sobre a experiência com os Trek Velocis. Créditos: Topcycling Começo pela questão estética, algo que não vale de muito pois cada um tem os seus gostos e o meu pode não coincidir com o do leitor. No entanto, a minha opinião é que atualmente estes são uns dos sapatos mais bonitos e elegantes do mercado. Desempenho e Rigidez Os Trek Velocis foram concebidos para ciclistas que procuram um bom desempenho sem comprometer o orçamento, é assim que a marca os posiciona e o seu preço de €249,99 também. Estes sapatos surpreenderam-me, não no conforto, porque já esperava que fossem confortáveis, mas pelo desempenho e rigidez, porque embora sejam mais económicos que os modelos Trek Kint e Trek RSL Road, os Velocis não ficam muito atrás destes nesse aspecto. Créditos: Topcycling Durante os quilómetros que fiz, notei que os sapatos demonstram uma capacidade notável para transmitir a potência ao pedal, pelo que, me deixaram a pensar se valerá realmente a pena despender de mais dinheiro pelos modelos topo de gama. (Vou testar os Trek Knit após este teste, depois faço um comparativo). Conforto Excepcional Como referi acima, o conforto não me surpreendeu mas este é um dos pontos fortes dos Trek Velocis. Não me surpreende porque, por norma, em sapatos de gama média as marcas não colocam a questão do desempenho e rigidez como principal objetivo e consequentemente conseguem fabricar sapatos confortáveis. O que acontece muitas vezes nesta gama de sapatos, é os sapatos serem confortáveis e deixarem a desejar na questão do desempenho (o que neste caso não se verifica). Créditos: Topcycling Após várias horas de pedalada, os sapatos mantêm-se confortáveis, o ajuste dos apertos BOA Li2 é firme, não causa dormência nos pés e não há pontos de pressão incómodos. A ligueta "esponjosa" absorve parte da pressão dos fios dos apertos, com isso o pé ganha conforto. Este conforto é crucial para longas distâncias e principalmente para o ciclista que tem contacto pela primeira vez com sapatos de encaixe no ciclismo de estrada. Não vos consigo dizer se esta característica se deve à nova tecnologia MetNet, porque não são os únicos sapatos confortáveis que calcei na vida, mas que são confortáveis são. De realçar ainda, que os fechos BOA Li2 rodam nos dois sentidos para apertar e desapertar o sapato, algo que não se vê em todos os sapatos de gama média, em alguns modelos temos que soltar o botão para desapertar por completo e voltar a apertar, quando queremos ajustar o sapato. (Rodar em ambos os sentidos permite melhor ajuste do sapato, mesmo em andamento). Relação Qualidade/Preço O que vejo nestes sapatos, de acordo com o que experimentei até hoje, é que a relação qualidade/preço dos Trek Velocis é difícil de superar. Para ciclistas que procuram sapatos que ofereçam desempenho e conforto sem exigir um investimento elevado, os Velocis são uma escolha acertada. Menos positivo Os Trek Velocis apresentam dois pontos menos positivos que vale a pena mencionar: tendem a ser ligeiramente quentes para dias de maior calor no verão. No entanto, esta característica torna-se uma vantagem em dias de inverno ou de meia estação; deveriam ter maior proteção de borracha na biqueira, como ciclista não profissional paro muitas vezes e acabo por tocar com a zona interior da biqueira no pneu da frente, o que causou facilmente desgaste no acabemento branco dessa zona do sapato. Em resumo Os Trek Velocis destacam-se como uma excelente opção para ciclistas que procuram sapatos de estrada de gama média. Combinam rigidez, conforto e uma boa relação qualidade/preço. Se estás à procura de sapatos que ofereçam conforto e bom desempenho, sem comprometer o teu orçamento, os Trek Velocis devem ser tidos em conta na tua pesquisa de mercado. Onde comprar Para mais informações técnicas, de preços e lojas onde os podes encontrar estes sapatos, vê aqui no site da marca: https://trek.bike/Sapatos Vídeo do unboxing e primeiro contacto https://youtu.be/_Q_HxTiYCSA?si=bKmVBZGBvrbswo4f ### Johansen vence 8.º Grande Prémio ANICOLOR Julius Johansen (Sabgal / Anicolor) foi o vencedor do 8.º Grande Prémio ANICOLOR, uma vitóriaconsagrada em Águeda, Capital da Bicicleta e onde também se inicia a próxima Volta a Portugal. O ciclista dinamarquês viu a conquista confirmada após vestir a Camisola Amarela na 1.ª Etapa, tendo-a mantido até ao final e dando a vitória à equipa do concelho da qual faz parte a sede desta estrutura. Créditos: GP Anicolor Primeira etapa decidiu a Classificação Final Foi logo na primeira etapa que se decidiu a Classificação Geral do 8.º Prémio Anicilor, numa edição que contou com três etapas e um contrarrelógio a abrir. Primeira etapa Na primeira, num contrarrelógio individual de 16 quilómetros, a equipa da casa conquistou as primeiras três posições, com Julius Johansen a fazer o melhor tempo. Os seus colegas de equipa Maurício Moreira e Rafael Reis ocuparam os restantes lugares do pódio, dando um excelente início de prova à Sabgal / Anicolor. Segunda etapa Na segunda etapa, disputada num sprint em Oliveira do Bairro, foi Francisco Campo da APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense o mais forte no final dos 180 quilómetros que compunham a jornada. O segundo posto ficou para João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) e o terceiro para Santiago Mesa da Efapel Cycling. Julius Johansen manteve-se líder. Créditos: GP Anicolor Terceira etapa A terceira e última etapa, dia de todas as decisões, correu-se de Ílhavo a Águeda ao longo de cerca de 150 quilómetros. Num dia onde a fuga conseguiu disputar a vitória, foi o espanhol Ramon Fernandez do Club Ciclista Padronés - Cortizo que se superiorizou e venceu num sprint a dois Afonso Eulálio da ABTF Betão - Feirense. O pelotão chegou a apenas 10 segundos, vantagem suficiente para dar a vitória do 8.º Grande Prémio ANICOLOR a Julius Johansen. Maurício Moreira e Rafael Reis ocuparam os restantes lugares do pódio, numa Sabgal / Anicolor que ainda colocou Artem Nych em quinto lugar. Créditos: GP Anicolor Vencedores das restantes classificações Camisola Azul DUBRAL – MONTANHA: Ramón Fernández (Equipo Cortizo) Camisola Vermelha PERVEDANT – METAS VOLANTES: Francesc Bennassar (Equipo Cortizo) Camisola Bolinhas CUNCORTAVE – PONTOS QUENTES: João Macedo (Credibom / LA Alumínios /Marcos Car) Camisola Branca ESTORES LIMITE – JUVENTUDE: Martín Rey (Equipo Cortizo) Camisola Laranja SAN ANTÓNIO – MELHOR CICLISTA EQUIPAS DE CLUBE: Martín Rey (Equipo Cortizo) Créditos: GP Anicolor ### Taça do Mundo de XCO - Ronda 4 - Val di Sole A quarta ronda da Taça do Mundo de XCO (Cross-Country OIlímpico) decorreu durante o fim de semana de 14 a 16 de junho, em Val di Sole, nos Alpes Italianos. O percurso da prova de XCO tinha sofrido algumas alterações em relação ao ano passado, com os organizadores a privilegiarem o espetáculo para os espectadores. Corrida Feminina A corrida feminina foi muito atacada desde o início. Logo na primeira volta, destacou- se um grupo de corredoras com Pauline Ferrand Prevot, Puck Pieterse e Loana Lecomte. Na segunda volta, Lecomte foi a primeira a descolar da frente. Pouco depois, um ataque de Prevot também deixou Pieterse para trás. A francesa seguiu sozinha na frente da corrida a partir da segunda volta. Atrás, Pieterse também seguia sozinha na perseguição. Na luta pelo terceiro lugar, um grupo com Lecomte e Lill. A frente da corrida não sofreu muitas alterações até final. Prevot ganhou a corrida com 50’ de vantagem para Pieterse. Lill conseguiu separar-se de Lecomte e chegou isolada no terceiro lugar. A francesa carimbou um ótimo fim de semana depois de ter sido segunda na corrida XCC (Cross-Country Short Tarck). Repete a vitória do ano passado em Val di Sole e vence a segunda ronda da Taça do Mundo de XCO de 2024. Vídeo resumo https://youtu.be/B0t8x5ldlrQ?si=tD9v2CDBZF5qPayq TOP 10 - Elite Feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Pauline Ferrand PrevotINEOS Grenadiers1:21:042Puck PieterseAlpecin - Deceuninck+ 0:503Candice Lill+ 1:134Loana LecomteCanyon CLLCTV CXO+ 1:395Savilla BlunkDecathlon Ford Racing Team+ 1:506Laura StiggerSpecialized Factory Racing+ 2:247Mona MitterwallnerCannondale Factory Racing+ 3:158Haley BattenSpecialized Factory Racing+ 3:319Jenny RissvedsTeam 31 Ibis Cycles Continental+ 3:3210Alessandra KellerThömus Maxon+ 4:03 Corrida Masculina A corrida masculina também foi muito mexida desde início. Um grupo com Schurter, Hatherly, Sarrou e Kossmann destacou-se na frente. Na terceira volta, um ataque de Schurter que só Hatherly conseguiu acompanhar. No fim da quarta volta, enquanto Hatherly passava na zona de abastecimento, Schurter atacou e conseguiu a separação. Seguiu sozinho na frente. Hatherly nunca perdeu o suíço de vista, enquanto era perseguido por um grupo onde se destacavam Azzaro, Braidot e Colombo. Schurter nunca seria alcançado, e levou a vitória da corrida. Hatherly chegou sozinho a 7’ do líder. Atrás, Azzaro ganhou o sprint por terceiro entre o grupo perseguidor. O suíço, que tinha sido quarto na corrida XCC, atingiu assim a primeira vitória da época na Taça do Mundo deste ano. Vídeo resumo https://youtu.be/RzPAL6FCjC0?si=9LmY4264Xb6Pn4TE TOP 10 - Elite Masculina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Nino SchurterScott-Sram MTB Racing Team1:18:252Alan HatherlyCannondale Factory Racing+ 0:073Mathis AzzaroDecathlon Ford Racing Team+ 0:464Luca BraidotSanta Cruz Rockshox Pro Team"5Filippo ColomboScott-Sram MTB Racing Team"6Simone AvondettoWilier-Vittoria Factory Team XCO+ 0:567Marcel GuerriniBixs Performance Race Team+ 0:588Lars ForsterThömus Maxon+ 1:009Jordan SarrouTeam BMC+ 1:0310Jens SchuermansGiant Factory Off-Road Team - XC+ 1:15 ### Volta à Suíça, etapa 8 - Dobradinha de João Almeida A Volta à Suíça terminou com um contrarrelógio de montanha com 15,7km’s de extensão, entre Aigle e Villars-sur-Ollon. (Vídeo resumo no final do artigo). O dia começou com algumas trocas no “hot seat”, mas o primeiro tempo de referência para os favoritos foi marcado por Lenny Martinez (Groupama – FDJ), com 34:19. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli As Decisões Quando o último ciclista arrancou, Martinez detinha o melhor tempo. O francês daria lugar a Pidcock (INEOS Grenadiers), que foi depois ultrapassado por Riccitello (Israel - Premier Tech) e Skjelmose (Lidl – Trek). João Almeida (UAE Team Emirates) foi o penúltimo a sair. Foi décimo no primeiro ponto intermédio e segundo no segundo ponto intermédio. Atrás, Adam Yates (UAE Team Emirates) registava tempos semelhantes. Almeida tinha guardado forças para o fim e terminou com o melhor tempo à chegada. O esforço de Adam Yates não seria suficiente para ultrapassar o português, que ganhou assim a segunda etapa na prova, com o registo de 33:23’. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1802354609589035348 Yates chegou a 8’ de Almeida, o que lhe permitia ser segundo na etapa e carimbar a vitória na classificação geral. Os Portugueses João Almeida terminou a aproximação ao Tour da melhor maneira: grande forma, duas vitórias de etapa e segundo na geral atrás do companheiro de equipa (veja aqui a entrevista do TopCycling a João Almeida). Nelson Oliveira (Team Movistar) e Rui Costa (EF Education – EasyPost) tiveram esforços mais discretos chegando na posição 34 e 61, respetivamente. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Contas Finais Feitas as contas da Volta à Suíça, Adam Yates sai como vencedor da classificação geral – Almeida e Skjelmose completam o pódio. Yates levou também a classificação dos pontos e da montanha; Skjelmose a classificação da juventude. A UAE Team Emirates conquistou a classificação por equipas. Vídeo resumo da Etapa 8 https://youtu.be/ulQNEYKAciU?si=k6HOnMOe9g5yWfVK Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1João AlmeidaUAE Team Emirates33:232Adam YatesUAE Team Emirates+ 0:083Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 0:204Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+ 0:375Thomas PidcockINEOS Grenadiers+ 0:506Lenny MartinezGroupama - FDJ+ 0:557Pelayo SanchezMovistar Team+ 1:218David De La CruzQ36.5 Pro Cycling Team+ 1:259Egan BernalINEOS Grenadiers+ 1:3010Wilco KeldermanTeam Visma+ 1:40 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates20:18:492João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:223Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 3:024Egan BernalINEOS Grenadiers+ 3:125Matthew RiccitelloIsrael – Premier Tech+ 3:316Thomas PidcockINEOS Grenadiers+ 4:367Enric MasMovistar Team+ 5:018Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 5:409Wilco KeldermanTeam Visma+ 6:3110Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 6:35 ### Volta à Suíça, etapa 7 - UAE Emirates assusta para o Tour A sétima etapa da Volta à Suíça chegou a Villars-sur-Ollon depois de 118,2km’s. A última subida do dia contou com 7,9km’s a 7,7% de pendente média. (Vídeo resumo da etapa no final do artigo). Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli A fuga do dia estabilizou com 8 corredores: Rubio (Movistar Team), Van Gils (Lotto Dstny), Paret-Peintre (Decathlon AG2R La Mondiale Team), Moniquet (Lotto Dstny), Christen (UAE Team Emirates), Staune-Mittet (Team Visma | Lease a Bike), e Pickering (Bahrain – Victorious). A fuga nunca teve muita margem e no início da última subida, Staune-Mittet seguia sozinho na frente com 50’ de vantagem sobre o pelotão. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Decisão da etapa A INEOS Grenadiers impôs um ritmo forte desde o início da subida. A 4km’s do fim, Gall (Decathlon AG2R La Mondiale Team) atacou, apanhando o último fugitivo do dia. 1km. depois, ataque de João Almeida (UAE Team Emirates). Yates (UAE Team Emirates) e Riccitello (Israel - Premier Tech) foram os únicos a seguir na roda do português. O trio apanhou Gall pouco depois. Já dentro dos dois km’s finais, foi a vez de Yates atacar. Desta vez, apenas João Almeida seguiu na roda. O duo partia para a vitória da etapa. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1802012666157744381 Já não houve ataques até ao fim e os dois cruzaram a linha lado a lado, numa demonstração de força da UAE Team Emirates. Yates acabou por ser o primeiro a cruzar a linha da meta; João Almeida fez segundo na etapa e Riccitello chegou em terceiro. Os Portugueses João Almeida volta a confirmar a grande forma antes do Tour. O português e Yates voltaram a demonstrar a superioridade perante todo o pelotão. Nelson Oliveira (Movistar Team) teve mais um dia de trabalho na luta pelo top 10 do seu líder, Mas (Movistar Team). Rui Costa (EF Education – EasyPost) correu hoje o dia 1111 de estrada da sua carreira. Descolou do pelotão na subida final. Vídeo resumo da Etapa 7 https://www.youtube.com/watch?v=ENsPjaX5wGk Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates3:05:412João AlmeidaUAE Team Emirates"3Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+ 0:144Wilco KeldermanTeam Visma Lease a Bike+ 0:165Mattias SkjelmoseLidl - Trek"6Egan BernalINEOS Grenadiers"7Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL"8Thomas PidcockINEOS Grenadiers"9Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 0:3210Enric MasMovistar Team+ 0:35 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates16:39:462João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:313Egan BernalINEOS Grenadiers+ 1:514Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 2:505Matthew RiccitelloIsrael – Premier Tech+ 3:026Enric MasMovistar Team+ 3:237Thomas PidcockINEOS Grenadiers+ 3:548Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 4:039Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 4:4110Wilco KeldermanTeam Visma Lease a Bike+ 4:59 Amanhã os ciclistas terminam a Volta à Suíça com um contrarrelógio de 15,7km’s. Perfil Etapa 8 (CRI) Créditos: Tour de Suisse ### Volta à Suíça, etapa 6 – O dia de João Almeida A sexta etapa da Volta à Suíça devia ter iniciado em Locarno, mas o cancelamento da contagem de montanha deixou a etapa apenas com 42,5km’s de extensão, entre Ulrichen e Blatten. (Vídeo resumo da etapa no final do artigo). Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Uma fuga de três homens formou-se no início do dia: Bissegger (EF Education – EasyPost), Van den Broek (Team dsm-firmenich PostNL) e Foldager (Team Jayco AlUla). O pelotão nunca deu muito espaço à fuga, que chegou à última subida do dia com 1:10’. Decisão da Etapa A UAE Team Emirates impôs um ritmo forte na subida e, a 3,5km’s do fim, Adam Yates (UAE Team Emirates) atacou, apanhando o último fugitivo do dia no processo. O pelotão partiu e um grupo perseguidor composto por João Almeida (UAE Team Emirates), Egan Bernal (INEOS Grenadiers) e Skjelmose (Lidl – Trek) seguiu atrás do britânico. A 1km do fim, João Almeida arrancou sozinho. Conseguiu fazer a ponte para Yates e os dois seguiram sozinhos para a meta. Nos últimos metros o português foi mais forte e venceu a etapa. Yates foi segundo e Skjelmose terceiro. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Almeida continua a mostrar grande forma antes do Tour de France (veja aqui a entrevista do TopCycling a João Almeida). https://twitter.com/tds/status/1801630740402041125 Os Portugueses João Almeida é de novo o destaque do dia na Volta à Suíça. Numa etapa “sprint”, o português chegou à primeira vitória da época e à sétima vitória World Tour da carreira. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Nelson Oliveira (Team Movistar) teve um dia tranquilo no apoio ao líder Mas (Team Movistar). Rui Costa (EF Education – EasyPost) foi o melhor colocado da sua equipa na etapa de hoje. Video resumo https://youtu.be/R4QfqwzDqWs?si=8Dffg0HLx5VsfX7y Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1João AlmeidaUAE Team Emirates0:55:132Adam YatesUAE Team Emirates+ 0:043Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 0:094Egan BernalINEOS Grenadiers+ 0:155Lenny MartinezGroupama - FDJ+ 0:356Thomas PidcockINEOS Grenadiers+ 0:407Enric MasMovistar Team+ 0:478Matthew RiccitelloIsrael – Premier Tech"9Pelayo SánchezMovistar Team+ 0:5410Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team" Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates16:39:462João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:273Egan BernalINEOS Grenadiers+ 1:284Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 2:245Enric MasMovistar Team+ 2:386Matthew RiccitelloIsrael – Premier Tech+ 2:427Thomas PidcockINEOS Grenadiers+ 3:288Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 3:379Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 4:0110Pelayo SánchezMovistar Team+ 4:28 Amanhã, a última etapa de montanha desta Edição da Volta à Suíça. Perfil da etapa sete Créditos: Tour de Suisse ### Volta à Suíça - Etapa 5 - Espetáculo de João Almeida A quinta etapa da Volta à Suíça ligou Ambrì a Carì (148.6km’s de extensão). A etapa terminou com uma subida de 10,2km, com pendente média de 8%. (Vídeo resumo da etapa no final do artigo). Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli A fuga do dia tardou a formar-se. Finalmente, estabilizou com 5 ciclistas: Rubio (Movistar Team), Williams (Israel – Premier Tech), Staune-Mittet (Team Visma | Lease a Bike), Lutsenko (Astana Qazaqstan Team), e Peters (Decathlon AG2R La Mondiale Team). O pelotão manteve sempre a fuga controlada, e chegou à última subida do dia com os fugitivos praticamente alcançados. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Decisão da etapa A UAE Team Emirates comandou o pelotão e selecionou o grupo. A 6km’s do fim, João Almeida (UAE Team Emirates) saltou para a frente do pelotão e impôs ritmo para Adam Yates (UAE Team Emirates). Quando Yates atacou, a 1,5km’s do fim, o grupo tinha apenas 5 unidades. Bernal (INEOS Grenadiers) e Enric Mas (Movistar Team) tentaram seguir o britânico, sem sucesso. Yates seguiu sozinho para a vitória de etapa. Atrás, João Almeida ultrapassou todos menos o colega de equipa e terminou em segundo. Bernal fez terceiro. A UAE Team Emirates carimba um ótimo dia na Volta à Suíça, com Yates mais líder e João Almeida mais segundo – as sensações parecem boas na aproximação ao Tour de France. https://twitter.com/RoadCode/status/1801308510480990224 Os Portugueses O destaque do dia foi João Almeida, demonstrou grande nível ao selecionar o grupo e ainda chegar em segundo na etapa. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Nelson Oliveira (Movistar Team) teve mais um dia de trabalho para o líder, Mas, que subiu a quarto na geral. Rui Costa (EF Education – EasyPost) perdeu algum tempo na etapa num dia em que a sua equipa ficou sem o líder Carapaz. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=q4iQ5II15rM Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates3:54:372João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:053Egan BernalINEOS Grenadiers+ 0:164Matthew RiccitelloIsrael – Premier Tech+ 0:185Enric MasMovistar Team+ 0:226Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 0:547Thomas PidcockINEOS Grenadiers"8Sergio HiguitaBORA - hansgrohe+ 1:039Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 1:1310Cian UijtdebroeksTeam VismaLease a Bike Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates15:44:352João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:353Egan BernalINEOS Grenadiers+ 1:114Enric MasMovistar Team+ 1:495Matthew RiccitelloIsrael – Premier Tech+ 1:536Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 2:177Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 2:218Thomas PidcockINEOS Grenadiers+ 2:469Cian UijtdebroeksTeam VismaLease a Bike10Sergio HiguitaBORA - hansgrohe+ 3:01 A etapa de amanhã terá apenas 42,5km’s, depois de ser cancelada a passagem na contagem de montanha especial, em Nufenen Pass. Contará com mais um final em subida. Perfil da etapa 6 Créditos: Tour de Suisse ### Volta a Portugal 2024 - Já se conhecem as etapas Foi apresentada a Volta a Portugal Continente de 2024, a prova rainha do ciclismo nacional e que este ano celebra a 85.ª edição. Numa cerimónia realizada no Teatro Viriato em Viseu, ficamos a conhecer, as localidades, o percurso e o que esperar de uma edição que promete dureza logo no seu arranque. A Grandíssima vai correr-se ao longo de 12 dias, de 24 de julho a 4 de agosto, com um dia de descanso na Guarda no dia 29 de julho entre as etapas quatro e cinco. Arranca em Águeda e termina em Viseu. Um prólogo, nove etapas em linha e um contrarrelógio individual no último dia é o que espera os ciclistas que vão ter de percorrer um total de 1540 quilómetros, com 32 Prémios de Montanha e 27 Metas Volantes. Créditos: Podium Events As etapas 24/07 - Prólogo: Águeda - 5,6km Arranque da 85.ª edição da Volta a Portugal com um prólogo em Águeda, Capital da Bicicleta e de onde sairá o primeiro camisola amarela desta edição. Créditos: Podium Events 25/07 - 1ª Etapa: Anadia (Sangalhos) – Miranda do Corvo (Observatório Vila Nova) - 158,2km Primeira etapa em linha da Volta e primeira chega em alto ao Observatório do Vila Nova, onde ciclistas menos bem preparados podem logo ao primeiro dia dizer adeus à geral. Créditos: Podium Events 26/07 - 2ª Etapa: Santarém – Lisboa (Marvila) - 164,5km Primeiro dia para os homens rápidos numa chegada que associa a 85ª Volta a Portugal às comemorações do Cinquentenário do 25 de Abril evocando a memória do Capitão Salgueiro Maia que liderou a coluna militar que saiu de Santarém para Lisboa em 1974. Créditos: Podium Events 27/07 - 3ª Etapa: Crato – Covilhã (Torre) - 161,2km Segunda chegada em alto, desta vez a mítica subida à Torre. No final deste dia já vamos começar a perceber quem são os ciclistas e as equipas que vão ser protagonistas desta dura edição da prova. Créditos: Podium Events 28/07 - 4ª Etapa: Sabugal – Guarda - 164,5km Mais um final em alto no empedrado da Guarda e, embora menos duro que nas etapas anteriores, são já três finais em subida em quatro etapas em linha. Este dia fará novas diferenças na geral e antecede o dia de descanso. Créditos: Podium Events 30/07 - 5ª Etapa: Penedono – Bragança - 176,8km Início da segunda metade da prova com a já tradicional chegada a Bragança e segunda oportunidade para os sprínters do pelotão mostrarem que valeu o esforço passar tanta dureza no início da Volta. Créditos: Podium Events 31/07 - 6ª Etapa: Bragança – Boticas - 169,1km Etapa típica rompe pernas com cinco contagens de montanha e onde a subida de primeira categoria a Torneiros, situada a 17 quilómetros da meta, vai ser fundamental para o sucesso de uma fuga ou chegada em grupo reduzido. Créditos: Podium Events 1/08 - 7ª Etapa: Felgueiras – Paredes - 160,4km Início de agosto e onde as temperaturas começam a sufocar o pelotão. Nova oportunidade para os sprínters mais resistentes devido às três contagens de montanha nos últimos 40 quilómetros. Créditos: Podium Events 2/08 - 8ª Etapa: Viana do Castelo – Fafe - 182,4km Etapa mais longa da 85.ª edição da Volta a Portugal que com a subida de quarta categoria a Golães a apenas cinco quilómetros da meta vai dar oportunidades a surpresas e dificultar a vida aos homens rápidos do pelotão. Créditos: Podium Events 3/08 - 9ª Etapa: Maia – Mondim de Basto, Sr.ª da Graça - 170,8km Última etapa antes do derradeiro contrarrelógio individual, com uma das tiradas mais duras da edição 85 da Volta. No menu, uma contagem de quarta categoria e três contagens de primeira, num dia que culmina com a ascensão pela 45.ª vez na história da prova à Sr.ª da Graça Créditos: Podium Events 4/08 - 10ª Etapa (Contrarrelógio individual): Viseu – Viseu - 26,7km Última etapa com um contrarrelógio individual em Viseu, a Cidade Europeia do Desporto 2024. Nos quase 27 quilómetros de esforço, os ciclistas terão aqui a sua última oportunidade para fazer diferenças antes de ser anunciado o vencedor da edição 85 da Volta a Portugal Continente. Créditos: Podium Events As equipas Vão ser cerca de 133 ciclistas distribuídos por 17 equipas que vão percorrer as estradas nacionais e lutar pela camisola amarela. Às nove equipas Continentais portuguesas juntam-se mais oito, quatro Continentais e quatro ProTeams: TEAM VORARLBERG (AUT); CAJA RURAL-SEGUROS RGA (ESP); EQUIPO KERN PHARMA (ESP); BURGOS-BH (ESP); EUSKALTEL-EUSKADI (ESP); PARKHOTEL VALKENBURG (NED); SABGAL/ANICOLOR (POR); PROJECT ECHELON RACING (USA); EFAPEL CYCLING (POR); ABTF BETÃO – FEIRENSE (POR); TAVFER-OVOS MATINADOS-MORTÁGUA (POR); GI GROUP HOLDING - SIMOLDES – UDO (POR); CREDIBOM/LA ALUMÍNIOS/ MARCOS CAR (POR); AP HOTELS & RESORTS /TAVIRA/ SC FARENSE (POR); AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ CONCELHO (POR); PETROLIKE (MEX); RADIO POPULAR - PAREDES – BOAVISTA (POR). Camisolas em disputa Vão ser quatro as camisolas em disputa, a Amarela do líder da Classificação Geral Individual, a Laranja Galp que distingue o ciclista que acumula maior pontuação nas Metas Volantes e Chegadas para a Classificação dos Pontos, a Azul para a classificação da montanha e a Branca para a Classificação da Juventude. Créditos: Podium Events ### Granfondo Portimão 2024 - O ultimo desafio do ano No dia 3 de novembro de 2024, Portimão será o cenário escolhido para um evento que promete ser uma celebração do desporto, a 1.ª edição do Granfondo Portimão. Uma combinação entre a resistência do ciclismo e as paisagens deslumbrantes do Algarve num espetáculo visual sem igual. Os percursos que vão desde a costa azul cristalina até aos serenos montes do interior, prometem oferecer uma experiência inesquecível aos seus participantes. Percursos A organização Cabreira Solutions apresenta três desafios, onde os atletas poderão optar pelas seguintes distâncias, com as respectivas designações, quilometragens e altimetria: Inscrições e mais informações As inscrições para o Granfondo Portimão já estão a decorrer e, apesar de abertas há apenas um mês, já conta com cerca de 950 participantes inscritos. Para inscritos até 30 de junho, está a decorrer a oferta de um jersey oficial do evento. Poderás inscrever-te na página do evento AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Suíça - Resumo da Etapa 4 A quarta etapa da Volta à Suíça ligou Rüschlikon a Gotthard Pass (171km’s de extensão). A etapa terminou com duas contagens de montanha consecutivas (vídeo resumo no final do artigo). Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Fuga do dia A fuga do dia formou-se após algumas tentativas. Contou com 8 ciclistas: Calmejane (Intermarché - Wanty), Træen (Bahrain - Victorious), Coquard (Cofidis), Kuypers (Intermarché - Wanty), Matthews (Team Jayco AlUla), Thalmann (Tudor Pro Cycling Team), Sommer (Swiss Cycling), e Dillier (Alpecin - Deceuninck). Várias movimentações foram selecionando a fuga e, a 10km’s do fim, Træen atacou e seguiu sozinho. Chegou à última subida do dia com cerca de 3:50’ sobre o pelotão. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Decisão da etapa Chegado à última subida do dia, o pelotão seguia reduzido. A 4km’s do fim, Yates (UAE Team Emirates) atacou e seguiu sozinho. O pelotão partiu completamente enquanto Yates perseguia Træen pela vitória da etapa. João Almeida (UAE Team Emirates) seguiu o ataque de Mattias Skjelmose (Lidl – Trek) e os dois estavam sozinhos atrás de Yates. No fim, Traen aguentou e alcançou uma vitória emotiva para a Bahrain – Victorious, um ano depois da tragédia de Gino Mäder. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Adam Yates chegou em segundo, a 23’, e ascende ao primeiro lugar da geral. Skjelmose foi terceiro na etapa, com João Almeida na sua roda. O português sobe a segundo na geral numa etapa muito positiva para a UAE Team Emirates. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Os portugueses Rui Costa (EF Education - EasyPost) descolou cedo num dia menos positivo para a equipa – abrem-se as portas para o português tentar disputar uma etapa através da fuga; Nelson Oliveira (Movistar Team) teve mais um dia de trabalho para Enric Mas (Movistar Team), que voltou a subir posições na geral. João Almeida demonstrou grande forma, reagindo a todas as movimentações no grupo dos favoritos. Vídeo resumo da etapa 4 https://www.youtube.com/watch?v=GIaI9IwKnSY&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Torstein TræenBahrain - Victorious4:10:212Adam YatesUAE Team Emirates+ 0:233Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 0:484João AlmeidaUAE Team Emirates"5Egan BernalINEOS Grenadiers+ 1:006Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 1:277Enric MasMovistar Team"8Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team"9Cian UijtdebroeksTeam VismaLease a Bike10Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech" Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Adam YatesUAE Team Emirates11:50:082João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:263Mattias SkjelmoseLidl - Trek"4Egan BernalINEOS Grenadiers+ 0:495Wilco KeldermanTeam VismaLease a Bike6Oscar OnleyTeam dsm-firmenich PostNL+ 1:177Enric MasMovistar Team"8Cian UijtdebroeksTeam VismaLease a Bike9Matthew RiccitelloIsrael - Premier Tech+ 1:2510Felix GallDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 1:42 Perfil da etapa 5 Amanhã, espera-se mais luta pela classificação geral, com mais um final em alto. Créditos: Tour de Suisse ### António Morgado na Volta à Eslovénia António Morgado volta à competição na Volta à Eslovénia que se corre de 12 a 16 de junho. O ciclista português regressa depois de uma aterafada época de clássicas de onde se seguiram as Astúrias e a Corrida da Paz. Já com duas vitórias em 2024 (Giro della Romagna e segunda etapa da Volta às Astúrias), Morgado tem na Volta à Eslovénia a oportunidade de correr mais uma prova por etapas antes de um dos seus grandes objetivos da temporada, a Volta à França do Futuro que arranca no próximo dia 18 de agosto. Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency UAE com experiência e juventude António Morgado de 20 anos, vai estar numa UAE Team Emirates de seis elementos que conta tanto com corredores experientes como Alessandro Covi (25) Domen Novak (28) e Stake Laengen (35) como ciclistas que vêm diretos da Gen Z, equipa de desenvolvimento da UAE Team Emirates: Anze Ravbar (19) e Jonathan Guatibonza (20). https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1800626821198959012 Sete equipas WorldTour Vão estar à partida da Volta à Eslovénia sete equipas do WorldTour (Jayco Alula, Bahrain Victorious, Bora Hansgrohe, EF Education-EasyPost, Ineos Grenadiers, Groupama-FDJ e a Team Emirates de António Morgado. Para além das sete WorldTour estão à partida 11 ProTeams e cinco equipas Continentais. Ciclistas como Pello Bilbao, Matej Mohoric, Jhonatan Narváez, Dylan Groenewegen, Tobias Halland Johannessen, Michael Storer e Filippo Zana são algumas das estrelas que estarão em prova a competir pelas etapas e pela classificação geral. As etapas A Volta à Eslovénia vai para a sua 30.ª edição e traz um perfil duro e onde a chegada em alto a Krvavec no final da quarta e etapa rainha, vai irá ser fundamental para um bom resultado na classificação geral Etapa 1 - Fonte: site oficial da prova Etapa 2 - Fonte: site oficial da prova Etapa 3 - Fonte: site oficial da prova Etapa 4 - Fonte: site oficial da prova Etapa 5 - Fonte: site oficial da prova Transmissão A corrida terá transmissão no Eurosport 1, entre as 12:00 e as 14:00, excepto nos dias 15 e 16 de junho, dias em que será transmitida no Eurosport 2 no mesmo horário. Comentários de Gonçalo Moreira e Luís Beltrão. Tiago Machado vencedor na Eslovénia Tiago Machado já venceu esta prova no ano de 2014 quando começava a aparecer um ciclista chamado Primož Roglič. Nessa edição o corredor esloveno com 24 e no seu segundo ano como profissional fez 25.º a mais de oito minutos do português. Roglič acabou por vencer no ano seguinte, repetindo a vitória em 2018. A última edição foi ganha por Filippo Zana, tendo as duas anteriores sido vencidas por Tadej Pogačar. A prova vai ser transmitida no Eurosport com a primeira etapa a ter início ao 12h30m. ### Volta à Suíça - Resumo da Etapa 3 A terceira etapa da Volta à Suíça partiu de Steinmaur em direção a Rüschlikon (161.7km’s de extensão). As dificuldades finais deixavam em aberto a luta pela vitória. (Vídeo resumo da etapa no final do artigo). Destaque para a homenagem do suíço a Gino Mäder, por parte da equipa Bahrain - Victorious. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Fuga do dia A fuga formou-se no início da etapa, composta por 5 ciclistas: Lienhard (Groupama – FDJ), Jacobs (Movistar Team), González (Team Corratec - Vini Fantini), Janssen (Swiss Cycling), Jenni (Swiss Cycling). Chegou a ter 4 minutos de vantagem para o pelotão. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Jacobs, último resistente da fuga, foi apanhado a 18km’s do fim. Decisão da etapa O pelotão chegou completo às últimas dificuldades do dia (2 contagens de montanha de terceira categoria). Algumas movimentações iam sufocando os sprinters. Marc Hirschi (UAE Team Emirates) lançou um ataque a 3km’s e só foi absorvido no último quilómetro. A etapa terminou num sprint em subida. Thibau Nys (Lidl – Trek) foi o mais forte e levou a vitória da etapa. O belga de 21 anos carimbou a sexta vitória da época e segunda no circuito World Tour (veja aqui a entrevista do TopCycling a Thibau Nys). Williams (Israel - Premier Tech) fez segundo e Bettiol (EF Education – EasyPost), que terminou em terceiro, chegou ao primeiro lugar da classificação geral. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Os portugueses O pelotão terminou com alguns cortes que viram João Almeida (UAE Team Emirates) perder 7’ para o vencedor da etapa, descendo a quinto da geral; Rui Costa (EF Education – EasyPost) chegou a 43’, no dia em o companheiro de equipa chega à liderança da classificação geral; Nelson Oliveira (Movistar Team) viu o seu líder, Enric Mas (Movistar Team), subir muitas posições na geral. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=ngWQKeQciaE&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Thibau NysLidl - Trek3:27:312Stephen WilliamsIsrael - Premier Tech"3Alberto BettiolEF Education - EasyPost"4Roger AdriàBORA - hansgrohe"5Paul LapeiraDecathlon AG2R La Mondiale Team"6Wilco KeldermanTeam VismaLease a Bike7Adam YatesUAE Team Emirates"8Mattias SkjelmoseLidl - Trek+ 0:039Ben TulletTeam VismaLease a Bike10Richard CarapazEF Education - EasyPost" Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Alberto BettiolEF Education - EasyPost7:39:202Ethan HayterINEOS Grenadiers+ 0:063Wilco KeldermanTeam VismaLease a Bike4Stephen WilliamsIsrael - Premier Tech"5João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:096Finn Fisher-BlackUAE Team Emirates"7Mattias SkjelmoseLidl - Trek"8Adam YatesUAE Team Emirates+ 0:109Jan ChristenUAE Team Emirates+ 0:1110Roger AdriàBORA - hansgrohe+ 0:13 Perfil da etapa 4 Amanhã os ciclistas enfrentam a primeira etapa de montanha da Volta à Suíça, com o final a chegar acima dos 2000mts. de altitude. Créditos: Tour de Suisse ### Volta à Suíça - Resumo da Etapa 2 A segunda etapa da Volta à Suíça ligou Vaduz a Regensdorf e contou com uma extensão de 177,3km’s. Previa-se uma chegada ao sprint no final da etapa (vídeo resumo no final do artigo). Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli A fuga do dia formou-se logo no início da etapa, composta por 5 ciclistas: Jenni (Swiss Cycling), Kuypers (Intermarché – Wanty), Stehli (Swiss Cycling), González (Team Corratec - Vini Fantini) e Debons (Team Corratec - Vini Fantini). Os fugitivos chegaram a ter 5 minutos de vantagem sobre o pelotão. A Alpecin Deceuninck destacou-se na perseguição à frente da corrida. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Últimos Quilómetros A 10 km’s do fim, os últimos elementos da fuga (Kuypers e Debons) são apanhados pelo pelotão. Seguiram-se algumas movimentações, com destaque para o ataque de Bettiol (EF Education – EasyPost) a 5km’s do fim. O italiano seria apanhado a 1,2km’s do fim. O pelotão chegou completo ao último quilómetro. No sprint pela etapa, Coquard (Cofidis) foi o primeiro a arrancar e ninguém apanhou o francês, que levou a vitória. Matthews (Team Jayco AlUla) foi segundo e De Lie terceiro (Lotto Dstny). Os portugueses chegaram todos com o mesmo tempo do vencedor: Rui Costa (EF Education – EasyPost) foi quinto; João Almeida (UAE Team Emirates) chegou na posição 45; Nelson Oliveira (Movistar) na posição 64. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Yves Lampaert (Soudal Quick-Step) mantém a liderança da corrida depois da etapa de hoje; João Almeida ascende uma posição e está agora no terceiro lugar da classificação geral da Volta à Suíça. Video Resumo da Etapa https://www.youtube.com/watch?v=nAeE5aAOWEE&ab_channel=EurosportCycling Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Bryan CoquardCofidis4:06:392Michael MatthewsTeam Jayco AlUla"3Arnaud De LieLotto Dstny"4Brandon Smith RiveraINEOS Grenadiers"5Rui CostaEF Education - EasyPost"6Axel LauranceAlpecin - Deceuninck"7Thomas PidcockINEOS Grenadiers"8Roger AdriàBORA - hansgrohe"9Francesco BusattoIntermarché - Wanty"10Stephen WilliamsIsrael - Premier Tech" Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Yves LampaertSoudal Quick-Step4:11:442Ethan HayterINEOS Grenadiers+0:043João AlmeidaUAE Team Emirates+0:074Finn Fisher-BlackUAE Team Emirates"5Michael MatthewsTeam Jayco AlUla"6Samuel WatsonGroupama - FDJ+0:097Alberto BettiolEF Education - EasyPost"8Stefan KüngGroupama - FDJ+0:119Mauro SchmidTeam Jayco AlUla"10Søren Kragh AndersenAlpecin - Deceuninck" Perfil Etapa 3 Créditos: Tour de Suisse ### João Almeida – "Gostava que ganhasse o Tadej Pogacar e de fechar top cinco" Estreia no Tour de France ao lado de Tadej Pogacar motiva João Almeida. Preparação ultimada na Volta à Suíça onde quer discutir a geral. Pela primeira vez desde que é profissional João Almeida viu o Giro de Itália do sofá. Uma sensação estranha para quem em 2023 subiu ao pódio. O objetivo deste ano é o Tour de France. Para preparar a estreia trocou o frio de abril pelo calor de maio e passou um mês e um dia em altitude entre Andorra e Serra Nevada. Foi à distância que viu Tadej Pogacar massacrar os rivais e a UAE-Emirates controlar as três semanas de prova. “Já era expectável. Deu para ver a diferença, não houve concorrência para o Tadej nem um dia em que tivesse tido dificuldades ou chegasse atrás dos outros.” João Almeida ao TopCycling. Créditos: Fabio Ferrari/Lapresse Tadej Pogacar esteve em modo gestão O Giro é uma corrida com menos stress do que o Tour e o percurso deste ano não foi o mais exigente. Particularmente a segunda semana permitiu respirar um pouco. João Almeida tem a perspetiva de quem pedala. Conhece a prova como a palma da mão e não tem dúvidas de que Tadej Pogacar esteve em modo gestão. “Se fosse preciso ir a mais, a sensação ao ver de fora é de que podia ir a mais. Ele é o mais forte, os outros vão acumulando fadiga; o facto de estar tão forte leva a equipa a meter um passo forte, mas não vai no red line. É quase como se fosse a treinar, eu diria. Não me interpretem mal, claro que ele ataca e doem-lhe as pernas, vai a fundo, mas uma coisa é ir a fundo e outra é ir em quebra. Os outros é que vão em quebra e isso é que passa fatura às pernas. Ele ataca e vai no passo dele, vão a doer-lhe a pernas, mas no passo dele vai confortável. Se calhar no Tour, como já vimos no passado contra o Vingegaard, vai no passo que dá para ir.” Créditos: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Juntar o Tour de France ao Giro de Itália Tadej Pogacar tem a missão de juntar o Tour de France ao Giro de Itália e completar uma dobradinha que há 26 anos ninguém faz. Ciclistas ganhadores como João Almeida, Juan Ayuso e até o 3º classificado do passado Tour, Adam Yates, serão gregários de luxo. “Vai começar o Tour numa forma muito boa, com frescura, apesar de ter feito o Giro. A dobradinha está bem possível. Gostava que ganhasse o Tadej e gostava de fechar top cinco. Ficava feliz. Sei que vou para tentar ajudá-lo a ganhar. Todos temos as nossas oportunidades, mas o objetivo é claro. Mentalmente vou feliz, com o objetivo cumprido de ir ao Tour. É uma honra correr ao lado dele e fazer parte de algo histórico.” Créditos: LaPresse "O Tour começa na 14ª etapa" No Dauphiné a concorrência mostrou as cartas. Primoz Roglic ganhou duas etapas e a geral; Remco Evenepoel ganhou o contrarrelógio. Ambos estão recuperados da queda sofrida na Volta ao País Basco. A dúvida reside no estado de forma do bicampeão Jonas Vingegaard. “Roglic pouco foi afetado pela queda, não partiu nada. Talvez uma pequena paragem, mas antes do Tour tinha sempre que parar. O Remco já fica um bocadinho mais limitado e o Vingegaard não vai ser o mesmo dos últimos anos. O Tour começa na 14ª etapa, até lá não há etapas que possam fazer grandes diferenças. Temos um início duro, mas depois são etapas acessíveis. No final da segunda semana começa a dureza a sério. Dá para o Vingegaard acabar forte.” Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Como gerir tanto talento e egos? Seis etapas, vitória no Giro com a maior margem entre 1º e 2º desde 1965 e a edição mais rápida de sempre. A estreia de Tadej Pogacar em Itália deixou números fortes. O Caníbal de Komenda está numa missão. Ao lado terá um português que só quer desfrutar da estreia no Tour e de correr com um corredor especial. O bloco do Tour é de luxo, mas como gerir tanto talento e egos? Terão os corredores da UAE-Emirates a noção do teórico poder de fogo dos oito convocados? “Temos essa noção, vamos lá ver como vai correr. Há espaço para todos. Reconheço que o Tadej é um atleta mais forte, por isso gosto de correr com ele e ajudá-lo. Também tenho as minhas ambições e gosto de ir a algumas corridas para disputar como tenho tentado fazer. Nem sempre dá, mas o importante é o foco no trabalho, treinar duro e assim que tiver a forma física os resultados aparecem sempre.” Créditos: LaPresse Subir o nível após um ano discreto João Almeida preparou a Volta à Suíça com afinco. É o prelúdio do Tour e há que subir o nível após um ano discreto – 11º no Paris-Nice e 9º na Volta à Catalunha. Como sonhar é grátis porque não pensar em igualar a estreia de Joaquim Agostinho que no Tour de 1969 foi 8º e ganhou etapas em Mulhouse e Revel? O primeiro passo para chegar forte é passar o teste da Volta à Suíça. “O importante é pensar positivo e focar no trabalho que é isso que vai trazer a boa forma e os resultados. Encaro a Volta à Suíça com confiança na minha forma física e tenho tudo para voltar ao meu nível e discutir a corrida. Vi o último contrarrelógio, sei que a última etapa de montanha tem a mesma subida do contrarrelógio portanto farei logo o reconhecimento. Está ao nível de um Dauphiné, a corrida vai ser dura e vai fazer doer as pernas.” https://www.youtube.com/watch?v=-FKSlelYTc0 O Cycling News seguiu Rui Costa na Volta à Suíça de 2014.Recorda a terceira vitória do campeão mundial. Apoio incrível dos emigrantes A comunidade portuguesa na Suíça está chamada a fazer por João Almeida o que já fez por Rui Costa. Com um apoio incrível dos emigrantes radicados no país alpino o poveiro – que regressa de lesão – venceu três vezes a geral. “Faz a diferença. Lembro-me do Giro passar na Suíça e dá logo outra motivação. Mesmo em juniores fiz o Tour du Pays de Vaud com a seleção e correu bem. Não sei se é do chocolate, mas tem corrido bem. É gratificante ver as pessoas a apoiar e quando são momentos de muito sofrimento dá motivação extra. Há ali uma troca de energia.” Como será o resto da época? Até sair a convocatória para os Jogos Olímpicos nada está definido. João Almeida gostava de fazer a Vuelta a Espanha, mas se for a Paris 2024 seguramente não poderá estar à partida em Lisboa. A alternativa seria apontar à Lombardia e aos Mundiais. ### Taça de Portugal XCO - Fundão Este domingo, no Fundão, decorreu a quarta prova da Taça de Portugal de XCO (cross-country olímpico), onde Raquel Queirós (BH Coloma Team) e Roberto Ferreira (Guilhabreu MTB Team) se destacaram ao vencer as provas das categorias elite. Corrida Elite Feminina Na prova feminina, Raquel Queirós mostrou-se a mais forte, completando o percurso em 1h26m58s. Ana Santos (Guilhabreu MTB Team) terminou em segundo lugar, a 1m24s da vencedora, e Joana Monteiro ficou na terceira posição, a 3m33s. Com este resultado, Ana Santos mantém-se na liderança do ranking da Taça de Portugal de XCO. TOP 10 Elite Feminina PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Raquel QueirósBH Coloma Team1:26:582Ana SantosGuilhabreu MTB Team1:28:233Joana Monteiro#Individual#1:30:314Lara LoisRG Bikes Scott Team1:32:555Maaris MeierSAGIPER / NSCP Mortágua1:36:356Leandra GomesSAERTEX Portugal / Edaetech1:37:577Beatriz Sousa24horas Altimetria1:43:238Mariana ViaisAEBTT Rio1:46:469Catarina LopesAXPO / FirstBike Team / Vila do Condea 1 volta10Sara CasimiroKorpo Activo / Penacovaa 1 volta Corrida Elite Masculina Na categoria masculina, Roberto Ferreira (Guilhabreu MTB Team) venceu com o tempo de 1h27m21s, seguido por Diogo Neves (Guilhabreu MTB Team) e João Cruz (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde). No ranking geral da Taça de Portugal de XCO, Roberto Ferreira assume a liderança juntamente com Mário Costa, ambos com 120 pontos. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 Elite Masculino PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Roberto FerreiraGuilhabreu MTB Team1:27:212Diogo NevesGuilhabreu MTB Team1:28:233João CruzAXPO / FirstBike Team / Vila do Conde1:28:334Mário Costa#Individual#1:30:345Rafael SousaGuilhabreu MTB Team1:30:546Ricardo MarinheiroClube BTT Matosinhos1:32:457Filipe FranciscoCDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira1:33:208Guilherme BarrosGuilhabreu MTB Team1:33:549Luís Pereira#Individual#1:35:4210Bruno SanchoSAGIPER / NSCP Mortágua1:36:58 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=e8k0khKJ_I0 Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo ### Volta à Suíça - Etapa 1 - CRI A edição 87 da Volta à Suíça arrancou hoje, com um contrarrelógio plano de 4,77km’s em Vaduz.Esperava aos ciclistas um esforço curto, mas intenso, para marcar as primeiras diferenças entre os homens da geral. João Almeida em destaque O dia começou com destaque luso: João Almeida (UAE Team Emirates) foi o sétimo ciclista a arrancar, e marcou o melhor tempo até então com 05:12. O tempo do português aguentou até Yves Lampaert (Soudal Quick-Step) terminar o seu esforço. O belga fez 05:05, numa média de 56,195km/h, e ficou com o melhor tempo do dia. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Até ao final do dia, João Almeida foi ainda ultrapassado por Bissinger (EF Education – EasyPost) e Hayter (INEOS Grenadiers) – no entanto, ninguém fez melhor que Lampaert, que começava o Tour de Suisse com uma vitória. O pódio do dia teve Lampaert em primeiro, Bissinger em segundo e Hayter em terceiro. João Almeida foi quarto na etapa e fez o melhor tempo entre os candidatos à classificação geral. Créditos: Tour de Suisse / Buchli Fotografie / Sam Buchli Nelson Oliveira (Team Movistar) terminou a etapa em décimo nono, com o registo de 05:19; Rui Costa (EF Education – EasyPost) foi sexagésimo quarto, terminando com 05:26. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=GT1pY-w5gzA Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Yves LampaertSoudal Quick-Step05:05,582Stefan BisseggerEF Education - EasyPost+ 0:03,183Ethan HayterINEOS Grenadiers+ 0:03,894João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:06,425Finn Fisher-BlackUAE Team Emirates+ 0:076Samuel WatsonGroupama - FDJ+ 0:08,647Alberto BettiolEF Education - EasyPost+ 0:09,028Stefan KüngGroupama - FDJ+ 0:10,499Mauro SchmidTeam Jayco AlUla"10Søren Kragh AndersenAlpecin - Deceuninck+ 0:10,65 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Yves LampaertSoudal Quick-Step05:052Stefan BisseggerEF Education - EasyPost+ 0:033Ethan HayterINEOS Grenadiers+ 0:044João AlmeidaUAE Team Emirates+ 0:075Finn Fisher-BlackUAE Team Emirates"6Samuel WatsonGroupama - FDJ+ 0:097Alberto BettiolEF Education - EasyPost"8Stefan KüngGroupama - FDJ+ 0:119Mauro SchmidTeam Jayco AlUla"10Søren Kragh AndersenAlpecin - Deceuninck" Acompanha os resumos diários da Volta à Suíça, neste formato, no TopCycling.pt. ### Criterium du Dauphiné – Etapa 8 - Primoz Roglic sofre mas vence A oitava e última etapa do Criterium du Dauphiné ligou Thônes a Plateau des Glières e contou com 160.6 km’s de extensão. A última subida dia contou com 9,4 km’s com pendente média de 7,1%. Fuga do dia A fuga contou com 11 corredores: Lemmen (Team Visma | Lease a Bike), Soler (UAE Team Emirates), Wellens (UAE Team Emirates), Armirail (Decathlon AG2R La Mondiale Team), Gaudu (Groupama – FDJ), Fraile (INEOS Grenadiers), Martin (Cofidis), Sepulveda (Lotto Dstny), Quinn (EF Education – EasyPost), Prodhomme (Decathlon AG2R La Mondiale Team) e Fortunato (Astana Qazaqstan Team). Creditos: A.S.O./Billy Ceusters O destaque foi para Lorenzo Fortunato que amealhou pontos suficientes para roubar a camisola da montanha a Roglič (BORA – hansgrohe). Última subida O pelotão chegou à última subida com a fuga praticamente alcançada. O destaque ia para a INEOS, que trabalhava para Rodríguez (INEOS Grenadiers). A 5km’s do final, Rodríguez atacou com Jorgenson (Team Visma | Lease a Bike). Gee (Israel - Premier Tech), Buitrago (Bahrain-Victorious) e De Plus (INEOS Grenadiers) acompanharam o duo.Roglič ficou para trás com Ciccone (Lidl – Trek) na sua roda - pairava no ar a sensação de possível surpresa. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Na frente, Buitrago e De Plus cedem primeiro, e depois Gee. Rodríguez e Jorgenson iriam discutir a etapa ao sprint, enquanto Roglič lutava para segurar a amarela. O sprint cai para Rodríguez. Jorgenson segundo e Derek Gee terceiro. Roglič chegou a 39’: deu para o susto, mas o esloveno segurou a amarela. 09/06/2024 - Critérium du Dauphiné 2024 - Etape 8 - Thônes / Plateau des Glières (160,6 km) - ROGLIC Primoz (BORA - HANSGROHE), CICCONE Giulio (LIDL-TREK) Contas finais No fim dos oito dias de corrida, Roglič termina a corrida em primeiro lugar, com oito segundos para Jorgenson e 36 segundos para Derek Gee.O esloveno leva também a camisola dos pontos, mas perde a montanha para Fortunato. Jorgenson vence a classificação da juventude, e a BORA – hansgrohe a classificação por equipas. Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Carlos RodríguezINEOS Grenadiers4:18:022Matteo JorgensonTeam Visma Lease a Bike"3Derek GeeIsrael - Premier Tech+ 0:154Laurens De PlusINEOS Grenadiers+ 0:355Santiago BuitragoBahrain - Victorious"6Primož RogličBORA - hansgrohe+ 0:487Giulio CicconeLidl - Trek"8Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 0:589Aleksandr VlasovBORA - hansgrohe"10Mikel LandaSoudal Quick-Step+ 1:10 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Primož RogličBORA - hansgrohe25:35:402Matteo JorgensonTeam VismaLease a Bike3Derek GeeIsrael - Premier Tech+ 0:364Carlos RodríguezINEOS Grenadiers+ 1:005Laurens De PlusINEOS Grenadiers+ 2:046Aleksandr VlasovBORA - hansgrohe+ 2:067Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 2:258Giulio CicconeLidl - Trek+ 2:549Oier LazkanoMovistar Team"10Mikel LandaSoudal Quick-Step+ 4:13 Vídeo resumo https://youtu.be/dK5icrqmHSY?si=gISjesPNemeFFbTn ### Criterium du Dauphiné - Etapa 7 - Super Bora-Hansgrohe A sétima etapa do Criterium du Dauphiné ligou Albertville a Samoëns 1600, e contou com 155,3km’s de extensão. A etapa rainha da prova francesa terminou com uma subida de 9,9km’s a 9%. A luta pela fuga foi feroz, e a frente da corrida chegou a contar com cerca de 15 ciclistas, movimentações sucessivas foram selecionando a fuga. No início da última montanha do dia, Marc Soler (Team UAE-Emirates) seguia sozinho com 2 minutos para Bouwman (Team Visma | Lease a Bike), Prod’homme (Decathlon AG2R La Mondiale Team), Formolo (Movistar Team), Barguil (Team dsm- firmenich PostNL), Rafferty (EF Education – EasyPost) e Fortunato (Astana Qazaqstan Team). O pelotão, a 4:30’ do espanhol, era comandado pela BORA – hansgrohe. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Marc Soler foi um dos destaques do dia. Subida a Samoëns - KO de Evenepoel O ritmo da BORA - hansgrohe ia deixando marcas: Kuss (Team Visma | Lease a Bike), Haig (Bahrain – Victorious), e Evenepoel (Soudal Quick-Step) foram alguns dos ciclistas que descolaram cedo na subida. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Com 11 unidades, o grupo dos favoritos, comandado por Vlasov (BORA – hansgrohe), apanhou Soler a 2km’s do fim. O grupo seguiu até ao último km sem ataques, e a etapa terminaria com um sprint reduzido. Em "território Roglič" (BORA – hansgrohe), o esloveno não desiludiu: Venceu o sprint no topo de Samoëns 1600 e é cada vez mais líder do Dauphiné. Jorgenson (Team Visma | Lease a Bike) fez segundo e Ciccone (Lidl – Trek) terceiro. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Primož Roglič termina a etapa também na liderança da camisola dos pontos e da montanha, evidenciando o seu domínio. Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Primož RogličBORA - hansgrohe4:29:162Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike"3Giulio CicconeLidl - Trek+ 0:024Oier LazkanoMovistar Team"5Derek GeeIsrael - Premier Tech"6Carlos RodríguezINEOS Grenadiers+ 0:087Santiago BuitragoBahrain - Victorious+ 0:148Laurens De PlusINEOS Grenadiers"9Aleksandr VlasovBORA - hansgrohe"10Mikel LandaSoudal Quick-Step+ 0:33 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Primož RogličBORA - hansgrohe21:16:502Matteo JorgensonTeam Visma | Lease a Bike+ 1:023Derek GeeIsrael - Premier Tech+ 1:134Aleksandr VlasovBORA - hansgrohe+ 1:565Carlos RodríguezINEOS Grenadiers+ 1:586Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 2:157Laurens De PlusINEOS Grenadiers+ 2:178Oier LazkanoMovistar Team+ 2:209Giulio CicconeLidl - Trek+ 2:5410Mikel LandaSoudal Quick-Step+ 3:51 Vídeo final da etapa https://youtu.be/_FLeUph6hN0?si=8BSxVX8er7tDGDio Amanhã, a última etapa do Criterium du Dauphiné conta com mais uma chegada em alto. Perfil Etapa 8 ### Volta à Suíça 2024 - João Almeida e Rui Costa regressam à competição Corre-se de 9 a 16 de junho a 87.ª edição da Volta à Suíça em bicicleta, num ano onde os ciclistas vão percorrer mais de 950 quilómetros ao longo das oito etapas que culminam numa cronoescalada decisiva em Villars-sur-Ollon. Com um percurso sempre duro e uma startlist de luxo, a volta à Suíça é uma das corridas mais esperadas do ano já que que é a última prova do WorldTour antes do início da tão aguardada Volta à França que arranca no dia 29 de junho. https://twitter.com/tds/status/1780874955304931336 Etapas Favoritos João Almeida está de regresso à estrada depois de correr a Liège-Bastogne-Liège já há quase três meses. Em ano de estreia na Volta à França esta vai ser também a sua primeira vez na corrida suíça. Depois de ter estado no apoio a Pogačar na Catalunha e a McNulty no Paris-Nice, o ciclista português vai ter a oportunidade de liderar e apresentar toda a consistência que demonstrou a longo de toda a carreira. Créditos: Volta à Catalunha Mattias Skjelmose foi o vencedor da edição passada e volta para defender o seu título. Depois de ter feito quarto no Paris-Nice com direito a vitória de etapa e terceiro no País Basco, o ciclista de 23 anos vem com uma Lidl-Trek forte para o apioar nos dias mais duros. O vencedor de 2021, Richard Carapaz está de regresso à Volta à Suíça e depois de ter ficado fora dos convocados para os Jogos Olímpicos em detrimento de Narváez, o ciclista equatoriano vai querer mostrar forças na estrada. Carapaz terá uma forma apurada já que esta é também a última prova de preparação antes do seu grande objetivo da época, o Tour. Créditos: EF Education Easy Post Uijtdebroeks vai liderar uma Visma-Lease a Bike que tem sido atormentada por quedas durante todo o ano. Apesar de ter desistido do Giro à 11.ª etapa, o vencedor da Volta à França do Futuro em 2022 liderava a classificação da juventude e era quinto na geral. Depois de resolvida a febre que o fez abandonar a corrida italiana, o ciclista belga estará pronto para lutar pelo seu primeiro top 3 numa geral do WorldTour. Egan Bernal é outro dos vencedores passados desta corrida quando em 2019 conquistou a Volta à Suiça num ano onde também venceu Volta à França. Mostrando estar mais perto dos valores que demonstrava antes do seu terrível acidente, Bernal tem feito uma época de grande nível com pódios no Gran Camiño e Volta à Catalunha. Créditos: A.S.O. Charly Lopez Outros ciclistas como Lutsenko, Higuita, Valentin Paret-Peintre, Lenny Martínez, Enric Mas e Adam Yates estão também à partida da Volta à Suíça e vão estar na luta pelos lugares cimeiros da Classificação Geral. Damiano Caruso maraca presença depois de ter corrido o Giro e vai ser líder da Bahrain-Victorious, numa edição que será certamente emotiva para a equipa que perdeu o falecido Gino Mader na edição de 2023. Três lusos em terras suíças Para além do acima mencionado João Almeida, que é um dos destaques desta 87.ª edição da Volta à Suíça, Portugal tem à partida mais 2 portugueses. Rui Costa regressou em grande com um top 10 na clássica Kantons Aargau depois de uma grave lesão na clavícula volta aos grandes palcos e a uma corrida que já venceu por três vezes. Nélson Oliveira por sua vez, vai correr pela sexta vez a volta à Suiça e é um dos insubstituíveis da Movistar no apoio a Enric Mas. Créditos: Movistar Team Transmissão da prova exclusivamente na MAX A transmissão da Volta à Suíça não será feita no Eurosport em canal aberto. Podes acompanhar a prova exclusivamente na aplicação MAX, sendo necessária a subscrição do “add-on” de Desporto. O Topcycling faz-te também, como sempre, o resumo diário da prova com os vídeos e classificações. ### Haste PRO DISCOVER Aero - Normas de segurança mais avançadas no Gravel Os componentes PRO permitem ao utilizador fazer upgrade a vários componentes da bicicleta, estas mudanças permitem tornar a bicicleta mais leve e mais confortável, ao mesmo tempo que a tornam também personalizada e ao gosto de cada um. As equipas de design, investigação e desenvolvimento de produtos da PRO foram, segundo a marca, pioneiros na resposta à procura de componentes de gravel, com a gama PRO Discover. Agora, desenvolveram um estudo relativo às normas de segurança especificas para gravel. As novas normas de gravel da PRO Todos os produtos são testados para que se cumpram as normas da indústria, no entanto, não existe uma norma industrial geral que os componentes de gravel tenham de cumprir. Como resultado, a maior parte dos componentes para gravel estão a ser testados seguindo o padrão de ciclismo de estrada. Mas, segundo a PRO, estes testes são insuficientes, já que sempre que a experiência em gravel aumenta, com ela aumentam também os riscos. À medida que os ciclistas vão ganhando experiência, percorrem percursos mais técnicos e a velocidades mais elevadas, desta forma o equipamento tem de suportar os rigores de uma condução mais agressiva em gravel. Por esta razão, segundo a PRO, o equipamento deve ser testado exaustivamente para garantir a segurança do ciclista. Ensaio de Fadiga de Componentes PRO Discover Os ensaios de fadiga são realizados na maioria dos produtos produzidos pela indústria do ciclismo, para determinar a redução da rigidez e da resistência dos materiais sob cargas repetidas. Para ser aprovado num ensaio de fadiga, um produto tem de atingir ou exceder um número mínimo de ciclos de carga - descrito como carga de ciclos repetidos - com uma determinada força, medida em newtons. Fase 1 - a carga é aplicada em direções opostas durante 100.000 ciclos. Este teste imita a carga repetida esquerda/direita que os ciclistas exercem sobre o guiador durante um sprint ou em subida fora do selim. Para este ensaio de fadiga, os guiadores de estrada são sujeitos a pelo menos 280 Newtons de força, num movimento alternado para cima/para baixo durante 100.000 ciclos. Para se visualizar melhor este teste , imagina que a parte esquerda do guiador está a ser pressionada para baixo enquanto a parte direita para cima e vice-versa. Cada uma destas cargas constitui um dos 100.000 ciclos necessários. Fase 2 - a carga é aplicada na mesma direção durante 100.000 ciclos. Isto imita a carga uniformemente distribuída, entre as mãos esquerda e direita do ciclista, durante a condução de uma bicicleta de montanha em terreno acidentado. Durante este teste, o guiador é sujeito a 450 Newtons de força, nas extremidades direita e esquerda do guiador, durante 100.000 ciclos. Explicação da Norma Gravel da PRO A Norma Gravel da PRO adopta os valores mais elevados de Estrada (Road) (fase 1 - 280N) e montanha (MTB) (fase 2 - 450N) (apresentados no quadro abaixo, listados a azul). O atual Guia de Qualidade PRO descreve que, para um componente PRO ser disponibilizado aos ciclistas, tem de ser testado a 110% de carga para materiais em liga a 125% de carga para materiais em carbono. Para a fase 1, os componentes de liga PRO são testados até 308 Newton e os componentes de carbono PRO até 350 Newton. Na fase 2, os componentes PRO têm de ser aprovados na força MTB mais elevada de 495 Newton para a liga e 562,5 Newtons para o carbono. Os resultados das fases 1 e 2 do teste ao guiador fictício podem ser verificados destacados a verde abaixo. Haste PRO DISCOVER Aero em carbono A nova haste PRO DISCOVER Aero Carbon é, segundo a PRO, o primeiro produto PRO DISCOVER a ser testado de acordo com as normas acima indicadas. Como os cockpits são um sistema completo, a PRO também testou o avanço PRO DISCOVER 10 em combinação com o guiador PRO DISCOVER Aero Carbon. Este teste de combinação (destacado acima a amarelo) foi executado de acordo com as normas de estrada (fase 1) e de MTB (fase 2). A haste de guiador DISCOVER Aero Carbon da PRO vem responder a esta necessidade de velocidade e eficiência, dando simultaneamente prioridade ao conforto, controlo, integração e adaptação à bicicleta. A adaptação fica ainda mais reforçada com a adição do avanço PRO DISCOVER 10 à gama de avanços DISCOVER da PRO dedicados ao gravel. A PRO indica que estes produtos, para além do ponto de vista estético e das funcionalidades aerodinâmicas, são também uma grande melhoria do ponto de vista vital da segurança do ciclista. Especificações técnicas Haste de guiador PRO DISCOVER Aero Carbono Construção em carbono UD T700 com fibras de compósito Dyneema® Abertura: 12 graus curvatura posterior: 4 graus Alcance: 72mm Diâmetro de fixação: 31,8 mm Larguras: 40, 42 e 44cm Pesos: a partir de PRHA0584 - 265g / PRHA0585 - 280g / PRHA0586 - 285g Compatível com a extensão aero PRO Compact Carbon Clip-On Avanço PRO DISCOVER 10 Construção em liga AL 7075 forja digital 3D e maquinação CNC Design rebatível Ângulo: ±10 graus Diâmetro do eixo: 1 1/8 Comprimento: 60, 70, 80, 90, 100, 110 e 120 mm Diâmetro de fixação: 31,8 mm Peso: a partir de 142g Compatível com o suporte para computador PRO Disponibilidade e preços Para mais informações sobre a gama completa de componentes PRO DISCOVER para a categoria gravel, podes consultar o site da Pro Bikegear, ou da SC. Vouga. ### Criterium du Dauphiné - Etapa 6 - Roglic afina Bora Hansgrohe A sexta etapa do Criterium du Dauphiné ligava Hauterives a Le Collet d'Allevard e contou com 174,1km’s de extensão. A última subida, com 11,2km’s, e 8,5% de pendente média foi onde se decidiu a etapa. (Vídeo resumo no final). A etapa começou com alguns abandonos depois da queda de ontem, entre eles o de Juan Ayuso (Team UAE-Emirates). A fuga do dia formou-se logo no início da etapa, com 6 corredores: Magnus Cort (Uno-X Mobility); Romain Grégoire (Groupama-FDJ); Thibault Guernalec (Arkéa - B&B Hotels); Arjen Livyns (Lotto Dstny); Mason Hollyman (Israel - Premier Tech); e Alessandro Fancellu (Q36.5 Pro Cycling Team). Creditos: A.S.O./Billy Ceusters A fuga perderia Hollyman por queda, e alguns segundos quando se enganou no caminho. Chegaram 5 corredores ao início da última subida com 2 minutos sobre o pelotão. Decisão da etapa Nos primeiros metros da subida, Grégoire fez a seleção na fuga e seguiu sozinho – seria apanhado pelo pelotão a cerca de 4km’s do fim. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters No pelotão, que já contava com poucos ciclistas, o primeiro ataque veio a 5km’s do fim, por De Plus (INEOS Grenadiers) e Vlasov (BORA – hansgrohe), que se isolaram momentaneamente. Roglic (BORA – hansgrohe), Jorgenson (Team Visma | Lease a Bike), Ciccone (Lidl- Trek), Gee (Israel - Premier Tech) e Rodríguez (INEOS Grenadiers) foram os únicos a fazer a ponte para os dois da frente. Vlasov impôs ritmo no grupo e apenas Roglic e Ciccone conseguiram seguir. No fim, o esloveno venceu o sprint contra Ciccone - ganhou a etapa e roubou a liderança da corrida a Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step). Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Dia perfeito para a BORA - hansgrohe, que ganha a etapa e leva a camisola amarela para a etapa 7. Top 10 da Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Primož RogličBORA-hansgrohe04:19:592Giulio CicconeLidl-Trek+ 0:033Aleksandr VlasovBORA-hansgrohe+ 0:114Derek GeeIsrael-Premier Tech+ 0:135Matteo JorgensonTeam Visma Lease a Bike206Laurens De PlusINEOS Grenadiers+ 0:227Carlos RodríguezINEOS Grenadiers+ 0:228Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 0:429Jack HaigBahrain Victorious+ 0:5010Jai HindleyBORA-hansgrohe+ 0:53 Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Primož RogličBORA-hansgrohe16:47:442Remco EvenepoelSoudal Quick-Step+ 0:193Matteo JorgensonTeam Visma Lease a Bike+ 0:584Derek GeeIsrael-Premier Tech+ 01:015Aleksandr VlasovBORA-hansgrohe+ 01:326Carlos RodríguezINEOS Grenadiers+ 01:407Laurens De PlusINEOS Grenadiers+ 01:538Oier LazkanoMovistar Team+ 02:089Callum ScotsonTeam Jayco-AlUla+ 02:1510Jack HaigBahrain Victorious+ 02:31 Vídeo resumo https://youtu.be/ikn8E0qV7DY?si=4zKdkCUHj0yZPCPf ### Specialized lança novas rodas Roval Rapide CLX II Team A Specialized anunciou o lançamento das novas rodas de estrada Roval Rapide CLX II Team, umas rodas desenvolvidas com o objetivo de proporcionar desempenho de alta performance aos ciclistas. Segundo a marca, estas rodas foram desenhadas para serem mais leves e aerodinâmicas, com uma construção que promete durabilidade e um comportamento otimizado. Características Principais Leveza: As Roval Rapide CLX II Team pesam apenas 1360g (sem válvulas e fita). Esta redução de peso foi conseguida graças a uma nova disposição de carbono nos aros e ao cubo Roval LF de flange baixa, além da otimização dos logótipos e pintura. Aerodinâmica: Segundo a marca, estas rodas são 0.5 watts mais aerodinâmicas do que os modelos anteriores, Rapide CLX II. Esta melhoria traduz-se numa vantagem de cerca de um segundo a cada 40 quilómetros. Durabilidade: As Rapide CLX II Team foram construídas para resistir a impactos intensos, apresentando um talão com gancho que garante maior segurança e confiabilidade, especialmente em estradas adversas. De acordo com a Specialized, estas rodas duplicam os padrões de impacto da indústria para rodas tubeless. Versatilidade: Com a capacidade de manter a performance aerodinâmica com diferentes tamanhos de pneus (de 26mm a 30mm), estas rodas adaptam-se a várias condições de estrada e preferências de ciclistas, oferecendo consistência e desempenho superior. Exclusividade Desenvolvidas inicialmente para ciclistas do World Tour, as Roval Rapide CLX II Team estão disponíveis numa edição limitada de apenas 1500 unidades. Além do desempenho técnico, as novas rodas apresentam um design distinto com cubos e válvulas prateados e um logótipo "Team" cromado, conferindo uma estética distinta. Disponibilidade e preço Podes ver a disponibilidade e preço destas novas rodas no site da Specialized. ### Criterium du Dauphiné - Caos total na Etapa 5 A quinta etapa do Criterium du Dauphiné ligava Amplepuis a Saint-Priest e contava com 167km’s de extensão. A chegada previa-se ao sprint apesar das 4 contagens de montanha. (Vídeo resumo no final). Desenrolar da Etapa A fuga formou-se logo nos primeiros quilómetros, composta por Tobias Bayer (Alpecin - Deceuninck), Adne Holter (Uno-X Mobility) e Mathis Le Perre (Arkéa – B&B Hotels). As equipas dos sprinters, com destaque para a Lidl-Trek e a Decathlon AG2R La Mondiale, controlaram a fuga, Le Perre (Arkéa – B&B Hotels) esteve em destaque, arrecadando pontos para a camisola da montanha. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters A cerca de 40km’s do fim, Adne Holter (Uno-X Mobility) descolou da frente e nesta altura da corrida houve alguma expectativa para saber se chegaria a fuga ou o pelotão na frente, mas a chuva chegou e as quedas começaram. Queda Massiva e Neutralização da Etapa A cerca de 37km’s do fim, houve uma primeira queda. Tejada e Powless foram alguns dos homens afetados, ainda que sem grandes consequências. A estrada estava perigosa, molhada numas zonas, seca noutras, e a corrida seguia algo nervosa. A 21km’s. do fim, uma queda massiva no pelotão deixou figuras como Evenepoel, Roglič e Ayuso no chão. A queda terá afetado, no total, mais de 30 corredores. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1798737121756446784 Van Baarle e Kruijswijk abandonaram a corrida de imediato. https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1798768449503809666 A etapa foi neutralizada, atribuindo-se apenas os pontos da montanha conquistados durante o dia. Os corredores seguiram até ao final, mas não houve classificação na etapa, nem foram tirados tempos. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Os ciclistas partem, assim, para a etapa de amanhã com a Classificação Geral sem alterações. Remco Evenepoel continua a liderar a classificação geral do Criterium du Dauphiné. Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1Remco Evenepoel12:27:222Primož Roglič+ 0:333Matteo Jorgenson+ 1:044Derek Gee+ 1:115Oier Lazkano+ 1:216Bruno Armirail+ 1:257Neilson Powless+ 1:258Juan Ayuso+ 1:279Tao Geoghegan Hart+ 1:3910Carlos Rodríguez+ 1:41 Vídeo resumo https://youtu.be/E-Czry3j2Bw?si=b1Bhf7O_pIXTpHdf Perfil da etapa 6 Creditos: A.S.O. ### Evento de Testes de Gravel Cervélo na Bike Village A loja Bike Village, na Bobadela, zona de Lisboa, está a organizar um evento de testes Cervélo de gravel no próximo sábado, dia 8 de Junho, onde os entusiastas do ciclismo poderão testar as mais recentes bicicletas de gravel da Cervélo: a elétrica Cervélo Rouvida e a Cervélo Áspero. Detalhes do Evento Data: Sábado, 8 de Junho Local: Bike Village, Bobadela, Lisboa Horário: 10:00 às 16:00 Reservas: Via Instagram da loja ou através do telefone +351 967 532 038 Custo: Gratuito (inscrição prévia obrigatória) Oportunidade Única Este evento oferece a oportunidade perfeita para que ciclistas de todos os níveis experimentarem duas bicicletas topo de gama. Serão disponibilizadas várias bicicletas para teste, permitindo aos participantes uma experiência completa e comparativa entre os dois modelos. Oportunidade também para experimentar o Gravel, para os que ainda não tiveram essa experiência. Percursos Disponíveis Os participantes terão à disposição dois percursos diferentes para os testes Cervélo de gravel: Percurso 1: Uma experiência rápida e direta, adequada para quem tem menos tempo e menos experiência. Percurso 2: Com proximadamente 17 km's., este percurso permitirá aos ciclistas uma experiência um pouco mais profunda e abrangente. Inscrição Para participar, basta realizar a inscrição prévia através do Instagram da loja Bike Village ou pelo telefone +351 967 532 038. O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas, por isso, recomenda-se que os interessados reservem o seu lugar o quanto antes. ### Granfondo Terras de Basto: Um Evento Imperdível A Festa do Ciclismo em Cabeceiras de Basto está marcada para o dia 16 de junho de 2024. Cabeceiras de Basto será o palco da 2ª edição do Granfondo Terras de Basto, um evento que promete muita adrenalina e celebração do desporto, uma excelente oportunidade para ciclistas de todos os níveis testarem os seus limites e desfrutarem da beleza das Terras de Basto. Percursos A organização apresenta três desafios, onde os atletas poderão optar pelas seguintes distâncias, com as respectivas designações, quilometragens e altimetria: As paisagens Os percursos do Granfondo Terras de Basto irão explorar as paisagens naturais da região, proporcionando aos ciclistas a oportunidade de desfrutarem de um dia intenso de desporto e turismo. Os participantes irão os pontos mais emblemáticos de Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena. Créditos: Cabreira Solutions Programação Diversificada para Toda a Família Além do Granfondo, a programação inclui atividades para toda a família, como o Granfondinho para os mais jovens, uma caminhada, e uma exposição de produtos de ciclismo. Esta diversidade garante que todos os membros da família possam participar e desfrutar do evento. Inscrições e mais informações Poderás inscrever-te na página do evento aqui: GRANFONDO TORRES DE BASTO Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Diário de um sub-23 – João Oliveira na Volta a Portugal do Futuro Sobrinho de João Cabreira, campeão da Volta a Portugal do Futuro em 2004, João Oliveira preparou a prova sub-23 arduamente e foi os olhos do TopCycling na prova. Chamo me João Oliveira e tenho 19 anos. Sou de Aguçadoura, Póvoa de Varzim, e venho de família de ciclistas. O meu tio é o João Cabreira, ex-ciclista profissional, e também estou ligado à família do Rui e do Mário Costa. A ideia é seguir também esta vida. Sei que é difícil, mas vou lutar para conseguir subir para o escalão profissional. Comecei com quatro anos na Póvoa Cycling Academy. Na altura chamava-se escola Manuel Zeferino. Primeiro no BTT e em cadetes passei para a estrada. Agora estou no segundo ano de sub-23, ambos na Porminho Team. Créditos: João Oliveira Grande significado familiar O primeiro ano foi difícil porque em Portugal as corridas são um choque grande. De juniores passamos a correr com elites. Foi difícil mostrar-me, mas consegui fazer uma boa Volta a Portugal do Futuro chegando dois dias nos 20 primeiros. Este segundo ano está a correr melhor. Comecei a época em grande com um 3º lugar na Taça de Portugal de ciclocrosse, em Oliveira de Azeméis. Nas corridas de estrada já estou a conseguir integrar-me melhor no pelotão. Este Diário foi feito durante a Volta a Portugal do Futuro. Para muitos sub-23, onde me incluo, é a melhor corrida do ano e onde gosto de estar sempre no meu melhor. Tem um grande significado familiar visto que o meu tio – João Cabreira – a ganhou em 2004 e eu gostava de fazer o mesmo. É nas corridas com sub-23 que nos podemos mostrar e a Volta é das poucas que há em Portugal. Créditos: João Oliveira Trabalho duro de séries e horas A Volta a Portugal do Futuro não correu como esperava. Fiz uma boa preparação, foi tudo planeado com dois meses de antecipação. Passei alguns dias com o Lucas Lopes – o meu colega de treino habitual – perto de Celorico de Basto. Estava a chover pelo que fizemos rolos alguns dias e comecei logo aí a fazer tenda de altitude. Depois do treino, à tarde, ia para a tenda passar a noite. Tentei passar o máximo de tempo possível e fiz isso durante 18 dias. Parei uns dias antes da Clássica de Viana, que foi a corrida que me senti melhor esta época. Fiz 8º na Volta às Terras de Santa Maria/Troféu Fernando Mendes, mas cometi uns erros de alimentação e paguei isso no GP O Jogo onde não me senti bem. A segunda parte da preparação foi uma semana intensa de treinos. Trabalho duro de séries e horas. Nas duas semanas antes da prova foi recuperar para estar na melhor forma. Talvez o erro tenha sido fazer a tenda muito cedo. Resta analisar com o meu preparador e preparar os próximos objetivos, mas fiquei um pouco triste. Diogo Pereira e João Leal Pedro Crispim Afonso Lopes Lavar e afinar a bicicleta Vamos falar em concreto da Volta a Portugal do Futuro. Para mim começou na sede da Porminho Team, na Trofa. É um local pequeno e aconchegante com quarto, cozinha e oficina. Dormimos lá e saímos às 8:00 horas para a primeira etapa. Foi uma jornada muito parada, só andou rápido de meio para a frente. Depois voltamos para a sede para massagem de recuperação e comer. Nada de novo em relação a outras provas. Um pormenor acerca de mim. Gosto sempre de lavar e afinar a bicicleta. Sou eu que mexo na bicicleta antes das provas porque é importante saber o funcionamento da parte mecânica. Créditos: Podium Events Chegou tudo partido ao São Macário No primeiro dia senti-me bem, foi pena a fuga ter ganho 10 minutos porque quando as equipas tentaram perseguir já era tarde e chegaram com um minuto. Na chegada a Águeda ia bem posicionado, mas fiquei sem o travão de trás e nas rotundas tive algum medo. Fiz 13º na geral e 6º na juventude. O segundo dia foi muito rápido – 50 km/h de média na primeira hora. Tentei arrancar com a fuga e não consegui. Chegou tudo partido ao São Macário e já não me estava a sentir bem. No terceiro dia fui a sofrer desde o km 0 porque havia uma subida de 10 km e o ritmo foi alto. Perdi um bocado de espaço, fui atrás do prejuízo e consegui encostar. A etapa foi sempre certinha até à última subida a 10 km da meta, descolei e acabei no top 40. Para o dia final queria apostar na etapa porque mesmo sendo leve sprinto bem. Apareceu uma subida muito dura ao km 5 que partiu tudo, fiquei com 20-30 corredores e chegamos a estar a um minuto do grupo da frente… mas não conseguimos encostar. Créditos: Podium Events Vêm aí os Campeonatos Nacionais A ideia da equipa era tentar ser a melhor equipa de clube nacional. Também queríamos fazer uma boa geral e o Afonso Lopes veio de lesão e fez um grande resultado (16º na geral e 5º na juventude). Conseguimos fazer um pouco do que o diretor estava à espera. O sr. Alberto queria mais e nós também, mas creio que ficou orgulhoso porque fizemos um bom trabalho de equipa e agora há que melhorar nas próximas provas. Já parei uns dias sem bicicleta após a Volta a Portugal do Futuro, agora vou voltar ao trabalho para preparar o Douro Internacional e o GP Anicolor. Depois vêm aí os Campeonatos Nacionais, o outro objetivo do ano. ### Critérium du Dauphiné 2024 - Etapa 4 (CRI) A quarta etapa do Critérium du Dauphiné prometia as primeiras diferenças significativas entre os homens da geral. O contrarrelógio entre Saint-Germain-Laval e Neulise contou com 34,4 km’s de extensão e mais de 400 metros de acumulado. Joshua Tarling, o fenómeno britânico, foi o quarto ciclista a partir e o primeiro a chegar, com o tempo que serviu de referência para o resto da tirada: 42:06 com uma média de 49km/h. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Remco Evenepoel foi o primeiro dos ciclistas com ambições à vitória na geral a partir, o belga bateu o tempo de Tarling e arrebatou a liderança da etapa, com um tempo de 41:49 e uma média de 49,4 km/h. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Os outros favoritos à geral seguiram-se mas nenhum conseguiu ameaçar a vantagem do Remco Evenepoel, que se sagrou assim o vencedor da etapa 4 do Critérium du Dauphiné, e novo camisolaamarela da prova. Entre os favoritos, aquele que melhor se defendeu foi Primož Roglič, que ainda assim, perdeu 39 segundos. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters De resto, perderam todos mais de um minuto para o campeão do mundo: Jorgenson foi quarto a 1:07; Juan Ayuso nono a 1:27; Rodríguez décimo primeiro a 1:41. Derek Gee despediu-se da camisola amarela terminando a 1:24 do vencedor. Amanhã prevê-se uma chegada ao sprint, antes de três etapas de alta montanha que prometem espetáculo na luta pela vitória da corrida. TOP 10 Etapa PosiçãoCiclistaTempo1Remco Evenepoel41:492Primož Roglič+ 0:173Joshua Tarling+ 0:394Matteo Jorgenson+ 1:075Oier Lazkano+ 1:216Derek Gee+ 1:247Neilson Powless"8Bruno Armirail+ 1:269Juan Ayuso+ 1:2710Tao Geoghegan Hart+ 1:38 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1Remco Evenepoel12:27:222Primož Roglič+ 0:333Matteo Jorgenson+ 1:044Derek Gee+ 1:115Oier Lazkano+ 1:216Bruno Armirail+ 1:257Neilson Powless"8Juan Ayuso+ 1:279Tao Geoghegan Hart+ 1:3910Carlos Rodríguez+ 1:41 Vídeo resumo https://youtu.be/CZcW0ZWF-a8?si=CL5Mwdw0qjzSILpr Perfil da etapa 5 Creditos: A.S.O. ### Critérium du Dauphiné 2024 - Etapa 3 A terceira etapa do Critérium du Dauphiné, com 181,7 km. de extensão e cinco contagens de montanha, partiu de Celles-Sor-Durolle e terminou, como na etapa dois, com um sprint em alto. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Desenrolar da Etapa A única notícia no início da jornada de hoje era o abandono de Tiberi (Bahrain- Victorious), camisola branca no Giro, após duas etapas. Houve, desde o tiro de partida, tentativas de fuga, que só se viriam a materializar depois da primeira contagem de montanha. Três corredores conseguiram separar-se do pelotão: Nicolas Prodhomme (Decathlon AG2R); Remy Rochas (Groupama FDJ); e Harry Sweeny (EF Education). Os três foram dividindo entre si os pontos para a camisola da montanha, enquanto a UNO-X controlava à distância, na ambição de repetir a vitória de ontem com Magnus Cort. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Apontar ainda a queda de Roglic, a 135 km. do fim, que aparentemente, não teve consequências para o esloveno. A decisão da etapa A fuga foi anulada a dois km's. do final, altura em que as equipas lutavam pela colocação dos seus líderes num pelotão compacto e ainda com muita gente. O primeiro ataque para a vitória surge a 1km. do fim, por parte de Krists Neilands (Israel - Premier Tech), sem sucesso, e quando o letão é apanhado, surge o contra-ataque de Derek Gee e Romaine Gregoire. 04/06/2024 - Critérium du Dauphiné 2024 - Etape 3 - Celles-sur-Durolle / Les Estables (181,7 km) - GEE Derek (ISRAEL - PREMIER TECH) Os dois disputaram a vitória da etapa, com o canadiano da Israel Premier-Tech a vencer a etapa. Com a vitória Derek Gee fica também na liderança da classificação geral do Critérium du Dauphiné, num grande dia para a Israel Premier-Tech. Em terceiro cruzou a meta Lukas Nerurkar, comandando o pelotão, a três segundos dos dois primeiros. Top 10 da Etapa 3 PosiçãoCiclistaTempo1Derek Gee4:22:182Romaine Grégoire"3Lucas Nerurkar+ 0:034Giulio Ciccone"5Harold Tejada"6Santiago Buitrago"7Aleksandr Vlasov"8Clément Champoussin"9Matteo Jorgenson"10Primož Roglič" Top 10 da Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1Derek Gee11:45:202Magnus Cort+ 0:033Romain Grégoire+ 0:044Primož Roglič+ 0:075Matteo Jorgenson+ 0:096Lucas Nerurkar"7Bruno Armirail+ 0:118Clément Champoussin+ 0:139Giulio Ciccone"10Carlos Rodríguez" Vídeo resumo https://youtu.be/iVXCnUNBk04?si=01tU1bVi6_fi_6cf Perfil Etapa 4 - CRI ### Fox Service on the Road - A carrinha oficina da Fox ao pormenor A manutenção adequada dos componentes da bicicleta é essencial para maximizar o desempenho e a durabilidade do equipamento. Na sequência da visita ao FOX Service Center, mostramos a carrinha oficina da FOX, que permite garantir o "FOX Service on the road". Esta carrinha tem como objetivo oferecer um serviço de qualidade nos locais de competição e eventos, acessível a qualquer utilizador. Uma oficina móvel que leva suporte técnico em qualquer local. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=j8jGyrlDgGQ Uma Oficina Móvel Bem Equipada A carrinha oficina da FOX está totalmente equipada com ferramentas e peças de reposição, permitindo que os técnicos da FOX realizem uma ampla gama de serviços de manutenção e reparação. Desde ajustes de suspensão a reparos mais complexos, a oficina móvel permite aos técnicos efetuar todo o tipo de serviço nos componentes FOX sem a necessidade de se deslocarem a uma oficina fixa. Proximidade com o utilizador A presença do "Fox Service on the Road" em eventos também fortalece a ligação entre a marca FOX e a comunidade do BTT. Nos eventos os técnicos têm como objetivo sensibilizar o utilizador para a importância da manutenção deste tipo de equipamentos, podendo também efetuar no momento essa manutenção ou ajuste correto do equipamento. Para saber mais sobre este serviço e onde poderás encontrá-lo, visita o site oficial da FOX Factory. ### Critérium du Dauphiné 2024 - Etapa 2 Dia de média montanha na segunda etapa do Critérium du Dauphiné de 2024, com duas contagens de segunda e duas de terceira e 2500 metros de acumulado ao longo de 142 quilómetros. Depois de um primeiro dia disputado ao sprint, os ciclistas tiveram uma chegada em alto não categorizada ao Col de la Loge, onde as equipas dos favoritos podiam começar a jogar as suas primeiras cartadas. https://twitter.com/dauphine/status/1797588983104589926 Quinteto formou a fuga do dia Cinco ciclistas adiantaram-se ao pelotão tentando surpreender de longe. Foram Bruno Armirail, Mathis le Berre, Jonas Gregaard, Xandro Meurisse e Filippo Conca o quinteto que formou a fuga do dia de hoje. Apesar de conseguirem uma diferença superior a cinco minutos, o pelotão já reduzido acabou por alcançar Armirail, o último resistente dos fugitivos, nos 200 metros finais.´ Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Magnus Cort Nielsen vence no nevoeiro Tendo Armirail sido alcançado já nos metros finais, a decisão da etapa ficou para o pelotão que já vinha muito reduzido. Foi daqui que surgiu o ataque de Magnus Cort Nielsen que, sendo dos homens mais rápidos que não tinha descolado, venceu com alguma facilidade no meio do nevoeiro do Col de la Loge. Primož Roglič ficou no segundo lugar e Matteo Jorgenson no terceiro, bonificando seis e quatro segundos respetivamente. https://twitter.com/dauphine/status/1797644218221097336 Com esta vitória, Cort Nielsen subiu também ao topo da classificação geral do Critérium du Dauphiné. Creditos: A.S.O./Billy Ceusters Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 CORT Magnus3:21:422 ROGLIČ Primož,,3 JORGENSON Matteo,,4 CICCONE Giulio,,5 LAZKANO Oier,,6 TEUNS Dylan,,7 NERURKAR Lukas,,8 CHAMPOUSSIN Clément,,9 GRÉGOIRE Romain,,10 MARTIN Guillaume, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 CORT Magnus7:23:022 ROGLIČ Primož0:043 JORGENSON Matteo0:064 ARMIRAIL Bruno0:085 CHAMPOUSSIN Clément0:106 GEE Derek,,7 LAZKANO Oier,,8 NEILANDS Krists,,9 AYUSO Juan,,10 HAIG Jack,, Terceira etapa ### Specialized Epic 8 | Teste A Specialized lançou há uns meses a oitava geração da sua lendária bicicleta de montanha, a Specialized Epic 8. Pela altura do lançamento tive a oportunidade de ter um primeiro contacto com a bicicleta, durante um dia. Uns meses depois, tive a bicicleta mais tempo para testar mais a sério e passo-vos todos os detalhes. Créditos: TopCycling Neste artigo mostro as novidades e faço a análise mais detalhada do modelo, dando-vos um feedback mais sólido das suas características. Será tudo maravilhoso, ou descobri algo menos positivo? Créditos: TopCycling Começo como já o havia feito no primeiro contacto, recuando um pouco no tempo e abordando as principais diferenças nesta nova Specialized Epic 8, relativamente às suas antecessoras. Um pouco de história Criada em 1990, a primeira Specialized Epic (que por esta altura tinha a denominação de Stumpjumper Epic) surgiu com o propósito de ser uma bicicleta de montanha competitiva, para atender às demandas dos circuitos de XCO da altura. 1990 Stumpjumper Epic Rapidamente se tornou num "best-seller" da Specialized, ao longo dos anos esta bicicleta icónica passou por várias fases de evolução, adaptando-se às necessidades dos ciclistas de montanha, aos circuitos e ao que o mercado exigia. Em 2002 surgiu a primeira Epic com sistema Brain, um sistema de suspensão inovador que se baseava numa válvula de inércia que permitia distinguir as forças da pedalada e os impactos externos, ajustando automaticamente a rigidez da suspensão de acordo com a situação. Specialized Epic 2002 O sistema de suspensão Brain evoluiu ao longo dos anos, chegando mesmo a estar presente noutros modelos da marca, como a Stumpjumper (uma bicicleta de All Mountain), tornando-se numa "imagem de marca" da Specialized. Adeus Brain - Decisão positiva? Porquê? Uma das mudanças mais notáveis é a ausência do sistema Brain, uma característica distintiva das versões anteriores da Epic. Após mais de 20 anos com o Brain, período no qual tanto a bicicleta como o próprio sistema evoluíram, a Specialized abdica em definitivo do sistema que chegou a ser "a bandeira" da marca nos modelos de BTT. Créditos: TopCycling Com a evolução dos circuitos de Cross-Country (XC) e do próprio BTT, as bicicletas de XC evoluíram para ter mais curso de suspensão e o Brain deixou de fazer tanto sentido como fazia em suspensões de 90 ou 100mm. A ausência do sistema Brain permite que, juntamente com as técnicas e carbono utilizados para o desenvolvimento do quadro, esta versão seja 76 gramas mais leve que a versão anterior, isto apesar de lhe terem adicionado o sistema SWAT e batentes de direção. Proteção inferior de quadro, na linha do modelo Stumpjumper. Confesso que gostava do sistema Brain, que agora apenas se mantém na suspensão da Epic World Cup (a saber por quanto tempo), da mesma forma que gostava de testar o novo sistema Flight Attendant (que é uma espécie de Brain dos tempos modernos), porque esta solução do bloqueio rotativo não é fantástica. (Desenvolvo quando falo do bloqueio, mais em baixo). A versão testada tem guia de corrente e potenciómetro de série. Além do sistema SWAT e batentes de direção, o quadro da Epic ganha uma proteção inferior bem "avantajada" e guia de corrente para evitar chatices nos trilhos. Bloqueio remoto Embora tenha mais novidades, no que respeita a sensações de pedalada a Specialized Epic 8 é muito parecida com a antiga Epic EVO, mas melhor, porque vem equipada com um sistema de bloqueio remoto manual de amortecedor e suspensão, localizado no guiador. Bloqueio remoto manual de amortecedor e suspensão Esta mudança deixa o controlo do comportamento do amortecedor e suspensão entregues ao ciclista. Quando testei a bicicleta no primeiro dia, este controlo remoto (tipo grip shift) pareceu-me intuitivo e fácil de accionar, no entanto, andei um pouco "à luta" com ele para me habituar e para o acionar em certas posições nos trilhos. Créditos: TopCycling Pensei que depois de estarmos habituados ao sistema (com mais horas de utilização), este fosse acionado de uma forma natural e intuitiva, mas não, mesmo após vários dias de utilização ainda mudava de posição sem querer em alguns trilhos e continuava a pensar se estava em modo bloquedo, intermédio ou aberto. Créditos: TopCycling Ou seja, entre ter Brain e este sistema (controlo remoto tipo grip shift), prefiro o Brain, mas se tiver um bloqueio remoto de patilha "tradicional", prefiro um sistema desse género e poupar o peso do Brain no conjunto, que na sua globalidade é fantástico. Epic 120mm. Outra novidade importante é o aumento do curso do amortecedor e suspensão para 120mm, semelhante ao modelo anterior Epic EVO. É uma alteração que vai ao encontro das necessidades actuais e da industria no geral, os 120mm. estão implementados nas bicicletas de XC de suspensão total. Créditos: TopCycling Os 120mm. proporcionam maior capacidade para zonas e trilhos mais complicados, além de uma condução mais suave em terrenos acidentados. Além disso, o ângulo de direção de 66,4 graus confere maior estabilidade e controlo nas descidas mais íngremes. Créditos: TopCycling Sistema SWAT é bem vindo Um dos destaques desta Specialized Epic 8 é o sistema SWAT, um espaço de armazenamento integrado no quadro que permite ao ciclista transportar ferramentas, comida ou roupa extra sem a necessidade de utilizar bolsas ou mochilas adicionais. Sistema SWAT A Specialized foi pioneira neste sistema e na minha opinião só peca por tardio neste modelo, faz todo o sentido numa máquina de XC Maratona, onde os ciclistas passam longas horas em cima da bicicleta e necessitam transportar vários itens de material consigo. Sistema SWAT Esta característica acrescenta praticidade e versatilidade à bicicleta, tornando-a ideal para longas jornadas ou aventuras de um dia inteiro. Na minha opinião é uma característica que faz diferença na hora da escolha, entre esta ou outra bicicleta de uma marca concorrente, isto é mesmo muito prático. Transmissão SRAM XX Eagle AXS Tinha tido a oportunidade de testar esta transmissão duas vezes, em duas bicicletas diferentes, mas em ambas somente por um dia. Esta foi a primeira vez que testei este equipamento da SRAM durante mais dias. Quando estamos mais à vontade com a bicicleta e queremos andar mais rápido, em descidas, subidas, trilhos, zonas seguidas de sobe e desce, com constantes trocas de mudanças, notamos que este equipamento é muito mais lento nas passagens de mudança que o seu "irmão" XX1 Eagle AXS. Nem vou comparar com uma marca concorrente, para não pensarem que estou a "criticar" a SRAM, comparando com o outro equipamento SRAM AXS, este é mais lento nas passagens de mudança e mais caro! Créditos: TopCycling É um equipamento que revolucionou o mercado por não necessitar ter dropout, sendo mais resistente em caso de pancadas ou quedas no lado do desviador, mas tem esta desvantagem, por enquanto. Amortecedor e suspensão específicos O amortecedor e suspensão foram desenvolvidos especificamente para este modelo em colaboração com a RockShox, não vos posso dizer que notei algo de especial, o que notei é que têm uma boa leitura do terreno e um comportamento que nos dá confiança mesmo no primeiro contacto com a bicicleta. Créditos: TopCycling Sem integração A nova Epic não tem integração de cabos, uma tendência atual em quase todos os modelos de bicicletas, seja Estrada, BTT ou Gravel. Créditos: TopCycling A vantagem Por um lado, a ausência de cabos internos facilita a manutenção da bicicleta, um aspecto crucial especialmente em bicicletas de montanha que enfrentam condições adversas com lama e poeiras, além de serem expostas a mais lavagens. Com cabos externos, ciclista ou mecânico têm um acesso mais fácil para limpeza, lubrificação, ajustes e substituição de componentes. Créditos: TopCycling A desvantagem A desvantagem desta abordagem é estética, já se sabe que os olhos são os que comem primeiro e alguns utilizadores, na hora de comprar, não têm em conta os aspectos práticos, mas sim os estéticos. As bicicletas com integração de cabos tendem a ter um design mais limpo e elegante, sem cabos visíveis, o que pode ser considerado mais atrativo para alguns ciclistas em termos de aparência. Créditos: TopCycling Vídeo do primeiro contacto https://youtu.be/mAUBMJmVFf8 Versão S-Works é de uma liga superior Na versão topo de gama da Specialized Epic 8, as diferenças vão além do simples tipo de carbono utilizado. É a única da gama com alguma integração de cabos e a suspensão inteligente RockShox Flight Attendant. O sistema de suspensão Flight Attendant é considerado por muitos como o mais avançado do momento. O Flight Attendant é único, no sentido em que é capaz de se ajustar automaticamente, levando em consideração o tipo de ciclista e as condições do terreno em tempo real. Ao analisar constantemente os dados do percurso, o sistema é capaz de antecipar e ajustar a configuração da suspensão para cada momento da pedalada, proporcionando a melhor experiência ao ciclista, independentemente das exigências do trilho. Veredicto final Em suma, a oitava geração da Specialized Epic representa uma revolução marcante na história deste icónico modelo da Specialized. Tem um design simples, características práticas e um desempenho que não vai defraudar tanto os entusiastas como os atletas de XC que pretendem competir, esta é uma bicicleta "pura e dura" de BTT, uma bicicleta de desempenho e ao mesmo tempo prática em todos os momentos. Créditos: TopCycling No modelo testado trocaria o bloqueio remoto da suspensão e amortecedor tipo grip shift, por um bloqueio de tradicional de patilha com as três posições, e também prefiro a versão XX1 Eagle AXS, à versão XX mais moderna. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, cores, disponibilidade e preços da Specialized Epic 8 AQUI. Equipamento do Rider: Sapatos Specialized Recon 3.0 Jersey coleção Prime Calções coleção Prime Capacete Prevail 3 SWORKS Óculos Rudy Project Kelyon Fotografia: Marco Miguel Rider: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Critérium du Dauphiné 2024 - Etapa 1 A primeira etapa do Critérium du Dauphiné correu-se em circuito em Saint-Pourçain-sur-Sioule, com os ciclistas a passarem por duas vezes na meta antes da discussão da etapa. O primeiro dia, apesar de feito em terreno ondulante e com três contagens de montanha, dava aos homens rápidos a possibilidade de vitória e liderança na corrida. Dois meses após a queda no País Basco reapareceram Evenepoel e Roglic.Créditos: A.S.O Billy Ceusters Fuga do dia Foram Mathis Le Berre (Arkéa - B&B Hotels) e Mark Donovan (Q36.5 Pro Cycling Team) os ciclistas que se adiantaram ao pelotão e compuseram a fuga do dia. Os dois corredores tiveram sempre a distância controlada por um pelotão que não queria perder uma das poucas possibilidades de sprintar nesta 76.ª edição da corrida. Créditos: A.S.O Billy Ceusters Pedersen dá a 24.ª vitória à Lidl-Trek Alcançada a fuga a sensivelmente 10 quilómetros para o final, o pelotão preparava a terceira e decisiva passagem pela meta. Mads Pedersen rematou o trabalho que a Lidl-Trek fez durante o dia e conquistou a vitória número oito da temporada, sendo agora o terceiro ciclista mais vitorioso do ano atrás de Merlier (10) e Pogačar (14). Sam Bennett e Hugo Page ocuparam os restantes lugares do pódio e ficaram em segundo e terceiro lugar respetivamente. Pedersen é assim o primeiro camisola amarela do Critérium du Dauphiné 2024. Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 PEDERSEN Mads4:01:302 BENNETT Sam,,3 PAGE Hugo,,4 VENTURINI Clément,,5 DOULL Owain,,6 GAZZOLI Michele,,7 GARCÍA CORTINA Iván,,8 WRIGHT Fred,,9 RUSSO Clément,,10 CORT Magnus,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 PEDERSEN Mads4:01:202 BENNETT Sam0:043 PAGE Hugo0:064 LE BERRE Mathis0:075 DONOVAN Mark0:086 PEDERSEN Casper0:097 VENTURINI Clément0:108 DOULL Owain,,9 GAZZOLI Michele,,10 GARCÍA CORTINA Iván,, Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=ZUqND7lEvls&ab_channel=EurosportCycling Segunda etapa ### António Morgado pode sonhar com a Volta a França Daniel Lima fechou no top 10 a Corrida da Paz e colocou Portugal na Volta a França do Futuro. Prova sub-23 é objetivo de António Morgado. A geração liderada por António Morgado recorreu ao coletivo para sair airosa de uma prova azarada. O corredor da UAE-Emirates perdeu a Corrida da Paz por um furo na 2ª etapa. Por ter sido fora da zona de proteção, o azar custou 33 segundos a António Morgado e afastou-o da luta pelo pódio. O bloco português durante a Corrida da Paz.Créditos: FPC Uma equipa capaz de ajudar o líder Nem tudo foram azares nestes quatro dias de competição. Da icónica prova sub-23 saiu uma equipa capaz de ajudar o líder a ganhar a Volta a França do Futuro. Em fevereiro, na Figueira da Foz, o TopCycling entrevistou António Morgado. Tinha acabado de chegar ao WorldTour, mas o Bigode Voador deixou duas garantias para 2024. “Este ano um dos meus objetivos é ganhar a Volta a França do Futuro e ficar com esse objetivo feito. Tentar outra vez o Mundial, o último ano em que vou tentar o Mundial em sub-23.” António Morgado ao TopCycling. Morgado ficou atrás do francês Rolland e do belga Dockx na etapa rainha em Dlouhé stráne.Créditos: Reichova Barbora/Course de la Paix Apuramento direto para a Volta a França do Futuro A Corrida da Paz foi dominada pela França: Brieuc Rolland foi 1º e Léo Bisiaux 3º, pelo meio ficou o belga Aaron Dockx. Portugal perdeu Lucas Lopes por doença e Daniel Lima ainda caiu a 400 m da conclusão da corrida. O atleta de Loulé e da Academia da Israel, foi o melhor português e fechou no 10º posto. António Morgado acabou na 14ª posição. Ambos pontuaram para Portugal ficar no 10º lugar do ranking da Taça das Nações e garantiram o apuramento para a Volta a França do Futuro. Pela seleção nacional também concluíram a prova Gonçalo Tavares (24º), Alexandre Montez (62º) e João Martins (92º). “A etapa de hoje não teve a dureza que desejávamos para fazer diferenças. O Daniel Lima e o António Morgado ainda atacaram na última subida, mas o pelotão estava muito numeroso, com muita gente capaz de responder e de controlar a corrida. Cumprimos o objetivo fundamental que era somar os pontos necessários para garantir a presença na Volta à França do Futuro. Além disso, estivemos na discussão desta prova. O 10º lugar do Daniel Lima é muito bom a este nível e o António Morgado, se não fossem os 30 segundos perdidos com o furo da segunda etapa, teria terminado no pódio. O 2º lugar na geral coletiva demonstra uma grande consistência de toda a equipa”. José Poeira à Federação Portuguesa de Ciclismo. ### Artem Nych campeão do 44.º GP Abimota Artem Nych ganhou na Serra do Caramulo, Santiago Mesa em Vouzela e Nicolás Tivani fechou a festa em Águeda. A 44.ª edição do GP Abimota foi dominada por ciclistas estrangeiros de três equipas nacionais. O primeiro de três dias de competição partiu de Proença-a-Nova e o pelotão fez 163 km até ao Caramulo. Artem Nych (Sabgal-Anicolor) arrancou de longe e chegou à meta com 32 segundos sobre o colega Mauricio Moreira. A menos de dois meses da Volta a Portugal Artem Nych mostrou boas pernas. A prova rainha do ciclismo nacional decorre entre 24 de julho a 4 de agosto. Créditos: João Fonseca Photographer Segunda etapa Sábado, em Vouzela, tirada de 138 km com final previsível ao sprint na segunda etapa. O venezuelano Santigo Mesa (Efapel Cycling) triunfou diante do argentino Tomás Contte (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) e do venezuelano Francisco Peñuela (Rádio Popular-Paredes-Boavista). Créditos: João Fonseca Photographer Terceira etapa Domingo o fecho do GP Abimota decorreu com uma jornada de 148 km entre Vagueira a Águeda. Com a geral decidida pela Sabgal-Anicolor logo ao primeiro dia, o pelotão voltou a controlar para garantir novo sprint. O argentino Nicolás Tivani bateu o venezuelano Francisco Peñuela (Rádio Popular-Paredes-Boavista) e o português Diogo Gonçalves (ABTF Betão-Feirense) Artem Nych sucedeu a Rafael Reis como campeão do GP Abimota. O pódio foi o mesmo da etapa inagural com Mauricio Moreira e Afonso Silva (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense) ao lado do ciclista russo. Créditos: João Fonseca Photographer Últimos cinco vencedores: 2018 - Oscar Pelegri Ferrandis (Rádio Popular/Boavista) 2019 - Gotzon Martin (Euskadi) 2021 - Tomas Contte (Louletano/Loulé Concelho) 2022 - Luis Mendonça (Glassdrive/Q8/Anicolor) 2023 - Rafael Reis (Sabgal-Anicolor) ### Unbound Gravel - Lachlan Morton foi o mais forte Um Triunfo Memorável no Mundo do Gravel Lachlan Morton, conhecido ciclista de ultra-distâncias da equipa EF Education-EasyPost, conquistou a vitória na prestigiada prova Unbound Gravel. O evento, realizado em Emporia, Kansas, é a competição de Gravel mais mediática do mundo, tendo sido realizado pela primeira vez em 2006. Embora a prova tenha outras distâncias, esta atrai os melhores ciclistas da modalidade para competir nas exigentes 200 milhas (aproximadamente 320 km). A Prova e as Condições Este ano o Unbound Gravel teve um percurso ligeiramente diferente (já testado anteriormente) e apesar do terreno pesado nos dias anteriores, teve condições quase perfeitas com céu nublado, vento leve e temperatura amena. O percurso teve este ano cerca de 3.609 metros de desnível acumulado. O Desenrolar da Corrida Como habitualmente, a prova masculina começou às 5:50 da manhã, com Tobias Mørch Kongstad a atacar nos primeiros 8 km, formando uma fuga inicial com Jonas Orset. Ao atingir a marca dos 51 km, a dupla foi alcançada por Innokenty Zavyalov e Chase Wark, formando um grupo de quatro que se manteve na liderança até ao primeiro ponto de controlo em Alma. Foi a partir deste ponto que Lachlan Morton começou a mostrar a sua intenção de vencer, assumindo a perseguição dos líderes com determinação, os outros seguiam a sua roda. Após cerca de 112 km, a fuga foi absorvida pelo pelotão principal, onde Chad Haga assumiu a liderança. Após alguns quilómetros Morton e Haga, atacaram e ficaram isolados na frente da corrida. A Decisão da corrida Lachlan Morton e Chad Haga trabalharam juntos para manter a liderança. A corrida viria a ser decidida na reta final, ao sprint, no qual Lachlan Morton acabou por levar a melhor sobre Chad Haga, vencendo com um tempo de nove horas, onze minutos e quarenta e sete segundos, apenas um segundo à frente de Haga. Créditos - Life Time Tobias Kongstad completou o pódio, terminando em terceiro lugar, a mais de três minutos do vencedor. Top 10 Final POSCICLISTATEMPO01MORTON Lachlan09:11:4702HAGA Chad+ 0103KONGSTAD Tobias+ 03:3604HAVIK Piotr+ 03:3705DE MARCHI Mattia+ 03:4106SVENDSEN Simon Nordahl+ 04:4107VAN AVERMAET Greg+ 04:4708MCELVEEN Payson+ 04:4809SCHÖNBERGER Sebastian+ 04:4810JOHNSON Dylan+ 04:49 Com esta vitória Lachlan Morton assume-se uma vez mais como um dos principais ciclistas de ultra-distância no mundo do gravel. ### BikeMarket.pt – Um portal made in Portugal Artigo patrocinado Portugal é um país de ciclismo e de bicicletas. Segundo o Eurostat, em 2019 o país assumiu a liderança na produção de bicicletas na União Europeia e a tendência mantém-se. A Europa está determinada a minimizar o impacto climático e exige soluções de mobilidade menos poluentes. Mais do que um desporto, o ciclismo tem-se tornado um estilo de vida. Nuno Matos, 44 anos, identificou um vazio no mercado e criou o BikeMarket.pt – portal de classificados e marketplace onde particulares e empresas podem anunciar todo o tipo de produtos relacionados com o ciclismo. “O BikeMarket.pt foi lançado em 2015. Enquanto ciclista amador senti que não existia no mercado um portal de classificados 100 por cento focado no ciclismo. O BikeMarket.pt está organizado por categoria, tipo de produto e respetivas especificidades. Isto ajuda o utilizador a anunciar ou a encontrar facilmente a bicicleta ou outro produto.” Nuno Matos ao TopCycling. Todo o tipo de produtos relacionados com o ciclismo O portal é intuitivo e os anúncios de produtos novos ou usados são gratuitos. A plataforma junta particulares e lojas físicas. Os profissionais registados no portal ficam listados no diretório do BikeMarket.pt sem custos. Na montra digital encontramos todo o tipo de produtos relacionados com o ciclismo: bicicletas, componentes, acessórios, vestuário, calçado, artigos de nutrição, eventos e serviços. Como usar o BikeMarket.pt? A pergunta mais comum para os novos utilizadores prende-se com a mecânica dos anúncios. Nuno Matos, aficionado de ciclismo licenciado em Engenharia de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho, criou um sistema fácil de utilizar. “Basta registar uma conta e começar a anunciar. Os utilizadores procuram os produtos, contactam os anunciantes e combinam o negócio. O BikeMarket.pt não participa na negociação nem cobra qualquer taxa, apenas facilita o acesso ao produto através de um serviço de anúncios especializados. Suponhamos que alguém quer comprar uma bicicleta de estrada, da marca X, em carbono, tamanho M, com preço inferior a 999 €. É só pesquisar e filtrar ao pormenor no BikeMarket.pt, o mesmo não se passa em portais generalistas.” O facto de ser grátis tem vantagens para quem compra e para quem vende. Em algumas plataformas internacionais são cobradas taxas a compradores e/ou vendedores encarecendo a transação. Captar a atenção do cliente Outra pergunta frequente passa pelas vantagens de comprar na internet. É melhor comprar online ou na loja física? Nuno Matos encara esta questão como um desafio. O objetivo é captar a atenção do cliente. “Ambos os modelos têm espaço. O BikeMarket.pt é uma mais-valia tanto para as lojas tradicionais como para as lojas online. O anúncio pode levar o cliente à loja para mostrar o produto e fazer o negócio. Também encaminhar o público-alvo para as respetivas lojas online.” Vivemos numa era de comunicação fluida na qual estar online passou de ser um luxo a ser uma necessidade. Porquê pagar mais por um produto? Porquê resumir a procura à proximidade geográfica? Porquê restringir as compras ao horário comercial? “Se o cliente quer uma bicicleta usada, por exemplo, não vai visitar todas as lojas para conferir o stock. Pesquisa online, depois desloca-se à loja para testar e este processo leva à compra. O importante é anunciar e dar a conhecer os produtos aos visitantes do BikeMarket.pt.” Oferta premium para profissionais Até 2050 a Europa pretende tornar-se neutra em termos de impacto climático. O setor da bicicleta é estratégico e está em crescimento. É fundamental encontrar o melhor produto ao melhor preço. Ao mesmo tempo o mercado é competitivo. Com esta ideia em mente o fundador do BikeMarket.pt criou uma oferta premium para profissionais. “Para lojas que pretendam destaques ou que tenham muitos itens criámos o serviço de importação de produtos de forma automática. Em pouco tempo é possível carregar no portal milhares de produtos. Também dispomos de um serviço de marketplace ideal para lojas online; neste caso o BikeMarket.pt redireciona o utilizador – através de um link direto – para o produto alojado no site da loja e a compra é feita no site da empresa.” Nuno Matos lançou o BikeMarket.pt em 2015. Mais-valia para lojas físicas Um desafio transversal a todos os profissionais do mercado das bicicletas e acessórios é a gestão de stock. A cada ano surgem novas tecnologias, equipamentos e coleções de bicicletas e roupa de ciclismo. No BikeMarket.pt os profissionais podem anunciar as coleções anteriores e fazê-las chegar a novos consumidores, além dos que já visitam as suas lojas ou sites. Curioso neste portal é o que os utilizadores com gostos específicos têm um espaço dedicado. Além dos anúncios de venda, o BikeMarket.pt tem anúncios do tipo "compro". Basta publicar um anúncio descrevendo o produto procurado e aguardar por um contacto. E quantas vezes vamos às compras com algo em mente e acabamos com outro produto no carrinho? É mais frequente do que pensam. Empreendedor por vocação Empreendedor por vocação, Nuno Matos juntou várias áreas de negócio. Da pesagem à automação industrial, do ciclismo aos automóveis, passando pelos jogos de vídeo. Em 2013 nasceu o portal WeighingReview.com, em 2014 o AutomationInside.com, em 2020 o AutoAds.pt e em 2022 o GameMarket.pt. Fica o convite para uma visita e o desejo de bons negócios! ### O Giro de Pogacar em fotos e números Retrospetiva fotográfica da 107ª edição do Giro e os números fortes da prova. Quem foram os atores secundários no show de Tadej Pogacar? Já muito foi dito sobre a vitória de Tadej Pogacar no Giro de Itália, mas é importante guardar alguns registos para memória futura. Em termos de dados estatísticos foi uma edição rica, sobretudo graças ao domínio do esloveno da UAE Emirates. A nível fotográfico foi o espetáculo do costume na bela Itália. Há que agradecer o trabalho da agência LaPresse, cujas imagens são cedidas pela RCS. Propomos uma retrospetiva fotográfica da 107ª edição do Giro. O pelotão junto à Fontana di Trevi, em Roma, na última etapa.Créditos: LaPresse O Giro mais rápido da história Mantendo a tendência das principais provas do WorldTour em 2024 também em Itália se andou rápido. Foi o Giro mais rápido da história com média de 41,870 km/h para 21 etapas. Esta passa a ser a quarta grande Volta mais rápida de sempre – recorde é da Vuelta de 2003 (42,55 km/h). A nota dominante foi a superioridade de Tadej Pogacar que bateu Daniel Martinez por 9:56, a maior vantagem registada no novo milénio. Marco Alpozzi/LaPresse Marco Alpozzi/LaPresse O efeito Pogacar Mesmo contabilizando todas as edições do pós-II Guerra Mundial é difícil encontrar precedentes. Só houve diferenças maiores entre campeão e vice-campeão em 1954 (24:16 entre Clerici e Koblet), em 1949 (23:47 entre Coppi e Bartali), e em 1965 (11:26 entre Adorni e Zilioli). O efeito Pogacar sentiu-se na adesão do público. Milhares de tifosi seguiram o pelotão, apesar do favoritismo e posterior domínio do ciclista da UAE Emirates. Créditos: Marco Alpozzi/LaPresse Tadej Pogacar igualou Eddy Merckx Ao lado do esloveno esteve Rui Oliveira, que se tornou o sexto português "campeão" em grandes Voltas. É possível que domínio seja palavra recorrente, mas é inevitável. Com seis etapas ganhas, Tadej Pogacar igualou Eddy Merckx no Giro de 1973. Neste milénio só o sprinter Alessandro Petacchi (nove vitórias em 2004) fez melhor do que Pogacar e dos corredores em atividade só Mark Cavendish tem mais triunfos em Giro, Tour e Vuelta (54 vs. 20). LaPresse LaPresse LaPresse O Caníbal tem sentimentos A nível emocional houve dois momentos fortes no Giro. O primeiro teve como protagonistas Giulio Pellizzari e Tadej Pogacar. O mais jovem corredor em prova foi 2º no Monte Pana e só o maglia rosa impediu que entrasse no top 10 dos mais jovens a ganhar no Giro com Coppi, Bartali e Saronni. Pellizzari e Pogacar acabaram abraçados e com o líder a oferecer os óculos e a rosa ao italiano da Bardiani. Afinal, o Caníbal tem sentimentos. O outro momento de fair play viveu-se na segunda semana, na chegada a Fano. Julian Alaphilippe, o mais combativo do Giro, convidou Mirco Maestri para uma fuga de 125 km com remotas chances de êxito. Uma amizade improvável nasceu entre o bicampeão mundial e um corredor que nunca antes tinha feito top 10 em "grandes". Alaphilippe e Maestri foram os heróis da etapa 12.Créditos: Marco Alpozzi/LaPresse Empate técnico entre Milan e Merlier Entre os velocistas houve sete oportunidades de vitória e três ganhadores. Jonathan Milan levou a maglia ciclamino pelo segundo ano consecutivo. Tim Merlier respondeu chegando às 11 vitórias convertendo-se no melhor sprinter da primeira metade da época. Podemos considerar que houve empate técnico entre Milan e Merlier, sem sabermos o que Olav Kooij –vencedor de etapa na estreia – poderia ter feito se não tivesse abandonado. Créditos: Massimo Paolone/LaPresse Dois murais da autoria do artista romano Lucamaleonte Quem pensou que o Giro acabou após a 21ª etapa... pensou mal. Os compromissos do campeão com o organizador prolongaram-se por vários dias em ações com patrocinadores. Na cidade de Roma foram também pintados dois murais da autoria do artista romano Lucamaleonte em honra vitória de Tadej Pogacar. Pogacar posa junto ao mural de Lucamaleonte.Créditos: LaPresse ### Seis destaques da Volta a Portugal do Futuro Luca Bagnara (Polti) sagrou-se campeão e Alexandre Montez (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) foi o melhor português. Destacamos seis craques da Volta a Portugal do Futuro. Terminada a 31.ª edição da Volta a Portugal do Futuro é hora de analisar os ciclistas que se destacaram na prova criada em 1990 pelo jornal O Jogo e organizada pela Podium Events. Este evento de categoria sub-23 é sempre um barómetro para o futuro do ciclismo, quer em Portugal quer além fronteiras. Luca Bagnara venceu em São Pedro do Sul na subida de São Macário.Créditos: Podium Events Luca Bagnara (Polti Kometa) Um dos grandes nomes da edição deste ano foi Luca Bagnara, que corre pela equipa de sub-23 de Alberto Contador. O italiano foi descoberto por Ivan Basso na Emilia Romagna e diz ser um ciclista completo que gosta de subir e de provas por etapas. No segundo dia da Volta a Portugal do Futuro teve o palco ideal para mostrar todas as qualidades. Aos 20 anos venceu a classificação geral por 1:42, vantagem confortável e à qual juntou a etapa rainha. O italiano classificou a subida ao São Macário como "a mais difícil que já fiz". Luca Bagnara leva assim de Portugal as primeiras vitórias, um indicador que a Polti Kometa vem trabalhando bem na formação. Será Bagnara o novo Davide Piganzoli? Owen Lightfoot ganhou em Águeda ao chileno Cristobal Mena.Créditos: Podium Events Owen Lighfoot (Vigo/Rias Baixas) Owen Lightfoot é outro dos nomes a destacar nesta edição da Volta a Portugal do Futuro. O ciclista de 20 anos venceu a 1.ª etapa depois de bater ao sprint os três colegas de fuga, vestindo a camisola amarela por um dia. O britânico mostrou dar-se bem com os ares de Portugal, já que em 2023 já tinha ganho uma etapa na Volta a Portugal do Futuro (Castelo Branco) e a classificação por pontos. Natural de Leicester, Lightfoot já aparenta grande sentido de oportunidade e não perdeu a chance de picar o ponto pelo segundo ano consecutivo em Portugal. Noah Campos foi o mais rápido em Pombal.Créditos: Podium Events Noah Campos (Kelly Simoldes UDO) O ciclista natural de Loulé inscreveu o nome na história da edição 31 da Volta a Portugal do Futuro ao vencer a 3.ª etapa com meta em Pombal. Foi a primeira vitória do atleta nesta categoria e ajudou o louletano a fechar no 4.º posto entre os mais jovens. Neste particular foi o melhor português entre os corredores nascidos em 2004/2005. Noah Campos, de 19 anos, foi um dos destaques da prova tendo sido preponderante no 5.º lugar da Kelly Simoldes UDO na classificação por equipas. A estrutura de Oliveira de Azeméis foi a melhor entre as portuguesas. O homem forte da Volta a Portugal, Joaquim Gomes, na partida da 2.ª etapa.Créditos: Podium Events Alexandre Montez (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) As equipas espanholas meteram nove corredores no top 10 final. A exceção à regra foi Alexandre Montez que concluiu em 3.º na geral individual e ainda fez pódio na 2.ª etapa. O ciclista natural de Aldeia de Além, freguesia de Alcanede, foi este ano 2º na Clássica da Arrábida e 17º no GP das Nações, onde esteve pela seleção nacional mesmo antes da Volta. Montez, da Credibom/LA Alumínios/Marcos Car, melhorou o 6.º lugar da passada da Volta a Portugal do Futuro e foi rei dos trepadores somando mais dois pontos do que o chileno Cristobal Bustos. Atenção a este talento na próxima Corrida da Paz (entre 30 de maio a 2 de junho) onde fecha o apuramento para a Volta a França do Futuro. Portugal está no top 15 do ranking das nações sub-23 e em lugar de apuramento automático. Montez já fez a corrida na época passa e deve ir no apoio a António Morgado. João Martins fugiu para a glória nas Caldas da Rainha.Créditos: Podium Events João Martins (Rádio Popular-Paredes-Boavista) O mágico xadrez esteve em alta graças a João Martins. O gaiense, de 20 anos, venceu a última etapa nas Caldas da Rainha, tendo sido o mais forte dos quatro fugitivos. À etapa juntou a classificação por pontos na qual bateu Noah Campos. João Martins levou ainda um 4.º lugar da 1.ª etapa. O sprinter da Rádio Popular-Paredes-Boavista faz parte dos trabalhos da seleção nacional de estrada e de pista. Em 2023, na estreia em Europeus de sub-23, João Martins saiu do velódromo com o 5.º lugar na eliminação dominada por Tim Torn Teutenberg e Gianluca Pollefliet. O alemão corre pela Lidl-Trek e o belga pela Decathlon Ag2r. Já em juniores o português tinha sido 4.º no omnium também no Campeonato da Europa. Diogo Pinto foi 2.º em Pombal e 12.º na geral. O melhor da Óbidos.Créditos: Inês Calvo Gorka Corres (Caja Rural-Alea) Basco, natural San Vicente de Arana, Gorka Corres conseguiu um dos melhores resultados da carreira na estrada, vencendo a classificação da juventude e terminando 5.º na geral. Com apenas 18 anos, Gorka Corres é da geração dos multifacetados já que combina estrada com ciclocrosse. No crosse foi campeão nacional júnior em 2023 e 3.º este ano, agora na categoria de sub-23. Na Volta a Portugal do Futuro, Corres foi bastante regular, tendo sido 5.º na ascensão ao São Macário a 3:20 do vencedor da etapa e da geral Luca Bagnara. O pelotão da Volta a Portugal do Futuro em Leiria.Créditos: Podium Events ### Bruno Pires já ganha com a Tudor Equipa sub-23 da Tudor ganhou etapa no Tour de la Mirabelle, em França. Bruno Pires dirigiu os diamantes do projeto suíço. Quem sabe nunca esquece e Bruno Pires sabe muito de ciclismo. Recrutado pela Tudor na primavera, tem emprestado conhecimento tanto ao plantel principal como à equipa de desenvolvimento. Depois de fazer Giro dos Abruzos e Tour dos Alpes com os elites, Bruno Pires levou os sub-23 ao Tour de la Mirabelle. A prova francesa é UCI e tem categoria 2.2. “Tenho feito algumas corridas com a equipa de desenvolvimento porque o calendário é muito apertado e precisam de ajuda nesse calendário. Foi muito positivo o Tour de la Mirabelle porque foi a primeira vitória da equipa. Ter sido quando eu estava a liderar deixou-me satisfeito e deu-me confiança pelo trabalho que fizemos esta semana”. Bruno Pires ao TopCycling. Juan David Sierra venceu a última etapa do Tour de la Mirabelle.Créditos: Bruno Pires Dois talentos que nasceram na pista Nancy é o epicentro da prova de quatro dias. Sobe e desce constante junto às Vosges, sempre acima de 1700 m de altitude, num evento que deve o nome a um tipo de ameixa, a “Mirabelle de Nancy”. O britânico naturalizado francês Oscar Nilsson-Julien (AVC Aix-en-Provence) ganhou a geral. A última etapa sorriu a Juan David Sierra (Tudor). Dois talentos que nasceram na pista. Juan David Sierra é de Milão e tem raízes colombianas por parte do pai. Em juniores foi campeão mundial da perseguição por equipas e no Europeu de Anadia pôs o recorde do mundo em 3:53.980 a caminho do ouro. “Trabalhar com jovens é mais difícil porque têm menos experiência, mas também é gratificante quando os vemos a ganhar. Encheu-me de orgulho e fez todo o sentido o trabalho dos últimos dias. O Juan David é um sprinter que passa subidas curtas, está em evolução e a nível da estrada está a ganhar rodagem. Tem 19 anos, é um talento nato e estou expectante para ver como evolui nas próximas provas.” Corredores e staff celebraram a primeira vitória da Tudor sub-23 em 2024.Créditos: Bruno Pires Formação em hipnoterapia e coaching Em paralelo com as funções na Tudor, Bruno Pires abriu as portas da Ether Clinic, em Ponte de Lima. O projeto é a materialização de anos de formação em hipnoterapia e coaching. Pioneiro nesta área no ciclismo português, o alentejano procura trazer novidades a uma modalidade conservadora como o ciclismo.  “No Tour de la Mirabelle utilizei técnicas de relaxamento profundo, mindfulness e hipnose. Segundo os atletas ajudou a ficarem mais focados e eliminou algum medo e tensão antes das partidas. O feedback deles foi positivo e surpreendente porque são jovens e poderiam não entender este tipo de trabalho. É complicado aceitar inputs ligados à parte mental e espiritual, mas não nos podemos esquecer que somos tudo isso. Quando se alia a boa suplementação, boas bicicletas, ótima preparação física – que não é feita por mim – dá resultado. As coisas correram bem, é a minha primeira vitória internacional. “ ### Evenepoel e Roglic no Dauphiné Cinco finais em alto, contrarrelógio de 34 km e os regressos de Remco Evenepoel e Primoz Roglic criam expetativa para a 76ª edição do Criterium du Dauphiné. Protagonistas da Vuelta a Espanha em 2022, Primoz Roglic e Remco Evenepoel preparam-se para voltar a medir forças antes do Tour de France. Após caírem no País Basco, os líderes de Bora-hansgrohe e Soudal Quick-Step voltam a competir no Critérium du Dauphiné, entre 2-9 de junho. No caso de Roglic é o regresso à prova que venceu em 2022. Roglic ao ataque na etapa 6 do Paris-Nice em La colle-sur-Loup. Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Sepp Kuss é o dorsal 1 Evento clássico de preparação para o Tour, o Dauphiné contará com o campeão da Vuelta que vai liderar a Visma Lease a Bike). Sepp Kuss é o dorsal 1 desta edição. A armada espanhola apresenta-se com Juan Ayuso (UAE-Emirates) e Carlos Rodriguez (Ineos Grenadiers), respetivamente campeões no País Basco e na Romandia este ano. Entre os candidatos contam-se ainda o britânico Tao Geoghegan Hart (Lidl-Trek), os trepadores Santiago Buitrago (Bahrain) e Felix Gall (Decathlon Ag2r), além dos franceses David Gaudu (Groupama-FDJ) e Guillaume Martin (Cofidis). Kuss não contará com Van Aert nem com Vingegaard no Dauphiné.Créditos: Bram Berkien Cinco finais em alto O percurso da corrida francesa promete dureza logo nas primeiras etapas. Destaque para os 25 km finais no acesso ao Col de la Loge logo ao segundo dia, em pleno Maciço Central. Oportunidade de marcar diferenças na geral e o primeiro de cinco finais em alto. Depois há jornadas rompe-pernas como ao terceiro dia em Les Estables, onde o acesso à meta se faz por rampas a rondar 5% de inclinação ao longo de 3,8 km. O tradicional contrarrelógio de quarta-feira – com 34,4 km em Neulise – não é plano. O terreno é ondulado e o percurso supera os 400 m de acumulado. Pódio do Dauphiné 2023 em La Bastille: vitória de Vingegaard sobre Yates e O'Connor.Créditos: A.S.O. Billy Ceusters Plateau des Glières fecha o Dauphiné Sexta-feira sobem Col du Granier e terminam em Collet d'Alevard após 11 km de subida a 8,1% de média. Sábado há subidas icónicas da prova – Col des Saisies, Col des Aravis e Col de la Colombière – num dia com 4268 m de acumulado onde via Côte d'Arâches fecham a etapa na estância de Samoëns 1600. Domingo mais uma jornada alpina com três contagens de montanha de primeira categoria. Plateau des Glières fecha o Dauphiné numa zona onde o Tour nunca foi meta, mas onde Julian Alaphilippe venceu a etapa final da Volta a França do Futuro de 2013. As etapas da 76ª edição: 2 junho etapa 1: Saint-Pourçain-sur-Sioule > Saint-Pourçain-sur-Sioule, 174,8 km 3 junho, etapa 2: Gannat > Col de la Loge, 142 km 4 junho, etapa 3: Celles-sur-Durolle > Les Estables, 181,2 km 5 junho, etapa 4: Saint-Germain-Laval > Neulise, 34,4 km (contrarrelógio individual) 6 junho, etapa 5: Amplepuis > Saint-Priest, 200,2 km 7 junho, etapa 6: Hauterives > Le Collet d’Allevard, 173,2 km 8 junho, etapa 7: Albertville > Samoëns 1600, 145,5 km 9 junho, etapa 8: Thônes > Plateau des Glières, 152,5 km ### Rui Oliveira fez a festa com Tadej Pogacar no Giro Ciclista de 27 anos integrou o bloco vencedor da geral individual e tornou-se o sexto português a "vencer" uma grande Volta. Rui Oliveira partiu para o Giro de Itália com várias missões. Por um lado não foi possível dar a vitória ao sprinter Sebastián Molano, superado por Jonathan Milan e Tim Merlier. Por outro o atleta natural de Vila Nova de Gaia esteve sempre disponível para se colocar ao serviço do líder Tadej Pogacar. Na quinta presença numa "grande" Volta, Rui Oliveira brilhou sobretudo na 15ª etapa quando a concorrência testou a capacidade da equipa do maglia rosa. Pogacar tem agora três títulos em seis "grandes" disputadas.Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse Portugueses campeões de Giro, Tour e Vuelta O bloco chegou ao final do Giro, em Roma, intacto. Pogacar festejou a geral individual, a montanha e as seis etapas ganhas. Rui Oliveira sai de Itália com a primeira "vitória" numa "grande" Volta no palmarés. É o sexto corredor português a contribuir para uma conquista desta envergadura. Confiram abaixo a lista dos corredores portugueses campeões de Giro, Tour e Vuelta: Joaquim Agostinho | Tour 1973 com Luís Ocaña José Martins | Vuelta 1976 com José Pesarrodona Sérgio Paulinho | Tour 2007 e 2009 com Alberto Contador; Giro 2015 com Alberto Contador; Vuelta 2008, 2012 e 2014 com Alberto Contador; Vuelta 2006 com Alexander Vinoukorov Bruno Pires | Vuelta 2012 com Alberto Contador Rui Costa | Tour 2021 com Tadej Pogacar Rui Oliveira | Giro 2024 com Tadej Pogacar ### Giro d'Itália 2024 - Pogacar entra na história Com a classificação geral decidida, o pelotão deslocou-se até Roma, onde uma etapa de 125 quilómetros finalizava o Giro d'Itália de 2024. Num dia sem grandes dificuldades no que ao percurso dizia respeito os ciclistas correram num circuito que passou 8 vezes pela meta antes da chegada que se previa ao sprint. https://twitter.com/giroditalia/status/1794731483221078522 4 ciclistas na última fuga deste Giro Foram 4 os corredores que se adiantaram ao pelotão e formaram a fuga do dia de hoje: Ewan Costiou, Alex Baudin, Mikel Frolich e Martin Marcellusi. O pelotão, liderado pelas equipas com pretensões à etapa, nunca deu grandes margens aos fugitivos, já que ninguém queria perder a oportunidade de vencer a última etapa em Roma. https://twitter.com/giroditalia/status/1794753668061016088 Merlier empata a 3 com Milan O quarteto de fugitivos acabou alcançado a sensivelmente 10 quilómetros da meta, quando se começaram a formar os primeiros comboios. Foi nesta altura que Jonathan Milan, já vencedor de 3 etapas neste Giro e vencedor da classificação por pontos, teve um problema mecânico e teve de fazer um grande esforço para reentrar. https://twitter.com/giroditalia/status/1794772719810027524 Foi Tim Merlier que aproveitou esta situação para vencer a sua terceira etapa e empatar o número de vitórias com Milan que ainda recuperou para fazer um extraordinário segundo lugar. Em terceiro ficou Kaden Groves. Tadej Pogacar escreve história no seu primeiro Giro d'Itália Este foi o primeiro Giro d'Itália de Tadej Pogacar, no primeiro dia de competição os dados estatísticos do esloveno nesta corrida eram, zero. Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse Pogacar termina o Giro d'Itália com seis etapas conquistadas, a classificação geral, a classificação da montanha e uma das diferenças de tempo mais dilatadas para o segundo classificado na história da corrida, 9 minutos e 56 segundos para Dani Martinez. Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 MERLIER Tim2:51:502 MILAN Jonathan,,3 GROVES Kaden,,4 GAVIRIA Fernando,,5 VAN DIJKE Tim,,6 ANIOŁKOWSKI Stanisław,,7 DAINESE Alberto,,8 LONARDI Giovanni,,9 EWAN Caleb,,10 GRONDIN Donavan,, Classificação Geral Final PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej79:14:032 MARTÍNEZ Daniel Felipe9:563 THOMAS Geraint10:244 O'CONNOR Ben12:075 TIBERI Antonio12:496 ARENSMAN Thymen14:317 RUBIO Einer15:528 HIRT Jan18:059 BARDET Romain20:3210 STORER Michael21:11 ### Taça do Mundo de XCO - Ronda 3 - Nove Mesto A terceira ronda da Taça do Mundo de XCO decorreu em Nove Mesto, na República Checa, num circuito mítico, conhecido pela sua complexidade técnica, principalmente no famoso "Rock Garden". A chuva dos dias anteriores adicionou uma dificuldade extra, tornando os treinos ainda mais difíceis. Corrida Elite Feminina Pauline Ferrand-Prevot vinha de um Campeonato da Europa de XCO menos bem conseguido, no qual Puck Pieterse venceu com superioridade, no entanto, hoje a campeã do mundo de XCO dissipou qualquer incerteza sobre o seu estado de em Nove Mesto, dominando e vencendo a corrida com autoridade. Pauline Ferrand-Prevot liderou a corrida e venceu com mais de um minuto de vantagem, tendo imposto um ritmo impressionante na primeira volta, consolidando depois o seu domínio nas voltas seguintes. A Campeã da Europa Puck Pieterse tentou acompanhar a Campeã do Mundo nas primeiras voltas, mantendo uma pequena distância, mas Pauline manteve um ritmo forte e constante, levando inclusive a que Pieterse perdesse posições a meio da corrida, pelo esforço extra inicial. Haley Batten, optou por uma estratégia mais inteligente, evitou o ritmo inicial de Pauline Ferrand Prevot e conseguiu uma recuperação final notável, terminando na segunda posição. Alessandra Keller, que havia vencido o Short Track, teve um fim de semana tremendo, terminando hoje em terceiro. Pieterse acabou por terminar na quarta posição, resistindo ao ataque de Laura Stigger, que terminou em quinto. Destaque para a ausência de Jenny Rissveds, que não pôde competir devido a uma queda no Short Track. A portuguesa Raquel Queirós terminou no 62.º posto desta corrida, sendo de destacar o fantástico desempenho de Ana Santos na corrida Sub-23, que terminou num fantástico 5.º lugar. TOP 10 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Pauline Ferrand-PrevotIneos Grenadiers01:20:452Haley BattenSpecialized Factory Racing+ 01:003Alessandra KellerThomus Maxon+ 01:354Puck PieterseAlpecin-Deceuninck+ 01:555Laura StiggerSpecialized Factory Racing+ 02:106Candice LillFaces Rola+ 02:357Mona MitterwallnerCannondale Factory Racing+ 02:508Martina BertaSanta Cruz FSA+ 03:059Greta SeiwaldSanta Cruz FSA+ 03:2010Nina BenzJB Brunex Superior Factory+ 03:35 Corrida Elite Masculina Na competição masculina, a expectativa era de uma corrida mais equilibrada, com muitos candidatos ao triunfo, apesar do regresso a esta competição de Tom Pidcock, vencedor no ano anterior. A partida foi marcada por uma queda na reta de meta, que não afetou os favoritos, mas mostrou a tensão da primeira prova europeia da Taça do Mundo de XCO, com alguns nomes que não haviam alinhado nas duas provas realizadas no Brasil. Pidcock manteve-se em segundo plano no inicio da corrida, enquanto a liderança da prova mudava constantemente. O britânico assumiu a liderança a meio da corrida, com o eterno Nino Schurter a seguir na sua roda. Koretzky tentou acompanhar, mas não conseguiu. Simon Andreassen, um dos coclistas em destaque neste início de temporada, teve de abandonar devido a um problema mecânico. A sorte não está do lado do dinamarquês, que no Campeonato da Europa teve um furo quando liderava a corrida com algma vantagem. Tom Pidcock atacou Schurter e conseguiu abrir uma distância, Schurter manteve-se relativamente próximo dos tempos de Pidcock, mas não conseguiu reduzir a diferença. Outro suíço, Marcel Guerrini teve um excelente desempenho na parte final da corrida, terminando em terceiro. Koretzky manteve a liderança da classificação geral da Taça do Mundo. O português Roberto Ferreira terminou no 71º posto. TOP 10 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Tom PidcockIneos Grenadiers01:28:302Nino SchurterScott-SRAM MTB Racing Team+ 00:453Marcel GuerriniJB Brunex Superior Factory+ 01:204Charlie AldridgeCannondale Factory Racing+ 01:355Mathis AzzaroCanyon CLLCTV+ 01:356Mathias FluckigerThomus Maxon+ 02:007Luca SchwarzbauerCanyon CLLCTV+ 02:158Gunnar HolmgrenNorco Factory Team+ 02:259Alan HatherlyCannondale Factory Racing+ 02:4010Lars ForsterScott-SRAM MTB Racing Team+ 02:55 A próxima ronda da Taça do Mundo realiza-se em Val di Sole, Itália, entre 14 e 16 de junho. ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 20 - Exibição Rosa de Pogacar Na penúltima etapa do Giro d'Itália 2024, Tadej Pogacar já havia "avisado" que gostaria de vencer, pela proximidade da zona com o seu país, e assim foi, uma exibição de luxo para "fechar" este Giro histórico para o esloveno. (Vídeo resumo no final). Partindo de Alpago, na região de Veneto e não muito longe da fronteira com a Eslovénia, Pogacar contou com o apoio dos seus compatriotas ao longo da etapa, que tinha o perfil ideal para o esloveno retribuir o apoio e conquistar a sua sexta vitória nesta edição do Giro. Ponto chave da etapa Na segunda subida do Monte Grappa, Sanchez teve de ceder a Pellizzari, enquanto a equipa UAE Team Emirates aumentava o ritmo, preparando o terreno para o seu líder. O fenómeno Tadej começou o "show" com um ataque a 34 quilómetros, que completou com sucesso. Vídeo https://youtu.be/7LsWCzgYjcQ?si=BFbr0JY6wIX4j34w Foi a história de toda uma grande volta, resumida num dia, o domínio avassalador de Tadej Pogacar no Giro d'Itália 2024. A etapa dos "os humanos" O francês Valentin Paret-Peintre (Decathlon-AG2R) ficou em segundo lugar após um sprint contra o colombiano Daniel Martinez (BORA-hansgrohe), que terminou em terceiro. Geraint Thomas (INEOS Grenadiers) cortou a meta na sétima posição. Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse TOP 10 Etapa Pos.CiclistaEquipaTempo1POGACAR TadejUAE Team Emirates04:58:232PARET-PEINTRE ValentinDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 02:073MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 02:074TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 02:075RUBIO EinerMovistar Team+ 02:076PELLIZZARI GiulioVF Group-Bardiani CSF-Faizanè+ 02:077THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 02:078O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 02:079STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+ 02:3110MAJKA RafalUAE Team Emirates+ 03:08 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoNomeEquipaTempo1POGACAR TadejUAE Team Emirates71:24:032MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 07:423THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 08:044O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 09:475TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 10:296ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 11:107BARDET RomainTeam dsm-firmenich PostNL+ 12:428RUBIO EinerMovistar Team+ 13:339ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 13:5210HIRT JanSoudal Quick-Step+ 14:44 Vídeo resumo https://youtu.be/-H9s4MEUQuM?si=knngQ5WJdQkxxlid Perfil etapa 21 ### Novas Rodas Roval Control SL Team - Exclusividade e leveza A Specialized lançou recentemente as novas rodas Roval Control SL Team, que se destacam pelo seu peso ultraleve e alto desempenho, direcionadas aos ciclistas de cross-country (XC). Estas rodas são apresentadas como as mais leves na sua categoria. As mais leves da categoria Com um peso de apenas 1190 gramas, as Roval Control SL Team são descritas pela Specialized como o conjunto de rodas de XC de produção mais leve disponível no mercado. Segundo a marca, a equipa Roval atingiu esta marca após um processo de três anos de investigação de materiais e testes exaustivos, tanto em laboratório quanto no terreno. Têm raios em fibra de carbono que são 29% mais leves do que os raios de aço equivalentes, mantendo uma força e durabilidade superiores, afirma a Specialized. Além da leveza, os responsáveis da marca também destacam a rigidez, crucial para o desempenho e essencial para vencer na Taça do Mundo. Os aros e raios em carbono foram construídos para maximizar a rigidez lateral, proporcionando uma condução previsível e permitindo que os ciclistas escolham a sua linha com confiança. A durabilidade das Roval Control SL Team também é uma característica notável. Segundo a Specialized, estas rodas têm 33% mais força para falhar comparadas com a concorrência mais próxima. O formato do aro no topo, achatado, foi desenvolvido para quase eliminar o risco de furos por "mordida", necessitando de 40% mais força para furar em relação às rodas concorrentes. Isto permite aos ciclistas usarem sem receio as pressões de ar da sua preferencia. Exclusividade A Specialized anunciou ainda que estas rodas estarão disponíveis apenas em quantidades limitadas, com apenas 300 conjuntos a serem lançados. Podes ver as características completas e o preço destas novas rodas, aqui no site da marca: www.specialized.com/pt/ ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 19 Andrea Vendrame foi o destaque do dia no Giro d'Itália 2024, vencendo a 19.ª etapa entre Mortegliano e Sappada. O ciclista de 29 anos, venceu a etapa após uma fuga de quase 100 km, dos quais percorreu os últimos 28 km isolado. Esta é a segunda vitória de Vendrame no Giro, tendo sido a primeira em 2021. A 19ª etapa, com 157 km e um desnível acumulado de 2.850 metros. A fuga do dia iniciou-se logo nos primeiros quilómetros, com um grupo de 20 ciclistas, incluindo nomes como Alaphilippe, Velasco, De Marchi, Narvaez, Steinhauser, Vendrame, Plapp, Pelayo Sanchez e Hermans. A Fuga e a Vitória À medida que a etapa foi avançando, o grupo da fuga foi perdendo elementos, especialmente durante as subidas do Passo Duron e da Sella Valcalda. No topo da Valcalda, a 35 km da meta, Steinhauser passou na frente, com o pelotão principal a 12'59" de distância. Vendrame conseguiu isolar-se do grupo principal, mantendo uma vantagem significativa. A 20 km. da meta tinha 49 segundos de avanço sobre Alaphilippe, Steinhauser, Pelayo Sanchez e Plapp. Nos últimos quilómetros, a liderança de Vendrame solidificou-se, Steinhauser tentou perseguir, mas Vendrame manteve-se solido na frente, acabando por conseguir cortar a linha de meta isolado. O Grupo dos favoritos A 6 km da meta, uma distração provocou uma queda a Geraint Thomas, que se virou para verificar a composição do grupo e acabou por tocar na roda traseira de Antonio Tiberi. O galês, que ocupa a terceira posição na geral, teve de trocar de bicicleta, enquanto o camisola rosa, Tadej Pogacar esperou pelo adversário em demonstração de fair play. Créditos: Fabio Ferrari/Lapresse O grupo dos favoritos acabou por chegar à meta com todos, a 15'56" de Vendrame. TOP 10 Etapa PosiçãoNomeEquipaTempo1VENDRAME AndreaDecathlon AG2R La Mondiale Team03:51:052SANCHEZ PelayoMovistar Team+ 543STEINHAUSER GeorgEF Education-EasyPost+ 01:074NARVAEZ JhonnatanINEOS Grenadiers+ 02:275PLAPP LucasTeam Jayco-AlUla+ 02:276VELASCO SimoneAstana Qazaqstan Team+ 02:307TRATNIK JanTeam Visma+ 02:308VALGREN MichaelEF Education-EasyPost+ 02:309ALAPHILIPPE JulianSoudal Quick-Step+ 02:3210HERMANS QuintenAlpecin-Deceuninck+ 03:52 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoNomeEquipaTempo1POGACAR TadejUAE Team Emirates71:24:032MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 07:423THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 08:044O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 09:475TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 10:296ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 11:107BARDET RomainTeam dsm-firmenich PostNL+ 12:428RUBIO EinerMovistar Team+ 13:339ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 13:5210HIRT JanSoudal Quick-Step+ 14:44 Vídeo resumo https://youtu.be/wpMI51gJJ_I?si=y86P2S4JTiuFFJUH Perfil Etapa 20 ### Maria Martins abre o jogo antes de Paris 2024 Porque saiu da Fenix-Deceuninck? Como foi a experiência no WorldTour? Qual o objetivo nos Jogos Olímpicos? O que fará após Paris 2024? Maria Martins em entrevista ao TopCycling. Grande entrevista de Maria Martins antes de Paris 2024. Quanto pesa uma nação? Para os atletas a carga é grande. Às ambições pessoais juntam-se as expetativas do público. Maria Martins qualificou Portugal para Paris 2024 no ciclismo de pista (omnium) repetindo Tóquio 2020. Dois ciclos olímpicos com zero margem para percalços. Também ajudou ao apuramento na estrada com 257 pontos UCI. Quatro colegas totalizaram mais 180 e Portugal estará na prova de fundo, o que não acontece desde Ana Barros (Atlanta 1996). O selecionador José Luís Algarra pré-convocou para Paris 2024 Beatriz Pereira e Beatriz Roxo (Cantábria Deporte/Rio Miera), Daniela Campos (Eneicat-CMTeam) e Vera Vilaça (DAS-Hutchinson-Brother UK). Tata Martins ficou fora das escolhas. “Quando foi feito o anúncio… Nem consigo explicar numa palavra. Triste, desiludida, revoltada, surpreendida. É uma falta de consideração pelo que fiz. Quem segue o ciclismo feminino sabe que contribuí em grande medida para meter Portugal ali. Custa-me nem ver o meu nome nas reservas. Faz parte do desporto e os atletas têm que saber lidar.” Maria Martins ao TopCycling. Tata Martins no Giro 2023.Créditos: Maria Martins. Pioneira portuguesa no WorldTour Os últimos meses não foram fáceis. Tata passou de ser a pioneira portuguesa no WorldTour a ficar sem equipa. De correr o Giro de Itália a ver as provas pela televisão. A saída da Fenix-Deceuninck ditou uma espécie de timeout na carreira. Quando pesou prós e contras, a atleta deu prioridade aos Jogos Olímpicos. “Se a Fenix-Deceuninck tivesse renovado teria continuado. Para os objetivos este ano – os Jogos Olímpicos – consigo ter uma liberdade brutal de preparação. É uma diferença incrível a nível de viagens. É tudo fadiga extra que vamos adicionando na nossa bagagem. Quando estamos frescos é uma maravilha, mas a meio do ano as coisas começam a pesar.” Créditos: facepeeters “Gostei muito de estar na Fenix-Deceuninck” A saída da equipa de Mathieu van der Poel foi surpreendente. O projeto neerlandês aposta forte na estrada, no ciclocrosse e no BTT. Numa estrutura multidisciplinar, a dificuldade de conciliar pista e estrada foi o motivo principal para Maria Martins perder o lugar no WorldTour. “Gostei muito de estar na Fenix-Deceuninck, de fazer o Giro, a minha primeira grande Volta. Tive momentos bons e uma fase em que andei desligada e que marcou a época. É um sabor agridoce. Conciliar pista e estrada foi difícil, se não tivesse tanta responsabilidade na pista as coisas teriam sido de outra forma. Acredito no meu potencial e tenho a noção do difícil que é chegar ao WorldTour, mas ambiciono que a carreira não fique por aqui.” O sonho olímpico cumpre-se na pista, mas parte do trabalho é feito nas estradas do Ribatejo.Créditos: Maria Martins Seis épocas em equipas estrangeiras Foram seis épocas em equipas estrangeiras – Sopela espanhola, Le Col britânica e Fenix-Deceuninck neerlandesa. As diferenças entre uma estrutura feminina de topo mundial e uma Continental? Tata explica. “O facto de estar associada a uma estrutura masculina dá uma base incrível. Notamos na logística - equipamentos, viagens, organização. É tudo muito suave, as viagens eram fáceis, aí percebemos que é WorldTour. Também ao nível do staff – médicos, nutricionistas – e de serviços dos quais podíamos usufruir e que fazem a diferença.” Créditos: Maria Martins Objetivo é melhorar o 7º posto de Tóquio 2020 Segue-se Paris 2024 e o omnium. Quatro disciplinas num dia de competição: scratch, tempo race, eliminação e corrida por pontos. O velódromo de Saint-Quentin-en-Yvelines é de boa memória para a ribatejana, que no Mundial de 2022 aí venceu um bronze no omnium. Nos Jogos Olímpicos o objetivo é melhorar o 7º posto de Tóquio 2020, mas como? “É uma das coisas em que mais tenho pensado. A nível de preparação física fazemos sempre o melhor. Sinto que em Tóquio o aspeto mental e como abordei a corrida foram as chaves do sucesso para obter o diploma olímpico. Tenho trabalhado com a minha psicóloga para chegar mental e emocionalmente preparada. É preciso saber gerir naquele dia 11 de agosto os nervos, a ansiedade e é importante trabalhar isso.” Mundial 2022: Ivo Oliveira e Tata bronze Europeu 2023: Tata ouro e Rui Oliveira prata Depois dos Jogos Olímpicos o chip vai mudar Habituada a estar em alta desde que pisou um velódromo pela primeira vez, Maria Martins sentiu o reverso da medalha nos últimos nove meses. Mundial de Glasgow, 2023: 10ª no omnium e 19ª no scratch. Europeu de Grenchen, 2024: top 5 no scratch e na eliminação, 8ª no omnium. Aos 24 anos soma 11 medalhas internacionais entre sub-23 e elites. Em Tóquio foi a única sub-23 nas sete primeiras. Ver passar as medalhas abriu um novo capítulo na carreira de Maria Martins. “A quebra que tive em 2023 foi pelo excesso de calendário, provas, viagens. No Mundial de 2023 tive uma má experiência, cheguei condicionada e para os Jogos não quero arriscar. Estar em casa tantas semanas, nada normal numa época de ciclismo, tem sido muito bom neste aspeto. A nível financeiro é uma quebra muito grande e a nível de ritmo competitivo tenho sentido que me falta alguma rodagem. Em treino é difícil simular o ritmo que se obtém nas corridas, mas foi uma decisão consciente e foi a certa.” Depois dos Jogos Olímpicos o chip vai mudar. Tata é agenciada por João Correia, agente da maioria dos portugueses no WorldTour. A ideia é voltar a integrar uma estrutura de topo que permita viver do ciclismo. “Não quero tomar o comprimido para a dor de cabeça que vou ter amanhã e não vou rastejar para voltar a uma equipa onde quase que pago para correr. Prefiro sair bem do que ir sempre em quebra. No desporto as carreiras são curtas e vou fazer de tudo para não terminar aqui, mas estou preparada para tudo. Agora estou focada na minha corrida nos Jogos e só depois é que vou pensar neste assunto.” ### NOVO Shimano GRX DI2 - 12 velocidades A Shimano acaba de expandir a sua gama de produtos para gravel com o novo Shimano GRX DI2 de 2x12 velocidades. O novo conjunto de componentes electrónicos Di2 inclui Manípulos de Controlo Duplo que foram, segundo a marca, aperfeiçoados para maior conforto e controlo, com um desviador traseiro equipado com tecnologia SHIMANO SHADOW RD+ para uma melhor gestão da corrente e um desviador dianteiro otimizado para mudanças mais precisas. Plataforma Di2 - Sistema Di2 redesenhado, com mudanças rápidas e precisas e um design de cockpit sem fios que melhora o desempenho e fiabilidade; Transmissão avançada para gravel - Mudanças de 12 velocidades otimizadas e tecnologia HYPERGLIDE+ para uma mudança de velocidades, segundo a marca sem problemas, independentemente da situação; Interface e ergonomia - O GRX Di2 sempre se destacou pala sua ergonomia, surge agora com o design de manetes diferente e com grande possibilidade de personalização. Opções de mudanças GRX de 2 x 12 velocidades Este novo conjunto de componentes para gravel da Shimano traz uma opção de mudanças electrónicas para o grupo GRX 2 x 12, lançado no ano passado. Este conjunto combina vários componentes como as novas alavancas de mudanças GRX RX825 Di2, o desviador dianteiro e o desviador traseiro com a pedaleira, a cassete e os travões RX820. Desta forma, segundo anunciou a marca japonesa, os ciclistas vão poder desfrutar do desempenho e da fiabilidade das mudanças Di2 da Shimano com mudanças de 2 x 12 velocidades para gravel. Tal como acontece com os componentes mecânicos da RX820, os ciclistas podem adaptar as suas mudanças com as pratos de 48/31 dentes ou optar por utilizar o crank RX610 e com pratos de 46/30 dentes. Da mesma forma, os ciclistas podem escolher entre uma cassete de 11-36 ou 11-34 dentes para uma ampla gama de mudanças, o que permite rodar a uma cadência confortável. Opções de mudanças compatíveis com GRX RX825 Di2: Crank RX820 de 48/31 dentes; Crank RX610 de 46/30 dentes; Cassete HG710 de 11/36 dentes; Cassetes R9200, R8100, R7100 de 11/34 dentes. Qualquer uma destas combinações de mudanças combina com as mais recentes rodas de carbono para gravel da Shimano, as WH-RX880. Com uma largura interna de 25 milímetros e um cubo livre DIRECT ENGAGEMENT atualizado, as rodas RX880 proporcionam uma ligação vital entre o ciclista e a estrada. Mudanças eletrónicas Shimano Di2 para Gravel Tal como os DURA-ACE, ULTEGRA e SHIMANO 105 Di2 de 12 velocidades, o novo sistema GRX Di2 é ligado por cabos, apresentando uma bateria central, que fornece energia aos desviadores dianteiro e traseiro. Os fios de menor diâmetro ligam-se diretamente da bateria a cada desviador, eliminando a necessidade de junções. A bateria interna central, também simplifica o carregamento e mantém-se segura nos trilhos ou estradas mais acidentadas. Cockpit sem fios Shimano Di2 A GRX Di2 de 12 velocidades da Shimano apresenta um cockpit sem fios, específico para gravel, pousa mãos de textura rugosa e manetes de travão antiderrapantes. Tal como acontece com as manetes GRX RX815 Di2 DUAL CONTROL LEVERS originais, têm a localização do terceiro botão Di2 no interior das capas, a posição das mãos foi melhorada. Quer seja utilizado como mudança de velocidades ou para navegar entre os ecrãs do dispositivo de treino ou navegação, este terceiro botão continua a oferecer uma capacidade extra ao grupo electrónico da Shimano. Manípulos duplo controlo Os novos manípulos de duplo controlo, segundo informa a Shimano , também utilizam uma secção transversal de forma otimizada para uma integração perfeita com guiadores mais largos. Com uma forma mais redonda, a transferência do guiador para as capas é mais suave e cria uma área de superfície maior para ajudar a eliminar os pontos de pressão. Características do sistema de travão de disco ST-RX825 Conectividade Di2 sem fios; Velocidades 2 x 12 manípulo de controlo duplo; Ergonomia da manete de travão e do suporte específica para gravel; Otimização da drop bar; Revestimento antiderrapante na superfície da manete do travão; Três botões Di2 por manete para personalização da aplicação E-TUBE PROJECT Cyclist; Baterias tipo moeda, substituíveis (2 x CR1632) com vida útil prevista de 3,5 a 4 anos; Peso: 415 gramas / par. Manípulo de mudanças Di2 - acessórios O novo sistema Di2, também permite manípulos de mudança acessórios, outra vantagem das mudanças electrónicas. Ligar uma das mudanças satélite da Shimano, seja nos topos, nos drops ou no guiador, permite aos ciclistas manter o seu esforço sem terem de mexer as mãos. Tal como o terceiro botão nos GRX Di2 DUAL CONTROL LEVERS, estes manípulos satélite podem ser atribuídos a várias funções, incluindo a mudança de qualquer desviador, para controlar luzes e dispositivos de treino compatíveis, ou como um botão de lap durante os treinos. Desviador traseiro SHIMANO SHADOW RD+ O desviador traseiro RX825 inclui a tecnologia SHADOW RD+ da Shimano. Com o seu manípulo on/off, a SHADOW RD+ facilita a remoção da roda traseira quando está desligada. Quando ligada, a unidade de tração está sob tensão adicional, o que proporciona uma condução mais silenciosa e mudanças de velocidade mais precisas. Assim como nos sistemas Di2 de 12 velocidades de estrada da Shimano, o desviador traseiro é também o centro de comunicação da transmissão, comunicando sem fios com as manetes de mudanças, os computadores de bordo compatíveis e a app E-TUBE PROJECT Cyclist através de um smartphone. Também aloja a porta de carregamento do sistema e o botão multifunções que permite aos ciclistas verificar facilmente o nível da bateria, emparelhar via Bluetooth e entrar no modo de ajuste para ambos os desviadores. Características desviador traseiro RD-RX825 Estabilização da corrente SHIMANO SHADOW RD+; Conectividade e carregamento D-FLY integrado; 12 velocidades; Compatível com cassetes 11-34 e 11-36 dentes; Peso: 310 gramas. Linha de corrente mais larga para maior folga O sistema RX825 emprega uma linha de corrente mais larga, +2,5 mm, para melhorar a folga dos pneus. Isto é especialmente útil para se ter a opção de mudar para pneus mais largos consoante, o terreno, ou em condições de muita lama. Características desviador dianteiro FD-RX825 Linha da corrente +2,5mm vs. FD de estrada convencional; Mais espaço livre para pneus; Mudanças 2 x 12; Peso: 142 gramas. Personalização do E-TUBE PROJECT e FRONT SHIFT NEXT Ao utilizar a aplicação E-TUBE PROJECT Cyclist da Shimano, os ciclistas podem escolher entre diferentes intervalos de mudança de velocidades para multi-mudanças, personalizar a atribuição dos botões de mudança (que botões desempenham que funções), programar diferentes modos de mudança automática, como mudanças sincronizadas e semi-sincronizadas, e afinar as mudanças. O lançamento da RX825 coincide com a estreia da nova funcionalidade FRONT SHIFT NEXT da Shimano. Com esta atualização de firmware, o utilizador pode, com a aplicação E-TUBE PROJECT Cyclist da Shimano, programar qualquer botão Di2 de 12 velocidades para mudar o desviador dianteiro para a cremalheira que não estiver a utilizar no momento e depois alternar para a frente e para trás utilizando o mesmo botão. Este novo firmware é compatível não só com a GRX RX825, mas também com a família de grupos Di2 de 12 velocidades de estrada da Shimano. O resultado, segundo informa a Shimano, é uma mudança de velocidades mais simples e intuitiva para os ciclistas menos experientes e uma tomada de decisão mais rápida para os ciclistas mais experientes em competição. ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 18 - Soudal Quick-Step ainda está viva A 18ª etapa do Giro d'Italia 2024 terminou, como esperado, com um sprint entre os homens rápidos do pelotão. A etapa, com 178 km's entre Fiera di Primiero (Trento) e Pádua, era maioritariamente plana, mas nem por isso foi simples para os ciclistas. (Vídeo resumo mo final). Início Nervoso e Fuga A etapa começou de forma agitada, novamente com chuva. Vários ataques e contra-ataques marcaram os primeiros quilómetros até que um grupo de quatro corredores se destacou na subida para o único GPM do dia, em Lamon, a apenas 14 km's. da partida. Maestri (Polti), que passou primeiro no GPM, juntamente com Honoré (EF), Fiorelli (Bardiani) e Pietrobon (Polti), conseguiram rapidamente ganhar alguns minutos de vantagem sobre o pelotão, mantendo a liderança estável entre 1'30" e 2' até Feltre e depois em direção a Valdobbiadene. Créditos: RCS Redução da Vantagem e Final Na segunda metade da etapa o pelotão acelerou, antecipando o Intergiro agendado para Villorba, reduzindo a desvantagem para metade, cerca de um minuto. Fiorelli foi o primeiro a passar no Intergiro, enquanto o grupo se reorganizava para alcançar os líderes, que estavam nesta altura com apenas 37 segundos de vantagem a 62 km's. da meta. Ainda assim, a fuga manteve-se até aos últimos quilómetros, resistindo até aos 9 km's. finais. Durante este período, o pelotão foi liderado pelos homens da Lidl-Trek, que tentavam posicionar Milan nas primeiras posições. No sprint final, Milan estava bem posicionado, Alaphilippe ainda tentou a sua sorte a um quilómetro da meta. Num esforço tremendo, Milan foi ultrapassado na linha de meta por Tim Merlier, que venceu por "meia roda" a sua segunda etapa neste Giro d'Italia. Em terceiro lugar ficou Groves e em quarto Dainese. Créditos: RCS TOP 10 Etapa PosiçãoCiclistaEquipaTempo1MERLIER TimSoudal Quick-Step03:45:442MILAN JonathanLidl-Trek+ 003GROVES KadenAlpecin-Deceuninck+ 004DAINESE AlbertoTudor Pro Cycling Team+ 005ANIOLKOWSKI StanislawCofidis+ 006GAVIRIA FernandoMovistar Team+ 007MIHKELS MadisIntermarché-Wanty+ 008EWAN CalebTeam Jayco-AlUla+ 009BALLERINI DavideAstana Qazaqstan Team+ 0010MOLANO SebastianUAE Team Emirates+ 00 TOP 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaEquipaTempo1POGACAR TadejUAE Team Emirates67:17:022MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 07:423THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 08:044O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 09:475TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 10:296ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 11:107BARDET RomainTeam dsm-firmenich PostNL+ 12:428RUBIO EinerMovistar Team+ 13:339ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 13:5210HIRT JanSoudal Quick-Step+ 14:44 Vídeo resumo https://youtu.be/8oLarI5_txs?si=OGlYZ5VM8wBbK6Ly Perfil Etapa 19 ### Volta a Portugal do Futuro 2024 - Etapas e equipas em prova Tem esta quinta-feira, dia 23, a 31.ª edição da Volta a Portugal do Futuro 2024 - 4.º Prémio CMTV em Leiria. A prova de categoria sub-23 termina nas Caldas da Rainha no próximo domingo tendo quatro etapas para disputar. Em competição irão estar 119 ciclistas de 17 equipas, 12 portuguesas, 4 espanholas e 1 italiana. Entre os participantes destaque para Lucas Lopes (Supermercados Froiz) que assinou uma página do Diário de um sub-23. 1.ª etapa 23 de maio Leiria - Águeda (140 km) A primeira etapa da Volta a Portugal do Futuro 2024 - 4.º Prémio CMTV tem como maior dificuldades a ascensão à Serra da Boa Viagem e a Meta Volante situada em Oliveira do Bairro quando restam apenas 17 quilómetros para o final. Apesar destas dificuldades no percurso, o final prevê-se que seja feito ao sprint num pelotão compacto. 2.ª etapa 24 de maio Murtosa (Torreira) - São Pedro do Sul (São Macário) (120 km) A segunda etapa parte à beira mar na praia da Torreira e apesar de ser a tirada mais curta desta edição da Volta a Portugal do Futuro - 4.º Prémio CMTV é a que apresenta um perfil mais complicado. As contagens de 3.ª categoria em Arcozelo das Maias e de 4.ª em S. Félix antecedem a difícil escalada ao São Macário, uma subida de 1.ª categoria com 9 quilómetros e 8,8% de pendente com um final que ultrapassa os 17%. Esta penosa subida promete fazer grandes diferenças e ser extremamente importante para a classificação geral final. 3.ª etapa 25 de maio Góis - Pombal (143 km) Uma autêntica jornada rompe pernas com cinco contagens de montanha, duas de 4.ª categoria e três de 3.ª a começar logo pela subida à Serra da Lousã. A última subida está situada a apenas 16 quilómetros do final e será daqui que sairão os ciclistas que vão discutir a etapa num grupo que se prevê reduzido. 4.ª etapa 26 de maio Figueiró dos Vinhos - Caldas da Rainha (150 km) A maior jornada desta edição da Volta a Portugal do Futuro - 4.º Prémio CMTV chega no último dia. São 150 quilómetros com uma fase inicial onde os ciclistas vão ultrapassar três contagens de montanha no primeiro terço da corrida. Com duas passagens pela meta na Avenida Dobrynine, é nas Caldas da Rainha que se vai coroar o vencedor da Volta a Portugal do Futuro. João Silva, campeão em título, regressa à prova agora com a Óbidos após em 2023 ter ganho com a Kelly/Simoldes/UDO. O campeão da Taça de Portugal de Esperanças vem de correr a dura Ronde de l'Isard, em França. Confere os campeões das últimas cinco edições: 26.ª edição 2018 Venceslau Fernandes (Liberty Seguros – Carglass) 27.ª edição 2019 Emanuel Duarte (LA Alumínios – LA Sport) 28.ª edição 2021 André Domingues (Efapel) 29.ª edição 2022 Gabriel Rojas (Essax) 30.ª edição 2023 João Silva (Kelly/Simoldes/UDO) Equipas em prova EquipaNacionalidadeABTF Betão FeirensePORCaja Rural Seguros RGAESPCredibom LA Aluminios Marcos CarPOREfapel CyclingPORKelly Simoldes UdoPORMaglia Tecnosylva Bembirbre Cycling TeamESPMaia Earth ConsultersPORÓbidos Cycling TeamPORPolti KometaITAPorminho TeamPORPortos-WindmobPORRádio Popular Paredes BoavistaPORRias BaixasESPSabgal AnicolorPORStª. Mª. da Feira Segmento d' Época Reol BolfPORSupermercados FroizESPTavfer Ovos Matinados MortáguaPOR Camisolas em disputa ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 17 A 17.ª etapa do Giro d'Itália teve um perfil duríssimo com mais de 4000 metros de acumulado positivo e 5 contagens de montanha nas Dolomitas, sendo duas delas de 1.ª categoria e uma de categoria extra. Esta última, a nova Cima Coppi desta edição depois da alteração do percurso da etapa 16. https://twitter.com/giroditalia/status/1793245368940900810 Vários grupos em fuga A primeira fuga do dia começou logo nos metros iniciais com a Cima Coppi, situada a apenas 10 quilómetros do início, a ser um incentivo adicional devido aos pontos extra que dava para a classificação do melhor trepador. Quintana, Alaphilippe, Valter, Pellizzari, Steinhauser, Conci, Caruso e Ballerini foram os ousados que formaram a fuga do dia. A dsm-firmenich PostNL de Romain Bardet impunha o ritmo no pelotão, mostrando que o ciclista francês tinha pretensões a atacar no dia de hoje. Este ritmo alcançou os fugitivos ainda a 60 quilómetros do fim. https://twitter.com/giroditalia/status/1793249162760241248 Steinhauser resiste e vence Steinhauser e Ghebreigzabhier atacaram do pelotão antes da dupla ascensão ao Passo Brocon. Steinhauser, que já tinha marcado presença na fuga inicial, distanciou-se e chegou ao início da última subida com mais de dois minutos de vantagem para o pelotão, vantagem que aumentou para três durante a subida. O ciclista alemão conseguiu resistir e vencer pela primeira vez como profissional e logo no Giro, dando a 13.ª vitória em 2024 à equipa da EF Education - EasyPost. No grupo dos favoritos, Pogačar atacou e ganhou mais algum tempo, aumentando a sua vantagem para o segundo classificado Daniel Martínez. https://twitter.com/giroditalia/status/1793299979265540438 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 STEINHAUSER Georg 4:28:522 POGAČAR Tadej1:243 TIBERI Antonio1:414 THOMAS Geraint,,5 MARTÍNEZ Daniel Felipe,,6 RUBIO Einer,,7 BARDET Romain,,8 ARENSMAN Thymen1:559 HIRT Jan,,10 MAJKA Rafał,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej63:31:182 MARTÍNEZ Daniel Felipe7:423 THOMAS Geraint8:044 O'CONNOR Ben9:475 TIBERI Antonio10:296 ARENSMAN Thymen11:107 BARDET Romain12:428 RUBIO Einer13:339 ZANA Filippo13:5210 HIRT Jan14:44 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=mhdgNMMymU4&ab_channel=EurosportCycling Etapa 18 ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 16 O dia 16 do Giro d'Itália começou atribulado, com indecisões sobre se ia para a estrada ou não devido ao mau tempo que se fazia sentir. Num dia com chuva e neve à partida, a organização optou por começar a etapa em Laas, tirando assim do percurso a ascensão e consequente perigosa descida à Cima Coppi deste ano, o Umbrailpass. A etapa, que já tinha sido modificada com a não subida ao Stelvio, ficou com apenas 118 quilómetros, com o seu final em Santa Cristina Valgardena. https://twitter.com/giroditalia/status/1792890145001099671 Alaphilippe novamente ao ataque A fuga do dia foi composta por 4 ciclistas, Alaphilippe, Maestri, Ballerini e Piccolo, que se adiantaram ao pelotão e tentaram a sua sorte de longe, num dia onde a chuva não deu tréguas aos ciclistas. Atrás, a Movistar trabalhava no pelotão, tentando controlar a diferença para os fugitivos. Alaphilippe foi o último resistente, com contra-ataque de três ciclistas do pelotão já nos quilómetros finais, Christian Scaroni, Ewan Costiou e Giulio Pellizzari. https://twitter.com/giroditalia/status/1792905885339074997 Pogačar já gastou os dedos de uma mão Enquanto que os três fugitivos saídos do pelotão lutavam pela vitória, a UAE Team Emirates, com Majka à cabeça, impunha um ritmo elevado até que só restou Pogačar. A ritmo, o ciclista esloveno apanhou os ciclistas que vinham à sua frente, chegando mais uma vez sozinho à meta e conquistando a sua 5.ª vitória neste Giro e a 75.ª vitória como profissional. Nota para a exibição de Pellizzari, que com apenas 20 anos foi apenas batido por Pogačar e mostrou estar pronto para outros voos. Na geral, Geraint Thomas teve um dia menos bom e caiu uma posição, ocupando agora o último lugar do pódio. https://twitter.com/giroditalia/status/1792941081874616512 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej2:49:372 PELLIZZARI Giulio0:163 MARTÍNEZ Daniel Felipe,,4 SCARONI Christian0:315 TIBERI Antonio0:336 ARENSMAN Thymen0:387 CARUSO Damiano0:398 STORER Michael0:429 COSTIOU Ewen,,10 PARET-PEINTRE Valentin0:45 Top 10 Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej59:01:092 MARTÍNEZ Daniel Felipe7:183 THOMAS Geraint7:404 O'CONNOR Ben8:425 TIBERI Antonio10:096 ARENSMAN Thymen10:337 BARDET Romain12:188 ZANA Filippo12:439 RUBIO Einer13:0910 HIRT Jan14:07 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Rel4HbHblRc&ab_channel=EurosportCycling Etapa 17 ### FOX Service Center | Mostramos centro de manutenção FOX O Luís Beltrão deslocou-se ao FOX Service Center Iberia, da Bicimax , para mostrar como é feita a manutenção dos produtos FOX. Desde as suspensões aos amortecedores, passando também pelos espigões telescópicos, este centro autorizado oferece um serviço especializado para garantir que as suspensões estejam sempre a funcionar da melhor forma e tenham maior longevidade. Neste vídeo são explicados alguns pormenores importantes sobre a manutenção deste tipo de equipamento, nomeadamente para aumentar a sua longevidade e desempenho. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=QidIckbKIi8 Podes solicitar todo o tipo de serviços a partir de tua casa, desde manutenções a garantias, orçamentos, etc. Fica a saber de tudo através do site: bicimax.com/pt/service-center-fox ### Dia perfeito de Pogacar e da UAE no Giro de Itália Foi a melhor exibição da UAE numa grande Volta? Poderão repetir no Tour de France com uma equipa ainda mais talentosa? À entrada para a terceira semana Pogacar tem 6:41 sobre Geraint Thomas e 6:56 sobre Daniel Martinez. Só um incidente de corrida poderá impedir a UAE-Emirates de festejar o título em Roma. Como é que a situação está tão favorável à equipa dos Emirados e ao corredor esloveno? É o que vamos analisar neste texto. A UAE-Emirates melhorou em vários aspetos. No contrarrelógio a evolução tem a ver com a Colnago TT1, modelo que começaram a usar em 2023. No primeiro ano do novo modelo da "cabra" ganharam sete cronos e na presente época já levam cinco – incluindo na 7ª etapa deste Giro de Itália. Depois de anos atrás da concorrência a UAE-Emirates passou a ter uma máquina competitiva. A dinâmica de vitória passou da competição à vertente comercial com a Colnago a bater recordes. Em Livigno, Pogacar somou a quarta vitória no Giro.Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse Ninguém ganha sozinho Outra melhoria tem sido a estratégia de corrida. A UAE-Emirates tem o melhor ciclista do Giro, mas ninguém ganha sozinho e Pogi sabe-o bem porque no Tour de France levou dois KO de Jonas Vingegaard. Estará o bloco à altura de Pogacar? Todos fizemos esta pergunta à partida e duas semanas depois podemos dizer que sim. A 15ª etapa teve 5724 m de desnível positivo acumulado em 222 km. Foi uma jornada terrível de seis horas de esforço e a etapa mais longa desta edição. O início foi a ferro e fogo: grupo dianteiro com 12 unidades, grupo perseguidor com mais de 40, Ineos, Decathlon e Bora representadas. A resposta da UAE-Emirates foi serena. Rui Oliveira, Juan Molano e Mikkel Bjerg trabalharam na subida ao Colle San Zeno e mantiveram o bloco unido até ao Mortirolo. A frente da corrida foi quase sempre mantida a 4:30. Bloco da UAE-Emirates no controlo da etapa 15.Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse UAE-Emirates correu como uma equipa solidária Meia etapa já estava feita, faltava a metade mais dura. A gestão de Vegard Stake Laengen exemplifica a boa tomada de decisões da UAE-Emirates. O norueguês sofreu no Mortirolo e Domen Novak assumiu. Só que Laengen não se desligou; desde o carro chegou a ordem de levantar o pé e Laengen reentrou a 40 km do final. Isto permitiu a Novak respirar fundo antes do Passo di Foscagno. A UAE-Emirates correu como uma equipa solidária, com um claro líder e sabendo qual o papel de cada um. Quando Novak quebrou foi a vez de Felix Grossschartner trabalhar e o austríaco só abriu a 16,8 km entregando a batuta a Rafal Majka. Créditos: Luca Bettini/Pool/LaPresse Passagem de testemunho Foi uma gestão perfeita até que Tadej Pogacar atacou a 13,9 km da meta, ainda no Passo di Foscagno. Havia pressa do esloveno em retribuir aos colegas o esforço. O líder do Giro neutralizou todos os fugitivos e a última barreira foi Nairo Quintana, campeão em 2014. Foi a passagem de testemunho perfeita: etapa rainha, em altitude e Quintana com 3:00 sobre Pogacar na última montanha. No terreno do colombiano o ciclismo moderno impôs-se de tal forma que o maglia rosa recuperou os 3:00 para Nairo e ainda meteu outros 3:00 aos rivais diretos. Vale a pena refletir sobre esta etapa magnífica da UAE-Emirates e fazer algumas perguntas. Foi a melhor exibição da estrutura numa grande Volta? Serão capazes de a reproduzir no Tour com uma equipa ainda mais talentosa? ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 15 Antes do último dia de descanso, a caravana do Giro d'Itália deslocou-se até Manerba del Garda, onde se iniciou a etapa 15. Os ciclistas tiveram uma longa etapa de 222 quilómetros com três subidas de primeira categoria inseridas na segunda metade da etapa, que teve o seu final em Livigno. (Vídeo resumo no final). A dureza e a longa duração da etapa prometia fazer grandes diferenças e organizar o top 10, antes de uma muito dura última semana. https://twitter.com/giroditalia/status/1792149482336907454 Grande grupo em fuga A fuga do dia foi composta por quase 50 elementos que animaram muito a primeira parte da corrida. Depois de muitos ataques e contra-ataques foi Nairo Quintana e Georg Steinhauser os mais fortes do dia, conseguindo distanciar-se dos demais elementos. A UAE Team Emirates ia controlando o já reduzido pelotão e nunca deixou a diferença subir muito acima dos 4 minutos. Créditos: Gettysport Pogačar em sonhos cor-de-rosa Quando faltavam 15 quilómetros para o final, Tadej Pogačar atacou, tentando finalizar o dia de trabalho que a sua equipa teve durante todo o dia. O ciclista esloveno foi apanhando ciclistas um a um subida acima até só faltar um, Nairo Quintana. Já nos últimos dois quilómetros Pogačar alcançou e passou Quintana cortando a linha de meta em primeiro e vencendo a sua quarta etapa neste Giro d'Itália, estando já a mais de 6 minutos de vantagem do segundo classificado Geraint Thomas. Quintana mostrou estar de volta ficando em segundo lugar nesta dura etapa, à frente de Steinhauser que ficou com o terceiro posto. https://twitter.com/giroditalia/status/1792212554527146149 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej6:11:432 QUINTANA Nairo 0:293 STEINHAUSER Georg 2:324 BARDET Romain2:475 MARTÍNEZ Daniel Felipe2:506 THOMAS Geraint,,7 RUBIO Einer2:588 O'CONNOR Ben,,9 ARENSMAN Thymen3:0510 HIRT Jan3:20 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej56:11:422 THOMAS Geraint6:413 MARTÍNEZ Daniel Felipe6:564 O'CONNOR Ben7:435 TIBERI Antonio9:266 ARENSMAN Thymen9:457 BARDET Romain10:498 ZANA Filippo11:119 RUBIO Einer12:1310 HIRT Jan13:11 Vídeo Resumo https://youtu.be/r3tuEDqVl4w?si=ObFGQaPNpP4kMx7n Perfil etapa 16 ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 14 - CRI O Lago di Garda, o maior de toda a Itália, aguardava ansiosamente os ciclistas do Giro d'Italia. Todos tinham em mente os mesmos favoritos: Ganna, Bjerg, Arensman, Thomas, Foss, Plapp e, é claro, Tadej Pogacar. (Vídeo resumo no final). O italiano e ídolo local, Filippo Ganna, ficou em segundo no primeiro contrarrelógio deste Giro, onde o esloveno voou para conquistar a vitória, num percurso diferente. Hoje foram 31,2 km, sem subidas difíceis e o da Ineos tinha tudo a seu favor para regressar às vitórias no Giro d'Itália. Vestido com as cores que o distiguem como o melhor contrarrelogista italiano, Ganna voltou a mostrar a sua superioridade neste tipo de esforço, com um tempo incrível de 35'02'' (53,4 km/h de média), que lhe garantiu a primeira vitória no Giro d'Itália 2024. https://youtu.be/edOM2rj6lqc?si=p7Mnk88O5cmtZV7r Ainda assim, Filippo Ganna teve que aguardar com alguma expectativa pela chegada de Pogacar, pois o esloveno voou a 52,7 km/h para garantir o segundo melhor tempo do dia e aumentar sua liderança neste Giro d'Italia antes da corrida entrar nos Alpes. O contrarrelógio individual prometia ser decisivo na a luta pela geral e equipa que dominou foi a Ineos. Ganna levou a etapa, mas outros três ciclistas da equipa britânica aparecem no TOP 10. Destaque para o quarto lugar de Geraint Thomas, a 1:14 do seu companheiro, que o coloca em segundo lugar depois de ganhar 31 segundos a Dani Martínez. Também se destaca Thymen Arensman, que dá um grande salto na geral, passa a ser sexto após terminar em terceiro na etapa. O'Connor e Tiberi mantêm-se em quarto e quinto lugar, mostrando um bom desempenho no ultimo contrarrelógio do Giro. Amanhã chegam os Alpes, a etapa 15 é duríssima, são 222 quilómetros e 5400 metros de desnível acumulado, com chegada em Livigno. TOP 10 Etapa POSNOMEEQUIPATEMPO1GANNA FilippoINEOS Grenadiers00:35:022POGACAR TadejUAE Team Emirates+ 293ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 01:074THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 01:145PLAPP LucasTeam Jayco-AlUla+ 01:186TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 01:197O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale+ 01:258FOSS TobiasINEOS Grenadiers+ 01:269BJERG MikkelUAE Team Emirates+ 01:2810AFFINI EdoardoTeam Visma25 TOP 10 Classificação Geral POSNOMEEQUIPATEMPO1POGACAR TadejUAE Team Emirates50:00:092THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 03:413MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 03:564O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale+ 04:355TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 05:176ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 06:307ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 07:268BARDET RomainTeam dsm-firmenich PostNL+ 07:529FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team+ 08:4010BAUDIN AlexDecathlon AG2R La Mondiale+ 08:56 Vídeo resumo https://youtu.be/tYUBABRDpUg?si=vJTeW-Z9nM5uvAXB Perfil da Etapa 15 ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 13 Antes de dois dias que se prevêm extremamente importantes para a classificação geral, o pelotão do Giro d'Itália tinha uma etapa de transição que dava aos sprinters mais uma oportunidade de lutar pela vitória. (Vídeo resumo no final). Com 180 quilómetros para percorrer desde Riccione até Cento, os ciclistas tiveram pela frente uma das etapas mais planas de uma Grande Volta dos últimos 20 anos, com apenas 202 metros de acumulado positivo. Apesar de não haver dificuldades no percurso, o vento fazia-se sentir e podia ter um papel importante na etapa. https://twitter.com/giroditalia/status/1791429208197017861 Trio de italianos em fuga A fuga do dia foi composta por três ciclistas italianos, Andrea Pietrobon da Polti Kometa e Manuele Tarozzi e Alessandro Tonelli da VF Group - Bardiani CSF - Faizanè. O pelotão nunca deu grandes espaços para surpresas e manteve os fugitivos por perto não querendo perder a oportunidade para dar aos sprinters a possibilidade de vitória neste Giro. https://twitter.com/giroditalia/status/1791435196530610376 Os fugitivos foram apanhados a 50 quilómetros da meta onde o vento começou a fazer estragos com a INEOS e a UAE Emirates a puxar no pelotão, apanhando entre outros, Jonathan Milan. Os ciclistas acabaram por reentrar e no meio de algumas quedas e novos ataques a etapa decidiu-se ao sprint. https://twitter.com/giroditalia/status/1791472596816379963 Hat-trick para Jonathan Milan Em mais uma mostra de força, foi Jonathan Milan o mais forte, batendo ao sprint Stanisław Aniołkowski, que ficou em segundo lugar e Phil Bauhaus, terceiro classificado do dia de hoje. O ciclista da Lidl-Trek chegou assim à sua terceira vitória nesta edição do Giro, dando também um importante passo rumo à vitória da camisola Ciclamino. https://twitter.com/giroditalia/status/1791490909877543291 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 MILAN Jonathan4:02:032 ANIOŁKOWSKI Stanisław,,3 BAUHAUS Phil,,4 VAN DIJKE Tim,,5 HOFSTETTER Hugo,,6 GAVIRIA Fernando,,7 MOLANO Juan Sebastián,,8 PITHIE Laurence,,9 LONARDI Giovanni,,10 DAINESE Alberto,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej49:24:382 MARTÍNEZ Daniel Felipe2:403 THOMAS Geraint2:564 O'CONNOR Ben3:395 TIBERI Antonio4:276 BARDET Romain4:577 FORTUNATO Lorenzo5:198 ZANA Filippo5:239 RUBIO Einer5:2810 ARENSMAN Thymen5:52 Vídeo Resumo https://youtu.be/k1KM3uPihNU?si=h4-smVc0XJ8gqfge Etapa 14 - Contrarrelógio ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 12 - Lição de resiliência de Julian Alaphilippe A décima segunda etapa do Giro d'Italia 2024 apresentou um percurso algo atípico, numa etapa que se previa exigente para o pelotão. Os primeiros cinquenta quilómetros desta etapa - que partiu de Martinsicuro - foram completamente planos, mas depois o percurso tornou-se interessante devido à sucessão de subidas curtas. Após o primeiro sprint intermédio, seguiram-se quatro subidas quarta categoria: Osimo (1,3 km a 5,5%), Monsano (1,8 km a 6%), Ostra (1 km a 9,2%) e La Croce (1,5 km a 6,7%). No total, foram 2.100 metros de desnível acumulado, incluindo a subida difícil, Monte Giove (1,2 km a 9,1%) a dez quilómetros da meta, que acabou por ser um dos pontos chave da etapa. O batalhador Julian Alaphilippe Após estar presente nas fugas de grande parte das etapas decorridas até agora no Giro 2024, sem conseguir no entanto concluir com o sucesso da vitória, hoje Julian Alaphilippe voltou a tentar novamente, de de que maneira, colocou-se na fuga e a pouco mais de cem quilômetros da chegada, o bicampeão mundial acelerou, para ir à procura da vitória, levando somente Micro Maestri. Foi desde aqui até à linha de meta. https://twitter.com/giroditalia/status/1791071829160866140 Micro Maestri e Julian Alaphilippe tiveram uma boa colaboração até à subida final, momento em que o francês, a dez quilómetros da meta, decidiu arriscar novamente e partir a solo em busca da tão desejada vitória na etapa, quando um grupo perseguidor estava a quarenta e cinco segundos dos da frente. Após vários dias e tentar no Giro 2024, e quase um ano depois (havia ganho no Critérium du Dauphiné 2023), Julian Alaphilippe regressa às vitórias. Grupo dos favoritos à classificação geral Na etapa de hoje, os favoritos à vitória no Giro não tiveram grandes movimentações. Jan Hirt, que iniciou o dia na décima primeira posição da classificação geral, aproveitou para integrar a fuga inicial, mostrando astúcia tática. https://twitter.com/giroditalia/status/1791083543918997641 Por um momentos parecia poder vir a subir na classificação, mas acabou por perder terreno quando um grupo de nove ciclistas partiu para perseguir Alaphilippe e Maestri. O grupo de Hirt acabou por ser alcançado pelo pelotão. Na subida final, não houve grandes movimentações entre os favoritos. TOP 10 Etapa POSNOMEEQUIPATEMPO1ALAPHILIPPE JulianSoudal Quick-Step04:07:442NARVAEZ JhonnatanINEOS Grenadiers+ 313HERMANS QuintenAlpecin-Deceuninck+ 324VALGREN MichaelEF Education-EasyPost+ 435SCARONI CristianAstana Qazaqstan Team+ 436TRENTIN MatteoTudor Pro Cycling Team+ 01:307CLARKE SimonIsrael-Premier Tech+ 01:308LEEMREIZE GijsTeam dsm-firmenich PostNL+ 01:309MAESTRI MircoTeam Polti Kometa+ 01:3010THOMAS BenjaminCofidis+ 01:30 TOP 10 Classificação Geral POSNOMEEQUIPATEMPO01POGACAR TadejUAE Team Emirates45:22:3502MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 02:4003THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 02:5604O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale+ 03:3905TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 04:2706BARDET RomainTeam dsm-firmenich PostNL+ 04:5707FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team+ 05:1908ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 05:2309RUBIO EinerMovistar Team+ 05:2810ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 05:52 Vídeo resumo https://youtu.be/BBhRbrDtJyA?si=nj4X2JvQWTbVAH14 Perfil da Etapa de amanhã ### Specialized lança Novas S-Works com o novo SRAM Red AXS A Specialized apresentou os modelos limitados da S-Works Tarmac SL8, Roubaix SL8 e Aethos com o novo grupo eletrónico SRAM RED AXS. As bicicletas, apresentam uma nova cor exclusiva E limitada da gama S-Works, um azul fosco premium de grão fino chamado Glacial Metallic. As novas bicicletas da Specialized vêm equipadas com o novo SRAM RED AXS, selins S-Works Power com Mirror, detalhes prateados nos cubos e o novo computador Hammerhead Karoo com suporte K-Edge personalizado. S-Works Tarmac SL8 LTD A S-Works Tarmac SL8 LTD rola sobre rodas Roval Rapide CLX II e apresenta logotipos brancos e o novo cockpit integrado Roval Rapide. Apenas serão fabricadas 300 destas bicicletas exclusivas. S-Works Aethos LTD A S-Works Aethos LTD vem equipada com rodas Roval Alpinist CLX II com os mesmos logótipos prateados. Estarão apenas 100 unidades disponíveis em todo o mundo e cada bicicleta será numerada individualmente. A marca americana informa que estas novas bicicletas apresentam uma excelente ergonomia e potência de travagem, desviador dianteiro otimizado, novo design, tecnologia totalmente sem fios e enormes opções de mudanças. S-Works Tarmac SL8 LTD SRAM RED AXS: 6,78kg (56cm com computador e suporte) S-Works Aethos LTD SRAM RED AXS: 6,26kg (56cm com computador e suporte) Novas cores e montagens com SRAM RED AXS Além destas duas edições numeradas exclusivas S-Works LTD, o novo grupo SRAM RED AXS vai estar, segundo informa a Specialized, disponível na gama S-Works Tarmac SL8, S-Works Roubaix SL8 e S-Works Aethos com novas combinações de cores. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, disponibilidade e preços aqui no site da marca: www.specialized.com/pt ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 11 A etapa 11 do Giro d'Italia, assim como se esperava, foi dominada pelos velocistas num percurso plano com mais de 200 quilómetros ao longo do Mar Adriático. (Vídeo resumo no final). A última curva antes da linha de chegada estava a 3,5 quilómetros, permitindo um sprint precedido de alta velocidade e luta pela colocação. Jonathan Milan assume-se cada vez mais como o homem mais rápido do Giro neste tipo de chegadas, conquistou a sua segunda vitória no Giro 2024, e é cada vez mais líder da classificação por pontos. https://twitter.com/giroditalia/status/1790757869232832562 Tim Merlier, além de não vencer, foi desclassificado devido a um desvio na sua linha. Favoritos pela classificação geral Enquanto os velocistas lutaram pela vitória, hoje foi dia dos favoritos à vitória geral do Giro de manterem discretos. Geraint Thomas tentou ganhar alguns segundos no último sprint intermédio, mas acabou perdendo dois segundos para Pogacar, enquanto Mullen ajudou Martinez. Pogacar permanece de camisola rosa, sem grandes novidades, embora um dos seus companheiros de equipa, Felix Großschartner, tenha sofrido uma queda. https://twitter.com/giroditalia/status/1790753675272495590 Com o Giro a chegar a meio da competição, hoje houve muitos ciclistas a ser afetados por debelidades físicas e doença. Desde ontem houve seis baixas no pelotão, aparentemente, devido a um vírus no pelotão. Alguns nomes como Kooij, Vernon, Kanter e Mayrhofer, já se viram forçados a abandonar a corrida. Destaque ainda para a queda de Fabio Jakobsen, já no final da etapa, algo que vem piorar ainda mais um Giro D'Itália que não está a ser positivo para o neerlandês. https://twitter.com/giroditalia/status/1790791653113909664 TOP 10 etapa PosNomeEquipaTempo1MILAN JonathanLidl-Trek04:23:182GROVES KadenAlpecin-Deceuninck+ 003LONARDI GiovanniTeam Polti Kometa+ 004PITHIE LaurenceGroupama-FDJ+ 005MOLANO SebastianUAE Team Emirates+ 006VAN POPPEL DannyBORA-hansgrohe+ 007GAVIRIA FernandoMovistar Team+ 008BAUHAUS PhilBahrain Victorious+ 009ANIOLKOWSKI StanislawCofidis+ 0010ZANONCELLO EnricoVF Group-Bardiani CSF-Faizanè+ 00 TOP Classificação Geral PosNomeEquipaTempo1POGACAR TadejUAE Team Emirates41:09:262MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 02:403THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 02:564O'CONNOR BenDecathlon AG2R La Mondiale Team+ 03:395TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 04:276BARDET RomainTeam dsm-firmenich PostNL+ 04:577FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team+ 05:198ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 05:239RUBIO EinerMovistar Team+ 05:2810ARENSMAN ThymenINEOS Grenadiers+ 05:52 Vídeo resumo https://youtu.be/pHkqlOdZq3U?si=wawEVexUJrES8wnr Perfil da Etapa 12, quinta-feira dia 16 de maio ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 10 A décima etapa do Giro de 2024 ligou Pompei a Bocca della Selva numa distância de 142 quilómetros. Depois do dia de descanso, os ciclistas tiveram pela frente uma jornada de montanha com uma contagem de segunda categoria e uma de primeira, esta última condizente com um final de etapa em alto. 27 ciclistas em fuga Num dia em que a fuga demorou a pegar, quando faltavam 65 quilómetros para o final, 27 ciclistas tiveram "ordem" da UAE Team Emirates e distanciaram-se do pelotão. Com nomes importantes como Romain Bardet, Jan Tratnik, Andrea Bagioli, Filippo Zana, Juan Pedro Lopez e Aurélien e Valentin Paret-Peintre, este grupo foi ganhando tempo ao pelotão, e, não ameaçando a liderança de Tadej Pogačar, teve liberdade para discutir a etapa. https://twitter.com/giroditalia/status/1790374834288906715 Decisão da etapa Tratnik atacou e foi sozinho na última subida, com Bardet, Bagioli, Paret-Peintre e Frigo na perseguição. Quando faltavam 3 quilómetros para o final, Valentin Paret-Peintre atacou Bardet e fez a ponte para a frente da corrida. O ciclista francês alcançou Tratnik e passou direto rumo à sua primeira vitória numa Grande Volta, repetindo o feito de Olav Kooij neste Giro, que não esteve à partida por doença. https://twitter.com/giroditalia/status/1790396672490508789 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 PARET-PEINTRE Valentin 3:43:502 BARDET Romain 0:293 TRATNIK Jan 1:014 BAGIOLI Andrea 1:185 PARET-PEINTRE Aurélien1:256 GESCHKE Simon ,,7 ZANA Filippo,,8 POZZOVIVO Domenico ,,9 CONCI Nicola 1:4110 CHAVES Esteban 1:56 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej36:46:082 MARTÍNEZ Daniel Felipe2:403 THOMAS Geraint2:584 O'CONNOR Ben3:395 UIJTDEBROEKS Cian4:156 TIBERI Antonio4:277 BARDET Romain4:578 FORTUNATO Lorenzo5:199 ZANA Filippo5:2310 RUBIO Einer5:28 Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=r5SwKPooNJo&ab_channel=EurosportCycling Etapa de amanhã ### Giro – Tadej Pogacar não é Rocky Marciano De Bocca della Selva a Livigno, sem esquecer o crono. Vai Tadej Pogacar mostrar que é o Caníbal na segunda semana do Giro? O Giro de Itália entra na segunda semana com uma certeza: a RCS apostou tudo em trazer o esloveno e ganhou porque tem sido um espetáculo vê-lo dominar. O percurso é menos duro que o habitual e o cheque à ordem de Tadej Pogacar – do qual todos falam e ninguém conhece o valor – valeu cada cêntimo! Pogi soma três etapas e são já 17 as que venceu em grandes Voltas. Foram vitórias simbólicas: nas duas etapas montanhosas e no contrarrelógio. É líder em todos os sentidos da palavra. Na corrida comanda com mão de ferro. Na UAE-Emirates faz os colegas acreditarem que caminha sobre a água e transformou um grupo de soldados numa unidade de elite. E o resto do Giro de Itália? Ao sprint tudo equilibrado com triunfos de Tim Merlier, Jonathan Milan e Olav Kooij. Os especuladores pescaram vitórias por Jhonatan Narvaéz, Benjamin Thomas e Pelayo Sánchez. Créditos: Massimo Paolone/Lapresse Tadej Pogacar não é Rocky Marciano A segunda semana abre nos Abruzzos com o exigente final em Bocca della Selva. A região está cheia de memórias recentes para o ciclismo português. Roccaraso fica a 90km em direção a Norte e foi lá que Rúben Guerreiro venceu em 2020. Ao km 99 passam em Guardia Sanframondi onde Nélson Oliveira esteve na fuga que vingou em 2021 (ganhou Victor Lafay nesse dia). A 10ª etapa é a oportunidade para o KO na geral. Um KO à Rocky Marciano, boxeador com origens em San Bartolomeo in Galdo. Daí é natural Pasqualina, matriarca dos Marciano, que da província de Benevento emigrou para a América como outros dois milhões de italianos entre 1900 e 1914. É o habitual reencontro do Giro com a história de um país dividido. Do Mezzogiorno à Sicília a realidade rural contrasta com o frenético ritmo das regiões industrializadas a norte de Roma. Tadej Pogacar não é Rocky Marciano. O americano terminou a carreira invicto, enquanto o esloveno tem que demonstrar que recuperou após ir à lona nos últimos dois Tour de France. Créditos: Lapresse A edição mais dura da história A 11ª etapa tem outra história curiosa. À passagem por Fossacesia recordaremos o sprinter Sandro Fantini, maglia rosa durante 10 dias em 1956. É considerada a edição mais dura da história – lembrem-se da subida ao Monte Bondone no meio de uma nevada épica. Espera-se um sprint no passeio marítimo de Francavilla a Mare, onde o pelotão entrará pela via Gino Bartali! História no Monte Bondone: recorda a vitória de João Almeida foto a foto Créditos: Massimo Paolone/Lapresse O Caníbal do ciclismo moderno Há muitas oportunidades para os poucos sprinters ainda em prova. À 14ª etapa surge um contrarrelógio à medida da grande estrela italiana do momento: 31,2km planos para Filippo Ganna arrasar a concorrência. A semana termina nos Alpes. Aos 1850 m está a estância de Livigno, meca do BTT e segunda residência de muitos pros do pelotão de estrada que aí se prepararam em altitude. Livigno era o local fetiche de Annemiek van Vleuten antes das grandes corridas. A zona é conhecida como Piccolo Tibet e o novo Bike Park Mottolino é o paraíso de cicloturistas e "pros". São curiosas as voltas da vida. A estreia do Giro em Livigno foi em 1972 numa edição dominada por Eddy Merckx; 52 anos depois Tadej Pogacar tem nos Alpes a possibilidade de demonstrar que é o Caníbal do ciclismo moderno.   ### Olav Kooij abandona o Giro depois do dia de descanso. Visma com menos três O jovem ciclista Olav Kooij (Visma-Lease a Bike) não partirá para a décima etapa do Giro d'Italia. Após o dia de descanso, o vencedor da etapa 9 (em Nápoles) passou mal o dia de descanso, com febre, e não poderá continuar na competição. Olav Kooij, de 22 anos, conquistou a sua primeira vitória de etapa em grandes voltas um dia antes do dia de descanso. Com essa vitória, o ciclista parecia estar a afastar a onde de azar que tem afetado a Visma Lease a Bike, sendo que também foi a primeira vitória da equipa neste Giro de Itália. Antes disso, Kooij estava na terceira posição na classificação por pontos, embora com uma diferença considerável para Jonathan Milan, mas com duas semanas de corrida pela frente muito poderia acontecer. Kooij é o décimo sexto ciclista a abandonar o Giro d'Italia e o terceiro a desistir da equipa Visma | Lease a Bike, que já havia perdido Robert Gesink e Christophe Laporte. ### Campeonatos da Europa de XCO O Campeonato da Europa de XCO 2024, realizado em Cheile Gradistei, na Roménia, foi marcado por condições climáticas adversas que desafiaram os atletas todas as corridas realizadas durante o fim de semana. Neste artigo deixamos o resumo das categorias de elite da vertente olímpica do Cross-Country (XCO). Corrida Elite Feminina Na corrida Elite feminina, Puck Pieterse garantiu a vitória em uma prova exaustiva devido à chuva incessante, que transformou o circuito em um verdadeiro atoleiro. A holandesa superou as adversidades e conquistou o título europeu, enquanto a favorita Pauline Ferrand Prevot foi forçada a abandonar. Mona Mitterwallner e Nina Benz completaram o pódio, levando a prata e o bronze, respetivamente. Puck Pieterse A portuguesa Raquel Queirós terminou no 23.º posto. Raquel Queirós TOP 10 Elite Feminina POS.NOMETEMPO01PIETERSE Puck01:28:0902MITTERWALLNER Mona+ 01:1103BENZ Nina+ 02:1404KOLLER Nicole+ 03:2805SEIWALD Greta+ 04:3406TERPSTRA Anne+ 05:2107SCHRIEVERS Lia+ 05:4608LOIV Janika+ 05:5409GORYCKA Paula+ 06:3310PEDERSEN Sofie Heby+ 06:38 Corrida Elite Masculina Já na corrida Elite masculina, Simone Avondetto sagrou-se campeão europeu após uma corrida intensa marcada pelo barro e pela chuva. O italiano impôs um ritmo inalcançável para os seus adversários e cruzou a linha de chegada em primeiro lugar. Andreassen, que liderava a corrida até sofrer um furo, ficou em segundo lugar, enquanto Schelb conquistou o bronze ao superar Griot nos metros finais. O Português Roberto Ferreira terminou no 28.º posto. Roberto Ferreira TOP 10 Elite Masculina POS.NOMETEMPO01AVONDETTO Simone01:14:5702ANDREASSEN Simon+ 5003SCHELB Julian+ 01:0704GRIOT Thomas+ 01:1405BRANDL Maximilian+ 01:4606LIST David+ 01:5307AZZARO Mathis+ 02:0508COLOMBO Filippo+ 02:1109ALDRIDGE Charlie+ 02:1310KAISER Leon Reinhard+ 02:22 Todas as provas demonstraram a resiliência e dureza dos atletas para enfrentar as condições climáticas adversas, e proporcionaram momentos de competição incríveis no Campeonato Europeu de XCO. ### Campeonato Nacional de Maratona BTT (XCM) Decorreu este domingo o Campeonato Nacional de XCM em Ansião, onde Tiago Ferreira e Melissa Maia se sagraram campeões nacionais de Maratona BTT (XCM) nas categorias de elite masculina e feminina, respetivamente. Elite Masculina Na categoria masculina, o título foi disputado até ao último segundo, com Tiago Ferreira a superar José Dias, campeão em 2023. Guilherme Mota, chegou cerca de três minutos depois e fechou o pódio. TOP 10 Elite Masculina Pos.Dor.NomeEquipaTempo12Tiago Ferreira#Individual#04:42:26.97221José Dias#Individual#04:42:27.42338Guilherme MotaGuilhabreu MTB Team04:45:27.15743Filipe FranciscoCDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira04:47:37.72459Carlos CruzSAERTEX Portugal / Edaetech04:48:13.43466Andrew HenriquesCDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira04:57:00.18477Francisco Moreira#Individual#05:00:16.511811Bruno SanchoSAGIPER / NSCP Mortágua05:01:39.275912Diogo GraçaBTT Braguinhas/ Padim da Graça05:02:09.5811039Ivan SáBombos S. Sebastião/LusoPrint/Casa Lourenço05:02:45.117 Elite Feminina Na categoria feminina, Melissa Maia revalidou o título conquistado em 2023, terminando a prova com um tempo de 3h39m45s. Celina Carpinteiro, do CDASJ/Cyclin Team/Município Albufeira, ficou em segundo lugar, enquanto Andreia Freitas, do BTT Seia, completou o pódio. TOP 10 Elite Feminina Pos.Dor.NomeEquipaTempo1601Melissa MaiaGuilhabreu MTB Team03:39:45.2252602Celina CarpinteiroCDASJ/Cyclin´Team/Município Albufeira03:52:43.3623605Andreia FreitasBTT Seia04:14:19.6804604Jessica CostaGuilhabreu MTB Team04:19:38.9965606Tânia LimaSAERTEX Portugal / Edaetech04:21:21.8226608Marlene GonçalvesAcademia Ciclismo do Alto Minho04:40:47.0257609Carla DiasProteu Cycling Team-Casa do Povo Retorta05:03:13.447OTL603Leandra GomesSAERTEX Portugal / Edaetech05:30:44.901 Classificações completas AQUI. ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 9 A nona etapa do Giro antecedia o primeiro dia de descanso e ligou Avezzano a Nápoles, numa distância de 214 quilómetros. Depois de três dias desgastantes, o pelotão teve um dia mais tranquilo, num dia em que se previa uma chegada num sprint massivo. (Vídeo resumo no final). Dois Polti Kometa em fuga A Team Polti Kometa lançou dois ciclistas para a fuga e não havendo outras equipas interessadas, foram Mirco Maestri e Andrea Pietrobon os dois corredores que formaram a fuga do dia. Num pelotão maioritariamente controlado pela Alpecin-Deceuninck de Kaden Groves, a distância teve sempre controlada já que havia muito interesse de uma chegada ao sprint, nesta que foi uma das últimas oportunidades deste Giro, para as equipas dos ciclistas mais rápidos. https://twitter.com/giroditalia/status/1789650006967779482 Disputa ao Sprint A 25 quilómetros para o final, Julian Alaphilippe atacou do pelotão alcançando a fuga. O ciclista francês tentou por muitas vezes distanciar-se de um pelotão empenhado a levar a discussão da corrida para um sprint. https://twitter.com/giroditalia/status/1789668799743934761 Outros ciclistas tentaram a sua sorte nos quilómetros finais mas a chegada acabou por ser feita ao sprint. Apesar de um grande comboio da Lidl-Trek e de um Tadej Pogačar a lançar Molano foi Olav Kooij o melhor no dia de hoje. O ciclista de 22 anos da Team Visma-Lease a Bike venceu assim pela 32.ª vez como profissional, conseguindo a sua primeira etapa numa Grande Volta. Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 KOOIJ Olav4:44:222 MILAN Jonathan,,3 MOLANO Juan Sebastián,,4 DAINESE Alberto,,5 VAN POPPEL Danny,,6 MIHKELS Madis,,7 GROVES Kaden,,8 VENDRAME Andrea,,9 BALLERINI Davide,,10 KANTER Max,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej32:59:042 MARTÍNEZ Daniel Felipe2:403 THOMAS Geraint2:584 O’CONNOR Ben3:395 UIJTDEBROEKS Cian4:026 TIBERI Antonio4:237 FORTUNATO Lorenzo5:158 RUBIO Einer5:289 ARENSMAN Thymen5:3010 HIRT Jan5:53 Vídeo resumo https://youtu.be/dds28Ij0rBY?si=WlNJaySJfmRmevox Etapa de terça-feira ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 8 Depois de dois dias intensos para os ciclistas, a oitava etapa do Giro de 2024 não dava tréguas e trazia-nos uma jornada de alta montanha com uma subida de terceira, uma de segunda e uma de primeira categoria. Os ciclistas tiveram de percorrer 152 quilómetros de Spoleto a Prati di Tivo onde a etapa terminava com uma chegada em alto. Grupo grande em fuga no Giro Mal foi dado o tiro de partida, vários ciclistas adiantaram-se ao pelotão, sendo Romain Bardet, Michael Storer, Georg Steinhauser e Jhonatan Narváez os ciclistas mais próximos em termos de geral, num grupo de 14 ciclistas. O pelotão, controlado pela equipa do líder Pogačar nunca deu grande liberdade à fuga, mantendo os fugitivos na volta dos dois minutos, tendo a diferença começado a diminuir à medida que a caravana se aproximava da subida final. https://twitter.com/giroditalia/status/1789259183809843565 Ascenção do Giro a Prati di Tivo No início da subida final, a fuga já trazia pouco mais de 30 segundos de vantagem e parecia condenada ao trabalho da UAE Team Emirates, tendo sido o último ciclista resistente, Valentin Paret-Peintre alcançado a 4 quilómetros para o fim. A subida acabou por ser feita a ritmo e não havendo ataques de relevo, era altura de discutir a etapa ao sprint. Foi Tadej Pogačar, ao estilo do seu compatriota Primož Roglič o mais forte, aguardando até aos metros finais, lançando o sprint e vencendo a sua terceira etapa neste Giro. https://twitter.com/giroditalia/status/1789310264908603620 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej4:02:162 MARTÍNEZ Daniel Felipe"3 O'CONNOR Ben"4 TIBERI Antonio+ 025 THOMAS Geraint"6 RUBIO Einer"7 UIJTDEBROEKS Cian"8 ARENSMAN Thymen+119 STORER Michael +1310 BAUDIN Alex+21 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej28:14:422 MARTÍNEZ Daniel Felipe2:403 THOMAS Geraint2:584 O'CONNOR Ben3:395 UIJTDEBROEKS Cian4:026 TIBERI Antonio4:237 FORTUNATO Lorenzo5:158 RUBIO Einer5:289 ARENSMAN Thymen5:3010 HIRT Jan5:53 Vídeo Resumo https://youtu.be/7wXs1sE48B0?si=H4bvucS4yRgSqf3D Etapa de amanhã ### Trek Domane + SLR | A elétrica menos elétrica | Teste A Trek Domane + SLR 9 combina de forma inovadora a experiência de uma bicicleta convencional com uma assistência discreta e potente. Equipada com o novo motor TQ-HPR50, a pedalada é suave, eficiente e silenciosa, mantendo um visual elegante. Neste teste explorei a bicicleta para perceber as suas principais vantagens. Vídeo do teste https://youtu.be/85B9aPcf2js?si=Vbdqx0o8xqVI1iXE Design e Características da Domane+ SLR 9 A Domane+ SLR 9 apresenta um design na linha "da sua irmã" não elétrica, a Trek Domane, elegante e funcional, com um quadro construído em torno do motor TQ-HPR50 e uma bateria integrada de 360 Wh, os quais não é possível ocultar totalmente, mas que ainda assim estão muito bem incorporados no conjunto. Assim como a Domane não eléctrica, também a Plus tem o sistema IsoSpeed da Trek, que isola o espigão e ciclista das vibrações do quadro, oferecendo conforto extra. Ao conforto proporcionado pelo IsoSpeed, podemos adicionar a capacidade para suportar pneus até 40 mm., que além do conforto adicionam versatilidade, tornando a Domane + numa bicicleta adequada para uma grande variedade de terrenos e utilizações, desde a estrada ao gravel, ou mesmo touring. Motor TQ-HPR50: O Coração da Domane + O sistema de motor é o ponto central de qualquer e-bike, influenciando diretamente a sensação de condução, distribuição de peso e propulsão. Ao optar pelo motor TQ-HPR50, a Trek garantiu uma experiência de condução consistente e natural. Confesso que não tenho muita experiência com bicicletas elétricas de estrada/gravel (esta Trek Domane + é um modelo de estrada mas que se adapta muito bem ao gravel), e creio que gostei da experiência em grande parte, graças a este motor, porque embora sintamos a assistência, simplesmente não o ouvimos funcionar e não nos dá aquela assistência "tipo moto". O motor TQ-HPR50 proporciona um máximo de 50 Nm de torque e uma potência nominal máxima de 300 watts, distribuída em três níveis de assistência: ECO, MID e HIGH, com uma bateria de 360 Wh. Autonomia A Trek Domane + SLR 9 oferece uma autonomia suficiente para fazer um bom percurso (80 a 90 kms., dependendo da forma como se utilizam os modos de assistência, altimetria, peso do ciclista, etc.), mas podendo ser estendida com o acessório opcional de mais 160 Wh. O display integrado no tubo superior fornece informações úteis, como o estado da bateria, estimativa de autonomia, modo de assistência selecionado, além de fornecer leituras em tempo real da potência do motor e do ciclista. Esta ultima página do display foi a que mais tive curiosidade de ver e analisar. Cheguei à conclusão de que na maioria do tempo o motor coloca a mesma energia do ciclista, duplicando os watts finais colocados, por exemplo, se estamos a colocar 250 watts e o motor coloca mais 250 watts, a potência real é de 500 watts. Desempenho na Estrada Pedalar na Domane + SLR 9 pode dar ao ciclista dois tipos de experiência, depois de cada um adaptar o setup do motor TQ na aplicação da marca a seu gosto, a bicicleta pode proporcionar uma experiência como se tratasse de uma bicicleta convencional, ou então com maior assistência do motor, uma experiência de acordo com a eléctrica que é. De qualquer forma, mesmo tirando o máximo partido da assistência do motor TQ a Domane + proporciona uma experiência de pedalada suave e ágil, que lembra uma bicicleta de estrada convencional. A geometria endurance proporciona uma posição de condução confortável e estável, adequada para longas distâncias, exatamente como na Domane convencional. A assistência do motor é sempre suave e dá aquela ajuda extra nas partes "chatas", como em subidas íngremes ou quando temos o vento contra. Equipamento premium Equipada com tudo o que há de melhor, desde o Shimano Dura-Ace Di2, às rodas em carbono Bontrager Aeolus RSL 37, outra coisa não seria de esperar senão uma experiência maravilhosa para quem gosta de bicicletas. O Shimano Dura-Ace Di2 é preciso, garante uma passagem de mudanças suave e sem esforço, além de oferecer uma personalização que permite ao ciclista ajustar as configurações das mudanças de acordo com as suas preferências. Os botões para controlar os modos de assistência estão muito bem integrados nos pousa mãos Shimano Dura-Ace, quase nem se dá por eles e manejam-se facilmente. Na minha opinião deveriam estar mais fixos, pois mexem ligeiramente e quando os acionamos têm um ar frágil, como se tivesse sido algo que nós próprios "inventámos" na nossa garagem, não transmitem aquela sensação sólida de algo que foi feito na fábrica da Trek. Em resumo A Trek Domane + SLR 9 é uma óptima opção para aquelas pessoas que não têm tempo para treinar e adquirir a forma durante a semana, mas que querem desfrutar da bicicleta sem limites nos dias em que podem pedalar. Para os que conseguem ter regularidade de treino e boa forma física, esta bicicleta é um "brinquedo" que complementa muito bem a experiência da bicicleta regular, naqueles dias em que se quer fazer descanso ativo, naqueles dias de vento forte, ou mesmo para fazer deslocações diárias sem ter que despender de tanta energia. Disponibilidade e preço Podes ver a disponibilidade, o preço, as características e a gama completa da Trek Domane + aqui no site da marca: www.trekbikes.com/pt Equipamento do Rider: Sapatos Trek Velocis Jersey Trek Circuit LTD Calções Trek Circuit Capacete Bontrager Circuit WaveCel Óculos Rudy Project Kelyon Fotografia: Marco Miguel Rider: Luís Beltrão ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 7 A etapa 7 do Giro d'Itália de 2024 trazia-nos o primeiro contrarrelógio desta edição. Com 40 quilómetros que ligaram Foligno a Perugia, este esforço individual prometia fazer diferenças entre os favoritos e alterar os lugares do top 10. (Vídeo resumo no final). Vários ciclistas na cadeira quente Ao longo do dia, foram vários os ciclistas que ocuparam a dianteira deste contrarrelógio. Edoardo Affini, Daan Hoole, Lorenzo Milesi e Mikkel Bjerg foram alguns dos corredores que estiveram com o melhor tempo até à chegada de Filippo Ganna. O campeão italiano e ex-bicampeão do mundo de contrarrelógio pulverizou toda a concorrência que tinha até então concluído o seu esforço, dobrando uma dezena de ciclistas na estrada e tirando 1m39 a Bjerg que tinha o melhor tempo. https://twitter.com/giroditalia/status/1788925109513650589 Com a conclusão do CR de Ganna persistia a dúvida se algum dos restantes ciclistas tinha capacidade para bater o tempo do ciclista italiano, quando começava a ir para a estrada o Top 10. Pogačar vs Ganna Apesar de alguns favoritos terem ainda a oportunidade de bater o tempo canhão de Ganna, ciclistas como Geraint Thomas, Thymen Arensman e Magnus Sheffield não conseguiram superar o italiano. Até que chegou Tadej Pogačar, que apesar de vir a perder tempo nos pontos intermédios, bateu Filippo Ganna por 17 segundos, um tempo impressionante do ciclista esloveno, que não só venceu a segunda etapa como também ganhou tempo a toda a concorrência neste Giro. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1788952441381064769 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej47.0882 GANNA Filippo46.8313 SHEFFIELD Magnus46.3564 ARENSMAN Thymen46.1955 SCHACHMANN Maximilian46.1226 TIBERI Antonio45.8907 PLAPP Luke45.5478 MARTÍNEZ Daniel Felipe45.4909 BJERG Mikkel45.39110 THOMAS Geraint45.335 Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej24:12:362 MARTÍNEZ Daniel Felipe2:363 THOMAS Geraint2:464 O'CONNOR Ben3:335 PLAPP Luke3:426 LUTSENKO Alexey3:497 UIJTDEBROEKS Cian3:508 TIBERI Antonio4:119 ZANA Filippo4:4110 FORTUNATO Lorenzo4:44 Vídeo resumo https://youtu.be/5MG8WMjQCXc?si=u7-vdMd4bts1tDSL Perfil da 8.ª Etapa ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 6 Na etapa 6 do Giro d'Itália 2024, o destaque foi a presença de setores de terra batida, também conhecidos como sterrato (da Strade Bianche), totalizando mais de 10 quilómetros ao longo do percurso. Foi uma etapa bastante desgastante devido aos setores de terra e ao ritmo elevado imposto pelos ciclistas. (Vídeo resumo no final). A Fuga Os primeiros 70 quilómetros foram marcados por constantes tentativas de fuga, mas apenas no início de uma subida de 4ª categoria é que a fuga conseguiu se estabelecer. Groves, Vendrame, Sanchez, Alaphilippe, Plapp, Trentin e Fiorelli foram os protagonistas nos últimos 90 quilómetros. A UAE Team Emirates controlou de perto a fuga, principalmente devido à proximidade de Luke Plapp (Jayco - Alula) na geral. Na segunda parte da etapa, Plapp acelerou, acompanhado apenas por Pelayo Sanchez e Julian Alaphilippe, que acabriam por discutir entre si a etapa. Nesta segunda fase, foi a equipa Ineos quem assumiu as "despesas" da perseguição. A diferença entre os fugitivos e o pelotão oscilou entre 1'30" e 2'30". https://twitter.com/giroditalia/status/1788579890381353447 Decisão da Etapa Nos últimos 15 quilómetros, houve um momento de tensão quando Sanchez quase caiu juntamente com Alaphilippe numa rotunda, altura em que Luke Plapp tentou escapar sozinho, mas os três acabariam por se juntar novamente. https://twitter.com/giroditalia/status/1788581368940675502 A ultima dificuldade foi uma subida a 4 quilómetros do final, onde Sanchez e Alaphilippe pareciam ter vantagem, mas Luke Plapp mostrou resistência. No pelotão, Romain Bardet tentou a sua sorte, mas não se conseguiu distanciar. No quilómetro final, Luke Plapp liderava o trio da frente, mas a cerca de 150 metros, Julian Alaphilippe lançou o ataque, seguido por Pelayo Sanchez, que se mostrou mais forte e ultrapassou o francês para conquistar a sua segunda vitória da temporada. (Vídeo resumo no final). Tadej Pogacar não quis largar a Camisola Rosa, continua na liderança antes do longo contra-relógio de amanhã. TOP 10 Etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1SANCHEZ PelayoMovistar Team04:01:082ALAPHILIPPE JulianSoudal Quick-Step+ 003PLAPP LucasTeam Jayco-AlUla+ 014PICCOLO AndreaEF Education-EasyPost+ 245NARVAEZ JhonnatanINEOS Grenadiers+ 296MEZGEC LukaTeam Jayco-AlUla+ 297HERMANS QuintenAlpecin-Deceuninck+ 298SCHULTZ NickIsrael-Premier Tech+ 299MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 2910LUTSENKO AlexeyAstana Qazaqstan Team+ TOP 10 Classificação Geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1POGACAR TadejUAE Team Emirates23:20:522THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 463MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 474UIJTDEBROEKS CianTeam Visma+555RUBIO EinerMovistar Team+ 566FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team+ 01:077LOPEZ Juan PedroLidl-Trek+ 01:118HIRT JanSoudal Quick-Step+ 01:139LUTSENKO AlexeyAstana Qazaqstan Team+ 01:2610CHAVES EstebanEF Education-EasyPost+ 01:26 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=qFBzkdaq6rE Perfil da Etapa de amanhã (CRI) ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 5 Em mais uma etapa que se previa destinada aos sprinters, a quinta ronda do Giro d'Italia de 2024 ligou Génova a Lucca. Os ciclistas tinham 178 quilómetros para percorrer numa chegada rápida e mais técnica e onde a perseguição à fuga e os comboios se anteviam cruciais. Duas fugas marcaram o dia 1.ª fuga 4 ciclistas adiantaram-se ao pelotão nos quilómetros iniciais. Simon Geshke, Lewis Askey, Mattia Bais e Manuele Tarozzi formaram o quarteto que compôs a primeira fuga do dia de hoje. Estes ciclistas acabaram por ser apanhados muito cedo, ainda a 100 quilómetros para o final. https://twitter.com/giroditalia/status/1788172099263004901 2.ª fuga Depois de alcançada a primeira fuga, o pelotão rodou uns quilómetros tranquilamente até haver novo quarteto ao ataque com Benjamin Thomas, Michael Valgren, Enzo Paleni e Andrea Pietrobon.Os quatro ciclistas aproveitaram o descuido da perseguição e o vento pelas costas e discutiram entre si a vitória nesta etapa com Benjamin Thomas a dar a primeira vitória da época à Cofidis e logo no Giro d'Itália. https://twitter.com/giroditalia/status/1788228634030837922 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 THOMAS Benjamin3:59:592 VALGREN Michael,,3 PIETROBON Andrea,,4 PALENI Enzo0:035 MILAN Jonathan0:116 EWAN Caleb,,7 BAUHAUS Phil,,8 MERLIER Tim,,9 KOOIJ Olav,,10 MIHKELS Madis,, Top 10 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej19:19:152 THOMAS Geraint0:463 MARTÍNEZ Daniel Felipe0:474 UIJTDEBROEKS Cian0:555 RUBIO Einer0:566 FORTUNATO Lorenzo1:077 LÓPEZ Juan Pedro1:118 HIRT Jan1:139 LUTSENKO Alexey1:2610 CHAVES Esteban,, Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Bf15EqR7wrU Perfil da Etapa de amanhã, Etapa 6 ### Eleições na Federação Portuguesa de Ciclismo – Guia essencial Quando são as eleições na Federação Portuguesa de Ciclismo? Quem se candidata? Como decorre o processo eleitoral? Respondemos às dúvidas de filiados e interessados. A UVP-FPC (União Velocipédica Portuguesa/Federação Portuguesa de Ciclismo) completa no final deste ano 125 anos de existência e nessa altura elegerá novo presidente e equipa diretiva. O atual presidente, Delmino Pereira, completou três mandatos e não poderá voltar a candidatar-se. Embora nos últimos mandatos se tenha apresentado uma lista única, neste momento são conhecidas três candidaturas. Cândido Barbosa – ex-ciclista e atualmente organizador de provas Pedro Martins – atual presidente da Associação de ciclismo da Beira Alta Sandro Araújo – vice-presidente da UVP-FPC para o ciclismo para todos e vice-presidente do comité Paralímpico de Portugal Créditos: FPC Respondemos às questões pertinentes Ciclismo e filiados têm um novo cenário no horizonte próximo: escolher entre três candidaturas, algo inédito. A participação dos filiados na vida ativa da AG (Assembleia Geral) da UVP-FPC tem sido reduzida: dos 76 membros da AG a média de participação não ultrapassa os 20. É na AG que se tomam as decisões que marcam o rumo do ciclismo nacional e nela estão representados os vários intervenientes. Os clubes têm a maior fatia dos delegados (50) e as associações de Porto, Beira Litoral e Algarve – as que mais clubes têm – são as mais representadas. Para ajudar os filiados e demais interessados a conhecerem o processo eleitoral, respondemos às questões pertinentes. Marta Carvalho venceu a ronda de Albufeira da Taça de Portugal Feminina.Créditos: FPC Como decorre o processo eleitoral? O processo eleitoral tem duas fases. Na primeira os filiados elegem os seus representantes na AG, denominados “Delegados”. Na segunda, para eleger os Órgãos Sociais da FPC, são os delegados que votam. Quando se realizam as eleições? A eleição dos delegados decorrerá no dia 29 de junho, em mesas distribuídas pelo país. A eleição dos Órgãos Sociais ainda não tem data definida, mas decorrerá antes do final do ano. Neste dia não há provas para que os filiados possam votar. Quem se pode candidatar a delegado? Filiados com licença, por exemplo, dirigentes de clubes, ciclistas, treinadores, comissários e organizadores de provas que não tenham nenhuma das incompatibilidades referidas no Regulamento Eleitoral. Como pode um filiado candidatar-se a delegado? Através do preenchimento de um formulário disponível no site da FPC e envio para comissaoeleitoral@fpciclismo.pt até ao dia 14 de maio. Quem vota para eleger os delegados? Todos os filiados com licença para as categorias que elegem delegados, por voto secreto. Quais as funções de um delegado? Participar nas AG da FPC – duas sessões ordinárias anuais e eventuais extraordinárias, de forma presencial ou online. Na sessão para a eleição dos Órgãos Sociais a participação é obrigatoriamente presencial uma vez que o voto é secreto. Quais as incompatibilidades para exercer a função de delegado? O delegado tem que ser maior de idade e filiado na FPC. Não pode dever qualquer quantia à FPC nem pertencer aos Órgãos Sociais. Também não pode intervir, direta ou indiretamente, em contratos celebrados com a FPC, para além dos que respeitam ao exercício das respetivas funções. Qual a duração do mandato do próximo presidente da UVP-FPC? Tal como em todas as federações nacionais, o presidente da UVP-FPC tem o mandato indexado à duração do ciclo olímpico, isto é, quatro anos (2024-2028). ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 4 Os medalhas de ouro olímpicas na pista Jonathan Milan, Filippo Ganna e também Simone Consonni, partilharam o pódio olímpico representando Itália na perseguição por equipas em Tóquio 2020, e hoje foram eles que agitaram a etapa nos últimos quilómetros da etapa 4 do Giro de Itália entre Acqui Terme e Andora. A fuga foi pouco numerosa e esteve sempre controlada, as equipas dos sprinters tinham aqui a segunda oportunidade e não facilitaram. Alguns quilómetros depois da subida a Capo Mele, com o pelotão a rodar em alta velocidade, Filippo Ganna tentou um ataque surpresa antes das equipas lançarem os seus homens rápidos, a 4 km do final. Ganna conseguiu manter uma pequena vantagem até o topo do Capo Mele, mas foi apanhado a 300 metros da linha de meta. https://twitter.com/INEOSGrenadiers/status/1787859745912553476 O combóio da equipe Lidl-Trek abriu caminho para o sprint final, com tudo bem feito. Consonni, acostumado a trabalhar com Milan, colocou-se na frente e deixou Milan na posição perfeita a cerca de 300 metros da chegada. O poderoso sprinter italiano mostrou a sua forma e não deu qualquer hipótese à concorrência. https://twitter.com/LidlTrek/status/1787863039728914790 Milan comemou a sua vitória na beira do Mar da Ligúria, exatamente um ano após a sua primeira vitória no Giro, em San Salvo. E o líder da Maglia Rosa, Tadej Pogačar? Hoje, pela primeira vez nesta edição do Giro, o esloveno preferiu ficar em segundo plano e deixar que outros brilhassem. Durante o desenrolar da etapa, a notícia do dia foi ainda o abandono de Biniam Girmay, que, devido a duas quedas em poucos quilómetros, teve que abandonar o Giro. https://twitter.com/IntermarcheW/status/1787843536144003105 TOP 10 Etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1MILAN JonathanLidl-Trek04:16:032GROVES KadenAlpecin-Deceuninck+ 003BAUHAUS PhilBahrain Victorious+ 004KOOIJ OlavTeam Visma805MERLIER TimSoudal Quick-Step+ 006BALLERINI DavideAstana Qazaqstan Team+ 007GAVIRIA FernandoMovistar Team+ 008ZANONCELLO EnricoVF Group-Bardiani CSF-Faizanè+ 009MIHKELS MadisIntermarché-Wanty+ 0010LONARDI GiovanniTeam Polti Kometa+ 00 TOP 10 Classificação Geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1POGACAR TadejUAE Team Emirates15:19:052THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 463MARTINEZ DanielBORA-hansgrohe+ 474UIJTDEBROEKS CianTeam VismaLease a Bike5RUBIO EinerMovistar Team+ 566FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team+ 01:077LOPEZ Juan PedroLidl-Trek+ 01:118HIRT JanSoudal Quick-Step+ 01:139LUTSENKO AlexeyAstana Qazaqstan Team+ 01:2610CHAVES EstebanEF Education-EasyPost+ 01:26 Perfil da Etapa de amanhã, Etapa 5 ### Giro d'Itália - Etapa 3 A terceira etapa do Giro d'Itália de 2024 ligou Novara a Fossano numa distância de 166 quilómetros. Depois de dois dias de corrida com mais dificuldades no percurso, chegava a vez dos sprínteres se mostrarem pela primeira vez neste Giro. Desenrolar da etapa A etapa de hoje do Giro d'Itália parecia não ter grande história até ao momento da sua decisão, já que não houve fuga inicial e com uma média nas primeiras horas muito baixa. Um grupo grande de ciclistas conseguiu uma vantagem depois do sprint intermédio, o que animou o dia mas sem resultados práticos. Apesar de um ataque tardio de Tadej Pogačar seguido por Geraint Thomas, o pelotão acabou por chegar compacto aos quilómetros finais onde se decidiu a etapa ao sprint. https://twitter.com/giroditalia/status/1787488308961903040 Decisão ao sprint Depois de Pogačar e Thomas alcançados nos metros finais a etapa decidiu-se num sprint renhido onde Tim Merlier da Soudal-Quickstep foi o mais forte e deu a 14.ª vitória à equipa belga. Jonathan Milan da Lidl-Trek ficou em segundo lugar e Biniam Girmay da Intermarché - Wanty ficou no terceiro posto. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1787504055251534149 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 MERLIER Tim3:54:352 MILAN Jonathan,,3 GIRMAY Biniam,,4 BIERMANS Jenthe,,5 ANDRESEN Tobias Lund,,6 KOOIJ Olav,,7 VERNON Ethan3:108 ANIOŁKOWSKI Stanisław0:009 GAVIRIA Fernando,,10 DAINESE Alberto, Top 10 geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej11:03:022 THOMAS Geraint0:463 MARTÍNEZ Daniel Felipe0:474 RUBIO Einer0:565 UIJTDEBROEKS Cian,,6 FORTUNATO Lorenzo1:077 LÓPEZ Juan Pedro1:118 HIRT Jan1:139 LUTSENKO Alexey1:2610 CHAVES Esteban, Etapa de amanhã Fonte: Site oficial da prova A etapa de amanhã será novamente disputada ao sprint e tem transmissão no Eurosport 1 a partir das 11h da manhã. ### Demi Vollering vence La Vuelta Feminina Demi Vollering, conquistou pela primeira vez La Vuelta Feminina. A ciclista holandesa, da equipa SD Worx, demonstrou a sua superioridade ao vencer também a ultima etapa em Valdesquí. Vollering, que ficou em segundo lugar em 2023, chegou como favorita este ano e não decepcionou. Apesar de não ter vitórias nesta temporada até ao início da Vuelta Feminina, brilhou ao vencer no Fuerte de Rapitán e em Valdesquí. https://www.youtube.com/watch?v=ltU4qW392sI Na etapa final na Serra de Guadarrama, Vollering resistiu sem problemas, apesar dos clássicos desafios de Morcuera e Cotos. Após ataques e fugas iniciais, Vollering mostrou a sua força ao atacar a 6,5 km do final, garantindo não apenas a vitória na etapa, mas também a liderança geral. A holandesa mostrou-se dominante ao longo da corrida, deixando a segunda classificada, Riejanne Markus da equipa Visma, a uma distância de 1 minuto e 14 segundos. Elisa Longo Borghini (Lidl-Trek), completou o pódio, terminando a 2 minutos da vencedora. Com este triunfo, a ciclista dos Países Baixos reforça a sua posição como uma das principais corredoras do pelotão internacional e da história da modalidade. A portuguesa Daniela Campos terminou 74.ª posição da geral , sendo a melhor das corredoras da Eneicat-CM. Um passo mais para a algarvia que em 2023 teve que abandonar por queda a Vuelta. TOP 10 final POSNOMEEQUIPATEMPO01VOLLERING DemiTeam SD Worx-Protime23:30:5502MARKUS RiejanneTeam VismaLease a Bike03LONGO BORGHINI ElisaLidl-Trek+02:0004LABOUS JulietteTeam DSM-Firmenich PostNL+02:5805MUZIC EvitaFDJ-SUEZ+03:1506BAUERNFEIND RicardaCANYON//SRAM Racing+04:3307FISHER-BLACK NiamhTeam SD Worx-Protime+05:1408KASTELIJN YaraFenix-Deceuninck+05:2709ROOIJAKKERS PaulienaFenix-Deceuninck+05:4210CADZOW KimEF Education-Cannondale+06:19 ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 2 160 quilómetros ligaram San Francesco al Campo a Santuario di Oropa na segunda etapa da edição de 2024 do Giro d'Itália. Com a primeira chegada em alto, a dúvida persistia se a fuga ia vencer ou se o pelotão ia controlar a distância, para os favoritos discutirem a etapa. Quinteto de italianos na fuga do dia Foram cinco italianos que formaram a fuga do dia, Fiorelli e Marcellusi da VF Group-Bardiani CSF-Faizane, Piccolo da EF Education-EasyPost, D. Bais da Polti-Kometa e Scaroni da Astana Qazaqstan. O quinteto de ciclistas esteve sempre a uma distância controlada pelo pelotão, que dividia a perseguição entre a INEOS Grenadiers e a UAE Team Emirates. O ultimo resistente da fuga foi Andrea Piccolo (EF-Education First). https://twitter.com/giroditalia/status/1787122421503344758 Discussão da etapa A decisão era aguardada para a subida final, onde todos esperavam um ataque de Tadej Pogacar, e assim aconteceu. Pogacar lançou o seu ataque a cerca de 4 quilómetros do final da etapa. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1787135763940880533 Entre os favoritos ao pódio, Geraint Thomas e Dani Martinez responderam bem, perdendo apenas 45 segundos para Pogacar. No entanto, Ben O'Connor acabou por ser o maior derrotado do dia entre os favoritos, ficando agora a 1 minuto e 24 segundos do líder. TOP 10 Etapa 2 POS.NOMEEQUIPATEMPO1POGAČAR TadejUAE Team Emirates3:54:20, 10"2MARTÍNEZ Daniel FelipeBORA - hansgrohe+0:273THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+0:274FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team5LIPOWITZ FlorianBORA - hansgrohe6STORER MichaelTudor Pro Cycling Team+0:307UIJTDEBROEKS CianTeam Visma128RUBIO EinerMovistar Team9LÓPEZ Juan PedroLidl - Trek+0:3510HIRT JanSoudal Quick-Step+0:37 Top 10 Classificação Geral após Etapa 2 POS.NOMEEQUIPATEMPO1POGAČAR TadejUAE Team Emirates7:08:29, 14"2THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+0:453MARTÍNEZ Daniel FelipeBORA - hansgrohe+0:454UIJTDEBROEKS CianTeam VismaLease a Bike5RUBIO EinerMovistar Team6FORTUNATO LorenzoAstana Qazaqstan Team+1:057LÓPEZ Juan PedroLidl - Trek+1:098HIRT JanSoudal Quick-Step+1:119CHAVES EstebanEF Education - EasyPost+1:2410LUTSENKO AlexeyAstana Qazaqstan Team ### Giro d'Itália 2024 - Etapa 1 A primeira etapa do Giro d'Itália de 2024 ligou Venaria Reale a Torino, numa distância de 140 quilómetros. Diferente do que é habitual a abrir Grandes Voltas, esta etapa trouxe consigo algumas dificuldades com 3 contagens de montanha de quarta, terceira e segunda categoria. Fuga do dia Na frente da corrida, destacaram-se seis corredores, que integraram a primeira fuga desta edição do Giro d'Itália. Foram eles Amanuel Ghebreigzabhier (Lidl-Trek), Lilian Calmejane (Intermarché - Wanty), Louis Barré (Arkéa B&B Hotels), Nicolas Debeaumarché (Cofidis), Filippo Fiorelli (VF Group - Bardiani CSF - Faizanè) e Andrea Pietrobon (Polti Kometa). O pelotão, comandado pela UAE Team Emirates nunca deixou a distância subir muito acima dos 3 minutos, e foi apanhando os fugitivos enquanto se aproximavam da última subida do dia. O último fugitivo, Lilian Calmejane foi apanhado por um grupo de contra-atacantes a 10 quilómetros do fim. https://twitter.com/giroditalia/status/1786755613172609530 Trio discute a etapa A última subida, não categorizada, selecionou ainda mais o pelotão e só Jhonatan Narváez e Max Schachmann conseguiram seguir Tadej Pogačar. No sprint final, foi o campeão equatoriano da INEOS Grenadiers o mais forte no sprint, relegando Schachmann para segundo e Pogačar para terceiro. https://twitter.com/giroditalia/status/1786780686491304283 Narváez é assim o primeiro líder do Giro d'Itália de 2024. Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaTempo1 NARVÁEZ Jhonatan3:14:232 SCHACHMANN Maximilian,,3 POGAČAR Tadej,,4 BAUDIN Alex0:065 CONCI Nicola0:106 HERMANS Quinten,,7 VANSEVENANT Mauri,,8 TIBERI Antonio,,9 VALTER Attila,,10 THOMAS Geraint,, Etapa de amanhã Fonte: Site oficial da prova A etapa de amanhã é a primeira chegada em alto e terá transmissão no Eurosport 1 a partir das 11h30 da manhã. ### Parabéns Pogacar, agora falta ganhar! Tadej Pogacar é o campeão anunciado, mas terá o bloco mais forte? Gonçalo Moreira analisa quais são as ameaças à UAE-Emirates no Giro de Itália. "Três semanas de um domínio claro da UAE-Emirates e Tadej Pogacar de maglia rosa do primeiro ao último dia." Podia ser a abertura da peça de análise ao Giro de Itália de 2024, mas é escrita com 23 dias de antecedência. Reflete a sensação de qualquer espectador que tenha visto os primeiros meses da temporada. A superioridade de Pogacar tem sido tão grande que todos o veem campeão do Giro de Itália sem ter dado uma pedalada. O desafio para o esloveno e para a UAE-Emirates é mesmo esse: ganhar na estrada depois de ter sido proclamado vencedor sem ter dado uma pedalada. Rui Oliveira em ação na Figueira Champions Classic.Créditos: Marco Miguel Bloco com Rui Oliveira A UAE-Emirates rodeou Pogacar de um grupo sólido, que não é o mais forte da corrida. Mikkel Bjerg, Felix Grosschartner e Domen Novak são os soldados. Rafal Majka é o coronel. Todos ao serviço do major Pogacar. Teoricamente não são os melhores gregários da prova – a Ineos com Filippo Ganna, Tobias Foss e Thymen Arensman parece-me mais forte no apoio a Geraint Thomas. Vale mais a teoria ou a prática? Os Ineos falharam no Tour dos Alpes com este bloco e Arensman perdeu opções de geral na Romandia na primeiro etapa de montanha. Voltemos à UAE-Emirates. O bloco tem Rui Oliveira no apoio a Sebastián Molano e uma etapa ganha já será um êxito para a dupla. Basta reproduzirem o fizeram na passada Vuelta e tudo correrá bem. Para Rui Oliveira será a quinta presença numa grande Volta. Créditos: LucaBettini/LaPresse De onde vem o perigo para Pogacar? É a pergunta que se impõe à partida para o Giro de Itália: de onde vem o perigo para Pogacar? O bloco que mais gostei de ver correr foi o da Decathlon-Ag2r. No Tour dos Alpes deram um show com Ben O’Connor bem ladeado pelos irmãos Paret Peintre. Valentin vai ser o braço direito do australiano. Com a pontinha de sorte – que lhe tem faltado – O’Connor é o principal rival de Pogacar. Martinez bateu Evenepoel este ano no Alto da Fóia.Créditos: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Que comece o espetáculo! A BORA-Hansgrohe chega forte e Dani Martinez terá vontade de provar que a Ineos cometeu um erro ao deixá-lo sair. Traz a revelação da Romandia, Florian Lipowitz, e Max Schachmann que no País Basco andou muito. A Visma tem o promissor Cian Uijtdebroeks que vai beneficiar dos dois contrarrelógios. O belga aspira ao top 10, mas sem os lesionados Wout Van Aert e Wilco Kelderman não lhe podem pedir mais. Fecho com a Bahrain do experiente Damiano Caruso que acolheu o irreverente Antonio Tiberi. Não entendo porque prescindiram de Wout Poels, com ele eram candidatos ao título. Que comece o espetáculo! ### Bora-Hansgrohe passa a Red Bull-Bora-Hansgrohe Foi anunciada a oficialização do acordo entre a Bora-Hansgrohe e a Red Bull, pelo chefe da equipa alemã Ralph Denk. A equipa de ciclismo registada na Alemanha e o gigante austríaco de bebidas energéticas Red Bull, associaram-se oficialmente em janeiro e está agora confirmado o acordo, com a equipa de ciclismo a receber uma nova denominação já a partir do início da Volta à França deste ano. Red Bull-Bora-Hansgrohe Créditos: Sprint Cycling Agency Para além do novo nome, a equipa vai ter também uma nova imagem e um novo equipamento que está ainda por anunciar.  A notícia de quinta-feira chega cerca de quatro meses depois de a Red Bull ter feito a sua proposta inicial para investir na equipa. Este movimento foi seguido por um período de revisão pelas autoridades austríacas e uma série de procedimentos legais, tendo tido luz verde. https://twitter.com/BORAhansgrohe/status/1786075856550412737 Com a chegada da Red Bull à Bora-Hansgrohe, a equipa terá agora um aumento significativo no orçamento para fortalecer as suas fileiras com contratações e renovações de contratos.  Se a filosofia dos investimentos desportivos da Red Bull continuar a mesma, como aconteceu por exemplo no futebol com o Red Bull Salzburgo ou o RB Leipzig, a equipa não deverá contratar grandes nomes do ciclismo, já que têm optado pela aposta em jovens talentos.  Esta filosofia parece confirmada já que está prevista também a criação de uma equipa sub-23, juntando-se à já existente equipa de formação, a Red Bull Junior Brothers. Com esta entrada da Red Bull diretamente no ciclismo, prevê-se a criação de mais uma super-equipa com orçamentos para competir com a INEOS Grenadiers, Visma-Lease a Bike e a UAE Team Emirates. Créditos: Sprint Cycling Agency ### Giro d'Itália 2024 - Guia com as etapas, equipas e antevisão Arranca no próximo sábado (4 de abril), a primeira Grande Volta da temporada de 2024 do pelotão masculino. A edição 107 do Giro d'Itália vai correr-se ao longo de 3400 quilómetros e 44650 metros de acumulado. Como sempre, está garantido o espetáculo na busca de um dos troféus mais bonitos de todo o desporto. Créditos: LaPresse Emoção de 4 a 26 de maio Num próximo mês de maio repleto de ciclismo, o Giro d'Itália traz-nos 21 etapas onde 176 dos melhores ciclistas do mundo vão estar à partida em Venaria Reale, local da Grande Partenza. A começar em Turim, o percurso deste ano percorre o oeste e o centro de Itália até Pompeia, subindo depois pela costa leste até às Dolomitas, A corrida parte depois em direção a Bassano del Grappa, antes de regressar a Roma para o último dia. Créditos: LaPresse Lista de etapas do Giro d'Itália de 2024: Sábado, 4 de maio: etapa 1 – Venaria Reale – Turim, 140km Domingo, 5 de maio: etapa 2 – San Francescoi al Campo – Santuario di Oropa (Biella), 161km Segunda-feira, 6 de maio: etapa 3 – Novara - Fossano, 166km Terça-feira, 7 de maio: etapa 4 – Acqui Terme – Andorra, 190km Quarta-feira, 8 de maio: etapa 5 – Génova - Lucca, 178km Quinta-feira, 9 de maio: etapa 6 – Torre del Lago Puccini (Viareggio) – Rapolano Terme, 180km Sexta-feira, 10 de maio: etapa 7 – Foligno – Perugia, contrarrelógio individual, 40,6km Sábado, 11 de maio: etapa 8 – Spoleto – Prati di Tivo, 152km Domingo, 12 de maio: etapa 9 – Avezzano – Nápoles, 214km Segunda-feira, 13 de maio: dia de descanso Terça-feira, 14 de maio: etapa 10 – Pompeia – Cusano Mutri (Bocca della Selva), 142km Quarta-feira, 15 de maio: etapa 11 – Foiano di Val Fortore – Francavilla al Mare, 207km Quinta-feira, 16 de maio: etapa 12 – Martinsicuro – Fano, 193km Sexta-feira, 17 de maio: etapa 13 – Riccione – Centro, 179km Sábado, 18 de maio: etapa 14 – Castiglione delle Stiviere – Desenzano del Garda, contrarrelógio individual, 31,2km Domingo, 19 de maio: etapa 15 – Manerba del Garda – Livigno (Mottolino), 222km Segunda-feira, 20 de maio: dia de descanso Terça-feira, 21 de maio: etapa 16 - Livigno – Santa Cristina Valgardena/ St. Christina in Gröden (Monte Pana), 202km Quarta-feira, 22 de maio: etapa 17 – Selva di Val Gardena/ Wolkenstein in Gröden – Passo del Brocon, 159km Quinta-feira, 23 de maio: etapa 18 – Fiera di Primiero – Padova, 178km Sexta-feira, 24 de maio: etapa 19 – Montegliano – Sappada, 157km Sábado, 25 de maio: etapa 20 – Alpago – Bassano del Grappa, 184km Domingo, 26 de maio: etapa 21 – Roma – Roma, 125km Créditos: Site oficial da prova Transmissão Todas as etapas serão transmitidas nos canais Eurosport. Favoritos O maior favorito e que se destaca de todos os restantes é Tadej Pogačar. O duas vezes vencedor da Volta a França é o esmagador favorito para La Corsa Rosa, já que a maioria dos ciclistas que normalmente o desafiam nas Grandes Voltas ou em provas de um dia, não estão à partida. Para além disso, o percurso de 2024 do Giro adapta-se como uma luva a Pogačar, com várias chegadas em alto, uma etapa ao estilo da Strade Bianche (etapa 6) e dois contrarrelógios. Depois de ter terminado em segundo lugar no Giro do ano passado, Geraint Thomas tem de ser considerado um dos principais concorrentes de Pogačar. O ciclista da INEOS Grenadiers foi muito competitivo no Giro do ano passado, perdendo apenas para Roglič no dramático contrarrelógio final no Monte Lussari. Créditos: Ineos Grenadiers Apesar de ainda não se ter mostrado muito na presente temporada, o ciclista de 37 anos tem um historial de surpreender as pessoas e de saber exatamente quando atingir o seu pico de forma. Depois do segundo lugar na Liège-Bastogne-Liège deste ano, Romain Bardet apresenta-se na prova italiana em excelente condição física, depois de ter dito que estava na melhor forma da sua vida, o ciclista da DSM-Firmenich PostNL é também um excelente trepador e um dos ciclistas mais experientes do pelotão. Ben O´Connor é também ele um dos favoritos aos lugares cimeiros do Giro de 2024. Numa nova Decathlon AG2R La Mondiale, a temporada de O'Connor tem sido também de mudança e com excelentes resultados no UAE Tour, Tirreno Adriático e Tour dos Alpes. O ciclista australiano é um dos nomes a ter em conta. Depois da polémica transferência da Bora Hansgrohe para a Visma Lease a Bike, Cian Uijtdebroeks tem no Giro d'Italia a primeira grande oportunidade de mostrar todo o seu potencial. O jovem ciclista belga esteve no apoio a Jonas Vingegaard na vitória no Gran Camiño e foi sétimo no Tirreno-Adriático há algumas semanas, antes do problema de estômago que o afastou da Volta à Catalunha. Créditos: Kike Abelleira Dani Martínez é o grande trunfo da Bora Hansgrohe para a primeira Grande Volta da temporada. Com Roglič e Hindley focados no Tour, o ciclista colombiano, tem aqui uma das maiores oportunidades da carreira para fazer um grande resultado. Dani Martínez vai liderar a Bora Hansgrohe Outros ciclistas a seguir para a luta pelo TOP10 são Luke Plapp, Eddie Dunbar, Antonio Tiberi, Wout Poels, Damiano Caruso, Hugh Carthy e Nairo Quintana são ciclistas que sobem bem, e com uma startlist que faz um top 10 tão em aberto, estes corredores têm no Giro deste ano uma excelente oportunidade para se mostrarem. Portugueses na corrida Na corrida de 2024 deste Giro d'Itália, Portugal vai ter apenas um ciclista em prova. Rui Oliveira vai estar no apoio a Pogačar e Molano pela UAE Team Emirates mas quem sabe, com as circunstâncias certas, poderá ter oportunidade de lutar por alguma etapa. Lista provisória das equipas: INEOS Grenadiers (WT): Geraint Thomas Thymen Arensman Tobias Foss Filippo Ganna Jhonatan Narváez Magnus Sheffield Ben Swift Connor Swift Alpecin - Deceuninck (WT): Kaden Groves Tobias Bayer Nicola Conci Quinten Hermans Jimmy Janssens Timo Kielich Edward Planckaert Fabio Van Den Bossche Arkéa - B&B Hotels (WT): Jenthe Biermans Louis Barré Ewen Costiou David Dekker Donavan Grondin Michel Ries Alan Riou Alessandro Verre Astana Qazaqstan Team (WT): Simone Velasco Davide Ballerini Alexey Lutsenko Lorenzo Fortunato Max Kanter Henok Mulubrhan Vadim Pronskiy Christian Scaroni BORA - hansgrohe (WT): Daniel Felipe Martínez Giovanni Aleotti Jonas Koch Florian Lipowitz Ryan Mullen Maximilian Schachmann Danny Van Poppel Patrick Gamper Cofidis (WT): Stefano Oldani Stanisław Aniołkowski Nicolas Debeaumarché Thomas Champion Rubén Fernández Simon Geschke Benjamin Thomas Harrison Wood Decathlon AG2R La Mondiale Team (WT): Ben O'Connor Alex Baudin Aurélien Paret-Peintre Valentin Paret-Peintre Damien Touzé Bastien Tronchon Andrea Vendrame Larry Warbasse EF Education - EasyPost (WT): Andrea Piccolo Jefferson Alexander Cepeda Stefan De Bod Michael Valgren Simon Carr Esteban Chaves Mikkel Frølich Honoré Georg Steinhauser Groupama - FDJ (WT): Laurence Pithie Lewis Askey Cyril Barthe Clément Davy Lorenzo Germani Olivier Le Gac Fabian Lienhard Enzo Paleni Intermarché - Wanty (WT): Biniam Girmay Lilian Calmejane Kevin Colleoni Madis Mihkels Dries De Pooter Adrien Petit Dion Smith Roel Van Sintmaartensdijk Israel - Premier Tech (PR): Michael Woods Simon Clarke Marco Frigo Hugo Hofstetter Riley Pickrell Nadav Raisberg Nick Schultz Ethan Vernon Lidl - Trek (WT): Jonathan Milan Andrea Bagioli Simone Consonni Amanuel Ghebreigzabhi Daan Hoole Juan Pedro López Jasper Stuyven Edward Theuns Movistar Team (WT): Nairo Quintana Albert Torres Will Barta Davide Cimolai Fernando Gaviria Lorenzo Milesi Einer Rubio Pelayo Sánchez Soudal Quick-Step (WT): Julian Alaphilippe Josef Černý Jan Hirt Luke Lamperti Tim Merlier Pieter Serry Bert Van Lerberghe Mauri Vansevenant Team DSM-Firmenich PostNL (WT): Romain Bardet Tobias Lund Andresen Chris Hamilton Fabio Jakobsen Bram Welten Gijs Leemreize Julius Van Den Berg Kevin Vermaerke Team Jayco AlUla (WT): Alessandro De Marchi Eddie Dunbar Caleb Ewan Michael Hepburn Luka Mezgec Luke Plapp Max Walscheid Filippo Zana Team Polti Kometa (PR): Matteo Fabbro Davide Bais Mattia Bais Giovanni Lonardi Mirco Maestri Andrea Pietrobon Davide Piganzoli Francisco Muñoz Team Visma | Lease a Bike (WT): Christophe Laporte Edoardo Affini Tim Van Dijke Robert Gesink Olav Kooij Jan Tratnik Cian Uijtdebroeks Attila Valter Tudor Pro Cycling Team (PR): Matteo Trentin Alberto Dainese Robin Froidevaux Alexander Kamp Alexander Krieger Marius Mayrhofer Michael Storer Florian Stork UAE Team Emirates (WT): Tadej Pogačar Rui Oliveira Mikkel Bjerg Felix Großschartner Vegard Stake Laengen Rafał Majka Juan Sebastián Molano Domen Novak VF Group - Bardiani CSF - Faizanè (PR): Domenico Pozzovivo Luca Covili Filippo Fiorelli Martin Marcellusi Manuele Tarozzi Giulio Pellizzari Alessandro Tonelli Enrico Zanoncello Bahrain - Victorious (WT): Antonio Tiberi Rainer Keplinger Phil Bauhaus Damiano Caruso Andrea Pasqualon Edoardo Zambanini Jasha Sütterlin Torstein Træen ### Óbidos e os talentos a seguir na Ronde de l’Isard Portugueses testam-se nos Pireneus contra os melhores sub-23 do mundo em subidas lendárias do Tour de France. A 46ª Ronde de l’Isard marca o regresso da prova disputada na Occitânia, no sul de França junto à fronteira com a Espanha. É um barómetro do talento sub-23 que ao longo de cinco dias servirá de teste à evolução da Óbidos Cycling Team. O projeto, coordenado por Micael Isidoro, está no segundo ano e reúne jovens talentos. A prioridade é desenvolver atletas sub-23 e levá-los aos maiores palcos. Diogo Pinto, Mark Kryuchkov, João Silva (vencedor Taça de Portugal de Esperanças), Pau Rodríguez Vidal e Sérgio Saleiro representam a equipa do Oeste na prova francesa. "A mentalidade que vamos trazer para a corrida será de aproveitar e procurar oportunidades dentro das características dos nossos corredores. Penso que vamos entrar num bom momento de forma, esperemos estar bem." Micael Isidoro ao TopCycling. Etapa rainha da Ronde de l'Isard é um festival nos Pireneus.Merckx, Ocaña, Contador e Froome venceram em Bagnères-de-Luchon. Subidas de nível Tour de France A Ronde de l’Isard é um cenário de luxo onde a Visma Lease a Bike tem dominado. Os neerlandeses venceram em 2022 com Johannes Staune-Mittet e em 2021 com Gijs Leemreize. Este ano há etapas duríssimas: a 2ª inclui subidas a Hourquette d’Ancizan, Val Louron e Peyresourde com meta em Bagnères-de-Luchon; na 3ª passam Portet-d’Aspet; a 4ª finaliza em Plateau de Beille. Um menu de luxo nos Pireneus em subidas de nível Tour de France. Recordemos alguns casos de sucesso recentes: Lenny Martinez (Groupama-FDJ) ganhou duas etapas e foi rei dos trepadores em 2022. Ben Healy mostrou com a Trinity Racing que solos é com ele ao chegar isolado a Saint-Girons em 2020. A sensação da Flèche Wallone, Stevie Williams, ganhou em 2018 batendo Aurélien Paret-Peintre, vencedor de etapa no Tour dos Alpes e no Giro do ano passado. João Silva venceu a Taça Nacional de Esperanças.Créditos: FPC Óbidos Cycling Team subiu o nível Desde a Volta ao Alentejo que a Óbidos Cycling Team subiu o nível. Foram três dias em fuga e Diogo Pinto e Mark Kryuchkov quase fechavam em grande tendo sido apanhados com a meta à vista em Évora. Na clássica Aldeias do Xisto Diogo Pinto foi 2º na juventude. Após a prova a equipa fez trabalho específico para a Taça Nacional de Esperanças vencendo a competição com João Silva. “Conseguimos fazer pequeno bloco de altitude, mais para adaptação às subidas longas com alguns ciclistas. Os que competiram mais tiveram os microciclos semanais ajustados para que poderem inserir qualidade no treino e competirem a um nível elevado, fazendo com que as recuperações fossem cuidadas e ajustadas caso necessário.” Pablo Carrascosa é o líder da Finisher, satélite da Kern Pharma, na Ronde de l'Isard.Créditos: Finisher Talentos a seguir na Ronde de l’Isard É sempre aleatório falar de jovens talentos. Na corrida francesa faltam os franceses: tirando a Total Energie, as demais estruturas profissionais da casa não participam. Também falta o sub-23 mais em forma da época: o britânico Joe Blackmore (Israel) ganhou a Liège e provas por etapas onde correu contra elites (Ruanda, Taiwan e Circuito das Ardenas – nesta última bateu Mathias Bregnhoj da Sabgal-Anicolor). O favoritismo recai sobre a Visma Lease a Bike de Tijmen Graat e Jorgen Nordhagen. São casos sérios de talento, mas o norueguês tem reúne algumas curiosidades que vale a pena partilhar. Como bom norueguês começou no biatlo e no esqui de fundo. Formou-se no clube de Lillehammer como Staune-Mittet e Tobias Foss; em juniores ganhou a Corrida da Paz e a Eroica – eventos da Taça das Nações – e este ano fez pódio na Liège, 9º no Palio del Recioto e 14º no Giro del Belvedere. Jarno Widar é o promissor líder da Lotto-Dstny na Ronde de l'isard.Créditos: Facepeeters México tem duas equipas A Lotto-Dstny fez a dobradinha na edição de 2020 com Xandres Vervloesem e Henri Vandenabeele – que quatro anos depois estagnaram. Este ano trazem dois sub-23 de primeiro ano: Milan Donie veio academia da Ag2r e Jarno Widar do CC Chevigny que é satélite da equipa. Widar passou a sub-23 com 14 vitórias em 2023 e dos dois parece ter melhores condições. Juntos fazem um tandem ao estilo Evenepoel/Van Wilder. De Espanha uma nota para Pablo Carrascosa, vencedor de etapa na Volta à Extremadura. Será ele a liderar a Finisher, satélite da Kern Pharma, que em internamente lidera a Taça de Espanha com Haimar Etxeberria Vai ser giro observar os miúdos da Trinity e da CTF Victorious (na satélite da Bahrain olho em Max van der Meulen). O México tem duas equipas – Petrolike e A.R. Monex – e Jose Ramon Muniz terá que mostrar porque foi o melhor jovem da Volta à Colômbia no meio dos WorldTour. ### NOVA Cervélo Áspero - Mais preparada e versátil A Cervélo não criou a primeira bicicleta de Gravel, no entanto, a marcar afirma ter criado a mais rápida. Em 2019 nasceu a primeira Áspero feita para gravel ao estilo da Cervélo, sendo fiel ao aspeto e rapidez de uma bicicleta de estrada, adaptada à utilização em vários terrenos. O que tem de novo O novo modelo mantém as características originais com a integração de um Trail Mixer na forqueta para o ajuste da geometria de condução de cada um, compatibilidade com espigões telescópicos, opção para montagem de uma bolsa no tubo superior sem a utilização de fitas, espaço para 3 suportes de bidon e protetor incorporado do tubo inferior do quadro. A Evolução O objetivo da Cervélo foi claro: Continuar a apoiar os ciclistas de todo o mundo com uma bicicleta de Gravel rápida concebida para o efeito.Para conseguir chegar ao resultado, tomaram como base o modelo existente da Áspero melhorando apenas os pontos essenciais de forma a torná-la mais moderna, continuando a ser suficientemente resistente para os terrenos irregulares e desafiantes dos atuais caminhos de gravel. Os detalhes importam, os técnicos ainda mais BB’S T47-A O quadro Áspero anterior utilizava o movimento pedaleiro BB Right, sofrendo agora a atualização para os BB’s T47-A que trazem várias vantagens tanto a nível de funcionalidade, como de fiabilidade e performance. BB’s com rosca assimétrica; Mais facilidade de manutenção e reparação; Os BB’s sobredimensionados têm mais superfície, o que aumentaa rigidez estrutural; A marca acredita que transforma os watts em Km/h; Aumenta a estabilidade através do reforço em casos de cargaelevada, como ao curvar; Sem incompatibilidades com potenciómetros do lado do prato. Dropouts com “Trail Mixer” O deslocamento do eixo de aproximadamente 5mm, sem alterar o ângulo do tubo de direção ou a altura dos BB’s, permite que na posição avançada a condução seja mais reativa enquanto na posição recuada a condução seja mais estável. Além da alteração da sensibilidade da condução, este trail mixer tem como função a compensação do Trail com a utilização de rodas 700c ou 650b. Mais folga de pneu As novas escoras oferecem uma generosa folga de 7,4mm. em pneus 700 x 42 mm, não interferindo com o rodar do pneu ao acumular lama. Esta alteração permite ainda a utilização de pneus com 48 mm com rodas 650b. Geometria Gama e preços Para saber mais detalhes e disponibilidade, consulta o site da marca em Portugal AQUI . ### Trek lança seis novos pneus para montanha e gravel A Trek e a marca Bontrager apresentaram uma nova coleção de pneus de montanha e gravel, composta por quatro opções para ciclistas de cross-country e trail e duas opções para gravel. Seis novos pneus Os seis novos pneus foram redesenhados e têm novos compostos patenteados, proteção contra furos e padrões de piso. Cada pneu tem o nome de um destino de ciclismo icónico para o qual foram concebidos: Girona, Betasso, Vallnord, Sainte-Anne, Montrose e Gunnison. Para demonstrar a sua performance, a Trek testou os novos pneus comparando-os com as opções existentes da Bontrager e de outras marcas com produtos na indústria. Construções redesenhadas Sob a superfície de cada pneu encontram-se diferentes construções que foram redesenhadas para proporcionar mais durabilidade: XR, XT, GR e GX. Para o trilho, o XR oferece uma construção de cross-country para velocidade e com proteção contra furos na parede lateral, enquanto o XT oferece uma construção para trilhos mais exigentes com proteção anti-furos de talão a talão e ápex. Os ciclistas que procuram novos pneus para gravel podem escolher entre a construção robusta GX, com proteção contra furos por baixo da banda central de rodagem, e a construção GR para andar mais rápido nas estradas e trilhos de gravel. Ambas têm proteção anti-furos de talão a talão, e, segundo a marca, proporcionam uma melhoria de 350% na proteção contra furos no piso (Betasso RSL GX vs GR2). Novos compostos Na nova coleção existem três novos compostos para montanha e um novo para gravel. Para montanha existem três novas opções: um composto duplo de cross-country, com um piso central mais firme e para rolar rápido e com tacos laterais mais macios; um composto duplo de trail com um piso central de dureza média e tacos laterais macios; e um composto triplo de trail com um piso central de dureza média, tacos laterais macios e uma base que oferece mais suporte. Para gravel a Trek apresenta um novo composto duplo com um piso central mais firme e rápido, com tacos laterais de dureza média. Estes novos compostos, segundo diz a marca, proporcionam até 10% mais velocidade e até 39% mais tração do que a coleção anterior dos pneus que substituem. Novos nomes Os novos pneus para cross-country inclui o Vallnord, um pneu leve concebido para as condições de terreno duro destes trilhos em Andorra, e o Sainte-Anne, um pneu versátil para maior tração e velocidade em condições mistas de rocha, raízes e piso molhado, condições típicas da prova da Taça do Mundo no Quebec. Para os ciclistas de trail, o Montrose é um pneu que combina velocidade, tração e durabilidade, sendo, segundo informa a Trek, ideal para terrenos geralmente duros como os encontrados nos arredores do Black Canyon no Colorado. O Gunnison oferece durabilidade e velocidade próprias para as montanhas do Colorado. O Girona e o Betasso são as duas novas opções de pneus para gravel. O Girona, nomeado em homenagem à cidade catalã, proporciona velocidade total com o pneu de gravel mais rápido e leve da Trek. Para as condições mais difíceis, como as do deserto acidentado do Colorado, o Betasso proporciona maior tração em caminhos e estradas mais exigentes e singletracks moderados. Segundo informa a Trek, os novos pneus foram colocados à prova, com testes comparativos entre os anteriores pneus Bontrager e os principais concorrentes da sua respectiva classe. Os resultados mostraram que os novos pneus têm um melhor desempenho em quase todos os cenários de teste. Os novos pneus Bontrager estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### Taça de Portugal de XCO - Lousada No passado fim de semana, decorreu a terceira prova pontuável da Taça de Portugal de XCO (cross-country olímpico) em Lousada, onde Roberto Ferreira e Ana Santos, ambos da Guilhabreu MTB Team, conquistaram os primeiros lugares nas categorias de elite. Categoria Elite Masculina Roberto Ferreira dominou a competição masculina ao completar as nove voltas do percurso em 1h28m37s, deixando Mário Costa, segundo classificado, a uma diferença de apenas 1m2s. Diogo Neves, também da equipa Guilhabreu MTB Team, alcançou o terceiro lugar e foi o melhor sub-23, terminando a prova 1m50s atrás do vencedor. TOP 10 Pos.NomeTempo1FERREIRA Roberto1:28:372COSTA Mário1:29:403NEVES Diogo1:30:264DEBORD Romain1:30:505SINQUIN Emile1:31:276LOPEZ ALVAREZ Saul1:31:447ROSSEL Jules1:31:558BILBAO PEREZ Igor1:33:009CORMIER Jules1:33:0910BARROS Guilherme1:33:31 Categoria Elite Feminina Na categoria feminina, Ana Santos brilhou ao percorrer as sete voltas em 1h24m24s, garantindo assim a vitória. Joana Monteiro conquistou o segundo lugar, ficando a 1m31s da vencedora, enquanto Lara Lois (RG Bikes Scott Team) completou o pódio, terminando a prova dois minutos depois da líder. Créditos: federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 Pos.Nometempo1SANTOS Ana1:24:232MONTEIRO Joana1:25:543LOIS GARCIA Lara1:26:244MÕTTUS Mari-Liis1:30:025GOMES Leandra1:36:426SOUSA Beatriz1:38:587SIMÃO Laura-1 volta8LOPES Catarina-2 voltas9VIAIS Mariana-3 voltas10CASIMIRO Sara-4 voltas A próxima etapa da Taça de Portugal de XCO está marcada para o Fundão, no dia 9 de junho. ### Race Nature Serra da Estrela - Mostramos como foi Fui participar no Race Nature Serra da Estrela, uma prova de BTT por etapas que desafia os ciclistas a explorar a majestosa Serra da Estrela. Esta prova incentiva a prática do BTT na ótica do lazer e de viver a natureza, mas existe uma classificação e quem quer andar rápido e competir, pode faze-lo. O evento combina assim a adrenalina do ciclismo de montanha com a beleza natural da região, proporcionando aos participantes uma experiência inesquecível. Nesta zona do país os percursos são desafiadores, há trilhos técnicos e paisagens deslumbrantes, o Race Nature oferece uma verdadeira aventura aos amantes do BTT, onde a superação pessoal e a camaradagem estão sempre presentes. A prova foi composta por um prólogo de 15 km's. nos arredores de Seia, na qual os atletas efectuavam o percurso em estilo contrarrelógio, seguindo-se depois três etapas na vertente de Cross-Country Maratona (XCM). Créditos: Eduardo Campos - Cabreira Solutions Não obstante a organização se ter visto obrigada a neutralizar a Etapa 2 ao quilómetro 20 pelas más condições meteorológicas ( chuva e neve ), quem se deslocou a Seia para o Race Nature Serra da Estrela saiu de lá com "a barriga cheia" de BTT e com um sorriso nos lábios. Havia possibilidade de participar a Solo ou em Dupla (equipa de dois elementos), participei em Dupla com o Renato Flórido, um grande nome do BTT Nacional. Créditos: Eduardo Campos - Cabreira Solutions No vídeo seguinte mostro a experiência vivida no Prólogo, Etapas 1 e 2, nos próximos dias será publicado no canal Youtube TopCycling PT e nas redes sociais TopCycling.pt o vídeo com a experiência vivida na etapa 3, fica a atento. Vídeos Prólogo e Etapa 1 https://youtu.be/yEbiiCvepIk?si=VnL9A0FSevDZ6ewE Etapa 2 https://youtu.be/ZhyaQewyPHs?si=-Z_8CEMXrguYPN6f ### António Morgado volta a vencer - Segunda vitória em uma semana António Morgado conquistou a segunda etapa da Volta às Astúrias neste sábado, superando um pelotão de cinquenta corredores ao sprint, após percorrer 200 quilómetros sob chuva intensa em Ribadesella. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1784276470396821948 Com esta vitória, o jovem português de 20 anos, UAE Team Emirates, alcançou o segundo triunfo em menos de uma semana, após vencer a Volta a Romagna no último domingo. Morgado impôs-se por escassos centímetros ao espanhol Albert Torres (Movistar) e ao companheiro de equipa mexicano Isaac Del Toro, que manteve a liderança da classificação geral. Para saber mais sobre António Morgado, confere a nossa entrevista exclusiva com o ciclista realizada este ano. https://youtu.be/LT_mmNe5E6E?si=LcIW_THLbQedk2we O compatriota de Morgado, Afonso Eulálio, de 22 anos (ABTF-Feirense), manteve-se em destaque ao integrar o grupo principal, terminando com o mesmo tempo do vencedor. Eulálio desceu para a quinta posição na classificação geral, a 1.18 minutos do líder Isaac Del Toro. Por sua vez, Morgado ocupa o 21.º lugar, a 3.55 minutos do líder, depois de perder tempo na primeira etapa. Créditos: Inês Calvo Vê AQUI a nossa entrevista com Afonso Eulálio. Destaque ainda para o dinamarquês Mathias Bregnhoj, da equipa Sabgal-Anicolor, que está no 20.º lugar, a 3.27 minutos do líder da prova. ### La Vuelta Feminina 2024 - Os pormenores da corrida e as transmissões A 10ª edição de La Vuelta feminina by Carrefour.es e este ano irá acontecer de 28 de Abril a 5 de Maio, prometendo ser ainda mais duro e emocionante, com um total de 8 etapas e 867.5 quilómetros, esta edição apresenta o percurso mais longo da história da corrida espanhola. O pelotão inicia a prova em Valência com um contrarrelógio por equipas e só termina a 5 de Maio em Valdesquí, na Comunidade de Madrid. Pelo meio vai enfrenta algumas tiradas de média e de alta montanha que atravessam oito províncias espanholas. Pontos chave do percurso Destacam-se pela sua dureza a 6.ª etapa, no dia 3 de Maio, com final em alto em Laguna Negra – Vinuesa e a 8.ª, no dia 5 de Maio, com final em alto na estância de Valdesquí. https://twitter.com/Gol/status/1784135645528736204 As Participantes de 2024 Entre as equipas participantes em La Vuelta Feminina by Carrefour encontram-se 12 equipas do World Tour. A grande ausente é a tricampeã em título, a neerlandesa Annemiek van Vleuten, que se retirou no inverno devido a uma lesão. Demi Vollering, Katarzyna Niewiadoma, Elisa Longo Borghini, Juliette, Labous Charlotte Kool, Grace Brown, Ashleigh Moolman, Gaia Realini, Olivia Baril, Évita Muzic ou Liane Lippert são as principais estrelas desta edição e favoritas à conquista da camisola “roja”. Créditos: A.S.O Billy Ceusters Quem será coroada “Rainha” na 10.a edição de La Vuelta feminina? A resposta pode ser vista diariamente nas transmissões do Eurosport entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Data, horário e transmissão em directo na Eurosport: 28 de abril - Etapa 1 - E2 às 15:00 29 de abril - Etapa 2 - E2 às 14:30 30 de abril - Etapa 3 - E2 às 14:30 1 de maio - Etapa 4 - E2 às 14:30 2 de maio - Etapa 5 - E2 às 14:30 3 de maio - Etapa 6 - E2 às 14:30 4 de maio - Etapa 7 - E1 às 16:45 (em diferido) 5 de maio - Etapa 8 - E1 às 16:45 (em diferido) ### A SHIMANO e a LIVE SLOW RIDE FAST apresentam o REBOUND 2024 A Shimano em parceria com Live Slow Ride Fast (LSRF), convida a comunidade global de Gravel a unir-se no próximo dia1 de Junho para o REBOUND 2024. O REBOUND é o maior evento de Gravel a nível mundial e coincide com o UNBOUND realizado simultaneamente, nos Estados Unidos. Em 2023 este evento inspirou mais de 300 mil ciclistas em todo o mundo a pedalar coletivamente uns impressionantes 7 707 377 km. O objetivo do evento para 2024 é mais que duplicar a distância do ano anterior e chegar aos 16 100 000 km, dando a todos os ciclistas a possibilidade de definirem a sua própria aventura a partir da porta de sua casa. O conceito é simples, trace a sua própria rota e pedale uma das distâncias (24, 40, 80, 160 ou 320km). Veja AQUI a nossa aventura no Rebound 2023. Inscreva-se e participe no REBOUND seguindo os pontos abaixo: Crie a sua credencial virtual: https://rebound.cc/pt/?goto=form Junte-se ao STRAVA REBOUND challenge: https://strava.app.link/rebound-by-shimano-lsrf Data: sábado, 1 de Junho de 2024 Hora de saída 06:00 manhã, em ponto Escolha a distância a percorrer (24, 40, 80, 160 ou 320 km) Celebração nas redes sociais no final evento é obrigatória. Hastags #REBOUND2024 e #UnitedInGravel. Sem custos e sem imposição de tempo, apenas diversão. STRAVA Route Builder - trace, planeie e registe o seu trajeto Se não está familiarizado com um trilho perto de si ou pretende aperfeiçoar uma ideia de percursoque já tinha em mente, uma boa ideia será usar o Strava Route Builder. A ferramenta utiliza dados anónimos do Strava para recomendar percursos populares baseados nas suas preferências. Vai ajudá-lo a ligar pontos, melhorar o planeamento e inspirá-lo com sugestões. Pode descobrir e planear uma rota personalizada com mapas 3D e mostra os pontos de interesse da comunidade.Comece hoje a planear e a traçar o teu próprio percurso no STRAVA route Builder:https://www.strava.com/routes/new Junte-se ao REBOUND hoje!Junte o seu teu grupo e avise a comunidade Gravel para agendar o 01 de Junho. Queremos ver as vossasaventuras e a celebração da chegada nas vossas redes sociais. Espalhe a palavra e partilhe as suasaventuras utilizando os hastags #REBOUND2024 e #UnitedInGravel. ### Granfondo Torres Vedras by Rubis Gás - Sucesso a todos os níveis A quarta edição do Granfondo Torres Vedras, organizado pela Cabreira Solutions em parceria com a Câmara Municipal de Torres Vedras e a Rubis Gás, foi um sucesso com inscrições esgotadas a três meses do evento. O fim-de-semana foi animado com atividades para toda a família, incluindo o Granfondinho para crianças e uma caminhada temática guiada. Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions O "prato forte" foi no domingo, 1500 participantes partiram com boas condições meteorológicas para descobrir as estradas da região, passando por locais como Turcifal, Arruda dos Vinhos e Santo Isidoro. A subida da Serra do Socorro foi um dos grandes desafios, segundo o relato de alguns participantes, este ano o percurso foi mais duro que na edição anterior. Créditos: Eduardo Campos - Cabreira Solutions No aspecto desportivo, destacaram-se os vencedores Tiago Miranda e Ana Frias no minifondo, João Anunciação e Mariana Viais no mediofondo, e João Jacinto e Priscila Gonçalves no granfondo. Festa do ciclismo proporciona experiência diferente O evento também ofereceu a oportunidade de experimentar um voo cativo em balão de ar quente, proporcionado pela Rubis Gás, que também promoveu a solidariedade social com a iniciativa "Pedalar por uma causa". Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Edição 2025 garantida A autarquia de Torres Vedras elogiou a qualidade organizativa, anunciando também que a próxima edição do Granfondo está garantida e acontecerá a 27 de abril de 2025. Podes ver este e outros eventos de ciclismo na nossa plataforma de Eventos e Inscrições, na qual qualquer organizador pode colocar o seu evento gratuitamente. ### Efeito Tadej Pogacar - Colnago foi comprada e fatura mais do nunca O sucesso de Tadej Pogacar tem provocado um impacto na marca Colnago como nunca antes visto na história da marca italiana. A Colnago já não pertence ao seu fundador Ernesto Colnago, foi adquirida pela Chimera Investments LLC ( grupo do Abu Dhabi) em 2020, algo que se relaciona com o facto do ciclista estar nas fileiras da equipa UAE Team Emirates. Com duas vitórias consecutivas no Tour de France, seis vitórias em monumentos e inúmeras outras conquistas, Tadej Pogacar tornou-se já num dos melhores ciclistas da história do ciclismo, tendo alcançado esse sucesso em bicicletas Colnago, especialmente no modelo V4RS. Créditos: Fabio Ferrari/Lapresse Recitas triplicaram A relação entre o sucesso do ciclista esloveno e o crescimento da marca italiana é inegável. Desde que a Chimera Investments LLC adquiriu a maioria das ações em 2020, as receitas da Colnago mais do que triplicaram. A visibilidade que Pogacar trouxe para a marca, competindo nas cores da Team UAE Emirates e UAE Team ADQ, foi um fator crucial nesse crescimento. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Durante a recente assembleia de acionistas, a Colnago apresentou os números anuais de 2023, que foram extremamente positivos. O volume de negócios ultrapassou os 55 milhões de euros, com um lucro de 14 milhões de euros. Numa altura em que muitas empresas do setor enfrentam algumas dificuldades devido a problemas de inventário, a Colnago parece prosperar, em grande parte graças à parceria com a UAE Team Emirates e Tadej Pogacar. O próprio Nicola Rosin, CEO da Colnago desde 2021, destacou a importância dessa parceria. "O sucesso de Tadej Pogacar nas competições tem sido fundamental para impulsionar as vendas da Colnago e consolidar nossa posição no mercado. Além disso, a compra da marca pela Chimera Investments LLC foi motivada em grande parte pelo potencial que vimos em estar associados a um ciclista de alto calibre como Pogacar." Com Tadej Pogacar como principal embaixador da marca, a Colnago continua a ganhar destaque não apenas nos pódios das maiores corridas do mundo, mas também nas estradas de todo o planeta. ### Taça do Mundo de XCO | Ronda 2 | Araxá, Brasil Araxá, no Brasil, recebeu hoje a segunda etapa da Taça do Mundo de XCO, oferecendo corridas intensas e espetaculares, tanto na categoria feminina como na categoria masculina. (Vídeos resumo no final). Corrida Masculina A corrida masculina desta Taça do Mundo de XCO foi marcada por uma emocionante batalha entre Simon Andreassen e Victor Koretzky. Koretzky demonstrou mais uma vez ser um dos atletas mais consistentes do momento, ao recuperar de um problema mecânico (saltou a corrente) quando liderava a corrida na última volta, para ainda terminar segundo, enquanto que o vencedor da primeira corrida da temporada, Christopher Blevins, teve algumas dificuldades ao cair no início da corrida. Quando Koretzky voltou à frente da corrida, Simon Andreassen e Filippo Colombo pareciam os mais fortes do grupo e tudo seria decidido ao sprint. Koretzky conseguiu colocar-se atrás de Andreassen, que acabou por ter o sprint mais poderoso e vencer a corrida. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1782139571754410101 TOP 10 POSNOMETEMPO01ANDREASSEN Simon01:20:0002KORETZKY Victor+ 0103HATHERLY Alan+ 0104COLOMBO Filippo+ 0105SARROU Jordan+ 1006SCHURTER Nino+ 2307VIDAURRE Martin+ 2308GAZE Samuel+ 3509DASCALU Vlad+ 3910AVONDETTO Simone+ 46 Vídeo resumo https://youtu.be/CBjK_Z64-xk?si=unBYYSnLuku2Z9bA Corrida Feminina A prova feminina foi marcada por um início caótico, com Jenn Jackson e Linda Indergand a assumir temporariamente a liderança. No entanto, Haley Batten e Jenny Rissveds foram as protagonistas, juntamente com Savilia Blunk. Haley Batten mostrou conseguiu a dobradinha vencendo tanto o Short Track (XCC) como no XCO este fim de semana, enquanto Jenny Rissveds ficou em segundo lugar. Savilia Blunk completou o pódio em terceiro, seguida por Alessandra Keller e Anne Terpstra, que fecharam o top-5 do dia. A portuguesa Raquel Queirós terminou no 45.º posto da corrida Elite feminina, enquanto que Ana Santos fez um excelente 11.º lugar na corrida sub-23 feminina. TOP 10 POS.NOMETEMPO01BATTEN Haley01:23:0402RISSVEDS Jenny+ 1703BLUNK Savilia+ 4004KELLER Alessandra+ 01:0505TERPSTRA Anne+ 01:4606NEFF Jolanda+ 02:1007KOLLER Nicole+ 02:1308RICHARDS Evie+ 02:3309COURTNEY Kate+ 02:4410INDERGAND Linda+ 02:50 Vídeo resumo https://youtu.be/heXpFE2Km1A?si=E8sjSOObIfaDFbZA ### Morgado vence Giro della Romagna António Morgado, ciclista da UAE Team Emirates, venceu este domingo (21 de abril) o Giro della Romagna, uma prova de categoria 1.1, corrida em Itália. O ciclista português chegou num grupo de 5 ciclistas, conseguindo superiorizar-se no sprint pela vitória. Giro della Romagna Apesar de ser uma das mais antigas corridas de ciclismo de Itália, o Giro della Romagna não se realizava desde 2011. A edição 86 partiu de Lugo, local histórico da prova, e tinha a meta em Castrocaro Terme e Terra del Sole, ao fim de quase 200 quilómetros. Os primeiros 129 quilómetros eram planos mas depois disso a corrida entrava na sua fase dura e decisiva com os 13 km do circuito de Castrocaro. Este circuito, passado por 5 vezes, tinha como maior dificuldade a subida de Bagnolo (quase 4 km a 6%) com a última passagem a ser feita a 10 km da meta. Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Primeira vitória como profissional Foi numa das passagens deste circuito que António Morgado, a 30 quilómetros para o final, se juntou a outros ciclistas já adiantados. Este grupo de 6 elementos começou a última ascensão a Bagnolo, com 1 minuto de vantagem para o pelotão, vantagem essa que deixava a disputa pela vitória para os corredores da frente. O grupo perdeu um elemento na última subida e chegou ao quilómetro final com 5 homens. O ciclista português de 20 anos mostrou novamente ter uma excelente ponta final, depois do segundo lugar no Le Samyn, e conquistou assim a sua primeira vitória como profissional. No segundo lugar ficou Joan Bou da Euskaltel-Euskadi com Mattia Bais da Polti Kometa a ficar no terceiro posto. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1782046976801997094 Morgado deu assim a 24ª. vitória da temporada para a UAE Team Emirates, sendo o português o 11.º ciclista diferente da equipa dos Emirados a vencer. Para além disso, António Morgado foi também o ciclista mais novo de sempre a vencer esta histórica clássica italiana. Aqui podes ver a nossa entrevista com António Morgado, no início desta temporada https://youtu.be/LT_mmNe5E6E?si=8jYWNz3zHVDf7Itc ### Liège-Bastogne-Liège 2024 Num domingo marcado pelo frio que se faz sentir por terras belgas, os pelotões masculino e feminino lutaram pela vitória na Liège-Bastogne-Liège, uma das corridas com mais história e prestígio do calendário internacional. Corrida masculina A Liège-Bastogne-Liège masculina, cumpriu com o guião já feito antes da prova, já que Tadej Pogačar atacou onde se esperava, sem resposta de nenhum ciclista. Num dia de frio mas em que a chuva deu tréguas, o pelotão tinha 254 quilómetros para percorrer de Liège para Bastogne e de volta para Liège. A fuga do dia foi composta por 9 ciclistas que conseguiram uma vantagem de mais de 4 minutos antes do ritmo no pelotão aumentar. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1782018378145644802 A 100 quilómetros da meta, uma queda cortou grande parte do pelotão, com ciclistas como Van der Poel, Pidcock e João Almeida e ficarem cortados. Apesar de terem estado a 1:30m do pelotão principal, este grupo conseguiu juntar-se à frente da corrida. A Alpecin-Deceuninck e a UAE controlaram o ritmo do pelotão até à chegada ao Côte de la Redoute, onde surgiu o ataque de Pogačar a 34 quilómetros da meta. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1782043059099701532 O ciclista esloveno conseguiu rapidamente uma vantagem que lhe permitiu chegar a Liège com uma margem de 1:39m para o segundo classificado, Romain Bardet. Na terceira posição ficou Van der Poel que venceu o sprint no grupo atrasado. Este foi o sexto Monumento conquistado por Pogačar e a segunda vez que o ciclista de 25 anos venceu a Liège-Bastogne-Liège. João Almeida, o único ciclista português em prova, chegou na posição 29 a 3:52m do seu colega de equipa. Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej6:13:482 BARDET Romain1:393 VAN DER POEL Mathieu2:024 VAN GILS Maxim,,5 PARET-PEINTRE Aurélien,,6 VANSEVENANT Mauri,,7 MADOUAS Valentin,,8 LUTSENKO Alexey,,9 BILBAO Pello,,10 PIDCOCK Thomas, Resumo da prova https://www.youtube.com/watch?v=evrZFWcdFKU&ab_channel=EurosportCycling Corrida feminina A corrida feminina apesar de ter menos quilometragem que a masculina tinha uma parte final com todas as durezas, num dos dias mais difíceis para o pelotão feminino e numa corrida com espetáculo e incerteza até ao fim. Sarah Gigante da AG Insurance - Soudal Team, adiantou-se ao pelotão e teve a companhia mais à frente de outras oito ciclistas. Na chegada ao Côte de la Redoute, a 35 quilómetros para o final, o ritmo aumentou na fuga e no pelotão, selecionando assim os grupos. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1782066052953706875 A distância para a fuga foi desvanecendo à medida que a fuga ia perdendo elementos. Nesta altura Elise Chabbey, Grace Brown e Kim Cadzow resistiram na frente, conseguindo uma vantagem de 3 minutos para o grupo dos favoritos que ia perdendo capacidade de perseguição. Na última subida do dia, a Côte de la Roche-aux-Faucons, a Lidl-Trek impôs um ritmo fortíssimo que reduziu a vantagem para a frente da corrida e preparou o ataque de Longo Borghini. A ciclista italiana foi seguida por Demi Vollering e Niewiadoma. As três ciclistas assumiram a perseguição ao trio de fugitivas. https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1782076980344520823 As ciclistas da frente foram alcançadas quando faltavam 9 quilómetros para chegar a Liège, deixando um sexteto para disputar a corrida. No sprint final foi Grace Brown a levar a melhor sobre as restantes ciclistas. O segundo lugar ficou para Longo Borghini e Demi Vollering ficou no terceiro posto. Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1 BROWN Grace4:29:002 LONGO BORGHINI Elisa,,3 VOLLERING Demi,,4 CHABBEY Elise,,5 NIEWIADOMA Katarzyna,,6 CADZOW Kim ,,7 VOS Marianne0:528 LABOUS Juliette,,9 BAUERNFEIND Ricarda,,10 FISHER-BLACK Niamh,, https://twitter.com/LiegeBastogneL/status/1782081988242858256 ### Tiago Ferreira no pódio da La Indomable Tiago Ferreira, que corre pela Vouzela BH terminou este sábado (20 de abril) a terceira prova da UCI Gravel World Series num excelente terceiro lugar, partilhando o pódio com a lenda espanhola Alejandro Valverde. O ex-ciclista de estrada espanhol, agora com 43 anos, continua a correr pela equipa de gravel da Movistar, a Movistar Gravel Squad, mostrando estar ainda em grande forma. La Indomable A terceira etapa do UCI Gravel World Series, levou-nos até Berja, na província de Almeria. Numa prova com 96 km de distância e 2.400 m de altitude. Alejandro Valverde, vencedor entre muitas outras coisas de 4 Liège-Bastogne-Liège, levou a melhor sobre os seus adversários, depois de uma lesão na clavícula que sofreu em janeiro passado, o ter afastado 3 meses da competição. Tiago Ferreira, esteve na frente da corrida até ao ataque de Valverde a 30 quilómetros para o fim, que lhe deu uma vitória a solo, a segunda consecutiva na La Indomable. O ciclista português chegou na terceira posição, numa corrida que contou com 800 ciclistas. O segundo posto ficou para Hugo Drechou da Groove Gravel. Nas suas redes sociais, Tiago Ferreira mostrou-se muito satisfeito com o resultado: "Sabia que ia ser uma corrida dura pelo desnível e tipo de terreno, mas tornou-se mais dura, dado o nível de participação, o ritmo inicial da corrida e o terreno bem mais duro e técnico do que aquilo que me tinham comentado. No entanto é mais um pódio super gratificante para mim e para os que me acompanham" https://twitter.com/DiarioDAlmeria/status/1781671848964411886 ### IRONMAN Cascais - Fica a conhecer o desafio Num mundo onde o triatlo se tornou sinónimo de resiliência e determinação, Cascais destaca-se como um dos destinos mais emblemáticos para esta modalidade desportiva, desde que em 2017 se realiza o IRONMAN Cascais. Muitos ciclistas embarcam na aventura e desafio do IRONMAN para se colocar à prova, num desafio onde o ciclismo é uma das componentes. A origem do IRONMAN Fundada em 1978 no Havaí, o IRONMAN Triathlon foi o resultado da combinação dos maiores desafios em natação, ciclismo e corrida. A ideia desta competição surgiu quando alguns atletas locais debatiam sobre quem seria o mais resistente: os nadadores, ciclistas ou corredores. Decidiram então criar uma competição que testasse as capacidades dos atletas em todas essas disciplinas. O comandante da Marinha dos Estados Unidos, John Collins, e a sua esposa, Judy Collins, foram fundamentais na concepção e organização do primeiro Ironman. A primeira edição teve lugar em 18 de fevereiro de 1978, com um total de 15 participantes com 226 km de competição, ou seja, 3.8 km de natação, 180 km de ciclismo e corrida de 42.2 km. A partir desse momento, o IRONMAN ganhou fama e atraiu a atenção de atletas de todo o mundo. Com o passar dos anos, o evento cresceu em popularidade e tornou-se um símbolo de resistência e superação pessoal. Video da história do IronMan https://youtu.be/f--8ifeMLRM Presente nos cinco continentes Atualmente, a prova está presente nos cinco continentes. Os atletas competem não apenas pela vitória na prova, mas também pela oportunidade de enfrentar um dos maiores desafios atléticos do mundo. O lema do Ironman, "Anything is Possible" (Tudo é Possível), reflete a filosofia de superação e determinação que define esta competição. O IRONMAN Portugal-Cascais 2024 No dia 19 de Outubro irá realizar-se o IRONMAN Portugal-Cascais 2024, com as provas IRONMAN full distance e IRONMAN 70.3, um evento desportivo desafiante numa combinação única de beleza natural e exigência atlética.  Percurso A jornada começa na Baía de Cascais, onde os atletas terão a oportunidade de nadar nas águas cristalinas do Atlântico. Em seguida, enfrentarão um circuito de ciclismo desafiante, que inclui passagens pelo icónico Circuito F1 do Estoril e Serra de Sintra, proporcionando vistas espetaculares. Finalmente, a corrida leva os atletas por terrenos ondulados, colocando à prova a sua resistência e determinação antes de cruzarem a linha de chegada. “Um percurso acessível, com paisagens de mar azul deslumbrantes, que nos embalam ao som de uma valsa no verde do Parque Natural da Serra, locais históricos onde visualizamos outros tempos tão extraordinariamente inspiradores. Antes, durante e depois da prova - cada braçada, pedalada e passo de corrida – pensado para que os atletas sejam transportados num momento inesquecível, que espero disfrutem intensamente, como nós ao criá-los.” Jorge Pereira, embaixador IRONMAN Portugal Inscrições: Podes ver todos os pormenores sobre as inscrições, datas e preços nos sites dos eventos: IRONMAN 70.3 Cascais IRONMAN Cascais ### Liège-Bastogne-Liège 2024 - Guia das corridas feminina e masculina Corre-se no próximo domingo (21), o quarto Monumento de 2024, a Liège-Bastogne-Liège. Com corridas masculina e feminina a disputar no mesmo dia, a Velha Senhora promete sempre espetáculo e muitas durezas para ultrapassar, quer na estrada, quer com tempo que se tem feito sentir na Bélgica.  Corrida feminina  A Liège-Bastogne-Liège feminina vai para a edição número 8 e, apesar de a distância a percorrer ser quase metade da da corrida masculina, esta é uma das provas de um dia mais duras e espetaculares do ano. Para além das dificuldades do percurso, o tempo frio e ventoso, dificulta ainda mais a vida às ciclistas. Na recente história desta corrida e em sete edições, três ciclistas já conseguiram fazer a dobradinha. Anna van der Breggen venceu as duas primeiras, van Vleuten ganhou em 2019 e 2022 e Vollering que venceu em 2021 e na edição do ano passado. A ciclista neerlandesa tem este ano a oportunidade de vencer este monumento pela terceira vez.  Créditos: A.S.O/ThomasMaheux Percurso  A corrida feminina começa mais uma vez em Bastogne e segue para norte até Liège, tendo no percurso de 153 quilómetros, nove das famosas subidas das Ardenas, mais uma do que na corrida do ano passado. Com uma primeira parte da corrida mais acessível, é na segunda metade que se concentra toda a ação, com oito subidas nos últimos 80 km.  São elas a Côte de Wanne, a Côte de Stockeu, a Côte de la Haute-Levée, o Col du Rosier, a Côte de Desnié, a Côte de La Redoute, a Côte des Forges e, finalmente, a Côte de la Roche-aux-Faucons. Depois de uma curta descida até Liège, a etapa termina em plano até à meta. Percurso feminino  Fonte: Site oficial da prova Favoritas  Demi Vollering dominou a época de clássicas em 2023, vencendo também as três provas das Ardenas. Apesar de ainda não ter encontrado a forma do ano passado, a ciclista da Team SD Worx - Protime é uma das favoritas e pode ter na possibilidade de alcançar a primeira vitória do ano, a motivação ideal. Lotte Kopecky, sua colega de equipa é também uma das favoritas à corrida. Já com 4 vitórias em 2024, a campeã do mundo é sempre letal em provas de um dia e estará na discussão da corrida. A dupla da Lidl-Trek, Elisa Longo Borghini e Shirin van Anrooij já mostraram que são duas ciclistas que trabalham muito bem juntas, como se viu na vitória da última Volta à Flandres. Borghini está num grande momento de forma e é um dos grandes nomes desta prova. Créditos: La Presse Kasia Niewiadoma, conseguiu na passada quarta feira acabar com um interregno de 5 anos sem vencer na estrada, com a vitória na Flèche Wallone. A Campeã do Mundo de gravel mostrou que está em grande forma e consegue suportar duras subidas mesmo com condições climatéricas adversas. Além das ciclistas acima mencionadas, não podemos ignorar a presença de outras corredoras que já mostraram estar em forma esta época, como a britânica Pfeiffer Georgi e a italiana Marta Cavalli. Ambas têm mostrado grande promessa em corridas de um dia e vão querer bater-se com as grandes equipas do pelotão feminino. Juliette Labous, Veronica Ewers, Évita Muzic, Cecilie Uttrup Ludwig são também nomes a ter em conta e deverão estar nos lugares cimeiros a competir pela vitória. Créditos: Lidl Trek/Ross Bell Corrida masculina Enquanto que a corrida feminina tem uma história muito recente, com a primeira edição a ir para a estrada em 2017, na edição masculina a história é outra, já que a primeira edição da Liège-Bastogne-Liège se correu em 1892. Isto faz da La Doyenne o Monumento mais antigo e uma das provas com mais edições disputadas do calendário internacional, com 109 edições.  O confronto entre Van der Poel e Pogačar é um dos mais esperados do ano e aumenta ainda mais o interesse nesta prova que tem em Eddy Merckx o recordista de vitórias com 5. Percurso Os ciclistas do pelotão masculino vão ter 260 quilómetros para percorrer com uma primeira parte mais acessível. Depois da chegada a Bastogne o percurso começa a complicar-se com a chegada das subidas quando os ciclistas voltam a Liège. As subidas, curtas mas duras, continuam à medida que o pelotão se aproxima da meta e vão-se sucedendo. Os ciclistas enfrentam o Côte de Desnié, uma subida de 1,6 quilómetros com uma inclinação de 9,4% a 34 quilómetros da meta. Depois, terão de enfrentar o Côte de la Redoute, onde Evenepoel, ausente por lesão, fez os seus ataques para a vitória nas duas últimas edições.  Segue-se o Côte des Forges (1,3 km a 7,8%) antes dos ciclistas enfrentarem a última subida do dia, o Côte de la Roche-aux-Faucons, uma subida brutal de 1,3 km com 11% de pendente. Fonte: Site oficial da prova Favoritos Foi na Liège-Bastogne-Liège do ano passado que Tadej Pogačar se lesionou e viu a sua preparação para o Tour estragada. A duas semanas do Giro, a forma do ciclista esloveno estará já quase no ponto e quererá terminar a sua campanha de clássicas em grande com uma segunda vitória na La Doyenne. Apesar de terem estado um pouco abaixo do esperado na Amstel Gold Race, Mathieu van der Poel e a Alpecin-Deceuninck vão querer estar dentro da corrida para dar a Van der Poel um Monumento que nunca venceu. Apesar de o percurso não se adaptar propriamente às características do Campeão do Mundo, será interessante ver como o seu poderio se vai comportar nas duras subidas da Liège-Bastogne-Liège.  Apesar de vencer poucas vezes, Thomas Pidcock parece escolher as suas vitórias a dedo e só ganha em grandes provas. Vindo de uma grande vitória na Amstel Gold Race, o ciclista da INEOS Grenadiers vai querer aproveitar a grande forma para vencer o seu primeiro Monumento. Ciclistas como Richard Carapaz, Mattia Skjelmose, Ben Healy ou Stevie Williams, terão também eles uma palavra a dizer e escrever o seu nome na 110ª. edição da Liège-Bastogne-Liège. Portugal vai estar representado na La Doyenne por João Almeida, vencedor desta prova em 2018 na categoria de sub-23. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza A Liège-Bastogne-Liège vai para a estrada no domingo, 21 de abril e será transmitida em direto, no Eurosport 1, a partir das 11:30h. A prova feminina é transmitida a seguir, a partir das 15:55h. ### Specialized lança a nova Creo 2 E5 Comp Alloy A Specialized anunciou o lançamento da sua mais recente bicicleta, a Specialized Creo 2 E5 Comp Alloy. Este novo modelo, destinado a ciclistas de gravel e estrada, promete potência, autonomia generosa e versatilidade num pacote robusto e mais acessível. A Creo 2 mais acessível A Creo 2 E5 Comp Alloy da Specialized destaca-se como uma das opções mais acessíveis da sua gama, graças à sua construção em alumínio. Com esta bicicleta, a Specialized torna a tecnologia e o desempenho da linha Creo 2 mais acessíveis a um público mais vasto de ciclistas, sem sacrificar o design e tecnologia. Design e Construção A Creo 2 E5 Comp Alloy foi meticulosamente projetada e construída para oferecer o máximo desempenho em diferentes tipos de terreno. Fabricada na liga E5 premium, esta bicicleta combina resistência, leveza e compatibilidade elétrica. Com espaço para pneus de até 700 x 47c, a Creo 2 E5 Comp Alloy proporciona uma condução suave e confiante em diversos tipos de superfície. Sistema Turbo SL 1.2 Equipada com o novo sistema TURBO SL 1.2, a Creo 2 E5 Comp Alloy proporciona uma autonomia de até 5 horas. A Specialized diz que este motor tem 33% mais potência e 43% mais binário em comparação com o seu antecessor, que proporciona uma sensação natural de pedalada, tornando a subida de colinas mais fácil e eficiente. Conforto e Controlo A Creo 2 E5 Comp Alloy apresenta o Future Shock 3.0, com 20mm de curso suave no guiador, reduzindo os impactos. Esta tecnologia ajuda a manter as mãos e o guiador firmes, proporcionando uma condução suave e controlada, mesmo em terrenos irregulares. Com uma geometria progressiva, esta bicicleta oferece uma posição de endurance ergonómica, permitindo aos ciclistas desfrutar de longas pedaladas com confiança e conforto. Conectividade e Personalização A Creo 2 E5 Comp Alloy vem equipada com a mais avançada tecnologia da marca, com o objetivo de proporcionar uma experiência de ciclismo intuitiva e personalizável. A MasterMind TCU e a nova aplicação Specialized, permitem que os ciclistas possam afinar os níveis de suporte em tempo real, personalizar os seus ecrãs, gravar as suas voltas e muito mais. Além disso, a integração completa com a aplicação Specialized permite uma afinação avançada e atualizações remotas para garantir que a bicicleta esteja sempre no seu melhor desempenho. Disponibilidade e preço Podes ver as caracterísiticas completas, disponibilidade e preço desta nova bicicleta, aqui no site da marca: www.specialized.com/pt ### Nova luz diurna Trek Radar CarBack - Avisa aproximação dos veículos A Trek lançou hoje no mercado a nova luz traseira com tecnologia radar, a Trek radar Carback, para que pedalar na estrada seja mais seguro para todos. As luzes diurnas da Trek têm uma qualidade comprovada por muitos utilizadores, mas faltava no seu catálogo uma luz com estas características. Surge assim a Trek radar CarBack, que inclui uma luz diurna visível a 2 km de distância e um radar para detetar veículos que se aproximam por trás do ciclista. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Sincronização e compatibilidade A CarBack é compatível com a maioria dos ciclocomputadores com GPS e smartwatches, para que os ciclistas possam utilizar os dispositivos que já têm. Para além disso, utilizando a app Trek Accessory emparelhada com a CarBack, os ciclistas podem usufruir de outras funções, como a opção de ver a localização exata dos veículos que se aproximam em tempo real. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Ajuda os ciclistas a detetar a presença de veículos Tal como noutros equipamentos deste género, a tecnologia radar alerta sempre que um veículo se aproxima por trás a uma distância inferior a 240 m. Ajuda os condutores a ver a presença de ciclistas Já testámos várias luzes diurnas da Trek, assim como já tivemos oportunidade de testar a nova Trek CarBack e comprovamos que é uma luz de alta luminosidade durante o dia. Créditos: Marco Miguel - Topcycling A marca afirma que pode ser vista a uma distância de 2 km, não testámos isso, mas sem dúvida que é uma luz que funciona de uma forma que chama a atenção do condutor, mesmo que este não este com os olhos na estrada. Não se limita a funcionar para ser vista, funciona para chamar a atenção, pelo tipo de flash e pela forte luminosidade que emite, mesmo durante o dia. Compatível com smartphones, smartwatches e dispositivos GPS Pode ser emparelhado com a maioria dos principais ciclocomputadores com GPS, smartwatches com GPS e smartphones. Alertas sonoros e visuais Os ciclistas que emparelham a CarBack ao seu smartphone com a app Trek Accessory, podem escolher entre alertas sonoros e visuais, ver a localização exata e em tempo real dos veículos que se aproximam. Design compacto e resistente à água O design compacto da CarBack permite que seja utilizado em bicicletas de tamanho mais pequeno e equipadas com bolsas de selim. A sua entrada para carregamento é resistente à água, para que possa ser utilizada em quaisquer condições. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Créditos: Marco Miguel - Topcycling Disponibilidade e preço Podes ver as características completas, disponibilidade e preço desta nova luz, aqui no site da TREK A nova luz radar CarBack está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. ### NOVO Fox Transfer - Nova geração do Espigão de Selim Telescópico mais robusta e ajustável A Fox acaba de lançar a nova geração do seu popular espigão de selim telescópico, o Fox Transfer. Com base em mais de uma década de experiência em espigões de selim telescópicos, a marca promete uma versão mais suave, robusta, ajustável e funcional do que nunca. Maior Durabilidade e Facilidade de Manutenção O Fox Transfer 2025 foi completamente redesenhado para oferecer maior durabilidade, facilidade de manutenção e ajustabilidade. Agora, com curso ajustável em incrementos de 5 mm e disponível até 240 mm., o novo modelo oferece uma vantagem significativa sobre a concorrência. Redução Significativa na Perda de Ar Segundo a marca, uma das melhorias mais notáveis é a redução de 62% na perda de ar em comparação com o modelo anterior, graças a um sistema vedante totalmente novo. Esta inovação não só reduz a manutenção necessária, como também prolonga a vida útil do espigão, proporcionando uma experiência mais confiável ao utilizador. Aumento no Ciclo de Vida e Facilidade de Atuação Além da redução na perda de ar, a Fox afirma que houve um aumento impressionante de 6 vezes no ciclo de vida do espigão. Incrementaram o vedante do óleo e adicionaram uma borracha de limpeza, resultando em menos manutenção e uma vida útil mais longa. As buchas Ekonol com suporte metálico garantem tolerâncias rigorosas e menor atrito, permitindo uma atuação mais fácil para os ciclistas. Serviço Completo de 300 Horas de Intervalo Outra vantagem do novo Fox Transfer é o serviço completo de 300 horas de intervalo, que os ciclistas podem realizar sem a necessidade de ferramentas especiais. Isso garante uma manutenção fácil e conveniente. Ajuste e Personalização da Pressão do Ar Uma das grandes novidades para 2025 é o ajuste do curso em incrementos de 5 mm sem ferramentas, oferecendo aos utilizadores uma forma rápida e fácil de ajustar o curso do selim. Com uma válvula Schrader para recarga e ajuste de ar, os ciclistas podem personalizar a pressão interna de acordo com as suas preferências de velocidade de retorno. Design Elegante e Desempenho Superior O Fox Transfer tem como objectivo oferecer excelente desempenho e continua com aparência elegante. Com todas estas melhorias, a nova geração do Fox Transfer parece solidificar a sua posição como uma referência em espigões de selim telescópicos. Disponibilidade e preços Podes ver as características completas, disponibilidade e preços, aqui no site da Bicimax. ### A última oportunidade de Gianni Moscon Podem Soudal Quick-Step e Gianni Moscon ser o match perfeito? Italiano que quase pendurou a bicicleta abre o coração ao TopCycling. Cresceu em Livo, localidade situada entre os vales de Nom e Sole. No Norte de Itália há um paraíso com sete mil hectares de campos onde a maçã é a estrela. Quando forem ao supermercado procurem por Royal Gala, Red Delicious, Golden Delicious, Stark Delicious, Fuji, Granny Smith e pelas tradicionais Renetta e Canada. A possibilidade de trincarem uma maçã de Trentino-Alto Ádige é grande. Com sorte até apanham uma colhida por Gianni Moscon. “Cresci no campo. Vi o meu pai trabalhar. Vivo nas montanhas e numa região que viveu uma crise. As pessoas não desistiram, somos gente trabalhadora e procuramos o lado bom de uma má situação. É a minha abordagem à vida. Faço sempre um paralelismo entre agricultura e ciclismo: se não trabalhas o campo há sempre algo que nasce, mas se te dedicares e fores paciente vais colher bons frutos. Se fores preguiçoso a fruta aparece, mas não será boa. O ciclismo é igual: tens o plano de treinos e podes-te comprometer a 100 por cento ou tomá-lo como algo rotineiro. Os resultados serão diferentes.” Gianni Moscon ao TopCycling. Créditos: Wout Beel Nasceu e cresceu no campo A crise a que se refere o italiano data de meados do século 19. Até então fruta e verdura só para consumo das famílias, o vinho era o principal cultivo. Uma praga arruinou as vinhas e os vales perderam população. Os resistentes mudariam a história da região apostando na maçã. “O meu bisavô era ferreiro, só depois nos dedicamos às frutas e às verduras. O meu avô começou com peras e maçãs. Antigamente cada um tinha o seu pedaço de terra para sobreviver. Desde os anos 90 que o meu pai se dedica só a esse setor.” O TopCycling esteve na apresentação da Soudal Quick-Step, em Calpe.Créditos: Wout Beel Match perfeito entre ciclista e equipa Gianni Moscon nasceu e cresceu no campo. Se não fosse ciclista era agricultor. A impressão que deixa no encontro com o TopCycling, em Calpe, é cinco estrelas. Simpático e humilde. Bateu no fundo e tenta reerguer-se. Para trás parecem ter ficado a irreverência e os maus gestos no pelotão. Passou por Sky e Astana, aliás, quando chegou à equipa britânica era um dos melhores sub-23 do mundo. Em 2015 ganhou os Troféus Citta di San Vendemiano, Almar e Palio del Recioto; no Mundial de Richmond perdeu o bronze para Anthony Turgis. Em 2024 chegou à Soudal Quick-Step. A formação da Flandres está enraizada no campo e tem corredores – como Yves Lampaert – que são agricultores e colecionadores de tratores. Foi um match perfeito entre ciclista e equipa… em teoria. “Nunca tinha podido conversar com colegas de equipa sobre tratores. Antes de ser ciclista todos os meus colegas de escola eram agricultores, era a nossa vida. Temos isso em comum com as pessoas da Flandres, por isso espero que esta boa experiência possa resultar em vitórias. Porque não ficar mais tempo na equipa?” Gianni Moscon viveu uma fase complicada na Astana.Créditos: A.S.O. / Pauline Ballet Pensou em retirar-se no final de 2023 Este ano Gianni Moscon pouco se deixou ver nas clássicas do Norte. Em Roubaix – a prova que venera – nem terminou. O melhor momento foi no Scheldeprijs onde posicionou Tim Merlier para a vitória. O Scheldeprijs é Pro Series. Em corridas de pavé do WorldTour os belgas não ganham desde a Volta à Flandres de Kasper Asgreen (2021)! É justo dizer que Gianni Moscon chegou no pior momento da Soudal Quick-Step nas clássicas do Norte. Nada que assuste um corredor que pensou em retirar-se no final de 2023. “Após a Lombardia saíram-me 25 kg de cima. Estava contente por ter acabado a época e o contrato com a Astana. O mercado está cheio de bons ciclistas e é difícil encontrar equipa, pensei que se não fosse possível encontrar uma boa equipa preferia parar.” Em 2023, no Tour de France, não fechou qualquer etapa nos 30 primeiros.Créditos: A.S.O. / Charly Lopez Ganha o salário mínimo Um vencedor da Lombardia em sub-23 e gregário de luxo de Egan Bernal quando venceu o Giro em vias de se retirar… aos 29 anos. Patrick Lefevere deu-lhe uma oportunidade, mas foi oportunista. Gianni Moscon ganha o salário mínimo do WorldTour. Com 11 vitórias profissionais, incluindo duas corridas (Arctic Race e Guangxi) e dois títulos nacionais de contrarrelógio, é óbvio que tem mais para dar. “Essa parte de mim está cá. Em 2021 tive a última grande época, os anos da Astana não me servem de referência e 2021 não foi assim há tanto tempo. Posso ser o mesmo corredor, até mais forte, nesta equipa. Além das clássicas da primavera há mais corridas, posso aportar experiência nas grandes Voltas, o importante é estar em boa forma.” Gianni Moscon dominou a Arctic Race da Noruega, em 2016, vencendo em Korgfjellet.Créditos: ASO / G. Demouveaux "Não estava habituado a ir no grupeto" Para trás ficaram duas épocas marcadas por abandonos e problemas físicos. O facto de nunca ter recuperado a 100 por cento arrastou o ciclista para uma espiral negativo. “Quando sofres o ciclismo é duro, quando estás na frente a lutar com os primeiros é fácil. Os estágios e o estar longe de casa nunca foram um sacrifício, mas nos últimos dois anos fiz muitos sacrifícios. Todos os dias a descolar, ver passar os carros, para um corredor como eu… não estava habituado a ir no grupeto. É duro. Veremos o que a época reserva a Gianni Moscon. Se o ciclismo falhar sobram ideias para negócios ligados ao setor agrícola. Em setembro e outubro nem vale a pena procurar por ele: é a época da apanha da maçã e não faltam festas na região de Trentino-Alto Ádige. ### Os novos sapatos de BTT Ride Concepts Livewire A Ride Concepts lançou uma nova Linha de sapatos de bicicleta de montanha, com destaque para o modelo Livewire, que teve uma renovação completa. Com uma construção totalmente nova e uma sola colada costurada para maior durabilidade, segundo a marca, os sapatos oferecem agora uma sensação e controlo aprimorados nos pedais, graças à borracha HighGrip. Os Livewire apresentam uma parte superior assimétrica construída em lona sintética resistente, complementada por microfibra no lado medial. A marca afirma que essa combinação não só protege os pés das intempéries, como permite a circulação de ar, garantindo resistência à abrasão mesmo após várias voltas de bicicleta. Seja para um ciclista experiente ou um iniciante no mundo do BTT, estes sapatos para pedais flat prometem oferecer controlo e conforto. Tamanhos de criança A Ride Concepts introduziu tamanho infantil pela primeira vez, tornando-se uma das poucas marcas no mercado a oferecer calçado de BTT dedicado para a próxima geração de ciclistas. A nova linha de sapatos de BTT da Ride Concepts promete proporcionar conforto, durabilidade e desempenho, atendendo às necessidades de ciclistas de todas as idades e níveis de experiência. Disponibilidade e preços Podes ver as características completas, disponibilidade e preços aqui no site da Bicimax. ### Taça do Mundo de XCO | Ronda 1 | Mairiporã, Brasil A primeira prova da Taça do Mundo de Cross-Country Olímpico (XCO) da temporada de 2024 começou com grande expectativa na cidade brasileira de Mairiporã. Corrida Masculina Na corrida masculina, Chris Blevins destacou-se ao vencer uma corrida emocionante. Desde o início, os ciclistas enfrentaram duras subidas e condições complicadas devido à humidade da região. Quedas e reviravoltas marcaram a corrida, com vários ciclistas a assumir a liderança em diferentes momentos. No entanto, foi Christopher Blevins (que grande parte da corrida não esteve no grupo que liderou a corrida) quem conseguiu lançar um ataque decisivo no final, cruzando a linha de meta em primeiro lugar nesta taça do mundo de xco. O pódio masculino foi completado por Koretzky em segundo e Colombo em terceiro, os que mais ativos estiveram na liderança da corrida. https://twitter.com/eurosport/status/1779587641605804258 TOP 10 POSNOMETEMPO01BLEVINS Christopher01:30:0002KORETZKY Victor+0203COLOMBO Filippo+0304SARROU Jordan+0505VIDAURRE Martin+0506AVONDETTO Simone+2007GAZE Samuel+2008HATHERLY Alan+2109GRIOT Thomas+2310DASCALU Vlad+29 Corrida feminina Na corrida feminina, foi Jenny Rissveds quem brilhou ao conquistar a vitória. A corrida foi marcada por ataques e contra-ataques, com um grupo de ciclistas a lutar de forma intensa pela liderança. Rissveds demonstrou mais uma vez que é uma das melhores na modalidade quando está em forma, lançou o ataque decisivo no final da prova, Haley Batten sofreu uma queda nesta fase, deixando caminho livre para a vitória de sem capacidade de Rissveds. Savilia Blunk e Haley Batten completaram o pódio feminino em segundo e terceiro lugares, respectivamente. https://twitter.com/eurosport/status/1779550192724791721 A portuguesa Raquel Queirós terminou no 39.º posto. TOP 10 POS.NOMETEMPO01RISSVEDS Jenny01:17:1802BLUNK Savilia+2703BATTEN Haley+4504TEOCCHI Chiara+5805NEFF Jolanda+01:0906KELLER Alessandra+01:2407TAUBER Anne+01:4108URBAN Kelsey+01:5709RICHARDS Evie+02:0110COURTNEY Kate+02:02 ### João Almeida nas clássicas das Ardenas | Dias e horários das transmissões no Eurosport Depois das clássicas do Norte, inicia-se hoje (14 de abril) uma nova fase da temporada com o Amstel Gold Race, a primeira das três corridas que fazem parte da semana das Ardenas. Na quarta-feira corre-se a Flèche Wallonne e no domingo, o quarto Monumento da temporada, a Liège-Bastogne-Liège. João Almeida com a UAE Team Emirates é o único português inscrito na primeira das três provas mas deverá ter a companhia da Ruben Guerreiro nas duas corridas seguintes, que vai correr pela Movistar. Amstel Gold Race A 58.ª edição da Amstel Gold Race, a primeira das três corridas do Trítico das Ardenas, liga Maastricht a Berg en Terblijt em 253.6 quilómetros e conta com um pelotão recheado de estrelas como Marc Hirschi, Mathieu van der Poel, Matej Mohoric, Pello Bilbao, Stefan Kung e Thomas Pidcock. Durante a prova neerlandesa haverá muitos muros para superar, alguns deles bem conhecidos dos amantes de ciclismo como o Cauberg ou o Plettenberg. A Amstel Gold Race pode ser vista no Eurosport 1, em direto, a partir das 13:45h. A prova feminina tem igualmente transmissão televisiva a partir das 12:00h. https://twitter.com/ammattipyoraily/status/1779216380346216625 La Flèche Wallone Na quarta-feira, dia 17 de abril, João Almeida volta a entrar em ação nas Ardenas mas agora na Bélgica, na 88.ª edição de La Flèche Wallone. A prova parte de Cherleroi e termina 198.6 quilómetros depois em Huy. Antes da meta, os ciclistas terão de cumprir várias voltas a um circuito nos arredores da cidade, terminando com a duríssima subida ao Mur de Huy. Também conhecida como o Caminho das Capelas, trata-se uma rampa de 1300m com uma inclinação média de 9.3%, chegando a ter 26% na sua zona de máxima dificuldade. Além das habituais estrelas internacionais, João Almeida deverá ter a companhia na prova do compatriota Ruben Guerreiro da Movistar, uma vez que consta na lista de pré-inscritos.  A emissão de La Flèche Wallone arranca no Eurosport 1 a partir das 13:00h. A transmissão da prova feminina começa quando o pelotão masculino cortar a meta, por volta das 16h. Créditos: Matthias Hangst/Getty Images Liège-Bastogne-Liège Para domingo, 21 de abril, está reservada uma das mais importantes provas do ano: a Liège-Bastogne-Liège! É um dos cinco “Monumentos” do ciclismo, junto com a Milano-Sanremo, a Volta à Flandres, a Paris-Roubaix e a Volta à Lombardia e a última corrida do Trítico das Ardenas. A Liège-Bastogne-Liège, também conhecida por “La Doyenne” (A Velha Senhora), cumpre a sua 110.ª edição sendo uma das provas mais antigas da história da modalidade. É considerada uma das provas de um dia mais difíceis do mundo devido à sua distância e percurso exigente e por vezes marcado por condições atmosféricas adversas. O pelotão sai do centro de Liège, rumo a Bastogne, próximo da fronteira com o Luxemburgo, para regressar novamente a Liège. Pelo caminho, os ciclistas enfrentam uma dúzia de curtas, mas duras subidas, entre as quais se destacam os emblemáticos Côte de la Haut Levée, Côte de Saint-Roch ou o Côte de la Roche aux Faucons, uma rampa com uma extensão de 1,3 quilómetros e uma inclinação de 10.5%. A edição de 2024 da Liège-Bastogne-Liège apresenta um cartaz de luxo com estrelas como Tadej Pogacar, Marc Hirschi ou Mathieu van der Poel, já vencedor de dois monumentos na temporada de 2024. João Almeida e Ruben Guerreiro são os dois únicos portugueses na lista de inscritos. Almeida já venceu uma edição da Liège-Bastogne-Liège na categoria de sub-23 no ano de 2018. A Liège-Bastogne-Liège vai para a estrada no domingo, 21 de abril e será transmitida em direto, no Eurosport 1, a partir das 11:30h. A prova feminina é transmitida a seguir, a partir das 15:55h. Créditos: Luc Claessen / Getty Images ### Paris - Roubaix Challenge | Como ir viver o inferno do norte Desde que sigo o ciclismo de uma forma mais intensa que o Paris-Roubaix é a corrida que mais me apaixona, ir assistir era algo que queria fazer e desde que a organização criou a prova amadora (Paris Roubaix Challenge foi criada em 2011), que ir pedalar naquele percurso para sentir o que o pelotão profissional sente (numa escala diferente claro) passou a ser um sonho a realizar nesta vida. Créditos: Sportgraf Tal como outros sonhos, existe o foco, mas existe também o resto da vida a acontecer, pelo que fui adiando e adiando ano após ano, sempre com as razões racionais de qualquer outra pessoa, até que um amigo das bicicletas simplesmente decidiu ir em 2023 e isso fez-me o "click", não iria adiar mais. Daí até ele me confessar que queria regressar foi um instante, ainda em 2023 colocámos em andamento o plano da ida ao Paris-Roubaix 2024 (mais ele do que eu, porque o David Raquel é um craque a planear viagens de bicicleta). Eu e o David Raquel já fizemos umas quantas aventuras de bicicleta juntos, a primeira foi após o confinamento na pandemia COVID-19. Quando autorizaram a população a circular, a primeira coisa que fizemos foi uma aventura de dois dias em modo bikepacking, que podes ver neste vídeo. Neste artigo descrevo a experiência e conto os pormenores, com o objectivo de inspirar e ajudar os que quiserem ir um dia. Pormenores de planeamento  Convém inscreverem-se no Paris-Roubaix Challenge com bastante antecedência, pois as inscrições esgotam todos os anos, além disso, quando se inscrevem não há volta atrás, ou perdem o dinheiro da inscrição ou colocam-se em ação para ir (treinar, marcar férias para a data, preparar bicicleta, marcar estadia, voos, etc.), é melhor fazer tudo com antecedência na minha opinião. No nosso caso a inscrição no evento foi feita em outubro de 2023, tudo o resto foi organizado e pago até janeiro de 2024. Viajámos de avião até Bruxelas. Créditos: Topcycling. O formato da viagem vai depender do budget de cada um, nós fomos de avião até Bruxelas e a partir daí deslocamos-nós de transportes públicos (comboio e autocarro, mas dá para fazer só de comboio), não alugámos carro, nem pagámos transfers (excepto o transfer da organização desde a chegada para a partida na manhã da prova e Uber no dia da corrida profissional para o local onde fomos assistir), pelo que posso considerar que viajámos em versão "low cost". Deslocámo-nos desde Bruxelas para Lille e depois de Lille para Roubaix comboio. Créditos: Topcycling. Se houver capacidade financeira para alugar viatura após viagem de avião, facilita todas estas deslocações. O Paris-Roubaix Challenge  O Paris-Roubaix Challenge é evento cicloturista aberto a qualquer pessoa que faça a inscrição, o organizador é o mesmo da prova profissional e disponibiliza 3 distâncias para os ciclistas entusiastas , 70km., 140km. e 170 km., sendo que a única que tem todos os sectores do pelotão profissional é a distância dos 170km. São seis mil inscritos, distribuídos pelas várias distâncias. A inscrição encontra-se facilmente no site da prova e todas as indicações estão lá descritas, são cerca de seis mil inscrições por ano, distribuídas pelas várias distâncias. Para os nunca participaram num evento fora de Portugal preparem-se para pagar mais e pagar por tudo. (Por exemplo, se querem uma fotografia, esta é paga no momento da inscrição ou comprada após o evento, não há oferta de fotografias). Créditos: Sportgraf Formato Não há classificações, não é uma competição, cada um completa o desafio como quer, seja em modo passeio, seja a competir com amigos ou consigo próprio. Também não há restrições no que respeita à bicicleta a utilizar, eu vi lá bicicletas de todo o género, desde passeio, a BTT, eléctricas, tudo! Só tem que ser uma bicicleta. Como encarei o Roubaix Challenge A forma como eu quis viver o evento foi fazer tudo seguido, dar o meu máximo, encarnar e sonhar que era um profissional e chegar ao velódromo de Roubaix esgotado tal como os meus ídolos, que durante tantos anos vi pela TV. O vídeo da experiência vivida https://youtu.be/yie0-BnrWYs?si=Xp0UY6jHzCqF05IR Preparei-me para ir desfrutar a experiência assim, treinei com a consciência de que iria necessitar desse treino para pedalar no pavet o mais rápido que conseguisse, na minha opinião (que é só uma opinião como todas as outras), o Paris-Roubaix não é uma prova na qual se vá passear, embora tenha visto muita gente a fazê-lo e respeito (qualquer um que complete aquele percurso é de se lhe tirar o chapéu, porque não é fácil para ninguém). Apesar de amador e sem qualquer tipo de "gabalorice", devo dizer que nós passámos bem rápido (num nível amador) por aqueles sectores, na minha cabeça (e provavelmente de outros) eu era um Tom Boonen, sofria os impactos das pedras no guiador, nas pernas, em todo o corpo, mas senti também que ia a voar por aqueles sectores (mas baixinho, a menos 15/20 km/h que os profissionais). Créditos: Sportgraf Apesar dos meus 44 anos, parecia uma criança a sonhar, encarnei um personagem e sentia-me esse personagem, na minha cabeça fui Tom Boonen ou Cancellara por umas horas. Depois de passar o receio de furar, depois de fazer alguns sectores e tomar tacto à coisa o objectivo passou a ser completar os 170kms. com uma média de velocidade superior a 30km/h., conseguimos! A logística da organização para os 170kms. A distância de 170kms. do Paris-Roubaix Challenge é a única que inclui no seu percurso, os mesmo sectores que o pelotão profissional, sendo também a única das três que obriga a uma logística diferente no dia da prova, pois a organização recolhe os ciclistas e bicicletas em Roubaix (chegada), e leva-os para a partida em Busigny. Alvorada 3:15AM, deslocação de Bike para os transfer. Pelas 4:00AM estávamos a colocar bicicletas em camiões. Mais ou menos 1000 bicicletas distribuídas por camiões que têm letras, nós temos um cartão com a letra do camião e autocarro onde vamos seguir. Na partida vamos recolher a bicicleta ao respectivo camião. Autocarro de transfer para o local de partida da distância dos 170kms. (É um opcional pago no momento da inscrição). A caravana dos camiões do Paris-Roubaix Challenge é uma caravana que transporta um valor considerável de bicicletas, já pensaram? Daria um filme do género Oceans Eleven, um grupo planear roubar aqueles caimões cheios de bicicletas. Vamos fazer uma média de 4000€ por bicicleta, 4000€ X 1000 bicicletas, são 4 milhões de Euros. A esperteza Tuga Esperámos e deixamos quase todos passar à nossa frente, com a intenção de deixar as nossas Bikes em último e assim sermos os primeiros a retirar as bicicletas do camião na chegada. Conclusão, tirámos mal a medida à fila, quando íamos entregar as bicicletas o nosso camião  estava cheio, as bicicletas foram no início da fila de outro camião e fomos os últimos a receber as bicicletas na mesma. (Tentar não custa, a estratégia estava lá, é um processo que se vai aperfeiçoando à medida que vamos fazendo vários Paris-Roubaix). Camiões de transporte das bicicletas do tranfer. Os ciclistas vão de autocarro, mas bicicletas neste camiões. É permitido levar um saco com o que o ciclista quiser lá colocar (um peça de roupa por exemplo), que a organização traz de regresso para a chegada. Como a nossa alvorada foi às 3:15, não íamos antecipar mais 20/30 mins para tomar pequeno-almoço, além de que chegávamos á partida com fome, como tugas que somos, preparámos a bela sandes com “Baguete” fiambre e queijo para comer no autocarro do transfer. Achámos que seria o pensamento de toda a gente, só que não. Resultado, três tugas a fazer um pic-nic no autocarro, enquanto belgas, holandeses, ingleses e franceses dormiam (ou faziam que dormiam, porque devem ter sentido o cheirinho das sandes e das bolachas com Nutella do André Rocha). Para enquadrar os procedimentos, convém acrescentar que o David Raquel já tinha feito a prova o ano passado e sabia como era o processo do transfer para os 170km. do Paris-Roubaix Challenge. O treino Não tenho treinador, nem fiz nada de especial, limitei-me a fazer o que gosto (que é andar de bicicleta) com mais regularidade e tentei ter uma alimentação ainda mais saudável. Tendo em conta a experiência como ciclista amador que sou, sabia que tinha que fazer o esforço de pedalar uma média de 10 horas semanais, durante pelo menos uns 4 meses para estar minimamente preparado para este desafio, consegui fazer isso desde outubro de 2023. Uma das provas de preparação para o Paris-Roubaix. Gravel Challenge Albufeira, em janeiro. Créditos da foto: Eduardo Campos Também sabia que pelo meio desta preparação era conveniente participar em alguns eventos, para "esticar o motor" e para estar habituado às dinâmicas de pedalar em grupo neste tipo de eventos. Isto pode não parecer importante, mas mesmo para quem só vai passear é importante porque assiste-se muitas vezes a ciclistas que não sabem pedalar rodeados por mais ciclistas e isto pode causar quedas. Este ano planeei outro grande desafio além do Paris-Roubaix, pelo que optei desde o início do ano em utilizar sempre a mesma marca de nutrição. Não sou treinador nem nutricionista mas pelo que me vou informando é vantajoso habituar o estômago aos géis, barras e bebidas que ingerimos em prova. Neste caso foram 5 horas e 41 minutos, nas quais só utilizei géis e bebida Named Sport (ingeri uns 7 ou 8 géis, mais a bebida Race Fuel e Hydrafit da mesma marca). A Bicicleta Como refiro no início, qualquer bicicleta é aceite para se fazer o Paris-Roubaix Challenge, no meu caso que quis fazê-lo como os ciclistas profissionais, com uma bicicleta de estrada. A bicicleta que levei foi uma Specialized Roubaix SL8 Comp, equipada com Shimano 105 Di2, rodas DT Swiss de alumínio, e pneus Specialized SW Mondo 32mm. É uma bicicleta de estrada inspirada nesta prova e construída para proporcionar ao ciclista o melhor conforto em longas jornadas de pedal, é uma bicicleta que facilita a tarefa no Paris-Roubaix. Deixo-vos o vídeo do teste que fiz a este modelo, depois das imagens do evento falo em pormenor sobre este modelo. https://youtu.be/1fJoRsHFJFs?si=-3Q9UedDk8BnbOJN Só tive o cuidado de fazer foi uma revisão na loja Bike Planet, reforçando a quantidade de líquido tubeless nos pneus, não houve qualquer alteração na na bicicleta para enfrentar o Inferno do Norte, lembrando que esta bicicleta tem um pequeno amortecedor de 20mm. por debaixo do avanço, que é bem vindo neste percurso. Na minha opinião, qualquer bicicleta de estrada que suporte pneus de 30/32 ou 34mm., que seja fiável e vá bem preparada (com revisão feita) oferece condições para se fazer esta prova aproveitando o que ela tem para oferecer. Outro tipo de bicicletas de estrada também o farão (no tempo de Merckx já o faziam com bicicletas muito mais limitadas que as de hoje em dia), mas quanto menos volumoso o pneu, mais pressão terá que se utilizar e menos conforto se terá, logo, mais sofrimento, dificuldade e dureza. O BRUTAL e histórico pavet do inferno do Norte O exilibris do Paris-Roubaix é o empedrado, estradas em paralelepípedos que originalmente foram construídas durante o século XIX na região norte da França, que na altura eram consideradas uma inovação técnica, oferecendo uma superfície mais resistente e durável em comparação com as estradas de terra ou cascalho. Créditos: Topcycling São históricos não só pela corrida mas também porque a sua construção teve como principal objetivo proporcionar vias de transporte duráveis e resistentes para a comunidade local, bem como para facilitar o escoamento de produtos agrícolas e industriais. Durante anos e anos assisti na TV com paixão ao Paris-Roubaix, durante anos e anos pesquisei por informação, escrevi sobre o Paris-Roubaix, vi fotografias do Paris-Roubaix com a brutalidade das imagens das quedas, das mãos e do sofrimento dos ciclistas, da forma como as bicicletas sofrem, da forma como equipas, ciclistas e marcas de bicicletas pensam na melhor forma de se passar naqueles sectores de empedrado da melhor forma possível, mas só quando pedalei os primeiros metros no sector Camphin en Pévèle (quatro estrelas) e no Carrefour de l'Arbre me apercebi realmente de como é duro e “áspero” aquele empedrado. Só vos posso dizer que na TV, nas fotos, tudo o que vemos não dá a real ideia da brutalidade que é passar aqueles sectores, esta opinião é unânime entre todos os amadores que se propõem ir completar aquele desafio. Créditos: David Raquel Quando terminei o primeiro sector no dia em que fomos fazer o reconhecimento, notei o desgaste e força que tinha que colocar nos pedais para progredir, pensei: Como é possível os profissionais passarem aqui à velocidade que vemos a TV? Créditos: David Raquel No fundo é o mesmo espanto de quem já assistiu a etapas de montanha onde passam os World Tour, é impressionante a velocidade deles. Assistir ao verdadeiro Inferno do Norte, a corrida dos World Tour No sábado pedalámos pelo mesmo percurso dos profissionais (menos quilometragem total, mas todos os mesmos sectores de empedrado), no domingo pela manhã fizemos uma pedalada de passeio pela zona e fomos assistir à passagem dos World Tour no Carrefour de l'Arbre. Créditos: Topcycling Ir ao ciclismo é uma festa, é o verdadeiro desporto do povo, não se paga bilhete para ver os ídolos em ação, não há bancadas mais caras e menos caras, quem chega primeiro escolhe o lugar. Créditos: David Raquel Não há restrições de entrada de bebidas ou comidas, cada um leva o seu "farnel" ou prepara-se para o confecionar no local. Não há claques nem rivais, li todos convivem com o "vizinho do lado", conhecem-se pessoas novas, partilham-se experiências, fala-se de ciclismo. Créditos: David Raquel Tudo isto é transversal ao ciclismo em geral, seja o pelotão World Tour ou um pelotão de uma divisão inferior, mas ali assistimos a momentos históricos do ciclismo mundial, assistir à segunda vitória de Mathieu van der Poel e à primeira participação na Paris-Roubaix de António Morgado. Créditos: Jorge Oliveira A história por detrás da fotografia de destaque deste artigo é o espelho de como ir ao ciclismo é uma experiência positiva e enriquecedora. António Morgado na sua primeira Paris-Roubaix. Créditos: Topcycling A fotografia foi tirada por um senhor belga chamado Bernard, que entre todas as fotos que fez da passagem dos ciclistas se apercebeu de que o ciclista da UAE deveria ser português (ele nem sabia que era António Morgado. Não sabia mas vai saber certamente), e perante isto, chamou-me, mostrou-me a fotografia e perguntou-me se queria que me enviasse e assim foi, cedeu-me a fotografia. Creio que esta atitude do senhor Bernard explica bem o ambiente que se vive entre os adeptos de ciclismo que estão a assistir à modalidade nas estradas. Orçamento Sem entrar em pormenores, preparem entre 800€ a 1000€ para uma aventura destas. Se forem dois dias antes do Roubaix Challenge e regressarem no dia depois do Roubaix profissional, para fazer as coisas com calma, serão cinco dias e quatro noites de alojamento, mais inscrição, voo com transporte da bicicleta incluido (que é mais caro), alimentação, pagamento de transportes públicos para deslocações. (Se alugarem viatura para deslocações o orçamento é bem mais alto). Se a paixão é pedalar, vale a pena O que me move é a paixão pelas bicicletas e ciclismo, espero com este tipo de conteúdo inspirar e motivar mais pessoas a desfrutarem da bicicleta e do ciclismo na estrada (e não falo só de pedalar, falo de assistir ao ciclismo), porque na verdade, seja com uma bicicleta melhor ou pior, seja numa prova de ciclismo nacional ou internacional, basta haver vontade e paixão para desfrutar desta modalidade. É certo que para embarcar nestas aventuras não basta haver vontade, também é necessário algum dinheiro, mas há muito ciclismo em Portugal para se assistir e participar, estas coisas "fora de portas" fazemos quando há possibilidade. Créditos: Topcycling Sejamos realistas, pode transformar-se numa modalidade cara sim (como outras), mas seja para praticar ou para viver o ciclismo não é essencial imenso dinheiro, cada um adapta às suas possibilidades. Boas pedaladas a todos. ### Alice Segre no Desertus Bikus  Alice Segre enfrenta o Desertus Bikus com o apoio da Specialized, uma prova ininterrupta que parte de Anglet, no Golfo da Biscaia, e chega a Setúbal, depois de viajar de norte a sul e de leste a oeste de Espanha. Desertus Bikus Inicia este sábado o Desertus Bikus, uma prova de gravel em autossuficiência entre Anglet (nos Pirenéus) e Setúbal, de 1400 km e 14 000 metros de desnível, e que tem grande parte do seu percurso desenhado em Espanha. À saída estará Alice Segre, uma ciclista italiana, residente em Lisboa, que normalmente pedala com uma Diverge e que para a prova utilizando uma Diverge Expert Carbon. Disputado de 13 a 20 de abril, o Desertus Bikus é descrita como sendo um “Rallye Raid em bicicleta que atravessa Espanha, do Golfo da Biscaia à Costa do Sol, em orientação, autossuficiência e sem assistência. Este evento é um tributo às primeiras aventuras do Rally-Raid Paris/Dakar dos anos 80.” Para além da distância e do acumulado, o Desertus Bikus irá passar pelas áreas desertas de Espanha, tais como o Deserto das Bardenas. Quem é Alice Segre? Alice Segre é analista de negócios, apaixonada por cinema e música–toca saxofone. Para além disso é uma verdadeira amante de viagens de bicicleta. Italiana radicada em Portugal, inicia no sábado, (13 de abril), o desafio Desertus Bikus. Cada participante deverá planear o seu percurso, passando por sete postos de controlo obrigatórios, e organizar alojamento e alimentação. Um verdadeiro desafio, no qual Alice tem um objetivo, explorar os seus limites. Em entrevista à Specialized, Alice falou um pouco sobre o ciclismo na sua vida e sobre o Desertus Bikus. Sempre foste ciclista? Que desportos praticaste antes? Comecei a andar de bicicleta a sério (ou seja, não apenas como meio de transporte) há cerca de cinco anos, quando comecei a preparar-me para o Triatlo Olímpico de Berlim. No entanto, enquanto crescia pratiquei muitos desportos: atletismo, natação, ténis, basquetebol e muitos mais. Como integras o ciclismo no teu quotidiano? Os meus dias geralmente são bastante ocupados, mas descobri que as manhãs são o melhor horário para treinar. Costumo acordar cedo (por volta das 5h30 ou 6h) e sair para pedalar. Aos fins de semana posso fazer voltas mais longas e às vezes combino o ciclismo com outras atividades.  O que te inspirou a perseguir este objetivo? Tens experiência em competições de longa distância? Não acompanho de perto o cenário das corridas, apenas alguns atletas específicos nas redes sociais. O meu objetivo surgiu do desejo de me desafiar e explorar os meus limites, tanto mentais quanto físicos. Estudaste a rota? Qual é a área que tens mais curiosidade em visitar? Passei muito tempo a planear e gostaria de ainda mais. Estou especialmente interessada nas vistas do posto de controle número 3, próximo ao reservatório de Buendía. Quantas mulheres estarão na partida? Seremos 45, num total de 320 participantes. Estou ansiosa por as conhecer todas. A corrida percorre cerca de 1400 quilómetros, três países e uma grande variedade de terrenos. Há quanto tempo te preparas e como é o teu treino? A corrida vai ser muito difícil. Treino há cerca de seis meses. No início, concentrei-me em construir uma base, acumular quilómetros e manter um treino consistente. De janeiro até ao final de março, intensifiquei o treino com intervalos estruturados e treinos de VO2 máximo para aumentar a resistência. Agora, na última semana antes da corrida, estou a reduzir o ritmo, com o objetivo de descansar o máximo possível. Para um desafio como este, é essencial ter equipamento fiável. Que bicicleta vais usar e como a preparaste para esta aventura? Quanta carga planeias transportar e em quantas malas? Irei usar uma Specialized Diverge Expert Carbon. Tendo usado um modelo Diverge em todas as minhas viagens longas, tenho total confiança. O principal desafio foi decidir a configuração do meu saco, mas optei por uma combinação que inclui uma pequena bolsa nos extensores, uma bolsa de alimentação, uma bolsa de quadro e um alforje de 16L concebido para facilitar o acesso durante aprova. Acho que carregarei cerca de dez quilos, embora não tenha a certeza do peso exato. Para além da bicicleta Specialized Diverge Expert Carbon, que referiu na entrevista, Alice Segre vai também usar o Capacete Search e os sapatos Recon, tudo artigos da Specialized com reviews e análises que podes ler no Topcycling.   ### Loma, o Novo Capacete Specialized A Specialized apresentou o Loma, o seu novo capacete Loma desenhado para ciclistas que gostam de pedalar em todos os tipos de superfícies. O novo capacete Loma, segundo informa a Specialized, partilha a inovação e performance topo de gama dos capacetes premium S-Works, com uma estética elegante, caracterizando-se por ser um equipamento all-road. Capacete Loma O novo capacete Specialized, segundo a mesma, foi desenvolvido para oferecer conforto e confiança, ao mesmo tempo que oferece ao ciclista um estilo intemporal. O capacete Loma vem equipado com muitas das mesmas características de conforto e ventilação dos modelos premium S-Works Evade 3 e S-Works Prevail 3, além do sistema Mips Essential Core, para gestão adicional de impactos.  Conforto e Ajuste Sistema de Ajuste FS3: Inspirado nos modelos S-Works Evade 3 e Prevail 3, o sistema de ajuste FS3, é, segundo diz a Specialized, facilmente ajustável, graças aos seus divisores de fita Tri-Fix ajustáveis. Base Occipital: O ajuste da base occipital foi retirado dos capacetes premium S-Works Evade 3 e Prevail 3 e permite ao utilizador personalizar o ajuste para um conforto adicional. O novo Loma permite também ajustar o ângulo do capacete para garantir que o capacete e os óculos permaneçam perfeitamente sincronizados. Ventilação 4D Brow Cooling: Retirado também dos capacetes S-Works Evade 3 e S-Works Prevail 3, o capacete Loma apresenta uma solução de ventilação 4D Brow, que deixa um espaço entre o capacete e a testa, direcionando o fluxo de ar para os canais de ar internos. Canais Internos: As entradas de ar internas posicionadas de forma eficiente por todo o capacete aumentam o fluxo de ar, mantendo-o fresco mesmo quando as temperaturas sobem. Mips Essential Core Mips: O capacete Loma apresenta o sistema Mips Essential Core, uma camada de baixa fricção, que permite um movimento deslizante de 10 a 15mm em todas as direções. A Specialized informa que os estudos feitos indicam que este sistema reduz algumas das forças rotacionais transmitidas ao cérebro durante impactos em ângulo. Disponibilidade e preços Podes ver as informações relativas ao novo capacete Loma, como cores, preços e características completas aqui. ### 50 anos do primeiro produto FOX - Celebração traz edições especiais A FOX celebra este ano o 50.º aniversário do primeiro produto desenvolvido pelo seu fundador, Bob Fox, em 1974. Para celebrar esta data, a marca americana traz-nos algumas novidades que, como a Fox diz, têm como principal objetivo elevar o potencial do Mountain Bike. Gold Limited Edition A FOX apresentou uma edição limitada na gama Factory, de forma a celebrar o 50.º aniversário de produtos de suspensão. Com uma cor única que caracteriza a marca, o novo produto dá a oportunidade ao utilizador de ter uma suspensão diferente de qualquer outra.Para além da cor limitada à coleção 2025, também o número de unidades produzidas será muito reduzido, tornando este artigo mais difícil de obter. Grip X2, Grip X e Grip SL Com base nos 50 anos de evolução que acompanharam o desenvolvimento da condução e corridas de montanha, a FOX lança agora 3 novos cartuchos, cada um concebido de raiz. O Grip X2 direcionado para o desempenho em descidas, o Grip X para uma melhor tração em qualquer terreno, e o Grip SL, o cartucho mais leve de XC, que segundo diz a FOX, permite uma sensação de condução excelente. Grip X2 Para criar o derradeiro cartucho, focado nas descidas, a FOX procurou o nível de afinação visto nassuspensões de motocrosse e supercrosse. Enquanto que o Grip 2 tinha um Base Valve com 20 mm de diâmetro e sete anilhas, o novo Grip X2 aumentou a capacidade de ajuste ao alterar o BaseValve para 24 mm com 23 anilhas. Desta forma, segundo informa a marca, o cartucho de suspensão é o mais ajustável e mais suave da FOX para descidas. Os corredores ganham a vantagem de ter mais curso disponível enquanto o pneu está agarrado ao terreno, podendo definir curvas com maior tração, reduzindo a fadiga nas competições. Base Valve com 24 mm de diâmetro - Reduz a pressão ao mesmo tempo que aumenta a sensibilidade, e permite mais espaço para a circulação hidráulica; 23 Anilhas - Afinação de última geração e uma resposta mais rápida aos choques; Equilíbrio de pressão - Mantém uma pressão positiva baixa, permitindo um tempo de resposta do cartucho de 5 a 10 ms aos comandos do utilizador; Disponível para - 34* - 36 - 38 - 40 (*APENAS OEM). Grip X O novo cartucho Grip X, à semelhança do Grip X2, permite o ajuste de compressão de alta e baixa velocidade, com a particularidade de que, quando chega a altura de subir, basta rodar o regulador de compressão de alta velocidade até sentir o último clique. O regulador do Grip X fecha simultaneamente a compressão de alta e baixa velocidade, permitindo uma plataforma firme e uma transferência de potência mais eficiente para os pedais.Para descer basta colocar novamente o regulador de alta velocidade na posição desejada e descer com toda a tração e previsibilidade adicionais. Modo firme - Ativado no último clique da compressão de alta velocidade. Facilmente acessível nas zonas de pedal; Leveza - Menos 120 g que o Grip X2, mantendo a mesma tração e previsibilidade; Ajuste de 3 vias - Rebound e compressão de alta e baixa velocidade, para uma configuração mais fácil e funcionalidade nos trilhos; Disponível para - 34 - 36 - 38 - 40. Grip SL O Grip SL traz-nos um cartucho específico de pouco curso com um peso reduzido.O desempenho do bloqueio no Grip SL é, segundo a Fox, muito firme, permitindo colocar toda a potência nos pedais durante um sprint, mantendo uma oscilação suave quando se apanha um ressalto com o bloqueio ativado, resultando na redução da fadiga e conservação da energia do ciclista.A utilização do regulador de compressão no modo intermédio ou aberto, permite que se sinta um início de curso suave com uma alta eficiência ao pedalar.O Grip SL oferece aos ciclistas o cartucho mais leve de XC com uma sensação de condução que, segundo a marca americana, é inigualável. 3 Posições - Compressão ajustável em tempo real para condições de terreno variáveis. Opção Remote disponível; Bloqueio firme - Com uma pequena oscilação ao apanhar ressaltos para reduzir a fadiga. Leveza - Menos 60 g que o Fit4 na versão de 100 mm; Estrutura otimizada - Específico para suspensões FOX leves, mantém a penalização do peso tão baixa quanto possível; Disponível para - 32 TC - 32 SC - 34SC. Suspensão de XC leve, destinada a maratonas Com menos de 1300 g, a 32 Step-Cast é, segundo informa a FOX, a suspensão de BTT mais leve, feita especificamente para maratonas de XC.Cada parte desta forqueta, desde o chassis ao eixo, foi otimizada com vista à redução do seu peso, que com um arco invertido e uma coroa optimizada, ganha também 40% de rigidez em relação à sua antecessora.Juntamente com o novo cartucho GRIP SL, a 32 Step-Cast é, segundo a FOX, a suspensão de XC de maratona mais rápida, mais reativa e com melhor sensação no terreno e está disponível apenas em 100 mm de curso. Amortecimento para a redução de fadiga O GRIP SL foi concebido especificamente para as suspensões de 32 mm, proporcionando uma sensação de condução destinada para a modalidade de endurance, mantendo o peso total o mais baixo possível. O amortecimento suave na fase inicial do curso, otimizado para pedalar com eficiência, permite ganhar mais velocidade nas secções mais difíceis do trilho. O bloqueio firme é acessível através de regulador de compressão de 3 posições ou de um manípulo montado no guiador. Este modo permite que, quando durante um sprint é exercida demasiada força sobre os pedais, o cartucho tenha uma leve oscilação, de forma a obter um suave amortecimento e reduzir a fadiga do ciclista. Rigidez e Coroa Redesenhada O arco Matrix traseiro foi concebido de forma a aumentar a rigidez da torção em 40%, em relação à anterior 32 SC, minimizando o peso. Como a nova 32 SC está disponível apenas com 100 mm de curso, o arco traseiro tem o espaço necessário para quadros XC.A 32 SC conta ainda com uma nova coroa de alumínio da série 7000, utilizando uma geometria que a mantém forte ao mesmo tempo que foram reduzidas 9 gramas. A coroa tem offset zero com ângulo nos dropouts para atingir o rake de 44 mm, reduzindo a quantidade necessária de alumínio. Características CARTUCHO GRIP SL (VS FIT 4) -65g EIXO KABOLT SL -12g BAINHAS -9g TUBO DE DIREÇÃO ULTRA-LEVE - 11g RIGIDEZ DA COROA OTIMIZADA -9g GUIA DE CABO ULTRA-LEVE -1g TAMANHO DE RODA - 29 CURSO - 100 RAKE - 44 EIXO - KABOLT SL 110 32 STEP-CAST - Apenas na versão Factory ACABAMENTO BAINHAS - KASHIMA TAMANHO DO DISCO - 160 DIRECT POST MOUNT, ATÉ 180 CÂMARA DE AR - FLOAT EVOL TUBO DIREÇÃO - 1.5 TAPER PESO COME - 3.06 LB / 1287 G (32 SC, 29” GRIP SL) (Comprimento do tubo de direção - 165 mm) Podes consultar todas as informações sobre os novos Produtos FOX no site da Bicimax Portugal. ### Um português e um belga entram num bar De uma conversa casual nasceu entre dois aficionados nasceu esta história. Luís Beltrão foi a Roubaix unir Rik Van Linden e Joaquim Agostinho. Imaginem cumprir o sonho de correr a Paris-Roubaix. Foi o que fez o meu colega Luís Beltrão, que pedalou os 170 km da Roubaix Challenge. Para além do desafio físico a viagem vale pela experiência. É uma viagem à França profunda e a oportunidade de conhecer ciclistas amadores de todo o mundo. Quis o destino que o Luís Beltrão se alojasse no mesmo hotel que Gert Van Linden, sobrinho de um craque: Rik Van Linden. O mural que dá as boas-vindas aos participantes na Roubaix Challenge.Créditos:TopCycling Rik Van Linden partilhou pelotão com Eddy Merckx Sprinter robusto e classicómano de referência nos anos 70. Van Linden fechou a carreira em 1982 com 110 vitórias! Supomos que as contas feitas pelo belga incluem kermesses e critérios, já que nas bases de dados não aparecem tantas. Foi um período notável do ciclismo. Rik Van Linden partilhou pelotão com Eddy Merckx e Roger De Vlaeminck. https://www.youtube.com/watch?v=QA1ZSb6oqEQ Van Linden ganhou nove etapas no Giro, quatro no Tour e duas na Vuelta. Anos 50 e 70 viveu-se o auge do automóvel A nível da sociedade o cenário era menos favorável à bicicleta. Entre meados dos anos 50 e 70 viveu-se o auge do automóvel. O carro representava o modernismo, qualquer sítio era bom para estacionar e quanto mais próximo dos centros histórico melhor. Há males que vêm por bem e a crise do petróleo no Médio Oriente, em 1973, obrigou a parar e a refletir. Cidades como Amesterdão e Copenhaga marcaram o caminho na reconquista de espaços públicos para peões e ciclistas. Créditos: TopCycling Ganhou a Paris-Tours como estagiário Voltemos a Van Linden, de nome próprio Rik. Chamar-se Rik e ser ciclista na Bélgica não é para qualquer um. Rik Van Steenbergen (Rik I) e Rik Van Looy (Rik II) deixaram a fasquia elevada. Van Linden não foi um fora de série, mas foi um corredor valioso. Em 1972 ganhou a Paris-Tours como estagiário, venceu etapas nas três grandes Voltas e venceu a classificação por pontos no Tour de France. O irmão Alex também foi pro e competiram parte da carreira nas mesmas equipas. Ainda se lembram de como começou a história? Foi graças a um casual encontro num hotel de Roubaix que iniciamos esta viagem aos anos 70. Rik Van Linden foi colega de Joaquim Agostinho O que não sabíamos é que íamos encontrar outra coincidência. Em 1972 Rik Van Linden foi colega de Joaquim Agostinho na Van Cauter-Magniflex-De Gribaldy. Joaquim Agostinho faleceu a 10 de maio de 1984 Eram outros tempos. Lá fora o fenómeno de Brejenjas corria pela formação belga, em Portugal representava o Sporting. Foi de verde e branco que fez o tri na Volta. O mais notável é que o fez após cair na Volta a Espanha, a caminho de Tarragona. Foi a primeira de várias lesões sérias a nível do crânio. Em Roubaix recordámos Rik Van Linden. Este domingo recordem também Joaquim Agostinho que faria 81 anos. ### Paris-Roubaix 2024 - MVDP A edição 121 do Paris-Roubaix correu-se a alta velocidade e deu-nos mais uma exibição de luxo, num ano onde as glórias a solo se vão acumulando, prometendo deixar a temporada de 2024 na história do ciclismo. Fuga até aos Pavês A fuga do dia foi composta por 9 ciclistas que nunca conseguiram uma vantagem de mais de 2 minutos, numa corrida sempre controlada pela Alpecin-Deceuninck. Antes da entrada no primeiro setor de pavê, situado ao quilómetro 96, o ritmo no pelotão foi aumentando e começou a lutar-se pelo posicionamento, o que levou a uma redução drástica da já pequena vantagem da fuga. A Alpecin Deceuninck de Van der Poel e Philipsen continuou na frente do pelotão, controlando a corrida como fizeram na Volta à Flandres, levando os seus líderes bem colocados, enquanto que os rivais iam perdendo o contacto, caindo ou tendo problemas técnicos que foram reduzindo os elementos do grupo dos favoritos. https://twitter.com/faustocoppi60/status/1776932590919860572 Bis de Van der Poel, Hat-Trick da Alpecin-Deceuninck Num dia onde a Alpecin-Deceuninck não teve falhas, chegava a vez dos seus líderes acabarem o excelente trabalho que a equipa belga fez durante todo o dia. Foi a 60 quilómetros da meta que Mathieu Van der Poel, no setor de 3 estrelas de Orchies, atacou, distanciando-se dos 25 elementos que faziam parte do grupo que estava na frente da corrida. No final deste setor de 1,7 quilómetros, Van der Poel já levava 10 segundos, vantagem que foi aumentando ao longo da corrida, quando os seus perseguidores já se entreolhavam e preparavam a luta pelos restantes lugares no pódio. https://twitter.com/parisroubaix/status/1776969526229303432 O Campeão do Mundo chegou ao velódromo de Roubaix com uma vantagem de cerca de 3 minutos, a quinta maior da história pós Segunda-Guerra, repetindo a dobradinha em Monumentos já conseguida em 2023. No sprint pelos restantes lugares, Jasper Philipsen bateu Mads Pedersen e repetiu o segundo lugar do ano passado, mostrando a força da Alpecin-Deceuninck que venceu os três primeiros monumentos da temporada, feito inédito na história do ciclismo. António Morgado, único português em prova, furou no início da corrida, perdendo o contacto com o grupo dos favoritos, numa altura em que a corrida ia acelerada. O ciclista da UAE Emirates chegou a 15 minutos do vencedor, na posição 87. https://twitter.com/parisroubaix/status/1776986841868067290 Top 10 final PosiçãoCiclistaTempo1 VAN DER POEL Mathieu5:25:582 PHILIPSEN Jasper3:003 PEDERSEN Mads,,4 POLITT Nils,,5 KÜNG Stefan3:156 VERMEERSCH Gianni3:477 PITHIE Laurence3:488 MEEUS Jordi4:479 WÆRENSKJOLD Søren,,10 MIHKELS Madis,, ### Paris-Roubaix 2024 - Guia das corridas Feminina e Masculina Corre-se no próximo fim de semana o Inferno do Norte, a Rainha das Clássicas, o Paris-Roubaix, naquele que é, para muitos amantes deste desporto, o melhor dia de ciclismo do ano.Neste fim de semana cheio de emoção, a corrida feminina corre-se no sábado (6) e a masculina no dia seguinte, domingo dia 7. Corrida Feminina A corrida feminina arranca para a sua 4.ª edição, mas apesar de tão recente, é já uma das corridas mais esperadas do ano ao que ao pelotão feminino diz respeito, tendo nos proporcionado nas edições anteriores, corridas repletas de espetáculo e com vencedoras surpreendentes.Para além disso o Paris-Roubaix feminino tem a particularidade de não se realizar no dia da corrida masculina, tendo um dia dedicado especialmente para as mulheres e outro para os homens. Percurso As ciclistas do pelotão feminino vão ter 148 quilómetros para percorrer, nesta que será a edição com maior distância da recente história desta corrida. Destes 148 quilómetros, 30 serão feitos através dos 17 setores de pavê que integram a corrida deste ano. Tal como acontece na corrida masculina, os setores são classificados de 1 a 5 estrelas, sendo a dificuldade maior, quanto maior for o número de estrelas. Um dos dois setores de 5 estrelas da corrida feminina é o famoso Mons-en-Pévèle, que as ciclistas têm de ultrapassar quando ainda faltarem 50 quilómetros para o final da corrida. É neste setor que pode surgir a movimentação vencedora, apesar de ainda faltarem 11 setores para ultrapassar. Os setores seguintes, apesar de serem classificados com um menor número de estrelas, podem ser determinantes para o resultado final, pois a corrida já vem partida e o cansaço acumulado já se faz sentir. Foi por exemplo num destes setores de menor dificuldade (Templeuve), que Longo Borghini começou a construir a vantagem que lhe deu a vitória em 2022. É já nos 20 quilómetros finais que surge o icónico Carrefour de l’Arbre, o segundo dos setores de 5 estrelas e uma das últimas oportunidades para se dar a estucada final, rumo ao velódromo de Roubaix. Fonte: Site oficial da prova Lista de setores: SetorQuilómetroNomeDistânciaClassificação1766Hornaing / Wandignies3,7****1673,5Warlaing / Brillon2,4***1576,9Tilloy / Sars-et-Rosières2,4****1483,3Beuvry / Orchies1,4***1388,3Orchies1,7***1294,4Auchy / Bersée2,7****1199,9Mons-en-Pévèle3*****10105,9Mérignies / Avelin0,7**9109,3Pont-Thibault / Ennevelin1,4***8b114,7Templeuve – L’Epinette0,2*8a115,2Templeuve – Moulin-de-Vertain0,5**7121,6Cysoing / Bourghelles1,3***6124,1Bourghelles / Wannehain1,1***5128,6Camphin-en-Pévèle1,8****4131;3Carrefour de l’Arbre2,1*****3133,6Gruson1,1**2140,3Willems / Hem1,4**1147,1Roubaix0,3* Favoritas Lotte Kopecky da SD Worx- Protime, não tem tido uma temporada fácil e, apesar da vitória na Strade Bianchi, mostrou estar ainda uns furos abaixo daquilo que já nos habituou na Através da Flandres e Volta à Flandres. Apesar de uma menor recente forma, é uma superestrela e aparece sempre nos momentos importantes e tem de ser considerada favorita na corrida do próximo fim de semana. Lorena Wiebes, companheira de equipa de Kopecky, vem mostrando uma forma superior tendo já vencido este ano corridas de enorme importância como a Gent-Wevelgem e a Scheldeprijs. Apesar de 45.º ser a sua melhor classificação no Inferno do Norte, Wiebes, conseguindo manter-se na frente da corrida, tem sempre no seu poderoso sprint a arma certa para vencer no velódromo de Roubaix. Créditos: La Presse Marianne Vos da Visma-Lease a Bike já ganhou quase tudo que havia para ganhar, e o Paris-Roubaix é uma corrida que a ciclista neerlandesa não tem no palmarés. Está em grande forma em 2024, tendo vencido a Omloop e Através da Flandres. A ausência de subidas no percurso é sempre uma mais valia para a tri-campeã mundial. Outras ciclistas como Lucinda Brand, Pfeiffer Georgi, Alison Jackson, Elisa Chabbey, Elisa Balsamo e Femke Markus, são nomes a ter em conta e que, se conseguirem estar longe de azares, quedas e furos, têm condições para vencer a corrida. Corrida Masculina O Paris-Roubaix masculino, tem muitos mais anos de história e vai para a edição 121. É o terceiro dos 5 Monumentos e desde a sua primeira edição, em 1896, que os ciclistas lutam pela Rainha das Clássicas. Devido à sua dureza e brutalidade, é já uma vitória para muitos ciclistas terminarem esta corrida que tem em Vlaeminck e Boonen os recordistas de vitórias, ambos com 4. O campeão em título é Mathieu Van der Poel e é no Campeão do Mundo que todos os olhos estarão postos. 03/10/2021 - Paris-Roubaix - Mathieu Van der Poel (Alpecin-Fenix), Sonny COLBRELLI (Bahrain Victorious) Percurso A corrida masculina, para além de todas as dificuldades que os pavês proporcionam, tem ainda uns monstruosos 260 quilómetros de distância. Os ciclistas vão percorrer 29 setores que perfazem um total de 56 quilómetros em pavê, sendo que o primeiro, Troisvilles à Inchy, surge já com quase 100 quilómetros percorridos. Apesar dos 29 setores, há sempre três que se sobrepõe aos demais e têm a classificação de 5 estrelas: Trouée d'Arenberg, Mons-en-Pévèle e o Carrefour de l'Arbre. O Trouée d'Arenberg surge quando ainda faltam 100 quilómetros para a meta, mas apesar disso, os seus famosos paralelos tratam sempre de eliminar ciclistas da luta por um dos troféus mais peculiares do desporto. Este ano, a organização optou por colocar antes da entrada neste setor, uma espécie de chicane para que a velocidade de entrada seja mais reduzida e tentar desta forma garantir aos ciclistas uma maior segurança. https://twitter.com/stefanorizzato/status/1775573185171177660 O setor de Mons-en-Pévèle é o segundo setor de 5 estrelas e é aqui que normalmente sai o grupo de ciclistas que disputa a vitória nos 50 quilómetros seguintes. O Camphin-en-Pévèle de 4 estrelas e o Carrefour de l'Arbre de 5, estão separados por apenas um quilómetro e compõem entre os dois, 4 quilómetros de pavés, o que com os 230 quilómetros já percorridos, são a oportunidade ideal para quem tiver com capacidade, fazer o ataque final e separar-se dos demais corredores. Depois disto são 20 quilómetros até Roubaix, ainda com 3 setores mas de menor dificuldade. Chegando ao velódromo, os ciclistas fazem a já tradicional volta e meia antes de cortarem a meta, num dos melhores finais de ciclismo da época. Fonte: Pro Cycling Stats Lista de Setores SetorQuilómetrosNomeDistância (km)Classificação2996Troisvilles to Inchy2.2***28102.5Viesly to Quiévy1.8***27105.1Quiévy to Saint-Python3.7****26111.3Viesly to Briastre3***25122.6Vertain to Saint-Martin-sur-Écaillon2.3***24129.3Capelle to Ruesnes1.7***23138.3Artres to Quérénaing1.3**22140.1Quérénaing to Maing2.5***21143.2Maing to Monchaux-sur-Écaillon1.6***20156.2Haveluy to Wallers2.5****19164.4Trouée d’Arenberg2.3*****18170.4Wallers to Hélesmes1.6***17177.2Hornaing to Wandignies3.7****16184.7Warlaing to Brillon2.4***15188.2Tilloy to Sars-et-Rosières2.4****14194.5Beuvry-la-Forêt to Orchies1.4***13199.5Orchies1.7***12205.6Auchy-lez-Orchies to Bersée2.7****11211.1Mons-en-Pévèle3*****10217.1Mérignies to Avelin0.7**9220.5Pont-Thibaut to Ennevelin1.4***8b225.9Templeuve (L’Épinette)0.2*8a226.4Templeuve (Moulin-de-Vertain)0.5**7232.8Cysoing to Bourghelles1.3***6235.3Bourghelles to Wannehain1.1***5239.8Camphin-en-Pévèle1.8****4242.5Carrefour de l’Arbre2.1*****3244.8Gruson1.1**2251.5Willems to Hem1.4**1258.3Roubaix (Espace Charles Crupelandt)0.3* Favoritos Mathieu Van der Poel é o favorito número um. Depois da vitória na edição de 2023 do Paris-Roubaix, o campeão do mundo chega a voar depois da vitória na Volta à Flandres. Jasper Philipsen, seu companheiro de equipa, tem esta corrida marcada no seu calendário, e juntos formam uma dupla de milhões. Com uma equipa bastante capaz que controlou a corrida na Flandres, os dois ciclistas podem dar o terceiro monumento da temporada à Alpecin Deceuninck. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Mads Pedersen tem feito uma época de enorme qualidade, com vitórias e exibições de luxo. O ciclista da Lidl-Trek já bateu Van der Poel este ano e esteve ao ataque na Volta à Flandres, depois das lesões sofridas na queda da Através da Flandres. A UAE Team Emirates colocou três ciclistas no top 5 da Volta à Flandres, num dia de uma das maiores exibições da história do ciclismo de um ciclista português, António Morgado. Nils Politt e Tim Wellens serão os líderes de uma equipa que pode jogar com os números para tentar bater corredores mais fortes. Créditos: Nico Vereecken/Sprint Cycling Agency Por falar em força dos números, a Visma Lease a Bike tem também uma grande equipa, apesar das várias lesões que tiraram a sua estrela, Van Aert, para fora das clássicas. Com o trio Matteo Jorgenson, Christophe Laporte e Dylan van Baarle, a equipa neerlandesa tem muito por onde jogar taticamente e vai tentar colocar um destes ciclistas em condições de disputar a vitória. Stefan Kung, Yves Lampaert, Alberto Bettiol, Biniam Girmay, Oier Lazkano e Joshua Tarling já mostraram ter pernas esta época com exibições de luxo e terão também eles uma palavra a dizer no Inferno do Norte. A corrida feminina vai ter transmissão no próximo sábado na Eurosport a partir das 14 horas. Já a corrida masculina, vai ser transmitida na íntegra com a transmissão a ter início pelas 9h30 da manhã de domingo. ### Diário de uma sub-23 – Daniela Campos Daniela Campos tem 22 anos e acabou com uma seca que durava há 31! A vitória UCI na Guatemala, a aventura em El Salvador e o encanto da Colômbia neste Diário. Foram duas semanas com muitos eventos. Tudo começou em Anadia, na Prova Internacional de Pista. Fiz dois dias de competição com a seleção e numa segunda-feira voei para El Salvador. Comecei a competir logo no dia seguinte com a Eneicat. Fiz dois Grandes Prémios, a Volta a El Salvador e no último dia ainda fiz um contrarrelógio de 25 km. É um país bastante diferente do nosso, uma realidade bastante diferente da Europa. Há que reconhecer o esforço que o governo e a organização fizeram para a realização da prova. Há três ou quatro anos era um país muito perigoso, com muita criminalidade. Com o novo presidente houve essa mudança e o país está mais seguro. Há muitas coisas que precisam de ser mudadas, mas acredito que com o tempo vá acontecer. Após dois anos na Bizkaia Durango, Daniela Campos assinou pela Continental espanhola Eneicat.Créditos: Challenge Ciclista Mallorca Femenina Desligar a ficha quando acabava a corrida Em relação às corridas, ficámos alojadas numa residência universitária dentro de um recinto universitário. Havia uma empresa de catering que tratava dos almoços e dos jantares. Eram comidas muito condimentadas, o que me fez ficar mal da barriga a meio da Volta. Para as provas íamos em autocarros. Cada equipa tinha uma pick-up para staff e bicicletas. As atletas iam de autocarro, com escolta policial, porque para atravessar a cidade era um pesadelo por causa do trânsito. Transferes de duas horas, às vezes, para ir e para voltar. Na corrida era chegar, vestir a correr porque os polícias estavam à espera para começar à hora. Não havia tempo para aquecer ou arrefecer nos rolos. Tínhamos que desligar a ficha quando acabava a corrida. Havia equipas WorldTour, Continentais e todas com o mesmo objetivo que era ganhar. Fez-se a corrida da mesma maneira que na Europa, só mudou a parte da organização, do aquecer, do arrefecer, da preparação para o dia seguinte. A Eneicat estagiou em altitude em Rio Negro, perto de Medellín, na Colômbia.Créditos: Daniela Campos Estava morta Não tínhamos muito tempo de descanso, acordávamos bastante cedo, mas foi uma experiência muito boa. Os dois primeiros foram difíceis por causa do jet lag… estava morta. Entre os Grande Prémios e a Volta a El Salvador houve um dia de descanso pelo que deu para começar a Volta com um 7º lugar no prólogo. No dia seguinte passei a líder da juventude, mas houve uma etapa que como equipa não corremos tão bem e perdemos essa classificação. Subimos na geral, que era o objetivo, foi para isso que fomos para lá já que havia muitos pontos UCI em disputa. Finalizámos bem com a Andrea Alzate em 6ª na geral. No último dia de corrida, após o contrarrelógio, viajamos para a Guatemala. Volta à Guatemala foi muito dura Fomos de autocarro e na fronteira cruzamos a pé. À nossa espera do outro lado estava a organização da outra corrida. Todo esse processo demora bastante e chegámos bastante tarde ao hotel. No início da Volta à Guatemala já tinha 10/11 dias de corrida seguidos, estava exausta. Foi muito dura pelo cansaço com as viagens, as corridas, pelas corridas antes dessa e acabei esse bloco com grande rodagem. Na Guatemala foi tudo semelhante a El Salvador. A única diferença é que é um país que está um pouco mais à frente, tem um bocado mais de tudo digamos. Na corrida não me senti nada bem e na primeira etapa tentei recuperar o máximo possível para tentar lançar a nossa sprinter – Valentina Basilico – que acabou por ganhar. Logo aí deu-nos vantagem na geral e nos outros dias foi controlar. Ganhámos a geral, a montanha, a juventude e finalizamos com uma vitória na última etapa. Dei tudo o que tinha para dar Foi super porque fizemos um trabalho espetacular em equipa. Tínhamos a liderança e tínhamos que controlar a corrida toda já que só quatro segundos de diferença. Sabíamos que nos iam atacar, mas conseguimos controlar. Sentiu-se também o desgaste das outras atletas e tentamos jogar com isso. Eu tinha que trabalhar para a equipa, fizemos um bom trabalho de controlo na frente e a responder a ataques. No final, como a sprinter tinha a camisola amarela, eu tinha que a lançar. Atacou uma atleta a 300/400 metros e eu fui buscá-la, mas as sensações foram boas e continuei. Dei tudo o que tinha para dar, acabei por vencer a etapa e foi bastante bom. Finalizamos super! Agora estou na Colômbia a descansar e a começar a treinar os objetivos do mês de maio que vai ser preenchido. Vim para Rionegro, Medellin. A equipa tem base na Colômbia, um patrocinador grande que é de cá. Uma vez que estávamos a correr na Europa Central decidiram que fazíamos cá o estágio em altitude. Temos alojamento e todas as condições. É um país maravilhoso, com vias para os ciclistas, estou encantada com a Colômbia e poderei voltar certamente. Daniela Campos estará na Vuelta que em 2023 foi ganha por Annemiek van Vleuten.Créditos: Unipublic/Charly López Chegar na melhor forma possível à Vuelta Vou ficar três semanas, depois regresso a Espanha para fazer a Volta a Espanha. O objetivo é chegar na melhor forma possível à Vuelta. Tenho feito quase sempre dois treinos por dia. De manhã faço três horas e à tarde uma hora suave para descontrair da carga da manhã. Para onde quer que vá vou sempre para cima. Estou a fazer trabalho de subida e chego aos 2600 metros, depois fico nos 2500 metros para continuar a trabalhar. O clima é muito húmido porque estamos nas montanhas. Da parte da manhã costuma estar o céu fechado, mas tem estado bom tempo porque há uma vaga de calor. Uma curiosidade é que aqui cortam a água em determinados horários. Temos certas horas para tomar banho e fazer as nossas coisas. Estamos numa zona mais fora da cidade. Os vizinhos do lado têm cabras que nos acordam todos os dias. Estamos sossegadas e tranquilas, é um sítio fantástico para se estar. ### Shimano ESSA - Nova transmissão a preço acessível da Shimano A Shimano acaba de lançar a Shimano ESSA, o seu novo sistema de componentes, compatível com os sistemas dos guiadores de oito velocidades Acera, Altus e Tourney TX. Segundo a marca, este novo lançamento tem em vista simplificar a linha de produtos para ciclistas que procurem componentes robustos, mas mais acessíveis. Além disso é o substituto definitivo para os antigos sistemas de duplo prato e triplo prato. Shimano ESSA Os novos componentes ESSA destinam-se a uma vasta gama de bicicletas, incluindo BTT, bicicletas de fitness e bicicletas de cidade. O perfil de dentes estreitos/largos proporciona uma retenção fiável da corrente nos trilhos, que segundo a marca tem uma gama de velocidades 400% mais alargada, com o Engajamento Dinâmico de Corrente. A Shimano ESSA, é também compatível com os sistemas HYPERGLIDE de 8 velocidades da Shimano.  RD-U2000 Desempenho estável da unidade de tração nos trilhos. Geometria optimizada e tensão da mola que reduzem a queda da corrente; Design de baixo perfil optimizado para terrenos acidentados; Capacidade total: 34 dentes; Roda dentada baixa máx: 45 dentes; SHIMANO SHADOW RD. FC-U2000-1 A forma especial da ponta da engrenagem, melhora o engate e a retenção da corrente o que, segundo a Shimano, permite uma condução mais suave em terrenos acidentados. Opção de cremalheira: 32, 40 dentes; Engajamento Dinâmico de Corrente + (32 dentes). CS-HG400-8 Cassete de 8 velocidades de grande alcance que, segundo a marca, permite um desempenho de mudanças fiável para vários estilos de andamento. Alcance das mudanças: 11-45 dentes (11-13-15-18-22-27-35-45 dentes); HYOERGLIDE. Manetes de curto alcance Com a Shimano ESSA, a marca japonesa expande a linha CUES de 2023 de 11/10/9 velocidades, incluindo agora um design ergonómico e atualizado, destinado para ciclistas com mãos mais pequenas. Com manetes de velocidades push/push distintas e dois botões acessíveis ao polegar junto ao punho, as mudanças de velocidades tornam-se, segundo diz a marca, mais intuitivas e confortáveis, aproximando 20% do guiador, à alavanca do travão. Renovação dos cepos O desempenho de vedação das séries TC600, TC/QC500 inclui rolamentos selados, que têm como objetivo suportar níveis de binário extremos nas conduções mais agressivas em trilhos. A série QC400 inclui apenas rolamentos com vedante de contacto, enquanto que a série QC300 mantém os tradicionais rolamentos de copo e cone. A Shimano informa também que os cepos, FH600 e FH500 com MICROSPLINE, que se destinam a utilização em bicicletas elétricas, são compatíveis com os cubos SHIMANO LINKGLIDE de 11 velocidades. Para além disso podem também ser atualizados de LINKGLIDE para HYPERGLIDE+ de 12 velocidades, facilitando assim a manutenção dos mesmos. Podes ver as características completas, saber pormenores de preços e disponibilidade, aqui no site do importador em Portugal: www.scvouga.pt ### Sapatos Specialized Recon | Fica a conhecer os três novos modelos: 1.0, 2.0 e 3.0 A Specialized acaba de lançar os novos sapatos Specialized Recon 1.0, 2.0 e 3.0, destinados aos ciclistas que pedalam fora de estrada. Com base na filosofia Body Geometry da marca, estes sapatos prometem oferecer óptimo conforto, eficiência e durabilidade. Tecnologia Stride: Equilíbrio entre Rigidez e Flexibilidade Já aplicada na anterior geração de alguns dos Specialized Recon, um dos destaques é a tecnologia Stride, que combina uma rigidez equilibrada para uma transferência de potência eficaz com flexibilidade na sola e no antepé. Esta inovação permite uma experiência mais confortável ao caminhar fora da bicicleta, uma vez que o sapato flexiona quando necessário, mantendo-se rígido e eficiente durante a pedalada. Esta versatilidade é especialmente útil quando os ciclistas se encontram fora dos trilhos e precisam de enfrentar terrenos acidentados, ou para os que enfrentam longas jornadas de bicicleta e preferem o conforto, em vez do alto desempenho. Body Geometry Os sapatos Recon são desenvolvidos com base na tecnologia na já conhecida tecnologia Body Geometry, que visa melhorar o conforto, a performance e reduzir o risco de lesões. Com características patenteadas como a Cunha Varo, Arco Longitudinal e Botão do Metatarso, estes sapatos têm como objectivo proporcionar uma experiência de pedalada mais eficiente e livre de dor. Versatilidade para todos os níveis de ciclistas A linha Recon oferece opções para todos os tipos de ciclistas. Os Recon 3.0 são para aqueles que buscam o máximo desempenho, com características semelhantes aos sapatos S-Works, mas com um design e preço mais acessível. Specialized Recon 3.0 Os Recon 2.0 são direcionados aos ciclistas que enfrentam estradas de terra e trilhos desafiadores, com o objectivo de oferecer conforto e eficiência num conjunto durável. Specialized Recon 2.0 Por fim, os Recon 1.0 são para ciclistas iniciantes ou para aqueles que valorizam a confiança e funcionalidade em subidas íngremes ou sessões de treino pós-trabalho. Specialized Recon 1.0 Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, as cores, os preços e características completas destes novos sapatos, aqui no site da marca: www.specialized.com/pt/pt ### Specialized Search | Review detalhada deste novo capacete Tenho utilizado o novo capacete Specialized Search durante mais de um mês nas minhas pedaladas, e posso passar-vos uma opinião bem fundamentada sobre este capacete, na data de lançamento do mesmo. Um capacete para tudo A Specialized anuncia-o como um capacete direcionado à aventura e é verdade, este novo capacete apresenta uma série de características interessantes que podem fazer a diferença em longos dias na bicicleta. No entanto, considero que pelo seu design, funcionalidade, conforto e até mesmo o preço, este é um capacete versátil e a ter em conta por um grande espectro de ciclistas, seja por aquele que utiliza bicicleta de btt, gravel, estrada ou mesmo aquele que utiliza a bicicleta como meio de transporte. Design e Conforto O Specialized Search tem um design moderno e limpo, combinando elementos de inovação e desempenho derivados do topo de gama S-Works, com um foco na funcionalidade para ciclismo de aventura. Tem umas entradas de ar generosas na parte frontal, não escondendo a inspiração no S-Works Evade, que oferecem uma boa ventilação para garantir que a cabeça permaneça fresca, ainda que só tenha tido a oportunidade de o testar em dias frescos de inverno e início de primavera, pelo que mesmo com um capacete menos ventilado a cabeça estaria fresca na mesma. Para se testar bem esta capacidade num capacete são necessários dias mais quentes e fazer alguma altimetria, para ver como é a experiência em subida, quando estamos em esforço e a rodar em baixa velocidade (sem grande deslocação de ar). Não testei nessas condições, mas pelo design parece ter uma ventilação satisfatória. O sistema de ajuste FS3 e o ajuste da base Occipital, provenientes dos capacetes S-Works Evade 3 e S-Works Prevail 3, permitem um ajuste natural e confortável. Embora o peso de 290g. (em tamanho M) não seja fantástico, é aceitável para um capacete neste patamar de preço e não se nota desconfortável. Funcionalidade Uma das características mais distintivas do capacete Search é o sistema de armazenamento de óculos, que apresenta umas abas de borracha ocultas. Este sistema mantém os óculos seguros e livres de ruídos, mesmo quando baixamos a cabeça durante a pedalada. Além disso, o espaço entre o capacete e a cabeça é mantido livre, eliminando algum desconforto por vezes causado pelo armazenamento dos óculos. Notei que em alguns modelos de óculos que possam ter curvatura nas hastes, ou que tenham as hastes ligeiramente mais grossas, esta funcionalidade tem algumas limitações, pois custa ligeiramente a encaixar e desencaixar os óculos, aconselho que testem com os vossos óculos antes de fazer a compra. Segurança Embora muitos ciclistas valorizem o aspecto e design do capacete, quando se olham no espelho e verificam se fica "nice" ou não, a segurança é a principal característica a ter em conta na compra de um capacete e o Specialized Search oferece características que inspiram confiança. Não obstante ser um capacete com um preço que considero de gama média, este capacete tem a tecnologia Mips Evolve Core Solution, que permite um movimento deslizante em todas as direções, reduzindo as forças rotacionais transmitidas ao cérebro quando existem impactos angulares. Em resumo O capacete Specialized Search é uma escolha muito válida para ciclistas que procuram um capacete versátil e funcional, seja para aventuras na sua bicicleta de gravel, btt, estrada, ou mesmo para utilizarem nas suas deslocações, pois combina bem tanto com roupa de ciclismo como com roupa mais casual. Pelo preço de 150,00€, tem um design moderno e combina inovação (com sistema Mips Evolve Core Solution), desempenho (pois parece ter uma boa ventilação), funcionalidade (pelo sistema de armazenamento de óculos e conforto. Disponibilidade e cores Podes ver todas as cores e as características completas do novo Specialized Search aqui no site da marca: www.specialized.com/pt/pt ### NOVA Trek Verve+ 1 LT - Facilidade nas deslocações diárias A Trek ampliou a sua gama de bicicleta elétricas orientadas para o conforto com a nova Trek Verve+ 1 LT. Esta bicicleta elétrica urbana, destina-se aos ciclistas que procuram uma potência extra para encurtar o tempo nas suas deslocações diárias, sem que tenham de possuir uma bicicleta com um peso exagerado. Motor compacto e potente A nova bicicleta elétrica da Trek, vem munida de um motor Hyena que, segundo informa a marca é extremamente leve e durável. Está localizado no cubo da roda traseira o que ajuda a reduzir o peso total da bicicleta em cerca de 4,5 kg. Esta bicicleta elétrica, segundo a Trek tem uma assistência de até 25 km/h, 40 Nm de binário e 56 km de autonomia. Características e equipamento A Trek Verve+ 1 LT pesa cerca de 18 kg e vem com equipamento característico da Verve+, como o selim suave e os punhos ergonómicos. Os controlos no guiador, permitem também que os ciclistas alterem as mudanças ou os modos de assistência. Esta nova bicicleta da Trek está equipada de série com porta-bagagens, guarda-lamas e luzes e está disponível através da rede de distribuidores autorizados Trek. ### António Morgado, o novo fenómeno mundial O 5º lugar na Volta à Flandres é histórico para Portugal e tem transcendência internacional. Olhamos para a história e estatística do ciclismo. António Morgado tornou-se o mais jovem a fazer top cinco num Monumento desde Joseph Wouters, em 1962. O belga Wouters foi 4º na Liège-Bastogne-Liège, mas o mais precoce da história é Valeriano Zanazzi, que com 19 anos foi 8º lugar na Milão-Sanremo de 1945. Lendas como Eddy Merckx e Giuseppe Saronni superadas por um português! O belga por 212 dias e o italiano por 114. “Aprendi que posso lutar por grandes corridas também. Antes desta prova não acreditava que este ano era possível, agora estou motivado para lutar. [Sobre as clássicas do pavê] Estou a começar a gostar, é um novo desafio.” António Morgado https://www.youtube.com/watch?v=LT_mmNe5E6E Dominar Oude Kwaremont e Paterberg São 20 anos e 63 dias de vida. Em pouco tempo o Bigode Voador passou de raramente correr no pavê a dominar Oude Kwaremont e Paterberg. Uma das exceções no empedrado foi o Europeu do ano passado. No Vamberg, situado no Limburgo neerlandês, António Morgado colocou Portugal nas 15 melhores nações em sub-23. Este ano subiu o nível e correu a campanha de clássicas do Norte. Oito corridas prévias à Volta à Flandres onde o 2º lugar no Le Samyn foi o ponto alto. Créditos: Nico Vereecken/Sprint Cycling Agency "Senti que podia lutar pelo top 10" Quando outros quebraram, o ciclista de Salir do Porto começou a desfrutar da corrida. É a essência dos Monumentos: evitar os percalços antes das duas horas finais de prova e ligar o turbo quando outros mal conseguem dar uma pedalada. “No princípio doía-me a cabeça, tentei acabar a corrida porque era o objetivo. Esta era a minha corrida preferida para estar bem. Eu e o meu treinador trabalhamos para isso. A meio da prova comecei-me a sentir super bem, mesmo super, super bem e nessa parte senti que podia lutar pelo top 10. Sofri muito porque o meu posicionamento ainda não é bom.” Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency "Corremos para ganhar" Pela primeira vez na carreira o português superou a barreira dos 250 km em competição. Fê-lo num dos Monumentos tecnicamente mais difíceis e num dia chuvoso. Foi o reflexo de uma grande corrida da UAE-Emirates. O bloco esteve sólido com Nils Politt 3º, Mikkel Bjerg 4º e Tim Wellens 12º. “O plano era ganhar porque somos a melhor equipa e corremos para ganhar. Tínhamos o Nils como líder e no final tentei ajudá-lo a chegar ao pódio.” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Flandres 2024: Mathieu van der Poel de outro planeta A Volta à Flandres de 2024 marcou mais uma vez a temporada de ciclismo, o segundo monumento da temporada ofereceu espetáculo e emoção com Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck) a conquistar a sua terceira e histórica vitória nesta prestigiada corrida. (Vídeo resumo no final). Como escrevi na antevisão da corrida, este ano o percurso teve 270,8 quilómetros, uma distância de monumento, com a dificuldade dos implacáveis "muros" belgas em pavet, ao que se juntou umas condições climatéricas adversas, tornando a Flandres 2024 numa edição épica para todos os ciclistas. Já se sabe que a estratégia e a colocação são elementos chave nesta corrida, tendo em conta o favoritismo de Mathieu van der Poel, as equipas tinham que fazer algo de diferente e foi o que aconteceu, a corrida começou a ser mexida desde muito cedo. https://twitter.com/RondeVlaanderen/status/1774410618293887083 A cerca de 100 quilómetros do final, Mads Pedersen abriu um espaço para o pelotão, tentando fazer algo de diferente para desmontar a Alpecin-Deceuninck e o super favorito Mathieu van der Poel. Ainda com as mazelas da queda sofrida na Dwars para Vlaanderen Pedersen foi um verdadeiro "Viking", apesar de ser alcançado foi um dos inconformados do dia. O momento chave no Oude Kwaremont A segunda passagem pelo icónico Oude Kwaremont marcou a seleção final, onde a equipa da Movistar demonstrou audácia surpreendendo com Ivan Cortina e Lazkano, que tentaram desafiar o domínio de Van der Poel. No entanto a chuva intensa e o pavet escorregadio acabaram por transformar a bravura num resultado menos bom, com Cortina a ter problemas mecânicos, deitando por terra o seu esforço nesta Volta à Flandres. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1774429751630868509 Perante as dificuldades de Cortina e muitos outros no Oude Kwaremont, Van der Poel não desperdiçou a oportunidade e lançou um ataque impressionante a mais de 40 quilómetros da meta, deixando os outros ciclistas a perseguirem-no na distância. A sua vitória a solo foi inquestionável, deixando os adversários a mais de um minuto. Numa prova onde tudo pode acontecer, Luca Mozzato (Arkéa - B&B Hotels) e Michael Matthews (Team Jayco AlUla) surpreenderam ao terminarem no segundo e terceiro lugar do pódio, mas Matthews acabaria por ser desclassificado por sprint irregular no final. Com esta vitória, Mathieu van der Poel começa a consolidar-se como uma lenda do ciclismo, é a terceira vitória na Volta à Flandres, o holandês terminou os 16 Monumentos que disputou, com quinze top 10, nove pódios e cinco vitórias. É um Extraterrestre. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1774457598453907587 António Morgado faz história com 20 anos de idade Para nós portugueses o grande destaque vai para o jovem António Morgado, que aos 20 anos alcançou um incrível 5.º lugar, fazendo história como o melhor resultado de sempre de um ciclista português na Volta à Flandres. Créditos: Sprint Cycling Agency / UAE Team Emirates É de realçar que António Morgado participou pela primeira vez num monumento do ciclismo. Os Monumentos são provas com distâncias longas e onde os melhores ciclistas do mundo procuram um bom resultado, pela carga histórica e prestígio das mesmas. Apesar de não estar adaptado a este tipo de distância e corridas, Morgado faz um resultado soberbo, demonstrando que pode vir a ser um ciclista de referência futuramente neste tipo de corridas. Vê a entrevista do Topcycling com António Morgado https://youtu.be/LT_mmNe5E6E?si=jR_NUPXjZOfHwRWD TOP 10 Pos.NomeEquipaTempo1Mathieu VAN DER POELAlpecin - Deceuninck6:05:172Luca MOZZATOArkéa - B&B Hotels+1:023Nils POLITTUAE Team Emirates--4Mikkel BJERGUAE Team Emirates--5António MORGADOUAE Team Emirates--6Magnus SHEFFIELDINEOS Grenadiers--7Oliver NAESENDecathlon AG2R La Mondiale Team--8Dylan TEUNSIsrael - Premier Tech--9Alberto BETTIOLEF Education - EasyPost--10Toms SKUJIŅŠLidl - Trek-- Vídeo Resumo https://www.youtube.com/watch?v=VFz1J6JLyZ4 ### “Prova de ciclismo, pare por favor” Como se garante a segurança numa prova de ciclismo? Isabel Fernandes foi ao Algarve e ao Alentejo com a GNR para nos contar tudo. O título do artigo é a típica frase de abordagem por parte da GNR aos condutores durante uma prova de ciclismo e antes da chegada dos corredores ao local. Um Destacamento de Trânsito Eventual (DTE), como é denominado este grupo de militares da GNR, é composto por motos e ligeiros. Tem um número de efetivos variável que depende das características da prova e do número de participantes. Desde sempre a GNR acompanha as provas de ciclismo através de um DTE. Até 2017 esse destacamento era formado por militares da região onde se desenrolava cada prova. Era mais uma tarefa relacionada com o trânsito, existindo “apenas” um manual de procedimentos de segurança para provas de ciclismo criado pela Federação Portuguesa de Ciclismo, a Associação Nacional de Árbitros de Ciclismo e o Comando Geral da GNR. Créditos: João Fonseca Dois comandantes e cerca de 40 batedores em 2024 A partir de 2018 a GNR passou a ter um DTE para as provas de ciclismo, com um comandante e batedores escolhidos de todo o país e que fazem as principais provas de ciclismo. O número de provas realizadas pelo “DTEv Ciclismo” também tem vindo a aumentar. Este ano há dois comandantes e cerca de 40 batedores, entre efetivos e reservas. Garantem todas as provas internacionais em Portugal, com excepção do Troféu Joaquim Agostinho e da Clássica da Arrábida, e incluindo as visitas da Volta a Espanha ao território nacional. Nas duas provas internacionais por etapas já realizadas este ano, Algarve e Alentejo, tivemos a oportunidade de ver no terreno todos os elementos do grupo de 2024. Créditos: Podium Events Militares com experiência no ciclismo Como é que esta alteração melhorou a segurança das provas de ciclismo? São escolhidos militares com experiência no ciclismo, formação específica a nível da GNR para conduzir em provas de ciclismo. Têm ainda a componente de formação específica da Federação Portuguesa de Ciclismo, com o objetivo de compreenderem a dinâmica da modalidade e o papel dos membros da caravana. A segurança de uma prova sempre foi o elemento principal da prova e seria impossível garanti-la sem a presença dos elementos das forças de segurança. A caravana é uma equipa única e que tem de trabalhar em harmonia, apesar de cada um ter uma função. Ninguém consegue o sucesso de uma prova de ciclismo trabalhando isoladamente. É bom ouvir um batedor da GNR dizer: “Capitão, há muito vento lateral em xxxx, há possibilidade de abanicos.” Finalmente conseguimos criar uma só caravana, uma equipa onde todos falam a mesma língua! Créditos: João Fonseca Reconhecimento total do percurso Como trabalha este grupo de militares para garantir a melhor segurança possível durante uma prova de ciclismo? Além da preparação já referida no início do ano, o Comandante do DTEv GNR da prova faz o reconhecimento total do percurso com antecedência. Depois solicita à GNR ou PSP de cada localidade os meios necessários para a passagem segura da caravana. Este trabalho é realizado pelo diretor da prova em colaboração com o responsável pela segurança. Já na prova esta equipa faz briefings e debriefings sobre as etapas e planeia a tática do dia seguinte. Isabel Fernandes seguiu o DTE da GNR na Algarvia e na Alentejana. Aproveite, saia do carro e desfrute da prova O DTEv divide-se em duas equipas operacionais. Uma é composta por um ou dois ligeiros e motos que circulam cerca de 15 minutos avançados em relação ao pelotão. Estes militares têm a função de parar os veículos em sentido contrário e fazê-los estacionar fora da estrada; também fazem avançar os veículos no mesmo sentido da corrida. É o trabalho de limpeza do percurso para que quando os ciclistas passem não haja obstáculos (p. ex. veículos) que coloquem a segurança em causa. Estas viaturas estão identificadas por um autocolante vermelho com a inscrição “PROVA DE CICLISMO” e a abordagem é, como ouvi por várias vezes: “Prova de ciclismo, por favor desligue o carro e mantenha-se aqui até à passagem do carro da GNR com autocolante verde e a inscrição "FIM DE PROVA". Aproveite, saia do carro e desfrute da prova. Obrigado pela colaboração!” A segunda equipa garante que os veículos se mantiveram parados e a via desimpedida como indicado pela primeira equipa. É composta pela viatura do comandante e o número de motos necessárias para acompanhar os grupos de corredores. Atrás do carro vassoura, que fecha a caravana, circula a viatura da GNR com o autocolante verde e a inscrição “FIM DE PROVA”. Este indica aos condutores que podem retomar a marcha e que o ciclismo agradece a colaboração. O capitão Vieira em ação durante a Volta ao Algarve.Créditos: João Fonseca Volta à Espanha será um novo desafio Como são geridas as duas equipas e uma caravana de muitos quilómetros? O comandante gere todas as operações e reajusta a tática de acordo com as situações de corrida. Via rádio comunicam o comandante e todos os veículos das forças policiais; também o diretor da organização, o responsável da segurança, o presidente do colégio de comissários, os serviços médicos e as motos de segurança civis que sinalizam os locais perigosos do percurso. Este ano a Volta à Espanha será um novo desafio para o DTEv Ciclismo da GNR. É também a oportunidade para alargar o savoir faire das nossas forças policiais. Da nossa parte podemos passar a mensagem a todos os contactos sobre o significado dos dísticos vermelho “PROVA DE CICLISMO” e do verde “FIM DE PROVA”. A segurança de todos é responsabilidade de cada um de nós. O TopCycling agradece à Isabel Fernandes e aos membros do DTE da GNR a disponibilidade. Isabel Fernandes com o capitão Fonseca da GNR durante a Volta ao Alentejo. ### Tour de Flandres 2024 - O percurso, as equipas e os favoritos Criado em 1913, o Tour de Flandres ( Ronde van Vlaanderen ), cumpre este ano a 108.ª edição. Famosa pelos seus "muros’" - subidas acentuadas em empedrado - o Tour de Flandres cria muitas dificuldades aos ciclistas pelo tipo de percurso e longa distância. O percurso A partida terá lugar em Antuérpia, com os ciclistas a rumar à região da Flandres, passando por diversas cidades como Sint-Niklaas, Dendermonde, Aalst e Oudenaarde. A Volta à Flandres apresenta habitualmente duas partes distintas ao longo de um percurso que este ano terá 270,8 quilómetros. Os primeiros 135 quilómetros serão relativamente planos, mas a corrida se intensifica-se e torna-se mais dura com a chegada das 17 subidas, sendo que a primeira passagem pelo Oude Kwaremont surge aos 136 quilómetros (a 134 do final), a partir daí começa a seleção no pelotão e a dor de pernas dos ciclistas. Entre os vários "muros" estão os icónicos Kapelleberg, Berg Ten Houte e o histórico Koppenberg, mas o ponto crucial é muitas vezes a ultima passagem pela sequência do Oude Kwaremont seguido do icónico Paterberg, a última grande dificuldade antes da linha de chegada em Oudenaarde. As equipas Um total de 25 equipas e 175 ciclistas compõem o pelotão deste ano, com a presença das principais equipas UCI World Tour, além de equipas UCI ProTeams e convidadas como Bingoal WB, Uno-X e Team Flanders - Baloise. (Lista de pré inscritos no final). Créditos: Gruber Images Os favoritos Sem as presenças de Tadej Pogacar, que optou por não participar, e de Wout Van Aert, que se lesionou após uma queda na Dwars para Vlaanderen, todos os olhos estarão voltados para o atual campeão do mundo, Mathieu Van der Poel. Créditos - A.S.O./Gautier Demouveaux Van der Poel é considerado o super favorito para conquistar seu terceiro título no Tour de Flandres. No entanto, ele reconhece que não será uma tarefa fácil, mesmo com as ausências de seus principais rivais. "Nunca escondi que prefiro estar na partida com todos os principais ciclistas. Encaro cada desafio de mente aberta. É impossível prever antecipadamente a ausência do Wout, mas a ausência do Jasper também nos afecta. Pode ser que sinta ainda mais pressão nos meus ombros, o que não facilitará as coisas. Por outro lado, a Visma-Lease a Bike e a Lidl-Trek continuam a ser duas equipas muito fortes, mesmo sem a presença de Van Aert e Stuyven. Há Jorgensen, Benoot, Pedersen, Milan, a lista de ciclistas com qualidade é extensa." Mathieu van der Poel As palavras de Mathieu van der Poel poderão servir para aliviar a pressão, Jasper Philipsen nem esteve na edição de 2023, no entanto, a verdade é que a Visma Lease a Bike e Lidl Trek continuam a ter blocos fortes apesar das ausências de Wout van Aert e Jasper Stuyven. Créditos: Ross Bell Photo A dúvida é saber em que condições se apresenta Mads Pedersen, porque também esteve envolvido na queda da Dwars para Vlaanderen que afastou van Aert e Stuyven e embora esteja na lista de pré-inscritos, também sofreu abrasões, pelo que não está a 100% para o Tour de Flandres certamente. Quanto à Visma, será que Matteo Jorgensen tem estofo para Mathieu van der Poel? Muitos pensarão o mesmo que eu, mas num monumento tudo pode acontecer. Os portugueses António Morgado é o único português que consta a na lista de inscritos das equipas, tal como adiantou ao Topcycling em entrevista, está a fazer todas as clássicas do pavet. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Transmissão É verdade que a ausência de Tadej Pogacar e Wout Van Aert tiram um pouco de emoção à corrida, mas o Tour de Flandres 2024 promete ser uma batalha épica e oferecer espetáculo como habitualmente. Os fãs de ciclismo, estaremos colados no ecrã para acompanhar cada momento no Eurosport 1, transmissão a partir da 8:45 com os comentários de Gonçalo Moreira, Paulo Martins, Olivier Bonamici e José Azevedo. No final da prova masculina, o canal emite a 21.ª edição da Volta a Flandres feminina no Eurosport 1, a partir das 15:45h. A belga Lotte Kopecky vai tentar conquistar a prova pela terceira vez consecutiva, mas terá como principais adversárias com Shirin van Anrooij, Elisa Balsamo, Elisa Longo Borghini ou Elizabeth Deignan. Lista de pré-inscritos Claro, aqui está a lista completa das equipas participantes no Tour de Flandres 2024, com os nomes dos ciclistas: Alpecin - Deceuninck: Mathieu VAN DER POEL Axel LAURANCE Oscar RIESEBEEK Xandro MEURISSE Søren KRAGH ANDERSEN Silvan DILLIER Gianni VERMEERSCH Intermarché-Wanty: Biniam GIRMAY Dries DE POOTER Hugo PAGE Adrien PETIT Laurenz REX Mike TEUNISSEN Georg ZIMMERMANN Soudal-Quick-Step: Julian ALAPHILIPPE Kasper ASGREEN Yves LAMPAERT Gianni MOSCON Tim MERLIER Casper PEDERSEN Bert VAN LERBERGHE Team Visma | Lease a Bike: Matteo JORGENSON Edoardo AFFINI Tiesj BENOOT Mick VAN DIJKE Tim VAN DIJKE Per Strand HAGENES Dylan VAN BAARLE Team Arkéa-B&B Hotels: Florian SÉNÉCHAL David DEKKER Donavan GRONDIN Vincenzo ALBANESE Daniel MCLAY Luca MOZZATO Miles SCOTSON Astana Qazaqstan Team: Cees BOL Rüdiger SELIG Yevgeniy FEDOROV Michael MØRKØV Yevgeniy GIDICH Dmitriy GRUZDEV Gleb SYRITSA Bahrain Victorious: Matej MOHORIČ Matevž GOVEKAR Kamil GRADEK Fran MIHOLJEVIĆ Andrea PASQUALON Fred WRIGHT Dušan RAJOVIĆ BORA-Hansgrohe: Jordi MEEUS Marco HALLER Emil HERZOG Luis-Joe LÜHRS Nico DENZ Ryan MULLEN Filip MACIEJUK Cofidis: Piet ALLEGAERT Aimé DE GENDT Nicolas DEBEAUMARCHE Alexis GOUGEARD Ludovic ROBEET Alexis RENARD Stanisław ANIOŁKOWSKI Decathlon AG2R La Mondiale Team: Edvald BOASSON HAGEN Oliver NAESEN Dries DE BONDT Sander DE PESTEL Pierre GAUTHERAT Damien TOUZÉ Bastien TRONCHON EF Education-EasyPost: Alberto BETTIOL Stefan BISSEGGER Owain DOULL Harry SWEENY Jonas RUTSCH Marijn VAN DEN BERG Michael VALGREN Groupama-FDJ: Stefan KÜNG Lewis ASKEY Sven Erik BYSTRØM Olivier LE GAC Valentin MADOUAS Fabian LIENHARD Laurence PITHIE INEOS Grenadiers: Laurens DE PLUS Elia VIVIANI Magnus SHEFFIELD Connor SWIFT Ben SWIFT Joshua TARLING Ben TURNER Lidl-Trek: Mads PEDERSEN Tim DECLERCQ Daan HOOLE Jonathan MILAN Toms SKUJIŅŠ Otto VERGAERDE Edward THEUNS Movistar Team: Oier LAZKANO Carlos CANAL Rémi CAVAGNA Iván GARCÍA CORTINA Johan JACOBS Lorenzo MILESI Albert TORRES Team DSM-Firmenich PostNL: John DEGENKOLB Frank VAN DEN BROEK Pavel BITTNER Patrick EDDY Nils EEKHOFF Tim NABERMAN Niklas MÄRKL Team Jayco AlUla: Michael MATTHEWS Luke DURBRIDGE Amund Grøndahl JANSEN Luka MEZGEC Kelland O’BRIEN Elmar REINDERS Max WALSCHEID UAE Team Emirates: Tim WELLENS Vegard Stake LAENGEN Mikkel BJERG Alessandro COVI Marc HIRSCHI António MORGADO Nils POLITT Israel-Premier Tech: Dylan TEUNS Guillaume BOIVIN Hugo HOULE Krists NEILANDS Riley SHEENAN Corbin STRONG Tom VAN ASBROECK Lotto Dstny: Victor CAMPENAERTS Cedric BEULLENS Jenno BERCKMOES Lionel TAMINIAUX Liam SLOCK Sébastien GRIGNARD Brent VAN MOER Uno-X Mobility: Alexander KRISTOFF Jonas ABRAHAMSEN Markus HOELGAARD William BLUME LEVY Erik Nordsæter RESELL Rasmus TILLER Søren WÆRENSKJOLD Bingoal WB: Luca DE MEESTER Floris DE TIER Johan MEENS Luca VAN BOVEN Loïc VLIEGEN Aaron VAN DER BEKEN Jelle VERMOOTE Q36.5 Pro Cycling Team: Jannik STEIMLE Fabio CHRISTEN Tom DEVRIENDT Tobias LUDVIGSSON Kamil MAŁECKI Cyrus MONK Szymon SAJNOK Team Flanders - Baloise: Lars CRAPS Jules HESTERS Dylan VANDENSTORME Yentl VANDEVELDE Siebe DEWEIRDT Victor VERCOUILLIE Ward VANHOOF Tudor Pro Cycling Team: Matteo TRENTIN Sebastian KOLZE CHANGIZI Jacob ERIKSSON Rick PLUIMERS Alexander KRIEGER Marius MAYRHOFER Petr KELEMEN ### Wout Van Aert operado - Múltiplas lesões e incerteza na data de regresso Depois da queda de ontem de Wout Van Aert, que lhe provocou fraturas na clavícula, no esterno e nas costelas, a época de clássicas terminou, estando o Giro de Itália, um dos seus grandes objetivos da temporada, também em risco. Créditos: Bram Berkien Comunicado da equipa Depois do caos que foi a Através da Flandres, última prova antes do grande monumento de domingo, começaram a chegar as notícias sobre a gravidade das lesões que sofreram os corredores envolvidos na violenta queda. A Visma Lease a Bike, equipa da superstrela belga, confirmou as más notícias depois da operação a que Van Aert foi sujeito. https://twitter.com/vismaleaseabike/status/1773361422958727205 Para além de Van Aert, foram muitos os ciclistas que foram ao chão, entre eles Mads Pedersen, Alex Kirsch, Jasper Stuyven, Biniam Girmay e Michel Gazzoli. Os belgas Stuyven e Van Aert, foram dos ciclistas mais afetados pela queda e ambos abandonaram a corrida. Girmay e Pedersen saíram sem fraturas e lesões de maior gravidade e poderão ainda alinhar na Volta à Flandres. Lista de lesões com mais gravidade: Van Aert - Fratrura da clavícula, fratura de 7 costelas e fratura do esterno; Jasper Stuyven - Fratura da clavícula e cortes profundos; Alex Kirsch - Fratura do metatarso da mão direita; Michel Gazzoli - Fratura de 3 costelas. Estando confirmadas a gravidade das lesões, o ciclista de 29 anos vê-se desta forma afastado da Volta à Flandres, Paris Roubaix e muito provavelmente do Giro de Itália, que se corre daqui a pouco mais de 5 semanas. Os choros de Van Aert pouco depois da queda, juntamente com as imagens de ciclistas e bicicletas espalhadas pela estrada, faziam antever o pior e vão por certo marcar esta época de clássicas. ### Specialized apresenta o novo selim S-Works Phenom com Mirror A Specialized apresentou o novo selim S-Works Phenom com Mirror. Conhecido pelo seu corpo longo e perfil plano, o Phenom é usado por ciclistas como Kasper Asgreen, vencedor da Volta à Flandres ou Loic Bruni Campeão do Mundo de Downhill. O S-Works Phenom com Mirror foi desenvolvido com a metodologia Body Geometry, combinada com a tecnologia de impressão 3D Mirror que cria um selim de ajuste infinito. Características A marca afirma que é 28% de menos pessão nos ísquios, utilizando uma forma côncava e uma carapaça de carbono ultraflexível, a Specialized criou uma impressão Mirror mais espessa, que utiliza 20,055 suportes e 8,735 nós, o que permite mais "movimento" dentro da própria impressão 3D. Este movimento extra oferece uma redução de 28% na pressão dos ísquios em comparação com um selim de espuma tradicional, medido pelo mapeamento de pressão de alta resolução da marca americana. Alívio de Tecidos Moles O novo S-Works Phenom com Mirror beneficia de uma pesquisa de duas décadas da Body Geometry que teve como alvo de estudo o alívio da pressão nos tecidos moles nos selins. Ao implementar um recorte ergonómico e de suporte para proteger o fluxo sanguíneo nos delicados tecidos moles, este novo selim garante que o peso do ciclista seja suportado pelos ramos púbicos numa posição de condução agressiva, e não nos tecidos moles. Formato e Materiais Formato Inspirado na Performance - Com 27cm de comprimento (comparado com os 24cm do formato Power) este selim da Specialized, é o mais plano da traseira ao nariz. Esta forma e construção do S-Works Phenom com Mirror tem como objectivo permitir movimento máximo para uma posição ótima de potência. O formato do Phenom também tem como objectivo que os ciclistas ajustem facilmente a sua posição no selim para esforços de ritmo e apoia o movimento dos ciclistas em cima e fora do selim em subidas. Materiais de Qualidade - Além da inovadora tecnologia Mirror, o S-Works Phenom com Mirror utiliza uma carcaça completa em carbono flexível e ajustada com carris de 7x9mm em carbono. Com um peso total de 223 gramas, a marca garante desempenho, conforto e durabilidade. Vários selins para várias posições O formato do Phenom completa desta forma outros artigos da família Mirror. Entre o selim Power, destinado a ciclistas que procuram uma sensação de fixação, e o Romin EVO, que suporta ciclistas de estilo tradicional com a sua traseira inclinada, a Specialized construiu o o Phenom para ciclistas que ajustam a sua posição conforme necessário para uma produção de potência ideal. S-Works Phenom com Mirror Design patenteado Body Geometry testado em laboratório para assegurar o fluxo sanguíneo às artérias sensíveis; O mais longo e achatado selim Mirror até à data, medido 27cm do nariz à cauda; A tecnologia Mirror utiliza impressão 3D a partir de um polímero líquido, para criar uma estrutura favo de mel, que oferece um suporte dos ísquios superior e mais conforto; Carcaça em fibra de carbono afinada na sua flexão para conferir apoio e conforto; Compatível com SWAT™, com fixações situadas na base do selim para ter plena integração com soluções de armazenamento; NOTA: Os carris de carbono sobredimensionados de 7x9mm, não são compatíveis com espigões de selim equipados com grampos de acesso lateral para carris redondos de 7mm; Tam. 143mm/Peso 223g; Tam. 155mm/Peso 227g. Disponibilidade e preços Podes ver a disponibilidade e preços deste novo selim, aqui no site da marca: www.specialized.com/pt/pt ### O genuíno e talentoso Jonathan Milan O TopCycling foi conhecer Jonathan Milan. A sensação é de que a Lidl-Trek tem uma estrela em mãos. Antes do Giro tem-se testado no pavê. O reforço estrela da Lidl-Trek para 2024 foi um acerto. Em três meses Jonathan Milan venceu no Tirreno-Adriático e afirmou-se como peça importante nas clássicas do Norte. Quando entrevisto um sprinter italiano espero uma personalidade que encha a sala, com grandes gestos e declarações. Jonathan Milan não é nada disso. Não foi o que disse, mas o que transmitiu. Valeu a pena ir a Calpe cobrir o Media Day da Lidl-Trek onde também falei com o campeão da Gent-Wevelgem, Mads Pedersen, e com Mattias Skjelmose. Foi em dezembro, mas aguardei pela adaptação à equipa para escrever sobre o italiano. É um rapaz tímido que impressiona com 1,94 de altura (há quem diga 1,96) e 84 kg de músculo. Milan não responde em piloto automático Notei-o pouco à vontade com as muitas entrevistas que fez nesse dia. Também com as sessões de fotos dos patrocinadores. A entrada da Lidl permitiu à Trek chegar aos 30 milhões de euros por temporada. O novo patamar obriga a maior exigência, sobretudo dos líderes. Milan não responde em piloto automático nem diz muito. Ouve com atenção e regista. Mostrou-se surpreendido quando invocamos a final do Europeu de pista de 2020 que perdeu com Ivo Oliveira e a disputa pelo bronze onde ganhou ao português no Mundial passado. Aos 23 anos coleciona memórias dignas de um veterano. Já disse que é campeão olímpico na Itália de Filippo Ganna? Em Paris quer renovar o ouro na perseguição por equipas. Créditos: Gianmattia D'Alberto/LaPresse Lead-out tem cheirinho a carro novo Não há dúvida de que, na estrada, o maior momento que viveu foi a conquista da maglia ciclamino no Giro de Itália do ano passado. Ainda estava ao serviço da Bahrain Victorious, à qual chegou via CT Friuli. Da satélite da formação do Médio Oriente saíram outros talentos como os irmãos Mattia e Davide Bais, Matteo Fabbro e Giovanni Aleotti. No Giro já deixou uma marca importante, mas longe do que fez o ídolo Marco Pantani. “Tenho que admitir que foi uma surpresa fazer o Giro que fiz, mas depois de ganhar a etapa comecei a visualizar a vitória na classificação por pontos. Foi uma grande evolução passar de vencer na Volta à Croácia, em 2022, a vencer no Giro e o objetivo é voltar para tentar repetir.” Jonathan Milan ao TopCycling. O lead-out tem cheirinho a carro novo: Tim DeClercq, Ryan Gibbons e o colega de seleção Simone Consonni – carruagens do TGV que a Lidl-Trek preparou. Com Consonni joga de olhos fechados como se viu no Tirreno-Adriático. A vitória em San Benedetto del Tronto foi uma masterclass do lançador e logo na etapa mais rápida da história (47,179 km/h de média) da Corrida dos Dois Mares. https://www.youtube.com/watch?v=XVndUC6oO2c Um Ferrari com duas rodas Pelo segundo ano consecutivo o azarado Giulio Ciccone vai perder o Giro, pelo que Jonathan Milan e Andrea Bagioli serão as referências da casa na Lidl-Trek. Na estrutura de 160 pessoas, dirigida por Luca Guercilena, 25 membros são italianos. Só no plantel masculino há sete, tantos quantos na Astana. É um Ferrari com duas rodas que tem mantido o fino toque transalpino. Jonathan Milan sucede a sprinters Giacomo Nizzolo e Daniele Bennati, que também representaram a equipa com sede no Wisconsin. É natural de Tolmezzo, localidade situada na ponta nordeste de Itália, perto da fronteira com a Eslovénia e a Áustria. Jonathan Milan não tem um discurso enlatado. É genuíno. Perguntei-lhe se gostaria de chegar às quatro maglia ciclamino de Giuseppe Saronni e Francesco Moser. “É uma boa pergunta. Nunca tinha parado para pensar nas coisas dessa maneira. Só ser mencionado na mesma frase do que eles… Sou mais de alcançar um objetivo e depois estabelecer outro, não necessariamente sempre o mesmo.” Fascinado pela Paris-Roubaix É um italiano que rompe os moldes, já que é fascinado pela Paris-Roubaix e quer seguir o caminho de Fabian Cancellara. O primeiro grande teste nas clássicas foi na Milão-Sanremo. “Não sei como será a minha capacidade de sprintar após 260 km”, disse-me na entrevista. Agora, Jonathan Milan já sabe que para sprintar na Via Roma deve sobreviver à Cipressa. O ritmo da UAE fez o italiano descolar; terminou 69º a 1:58 de Jasper Philipsen. Chegam os Monumentos do pavê, onde o corredor de Friuli se quer testar. Na Gent-Wevelgem esteve soberbo seguindo ao ritmo de Mathieu Van der Poel e Mads Pedersen. Foi a ponta da lança da Lidl-Trek e obrigou Van der Poel a perseguir. Pedersen beneficiou desse trabalho batendo o exausto campeão mundial em Wevelgem. Quando o talento é muito é fácil criar expetativas. Poucos saberão que até 2021 Jonathan Milan correu 10 clássicas do Norte e o 36º na Roubaix junior foi o melhor resultado. De certo modo 2023 foi o ano da revelação neste terreno: foi competitivo na Omloop Het Nieuwsblad e 12º na Kuurne-Bruxelas-Kuurne. Veremos o que trazem a Volta à Flandres e a Paris-Roubaix. Uma coisa é certa: ajuda estar inserido no bloco que melhor tem corrido nesta campanha de clássicas. ### Aveiro Spring Classic 2024 - Evento para toda a família A Aveiro Spring Classic é um evento de ciclismo que se destaca no calendário nacional de Granfondos pela sua singularidade e emoção. Com um percurso típico de clássicas, marcado pelos desafiantes setores de sterrato, esta prova oferece uma experiência única para os entusiastas da bicicleta e do ciclismo que procuram um desafio, assim como uma oportunidade para explorar as belas paisagens da região de Aveiro. Vídeo do evento https://youtu.be/uwg0-_r7CBw?si=GMh50cHpriv7p-t- Evento para toda a família A Aveiro Spring Classic não é apenas sobre ciclismo. É um evento para toda a família, onde quem acompanha o ciclista que vai fazer o percurso pode desfrutar de uma atmosfera animada e vibrante. Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Tanto o evento, como a cidade de Aveiro oferecem uma série de atrações e atividades para os visitantes, desde os famosos passeios de barco nos canais até à gastronomia local, passando pelas actividades dedicadas aos mais novos disponibilizadas pela organização e passeios pela zona, Aveiro é garantia de um fim de semana bem passado em família. Créditos: José Coutinho - Cabreira Solutions Emoção e adrenalina do percurso A Aveiro Spring Classic é um evento para todos, tanto os que pretendem apreciar a paisagem como os que procuram algo mais intenso. Para mim, a beleza do percurso está na emoção da competição e na adrenalina da corrida, que se faz numa média entre os 38 e os 40km/h nos grupos da frente. Créditos: Eduardo Campos - Cabreira Solutions Os setores de sterrato proporcionam um desafio extra, testando a capacidade técnica e física dos ciclistas enquanto os percorrem. A cidade de Aveiro Aveiro, conhecida como a "Veneza de Portugal", é o cenário perfeito para um evento de ciclismo. Com os seus canais pitorescos, arquitetura única e ambiente acolhedor, a cidade cativa os visitantes e proporciona uma experiência memorável. Antes e depois da Aveiro Spring Classic, os participantes têm a oportunidade de explorar a cidade e a zona, desfrutando do lazer, paisagem e da gastronomia. Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Atletas e organização de parabéns Desde o primeiro ao último atleta que cruzou a meta, todos estão de parabéns por se colocarem à prova num evento como este, mas tenho que deixar uma palavra de apreço e respeito pelas pessoas da organização, que "nos bastidores" da corrida tanto trabalham para que tudo esteja nas melhores condições possíveis para os que vão desfrutar de um dia na sua bicicleta. Créditos: Cabreira Solutions Aqueles sectores em terra batida, gravilha, ou "sterrato" como são conhecidos na gíria ciclista, não estão em óptimas condições todo o ano, a organização não poupa esforços e trabalho para que as bicicletas de estrada passem da forma mais segura possível durante o evento. ### Volta à Catalunha – Última etapa A Volta à Catalunha partia para a última etapa da sua 103.ª edição. Os 145 quilómetros da etapa número 7 correram-se em Barcelona, terminando no circuito de Montjuïc, por onde os ciclistas tiveram de passar por seis vezes. A etapa curta e explosiva, dava oportunidade aos ciclistas de tentarem melhorar o seu lugar na geral, num top 10 ainda com posições em aberto. 5 ciclistas em fuga em Barcelona Foram 5 os ciclistas que no dia de hoje escreveram o seu nome na fuga do dia. Jimmy Janssens da Alpecin-Deceuninck, Harrison Wood da Cofidis, Idar Andersen da Uno-X, Georg Steinhauser da EF Education-Easypost e Ander Okamika da Burgos-BH. O quinteto de corredores alcançou uma margem de quase dois minutos para o pelotão, que teve sempre a etapa sob controlo com a UAE Emirates e a Israel-Premier Tech ao leme e com ambições à vitória da etapa. Chegando ao circuito de Montjuïc, os ataques sucederam-se reduzindo a distância da fuga que foi perdendo elementos, até que, a 15 quilómetros do fim, Steinhauser, o último dos fugitivos foi apanhado. https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1771861450320986501 Depois do Hat-Trick veio o Poker Depois da última passagem pelo topo de Montjuïc, a corrida vinha partida, e foi já perto da meta que João Almeida se distanciou no grupo dos favoritos, tentando a vitória. Apesar da valentia, o esforço foi em vão, tendo sido alcançado muito perto do último quilómetro. O ciclista português fechou a etapa no grupo dos favoritos em 20.º, terminado a Volta à Catalunha no nono lugar da geral. Com o grupo dos favoritos junto e tão perto do final era altura de preparar o sprint. Num grupo reduzido Pogačar foi o mais forte, deixando para os franceses Dorian Godon e Guillaume Martin o segundo e terceiro lugares respetivamente da etapa. Tadej Pogačar venceu assim pela quarta vez, numa prova de 7 etapas, tendo também alcançado um segundo lugar no primeiro dia de prova. Ao poker em etapas juntou a classificação geral, a classificação por pontos, e a classificação da montanha, um domínio completo do ciclista esloveno. Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej3:15:232 GODON Dorian,,3 MARTIN Guillaume,,4 WILLIAMS Stephen,,5 KONRAD Patrick,,6 HIGUITA Sergio,,7 GONZÁLEZ David,,8 TIBERI Antonio,,9 VLASOV Aleksandr,,10 POELS Wout,, Top 10 Classificação Geral final PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej28:21:292 LANDA Mikel3:413 BERNAL Egan5:034 VLASOV Aleksandr5:565 MAS Enric6:016 HARPER Chris,,7 MARTINEZ Lenny6:028 TIBERI Antonio6:339 ALMEIDA João,,10 FORTUNATO Lorenzo7:27 Vídeo dos últimos 5 quilómetros e do ataque de João Almeida https://www.youtube.com/watch?v=X4KoCC7nhmc&ab_channel=EurosportCycling ### Cape Epic 2024 – Resumo, vídeos e classificações da última etapa Chegou ao fim a 20.ª edição da Absa Cape Epic, num ano em que etapa a etapa, a incerteza de quem iria vencer, a tornou uma das mais imprevisíveis e espetaculares de sempre. No último dia, os ciclistas tiveram de percorrer 67 quilómetros com 2000 metros de acumulado, com a maioria do percurso a ser percorrida nos famosos Trilhos Florestais de Stellenbosch. Categoria Masculina Com o tempo ganho na etapa 6, Matthew Beers e Howard Grotts da Toyota-Specialized-NinetyOne vinham com quase dez minutos de vantagem sobre o segundo classificado, a World Bicycle Relief de Nino Schurter e Sebastian Fini. A dureza da etapa, tinha potencial para fazer diferenças, principalmente na luta pelo segundo e terceiro lugares, onde havia menos diferenças a fechar. Mas hoje, os protagonistas da etapa, acabaram por ser outros. Urs Huber e Simon Schneller da Bulls Mavericks, vinham da 16.ª posição na geral, tendo tido no dia de hoje, capacidade para lutar pela etapa. A dupla manteve-se sempre na frente da corrida, atacou e não cometeu mais erros, vencendo assim a última etapa da Absa Cape Epic de 2024. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771809076025888844 Em segundo lugar ficaram os italianos Fabian Rabensteiner e Samuele Porro da Wilier Vittoria Factory, relegando para terceiro, os vencedores da prova Matthew Beers e Howard Grotts. Na luta pelo pódio, Hans Becking e Wout Alleman forçaram o ritmo para tentar anular a diferença de pouco mais de um minuto para Nino Schurter e Sebastian Fini, chegando mesmo a estar no segundo lugar virtual. A equipa da Buff Megamo de Fini e Schurter apertou o ritmo na parte final da etapa, conseguindo manter o segundo lugar na geral. A dupla da Buff Megamo 2 do português José Dias e Enrique Morcillo, chegou na 10.ª posição, mantendo o 7.ª lugar na geral, a pouco mais de uma hora dos vencedores. Beers e Grotts tinham de confirmar a vitória na na última etapa e mostraram o que é preciso para ganhar uma prova como esta, regularidade e uma segunda parte da corrida muito forte. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771827455692505170 Classificação Geral Final Top 10 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Toyota-Specialized-NinetyOneMatthew BeersHoward Grotts25:22:172World Bicycle ReliefNino SCHURTERSebastian FINI25:33:24+11:073Buff MegamoHans BECKINGWout ALLEMAN25:33:53+11:364Canyon SIDIAndreas SEEWALDMarc STUTZMANN25:40:04+17:475Wilier Vittoria FactoryFabian RABENSTEINERSamuele PORRO25:49:30+27:136Singer RacingSimon STIEBJAHNJakob HARTMANN26:09:53+47:367Buff Megamo 2José DIASEnrique MORCILLO VERGARA26:22:19+1:00:028Canyon SIDI 2Martin STOŠEKPetr VAKOC26:34:23+1:12:069PYGA Euro SteelPhilip BUYSPieter DU TOIT26:48:07+1:25:5010Wilier TorpadoDaniel GEISMAYRJakob DORIGONI26:55:12+1:32:55 Categoria Feminina Depois de vencerem o prólogo e as seis etapas seguintes, a dupla Anne Terpstra e Nicole Koller da Ghost Factory Racing, tinham a oportunidade de fazer o pleno, vencer nos oito dias de corrida e levar para casa a classificação geral da Cape Epic deste ano. A dupla que dominou durante toda a semana, era o alvo a abater, pois mesmo com sete vitórias consecutivas e praticamente 4 minutos de vantagem, tinha de estar atenta à dupla da Cannondale Factory Racing, Mona Mitterwallner e Candice Lill, que sem nada a perder iam de certo arriscar e atacar a vitória. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771831117038936495 Terpstra e Koller acabaram por não dar hipótese nem oportunidade de uma surpresa e conseguiram uma vantagem importante no último dia de prova, deixando as mais diretas adversárias na classificação geral a 4:45 minutos. O terceiro lugar da etapa ficou para a equipa da Efficient Infiniti SCB SRAM, com as ciclistas Vera Looser e Alexis Skarda a fazer uma última etapa de grande nível. Na geral, Mitterwallner e Lill juntaram o segundo lugar na etapa ao segundo lugar no pódio da classificação geral, à frente de Sofia Villafane e Samara Sheppard da Toyota-Specialized-NinetyOne que ficaram na terceira posição. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771835124801298767 Classificação Geral Final Top 10 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1GHOST Factory RacingAnne TerpstraNicole Koller30:56:222Cannondale Factory RacingMona MITTERWALLNERCandice LILL31:04:58+8:363Toyota-Specialized-NinetyOneSofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD31:32:10+35:484e-FORT | PrivateClientHoldingsLéna GÉRAULTHayley PREEN32:40:59+1:44:375Efficient Infiniti SCB SRAMVera LOOSERAlexis SKARDA32:43:43+1:47:216Scott Calabandida | BullsNatalia FISCHER EGUSQUIZAIrina LUETZELSCHWAB33:26:23+2:30:0178capitalJanka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA34:02:40+3:06:188e-FORT | MenteCorpoMargot MOSCHETTICostanza FASOLIS34:25:10+3:28:489PirtekKelsey Jade VAN SCHOORClaudia KRENN36:25:23+5:29:0110#SheUntamedSarah HILLHayley SMITH36:44:24+5:48:02 Classificações completas AQUI. ### Diário de um sub-23 – Lucas Lopes Lucas Lopes cheirou a vitória na Volta à Extremadura. Atleta da Supermercados Froiz conta como se preparou para o melhor resultado do ano. Chamo-me Lucas Lopes, comecei no ciclismo de estrada na Póvoa Cycling Academy, onde o Sérgio Carvalho e a Joana Barbosa me ajudaram muito. Em 2022 fui para Caja Rural Alea – filial da Caja Rural Seguros RGA. Permitiu-me perceber a exigência das corridas lá fora e ganhar estaleca dado que corri bastantes vezes e em perfis diversificados. Em 2023 passei a profissional na Eletro Hiper Europa. Foi um ano de azares... no final da época parti a clavícula. A mudança, este ano, para a Supermercados Froiz foi inesperada visto que a equipa anterior acabou. Para preparar as corridas ultimamente todas as semanas têm sido quase iguais, tanto a nível de treinos como de alimentação. Também preciso de descansar bem durante a semana. Após cada corrida tenho a viagem de regresso a casa e um ou dois dias antes da corrida tenho a viagem de ida. Acaba por ser um pouco complicado uma vez que são poucos os dias que posso estar completamente em repouso, mas tento organizar os dias. Fica a conhecer o Rúben Rodrigues (Laboral Kutxa) em mais uma página do Diário de um sub-23! Volta à Extremadura De 15 a 17 de março corri a Volta à Extremadura. A nível de treinos fiz uma semana maia tranquila que o normal. Segunda rolei um pouco as pernas com paragem obrigatória na pastelaria para comer um (ou dois) bolos. É uma boa recompensa após uma corrida, uma vez que não podemos fazer isso todos os dias! Na terça o merecido descanso total, onde fico por casa a ver uma série ou a jogar PlayStation. Sempre deitado para que o corpo possa recuperar o máximo possível! Quarta foi dia de reativar o corpo, com umas séries curtas e intensas em subida, num treino com de três horas. À tarde massagem desportiva que é muito importante na recuperação e que ajuda a estar bem nos dias da corrida. Após a massagem é preparar a mala e descansar. Quinta acordei cedo para ir treinar. Saí na cabra para fazer hora e meia para soltar as pernas. Treinos na cabra também são importantes para treinar a posição. A seguir ao treino viajei para Espanha. Viagem com a Polti Kometa Na viagem aproveito para descansar, tento dormir, estar off do telemóvel. Se não conseguir dormir olho simplesmente para a estrada. Tento ao máximo não estar muito no telemóvel porque desgasta. Quando cheguei ao hotel fui descansar porque já tinha treinado. Pernas ao alto a ver uma série até à hora do jantar. Depois do jantar mais descanso para o dia da corrida. Uma curiosidade é ter feito a viagem com a Polti Kometa. Tivemos que dividir atletas por outras equipas para fazer esta viagem porque os diretores tinham ido no carro da equipa. Assim também pudemos conviver com os “rivais”. No dia da corrida acordei às 9:00. Dormi 10 horas! Ao pequeno almoço já meti boas quantidades de hidratos de carbono (creme de arroz, leite de arroz e um prato de arroz) e alguma proteína (ovos mexidos) para encher os músculos para a etapa de 160 km. Busca da vitória Na etapa rainha da Volta à Extremadura fiz 2º. Parti confiante, sabia que podia fazer algo uma vez que subidas longas me assentam que nem uma luva. Havia uma de 9 km à falta de 30 km para o final, depois descíamos e voltávamos a subir 16 km até meta. Ia muito bem de sensações, a 5,5 km para o fim decidi por o meu ritmo e ir em busca da vitória. Sabia que já não estava para a geral e que podia ter mais liberdade. Vieram dois atletas comigo e fomos até ao sprint juntos. Faltou pouquinho para ganhar a etapa ao colombiano Juan Pablo Sossa (Vigo - Rías Baixas). Tenho noção que podia ter sido o mais forte. A dinâmica entre os três foi muito graças ao meu trabalho e no final da etapa reconheço que me faltou um pouco de frieza para dar o remate final. Apesar disso, sinto-me feliz pela prestação e consciente daquilo que preciso de melhorar. A Volta à Extremadura foi ganha pelo murciano José Luis Faura (Cortizo) e eu fechei 12º na geral para a Supermercados Froiz. A equipa ficou contente e agora tenho objetivos ambiciosos para as próxima corridas que serão na Taça de Espanha. ### Volta à Catalunha – Etapa 6 A penúltima etapa da Volta à Catalunha presenteava-nos com um dos perfis mais duros de uma etapa na temporada de 2024, fora das Grandes Voltas. Os ciclistas percorreram 155 quilómetros e ultrapassaram 5 contagens de montanha, duas delas de primeira categoria e uma de categoria especial.  Créditos: Volta à Catalunha Mollema e Carthy tentaram a sua sorte Com um perfil tão duro e com o favoritismo da UAE Emirates e Pogačar, as equipas resguardaram as suas forças para as partes mais avançadas da etapa. Bauke Mollema e Hugh Carthy foram os únicos ciclistas que se aventuraram numa fuga no início da etapa, sendo alcançados ainda antes dos 70 quilómetros finais, quando a verdadeira dureza da sexta etapa da Volta à Catalunha começou.  A Visma-Lease a Bike e a UAE Team Emirates alternaram entre si a cabeça do pelotão, enquanto na retaguarda muita gente ia sofrendo e descolando do grupo dos favoritos. Apesar de vários ciclistas descolarem na subida de categoria especial, voltou a haver junção dos favoritos e dos elementos do top 10, que voltaram a descolar quando o terreno voltou a inclinar. https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1771532826145407452 Pogačar faz o Hat-Trick na Volta à Catalunha Enquanto que no grupo dos favoritos os ciclistas iam reentrando, a corrida ia-se aproximando do topo da penúltima subida do dia, com a classificação de primeira categoria. Foi nesta altura que surgiu o ataque de Tadej Pogačar a 30 quilómetros da meta, ataque este que tal como aconteceu durante a semana, ninguém conseguiu seguir. O ciclista esloveno correu sozinho o resto da etapa, vencendo com 57 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, Egan Bernal que voltou às grandes exibições. O terceiro lugar ficou para Mikel Landa que fez a última subida com Bernal e fez o mesmo tempo do ciclista colombiano. João Almeida chegou na 7.ª posição a 2:18 minutos do vencedor e é agora nono classificado com o mesmo tempo do oitavo, Antonio Tiberi, tendo subido nesta etapa um lugar na geral. Apesar de o primeiro lugar estar praticamente entregue, a luta pelo pódio e pelo top 10 continua muito em aberto e vai ser decidida na sempre espetacular etapa de Montjuïc, em Barcelona. Créditos: Volta à Catalunha Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej4:11:532 BERNAL Egan0:573 LANDA Mikel,,4 MAS Enric2:145 HARPER Chris2:166 TIBERI Antonio,,7 ALMEIDA João2:188 MARTINEZ Lenny,,9 FORTUNATO Lorenzo2:3410 VLASOV Aleksandr2:38 Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej25:06:162 LANDA Mikel3:313 BERNAL Egan4:534 VLASOV Aleksandr5:465 MAS Enric5:516 HARPER Chris,,7 MARTINEZ Lenny5:528 TIBERI Antonio6:239 ALMEIDA João,,10 FORTUNATO Lorenzo7:17 Vídeo com resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=GGov3K5vMAY&ab_channel=EurosportCycling Perfil da etapa 7 ### Cape Epic 2024 – Resumo, vídeos e classificações da Etapa 6 A Absa Cape Epic de 2024, está-se a tornar verdadeiramente uma das mais competitivas de sempre, com as categorias masculinas e femininas em aberto durante todas as etapas. A etapa 6 tinha 87 quilómetros com 2400 metros de acumulado para percorrer, num dia em que a chuva apareceu. Categoria Masculina Com a chegada do fim de semana, A Absa Cape Epic de 2024 entrava na parte decisiva com as duas últimas etapas a prometerem grande espetáculo. Com os quilómetros a irem passando, Matthew Beers e Howard Grotts mostraram que tinham trazido para as etapas decisivas, a forma que apresentaram durante a semana. A equipa da World Bicycle Relief, segunda na geral, nunca se conseguiu encontrar na etapa, com quedas de Nino Schurter e problemas mecânicos para Sebastian Fini. Na última parte da etapa, voltaram a aparecer os problemas mecânicos, desta vez para as equipas da Canyon SIDI, que furou e da Buff Megamo. Estes contratempos distanciaram-nos dos melhores e de uma possibilidade de discutirem a etapa. Desta forma, as equipas da Wilier Vittoria e da Toyota-Specialized-NinetyOne, ficaram com a etapa 6 para discutir entre si. Com uma oportunidade de ouro a dupla Beers e Grotts aumentou o ritmo na última subida do dia, vencendo pelo segundo dia consecutivo. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771459029203562868 A dupla da Buff Megamo 2 do português José Dias e Enrique Morcillo, chegou na 11.ª posição e subiu mais um lugar na classificação geral, estando agora na 7.ª posição. Com esta vitória, e com tanto tempo perdido por parte da dupla da World Bicycle Relief, Matt Beers e Howard Grotts deram um passo gigante rumo à vitória na classificação geral, numa altura em que apenas falta uma etapa para correr. TOP 10 classificação geral, após etapa 6 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Toyota-Specialized-NinetyOneMatthew BeersHoward Grotts22:27:012World Bicycle ReliefNino SCHURTERSebastian FINI22:36:23+9:223Buff MegamoHans BECKINGWout ALLEMAN22:37:34+10:334Canyon SIDIAndreas SEEWALDMarc STUTZMANN22:40:58+13:575Wilier Vittoria FactoryFabian RABENSTEINERSamuele PORRO22:55:06+28:056Singer RacingSimon STIEBJAHNJakob HARTMANN23:09:24+42:237Buff Megamo 2José DIASEnrique MORCILLO VERGARA23:21:20+54:198Canyon SIDI 2Martin STOŠEKPetr VAKOC23:27:22+1:00:219PYGA Euro SteelPhilip BUYSPieter DU TOIT23:41:36+1:14:3510Wilier TorpadoDaniel GEISMAYRJakob DORIGONI23:55:54+1:28:53 Categoria Feminina Na categoria feminina, o domínio da dupla da Ghost Factory Racing continuou, com Anne Terpstra e Nicole Koller a vencerem o prólogo e seis etapas, em outros tantos dias de prova, mantendo-se assim em primeiro na classificação geral e levando a camisola de líder para a última etapa, onde tudo pode acontecer. A Cannondale Factory Racing, de Mona Mitterwallner e Candice Lill não dá o braço a torcer e apesar dos constantes segundos lugares, posição repetida no dia de hoje, consegue sempre não perder muito tempo, tendo deixado sempre em aberto, a luta pela classificação geral para o dia seguinte. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771470766074208733 A Toyota-Specialized-NinetyOne, composta por Sofia Gomez Villafane e Samara Sheppard, manteve a consistência e conquistou novamente o terceiro lugar no pódio, posição que deverá ocupar no final do dia de amanhã já que a equipa da e-FORT | PrivateClientHoldings, quarta classificada na geral, se encontra a mais de uma hora de distância. Na luta pela vitória final, a distância entre primeiras e segundas é de menos de quatro minutos, e numa corrida como a Cape Epic onde tudo poder mudar rapidamente, as ciclistas vão deixar as decisões para a última etapa. TOP 10 classificação geral, após etapa 6 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Ghost Factory RacingAnne TerpstraNicole Koller27:24:152Cannondale Factory RacingMona MITTERWALLNERCandice LILL27:28:06+3:513Toyota-Specialized-NinetyOneSofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD27:46:10+21:554e-FORT | PrivateClientHoldingsLéna GÉRAULTHayley PREEN28:52:18+1:28:035Efficient Infiniti SCB SRAMVera LOOSERAlexis SKARDA29:03:34+1:39:196Scott Calabandida | BullsNatalia FISCHER EGUSQUIZAIrina LUETZELSCHWAB29:36:10+2:11:5578capitalJanka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA30:08:24+2:44:098e-FORT | MenteCorpoMargot MOSCHETTICostanza FASOLIS30:28:45+3:04:309PirtekKelsey Jade VAN SCHOORClaudia KRENN32:16:19+4:52:0410#SheUntamedSarah HILLHayley SMITH32:39:30+5:15:15 Classificações completas AQUI. ### E3 Saxo Classic - Mathieu van der Poel "O destruidor" A E3 Saxo Classic era aguardada com a expectativa de ver o primeiro embate da temporada entre Matjeiu van der Poel e Wout van aert na Estrada. (Vídeo resumo no final). Com uma distância de 207 quilómetros e 17 subidas desafiadoras, esta corrida também serve de barómetro e "aquecimento" para a Volta à Flandres, que acontece na próxima semana. O grande destaque foi o incontornável Mathieu Van der Poel, que demonstrou mais uma vez sua superioridade nas clássicas belgas. O campeão mundial protagonizou vários ataques (o primeiro a 70 quilómetros do final), mexendo constantemente na corrida, mas foi no Paterberg, a 40 quilómetros da meta, que deixou os seus adversários para trás e partiu para uma vitória a solo. Com esta performance impressionante na E3 Saxo Classic o "Flying Dutchman" confirma o seu favoritismo para a Volta à Flandres. https://twitter.com/eurosport/status/1771199192737669389 No entanto, houve incidentes que poderão ter influenciado o desfecho da corrida, pois Wout Van Aert sofreu uma queda no momento decisivo da corrida (quando van der Poel atacou). Apesar da sua tentativa de recuperação, Van Aert acabou por terminar no terceiro posto, chegou a estar a uns escassos 15 segundos da liderança mas foi incapaz de alcançar Van der Poel. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1771185880704634936 Destaque ainda para o português Ivo Oliveira (UAE Team Emirates), que integrou a primeira fuga da prova, mostrando o seu potencial como ciclista de clássicas. Créditos: UAE Team Emirates - Sprint Cycling Agency No final, Mathieu Van der Poel (Alpecin-Deceuninck) conquistou a vitória com uma performance impressionante (e ainda ofereceu a cerveja de troféu a um fã), seguido por Jasper Stuyven e Wout Van Aert que completaram o pódio. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1771207880215044525 TOP 10 PosiçãoCiclistaEquipaTempo1Mathieu VAN DER POELAlpecin-Deceuninck04:39:282Jasper STUYVENLidl-Trek+01:313Wout VAN AERTTeam Visma2604Tim WELLENSUAE Team Emirates+01:485Matteo JORGENSONTeam Visma1806Jhonnatan NARVAEZINEOS Grenadiers+01:527Nils POLITTUAE Team Emirates+02:488Toms SKUJINSLidl-Trek+02:489Vincenzo ALBANESEARKEA-B&B HOTELS+02:4810Alex KIRSCHLidl-Trek+02:48 Vídeo resumo https://youtu.be/-Cp_EnQKma8?si=A-D4FLcT0wQJ2Mw6 ### Volta à Catalunha - Etapa 5 167 quilómetros ligaram Altafulla a Viladecans na etapa número 5 da Volta à Catalunha. Os ciclistas tinham duas montanhas de segunda categoria para ultrapassar, com a última dificuldade a estar situada a 30 quilómetros do final, onde se previa ser o ponto chave para a discussão da etapa. Fuga do dia com 5 ciclistas Créditos: Volta à Catalunha Enzo Paleni, Georg Steinhauser, Óscar Rodriguez, Jacopo Mosca e Christopher Juul-Jensen foram os ciclistas que se adiantaram aos demais, integrando a fuga e tentando vencer de longe.  O pelotão tinha outras ideias para o destino da etapa e a Israel Premier Tech impôs um ritmo forte na última dificuldade do dia. Óscar Rodriguez e Georg Steinhauser foram os últimos fugitivos resistentes mas acabaram por ser alcançados mesmo no início da descida que levava à meta.  Este ritmo alto da Israel Premier Tech não só alcançou os ciclistas da fuga como causou moça no pelotão, fazendo descolar muitos dos sprinters com pretensões ao dia de hoje.  Créditos: Volta à Catalunha Sprinters reentram para discutir a etapa A descida do Alt de la Creu d'Aragall fez-se a um ritmo alucinante, com ataques e contra-ataques de vários ciclistas, num pelotão que já não trazia mais de 50 elementos. Um grupo muito numeroso acabou por conseguir reentrar no pelotão a apenas 6 quilómetros da meta, recolocando com possibilidade de disputar a etapa muitos dos sprinters que descolaram na subida de segunda categoria, entre eles, o vencedor da etapa de ontem, Marijn Van den Berg. A EF Education-Easy Post pôs-se ao trabalho, enquanto se sucediam os ataques. O pelotão acabou por chegar junto e disputar a etapa ao sprint. Axel Laurance, campeão do mundo de sub-23 no ano passado frente a António Morgado, foi o mais forte e venceu pela segunda vez este ano. Marijn Van den Berg ficou no segundo lugar e Bryan Coquard ficou com o terceiro lugar do pódio. João Almeida, o único português em prova, chegou integrado no pelotão, mantendo a décima posição na geral. https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1771212066939920481 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaTempo1 LAURANCE Axel3:36:052 VAN DEN BERG Marijn,,3 COQUARD Bryan,,4 AULAR Orluis,,5 WILLIAMS Stephen,,6 KONRAD Patrick,,7 GODON Dorian,,8 MIQUEL Pau,,9 BARCELÓ Fernando,,10 VAN DEN BROEK Frank,, Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej20:54:362 LANDA Mikel2:273 VLASOV Aleksandr2:554 MARTINEZ Lenny3:215 HARPER Chris3:226 MAS Enric3:247 KUSS Sepp3:318 POELS Wout,,9 BERNAL Egan3:5010 ALMEIDA João3:52 Vídeo com os 4 quilómetros finais https://www.youtube.com/watch?v=IO7jt19IYX4&ab_channel=EurosportCycling Perfil da etapa 6 ### Cape Epic 2024 - Resumo, vídeos e classificações da Etapa 5 A quinta etapa da Absa Cape Epic 2024 apresentava um percurso menos duro relativamente a outros dias, mas nem por isso deixaram de haver diferenças de tempo na luta pela vitória de ambas as categorias, Masculina e Feminina. Categoria masculina Entramos na fase decisiva da Cape Epic 2024 e a quinta etapa revelou isso mesmo, entre as equipas que estão na luta pela vitória. Com uma margem tão estreita de apenas dois minutos, a equipa Toyota-Specialized-NinetyOne, composta por Matthew BEERS e Howard GROTTS, adotou uma postura agressiva na parte final da etapa. Conseguiram, assim, conquistar uma vantagem de 57 segundos em relação à equipa World Bicycle Relief, de Nino SCHURTER e Sebastian FINI, que se mantêm em segundo lugar na classificação geral, agora a 2 minutos e 57 segundos dos líderes. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771082094837403908 Destaca-se também o desempenho consistente da equipa Canyon-Sidi, que tem demonstrado um excelente rendimento ao longo dos últimos dias. Com mais uma excelente prestação no dia de hoje, ocupam agora o quarto lugar na classificação geral, estando apenas a 3 minutos do pódio. Emoção garantida no fim de semana Com os dois últimos dias pela frente, é expectável que a equipa Canyon-Sidi intensifique os seus esforços na tentativa de alcançar um lugar no pódio, colocando pressão sobre a equipa Buff-Megamo, atualmente terceira classificada, da mesma forma que a equipa de Nino SCHURTER e Sebastian FINI vão tentar tudo para colocar sobre pressão a equipa Toyota-Specialized-NinetyOne, na luta pela vitóra da competição. O português José Dias continua a fazer uma prova consistente com o seu companheiro de equipa Enrique Morcillo, hoje terminaram bem o dia e subiram duas posições na geral, são agora os oitavos classificados. Pódio Etapa 5 - Créditos: Cape Epic TOP 10 classificação geral, após etapa 5 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Toyota-Specialized-NinetyOneMatthew BEERSHoward GROTTS18:40:13-2World Bicycle ReliefNino SCHURTERSebastian FINI18:43:10+2:573Buff MegamoHans BECKINGWout ALLEMAN18:48:56+8:434Canyon SIDIAndreas SEEWALDMarc STUTZMANN18:52:01+11:485ORBEA Leatt Speed CompanyGeorg EGGERLukas BAUM19:00:13+20:006Wilier Vittoria FactoryFabian RABENSTEINERSamuele PORRO19:07:37+27:247Singer RacingSimon STIEBJAHNJakob HARTMANN19:13:48+33:358Buff Megamo 2José DIASEnrique MORCILLO VERGARA19:24:18+44:059Canyon SIDI 2Martin STOŠEKPetr VAKOC19:25:38+45:2510PYGA Euro SteelPhilip BUYSPieter DU TOIT19:31:03+50:50 Categoria Feminina Na quinta etapa da corrida feminina da Cape Epic 2024, a supremacia da equipa Ghost Factory Racing continua inabalável, com Anne Terpstra e Nicole Koller a conquistarem a sua sexta vitória consecutiva em seis dias de competição. Este desempenho excecional coloca-as não só no topo da etapa de hoje, mas também na liderança da classificação geral. Apesar da vitória da Ghost Factory Racing, a equipa Cannondale Factory Racing, representada por Mona Mitterwallner e Candice Lill, mantém-se na luta pela vitória geral. Apesar de terem cedido alguns segundos para as líderes, encontram-se a apenas 2 minutos e 51 segundos de distância, numa competição onde cada segundo conta. https://twitter.com/CapeEpic/status/1771058890043457789 Por outro lado, a equipa Toyota-Specialized-NinetyOne, composta por Sofia Gomez Villafane e Samara Sheppard, parece ter assegurado o terceiro lugar no pódio. Com uma diferença de 8 minutos para as segundas classificadas e mais de uma hora de vantagem para as quartas da geral, estão numa posição confortável para consolidar o seu lugar no pódio da Cape Epic 2024. TOP 10 classificação geral, após etapa 5 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1GHOST Factory RacingAnne TERPSTRANicole KOLLER22:53:36-2Cannondale Factory RacingMona MITTERWALLNERCandice LILL22:56:27+2:513Toyota-Specialized-NinetyOneSofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD23:05:15+11:394e-FORT68. OverallLéna GÉRAULTHayley PREEN24:07:055Efficient Infiniti SCB SRAMVera LOOSERAlexis SKARDA24:14:32+1:20:566Scott Calabandida82. OverallNatalia FISCHER EGUSQUIZAIrina LUETZELSCHWAB24:42:2378capitalJanka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA25:11:45+2:18:098e-FORT103. OverallMargot MOSCHETTICostanza FASOLIS25:34:279Fortress WomenIla STOWLaura STARK26:23:46+3:30:1010PirtekKelsey Jade VAN SCHOORClaudia KRENN26:52:05+3:58:29 Classificações completas AQUI. ### Volta à Catalunha - Etapa 4 A quarta etapa da Volta à Catalunha ligou Sort a Lleida, numa distância de 170 quilómetros. A alta montanha e o frio deram tréguas e os ciclistas tiveram apenas o Port d'Ager, de segunda categoria para ultrapassar, com a temperatura a rondar os 22 graus durante todo o percurso. Créditos: A.S.O./Billy-Ceusters De Gendt marcou presença na fuga A fuga do dia contou com três ciclistas, Thomas de Gendt, Urko Berrade e Idar Andersen.  Tendo em vista que esta era a única oportunidade para uma vitória dos ciclistas mais rápidos, o pelotão não deu chances para uma possível surpresa, não deixando a distância subir muito acima dos 3 minutos.  Os três fugitivos acabaram por ser apanhados quando ainda faltavam 30 quilómetros para percorrer.  Mal a fuga foi alcançada, Luís Angel Maté atacou do pelotão, aproveitando para mostrar as cores da Euskaltel Euskadi. O corredor espanhol, vencedor de uma etapa da Volta a Portugal do ano passado, rolou 25 quilómetros sozinho, até ser apanhado a 5 quilómetros do fim, altura em que os comboios se posicionaram para o sprint. https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1770790430306619497 Van den Berg o mais forte Foi o ciclista da EF Education-EasyPost Marjin Van der Berg, o mais forte no sprint, batendo Arne Marit e Emils Liepens, que ocuparam os restantes lugares do pódio. O ciclista neerlandês de 24 anos, não deixou escapar a oportunidade e carimbou a sua quarta vitória como profissional.  João Almeida teve um dia tranquilo e chegou integrado no pelotão, mantendo o décimo posto na geral individual.  https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1770835739531419840 Top 10 da etapa PosiçãoCiclistaTempo1 VAN DEN BERG Marijn3:40:192 MARIT Arne,,3 LIEPIŅŠ Emīls,,4 COQUARD Bryan,,5 LAURANCE Axel,,6 BARTHE Cyril,,7 HAYTER Ethan,,8 GODON Dorian,,9 AULAR Orluis,,10 MOSCA Jacopo,, Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej17:18:312 LANDA Mikel2:273 VLASOV Aleksandr2:554 MARTINEZ Lenny3:215 HARPER Chris3:226 MAS Enric3:277 POELS Wout3:318 KUSS Sepp3:329 BERNAL Egan3:5010 ALMEIDA João3:52 Sprint da etapa de hoje https://www.youtube.com/watch?v=yEm9_w4Mg8c&ab_channel=EurosportCycling Perfil da etapa 5 ### Teste | iGPSPORT SR30 Smart Radar | Luz inteligente A segurança na estrada é sempre uma preocupação para os ciclistas que têm bicicletas de estrada, as luzes diurnas apareceram como um incremento da segurança e estão em crescimento. Atenta a este mercado a iGPSPORT lançou no mercado a SR30 Smart Radar Taillight, uma luz com radar integrado que tive a oportunidade de testar. Esteticamente muito parecida com as alternativas das marcas concorrentes, desde logo vemos que não se trata de uma simples luz traseira de bicicleta, mas sim uma luz com a funcionalidade radar. Esta funcionalidade permite que apareçam avisos de aproximação de automóvel no dispositivo GPS utilizado, assim como variar os modos de luz emitidos pela própria luz. Visibilidade aceitável A iGPSPORT SR30 oferece uma visibilidade aceitável, com uma distância anunciada de 1,6 quilómetros, quando observada a partir da traseira da bicicleta (durante o dia) a cerca de 200 metros de distância, esta garante que o ciclista se torne facilmente visível para os veículos que se aproximam, mas não chama a atenção do condutor. Na minha opinião as luzes diurnas não devem apenas ser visíveis, devem ter um "flash" suficientemente forte para chamar a atenção de condutores eventualmente distraídos. No entanto, a luz é visível e contribui significativamente para a segurança do ciclista na estrada. Radar de Precisão O radar incorporado é o que distingue a SR30 de uma luz normal. Esta caracetrística dá-lhe a capacidade de detetar veículos a uma distância de 150 metros, a SR30 emite avisos sonoros e visuais no dispositivo GPS, úteis para nos apercebermos dos veículos que se aproximam, além de avisar se estes se aproximam a alta velocidade ou velocidade considerada normal. Neste imagem: o aviso na lateral direita do ecrã, informa a posição da viatura que se aproxima e a velocidade (linha amarela, velocidade normal, caso se aproximasse em alta velocidade a linha seria vermelha). Em zonas urbanas com mais movimento, aconselho desligarem os avisos sonoros do GPS sincronizado com a luz, pois este parece uma "maquineta" de jogos dos anos 80 a apitar. imaginem um "Bip" por cada carro que passa por vocês numa zona de grande movimento. Em estradas fora de zonas urbanas os avisos sonoros são úteis. Integração Inteligente A compatibilidade com diversos dispositivos, incluindo dispositivos GPS de bicicleta, relógios e a aplicação iGPSPORT, destaca a integração inteligente da iGPSPORT SR30. A integração com o dispositivo GPS é bastante vantajosa, na medida em que através do teu GPS podes controlar os modos de luz, além de ligar e desligar a mesma sem necessidade de carregar no botão da própria luz. Por falar em modos de luz, a SR30 tem várias combinações de iluminação, desde o constante aos modos de flash intermitentes, a SR30 oferece opções para diversas situações. Características príncipais: Duração bateria : 25 Horas Tempo de carregamento : 3h Interface : TIPO-C Peso: 68.8g Tipos de selim: espigões tipo D/redondos//aero Conclusão: A iGPSPORT SR30 Smart Radar Taillight é mais do que uma luz traseira para bicicleta; é uma ferramenta essencial para os ciclistas comprometidos com a segurança. Com visibilidade impressionante, versatilidade de iluminação, integração inteligente e um radar de alta precisão, a SR30 destaca-se como uma escolha acertada para quem pedala nas estradas. Pedale com confiança, pedale com a iGPSPORT SR30. Disponibilidade e preços: Podes encontrar a iGPSPORT SR30 à venda em lojas com material iGPSORT. Para saber mais pormenores sobre as características, disponibilidade e preços desta luz, contacta o importador em Portugal, S.C. Vouga. ### E3 Saxo Classic- O reencontro de Van Aert e Van der Poel A época das Clássicas Belgas continua a todo o vapor e entra agora na sua fase mais importante com o início da Vlaamse Wielerweek. A Semana de Ciclismo Flamenga é um conjunto de 5 provas (Brugge-De Panne, E3 Saxo Classic, Gent Wevelgem, Através da Flandres, e Volta à Flandres). Estas corridas estão carregadas de história celebrando os combatentes tombados e as tragédias provocadas pelas duas Grandes Guerras que assolaram os campos da Flandres. Esta sequência de clássicas belgas do WorldTour culmina como todos os anos, com a Volta à Flandres no primeiro domingo de abril. Depois da vitória de Jasper Philipsen na clássica Brugge-De Panne é hora de virarmos as atenções para a clássica seguinte, a E3 Saxo Classic. E3 Saxo Classic As semanas de ciclismo por terras flamengas proporcionam-nos sempre dias de ciclismo espetaculares, com corridas partidas, imprevisíveis e ciclistas valentes. Para além das dificuldades no percurso, o vento e a chuva dificultam ainda mais a vida aos ciclistas, que cerram os dentes e pedalam pela honra de conquistar uma clássica belga. É na E3 Saxo Classic que se vão defrontar pela primeira vez na estrada esta época Van der Poel e Van Aert, um confronto sempre aguardado com expectativa. Percurso A E3 Saxo Classic tem menos importância que a Volta à Flandres mas é certamente um barómetro para o Monumento que se disputa na semana seguinte. É uma corrida com muitos resultados e desenrolar possíveis, mas é por norma discutida num sprint reduzido. Na 66.ª edição da prova, os corredores vão fazer 207 quilómetros, ultrapassando muitas das subidas e setores de pavé, muitos dos quais presentes na Volta à Flandres. Serão um total de 17 topos e 9 setores de pavé, alguns deles também em subida. O Paterberg e o Oude Kwaremont são setores fundamentais e onde normalmente se fazem as diferenças essenciais para vencer e vão ser percorridos em direção inversa à que os ciclistas fazem na Volta à Flandres. É a repetição constante de subidas e pavé que fazem da E3 Saxo Classic uma das melhores semi-clássicas do calendário. Favoritos Apesar dos dois pódios, Van der Poel nunca venceu esta corrida e mostrou estar já em grande forma na Milão-Sanremo. Quererá juntar a E3 às duas vitórias em Flandres. Wout Van Aert tem feito trabalho específico para Flandres e Roubaix e treino em altitude. Agora que chegam as corridas importantes estará também ele pronto para vencer. Leva consigo uma equipa de luxo para o ajudar a alcançar a terceira E3 Saxo Classic consecutiva. A Alpecin-Deceuninck de Van der Poel tem em Jasper Philipsen outra a carta para jogar. Esta dupla já deu imensas vitórias à equipa de Christoph Roodhooft e depois da vitória em Sanremo e na Brugge-De Panne, forma não lhe faltará. Já a Visma Lease a Bike tem Van Aert como líder mas traz uma equipa fortíssima com Tiesj Benoot, Tratnik que venceu a Omloop e Jorgenson que vem da vitória na geral do Paris-Nice. Arnaud de Lie tem tido uma época de altos e baixos, mas depois da mostra de força na Bredene Koksijde é um corredor a quem tem de se estar muito atento. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1768683756045336750 Mads Pedersen já venceu seis vezes este ano e esteve muito perto de vencer no Paris-Nice. A sua prestação em Sanremo, onde acabou no grupo dos melhores, dá garantias da sua excelente forma física. Girmay, Asgreen, Kung, Mohoric e Wellens são também eles ciclistas muito fortes e habituados a estas andanças.  Ivo Oliveira, com a UAE será o representante português na E3 Saxo Bank. O mítico Tom Boonen é quem tem o recorde de mais vitórias. O ex-ciclista belga venceu a E3 Saxo Classic por 5 vezes. A última foi em 2012, que lhe permitiu bater o recorde de Rik Van Looy que venceu quatro vezes entre 1964 e 1969. 2016 - Tom Boonen ### Cape Epic 2024 - O resumo com os vídeos e classificações da Etapa 4 A Etapa 4 da Absa Cape Epic 2024 foi caracterizada por subidas íngremes, descidas técnicas e trechos de singletrack intermináveis. Entre a adrenalina da Roller Coaster até às rochas do Vale Doolhof, esta etapa era considerada a etapa rainha da competição. (Vídeo resumo no final). Categoria Masculina Na quarta etapa da Cape Epic 2024, assistimos a uma intensa batalha entre as equipas líderes, com destaque para a investida da World Bicycle Relief, com Nino Schurter e Sebastian Fini, assim como a audácia da Canyon-Sidi de Andreas Seewald e Marc Stutzmann. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770719083190685719 No entanto, o dia foi marcado pelo revés da equipa Buff-Megamo, constituída por Wout Alleman e Hans Becking. Após três dias de desempenho consistente, tiveram um dia menos bom fisicamente, além de terem problemas mecânicos que os fizeram perder tempo precioso, que acabou por resultar na perda da liderança da competição. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770707057060024739 Num momento em que a Buff-Megamo já se encontrava em dificuldades, a Canyon-Sidi não conseguiu responder ao ataque de Nino Schurter numa das subidas, cedendo terreno para as equipas World Bicycle Relief e Toyota-Specialized-NinetyOne, que acabaram por disputar a vitória de etapa. Schurter e Fini alcançaram assim a sua segunda vitória, deixando a sua marca em mais uma das jornadas da competição. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770733057345048982 Mudança de líderes Com o dia menos bom da Buff-Megamo, a equipa Toyota-Specialized-NinetyOne, composta por Matthew Beers e Howard Grotts, ascendeu à liderança da classificação geral, demonstrando que o segredo para conquistar a geral é a consistência, pois apesar de ainda não terem vencido qualquer etapa assumem a liderança da geral. A vitória final da Cape Epic 2024 está imprevisível, pois só dois minutos separam as equipas World Bicycle Relief e Toyota-Specialized-NinetyOne. Esta corrida só termina no ultimo dia, na linha de meta, em cada etapa o cenário pode mudar drasticamente, como aconteceu hoje com a equipa Buff-Megamo, pelo que a emoção se mantém até ao final. Pódio Etapa 4 O português José Dias, equipa Buff-Megamo 2, terminou o dia no 11.º posto, pelo que acabou por perder uma posição na geral, seguindo agora em 10.º José Dias e Enrique Morcillo - Buff-Megamo 2 TOP 10 classificação geral, após etapa 4 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Toyota-Specialized-NinetyOneMatthew BEERSHoward GROTTS15:54:04-2World Bicycle ReliefNino SCHURTERSebastian FINI15:56:04+2:003Buff MegamoHans BECKINGWout ALLEMAN15:59:07+5:034ORBEA Leatt Speed CompanyGeorg EGGERLukas BAUM16:03:37+9:335Canyon SIDIAndreas SEEWALDMarc STUTZMANN16:05:40+11:366Wilier Vittoria FactoryFabian RABENSTEINERSamuele PORRO16:18:07+24:037Singer RacingSimon STIEBJAHNJakob HARTMANN16:23:58+29:548Canyon SIDI 2Martin STOŠEKPetr VAKOC16:29:31+35:279Scott Calabandida9. OverallSergio MANTECON GUTIERREZPawel BERNAS16:29:5310Buff Megamo 2José DIASEnrique MORCILLO VERGARA16:30:36+36:32 Categoria feminina Na categoria feminina houve equilíbrio entre as três principais equipas que dominam a classificação geral. No desfecho da etapa, a equipa Toyota-Specialized-NinetyOne esforçou-se ao máximo pela vitória, mas acabou por não conseguir alcançá-la. Pelo quinto dia consecutivo, a equipa Ghost Factory Racing mostrou novamente um desempenho soberbo ao vencer a etapa, consolidando assim a sua liderança na competição. Com um registo impecável de cinco vitórias em cinco dias de competição, detêm uma vantagem de 2 minutos e 30 segundos sobre a equipa Cannondale Factory Racing. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770731573488255456 Apesar desta vantagem, é importante notar que numa prova exigente como a Cape Epic, a liderança atual não garante ainda a vitória final, uma vez que faltam ainda três dias de competição. No dia de hoje, a equipa Cannondale Factory Racing conseguiu terminar junto das líderes, não cedendo tempo e mantendo assim a pressão na disputa pela vitória geral da competição. Pódio Etapa 4 Entramos para a reta final de prova sendo ainda imprevisível o desfecho, cada dia será crucial na luta pelo título feminino na Cape Epic 2024. TOP 10 classificação geral, após etapa 4 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1GHOST Factory RacingAnne TERPSTRANicole KOLLER19:31:44-2Cannondale Factory RacingMona MITTERWALLNERCandice LILL19:34:15+2:313Toyota-Specialized-NinetyOneSofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD19:39:40+7:564e-FORT68. OverallLéna GÉRAULTHayley PREEN20:34:495Efficient Infiniti SCB SRAMVera LOOSERAlexis SKARDA20:37:06+1:05:226Scott Calabandida79. OverallNatalia FISCHER EGUSQUIZAIrina LUETZELSCHWAB21:03:4878capitalJanka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA21:28:10+1:56:268e-FORT99. OverallMargot MOSCHETTICostanza FASOLIS21:46:129Fortress WomenIla STOWLaura STARK22:10:43+2:38:5910PirtekKelsey Jade VAN SCHOORClaudia KRENN22:56:22+3:24:38 Vídeo resumo da etapa 4 https://youtu.be/-L578URNh-I?si=dDWtdDcL-Hz3etmY Classificações completas AQUI. ### Volta à Catalunha - Novo show de Pogacar na etapa 3 A terceira etapa da Volta à Catalunha levou os ciclistas até Port Ainé, ao longo de 177 quilómetros e com mais de 4000 metros de acumulado. Depois da chuva de ontem, o tempo deu tréguas aos ciclistas que ultrapassaram uma contagem de primeira categoria e duas de categoria extra.  Trepadores tentaram a sua sorte Num dia com um perfil digno de uma etapa de alta montanha de uma grande volta, vários ciclistas de qualidade como Mollema, Vansevenant, Haig, Carthy, Sosa entre outros, adiantaram-se ao pelotão formando a fuga do dia. Com a UAE Emirates e a Visma Lease a Bike ao trabalho, todos os ciclistas da fuga foram apanhados ainda antes dos 60 quilómetros finais. De seguida, o pelotão rodou junto até ao início da última subida do dia.  https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1770428485598667009 Ascenção a Port Ainé Foi a Soudal Quick-Step quem impôs o ritmo na subida, trabalhando para o seu lider Mikel Landa. O ciclista espanhol atacou a 7,5 quilómetros da meta, mas foi prontamente seguido por Pogačar, que contra-atacou Landa e tal como ontem, fez os últimos 7 quilómetros sozinho, até levantar os braços no topo de Port Ainé. Mikel Landa chegou passados 48 segundos e Tiberi, ciclista da Bahrain-Victorious, fechou o pódio da etapa a 1:03 do vencedor. João Almeida chegou em 17.º a 1:46 minutos e está agora na 10.ª posição, a 3:52 minutos do líder e seu colega de equipa Tadej Pogačar.  https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1770539711221637296 Top 10 etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej4:34:252 LANDA Mikel0:483 TIBERI Antonio1:034 POELS Wout,,5 KUSS Sepp,,6 VLASOV Aleksandr1:107 RODRÍGUEZ Cristián,,8 HARPER Chris,,9 MARTINEZ Lenny,,10 MAS Enric,, Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej13:38:122 LANDA Mikel2:273 VLASOV Aleksandr2:554 MARTINEZ Lenny3:215 HARPER Chris3:226 MAS Enric3:277 KUSS Sepp3:348 POELS Wout,,9 BERNAL Egan3:5010 ALMEIDA João3:52 Resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=GaDBOiMk6Jk&ab_channel=EurosportCycling Perfil da etapa 4 ### Paris 2024: aí vão eles! Pistards portugueses saem da Taça das Nações de Hong Kong a um passo dos Jogos Olímpicos. Maria Martins repetirá Tóquio e seleção masculina fará história. O dia 20 de março é o dia internacional da felicidade e nada me deixa mais feliz do que ver Portugal com uma ampla representação no ciclismo em Paris 2024. No ciclismo de estrada Portugal terá dois homens e uma mulher nas provas olímpicas. A seleção masculina não falha o apuramento desde Atlanta 1996, os Jogos que marcaram a última presença do país na corrida feminina. A pista entrou no radar olímpico nacional quando Maria Martins se tornou a primeira atleta a apurar a nação para Tóquio 2020. Quatro anos mais tarde os pistards masculinos preparam-se para se juntar à festa. Nada disto seria possível sem o velódromo de Anadia, a infraestrutura que serviu de trampolim para a atual geração de atletas. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Apuramento está no bolso! Curiosamente o apuramento foi selado em Hong Kong, na ronda 2 da Taça das Nações. Foi também em Hong Kong que, em 2019, Portugal perdeu o apuramento para Tóquio. Nesse Madison, que Iúri Leitão fez com Ivo Oliveira, o vianense caiu e Portugal terminou no penúltimo lugar com três pontos. Cinco anos depois Leitão fez dupla com João Matias e juntos somaram 33 pontos, fechando no 4º lugar. A isto há que acrescentar o 6º posto de Iúri Leitão no omnium, onde venceu a eliminação. A um evento do fecho da qualificação olímpica Portugal subiu dois lugares e é o 3º país no ranking do Madison, além de ter mantido 3º lugar no omnium. O apuramento está no bolso! Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Ciclo olímpico muito trabalhado. O caso de Maria Martins não é de um apuramento tão à vontade, mas de um ciclo olímpico muito trabalhado. Hong Kong foi mais um passo rumo aos Jogos Olímpicos. Tata foi 9ª no omnium e somou 440 pontos. Além disso, bateu atletas de nações que são rivais diretas como Hong Kong, Chéquia e Espanha. Cedeu alguns pontos para Lituânia e China, mas isso não se refletiu no ranking olímpico onde Portugal até subiu do 11º ao 10º lugar. Com o final da Taça das Nações agendado para 12-14 de abril, em Milton (Canadá), chegará também a confirmação da presença de Maria Martins nos Jogos Olímpicos. "A Maria fez um programa de omnium em crescendo, com uma prova de eliminação muito boa. Na corrida por pontos procurámos fazer a nossa prova em função daquilo que é o processo da qualificação e das adversárias diretas dessa situação. Conseguimos melhorar em relação à Taça das Nações da Austrália e dar mais um passo importante no sentido da qualificação olímpica." Gabriel Mendes ### Cape Epic 2024 – Resumo com vídeos e classificações da Etapa 3 Após duas etapas emocionantes, com equipas a necessitarem recuperar tempo, a etapa 3 da Absa Cape Epic 2024 prometia espetáculo. O percurso foi uma combinação de algum asfalto com o terreno acidentado da Waterval Nature Reserve, que reservava duas subidas principais onde se faria a seleção dos grupos. Categoria masculina Na etapa 3 da Cape Epic 2024, a equipa Canyon-Sidi de Andreas Seewald e Marc Stutzmann realizou uma impressionante etapa ao atacar e conquistar a vitória. Completamente determinados em recuperar algum tempo e alcançar uma vitória de etapa, Andreas Seewald e Marc Stutzmann conseguem deixar a sua marca na Cape Epic 2024, para já com esta vitória. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770369289482113133 O azar continuou a perseguir a equipa World Bicycle Relief de Nino Schurter e Sebastian Fini, que enfrentou problemas mecânicos pelo segundo dia consecutivo. Este contratempo custou-lhes mais tempo precioso e resultou na descida de uma posição na classificação geral. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770355798738157837 Enquanto isso, as equipas Buff-Megamo, Orbea-Speed Company e Toyota-Specialized (que ocupam as três primeiras posições na classificação geral), optaram por uma estratégia cautelosa. Percebendo que a equipa Canyon-Sidi não representava uma ameaça imediata na classificação geral, permitiram que esta fosse à frente e concentraram-se em manter-se juntas, marcando-se mutuamente ao longo da corrida. O português José Dias, com o seu colega de equipa Enrique Morcillo (Buff Megamo 2), terminaram o dia no oitavo posto, o que lhes valeu subir uma posição na classificação geral, são agora os nonos classificados. TOP 10 Classificação geral, após etapa 3 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Buff MegamoHans BECKINGWout ALLEMAN12:29:38-2Toyota-Specialized-NinetyOneMatthew BEERSHoward GROTTS12:31:25+1:473World Bicycle ReliefNino SCHURTERSebastian FINI12:33:25+3:474ORBEA Leatt Speed CompanyGeorg EGGERLukas BAUM12:36:59+7:215Wilier Vittoria FactoryFabian RABENSTEINERSamuele PORRO12:41:22+11:446Canyon SIDIAndreas SEEWALDMarc STUTZMANN12:41:51+12:137Singer RacingSimon STIEBJAHNJakob HARTMANN12:50:54+21:168Canyon SIDI 2Martin STOŠEKPetr VAKOC12:52:45+23:079Buff Megamo 2José DIASEnrique MORCILLO VERGARA12:53:52+24:1410Scott Calabandida | MazowszeSergio MANTECON GUTIERREZPawel BERNAS12:55:09+25:31 Categoria feminina Na categoria feminina, a Ghost Factory Racing de Anne Terpstra e Nicole Coller, reafirmou sua superioridade ao conquistar a vitória pelo terceiro dia consecutivo. Com este triunfo reforçou a sua liderança na classificação geral. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770381564817330341 A equipa Cannondale, embora seja a equipa que está a dar mais luta às líderes, hoje viu a Ghost Factory Racing aumentar a sua vantagem na classificação geral, sendo já mais de dois minutos o que separam primeiras e segundas classificadas. Por sua vez, a Toyota Specialized, terminou o dia no terceiro lugar e assim se mantém na classificação geral, apesar de estar já a mais de sete minutos da liderança. Estas três equipas são as principais candidatas ao pódio final, já que têm uma diferença significativa em relação às restantes, são mais de vinte minutos que separam as terceiras classificadas das restantes. TOP 10 Classificação geral, após etapa 3 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1GHOST Factory RacingAnne TERPSTRANicole KOLLER15:22:54-2Cannondale Factory RacingMona MITTERWALLNERCandice LILL15:25:23+2:293Toyota-Specialized-NinetyOneSofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD15:30:48+7:544Efficient Infiniti SCB SRAMVera LOOSERAlexis SKARDA15:52:48+29:545e-FORTFRARSAHayley PREEN16:06:116Scott CalabandidaESPSUIIrina LUETZELSCHWAB16:37:5078capitalJanka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA16:47:50+1:24:568e-FORTFRAITACostanza FASOLIS16:59:559Fortress WomenIla STOWLaura STARK17:19:55+1:57:0110PirtekKelsey Jade VAN SCHOORClaudia KRENN17:52:09+2:29:15 Classificações completas AQUI. Resumo vídeo https://youtu.be/Ko-3HNFJV8U?si=7HSauJrcARsYCL7V ### Volta à Catalunha - Etapas 1 e 2 A Volta à Catalunha de 2024 arrancou na passada segunda feira (18) e numa edição com 7 etapas, estende-se até ao próximo domingo, dia do já habitual circuito de Montjuïc. Com a primeira edição a ir para a estrada em 1911, esta é uma corrida com grande história, que este ano chega à edição 103. Volta à Catalunha 2023. Créditos - Sprint Cycling Agency Etapa 1 A primeira etapa da Volta à Catalunha correu-se ao redor de Sant Feliu de Guíxols. Numa etapa de 178 quilómetros, a corrida foi controlada pelas equipas da UAE Emirates e a Visma Lease a Bike. Na última subida do dia situada a 20 quilómetros do final, o ritmo aumentou com a dupla da Emirates, Tadej Pogačar e e Marc Soler a iniciarem a descida nos primeiros lugares. Numa rápida descida até perto da meta, o grupo dos principais ciclistas chegou junto, onde surgiu um ataque de Nick Schultz da Israel Premier Tech nos 500 metros finais, feito em ligeira subida. O australiano conseguiu surpreender a Emirates e Pogačar que não o conseguiu apanhar quando lançou o seu sprint, deixando a vitória na primeira etapa e a camisola de líder para Schultz, que arrecadou a sua primeira vitória no WorldTour. https://twitter.com/Domestique___/status/1769753833834430643 Etapa 2 Num dia de chuva, a segunda etapa teve um perfil bem mais duro, com um final em alto, no topo de Valter 2000 ao fim de 187 quilómetros. A fuga do dia constituída por seis elementos, alcançou uma vantagem de 5:30 minutos antes do pelotão, comandado pela UAE Emirates, impor um ritmo mais sério. A fuga acabou por ser alcançada com as equipas dos favoritos a chegaram juntas ao início da subida final.  O pelotão, acabou por apanhar os fugitivos, com as equipas dos favoritos a chegaram juntas ao início da subida final. Pogačar, o grande favorito à etapa de hoje, atacou a 7 quilómetros do fim deixando para os restantes a lutar pelo segundo e terceiro lugar. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1770167805071044860 O ciclista esloveno chegou com 1:23 minutos sobre Mikel Landa e Vlasov que ficaram com os restantes lugares do pódio.João Almeida, o único português em prova, esteve ao trabalho e fez uma subida de trás para a frente, terminando no quarto posto a 1:38 minutos do vencedor da etapa e seu colega de equipa Tadej Pogačar. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Top 10 Etapa PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej4:52:372 LANDA Mikel1:233 VLASOV Aleksandr1:244 ALMEIDA João1:385 MARTINEZ Lenny1:436 HARPER Chris1:447 BERNAL Egan1:478 MAS Enric1:499 POELS Wout2:0310 DÍAZ José Manuel,, Classificação Geral PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej9:03:572 LANDA Mikel1:353 VLASOV Aleksandr1:384 ALMEIDA João1:565 MARTINEZ Lenny2:016 HARPER Chris2:027 BERNAL Egan,,8 MAS Enric2:079 KUSS Sepp2:2110 DÍAZ José Manuel,, Resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=wldbR93qq2I&ab_channel=EurosportCycling Perfil da etapa 3 Fonte: Página oficial da prova ### Cape Epic 2024 - Etapa 2 A equipa Buff Megamo, com Hans Becking e Wout Alleman assumiram a liderança da Cape Epic 2024 após uma segunda etapa cheia de emoção. O segundo dia da Absa Cape Epic 2024, com partida e chegada em Saronsberg, teve um percurso de 97 km. e mais de 2.200 metros de desnível positivo. A prova já começou a mostrar a sua dureza. Categoria masculina A etapa começou com uma subida inicial exigente e técnica, que rapidamente selecionou os ciclistas. Embora Matt Beers liderasse o pelotão inicialmente, um contratempo afetou a equipa de Sebastian Fini e Nino Schurter (líderes naquele momento), com um furo antes da subida, algo que acabaria por influenciar o desfecho final da etapa 2. Wout Alleman e Hans Becking, da Buff Megamo, aproveitaram a situação de corrida e lançaram um ataque durante a subida, formando um grupo de fuga ao lado das equipas Toyota-Specialized-NinetyOne e Orbea Leatt Speed ​​Company Racing. Essa movimentação estratégica pressionou Schurter e Fini, que tiveram que gastar energia extra para tentar reduzir a diferença. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770004397201760260 Apesar da rápida recuperação da equipa da World Bicycle Relief, a Buff Megamo e a Orbea Leatt Speed ​​Company Racing mantiveram o ritmo, mantendo a pressão sobre os líderes. Alleman e Becking, conseguiram manter o controlo e travaram uma batalha emocionante com Schurter e Fini pela liderança. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770005466971578500 No final, a equipa Buff Megamo cruzou a linha de meta em primeiro, "garantindo a sua posição de"assaltando" a liderança da classificação geral com uma vantagem de 32 segundos. Primeira reviravolta na Absa Cape Epic 2024, que como se sabe é uma corrida na qual o cenário pode mudar a cada dia que passa, prometendo mais ação e drama nas próximas etapas. O português José Dias, da equipa Buff Megamo, segue na 10.ª posição da geral, com o colega de equipa Enrique Morcillo. TOP 10 Classificação geral, após etapa 2 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1Buff MegamoHans BECKINGWout ALLEMAN8:48:20-2World Bicycle ReliefNino SCHURTERSebastian FINI8:48:52+323Toyota-Specialized-NinetyOneMatthew BEERSHoward GROTTS8:50:12+1:524ORBEA Leatt Speed CompanyGeorg EGGERLukas BAUM8:55:45+7:255Wilier Vittoria FactoryFabian RABENSTEINERSamuele PORRO8:56:50+8:306Canyon SIDIAndreas SEEWALDMarc STUTZMANN9:01:27+13:077Singer RacingSimon STIEBJAHNJakob HARTMANN9:03:19+14:598Canyon SIDI 2Martin STOŠEKPetr VAKOC9:04:56+16:369Scott Calabandida9. OverallSergio MANTECON GUTIERREZPawel BERNAS9:07:3210Buff Megamo 2José DIASEnrique MORCILLO VERGARA9:09:16+20:56 Categoria feminina Na categoria feminina da corrida, mais uma vez, as equipas favoritas terminaram na frente, sem problema mecânicos e sem grande diferença de tempo. A Ghost Factory Racing, com Anne Terpstra e Nicole Koller, e a Cannondale Factory Racing, com Mona Mitterwallner e Candice Lill, cruzaram juntas a linha de chegada, com apenas 7 segundos de diferença entre elas. https://twitter.com/CapeEpic/status/1770028664320561405 No dia de hoje, as líderes mantiveram um ritmo competitivo, mantendo contato próximo com as suas perseguidoras, Sofía Gómez e Samara Sheppard, que terminaram a etapa a menos de meio minuto das líderes. Com este resultado, a luta pela classificação geral continua animada, com Terpstra e Koller a liderar com uma vantagem de 1 minuto e 13 segundos sobre Mitterwallner e Lill, mantendo a expectativa alta para as próximas etapas. TOP 10 Classificação geral, após etapa 2 PosiçãoEquipaAtleta 1Atleta 2TempoDiferença1GHOST Factory RacingAnne TERPSTRANicole KOLLER10:51:27-2Cannondale Factory RacingMona MITTERWALLNERCandice LILL10:52:40+1:133Toyota-Specialized-NinetyOneSofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD10:58:04+6:374Efficient Infiniti SCB SRAMVera LOOSERAlexis SKARDA11:08:48+17:215e-FORT | PrivateClientHoldingsLéna GÉRAULTHayley PREEN11:18:22+26:556Scott Calabandida | BullsNatalia FISCHER EGUSQUIZAIrina LUETZELSCHWAB11:37:57+46:307e-FORT | MenteCorpoMargot MOSCHETTICostanza FASOLIS11:49:25+57:5888capitalJanka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA11:53:36+1:02:099Fortress WomenIla STOWLaura STARK12:18:25+1:26:5810#SheUntamedSarah HILLHayley SMITH12:36:10+1:44:43 Vídeo resumo https://youtu.be/UQg6vfO5iIg?si=nQjww5cqsWG0U_Ir Classificações completas AQUI. ### Cape Epic 2024 - Etapa 1 Depois do prólogo que deu o tiro de partida da Absa Cape Epic de 2024, os ciclistas tiveram pela frente a etapa 1, que consistiu em 88km para percorrer, com um desnível positivo de 2450 metros. Nino Schurter e Sebastian Fini partiam como líderes masculinos, enquanto que no feminino, a dupla Anne Terpstra e Nicole Koller tentavam defender a vitória no prólogo de ontem. Corrida masculina Num dia em que Schurter e Fini defendiam a camisola amarela conquistada no prólogo inicial, a corrida revelou-se um teste à capacidade física dos ciclistas. O grupo da frente foi perdendo elementos e apenas as equipas World Bicycle Relief, Buff Megamo, Wilier Vittoria, Toyota-Specialized-NinetyOne e a Orbea Leatt Speed Company Racing tiveram capacidade para seguir na frente. Os líderes da corrida tentaram uma movimentação mas foram seguidos, primeiramente por Wout Alleman, ao qual se juntou o seu colega de equipa, Hans Becking. https://twitter.com/CapeEpic/status/1769648394308358568 Um problema na corrente de Sebastian Fini, permitiu a Alleman e Becking a vitória na primeira etapa da Cape Epic com a dupla da World Bicycle Relief a cortar a meta em segundo, mas a manter a liderança da prova. O terceiro posto ficou para Matthew Beers e Howard Grotts da Toyota-Specialized-NinetyOne. Classificação Geral - Top 10 PosiçãoDuplaTempo1Nino SCHURTER Sebastian FINI4:41:282Matthew BEERSHoward GROTTS4:42:383Hans BECKINGWout ALLEMAN4:42:584Fabian RABENSTEINERSamuele PORRO4:43:535Georg EGGERLukas BAUM4:48:166Marc PRITZENTristan NORTJE4:49:307Andreas SEEWALDMarc STUTZMANN4:50:238Simon STIEBJAHNJakob HARTMANN4:50:259Marco JOUBERTWessel BOTHA4:51:0410Martin STOŠEKPetr VAKOC4:52:02 Corrida feminina Na corrida feminina da Absa Cape Epic, Anne Terpstra e Nicole Koller continuaram a mostrar a grande forma com que venceram o prólogo de ontem e venceram a etapa 1. https://twitter.com/CapeEpic/status/1769655418437959745 A dupla da Ghost Factory Racing, venceu por apenas um segundo de diferença sobre as ciclistas Mona Mitterwallner e Candice Lill da Cannondale Factory Racing, que repetiram o segundo lugar do dia de ontem. Em terceiro lugar mas a mais de 5 minutos ficaram Sofia Gomez Villafane e Samara Sheppard que juntam o terceiro lugar da primeira etapa ao terceiro lugar na geral. Classificação Geral - Top 10 PosiçãoDuplaTempoDiferença1.Anne TerpstraNicole Koller5:40:272.Mona MITTERWALLNERCandice LILL5:41:33+1:063.Sofia GOMEZ VILLAFANESamara SHEPPARD5:46:39+6:124.Vera LOOSERAlexis SKARDA5:50:42+10:155.Léna GÉRAULTHayley PREEN5:57:29+17:026.Natalia FISCHER EGUSQUIZAIrina LUETZELSCHWAB6:08:47+28:207.Margot MOSCHETTICostanza FASOLIS6:13:15+32:488.Janka KESEG STEVKOVAMartina KRAHULCOVA6:16:24+35:579.Ila STOWLaura STARK6:26:43+46:1610.Sarah HILLHayley SMITH6:34:59+54:32 Classificações completas AQUI. Resumo vídeo da Etapa 1 https://youtu.be/LD9GozBdoZs?si=GCyg8ialiEJFZgvJ ### Daniela Campos e Raquel Queirós mostram o caminho Há 31 anos que uma portuguesa não vencia uma corrida UCI. Da Volta à Guatemala ao XCO de Torrenueva, a crónica do dia inédito do ciclismo nacional. Ver uma ciclista portuguesa a ganhar uma corrida no estrangeiro é raro. Que duas o façam no mesmo dia deve ser inédito. Aconteceu este domingo, em disciplinas distintas. As protagonistas são talentos multidisciplinares: Daniela Campos faz estrada e pista, já Raquel Queirós concilia mountain bike e estrada. Primeira vitória UCI de uma ciclista portuguesa? Começamos por Daniela Campos que venceu ao sprint a etapa final da Volta à Guatemala. A corredora da Eneicate viu ainda a colega Valentina Basilico vencer a Volta. A prova de categoria 2.2 leva-nos a perguntar: é esta a primeira vitória UCI na história do ciclismo feminino português? O TopCycling consultou várias fontes e antigas ciclistas. Concluímos que só há precedentes com Ana Barros, na década de 1990. A Federação Portuguesa de Ciclismo atribui à vianense 39 vitórias entre 1989 e 1996 sem detalhar os eventos. Aqui entra a preciosa ajuda da Isabel Fernandes, comentadora Eurosport. Graças a jornais da época e classificações do GP Tensai de 1992 descobrimos que Ana Barros venceu a 5ª e última etapa perante a neerlandesa Elsbeth Vink. Foi na chegada a Lisboa após 74 km de percurso percorridos a 40,4 km/h de média. Também ganhou o prólogo na edição de 1993, conforme a própria Ana Barros nos confirmou. Tinha tanto talento que batia atletas que faziam o triplo dos quilómetros por época! Elsbeth Vink, por exemplo, correu na Rabobank e na Farm Frites, venceu a Volta à Holanda e uma etapa na Volta à França de 1993. Importa contextualizar que o GP Tensai era um evento UCI. O regulamento da prova até está escrito no francês oficial da UCI e sabemos disso porque a Isabel Fernandes o tem no arquivo. Da atual geração nem Maria Martins nem Daniela Reis venceram provas UCI. Também nada a registar na era de Isabel Caetano, Esther Alves ou Irina Garcia – dominadoras dos Nacionais entre 2002 e 2012. Raquel Queirós impôs-se em Torrenueva Boas notícias também vindas de Espanha: Raquel Queirós impôs-se em Torrenueva, localidade costeira situada perto de Granada. A vilacondense ganhou o cross-country olímpico (XCO) numa prova de classe 2 pontuável para o ranking UCI, no qual ocupa a 48ª posição. A mountain biker representou Portugal nos Jogos Olímpicos de Tóquio e corre este ano na BH Coloma Team. Raquel Queirós foi 7ª em Chelva e 15ª em Banyoles, eventos da máxima categoria (classe HC) disputados em Espanha. Na estrada fez história ao vencer a 1ª Volta a Portugal em Bicicleta Feminina, em 2021. ### Absa Cape Epic 2024 - Dia 1 - Prólogo Início com o domínio das equipas de fábrica do XCO Começou a Absa Cape Epic 2024, a competição de BTT por etapas mais mediática do planeta deu a sua pedalada inicial com o tradicional prólogo, com um percurso de 26 km. e 700 metros de desnível positivo (D+) de elevação, pelo terreno árido e bem conhecido de Lourensford Wine State. Categoria masculina Na competição masculina, as equipas oficiais do Cross Country Olímpico (XCO) dominaram desde o início. Nino Schurter e Sebastian Fini (World Bicycle Relief), colocaram-se líderes ao conquistar a vitória no prólogo. A dupla venceu com uma vantagem de 51 segundos sobre os segundos classificados, Matt Beers e Howard Grotts (Toyota-Specialized-NinetyOne). Destaque para a equipa Buff Megamo, com Hans Becking e Wout Alleman, que conquistou a terceira posição. https://twitter.com/CapeEpic/status/1769332567394729991 TOP 10 World Bicycle Relief (Nino SCHURTER e Sebastian FINI) - 1:02:38 Toyota-Specialized-NinetyOne (Matthew BEERS e Howard GROTTS) - 1:03:29 (+51) Buff Megamo (Hans BECKING e Wout ALLEMAN) - 1:04:10 (+1:32) Imbuko (Marco JOUBERT e Wessel BOTHA) - 1:04:15 (+1:37) Fábrica Wilier Vittoria (Fabian RABENSTEINER e Samuele PORRO) - 1:04:23 (+1:45) ORBEA Leatt Speed ​​​​Company (Georg EGGER e Lukas BAUM) - 1:05:26 (+2:48) Canyon SIDI (Andreas SEEWALD e Marc STUTZMANN) - 1:05:32 (+2:54) Honeycomb Pro Cycling ( Marc PRITZEN e Tristan NORTJE) - 1:05:39 (+3:01) Buff Megamo (José DIAS e Enrique MORCILLO VERGARA) - 1:05:39 (+3:01) PYGA Euro Steel (Philip BUYS e Pieter DU TOIT) - 1:05:48 (+3:10) Categoria Feminina No pelotão feminino, a equipa Ghost Factory Racing, composta por Anne Terpstra e Nicole Koller, garantiu a vitória no prólogo com um tempo inferior a uma hora e um quarto, as duas mostraram total adaptação ao terreno explosivo, conquistando uma vantagem de 1 minuto e 5 segundos sobre as segundas classificadas, Mona Mitterwallner e Candice Lilla (Cannondale Factory Racing). A equipa da Toyota-Specialized-NinetyOne, com Sofia Gomez Villafane e Samara Sheppard, completou o pódio feminino. TOP 10 GHOST Factory Racing (Anne TERPSTRA e Nicole KOLLER) - 1:14:45 Cannondale Factory Racing (Mona MITTERWALLNER – Candice LILL) - +1:05 Toyota-Specialized-NinetyOne (Sofia GOMEZ VILLAFANE e Samara SHEPPARD) - +1:11 Eficiente Infiniti SCB SRAM (Vera LOOSER e Alexis SKARDA) - +3:10 e-FORT | PrivateClientHoldings (Léna GÉRAULT e Hayley PREEN) - +5:19 e-FORT | MenteCorpo (Margot MOSCHETTI e Costanza FASOLIS) - +7:20 Cannondale ISB Feminino (Monica YULIANA CALDERON MARTINEZ e Meritxell FIGUERAS) - +7:52 8capital (Janka KESEG STEVKOVA e Martina KRAHULCOVA) - +8:43 Mulheres da Fortaleza (Ila STOW e Laura STARK) - +9:12 Scott Calabandida | Touros (Natalia FISCHER EGUSQUIZA e Irina LUETZELSCHWAB) - +10:34 Classificações completas AQUI. A Absa Cape Epic 2024 acabou de iniciar e promete ser uma competição emocionante, com os melhores atletas do mundo, ao longo dos próximos dias pode ver o resumo de todas etapas aqui no Topcycling.pt ### Milão-Sanremo 2024 - Foi emoção até à linha de meta A Milão-Sanremo 2024, primeiro monumento da temporada, proporcionou mais uma emocionante edição num percurso longo e desgastante de quase 300 quilómetros como é habitual, passando pelos locais emblemáticos como Capi, Cipressa e Poggio. Créditos: LaPresse A subida da Cipressa, como habitualmente, foi determinante na seleção do pelotão, deixando para trás nomes de peso como Jonathan Milan, Alexander Kristoff e Christophe Laporte. No entanto, ficaram homens rápidos no grupo da frente e foi na ascensão do Poggio que o verdadeiro espetáculo aconteceu, mas não como nos últimos anos. Créditos: LaPresse Tadej Pogačar, depois de ter colocado a equipa a trabalho nas subidas da Cipressa e Poggio, foi o primeiro a tentar fazer diferenças com um ataque a pouco mais de um quilómetro do alto do Poggio, com Mathieu Van der Poel a responder de imediato. https://twitter.com/Milano_Sanremo/status/1769023029500080232 Tadej Pogacar e Mathieu van der Poel chegaram a ter alguma vantagem mas Tom Pidcock fechou o espaço na descida e o pelotão seguiu compacto para o final, com ciclistas como Alberto Bettiol, Filippo Ganna, Mads Pedersen, Jasper Stuyven, Julian Alaphilippe, Michael Matthews e Matej Mohorič a manterem-se na luta pela vitória. Num momento surpreendente, Matteo Sobrero tentou surpreender o pelotão, mas foi alcançado por Pidcock, que se destacou nos metros finais. No sprint final, Michael Matthews surgiu com uma velocidade e força impressionantes, mas foi Jasper Philipsen quem se destacou e acabou por ser mais rápido nos últimos metros, conquistando a vitória numa emocionante chegada à Via Roma, por menos de uma roda de diferença para Matthews. A Milão-Sanremo 2024 foi uma edição particularmente espetacular, com vários ataques e respostas dos favoritos, acabando no entanto por regressar a um desfecho com vitória de um sprinter, com Jasper Philipsen a inscrever o seu nome na história da competição pela porta grande, tendo Michael Matthews e Tadej Pogacar completado o pódio na segunda e terceira posição respectivamente. Créditos: LaPresse É uma sensação incrível vencer a Milão-Sanremo. Deixa-me muito orgulhoso e feliz, especialmente depois do lançamento que recebi de Mathieu van der Poel. Foi uma corrida rápida durante todo o dia, mas senti-me muito bem o tempo todo. Acreditei em mim mesmo, mas tudo tinha que correr com perfeição. Não estava acostumado a sprintar depois de 300 kms. e pude sentir a diferença. Não esperava que Michael Matthews estivesse tão bem, mas estou feliz por ter conseguido vencê-lo. Jasper Philipsen Jasper Philipsen, que tinha confessado ao Topcyling em entrevista que um dos seus objectivos de carreira era vencer um monumento, outro um mundial, o monumento já está. Eu tenho muitos objetivos como tentar ser campeão do mundo, europeu, nacional… um dia. Um Monumento e um Mundial são objetivos de carreira, mas uma camisola verde no Tour de France também. Se conseguir pelo menos um dos itens na lista já seria bom”. Jasper Philipsen ao Topcycling em janeiro de 2023. Venceu um monumento, e teve no pódio o seu amigo de longa data Tadej Pogacar. Na imagem em baixo, ambos na Volta ao Algarve em 2019. Créditos: TopCycling Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=fToNSPIid68 TOP 10 POSCICLISTA - EQUIPATEMPO01PHILIPSEN Jasper - Alpecin-Deceuninck06:14:4402MATTHEWS Michael T- eam Jayco-AlUla+ 0003POGACAR Tadej - UAE Team Emirates+ 0004PEDERSEN Mads - Lidl-Trek+ 0005BETTIOL Alberto - EF Education-EasyPost+ 0006MOHORIC Matej - Bahrain Victorious+ 0007VAN GILS Maxim - Lotto Dstny+ 0008STUYVEN Jasper - Lidl-Trek+ 0009ALAPHILIPPE Julian - Soudal Quick-Step+ 0010VAN DER POEL Mathieu - Alpecin-Deceuninck+ 00 ### Evoc Torso Protector - Segurança para desafiar os limites A EVOC acaba de lançar um novo produto na sua linha de proteções para Enduro e DH. A EVOC Torso Protector é uma proteção para o tronco desenvolvida com tecnologia avançada e materiais de alta qualidade, que tem como objectivo oferecer uma combinação única de conforto, ajuste e segurança. Este equipamento específico para as costas e o peito pode ser utilizado por cima do jersey. Graças à tecnologia LITESHIELD FLEX, recentemente desenvolvida pela EVOC, proporciona uma proteção sólida com uma impressionante absorção de impacto de 95% (dados da marca), ao mesmo tempo que se molda ao corpo, garantindo uma liberdade de movimento incrível. Para utilizar em conjunto a EVOC Torso Protector tem a PIN PACK WP 1,5, uma pequena bolsa impermeável, lavável e sem PVC, feita para armazenar objectos de valor, ferramentas ou snacks. Esta bolsa pode ser convenientemente fixada na parte de trás do protetor através de pins com ímanes, garantindo assim acesso rápido e fácil aos itens essenciais durante a pedalada. Disponibilidade e preço Podes ver o preço e a disponibilidade do produto no site da Bicicmax, ou nas lojas distribuidoras da marca EVOC em Portugal. ### Milão-Sanremo - O primeiro monumento do ano Deixando para fevereiro do próximo ano a discussão sobre se a Strade Bianchi merece ou não ser o sexto monumento do ciclismo, é hora de ir até Itália, onde no próximo sábado, dia 16, se corre a Milão-Sanremo, o primeiro monumento da temporada. La Classicíssima vai para a sua 115.ª edição, e como sempre vai-nos fazendo esperar, minuto a minuto, quilómetro a quilómetro, à espera do local onde este ano se vai discutir a prova. Esta é uma corrida da qual se aprende a gostar à medida que o coração vai batendo mais forte, à medida que os corredores se aproximam da Cipressa. E não nos importamos de esperar os 288 quilómetros que este ano compõem o percurso, porque sabemos que no final vai valer sempre a pena. Percurso A Milão-Sanremo, pela primeira vez no ano passado, não começou em Milão, situação que se vai repetir este ano. O novo local da partida, Pavia, fica um pouco mais a sul, a 36 quilómetros da cidade da moda. Passo del Turchino Os ciclistas fazem depois 140 quilómetros praticamente planos até ao Passo del Turchino. Esta subida tem 3 quilómetros com 5.1% de inclinação média, que chega aos 11% na parte final. É o ponto mais alto da Milão-Sanremo mas por estar tão longe da meta nunca tem grande impacto no resultado final, a não ser o cansaço que provoca e que se vai acumulando. Depois de passado o Passo del Turchino, os ciclistas descem até Voltri onde têm mais 80 quilómetros sem grande desnível, mas onde os quilómetros se vão acumulando nas pernas. Créditos - LaPresse Os Três Capos Ziguezagueando ao longo da costa, os ciclistas vão-se aproximando dos 60 quilómetros decisivos. É nesta altura que cada vez mais televisões se sintonizam na corrida, e que surgem os três Capos: Capo Mele (1.5km a 4.9%), Capo Cervo (1.8km a 2.8%) e Capo Berta (2km a 6%). Cipressa Passados os Capos, o coração vai batendo mais forte e surgem os derradeiros 25 quilómetros. Aqui estão concentradas as últimas dificuldades do já longo dia, e onde o primeiro monumento do ano se vai decidir. La Cipressa (5,6km a 4,1%), é a primeira batalha da Milão-Sanremo onde se luta pela sempre fundamental posição. A fase mais exigente da subida tem um gradiente de 9% e o ritmo sobe a pique, fazendo sofrer e eliminando sprinters e ciclistas mal colocados. A partir daqui nunca mais se para. Créditos - SprintCyclingAgency Poggio Depois da descida sempre difícil e nervosa da Cipressa, rapidamente se chega ao sopé do Poggio di Sanremo. É aqui, que em 5 minutos se decide uma corrida de 7 horas. Esta chegada ao Poggio traz à memória a música dos saudosos Dire Straits, Money for Nothing. Há um crescendo palpável do solo inicial da bateria, até que explode na guitarra. A partir daí é aproveitar o que está para vir. Com 3,7km de distância e 3,7% de gradiente, é preciso, depois de quase 300 quilómetros, ter capacidade para a subida e destreza para a descida, que nos proporciona sempre momentos espetaculares de tensão a alta velocidade. É aqui que se fazem lendas e onde se decidiram as últimas sete Milão-Sanremo. Fonte: Página oficial da prova Os favoritos Este é o Monumento mais fácil de correr, mas o mais difícil de ganhar. É também uma das corridas mais difíceis de prever já que é uma prova que fica em aberto até muito perto do final e onde os blocos estão carregados de qualidade. A ausência de Van Aert, faz de Mathieu Van der Poel e Tadej Pogačar ainda mais favoritos a vencer o primeiro monumento do ano. Van der Poel tem a Milão-Sanremo como o primeiro grande objetivo da temporada, mas para isso terá de quebrar um enguiço que dura desde 1983, quando Giuseppe Saronni venceu pela última vez com a camisola arco-íris. A versatilidade de Pogačar faz dele favorito em todas as provas que participa e também não se importava de ganhar o seu quarto Monumento diferente, para começar a pensar na sua preparação para Roubaix 2025. A INEOS tem Ganna que fez segundo na edição de 2023 e Pidcock, que pode usar as suas capacidades de descida para fazer a diferença. E capacidade para descer é sinónimo de Mohorič, que pode repetir a façanha de 2022, quando fez uma das maiores descidas da história do ciclismo moderno. https://twitter.com/amantes_cycling/status/1633221584121913344 Outros nomes como Mads Pedersen, Christophe Laporte, Olav Kooij e Philipsen também são ciclistas importantes e a ter em conta, que dependendo de como se vai desenrolar a corrida, podem também levantar os braços na Via Roma. Transmissão A Milão-Sanremo vai para a estrada no próximo sábado dia 16, e vai ser transmitida desde o quilómetro zero no Eurosport 2, com a emissão a ter início às 08:50h. ### Trek anuncia parceria com o vestuário Rapha A Trek anunciou uma espantosa parceria com a Rapha, líder mundial em vestuário de ciclismo, passando a oferecer o icónico vestuário técnico da marca nos distribuidores Trek de todo o mundo. O vestuário de ciclismo da Rapha é conhecido pela sua qualidade premium e estilo distinto. Fundada em 2004, a Rapha rapidamente se destacou no mercado devido à sua abordagem inovadora e foco na performance, combinados com um design elegante e minimalista. Além do desempenho, o vestuário da Rapha também se destaca pelo seu estilo distintivo. As peças são conhecidas pelo seu design sofisticado e cores sóbrias, com detalhes subtis e elegantes, tendo sido esta a combinação que tronou a marca conhecida no mercado do ciclismo. Graças a esta nova parceira, qualquer cliente pode agora visitar os distribuidores Trek para ver, sentir e experimentar uma seleção com algum do vestuário mais vendido da Rapha, e encontrar o "look" pretendido para combinar o conforto e rendimento nas suas voltas. Além disso, o vestuário Rapha também está abrangido pelo compromisso de satisfação de 30 dias da Trek numa ampla rede de distribuidores a nível mundial. Disponibilidade e preços Podes ver a coleção, cores e preços AQUI. Este novo vestuário da Rapha está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. ### Specialized Epic 8 - Primeiro contacto A Specialized acaba de lançar a tão aguardada oitava geração da sua lendária bicicleta de montanha, a Specialized Epic 8. A oitava geração apresenta uma série de atualizações e mudanças significativas. Já tive a oportunidade de pedalar com a bicicleta (durante um dia), neste artigo mostro as novidades e faço a análise do modelo após este primeiro contacto. Vídeo https://youtu.be/mAUBMJmVFf8 Um pouco de história Criada em 1990, a primeira Specialized Epic (que por esta altura tinha a denominação de Stumpjumper Epic) surgiu com o propósito de ser uma bicicleta de montanha competitiva, para atender às demandas dos circuitos de XCO da altura. 1990 Stumpjumper Epic Rapidamente se tornou num "best-seller" da Specialized, ao longo dos anos esta bicicleta icónica passou por várias fases de evolução, adaptando-se às necessidades dos ciclistas de montanha, aos circuitos e ao que o mercado exigia. Em 2002 surgiu a primeira Epic com sistema Brain, um sistema de suspensão inovador que se baseava numa válvula de inércia que permitia distinguir as forças da pedalada e os impactos externos, ajustando automaticamente a rigidez da suspensão de acordo com a situação. Specialized Epic 2002 O sistema de suspensão Brain evoluiu ao longo dos anos, chegando mesmo a estar presente noutros modelos da marca, como a Stumpjumper (uma bicicleta de All Mountain), tornando-se numa "imagem de marca" da Specialized. Adeus sistema Brain Uma das mudanças mais notáveis é a ausência do sistema Brain, uma característica distintiva das versões anteriores da Epic. Após mais de 20 anos com o Brain, período no qual tanto a bicicleta como o próprio sistema evoluíram, a Specialized abdica em definitivo do sistema que chegou a ser "a bandeira" da marca nos modelos de BTT. Como refiro no vídeo, com a evolução dos circuitos de Cross-Country (XC) e do próprio BTT, as bicicletas de XC evoluíram para ter mais curso de suspensão e o Brain deixou de fazer tanto sentido como fazia em suspensões de 90 ou 100mm. A ausência do sistema Brain permite que, juntamente com as técnicas e carbono utilizados para o desenvolvimento do quadro, esta versão seja 76 gramas mais leve que a versão anterior, isto apesar de lhe terem adicionado o sistema SWAT e batentes de direção. Além do sistema SWAT e batentes de direção, o quadro da Epic ganha uma proteção inferior bem "avantajada" e guia de corrente para evitar chatices nos trilhos. Proteção inferior de quadro, na linha do modelo Stumpjumper. A versão testada tem guia de corrente e potenciómetro de série. Bloqueio remoto e 120mm. Embora tenha mais novidades, no que respeita a sensações de pedalada a Specialized Epic 8 é muito parecida com a antiga Epic EVO, mas melhor, porque vem equipada com um sistema de bloqueio remoto manual de amortecedor e suspensão, localizado no guiador. Bloqueio remoto manual de amortecedor e suspensão Esta mudança deixa o controlo do comportamento do amortecedor e suspensão entregues ao ciclista. Na versão testada o controlo remoto (tipo grip shift) é muito intuitivo e fácil de accionar, depois de estarmos habituados ajustamos facilmente a suspensão de acordo com as condições do terreno. Outra novidade importante é o aumento do curso do amortecedor e suspensão para 120mm, semelhante ao modelo anterior Epic EVO. É uma alteração que vai ao encontro das necessidades actuais e da industria no geral, os 120mm. estão implementados nas bicicletas de XC de suspensão total. Os 120mm. proporcionam maior capacidade para zonas e trilhos mais complicados, além de uma condução mais suave em terrenos acidentados. Além disso, o ângulo de direção de 66,4 graus confere maior estabilidade e controlo nas descidas mais íngremes. Sistema SWAT é bem vindo Um dos destaques desta Specialized Epic 8 é o sistema SWAT, um espaço de armazenamento integrado no quadro que permite ao ciclista transportar ferramentas, comida ou roupa extra sem a necessidade de utilizar bolsas ou mochilas adicionais. Sistema SWAT A Specialized foi pioneira neste sistema e na minha opinião só peca por tardio neste modelo, faz todo o sentido numa máquina de XC Maratona, onde os ciclistas passam longas horas em cima da bicicleta e necessitam transportar vários itens de material consigo. Sistema SWAT Esta característica acrescenta praticidade e versatilidade à bicicleta, tornando-a ideal para longas jornadas ou aventuras de um dia inteiro. Amortecedor e suspensão específicos O amortecedor e suspensão foram desenvolvidos especificamente para este modelo em colaboração com a RockShox, não vos posso dizer que notei algo de especial, o que notei é que têm uma boa leitura do terreno e um comportamento que nos dá confiança mesmo no primeiro contacto com a bicicleta. Sem integração A nova Epic não tem integração de cabos, uma tendência atual em quase todos os modelos de bicicletas, seja Estrada, BTT ou Gravel. A vantagem Por um lado, a ausência de cabos internos facilita a manutenção da bicicleta, um aspecto crucial especialmente em bicicletas de montanha que enfrentam condições adversas com lama e poeiras, além de serem expostas a mais lavagens. Com cabos externos, ciclista ou mecânico têm um acesso mais fácil para limpeza, lubrificação, ajustes e substituição de componentes. A desvantagem A desvantagem desta abordagem é estética, já se sabe que os olhos são os que comem primeiro e alguns utilizadores, na hora de comprar, não têm em conta os aspectos práticos, mas sim os estéticos. As bicicletas com integração de cabos tendem a ter um design mais limpo e elegante, sem cabos visíveis, o que pode ser considerado mais atrativo para alguns ciclistas em termos de aparência. Versão S-Works é de uma liga superior Na versão topo de gama da Specialized Epic 8, as diferenças vão além do simples tipo de carbono utilizado. É a única da gama com alguma integração de cabos e a suspensão inteligente RockShox Flight Attendant. O sistema de suspensão Flight Attendant é considerado por muitos como o mais avançado do momento. O Flight Attendant é único, no sentido em que é capaz de se ajustar automaticamente, levando em consideração o tipo de ciclista e as condições do terreno em tempo real. Ao analisar constantemente os dados do percurso, o sistema é capaz de antecipar e ajustar a configuração da suspensão para cada momento da pedalada, proporcionando a melhor experiência ao ciclista, independentemente das exigências do trilho. Veredicto final Em suma, a oitava geração da Specialized Epic representa uma revolução marcante na história deste icónico modelo da Specialized. Tem um design simples, características práticas e um desempenho que não vai defraudar tanto os entusiastas como os atletas de XC que pretendem competir, esta é uma bicicleta "pura e dura" de BTT, uma bicicleta de desempenho e ao mesmo tempo prática em todos os momentos. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, cores, disponibilidade e preços da Specialized Epic 8 AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pistards portugueses vão estar em Paris 2024. Podem escrever! História à vista para o ciclismo de pista nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Análise aos potenciais convocados, às disciplinas e às implicações na prova de estrada. A confirmação matemática só chegará após a ronda da Taça das Nações de Milton (Canadá), entre 12 e 14 de abril. Até lá os pistards portugueses cumprem o calendário de qualificação para os Jogos Olímpicos competindo em Hong Kong este fim de semana. Iúri Leitão fará o omnium, além do Madison com João Matias. Maria Martins fará o omnium. Portugal vai à Ásia correr de olhos postos nas disciplinas olímpicas, como confirma o selecionador nacional. “Estamos na fase final do processo de qualificação para Paris 2024. Essa é a prioridade e o objetivo é pontuarmos o máximo possível para os rankings Olímpicos de omnium e Madison, assim como dar continuidade ao processo de trabalho específico e de desenvolvimento do rendimento dos atletas.” Gabriel Mendes Ivo Oliveira (perseguição) e Maria Martins (omnium) saíram medalhados dos Mundiais de 2022.Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Três pistards nacionais vão competir em Paris 2024 Maria Martins foi a única portuguesa apurada para Tóquio 2020, onde conquistou o diploma olímpico graças ao 7º lugar no omnium. Em Paris 2024 o cenário será mais animador. A seleção masculina tem o apuramento quase certo no Madison e através desta disciplina também vai assegurar um representante no omnium. Isto significa que três pistards nacionais vão competir em Paris 2024: dois homens e uma mulher. Quem serão os escolhidos? Iúri Leitão é o campeão mundial do omnium.Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Tata tem lugar cativo na convocatória Há sete vagas para os países mais bem colocados no ranking do omnium. As nações que vão disputar a perseguição e o Madison têm direito a representação no omnium. Descartados os países que estão em zona de apuramento nessas disciplinas, Portugal está no 2º lugar entre sete países e tem margem de 797 pontos sobre a Espanha, a última das nações por agora classificadas. À falta de duas provas da Taça das Nações, Portugal teria que não somar pontos e ver as rivais operar uma recuperação épica. Tal como no ciclo olímpico anterior, foi Maria Martins que carregou o país às costas. Tata tem méritos e lugar cativo na convocatória do selecionador Gabriel Mendes. Ivo e Iúri abraçados após vencerem o madison em Milton (Canadá).Créditos: UCI Três nomes para duas vagas na seleção masculina O apuramento masculino está mais favorável. Portugal parte para Hong Kong como 5ª nação no ranking do Madison e 3ª no do omnium. Só não certificamos o apuramento porque a Taça das Nações não terminou. A vitória no Madison em Milton – obtida pela dupla Iúri Leitão e Ivo Oliveira em abril de 2023 – deu 800 pontos a Portugal. O 10º posto conseguido por Ivo e Rui Oliveira no Mundial de Glasgow rendeu 675 pontos. O coeficiente dos eventos faz um 10º lugar num Mundial – aparentemente um mau resultado – somar quase como um triunfo na Taça das Nações. Iúri Leitão é o campeão mundial do omnium e os gémeos Oliveira foram os pioneiros na pista. São os três atletas com mais hipóteses de ir aos Jogos Olímpicos. Rui Costa foi campeão mundial de estrada em Florença 2013. Dobrar ou não dobrar, eis a questão Portugal só pode convocar dois atletas para a pista e dois para a estrada. Há uma exceção: nos Jogos Olímpicos é possível um atleta fazer ambas como se fosse uma espécie de joker. Imaginem que Rui Oliveira dobra: teria a 27 de julho o contrarrelógio, a 3 de agosto a prova em linha e a 8 de agosto o omnium. Para o Madison ficariam reservados Iúri Leitão e Ivo Oliveira. Isto no plano teórico. Os selecionadores podem optar por combinar os atletas de forma diferente ou nem os combinar. António Morgado ao lado do selecionador José Poeira no Mundial de Glasgow 2023.Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Circuito explosivo no centro de Paris A prova em linha terá 273 km e 2800 m de acumulado. A corrida termina com um circuito explosivo no centro de Paris onde o Côte de la butte Montmartre (1 km a 6,5%) é a principal dificuldade. Nélson Oliveira é presença provável pelo contrarrelógio; quem poderá ocupar a segunda vaga? Rui Oliveira: clasicómano que se adapta bem a circuitos com subidas curtas e estava em super forma (em Tavira só foi batido por Wout Van Aert) até partir o braço na Omloop Het Nieuwsblad. Numa prova que pode ser decidida ao sprint por um grupo reduzido pode ser mais-valia. António Morgado: duas pratas em Mundiais e um instinto apurado quando há medalhas em jogo. Como nos contou nesta entrevista, vai experimentar Flandres e Roubaix, pelo que saberá o que são provas com mais de 260-270 km. A idade permite-lhe aspirar a ciclos olímpicos futuros, quem sabe já Los Angeles 2028. O contrarrelógio é outro argumento a favor. Rui Costa: um killer nos grandes palcos, que sabe posicionar-se, gerir o esforço e aparecer nos momentos-chave da prova. Tem a favor as experiências olímpicas anteriores (10º no Rio 2016 e 13º em Londres 2012). A fratura da clavícula e da omoplata em fevereiro veio em mau momento. João Almeida: 13º em Tóquio e no contrarrelógio é sempre competitivo. O percurso da prova em linha não o favorece e o Tour de France é a prioridade da época do atleta da UAE-Emirates. Como acabará, mental e fisicamente, após três semanas na prova mais importante do ano? Foi o próprio Almeida que sugeriu que não se importava de ceder o lugar na seleção. Portugal tem opções, mas acredito que os escolhidos sairão desta lista. Na pista João Matias, Diogo Narciso, Rodrigo Caixas contribuíram para o ciclo olímpico; na estrada Rúben Guerreiro é um nome forte que sai prejudicado por ter que fazer também o contrarrelógio. Dobrar ou não dobrar, eis a questão para os selecionadores nacionais. ### Visma volta a fazer história no ciclismo Nunca uma equipa tinha vencido Tirreno-Adriático e Paris-Nice na mesma temporada. Até que chegou a Visma | Lease a Bike e o fez. A estrutura neerlandesa já tinha feito história em 2023 ao vencer as três grandes Voltas e fazer o pleno no pódio da Vuelta. Ao ganhar o Paris-Nice com Matteo Jorgenson e o Tirreno-Adriático com Jonas Vingegaard a Visma | Lease a Bike acrescentou mais um capítulo à história do ciclismo. O dinamarquês também venceu as duas etapas de montanha e juntou a "Corrida dos Dois Mares" à Volta ao País Basco e ao Dauphiné. Além de bicampeão do Tour de France, Vingegaard aspira a vencer as sete maiores provas de uma semana. Sabem quem está a uma de as ganhar todas? Primoz Roglic, caso vença a Volta à Suíça, onde não tem previsto ir este ano. Créditos: Gianmattia D'Alberto/LaPresse Visma chegou às 16 vitórias Ao vencer em Nice, o estadunidense Matteo Jorgenson fez algo raro: nos últimos 40 anos só Sean Kelly (1998) e Frank Vandenbroucke (1998) venceram a "Corrida do Sol" após alinharem no fim de semana de abertura. Jorgenson foi protagonista na Omloop Het Nieuwsblad e voltará ao pavê para correr GP E3 Harelbeke, Volta à Flandres e Paris-Roubaix. É uma mais-valia a polivalência do corredor de Boise (Idaho), que deverá substituir Roglic como parceiro de Vingegaard no Tour de France. Nas estradas francesas deu ótimas indicações sendo o único capaz de responder aos ataques de Remco Evenepoel. Créditos: A.S.O./Billy-Ceusters Menção honrosa para a Lidl-Trek No Passeio dos Ingleses, em plena Riviera francesa, a Visma chegou às 16 vitórias. Foi um período de um mês de competições onde ultrapassou a UAE-Emirates (15). Nem todas as equipas rendem a este nível, mas se podemos destacar outra tem que ser a Lidl-Trek. A formação do Wisconsin encontrou a melhor versão de Jonathan Milan no Tirreno-Adriático e de Mattias Skjelmose no Paris-Nice. Créditos: Gianmattia D'Alberto/LaPresse Milan bateu Jasper Philipsen em dois sprints – os outros dois foram para o belga da Alpecin-Fenix e para alemão Phil Bauhaus da Bahrain. O italiano compensou as duas derrotas de Mads Pedersen contra Kooij no Paris-Nice. Em termos de voltistas foi ao contrário. Em Itália pólvora seca para Tao Geoghegan Hart e em França tiros certeiros de Skjelmose que venceu em La Colle-sur-Loup e fechou em 4º o Paris-Nice. Com um Pedersen instrumental a rebentar com o pelotão nas etapas decisivas. Foi um início de março em grande para a Lidl-Trek, na sequência de um fevereiro onde já tinham ganho Tour de la Provence e Étoile de Bessèges. ### Taça de Portugal - Clássica de Santo Thyrso A segunda edição da Clássica de Santo Thyrso foi também a segunda prova pontuável para a Taça de Portugal. A prova, com 137 quilómetros foi disputada num dia de muito frio e vento, que com alguma chuva à mistura pôs à prova a valentia dos ciclistas. Dos 129 corredores que alinharam à partida, houve 47 desistências o que mostra as dificuldades que a caravana teve de ultrapassar. Créditos - Federação Portuguesa de Ciclismo Desenrolar da corrida A fuga do dia, foi composta por três ciclistas, Ivo Pinheiro, Carlos Guiñez e Adam Kus. Os ciclistas arrancaram passados 20 quilómetros da partida e chegaram a ter 2:20 minutos de vantagem para o pelotão. A equipa da Sabgal-Anicolor tomou as rédeas do pelotão e impôs ritmo para alcançar os fugitivos. O trio de escapados acabou por ser alcançado a 40 quilómetros do fim da Clássica de Santo Thyrso, quando ainda faltavam as duas últimas voltas ao circuito tirsense. O pelotão chegou compacto aos quilómetros finais e ao momento de decisão da corrida. Num final em subida e com o piso empedrado, Fábio Costa foi o mais forte. Com um poderoso sprint, o ciclista da ABTF Betão-Feirense chegou com dois segundos de vantagem sobre os segundos e terceiros classificados, Francisco Campos e César Martingil respetivamente. João Martins da Rádio Popular-Paredes-Boavista, chegou na 11.ª posição e foi o melhor sub-23. Créditos - Federação Portuguesa de Ciclismo Classificação Top 10 PosiçãoNomeTempo1Fábio Costa03:29:572Francisco Campos+ 2s3César Martingilm.t.4André Carvalho+5s5Pedro Pintom.t.6Samuel Prolm.t.7Luís Gomesm.t.8Santiago Mesam.t.9Tiago Antunesm.t.10José Sousam.t. Créditos - Federação Portuguesa de Ciclismo Classificação Taça de Portugal Com o segundo lugar na prova de hoje, Francisco Campos mantém-se no comando da Taça de Portugal de elites, com 140 pontos, mais cinco do que Fábio Costa e mais 35 do que Luís Gomes. Na categoria de sub-23, é Duarte Domingues quem continua na frente da geral com 140 pontos. Seguem-se João Martins e Alexandre Montez , ambos com 125. A clássica da Arrábida é a próxima prova do pelotão nacional e disputa-se no dia 17 de março. A Taça de Portugal prossegue no dia 7 de abril, com a Clássica Aldeias do Xisto. ### Clássica de Santo Thyrso - Antevisão Disputa-se este fim de semana (09/03), a segunda edição da clássica de Santo Thyrso. Esta será também a segunda prova pontuável para a Taça de Portugal Jogos Santa Casa. A caravana do pelotão nacional desloca-se este sábado até Santo Tirso, para disputar a segunda prova da Taça de Portugal, a II Clássica de Santo Thyrso. Depois da vitória de Francisco Campos (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense) que venceu a Clássica da Primavera, na Póvoa de Varzim, esta será a segunda oportunidade para o pelotão tentar pontuar na Taça de Portugal de ciclismo. Na categoria de sub-23, foi Duarte Domingues (Sabgal-Anicolor) o melhor classificado, que ficou na 15.ª posição da classificação absoluta.  Créditos: Inês Calvo Percurso Depois da edição de 2023 ganha por Thomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé) , a clássica de Santo Thyrso volta agora com um percurso de 137 quilómetros. O pelotão composto por 135 atletas de 19 equipas vai partir de São Martinho do Campo, com destino ao edifício da Câmara Municipal. Pelo meio os ciclistas vão ultrapassar 4 contagens de 3.ª categoria e 5 Metas Volantes. Créditos: João Fonseca Photographer Equipas presentes No pelotão vão estar presentes todas as equipas profissionais portuguesas: ABTF Betão-Feirense, Atum General-Tavira-SC Farense, Kelly-Simoldes-UDO, Efapel Cycling, Sabgal-Anicolor, Credibom-LA Alumínios-Marcos Car, Aviludo-Louletano, Rádio Popular-Paredes-Boavista e Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. A Clássica de Santo Thyrso, vai também contar com a presença das equipas de formação Óbidos Cycling Team, Fortunna-Maia, JVperfis Windmob, Santa Maria da Feira-Segmento de Época-Reol, Centro Ciclismo de Loulé e a Team Porminho Sub-23. Para além das 15 equipas nacionais, estarão presentes três equipas espanholas (High Level – Gsport, Club Ciclista Padronés Cortizo e a Supermercados Froiz) e uma equipa polaca, a Lubelskie Perła Polski. Créditos: João Fonseca Photographer ### Pirenéus em estreia na Vuelta Feminina a Espanha Demi Vollering confirmada e Eneicat de Daniela Campos também. Vuelta Feminina decorre entre 28 de abril e 5 de maio. Contrarrelógio por equipas a abrir, apenas uma etapa plana, duas onduladas, uma de média montanha e três de alta montanha. Está servido o menu da Vuelta Feminina a Espanha, que parte do Mediterrâneo com destino à serra madrilena. A Comunidade Valenciana acolherá a partida oficial de um evento que volta a crescer. Ao apresentar oito dias de duração a Vuelta Feminina coloca-se a par do Tour de France Feminino. As primeiras três etapas são à volta de Valência e a dureza virá em crescendo. Contrarrelógio de abertura, 2ª etapa para sprinters em Moncófar e 3ª etapa com perfil de média montanha em Teruel. Van Vleuten bateu Vollering e Realini na Vuelta Feminina 2023.Créditos: Unipublic/Charly López Pela primeira vez as mulheres vão subir os Pirenéus! Segue-se outro final para sprinters em Saragoça na 4ª etapa e uma jornada montanhosa histórica no dia seguinte. Pela primeira vez as mulheres vão subir os Pirenéus! A 5ª etapa começa em Huesca, sobem o Alto del Monasterio de San Juan de la Peña (2ª categoria) e finalizam no Forte de Rapitán, em Jaca. No dia seguinte novo final em alto, na Lagoa Negra de Vinuesa, em Soria, onde Daniel Martin venceu em 2020 e Jesús Herrada em 2023. Ao sétimo dia a Vuelta Feminina apela à explosividade com as rampas de Sigüenza. O fim de festa será na Comunidade de Madrid, mas nada de etapa simbólica no centro da capital. Na Serra de Guadarrama sobem à Morcuera – onde Fabio Aru ganhou a Vuelta de 2015 a Tom Dumoulin – e a meta está na estância de Valdesquí, duas contagens de 1ª categoria. Créditos: Unipublic Demi Vollering na Vuelta Feminina Um curto vídeo enviado à organização permitiu confirmar a presença de Demi Vollering na Vuelta Feminina. A neerlandesa da SD Works perdeu a edição passada para Annemiek van Vleuten (Movistar). A campeã do Tour de France liderará um pelotão estarão 13 World Teams, as ausentes são a Cerarizit-WNT e a Uno-X Mobility. Completam o pelotão oito Continentais, entre elas a Eneicat de Daniela Campos. A portuguesa fraturou a clavícula na edição passada e foi uma de quatro atletas nacionais na Vuelta. Este ano a perspetiva é menos animadora já que várias formações espanholas fecharam portas. A atleta algarvia é a única portuguesa que aspira a correr a Vuelta Feminina. Etapa 8: Madrid - ValdesquíCréditos: Unipublic ### Lefty Service Center - mostramos como é a manutenção autorizada pela Cannondale No novo vídeo do nosso canal YouTube, apresentamos uma forma prática e conveniente de manter a tua suspensão Lefty da Cannondale em perfeitas condições. O Luís Beltrão mostra como através do site bicicmax.com é fácil e acessível enviar a tua suspensão para manutenção no Lefty Service Center, um centro autorizado especializado na manutenção de suspensões Lefty, e acompanha todo o processo desde o envio até a suspensão ficar pronta. Vídeo https://youtu.be/fxf-qVwzNZE?si=WaXnCUZBLG7rYPvJ O que vimos neste centro de manutenção autorizado é que o utilizador pode ter a tranquilidade de saber que a sua suspensão está em boas mãos. Mostramos também como uma manutenção adequada garante o melhor desempenho e durabilidade dos equipamentos. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI GranFondo World Series - Região de Coimbra A quarta edição do UCI Granfondo World Series de Coimbra by Gesfrota alcançou um número recorde de participantes, onde vários portugueses competiram com vista ao Mundial de contrarrelógio e Granfondos que se vai disputar na Dinamarca.  Qualificação para os mundiais de Aalborg No total foram mais de 300, os contrarrelogistas que sob condições atmosféricas difíceis, procuraram o apuramento para o mundial da especialidade, que decorrerá no próximo mês de agosto em Aalborg. Num dia em que vários portugueses conseguiram o apuramento direto e percentual para o mundial, a geral masculina foi novamente para o corredor espanhol Francisco Salido (C.D. Novalis).  No feminino, a melhor corredora no crono foi a dinamarquesa Line Ostergaard (Supergruppeta Polimark Bike Team). No domingo, dia 3 de março, já com um clima mais ameno, a corrida em linha contou com atletas de vinte e nove nacionalidades e teve partida e chegada em Montemor-o-Velho, com passagem por Coimbra, Vila Nova de Poiares, Góis, Miranda do Corvo, Penela e Soure. Mediofondo e Granfondo O mediofondo teve no menu 106 quilómetros com 956 metros de acumulado de subida).  Pelo segundo ano consecutivo, e geral masculina foi para Pedro Mendes (Higirecolhas/ Vulcal CCC). A prova feminina foi ganha por Sofia Gomes (Vesam/Cantanhede) depois do segundo lugar conquistado em 2023. Na distância mais longa, o granfondo de Coimbra, com 148 kms e 1548 metros de desnível positivo, superiorizou-se ao sprint o belga Jens Moermen (Fellowship of the World Champion).  A geral feminina foi conquistada por Susana Lourenço (Vertentability Women Cycling Team). Nos escalões, destaque para as grandes conquistas portuguesas com a larga maioria dos lugares de pódio a serem preenchidos por corredores portugueses, quer na prova em linha, quer no contrarrelógio do dia anterior. ### CHRGtime - A estação de carregamento para acessórios de ciclismo da Trek A Trek revelou hoje a sua mais recente inovação: a CHRGtime, uma estação de carregamento concebida para simplificar o processo de carregamento de dispositivos eletrónicos relacionados com o ciclismo. Simplificar a vida do ciclista A CHRGtime visa resolver um problema comum entre os ciclistas: a desorganização e a confusão associadas ao carregamento de vários dispositivos eletrónicos, como GPS e luzes, de forma simultânea. Com esta estação de carregamento, os utilizadores podem agora reunir todos os seus dispositivos num só local, eliminando a necessidade de procurar cabos e adaptadores espalhados. Equipada com quatro compartimentos de carregamento, a CHRGtime oferece uma solução organizada para guardar e carregar dispositivos eletrónicos. Além disso, os seis cabos USB-C e Micro USB incluídos permitem uma maior personalização e arrumação dos acessórios. Estado de carregamento fácil de verificar Uma das características destacadas da CHRGtime é o seu indicador de carga em LED, que fornece um feedback claro sobre o estado de carregamento dos dispositivos. Com esta funcionalidade, os utilizadores podem facilmente identificar quando cada um dos seus dispositivos estão totalmente carregados e prontos a serem utilizados. Em casa ou em viagem A estação de carregamento CHRGtime foi feita para ser versátil, podendo ser utilizada tanto em casa como em viagem. A tampa plana em borracha suave oferece espaço para carregar vários dispositivos simultaneamente, enquanto a porta de carregamento externa permite o carregamento de dispositivos maiores, como telemóveis ou tablets. Com um design elegante e funcional, a CHRGtime é uma ideia bem-vinda ao arsenal de qualquer ciclista, mantendo os dispositivos eletrónicos organizados e prontos para a próxima aventura. Disponibilidade e preço: Podes ver o a disponibilidade e preço deste produto no site da Trek AQUI. A CHRGtime já está disponível rede de distribuidores autorizados Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized apresenta a nova Turbo Porto - Bicicleta de carga A Specialized acaba de apresentar a Turbo Porto, a nova bicicleta elétrica de cauda longa que vem redefinir a categoria. A Specialized afirma que a Turbo Porto tem três características fortes que a destacam e a vão fazer sobressair sobre as demais: a Amplificação , o Desempenho e a Família em Primeiro. Amplificação Com 90 Nm de binário e uma bateria de 710 Wh, a Turbo Porto é a bicicleta com mais potência desta classe. Esta nova bicicleta consegue uma velocidade máxima assistida de 25 km/h e mantém-na pelo tempo que for necessário pelo utilizador.  A bateria de 710 Wh da Turbo Porto providencia até 5 horas de tempo de condução e é facilmente removível para carregar em casa. Para além disso, a bateria fixa-se de forma segura com fecho ao quadro, para uma maior facilidade de paragem. Desempenho Segundo a Specialized, os engenheiros da marca testaram vários protótipos até encontrarem a combinação perfeita de baixo centro de gravidade, para melhorar a estabilidade e permitir um comportamento ágil. A baixa altura entrepernas facilita o arranque, a paragem, a entrada e saída da bicicleta, mesmo quando esta está carregada. A Turbo Porto oferece também uma condução estável, independentemente da carga, que vai até aos 200 kg. A Turbo Porto foi desenhada para se ajustar a todas as envergaduras, fornecendo a mesma estabilidade e conforto a ciclistas dos 155cm aos 195cm. A Família em Primeiro A Turbo Porto vem carregada de equipamento, incluindo um suporte de carga dianteiro e um traseiro de cauda longa, preparado para assentos de criança, bancos de passageiros, malas e outros acessórios. Está construída a pensar na família e desenhada para uma condução estável e ágil. O utilizador, com o ecrã Turbo e a aplicação Specialized, pode afinar a potência que precisa através de uma interface simples e premium. O Microtune permite customizar o nível de potência em incrementos de 10 por cento, para um total controlo da potência. A Turbo Porto vem também equipada com o Smart Control. Este sistema permite ao utilizador escolher o destino e a bicicleta faz a gestão do nível da bateria, para que não se perca a potência necessária. Acessórios A Turbo Porto vem equipada com suporte dianteiro e elásticos, luzes dianteira e traseira, um espelho, um avanço ajustável, guarda-lamas, um cadeado de roda, bolsa de quadro, suportes para malas, espigão de selim ajustável, pega de selim e um suporte traseiro. Pacotes de acessórios Kit FamiliaPlataformas de Pé, Grades de Segurança, uma cadeira de criança e um Banco do Passageiro da Turbo Porto. Mala Lateral de 44 litros no lado oposto ao da transmissão. Kit CargaBase de Carga da Turbo Porto, construída em alumínio, o suporte dianteiro e traseiro. O suporte dianteiro carrega até 20 kg e vem de série com fixações MIK, combinado com até 60kg de capacidade de carga da Base de Carga. Kit Crianças PequenasPlataformas de Pé, Grades de Segurança e duas cadeiras de criança. Kit Crianças GrandesGrades de Segurança, dois Bancos do Passageiro, Plataformas de Pé. Kit Criança Pequena e CargaGrades de Segurança, cadeira de criança e duas malas Coolcave nos suportes dianteiro e traseiro. Kit Criança Grande e CargaGrades de Segurança, Peseiras, um Banco do Passageiro e duas malas Coolcave. ### João Almeida inicia o caminho rumo ao Tour de France Após o pódio no Giro de Itália, João Almeida abre a época no Paris-Nice com a mente colocada na estreia no Tour de France. Semana importante na época de João Almeida. A estreia em 2024 acontece no Paris-Nice onde em 2022 venceu a classificação da juventude e foi 8º na geral. O arranque era para ter sido diferente. Por doença não alinhou nem na Figueira Champion Classic nem na Volta ao Algarve. O corredor natural de A dos Francos está sem correr desde que fechou a Vuelta a Espanha na 9ª posição. Em França sabe que há um corredor que chega em grande forma. “O Remco [Evenepoel] chega como o número um para ganhar a corrida. Ele e o Primoz [Roglic]. É bom ver onde estou comparado com eles. O importante é fazer um bom contrarrelógio, depois temos dois finais em alto onde não podemos perder tempo. Talvez o vento jogue um papel na corrida, nunca sabemos, temos que ir dia a dia. O Primoz está também a fazer a primeira corrida, o Remco já fez Algarve e Figueira e ganhou ambas. Isso diz muito.” João Almeida Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Paris-Nice recupera o contrarrelógio por equipas O Paris-Nice recupera o contrarrelógio por equipas com um senão: os tempos na meta serão tirados individualmente e não à passagem do terceiro corredor como é tradicional. É um formato híbrido já usado na edição passada durante a vitória da Jumbo-Visma. Nesse dia houve quem chegasse com o bloco junto ou quem optasse por lançar o líder para a geral na parte final como se fosse uma chegada ao sprint. Em Auxerre haverá que percorrer 26,9 km em terreno ondulante. Há dois topos a meio do trajeto – que supera os 400 m de acumulado – que agradam a João Almeida. “Apontamos a um bom resultado, julgo que estamos todos a sentir-nos bem. Fizemos um bom reconhecimento e estamos contentes. O percurso é muito bom. Desde que façamos o nosso máximo ficaremos satisfeitos.” Créditos: A.S.O./Alex Broadway Estreia de João Almeida no Tour de France Pelo contrário, o percurso da 82ª edição do Paris-Nice não é bem ao estilo do líder da UAE-Emirates. Após o contrarrelógio por equipas haverá duas etapas-chave. A 4ª finaliza no Monte Brouilly (3 km a 7,6%) e a 7ª na estância de Auron (7,4 km a 6,9%) com prévia passagem por La Colmiane (7,5 km a 6,9%). Domingo a Corrida do Sol termina em Nice, no Passeio dos Ingleses, uma espécie de prelúdio da estreia de João Almeida no Tour de France. Nice acolherá o final do evento que pela primeira vez terminará fora de Paris devido aos Jogos Olímpicos. “O percurso [do Paris-Nice]… não é a nossa corrida. Não há grandes montanhas, grandes finais, claro que será bastante duro. O contrarrelógio por equipas vai fazer a principal diferença e a corrida recomeçará a partir desse ponto.” ### É disto que o meu povo gosta, Tadej! Pogacar na Strade Bianche, Ayuso no Tirreno-Adriático e o capacete da Visma. O ciclismo narrado ao estilo de Jorge Perestrelo. Vivem-se dias de euforia na UAE Emirates. Tadej Pogacar venceu a Strade Bianche atacando a 81 km da meta e fez o maior solo na era ProTour/WorldTour numa prova de um dia! Desporto é emoção e um grito na altura certa provoca um arrepio na espinha. Vem-me à memória o jornalista Jorge Perestrelo, que de provocar emoções sabia tudo. Imaginem por um momento que vivemos num universo paralelo. A icónica voz da TSF narra o ataque de Pogacar no Monte Sante Marie: “Que os Deuses do ciclismo estejam contigo. É disto que o meu povo gosta, Tadej!” Créditos: Marco Alpozzi/Lapresse A rapaqueca é a bike Como reagiria a voz da TSF ao ver Juan Ayuso bater dois campeões olímpicos como Filippo Gana e Jonatan Milan… num contrarrelógio… em Itália? Com o bónus de meter 22 segundos a Jonas Vingegaard, que no Tour fez a maior exibição num crono que ha memória! No ciclismo não há bola, mas imaginemos que a rapaqueca é a bike. “É golo, é golo, é golo, é golo, é golo! Gooooolo da UAE... Juan Ayuuuuuso ripa na rapaqueca!” E o que se ia rir com o novo capacete da Visma? "Meu Deus, eu não acredito... Com esse capacete nem que o jacaré tussa!" Créditos: La Presse Trazer para o desporto o lado metafísico da vida A nova geração não cresceu com estes relatos. Perestrelo morreu em 2005. Eu tive a sorte de o ouvir invocar o sagrado, relacionar amor e bola, no fundo trazer para o desporto o lado metafísico da vida. Num momento inusitado, quando um craque não rendia, o mestre estava lá para pontuar com humor a situação. “O que é que isso, ó Alaphilippe? O que é que é isso, ó Jakobsen?” Nem o francês da Soudal acaba uma corrida de pé – caiu na Omloop e na Strade – nem o neerlandês patrão da dsm ganha um sprint. E o que aconteceu no Gran Camiño? Três vitórias em três etapas? “Ó Jonas leva a bola pra casa meu…” Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse A época já nos deu tanto e ainda nem vai a meio Quando a situação era escandalosa Jorge Perestrelo sacava a carta da manga. Vamos à Clássica Var, Lenny Martinez “rouba a carteira” Tobias Halland Johannessen: “Ó Tobias, eu com a minha barriguinha chegava e faturava! Ó minha nossa Senhora.” Não faço ideia se Jorge Perestrelo sequer via ciclismo nem quero usurpar a genialidade dele. Apenas brincar ao ciclismo e recordá-lo porque era brilhante. A época já nos deu tanto e ainda nem vai a meio. Deixem-se emocionar. Como diria o génio da rádio: "É a festa do ciclismo." https://www.youtube.com/watch?v=IIOW_yCQXyM Ouçam aqui os melhores momentos de Jorge Perestrelo. ### Ride Concepts - Os novos sapatos de BTT distribuídos pela Bicimax A Bicimax anuncia uma nova adição ao seu portefólio para o ano de 2024, dando as boas-vindas à Ride Concepts, a mais recente marca do grupo Fox Factory. Após a aquisição de outras marcas conhecidas como Marzocchi, Race Face e Easton, o grupo expande agora o seu alcance para incluir uma linha de sapatilhas de ciclismo de montanha. Ride Concepts Como distribuidora oficial da Fox, a Bicimax agora representa exclusivamente a Ride Concepts para toda a Península Ibérica, a partir de 4 de março. A Ride Concepts destaca-se pelo seu compromisso com o conforto, função e estilo, desafiando os limites da montanha ao criar sapatilhas avançadas para ciclismo. Lançada no outono de 2018, a Ride Concepts foi pioneira ao oferecer uma gama completa de produtos tecnicamente orientados para homens, mulheres e jovens, com o objetivo de proporcionar o calçado mais confortável e fiável para mountain bike. A marca concentra-se na tecnologia, procurando criar um calçado com ajuste preciso, contato incomparável com o pedal e proteção extrema, permitindo que os ciclistas se concentrem na trilha à sua frente. Além disso, o padrão hexagonal exclusivo com saliências profundas oferece excelente aderência em qualquer condição, garantindo a máxima tração. Com uma construção específica para homens, mulheres e crianças, a Ride Concepts garante qualidade e atenção igualmente distribuídas em toda a sua gama, proporcionando uma experiência única de ajuste e desempenho para todos os ciclistas. Com tamanhos específicos, a palmilha e o volume interior permitem ao ciclista encontrar um ajuste ideal. A zona do calcanhar e dos dedos foi desenhada a pensar no conforto e na performance. Estes sapatos apresentam também, flexibilidades diferentes para maximizar a tração, o conforto e a sensibilidade do pedal, onde a sola varia consoante a modalidade e estilo de cada um. Materiais D3O® O D3O é utilizado para incorporar materiais de absorção de impacto nas palmilhas e na proteção do tornozelo. Este material macio, leve e flexível é ideal para o calçado, reduzindo a trepidação dos trilhos e os impactos através das palmilhas Zone Technology, adicionando proteção na zona em contacto com os cranks. BOA® O Sistema Boa encontra-se presente em grande parte da coleção, dando opção de escolha entre o aperto tradicional de atacadores e o automático. Este é um sistema micro ajustável e preciso, com “atacadores” fortes, flexíveis e de baixa fricção. CORDURA® A Ride Concepts introduziu materiais Cordura na parte superior dos modelos Tallac e Flume. Este tecido de alta performance e durabilidade é leve e respirável, e permite percorrer qualquer trilho. Outras características da Ride Concepts são os materiais usados que são reciclados. Para além disso, as suas palmilhas são leves e fabricadas com em espuma EVA de dupla densidade. As duas camadas dispersam os impactos e proporcionam mais apoio e amortecimento. Utilização de espuma EVA leve mas resistente é também utilizada entre a sola exterior e a palmilha para proporcionar apoio e estabilidade adicionais ao pedalar. Construção Costuras seladas em áreas cruciais e de elevada tensão para aumentar a durabilidade, melhorar a resistência à abrasão e melhorar a estética; Suporte de atacadores presente em todos os modelos com aperto clássico que os mantém firmes e no sítio; Proteção de dedos e calcanhar personalizada e anti-abrasão na zona dos dedos e do calcanhar; Línguas reforçadas de micro-malha fixadas na base e nos lados da parte superior da sapatilha, que evita a entrada de sujidade e água. Modelos Livewire 24 Sola: Flat e Clip Aperto: Atacadores e BOA Cores: Preto e Carvão Accomplice Sola: Flat e Clip Aperto: Atacadores e BOA Cores: Preto e Branco Escuro Tallac: Sola: Flat e Clip Aperto: Atacadores e BOA Cores: Preto/Terra, Preto/Vermelho e /Preto/Carvão POdes ver as características completas, gamas, cores e preços aqui no site da BICICMAX ### Diário de um sub-23 – Rúben Rodrigues Rúben Rodrigues corre na Laboral Kutxa, filial da Euskaltel Euskadi. É o primeiro de vários atletas que nos vão aproximar da realidade que vivem os sub-23. Chamo-me Rúben Mota Rodrigues e corro na Laboral Kutxa, equipa de formação basca com um projeto muito ambicioso. Os sub-23 passamos por experiências caricatas e passá-las aos leitores é uma coisa que tenho muita vontade de fazer. Vamos a isso. O objetivo é contar-vos a abordagem a uma corrida, neste caso o 58º Circuito do Guadiana. Realiza-se em Don Benito e conta para a Taça de Espanha, por isso é preciso chegar num bom nível. A preparação foi feita no inverno, na semana anterior só faço ajustes e descanso bem o corpo para chegar fresco à corrida. A semana começou com treinos de base, algumas séries, na sexta-feira levantei o pé e deixei o corpo recuperar, foi hora e meia suave para recuperar ao máximo. Gosto de fazer massagem desportiva depois de alguns dias de carga, algo que em Espanha não faço tanto. Como estava em Portugal recuperei a rotina da massagem com o meu massagista de confiança e sente-se muito a diferença depois de carregar e libertar as contraturas que resultam da carga sucessiva. É algo a que o ciclista tem que dar muito valor: saber recuperar, gerir entre carga e descanso, faz parte do dia-a-dia e da abordagem às corridas. Créditos: Markel Bazanbide Hidratos desde o pequeno-almoço até ao jantar Viajei para Salamanca, ponto intermédio face à equipa que vinha do País Basco. De lá fui com eles. No dia anterior à corrida é importante a alimentação. Domingo previa-se uma prova exigente – 165 km a alto ritmo. Temos que ingerir bastantes hidratos desde o pequeno-almoço até ao jantar. Comecei com o nutricionista da equipa, que gere o meu plano, e nos dias anteriores à corrida dá-me mais liberdade para comer. A nutrição é importante na aproximação à corrida, sem combustível e energia o corpo não rende o que deveria. A intenção da equipa é disputar a classificação geral da Taça de Espanha. A Don Benito levámos uma equipa forte, apesar do percurso não se adaptar às nossas características: costuma-se chegar em sprint massivo e não é um percurso muito seletivo porque só tem uma subida de 1-2 km feita cinco vezes. Créditos: Markel Bazanbide Fazer o máximo até à meta Levámos dois elites todo-o-terreno e o objetivo era meter alguém no top 10. O meu papel era tentar estar na fuga para jogarmos em superioridade numérica. Gostamos sempre de deixar tudo e passam-nos a ideia de que é para fazer o máximo até à meta, não nos contentarmos com pouco. A Taça de Espanha é disputada por sub-23 e elites. Este ano são 11 corridas que pontuam para a geral, com início em fevereiro e final em maio. É preciso ser constante e versátil. Os vencedores da Taça de Espanha conseguem sprintar em grupos reduzidos, passar montanhas quando o percurso é exigente e são atletas preparados para passar a profissionais. O exemplo mais recente é o Thomas Silva (Caja Rural). O objetivo da época é o Torneio Euskaldun, disputado no País Basco em terrenos onde nos adaptamos melhor e pelo que vi no estágio temos um grupo coeso para fazer bons resultados. Boa disposição no reconhecimento do percurso do 58º Circuito do Guadiana, em Don Benito. Deu para rir e aproveitar a incrível paisagem Ficámos no hotel com o resto das equipas, saímos para rodar hora e meia, fazer umas ativações. As viagens para a Taça de Espanha são longas e eu adormeço sempre. Acordei numa área de serviço ao lado da maior central nuclear de Espanha. Almoçámos e na mesa ao lado estavam uns portugueses que não sabiam que eu era português. Em conversa uma senhora perguntou-nos se achávamos bem que votasse no André Ventura. Fiquei a ouvi-los e não me pronunciei porque a política não é o meu forte, mas achei engraçado. Entre que saí para rodar 40 km no dia antes da prova e que terminei a competição foi uma correria. Já em casa, no País Basco, é que dá para pensar no fim-de-semana. Logo no treino percebemos que a diferença se ia fazer no plano, a subida era de quatro minutos e com o vento forte percebemos onde tínhamos que estar. Foi bom dar essa volta. Como íamos tranquilos deu para rir e aproveitar a incrível paisagem de Don Benito. Tem descampados verdes que recomendo para quem gosta de dar uma volta de bicicleta. Passamos por uma mesquita toda banhada em ouro e não resistimos a tirar uma foto. Créditos: Markel Bazanbide Por causa do vento mudámos o plano Após o treino tivemos reunião. Analisamos o percurso, o vento, o clima. Temos uma aplicação que nos mostra a direção do vento e onde ia soprar mais forte para estarmos preparados. Essas reuniões fazem a diferença porque trazemos sempre um plano, mas no dia anterior parar e falar sobre a corrida é importante para ajustar. O meu papel era sair às fugas e ajudar nos quilómetros finais. Por causa do vento mudámos o plano e optámos por levar a equipa toda bem posicionada nesses momentos-chave. Foi importante falar porque no final as coisas saíram-nos muito melhor com essa abordagem. Ao jantar foi uma risota, é um momento de descontração. Nos hotéis há sempre momentos caricatos com as pessoas que nos servem e que estão preparadas para pessoas normais, não para ciclistas famintos. Primeiro dão-nos um pratinho com massa e arroz, depois trazem a proteína. Nós tentamos repetir e dizem-nos sempre um "não" de forma seca. Ficámos num hotel de quatro estrelas, costumamos ficar em hotéis porreiros na Taça de Espanha. Entramos sete num elevador onde cambiam cinco e ficamos presos, mas saímos ilesos. São coisas que só nos acontecem quando estamos juntos. Créditos: Markel Bazanbide Percurso tinha retas infindáveis No dia da corrida acordámos cedo, saímos de bicicleta para a apresentação e a corrida foi como esperávamos. Não era uma chegada para sprinters como noutros anos, a cada passagem na meta o grupo principal selecionava-se cada vez mais. O percurso tinha retas infindáveis, apenas quatro ou cinco viragens em 40km. Sabíamos que em algumas viragens tínhamos que estar na frente e foi o que tentámos fazer. Sabíamos que éramos das equipas com melhores cartas para jogar, a par da Cortizo – filial da Burgos-BH – e da Caja Rural. Metemos um corredor na fuga logo na primeira volta, o que ajudou a jogar atrás porque não precisámos de perseguir e poupou-nos bastante esforço. Créditos: Markel Bazanbide Abanicos Eu não tenho o perfil mais correto para estas corridas e na brincadeira com o Lucas Lopes, que correu pela Supermercados Froiz, dissemos que não havia nada a fazer. Somos pesos-pluma e em plano, com abanicos, custa-nos muito e foi sobretudo aprender. Numa reta com vento lateral até ficamos cortados e ajudámo-nos a reentrar numa altura em que o grupo tinha só 25-30 elementos. Apesar de parecer um perfil plano para sprinters foi um percurso duro e seletivo, aprendi muito e em próximas corridas já vou estar mais preparado e a equipa também. Ganhou o Vojtech Kminek (Cortizo) e nós metemos o Iñaki Diaz no top 10. Eu fechei no lugar 91 entre os 93 que terminaram; 88 corredores não acabaram. Gostei muito do fim-de-semana, de vos contar o que se passou. Se voltar a ter esta oportunidade seria um gosto voltar a contar-vos tudo de novo. ### Taça de Portugal de XCO - Melgaço Hoje, Melgaço foi palco da primeira corrida da Taça de Portugal de XCO, onde o romeno Vlad Dascalu, representando a Team Trek-Pirelli, e a italiana Chiara Teocchi, da Orbea Factory Team, venceram as corridas masculina e feminina, sem surpresa. No circuito que sediará o Campeonato da Europa de Elite no próximo ano, o público desfrutou de um bonito confronto na categoria elite masculina, Dascalu, atual campeão europeu, confirmou o seu favoritismo, mas teve oposição de Mário Costa até um determinado momento da corrida. Créditos: federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 POS.NOMEEQUIPATEMPO1DASCALU VladTREK FACTORY RACING - PIRELLI1:20:162COSTA Mário1:21:473BARROSO GOMEZ AlbertoBH COLOMA TEAM1:21:514ANDRE GALLIS AlixTEAM SUNN PERFORMANCE CYCLING1:22:155FERREIRA Roberto1:24:506NEVES Diogo1:25:587BRUNELLO Mickael1:26:178AUVIN Clément1:27:089SOUSA Rafael1:27:2110BARROS Guilherme1:28:10 Na corrida feminina, Chiara Teocchi também confirmou o seu favoritismo e venceu com uma vantagem de 2 minutos e 47 segundos sobre a portuguesa Raquel Queirós (BH Coloma Team), enquanto Ana Santos (Guilhabreu MTB Team) terminou no terceiro lugar da geral, sendo a melhor sub-23 nesta primeira ronda da Taça de Portugal de XCO em Melgaço. Créditos: federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 POS.NOMEEQUIPATEMPO1TEOCCHI ChiaraORBEA FACTORY TEAM1:21:192QUEIRÓS RaquelBH COLOMA TEAM1:24:073SANTOS Ana1:26:434MONTEIRO Joana1:28:235LOIS GARCIA Lara1:30:426SOUSA Beatriz1:39:167BRETTE Emilie1:39:228SIMÃO Laura-19LOPES Catarina-110VIAIS Mariana-2 Resumo em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=E8Fs97aC1E8 Classificações completas AQUI. A próxima etapa da Taça de Portugal de XCO está marcada para 7 de abril, em Abrantes. ### Capacete Lazer Z1 KinetiCore - Review Já tive a oportunidade de utilizar o Capacete Lazer Z1 KinetiCore e posso afirmar com confiança que este capacete vem continuar o legado da versão anterior, muito provavelmente vai ser um "Best Seller" da marca. Quando estamos habituados a outros modelos de capacetes e mudamos, é sempre necessário algum tempo de habituação, quer pelo aspecto quer pela sensação na cabeça, mas desde o momento em que o coloquei pela primeira vez, a leveza foi o primeiro ponto que notei, ficou claro que este capacete foi feito para ciclistas experientes e que têm o máximo de atenção aos detalhes. Créditos: Topcycling Em termos de design, o Z1 KinetiCore mantém a filosofia da geração anterior mas apresenta linhas elegantes e actuais, com várias opções de cores. Calhou-me um vermelho metálico bem bonito, apesar de preferir em branco, são gostos. Leveza é o que mais impressiona O peso de apenas 220 gramas no tamanho M é verdadeiramente notável. Durante as minhas pedaladas com o Z1 KinetiCore, a sensação de leveza foi desde logo perceptível como já referi no início do artigo. Isto proporciona sem dúvida uma experiência de pedalada mais confortável. Créditos: Topcycling A ventilação do capacete é boa, embora tenha utilizado no inverno é no verão que realmente conseguimos ter a ideia se um capacete é fresco e ventilado, principalmente em zonas de subida quando pedalamos com calor e em baixa velocidade. Apesar disso, notei que as aberturas de ventilação proporcionam um fluxo de ar constante (fresquinho e natural nesta altura do ano). A tão falada ventilação é especialmente importante durante longos dias a pedalar, onde o conforto é fundamental. Sistema de ajuste diferente Uma das características mais distintas do Z1 KinetiCore é o seu ajuste inovador. Em comparação com outros capacetes que utilizei, o sistema de ajuste do Z1 KinetiCore (na parte superior do mesmo) oferece uma sensação diferente e deixa zona occipital (onde habitualmente se encontra o ajuste da maioria dos capacetes), mais livre. Créditos: Topcycling O sistema funciona bem e proporciona um ajuste firme e confortável, garantindo que o capacete permaneça seguro na cabeça, mesmo durante os movimentos mais intensos. Créditos: Topcycling Possibilidade de albergar acessórios O Lazer Z1 KinetiCore possui alguns recursos adicionais, na linha de outros modelos da marca belga, que o torna ainda mais versátil. Tem a capacidade de integrar uma luz LED (não incluída) na parte traseira do capacete. Esta funcionalidade é especialmente útil para os ciclistas que pedalam em condições de pouca luz ou durante a noite, garantindo uma maior visibilidade e segurança. Créditos: Topcycling Créditos: Lazer Helmets Além disso tem também a possibilidade de instalar o Aeroshell da Lazer, um acessório que encaixa por cima do capacete e protege a nossa cabeça da chuva, frio ou lama. O Aeroshell pode também ser utilizado para fechar as aberturas frontais e laterais para uma vantagem aerodinâmica, relegando assim para segundo plano a ventilação.  Créditos: Lazer Helmets KinetiCore, o "MIPS" da Lazer Uma das características do Z1 KinetiCore é o seu sistema de proteção KinetiCore, que é uma espécie de versão "MIPS" da Lazer. Este sistema também foi desenvolvido para proteger contra impactos tanto diretos quanto rotacionais, oferecendo uma camada adicional de segurança para os ciclistas. Créditos: Topcycling Os blocos de espuma EPS únicos, conhecidos como Zonas Críticas Controladas, são especialmente desenvolvidos para se amassar com o impacto e absorver a energia, reduzindo assim o risco de lesões cerebrais em caso de queda. Em resumo No geral o Capacete Lazer Z1 KinetiCore ficou dentro das minhas expectativas, que eram altas, tendo em conta que a versão antecessora marcou de certa forma a industria, tanto por ser um "best seller" da marca perante o público, como por ser utilizado por ciclistas de topo em ocasiões importantes no ciclismo. Creio que pela leveza, conforto, simplicidade e elegância das linhas esta versão vai ser bem aceite por parte do público, eu gostei bastante. Se procuras um capacete leve, confortável e versátil, tanto para Estrada como para BTT ou Gravel, este Z1 é uma escolha a ter em conta. Já se sabe que nisto das bicicletas, a estética tem uma elevada fasquia na percentagem da decisão final, sobre isso, fica ao critério de cada um pois como se costuma dizer, gostos não se discutem. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andalucía Bike Race - Etapa 6 A 12ª edição da Andalucía Bike Race chegou ao fim com uma emocionante última etapa, que marcou o encerramento desta prestigiada corrida. Nesta edição, a competição contou com 340 quilómetros de e um acumulado de 10.000 metros de desnível, testando ao máximo a resistência e tenacidade dos participantes. A etapa final, pela primeira vez na história da prova, foi um contra-relógio, com partida e chegada no Parque Asomadilla, em Córdoba. Ao longo de 27,93 quilómetros e um desnível de 821 metros, os ciclistas enfrentaram um percurso técnico e competitivo, que definiu os vencedores finais da corrida. Corrida Masculina: Na categoria masculina, Fabian Rabensteiner e Samuele Porro, da equipa Wilier-Vittoria, mostraram uma sólida performance ao longo de todas as seis etapas e garantiram a vitória geral. A dupla italiana soube gerir a vantagem sobre os seus adversários e cruzou a linha de chegada cientes de que eram os novos campeões da Andalucía Bike Race. Esta foi a terceira vitória de Rabensteiner na Andaluzia, solidificando o seu lugar como líder no ranking UCI XCM. Corrida Feminina: Na categoria feminina, Janina Wüst e Rosa Van Doorn (Buff Megamo), selaram uma atuação impecável e conquistaram o título de campeãs. A dupla dominou toda a competição, mantendo-se na liderança desde a segunda etapa. A vitória na etapa final foi apenas a cereja no topo do bolo para Wüst e Van Doorn, que mostraram um desempenho consistente ao longo de toda a corrida. Com a conclusão desta edição da Andalucía Bike Race, ficam as memórias de seis dias de competição intensa, camaradagem e superação. Os participantes enfrentaram trilhos desafiantes, condições climáticas adversas e momentos de pura emoção, criando mais uma página emocionante na história desta prestigiada prova de ciclismo de montanha. Classificações Etapa 6 - CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Andrew L'Esperance - Sean Fincham EQUIPE MAXXIS FACTORY RACING 01:12:02 Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 01:12:03 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 01:12:57 Classificação Geral Final - CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Fabian Rabensteiner - Samuele Porro WILIER-VITTORIA 12:20:29 Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 12:22:30 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 12:23:20 Etapa 6 - CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Txell Figueras - Claudia Peretti CANNONDALE ISB 01:31:42 Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 01:33:44 Mónica Calderón - Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB 01:34:12 Classificação Geral Final - CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 15:44:40 Txell Figueras - Claudia Peretti CANNONDALE ISB 15:51:47 Mónica Calderón - Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB 16:17:18 Classificação geral portugueses UCI Masculinos José Dias e Enrique Morcillo Vergara – 7.º Nuno Ribeiro e Francisco Moreira Tavares – 35.º Rui Matias e Avelino Santos – 43.º Podes consultar as classificações completas AQUI. ### Strade Bianche 2024 - Foi impressionante Num dos dias mais únicos e especiais do calendário, a Strade Bianche de 2024 deu-nos mais um dia espetacular de ciclismo, com exibições para os livros de história. Esta corrida que perde quando comparada com os Monumentos pela falta de história, ganha sempre quando teima em dar-nos exibições históricas e monumentais. Créditos: La Presse Corrida feminina - Arco-íris depois da chuva O aumentar de dificuldade na edição feminina de 2024 com adição de mais setores de sterrato, viu um maior número de ciclistas a conseguir chegar mais perto da meta com condições de disputar a corrida.  Num dia de ataques, o pelotão foi pondo ritmo e fechando espaços, perdendo consequentemente elementos nas estradas brancas da Toscana. A 10 quilómetros do fim ainda havia um grupo de 4 ciclistas com ambições reais de vencer em Siena. Foi nesta altura que surgiu o ataque de Kopecky à qual se juntou Longo Borghini. As duas ciclistas conseguiram uma vantagem para a perseguição e seguiram juntas rumo à Via Santa Caterina. Nas inclinadas rampas que levam à Piazza del Campo, Kopecky foi mais forte, deixando Borghini para trás, vencendo a Strade Bianche pela segunda vez e dando a quarta edição seguida à SD Worx. No terceiro lugar ficou a vencedora do ano passado, Demi Vollering. Créditos: La Presse Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1 KOPECKY Lotte 3:55:432 LONGO BORGHINI Elisa0:043 VOLLERING Demi0:264 NIEWIADOMA Katarzyna,,5 VAN ANROOIJ Shirin0:406 FAULKNER Kristen0:417 MARKUS Riejanne 1:018 CHABBEY Elise1:549 VOS Marianne,,10 MUZIC Évita,, Corrida masculina - Não é Monumento mas foi monumental A corrida masculina viu o favorito Tadej Pogačar fazer o que anteviu nas entrevistas antes da prova. "Vou atacar no Monte Sante Marie". Este setor de 5 estrelas situado a 80 quilómetros da meta viu o esloveno atacar, sem capacidade e reação de mais ninguém. A corrida masculina de 2024, foi talvez a mais desinteressante das 14 edições, e para isso foi preciso o corredor mais interessante do pelotão dar-nos uma exibição para ser contada aos netos. Pogačar fez 80 quilómetros sozinho e levantou os braços (e a bicicleta), com uma vantagem de 2:46 minutos sobre Toms Skujiņš, e 2:50 para Maxim Van Gils que completou o pódio. Às vezes, começamos a estar tão habituados a estas exibições a solo e cada vez mais longe da meta, que nos esquecemos do quão históricas e monumentais são. Miguel Ângelo se fosse vivo, estaria neste momento a esculpir Pogačar para colocar em Florença, ao lado de David. Top 10 PosiçãoCiclistaTempo1 POGAČAR Tadej 5:19:452 SKUJIŅŠ Toms 2:463 VAN GILS Maxim 2:504 PIDCOCK Thomas 3:505 MOHORIČ Matej4:256 COSNEFROY Benoît4:397 FORMOLO Davide4:418 MARTINEZ Lenny4:489 ZANA Filippo4:4910 LAPORTE Christophe5:17 Vídeo do ultimo quilómetro https://www.youtube.com/watch?v=GUGZ9MhD16g ### Andalucía Bike Race – Etapa 5 Córdoba foi palco da etapa rainha, a Skoda Super Stage, que contou com 89 quilómetros e 1.828 metros de desnível, a etapa mais longa da Andalucía Bike Race de 2024. A etapa, com um início espetacular na ponte romana de Córdoba, era vista pelos ciclistas como a última grande oportunidade para reduzir a diferença na classificação geral, antes do explosivo contrarrelógio da última etapa. Corrida masculina Como era de esperar, o ritmo da corrida foi frenético. Wout Alleman e Hans Becking, da Buff Megamo, assumiram a liderança do grupo dos favoritos e impuseram um ritmo seletivo. A estratégia surgiu efeito, uma vez que Andreas Seewald e Marc Stutzmann, segundos na classificação geral, caíram nos primeiros quilómetros do percurso e nunca mais se conseguiram juntar ao grupo da frente. Com Alleman e Becking seguiram Fabian Rabensteiner e Samuele Porro (Wilier-Vittoria), e os vencedores da 4.ª etapa, Diego Rosa e Casey South (Torpado Kenda Factory). Na última curva antes da meta da Skoda Super Stage, deu-se o frente a frente entre Alleman e Becking contra Rabensteiner e Porro. Os ciclistas da Buff Megamo levaram a melhor sobre os ciclistas da Wilier-Vittoria, conquistando a sua terceira vitória nesta edição da Andalucía Bike Race. Diego Rosa e Casey South cruzaram a linha de chegada em terceiro lugar. Na geral, Andreas Seewald e Marc Stutzmann, da Canyon Sidi MTB Team, conseguiram manter o segundo lugar por apenas 3 segundos. Corrida feminina Na categoria feminina, formou-se um grupo na dianteira da corrida composto por Wüst e Van Doorn, Figueras e Peretti, Calderón e Kortekaas, Luetzelschwab e Fischer e Njemčević e Andersson. Foram as ciclistas da Allebike Team, Njemčević e Andersson, as primeiras a conseguir sair do grupo das favoritas. Na reta final da etapa, Janina Wüst e Rosa Van Doorn, da Buff Megamo, entraram em modo canibal e não deram qualquer hipótese às suas rivais. A suíça e a holandesa venceram pelo quarto dia consecutivo e, só uma grande surpresa amanhã, lhes tirará o lugar mais alto do pódio em Córdova. Na segunda posição ficaram Txell Figueras e Claudia Peretti da Cannondale ISB. Irina Luetzelschwab e Cristina Fischer, consolidaram uma brilhante reta final de prova, e alcançaram a terceira posição. Classificações Etapa 5 – CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 03:16:27 Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 03:16:28  Diego Rosa - Casey South TORPADO KENDA FACTORY 03:17:25 Classificação Geral – CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 11:06:42 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 11:10:23 Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 11:10:26 Etapa 5 – CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 04:06:46 Txell Figueras – Claudia Peretti CANNONDALE ISB 04:06:56 Irina Luetzelschwab TEAM BULLS - Cristina Fischer SCOTT CALA BANDIDA 04:10:39 Classificação Geral – CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 14:10:56 Txell Figueras - Claudia Peretti CANNONDALE ISB 14:20:05 Mónica Calderón - Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB 14:43:05 Classificação geral portugueses UCI Masculinos José Dias e Enrique Morcillo Vergara – 8.º Tiago Ferreira e Ismael Esteban Agüero – 14.º Nuno Ribeiro e Francisco Moreira Tavares – 36.º Rui Matias e Avelino Santos – 45.º Podes consultar as classificações completas AQUI. No sábado (02/03), disputa-se a última etapa num contrarrelógio de 28 quilómetros que vai decidir os novos vencedores da Andalucía Bike Race by GARMIN. Esta última etapa poderá ser acompanhada em direto, no canal oficial de Youtube da prova em baixo partilhado, a partir das 9h30 da manhã. https://www.youtube.com/watch?v=m4fzdBAk6Gk&ab_channel=Andaluc%C3%ADaBikeRacebyGarmin ### Ciclismo no Eurosport - Strade Bianche e muito mais em março O mês de março chega carregado de emoção com o regresso do ciclismo no Eurosport. Com um total de 26 provas do World Tour, o canal volta a oferecer aos espectadores a emoção do ciclismo nas estradas da Europa. Este fim de semana - Strade Bianche Este fim de semana reserva duas corridas imperdíveis que marcam a preparação das equipas para os monumentos e para as grandes voltas do calendário. Strade Bianche com mais de 200 quilómetros, candidata ao sexto monumento? No sábado, é dia de mais uma edição da Strade Bianche, uma das clássicas mais deslumbrantes e desafiantes da temporada. Este ano os ciclistas enfrentam um percurso de 215 quilómetros, com 15 setores de 'sterrato', numa corrida única que culmina na icónica Piazza del Campo, em Siena, Itália. Nelson Oliveira é o representante português neste evento que conta com a presença de estrelas internacionais como Tadej Pogacar, Marc Hirschi e Matej Mohoric. A Strade Bianche feminina também estará em destaque, com transmissão em direto no Eurosport 2 a partir das 11:00h. 82.ª edição da Paris-Nice: Roglic, Evenepoel e João Almeida No domingo, é a vez da 82.ª edição da Paris-Nice, conhecida como a "Corrida para o Sol", que liga Paris a Nice ao longo de oito dias de competição. A luta pela camisola amarela promete ser intensa, com a presença de favoritos como Remco Evenepoel e Primoz Roglic. Os portugueses João Almeida e Ruben Guerreiro estarão em ação, e a emocionante jornada poderá ser acompanhada em direto no Eurosport 2, a partir das 14:10h. Próxima semana A semana seguinte traz mais emoção com a Tirreno-Adriático, uma prova de estrada por etapas em Itália que antecede o Giro d'Italia. E não para por aí: o mês de março reserva ainda grandes clássicas como a Milão-San Remo, a Volta à Flandres e a Volta à Catalunha, esta última com uma forte presença de ciclistas portugueses. Se és fã de ciclismo prepara-te, pois "a festa vai começar!" De seguida deixamos as datas e programação do Eurosport, canal conhecido como "A Casa do Ciclismo": 2 de março – Siena, Itália - Strade Bianche masculina e feminina  3 a 10 de março – França, Paris – Nice  4 a 10 de março – Itália, Tirreno – Adriático  9 de março – Países Baixos, Volta a Drenthe feminina 13 de março – Bélgica, Volta a Taiwan  13 de março – Itália, Milão – Turim  14 de março – França, Grand Prix de Denain – Porte du Hainaut  15 de março – Bélgica, Clássica Bredene Koksijde  16 de março – Itália, Milão – San Remo  17 de março – Itália, Troféu Alfredo Binda masculino e feminino  17 de março – França, Cholet Agllo Tour  18 a 24 de março – Espanha, Volta à Catalunha  20 de março – Bélgica, Brugge – De Panne masculina  22 de março – Bélgica, Brugge – De Panne feminina  24 de março – Bélgica. Gent – Wevelgem masculina e feminina  27 de março – Bélgica, Através da Flandres  29 de março – França, Route Adélie de Vitré  30 de março – Espanha, Grande Prémio Miguel Indurain  31 de março – Bélgica, Volta à Flandres masculina e feminina  Nota: Segundo informação do canal, a transmissão das provas pode sofrer alterações de horários ou cancelamentos. ### Andalucía Bike Race – Etapa 4 A quarta etapa da Andalucía Bike Race teve a sua partida em Villafranca de Córdoba e um percurso de 58 quilómetros e 1.482 metros de desnível. Apesar de não ter muitas subidas longas, o seu percurso-rompe pernas pôs à prova a tenacidade dos ciclistas. Corrida masculina Na categoria masculina, os favoritos rodaram num grupo compacto durante toda a etapa, com os olhos postos na Skoda Super Stage de amanhã. Sem grandes movimentações ou jogadas estratégicas para a classificação geral, Diego Rosa e Casey South da Torpado Kenda Factory, que terminaram em segundo na terceira etapa, aproveitaram os quilómetros finais para lançar o ataque final. O campeão italiano de XCM e o ciclista suíço aproveitaram a demarcação e chegaram sozinhos a Villafranca de Córdoba levantando os braços na linha de chegada. Rosa e South vêm subindo de forma e embora estejam longe da liderança na geral, podem ser os grandes protagonistas desta fase final daAndalucía Bike Race. O grupo dos favoritos cruzou a linha de chegada a sensivelmente um minuto dos vencedores com Andreas Seewald e Marc Seewald, da Canyon Sidi MTB Team em segundo e Fabian Rabensteiner e Samuele Porro da Wilier-Vittoria em terceiro. Corrida feminina Na categoria feminina, a situação foi semelhante, com Janina Wüst e Rosa Van Doorn, da Buff Megamo, líderes da classificação geral, a conseguirem controlar as jogadas das duplas rivais. Txell Figueras e Claudia Peretti, da Cannondale ISB tomaram a frente do grupo até que um furo da italiana acabou com as hipóteses da dupla na etapa. Irina Luetzelschwab (Team Bulls) e a campeã espanhola de XCM, Natalia Fischer (Scott Cala Bandida) mostraram também estar num excelente nível na etapa de hoje. Apesar de tudo, a vitória foi, sem surpresas, para Wüst e Van Doorn, que com o triunfo de hoje, aumentaram o número de vitórias para três. Em segundo lugar, a 1:03m. Luetzelschwab e Fischer alcançaram o seu primeiro pódio nesta edição da Andalucía Bike Race. Figueras e Peretti, depois de uma recuperação notável após o furo, cruzaram a linha de chegada a 2:54m. das vencedoras. Classificações Etapa 4 – CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Diego Rosa - Casey South TORPADO KENDA FACTORY 02:11:2 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 02:12:26 Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 02:12:26 Classificação Geral – CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 07:50:14 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 07:51:27 Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 07:53:59 Etapa 4 – CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 02:45:00 Irina Luetzelschwab TEAM BULLS - Cristina Fischer SCOTT CALA BANDIDA 02:46:03 Txell Figueras – Claudia Peretti CANNONDALE ISB 02:47:54 Classificação Geral – CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 10:04:10 Txell Figueras - Claudia Peretti CANNONDALE ISB 10:13:08 Mónica Calderón - Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB 10:29:06 Classificação geral portugueses UCI Masculinos José Dias e Enrique Morcillo Vergara – 6.º Tiago Ferreira e Ismael Esteban Agüero – 13.º Nuno Ribeiro e Francisco Moreira Tavares – 37.º Rui Matias e Avelino Santos – 47.º Podes consultar as classificações completas AQUI. ### Andalucía Bike Race - Etapa 3 A terceira etapa da Andalucía Bike Race proporcionou mais um dia emocionante de BTT. Com uma distância de 40 quilómetros e 1.395 metros de desnível, a etapa foi curta mas intensa, partindo de Jaén pela última vez nesta edição da corrida. Corrida masculina Na categoria masculina, a dupla de Wout Alleman e Sam Becking destacaram-se desde o início, assumindo a liderança e não dando margem aos adversários. Os líderes da classificação geral, Andreas Seewald e Marc Stutzmann, da Canyon Sidi MTB Team, viram a sua vantagem diminuir gradualmente devido ao ritmo implacável dos ciclistas Buff Megamo. Na subida ao Mella, a apenas dez quilómetros da chegada, apenas Diego Rosa e Casey South, da Torpado Kenda Factory, conseguiram manter-se próximos de Alleman e Becking. No final, foi Wout Alleman e Hans Becking, da equipa Buff Megamo, que cruzaram a linha de chegada em primeiro lugar, mostrando a sua determinação em atacar a liderança da Andalucía Bike Race. Corrida feminina Na categoria feminina, Janina Wüst e Rosa Van Doorn, também da equipa Buff Megamo, dominaram mais uma vez a etapa, conquistando a vitória pela segunda vez consecutiva. Com uma estratégia sólida e uma performance consistente, mantêm-se firmes na liderança da classificação geral. Destaca-se ainda o desempenho de Mónica Calderón e Tessa Kortekaas, da Cannondale ISB, que conquistaram o segundo lugar na etapa e subiram ao pódio, demonstrando uma notável consistência ao longo da competição. Classificações Etapa 3 - CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 01:48:03 Diego Rosa - Casey South TORPADO KENDA FACTORY 01:48:19 Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 01:48:31 Classificação Geral - CATEGORIA ELITE UCI MASCULINO Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 05:37:47 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 05:39:01 Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 05:41:28  Etapa 3 - CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 02:21:32   Mónica Calderón - Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB 02:23:00 Txell Figueras – Claudia Peretti CANNONDALE ISB 02:24:17 Classificação Geral - CATEGORIA ELITE UCI FEMININA Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 07:19:09 Txell Figueras - Claudia Peretti CANNONDALE ISB 07:25:13 Mónica Calderón - Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB 07:36:41 Classificação geral portugueses UCI Masculinos José Dias e Enrique Morcillo Vergara - 6.º Tiago Ferreira e Ismael Esteban Agüero - 13.º Nuno Ribeiro e Francisco Moreira Tavares - 38.º Rui Matias e Avelino Santos - 48.º Podes consultar as classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Andalucía Bike Race - Etapa 2 Na segunda etapa da Andalucía Bike Race disputada em Jaén, foram Fabian Rabensteiner e Samuele Porro que venceram na corrida masculina. Seewald e Stutzmann são os novos líderes.Na corrida feminina, Janina Wüst e Rosa Van Doorn, venceram com autoridade e lideram agora confortavelmente. Corrida masculina A etapa teve no menu 65 quilómetros e 2.227 metros de desnível, com temperaturas que teimam em não dar tréguas. No Miradouro de Siete Pilillas, a primeira subida do dia, os ciclistas da Canyon Sidi MTB Team Andreas Seewald e Marc Stutzmann tomaram a iniciativa da corrida, imprimindo um ritmo elevado, que fragmentou o grupo da frente. Fabian Rabensteiner, número 1 do ranking XCM da UCI, e o seu companheiro de equipa na Wilier-Vittoria, Samuele Porro, não se deixaram ficar e seguiram com Seewald e Stutzmann. Alguns segundos atrás, os líderes da classificação geral, Wout Alleman e Hans Becking, da Buff Megamo, foram no seu ritmo juntamente com a dupla Daniel Geismayr (Wilier-Vittoria) e Jakob Dorigoni (Torpado Kenda Factory). A igualdade entre as duas primeiras equipas manteve-se até ao arco de chegada da Olivo Arena, em Jaén, onde Rabensteiner e Porro venceram Seewald e Stutzmann por menos de um segundo. Em terceiro lugar, a 1:21m. ficaram Geismayr e Dorigoni. O segundo lugar dos ciclistas da Canyon Sidi MTB Team faz deles os novos líderes, por troca com Alleman e Becking. Corrida feminina Na corrida feminina, na segunda etapa da Andalucía Bike Race, as ciclistas da Allebike, Lejla Njemčević e Terese Andersson, ganharam uma pequena vantagem sobre as corredoras Janina Wüst e Rosa Van Doorn da Buff Megamo. A meio da etapa, Wüst e Van Doorn alcançaram Njemčević e Andersson, e chegaram ao fim com uma vantagem de 3:54m. sobre as ciclistas da Allebike. Esta vantagem deu a Wüst e Van Doorn a liderança da classificação geral. O terceiro lugar no pódio foi para Txell Figueras e Claudia Peretti (Cannondales ISB), que cederam o primeiro lugar conquistado ontem. Classificações Masculinas 2.ªEtapa Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 02:59:10 Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 02:59:10 Jakob Dorigoni TORPADO KENDA FACTORY - Daniel Geismayr WILIER-VITTORIA03:00:32 Classificação geral Andreas Seewald - Marc Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 03:49:08 Fabian Rabensteiner – Samuele Porro WILIER-VITTORIA 03:49:15 Jakob Dorigoni TORPADO KENDA FACTORY - Daniel Geismayr WILIER-VITTORIA03:50:37 Classificações femininas 2.ª Etapa Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 03:51:44 Lejla Njemčević - Terese Andersson ALLEBIKE TEAM 03:55:39 Txell Figueras – Claudia Peretti CANNONDALE ISB 03:57:04 Classificação geral Janina Wüst - Rosa Van Doorn BUFF MEGAMO 04:57:37 Txell Figueras – Claudia Peretti CANNONDALE ISB 05:00:56 Lejla Njemčević - Terese Andersson ALLEBIKE TEAM 05:01:14 Portugueses em prova – Duplas Masculinas Classificação geral após 2.ª etapa José Dias e Enrique Morcillo Vergara – 6.ª posição; Tiago Ferreira e Ismael Esteban Agüero - 12.ª posição; Nuno Ribeiro e Francisco Moreira Tavares - 26.ª posição; Avelino Santos e Rui Matias - 46.ª posição. ### Que espetáculo António Morgado! Corredor da UAE Emirates foi 2º no GP Le Samyn, semiclássica belga ganha ao milímetro por Laurenz Rex (Intermarché-Wanty). Tinha tudo para ser mais uma corrida, mas temos que nos habituar que com António Morgado tudo pode acontecer. Prova de 202 km na Valónia, região francófona da Bélgica, longe da zona de conforto do ciclista de Salir do Porto. O GP Le Samyn vai na 56ª edição e é uma tradicional paragem na época de clássicas do Norte. Rodeado por miúdos da equipa sub-23 da UAE Emirates, o português continuou a aprendizagem neste tipo de provas sem pressão ou exigência de ganhar. Talvez o correr de forma relaxada tenha permitido ver um dos finais mais espetaculares do que levamos de temporada. A 1 km da meta António Morgado era carta fora do baralho, até que fez uma recuperação sobre-humana e chegou a tempo de lançar o sprint. https://twitter.com/LRoisDuPeloton/status/1762528602699051128 O português vinha a dar tudo Laurenz Rex, top 10 na Paris-Roubaix passada e que no sábado foi 6º na Omloop Het Nieuwsblaad, levantou os braços para celebrar... até se aperceber que o português vinha a dar tudo. Por um momento o belga da Intermarché-Wanty pensou que tinha perdido, mas o photo finish deu-lhe a primeira vitória como profissional (imaginamos já que na transmissão não foi mostrada a margem entre 1º e 2º). Momento curioso foi a entrevista rápida ao Bigode Voador. "Gostas deste tipo de provas?", perguntou o repórter da televisão belga; com a simplicidade e o à vontade dos jovens prodígios o corredor da UAE Emirates sorriu e disse que não. Results powered by FirstCycling.com ### Ciclista de verão e ciclista de inverno O Gran Camiño foi duro, mas deixou imagens fantásticas, que nos fazem refletir sobre o clima extremo e os efeitos que tem no ciclismo. Há uns 10 anos estava eu numa apresentação da Katusha e perguntei ao Tiago Machado se tinha feito um bom inverno, se tinha podido treinar bem dado que tinha chovido imenso no Minho. Levei logo uma Machadada. “Eu não sou ciclista de verão.” Vem esta memória a propósito do mau tempo que castigou os ciclistas durante O Gran Camiño. A 3ª edição foi afetada pelo rigor do inverno, tal como tinha acontecido na 2ª edição. Rafael Reis em pleno temporal no Monte Aloia.Créditos: Kike Abelleira Vingegaard parecia galego desde pequenino Fevereiro e na Galiza não é de esperar outra coisa. Em quatro dias apanharam ventos fortes que levaram à neutralização do contrarrelógio, temperaturas máximas de 3-4 graus Celsius na 2ª e 3ª etapas. Finalizaram com um temporal que não só encurtou a etapa rainha como impediu a transmissão televisiva. Para o organizador foi um desastre. Um ano de preparação e duas etapas severamente afetadas. A equipa do Ezequiel Mosquera não merecia tanto azar. Os fotógrafos presentes – Kike Abelleira e Sprint Cycling Agency – ajudam a fazer o relato visual de uma das provas mais duras do ano. Um épico à moda do Norte! Jonas Vingegaard parecia galego desde pequenino... Créditos: Sprint Cycling Agency Como se tem alterado o clima A abundância de água no Norte contrasta com a seca que a Espanha arrasta desde há três anos, especialmente no Sul e na Catalunha. Os últimos invernos estão entre os mais secos desde que há 60 anos se começaram a reunir estes dados. O curioso é que através do ciclismo podemos comprovar como se tem alterado o clima e refletir sobre que efeitos isso terá a médio prazo na modalidade. No passado Giro a 13ª etapa evitou o Grand St. Bernard e perdeu a Cima Coppi da corrida. Em 2019 o Tour de France foi abruptamente decidido por uma torrente de terra no Col d’Iseran. Chuva, vento e frio marcou o Gran Camiño 2024.Créditos: Kike Abelleira Vida de ciclista nunca foi fácil Nem as grandes Voltas escapam ao tempo extremo que obriga atletas, equipas e organizadores a invocar o protocolo que vela pela segurança da caravana com cada vez maior frequência. E quando não é o frio ou a chuva aparece o calor excessivo. O protocolo – criado em 2015 e atualizado para 2024 – prevê alterações da hora de partida e neutralização de partes do percurso. Os organizadores ficam responsáveis por fornecer bebidas e gelo picado, aumentar o número de motas com abastecimento líquido e escolher zonas com sombra para as partidas. A vida de ciclista nunca foi fácil, aliás, no ADN dos praticantes e dos espetadores está a atração pelo extremo. Que o digam ao TopCycling que teve no Luís Beltrão um herói no chuvoso Gran Fondo da Figueira da Foz (o vídeo é recomendável). O Gran Camiño veio-nos recordar a fragilidade do ciclismo e do planeta. Cian Uijtdebroeks no final da prova, no Monte Aloia (Tui).Créditos: Kike Abelleira ### Andalucía Bike Race - Etapa 1 Na primeira etapa da Andalucía Bike Race, que se disputou em Bedmar, foram Wout Alleman e Hans Becking que venceram nos masculinos, num sprint muito disputado. Txell Figueras e Claudia Peretti, foram as primeiras a cruzar a linha de chegada na categoria feminina. Por decisão da organização, a etapa foi encurtada e teve uma distância de 21,24 km e um desnível positivo de 786 metros. A chuva intermitente e as baixas temperaturas aumentaram a dificuldade do percurso, obrigando os ciclistas e precauções extra, nos trilhos lamacentos da Sierra Mágina. Corrida Masculina A corrida masculina, devido a ter sido encurtada foi muito rápida. Na frente da corrida e até ao sprint final, Wout Alleman e Hans Becking (BUFF-Megamo Team), Andreas Seewald e Marc Stutzmann (Canyon Sidi MTB Team), Daniel Geismayr (Wilier-Vittoria) e Jakob Dorigoni (Torpado Kenda), Fabian Rabensteiner e Samuele Porro (Wilier Vittoria), destacaram-se dos demais. Num sprint na rampa que antecedeu a chegada, a dupla da Buff Megamo conquistou a vitória, à frente dos alemães da Canyon Sidi e lideram agora a geral por apenas dois segundos. Corrida feminina Na corrida feminina, Txell Figueras e Claudia Peretti (Cannondale ISB) escreveram o seu nome na lista de vencedores da prova de hoje, alcançando uma vantagem de 1:20m. sobre sobre as segundas classificadas, Monica Calderon e Tessa Kortekaas (Cannondale ISB). O terceiro lugar do pódio foi para Lejla Njemčević e Terese Andersson (Allebike Team). Classificação ETAPA E CLASSIFICAÇÃO GERAL - Masculino Wout Alleman - Hans Becking BUFF MEGAMO 00:49:55  Andreas Seewald - Mark Stutzmann CANYON SIDI MTB TEAM 00:49:57 Daniel Geismayr - Jakob Dorigoni WILIER-VITTORIA / TORPADO KENDA 00:50:00 ETAPA E CLASSIFICAÇÃO GERAL - Feminino Txell Figueras - Claudia Peretti CANNONDALE ISB  01:03:52 Mónica Calderon y Tessa Kortekaas CANNONDALE ISB  01:05:12 Lejla Njemčević y Terese Andersson ALLEBIKE TEAM 01:05:34 Portugueses em prova - Duplas Masculinas José Dias e Enrique Morcillo Vergara - 7.ª posição; Tiago Ferreira e Ismael Esteban Agüero - 20.ª posição; Nuno Ribeiro e Francisco Moreira Tavares - 29.ª posição; Avelino Santos e Rui Matias - 45.ª posição. ### A Factor Ostro Vam de André Carvalho - Sabgal Anicolor Este ano, a Sabgal Anicolor, uma das principais equipas de ciclismo em Portugal, tomou uma série de decisões importantes visando fortalecer a sua formação e elevar o seu desempenho. Além de garantir a contratação de novos e talentosos ciclistas, como o português André Carvalho, a equipa também optou por uma mudança na escolha da marca das suas bicicletas. Para a temporada 2024 irá utilizar bicicletas Factor, uma marca dedicada à produção de bicicletas de alto desempenho em carbono. Neste artigo mostramos todos os pormenores da Factor Ostro VAM de André Carvalho, que tivemos nas mãos para vos mostrar em pormenor. Créditos: Marco Miguel - Topcycling A Factor Ostro VAM é uma máquina aerodinâmica capaz de atingir o limite de peso estabelecido pela UCI, mas segundo a marca, tendo como objectivo proporcionar o conforto necessário para enfrentar desafios como uma Paris-Roubaix, ou seja, é uma "All Around", serve para tudo. Créditos: Marco Miguel - Topcycling A Factor Ostro VAM da equipa Sabgal-Anicolor está equipada com material exclusivo como o guiador integrado Black Inc, as rodas Princeton Peak 4550 Evolution e componentes Ceramicspeed, que em conjunto com a transmissão e travagem Shimano Dura-Ace garantem um desempenho de nível World Tour. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Além da equipa World Tour Ineos Grenadiers, só o a Sabgal Anicolor utiliza rodas Princeton, o que prova o empenho e comprometimento da equipa portuguesa em proporcionar aos seus ciclistas os melhores componentes do mercado. Créditos: Marco Miguel - Topcycling No caso concreto da Factor de André Carvalho, esta está equipada com as Princeton Peak 4550 Evolution, um conjunto de rodas que garantem aerodinâmica para as etapas em terreno plano, mas também leveza e rigidez para acelerações nas subidas. Este par de rodas pode custar ao público mais de €4,000.00 Em combinação com estas rodas de alta performance, a equipa Sabgal-Anicolor optou por utilizar nesta temporada pneus tubeless Victoria Corsa Pro 30mm. em todas as corridas. Uma opção curiosa, tendo em conta que a maioria das equipas atualmente utilizam 28mm. (algumas também 30mm.), mas que segundo os responsáveis da equipa tem vantagens comprovadas. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Além do guiador Black Inc, os rolamentos da caixa de direção são os SLT da Ceramicspeed. Estes rolamentos são uma combinação exclusiva de um polímero plástico sólido encapsulado em óleo e materiais de aço inoxidável que resultam num rolamento "autolubrificante", resistentes à corrosão. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Os rolamentos Ceramicspeed SLT construídos à mão e têm garantia vitalícia, algo útil para uma época longa, repleta de treinos e muitas corridas. A título de curiosidade, o guiador pode custar cerca de €650,00 e só estes rolamentos, mais €250,00. Na Factor Ostro Vam de André carvalho também se pode observar o movimento pedaleiro de rolamentos cerâmicos Ceramicspeed, que conferem uma diminuição significativa do atrito e garantem o máximo aproveitamento da força aplicada pelo ciclista nos pedais. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Equipada com o mais recente grupo Shimano Dura-Ace Di2, equipamento topo de gama da marca Shimano. Esta bicicleta oferece mudanças suaves, rápidas e fiáveis. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Os travões de disco também ficam a cargo da marca Shimano, com tecnologia Servowave. Créditos: Marco Miguel - Topcycling O selim utilizado por André Carvalho é o PRO Stealth performance, um selim de estrada curto de performance, concebido para ajudar os ciclistas a manter uma posição agressiva, inclinada para a frente.  Créditos: Marco Miguel - Topcycling No geral, a Factor Ostro VAM da equipa Sabgal Anicolor é uma bicicleta equipada com tudo o que há de melhor no mercado, e nada fica a dever a uma bicicleta de uma equipa World Tour com muito mais orçamento que a equipa portuguesa. Créditos: Marco Miguel - Topcycling Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Shimano Supercup Massi de Banyoles deixa o primeiro barómetro do XCO 2024 A encantadora região de Banyoles, na Catalunha, Espanha, voltou a receber os melhores do mundo do Cross-Countruy Olímpico (XCO), que normalmente ocorrem à Shimano Supercup Massi de Banyoles para testar o estado de forma antes de competições mais importantes como a Taça do Mundo. Corrida Masculina Victor Koretzky assegurou a vitória na Shimano Supercup Massi em Banyoles, demonstrando um domínio impressionante ao longo da corrida. O francês liderou desde o início e nenhum adversário conseguiu oferecer uma oposição significativa para ameaçar a sua posição. Jordan Sarrou conquistou o segundo lugar, enquanto Titouan Carod garantiu o terceiro posto ao ultrapassar Vlad Dascalu nos momentos finais da corrida. TOP 10 POS.NOMEEQUIPATEMPO1KORETZKY VictorSPECIALIZED FACTORY RACING1:25:592SARROU JordanTEAM BMC1:26:363CAROD TitouanTEAM BMC1:26:484DASCALU VladTREK FACTORY RACING - PIRELLI1:26:515SCHWARZBAUER LucaCANYON CLLCTV XCO1:27:076SCHUERMANS JensGIANT FACTORY OFF-ROAD TEAM - XC1:27:267VALERO SERRANO DavidBH COLOMA TEAM1:27:418LIST DavidLEXWARE MOUNTAINBIKE TEAM1:27:509DE FROIDMONT PierreORBEA FACTORY TEAM1:28:0610ZANOTTI JuriTEAM BMC1:28:10 João Cruz foi o melhor português, tendo terminado em 18.º na prova de sub-23. Corrida Feminina Pauline Ferrand Prevot conquistou a vitória na corrida feminina da Shimano Supercup Massi em Banyoles, impondo um ritmo impressionante que a colocou à frente do pelotão desde o início até o final. Jolanda Neff, por sua vez, garantiu o segundo lugar após uma corrida sólida, enquanto Savilia Blunk completou o pódio na terceira posição. Raquel Queirós conquistou um notável 15.º lugar na Shimano Supercup Massi em Banyoles, demonstrando boa forma no início de temporada numa competição internacional. TOP 10 POS.NOMEEQUIPATEMPO1FERRAND PREVOT PaulineINEOS GRENADIERS1:23:182NEFF JolandaTREK FACTORY RACING - PIRELLI1:24:213BLUNK SaviliaDECATHLON FORD RACING TEAM1:24:434RICHARDS EvieTREK FACTORY RACING - PIRELLI1:25:145TEOCCHI ChiaraORBEA FACTORY TEAM1:25:466FREI SinaSPECIALIZED FACTORY RACING1:26:507TAUBER AnneORBEA FACTORY TEAM1:26:558SCHRIEVERS Lia1:26:559GERAULT LenaSCOTT CREUSE OXYGENE GUERET1:28:3410LÕIV JanikaKMC RIDLEY MTB RACING TEAM1:28:45 Portuguesas em destaque nas Sub-23 Em representação da Seleção Nacional de cross country olímpico (XCO) nas categorias de sub-23 e juniores femininas, Ana Santos e Beatriz Guerra estiveram em destaque, com um nono e um quarto lugares nas respetivas categorias. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O Gran Camiño 3ª edição- Etapa 4 Jonas Vingegaard ganhou três etapas, geral, pontos e montanha. Visma foi a melhor equipa. Mau tempo e más decisões arruinaram o Gran Camiño. O mau tempo arruinou a festa de encerramento do Gran Camiño. Vento e chuva em doses generosas obrigaram a subir apenas uma vez o Monte Aloia e impediram a transmissão televisiva. Foram menos 29 km e uma subida à icónica montanha galega situada na Serra do Galinheiro, província de Pontevedra. O motivo pelo qual podemos seguir as provas em direto é haver um avião capaz de receber o sinal das motas e dos helicópteros que voam a baixa altitude. Esse sinal é transmitido para o avião que o envia para os camiões que estão na meta, daí para nossas casas. Domingo o avião do Gran Camiño nem pode descolar. Na meta cenário dantesco, o que me leva a perguntar porque é que disputou a etapa se dias antes o contrarrelógio foi neutralizado (com um clima muito menos agressivo)? Créditos: Kike Abelleira Domínio total da melhor equipa do mundo Nem o contrarrelógio devia ter sido neutralizado nem a etapa final devia ter sido corrida. Foi um cúmulo de azares e más decisões que prejudicam a imagem da jovem corrida. Aqui entre nós diga-se que as WorldTeams não ajudaram, já que partiu delas a neutralização no primeiro dia já que o organizador queria um crono competitivo. Jonas Vingegaard (Visma) ganhou no Monte Aloia – após ter ganho em Chantada e em Castelo de Ribadavia. É campeão do Gran Camiño pelo segundo ano consecutivo com 1:55 sobre Lenny Martinez (Groupama-FDJ) e 2:11 sobre Egan Bernal. Além da amarela, o dinamarquês venceu por pontos e a montanha. A Visma ganhou por equipas. Domínio total da melhor equipa do mundo. Rúben Guerreiro acabou na 8ª posição sem conseguir repetir o pódio da edição anterior. O Cowboy chegou a ser 6º, mas foi ultrapassado por Quentin Pacher e Hugh Carthy nas duas últimas etapas. ### O "problema" de Van Aert é ser Van Aert Cada vez estou mais convencido de que não se passa nada de errado com Wout Van Aert. Só tem um Monumento? Não ganhou o Mundial? E depois? Admito que passei o inverno a pensar que ele estava na equipa errada. A Visma não tem ligação ao ciclocrosse, há muitos galos para as clássicas e Van Aert não corre com liberdade nas grandes Voltas. Provavelmente estava sob influência das palavras de Johan Museeuw, que foi muito crítico com o corredor de Herentaals. “Van Der Poel é o favorito porque ganhou Sanremo, Roubaix e Mundial. Van Aert ganhou Sanremo, mas parou e é hora de que se concentre nas clássicas. Falta-lhe instinto assassino para ganhar, não se oferece uma Gent-Wevelgem. Van Aert está feliz de trabalhar para outros, Van Der Poel não trabalha para outros, por vezes lança Philipsen, mas é só isso. Não trabalha durante três semanas.” Johan Museeuw Créditos: SprintCyclingAgency Na Alpecin-Deceuninck não há dois líderes Foi duro o Leão da Flandres, mas não disse mentiras. Van der Poel distanciou-se do eterno rival em 2023 incrível após ganhar Mundial de ciclocrosse, Milão-Sanremo, Paris-Roubaix e Mundial de estrada. Até deu para esconder o horrível Tour de France que fez. Na Alpecin-Deceuninck não há dois líderes. Até Philipsen sabe que Van der Poel é a obra-prima que os irmãos Roodhoft protegem como o Louvre protege a Mona Lisa. A Omloop Het Nieuwsblad deu-nos Wout Van Aert em estado puro. Perante a oportunidade de discutir a vitória, analisou e deixou que fosse Jan Tratnik a ganhar. Acabou 3º e a Visma ainda meteu Laporte em 5º. Se o final fosse num teatro a plateia tinha-se levantado para aplaudir! “Com tipos como o Arnaud De Lie não estava 100 por cento seguro de poder ganhar o sprint. O ataque do Jan Tratnik foi a melhor tática. É uma vitória muito bonita. Estou muito contente por como ganhamos. Podia ter sido eu a ganhar, mas avisamos antes que tinhamos corredores diferentes para ganhar e mostramos isso mesmo.” Wout Van Aert Esta frase é ou não é o sonho de qualquer diretor desportivo? Imagino o Richard Plugge com uma lágrima no canto do olho enquanto assiste ao domínio coletivo da Visma que já na época passada colecionou triunfos no pavê. Wout Van Aert ganhou a E3 Saxo Classic Tiesj Benoot ganhou a Kuurne-Bruxelas-Kuurne Dylan van Baarle ganhou a Omloop Het Nieuwsblad Depois falharam na hora H, mas compensaram nas grandes Voltas levando as três! Créditos: Bram Berkien Maestro da estrutura que reescreve a história De certa forma a Omloop Het Nieuwsblad foi a continuação de uma tendência que já vimos na Gent-Wevelgem. Lembram-se de quando o generoso Wout fez a seleção, despachou a concorrência e rebocou o colega Christophe Laporte até à meta apenas para lhe dar a vitória? Este ciclista é brilhante, mas falta-lhe uma característica inerente às lendas: o narcisismo. Ou pensam que se chega ao topo do que quer que seja sem danos colaterais? Total empatia da minha parte. Não nasci para impor a minha presença e pelo que vejo ele também não… pelo menos não ao nível de Van der Poel, Boonen ou Museeuw. Se a questão é o legado, que melhor elogio pode receber um homem que dá tudo pela equipa do que ser recordado como maestro da estrutura que reescreve a história? Podia ser pior. Imaginem que tinha acontecido a Wout Van Aert o que aconteceu a Frederik Frison, que nem correu a Omloop Het Nieuwsblad depois de ser mordido por um cão nos toma… nas partes íntimas. Levem-nos tudo, menos as joias da coroa. ### O Gran Camiño 3ª edição- Etapa 3 A versão mais espetacular de Jonas Vingegaard anda à solta na Galiza. Segunda vitória em dois dias e geral no bolso. Ao terceiro dia de competição, mas apenas o segundo onde se disputa a geral depois da neutralização da etapa inaugural, a Visma pode respirar fundo. Jonas Vingegaard, bicampeão do Tour de France, começou a época fortíssimo tal como tinha terminado a anterior. Na Galiza já leva duas vitórias e ainda nem sequer se disputou a etapa rainha que terá final em alto. O pelotão está repleto de talento, mas a imagem que fica é de peregrinos a caminho do Monte Aloia, onde termina a prova no domingo. Se uns se sentem aliviados ao ver a catedral de Santiago de Compostela, os outros respirarão fundo no Monte Aloia depois de Vingegaard os ter posto a correr para segundo. Créditos: Sprint Cycling Agency Jonas Vingegaard deu um recital de ciclismo de ataque O terceiro dia de prova visitou a província de Ourense. Pudemos seguir o curso do rio Minho, ver as termas e sonhar com os saltos que se davam entre os dois lados da fronteira, entre Chaves e Verin. A partida foi em Xinzo de Limia, a meia hora de carro de Montalegre, terra do grande Acácio da Silva. Foram 173 km que tinham tudo para que a jornada se decidisse num sprint em grupo reduzido ou numa fuga. Os fugitivos bem tentaram, Joaquim Silva (Efapel) andou na frente, mas o dinamarquês da Visma tinha outros planos. Como se quisesse provar que também pode ser um herói do povo como Tadej Pogacar, o mais reservado Jonas Vingegaard deu um recital de ciclismo de ataque e meteu mais meio minuto aos rivais diretos. Ficam alguns dados sobre a carreira de Jonas Vingegaard: das 29 vitórias que tem, 14 foram obtidas a solo; parece ainda querer dar sequência ao que fez em 2023, já que sempre que liderou uma corrida acabou por vencer a geral (aconteceu no Tour de France, no Dauphiné, na Volta ao País Basco e no Gran Camiño). ### Apresentação do Granfondo World Series Coimbra Region - Evento único em Portugal Realizou-se esta semana, na recém-criada Torre do Centro de Alto Rendimento de Montemor-o- Velho, a apresentação oficial do evento internacional Granfondo World Series Coimbra Region by Gesfrota. Este evento que se realizará nos dias 02 e 03 de março em Coimbra e Montemor-o-Velho, marca destaque no panorama desportivo por ser um evento único na Península Ibérica, reunindo cerca de 1700 praticantes de ciclismo distribuídos entre as vertentes de contrarrelógio e granfondo. Créditos: Cabreira Solutions Apuramento para Campeonato do Mundo da Serie UCI Granfondo World Series Reconhecido como o evento mais internacional já alguma vez realizado no país, e o único que permite apuramento para o Campeonato do Mundo da Serie UCI Granfondo World Series, é realizado pela Cabreira Solutions em parceria com os municípios de Coimbra e Montemor-o-Velho. Este ano com a presença de participantes no total de 29 nacionalidades diferentes, o UCI Granfondo World Series Coimbra Region by Gesfrota não só promete elevar o nível desportivo da região e nacional, mas também promover um estilo de vida ativo e saudável. Podes ver as características deste Granfondo na nossa plataforma de eventos e inscrições. ### Omloop het Nieuwsblad - Visma muda de nome mas não o ADN A Omloop het Nieuwsblad, considerada a primeira clássica da primavera no calendário World Tour, marca o início da temporada de corridas de um dia na Europa. A Visma-Lease a Bike celebrou a sua quinta vitória da temporada e a terceira consecutiva na Omloop het Nieuwsblad, com uma prestação brilhante de Jan Tratnik, que concretizou na linha de meta o domínio absoluto da formação holandesa. Emocionante como uma clássica deve de ser, o desfecho começou a desenhar-se a cerca de 130 km da meta, quando um grupo inicial de 23 ciclistas se destacou do pelotão principal. Foi neste momento que a poderosa equipa liderada por Richard Plugge começou a executar o seu plano com cinco elementos na frente, a Visma-Lease a Bike detinha uma vantagem numérica e qualitativa, apesar da perseguição de outras equipas como a Lidl-Trek e a Ineos-Grenadiers, que também estavam bem representadas na fuga. Antes da emblemática subida do Kapelmuur, Jorgenson surgiu e até sonhou com a vitória. Com tanto talento que tinham à disposição a equipa foi lançando um por um à medida que a corrida se desenrolava. https://twitter.com/OmloopHNB/status/1761397024287555929 Com Wout Van Aert, Christophe Laporte e Matteo Jorgenson, entre outros, nos grupos da frente, acabou por ser Jan Tratnik, que apesar de não se encontrar inicialmente na frente da corrida, a conseguir a vitória. A UAE Team Emirates foi a equipa que "bateu o pé" à poderosa Visma-Lease a Bike, respondendo com um ataque poderoso que resultou na captura de Jorgenson, virando por momentos um desfecho que seria inevitável. Nos últimos 10 quilómetros a Visma continuou a tentar com vários ciclistas, mas foi Nils Politt (UAE Team Emirates) quem conseguiu sair do grupo levando com ele Tratnik, que passou de estar escondido para se mostrar na altura chave da corrida, seguindo a roda do adversário. Nenhuma equipa conseguiu organizar-se para tentar travar o avanço de Tratnik e Politt, o homem da Visma-Lease a Bike soube esperar o momento certo e lançou o sprint na altura adequada para cruzar a minha de meta em primeiro lugar, conquistando assim a primeira vitória da temporada e, segundo ele, a melhor da sua carreira (não obstante uma vitória de etapa no Giro de Itália). https://twitter.com/eurosport/status/1761406677834706949 António Morgado foi o melhor português, trabalhou arduamente para a equipa e finalizou no 25.º posto. TOP 10 POS.CICLISTA | EQUIPATEMPO01TRATNIK Jan Team Visma | Lease a Bike04:31:2702POLITT Nils UAE Team Emirates+ 0303VAN AERT Wout Team Visma | Lease a Bike+ 0804NAESEN Oliver Decathlon AG2R La Mondiale+ 0805LAPORTE Christophe Team Visma | Lease a Bike+ 0806REX Laurenz Intermarché-Wanty+ 0807STUYVEN Jasper Lidl-Trek+ 0808PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 0809TRENTIN Matteo Tudor Pro Cycling Team+ 0810DE LIE Arnaud Lotto Dstny+ 08 ### A Specialized Tarmac S-Works SL8 de Remco Evenepoel Neste vídeo mostramos os pormenores da S-Works Tarmac SL8 de Remco Evenepoel. Ciclista e bicicleta estiveram recentemente em Portugal e venceram a Figueira Champions Classic e Volta ao Algarve. Todo o quadro da bicicleta foi aligeirado em relação à versão anterior (Tarmac SL7), o novo guiador é de uma só peça, em vez de duas, o trabalho aerodinâmico recaiu praticamente todo na parte frontal da bicicleta, tornando-a mais leve, maneável e mais escaladora. Também se podem observar pormenores como o espigão de selim com "zero offset", ou outros pormenores de personalização da pintura alusivos ao campeão belga. Luís Beltrão explica tudo no vídeo. Vídeo https://youtu.be/36C1SfHhzmA?si=Q_LnL0KF3_qO6wrG Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O Gran Camiño 3ª edição- Etapa 2 Na média montanha Jonas Vingegaard marcou diferenças para os rivais diretos e lidera O Gran Camiño. Rúben Guerreiro é 6º na geral. Jonas Vingegaard tardou um dia a mostrar que 2024 tem tudo para ser parecido com 2023. Na média montanha marcou diferenças para os rivais diretos e lidera O Gran Camiño. É o protótipo dos campeões modernos: logo na primeira corrida da época aparece com uma condição física suprema, mesmo após quatro horas à chuva e com temperaturas gélidas. A primeira de duas jornadas sinuosas apresentou 151 km e um acumulado a rondar 3000 m de desnível positivo. As estradas da província de Lugo estiveram molhadas, difíceis, nada que impedisse o bicampeão do Tour de France de mostrar que é o favorito a renovar o título no Gran Camiño. Créditos: Sprint Cycling Agency Até a chuva parou para apreciarmos a paisagem Em plena Ribeira Sacra, zona que tem a maior concentração de mosteiros românicos da Europa, começamos por ter uma fuga de 12 elementos. Frederico Figueiredo (Sabgal-Anicolor) e Tiago Antunes (Efapel) fizeram parte do grupo e marcaram pontos para a classificação da montanha. O dia foi tão duro e tão frio que os portugueses pagaram a falta de ritmo competitivo. O melhor acabou por ser Frederico Figueiredo que chegou a 6:24 e único entre as Continentais nacionais a fechar nos 40 primeiros. A decisão ficou para a dupla passagem no Alto de San Pedro de Líncora, passado a 29 e 2,9 km da meta. Subida linda, com 5 km a 6 % de média, rodeada de socalcos e de um verde tão natural que até a chuva parou para apreciarmos a paisagem. Créditos: Sprint Cycling Agency Vingegaard ligou o turbo Alcançados os últimos fugitivos, a Visma acelerou na última passagem e Vingegaard ligou o turbo. Egan Bernal e Jefferson Cepeda ainda o seguiram uns minutos, mas à segunda o dinamarquês foi embora e só parou na meta. Após a deceção do contrarrelógio inaugural, cujos tempos de nada serviram para a geral individual, a camisola amarela encontrou um dono à altura. Está claro quem é o melhor, mas no ciclismo nem sempre vence o melhor. Aguardemos pelas próximas duas etapas, Jonas Vingegaard tem meio minuto para gerir. Na escalada ao Monte Aloia, no próximo domingo, pode por a cereja no topo do bolo . ### O Gran Camiño 3ª edição- Etapa 1 Josh Tarling varreu a concorrência no contrarrelógio de abertura da corrida galega. Tempos não contaram para a classificação geral. Início em falso da 3ª edição do Gran Camiño, prova organizada pelo antigo ciclista Ezequiel Mosquera. O vento forte levou à neutralização dos tempos, fator que tirou o sal e a pimenta à etapa de abertura. Muitos corredores optaram por não ir a fundo, como o campeão em título Jonas Vingegaard. A situação atípica impede tecer quaisquer opiniões quanto ao estado de forma do vencedor do Tour de France. A jornada foi ganha pelo campeão europeu e britânico de contrarrelógio. Josh Tarling (Ineos Grenadiers) colocou Darren Raferty (EF Education) a 42 segundos e Pablo Castrillo (Kern Pharma) a 48 segundos. Créditos: Sprint Cycling Agency Correr para o show off Para os atletas que se empenharam foi correr para o show off e para os patrocinadores. Houve vento forte de manhã, mas as previsões de tempo seco e menos vento para a tarde cumpriram-se. A etapa não só não contará como vitória oficial, como nem terá pontos UCI atribuídos. Uma situação difícil de entender perante o razoável clima à hora da corrida. O melhor português foi Rúben Guerreiro (Movistar) na 20ª posição. Já Rafael Reis (Sabgal-Anicolor) acabou 26º e foi o mais rápido dos representantes das quatro equipas nacionais em prova. Para saber mais acerca das equipas portuguesas consultem o Guia TopCycling. Créditos: Kike Abelleira ### Omloop Het Nieuwsblad marca o arranque das clássicas - Antevisão Está aí à porta o Fim de Semana de Abertura das clássicas, um dos fins de semanas do ano mais aguardados pelos fãs de corridas de um dia. Como é habitual corre-se no sábado (24) a Omloop Het Nieuwsblad e no domingo (25) a Kuurne-Brussels-Kuurne. Omloop Het Nieuwsblad A Omloop Het Nieuwsblad é uma corrida de um dia realizada na Bélgica e é a primeira corrida do WorldTour a ser realizada na Europa. A primeira edição para os homens correu-se em 1945 e tornou-se a abertura da época das clássicas da Flandres. A corrida feminina é bem mais recente e teve a primeira edição em 2006. Com início em Ghent e fim em Ninove, o percurso percorre as colinas das Ardenas flamengas e inclui as icónicas ruas empedradas da Bélgica. Enquanto as corridas que tivemos na Austrália e no Médio Oriente se fizeram com temperaturas agradáveis, os corredores enfrentam agora condições de vento e chuva, terríveis para quem as corre, mas ótimas para quem vê no sofá.  História Esta corrida com enorme história tem três ciclistas belgas como recordistas de vitórias: Ernest Sterckx (1952, 1953 e 1956), Joseph Bruyère (1974, 1975 e 1980) e Peter Van Petegem (1997, 1998 2002). Ian Stannard é único não belga a ganhar a corrida por mais que uma vez. Venceu em 2014 e em 2015 na mítica corrida contra três ciclistas da Etixx-Quickstep - Tom Boonen, Niki Terpstra e Stijn Vandenbergh. https://twitter.com/opaisdociclismo/status/1598467552900173829 Mais recentemente a Team Visma Lease a Bike venceu as últimas duas edições com Van Aert em 2022 e Van Baarle no ano passado. Uma curiosidade: nunca o vencedor da Het Nieuwsblad venceu a Volta à Flandres no mesmo ano. Já da Kuurne saíram quatro campeões da Ronde: 2000 Andrei Tchmil (Lotto) 1989 Edwig Van Hooydonck (Superconfex) 1983 Jan Raas (TI-Raleigh) 1963 Noel Foré (Flandria-Faema) Van Aert vs. De Lie - Primeiro assalto Na Bélgica debate-se sobre o confronto entre os belgas Wout Van Aert e Arnaud de Lie. De recordar que Van Aert já venceu a Omloop e De Lie fez uma excelente corrida em 2023 onde acabou no segundo lugar.  Créditos: Facepeeters Na categoria feminina há varias ciclistas com duas vitórias. A última a conseguir este feito foi Van Vleuten em 2020 e 2022. A ela juntam-se Suzanne de Goede (2006 e 2009), Emma Johansson (2010 e 2011) e Anna van der Breggen (2015 e 2021). A vencedora do ano passado foi Lotte Kopecky, que se tornou a primeira belga a ganhar a prova.  Créditos: Dario Belingheri/Getty Images A corrida masculina tem um percurso muito parecido ao do ano passado, 202 km com 12 subidas e nove setores de pavê.  A prova feminina vai ter oito subidas e cinco setores de pavê perfazendo um total de 127 km. Kuurne-Bruxelas-Kuurne  No dia seguinte à Omloop corre-se a Kuurne-Brussels-Kuurne. O perfil é mais plano e acessível em termos de subidas e pavê, o que a torna numa corrida que os sprinters aspiram a discutir.  História A primeira edição masculina remonta a 1946 e não há corrida feminina. Em alternativa as mulheres correm no mesmo domingo a Omloop van het Hageland. O ciclista com mais vitórias é o lendário Tom Boonen com três. No ano passado foi Tiesj Benoot que venceu a prova, dando a vitória à Bélgica ao fim de sete anos.  A Kuurne-Bruxelas-Kuurne deste ano tem uma distância de 196km num percurso que, apesar de mais acessível que a OHN, também é composto por íngremes subidas e setores de pavê. Oliveira e Morgado presentes A Visma Lease a Bike vai-se apresentar com uma equipa muito forte e com quatro ou cinco ciclistas capazes de vencer. Outros nomes a ter em conta são Julian Alaphilippe, Matej Mohoric, Tom Pidcock, Arnaud de Lie, Jasper Philipsen, Jasper Stuyven, Biniam Girmay, Stefan Kung e Oier Lazkano. Gruber Images No lado feminino, a SD Worx tem que ser considerada favorita depois de ter dominado este calendário na época passada. A campeã mundial Lotte Kopecky liderará a SD Works. Outras ciclistas a ter em conta são Emma Norsgaard, Christina Schweinberger, Lizzie Deignan, Elise Chabbey, Anna Henderson, Marianne Vos, Elisa Longo Borghini ou Sofia Bertizzolo.  Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Portugal estará representado pelo Rui Oliveira, já com experiência e sempre forte nestas clássicas. Também as correrá António Morgado que irá testar as pernas em provas deste gabarito. Com a chuva e vento que quase sempre aparecem nos dias da corrida, é sempre difícil de prever e controlar estas provas, o que aumenta a imprevisibilidade e o interesse nelas. Começa assim a época de corridas de um dia, com o Fim de Semana de Abertura. A título de curiosidade, nunca nenhum ciclista ganhou estas duas provas no mesmo fim de semana.  Esta época de clássicas do pavê culmina no Paris-Roubaix que este ano se corre no dia 7 de abril.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### BTT - XCO Banyoles volta a reunir os melhores do mundo Depois de Chelva, a pré-temporada do Cross-Country olímpico (XCO) continua a destacar-se em Espanha, com a chegada de uma prova que há muito é uma referência no calendário internacional, a Shimano Super Cup Massi Banyoles 2024 realiza-se dia 25 de fevereiro e reunirá os melhores atletas de XCO do mundo. Com uma tradição de 23 anos, a prova de Banyoles é considerada a "catedral" do mountain bike nesta fase da temporada, atraindo os melhores ciclistas da modalidade. Esta competição também assume um papel crucial na distribuição de pontos para a obtenção dos últimos lugares olímpicos, aumentando ainda mais a expectativa em torno do pelotão presente. Na lista de participantes femininas destacam-se nomes sonantes como Pauline Ferrand-Prevot, campeã do mundo, Jolanda Neff, medalha de ouro olímpica, Evie Richards, ex-campeã do mundo, Sina Frei e as portuguesas Ana Santos e Raquel Queirós. Entre a lista de participantes masculinos estão o tri-campeão do mundo de ciclismo de estrada Peter Sagan, Luca Schwarzbauer, Victor Koretzky, Vlad Dascalu, David Valero, Thomas Griot ou Sam Gaze, entre tantos outros grandes atletas, prometendo ser uma competição renhida e emocionante. Créditos: Javier Martínez de la Puente/Zubiko Photography Portugal com oito jovens pela seleção nacional A Seleção Nacional de cross country olímpico (XCO) compete com oito corredores sub-23 e juniores na etapa de Banyoles. O selecionador nacional, Pedro Vigário, chamou cinco corredores sub-23 e três juniores para este compromisso.  Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Os Sub-23 são Diogo Neves, Guilherme Barros e Rafael Sousa (Guilhabreu MTB), João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) e Ana Santos (Guilhabreu MTB), enquanto que os juniores são Duarte Galvão (Triumtermica/Águias de Alpiarça), João Fonseca (Clube BTT Matosinhos) e Beatriz Guerra (Guilhabreu MTB). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jonas Vingegaard versão 2024 - Inicia temporada esta semana Jonas Vingegaard vai começar a sua época no Gran Camiño já esta quinta-feira (22/02). A prova espanhola estende-se até domingo (25/02) e é composta por quatro dias de corrida. O dinamarquês da Visma Lease a Bike, vai tentar defender o título alcançado no ano passado e terá o apoio, entre outros, do recém-chegado Cian Uijtdebroeks. Com a época de sucesso que teve em 2023, Vingegaard, que dominou o Tour e foi distinguido com o prémio Vélo D'Or, também começou a sua época no Gran Camiño. Vingegaard - "O objetivo para este ano é claro" Créditos: Bram Berkien Na corrida do ano passado, o ciclista dinamarquês ganhou três etapas e a classificação geral: "Gostei muito da corrida em Espanha no ano passado, onde ganhei três etapas e a classificação geral quando comecei a época. É sempre bom regressar como atual vencedor. O objetivo para este ano é claro, vamos tentar defender o meu título." Disse o ciclista ao site oficial da equipa. Robert Wagner diretor desportivo da equipa, explicou a escolha desta prova, para Vingegaard iniciar a sua temporada: "Depois da corrida em Espanha, corre o Tirreno - Adriático e a Volta ao País Basco. O Gran Camiño é então a preparação ideal para fazer os quilómetros necessários após um período de treino em altitude. Para além disso, começa com um contrarrelógio, que também estará presente em Nice, no final da Volta a França". Uijtdebroeks estreia-se pela nova equipa Créditos: Bram Berkien Ao lado de Vingegaard estarão os recém-chegados Cian Uijtdebroeks e Ben Tulett, aos quais se juntam Johannes Staune-Mittet e o experiente Wilco Kelderman. Menno Huising (19 anos) e Tijmen Graat (21 anos), ciclistas da equipa de desenvolvimento, também estarão presentes na prova e vão-se estrear de amarelo e preto: "É uma escolha muito consciente permitir que os jovens ciclistas se habituem ao nível deste tipo de corridas. Isso enquadra-se perfeitamente na filosofia da equipa", afirmou Wagner. Novo nome, mesma atitude vencedora Jonas Vingegaard, adotou recentemente o apelido da sua mulher depois do casamento, e chama-se agora Jonas Vingegaard Hansen - anteriormente era Jonas Vingegaard Rasmussen. O novo nome até já foi atualizado no site oficial da UCI. Muda o nome mas a vontade de ganhar é a mesma e Vingegaard está prestes a fazer os primeiros quilómetros de corrida do ano: "Os últimos meses foram dedicados aos campos de treino. Correu tudo muito bem. Em Tenerife, demos os últimos retoques antes do início da época. Depois de uma excelente estadia em Espanha, estou ansioso por começar a correr aqui." Guerreiro e quatro equipas portuguesas em Espanha Ruben Guerreiro que fez um excelente terceiro lugar no ano passado, vai estar novamente à partida no Gran Camiño pela Movistar, equipa de Nairo Quintana, que teve de adiar o seu regresso à competição na Europa devido à Covid-19. Créditos: Movistar Team Quatro equipas continentais portuguesas vão também competir no Gran Camiño. São elas a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, APHotels & Resorts / Tavira / SC Farense, Efapel Cycling e a Sabgal / Anicolor.  Créditos: TopCycling Outros nomes importantes que estão na startlist provisória e que terão uma palavra a dizer nesta prova que se corre na Galiza são Egan Bernal, David Gaudu, Lenny Martínez, Joshua Tarling, Carlos Rodríguez ou Richard Carapaz.  O percurso deste ano inicia-se com um contrarrelógio de 14,8 km em Torre de Hércules. A corrida segue depois para três etapas nas encostas íngremes, culminando em Pontevedra com uma dupla subida do Monte Aloia no Parque Natural de Tui. Horários das transmissões no Eurosport: QUINTA-FEIRA, 22 DE FEVEREIRO: ETAPA 1 – 14:30H – 16:30H  SEXTA-FEIRA, 23 DE FEVEREIRO: ETAPA 2 – 14:30H – 16:30H  SÁBADO, 24 DE FEVEREIRO: ETAPA 3 – 14:30H – 16:30H  DOMINGO, 25 DE FEVEREIRO: ETAPA 4 – 12:30H – 14:30H  ### Cinco talentos made in Portugal O que têm em comum Oier Lazkano, James Whelan, Phil Bauhaus, Simon Gerrans e Romans Vainsteins? Todos fizeram escala em Portugal rumo ao WorldTour. Há tempos estive com Tom Steels a recordar histórias dos anos 90. Portugal sempre foi terreno de caça para corredores de topo mundial e o diretor da Quick-Step não foi exceção. Após comentar a vitória de Oier Lazkano na clássica de Jaén pensei: "Porque não recordar outros craques estrangeiros que lançaram as carreiras em Portugal?" Alejandro Valverde, por exemplo, ganhou duas etapas no Troféu Joaquim Agostinho sendo neo-pro. Tadej Pogacar estreou-se a ganhar no Alto da Fóia, enquanto Sérgio Higuita ganhou no Malhão. Outro trampolim tem sido a Volta ao Alentejo. Juan Sebastian Molano venceu duas etapas ao sprint, enquanto Jasper Stuyven e Enric Mas levaram a geral. Aqui vão mais cinco talentos made in Portugal. Oier Lazkano com Bastien Tronchon (Decathlon Ag2r) e Jan Tratnik (Visma Lease a Bike).Créditos: Álvaro García Herrero Oier Lazkano Etapa 3 da Volta a Portugal de 20202: um jovem basco da Caja Rural resiste na fuga e ganha o braço de ferro ao pelotão em Viseu. Surpresa porque Oier Lazkano não tinha qualquer vitória em profissionais. Em Viseu fez-se ciclista, mas algo mais quando na Boucles de la Mayenne fez uma 1ª etapa agressiva tirando a amarela a Ivo Oliveira que liderava desde o prólogo. Depois geriu até à vitória final. Em 2024 começou forte: entrou na fuga da Clássica de Jaén a 95 km da meta, descarregou os colegas e fez a solo os 15 km finais. Entrou triunfal na meta com o maillot de campeão espanhol e conquistou a azeitona de ouro. No entanto, pela exibição que fez merecia uma estátua no centro de Úbeda. https://twitter.com/JiimmyWhelan/status/1656193306336870406 James Whelan Etapa 9 da Volta a Portugal de 2023: subida à Senhora da Graça via Mondim de Basto, 8,4 km de pura agonia no penúltimo dia de competição. As diferenças na geral eram curtas. A Glassdrive-Q8-Anicolor queria levar Artem Nych à liderança, mas o russo cedeu. Entrou em ação o plano B da equipa de Rúben Pereira: James Whelan ataca na fuga e dá à Austrália o primeiro triunfo na Volta à Portugal desde 2016 (Will Clarke em Macedo de Cavaleiros). O australiano é um talento a correr abaixo do seu nível. Ex-vencedor da Volta à Flandres sub-23, três épocas na EF Education First no WorldTour e participação no Giro de Itália. Lesões e azares levaram Jimmy à Bridgelane, mas os problemas físicos continuaram e assim chegou a Portugal em 2023. Aos 27 anos, mostrou na Senhora da Graça ter pernas para mais e reconquistou um lugar no pelotão profissional com a suíça Q36.5. Phil Bauhaus deu nas vistas na Volta a Portugal de 2014.Créditos: Charly López Phil Bauhaus Ao longo da história da Volta a Portugal foram vários os sprinters de categoria internacional que venceram etapas. Em anos recentes o nível das equipas acompanhou a categoria do evento. A passagem de 2.HC (em 2009) para 2.1 afastou as super estruturas, mas abriu portas a projetos interessantes como o da Stolting. Na edição de 2014 a formação germânica surpreendeu apresentando um sprinter que dominou a Volta. Phil Bauhaus tinha ganho uma etapa na Volta à Bulgária e era um sub-23 promissor. Em juniores tinha sido top 15 no Europeu e no Mundial e encontrou na Stolting uma geração de ouro que em 2014 andou muito. Nils Pollit foi campeão alemão de contrarrelógio em elites e Max Walscheid fez o mesmo em sub-23. Bauhaus começou por vencer na Maia e fechou em grande em Castelo Branco. No ano seguinte passou a profissional na Bora – onde coincidiu com José Mendes – e depois pela Sunweb. O êxito inequívoco só chegou ao serviço da Bahrain, pela qual somou 14 das 20 vitórias que tem no palmarés. Créditos: ASO/B. McBeard Simon Gerrans Na vida de Simon Gerrans a passagem por Portugal não ocupará mais do que meia dúzia de páginas. Não correu a Volta a Portugal, não ganhou por cá, mas por ter uma história curiosa é a exceção nesta lista. O australiano deu as primeiras pedaladas aos 17 depois de crescer no motocrosse. Uma lesão levou-o a procurar uma bicicleta e o vizinho Phil Anderson, o primeiro não-europeu a vestir a amarela do Tour de France, foi o bom samaritano. Aos 19 veio para a Europa estagiar primeiro na norueguesa Ringerike e depois na Carvalhelhos-Boavista. Pelo Boavista só fez a Volta à França do Futuro – nesse ano corrida por equipas comerciais, seleções e aberta a atletas sub-26 anos. Alinhou com Gustavo César Veloso, Gustavo Dominguez, Danail Petrov (ex-Tavira), José Rodrigues e o também aussie Ben Day. Foi uma passagem efémera, que não deixou marca no ciclismo português a não ser pela carreira que veio a fazer. Gerrans foi o primeiro australiano a vencer etapas nas três grandes Voltas. Também ganhou a Milão-Sanremo e a Liège-Bastogne-Liège. Após um curso de reconversão de carreiras na Goldman Sachs, coordena a Service Course – empresa que vende bicicletas, roupa, viagens, entre outras áreas de negócio ligadas ao ciclismo. https://www.youtube.com/watch?v=0-_QW6bHgXw Romans Vainsteins O único letão campeão mundial de estrada foi dos sprinters mais espetaculares que vieram ao nosso país. Foram dois anos de paixão por Portugal que o atleta da Vini Caldirola que começaram com a vitória no GP Jornal de Notícias (1998) e culminaram na conquista da etapa de Matosinhos na Volta a Portugal (1999). Essa edição da Volta terminou na cidade que converteu antigas fábricas de conservas em empreendimentos luxuosos. Vainsteins foi lançado por Andrej Hauptman, o melhor ciclista esloveno da história até aparecerem Pogacar e Roglic. Em 1997 fizeram faísca os sprints com Fabrizio Guidi (Scrigno-Gaerne), Cândido Barbosa (Maia-CIN) e Jan Svorada (Mapei). No ano seguinte voltou o checo Svorada (etapas em Sevilha e Beja) e o duelo foi com Jeremy Hunt (Banesto – etapas na Póvoa de Varzim e em Lisboa). Na era dos italianos foram vários os que se estrearam a ganhar em Portugal na primeira metade dos anos 90: Stefano Zanini (Portalegre, 1992) e Giuseppe Guerini (Abrantes, 1994) são bons exemplos. ### 50.ª Volta ao Algarve - Etapa 5 A quinta e última etapa da Volta ao Algarve de 2024, ligou Faro ao Alto do Malhão, numa distância de 165 km. Num percurso duro e que prometia espetáculo, a etapa não desapontou, com ataques de favoritos e uma subida final muito disputada. Van Aert e Ben Healy ao ataque https://twitter.com/EFprocycling/status/1759244500508041416 A fuga do dia demorou a formar-se mas a 90 km. do fim, 20 ciclistas conseguiram distanciar-se e ganhar uma vantagem de 3 minutos sobre o pelotão. Van Aert e Ben Healy atacaram do pelotão quando faltavam 40 km. alcançando Hagenes que desceu da fuga e os ajudou a chegarem aos fugitivos.  A primeira subida ao Malhão fez-se a um ritmo altíssimo, quer na fuga quer no pelotão. Healy e Van Aert chegaram sozinhos na primeira passagem pelo Malhão. Leemreize seguiu com eles e os três iniciaram a última ascensão à subida final com uma vantagem de 15 segundos para o grupo dos favoritos. Mal começaram as primeiras rampas a Bora-Hansgrohe impôs ritmo e rapidamente alcançou os três fugitivos.  Martínez faz a dobradinha e Remco vence classificação final Créditos: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency A subida fez-se a um ritmo muito elevado e com muitos ataques. Scaroni e Kuss tentaram a sua sorte mas foi Evenepoel, quem já mais perto do final da subida, lançou o derradeiro ataque. Foi prontamente seguido por Martínez e Pidcock mas tal como aconteceu na Fóia, Daniel Martinez levou a melhor sobre Remco e venceu a etapa. Remco foi segundo e Pidcock ficou com o terceiro lugar.  Com este segundo lugar Remco Evenepoel vence pela terceira vez a Volta ao Algarve, igualando Belmiro Silva no recorde de vitórias. Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Morgado top 10 e vencedor da Classificação da Juventude António Morgado partiu para a última etapa desta volta ao Algarve a 5 segundos da liderança da Classificação da Juventude. Um problema mecânico fez Magnus Sheffield, que vestia de branco no início da etapa, descolar do pelotão. O ciclista americano nunca conseguiu reentrar.  Morgado conseguiu manter-se no grupo dos favoritos até 2 km. do final. Apesar de ter descolado nunca perdeu os favoritos de vista, tendo feito uma enorme subida , vencendo a Classificação Geral da Juventude e alcançando um top 10 na classificação final. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1759258931065471108 Top 10 da etapa: PosiçãoCiclistaTempo1 MARTÍNEZ Daniel Felipe3:55:352 EVENEPOEL Remco,,3 PIDCOCK Thomas0:034 SCARONI Christian0:075 TRATNIK Jan,,6 KUSS Sepp,,7 GEOGHEGAN HART Tao0:168 HEALY Ben,,9 ARENSMAN Thymen,,10 MORGADO António0:24 Classificação geral final: PosiçãoCiclistaTempo1 EVENEPOEL Remco18:45:532 MARTÍNEZ Daniel Felipe0:433 TRATNIK Jan1:214 HEALY Ben1:425 ARENSMAN Thymen1:456 PIDCOCK Thomas1:497 VAN AERT Wout1:578 KUSS Sepp1:599 KÜNG Stefan2:0610 MORGADO António2:09 ### 50.ª Volta ao Algarve - Etapa 4 Na quarta etapa da Volta ao Algarve correu-se um contrarrelógio em Albufeira. Um percurso ondulado e de 22 km. dava oportunidade aos especialistas de se destacarem e ganhar tempo e posições na classificação geral. Isaac del Toro melhor que Ganna https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1758883493868626045 Durante o desenrolar da etapa, vários corredores ocuparam a cadeira destinada ao melhor tempo. Edward Theuns, Julien Vermote e Aethur Kluckers foram quem aqueceu a cadeira antes dos favoritos e melhor classificados começarem a ir à estrada. Isaac del Toro foi o primeiro a baixar dos 28 min. e assumiu a liderança do contrarrelógio. O ciclista mexicano da UAE Team Emirates fez um tempo de 27:46 min. e confirmou a excelente forma física que trouxe da Austrália. Começavam a sair os verdadeiros especialistas e favoritos à vitória da quarta etapa. Filippo Ganna da INEOS Grenadiers, detentor do recorde da hora e um dos favoritos à vitória de hoje, não foi além de um sexto lugar. Foi o seu colega de equipa Magnus Sheffield que ficou com o melhor tempo, ao retirar 21 segundos à prestação de Isaac del Toro. Evenepoel novo Camisola Amarela Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Remco Evenepoel era um dos grandes favoritos à vitória de hoje e mostrou o porquê de vestir as cores do arco-íris. O ciclista belga começou por fazer o melhor tempo nos dois pontos intermédios e confirmou a sua vitória na etapa, ao fazer os 22km. em 27:09 min. relegando Sheffield para a segunda posição. Stefan Kung precisou de mais 29 segundos que Evenepoel e ficou com o terceiro lugar da etapa. Daniel Martínez ficou-se pelo 8.º lugar, perdendo 52 segundos, e entregou a camisola amarela a Evenepoel que tem agora 47 segundos de vantagem para o ciclista colombiano. Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Morgado melhor português António Morgado foi o melhor português e acabou o contrarrelógio de Albufeira na 15.ª posição a 1:13 min. do vencedor. O ciclista português foi ultrapassado por Magnus Sheffield na classificação da juventude, estando a apenas 5 segundos do corredor americano. Top 10 da etapa: PosiçãoCiclistaTempo1 EVENEPOEL Remco0:27:092 SHEFFIELD Magnus0:163 KÜNG Stefan0:294 DEL TORO Isaac0:375 CATTANEO Mattia0:466 GANNA Filippo0:477 HEALY Ben0:488 MARTÍNEZ Daniel Felipe0:519 HERREGODTS Rune0:5810 TRATNIK Jan,, Classificação Geral: PosiçãoCiclistaTempo1 EVENEPOEL Remco14:50:242 MARTÍNEZ Daniel Felipe0:473 TRATNIK Jan1:124 VAN AERT Wout1:185 KÜNG Stefan,,6 HEALY Ben1:207 ARENSMAN Thymen1:238 SHEFFIELD Magnus1:349 MORGADO António1:3910 PIDCOCK Thomas1:44 Próxima etapa: ### 50.ª Volta ao Algarve - Etapa 3 A terceira etapa da Volta ao Algarve, ligou Vila Real de Santo António a Tavira, numa distância de 192km. Na última etapa destinada aos sprinters, Wout Van Aert foi o mais rápido alcançando a primeira vitória da época na estrada. Rui Oliveira esteve em excelente plano alcançando o segundo lugar.  Desenrolar da etapa Créditos: João Fonseca Photographer Esta foi uma típica etapa de sprint, com uma fuga composta por sete elementos a formar-se cedo. Os sete ciclistas fugitivos conseguiram uma distância de cinco minutos antes das equipas dos sprinters começarem a meter ritmo e a encurtar a distância.  A 80 km. da meta, Rui Costa viu-se envolvido numa queda que levou ao chão vários corredores. O ciclista português foi transportado para o hospital com o braço direito ligado, e viu-se assim obrigado a desistir da Volta ao Algarve. A EF Education-Easy Post, equipa do português, confirmou depois, que Rui Costa fraturou a clavícula e a omoplata. Van Aert vence em Tavira Créditos: João Fonseca Photographer Depois de alcançada a fuga a 12 km. do fim, os comboios começaram a formar-se e a elevar o ritmo em direção a Tavira. Uma nova queda já a poucas centenas de metros da meta partiu a frente do pelotão, reduzindo o número de ciclistas que ficaram em posição para discutir a etapa. Van Aert foi o mais forte no sprint vencendo pela primeira vez esta temporada na estrada. Rui Oliveira fez segundo e esteve muito perto de se estrear a vencer como profissional. Marius Mayrhofer fechou o pódio com o terceiro lugar. https://twitter.com/VoltAlgarve/status/1758550011720208783 Martínez segue líder para o contrarrelógio Daniel Martínez manteve a camisola amarela e segue de amarelo para o contrarrelógio. O português António Morgado também manteve a camisola branca, e segue assim líder da juventude. Top 10 da etapa: PosiçãoCiclistaTempo1 VAN AERT Wout4:50:572 OLIVEIRA Rui,,3 MAYRHOFER Marius,,4 THIJSSEN Gerben,,5 BISSEGGER Stefan,,6 TILLER Rasmus,,7 STUYVEN Jasper,,8 CORT Magnus,,9 FEDOROV Yevgeniy,,10 MESA Santiago,, Classificação geral: PosiçãoCiclistaTempo1 MARTÍNEZ Daniel Felipe14:23:112 EVENEPOEL Remco0:043 KUSS Sepp0:124 TRATNIK Jan0:165 TRATNIK Jan0:186 PIDCOCK Thomas,,7 GEOGHEGAN HART Tao,,8 VAN AERT Wout0:229 ARENSMAN Thymen0:2310 LANDA Mikel,, Próxima etapa: ### António Morgado em entrevista ao TopCycling Luís Beltrão e Gonçalo Moreira em conversa com António Morgado antes da Figueira Champions Classic 2024. Falamos sobre a chegada ao World Tour, a equipa UAE Team Emirates, mas também sobre ciclismo, treino, bicicletas, hobbies, música e ... luta. Toda a entrevista no vídeo seguinte. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=LT_mmNe5E6E&t= ### Afonso Eulálio na montra mundial Afonso Eulálio fez duas épocas de grande nível pela ABTF-Feirense e pela seleção nacional. O que quer em 2024 e para onde aponta no futuro? Afonso Eulálio, corredor da ABTF-Feirense, é natural de Ferreira a Nova, freguesia da Figueira da Foz. A cidade foi epicentro do ciclismo mundial com a disputa da 2ª edição da Figueira Champions/Casino da Figueira. O filho da terra não fez a preparação que gostaria, mas deu a cara e foi à luta integrando a fuga do dia. Aos 22 anos, poucas coisas motivam mais Afonso Eulálio do que medir-se perante os grandes do pelotão WorldTour. O sonho é dar o salto para poder correr mais provas desta categoria. “É muito bom para o ciclismo português ter uma corrida deste nível e que traga as melhores equipas e ciclistas do mundo. Sendo ela nas estradas em que cresci e treinei é incrível! Queria fechar top 10, mas com o percalço que tive no mês de dezembro não posso meter um lugar desses na mesa. Um dos pontos chaves nesta corrida será a colocação devido ao circuito final com 2 subidas duras e descidas algo rápido e técnicas que alongam muito o pelotão.” Afonso Eulálio ao TopCycling. Créditos: João Fonseca Photographer Emigrar está na agenda O percalço foi… atirar um sofá pela janela e um jeito mal dado a fazer uma mudança. Sim, os ciclistas da era dos ganhos marginais também se magoam em gestos banais. Para o figueirense o caminho até à elite não foi clássico. Só no segundo ano de juniores experimentou a vertente de estrada depois de uma vida no BTT. Progrediu rapidamente e emigrar está na agenda, mas sem pressa. Afonso Eulálio já está na montra internacional graças ao rendimento ao serviço de Portugal.  “O ano do salto foi 2022 porque fui campeão nacional. Em 2023 foi a continuação de todo o trabalho que vinha a realizar. Foi incrível poder representar a seleção, comecei a ganhar confiança e tive ótimos resultados no resto da época.” As provas da Taça das Nações sub-23 são duras, o ritmo é forte e os que ainda não estão em equipas profissionais dão tudo para se posicionarem perante os olheiros. Portugal foi ao Orlen Grand Prix (António Morgado foi 6º) e à Corrida da Paz (Afonso Eulálio foi 7º, a melhor prestação de sempre de um português). “Na Polónia fomos com o Morgado e nunca pensei em correr para fazer o meu lugar nem acreditava muito no meu potencial. Comecei a acreditar na última etapa onde ataquei na fase inicial com o Morgado e endureci uma das últimas subidas para passar um grupo mais restrito. Fiz 5º e o Morgado venceu e foi muito importante para mim. Na República Checa ia cheio de confiança, tive uma avaria no prólogo e deram-me o tempo do último, mas na etapa mais dura senti-me super bem e nas últimas dificuldades estive na luta pela vitória da quase até ao risco.” Créditos: João Fonseca Photographer Uma escolha difícil Faltou fechar a etapa sub-23 com a cereja no topo do bolo:  a Volta a França do Futuro. A coincidência de datas com a Volta a Portugal obrigou a uma escolha difícil, mas a lealdade à equipa de Joaquim Andrade falou mais alto. A segunda participação de Afonso Eulálio saldou-se com um 2º posto na Juventude e um 19º na geral individual. No plano coletivo, o trabalho do figueirense ajudou António Carvalho a fechar no pódio. “Foram circunstâncias diferentes. Em 2022 trabalhava no início da etapa e abria para descansar para o dia seguinte. No ano passado a ideia era ser o braço direito do António Carvalho. Na etapa da Torre vesti a camisola da juventude e gostaria de a ter trazido para casa, mas lembro-me de ter ficado mais chateado por ter falhado em duas ou três etapas e não ter conseguido estar ao lado do António Carvalho.” Já está em andamento a nova época e contrariamente ao que esperava o ciclista da ABTF-Feirense foi 2º no GP de Abertura (lembrem-se do sofá que voou pela janela que condiciou o arranque). Para março deveremos ter Afonso Eulálio a atacar a Clássica da Arrábida e a Volta ao Alentejo. Seguem-se Nacionais, Troféu Joaquim Agostinho e Volta a Portugal. Em aberto está a possibilidade de Clássica de Ordizia e juntar também o Circuito de Getxo onde se estreou como profissional em 2020. ### 50.ª Volta ao Algarve - Etapa 2 A 2.ª etapa da Volta ao Algarve ligou Lagoa ao Alto da Fóia numa distância de 171 km. A vitória disputou-se num sprint mano a mano entre Daniel Martínez e Remco Evenepoel. O colombiano foi mais rápido e venceu a etapa, subindo também ao primeiro lugar da geral.  Uno-X tenta surpreender de longe A fuga inicial foi composta por oito ciclistas que conseguiram uma vantagem de cinco minutos para o pelotão. A 70 km. do fim, Jonas Abrahamsen e Andreas Leknessund (Uno-X Mobility) atacaram e tentaram a ponte para o grupo dos fugitivos, tendo conseguido o objetivo passados sensivelmente 10 km. Depois de vários fugitivos não terem capacidade para seguir o ritmo imposto por Abrahamsen, a fuga foi perdendo elementos até que a 15 km. do fim Leknessund atacou e foi sozinho, sendo alcançado mais tarde devido ao ritmo elevado imposto pela Soudal Quick-Step. Decisão da etapa A subida ao alto da Fóia foi feita com a Soudal Quick-Step de Remco Evenepoel no comando, primeiro com Knox e depois com Landa, deixando a frente da corrida cada vez com menos elementos. Nos metros finais Evenepoel foi o primeiro a lançar o sprint. Daniel Martinez foi pronto a responder batendo Remco no sprint a dois.  Créditos: Roberto Bettini/Sprint Cycling Agency Morgado líder da Juventude  António Morgado foi o melhor português e só descolou do grupo dos favoritos no último quilómetro. Chegou na 11.ª posição a 20 segundos do vencedor e é o novo líder da classificação da juventude, com dois segundos de vantagem sobre o seu colega de equipa Jan Christen e 52 segundos sobre Magnus Sheffield da INEOS Grenadiers. https://twitter.com/VoltAlgarve/status/1758213820772720751 Top 10 da etapa: PosiçãoCiclistaTempo1 MARTÍNEZ Daniel Felipe4:40:202 EVENEPOEL Remco,,3 KUSS Sepp0:064 HIGUITA Sergio,,5 TRATNIK Jan0:086 PIDCOCK Thomas,,7 GEOGHEGAN HART Tao,,8 ARENSMAN Thymen0:139 LANDA Mikel,,10 SCARONI Christian0:18 Classificação geral: PosiçãoCiclistaTempo1 MARTÍNEZ Daniel Felipe9:32:142 EVENEPOEL Remco0:043 KUSS Sepp0:124 HIGUITA Sergio0:165 TRATNIK Jan0:186 GEOGHEGAN HART Tao,,7 PIDCOCK Thomas,,8 ARENSMAN Thymen0:239 LANDA Mikel,,10 SCARONI Christian0:28 Etapa de amanhã: ### A Trek lança três novos sapatos de estrada: Trek RSL Knit | Trek RSL Road | Trek Velocis Hoje a Trek amplia a sua coleção de sapatos de ciclismo de estrada de performance com três sapatos novos da marca: os Trek RSL Knit, RSL Road e Velocis. Estes novos sapatos foram desenhados utilizando as informações e o feedback dos ciclistas profissionais da Lidl-Trek e incluem a nova tecnologia exclusiva METNET, que oferece mais conforto aos ciclistas sem comprometer o seu desempenho. Mostro-te em pormenor cada um deles, vê o vídeo de unboxing e o primeiro contacto. Vídeo https://youtu.be/_Q_HxTiYCSA Ajuste revolucionário que se adapta ao pé A tecnologia METNET é uma inovação revolucionária para o conforto do ciclista que está presente nos três novos sapatos de ciclismo da Trek. Com o seu design responsivo que permite ao sapato esticar e comprimir em volta do antepé, a tecnologia METNET alivia o desconforto que normalmente afeta os ciclistas como dormência e perda de sensibilidade, o que leva a um melhor desempenho do início ao fim. Trek RSL Knit - Vantagem material Os Trek RSL Knit são uns sapatos de ciclismo vanguardistas concebidos para os ciclistas exigentes que querem um corte justo mas confortável, com um ajuste personalizado para desempenho ao mais alto nível. Os RSL Knit oferecem o melhor conforto e são mais eficientes em termos de transferência de potência na estrada devido à sua parte superior em tecido concebida para o desempenho, às novas zonas de descompressão e bandas de suporte METNET, aos dois discos de aperto BOA Li2 e à sola 100% em Carbono OCLV. Trek RSL Road - Um clássico melhorado Os Trek RSL Road partilham o mesmo pedigree de desempenho dos RSL Knit com uma oferta similar de tecnologia de vanguarda. Destinam-se a ciclistas dedicados que procuram o ajuste e a sensação de uns sapatos de ciclismo de estrada tradicionais com aspeto contemporâneo e desempenho intransigente de nível profissional. Os RSL Road dispõem de uma gáspea sintética clássica, de zonas de descompressão METNET, de discos de aperto BOA Li2 e de sola 100% em Carbono OCLV. Trek Velocis - Uma nova referência Os Trek Velocis há muito que são os sapatos de ciclismo de eleição de muitos ciclistas quevalorizam o conforto, transferência de potência e desempenho. Esta nova geração destes sapatos de ciclismo assenta na mesma tradição de excelência e incorpora as zonas de descompressão METNET, uma sola em composto de Carbono OCLV e discos de aperto BOA Li2, para além da confiança da marca Trek. Novas palmilhas A Trek lança também as novas palmilhas de ciclismo BioDynamic, uma versão melhorada das palmilhas Bontrager InForm com melhor suporte para o calcanhar e ajuste do pé. Estas palmilhas foram concebidas em colaboração com a Superfeet e são feitas com 70% de material reciclado. Cores, preços e disponibilidade A nova coleção de sapatos de ciclismo de estrada e as novas palmilhas da Trek estão disponíveis na rede de distribuidores autorizados Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 50.ª Volta ao Algarve - Etapa 1 Correu-se a primeira etapa da 50ª edição da Volta ao Algarve. Na primeira de cinco etapas da edição onde se celebram as bodas de ouro da prova, foi Gerben Thijssen (Intermarché-Wanty) que levou a vitória depois de um sprint dominante em Lagos. Fuga de sete ciclistas O dia ficou marcado por uma fuga de sete ciclistas, maioritariamente de equipas portuguesas, que aproveitaram para mostrar as suas cores. Chegaram a ter um avanço de 3:30 antes da vantagem começar a ser encurtada pelo pelotão. A maior dificuldade do dia acabou por ser o vento que se fez sentir durante grande parte da etapa. A parte final também teve alguns percalços e quedas que alongaram o pelotão. Houve alguns cortes já perto do final, mas sem tempo perdido por parte de nenhum dos favoritos à classificação geral. Créditos: João Fonseca Photographer Chegada ao sprint A chegada ao sprint acabou por dar a segunda vitória da época a Gerben Thijssen. O ciclista belga que já havia vencido o Troféu Palma, em Maiorca, venceu facilmente.  Marijn Van den Berg e Jordi Meuus levaram o segundo e terceiro lugar, respetivamente.  Rui Oliveira em sexto e Luís Mendonça em nono foram os representantes portugueses no top 10. https://twitter.com/VoltAlgarve/status/1757830666215977280 Top 10 da etapa: PosiçãoCiclistaTempo1 THIJSSEN Gerben4:52:042 VAN DEN BERG Marijn,,3 MEEUS Jordi,,4 BOVEN Lars,,5 DÉMARE Arnaud,,6 OLIVEIRA Rui,,7 STUYVEN Jasper,,8 HEIDUK Kim,,9 MENDONÇA Luís,,10 VAN UDEN Casper,, Classificação Geral: PosiçãoCiclistaTempo1 THIJSSEN Gerben4:51:542 VAN DEN BERG Marijn0:043 BAYER Tobias,,4 MEEUS Jordi0:065 CONTTE Tomas0:086 BOVEN Lars0:107 DÉMARE Arnaud,,8 OLIVEIRA Rui,,9 STUYVEN Jasper,,10HEIDUK Kim,, Etapa de amanhã: ### O Topcycling na Figueira Champions Classic - Casino Figueira O TopCycling foi à Figueira da Foz sentir o ciclismo. Aos que não puderam lá estar contamos aquilo que as câmaras não filmaram na Figueira Champions Classic. Tendo em conta que já muitas vezes mostrámos os bastidores das equipas, desta vez quisemos mostrar os fãs do ciclismo, as pessoas que vão ver ciclismo, mostrar e incentivar outros a fazerem-no porque ali, não obstante as preferências de equipas de cada um, todos estão por paixão à modalidade. Luís Beltrão e Gonçalo Moreira mostram como é ir ver ciclismo na Figueira da Foz, numa corrida de escalão UCI 1.Pro., neste vídeo mostramos o dia 1, a Figueira Champions Classic - Casino Figueira. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=2f6cZNSdoK0&t= No Vídeo do segundo dia mostramos a participação no Granfondo Figueira Champions Day, que se realizou no dia após a corrida dos profissionais. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=orobYv2qR-o Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança dois novos sapatos de estrada - os Torch 2.0 e 3.0 A Specialized acaba de lançar dois novos modelos de sapatos de ciclismo de estrada, os Torch 2.0 e 3.0. De acordo com a marca estes sapatos foram meticulosamente desenvolvidos para atender às necessidades dos ciclistas que buscam uma combinação perfeita entre estilo clássico e desempenho superior. Specialized Torch 3.0 Seja para se preparar para uma grande competição, treinar em bicicletas indoor ou iniciar-se no mundo do ciclismo de estrada, a Specialized diz que o objectivo dos Torch 2.0 e 3.0 é oferecer o que os ciclistas precisam. Fabricados com materiais premium Equipados com recursos de alto desempenho e fabricados com materiais premium, os Torch 2.0 e 3.0 foram desenvolvidos com base na já conhecida metodologia Body Geometry da Specialized. Esta abordagem visa não apenas melhorar o desempenho, mas também garantir o conforto do ciclista e minimizar o risco de lesões. Specialized Torch 2.0 A Specialized informa que estes novos sapatos foram moldados pela inovação e tecnologia dos já apreciados topo de gama S-Works Torch, garantindo assim um padrão de excelência aos novos modelos. Specialized Torch 3.0 Com um design refinado e aparentemente um construção de alta qualidade (como é costume na marca), os Torch 2.0 e 3.0 prometem oferecer aos ciclistas confiança diária na sua performance. Desde o ajuste preciso até a transferência eficiente de energia, estes sapatos pretendem ser a escolha para aqueles que buscam maximizar seu desempenho nas estradas. Tradição no desenvolvimento de sapatos Com os novos Torch 2.0 e 3.0, a Specialized reafirma o seu compromisso em fornecer produtos que elevam a experiência de cada ciclista, permitindo-lhes pedalar melhor, ir mais longe e desfrutar de um conforto excepcional em cada pedalada. Specialized Torch 2.0 Disponibilidade e preços Podes ver todas as cores, disponibilidade e preços no site da marca aqui: https://www.specialized.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized lança o novo capacete Propero 4 A Specialized apresentou o novo capacete Propero 4. Esta nova versão do capacete icónico da marca foi desenvolvida reunindo as vantagens aerodinâmicas do S-Works Evade 3, com a ventilação do S-Works Prevail 3. Este é um capacete que segundo a Specialized foi construído tendo em mente a leveza e a ventilação, permitindo ao ciclista alcançar grandes velocidades derivado da sua aerodinâmica. Propero 4 A Specialized afirma que o Propero 4 é um capacete de competição de alto rendimento e tem como objetivo garantir um desempenho de nível profissional acessível a todos os ciclistas, quer sejam amadores ou profissionais. Aerodinâmica O novo Propero 4 é baseado nos S-Works Evade 3 e S-Works Prevail 3 usados por Lotte Kopecky, Demi Vollering, Remco Evenepoel e Primoz Roglic. A Specialized aplicou conhecimentos relativos aos S-Works Prevail 3 e utilizou dados CFD (Computational Fluid Dynamics) para desenhar as aberturas de ventilação traseiras que promovem maior fluxo de ar e aumentam a capacidade de arrefecimento. Este capacete pesa apenas 290 gramas e foi testado nos túneis de vento da Specialized. Foi também analisado numa série de ângulos e inclinações diferentes, simulando as várias posições que os ciclistas têm durante provas e passeios. Segundo informações da marca, o Propero 4 revelou ser quatro watts mais rápido que o S-Works Prevail 3, tornando-o 15 segundos mais rápido em 40km, numa velocidade média de 45km/h. Ventilação A ventilação do Propero 4 é baseada na construção do S-Works Prevail 3, incorporando o seu layout de ventilação traseira. A Specialized desenvolveu também o que chamam de Micro Channeling, para aumentar o fluxo de ar. Estes pequenos microcanais de 2 mm do Micro Chanelling, criam turbulência no fluxo de ar em todo o capacete, para ajudar a criar um fluxo de ar contínuo, garantindo que todo o ar dentro do capacete puxe ar frio, extraindo o quente. Tamanhos e peso: S - 270g. M - 290g. L - 320g. Propero 4 - Informações PVP: 190€; Sistema Mips C-Solution; Classificação 5 estrelas pelo laboratório Virginia Tech; Sistema ajustável de fitas Tri-Fix para maior conforto; Armazenamento dos óculos; Micro Channeling e grandes aberturas traseiras para maior ventilação; Invólucro envolvente de precisão em policarbonato, para maior durabilidade e acabamento premium. Podes ver todas as cores, disponibilidade e preços no site da marca aqui: https://www.specialized.com/pt/pt ### Longa vida à Figueira Champions Classic - Casino Figueira O TopCycling foi à Figueira da Foz sentir o ciclismo. Aos que não puderam lá estar contamos aquilo que as câmaras não filmaram na Figueira Champions Classic. Há poucos desportos tão heterogéneos quanto o ciclismo. Na mesma rua encontramos equipas milionárias e modestas, aficionados de todos os estratos sociais. Créditos: Marco Miguel Durante um fim-de-semana respirou-se ciclismo na Figueira da Foz graças à Figueira Champions Classic/Casino da Figueira. As cores do pelotão são a imagem de marca, os ciclistas profissionais são as estrelas e o destaque natural deste desporto, mas o Topcycling foi à Figueira da Foz com um objetivo: mostrar os fãs do ciclismo, as pessoas que vão ver ciclismo, mostrar e incentivar outros a fazerem-no porque ali, não obstante as preferências de equipas de cada um, todos estão por paixão à modalidade. Luís Beltrão Na Avenida 25 de abril vivemos a emoção da partida e a euforia da chegada. Créditos: Marco Miguel Rulotes de churros ao lado de hotéis de cinco estrelas. Minis e febras grelhadas nas subidas da serra da Boa Viagem. Há algo mais português do que saborear um pão com chouriço à beira-mar? Créditos: Marco Miguel Créditos: Marco Miguel É na fusão que está o segredo. Juntar o popular e o sofisticado, ver desporto premium sem pagar bilhete. Faltam as multidões de outros tempos, mas sobra paixão e é graças a ela que o ciclismo perdurará. Créditos: Marco Miguel Apesar meteorologia não ter sido convidativa a resposta dos fãs foi forte. Vieram à Figueira da Foz de várias partes do país e junto com as estrelas do pelotão tornaram-se influencers da cidade, do concelho e da região Oeste. Créditos: Marco Miguel Figueira da Foz posiciona-se lá fora e cá dentro Imaginem um belga, que quase não vê o sol desde setembro, que acorda frio e vai dormir gelado. Como terá vibrado no sofá quando Remco Evenepoel atacou? Créditos: Marco Miguel A chuva foi abafada pelo arco-íris, pelo menos para os profissionais já que quem fez o Granfondo no domingo merecia uma estátua. O tempo é caprichoso, mas o inverno passa-se melhor junto ao Atlântico. Créditos: Topcycling.pt Créditos: Marco Miguel Os belgas foram relembrados disso mesmo enquanto seguiam o seu campeão na Figueira Champions Classic. Virão muitos conhecer a Figueira? O retorno de uma transmissão para 280 países vai além das taxas de ocupação dos hotéis e com este evento a Figueira da Foz posiciona-se lá fora e cá dentro. Créditos: Marco Miguel Antigas glórias vestiram-se a rigor Convidados que brindaram com Sean Kelly – embaixador da prova – com espumante da Bairrada. A armada “tuga” a empurrar Ruben Guerreiro e António Morgado nas pendentes mais inclinadas. Créditos: Marco Miguel Créditos: Marco Miguel As antigas glórias vestiram-se a rigor e levaram-nos numa viagem pelo tempo? Venceslau Fernandes, Alexandre Ruas, Carlos Carneiro. Uns foram malandrecos e só apareceram para a foto, como o Paulo Martins, que trouxe o florescente maillot da Gresco-Tavira. Créditos: Topcycling.pt Longa vida à Figueira Champions. Para o ano está garantida e só podemos desejar que tenha vindo para ficar. Vídeos dos dois dias na Figueira da Foz Vídeo da Figueira Champions Classic https://youtu.be/2f6cZNSdoK0?si=eFj4twHI2EyI4zjF Vídeo da Figueira Champions Day (Granfondo da Figueira da Foz) https://youtu.be/orobYv2qR-o?si=lXaMXxRLBGXFG_nr ### Remco Evenepoel vence Figueira Champions por KO Campeão mundial de contrarrelógio venceu isolado na Figueira da Foz. Rúben Guerreiro top 10. Não é mago nem ilusionista. Também não tem o talento multifacetado do showman Fernando Pereira que se prepara para animar as noites do Casino da Figueira com o espetáculo "The Lord of the Voices". Remco Evenepoel não sorri muito e cumpre com profissionalismo os apontamentos com os média. Sem conquistar a plateia como Tadej Pogacar nem o carisma de Mathieu van der Poel. Só que o belga é especial. Em bebé só pode ter caído no caldeirão mágico de Panoramix porque tem forças sobre-humanas só vistas em contadas ocasiões ao longo da história do ciclismo. No ano em que se vai estrear no Tour de France, Remco Evenepoel decidiu arrancar em Portugal e juntou a Figueira Champions/Casino da Figueira a um palmarés que conta com 51 vitórias. Rui Oliveira "apadrinhou" a estreia de Mikel Landa na Quick-Step.Créditos: Marco Miguel Soudal Quick-Step revalidou o título Horas antes do início da corrida arriscavam-se prognósticos na zona de meta, situada na Avenida 25 de abril, no centro da Figueira da Foz. O percurso de 222,1 km foi reduzido para 192,4 km devido ao mau tempo que obrigou a dar menos uma volta ao circuito final. Remco Evenepoel não desapontou os que apostaram nele e atacou a duas voltas do final chegando a solo. Deu quase 2:00 aos perseguidores que ficaram a discutir o pódio e que nunca deram a sensação de contrariar o "contrarrelógio" de 55 km do belga. Rúben Guerreiro bem-disposto à partida para a Figueira Champions.Créditos: Marco Miguel Homens da casa voltaram a ser protagonistas. António Morgado e Rúben Guerreiro procuraram o protagonismo. Atacaram na penúltima subida e foram sempre marcados de perto, mas o público vibrou como raras vezes pode fazer com a atitude do "Bigode Voador" e do "Cowboy". Rúben Guerreiro foi 9.º e António Morgado 15.º. Após o 4.º de Rui Costa em 2023 os homens da casa voltaram a ser protagonistas. Vito Braet (Intermarché-Wanty) venceu o sprint pelo 2.º lugar na frente do campeão de Itália Cristian Scaroni (Astana). A Soudal Quick-Step revalidou o título que Casper Pedersen tinha ganho em 2023. ### Campeões do Mundo de XCO presentes na Shimano Super Cup Massi Tom Pidcock e Pauline Ferrand-Prévot vão estar presentes na primeira etapa da Shimano Super Cup Massi em La Nucia, Espanha. Esta é a terceira edição desta corrida e vai contar com o melhor alinhamento da sua história, tanto na categoria masculina como na feminina. Shimano Super Cup Massi Disputa-se este fim de semana a primeira prova da Shimano Super Cup Massi. Os melhores especialistas da modalidade vão estar presentes, entre eles os ciclistas da INEOS Grenadiers, Tom Pidcock e Pauline Ferrand-Prévot. Esta corrida, terá a categoria UCI C1 e atribuirá pontos para os Jogos Olímpicos de Paris, atraindo assim as principais estrelas para o XCO logo no início da temporada. A corrida feminina acontece no sábado dia 10 e a masculina no domingo dia 11. Tom Pidcock é o grande favorito a vencer a corrida masculina. O ciclista britânico atual Campeão do Mundo de XCO vai estrear a camisola arco-íris este ano. Sam Gaze é outro nome a ter em conta. O neozelandês é campeão Mundial de XCC e foi o vencedor da última edição. Maxime Marotte, e o Campeão Europeu de XCC David Campos também vão estar na linha de partida. Na corrida feminina, apesar da presença da americana Savilia Blunk, a grande favorita é a também Campeã do Mundo Ferrand-Prevót. Outras ciclistas como a portuguesa Raquel Queiros e a americana Sofía Waite também estarão em competição. Novo circuito em La Nucia Este ano vai-se também estrear um novo circuito em La Nucia, num local muito próximo de onde se correu a edição anterior. É um circuito muito variado e técnico com 5,18 km. de distância e 128 metros de desnível e foi desenhado pelo medalhista olímpico Carlos Coloma. Horários: Corrida Feminina: Sábado dia 10 - 15h Corrida Masculina: Domingo dia 11 - 11h30 As corridas podem ser acompanhadas no canal do Youtube e na página oficial da Twitch neste link. ### A felicidade de Elisa Longo Borghini TopCycling com a campeã de Itália que arranca 2024 de olhos postos no Giro. Lidl-Trek ainda procura vencer uma "grande". Podemos ter um ano terrível no plano profissional e fantástico a nível pessoal? Podemos e Elisa Longo Borghini é a prova disso. O ano de 2023 não lhe podia ter corrido pior no Giro de Itália – caiu quando atacava a liderança – e no Tour de France – abandonou por doença. É injusto dizer que foi uma época má: por cada baixo teve um alto. Às quedas (Giro e Paris-Roubaix) e ao Covid (Strade Bianche) respondeu sendo 3ª na Flandres, 2ª na Liège, vencendo etapa no Giro e dominando os Nacionais. O ciclismo é apenas uma vertente da vida e a líder da Lidl-Trek finalizou o ano em alta casando com o coelga Jacopo Mosca. Juntos iniciam a época motivados e têm nos planos criar uma escola de ciclismo. Longo Borghini atendeu o TopCycling em Calpe durante o Media Day da Lidl-Trek.Créditos: TopCycling Giro parecia sorrir a Elisa na passada edição Elisa Longo Borghini tem sido a grande ciclista italiana desta geração graças a vitórias como Paris-Roubaix, Volta à Flandres, Troféu Alfredo Binda e Strade Bianche. Também conquistou medalhas de bronze em dois Jogos Olímpicos e em dois Mundiais. É um grande currículo onde faltam vitórias, sobretudo no Giro, que correu 11 vezes. Fez dois pódios e em abos perdeu para Anna van der Breggen, provando que o timing é importante. A corredor de Piemonte apresentou-se na Società Ciclista “Severino Canavesi”, situada em Gorla Maggiore mesmo ao lado de Ornavasso de onde é natural. O clube onde deu as primeiras pedaladas honra um campeão de Itália de 1945 e duas vezes pódio no Giro; se Elisa vive o apogeu das neerlandesas, Severino apanhou Gino Bartali e Fausto Coppi. Créditos: Lidl Trek/Ross Bell Não atirou a toalha no Giro O Giro parecia sorrir-lhe na passada edição. À 5ª etapa corria em casa e ao estilo Longo Borghini atacou Annemiek van Vleuten na descida de Sant’Ignazio. Apenas 49 segundos na geral entre as duas fizeram tremer a maglia rosa, mas foi a italiana que acabou fora da estrada. Ao conversar com a líder da Lidl-Trek fico convencido de que não atirou a toalha no Giro. Embora admita que tem sempre um dia mau sabe que o bloco de 2024 é mais forte. Internamente a fasquia subiu. O novo patrocinador trouxe melhores condições técnicas, maior exigência e as corredoras interiorizaram a mensagem de que há que subir o nível. “Não sou a única líder nas provas por etapas. Temos a Lizzie [Deignan] que está de regresso à melhor forma, além da Gaia [Realini] e da Shirin [van Anrroij] que são jovens talentosas.” Elisa Longo Borghini ao TopCycling. Longo Borghini e a neo-pro Realini fizeram a dobradinha no UAE Tour em 2023.Créditos: Luca Bettini/Sprint Cycling Agency Ganhar uma etapa no Tour e uma grande Volta. Primeiro haverá o ataque às clássicas do pavê – Deignan e Longo Borghini fazem equipa com Elisa Balsamo e a regressada Ellen van Dijk – e a partir de maio concentração na Vuelta, no Giro e no Tour onde recebem a companhia de Realini. A trepadora sensação de 2023 tem talento para discutir as maiores corridas do calendário, prova disso foi o facto de na primeira época como profissional Realini ter feito pódio na Vuelta, no Giro e na Volta a França do Futuro que foi ganho por outra Lidl-Trek, Shirin van Anrooij. A neerlandesa também se estreou a ganhar no WorldTour ao vencer o Troféu Binda mostrando que na estrutura há talento para fazer algo que a Lidl-Trek não fez em cinco temporadas no pelotão: ganhar uma etapa no Tour e uma grande Volta. Longo Borhini e Paternoster com o troféu do Giro.Créditos: LaPresse O primeiro Giro feminino organizado pela RCS Parte de Brescia, a 7 de julho, e finaliza em L'Aquila, no dia 14, o primeiro Giro feminino organizado pela RCS. O percurso tem 12 mil metros de acumulado divididos em contrarrelógio individual, duas etapas planas, três de média montanha e duas de alta montanha com finais em alto. "É importante para o ciclismo feminino, uma grande primeira vez e um passo adiante para o nosso movimento. A minha ambição é ganhar o troféu. É o sonho para todas nós. Gosto muito do Giro, é uma corrida onde nunca podes baixar a tensão porque mesmo as etapas planas são desafiantes. O contrarrelógio de Brescia é perfeito para o tipo de atleta que sou, mesmo que tudo se vá decidir na segunda parte, que está repleta de subidas exigentes”. Com Van Vleuten retirada a italiana terá que medir forças com Juliette Labous. Em entrevista ao TopCycling a francesa contou querer melhorar o 2º lugar de 2023. O ponto mais alto, Cima Alfonsina Strada, está no Blockhaus e tem o nome da primeira mulher a competir no Giro, em 1924. A corrida abre com um contrarrelógio com 14,6 km planos em Brescia; na 2ª etapa partem do Lago Garda e acabam em Volta Mantovana (102 km) num circuito de favorável às sprinters. Ao terceiro dia começam por atravessar o vale do rio Pó antes de finalizarem com 12 km de subida até à meta em Toano num total de 111 km. A aproximação à meta traz o primeiro prémio de montanha do Giro: La Collina tem pendente média de 6 %. Giro 2024 | 7ª etapa Giro 2024 | 8ª etapa Decisões no Tríptico dos Abruzos Com 133 km a 4ª etapa apresenta uma dinâmica parecida com a anterior. Partem de Imola e finalizam em Urbino, passando pelos Apeninos da Romagna e San Marino. As decisões no Tríptico dos Abruzos estão agendadas para o último fim de semana. Antes disso deve haver sprint na 5ª etapa que tem 111 km ondulantes até Foligno. A 6ª etapa é uma sucessão de subidas e descidas entre vales ao longo de 155 km, num total de 10 colinas e com meta em Chieti com inclinações superiores a 10 %. A etapa rainha é a 7ª e tem 3600 m acumulado com duas subidas ao Passo Lanciano – a última até ao Blockhaus. O Giro acaba em L’Aquila; para lá chegar é preciso subir a Castel del Monte que se situa na base do Gran Sasso e abordar a meta via subida de Acquasanta. ### Pelotão nacional 2024 – ABTF Betão-Feirense Depois do pódio com António Carvalho, Joaquim Andrade aponta à vitória na Volta a Portugal. Conferimos as ambições da ABTF Betão-Feirense. O Clube Desportivo Feirense regressou ao ciclismo em 2018 pela mão de Joaquim Andrade, que se mantém à frente da direção desportiva. Para a nova época mantém o apoio da ABTF Betão e o bloco que concluiu 2023 com quatro vitórias. Santiago Mesa 1º Prova de Abertura Santiago Mesa uma etapa GP Anicolor António Carvalho duas etapas GP Jornal de Notícias O pódio de António Carvalho na Volta a Portugal foi o ponto alto do ano. O melhor português da prova terminou em 3º a 1:07 do campeão Colin Stussi (Voralberg). “O António Carvalho esteve muito forte. Não entrou no melhor devido à queda – seguida de cirurgia – que sofreu um mês antes. Limitou as perdas nos primeiros dias e no último terço da corrida estava ao melhor nível terminando no pódio. No GP Jornal de Notícias, em setembro, venceu duas etapas e andou de amarelo, mas não fomos capazes de controlar a corrida e a geral fugiu-nos. Ainda em setembro vimos mais uma exibição do Afonso Eulálio em Mortágua perdendo sobre o risco de meta.” Joaquim Andrade ao TopCycling. Afonso Eulálio iniciou 2024 fazendo pódio na Prova de Abertura, em Sever do Vouga.Créditos: Inês Calvo "O Afonso Eulálio esteve a grande nível" Um dos nomes fortes da época da ABTF Betão-Feirense foi o sub-23 de último ano Afonso Eulálio. Com o maillot da equipa o corredor da Figueira da Foz destacou-se sendo 5º na Clássica de Ordizia e 6º no Troféu Joaquim Agostinho – com uma monumental etapa final no Alto do Montejunto. Ao serviço da seleção nacional de sub-23 terminou a Corrida da Paz na 7ª posição certificando a classificação de Portugal para a Volta a França do Futuro.  “Os jovens tiveram uma evolução constante. O Afonso Eulálio esteve a grande nível principalmente nas provas internacionais, quer ao serviço da equipa quer da seleção nacional. Destaco as exibições na 5ª etapa do Orlen Nations Grand Prix, na Corrida da Paz, na 3ª etapa do Troféu Joaquim Agostinho, na Clássica de Ordizia e na chegada à Serra do Larouco durante a Volta a Portugal. Foram hinos ao ciclismo e ao trabalho de equipa.” Créditos: Inês Calvo Plantel com idade média de 24,5 anos Este ano a ABTF Betão-Feirense tem um plantel com idade média de 24,5 anos. Para ajudar na formação dos corredores promissores e liderar a equipa com António Carvalho chega Óscar Cabedo. Aos 29 anos, o espanhol passou cinco épocas na Burgos-BH e na última época correu pela Vorarlberg. Pela equipa austríaca foi 13º na Volta a Portugal e braço direito de Colin Stussi. “Pela primeira vez conseguimos manter a maioria da equipa e reforçamo-nos com ciclistas que dão garantias de melhorar o bloco. Contamos com a progressão dos jovens; o António Carvalho encarrega-se de corrigir os erros próprios da juventude. O Óscar Cabedo, com o talento de trepador e qualidades de voltista, será um homem forte nos dias montanhosos e duros. Também terá o papel de passar a mensagem aos mais jovens. A partir de março estou confiante que iremos crescer e correr com o foco nas vitórias. A Volta a Portugal é uma das provas que acredito que podemos vencer. Espero contar de novo com o apoio dos nossos adeptos porque tem sido uma das nossas armas, não há equipa em Portugal que tenha o apoio do público que nós temos tido, principalmente na Volta a Portugal. Créditos: Inês Calvo As outras caras novas são: Fábio Costa: um dos melhores corredores de equipa do pelotão; apontará às clássicas. Venceu etapa no GP Jornal de Notícias e foi 2º na Clássica de Santo Thyrso. Pedro Silva: talento puro, rápido e forte na média montanha; venceu etapa e a classificação da Juventude no GP Jornal de Notícias, foi ainda o melhor jovem no Troféu Ribeiro da Silva e rei da montanha na Volta ao Alentejo. Diogo Gonçalves: neo-pro promovido do Sport Ciclismo de São João de Ver. Recupera após partir três vértebras em dezembro e só deve voltar em março. Joaquim Andrade considera-o um diamante por lapidar; correu a Volta a França do Futuro e o Mundial de Glasgow. Renovam António Carvalho, Afonso Eulálio, Pedro Andrade, Ivo Pinheiro, Fábio Oliveira, Diogo Oliveira, Tiano Da Silva e Francisco Pereira. ### Apresentação das Equipas “Figueira Champions / Casino Figueira” Está cada vez mais próxima a segunda edição da “Figueira Champions / Casino Figueira”. A clássica que um ano depois da estreia subiu ao escalão UCI ProSeries, terá no dia anterior um evento para todos, com foco na Apresentação das Equipas. Créditos: João Fonseca Photographer Esta apresentação irá decorrer na Avenida 25 de Abril, junto à Torre do Relógio, zona que assinala a partida e chegada da prova. Carlos Pereira, diretor geral da Clássica de Ciclismo “Figueira Champions / Casino Figueira”, comentou este evento: “Será um momento ímpar para toda a população da Figueira da Foz e não só”, destacando a “oportunidade de todos presenciarem ao vivo e com muita animação a apresentação das melhores equipas do mundo”. Stefano Bertolotti será o speaker oficial O evento que tem lugar no dia 9 de fevereiro, sexta-feira, tem início com a entrada em palco da primeira equipa, às 16H30 e vai prolongar-se até às 18H30. Será conduzido pelo speaker oficial do Giro d’ Italia, Stefano Bertolotti. No dia 10, vai para a estrada a Clássica, que tem já a confirmação de Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e dos portugueses Rui Costa (EF Education-EasyPost), Rúben Guerreiro (Movistar Team) e João Almeida (UAE Team Emirates). Dia 11, domingo de Carnaval, é o dia do Granfondo “Casino Figueira Champions Day”. Esta prova é destinada a amadores. Nós no Topcycling, também nos juntamos à festa neste dia. A “Figueira Champions / Casino Figueira” terá transmissão televisiva em direto, assegurada pelo canal Eurosport (das 15 às 17 horas) e pela Sport TV (partida, primeira meia hora da corrida e as últimas três horas). EQUIPAS PARTICIPANTES: 10 WorldTour: Lidl-Trek (Estados Unidos da América) Alpecin-Deceuninck (Bélgica) Team dsm-firmenich PostNL (Países Baixos) Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão) – ESTREIA Arkéa-B&B Hotels (França) – ESTREIA Intermarché-Wanty (Bélgica) Movistar Team (Espanha) – ESTREIA EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América) Soudal Quick-Step (Bélgica) UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos) – ESTREIA 4 ProTeams: Tudor Pro Cycling Team (Suíça) – ESTREIA Equipo Kern Pharma (Espanha) – ESTREIA Euskaltel-Euskadi (Espanha) Caja Rural-Seguros RGA (Espanha) 9 Continentais Portuguesas: ABTF Betão-Feirense AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense Aviludo-Louletano-Loulé Concelho Credibom-LA Aluminios-Marcos Car Efapel Cycling Kelly-Simoldes-UDO Rádio Popular-Paredes-Boavista Sabgal-Anicolor Cycling Team Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua ### Bicimax anuncia distribuição de produtos Technomousse A Bicimax, empresa portuguesa que comercializa artigos desportivos, anunciou que vai passar a distribuir produtos da marca Technomousse, nomeadamente a sua mousse. A Technomousse introduziu um tipo de mousse no mercado Off-Road, que para além de ser de alto desempenho, tem uma longevidade duradoura. Esta mousse é resistente ao desgaste e à deterioração devido aos agentes externos, desde condições meteorológicas até às altas temperaturas. Segundo a marca, esta nova geração de mousse não se desfaz, não corta e não tem prazo de validade, o que permite uma experiência de condução ilimitada. Sobre a mousse Todos os sistemas de proteção technomousse são feitos usando um tipo especial de espuma de célula fechada de última geração. A marca afirma que este material tem uma composição de baixa densidade, que permite ser três vezes mais leve do que outros compostos similares, o que, permite manter todas as suas propriedades físico-mecânicas inalteradas. Ao longo dos anos, a empresa testou diferentes formulações deste material, de modo encontrar o composto mais adequado a qualquer vertente do BTT. Cada a especialidade é assim associada a um composto específico com um grau preciso de suavidade, garantindo pressões ideais, alto desempenho e uma proteção completa. Estão disponíveis três gamas: Blue Vertigo, Green Constrictor e Red Posion Evo. Mousse Blue Vertigo A Blue Vertigo é um produto concebido principalmente para a prática de XC e maratona, mas também é adequado em “trail bike”. Apresenta uma superfície côncava em espiral que reduz drasticamente o seu peso, mantendo o seu desempenho inalterado durante a utilização.A Blue Vertigo oferece uma proteção máxima do aro em caso de impacto violento e uma grande facilidade de movimentos. Características: Resistente aos cortes; Não se desfaz; Sem prazo de validade; Não absorve líquido; Extremamente leve; Toque suave; Fácil de ajustar; Fabricado em Itália; Tamanhos: M031 - 29” Como funciona: Fabricado em material plástico superleve, não aumenta o peso total da bicicleta e não interfere com a cinemática da roda. A Blue Vertigo oferece uma rolagem eficaz e suave,melhorando o contato do pneu no solo durante a condução mesmo com baixas pressões. A sua superfície côncava em espiral, garante a entrada/saída do líquido tubeless de forma uniforme e regular, assegurando que este não obstrui a válvula. Mousse Green Constrictor Este sistema anti-furo, foi concebido especificamente para bicicletas e e-bikes para uma proteção do aro, durabilidade e desempenho, mesmo nas condições mais extremas. Oferece três modos de utilização: com câmara de ar, sem câmara de ar e com líquidos selantes. Características: Resistente aos cortes Não se desfaz Sem prazo de validade Não absorve líquido Toque suave Fabricado em Itália Tamanhos: M018 - 27,5” M020 - 27,5” Plus M022 - 29” M023 - 29” Plus Como funciona: 3 sistemas de utilização: Pode ser utilizado com câmaras de ar standard e ultra-leves e também com pneus de carcaça mais leve; Possibilidade de utilização sem câmara de ar; É compatível com todos os tipos de líquidos selantes. Mousse Red Poison Evo Esta é a mousse mais técnica e confere um maior desempenho ao pneu. Graças à sua concepção de tamanho reduzido, o Red Poison Evo garante ainda mais performance eprotecção durante as descidas mais extremas. Características: Resistente aos cortes Não se desfaz Sem prazo de validade Não absorve líquido Toque suave Fabricado em Itália Tamanhos: M027 - 27,5” M028 - GRAVEL 700C M029 - 29” Como funciona: O tamanho reduzido do REDPOISON EVO traduz-se numa melhoria dodesempenho e da proteção, como demonstrado pelo feedback dos atletasprofissionais que foram os primeiros a experimentá-lo: Run-flat melhorado em 30%; Movimento melhorado em 25%; Precisão em curva melhorada em 30% com uma sensação de condução maislinear semelhante a uma utilização sem mousse, especialmente na frente; Pressões muito baixas utilizadas (até 0,7 BAR); Proteção total do aro; Tempo de montagem reduzido em 20%. ### Superliga, milhões da Arábia e um ciclismo sem rumo Ricardo Scheidecker ajuda a refletir sobre o momento do ciclismo. Há uma bolha no mercado? É viável a Superliga? Há milhões da Arábia Saudita? Ricardo Scheidecker fala sem papas na língua. É caso único por conhecer por dentro a dinâmica do ciclismo internacional. O responsável por marcar as diretrizes desportivas na Tudor é uma voz autorizada para analisar o estado da modalidade. Pensar o ciclismo é urgente. Há um lote restrito de equipas milionárias que especulam no mercado e uma crise que afeta a classe média do pelotão. “O ciclismo vive acima das suas possibilidades, a classe média cada vez existe menos. Há equipas que controlam o mercado e podem-se permitir pagar dessa forma. Dou o exemplo da Quick-Step: ganhamos o ranking três vezes e fomos segundos duas vezes nos seis anos em que lá estive. Com um orçamento que não chegava aos 20 milhões de euros quando outras equipas acima dos 30 não nos batiam. O Patrick fez um excelente trabalho. Ricardo Scheidecker ao TopCycling. Créditos: Anouk Flesch “Não estamos no mercado da loucura” Como é que a bolha do mercado afeta a economia das equipas? O português pega no caso concreto da Tudor, uma ProTeam que tem estrutura de WorldTeam. Menos recursos obriga a ter arte e engenho para atrair corredores. Da trajetória e ambição do projeto à credibilidade do staff. “Se há equipas com recursos infinitos, que também vivem do humor de proprietários, não podemos ir contra isso. Para atrair corredores acreditamos que é o serviço que conta, temos que pagar o que é justo, mas não estamos no mercado da loucura nem vamos estar. Estive na Tinkoff e vivi essa realidade: quando o Oleg [Tinkov] disse que queria Peter Sagan nem houve discussão. Estamos numa bolha que faz com que haja contratações que estão fora do que é a realidade do ciclismo. Há três ou quatro equipas muito ricas e as outras têm que justificar aos seus patrocinadores o que andam a fazer.” Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Criação da Superliga Há dinheiro a circular e há muito que se fala na criação da Superliga. As equipas queixam-se de que a distribuição das receitas é desigual. UCI, ASO, RCS e Flanders Classics são os maiores organizadores de eventos e parte fundamental no debate. Aceitarão os organizadores um novo jogador à mesa? É o que pretende o consórcio ONE Cycling, promotor da Superliga. Richard Plugge (Visma) e a Ineos lideram este lobby. “Podem falar de ligas, milionários que vêm e compram… Só acredito quando chegarem à frente da senhora Marie Odile Amaury e lhe disserem ‘estão aqui estes diversos milhares de milhões e queremos comprar o seu evento’. Fazer alguma coisa sem as corridas da ASO é uma piada e podem dizer que se unem, mas é tudo prosa, as pessoas não têm noção da modalidade, do valor dos eventos.” Créditos: Charly Lopez/Saudi Tour Dinheiro saudita pode mudar o ciclismo De onde vem o financiamento da ONE Cycling? Em teoria, da Arábia Saudita, através da SRJ Sports Investments, que faz parte do fundo público de investimento (PIF) do reino do petróleo. O PIF meteu no bolso Rafael Nadal, Cristiano Ronaldo e Jon Rahm. Na Fórmula 1 entraram via Aston Martin e no Dakar são parceiros da ASO. No futebol estão na Premier League e na La Liga. Este fundo materializa a "Visão 2030", projeto do herdeiro ao trono da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman. É este PIF que a Reuters diz ter 250 milhões de euros para investir no ciclismo. “Temos organizadores, equipas e UCI, a entidade reguladora. Os organizadores querem as melhores equipas. A equipa de segunda divisão quer estar nos melhores eventos pela visibilidade que justifica o investimento perante os patrocinadores. É uma contradição: se sou organizador e quero os melhores para que quero ter equipas de segunda divisão? Estive no 'board' da AIGCP, trabalhei na UCI e ninguém me diz como se pode encontrar estabilidade de maneira transversal. Falei com o Richard Plugge, conheço essa gente toda e estive em dezenas de discussões. As equipas de segunda divisão têm zero garantias e as de primeira divisão têm todas as garantias.” No golfe os sauditas ganharam o braço de ferro ao PGA Tour criando um circuito milionário – LIV Golf – e recrutando jogadores de topo. A disputa acabou com a fusão dos circuitos e sem restrições para os atletas escolherem os eventos em que participam. Pode a Superliga ser o LIV do ciclismo e neste caso a ASO seria o PGA Tour? O futuro dirá, por agora a exposição do ciclismo ao investimento do Médio Oriente já é considerável. Três WorldTeams têm patrocinadores da região, o Saudi Tour e o UAE Tour são provas de grande envergadura, há parcerias da ASO e da RCS com organizadores locais e os Mundiais de 2028 (estrada) e pista (2029) serão em Abu Dhabi. ### Shimano lança três novos óculos com tecnologia de lentes RIDESCAPE Desenhos leves de armação completa e meia armação, que aumentam a proteção enquanto amplificam as cores e a claridade. A Shimano acrescentou três novos modelos de óculos à sua gama de desempenho para todos os tipos de ciclistas e condições. Com a tecnologia de lentes RIDESCAPE que realça as cores e destaca as superfícies em diferentes tipos de terreno, os novos Technium, Technium L e Twinspark foram concebidos para proporcionar conforto e estilo. Tecnologia de lentes RIDESCAPE A tecnologia de lentes RIDESCAPE destes óculos Shimano, inclui seis opções de lentes que são ajustadas para diferentes condições de condução e tipos de terreno. Consoante a claridade de cada ambiente, os RIDESCAPE transmitem a quantidade certa de luz para aumentar a visibilidade. Os pormenores que normalmente estariam desbotados, baços ou planos tornam-se mais definidos e vibrantes. Óculos TECHNIUM Os novos óculos Technium apresentam um design leve, protetor e de armação completa. As aberturas de ventilação que reduzem o nevoeiro, integradas na parte superior e inferior da lente, ajudam-no a ver claramente, mesmo em dias em que o tempo muda inesperadamente. A almofada nasal reversível, permite um ajuste personalizável, enquanto as hastes curvas se integram melhor nos capacetes, permitindo que os óculos fiquem estáveis independentemente do quão acidentada for a viagem. Os óculos Technium estão disponíveis com três opções diferentes de lentes RIDESCAPE: RD para estrada, OR para ciclismo de montanha ou GR para gravilha. Cada um dos óculos, vem com uma lente transparente de reserva, para condições de condução com pouca luz. As armações Technium apresentam uma construção que inclui materiais Arkema Rilsan® clear G850 Rnew® 45% de base biológica, que ajudam a reduzir as emissões de carbono durante o processo de fabrico. Cores: Preto mate, Branco mate, Verde-azulado, Teaberry, Cinzento mate, Preto azeitona e Ouro bronze; Armação: Arkema Rilsan transparente G850 Rnovo 45% de materiais de base biológica; Peso: 27,4g; Lentes: RIDESCAPE RD, OR, e GR; Lente de reserva: Transparente; PVP: €99.95 EUR. Óculos TECHNIUM L Uma opção de óculos ainda mais leve, os Technium L têm um design de meia armação com um peso de apenas 26 gramas. Estes óculos mantêm um design de lente largo e de uma só peça, com grande proteção e conforto. São ideais para passeios de estrada, grandes voltas de bicicleta de montanha ou gravel. Estão disponíveis com as mesmas três opções RIDESCAPE que os TECNHIUM (RD, OR ou GR) mais a lente transparente suplente. Os Technium L também oferecem uma opção de lente Photochromic Gray. Esta lente adicional altera automaticamente a percentagem de transmissão de luz visível quando exposta a diferentes níveis de luz UV. Se o ambiente estiver escuro, a lente fica quase transparente; quando está claro, a lente fica com uma tonalidade mais escura. Cores: Preto mate, Branco mate, Carmesim, Azul-marinho Fumado, Preto azeitona e Ouro bronze; Armação: Arkema Rilsan transparente G850 Rnovo 45% de materiais de base biológica; Peso: 26g; Lentes: RIDESCAPE RD, OR e GR, e Photochromic Gray; Lente de reserva: Transparentes; PVP: €99.95 EUR. Óculos TWINSPARK Os Twinspark são uma opção económica e versátil. Têm um design de armação leve de meio aro combinado com uma lente RIDESCAPE HC. As lentes diurnas filtram o brilho intenso do asfalto e realçam os detalhes da superfície. Os RIDESCAPE HC de peça única, proporcionam cores mais ricas e maior resolução para uma visão mais clara da estrada e consequentemente uma maior proteção. Tal como os óculos Technium e Technium L, os Twinspark são resistente a riscos, repelem a água e incluem a nova lente de poliamida leve e sem BPA da Shimano, que melhora a nitidez. Cores: Preto, Branco, Vermelho escuro, Azul-marinho fumado; Peso: 25,3g; Lentes: RIDESCAPE HC; PVP: 54.95 EUR. Para mais informações podes contactar o importador em Portugal através do site da SC.Vouga Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tomás Contte vence Prova de Abertura – Região de Aveiro Sprinter argentino bateu Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense) e Tiago Leal (Rádio Popular-Paredes-Boavista) em Sever do Vouga. Começa forte a época para a Aviludo-Louletano-Loulé Concelho, que venceu a primeira prova do calendário nacional. Foram 166,6 km entre Oliveira do Bairro e Sever do Vouga, com 144 corredores à partida. Demorou a pegar a fuga de 19 unidades que só se deu passada a primeira hora de prova. Todas as equipas meteram um representante no grupo dianteiro o que entregou a decisão aos fugitivos. Ainda tentou a sorte a solo Miquel Valls (CC Loulé/Matdiver/Anastácio Mendes & Mendes), mas foi neutralizado a 20 km da meta. Lê mais sobre as novidades das equipas portuguesas para a nova temporada! Créditos: João Fonseca Photographer Chegada exigente em subida Decisão ao sprint em Sever do Vouga, com uma chegada exigente em subida, onde o sprinter Tomás Contte carimbou a primeira vitória do ano para a equipa algarvia. O argentino fechou o dia em 3h50m39s (média de 43,338 km/h) à frente de Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense) e Tiago Leal (Rádio Popular-Paredes-Boavista). “Esta vitória vem mesmo a calhar para mim e para a equipa, que, neste ano, está muito renovada e mais jovem. Estou muito feliz e agradecido a toda a equipa, na qual temos um excelente ambiente. Não sou trepador. Felizmente a subida final não era muito inclinada nem muito longa, mas os melhores trepadores do grupo impuseram um ritmo forte. Tive muito boas sensações, resisti ao ritmo dos adversários e pude impor a minha ponta final." Tomás Contte Créditos: João Fonseca Photographer ### Guia das equipas portuguesas – Época 2024 São nove, têm tradição e a Volta a Portugal é o principal objetivo. As novidades do ciclismo português no arranque da época. Com nove equipas Continentais, Portugal é o quarto país do mundo com maior representação no terceiro escalão do ciclismo, apenas superado por China, Itália e Japão. A temporada doméstica arranca a 4 de fevereiro na Prova de Abertura-Região de Aveiro e na semana seguinte o nível sobe com a 2ª edição da Figueira Champions/Casino Figueira. O ponto alto da temporada será, como sempre, a Volta a Portugal em Bicicleta. A 85ª edição da Grandíssima disputa-se entre 24 de julho e 4 de agosto, coincidindo com a realização dos Jogos Olímpicos de Paris. O TopCycling ouviu os diretores das equipas e preparou um breve guia com as principais novidades. Créditos: João Fonseca Photographer ABTF Betão-Feirense Depois do pódio com António Carvalho, Joaquim Andrade aponta à vitória na Volta a Portugal. Conferimos as ambições da ABTF Betão-Feirense. Clica para leres mais acerca desta equipa. APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense Clube de Ciclismo de Tavira faz 46 anos e Vidal Fitas acredita ter um bloco que pode vir a tornar-se referência no ciclismo português. Clica para leres mais acerca desta equipa. Aviludo-Louletano-Loulé Concelho Segundo ano de Américo Silva ao leme. Expetativas a médio/longo prazo e a reformulação da equipa em análise. Clica para leres mais acerca desta equipa. Credibom/LA Alumínios/Marcos Car Foco na formação e nos talentos multidisciplinares. Hernâni Broco explica o que esperar da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car em 2024. Clica para leres mais acerca desta equipa. Efapel Terceiro ano de Efapel na estrada. Reforços, calendário e as considerações de José Azevedo no arranque da época. Clica para leres mais acerca desta equipa. Kelly-Simoldes-União Desportiva Oliveirense Brevemente disponível. Rádio Popular-Paredes-Boavista Apesar da juventude, a estrutura da Rádio Popular-Paredes-Boavista assume estar mais ambiciosa em 2024. Clica para leres mais acerca desta equipa. Sabgal/Anicolor Equipa de Águeda aposta na internacionalização e recrutou talentos no WorldTour. O que esperar da Sabgal/Anicolor? Clica para leres mais acerca desta equipa. Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Velo Clube do Centro celebra 25 anos e o legado de Pedro Silva. Equipa promete emoções fortes com João Matias e Leangel Linarez. Clica para leres mais acerca desta equipa. ### Campeonatos do Mundo de Ciclocrosse - Tabor Correram-se este fim de semana, os Campeonatos de Mundo de ciclocrosse em Tabor, na Chéquia.  Apesar de ser uma das corridas mais esperadas do calendário, as provas feminina e masculina resolveram-se cedo com os dois grandes favoritos, Fem van Empel e Mathieu van der Poel, a não darem hipótese aos adversários. Corrida Masculina - Sexto título mundial para Van der Poel A corrida masculina ficou praticamente decidida na primeira volta. Van der Poel sprintou em primeiro na primeira curva e nunca mais saiu da primeira posição.  Niels Vandeputte e Joris Nieuwenhuis foram os únicos que o conseguiram seguir durante alguns metros, mas o ritmo de Van der Poel rapidamente os deixou para trás. Nieuwenhuis tomou conta do segundo posto cedo na corrida, e levou a medalha de prata. O terceiro lugar foi para Michael Vanthourenhout que desta forma levou a medalha de bronze. Classificação final POSNomeTempo1VAN DER POEL Mathieu58:142NIEUWENHUIS Joris0:373VANTHOURENHOUT Michael1:064RONHAAR Pim1:365ISERBYT Eli2:086ADAMS Jens2:217BOROS Michael2:298MEEUSSEN Witse2:359NYS Thibau2:4410ORTS LLORET Felipe2:48 Corrida feminina - Van Empel mostrou ao que veio Fem van Empel era favorita e confirmou esse estatuto em Tabor. Logo na primeira volta meteu as rivais a 16 segundos de distância e foi ampliando a vantagem gerindo a prova confortavelmente. Lucinda Brand foi segunda após bater Puck Pieterse, que quebrou na terceira das quatro voltas. Segundo título de Fem van Empel em elites, aos 22 anos, e 18ª vitória em 20 provas disputadas esta temporada. Classificação final POSNomeTempo1VAN EMPEL Fem46:192BRAND Lucinda1:203PIETERSE Puck1:544ALVARADO Ceylin Del Carmen2:375VERDONSCHOT Laura2:526CASASOLA Sara2:597WORST Annemarie3:408HONSINGER Clara3:459VAN DER HEIJDEN Inge3:4910ROCHETTE Maghalie3:52 ### Pelotão nacional 2024 – Efapel Terceiro ano de Efapel na estrada. Reforços, calendário e as considerações de José Azevedo no arranque da época. É o terceiro ano do projeto coordenado por José Azevedo, que uma vez mais conta com o apoio da Efapel. A empresa sediada em Serpins, na Lousã, apoiou a criação da equipa profissional e da Academia. Atualmente contam com cadetes e juniores masculinos, equipa feminina e paraciclismo. Formar atletas e alimentar a equipa profissional é uma realidade, mas a componente social da Academia é importante pelo que todos os membros priorizam os estudos. Talvez um dia cumpram o sonho de serem ciclistas profissionais e tenham a oportunidade de vestir o maillot da Efapel em corridas de topo como a Figueira Champions/Casino Figueira. “É uma prova bastante dura, mais do que no ano passado quando o Joaquim Silva esteve sempre no grupo dos primeiros até à última subida. Este ano é mais longa, com mais uma volta o circuito torna-se mais duro e o nível dos participantes é bastante elevado. Somos conscientes de que uma prova com 220 km para quem está a começar o ano isso vai-se notar, mas queremos manter o prestígio que vamos angariando e vamos à Figueira tentar ser visíveis.” José Azevedo ao TopCycling. Santiago MesaCréditos: João Fonseca Photographer Abner GonzálezCréditos: João Fonseca Photographer Efapel acabou 2023 com duas vitórias Seis dos 11 atletas do plantel mantêm-se face à passada temporada. A Efapel acabou 2023 com seis pódios e duas vitórias: Joaquim Silva 1º no GP Mortágua - Pedro Silva Rafael Silva 1º na 3ª etapa do Grande Prémio O Jogo Dos reforços destacam-se o trepador Abner González e o sprinter Santiago Mesa. O tricampeão nacional de Porto Rico vem de três épocas na Movistar e deixou ótimas sensaçoes quando foi 6º e venceu a Juventude na Volta a Portugal de 2021. O colombiano chega da ABTF Betão-Feirense onde deixou triunfos na Prova de Abertura e na 1ª etapa do GP Anicolor. “O Santi Mesa é uma mais-valia porque nos faltava um puro sprinter. Na montanha estamos mais fortes, mantemos os líderes e o bloco de 2023, que foi reforçado pelo Abner, que é um excelente ciclista, com muita experiência apesar da juventude. O Keegan [Swirbul] chegou a meio do ano passado e teve problemas de saúde, não conseguiu mostrar o seu potencial, mas se tudo correr bem será um corredor importante. A juntar ao Tiago Antunes que também teve um ano complicado com problemas de saúde.” Créditos: João Fonseca Photographer Mais um Azevedo no pelotão A Efapel vai manter a presença internacional, começando já no Gran Camiño, de 22 a 25 de fevereiro. O calendário foi alterado devido aos Jogos Olímpicos e provas clássicas como a Volta às Astúrias e Ordizia coincidem com corridas do calendário nacional. A Efapel deve fazer alguns eventos internacionais na parte final do ano, mas ainda aguarda por confirmações. José Azevedo encara 2024 com especial carinho já que o filho João integra a equipa de cadetes. Sem pressão, mas com a ilusão de que possa haver mais um Azevedo no pelotão. “Quero que ele desfrute da bicicleta porque é o desporto que escolheu e eu ensino-lhe o que é o ciclismo. Vontade tem, mas há muitos passos a dar. Tem o meu apoio, não tem pressão e compete-lhe escolher se é o ciclismo que quer como futuro e se tem as aptidões necessárias para isso.” ### Pelotão nacional 2024 – Sabgal/Anicolor Equipa de Águeda aposta na internacionalização e recrutou talentos no WorldTour. O que esperar da Sabgal/Anicolor? O novo ano trouxe um novo patrocinador ao Clube Desportivo Fullracing. Há um forte investimento que permite dar um salto de qualidade em 2024. A primeira corrida foi a Clássica CV 1969, na Comunidade Valenciana, demonstrando que a estrutura visa ter cada vez maior peso a nível internacional. Estão confirmados vários convites: Tour de Antalya (8-11 fevereiro) Clássica de Jaén (12 fevereiro) O Gran Camiño (22-25 fevereiro) Olympia's Tour (20-24 março) GP Miguel Indurain (30 março) Circuito das Ardenas (4-7 abril) Volta às Astúrias (26-28 abril) Clásica Terres de l´Ebre (15 julho) Volta a Castilla y León (23 julho) Clássica Ordizia (25 julho) Circuito de Getxo (11 agosto) Volta à Dinamarca (14-18 agosto) Volta ao Luxemburgo (18-22 setembro) Tour de Vendée (8 outubro) Créditos: Louro Produções - Luís Ferreira Em alguns casos haverá sobreposição de corridas – Volta às Astúrias e GP O Jogo, por exemplo – o que obrigará a desdobrar o plantel de 15 corredores. Este é o fator que separa a Sabgal/Anicolor da concorrência. Por rondarem os 10-12 ciclistas e terem uma logística condicionada pelos baixos orçamentos, as demais equipas nacionais não têm capacidade para correr eventos em simultâneo. “Esta é uma equipa muito bem estruturada, em que todos sabem o seu papel. O espírito é sempre correr para ganhar. Nesta nova época vamos ter 120 dias de corrida e vamos dividir a equipa seis vezes ao longo do ano, o que vai implicar uma logística muito grande. Queremos dar a conhecer esta equipa portuguesa ao nível internacional.” Rúben Pereira em comunicado. Rúben Pereira guiará a equipa pela sétima temporada. Créditos: Louro Produções - Luís Ferreira Bom ano com 21 vitórias O projeto nacional com maior capacidade para competir fora de Portugal levará no maillot o nome de Águeda. No vale de Águeda bate forte o coração da indústria da bicicleta e a tradição remonta a 1922 com a pioneira Fábrica Nacional de Bicicletas. Das 14,7 milhões de bicicletas produzidas na União Europeia em 2022, Portugal liderou com 2,7 milhões de unidades e o setor ultrapassou os 800 milhões de euros em exportações. Entre os empreendedores da região está a Sabgal/Anicolor que cresce em 2024. Mantêm-se Frederico Figueiredo, Rafael Reis, Luís Mendonça, Duarte Domingues, Maurício Moreira e Artem Nych que ajudara a um bom ano com 21 vitórias. Maurício Moreira 1º Clássica da Primavera Frederico Figueiredo 1º Clássica Aldeias do Xisto Maurício Moreira 1º GP O Jogo + 2 etapas Luís Mendonça 1º GP Anicolor + 1 etapa Artem Nych 1º GP Beiras e Serra da Estrela Rafael Reis 1º GP Abimota + prólogo Luís Mendonça 1º GP Douro Internacional + 2 etapas Rafael Reis 1º Troféu Joaquim Agostinho + prólogo Maurício Moreira etapa Troféu Joaquim Agostinho Rafael Reis etapa Volta a Portugal James Whelan etapa Volta a Portugal Rafael Reis 1º GP Jornal de Notícias Pedro Silva etapa GP Jornal de Notícias Fábio Costa etapa GP Jornal de Notícias Créditos: Louro Produções - Luís Ferreira André Carvalho regressa a Portugal Há nove caras novas e muito talento oriundo do WorldTour. André Carvalho regressa a Portugal após três anos na Cofidis e ao classicómano de Vila Nova de Famalicão junta-se Antwan Tolhoek, trepador com sete épocas e quatro grandes Voltas pela Jumbo-Visma. O neerlandês foi 2º na Volta à Andaluzia (2021), 4º no Tour de Guangxi (2019), venceu etapa na Volta à Suíça e pode estrear-se a ganhar uma classificação geral. "Foi um regresso um pouco mais cedo do que eu ambicionava, mas a mudança tem sido acima das expetativas. A equipa está com um projeto ambicioso e, esperamos todos, tem tudo para ambicionar ser um projeto de segunda divisão mundial. Um bom ano seria ganhar uma corrida porque na Cofidis fui perdendo essa ambição, estive ao serviço de outros e não me importava porque quando ganha um gangamos todos. O que mais ambiciono é ganhar por mim e pela equipa." André Carvalho ao TopCycling. Outro nome sinónimo de vitórias é Mathias Bregnhøj. O dinamarquês ganhou quatro vezes em 2023 correndo pela extinta Leopard e deverá ter a oportunidade de regressar a dois eventos onde venceu a geral: Circuito das Ardenas e Olympia's Tour. O sprinter José Sousa, o completo Gabriel Baptista, o trepador Tiago Caetanita, o contrarrelogista/sprinter Oliver Rees e os espanhóis Guillermo García e Oscar Moscardó completam o plantel. ### Pelotão nacional 2024 – Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Velo Clube do Centro celebra 25 anos e o legado de Pedro Silva. Equipa promete emoções fortes com João Matias e Leangel Linarez. O espírito de Pedro Silva continua mais vivo do que nunca no Velo Clube do Centro. O trabalho do antigo ciclista e fundador do clube é agora continuado pela família: o filho Xavier Silva e a esposa Leonor Silva são os pilares do projeto que está na base da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. Há um terceiro pilar chamado Gustavo César Veloso, bicampeão da Volta a Portugal que enquanto diretor desportivo se tem revelado mais pragmático nos dois anos aos comandos. A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua sabe o que quer na estrada. O ADN da equipa é discutir chegadas ao sprint e caçar vitórias, o que faz sentido se recordarmos que Pedro Silva foi um dos melhores sprinters dos anos 80 e 90. Xavier Silva e Leonor Silva celebraram os 25 anos do Velo Clube do Centro.Créditos: João Fonseca Photographer Foi ao sprint que venceram três etapas na última Volta a Portugal e o bónus foi ver Leangel Linarez de amarelo em Vila Franca de Xira. Um bom ano que se salda com seis vitórias e o consolidar da visão que Gustavo César Veloso tem da realidade competitiva portuguesa. Leangel Linarez 2 etapas Volta ao Alentejo João Matias etapa GP O Jogo Leangel Linarez 2 etapas Volta a Portugal João Matias etapa Volta a Portugal Leangel Linarez foi o herói da equipa na Volta a Portugal.Créditos: João Fonseca Photographer Na Galiza jogam em casa Em fevereiro a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua fará todas as corridas nacionais e ainda cruza a fronteira para alinhar no Gran Camiño. Na Galiza jogam em casa por ser a terra de Gustavo César Veloso. O responsável pelas decisões desportivas da formação beirã volta a contar com Xavier Silva no papel de diretor adjunto. "Em 2024 espero continuar com o trabalho feito nos últimos anos e que se continue a falar da equipa. Somos a imagem dos nossos patrocinadores e parceiros, em cada corrida tem que se saber que estamos lá a dar o nosso melhor. Com trabalho, sacrifício, companheirismo, solidariedade e humildade, os mesmo valores partilhados pelos nossos patrocinadores e parceiros, valores que o Pedro Silva deixou marcados nesta equipa." Gustavo César Veloso em comunicado. João Matias venceu na Volta a Portugal pelo segundo ano consecutivo.Créditos: João Fonseca Photographer João Matias e Leangel Linarez são os líderes O plantel é praticamente o mesmo de 2023. Entre os 12 corredores contam-se dois reforços: o sub-23 Andrés Taboada, que já estagiou com a equipa no GP Jornal de Notícias, e o experiente sprinter César Martingil. A estrutura sediada em Mortágua mantém as figuras dos últimos anos. João Matias e Leangel Linarez são os líderes e têm a responsabilidade de sprintar, mas a aposta na formação sempre foi a prioridade de Pedro Silva e irá continuar. "Temos o objetivo de formar atletas na parte desportiva e humana, para isso a mistura de atletas experientes com os mais jovens também será importante, vamos-lhes dando responsabilidade e oportunidades para continuar com a sua formação." Gustavo César Veloso em comunicado. Créditos: João Fonseca Photographer ### Pelotão nacional 2024 - Aviludo - Louletano - Loulé Concelho Segundo ano de Américo Silva ao leme. Expetativas a médio/longo prazo e a reformulação da equipa em análise. Este é o segundo ano de Américo Silva como diretor desportivo da equipa da Aviludo-Louletano-Loulé Concelho. A equipa conta com 10 ciclistas para pedalar "pela promoção do concelho de Loulé, do Algarve e do país". Tendo pegado na equipa em 2023, Américo Silva encara este como um projeto de futuro, com objetivos bem traçados a longo prazo. "A época de 2024 enquadra-se numa perspectiva a longo prazo, como uma época isolada. Os objetivos da equipa da Aviludo-Louletano-Loulé Concelho é em cada ano ir crescendo um pouco mais, criando uma estrutura e uma equipa que, quiçá num futuro a médio prazo, possa voltar a discutir uma Volta a Portugal." Américo Silva ao TopCycling. Top 10 na Volta a Portugal de 2023 A equipa sofreu uma forte restruturação face a 2023 com sete saídas e seis entradas. A Aviludo-Louletano-Loulé Concelho acabou 2023 com três top 5 em etapas e um top 10 na classificação final da Volta a Portugal. Também alcançou um top 3 na primeira etapa do GP Internacional Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho: Jesus del Pino - 10º lugar na Volta a Portugal e 4º na quinta etapa César Martingil - 4º lugar no prólogo e na segunda etapa da Volta a Portugal Tomas Contte - 3º lugar na primeira etapa do GP Internacional Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho Num ano em que apenas quatro corredores se mantêm na equipa face a 2023, Américo Silva fala-nos sobre como se lida com estas saídas e se separa o lado profissional do lado humano. "Vai-se aprendendo ao longo dos anos. Com a experiência que o ciclismo nos vais dando e com a experiência de lidar com as pessoas. A partir daí temos de saber separar. Este ano houve uma mudança muito grande e falei sobre isso à equipa. Nunca tive uma postura de fazer grandes alterações, mas tendo em conta que entrei no ano passado com esta visão de futuro, avaliei a equipa e o que queríamos, e a partir daí comecei a fazer as primeiras alterações rumo aos objetivos traçados no ano passado." Importância da equipa como um todo Sempre que há uma janela de transferências há que integrar quem chega e criar um bom ambiente de grupo. A ideia é que todos cresçam individualmente e a equipa cresça como um todo. Para além de seis corredores, também novos elementos chegaram à equipa técnica: "Não é fácil entrar numa equipa em que há uma restruturação de 60 por cento e no primeiro estágio conseguir-se coesão entre todos. Logicamente que há um trabalho por parte de toda a equipa técnica e felizmente também aí consegui umas mais-valias para esta temporada. Todos juntos conseguimos fazer um excelente trabalho de integração que fez com que a equipa esteja unida com o mesmo objetivo. O importante não é ninguém individualmente, mas a equipa como um todo. Isso conseguiu-se e irá certamente dar os seus frutos a curto prazo." ### Pelotão nacional 2024 – APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense Clube de Ciclismo de Tavira faz 46 anos e Vidal Fitas acredita ter um bloco que pode vir a tornar-se referência no ciclismo português. A 40ª época de Vidal Fitas no ciclismo coincide com a celebração dos 46 anos do Clube de Ciclismo de Tavira. Em quase cinco décadas cabem muitos momentos marcantes. A Volta a Portugal de Vítor Gamito, que parecia que nunca ia chegar, o idílio de David Blanco na Grandíssima, a parceria que permitiu o regresso do Sporting Clube de Portugal ao ciclismo. A dada altura a paixão converte-se em amor de longa data. A natural evolução que o próprio diretor desportivo foi vivendo ao longo da carreira. “Primeiro a expetativa era ser profissional, depois ganhar etapas na Volta a Portugal, como diretor passou a ser ganhar a Volta a Portugal uma e outra vez. No meu tempo o objetivo de correr lá fora e estar nas grandes corridas era menor do que hoje, a Volta era a grande ambição.” Vidal Fitas ao TopCycling. Créditos: APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense Tavira respira ciclismo Com a passagem do tempo Vidal Fitas habitou-se a que haja uma certa expetativa sobre a equipa que lidera. Tavira respira ciclismo, sente a modalidade de maneira particular e tem orgulho da equipa mesmo que o último pódio na Volta a Portugal tenha sido em 2021, com Alejandro Marque. Aos 54 anos, entende que ganhar faz parte das regras do jogo, mas nunca se fechou ao lado aventureiro e experimental do ciclismo. “Fomos pioneiros em muita coisa, só que se conhece pouco essa vertente. Tivemos o espírito de ir a sítios novos, de permitir aos atletas viverem emoções novas, porque desde que passei a diretor sempre me preocupei com os que não correm a Volta a Portugal.” A aventura e o desafio Para 2024 a palavra na APHotels & Resorts/Tavira/SC Farense é continuidade. Nove corredores vêm da época passada, incluindo os três que deram vitórias à formação do sotavento algarvio. O experiente Délio Fernández, top 15 na Volta a Portugal, e os jovens Diogo Barbosa e Miguel Salgueiro pontuaram os melhores momentos de 2023. Délio Fernández etapa na Volta a Portugal Diogo Barbosa etapa no GP Jornal de Notícias Miguel Salgueiro etapa no GP Jornal de Notícias Segundo o diretor do Tavira o ciclismo perdeu um certo encanto mesmo que a via científica, necessária para a modalidade, tenha trazido aspetos positivos. A aventura e o desafio, por exemplo, são hoje difíceis de encontrar. Vidal Fitas quis explorar as estradas desertas do planalto de San Luís. Foi à China constatar que quase não há estradas de montanha. Para quê serpentear um obstáculo que pode ser atravessado por um túnel? Argentinos e chineses: bons velocistas e trepadores pouco hábeis. “Nos meus dois últimos anos de profissional fomos correr a Volta à Bulgária e repetimos até 2011 quando já era diretor. Havendo muita gente jovem era importante fazer uma corrida com 10 dias, dar aos ciclistas um plano de treino quando os colegas já estavam de férias e ver se o podiam cumprir. Era um teste para ver se tinham a disciplina de treinar para um objetivo e condições para serem profissionais.” Magnus Cort venceu em Tavira, em 2023, na 38ª vez que a Volta ao Algarve chegou à cidade do sotavento. Perspetivas animadoras para este ano Pensar mais além e ser criativo. Num ambiente competitivo como o ciclismo Vidal Fitas tenta encontrar os talentos da próxima geração. Francisco Campos, Diogo Pinto, Afonso Silva são reforços de um grupo que se conhece bem. Em 2023 a evolução dos talentos jovens foi positiva, pelo que a maior maturidade dos ciclistas torna as perspetivas animadoras para este ano. "O Euclides [Chingui] tem qualquer coisa que nos despertou querer apostar nele e ver aonde pode chegar. O Délio é a figura da equipa e na Volta vai lutar por coisas. Aos jovens corredores queremos ensinar a treinar, a serem atletas de alta competição, a interpretar um plano de treinos. Temos um bloco que nos próximos anos nos pode tornar uma das melhores equipas do país se conseguirmos evoluir juntos. Queremos ser competitivos e gostamos de descobrir as potencialidades dos corredores." São 46 anos no ciclismo que dão para muitas histórias. Numa prova de vitalidade o Tavira aliou-se ao SC Farense que pretende recuperar o ecletismo de outros tempos. Para este ano há outra novidade: a estrutura incorporou o talento da formação feminina Extremosul e mostra que está pronta para mais ### Pelotão nacional 2024 – Credibom-LA Alumínios-Marcos Car Foco na formação e nos talentos multidisciplinares. Hernâni Broco explica o que esperar da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car em 2024. É uma equipa portuguesa, totalmente composta por ciclistas portugueses e bem enraizada no pelotão nacional. Falar em LA Alumínios é falar em história já que se trata de um dos mais antigos patrocínios ligados ao ciclismo. Na versão liderada por Hernâni Broco o projeto tem marcado a diferença por se focar na formação de atletas nacionais. A juventude tem carregado a estrutura, mas este ano contam com atletas experientes que ajudarão a dividir a responsabilidade: Luís Fernandes e Emanuel Duarte. O portimonense regressa à casa que o lançou em 2019, quando venceu a Volta a Portugal do Futuro e a Juventude na Volta sénior. Entre os destaques de 2023 estiveram Gonçalo Leaça, 14º na Volta a Portugal, e João Medeiros, vencedor em Lamego durante o GP Douro Internacional, a única vitória do ano. Tal como o açoreano há muitos miúdos nascidos em 2000 e 2001 que fazem pensar que esta pode vir a ser uma temporada forte e ninguém acredita mais nisso do que Hernâni Broco. "Tenho a ambição de fazer crescer mais o projeto, continuar o salto de qualidade que tivemos no ano anterior, foi com este objetivo que renovamos com todos os ciclistas que pretendíamos e fomos buscar dois atletas chaves com enorme qualidade. Desta forma ambicionamos alcançar vitórias ao longo do ano. Para a Volta a Portugal esperamos estar nos lugares da frente e uma vitória em etapa, são aspirações legítimas para o bloco de qualidade que apresentamos nesta época". Hernâni Broco ao TopCycling. Rodrigo Caixas Talentos multidisciplinares O crescimento do projeto também tem passado pelos talentos multidisciplinares, seguindo a tendência do ciclismo moderno marcada por estrelas como Lotte Kopecky, Thomas Pidcock ou Mathieu van der Poel. A Credibom-LA Alumínios-Marcos Car tem atletas de seleção nacional em várias vertentes, sendo a pista um óbvio caso de êxito. Diogo Narciso e Rodrigo Caixas são regularmente chamados a competir e têm beneficiado dessa rodagem também na estrada. "Ter o Caixas e o Narciso na pista permite aos atletas adquirirem mais ritmo competitivo, manterem-se mais focados na pré-época. A vertente de pista traz benefícios em termos de performance para a vertente de estrada, assim como trabalhamos com o Montez na vertente de ciclocrosse." Alexandre Montez Alexandre Montez é outro talento empolgante Diogo Narciso tem três medalhas de prata em Campeonatos da Europa sub-23 e trabalha para materializar o sonho olímpico da equipa masculina. Graças à dupla que fez com o campeão europeu Iúri Leitão na ronda australiana da Taça das Nações (4ª posição no madison) Paris 2024 está mais perto. Quanto a Rodrigo Caixas fez um bom 2023 na estrada: foi rei da montanha no GP Douro Internacional e 8º no GP Jornal de Notícias. Alexandre Montez é outro talento empolgante que fechou a Volta a Portugal do Futuro no 6º lugar. O antigo triatleta também foi o melhor jovem no GP O Jogo, GP Anicolor e GP Douro Internacional. O ex-campeão nacional sub-23 de ciclocrosse é natural da Aldeia de Além (Santarém). Foi precisamente além-fronteiras que recebeu a recompensa pelo esforço quando concluiu a Volta a França do Futuro, ganha por Isaac Del Toro. ### Pelotão nacional 2024 – Rádio Popular-Paredes-Boavista Apesar da juventude, a estrutura da Rádio Popular - Paredes - Boavista assume continuar ambiciosa em 2024. Com nove equipas Continentais, Portugal é o terceiro país do mundo com maior representação no terceiro escalão do ciclismo, apenas superado por China, Itália e Japão. A temporada doméstica arranca a 4 de fevereiro na Prova de Abertura - Região de Aveiro e na semana seguinte o nível sobe com a 2ª edição da Figueira Champions/Casino Figueira. O ponto alto da temporada será, como sempre, a Volta a Portugal em Bicicleta. A 85ª edição da Grandíssima disputa-se entre 24 de julho e 4 de agosto, coincidindo com a realização dos Jogos Olímpicos de Paris. O TopCycling ouviu os diretores das equipas e preparou um breve guia com as principais novidades. Créditos: Município de Paredes É a equipa de ciclismo mais antiga do pelotão português em atividade contínua. Fundado em 1914, o clube Desportivo de Paredes tem uma longa tradição no ciclismo. A Rádio Popular - Paredes - Boavista revelou uma formação ambiciosa, com base maioritariamente em ciclistas jovens, o objetivo continua a ser destacar-se nas competições nacionais e se possível, também em algumas nas provas internacionais ao longo da temporada de 2024. Créditos: Município de Paredes Com uma estrutura renovada e uma ambição clara, a equipa está empenhada em alcançar resultados de destaque nas competições mais relevantes do ciclismo português, como a Volta a Portugal. O anúncio foi feito recentemente durante a apresentação oficial da equipa, onde foram partilhadas as metas e objetivos para a nova temporada. Este ano vestem a camisola da Rádio Popular - Paredes - Boavista  os  corredores: André Soares (25 anos, de Estremoz, rolador) Tiago Nunes (20 anos, de Paredes, trepador) João Martins (20 anos, de Vila Nova de Gaia, sprinter) Daniel Dias (23 anos, de Vila Nova de Gaia, rolador) Raul Rota (25 anos, de Barcelona, contrarrelogista) Tiago Leal (25 anos, de Paredes, trepador) Francisco Penuela (23 anos, da Venezuela, completo) Hélder Gonçalves (24 anos, de Barcelos, trepador) Hugo Nunes (28 anos, de Paços de Ferreira, contrarrelogista) César Fonte (37 anos, de Viana do Castelo, trepador e capitão da equipa). César Fonte, "O Imperador" capitão de equipa Imperador é a acunha carinhosamente dada pelos amigos de César Fonte, o experiente ciclista natural de Viana do Castelo arranca para a segunda temporada ao serviço da Rádio Popular - Paredes - Boavista, depois de uma boa temporada em 2023. Os 37 anos de idade são um mero número no cartão de cidadão, na temporada passada o Imperador venceu etapa no GP Jornal de notícias, venceu a classificação da montanha na Volta a Portugal e venceu o Troféu Ribeiro da Silva, provando que continua a ser um ativo importante para qualquer formação. Este ano, além do desempenho na estrada, César Fonte tem o importante papel de liderar a juventude da equipa, aportando a sua experiência de 14 anos nas melhores equipas do pelotão nacional. Professor José Santos continua a comandar um projeto histórico Apesar de ter a noção do valor das outras equipas e de ter apostado mais na juventude, a equipa Rádio Popular - Paredes - Boavista está determinada em continuar a ser uma das equipas de referência no ciclismo em Portugal. Desde há muitos anos que queria enveredar por equipas com ciclistas de futuro. Embora ainda não tenham condições para discutir uma Volta a Portugal, estes ciclistas são aquilo que considero o futuro. Há vários mas o Hélder Gonçalves na montanha, o João Martins é um ciclista muito rápido, ou o Francisco Penuela são ciclistas que apesar da idade têm grande qualidade e oferecem garantias. José Santos ao Topcycling. Com os olhos nas competições nacionais (e algumas participações internacionais), a equipa de grande tradição no pelotão português aborda a temporada com a ambição de sempre, apesar da juventude. Só no final do ano podemos dizer se a opção que fiz em prol da juventude foi boa, mas acredito que temos uma equipa competitiva para a 2024. Isto não é uma equipa de formação, cada vez mais os ciclistas se afirmam mais cedo e temos vindo a fazer esta transição para ter uma equipa mais jovem. O diretor desportivo José Santos ao Topcycling. Dotado de grande perseverança e capacidade para gerir orçamentos curtos, José Santos continua a manter na estrada o projeto mais antigo do pelotão português, este ano apostando na juventude mas dando as condições necessárias aos seus profissionais para lutarem por vitórias. ### José Dias carimba a segunda na Lenda de Tartessos A terceira etapa da Lenda de Tartessos by Alé proporcionou uma emocionante batalha de sprints, tanto na categoria masculina como na feminina. José Dias voltou a vencer a etapa. A desenrolar-se num cenário único pelas trilhos da ria de Odiel, na capital Huelva, o percurso foi uam vez mais de puro BTT, entre Aljaraque, Cartaya e Punta Umbría Os ciclistas enfrentaram uma etapa muito rápida, onde a velocidade frequentemente ultrapassava os 40 km/h. Na categoria masculina, os da frente foram liderados pelo ritmo imponente de Tiago Ferreira, que queria recuperar tempo depois do azar de ontem, o português ex-campeão do mundo manteve-se na liderança durante grande parte da etapa. Créditos: Lenda de Tartessos A etapa acabaria por se disputar uma vez mais ao sprint, culminando com José Dias a cruzar a linha de meta em primeiro lugar, seguido por Miguel Muñoz e Aleksei Medvedev, que manteve a camisola laranja de líder. Créditos: Buff Megamo José Dias tem impressionado não só pela sua consistência, mas também pela estratégia inteligente que tem aplicado nas etapas. O português está a uns escassos 11 segundos de entrar no pódio da classificação geral a um dia do final da competição. Outro destaque para os atletas portugueses foi a notável performance de Filipe Francisco, que conquistou o quarto lugar na etapa, acrescentando à representação portuguesa um desempenho de relevo. Na corrida feminina, Rosa van Doorn brilhou num sprint espetacular, assegurando a vitória, seguida de perto por Tessa Kortekaas e a líder Mónica Calderón. Créditos: Lenda de Tartessos O último dia da Lenda de Tartessos promete emoções fortes, com o pinhal e o enduro de Cartaya a desempenharem um papel crucial na decisão das novas Lendas de Tartessos. Classificações completas AQUI. ### Mathieu Van der Poel - Mentalidade vencedora Este fim de semana correm-se os Campeonatos do Mundo de ciclocrosse, o grande objetivo de Van der Poel neste inverno. Apesar de ter conquistado 12 vitórias nas 13 corridas que disputou, o campeão do mundo só vê glória nelas, se conseguir arrecadar a camisola arco-íris por mais um ano. É esta mentalidade de não se acomodar e querer mais, que faz dele um dos ciclistas mais seguidos do pelotão. ADN de perseverança e determinação Mais que uma estrela do ciclismo, Van der Poel é já uma estrela do desporto global. Os dois títulos mundiais em simultâneo em duas disciplinas diferentes são prova da sua versatilidade. Outra característica do detentor da camisola arco-íris, na vertente estrada e ciclocrosse que apaixona e entusiasma o público cada vez que corre, é a sua tenacidade e valentia. O ciclista neerlandês gosta de correr ao ataque e mexer as corridas de longe. Caso alguém tenha capacidade para seguir com ele, consegue ainda ter tanque para um ou dois ataques que deixam os adversários colados à estrada, como fez na via de Santa Caterina em 2021. https://twitter.com/Texbomb/status/1368247432404951041 Campeonatos do Mundo de Tabor Antevendo os Campeonatos do Mundo de Tabor, Van der Poel comentou o fim de semana que se avizinha. Quando perguntado sobre o percurso, Van der Poel classificou-o como rápido e onde vai ser a condição dos ciclistas que vai permitir fazer diferenças: "Estou preparado para tudo e gostava que fosse um percurso duro e com mais lama. Já provei que me dou bem em todo o tipo de terrenos e estou preparado para todos os cenários. Gosto de fazer as corridas à minha maneira, mas mesmo que à terceira volta não esteja sozinho, não vou entrar em pânico." Muito por culpa da lesão nas costas que o atormentou durante vários meses, Van der Poel chegou a ponderar abandonar o ciclismo, mas agora que recuperou a cem por cento, o seu gosto por correr voltou, e com isso voltaram as exibições monstruosas: "Estou a adorar correr novamente. O inverno correu melhor que o que esperava e esperemos que acabe da melhor forma em Tabor. A preparação foi boa e se tudo correr como esperado, é no domingo que vou mostrar a minha melhor versão" https://twitter.com/UCI_CX/status/1752748792036667528 Rescaldo da época de ciclocrosse Depois deste domingo, o neerlandês vai trocar a camisola arco-íris de ciclocrosse, pela de estrada, e já fez também uma pequena anotação sobre o que se segue: "Não sei bem o que o ciclocrosse me trará em termos de preparação para a estrada. Interessa-me ser campeão do Mundo novamente, mas as outras corridas já não são bem objetivos. Estou contente que a época de ciclocrosse esteja a terminar. Depois de domingo, é tempo de descansar e preparar-me para a Primavera." Também desde há algum tempo que há dúvidas sobre a continuidade de Van der Poel no ciclocrosse, pelo menos a repetição de uma época com tantas corridas. Embora não tenha sido completa, o corredor de 29 anos fez 13 corridas até ao memento, tendo vencido e dominado 12 delas: "É o gosto pelo ciclocrosse que me faz continuar a competir nesta disciplina. Mas como disse antes, um Inverno sem competição de vez em quando também nos faz bem ao corpo e à mente." Países Baixos em força em Tabor Sobre a corrida de domingo, o ciclista da Alpecin-Deceuninck comentou a força dos neerlandeses e quais são os seus maiores adversários na última corrida de ciclocrosse que vai fazer esta temporada, mas a mais importante: "No ciclocrosse, uma equipa forte faz menos diferença que na estrada. Somos nós próprios e as nossas pernas que têm de fazer a diferença. Acho que os oponentes mais fortes vão ser o Michael Vanthourenhout e o Thibau Nys." Nas sete vezes que Van der Poel correu no circuito de Tabor venceu sempre. Uma dessas vitória valeu-lhe o seu primeiro título mundial, com 20 anos em 2015. Tabor 2024 poderá dar a Van der Poel a sexta vitória em títulos mundiais de ciclocrosse. ficando apenas a um de Erik De Vlaeminck mas também poderá significar um fim de ciclo perfeito. ### José Dias vence segunda etapa da Lenda de Tartessos Os portugueses estão a dominar os primeiros dias da Lenda de Tartessos, ontem Tiago Ferreira e hoje José Dias, são so vencedores das duas primeiras etapas da corrida espanhola. O campeão português subiu ao pódio, à frente do russo Alexei Medvedev, que vestiu a camisola de líder depois de um furo ter feito Tiago Ferreira perder quase 20 minutos. Em terceiro ficou o companheiro de Dias, Pablo Rodríguez. Com 77 quilómetros e quase 2.000 metros de desnível acumulado, a segunda etapa da corrida Lenda de Tartessos By Alé, que decorreu em El Granado, trouxe alterações significativas às classificações, sendo marcada pelo esforço dos atletas e pelos furos. Na categoria Elite Masculina assistiu-se a um ritmo intenso desde o início, onde o nevoeiro acrescentou um toque espetacular à competição. Contudo, o terreno acidentado não poupou avarias, com Tiago Ferreira a ser a primeira vítima, perdendo quase 20 minutos da liderança, o que o levou a descer para o 12.º lugar da classificação geral. José Dias, aproveitando a experiência que já tem nestas corridas, acelerou nos quilómetros finais, garantindo a vitória. O português está no quarto posto da classificação geral. Na categoria feminina, a disputa foi intensa, destacando-se a corredora da BUFF, Rosa Van Doorn, que atacou nos quilómetros finais para garantir uma vitória impressionante, seguida de perto por Kortekaas e Calderón. A competição continua com expectativas elevadas para a etapa seguinte, nos trilhos e cenário único da Muelle del Tinto, prometendo mais um dia de emoções fortes. Classificações completas AQUI. ### Tiago Ferreira vence na estreia pela nova equipa O ciclista português Tiago Ferreira conquistou uma vitória importante na primeira etapa de A Lenda dos Tartessos Alé 2024, realizada em Valverde del Camino, Huelva. Com uma prestação magistral ao longo do percurso de 54 quilómetros com 1.500 metros de desnível acumulado, Tiago Ferreira destacou-se numa corrida repleta de emoções. O nervosismo inicial da competição levou a várias quedas, mas Tiago Ferreira não esteve envolvido. O russo Alexei Medvedev e o ciclista da BUFF Megamo, Pablo Rodríguez, ocuparam o segundo e terceiro lugares, respetivamente, numa corrida marcada por um percurso de puro BTT. Na categoria feminina, a colombiana Mónica Calderón da Cannondale dominou a etapa, conquistando a vitória após um desempenho impressionante. Calderón impôs um ritmo elevado desde o início, deixando as suas adversárias para trás. A sua companheira de equipa, Tessa Kortekaas, alcançou a segunda posição, quase dois minutos depois, enquanto Meritxell Figueras, da BUFF Megamo, conquistou um terceiro lugar meritório após superar alguns contratempos, como uma queda e problemas técnicos. A vitória de Tiago Ferreira na etapa masculina marca um momento significativo para o atleta português, que enfrentou uma concorrência forte numa prova exigente, e entra assim da melhor forma na temporada em que corre no seu próprio projeto. Classificações competas AQUI. A expectativa aumenta para a segunda etapa de A Lenda dos Tartessos Alé, em El Granado, que promete ser a etapa rainha, com mais de 80 quilómetros e quase 2.000 metros de desnível. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Gravel Challenge Albufeira 2024 | Participantes duplicam ano após ano Para desfrutar de um fim de semana repleto de aventura e desafio sobre duas rodas, fiz questão de ir pelo terceiro ano consecutivo ao Gravel Challenge em Albufeira. Com a bicicleta de gravel afinada pelo José Carmo da BikePlanet e a vontade de pedalar no auge, parti mais um ano para ir desfrutar dos encantos da região do Algarve, num percurso distribuído ao longo de dois dias, cada etapa apresentando paisagens e desafios diferentes. Há várias razões que me levam a inscrever neste evento de Gravel em Albufeira pelo 3 ano consecutivo. Inscrever-me num objetivo em Janeiro, obriga-me a mexer em Dezembro. É maravilhoso assistir à evolução da modalidade, no primeiro ano éramos 12 na partida, no segundo 40, este ano fomos 85. Os percursos, a organização Cabreira Solutions e o ambiente que se vive ali num fim de semana levam qualquer um a regressar. Toda a gente super disponível e sempre com um sorriso para todos os participantes. O sol radiante acolheu-nos na primeira etapa, as estradas de gravilha sinuosas e trilhos desafiantes revelaram-se um autêntico playground para os entusiastas das bicicletas de gravel, proporcionando uma experiência única de contacto com a natureza e o espírito acolhedor da região. Vídeo Etapa 1 https://youtu.be/kC96LaM70-E?si=200foxbgIC3wNgC5 O Gravel Challenge Albufeira mostrou-se mais do que um simples evento desportivo; para uns significa ir competir e colocar-se à prova, para outros desfrutar da paisagem e cultura da região, mas acima de tudo continua a haver grande ambiente camaradagem entre os participantes. A segunda etapa levou-nos ainda mais uma vez pelas falésias, com trilhos maravilhosos e público a apoiar os participantes que passavam. Vídeo Etapa 2 https://youtu.be/Ym81HWUdYzA?si=bZpBWZPkhzpX-p_P Região e Organização de parabéns Os organizadores do evento não pouparam esforços para proporcionar uma experiência inesquecível, destacando-se não apenas pela excelência do percurso, mas também pela atmosfera vibrante que envolveu todos os participantes. Ao partilhar momentos e histórias com ciclistas igualmente amantes desta vertente das bicicletas, criamos memórias e novas amizades que perdurarão para lá da linha de chegada, os eventos são isto. O Algarve revelou-se um destino perfeito para os amantes do gravel, e o Gravel Challenge Albufeira foi o palco ideal para um fim de semana a pedal, perfeito. Até à próxima! Por: Luís Beltrão ### Teste | GPS IGPSPORT IGS 630s | Características de topo a preço médio A marca chinesa iGPSPORT parece sériamente comprometida em melhorar os seus equipamentos e oferecer um produto cada vez melhor e mais aperfeiçoado ao utilizador. A prova disso é a atualização do seu equipamento topo de gama iGPSPORT IGS 630, com o novo iGPSPORT IGS 630s. Testei o equipamento durante 3 meses (tal como havia feito com o seu antecessor), o equipamento é igual ao modelo 630 no que respeita a aspeto e qualidade de acabamento, mudou o software e foram melhorados alguns aspetos, com destaque para a, ainda maior, autonomia e melhorias na navegação. Vídeo do teste https://www.youtube.com/watch?v=T4gLCz7tuKk&t= Autonomia impressionante Uma das melhorias mais notáveis no iGS 630s é a sua incrível autonomia. Agora, com uma impressionante capacidade de 45 horas (o iGS630 também é muito bom, tem 35 horas). Podemos enfrentar trajetos mais longos sem nos preocuparmos com a bateria. Esta melhoria substancial na autonomia proporciona maior liberdade e menor preocupação, pois mesmo integrando o equipamento com outros acessórios (como luzes, potenciómetro, telemóvel, etc.) garante sempre uma autonomia muito boa seja quando queremos explorar novas e longas rotas, seja quando o utilizamos no dia a dia, sem ter necessidade de colocar a carregar muitas vezes. Créditos: Topcycling.pt Funcionalidade "Climb Pro" A adição da funcionalidade "Climb Pro" destaca o compromisso da iGPSPORT em fornecer ferramentas avançadas para os ciclistas. Esta funcionalidade informa sobre as subidas no percurso, permitindo uma preparação adequada para os desafios que se aproximam. Créditos: Topcycling.pt Confesso que eu pessoalmente não utilizo muito, principalmente se estiver num percurso com navegação, prefiro ter sempre acesso ao mapa, mas é útil nos primeiros metros da subida para sabermos o que temos pela frente. De qualquer forma é uma vantagem valiosa para os ciclistas que buscam melhorar o seu desempenho em terrenos variados, embora só funcione quando carregamos um percurso e estamos a seguir esse percurso. Os equipamentos da concorrentes de referência têm esta funcionalidade disponível, mesmo sem ter o percurso carregado, mas são equipamentos que custam sensivelmente o dobro do preço deste. Navegação: precisão e rapidez melhoradas, mas... A busca precisão atingiu um novo patamar no iGS 630S, a marca introduziu "GNS Dual-frequency GPS" e "GNSS full-constellation positioning" neste dispositivo, que resumidamente permitem que este esteja melhor tanto no que respeita à posição de navegação, como à melhor cobertura global. Créditos: Topcycling.pt Isto melhora o desempenho em diferentes condições meteorológicas, em áreas urbanas mais densas ou zonas mais remotas, com obstáculos naturais de maior dimensão. Notei que o iGS 630s teve melhorias na navegação, especialmente por corrigir automaticamente o percurso quando o ciclista se desvia do trajeto planeado. No entanto, é importante destacar que esta funcionalidade (correção da rota) não funciona tão bem quando comparado com marcas concorrentes de referência, ainda há espaço para melhorar neste campo. Créditos: Topcycling.pt Se o dispositivo detecta que na mesma direção (por exemplo Norte) existem caminhos alternativos mais longos, ele só nos manda voltar ao ponto onde saímos do trajeto planeado, não dá o caminho alternativo (direção norte), que permita retomar o principal. É importante salientar que esta funcionalidade faz mais diferença se estamos a correr contra o relógio, em algum evento competitivo, se utilizamos a navegação em simples modo viagem não vamos ficar perdidos certamente, o dispositivo oferece uma experiência de navegação boa. Integração e conectividade O iGS 630s não se destaca apenas pela sua autonomia e precisão, mas também pela integração com outros dispositivos como as luzes, medidores de potência e sistemas Shimano Di2. A Conectividade com Telemóvel A passagem das atividades gravadas para as aplicações IGS e Strava no telemóvel é bastante rápida e simples (melhor comparativamente com os concorrentes mais caros). Créditos: Topcycling.pt Uma das lacunas identificadas durante os testes está na passagem das notificações do telemóvel para o aparelho (chamadas e mensagens), notei a ausência da exibição de notificações no ecrã do iGS 630s. Esta falta de sincronização pode ser uma desvantagem para os utilizadores que valorizam a visualização rápida de mensagens ou alertas durante as suas voltas. Integração com Shimano Di2 No que diz respeito à integração com o sistema Shimano Di2, notei uma limitação na integração com os botões superiores das manetes. Durante o teste, notei a falta da funcionalidade nesses botões, que permitem por navegar entre as várias páginas sem ter que retirar as mãos do guiador. Créditos: Topcycling.pt Mesmo fazendo a sincronização por mais do que uma vez, quando tentei ativar essa opção (que aparace disponível no menu), nunca consegui que ficasse a funcionar. A integração é feita sem problemas com outras funcionalidades do Di2. Conclusão O iGPSPORT iGS 630s está melhorado em relação ao seu antecessor, com autonomia ainda maior, melhor precisão e rapidez na navegação, além de manter as características e funcionalidades de treino que já eram boas no IGS 630. Créditos: Topcycling.pt É um dispositivo com qualidade e que oferece tudo o que um ciclista pretende para monitorizar os seus treinos e evolução. Para os que procuram um dispositivo de treino com os vários tipos de leitura e sincronização (medidor de potência, banda cardíaca, Di2, etc.) é uma excelente opção. No campo da navegação, embora apresente uma melhoria notável sinto que ainda não se equipara a outros dispositivos concorrentes. Para ciclistas que priorizam uma conectividade impecável, uma navegação intuitiva, fácil e rápida, pode ser benéfico explorar outras opções no mercado antes de tomar uma decisão final. Creio que a iGPSPORT tem capacidade para elevar ainda mais a experiência do iGS 630s através de futuras atualizações. Preço e disponibilidade Este equipamento tem um PVP recomendado de €249,00 e podes descobrir as lojas que o comercializam através do importador da marca em Portugal, SCVOUGA. ### Tudor na Figueira da Foz com Alves Barbosa em mente Ricardo Scheidecker quer discutir a Figueira Champions/Casino Figueira e honrar o amigo e mentor Alves Barbosa, primeiro português a correr o Tour de France. A 10 de fevereiro o pelotão encontra-se para a 2ª edição da Figueira Champions/Casino Figueira, evento UCI ProSeries ganho por Casper Pedersen (Soudal Quick-Step) no ano passado. É junto ao Atlântico que vão iniciar a época alguns dos corredores que estão chamados ao centro do palco no grande teatro que é a temporada de 2024. Remco Evenepoel escolheu a Figueira da Foz para afinar a máquina antes do ataque ao Paris-Nice, como disse em entrevista ao TopCycling. A UAE-Emirates vem com a armada lusa quase completa: João Almeida estreia-se, Rui Oliveira vem de 9º na Clássica Comunidade Valenciana e António Morgado correu o Tour Down Under. Quem não falha pelo segundo ano consecutivo é Rui Costa, que cheirou a vitória em 2023 ao fechar na 4ª posição. Por confirmar está Rúben Guerreiro após ter sido 14º no Tour Down Under. Créditos: Anouk Flesch "Partiremos com um plano para tentar ganhar" Os portugueses no WorldTour terão representação na parte técnica de Ricardo Scheidecker, diretor da Tudor. A estrutura helvética abriu 2024 no Challenge de Maiorca com dois pódios e três top 10. Marius Mayrhofer e Yannis Voisard mostraram boas pernas no evento espanhol. Será uma estreia especial para a Tudor, que está no segundo ano como ProTeam e se apresenta na Figueira com uma estrutura de WorldTour. “O que eu vi da corrida no ano passado é que é dura e os percursos são muito bonitos. A expetativa que temos é de fazer uma excelente corrida. Sabemos que com corredores do nível do Remco as possibilidades de vitória diminuem, mas claro que partiremos com um plano para tentar ganhar.” Ricardo Scheidecker ao TopCyling. Créditos: João Fonseca Photographer Alves Barbosa, um ilustre figueirense Será uma rara oportunidade para Ricardo Scheidecker trabalhar numa terra que lhe é familiar. À cabeça do diretor da Tudor vem o nome de Alves Barbosa, um ilustre figueirense. Lenda do ciclismo nacional, Alves Barbosa faleceu em 2018, aos 86 anos. Deixou um legado muito maior do que as três Voltas a Portugal (1951, 1956 e 1958) que conquistou. Fez história ao ser 10º no Tour de France de 1956, onde correu pelo Luxemburgo e se tornou o primeiro ciclista português a alinhar na corrida francesa. “Estive muitas vezes na Figueira, por diversas razões, mas o que me liga a essa linda cidade é a sincera amizade que tinha com um dos meus mentores, o enorme Alves Barbosa. Se penso na Figueira, penso nele, porque nasceu lá.” ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Hoogerheide Correu-se esta tarde a 14ª ronda Taça do Mundo de 2024 em Hoogerheide. Esta foi a última ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse e consagrou Eli Iserbyt e Ceylin Alvarado como os vencedores deste ano. Num percurso muito rápido e disputado, a vitória da corrida feminina foi para Fem van Empel e a masculina Van der Poel. Corrida Masculina - Van der Poel vence e revela género do bebé do seu primo No masculino, as contas para a classificação final da Taça do Mundo estavam praticamente fechadas. Era preciso que Joris Nieuwenhuis terminasse em primeiro e Iserbyt não pontuasse, para que o recente campeão belga de ciclocrosse não ganhasse a Taça do Mundo.  A corrida masculina começou muito rápida e com um grupo muito grande a disputar a luta por posição até meio da terceira volta. Depois disso, um quinteto de ciclistas composto por Ronhaar, Iserbyt, Nieuwenhuis, Van der Poel e Nys destacou-se na frente da corrida. No decorrer da sexta volta, Van der Poel testou as pernas dos adversários e atacou, tendo sido seguido apenas por Thibau Nys. O quinteto acabou por se juntar novamente na sétima volta. Van der Poel voltou a atacar na oitava volta e desta vez ninguém o conseguiu seguir, cortando desta forma a meta em primeiro. Nieuwenhuis e Ronhaar preencheram os outros lugares, num pódio completamente neerlandês. Ao cortar a meta, o campeão do mundo fez um gesto curioso. Van der Poel explicou depois que o gesto foi para para revelar o género do bebé do seu primo. Van der Poel teria de fazer 👌se fosse menina e👍se fosse rapaz. https://twitter.com/UCI_CX/status/1751629529842401683 Top 10 POSNOMETEMPO1VAN DER POEL Mathieu1:02:572NIEUWENHUIS Joris0:053RONHAAR Pim0:094NYS Thibau''5ISERBYT Eli''6WYSEURE Joran0:217VAN DER HAAR Lars0:288VENTURINI Clément0:389ORTS LLORET Felipe0:4510RÜEGG Timon0:56 Classificação final da Taça do Mundo POSNOMEPONTOS1ISERBYT Eli3382NIEUWENHUIS Joris3133RONHAAR Pim2954VAN DER HAAR Lars2935VANDEPUTTE Niels2396VAN DER POEL Mathieu2217SWEECK Laurens2208VANDEBOSCH Toon2139KAMP Ryan20910NYS Thibau196 Corrida feminina - Stairway to Heaven dá 17ª vitória a van Empel Créditos: SprintCyclingAgency A corrida feminina foi de consagração para Alvarado que independentemente do resultado de hoje já tinha os pontos necessários para a conquista da Taça do Mundo. Schreiber confirmou mais uma vez o seu excelente arranque e apesar de sair da segunda fila chegou à primeira curva em primeiro.  No decorrer da primeira volta, van Empel rapidamente passou para a frente com Lucinda Brand logo atrás. Schreiber, Pieterse e Backstedt formaram um pequeno grupo na perseguição às lideres da corrida. Na quarta volta, van Empel passou para a frente com Lucinda Brand a juntar-se a ela. As duas corredoras iniciaram a quinta volta juntas com Vas e Schreiber na perseguição. Na penúltima volta, Vas alcançou-as e o trio foi junto para a última volta.  A corrida acabou por se decidir nas escadas que levavam à meta. Van Empel acelerou na Stairway to Heaven, como é conhecida esta escadaria, e ultrapassou as duas colegas ganhando assim posição para a ultima curva antes do sprint. Kata Vas ficou na segunda posição e Lucinda Vas ocupou o último lugar do pódio. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1751613552694026501 Top 10 POSNOMETEMPO1VAN EMPEL Fem46:482VAS Blanka Kata0:013BRAND Lucinda0:104BACKSTEDT Zoe0:245SCHREIBER Marie0:376VERDONSCHOT Laura1:027CANT Sanne1:128PIETERSE Puck1:149ZEMANOVÁ Kristyna1:1810HOLMGREN Isabella1:22 Classificação final da Taça do Mundo POSCiclistaPontos1ALVARADO Ceylin Del Carmen3482PIETERSE Puck3083BRAND Lucinda2844VAN EMPEL Fem2525BENTVELD Leonie2226VAN DER HEIJDEN Inge2217BAKKER Manon2198BACKSTEDT Zoe2149SCHREIBER Marie20210WORST Annemarie170 Os corredores vão agora até Tabor, onde no próximo fim de semana se vão disputar os campeonatos do Mundo de ciclocrosse de 2024. ### Tom Steels encantado com a Figueira Champions Classic Sprinters icónicos dos anos 90, Portugal no coração e o desejo de ganhar na Figueira da Foz. O TopCycling toma um café com Tom Steels, diretor da Soudal Quick-Step. Tom Steels foi um dos grandes de uma geração de sprinters que marcaram que os viu correr. Nomes como Erik Zabel, Mario Cipollini, Jan Kirsipuu, Stuart O’Grady ou Robbie McEwen ainda hoje nos trazem grandes memórias. De uma ou de outra forma todos continuam ligados ao ciclismo. Steels passou a dirigir a Soudal Quick-Step, reunindo-se com a equipa onde correu entre 1996 e 2002, na altura a Mapei Quick-Step. O belga é fã de Portugal, por isso abrimos a conversa a falar sobre as ondas gigantes da Nazaré. Rapidamente saltamos para a primeira visita nos anos 90. Por cá as coisas sempre lhe sorriram ao ponto de na Volta ao Algarve de 2005 ter ganho uma etapa e vestido a amarela. “Tenho ideia que foi num sprint em ligeira subida, em Portimão. Eu estava na equipa com o Vansevenant, era o primeiro lead-out do ano e ganhar logo foi ótimo. De alguns países posso ter más memórias de lá ter corrido, mas de Portugal só boas sensações.” Tom Steels em exclusivo ao TopCycling. https://twitter.com/soudalquickstep/status/1697907119360532795 "Portugal não é um país fácil para correr" Tom Steels refere-se a Wim Vansevenant, pai de Mauri Vansevenant que agora faz carreira na Quick-Step. Sentimo-nos mais velhos, mas também privilegiados por termos podido desfrutar de uma era onde os melhores do mundo vinham a Portugal, por isso recuamos até 1999 e ao GP Portugal Telecom. O antigo sprinter visitou Portugal com a Mapei. “Nunca tinha estado em Portugal, lembro-me de ouvir o português e pensar ‘que língua é esta’?” Até à última edição, em 2007, a prova realizava-se no distrito de Santarém e reunia uma série de aspetos clássicos das estradas portuguesas. “O nível competitivo era muito bom. Recordo-me de passar numa espécie de pavê. Portugal não é um país fácil para correr porque é sempre sobe e desce, mas é uma boa preparação para a temporada porque mesmo no pelotão tens que fazer um certo esforço de qualidade.” A edição de 1999 ficou marcada por uma queda. Paulo Martins, o meu colega de comentários no Eurosport, corria na Gresco-Tavira e lesionou-se com gravidade na chegada à Lourinhã. Nesse dia ganhou o tricampeão olímpico Viatcheslav Ekimov (Amica Chips), um de muitos nomes conhecidos presentes num pelotão que tinha Banesto, ONCE, Euskaltel-Euskadi e Telekom. https://www.youtube.com/watch?v=AXUUqzRC7Bk A 3ª etapa do GP Portugal Telecom finalizou com uma queda grave na Lourinhã. Steels foi o maestro do triunfo de Casper Pedersen O auge da carreira de Tom Steels foi a segunda metade dos anos 90. Etapas no Tour de France, vitórias nas grandes clássicas belgas (Gent-Wevelgem e Omloop Het Volk, a atual Omloop Het Nieuwsblad) e títulos nacionais. O homem que já viveu tudo no ciclismo gosta de experimentar novas sensações, por isso adorou a 1ª edição da Figueira Champions Classic. Steels foi o maestro do triunfo de Casper Pedersen. “Gostei do evento, estava bem organizado para as equipas e o ambiente foi bom. Quando fomos fazer o reconhecimento acabamos por nos misturar com o Gran Fondo e as pessoas começaram a seguir-nos. É sempre bom quando tens um corredor novo na equipa que entra a ganhar. Fizemos a volta grande que era agradável e depois a volta pequena não era fácil, o Casper até descolou e foi o único a reentrar. Demos-lhe a confiança de ir sprintar porque sabíamos que podia ganhar.” "O Moscon pode ser o nosso joker" O dinamarquês vai regressar à Figueira da Foz na companhia de Remco Evenepoel e a ideia é defender o título. Daí Pedersen fará a campanha de clássicas com os líderes Kasper Asgreen, Julian Alaphilippe e Yves Lampaert. Outro homem que pode vir a ser importante na Quick-Step é o reforço Gianni Moscon. O diretor Tom Steels reconhece que Mathieu van der Poel e Wout Van Aert são favoritos, mas confia no ADN ganhador da Wolfpack. “No ano passado tivemos uma campanha de clássicas difícil, muitos corredores ficaram doentes. O Moscon pode ser o nosso joker. Sempre usamos o coletivo, sobretudo desde que deixamos de ter o Tom Boonen como líder e mesmo aí jogávamos outras cartas e ganhávamos com vários corredores. O Julian está de volta aos eixos, o Kasper também após um período de 18 meses difícil, o Yves está motivado, o Pedersen tem qualidades. Temos cartas para jogar e bater-lhes o pé.” Despedimo-nos com uma pergunta: está a Bélgica a viver uma crise de classicómanos ou há talento local, além de Van Aert, para ganhar uma Volta à Flandres? Neste tema o coração belga de Tom Steels não vê cores nem maillots. “O Arnaud de Lie é um dos belgas que está próximo de se afirmar como classicómano: é rápido, tem um caráter forte, pode subir e é rápido. Se não falar como diretor da Soudal, mas como belga, o De Lie tem o perfil ideal para ganhar muitas clássicas.” ### Evento da Specialized na Montepio Meia Maratona de Cascais A Specialized tem preparado um evento para os entusiastas de bicicletas na Montepio Meia Maratona de Cascais.  No fim de semana de 2 e 3 de fevereiro os participantes da meia maratona vão poder testar a bicicleta elétrica Specialized Tero X no sábado e usufruir de um Bike Park no domingo. Oportunidade para testar a Specialized Tero X Este evento começa no dia 2 de fevereiro e neste sábado os participantes da meia maratona vão poder circular pela vila de Cascais enquanto testam a bicicleta elétrica de última geração Specialized Tero X. Bike Park para a sua bicicleta No dia seguinte, domingo, a Specialized vai ter um Bike Park na Montepio Meia Maratona de Cascais 2024. Deste modo, os participantes que queiram ir de bicicleta para o evento podem guardar a sua bicicleta e os seus pertences num espaço dedicado enquanto realizam a corrida. Sobre o Test Ride da bicicleta elétrica Tero X: Local: Montepio Meia Maratona de Cascais – Baía de Cascais (junto ao Hotel Baía)Passeio de Dom Luís I, 2750-320 CascaisMapa - https://maps.app.goo.gl/kBjdKHvWJG5ykapU6Horário dos Testes: Grupo 1: 9:00h Grupo 2: 10:30h Grupo 3: 12:30h Grupo 4: 15:00h Pode registar-se no evento e obter toda a informação para o teste da Turbo Tero X aqui. Bike Park durante a HMS Meia Maratona de Cascais: Local: Montepio Meia Maratona de Cascais – Baía de Cascais (junto ao Hotel Baía)Passeio de Dom Luís I, 2750-320 CascaisMapa - https://maps.app.goo.gl/kBjdKHvWJG5ykapU6 Horário: Das 8:00 às 13:00Aberto a todos os participantes da Montepio Meia Maratona de Cascais 2024. ### Ricardo Scheidecker – “Somos uma estrutura WorldTour” Tudor estreia-se no Giro e nas clássicas belgas. Falamos com Ricardo Scheidecker acerca da ambição da equipa suíça, de como se cria um ADN ganhador e da atenção ao mercado português. Um ano no pelotão profissional bastou à Tudor para conquistar um lugar no Giro de Itália. A formação suíça, lançada em 2022 por Fabian Cancellara com a base da antiga Swiss Racing Academy, convenceu a RCS a deixar de fora a Corratec-Vini Fantini italiana para agarrar uma vaga. Não é fácil para um organizador abdicar de uma equipa local, mas no caso da Tudor era previsível pelo prestígio do Spartacus, pela solidez do investimento e pelo facto de que a marca de relógios suíça é patrocinadora da RCS. O TopCycling visitou o estágio da Tudor em L'Alfàs del Pi (Alicante), no início de janeiro, e esteve quase uma hora à conversa com Ricardo Scheidecker, braço direito do proprietário Fabian Cancellara. Antes de ver confirmada a participação no Giro já se sentia por parte da estrutura a confiança de que a estreia numa grande Volta estava iminente, vincando que um convite não é o mesmo que um bilhete e que não se pode comprar. “As pessoas da RCS percebem que não queremos ir porque a Tudor patrocina a RCS. Podíamos ter tentado ir ao Giro no ano passado e quando reunimos – como sempre fiz com todos os grandes organizadores – dissemos que não porque não estávamos preparados. Este ano, depois de reforçar a equipa, estamos preparados para a nossa primeira grande Volta e pela primeira vez participar nas clássicas da Bélgica. Sempre com uma ideia realista do que podemos fazer, mas a equipa que vai ao Giro tem qualidade, não fomos pedir esmola para participar.” Ricardo Scheidecker ao TopCycling. Queres entrar no carro da Tudor e ver a loucura dos abastecimentos? Clica no link e vê o vídeo! Todos os setores foram reforçados A parte mais fácil está feita, o duro vem em maio quando a Tudor tiver que confirmar na estrada o porquê de passar a estar no radar das provas importantes. Para consolidar a ambição do projeto todos os setores foram reforçados, do staff ao plantel, que passa de 20 a 28 corredores. Todos os atletas recrutados partilham o facto de chegarem do WorldTour. Matteo Trentin, Alberto Dainese e Michael Storer são nomes sonantes que trazem no currículo vitórias em grandes Voltas. Também preenchem requisitos humanos que Ricardo Scheidecker sente que se alinham com os da Tudor. “Os corredores trazem um legado. O Alberto ganhou etapas no Giro e na Vuelta e no dia em que for ao Tour tenho a certeza que também vai ganhar. O Matteo é o capitão, tem experiência e capacidade de liderança, foi o primeiro nome que pus em cima da mesa porque já o queria na Quick-Step, mas o Patrick ignorou sempre esse pedido. Aqui nem pensei meio segundo. Queríamos trazer qualidade física e humana para melhorar a equipa, há ‘campeões’ que não têm hipótese de vir porque não se alinham com a nossa forma de estar.” Scheidecker analisa a Superliga, os milhões da Arábia e fala de um ciclismo sem rumo Créditos: Anouk Flesch “Estava à espera de ganhar zero. Ganhar 11 foi excecional” Pela segunda vez na carreira o português teve que ajudar uma equipa quase do zero, tal como nos tempos da Leopard. A Tudor já tinha estrutura Continental, mas a dimensão da mudança tornou 2023 num ano de transição. Ricardo Scheidecker, por exemplo, nunca tinha trabalhado numa ProTeam e lidado com detalhes como as limitações de calendário da categoria. Foi com surpresa que finalizaram a época com 11 vitórias, sequência iniciada pelo sprinter Arvid de Kleijn na corrida mais antiga do mundo, a Milão-Turim. “Estava à espera de ganhar zero. Ganhar 11 foi excecional! Avisei toda a gente: preparem-se porque podemos não ganhar. Cheguei aqui e conhecia o [Simon] Pellaud, o [Alexander] Kamp e o [Sebastian] Reichenbach, depois percebi que o Arvid [De Kleijn] foi o sprinter que bateu o Cavendish na Volta à Turquia em 2021. Sou ambicioso, mas realista, por isso centramo-nos no processo de fazer tudo bem, dar boas condições aos corredores… as vitórias são uma consequência. Houve uma assimilação do ADN que queremos criar que é continuar o legado do nosso proprietário, o Fabian Cancellara: é normal que queiramos ser uma equipa vencedora, mas ninguém aponta pistolas à cabeça de ninguém, temos é que fazer as coisas bem para tentar ganhar.” Arvid de Kleijn venceu a clássica Milão-Turim, a primeira vitória da Tudor em 2023.Créditos: Tudor Pro Cycling "Somos uma estrutura WorldTour" A Tudor ganhou mais do que Q36.5 e a Total Energie, mas no ranking UCI foi 25ª. No comando da segunda divisão estiveram Lotto-Dstny (9ª), Israel Premier Tech (16ª) e Uno-X (21ª), assegurando os convites para as melhores corridas. O fator ranking e os pontos não tiram o sono ao diretor da Tudor, que vê esses aspetos como consequência do trabalho. Consolidar processos, recrutar atletas que os apliquem e fazer uma boa gestão humana são as prioridades. “Eu quero ganhar corridas. É preciso sprintar para o 5º? É. Um top 10 na Amstel Gold Race foi importante? Foi, mas não sei quantos pontos deu, tenho colegas que veem isso. Queremos estar entre as duas melhores ProTeam porque nos faz aceder ao calendário de topo. Temos 28 corredores, seis diretores e quatro treinadores só para a ProTeam, depois há a estrutura sub-23; somos uma estrutura WorldTour. Vamos fazer 230 dias de corrida – foram 160 em 2023 – e é evidente que há equipas da nossa categoria que têm mais corredores e fizeram mais corridas, logo, tiveram mais oportunidades de somar pontos. E a performance? Assumem a corrida quanto têm sprinter? Fazem o trabalho que devem fazer?” Matteo TrentinCréditos: Tudor Pro Cycling Alberto DaineseCréditos: Tudor Pro Cycling ADN ganhador Born to dare é a frase que se pode ler no autocarro da Tudor e é a ousadia que guia o dia a dia da formação helvética. Se o objetivo é estar entre as duas melhores ProTeam é preciso disputar e ganhar corridas. Como ganhar a equipas que superam a Tudor em orçamento? Criando um ADN ganhador. A filosofia e o recrutamento apontam o caminho que a Tudor vai seguir: priorizar os sprinters e caçar vitórias. “Contratar um corredor de geral custa milhões e todos os ovos num cesto não me parece inteligente. A Bora é um bom exemplo de uma equipa que se estruturou, teve sempre sprinters e a partir do momento em que se solidificou decidiu mudar os objetivos para provas por etapas e já ganharam um Giro de Itália. Se chega um talento que nos permite disputar uma grande Volta não vamos perder a oportunidade, mas não me interessa fazer top 10 e acabar o ano com três vitórias. Sempre estive em equipas que ganharam e ficas viciado na vitória.” Hannes Wilksch é um dos jovens promissores da Tudor.Créditos: Tudor Pro Cycling Há potencial humano em Portugal? Também há perfis completos nas fileiras da equipa e que empolgam a direção desportiva. O mais destacado em 2023 foi o alemão Hannes Wilksch, que fez pódio nas versões sub-23 do Giro e do GP Plouay. Outros nomes a ter em conta são o suíço Yannis Voisard que foi 3º na Hungria e 7º na Sicília, o francês Mathys Rondel que fechou a Volta a França do Futuro no top 10 e foi 2º na Alsácia e o alemão Marco Brenner, que chega da DSM onde não conseguiu mostrar o brilhante júnior que foi. O que não há na equipa suíça são ciclistas portugueses. Despedimo-nos de Ricardo Scheidecker perguntando se há potencial humano em Portugal? “Há. A nossa equipa sub-23 tem contacto com uma ou outra equipa de juniores em Portugal e estamos atentos. Os talentos portugueses querem ir de juniores para o WorldTour, o que eu compreendo, talvez com algum compasso intermédio. Não cometemos loucuras e não vamos pagar ordenados a miúdos para aquilo que eles pensam que vão ganhar, não é boa política. Nisso concordo com o Patrick Lefevere que sempre teve sucesso e pode ter perdido talentos, mas pagar ordenados absurdos a corredores que têm grandes dados e watts por quilo, VO2max… têm que demonstrar o valor na estrada porque em cima da bicicleta está um ser humano que tem que usar a inteligência para saber correr e agarrar oportunidades. É coincidência não termos portugueses, mas é também verdade que os talentos em Portugal têm que ser agarrados quando são miúdos senão é difícil, é bastante difícil.” ### Tiago Ferreira apresenta novo projeto desportivo O ciclista português Tiago Ferreira, um ícone do ciclismo nacional e mundial, revelou um novo capítulo na sua carreira ao lançar o seu próprio projeto desportivo. Aos 37 anos, o ciclista reconhecido pelas suas conquistas nas maratonas de BTT, decide expandir o seu âmbito desportivo, apostando também no Gravel. O ano de 2024 revela uma série de mudanças significativas na trajetória desportiva de Tiago Ferreira, destacando-se a criação do seu próprio projeto desportivo, concebido e alinhado com a sua visão e objetivos pessoais. A colaboração com uma variedade de patrocinadores, diretamente envolvidos no projeto, possibilitou a concretização desta iniciativa, que passou da ideia à realidade, destacando-se especialmente aqueles que emprestam o seu nome à equipa “VOUZELA | BH” TF Racing Team. Tiago Ferreira continua focado na competição e na vertente XCM (Cross-Country Maratona) onde sempre se destacou e se sagrou Campeão do Mundo em 2016. Para esta temporada, foi definido um calendário com objetivos competitivos claros - como o Campeonato do Mundo de XCM, o Campeonato da Europa de XCM e a aposta na vertente de Gravel. Junta-se um projeto especial a realizar com a Red Bull, marca que tem sido nos últimos anos um apoio de extrema importância para o atleta. Sendo um projeto que envolve apenas o atleta, a equipa conta com o envolvimento de um conjunto de profissionais que darão todo o apoio, tal como todas as empresas e instituições envolvidas na concretização do projeto “VOUZELA | BH” TF Racing Team. Tiago Ferreira não esconde o entusiasmo em relação ao futuro: "Este novo projeto é quase como um recomeço na minha carreira. É algo que sempre ambicionei, tendo a motivação extra de poder trabalhar com parceiros e patrocinadores que sempre quis ter. Não será apenas um projeto focado nos resultados e na performance, mas também na imagem e em novos projetos, como é o caso da Red Bull, onde iremos ter um desafio ainda durante o ano de 2024. O objetivo da criação deste projeto é poder ter a minha própria estrutura onde possa planificar o meu calendário com corridas que gosto e poder experimentar outras vertentes, como é o caso do Gravel, que está super na moda e em expansão nos próximos anos". Um percurso impressionante Tiago Ferreira ostenta um palmarés impressionante que atesta a sua notável carreira desportiva. Ao longo dos anos, conquistou vários títulos e distinções de relevo, sendo o ponto alto em 2016, quando se sagrou Campeão do Mundo de XCM, título máximo no panorama internacional do ciclismo. Nesse ano marcante, o atleta português também representou o país nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro na modalidade de XCO. Tiago Ferreira foi campeão do Mundo em 2016. Os sucessos de Tiago Ferreira continuaram em 2017 e além, solidificando o seu estatuto no cenário competitivo global. Nesse ano, tornou-se Campeão da Europa de XCM, um título que revalidou em 2019, evidenciando a sua consistência nas competições continentais. Além disso, o atleta português conquistou o título de Vice-Campeão do Mundo de XCM em 2017 e novamente em 2020, reforçando a sua posição como uma referência no ciclismo internacional. O Everesting de 2020 Em 2020, com a competição em pausa em virtude da situação pandémica, Tiago Ferreira estabeleceu para si mesmo outros objetivos de proporções monstruosas: propôs-se a acumular o máximo de desnível positivo ao longo de 24 horas. Num percurso de 1.5km com 214 metros de desnível positivo em São Pedro do Sul, o Tiago somou 83 subidas e 17.753 metros de desnível positivo acumulado, mais do que um Duplo Everesting. Um feito colossal recompensado com algo ao alcance de muito poucos: um recorde mundial, certificado pela "Official World Record Association". Ao longo da sua carreira, Tiago Ferreira demonstrou ser um verdadeiro dominador nas competições nacionais, acumulando oito títulos de Campeão Nacional de XCM e deixando uma marca indelével no ciclismo português. O seu percurso repleto de êxitos é testemunho do talento, dedicação e perseverança que moldaram a trajetória deste notável atleta. Em suma, o atleta português estabeleceu um legado duradouro no desporto, levando o nome de Portugal além fronteiras. 2024 reserva uma nova e desafiante reviravolta na carreira deste atleta excecional, com a criação do seu próprio projeto desportivo, sob o nome "VOUZELA | BH" TF Racing Team, a expectativa é grande por parte de todos os fãs da modalidade e de Tiago Ferreira. ### Iúri Leitão na Volta ao Algarve Após o êxito na pista Iúri Leitão estará na Algarvia com a Caja Rural-Seguros RGA. Confere o calendário do campeão mundial e europeu! O plano é simples, executá-lo com sucesso bem pelo contrário. O ano de 2024 será longo e o melhor sprinter português da atualidade quer ir com calma e colocando objetivos a curto prazo. No entanto, como finalizador que é, há uma meta no horizonte: representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, algo que nenhum homem conseguiu fazer no ciclismo de pista. Até lá Iúri Leitão vai conciliando a atividade no velódromo pela seleção nacional com a época de estrada onde pelo terceiro ano representará a Caja Rural-Seguros RGA. “Os objetivos são claros e passam por estar presente da melhor forma nos Jogos Olímpicos, mas sem nunca esquecer o calendário de estrada que, além de ser importante para mim e para a equipa, ajudam a dar um ponto de forma para a pista. Além de que, caso corram bem, ajudam muito na motivação.” Iúri Leitão ao TopCycling. Créditos: Sprint Cycling Agency Na pista para selar o apuramento olímpico A Caja Rural-Seguros RGA foi apresentada em Pamplona a seguir ao Europeu de Apelddorn, o que permitiu ao ciclista de Viana do Castelo mostrar o maillot conquistado graças ao título no scratch. Iúri Leitão abre a época de estrada na Volta ao Algarve (14-18 de fevereiro) e vai manter em paralelo o foco na pista de modo a selar o apuramento olímpico. “Vou fazer a Taça das Nações na Austrália [2 de fevereiro] e em Hong Kong [15 de março], além de correr em março uma prova C1 em Portugal [GP Internacional Pista Artur Lopes]. Na apresentação toda a gente estava a par do que se tinha passado no Europeu e estavam bastante contentes. Todos me deram os parabéns e ficam motivados por sentirem que a equipa está em forma.” Para já 2024 não podia ter começado melhor, não só pela exibição no Europeu, mas também pela maneira convincente como dominou todas as provas dos Campeonatos Nacionais. Créditos: Sprint Cycling Agency Sem vencer na Vuelta a Espanha desde 2012 A estrutura baseada na comunidade de Navarra venceu em 16 ocasiões em 2023 e realizou a melhor época das últimas oito. Leitão (cinco vitórias além dos títulos de campeão do mundo de omnium) e o venezuelano Orluis Aular (sete vitórias ) líderaram os homens de verde. O ponto alto da época de estrada do corredor de 25 anos foi a vitória na Volta à Croácia num sprint em que bateu Alexander Kristoff e Elia Viviani. Quanto à Caja Rural-Seguros RGA, apesar de nove top 10 continua sem vencer na Vuelta a Espanha desde 2012, quando António Piedra conquistou os Lagos de Covadonga. O pentacampeão do Tour, Miguel Indurain, assistiu à apresentação da Caja Rural.Créditos: Sprint Cycling Agency A um triunfo de ser centenária A 15ª época da formação espanhola no pelotão conta apenas para da história de uma estrutura que existe há 36 anos. O respeito pelo trabalho realizado notou-se na plateia do auditório onde decorreu a apresentação: marcaram presença o campeão olímpico Samuel Sánchez, o navarro Miguel Induráin e o trepador Mikel Nieve, que se retirou a época passada ao serviço da equipa. Para 2024 um aliciante: com 99 vitórias, a Caja Rural-Seguros RGA está a um triunfo de ser centenária! A filosofia é manter a aposta na formação e exportar talentos para o WorldTour – com Jon Barrenetxea na Movistar são 27 os corredores que vestiram de verde que subiram à máxima categoria. ### Roupa e equipamento - Algumas dicas para o inverno Neste vídeo, falo sobre alguns truques e equipamento para os dias de frio ou chuva no inverno. Para o ciclista mais experiente nada do que se refere no vídeo é novidade, mas há sempre quem tenha iniciado a sua aventura no mundo da bicicleta há menos tempo, para quem estas dicas podem ser úteis. Falo dos básicos, depois cada um adapta à sua maneira. O principal conselho é que mais vale ter menos roupa, mas a adequada, do que muita roupa menos adequada que acaba por causar calor durante a prática do exercício físico, mesmo no inverno. Vídeo https://youtu.be/7rr-Oig_ebs?si=js8qCfLEl6Lp_ojH Visita, explora e subscreve o canal youtube Topcycling pt, desde testes, reviews, entrevistas ou viagens de bicicleta, há muita variedade de conteúdo sobre ciclismo e bicicletas. ### Dave Brailsford sai da INEOS Grenadiers | A restruturação Dave Brailsford, fundador da mítica Team Sky e que levou a Grã-Bretanha ao topo do ciclismo de estrada, vai deixar a INEOS Grenadiers, onde ainda era chefe da equipa. Brailsford estava na formação britânica desde 2010, com o objetivo de levar para a estrada os êxitos dos britânicos na pista. Foi com ele na frente deste projeto que se iniciou uma nova era no ciclismo em que a ciência aplicada ao desporto ganhou um enorme destaque.  Pioneiro nos "Ganhos Marginais" Foi Brailsford quem trouxe as mais recentes metodologias de treino, nutrição cuidada, descanso do ciclista, entre outros, e foi com esta nova abordagem ao ciclismo que surgiu o termo "ganhos marginais". A equipa mudou o gel das massagens e o sítio onde estacionava o autocarro para que os ciclistas caminhassem o menos possível depois das provas. Os colchões e as almofadas também eram os mesmo para que os corredores estivessem habituados a eles e dormissem melhor. Todos estes pequenos detalhes somados, davam lugar a uma enorme vantagem para com o resto das equipas. O projeto da Sky era fazer com que a equipa vencesse o Tour em cinco anos. Brailsford conseguiu em três. Com a entrada da INEOS na equipa, o papel de Brailsford começou a mudar e passou a ser mais ligado à parte da gestão. Há alguns meses, soube-se da entrada da INEOS na estrutura acionista do Manchester United e Dave Brailsford começou a ser apontado como um dos nomes para ocupar um lugar importante na estrutura do clube inglês.  Mudança de hierarquias na equipa britânica Créditos: Ineos Grenadiers Os últimos meses foram de muitas mudanças na equipa quer em termos de ciclistas, quer na estrutura técnica. De lembrar que ciclistas como Adam Yates, Richard Carapaz e Tao Geoghegan Hart saíram para outras formações, enquanto que uma das principais peças do projeto, Rod Ellingworth se demitiu.  A estrutura da INEOS Grenadiers tem assim uma nova hierarquia após estas saídas. O CEO passa a ser John Allert que coordena o dia-a-dia da equipa após dois anos a gerir a parte empresarial. Reporta a Dave Brailsford e Jean-Claude Blanc que integram o grupo Ineos Sport.  Scott Drawer, que já tinha estado na antiga Sky, voltou de novo aos quadros da equipa. O agora novo diretor de performance dirigiu a investigação e inovação na equipa da Grã-Bretanha durante cinco ciclos olímpicos. Steve Cummings, antigo Diretor Desportivo durante dois anos, liderando a equipa no Tour, foi promovido a Diretor de Competição. Por sua vez Imanol Erviti é o novo Diretor Desportivo da equipa, depois de vários anos a correr na Movistar. ### Juventude ao poder no pelotão feminino em 2024 Da Austrália a Maiorca, quatro das cinco vencedoras de provas UCI no arranque da época têm 23 anos ou menos. Conferimos ainda a estreia de Daniela Campos pela Eneicat. Ao sprint no Tour Down Under, a subir o icónico Monte de Willunga ou nas ilhas Baleares entre a serra de Tramuntana e o mar Mediterrâneo. A época feminina de 2024 arrancou forte e com uma tendência: as miúdas vieram para bater o pé às veteranas! Começou no hemisfério Sul e alastrou-se ao hemisfério Norte. O “vírus” da juventude fez com que em seis dias de competições UCI só uma ciclista acima de 23 anos levantasse os braços: Cecilie Uttrup Ludwig (FDJ-Suez) venceu a 2ª etapa do Tour Down Under e é aos 28 anos a ciclista mais veterana a ganhar este ano! Nestas contas não entram provas que não estejam incluídas no calendário UCI como por exemplo a vitória de Sofia Bertizollo (UAE ADQ) na clássica de Geelong. A neozelandesa Wollaston ganhou a 1ª etapa do Tour Down Under.Créditos: Brent Peeters Ataque cirúrgico de Sarah Gigante em Willunga Hill A época abriu na Austrália com o Tour Down Under, que se decidiu com um ataque cirúrgico de Sarah Gigante em Willunga Hill. Aos 22 anos a atleta da AG Insurance-Soudal tornou-se a mais jovem campeã da corrida. A equipa belga já tinha entrado a ganhar com Ally Wollaston, neozalendesa de 22 anos, que sprintou mais rápido do que as rivais na abertura da prova, em Campbelltown. Magdaleine Vallieres Mill venceu o Troféu Palma.Créditos: Challenge Ciclista Mallorca Estreia do Challenge de Maiorca Na Europa a época só abriu no dia 20, com a estreia do Challenge de Maiorca, composto por três troféus em outros tantos dias. Para manter a tendência a vencedora do sprint em Colònia Sant Jordi foi Noemi Ruegg (EF Education-Canondale). Se a suíça surpreendeu as sprinters, no dia seguinte a colega Magdaleine Vallieres Mill enganou as trepadoras e deu novo triunfo à EF, desta feita no Troféu Palma. Adivinham quantos anos tem? Ah pois é, são 22! No último dia em Maiorca o Troféu Binissalem-Andratx caiu para Eleonora Gasparrini (UAE ADQ), que aos 21 anos se prepara para ser um dos nomes fortes da época pela velocidade com que termina corridas duras. Daniela Campos, a atleta mais alta ao centro, na estreia pela Eneicat.Créditos: Challenge Ciclista Mallorca Femenina Daniela Campos já equipa à Eneicat Das corridas maiorquinas nota ainda para uma estreia: Daniela Campos já equipa à Eneicat! A ciclista de Boliqueime ficou no top 20 no primeiro troféu e concluiu os dois mais duros em bom plano. Foi a única presença portuguesa no Challenge de Maiorca depois da razia no pelotão espanhol durante o defeso. Veremos se a tendência se mantém no resto da temporada de ciclismo feminino, mas é de esperar uma resposta à altura das veteranas já nos próximos eventos: Cadel Evans Great Ocean Race, Clássica de Almería, Volta à Comunidade Valenciana e UAE Tour. ### Aos meus rapazes só tenho a dizer: missão cumprida Um dia de trabalho convertido em memória familiar graças a um fotógrafo belga e um post no Instagram. Aconteceu em Benidorm na festa do ciclocrosse. O evento da Taça do Mundo de ciclocrosse realizado em Benidorm desperta em mim emoções que pareciam ter desaparecido. Em criança habituei-me a ir à estrada ver a Volta a Portugal, a ir ao estádio, ao pavilhão. Quinze anos de profissão tornaram-me cético pelo distanciamento que devo manter face àqueles que analiso. Os atletas são profissionais e eu narro feitos desportivos incríveis, sem endeusar personalidades já que herói é o que salva pessoas à deriva no Mediterrâneo ou o bombeiro que entram num edifício em chamas. Surpreende-me voltar a sentir coisas que senti em criança. Essa predisposição tem um efeito magnético, isto é, as histórias fluem até mim, talvez porque trabalho com a família ao lado e vivo cada momento com a ilusão de mostrar aos meus filhos algo empolgante. Créditos: TopCycling "Foto, foto, foto" No ano passado o destino juntou-me com o avô do Thomas Pidcock. Não fiz nada para o encontrar, simplesmente apareceu na minha vida e pude contar a história de um senhor terno e devotado aos netos. Este domingo voltei ao Parque Foietes, em Benidorm, e foi ainda mais intenso porque os miúdos estão mais crescidos, já chamam pelos ciclistas, apreciam a velocidade e vibram com os ídolos. Após o evento faço sempre revista de imprensa e confiro o que foi dito nas redes sociais. Foi assim que encontrei uma foto – aqui partilhada no topo da página – onde identifiquei logo os meus rapazes e os amigos, um grupo com idades entre os cinco e os nove anos. A foto é da autoria do belga Billy Ceusters, que me contou que foram os miúdos que lhe disseram "foto, foto, foto" e lá lhes fez a vontade. Não sabia de nada até ver uma publicação no Instagram da Maghalie Rochette, 15ª classificada na prova. Créditos: TopCycling Missão cumprida Foi um choque. "Porque é que a melhor ciclista de crosse do Canadá tem uma foto dos meus filhos?" A Maghalie Rochette agradeceu aos fãs o ambiente vivido nesta ronda da Taça do Mundo e escolheu aquele "boneco". Uau... alegria suprema porque fomos com a missão de gritar por cada ciclista que passasse por nós. Como foi o caso da Emily Shields, que logo na primeira volta viu a corrente saltar e encostou mesmo à nossa frente. Custou à americana voltar a por a corrente, mas nem entrou pânico nem teve um gesto de frustração. Animada pelos "ultras do monte" arrancou e terminou fora do controlo, mas a 60ª classificada da Taça do Mundo fez uma corrida brutal. No Instagram, Emily Shields conta que em Benidorm “os fãs são super simpáticos e apoiaram muito (…) A dada altura até houve pessoas a cantar EMILY numa subida”. Éramos nós Emily… A parte de cantar não sei, mas gritar os miúdos fartaram-se de gritar! Duas corredoras de 30 anos, com inúmeras experiências vividas no circuito, saíram de Benidorm de coração cheio. Permitam-nos ser presunçosos e pensar que foram os nossos gritos que elas ouviram. Fiz algumas fotos que fui partilhando convosco ao longo do artigo, nenhuma com a arte da que tirou o Billy Ceusters e que inspirou este relato. Aos meus rapazes só tenho a dizer: missão cumprida, para o ano voltamos com mais amigos, mais cartazes e ainda mais ganas de puxar por todos! ### Peter Sagan na Cape Epic 2024? O tricampeão do mundo de estrada, Peter Sagan, retirou-se do ciclismo profissional de estrada em 2023. Em 2024 Sagan dá início a um capítulo totalmente novo, voltando às suas raízes no mountain bike, com os olhos nos Jogos Olímpicos de Paris. O lendário ciclista eslovaco iniciou a sua preparação na África do Sul, por lá tem estado a treinar, com o não menos lendário, Nino Schurter, que tal como outros atletas de BTT que participam na Cape Epic aproveitam esta fase do ano para treinar naquele país. A presença de Peter Sagan na África do Sul e os vídeos partilhados nas redes sociais, levantaram desde logo a rumores de que o eslovaco poderá estar a preparar uma eventual participação na Cape Epic, a corrida de BTT por etapas mais mediática do mundo. O vídeo de Peter Sagan e Nino Schurter na África do sul. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Nino Schurter (@nschurter) Apesar de retirado do ciclismo profissional de estrada, Peter Sagan continua a ter parceria com a Specialized, marca que Sagan representa desde 2015. O ciclista irá competir integrado na equipa de fábrica de BTT, Specialized Factory Racing, que lhe dará suporte nas corridas internacionais, A Cape Epic realiza-se entre os dias 17 al 24 de Março, e é uma competição em duplas (equipas de dois ciclistas, que têm que começar e terminar as etapas e corrida juntos), razão pela qual Sagan teria que correr com um parceiro de equipa, apesar de ainda não haver confirmação do seu calendário. Vindo do World Tour, corridas por etapas não são um problema para Peter Sagan, no entanto o tipo de esforço e as características da corrida são muito diferentes, pelo que uma participação na Cape Epic representaria um enorme desafio para o ciclista, algo que seria também bastante mediático. Depois de iniciar a temporada totalmente dedicado ao BTT, a sua participação nas primeiras competições é aguardada com alguma expectativa. Peter Sagan deverá alinhar maioritariamente em corridas de XCO, a vertente olímpica do BTT. ### Iúri Leitão e Maria Martins dominam Nacionais Cinco títulos para Leitão e quatro para Martins no Velódromo Nacional, em Sangalhos. Rodagem dos Europeus fez a diferença nos Nacionais. Está concluída mais uma edição do Campeonato Nacional de Portugal de ciclismo de pista, que decorreu entre os dias 20 e 21 de janeiro, no Velódromo Nacional, em Sangalhos. Os pistards deslocaram-se ao munícipio de Anadia uma semana após a realização do Europeu de Apeldoorn (Países Baixos), no qual Iúri Leitão venceu o scratch e a seleção nacional teve uma ótima prestação nas disciplinas olímpicas que aproximam os atletas dos Jogos de Paris 2024. Iúri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA) foi o menino de ouro entre os elites masculinos. O vianense saiu do velódromo com cinco títulos nacionais: 1º no omnium à frente de Ivo Oliveira (UAE Emirates) e João Matias (Tavfer/Ovos Matinados) 1º na eliminação à frente de Ivo Oliveira (UAE Emirates) e Diogo Narciso (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) 1º no scratch à frente de Diogo Narciso e João Matias (Tavfer/Ovos Matinados/Mortágua) 1º na corrida por pontos à frente de Ivo Oliveira e Daniel Dias (Rádio Popular/Paredes/Boavista) 1º no madison (com Diogo Narciso) à frente das duplas Miguel Salgueiro/Rodrigo Caixas (Tavira/LA) e João Matias/Ivo Oliveira (Tavfer/UAE) Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Domínio claro de Maria Martins Já entre as elites femininas também houve um domínio claro de Maria Martins. A ribateja, ainda sem equipa para a época de estrada, fechou os Nacionais com quatro títulos nacionais e teve um frente a frente empolgante com Beatriz Roxo. A corredora que alinha na estrada pela Cantábria Deporte/Rio Miera foi 2ª em todas as provas ganhas por Maria Martins, enquanto a fechar o pódio esteve sempre Patrícia Duarte (Tavira/Extremo Sul/SC Farense). Tata terminou os Nacionais com vitórias nos seguintes eventos: 1ª no omnium 1ª no scratch 1ª na corrida por pontos 1ª na eliminação, sempre à frente de Beatriz Roxo (Cantabria Deporte/Rio Miera) e ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Benidorm Sob o sol radiante de Benidorm, a 13.ª etapa da Taça do Mundo de Ciclocrosse proporcionou um espetáculo eletrizante tanto na corrida feminina como na masculina. Corrida feminina A competição começou com Fem Van Empel a liderar, seguida de perto por Puck Pieterse e Zoe Backstedt; ao trio juntou-se Ceylin del Carmen Alvarado na frente da corrida. Com uma impressionante aceleração na terceira volta, Pieterse deixou Alvarado sob pressão, resultando numa disputa emocionante entre as líderes. Na última volta, Alvarado ainda reentrou na frente da corrida e na subida mais dura do circuito jogou ao ataque, mas foi contra-atacada por Pieterse que tentou ao mesmo tempo ganhar vantagem a Van Empel. A campeã do mundo soube sofrer e na zona técnica de acesso à meta ultrapassou a rival posicionando-se melhor para um sprint que veio a ganhar. Repetiu-se o desfecho da primeira edição da prova feminina em Benidorm, com Van Empel a vencer no limite. Quanto a Alvarado, o pódio na corrida permitiu-lhe selar já a vitória na geral da Taça do Mundo. Créditos: SprintCyclingAgency Créditos: SprintCyclingAgency Créditos: SprintCyclingAgency TOP 10 POSNOMETEMPO01VAN EMPEL Fem 52:5302PIETERSE Puck + 0103ALVARADO Ceylin del Carmen + 1604BRAND Lucinda + 2705VAS Blanka + 3306CASASOLA Sara + 4407VERDONSCHOT Laura + 01:2808SCHREIBER Marie + 01:4609WORST Annemarie + 01:5510BACKSTEDT Zoe + 02:23 Corrida masculina - Finalmente Wout van Aert Também a corrida masculina da Taça do Mundo de Ciclocrosse teve emoção do início ao fim. O cenário estava preparado para mais um duelo épico entre os maiores nomes do ciclocrosse. Não obstante o domínio avassalador de Mathieu van der Poel esta temporada, em Benidorm o neerandês voador sofreu problemas mecânicos na primeira volta, caiu para fora dos 30 primeiros e andou a quase a meio minuto dos líderes. Créditos: SprintCyclingAgency Créditos: SprintCyclingAgency Créditos: SprintCyclingAgency A recuperação de Van der Poel Liderado por Laurens Sweeck e Joris Nieuwenhuis, o pelotão viu Wout Van Aert assumir a frente da corrida, tentando colocar um ritmo alto para dificultar a recuperação de Van der Poel. Apesar do contratempo inicial, o campeão mundial recuperou posições de forma impressionante, reentrando na discussão da corrida a meio da prova. No vídeo abaixo podem conferir a recuperação de Van der Poel. https://twitter.com/cyclocross24/status/1749096717033644291 Decisão nas mãos de Van Aert e Michael Vanthourenhout A batalha entre Van Aert e Van der Poel foi intensa. Apesar das adversidades o corredor da Alpecin esteve soberbo, como tem estado ao longo da temporada, mas mostrou que não é infalível quando após passar na caixa de areia embateu num poste e caiu. O momento tirou Van der Poel da luta pela vitória e entregou a decisão nas mãos de Van Aert e Michael Vanthourenhout, o único capaz de se manter à roda do belga da Visma. https://twitter.com/visconti_es/status/1749148767469588840 Na última volta Van Aert não quis arriscar numa decisão no sprint e atacou Vanthourenhout, ficando com uma margem confortável na liderança. Tão confortável que uma distração a saltar as barreiras o atirou ao chão... sem hipotecar a vitória, mesmo que tenha feito a parte final sem selim como podem conferir no vídeo abaixo. Foi o primeiro triunfo de Van Aert num crosse contra Van der Poel esta temporada. Eli Iserbyt foi 4º e ampliou a vantagem na Taça do Mundo sobre Joris Nieuwenhuis (13º). https://twitter.com/teledeporte/status/1749088071373516803 TOP 10 POSNOMETEMPO01VAN AERT Wout 01:01:0602VANTHOURENHOUT Michael + 0303NYS Thibau + 0704ISERBYT Eli + 0705VAN DER POEL Mathieu + 1206VANDEBOSCH Toon + 1307VAN DER HAAR Lars + 1508ORTS LLORET Felipe + 2109PIDCOCK Tom + 2710VENTURINI Clément + 31 A próxima será a última ronda da Taça do Mundo, realiza-se em Hoogerheide no dia 28 de janeiro. Será a decisiva, onde os ciclistas de elite lutarão pela glória final. ### Oscar Onley vence em Willunga Hill, no Tour Down Under O ciclista da equipa dsm-firmenich PostNL, Oscar Onley, destacou-se ao conquistar os 129,3 km da Etapa 5 do Santos Tour Down Under. A corrida, que culminou com a dura subida a Willunga Hill, proporcionou os primeiros momentos emocionantes do ano em etapa de montanha. O jovem talento de 21 anos deixou para trás Stephen Williams, da Premier Tech de Israel, e Jhonatan Narváez, da Ineos Grenadiers, após uma subida rápida, onde Julian Alaphilippe (Soudal Quick-Step) abriu as hostilidades. “Vim aqui com expectativas bastante altas. Senti que teria uma boa oportunidade se tivesse a estratégia certa. Era mais uma questão de ter certeza de que corria com inteligência”, afirmou Onley, destacando o papel crucial da equipa. https://twitter.com/tourdownunder/status/1748555438763974687 A etapa teve um impacto direto na classificação geral, uma vez que o líder anterior, Isaac Del Toro (UAE Team Emirates) terminou a etapa em oitavo lugar e desceu para o quarto posto da geral. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1748557674458067092 O novo líder é Stephen Williams (Israel - Premier Tech), que com o seu segundo lugar na etapa conquistou a camisola de Líder da competição. https://twitter.com/IsraelPremTech/status/1748555439338614896 Williams expressou a sua alegria por conquistar a liderança geral com o segundo lugar, salientando a importância do trabalho em equipa. “Estou muito satisfeito por estar com esta camisola e posso assim retribuir aos rapazes, que fizeram um trabalho tão bom hoje.” A etapa 5 continuou a demonstrar o potencial de jovens talentos e o papel estratégico das equipas na busca pela vitória no Santos Tour Down Under. Os portugueses No que respeita aos portugueses, Rúben Guerreiro terminou o dia a 32 segundos do vencedor, manteve o 18.º posto da geral, a 42 segundos do líder. António Morgado, com um papel diferente na equipa nesta fase da corrida, terminou o dia a 2:11 do líder. Vídeo com os últimos metros da etapa https://www.youtube.com/watch?v=Af6Zc0Nkxfs ### Figueira Champions / Casino Figueira: segunda edição promete emoções fortes A segunda edição da "Figueira Champions / Casino Figueira" foi oficialmente lançada durante uma conferência de imprensa no Casino Figueira. A "Sala Figueira" do Casino Figueira foi o local onde marcaram presença os representantes da comunicação social, patrocinadores, parceiros, equipas, staff e entusiastas desta prova única em Portugal. Créditos: Figueira Champions / Casino Figueira Após a sua estreia em 2023, a corrida subiu para o prestigiado escalão UCI ProSeries, consolidando-se como um evento de destaque no mundo do ciclismo. A competição está marcada para o dia 10 de fevereiro, prometendo reunir um pelotão de mais de 160 corredores, distribuídos por 23 equipas, um aumento de cinco em relação ao ano anterior, incluindo 10 World Tour, 4 ProTeams e nove equipas portuguesas. Carlos Pereira, o cérebro desta clássica portuguesa UCI ProSeries Carlos Pereira, diretor geral da prova, destacou a qualidade do evento, anunciando a participação do 3.º melhor corredor do ranking UCI, Remco Evenepoel, além dos melhores ciclistas portugueses da atualidade. Pereira sublinhou que a corrida é considerada uma das melhores do mundo, não apenas pela beleza do percurso, mas também pela organização exemplar. Créditos: Figueira Champions / Casino Figueira Percurso acima dos 200 quilómetros Entre as novidades deste ano, destaca-se o aumento do número de voltas ao circuito, passando de três para quatro, totalizando 221 km. Pontos de interesse estratégicos, como o Prémio de Montanha Ostraveiro e um Sprint Especial, prometem intensificar a competição. Créditos: Figueira Champions / Casino Figueira Organização impressionante A envolverá cerca de 800 pessoas, incluindo 600 voluntários e 200 elementos na organização. Carlos Pereira agradeceu o envolvimento do Município e das suas 14 freguesias, destacando como há pouco tempo era impensável ter uma prova deste calibre em Portugal. Casino Figueira até 2025 Fernando Maia, diretor de Marketing do Casino Figueira, expressou a honra do Casino em participar e patrocinar um evento de tal envergadura. Destacou que o desafio será prestar um serviço de excelência e aproveitar o sucesso do evento para atrair turistas de vários continentes. Este ano a competição contará com 40 patrocinadores, o Casino Figueira, patrocinador principal que deu nome à clássica, comprometeu-se até 2025. A importância das autoridades locais José Duarte Pereira, presidente da Assembleia Municipal, agradeceu a todos os envolvidos a audácia de realizar esta prova e destacou o papel das Juntas de Freguesia e coletividades locais, bem como o comportamento exemplar da população. Manuel Domingues, vereador do Desporto, agradeceu aos mentores da prova e destacou que o que foi visto no ano anterior foi de excelência, salientando a importância de contar com parceiros como o Casino Figueira para realizar eventos distintivos. TopCycling.pt é um dos parceiros de comunicação A prova será transmitida pelos canais Eurosport e Sport TV, ampliando a visibilidade da "Figueira Champions / Casino Figueira", o Topcycling.pt será também um dos parceiros de comunicação. Além de marcarmos presença no dia da corrida dos profissionais, onde faremos vários tipo de conteúdo, estaremos também presentes no dia do Granfondo Figueira Champions Day, com o objectivo de levar o ambiente e a atmosfera fantástica do ciclismo até vocês. Lista de equipas participantes 10 WorldTour (mais 4 do que em 2023): Lidl-Trek (Estados Unidos da América) Alpecin-Deceuninck (Bélgica) Team dsm-firmenich PostNL (Países Baixos) Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão) – ESTREIA Arkéa-B&B Hotels (França) – ESTREIA Intermarché-Wanty (Bélgica) Movistar Team (Espanha) – ESTREIA EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América) Soudal Quick-Step (Bélgica) UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos) – ESTREIA 4 ProTeams (mais uma do que em 2023): Tudor Pro Cycling Team (Suíça) – ESTREIA Equipo Kern Pharma (Espanha) – ESTREIA Euskaltel-Euskadi (Espanha) Caja Rural-Seguros RGA (Espanha) 9 Continentais Portuguesas: ABTF Betão-Feirense AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense Aviludo-Louletano-Loulé Concelho Credibom-LA Aluminios-Marcos Car Efapel Cycling Kelly-Simoldes-UDO Rádio Popular-Paredes-Boavista Sabgal-Anicolor Cycling Team Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Portugal e Figueira da Foz no mapa mundo do ciclismo Além de ser um espetáculo desportivo de alto nível, este evento promete impulsionar o ciclismo em Portugal, colocando a Figueira da Foz no mapa internacional. As equipas participantes, com a presença de notáveis do ciclismo mundial, garantem uma competição emocionante, solidificando o estatuto desta clássica no calendário ciclístico. ### E se Hinault tiver uma sucessora? Conheçam Juliette Labous França não ganha o Tour de France desde 1985 e os Jogos Olímpicos desde 1996. Juliette Labous, líder da dsm e da seleção quer mudar isso. Juliette Labous é a atleta que há mais tempo está ligada à estrutura feminina da dsm-firmenich-PostNL e em 2023 carregou a equipa junto com a sprinter Charlotte Kool. Foi uma época de transição: a dsm vinha de perder a melhor sprinter do mundo, Lorena Wiebes, e a promissora Lianne Lippert. Apostando nas qualidades da francesa para as provas por etapas e na velocidade da neerlandesa terminaram o ano com 19 vitórias, pódio no Giro e na 7ª posição do ranking. A época não lhe permitiu levantar os braços, mas elevou-a ao reduzido grupo das melhores do mundo. “Em 2022 venci em Burgos, mas não estava lá toda a gente. Também no Giro, mas tinha sofrido com o calor no primeiro dia e meti-me em fuga nessa etapa. Fiquei contente com as vitórias, mas o 2º lugar no Giro de 2023 e ter feito top 5 no Tour e na Vuelta mostra que estou mais forte. Estou mais estável, confiante e evoluí fisicamente.” Juliette Labous Labous, à direita, comandando a dsm no estágio em Calpe.Créditos: Eltoromediadotcom Tour de France termina no Alpe d’Huez Juliette Labous nasceu junto às montanhas Jura, no departamento de Doubs, que partilha fronteira com a Suíça. Fala rápido, quase a sprintar, embora seja a subir que melhor se expressa como ciclista. Para uma francesa não há prova mais importante do que o Tour de France Femmes. A corredora da dsm já foi 4ª e 5ª; será ela a acabar com o trauma nacional que dura desde que Bernard Hinault venceu o Tour de 1985? “Espero que tenhamos um vencedor no pelotão masculino e uma vencedora no pelotão feminino. Não importa. Temos boas possibilidades, eu não sou a única francesa que pode andar bem no Tour. Seria bom. Assinava já um pódio no Tour.” Este ano o Tour de France termina no Alpe d’Huez – via col du Glandon. Na véspera há final em Le Grand Bornand – dois dias e dois finais em alto nos Alpes. Labous admite que a única deceção de 2023 foi não ter chegado ao pódio no Tour. Ficou a 49 segundos de Kasia Niewiadoma, uma diferença feita logo na 1ª etapa onde a francesa voltou a sofrer com o calor. “A Demi Vollering estava mais forte em todos os aspetos. No Giro fui mais forte do que a [Gaia] Realini e no Tour senti-me muito igual à Kasia, mas no Tourmalet ela foi mais inteligente porque eu não segui os movimentos no col d’Aspin e não pude fazer a minha subida. Por agora a mais forte é a Demi, espero estar mais próxima do nível dela e lutar por mais vitórias este ano.” Créditos: Eltoromediadotcom Juliette Labous é ambiciosa Se houve uma surpresa no Tour foi Lotte Kopecky. A belga da SD Works, classicómana por natureza, deixou toda a gente de boca aberta quando resistiu no Tourmalet e fechou 2ª atrás da colega Vollering. Para Labous foi um desfecho inesperado. “Pensávamos que a Kopecky ia perder a amarela na última etapa na alta montanha. Foi uma etapa curta, de três horas, a subida não foi feita full gas, foi um ritmo constante que favorece corredoras como ela, mas andar tão bem ninguém esperava. O Tour deste ano está um nível acima em termos de etapas montanhosas, as duas últimas são muito duras para ela, no papel, mas depois do que fez já não sei. Temos que a ter em consideração.” Todos os atletas se têm preparado para um ano longo devido aos Jogos Olímpicos. O Tour feminino só partirá de Roterdão (Países Baixos) no dia seguinte à conclusão dos Jogos, a 12 de agosto. Grandes objetivos requerem uma planificação perfeita e Juliette Labous é ambiciosa. O pico de forma está apontado para a sequência Tour/Jogos, mas a francesa quer discutir o Giro e não abdica de correr a Vuelta. Créditos: Eltoromediadotcom Fazer história como Connie Carpenter-Phinney A única francesa medalhada em Jogos Olímpicos no ciclismo de estrada é Jeannie Longo. Em Atlanta 1996 ganhou a prova de fundo e foi 2ª no contrarrelógio; em Sydney 2000 foi 3ª no contrarrelógio. Na curta história olímpica das mulheres ciclistas só Connie Carpenter-Phinney se sagrou campeã em casa, em Los Angeles 1984, na estreia do ciclismo de estrada feminino em Jogos Olímpicos. Juliette Labous quer fazer história como Connie Carpenter-Phinney. “Ter os Jogos Olímpicos em França é grande. Há pressão, mas é uma boa sensação. Fiz o percurso do contrarrelógio, o da prova de estrada só a parte nos arredores de Paris, estradas que conheço de estagiar com a seleção em Saint Quentin-en-Yvelines. Não é um terreno fácil, a estrada é ondulada e com equipas com um máximo de quatro elementos pode ser difícil controlar. O circuito final é explosivo, tem pavê e é técnico. Pode ser um final aberto. Por vezes não me têm em consideração para estes dias, mas fiz top 10 na Flandres e nos Europeus, penso que posso ler bem a corrida e quando estou em forma tenho um bom punch.” A temporada de 2024 é mais um teste à maturidade do ciclismo feminino. A chegada do Tour de France, há dois anos, ajudou as mulheres a lidarem com uma imprensa exigente e que deu visibilidade a corredoras outrora desconhecidas do público. Chegou o momento de ver que atletas aprenderam a lidar com a pressão, as expetativas e um calendário intenso, já que muito do êxito da época depende da força mental para encarar tão importantes desafios. ### Hattrick de Sam Welsford Há um novo matador entre os sprinters do WorldTour! Com três vitórias em quatro dias, Sam Welsford é o melhor sprinter do Tour Down Under. Em dia de aniversário – fez 28 anos – o australiano mostrou que sabe ganhar mesmo quando o leadout não corre bem. Welsford perdeu a roda de Danny van Poppel e mesmo assim ganhou com uma bicicleta sobre Biniam Girmay na chegada a Port Elliot, após uma jornada de 136 km. "Estou sem palavras. Foi uma aproximação rápida e não sei exatamente como é que tudo aconteceu, mas senti-me bem à saída da curva. Não estava na roda do Danny e usei os corredores posicionados entre nós como leadout. Esta vitória é simplesmente incrível, é o início perfeito do ano." Sam Welsford Créditos: BORA - hansgrohe / Sprintcycling Créditos: BORA - hansgrohe / Sprintcycling Dupla subida a Willunga Hill Na próxima madrugada a corrida entra numa nova fase com a chegada da primeira de duas etapas decisivas para a classificação geral. Rúben Guerreiro e António Morgado estão a 11 segundos do líder, Isaac Del Toro. O "Cowboy" tem andado sempre bem posicionado no top 40 das etapas, já o "Bigode Voador" conta com um handicap importante já que poderá ter que ajudar Del Toro a defender a liderança na geral. Há dupla subida a Willunga Hill – 3km e rampas máximas de 15,6% – que foi passado pela última vez em 2020 com Matthew Holmes a bater o rei de Willunga, Richie Porte, que aí venceu em seis edições consecutivas. Domingo também escalam o Monte Lofty em dose dupla; aí ganhou Simon Yates no ano passado. Jay Vine, ausente nesta edição, é o campeão em título. https://www.youtube.com/watch?v=G87GrGZnmEk ### Van Aert e Evenepoel podem rumar à Bora-Hansgrohe em 2025 Depois da entrada da Red Bull no pelotão internacional, chegam agora algumas notícias que colocam os belgas Wout Van Aert e Remco Evenepoel na Bora-Hansgrohe já em 2025. Espera-se que a chegada da Red Bull como acionista maioritária da equipa Bora-Hansgrohe tenha um grande impacto no mercado de transferências para 2025. Os milhões trazidos poderão permitir um aumento dos salários dos ciclistas e até contratações de corredores com contrato para lá da próxima época. Dois dos ciclistas falados para se transferirem são Evenepoel (Soudal Quick-Step) e Van Aert (Visma-Lease a Bike). As duas estrelas belgas estão em situações semelhantes em termos contratuais já que ambos têm contrato com as suas equipas até 2026. Bora-Hansgrohe com orçamento melhorado? A Bora-Hansgrohe, segundo o Het Nieuwsblad, tem um orçamento de 25 milhões anuais, mas com a chegada da Red Bull é de prever que este orçamento aumente para que a equipa se aproxime de projetos como a UAE Team Emirates, Ineos Grenadiers e a Visma-Lease a Bike, que têm orçamentos estimados de mais de 50 milhões. Estes dois nomes fazem sentido não só pelo poderio financeiro e do futuro do projeto, mas também porque Van Aert e Evenepoel já têm ligações contratuais com a Red Bull e Specialized respetivamente. Wout Van Aert tem um já longo acordo pessoal e um patrocínio de capacete com a Red Bull (desde 2018), enquanto que Evenepoel, depois da saída de Peter Sagan do pelotão World Tour, terá um acordo com a Specialized, marca das bicicletas da Bora-Hansgrohe. Possibilidade de "super-equipa" Apesar de ser só uma possibilidade, esta vinda da Red Bull poderia assim juntar Roglič, Van Aert e Evenepoel na equipa alemã. Para além disso, um orçamento maior permitiria manter corredores na equipa em final de contrato, como Vlasov, Hindley, Higuita, Buchmann ou Kämna, tornando o plantel da Bora muito completo para atacar os grandes objetivos da temporada. ### Sam Welsford surfa a onda no Tour Down Under Sprinter da Bora-hansgrohe já leva duas vitórias no Tour Down Under. Rúben Guerreiro e António Morgado a 11 segundos do 1º lugar. Mais um dia para os sprinters desfrutarem do Tour Down Under, desta vez sem surpresas ao contrário do que sucedeu no dia anterior quando Isaac Del Toro enganou as equipas dos velocistas. Jornada de 145,3 km entre Tea Tree Gully e Campbelltown, com fuga durante quase toda a jornada e um pelotão que a neutralizou a 10 km da meta. Havia um encontro marcado com o sprint e foi Sam Welsford que fez o bis após já ter sido o mais rápido na etapa de abertura. Elia Viviani (Ineos Grenadiers) e Daniel Mclay (Arkea-B&B Hotels) completaram o pódio. Créditos: BORA - hansgrohe / Sprintcycling Sábado sobem duas vezes Willunga Hill Na próxima madrugada há mais uma oportunidade para sprintar em Port Elliot, antes dos homens da geral entrarem em ação no fim de semana. Sábado sobem duas vezes Willunga Hill – 3km e rampas máximas de 15,6% – que foi passado pela última vez em 2020 com Matthew Holmes a bater o rei de Willunga, Richie Porte, que aí venceu em seis edições consecutivas. Domingo também escalam o Monte Lofty em dose dupla; aí ganhou Simon Yates no ano passado. Jay Vine, ausente nesta edição, é o campeão em título. https://www.youtube.com/watch?v=Ed9Ji9bWHVA ### “El Torito” assusta no Tour Down Under Tem 20 anos e venceu a Volta a França do Futuro, mas Isaac Del Toro só precisou de dois dias para ganhar aos "pros". O que sabemos sobre ciclismo no México? O pelotão é fértil em talentos e em apelidos. Se a Bélgica tem o “Touro” De Lie, no inesperado México nasceu Isaac Del Toro, nova sensação da UAE Emirates. "El Torito" revirou os olhos a muitos diretores desportivos em sub-23, mas na estreia em elites mostrou instinto matador epara ganhar a 2ª etapa do Tour Down Under, disputada entre Norwood e Lobethal, nos arredores de Adelaide. Foi um dia com relativa dureza – 141 km e 3000 m de acumulado – que teve o clímax em Fox Creek, colina com 1600 m e 8,8 % de pendente média situada a 8 km da meta. Aí houve vários ataques que o pelotão foi anulando até à movimentação oportunista de Isaac Del Toro, que substitui Sam Welsford como líder da geral individual. Rúben Guerreiro foi 7º e António Morgado 18º o que permitiu a ambos subirem para o top 20 da classificação. “É demasiado para mim. Sonhei em ganhar uma etapa e já estou aqui há um tempo (em Adelaide) e tento sempre fazer o melhor, mas a sensação é incrível. Para ser honesto o último quilómetro pareciam cinco, tentei finalizar e desfrutar. A corrida já foi um sucesso, o que vier a seguir é bónus.” Isaac del Toro https://www.youtube.com/watch?v=SHbHtoetngs&t=3s “El Duende de Monterrey” tem sucessor Ainda é cedo, mas não aparecia um talento mexicano tão prometedor desde Raúl Alcalá, aliás, o triunfo de Isaac Del Toro na Austrália é o primeiro de um mexicano na elite do ciclismo em 22 anos. O último foi de Julio Alberto Pérez, que ganhou duas etapas e a classificação da montanha no Giro de 2002. Nenhum ciclista mexeu com o México como Raúl Alcalá, ícone desportivo nacional capaz de converter a Volta ao México num evento com 15 etapas com referências da época como Gianni Bugno, Laurent Fignon e Lance Armstrong. No Tour venceu duas vezes ao serviço da 7 Eleven, além de ter feito três top 10 na geral e ganho a Juventude. “El Duende de Monterrey” tem sucessor. Além da Volta ao México, a Volta ao estado de Chihuahua, situado na fronteira com os Estados Unidos, também teve certa relevância. Com um percurso marcado pela altitude média de 2000 m e etapas na serra de Taraomara, a corrida de uma semana viu Rui Costa ser 3º na última edição, em 2009. Também as equipas portuguesas puderam correr o evento, por exemplo, Madeinox-Boavista, em 2009, Fercase - Rota dos Móveis e SL Benfica, em 2008. ### A Specialized apresenta a sua "Armada" para 2024 com sessão fotográfica conjunta Inspirados no glamour de Hollywood e na lendária fotógrafa Annie Leibovitz, a equipa criativa da Specialized “reuniu” as suas maiores estrelas para uma única fotografia, criando assim uma poderosa ação de comunicação. Da esquerda para a direita: Jai Hindley, Lotte Kopecky, Primož Roglič, Demi Vollering, Remco Evenepoel, Julian Alaphilippe, Lorena Wiebes, Kasper Asgreen. A sessão fotográfica decorreu num sítio icónico da marca, o "Win Tunnel" da Specialized no Centro de Inovação em Morgan Hill, Califórnia, local onde os atletas de topo fazem testes de desenvolvimento e performance de produto. Primoz Roglic - Créditos: Specialized A magia técnica da edição É claro que, com ciclistas abrangendo três equipas, diferentes locais de base e agendas preenchidas, reuni-los deverá ter exigido uma verdadeira magia técnica. O que vês nesta imagem são quatro sessões de fotos separadas, em dois continentes diferentes, durante dois meses. Na verdade apenas quatro destes ciclistas foram fotografados no Win Tunnel. Conseguir uma imagem coesa e autêntica, nestas circunstâncias, foi um desafio criativo e técnico único para a equipa da Specialized. “Esta sessão foi muito divertida porque nos permitiu retirar os ciclistas das suas rotinas normais e vesti-los como se os estivéssemos a enviar para o Met Ball. Para tirar a foto, tivemos de ficar de olho em cada detalhe, garantindo que as roupas, o estilo e a aparência estavam impecáveis.” Ciclistas vão aos E.U.A. para testes aerodinâmicos Cada ciclista foi fotografado individualmente, com iluminação, ângulos de câmara e posicionamento cuidadosamente orquestrados. Primeiro, Jai Hindley e Primož Roglič foram fotografados no Win Tunnel enquanto estavam em Morgan Hill para testes aerodinâmicos no início de novembro. Duas semanas depois, Remco Evenepoel e Kasper Asgreen foram fotografados em Morgan Hill, durante as sessões de testes. Remco Evenepoel e Kasper Asgreen - Créditos: Specialized Para conseguir as senhoras da SD Worx, em dezembro o Specialized Creative Director, Pete Panciera, e o Fotógrafo de Estúdio, Yossiel Rodriguez, voaram até ao sul da Espanha para capturá-las no seu training camp em Xabia, depois foram para Calpe para a filmagem final para fotografar Julian Alaphilippe. Demi Vollering - Créditos: Specialized Meses depois, a campanha está terminada e serve tanto para "mimar" as estrelas que fazem parte das equipas patrocinadas pela Specialized, como para a marca mostrar o poderio dessas equipas, como se de uma só equipa se tratasse. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pauline Ferrand-Prevot regressa após desconexão A campeã do mundo Pauline Ferrand-Prevot não teve um final de época de sonho em 2023 e pouco depois desapareceu das redes sociais, tendo mesmo a sua conta de Instagram, desaparecido por completo. Há duas semanas, regressou para explicar as razões da sua ausência e agora vemo-la pela primeira vez com o novo equipamento dos INEOS Grenadiers para 2024. A atual campeã do mundo de XCO costumava participar em algumas corridas de ciclocrosse, mas decidiu ter um início de temporada mais calmo, depois de um período de paragem para recuperar da COVID. COVID obrigou a terminar época mais cedo Depois de vencer o Campeonato do Mundo de XCO de 2023 no passado mês de agosto em Glasgow, Ferrand-Prevot começou a sofrer de problemas físicos que limitaram a sua forma para o final da época transata. Estes problemas físicos vieram a confirmar-se ser COVID e obrigaram-na a terminar a época mais cedo. A partir daí, a sua atividade nas redes baixou e a sua conta no Instagram desapareceu. Algo estranho para uma ciclista como ela, que costumava partilhar as suas sessões de treino e o seu dia a dia. No último dia do ano, reativou as suas publicações no Instagram e explicou que tinha demorado dois meses a recuperar física e mentalmente das sequelas da COVID. Pauline Ferrand-Prevot mostrou agora o novo equipamento GOBIK que a INEOS Grenadiers vai usar esta época. Jogos Olímpicos antes do ciclismo de estrada Apesar de não estar confirmado ainda o seu calendário, espera-se que o grande objetivo para a ciclista de 31 anos serão os Jogos Olímpicos de Paris. Este poderá ser o último ano da ciclista totalmente dedicado ao XCO, pois a ciclista já afirmou que gostava de voltar ao ciclismo de estrada. De relembrar que circulam alguns rumores de que a INEOS Grenadiers terá planos para formar uma equipa de ciclismo feminino. ### Sam Welsford entra a todo o gás no Tour Down Under Sprinter australiano estreou-se pela Bora-hansgrohe batendo Phil Bauhaus (Bahrain) e Biniam Girmay (Intermarché-Wanty). Rúben Guerreiro e António Morgado no top 40. Confiram o vídeo do sprint! Está aberta a época de 2024 no WorldTour e tudo começou com um sprint nas colinas que rodeiam a cidade de Adelaide. O Tour Down Under colocou 144 km pela frente dos corredores no primeiro dia de competição e Sam Welsford não perdeu tempo a mostrar que a Bora-hansgrohe tem um dos sprinters mais rápidos do pelotão. Bem lançado por Danny van Poppel, o australiano despachou a muita concorrência de peso e não só venceu a etapa como envergou a camisola de líder do Tour Down Under. "Foi de loucos! Não tenho palavras. Foi complicada a descida e houve algumas quedas, mas os rapazes mantiveram a calma e fizeram um trabalho incrível. É um sonho tornado realidade - é a primeira prova da época e a minha primeira vitória com a equipa. Temos provavelmente a equipa mais forte no papel com o nosso lead out e tivemos a recompensa."  Sam Welsford Créditos: BORA - hansgrohe / Sprintcycling Rúben Guerreiro e António Morgado chegaram no grupo da frente O primeiro sprint de 2024 deixou algumas notas: a Bora tem um tandem espetacular em Van Poppel e Welsford, o lançamento do sprint foi perfeito; Caleb Ewan escolheu a roda de Welsford e leu bem a chegada até ficar sem gás; Phil Bauhaus optou por seguir Ewan e deu-se mal; Biniam Girmay entrou mal colocado na fase decisiva e fez uma remontada tremenda para fechar no pódio da etapa. O dia decorreu sem incidências para os portugueses no pelotão. Rúben Guerreiro e António Morgado chegaram no grupo da frente com o mesmo tempo de Welsfor, respetivamente no 30º e 40º lugar. Podem conferir o resumo da etapa no vídeo abaixo. https://www.youtube.com/watch?v=W2Dj7jLS_Bg&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fwww.ciclo21.com%2F&source_ve_path=MjM4NTE&feature=emb_title ### Fabio Jakobsen é o novo patrão da dsm Sprinter neerlandês quer etapas no Giro, no Tour e relançar uma estrutura que ganhou muito com Marcel Kittel e John Degenkolb. O TopCycling em Espanha com Fabio Jakobsen. Fabio Jakobsen não se sente famoso, nem mesmo depois de ter sido um dos protagonistas da primeira série que a Netflix dedicou ao Tour de France e na qual contou a história de superação do neerlandês. As marcas do acidente na Polónia ainda são visíveis, mas o sorriso é permanente. É um entrevistado fácil, desenvolve as respostas, pensa à velocidade a que sprinta. Acaba de trocar a Soudal Quick-Step pela dsm-firmenich PostNL. Um neerlandês para liderar uma equipa dos Países Baixos. “Não pude ficar na Wolfpack porque o Remco Evenepoel vai fazer o Tour e não há lugar para um sprinter. Sempre quis uma equipa onde possa sprintar por vitórias no Tour, talvez no Giro. Falei com algumas, mas esta era a melhor opção em termos de rendimento, equipamento, por ter um comboio para o sprint e um grupo dedicado de sprinters.” Fabio Jakobsen ao TopCycling no Media Day da dsm. Para afinar a engrenagem Fabio Jakobsen arranca com Omã, UAE Tour, Paris-Nice, Bredene Koksijde e De Panne. Depois vai à Turquia preparar o Giro, enquanto o aquecimento para o Tour é feito na Volta à Bélgica. De parte fica a Volta ao Algarve, onde o sprinter da dsm ganhou quatro etapas desde 2019, três delas em Lagos. “Adoraria ir ao Algarve, mas nas corridas do Médio Oriente há muitas oportunidades para sprintar. O Algarve é uma boa preparação para o fim-de-semana de abertura, mas para por o comboio do sprint em funcionamento é melhor ir a Omã. Além disso, não faço Omloop nem Kuurne porque vou ao UAE e por esse motivo ficamos fora do Algarve.” Créditos: Eltoromediadotcom Relançar a grande dsm dos sprinters É curioso as voltas que dá a carreira de um atleta. Na transição de júnior para sub-23 Fabio Jakobsen esteve para assinar pela equipa de desenvolvimento da Sunweb (atual dsm), mas acabou na SEG Racing. Após seis anos na Quick-Step chega a um projeto que teve anos fortes, embora a reputação recente da dsm seja a de equipa pouco flexível. A rotação de talento é grande e muitos atletas não chegam a cumprir os contratos. “Há muitas histórias à volta desta equipa. Na primeira ou na segunda reunião com o Iwan Spekenbrink e o Rudi Kamna falamos à vontade e ouvindo a perspetiva deles as coisas fazem sentido. Gosto de olhar ao êxito que a equipa teve: vitória no Giro com Tom Dumoulin, grandes comboios do sprint com Marcel Kittel e John Degenkolb. Está no ADN deles e querem fazer isso comigo. Trabalhamos juntos desde o início, por exemplo, discutimos corredores que podiam entrar na equipa, eu disse o que sabia acerca deles e fui ouvido, não foi do tipo eu quero aquele e aquele, mas a comunicação foi aberta.” "Max Richeze ou Michael Morkov não eram grandes lançadores aos 23-24 anos" Roy Curvers é o treinador do bloco dos sprinters. Está na equipa há 16 anos, foi lançador na era mais vitoriosa da estrutura – três épocas acima das 30 vitórias entre 2011 e 2014 graças a Marcel Kittel e John Degenkolb. No estágio de janeiro, na Comunidade Valenciana, a dsm juntou no mesmo grupo de treino Emils Liepins e Patrick Eddy – que correm o Tour Down Under –, o talentoso sprinter Casper van Uden, os experientes Timo Roosen e Bram Welten, além dos jovens Niklas Markl e Tobias Lund. Para as grandes Voltas o bloco é reforçado com Nils Eekhoff e John Degenkolb que fazem parte do bloco de clássicas. “Se ganharmos uma etapa no Giro e outra no Tour podemos falar num bom ano. O objetivo principal é por o comboio do sprint a funcionar porque tudo começa aí. Está na altura de usar a experiência que reuni e construir um comboio bem-sucedido. Isso não acontece do dia para a noite, gente como Max Richeze ou Michael Morkov não eram grandes lançadores aos 23-24 anos. À medida que as corridas forem evoluindo o nosso grupo de sprint também irá crescendo, quero apontar à execução perfeita e com ela virão as vitórias.” Créditos: Eltoromediadotcom Principal rival é Jasper Philipsen A vantagem da dsm face à Quick-Step é permitir um foco total nos sprints sem ter que fazer a preparação específica para as clássicas. O contrato de Fabio Jakobsen é válido por três anos e o neerlandês confirma que pensa a longo prazo. No imediato o principal rival é Jasper Philipsen, corredor com mais vitórias em 2023. “Foi o melhor sprinter do ano, mas este é um novo ano. Bati-o em 2023, vou tentar batê-lo mais vezes este ano. O que é que ele tem a mais do que eu? Tem o Mathieu van der Poel… [risos] É esse bocadinho a mais. Corro contra o Jasper há muito tempo, agora é ele que tem que ficar no topo e os demais temos que o tentar ultrapassar.” Para bater o belga da Alpecin os homens da dsm contam com a Foil RC desenvolvida pela Scott. "Está no top cinco, talvez top 3, das bicicletas mais rápidas do pelotão. A Scott fez um esforço em desenvolver a Foil. É similar à Venge que tive, o modelo descontinuado da Specialized. A sensação é semelhante: atinges a velocidade e manténs a velocidade bem, é uma bicicleta aerodinâmica. Está lá em cima com Cervelo, Canyon e Giant que são as marcas com as bicicletas mais rápidas para sprintar." Poderá Fabio Jakobsen fundar uma nova dinastia na dsm? Tem a atitude e o conhecimento certos, a chave está no relacionamento corredor-equipa que privou a estrutura de segurar ciclistas ganhadores como Marc Hirschi, Tiesj Benoot ou Michael Matthews. ### Remco Evenepoel abre época na “Figueira Champions / Casino Figueira” O belga Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), um dos nomes maiores do ciclismo mundial, vai começar a época em Portugal na “Figueira Champions / Casino Figueira” no dia 10 de fevereiro, prova onde vai também fazer a sua estreia. O número três no ranking mundial e campeão belga de fundo, Remco Evenepoel, vai ser uma das figuras de destaque na clássica que ascendeu à classe 1. Pro do circuito UCI ProSeries. Pelotão com 23 formações e muitos portugueses Créditos: UAE Team Emirates / Fizza O pelotão vai ultrapassar os 150 corredores onde estarão 10 equipas Word Tour, quatro ProTeams e as nove portuguesas convidadas, num total de 23 conjuntos. O basco Mikel Landa (Soudal Quick-Step), colega de Remco, é um dos corredores sonantes que deverá alinhar na Figueira da Foz. É também para os portugueses que se dirigem as atenções, com as confirmações de João Almeida, Rui Oliveira e António Morgado, trio da UAE Team Emirates. Rui Costa, a estrear-se com as cores da EF Education-EasyPost, é outra confirmação e ao que tudo indica, há uma forte possibilidade de estar também presente Rúben Guerreiro. Oportunidade de ver ao vivo todos os participantes A Apresentação das Equipas vai ser no dia 9, sexta-feira, das 16.30 às 18.30 horas na Avenida 25 de Abril, junto ao local da partida, na Torre do Relógio. Este momento vai contar com a apresentação do speaker do Giro D’Italia, Stefano Bertolotti. Carlos Pereira, diretor geral da prova comentou esta apresentação: “Esta será a primeira grande oportunidade para o público ver as estrelas do pelotão mundial. Vamos ter animação e será um momento onde esperamos ter a forte adesão do público, para aplaudir e assistir à subida ao palco de cada uma das 23 equipas presentes e suas estrelas”. 14 Formações World Tour e ProTeams na“Figueira Champions / Casino Figueira”. World Tour: Lidl-Trek (Estados Unidos da América),Alpecin-Deceuninck (Bélgica),Team dsm-firmenich PostNL (Países Baixos),Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão),Arkéa-B&B Hotels (França),Intermarché-Wanty (Bélgica),Movistar Team (Espanha),EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América),Soudal Quick-Step (Bélgica)UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos). ProTeams: Tudor Pro Cycling Team (Suíça),Equipo Kern Pharma (Espanha),Euskaltel-Euskadi (Espanha),Caja Rural-Seguros RGA (Espanha). Granfondo “Casino Figueira Champions Day” A “Figueira Champions / Casino Figueira” terá transmissão assegurada pelo canal Eurosport (das 15 às 17 horas) e pela Sport TV (partida, primeira meia hora da corrida e as últimas três horas). O Granfondo “Casino Figueira Champions Day”, prova destinada a amadores, fecha este fim-de-semana no dia 11, domingo de Carnaval. As inscrições estão abertas até dia 21 de janeiro e podem fazer-se aqui. Entre os mais de mil inscritos vão estar Sean Kelly com o dorsal 1 e Marco Chagas, dois ex-corredores profissionais que vão pedalar ao lado de todos os apaixonados pela modalidade. ### Campeonato Nacional de Ciclocrosse Roberto Ferreira e Ana Santos, atletas em destaque do Guilhabreu MTB, conquistaram de forma brilhante os títulos nacionais nas categorias de elite do Campeonato Nacional de Ciclocrosse Credibom, realizado em Abrantes este domingo. Corrida Masculina A disputa pelo título masculino de elite foi palco de uma emocionante batalha entre Roberto Ferreira e Mário Costa. Actual campeão desde 2023, Roberto Ferreira demonstrou a sua força e habilidade ao repetir o feito, cortando a linha de chegada com uma margem de 6 segundos à frente do seu adversário. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo O terceiro lugar ficou nas mãos de João Cruz (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), vencedor da Taça de Portugal, que cruzou a meta com uma diferença de 1m37s do líder. TOP 10 POS.NOMETEMPO01FERREIRA Roberto 58:5002COSTA Mario + 0603CRUZ João + 01:3704SANTOS Vitor + 03:1005AMADO Goncalo + 03:4706SILVA Bruno + 03:5607NUNES Bruno + 05:2708CARVALHO Goncalo + 05:3609NUNES Hugo + 05:4110FERREIRA Rui + 06:29 Corrida Feminina A competição feminina teve um desfecho previsível, confirmando o favoritismo de Ana Santos. Com uma performance impecável, a jovem Ana Santos, que já havia conquistado a Taça de Portugal nesta temporada, assegurou seu sexto título consecutivo na categoria de elite do Campeonato Nacional de Ciclocrosse. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo A vitória foi marcada por uma impressionante vantagem de 2m30s sobre Joana Monteiro, com Leandra Gomes (Saertex Portugal/Edaetech) a completar o pódio, a 7m02s. da líder. TOP 10 POS.NOMETEMPO01SANTOS Ana Mafalda 42:3102MONTEIRO Joana + 02:3003GOMES Leandra + 07:0204FREITAS Andreia +05GOMES Adriana + O domínio de Santos no ciclocrosse nacional é inegável, solidificando a sua posição como uma das maiores referências da modalidade, não obstante a sua juventude. ### Oitavo Europeu consecutivo com medalhas na pista para Portugal Diogo Narciso fechou a participação nacional no Europeu de pista, em Apeldoorn, com um 6º posto na corrida por pontos. O último dia de Campeonato da Europa serviu para demonstrar que Harrie Lavreysen é o melhor pistard do planeta ao vencer o sprint individual pela sexta vez nas últimas sete edições. Em Apeldoorn também ganhou o keirin e já tinha vencido o sprint por equipas. Lavreysen tem 27 medalhas entre Europeus, Mundiais e Jogos Olímpicos. É o pistard que há mais anos domina uma disciplina e se não trouxer de Paris 2024 pelo menos dois ouros olímpicos será uma surpresa. https://twitter.com/UEC_cycling/status/1746593031451500780 Nas provas de fundo nota para a corrida por pontos (160 voltas – 40 km) onde participou Diogo Narciso. O gondomarense da Credibom/LA Alumínios/Marcos Car finalizou a nove pontos da medalha de bronze, conquistada pelo francês Oscar Nilsson-Julien, enquanto a prata ficou com o espanhol Sebastián Mora e o ouro como dinamarquês Niklas Larsen. “Fizemos um resultado muito bom. A corrida foi muito disputada e difícil. Conseguimos pontuar várias vezes e dar volta. Tendo em conta o grau de competitividade é um resultado importante. É evidente que há aspetos a melhorar e que há arestas a limar para o futuro, o que se faz com trabalho. Mas estou muito satisfeito com o desempenho.” Gabriel Mendes, selecionador nacional Entregues os 22 títulos no Europeu de Apeldoorn, a Grã-Bretanha manteve a tendência do passado Mundial e dominou o medalheiro com seis ouros, seis pratas e dois bronzes. Seguiram-se Alemanha e Países Baixos, enquanto Portugal fechou no top 10 graças ao título conquistado por Iúri Leitão no scratch. É o oitavo Europeu consecutivo onde Portugal conquista pelo menos uma medalha. A última vez que a seleção ficou em branco foi em 2016. ### Top 5 para Maria Martins e Rui Oliveira No penúltimo dia do Europeu de pista Portugal discutiu os primeiros lugares tanto na eliminação como no omnium. Lotte Kopecky deu espetáculo em Apeldoorn! Começa a chegar ao fim mais um Campeonato da Europa de pista e na penúltima jornada o destaque esteve na disciplina olímpica do omnium. Rui Oliveira iniciou a sequência de quatro provas sendo 9º no scratch e 12º na corrida tempo, mas foi de menos a mais escalando posições nas duas últimas disciplinas. Na eliminação, onde foi vice-campeão europeu em 2023, o gaiense só foi derrotado pelo belga Fabio Van den Bossche o que lhe permitiu subir dois lugares na geral e arrancar a corrida por pontos na 8ª posição. Faltavam 100 voltas à pista do Omnisport e Rui Oliveira mostrou excelente condição física ganhando uma uma volta ao pelotão e pontuando em três sprints. O pódio e as medalhas escaparam por pouco, mas a remontada permitiu fechar o omnium no 5º lugar a oito pontos do bronze. A prova foi ganha pelo britânico Ethan Hayter, com 121 pontos, os mesmos do dinamarquês Niklas Larsen. O terceiro, com 118, foi o belga Fabio van den Bossche. Créditos: Dario Belingheri/Getty Images Ao ritmo de Lotte Kopecky O quarto dia promoveu a estreia na prova de Daniela Campos, que correu uma conservadora corrida por pontos onde não conseguiu pontuar fechando 14ª. A prova foi feita ao ritmo de Lotte Kopecky, campeã mundial de estrada, que fez algo extraordinário: primeiro dominou a corrida por pontos e 20 minutos mais tarde deu espetáculo na eliminação! A belga junta o título europeu às disciplinas onde já era campeã do mundo na pista. Na eliminação também esteve Maria Martins, que acabou no 5º lugar. Na montra do Europeu, Tata voltou a mostrar que tem pernas para seguir as melhores e que é inexplicável estar nesta altura sem equipa. “Não começámos da melhor forma o omnium, mas fomos corrigindo alguns aspetos e fizemos uma excelente segunda metade do programa. O quinto lugar é muito bom a este nível. A Maria está a melhorar a condição e esteve muito bem na eliminação. A Daniela participou numa corrida por pontos muito discutida a cada sprint, esteve sempre no pelotão da frente, mas não conseguiu atingir um objetivo que tínhamos definido, que era pontuar. Há que continuar a trabalhar e a evoluir.” Gabriel Mendes, selecionador nacional Portugal fecha a participação no Europeu este domingo com Diogo Narciso na corrida por pontos. O atleta de Gondomar foi o primeiro a competir em Apeldoorn, nos País Baixos, abrindo a competição com um 9º lugar na eliminação. ### O calendário dos favoritos ao Tour 2024 Vingegaard, Pogačar, Evenepoel e Roglič são os 4 principais favoritos à vitória do Tour 2024. Os ciclistas já tornaram público o seu calendário de corridas para a época que se avizinha e o TopCycling faz-te uma análise de onde se vão encontrar estes corredores até ao dia 29 de junho, dia do Grand Départ. A época de estrada já está aí com o Tour Down Under feminino que terminou esta madrugada e o masculino a ir para a estrada na madrugada da próxima terça-feira, dia 16. Estando feitas as apresentações de quase todas as equipas, já foi anunciado o calendário das grandes favoritos às Grandes Voltas: Jonas Vingegaard, Tadej Pogačar, Remco Evenepoel e Primož Roglič. Jonas Vingegaard - Equipa que ganha não se mexe Vingegaard foi o Jumbo mais rentável no ranking UCI 2023 com 6304 pontos. Créditos: Bram Berkien O calendário de Vingegaard tem poucas aventuras e foca-se principalmente em corridas que o levem ao Tour com uma melhor preparação e condição física. A sua época tem poucas mudanças relativamente à temporada transata, iniciando-se em fevereiro no Gran Camiño, corrida que venceu no ano passado à frente de Herrada e Ruben Guerreiro. O ciclista dinamarquês segue depois para Itália trocando o Paris Nice, que correu no ano passado, pelo Tirreno Adriático. Antes do Tour corre ainda a Volta ao País Basco e o Critério do Dauphiné. Vingegaard irá estar frente a frente com outros destes 4 ciclistas no País Basco e no Dauphiné com Remco e Roglič. O primeiro embate com Pogačar vai ter de esperar até ao Tour. Pogačar - Clássicas, Monumentos e Grandes Voltas Créditos: Fizza - UAE Team Emirates. O calendário de Tadej Pogačar é mais eclético como já nos habituou. O ciclista esloveno vai correr grandes voltas, clássicas, monumentos e provas por etapas tendo grande diversidade no seu programa até ao Tour. O corredor da UAE Team Emirates inicia a sua temporada em Itália na Strade Bianche e vai tentar alcançar o quarto na sua "checklist" de monumentos na Milão - San Remo. Segue-se depois a Volta à Catalunha e a Liége - Bastogne - Liége, antes de iniciar a sua temporada em grandes voltas com a dupla Giro e Tour. Pelo caminho, Pogačar irá apenas defrontar Remco Evenepoel no monumento da La Doyenne, antes do confronto no Tour. Quererá Tadej Pogacar tentar as três grandes numa só temporada, como nos contou aqui Alberto Contador? Tudo pode depender dos resultados em cada uma. Evenepoel - Portugal para abrir a temporada Créditos: Soudal Quick-Step Pro Cycling Team/Wout Beel O programa de Remco, tal como o de Vingegaard também se vai focar na preparação para o grande objetivo da temporada, o Tour de França. Evenepoel inicia sua época em Portugal, na Figueira Champions Classic e na Volta o Algarve. Depois faz duas provas por etapas - o Paris Nice e a volta ao País Basco - e o tríptico das Ardenas - Amstel Gold Race, Fleche Wallonne e Liége-Bastogne-Liége. Segue-se depois o Critério do Dauphiné e o Tour. Durante os próximos meses, o calendário de Evenepoel choca com o de Roglič no Paris Nice, País Basco e Dauphiné e com o de Vingegaard no País Basco e Dauphiné. O ciclista da Soudal - Quick-Step defronta ainda Pogačar na Liége-Bastogne-Liége. Roglič - Todas as fichas no Tour O calendário de Roglič também se foca muito na Volta a França, com o corredor recentemente chegado à Bora-Hansgrohe a correr três provas por etapas antes da partida do Tour, em Florença. Até lá o ciclista esloveno vai encontrar Evenepoel no Paris Nice e medir forças com Vingegaard e Remco na Volta ao País Basco e Dauphiné. Não havendo contratempos, quedas ou lesões, o calendário destes quatro favoritos ao Tour 2024, não vai fugir muito do que foi anunciado pelas equipas ao longo das apresentações das últimas semanas. Onde se encontram até ao Tour de France Entre os vários "casamentos" de calendário, há que destacar três provas. A Volta ao País Vasco e o Dauphiné, corridas onde só Pogačar não está presente, e o embate entre Evenepoel e Tadej na Liége-Bastogne-Liége, confronto muito esperado depois da queda de Pogačar no início da prova do ano passado. https://twitter.com/Domestique___/status/1744754788426825739 ### Iúri Leitão tricampeão europeu! Vianense venceu o scratch no Europeu de Apeldoorn, nos Países Baixos. Maria Martins 8ª no omnium ao terceiro dia dos Campeonatos. Pelo oitavo Campeonato da Europa consecutivo Portugal conquista uma medalha na pista e muito se deve a esta geração que ano após ano eleva a fasquia da seleção nacional. Após no dia anterior a medalha ter sido de "chocolate, graças ao 4º lugar no madison, Iúri Leitão voltou à pista sem pressão para fazer desfrutar quem o viu correr. Exibição de classe perante um bom pelotão que se apresentou no scratch, mas que sucumbiu perante a potência do campeão do mundo do omnium. Ao longo das 60 voltas à pista a capacidade de gestão do esforço por parte de Leitão foi magnífica e quando o pelotão já se preparava para o sprint final chegou o ataque demolidor a nove voltas da conclusão do evento. “É muito importante começar um ano tão importante como este com o pé direito. Depois do bom desempenho no madison, ontem, venceu o scratch é muito encorajador para tudo o que temos pela frente neste ano e é a recompensa por todo o trabalho que temos vindo a realizar.” Iúri Leitão É o terceiro título europeu no scratch para Iúri Leitão após 2022 e 2020. Pelo meio também Rui Oliveira, que corre o omnium no sábado, também ganhou o ouro na disciplina. Créditos: Roberto Bettini/SprintCyclingAgency Em pista esteve também Maria Martins O dia em Apeldoorn foi vivido intensamente pela seleção nacional já que em pista esteve também Maria Martins na disciplina olímpica do omnium. A ribatejana começou tremida com a 14ª posição no scratch, mas subiu o nível sendo 6ª na tempo race e na eliminação. À partida para a decisiva corrida por pontos Tata Martins era 10ª na geral, mas graças a uma tática de corrida agressiva conseguiu subir dois lugares e fechar nas oito primeiras. O resultado permite aumentar a diferença face às concorrentes diretas na batalha pela vaga olímpica – Portugal fez melhor do que Lituânia, Espanha e Chéquia. A norueguesa Anita Stenberg venceu o título do omnium. “A Maria fez um concurso regular e com muito bom nível, cumprindo os objetivos que tínhamos traçado. Está de parabéns. No contexto da qualificação olímpica, demos aqui um bom contributo o apuramento, aumentando a diferença para as nações que estão fora dos lugares de qualificação.” Gabriel Mendes, selecionador nacional ### Evenepoel no Tour – “Até durmo melhor” Soudal Quick-Step sonha com a vitória de Remco Evenepoel no Tour. O TopCycling falou com o belga, com o diretor Tom Steels e com Mikel Landa. Remco Evenepoel viveu de tudo em quatro participações em grandes Voltas. No Giro abandonou duas vezes – a primeira porque não devia ter ido e a segunda por Covid quando liderava – e na Vuelta saiu campeão na estreia e no ano passado venceu três etapas e a montanha. Segue-se o Tour de France onde o belga vai defrontar os vencedores das últimas quatro edições: Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar. Quando atendeu os média na apresentação da Soudal Quick-Step, em Calpe, o líder da formação da Flandres foi questionado sobre se estava ansioso e se acredita num pódio final. “Até durmo melhor sabendo que vou ao Tour. É empolgante, finalmente está a chegar. Sinto isso nos treinos, estou motivado e orientado para os detalhes. É um novo tipo de energia que não sentia há muito tempo. É possível terminar no pódio, tudo tem que correr bem, o objetivo é sair pelo menos com uma vitória em etapa e depois vemos a geral dia a dia. Só espero chegar na forma perfeita.” Remco Evenepoel Só começa a 29 de junho, mas todo o trabalho desenvolvido nos estágios é orientado para o Tour. O belga também foi em segredo reconhecer a 7ª etapa (contrarrelógio individual), a 8ª que termina em Colombey-Les-Deux-Eglises e a 9ª com final em Troyes e onde a gravilha vai ser protagonista. Até lá fará corridas de preparação, arrancando em Portugal. Seguem-se provas semi montanhosas como Paris-Nice e País Basco – onde pode dar largas à criatividade e correr como gosta – e objetivos mais sérios como o Dauphiné – no qual a alta montanha inspira prudência. Evenepoel gosta de discutir todas corridas e não escondeu a ambição que o caracteriza, embora por outro lado tenha relativizado a importância de bater os rivais antes do Tour. “Nos últimos anos o Jonas só apareceu em muito bom nível no Dauphiné e no Tour e no ano passado o Pogi até lhe ganhou no Paris-Nice, mas foi o Jonas que ganhou o Tour. Se decides ir progressivamente até atingir a melhor forma é uma decisão individual ou da equipa; eu gosto de ir estabelecendo objetivos como Ardenas e Paris-Nice, que são corridas que quero ganhar na carreira. Quero ir por mim, para me descobrir, manter a confiança, dar moral à equipa e que vejam que está tudo em ordem, depois o grande teste será no Tour que é uma grande interrogação sobre como posso render.” Remco Evenepoel Evenepoel esteve uma hora a atender os média em Calpe.Créditos: Gonçalo Moreira "Não esperamos nada e esperamos tudo" Como bater a UAE Emirates e a Visma Lease a Bike? Foi o que perguntamos a um dos diretores mais experientes da Soudal Quick-Step. Tom Steels ganhou nove etapas no Tour e em cada participação procura transmitir aos corredores que nenhuma prova é comparável à Volta a França. “Os colegas correm mais agressivamente do que em qualquer outra prova, o nível é pelo menos 10 por cento mais alto, cada dia é uma batalha. É difícil saber como um corredor vai reagir no primeiro Tour, por isso o Paris-Nice e o Dauphiné são bons passos à frente.” O diretor desportivo não sabe com quem poderá contar, mas quase certos estão Louis Vervaeke, homem de confiança de Evenepoel, e Ilan Van Wilder, desde juniores ao lado de Remco. Faltava um super classe na alta montanha até que chegou Mikel Landa. “O nosso ADN é aproveitar quando há oportunidades. Vamos como outsiders, mas temos uma equipa sólida e experiente com a chegada do Mikel Landa, que tem um caráter oposto ao do Remco e é um corredor incrível com quem ele pode aprender. Como diz o Landa, no Tour segues e se conseguires seguir três semanas acabas numa boa posição. Vamos com a mente aberta: não esperamos nada e esperamos tudo.” Tom Steels Créditos: Soudal Quick-Step Pro Cycling Team/Wout Beel O Landismo está vivo Aos 34 anos Mikel Landa acumula 20 presenças em grandes Voltas. Já fez 3º no Giro e ficou às portas do pódio no Tour, além de ter ajudado Chris Froome, Fabio Aru e Egan Bernal a ganhar. O basco queria correr ao lado de Evenepoel, que considera um corredor com caráter, impulsivo e ao qual pode aportar calma, experiência e pernas após fechar 5º a passada Vuelta. “Espero estar com ele até ao último momento nas subidas. Se ficar isolado estar ao lado dele. Já vi muitos campeões que ganharam grandes Voltas e posso ajudá-lo a entender qual o momento em que se ganhar ou perder uma corrida. No desporto é mais fácil perder do que ganhar, é importante salvar os dias em que não estás bem e espero ajudar quando ele não estiver super. É bonito ajudar, saber que um colega ganhou graças a ti motiva-me.” Mikel Landa O Landismo está vivo. No Tour com Evenepoel e na Vuelta com maior margem para discutir uma etapa e tentar um pódio já que o próprio Landa considera a vitória pouco realista. Uma grande Volta une uma nação Quem o diz é Tom Steels, que também foi estrela em algumas edições do Tour, por isso não se deixa impressionar pelas 50 vitórias que Evenepoel tem aos 23 anos. No entanto, Steels confessa nunca ter visto “um ciclista que tenha crescido tão rápido, não a nível físico, mas a forma como controla a bicicleta, o pensamento tático, o trabalho em equipa”. Depois há o aspeto emocional que um evento de dimensão global provoca em quem compete e nos aficionados. “Quando o Remco ganhou a Vuelta eu tive que apanhar um avião e no aeroporto fui sendo parado por viajantes e pessoal de segurança para me darem os parabéns... e nem sequer estive na Vuelta. Uma grande Volta une uma nação. São três semanas, as pessoas seguem como se fosse uma série, debatem, vivem os acontecimentos.” Tom Steels E atenção: além do Tour – que decorre entre 29 de junho e 21 de julho – o jovem belga aponta às duas provas de estrada dos Jogos Olímpicos – o contrarrelógio é a 27 de julho e a prova de fundo a 3 de agosto. Três objetivos que provocam tremenda repercussão nos fãs de ciclismo em geral e nos belgas em particular. Emoções fortes para gerir num curto espaço de tempo. “Tour de France e Jogos Olímpicos são dois dos eventos mais famosos do mundo. Vai ser especial e é lógico focar tudo nesse mês porque são dois dos eventos mais importantes a decorrer no mesmo mês e no mesmo país. Vai ser um mês onde vou ter que render ao nível mais alto que já rendi. O bom é que são duas corridas que se adaptam a mim, tanto o contrarrelógio como a prova de fundo são muito bonitas. Espero sair do Tour com boas sensações porque aspiro a dois pódios nos Jogos Olímpicos. O cruel no ciclismo é que ser 2º ou 3º não contam realmente, o que não é bem a mentalidade olímpica.” Remco Evenepoel Apontar alto e trabalhar para isso. O ano de 2024 pode tornar Remco Evenepoel num dos melhores corredores de todos os tempos. ### Oliveira e Leitão mostram pernas para Paris 2024 Portugal ficou a três pontos do bronze no madison do Europeu de pista. Maria Martins foi 5ª no scratch e corre o omnium na sexta-feira de olho nos Jogos Olímpicos. Portugal teve um bom segundo dia de Campeonato da Europa de pista, em Apeldoorn, Países Baixos. O foco da jornada estava em consolidar a candidatura olímpica através do madison e foi exatamente isso que fizeram Iúri Leitão e Rui Oliveira. A dupla nacional mexeu duas vezes na corrida de 200 voltas conseguindo uma dobragem e vencendo o sprint final. Portugal somou 47 pontos e ficou a três da medalha de bronze que só fugiu no último suspiro graças à resposta da dupla dinamarquesa, Michael Morkov e Theodor Storm. O ouro ficou com a Alemanha de Roger Kluge e Theo Reinhardt, com 64 pontos, pelo terceiro Europeu consecutivo. A prata foi ganha pela França representada por Thomas Boudat e Donavan Grondin. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Maria Martins aqueceu para o omnium A jornada fechou com o scratch que Maria Martins tinha ganho em 2023, em Grenchen, Suíça. Nas 40 voltas à pista a ribatejana soube posicionar-se após uma prova sem grandes movimentações e que teve sprint em massa a decidir as medalhas. A francesa Clara Copponi bateu a belga Lani Wittevrongel e a italiana Martina Fidanza, enquanto Tata fechou o top 5 atrás da polaca Daria Pikulik. Maria Martins aqueceu para a disciplina olímpica do omnium onde vai competir na sexta-feira. Foi neste evento que a portuguesa conquistou o diploma olímpico em Tóquio e para estar em Paris 2024 é importante fazer melhor que as rivais diretas no apuramento: Noruega, Espanha, Lituânia e Chéquia. O Europeu de pista tem transmissão no Eurosport 2 a partir das 17:30. ### Evenepoel na Volta ao Algarve de olho no Paris-Nice Campeão belga quer terceiro título na "Algarvia"e saber como está à partida para um ano onde Tour de France e Jogos Olímpicos são os objetivos. Remco Evenepoel está calmo, amadureceu e deixou atrás um 2023 que teve momentos complicados de gerir. O abandono no Giro foi duro, o dia mau na Vuelta também. A isto acrescente-se que a Soudal Quick-Step quase deixou de existir quando esteve na iminência de ser adquirida pela Visma, que queria a todo o custo ficar com o campeão da Bélgica. Mostrando que os campeões também se deixam afetar pelo que os rodeia, Remco foi-se abaixo e precisou de uma longa pausa invernal para recuperar a confiança. “É importante ter mudado a mentalidade e reencontrado a confiança dos anos anteriores. Após o Covid no Giro foi uma loucura para encontrar o ritmo porque passei por altos e baixos. Agora, os treinos fluem, não fico stressado se não puder treinar um dia. Isso deve-me ajudar em corrida porque se poupam energias para os momentos caóticos em competição.” Remco Evenepoel Créditos: Soudal Quick-Step Pro Cycling Team/Wout Beel Abrir a época em Portugal O TopCycling foi à apresentação da Soudal Quick-Step em Calpe. Foi uma oportunidade de ter uns minutos com o corredor mais popular da Bélgica, que levou à Comunidade Valenciana dezenas de jornalistas. A região é agora a casa de Evenepoel, que gosta do clima e das estradas à volta de Calpe e Altea, uma espécie de Riviera espanhola que oferece mais de 300 dias de sol por ano. Remco procura fugir ao frio e à pressão dos belgas, por isso casou durante o inverno, mudou para Espanha e até já arranha o castelhano. No entanto, vai abrir a época em Portugal correndo Figueira Champions/Casino Figueira e Volta ao Algarve. “A Volta ao Algarve é a prova perfeita para preparar o Paris-Nice: é dura, tem contrarrelógio e sempre gostei de a correr no início da temporada.” Créditos: Soudal Quick-Step Pro Cycling Team/Wout Beel Longo ano com objetivos importantes Vai ser um longo ano com objetivos importantes na carreira do bicampeão da “Algarvia”. Dois acima de tudo: a estreia no Tour de France e as duas corridas olímpicas. No Algarve terá duas etapas a rondar os 200 km, finais clássicos na Fóia e no Malhão, além de contrarrelógio em Albufeira (22,2 km). As jornadas tão longas em fevereiro não agradam a Tom Steels, ex-vencedor de etapa em Portimão. O diretor desportivo de 52 anos é fã do nosso país e vai acompanhar Evenepoel. Steels prefere destacar o lado positivo da corrida, coincidindo com o corredor em que é a melhor preparação para o Paris-Nice. “Vamos pelo percurso. É sempre bom saber onde estás no início da época comparando com as outras equipas e corredores. Há um contrarrelógio e como campeão do mundo ele quer ganhar e também fazer testes porque há sempre pequenas alterações na bicicleta de um ano para o outro. Vamos com uma equipa muito forte, além disso no ciclismo não há muitas oportunidades de treinar e ver como os corredores reagem a certas situações de corrida. Queremos resultados, mas também para unir a equipa.” Tom Steels Depois do Paris-Nice segue-se País Basco, clássicas das Ardenas, Dauphiné e Tour de France. Sobre a estreia na corrida francesa e o que espera do período decisivo da época fiquem atentos porque o TopCycling publica em breve um especial "Evenepoel no Tour de France". ### Empresa Bicimax torna-se distribuidora exclusiva da KMC na Península Ibérica A Bicimax anunciou que, a partir do dia 8 de janeiro de 2024, assume a posição de distribuidora exclusiva e representante da prestigiada marca de correntes para bicicletas, KMC, para toda a Península Ibérica. As correntes KMC são reconhecidas pelo seu excelente desempenho, durabilidade excecional e pela capacidade de se adaptarem a uma vasta gama de estilos de ciclismo. São já 46 anos de experiência de desenvolvimento Fundada em 1977, a KMC estabeleceu-se como líder global na fabricação de correntes para bicicletas, construindo uma reputação sólida baseada em décadas de inovação e compromisso com a qualidade. A empresa tem desempenhado um papel vital no avanço da tecnologia de transmissões de bicicletas, influenciando positivamente a experiência dos ciclistas em todo o mundo. Produzir correntes é mais complexo do que se imagina, é necessária a utilização de tecnologias de ponta , mas o objetivo da KMC é muito simples: Produzir correntes para cada sistema, cada bicicleta e cada tipo de utilização. As várias gamas de correntes DLC Series As correntes da série DLC com revestimento de nitreto de titânio-carbono têm uma superfície extremamente dura e, por conseguinte, uma fricção reduzida. Disponível para 10, 11 e 12 velocidades, em versão SL para 10 e 11 velocidades e correntes de 12 velocidades compatíveis para E-bikes. X Series A série X da KMC foi concebida tendo em conta as características específicas dos sistemas Shimano, SRAM e Campagnolo e responde às necessidades mais exigentes. Tem um funcionamento de trocade velocidades perfeito e uma transmissão suave e silenciosa devido ao acabamento Double X Bridge das placas. Disponível para transmissões de 8 a 12 velocidades. X-Series SL Com as características excecionais da série X reunidas na variante SL com otimização de peso. As placas internas e externas com ranhuras e pinos ocos, são a forma de reduzir ao máximo o peso da corrente, sem comprometer a suavidade e a durabilidade. Disponível com diferentes cores para transmissões de 9 a 11 velocidades. X-Series EL A qualidade da Série X - aliada a componentes leves. Placas internas e externas com ranhuras, sem comprometer a suavidade e a durabilidade. Disponível em diferentes cores para transmissões de 10 e 11 velocidades. Z-Series Correntes de entrada a média gama, disponível em diferentes cores e para diversos sistemas de transmissão e velocidades. Únicas para e-Bikes A KMC foi a primeira marca do mercado a desenvolver e fabricar correntes com tecnologias específicas para bicicletas elétricas de motor central. A sua análise da transmissão de potência em e-bikes, com um motor central, mostrou que as frequentes operações de mudança de velocidade sob carga requerem reservas de segurança significativamente mais elevadas que não podem ser realizadas com correntes clássicas. E-Series - Correntes com processos de fabricação distintos, destinadas a bicicletas eléctricas. O componente crítico da corrente é o pin de ligação, que está exposto às forças mais extremas durante as mudanças de velocidade, e é no formato do pin e na produção que a KMC se distingue. Tecnologias KMC Acabamentos como o "Diamond Like Coating" (DLC) e o "Double X Bridge Shape" fazem com que estas inovações não aumentem apenas a durabilidade, mas também que proporcionem uma mudança de velocidades precisa e uma resistência superior ao desgaste. Diamond Like Coating A tecnologia DLC consiste num acabamento bastante duro, o que, por consequência, reduz a fricção da corrente. Este acabamento resulta num funcionamento suave, num comportamento otimizado das mudanças e, devido à extrema dureza dos pinos, numa vida útil acima da média de toda a transmissão. EcoProTeq O EPT consiste num acabamento contra a corrosão da corrente. Esta tecnologia é aplicada separadamente em cada peça que constitui a corrente, antes desta passar à linha de montagem, deixando a superfície lisa. Double X-Bridge Concebida e fabricada de forma elaborada, a tecnologia Double X-Bridge, permite uma propulsão suave e mudanças de velocidade perfeitas em todas as situações de condução, graças a placas chanfradas com precisão. Soluções para oficinas de bicicletas - Rentável, + Prático, + Ecológico. A KMC oferece uma opção de correntes em rolo para oficinas, o que aporta uma série de vantagens para os mecânicos, quer a nível económico como de praticidade. De acordo com a marca, os rolos de corrente levam a uma poupança de até 38%, pois para além de mais económicos, permitem que a corrente seja cortada com a medida correta, sem existir desperdícios, tornando-as ainda mais sustentáveis. E para aprimorar o seu funcionamento, a marca Taiwanesa conta também com soluções de cassetes e pratos, tanto para bicicletas convencionais como para bicicletas elétricas. Podes ver todos os produtos, preços e características completas da KMC, no site do importador em Portugal aqui: www.bicimax.com/pt/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Chega finalmente o reinventado Lazer Z1, agora com tecnologia KinetiCore Acaba de ser lançado o novo capacete Lazer Z1, um capacete ideal para quem procura leveza, sem poupar na proteção. Tal como os seus antecessores, o novo Lazer Z1 foi projetado para ser leve e tem uma excelente ventilação, cumprindo as normas essenciais de segurança, com o extra de ter proteção contra impactos rotacionais. Tendo como ponto de partida o icónico Z1, usado por atletas famosos como Andre Greipel nos Champs Elysees, a Lazer manteve tudo o que funcionava corretamente e melhorou ao integrar a tecnologia de proteção KinetiCore, patenteada pela marca. Resultado: um capacete com classificação de 5 estrelas pela Virginia Tech  e proteção integrada contra impactos rotacionais, pesando apenas 220g. Novas tecnologias aplicadas no modelo icónico da Lazer A marca afirma que as aberturas para ventilação estrategicamente posicionadas, as zonas com uma inclinação moderada e o sistema de encaixe flutuante permitem uma excelente ventilação, e aerodinâmica. O Lazer Aeroshell é compatível com este capacete, pode ser colocado para fechar as aberturas de ventilação oferecendo vantagens aerodinâmicas extra, ou proporcionar proteção contra as intempéries quando necessário. Ajuste Advanced RollSys Agora também inclui o sistema atualizado Lazer Advanced RollSys, um manípulo giratório na parte superior do capacete que controla o sistema de ajuste em toda a circunferência da cabeça para um ajuste confortável e seguro, sem pontos de pressão. Como o Lazer Advanced RollSys fica em cima do capacete, há espaço suficiente para os cabelos mais longos. Outras características do Z1 KinetiCore são as fivelas leves costuradas feitas de material antibacteriano e reciclado, feitas para garantir um maior conforto. A Lazer informa que a remoção do divisor das fivelas em plástico e o uso de material reciclado são pequenos passos em direção ao futuro mais sustentável que a marca belga deseja trabalhar. Óculos sempre seguros O Lazer Z1 KinetiCore permite manter os teus óculos seguros com as suas aberturas de encaixe para óculos. Para aumentar facilmente a tua visibilidade basta juntar o LED Universal da Lazer na parte traseira do capacete. O novo design agressivo e a variedade de cores refinadas do Z1 KinetiCore vão chamar à atenção enquanto ultrapassam seus limites. Disponibilidade e preço O novo Lazer Z1 estará disponível nas lojas em finais do mês de janeiro nos tamanhos S/M/L com um PVPr de 249,99€. Pode ver as características completas do capacete, assim como as várias cores, no site do importador em Portugal SC.Vouga, ou no site da marca Lazer. Vídeo promocional da marca https://www.youtube.com/watch?v=A-U6uFiuZWg Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### É oficial - Greg Minnaar junta-se à Norco Os rumores que circulavam há algumas semanas foram agora oficialmente confirmados, Greg Minnaar está oficialmente na Norco Bikes. Para além disso a lenda sul-africana vai liderar o desenvolvimento de uma nova equipa e de uma bicicleta de downhill. Greg Minnaar esteve 16 anos na Santa Cruz Bicycles, equipa onde era esperado terminar a carreira. No final do último ano, surgiram algumas notícias de que o atleta estaria prestes a deixar a equipa. Estas notícias estão agora confirmadas e Minnaar vai mesmo juntar-se à Norco Factory. De acordo com a Norco, Greg Minnaar, para além de correr, vai ajudar na procura novos talentos e trabalhar diretamente com a equipa de engenharia no desenvolvimento de bicicletas de downhill. Minnaar já comentou esta mudança dizendo-se surpreendido pela forma de trabalhar da nova equipa: "Até há pouco tempo, não fazia ideia de que a Norco tinha uma equipa de engenharia tão boa. Vou ter a sorte de dirigir este programa, de fazer parte de uma cultura de desempenho e de aproveitar os meus anos de experiência,. Este é o início de um novo capítulo para mim e para a Norco e estamos apenas a começar." Minnaar já iniciou o trabalho para a próxima época estando a testar o protótipo da bicicleta Norco DH em colaboração com a equipa de engenharia: "Estou aqui para construir a equipa mais rápida, com a bicicleta mais rápida", disse Minnaar. Podes ver aqui o vídeo do anúncio da chegada de Greg Minnaar à equipa da Norco Factory Racing. https://www.youtube.com/watch?v=27qfv6r3KlI&t=7s&ab_channel=NorcoBicycles Com quatro vitórias no Campeonato do Mundo e 23 vitórias na Taça do Mundo, o sul-africano de 42 é um dos pilotos mais condecorados do desporto e é visto como uma verdadeira lenda. ### “Figueira Champions / Casino Figueira” fecha equipas com 23 estruturas convidadas São 23 as equipas convidadas pela organização da “Figueira Champions / Casino Figueira” que no dia 10 de fevereiro vão disputar a clássica que este ano ascendeu à classe 1. Pro do circuito UCI ProSeries. São mais cinco que em 2023 e estão confirmadas 10 equipas World Tour, quatro ProTeams e convidadas as nove equipas portuguesas. Carlos Pereira, diretor geral da prova, sublinhou numa declaração, o carácter internacional da corrida, sendo impossível prever se a organização terá capacidade para convidar todas as estruturas portuguesas nos próximos anos para participar na “Figueira Champions / Casino Figueira”: “Trata-se de um esforço para a organização ter as nove equipas portuguesas presentes, visto que em termos financeiros não sabemos se nos próximos anos será possível, face à grande procura das estruturas Word Tour. Caso assim continue, as equipas portuguesas serão convidadas através do ranking das cinco melhores, sendo este o critério que vai ser usado para fazer a seleção”. Coincidindo com o fim-de-semana de Carnaval, a organização tem preparadas várias atividades juntamente com instituições do munícipio da Figueira da Foz, unindo assim a alegria do Carnaval com a festa do ciclismo. 14 Formações World Tour e ProTeams na“Figueira Champions / Casino Figueira”. World Tour: Lidl-Trek (Estados Unidos da América),Alpecin-Deceuninck (Bélgica),Team dsm-firmenich PostNL (Países Baixos),Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão),Arkéa-B&B Hotels (França),Intermarché-Wanty (Bélgica),Movistar Team (Espanha),EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América),Soudal Quick-Step (Bélgica)UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos). ProTeams: Tudor Pro Cycling Team (Suíça),Equipo Kern Pharma (Espanha),Euskaltel-Euskadi (Espanha),Caja Rural-Seguros RGA (Espanha). Queres correr como um profissional? Inscreve-te No dia 11 de fevereiro, domingo de Carnaval e no dia seguinte à clássica, realiza-se o Granfondo “Figueira Champions Day”, prova destinada a amadores e que percorrerá parte do percurso dos profissionais. Podes inscrever-te neste link. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Zonhoven Na última ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse em solo belga, foram os neerlandeses que se destacaram ao fazer primeiro e segundo na corrida masculina e feminina em Zonhoven. Corrida masculina - 10 em 10 para Mathieu Van der Poel Mathieu Van der Poel alcançou hoje a vitória número dez da sua temporada de ciclocrosse. O campeão mundial dominou a areia de Zonhoven e conquistou a quarta vitória seguida a contar para a Taça do Mundo. https://twitter.com/UCI_CX/status/1743999457337774261 Joris Nieuwenhuis começou por assumir a liderança, mas Van der Poel juntou-se rapidamente ao grupo da frente. Na segunda volta, Van der Poel conseguiu estabelecer uma vantagem de 9 segundos que aumentou para 12 no fim da quarta volta. A vantagem foi aumentando progressivamente e à sétima volta, a vantagem de Van der Poel aumentou para 41 segundos, consolidando assim o domínio que tem vindo a demonstrar. Os restantes lugares do pódio ficaram para Nieuwenhuis e Sweeck em segundo e terceiro lugar respetivamente. Resumo em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ft0iEwRdmAg&ab_channel=Eurosport Top 10 POSNOMETEMPO1VAN DER POEL Mathieu59:352NIEUWENHUIS Joris0:203SWEECK Laurens0:224RONHAAR Pim0:295VANDEBOSCH Toon0:596ISERBYT Eli1:117VERSTRYNGE Emiel1:178VAN DER HAAR Lars1:399WYSEURE Joran1:5510KAMP Ryan1:58 Corrida feminina - Pieterse vence em Zonhoven https://twitter.com/UCI_CX/status/1743991732998447423 Na corrida feminina Puck Pieterse demonstrou uma enorme resiliência pois furou no início da prova. A corredora neerlandesa não baixou os braços e recuperou rapidamente do contratempo. Lucinda Brand, que liderava o pelotão, sofreu uma queda na terceira volta, e foi obrigada a desistir da prova. Pieterse assumiu o comando da corrida e conseguiu ganhar uma vantagem de 7 segundos sobre Inge van der Heijden, que aumentou para 20 segundos na última volta. O pódio ficou ocupado por Pieterse no primeiro lugar, Van der Heijden no segundo e Bäckstedt no terceiro. Resumo em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=60VvWSy5rrM&ab_channel=Eurosport Top 10 POSNOMETEMPO1PIETERSE Puck51:392VAN DER HEIJDEN Inge0:243BACKSTEDT Zoe0:414WORST Annemarie1:195ZEMANOVÁ Kristyna1:246VERDONSCHOT Laura1:297BENTVELD Leonie2:158VAS Blanka Kata2:379CANT Sanne2:4910MOLENGRAAF Lauren2:58 A Taça do Mundo avança agora para as duas rondas finais, em Benidorm a 21 de janeiro e Hoogerheide na semana seguinte. ### Beatriz Pereira muda de ares na Rio Miera Terceira época em Espanha para Beatriz Pereira promove reencontro com a antiga rival Beatriz Roxo. Uma conversa sobre maturidade e o que está por fazer no ciclismo feminino. Desde abril do ano passado que Beatriz Pereira sabia que o futuro não passava pela Bizkaia Durango. Foram meses a estudar a evolução do pelotão espanhol e tentar encontrar uma estrutura no escalão Continental. A exigente legislação introduzida pelo governo de Espanha em 2024 veio profissionalizar as equipas, mas complicou a procura de um lugar já que o pelotão Continental passou de oito a três equipas. A corredora de Vila Nova de Famalicão assinou pela Rio Miera Cantábria Deporte, após concluir com êxito a difícil adaptação ao escalão de elites que incluiu terminar o passado Giro de Itália. “Foram dois anos difíceis como era de esperar por ser sub-23. A preparação está a correr bem. Mudei de treinador, de equipa e precisava de mudar de ares. Mudar o método se queremos mudar os resultados. Estou muito contente e espero conseguir demonstrar isso nas corridas que muitas vezes é o mais difícil.” Beatriz Pereira Mulheres do Norte Na formação da Cantábria haverá três portuguesas: Beatriz Pereira chega à equipa onde já estava Beatriz Roxo, enquanto Marta Carvalho foi recrutada para as sub-23. As três foram campeãs nacionais de fundo em juniores e para as duas mais velhas a rivalidade sempre marcou a relação quando uma corria pela Bairrada e a outra pela Academia de Paredes. As Beatriz são mulheres do Norte: Pereira é famalicense e Roxo gaiense. O sonho de viver do ciclismo levou-as a passar a sub-23 no competitivo calendário espanhol e nada como passar dois anos fora da zona de conforto para diluir velhas rivalidades. “Já nos conhecemos há muito tempo. Em parte ela [Beatriz Roxo] foi responsável pelo sucesso que tenho hoje porque fez-me treinar mais e puxar por mim. Essa rivalidade era fruto da imaturidade. Quando as corridas em Portugal são o teu mundo é normal que fiques chateada quando perdes, mas tudo isso deixou de existir quando chegamos a Espanha. Todas as portuguesas estávamos super unidas porque é a maneira de termos alguém familiar, que fala português e que percebe os nossos costumes. Hoje em dia é isso que a Beatriz representa para mim.” “A base do ciclismo feminino tem que subir um nível” O calendário é provisório, mas Beatriz Pereira deve iniciar a época a 4 de fevereiro, na Volta à Comunidade Valenciana. A prova é de categoria 1.1 o que significa que não há restrições para a participação de equipas amadoras como a Rio Miera Os obstáculos estão mais acima: a nova legislação impede que estes projetos participem na Vuelta ou na Volta ao País Basco. “Tenho sentimentos contraditórios. Tem que se começar por algum lado e foi dado espaço suficiente às equipas para o fazerem por vontade própria. Mentiria se dissesse que não sinto que isto é injusto porque só Espanha e França estão a aplicar a legislação, não a nível da UCI. Pode haver equipas UCI a ocupar vagas em provas espanholas que eram preenchidas por equipas locais. Sinto que é uma medida necessária, incontornável porque a base do ciclismo feminino tem que subir um nível.” Aos 20 anos, Beatriz Pereira pensa o que diz sem receio de dizer o que pensa. Só assim foi capaz de ultrapassar momentos onde chegou a questionar se queria ser ciclista. Acerca da nova realidade em Espanha, que levou ao desaparecimento de várias equipas, a atleta considera que os projetos devem ser ambiciosos. “Se só trabalharmos o WorldTour, o topo, falta um escalão intermédio. É uma maneira de elevar o nível das provas porque se as atletas forem pagas podem fazer do ciclismo uma profissão a tempo inteiro e consequentemente o nível subirá. Se a base melhorar o pelotão ficará mais uniforme, porque sinto que no ciclismo feminino há 15 atletas que disputam todas as corridas e o resto do pelotão está um bocadinho desfalcado.” Créditos: Río Miera Cantabria Deporte Giro com a média de idades mais baixa desde 1996 A realidade é que o ciclismo feminino se divide em 15 equipas no WorldTour e uma segunda divisão Continental onde a maioria das estruturas trabalha de forma amadora. Pegamos no Giro do ano passado como exemplo. Nove Continentais correram a mais antiga corrida por etapas do calendário – a Bizkaia Durango foi uma delas. No mesmo pelotão tivemos Annemiek van Vleuten – que preparou a prova estagiando nos Alpes italianos – e Beatriz Pereira – convocada a uma semana do evento. “O Giro foi inesperado, provavelmente não estava tão bem preparada quanto gostaria, mas estou grata à Bizkaia porque a atleta que saiu do Giro foi diferente para melhor, apesar do sofrimento de tantos dias a perseguir o grupeto. Foi das melhores coisas que a Bizkaia me pode dar durante estes dois anos.” Em 2024 tivemos o Giro com a média de idades mais baixa desde 1996, um reflexo da transição geracional que acontece no pelotão feminino. As grandes Voltas podem estar fora do radar de Beatriz Pereira, mas o trabalho continua. O sonho de chegar ao topo é alentado pelo que não se vê: a fibra moral de uma miúda que, aos 19 anos e sem preparação específica, foi capaz de concluir um Giro onde se andou ao ritmo das profissionais. ### Red Bull quer entrar a sério no ciclismo através de parceria com a Bora-Hansgrohe A Red Bull planeia expandir o seu envolvimento no ciclismo de estrada e pretende uma parceria com a estrutura da equipa Bora - Hansgrohe. Ao tornar-se parceira da empresa de Ralph Denk, a Red Bull pretende ampliar o portfólio de patrocínios de longo prazo existentes da equipa. As informações sobre os planos da Red Bull dadas em comunicado de imprensa pela própria Bora-Hansgrohe: "A Red Bull pretende expandir seu envolvimento no ciclismo de estrada e pretende fazer uma parceria com a Bora-Hansgrohe", comunicou a equipa. De acordo a Autoridade Federal austríaca, responsável por supervisionar fusões e aquisições, a marca de bebidas energéticas Red Bull GmbH pretende efetuar uma "aquisição indireta de uma participação de controlo de 51% na RD pro cycling GmbH & Co KG e na RD Beteiligungs GmbH". As duas empresas detêm e administram a equipa Bora-Hansgrohe e pertencem ou são controladas pelo diretor da equipa Ralph Denk. O investimento da Red Bull no World Tour poderá significar uma alteração de estratégia para a marca de bebidas energéticas, bem como a denominação da própria equipa no futuro, mas não existem mais pormenores por enquanto. Wout van Aert é apenas um dos atletas patrocinados individualmente pela Red Bull. Recordemos que no seu portfólio de patrocínios a Red Bull tem uma equipa de Fórmula 1 e diversas equipas de futebol, no entanto a marca concentra normalmente os seus patrocínios em centenas de atletas individuais (por exemplo no World Tour, Tom Pidcock (Ineos Grenadiers), Blanka Vas (SD Worx), ou Wout van Aert (Visma-Lease a Bike)) e na produção do seu próprio conteúdo através das suas plataformas de streaming, red Bull TV e outras. Red Bull District Ride - Um dos muitos eventos patrocinados pela marca. De realçar também que a marca desenvolveu o programa "Red Bull Junior Brothers" com a equipa Bora-Hansgrohe, mas o envolvimento no ciclismo de estrada desta forma tem uma dimensão diferente e pode significar uma mudança significativa no futuro e nas ambições da equipa. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Plapp e Brown campeões no arranque da época Domínio da Jayco – AlUla no contrarrelógio masculino e tricampeonato consecutivo para Grace Brown (Groupama-FDJ). Acontece do outro lado do mundo, mas importa assinalar já que se trata da primeira corrida oficial de 2024. O Campeonato Nacional da Austrália já mexe e os títulos de contrarrelógio foram entregues em Ballarat, situada a menos de 100 km de Melbourne, no sul do país. Na corrida masculina a Jayco – AlUla fez a tripla liderada pelo reforço Luke Plapp, que aos 23 anos soma o segundo título em elites de contrarrelógio. No pódio ficaram Chris Harper e Michael Hepburn, mas o 4º posto foi ocupado por outro membro da equipa “aussie”, Kelland O’Brien. Plapp trocou este ano a Ineos pela Jayco e além do contrarrelógio tem mais dois títulos nacionais na corrida de fundo de elites. Luke Plapp com as novas cores da Jayco Alula durante o contrarrelógio.Créditos: Con Chronis Grace Brown pelo terceiro ano consecutivo Na prova feminina mandou Grace Brown pelo terceiro ano consecutivo. A campeã do Tour Down Under passa a ter quatro títulos no crono já que em 2019 também venceu a prova. No pódio a atleta da FDJ – SUEZ teve a companhia de Brodie Chapman (Lidl-Trek) e Georgie Howe (Liv Jayco AlUla). No domingo disputam-se as corridas de fundo e a ação é retomada no dia 12 com o arranque do Tour Down Under feminino. Os homens correm primeiro a clássica Down Under, no dia 13, e iniciam a prova por etapas a 16 – Rúben Guerreiro e António Morgado abrem a época na Austrália. https://twitter.com/AusCycling/status/1742787722002256203 ### Vento de frente no ciclismo espanhol castiga portuguesas Profissionalização avança em 2024 e só Daniela Campos e Vera Vilaça têm equipa Continental. Maria Martins sai do WorldTour. O ciclismo feminino vive um período sensível. O crescimento do WorldTour está em velocidade cruzeiro, mas fora do máximo escalão o "frio" é tal que equipas e corredoras estão a bater o dente. Espanha e França estão a tentar modificar o cenário e em 2024 avançaram com legislação específica que obriga as equipas profissionais a serem mesmo profissionais. Até agora, a realidade do ciclismo do país vizinho era mais amadora do que profissional, mesmo que no início da temporada de 2023 tivessem a Movistar no WorldTour e oito Continentais. A sub-23 de primeiro ano Marta Carvalho troca a Extremossul pela Rio Miera em 2024.Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Impacto sente-se nas provas WorldTour Se 2024 era um teste à solidez do ciclismo espanhol, o resultado foi a implosão do pelotão. A Movistar continua forte, mas na divisão abaixo só se mantêm Eneicat - CMTeam - Seguros Deportivos e Laboral Kutxa. Porquê? Porque a maioria não cumpriu os requisitos impostos pela Real Federação Espanhola de Ciclismo: corredoras com contratos de trabalho, diretores com máxima titulação da UCI e estrutura permanente. Em muitos casos isto significava duplicar o orçamento face a 2023 pelo que Farto BTC, Massi Tactic e Rio Miera Cantábria Deporte passaram de Continentais a amadoras, enquanto a histórica Bizkaia Durango e a Sopela desapareceram. Em maio já a Zaaf tinha fechado portas por incumprimentos salariais. Não é claro em que escalão se inscreveu a Soltec, que contratou a campeã da Volta a Portugal, Valeria Valgonen. Para estas equipas o impacto sente-se nas provas WorldTour, ficando excluídas da Vuelta, por exemplo. No entanto, continuam a poder correr eventos ProSeries e não terão grandes restrições nas categorias abaixo. Maria Martins aponta a Paris 2024 à espera de encontrar equipa.Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Daniela Campos e Vera Vilaça sobrevivem à razia Ao longo dos anos algumas portuguesas têm passado por Espanha já que por cá o ciclismo feminino ainda está mais atrasado. Isso leva as ciclistas a correrem a troco de ajudas de custo, material e um calendário mais competitivo. Em 2023 houve seis atletas em equipas continentais espanholas e quatro até correram a Vuelta. O TopCycling contactou todas as atletas e averiguou que Vera Vilaça vai manter-se numa Continental UCI europeia e só aguarda que o anúnico seja público, já Daniela Campos sañta para a Eneicat - CMTeam - Seguros Deportivos mantendo-se em Espanha. Beatriz Roxo e Beatriz Pereira encontram-se na Rio Miera, onde também vai correr Marta Carvalho, que integra a equipa sub-23. Da Soltec saem Mariana Líbano – para a Efapel de Tiago Machado – e Sofia Gomes – para o Cantanhede Cycling. Fora do âmbito espanhol, mas entre as emigrantes do ciclismo português, está Maria Martins que saiu da Fenix-Deceuninck e procura equipa. O objetivo da ribatejana é ir aos Jogos Olímpicos de Paris – após ter sido 7ª no omnium em Tóquio – por isso iniciou a época ao serviço da seleção nacional de pista na preparação para o Europeu de Apeldoorn (10-14 de janeiro). ### Todos os novos equipamentos do pelotão World Tour 2024 Acabámos de entrar em novo ano e todos os ciclistas podem finalmente utilizar as cores desta temporada, mostramos-te os novos equipamentos de ciclismo World Tour 2024. Pouco a pouco as equipas foram apresentando os seus novos equipamentos de ciclismo, neste artigo reuno todos os novos equipemantos do World Tour 2024, de forma a saberes como vão ser as cores do pelotão World Tour este ano. Alpecin-Deceuninck Cycling Team A equipa da super estrela Mathieu van der Poel entra em 2024 com poucas alterações na imagem e patrocínios. A marca de bicicletas continua a ser Canyon. Arkea - B&B Hotels A equipa francesa conta este ano com o sprinter francês Arnaud Démare, que já luziu a "sua nova pele". A marca de bicicletas será a italiana Bianchi. Astana Qazaqstan Team A equipa do Cazaquistão mantém o padrão e a sua cor tradicional nos equipamentos. Créditos: SprintCycling Marca de bicicleta continua Willier Trestina Team Bahrain Victorious A equipa Bahrain altera bastante as cores e padrão principal dos equipamentos, sendo agora a cor predominante o branco em vez do laranja. Créditos: Charly López Créditos: Charly López A Merida continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. BORA – hansgrohe A equipa alemã mantém o design do ano passado, embora com com o tom fluorescente a dar maior destaque ao equipamento. Créditos - Team Bora-Hansgrohe A Specialized continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa, havendo alteração na marca de transmissão e travões que passa a ser SRAM em vez de Shimano. Team Cofidis As cores dominantes continuam o vermelho e branco. Créditos - Team Cofidis A marca francesa Look continua a ser a fornecedora das bicicletas. Decathlon - AG2R La Mondiale Team A histórica estrutura francesa da AG2R, introduz a Decathlon como patrocinador principal da equipa. A poderosa empresa de equipamento desportivo é também a fornecedora das bicicletas da equipa. Créditos: P. Ballet / A. Broadway A marca de bicicleta será Van Rysel. EF Education-EasyPost A nova equipa de Rui Costa ainda apresentou oficialmente o equipamento para 2024, na mesma linha e com o rosa como cor predominante, continua a ser um dos equipamentos mais bonitos do pelotão. Créditos: Jered Gruber & Ashley Gruber | Gruber Images - EF Education EasyPost. A marca de bicicletas continua a Cannondale. Groupama-FDJ Tendo mudado por completo as cores na temporada passada, este ano a equipa francesa o visual dos seus equipamentos para a nova época. Créditos: Groupama - FDJ A marca de bicicletas deixará de ser La Pierre e passa a ser Willier Triestina. Team INEOS A equipa britânica apresenta novo design para 2024, no qual a cor laranja ganha maior destaque. Créditos: Ineos Grenadiers A marca de bicicletas continua Pinarello. Intermarché-Wanty Embora não tenha mudado muito, curiosamente o equipamento da Intermarché Circus Wanty Gobert passou a ser um dos mais bonitos de 2023. Créditos: Intermache-Wanty A marca de bicicletas continua a ser a Cube. Lidl-Trek A denominação Lidl-TREK surgiu ainda durante durante a temporada de 2023, o padrão de cores mantém-se. Créditos: Ross Bell Photo Curiosamente Mads Pedersen parece estar a utilizar um modelo de sapatos ainda não apresentado oficialmente. A marca de bicicletas continua a ser TREK. Movistar Team O equipamento da Movistar mantém o tradicional azul, alterando muoto pouco o design dos equipamentos. Créditos: Cxcling A marca de bicicletas continua a ser a Canyon. Soudal Quick-Step A Soudal Quick-Step mantém o padrão de design, sendo agora o azul um pouco mais predominante. Créditos: Soudal Quick-Step Pro Cycling Team/Wout Beel A Specialized continua a ser a marca de bicicletas que fornece a equipa. Team dsm-firmenich PostNL A equipa ainda não anunciou o novo equipamento 2024. Deixamos o kit de 2023. Créditos: Team dsm-firmenich PostNL Team Jayco Alula A equipa Jayco Alula mudou bastante as cores predominantes do equipamento, passando a ser tricolor em vez de somente azul e branco. A marca de bicicletas continuará a ser ser a Giant. Team Visma - Lease a bike A Visma - Lease a bike é a nova denominação da estrutura que na passada temporada era a Jumbo Visma. As cor predominante continua a ser o amarelo, mudando ligeiramente o design, deixa de ter a faixa negra na diagonal. A marca de bicicletas mantém-se a Cervélo. UAE-Team Emirates A equipa da UAE-TeamEmirates mantém os padrões da última temporada, mas as mangas do jersey passam a ser inteiramente pretos em vez de ter tons de vermelho. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza Alterações em muitos patrocínios: A marca de roupa deixa de ser Gobik e passa a ser Pissei; a marca de rodas deixa de ser Campagnolo e passa a ser Enve; transmissão e travões deixam de ser Campagnolo e passam a ser Shimano. Créditos: UAE Team Emirates / Fizza A marca de bicicletas continua Colnago. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Guerreiro e Morgado abrem época na Austrália Tour Down Under é a primeira prova WorldTour de 2024. Rúben Guerreiro presente pela quarta vez, António Morgado estreia-se com a UAE Emirates. Pouco a pouco 2024 vai avançando e muitos corredores preparam-se para fugir ao inverno europeu e mudar-se para o verão australiano. Dia 12 de janeiro arranca o Tour Down Under para as mulheres, enquanto os homens fazem as honras a 16. Antes da prova rainha da Oceânia o pelotão masculino aquece no dia 13 na clássica Down Under. O contingente português – que este ano conta com sete corredores no WorldTour – estará representado por Rúben Guerreiro (Movistar) e António Morgado (UAE Emirates). O “Cowboy de Pegões” já tinha adiantado em entrevista ao TopCycling a presença na prova australiana, na qual em três ocasiões discutiu a classificação da Juventude, obtendo dois top 10 na geral individual (8º em 2019 e 9º em 2018). No caso do “Bigode Voador” é a estreia absoluta pela nova equipa e em eventos da máxima categoria. O vice-campeão mundial de sub-23 é um de seis reforços da UAE Emirates para a nova temporada. Créditos: Movistar Team Willunga Hill regressa O Tour Down Under apresenta-se mais duro do que em edições prévias já que pela primeira vez junta na mesma edição dois dos pontos mais duros da corrida: Willunga Hill e Monte Lofty. As dificuldades coincidem com a 5ª e 6ª etapas e serão passadas duas vezes cada. É no fim-de-semana que se encontrará o sucessor de Jay Vine, que no ano passado levou a geral por menos de meio minuto sobre Simon Yates (que ganhou no Monte Lofty) e Pello Bilbao. A icónica chegada a Willunga Hill – 3km e rampas máximas de 15,6% – regressa após ter sido feita pela última vez em 2020. Na altura Matthew Holmes surpreendeu o rei de Willunga, Richie Porte, que aí venceu em seis edições consecutivas. Vine não estará para defender o título, mas Yates irá com a Jayco Alula. Outros nomes fortes marcam presença como Julian Alaphillipe (Soudal Quick-Step) e Jack Haig (Bahrain Victorious), assim como jovens talentos que em 2023 marcaram o calendário sub-23 como o campeão da Volta a França do Futuro, Isaac del Tour (UAE Emirates), e o vencedor do Giro, Johannes Staune-Mittet (Visma Lease a Bike). https://www.youtube.com/watch?v=P23jwbrL_lg ### Rohan Dennis a contas com a justiça australiana O ex-ciclista australiano Rohan Dennis foi acusado de causar a morte de sua esposa, a atleta olímpica Melissa Dennis, após um acidente de viação em Adelaide. O acidente ocorreu próximo à casa da família no dia 30 de dezembro e Melissa faleceu no hospital no dia seguinte devido aos ferimentos. Melissa Hoskins, de 32 anos, foi atleta olímpica e campeã do mundo na pista, casando com Rohan Dennis em 2018. Da união nasceram dois filhos. A polícia australiana está a investigar o ocorrido e Rohan Dennis foi acusado por condução perigosa, sem ter os devidos cuidados e por colocar a vida em risco. Foi libertado sob fiança e deverá estar presente no tribunal em março. Rohan Dennis retirou-se do ciclismo profissional no final de 2023 após representar equipas como Jumbo-Visma, Ineos, Bahrain e BMC, tendo sido campeão do mundo de contrarrelógio em 2018 e 2019. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UAE Team Emirates confirmada na Figueira Champions / Casino Figueira A UAE Team Emirates, primeira do ranking mundial por equipas em 2023, está confirmada na “Figueira Champions / Casino Figueira” dia 10 de fevereiro de 2024. Será a décima e última formação do escalão World Tour a marcar presença na segunda edição da prova que ascendeu à classe 1. Pro do circuito UCI ProSeries, fechando o leque de equipas para 2024. João Almeida abre a temporada na Figueira Champions Classic De acordo com a organização, João Almeida estrá presente e vau abrir a época em “casa”, ao ser líder da UAE Emirates na Figueira da Foz. A equipa dos Emirados Árabes Unidos, orientada por Joxean Matxin, vai estrear-se no próximo ano na clássica que percorre as 14 freguesias do Município da Figueira da Foz. É a mais portuguesa das equipas WorldTour, com quatro corredores lusos a figurar no plantel de 2024: João Almeida, os gémeos Ivo Oliveira e Rui Oliveira e António Morgado, a mais recente contratação. Créditos: Sprint Cycling Agency - UAE Team Emirates No total serão 10 World Tour, quatro ProTeams e as equipas portuguesas. Comparativamente a 2023, vão ser mais quatro as equipas da primeira divisão mundial que vão integrar o pelotão da “Figueira Champions / Casino Figueira”. Queres correr como um profissional? Inscreve-te Dia 11 de fevereiro de 2024, dia seguinte à clássica, vai realizar-se o Granfondo “Figueira Champions Day”, prova destinada a amadores e que percorrerá parte do percurso dos profissionais. Neste momento já se inscreveram mil participantes, sendo o limite de 1500, estando ainda a decorrer as inscrições AQUI. EQUIPAS CONFIRMADAS: 10 WorldTour (mais 4 do que em 2023): - Lidl-Trek (Estados Unidos da América) - Alpecin-Deceuninck (Bélgica) - Team dsm-firmenich (Países Baixos) - Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão) – ESTREIA - Arkéa Samsic (França) – ESTREIA - Intermarché-Circus-Wanty (Bélgica) - Movistar Team (Espanha) – ESTREIA - EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América) - Soudal Quick-Step (Bélgica) - UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos) – ESTREIA 4 ProTeams (mais uma do que em 2023): - Tudor Pro Cycling Team (Suíça) – ESTREIA - Equipo Kern Pharma (Espanha) – ESTREIA - Euskaltel-Euskadi (Espanha) - Caja Rural-Seguros RGA (Espanha) Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Hulst Correu-se esta tarde em Hulst nos Países Baixos, a décima primeira ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse, num percurso rápido mas com algumas subidas e partes lamacentas que desafiaram as estrelas da modalidade. Corrida masculina - 7 em 7 para Van der Poel A corrida masculina ficou marcada por algumas quedas e conseguintes problemas mecânicos que prejudicaram Thomas Pidcock logo na primeira curva, e Van Aert na segunda volta. Iserbyt sprintou para primeiro e liderou a corrida na primeira volta, com muitos corredores agrupados atrás de si. O líder da Taça do Mundo acabou por ter uma enorme quebra acabando mesmo por abandonar a corrida. Laurens Sweeck assumiu as rédeas da prova com o prodígio Tibor del Grosso e Van der Poel logo atrás. O campeão do mundo não tardou em passar para a frente e iniciou mais uma das suas corridas a solo. https://twitter.com/UCI_CX/status/1741104847141695693 A perseguição ficou a cargo de Lars Van der Haar, Joris Nieuwenhuis e Pim Ronhaar. Os três corredores da Baloise Trek Lions mantiveram-se no segundo grupo até ao final da corrida, lutando entre si pelos restantes dois lugares no pódio, que acabou com Van der Haar em terceiro e Nieuwenhuis no segundo posto a 12 segundos de Van der Poel que manteve a sua hegemonia vitoriosa. Um pódio completamente neerlandês, feito que já não acontecia na Taça do Mundo masculina desde 1996 onde Adrie Van der Poel, pai de Mathieu, fez segundo lugar. Top 10 POSNOMETEMPO1VAN DER POEL Mathieu59:522NIEUWENHUIS Joris0:123VAN DER HAAR Lars0:204RONHAAR Pim0:305VAN AERT Wout0:436SWEECK Laurens0:537VANDEPUTTE Niels0:588KAMP Ryan1:049VANTHOURENHOUT Michael1:1510DEL GROSSO Tibor1:25 Corrida feminina - Pieterse mantém a grande forma Depois das luzes verdes, Maria Schreiber voltou a chegar na frente à primeira curva, mas Puck Pieterse não demorou a passar para a liderança da corrida e rapidamente ganhou dez segundos às restantes corredoras. Fem van Empel e Lucinda Brand iniciaram a perseguição à qual se juntou Alvarado. Créditos: UCI CX World Cup Pieterse acabou a primeira volta com 15 segundos de vantagem e foi aumentando a distância para as perseguidoras. Na terceira volta van Empel fez uma curva mais por dentro depois de uma descida e chocou com Lucinda Brand perdendo alguns segundos para o grupo perseguidor. https://twitter.com/PickxSports/status/1741085763922457022 Brand e Alvarado conseguiram baixar a diferença para a líder Pieterse e na última volta, num setor mais lamacento, Alvarado distanciou-se de Lucinda Brand e Alcançou Puck Pieterse. Carmen Alvarado acabou por pagar o esforço da perseguição e Puck Pieterse conseguiu distanciar-se no final da última volta levando a vitória. O último lugar do pódio em Hulst ficou reservado para Lucinda Brand. Top 10 1PIETERSE Puck51:052ALVARADO Ceylin Del Carmen0:063BRAND Lucinda0:124VAN EMPEL Fem0:165CASASOLA Sara1:586BENTVELD Leonie''7VAS Blanka Kata2:098SCHREIBER Marie2:239WORST Annemarie2:2610ZEMANOVÁ Kristyna2:35 https://twitter.com/UCI_CX/status/1741096214785818711 Resumo vídeo https://www.youtube.com/watch?v=N1fK_KMm9E0 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Sanne Cant atinge as 125 vitórias! Lenda do ciclocrosse consolida estatuto entre as melhores da história. Sábado, em Hulst, juntam-se as craques para fechar 2023. No Exact Cross, em Loenhout, último evento de ciclocrosse esta época na Bélgica, chegou a muito aguardada vitória de Sanne Cant, a 125ª de uma carreira ímpar. A 14 vezes campeã nacional não vencia um crosse desde os Nacionais disputados em janeiro deste ano. Para encontrar o último triunfo em provas C1 – nível do Exact Cross, Superprestige e Troféu X2O – é preciso recuar a fevereiro de 2019 e ao Superprestige de Hoogstraten! Foi longa a espera de Sanne Cant, que entre 2014 e 2019 fez quatro épocas consecutivas acima das 19 vitórias, colocando a fasquia nas 23 em 2014/2015. “Há muito que não ganhava uma corrida excetuando os Nacionais da Bélgica por isso sabe muito bem. Fui uma das que fiz três dias consecutivos. Ontem acabamos tarde. Vencer é difícil com esta nova geração. Estou contente por ter corrido bem hoje.” Sanne Cant ao Eurosport. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1740727598496313852 Sanne Cant é uma das melhores de todos os tempos Na ausência da campeã mundial, Fem van Empel, da líder da Taça do Mundo e do Superprestige, Ceylin del Carmen Alvarado, a belga Sanne Cant despachou a checa Kristýna Zemanová (Brilon Racing Team MB) e a colega de equipa na Crelan-Corendon, Manon Bakker, que venceu em Val di Sole. O Exact Cross só volta a 20 de janeiro em Zonnebeke, mas este sábado há Taça do Mundo em Hulst (em direto no Eurosport às 12:30). Com 125 vitórias na carreira, três títulos mundiais, três Taças do Mundo e quatro Troféus Superprestige Sanne Cant é uma das melhores de todos os tempos. A corredora de Antuérpia divide o destaque com Marianne Vos, recordista de triunfos na Taça do Mundo, sete vezes campeã mundial e que tem 108 provas no palmares. A neerlandesa sempre conciliou ciclocrosse e estrada, enquanto a belga priorizou o ciclocrosse, só que Vos abdicou de correr este inverno para recuperar da intervenção à artéria ilíaca. Na lista das históricas nota ainda para a americana Katie Compton, que se retirou com 137 vitórias, embora uma boa fatia delas tenha sido em eventos C2. ### Três talentos que vão explodir no ciclismo em 2024 Será 2024 o ano do Touro De Lie? Terá a Noruega um classicómano de topo mundial em Wærenskjold? Poderá Martinez salvar a França no Tour? Na temporada passada vários atletas atingiram patamares altos em termos de rendimento. Neilson Powless, Mathias Skjelmose, Fred Wright, Ethan Vernon, Matteo Jorgenson são exemplos de corredores que se apresentaram nas suas melhores versões. Como será em 2024? Quem são os talentos que vão explodir no ciclismo? Optei por selecionar um sprinter, um classicómano e um voltista. https://www.youtube.com/watch?v=Ui_a67lBaz4 O triunfo insólito de Arnaud De Lie na Famenne Ardenne. Lê ainda: Três nomes que se retiram do ciclismo em 2023 De Lie é tão forte que ganhou só com uma perna Com perto de 1,80 de altura e pesando 77 quilos... o Touro de Lescheret! Imaginem um ringue de boxe e um lutador com cara fechada e punhos de aço. Arnaud De Lie apareceu de rompante no ciclismo de elite, como uma espécie de touro enraivecido que a Lotto-Dstny preparou na equipa de sub-23. Em dois anos como profissional somou 24 vitórias e em 2023 subiu o nível ganhando pela primeira vez no WorldTour, no GP Québec. Foi um ano excelente do sprinter que totalizou 55 dias de competição, 13 vitórias e 38 top 10. No Québec – prova com 201 km e um circuito rompe pernas com 3000 metros de desnível positivo acumulado – o Tour impôs-se a Corbin Strong e Michael Matthews, bicampeão no evento québécois. De Lie é tão forte que ganhou só com uma perna a Famenne Ardenne! A potência trabalhou-a ajudando o pai exploração agrícola em Libramont, onde cresceu e onde criam vacas. Se há uma exibição que fica de 2023 foi a do Europeu. Num percurso duro com várias ascensões ao inclinado Vamberg, De Lie rebentou com o grupo dos favoritos na última volta e serviu a vitória ao colega Wout Van Aert... que falhou e perdeu para Christophe Laporte. Nesse dia viu-se que De Lie é muito mais do que sprinter e pode aspirar a grandes coisas, incluindo a ganhar a Volta à Flandres! https://www.youtube.com/watch?v=oZ-aGsqbhnM Norueguês Wærenskjold brilha no Saudi Tour ganho por Rúben Guerreiro. Lê também: Três momentos subestimados no ciclismo em 2023 Soren Waerenskjold está em fase de consolidação Tem 23 anos e desde os 18 que corre entre profissionais. Soren Waerenskjold está em fase de consolidação depois de fechar 2023 com seis vitórias. Começou a ganhar em fevereiro, no Saudi Tour, despachando Jonathan Milan e Ces Bol num final em subida e rampas de 13 por cento. Terminou a levantar os braços em agosto, como campeão do Tour Poitou-Charentes. Pelo meio deu o triunfo a Alexander Kristoff em Lagos lançando o veterano sprinter na Algarvia. Waerenskjold é natural de Mandal, no sul da Noruega. Tem um físico impressionante (mede 1,95 e ronda os 90 quilos) que lhe permite adaptar-se a vários terrenos. É dos melhores roladores do pelotão, tem um bom sprint e defende-se nas subidas curtas e explosivas. Nos invernos aproveita para regressar ao ciclocrosse, onde foi campeão nacional em juniores e em elites. Waerenskjold é um todo o terreno que reúne as características para se mostrar nas clássicas do pavê. Em 2018 foi 2º na Gent-Wevelgem júnior ganha num sprint a dois por Samuele Manfredi. O italiano era campeão europeu de perseguição, foi 2º em Roubaix e já estava na FDJ. Um choque frontal com um carro acabou-lhe com a carreira. Dois júniores destinados ao êxito tiveram destinos diferentes. Manfredi nunca mais pegou numa bicicleta enquanto Waerenskjold teve uma passagem espetacular em sub-23 (título mundial de contrarrelógio e três etapas no Tour de l’Avenir) e é um dos líderes da Uno-X. https://www.youtube.com/watch?v=wkR4Fege7YY Lenny Martinez, um talento forjado no Mont Ventoux. Lê ainda: Três triunfos que surpreenderam o ciclismo em 2023 Lenny Martinez tem ADN de campeão É muito difícil chegar ao WorldTour e causar o impacto que causou Lenny Martinez. O neo-pro da Groupama-FDJ tornou-se o mais jovem líder da história da Vuelta a Espanha aos 20 anos e 51 dias superando o recorde de Miguel Indurain. Martinez teve um trajeto prometedor na equipa de desenvolvimento da Groupama-FDJ e tem genes de ciclista – o avô Mariano ganhou a medalha de bronze no Mundial de 1974 atrás de Eddy Merckx e de Raymond Poulidor, enquanto o pai Miguel foi campeão olímpico de mountain bike em 2000, em Sidney. Lenny Martinez tem ADN de campeão. A terceira geração da família de ciclistas não demorou a mostrar serviço e na Mercan'Tour Classic, em maio, obteve o primeiro top 10 como profissional (foi 4º). Antes, na Volta à Catalunha, já tinha sido 12º. Em abril foi batido por Victor Lafay na clássica Grand Besançon Doubs. Em evidente boa forma, Lenny Martinez estreou-se a ganhar em junho após dupla subida ao Mont Ventoux. Sucedeu a Rúben Guerreiro como campeão! Depois veio a glória na Vuelta a Espanha. Chegada ao Observatório de Javalambre, vitória de Sepp Kuss. O 2º na meta foi Lenny Martinez – novo líder da corrida. Comandou dois dias até que Kuss agarrou na vermelha definitivamente. Terá a França encontrado o sucessor de Bernard Hinault? A Groupama-FDJ vai ter missão difícil para proteger o talentoso trepador da ânsia dos franceses em encontrar um campeão e 2024 não será o ano ideal já que teremos dois contrarrelógios individuais. Mesmo assim, o calendário é suficientemente vasto para permitir a Lenny Martinez consolidar-se como voltista. ### A história de Felipe Nystrom, o costarriquenho atropelado por Mathieu van der Poel Um dos momentos marcantes da Taça do Mundo em Gavere no Boxing Day 2023, foi quando Mathieu van der Poel passou (dobrou) o costarriquenho Felipe Nystrom.  https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1739658114863931474 A história de Felipe Nystrom O atleta de 40 anos da Costa Rica é um verdadeiro herói de culto na modalidade, conhecido pela sua história de vida e pela forma como o ciclismo o tem ajudado a superar as dificuldades. https://twitter.com/Xof_Impens/status/1472639268224999434 Felipe Nystrom é filho de mãe americana, que foi voluntária numa tribo indígena na Costa Rica, ele nunca conheceu o pai, que era membro dessa tribo mas não quis ficar com eles. Desde cedo, Nystrom enfrentou dificuldades na sua vida: abusos durante a infância, problemas com vícios e até mesmo tentativas de suicídio. No entanto, ele encontrou um novo rumo na sua vida ao descobrir o ciclismo. Com dedicação pela modalidade, conquistou o título de campeão de estrada da Costa Rica em 2019 e mais recentemente, começou a competir em ciclocrosse. Felipe Nystrom é um fã que concretizou o sonho de poder competir junto dos melhores. Na passada terça-feira, durante a corrida de ciclocrosse em Gavere, entusiasmado com a atmosfera belga, Nystrom decidiu tirar uma selfie com um de seus muitos fãs. Infelizmente, ao voltar a subir para a sua bicicleta novamente, não percebeu se aproximava em grande velocidade "O Foguetão van der Poel". Para evitar uma queda quando dobrava Nystrom, Mathieu van der Poel teve que empurrar o costarriquenho e o episódio tornou-se viral muito rapidamente. Profundamente abalado, Nystrom tomou uma decisão drástica e anunciou que irá parar de competir após a corrida em Hulst. Em entrevista ao Sporza, expressou a sua tristeza pelo incidente, assumindo totalmente a responsabilidade: "Foi 1000% minha culpa o que aconteceu. Mathieu teve que me empurrar – deveria ter sido ainda com mais força. Eu estava no meio do caminho e sinto-me muito mal por isso. Preocupa-me que Mathieu seja mal interpretado". Felipe Nystrom recebeu tanto críticas como apoio dos fãs após o incidente, e demonstrou enorme tristeza pelo impacto negativo que trouxe a Mathieu van der Poel: "Algumas pessoas dizem que sou estúpido, outras dizem que Van der Poel não precisava empurrar. É mau que ele tenha tido impacto negativo por causa da situação em que eu o coloquei, gostava de lhe pedir desculpa." Sobre a sua decisão de encerrar a carreira desportiva no ciclocrosse, o costarriquenho sente que é um erro grande de mais para continuar: "Eu não mereço estar aqui. Sonhei e consegui, mas meu erro de terça-feira é demasiado grande para prosseguir... " Mathieu van der Poel reagiu Depois da história de Felipe Nystrom chegar aos media, Mathieu van der Poel reagiu, dizendo que já conhecia a história do atleta costarriquenho. Também em declarações ao Sporza, o holandês voador encorajou Nystrom a não desistir do seu sonho. “Conheço a história de Felipe Nystrom e tenho simpatia por ele, mas ontem pregou-me um belo susto, pensei que ele tinha parado para me deixar passar, mas de repente ele quis voltar a pedalar no momento em que passava. Fiz força para me manter direito e não bater com a bicicleta”, explicou Mathieu van der Poel. Esperemos que Nystrom continue, pois é um exemplo de como o ciclismo é um desporto de proximidade, no qual profissionais e amadores podem partilhar um circuito, uma estrada, uma volta, mas acima de tudo como pode mudar a vida das pessoas. ### Três atletas com algo a provar no ciclismo em 2024 Um super atleta que falhou em 2023, um sprinter em horas baixas e dois bad boys. Van Aert, Ewan, Moscon e Tiberi têm algo a provar em 2024. Ao longo de uma carreira há altos e baixos. A forma como os atletas encaram o êxito e a decepção marca a sua trajetória na alta competição. Por terem um enorme talento e muito para oferecer ao ciclismo destacamos três atletas com algo a provar em 2024. Todos têm distintas motivações e contextos que os fizeram chegar a este momento de certo impasse no pelotão. Saibam porque a época que agora se inicia será importante para Wout Van Aert, Caleb Ewan, Gianni Moscon e Antonio Tiberi. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Lê também: Três vitórias icónicas no ciclismo em 2023 Desafio gigante para Van Aert Aos 29 anos, Wout Van Aert prepara-se para fazer uma modificação importante no calendário. Pela primeira vez que apresenta-se no Giro, embora sem ambição de batalhar pela classificação geral. A Bélgica não tem tradição recente na prova: na última década só Laurens de Plus fechou top 10 no Giro e na passada edição. Van Aert é multifacetado e basta olhar para 2023 para o comprovar: nove vitórias na época de ciclocrosse, triunfos na E3 Saxo Classic e no Nacional de contrarrelógio como pontos altos da temporada de estrada! Ótimo para outro qualquer, mas não será pouco para tanto talento? Faltam as vitórias que definem uma carreira como obteve Mathieu van der Poel, que tem mais Monumentos, mais vitórias UCI e mais títulos mundiais no ciclocrosse e na estrada. O facto de o neerlandês já ter Sanremo, Roubaix e Mundial marca a diferença. É uma boa notícia que Van Aert não abdique da faceta de classicómano, mesmo abrindo um novo capítulo na carreira. Faz-me recordar outro herói de Herentals, Rik Van Looy, o primeiro a vencer os cinco Monumentos. O "Imperador" venceu etapas nas três "grandes", dois títulos mundiais e marcou os anos 60. Poderá o conterrâneo Van Aert fazer algo parecido? Lê também: Três momentos subestimados no ciclismo em 2023 O apagão de Caleb Ewan Quando entrevistei Caleb Ewan em janeiro de 2023 tudo parecia bem. O australiano estava a treinar bem, tinha sido pai e estava em casa depois de nos anos da pandemia ter tido que permanecer na Europa. O certo é que a época não podia ter corrido pior ao Pocket Rocket ao ponto de ter saído da Lotto Dstny quando ainda tinha um ano de contrato. Em 2024 Ewan vai correr na Jayco-Alula, regressando à estrutura que o lançou na alta roda do ciclismo em 2015 e ao serviço da qual obteve 30 das 69 vitórias que ostenta no curriculum. Foram cinco anos agridoces na Lotto, aonde chegou para substituir André Greipel. As três primeiras épocas foram boas: quatro etapas no Giro de Itália, cinco no Tour de France e 23 triunfos. O problema veio nas duas últimas onde só venceu em oito ocasiões. Ewan perdeu fulgor e a Lotto também, tanto que foi despromovida à segunda divisão. Talvez o mais feio tenha sido a forma como saiu, acusado de falta de profissionalismo pelo diretor-geral, Stéphane Heulot, quando abandonou o Tour de France na 13ª etapa. Ewan contemplou retirar-se, mas felizmente decidiu continuar na Jayco. Oxalá o regresso à zona de conforto recupere um dos grandes sprinters desta geração. https://www.youtube.com/watch?v=4njWrPI7HtE Gianni Moscon parecia ir a caminho da vitória na Paris-Roubaix até que tudo lhe correu mal. Lê ainda: Três triunfos que surpreenderam o ciclismo em 2023 Moscon e Tiberi têm tudo para ser felizes Dois italianos têm muito a mostrar em 2024 por diferentes motivos: Gianni Moscon e Antonio Tiberi. É mais complexo o caso de Moscon, que vem de dois anos fracos na Astana. Nada a ver com os anos da Ineos, onde venceu 11 vezes e só não ganhou a Paris-Roubaix de 2021 porque furou e caiu quando ia a caminho da glória. Moscon tem 29 anos e é um classicómano numa equipa que adora as clássicas, mas que perdeu referências e foi superada por Jumbo-Visma e UAE-Emirates neste terreno. A Quick-Step recruta Il Trattore e parece um casamento perfeito. Moscon é de Trento, tem uma quinta onde produz maçãs e é fascinado por tratores. Encaixa no perfil de flandrien por estilo e cultura. Vencendo na Flandres ou em Roubaix pode-se retirar em paz. https://www.youtube.com/watch?v=HU1WF9j9Jy0 Antonio Tiberi foi campeão mundial júnior de contrarrelógio de forma épica. Tiberi já mostrou que sabe dar a volta por cima Para Antonio Tiberi a prioridade é relançar a carreira. Trata-se de um miúdo cheio de potencial, que foi campeão mundial de contrarrelógio em 2019 dando a volta a um azar mecânico que parecia sentenciá-lo à derrota. Em sub-23 também fez uma excelente progressão. No emblemático Troféu Cidade de San Vendemiano fez um solo de 55 km... a mesma corrida onde venceu Gianni Moscon em 2015. Tiberi já mostrou que sabe lidar com as pedras no caminho e bem vai precisar depois de ter matado um gato com uma espingarda de chumbo. É uma daquelas coisas estúpidas que estraga uma vida, mas o jovem de Frosinone recebeu uma segunda oportunidade na Bahrain Victorious. É uma estrutura com muitos italianos, corredores veteranos e diretores que apostam nele ao ponto de ter assinado em junho e ainda ter feito 39 dias de competição. O 18º posto na Vuelta e o facto de ter fechado forte a terceira semana mostram que temos ciclista. ### Taça do Mundo de ciclocrosse - Gavere Realizou-se esta tarde a décima ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse em Gavere na Bélgica onde Van der Poel somou a quarta vitória consecutiva e Puck Pieterse acabou com a hegemonia de Van Empel. Corrida masculina - Van der Poel continua sem rival Depois da Taça do Mundo de Antuérpia, Mathieu van der Poel também venceu a corrida em Gavere. O campeão do mundo voltou a atacar no início da corrida sem que ninguém o conseguisse seguir. Wout van Aert e Tom Pidcock ocuparam os dois lugares restantes do pódio. Lars Van der Haar arrancou melhor e abriu as hostilidades até meio da primeira volta. A partir daí, Van der Poel tomou as rédeas da corrida e no fim da primeira volta levava oito segundos para Van Aert com Joris Nieuwenhuis, Lars van der Haar e Michael Vanthourenhout num grupo perseguidor mais atrasado. A vantagem de Van der Poel foi aumentando e apesar dos esforços de Van Aert na perseguição, a vantagem aumentou para 30 segundos no fim da segunda volta. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1739658114863931474 Enquanto que Van der Poel corria tranquilo na liderança, Pidcock fez uma corrida mais atarefada já que saiu da quarta fila e teve um problema com a corrente na segunda volta. O corredor britânico não baixou os braços e fez uma corrida de trás para a frente acabando no último lugar do pódio. https://twitter.com/UCI_CX/status/1739733435336323073 Top 10 POSNOMETEMPO1VAN DER POEL Mathieu1:07:062VAN AERT Wout0:363PIDCOCK Tom0:584NIEUWENHUIS Joris1:075VAN DER HAAR Lars1:366ISERBYT Eli2:277VANTHOURENHOUT Michael2:318RONHAAR Pim2:379VERSTRYNGE Emiel3:0510MASON Cameron3:22 Corrida feminina - Puck Pieterse vence na Taça do Mundo pela primeira vez na temporada Puck Pieterse foi a mais forte na lama de Gavere. A campeã dos Países Baixos atacou logo na primeira volta e conseguiu travar Fem van Empel e Ceylin Alvarado. Marie Schreiber, como já nos habituou arrancou melhor em Gavere. A luxemburguesa arrancou para a liderança do pelotão com Puck Pieterse e Fem van Empel no seu encalço. Pieterse rapidamente assumiu o comando e passou as suas rivais conseguindo uma pequena diferença. https://twitter.com/tomasvds/status/1739710529843744771 A meio da primeira volta, Pieterse cometeu alguns erros, permitindo que Ceylin del Carmen Alvarado a alcançasse. Na perseguição, Van Empel e Brand juntaram forças tendo perdido 15 segundos na primeira volta. Pieterse ganhou algum espaço na segunda volta devido a alguns erros de Alvarado e seguiu sozinha na frente enquanto que Van Empel descarregou Brand e iniciou a perseguição ao segundo lugar. Com mais um erro de Alvarado a campeã do mundo não hesitou a colocou-se no segundo lugar. Pieterse ganhou com uma vantagem de 28 segundos sobre Van Empel acabando assim com uma série de 11 vitórias seguidas da ciclista da Jumbo Visma. https://twitter.com/UCI_CX/status/1739724457684455722 Top 10 POSNOMETEMPO1PIETERSE Puck55:092VAN EMPEL Fem0:283ALVARADO Ceylin Del Carmen0:474BRAND Lucinda1:385VAS Blanka Kata2:186BACKSTEDT Zoe3:077CASASOLA Sara3:238VAN DER HEIJDEN Inge3:359BETSEMA Denise3:4410BAKKER Manon3:49 ### Soudal Quick-Step de volta à “Figueira Champions / Casino Figueira” A Soudal Quick-Step é a nona equipa do escalão World Tour confirmada para participar na segunda edição da “Figueira Champions / Casino Figueira” que vai para a estrada no dia 10 de fevereiro do próximo ano.  Após conquistar a edição de estreia deste ano, por intermédio de Casper Pedersen, a formação belga regressa à Figueira da Foz para correr a clássica que faz agora parte da classe 1. Pro do circuito mundial ProSeries. A equipa do World Tour terceira no ranking mundial, estará de novo no Município da Figueira da Foz depois de este ano ter vencido a Classificação Geral com o dinamarquês Casper Pedersen a ser o mais forte na discussão ao sprint. O seu colega de equipa Rémi Cavagna conquistou a Camisola Verde (Sprints Especiais), numa corrida onde o coletivo, como é lema da equipa, se destacou. A “Figueira Champions / Casino Figueira” terá transmissão televisiva em direto, assegurada pelo canal Eurosport (das 15 às 17 horas) e pela Sport TV (partida, primeira meia hora da corrida e as últimas três horas). Esta é mais uma formação de relevo, que se junta a um já pelotão recheado de qualidade. CONFIRMAÇÕES até ao momento: WorldTour: Lidl-Trek (Estados Unidos da América) Alpecin-Deceuninck (Bélgica) Team dsm-firmenich (Países Baixos) Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão) – ESTREIA Arkéa Samsic (França) – ESTREIA Intermarché-Circus-Wanty (Bélgica) Movistar Team (Espanha) – ESTREIA EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América) Soudal Quick-Step (Bélgica) ProTeams: Tudor Pro Cycling Team (Suíça) – ESTREIA Equipo Kern Pharma (Espanha) – ESTREIA Euskaltel-Euskadi (Espanha) Caja Rural-Seguros RGA (Espanha) Queres correr como um profissional? Inscreve-te Dia 11 de fevereiro de 2024, dia seguinte à clássica, vai realizar-se o Granfondo “Figueira Champions Day”, prova destinada a amadores e que percorrerá parte do percurso dos profissionais. Neste momento já se inscreveram mil participantes, sendo o limite de 1500, estando ainda a decorrer as inscrições AQUI. ### Fem van Empel travada por Puck Pieterse Campeã mundial e europeia levava 11 vitórias em 11 provas, mas a sequência parou em Gavere. Onde encaixamos Fem van Empel nos últimos 20 anos de ciclocrosse? É tão forte que com apenas 21 anos já nos obriga a puxar dos livros de história e estatística do ciclocrosse. Fem van Empel está a fazer algo que nenhuma mulher conseguiu nos últimos 20 anos: ganhar todas as corridas em que participa! Após mais um triunfo na Taça do Mundo durante o Kerstperiode – venceu o Exact Cross de Mol e os eventos da Taça do Mundo em Antuérpia e Gavere – a corredora da Visma Lease a Bike mantém-se imbatível mesmo optando por um calendário cirúrgico sem a pressão da classificação geral da Taça do Mundo. O objetivo de Van Empel é o Campeonato do Mundo, em Tabor, em fevereiro. Em novembro já renovou o título europeu em Pontchateau. Depois virá a época de estrada na qual se tentará afirmar o nas Ardenas e em provas por etapas após um primeiro ano prometedor. A transição da Pauwels Sauzen-Bingoal para a Visma Lease a Bike – e do ciclocrosse para a estrada – permitiu a Van Empel correr o Giro de Itália (11ª na geral e 2ª na Juventude) e mostrar na Volta a França do Futuro que é capaz de vencer nas montanhas Jura, juntar a classificação por pontos e ainda ser 6ª na edição de estreia da corrida sub-23. https://twitter.com/UCI_CX/status/1739219649701507543 Aspirar a atingir a barreira das 20 vitórias Com janeiro e fevereiro pela frente há margem para que Fem van Empel possa aspirar a atingir a barreira das 20 vitórias esta temporada. Após ter fechado 2021/2022 com 16 triunfos (sete na Taça do Mundo, cinco no Troféu X2O, Campeonato do Mundo e da Europa) e já tendo 11 na presente época é normal compará-la com os melhores anos anos de Lucinda Brand e de Sanne Cant. Brand dominou entre 2020 e 2022 em duas épocas onde obteve 12 e 20 triunfos, respetivamente. Cant esteve no auge entre 2014 e 2018 conseguindo quatro temporadas nas quais nunca baixou das 19 vitórias – a melhor foi 2014/2015 com 23 provas ganhas. Créditos: UCI CX World Cup Marianne Vos serve como referência Nas bases de dados do ciclocrosse não encontramos nada parecido com estes números recuando até 1999. Nem no virar do milénio com a rivalidade entre Daphny van den Brand e Hanka Kupfernagel, nem posteriormente com a chegada de Marianne Vos, Katie Compton e Katherina Nash. Neste período as vitórias foram-se repartindo entre as três, embora Vos tenha dominado em 2011/2012 com 17 vitórias e Compton igualado esse registo na época seguinte (embora os Mundiais tenham caído para Vos em ambas temporadas). Marianne Vos serve como referência para Fem van Empel. A jovem sensação ainda está longe dos oito títulos mundiais e das 108 vitórias da Campeoníssima no ciclocrosse, mas tem uma boa professora já que são colegas de equipa. Tudo se parece alinhar para que Fem van Empel tenha um futuro brilhante. O talento nascido em Sint Michielsgestel, na Brabante do Norte, perto da fronteira com a Bélgica, tomou uma excelente decisão ao trocar o futebol pelo ciclismo. ### Sorteio de Natal Topcycling.pt - Ganha uns óculos como os de Tadej Pogacar ALERTA!!! Sorteio NATALÍCIO!!! Temos uma pequena prenda, vamos sortear uns óculos Scicon Aeroscope que só foram utilizados no nosso teste. É o modelo de óculos utilizado por Tadej Pogacar e João Almeida, entre outros profissionais do World Tour e têm um valor de €220.00 no site da marca. Vê o vídeo https://www.youtube.com/watch?v=sDJNmwMov3s&t= Regras do sorteio Para entrares no concurso só tens que fazer o seguinte: 1 - Ser subscritor do nosso canal Youtube topcyclingpt . 2 - Fazer "like" 👍🏼 neste vídeo e ativar o sino das notificações do canal. 3 - Deixar um comentário neste vídeo, no nosso canal Youtube, dizendo o que pensas do site sobre bicicletas e ciclismo www.topcycling.pt Dia 03/01/2024 será escolhido um comentário aleatório neste vídeo no canal Youtube (tem que ser de um subscritor do canal Youtube) através de uma aplicação, e divulgaremos o vencedor no nosso site nas nossas redes sociais. (Responderemos ao comentário sorteado para acertar o envio). Cada utilizador pode deixar mais do que um comentário. Concurso não válido para fora de Portugal. Para vencedores das ilhas ( arquipélago dos Açores e Madeira) terá um custo de €15,00 (Portes de envio). Aqui podes ver o teste dos óculos https://www.youtube.com/watch?v=k5DvtYNkbgg&t= O TopCycling.pt deseja um Feliz Natal a todos, obrigado por acompanharem o projeto. Boa sorte e FELIZ NATAAAAAAL!!! Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Antuérpia A nona ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse teve lugar em Antuérpia, uma prova muito aguardada por marcar o primeiro grande embate da temporada entre os “Big 3”, Mathieu van der Poel, Wout van Aert e Tom Pidcock na corrida masculina. Corrida feminina Após uma corrida dura, e com o vento a fazer-se sentir no circuito de Antuérpia, Fem van Empel venceu novamente nesta competição. A corredora da (Team Jumbo-Visma), cruzou a linha de meta em primeiro, após ganhar vantagem no fim da quarta volta. Lucinda Brand foi 2ª e Puck Pieterse foi 3ª. Fem van Empel e Lucinda Brand destacaram-se desde a partida, as duas corredoras holandesas fizeram uma corrida à parte, e após uma volta, já tinham uma curta vantagem sobre Puck Pieterse e Ceylin del Carmen Alvarado. A luta para a vitória ia sendo feita por Fem van Empel e por Lucinda Brand, mas no final da quarta volta, a campeã do Mundo abriu uma vantagem que nunca mais fechada, acabando por vencer. https://twitter.com/PickxSports/status/1738555600521371933 TOP 10 POSNOMETEMPO01VAN EMPEL Fem 52:0002BRAND Lucinda + 1803PIETERSE Puck + 5504ALVARADO Ceylin del Carmen + 01:2605VERDONSCHOT Laura + 01:3606VAN ANROOIJ Shirin + 01:4707VAN DER HEIJDEN Inge + 02:0608SCHREIBER Marie + 02:1709BENTVELD Leonie + 02:3510BACKSTEDT Zoe + 02:42 Corrida Masculina Após um início atribulado para Mathieu van der Poel, o corredor holandês mesmo assim cruzou a linha de meta em primeiro. Wout van Aert foi 2° e Eli Iserbyt foi 3°. O alarme fez-se soar para Thomas Pidcock e para Mathieu Van der Poel, após uma queda no início da corrida. Estes corredores viram-se logo obrigados a fazer uma recuperação para a frente da corrida. A história da corrida resume-se principalmente nas últimas quatro voltas, nas quais Mathieu van der Poel se conseguiu colocar na frente da corrida, impondo um ritmo fortíssimo abrindo uma vantagem nunca mais fechada . https://twitter.com/PickxSports/status/1738580272428273804 TOP 10 POSNOMETEMPO01VAN DER POEL Mathieu 01:00:2002VAN AERT Wout + 2903ISERBYT Eli + 3704SWEECK Laurens + 4305NIEUWENHUIS Joris + 4606VAN DER HAAR Lars + 01:0007VANDEPUTTE Niels + 01:0708PIDCOCK Tom + 01:1409NYS Thibau + 01:2210VANDEBOSCH Toon + 01:26 ### Há mais um Nys no ciclismo e a coisa promete! Thibau Nys contou ao TopCycling sobre o dia em que quase bateu Mathieu van der Poel e quais os objetivos na estrada com a Lidl-Trek. Não é uma pessoa paciente, mas podemos achacar essa impetuosidade aos 21 anos, ao talento – foi campeão mundial em juniores e em sub-23 no ciclocrosse – ou por ser filho de uma lenda. Thibau Nys é filho de Sven Nys e na Bélgica o pai é o “O Canibal de Baal”, rei do ciclismo da lama e dos circuitos florestais. É um gosto adquirido. Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Claro que para fidelizar os fãs ajuda o Eurosport ter começado a transmitir grande parte dos eventos da Taça do Mundo e do Superprestige. A geração posterior aos dois “monstros” do crosse tem uns grandes sapatos para calçar, mas havendo um Nys a expetativa é enorme. A fazer a primeira época completa com os elites, Thibau venceu em Beringen (Exact Cross), em Waterloo (Taça de Mundo) e o Koppenbergcross (Troféu X2O). Seguiu-se um mês sem qualquer top 5. Foi a altura certa de fazer uma pausa antes de voltar à carga no Kerstperiode, que arrancou a 22 de dezembro – no Exact Cross de Mol – e termina a 1 de janeiro – no GP Sven Nys em Baal. São oito provas em 11 dias onde só se compete e recupera, não há tempo para treinar. “Nas primeiras cinco ou seis semanas da época de ciclocrosse atinges um nível que te permite ganhar corridas e quando baixas o nível não ficas contente. Claro que por isso é que estou a estagiar, para recuperar esse nível, mas queres ganhar e que as vitórias cheguem o mais depressa possível.” Vamos vê-lo na Taça do Mundo – Antuérpia, Gavere e Diegem – e em Baal, no circuito desenhado pelo pai. Em janeiro e fevereiro há dois grandes objetivos: Nacionais e Mundial de Tabor. “Quero fechar a época de ciclocrosse com nota alta tal como comecei. Descansar bem e ser melhor na estrada do que fui na época passada. Ser mais consistente, constante e aproveitar as oportunidades. Houve algumas em 2023 que podia ter aproveitado e não quero deixar passar as oportunidades.” Nys recebeu o TopCycling durante o Media Day da Lidl-Trek, em Calpe, na Comunidade Valenciana. Preparar o Giro de Itália A época de estrada só arranca para o fenómeno belga na Volta à Romandia, rumo ao Giro de Itália onde o belga se estreia em grandes Voltas e onde vai medir forças contra Wout Van Aert ou Jonathan Milan. Nessa altura trocará as cores da Baloise Trek Lions pelas da Lidl-Trek, a mesma estrutura que lhe permite conciliar ciclocrosse e estrada. “Paro duas semanas para descansar. Há muito que não tenho duas semanas de descanso. Depois o plano é voltar a treinar para recomeçar na Romandia, é o equilíbrio perfeito entre as épocas de ciclocrosse e estrada. Estou grato pela oportunidade que a equipa me deu nas duas vertentes, deixam-me definir o programa de corridas e ir crescendo. É a equipa onde pertenço. Vou tentar subir o nível em 2024.” O impaciente Thibau Nys revela-se um corredor prudente. Tem muito a ver com a boa ponta final que o caracteriza, como na estreia a vencer como profissional na Volta à Noruega, onde foi lançado por Jasper Stuyven e acelerou de tal forma que deixou os rivais cortados. Por agora descarta ir à Flandres ou a Roubaix, embora esse encontro seja uma questão de tempo. “Como corredor sou bastante paciente, talvez porque tenho um bom sprint e posso confiar no meu sprint. Não preciso de chegar sozinho ou num grupo reduzido, mas gosto de uma corrida dura. Quero-me conhecer melhor em provas como Volta à Romandia, preparar o Giro de Itália. Vai-me ajudar quando em um ou dois anos fizer as grandes clássicas do pavê. É demasiado cedo.” https://www.youtube.com/watch?v=tkvi1uMRm5s Em Stavanger, na Noruega, Nys conquistou o primeiro triunfo como pro. “Eles são excecionais, é do outro mundo o que têm feito." Além das comparações com o pai, Thibau Nys vive numa era marcada por virtuosos que começaram no ciclocrosse e fizeram uma transição espetacular para a estrada. É inevitável perguntar-lhe por Van der Poel e Van Aert que optaram por começar mais tarde a carreira na estrada. “Eles são excecionais, é do outro mundo o que têm feito. É o mesmo caminho que quero seguir porque tenho muitos objetivos a atingir no ciclocrosse, mas também quero ganhar corridas importantes na estrada. Vou tentar manter o equilíbrio como eles fazem. No ciclocrosse eles já eram bons na minha idade, na estrada nem tanto, mas depois tornaram-se incrivelmente fortes. Por agora é o caminho mais equilibrado.” As vitórias ajudam a conhecer um corredor, mas é das derrotas que se tiram as grandes lições. Das corridas onde pudemos observar o jovem da Lidl-Trek em 2023 houve uma que ficou na retina: a Volta à Bélgica. Van der Poel esteve em modo teste na véspera do Tour de France e na etapa rainha arrancou a 36 km do final. Foi um dia duro em circuito na localidade de Durbuy que tem um muro famoso. Thibau Nys fez 2º, à vontade, superando o vencedor da Figueira Champions Classic, Casper Pedersen. https://www.youtube.com/watch?v=t6uMp--9ilA A chegada ao muro de Durbuy é já uma tradição na Volta à Bélgica. Sem nunca se render a Van der Poel Na etapa final sprint ganho por Fabio Jakobsen em Bruxelas perante Jasper Philipsen e novamente com Nys no pódio. Duas "derrotas" que deixam a certeza de que o miúdo tem um motor tremendo, sobretudo pelo que mostrou na etapa típica das Ardenas. “Ele [Van der Poel] foi o mais forte nesse dia e durante a Volta à Bélgica, mas tive a sensação de que lhe podia ter ganho. Hoje ainda sinto que lhe podia ter ganho, talvez com diferentes opções táticas. Também senti que ele não estava no nível dos Mundiais. É o tipo de percurso de que gosto, com subidas como gosto e quando estou no meu melhor talvez possa ganhar a corredores como o Mathieu.” Sem nunca se render a Van der Poel, com facilidade para despachar os puncheurs e com um sentido de posicionamento incrível para ser tão jovem. Thibau Nys tem tudo para ser a pedra no sapato dos virtuosos. ### Van der Poel bate Van Aert em Mol Mathieu van der Poel dobrou 51 ciclistas e foi superior a Wout Van Aert. Espetáculo do ciclocrosse continua no sábado e tem transmissão no Eurosport. Parece mentira que a temporada de ciclocrosse já leve dois meses... Para muitos espetadores (belgas incluídos) só agora começa a sério e percebe-se porquê. Mathieu van der Poel e Wout Van Aert estão numa classe à parte e logo na primeira volta do Zilvermeer Cross ficaram sozinhos para decidir a corrida que abre o Kerstperiode. Tudo sobre a loucura dos crosses de fim de ano aqui. Os eternos rivais defrontaram-se pela primeira vez esta época em Mol, província de Antuérpia, numa prova que integra a série Exact Cross e que acontece na véspera do evento da Taça do Mundo na capital dos diamantes. https://twitter.com/AtlantaRouleur/status/1738201527829885328 A ultrapassagem de Van der Poel a Van Aert na areia do Zilvermeer Cross! Bastou um piscar de olhos e kaput! Nem sequer foi um erro... bastou um piscar de olhos e kaput! Na terceira volta Van Aert desequilibrou-se, numa fase em que respondia a um ataque de Van der Poel num dos três setores de areia, e a partir daí nunca mais fechou o espaço. O neerlandês terminou com 1:16 de margem. Na batalha pelo top 5 impuseram-se os colegas do vencedor. O bloco da Alpecin-Deceuninck meteu Niels Vandeputte em 3º, Quinten Hermans em 4º e Gianni Vermeersch em 6º; só Toon Vandebosch (Crelan-Corendon) os acompanhou terminando em 5º. Van der Poel andou tanto que dobrou 51 ciclistas dos 61 que partiram! Brand mostra que temos temporada! Em Mol a ação abriu com a corrida feminina. Nas seis voltas ao percurso a Baloise Trek Lions teve sempre uma corredora na dianteira. Acabou por ser Lucinda Brand a mais forte, somando a terceira vitória da época. O pódio foi dividido com a colega Shrin van Anrooij, vencedora do Zilvermeer Cross no ano passado, e com a belga Laura Verdonschot. Com esta vitória, a terceira da época, Lucinda Brand mostra que temos temporada e já o poderá confirmar este sábado, em Antuérpia, quando haverá reencontro com Fem van Empel, Ceylin del Carmen Alvarado. A partir das 12:30 a corrida feminina é transmitida em direto no Eurosport 1 logo seguida pela prova masculina. ### Nairo Quintana no Giro e Nélson Oliveira avisa: “Vai voltar forte” Enric Mas repete liderança no Tour e estará com Nairo Quintana na Vuelta. Analisamos o regresso do colombiano à Movistar. Aos 33 anos, Nairo Quintana prepara-se para recuperar o tempo perdido. Em 2023 esteve à margem do ciclismo profissional e limitou-se a rodar em grupo nos Gran Fondo que organizou em Santander (Colômbia) e San Luis Potosí (México). Foi uma longa travessia no deserto desde que acusou tramadol durante o Tour de France de 2022. O analgésico só entra na lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidopagem em janeiro de 2024, mas a UCI antecipou-se e declarou o tramadol inimigo número um do ciclismo. Nairo Quintana perdeu o 6º lugar no Tour e foi o primeiro atleta sancionado por esta infração, mas o castigo a sério chegou quando ficou sem lugar no pelotão. Como está Nairo Quintana? A última vez que colocou um dorsal nas costas foi em fevereiro de 2023, nos Nacionais. Em vez de assinar por uma equipa local – como fez Miguel Angel López – Nairo Quintana optou por esperar que a porta do WorldTour se reabrisse. Foi a Movistar que lhe deu a segunda oportunidade e foi na Movistar onde viveu os melhores momentos da carreira: vitória no Giro em 2014, conquista da Vuelta em 2016 e três pódios no Tour. O TopCycling quis saber como está Nairo Quintana? Nélson Oliveira pedalou ao lado do corredor de Boyacá no recente estágio da equipa em Calpe. “Estou convencido que o Nairo Quintana vai voltar forte, embora seja um corredor diferente daquele que era quando saiu da Movistar. Entretanto passou três anos noutra equipa, esteve um ano parado, mas também acumulou experiências. Nos treinos nota-se que está bem e estou curioso para ver como será em corrida.” Nélson Oliveira Ninguém pode garantir que Quintana vai ser capaz de voltar ao mesmo nível do último ano na Arkéa-Samsic. Em 2022 recuperou certo brilho no Tour ao fechar 6º e foi 2º na Vuelta ganha por Remco Evenepoel. Iván Velasco é diretor de rendimento da Movistar e admite que na aposta no colombiano há uma variável de risco. “Honestamente não sabemos como vai regressar. Esteve a treinar com intensidade, mas passou uma temporada sem competir e não sabemos se isso terá efeitos. Ele está muito motivado, preparou-se bem, mas não saberemos até começar a competir.” Iván Velasco Créditos: Cxcling Enric Mas mantém-se como“capo” A equipa fica mais forte na alta montanha e ganha um líder para dividir a responsabilidade (ou quem sabe rivalizar) com Enric Mas. Não convém esquecer que Nairo Quintana foi 2º na Vuelta ganha por Remco Evenepoel. Durante a apresentação da equipa, que decorreu em Madrid no edifício Telefónica, o diretor-geral Eusebio Unzué confirmou as hirarquias nas grandes Voltas. O maiorquino será líder no Tour, o colombiano vai com Einer Rubio ao Giro, enquanto para a Vuelta juntam-se Mas e Quintana. Enric Mas mantém-se como “capo”, mesmo que em 2023 tenha falhado o pódio na Vuelta e abandonado o Tour por queda logo na etapa de abertura. “Temos a confiança de que tem uma grande volta nas pernas, já o demonstrou quando fez pódio na Vuelta. Em 2022 passou por uma série de episódios que lhe debilitaram a confiança – quedas, incidentes de corrida – e demonstrou que mentalmente é muito forte. Teve um Tour para esquecer e na Vuelta andou com os melhores.” Iván Velasco Há que aguardar para conferir como rendem Quintana e Mas, embora seja certo que ambos fazem parte da lista de ciclistas com algo a provar em 2024. ### Oliveira e Guerreiro são o Yin e o Yang da Movistar Portugueses da Movistar preparam 2024. Nélson Oliveira mantém-se ao lado de Enric Mas e Rúben Guerreiro quer recuperar a confiança do início da época passada. Nélson Oliveira tem 34 anos e uma ligação de longa data à Movistar. Rúben Guerreiro tem 29 e inicia a segunda temporada na estrutura espanhola. Há uma admiração mútua, mas em termos de personalidade representam o Yin e o Yang, a dualidade, forças complementares segundo a filosofia chinesa. Oliveira é a calma e a ponderação, atua como voz da consciência do explosivo e carismático Guerreiro. A última época começou forte para o ribatejano Rúben Guerreiro, que entrou na nova equipa vencendo o Saudi Tour. O resto do ano ficou marcado por solidez nas provas de uma semana e lesões no Tour e na Vuelta. “Em 2024 quero recuperar a confiança porque a última fratura da clavícula – na 4ª etapa da Vuelta – foi mais séria do que parecia e tive mesmo que parar. Só voltei a treinar com a bicicleta em dezembro, portanto começo a temporada sem marcar objetivos a médio prazo. Vamos reavaliando de acordo com as sensações.” Rúben Guerreiro Nélson Oliveira não vai correr Figueira Champions Classic O "Cowboy" arrancará no Tour Down Under, onde em três ocasiões discutiu a Juventude, duas delas fechando top 10 na geral individual. Mais tradicional será o início de temporada do anadiense. Com muita pena Nélson Oliveira não vai correr a Figueira Champions Classic porque deve estagiar em altitude antes de se apresentar na Volta à Andaluzia. Não obstante, a Movistar confirmou a estreia na corrida figueirense. “Devo ir para Serra Nevada, mas até ao final do ano ainda vou tentar ir dar uma voltinha pelo percurso na Figueira. Há uma parte que conheço menos bem, onde se fez a estrada nova na pedreira que havia junto ao mar. Lembro-me que antigamente para chegar a Quiaios era preciso subir a serra porque por ali não se passava.” Nélson Oliveira Em meados de fevereiro o bloco da Movistar estará em três frentes – Volta à Andaluzia, UAE Tour e Volta à Colômbia. O facto de ser a única equipa espanhola do WorldTour obriga a privilegiar a corrida andaluza pelo que a Volta ao Algarve está descartada. Estrangeiro com mais épocas ao serviço da Movistar O TopCycling encontra-se com os portugueses da Movistar enquanto decorre o segundo estágio da época, na Comunidade Valenciana. No mesmo hotel vemos passar a Groupama-FDJ e a Total Energie, mas na outra ponta de Calpe já vimos no mesmo dia a Lidl-Trek e a DSM. Pelo menos 14 equipas do WorldTour estiveram nesta faixa costeira do Mediterrâneo em dezembro. A conversa é a três, à noite, após um dia de testes de força para Nélson Oliveira e treino de quase seis horas para Rúben Guerreiro. Pergunto ao atleta de Pegões Velhos pela renovação do amigo Nélson até 2025, que o converterá no estrangeiro com mais épocas ao serviço da Movistar. “Só o facto de ele cumprir 10 anos na mesma equipa diz tudo. É essencial na equipa. Já o admirava antes de sermos colegas, mas agora ainda o admiro mais”. Créditos: Cxcling Cartas aos Reis Magos enviadas Rúben Guerreiro gostaria de ter a calma e a visão em corrida de Nélson Oliveira. Já o anadiense adoraria ter a explosividade e definição do ribatejano. “Já te disse que tens que estar contente. Conseguiste a vitória no Saudi Tour, depois tiveste um vírus e voltaste forte no Gran Camiño. Mais do que ninguém o Rúben queria que as coisas tivessem sido diferentes nas grandes Voltas, mas ganhar logo no primeiro ano numa equipa é muito difícil e tens que olhar para as coisas boas que fizeste.” A conversa flui. Falamos de 2024, objetivos e ambições. Rúben Guerreiro revela o quanto tem amadurecido. “Sou um corredor que procura sempre oportunidades e que tem objetivos concretos. No entanto, se numa corrida tiver que trabalhar para o Enric Mas ou para o Nairo Quintana vou deixar tudo na estrada." “Já o fizeste este ano. Quando tiveste que trabalhar, trabalhaste”, intervém Nélson Oliveira. O encontro foi já com muito espirito natalício à mistura, portanto vamos às prendas. “Desejo que o Nelson ganhe uma medalha num grande campeonato porque já merece.” “Desejo que o Rúben volte a ganhar uma corrida e tenha maior estabilidade.” Com as cartas ao Pai Natal e aos Reis Magos enviadas, despedimo-nos. Ambos sobem para o quarto do hotel, há chamadas a fazer para a família. O o Yin e o Yang da Movistar devem procurar juntos o equilíbrio, já que só assim poderão alcançar a harmonia. https://www.youtube.com/watch?v=jTOluYVuHA0 ### Ciência e ciclismo segundo Iván Velasco Como potenciar Rúben Guerreiro? Que trabalho faz Nélson Oliveira no contrarrelógio? Conversamos com o diretor de rendimento da Movistar. É uma obviedade que o ciclismo se profissionalizou a todos os níveis na última década. A referência atual é a Visma Lease a Bike, que otimizou os treinos em altitude e implantou uma metodologia de trabalho que permitiu vencer as três grandes Voltas na mesma época. Com metade do orçamento dos rivais diretos, a Movistar passou pela crise dos 40 anos, que coincidiu com o ocaso de Alejandro Valverde: o último grande ano do “Bala” foi 2018 (13 vitórias), embora em 2019 ainda tenha levantado os braços cinco vezes. Desde então a equipa de Navarra não passa a fasquia das 20 vitórias. Em 2024 o grupo liderado por Eusebio Unzué continuará um trabalho de desenvolvimento científico que visa dotar a estrutura de melhores condições. Uma necessidade à partida para a 45ª época no pelotão. Fuga de jovens prodígios Das 18 equipas do WorldTour, cinco monopolizaram as conquistas nas 35 corridas da primeira divisão em 2023. Visma Lease a Bike, UAE-Emirates, Soudal Quick-Step ficaram acima das 50 vitórias, já Ineos Grenadiers e Alpecin-Deceuninck superaram as 30. Só seis corredores furaram este domínio no WorldTour: Marius Mayrhofer – DSM | Cadel Evans Great Ocean Race Mattias Skjelmose – Lidl-Trek | Volta à Suíça Matej Mohoric – Bahrain Victorious | Volta à Polónia Mads Pedersen – Lidl-Trek | Clássica de Hamburgo Valentin Madouas – Groupama FDJ | Clássica da Bretanha Arnaud de Lie – Lotto Dstny | GP do Québec Os resultados estão indexados a grandes orçamentos, que por sua vez condicionam a política de recrutamento. As equipas com maior capacidade financeira têm prioridade na seleção dos melhores juniores e sub-23. No recente mercado de transferências a Movistar viu talentos espanhóis serem desviados. Markel Beloki, filho de Joseba Beloki e campeão nacional júnior de contrarrelógio, assinou pela EF Education First; Igor Arrieta, filho do ex-Banesto/Movistar José Luis Arrieta, passou da Kern Pharma para a UAE; Álvaro García, campeão nacional júnior de fundo formado na Valverde Team, foi assegurado pela Israel Premier Tech. Valverde integra a estrutura técnica da Movistar e esteve no estágio realizado em Calpe, em dezembro. O engenheiro industrial que marca o caminho Como é que se dá a volta a um cenário complicado? Melhorando o rendimento da equipa. Essa é a prioridade do corpo técnico liderado por Iván Velasco e Xabier Muriel, que lideram o departamento que comanda o dia-a-dia da Movistar. Velasco foi ciclista durante nove épocas e é engenheiro industrial. É o homem dos números e especialista em aerodinamismo, biomecânica e materiais. Ao lado tem Xabier Muriel, que sem ter sido ciclista chegou à direção da Euskadi-Murias e da Caja Rural sabendo que além de analisar dados é preciso refletir sobre o trabalho mental dos atletas. Perguntamos a Iván Velasco sobre como potenciar um talento como Rúben Guerreiro, que ao longo da temporada é capaz de alternar momentos de glória e de máxima frustração. “O Rúben é um corredor com muito talento que quando as coisas correm bem é capaz de ir além dos limites, mas quando correm pior vê-se afetado. Por isso está a treinar com o Xabier Muriel que dentro do departamento de rendimento é a pessoa que se encarrega desse trabalho específico.” Iván Velasco Para a nova época todos os setores foram reforçados com staff especializado. A estrutura da Movistar ronda os 140 trabalhadores, menos 20 do que a Lidl-Trek. A nutrição é chave e Velasco confirma que nos estágios da Movistar come-se com a balança em cima da mesa ao estilo Visma. Este parâmetro está ligado ao aumento da velocidade no pelotão por isso chegaram à equipa mais dois nutricionistas. Nélson Oliveira em ação no Criterium du Dauphiné de 2023.Créditos: A.S.O / Billy Ceusters Nélson Oliveira nunca saiu da elite do contrarrelógio Ao diretor de performance da Movistar perguntamos também pelo caso específico de Nélson Oliveira, que em 2023 foi 6º no Mundial e garantiu que Portugal terá dois representantes no crono olímpico em Paris 2024. Iván Velasco dedica horas a executar um trabalho invisível junto com o maior contrarrelogista português desta geração. “Os ganhos no contrarrelógio devem-se a um processo contínuo que se tem vindo a desenvolver há anos e que visa otimizar o rendimento dos corredores através de testes na pista, desenvolvimento de produtos junto com os ciclistas e as marcas, correção da posição na bicicleta.” Iván Velasco Olhando só para os resultados pode pensar-se que o anadiense passou um período menos eficaz em 2021 e 2022, quando na realidade Nélson Oliveira nunca saiu da elite do contrarrelógio No Mundial de Imola foi 11º e em Leuven 13º; em ambos os casos ficou a um segundo do top 10. Tomando os Mundiais disputados na última década como referência, em 11 presenças fechou sempre no top 15 e seis vezes ficou no top 10. “O Iván ajuda-nos em tudo, mas no caso do contrarrelógio testamos muitas vezes no velódromo. São horas a corrigir a posição, a procurar um maior aerodinamismo e conforto. Por vezes os representantes das marcas estão presentes, por exemplo com a ABUS conseguimos ganhos importantes desde os Jogos Olímpicos de Tóquio com o novo capacete. Também tenho uns novos extensores e tudo isso ajuda.” Nélson Oliveira O TopCycling foi a Calpe fazer a antevisão da nova época com Nélson Oliveira e Rúben Guerreiro. O CdA é a obsessão dos especialistas Cada era tem a sua revolução tecnológica. Nos anos 90 foi o aparecimento dos pulsómetros e anos mais tarde foram os potenciómetros. Hoje em dia o gold standard para fisiologistas e preparadores de contrarrelógio é o CdA (coeficiente aerodinâmico multiplicado pela área frontal projetada). O CdA é a obsessão dos especialistas dado que quanto menor o coeficiente, maior a velocidade, dado que a área frontal é menor. Isto permite perfurar o ar de forma mais eficiente. É essencial ter uma posição aerodinâmica já que num contrarrelógio plano, rodando a 45-55 km/h, o corpo do ciclista representa 75-85 por cento da resistência que o ar oferece a ultrapassá-lo. Para 2024 o bloco de especialistas no crono foi reforçado com as chegadas do bicampeão francês de crono, Rémi Cavagna, do pistard campeão da Europa e vice-campeão do mundo, Manlio Moro, e do campeão mundial sub-23, Lorenzo Milesi. Juntam-se a Nélson Oliveira, uma espécie de extensão de Iván Velasco nas sessões na pista. Tudo para que a Movistar seja competitiva no esforço contra o cronómetro. “O Iván tem testes que comprovam o que diz e nós confiamos nele. Estudamos a escolha das rodas, dos pneus, do fato de contrarrelógio. Quando vamos ao velódromo fazemos testes de oito voltas a uma potência e posição determinadas para lhe dar feedback sobre se podemos respirar, se vamos confortáveis. Estudamos os dados gerados nos testes, estes são introduzidos num software junto com dados do atleta e daí resulta o CdA. Com menos CdA conseguimos perfurar o ar melhor.” Veremos se 2024 é o ano em que a Movistar volta a superar a barreira das 30 vitórias, o que não acontece desde 2017. ### Kerstperiode - O ciclocrosse no período de Natal O Kerstperiode do ciclocrosse traz-nos duas semanas recheadas de corridas míticas. É neste período natalício que os duelos com todas as estrelas acontecem. Este ano a primeira corrida do Kerstperiode é já no dia 22/12, e estende-se até ao primeiro dia do ano. Para se ter bem uma ideia, durante estes 11 dias vão-se realizar 8 corridas das grandes competições, incluindo 3 da Taça do Mundo. Este período é especial porque as corridas são todas muito próximas geograficamente, com sete a realizarem-se na Bélgica e uma nos Países Baixos. Isto permite que haja uma grande assiduidade das grandes estrelas que não têm de fazer viagens longas entre eventos. Para além disso é uma grande oportunidade para os fãs que se consigam deslocar, pois em poucos dias têm a oportunidade de assistir ao vivo a um grande número de corridas. Vários confrontos entre os "Big Three" O Kerstperiode traz boas notícias também em relação aos confrontos entre Van der Poel, Van Aert e Pidcock. Nestas 8 corridas, em 3 estarão todos eles presentes, e em 6 provas estarão pelo menos dois em competição.  Destaque para o típico "Boxing Day", logo depois do Natal, no dia 26 de dezembro o Boxing Day está marcado para Gavere, com a corrida da Taça do Mundo onde estrão presentes Pidcock, Van der Poel e Van Aert. Numa semana pode decidir-se uma temporada O Kerstperiode é um momento extremamente importante no calendário do ciclocrosse pois com tantas corridas e pontos por distribuir, é nestes 10 dias que a época dá um grande passo para a sua classificação final.  Este período é visto pelas equipas e pelos ciclistas quase como uma corrida por etapas, pois enquanto que no resto do ano as corridas por norma acontecem só ao fim de semana e com 5/6 dias de intervalo, no Kerstperiode há corridas quase todos os dias. Isto implica que as equipas e todo o staff tenham de andar sempre de malas na mão e exige uma gestão do esforço e forma física diferente de outras alturas da temporada, devido à quantidade de corridas em tão poucos dias. Muita corrida, lama e material danificado Outro problema enfrentado pelas equipas mais pequenas é a dificuldade em conseguir equipamento de substituição para as bicicletas, porque para além de terem menos tempo entre corridas, neste período de Natal muitos dos fornecedores estão parados para férias. O Kerstperiode é mesmo um festival de corridas míticas, estrelas, lama e peças partidas. A primeira corrida deste período é já na próxima sexta-feira no Exact Cross de Mol, que abre estes 10 dias com o primeiro duelo desta época de ciclocrosse entre os eternos rivais Van der Poel e Van Aert. ### Conhece as etapas da Volta a Espanha em Portugal O percurso da e as etapas da volta a Espanha em Portugal foram desvendados esta terça-feira. A 79.ª edição da grande volta espanhola terá início no dia 17 de agosto em Lisboa e terminará no dia 8 de Setembro em Madrid. Durante suas 21 etapas, terá 10 partidas e 6 chegadas inéditas, visitará 9 comunidades autónomas e dois países: Portugal e Espanha. Os ciclistas enfrentarão 9 chegadas em alto, das quais 3 são novas na La Vuelta: Yunquera, Cazorla - próximo à Ermita de la Virgen de la Cabeza- e a subida sem precedentes do Puerto de Ancares; 2 contrarrelógios individuais; 5 etapas de meia montanha; 8 etapas de montanha e 6 etapas planas ou onduladas. Créditos: A.S.O. - Tommaso Pelagalli/SprintCyclingAgency©2023 As etapas portuguesas A Vuelta 2024 começará em Portugal, com um contrarrelógio individual entre Lisboa e Oeiras. Na segunda etapa o pelotão partirá de Cascais rumo a norte, seguirá para a cidade de Ourém. A terceira etapa decorrerá entre as cidades da Lousã e Castelo Branco. Etapa 1 - Contrarrelógio individual: Lisboa - Oeiras (12 km.) Etapa 2 - Cascais - Ourém (174 km.) Etapa 3 - Lousã - Castelo Branco (191 km.) Após o início da festa em Portugal, o pelotão ruma então para Espanha pela Extremadura. A comunidade da Extremadura acolherá uma etapa completa de montanha em Cáceres, entre Plasencia e Pico Villuercas. Rui Costa brilhou em 2023 O português Rui Costa, vencedor de etapas nas três grandes voltas (Giro, Tour e Vuelta), venceu o ano passado a etapa entre Pamplona e Lecumberri, poderemos em 2024 ter um português a vencer uma etapa de uma grande volta em solo nacional? Créditos: A.S.O. - Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2023 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### EF Education-EasyPost e Caja Rural regressam à “Figueira Champions / Casino Figueira” A EF Education-EasyPost e a Caja Rural-Seguros RGA vão regressar à “Figueira Champions / Casino Figueira”, para a segunda edição da clássica 1. Pro ProSeries que se disputa no dia 10 de fevereiro de 2024. A corrida vai passar pelas estradas das 14 freguesias do Município da Figueira da Foz num total de 221 km. A equipa norte-americana que milita no escalão máximo do ciclismo, esteve presente na edição de estreia e vai regressar em 2024. Classificada em 11.º lugar no ranking mundial na última época, esta vai ser a nova equipa do português Rui Costa, que ainda não se sabe se vai estar presente na prova. De Espanha regressa também a Caja Rural-Seguros RGA, do escalão das ProTeams, 28.ª no ranking mundial por equipas e que concluiu a Geral coletiva da edição de estreia da “Figueira Champions / Casino Figueira” na 7.ª posição. Esta formação também tem um português, Iúri Leitão. O campeão mundial de Glasgow em omnium também ainda não confirmou a sua presença no dia 10 de fevereiro de 2024. A “Figueira Champions / Casino Figueira” terá transmissão televisiva em direto, assegurada pelo canal Eurosport (das 15 às 17 horas) e pela Sport TV (partida, primeira meia hora da corrida e as últimas três horas). Com mais duas equipas de renome internacional garantidas na Figueira da Foz, são já 12 os conjuntos de elite mundial presentes nesta corrida de um dia, com oito formações World Tour e quatro ProTeams. CONFIRMAÇÕES até ao momento: WorldTour: Lidl-Trek (Estados Unidos da América) Alpecin-Deceuninck (Bélgica) Team dsm-firmenich (Países Baixos) Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão) – ESTREIA Arkéa Samsic (França) – ESTREIA Intermarché-Circus-Wanty (Bélgica) Movistar Team (Espanha) – ESTREIA EF Education-EasyPost (Estados Unidos da América) ProTeams: Tudor Pro Cycling Team (Suíça) – ESTREIA Equipo Kern Pharma (Espanha) – ESTREIA Euskaltel-Euskadi (Espanha) Caja Rural-Seguros RGA (Espanha) Queres correr como um profissional? Inscreve-te Dia 11 de fevereiro de 2024, dia seguinte à clássica, vai realizar-se o Granfondo “Figueira Champions Day”, prova destinada a amadores e que percorrerá parte do percurso dos profissionais. Neste momento já se inscreveram mil participantes, sendo o limite de 1500, estando ainda a decorrer as inscrições AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pogačar confirmado no Giro em 2024  A RCS Sport, organizadora do Giro de Itália, confirmou que Tadej Pogačar, duas vezes vencedor da Volta a França, fará a sua estreia na Grande Volta no próximo mês de maio.  O anúncio foi feito neste domingo, num vídeo publicado pela página da rede social X da prova italiana, com o título “Break the Internet”, confirmando assim a presença do astro esloveno na prova que parte de Turim no dia 4 de maio. https://twitter.com/giroditalia/status/1736415967847067770 Estava previsto conhecer o calendário de Pogačar nesta segunda-feira aquando do evento da UAE Team Emirates destinado à imprensa, mas no domingo os organizadores do Giro decidiram antecipar-se e publicar um pequeno vídeo com o ciclista esloveno, onde este aparece a dizer "Andiamo" ou "Vamos lá". Esta notícia vem confirmar os rumores que já circulavam e criam a expetativa de ver Pogačar tentar a dobradinha Giro e Tour na mesma época, feito raro no ciclismo e que foi alcançado a última vez por Marco Pantani em 1998.   Esta será mais uma prova do ciclista de 25 anos em Itália na próxima temporada com a Strade Bianche, o Tirreno-Adriatico e Milan-San Remo a preencherem o calendário de março. Apesar de ainda não haver confirmação, a temporada de Pogačar poderá passar também por Portugal, sendo a Figueira Champions Classic (10 de fevereiro) e a Volta ao Algarve (14-18 de fevereiro) provas prováveis para o astro esloveno dar as primeiras pedaladas do ano. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Namur Namur é um clássico do ciclocrosse mundial, o percurso e o ambiente da Cidadela e do Castelo de Namur oferece o que há de melhor nesta modalidade, subidas, lama, pavê, tudo o que dá espetáculo aos fãs do ciclocrosse. Corrida feminina Com mais uma ausência de Fem Van Empel, todos os olhos estavam atentos às atletas do momento, Ceylin del Carmen Alvarado, Lucinda Brand e Puck Pieterse eram as principais candidatas. A líder da Taça do Mundo, Alvarado, confirmou o momento de forma e a solidez que tem tido nas ultimas corridas, conseguiu abrir uma diferença de 17 segundos sobre Pieterse, que manteve até ao final para arrecadar mais uma vitória na Taça do Mundo. Acabou por ser interessante a luta entre Puck Pieterse e Lucinda Brand pelo segundo lugar do pódio, tendo a crossista mais nova dos países baixos acabado por terminar no segundo e Brand no terceiro. TOP 10 POSNOMETEMPO01ALVARADO Ceylin del Carmen 51:5702PIETERSE Puck + 1703BRAND Lucinda + 1904CASASOLA Sara + 02:1505VAN DER HEIJDEN Inge + 02:2906SCHREIBER Marie + 02:3807WORST Annemarie + 02:4608BENTVELD Leonie + 03:0109VERDONSCHOT Laura + 03:2510CLAUZEL Hélène + 03:26 Corrida masculina - Pidcock chega e vence A corrida masculina trouxe não só o espetáculo de sempre, mas também a muito esperada estreia de Tom Pidcock. Com grande expectativa, todos os olhares estavam virados para a forma como o ciclista britânico se apresentaria na primeira corrida de ciclocrosse desta temporada. Nieuwenhuis, Lars van der Haar e Cameron Mason lideraram parte da corrida, e Pidcock acabaria por se juntar ao trio da frente, grupo que se manteve por algum tempo e ao qual se juntaria também o líder da classificação geral, Eli Iserbyt. Numa corrida emocionante e bastante disputada entre Pim Ronhaar, Joris Nieuwenhuis, Pidcock e Iserbyt, foi o britânico que à sétima volta assumiu a liderança para não mais a largar, conseguindo uma vantagem que lhe garantiu a vitória, apesar de ainda ter tido um furo. Pim Ronhaar e Joris Nieuwenhuis terminaram no segundo e terceiro posto respectivamente. TOP 10 POSNOMETEMPO01PIDCOCK Tom 59:4502RONHAAR Pim + 1503NIEUWENHUIS Joris + 3304ISERBYT Eli + 5205VANTHOURENHOUT Michael + 01:0206VAN DER HAAR Lars + 01:0807VANDEPUTTE Niels + 01:3008VANDEBOSCH Toon + 01:3809MEEUSSEN Witse + 01:4410KAMP Ryan + 01:58 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - Compreender as várias competições A época natalícia está aí e traz com ela as luzes, as músicas e claro, as principais corridas de ciclocrosse. É também nesta altura que há um aumento de interesse nestas corridas, muito por culpa da participação de estrelas da estrada que participam nesta modalidade.  A época de ciclocrosse já vai adiantada, mas se não costumas acompanhar todas as provas e queres estar atualizado sobre o que se tem passado, o Topcycling faz-te um pequeno resumo das competições mais importantes, do que se passou até agora e do que ainda falta correr, para que caso tenhas interesse nas corridas em que Van der Poel, Van Aert e Pidcock participam, estejas atualizado e dentro da dinâmica da modalidade.   Quais são as corridas mais importantes? A época de ciclocrosse, um pouco como a de estrada, tem muitas corridas por todo o mundo, mas algumas são mais importantes, mais mediáticas e onde estão os melhores corredores. É nos meses de novembro, dezembro e janeiro que tem a sua época alta, é quando se disputam as três competições mais importantes e com os melhores atletas. São elas o X2O, o Superprestige e a Taça do Mundo da UCI. Quase no fim da época disputam- se os Campeonatos do Mundo que este ano acontecem em Tabor, Chéquia a 4 de fevereiro. Van der Poel e Fem van Empel são os atuais detentores da camisola arco-íris. Troféu X2O O X2O é uma competição composta por 8 corridas e a sua classificação é determinada consoante os tempos de chegada dos ciclistas, como acontece na estrada, nas provas por etapas. Teve a sua primeira corrida no início de novembro e estende-se até meados de fevereiro. No ano passado, esta competição foi ganha por Fem van Empel no feminino e Eli Iserbyt no lado masculino. Das oito corridas deste ano já se correram duas. É assim que está a classificação:  Classificação Elite Masculina:  1 - LARS VAN DER HAAR Lars - 1:57:532 - ISERBYT Eli + 0:183 - MASON Cameron + 0:454 - VAN KESSEL Corné + 4:015 - VANDEBOSCH Toon + 4:146 - NYS Thibau + 4:517 - ADAMS Jens + 6:098 - VANTHOURENHOUT Michael + 6:229 - VANDEPUTTE Niels + 6:4410 - FERDINANDE Anton + 6:53 Classificação Elite Feminina: 1 - VAN EMPEL Fem + 1:31:272 - BETSEMA Denise + 4:153 - BRAND Lucinda + 5:514 - WORST Annemarie + 6:225 - PIETERSE Puck + 6:256 - KAY Anna + 7:007 - VAN DE STEENE Kim + 8:218 - CANT Sanne + 8:239 - CRABBÉ Kion + 8:3910 - VAS Blanka Kata + 8:51 É nesta competição que Thomas Pidcock e Van der Poel, que antecipou o seu regresso uma semana, vão dar as primeiras pedaladas da sua temporada de ciclocrosse, estreando se no Troféu Badkamers de X2O em Herentals já no próximo sábado. SUPERPRESTIGE  A Superprestige é uma competição também composta por oito corridas mas a sua classificação é feita através de pontos dados aos corredores consoante a sua classificação em cada corrida. O primeiro classificado leva 15 pontos, o segundo 14, o terceiro 13 e por aí em diante. No fim das oito provas o corredor com mais pontos leva o troféu para casa. Na época passada foi Carmen Alvarado e Laars Van der Haar, nas mulheres e homens respetivamente, que venceram a prova.  Este ano, e ao fim de cinco corridas a classificação geral é a seguinte:  Classificação Geral Masculina: 1 - ISERBYT Eli - 722 - VANDEPUTTE Niels - 493 - NIEUWENHUIS Joris - 484 - MASON Cameron - 405 - SWEECK Laurens - 396 - KUYPERS Gerben - 387 - VANTHOURENHOUT Michael - 388 - KUHN Kevin - 379 - ORTS LLORET Felipe - 3410 - MEEUSSEN Witse – 28 Classificação Geral Feminina: 1 - WORST Annemarie - 642 - ALVARADO Ceylin Del Carmen - 593 - VAN ALPHEN Aniek - 584 - VAN DER HEIJDEN Inge - 485 - BETSEMA Denise - 466 - NORBERT RIBEROLLE Marion - 447 - CANT Sanne - 378 - VAN EMPEL Fem - 309 - FRANCK Alicia - 2710 - BAKKER Manon - 21 Taça do Mundo UCI Por último temos a Taça do Mundo (não confundir com Campeonatos do Mundo). Esta prova organizada pela UCI é composta por 14 corridas em vários países. A sua classificação é por pontos e semelhante à da Superprestige, com a diferença de que o primeiro, segundo e terceiro classificados acumulam 40, 30 e 25 pontos respetivamente e a partir da quarta posição os pontos atribuídos começam nos 22 e vão até ao 1, consoante a posição. No último ano Van Empel juntou a Taça do Mundo ao Troféu X2O e Laurens Sweeck ganhou pelos homens.   No presente ano, já se correram 7 provas e a classificação geral está assim:   Classificação Geral Masculina: 1 - ISERBYT Eli - 2082 - RONHAAR Pim - 1533 - VAN DER HAAR Lars - 1514 - NIEUWENHUIS Joris - 1425 - SWEECK Laurens - 1346 - VANDEPUTTE Niels - 1337 - KAMP Ryan - 1278 - VANDEBOSCH Toon - 1129 - NYS Thibau - 10510 - KUHN Kevin - 105 Classificação Geral Feminina: 1 - ALVARADO Ceylin Del Carmen - 1952 - BRAND Lucinda - 1353 - BAKKER Manon - 1334 - VAN DER HEIJDEN Inge - 1115 - BENTVELD Leonie - 1096 - BACKSTEDT Zoe - 1027 - ROCHETTE Maghalie - 988 - SCHREIBER Marie - 939 - ZEMANOVÁ Kristyna - 8910 - PIETERSE Puck- 85 É na Taça do Mundo em Antuérpia no dia 23 de dezembro, que vamos ter Van der Poel, Van Aert e Pidcock pela primeira vez na mesma corrida. Exact Cross Outra prova que é importante referir é a Exact Cross. Esta competição terá 7 corridas este ano tendo sido a primeira ganha por Thibau Nys. Apesar de menos importante, a Exact Cross deste ano vai ter uma grande visibilidade, já que foi nela que Van Aert se estreou a grande nível no passado fim de semana vencendo confortavelmente. É também nesta competição que Van Aert e Van der Poel se vão defrontar pela primeira vez esta época no ciclocrosse. Este primeiro confronto está marcado para dia 22 de dezembro em Mol. Em todas estas competições, a regularidade é muito importante. Exemplo disso foi a vitória de Van Der Haar no Superprestige do passada temporada, troféu no qual não ganhou nenhuma corrida mas como teve um desempenho regular, acumulou mais pontos e venceu a competição. Podes consultar as datas dos confrontos de Van der Poel, Van Aert e Pidcock aqui. ### UCI vai tomar medidas contra a posição das manetes O ângulo das manetes dos travões dos corredores será monitorizado de perto a partir da próxima época, anunciou a UCI, pois (mais uma vez) considera que a posição adotada pelos corredores nestas circunstâncias é perigosa.  Nos últimos anos, muitos ciclistas adotaram esta mudança no guiador pois assim a área frontal do corpo exposta ao vento diminui, criando uma posição mais aerodinâmica. No entanto, de acordo com a UCI, quando levada ao extremo a mudança pode dificultar o acesso às mudanças e aos travões devido à posição adotada pelas mãos nesta configuração. Alguns ciclistas já tinham apelidado esta transfiguração no guiador de "estúpida" e "perigosa".  Já a partir da próxima época vão ser impostas restrições "aos ângulos utilizados” revelou a UCI num comunicado de imprensa após o seminário anual do WorldTour, que teve lugar esta semana em Lausanne.  Numa declaração partilhada nesta quinta-feira, a UCI escreveu: "O posicionamento das manetes com uma inclinação extrema, limita a capacidade de travagem dos ciclistas e constitui uma modificação do produto para além da sua utilização prevista." Este ajuste das manetes surgiu depois da UCI ter proibido algumas posições aerodinâmicas adotadas pelos ciclistas como o famoso “supertuck” muito utilizado por Froome e os antebraços apoiados no guiador que ajudaram às vitórias De Gendt em muitas das suas famosas fugas. Este posicionamento será monitorizado pela UCI em 2024, e em 2025 entrarão em vigor novos regulamentos, que exigem o cumprimento das diretrizes de instalação das manetes por parte dos fabricantes. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mattias Skjelmose planeia atacar o Tour de France em 2025 Dinamarquês da Lidl-Trek coloca Liège e Vuelta a Espanha como objetivos para o próximo ano. Aos 23 anos está em fase de afirmação no pelotão WorldTour. Terceira época na Lidl-Trek para Mattias Skjelmose, que em 2021 chegou proveniente da Leopard – projeto que fechou portas este ano. Antes passou pelo clube IBT - Ridley Carl Ras – Sydkysten onde teve altos e baixos. Subiu ao pódio em Roubaix e foi um dos melhores juniores da geração de Remco Evenepoel. O reverso da medalha foi a suspensão de oito meses por tomar um suplemento contaminado e a perda do amigo Andreas Byskov, atropelado enquanto andava de bicicleta. O sorriso que hoje lhe resulta fácil esteve desaparecido, mas se algo sempre funcionou para o jovem criado nos arredores de Copenhaga foi a bicicleta. Aos poucos o talento impôs-se à tristeza e Mattias Skjelmose tornou-se um um voltista... que se quer assumir em 2024. “Gostava de fazer pódio num Monumento – que só pode ser Liège ou Lombardia – e fazer uma grande Vuelta a Espanha. É isto que mais importa, especialmente estar bem na Vuelta porque será importante para o meu futuro. Sinto a responsabilidade de liderar a equipa, mas não é algo que me tenham imposto. A ambição e a pressão que sinto implicam que tenho que me destacar como líder e fazer as pessoas confiarem em mim como líder.” Matthias Skjelmose ao TopCycling. Objetivo sempre foi o Tour de France de 2025 O corredor que o TopCycling encontra em Calpe, durante o Media Day da Lidl-Trek, fala com maturidade. Discurso estruturado e cerebral, um contraste total com a impulsividade da adolescência. A época passada foi de consolidação. Mattias Skjelmose entrou a ganhar em Bessèges e fechou a ganhar em Maryland. Pelo meio estreou-se a vencer uma geral no WorldTour, a Volta à Suíça. Desde que chegou à Lidl-Trek tudo parece planeado, pelo que depois da consolidação vem a afirmação. É a próxima fase de uma estratégia que terá como auge o Tour de France de 2025. “Desde que sou profissional sempre foi o objetivo e enquanto equipa acreditamos que para estar preparado para disputar a geral do Tour em 2025 é melhor fazer a Vuelta esta época. A Vuelta é mais calma do que o Giro e o Tour. Há pressão, mas não tanta. É no final da época, muitos corredores já chegam cansados e não digo que seja mais fácil, mas não têm a mesma motivação para se focarem na disputa da geral. É bom ter uma experiência bem-sucedida numa grande Volta antes de ir ao Tour. Ajudei o Giulio Ciccone no Tour na época passada, mas ainda preciso de uma história de sucesso numa grande Volta.” https://www.youtube.com/watch?v=G6aU0rAiFPU Em 2023 Skjelmose venceu a dura chegada a Villars-sur-Ollon na Volta à Suíça. "Uma das maiores exibições do ciclismo" Mattias Skjelmose valoriza o facto de ser um dos líderes da Lidl-Trek, uma estrutura com quase 160 pessoas que cresceu muito desde a entrada da rede de supermercados. É o segundo dinamarquês da hierarquia, sendo Mads Pedersen o primeiro. “Temos gente nova na equipa que veio só com o objetivo de melhorar o nosso rendimento. Isso colocou pressão nos corredores. Temos que render. Com o plantel que temos os salários não são baixos. Temos a ambição de estar com as melhores equipas e penso que o podemos fazer. Vai ser uma temporada com muito sucesso.” É uma forma típica de ver as coisas para quem cresceu num bairro de classe trabalhadora onde nada era fácil. Só que os anos de contar o dinheiro ficaram para trás, tanto para o campeão da Dinamarca como para a Lidl-Trek. Agora são frequentes as idas ao túnel de vento, está previsto um novo fato de contrarrelógio e mais equipamento que permitirá otimizar a performance. Bem precisa a Lidl-Trek de investir já que Ineos Grenadiers e Visma Lease a Bike elevaram a fasquia. Sobretudo os neerlandeses, que viram Jonas Vingegaard dar 3:21 a Mattias Skjelmose no contrarrelógio do Tour. “Não ia a 110 por cento, mas ia a 100. Podia ter sido 30 segundos mais rápido se fosse a fundo, mas o Jonas esteve noutro nível. Também se preparou melhor. Nós teremos ganhos face ao último Tour, mas não vou ganhar 3:21 só em equipamento. O que o Jonas fez no Tour é uma das maiores exibições do ciclismo. A forma como a Visma tem trabalhado e o estado mental e físico do Jonas tornou possível essa exibição. Claro que para mim é assustador porque também fiz um grande trabalho de preparação para o Tour. Só mostra que tenho muito a melhorar e não tenho medo, mas fiquei impressionado.” Skjelmose durante a apresentação da Lidl como novo patrocinador.Créditos: Sam Needham Vingegaard vs. Skjelmose no Tour de 2025? Parte da maior folga financeira passa por aproximar a Lidl-Trek da concorrência em termos de treino. O staff cresceu e está mais especializado; há mais nutricionistas, cozinheiros, treinadores. Pessoas específicas para posições específicas. Está previsto que a equipa passe mais tempo a estagiar em altitude e o próprio Skjelmose mudou-se para Andorra para facilitar a logística. Claro que altitude e inverno são incompatíveis com o treino, por isso a solução está no clima tropical do arquipélago das Canárias. “Não sei como é que a Visma está a treinar, mas todos sabemos que estão a usar a altitude num nível completamente novo e diferente das outras equipas. Também não é segredo de que esse é o caminho. A Visma vai para o Teide, reserva todo o hotel e mais ninguém pode lá ir, como a Ineos fazia. Já temos soluções para ir para altitude porque não há muitos sítios na Europa aonde possamos fazer altitude em fevereiro, por isso há uma batalha para conseguir lá ir. Ganhamos uma dessas batalhas e estaremos no Teide em fevereiro.” Teremos Vingegaard vs. Skjelmose no Tour de 2025? Por agora é uma miragem, primeiro Mattias precisa de escrever a história de sucesso que planeou e até lá continuar a reproduzir o modelo do compatriota. Na estreia no Tour correu em apoio a Ciccone – rei da montanha – e fechou nos 30 primeiros. Jonas e Mattias não são amigos de ir jantar fora. Têm uma relação cordial e nunca correram juntos. “Não creio que muita gente seja próxima dele. Quando o vemos nas corridas é um tipo amigável, tento falar com ele e creio que para ele também é bom ter alguém com quem falar. É muito terra a terra, diferente de como os média o veem porque é aberto e divertido.” Com Mattias Skjelmose ficamos com a sensação de que é um livro que apenas começamos a ler. Os primeiros capítulos agarraram os leitores, mas há que continuar a virar páginas para chegar ao final da história. ### Mads Pedersen – “Se espero pelos últimos 120 metros é impossível ganhar” Foi 6º no ranking UCI na melhor época da carreira. Mads Pedersen recebe o TopCycling no estágio da Lidl-Trek em Espanha. Faz 28 anos em finais de dezembro, mas a prenda chegou no verão em forma de vitória no Tour de France. Na era dos virtuosos há quem diga que Mads Pedersen é o melhor dos normais, considerando Mathieu van der Poel, Wout Van Aert e Tadej Pogacar de outro planeta. Os rótulos não afligem o dinamarquês, que recebeu o TopCycling em Calpe, meca do ciclismo situada na Comunidade Valenciana. “Acredito que posso ganhar corridas, não tenho que estar na mesma caixa que este ou aquele corredor. Desde que saia para treinar com o objetivo de ganhar não me importa como os média se referem a mim.” Mads Pedersen ao TopCycling. "O Trator" Tim DeClerq vem reforçar o bloco das clássicas.Créditos: Sam Needham Melhor época da carreira Fala com a confiança de quem acaba de ter a melhor época da carreira. Foram sete vitórias, entre as quais uma etapa no Tour de France, outra no Giro de Itália e uma clássica WorldTour (em Hamburgo). “O ano de 2023 correu acima das expetativas. Claro que gostava de trocar alguns segundos lugares por vitórias, mas se repetir o que fiz ficarei contente. Quando lhe pergunto se vem à Volta ao Algarve sorri e diz que em receita vencedora não se toca. Pela terceira época consecutiva arrancará na Étoile de Bessèges. Recordo-lhe que a última passagem por Portugal foi em 2019, o ano em que ganhou o Mundial de Yorkshire. Mads Pedersen sorri. “Algarve não fez a diferença para ganhar o título. Não quero ser duro com a Volta [risos], mas nesse ano não entrei bem nem ganhei qualquer etapa no Algarve e o título foi meio ano depois.” O plantel da Lidl-Trek para 2024.Créditos: Sam Needham Fanático do Inferno do Norte Arrumado o assunto Volta ao Algarve – sem o conseguir convencer a regressar – a conversa muda para o tópico preferido do dinamarquês da Lidl-Trek: as clássicas do Norte. Quando fez 2º na Volta à Flandres de 2018 antecipava-se uma grande vitória para Mads Pedersen no pavé. Confirmou na Gent-Wevelgem dois anos depois, mas o jackpot – Ronde ou Roubaix – nunca chegou! E não é por falta de devoção porque Mads Pedersen é um fanático do Inferno do Norte. “A filosofia é ter sempre mais do que uma carta. Fiz 2º na Flandres como gregário. Não vamos com um líder, mas como equipa. Não interessa se ganho eu, o Jasper Stuyven, o Edward Theuns ou outro qualquer.” Pedesen liderou os colegas numa brincadeira na véspera da partida do Tour, em Bilbau.Créditos: Dan King Lidl-Trek contratou Tim “O Trator” DeClerq Em 2023 ficou perto da vitória: foi 3º atrás de Pogacar e Van der Poel. O segredo foi antecipar, mexer na corrida a 115 km do final e não esperar pelas movimentações dos favoritos. “Tendência desde a chegada do Pogacar é a corrida abrir mais e mais cedo. Eu disse à equipa que ia mexer e que não queria esperar. Queria ser eu a fazer a seleção e estar na frente, tornar a corrida o mais dura possível. Não foi um ataque aos favoritos, queríamos ir reduzindo o grupo.” Faltou uma roda amiga na altura certa. Stuyven foi 26º enquanto a UAE meteu três corredores no top 15. Para fortalecer o bloco a Lidl-Trek contratou Tim “O Trator” DeClerq. “Pensamos ter a receita certa para as clássicas da primavera, simplesmente outros corredores foram mais fortes. Talvez tenha que treinar mais, mudar pequenos detalhes, perder meio quilo… Para isso temos este estágio.” Créditos: Ross Bell Photo Mads Pedersen sonha com o ouro olímpico Os Jogos Olímpicos de Paris marcam o calendário desportivo em 2024. A corrida de estrada começa e acaba em Trocadéro a 3 de agosto. São 273 km através do vale de Chevreuse, passando pelo Palácio de Versalhes. O percurso é pontuado por várias colinas que não devem eliminar os velocistas. No regresso a Paris dão duas voltas a um circuito que tem como maior dificuldade a subida empedrada que liga Montmartre à basílica do Sacré Coeur (1km a 6,5%). Daí são 9,5 km a descer até à meta. “Tenho a confiança de após o Tour esticar mais duas semanas até aos Jogos. No papel e no Veloviewer já analisei o percurso, acredito que beneficia corredores como eu e por isso é um grande objetivo.” Paris 2024 será a primeira edição dos Jogos Olímpicos com paridade de género no ciclismo. Um pelotão de apenas 90 atletas vai alterar a dinâmica das provas de fundo. “Não estamos habituados a correr com equipas de quatro e todas as seleções terão quatro ou menos. É preciso abordar a corrida de outra maneira. Como? Ainda não sei.” https://www.youtube.com/watch?v=C5z8BRdf1SM Êxito no Tour de France Mads Pedersen sonha com o ouro olímpico, mas não descura o trabalho, as rotinas. Reconhecer os pontos fortes e frágeis levou-o ao êxito no Tour de France “Sei que sou bom sprinter em sprints longos com ligeira subida. Também sei que se for lá para fora com o Jasper Philipsen ele bate-me 10 vezes em 10 sprints, mas em competição é diferente. Ele pode bater-me nove vezes, mas sei que há uma vez em que lhe posso ganhar. Quando estamos a sprintar tento que seja ao meu jeito e para mim é de longe. Se espero pelos últimos 120 metros é impossível ganhar.” Como nota de rodapé descartou os Mundial de Zurique por considerar o percurso demasiado duro. O líder da Dinamarca deve ser o colega Mathias Skjelmose, com quem o TopCycling também conversou. ### Há duas novas equipas no WorldTour feminino AG Insurance-Soudal Quick-Step e WNT-Ceratizit sobem de categoria. Laboral Kutxa fica fora do WorldTour feminino. Abre-se um novo ciclo de licenças para o UCI WorldTour feminino e para o período 2024-2025 a instituição que rege o ciclismo promoveu ao principal escalão a AG Insurance-Soudal Quick-Step e a WNT-Ceratizit. O projeto belga começou em 2018 coordenado pelos antigos profissionais Natascha den Ouden e Servais Knaven, que casaram e montaram uma equipa de juniores. Ao casal juntou-se Patrick Lefevere, patrão da Quick-Step masculina, o que permitiu a entrada da AG Insurance e o crescimento de uma estrutura composta por equipa de elites, sub-23 e júniores. A WNT-Ceratizit prepara-se para celebrar 10 anos de existência em 2024 e logo em grande estilo com a chegada ao WorldTour. Se a AG Insurance foi 11ª no ranking UCI, a estrutura germânica ficou uma posição acima e terminou a época como melhor Continental. Sem espaço no WorldTour ficou a Laboral Kutxa. A equipa feminina da Fundação Euskadi foi superada pela concorrência no critério desportivo (23ª no ranking UCI). Em 2026 renovam-se as licenças que passam a ser válidas por três, como acontece com as equipas masculinas. https://twitter.com/ceratizit_wnt/status/1734593252852989975 “O Terror de Tashkent City” Também ficaram definidos os convites para a próxima temporada em termos de grandes provas. Com a subida à primeira divisão de AG Insurance e WNT, as seguintes melhores Continentais – Cofidis e Tashkent City – foram premiadas com convites para correr os eventos WorldTour. É chamativo o caso da equipa do Uzbequistão que em 2023 se focou em somar pontos no circuito UCI Ásia já que não tem estrutura que lhe permita fazer a época completa na Europa. A maior ligação da capital do Uzbequistão ao ciclismo data dos anos 90 por via do sprinter Dzhamolidin Abduzhaparov. “O Terror de Tashkent City” está a viver a St. Michel Auber 93. A equipa francesa tem um projeto sólido e é presença assídua nas maiores provas da época, mas vê-se ultrapassada pela equipa da Ásia Central que foi criada com o objetivo – cumprido – de apurar o país para os Jogos Olímpicos. A cara mais conhecida da Tashkent City é a russa naturalizada usbeque, Olga Zabelinskaya, que tem três medalhas olímpicas no currículo. ### Movistar Team estreia-se na “Figueira Champions / Casino Figueira” A espanhola Movistar Team já confirmou a sua primeira presença na “Figueira Champions / Casino Figueira”, que vai para a estrada no dia 10 de fevereiro de 2024. Aquela que é uma das formações históricas do World Tour vai assim fazer a sua estreia na clássica portuguesa de classe 1. Pro, do circuito internacional ProSeries. A Movistar é uma formação histórica, com mais de 40 anos e um palmarés relevante de vitórias no calendário World Tour. Iniciou em 1980 como Reynolds e a partir daí houve vários patrocinadores que foram dando naming à equipa, como Banesto, Illes Baleares, Caisse D’Epargne, até chegar ao nome atual, em 2011. Entre os seus maiores vencedores estão Alejandro Valverde, Miguel Indurain, Perico Delgado e Nairo Quintana que este ano volta a integrar os quadros da equipa. Nelson Oliveira e Rúben Guerreiro na Figueira? Na formação espanhola, 12.ª no ranking mundial na última época, correm dois portugueses, Nelson Oliveira e Rúben Guerreiro que poderão ser dois dos convocados para estar à partida no dia 10 de fevereiro, embora ainda não haja confirmação. Recorde-se que a “Figueira Champions / Casino Figueira” vai ter transmissão televisiva em direto, assegurada pelo canal Eurosport (das 15 às 17 horas) e pela Sport TV (partida, primeira meia hora da corrida e as últimas três horas). Nesta fase são já sete as equipas do escalão máximo do ciclismo garantidas na Figueira da Foz, às quais se juntam três ProTeams, num total de 10 conjuntos de grande nível da elite mundial do ciclismo. CONFIRMAÇÕES até ao momento: WorldTour: - Lidl-Trek (Estados Unidos da América)  - Alpecin-Deceuninck (Bélgica)  - Team dsm-firmenich (Países Baixos)  - Astana Qazaqstan Team (Cazaquistão) – ESTREIA  - Arkéa Samsic (França) – ESTREIA  - Intermarché-Circus-Wanty (Bélgica)  - Movistar Team (Espanha) – ESTREIA  ProTeams: - Tudor Pro Cycling Team (Suíça) – ESTREIA - Equipo Kern Pharma (Espanha) – ESTREIA - Euskaltel-Euskadi (Espanha) Queres correr como um profissional? Inscreve-te Dia 11 de fevereiro de 2024, dia seguinte à clássica, vai realizar-se o Granfondo “Figueira Champions Day”, prova destinada a amadores e que percorrerá parte do percurso dos profissionais. Neste momento já se inscreveram mil participantes, sendo o limite de 1500, estando ainda a decorrer as inscrições AQUI. ### Uijtdebroeks na Visma, a correr na Bora e a treinar com a Israel? O título torna esta situação ainda mais confusa mas explica um pouco do que se tem passado com Cian Uijtdebroeks nos últimos dias. No passado sábado, a equipa da Jumbo-Visma anunciou a contratação de Uijtdebroeks, mas a Bora Hansgrohe negou esta transferência passados poucos minutos. A equipa de Van Aert, Vingegaard e companhia comunicou a contratação do prodígio belga através de um post nas redes sociais, afirmando que Cian Uijtdebroeks iria integrar as suas fileiras já a partir de janeiro.  Apesar de ser uma transferência surpreendente, o que se passou passado uns minutos surpreendeu ainda mais quando a equipa da Bora, também através de um tweet negou esta transferência, dizendo que o corredor belga tem contrato até ao fim de 2024 e vai correr na sua equipa no próximo ano. A A&J All Sports, empresa que gere Uijtdebroeks veio em defesa da Jumbo dizendo que o contrato do corredor belga terminou no primeiro dia de dezembro e que a UCI já estava ao corrente da situação. A relação entre Uijtdebroeks e a Bora Hansgrohe ja não era a melhor e o ciclista de 20 anos já tinha mostrado o seu descontentamento com a equipa e Vlasov na última Vuelta a Espanha, prova na qual terminou em oitavo. Uijtdebroeks treinou com Froome e a Israel Premier Tech Passado um dia, no domingo, Uijtdebroeks apareceu numa publicação de Chris Froome no Instagram. Nesta fotografia o jovem belga surge ainda com o capacete da Bora mas com um maillot negro, a treinar com elementos da Israel Premier Tech em Girona.  Richard Plugge criticado Para além de toda esta incerteza sobre o futuro de Uijtdebroeks, esta situação colocou Richard Plugge debaixo de fogo. Isto porque para além de ser o CEO da Jumbo-Visma, Plugge também acumula funções como presidente da AIGCP (Associação Internacional dos Ciclistas Profissionais). Esta dupla função tem sido criticada por alguns diretores gerais, devido a conflitos de interesse que poderiam surgir, e as críticas acentuaram-se depois destas notícias. Cédric Vasseur, diretor da Cofidis, usou a rede social X para tecer duras críticas a Plugge: " Tem de respeitar as regras e demitir-se imediatamente. Saia." Escreveu Vasseur A Bora Hansgrohe pede um milhão de euros para deixar Cian Uijtdebroeks sair antes do término do seu contrato. Já durante o dia de hoje Uijtdebroeks foi filmado a treinar com a equipa da Jumbo-Visma em Espanha com um equipamento neutro sem patrocinadores. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Milhões para Ohtani e tostões para Vingegaard Estrela do beisebol vai ganhar mais 13 vezes do que o campeão do Tour de France. Nem Ronaldo nem Messi chegam à primeira base. Três semanas de tensão, 82 horas a subir e descer montanhas debaixo de sol, chuva e neve… para ganhar €500,000? Foi este o prémio de Jonas Vingegaard por vencer o último Tour de France, que distribuiu €2,500,000 em prémios. Para o comum dos mortais meio milhão é muito dinheiro, mas para o melhor ciclista do ano – vencedor do Vélo d’Or – e para a maior corrida do calendário é irrisório. Sobretudo quando comparamos com outros desportos. O campeão do Tour de France nem embolsou o prémio, que seguindo a tradição do ciclismo foi distribuído pelos colegas e staff da Jumbo-Visma. Vingegaard tem contrato até 2027 e é aí que tem a mais-valia: o salário do dinamarquês deve rondar €5,000,000 tendo em conta que Tadej Pogacar ganha mais um milhão e é o ciclista mais bem pago do mundo. Babe Ruth é o Eddy Merckx do beisebol Suponhamos que Vingegaard ganha mesmo €5,000,000/ano: nem chega aos calcanhares de Shohei Ohtani, jogador de beisebol que acaba de assinar contrato de 10 anos pelos Los Angeles Dodgers por €650,000,000! Por época são 65 milhões para a estrela da Major League Baseball (MLB), que passa a ser o desportista mais bem pago do mundo. O japonês é tão especial que só pode voltar a lançar em 2025 devido a uma lesão no cotovelo, o que significa que no próximo ano só poderá jogar como batedor. Shohei Ohtani é uma rara combinação de lançador e batedor, o jogador perfeito ao estilo do lendário Babe Ruth. Mesmo sem saber patavina do desporto do taco e da bola sei reconhecer que Babe Ruth é o Eddy Merckx do beisebol. Não admira que Ohtani, o novo Ruth, ganhe 13 vezes mais do que Vingegaard. Também supera o orçamento da Ineos Grenadiers. Tudo isto para um jogador que tem números fabulosos, mas títulos importantes na MLB nada. https://twitter.com/MLBONFOX/status/1733598553363374362 Nem Ronaldo nem Messi chegam à primeira base O “Unicórnio”, como é conhecido Ohtani, ganha mais do que qualquer outra estrela mundial. Na NFL o quarterback bicampeão com os Kansas City Chiefs, Patrick Mahomes, assinou por 10 anos/€417,000,00. Então e no futebol? Nem Ronaldo nem Messi chegam à primeira base. Para levar o capitão da seleção nacional para a Liga Saudita bastaram €204,000,000 (pagos em dois anos e meio) e trata-se de um atleta com 35 troféus conquistados. Menos ganha o campeão do mundo Leo Messi – entre €46-50,000,000/ano no Inter Miami da MLS – que também não rivaliza com Ohtani. https://twitter.com/AlNassrFC_EN/status/1610242321739571200 A única semelhança entre ciclismo e beisebol é que ambas são modalidades olímpicas. Tudo o resto é diferente: o valor de mercado, as audiências, o impacto gerado pelas estrelas, o marketing e o dinheiro envolvido. Resumindo, há que ver mais beisebol porque algo de especial se está a passar na MLB. Pelos salários das estrelas dos principais desportos estadunidenses concluo que o sonho americano está mais vivo do que nunca. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Val di Sole As estrelas do ciclocrosse rumaram a Itália para disputar a sétima ronda da Taça do Mundo em Val di Sole, o circuito com o entorno mais diferente da temporada, um clássico de inverno onde a neve neve é a característica principal, proporcionando imagens fantásticas e corridas com uma dinâmica diferente do habitual. Corrida Masculina - Joris Nieuwenhuis voou na neve Apesar do entorno fantástico proporcionado por Val di Sole, a corrida masculina não teve emoção nem muita história, num circuito que favorece os crossistas mais robustos fisicamente (por terem mais tração e aderência), Joris Nieuwenhuis (Baloise Trek Lions) liderou do início ao fim e conquistou a sua primeira vitória na Taça do Mundo, fazendo praticamente toda a corrida isolado na frente. Joris Nieuwenhuis mostrou logo na partida as suas intenções, disparou como um foguete para a frente da corrida e apenas Niels Vandeputte (Alpecin - Deceuninck) conseguiu acompanhar o início rápido do holandês.  Eli Iserbyt (Pauwels Sauzen - Bingoal), mantém a liderança na classificação geral da competição mas não foi além do quinto lugar em Val di Sole. Apesar de ter rodado algum tempo em terceiro, acabou por ceder primeiro para Joran Wyseure (Crelan - Corendon) e depois acabaria por ceder também o quarto posto para o colega de equipa Michael Vanthourenhout. Top 10 POSNomeTempo01NIEUWENHUIS Joris 01:00:1902VANDEPUTTE Niels + 01:0103WYSEURE Joran + 01:3304VANTHOURENHOUT Michael + 02:0505ISERBYT Eli + 02:0806SWEECK Laurens + 02:0907KUHN Kevin + 02:4408RÜEGG Timon + 02:5309KAMP Ryan + 02:5610VANDEBOSCH Toon + 03:00 Corrida feminina - Manon Bakker estreia-se a vencer Aos 24 anos Manon Bakker estreia-se a vencer na Taça do Mundo, conseguindo impor-se à líder da Taça do Mundo, Ceylin del Carmen Alvarado (Alpecin - Deceuninck), e Puck Pieterse (Fenis - Deceuninck), compatriotas holandesas. Após a ausência na semana passada Ceylin del Carmen Alvarado foi a Val di Sole defender a liderança na classificação geral, dominou grande arte da corrida mas acabou por não ser tão consistente como Manon Bakker, que mostrou melhor adaptação ao circuito, cometendo menos erros que Alvarado. https://twitter.com/GcnRacing/status/1733875456582033796 À entrada para a ultima volta Manon Bakker alcançou Alvarado e passou naturalmente para a frente da corrida, ganhando ainda alguma vantagem apesar de ser a ultima volta, acabando por cortar a linha de meta isolada e com tempo para festejar calmamente. Puck Pieterse terminou em terceiro a 1 minuto e 35 segundos da vencedora. Após sete rondas, apesar do segundo lugar na corrida de hoje Alvarado continua na liderança da classificação geral da Taça do Mundo. Top 10 POSNomeTempo01BAKKER Manon 46:1402ALVARADO Ceylin del Carmen + 2303PIETERSE Puck + 01:3504ZEMANOVA Kristyna + 01:4705MCGILL Sidney + 02:1406CORVI Valentina + 02:3407BARONI Francesca + 02:4608ROCHETTE Maghalie + 03:4309CASASOLA Sara + 04:0610HLADIKOVA Katerina + 04:59 Quatro etapas depois, a Taça do Mundo regressa à Bélgica no próximo dia 17 de dezembro, onde se disputará uma das corridas míticas da temporada no circuito de Namur. ### Três vitórias icónicas no ciclismo em 2023 Vingegaard no contrarrelógio do Tour de France, Pogacar na Volta à Flandres e Almeida no Monte Bondone são três momento que marcam a época de ciclismo de 2023. Icónico vem do grego (eikónikos) e designa o que representa, que reproduz, que foi copiado. Se algo representa o ciclismo moderno é a forma como alguns corredores têm tornado possíveis prestações que pareciam impossíveis. Diferenças inacreditáveis no contrarrelógio, voltistas que ganham clássicas, nada parece estar fora do alcance dos fenómenos que dominam a modalidade. João Almeida não mostrou ainda ter a capacidade de Jonas Vingegaard ou Tadej Pogacar, mas a vitória no Monte Bondone é histórica para Portugal. Por nos terem deixado de boca aberta destacamos estas três vitórias icónicas no ciclismo em 2023. https://www.youtube.com/watch?v=D_J8_gJZai0 Lê ainda: Três triunfos que surpreenderam o ciclismo em 2023 Como é que Vingegaard vaporizou Pogacar? O único contrarrelógio individual do Tour de France decorreu na 16ª etapa, que uniu Passy e Combloux. O timing não foi escolhido ao acaso já que se tratou da jornada após o segundo dia de descanso nos Alpes. Num percurso de 22,4 km com quase 650 m de acumulado e subida ao Côte de Domancy tudo por decidir: Jonas Vingegaard partiu com 10 segundos sobre Tadej Pogacar na classificação geral! Como é que Vingegaard vaporizou Pogacar? Em entrevista ao site Escape Collective, Mathieu Heijboer, diretor de performance da Jumbo-Visma, explicou que Vingegaard tem uma posição aerodinâmica perfeita, treina duas a três vezes por semana com a cabra e produziu 380 watts de média no contrarrelógio (tinham projetado 360 watts). "Comecei a ter dúvidas e pensei que o Garmin estivesse estragado. Tinha grandes pernas.” Jonas Vingegaard ao Eurosport. O artigo tenta encontrar explicação para algo difícil de explicar: como é que Vingegaard ganhou 1:38 a Pogacar, isto é, 4,4 segundos ao quilómetro? Os céticos dirão que é impossível e os crentes que se deve à metodologia aplicada pela Jumbo. Uma coisa é certa: a Jumbo ganha à UAE na preparação. Para este crono pediram à Cervelo um quadro sem pintura poupando cerca de 100 gramas face ao modelo P5 convencional, além de que todos os componentes foram otimizados no túnel de vento. Ao nível do staff têm especialistas de diversas áreas – o investigador Bert Blocken, por exemplo, coordenou estudos de aerodinamismo aplicado ao ciclismo. Na UAE não há a mesma profundidade em termos de staff já que David Herrero é ao mesmo tempo responsável pela aerodinâmica, análise e performance. Um dia de inspiração de Vingegaard aliado à preparação meticulosa da Jumbo permitiram a estreia do dinamarquês a ganhar um contrarrelógio no WorldTour! O Tour de France de 2024 vai acabar com um contrarrelógio duro em Nice. O precedente foi estabelecido por Jonas Vingegaard, cabe a Tadej Pogacar responder. https://www.youtube.com/watch?v=QrrlLDybH6Y Lê ainda: Três nomes que se retiram do ciclismo em 2023 Pogacar foi à Flandres tirar a pedra no sapato Aos 24 anos e após nove vitórias em fevereiro e em março, Tadej Pogacar foi à Flandres tirar a pedra no sapato. Em janeiro já o esloveno tinha dito ao TopCycling que a Flandres era pura diversão e um objetivo de carreira, sobretudo após ser 4º em 2022 num sprint tosco. Porque é que a vitória de Pogacar no segundo Monumento do ano é icónica? Ao dominar o pavê da Flandres o esloveno converteu-se no terceiro corredor a juntar Volta à Flandres e Tour de France, algo que só Louison Bobet e Eddy Merckx tinham feito. O triunfo foi cozinhado nas três passagens por Oude Kwaremont, onde Pogacar acelerou sem piedade. Na última, soltou Mathieu van der Poel. Antes, no Kruisberg, os dois tinham deixado Wout Van Aert para trás. Depois da Flandres viriam duas vitórias nas Ardenas, o 2º lugar no Tour de France, a terceira Lombardia consecutiva e o número um do ranking UCI. Cinco Monumentos ganhos aos 25 anos! Muitos consideram que 2023 é o ano em que Pogacar perdeu o Tour, para mim foi a época que transformou o esloveno numa lenda na Flandres. https://www.youtube.com/watch?v=FleKmICU6SI Lê ainda: Três atletas com algo a provar em 2024 João Almeida no Monte Bondone Não é todos os dias que um português ganha no Giro de Itália. Ao longo da história só em sete ocasiões um corredor nacional se impôs e o pioneiro foi Acácio da Silva. Só à conta do antigo craque da Carrera e da Kas foram cinco etapas entre 1985 e 1989. A nova geração tem continuado o trabalho de Acácio: em 2020 Ruben Guerreiro deu um tiro certeiro em Roccaraso, nos Abruzos, e em 2023 João Almeida conquistou o Monte Bondone, nas Dolomitas. Ocorreu na 16ª etapa do Giro de Itália e ficará para sempre no imaginário dos aficionados. Após 12 dias de chuva houve sol à partida nas margens do Lago Garda. Pela frente 203 km com 5200 m de acumulado e quase seis horas de etapa. Batalha em perspetiva entre João Almeida, Primoz Roglic e Geraint Thomas, só que o esloveno entrou em crise e só não perdeu o Giro porque Sepp Kuss salvou o dia. Dia incrível de João Almeida que venceu na mesma subida que consagrou Charly Gaul em 1956. A receber o português esteve Fabienne Gaul, filha do Anjo das Montanhas. Estreia do caldense a vencer em grandes Voltas e a mais potente das 13 vitórias UCI obtidas pelos ciclistas portugueses no estrangeiro em 2023. ### Rúben Rodrigues tem segunda oportunidade no ciclismo basco Rúben Rodrigues regressa em pleno após ano duro. Minhoto da Laboral Kutxa aponta à seleção nacional e ao reencontro com António Morgado e companhia. Em 2024 a Fundação Euskadi cumpre 30 anos. A instituição que transformou o ciclismo no País Basco e deu origem à Euskaltel-Euskadi tem-se vindo a abrir ao longo dos anos. Portugal integra a lista de países que cederam atletas à formação “laranja” – Ricardo Mestre, algarvio que cumpre castigo de três anos, correu pela equipa em 2013. Num futuro não muito longínquo poderá haver mais um português na Euskaltel-Euskadi. Rúben Rodrigues está na segunda época na Laboral Kutxa e é um de muitos jovens – locais, do resto da Espanha e estrangeiros – em formação nas principais escolas de País Basco e Navarra: Fundação Euskadi, Finisher (satélite da Kern Pharma) e Caja Rural. “Descobri que o ciclismo espanhol era superior ao que eu pensava. São corridas sub-23 a sério, onde o ritmo nunca para, onde tive que estar sempre na frente a fechar espaços e neutralizar ataques para proteger os líderes. Todos podem ter a sua oportunidade de lutar pela vitória porque são corridas abertas e desde que estejam as principais equipas representadas tanto pode dar para a fuga como para o pelotão. Numa boa época sou capaz de lutar por corridas e é o que quero fazer em 2024.” O calendário sub-23 é intenso no norte de Espanha. O Torneio Euskaldun, a prova de maior prestígio no País Basco, é composto por 17 provas. Xabier Berasategi ganhou pela Laboral Kutxa em 2021 e 2022 passando a profissional na Euskaltel-Euskadi. Em 2020 o campeão foi Jon Barrenetxea, reforço da Movistar para as duas próximas temporadas. A orografia da região oferece o terreno ideal para Rúben Rodrigues, um trepador que gosta de esforços longos e constantes. “Estou num projeto que me vai levar longe, sinto que trabalham muito bem e estão focados num projeto bom para jovens que querem chegar a profissionais. Não é o centro do ciclismo europeu, mas é um nível muito alto, quem se der bem aí está bem preparado para dar o passo para profissional. O sonho de criança é fazer disto vida seja no WorldTour ou não.” A Laboral Kutxa tem equipa sub-23 masculina e elite feminina. Transição de júnior para sub-23 foi dura Por estes dias Rúben Rodrigues treina em Guardizela, Guimarães. Por sorte no Minho não faltam companheiros de treino com nível e de vez em quando dá umas voltas com Tiago Machado e André Carvalho – que após cinco anos no estrangeiro volta a Portugal para representar a Sabgal-Anicolor. A transição de júnior para sub-23 foi dura. Em 2022 sentiu dificuldades em conciliar estudos e ciclismo, não entrou na temporada como queria e só endireitou o ano quando a Laboral Kutxa lhe atribuiu um treinador. Ultrapassadas as dores de crescimento pela mudança de categoria e uma apendicite mesmo antes dos Nacionais, Rúben Rodrigues sente-se preparado para fazer um bom 2024. “Estou num nível físico e mental muito melhor, encaro a época de maneira mais consistente e focada. Decidi começar a trabalhar com um nutricionista. Para chegar a um nível alto de rendimento é preciso analisar os detalhes. É tudo mais regrado, com os alimentos certos para determinado esforço. Sinto que progredi bastante.” Da terra de Mikel Landa e Pello Bilbao saíram 40 profissionais que em 2023 correram em WorldTeams e ProTeams. É verdade que não estão no auge; faltam os Abraham Olano, os Joseba Beloki. Também é certo que em 2005 eram 70 os bascos nas divisões de topo, mas o conhecimento está lá e o trabalho na formação tem qualidade. “É uma segunda oportunidade. Apliquei-me muito e vou estar focado com o dever de justificar esse voto de confiança que me deram. Do ano que estive na Laboral Kutxa criei uma boa relação com o diretor e o pouco que viu de mim gostou. Espero retribuir.” Às voltas pelo Minho com Tiago Machado e André Carvalho. Dois anos incríveis na super Bairrada Para trás ficaram dois anos incríveis na super Bairrada que tudo ganhou entre 2021 e 2022 em juniores. O clube tem Nélson Oliveira como presidente e Henrique Queiroz como mentor dos miúdos. Rúben Rodrigues foi campeão nacional júnior no primeiro ano; na época seguinte venceu uma etapa na Volta do Futuro – em Celorico da Beira – numa edição em que a Bairrada ocupou os quatro primeiros lugares da classificação final. “Recordo esses momentos quando estou numa fase menos boa. Na altura saímos para competir como se fosse um dia com amigos. Tê-los ao meu lado fazia-me sofrer muito mais e puxar além dos limites.” Ao lado estiveram António Morgado e Gonçalo Tavares – que passaram a sub-23 na Hagens Berman Axeon – e Daniel Lima – recrutado pela Academia da Israel Premier Tech. Os laços de amizade mantêm-se e admiração entre colegas é grande. “Quando vêm ao Norte faço questão de treinar com eles. Dá-me gosto seguir os sub-23 e quando estiveram bem já mostraram do que são capazes. O Morgado no Europeu e no Mundial, o Gonçalo fez uma época consistente e ainda se vai ver mais este ano, o Lima fez com a Israel algumas corridas com os profissionais e isso diz tudo.” Rúben Rodrigues em treino com o amigo Gonçalo Tavares. "Ele consegue ser tudo aquilo a que se propuser" Com 45 vitórias em duas épocas António Morgado destacou-se nesta fornada da Bairrada assumindo-se líder da seleção nacional portuguesa com resultados notáveis: vice-campeão mundial júnior em Wollongong 2022 e vice-campeão mundial sub-23 em Glasgow 2023. “Tendo em conta as capacidades do António Morgado espera-se sempre o melhor. Todos queríamos que ganhasse, mas um segundo lugar para um sub-23 de primeiro ano foi gratificante e logo numa época que não foi como ele desejava. Claro que o Morgado tinha aquela raiva de fazer segundo, é um vencedor." Quando perguntamos a Rúben Rodrigues sobre o reforço da UAE-Emirates a resposta é prudente: "Ele consegue ser tudo aquilo a que se propuser. Só ele melhor do que ninguém saberá o que a carreira lhe vai oferecer. Com 19 ou 20 anos é muito cedo para se perspetivar a carreira dele.” Um reeencontro com os amigos só pode acontecer na seleção nacional. Pela frente há Europeu, Mundial e Taça das Nações para correr. O Tour de l'Avenir, por exemplo, é a prova com a que qualquer sub-23 sonha. Rúben Rodrigues promete arregaçar as mangas para conquistar um lugar na maior montra do ciclismo jovem. ### Bicicletas ENVE aterram no World Tour em 2024 A marca ENVE anunciou a sua entrada no pelotão internacional sendo agora a fornecedora de bicicletas, rodas e outros componentes da equipa TotalEnergies. A marca americana que produzia somente componentes, lançou a sua primeira bicicleta, a Custom Road em 2021. Em julho de 2022 anunciou a Melee, a sua segunda bicicleta de estrada e é esta com que a TotalEnergies irá correr no próximo ano.  Esta parceria da ENVE com a equipa francesa é a estreia das suas bicicletas no pelotão profissional, utilizando Shimano para transmissão e travões. O diretor da Team TotalEnergies, Jean-René Bernaudeau, já estava familiarizado com as rodas da marca americana e iniciou as conversações com os engenheiros da marca em outubro: "Os nossos técnicos e corredores ficaram impressionados com a resposta do material da ENVE. Os testes realizados pelos nossos ciclistas foram mais do que positivos e todos reconheceram a altíssima qualidade tecnológica das bicicletas", afirmou Bernaudeau. Mike Stimola, diretor geral da ENVE também comentou esta nova parceria: "Ganhámos reputação como líderes em tecnologia de rodas e componentes, e acrescentar agora as bicicletas ENVE ao pelotão profissional com a TotalEnergies é um passo importante para nós como marca de desempenho." Apesar de ser a estreia das bicicletas ENVE no pelotão profissional, a empresa de Utah já trabalhava com algumas equipas como a UAE Team Emirates e a Polti-Kometa. A Emirates vai continuar a usar as rodas SES e os guiadores SES Aero One-Piece, enquanto que o projeto de Contador e Basso vai permanecer com componentes e rodas ENVE em 2024.  A Team Total Energies muda assim da Spedialized, marca que utilizou pelo contrato que tinha com Peter Sagan, pela ENVE Melee. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Três momentos subestimados no ciclismo em 2023 Um ciclista de culto relegado para segundo plano, vitórias épicas pouco faladas e equipas que fecham deixando o pelotão mais pobre. Imaginem ser Matej Mohoric na era de Primoz Roglic e de Tadej Pogacar. É como ser Steve Kerr durante o período de ouro dos Chicago Bulls de Michael Jordan. Atores secundários com tanto nível que só são abafados por super estrelas. Como no desporto raramente há prémios para os atores secundários, quis chamar a este texto alguns corredores que tiveram um excelente 2023, mas ao coincidirem com corredores que estão a marcar a história do ciclismo não receberam a devida atenção. Também considero preocupante a perda de três ProTeams: Bolton Equities, Human Powered Health e Leopard fazem parte dos três momentos subestimados no ciclismo em 2023. https://www.youtube.com/watch?v=jViupTDKEtc Por milímetros... Mohoric vence no Tour de France! Lê também: Três vitórias icónicas no ciclismo em 2023 O terceiro esloveno da hierarquia Tour de France. Véspera da última etapa montanhosa antes da chegada a Paris. A 19ª etapa era propícia para uma fuga. Um dia antes o dinamarquês Kasper Asgreen tinha-se aventurado com êxito numa escapada bem-sucedida até Bourg-en-Bresse. Asgreen salvou o Tour da Quick-Step e pensou que podia subir a parada. A ele juntaram-se Matej Mohoric e Ben O’Connor. Uma fuga à Tour de France com três vencedores de etapas na prova francesa e a quinta média mais rápida da história. Tudo ficou decidido na meta com um sprint milimétrico em Poligny. Foram 400 m no fio da navalha: Ben O'Connor ainda tentou surpreender de longe, nos últimos 200 m Asgreen fechou o espaço e lançou o sprint com Mohoric a ganhar no photo finish. Foram 27 segundos de puro controlo de Mohoric sobre Asgreen. O terceiro esloveno da hierarquia somou seis vitórias em 2023 – só em 2018 ganhou mais logo no ano de estreia na Bahrain – e vai acrescentando valor a uma carreira que inclui vitórias nas três grandes Voltas, um Monumento, títulos mundiais de gravel e de estrada (em juniores e em sub-23). https://www.youtube.com/watch?v=nVkX0qUmDFE&t=23s Na linha de Thomas De Gendt ou Remi Cavagna, Ben Healy é um dos breakaway artist do pelotão. Lê ainda: Três atletas com algo a provar em 2024 Ben Healy fez o maior solo do ano numa grande Volta Foi um dos corredores mais combativos do Giro de Itália, brilhou nas Ardenas, mas não figurou nos melhores do ano para a Vélo Magazine. Ben Healy, irlandês da EF Education, é a prova de que os animadores de etapas são pouco reconhecidos no ciclismo atual. A 8ª etapa do Giro teve 12 sonhadores em fuga, mas um ataque a 50km da meta deu o triunfo à EF. Ben Healy fez o maior solo do ano numa grande Volta e deu quase dois minutos ao colega de escapada, Derek Gee. Foi a estreia a vencer numa “grande” do rapaz de 22 anos criado na parte Ocidental das Midlands, mas que desde 2016 passou a representar a Irlanda. Nunca um irlandês tinha liderado a classificação dos trepadores. Ben Healy é breakaway artist – um artista da fuga – pelo que na manhã da etapa optou pelo fato de contrarrelógio em vez do tradicional maillot e calção. Motivo? A alta probabilidade de um triunfo para a fuga. Noutra dimensão, mas com a mesma apetência para missões improváveis, tivemos Alexis Guerin, protagonista do maior solo vitorioso da temporada fora de uma grande Volta. Ao serviço da Bingoal WB o francês saiu airoso de um ataque a 95km do final da 4ª etapa da Semana Internacional Coppi e Bartali. Em 61 dias de competição Alexis Guerin só registou um abandono; fechou a época forte sendo 8º na Volta à Turquia. Em 2024 vai correr no projeto Continental belga Philippe Wagner/Bazin. Nem a boa imagem deixada pela Bingoal WB impediu o caçador Alexis Guerin de correr na terceira divisão. https://www.youtube.com/watch?v=txqqyJwwFJI Equipa masculina da Human Powered Health fecha portas. Americanos ficam só com a equipa feminina no pelotão. Lê ainda: Três nomes que se retiram do ciclismo em 2023 Bolton, Human Powered e Leopard fecham portas Em 2024 haverá 17 ProTeams, menos uma estrutura do que em 2023 e menos oito face a 2019. Não subestimemos estas perdas: equipas ganhadoras, formadoras de talento e com bons calendários não encontraram viabilidade financeira e isto é preocupante. A Bolton Equities – primeira equipa profissional neozelandesa – durou um ano como ProTeam. A Human Powered Health fez 17 temporadas, as últimas seis na segunda divisão. A Novo Nordisk passa a ser a única ProTeam dos Estados Unidos, o que vai ao encontro do desinteresse americano pelo ciclismo de estrada desde que rebentou o escândalo Lance Armstrong. A Human Powered Health (antiga Optum e Rally) segue o caminho de outras equipas estadunidenses – Holowesko e Unitedhealthcare, por exemplo – que também não tiveram pedalada para o segundo escalão. Deste programa saíram craques como Sepp Kuss e Matteo Jorgenson. A Bolton Equities foi a melhor Continental em 2022 e revelou o sprinter George Jackson (cinco vitórias), um pistard de sucesso como os colegas Aaron Gate ou Mark Stewart. Se Gate segue Jackson para a Burgos-BH, Stewart vai para a Corratec. O caso da luxemburguesa Leopard é diferente. Nasceu das cinzas da Leopard Trek, tentou passar a ProTeam e não encontrou apoios. Ainda se fundiu com a Riwal, mas do mercado dinamarquês não choveram milhões – nem ter o bicampeão do Tour de France motivou as marcas. A Leopard foi a 4ª equipa do circuito UCI Europa e top 20 do continente. Ouviremos falar do sprinter Tim Torn Teutenberg, que assinou pela Lidl-Trek e foi campeão europeu da eliminação batendo Rui Oliveira. Pela Leopard passaram, por exemplo, Andreas Kron (Lotto Dstny) e Arvid de Kleijn (Tudor). Bolton, Human Powered e Leopard fecham portas. Um dos momentos negativos de 2023. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Flamanville Disputou-se hoje em Flamanville, França, a sexta ronda da Taça do Mundo de Ciclocrosse. Um percurso exigente para os ciclistas, com secções técnicas e descidas rápidas, resultando em corridas disputadas e de tirar o fôlego até ao final. Corrida Feminina Após uma corrida muito dura e lamacenta, Lucinda Brand venceu novamente, confirmando a subida de forma para o exigente mês de dezembro. A corredora da Baloise Trek Lions cruzou a linha de meta em primeiro após ganhar vantagem na segunda volta, enquanto Marie Schreiber foi 2ª e Leonie Bentveld foi 3ª. De realçar que a corrida teve a ausência da líder da classificação geral da competição, Ceylin del Carmen Alvarado viu-se afastada da corrida por motivos de doença, assim como da Campeã do Mundo Fem van Empel (Jumbo - Visma) e Puck Pieterse (Alpecin-Deceuninck). TOP 10 POS.NomeTempo01BRAND Lucinda 50:0502SCHREIBER Marie + 2003BENTVELD Leonie + 3004BETSEMA Denise + 4505VAN ANROOIJ Shirin + 5506WORST Annemarie + 5807BAKKER Manon + 5908VAN DER HEIJDEN Inge + 01:1709CLAUZEL Hélène + 01:2110FOUQUENET Amandine + 01:29 Corrida Masculina Após uma corrida dura, o líder da Taça do Mundo de Ciclocrosse Eli Iserbyt venceu a solo a 6ª ronda da competição. O corredor da Bingoal cruzou a linha de meta com uma vantagaem de 13 segundos sobre Lars Van der Haar, que terminou no segundo posto. Eli Iserbyt continua regular e carimba mais uma vitória, consolidando a liderança da competição. Apesar de terminar no terceiro lugar do pódio, Pim Ronhaar voltou a ser protagonista, o corredor da Baloise Trek lutou pela vitória com Iserbyt durante quase toda a corrida, os dois travaram uma batalha intensa mas Ronhaar acabaria por ceder a um ataque do adversário no final da sexta volta. Pim Ronhaar voltou a ser protagonista. Com o desgaste acumulado, Pim Ronhaar acabou por perder o segundo lugar da corrida para Lars van der Haar, mas consegue manter com este resultado, o segundo lugar da classificaçao geral da competição por uma diferença de dois pontos. TOP 10 POS.NomeTempo01ISERBYT Eli 01:00:0902VAN DER HAAR Lars + 1303RONHAAR Pim + 4704NIEUWENHUIS Joris + 5405VANDEPUTTE Niels + 01:2306KUHN Kevin + 01:3607VERSTRYNGE Emiel + 01:4708KAMP Ryan + 02:0409ADAMS Jens + 02:1610WYSEURE Joran + 02:31 Na próxima ronda da Taça do Mundo o pelotão desloca-se para Itália, onde se disputará a corrida em Val di Sole no dia 10 de dezembro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Três triunfos que surpreenderam o ciclismo em 2023 A história de superação de Milan Vader, o dia da justiça para Coquard e Soupe, além da inacreditável vitória de Sheehan na Paris-Tours estão entre as surpresas da época. Num pelotão com mais de 500 ciclistas nem todos têm o carisma de Tadej Pogar ou Remco Evenepoel, a irreverência de Mathieu van der Poel ou o instinto matador de Jasper Philipsen. A maioria dos corredores passa anos sem vencer e há quem durante toda a carreira nunca levante os braços numa corrida da máxima categoria. Ser o número um é tarefa árdua, por isso destacamos estes três triunfos que surpreenderam o ciclismo em 2023. https://www.youtube.com/watch?v=cHniLcE4AqA Conheçam o novo trepador sensação da Jumbo-Visma. Lê ainda: Três atletas com algo a provar em 2024 A história de superação de Milan Vader Na temporada de 2023 a Jumbo-Visma venceu oito das 15 provas por etapas do WorldTour. No entanto, nenhuma deve ter sido tão festejada pelos corredores e pelo staff como a que Milan Vader obteve no Tour de Guangxi, na República Popular da China, prova que regressou após um hiato de quatro anos. Milan Vader foi recrutado para 2022 após brilhar no mountain bike. Durante anos trabalhou com Tim Heemskerk, treinador da Jumbo-Visma, pelo que a equipa sabia o potencial do corredor. Quando o neerlandês de 25 anos fechou top 10 no XCO nos Jogos Olímpicos de Tóquio a equipa ofereceu-lhe três anos de contrato. Na primeira época tudo correu mal. Uma grave queda na Volta ao País Basco colocou o ciclista em coma induzido durante duas semanas. Vader ainda voltou na Cro Race, setembro, mas só fez 15 dias de competição. Em 2023 a história foi outra: 36 dias de competição e apenas um abandono. Só não foram mais porque entre maio e junho voltou ao mountain bike. O melhor ficou guardado para o fim da época. Primeiro foi rei da montanha e 3º na Volta à Eslováquia, depois venceu a etapa rainha e a geral individual do Tour de Guangxi – os primeiros triunfos como profissional. A história de superação de Milan Vader é extraordinária. De quase perder a vida a ajudar a Jumbo-Visma a atingir as 70 vitórias na temporada. Um triunfo emotivo para a estrutura neerlandesa. https://www.youtube.com/watch?v=kixZ4M_UllY A primeira vitória de Coquard no WorldTour em 10 anos de profissional. Lê também: Três vitórias icónicas no ciclismo em 2023 Coquard e Soupe ganharam para os trintões A França sempre teve bons sprinters. O maior de todos foi o histórico André Darrigade, prodígio natural de Dax, perto de Bordéus, que entre 1953 e 1964 conquistou 22 etapas e duas camisolas verdes no Tour de France. Outros nomes foram aparecendo, mas nenhum dos sprinters gauleses em atividade tem o estatuto de histórico – talvez Arnaud Démare seja discutível por ter ganho a Milão-Sanremo, estar à porta das 100 vitórias e ter etapas tanto no Giro de Itália como no Tour de France. Para uma nação pouca habituada a ganhar ao sprint 2023 não foi um mau ano. Tanto Bryan Coquard como Geoffrey Soupe estrearam-se a ganhar no WorldTour. Depois de 47 vitórias em provas de outras categorias e de 49 top 10 em corridas do máximo escalão, Coquard acabou com a malapata no Tour Down Under. Ao mesmo tempo saiu de uma lista liderada por Wilco Keldermann que é o recordista de top 10 no WorldTour entre os atletas que nunca venceram no máximo escalão. O galo da Cofidis cantou no Tour Down Under e no Pays de la Loire Tour, mas no Tour de France Le Coq ficou-se por seis top 10 e o 3º lugar na classificação por pontos. https://www.youtube.com/watch?v=TGm0rnvtreM Oh la la! O lançador Soupe teve um dia de glória na Vuelta a Espanha. Lê também: Três momentos subestimados no ciclismo em 2023 Um souvenir para toda a vida Mais improvável foi a vitória de Soupe que deu à Total Energie, já que só foi à Vuelta a Espanha por lesão de Alexis Vuillermoz. O eterno lançador já tinha dado etapas a Nacer Bouhanni na prova espanhola, mas nunca foi o personagem principal. Aos 35 anos e sem vitórias na Europa, o barbudo mais famoso do pelotão leva um souvenir para toda a vida da localidade alicantina de Oliva, onde adjudicou a 7ª etapa. Coquard e Soupe ganharam para os trintões e para a França, mesmo sem terem a elegância de um Darrigade. https://www.youtube.com/watch?v=rB13jXlX-qc Lê ainda: Três nomes que se retiram do ciclismo em 2023 A surpresa Ryley Sheehan na Paris-Tours É ambicioso classificar a vitória de Ryley Sheehan na Paris-Tours como o momento mais surpreendente da temporada de ciclismo... mas é mesmo isso que me vem à cabeça quando recordo o momento. A Paris-Tours já não é o que era. Em tempos os grandes nomes do pelotão apontavam à clássica dos sprinters que hoje em dia já nem é para puros velocistas nem faz parte dos planos da maioria dos líderes ao disputar-se em meados de outubro. Mesmo tendo em conta a nova realidade e que o percurso foi muito endurecido nos últimos anos com caminhos de terra entre vinhedos, ganhar a Paris-Tours é um feito extraordinário. A prova data de 1896 e foi ganha por Rik Van Looy, Franceso Moser, Freddy Maertens, Jan Raas, Sean Kelly, entre outros. De repente um jovem de Boulder, no Colorado, apresentou-se como estagiário da Israel Premier Tech e tornou-se o primeiro americano campeão em 117 edições! Naturalmente a Israel assinou com Ryley Sheehan por três anos. Aos 23 anos quase nada sabemos dele, apenas que vem do forte circuito de critérios dos Estados Unidos, onde representou a equipa Denver Disruptors. Também bateu Miguel Angel López na Joe Martin Stage Race numa fase em que ninguém batia o Superman. Dito isto, estaremos perante um one hit wonder ou uma estrela emergente do ciclismo estadunidense? O futuro dirá. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclistas da Ineos Grenadiers aceitaram assinar pela Jumbo, baixando o salário O ciclista Ian Boswell, confessou que vários corredores que conhece escolherem a Jumbo – Visma em detrimento da equipa da INEOS Grenadiers, baixando inclusivamente o salário. A equipa britânica tem vindo a perder um pouco da reputação que ganhou no pelotão internacional nos anos dos grandes sucessos de Wiggins, Froome, Thomas, entre outros. Para além disso tem sido afetada com a saída precoce de alguns elementos.  Ian Boswell e Chirs Froome em 2016 O ciclista Ian Boswell, que esteve na equipa em muitas dessas glórias (entre 2013 e 2017), disse ao The Cycling Podcast que lamenta que a Ineos tenha perdido a sua filosofia original, pois era uma equipa britânica com uma identidade muito forte, sabiam muito bem quem eram e o que queriam. Ian Boswell, que atualmente está mais ligado à vertente de gravel disse ainda: "Agarraram-se à ideia de que são uma equipa para as grandes voltas e que querem ganhar o Tour, mas se olharmos para o plantel atual, será que têm alguém capaz de o fazer? Não me parece."  Boswell salientou também que foi esta crise de identidade que levou a que muitos ciclistas da Ineos tenham recusado importantes ofertas de renovação e decidido ir para a Jumbo-Visma: "É um pouco preocupante. Sou amigo de alguns corredores que nos últimos anos, decidiram não renovar com a Ineos e ir para o Jumbo por menos dinheiro, pelo que ouviram internamente, pelo que acontece na Ineos, por causa da cultura da equipa, da dinâmica.”  Sem reservas, o Norte Americano que se retirou em 2019 explica que há ciclistas que querem correr por menos dinheiro numa equipa onde podem ter mais sucesso, uma equipa que está numa tendência ascendente em vez de uma que dá passos para trás ano após ano. Ian Boswell no Unbound Gravel 2021 De relembrar também que no início de novembro, o diretor da Ineos Grenadiers e uma das principais peças do projeto, Rod Ellingworth se demitiu. Esta demissão, que Geraint Thomas chamou de “surpreendente e desvastadora”  acentua ainda mais esta perda de peças fundamentais e talento da equipa, depois das saídas de Adam Yates, Richard Carapaz e Tao Geoghegan Hart. Apesar de ser uma das equipas com maior orçamento do World Tour, a Ineos está com uma crise de identidade, será que em 2024 esta tendência pode mudar? Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pidcock anuncia calendário de ciclocrosse - quatro corridas com os "big 3" A INEOS Grenadiers confirmou hoje o calendário de ciclocrosse de Tom Pidcock para esta época. O ciclista britânico vai participar em 10 corridas, incluindo 6 da Taça do Mundo e tal como noticiado pelo Topcycling, não irá a Tabor aos Campeonatos do Mundo. A temporada de ciclocrosse de Pidcock vai começar na Bélgica em Herentals no dia 16 de dezembro e estende-se até dia 21 de janeiro em Benidorm. Calendário completo BadkamersTrofee Herentals X2O - (16/12)  Namur WC - (17/12) Antuérpia WC - (23/12) Gavere WC - (26/12) Diegem - Superprestige (28/12) Hulst WC - (30/12) BadkamersTrofee Koksijde X2O - (4/1) Gullegem C2 - (6/1) Zonhoven WC - (7/1) Benidorm WC - (21/1) De relembrar que Van Aert e Van der Poel também já anunciaram o seu calendário de ciclocrosse para esta época, que podes consultar aqui. Corridas com os "três ases" Com os três calendários agora confirmados são estas as corridas em que pelo menos dois deles se vão encontrar: Mol 22/12 - Van Aert / Van der Poel Antuérpia 23/12 - Van Aert / Van der Poel / Pidcock Gavere 26/12 - Van Aert / Van der Poel / Pidcock Diegem 28/12 - Van der Poel / Pidcock Hulst 30/12 - Van Aert / Van der Poel / Pidcock Baal 01/01 - Van Aert / Van der Poel Koksijde 04/01- Van Aert / Van der Poel / Pidcock Zonhoven 07/01 - Van der Poel / Pidcock Benidorm 21/01 - Van der Poel / Pidcock Os três corredores vão competir na mesma corrida em pelo menos 4 ocasiões, podendo chegar a 6, já que a presença de Van Aert em Zonhoven e Benidorm está ainda em aberto. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Três nomes que se retiram no ciclismo em 2023 Peter Sagan, Dries Devenyns e Nacer Bouhanni penduram a bicicleta em 2023 com histórias para contar. De que forma marcaram o ciclismo? São tantos os corredores que marcaram os últimos 15 anos do ciclismo que se retiram no final de 2023 que não há um critério objetivo para escolher três nomes. Podíamos salientar o histórico título olímpico de Greg Van Avermaet no Rio de Janeiro, os múltiplos azares de Sep Vanmarcke nas clássicas do Norte, os 19 anos de lealdade de Imanol Erviti à Movistar ou a devoção dos fãs ao looser mais querido do pelotão como é Thibaut Pinot. Numa escolha totalmente subjetiva optei por olhar para outros três nomes. Peter Sagan é o carisma em pessoa, tudo o contrário do que representa Nacer Bouhanni. Um é o dia e o outro a noite. Entre ambos aparece o lusco-fusco, representado por Dries Devenyns, o gregário discreto que acompanhou a transição da Quick-Step. https://www.youtube.com/watch?v=JfYDd5QrshE O génio que devolveu o sorriso ao ciclismo Peter Sagan marcou uma era no ciclismo. Quantos podem dizer o mesmo? O eslovaco ganhou 121 vezes e deixou triunfos emblemáticos: três títulos mundiais de fundo consecutivos, vitórias na Flandres e em Roubaix, além de 12 etapas no Tour de France onde é recordista de camisolas verdes (sete). Do eslovaco vamos recordar a atitude perante a modalidade. Peter Sagan sacou cavalinhos, inovou nas celebrações e correu sem medo. Deixou amigos por onde passou. Quando escassearam as vitórias transformou-se em homem de negócios. Imagem da Specialized, organizador de Gran Fondos na Europa, América do Norte e América do Sul. A popularidade nos Estados Unidos ajudou a reativar um mercado-chave deprimido pelo escândalo Lance Armstrong – Peter Sagan é o recordista de etapas na Volta à Califórnia. Com o líder retira-se o super gregário Daniel Oss, que esteve cinco anos ao lado do eslovaco após trabalhar para o rival Greg Van Avermaet, na BMC. Já tinham dito adeus Maciej Bodnar e Juraj Sagan, membros da corte do tricampeão mundial. O último objetivo de Peter Sagan é correr a prova de XCO nos Jogos Olímpicos de Paris. É o regresso às origens, no mountain bike, onde foi campeão mundial júnior em 2008. O génio que devolveu o sorriso ao ciclismo vai correr pela Specialized Factory Racing em 2024. https://www.youtube.com/watch?v=LSoJsZ-UqL0 Kasper Asgreen deu à Quick-Step a última vitória na Volta à Flandres, em 2021. ADN da Quick-Step sofreu uma mutação Quando em 2017 se retirou Tom Boonen – líder histórico da Quick-Step com 120 vitórias – a estrutura com sede na Flandres dominou o calendário do pavê, ganhou nas Ardenas e levou 17 etapas nas três grandes Voltas. Na base do êxito uma direção desportiva competente com Tom Steels, Wilfried Peters e Brian Holm, mas também um bloco sólido de homens da casa como Iljo Keisse, Tim Declerq e Yves Lampaert. Os líderes eram de classe mundial: Philippe Gilbert, Niki Terpstra, Marcel Kittel, Matteo Trentin e Julian Alaphilippe. Atualmente a Quick-Step já não tem os melhores classicómanos do pavê nem o espírito de entreajuda que deu origem à Wolfpack. Há um novo lobo a liderar o grupo, mas Remco Evenepoel gosta de caçar na floresta das Ardenas. Nas duas últimas épocas a Quick-Step não dominou as grandes corridas da Flandres. Não é a Kuurne de Fabio Jakobsen (2022) ou a Nokere Koerse de Tim Merlier (2023) que saciam Patrick Lefevere. A melhor equipa da história das clássicas anda há dois anos a apanhar bonés. Não deixaram de ganhar, mas desde que Evenepoel é líder supremo o ADN da Quick-Step sofreu uma mutação. Em 2023 retira-se Dries Devenyns, veterano de 17 épocas no pelotão e capitão da Quick-Step. Também saem Tim Declerq, Florian Senechal, Davide Ballerini e Michael Morkov. Fecha-se um ciclo para que outro se inicie no bloco de clássicas. À Wolfpack chega Gianni Moscon, o único reforço com alma flandrien. Também há miúdos com genes ganhadores vindos do pelotão sub-23: Gil Gelders conquistou a Gent-Wevelgem e William Junior Lecerf a Volta à Lombardia. Haverá um lobo com dentes afiados na Flandres ou em Roubaix? https://www.youtube.com/watch?v=13iP6hqIN_U O enfant terrible do pelotão Nacer Bouhanni ficará para a história como um dos mal-amados do ciclismo. Passou a profissional em 2011, aos 20 anos, somando 71 vitórias ao longo da carreira. Mais recordado pelas polémicas do que pela velocidade, em 2014 saiu da FDJ quando Marc Madiot apostou em Arnaud Démare. Nunca foi a falta de triunfos a impedir que Nacer Bouhanni chegasse mais longe. Na melhor fase da carreira – entre 2013 e 2016 – fechou sempre acima das 10 vitórias por ano. Venceu no Giro de Itália, na Vuelta a Espanha e foi campeão nacional. Da FDJ passou à Cofidis, que lhe abriu as portas do Tour de France em 2016. Íman de problemas, Bouhanni partiu a mão na véspera dos Nacionais após andar ao soco com um hóspede barulhento no hotel onde estava alojado. Conclusão: falhou o Tour de France! Admirador de Muhammad Ali, retira-se aos 33 anos após quatro temporadas na Arkéa Samsic onde deixou escassas cinco vitórias e fez duas épocas em branco. Os últimos anos foram marcados por quedas – a da Volta à Turquia de 2022, quando colidiu com um espetador que atravessou a estrada, foi a mais grave. Diz adeus o enfant terrible do pelotão. ### Pneus para bicicletas - Dicas de manutenção no inverno e os modelos Pirelli mais adequados A Pirelli forneceu-nos algumas dicas e conselhos sobre como manter os pneus para bicicleta no inverno em condições, independentemente das temperaturas mais baixas, bem como quais os pneus a utilizar. No inverno, os pneus de bicicleta são verdadeiramente postos à prova já que com a chegada do mesmo existe um conjunto de fatores que contribuem para que as estradas fiquem sujas e escorregadias, aumentando consideravelmente o risco de furos e menor aderência. A marca de pneus italiana fornece algumas medidas a tomar pelos ciclistas antes, durante e após a atividade de ciclismo que podem ajudar a preservar o estado ideal do único ponto de contacto entre a bicicleta e a superfície da estrada. Qual o pneu mais adequado? - Deve escolher-se um pneu para o inverno e dar prioridade à proteção, em vez de fatores como a leveza e a suavidade. O pneu deve ter um desenho com mais relevo para permitir uma maior aderência à estrada quando a superfície está molhada ou escorregadia; - A largura do pneu é também um fator essencial para a aderência à estrada melhorar consideravelmente: quanto mais larga for a superfície de contacto com o solo, maior será a estabilidade. Para quem vai para fora da estrada numa bicicleta de gravel ou de montanha, é necessário um pneu com mais taco que permita uma maior tração nos troços de terreno irregular; - É importante também escolher um pneu com uma maior e mais espessa proteção contra furos. As pedras, os pequenos vidros partidos, os detritos metálicos e os espinhos podem provocar furos num pneu que não esteja adequadamente reforçado. - A água também, sob a forma de chuva forte ou humidade e orvalho de inverno, pode atuar como lubrificante e ajudar a causar furos devido a cortes e à penetração de quaisquer detritos afiados do pneu. Manutenção dos pneus de bicicleta durante os meses de inverno Outro aspeto que deve ser levado em conta é a manutenção. Quer se trate de uma bicicleta de estrada, de uma bicicleta de gravel ou de uma bicicleta de montanha, o inverno exige que os ciclistas tenham mais cuidado com os seus pneus, antes, durante e depois de cada passeio de bicicleta. Devido às temperaturas mais baixas, a pressão diminui mais rapidamente do que no verão, pelo que deve ser constantemente controlada. Para além disso, quando está muito frio, a pressão do ar na atmosfera também diminui e é ainda mais importante verificar a pressão interna do pneu. Armazenar o pneu por longos períodos Segundo a marca milanesa, após o passeio de bicicleta deve-se verificar o estado do pneu dando especial atenção aos cortes, pequenas fissuras ou pequenos objetos externos que tenham ficado presos, já que a remoção da sujidade da superfície do pneu ajuda-o a durar mais tempo,  No inverno, o mau tempo pode obrigar alguns ciclistas a guardar as suas bicicletas durante muito tempo, pelo que, para melhor conservar os seus pneus a Pirelli deixa alguns conselhos:  - Devem-se ter os pneus com metade da pressão normal; - Manter a bicicleta num local fresco, seco e protegido das intempéries; - Evitar a exposição direta à luz solar, pois os raios UV também podem enfraquecer o pneu; - Manter os pneus fora do chão e rodá-los ocasionalmente; - Evitar que produtos químicos ou solventes entrem em contacto com o pneu e, no caso de pneus de substituição, cuidar deles com cuidado, de preferência desdobrados e fora da embalagem original. Adjacente a estas informações, a Pirelli dá conta da sua gama de pneus que se adequam ao inverno. Opções para Estrada e Gravel Quando se trata de bicicletas de estrada, a marca italiana aconselha o pneu de alto desempenho P ZERO Race 4S, que segundo eles se adapta a todas as estações graças ao composto SmartEVO. Este composto foi criado através da combinação da experiência das principais competições de desporto motorizado e da parceria com as equipas de ciclismo World Tour da Pirelli. Este pneu permite um equilíbrio entre duas características opostas: aderência e suavidade. Também existe o Cinturato Velo, o pneu aconselhado para ciclismo de estrada e de gravilha ligeira que também se adapta a todas as estações. Segundo a marca, este pneu, graças ao composto SmartNET Silica e à estrutura Armour Tech, pode proporcionar proteção, segurança e facilidade de condução em muitas condições diferentes de estrada e de tempo. O Cinturato Gravel S é o pneu aconselhado pela Pirelli para gravel, terrenos macios e lamacentos. Este pneu otimiza a experiência de condução tanto em condições climatéricas desfavoráveis como em percursos mais técnicos. Opções para Montanha A lama e o frio podem também ser obstáculos para aqueles que praticam o ciclismo de montanha no inverno. Para estes casos a Pirelli recomenda os pneus SCORPION S que segundo a marca foram desenvolvidos com base na experiência no mundo do motocrosse que assim se adequam a andar na lama, relva e terrenos irregulares.  Opções para cidade Por fim, para quem anda de bicicleta na cidade, numa e-bike ou numa city bike são aconselhados no comunicado, os pneus Angel DT Urban, inspirados na Angel Scooter. Estes pneus têm proteção HyperBelt até 5 mm e oferecem segurança e excelente aderência à estrada em muitas superfícies urbanas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Dublin Após quatro rondas concluídas, o pelotão da Taça do Mundo de Ciclocrosse rumou para em Dublin, na Irlanda, onde as condições estiveram perfeitas para a prática da modalidade na quinta ronda da competição. Corrida feminina - Lucinda Brand abriu a dobradinha da Baloise trek Após uma corrida muito dura, Lucinda Brand venceu a solo a 5ª ronda da Taça do Mundo. A corredora da Baloise Trek Lions está de regresso à sua forma habitual e cruzou a linha de meta em primeiro, após ganhar vantagem logo na primeira volta. Com esta vitória a neerlandesa ex-campeã do mundo sobe à terceira posição da classificação geral. Ceylin del Carmen Alvarado foi 2ª e Zoe Backstedt foi 3ª. A neerlandesa abriu uma vantagem na segunda volta para assegurar o segundo lugar. Aos 19 anos de idade e a cumprir a segunda época como sub-23, a britânica Zoe Backstedt faz o seusegundo pódio na Taça do Mundo. A atleta da Canyon Sram Racing é uma das jovens em destaque da temporada. TOP 10 POSRIDER TEAMTIME01BRAND Lucinda 54:5902ALVARADO Ceylin del Carmen + 3803BACKSTEDT Zoe + 4504SCHREIBER Marie + 5705VAN DER HEIJDEN Inge + 01:1006VAN ALPHEN Aniek + 01:1607ROCHETTE Maghalie + 01:1908ZEMANOVA Kristyna + 01:2309CASASOLA Sara + 01:2610BENTVELD Leonie + 01:39 Corrida masculina - Pim Ronhaar carimba a segunda da temporada Num circuito cheio de lama e com o clima a típico Irlandês, Pim Ronhaar venceu novamente na Taça do Mundo (tinha vencido em Dendermonde), após ganhar no sprint final a Laurens Sweeck. Uma corrida bastante disputada, na qual Laurens Sweeck (vencedor da Taça do Mundo "2022/23) voltou ao seu melhor nível, após um início de temporada difícil. Eli Iserbyt voltou a estar com os da frente mas acabou por terminar no terceiro posto, após quebrar de rendimento na última volta. No entanto o belga mantém a liderança da classificação geral desta competição. Uma vez que Lars van der haar esteve ausente, com este triunfo Pim Ronhaar sobe à segunda posição da classificação geral. https://twitter.com/GcnRacing/status/1728810082878783950 O destaque também para o quarto lugar de Joran Wyseure, que obteve a sua melhor classificação como elite na Taça do Mundo. TOP 10 POSRIDER TEAMTIME01RONHAAR Pim 57:1702SWEECK Laurens + 0203ISERBYT Eli + 2004WYSEURE Joran + 2805ADAMS Jens + 3706NYS Thibau + 5907KAMP Ryan + 5908KUHN Kevin + 01:1909VANDEPUTTE Niels + 01:2510VANTHOURENHOUT Michael + 01:29 A próxima ronda da taça do Mundo de Ciclocrosse irá realizar-se em Flamanville, França, no próximo dia 3 de dezembro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Fim de semana de descontos na Specialized Com a popularidade da Black Friday e da Cyber Monday a crescer cada vez mais na Europa, a Specialized acredita que fazer parte deste importante fim de semana de vendas resultará em mais pessoas a usar os seus produtos. As promoções no fim de semana Black Friday incluem equipamento e bicicletas. Em Specialized.com, as promoções da Black Friday estarão disponíveis de 24 a 27 de novembro, com descontos que poderão chegar aos 60%. A Specialized terá também algumas promoções diárias de equipamentos que podes ver aqui o site da marca: www.specialized.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek Madone SL 7 | Teste Topcycling Com umas linhas que rompem com o habitual, a ultima geração da Trek Madone SL7 é uma peça de design, uma bicicleta da qual se gosta, ou não se gosta. Além do design arrojado, a premissa da geração 7 da Madone continuou a ser "Aero e Confortável", algo difícil de combinar numa bicicleta, mas que os engenheiros da Trek conseguiram neste modelo. Testei o modelo SL7, que não vem com o pack de equipamento topo de gama mas ainda assim é uma bicicleta com características premium, por um valor consideravelmente mais baixo que a Madone SLR topo de gama. Vídeo da review https://www.youtube.com/watch?v=fCHW4ZvTplE&t= Compacta e confortável Nas primeiras pedaladas que dei nesta Trek Madone apercebi-me desde logo que é uma bicicleta bastante compacta e na qual encaixamos bem, está feita para baixarmos a silhueta, colocar força nos pedais e "papar quilómetros". Apesar de ser um tamanho 56 (o meu tamanho) e de me sentir bastante bem na medida, deu-me a sensação de estar a pedalar num tamanho 54 pelo facto da bicicleta ser compacta e fácil de manusear. A primeira coisa que fiz após os primeiros quilómetros pedalados foi medir o guiador, porque me apercebi de que seria menos largo do que o normal, isso é um dos factores que dá a sensação de estarmos bem acoplados na bicicleta. O guiador mede menos 3 cm. que o habitual na zona dos pousa mãos e mesmo deixando estes na posição normal (sem os rodar para o interior do guiador, como vemos atualmente muitos ciclistas do World Tour utilizar), o guiador transmite essa sensação. O inovador sistema IsoFlow Outras bicicletas Aero que tive oportunidade de testar (e inclusive ser proprietário) sempre tiveram dois pontos contra; o peso e o facto de serem um pouco "rijas", ou seja o conforto não é o seu ponto forte, mas no caso da Madone SL7 isso não é bem assim, a bicicleta é espantosamente confortável. A Trek Madone SL7 é espantosamente confortável Talvez seja pelo novo design do sistema IsoFlow, que compreende um buraco enorme na zona onde normalmente tem o tubo do espigão de selim continuo. A conhecida tecnologia IsoFlow da Trek foi reformulada especificamente para este modelo. O tubo do espigão semi-integrado fica "isolado" pelo buraco do IsoFlow, tanto as escoras como o tubo do espigão contornam a zona do IsoFlow direcionando as vibrações para o tubo superior do quadro. A conhecida tecnologia IsoFlow da Trek foi reformulada especificamente para este modelo, por forma a poupar gramas, é inédita e o objectivo dos engenheiros foi que o espigão flexione quando há impactos para uma condução mais suave, além de melhorar a aerodinâmica e reduzir o peso. Li a teoria quando a bicicleta foi apresentada, experimentei e confirmo, a bicicleta é confortável. A Trek conseguiu poupar peso, esta geração da Madone é 300 gramas mais leve que a anterior, no entanto (e apesar de não ser excessivamente pesada), continua a ser uma bicicleta mais pesada que as bicicletas escaladoras, nomeadamente a sua irmã Emonda. Conceito Aero As bicicletas com o conceito aerodinâmico começaram a surgir mais ou menos em 2009, 2010 quando as marcas começaram utilizar os túneis de vento (como já se fazia na indústria automóvel, por exemplo) para desenvolver bicicletas. O resultado foram bicicletas com tubos maiores e mais espalmados, bicicletas que ficam a meio caminho entre uma bicicleta de contrarrelógio e uma bicicleta tradicional, muito atrativas visualmente e com a capacidade de manter velocidades mais altas em terreno plano. No entanto, é inevitável que sejam mais pesadas (se é utilizada maior quantidade de carbono na construção do quadro este será mais pesado) e com o passar dos anos algumas mascar têm abandonado o conceito. São bicicletas especificas para um fim, manterem a velocidade quando já estamos a pedalar. Na hora de decidir é importante ter a noção de que esta não é uma bicicleta escaladora, nunca vai oferecer uma experiência como a Emonda, mas se gostas de rolar, ou se eventualmente fazes triatlo ou duatlo e só podes ter uma bicicleta para treinar e competir, esta é certamente uma das melhores opções do mercado atual. O design Embora não seja totalmente novidade (este tipo de design no espigão de selim), a Trek conseguiu neste ponto construir uma bicicleta com personalidade bem vincada, não passa desapercebida, a prova disso é que quando paras numa esplanada para tomar café, ou quando estás a fazer fotos à bicicleta e as pessoas reparam nela. Aconteceu-me inclusive estar a fazer as fotografias para colocar neste artigo e uma turista perguntar se também podia fazer uma fotografia à minha bicicleta. A bicicleta não era minha, mas se fosse, eu ficaria envaidecido.  Este é o tipo de bicicleta que dá prazer a pedalar, mas também quando paramos numa esplanada e ficamos a apreciá-la enquanto tomamos café, ou no caso daqueles que a guardam em casa, a aproveitam como peça decorativa além de bicicleta para pedalar. Madone SL7, a escolha equilibrada Não são necessárias muitas linhas para descrever as diferenças entre a versão SL e a versão SLR, é o tipo de carbono utilizado no quadro, o guiador e nível de equipamento (transmissão e travões). O quadro da versão SL Comecemos por analisar a diferença do quadro. O quadro SLR pesa cerca de 100 gramas menos que o quadro SL, mas o design é o mesmo. O guiador da versão SL Esta versão SL tem um guiador de duas peças, com avanço de alumínio e aste de guiador em carbono, que apesar de ter design Aero, não tem os ganhos aerodinâmicos nem o aspecto integrado do guiador topo de gama "SLR Gen 7 Barstem". O guiador é confortável, compacto e permite manejar de forma natural e simples Trek Madone, mas na hora de instalar o dispositivo GPS vais notar uma pequena limitação, pelo facto de não permitir instalação do suporte de GPS com sistema de abraçadeira no guiador (não tem espaço para instalação), algo que podes solucionar com o acessório da Trek adequado ao avanço desta bicicleta. Para conseguires o suporte de GPS adequado ao avanço da Trek Madone SL7, basta visitares a área Blendr no site da Trek, escolher o adaptador adequado e o respectivo suporte, desta forma a bicicleta ficará com um aspecto mais integrado e mais "clean". Caso não queiras investir neste suporte, podes sempre fazê-lo da forma "old School" e colocas no avanço, mas além de não ser tão fácil de visualizar, não tem aquela "pinta". Mesmo que queiras colocar a Madone SL7 com o mesmo look da topo de gama SLR, investindo os 750,00€ no guiador topo de gama "SLR Gen 7 Barstem", acabas por pagar menos 1.850,00€ por uma bicicleta praticamente igual, por isso digo que a SL7 é a escolha equilibrada. Guiador SLR Gen 7 Barstem Transmissão e travões da versão SL Por ultimo, falemos do nível de equipamento de transmissão e travões. A diferença entre a SL7 e a SLR é de um só patamar neste aspecto (Shimano Ultegra 12v. Di2 para Shimano Dura-Ace 12v. Di2), ou seja, falamos apenas de uma diferença de peso porque todas as restantes características e funcionalidades ambos os equipamentos têm, a experiência de utilização é praticamente idêntica pelo que mais uma vez digo que a SL7 é a escolha equilibrada. Claro que, para quem o dinheiro não é problema a versão SLR tem tudo o que há de melhor no mercado e proporciona certamente uma experiência mais premium, além de pesar um pouco menos, o que a torna mais competitiva. A versão SLR é igual à utilizada pela equipa Lidl-Trek no Tour de France. Versão Shimano VS. versão SRAM Quem acompanha o meu trabalho no canal Youtube e vai lendo também aqui no site Topcycling os testes que faço às bicicletas, sabe que tenho uma preferência por Shimano na estrada, explico porquê. No funcionamento e pedalada, tanto SRAM como Shimano são muito bons, é uma questão de preferência de cada um, mas na minha opinião estes pousa mãos da Shimano são, como se costuma dizer, um mimo! Os pousa mão da Shimano têm uma ergonomia muito melhor que os Sram. Além de ser mais confortável para as mãos, a Shimano tem o extra dos botões no topo dos pousa mãos, que permitem aceder a funcionalidades no dispositivo de GPS utilizado, algo que a Sram não tem por enquanto. Rodas As rodas Bontrager Aeolus Pro 51 são muito parecidas no aspecto às rodas que equipam a topo de gama SLR, têm os mesmos aros e perfil 51, mas o que diferencia as rodas são os cubos, DT Swiss 350 nesta SL7, enquanto que nas rodas Aeolus RSL que equipam a Madone SLR veem montados 240 EXP, tornando as rodas da versão topo de gama naturalmente mais leves. As rodas são provavelmente o periférico com mais impacto no desempenho de uma bicicleta de estrada, e apesar de não estar equipada com as rodas topo de gama (com as diferenças descritas acima) estas rodas são fantásticas tanto a rolar como quando colocamos carga e vergamos a bicicleta para sprintar ou subir. As rodas Aeolus PRO51 oferecem um desempenho topo de gama. O veredicto final A geração 7 da Trek Madone é uma peça de design, uma bicicleta muito compacta, talhada para ser rápida em terrenos planos e ondulados de subidas curtas, assim como para sprintar. A versão testada (Madone SL7), apesar de não ter os componentes "super light" da sua irmã SLR, é uma bicicleta que oferece uma experiência premium, com Shimano Ultegra Di2, rodas em carbono, guiador em carbono e design arrojado. Disponibilidade e preços Podes ver a bicicleta testada, as características técnicas completas, gama, cores e disponibilidade no site da Trek Portugal aqui: www.trekbikes.com/pt/ Texto: Luís Beltrão Fotografia: Marco Miguel Vídeo e edição vídeo: Luís Beltrão ### Evenepoel inicia pré-temporada com pensamento no Tour de France Remco Evenepoel já iniciou a pré-temporada, e logo com um dia dedicado ao Tour de France, prova em que se irá estrear em 2024. O ciclista belga de 23 anos, principal estrela da Soudal - Quick Step, já definiu, em conjunto com a sua equipa, que 2024 será o ano para o ataque aquela que é considerada a principal prova do calendário do World Tour e que move milhões e multidões em seu redor. Créditos imagem: Photo: Luca Bettini/SCA/Cor Vos © 2023 © Photo News Esta semana marca o arranque da pré-temporada de Evenepoel, com o primeiro dia a decorrer em Calpe, província espanhola de Alicante, e logo com um treino dedicado ao Tour. Foi o próprio ciclista que o referiu numa publicação na sua conta da aplicação Strava, com seguinte título: “Aqui vamos nós! A caminho da Grande Boucle”, afirmação à qual adicionou ainda referências a Itália, país que irá acolher o arranque da edição 2024 da prova e França. O traçado deste primeiro treino em Calpe, teve um total de 100,7 quilómetros e a duração de três horas e 16 minutos, contemplou as subidas a Benitatxell e Montgó a caminho de Xábia e Denia antes de regressar pelo Pego, com as subidas a Sagra, Orba e a Zona de Benissa, antes de regressar a Calpe. Evenepoel a demonstrar uma vez mais o rigor e determinação que o caraterizam, numa clara mensagem à concorrência, demonstrado que a temporada 2024 já mexe. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### UCI pensa alterar calendário - Roubaix e Flandres em outubro? David Lappartient, presidente da UCI, está aberto a uma grande reorganização do calendário UCI do WorldTour a partir de 2026, concordando assim com as propostas do projeto de reforma do ciclismo mundial One Cycling. Este projeto tem como objetivo reduzir e relocalizar algumas das provas do calendário UCI. Entre outras alterações, a UCI está a considerar a possibilidade de organizar a Paris Roubaix e a Volta à Flandres em outubro. Em declarações à DirectVelo, o presidente da UCI disse que a COVID 19 obrigou a reorganizar o calendário e as audiências foram fantásticas. Estas alterações afetariam apenas as corridas por etapas de uma semana, as clássicas e os monumentos. As grandes voltas manteriam as suas datas normais no calendário. "Temos de organizar o calendário do WorldTour de forma a reduzir a poluição e não nos deslocarmos de uma parte do planeta para outra todos os meses", afirmou Lappartient. A principal razão seria evitar viagens contínuas e reduzir a pegada de carbono, tendo a UCI como objetivo reduzir as emissões para 50% até 2030. "Em vez de irmos cinco ou seis vezes por ano a um país, é melhor juntar as corridas todas num determinado período de tempo. As semanas de Clássicas são fantásticas. Os ciclistas estão três semanas na Flandres e não se deslocam. É bom para todos", concluiu o presidente da UCI. Caso esta proposta avance, estas mudanças no calendário só seriam aplicadas em 2026 e fariam com que estes dois monumentos se realizassem em outubro tal como sucedeu em 2021 devido à pandemia. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Presidente da UCI em "ruptura" com estrelas do ciclocrosse Ano após ano o calendário de ciclocrosse tem ficado mais preenchido, os crossistas desde há muito tempo estão habituados a dividir-se entre muitas competições e classificações diferentes, sendo as principais o troféu Superprestige, o troféu X2O (antigo troféu DVV) e Taça do Mundo. Acontece que nos últimos anos as rondas da Taça do Mundo quase duplicaram e incluem corridas fora do continente europeu no início da temporada (com viagens e logística acrescida), sobrecarregando o calendário dos corredores, mais do que nunca estes têm que optar por escolher quais os seus objetivos ( classificações ) e deixar outros para segundo plano. David Lappartient, presidente da UCI, já veio a público abordar o assunto, tendo as suas palavras suscitado alguma controvérsia entre o público e principalmente entre os corredores. O presidente da UCI sugeriu que se um corredor escolher não participar numa prova da Taça do Mundo, deveria ser excluído da mesma, depois de Thibau Nys não ter estado à partida da corrida em Dendermonde: "A Taça do Mundo não é uma competição que se possa escolher participar quando bem se entender" disse Lappartient à DirectVelo a semana passada. O jovem belga Nys, vencedor da primeira ronda da Taça do Mundo em Waterloo, respondeu a estas declarações: “Não estou nada preocupado” disse Nys antes da Taça do Mundo de Troyes onde esteve à partida e terminou no sétimo posto. “Se for necessário, não participarei na Taça do Mundo porque não é prioridade”, explicou Nys à VTM News. “Planeamos corrida a corrida e estarei em Dublin na próxima semana. Não se trata de deslocações ou do tipo de organização, só acho que deveria poder programar o meu próprio calendário. Todos temos esse direito.” concluiu o corredor da Baloise Trek Lions. De lembrar que na passada temporada, também Lars Van der Haar demonstrou o seu desagrado com o aumento de competições da Taça do Mundo da UCI, frisando que é impossível competir em todos os principais troféus da temporada, é legítimo que todos os organizadores queiram ter as principais estrelas da modalidade presentes nos seus troféus. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de ciclocrosse - Troyes Após três rondas concluídas, o pelotão da Taça do Mundo de ciclocrosse rumou a Troyes, em França, para cumprir a quarta ronda desta competição. Corrida feminina A vencedora em Dendermonde, Ceylin del Carmen Alvarado venceu também em Troyes, mas teve uma tarefa difícil frente a Puck Pieterse, que regressou após uma longa paragem de 1 mês. Num circuito técnico e explosivo, à imagem de Puck Pieterse, a atleta neerlandesa beneficiou das zonas técnicas do percurso para ganhar destaque na frente da corrida durante as primeiras 3 voltas. Alvarado que seguia na perseguição, teve que superar os seus limites para fechar vários espaços, acabando por fazer prevalecer a melhor condição física nesta fase da temporada, quando na quarta volta atacou e abriu um fosso que não mais foi fechado por Pieterse até ao final. Numa recuperação incrível de Lucinda Brand, após uma má partida, a atleta da Baloise Trek Lions acabou por lutar pelo terceiro posto com Sara Casasola, uma luta intensa na qual a experiência de Lucinda Brand falou mais alto, fechando assim o pódio com três corredoras dos Países Baixos. TOP 10 POS.NOMETEMPO01ALVARADO Ceylin del Carmen 49:5502PIETERSE Puck + 2103BRAND Lucinda + 4404CASASOLA Sara + 4905VAN DER HEIJDEN Inge + 01:0506SCHREIBER Marie + 01:0907WORST Annemarie + 01:1308BACKSTEDT Zoe + 01:2409CLAUZEL Hélène + 01:3310BENTVELD Leonie + 01:33 Demonstração de força de Eli Iserbyt na corrida masculina Após uma corrida rápida, Eli Iserbyt acabou a seca de vitórias e venceu a solo a 4.ª ronda da Taça do Mundo. O corredor da Bingoal cruzou a linha da meta em primeiro após atacar Lars van der Haar na quinta volta. Lars van der Haar foi 2º e Joris Nieuwenhuis fez 3º e fechou o pódio. Depois de Lars van der Haar ter forçado o andamento nas primeiras quatro voltas, Eli Iserbyt apanhou o campeão nacional dos Países Baixos na quinta volta, abrindo logo de seguida uma vantagem que conseguiu manter até cruzar a linha de meta. A luta pelo pódio foi feita por Joris Nieuwenhuis e por Gerben Kuypers, tendo o terceiro lugar ficado para Nieuwenhuis, após uma animada batalha com Kuypers. Apesar do destaque ir para Eli Iserbyt, que já não vencia na Taça do Mundo desde 2022, o 5.º lugar de Ryan Kamp também foi destaque, ao conseguir o seu melhor resultado na Taça do Mundo. TOP 10 POS.NOMETEMPO01ISERBYT Eli 56:3502VAN DER HAAR Lars + 1003NIEUWENHUIS Joris + 01:2904KUYPERS Gerben + 01:4105KAMP Ryan + 01:5206SWEECK Laurens + 02:0507NYS Thibau + 02:0808VANDEBOSCH Toon + 02:1209VANDEPUTTE Niels + 02:2210RÜEGG Timon + 02:24 A próxima ronda da Taça do Mundo de ciclocrosse será em Dublin, no dia 26 de novembro. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Pidcock não participará no campeonato do mundo de ciclocrosse Kurt Bogaerts, treinador de Tom Pidcock, revelou ao jornal belga Het Laatste Nieuws que o calendário de ciclocrosse do corredor britânico será compacto e inserido durante o período de Natal. “Atualmente não existe um programa de inverno definitivo, mas será muito focado no período de final de ano”, afirma Bogaerts ao jornal Reveladas estas informações, é de prever que o calendário do corredor britânico de 24 anos irá estar concentrado de meados de dezembro ao início do próximo ano, um pouco à semelhança do ano passado. Bogaerts explica ainda o porquê desta decisão:  “O período de final de ano é composto por muitas corridas. Se o Pidcock fizer o calendário completo ou a maior parte das corridas irá prejudicar a preparação para a próxima época na estrada, um pouco semelhante ao que aconteceu na temporada passada. O Campeonato do mundo? Não, acho que não”, conclui Bogaerts.  Wout Van Aert e Pidcock "out", Van der Poel "in" Ao optar por não correr o Campeonato do mundo de Ciclocrosse que este ano tem lugar em Tábor na República Checa, Tom Pidcock segue o exemplo de Wout van Aert . O líder belga da Jumbo-Visma também partilha de um programa de ciclocross semelhante e focado em dezembro e janeiro, estando previsto assim falhar campeonato mundial. Esta decisão vem também ao encontro da de Pidcock, com os principais objetivos a estarem na estrada - clássicas e Giro de Itália.  Mathieu van der Poel por outro lado já confirmou que irá tentar o arco-iris na corrida que se realiza no fim de semana de 3 e 4 de fevereiro.  A época de ciclocrosse continua já esta fim-de-semana. Sábado (18/11) a corrida de categoria Superprestige em Merkplas na Bélgica e no domingo (19/11) a corrida da Taça do Mundo em Troyes na França. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclocrosse - As corridas em que Van Aert e Van der Poel se vão encontrar Está para breve o duelo que faz as delícias dos amantes do ciclocrosse, falamos obviamente do embate entre Mathieu Van der Poel e Wout van Aert, as duas principais estrelas da modalidade. Van der Poel, atual campeão mundial de ciclocrosse e estrada, já tinha apresentado o seu calendário competitivo para 2023/24, há alguns dias, enquanto Van Aert demorou um pouco mais a definir, ou pelo menos a apresentar, o seu ciclo competitivo. Calendário de Van Aert O que salta desde logo à vista, é o facto do calendário de Van Aert ser mais curto do que o de Van der Poel. Tal situação poderá dever-se à já anunciada presença no Giro de Itália da estrela da Jumbo-Visma o que terá impacto no número de corridas de ciclocrosse, daí a não confirmação da presença no Campeonato Mundial de Ciclocrosse, em Tabor, República Checa, no dia 4 de fevereiro do próximo ano. Aos 29 anos de idade, Van Aert foca-se mais na estrada de forma a não comprometer os seus objetivos, num papel cada vez mais preponderante na estratégia da poderosa Jumbo-Visma dentro das principais provas dos World Tour. Calendário de Van der Poel Quanto a Van der Poel, a estrela da Alpecin-Deceuninck apresenta um calendário mais extenso, onde consta, obviamente, a defesa do título mundial, em Tabor, República Checa, onde caso se confirme a ausência de Van Aert, se adivinha uma tarefa bem mais fácil que o esperado, embora existam outros ciclistas a ter em conta. Van der Poel vs. Van Aert Tendo em conta o calendário anunciado por cada um, deixamos aqui as datas em que Van der Poel e Van Aert se vão encontrar: 22 DEZ: Zilvermeercross 23 DEZ: Taça do Mundo em Antuérpia 26 DEZ: Taça do Mundo em Gavere 30 DEZ: Taça do Mundo em Hulst 01JAN.2024: Troféu X20 GP Sven Nys 04JAN.2024: Troféu X20 Vlaamse Duinencross Koksijde 07JAN.2024: Taça do Mundo em Zonhoven 21JAN.2024: Taça do Mundo em Benidorm Após estes embates no ciclocrosse, ficará provavelmente novo encontro marcado para o tour de Flandres no dia 31 de Março de 2024. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Roupa de ciclismo exclusiva da Shimano para os amantes de estrada A Shimano Beaufort é uma linha de vestuário de ciclismo exclusiva para os amantes de estrada. Prepara-te para a entrada de época festiva com a Beaufort, uma linha de vestuário de ciclismo da Shimano especialmente concebida para ciclistas de estrada que pretendem valor acrescentado. De acordo com a Shimano, esta linha de roupa melhora a experiência do ciclismo durante tua saída com os artigos que foram meticulosamente concebidos e que trazem uma mistura perfeita entre estilo, funcionalidade e inovação. Design super-leve A Shimano diz que os produtos BEAUFORT foram concebidos para melhorar o desempenho do ciclista, com um foco principal no "design" leve. A coleção apresenta materiais de ponta que proporcionam uma respirabilidade e conforto ideais, permitindo ao ciclista de estrada ultrapassar os seus limites sem comprometer o estilo. Onde se diferenciam? Tecidos avançados: Cada artigo BEAUFORT é fabricado com materiais topo de gama que garantem durabilidade e flexibilidade, proporcionando aos ciclistas a liberdade de se moverem sem esforço na estrada. "Design" aerodinâmico: A silhueta aerodinâmica do vestuário de ciclismo BEAUFORT minimiza a resistência ao vento, permitindo que os ciclistas atinjam a velocidade máxima com o mínimo esforço. Tecnologia de absorção de humidade: Mantenha-se seco e confortável durante saídas mais duras com a tecnologia de absorção de humidade da BEAUFORT, que afasta eficazmente o suor do corpo, mantendo-o fresco e concentrado. Oferta exclusiva: A Shimano acaba de anunciar uma oferta exclusiva para os entusiastas do ciclismo. Durante as próximas semanas, os amantes do ciclismo podem beneficiar de uma campanha especial Black Friday de 20% de desconto, na compra de qualquer artigo BEAUFORT, na tua loja de ciclismo local. Podes ficar a saber mais pormenores através do site do importador em Portugal: www.scvouga.pt ### Matej Mohoric coloca vitória no gravel acima das suas vitórias na estrada Matej Mohoric revelou recentemente em entrevista à Rouleur quais as corridas de gravel terão lugar no seu calendário do próximo ano. O ciclista esloveno foi campeão do mundo desta modalidade em 2023 e afirma que a sua opinião acerca da mesma mudou. Mohoric acrescenta até que a coloca num patamar acima das vitórias na Volta à França e até da Milão-Sanremo, monumento que venceu em 2022 depois de uma grande descida onde mostrou todo o seu domínio da bicicleta, característica que decerto o ajudou na vitória do mundial de gravel: “Se me tivessem perguntado antes da corrida o que significaria para mim vencê-la, nunca a iria colocar num patamar de importância como as vitórias na Volta à França ou na Milão-Sanremo. Mas hoje a opinião é diferente e vejo a vitória no campeonato do mundo como mais importante, porque acho que é uma corrida que irá ter cada vez mais atenção e será cada vez mais difícil ganhar.” Esta não foi a primeira vez que Mohoric ganhou o arco-íris. Em 2012 foi campeão mundial de juniores e em 2013 repetiu o feito, desta vez em sub-23. Devido à mudança de escalão de junior para sub-23 e, depois, de sub-23 para elite, nunca teve oportunidade de vestir o tão desejado arco-íris, situação que o corredor esloveno espera não repetir: “À terceira vez não me enganam” disse o corredor com tom de ironia à Rouleur. Matej Mohoric acrescenta: “Vamos elaborar o calendário e ver o que podemos fazer. Obviamente que o foco irá ser a estrada e é na estrada que estarão os principais objetivos, mas se conseguirmos acrescentar corridas de gravel ao calendário, sem atrapalhar a preparação da estrada, com certeza que o iremos fazer.” A Trek UCI Gravel World Series 2024 é composta por eventos em todo o mundo, que servem como qualificação para o Campeonato do Mundo de Gravel de 2024, corrida que vai decorrer nos dias 5 e 6 de outubro do próximo ano em Halle-Leuven, na Bélgica. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Figueira Champions Classic - Mais duas equipas confirmadas Há mais duas confirmações de peso na segunda edição da “Figueira Champions / Casino Figueira”, a Astana Qazaqstan Team, do escalão máximo, e a Tudor Pro Cycling Team, equipa UCI ProTeam. São duas estreias na clássica de classe 1. Pro que na sua segunda edição vai cruzar as 14 freguesias do Município da Figueira da Foz, a 10 de fevereiro de 2024, num claro sinal de crescimento da prova, ao atrair equipas que não vieram este ano. A Astana Qazaqstan Team ocupa atualmente o 20.º lugar no ranking mundial das equipas. Sendo mais uma formação World Tour, passando a estarem quatro, para já, confirmadas na Figueira Champions Classic. Créditos: La Vuelta Antes da Astana, já haviam confirmado presença as equipas Lidl-Trek (quinta do ranking mundial por equipas), a Alpecin-Deceuninck (oitava) e a neerlandesa Team dsm-firmenich (18.ª), que repetem a presença da primeira edição. Por outro lado, a primeira confirmação das UCI Pro Teams chega da suíça, a Tudor Pro Cycling Team, 25.ª do ranking mundial por equipas. Este será o segundo conjunto confirmado a estrear-se no pelotão internacional que vai rolar pelas belas paisagens da Figueira da Foz. Créditos: Tudor Pro Cycling team Confere neste vídeo como foi uma etapa a dar abastecimentos com a equipa Tudor Pro Cycling Team https://youtu.be/PKRp-XfaJKU?si=fmNuoGlM67qJHgwM Créditos: TopCycling.pt - tudo sobre bicicletas e ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse – Dendermonde Alvarado domina prova feminina e põe termo a dois anos sem ganhar na Taça do Mundo, onde Ronhaar se estreou a ganhar em elites. Num circuito técnico, cheio de lama e com o clima a complicar a vida ao pelotão feminino, Ceylin Del Carmen Alvarado aproveitou a ausência de Fem Van Empel e dominou a corrida desde a primeira volta. Em Dendermonde, na Flandres Oriental, não esteve Van Empel, que leva sete vitórias em sete corridas! Sem a presença da campeã europeia, Alvarado beneficiou de uma corrida que começou rápida com várias ciclistas a destacarem-se. A vice-campeã europeia fez a diferença numa zona técnica e abriu um fosso que nunca mais foi fechado. https://twitter.com/eurosport/status/1723701293229752773 A perseguição foi feita por Lucinda Brand, que voltou à competição após fraturar a clavícula no Simac Ladies Tour. A neerlandesa garantiu o 2º lugar à frente da britânica Zoe Backstedt. Desde janeiro de 2021, em Overijse, que Ceylin Del Carmen Alvarado não vencia uma corrida da Taça do Mundo! TOP 10 POSNOMETEMPO01ALVARADO Ceylin del Carmen 55:4502BRAND Lucinda + 3703BACKSTEDT Zoe + 01:3504NORBERT RIBEROLLE Marion + 02:0105BAKKER Manon + 02:1106ZEMANOVA Kristyna + 02:2207VAN ALPHEN Aniek + 02:2708VERDONSCHOT Laura + 02:4309CANT Sanne + 02:4710FRANCK Alicia + 02:57 Pim Ronhaar estreia-se a ganhar na Taça do Mundo Após uma corrida bem disputada, Pim Ronhaar venceu a solo a 3ª ronda da Taça do Mundo. O corredor da Baloise Trek Lions cruzou a linha de meta em primeiro após ganhar vantagem na quinta volta. Lars van der Haar foi 2º e Laurens Sweeck fez 3º. O neerlandês abriu vantagem sobre o campeão em título da Taça do Mundo na última volta e graças ao resultado Van der Haar manteve a liderança da Taça do Mundo após já ter ganho a ronda prévia em Maasmechelen. https://twitter.com/UCI_CX/status/1723720290314625232 Aos 22 anos e a cumprir a primeira época completa em elites, Pim Ronhaar estreia-se a ganhar na Taça do Mundo dias após ter sido 4º no Campeonato da Europa. O atleta da Baloise Trek Lions começa a cumprir o que prometeu quando foi campeão europeu júnior (2018) e mundial em sub-23 (2021). Por falar em neerlandeses, já falta menos para a estreia do campeão mundial Mathieu van der Poel. Confere aqui o calendário do craque da Alpecin-Deceuninck. TOP 10 POSNOMETEMPO01RONHAAR Pim 56:0402VAN DER HAAR Lars + 1603SWEECK Laurens + 2704ISERBYT Eli + 3305KUYPERS Gerben + 4006KUHN Kevin + 4207ADAMS Jens + 4508WYSEURE Joran + 4809VANDEBOSCH Toon + 5410KAMP Ryan + 56 ### Foi apresentada a Nova Specialized Kenevo SL 2 A Specialized apresentou esta semana a nova Turbo Kenevo SL 2. A marca informa que o novo sistema SL 1.2 é mais eficiente, oferece 43% mais binário e 33% mais potência do que o seu antecessor. Autonomia O motor SL 1.2 oferece melhores resultados que o anterior, os engenheiros da marca tiveram com o objectivo oferecer mais autonomia para os watts-hora necessários, desenvolvendo entre outros sistemas, a funcionalidade de conservação de energia MicroTune, que significam que a bateria integrada de 320 Wh oferece uma autonomia máxima de até 5 horas (no Modo Eco). Para os que querem ir ainda mais longe, basta conectar o Range Extender de 160 Wh (incluído na bicicleta e quadro S-Works, vendido separadamente para outros modelos) na sua grade de bidão para voltas de até 7,5 horas. Ride dynamics - Componentes desenvolvidos em conjunto Com 170 mm de curso, a Specialized Kenevo SL 2 devora tudo o que puser à frente, desde linhas locais até voltas turbulentas em Bike Parks. Os responsáveis da marca acreditam que uma suspensão que funciona perfeitamente só é realizada quando cada componente do todo é desenvolvido em conjunto através de uma abordagem integrada. O desempenho total da suspensão envolve rigidez do chassis, cinemática, taxas de alavancagem, curvas de mola, desempenho de amortecimento e ajuste, todos desenhados e trabalhando juntos para alcançar uma qualidade de condução singular e elevada nos trilhos. A esta abordagem integrada ao desenvolvimento da suspensão, a Specialized dá o nome de Ride Dynamics, uma equipa única de engenheiros, técnicos e fabricantes que trabalham juntos no terreno e no centro de inovação para garantir que cada componente seja otimizado e funcione em harmonia com os outros. Geometria de controlo A Kenevo SL 2 adiciona ajuste de seis direções à aclamada geometria da Specialized Enduro (versão não elétrica). Independentemente de onde ou como pedala, a Kenevo SL 2 pode ser ajustada para se comportar exatamente como quer graças à sua geometria ajustável. Seis configurações distintas permitem que se ajuste as características de condução para se adaptar com o seu estilo e terreno. O ângulo do tubo da direção pode ser definido em 62,5, 63,5 ou 64,5 graus. A altura do eixo pedaleiro pode ser ajustada para cima ou para baixo em 6 mm. Disponibilidade e preços Podes ver a gama completa, cores e preços no site da marca aqui: www.specialized.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Há vida na Colômbia além de Urán e Quintana? Após 15 pódios em grandes Voltas a Colômbia vive uma seca de duas épocas Há relevo para Urán e Quintana? Analisamos a luz ao fundo do túnel. O ciclismo colombiano vive uma crise profunda amplificada pela sanção de Miguel Ángel Lopez e o afastamento de Nairo Quintana. Dois símbolos da Colômbia afastados por infringirem as regras. Um outro ícone, Rigoberto Urán, pôs o dedo na ferida. “Foram muitos ciclistas para a Europa, mas não aguentam mais de um ou dois anos. Eu tive a oportunidade de levar vários, mas não são capazes de se adaptarem ao ritmo de corrida e voltam. Isso preocupa-me porque neste momento não temos ninguém para nos substituir.” Rigoberto Urán à TeleMEDELLÍN Sports Em 2024 haverá 15 colombianos no WorldTour, os mesmos que este ano. É um número razoável de atletas comparando com os oito de 2013 ou os três de 2009, mas a perspetiva muda se recordarmos que entre 2020 e 2022 nunca baixaram dos 20 corredores em WorldTeams. Urán chegou à Europa em 2006 e iniciará a 18ª época ao mais alto nível! Foi o corredor de Medellín que devolveu a Colômbia ao pódio de uma grande Volta após 23 anos de seca, como podem abaixo na lista que reúne todos os pódios de colombianos em Giro, Tour e Vuelta na última década. 2013: Rigoberto Urán 2º Giro | Nairo Quintana 2º Tour 2014: Nairo Quintana 1º Giro |Rigoberto Urán 2º Giro 2015: Nairo Quintana 2º Tour 2016: Esteban Chaves 2º Giro + 2º Vuelta a Espanha | Nairo Quintana 3º Tour + 1º Vuelta 2017: Nairo Quintana 2º Giro | Rigoberto Urán 2º Tour 2018: Miguel Ángel López 3º Giro + 3º Vuelta 2019: Egan Bernal 1º Tour 2021: Egan Bernal 1º Giro Luz ao fundo do túnel A vantagem das potências é que mesmo em crise geram talento. Na Colômbia a bicicleta faz parte do estilo de vida, só que muitos optam pela via rápida… caindo no esquecimento mais tarde ou mais cedo. Em 2024, dois jovens que têm vindo pelo caminho mais longo vão ter a possibilidade de mostrar o que valem. Santiago Umba e Germán Darío Gómez são a luz ao fundo do túnel para um país que ama as grandes Voltas, mas que vê Egan Bernal longe do que era antes do acidente e Sérgio Higuita sem se confirmar em três semanas. Talvez Santiago Buitrago, top 10 na passada Vuelta, possa ter uma palavra a dizer. De resto escasseiam os colombianos com perfil para marcarem as grandes corridas. https://twitter.com/AstanaQazTeam/status/1722640724905132224 Santiago Umba reforça a Astana Santiago Umba procede da GW Shimano Sidermec de Gianni Savio e segue o caminho trilhado por Egan Bernal e Iván Ramiro Sosa. No entanto, foi Nairo Quintana que lhe permitiu dar o salto. Santiago e Nairo conhecem-se de Arcabuco, a localidade onde Quintana estudava e para a qual fazia 18 montanhosos quilómetros em bicicleta entre os 12 e os 17 anos. Umba iniciará 2024 com 21 anos e vem de ganhar etapas na Volta à Alsácia e na Volta à Sabóia (na Planche des Belles Files) esta temporada. Com a seleção foi 10° no Giro sub-23, onde o TopCycling o incluiu nos craques do Giro. O progresso até podia ter sido mais rápido, mas no Tour de l’Avenir de 2022 o trepador do departamento de Boyacá partiu o braço e no início deste ano teve um problema no joelho. Santiago Umba reforça a Astana onde vai encontrar o paisano Harold Tejada. https://twitter.com/EoloKometaTeam/status/1721212156727730569 Polti Kometa aposta em Germán Darío Gómez Também da GW Sidermec salta o rapaz que se apresentou ao mundo no Mundial de Yorkshire. Em 2019, Germán Darío Gómez era júnior e um problema mecânico atirou-o para o 60° lugar. A Colômbia partilhava carro de apoio com Chile e Uruguai e o incidente foi num timing azarado. As lágrimas do rapaz de Betulia, departamento de Santander, viralizaram. Continuou a trabalhar e já como sub-23 venceu os dois títulos nacionais e bisou na Volta à Colômbia do Futuro. A nível internacional o destaque foi o 4º posto no Giro sub-23 (7º no Passo dello Stelvio). O resultado em Itália selou o destino: a Polti Kometa aposta em Germán Darío Gómez nos dois próximos anos. De Santander vieram alguns nomes grandes do ciclismo cafetero: Alfonso Flórez Ortiz, primeiro colombiano a ganhar o Avenir (1980), e Víctor Hugo Peña, o pioneiro da América do Sul a vestir a camisola amarela no Tour de France (2003). https://www.youtube.com/watch?v=Z0Fo1QXMexM ### Juan Ayuso e Pogacar já falam do Tour 2024 - Um ou mais líderes? Juan Ayuso abordou o tema Volta à França do próximo ano, afirmando que a sua equipa deveria atacar o Tour com vários líderes. Já Tadej Pogacar é da opinião de que a equipa devia apostar num só. O jovem ciclista espanhol Juan Ayuso, de regresso do Dubai onde esteve concentrado com a equipa referiu que a ideia é estrear-se no Tour do próximo ano com Pogacar como líder, deixando no entanto a opinião de que, como se viu na Vuelta deste ano, será preferível levar outros corredores com ambições à geral. Créditos: Sprint Cycling Agency - UAE Team Emirates Pogacar pensa diferente Numa entrevista recente ao GCN, Tadej Pogacar, vencedor das edições de 2020 e 2021 vê as coisas por outro prisma. O corredor esloveno concorda que a tática da Jumbo Visma em correr com três frentes resultou, mas que o melhor é ter sempre um líder principal. “Creio que o Ayuso está a crescer como ciclista e também como pessoa. É um corredor de grande nível mas são os diretores que vão decidir como abordar as corridas, porque todos temos objetivos mas nunca é fácil concretizá-los.” Créditos: A.S.O. O bicampeão do Tour diz ainda: “Se fosse eu a fazer o meu programa, provavelmente não iria ganhar muitas corridas porque gosto de fazer tudo. Adoro o Tour mas também gosto do Giro, da Vuelta e das corridas de um dia. Cabe à equipa organizar o calendário da melhor maneira para que possa chegar às provas na melhor forma possível.” A cidade de Florença acolhe o arranque da 111.ª edição da Volta à França que vai para a estrada no dia 29 de junho. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista - Transmissões A cidade de Londres recebe as duas últimas jornadas da Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista, esta sexta-feira, 10 de novembro, e sábado, 11 de novembro. Está prestes a terminar a terceira edição desta emocionante competição organizada pela União Ciclista Internacional (UCI) e pela Warner Bro. Discovery Sports Events na qual participam 72 dos melhores ciclistas de pista do mundo. Com as contas finais a apertar quem sairá vencedor destes dois dias intensos de competição no Lee Valley Velopark, na capital inglesa. Quem vencerá as diferentes categorias da ‘Champions’ de ciclismo de pista em jogo? Segue toda a ação em direto no Eurosport e descobre os novos reis e rainhas dos velódromos. Transmissão Horários: SEXTA-FEIRA, 10 DE NOVEMBRO ÀS 20:00H  SÁBADO, 11 DE NOVEMBRO ÀS 18:30H  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Polti regressa ao ciclismo dando nome à equipa Polti - Kometa Como já era sabido, mas ainda não havia sido comunicado de forma oficial pela equipa, a Polti será o novo patrocinador principal da equipa de Alberto Contador e Ivan Basso, a Eolo - Kometa passará a denominar-se Polti - Kometa em 2024. Porque é isto notícia? Porque a marca Polti, uma empresa líder em equipamentos a vapor para engomar, limpeza doméstica e profissional, foi um patrocinador histórico no passado do ciclismo. Entre 1983 e 2000, a Polti esteve presente no ciclismo alcançando sucessos marcantes, nomeadamente o Giro d'Italia em 1999 vencido por Ivan Gotti. Ivan Gotti, Giro 1999 O acordo será de três temporadas, e o objectivo é claro para os responsáveis da equipa, criar oportunidades para ciclistas emergentes, levar a equipa ao próximo nível de excelência e fazê-la emergir como uma referência no mundo do ciclismo.  A Polti possui um rico legado ciclístico e a nossa parceria com esta marca valoriza o nosso projeto, trazendo prestígio, credibilidade e um maior senso de propósito para a nossa equipa à medida que continuamos o nosso crescimento”, enfatiza Fran Contador, diretor geral da equipa.  Para 2024 existe o rumor do reforço de Matteo Fabbro, ciclista italiano de 28 anos atualmente na Bora-Hansgrohe, continuam os irmãos Davide (venceu etapa no Giro 2023) e Mattia Bais, o talento emergente Davide Piganzoli, 3.º no último Tour de l'Avenir. De realçar a saída de Lorenzo Fortunato, o ciclista que deu a primeira vitória à equipa numa grande volta (Giro de Itália 2021), que sai para integrar a equipa World Tour da Astana. não só reforça os nossos objetivos, mas também melhora a dinâmica da equipa desde a sua transição para a categoria ProTeam. ### As novas bicicletas híbridas Trek Verve A Trek apresentou a renovada família de bicicletas híbridas para lazer Verve, com um quadro totalmente novo e passagem interna de cabos, assim como um design mais moderno, sem sacrificar o conforto pelo qual a Verve é conhecida.  Os novos modelos Verve 2 e 3 incluem a nova transmissão Shimano Cues - atualizada e mais resistente - e uma confortável geometria vertical, pensada para aqueles que pretendem passear pelas ruas e ciclovias. A família Verve apresenta agora três modelos que estão disponíveis em duas versões de quadro: o quadro step-over, com o tubo superior num design mais clássico, e o quadro low-step, sem o tubo superior que torna mais fácil a entrada e saída na bicicleta (para quem utiliza a bicicleta no dia-a-dia com roupa casual). Verve 1 A Verve 1 é o modelo de entrada da família Verve e surpreendentemente também a mais leve da gama. Está desenhada com um quadro totalmente novo e uma forqueta rígida, o mais recente desviador Acera 2x8, pneus de 40 mm e travões de disco mecânicos. Tal como em todos os modelos Verve, vem totalmente equipada com guarda-lamas, luzes e porta-bagagens traseiro MIK.    Verve 2 A Verve 2 foi desenhada para elevar o nível de conforto com um quadro novo, suspensão dianteira e espigão telescópico (que facilita a entrada e saída da bicicleta), para além de um avanço ajustável que permite aos ciclistas ajustarem a sua posição na bicicleta de acordo com as suas preferências. Também inclui uma transmissão Shimano Cues U4000 1x9 durável e eficiente e travões de disco hidráulicos, guarda-lamas, luzes e porta-bagagens traseiro MIK. Verve 3 O modelo topo de gama da Verve tem um quadro com passagem interna dos cabos e a nova transmissão Shimano Cues U4000 1x9. A Verve 3 inclui, também, um espigão telescópico e um avanço ajustável para garantir o máximo conforto, além de uma luz ForkLight integrada na suspensão dianteira para maior conveniência. Tal como os outros modelos Verve, a Verve 3 vem também equipada com guarda-lamas e porta-bagagens traseiro MIK Body2. Os modelos Verve 2 e 3 já estão disponíveis na rede de distribuidores autorizados Trek. A Verve 1 estará disponível na primavera de 2024. Podes ver as gamas, cores e preços no site da marca aqui: https://trek.bike/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato da Europa de Ciclocrosse - Resumo Decorreram em Pont-Château, França, o Campeonato da Europa de Ciclocrosse 2023, num fim de semana onde as condições climáticas brutalmente difíceis provocaram algumas alterações de programa, mas não impediram que as corridas se realizassem. Corrida Elite Feminina Na categoria Elite Feminina, a vitória foi para a inevitável Fem van Empel. A atleta dos Países Baixos, atual campeã do mundo e da Europa liderou a corrida do início ao fim. No segundo posto terminou Ceylin del Carmen Alvarado (também dos Países Baixos) a 1'35" da vencedores, e no terceiro lugar a ialiana Sara Casasola a 1'56" da vencedora. TOP 10 Results powered by FirstCycling.com Corrida Elite Masculina Após o sucesso do ano passado, a correr em casa (na Bélgica), Michael Vanthourenhout conquistou hoje o segundo título europeu em Elite. O ciclista belga assumiu a liderança da corrida na terceira volta e conseguiu resistir na fase final aos rivais que deram melhor réplica, o britânico Cameron Manson e o holandês Lars van der Haar, que terminaram em segundo e terceiro respectivamente. TOP 10 Results powered by FirstCycling.com Participação portuguesa Participação inédita de Portugal no Campeonato da Europa de Ciclocrosse, com Ana Santos e Rafael Sousa a representarem as cores nacionais em França, nas respetivas provas feminina e masculina de sub-23. Créditos: Massimo Fulgenzi/SprintCyclingAgency©2023 Ana Santos conseguiu um 22.º lugar, enquanto Rafael Sousa terminou na 37.ª posição na prova masculina. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Alberto Contador: " O meu ídolo seria Tadej Pogacar" Alberto Contador está em Portugal para promover a marca de bicicletas que fundou, a Aurum, cujo importador no nosso país é a empresa First Bike. A convite da First Bike fui até Cascais para pedalar numa Aurum com Alberto Contador, juntamente com outros entusiastas do ciclismo e fãs do Pistolero. Com um temporal pelo meio (vento e chuva fortes nessa manhã), o dia não estava convidativo para uma volta de bicicleta pelo que não compareceu muita gente, algo que acabou por ser positivo pois pudemos desfrutar da companhia do histórico ciclista espanhol de uma forma mais tranquila. Créditos: Duarte Veloso - First Bike No vídeo podes ver a breve volta de bicicleta que fiz com Alberto Contador e restantes ciclistas que se deslocaram até à loja First Bike Cascais, assim como a posterior conversa que mantive com o Pistolero, perante a plateia de fãs do ciclista e da marca Aurum. Confere abaixo o vídeo com a conversa completa com Alberto Contador. https://youtu.be/q1q_gSohtyA Os campeões são feitos de uma cepa diferente Ter Alberto Contador por perto é uma oportunidade única para falar acerca de temas atuais do ciclismo e dos negócios do setor da bicicleta. É também ter acesso a um ex-atleta que sabe o que é liderar, responder sob pressão e ganhar as maiores corridas. Ficamos logo com uma certeza: os campeões são feitos de uma cepa diferente e não é só na capacidade atlética, mas também na forma de estar e de pensar. Seis anos após ter terminado a carreira de ciclista, o madrileno continua a ser focado e profissional em tudo o que faz. Contador já não tem grandes Voltas para conquistar, mas confessa que além de ter uma equipa de ciclismo (Eolo-Kometa) e de ser comentador no Eurosport, necessitava um grande desafio e a Aurum veio preencher esse espaço. Fundou a marca com o amigo Ivan Basso o que trouxe à conversa o mercado das bicicletas, a importância da globalidade das marcas, a comunicação e a qualidade dos produtos. Créditos: Duarte Veloso - First Bike João Almeida e Juan Ayuso Alberto Contador acredita que João Almeida pode ganhar uma grande Volta, se tiver um pouco mais de evolução, algo que vê possível tendo em conta a idade do português. No entanto, quando refere as grandes voltas possíveis de vencer, não refere o Tour de France. "Acredito que é possível um dia João Almeida poder vencer um Giro de Itália ou uma Vuelta a Espanha." Alberto Contador ao TopCycling Falando de juventude, seria impossível passar ao lado dos jovens espanhóis e do futuro do ciclismo espanhol no panorama das grandes voltas, nesse aspeto Alberto Contador diz que em Espanha estão felizes com a nova geração de ciclistas. "Em Espanha estamos muito felizes porque tanto Carlos Rodriguez, como Juan Ayuso ou Enric Mas têm sido protagonistas nas corridas onde entram ... ao contrário de outros países com tradição no ciclismo, como França ou Itália, que neste momento não têm nenhum ciclista com condições de vencer, nem fazer pódio numa grande volta." Alberto Contador ao TopCycling Créditos: Duarte Veloso - First Bike Quando questionado acerca do facto de Juan Ayuso estar numa equipa com vários líderes, poder ser um obstáculo para o sucesso do jovem espanhol no Tour de France, Contador faz análise idêntica para Juan Ayuso e João Almeida, que assinaram contrato com uma equipa que tem um líder indiscutível, Tadej Pogacar. Na leitura de Alberto Contador, por muito que um ciclista queira vencer, quando assina contrato com uma equipa poderosa como a UAE Team Emirates deve saber que estando na mesma corrida que Pogacar terá que trabalhar para o esloveno (salvo uma situação imprevisível). Contador sempre foi conhecido pela sua irreverência, pela sua vontade de vencer e por não ter medo de atacar, recordarei para sempre os ataques que fazia a Rasmussen na etapa 15 do Tour de France de 2007, corrida que viria a vencer com 24 anos de idade. https://www.youtube.com/watch?v=3WOhvPcgo50 A Jumbo-Visma e a ambição dos ciclistas Em conversa com o TopCycling também quisemos ouvir Alberto Contador sobre o que se passou dentro da Jumbo-Visma na Vuelta a Espanha. Afinal foi justo que Primoz Roglic e Jonas Vingegaard dessem um passo atrás favorecendo Sepp Kuss? "Com Kuss na frente, tanto Roglic como Vingagaard não tinham outra escolha senão parar, por muito que Roglic tenha estado dois meses a preparar-se e a passar fome para conseguir a quarta vitória na Vuelta (que era um recorde) ou que Vingegaard tenha sentido que podia vencer a Vuelta depois do Tour (algo difícil na mesma temporada). Não tinham outra opção senão fazer o que acabaram por fazer, que foi apoiar Sepp Kuss." Alberto Contador ao TopCycling Créditos: Duarte Veloso - First Bike "Tadej Pogacar seria o meu ídolo" Vivemos uma era de ouro no ciclismo. A cada ano surgem novos ciclistas que dão espetáculo na estrada, tanto nas clássicas como nas grandes voltas. É uma era de fenómenos que enriquecem e ajudam à globalização da modalidade. E se Alberto Contador tivesse hoje em dia 12 anos quem teria como ídolo? "Tadej Pogacar seria o meu ídolo porque é um ciclista que pode vencer qualquer corrida no planeta! Pode vencer uma Flandres, uma Sanremo, uma Lombardia. Acredito que se se propusesse a isso podia vencer até uma Paris-Roubaix, mas também pode vencer um Giro, um Tour ou uma Vuelta. É único e por isso seria o meu ídolo." Alberto Contador ao TopCycling Abordámos ainda temas como a possibilidade de um ciclista conseguir conquistar a vitória das três grandes voltas numa só temporada (algo que Alberto Contador tentou fazer em 2015), vê o vídeo para ouvir o que diz o Pistolero acerca deste tema, quem seriam os ciclistas da atualidade capazes de o fazer, e como? O Pistolero continuará a trabalhar partindo em digressão com a Aurum a fim de lhe conferir mais personalidade e criar laços com os fãs de ciclismo. Da minha parte foi um gosto, obrigado Alberto Contador e First Bike. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O calendário de Ciclocrosse de Mathieu Van der Poel Mathieu Van der Poel acaba de confirmar a sua presença no Campeonato Mundial de Ciclocrosse, em Tabor, República Checa. O ciclista neerlandês de 28 anos apresentou o seu calendário para 2023/24, lista onde consta a defesa do título que lhe pertence, mais concretamente a 4 de fevereiro, em Tabor. O ciclo competitivo iniciar-se-á ainda este ano, a 22 de dezembro em Mol, seguindo-se seis semanas de competição, com o ciclo a fechar-se no tão esperado Campeonato do Mundo. Van der Poel, irá assim disputar um total de 13 provas de ciclocrosse, garantindo a satisfação de muitos dos amantes e seguidores da modalidade, que vão poder ver o prodígio neerlandês novamente em ação. Aos 28 anos, Van der Poel é o atual campeão mundial de ciclocrosse e estrada, galardões que atestam a grande forma que a estrela da Alpecin-Deceuninck apresentou no decorrer da última temporada. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Wout van Aert poderá ser líder da Jumbo no Giro de Itália 2024 De acordo com a Gazzeta dello Sport, Wout van Aert fará a sua estreia no Giro d'Italia no próximo ano. Equipa e ciclista apontam ao Giro, podendo Wout ter mesmo papel de líder para a classificação geral. A decisão poderá estar relacionada com o percurso do Giro de Itália no próximo ano, que tem menos montanha que em outros anos e 68 quilómetros de contrarrelógio no total, o que poderia favorecer Wout e uma eventual tentativa de objectivos para a classificação geral. No Tour de France Wour Van Aert já mostrou ter capacidade na alta montanha, ainda que como gregário de Jonas Vingegaard. No Tour de France de 2021 Wout surpreendeu ao vencer a etapa com uma dupla subida ao Mont Ventoux. Em reação à notícia a equipa reagiu, informando que “Ainda não foram tomadas decisões sobre programas ou objetivos individuais”. Como já analisámos anteriormente, com a saída de Roglic da equipa e tendo em conta que o Tour de France é o principal objectivo (onde têm que colocar uma alternativa a Vingegaard, no caso de algum azar acontecer ao dinamarquês), outros ciclistas podem ter ambições para a geral do Giro de Itália, nomeadamente Steven Kruijswijk ou Wilco Kelderman (isto assumindo que Sepp Kuss irá ao Tour). Wout Van Aert já esteve na partida do Tour de France por cinco vezes, mas nunca disputou outra grande volta, pelo que poderá em 2024 ter o Giro de Itália no seu calendário, no entanto, partir com ambições à classificação geral poderia marcar uma alteração importante à preparação e forma de correr de Wout Van Aert nas grandes voltas. Na tua opinião, poderá Wout Van Aert ser um ciclista de classificação geral nas grandes voltas, ou deverá continuar a lutar por clássicas, etapas e classificação por pontos nas grandes voltas? Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Fenómeno Van der Poel arrasa em Madrid Mathieu Van der Poel fala o idioma do ciclismo e é isso que o torna especial. Sem dizer uma palavra de espanhol e perante uma audiência pouco à vontade em inglês, saiu de Madrid aclamado pela multidão. Com os fãs é um profissional, mantendo uma certa distância. Não faltaram centenas de selfies, autógrafos e sorrisos, mas só com os miúdos é que vimos um Van der Poel à vontade. Créditos: Iraia Calvo / Madrid Criterium Foi ele o convidado estrela da 2ª edição do Madrid Criterium que parou a Gran Via da capital espanhola. Em plena pausa antes de iniciar a época de ciclocrosse, o corredor da Alpecin-Deceuninck teve tempo para atender os aficionados. “Estou surpreendido pela quantidade de fãs. Já na sessão de autógrafos com o Alberto [Contador] foi uma loucura. Não chega um dia, talvez tenha que voltar.” Mathieu Van der Poel ao Eurosport Espanha Competição de autógrafos contra Alberto Contador Num restaurante da Gran Via cerca de 2000 privilegiados puderam passar um bocadinho com Van der Poel. Houve competição de autógrafos contra Alberto Contador e o Pistolero perdeu ao sprint. Créditos: Iraia Calvo / Madrid Criterium Contador recebeu depois Van der Poel nos estúdios do Eurosport Espanha. O agora comentador mostrou-se curioso acerca da capacidade de adaptação da estrela neerlandesa, que tanto ganha no ciclocrosse como na clássica mais longa da temporada de estrada (a Milão-Sanremo). “O ciclocrosse é algo que faço desde miúdo. São provas de uma hora ou hora e meia e tem parecenças com as clássicas. A única diferença é que tens que fazer cinco horas antes, mas consigo chegar fresco ao final de provas longas. É um processo que começou há uns anos, mas agora estou no meu melhor nível na estrada.” 10 a 15 corridas na temporada de ciclocrosse  O programa do neerlandês para o inverno está definido. Mathieu Van der Poel competirá entre dezembro e fevereiro no ciclocrosse fechando a época no Mundial de Tabor (República Checa). “Alternar disciplinas é algo que me dá prazer. Não quero fazer só uma coisa todo o ano. No ciclocrosse já não tenho objetivos, cumpri-os todos. Na estrada tenho sonhos e tive a sorte de cumprir três deles esta época. Já penso em 2024 e em correr as clássicas com este maillot.” Por agora prepara-se para 10 a 15 corridas na temporada de ciclocrosse. Van der Poel deixa saudades em Madrid, mas durante a visita de médico revelou ao Eurosport Espanha que correr a Vuelta é algo está a ser considerado. Ao ser ano olímpico o calendário foi reajustado para 2024. Van der Poel quer fazer o cross-country em mountain bike (29 de julho) e talvez a prova de fundo na estrada (3 de agosto), isto é, duas semanas antes da partida da Vuelta (17 de agosto). Créditos: Iraia Calvo / Madrid Criterium Vitórias de Van der Poel e Luís León Sánchez No capítulo desportivo o Madrid Criterium fechou com vitórias de Van der Poel e Luís León Sánchez. O neerlandês na prova em linha e o espanhol na corrida de eliminação. Créditos: Iraia Calvo / Madrid Criterium “Luisle”, com é conhecido o murciano em Espanha, aproveitou para se despedir dos aficionados agora que termina a carreira. O pelotão de 40 ciclistas reuniu nomes fortes do WorldTour como o campeão de Espanha, Oier Lazkano (Movistar), Juan Ayuso (UAE Emirates), Juanpe López (Lidl-Trek) e Omar Fraile (INEOS). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tiago Ferreira venceu a Brasil Ride Bahia 2023 O português Tiago Ferreira (DMT Racing Team By Marconi) conquistou este fim de semana a Brasil Ride Bahia, uma das competições de XCM por etapas mais importantes no calendário da modalidade. Tiago Ferreira (Campeão de Mundo de XCM em 2016), venceu a classificação geral com apenas 38 segundos de vantagem sobre o atual Campeão do Mundo da modalidade, o brasileiro Henrique Avancini, tendo sido uma corrida disputada ao segundo dia após dia, durante as 7 etapas. Esta é a terceira vitória de Tiago Ferreira na Brasil Ride, o português venceu em 2012 com Luis Leão Pinto, quando a corrida era feita em duplas, e em 2019, também em duplas, com holandês Hans Becking. Nesta edição cada atleta Elite competiu individualmente, tendo o pódio final sido completado pelo brasileiro Henrique Avancini (Caloi Henrique Avancini Racing) e o alemão Simon Stiebjahn (Singer Racing Team), que terminaram segundo e terceiro respetivamente. "Estou extremamente feliz por ter conseguido vencer a classificação geral, e 2.º lugar na última etapa! Como todos sabem esta é uma corrida que me diz muito, onde eu adoro estar e voltar todos os anos. Ganhar aqui é muito muito especial para mim!" Tiago Ferreira Despedida da equipa DMT Racing Nas redes sociais, além das palavras de felicidade pela vitória na Brasil Ride Bahia, Tiago Ferreira deixou ainda umas palavras de apreço à equipa que representou durante 10 anos, da qual se despede no final deste ano. Hoje estou realmente muito feliz com o que consegui!!! Por outro lado, é igualmente especial esta vitória porque é o encerrar de um ciclo de 10 anos ligado à DMT Racing Team By Marconi, a quem muito tenho a agradecer, e tenho a certeza que este foi o melhor final já mais pensado por ambos! Confessou Tiago Ferreira Podes ver as classificações completas da Brasil Ride Bahia AQUI. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Maasmechelen Após a ronda de abertura em Waterloo, nos EUA, o pelotão da Taça do Mundo de ciclocrosse foi a Maasmechelen, na Bélgica, assinalar o arranque da competição na Europa naquela que foi a segunda etapa desta competição. Fem Van Empel destacou-se Fem Van Empel destacou-se novamente com uma vitória a solo em Maasmechelen, aumentando a liderança isolada na Taça do Mundo. A corrida começou de forma muito rápida e nervosa, havendo uma queda de três corredoras na primeira curva com Annemarie Worst e Manon Baker envolvidas. Menos motivos de preocupações para Van Empel. Fem Van Empel Ainda na primeira volta, a atual campeã do mundo ganhou alguns segundos de vantagem diante das outras corredoras, facilitando ainda mais a sua vitória. Apesar do destaque de Van Empel, a luta pelo pódio foi animada entre Ceylin del Carmen Alvarado e Aniek Van Alphen, fechando o pódio com três corredoras dos Países Baixos. TOP 10 POS.NOMETEMPO01VAN EMPEL Fem 51:4602ALVARADO Ceylin del Carmen + 01:2803VAN ALPHEN Aniek + 01:4204VAN DER HEIJDEN Inge + 02:0005SCHREIBER Marie + 02:0306BENTVELD Leonie + 02:0407CASASOLA Sara + 02:0808FRANCK Alicia + 02:4109WORST Annemarie + 02:5310ZEMANOVA Kristyna + 02:53 Lars Van der Haar levou a melhor Na corrida masculina Lars Van der Haar levou a melhor, passando a liderar a classificação geral da Taça do Mundo. A corrida foi disputada praticamente até ao fim. O campeão nacional dos Países Baixos entrou para a última volta com uma vantagem de 17 segundos sobre Eli Iserbyt e Tibaut Nys, que eram perseguidos ferozmente por vários corredores. Lars Van der Haar Quando Iserbyt e Nys seguiam na luta pelo segundo posto, o belga campeão mundial sub-23 acabou por ter uma queda que o fez perder o comboio da vitória, tal como já se tinha verificado no Superprestige de Overijse. A Nys juntaram-se Lauren Sweeck, Niels Vandeputte, Felipe Orts Lloret e Joris Nieuwenhuis no grupo que viria a disputar o terceiro lugar. Van der Haar dominou, Iserbyt segurou o segundo lugar e Sweeck levou a melhor na batalha pelo pódio. TOP 10 POS.NOMETEMPO01VAN DER HAAR Lars 01:02:4302ISERBYT Eli + 2103SWEECK Laurens + 2704VANDEPUTTE Niels + 3005ORTS LLORET Felipe + 3206NIEUWENHUIS Joris + 3607NYS Thibau + 4308MASON Cameron + 4609KAMP Ryan + 5210KUHN Kevin + 57 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O regresso inesperado de Nairo Quintana à Movistar A Movistar Team causou a surpresa no mundo do ciclismo, ao anunciar este sábado a contratação de Nairo Quintana para 2024.  Quintana regressa assim, cinco temporadas depois, para vestir as cores da estrutura de Eusebio Unzué após a sua primeira passagem entre 2012 e 2019, anos em que se tornou uma referência da América Latina, que vai muito além do ciclismo e do desporto em geral. O colombiano não corria desde meados de 2022, quando teve que deixar a bicicleta antes da Vuelta 2022 devido a um resultado positivo a tramadol, então como ciclista da equipa Arkea Samsic. Eusebio Unzué , com quem sempre teve um ótimo relacionamento, mesmo quando deixou a equipa, continuou a ter contacto com Quintana em todos os momentos.  Agora, após cumprir castigo, consultaram a UCI sobre a sua situação e a resposta foi positiva: tempo cumprido e sem investigações à vista, os patrocinadores da equipa também deram luz verde e a contratação foi efectivada. As palavras de Nairo Quintana neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=NzitsWSAyTs Agora com 33 anos, Nairo Quintana terá um contrato economicamente discreto, mas de grande valor emocional para ambas as partes.  "Ele não corre há muito tempo, mas tem treinado. Temos que ver como ele está aos poucos. A ideia é que ele possa ajudar Enric Mas, mas o tempo dirá como ele está. Não está descartado que ele seja o líder em algumas corridas",  explica Sebas Unzué jornal MARCA. Será uma nova esperança e oportunidade para o homem que mudou a história do seu desporto na Colômbia. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek apresenta a nova Procaliber Alumínio Com o lançamento da nova Trek Procaliber de alumínio, a Trek dá aos entusiastas das bicicletas de montanha rígidas uma excelente proposta, completando ainda mais as opções de escolha no catálogo da marca. Esta bicicleta rígida para cross-country substitui a X-Caliber da Trek, juntando-se à família de bicicletas de competição em conjunto com a Procaliber de carbono. De acordo com a Trek, a nova Procaliber de alumínio oferece uma incrível capacidade para enfrentar os singletracks graças à sua geometria moderna de cross-country e aos pormenores de topo de gama característicos das bicicletas de competição, tornando-a numa bicicleta de alumínio para XC preparada para pedalar a grande velocidade desde a linha de partida. Geometria de competição e 120mm. de curso A nova Procaliber de alumínio da Trek traz novidades, como os eixos passantes mais robustos para uma aceleração mais rápida, e uma geometria progressiva que permite enfrentar mais facilmente as descidas mais difíceis e íngremes, comuns nos percursos de competição de cross-country. Apresenta uma forqueta com um curso mais longo de 120 mm, que é capaz de todo o tipo de pedras e raízes, e passagem interna dos cabos para um design mais elegante e moderno. Disponibilidade e preços A nova Trek Procaliber de alumínio já está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. Podes ver a gama completa, as cores e os preços desta nova bicicleta da Trek AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized e Team SD Worx renovam parceria até 2028 A Specialized e a Equipa SD Worx anunciaram a extensão da sua parceria até 2028, dando assim continuidade a uma notável colaboração de quase uma década. Esta renovação reafirma o compromisso partilhado de apoiar o crescimento do ciclismo feminino, numa aposta clara naquela que é a melhor equipa feminina de ciclismo da atualidade. Recorde-se que, em 2023 apenas a Equipa SD Worx acumulou 65 vitórias, com Demi Vollering, Lotte Kopecky e Marlen Reusser a ocupar os três primeiros lugares da classificação World Tour Feminina. O resumo da temporada 2023 em vídeo https://www.youtube.com/watch?v=3K_Sou6Oeho De acordo com Danny Stam, Diretor da Team SD Worx, - “Como equipa, temos vindo a trabalhar com a Specialized desde 2014 com grande satisfação. Estamos orgulhosos de anunciar que a longa parceria entre a Specialized e a Team SD Worx será extendida até 2028. Podemos orgulhar-nos do que alcançámos juntos como parceiros nos últimos anos, em profissionalizar o ciclismo feminino.” Aproximando-se de uma década de colaboração, a Equipa SD Worx e a Specialized permaneceram comprometidas com o progresso do ciclismo de estrada feminino, elevando o desporto e alcançando o topo do mesmo, destacando-se os mais recentes sucessos de Demi Vollering no Tour de France Femmes e o triunfo de Lotte Kopecky no Campeonato do Mundo, assim como as vitórias consecutivas na Flandres. “O ano passado foi um ano para nunca mais esquecer. Juntas com a Specialized foi um sonho tornado realidade, e sem o apoio continuo e confiança não seria o mesmo. O próximo ano será muito especial, iremos tornar realidade ainda mais sonhos na Tarmac SL8”, Demi Vollering Demi Vollering Já a Campeã do Mundo, Lotte Kopecky acrescentou, "A colaboração entre a Specialized e a Equipa SD Worx desempenhou um papel na minha decisão de escolher esta equipa em 2022. Quando pedalei pela primeira vez com uma S-Works, experimentei uma sensação de “Wow”. É imprescindível ter confiança total no equipamento e é uma honra ter tamanho suporte por trás da nossa Equipa SD Worx." Lotte Kopecky Ao estender o contrato, a Specialized Bicycles afirma o prazer de continuar esta jornada com as extraordinárias ciclistas e a liderança que a SD Worx trouxe para o ciclismo feminino. Juntos, declaram que irão continuar a lutar pela grandeza, enquanto inspiram a próxima geração de mulheres ciclistas. No TopCycling, Luís Beltrão testou a Specialized Tarmac SL8, bicicleta utilizada pela equipa SD Worx, sobre a qual podes saber todos os pormenores no teste. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Já se conhecem as Etapas Tour de France de 2024 - Protagonismo aos Alpes A 111ª edição terá 3492km e atravessa Itália, San Marino, Mónaco e França. Há quatro finais em alto, muita altitude e um duro contrarrelógio de 33,7km a fechar o Tour de France. O percurso apresentado pela ASO tem tudo para resultar num Tour de France magnífico. É um loop que começa em Florença, a 29 de junho, e termina em Nice, a 21 de julho. São assim as etapas Tour de France de 2024. A destacar a presença de quatro etapas com finais em alta montanha, um total de 25km acima de 2000m de altitude e dois contrarrelógios individuais (25,3km à 6ª etapa e 33,7km no último dia). Como Paris recebe os Jogos Olímpicos o Tour de France não passa pela capital e mantém-se pelo centro-sul da França permitindo cruzar os Alpes na primeira e na terceira semanas. Em 2024 o Tour de France termina em Nice, no Passeio dos Ingleses.Créditos: Philippe Viglietti Pantani e Coppi omnipresentes A 1ª etapa é na cidade que converteu Rui Costa em campeão do mundo; 3600m de acumulado – um recorde em etapas de abertura do Tour – entre Florença e San Marino via Apeninos. No segundo dia recordamos Marco Pantani com a partida de Cesenatico, cidade-natal do Pirata. O destino é Bologna e há dupla ascensão ao santuário de San Luca nos últimos 40 km ao estilo do Giro dell’Emilia. A 3ª etapa é de transição entre as regiões de Emilia Romanha e Piemonte – com 229km é a mais longa do Tour. Passa por Tortona, onde repousa em paz Fausto Coppi, mas o dia é dos sprinters em Turim. Para recordar o Campeoníssimo temos o quarto dia. Partida de Pinerolo e passagem por Sestriere, cidades marcadas pelo génio de Coppi em 1948 e 1952. Sobem Montgenèvre, Lautaret e Galibier até aos 2642m de altitude; a meta está em Valoire. Nunca o Tour subiu tão alto… tão cedo na corrida! Com Pantani e Coppi omnipresentes só podia dar um Tour duríssimo. Duas visitas aos Alpes em 2024 A entrada em França é pela Saboia durante a primeira de duas visitas aos Alpes em 2024. Daí entram na grande planície de Ain onde os sprinters têm duas oportunidades consecutivas: chegada a Saint-Vulbas (5ª etapa) e a Dijon (6ª etapa). O primeiro contrarrelógio surge à 7ª etapa em Nuits-Saint-Georges: percurso plano a abrir, subida de 1500m a 6% a meio e final simples para 25,3km entre os vinhedos da Borgonha. Na 8ª etapa partem da cidade medieval de Semur-en-Auxois – que recebeu o Tour em 2007 – e apanham terreno torto até metade, depois rolam pelo Alto Marne para um possível sprint em Colombey-les-Deux-Églises. A cidade era o retiro do General De Gaulle que aí descansa para a eternidade. Troyes é terra de champanhe e na 9ª etapa preparem as taças para um brinde ao ciclismo romântico das estradas de terra: 14 setores de sterrato divididos por 32km entre vinhedos. Há setores de até 4km de extensão e seis deles metidos nos 32km finais. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet No dia da Bastilha há festa nos Pirenéus O primeiro dia de descanso é em Órleans. A 10ª etapa parte junto à catedral de Sainte Croix, construída em estilo gótico, e no final atenção ao vento na aproximação a Saint-Amand-Montrond – em 2013 o pelotão chegou partido e Mark Cavendish bateu Peter Sagan. A 11ª etapa começa no departamento de Creuse – partem da cidade termal de Evaux-les-Bains – e tem 12 subidas em estradas estreitas para um total de 4350m de acumulado até à estância de esqui de Le Lioran. Greg Van Avermaet vestiu a amarela semanas antes do título olímpico corria o ano de 2016. Na zona das montanhas Cantal temos a partida da 12ª etapa – em Aurillac – capital dos guarda-chuvas. No dia seguinte homenagem a Hugo Koblet, o suíço que pedalava de relógio no pulso e pente no bolso. Koblet ganhou em Agen e é de lá que partem rumo aos Pinéus Atlânticos; jornada para os sprinters em Pau – em 2018 Arnaud Démare bateu Christophe Laporte em Pau na primeira dobradinha francesa num sprint em 40 anos! O pelotão no Cormet de Roselend durante a edição deste ano.Créditos: A.S.O. Charly Lopez Na 14ª etapa regressa a alta montanha. Sobem o Tourmalet, Hourquette d’Ancizan e a meta está em Pla d’Adet, no município Saint-Lary Soulan. Jornada de 3900m de acumulado no terreno onde Raymond Poulidor venceu pela última vez uma etapa no Tour, em 1974. A 14 de julho regressa a dureza: sobem Peyresourde, Col de Menté e Portet d’Aspet pela vertente mais dura (9km a 9% e mais 4km acima de 10%). No dia da Bastilha há festa nos Pirenéus com a meta da 15ª etapa em Plateau de Beille (16km a 8%). Dia com 4850m de acumulado no regresso a uma montanha que não se escala desde 2011 quando Thomas Voeckler ia de amarelo e o triunfo foi para Jelle Vanendert. Regresso aos Alpes na terceira semana Segundo dia de descanso passado em Gruissan; a 16ª etapa atravessa os departamentos de Aude e de Gard onde é preciso ter cuidado com o Mistral a caminho de Nîmes! É o sentido inverso à 2ª etapa da Vuelta de 2017. A 17ª etapa parte departamento de Drôme – quinta visita nos últimos 12 anos – e marca o regresso aos Alpes na terceira semana! Dia com 2900m de acumulado: Col Bayard (6,8km km a 7%), Col du Noyer (7,5km a 8%) e meta mais suave em Superdévoluy.. Na 18ª etapa partem de Gap e o final deve ser animado. Terreno torto, sobe e desce até Barcelonnette, onde Bernard Thévenet se estreou de camisola amarela. Em 2023 Ciccone foi rei dos trepadores e Philipsen venceu a regularidade.Créditos: A.S.O. Jonathan Biche Tour de France fecha com contrarrelógio A 48 horas do final há um monstro no Tour: três subidas acima dos 2000m de altitude durante a 19ª etapa! Abrem com os 19km do Col de Vars, somam mais 23km na Cime de Bonnette (a estrada mais elevada de França aos 2802m), fazem Col de la Lombarde e terminam em Isola 2000 – 4600m de acumulado em 145km. A 20ª etapa é ao estilo Paris-Nice e oferece mais 4400m de acumulado em 133km. Começam com o Col de Brausl – um clássico dos primórdios do Tour que há 60 anos estava esquecido –, vão ao Col de Turini, sobem La Colmiane e a meta está no Col de la Couillole. O Tour de France fecha com contrarrelógio no Mónaco que inclui subida para o Col d’Eze e respetiva descida até Nice, ao Passeio dos Ingleses. Final apoteótico no 90° aniversário da introdução do contrarrelógio na corrida. https://twitter.com/gmoreira_esp/status/1717151563041362389 ### Vingegaard e Vollering vencem o Vélo d'Or Campeões do Tour de France vencem o Vélo d'Or de 2023 que premeia os melhores do ano. Conferimos o ano de ouro de Jonas Vingegaard e Demi Vollering. Subjetivos e potencialmente injustos, assim são os prémios individuais. No entanto, alguém os tem que atribuir e no ciclismo é a Vélo Magazine – parte do grupo ASO que edita o L’Équipe e organiza o Tour de France – que desde 1992 premeia o ciclista do ano. O Tour de France pesou nas votações de 2023. Jonas Vingegaard somou 142 pontos e bateu o campeão mundial Mathieu van der Poel (133) e Tadej Pogacar (126). Mais folgada foi a vitória de Demi Vollering (171 pontos) sobre a campeã mundial Lotte Kopecky (139). As corredoras da SD Works bateram Annemiek van Vleuten (99 pontos). Sucedem a Remco Evenepoel e Annemiek van Vleuten, vencedores na época passada. Estes foram os finalistas do Vélo d'Or masculino: Mathieu van der Poel: campeão mundial de fundo de estrada, 1º na Paris-Roubaix e na Milão-Sanremo Remco Evenepoel: campeão mundial de contrarrelógio, 1º na Liège, clássica de San Sebastián e UAE Tour Jonas Vingegaard: vencedor do Tour de France, Criterium du Dauphiné, Volta ao País Basco e 2º na Vuelta a Espanha Tadej Pogacar: 17 vitórias na temporada incluindo Volta à Flandres, Volta à Lombardia, Amstel Gold Race, Flèche Wallone e Paris-Nice. Foi 2º no Tour de France Primoz Roglic: vencedor de Giro de Itália, Volta à Catalunha e Tirreno-Adriático. Foi 3º na Vuelta a Espanha Jasper Philipsen: 1º na Brugge-De Panne e corredor com mais vitórias na temporada – dos 19 triunfos quatro foram no Tour de France Wout Van Aert: 1º no GP E3 Harelbeke e na Volta à Grã-Bretanha; vice-campeão europeu e mundial de estrada e pódio na Paris-Roubaix, Milão-Sanremo e Gent-Wevelgem Mads Pedersen: sete vitórias na temporada, incluindo Giro de Itália, Tour de France, Paris-Nice, clássica de Hamburgo e Volta à Dinamarca Tom Pidcock: vencedor da Strade Bianche, 2º na Liège e 3º na Amstel Gold Race Adam Yates vencedor do GP de Montréal e da Volta à Romandia, 2º no Criterium du Dauphiné e 3º no Tour de France Injustiças no top 10 feminino Como especialista de ciclismo feminino julgo que há alternativas a Elisa Longo Borghini, Juliette Labous e Katarzyna Niewiadoma. A italiana falhou os principais objetivos, a francesa não venceu (apesar da época ter sido notável) e a polaca não ganha na estrada desde 2019 (o título mundial de gravel não conta no Vélo d'Or). Em alternativa sugiro três nomes: Shirin van Anrooij ganhou na estreia da Volta a França do Futuro e dominou o Troféu Alfredo Binda – uma das mais antigas clássicas do calendário feminino –, Chloe Dygert é a história de superação do ano tendo ganho o mundial de contrarrelógio três anos após quase perder uma perna, enquanto Charlotte Kool foi a sprinter mais vitoriosa do ano. Eis as finalistas do Vélo d'Or feminino: Demi Vollering: 17 vitórias incluindo Tour de France e tripla das Ardenas; vice-campeã mundial de fundo na estrada Lotte Kopecky: 14 vitórias incluindo campeã mundial de fundo na estrada, 1ª no Tour de Flandres, Omloop Het Nieuwsblad, Volta à Bélgica e 2ª no Tour de France Lorena Wiebes: 12 vitórias incluindo no Giro Donne, no Tour de France e nas clássicas Scheldeprijs e Ronde van Drenthe Marlen Reusser: campeã europeia de contrarrelógio, 1ª na Volta à Suíça, País Basco e Gent-Wevelgem Annemiek van Vleuten: 1ª no Giro Donne, Vuelta Feminina e Volta à Escandinávia Elisa Longo Borghini: 1ª no UAE Tour, 2ª na Liège Gaia Realini: 3ª na Vuelta Feminina, Giro Donne e Tour de l’Avenir Katarzyna Niewiadoma: 3ª no Tour de France Alison Jackson: 1ª na Paris-Roubaix Juliette Labous: 2ª no Giro Donne e 5ª no Tour de France Vélo d'Or sabe a pouco É sempre subjetivo premiar os melhores do ano, mas confiamos em que jornalistas das mais respeitáveis publicações mundiais o fazem após longa reflexão. Há um aspeto importante: os prémios cingem-se ao ciclismo de estrada. Este aspeto é restritivo já que o ciclismo é cada vez mais multidisciplinar. Deveriam pesar os resultados de ciclocrosse, mountain bike e pista porque há atletas que transcendem a estrada. Com critérios mais alargados podiam estar na corrida ao prémio a campeã mundial de ciclocrosse, Fem van Empel, a vencedora da Taça do Mundo de XCO, Puck Pieterse, e a campeã mundial de XCO, Pauline Ferrand-Prévot. Do lado masculino ficam sem reconhecimento Nino Schurter, vencedor da Taça do Mundo de XCO, e o melhor pistard da atualidade, Harrie Lavreysen, que em 2023 venceu dois títulos mundiais e três europeus. O Vélo d'Or sabe a pouco... ### Geraint Thomas renova contrato com a Ineos aos 37 anos de idade Geraint Thomas continuará a competir pela Ineos Grenadiers nos próximos dois anos. O ciclista de 37 anos prolongou o seu contrato com a formação britânica até ao final de 2025. Thomas juntou-se à Team Sky, primeira denominação da atual estrutura INEOS Grenadiers, em 2010. No ano passado, no seu décimo quarto ano na equipa, disputou o Giro d'Italia e a Vuelta a España. Em Itália, o britânico esteve muito tempo na liderança e acabou por terminar em segundo, atrás de Primoz Roglic e na frente de João Almeida. Foi a terceira vez que subiu ao pódio de uma grande volta. “Embora nunca se deva dizer ‘nunca’, tenho em mente que este é o meu último contrato”, disse Geraint Thomas Com a habitual descontração e sentido de humor, o ciclista comunicou assim a renovação nas redes sociais. https://twitter.com/GeraintThomas86/status/1716409451152908598 "O espetáculo continua. Isso mesmo, terão que me aturar por mais dois anos. A Ineos Grenadiers sempre foi a minha segunda casa e ainda adoro competir com a bicicleta, nunca pensei em fazer outra coisa. Agora é hora de decidir quais corridas farei na próxima temporada.” Em 2018 venceu o Tour de France, cinco anos depois mostrou que ainda consegue ser competitivo, além de ter um papel de capitão muito importante dentro da equipa. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Sepp Kuss não descarta "co-liderança" no Tour de France Sepp Kuss foi homenageado em Durango, Colorado, pela vitória na Vuelta 2023. Em palavras à imprensa presente no evento de homenagem o ciclista abordou temas como a vitória na Vuelta, a saída de Primoz Roglic da Jumbo-Visma e ainda o seu papel no futuro na equipa. Habitual "gregário" que ajuda os líderes da equipa a conseguir lutar pelas vitórias na classificação geral, Sepp Kuss acabou por ser ele mesmo a vencer a ultima edição da Vuelta a Espanha, "obrigando" os líderes (Jonas Vingegaard e Primoz Roglic) a trabalhar para ele. Kuss admite que durante a Vuelta ficou claro que havia muitos "galos" para um poleiro (classificação geral) e confessa que foi o melhor para todos, Roglic ter saído para a Bora-Hansgrohe. “Acho que é melhor para todos que o Primoz esteja noutra equipa. Agora ele pode ir para uma equipa onde recebe o apoio que merece e onde todos o apoiam.”  No entanto, Sepp Kuss realça o valor de Primoz Roglic enquanto pessoa e profissional. “O Primoz trouxe a nossa equipa para onde ela está hoje, incentivou todos na equipa a darem o melhor de si e mostrou-nos que fazer bem não era suficiente. Aprendi muito com ele." O papel de Kuss no futuro Falando sobre o desenrolar da ultima edição da Vuelta a Espanha, Sepp Kuss disse que as coisas aconteceram naturalmente, a sua mentalidade era a de apoiar os companheiros de equipa, mas para vencer é necessário outra mentalidade. "Fiquei orgulhoso da forma como lidei com a situação, mas também percebi que muitos dos vencedores têm uma mentalidade diferente da minha e tenho que encontrar esse equilíbrio sem perder quem sou como pessoa.” De qualquer forma Sepp Kuss agora provou que consegue ser consistente em três semanas, venceu uma grande volta (depois de ter feito outras duas antes, no mesmo ano) e tem características para lutar por uma classificação geral, pelo que a questão que muitos colocam agora é como será papel de Kuss no futuro, poderá haver uma co-liderança com Jonas Vingegaard no próximo Tour de France? “Vamos ver qual é o percurso do Tour. Talvez seja algo que eu possa fazer, mas acho que a Vuelta é mais adequada para mim, mas, por que não?” Com a saída de Primoz Roglic e Sepp Kuss como vencedor de uma grande volta será curioso ver como vai a Jumbo-Visma gerir as lideranças para as três grandes voltas em 2024. Para o Tour de France será Jonas Vingegaard a liderar, mas sabe-se que atualmente as equipas necessitam um plano B, pelo que será natural ter Sepp Kuss ao lado de Vingegaard. No Giro de Itália isto deixa, eventualmente, espaço para ciclistas que já tiveram maior protagonismo no passado da equipa possam liderar, como Steven Kruijswijk que apesar dos 36 anos de idade costuma ser regular em grandes voltas, tendo um pódio no Tour de 2019 e um 4.º posto no Giro em 2016, ano no qual esteve perto da vitória ( à etapa 18 do Giro 2016 o holandês tinha uma vantagem de 3 minutos sobre o segundo classificado, mas uma queda nessa etapa acabou com as aspirações de Kruijswijk). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Scicon Aeroscope - Testei os óculos de Pogacar e Almeida A Scicon Sports lançou este ano um novo modelo de óculos de sol para performance desportiva, os Scicon Aeroscope, modelo utilizado pelos ciclistas da UAE Team Emirates como João Almeida, Tadej Pogacar, Rui e Ivo Oliveira, entre outros. Neste mostro o modelo Aeroscope ao pormenor, testo e explico as principais características dos óculos de João Almeida e Tadej Pogacar. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=k5DvtYNkbgg&t= Podes ver o preço destes óculos, as várias cores e restantes características no Site da Scicon Sports AQUI. ### Fecho do Circuito Nacional NGPS na Serra da Estrela A rainha das montanhas portuguesas, a Serra da Estrela e a Cidade de Seia, no próximo dia 28de outubro, receberão a última rota do Circuito Nacional NGPS, com partidas e chegadas nasala de visitas senense, o largo Dr. António Borges Pires. Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Depois de concretizadas em beleza as cinco etapas anteriores: a Rota de Santa Cruz (Arcos de Valdevez), Rota do Arroz Carolino (Montemor-o-Velho), Rota dos Diabos (Vinhais), Rota do Quintalejo (Braga), Rota de Basto (Celorico de Basto), que permitiu levar esta tipologia de circuito um pouco por todo o território nacional, o último sábado de outubro finalizará o circuito de 2023 com a Rota do Pastor (Seia - Serra da Estrela). Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Cerca de três centenas de participantes desfrutarão das paisagens e “ingredientes” naturaisautóctones, numa salutar mescla de lazer e fruição do melhor ar puro, para amantes dasbicicletas todo-o-terreno, que utilizam este meio de transporte para fazerem cicloturismo,para conviverem à mesa e conhecerem os mais belos recantos do país. Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Esta tipologia de eventos permite aos atletas desfrutarem, sem stresse competitivo, do tempo de permanência nas localidades e visitarem os museus e centros interpretativos locais. Percursos e distâncias Relativamente a percursos e distâncias, os participantes poderão escolher mediante a disponibilidade física e de tempo, uma de duas hipóteses: uma mais curta, com cerca de 45 Kms e 1200 mts de acumulado ou, com maior dificuldade, um percurso de aproximadamente 65 kms, com 1700 mts de desnível positivo. Créditos: Marco Barbosa - Cabreira Solutions Deste modo e a pedido dos protagonistas e aficionados das “voltas” guiadas por GPS, a Cabreira Solutions trouxe o circuito à Serra da Estrela, com o apoio do Município de Seia, para fechar o circuito de 2023 da melhor maneira. ### As 13 vitórias além-fronteiras do ciclismo português em 2023 Rui Costa e João Almeida comandaram Portugal bem secundados por Rúben Guerreiro e Iúri Leitão. Foi um 2023 forte do ciclismo português no estrangeiro. Em 2023 os profissionais portugueses que correm no estrangeiro deram um salto qualitativo. No total houve 22 vitórias portuguesas na temporada de ciclismo, sendo que 13 foram obtidas em provas de elites realizadas fora de Portugal. Nestas contas não entra a vitória de António Morgado na 5ª etapa do Orlen Nations Grand Prix por ser um evento da Taça das Nações sub-23. Comparemos com anos recentes: quatro triunfos em 2022, três em em 2021,dois em 2020, um em 2019 e seis em 2018. Este ano foram 13 vitórias além-fronteiras do ciclismo português. Recordemos a ordem cronológica das mesmas: Troféu Calvià – Rui Costa Saudi Tour + 4ª etapa – Rúben Guerreiro Volta à Comunidade Valenciana + 5ª etapa – Rui Costa Volta a Rodes – António Morgado Volta à Grécia + 3ª etapa – Iúri Leitão Giro de Itália 16ª etapa – João Almeida Boucles de la Mayenne prólogo – Ivo Oliveira Vuelta a Espanha 15ª etapa – Rui Costa CRO Race 2ª etapa – Iúri Leitão Japan Cup – Rui Costa Rui Costa venceu na Vuelta 10 anos após ganhar no Tour. Uma década entre vitórias em grandes Voltas.Créditos: Sprint Cycling Agency Volta joga na terceira divisão mundial As 13 vitórias de 2023 foram obtidas em provas de categoria 2.1 ou superior, aliás, a única corrida 2.2 na lista é a Volta a Rodes. Em eventos desta categoria a UCI não permite a participação de WorldTeams nem ProTeams (neste caso só do país organizador). Isto ajuda a perceber o contexto competitivo em que os atletas se inserem. Tomemos como exemplos a Volta a Portugal (2.1) e a Volta ao Algarve (2.Pro). A tradição e a história são inquestionáveis, mas a Volta joga na terceira divisão mundial enquanto a Algarvia está na segunda. Em 2024 Portugal terá um segundo evento na segunda divisão já que a Figueira Champions Classic (1.Pro) sobe um escalão. Com isso os convites às WorldTeams passam de 50 a 70 por cento do pelotão, não há limite de ProTeams nem de Continentais domésticas. Iúri Leitão bateu Elia Viviani na CRO Race.Créditos: Sprint Cycling Agency Nova geração deve apurar o instinto matador Esmiuçando os números da temporada podemos ver que além dos 13 triunfos no estrangeiro os atletas nacionais ficaram por 12 vezes no 2º lugar e por 11 vezes no 3º. João Almeida perdeu Volta à Polónia e Tirreno-Adriático por um e 18 segundos, respetivamente; Rúben Guerreiro foi batido em dose dupla no Gran Camiño por Jonas Vingegaard; Iúri Leitão fez quatro pódios ao sprint e voltou a posicionar Portugal no mapa do sprint. A nova geração deve apurar o instinto matador. João Almeida, por exemplo, com 11 pódios está num grupo de luxo ao lado de Wout Van Aert (16 pódios), Olav Kooij e Remco Evenepoel (14), Mads Pedersen e Filippo Ganna (12). Claro que um desses pódios foi o do Giro de Itália... 44 anos após Joaquim Agostinho no Tour de France! Juntando a vitória no Monte Bondone, a regularidade em corridas de uma semana e o top 10 na Vuelta a Espanha temos o melhor ano de João Almeida desde que é profissional. Portugal fecha 2023 como 12ª nação no ranking UCI, o melhor resultado dos últimos oito anos (17ª em 2022, 14ª em 2021, 13ª em 2020, 23ª em 2019 e 19ª em 2018). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jumbo põe a fasquia do WorldTour nas 70 vitórias Jumbo estabelece marcas históricas no ciclismo em 2023 e UAE ganha o WorldTour. Qual foi a melhor equipa da época? Antes de mudar de nome para Visma-Lease a Bike, a atual estrutura da Jumbo-Visma fechou 2023 com mais uma série de triunfos no Tour de Guangxi. Graças à vitória de Milan Vader na etapa rainha e na geral individual, além de duas etapas ao sprint conquistadas por Olav Kooij na prova chinesa, a Jumbo-Visma chegou às 70 vitórias! É o melhor número desde o ano de ouro da QuickStep em 2018 (72 vitórias). A Jumbo-Visma igualou outra marca que a formação belga alcançou nesse ano: 38 triunfos em corridas WorldTour! Deve ser especial acabar a época vencendo com Milan Vader, um corredor que renasceu após uma grave queda na Volta ao País Basco que o manteve duas semanas em coma induzido em 2022. Recordemos que o neerlandês fez a transição do mountain bike para a estrada após fechar top 10 nos Jogos Olímpicos de Tóquio no XCO. Vingegaard foi o Jumbo mais rentável no ranking UCI 2023 com 6304 pontos.Créditos: Bram Berkien UAE venceu o ranking WorldTour À tripla inédita nas grandes Voltas somemos a Gent-Wevelgem e a Através da Flandres de Christophe Laporte, o triunfo de Wout Van Aert em Harelbeke ou o de Dylan van Baarle na Omloop Het Nieuwsblad. É a primeira vez que a Jumbo-Visma – nas suas diferentes identidades – passa das 50 vitórias em 40 épocas anteriores! Perante estes dados como é que a UAE venceu o ranking UCI? O segredo esteve no fundo do armário, isto é, dos 20 atletas que pontuam, os 10 menos pontuados da UAE somaram 611 pontos em média enquanto na Jumbo a média foi de 309 pontos (6116 vs. 3017 pontos no total). A época da UAE foi coletivamente forte, mas perder o Tour de France pelo segundo ano consecutivo torna tudo agridoce. As 57 vitórias são recorde da estrutura e é certo que a UAE venceu o ranking WorldTour… mas a sensação é de que a melhor equipa do mundo ficou na 2ª posição. Results powered by FirstCycling.com Quick-Step em “crise” ainda rende acima da média Falou-se de fusão com a Jumbo-Visma e do desaparecimento da equipa, mas o projeto Quick-Step tem bases sólidas e ADN ganhador. Em 10 das últimas 12 épocas a formação belga passou a barreira das 50 vitórias. Este ano a Quick-Step voltou às 58 vitórias e foi a terceira melhor equipa neste ranking particular; isto mesmo sem ganhar uma clássica do pavé no WorldTour desde a Volta à Flandres de Kasper Asgreen, em 2021. Alicerçada em Remco Evenepoel – 12 vitórias – que teve como pontos altos a Liège e o título mundial de contrarrelógio, a Quick-Step construiu uma época sólida com triunfos nas três grandes Voltas, 23 vitórias no WorldTour e 12 provas de um dia. É caso para dizer que uma Quick-Step em “crise” ainda rende acima da média. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jasper Philipsen - Roubaix pode ser objectivo do ciclista mais vitorioso do ano Com a temporada a terminar, Jasper Philipsen é o ciclista mais vitorioso deste ano com 19 vitórias conseguidas, superando Tadej Pogacar  (17 vitórias), Jonas Vingegaard  (15 vitórias), Primoz Roglic  (15 vitórias) e Remco Evenepoel  (13 vitórias). Não obstante serem vitórias com menos impacto que as dos ciclistas antes mencionados, Philipsen é o ciclista que mais vitórias arrecadou no pelotão World Tour este ano, objectivo para o qual a equipa trabalhou, confessa o ciclista belga que conseguiu 4 vitórias e a classificação dos pontos no Tour de France este ano. "Depois do Tour procurámos um objetivo. O mais óbvio era almejar o máximo de vitórias possível. Foi um bom objectivo pois manteve-me motivado durante mais tempo." Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Para o conseguir, Philipsen não pôde "levantar o pé" após o Tour de France e teve que trabalhar duro em setembro e outubro. Paris-Roubaix pode objectivo O sprinter belga de 25 anos levantou os braços por 19 vezes na linha de meta este ano e o astuto diretor da Alpecin-Deceuninck, Christoph Roodhooft, não esquece o desempenho que Philipsen teve na Paris Roubaix, onde apesar de ter ido trabalhar para o líder Mathieu van der Poel, terminou no segundo posto, batendo Wout van Aert que terminou terceiro. Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Em declarações à imprensa belga, Jasper Philipsen acredita que ainda tem margem de progressão nas clássicas, sendo provável que a Paris Roubaix seja um objetivo em 2024. "Estou no meu melhor em termos de sprint, mas acho que posso evoluir outras características. O diretor Christoph Roodhooft diz que o Paris-Roubaix está nos planos da próxima temporada, este ano fiz uma boa corrida lá e sempre gostei daquela corrida. Espero poder vencer o Paris-Roubaix um dia." Não deixa de ser uma abordagem interessante, tendo em conta que esse também será provavelmente um objectivo de Mathieu van der Poel, ou poderá o fenómeno holandês alterar o calendário e objectivos em 2024 tendo em conta que é ano Olímpico? A progressão de Philipsen é notória nos últimos anos, em 2020 teve apenas três vitórias na UAE Team Emirates, em 2021 foi contratado pela Alpecin-Deceuninck e teve 9 vitórias, as mesmas que em 2022, este foi de longe o melhor ano da sua carreira, sendo considerado o melhor sprinter da atualidade. Media Day da Alpecin-Deceuninck em janeiro de 2023 Emergem nomes como Arnaud de Lie (Lotto Dstny), com 21 anos de idade, que conseguiu este ano 10 vitórias ou Olav Kooij (Jumbo-Visma), com 22 anos de idade, que conseguiu 13 vitórias, mas nem um nem outro colocaram os watts de potência à prova nas grande voltas. Caleb Ewan (1 vitória este ano) e Fabio Jakobsen (7 vitórias este ano) mudam de equipa em 2024, o primeiro ruma à Jayco AlUla, o segundo à DSM - firmenich, enquanto Dylan Groenewegen (6 vitórias este ano) se mantém na Jayco AlUla. Será interessante ver a batalha dps sprinters em 2024 e se pode Jasper Philipsen manter o resgisto notável de 19 vitórias numa temporada. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jumbo deixa o ciclismo, equipa terá nova denominação em 2024 A bem sucedida equipa holandesa encontrou finalmente um patrocinador para colmatar a saída da Jumbo do projecto, segundo a imprensa dos Países Baixos será a plataforma de aluguer de bicicletas Lease a Bike, passando a equipa a denominar-se Visma-Lease a Bike. Com a saída da rede de supermercados Jumbo como principal patrocinador da equipa holandesa, várias hipóteses foram equacionadas nos últimos tempos, inclusive uma fusão com a equipa Soudal Quick-Step, que acabou por não acontecer. Os responsáveis da Visma (empresa norueguesa que fornece software comercial) assumiram que o patrocínio iniciado em 2019 é com uma perspectiva de longo prazo, pelo que não veriam problema em assumir-se como patrocinador principal daquela que é neste momento considerada a melhor equipa de ciclismo do mundo. A Lease a Bike é um projeto de sucesso na Alemanha, Bélgica e Países Baixos, propriedade da empresa Pon, uma poderosa multinacional do ramo da importação automóvel e das bicicletas, entre outras máquinas do sector industrial. O patrocínio já existia mas em dimensão inferior, na jersey da Jumbo-Visma já se podia ver o nome 'Lease a Bike' este ano. A Pon acredita que o aluguer comercial de bicicletas será um mercado de enorme crescimento nos próximos anos, pelo que torna a 'Lease a Bike' no segundo patrocinador da equipa do atual vencedor do Tour de France. Na jersey da Jumbo-Visma já se podia ver o nome 'Lease a Bike' com menor expressão Jonas Vingegaard, Wout van Aert, Sepp Kuss e companhia vão assim correr pela Visma-Lease a Bike em 2024, equipa que terá um orçamento a rondar os 25/30 milhões de euros. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Waterloo A Baloise Trek Lions entrou na Taça do Mundo a vencer, Thibau Nys (filho de Sven Nys, lenda do ciclocrosse e dono da Baloise Trek Lions) conquistou este domingo a sua primeira vitória como elite na Taça do Mundo de Ciclocrosse em Waterloo.   Thibau Nys já havia mostrado na semana passada a forma com que chega a esta temporada, quando venceu o Exact Cross Beringen (primeira corrida da temporada) na Bélgica, relegando ao segundo lugar Eli Iserbyt (Pauwels Sauzen-Bingoal). Em Waterloo, Nys abriu a vantagem na quinta das sete voltas e cruzou a linha de meta isolado, 16 segundos antes do mesmo Eli Iserbyt, negando-lhe a quarta vitória consecutiva em Waterloo. Pim Ronhaar, também da Baloise Trek Lions, terminou em terceiro, carimbando assim um pódio quase perfeito para a marca Trek, que recebe esta corrida da Taça do Mundo junto à sua sede em Waterloo, nos EUA. TOP 10 POSCICLISTATEMPO01NYS Thibau 56:5902ISERBYT Eli + 1603RONHAAR Pim + 4104NIEUWENHUIS Joris + 5705VAN DER HAAR Lars + 01:0906VANTHOURENHOUT Michael + 01:3607KAMP Ryan + 01:4508VANDEPUTTE Niels + 02:0309MEEUSSEN Witse + 02:0810VANDEBOSCH Toon + 02:23 Vídeo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=1EJ4zTIG7uE Corrida feminina A Campeã do Mundo, Campeã da Europa e Vencedora da Taça do Mundo em 2022/23, Fem van Empel (Jumbo-Visma) repetiu a sua vitória da passada temporada em Waterloo, mostrando que apesar da fraca prestação na Taça do Mundo de XCO, no Ciclocrosse manda ela. No final Fem van Empel declarou inclusive que não apertou muito o ritmo. "Não sei o que aconteceu na corrida porque não acelerei, só rodei no meu próprio ritmo. Isso foi o suficiente para abrir uma vantagem. Estou muito feliz por vencer esta corrida", disse Van Empel.  A campeã do mundo de ciclocrosse apresentou-se na sua melhor forma para a temporada de ciclocrosse, dominou a corrida de cinco voltas do início ao fim, cruzando a meta com menos 36 segundos que a compatriota Puck Pieterse (Fenix-Deceuninck). Adivinha-se assim uma batalha como a da passada temporada entre Puck Pieterse e Fem van Empel. A ex-campeã do mundo Ceylin del Carmen Alvarado (Alpecin-Deceuninck), também dos Países Baixos, terminou no terceiro posto, a 1:51 das duas da frente, completando um pódio totalmente holandês. TOP 10 POSCICLISTATEMPO01VAN EMPEL Fem 48:3102PIETERSE Puck + 3603ALVARADO Ceylin del Carmen + 01:5104ROCHETTE Maghalie + 02:0405BACKSTEDT Zoe + 02:2206BAKKER Manon + 02:2307HONSINGER Clara + 02:5908HOLMGREN Isabella + 03:1509BENTVELD Leonie + 03:4910MANI Caroline + 04:13 Vídeo da corrida https://www.youtube.com/watch?v=vBusFkR7Kb8 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa vence no Japão antes de rumar à EF Education-EasyPost Entrou a vencer e saiu a vencer! Foi assim a passagem de Rui Costa pela Intermarché Circus Wanty. Em janeiro levantou os braços com vitória no Trofeo Calvia e em outubro fechou a temporada com vitória na Taça do Japão. Rui Costa, que cumpriu há dias 37 anos, derrotou Felix Engelhardt e Guillaume Martin após arrancar aos 300m para a meta numa corrida reduzida de 15 para três voltas (de 15km cada) pelo mau tempo. Em cada volta o pelotão passou a subida de Kogashiyama (2km a 6%) e Rui Costa não teve problemas em despachar Engelhardt, campeão europeu sub-23 em Anadia no ano passado. “Comecei o ano a vencer, na minha primeira corrida no Mallorca Challenge em janeiro e agora venci a minha última corrida no Japão. Foi um dia muito difícil devido ao frio e à chuva persistente, e também tive adversários difíceis de bater." Rui Costa EF Education EasyPost na frente para contratação de Rui Costa Rui Costa poderá rumar à equipa americana EF Education-EasyPost, o que não seria de estranhar tendo em conta as boas relações entre equipa e o empresário João Correia, agente de Rui Costa. Segundo alguns meios internacionais, o português poderá já ter contrato assinado com esta equipa. Movistar e Astana também estiveram na corrida, a primeira porque já teve o português nas suas fileiras e já o tentou contratar antes, a segunda porque precisa de pontos e Rui Costa é o ciclista que este ano mais pontos deu à Intermarche Circus Wanty. ### Pode Chris Froome voltar a ser competitivo? Ainda tem dois anos de contrato A temporada de estrada está a terminar, uma das ultimas competições é a Taça do Japão, onde se encontram ciclistas como Chris Froome, que voltou a ter uma temporada abaixo das expectativas que Sylvan Adams (dono da equipa Israel Premier Tech) colocou quando fez um contrato milionário de vários anos com o britânico. Sylvan Adams “Não contratámos Froome para fazer de relações públicas. Ele deveria ter sido o nosso líder no Tour, mas não conseguiu por motivos de desempenho.  ...não posso dizer que oferece uma boa relação custo-benefício. Na minha opinião, o seu desempenho inferior já não tem nada a ver com as suas lesões.” Disse Adams este verão. Por sua vez, Chris Froome continua a creditar que pode ser competitivo e confessou à imprensa que o seu foco continua a ser voltar ao Tour de France. “Apesar de não ter vencido muito ultimamente, ainda gosto muito de andar de bicicleta. O foco para a próxima temporada está no Tour de France. Para conseguir isso, tenho que me preparar muito bem.” Froome diz ter trabalhado muito para participar do Tour de France deste ano, mas que Infelizmente não deu certo, o que o levou a fazer algumas alterações, nomeadamente mudar a posição na bicicleta. Apesar da temporada não ter corrido como esperava, o britânico confessa estar melhor agora e sente-se entusiasmado para iniciar a nova temporada. Na Volta a Hainan (China) comecei com dificuldade devido a doença, mas acabei bem, senti-me cinco anos mais jovem. Queria participar em fugas, senti-me com energia e isso deu-me nova motivação para a próxima temporada.  Relembremos que Chris Froome tem contrato com Israel Premier Tech por mais dois anos, ou seja até aos seus 40 anos de idade, com um salário milionário de 5 milhões de euros por ano. Venceu por quatro ocasiões o Tour de France, a Vuelta duas vezes e o Giro uma vez, mas no Dauphiné em 2019 sofreu uma grave e desde então nunca mais foi o mesmo. Froome continua no entanto a ser uma figura muito mediática no mundo do ciclismo e onde quer que vá, fãs e repórteres querem tirar fotografias, assim como várias marcas querem associar a sua imagem ao ciclista britânico, como por exemplo a marca de bicicletas Factor que pintou uma edição especial Chris Froome. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de Ciclocrosse - Tudo o que precisas saber A Taça do Mundo de Ciclocrosse inicia este fim de semana com a ronda de Waterloo, nos Estados Unidos. Também no próximo domingo, realiza-se a primeira prova da Taça de Portugal desta modalidade. Juntamente com o troféu Superprestige e X20, a Taça do Mundo é a competição mais importante do ciclocrosse mundial, desde 1993 tinha normalmente entre 6 a 8 corridas mas a popularidade da modalidade aumentou e nos últimos anos quase que duplicou o número de corridas no circuito da Taça do Mundo. Por um lado, ao aumentar o número de corridas mais países organizadores têm oportunidade de entrar na taça do mundo, por outro lado, haver mais rondas da taça do mundo obriga equipas e atletas a terem que organizar e escolher bem quais os objetivos da temporada porque os Troféus Superprestige e X20 também têm prestígio, bons prémios monetários e realizam-se na Bélgica, o que facilita a logística das equipas e é menos cansativo para os atletas. Perante este cenário, a temporada 23/24 da Taça do Mundo de Ciclocrosse terá 14 em vez das 16 etapas da passada temporada, equipas e atletas demonstraram o desagrado e a UCI viu-se obrigada a adaptar. Além de serem 14 corridas, em vez das 16, há outras novidades a assinalar. Troyes, uma corrida que fazia parte da Taça de França será nesta temporada uma ronda da Taça do Mundo, além de haver o regresso ao calendário de três corridas que haviam saído por uns anos, Dendermonde (regressa após ausência por preocupações com o COVID-19), a famosa corrida de Namur (regressa após ter organizado os Campeonatos da Europa) e Hoogerheide (regressa após organização dos Campeonatos do Mundo). As duas corridas que foram novidade na passada temporada permanecem no calendário, após o sucesso do ano passado, a etapa espanhola em Benidorm, que teve mais de 15.000 adeptos no circuito (na qual o TopCycling esteve presente com Luís Beltrão e Gonçalo Moreira), e a etapa irlandesa de Dublin, que teve 10.000 adeptos no circuito o ano passado. Desta forma, existem quatro corridas que saem do calendário em relação à passada temporada, Beekde Bergen, a etapa americana em Fayetteville, Besancon e Tabor, sendo que esta ultima localização saiu porque irá organizar os Campeonatos do Mundo desta temporada 2023/24. Os Estados Unidos perdem Fayetteville, aparentemente pelo organizador ter ficado desapontado com o número de atletas na passada temporada, lembrando que as rondas realizadas nos Estados Unidos obrigam a uma longa viagem de atletas equipas, que acarreta também um grande investimento e nem todas as equipas têm capacidade financeira a e interesse nessa deslocação a solo americano. O Calendário da Taça do Mundo temporada 2023/24 ficou assim organizado: DATALOCALPAÍS15 OUT. 2023WATERLOOEUA29 OUT. 2023MAASMECHELENBEL12 NOV. 2023DENDERMONDEBEL19 NOV. 2023TROYESFRA26 NOV. 2023DUBLINIRL03 DEZ. 2023FLAMANVILLEFRA10 DEZ. 2023VAL DI SOLEITA17 DEZ. 2023NAMURBEL23 DEZ. 2023ANTWERPBEL26 DEZ. 2023GAVEREBEL30 DEZ. 2023HULSTHOL07 JAN. 2024 ZONHOVENBEL21 JAN. 2024BENIDORMESP28 JAN. 2024HOOGERHEIDEHOL As equipas Na presente temporada serão 29 as equipas UCI que irão competir tanto na Taça do Mundo, como nos restantes troféus. A Bélgica continua a ser o país com mais equipas, são 10 equipas belgas nesta temporada, seguida de França com 5 equipas, Itália e Estados Unidos com 3 equipas. Espantosamente, os Países Baixos, uma das seleções mais fortes e um dos países com mais atletas na Taça do Mundo, só tem uma equipa UCI. Espera-se nesta temporada nova luta titânica entre as equipas Pauwels Sauzen-Bingoal, Baloise-Trek Lions e Alpecin-Deceuninck, equipas que têm dominado nos últimos anos. Campeonatos do Mundo e da Europa Os Campeonatos da Europa serão realizados em Pontchâteau, França, nos dias 4 e 5 de Novembro, enquanto que os Campeonatos do Mundo serão em Tabor, República Checa, nos dias 3 e 4 de Fevereiro de 2024. Ultimos vencedores Taça do Mundo Laurens Sweeck Fem Van Empel Campeonato da Europa Michael Vanthourenhout Fem Van Empel Campeonato do Mundo Mathieu Van der Poel Fem Van Empel Em Portugal A época nacional de ciclocrosse começa também no próximo domingo, em Melgaço, com o arranque da Taça de Portugal. Depois de Melgaço, a Taça de Portugal de Ciclocrosse Credibom desloca-se para Oliveira de Azeméis (28 de outubro), Vouzela (29 de outubro), Paços de Ferreira (18 de novembro), Vila Real (19 de novembro) e Ansião (10 de dezembro). A época irá terminar no dia 14 de janeiro, data do Campeonato Nacional, a disputar em Abrantes. Nos canais Eurosport terás oportunidade de assistir a algumas das corridas da Taça do Mundo, bem como algumas corridas dos troféus mais importantes. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Queda impressionante de Gee Atherton na Red Bull Rampage Em dia de treinos da Red Bull Rampage (evento de Free Ride), Gee Atherton teve uma queda impressionante e teve que ser evacuado de helicóptero. Uma queda que ocorreu na primeira tentativa de saltar um dos maiores saltos do percurso deste ano. Gee Atherton foi evacuado de helicóptero após a queda e acaba de dar detalhes acerca do seu estado de saúde. https://twitter.com/Cycling_Vid/status/1712082190127817061 " Os ferimentos não são muito graves, algumas fracturas de vértebras e algumas e no crânio irão afastar-me por algumas semanas. Apesar de tudo, o que dói mais é faltar ao evento desta sexta-feira, principalmente depois de tanto esforço da equipa." O Red Bull Rampage é uma competição de bicicleta freeride somente para convidados, que se realiza desde 2001 nos Estados Unidos, e é conhecida mundialmente pelas descidas e saltos brutais que os pilotos realizam. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Granfondo Serra D'Ossa - Teste à Specialized Roubaix SL8 O Topcycling deslocou-se até Estremoz para testar a nova Specialized Roubaix SL8, no Granfondo Serra D'Ossa. O programa que a marca preparou para os jornalistas começou no dia antes do Granfondo, onde os jornalistas tiveram oportunidade de fazer uma volta de adaptação à bicicleta para acertar medidas, pressões de pneus e posição na bicicleta. No sábado fiz ainda uma pequena incursão fora de asfalto para ver o potencial deste modelo, que é precisamente direcionado a quem procura uma bicicleta de estrada versátil, que permita pedalar por todos os tipos de terreno. No domingo participei no Granfondo, um percurso de 150 quilómetros pelas maravilhosas paisagens alentejanas, entre Estremoz, Borba, Castelo de Vide e Redondo, com passagem pela Serra D'Ossa. No vídeo podes apreciar a ação de corrida (que nestes eventos abertos a qualquer pessoa são a experiência mais próxima de uma corrida de profissionais), as paisagens da zona e ainda ver o teste à Specialized Roubaix SL8, mostro todas as características e potencial desta bicicleta na estrada de asfalto e fora dela. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=1fJoRsHFJFs&t= Fotografia: Eduardo Campos Texto, vídeo e edição vídeo: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Babadag - A subida monstruosa da Volta à Turquia Triunfo de Alexey Lutsenko (Astana) na etapa rainha da Volta à Turquia que apresentou ao mundo o "monstro" de Babadag! Fica a ideia para quem se dedica a criar t-shirts temáticas: “Eu vi Lutsenko ganhar em Babadag”. Mandem fazer que eu compro! Via Eurosport assistimos ao nascimento de uma subida de culto, onde Alexey plantou a bandeira do Cazaquistão aos 1929m de altitude. A Volta à Turquia surge em fim de época apesar de ter sido projetada para abril. O terramoto que provocou quase 60 mil mortos na Turquia e na Síria justifica o adiamento do evento. Há dias em que sentimos que vimos algo único e a 3ª etapa da Volta à Turquia foi um desses dias. Babadag traduz-se como o “Monte Pai” e é uma subida com 18,4km de extensão, inclinação média de 10,3% e desnível positivo acumulado 1629m. Há quem diga que é a subida mais dura jamais utilizada numa corrida UCI... dado que é difícil de confirmar. O que podemos dizer é que esqueçam Ventoux, Zoncolan, Angliru ou Mortirolo. Por acumulado Babadag mete-os no bolso. Dos picos míticos do ciclismo europeu só Stelvio ou Colle delle Finestre são mais duros. A Bora trabalhou e a Astana ganhou Nas rampas de Babadag vimos o miúdo Florian Lipowitz (Bora) ser um super gregário do ex-mountain biker Ben Zwiehof, que só perdeu para Lutsenko nos 500m finais. Vitória do cazaque e da Astana, que meteu ainda Harold Tejada no 3º posto (Lipowitz foi 4º). A Bora trabalhou e a Astana ganhou. O primeiro não Bora ou Astana foi o suíço Matteo Badilatti (Q36.5). No “Monte Pai” o teste da verdade deu a paternidade a Lutsenko que já leva 39 vitórias na carreira, nenhuma tão dura como esta como explicou na entrevista após a etapa. https://twitter.com/GcnRacing/status/1711741205967466880 A Turquia tinha um “monstro” escondido Nada está ganho já que ainda há uma chegada em subida (6ª etapa) e apenas 18 segundos a separar Lutsenko e Zwiehof. Esta parte das montanhas Taurus – cordilheira que liga o planalto de Anatólia às regiões costeiras do Oeste turco – passa a fazer parte do léxico de qualquer aficionado que se preze. A Turquia tinha um “monstro” escondido e que foi apresentado ao mundo nesta 58ª edição. ### Movistar renova Nélson Oliveira Nélson Oliveira renova por dois anos até final de 2025 e vai cumprir uma década ao serviço da Movistar no WorldTour. Alejandro Valverde fez 17 épocas, Imanol Erviti 19. A Movistar tem vindo a perder referências e caso José Joaquin Rojas (17 temporadas na estrutura) também se retire os ciclistas mais antigos na equipa espanhola passam a ser Nélson Oliveira e Jorge Arcas. O português será também o mais veterano ao iniciar 2024 com 34 anos, mas vem de uma época impressionante onde fechou 6º no Mundial e no Europeu de contrarrelógio, além de ter concluído Tour e Vuelta. Era imprescindível renovar com um dos pilares da Movistar, que na carreira iniciou e concluiu 19 grandes Voltas. O bloco que tinha contrato em vigor inclui Rúben Guerreiro, Enric Mas, Iván Romeo, os três até 2025. Já o campeão espanhol, Oier Lazkano, Vinícius Rangel, Alex Aranburu, Sergio Samitier e Iván Sosa têm vínculo até 2024. As renovações que chegaram em massa esta terça-feira. Além de Nélson Oliveira continuam: Iván García Cortina: 2026 Mathias Norsgaard: 2026 Einer Rubio: 2026 Gonzalo Serrano: 2026 Jorge Arcas: 2025 Will Barta: 2025 Gregor Mühlberger: 2025 Antonio Pedrero: 2025 Fernando Gaviria: 2024 Johan Jacobs: 2024 Albert Torres: 2024 Rúben Guerreiro ganhou em Harrat Uwayrid para selar o triunfo no Saudi Tour, em fevereiro.Créditos: Alex Broadway/Getty Images Primeira parte da época foi produtiva A Movistar deve fechar o ano abaixo das 20 vitórias, fasquia que não supera desde 2019. A primeira parte da época foi produtiva – 11 triunfos incluindo o de Rúben Guerreiro no Saudi Tour – mas não teve continuidade. A 10 de outubro a equipa tem 16 vitórias e não cumpriu as expetativas nas grandes Voltas: Enric Mas foi 6º na Vuelta e abandonou no Tour, Einer Rubio foi 11º no Giro e ganhou a etapa de Crans-Montana – a única vitória em grandes Voltas e apenas uma de duas no WorldTour (a outra foi de Fernando Gaviria na Romandia). Prestes a iniciar a temporada número 45 no pelotão há desafios importantes no horizonte da Movistar. ### Mundial de Gravel 2023 - resumo das provas Masculina e Feminina O esloveno Matej Mohoric venceu a segunda edição do Campeonato do Mundo de Gravel. Aos 28 anos de idade, depois de ter vencido etapas de grandes voltas e monumentos do ciclismo, Mohoric sagrou-se Campeão do Mundo Campeão do Mundo após uma corrida disputada, com Florian Vermeersch e Connor Swift, que terminaram segundo e terceiro respetivamente.  O principal favorito, Wout van Aert, esteve na frente da corrida e na disputa da mesma, até ter tido um azar mecânico que o fez perder cerca de 100 posições, terminando ainda assim no oitavo posto, após uma longa e forte recuperação. O anterior Campeão do Mundo, Gianni Vermeersch, entre outros, não esteve na principal fuga e viu-se arredado da disputa da corrida desde cedo. Alejandro Valverde, já retirado da estrada mas que agora se dedica ao gravel, esteve na fuga da qual saíram os que acabariam por discutir a corrida, acabando por terminar num esplendido 4.º posto. TOP 10 POS.CICLISTATEMPO01MOHORIC Matej 04:53:5602VERMEERSCH Florian + 4303SWIFT Connor + 03:4004VALVERDE Alejandro + 06:4805SWENSON Keegan + 06:4806HERMANS Quinten + 07:2407VELASCO Simone + 07:5208VAN AERT Wout + 08:2409DE MARCHI Alessandro + 09:0810SCHÖNBERGER Sebastian + 09:43 Corrida Feminina A ciclista polaca Katarzyna Niewiadoma conquistou o Campeonato do Mundo de gravel, regressando da melhor forma às vitórias que lhe fugiam desde 2019. Katarzyna Niewiadoma é uma daquelas ciclistas que muitas vezes está na frente quando a linha de meta já está à vista, mas que raramente levanta os braços para comemorar. No sábado a ciclista polaca resolveu contrariar a tendência, lançando-se num ataque a solo que acabou por terminar com o melhor resultado, a camisola do arco-íris. As ciclistas que acompanhara a polaca no pódio valorizam ainda mais a sua vitória, Silvia Persico (Itália) e a atual vencedora do tour de France Demi Vollering (Holanda) terminaram no segundo e terceiro posto. TOP 10 POS.CICLISTATEMPO01NIEWIADOMA Katarzyna 04:49:4402PERSICO Silvia + 3303VOLLERING Demi + 3304KASTELIJN Yara + 01:2905WIEBES Lorena + 01:3306STEPHENS Lauren + 04:0207BOILARD Simone + 05:1908FISHER-BLACK Niamh + 05:2309REALINI Gaia + 06:0310CROMWELL Tiffany + 06:47 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Lombardia - O ultimo monumento da temporada Realiza-se hoje a Volta à Lombardia, o derradeiro ‘Monumento’ da temporada e uma das mais emocionantes e prestigiadas clássicas do calendário que promete deixar os fãs de ciclismo colados aos ecrãs do Eurosport. Depois da Milão – San Remo, Volta à Flandres, Paris – Roubaix e Liège-Bastogne-Liège chega a vez da Volta à Lombardia, que este ano cumpre a sua 117.ª edição. É considerada por muitos como uma clássica para trepadores, uma vez que favorece as caraterísticas deste tipo de ciclistas, apesar do final tipicamente plano ideal para os sprinters. A subida a Madonna del Ghisallo, Roncola, Berbenno, Passo della Crocetta, Zambla Alta e Passo di Gandia são algumas das mais famosas da corrida. As estrelas presentes Tadej Pogacar, Remco Envenpoel, Primoz Roglic, Richard Carapaz, Thibault Pinot, Bauke Mollema, Jay Hindley ou Simon Yates são algumas das estrelas que participam nesta edição de Il Lombardia. Tadej Pogacar venceu a ultima edição da Volta à Lombardia. Rui Costa é o único português na start lista das equipas e parte para a Lombardia após um bom resultado no Gran Piemonte. É a 12.ª vez que Rui Costa alinha na Lombardia. Horários e onde ver A partir das 9:15h, no Eurosport 2, arranca uma transmissão especial de sete horas em direto com toda a ação desta corrida plena de história e emoção. O percurso liga o Lago Como a Bergamo na extensão de 238 quilómetros com muitos desafios pelo meio. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Primoz Roglic apresentado na Bora-Hangroe É oficial, Primoz Roglic irá correr pela BORA-hansgrohe nas próximas temporadas. Num momento especialmente organizado para a imprensa, o chefe da equipa alemã, Ralph Denk, anunciou a transferência milionária do esloveno. Roglic sai da Jumbo-Visma após oito anos de sucesso, apesar de ainda ter mais tempo de contrato. Foi assim que a equipa anunciou Roglic https://twitter.com/BORAhansgrohe/status/1710220928943055025 “ Como ciclista e Team Manager, é necessária paciência. Nem sempre é o primeiro ataque que leva ao sucesso. Há oito anos, Primož quase se juntou a nós como neoprofissional. Agora ele chega até nós como um profissional com uma longa lista de vitórias que poucos conseguiram.” "Para nós, o fator decisivo não foi o que foi conquistado, mas o que temos pela frente. Juntos queremos deixar a nossa marca nas grandes corridas. Primož aprecia a força do nosso plantel e conhece o grande potencial dos seus futuros companheiros. Estou Estou convencido de que a sua personalidade inspirará toda a equipa, porque ele é um líder com vontade de vencer e ao mesmo tempo um ciclista de equipa. Acima de tudo, ele ama o que faz e para mim, isso é A chave para o sucesso." Disse Ralph Denk , Team Manager da BORA - hansgrohe "Estou ansioso por este passo, embora uma mudança de equipa seja como um novo território para mim. As boas recordações de quando nos conhecemos há anos atrás facilitaram as negociações. Mas o factor decisivo foi que a equipa está realmente motivada a trabalhar comigo e que temos as mesmas ideias." Disse Roglic De acordo com a imprensa, a operação de aquisição de Roglic teve um preço elevado, a Jumbo-Visma terá pedido cerca de 3 milhões de euros para rescindir o contrato que estava em vigor com Roglic. Além disso, o próprio ciclista pediu um salário mínimo de 5,5 milhões de euros para os próximos dois anos. (Esta informação não foi adiantada na conferência de imprensa). Outras exigências, são a liderança para o Tour de France. Em 2024 e 2025 o esloveno quer concentrar-se principalmente no Tour, a única grande volta que ainda não venceu. Em actualização... ### Rui Costa TOP 10 no Gran Piemonte, em dia de aniversário O Gran Piemonte deste ano começou em Borgofranco d'Ivrea, cerca de 60 quilómetros a norte de Torino. Esta edição teve "apenas" 152 quilómetros, mas teve um final difícil. Os últimos 65 quilómetros tinham 4 subidas: o Colleretto Castelnuovo (7,1 km a 3,4%), Faialllo (5,1 km a 5,4%), Alpette (4,9 km a 9%) e Prascorsano (4,4 km a 3,4%). Rui Costa, astuto como sempre, esteve na fuga juntamente com mais 12 ciclistas, fuga que acabaria por ser neutralizada na ultima subida. Pouco antes do topo do Prascorsano, Hirschi acelerou e Bagioli seguiu-o, assumindo logo depois a frente da corrida. Depois Aranburu e Martin juntaram-se a eles e pouco a pouco este quarteto conseguiu aumentar a vantagem. No grupo perseguidor, Rui seguiu Ganna nos últimos 300 metros mas iam demasiado longe dos 4 da frente, tendo o português terminado na sexta posição, no dia em que cumpriu 37 anos de idade. O português está a terminar uma temporada notável com esta idade. Andrea Bagioli acabou por vencer o Gran Piemonte. O italiano da Soudal Quick-Step foi o mais rápido do grupo. Marc Hirschi ficou em segundo, Alex Aranburu em terceiro e Guillaume Martin em quarto. TOP 10 POSCiclista EquipaTIME01BAGIOLI Andrea Soudal Quick-Step03:20:2502HIRSCHI Marc UAE Team Emirates+ 0003ARANBURU Alex Movistar Team+ 0004GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 1105COSTA Rui Intermarché-Circus-Wanty+ 1106ZIMMERMANN Georg Intermarché-Circus-Wanty+ 1107MARCELLUSI Martin Green Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 1608TEJADA Harold Astana Qazaqstan Team+ 1609TIBERI Antonio Bahrain Victorious+ 1610SCHULTZ Nick Israel-Premier Tech+ 16 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Astana Qazaqstan confirma: Mark Cavendish continuará por mais um ano Mark Cavendish não tem fim, "ainda não acabou", foi com esta frase, que a Astana Qazaqstan anunciou hoje que Mark Cavendish continuará como ciclista profissional por mais um ano.  O britânico de 38 anos queria despedir-se depois deste ano, mas depois da sua queda no Tour de France, os planos mudaram. Foi assim que a equipa anunciou nas redes sociais a continuidade de Mark Cavendish https://twitter.com/AstanaQazTeam/status/1709485605678145768 Cavendish tinha anunciado (pela segunda vez) que se iria retirar, no final de maio durante o Giro d'Italia, poucos dias depois, venceu a ultima etapa do Giro 2023, mostrando que ainda pode vencer. O objectivo seria depois vencer uma etapa no Tour, esteve perto mas após um segundo lugar numa das etapas, o britânico teve uma queda forte na oitava etapa e partiu a clavícula. O sonho de alcançar a 35ª vitória em etapas do Tour e de se tornar o recordista em número de vitórias em etapas parecia desmoronar ali, mas esse sonho é o que move Cavendish e ao que parece teremos o míssil de Man no Tour de France mais uma vez em 2024, com esse objectivo na mira. A primeira coisa que Alexandr Vinokurov me disse no Tour de France depois da minha queda foi “por que não fazer mais um ano?”. Bem, minha primeira reação foi “não, não…”. Eu não estava pronto para mudar minha decisão … Aí, conversei com minha família, meus filhos e recebi a resposta: “deverias continuar, só mais um ano…” Então, agora acredito que estou pronto para mais um ano como ciclista profissional e estou feliz por poder fazê-lo com a Astana Qazaqstan Team. Adoro esta equipa e mesmo depois do próximo ano gostaria de fazer algo mais por este projeto. disse Mark Cavendish. Alguma imprensa internacional avança que o experiente Mørkøv poderá estar a caminho da Astana Qazaqstan, no sentido de ajudar Cavendish. Seria a formação de uma dupla que teve sucesso no Tour de 2021. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo no Eurosport esta semana O Eurosport, canal conhecido como "A Casa do Ciclismo" emite ao longo desta semana várias corridas emocionantes que prometem fazer as delícias dos fãs da modalidade. Terça-feira, dia 3 de outubro A dose de ciclismo é a triplicar com a transmissão das corridas Binche-Chimay-Binche masculina e feminina e ainda o Sparkassen Münsterland Giro.  A primeira é uma famosa clássica de ciclismo de estrada realizada anualmente na região belga da Valónia, conhecida também por Memorial Frank Vanderbroucke, desde 2010, em homenagem ao ciclista falecido um ano antes com apenas 34 anos de idade e, na altura, o último vencedor da prova. Ivo Oliveira faz parte das escolhas confirmadas da UAE Team Emirares para a 36.ª edição da Binche-Chimay-Binche (Eurosport 2 às 12:00h), enquanto André Carvalho está na lista de pré-inscritos da Cofidis. Logo a seguir à conclusão da prova masculina o Eurosport transmite a prova feminina (Eurosport 2 às 13:25h) que vai apenas na sua 3.ª edição. Cortada a meta Binche-Chimay-Binche feminina, o Eurosport dá o salto da Bélgica para a Alemanha para seguir o direto do Sparkassen Münsterland Giro (Eurosport 2 às 15:30h), clássica de um dia discutida entre Osnabrück e Münster, na Renânia do Norte-Vestefália. Nas 17 edições passadas, o triunfo sorriu a históricos ciclistas da casa como André Greipel, Marcel Kittel ou John Degenkolb. Em 2022, Olav Kooij foi o primeiro a cortar a meta e este ano o neerlandês está de volta para tentar a novo triunfo. Quarta-feira, dia 4 de outubro A 102.ª edição da Tre Valli Veresine, competição que se realiza anualmente na região da Lombardia, junta dois grandes ciclistas eslovenos: Tadej Pogacar e Primoz Roglic. Quem vencerá a esta clássica italiana que atravessa os Vales Valcuvia, Valganna e Valtravaglia? O resumo com toda a ação pode ser visto quarta-feira, dia 4 de outubro, no Eurosport 2 às 14:00h. Quinta-feira, dia 5 de outubro Não há descanso para os ciclistas nesta quinta-feira, dia 5 de outubro, em feriado nacional, com o pelotão o Giro del Piemonte, também conhecido por Gran Piemonte, uma semi-clássica italiana de grande tradição realizada na zona montanhosa dos Apeninos, em Itália. A 1.ª edição data de 1906, mas só em 2005 é que a prova ganhou a categoria de 1.HC no calendário europeu da UCI.  Acontece dias antes da Volta a Lombardia, último ‘Monumento’ da temporada velocipédica. Iván García foi o mais recente vencedor do Gran Piemonte (2022) numa lista onde constam os nomes de estrelas como Rigoberto Úran, Philippe Gilbert, Daniele Benatti, Eddy Merckx, Alfredo Binda, Costante Girardengo ou Giovanni Gerbi. O Gran Piemonte 2023 tem transmissão, em direto, no Eurosport 2 às 13:50h. No sábado, dia 7 de outubro Quem ama o ciclismo não vai poder perder a Volta a Lombardia, (Eurosport 2 às 9:10), uma das mais importantes clássicas da temporada e o quinto e último ‘Monumento’ do calendário depois da Milão – San Remo, Volta à Flandres, Paris – Roubaix e Liège-Bastogne-Liège. Este ano cumpre-se 117.ª edição desta corrida italiana que liga o Lago Como a Bergamo na extensão de 238 quilómetros. É considerada por muitos como uma clássica para trepadores, uma vez que favorece as características deste tipo de ciclistas, apesar do final tipicamente plano ideal para os sprinters. A subida a Madonna del Ghisallo, Roncola, Berbenno, Passo della Crocetta, Zambla Alta e Passo di Gandia são algumas das mais famosas da corrida. Tadej Pogacar, Remco Envenpoel, Primoz Roglic, Marc Hirschi, Thibault Pinot, Giulio Ciccone, Bem Healy ou Henric Mas são algumas das estrelas que participam nesta edição de Il Lombardia. Domingo, dia 8 de outubro Finalmente no domingo, dia 8 de outubro, acompanhe o arranque da 58.ª edição da Volta à Turquia (Eurosport 1 às 10:45h). Durante oito dias siga toda a ação ‘non-stop’ do pelotão nesta corrida que parte de Antalya rumo a Istambul. Pouco depois é a vez da Paris – Tours (Eurosport 2 às 14:10h), uma emocionante prova de ciclismo de estrada de apenas um dia disputada entre estas duas cidades de França, num percurso com uma extensão de cerca de 213,9 quilómetros. A primeira edição da Paris – Tours realizou-se em 1896, o que a converte numa das clássicas mais antigas do mundo. Ao longo de 116 edições foram muitos os ciclistas a inscreverem o seu nome na história da competição.  Em 2021 e 2022, a vitória foi garantida pelo ciclista da casa Arnaud Démare que regressa uma vez mais para tentar a ‘tripla’. ### Jasper Stuyven e Lorena Wiebes Campeões da Europa de Gravel Uma semana antes do Campeonato do Mundo em Veneto, Itália, decorrerem o Campeonato da Europa de Gravel e o Campeonato Belga de Gravel em Oud-Heverlee no domingo. Um título europeu é sempre um título, ainda que seja de uma modalidade recente no ciclismo, e como tal havia muitas estrelas do pelotão presentes e com ambições ao título, além dos campeões do mundo Gianni Vermeersch e Pauline Ferrand-Prévot, muitos ciclistas de topo de outras vertentes do ciclismo estiveram na linha de partida. Corrida masculina Jasper Stuyven (Lidl-Trek) conquistou o primeiro título do Campeonato Europeu de gravel, bem como o Campeonato Nacional Belga numa corrida combinada que ocorreu na zona de onde é natural, perto de Leuven. Tim Merlier (Soudal-Quickstep) e Paul Voss terminaram no segundo e terceiro posto respectivamente. Stuyven nasceu nesta região e estava familiarizado com o percurso, mas o mais importante é que o ciclista da Lidl-Trek também teve pernas para obter vantagem sobre os ciclistas de gravel mais experientes. https://twitter.com/UEC_cycling/status/1708532091019722951 TOP 10 POS.Ciclista (Equipa)Tempo1Jasper Stuyven (Lidl Trek)4:16:272Tim Merlier (Soudal - Quick Step)0:01:213Paulo Voss0:01:214Gianni Vermeersch0:01:215Florian Vermeersch (Lotto Dstny)0:01:226Petr Vakoc (Canyon Isadore)0:01:237Bert van Lerberghe (Soudal - Quick Step)0:04:208Frederik Raßmann (Dauner Akkon)0:04:219Lander Loockx0:04:2210Kevin Panhuyzen0:04:26 Corrida feminina Tiffany Cromwell (Canyon-SRAM) conquistou a vitória na corrida feminina no UEC Gravel Championships, mas foi Lorena Wiebes (SD Worx) quem conquistou o título de Campeã Europeia, superando Fem van Empel (Jumbo-Visma) no sprint atrás. Wiebes revelou que teve um furo lento e não pôde acompanhar Cromwell quando atacou, no entanto, apesar de poder correr Tiffany Cromwell não estava elegível para o Campeonato da Europa (porque é australiana), pelo que Wiebes arrecadou o título, Van Empel a medalha de prata e Elena Cecchini o bronze. As mulheres enfrentaram 131 quilómetros em duas voltas, um circuito longo acidentado e uma volta curta de encerramento com 44 km's. de gravilha e 6 km's. de pavê na volta mais longa. https://twitter.com/UEC_cycling/status/1708532448697422059 TOP 10 POS.Ciclista (Equipa)Tempo1Tiffany Cromwell (CANYON//SRAM RACING)3:49:572Lorena Wiebes (TEAM SD WORX)0:00:173Fem Van Empel0:00:174Elena Cecchini0:00:205Barabara Guarischi0:05:136Pauliena Rooijakkers (CANYON/SRAM)0:09:117Tessa Neefjes (LIV)0:09:528Giada Borghesi0:09:529Marthe Truyen0:09:5310Bárbara Borowiecka0:13:04 Na próxima semana realizam-se os Campeonatos do Mundo da modalidade, em em Veneto, Itália. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Roglic bate Pogacar em San Luca Primoz Roglic diz adeus à Jumbo-Visma vencendo no Giro dell'Emilia. Tadej Pogacar e Simon Yates completaram o pódio. Primoz Roglic foi o nome do dia e não apenas por ter conseguido vencer a 106ª edição do Giro dell'Emilia. À partida para a corrida italiana confirmou que está de saída da Jumbo-Visma e com isso marcou a atualidade do ciclismo mundial. Oito anos depois de ter sido contratado à Adria Mobil o esloveno de 33 anos separa-se da equipa que o consolidou como um dos melhores da história. Na Jumbo-Visma deixa (por agora) 74 vitórias, quatro grandes Voltas e um Monumento. Pelo meio conquistou também um ouro olímpico no contrarrelógio (em Tóquio 2020). Bora-hansgrohe, Ineos Grenadiers e Israel Premier Tech querem assegurar Primoz Roglic. O GCN reportou que em causa está um contrato de três anos, seis milhões de euros por temporada e a liderança no Tour de France. A nova equipa é anunciada após a Volta à Lombardia (sábado 7/10). https://twitter.com/TJV_supporters/status/1708125830382064050 Pogacar trabalhou e Roglic ganhou O Giro dell'Emilia não teve muita história. A UAE-Emirates – on fire na campanha pré-Lombardia após vencer Coppa Agostoni, Troféu Matteoti e Coppa Sabatini – controlou a corrida para Pogacar. O ciclista mais ganhador da temporada – com 16 triunfos – contou com o endurecimento de Adam Yates que deixou na frente um grupo de nove ciclistas a uma volta do final. Na última das cinco ascensões ao santuário de San Luca foi a vez de Pogacar atacar, mas sem soltar Richard Carapaz nem Roglic. Nos últimos 500m foi a história do costume: Roglic fez a aceleração que é marca da casa e rebentou com a concorrência. Pogacar foi 2º (já em 2022 tinha perdido para Enric Mas) e Simon Yates fez uma recuperação incrível para fechar em 3º. Não houve portugueses em prova ganha por Acácio da Silva em 1985 e onde João Almeida foi 2º em 2020 e em 2021. Com a terceira vitória no Giro dell'Emilia, Roglic iguala os italianos Fausto Coppi, Gianni Mota e Davide Cassani. Results powered by FirstCycling.com ### Gravel da Cabeça Gorda - Condições para ser a referência (com vídeo) O Topcycling deslocou-se a Cabeça Gorda, localidade no conselho e distrito de Beja onde se realiza a Ultra Maratona BTT juntamente com o evento de gravel no mesmo dia. A organização é do Clube Recreativo e Desportivo Cabeça Gorda, popularmente conhecido como Ferrobico, gente que recebe os participantes nestes eventos como poucos, nada falta desde o momento da inscrição até ao momento do "adeus e até para o ano", desde abastecimentos com quantidade e qualidade, ao apoio mecânico, percursos e simpatia. Juntando todos os factores, este evento tem tudo para crescer e se tornar numa referência de eventos de gravel no nosso país. No vídeo pode apreciar-se a região de Beja e Mértola no Pulo do Lobo, bem como a experiência do Luís Beltrão a participar nesta festa do ciclismo que esta organização coloca nas paisagens alentejanas pelo segundo ano consecutivo. Vídeo https://youtu.be/QCARYaM33xE?si=5RfwC8-6tEnDdpqL Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A nova Specialized Creo 2 A Specialized apresentou a nova Creo 2, a segunda geração da sua bicicleta de gravel elétrica chega logo após a apresentação da nova Roubaix SL8, o modelo de estrada, o que têm em comum? O conforto e o facto de permitirem ao ciclista chegar mais além. A Specialized Creo 2 tem mais potência, mais autonomia, é mais leve, mais espaçamento de pneus e o Future Shock 3.0, uma bicicleta mais capaz em todos os aspetos. A premissa partilhada pela marca é, não ter que escolher. Estrada ou gravel? 5 quilómetros ou 5 horas? Subir ou Descer? Acústica ou Elétrica? Sofrer ou Sorrir? Eletrólitos ou Cerveja? Sempre Expresso. Sozinho ou em Grupo? Ataque ou ir na roda? Mais potência ou menos peso? A Creo 2 não é sobre ter de escolher. É sobre ter tudo. Novo Motor Specialized SL 1.2 O SL 1.2 é o sistema de bicicleta elétrica que equipa as novas máquinas da Specialized, oferece uma sensação com 33% mais potência (320 Watts) do que o seu antecessor, enquanto 43% mais binário (50 Nm) torna o trabalho rápido nas subidas mais íngremes. Segundo a marca, o sistema SL 1.2 é também um sistema de bicicleta elétrica mais silencioso. Future Shock 3.0 A Creo 2 apresenta o Future Shock 3.0. com 20 mm de curso suave que reduz os impactos em mais de 53%. A Specialized afirma que o Future Shock ajuda a manter as mãos e o guiador firmes para uma condução mais suave, com mais controlo para manter a velocidade, segurança e, ao mesmo tempo, ajuda a reduzir a fadiga durante longos dias no selim. Construir um quadro que acomode um motor e uma bateria significa um quadro mais rígido e robusto. O Future Shock 3.0 – em combinação com pneus de alto volume – ajuda a Specialized Creo 2 a ser suave e compatível com a rigidez adicional do quadro. Pneus Grandes, sem prejuízo De acordo com a Specialized, quando a potência da Creo 2 se cruza com os pneus leves e ultra-eficientes para grandes volumes é uma condução suave e rápida em qualquer estrada. Seja com os Tracers 47c, ou até mesmo uns pneus de 2,2” para maior capacidade em gravilha, a Creo 2 consegue ter um desempenho extraordinário na estrada e ripar na terra. Preços e disponibilidade Podes ver a gama completa, as cores, os preços e disponibilidade da nova Specialized Creo 2 no site da marca aqui: www.specialized.com/pt ### Almeida, Ayuso e Pogacar no Tour em 2024? UAE-Emirates não vence uma "grande" há dois anos. Apostará no tridente Almeida, Ayuso e Pogacar no Tour de 2024? A Jumbo-Visma demonstrou na Vuelta que o êxito não chega apenas dando aos pedais. A gestão dos recursos humanos – sobretudo quando são muitos e bons – é tão essencial como o rendimento desportivo. Na Vuelta transformaram um “problema” num êxito popular com a vitória de Sepp Kuss. A intervenção da direção desportiva após a “cimeira do Angliru” é a definição de uma gestão eficaz: Giro para Primoz Roglic, Tour para Jonas Vingegaard e Vuelta para Sepp Kuss; além de etapas para cada um. Todos (mais ou menos) contentes. Créditos: Rafa Gomez/Sprint Cycling Agency Na alta competição não há vitórias morais A UAE-Emirates tem pela frente um ano decisivo em termos de projeto. Há dois anos que não ganha o Tour, mas também não conseguiu compensar no Giro ou na Vuelta. João Almeida e Juan Ayuso subiram ao pódio, mas na alta competição não há vitórias morais. Quem investe exige retorno e nos Emirados Árabes Unidos retorno é igual a vitórias. Fechar 2023 como a melhor equipa do ranking UCI (cenário ao alcance da UAE) tem mérito, mas não tapa a realidade de que a Jumbo-Visma foi superior nos momentos-chave da época. Almeida e Ayuso eram jovens cujo potencial precisava ser confirmado. Entende-se terem montado a equipa em torno de Tadej Pogacar. Entretanto esse potencial foi confirmado. Chegou a hora de definir quem disputa a corrida A, B ou C e em que contexto, isto é, com um bloco mais ou menos vocacionado para a geral. Créditos: LaPresse João Almeida vai fazer o Tour em 2024 Após quatro Giros e de dobrar com a Vuelta nas duas últimas épocas, João Almeida vai fazer o Tour em 2024. Nem questiono o desgaste físico – evidente já que fez sempre melhor no Giro do que na Vuelta – mas a saturação mental de ter sempre o mesmo calendário e a ambição de disputar o Tour dão lógica à mudança. Aos 25 anos João Almeida é um caso raro: quase todos os voltista importantes desta geração já correram o Tour menos ele! Uma progressão paciente que contrasta com a adrenalina que gosta de sentir longe do ciclismo. Antes de subir ao pódio no Giro entrevistamos João Almeida. Estava confiante, maduro e decidido. Tem um plano e é um líder experiente num contexto de máxima pressão. "Não sou nenhum veterano, mas tenho bastante experiência e já fiz quatro [agora cinco] grandes Voltas. Todas correram bem à exceção do Covid. Sou um João Almeida com muito mais experiência, com as coisas muito mais planificadas, que sabe o que quer, que comunica o que quer, o que é necessário fazer. Aprendi com os erros e situações do passado. Também estou mais forte. João Almeida "O gregário da Jumbo ganhou a corrida" Na UAE estão todos tapados por Pogacar. É a realidade de ter como colega um fenómeno. Só que Ayuso também quer ter voz – compreensível porque só um craque faz 4º na Vuelta após sete meses parado por lesão. O valenciano disse ao portal Relevo que aspira a mais. "Tenho que falar com a equipa, mas em princípio sim que gostaria de estar lá [no Tour] no ano que vem”. Também descartou fazer duas “grandes” na mesma época por só ter 21 anos. Sobre qual o papel no Tour, Ayuso demonstrou andar atento. “Já vimos como correu ao [Adam] Yates, que supostamente foi como gregário, mas ganhou uma etapa, liderou e terminou no pódio em Paris. Realmente não teve que trabalhar para o Tadej, só com estar lá forçava o resto das equipas a fazerem coisas diferentes. Já vimos isso aqui na Vuelta, onde o gregário da Jumbo ganhou a corrida.” Juan Ayuso Ayuso coloca à UAE um (bom) desafio. Será a gestão dos egos e das ambições a ditar o sucesso da próxima campanha. A bola está do lado de Gianetti, Matxin... e Pogacar. Temos que aguardar para ver se irá ao Giro em 2024 – como há muito deseja – ou volta a privilegiar o Tour para tentar derrotar Vingegaard. ### Iuri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA) triunfa na Volta à Croácia Iuri Leitão venceu hoje a segunda etapa da Volta à Croácia. O ciclista português da Caja Rural-Seguros RGA conseguiu bater ao sprint ciclistas como Elia Viviani (Ineos Grenadiers) e Alexander Kristoff (Uno-X). Iuri Leitão confirma assim o grande momento de forma que atravessa, selando mais um triunfo naquela que é a sua melhor temporada de sempre. Vídeo dos últimos metros https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1707055996361666986 O português já havia vencido este ano uma etapa, mais a classificação geral e a classificação dos pontos no International Tour of Hellas, na Grécia, assim como duas etapas no GP Beiras e Serra da Estrela. Também este ano, Iuri Leitão já fez história no ciclismo português de pista, ao sagrar-se campeão do mundo na disciplina olímpica de omnium. Com a vitória de hoje o português subiu ao segundo lugar da geral, estando agora a seis segundos de Viviani. ### A Shimano anuncia inspeção e substituição de pedaleiros de estrada HOLLOWTECH II A Shimano anunciou, a nível mundial, um programa voluntário de inspeção e substituição de certos pedaleiros de estrada HOLLOWTECH II de 11 velocidades. A marca informa que há mais de 100 anos que está empenhada em produzir componentes da mais alta qualidade, mais duradouros e fiáveis na indústria do ciclismo. Com esta dedicação à segurança e à qualidade em mente, a Shimano emitiu um Aviso de Inspeção eSubstituição Voluntária para pedaleiros de estrada HOLLOWTECH II de 11 velocidades, produzidos entre 1 de junho de 2012 e 30 de junho de 2019, inclusive, devido a um possível problema de separação da liga. Os modelos que podem estar afetados Isto diz respeito especificamente aos pedaleiros de estrada Shimano ULTEGRA FC-6800, DURA-ACE FC-9000, ULTEGRA FC-R8000, DURA-ACE FC-R9100 e FC-R9100-P 11-Speed Bonded HOLLOWTECH II na Europa. De forma a remediar a situação, a Shimano irá mandar inspecionar os pedaleiros aplicáveis, anteriores a julho de 2019, pelos retalhistas autorizados da Shimano, e irá substituir os pedaleiros que não passarem o processo de inspeção. Não haverá necessidade de substituição dos pedaleiros que passarem no processo de inspeção. É importante que o utilizador saiba que, ainda assim, nem todos os pedaleiros de estrada HOLLOWTECH II de 11 velocidades precisam de ser inspecionados, apenas os pedaleiros produzidos entre 01 de junho de 2012 e 30 de junho de 2019, inclusive. A Shimano espera que apenas uma percentagem muito pequena destes pedaleiros dê origem à substituição dos mesmos. Como saber identificar? Os consumidores devem seguir o processo de identificação e inspeção do seu pedaleiro como apresentado abaixo ou visitar bike.shimano.com para obter informações mais detalhadas. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Sofrer e acabar no Vamberg – o Europeu das portuguesas O TopCycling faz o balanço da participação de Portugal nas provas femininas do Europeu de estrada. Sub-23 Daniela Campos foi a mais regular. Balanço positivo para Portugal em Drenthe, no Campeonato da Europa realizado nesta província dos Países Baixos. De juniores a elites, as cinco atletas convocadas concluíram as respetivas provas. Para a mais experiente da convocatória, a ribatejana Maria Martins, a época foi longa. Em 2023 o foco foi colocado no apuramento olímpico na pista para Paris 2024 – com o Europeu em fevereiro e o Mundial em agosto – e na adaptação ao WorldTour com a Fenix-Deceuninck. Mentalmente a corredora chegou a Drenthe cansada e o percurso que incluiu seis subidas ao Vamberg não ajudou. Tata Martins é mulher de colocação e sprint, mas com menos dureza. Aguentou até à quarta passagem no Vamberg, mas não baixou os braços e acabou no 71º posto. “Sabia que tinha de sofrer muito numa subida como esta, mas entreguei tudo o que tinha. A primeira subida fez-se em ritmo forte, mas as duas seguintes foram mais moderadas. Na quarta passagem surgiram os ataques”. Maria Martins A prova de elites foi ganha pela neerlandesa Mischa Bredewold com um ataque na volta final que trocou os planos às favoritas. A colega Lorena Wiebes defendia o título, mas foi apenas 2ª batendo a campeã mundial Lotte Kopecky. Tata Martins foi 71ª em Drenthe. Em 2019, foi 4ª em sub-23 também nos Países Baixos, mas em Alkmaar (2019) num percurso menos duro. Daniela Campos foi a melhor em Drenthe Depois de três lesões sucessivas na clavícula Daniela Campos pode finalmente sorrir! A algarvia saiu do Campeonato da Europa com o 14º lugar na prova de fundo e o 16º no contrarrelógio. A atitude de Daniela Campos é o reflexo do espírito do bloco liderado pelo selecionador José Luis Algarra. “Estou bastante feliz com o resultado. Tendo em conta a época difícil que tive e os poucos dias de competição neste ano, acho que é muito bom. É um reflexo de todo o trabalho que tenho feito, apesar dos percalços, e mostra que tenho valor para estar no grupo da frente e, futuramente, discutir estas corridas.”  Daniela Campos Daniela Campos no final da prova com Delmino Pereira, presidente da FPC. O posicionamento foi a chave dos Europeus de Drenthe. Estradas estreitas, subidas técnicas e mudanças de ritmo que favoreceram umas e prejudicaram outras. Beatriz Pereira também alinhou na prova de sub-23 e chegou na 73ª posição. Depois de se estrear no Giro, a colega de Daniela Campos na Bizkaia-Durango cumpriu mais um passo no desenvolvimento como atleta. “A parte inicial da corrida foi uma loucura, só cheirava a borracha. Houve muitas quedas e eu não estava propriamente bem colocada, cheguei a ficar fechada em algumas. Fui sempre ligeiramente mal colocada, subida a subida fui pagando a fatura. Descolei na terceira volta e depois esforcei-me para terminar a corrida. O primeiro objetivo – acabar – foi alcançado, agora é pensar em melhorar para o futuro.” Beatriz Pereira A neerlandesa Ilse Pluimers sagrou-se campeã batendo ao sprint a britânica Anna Shackley, enquanto a suíça Linda Zanetti fechou o pódio. Marta Carvalho mostra caráter Em juniores Portugal fez-se representar por duas atletas na prova de fundo, Marta Carvalho e Raquel Dias. A corredora melhor posicionada foi Marta Carvalho (34ª), a melhor júnior da Volta a Portugal Feminina Cofidis. “As sensações não foram as melhores. As pernas estavam um bocado cansadas, mas consegui acompanhar sempre o grupo da frente e estou muito feliz com este resultado. A principal dificuldade era a subida, onde as adversárias impõem um ritmo bom, mas nas descidas elas sabem que também podem fazer diferença e também arriscavam tudo. Este desempenho é motivador e para o ano vamos continuar a trabalhar para evoluir e obter bons resultados.” Marta Carvalho As duas juniores convocadas representam a Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade. Raquel Dias só descolou à entrada para a volta final e acabou no 77º lugar. A belga Fleur Moors e a italiana Federica Venturelli destacaram-se e ficaram com ouro e prata; a francesa Léne Tabu levou o bronze. ### Terramoto no WorldTour – Jumbo pode absorver a Quick Step Jumbo-Visma de Richard Plugge pode absorver a Quick Step de Patrick Lefevere e criar uma super equipa de Países Baixos e Bélgica. O habitualmente bem informado portal neerlandês Wielerflits avança a notícia, deixando cair por terra o cenário projetado há meses de uma eventual fusão entre Ineos Grenadiers e Soudal Quick Step. No novo tabuleiro do WorldTour deixaria de existir a maior equipa da história das clássicas, mas passaríamos a ter um gigante do Benelux. O novo paradigma do ciclismo é a Jumbo-Visma, que este ano fez algo inédito vencendo Giro, Tour e Vuelta. Para rematar o ano ainda fizeram a tripla na prova de fundo do Europeu de Drenthe. Licença WorldTour à venda e atletas livres Quando duas equipas se juntam há sempre uma que sai por cima. A Jumbo-Visma marca os termos da operação já que Richard Plugge seria CEO e Merijn Zeeman coordenador da área desportiva. Aos 68 anos, Patrick Lefevere passaria à reforma com uma posição simbólica na estrutura. A Jumbo-Visma manteria a licença de WorldTeam e a Quick Step colocaria a sua à venda. Lefevere tem uma participação e o milionário Zdenek Bakala é o sócio maioritário. Num WorldTour hermético e onde até final de 2025 não há revisão de licenças, a da Quick Step vale alguns milhões de euros porque é uma via rápida para a máxima categoria. Licença WorldTour à venda e atletas livres. Neste momento a Jumbo-Visma tem 27 corredores com contrato para 2024 e a Quick Step tem 23. As regras da UCI preveem que a equipa que vende a licença WorldTour deixa de existir, logo, o atleta pode aceitar um novo contrato na nova estrutura ou passar a agente livre. Créditos: Luis Angel Gomez/Sprint Cycling Agency Roglic e Evenepoel são os ativos mais cotados Ao nível dos patrocinadores reporta o Wielerflits que Soudal e Visma ficariam ligadas ao projeto. A Quick Step cessaria um patrocínio ativo há 25 anos e a Jumbo já se sabe que vai acabar com todos os apoios ligados ao desporto. Na ótica da configuração do plantel há um excesso de corredores e após a Vuelta nada será igual na Jumbo-Visma. Por exemplo, Primoz Roglic, que era o líder na Vuelta e acabou em 3º, já terá sido sondado por Bahrain Victorious, Jayco-AlUla, Lidl-Trek e Movistar. Remco Evenepoel é outro peixe graúdo. O pai Patrick Evenepoel disse desconhecer esta operação e ficou surpreendido pela notícia. Quem não gostaria de contar com o campeão mundial de contrarrelógio? Roglic e Evenepoel são os ativos mais cotados, mas há muitas consequências potencialmente negativas na operação. O que vai acontecer às equipas femininas da Jumbo-Visma e da AG Insurance-Soudal Quick-Step? Ambas fazem parte do WorldTour… Aguardemos pelos próximos capítulos. ### Franceses Koretzky e Lecomte dominam o evento de teste olímpico do XCO para París 2024 Loana Lecomte e Victor Koretzky foram os vencedores da prova de teste (no mesmo circuito) para os Jogos Olímpicos de Paris 2024. Tratou-se de um evento de teste para que os ciclistas façam um reconhecimento do percurso e possam ajustar ao máximo o seu treino com vista ao objectivo de ser Campeão Olímpico da modalidade em 2024. Prova Feminina A vitória foi para Loana Lecomte, que conseguiu chegar isolada à linha de meta. A francesa voltou a provar que neste momento é a mais forte da atualidade. A suíça Alessandra Keller também mostrou o bom níveo apresentado nas Taças do Mundo, mas um furo acabaria por a afastar da discussão da corrida com Lecomte. Desta forma, depois de Lecomte, completaram o pódio Laura Stigger no segundo posto e Pauline Ferrand-Prevot no terceiro. TOP 10 Results powered by FirstCycling.com Prova Masculina A prova masculina foi bastante disputada e terminou com um grupo de 7 ciclistas a discutirem a corrida. Nino Schurter, Jordan Sarrou, Anton Cooper, Victor Koretzky, Adrien Boichis, Charlie Aldridge e Luca Braidot formaram o grupo que se destacou dos demais. Na última volta Boichis, Aldridge e Braidot mudaram o ritmo na frente da corrida e a vitória foi disputada ao sprint. Koretzky foi o mais rápido e cimentou mais uma importante vitória depois de vencer o XCC e o XCO de Les Gets, desta feita batendo o neozelandês Anton Cooper, que terminou segundo, e Nino Schurter que foi o terceiro. Em relação às super estrelas das várias vertentes do ciclismo, terminaram com um resultado modesto, Mathieu van der Poel foi 28.º e Tom Pidcock terminou no 36.º posto. TOP 10 Results powered by FirstCycling.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Christophe Laporte consegue primeiro título Europeu de fundo para a França Francês Christophe Laporte bateu o belga Wout van Aert, com o neerlandês Olav Kooij a terminar no terceiro posto, num dia em que a Jumbo Visma voltou a dominar, pois apesar de hoje correrem em equipas opostas (seleções), os três ciclistas pertencem à equipa neerlandesa. Na tirada de 199,8 quilómetros entre Assen e o col du Vam, o francês atacou a 12 quilómetros do final e conseguiu manter uma vantagem suficiente para entrar na subida final isolado, no entanto assistiu-se a um final empolgante e dramático, pois Laporte seria apanhado mesmo em cima da linha de meta, conseguindo ainda assim a vitória, com 4h. e 15m. de corrida. Vídeo da chegada https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1705958741013586277 Christophe Laporte junta assim o título europeu aos triunfos conseguidos esta temporada na Gent-Wevelgem - ‘oferecido’ precisamente por Wout Van Aert - e na Através da Flandres. Wout van Aert, por sua vez, voltou a não conseguir o título para a Bélgica, tal como tem acontecido nos anos anteriores na prova de fundo. Quanto aos portugueses, Nelson Oliveira acabou foi o melhor português, na 18.ª posição, a 48 segundos do vencedor, Ivo Oliveira, que furou, foi 34.º, André Carvalho terminou no 57.º posto e João Matias na 85.ª posição. Iúri Leitão não terminou a prova. TOP 10 final POSCICLISTA - EQUIPATEMPO01LAPORTE Christophe - França04:15:5002VAN AERT Wout - Bélgica+ 0003KOOIJ Olav - Países Baixos+ 0004DE LIE Arnaud  - Bélgica+ 0105TEUNISSEN Mike - Países Baixos+ 0906TILLER Rasmus - Noruega+ 0907PEDERSEN Mads - Dinamarca+ 1308DEGENKOLB John - Alemanha+ 1509KRON Andreas - Dinamarca+ 3910SÉNÉCHAL Florian - França+ 41 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Top 15 para António Morgado no Europeu Dinamarquês Henrik Pedersen venceu a prova de fundo do Europeu. Portugal meteu António Morgado no 14º posto. A prova de fundo dos sub-23 masculinos teve 136,5km e os primeiros 65km serviram para levar os corredores até ao circuito final. Aí deram cinco voltas (14,3km cada) com meta no Vamberg, colina com 1500m e 4,2% de média. Fabricado sobre um antigo aterro que se tornou subida de culto nos Países Baixos, o Vamberg é traiçoeiro por incluir uma curta descida e subsequente subida de 10% num setor de 400m de pavé.  O campeão e o vice-campeão saíram da fuga! Henrik Pedersen surpreendeu o espanhol Ivan Romeo na subida final e levou o título europeu, já na luta pelo bronze foi o francês Paul Magnier que prevaleceu. Triunfo do atleta da Coloquick – equipa que formou Jonas Vinvegaard – que não fez qualquer resultado relevante em provas internacionais na presente temporada. A Dinamarca não vencia desde que Casper Pedersen (vencedor da Figueira Champions Classic) em 2017. Nessa edição Casper Pedersen bateu Benoit Cosnefroy (campeão mundial nesse ano) e Marc Hirshi (campeão europeu e mundial sub-23 em 2018). https://twitter.com/UEC_cycling/status/1705184746748145841 Caótico Vamberg tirou Portugal das medalhas Desde que Carlos Salgueiro foi 9º no Europeu de Plouay, em 2019, que a seleção nacional tem estado ausente do top 10 na prova de fundo. António Morgado sabia que o percurso não o favorecia, mas que era mais duro do que o esperado, como contou o vice-campeão mundial sub-23 após o reconhecimento. Morgado e Gonçalo Tavares estiveram sempre no grupo principal, mas o caótico Vamberg tirou Portugal das medalhas. “Estava com pernas para ganhar uma medalha, vinha muito bem colocado, mas, a quatro quilómetros da meta, um corredor ucraniano caiu mesmo à minha frente. Desviei-me e, com essa manobra, perdi muitas posições e fiquei quase em último do pelotão.” António Morgado Diogo Narciso, João Martins, Gonçalo Tavares e António Morgado representaram Portugal em Drenthe. Portugal alinhou ainda com João Martins, que caiu no acesso ao circuito, mas concluiu a prova no 98º lugar. Diogo Narciso ficou “cortado” devido a uma queda no pelotão e fechou 94º. Na prova de fundo dos sub-23 Portugal mantém-se com duas medalhas: a prata de Nélson Oliveira em 2010 e o ouro de Cândido Barbosa em 1996. Results powered by FirstCycling.com ### Europeu – Tarling à Evenepoel é campeão aos 19 anos Europeu de ciclismo arrancou com o contrarrelógio. Nélson Oliveira foi o melhor português e Joshua Tarling fez história. Não é comum ver um atleta saltar de júnior a profissional, mas tem acontecido com maior frequência nos últimos anos. Joshua Tarling (Ineos) saltou o escalão de sub-23 e mostrou em Drenthe (Países Baixos) que é um sobredotado. O britânico tornou-se o mais jovem ciclista a vencer o título europeu de contrarrelógio em elites masculinos superando Remco Evenepoel em 2019. O belga nasceu em janeiro enquanto Tarling é de fevereiro, mas ambos saíram do Europeu com o ouro aos 19 anos. A prova dos elites masculinos (29,8km planos e marcados por vento contra e cruzado) viu o campeão em título Stefan Bisegger dar a prata à suíça e Wout Van Aert dar o bronze à Bélgica. Stefan Kung ia a caminho do 2º lugar quando caiu no final do percurso fraturando alguns dedos e ossos da cara. https://twitter.com/INEOSGrenadiers/status/1704528251144568987 Missão cumprida de Nélson Oliveira Entre os portugueses destaque para mais uma missão cumprida de Nélson Oliveira. O corredor da Movistar foi 6º (como no Mundial) graças a uma prova onde fechou o top 10 no primeiro ponto de cronometragem, passou em 8º no segundo e concluiu a prova nos seis melhores. Ivo Oliveira, engripado, também alinhou no crono e fechou na 18ª posição. “Depois da Vuelta não sabia como as pernas iriam reagir. Felizmente, senti-me bem. O percurso totalmente plano favorecia os corredores com mais peso, mas acho que fiz um bom contrarrelógio." Nélson Oliveira Daniela Campos em ação no dia 1 do Europeu de Drenthe (Países Baixos). Reusser sorriu A Suíça manteve o domínio nas elites femininas com Marlen Reusser a sagrar-se tricampeã europeia (fica a um título da recordista Ellen van Dijck, ausente por baixa de maternidade). Reusser sorriu após terminar os Mundiais a chorar, esgotada mentalmente por uma excecional época na qual já soma oito triunfos. A suíça bateu Anna Henderson (Grã-Bretanha) e Christina Schweinberger (Áustria) que ficaram separadas por um segundo; no Mundial foi Schweinberger a tirar o bronze a Henderson por dois segundos! Não houve portuguesas no evento de elites, mas Daniela Campos correu com as sub-23 obtendo a 16ª posição a 24 segundos do top 10 e a menos de um minuto do pódio. A britânica Zoe Backstedt, campeã mundial júnior no ano passado, bateu a alemã Antonia Niedermaier, campeã mundial sub-23 na disciplina, por quase um minuto e a finlandesa Anniina Ahtosalo por mais de minuto e meio. “Tive as melhores sensações possíveis para um contrarrelógio, exercício que já não fazia há mais de um ano. Independentemente do resultado, o desempenho foi super. Só tenho de estar feliz com as minhas sensações, que são importantes para a prova de fundo.” Daniela Campos Top 20 de António Morgado Tal como as sub-23 femininas, o pelotão masculino também fez um contrarrelógio de 20,6km. O vice-campeão mundial Alec Segaert dominou para a Bélgica e bateu um duo dinamarquês composto pelo campeão nacional, Carl-Fredrik Bévort, e pelo campeão mundial júnior de 2021, Gustav Wang. . O top 20 de António Morgado foi a nota positiva num dia difícil para Gonçalo Tavares (29º) que teve parar duas vezes para vomitar. Portugal alinhou com dois sub-23 de primeiro ano, com o vice-campeão mundial de fundo a fechar 20º “Desenvolvi a potência que contava e sabia que a diferença para o primeiro deveria ser inferior a dois minutos, o que aconteceu”, explicou o corredor português. António Morgado As corridas de juniores coroaram dois dos melhores atletas da época. Nos rapazes foi Albert Withen Philipsen a ganhar para a Dinamarca, após já ter ganho o título mundial de fundo em Glasgow. Nas raparigas foi Federica Venturelli a dar o ouro à Itália. ### Está quase aí a Taça do Mundo de ciclocrosse! Taça do Mundo de Ciclocrosse arranca a 15 de outubro, em Waterloo. Troyes é novidade, Benidorm ajusta o percurso. O final da época de estrada e a aproximação do outono já nos fazem pensar na lama do ciclocrosse. A época acaba de arrancar um pouco por todo o mundo, mas como evento contínuo de referência a Taça do Mundo, que se inicia a 15 de outubro, merece a nossa atenção. Waterloo, nos Estados Unidos, marca a abertura da Taça do Mundo com um cross que se disputa no Wisconsin junto à sede da Trek. Este ano não há segunda prova estadunidense em Fayetteville, ao invés é a França que ganha peso com a entrada de Troyes. Cinco das 14 rondas pontuam para a Taça do Mundo de sub-23 masculinos e juniores (ambos os géneros): Troyes, Dublin, Namur, Antuérpia e Hoogerheide. https://www.youtube.com/watch?v=KTKQvvYsr2s&t=7s Em 2022 o TopCycling foi a Benidorm vibrar com o ciclocrosse! Benidorm ouviu o público e os atletas Pela segunda época consecutiva teremos cross em Benidorm. O organizador esgotou a lotação e acertou nos convites já que Mathieu van der Poel (elites), Fem van Empel (elites) e Thibau Nys (sub-23) venceram a prova espanhola e foram também campeões mundiais em Hoogerheide. Benidorm ouviu o público e os atletas e foram feitas alterações para 2024. A corda do circuito passa de 3,1km a 3km e aumenta a extensão da reta meta – talvez porque as corridas de elites foram decididas ao sprint. As fan zone passam de uma a três para evitar filas para os fãs e para seguir a prova haverá agora seis ecrãs gigantes. As distâncias no recinto foram encurtadas graças à instalação de pontes e atalhos para evitar longas deslocações. “Trabalhamos bastante tempo neste novo percurso. Para os ciclistas a principal alteração é que a reta da meta será um pouco mais extensa. Procurámos ouvir o público porque os aficionados são quem melhor sabe como deve ser a festa do ciclocrosse.” Pascual Momparler, organizador Créditos: BenidormCX / Álvaro García Herrero Créditos: BenidormCX / Álvaro García Herrero Mundiais são na República Checa Além da Taça do Mundo já estão agendados outros dois eventos importantes da temporada de inverno. O Campeonato da Europa visita a França entre 3-5 de novembro, em concreto a cidade de Pont-Château, cidade da região Oeste que desde 1978 organiza provas de ciclocrosse. Os Mundiais são na República Checa, na “meca” do ciclocrosse local, em Tabor. O arco-íris está em jogo entre 2-4 de fevereiro do próximo ano. Confere o calendário oficial das provas da Taça do Mundo. Domingo 15 outubro, Waterloo (EUA) Domingo 29 outubro, Maasmechelen (Bélgica) Domingo 12 novembro, Dendermonde (Bélgica) Domingo 19 novembro, Troyes (França) Domingo 26 novembro, Dublin (Irlanda) Domingo 3 dezembro, Flamanville (França) Domingo 10 dezembro, Val di Sole (Itália) Domingo 17 dezembro, Namur (Bélgica) Sábado 23 dezembro, Antuérpia (Bélgica) Terça-feira 26 dezembro, Gavere (Bélgica) Sábado 30 dezembro, Hulst (Países Baixos) Domingo 7 janeiro, Zonhoven (Bélgica) Domingo 21 janeiro, Benidorm (Espanha) Domingo 28 janeiro, Hoogerheide (Países Baixos) ### Specialized Tarmac SL8 | Teste TopCycling Inicio dizendo-vos que algumas das minhas crenças do passado (onde defendia que algumas premissas das marcas eram só marketing) caem por terra. A nova Specialized Tarmac SL8 é uma das culpadas. Geração após geração vamos assistindo ao discurso das marcas: " X % mais leve "; " X % mais rígida "; " X % mais aero ". Quem já está nisto das bicicletas há alguns anos, sinceramente, já não presta muita atenção a estas frases, mas talvez devesse. Vídeo do teste https://youtu.be/28SRwvMsNsg?si=Ld4T-9lFg-c-Xp1e É possível melhorar o que é bom? Sim! O facto é que a Specialized conseguiu tornar algo que já era muito bom - a Tarmac SL7 - em algo ainda melhor, a Tarmac SL8. Para isso utilizou o conhecimento adquirido durante décadas, na evolução da Tarmac e de outras das suas bicicletas de estrada. Era algo que eu próprio não acreditava, até experimentar. Quando vi as primeiras fotografias da bicicleta on-line pensei: OK é uma Tarmac mais magra, mais leve, mas na generalidade não mudará muito. Estava enganado. Décadas de desenvolvimento O discurso da marca é que esta bicicleta é metade Tarmac, metade Aethos, eu diria que isto é uma "Aethos Racing" porque a bicicleta tem mais da Aethos do que da Tarmac SL7, aliás de SL7 tem só a geometria (ângulos do quadro), porque a Specialized até foi "beber" uma parte da aerodinâmica ao seu modelo mais aerodinâmico, a Venge! (Bicicleta já não produzida atualmente). Reparem na semelhança da forqueta. O discurso da marca é que esta bicicleta é metade Tarmac, metade Aethos, eu diria que isto é uma "Aethos Racing" porque a bicicleta tem mais da Aethos do que da Tarmac SL7. S-Works Venge 2019 (Bicicleta já não produzida atualmente). S-Works Tarmac SL8 testada - Pormenor aerodinâmico da forqueta e testa do quadro. Com excepção da testa do quadro e forqueta, toda a bicicleta tem muito da Aethos, tubos minimalistas e redondos, as escoras surpreendentemente finas. Specialized Aethos - escoras extremamente finas, tubos redondos. S-Works Tarmac SL8 testada - Pormenor das escoras de tamanho reduzido. A Specialized utilizou o conhecimento adquirido durante anos no desenvolvimento dos modelos Tarmac, Venge e por ultimo do modelo Aethos. O resultado é uma bicicleta completamente nova, não só na construção mas também nas sensações que transmite quando se pedala nela. A Specialized Tarmac SL8 é mais suave na condução (muito parecida nesse aspecto com a Aethos), é mais ligeira e melhor escaladora do que a Tarmac SL7 (isso nota-se na estrada, não só nos textos de marketing), e o que mais me espantou (porque a SL7 já era muito boa neste aspecto) é que a Tarmac SL8 é ainda mais maneável e estável em descida do que a SL7. As sensações e comparações estão muito presentes em mim, porque a minha bicicleta atual é uma Tarmac SL7, estou habituado a ela, pelo que consigo ter bem presentes as sensações e as diferenças entre ambas. À medida que vamos fazendo quilómetros com a Tarmac SL8 há uma sensação "Mind Blowing", de espanto, porque estamos a pedalar e a pensar: como é possível terem conseguido melhorar? A evolução do mercado e da Tarmac O mercado das bicicletas em geral (não só falando da Specialized), evoluiu da seguinte forma nos últimos anos. Havia bicicletas de corrida escaladoras, geometria e peso para serem boas nas montanhas das grandes voltas, depois apareceu o conceito Aero, que trouxe bicicletas com tubos mais largos e mais aerodinâmicos, bicicletas muito vistosas do ponto de vista estético, no entanto as Aero sempre foram mais pesadas (mais carbono utilizado na construção do quadro, mais peso). S-Works tarmac SL6 Depois algumas marcas optaram por querer simplificar a coisa, ou seja, construir bicicletas que não fossem demasiado específicas e aerodinâmicas, nem completamente escaladoras, sem pormenores aerodinâmicos na sua construção. Surgiram então as "All-around", bicicletas que se posicionam entre as escaladoras puras e as aerodinâmicas, boas na montanha e boas no terreno plano. Pois bem, a Specialized Tarmac SL6 era uma escaladora e a Specialized Venge uma Aero, em 2020 a Specialized juntou o melhor destas duas bicicletas e nasceu a Specialized Tarmac SL7, uma All-around que fazia bem tudo, desde o sprint nos Campos Elísios à subida do Alpe d'Huez. S-Works tarmac SL7 - Testei em 2020. Regresso às origens Eu diria que a nova Specialized Tarmac SL8 voltou a ser uma bicicleta mais escaladora, mais virada para a montanha, sem deixar de ser boa no terreno plano, mas definitivamente mais escaladora, regressando assim (apesar da evolução) às origens do modelo Tarmac. S-Works Tarmac SL8 A testa “Speed Sniffer” e a "magresa" dos tubos redondos De física, de ciência e de engenharia eu não percebo nada, não sei se a forma como os engenheiros da marca construíram a testa do quadro (que apelidam de “Speed Sniffer”) e a forqueta fazem diferença no túnel de vento, mas sei que na estrada a Specialized Tarmac SL8 é uma bicicleta mais estável e maneável em descida (mesmo em dias de muito vento) e que continua a ser muito boa no terreno plano. Se isto se deve ao design da testa do quadro e forqueta? É provável que sim. Uma das coisas que vão notar quando virem uma Tarmac SL8 ao vivo, é que as escoras são incrivelmente finas (na linha das da Aethos), assim como o bloco pedaleiro (BB). O facto de irem buscar muito daquilo que tinham feito na Specialized Aethos, traduziu-se num quadro com menos 115 gramas de peso em relação à geração anterior Tarmac SL7. Menos 115 gramas de peso é muito peso poupado (no espaço de uma só geração), isso permite à Specialized ter um dos quadros mais leves do World Tour. O mais espantoso é que apesar do bloco pedaleiro (BB) ser incrivelmente minimalista, mantém a rigidez, não se nota torção quando colocamos carga. Lembrar que esta bicicleta tem que satisfazer as exigências dos World Tour. O novo cockpit Roval Rapide Este guiador foi lançado no mercado antes da própria Tarmac SL8 e é compatível com com outras bicicletas, como por exemplo e Specialized Aethos ou a Tarmac SL7. De acordo com a Specialized, após testes feitos em túnel de vento, este guiador é mais aerodinâmico e mais rápido que a combinação de duas peças do guiador Rapide e o avanço Tarmac SL7. Sinceramente, a mim parece-me muito mais bonito sem dúvida, se é mais rápido e mais aerodinâmico que a haste de guiador em conjunto com o avanço (duas peças) não sei. A Specialized também garante que é 50 gramas mais leve que o conjunto de duas peças, eu acredito que sim, mas não pesei. Ajuste A desvantagem dos cockpits de uma peça sempre foi o ajuste, de forma que a Specialized oferece 15 combinações diferentes de avanço e guiador, todos com -6 graus, para atender à posição ideal do utilizador. O raio do topo até aos drops foi esculpido para permitir espaço para os pulsos, seja durante um sprint final em pé ou em posição aerodinâmica. Confirmo que em nenhuma das posições adoptadas em cima da bicicleta os pulsos bateram na parte superior do guiador. Desenvolvida no World Tour Como se sabe a Specialized é patrocinadora de várias equipas do pelotão World Tour, algumas delas são envolvidas no desenvolvimento das bicicletas, como por exemplo a Soudal-Quick Step. Agora poderá fazer sentido o facto de termos visto Kasper Asgreen ter utilizado uma Specialized Aethos numa etapa do Tour de France em 2021, seria o início do desenvolvimento da nova SL8? A marca não confirma isso mas partilho esta curiosidade com vocês, lembrando que a geometria da Aethos é praticamente a mesma da Tarmac. Kasper Asgreen no Tour de France 2021 com a S-Works Aethos - Créditos: Getty Sport Tenha sido com a colaboração de Kasper Asgreen ou de outros profissionais do World Tour, há uma coisa que não entendo, como pode uma bicicleta com tubos redondos convencionais ser mais Aero que uma bicicleta com tubos mais espalmados (de formato aerofólio) como tinha a Venge? A afirmação é da própria Specialized, a marca garante que esta bicicleta é mais aerodinâmica que a antiga e descontinuada Venge (modelo focado na aerodinâmica). Não vale a pena tentar perceber, volto às sensações que tive a pedalar na SL8, é uma bicicleta com uma estabilidade, condução e maneabilidade superiores à SL7, pelo que sou obrigado a acreditar que sim. Geometria igual Comparando os números das tabelas de geometria de ambos os modelos (SL7 e SL8), verificamos que a geometria se manteve praticamente igual, com pequenas diferenças em alguns pontos, nomeadamente na testa do quadro e forqueta. Medidas em milímetros, de um quadro tamanho 56 em ambos os modelos. Transmissão e travões Cada vez são mais os utilizadores que têm contacto com as 12 velocidades, começa a não ser novidade, no entanto partilho algumas sensações para os que ainda não experimentaram. Tal como já tive oportunidade de escrever noutros testes de bicicletas, as 12 velocidades na estrada é algo bom de se ter, mas não é essencial. Permite ter opções mais alargadas de transmissão (existe mais um carreto), e permite andar no prato grande durante mais tempo, em 48-33 afrontam-se bastantes subidas sem ter que recorrer ao prato 35, e em 48-10 a bicicleta rola a velocidades iguais a um “tradicional” 52-11 (falando de grupos de 11 velocidades). Não é essencial porque na verdade o que sinto é que com um grupo de 11 velocidades simplesmente recorremos ao prato pequeno mais vezes, talvez pessoas com menos preparação física beneficiem do carreto de 33 dentes desta cassete. Em relação ao SRAM Red que equipa esta S-Works Tarmac SL8, nada a apontar, funciona bem, a bateria dura imenso e avisa através da luz no desviador quando está baixa. Talvez o funcionamento dos triggers tenha um toque ligeiramente mais esponjoso que o Shimano Di2 mas funcionam na perfeição. A maior diferença em relação ao modelo que vem equipado com Shimano Dura Ace é nos pousa mãos, aí sim, na minha opinião a Shimano é muito melhor. Os pousa mão da Shimano têm uma ergonomia muito melhor que estes Sram Red. Além de ser mais confortável para as mãos, a Shimano tem o extra dos botões no topo dos pousa mãos, que permitem aceder a funcionalidades no dispositivo de treino utilizado, algo que a Sram não tem, por enquanto. De realçar ainda que este modelo vem equipado com potenciómetro SRAM Quarq AXS de série, algo positivo porque recebemos a bicicleta, colocamos o dispositivo de treino e saímos para pedalar, pagamos mas temos uma bicicleta completa. Rodas Tanto as rodas como a transmissão e travões são as mesmas do anterior modelo SL7, pelo que já tive a oportunidade de vos escrever sobre isto no teste que fiz à Specialized Tarmac SL7, e não acrescento muito mais. As rodas Roval Rapide CLX são um dos pontos mais positivos desta bicicleta, têm de uma rigidez e suavidade fantásticas, e apesar de se notar uma ligeira instabilidade em dias de muito vento (menor do que com outras rodas que já experimentei), a verdade é que são bastante estáveis, tendo em conta que estamos a falar de uns aros com um perfil de 51mm (frente) e 60mm (atrás). Embora estejam a altura do conjunto, quem adquirir a bicicleta e gostar mais de escalar montanhas com ela, do que rolar em terreno plano/misto, é bom ponderar umas rodas de menor perfil. O veredicto final No que respeita ao desempenho, às sensações, à performance, esta bicicleta está mais evoluída do que a anterior Tarmac SL7, é mais leve, mais maneável, mais reactiva mas ao mesmo tempo com uma condução mais natural e fácil. Não deixando a anterior geração obsoleta, esta bicicleta está melhor que a anterior nestes aspectos. Não obstante o óptimo desempenho, e a personalidade que lhe confere a testa do quadro, esta é uma bicicleta que na minha opinião não é tão apelativa esteticamente como a Tarmac SL7, como sabemos a estética não é tudo mas sabe bem quando estamos a beber café e a admirar a nossa bicicleta numa esplanada, ou quando queremos fazer aquela fotografia na volta do fim-de-semana. Disponibilidade e preços Podes ver a bicicleta testada, as características técnicas completas, gama, cores e disponibilidade no site da Specialized aqui: www.specialized.com/pt O teste que fiz à Tarmac SL7 AQUI. O teste que fiz à Specialized Aethos AQUI. Texto: Luís Beltrão Fotografia: José carmo Edição fotografia: Jorge Branco Vídeo e edição vídeo: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A mulher no ciclismo – e se tivéssemos uma prova 100 por cento feminina? Isabel Fernandes, comentadora Eurosport e ex-comissária da UCI, reflete acerca do papel da mulher no ciclismo após a conclusão da 3ª Volta a Portugal Feminina Cofidis. A resposta à pergunta colocada no título é afirmativa. Faço esta afirmação com base na experiência vivida durante a 3ª edição da Volta a Portugal Feminina, onde estive no apoio às equipas, coordenação dos hotéis e apaga fogos em geral. Em 1987, quando exerci a primeira função no ciclismo (tradutora de equipas estrangeiras) não existiam mulheres na caravana. Mais grave ainda: o regulamento previa que as mulheres não podiam circular na caravana da prova. Muita coisa mudou no ciclismo desde então e hoje já vemos mulheres a exercerem quase todas as funções dentro de uma prova de ciclismo. A 3ª Volta a Portugal Feminina foi a prova disso. Temos mulheres formadas para ocupar todas as funções? Imaginemos uma prova em que todos os elementos fossem mulheres… seria possível em Portugal? Temos mulheres formadas para ocupar todas as funções? Cristina Azevedo é a Diretora do Ciclismo Feminino da Federação Portuguesa de Ciclismo e a única mulher que faz parte da Direção. Ana Rita Vigário é diretora da organização das provas da empresa JN, situação rara de acontecer. O Colégio de Comissários da Volta a Portugal Feminina foi composto apenas por mulheres no que diz respeito às funções de direção desportiva da prova: Rita Teixeira foi a presidente, Mafalda Romão e Joana Ferreira foram as comissárias 2 e 3 e Sofia Bartolomeu e Mariana Campos foram as comissárias moto. Foi a primeira vez que algo semelhante aconteceu em provas nacionais. Cristina Azevedo (Diretora do Ciclismo Feminino da FPC) Joana Ferreira (comissária 3) Isabel Fernandes em ação Colégio de Comissários Ainda estamos longe da realidade internacional A nível de serviços médicos já começa a ser muito frequente termos mulheres a desempenhar qualquer uma das funções, seja médica, enfermeira ou bombeira. O destacamento eventual da GNR também se fez representar por duas mulheres, a Capitã Fernandes e a batedora Loureiro, não me recordo de ter visto mulheres anteriormente nas provas portuguesas em moto. Talvez tenha sido uma estreia também. Quanto ao staff das equipas também começamos a ver algumas mulheres nas funções de diretora desportiva e massagista, mas o número ainda é muito reduzido. Ainda estamos longe da realidade internacional. A campeã Valeria Valgonen com Ana Cunha (inspetora antidopagem).Créditos: João Fonseca e UVP-FPC Nunca tinha estado numa corrida com tantas mulheres Secretariado, apoio às equipas e moto ardósia são algumas funções onde vamos vendo de forma frequente a presença de mulheres. Termino com a curiosidade de o núcleo desta organização ser constituído por três mulheres e três homens. Em Portugal, nunca tinha estado numa corrida com tantas mulheres a desempenharem as várias funções numa prova de ciclismo. Este é um caso único na nossa realidade, mas que demonstra que é possível termos mulheres em todas as funções do ciclismo desde que tenham a competência necessária para exercer essas funções. Estamos longe de repetir este cenário na maioria das provas, mas fica o exemplo de que não se trata de ficção e uma esperança para quem tem esse sonho. O caminho faz-se caminhando… Por: Isabel Fernandes Andreia Alves (moto ardósia). Luisa Sampaio (PGM). Maria Silva, Ana Paula Almeida e Diana Serôdio (secretariado). Dra. Joana Ramalho O TopCycling agradece à Isabel Fernandes pelo testemunho e ao João Fonseca à UVP-FPC pela cedência das fotografias. ### Volta a Espanha - Dia de consagração para Kuss Hoje foi de consagração para Sepp Kuss (Jumbo-Visma) na 21.ª e última etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha. Sepp Kuss e a Jumbo-Visma fizeram história no ciclismo, ao vencerem as três grandes Voltas do calendário internacional na mesma temporada. Um registo digno de destaque e sabe-se lá quando é que tal feito será igualado. O ano 2023 ficará certamente na história não só da ‘poderosa’ Jumbo-Visma, como na história do ciclismo. Além do triplete nas grandes Voltas, a Jumbo-Visma ocupou a totalidade do pódio final da Vuelta, onde além do vencedor Kuss, ficaram Jonas Vingegaard e Primoz Roglic, nos respetivos segundo e terceiro lugares e respetivos vencedores do Tour e Giro 2023. Kaden Groves venceu a última etapa Quanto às contas do dia, Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck), foi o vencedor da derradeira etapa da prova, sendo o mais rápido a completar os 101,5 quilómetros entre o Hipódromo da Zarzuela e Madrid, com o registo de 02:24:13 horas. O ciclista australiano de 24 anos integrou a bem-sucedida fuga do dia, superiorizando-se no sprint final a Filippo Ganna (INEOS) e a Nico Denz (BORA-hansgrohe), respetivos segundo e terceiro classificados. Com esta vitória Groves somou assim o terceiro triunfo em etapas, o que se traduz num balanco muito positivo para o ciclista e respetiva equipa. Rui Costa em destaque na fuga do dia Créditos: Sprint Cycling Agency O ciclista português Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty), também esteve presente na fuga, terminando a etapa na 6.ª posição, concluindo a prova num bom momento de forma, demonstrado, uma vez mais, aos 36 anos, toda a qualidade que tem, numa participação marcada pela conquista da 15.ª etapa. João Almeida garante mais um top 10 Terminada a prova, João Almeida (UAE Emirates) acumula mais um top 10 numa grande Volta, depois de concluir a participação no 9.º posto da geral. Aos 25 anos João Almeida confirmou o porquê de ser um dos nomes de destaque dentro do pelotão internacional, registando excelentes prestações ao longo das três semanas de prova, num percurso marcado pelo síndrome gripal que o afetou na véspera da subida ao Tourmalet, e o ‘obrigou’ a perder tempo para o líder. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=3QtyYy8Gx6s Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO1GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck02:24:132GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 003DENZ Nico BORA-hansgrohe+ 004PAGE Hugo Intermarché-Circus-Wanty+ 005GARCÍA CORTINA Iván Movistar Team+ 006COSTA Rui Intermarché-Circus-Wanty+ 007VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost+ 008EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 009VAN GESTEL Dries TotalEnergies+ 0010KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 00 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma76:48:2102VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 1703ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:0804AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 03:1805LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 03:3706MAS Enric Movistar Team+ 04:1407VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 07:5308UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 08:0009ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 10:0810BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 11:38 Até para o ano Vuelta! Cai assim o pano sobre a Vuelta 2023. Na memória ficam 21 dias de grandes momentos de ciclismo, numa edição inevitavelmente marcada pelo domínio da Jumbo-Visma e pelo culminar do conto de fadas de Sepp Kuss. A vitória de Kuss confirma que vale a pena sonhar, num episódio que perdurará para sempre na história da Vuelta e do ciclismo mundial. Para finalizar, importar ressalvar a grande notícia do dia, com a confirmação oficial de que a próxima edição da Vuelta terá início em Portugal, mais concretamente, com saída de Lisboa, em três etapas divididas entre Lisboa e Castelo Branco. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Valeria Valgonen campeã da Volta a Portugal Feminina Cofidis. Valeria Valgonen junta etapa e classificação geral da Volta a Portugal Feminina Cofidis. Russa venceu em Gondomar. Vejam o vídeo. O último dia de prova teve 84,4km e três prémios de montanha na ligação entre Murtosa e Gondomar. A juntar ao difícil terreno apareceu a chuva inclemente durante toda a jornada. Ao km 38,9 no prémio de montanha de São João de Ver só 30 corredoras ficaram na frente. A campeã nacional Cristiana Valente (Glassdrive/Chanceplus/Allegro), 5ª na geral, caiu e foi forçada a abandonar. A 13,8 km da meta, na penúltima montanha, destacou-se um trio liderado pela 2ª classificada, Miryam Nuñez (melhor trepadora da competição). Mesmo com a equatoriana na frente, a Massi Tactic fez a perseguição para defender a amarela de Valeria Valgonen. Já em Gondomar a russa fez a ponte para a frente com mais duas atletas e venceu o sprint na empinada Avenida Multiusos selando o triunfo na Volta a Portugal Feminina Cofidis. “Estou muito feliz, mas sinto-me morta. Tinha muito más sensações antes da etapa, mas as minhas colegas trabalharam tanto para mim durante a corrida que queria dar-lhes esta vitória. Estou muito feliz por tê-lo conseguido e espero que este triunfo seja importante para a minha carreira.” Valeria Valgonen Créditos: João Fonseca Ana Caramelo foi a melhor portuguesa Após o abandono de Cristiana Valente abriu-se a batalha entre as corredoras nacionais para ver quem terminava mais acima na geral. Ana Caramelo foi a melhor portuguesa fechando a Volta a Portugal Feminina Cofidis na 6ª posição (a 1:12 de Valgonen) numa boa semana da Matos Mobility/Optiria que ainda venceu duas etapas. Nota ainda para duas jovens com futuro risonho pela frente: Beatriz Roxo foi 10ª ao serviço da Cantábria Deporte-Rio Miera) a 1:28 da campeã, enquanto a júnior Marta Carvalho (Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade) terminou 14ª da geral ganhou a classificação da juventude. “Esta camisola é muito, muito importante para mim, porque mostra que estou no bom caminho e o trabalho está a dar resultados. Senti-me bem ao longo destes dias, melhor até do que estava à espera antes da Volta”. Marta Carvalho https://www.youtube.com/watch?v=k9irF642O7M Valgonen entra no radar de talentos a seguir A 3ª edição a Volta a Portugal Feminina Cofidis viaja para a Rússia por Valeria Valgonen, talento de 20 anos que em juniores chegou a fazer parte do top 15 mundial. Há dois anos foi 11ª no Mundial de Leuven e é da mesma geração do que Zoe Backstedt, Eglantine Rayer ou Alena Ivanchenko, atletas já integradas em estruturas do WorldTour. A atleta da Massi Tactic sucede à sueca Nathalie Eklund, que logo após triunfar em Portugal saltou para o máximo escalão com a Israel Premier Tech). Em 2021 a vitória foi de Raquel Queirós, ciclista olímpica em Tóquio 2020 no mountain bike, disciplina à qual se tem dedicado a fundo nos últimos anos. Três campeãs e três atletas com potencial, Valgonen entra no radar de talentos a seguir. ### Vuelta liga Lisboa a Madrid em 2024 Anúncio foi feito antes da etapa final da Vuelta a Espanha, em Madrid. Edição 79 terá três etapas em Portugal, de Lisboa a Castelo Branco. A primeira etapa terá partida em Lisboa e chegada a Oeiras, a 17 de agosto, com muito possivelmente um contrarrelógio individual. No segundo dia o pelotão começa em Cascais e a meta estará colocada em Ourém. Já o último dia em solo português parte da Lousã e finalizará em Castelo Branco. Prova organizada pela Unipublic regressa à capital portuguesa depois de em 1997 Lisboa ter acolhido a grande partida da Vuelta. Nesse ano a corrida ligou as duas capitais da Península Ibérica e Alex Zulle foi coroado campeão em Madrid. Créditos: Cxcling O cenário repete-se em 2024 já que a partida de Lisboa é a 17 de agosto e a chegada a Madrid a 8 de setembro. Resta saber quem levará a camisola vermelha. Em 2024 teremos a quinta partida da Vuelta do estrangeiro após Utrecht em 2022, Nimes em 2017, Assen em 2009 e a já mencionada grande partida de Lisboa em 1997 em clima pré-Expo 1998. ### Volta a Espanha - Uma clássica com mais de 4000m de acumulado na etapa 20 Apesar de não ser uma etapa de alta montanha, o pelotão da Volta a Espanha 2023 tinha no menu de hoje mais de 4000m de desnível acumulado na Serra de Guadarrama, com 10 subidas categorizadas, numa tirada de 207,8km. Após tentar na etapa com final no Angliru, parece que Wout Poels (Bahrain Victorious) voltou a marcar uma etapa para tentar a vitória, a etapa 20. O neerlandês fez tudo com "régua e esquadro": entrou na fuga, atacou na última dificuldade do dia, foi o que mais trabalhou para descartar Remco Evenepoel (favorito à vitória na etapa) e soube como batê-lo nos últimos metros. Créditos: Sprint Cycling Agency Já vencedor no Angliru (em 2011, após desqualificação de Juan José Cobo), Poels conquista a segunda vitória de etapa na Volta a Espanha, dois meses depois de ter levantado os braços também no Tour de France, conseguindo assim rematar uma excelente temporada. Os candidatos ao TOP 10 tentaram mexer na corrida na última subida da Volta a Espanha 2023, o Alto de San Lorenzo de El Escorial, mas Sep Kuss, Primoz Roglic e Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) controlaram os seus rivais para praticamente selar a vitória de Kuss na véspera da etapa final em Madrid.  Créditos: Sprint Cycling Agency Sepp Kuss será o primeiro vencedor dos EUA numa grande Volta desde que Chris Horner conquistou a Vuelta em 2013, também com surpresa de muitos nesse ano. Créditos: Sprint Cycling Agency A Jumbo-Visma faz algo inédito na história e consegue vencer as três grandes voltas da temporada, Giro de Itália, Tour de France e Vuelta a Espanha, com um pódio completo por ciclistas da mesma equipa. Rui Costa voltou a tentar Rui Costa voltou a tentar e esteve na fuga da qual sairia o vencedor da etapa. O português manteve a ambição de conseguir nova vitória de etapa, mas não resistiu às mudanças de ritmo de Wout Poels e de Remco Evenepoel na última e mais íngreme subida do dia, o Alto de San Lorenzo de El Escorial (4,6km a 6,6%). Créditos: Cycling media agency Ainda assim conseguiu terminar no sexto posto da etapa e termina uma Volta a Espanha muito positiva, que trouxe de volta "O Killer Rui Costa", após vencer a etapa 15. Vídeo resumo https://youtu.be/S8n3yRpNVq0?si=D0HyjS0LPsmeuWkl TOP 10 etapa POSCORREDOREQUIPATEMPO1POELS WoutBahrain Victorious04:59:292EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+ 003SANCHEZ MAYO PelayoBurgos-BH+ 004VAN EETVELT LennertLotto Dstny+ 005SOLER MarcUAE Team Emirates+ 046COSTA RuiIntermarché-Circus-Wanty+ 267TIBERI AntonioBahrain Victorious+ 268KÄMNA LennardBORA-hansgrohe+ 269BARDET RomainTeam dsm-firmenich+ 2610RUBIO EinerMovistar Team+ 26 TOP 10 classificação geral POSCORREDOREQUIPATEMPO1KUSS SeppJumbo-Visma74:23:422VINGEGAARD JonasJumbo-Visma+ 173ROGLIC PrimozJumbo-Visma+ 01:084AYUSO JuanUAE Team Emirates+ 03:445LANDA MikelBahrain Victorious+ 04:036MAS EnricMovistar Team+ 04:147VLASOV AleksandrBORA-hansgrohe+ 08:198UIJTDEBROEKS CianBORA-hansgrohe+ 08:269ALMEIDA JoaoUAE Team Emirates+ 10:0810BUITRAGO SantiagoBahrain Victorious+ 12:04 ### Dobradinha da Massi Tactic na Volta a Portugal Feminina Miryam Nuñez domina etapa e Valeria Valgonen mantém a camisola amarela da Volta a Portugal Feminina Cofidis. O quarto dia da Volta a Portugal Feminina Cofidis finalizou com 1000 metros em subida na cidade de Águeda onde Miryam Nuñez (Massi Tactic) ganhou um sprint a contra a colega Valeria Valgonen, Cristiana Valente (Glassdrive/Chanceplus/Allegro) e Natalia Vásquez (Matos Mobility/Optiria). Fortes aguaceiros e a etapa mais longa da corrida (111,3 km) viram uma vintena de corredores chegar juntas até que as quatro primeiras se destacaram na aproximação à meta. Miryam Nuñez juntou a 4ª etapa ao prólogo que já tinha ganho em Monsanto e a Massi Tactic reforça o comando da geral pela russa Valeria Valgonen que tem oito segundos sobre a colega equatoriana. A 34 segundos está o duo da Cantábria Deporte-Rio Miera, Marina Garau e Susana Pérez. “Foi uma etapa bastante complexa, devido à chuva. A aproximação à meta foi o quilómetro mais longo da minha vida, parecia que ia terminar, mas continuava a subir. A ideia é que a camisola amarela fique na equipa e vamos trabalhar para levar a vitória, agora que estamos as duas bem colocadas na geral.” Miryam Nuñez Créditos: João Fonseca Melhor portuguesa é a campeã nacional Cristiana Valente Por agora as várias classificações estão quase todas na posse da Massi Tactic: Valeria Valgonen tem a camisola amarela da geral individual e a vermelha dos pontos, Miryam Nuñez é a dona da azul da montanha. A júnior ribatejana Marta Carvalho tem a camisola branca da juventude. A atleta da Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade comanda a classificação desde o prólogo. A melhor portuguesa é a campeã nacional Cristiana Valente. A atleta de 38 anos subiu ao pódio da etapa em Águeda e na geral é 5ª classificada. “Esta Volta a Portugal não tem o percurso que me é mais favorável, mas sou muito competitiva e dou sempre o melhor. Confesso que me vi a ganhar a etapa quando estava naquele grupo, mas não foi possível. Falta uma etapa e vou lutar para melhorar a minha classificação.” Cristiana Valente Domingo a 3ª Volta a Portugal Feminina Cofidis termina em Gondomar. A etapa tem 84,4 km e a subida de Gens, coroada a 13,8 km da meta, promete ser o aperitivo antes da tradicional chegada dura à Avenida Multiusos. ### Kuss o tipo “cool” que ganhou a Vuelta Histórica Jumbo-Visma ganha Giro, Tour e Vuelta no mesmo ano. Cimeira no Angliru uniu Roglic e Vingegaard no apoio ao improvável campeão Kuss. A Vuelta a Espanha termina este domingo em Madrid, cidade de belas esplanadas e frescas cañas. Imaginem Kuss, Roglic e Vingegaard na Plaza Mayor, cañita na mão, a fazer o rescaldo de três semanas de loucos em que a Jumbo-Visma foi virada do avesso. Numa fuga até ao Observatório de Javalambre um gregário passou a líder e deixou os campeões em segundo plano. Quem acreditou ao sexto dia de prova que Kuss podia ganhar? Eu não. A história mostra-nos que só há um precedente: Em 1957 Gastone Nencini foi 9º na Vuelta, 1º no Giro e 6º no Tour Em 2023 Sepp Kuss foi 14º no Giro, 12º no Tour e 1º na Vuelta A diferença entre Kuss e Nencini? O italiano coincidiu com o fim da era Coppi e correu com Magni, Gaul, Anquetil e Bobet. Corria de peito aberto e era tão elegante a descer que Ernesto Colnago desenhou um quadro customizado com geometria especial para oferecer estabilidade nas descidas e maior rigidez na pedalada. Estrela é estrela e Nencini teve esse estatuto nas décadas de 50 e 60. Créditos: Sprint Cycling Agency Direção da Jumbo-Visma puxou dos galões Há vários estilos de gestão que levam ao êxito. No caso da Jumbo-Visma a palavra de ordem foi liberdade: cada um fez a sua corrida. A não intervenção dos diretores permitiu a Vingegaard dominar no Tourmalet e a Roglic ganhar no Anglirú. A estratégia de ciclismo total fugiu ao controlo da equipa quando Kuss foi atacado pelos colegas no Angliru. O fiel gregário – esteve em 31 das 73 vitórias de Roglic e foi o MVP no triunfo de Vingegaard no Tour – foi atacado pelos líderes. Não foi bonito. A Jumbo perdeu a Capuchinho Vermelho da Vuelta, passou a ter dois lobos maus e essa imagem é prejudicial para o negócio! Créditos: Sprint Cycling Agency “Kuss, Kuss, Kuss” Roglic e Vingegaard mostraram o lado ultracompetitivo dos campeões e recordaram que mesmo sendo um desporto de equipa o ciclismo tem uma componente individual. Kuss nunca foi o número um, Roglic é o novo caníbal e Vingegaard é letal (que o diga Pogacar). Como resolver o problema? A direção da Jumbo-Visma puxou dos galões e transformou uma rotura na harmonia do grupo num triunfo épico de um Kuss que foi "adotado" pelos espanhóis. “Kuss, Kuss, Kuss” – os aficionados rendidos ao Durango Kid, o esquiador de fundo do Colorado convertido em ciclista de culto na Vuelta. Um atleta que desafiou a lógica da fisiologia do ciclista de elite e levará os gurus do treino a repensar o planeamento das épocas daqui em diante. A Jumbo-Visma reescreve a história do ciclismo: É a primeira equipa a ganhar Giro, Tour e Vuelta na mesma época Desde a Kas na Vuelta de 1966 que a mesma equipa não dominava o pódio numa grande Volta 1º, 2º e 3º no Tourmalet é inédito A última tripla da mesma equipa num dia de alta montanha em grandes Voltas datava de 1980 quando a Miko-Mercier venceu em Bagnères-de-Luchon a 13ª etapa Vai demorar algum tempo para assimilar tanta estatística. ### Volta a Espanha - Dainese vence 19.ª etapa e Kuss está perto do sonho Alberto Dainese (DSM-firmenich) foi o destaque do dia ao vencer a 19.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha. O ciclista italiano de 25 anos foi o mais rápido a completar os 177,5 quilómetros da ligação entre La Bañeza e Íscar, com a marca de 03:42.09 horas, superiorizando-se no sprint final a Filippo Ganna (INEOS), e a Marijn van den Berg (EF Education-EasyPost), respetivos segundo e terceiro classificados. Importa mencionar a queda em que Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) se viu envolvido momentos antes do sprint pela vitória na etapa, situação que o impediu de lutar por mais um triunfo na corrente edição da prova. A queda abrangeu ainda Max Poole e Tobias Bayer, homens da DSM-Firmenich, que apesar do infortúnio, no final festejaram efusivamente a vitória do seu colega de equipa Alberto Dainese. André Carvalho e Rui Oliveira chegaram no grupo da frente Nota ainda para os bons resultados obtidos por Rui Oliveira (UAE Emirates) e André Carvalho (Cofidis) na etapa de hoje. Rui Oliveira cruzou a linha da meta na 11.ª posição, e André Carvalho surge logo a seguir, no 12.º posto, ambos com o mesmo tempo de Alberto Dainese, depois de desempenharem com distinção o seu papel dentro das respetivas equipas. Amanhã é dia do derradeiro teste para Kuss A etapa de hoje não trouxe alterações ao topo da geral, com o dia de amanhã a impor o derradeiro teste à liderança de Sepp Kuss (Jumbo-Visma). A vitória da Jumbo-Visma na prova é praticamente certa, e após a etapa de ontem também parece que a mesma está reservada para Sepp Kuss, que tem como adversários diretos, os companheiros de equipa Jonas Vingegaard e Primoz Roglic, que prometem amanhã trabalhar em consonância de forma a atingir grande objetivo final. Sepp Kuss já está com a mão na taça, mas para isso, terá que se apresentar bem na longa e difícil 20.ª e penúltima etapa da Vuelta, que contempla um total de 207,8 quilómetros na ligação entre Manzanares El Real e Guadarrama, num traçado que engloba várias contagens de montanha. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Lui_6BB2LJk Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01DAINESE Alberto Team dsm-firmenich03:42:0902GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 0003VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost+ 0004CIMOLAI Davide Cofidis+ 0005GARCÍA CORTINA Iván Movistar Team+ 0006BALLERSTEDT Maurice Alpecin-Deceuninck+ 0007ASKEY Lewis Groupama-FDJ+ 0008HOFSTETTER Hugo Team Arkéa-Samsic+ 0009BARCELÓ Fernando Caja Rural-Seguros RGA+ 0010KOCH Jonas BORA-hansgrohe+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma69:13:3602VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 1703ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:0804AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 04:0005LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1906MAS Enric Movistar Team+ 04:3007UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 07:3708VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 08:3509ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 10:2010BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 12:20 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal Feminina Cofidis fala espanhol Uruguaia Agustina Reyes ganha ao sprint nas Caldas da Rainha na Volta a Portugal Feminina Cofidis. Após um triunfo equatoriano e outro espanhol, ao terceiro dia da Volta a Portugal Feminina Cofidis foi a vez do Uruguai dizer presente por Agustina Reyes. A conterrânea de Mauricio Moreira, vencedor da Volta a Portugal de 2022, deu o segundo triunfo à Matos Mobility/Optiria com um sprint poderoso nas Caldas da Rainha. As chegadas rápidas têm sido rentabilizadas ao máximo pelo projeto sediado em Albergaria a Velha que já tinha ganho com Eva Anguela em Vila Franca de Xira. Desta vez foi Agustina Reyes a bater a camisola amarela Valeria Valgonen (Massi Tactic) e a polaca Alicja Ulatowska (Soltec Costa Cálida). “Foi um sprint muito duro. Sabia que devia entrar na reta da meta na frente porque os paralelos são complicados. Uma colega de equipa colocou-me bem e pude entrar nas primeiras posições para disputar a vitória, numa etapa muito dura, porque se acelerou muito na subida. Felizmente estive à altura." Agustina Reyes Agustina Reyes tem 24 anos e retomou o ciclismo em final de 2021 após paragem prolongada. Começou a época na Sopela, equipa basca que acolheu Maria Martins no início da carreira, e veio à Volta ganhar pela Matos Mobility/Optiria. Créditos: João Fonseca Líder Valgonen reforçou a amarela Na batalha pela geral a líder posicionou-se bem e teve forças para sprintar junto ao Museu do Ciclismo. Valgonen reforçou a amarela graças à conquista de mais seis segundos de bonificação por ter sido 2ª na etapa. O desfecho podia ter sido outro já que a russa caiu. Houve ataques no segundo prémio de montanha, no Casal da Marinha, a 29,1 km da meta, onde um grupo de 12 ganhou 40 segundos ao pelotão até ser neutralizado pelas equipas das sprinters. A melhor portuguesa ficou a centímetros do pódio. Ana Caramelo, campeã nacional de contrarrelógio e colega de equipa da vencedora, entrou na 4ª posição. Beatriz Roxo (Cantábria Deporte-Rio Miera) continua a ser a melhor atleta nacional na geral. A atleta de Vila Nova de Gaia é 4ª a 20 segundos de Valgonen. A Volta a Portugal Feminina Cofidis mantém-se na zona centro com no sábado visitando a região da Europa que mais bicicletas produz. A etapa mais longa do evento tem 111,3 km e liga Aveiro a Águeda num terreno que promete movimentações: o prémio de montanha em Vale de Avim, a cerca de 40 km da meta, pode provocar cortes no pelotão. ### Primeiro sprint para Eva Anguela na Volta a Portugal Feminina Cofidis Atleta da Matos Mobility/Optiria foi a mais rápida em Vila Franca de Xira. Valeria Valgonen nova líder da Volta a Portugal Feminina. Mais um dia de muito calor na primeira jornada em linha da Volta a Portugal Feminina Cofidis, que ligou a Portela, no concelho de Loures, a Vila Franca de Xira. Decisão ao sprint favorável a Eva Anguela (Matos Mobility/Optiria), equipa de Albergaria a Velha. Foi um duelo entre espanholas com Susana Pérez (Cantábria Deporte-Rio Miera) batida sobre a meta. Eva Anguela foi campeã espanhola júnior em 2020, mas tem tido um ano difícil. Iniciou a época na Zaaf, estrutura que abriu 2023 em grande graças a atletas de nível WorldTour, como a francesa Cordon Ragot, mas que não pagou salários nem cumpriu as expetativas criadas perdendo a licença UCI Continental em abril. “Estou muito feliz. Sabia que era uma etapa em que, se sofresse, poderia passar bem os topos e chegar com força para discutir a etapa. Foi possível, graças à equipa, que me ajudou para poder estar bem colocada. O meu objetivo será tentar ganhar todas as etapas que terminem ao sprint.” Eva Anguela Massi Tactic de Vera Vilaça domina a geral O pódio da etapa foi fechado pela russa Valeria Valgonen (Massi Tactic) que bonificou quatro segundos e saltou à liderança da geral individual trocando com a colega Miryam Nuñez, vencedora do prólogo de abertura. Miryam Nuñez está a dois segundos da líder enquanto a britânica Freya Rawlins a quatro segundos. A Massi Tactic de Vera Vilaça domina a geral da Volta a Portugal Feminina Cofidis. “Senti-me bem ao longo de toda a etapa e tive a ajuda das minhas colegas. Estou muito feliz por ter a camisola amarela e espero poder mantê-la até final, mas o importante é o resultado da equipa e iremos lutar por ganhar todas as etapas restantes.” Valeria Valgonen Créditos: João Fonseca Photographer Sexta-feira é dia da etapa dos museus Quanto às portuguesas nada se alterou e as mesmas três que se posicionaram no top 10 após o prólogo mantêm as posições: Beatriz Roxo (Cantábria Deporte-Rio Miera) é 4ª a 14 segundos, Cristiana Valente (Glassdrive/Chanceplus/Allegro) é 7ª a 20 segundos e Vera Vilaça (Massi Tactic) é 10ª a 24 segundos. “É sempre bom ser a melhor portuguesa, se bem que estamos aqui a trabalhar em coletivo e não a pensar num resultado individual, além de que cada corredora portuguesa tem um papel diferente dentro da respetiva equipa. Na nossa equipa temos um plano, mas dia a dia, em função das sensações e da situação de corrida, tomamos decisões. Isso determinará qual a minha função em cada momento”. Beatriz Roxo O terceiro dia de prova da Volta a Portugal Feminina Cofidis viaja até à zona centro. Sexta-feira é dia da etapa dos museus. A jornada de 100,4 km parte do Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho, em Torres Vedras, às 12h30, e termina no Museu do Ciclismo, nas Caldas da Rainha. ### Volta a Espanha - Evenepoel vence 18.ª etapa em dia de fumo branco na Jumbo-Visma Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) foi o grande vencedor da 18.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, num dia em a Jumbo-Visma parece, finalmente, ter ´decidido´ que Sepp Kuss é o grande candidato à vitória final da prova. Quanto à etapa de hoje, o destaque vai para Evenepoel, que depois de integrar a fuga do dia, isolou-se do grupo a alguns quilómetros da meta, cumprindo os 178,9 quilómetros da ligação entre Pola de Allande e o alto de La Cruz de Linares, com o registo de 04:47.37 horas, superiorizando-se ao segundo classificado, Damiano Caruso (Bahrain Victorious) em 04.44 minutos, e ao ocupante do último lugar do pódio, Andreas Kron (Lotto Dstny), em 05.10 minutos. Com este resultado, o ciclista belga de 23 anos soma assim a terceira conquista em etapas da presença edição da Vuelta, e é ainda o principal candidato a vencer a classificação a montanha, da qual é neste momento líder. Apesar de já estar completamente fora de hipóteses a revalidação do título, Evenepoel está ainda assim a deixar a sua marca na prova. Fumo branco na decisão da Jumbo-Visma No topo da geral, o destaque vai para Sepp Kuss e a Jumbo-Visma, em que, finalmente, parece ter sido visto fumo branco na decisão em relação ao candidato à camisola. Depois de muitas reticências e muitos comentários do mundo do ciclismo em relação à forma como a Jumbo-Visma trabalhou nos últimos dias, com ações que mais pareceram ataques à camisola vermelha de Kuss por parte de Vinegegaard e Roglic, hoje a história foi outra. Hoje vimos o poderoso trio da formação neerlandesa, Vingegaard/Roglic/Kuss, a trabalhar em consonância para a camisola vermelha de Kuss. Vingegaard marcou o ritmo a Kuss, numa notória estratégia de clara comunicação entre ambos, na qual Roglic colaborou na perfeição Visto isto Kuss até alargou a vantagem na liderança da geral para 17 segundos de vantagem sobre Vingegaard e manteve os 1.08 minutos sobre Roglic, seus companheiros de equipa e respetivos segundo e terceiro classificados. João Almeida seguro no 9.º posto da geral João Almeida (UAE Emirates) andou sempre dentro do grupo dos favoritos, mas perdeu algum tempo no final da etapa, no entanto, sem qualquer relevância para a manutenção do 9.º posto da geral. Depois da grande prestação de ontem, o ciclista português de 25 anos esteve hoje um pouco abaixo, mas controlando sempre as diferenças para os seus perseguidores diretos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=bYnhWg3jVyQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step04:47:3702CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 04:4403KRON Andreas Lotto Dstny+ 05:1004POOLE Max Team dsm-firmenich+ 05:1205OURSELIN Paul TotalEnergies+ 05:1706BERNARD Julien Lidl-Trek+ 06:1107BERNAL Egan INEOS Grenadiers+ 07:0108AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 09:2909MAS Enric Movistar Team+ 09:2910KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 09:29 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma65:31:2702VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 1703ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:0804AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 04:0005LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1906MAS Enric Movistar Team+ 04:3007UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 07:3708VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 08:3509ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 10:2010BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 12:20 Vuelta 2023 aproxima-se do final Esta sexta-feira sai para a estrada a 19.ª etapa, numa Vuelta 2023 que está cada vez mais próxima do final. A antepenúltima etapa da prova reserva ao pelotão um dia bem mais calmo que os anteriores, nos 177,5 quilómetros da ligação entre La Bañeza e Íscar, num traçado maioritariamente plano, convidativo para os homens do sprint brilharem. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Triunfo equatoriano abre Volta a Portugal Feminina Cofidis Miryam Nuñez vestiu a primeira camisola amarela da Volta a Portugal Feminina Cofidis. Melhor portuguesa foi Beatriz Roxo. Vitória para o ciclismo do Equador no prólogo da Volta a Portugal Feminina Cofidis. Em dia de muito calor na zona de Monsanto, a campeã nacional de contrarrelógio, Miryam Nuñez, parou o cronómetro em 8’04’’10 (média de 39.421 km/h nos 5,3 km do percurso) e bateu a britânica Freya Rawlins (Soltec Costa Cálida) por 12 centésimos de segundo. “O contrarrelógio foi muito duro, todo o percurso exigente. Não apenas pelas subidas, mas também algumas curvas, nas quais o mínimo erro poderia deitar tudo a perder. Vinha tentando ganhar uma corrida há muito, em Itália e em França, mas a vitória chegou em Portugal. Já que tenho a camisola amarela, tentarei levá-la até ao fim.” Miryam Nuñez A formação que dominou o dia foi a catalã Massi-Tactic que meteu uma segunda corredora no pódio através de Valeria Valgonen. Na mesma estrutura, Vera Vilaça, 3ª classificada no ano passado e vice-campeã nacional de contrarrelógio, obteve o 9º lugar a 20 segundos da vencedora. Cristiana Valente no top 10 Entre as corredoras da casa a melhor foi Beatriz Roxo (Cantábria Deporte-Rio Miera) que terminou 4ª a 10 segundos de Miryam Nuñez. É curioso que tanto Beatriz Roxo como Vera Vilaça correm em equipas espanholas e tiveram este ano a possibilidade de correr a Vuelta a Espanha. Das equipas nacionais a única com presença no top 10 foi a Glassdrive/Chanceplus/Allegro com a campeã nacional de fundo Cristiana Valente a ser 7ª a 20 segundos da vencedora. Já a campeã nacional de contrarrelógio Ana Caramelo (Matos Mobility-Optiria) foi 11ª a 23 segundos. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Sprint à vista em Vila Franca de Xira Nota ainda para Marta Carvalho que foi a melhor júnior no primeiro dia. A corredora da Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade) fechou o prólogo no 29º lugar. Há duas baixas a registar na abertura: Sofia Gomes (Cantanhede Cycling/VESAM) não partiu por doença e Marta Figueiredo (Matos Cheirinhos-Alenquer) não acabou o prólogo. Quinta-feira a 1ª etapa da Volta a Portugal Feminina Cofidis coloca ao pelotão um desafio de 85 km com sprint à vista em Vila Franca de Xira . A partida é junto às Piscinas Municipais da Portela, concelho de Loures, às 12h30. O final está previsto para perto das 15h00 com a meta situada na Rua Alves Redol, em Vila Franca de Xira. ### Volta a Espanha - Etapa 17 - Sepp Kuss procurou a prenda em dia de aniversário Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o primeiro a chegar a meta no alto do Angliru, num dia em que Sepp Kuss completou 29 anos de vida, e procurou a prenda em dia de aniversário. Roglic completou os 124,5 quilómetros da ligação entre Ribadesella e o alto do Angliru, com o registo de 03:15.56 horas, superiorizando-se aos seus colegas de equipa, Jonas Vingeaard, segundo classificado, com o mesmo tempo, e a Sepp Kuss, terceiro classificado, com 19 segundos de atraso. Kuss mantém ainda a camisola vermelha, mas agora com apenas oito segundos de vantagem em relação a Vingegaard, enquanto Roglic fecha o pódio, com 01.08 minutos de desvantagem. Estratégia da Jumbo-Visma por decifrar Créditos imagem: Tommaso Pelagalli/SprintCyclingAgency©2023 A estratégia da (Jumbo-Visma) não está fácil de decifrar, perante este poderoso trio, Kuss/ Vingegaard/ Roglic. A maioria dos adeptos do ciclismo, acham que Kuss merece um prémio por tudo aquilo que tem dado à equipa, algo que até parecia certo, mas que nos últimos dias já não é assim tão percetível. Ontem atacou Vingegaard, hoje atacou Roglic e enquanto isso acontece, a liderança de Kuss vai enfraquecendo. É certo que este poderio da Jumbo-Visma é uma história para mais tarde recordar, mas o público suspira por perceber qual será o objetivo final. Uma coisa parece praticamente certa, o pódio da Vuelta 2023 será constituído por três elementos da formação neerlandesa, falta apenas perceber a ordem. João Almeida esteve bem e foi o melhor elemento da UAE Emirates João Almeida teve hoje uma grande prestação, terminando a etapa na 6.ª posição, a 58 segundos do vencedor da etapa, contando-se como o melhor elemento da sua equipa. O ciclista português ajudou Juan Ayuso, que ainda conseguiu manter o 4.º posto da geral, mas agora com menor margem para Mikel Landa (Bahrain-Victorious), a apenas 16 segundos. No final do dia de hoje, João Almeida subiu ao 9:º posto da geral, a 9.26 minutos de Kuss. Almeida confirmou uma vez mais ser um competidor nato, com um considerável espírito de sacrifício, e não fosse aquilo dia menos bom no Tourmalet e o desfecho final desta Vuelta poderia ser bem melhor.   Nota ainda para o desempenho de Remco Evenepoel Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) também foi protagonista desta 17.ª etapa, ao atacar cedo e liderar até cerca de 5.5 quilómetros do final, fase em que foi alcançado pelo grupo do camisola vermelha. O ciclista belga terminou a etapa na 26.ª num dia em que acentuou a liderança na classificação da montanha. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=IN4dd9Xni9k Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma03:15:5602VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 0003KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 1904LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 1905POELS Wout Bahrain Victorious+ 4406ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 5807UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 01:2008BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 01:2009AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 01:4210MAS Enric Movistar Team+ 01:43 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma60:34:2102VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 0803ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:0804AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 04:0005LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1606MAS Enric Movistar Team+ 04:3007UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 06:4308VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 07:3809ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 09:2610BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 11:2 Mais uma chegada em alto reservada para amanhã Esta quinta-feira continua a alta montanha, na ligação entre Pola de Allande e La Cruz de Linares, numa tirada a contar para a 18.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, num traçado com um total de 178,9 quilómetros, que contempla várias contagens de montanha, coincidindo a última delas com a chegada à meta. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek apresenta a nova Domane AL A Trek lança a nova Domane AL de quarta geração, uma bicicleta de estrada em alumínio que oferece conforto duradouro, desempenho e maior versatilidade em vários terrenos com um quadro em alumínio de alta qualidade e um novo design mais leve que supera largamente o seu nível de preço. A nova Trek Domane AL apresenta uma melhoria no conforto e versatilidade: espaço para pneus maiores que oferecem eficácia em todo o lado desde alcatrão a gravel, estética moderna e uma integração tipicamente encontrada em modelos de bicicleta de gama superior. Tudo num conjunto ainda mais leve. Indicada para qualquer estrada O novo espaço para pneus de 40 mm. permite aos ciclistas aventurarem-se confortavelmente do alcatrão suave às estradas acidentadas e na maioria dos trilhos de gravel. A simplicidade do alumínio com a leveza do carbono A nova Domane AL é cerca de 225 gramas mais leve que o anterior modelo Domane AL Disc graças a um redesenhado novo quadro em Alumínio Alpha 100 Series e uma nova forqueta totalmente em carbono. Pontos de fixação para os essenciais Pontos de fixação para uma bolsa no tubo superior, porta-bagagens e guarda-lamas tornam a Domane AL na bicicleta altamente versátil, desde deslocações urbanas a voltas em grupo ao fim de semana. Guiador moderno, integração premium O cockpit da Domane AL agora conta com um guiador de estrada moderno para melhor ergonomia e controlo, um alcance mais curto e 4 mm de flare entre os capuchos e os drops. Além disso, a nova passagem de cabos oculta oferece integração premium tipicamente encontrada em modelos de gama superior. Ponteira do Desviador Universal (UDH) Pela primeira vez, a Trek Domane AL vem equipada com um novo eixo passante compatível com Ponteira do Desviador Universal (UDH – Universal Derailleur Hanger). Esta é a mesma ponteira UDH que equipa as bicicletas de montanha Trek para que os ciclistas possam desfrutar de compatibilidade entre categorias nas suas bicicletas favoritas. Geometria confortável A descontraída geometria de endurance da Domane mantém o ciclista numa posição mais vertical para maior conforto durante todo o dia. Gamas e preços A Domane AL está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. Vê a gama completa, as cores e os preços no site da marca aqui: www.trekbikes.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Etapa 16 - Jumbo-Visma ataca Jumbo-Visma Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) foi o grande vencedor da 16.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, num dia marcado pelo ‘ataque’ da Jumbo-Visma à Jumbo-Visma. Hoje os quatro quilómetros finais dos 120,5 quilómetros entre a praia de Liencres e Bejes, ficaram marcados por aquilo que quase parecia uma disputa acesa entre os homens da Jumbo-Visma que ocupam o pódio da geral, mas que contou com outros intervenientes pelo meio. Créditos imagem: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2023 Vingeaard arrancou a quatro quilómetros do final para a vitória na etapa, completando a curta tirada de hoje, com o registo de 02:38.23 horas, sendo 43 segundos mais rápido Finn Fisher-Black (UAE Emirates), e 49 segundos que Wout Poels (Bahrain-Victorious), respetivos segundo e terceiro classificados. As acelarações no final da etapa provocaram mexidas no top 3 da geral, mais concretamente entre os homens da Jumbo-Visma. Jonas Vingegaard foi quem lucrou no final da etapa, ultrapassando Primoz Roglic na vice-liderança, e encurtando distâncias para o camisola vermelha Sepp Kuss. Kuss mantém a liderança, mas agora, com apenas 29 segundos de vantagem para Vingegaard, enquanto que Roglic baixou assim a terceiro, com 1.33 minutos de atraso, distância que só não foi maior, devido à forma como respondeu ao ataque de Vinegegaard. Enfim, resumindo a etapa de hoje, a Jumbo-Visma animou as coisas não só internamente, como na generalidade da Vuelta. A raça de João Almeida Quanto à UAE, a formação dos Emirados Árabes Unidos não conseguiu responder, nem mesmo contrariar este poderio da Jumbo-Visma. Apesar de Fisher-Black ter terminado a etapa na 2.ª posição, o colega de equipa, Juan Ayuso, continua a ocupar o 4.º posto da geral a 2.37 do líder. Apesar de não estar a 100% da sua condição física, João Almeida foi quem acompanhou Ayuso e Soler na parte final da etapa, sendo ele a colocar o ritmo. Mantém-se a fechar o top 10 da geral a 8.43 minutos de Kuss. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Pcovc3OUr2E Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma02:38:2302FISHER-BLACK Finn UAE Team Emirates+ 4303POELS Wout Bahrain Victorious+ 4904STORER Michael Groupama-FDJ+ 5505AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 01:0106MAS Enric Movistar Team+ 01:0107VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 01:0108ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:0109LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 01:0510KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 01:05 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma57:18:1002VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 2903ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3304AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:3305MAS Enric Movistar Team+ 03:0206SOLER Marc UAE Team Emirates+ 03:2807LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1208VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 04:5809UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 05:3810ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 08:43 Subida ao Angliru na ementa de amanhã Esta quarta-feira, irá para a estrada a 17.ª etapa da Vuelta 2023, com o pelotão a ter a subida ao Angliru como ementa principal. Depois da curta etapa de hoje, amanhã será dia do pelotão enfrentar uma etapa iguamente curta ao nível da quilometragem, com apenas122,6 quilómetros, mas com o nível de dificuldade a aumentar em relação à etapa de hoje, pela chegada em alto, ao Angliru, isto com mais umas contagens de montanha pelo meio. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Specialized Roubaix SL8 A Specialized acaba de apresentar a nova Roubaix SL8 aos ciclistas! A nova Specialized Roubaix SL8, vem com o novo Future Shock 3.0 na frente e a tecnologia AfterShock na traseira. Segundo a marca, é mais leve e mais suave, oferecendo maior velocidade, controlo e segurança. Mais Suave que a Concorrente mais Próxima A Specialized garante que a nova Roubaix SL8 estabelece um novo padrão de rendimento e conforto. Após extensos testes nas principais concorrentes, a equipa Ride Science da Spacialized diz ter descoberto que a Roubaix SL8 é surpreendentemente 53% mais suave do que a concorrente mais próxima. O objectivo da marca é fazer os ciclistas "flutuar" com confiança e conforto acima do caos do empedrado e irregularidades do terreno - suave, sob controlo, com menos fadiga - mantendo a bicicleta ágil e rígida lateralmente para transferência de potência e condução precisa. As diferenças para a geração anterior na imagem abaixo. O Novo Future Shock 3.0 O Future Shock 3.0 é mais personalizado, ajustável e durável. Agora, independentemente da posição na bicicleta, cada ciclista tem 20 mm de curso suave e sem atrito entre o avanço e o tubo dianteiro. Tecnologia AfterShock O design de grampo rebaixado expõe mais o espigão de selim para aumentar a flexão, em conjunto com o espigão Pavé, que controla essa flexão para uma conformidade vertical ideal. Estes dois elementos juntos juntos, criam a tecnologia AfterShock. Geometria Endurance Pioneira A marca afirma ter sido pioneira na geometria endurance há décadas e os dados de milhares de ajustes Retül melhoraram a Roubaix desde então. Tom Boonen venceu a Paris-Roubaix por 3 ocasiões com uma Specialized Roubaix. A partir da primeira Roubaix em carbono, a marca foi trazendo mais inovações para suavizar a condução– desde as inserções Zertz para amortecer vibrações de alta frequência até maior espaçamento para pneus de maior volume. A Specialized Roubaix SL8 permite montar pneus 38mm. O Future Shock e o design de grampo rebaixado da Roubaix 2016 mudaram o jogo ao usar uma estratégia de “Suspender o Ciclista” para fornecer uma condução mais suave. De acordo com a Specialized, a geometria e tecnologias da Roubaix SL8 aliviam a pressão nas mãos, braços e ombros para oferecer capacidade e confiança em qualquer estrada. Mais versátil e mais capaz A Specialized Roubaix SL8 permitirá aos ciclistas do World Tour competir na Paris-Roubaix com todas estas tecnologias, mas também permitirá ao ciclista entusiasta adaptá-la às suas necessidades. É possível adicionar suportes para um terceiro bidão, bolsa de tubo superior e guarda-lamas, além da capacidade para pneus de até 38c, uma bicicleta de estrada com a qual se pode partir à aventura ou fazer confortavelmente a deslocação do dia a dia. Gamas e preços A nova Specialized Roubaix SL8 já se encontra à venda, tanto no site da marca como nas lojas. Podes ver a gama completa, as cores, disponibilidade e preços aqui no site da marca: www.specialized.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Trek Slash - Com pivot principal elevado A Trek apresentou a nova Slash, uma bicicleta de enduro com pivot principal elevado que a marca promete ser para fazer a fundo as descidas mais complicadas e voltar a subir até ao topo, descida após descida. Com um novo design de quadro similar à maior e mais robusta Session, a Trek afirma que a nova geração da Slash apresenta uma plataforma mais eficiente para pedalar, concebida para enfrentar as descidas mais técnicas e ultrapassar com firmeza as pedras e raízes nas subidas. Mais curso e pivot principal elevado Esta nova geração da Trek Slash apresenta um curso da suspensão maior do que a sua antecessora, com uma suspensão dianteira e traseira de 170 mm, vem equipada com roda 29” na dianteira e 27.5” na traseira, podendo também, apresentar uma configuração de uma verdadeira 29” para aqueles que procuram maior velocidade em detrimento da agilidade nas descidas íngremes.  Mas o grande destaque da nova Slash é a sua suspensão de pivot principal elevado, permitindo que o eixo traseiro se desloque para trás à medida que a suspensão comprime. Isto significa que a roda traseira se move com a força do impacto, e não contra ele, facilitando a passagem por cima de terrenos técnicos com ainda mais velocidade.  Vantagens, também a subir A suspensão de pivot principal elevado já provou o seu valor nos trilhos, mas o segredo da versatilidade do pivot principal elevado da Slash é a sua curva anti-squat que melhora a eficiência da bicicleta a subir. Diversas variáveis influenciam o anti-squat, sendo uma das mais importante a posição do pivot principal. O tamanho e posicionamento da roldana de tensão superior da Slash podem ser utilizados para afinar a curvatura anti-squat. De acordo com a marca, graças ao tamanho e posicionamento das roldanas de tensão superior e inferior, a curva anti-squat da Slash é mais eficiente e muito suave, oferecendo uma condução mais parecida com uma bicicleta de curso curto nas subidas acentuadas e técnicas.  Puro Enduro A nova Trek Slash também beneficia de uma geometria de enduro mais longa e relaxada, com um ângulo do tudo de direção de 63.5° que aumenta a estabilidade em descida. O ângulo do tudo de direção mais aberto em conjunto com um ângulo do tudo de espigão de selim de 77° ajuda a dar aos ciclistas mais potência de pedalada nas subidas. O alcance longo proporciona mais espaço para manobrar. Na traseira, a escoras de tamanho específico oferecem uma condução equilibrada aos ciclistas de montanha, independentemente da sua altura ou tamanho de quadro.  Afinações personalizadas Para quem gosta de personalizar a bicicleta ao seu gosto, a Slash oferece várias opções de afinação, tal como o rácio de alavancagem ajustável, o copo de ângulo ajustável da caixa de direção opcional (vendido em separado) e compatibilidade com configuração MX e de 29”. A Slash também permite colocar espigões telescópicos extra-longos para dar aos ciclistas maior espaço quando enfrentam terrenos mais íngremes e complicados.  Proteções no quadro Como a Slash foi desenvolvida para os trilhos mais exigentes, vem equipada com proteções para impedir os impactos no quadro. Uma proteção de escora bem concebida que não só protege a bicicleta, como também a torna mais silenciosa. Os modelos de carbono também incluem a proteção Carbon Armor que garante uma camada extra de proteção do tubo inferior. Tal como as gerações anteriores, todos os novos modelos Slash incluem espaço de arrumação interna no quadro para transportar objetos essenciais.  A nova Slash já está disponível com quadro em carbono ou alumínio e através na rede de distribuidores autorizados Trek. Gamas e preços Vê a gama completa, as cores e os preços no site da marca aqui: www.trekbikes.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - João Almeida ainda acredita no pódio da UAE João Almeida ainda acredita ser possível a sua equipa colocar um elemento no pódio final da 78.ª edição da Volta a Espanha. Questionado acerca da possibilidade do seu colega de equipa Juan Ayuso, atual 4.º classificado da Vuelta, ainda conseguir chegar ao pódio final da prova, perante o poderio demonstrado pela Jumbo-Visma ao longo das duas semanas de prova já disputadas, o ciclista português de 25 anos acredita ser possível. Para João Almeida, atual 10.º classificado da prova, a solução terá que passar por tentar aproveitar um dia mau, ou menos bom, da formação neerlandesa, algo que atá agora ainda não aconteceu. A terceira semana de prova promete ser diferente, uma vez que a UAE Emirates está ‘obrigada’ a arriscar caso deseje algo mais do que aquilo que a classificação geral atual reflete, por outro lado, temos que ter em conta os ataques mais que garantidos por parte de  Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), que estando longe da luta pela geral, irá, garantidamente, atacar forte no início das etapas, situação que poderá assim baralhar a estratégia de quem luta pela vitória final. Otimismo na equipa, mas reticente a nível pessoal João Almeida revelou ainda não estar completamente restabelecido do síndrome gripal que o tem vindo a afetar desde a 13.º etapa da prova, apostando por isso numa análise diária em relação aquilo que poderá vir a fazer até final da Vuelta. Estou melhor, mas não me sinto especialmente bem para a terceira semana.” Conhecido pelas por efetuar grandes prestações nas últimas semanas das grandes voltas, desta vez, João Almeida mostra-se mais cauteloso, uma vez que ainda não se sente a 100%. Crédito imagem: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency�2023 É mesmo percetível algum desalento do ciclista português ao proferir estas declarações, uma vez que se vinha a sentir bem, e tinha fortes possibilidades de lutar pelo pódio final. Amanhã, entramos na última semana de prova desta 78.ª Volta a Espanha, edição até agora dominada pela Jumbo-Visma, formação que parece destinada a vencer, no entanto, importa ressalvar que até final ainda há etapas de grande dureza, por isso, aguardamos com expetativa aquilo que irá acontecer nos próximos dias. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta marca o regresso do "killer" Rui Costa O abraço de Miguel Indurain, o momento que decidiu a etapa e o regresso do caça-etapas. Rui Costa em entrevista ao TopCycling após vencer na Vuelta a Espanha. Lekunberri já faz parte da história do ciclismo português. O município navarro – comunidade onde nasceu o maior ciclista espanhol de todos os tempos, Miguel Indurain – foi palco do regresso de Rui Costa às vitórias em grandes Voltas. O corredor da Intermaché-Circus-Wanty não vencia numa prova de três semanas desde o mágico ano de 2013 onde além das duas etapas no Tour de France se sagrou campeão do mundo em Florença. Pelo meio Rui Costa não deixou de tentar e ficou perto de levantar os braços em várias ocasiões: 3º em Formigal na Vuelta 2020 4º em Gijón na Vuelta 2017 2º em Piancavallo no Giro 2017 2º em Canazei no Giro 2017 2º em Bagno di Romagna no Giro 2017 2º em Andorra no Tour 2016 Como escreveu o sábio Carlos Arribas no El País, o “triunfo do português, de 36 anos, converte a vitória num argumento contra a velhofobia do pelotão”. Rui Costa partilha esta visão. “A idade é um número, mas para muitas equipas não é assim que funciona. A juventude entrou com muita força e explosão, os mais veteranos têm pago um pouco essa fatura. De momento não tenho nada para o futuro, esta vitória vai ajudar de certeza. Gostava de continuar nesta equipa que acreditou em mim.” Rui Costa em declarações ao TopCycling. João Almeida dinamitou o início de etapa A 15ª etapa arrancou em Pamplona, capital da comunidade foral de Navarra. A UAE-Emirates animou as hostes e com ataques de Marc Soler e João Almeida dinamitou o início da etapa reduzindo o pelotão a 20 homens a 90km da meta. Com Jonas Vingegaard junto aos UAE a loucura era tanta que o próprio grupo dianteiro levantou o pé e permitiu a reentrada dos atrasados após cumprirem a primeira hora a 47km/h. Para se ter uma ideia, a média de watts gastos por Rui Costa até pegar a fuga foi 330-350. Créditos: Sprint Cycling Agency Evenepoel aceitou o convite para bailar o bailinho da Madeira Rui Costa deixou-se ver pela primeira vez a 84,8km do final. Faltavam 6km para a primeira subida categorizada e Remco Evenepoel aceitou o convite para bailar o bailinho da Madeira. A fuga demorou quase 70km a sair e chegou a ter 20 ciclistas, muitos deles de nível premium. O vencedor da 9ª etapa no alto da Cruz de Caravaca, Lennard Kamna (Bora-hansgrohe), o vencedor da 2ª etapa em Barcelona, Andreas Kron (Lotto-Dstny), o conquistador dos Três Picos de Lavaredo no Giro, Santiago Buitrago (Bahrain), além do francês Kenny Ellisonde (Lidl-Trek), que junto com Evenepoel, Kron e Kamna formavam um lote de corredores já com vitórias na Vuelta. A dupla ascensão de Zuarrarrate (6,3km a 5,1%) partiu a fuga. Rui Costa mexeu-se e só Buitrago e Kamna responderam à altura. Evenepoel pagou a fatura do esforço do dia anterior e não teve pernas. “Sabia que a última subida ia ser atacada e o Buitrago tinha dado indicações na primeira passagem de que ia forte. Não queria ser eu a tomar a iniciativa, deixei-me ir até o Nico Denz atacar porque era ali que tinha ganhar tempo antes do Kamna atacar. Não foi premeditado, foi intuitivo. Nesta etapa o momento-chave foi ter ganho aquela vantagem antes de entrar na subida porque sabia que iam tentar de tudo para me descarregar e não me levarem para o risco de meta.” Por esta altura, na emissão do Eurosport Espanha, surgiu a expressão “killer”, proferida pelo narrador Javier Ares: “Rui Costa leva cara de killer. Não o tiram de cima nem com água quente.” Antes disso já Juan Antonio Flecha e Alberto Contador tinham avisado que Rui Costa era má companhia para Buitrago e que quando cheira a vitória entra noutra dimensão. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1700897250069647397 O regresso do caça-etapas Palavras proféticas dos dois ex-ciclistas. A 8,5km da meta e após coroarem Zuarrarrate só restava um trio de fugitivos. Até ao sprint final ainda caiu Kamna, mas o alemão regressou a tempo de tentar evitar o inevitável. “O Kamna teve a situação triste de sair de estrada, talvez a coisa mudasse para ele no final, mas tendo passado uma vez a descida sabia que a curva era fechada e à velocidade que ele entrou era impossível não sair. O Buitrago não colaborou e nessas situações jogo muito frio e para ganhar, não há meio-termo. Quando as pernas respondem o foco é ganhar. Cada vez que ando em fuga sou um corredor a ter em conta o que torna cada vez mais difícil ganhar, por isso a vitória sabe bem face ao nível dos atletas no grupo.” Rui Costa registou em Lekunberri a 31ª vitória da carreira, a quarta da época e todas obtidas em Espanha. Só em 2013 teve melhores números e esse já sabemos que foi um ano histórico. Créditos: A.S.O. Charly Lopez O abraço especial de Miguel Indurain Sorrisos, lágrimas e gritos. As reações da Intermaché-Circus-Wanty foram as típicas de quem vence numa das provas mais importantes da temporada. No entanto, há algo que Rui Costa não esquecerá deste dia em Navarra. “Fico com um momento em que estive com o don Miguel Indurain, que me disse que com a idade que tenho estou um miúdo. Essas palavras dizem muito para mim. É o senhor Miguel Indurain e sentir a emoção da parte dele significa muito.” Vitória "abençoada" por Miguel Indurain, um tipo discreto e que diz que o segredo da longevidade e boa forma é tomar uma cervejinha de vez em quando. O mesmo disse Alejandro Valverde quando se retirou. Qual é o segredo de Rui Costa que em outubro faz 37 anos? “Talvez na linha deles [risos]. Às vezes chegamos tão saturados de açúcares que apetece algo salgado, um sabor diferente. Após a etapa de sábado foi à Valverde, uma cerveja 0,0 porque chegamos desidratados, mas o álcool só prejudica na recuperação e temos que ser profissionais.” Agora é descansar porque o transfer para a Cantábria foi longo e terça-feira a Vuelta a Espanha entra na última semana. Rui Costa ganhou quando não contava, após chegar vazio do fim-de-semana nos Pirenéis. Uma vez mais mostrou que quando veste o maillot vai com tudo e transforma-se. À campeão! ### Volta a Espanha - Super Rui Costa na 15.ª etapa Rui Costa  (Intermarché-Circus-Wanty) foi o grande vencedor da 15.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha. O experiente ciclista português de 36 anos percorreu os 158,5 quilómetros da ligação entre Pamplona e Lekunberri, com o registo de 03:30.56 horas, superiorizando-se no sprint final a Lennard Kämna (BORA hansgrohe), e Santiago Buitrago (Bahrain-Victorious), respetivos segundo e terceiro classificados. Tal como adiantou em entrevista ao Topcycling antes da Volta a Espanha, Rui Costa planeava “Guardar energias para a parte final da segunda semana“, e assim foi. (Ver entrevista aqui). Orgulho nacional aos 36 anos Aos 36 anos, hoje vimos um Super Rui Costa que volta assim a escrever o seu nome na história do ciclismo internacional, com este importante triunfo que enche os portugueses de orgulho. Mais de uma década depois, Rui Costa voltou aos triunfos nas grandes voltas, depois  de ter conquistada uma etapa no Tour em 2011, e duas no Tour 2013. Rui Costa já tinha tentado a sua sorte em várias etapas, mas sem sucesso, no entanto, hoje, estava destinado que a vitória seria dele. Vitória do esforço e dedicação.” É com esta afirmação que Rui justifica a vitória na etapa de hoje. O ciclista da Póvoa do Varzim considerou, após o final da etapa, sem quaisquer rodeios, que esta era uma vitória do esforço e dedicação. Além disso, destacou ainda a grande importância desta conquista a nível individual e coletivo. É uma vitória muito importante para mim e para toda a equipa.” Isto porque, inicialmente nem estava prevista a sua participação na Vuelta e agora, decorridas 15 etapas, Rui Costa conseguiu uma importante vitória para si e para a Intermarché-Circus-Wanty, equipa na qual ingressou nesta temporada e lhe deu um novo alento, facto facilmente comprovado pela grande temporada que o ciclista luso está a realizar, com várias conquistas, onde se destacam a vitória na Volta à Comunidade Valenciana e a conquista do Troféu Calvià. Após o final da etapa, Rui Costa não conseguiu esconder a alegria e orgulho por mais esta conquista numa já longa carreira. https://twitter.com/lavuelta/status/1700898598236410075?s=20 Com várias etapas ainda por disputar, quem sabe se Rui Costa não irá ainda tentar repetir o feito de hoje, mas isso, só saberemos no decorrer da próxima semana. Para hoje, e visto que amanhã é dia de descanso, só nos resta dizer "Parabéns Rui Costa". Sepp Kuss não larga a camisola vermelha A 15.º etapa não provocou alterações no topo da geral, com o pelotão a chegar com 2.52 minutos de atraso para Rui Costa, e com a Jumbo-Visma a manter o domínio completo, ocupando os três primeiros lugares, com Sepp Kuss na liderança, logo seguido de Primoz Roglic a 1.37 minutos, e Jonas Vingegaard a 1.44 minutos. Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) tentou repetir a proeza da etapa anterior, atacando logo desde início, mas hoje as reações por parte da Jumbo-Visma e da UAE Emirates foram diferentes, , inviabilizando assim que o belga voltasse a ter sucesso. João Almeida restabelecido e seguro no top 10 da geral Quanto a João Almeida, o ciclista português da UAE Emirates parece cada vez mais restabelecido do síndrome gripal que o afetou na 13.º etapa, chegando hoje integrado no pelotão, mantendo o 10.º posto da geral a 8.39 minutos do Kuss. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=H78XIw2FW_E Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01COSTA Rui Intermarché-Circus-Wanty03:30:5602KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 0003BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 0004EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0205KRON Andreas Lotto Dstny+ 0206RUBIO Einer Movistar Team+ 0207RODRIGUEZ Cristian Team Arkéa-Samsic+ 0208HAMILTON Chris Team dsm-firmenich+ 0209DENZ Nico BORA-hansgrohe+ 3610JANSSENS Jimmy Alpecin-Deceuninck+ 01:07 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma54:38:4202ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3703VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 01:4404AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:3705MAS Enric Movistar Team+ 03:0606SOLER Marc UAE Team Emirates+ 03:1007LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1208VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 05:0209UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 05:3010ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 08:39 Amanhã é dia de descanso Segunda-feira será dia de descanso, por sinal, o último desta 78.ª edição da Volta a Espanha. Depois de uma semana dura, de muita montanha, os elementos do pelotão irão certamente aproveitar a folga de amanhã, para descansar e recarregar baterias, para uma última semana de prova que se espera muito competitiva. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Etapa 14 trouxe um Evenepoel renascido e carregado de emoção A 14.º etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha trouxe um Evenepoel renascido e carregado de emoção. Depois do ‘tanque vazio de ontem’, tal como o próprio ciclista belga confidenciou, num dia em que chegou a mais de 26 minutos do vencedor, situação que o deixou fora da luta pela vitória final na prova, hoje, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) esteve irrepreensível, vencendo categoricamente a etapa, com uma prestação só ao alcance dos predestinados. O ciclista belga arrancou para uma longa e bem-sucedida fuga, onde contou apenas com a companhia de Romain Bardet (dsm-firmenich), que cedeu a poucos quilómetros da meta. Nas contas do dia Evenepoel foi o mais rápido a completar os 156,2 quilómetros na ligação entre Sauveterre-de-Béar a Larra, com o registo de 04:13.38 horas, com 01.12 minutos de vantagem sobre segundo classificado Romain Bardet. https://twitter.com/soudalquickstep/status/1700543724781031743?s=20 Após cruzar a linha da meta Remco Evenepoel não conseguiu conter a emoção, ficando percetível a ténue barreira entre a desilusão e a alegria de um dos melhores ciclistas da atualidade. João Almeida também deu resposta positiva João Almeida (UAE Emirates) que ontem, depois de uma noite mal dormida, devido a fortes dores de garganta e com sintomas de gripe, efetuou uma etapa de enorme esforço, de forma minimizar as perdas para o topo da geral, hoje, também deu uma resposta positiva. O ciclista português de 25 anos, chegou integrado no grupo da geral, depois de na fase inicial da tirada parecer com dificuldades, eis que, com o desenrolar da etapa conseguiu entrar no ritmo e não mais largar o grupo, sendo 16.º classificado, mantendo assim o 10.º posto da geral a 08.39 minutos do líder Sepp Kuss (Jumbo-Visma). Depois de ontem ter visto o seu esforço elogiado por várias figuras do ciclismo internacional, como foi o caso do ex-ciclista Alberto Contador e de Tadej Pogacar, seu colega de equipa, hoje, João Almeida apresentou já claras melhorias, deixando assim no ar a possibilidade de ainda poder vir a ser muito útil para a sua equipa, em especial na ajuda a Juan Ayuso, 4.º classificado da geral a 2.37 minutos de Kuss. Jumbo-Visma mantém liderança segura A Jumbo-Visma mantém o domínio completo da geral, ocupando os três primeiros lugares, com Sepp Kuss na liderança, logo seguido de Primoz Roglic e Jonas Vingegaard. A formação neerlandesa tem tudo para fazer história no ciclismo internacional, ao estar muito perto de conseguir o pleno nas três grandes voltas do calendário do World Tour. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Za6fZFKHElE Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step04:13:3802BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 01:1203VAN EETVELT Lennert Lotto Dstny+ 06:3304CASTROVIEJO Jonathan INEOS Grenadiers+ 06:3505STORER Michael Groupama-FDJ+ 07:2406DE LA CRUZ David Astana Qazaqstan Team+ 08:2107VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 08:2208KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 08:2209POELS Wout Bahrain Victorious+ 08:2210AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 08:2 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma51:04:5402ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3703VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 01:4404AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:3705MAS Enric Movistar Team+ 03:0606SOLER Marc UAE Team Emirates+ 03:1007LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1208VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 05:0209UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 05:3010ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 08:39 Dificuldade diminui para amanhã Depois de duas etapas de grande dureza, para amanhã a diifuldade irá diminuir, a anteceder o dia de descanso. A 15.ª etapa da 78.ª edição da Vuelta apresenta um percurso com um total de 156,5 quilómetros na ligação entre Pamplona – Lekunberri, num traçado que apesar menos montanhoso que o dos dias anteriores, apresenta ainda algumas contagens de montanha. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Super Jumbo-Visma na duríssima 13.ª etapa O grande destaque da 13.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha vai para a Jumbo-Visma, formação que conseguiu ocupar o pódio do dia, com a vitória de Jonas Vingegaard, enquanto Sepp Kuss e Primoz Roglic foram os respetivos, segundo e terceiro classificados do dia. Jonas Vingegaard arrancou a poucos quilómetros da meta partindo o grupo da frente, sendo os seus companheiros de equipa, os ciclistas que melhor resposta lhe deram. https://twitter.com/lavuelta/status/1700175382526275976?s=20 Vingegaard completou os 134,7 quilómetros da ligação entre Formigal ao Tourmalet, com o registo de 03:51:10 horas, 30 segundos mais rápido que Sepp Kuss e 33 segundos que Primoz Roglic, que ocuparam as restantes posições do pódio. Evenepoel e João Almeida quebraram Outra das notas do dia vai para as quebras de Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep) e João Almeida (UAE Emirates), embora importe mencionar que no caso do ciclista belga tratou-se mesmo de incapacidade física perante a duríssima etapa, enquanto que o ciclista português parece ter passado mal a noite, com fortes dores de garganta e com sintomas de gripe. Foi, inclusivamente, lançada a informação que João Almeida teria mesmo sido testado à Covid-19 antes do início da etapa, mas o resultado do teste terá sido negativo. João Almeida descolou cedo do grupo da frente, mas andou vários quilómetros na perseguição, mas sem sucesso na mesma. No entanto, perante as adversidades, João Almeida cruzou a linha da meta na 15.ª posição a 6.47 minutos de Vingegaard, resultado que lhe permitiu manter-se no top 10 da geral, precisamente na 10.ª posição a 8.39 minutos do líder Sepp Kuss, situação que o coloca assim fora da luta pela vitória na prova, mas ainda perto de um bom resultado final. Quanto a Evenepol, vencedor da última edição da prova, as perdas foram bem maiores, ao ser o 60.º classificado do dia, a mais de 26 minutos de Vingegaard, prestação que o coloca completamente fora do top 10 da geral. Com oito etapas por disputar, algumas delas de grande dureza, a Jumbo-Visma tem tudo para vencer a prova, e com grandes probabilidades de ocupar o top 3 final somente com as suas cores. Neste momento Sepp Kuss continua a vestir de vermelho, agora com 1.37 minutos para Primoz Roglic e 1.44 para Jonas Vingegaard. Juan Ayuso (UAE Emirates), esteve em bom plano depois da queda sofrida no dia de ontem da e é agora 4.º classificado, a 2.37 minutos do líder, podendo assim intrometer-se na luta pelo pódio. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=L4JmO0q9_xw Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma03:51:1002KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 3003ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 3304AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 3805UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 3806MAS Enric Movistar Team+ 4007LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 01:1508VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 02:1209CRAS Steff TotalEnergies+ 02:3210SOLER Marc UAE Team Emirates+ 03:08 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma46:42:5402ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3703VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 01:4404AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:3705MAS Enric Movistar Team+ 03:0606SOLER Marc UAE Team Emirates+ 03:1007LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 04:1208VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 05:0209UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 05:3010ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 08:39 Dureza continua no sábado Amanhã continua a alta montanha, com a 14.ª etapa a reservar ao pelotão um total de 156,2 quilómetros na ligação entre Sauveterre-de-Béar a Larra, mum traçado que contempla mais uma chega em alto. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVAS rodas Bontrager Aeolus Pro - construção em carbono termoplástico A Bontrager apresentou duas novidades à sua bem-sucedida família de rodas de carbono Aeolus, oferecendo aos ciclistas que preferem utilizar pneus de maior volume em estrada e gravel duas novas opções que melhor se adequam ao seu estilo de pedalar. Novas Bontrager Aeolus Pro. As rodas Aeolus Pro 37V substituem as rodas Aeolus Pro 3V e são ideais para ciclistas que querem umas rodas de carbono versáteis tanto para pedalar em estrada como explorar caminhos e trilhos ligeiros de gravel. As rodas Aeolus Pro 49V reforçam a aerodinâmica e são para ciclistas que procuram ainda mais eficiência com pneus de maior volume. Pormenores da construção OCLV NEXT A nova construção de carbono termoplástico faz com que estas rodas sejam mais resistentes ao mesmo tempo que absorvem mais vibrações, contribuindo para uma bicicleta mais suave e rápida, independentemente do perfil do aro. Devido ao OCLV NEXT, os aros de maior perfil são mais indulgentes do que o carbono tradicional. Tanto a Aeolus Pro 37V como a Aeolus Pro 49V são construídas com o novo carbono OCLV NEXT, um carbono ecológico produzido por maquinação a laser e com termoplásticos moldados. As novas rodas são mais facilmente recicláveis e eliminam a necessidade do acabamento do carbono, pintura adicional e autocolantes.  Mais largas, mais rápidas A largura interna do aro de 25 mm com otimização aerodinâmica foi concebida para tornar as rodas mais rápidas com pneus de estrada de maior volume de 700x28. Maior conforto sem aumento do peso A Trek afirma que as após serem utilizadas e testadas no mais duro empedrado da Paris-Roubaix, as novas rodas Aeolus Pro 37V oferecem mais 15% de deflexão radial e reduzem as vibrações em 5%, sendo 100 gr mais leves que as anteriores Aeolus Pro 3V. Cubos Rapid Drive 108 refinados Os cubos estriados Rapid Drive 108 oferecem 108 pontos de engate fiável para acelerações mais rápidas e maior precisão e controlo. Acabamento mais limpo Nestas novas Bontrager Aeolus Pro, os aros OCLV NEXT são fabricados com maquinação-laser e termoplásticos moldados oferecem um produto final sem pintura adicional, autocolantes ou acabamento. Este novo processo ajuda a reduzir as emissões de compostos orgânicos voláteis e do carbono, normalmente existentes no fabrico dos aros tradicionais de carbono. Fabricadas nos EUA Montadas em Waterloo, com aros fabricados nos Estados Unidos e componentes topo de gama de todo o mundo como os raios DT-Swiss Aerolite e os terminais DT Swiss Pro Lock.  As rodas Aeolus Pro 37V e 49V estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. Podes ver todas as características técnicas, gama completa e preços clicando no site da Trek aqui: www.trekbikes.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Rui Oliveira dá vitória a Molano na 12.ª etapa Rui Oliveira (UAE Emirates) brilhou na 12.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, ao lançar Juan Sebastián Molano, seu companheiro de equipa, para a vitória. O ciclista português de 27 anos efetuou um trabalho notável e fundamental para o triunfo de Molano, que foi o mais rápido do dia, ao completar os 150,6 quilómetros entre Ólvega e Saragoça, com registo de 3:23.35 horas, superiorizando-se, bem perto da linha da meta, a Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck), e a Boy van Poppel (Intermarché-Circus-Wanty), respetivos segundo e terceiro classificados. Créditos imagem: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency©2023 Logo a seguir aos homens do pódio, ficou Rui Oliveira, o que demonstra bem até onde o ciclista português conseguiu levar Molano. No final da etapa, Juan Sebastián Molano e Rui Oliveira estavam visivelmente satisfeitos e felizes com a prestação na etapa, num dia em que foram os grandes destaques da poderosa UAE Emirates. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1699828854213288136?s=20 Topo da geral sem alterações Há semelhança da etapa anterior, o dia de hoje não trouxe alterações no topo da geral, com Sepp Kuss (Jumbo-Visma) a continuar a vestir de vermelho, com 26 segundos de vantagem sobre o vice-líder Marc Soler (UAE Emirates), e 1.09 minutos sobre Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), terceiro classificado. Nota ainda para o quarto classificado da geral, Primoz Roglic (Jumbo-Visma), que conseguiu bonificar 4 segundos num sprint intermédio, reduzindo assim para 1.32 minutos a distância para Evenepoel. Quanto a João Almeida, o ciclista português da UAE Emirates mantém 6.ª posição da geral, a 2.16 minutos de Kuss. 13.ª etapa traz dureza e promete espetáculo Amanhã, sexta-feira, o pelotão enfrente a 13.ª etapa, considerada por muitos, como a etapa rainha desta 18.ª edição da Vuelta. Os 134,7 quilómetros da ligação entre Formigal ao Tourmalet, a conhecida subida em França, apresentam um traçado com mais de quatro mil metros de desnível positivo acumulado, o que se irá traduzir num grande desafio para os ciclistas em prova. Depois de duas etapas que contaram com um pelotão mais compacto, amanhã será dia dos principais candidatos à geral colocarem as cartas na mesa, e darem o seu melhor, numa etapa que poderá vir a revelar-se fundamental para o desfecho final da prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=W1FijSBREvQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MOLANO Sebastian UAE Team Emirates03:23:3502GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck+ 0003VAN POPPEL Boy Intermarché-Circus-Wanty+ 0004OLIVEIRA Rui UAE Team Emirates+ 0005THEUNS Edward Lidl-Trek+ 0006VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost+ 0007DAINESE Alberto Team dsm-firmenich+ 0008AULAR Orluis Caja Rural-Seguros RGA+ 0009PAGE Hugo Intermarché-Circus-Wanty+ 0010MENTEN Milan Lotto Dstny+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma42:51:2002SOLER Marc UAE Team Emirates+ 2603EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 01:0904ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3205MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 02:0206ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:1607VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 02:2208AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:2509MAS Enric Movistar Team+ 02:5010VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 03:14 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Fuga triunfa na 11.ª etapa Jesus Herrada (Cofidis) venceu hoje a 11.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, depois de integrar a bem-sucedida fuga do dia. O ciclista espanhol de 33 anos resistiu bem ao ritmo elevado imposto na fuga, mantendo-se firme até final, fase em que efetuou uma boa leitura dos principais adversários, atacando no momento certo, e vencendo assim a etapa que ligava Lerma a La Laguna Negra, em Vinuesa, com o registo de 03:29.17 horas, com três segundos de vantagem sobre Romain Grégoire (Groupama-FDJ) e oito sobre Andreas Kron (Lotto Dstny), respetivos segundo e terceiro classificados. Pelotão ao ritmo da Soudal-Quickstep, impossibilitou mudanças no topo da geral Desde cedo se percebeu que a decisão iria estar na fuga, atendendo à postura que os homens do pelotão assumiram, dando margem aos homens da frente.   Pode-se mesmo considerar que o pelotão hoje estava já com o pensamento nas próximas etapas, que se adivinham de grande dureza, com especial incidência na de sexta-feira, considerada por muitos como uma possível etapa chave na presente edição, adotando por isso um ritmo estável sem ataques entre as formações favoritas à vitória final. No pelotão que chegou à fase final da etapa com mais de cinco minutos de atraso, quem mais deu nas vistas, foi a Soudal-Quickstep, que contou ainda com uma 'ajudinha' da Jumbo-Visma, formando um alinhamento na frente do pelotão, quase que uma ‘barreira’, pautando assim o ritmo e impossibilitando quem tivesse em mente um possível ataque ou fuga. Visto isto, Sepp Kuss (Jumbo-Visma) continua a vestir de vermelho, liderando uma geral em que o top 10 não sofreu quaisquer mexidas no dia de hoje, continuando assim Marc Soler (UAE Emirates) na vice-liderança, com 26 segundos de atraso, e logo a seguir, no terceiro posto, mantem-se Remco Evenapoel (Soudal-Quickstep) a 1.09 minutos de distância. João Almeida viu Juan Ayuso cair no início da etapa João Almeida (UAE Emirates) teve um dia calmo, em que o principal incidente a mencionar na sua equipa, foi mesmo uma queda de Juan Ayuso na fase inicial da etapa, que deixou algumas marcas visíveis no ciclista espanhol. Apesar do incidente ambos mantém os respetivos 6.º e 8.º posto da geral, naquela que se está a traduzir, até ao momento, como uma boa estratégia da formação dos Emirados Árabes Unidos, que tem ainda Marc Soler na vice-liderança, acumulando assim três ciclistas num top 10 da geral recheado de estrelas. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=_wXkrNVgnOE Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01HERRADA Jesus Cofidis03:29:1702GRÉGOIRE Romain Groupama-FDJ+ 0303KRON Andreas Lotto Dstny+ 0804CAICEDO Jonathan EF Education-EasyPost+ 1205THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 1906SANCHEZ MAYO Pelayo Burgos-BH+ 2407MOLARD Rudy Groupama-FDJ+ 2408PRODHOMME Nicolas AG2R Citroën Team+ 2709GODON Dorian AG2R Citroën Team+ 5810GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 01:16 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma39:27:4502SOLER Marc UAE Team Emirates+ 2603EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 01:0904ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3605MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 02:0206ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:1607VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 02:2208AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:2509MAS Enric Movistar Team+ 02:5010VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 03:14 Quinta-feira plana, a anteceder a montanha Esta quinta-feira sai para a estrada a 12.ª etapa da 78.ª edição da Vuelta, com o pelotão a ter pela frente um total de 150,6 quilómetros, na ligação entre Òlvega e Saragoça, num traçado sem grandes oscilações, a anteceder uma sexta-feira que se espera de grande dureza e de possível importância para o desfecho final da prova. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Relatório de sustentabilidade da Trek Bicycle revela compromisso nobre da marca A Trek Bicycle apresentou o seu Relatório de Sustentabilidade 2023, que detalha o progresso e aprendizagens da empresa em relação às principais iniciativas de sustentabilidade, incluindo um maior foco na redução da emissão de gases com efeito de estufa. Neste novo relatório, foram utilizadas as mesmas medidas de referência do Relatório de Sustentabilidade de 2021 da Trek – o primeiro e único relatório do género de um fabricante na indústria do ciclismo – para avaliar a sua evolução. Pela segunda vez em parceria com a WAP Sustainability Consulting, a Trek estudou um leque mais abrangente de emissões, realizou avaliações de ciclos de vida e analisou os impactos de fim de vida e da fase de utilização para ter uma imagem mais precisa das emissões totais e definir um ponto de partida claro para os objetivos de redução. Este relatório detalha metas ambiciosas de redução a curto prazo e que estão em linha com as definidas pela Science Based Target Initiatives (SBTi): redução das emissões indiretas, que acontecem na cadeia de valor da Trek (categoria 3), em 30% até 2032; redução das emissões diretas de fontes próprias ou controladas (categoria 1) e as emissões indiretas resultantes da geração de energia comprada (categoria 2) em 68% até 2032; e utilizar toda a eletricidade através de fontes renováveis até 2030. Para isso, a Trek não irá comprar compensação carbónica, que pode prejudicar o trabalho crucial de conhecer e melhorar as práticas empresariais e, também, não permite que as empresas controlem a forma como esse investimento é utilizado e se tem um benefício tangível. "Desde o nosso primeiro relatório em 2021, fizemos progressos significativos no sentido de nos tornarmos uma empresa mais sustentável, mas também descobrimos áreas onde ainda é possível melhorar. Esta análise e autorreflexão apenas solidificaram ainda mais o nosso compromisso com a sustentabilidade", afirmou Eric Bjorling, diretor de marca da Trek Bicycle. "Este segundo relatório mostra de forma transparente as nossas conclusões sobre as emissões, juntamente com os passos que estamos preparados para dar com o objetivo de reduzir a nossa pegada de carbono." Como fabricante, parte significativa do impacto ambiental da Trek vem das matérias-primas utilizadas para criar produtos, incluídas na categoria 3 das emissões e que representam mais de 95% das emissões totais da Trek. A auditoria das emissões e a avaliação dos ciclos de vida (LCAs) ajudaram a equipa da Trek a compreender os custos atuais das emissões de carbono e a determinar como reduzir as emissões nos produtos, na sua composição material e no seu processo de fabrico. No âmbito da redução das emissões das categorias 1 e 2, a Trek está a concentrar-se nos desafios de como operar um negócio de retalho sustentável e a investir em áreas como a construção ecológica e melhorias de infraestruturas, bem como, em mudar a sua frota de transportes para elétricos. A utilização de energia renovável é um fator fundamental no compromisso de sustentabilidade, e para isso a Trek já está a trabalhar nesse sentido com a sua sede e as suas fábricas americanas a já serem alimentadas por energia renovável. Para atingir o objetivo de 2030, a Trek vai validar que a energia que compra é de fontes renováveis com a utilização de créditos de energia renovável (RECs) em cada uma das suas instalações e encontrar formas para fazer o mesmo nas instalações que não são sua propriedade. O relatório apresenta igualmente os progressos realizados em relação aos objetivos definidos no Relatório de Sustentabilidade de 2021: Redução dos resíduos das embalagens: ao retirar o plástico de utilização única e a espuma das embalagens, a Trek conseguiu evitar mais de 240000 kg por ano de resíduos plásticos desde 2020. Reciclagem de baterias de bicicletas elétricas: a Trek fez uma parceria com a Call2Recycle em 2022 para garantir que os utilizadores de bicicletas elétricas têm uma solução fácil e responsável quando a bateria da sua bicicleta chegar ao fim da sua vida útil. Até à data, os distribuidores Trek ajudaram a garantir a reciclagem adequada de mais de 3000 kg de baterias de bicicletas elétricas. Produtos feitos com material reciclado: a Trek alterou a utilização de têxteis para criar vestuário feito de material reciclado, como garrafas de água de plástico. Este esforço ajudou a evitar que quase 25000 kg de resíduos fossem parar a um aterro e deu um destino melhor a milhões de garrafas de plástico. A análise aprofundada da Trek para compreender melhor o seu impacto ambiental realça o forte compromisso da marca para com o planeta e os esforços que está a fazer para tornar o mundo um lugar melhor para todos, agora e no futuro. O Relatório de Sustentabilidade 2023 da Trek pode ser consultado AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - João Almeida entre os melhores no contrarrelógio João Almeida (UAE Emirates) apresentou-se no contrarrelógio da 10.ª etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha sem medo dos tubarões da especialidade, conseguindo o 4.º melhor tempo num dia que teve italiano Filippo Ganna (INEOS) como grande vencedor. O ciclista português de 25 anos foi um dos grandes destaques do contrarrelógio ao terminar na 4.ª posição, a 50 segundos de Ganna, que foi o mais rápido do dia, depois de completar os 25,8 quilómetros em Valladolid, com a marca de 27.39 minutos. O especialista italiano de 27 anos confirmou as suas credenciais, vencendo o contrarrelógio, deixando para trás as grandes estrelas da geral, sendo 16 segundos mais rápido que o segundo classificado Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), e 36 segundos do ocupante do lugar mais baixo do pódio, Primoz Roglic (Jumbo-Visma). Nelson Oliveira deu nas vistas Nelson Oliveira (Movistar) também esteve em grande destaque no contrarrelógio. Aos 34 anos, o ciclista português obteve um honroso e meritório 9.º melhor tempo do dia a 1.12 minutos de Ganna, figurando assim num top 10 recheado de estrelas.   João Almeida sobe na geral que continua a ter Sepp Kuss como líder Sepp Kuss (Jumbo-Visma) continua a ser o líder da geral, depois de hoje ter sido 13.º classificado, demonstrando estar a gostar da camisola vermelha que já veste há alguns dias, num dia em que João Almeida ascendeu ao 6.º posto da geral. Vamos por partes, começando pela boa dor de cabeça da Jumbo-Visma, que tem Kuss como líder da geral, Roglic em 4.º, e Vingegaard em 7.º lugar, isto no início da segunda semana de prova, com muito ainda por percorrer em solo espanhol. Agora vamos ao caso da UAE Emirates, com especial destaque para João Almeida, que hoje voltou a dizer presente entre os candidatos à vitória final, sendo o melhor da sua equipa, à frente de Juan Ayuso e Marc Soler, sendo agora 6.º classificado da geral, a 2.16 minutos de Kuss. João Almeida esteve em grande nas duas últimas etapas e como se diz na gíria, ‘parece estar bom boas pernas’ para o que aí vem. Vamos ver, mas neste momento a estrada está a ditar que João Almeida é o mais forte de candidato da poderosa UAE Emirates à classificação geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ACPFRI1ylP0 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01GANNA Filippo INEOS Grenadiers27:3902EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 1603ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 3604ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 5005VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 5206CATTANEO Mattia Soudal Quick-Step+ 01:0907AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 01:1108SOLER Marc UAE Team Emirates+ 01:1209OLIVEIRA Nelson Movistar Team+ 01:1210VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 01:18 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma35:52:3802SOLER Marc UAE Team Emirates+ 2603EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 01:0904ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3605MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 02:0206ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:1607VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 02:2208AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:2509MAS Enric Movistar Team+ 02:5010VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 03:14 Vuelta 2023 já vai para a 11.ª etapa Esta quarta-feira, disputa-se a 11.ª etapa desta 78.ª edição da Vuelta 2023, num traçado relativamente plano, com o total de 163,2 quilómetros na ligação entre Lerma e La Laguna Negra (Vinuesa), que tem como destaque uma contagem de montanha de primeira categoria a coincidir com a meta. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Apresentação da 3.ª edição da Volta a Portugal Feminina Cofidis Decorreu hoje no Parque Recreativo do Alvito em Monsanto, Lisboa, a apresentação da terceira edição da Volta a Portugal Feminina Cofidis. A Volta a Portugal Feminina Cofidis irá decorrer entre 13 e 17 de setembro, com partida em Lisboa e final em Gondomar. A edição de 2023 será a primeira com cinco dias e terá um pelotão com cerca de 100 ciclistas e 15 equipas. Além de patrocinadores e representantes de outras entidades envolvidas, estiveram também presentes algumas atletas representantes das equipa que irão participar Volta a Portugal Feminina, nomeadamente a Massi Tactic representada por Vera Vilaça, ou Glassdrive / Chanceplus / Allegro representada pela jovem Maria Santos, entre outras equipas e atletas. As etapas Prólogo - dia 13 de setembro A corrida começa com um prólogo de 5,3 km's realizado em Lisboa, que servirá para organizar a classificação geral e tática das equipas com vista aos dias seguintes. Etapa 1 - dia 14 de setembro A primeira etapa será entre Loures e Vila Franca de Xira, num total de 85 quilómetros, somente com um prémio de montanha em S. Domingos de Camões, e uma meta volante em Póvoa da galega. Etapa 2 - dia 15 de setembro A segunda tirada vai ligar Torres Vedras, Museu Joaquim Agostinho, ao Museu do Ciclismo em Caldas da Rainha, num percurso de 100,4 quilómetros, com uma meta volante em Bombarral e com dois prémios de montanha (em Casal Pardo e Casal da Marinha). Etapa 3 - dia 16 de setembro A terceira etapa será a mais longa, com um total de 111,3 quilómetros, entre Aveiro e Águeda. Nesta etapa haverá um prémio de montanha em Vale de Avim e duas metas volantes, em Cantanhede e Sangalhos. Etapa 4 - dia 17 de setembro A quarta e ultima etapa será de 84,4 quilómetros, entre Murtosa e Gondomar. Esta etapa terá uma meta volante em Rio Meão e três prémios de montanha, S.João de Ver, Gens e no final em Gondomar, local onde ficará definida a vencedora da terceira Volta a Portugal Feminina Cofidis. As Camisolas: Durante a corrida estarão em disputa quatro camisolas que simbolizam as lideres da cada classificação. Camisola Amarela Jogos Santa Casa - Classificação Geral Camisola Azul IPDJ (instituto português do desporto e juventude) - Montanha Camisola Vermelha Cofidis - Pontos Camisola Branca Medis - Juventude As equipas Massi Tactic Women's Team Soltec Team Costa Cálida Rio Miera Cantabria Deportes Universidad Politécnica Valéncia Farto BTC UC Melgaço e Ponte da Barca/Maiatos Cantanhede Cycling/VESAM Korpo Activo/Penacova 5Quinas / Município de Albufeira/CDASJ Matos Cheirinhos/Alenquer Extremo Sul/HotelAlisios/CA Terras do Arade Glassdrive/ChancePlus/Allegro Proteu Cycling/Casa do Povo de Retorta Academia Efapel de Ciclismo Matos Mobility/ Optiria Women Team Os intervenientes Numa breve conversa com Vera Vilaça, terceira classificada na anterior edição da Volta a Portugal Feminina, agora na equipa que venceu a prova em 2022, a atleta portuguesa diz que gostaria de vencer em casa mas o mais importante é a equipa sair vencedora, seja através dela ou de outra colega de equipa. A equipa deste ano é bastante diferente da equipa do ano passado, até porque a líder do ano passado este ano corre pela Israel – Premier Tech Roland e a ciclista que terminou em segundo o ano passado também está noutra equipa, o que mostra a qualidade que tinham. Vera Vilaça Vera Vilaça garante que ainda assim será uma equipa forte aquela que se vai apresentar na Volta a Portugal Feminina Cofidis, destacando Miryam Nuñez, ciclista equatoriana de 29 anos, que está em muito boa forma e tem obtido bons resultados. Sobre a liderança da equipa, diz que os resultados do prólogo poderão determinar a estratégia dos dias seguintes. Contactámos Bruno Pires, diretor desportivo da Glassdrive/ChancePlus/Allegro, equipa da Campeã Nacional e vencedora da Taça de Portugal em elite Cristiana Valente, que assume a ambição de querer discutir a corrida. Visto que temos uma Campeã Nacional creio que é justo para a própria atleta irmos para esta Voltaa Portugal com a ambição de discutir a corrida, este ano fizemos algumas provas internacionais e a Cristiana Valente mostrou bom nível a competir com ciclistas do pelotão internacional. Bruno Pires destaca as equipas UCI como a Massi Tactic Women's Team, ou a Rio Miera Cantabria Deportes, que na sua opinião são equipas favoritas e a ter em conta para a vitória final, pois estão habituadas a um calendário internacional mais completo e de melhor nível que o calendário português. O diretor desportivo Glassdrive/ChancePlus/Allegro louva o facto de haver mais um dia de competição, realçando no entanto que deveria haver mais dureza no percurso. Bruno Pires refere que em provas nacionais de juniores ou sub-19 já houve mais montanha (dando como exemplo a chegada ao alto de Montejunto), e que numa corrida de categoria elite, com equipas estrangeiras de escalão UCI apenas existem montanhas de terceira categoria no percurso. Segundo informação na cerimónia de apresentação, haverá resumos diários das etapas da CMTV. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Vuelta – Almeida e Ayuso de olho em Evenepoel João Almeida e Juan Ayuso admitem perder 30 segundos para Remco Evenepoel no contrarrelógio de terça-feira na Vuelta a Espanha. Para muitos é o dia mais decisivo. Terça-feira é dia de contrarrelógio na Vuelta a Espanha e foi no esforço individual que se definiram tanto o Giro de Itália como o Tour de France. Na UAE-Emirates são conscientes de que o claro favorito é Remco Evenepoel. “O contrarrelógio é muito rápido. Espero estar na luta com os melhores, mas conto perder cerca de 30 segundos para o Remco Evenepoel”, disse João Almeida no encontro com os média. Juan Ayuso aprofundou o tema: “As diferenças feitas no contrarrelógio são difíceis de recuperar. O favorito é o Evenepoel e perder menos de 30 segundos é um muito bom resultado. O percurso é linear e exigente, sem zonas de recuperação. Vou levar o 60 x 11 porque vai ser um TT duro. Creio que se farão mais diferenças do que no dia do Tourmalet.” João Almeida foi 3º na cronoescalada do Giro e consolidou o primeiro pódio de um português na prova italiana. A correr não há amigos                  João Almeida atacou em Múrcia na 9ª etapa e subiu ao top 10. A movimentação permitiu ganhar cinco segundos a Roglic, sete a Mas e Evenepoel. Ganhos escassos que provam que para fazer diferenças na montanha é preciso um dia de inspiração. “A primeira semana não foi muito dura no papel, mas na prática tivemos mau tempo e abanicos. Pensei que o Vingegaard ia estar mais forte. Ele continua muito forte [risos], mas pensávamos que ia estar mais ainda.” Almeida e Ayuso estao em sintonia quanto ao bicampeão do Tour de France e à força do bloco da Jumbo-Visma. Para o espanhol “Vingegaard a 90 por cento é praticamente o melhor do mundo, mas parece que não é o do Tour. Roglic está provavelmente no melhor momento da época, Evenepoel também. Em Xorret de Catí subiu-se a um ritmo fortíssimo por isso os que aguentamos com eles também estamos bem”. Ayuso fala pelos cotovelos, está à vontade e não duvidou quando um jornalista belga lhe perguntou sobre uma aliança com Evenepoel contra a Jumbo-Visma: “A correr não há amigos. Se estiver sozinho com o Remco tentarei distanciar a Jumbo, mas se o Remco descolar trabalharei com a Jumbo para o distanciar. Somos rivais.” Bordures e alta velocidade marcaram a 9ª etapa na região de Múrcia.Créditos: Sprint Cycling Agency "Temos muito a recuperar para o Kuss" A Vuelta entra na segunda semana com o americano Sepp Kuss, o terceiro na hierarquia da Jumbo-Visma, como líder com mais de dois minutos sobre os principais candidatos. A UAE-Emirates também posicionou o terceiro homem na escala de líderes na frente. Marc Soler é 2º a 43 segundos de Kuss. Esta é uma carta que a Soudal-Quick Step não pode jogar. “Ter o Marc Soler na frente não foi planeado, mas ele acabou bem o Tour e quando se deu a oportunidade de entrar em fuga com o Kuss subiu na geral. Temos muito a recuperar para o Kuss porque a vantagem é muito grande.” Propusemos um cenário a João Almeida. Temos na frente Almeida, Ayuso, os três Jumbo e Evenepoel; ataca Kuss; a UAE responde a Kuss? “Sim, assim metemos tempo aos restantes Jumbo. É tudo uma questão de capacidade física. No final de contas vai ganhar quem tem pernas.” E Kuss tem pernas de campeão? “Que eu veja sim.” Fica o aviso de João Almeida sobre Kuss, o super gregário que este ano já deu a ganhar o Giro a Roglic, o Tour a Vingegaard e ainda tem pernas para estar na batalha pela Vuelta. ### A Trek lançou uma nova hardtail elétrica: a Trek Marlin+ A Trek apresentou a sua nova e-bike, dando à sua mais popular bicicleta de montanha o suporte e a potência de um motor elétrico. A nova Trek Marlin+, descendente da famosa e muito apreciada pelo Marlin, uma hardtail elétrica perfeita para qualquer trilho e qualquer tipo de utilização. Esta versão vem equipada com um motor Bosch intuitivo que oferece aos ciclistas uma potência silenciosa e confortável tanto em percursos singletrack como nas ruas das cidades. A isto soma-se o preço mais baixo que o valor médio das bicicletas de montanha elétricas da Trek, o que permite que os ciclistas possam aproveitar o melhor que a Trek e a Bosch têm para oferecer. Versatilidade A Trek Marlin+ tem a versatilidade da sua irmã não elétrica, como um quadro hardtail de grande capacidade, equipado com uma forqueta de 120 mm capaz de enfrentar todo o tipo de pedras e raízes, além de eixos passantes dianteiros e traseiros que ajudam numa condução precisa, assim como os seus pneus largos de 2,6". A Marlin+ está também equipada com o sistema de ajuste Smart Wheel Size, com os quadros de tamanhos M e superior a apresentarem rodas rápidas de 29”, e os modelos S e XS equipados com rodas ágeis de 27,5”. Tal como acontece na Marlin não elétrica, a Marlin+ oferece aos ciclistas todas as possibilidades de personalização e melhoria, com pontos de fixação para porta-bagagens, guarda-lamas e descanso lateral. Os ciclistas podem escolher manter a Marlin+ como uma verdadeira bicicleta de montanha ou acrescentar as capacidades necessárias para ser a bicicleta perfeita para as deslocações diárias. Motor O coração da Marlin+ é o novo motor Active Line Plus da Bosch. O Active Line Plus oferece uma potência média de 50Nm de binário, garantindo uma pedalada silenciosa e apoio suave, que dá aos ciclistas a potência que procuram sem se sentirem incapazes de a controlar. O motor é apoiado por uma bateria Bosch CompactTube de 400 Wh totalmente embutida no quadro, que otimiza a densidade energética, num pacote mais pequeno e leve. A bateria de 400 Wh garante até quatro horas de pedalada assistida, e os ciclistas podem acrescentar o Range Extender PowerMore, de 250 Wh, para aumentarem a sua autonomia em 60% de tempo. Sumplicidade para qualquer utilizador A simplicidade é uma das características principais da Trek Marlin+, graças ao novo e elegante sistema de monitor e comando remoto Purion 200, da Bosch, que fornece informação essencial sobre a condução e viagem, com uma leitura fácil e sem extras desnecessários. O modo AUTO ajusta o apoio do motor intuitivamente, com base no terreno, nas condições e no feedback do ciclista, para que os utilizadores passem mais tempo focados no trajeto e menos nas definições da bicicleta. Preços e disponibilidade A nova Marlin+ está agora disponível na rede de distribuidores autorizados Trek, clica no link para saber o mais próximo de ti. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - João Almeida mostra os dentes na 9.ª etapa Lennard Kämna (BORA hansgrohe) venceu hoje a nona etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, num dia em que João Almeida foi o destaque entre os favoritos, ao efetuar um ataque bem-sucedido, que lhe permitiu ganhar alguns segundos à concorrência direta. Centrando atenções nas contas do dia, Kämna de 26 anos foi o mais rápido a completar os 184,5 quilómetros da ligação entre Cartagena e Collado de la Cruz de Caravaca, com o registo de 04:28.59 horas, isto numa etapa em que os tempos da geral foram marcados a 2,5 quilómetros da meta, devido às más condições do piso, com origem no mau tempo que se fez sentir durante a etapa. O ciclista alemão integrou a fuga do dia, que se revelou vitoriosa, com o ciclista da BORA hansgrohe a vencer a etapa, cruzando a linha da meta isolado, com 13 segundos de vantagem sobre Matteo Sobrero (Jayco-AlUla), e 01.12 minutos sobre Chris Hamilton (dsm-firmenich), respetivos segundo e terceiro classificados. Com a vitória de hoje Lennard Kämna entra no notável lote de atletas que já contam com vitórias nas três principais voltas do calendário internacional. Kuss continua de vermelho No que diz respeito ao pódio da geral, os lugares continuam ocupados pelos mesmos elementos, com Sepp Kuss (Jumbo-Visma) a continuar a vestir de vermelho, com 43 segundos de vantagem sobre o vice-líder Marc Soler (UAE Emirates) e 1.02 minutos sobre Lenny Martinez (Groupama-FDJ), terceiro classificado. João Almeida atacou e subiu ao top 10 da geral João Almeida foi o grande destaque do dia entre o lote de favoritos à vitória final, num dia em que contrariamente ao que é habitual, atacou e bem. O ciclista português da UAE Emirates atacou, e bem, na fase final da etapa, em que apenas contou com a companhia de Aleksandr Vlasov (BORA hansgrohe), conseguindo assim ganhar alguns segundos à concorrência direta. João Almeida conseguiu ganhar 5 segundos a Primoz Roglic (Jumbo-Visma), e ainda 7 segundos a Enric Mas (Movistar), e ao companheiro de equipa, Juan Ayuso, a Remco Evenepoel (Soudal) e ainda a Jonas Vingegaard (Jumbo), subindo assim ao top 10 da geral, a 2,55 minutos do líder. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=zTyY7E0wVto Top 10 etapa POSNOMETEMPO01KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe04:28:5902SOBRERO Matteo Team Jayco-AlUla+ 1303HAMILTON Chris Team dsm-firmenich+ 01:1204GEBREIGZABHIER Amanuel Lidl-Trek+ 01:0005BARRENETXEA Jon Caja Rural-Seguros RGA+ 01:3706FERNANDEZ Ruben Cofidis+ 01:3707CAICEDO Jonathan EF Education-EasyPost+ 02:1108NAVARRO Daniel Burgos-BH+ 02:4109MAS Enric Movistar Team+ 03:1810VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 03:11 Top 10 classificação geral POS NOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma35:23:3002SOLER Marc UAE Team Emirates+ 4303MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 01:0204EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 02:2405LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 02:2906ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 02:2907VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 02:3508MAS Enric Movistar Team+ 02:3509AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:4510ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:55 Dia de descanso a anteceder o contrarrelógio individual Esta segunda-feira é dia de descanso para o pelotão da 78.ª edição da Volta a Espanha, o primeiro, depois de nove etapas bem disputadas, algumas delas marcadas pelas condições meteorológicas adversas, situação que aumentou a dificuldade e o cansaço para os ciclistas. Para terça-feira, dia de regresso à competição, a 10.ª etapa reserva ao pelotão um contrarrelógio individual que promete algumas mexidas no topo da classificação geral. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - João Almeida vê de perto a vitória de Roglic na 8.ª etapa Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o grande destaque do dia na 78.ª edição da Volta a Espanha, ao vencer categoricamente a oitava etapa, triunfo que o ciclista português João Almeida viu de perto, ao ser 6.º classificado. A estrela eslovena da Jumbo-Visma, foi o mais rápido a completar os 165 quilómetros da ligação entre Dénia e Xorret de Catí, com o registo de 04:13.52 horas, sendo o mais forte num sprint composto por dois dos principais candidatos à vitória final, mais concretamente, Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), e Juan Ayuso (UAE Emirates), respetivos segundo e terceiro classificados. https://twitter.com/lavuelta/status/1697997756495749304?s=20 O justo triunfo de Roglic, vencedor da Vuelta entre 2019 e 2021, foi o culminar de mais um trabalho de exceção da Jumbo-Visma, premiado ainda pela conquista da camisola vermelha por parte de Sepp Kuss, outro dos destaques da presente edição da prova. A Jumbo-Visma tem estado irrepreensível, prova disso, o facto de hoje, colocar três ciclistas no top 10., com destaque para a liderança da geral por parte de Kuss, com 43 segundos de vantagem sobre o vice-líder Marc Soler (UAE Emirates), e 1.00 minuto sobre Lenny Martinez (Groupama-FDJ), terceiro classificado. Evenepoel afasta fantasmas Hoje, Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep) afastou os fantasmas que apareceram na 6.ª etapa da prova, em que perdeu a camisola vermelha e cedeu algum tempo a mais do que o esperado pela maioria. Hoje Evenepoel teve uma prestação segura, impondo um ritmo forte na fase final da etapa, apenas superado por Primoz Roglic. De certeza que o ciclista belga e a sua equipa terminaram o dia mais confiantes para o que ainda falta enfrentar nesta dura prova espanhola. Hoje foram vários os portugueses em destaque A oitava etapa da Vuelta 2023 teve ainda vários portugueses em evidência. Começamos por Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) e Nelson Oliveira (Movistar) que integraram a fuga desde muito cedo, mexendo assim com a corrida logo na fase incial. Rui Costa teve especial destaque pela combatividade demonstrada, sendo apenas apanhado pelo pelotão já nos quilómetros finais, terminando a etapa na 24.ª posição, a 2.06 minutos do vencedor. João Almeida (UAE Emirates) caiu nos instantes iniciais da etapa, mas reergueu-se e terminou entre os melhores. O ciclista português de 24 anos, foi 6.º classificado, a apenas 2 segundos de Roglic, seguindo de muito perto os principais candidatos à vitória final, e dando um claro sinal à sua equipa que podem contar com ele não só para trabalhar com Juan Ayuso, como ainda para lutar por uma boa posição na geral, onde agora ocupa o 11.º posto a 3.09 minutos do líder. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=LixOE3EhAwk Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma04:13:5202EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0003AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 0004MAS Enric Movistar Team+ 0205VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 0206ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0207KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 0208SOLER Marc UAE Team Emirates+ 0209POELS Wout Bahrain Victorious+ 3410VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 39 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma30:51:0602SOLER Marc UAE Team Emirates+ 4303MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 01:0004POELS Wout Bahrain Victorious+ 02:0505LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 02:2906EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 02:3107ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 02:3808VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 02:4209MAS Enric Movistar Team+ 02:4210AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 02:52 Chegada em alto a anteceder o descanso Este domingo, nona etapa da prova reserva ao pelotão da 78.ª edição da Volta a Espanha mais uma chegada em alto, nos 184,5 quilómetros da ligação entre Cartagena a Collado de la Cruz de Caravaca. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### The GOATS - 740km | 16.500D+ | 75% off-road - Em Portugal Vai realizar-se em Portugal, entre 1 e 7 de Outubro, pelas zonas da Serra da Malcata, Monsanto (Castelo Branco), Serra da Gardunha, Luso e Serra da Estrela a primeira edição do "The Goats", um evento de Ciclismo de ultra distância sem suporte. Os números são os descritos no título do artigo, uma distância 740 quilómetros com um desnível positivo acumulado de 16.500 metros, sendo 75% fora do asfalto, sem abastecimentos, apoio mecânico, nem estadias incluídas, os participantes terão que realizar a prova em navegação, transportando tudo o que acharem necessário para cumprir a prova. O percurso passa por seis serras, seis aldeias históricas e atravessa 15 rios portugueses. O formato Os eventos ou desafios de ciclismo de ultra distancia caracterizam-se por não ter etapas, havendo somente uma data limite para terminar o desafio, cada participante gere a forma como quer cumprir o track (percurso) até à data limite. Não existem classificações nem pódios, cada um coloca o seu próprio objetivo, mas haverá inevitavelmente ciclistas que vão terminar o evento num tempo menor, ou maior que outros. Liberdade, quase total Os participantes podem por exemplo, sair do track para dormir, comer, resolver alguma avaria, ir apreciar algum monumento ou até para ir ver a família, desde que retome o track no local onde saiu do mesmo, continua a sua prova. Colocar Portugal no Mapa da ultra distância O The Goats assemelha-se a eventos de referência como o Bad Lands ou o Basajaun, realizados em Espanha. A avaliar pelas zonas onde passa e pelo percurso, este evento "Made in Portugal" tem condições para colocar o o nosso país no mapa deste tipo de eventos que têm cada praticantes, dando a conhecer as paisagens, a cultura e até mesmo a dureza das zonas por onde passa. Nesta primeira edição o The Goats conta com 30 inscritos, sendo que 24 são estrangeiros. Para os menos familiarizados com este formato de evento, é um número bastante bom para uma primeira edição. Mais informação Podes encontrar todas as informações com pormenores sobre o percurso, as zonas, as inscrições em https://www.thegoats.cc/ ou na página Instagram do evento que podes encontrar AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Etapa 7 teve um herói improvável Geofffrey Soupe (TotalEnergies) foi o vencedor da sétima etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha, num dia tendencialmente calmo para os homens da geral, em que Lenny Martinez (Groupama-FDJ) mantém a camisola vermelha. O ciclista francês de 35 anos foi o mais rápido a completar os 200,8 quilómetros da ligação entre Utiel e Oliva, com o registo de 04:56.29 horas, superiorizando-se no sprint final a Orluis Aular (Caja Rural-Seguros RGA), e a Edward Theuns (Lidl-Trek), respetivos segundo e terceiro classificados. Com todo o respeito que merece, hoje Soupe foi um herói improvável, o próprio ciclista confirmou que parecia “pouco provável as possibilidades de vencer uma etapa”. Provável ou não, o certo é que Geofffrey Soupe escreveu o seu nome na história desta mítica prova espanhola, alcançando aquilo com que muitos ciclistas sonham. Soupe não escondeu a sua alegria no final da etapa, salientando ter alcançado algo incrível. É incrível para mim e para a equipa, e ainda mais porque não era suposto eu correr a Vuelta este ano. O Alexis Vuillermoz teve uma queda no Tour de l’Ain, então a equipa escolheu-me”. Geofffrey Soupe Esta honrosa vitória de Soupe demonstra que os contos de fadas também existem mundo do ciclismo. Dia calmo para os homens da geral Centrando agora atenções na classificação geral, hoje pode-se considerar que foi um dia calmo para os homens da geral, com o ‘jovem’ Lenny Martinez (Groupama-FDJ) a manter-se na liderança, com as mesmas distâncias de ontem para os concorrentes mais diretos, sendo de oito segundos de vantagem para o vice líder Sepp Kuss (Jumbo-Visma), e  51 segundos sobre Marc Soler (UAE Emirates), que ocupa o último lugar do pódio. Nota ainda para uma queda de Sepp Kuss a cerca de 10 quilómetros da meta, mas o forte bloco da Jumbo-Visma rapidamente o recolocou no pelotão de forma a não registar perdas. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=x-76i4OMlDU Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01SOUPE Geoffrey TotalEnergies04:56:2902AULAR Orluis Caja Rural-Seguros RGA+ 0003THEUNS Edward Lidl-Trek+ 0004MOLANO Sebastian UAE Team Emirates+ 0005GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck+ 0006VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost+ 0007GONZÁLEZ David Caja Rural-Seguros RGA+ 0008PAGE Hugo Intermarché-Circus-Wanty+ 0009GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 0010GOVEKAR Matevz Bahrain Victorious+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ26:37:0402KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 0803SOLER Marc UAE Team Emirates+ 5104POELS Wout Bahrain Victorious+ 01:4105CRAS Steff TotalEnergies+ 01:4806LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 01:5807DE LA CRUZ David Astana Qazaqstan Team+ 02:2308CEPEDA Jefferson Caja Rural-Seguros RGA+ 02:3009EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 02:4710VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 02:50 Contagens de montanha prometem animar a etapa amanhã Contagens de montanha para o dia de amanhã Este sábado, a oitava estava da 78.ª edição da Volta a Espanha reserva ao pelotão uma tirada com o total de 165 quilómetros, na ligação entre Dénia a Xorret de Catí, num traçado que contempla cinco contagens de montanha. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVO Shimano 105 de 12 velocidades mecânicas A Shimano anunciou o lançamento do novo grupo SHIMANO 105 R7100 de 12 velocidades mecânicas, afirmando que este é destinado para amantes de ciclismo que procurem componentes fiáveis e de fácil manutenção a um preço acessível. De acordo com a informação da marca, este novo e leve conjunto SHIMANO 105 Mecânico oferece Mudanças Mecânicas Premium, permitindo aos ciclistas uma sensação natural de condução sem haver preocupações com os níveis de bateria. O SHIMANO 105 Mecânico de 12 velocidades inclui um desviador traseiro RD-R7100 com a tecnologia SHIMANO SHADOW RD e um desviador dianteiro FD-R7100 com uma construção de ligação alternada, um perfil baixo e uma construção de tensão única, que segundo a marca proporciona aos ciclistas um desempenho suave, eficiente e silencioso quer subam para o prato maior ou desçam para o mais pequeno. SHIMANO 105: unidade de tração versátil Com o salto para as 12 velocidades, o SHIMANO 105 R7100 Mecânico permite usufruir de mudanças altas e baixas, juntamente com uma progressão inteligente de mudanças intermédias. Este é o resultado de componentes de transmissão otimizados, incluindo opções de cassetes 11-34T e 11-36T, enquanto os conjuntos de crank FC-R7100 HOLLOWTECH II de 12 velocidades têm opções de prato 50-34T e 52-36T. A utilização dos pratos 50-34T com uma cassete 11-34T, ou mesmo 11-36T permite aos ciclistas manter uma cadência eficiente e controlável em subidas longas e constantes. Além disso, a configuração semi-compacta 52-36T do SHIMANO 105 Mecânico reduzirá a hipótese de perder tração a meio de uma descida ou a sprintar em plano. SHIMANO 105: Ergonomia melhorada e controlo eficiente A Shimano informa que as manetes de mudanças/travão ST-R7120 de última geração, foram concebidas para se adaptarem a qualquer tamanho e forma de mão, proporcionando uma experiência de mudanças descontraída, garantindo mais controlo e conforto. Os cabos integrados do SHIMANO 105 Mecânico eliminam a confusão no guiador e proporcionam uma experiência de condução mais concentrada e, segundo a marca, perfeita para longos dias no selim. A Shimano informa ainda que a travagem foi otimizada para a utilização com as atuais pinças SHIMANO 105 BR-7170, tornando a travagem mais eficiente. As pinças de travão foram redesenhadas para oferecer mais 10% de espaço livre com o rotor do travão - o que significa menos fricção e uma condução mais silenciosa. A marca garante que o sistema é leve, durável e de fácil manutenção, com uma inovação direcionada para simplificar o processo de purga dos travões. O SHIMANO 105 R7100 Mecânico só é compatível com travões de disco hidráulicos. A alavanca é mais leve e suave e tem uma área de controlo de travagem alargada. Assim, o alcance - distância entre o guiador e a alavanca - também é reduzido. SHIMANO 105: Mudança de velocidades mecânica premium Segundo a Shimano cada componente do Shimano 105 Mecânico foi concebido para funcionar em perfeita harmonia e, segundo eles, com o sistema de 12 velocidades, os ciclistas terão uma eficiência e um desempenho de aceleração máximo em qualquer situação. Crank FC-R7100 ·         Conjunto de crank HOLLOWTECH II ·         Velocidades 2 x 12 ·         Combinações de prato: 50-34T e 52-36T ·         Tamanho do crank: 160mm, 165mm, 170mm, 172.5mm, 175mm ·         Peso: 765.6g (50-34T) Cassete CS-R7101-12 ·         Velocidades HYPERGLIDE 12 ·         Roda dentada pequena de 11 dentes ·         Compatível com freehub de 11 velocidades ·         Combinações da cassete: 11-34T e 11-36T (CS-HG710-12) ·         Peso: 361g (11-34T) Desviador dianteiro FD-R7100 ·         Soldado ·         Mudança de velocidades dianteira rápida e precisa ·         Peso: 96g Desviador traseiro RD-7100 ·         SHIMANO SHADOW RD ·         Fixação de montagem direta ·         Perfil baixo, construção de tensão única ·         Peso: 249g Conjunto de Travão de Disco Hidráulico (Mudanças e manetes) ST-R7120 ·         Manete de controlo duplo ·         Nova forma de lâmina permite uma menor curva de acesso à manete ·         Ergonomia e forma aperfeiçoadas criam uma nova posição da manete ·         Peso: 612g / par Rotores do Travão de Disco SM-RT70 Rotores do travão de disco (160 / 140mm) ·         Peso: 285.6g Preço e disponibilidade Podes ver todos os pormenores, mais características técnicas, preços e disponibilidade novo Shimano 105 mecânico através dos sites do importador em Portugal: https://www.scvouga.pt/pt/ciclismo/shimano ou da Shimano: road.shimano.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Kuss brilha e Evenepoel quebra na 6.ª etapa Sepp Kuss (Jumbo-Visma) foi o destaque de um dia bem mexido nesta 78.ª edição da Volta a Espanha. O ciclista norte-americano de 28 anos foi o grande vencedor da sexta etapa da prova, num dia que ficou ainda marcado pela quebra de Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), que ‘perdeu’ assim camisola vermelha. Vamos primeiro às contas do dia, que teve a Jumbo-Visma como grande dinamizadora, não só pela vitória de Kuss, mas também pelo bom desempenho de Jonas Vingegaard e Primoz Roglic. Sepp Kuss foi o mais rápido a completar os 183,1 quilómetros da ligação entre La Vall d’Uixó e o Observatório Astrofísico de Javalambre, com o registo de 4:27.29 horas, chegando à linha da meta isolado, com 26 segundos de vantagem sobre Lenny Martinez (Groupama-FDJ), o novo líder da geral, e com 31 segundos sobre Romain Bardet (dsm-firmenich), respetivos segundo e terceiro classificados. Lenny Martinez é um jovem a vestir de vermelho Lenny Martinez (Groupama-FDJ) é agora um jovem a vestir de vermelho, aliás aos 20 anos, é o mais jovem de sempre a liderar a geral em 78.ª edições da mítica prova espanhola. Um estatuto de sonho para o ciclista francês que parte para a sétima etapa com 8 segundos de vantagem sobre Sepp Kuss e 51 segundos sobre Marc Soler (UAE Emirates), que ocupam a segunda e terceira posição da geral. Evenepoel quebrou num dia em que João Almeida terminou entre os favoritos Outras notas de destaque para o dia de hoje recaem sobre a forma como Remco Evenepoel perdeu a liderança da geral. Hoje, o vencedor da última edição da prova não conseguiu aguentar o ritmo nos últimos quilómetros da prova, com a própria equipa a Soudal-QuickStep a não conseguir contrariar a estratégia de equipas como a Jumbo-Visma e a UAE Emirates, vendo agora a liderança a 2.47 minutos de distância. Centrando agora atenções na prestação de João Almeida, o ciclista luso demonstrou estar bem, trabalhando de perto com Juan Ayuso, seu companheiro de equipa na UAE Emirates. Apesar de ter baixado na geral, onde ocupa agora a 16.ª posição, a 3.17 minutos do líder, João Almeida esteve sempre dentro do grupo das outras estrelas do pelotão, naquele que parece ser um bom prenúncio para o muito sofrimento que ainda vai ter pela frente na prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=jo-X1NBFYRQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01KUSS Sepp Jumbo-Visma04:27:2902MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 2603BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 3104LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 4605SOLER Marc UAE Team Emirates+ 4606POELS Wout Bahrain Victorious+ 01:0307RUBIO Einer Movistar Team+ 01:0508RODRIGUEZ Cristian Team Arkéa-Samsic+ 01:1209CRAS Steff TotalEnergies+ 01:1210CEPEDA Jefferson Caja Rural-Seguros RGA+ 01:26 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ21:40:3502KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 0803SOLER Marc UAE Team Emirates+ 5104POELS Wout Bahrain Victorious+ 01:4105CRAS Steff TotalEnergies+ 01:4806LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 01:5807CEPEDA Jefferson Caja Rural-Seguros RGA+ 02:0608DE LA CRUZ David Astana Qazaqstan Team+ 02:2309EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 02:4710MAS Enric Movistar Team+ 02:50 Sexta-feira reserva traçado bem mais plano Esta sexta-feira, vai para a estrada a sétima etapa da Vuelta 2023, numa tirada com um total de 200,8 quilómetros maioritariamente planos, na ligação entre Utiel a Oliva, naquele que se espera um dia mais calmo entre os candidatos à geral. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Chegou o NOVO Shimano GRX 12 velocidades - Todos os pormenores aqui A Shimano acaba de lançar no mercado o tão esperado Shimano GRX 12 velocidades, ainda que, somente na versão mecânica para já. A Shimano continua o seu legado de criar componentes específicos para gravel. Enraizada na simplicidade, fiabilidade e aventura, a nova linha Shimano GRX 12 velocidades oferece mais opções de mudanças juntamente com uma nova ergonomia, para que os ciclistas tirem o máximo partido de cada aventura de gravel. Desempenho e liberdade O GRX mecânico da Shimano recebe esta atualização de 12 velocidades, proporcionando desempenho de alto nível já conhecido das linhas anteriores, sem um preço exagerado.  Como o gravel tem tudo a ver com expressão pessoal e liberdade para escolher como e onde pedalar, o novo Shimano GRX inclui três opções exclusivas de transmissão mecânica de 12 velocidades, para cobrir todo o espectro de ciclistas e passeios. SHIMANO GRX 1x12 com 10-45T Os ciclistas que adoram alcançar os seus recordes pessoais ou lutar no final de uma corrida irão apreciar as passagens de mudança da configuração RX 820 1x12, com uma cassete 10-45 emparelhada com um pedaleiro de 40 ou 42 dentes.  A Shimano informa que tal como o seu antecessor de 11 velocidades, o RX 820 proporciona mudanças suaves e fiáveis ​​e apresenta agora uma gama de velocidades mais ampla e engrenagem extra, tornando mais fácil encontrar a cadência ideal para cada situação. Esta configuração emprega o desviador traseiro de caixa média RD-RX822-GS construído para uso com a cassete 10-45T e inclui o estabilizador de corrente SHADOW RD+ integrado da Shimano, que segundo a marca proporciona mudanças mais silenciosas e melhor gestão da corrente em terrenos acidentados. Pedaleiro FC-RX 820-1 Engrenagem 1x12 velocidades Comprimentos do braço d crank: 170 mm, 172,5 mm, 175 mm Opções de pratos: 40T, 42T Construção SHIMANO HOLLOWTECH II Peso: 655 gramas (172,5 mm com coroa 40T) Desviador traseiro RD-RX822-GS Estabilização de corrente SHIMANO SHADOW RD+ Alcance máximo do cassete: 45T Caixa do desviador GS/SGS intercambiável e substituível Peso: 290 gramas Cassete CS-M8100-12 Tipo de freehub: MICRO SPLINE Faixa 10-45T Peso: 461 gramas SHIMANO GRX 1x12 com 10-51T Para aventuras com maior escalada durante todo o dia ou vários dias, a nova opção RX820 1x12 unstoppable apresenta a cassete 10-51T de amplo alcance da Shimano juntamente com um pedaleiro de 40 ou 42 dentes. Esta configuração oferece opções ideais para subidas mais íngremes e aventuras de vários dias pelas montanhas. A configuração unstoppable de 1x12 velocidades inclui o desviador traseiro de caixa longa RD-RX822-GSG com estabilizador de corrente SHADOW RD+ integrado que é otimizado para uso com o cassete 10-51T. A novidade nesta geração do GRX é a capacidade de alterar ou substituir a caixa do desviador entre as opções 1x12. Isto significa que se necessitares substituir a caixa ou se a tua engrenagem precisar de ser trocada, não terás que comprar um desviador totalmente novo. A mesma tecnologia MICRO SPLINE do BTT A Shimano traz a sua tecnologia comprovada de cubo de BTT micro spline para o gravel com configurações GRX mecânicas 1x12.  Este design leve de cubo livre de alumínio integra-se perfeitamente com engrenagens de 10 dentes e apresenta estrias menores e mais espaçadas que limitam os danos às engrenagens ao longo do tempo. Desviador traseiro RD-RX822-SGS 12 velocidades Estabilização de corrente SHIMANO SHADOW RD+ Alcance máximo do cassete: 51T Caixa do desviador GS/SGS intercambiável e substituível Peso: 288 gramas (SGS) Pedaleira FC-RX820-1 Engrenagem 1x12 velocidades Comprimentos do crank: 170 mm, 172,5 mm, 175 mm Opções de pratos: 40T, 42T Construção SHIMANO HOLLOWTECH II Peso: 655 gramas (172,5 com coroa 40T) Cassete CS-M8100-12 Tipo de freehub: MICRO SPLINE 10-51T Peso: 470 gramas SHIMANO GRX 2x12 Para os ciclistas que procuram o melhor dos dois mundos, existe agora a nova transmissão 2x12 RX820 undroppable, com uma combinação de pratos 48/31D otimizados para gravel, combinados com cassetes 11-34D ou 11-36D.  Esta configuração tem como objectivo oferecer uma faixa de mudanças ultra ampla para rodar numa cadência confortável, seja para cruzar planícies de terra, seja por retas intermináveis de estrada de asfalto, ou para enfrentar subidas com grande percentagem de inclinação. A configuração 2x12 interage perfeitamente com a maioria das rodas 700c existentes, graças ao uso do testado e comprovado design do corpo do cubo HG. Também permite maior folga para os pneus ( uma linha de corrente +2,5 mm vs. estrada convencional FD ). Pedaleiro FC-RX820-2 Engrenagem 2x12 velocidades Comprimentos do crank: 170 mm, 172,5 mm, 175 mm Combinação de pratos: 48-31T Construção SHIMANO HOLLOWTECH II Peso: 721 gramas (172,5 com pratos 48/31T) Desviador Traseiro RD-RX820 12 velocidades Estabilização de corrente SHIMANO SHADOW RD+ Alcance máximo do cassete: 36T Peso: 270 gramas Desviador dianteiro FD-RX820 Engrenagem 2x12 velocidades A construção do link alternado oferece mais opções de roteamento de cabos Maior folga dos pneus ( linha da corrente +2,5 mm vs. estrada convencional FD ) Ajuste preciso e fácil com ajuste integrado da tensão do cabo Peso: 95 gramas Ergonomia e travões atualizados Um dos fatores que tornaram o grupo GRX num best seller da Shimano é a sua ergonomia e conforto, mesmo fora do asfalto, algo que a marca teve em conta nesta atualização. Os pousa mãos do GRX mecânico foram totalmente redesenhados, adicionando mudanças de 12 velocidades sem qualquer volume adicional na manete. A Shimano informa que os manípulos da série RX 820 foram concebidos para proporcionar conforto durante todo o dia. Ao reduzir os pontos de pressão e aumentar a área de superfície, o objectivo é que as mãos fiquem menos cansadas e que o ciclista tenha melhor controlo ao testar os seus limites. Outra novidade nas manetes é o facto de nos grupos 1x12, a manete de travão esquerda ter uma opção específica para espigão telescópico, que integra perfeitamente travagem e atuação do espigão telescópico. ST-RX820-R/L – Manetes de travão de disco hidráulico DUAL CONTROL Ergonomia da manete de travão e suporte específica para gravel Otimizado para uso com guiador alargado Revestimento antiderrapante na superfície da manete do travão Mudanças mecânicas leves e responsivas Peso: 572,5 gramas (par 2x12 ST) Peso: 511,2 gramas (par 1x12 ST) ST-RX820-LA – Manete de travão hidráulico e alavanca de espigão telescópico Travão lado esquerdo e alavanca do espigão telescópico Ergonomia da manete de travão e suporte específico para gravel Otimizado para uso com guiador alargado Revestimento antiderrapante na superfície da manete do travão Peso: 263 gramas BL-RX820-L – Somente travão de disco hidráulico Manete do travão lado esquerdo Ergonomia da manete de travão e suporte específico para gravel Otimizado para uso com guiador alargado Revestimento antiderrapante na superfície da manete do travão Peso: 222 gramas SHIMANO GRX RX610 - A versão mais acessível Para o consumidor mais preocupado com o orçamento e para permitir um patamar de preço mais amplo em bicicletas completas de gravel, a Shimano também atualizou os seus pedaleiros e manetes de mudanças da série 600 para configurações 1x12 e 2x12 que utilizam a tecnologia trickle-down da linha de componentes GRX original da série 800. As principais características incluem novos pousa mãos e revestimento antiderrapante da manete de travão, com o objectivo de reforçar controlo em terrenos acidentados.  Os novos pedaleiros oferecem opções de engrenagens que atendem especificamente às demandas de pedaladas em gravel. O pedaleiro RX 610 2x12 possui pratos 46/30 e está disponível em comprimentos de braço de cranks de 165 mm, 170 mm, 172,5 mm e 175 mm.  O Pedaleiro RX 610 1x12 tem as mesmas quatro opções de comprimento de cranks e está disponível com aço altamente durável 38T (uma nova opção) e pratos 40T para combinar com uma cassete 10-45T ou 10-51T. Novas rodas em carbonoSHIMANO RX880 Juntamente com os componentes mecânicos GRX, a Shimano também lançou umas novas rodas em carbono para gravel, construídas especificamente para lidar com a exigência da condução em estradas de terra.  As novas rodas RX 880 são 64 gramas mais leves por par do que o modelo antecessor e apresentam a mesma altura de aro de 32 mm. para aceleração e subidas mais rápidas. As rodas RXv880 estão preparadas para tubeless e têm uma largura de aro interna de 25 mm., sendo adequadas para pneus de 32 mm. a 50 mm. de largura. Podes ver todos os pormenores, mais características técnicas, preços e disponibilidade novo Shimano GRX 12 velocidades através dos sites do importador em Portugal: https://www.scvouga.pt/pt/ciclismo/shimano ou da Shimano: https://gravel.shimano.com/pt/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Groves bisa na etapa 5 e João Almeida sobe ao top 10 da geral Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) somou hoje a segunda vitória consecutiva em etapas na 78.ª edição da Volta a Espanha. O ciclista australiano de 24 anos venceu a quinta etapa, ao ser o mais forte no sprint final, repetindo assim a receita de ontem, em que já tinha vencido a quarta etapa. Groves completou os 186,5 quilómetros entre Morella e Burriana, com o registo de 4:23.43 horas, superiorizando-se mesmo em cima da linha da meta a Filippo Ganna (INEOS), e a Dries van Gestel (TotalEnergies), respetivos segundo e terceiro classificados. João Almeida ascendeu ao top 10 da geral liderada por Evenepoel O português João Almeida (UAE Emirates) ascendeu hoje ao 10.ª posto da classificação geral, com 48 segundos de atraso para o líder Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), que hoje aumentou a vantagem para o vice-líder Enric Mas (Movistar) para 11 segundos, isto depois de ter bonificado seis segundos num sprint intermédio. A fechar o pódio da geral continua Lenny Martinez (Groupama-FDJ) com 17 segundos de atraso. Ruben Guerreira abandona prova O dia de hoje trouxe a triste notícia do abandono do português Ruben Guerreiro. O ciclista da Movistar sofreu uma queda no final da quarta etapa, da qual resultou uma fratura da clavícula, lesão que impediu Ruben Guerreiro de continuar em prova. Foi a formação espanhol a confirmar o abandono de Guerreiro através das redes sociais. https://twitter.com/Movistar_Team/status/1696829879730180582?s=20 Apesar do infortúnio de Ruben Guerreiro a Movistar ainda tem um representante luso, falamos, obviamente de Nelson Oliveira. Resta-nos agora desejar as rápidas melhoras a Ruben Guerreiro. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=-jIhlLFMWu0 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck04:23:4302GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 0003VAN GESTEL Dries TotalEnergies+ 0004DAINESE Alberto Team dsm-firmenich+ 0005ASKEY Lewis Groupama-FDJ+ 0006THEUNS Edward Lidl-Trek+ 0007GONZÁLEZ David Caja Rural-Seguros RGA+ 0008SOUPE Geoffrey TotalEnergies+ 0009EZQUERRA Jesus Burgos-BH+ 0010DRIZNERS Jarrad Lotto Dstny+ 00 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step17:12:2902MAS Enric Movistar Team+ 1103MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 1704VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 3705VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 3906UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 3907ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 4308AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 4409SOLER Marc UAE Team Emirates+ 4810ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 48 Pelotão reencontra montanha a alta montanha Amanhã, é dia do pelotão reencontrar a alta montanha nesta 78.ª edição da Volta a Espanha. A sexta etapa reserva assim para o pelotão uma tirada com o total de 183,1 quilómetros entre La Vall d’Uixó e o Observatório Astrofísico de Javalambre, num traçado que contempla uma subida de primeira categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Etapa 4 Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) foi o vencedor da quarta etapa da 78.ª edição da Volta à Espanha. O ciclista australiano de 24 anos foi o mais rápido a completar os 184,6 quilómetros entre Andorra la Vella e Tarragona, com o registo de 4:05.41 horas, superiorizando-se no sprint final a Juan Sebastian Molano (UAE Emirates), que apesar de ter atacado forte nos instantes finais da tirada, viu Groves levar a melhor já bem perto da linha da meta. Créditos imagem: Rafa Gomez/SprintCyclingAgency A fechar o pódio do dia ficou Edward Theuns (Lidl-Trek). Evenepoel continua a vestir de vermelho Nas contas da geral, Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep) continua a liderar, mantendo as mesmas diferenças do dia de ontem para os perseguidores mais diretos, mais concretamente, 5 segundos de vantagem para Enric Mas (Movistar), e 11 segundos para Lenny Martinez (Groupama-FDJ), respetivos segundo e terceiro classificados. Os elementos do topo da geral conseguiram escapar às quedas que ocorreram já nos últimos quilómetros. No que diz respeito aos participantes portugueses em prova, o destaque vai para João Almeida (UAE Emirates) que continua a porta do top 10 da geral, ocupando o 11.º posto, a 42 segundos do líder. Segurança na Vuelta em alerta máximo As medidas de segurança em torno da 78.º edição da Vuelta estão em alerta máximo, depois das autoridades espanholas terem avançado hoje com a notícia de terem impedido uma tentativa de sabotagem programada para a 3.ª etapa da prova. Segundo a imprensa espanhola, a polícia apanhou em flagrante, no passado sábado, quatro elementos pertencentes a um grupo militante pela independência da Catalunha (CDR), quando estes se preparavam para, durante a referida 3.ª etapa, entre Suria e Arinsal, em Andorra, derramar óleo na estrada, a partir de um viaduto, pouco antes da passagem do pelotão, na zona de Solsonès, naquela região autónoma de Espanha, segundo noticiou o jornal El Mundo. Num vídeo publicado na conta do Twitter da polícia espanhola, as autoridades demonstram mesmo o dispositivo artesanal que os indivíduos pretendiam utilizar. https://twitter.com/Copedaleando/status/1696481325098635520?s=20 O objetivo da ação passaria por derramar um total de 400 litros de óleo sobre a estrada molhada, ação que essa, que, felizmente, foi impedida pela intervenção da polícia espanhola. Entretanto, os suspeitos terão já sido libertados na segunda-feira, estando, no entanto, proibidos de se aproximarem a menos de 500 metros dos troços onde decorrem a Volta a Espanha, e enfrentam agora acusações por crimes contra a segurança rodoviária, o ambiente, e ainda de perturbação da ordem pública e associação criminosa. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=RI1cxUAynec Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck04:05:4102MOLANO Sebastian UAE Team Emirates+ 0003THEUNS Edward Lidl-Trek+ 0004MENTEN Milan Lotto Dstny+ 0005VAN GESTEL Dries TotalEnergies+ 0006AULAR Orluis Caja Rural-Seguros RGA+ 0007PAGE Hugo Intermarché-Circus-Wanty+ 0008ASKEY Lewis Groupama-FDJ+ 0009FLYNN Sean Team dsm-firmenich+ 0010VENDRAME Andrea AG2R Citroën Team+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step12:48:5202MAS Enric Movistar Team+ 0503MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 1104VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 3105VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 3306UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 3307BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 3508ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 3709AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 3810SOLER Marc UAE Team Emirates+ 42 Amanhã dia calmo a anteceder o regresso montanha Esta quarta-feira, o pelotão terá pela frente um total de 186,2 quilómetros na quinta etapa, que liga Morella a Burriana, num traçado que contempla uma contagem de montanha de segunda categoria e uma subida não categorizada na segunda metade. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - Evenepoel ao ataque na 3.ª etapa Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep) venceu hoje a terceira etapa da 78.ª edição da Volta à Espanha. O ciclista belga de 23 anos deu um claro sinal de que pretende revalidar um título do qual é detentor, com um final de etapa forte que lhe permitiu vencer e assumir também a liderança da geral, num dia marcado não só pela chegada em alto, como pela clara melhoria das condições climatéricas. Campeão do mundo em 2022 e com o estatuto de principal estrela da formação da Soudal-QuickStep, Evenepoel foi o mais rápido a cortar a meta, completando os de 158,5 quilómetros entre Suria e Arinsal, em Andorra, com o registo de 4:15.39 horas, depois de se superiorizar em um segundo a um elenco de luxo, que teve Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), e Juan Ayuso (UAE Emirates), como perseguidores mais diretos, sendo respetivamente, segundo e terceiro classificados. A felicidade evidente de Remco Evenepoel ao cruzar a linha da meta, foi rapidamente interrompida por uma queda, que teve como consequência mais visível, uma ferida no sobrolho, num incidente algo estranho. https://twitter.com/eurosport/status/1696189390391816620?s=20 Geral com top 10 de luxo A classificação geral conta com um top 10 de luxo, a começar logo pelo atual camisola vermelha, Remco Evenepoel, que lidera com com 5 segundos de vantagem para o vice-líder Enric Mas (Movistar), enquanto que a fechar o pódio está Lenny Martinez (Groupama-FDJ), com 11 segundos de atraso. À porta do top 3, surgem logo nomes como Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), bicampeão do Tour, Aleksandr Vlasov (BORA-hansgrohe), claro sinal do enorme valor do pelotão desta edição da Vuelta. João Almeida em bom plano no dia de hoje O português João Almeida (UAE Emirates) esteve em bom plano na etapa de hoje, ao terminar na 9.ª posição, a apenas um segundo do vencedor, e dentro do forte grupo que lutou pela vitória na etapa. Almeida deixou boas indicações, num dia que em que os principais favoritos aos lugares cimeiros da classificação geral já se fizeram notar. João Almeida é agora 13.º da geral, a 42 segundos do Evenepoel. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=zSdkH4fCxFY Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step04:15:3902VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 0103AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 0104ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0105SOLER Marc UAE Team Emirates+ 0106MAS Enric Movistar Team+ 0107MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 0108UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 0109ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0110VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 01 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step08:43:1102MAS Enric Movistar Team+ 0503MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 1104VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 3105VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 3306UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 3307BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 3508BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious+ 3509KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 3710ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 37 Depois de Andorra amanhã é dia de regresso a Espanha Esta terça-feira, o pelotão reentra em solo espanhol, saíndo de Andorra la Vella e com chegada marcada para Tarragona, num percurso com um total de 184,6 quilómetros. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha - etapa 2 Andreas Kron (Lotto Dstny) foi o homem do dia na atribulada segunda etapa da 78.ª edição da Volta a Espanha. O ciclista dinamarquês de 25 anos atacou nos instantes finais da etapa, numa decisão que se revelou certeira, alcançando a linha da meta isolado da concorrência, com Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) e Andrea Vendrame (AG2R Citroën) a serem respetivos segundo e terceiro classificados. Créditos imagem: Tim van Wichelen/Cor Vos A etapa de hoje reservava ao pelotão uma tirada de 181,8 quilómetros na ligação entre Mataró e Barcelona, mas as más condições climatéricas ‘obrigaram’ a organização a tomar a decisão de contabilizar os tempos a nove quilómetros da meta. A decisão teve por base proteger os ciclistas de possíveis incidentes, depois de ter mesmo pairado no ar a possibilidade da etapa vir a ser neutralizada, opção defendida por alguns dos intervenientes. A decisão até poderá ter ajudado, mas não evitou vários incidentes no decorrer da etapa, com vários furos e quedas. A 78.ª edição da Vuelta está assim a ter um início algo atípico, esperando-se agora que a situação venha a normalizar nos próximos dias. Andrea Piccolo é o novo líder da geral https://twitter.com/lavuelta/status/1695851809200386548?s=20 Andrea Piccolo (EF Education-EasyPost) é agora o novo camisola vermelha, com 11 segundos de vantagem sobre o vice-líder Javier Romo (Astana) e 13 segundos sobre Cortina García (Movistar). Nelson Oliveira é o destaque entre os portugueses Neste momento, Nelson Oliveira (Movistar) é o principal destaque entre os portugueses, ao ocupar a 6.ª posição da geral a 13 segundos do líder. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=DuY3ASWNKQ8 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01KRON Andreas Lotto Dstny04:10:0602GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck+ 0003VENDRAME Andrea AG2R Citroën Team+ 0004BAGIOLI Andrea Soudal Quick-Step+ 0005BARCELÓ Fernando Caja Rural-Seguros RGA+ 0006GARCÍA CORTINA Iván Movistar Team+ 0007GRÉGOIRE Romain Groupama-FDJ+ 0008VAN EETVELT Lennert Lotto Dstny+ 0009VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost+ 0010GOOSSENS Kobe Intermarché-Circus-Wanty+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01PICCOLO Andrea EF Education-EasyPost04:27:2302ROMO Javier Astana Qazaqstan Team+ 1103GARCÍA CORTINA Iván Movistar Team+ 1304BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 1305POOLE Max Team dsm-firmenich+ 1306OLIVEIRA Nelson Movistar Team+ 1307ERVITI Imanol Movistar Team+ 1308MAS Enric Movistar Team+ 1309RUBIO Einer Movistar Team+ 1310FLYNN Sean Team dsm-firmenich+ 13 Etapa 3 liga Súria a Arinsal No início da nova semana o pelotão terá pela frente um total de 158,5 quilómetros na ligação entre Súria a Arinsal, num traçado que contempla duas contagens de montanha de primeira categoria, a última delas na chegada à meta. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Wout van Aert estreou-se a vencer na UCI Gravel World Series Wout van Aert participou na penúltima etapa do circuito UCI Gravel World Series, em Houffalize, na Bélgica. Wout arrasou a concorrência, vencendo a prova com nove minutos de vantagem sobre o segundo classificado, o ex-crossista Daan Soete. https://twitter.com/JumboVismaRoad/status/1695377619561132147 Nesta ronda da UCI Gravel World Series foram percorridos 110 km com menos de 1.500 metros de acumulado de elevação positivo, onde se pode dizer que Wout van Aert passeou, mostrando o óbvio, que é o facto de estar num patamar completamente diferente de todos os outros atletas que participaram nesta prova de Gravel. Depois de abandonar o Tour de France para estar presente no nascimento do seu filho, Wout van Aert aproveitou o facto desta prova se realizar perto de casa para voltar a sentir o ambiente da competição e treinar, com vista também à presença no Campeonato do Mundo da modalidade, que se realiza nos dias 7 e 8 de outubro em Veneto, Itália. De realçar ainda que apesar da superioridade de van Aert, a corrida contou com alguns nomes de destaque mais veteranos e que agora se dedicam ao Gravel como Paul Voss, Jasper Ockeloen, Petr Vakoc ou Kevin Panhuyzen que tem feito praticamente todas as etapas da UCI Gravel World Series desta temporada. Noutras etapas da UCI Gravel World Series também Mariane Voos, ou o ex-ciclista Niki Terpstra têm participado, muito provavelmente com o objectivo de marcar presença nos mundiais da modalidade. TOP 10 final em Houffalize Wout van Aert Daan Soete Paulo Voss Sascha Weber Jasper Ockeloen Petr Vakoc Kevin Panhuyzen Ben Thomas Thijs de Lange Jan Bakers ### Volta a Espanha - Etapa 1 DSM resiste à chuva e entra a vencer na 78.ª edição da Volta a Espanha. A formação neerlandesa completou os 14,8 quilómetros do contrarrelógio coletivo, que decorreu em Barcelona, com o registo de 17.30 minutos, com a Movistar, dos portugueses Nelson Oliveira e Ruben Guerreiro a terminar na segunda posição, num dia marcado pelas condições meteorológicas adversas, com a chuva a condicionar a prestação do pelotão. A fechar o pódio ficou a EF Education-EasyPost. Lorenzo Milesi, DSM, irá partir para a etapa de amanhã, com ligação de Mataró a Barcelona, vestido de vermelho, símbolo do liderança da geral, depois de ter sido o primeiro a cruzar a linha da meta. UAE Emirates jogou pelo seguro A UAE Emirates, equipa dos portugueses João Almeida e Rui Oliveira jogou pelo seguro, não arriscando perante a chuva que se fez sentir no circuito de Barcelona, ficando assim afastada dos lugares cimeiros da tabela. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=t_cFgJuREVE Top 10 classificação geral POSEQUIPATEMPO01 TEAM DSM-FIRMENICH17:3002 MOVISTAR TEAM+ 0003 EF EDUCATION-EASYPOST+ 0604 SOUDAL QUICK-STEP+ 0605 GROUPAMA-FDJ+ 0606 BAHRAIN VICTORIOUS+ 1007 ASTANA QAZAQSTAN TEAM+ 1708 INEOS GRENADIERS+ 2009 COFIDIS+ 2210 BORA-HANSGROHE+ 28 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa voa para a Vuelta com escala na Madeira É a primeira vez que Rui Costa faz duas "grandes" no mesmo ano. Preparação para a Vuelta foi no paraíso da ilha da Madeira. Nem Tenerife nem Serra Nevada. Fiel às raízes familiares Rui Costa apresenta-se na Vuelta a Espanha após 15 dias de treino na ilha da Madeira. Carla Costa, a mulher do campeão do mundo, é natural de São Vicente por isso a família é visita frequente em fim de temporada, mas desta feita a passagem pela pérola do Atlântico foi antecipada. “A Madeira é um paraíso para treinar, só é pena não ter altitude. Treino pela zona de Paul da Serra que tem várias vertentes e cada uma é diferente: as curtas com pendentes de 8-12 por cento, outras com 15km mais suaves. Ao todo são seis vertentes; num treino de cinco horas posso meter 3500m-4500m de acumulado.” Rui Costa partilhou um treino com o TopCycling: 5 horas, 120km e 4000m de acumulado. Acumular muito desnível em pouco tempo O plano não era correr a Vuelta, mas abordar as clássicas do Canadá antes da Lombardia. Isso implicava parar um mês e Rui Costa sentiu que após o Tour de France tinha pernas para mais uma “grande”. Uma conversa com o diretor de performance, Aike Visbeek, originou a mudança de planos e pela primeira vez fará duas grandes Voltas na mesma época. Foi preciso intensificar os treinos; a diversidade de subidas e a rapidez com que se fazem as descidas permitem acumular muito desnível em pouco tempo. Ideal para afinar as pernas. “No Norte da ilha posso fazer subidas que vão desde 50 minutos a uma hora e um quarto. Apanhei temperaturas de 30-35 graus e humidade sobre os 90 por cento. Torna-se mais desgastante, é fundamental a gestão da hidratação porque vamos sempre a suar. As estradas melhoraram muito, a Madeira está espetacular para treinar.” Ponta do sol São Vicente Planalto no Paul da Serra Roglic ficou fã e prometeu voltar As paisagens, o bolo do caco e a poncha. Tudo bons motivos para visitar a ilha que encantaram Primoz Roglic quando lá esteve. Foi Hilário Coelho, mecânico da Jumbo-Visma e cunhado de Rui Costa, que mostrou ao tricampeão da Vuelta a ilha. Roglic ficou fã e prometeu voltar, quem sabe após ganhar a quarta Vuelta, para a qual parte como favorito ao lado do colega Jonas Vingegaard. Rui Costa considera a Jumbo-Visma “o bloco mais forte e favorita a ganhar. Não vão trabalhar só para um líder, mas jogar com os dois. É uma equipa bem estruturada, está tudo pensado, Roglic pouco correu antes do Giro e ganhou. Voltou em Burgos e apresentou-se bem. Tudo indica que chega a 100 por cento. Vingegaard não precisou de treinar muito após o Tour, a condição certamente está lá. Só que numa grande tudo pode acontecer, domingo já vai chover e podem existir quedas.” Numa segunda linha de candidatos ao título há uma série de craques. João Almeida e Geraint Thomas são parecidos: sabem correr e gerir bem as energias. Juan Ayuso e Remco Evenepoel são explosivos e numa primeira semana podem estar fortes correndo o risco de quebrar na terceira. “O João tem demonstrado ser muito regular, dá garantias a uma equipa. Todas as corridas onde entrou – Catalunha, Tirreno e Giro – acabou no pódio e isso tem que lhe dar segurança. Na Vuelta fazer pódio face aos corredores presentes não é fácil, mas termos um português na luta pela geral é um orgulho. Top 5 era positivo, mas todos queremos sempre mais e se ele ficar fora do pódio não vai ficar contente, mas um top 5 seria bom. Ambição tem ele e no ciclismo tem que ser assim: a ambição tem que partir do atleta, não podem ser só o diretor e os colegas a acreditar que é possível.” O que esperar da Vuelta? Um pelotão fortíssimo e uma corrida que mantém a essência de ser a “grande” mais montanhosa com nove chegadas em alto. Para a Intermarché-Wanty a missão é ganhar pelo terceiro ano consecutivo uma etapa. Para mais detalhes do percurso consultem o Guia do TopCycling. Com os 37 anos agendados para outubro, Rui Costa gostava de ganhar na Vuelta e na primeira semana considera que a fuga teráo pções na 5ª etapa que finaliza em Burriana, na província de Castellón. “Depois de vir do Tour já espero de tudo. A Vuelta não vai ser muito diferente, a fome de ganhar de todos é a mesma e a velocidade não será tão elevada, mas vai ser difícil entrar numa fuga. Em 2022 fiz o Giro e foi agressivo, mas nada comparado com o Tour deste ano: tentativas de fuga que não pegavam até ao km 70 pelos interesses da geral ou da montanha. Contava que a condição melhorasse e saí bem da última semana, mas o objetivo era ganhar uma etapa.” Esta época Rui Costa já venceu três corridas em Espanha: Troféu Calvià, etapa e geral da Volta à Comunidade Valenciana. "Guardar energias para a parte final da segunda semana" O 8º lugar na clássica de San Sebastián motivou Rui Costa. A prova basca sempre o fez sofrer ou abandonar, por isso sprintar por um posto de honra renovou a confiança do poveiro. Para quem leva 15 provas de três semanas nas pernas, “às vezes mais vale estar sereno, guardar energias para a parte final da segunda semana porque aí vai ser preciso ter pernas para entrar na fuga. Quando entras tens que ver em que condições chegas porque o estado em que se entra na fuga dita se estás capacitado para lutar pela etapa. Tens o atleta que andou hora e meia a tentar entrar ou o que andou na roda, arrancou e entrou. Há um ciclismo diferente de há 5-7 anos com 70-80 corredores que podem ganhar e dentro desses há 30-40 muito iguais. As fugas tardam muito em pegar e para fazer diferenças é difícil.” Sobre o contrato que acaba no final da época ainda nenhuma novidade. Rui Costa encontrou uma estrutura organizada, bons colegas, uma bicicleta competitiva com bons componentes. Uma surpresa positiva à qual gostava de dar continuidade. O TopCycling agradece a Rui Costa a cedência das fotos. ### Ayuso ou Almeida? Estrada define líder na Vuelta Juan Ayuso 3º e João Almeida 5º em 2022 aspiram a liderar a UAE-Emirates na Vuelta. Espanhol quer bloco coeso para derrotar a Jumbo-Visma. Não há líder único na UAE-Emirates para a presente edição da Vuelta a Espanha, aliás, só Juan Ayuso e João Almeida compareceram na conversa com os jornalistas para a antevisão da corrida. São eles os porta-vozes da equipa que não vence uma grande Volta desde o Tour de France de 2021! O corredor nascido em Barcelona – ponto de partida da Vuelta – e criado em Jávea (Comunidade Valenciana) passou meio ano a recuperar de uma tendinite no tendão de Aquiles que o manteve sem competir até final de abril. A preparação foi a possível para quem perdeu tantos meses de competição: três semanas em altitude antes da Clássica de San Sebastián e mais 20 dias após a corrida basca, que foi ganha por Remco Evenepoel, campeão em título da Vuelta. “Gostava de ter corrido mais, mas não pude. Não ter corrido na primeira parte da época pode-me ajudar agora, talvez não tanto na primeira semana, mas na última. A hierarquia será a estrada a definir. Há equipas muito fortes e quando mais temos que estar unidos é agora para superar os Jumbo no mano a mano porque é provável que sejam superiores, mas creio que um de nós pode terminar acima deles.” “Mentalmente a lesão fortaleceu-me” Juan Ayuso não gosta de perder tempo. Aos 19 anos estreou-se em grandes Voltas e subiu logo ao pódio final da Vuelta, a corrida que marca o horizonte de qualquer jovem ciclista em Espanha. No entanto, foi do êxtase à deceção em pouco tempo devido aos problemas físicos. A ânsia por voltar era tanta que na primeira prova (Volta à Romandia) ganhou uma etapa e liderou a prova. O vencedor final foi o colega Adam Yates, mas Ayuso deixou claro que estava de volta. Ratificou essas sensações positivas com duas etapas ganhas na Volta à Suiça e o 2º lugar na geral atrás de Mattias Skjelmose (Lidl-Trek). “Mentalmente a lesão fortaleceu-me muito. São meses onde tens que manter o ânimo, estar tranquilo e ver a vida além do ciclismo. Meses que me tornaram mais forte para poder praticar a minha profissão ao mais alto nível. Nestas três semanas haverá momentos difíceis e duros e se os puser em perspetiva serão menos duros duro do que o que passei para voltar à bicicleta.” Palpite TopCycling: Ayuso quer etapa e Almeida a geral Segundo Juan Ayuso o percurso deste ano é diferente, com uma terceira semana mais dura. Recorda a situação vivida por Tadej Pogacar antes do Tour de France e o resultado mostrou que um Jonas Vingegaard mais rodado e sem percalços massacrou o esloveno na terceira semana. Palpite TopCycling: Ayuso quer etapa e Almeida a geral. Após ouvir os dois líderes da UAE-Emirates arriscamos um bitaite sobre a hierarquia para a Vuelta, isto porque pode faltar algum endurance a Ayuso na terceira semana e Almeida já nos mostrou que finaliza forte nas "grandes". O espanhol é um craque, mas perante uma Jumbo-Visma avassaladora que quer juntar Giro, Tour e Vuelta no mesmo ano há jogar pelo seguro. Se alguém mostrou que sabe gerir a pressão e correr como outsider é João Almeida, por isso acreditamos que será o melhor UAE-Emirates no final da Vuelta. https://www.youtube.com/watch?v=d0h6_A8LeIM "Depois do pódio sonhas mais alto" O próprio Juan Ayuso mencionou que é importante ganhar uma etapa, embora por outro lado não tenha querido cortar as pernas aos aficionados espanhóis que sonham com a vitória. É um atleta que sabe comunicar, gerir as expetativas e deixar todos os cenários em aberto. "O cenário não é ideal para progredir face ao ano passado, mas chego perto do que creio que é a minha máxima capacidade. Pressão não sinto porque já fiz pódio. Quero voltar aonde já estive, mas o pelotão é mais forte do que no ano passado. Um dos objetivos é também conseguir a minha primeira vitória numa grande Volta. Se posso ganhar? Seria o máximo e o que sempre sonhei. Depois do pódio sonhas mais alto, mas conforme correu o ano é complicado.” Após ouvir os dois líderes da UAE-Emirates há algo que parece lógico pela forma como ambos conduziram a época: o português vem da época mais consistente das quatro que leva no WorldTour e o espanhol é um fenómeno, mas está num ano azarado em termos físicos (lesão primeiro e um par de quedas após regressar como na clássica de Ordizia). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Espanha 2023 – Guia Topcycling.pt A 78.ª edição da Volta a Espanha 2023 começa dia 26 de agosto em Barcelona e termina dia 17 de setembro em Madrid, no total, o pelotão cumpre uma distância de 3.153,8 quilómetros divididos em 21 etapas. La Vuelta Ciclista a España, a terceira ‘Grande Volta’ da temporada, chega depois de um Giro d’Italia que coroou o esloveno Primoz Roglic e de um Tour de France dominado pelo dinamarquês Jonas Vingegaard. Poderá a Jumbo-Visma conseguir o pleno, vencendo as três grandes voltas da temporada 2023? Team Jumbo-Visma - Créditos: Charly López No geral, esta a Volta a Espanha 2023 arranca com um contrarrelógio por equipas em Barcelona, conta com subidas inéditas e duas chegadas em alto nos icónicos Angliru, nas Astúrias, e Col du Tourmalet, em França. Créditos: Charly López Ao longo de três semanas, a corrida passa ainda por Andorra, contempla outro contrarrelógio, agora individual, em Valladolid, para terminar a 17 de setembro com 101,5 quilómetros em Madrid. A grande festa de consagração do vencedor da camisola vermelha acontece na Praça de Cibeles. Os favoritos A luta pela conquista da Vuelta promete ser renhida devido ao "cartaz" de estrelas que se apresentam nesta edição: Roglic, Vingegaard, Thomas, Almeida e Evenepoel. Remco Evenepoel regressa para defender o título da Volta a Espanha. O belga da Soudal-Quick Step apresenta-se forte depois de bons resultados obtidos esta temporada como as duas vitórias em etapas no Giro d’Italia (ambas em contrarrelógio), o triunfo na Clássica de San Sebastián e a conquista do título mundial de contrarrelógio em Glasgow. Créditos: Charly López Na tentativa de voltar a conseguir a vitória, Remco Evenepoel terá a concorrência de uma Jumbo-Visma muito forte e que pretende o pleno de vitórias em grandes voltas de numa só temporada. Para isso a equipa não poupou as suas principais estrelas, tendo convocado os vencedores do Giro e Tour deste ano, Primoz Roglic e Jonas Vingegaard. Créditos: A.S.O. Roglic com três Vueltas no currículo nas últimas quatro edições e apesar de não ter participado no Tour 2023 mostrou-se em bom nível ao ganhar recentemente a Volta a Burgos. Já o dinamarquês participará pela segunda vez na Volta a Espanha, talvez mais desgastado que o companheiro de equipa, depois de ganhar o Tour de France pela segunda vez consecutiva. Geraint Thomas é outros dos ciclistas favoritos para esta edição da Vuelta. O britânico que venceu o Tour 2018 e o Giro 2020, apresentou um bom nível no Giro 2023, onde lutou pela vitória até às derradeiras etapa. Créditos: LaPresse Thomas terá a seu lado Egan Bernal que vem em crescente de forma após a grave lesão na temporada passada e conta com o apoio de uma das melhores e mais experientes equipas do World Tour cmo é a INEOS Grenadiers. João Almeida chega motivado e sem pressão depois ter já conquistado pódios esta temporada na Volta à Polónia, Giro d’Italia, Volta à Catalunha e Tirreno-Adriatico. Na Vuelta em 2022 terminou em 5.º da geral. Na equipa UAE Emirates destaque ainda para Juan Ayuso, o companheiro de equipa de João Almeida é a promessa do ciclismo espanhol e terminou a Vuelta 2022 no terceiro lugar do pódio. Créditos: Charly López Enric Mas (Movistar), Mikel Landa (Bahrain - Victorious), Romain Bardet (DSM – Firmenich), Juan Pedro Lopez (Lidl-Trek), Hugh Carthy (EF Education-EasyPost) ou Aleksandr Vlasov (Bora – Hansgrohe) são outros nomes a ter em conta para a classificação geral. Créditos: Unipublic / Sprint Cycling Agency Os Portugueses João Almeida é a principal estrela portuguesa na corrida que conta ainda com outros cinco ciclistas nacionais: Rui Oliveira (UAE Team Emirates), Nelson Oliveira, Ruben Guerreiro (Movistar), Rui Costa (Intermarché – Circus – Wanty) e André Carvalho (Cofidis). Créditos: Intermarché-Circus-Wanty A transmissão O Eurosport é apelidado como "A Casa do Ciclismo na Europa" e percebe-se porquê, o canal emite mais de 70 horas de ação em direto desta emocionante competição. Podes acompanhar a luta pela camisola vermelha nos ecrãs do Eurosport durante estas três semanas de grande ciclismo, na companhia da equipa de comentadores Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici e José Azevedo. Além disso, durante as transmissões poderás contar ainda com o conhecimento especializado de antigos ciclistas como Alberto Contador e Philippe Gilbert. Start-List e dorsais As etapas 1ª etapa 26 de agosto: Barcelona - Barcelona / 14,6 quilómetros (Contrarrelógio Equipas) 2ª etapa 27 de agosto: Mataró - Barcelona / 181,3 quilómetros 3ª etapa 28 de agosto: Súria - Arinsal Andorra / 158,5 quilómetros 4ª etapa 29 de agosto: Andorra La Vella - Tarragona / 183,4 quilómetros 5ª etapa 30 de agosto: Morella - Burriana / 185,7 quilómetros 6ª etapa 31 de agosto: Vall D´Uixó - Javalambre / 181,3 quilómetros 7ª etapa 1 de setembro: Utiel - Oliva / 188,8 quilómetros 8ª etapa 2 de setembro: Dénia - Xorret de Catí / 164,8 quilómetros 9ª etapa 3 de setembro: Cartagena - Caravaca de la Cruz / 180,9 quilómetros 4 de setembro: Dia de descanso 10ª etapa 5 de setembro: Valladolid - Valladolid: 25,6 quilómetros (Contrarrelógio Individual) 11ª etapa 6 de setembro: Lerma - Laguna Negra-Vinuesa / 163,2 quilómetros 12ª etapa 7 de setembro: Ólvega - Zaragoza / 165,4 quilómetros 13ª etapa 8 de setembro: Formigal - Tourmalet / 134,7 quilómetros 14ª etapa 9 de setembro: Sauveterre de Béarn - Larra Belagua / 161,7 quilómetros 15ª etapa 10 de setembro: Pamplona - Lekunberri / 156,5 quilómetros 11 de setembro: Dia de descanso 16ª etapa 12 de setembro: Liencres Playa - Bejes / 119,7 quilómetros 17ª etapa 13 de setembro: Ribadesella - Angliru / 122,6 quilómetros 18ª etapa 14 de setembro: Pola de Allande - La Cruz de Linares / 178,9 quilómetros 19ª etapa 15 de setembro: La Bañeza - Íscar / 177,4 quilómetros 20ª etapa 16 de setembro: Manzanares El Real - Guadarrama / 208,4 quilómetros 21ª etapa 17 de setembro: Hipódromo Zarzuela - Madrid / 101 quilómetros Em www.topcycling.pt poderás ver os resumos diários de todas as etapas, com as classificações e vídeo do dia. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Trek Madone SL - Mais opções na gama Madone Gen.7 A marca americana acaba de apresentar a nova Trek Madone SL Gen 7, agora com mais opções. A nova Madone SL oferece a mesma tecnologia de competição de estrada introduzida pela sétima geração da Madone SLR.  Com um quadro em carbono OCLV 500 Series e guiador aerodinâmico de duas peças RSL com ‘flare’ e avanço RCS Pro, a Trek afirma que a sétima geração da Madone SL é leve, rápida e oferece o mesmo design premium da versão Madone SLR. Mais leve que a antecessora De acordo com informações da marca, o novo design que reduz o seu peso e o Carbono OCLV 500 Series fazem com que esta nova geração seja quase 300 gramas mais leve que a sua antecessora. Suavidade Esta versão está dotada da mesma tecnologia patenteada IsoFlow da sua "irmã" topo de gama SLR, que veio retirar peso, melhorar a aerodinâmica e suavizar os impactos da estrada que causam fadiga. Aerodinâmica O guiador com ‘flare’ e o avanço com otimização aero, a posição de condução aerodinâmica e o mais recente design aerodinâmico dos tubos ajudam-te a cortar o vento e colocam-te em posição para pedalar com mais potência. Novos esquemas de cores e equipamento A gama da sétima geração da Trek Madone é assim ampliada com os modelos SL, nos quais irás encontrar novos esquemas de cores, bem como novas opções de equipamento e quadro que a tornam mais acessível que a versão topo de gama. Madone SL 7 Gen 7 - Shimano Ultegra 12V. Madone SL 6 Gen 7 - Shimano 105 12V. A nova geração da Madone SL já está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. Podes ver a gama completa, cores e preços no site da marca, clicando AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pódio no Giro tira pressão a João Almeida na Vuelta O TopCycling ouviu João Almeida antes da Vuelta. Objetivo é melhorar o 5º posto da edição passada e apontar ao pódio. Fez 25 anos no início de agosto e, em teoria, João Almeida entra numa fase de maturidade plena onde o auge físico se encontra com a tranquilidade de quem aprendeu a lidar com a parte estratégica e mental das provas de três semanas. Até que ponto João Almeida pode ganhar a próxima edição da Vuelta? “Tenho um bom feeling com o Juan [Ayuso], vamos fazer uma boa corrida e lutar pelo pódio. Quanto à vitória tudo pode acontecer. Jonas Vingegaard é muito forte, vem do Tour, mas fez um bom descanso e uma boa preparação, vai estar fresco. A Jumbo-Visma tem uma equipa forte. É um dos melhores pelotões que já apanhei em corrida. Vamos ter que passar os primeiros dias para ver como estamos e a 3ª etapa em Andorra já vai ser dura.” João Almeida em conferência de imprensa pré-Vuelta a Espanha. "Estou muito mais tranquilo" A UAE-Emirates volta a apostar na liderança partilhada entre o português (3º do Giro de Itália) e Juan Ayuso (3º na Vuelta a Espanha). O português deverá chegar melhor fisicamente do que o espanhol, que por uma persistente lesão só iniciou a temporada na Volta à Romandia no final de abril. “Não estou na mesma forma do Giro. Em geral estou bem, não treinei tanto como para o Giro, mas treinei tudo o que podia. Tive apenas um pequeno contratempo no Mundial. Após o pódio no Giro estou muito mais tranquilo, satisfeito com o ano. Tenho-me esforçado para ser a melhor versão de mim, não tenho tido azares. A época tem sido bastante boa, chego melhor do que no ano passado e temos tudo para fazer uma boa corrida.” Créditos: LaPresse Pódio em todas as corridas WorldTour No Giro a diferença para Primoz Roglic e Geraint Thomas foi de 1:15 e 1:01. Houve uma clara progressão por parte de João Almeida não só por ter feito pódio pela primeira vez numa grande Volta, mas pela diferença de tempo que o aproximou da concorrência direta. Mais um facto animador é a consistência, imagem de marca do corredor de A dos Francos: na presente temporada João Almeida subiu ao pódio em todas as corridas WorldTour que disputou, algo inédito nos quatro anos na máxima categoria. O mais recente foi na Volta à Polónia (2º) antes do Campeonato do Mundo. Após vencer no Monte Bondone, fechar 3º no Giro e vencer a Juventude veremos que João Almeida aparece na Vuelta que arranca a 26 de agosto e onde um português não pisa o pódio desde Joaquim Agostinho em 1974. ### Volta a Portugal – Marta Carvalho em foco Marta Carvalho foi a melhor portuguesa em juniores e Maria Marques fez o mesmo em cadetes. Colocamos outros nomes na bolsa de talentos do ciclismo nacional. A 2ª Volta a Portugal Feminina serviu para comprovar que o ciclismo português precisa de continuar a crescer, mas há corredoras que justificam a aposta crescente por parte de patrocinadores privados e entidades públicas. Um dos nomes em destaque nas duas edições da Volta foi Marta Carvalho. A atleta da Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade venceu a 1ª etapa ao sprint, em Benavente (repetindo o triunfo de 2022) e ganhou a classificação por pontos. Na geral individual foi batida pelas espanholas, mas segurou a 4ª posição a 42 segundos do pódio. A Extremosul/Hotel Alísios/CA Terras do Arade foi liderada pela ribatejana, mas viu ainda Raquel Dias fechar 5ª na geral (foi 3ª na etapa rainha na Serra de Montejunto) com o mesmo tempo de Marta Carvalho, enquanto Mayra Silva foi 6ª a 2:46. A estrutura algarvia acabou a 2ª Volta a Portugal Feminina como segunda melhor equipa. Patrícia Duarte tem sido mais uma júnior em destaque na presente temporada. No Europeu de pista realizado em Anadia levou o bronze na corrida por pontos. Conterrânea de Tata Martins Curiosamente Marta Carvalho é residente em Almeirim, no distrito de Santarém, portanto conterrânea de Tata Martins, a pioneira portuguesa no WorldTour. A ribatejana também já trabalha com a seleção nacional tanto na estrada como na pista. Esta época ganhou ao sprint em Estella (Navarra) a ronda relativa à Taça de Espanha e na pista conta com dois Europeus realizados. Em Anadia, em julho, foi 11ª no omnium e 9ª na eliminação. No mesmo evento outra ribatejana levou a medalha de bronze: Patrícia Duarte (Os Maiatos) é de Vila Chã de Ourique e está estes dias a competir no Mundial de Cali (Colômbia). Voltando à estrada, a época das juniores teve outros nomes fortes: Rita Tanganho venceu o contrarrelógio nos Nacionais (27ª na Volta pela 5Quinas/Município de Albufeira/CDASJ), enquanto Daniela Simão levou o título de fundo (18ª na Volta pela Academia Efapel de Ciclismo). Natalia Ovejero, de camisola amarela, venceu a Volta a Portugal batendo Natalie Revejo e Alejandra Neira. Volta a Portugal teve domínio espanhol A dominadora da Volta a Portugal em juniores foi a Rio Miera-Meruelo-Cantábria Deporte. O projeto que que em elites levou a gaiense Beatriz Roxo à Volta a Espanha venceu com Natalia Ovejero, que resistiu nos 6,4km da subida à serra de Montejunto aos ataques da Natalie Revejo (Matos Mobility/Optiria Women Team). A equatoriana Revejo venceu a etapa, mas perdeu a camisola amarela por 10 segundos para Ovejero. De Maria Martins a Vera Vilaça. Do WorldTour às Continentais. TopCycling ouviu as portuguesas sobre o tema maternidade no ciclismo. Clica para ler. A Volta a Portugal teve domínio espanhol não só nas juniores, mas também em cadetes. O pelotão unificou as duas categorias e 66 atletas concluíram a prova. Alejandra Neira (Seleção da Galiza) foi uma das surpresas ao vencer entre as atletas de 15-16 anos e ao ser 3ª na geral individual. A melhor portuguesa em cadetes foi Maria Marques (Matos-Cheirinhos/Vila Galé/Etopi) – 4ª neste escalão e 14ª na Volta a Portugal. ### Volta a Espanha - Sete portugueses convocados! Volta a Espanha arranca a 26 de agosto com sete portugueses no pelotão. João Almeida (UAE) vai lutar pela vitória, André Carvalho (Cofidis) estreia-se. A Intermarché-Circus-Wanty já confirmou que Rui Costa está entre os eleitos. Na equipa belga com o português ex-campeão do mundo e vencedor de etapas no Tour de France, estarão presentes os belgas Gerben Thijssen, Kobe Goossens e Rune Herregodts, o neerlandês Boy van Poppel, o dinamarquês Julius Johansen e o francês Hugo Page. Créditos - Intermarche - Circus - Wanty Recordemos que Rui Costa já tem este ano resultados de destaque como as vitórias do Troféu Calviá ou a Volta à Comunidade Valenciana, além de um esplêndido 4.º posto na Strade Bianche. Mais recentemente vem de um top 10 na Clássica San Sebastián e procurará certamente, além de ajudar a equipa, uma vitória de etapa na última grande volta da temporada. Pela Movistar, tal como no Tour de France, voltam a alinhar Nélson Oliveira e Rúben Guerreiro. Além dos portugueses a equipa espanhola irá lutar por um bom resultado na classificação geral da Vuelta com os espanhóis Enric Mas (vice-campeão em 2022), o campeão nacional espanhol Oier Lazkano, Iván García Cortina, Jorge Arcas e Carlos Verona, mais o colombiano Einer Rubio. Nelson Oliveira vem de um excelente sexto posto na prova de contrarrelógio dos campeonatos do Mundo e estará bastante motivado para dar apoio a Enric Mas, que se viu afastado logo no início do Tour de France por queda e lesão. A única vitória de etapa de Nélson Oliveira numa grande volta foi precisamente na prova espanhola, em 2015, então pela equipa Lampre-Merida. Rúben Guerreiro teve uma queda na Volta à Polónia, mas estará em condições para merecer a confiança dos responsáveis pela equipa espanhola. Relembremos que Rúben Guerreiro está a caminho de terminar a primeira temporada pela estrutura espanhola e este ano já conseguiu vencer a classificação geral no Saudi Tour, terminou no pódio do Gran Camino e conseguiu um esplêndido quarto posto na sexta etapa do Tour de France. A equipa da UAE Team Emirates será a mais portuguesa do pelotão da Volta a Espanha, com João Almeida a liderar a equipa na companhia dos portugueses Ivo e Rui Oliveira, dos espanhóis Juan Ayuso e Marc Soler, além do neozelandês Finn Fisher-Black, o colombiano Sebastian Molano e o australiano Jay Vine. Liderança partilhada João Almeida já conseguiu este ano um pódio histórico para o ciclismo português no Giro De Itália e vem de um segundo posto na Volta à Polónia. O português tem estatuto de líder e vai lutar pela vitória na Vuelta, mas será uma liderança partilhada com o jovem Juan Ayuso que foi terceiro classificado na prova espanhola em 2022. Os irmãos Rui e Ivo Oliveira vão com a missão de apoiar os líderes, nesta que será a sua terceira participação da Volta a Espanha. André Carvalho estreia-se Entre os sete portugueses que vão alinhar à partida para a Vuelta conta-se uma novidade absoluta. O famalicense André Carvalho estreia-se em grandes Voltas e fará parte do elenco da Cofidis que saiu muito motivado após um Tour de France no qual ganhou duas etapas. A Vuelta arranca dia 26 de agosto, em Barcelona, e termina no dia 17 de setembro, em Madrid. Terá como principais nomes Jonas Vingegaard, vencedor do Tour de France, Primoz Roglic, vencedor do Giro de Itália e tricampeão da Volta a Espanha que chega forte após vencer a Volta a Burgos, Remco Evenepoel, vencedor da Vuelta 2022, Geraint Thomas, terceiro classificado no Giro deste ano, entre outras grande estrelas do ciclismo mundial. https://twitter.com/TeamCOFIDIS/status/1694031287521010033 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Bike Build - A montagem de uma S-Works Tarmac passo a passo Fazemos o Unbox e mostramos a montagem de uma S-Works Tarmac SL7 vinda de fábrica, passo a passo, pelo mecânico José Carmo, na oficina da loja Bike Planet. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=ECPos3IDdSQ&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal - Etapa 10 Colin Stussi (Team Voralberg) é o vencedor da Volta a Portugal 2023. Txomin Juaristi (Euskaltel-Euskadi) venceu o contrarrelógio em Viana do Castelo. O melhor português foi António Carvalho (ABTF-Betão-Feirense) no terceiro lugar da classificação geral. A Volta a Portugal chegava ao dia das decisões. Colin Stussi procurava manter a sua liderança e ganhar a Volta a Portugal. Os ciclistas iam partindo e Rafael Reis (Glassdrive-Q8-Anicolor) foi o primeiro a elevar fasquia. Pouco tempo depois chegou o seu companheiro, Mauricio Moreira, que parecia ter feito o tempo vencedor. Mas faltava chegar Txomin Juaristi, que foi o único a conseguir superar o tempo do uruguaio. Colin Stussi (Team Voralberg) - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo A luta pela classificação geral estava reservada para o final. Quem mais beneficiou foi o vencedor da etapa, que ascendeu até ao segundo lugar do pódio. Ao contrário de Henrique Casemiro (Efapel Cycling) que caiu do segundo para o sexto lugar. António Carvalho fez as honras dos portugueses e das equipas portuguesas, terminando no terceiro lugar da classificação geral. Colin Stussi voltou a demonstrar consistência e com o terceiro lugar na etapa, confirmou a vitória na Volta a Portugal. Desde Vladimir Efimkin da equipa Barloworld-Valsir, em 2005 que uma equipa estrangeira não vencia a Volta a Portugal. Nas classificações secundárias César Fonte (Rádio Popular-Paredes-Boavista) e Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) apenas tinham que terminar para garantir as camisolas da montanha e dos pontos, respetivamente. Neste último dia, a única camisola que mudou de dono foi a da juventude. Jaume Guardeño (Caja Rural-Seguros Rga) superou Afonso Eulálio (ABTF-Betão-Feirense) e levou para casa a classificação dos mais jovens. A equipa da Glassdrive-Q8-Anicolor venceu a classificação por equipas. Jaume Guardeño e Daniel Babor (Caja Rural-Seguros-Rga) - Créditos Imagem: Caja Rural-Seguros Rga Classificação da etapa: PosCorredorEquipaTempo1 JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi0:24:562 MOREIRA MauricioGlassdrive Q8 Anicolor0:033 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:264 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense0:275 REIS RafaelGlassdrive Q8 Anicolor0:486 MATÉ Luis ÁngelEuskaltel - Euskadi0:517 NYCH ArtemGlassdrive Q8 Anicolor0:548 OYARZÚN Carlos IvánAviludo - Louletano - Loulé Concelho1:019 ITURRIA MikelEuskaltel - Euskadi1:0210 VERMEULEN MoranTeam Vorarlberg1:07Créditos Imagem: Procyclingstats Classificação geral: PosCorredorEquipaTempo1 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg40:59:262 JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi1:043 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense1:074 NYCH ArtemGlassdrive Q8 Anicolor1:285 MATÉ Luis ÁngelEuskaltel - Euskadi1:406 CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling1:437 FIGUEIREDO FredericoGlassdrive Q8 Anicolor3:278 WHELAN JamesGlassdrive Q8 Anicolor4:229 ITURRIA MikelEuskaltel - Euskadi5:5510 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho6:03Créditos Imagem: Procyclingstats ### Volta a Portugal Etapa 10 - Antevisão A Volta a Portugal chega ao último dia. As decisões serão feitas no contrarrelógio individual de Viana do Castelo. Os 18,2 quilómetros vão coroar o vencedor da Volta a Portugal 2023 no Santuário de Santa Luzia. O percurso O traçado pode ser dividido em duas partes. Uma primeira parte mais rolante onde os ciclistas podem circular mais rápido. E uma segunda parte, que será a subida ao Santuário de Santa Luzia, em piso empedrado. Perfil etapa 10 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos A Glassdrive-Q8-Anicolor tem os três principais favoritos a vencer: Rafael Reis, Mauricio Moreira e Artem Nych. Txomin Juaristi da Euskaltel-Euskadi será um dos principais opositores da equipa portuguesa. Outros ciclistas que irão andar bem são António Carvalho (ABTF-Betão-Feirense), Aleksandr Grigorev e Tiago Antunes (Efapel Cycling), Carlos Oyarzun (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Carlos Salgueiro (AP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense) e o próprio camisola amarela, Colin Stussi (Team Voralberg). Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo No que toca à luta pela classificação geral, o camisola amarela parece ter uma margem confortável para vencer, mas não se pode descuidar. Artem Nych está no terceiro lugar, mas apenas a um minuto do suíço. A luta pelo pódio vai estar ao rubro. Henrique Casemiro (Efapel Cycling) é o segundo classificado mas tem o ciclista russo apenas a 15 segundos. António Carvalho está a 21 segundos do ciclista de Almodôvar. Já Luis Ángel Maté está a 30 segundos e Txomin Juaristi a 45, ambos ciclistas da Euskaltel-Euskadi. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt ### Volta a Portugal - Etapa 9 Vitória de James Whelan (Glassdrive-Q8-Anicolor) no alto da Senhora da Graça. Colin Stussi (Team Voralberg) cimentou a liderança quando falta apenas o contrarrelógio individual para encerrar esta edição da Volta a Portugal. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo A etapa rainha da Volta a Portugal deu o espetáculo que prometia. Uma fuga de 32 ciclistas foi para a frente da corrida com alguns homens importantes para a classificação geral. James Whelan era o melhor colocado na classificação geral, na décima segunda posição. O "aussie" tinha a companhia de três colegas de equipa que punham "em cheque" a equipa do camisola amarela. Hélder Gonçalves (Kelly-Simoldes-UDO) era outros dos ciclistas interessados nesta situação de corrida. Estava em 13º na classificação e tinha consigo também três companheiros de equipa. Colin Stussi (Team Voralberg) - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Na contagem de montanha do barreiro o grupo dos favoritos ficou bastante reduzido mas não conseguiram encurtar a distância para a fuga. Já na subida da Senhora da Graça James Whelan atacou e nunca mais o alcançaram. No grupo dos favoritos, Colin Stussi mostrava-se consistente e apenas o podiam seguir Henrique Casemiro (Efapel Cycling), António Carvalho (ABTF-Betão-Feirense) e Frederico Figueiredo (Glassdrive-Q8-Anicolor). Artem Nych (Glassdrive-Q8-Anicolor) era quem passava pior e cedeu algum tempo para os favoritos. César Fonte (Rádio Popular-Paredes-Boavista) - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Colin Stussi parte para o contrarrelógio de Viana com uma boa margem para vencer a Volta a Portugal. Henrique Casemiro é o que está mais perto a 45 segundos mas o maior perigo parece vir de Artem Nych a um minuto do suíço. Afonso Eulálio (ABTF-Betão-Feirense) manteve a liderança da juventude. Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) garantiu a virtualmente a classificação dos pontos, assim como César Fonte (Rádio Popular-Paredes-Boavista) a classificação da montanha. Os dois ciclistas só precisam de concluir a etapa de amanhã para subir ao pódio da Volta a Portugal. Classificação da etapa: POSCORREDOREQUIPATEMPO1WHELAN JamesGlassdrive / Q8 / Anicolor04:32:462FERNANDEZ DelioAP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense+ 343GONCALVES HelderKelly - Simoldes - UDO+ 364PINHEIRO IvoABTF Betão - Feirense+ 495GUARDEÑO JaumeCaja Rural-Seguros RGA+ 01:246FERNANDES LuisRadio Popular - Paredes - Boavista+ 01:347STÜSSI ColinTeam Vorarlberg+ 01:388CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 01:389CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 01:3810MUJIKA MikelBAI Sicasal Petro de Luanda+ 01:57Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: PosCorredorCorridaTempo1 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg40:34:042 CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling0:453 NYCH ArtemGlassdrive Q8 Anicolor1:004 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense1:065 MATÉ Luis ÁngelEuskaltel - Euskadi1:156 JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi1:307 FIGUEIREDO FredericoGlassdrive Q8 Anicolor2:018 WHELAN JamesGlassdrive Q8 Anicolor2:589 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho4:0410 GONÇALVES HélderKelly / Simoldes / UDO5:07Créditos Imagem: Procyclingstats Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Evenepoel na Ineos Quick-Step? A novela Remco Evenepoel continua. Sai da Quick-Step? Vai para a Ineos? E se tudo ficasse como está numa nova e melhorada estrutura? Tem-se escrito muito sobre Remco Evenepoel nos últimos meses. Mais acerca do futuro do atual campeão mundial de contrarrelógio do que dos resultados obtidos este ano onde já leva 10 triunfos. Há várias opções sobre a mesa. A mais provável parece ser permanecer na Soudal Quick-Step, mas há outros cenários como a saída para a Ineos Grenadiers ou uma terceira via que seria a aquisição da estrutura belga por parte do milionário britânico Jim Ratcliffe, patrão da petroquímica Ineos. Analisemos a situação com base no que se diz na imprensa internacional começando pelos factos: Remco Evenepoel tem contrato por mais três épocas (até final de 2026) e especula-se que ganhe entre 3-4 milhões de euros anuais. Remco Evenepoel tem enorme valor comercial para a Specialized. Basta recuar à vitória na Vuelta após a qual foi lançado o modelo “Vermelho Remco": 100 conjuntos de uma edição limitada do quadro Tarmac SL7 assinados pelo belga que foram vendidos por 5700 euros/unidade. Patrick Lefevere é a “cara” da Quick-Step e tem uma participação na empresa que gere a equipa, mas conta com o respaldo do sócio maioritário, Zdenek Bakala. Se a Ineos tem Jim Ratcliffe, a Quick-Step defende-se com o magnata checo da alta finança e do setor energético. Patrick Evenepoel (pai de Remco) e Patrick Lefevere trocaram palavras amargas sobre o que os Evenepoel consideram uma certa falta de investimento da equipa em gregários de topo mundial (assinaram com Mikel Landa, mas deixaram escapar Pavel Sivakov e Laurens De Plus). A Quick-Step tem 20 atletas com contrato para 2024 e a Ineos 15. O plantel de uma WorldTeam oscila entre 28-30 ciclistas (máximo permitido pela UCI). Clica aqui para conheceres o novo modelo Specialized Tarmac SL8, sucessor do SL7 que tantos êxitos trouxe ao ciclista belga. Libertar Evenepoel custa entre 9-12 milhões Olhando para os plantéis de Quick-Step e Ineos percebemos que há muito a ajustar para 2024… o que nos leva à possível aquisição da Quick-Step por parte da Ineos. Recordemos dois pormenores: a Bora já tentou o mesmo em 2021 sem êxito e nunca no ciclismo se fez uma operação desta envergadura. Libertar Evenepoel custa entre 9-12 milhões de euros só para resolver o contrato atual; o lógico será melhorar as condições salariais pelo que se for ganhar 2-3 vezes mais a operação sofre um incremento de 6-8 milhões de euros. A estrutura britânica tem vindo a perder talento nas últimas semanas: Dani Martinez, Pavel Sivakov, Ben Tulett e Tao Geoghegan Hart assinaram por rivais diretos como Bora, UAE, Jumbo e Trek. Possíveis reforços como Tobias Foss e Carlos Verona ficaram em stand by e a Ineos ainda não anunciou ninguém para 2024. Evenepoel na Ineos é negócio fechado! Durante o Mundial e em plena transmissão do Eurosport Espanha foi feita uma afirmação taxativa por parte de Alberto Contador: Evenepoel na Ineos é negócio fechado! Lefevere negou a versão do Pistolero. Brailsford já tinha brincado durante o Tour dizendo que Evenepoel interessava… mas pelo passado ligado ao futebol – Jim Ratcliffe é proprietário do Nice (Liga Francesa), do Servette (Liga Suíça) e está no processo de aquisição do Manchester United onde tem como opositor o Xeque Jassim bin Hamad Al-Thani, membro da família real do Catar. Faz sentido o maior ciclista belga da atualidade sair da maior equipa do país? Tem a Quick-Step condições para segurar Evenepoel e dar-lhe um bloco capaz de disputar o Tour de France? É Remco a solução da Ineos para recuperar o domínio nas grandes Voltas? Tal como as telenovelas, a de Remco Evenepoel também terá um episódio final. Até lá vamo-nos entretendo a ver o campeão mundial de contrarrelógio na Vuelta – que arranca a 26 de agosto – num prometedor frente a frente com as todo-poderosas Jumbo e UAE. ### Volta a Portugal Etapa 9 - Antevisão Chegou a etapa rainha da Volta a Portugal. A mítica chegada ao alto da Senhora da Graça. Nesta etapa serão feitos os últimos ajustes antes do contrarrelógio individual que encerra a Grandíssima. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo O precurso A etapa começa em Paredes e o pelotão irá cumprir 174,5 quilómetros. Apesar de não existir terreno plano, nos primeiros quilómetros de etapa apenas está colocada uma contagem de quarta categoria ao quilómetro 11,6. Seguem-se duas metas volantes que vão ser fundamentais para decidir quem vai levar a camisola dos pontos: Paredes ao quilómetro 31,2 e Amarante ao quilómetro 66,8. Na segunda metdade da etapa estão colocadas as verdadeiras dificuldades. A subida de primeira categoria à Serra do Marão (km96,7) e a contagem do Velão (km 112,1) vão servir para "massar" as pernas ao pelotão. Já no Barreiro a corrida promete explodir, como tem vindo a acontecer nos últimos anos. As duras rampas desta primeira categoria vão selecionar bastante o grupo dos favoritos e quem sabe, eliminar alguns dos candidatos. Em Mondim de Basto está colocada a última meta volante desta edição, justamente no sopé do monte farinha. A Senhora da Graça irá revelar os mais fortes e dar uma última oportunidade aos puros trepadores de vencerem uma etapa. Perfil Etapa 9 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos Colin Stussi (Team Voralberg) parte de amarelo e tem demonstrado bastante solidez e consistência nesta Volta a Portugal. O suíço é o mais forte até ao momento e está na "pole" para vencer a Volta a Portugal. Os portugueses António Carvalho (ABTF-Betão-Feirense), Frederico Figueiredo (Glassdrive-Q8-Anicolor) e Henrique Casemiro (Efapel Cycling) terão uma última oportunidade para encortar distâncias e para vencer uma etapa. A equipa que tem mais cartas para jogar é a Euskaltel-Euskadi com três homens nos dez primeiros. Luis Ángel Maté, Txomin Juaristi e Mikel Iturria são terceiro, quarto e oitavo na classificação geral, respetivamente. O russo Artem Nych (Glassdrive-Q8-Anicolor) vai procurar perder o mínimo de tempo possível para tentar lutar pela Volta no último dia. Colin Stussi (Team Voralberg) - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt ### Volta a Portugal - Etapa 8 Adrián Bustamante (Kelly-Simoldes-UDO) venceu a etapa 8 da Volta a Portugal. Colin Stussy (Team Voralberg) mantém a liderança da classificação geral. A Volta irá decidir-se amanhã na Senhora da Graça e domingo no contrarrelógio em Viana do Castelo. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Fafe recebeu a chegada da oitava etapa da Volta a Portugal, como tem sido recorrente nos últimos anos. Esperava-se uma boa luta para entrar na fuga e assim foi. Mauricio Moreira, vencedor do ano passado e James Whelan, ambos da Glassdrive-Q8-Anicolor tomaram a iniciativa e foram seguidos mais gente. O grupo era composto, para além dos dois ciclistas já referidos, por: Samuel Blanco (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense), Rodrigo Caixas (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), Antonio Soto e Andoni López (Euskaltel-Euskadi), Iñigo Elosegui (Equipo Kern Pharma) e Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista). Mauricio Moreira foi dos primeiros a abdicar da fuga, muito pela falta de entendimento e pela presença do seu companheiro de equipa que era 13º da classificação geral. Mauricio Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor) - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo A fuga foi alcançada já nos últimos cinco quilómetros pelo o grupo dos favoritos. Já nos últimos três quilómetros atacou Mikel Iturria (Euskaltel-Euskadi) e levou consigo Adrián Bustamante (Kelly-Simoldes-UDO), Yesid Pira (Caja Rural-Seguros Rga) e novamente James Whelan. Na dura chegada a Fafe em piso empedrado, acabou por ser mais forte o colombiano da Kelly-Simoldes-UDO. Na classificação geral houve poucas mexidas e mantém-se tudo praticamente na mesma. As decisões ficam para amanhã na Senhora da Graça e para domingo, no contrarrelógio final em Viana do Castelo. Classificação da etapa: POSCORREDOREQUIPATEMPO1BUSTAMANTE AdriánKelly - Simoldes - UDO03:34:262ITURRIA MikelEuskaltel-Euskadi+ 003MATE Luis AngelEuskaltel-Euskadi+ 004WHELAN JamesGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 025CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 026MENDONÇA LuisGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 027PIRA YesidCaja Rural-Seguros RGA+ 028GOMES LuísKelly - Simoldes - UDO+ 029CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 0210FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 02Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: PosCorredorEquipaTempo1STÜSSI ColinTeam Vorarlberg35:59:402NYCH ArtemGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 283MATE Luis AngelEuskaltel-Euskadi+ 284JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 435CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 456CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 01:067FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 01:298ITURRIA MikelEuskaltel-Euskadi+ 02:429DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 02:5710PIRA YesidCaja Rural-Seguros RGA+ 03:41Créditos Imagem: Firstcycling Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Volta a Portugal Etapa 8 - Antevisão A oitava etapa da Volta a Portugal termina na habitual cidade de Fafe. O pelotão irá rodar no mítico troço de "sterrato", no salto do Rally de Fafe. Na última vez que este troço foi ultrapassado, venceu Rui Sousa, mas na última chegada a Fafe, foi Victor Langelloti quem ergueu os braços. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso A partida será dada em Boticas. O pelotão terá de enfrentar a contagem de montanha das Alturas do Barroso (km 15,7) logo depois de ser dado o tiro de partida. Depois os ciclistas terão um terreno ondulante, tendencialmente a descer até à primeira passagem pela meta em Fafe. Pelo caminho irão estar as metas volantes de Salamonde (km 56) e Póvoa de Lanhoso (km 83,9) e a contagem de montanha em Golães (km 110,7). Depois passagem em Fafe os ciclistas começam a subir até entrarem no "sterrato" que os vai levar ao salto mais conhecido do Rally de Portugal. Nesse ponto, irá estar colocada a última contagem de montanha do dia (km 128,2) e o retorno a Fafe será sempre a descer para completar os 146,7 quilómetros da etapa. Perfil Etapa 8 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos Esta etapa parece ser o dia ideal para uma fuga vingar. A equipa do líder Colin Stussi, não deve ter muito interesse em levar a corrida num ritmo alto, nem em disputar a etapa. Com o aproximar do final da Volta, as forças também já não são as mesmas pelo que será muito complicado alguma equipa tentar controlar. Assim parece que a fuga tem tudo para disputar etapa e alguns dos ciclistas que irão tentar marcar presença na mesma serão: Luís Gomes e Afonso Silva (Kelly-Simoldes-UDO), os homens da Rádio Popular-Paredes-Boavista com destaque para o líder da montanha, César Fonte, Tomas Contte e Daniel Viegas (Aviludo-Louletanto-Loulé concelho), Tiago Antunes e Rafael Silva (Efapel Cycling). Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, a AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense, a Euskaltel-Euskadi, a Credibom-LA Alumínios-Marcos Car, a Caja Rural-Seguros Rga a Burgos-BH e a própria Glassdrive-Q8-Anicolor serão equipas que tamém vão querer estar presentes na fuga. Outra batalha que irá acontecer no dia de hoje será a luta pela classificação por pontos. A equipa de Mortágua tem lutado bastante para voltar a liderar essa classificação e hoje parece ser o dia ideal para revirar as contas a seu favor. Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) líder da classificação dos pontos - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Volta a Portugal - Etapa 7 Colin Stussi (Team Voralberg) vence a sétima etapa e é o novo líder da Volta a Portugal. Artem Nych (Glassdrive-Q8-Anicolor) cedeu na subida ao alto do Larouco e Delio Fernandez (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense) ficou arredado da luta pela classificação geral. Colin Stussi (Team Voralberg) - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Chegada a Montalegre, ao alto do Larouco e mais um dia muito rápido na Volta a Portugal. A fuga demorou mais de 60 quilómetros a formar-se, mas o pelotão nunca concedeu grande margem. A corrida chegava a Boticas e começavam as dificuldades maiores. A subida a Torneiros desfez completamente o grupo e acabou com as aspirações de Delio Fernandez em tentar vencer a Volta. O ciclista galego teve um dia bastante complicado e perdeu mais de 12 minutos. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Rapidamente chegou a Serra do Larouco e podia destacar-se o grande trabalho de Mauricio Moreira, mas esse esforço veio a resultar na perda de tempo do camisola amarela. Artem Nych cedia e Afonso Eulálio (ABTF-Betão-Feirense), líder da juventude, aumentava o ritmo. No sprint final num grupo bastante reduzido, o suíço, Colin Stussi foi o mais forte. As bonificações e o tempo ganho na estrada permitiu ao ciclista da Team Voralberg vestir a camisola amarela. O sexto líder diferente nesta Volta a Portugal. Mantém-se a indefinição sobre quem irá vencer a Grandíssima, mas há ainda muito para percorrer. Classificação da etapa: POSCORREDOREQUIPATEMPO1STÜSSI ColinTeam Vorarlberg04:16:592MATE Luis AngelEuskaltel-Euskadi+ 003CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 004CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 005FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 026EULALIO AfonsoABTF Betão - Feirense+ 097CABEDO OscarTeam Vorarlberg+ 208PIRA YesidCaja Rural-Seguros RGA+ 219DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 2310ITURRIA MikelEuskaltel-Euskadi+ 26Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: POSCORREDOREQUIPATEMPO1STÜSSI ColinTeam Vorarlberg32:25:122NYCH ArtemGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 283MATE Luis AngelEuskaltel-Euskadi+ 354JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 435CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 486CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 01:067FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 01:318ITURRIA MikelEuskaltel-Euskadi+ 02:509DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 02:5710CABEDO OscarTeam Vorarlberg+ 03:21Créditos Imagem: Firstcycling Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Volta a Portugal Etapa 7 - Antevisão Após o dia de descanso, a Volta a Portugal retoma o seu trajeto. Torre de Moncorvo recebe mais uma etapa duríssima, com chegada na Serra do Larouco, em Montalegre. As contas da Volta estão longe de estar encerrada e o espetáculo está garantido. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso A partida de Torre de Moncorvo será feita a alta velocidade. A contagem de montanha de segunda categoria, em Vila Flor (km 20,8) vai ditar aqueles que pretendem e que tenham pernas para estar na fuga. Segue-se uma meta volante em Valpaços (km 66,7) que está colocada no sopé da subida ao Alto do Barracão (km 81). O pelotão irá até Boticas, onde está colocada mais uma meta volante e logo de seguida começa a subir a contagem de primeira categoria em Torneiros (km 121,5). Nas duras rampas de Torneiros será feita uma grande seleção daqueles que queiram disputar a vitória de etapa. Ao quilómetro 149,2 o pelotão passa em Montalegre para disputar a última meta volante do dia. A etapa irá terminar no alto da Serra do Larouco, depois de 162,6 quilómetros. Perfil etapa 7 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos A Volta a Portugal não para e tem mais um dia importante para a luta pela camisola amarela. Os favoritos são exatamente aqueles que pretendem disputar a classificação geral. A Glassdrive-Q8-Anicolor defende a liderança de Artem Nych, mas também conta com Frederico Figueiredo para estar na luta. Henrique Casemiro (Efapel Cycling) tem-se mostrado muito forte e tem na Serra do Larouco uma boa oportunidade para vencer a etapa e aproximar-se de Artem Nych. Será interessante perceber como vai estar o segundo da geral, Delio Fernandez (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense). Colin Stussi (Team Voralberg) e António Carvalho (ABTF-Betão-Feirense) serão dois homens à procura de uma oportunidade. Os ciclistas da Euskastel-Euskadi serão outros a querer repetir a vitória de Luis Ángel Maté. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Volta a Portugal - Etapa 6 Luis faz check-«Maté» à etapa e Nych assume a liderança da Volta a Portugal. Luis Angel Maté (Eukaltel-Euskadi) venceu etapa diabólica na Guarda, enquanto que Artem Nych (Glassdrive-Q8-Anicolor) vestiu a camisola amarela. A etapa começou bastante rápida como se previa. Foram 13 os ciclistas que se destacaram do pelotão. Entre eles Rafael Reis e Luis Mendonça da Glassdrive-Q8-Anicolor, Tiago Antunes e Pedro Pinto da Efapel Cycling, César Fonte da Rádio Popular-Paredes-Boavista e João Matias da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. No pelotão comandava a equipa do líder, a AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense. Créditos Imagem: Volta a Portugal A etapa prometia espetáculo e a equipa da Glassdrive-Q8-Anicolor quis reerguer-se depois do dia de ontem. Selecionaram bastante o pelotão na contagem de montanha da Aldeia Viçosa através de Mauricio Moreira e na contagem de montanha seguinte, em Videmonte, Frederico Figueiredo e Artem Nych atacavam à vez. Acabou por ser o ciclista russo a conseguir ganhar vantagem, em conjunto com Luis Ángel Maté e fizeram a ponte para os homens da fuga. Já na cidade da Guarda, os dois ciclistas voltaram a destacar-se e discutiram entre si a vitória de etapa. O mais forte acabou por ser o ciclista andaluz da Euskaltel-Euskadi. Artem Nych ficou com a liderança da Volta a Portugal. Artem Nych - Créditos Imagem: Glassdrive-Q8-Anicolor Delio Fernadez (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense) é agora segundo na geral individual. César Fonte (Rádio Popular-Paredes-Boavista) é o novo líder da montanha. Afonso Eulálio (ABTF-Betão-Feirense) e Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) mativeram a liderança da juventude e dos pontos, respetivamente. Classificação da etapa: POSCORREDOREQUIPATEMPO1MATE Luis AngelEuskaltel-Euskadi04:24:592NYCH ArtemGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 143COBO CAYON IvanEquipo Kern Pharma+ 474FONTE CesarRadio Popular - Paredes - Boavista+ 565SESSLER NicolasGlobal 6 Cycling+ 596CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 02:017STÜSSI ColinTeam Vorarlberg+ 02:028FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 02:049CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 02:0410JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 02:04Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: PosCorredorEquipaTempo1 NYCH ArtemGlassdrive Q8 Anicolor28:07:532 FERNÁNDEZ DelioAPHotels and Resorts - Tavira0:273 STÜSSI ColinTeam Vorarlberg0:304 JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi0:375 MATÉ Luis ÁngelEuskaltel - Euskadi1:016 CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling1:087 CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense1:308 FIGUEIREDO FredericoGlassdrive Q8 Anicolor1:499 ITURRIA MikelEuskaltel - Euskadi2:4410 DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho2:54Créditos Imagem: Firstcycling Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Glasgow 2023: um Mundial para a história do ciclismo português Gonçalo Moreira faz o rescaldo da participação portuguesa nas provas de ciclismo de pista e estrada. Iúri Leitão e António Morgado lideraram a seleção. O primeiro Super Mundial de ciclismo da história realizou-se em Glasgow, na Escócia, e distribuiu títulos mundiais em 13 disciplinas ao longo de 11 dias. Para Portugal foi um evento inesquecível: o ouro de Iuri Leitão no omnium é o primeiro título mundial em elites na pista; na estrada António Morgado conquistou a prata em sub-23 depois de ter feito o mesmo em juniores no ano passado. Portugal terminou na 20ª posição do medalheiro entre 36 nações medalhadas. A notar uma terceira medalha obtida por Carlos Brito na categoria 45-49 anos no Gran Fondo. António Morgado ao ataque no circuito urbado de Glasgow durante a prova dos sub-23. 62 horas e 51 minutos em direto Foi o maior desafio que abracei no ciclismo e os números não enganam: no Eurosport comentei 48 finais de paraciclismo, 22 de ciclismo de pista, as duas provas de estrada das elites femininas e a corrida de fundo dos sub-23. Foram 62 horas e 51 minutos em direto só no meu caso, mas centenas de horas somando o trabalho da equipa Eurosport. Tive a sorte de narrar os dois momentos marcantes da participação de Portugal e o ponto comum entre o ouro do Iúri Leitão e a prata do António Morgado foi a margem de decisão. Por dois segundos se perde, por dois pontos se ganha O vianense só garantiu o título mundial no último sprint da corrida por pontos, prova que encerra a disciplina olímpica do omnium; para trás tinham ficado o scratch (1º), a corrida tempo (1º) e a eliminação (2º). Caso Iúri Leitão não tivesse sido 4º nesse sprint não teria marcado os dois pontos que foi a margem sobre o francês Benjamin Thomas (187 vs. 185 pontos). Outro francês, Axel Laurence, provocou em muitos portugueses uma sensação de frustração ao vencer a corrida dos sub-23 por dois segundos! Após consolidar a fuga a 142km do final, Axel Laurence resistiu escapado e até andou sozinho os últimos 26km vendo como atrás António Morgado batia os perseguidores pela medalha de prata. Por dois segundos se perde, por dois pontos se ganha. Ivo Oliveira e Maria Martins conquistaram medalhas de bronze nos Campeonatos do Mundo de 2022, em Saint-Quentin-en-Yvelines. Contas para Paris 2024 complicaram-se Na pista e na estrada Portugal mostrou-se uma nação competitiva. Nélson Oliveira foi 6º no contrarrelógio e assegurou que Portugal terá um segundo representante no crono olímpico de Paris 2024; Ivo Oliveira discutiu o bronze na perseguição individual (perdendo para o italiano Jonatan Milan); Tata Martins salvou um mau dia com um top 10 no omnium e ainda mexe no apuramento para os Jogos Olímpicos. As contas para Paris 2024 complicaram-se, mas podem ser retificadas no próximo Europeu e na Taça do Mundo – provas a realizar entre fevereiro e março. Missão ao alcance de Tata Martins e da dupla masculina do madison que fechou o Mundial na 10ª posição. No omnium Iúri Leitão somou 1000 pontos, Portugal escalou sete posições no ranking e o apuramento está encaminhado. Nota ainda para o facto de ter havido representação feminina tanto em juniores como em elites depois de em Wollongong 2022 nenhuma mulher ter sido convocada. Glasgow 2023 foi o sexto Mundial dos últimos 20 anos onde houve representação feminina em elites! ### Volta a Portugal Etapa 6 - Antevisão Esta é uma daquelas etapas que não tem uma Senhora da Graça ou uma subida ao alto da Torre, mas que pode baralhar completamente a classificação geral. As várias contagens de montanha e a própria chegada à Guarda promete pôr em cheque a equipa da AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense e o novo líder da Volta a Portugal, Delio Fernandez. Delio Fernandez no pódio da etapa de ontem - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso A etapa número seis da Volta a Portugal começa em Penamacor. O pelotão irá partir da vila raiana para completar uma primeira volta inicial que termina com uma meta volante no ponto inicial ao quilómetro 15,3. O primeiro prémio de montanha está colocado na Sortelha e será um "apetizer" para aquilo que é o final da etapa. Passagem na meta volante do Sabugal ao quilómetro 66,6 e a caravana segue em direção à Guarda para uma primeira passagem pela meta. Logo, seguem-se as contagens de montanha da Aldeia Viçosa (km 125,6) e de Videmonte (km 138,7). Esta última será o local de maior dificuldade da etapa e é onde se esperam as movimentações mais sérias. Segue-se a meta volante em Trinta, ao quilómetro 147,8 e uma segunda passagem na Guarda, coincidindo com mais um prémio de montanha. Os ciclistas saem da cidade mais alta de Portugal, descem e voltam a subir para cruzar a linha de meta pela última vez. Perfil Etapa 6 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos Esta será talvez a etapa mais difícil de fazer previsões. Tudo vai começar com uma grande batalha para entrar na fuga. Por isso, espera-se que a composição da mesma já tenha ciclistas bastante importantes e que alguns possam mesmo perigar a camisola amarela de Delio Fernandez. A equipa de Tavira terá bastantes dificuldades para controlar a etapa com a agravante de estar reduzida a seis ciclistas com a expulsão de Vanceslau Fernandes. Com a fuga constituída os ciclistas irão aguardar pelos últimos 50 quilómetros de autêntico rompe-pernas e com subidas com grandes inclinações para mexer na corrida. A equipa mais antiga do pelotão internacional terá de se defender de tudo e de todos. No final é bastante possível que a fuga tenha sucesso ou que chegue um grupo muito reduzido ao sprint na dura rampa final na cidade da Guarda. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Delio Fernandez é um sério candidato a ganhar caso consiga defender-se e discutir o final ao sprint no grupo dos favoritos. Luis Gomes será talvez o maior candidato a vencer. A etapa encaixa perfeitamente nas características do ciclista da Kelly-Simoldes-UDO. Tiago Antunes é um ciclista que tanto terá liberdade para ir para a fuga como para disputar a etapa no final e é bastante explosivo nos últimos metros. Dentro da Efapel Cycling também seria interessante ver se Joaquim Silva tentará estar na fuga. A Aviludo-Louletano-Loulé Concelho poderá colocar Daniel Viegas ou Vicente de Mateos na fuga, que teriam boas possibilidades de vencer. A Voralberg e a Euskaltel-Eusakadi têm coletivos fortes e serão das equipas que mais irão mexer na corrida. A maior incógnita será mesmo a equipa da Glassdrive/Q8/Anicolor. A etapa não se adapta muito bem a Frederico Figueiredo e a equipa não se mostrou ao seu melhor nível na subida à Torre. Vamos ver se foi um dia mau ou se a forma dos seus ciclistas não é a melhor. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Ciclistas que podem dar-se bem com esta etapa: Andoni Lopez e Antonio Soto (Euskaltel-Euskadi), César Fonte e Hugo Nunes (Rádio Popular-Paredes-Boavista), Gorka Sorarrain (Caja Rural-Seguros Rga), Óscar Pelegri e David Delgado (Burgos-BH), Gonçalo Leaça (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), António Barbio e Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Afonso Eulálio e António Carvalho (ABTF-Betão-Feirense) e Iñigo Elosegui (Equipo Kern Pharma). Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Volta a Portugal - Etapa 5 Delio Fernandez (AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense) repete vitória no Alto da Torre. O ciclista galego assumiu a camisola amarela depois de repetir o triunfo de 2015. A Glassdrive-Q8-Anicolor foi a grande derrotada do dia. O dia começou com a estreia da vila de Mação a receber a Volta a Portugal. A etapa começou rápida com várias equipas a querer entrar na fuga. Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Rafael Silva (Efapel Cycling), Afonso Silva (Kelly-Simoldes-UDO), Diogo Narciso (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) e o camisola amarela João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) foram os cinco homens que conseguiram distanciar-se do pelotão. Delio Fernandez - Créditos Imagem: Clube Ciclismo de Tavira Com o camisola amarela na fuga, coube à equipa da Glassdrive-Q8-Anicolor assumir o comando do pelotão. Os escapados nunca obtiveram grande vantagem e o pelotão entrou compacto na Covilhã. Mauricio Moreira, vencedor da Volta no ano passado, ficou logo nas primeiras rampas da subida à Torre. Frederico Figueiro, Artem Nych e James Whelan tentaram várias vezes isolar-se mas sempre sem sucesso. A mais ou menos 14 quilómetros do fim Delio Fernandez, Jesus Del Pino (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Txomin Juaristi (Euskaltel-Euskadi) e Colin Stussi (Team Voralberg) conseguiram destacar-se e jogaram entre si o triunfo nos últimos quilómetros. No final o ciclista da AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense foi o mais forte e venceu etapa assumindo a liderança da classificação geral. O galego lidera também a classificação da montanha. Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) manteve a liderança dos pontos e Afonso Eulálio (ABTF-Betão-Feirense) ascendeu à liderança da juventude. Classificação da etapa: PosCorredorEquipaTempo1FERNANDEZ DelioAP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense05:21:592STÜSSI ColinTeam Vorarlberg+ 063JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 194DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 335CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 366ITURRIA MikelEuskaltel-Euskadi+ 547CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 578ARDILA CamiloBurgos-BH+ 01:029FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 01:1110CABEDO OscarTeam Vorarlberg+ 01:23Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: POSCORREDOREQUIPATEMPO1FERNANDEZ DelioAP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense23:41:172STÜSSI ColinTeam Vorarlberg+ 053JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 104CASIMIRO HenriqueEfapel Cycling+ 415DEL PINO JesusAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 01:026ITURRIA MikelEuskaltel-Euskadi+ 01:057CARVALHO AntonioABTF Betão - Feirense+ 01:068ARDILA CamiloBurgos-BH+ 01:129FIGUEIREDO FredericoGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 01:2210LEAÇA GonçaloCredibom / LA Alumínios / Marcos Car+ 01:30Créditos Imagem: Firstcycling Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e com as antevisões, resumos e classificações em Topcycling.pt. ### Volta a Portugal Etapa 5 - Antevisão Começam as decisões na Volta a Portugal. A subida à Torre vai ser o primeiro palco da luta pela classificação geral. Espera-se fogo de artifício na ascensão ao ponto mais alto de Portugal continental. O percurso A vila de Mação recebe a partida de uma das etapas mais icónicas da Volta a Portugal. Um constante sobe desce espera os ciclistas até à entrada na Covilhã onde a partir daí, é sempre a subir. Uma etapa que não deixa de ser bastante longa, com 184,3 quilómetros. Antes do pelotão enfrentar a única subida de categoria especial serão ultrapassadas as metas volante no Sardoal (km 20,7), em Oleiros (km 85,9) e na Covilhã (km 164,1). Para além da contagem de montanha coincidente com a meta, o percurso terá uma contagem de quarta categoria ao quilómetro 97,1 e uma contagem de terceira ao quilómetros 109,1 em Orvalho. Perfil da Etapa 5 - Créditos Imagem: Volta a Portugal. Os favoritos Desde logo será bastante interessante saber qual vai ser a composição da fuga. Que equipas e elementos vão estar representados e a partir desse momento como irá ser o desenrolar da etapa. A Glassdrive/Q8/Anicolor tem o vencedor do ano passado e muito provavelmente, a equipa mais forte em competição. Mauricio Moreira venceu no Alto da Torre em 2022 e tem que ser visto como o maior favorito a voltar a fazê-lo. Frederico Figueiredo é, para muitos, o melhor trepador a correr em Portugal e como tal, um dos favoritos a vencer hoje. Artem Nych e James Whelan são outros dois homens fortes da equipa. Vitória de Mauricio Moreira no Alto da Torre na Volta a Portugal 2022 - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo A oposição virá de homens como Luís Fernandes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) que sempre faz uma boa etapa no alto da Torre. Na Efapel Cycling Henrique Casemiro e Emanuel Duarte devem ser os homens mais protegidos, mas também Tiago Antunes. Expectativa para ver António Carvalho e Afonso Eulálio da ABTF-Betão-Feirense, assim como Jesus Del Pino e Carlos Oyarzun, da Aviludo-Louletano-Loulé Concelho. Adrián Bustamante, Luís Gomes e Hélder Gonçalves da Kelly-Simoldes-UDO e Delio Fernandez (AP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense) são outros dos favoritos. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de ciclismo Nas equipas estrangeiras podemos destacar Luis Ángel Maté (Euskaltel-Euskadi) e o colombiano Andrés Camilo Ardila da Burgos-BH. Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e em Topcycling.pt com os resumos, classificações e antevisões diários. ### Volta a Portugal - Etapa 4 Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) venceu em Castelo Branco. O sprinter checo conseguiu interromper a senda de vitórias da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. João Matias chegou no terceiro lugar e com as bonificações ascendeu ao primeiro lugar da classificação geral. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Estremoz recebeu a partida da quarta etapa da Volta a Portugal. O calor alentejano fazia-se sentir mas nem por isso limitou as pretensões dos ciclistas para esta etapa. O pelotão saiu rápido a cidade alentejana. Foram percorridos 45 quilómetros na primeira hora de corrida. Foram quatro os homens que se conseguiram isolar do pelotão: João Macedo (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), Raul Rota (Rádio Popular-Paredes-Boavista), Yanne Dornenbos (Equipo Kern Pharma) e Unai Iribar (Euskaltel-Euskadi). O pelotão era comandado pela Tavfer-Ovos Matinado-Mortágua que procurava mais uma vitória. A fuga valeu principalmente a João Macedo que no final do dia envergou a camisola de líder da montanha. João Macedo na fuga do dia - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Depois de alcançada a fuga do dia houve vários ataques mas sem qualquer sucesso. Em Castelo Branco impôs-se ao sprint o checo Daniel Babor da Caja Rural-Seguros Rga. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) foi terceiro e subiu à liderança da classificação geral, em véspera da subida à Torre. O ciclista checo é agora líder da classificação por pontos, enquanto que Pablo García (Bai-Sicasal-Petro Luanda). Classificação da etapa: POSCORREDOREQUIPATEMPO1BABOR DanielCaja Rural-Seguros RGA04:36:362LOPEZ DE ABETXUKO AndoniEuskaltel-Euskadi+ 003MATIAS JoaoTavfer - Ovos Matinados - Mortágua+ 004STÜSSI ColinTeam Vorarlberg+ 005GOMES LuísKelly - Simoldes - UDO+ 006NUNES HugoRadio Popular - Paredes - Boavista+ 007MENDONÇA LuisGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 008PELEGRÍ ÓscarBurgos-BH+ 009FERNANDEZ DelioAP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense+ 0010BOUVIER LéoBIKE AID+ 00Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: POSCORREDOREQUIPATEMPO1MATIAS JoaoTavfer - Ovos Matinados - Mortágua18:19:072REIS RafaelGlassdrive - Q8 - Anicolor+ 023MEILER LukasTeam Vorarlberg+ 064Juaristi TxominEuskaltel-Euskadi"5MOREIRA MauricioGlassdrive - Q8 - Anicolor+ 076ANTUNES TiagoEfapel Cycling+ 097VERMEULEN MoranTeam Vorarlberg+ 108LOPEZ DE ABETXUKO AndoniEuskaltel-Euskadi+ 119PELEGRÍ ÓscarBurgos-BH"10DUARTE EmanuelEfapel Cycling+ 12Créditos Imagem: Firstcycling Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e em Topcycling.pt com os resumos, as classificações e as antevisões diárias. ### Volta a Portugal Etapa 4- Antevisão Quinto dia de Volta a Portugal e mais uma longa tirada. Estremoz recebe a caravana da Volta em mais um dia onde se espera mais uma chegada ao sprint e muito calor. O percurso Um dia sem grandes dificuldades montanhosas e a típica chegada a Castelo Branco. Pelo caminho três metas volantes em Alter do Chão, Portalegre e Vila Velha de Rodão. As contagens de montanha em Monte Paleiros, na Serra de São Miguel e no Retaxo podem dar alguma animação à corrida. Perfil Etapa 4 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua está em altas e os seus dois sprinters são os máximos favoritos a voltar a vencer. João Matias ou Leangel Linarez? Cabe a Gustavo Veloso decidir qual. Os adversários prometem não facilitar e podemos apontar como principais rivais Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga), Miguel Ángel Fernández (Burgos-BH), Tomas Contte e César Martingil (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) e Rafael Silva (Efapel Cycling), Luís Mendonça (Glassdrive/Q8/Anicolor), Francisco Campos (Bai-Sicasal-Petro de Luanda) e Andóni Lopez (Euskaltel-Euskadi). Vitória de João Matias em Castelo Branco na Volta a Portugal do ano passado - Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Pode acompanhar a corrida na RTP1 e aqui, no Topcycling.pt com as antevisões e os resumos diários. ### Volta a Portugal - Etapa 3 Hat-trick da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua na Volta a Portugal. João Matias venceu a etapa número três na chegada a Loulé. Rafael Reis (Glassdrive/Q8/Anicolor) retomou a liderança na classificação geral. O dia começou junto à costa, em Sines no Alentejo. O pelotão preparava-se para enfrentar a etapa mais longa desta edição da Volta a Portugal. Cerca de 190 quilómetros e muito calor aguardavam a caravana até à chegada na Avenida José da Costa Mealha em Loulé. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Dado o tiro de partida para a etapa, a fuga formou-se com alguma facilidade. Nuno Meireles (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), Wesley Mol (Bike Aid) e Lars Quaedvlieg (Universe Cycling Team) ganharam vantagem sem qualquer oposição do pelotão. A fuga chegou a estar a cima dos 10 minutos de vantagem mas a Caja Rural-Seguros Rga tinha outras ideias e assumiu o comando do pelotão. Na última contagem de montanha na Cruz da Assumada Nuno Meireles ainda tentou resistir mas acabou por ser absorvido pelo grupo principal. Na chegada a Loulé com Leangel Linarez a ter ficado para trás na última contagem de montanha, João Matias assumiu a batuta da sua equipa e não falhou. Terceira vitória da equipa comandada por Gustavo Veloso nesta edição da Volta a Portugal. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Rafael Reis voltou à liderança da classificação geral, agora com João Matias logo de seguida. Leangel Linarez é o líder da regularidade, Luis Ángel Maté (Euskaltel-Euskadi) da montanha e Pablo Garcia (Bai-Sicasal-Petro Luanda) da juventude. Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 e em Topcycling.pt com os resumos, classificações e anteviões. ### Campeonato do Mundo de XCO - Resumo e resultados Decorreu hoje em Glentress na Escócia o Campeonato do Mundo de Elites XCO, corridas das categorias feminina e masculina. Corrida feminina Pauline Ferrand Prevot deixa cada vez mais vincada a sua marca na história da modalidade, ao garantir duas vitórias consecutivas no Campeonato do Mundo. A atleta francesa começou a corrida com uma partida menos bem conseguida mas rapidamente chegou à frente da corrida, alcançando a sua compatriota Loana Lecomte ainda na primeira volta. Depois de se sagrar novamente Campeã do Mundo de XCC na passada quinta-feira, Pauline Ferrand Prevot apresentou-se num momento de forma tremendo e quando colocou mais uma mudança para ir embora, Loana Lecomte não teve capacidade para seguir Prevot, que acabaria por ganhar tempo volta após volta até cruzar a meta isolada, colocando mais de um minuto de diferença para a segunda classificada. Loana Lecomte garantiu a medalha de prata, fazendo uma corrida sem falhas, mas sem ter a capacidade de acompanhar o ritmo de Pauline Ferrand Prevot. O que acabou por animar mais a corrida foi a luta pela posição da medalha de bronze, onde vimos potenciais 3º lugares de Puck Pieterse, Mona Mitterwallner, Alessandra Keller e Evie Richards à medida que as volta iam passsando. A última volta deixaria tudo nas mãos de Puck Pieterse e Mona Mitterwallner, sendo que a neerlandesa campeã da Europa Puck Pieterse acabaria por levar a melhor sobre a austríaca, conseguindo assim a medalha de prata. De assinalar ainda o resultado de Raquel Queirós, a única representante nacional nesta corrida terminou na 46.ª posição. TOP 10 final POS.NOMETIME01FERRAND-PREVOT Pauline 01:24:1402LECOMTE Loana + 01:1403PIETERSE Puck + 01:2704MITTERWALLNER Mona + 01:3105KELLER Alessandra + 02:2306RICHARDS Evie + 02:3907BERTA Martina + 04:1008GIBSON Gwendalyn + 04:1709NEFF Jolanda + 04:2210BLUNK Savilia + 05:00 Corrida masculina Era grande a expectativa com que se aguardava a corrida masculina, que tinha entre os favoritos à vitória Mathieu van der Poel, Tom Pidcock e Nino Schurter, com o extra de interesse pela participação também de Peter Sagan. Tom Pidcock tornou-se o primeiro britânico a vencer o Campeonato do Mundo de de XCO Elite, tendo dominado a corrida, apesar da sua saída numa linha ligeiramente mais atrasada. Ainda assim, o britânico aproveitou a posição de partida que foi ligeiramente melhorada pelas regras polémicas da UCI, que acabaria por beneficiar alguns atletas que não tinham um ranking tão alto na modalidade de XCO. Sam Gaze também veio de uma posição do meio da grelha de partida e acaba por fazer uma corrida tremenda, após revalidar o título mundial no XCC na passada quinta-feira. O neozelandês cjegou mesmo a acreditar que poderia lutar pelo ouro, mas a corrida acabaria por terminar e Gaze garantiu a medalha de prata.  Nino Schurter correu para vencer, colocou ritmo forte no início da corrida para tentar evitar que Pidcock e outros conseguissem chegar à frente, mas acabou por não ter a capacidade para seguir o ritmo de Pidcock e conseguir o seu 11º título mundial, ainda assim deixa a Escócia com a medalha de bronze e um desempenho assinalável. Mathieu Van Der Poel teve uma queda logo na Start Loop, queda essa que ditou mesmo o abandono do neerlandês naquele que era o seu retorno ao XC após dois anos de ausência. O sonho do triplo Campeonato do Mundo no mesmo ano ficou desfeito logo na primeira volta. Top 10 final POS.NOMETEMPO01PIDCOCK Tom 01:22:0902GAZE Samuel + 1903SCHURTER Nino + 3404KORETZKY Victor + 4305DASCALU Vlad + 5406HATHERLY Alan + 01:0707BRAIDOT Luca + 01:4108FORSTER Lars + 01:4509SCHWARZBAUER Luca + 01:5210COOPER Anton + 01:53 ### Não chores António Morgado! Portugal é prata no Mundial António Morgado repete em sub-23 a prata de 2022 em juniores. Segunda medalha para Portugal no Mundial de ciclismo após o ouro de Iúri Leitão na pista. As lágrimas de hoje serão sorrisos amanhã. Enquanto escrevo este texto ainda tremo pela emoção que é narrar uma corrida do Campeonato do Mundo como a dos sub-23… uma espécie de déjà vu face à prova dos juniores do passado Mundial. O denominador comum nestes eventos é António Morgado, rapaz tranquilo de 19 anos, natural de Salir do Porto, Caldas da Rainha. Portugal tem um talento especial, mas ser vice-campeão mundial em épocas consecutivas e categorias diferentes é incrível! Na madrugada de Wollongong, em 2022, a decisão foi ao sprint frente ao alemão Emil Herzog. Derrota dura perante um rival mais pesado e que embalou bem para o sprint em descida. Menos de um ano depois, em Glasgow, o ouro fugiu por dois segundos para o francês Axel Laurance, fugitivo do dia. “Percebi que a fuga possivelmente ia ganhar se não saíssemos do pelotão. Apercebi-me da movimentação do corredor da Eslováquia, que me parecia o mais forte de todos, e fui com ele, porque sabia que só indo num grupo pequeno seria possível discutir a corrida. Falhei dois abastecimentos e ia cheio de câibras na última volta. É um grande resultado para o primeiro ano, estou super feliz, mas gostava de ter conseguido a medalha de ouro”, Results powered by FirstCycling.com Chapeau Axel Laurance! O ciclista da Alpecin-Deceuninck fez por merecer. Meteu-se na fuga do dia, andou quase 100km com um grupo de oito atletas e a 27km do final arrancou sozinho. Mal sabia Axel Laurance que só ia parar na meta para vestir o arco-íris, mais um para a equipa neerlandesa que ganhou em elites com Mathieu van der Poel e ainda conseguiu dois bronzes no contrarrelógio feminino (tanto em elites como em sub-23). A imagem do dia foi protagonizada pelo francês: logo após cruzar a linha de meta Axel Laurance apoiou-se sobre a bicicleta e vomitou… o corpo há muito ia além dos limites. Chapeau Axel Laurance! Custa sempre perder, mas para um atleta que fez uma exibição épica custa menos. A França não vencia o título mundial em sub-23 desde Benoit Cosnefroy em 2017. O bronze foi para o eslovaco Martin Svrcek, que com António Morgado foi o único capaz de saltar do pelotão dos favoritos para lutar pelas medalhas com os fugitivos. A prova foi dura: 68,3km até ao circuito de Glasgow ao qual os sub-23 deram sete voltas; um total de 168,4km e 2436m de acumulado em ruas de perfil técnico. António Morgado acabou a prova inconsolável apesar de felicitado pelos auxiliares da seleção nacional. Próxima paragem é o Tour de l’Avenir O que se segue na temporada de António Morgado? A próxima paragem é o Tour de l’Avenir (Volta a França do Futuro), que se inicia no último dia da Volta a Portugal, a 20 de agosto. Em entrevista ao TopCycling por altura do Giro sub-23 António Morgado admitiu que o Tour de l'Avenir era um dos principais objetivos da temporada, mesmo sendo ele sub-23 de primeiro ano. “Tinha metido esta corrida [Giro] como um dos objetivos do ano, queria vir discutir a vitória, embora o Tour de l’Avenir seja o objetivo do ano porque quero ir discutir. No Giro fica sempre aquele sabor amargo porque queria correr para ganhar, mas sei que não tenho a capacidade física.” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal Etapa 3 - Antevisão A Volta a Portugal regressa ao Algarve cinco anos depois. Loulé recebe a chegada do quarto dia da Grandíssima. A terceira parte junto à costa, em Sines e atravessa o Alentejo até chegar à Avenida José da Costa Mealha, no centro de Loulé. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso Mais um dia longo para os ciclistas desta Volta a Portugal. Praticamente 192 quilómetros para percorrer pelo o sul do país. A partida será em Sines e o pelotão irá percorrer cerca de 140 quilómetros até chegar ao Algarve. Pelo caminho três metas volantes em Odemira (km 54,6), Ourique (km 102,7) e Almodôvar (km 131,3). A entrada na região mais a sul de Portugal faz-se pela serra do Caldeirão, com a passagem na contagem de montanha do Pico do Mú (4ª categoria) e a descida do mítico alto do Malhão. Na aproximação a Loulé e com um constante sobe e desce, está colocada a última dificuldade do dia. O alto da Cruz da Assumada (4ª categoria) costuma ser decisiva na Volta ao Concelho de Loulé de Juniores e neste caso, pode servir para eliminar alguns dos sprinters. Perfil etapa 3 - Créditos Volta a Portugal Os favoritos Mais um dia de provável sprint, o que indica que os favoritos serão os mesmos protagonistas dos últimos dias. Os já vencedores de etapa Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua). Especial destaque para Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho). Contte vive na cidade da sua equipa enquanto está na Europa e o conhecimento da chegada pode ser um grande ponto a favor do argentino. Créditos Imagem: Volta a Portigal Os restantes nomes para esta etapa são Francisco Campos (Bai-Sicasal-Petro de Luanda), Luís Gomes (Kelly/Simoldes/UDO), Rafael Silva (Efapel Cycling) e Santiago Mesa (ABTF Betão-Feirense). Nas equipas estrangeiras Miguel Ángel Fernández (Burgos-BH), Andoni Abetxuko (Euskaltel-Euskadi), Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) e Léo Bouvier (Bike-Aid) serão os homens a ter em conta. Pode acompanhar a etapa na RTP1 e na Topcycling.pt com antevisões, resumos e classificações. ### Volta a Portugal - Etapa 2 Na segunda etapa em linha na Volta a Portugal o pelotão percorreu 177 quilómetros pela zona do Ribatejo, tendo saído de Abrantes com destino a Vila Franca de Xira onde era esperada uma chegada ao sprint. Os prémios de montanha no alto da Agruela (quarta categoria) e Carvalha (terceira categoria) foram as maiores dificuldades do dia (além do calor), tendo havido algumas fugas que acabaram por não vingar pois o pelotão nunca deu muitas tréguas. Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) foi o mais rápido no sprint que decidiu a segunda etapa em linha da Volta a Portugal Continente, em Vila Franca de Xira, festejando pelo segundo dia consecutivo, tendo um prémio extra, pois o triunfo permitiu ainda ao ciclista venezuelano assumir a camisola amarela. TOP 10 da etapa POS.NOMEEQUIPATEMPO1 LINAREZ Leangel RubénTavfer-Ovos Matinados-Mortágua4:16:322 FERNÁNDEZ Miguel ÁngelBurgos-BH,,3 BABOR DanielCaja Rural - Seguros RGA,,4 MARTINGIL CésarAviludo - Louletano - Loulé Concelho,,5 LÓPEZ DE ABETXUKO AndoniEuskaltel - Euskadi,,6 MENDONÇA LuísGlassdrive Q8 Anicolor,,7 BOUVIER LéoBIKE AID,,8 SALGUEIRO CarlosAPHotels and Resorts - Tavira,,9 RÜEGG LukasTeam Vorarlberg,,10 CAMPOS FranciscoBAI - Sicasal - Petro de Luanda,, TOP 10 classificação geral POS.NOMEEQUIPATEMPO1 LINAREZ Leangel RubénTavfer-Ovos Matinados-Mortágua8:53:222 BABOR DanielCaja Rural - Seguros RGA0:073 REIS RafaelGlassdrive Q8 Anicolor0:104 MEILER LukasTeam Vorarlberg0:145 JUARISTI TxominEuskaltel - Euskadi,,6 MOREIRA MauricioGlassdrive Q8 Anicolor0:157 MARTINGIL CésarAviludo - Louletano - Loulé Concelho0:168 ELOSEGUI IñigoEquipo Kern Pharma0:179 ANTUNES TiagoEfapel Cycling,,10 VERMEULEN MoranTeam Vorarlberg0:18 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nelson Oliveira consegue 6.º posto no Campeonato do Mundo de contrarrelógio Nelson Oliveira conseguiu hoje, mais uma vez, um tremendo resultado nos campeonatos do Mundo de Contrarrelógio, ao ser o sexto mais rápido nos 47,8 quilómetros em Stirling, Escócia, enquanto João Almeida foi 24.º O belga Remco Evenepoel, sagrou-se Campeão do Mundo, percorrendo a distância em 55.19 minutos, o italiano Filippo Ganna foi segundo e o britânico Joshua Tarling terceiro. De assinalar que o contrarrelógio de Glasgow 2023 assegura a cada país representado no top 10 final uma segunda vaga a somar às que os países já terão por via do ranking de qualificação relativo às corridas de fundo, em Paris2024, pelo que o resultado de Nelson Oliveira ganha ainda maior destaque. TOP 10 final POSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco - Bélgica55:1902GANNA Filippo - Itália+ 1203TARLING Joshua Grã-Bretanha+ 4804MCNULTY Brandon - EUA+ 01:2705VAN AERT Wout - Bélgica+ 01:3706OLIVEIRA Nelson - Portugal+ 01:5207DENNIS Rohan - Austrália+ 01:5308CATTANEO Mattia - Itália+ 01:5709BJERG Mikkel - Dinamarca+ 01:5910THOMAS Geraint - Grã-Bretanha+ 02:04 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal Etapa 2 - Antevisão A segunda etapa em linha da Volta a Portugal será mais uma longa tirada de quase 180 quilómetros. Espera-se uma chegada em pelotão compacto e o calor irá ser o maior adversário dos ciclistas. Abrantes recebe a caravana para logo a ver partir em direção a Vila Franca de Xira. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso O Ribatejo é o palco da segunda etapa da Volta a Portugal. Vila Franca de Xira será o destino do pelotão após terem sido cumpridos os 177,3 quilómetros. O início em Abrantes será bastante plano mas terá alguns pontos quentes para animar a corrida. Três metas volantes em Torres Novas, Cartaxo e Arruda dos Vinhos ao quilómetro 31,6, 89,4 e 134,4, respetivamente. O alto da Agruela (quarta categoria) e a Carvalha (terceira categoria) serão as maiores dificuldades numa etapa onde a maior dificuldade serão as altas temperaturas. Perfil etapa 2 - Créditos Imagem: Volta a Portugal Os favoritos Depois da vitória primeira etapa, Leangel Linarez tem que ser apontado como o maior favorito. O percurso é bastante favorável ao sprinter venezuelano e a possibilidade de chegar à camisola amarela será uma grande motivação. O possante sprinter da Caja Rural-Seguros Rga, Daniel Babor foi segundo em Ourém e espera vingar-se em Vila Franca de Xira. Miguel Ángel Fernández (Burgos-BH) esteve perto ontem, mas vê no dia de hoje uma oportunidade mais favorável para as suas características. Santiago Mesa (ABTF-Betão-Feirense), Tomas Contte e César Martingil (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) e Rafael Silva (Efapel Cycling) serão outros homens com a vitória na mira. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Pode acompanhar a corrida na RTP1 e aqui, no Topcycling.pt com as antevisões e os resumos diários. ### Volta a Portugal - Etapa 1 Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) venceu a primeira etapa da Volta a Portugal. A ligação entre Anadia e Ourém foi decidida ao sprint onde o venezuelano foi o mais rápido. Rafael Reis (Glassdrive/Q8/Anicolor) manteve a camisola amarela. Créditos Imagem: Glassdrive/Q8/Anicolor O dia começou bastante animado com várias tentativas de fuga. O interesse nas bonificações era iminente mas foram dois homens da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car que conseguiram passar na frente na primeira meta volante em Vila Nova de Poiares. João Macedo e Diogo Narciso foram os protagonistas do dia de hoje. Chegaram a ter a companhia de um ciclista da Bike Aid mas durante escassos quilómetros. João Macedo foi quem mais resistiu ao pelotão e Diogo Narciso conseguiu ser o primeiro líder da montanha. Créditos Imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Na entrada dos quilómetros finais a corrida animou, como se podia prever pelas diferenças tão escassas após o prólogo. Na contagem de montanha em Fátima ao quilómetro 175,5 houve várias movimentações. Cesar Fonte (Rádio Popular-Paredes-Boavista) foi quem mais vantagem conseguiu, mas na descida o pelotão acelarou e alcançou o ciclista de Viana do Castelo. Pelotão compacto e chegada ao sprint em Ourém. Leangel Linarez impôs-se a dois ciclistas da Caja Rural-Seguros Rga, Daniel Babor e Tomas Barta. Rafael Reis conseguiu alguns segundos de bonificação durante a etapa e manteve a liderança. O sprinter venezuelano é agora, o mais direto perseguidor com o mesmo tempo do ciclista da Glassdrive/Q8/Anicolor. Daniel Dias (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) segue na liderança da juventude. Classificação da etapa: POSCORREDOREQUIPATEMPO1LINAREZ LeangelTavfer - Ovos Matinados - Mortágua04:33:042BABOR DanielCaja Rural-Seguros RGA+ 003BARTA TomasCaja Rural-Seguros RGA+ 004FERNANDEZ Miguel AngelBurgos-BH+ 005CAMPOS FranciscoBAI Sicasal Petro de Luanda+ 006SILVA RafaelEfapel Cycling+ 007BUSTAMANTE AdriánKelly - Simoldes - UDO+ 008NUNES HugoRadio Popular - Paredes - Boavista+ 009MENDONÇA LuisGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 0010SOUSA JoseKelly - Simoldes - UDO+ 00Créditos Imagem: Firstcycling Classificação geral: POSCORREDOREQUIPATEMPO1REIS RafaelGlassdrive / Q8 / Anicolor00:03:582JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 023MOREIRA MauricioGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 034MARTINGIL CesarAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 045ELOSEGUI IñigoEquipo Kern Pharma+ 056ANTUNES TiagoEfapel Cycling+ 057MEILER LukasTeam Vorarlberg+ 058BABOR DanielCaja Rural-Seguros RGA+ 059VERMEULEN MoranTeam Vorarlberg+ 0610SOTO AntonioEuskaltel-Euskadi+ 06Créditos Imagem: Firstcycling Pode acompanhar a corrida na RTP1 e em Topcycling.pt com as antevisões, os resumos e as classificações. ### NOVA Trek Supercaliber - segunda geração surge com mais curso e geometria atualizada A Trek não perdeu tempo e reagiu rápido aos mais recentes lançamentos da concorrência, escolhendo a altura dos Campeonatos do Mundo de XC para a apresentar a nova geração da Trek Supercaliber. A nova Supercaliber apresenta mais curso dianteiro e traseiro, uma geometria atualizada e duas diferentes aplicações de carbono para os ciclistas que querem a bicicleta de competição mais leve possível. Atualizações importantes A segunda geração da Supercaliber foi completamente redesenhada para maior eficácia sem sacrificar a velocidade. Na dianteira a suspensão foi aumentada para 110 mm, enquanto o IsoStrut traseiro foi atualizado e aumentou para 80 mm. A nova geometria posiciona os ciclistas mais à frente nas subidas, aumentando também o controlo nos terrenos mais exigentes que existem nos percursos modernos de cross-country, o ângulo da caixa de direção passa dos anteriores 69º para 67,5.º, o que faz enorme diferença na hora de atacar os drops e descidas mais exigentes. Dois tipos de carbono à escolha Os ciclistas passam também ter a possibilidade de escolher duas diferentes aplicações de carbono, a Supercaliber SL que é uma bicicleta leve e capaz, mas também a mais leve Supercaliber SLR que utiliza um carbono ainda mais leve para quem procura atingir desempenhos dignos da Taça do Mundo. Trek Supercaliber SL O modelo SLR reduz o peso ao excluir os tubos de guia para a passagem interna de cabos e ao optar por uma aplicação de carbono de módulo superior que iguala a rigidez da Supercaliber SL ao passo que reduz o material. Trek Supercaliber SLR Tecnologia IsoStrut mais fácil de afinar A nova Supercaliber utiliza a tecnologia IsoStrut da Trek mas atualizada com o RockShox SIDLuxe. O novo IsoStrut continua a oferecer a mesma eficiência de uma hardtail e o mesmo amortecimento da suspensão que a versão anterior, mas a afinação é mais fácil do que nunca com os indicadores de SAG gravados a laser e o botão rotativo do retorno numerado. Já em ação nos Campeonatos do Mundo Os ciclistas profissionais da Trek Factory Racing irão colocar à prova a nova Supercaliber já durante o fim-de-semana de 12 de agosto, durante os Campeonatos do Mundo em Glentress Forest, Escócia. A nova geração da Supercaliber está agora disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. Pode ver as várias gamas, cores, disponibilidade e preços clicando AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta a Portugal Etapa 1 - Antevisão A primeira etapa em linha da Volta a Portugal vai ligar Anadia a Ourém. Serão 188,5 quilómetros com três prémios de montanha e três metas volantes pelo interior de Portugal. Espera-se uma chegada ao sprint mas a contagem de terceira categoria em Fátima a 13 quilómetros do fim pode trazer um desfecho diferente. Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso O epicentro do ciclismo em Portugal recebe a partida da primeira jornada em linha da Volta a Portugal. Os ciclistas vão partir do Velódromo de Sangalhos para completarem quase 190 quilómetros. A etapa apesar de não ter grandes dificuldades, é de sobe e desce constante. O pelotão sai de Anadia em direção à Serra do Buçaco (km 23,6) onde está colocado primeiro prémio de montanha. Depois seguem-se as metas volantes de Vila Nova de Poiares (km 49,1), Ferreira do Zêzere (km 124,5) e Tomar (km147,5). Com a entrada nos 30 quilómetros finais as contagens de montanha em Alburitel (km 159,2) e Fátima (km175,5) prometem animar a corrida e podem eliminar alguns dos homens mais rápidos. De referir que há bonificações de 3, 2 e 1 segundos nas metas volantes e 10, 6 e 4 segundos na meta. Perfil Etapa 1 - Créditos: Volta a Portugal Os favoritos Esta etapa é uma oportunidade para os que ficaram a poucos segundos no prólogo, tentarem chegar à camisola amarela. Com a última dificuldade em Fátima a 13 quilómetros da meta, é expectável que alguns dos sprinters sejam deixados para trás. Nesse aspeto o favoritismo vai para os ciclistas que sejam rápidos mas que conseguiam superar as dificuldades como Tomas Contte (Aviludo-Louletano), Francisco Campos (Bai-Sicasal-Petro de Luanda), Luís Gomes (Kelly/Simoldes/UDO) e Rafael Silva (Efapel Cycling). Leangel Linarez e João Matias (Tavfer/Ovos Matinados/Mortágua) são dois grandes candidatos a vencer, principalmente o português porque terá mais facilidade em passar as últimas dificuldades que o venezuelano. Santiago Mesa (ABTF Betão-Feirense) já venceu por mais que uma vez esta temporada e em caso de sprint massivo, o colombiano é muito rápido. Créditos: Volta a Portugal Nas equipas estrangeiras Miguel Ángel Fernández (Burgos-BH), Antonio Soto (Euskaltel-Euskadi),Yanne Dorenbos (Kern-Pharma), Daniel Babor (Caja Rural-Seguros Rga) e Léo Bouvier (Bike-Aid) serão os homens a ter em conta. Pode acompanhar a corrida a partir de amanhã na RTP1 e aqui, no Topcycling.pt com as antevisões e os resumos diários. ### Volta a Portugal 2023 - Prólogo Rafael Reis confirma o favoritismo e é o primeiro camisola amarela desta edição da Volta a Portugal. O espanhol Txomin Juaristi (Euskaltel-Euskadi) foi quem mais se aproximou, mas o português foi o único ciclista a baixar dos quatro minutos. Viseu recebeu o prólogo que deu início à Volta a Portugal 2023. A tarde começou logo com um grande registo de César Martingil (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho) que se manteve durante muito tempo. Com o avançar da tarde chegou Txomin Juaristi que colocou a fasquia nos quatro minutos certos. E foi preciso esperar pelo último corredor a partir para que alguém batesse o tempo do ciclista basco. Rafael Reis (Glassdrive/Q8/Anicolor) fez o que tem vindo a fazer nos últimos dois anos. Voou nos 3,6 quilómetros e venceu pela terceira vez consecutiva o prólogo inicial da Volta a Portugal. Três minutos e cinquenta e oito segundos, uma média superior a 54 quilómetros por hora. Daniel Dias (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) é o líder da juventude. Classificação do Prólogo e classificação geral: POSCORREDOREQUIPATEMPO1REIS RafaelGlassdrive / Q8 / Anicolor00:03:582JUARISTI TxominEuskaltel-Euskadi+ 023MOREIRA MauricioGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 034MARTINGIL CesarAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 045ELOSEGUI IñigoEquipo Kern Pharma+ 056ANTUNES TiagoEfapel Cycling+ 057MEILER LukasTeam Vorarlberg+ 058BABOR DanielCaja Rural-Seguros RGA+ 059VERMEULEN MoranTeam Vorarlberg+ 0610SOTO AntonioEuskaltel-Euskadi+ 06Classificação Geral e da etapa - Créditos Firstcycling O vencedor da volta no ano passado, Mauricio Moreira, colega de equipa do vencedor, foi o melhor dos favoritos à vitória na Grandíssima. Amanhã espera-se uma chegada ao sprint na ligação entre Anadia e Ourém. Pode acompanhar a Volta a Portugal na RTP1 no Topcycling.pt com antevisões, resumos e classificações. ### Prólogo Volta a Portugal - Antevisão A Volta a Portugal tem o seu início em Viseu. O prólogo de 3,6 quilómetros vai definir o primeiro camisola amarela da 84ª edição da Grandíssima. À semelhança dos últimos anos, a Volta a Portugal inicia-se com um contrarrelógio individual. A cidade de Viriato será o palco das primeiras emoções da Volta. Lisboa tem dado o tiro de partida nos últimos anos, mas as Jornadas Mundiais da Juventude levaram o início da competição para a capital da Beira Alta. Chegada a Viseu na Volta a Portugal do ano passado - Créditos Federação Portuguesa de Ciclismo O percurso Os 3,6 quilómetros com partida e chegada na Avenida da Europa que abrem a Grandíssima 2023 não apresentam grandes dificuldades. Apesar das várias rotundas que se vão ultrapassando ao longo do percurso, o prólogo não aparenta ser muito técnico tendo apenas três viragens mais pronunciadas. O terreno é bastante plano o que permitirá aos corredores atingir grandes velocidades. O tempo do vencedor irá rondar os quatro minutos e meio, o que permitirá aos sprinters e a corredores mais explosivos intrometer-se na luta pela vitória. Perfil Prólogo de Viseu - Créditos Volta a Portugal Os favoritos A Glassdrive/Q8/Anicolor tem dominado os contrarrelógios em Portugal. O campeão em título, Mauricio Moreira parte como maior favorito, depois de ter vencido o Troféu Joaquim Agostinho e o prólogo que abriu essa mesma competição. O ex-campeão nacional, Rafael Reis é também um grande candidato a vestir a camisola amarela, assim como Luís Mendonça que pela duração do esforço poderá marcar um dos melhores tempos. Artem Nych e James Whelan são outros dois corredores que já deram mostras que podem derrotar os melhores. Rafael Reis - Créditos Federação Portuguesa de Ciclismo A Efapel Cycling parece ser quem mais pode fazer frente à equipa vencedora da edição transata. Desde logo com Tiago Antunes que foi terceiro no prólogo do Troféu Joaquim Agostinho e que parece vir em crescendo esta temporada. O russo Aleksandr Grigorev é outro ciclista que irá rodar muito rápido. Dentro das restantes equipas portuguesas Afonso Eulálio e António Carvalho (ABTF Betão-Feirense), João Matias (Tavfer/Ovos Matinados/Mortágua), Carlos Oyarzun (Aviludo-Louletano) e Carlos Salgueiro (AP Hotels&Resorts/Tavira/SC Farense) serão outros homens a ter em conta. Tiago Antunes - Créditos Efapel Cycling Nas equipas estrangeiras os holandeses da Universe Cycling Team devem ter bastantes expectativas nesta etapa, assim como António Soto da Euskaltel-Euskadi. Pode acompanhar a corrida a partir de amanhã na RTP1 e aqui, no Topcycling.pt com as antevisões e os resumos diários ### Quadros S-Works Project Black LTD disponíveis ao público pela primeira vez Os quadros S-Works Project Black LTD são normalmente reservados para apenas alguns dos melhores ciclistas do mundo, quando a marca está no processo de desenvolvimento das bicicletas, os S-Works Project Black LTD nunca são colocados à venda ao público. Explicam os responsáveis da marca: "A Specialized conta com o feedback de atletas profissionais no desenvolvimento e teste de produtos de pré-produção avançados em aplicações do mundo real. Com este feedback de alto nível, alguns destes elementos de design e produtos eventualmente aparecem em futuras ofertas de produtos para venda." Chamamos a isto Project Black. No caso da S-Works Tarmac SL8, a marca fez os primeiros dois para Remco Evenepoel e Demi Vollering, mas pela primeira vez este tipo de quadros será colocado à venda numa edição limitada do quadro S-Works Tarmac SL8 Project Black LTD. Os mais atentos deverão ter notado que Remco Evenepoel correu com a nova Tarmac SL8 durante os Campeonatos do Mundo de Estrada em Glasgow, Escócia. Remco Evenepoel competiu com a gama de cores Project Black, criada pela Specialized para que os seus melhores ciclistas profissionais pudessem competir e treinar com um protótipo de produto sem que fossem descobertos os seus detalhes. Pela primeira vez, a marca disponibiliza uma quantidade muito limitada destes quadros Project Black para venda ao público. As discretas cores branco e preto e a ausência de logótipos "Tarmac", fazem deste quadro S-Works Tarmac SL8 Project Black LTD o mais sigiloso de sempre, nem mesmo o autocolante da UCI o denuncia. Preço e disponibilidade O quadro Tarmac SL8 Project Black LTD apenas estará disponível na modalidade de Click&Collect (recolha em loja) através de Specialized.com, site onde podes ver a disponibilidade e preço. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Iúri Leitão é Campeão do Mundo de Pista, na prova de Omnium Iúri Leitão sagrou-se este domingo campeão do Mundo na prova de omnium, em pista, nos Mundiais de Glasgow. Foi o primeiro título mundial para um ciclista português nesta modalidade. No Velódromo Sir Chris Hoy, o corredor português entrou autoritário no concurso de omnium. No scratch, primeira prova pontuável, Iúri atacou no final, o que lhe deu cerca de meia volta de vantagem, tendo o português sido o primeiro. Nas corridas seguintes Iúri Leitão teve a estratégia certa em cada corrida e soube gerir as energias, acabando o concurso de omnium com 187 pontos, mais dois do que o francês Benjamin Thomas e mais 14 do que o japonês Shunsuke Imamura. “Ainda é difícil habituar-me à ideia de que conquistei a medalha mais importante do ciclismo de pista português, mas, sim tenho noção disse”, disse o corredor, antes da subida ao pódio. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu Van der Poel sagra-se campeão do Mundo, contra tudo e contra todos O holandês Mathieu van der Poel acabou de se sagrar Campeão do Mundo de fundo, em Glasgow, após uma corrida épica de 271 quilómetros, num dia à imagem de van der Poel, no qual atacou e atacou sem reservas, onde nem uma queda a 15 quilómetros da meta o impediu de festejar a conquista da camisola arco-íris. Aos 28 anos, o ciclista da Alpecin-Deceuninck, junta assim o título mundial de estrada ao de Ciclocrosse, que havia conseguido este ano em fevereiro deste ano em Hoogerheide, nos Países Baixos. Foi o próprio Mathieu van der Poel quem foi fazendo a seleção dos grupos onde se encontrava, até que ficou somente com Wout van Aert (Bélgica), Tadej Pogačar (Eslovênia), Mads Pedersen (Dinamarca) e Alberto Bettiol (Itália), tendo este ultimo sido alcançado pelos restantes quando seguia isolado em fuga. Após vários de ataques, Mathieu van der Poel voltou a tentar assim que deram caça a Bettiol, mas desta feita nem Pogacar, nem Wout van Aert conseguiram responder, faltavam apenas 22 quilómetros para o final. Caiu, levantou-se, arrancou aperto do sapato e continuou Quando já seguia isolado na frente da corrida, van der Poel não conseguiu evitar uma queda numa curva na qual a roda frente escorregou na estrada molhada pela chuva, mas nem isso nem o facto de ter partido o aperto do seu sapato o fizeram abrandar. A pedalar com um sapato desapertado, Mathieu van der Poel continuou a aumentar novamente a vantagem que tinha sobre os perseguidores e acabou por cortar a meta isolado. Foi um dia "à van der Poel" fazendo lembrar a vitória épica a espetacular na Amstel Gold Race em 2019, nestes dias o holandês voador é imparável neste tipo de corridas. Wout van Aert conquistou a prata e Tadej Pogačar conseguiu o bronze, acabando Mads Pedersen por ficar fora das medalhas. Os portugueses Nelson Oliveira foi o resistente da Seleção Nacional na prova do Campeonato do Mundo de Estrada, terminando como 46.º classificado. TOP 10 final POS.NOME - EQUIPATEMPO01VAN DER POEL Mathieu - Países Baixos06:07:2702VAN AERT Wout - Bélgica+ 01:3703POGACAR Tadej - Eslovénia+ 01:4504PEDERSEN Mads - Dinamarca+ 01:4505KÜNG Stefan - Suíça+ 03:4806STUYVEN Jasper - Bélgica+ 03:4807DINHAM Matthew - Austrália+ 03:4808SKUJINS Toms - Letónia+ 03:4809BENOOT Tiesj Bélgica+ 03:4810BETTIOL Alberto - Itália+ 04:03 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### NOVA Specialized Tarmac SL8 A Specialized acaba de apresentar hoje mundialmente a nova Specialized Tarmac SL8, lançamento estrategicamente planeado nos dias dos campeonatos do mundo de ciclismo de estrada. Melhorar uma bicicleta de inegável sucesso como a Tarmac SL7 não foi certamente fácil, de acordo com a marca a nova SL8 apresenta uma combinação de aerodinâmica, leveza e qualidade de construção até agora considerada impossível, suportada por oito gerações e mais de duas décadas de desenvolvimento e aprendizagem com os modelos anteriores. Aerodinâmica As diferenças estéticas mais notáveis estão sem dúvida na testa do quadro e na forqueta, a Specialized afirma que houve um foco claro nessa zona para criar ganhos aerodinâmicos com o novo nariz cónico "Speed Sniffer" e o novo Cockpit Rapide. Segundo os responsáveis da marca, e de acordo com os dados recolhidos esta bicicleta é mais aerodinâmica que a antiga Specialized Venge (modelo da Specialized focado na aerodinâmica). Peso Mínimo - influência da Aethos A informação que a marca forneceu à imprensa é que o quadro da nova Tarmac SL8 pesa apenas apenas 685 gramas, peso conseguido graças às lições e aprendizagem que obtiveram na construção da Specialized Aethos, que permitem que o quadro carregue com as forças, sem material em excesso. A Specialized diz que com a Aethos, aprenderam como fazer uma das bicicletas de estrada de produção de série mais leves do mundo e viram como ela pode combinar uma resposta rápida nas montanhas com uma condução suave e confortável durante todo o dia. Com essa experiência e aprendizagem, um dos objectivos na construção da nova Tarmac SL8 era simples: obter a bicicleta mais aerodinâmica que alguma vez haviam feito, que pudesse ser facilmente montada com o peso mínimo permitido pela UCI, incluindo medidor de potência, pedais e todos os outros acessórios necessários para competir. Aplicaram as lições aprendidas com a Aethos e tiveram como prioridade conseguir a leveza no tubo inferior, tubo do selim e parte traseira da bicicleta. Agilidade e rigidez O comportamento e aceleração da nova Tarmac SL8 é, como seria de esperar, superior à SL7. De acordo com a Specialized, a SL8 tem um incrível melhoramento em 33% da relação rigidez-peso em relação à SL7 e continua a ser um modelo que apresenta uma condução suave e ágil. Todos estes detalhes são explicados no "White paper" da bicicleta, um documento no qual os engenheiros da marca explicam como chegam as estas percentagens, após imensos testes efectuados. Com base no "Know How" dos ciclistas World Tour Como habitual, a Specialized envolveu os ciclistas World Tour no desenvolvimento da bicicleta com a qual eles vão competir, isto não é novidade, se em gerações anteriores da Tarmac a marca contou com profissionais como Tom Boonen, Fabio Cancellara ou Peter Sagan, que submeteram as suas bicicletas à exigência das corridas World Tour, para desenvolver a Tarmac SL8 não foi diferente. Para desenvolver esta nova bicicleta, foram envolvidos no processo ciclistas de referência, como Remco Evenepoel, Demi Vollering, Fabio Jakobsen, ou Sam Bennett; estrelas das clássicas e escaladores, todos tiveram um papel importante e ajuda a desenvolver e refinar os objetivos da Tarmac SL8. Disponibilidade e preços Para ficar a saber tudo acerca da nova Tarmac SL8, as várias gamas, as cores, os preços e disponibilidade, clica em aqui Specialized.com Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - João Almeida termina a 1 segundo da vitória final João Almeida (UAE Emirates) terminou a 80.ª edição da Volta à Polónia na vice-liderança da geral, que teve Matej Mohoric (Bahrain-Victorious), como grande vencedor. O ciclista português de 24 anos partiu para a sétima e última etapa da prova empatado com Mohoric, mas na segunda posição, por uma diferença de milésimos de segundo, logo, adivinha-se uma missão complicada no ‘assalto’ à liderança. As dificuldades confirmaram-se, com João Almeida a não conseguir destronar Mohoric. A UAE Emirates lutou conjuntamente com João Almeida para tentar chegar ao primeiro lugar, mas do outro lado estava uma Bahrain-Victorious bem organizada e também em total consonância com Matej Mohoric. O desfecho ficou selado no sprint intermédio que oferecia bonificação, com João Almeida a perder para Mohoric. Este despique pela liderança final apimentou e muito a última etapa da Volta à Polónia que teve Tim Merlier (Soudal-QuickStep) como o homem mais rápido, ao completar os 166,6 quilómetros da ligação entre Zabrze e Cracóvia, com o registo de 3:28.44 horas, superiorizando-se no sprint final a Arvid de Kleijn (Tudor), e a Fernando Gaviria (Movistar), respetivos segundo e terceiro classificados. João Almeida falha assim o feito alcançado em 2021, ano em que conquistou a prova. A fechar o pódio da geral ficou Michal Kwiatkowski (INEOS) a 17 segundos de Mohoric. Quanto a Ruben Guerreiro (Movistar), o outro representante luso em prova, terminou a Volta à Polónia no 25.º lugar. Almeida e Guerreiro seguem agora para Glasgow Segundo informações avançadas pela Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), João Almeida e Ruben Guerreiro seguem ainda hoje viajem para Glasgow, Escócia, local que acolhe os Mundiais de estrada, estando a corrida de fundo agendada já para este domingo. Depois da participação na Volta a Polónia, o tempo para descansar será praticamente nulo, sendo assim esperado que os dois ciclistas se juntem ainda hoje à seleção nacional, que já se encontra terras escocesas. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=L0PystBKvEY Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MERLIER Tim Soudal Quick-Step03:28:4402DE KLEIJN Arvid Tudor Pro Cycling Team+ 0003GAVIRIA Fernando Movistar Team+ 0004THIJSSEN Gerben Intermarché-Circus-Wanty+ 0005PENHOËT Paul Groupama-FDJ+ 0006ANIOLKOWSKI Stanislaw Human Powered Health+ 0007GAUTHERAT Pierre AG2R Citroën Team+ 0008SELIG Rüdiger Lotto Dstny+ 0009MOSCHETTI Matteo Q36.5 Pro Cycling Team+ 0010PASQUALON Andrea Bahrain Victorious+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious26:17:4802ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0103KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 1704VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 2205CATTANEO Mattia Soudal Quick-Step+ 4106MCNULTY Brandon UAE Team Emirates+ 4207DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 5508MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 5809BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 01:0010ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 01:07 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Teste aos sapatos Specialized Recon ADV - Para longos dias a pedalar e explorar Estou a testar os sapatos recentemente lançados, Specialized Recon ADV, um novo modelo da família Recon da marca da Califórnia. Quando foram lançados a marca avançou que eram uns sapatos cujo objectivo era oferecer ao utilizador o conforto ideal para pedalar e poder explorar, mesmo que fora da bicicleta, pois ofereciam mais capacidade para caminhar que outros modelos. No meu caso posso dar uma opinião bem fundamentada, pois tenho mais dois modelos da família Recon, que já testei aqui no Topcycling, os S-Works Recon Lace e os Specialized Recon 3.0, sapatos que mostro no vídeo e dos quais assinalo as diferenças para estes novos Specialized Recon ADV. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=pUhP9saCBxs&t= Existem tantos utilizadores diferentes, que é difícil haver um sapato que satisfaça as necessidades de todos eles, no entanto, hoje em dia existem também muitos modelos diferentes que permitem uma escolha cada vez mais adaptada ao que cada um necessita. No caso da Specialized, a marca já tinha sapatos de atacador direcionados ao Gravel e ao BTT ( os Recon Lace), porquê outro modelo? Pois bem, porque embora estes sapatos tenham características parecidas com os Recon Lace, como o aperto de atacador, são bastante diferentes na sola e na restante construção do sapato, o que os torna nuns sapatos mais direcionados ao ciclista que não quer competir, mas sim passar longas horas a pedalar e a parar, seja para tomar algo ou almoçar, seja para caminhar um pouco pela montanha e ter acesso a melhores paisagens. Para pedalar e para caminhar Embora tenham sola em carbono na zona mais importante (zona dos Cleats, ou encaixes), esta tem a tecnologia STRIDE toe-flex, que permite que a ponta do sapato tenha uma flexão e assim seja mais fácil e natural caminhar com estes sapatos. Os novos Specialized Recon ADV são uma ótima opção para quem passa longos dias na bicicleta e precisa de um sapato confortável, seja em eventos de Gravel de ultra distância, bikepacking ou apenas a explorar e passear. Destaco ainda a borracha da sola, além de ser realmente aderente quando caminhamos, permite ainda que possamos sair de casa bem cedo, copm os sapatos calçados e sem acordar tanto o resto da família como os vizinhos de baixo, esta borracha simplesmente não faz o "clack clack clack" que os sapatos de encaixe por norma fazem ao caminhar. Testei num dia Ultra Para colocar o conforto destes Specialized Recon ADV à prova, e verificar se realmente são ideais para longos dias de pedalada, utilizei num dia em que fiz 300 km's. de Gravel com uns amigos, durante o rebound Gravel e posso garantir que a marca não está "a vender gato por lebre", os sapatos são confortáveis, não retirando a capacidade de pedalada. Deixo-vos o vídeo desse longo dia. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=AlpUX-IUp5w&t= Os atacadores Embora os atacadores não sejam tão rápidos de ajustar como um fecho tipo BOA e tenhamos mesmo que parar, caso queiramos reajustar quando já estamos a pedalar (algo que podemos fazer em cima da bicicleta, sem parar, com um fecho BOA), quando fazemos o aperto com os atacadores os sapatos ficam bem ajustados ao pé. Os atacadores permitem ainda um arranjo de forma mais fácil em caso de azar ou queda, mesmo que estejamos longe de casa, como acontece tantas vezes nos bikepacking ou pedaladas em autonomia e de ultra distâncias. Por ultimo, os atacadores dão aquele aspeto "vintage" do Gravel, o que ajuda a associar estes sapatos ao Gravel, no entanto, são uns sapatos que podem ser utilizados no BTT perfeitamente. Em resumo Os Specialized Recon ADV confirmaram na prática o que "vendem" ao cliente na teórica, são realmente confortáveis e direcionados àqueles que pretendem uns sapatos para essa premissas, pedalar sem pressa, com conforto e possibilidade de caminhar de forma natural. Se procuras uns sapatos para o Gravel, BTT ou aventura no geral, os Recon ADV são muito confortáveis, em ultima análise, se estiveres indeciso vale a pena experimentares a calçar numa loja e comprovar por ti o "fit" dos sapatos nos teus pés. Para quem gosta do estilo e aperto dos atacadores, comparativamente com o outro modelo de atacadores da marca (S-Works Recon Lace) são bem mais baratos, mas não são direcionados para o alto desempenho e competição. As cores disponíveis são as apresentadas na imagem acima, para saberes disponibilidade, preços destes e restantes características técnicas destes sapatos, podes visitar o site da marca AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - João Almeida empatado na liderança João Almeida (UAE Emirates) conseguiu hoje o segundo melhor tempo do contrarrelógio da sexta etapa da 80.ª edição da Volta à Polónia, resultado que lhe permitiu igualar Matej Mohoric (Bahrain-Victorious) na liderança da geral. O ciclista português de 24 anos esteve em grande plano no contrarrelógio de hoje, alcançando o segundo melhor tempo, a 13 segundos de Mattia Cattaneo (Soudal Quick-Step), grande vencedor do dia, ao completar os 16,6 quilómetros que se desenrolaram em Katowice, com o tempo de 19.10 minutos. A fechar o pódio do contrarrelógio ficou Geraint Thomas (INEOS), a 14 segundos do vencedor. Apesar do bom resultado obtido por João Almeida, o dia de hoje acaba por ser algo agridoce para o ciclista português, que apesar de ter igualado o tempo de Mohoric, mantém a segunda posição da geral, uma vez que o esloveno continua dono da camisola amarela devido ao desempate nas milésimas de segundo do "crono". Ao nível da geral, destaque para a subida de Michal Kwiatkowski ao terceiro lugar, a 14 segundos do topo da tabela. Em relação a Ruben Guerreiro (Movistar), o ciclista luso demorou mais 2.11 minutos que Mattia Cattaneo, terminando a etapa na 73.ª posição, caindo assim alguns lugares na geral, onde ocupa agora o 25.º posto.   Amanhã joga-se a cartada final da corrente edição da Volta à Polónia, com João Almeida a manter intacto o sonho de repetir o feito alcançado em 2021, ano em que venceu a prova. Para isso João Almeida terá que, obrigatoriamente, ganhar tempo a Mohoric, sendo expectável que tente apostar nas bonificações de tempo nos sprints intermédios contemplados nos 166,6 quilómetros da ligação entre Zabrze e Cracóvia, na última etapa da prova, em que se perspetiva uma chegada ao sprint. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=5XfXL6_u6RY Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01CATTANEO Mattia Soudal Quick-Step19:1002ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1303THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 1404FISHER-BLACK Finn UAE Team Emirates+ 1605WELLENS Tim UAE Team Emirates+ 1706VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 1807VAUQUELIN Kévin Arkéa-Samsic+ 1808KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 2109FOSS Tobias Jumbo-Visma+ 2110MCNULTY Brandon UAE Team Emirates+ 24 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious22:49:0702ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0003KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 1404VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 1905CATTANEO Mattia Soudal Quick-Step+ 3806MCNULTY Brandon UAE Team Emirates+ 3907DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 5208MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 5509BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 5710ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 01:04 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - João Almeida termina 5.ª etapa na terceira posição João Almeida (UAE Emirates) terminou a quinta etapa da 80.ª edição da Volta à Polónia na terceira posição. O ciclista português de 24 anos esteve na discussão da etapa do dia de hoje, que teve Marijn van der Berg (EF Education-Easy Post), como grande vencedor, isto depois de completar os 198,8 quilómetros  da ligação entre Pszczyna e Bielsko-Biala com o registo de 4:51.27 horas. O ciclista neerlandês superiorizou-se no sprint final ao camisola amarela Matej Mohoric (Bahrain-Victorious) e ao português João Almeida, respetivos segundo e terceiro classificados, depois de ambos terem conseguido escapar a uma aparatosa queda já muito perto da linha da meta e que acabou por afetar grande parte do pelotão. Depois do dia de hoje, Mohoric reforçou a liderança da geral, tendo agora 12 segundos de avanço sobre João Almeida e 16 segundos sobre Rafal Majka, companheiro de equipa do português na UAE Emirates. Destaque ainda para o português Ruben Guerreiro (Movistar) que subiu hoje um lugar na geral, sendo agora 17.ª classificado, a 1.03 minutos do líder, isto depois de ter terminado a quinta etapa na 13.ª posição, com o mesmo registo do vencedor. Contrarrelógio de amanhã pode ser decisivo para João Almeida Esta quinta-feira, a 6.ª etapa desta 80.ª edição da Volta a Polónia reserva um contrarrelógio individual de 16,6 quilómetros, em Katowice, numa jornada que poderá ser decisiva para o desfecho final da prova. As caraterísticas do dia de amanhã, colocam João Almeida entre os favoritos à vitória, não só do contrarrelógio, como da prova, atendendo às boas prestações que o ciclista português tem obtido nesta disciplina. Vamos ver como será o desempenho de Almeida, mas recuperar dos 12 segundos de desvantagem para Mohoric, parece ser algo possível para um dos melhores ciclistas da atualidade internacional, que tem grandes hipóteses de poder vir a repetir o feito alcançado 2021, ano em que venceu a prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=cVpJWvjABys Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost04:51:2702MOHORIC Matej Bahrain Victorious+ 0003ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0004KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 0005FISHER-BLACK Finn UAE Team Emirates+ 0006KRON Andreas Lotto Dstny+ 0007HIGUITA Sergio BORA-hansgrohe+ 0008ASKEY Lewis Groupama-FDJ+ 0009SCARONI Cristian Astana Qazaqstan Team+ 0010BUDZINSKI Marcin Poland+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious22:29:3202ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1203MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 1604KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 1805ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 2606DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 2607VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 2608BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 2609MONIQUET Sylvain Lotto Dstny+ 2610MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 26 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - João Almeida e Ruben Guerreiro sobem na geral João Almeida (UAE Emirates) e Ruben Guerreiro (Movistar) subiram hoje na classificação geral da 80.ª edição da Volta à Polónia Os ciclistas portugueses estiverem em bom plano na quarta etapa da prova, que teve Olav Kooij (Jumbo-Visma), como grande vencedor, ao completar os 199,1 quilómetros da ligação entre Strzelin e Opole, com o registo de 4:23.15 horas, superiorizando-se, ao sprint, a Marijn van der Berg (EF Education-Easy Post), e a Matteo Moschetti (Q36.5), respetivos segundo e terceiro classificados. Ruben Guerreiro foi o primeiro português a cruzar a linha da meta, terminando a etapa na 26.ª posição, com o mesmo tempo do vencedor, tal como João Almeida, mas este um pouco mais atrás, no 38.º posto, no entanto, um lugar acima do seu companheiro de equipa Rafal Majka, situação que permitiu a Almeida ascender à vice-liderança, em troca de posição com Majka, que agora é terceiro, ambos a 10 segundos do líder Matej Mohoric (Bahrain-Victorious). O desempenho do dia de hoje, também permitiu a Guerreiro subir na geral, mais concretamente ao 18.º posto, a 57 segundos de Mohoric. Os ciclistas lusos estão assim a exibir-se em bom plano, com destaque para João Almeida, que pode vir a repetir o feito em 2021, ano em que venceu a prova. Amanhã, quarta-feira será dia de disputar a quinta etapa desta 80.ª edição da Volta à Polónia, na ligação entre Pszczyna e Bielsko-Biala, que aprenta um percurso com um total de 198,8 quilómetros, e contempla três contagens de montanha categorizadas, duas delas de primeira categoria. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=gb6gLMQFZv4 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01KOOIJ Olav Jumbo-Visma04:23:1502VAN DEN BERG Marijn EF Education-EasyPost+ 0003MOSCHETTI Matteo Q36.5 Pro Cycling Team+ 0004WALSCHEID Max Cofidis+ 0005BENNETT Sam BORA-hansgrohe+ 0006MARECZKO Jakub Alpecin-Deceuninck+ 0007MERLIER Tim Soudal Quick-Step+ 0008DE KLEIJN Arvid Tudor Pro Cycling Team+ 0009TAMINIAUX Lionel Alpecin-Deceuninck+ 0010KOPECKY Matyas Team Novo Nordisk+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious17:38:1102ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1003MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 1004KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 1205DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 2006VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 2007ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 2008BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 2009MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 2010MONIQUET Sylvain Lotto Dstny+ 20 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonatos do Mundo de ciclismo - Os 39 convocados de Portugal A Seleção Nacional vai competir com 39 corredores na primeira edição do Campeonato do Mundo de todas as disciplinas de ciclismo, que vai decorrer na Escócia, entre 2 e 13 de agosto. Estrada Elites Na estrada, João Almeida (UAE Emirates), terceiro classificado da última Volta a Itália, lidera a equipa lusa, junto a Nelson Oliveira (Movistar), Rúben Guerreiro (Movistar) e André Carvalho (Cofidis). João Almeida e Nelson Oliveira participarão no contrarrelógio e na competição de fundo. Na categoria feminina, em elite, apenas Vera Vilaça (Massi-Tactic) foi chamada para a prova de fundo. Sub-23 Em sub-23, António Morgado, vice-campeão do mundo de juniores no ano passado, é o nome mais sonante e tem a companhia do companheiro de equipa Gonçalo Tavares (também da Hagens Berman Axeon), que participarão tanto no contrarrelógio como na prova de fundo. Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy), Diogo Gonçalves (Santa Maria da Feira/Segmento d’Época/Reol) e Lucas Lopes (Electro híper Europa) juntam-se aos talentos da Hagens Berman Axeon para a prova de fundo. Na categoria feminina, Daniela Campos (Bizkaia Durango) será a representante lusa. Juniores Na categoria masculina José Moreira (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) e Tiago Santos (Alcobaça CC/Crédito Agrícola) são os representantes lusos, enquanto que na categoria feminina Daniela Simão (Efapel) e Raquel Dias (Extremosul/Hotel Alísios/Terras do Arade) são as jovens escolhidas. Pista O selecionador nacional de pista, Gabriel Mendes, chamou para as provas masculinas Ivo Oliveira e Rui Oliveira (UAE Team Emirates), Iúri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA) e João Martins (Rádio Popular-Paredes-Boavista), e para as competições femininas Daniela Campos (Bizkaia Durango) e Maria Martins (Fenix-Deceuninck). BTT Elites - XCO No BTT Raquel Queirós (MMR Factory Racing) foi chamada para o cross country olímpico (XCO), assim com para a vertente curta da modalidade, o XCC. É a única elite na convocatória. Sub-23 - XCO Ainda no XCO Diogo Neves (Guilhabreu) e João Cruz (Axpo/FirstBike/Vila do Conde) são os convocados masculinos em sub-23, enquanto Ana Santos (X-Sauce) é a representante nas provas femininas. Juniores - XCO Guilherme Barros e Rafael Sousa são os masculinos e Beatriz Guerra a escolha feminina nos juniores para o XCO. Elites - XCM Para a prova de maratona (XCM), foram chamados o Guilherme Mota (Guilhabreu MTB), José Dias (Buff-Megamo Team) e Tiago Ferreira (DMT Racing Team). Downhill No ‘downhill’ Portugal contará com o Gonçalo Bandeira em elites e com os juniores Álvaro Pestana, Pedro Câmara e Nuno Reis. BMX A representação nacional no BMX Race estará a cargo do júnior Renato da Silva. Paraciclismo No paraciclismo Portugal vai estar representado por Telmo Pinão (C2), Bernardo Vieira (C1), Flávio Pacheco (H4), Luís Costa (H5). Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - João Almeida baixa um lugar na geral João Almeida caiu hoje para o terceiro lugar da geral, depois de ter terminado a terceira etapa da 80.ª Volta à Polónia na 9.º posição, numa tirada que teve Rafal Majka como vencedor. O ciclista português da UAE Emirates viu o seu colega de equipa Rafal Majka vencer a etapa de hoje, completando os 162,3 quilómetros da ligação entre Walbrzych e Duszniki-Zdrój, com o registo de 4:07.55 horas. Majka, ciclista polaco de 33 anos, conseguiu assim vencer perante o seu público, ao superiorizar-se no sprint final a Matej Mohoric (Bahrain-Victorious) e Michal Kwiatkowski (INEOS), respetivos segundo e terceiro classificados. O resultado de hoje coloca Rafal Majka no segundo posto da geral, a 10 segundos do líder Matej Mohoric, enquanto que o português João Almeida baixou assim para o último lugar do pódio, também com 10 segundos de atraso. Já Ruben Guerreiro (Movistar), terminou a etapa de hoje no 20.º posto, com o mesmo tempo do vencedor, resultado que lhe permitiu para o mesmo posto da geral, estando neste momento a 57 segundos de Mohoric. O ciclista português de 29 anos mantém boas hipóteses de atingir uma boa classificação final. Para terça-feira, o pelotão da 80.ª edição da Volta à Polónia efetuará a ligação entre Strzelin e Opole, num percurso com um total de 199,1 quilómetros, num traçado de caraterísticas planas. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=YwgCoQVeSFk&t=17s Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MAJKA Rafal UAE Team Emirates04:07:5502MOHORIC Matej Bahrain Victorious+ 0003KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 0004VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 0005ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 0006SCARONI Cristian Astana Qazaqstan Team+ 0007MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 0008VENDRAME Andrea AG2R Citroën Team+ 0009ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0010HIGUITA Sergio BORA-hansgrohe+ 0 Top 10 classificação final POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious13:14:5602MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 1003ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1004KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 1205VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 2006BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 2007ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 2008DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 2009MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 2010MONIQUET Sylvain Lotto Dstny+ 20 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Demi Vollering campeã do Tour inicia uma nova era Annemiek van Vleuten ganhou seis “grandes” consecutivas até que apareceu Demi Vollering. O ciclismo feminino tem uma nova rainha. Não há no regulamento da UCI a referência a  “grandes Voltas” femeninas. Por relevância histórica e envergadura dos eventos as voltas com maior importância na atualidade são: Giro (nove etapas), Tour (oito etapas) e Vuelta (sete etapas). Annemiek van Vleuten, 40 anos, iniciou na Vuelta de 2021 uma sequência de seis vitórias consecutivas em “grandes”! Em 2022 fez a tripla e preparava-se para repetir a dose no último ano da carreira… até que foi travada. VAN VLEUTEN Annemiek (MOVISTAR TEAM WOMEN) - Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Demi Vollering, 26 anos, chegou ao Tour de France com apenas duas corridas por etapas no palmares: Burgos e País Basco. Recrutada à Parkhotel Valkenburg em 2021, evoluiu na sombra de Anna van der Breggen que preparou a aluna para a sucessão na SD Works. Créditos: A.S.O Billy Ceusters Em 2021 ganhou a Liège com o beneplácito da “chefe” e em contrapartida trabalhou para dar a Van der Breggen a sétima Flèche Wallone e o terceiro Giro. Quando a ex-ciclista passou à direção desportiva Vollering assumiu a liderança na estrada, mas perdeu o Tour de 2022 para Van Vleuten por 3:48 (vencendo nas montanhas de Le Markstein e Super Planche des Belles Filles). Ponto de viragem No duelo Van Vleuten-Vollering o ponto de viragem deu-se na Vuelta deste ano. Uma paragem imprudente da SD Works e um ataque da Movistar numa estrada perdida no mapa marcaram a geral. Por 0:09 Vollering perdeu a Vuelta, mas foi superior à rival nas etapas de montanha ganhando no Mirador de Peñas Llamas e nos Lagos de Covadonga. Foi uma vitória da velha raposa Van Vleuten. Créditos: UNIPUBLIC / CHARLY LÓPEZ A passagem de testemunho chegou no Tour. Vollering subiu os 17km de Tourmalet em 53:29 (média de 18,9km/h) – por comparação Vingegaard e Pogacar fizeram o Tourmalet em 45:11 (média de 22,3km/h) no passado Tour. A neerlandesa meteu 2:00 às rivais diretas e acabou com a luta pela camisola amarela.Foi um tempo canhão da atleta nascida em Pijnacker, a meio caminho entre Roterdão e Haia. VOLLERING Demi (TEAM SD WORX) - Créditos: A.S.O./Thomas Maheux A progressão de Vollering é fenomenal: em 2018 patinava competitivamente e trabalhava com os pais no negócio das flores e da jardinagem; cinco anos depois é a melhor ciclista do mundo já que além do Tour fez a tripla das Ardenas e na presente temporada lidera o ranking mundial graças a 14 vitórias! Tourmalet - Um momento simbólico O final de etapa do Tourmalet foi um momento simbólico para o ciclismo feminino. Nos anos 90 e até 2007 – com muitas intermitências organizativas pelo meio – a Grande Boucle utilizou o Tourmalet como passagem a caminho do Aspin ou como final de etapa. VOLLERING Demi (TEAM SD WORX) - Créditos: Fabiana Luperini ganhou duas vezes na subida que o Tour estreou em 1910. A italiana foi das melhores em plena era do Pirata e pelo estilo escalador ficou conhecida como “Pantanina” – acabou a carreira com três Tour e cinco Giro; recentemente fez história com a Corratec tornando-se a primeira italiana a dirigir uma equipa masculina na Volta italiana. Hoje em dia está tudo mais estruturado. O calendário cresce de época para época, as “grandes” geram audiências e o público começa a reconhecer as ciclistas. Tour de France Femmes avec Zwift 2023 - Créditos: A.S.O./Thomas Maheux Mesmo no meio de um denso nevoeiro pudemos ver o final da era Van Vleuten e o início da era Vollering. Que a passagem de testemunho tenha sido no Tourmalet, a montanha que mais vezes se subiu no Tour masculino, é um sinal dos tempos. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - João Almeida assume vice-liderança da geral João Almeida (UAE Emirates) terminou a segunda etapa da 80.ª edição da Volta à Polónia no segundo lugar, depois de discutir a tirada com o vencedor Matej Mohoric (Bahrain-Victorious), até à linha da meta. O resultado de hoje coloca o ciclista português de 24 anos na vice-liderança da geral, num dia em que deixou sinais positivos para os próximos dias, atentando mesmo já à etapa de amanhã, que será de montanha. Centrando agora atenções no dia de hoje, Mohoric foi o grande vencedor, ao completar os 202,9 quilómetros, com o registo de 4.56,59 horas, a mesma marca do segundo classificado João Almeida, e com quatro segundos de vantagem sobre Michal Kwiatkowski (INEOS). Matej Mohoric (Bahrain-Victorious) assume assim a liderança da geral, com quatro segundos de vantagem sobre o português João Almeida, enquanto que a fechar o pódio figura Michal Kwiatkowski (INEOS), com dez segundos de atraso. Já Ruben Guerreiro (Movistar), o outro representante luso em prova, foi 23.ª na etapa, a 41 segundos do vencedor, subindo assim a 28.º da geral. Esta segunda-feira, o pelotão da 80.ª edição da Volta à Polónia terá um duro teste na ligação entre entre Walbrzych e Duszniki-Zdrój, num traçado com um total de 162,3 quilómetros, que contempla três contagens de montanhas de segunda categoria. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=FfrGfcPmB9Q&t=7s Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious04:56:5902ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0003KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 0404ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 0405VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 0406MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 0407BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 0408DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 0409MONIQUET Sylvain Lotto Dstny+ 0410MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 04 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious09:07:0702ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 0403KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 1004VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 1405DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 1406BATTISTELLA Samuele Astana Qazaqstan Team+ 1407ONLEY Oscar Team dsm-firmenich+ 1408MONIQUET Sylvain Lotto Dstny+ 1409MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 1410MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 14 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Polónia - Almeida e Guerreiro resistem à tempestade da etapa inaugural João Almeida (UAE Emirates) e Ruben Guerreiro (Movistar) resistiram hoje à primeira etapa da 80.ª edição da Volta à Polónia, num dia marcado pelo mau tempo que se fez sentir e limitou em muito à ação dos ciclistas. Tim Merlier (Soudal Quick-Step) foi o grande vencedor da jornada inaugural, percorrendo os 183,7 quilómetros com início e final em Poznan, com o registo de 4:15.37 horas,  superiorizando-se no sprint final a Olav Kooij (Jumbo-Visma) e a Fernando Gaviria (Movistar), respetivo segundo e terceiro classificados, com o mesmo tempo. Quanto aos portugueses em prova, João Almeida, vencedor da edição 2021, foi 110.º classificado, enquanto que Ruben Fguerreiro foi 146.º classificado, ficando ambos com o mesmo tempo do líder, isto num dia em que o pelotão foi encurtado pela tempestade que ocorreu, situação que provocou uma queda, com a organização a creditar o mesmo tempo a todos os ciclistas.   Nas contas da geral, Merlier, é líder com quatro segundos de vantagem sobre Kooij, e seis sobre Gaviria, com os restantes elementos do pelotão a 10 segundos. Daqui a pouco sai para a estrada a segunda etapa desta 80.ª edição da Volta a Polónia, num percurso com um total de 202,9 quilómetros na ligação entre Leszno e Karpacz, num dia em que se podem registar as primeiras diferenças na geral, devido às caraterísticas do traçado. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=0F_4yjAgizQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MERLIER Tim Soudal Quick-Step04:10:1802KOOIJ Olav Jumbo-Visma+ 0003GAVIRIA Fernando Movistar Team+ 0004BENNETT Sam BORA-hansgrohe+ 0005WALSCHEID Max Cofidis+ 0006PATERSKI Maciej Poland+ 0007ANIOLKOWSKI Stanislaw Human Powered Health+ 0008ABERASTURI Jon Lidl-Trek+ 0009MARECZKO Jakub Alpecin-Deceuninck+ 0010THIJSSEN Gerben Intermarché-Circus-Wanty+ 00 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Specialized lançou a nova Specialized App A Specialized lançou a nova Specialized App, que vem substituir as aplicações Mission Control para as bicicletas elétricas da marca, e Ride para bicicletas analógicas. É uma aplicação mais atualizada e evoluída, com todas as funcionalidades das anteriores aplicações, numa só aplicação. Descarregar App para IOS AQUI. Descarregar App para Android AQUI. Para quem é a aplicação Specialized? A marca informa que a aplicação Specialized é para todos os ciclistas Specialized. No lançamento, a aplicação suportará tanto bicicletas Turbo quanto bicicletas analógicas. Todos os ciclistas poderão registar as suas voltas e analisar as suas atividades. Funcionalidades e recursos adicionais estarão disponíveis exclusivamente para ciclistas Turbo. Feita para aproveitar ao máximo a tua bicicleta Com uma bicicleta Turbo e a aplicação Specialized, terás níveis de personalização e otimização de desempenho em pouco tempo. Pode ajustar a potência e a carga da bateria da tua bicicleta para se adaptar ao teu estilo de condução, desde os trilhos mais rápidos até às aventuras nas montanhas durante todo o dia. Bloqueio anti-roubo Combinado com a capacidade de personalizar a o ecrã para ver as estatísticas que mais importam, bloquear automaticamente a tua bicicleta para evitar roubos, bem como alertas de estado do sistema e lembretes de manutenção, terás o controlo total da tua bicicleta na ponta dos dedos. Gestão das Turbo E-Bikes Registo da bicicleta: ativa facilmente a garantia vitalícia Turbo System Auto-Lock*: bloqueia automaticamente o sistema quando desligas a bicicleta. Ajuste do motor: otimiza a entrega de potência de acordo com o teu tipo de condução. Personalização da ecrã*: selecione as estatísticas e o desenho que deseja ver no ecrã da bicicleta Estado da bicicleta: verifique o nível da bateria, ciclos de carga, odómetro, etc. Diagnóstico: recebe notificações de estado do sistema em tempo real e dicas de solução de problemas. Serviço: recebe lembretes dos períodos de manutenção para que a tua bicicleta ofereça o máximo desempenho. Configurações da bicicleta: gerir as configurações, incluindo o aviso sonoro da bateria, modo oculto* e o uso do Range Extender*. *Disponível em alguns modelos. Desfruta das tuas Rotas O registo avançado de todas as bicicletas realiza um seguimento da tua atividade e fornece dados em tempo real para que possas aumentar ou diminuir o teu esforço com base no objetivo do dia. Gestão inteligente da bateria Se fores um usuário de bicicleta Turbo, o Smart Control ajuda a gerir a duração da bateria graças aos ajustes de modo para que possa aproveitar a tua volta sabendo que terás bateria suficiente para terminar a tua rota segundo o planeado. Gravação de rotas com estatísticas em tempo real: visualiza métricas ao vivo, como velocidade, distância, ganho de elevação, potência, calorias queimadas, etc. Personalização do ecrã: seleciona as estatísticas que desejas ver durante a volta. Smart Control (em breve): gerir sem esforço o uso da bateria da tua Turbo e-bike em qualquer rota. Comemora os teus esforços Seja a pedalar pela vizinhança, ir para o escritório ou a percorrer os trilhos favoritos, o resumo da rota oferece uma visão abrangente de onde pedalaste. Com as métricas de referência- tempo, distância, velocidade, ganho de elevação e calorias queimadas – que precisas para os teus objetivos de saúde e forma física ou os dados avançados de potência que desejas para um treino de alto rendimento, podes aceder a todas as tuas estatísticas numa interface simples e intuitiva. Integração com Garmin, Wahoo e Strava A integração perfeita com as tuas aplicações favoritas, incluindo Apple Health, Garmin, Wahoo e Strava, faz com que a app Specialized se adapte à tua maneira de viver, permitindo que te apoies nela quando precisares. Resumo e análise da rota: obtém um resumo detalhado de onde andaste e o que conseguiste com gráficos interativos para analisar os teus dados. Integração com o Apple Health (somente iOS): observa a imagem completa da tua atividade diária e contribui para os teus objetivos diários. Integração com o Strava: sincroniza a tua atividade com o Strava para compartilhá-la com os teus amigos e receber kudos. Conexão com Garmin e Wahoo: sincroniza as rotas que regista com qualquer um dos dois dispositivos e visualiza todos os dados na aplicação Specialized. Descarregar aplicação Descarregar App para IOS AQUI. Descarregar App para Android AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pirelli anuncia recall dos pneus P ZERO Race TLR - Se tens uns lê o artigo Para garantir a máxima segurança dos seus clientes, a Pirelli anunciou um recall voluntário de alguns pneus de bicicleta P ZERO Race TLR no tamanho 28-622 (700X28C), que foram produzidos entre a 10.ª semana de 2023 e a 24.ª semana de 2023. De acordo com informação da marca, esta está a recolher os pneus em questão por ter sido detectado um problema de compatibilidade do pneu com algumas rodas. A Pirelli lançou de imediato uma campanha de recall, interrompendo a venda dos produtos em questão, inclusive aqueles já presentes no mercado, e está a trabalhar no sentido de recolher os que já foram distribuídos. Os pneus envolvidos no recall são os seguintes: Podes ver a informação oficial da marca em relação a este recall AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Concurso de cavalinhos no Tour de France No dia do contrarrelógio do Tour de France, esta malta do canal youtube holandês "Tour de Tietema", posicionou-se estrategicamente numa estrada pela qual os ciclistas regressavam aos autocarros das equipas após a realização do esforço, para os desafiar numa competição de... cavalinho. Entre os competidores que aceitam o desafio está Peter Sagan, será que venceu? Poderás surpreender-te. Por exemplo, Dylan Groenewegen faz, 50cm's. mas há muitos mais. Neste vídeo, além do espírito divertido dos que fazem o conteúdo, é muito bom ver o espírito e descontração dos ciclistas profissionais, em pleno Tour de France. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=ovrtWQ8S7S8&t= Nas definições podes colocar legendas em português. Podes subscrever o canal, Tour de Tietema, AQUI. Um dia vou fazer isto na Volta ao Algarve ou Volta a Portugal (desafiar, não fazer o cavalinho), hehehe. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Nova Specialized Epic WC Expert - A versão mais acessível Com o lançamento do novo SRAM GX Eagle AXS, a Specialized apresentou dois novos modelos de bicicletas de montanha que virão equipados com este grupo: a Epic WC Expert, e a Levo SL Gen 2 Expert. Dotada com a tecnologia revolucionária da SRAM, que veio acabar com os problemas de dropout, mas na versão mais económica que o topo de gama XX, esta versão da Epic WC 2024 fica também mais acessível que os modelos inicialmente lançados. A nova Specialized Epic WC 2024 chegou ao mercado com somente duas versões, a S-Works e a Pro ( mais a opção de compra do quadro por separado), mas agora chega a versão Expert, um modelo que vem com o novo grupo SRAM GX Eagle AXS e que se posiciona como o mais acessível da família. Disponibilidade e preços Pode ver todas as especificações técnicas, a gama e preços atualizados com este novo modelo Specizalized Epic WC Expert 2024 aqui no site da marca: VER BICICLETA. Nova Turbo Levo com a mesma atualização A nova Turbo Levo SL Gen.2 (segunda geração), foi também lançada recentemente, chegando ao mercado com um novo quadro e um novo motor. O novo motor SL 1.2 é mais silencioso, mais potente e nos tivemos oportunidade de o comprovar, pois já testámos a bicicleta, vê o vídeo. No caso da nova Turbo Levo SL Expert, também equipada com o SRAM GX Eagle AXS, esta não terá o preço mais acessível desta gama, pois existe ainda o modelo Turbo Levo SL Comp Carbon, equipado com SRAM GX Eagle (não eletrónico), que continua a ser o mais acessível. Disponibilidade e preços Pode ver todas as especificações técnicas, a gama e preços atualizados com este novo modelo Specizalized Epic WC Expert 2024 aqui no site da marca: VER BICICLETA. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos Pirelli CINTURATO Gravel RC X - Reforçados para terrenos exigentes A Pirelli lançou os novos pneus Pirelli CINTURATO Gravel RC X, uma nova versão dos famosos CINTURATO Gravel RC, mas feitos para terrenos mais exigentes. De acordo com a marca, estes pneus vão ao encontro do ciclista que deseja desempenho em corridas de Gravel, mas também do que faz Bikepacking e deseja fiabilidade. O "X" significa Extreme, e indica uma categoria de Pneus de bicicleta da Pirelli direcionados à utilização em terrenos mais difíceis e exigentes. A marca afirma que o CINTURATO Gravel RC X é um pneu tubeless ready que oferece ainda mais robustez nas laterais, que graças a um banda de rodagem central com tacos baixos e densos tem excelente desempenho a rolar e grande aderência nas curvas, graças às suas laterais com tacos altos e penetrantes. No fundo, a banda de rodagem do modelo RC X é a mesma do Gravel RC, baseada na Pirelli Pneus SCORPION XC RC (pneu de Cross Country Olímpico e Maratona), com uma estrutura que apelidam de TechWALL X, uma faixa de nylon 60TPI com sobreposição mais longa na parede lateral: as laterais são, portanto, reforçadas e resistentes a cortes. Tal como os outros pneus CINTURATO Gravel da gama, a Pirelli informa que o novo CINTURATO Gravel RC X também é feito com a sua tecnologia de alto desempenho patenteada SpeedGRIP, que permite grande durabilidade, boa aderência em superfícies molhadas e resistência ao rolamento reduzida, muito semelhante à de um pneu de estrada puro. Medidas e disponibilidade O CINTURATO Gravel RC X está disponível nos tamanhos 35-622 (Classico), 40-622 (preto) e 45-622 (Classico). Podes ver todos os detalhes em www.pirelli.com/tyres/en-ww/bike , ou na página do importador em Portugal: www.scvouga.pt/pt/ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tecnologia AUTO SHIFT e FREE SHIFT da SHIMANO recebe o Prémio EUROBIKE 2023 Entre várias tecnologias e produtos, a Shimano foi a vencedora do EUROBIKE Award 2023 na categoria E-Bikes pela sua tecnologia AUTO SHIFT e FREE SHIFT. Os vencedores do Prémio EUROBIKE foram selecionados a partir de um conjunto de participantes queapresentaram os seus melhores produtos e inovações, que são depois submetidos a um júri de especialistas. Nós testámos No Topcycling, Luís Beltrão teve a oportunidade de testar esta tecnologia em Abril deste ano, juntamente com jornalistas de todo o mundo, na Croácia, onde a Shimano quis colocar à prova e à critica o AUTO SHIFT e FREE SHIFT. Podes ver todos os detalhes neste artigo. A tecnologia AUTO SHIFT combinada com a FREE SHIFT, é um novo modo de passagens de mudançaspara as E-Bikes. Ao utilizar sensores e algoritmos inteligentes, o AUTO SHIFT pode antecipar quandocomutar para a mudança ideal com base nas alterações no terreno e no modo como pedalas. Istosignifica que podes mudar de velocidade sem teres de clicar no manipulo. O FREE SHIFT proporciona aos ciclistas a capacidade de mudar de velocidade sem pedalar. Estatecnologia inovadora permite a mudança de velocidades - manual ou automaticamente através de umaunidade EP801 ou EP6 compatível e a transmissão DEORE XT Di2 - quando se está a abrandar paragarantir que se está na mudança certa quando se volta a pedalar. Neste vídeo, Luís Beltrão mostra como tudo funciona. https://youtu.be/QaVORbviB5I Para mais informações sobre os sistemas E-MTB da Shimano, AUTO SHIFT e FREE SHIFT, clica AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense) conseguiu quinto lugar na Clássica de Ordizia Afonso Eulálio conseguiu um excelente quinto lugar na Clássica de Ordizia, no País Basco. Na histórica corrida espanhola, que celebrou a 100ª edição debaixo de chuva, o jovem ciclista da ABTF Betão Feirense manteve-se entre os grandes nomes do WorldTour, que discutiram a vitória neste dia. Num sprint a dois, Mark Hirschi (UAE Team Emirates) venceu ao levar a melhor sobre Ben Healy (EF Education-EasyPost), que se seguiu na meta a 3 segundos. O grupo de Afonso Eulálio chegou a 25 segundos encabeçado por Oier Lazkano (Movistar Team), quarto na meta, seguido do ciclista português. Créditos imagem: Sprint Cycling Agency Top 10 final POS.CORREDOREQUIPATEMPO1HIRSCHI MarcUAE Team Emirates03:49:342HEALY BenEF Education-EasyPost+ 033AYUSO JuanUAE Team Emirates+ 244LAZKANO OierMovistar Team+ 255EULALIO AfonsoABTF Betão - Feirense+ 256ULISSI DiegoUAE Team Emirates+ 257PRADES EduardCaja Rural-Seguros RGA+ 258ADRIÁ RogerEquipo Kern Pharma+ 259MIQUEL DELGADO PauEquipo Kern Pharma+ 2510BERASATEGI XabierEuskaltel-Euskadi+ 25 No final da corrida de cinco voltas ao circuito em Ordizia, num total de 165,7 quilómetros, o director-desportivo Joaquim Andrade fez o rescaldo:  “Foi uma boa prova, um bom teste. O Fábio esteve na fuga do dia, sendo alcançado à entrada das duas últimas voltas. O Afonso terminou entre alguns dos maiores nomes do ciclismo internacional, o que é bastante importante para ele e para a equipa. Esta é uma corrida bastante importante para nós, que nos diz muito. Já a tínhamos disputado em 2019, quando fizemos segundo. Depois desta prova, seguimos para a Estância de Esqui da Serra da Estrela, onde iremos finalizar o estágio que estamos a realizar, e no dia 27, às 21h na Alameda do Tribunal [Santa Maria da Feira], temos a apresentação dos ciclistas para a 84ª Volta a Portugal, que vai para a estrada entre 9 e 20 de Agosto.” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - 21.ª etapa consagra Jonas Vingegaard como bicampeão Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) é oficialmente bicampeão da Volta a França. O ciclista dinamarquês de 26 anos foi hoje consagrado como o grande vencedor da 110.ª edição da Volta a França, após o término da 21.ª e última etapa, conquistada por Jordi Meeus (BORA-hansgrohe). Jonas Vingegaard cruzou a linha da meta alinhado com os seus colegas de equipa da Jumbo-Visma, num final bonito de se ver e que assinala uma estratégia de equipa que funcionou na perfeição, estando o resultado final à vista de todos. Centrando atenções no dia de hoje, o belga Jordi Meeus de 25 anos foi o mais rápido no sprint final da ligação de 115,1 quilómetros entre Saint-Quentin-en-Yvelines e os Campos Elísios, em Paris, com o registo de 02:56.13 horas, superiorizando-se a Jasper Philipsen Bel (Alpecin-Deceuninck) e a Dylan Groenewegen (Jayco AlUla), respetivos segundo e terceiro classificados. Jumbo-Visma e UAE Emirates agarraram pódio da geral As contas finais da geral ditaram um pódio ocupado pela Jumbo-Visma, com o agora bicampeão Jonas Vingegaard no lugar mais algo, ficando o segundo e terceiro lugares a cargo de Tadej Pogacar e Adam Yates, ambos da UAE Emirates. Três ciclistas de duas das mais poderosas equipas de ciclismo da atualidade e que durante as três últimas semanas protagonizaram alguns dos melhores momentos de ciclismo dos últimos anos. Vingegaard é um justo vencedor e Pogacar um digno vencido, numa rivalidade que promete estar para durar e que ficará certamente na história desta impactante modalidade. Cai assim o pano sobre a 110.ª edição da Volta a França, prova que ainda promete dar muito que falar e escrever nas próximas semanas, com análises e juízos de valor sobre o que passou durante 21 espetaculares etapas que fizeram as delícias de milhões de fãs a nível mundial. Até para o ano Tour! Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=CktGmaVTpKo Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MEEUS Jordi BORA-hansgrohe02:56:1302PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck+ 0003GROENEWEGEN Dylan Team Jayco-AlUla+ 0004PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 0005BOL Cees Astana Qazaqstan Team+ 0006GIRMAY Biniam Intermarché-Circus-Wanty+ 0007COQUARD Bryan Cofidis+ 0008WÆRENSKJOLD Søren Uno-X Pro Cycling Team+ 0009STRONG Corbin Israel-Premier Tech+ 0010MOZZATO Luca Arkéa-Samsic+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma82:05:4202POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 07:2903YATES Adam UAE Team Emirates+ 10:5604YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 12:2305RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 13:1706BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 13:2707HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 14:4408GALL Felix AG2R Citroën Team+ 16:0909GAUDU David Groupama-FDJ+ 23:0810MARTIN Guillaume Cofidis+ 26:30 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Poderá Jumbo-Visma fazer história com tripla inédita? Depois de Giro e Tour o próximo alvo é a Vuelta! Jumbo-Visma quer ser a primeira equipa a ganhar as três “grandes” no mesmo ano. Caminhamos para o último terço da época e a reta final pode colocar a Jumbo-Visma no patamar mais alto da história do ciclismo caso vença a terceira grande Volta da temporada. Nenhuma equipa ganhou as três grandes Voltas no mesmo ano… embora algumas tivessem ficado perto. Jacques Anquetil (Saint-Raphaël–R. Geminiani–Dunlop), Eddy Merck (Molteni) e Hinault (Renault-Gitane-Campagnolo) ganharam consecutivamente Vuelta, Giro e Tour – à época a Vuelta corria-se em maio daí a ordem das corridas. Já Chris Froome (SKY) fez a tripla Tour, Vuelta e Giro em 2017/18 com o atual calendário. Chris Froome (SKY) fez a tripla Tour, Vuelta e Giro em 2016/17Creditos: ASO/A.Broadway Uma variação curiosa e que só se verificou em 2018 foi a mesma nação ganhar as três grandes Voltas com ciclistas diferentes: foi o caso da Grã-Bretanha com Froome, Geraint Thomas e Simon Yates. Historicamente as equipas que mais grandes voltas ganharam são: Movistar 15 (ainda no ativo) Ineos 12 (ainda no ativo) Renault-Elf 11 Discovery Channel 10 Astana 9 (ainda no ativo) A Jumbo-Visma começou 2022 com seis triunfos, mas Primoz Roglic no Giro e Jonas Vingegaard no Tour aumentaram para oito as conquistas do projeto neerlandês em três semanas. O segredo está no contrarrelógio A antiga Rabobank existe desde 1990 e estreou-se a ganhar em três semanas com Dennis Menchov (Vuelta 2007). Caso vença a Vuelta com Primoz Roglic – o líder designado embora Vingegaard também esteja presente – fará história duplamente. Primeiro porque se torna a primeira equipa a juntar Giro, Tour e Vuelta no mesmo ano; segundo porque será a quarta de Roglic que igualará o até agora recordista Roberto Heras. Colocando de lado a história e a estatística, é curioso notar que na base do glorioso ano de 2023 da Jumbo-Visma está o contrarrelógio. Créditos: LaPresse No Giro foi na cronoescalada do Monte Lussari que Roglic virou a corrida e tirou a camisola rosa a Thomas; o esloveno ganhou 40 segundos ao britânico e 42 a João Almeida na cronoescalada. Pelo meio até lhe saltou a corrente senão a diferença teria sido maior. No Tour não houve remontada porque Vingegaard liderava com 10 segundos sobre Pogacar, mas meteu-lhe 1:48 em 22,4km o que dá um ganho de 4,5 segundos por quilómetro! É preciso recuar a 1961 aos tempos de Anquetil para encontrar uma diferença tão grande entre 1º e 2º num crono no Tour de France. Creditos: A.S.O./Pauline Ballet Está claro que há uma superioridade clara neste tipo de etapas por parte da Jumbo-Visma: o segredo está no contrarrelógio! Por isso na Vuelta atenção a dois dias em particular: logo na abertura temos contrarrelógio por equipas de 14,6km em Barcelona e após o primeiro dia de descanso há contrarrelógio individual de 25km em Valladolid. Em ambos os dias o terreno é plano e para especialistas. Recordemos que na edição passada foi a Jumbo-Visma que dominou o contrarrelógio por equipas em Utrecht que levou Robert Gesink à camisola vermelha. Poderemos estar perante o maior feito de uma equipa numa temporada no ciclismo. A Vuelta dirá como termina a história, mas aconteça o que acontecer sabemos que o segredo está no contrarrelógio. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jonas Vingegaard vai fazer a Vuelta a Espanha A notícia é avançada pela imprensa espanhola, que após alguns minutos de conversa com Jonas Vingegaard durante a manhã deste domingo, antes da saída para a derradeira etapa do Tour de France, obteve esta informação do ciclista da Jumbo-Visma. Antes da partida para a consagração nos Campos Elisios, onde juntamente com a equipa irá festejar a segunda vitória consecutiva no Tour de France, Vingegaard terá confirmado ao jornal Marca que estará a liderar a Jumbo-Visma juntamente com Primoz Roglic na Vuelta a Espanha. Jumbo-Visma quer os dois líderes na Vuelta A Jumbo-Visma joga assim "todas as cartas" para conseguir algo inédito na história do ciclismo, conseguir as três grande voltas numa só temporada, numa corrida na qual estarão presentes nomes como João Almeida, Geraint Thomas, Enric Mas ou Remco Evenepoel. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 2.ª edição da Volta a França Feminina - Em direto no Eurosport De 23 a 30 de julho cumpre-se a 2.ª edição Tour de France Femmes avec Zwift, a Volta a França em bicicleta feminina, uma corrida que pode ser vista em direto no canal Eurosport, que garante a cobertura do evento com 22 horas em direto de toda a ação das estradas francesas.   Este domingo, antes de Paris se converter no centro de todas as atenções dos fãs de ciclismo, ao consagrar o vencedor do Tour masculino, arranca no Eurosport 1, às 11:00h, o direto da etapa inaugural da 2.ª edição do Tour feminino, o Tour de France Femmes avec Zwift. O pelotão cumpre uma tirada de 123,8 quilómetros com partida e chegada em Clermont-Ferrand. Seguem-se sete exigentes etapas que cobrem todo o tipo de percursos totalizando mais de 950 quilómetros e um final muito duro com alta montanha com a ascensão ao Col du Tourmalet (2116m de altitude) e um contrarrelógio decisivo no último dia, de 22 quilómetros, em Pau. As favoritas A Volta a França Feminina contará com 154 ciclistas de 22 equipas e destaca-se pela presença de estrelas como Annemiek van Vleuten, neerlandesa que defende o título conquistado no ano passado, Demi Vollering, Lorena Wiebes, Marlen Reusser, Lotte Kopecky, Elsa Longo Borghini, Silvia Persico ou Kasia Niewiadoma. Créditos: A.S.O/ThomasMaheux Quem vestirá a camisola amarela em Pau e entrará para a história como a grande vencedora da 2.ª edição do Tour de France Femmes avec Zwift? A resposta é dada durante a próxima semana, 23 a 30 de julho em direto no Eurosport. Dias e horários 23 de julho: 1.ª etapa – Clermont-Ferrand – Clermont-Ferrand – 123,8km [E1 – 11:00h] 24 de julho: 2.ª etapa – Clermont-Ferrand – Mauriac – 151,7km [E1 – 14:00h] 25 de julho: 3.ª etapa – Collonges-la-Rouge – Montignac-Lascaux – 147,2km [E1 – 14:00h] 26 de julho: 4.ª etapa – Cahors – Rodez – 177,1km [E1 – 14:00h] 27 de julho: 5.ª etapa – Onet-le-Châteu – Albi – 126,1km [E1 – 14:00h] 28 de julho: 6.ª etapa – Albi – Blagnac – 122,1km [E1 – 14:00h] 29 de julho: 7.ª etapa – Lannemezan – Col du Tourmalet – 89,8km [E1 – 16:00h] 30 de julho: 8.ª etapa – Pau – Pau – Contrarrelógio Individual 22,6km [E1 – 14:05h] Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 20 Tadej Pogacar (UAE Emirates) venceu hoje a 20.ª e penúltima etapa da 110.ª edição da Volta a França, num dia em que Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) confirmou a revalidação do título desta que é considerada por larga maioria como a melhor prova de ciclismo do atual panorama mundial. Foi notória a vontade de Pogacar em dar um ar da sua graça nestes últimos dias de prova, e assim o conseguiu ao conquistar a segunda vitória nesta edição e a 11.ª da carreira no Tour, depois de completar os 133,5 quilómetros da ligação entre Belfort e Le Markstein, com o registo de 03:27.18 horas, numa despedida do traçado montanhoso, superiorizando-se no sprint final a Felix Gall (AG2R Citroën) e a Jonas Vingegaard, respetivos segundo e terceiro classificados, com o mesmo tempo registado. Dia de consagração para Vingegaard na despedida do Tour Amanhã, domingo, será dia para Jonas Vingegaard ser consagrado como bicampeão do Tour, nos 115,1 quilómetros da ligação entre Saint-Quentin-en-Yvelines e os Campos Elísios, em Paris. Vingegaard e Pogacar, líder e více-líder da 110.ª edição da mais mediática prova de ciclismo do mundo, protagonizaram durante as últimas três semanas uma disputa digna de se ver e apreciar pela vitória final no Tour, com o dinamarquês da Jumbo-Visma a sair por cima, numa vitória justa. Amanhã, será assim dia de festa e balanço de mais uma grande edição do Tour. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=S_nZsYgeyFA&t=2s Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01POGACAR Tadej UAE Team Emirates03:27:1802GALL Felix AG2R Citroën Team+ 0003VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 0004YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 0005YATES Adam UAE Team Emirates+ 0706BARGUIL Warren Arkéa-Samsic+ 3307PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 3308BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 3309JOHANNESSEN Tobias Halland Uno-X Pro Cycling Team+ 5010MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 50 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma79:16:3802POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 07:2903YATES Adam UAE Team Emirates+ 10:5604YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 12:2305RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 13:1706BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 13:2707HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 14:4408GALL Felix AG2R Citroën Team+ 16:0909GAUDU David Groupama-FDJ+ 23:0810MARTIN Guillaume Cofidis+ 26:30 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 19 O esloveno Matej Mohoric (Bahrain Victorious) foi o homem do dia nesta 110.ª edição da Volta à França, ao vencer a 19.ª etapa, resultado confirmado com recurso ao photo finish. O ciclista esloveno de 28 anos superiorizou-se por escassos centímetros a Kasper Asgreen (Soudal Quick-Step), que parecia lançado para a segunda vitória consecutiva em etapas, mas que acabou surpreendido por Mohoric. Este foi o terceiro conquista em etapas por parte de Mohoric, depois de completar os 172,8 quilómetros da ligação entre Moirans-en-Montagne e Poligny, com o registo de 03:31.02 horas, com Kasper Asgreen a ficar então em segundo, com o mesmo tempo, enquanto que em terceiro lugar ficou Ben O’Connor (AG2R Citroën), com quatro segundo de atraso. Partilhamos a entrevista após a etapa, na qual Matej Mohoric descreve em poucas palavras a dureza de ser ciclista profissional e de fazer uma grande volta. https://twitter.com/LeTour/status/1682422045458550785 Topo da geral tranquilo em vésperas da última etapa de montanha No topo da geral, hoje foi um dia tranquilo, algo que já se esperava tendo em conta a vantagem de 07.35 minutos, com que o camisola amarela Jonas Vingegaard tem sobre o segundo classificado, Tadej Pogacar (UAE Emirates). Créditos da imagem: A.S.O. A fechar o pódio da geral continua Adam Yates, companheiro de equipa de Pogacar, na UAE Emirates, que se encontra já a 10.45 minutos de Vingegaard, e que tem como principal preocupação neste momento a manutenção do atual terceiro posto da geral. Visto isto, amanhã, no antepenúltimo dia de prova e último dia de montanha, nos 133,5 quilómetros da ligação entre Belfort e Le Markstein, com seis contagens de montanha no trajeto, as duas últimas de primeira categoria as lutas esperadas, já não se prendem com a discussão do grande vencedor final da prova, lugar destinado a Jonas Vingegaard. Vídeo resumo https://www.youtube.com/embed/wniEJBRzyo4 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01MOHORIC Matej Bahrain Victorious03:31:0202ASGREEN Kasper Soudal Quick-Step+ 0003O'CONNOR Ben AG2R Citroën Team+ 0404PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck+ 3905PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 3906LAPORTE Christophe Jumbo-Visma+ 3907MEZGEC Luka Team Jayco-AlUla+ 3908BETTIOL Alberto EF Education-EasyPost+ 3909TRENTIN Matteo UAE Team Emirates+ 3910PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 39 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPA TEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma75:49:2402POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 07:3503YATES Adam UAE Team Emirates+ 10:4504RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 12:0105YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 12:1906BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 12:5007HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 13:5008GALL Felix AG2R Citroën Team+ 16:1109KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 16:4910GAUDU David Groupama-FDJ+ 17:57 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Scicon Aeroscope - Os óculos de Tadej Pogacar e João Almeida A Scicon Sports lançou este ano um novo modelo de óculos de sol para performance desportiva, os Scicon Aeroscope, modelo utilizado pelos ciclistas da UAE Team Emirates como João Almeida, Tadej Pogacar, Rui e Ivo Oliveira, entre outros. João Almeida com os Aeroscope - UAE Team Emirates Segundo a Scicon, o modelo Aeroscope foi desenhado em parceria com os ciclistas profissionais e com grande atenção aos detalhes, para oferecer a melhor experiência de ciclismo possível. Características principais. Ajustabilidade Uma das principais características dos Aeroscope são as hastes ajustáveis em comprimento denominadas de "ScalaTM", que permitem que se descubra o ajuste ideal para qualquer que seja o sistema de retenção do capacete e dimensão da cabeça. Assim sendo, é possível aumentar ou diminuir o tamanho das hastes com facilidade para definir o comprimento que melhor se adapta às suas necessidades, com o objectivo de garantir o máximo de conforto e estabilidade enquanto pedala. O sistema de apoio nasal, que a marca denomina como "Horizon AdaptTM" é um apoio nasal ajustável em altura que permite ajustar o campo de visão do ciclista com maior precisão. Quer os ciclista prefira uma posição mais agressiva e baixa ou uma postura mais relaxada e direita, pode personalizá-la em 5mm. Com um simples empurrão ou puxão do apoio nasal Horizon AdaptTM, cada ciclista pode adaptar em 5mm a posição da lente, permitindo eliminar o brilho e o desconforto, caso seja necessário. Ventilação A entrada de ar "VenteXTM" está localizada no centro superior da lente, estrategicamente posicionada fora do campo de visão do ciclista para proteger o mesmo da luz direta. O objectivo é facilitar, principalmente, o fluxo de ar para prevenir o embaciamento atrás da lente e permite uma substituição de lente. Desenhados especificamente para ciclismo Segundo a marca, a inclinação pantoscópica da armação de 12° é duas vezes maior do que a dos óculos de sol padrão. Esta característica proporciona aos ciclistas o ângulo de lente ideal enquanto usam o capacete, resultando numa redução da resistência aerodinâmica e, assim sendo, num melhor desempenho desportivo. Michael Matthews com os Aeroscope - Team Jayco AlUla A lente A marca informa que a lente SCN-PPTM UV400 bloqueia toda a luz até 400 NM, incluindo os raios UVA e UVB. Esta é revestida com tratamento hidrofóbico e oleofóbico para repelir água, óleos e sujidade, com o objectivo de proporcionar uma visão clara em condições desafiantes e permitir observar cores e contrastes com maior detalhe. Rui Oliveira com os Aeroscope - UAE Team Emirates Armação ecológica De acordo com a Scicon, a armação é amiga do ambiente, pois é composta por óleos vegetais, mais seguros para o meio ambiente, mas que também a tornam mais duradoura, leve e resistente às condições mais adversas. Preços e cores Podes ver os vários modelos e cores disponíveis dos Scicon Aeroscope, assim como ver o preço e inclusive comprar no site da marca: sciconsports.com Matteo Trentin com os Aeroscope - UAE Team Emirates A Scicon é uma marca italiana fundada em 1980 numa garagem perto de Bassano del Grappa, Itália, conhecida como a cidade berço da indústria de ciclismo. Apesar de sempre ter sido uma referência em sacos e bolsas de transporte direcionadas ao ciclismo, em 2019, a SCICON entrou no mercado de óculos desportivos de performance e rapidamente se tornou uma referência ao patrocinar a equipa de Tadej Pogacar, vencedor do Tour de France em 2020 e 2021. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Não mudes Tadej Pogacar Oiço meio mundo criticar a UAE Team Emirates pela forma como geriu a época de Tadej Pogacar, criticar o próprio Pogacar por querer vencer as clássicas da primavera e na mesma época vencer o Tour de France, mas quando paro para refletir comigo mesmo (apesar de atribuir um certo sentido ao que oiço meio mundo dizer), penso: caramba, mas eu gosto de ver Pogacar tal como ele é, a correr na primavera, a vencer e a dar espetáculo, assim como no Tour. À esquerda Tadej Pogacar, à direita Jasper Philipsen, ambos com com 20 anos de idade na Volta ao Algarve.Créditos da imagem: Topcycling.pt Muitos amigos do meio do ciclismo e mesmo adeptos menos acérrimos me enviaram mensagens, ligaram-me para partilhar a sua opinião e ouvir a minha. Não fui capaz de dizer de uma forma convicta que sim, Pogacar deve refletir e mudar a forma como planeia a sua temporada. Quis o destino que Tadej Pogacar vencesse um Tour de France com 21 anos de idade, antes mesmo de vencer uma clássica, mas imaginemos que antes de vencer o Tour, tinha vencido uma Flandres, tudo mudaria, até provavelmente a carreira do prodígio esloveno. Pódio do Tour de France 2020 - Creditos imagem: A.S.O./Pauline Ballet Se Pogacar vencesse antes uma Flandres ou uma Liége e depois um Tour, provavelmente seria um ciclista de clássicas a vencer uma grande volta e não um voltista a vencer clássicas. Assim, muitos dos que hoje dizem que Pogacar tem que repensar a sua forma de correr, que tem que refletir, que necessita mudar a abordagem à temporada, provavelmente teriam um discurso diferente, talvez no sentido de aplaudir um ciclista de clássicas que conseguiu vencer dois Tour de France. "Impressionante, muito faz ele!" ... poderíamos ouvir, sem nunca ser colocada em causa a forma como ele e a equipa planeiam a temporada. Relembro, Tadej Pogacar tem 24 anos e já venceu dois Tour's, se refletirmos um pouco, existe a hipótese de nem ele, nem a própria equipa saberem quais os seus limites, ou que tipo de ciclista é ele realmente, ainda estão a descobrir ano após ano. Tadej Pogacar no Tour 2021 - Creditos imagem: A.S.O./Charly Lopez Porquê é Pogacar um voltista e não um ciclista de clássicas? Porque venceu o Tour de France duas vezes, antes do que venceu depois disso. Rui Costa, nesta entrevista com Gonçalo Moreira em 2022, diz que não se sabe até onde pode ir Tadej Pogacar, da mesma forma que ele é brincalhão e sem uma ponta de stress, também é ambicioso e onde entra é para vencer. https://www.youtube.com/watch?v=h7HsaFmpS20&t= Outros fenómenos Por exemplo, Remco Evenepoel já venceu uma Vuelta a Espanha e hoje em dia muitos analistas e críticos de ciclismo ainda não têm a certeza se será um bom voltista, estes ciclistas ainda se estão a descobrir a si próprios. Creditos imagem: Unipublic / Sprint Cycling Agency Os anos vão passando, vamos assistindo ao desporto que é a nossa paixão, vão aparecendo talentos que apreciamos, mas no fundo antes de Pogacar, Vingegaard, Evenepoel, Van der Poel, van Aert ou Pidcock (pode escapar-me algum) o ciclismo era sempre a mesma coisa, as mesma táticas, estes ciclistas trouxeram uma lufada de ar fresco ao mundo do ciclismo porque são imprevisíveis, competem para vencer durante quase todo o ano, não têm medo de atacar, não têm medo de competir nas corridas que os apaixonam, são espontâneos na forma de correr e de planear as suas temporadas. Queremos nós que isso mude? Eu não! Creditos imagem: A.S.O./Pauline Ballet Na minha opinião Mathieu van der Poel já podia ter duas vitórias na Paris-Roubaix (tem uma), se tivesse sido mais frio e inteligente nos últimos quilómetros da corrida em 2021 , não o foi, correu com o coração e no final pagou o preço, Sony Colbrelli e Florian Vermeersh souberam poupar mais energia e foram mais rápidos no sprint final, enquanto ele ficou no lugar mais baixo do pódio. Mas se Mathieu van der Poel não fosse assim, eu não teria assistido à vitória mais impressionante que alguma vez assisti numa clássica, como aquela que foi a do holandês na Amstel Gold Race em 2019. Se ele fosse como os outros não teria corrido assim naquele dia, mas foi Mathieu van der Poel. (Vi de novo o final, esta vitória de van der Poel na Amstel 2019 é digna de um "Nobel do ciclismo"). https://www.youtube.com/watch?v=Yi4opDanurU&t= No entanto, os dissabores trazem lições e Mathieu van der Poel já corre de forma diferente hoje em dia. É legítimo que Tadej Pogacar queira tentar o record de vitórias do Tour de France e que só pense nisso, que sacrifique tudo o que gosta por isso (como correr as clássicas da primavera por exemplo), mas também é legítimo que não o faça e que continue a ser Tadej Pogacar, a correr e a dar espetáculo na primavera assim como no Tour de France, porque é isso que o torna único. Para o jovem esloveno, Flandres é o dia mais divertido do ano, como disse nesta entrevista a Gonçalo Moreira: Entrevista com Tadej Pogacar. Sou fã de ciclismo e de Tadej Pogacar (assim como de Vingegaard), eles que continuem a oferecer-nos o espetáculo que têm oferecido por mais uns quantos anos e, já agora, que Pogacar vença uma Flandres e um Tour de France no mesmo ano porque apesar de eu não perceber muito disto, acho-o possível. O ciclismo é um desporto muito duro, tanto fisicamente como mentalmente, estes ciclistas treinam como "animais" para ter o desempenho que têm, se não treinarem com gosto e motivação para competir onde gostam, não vão durar muito. Vitórias de Tadej Pogacar na temporada de 2023 Vuelta a Andalucia Ruta Ciclista Del Sol Paris - Nice Tour de Flandres Amstel Gold Race La Flèche Wallonne Campeão Nacional de Contrarrelógio e de Fundo Tour de France - Etapa 6 A temporada ainda não terminou, Tadej Pogacar vai ter mais oportunidades para vencer este ano, mas mesmo não vencendo, o que dizer da temporada deste jovem? Além disso, o desporto não se trata só de vencer. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 18 Kasper Asgreen (Soudal Quick-Step) venceu hoje a 18.ª etapa da 110.ª edição da Volta à França. O ciclista dinamarquês de 28 anos foi o mais rápido a completar os 184,9 quilómetros da ligação entre Moûtiers e Bourg-en-Bresse, com o registo de 04:06.48 horas, superirorizando-se a Pascal Eenkhoorn (Lotto Dstny), e a Jonas Abrahamssen (Uno-X), seus companheiros de fuga e respetivos segundo e terceiro classificados. Com este resultado, Kasper Asgreen estreou-se assim a vencer no Tour, e deu ainda a primeira vitória à Soudal Quick-Step na presente edição da prova. Vingegaard às portas da glória No que diz respeito à classificação geral, aí Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) está mesmo às portas da glória, liderando com 07.35 minutos de vantagem sobre o esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates), depois de uma etapa em que ambos chegarem integrados no pelotão. A fechar o pódio continua igualmente Adam Yates, companheiro de equipa de Pogacar na UAE Emirates, este a 10.45 minutos de Vingegaard. Depois da etapa de ontem, já não restam dúvidas em relação à revalidação do título por parte de Vingegaard e da Jumbo-Visma, sendo assim esperado que os 172,8 quilómetros da etapa de amanhã, entre Moirans-en-Montagne e Poligny, tragam poucas novidades no que ao topo da geral diz respeito. Wout Van Aert abandona prova devido ao nascimento do filho Outra das notícias do dia foi o abandono de Wout Van Aert, de forma acompanhar o nascimento do segundo filho, notícia confirmada pela Jum-Visma. Van Aert despede-se assim mais cedo do Tour, mas, mais uma vez, deixou a sua marca na prova, pela forma como lutou e contribuiu para o sucesso do seu colega de equipa, Jonas Vingegaard. Apesar de não ter conseguido conquistar qualquer etapa nesta 110.ª edição do Tour, Van Aert garantiu ainda dois segundos lugares e dois terceiros, numa prestação meritória que não está ao alcance de qualquer um. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=_gyxKNDvHOg Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01ASGREEN Kasper Soudal Quick-Step04:06:4802EENKHOORN Pascal Lotto Dstny+ 0003ABRAHAMSEN Jonas Uno-X Pro Cycling Team+ 0004PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck+ 0005PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 0006BOL Cees Astana Qazaqstan Team+ 0007MEEUS Jordi BORA-hansgrohe+ 0008TRENTIN Matteo UAE Team Emirates+ 0009LAPORTE Christophe Jumbo-Visma+ 0010MOZZATO Luca Arkéa-Samsic+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma72:04:3902POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 07:3503YATES Adam UAE Team Emirates+ 10:4504RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 12:0105YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 12:1906BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 12:5007HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 13:5008GALL Felix AG2R Citroën Team+ 16:1109KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 16:4910GAUDU David Groupama-FDJ+ 17:57 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek Madone SLR da equipa Lidl-Trek Tivemos nas mãos a fantástica Trek Madone SLR da equipa profissional World Tour, a Lidl-Trek (antiga Trek-Segafredo). Neste artigo mostramos-te a máquina que Mads Pedersen, Giulio Ciccone, Bauke Mollema ou Jacobo Mosca utilizam nas corridas mais mediáticas do mundo, como o Tour de France. Trek Madone SLR Tivemos acesso à bicicleta antes do Tour de France, pelo que os patrocínios ainda são os anteriores, visto a equipa ter estreado novas cores e patrocínios no início desta edição do Tour. A nova Trek Madone SLR foi lançada em 2022 e marcou desde logo a industria pelo seu design inovador e futurista. A sétima geração deste modelo surgiu com a inovadora tecnologia IsoFlow, com grandes melhorias aerodinâmicas e com um design completamente novo para reduzir o peso.  Tecnologia IsoFlow A conhecida tecnologia IsoFlow da Trek foi reformulada especificamente para este modelo, por forma a poupar gramas, é inédita e permite igualmente que o espigão flexione nos impactos para uma condução mais suave (Mads Pedersen utilizou este modelo nas clássicas do pavê). Segundo a marca, esta tecnologia também melhora a aerodinâmica e reduziu o peso para ganhar segundos preciosos em competição.  A tecnologia IsoFlow integrada no tubo do espigão, eleva a integração da Madone e dá um aspecto inconfundível à bicicleta no pelotão Word Tour.  Integração aperfeiçoada  O novo cockpit, totalmente integrado com apenas uma peça foi pensado para melhorar a rigidez e aerodinâmica da Madone. Digamos que esteticamente é também uma peça fantástica e dá um toque de classe à estética da bicicleta. O Guiador/avanço integrado da Trek Madone SLR tem um visual completamente limpo de cablagens, o que dá um aspecto belíssimo à bicicleta, mas segundo o mecânico da equipa dificulta um pouco mais a tarefa, quando é necessário trocar o guiador ou fazer manutenção. Este novo guiador permite a montagem de acessórios na parte dianteira, como o suporte do dispositivo de treino K-Edge utilizado pela equipa Lidl-Trek. Na testa do quadro pode verificar-se o design aero que referi no início, assim como toda a cablagem oculta. É visível todo o estudo e atenção à aerodinâmica dedicada a este modelo, levando-nos quase a confundir as linhas com uma bicicleta de contrarrelógio. Transmissão A equipa Trek-Segafredo utiliza componentes Sram para equipar todas as suas bicicletas, desde a transmissão à travagem, tudo fica a cargo da gama Sram Red, sendo a transmissão electrónica de 12 velocidades. Neste caso, a Trek Madone SLR de Jacopo Mosca tinha montados pratos 54/41. A equipa utiliza ainda pratos 52/39 para etapas onde o terreno seja mais ondulado, ou 50/37 em etapas de montanha bastante duras. Pneus e rodas A Trek-Segafredo utiliza rodas Bontrager (marca de componentes da Trek), que no caso da Madone que tivemos nas mãos, eram as rodas Bontrager Aeolus RSL 62, com um perfil de 62mm. Todas as bicicletas têm montados pneus Pirelli, e embora na equipa utilizem tecnologia tubeless e tubular, a Trek Madone de Jacobo Mosca tinha montados os Pirelli P Zero 28mm. tubeless. Além dos treinos diários, os ciclistas profissionais passam muitas horas em cima da bicicleta em corrida, pelo que os pontos de contacto com a bicicleta são de extrema importância, pois se existe desconforto o ciclista não consegue ter rendimento. Um dos pontos de contacto mais importantes é o selim, e a Lidl-Trek utiliza selins Bontrager. A escolha de Jacobo Mosca é o Bontrager Aeolus P2 RSL, um selim de estrada ultraleve e aerodinâmico, que de acordo com a marca tem um recorte integral que maximiza a potência e minimiza a pressão nos tecidos sensíveis para um conforto constante. Trek Project One O Project One é a denominação que a Trek dá à possibilidade de cada cliente personalizar a sua própria bicicleta. No caso da bicicleta que tivemos nas mãos, esta tinha a decoração da equipa mas nesta edição do Tour de France muitos dos ciclistas da equipa estão a utilizar bicicletas com diferentes personalizações. O Project One ICON é uma coleção premium de esquemas de pintura que representa o mais elevado nível artístico em bicicletas personalizadas. Preço e disponibilidade A Trek Madone SLR igual à da equipa Lidl-Trek-Segafredo tem o preço de 13.999,00 €, e podes ver todas as especificações técnicas deste modelo em www.trekbikes.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 17 Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) parece ter garantido hoje a revalidação do título na Volta a França. O ciclista dinamarquês de 24 anos ganhou hoje, na 17.ª etapa, quase seis minutos ao seu grande rival, Tadej Pogacar (UAE Emirates), que quebrou completamente a cerca de 20 quilómetros da meta. Felix Gall (AG2R Citroën) venceu a etapa, depois de se ter exibido em grande plano, completando os 165,7 quilómetros da ligação entre Saint-Gervais Mont-Blanc e Courchevel, com o registo de 04:49.08 horas, superiorizando-se a Simon Yates (Jayco AlUla), segundo classificado a 34 segundos, e a Pello Bilbao (Bahrain Victorious), respetivo terceiro classificado a 01.38 minutos. Creditos imagem: A.S.O./Pauline Ballet O ciclista australiano de 25 anos estreou-se assim a vencer no Tour, logo na etapa rainha desta 110.ª edição da Volta a França, num dia que certamente jamais irá esquecer. Pogacar quebrou perante um Vingegaard tranquilo Creditos imagem: A.S.O./Pauline Ballet Hoje assistiu-se a algo inédito. Pogacar quebrou completamente, perante um Vingegaard muito tranquilo, que partiu para esta etapa com 1.48 minutos de vantagem. Hoje na acérrima luta entre dois ciclistas que prometem gravar o seu nome na história deste desporto, Pogacar demonstrou que é humano e ‘rebentou’ fisicamente, e o seu semblante não lhe permitia mentir. A estrela da UAE lutou até onde conseguiu, mas foi obrigado a perceber que neste momento Vingegaard, estrela da Jumbo-Visma, está a atravessar um melhor momento de forma. Topo da geral mantém-se mas com Vingegaard destacado Creditos imagem: A.S.O./Pauline Ballet O topo da geral mantém-se, mas agora com a diferença entre líder e vice-líder bem mais acentuada. Jonas Vingegaard lidera agora a geral com 07.35 minutos de vantagem sobre Tadej Pogacar. No último lugar do pódio continua Adam Yates, a 10.45 da liderança, mas com o terceiro lugar mais seguro, perante a ameaça de Carlos Rodriguez (INEOS), que figura no quarto posto. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=nTGWORHukVo Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01GALL Felix AG2R Citroën Team04:49:0802YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 3403BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 01:3804VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 01:5205GAUDU David Groupama-FDJ+ 02:0906JOHANNESSEN Tobias Halland Uno-X Pro Cycling Team+ 02:3907HARPER Chris Team Jayco-AlUla+ 02:5008MAJKA Rafal UAE Team Emirates+ 03:4309YATES Adam UAE Team Emirates+ 03:4310KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 03:49 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma67:57:5102POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 07:3503YATES Adam UAE Team Emirates+ 10:4504RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 12:0105YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 12:1906BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 12:5007HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 13:5008GALL Felix AG2R Citroën Team+ 16:1109KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 16:4910GAUDU David Groupama-FDJ+ 17:57 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 16 Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) deu hoje um passo de gigante para revalidar o título na Volta a França, ao vencer o contrarrelógio da 16.ª etapa com uma vantagem de 1.38 minutos para Tadej Pogacar (UAE Emirates), principal rival na luta pelo título. O ciclista dinamarquês de 26 anos esteve em grande nível, cumprindo os 22,4 quilómetros  da ligação entre Passy e Combloux, com o registo de 32.36 minutos relegando Pogacar para o segundo lugar do dia, com 1.38 minutos de atraso, sendo Wout van Aert, seu companheiro de equipa na Jumbo-Visma a ocupar o último lugar do dia, a 02.51 minutos. Creditos: A.S.O./Pauline Ballet Geral com diferenças mais acentuadas O topo da geral está neste momento com as diferenças bem mais acentuadas. Vinegaard mantém a liderança, mas agora reforçada, com 1.48 minutos de vantagem para o vice-líder Tadej Pogacar, enquanto que no terceiro posto surge Adam Yates, companheiro de equipa de Pogacar na UAE Emirates, já com 8.52 minutos de atraso para o topo. Esta diferença ilustra na perfeição o que tem sido a luta à parte de Vingegaard e Pogacar, dois ciclistas que se distanciam do restante pelotão presente no Tour, e que têm feito desta edição uma das melhores dos últimos anos. Hoje, Pogacar parece ter sido realmente surpreendido, enquanto que Vingegaard deu um claro sinal ao mundo do ciclismo, que a vitória no Tour do ano passado não foi por acaso. Para muitos, amanhã é dia da etapa rainha Amanhã, quarta-feira, corre-se aquela que é considerado por muitos como a etapa rainha desta 110.ª edição da Volta a França e que marca a despedida dos Alpes, numa tirada com um total de 165,7 quilómetros, na ligação entre Saint-Gervais Mont-Blanc e Courchevel, num traçado que engloba uma contagem de montanha de categoria especial e duas de primeira. Vingegaard partirá de amarelo com uma margem considerável, 1.48 minutos, para o seu grande rival, Tadej Pogacar, que apesar desta desvantagem não atirará ainda a toalha ao chão. Quem segue a carreira da estrela da UAE Emirates sabe que este irá atacar, e muito provavelmente, mais cedo do que o tem feito nas etapas já disputadas, pois o tempo de atraso assim o obriga. Vingegaard e a Jumbo-Visma tem mão e meia na Taça, mas Pogacar e a UAE Emirates não se renderão até final. Vamos ver o que acontecerá até final, mas, neste momento, Vingegaard parece estar melhor que Pogacar e é o grande candidato a chegar aos Campos Elísios, em Paris, como dono da camisola amarela. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=r703iGbkfVU Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma32:3602POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 01:3803VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 02:5104BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 02:5505YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 02:5806CAVAGNA Remi Soudal Quick-Step+ 03:0607YATES Adam UAE Team Emirates+ 03:1208SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 03:2109PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 03:3110GAUDU David Groupama-FDJ+ 03:3 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma63:06:5302POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 01:4803YATES Adam UAE Team Emirates+ 08:5204RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 08:5705HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 11:1506KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 12:5607BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 13:0608YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 13:4609GAUDU David Groupama-FDJ+ 17:3810GALL Felix AG2R Citroën Team+ 18:19 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Dentro da UAE Team Emirates - Vive Le Tour Embora eu note pela experiência dos dados a que tenho acesso, que o público português ainda seja muito "Facebookiano", por todo o mundo empresas, equipas, atletas e entidades apostam cada vez mais no Youtube, porque este permite desenvolver e mostrar conteúdo de uma forma que não se consegue no Facebook, Instagram, ou TikTok. Faço esta introdução porque além de fazer os vídeos do canal Youtube do TopCycling, também consumo muito Youtube, costumo chamar-lhe em modo de brincadeira, o Netflix do pobres, pois temos acesso a uma grande variedade de temas, de forma gratuita. Por norma no Youtube os vídeos duram mais do que os 30 segundos de um Reel do Instagram, é necessário mais tempo para assistir, mas vemos e sabemos mais sobre tudo. Tenho acompanhado os vídeos da UAE Team Emirates durante o Tour de France, acho que estão melhor conseguidos que os do Giro (como conteúdo) e resolvi partilhar com os que seguem o nosso trabalho aqui no Topcycling. No caso de ainda não terem visto, deixo-vos todos os episódios. Além do canal da UAE Team Emirates, aproveitem também para subscrever o nosso canal Youtube aqui. Vive Le Tour - UAE Team Emirates Episódio 1 - Partida em Bilbao https://www.youtube.com/watch?v=K3tFkUy0Ukw Episódio 2 - Quatro dias de etapas duras no Tour de France https://www.youtube.com/watch?v=k72o16G2_2Y Episódio 3 - Os Pirinéus nunca decepcionam https://www.youtube.com/watch?v=mTOxJsTkyVs Episódio 4 - Os crocodilos e os tigres - Sabe mais mais sobre o "Plano C" da UAE https://www.youtube.com/watch?v=RxloVq3pKog Episódio 5 - As motos no Grand Colombier https://www.youtube.com/watch?v=2IvlD7mYJyw&t= Episódio 6 - A semana dramática após o contrarrelógio https://youtu.be/2jRKr7luOKk Pormenores como a pesagem da comida, o tipo de pneus utilizados, as emersões em gelo para recuperação, as reuniões de equipa, as entrevistas após as etapas, as reações de cada um, enfim, vê-se o espírito vivido dentro de uma das melhores equipas do mundo, algo impossível há uns anos atrás. Créditos vídeo e fotografia: Fizza - UAE Team Emirates ### Os três rounds decisivos para Vingegaard e Pogacar Análise às etapas-chave que decidirão o Tour de France. Contrarrelógio de 3ª feira ditará a estratégia de Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar. Vem aí um final incrível do Tour de France! Há três etapas para mexer com a classificação geral, dois dias de transição para especular entre fuga ou sprint e a passeata até Paris. Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) e Tadej Pogacar (UAE Emirates) têm mais de cinco minutos de vantagem sobre o 3º classificado, Carlos Rodriguez (Ineos Grenadiers). É quase certo que pelo terceiro ano consecutivo vão terminar no 1º ou no 2º lugar – nunca em 109 edições do Tour de France os mesmos dois ciclistas fecharam nos dois primeiros lugares em três anos seguidos! Tour de France 2023 - Etapa 14 - POGACAR Tadej (UAE TEAM EMIRATES), VINGEGAARD Jonas (JUMBO-VISMA). Créditos: A.S.O./Pauline Ballet Tiramos os chapéus pelo espetáculo oferecido até agora. Na segunda semana foram quebrados recordes de ascensão ao Grand Colombier e a Saint Gervais Mont Blanc. Em Joux Plane fizeram 10km ao ritmo de Marco Pantani e só não caiu o recorde pelo jogo tático e o incidente com as motas. A cobiça pelo 3º posto também é grande. Há 1:17 a separar Rodriguez, Adam Yates (UAE Emirates) e Jai Hindley (Bora-hansgrohe). Uma nota aqui entre nós. Não arrisco um prognóstico para o vencedor final, mas já tinha escrito no Guia do Tour de France que Carlitos Rodriguez é o meu outsider para o pódio. Contrarrelógio ditará a estratégia Na terça-feira regressa a ação com o contrarrelógio individual de 22km entre Passy e Combloux. Inclui subida ao Côte de Domancy – foi aqui que Bernard Hinault se consagrou campeão mundial em 1980. O exigente Hinault deve estar entretido pela forma de correr de Vingegaard e de Pogacar. Mesmo atacando-se sem piedade partem para a terceira semana separados por nove segundos. O contrarrelógio ditará a estratégia para os outros dias chave e precede a etapa rainha na quarta-feira: 165,7km alpinos com 5400m de desnivel positivo acumulado e um final monstruoso com 28km de subida ao Col de la Loze (a 2300m de altitude). Seguem-se duas etapas de transição até o Tour de France entrar na Alsácia, junto à fronteira com a Alemanha. Sábado promete ser supersónico: 3400m de acumulado em apenas 133km e duas montanhas de 1ª categoria para fechar a geral (Petit Ballon e Platzerwasel). Voilà! No dia a seguir champanhe em Paris para os vencedores e uma valente dor de pernas para os vencidos. Está em jogo o tri de Pogacar ou o bis de Vingegaard, mas após 15 rounds não sabemos quem é Rocky Balboa e quem é Apollo Creed. Tour de France 2023 - Etapa 15 - POGACAR Tadej (UAE TEAM EMIRATES), VINGEGAARD Jonas (JUMBO-VISMA). Créditos: A.S.O./Pauline Ballet O que sabemos é que entre ambos há respeito, certo receio e nenhum vai abdicar de tentar levar o outro à lona. Afinal, melhor do que uma decisão por pontos é vencer por KO! Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato Nacional de XCO 2023 - Resumo e classificações Roberto Ferreira (Guilhabreu MTB) e Raquel Queirós (MMR Factory Racing Team) sagraram-se, neste domingo, campeões nacionais de elite de cross country olímpico (XCO). Corrida feminina Raquel Queirós e Ana Santos (X-Sauce Factory Team) disputaram a corrida de elite feminina. Raquel Queirós, que conquistara o título de cross country curto no dia anterior, acabou por vencer também a prova de XCO. Ana Santos terminou no segundo posto, a 38 segundos da vencedora, e Joana Monteiro foi terceira a 3m32s. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 elites femininas POS.NOMETEMPO1QUEIRÓS Raquel1:30:082SANTOS Ana1:30:473MONTEIRO Joana1:33:414TOMÁS Ana1:39:505GOMES Leandra1:43:116COSTA Jessica-1 volta7FREITAS Andreia-2 voltas Corrida Masculina Na corrida masculina Roberto Ferreira venceu destacado, contrariando o favoritismo de Ricardo Marinheiro e Mário Costa. O atleta da equipa de Guilhabreu cruzou a meta isolado, vencendo com uma vantagem de 3m32s. sobre Mário Costa, que ocupou o segundo lugar do pódio. Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos), fechou o pódio no terceiro posto, a 4m46s. do vencedor. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 elites masculinos POS.NOMETEMPO1FERREIRA Roberto1:25:322COSTA Mário1:29:053MARINHEIRO Ricardo1:30:184ROCHA João1:30:455MOTA Guilherme1:31:056NUNES Bruno1:32:497JESUS João1:33:408SANTOS Simão1:34:069FERREIRA Rui1:35:5010RIBEIRO Fábio1:35:59 Classificações completas AQUI. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=5ASMXA0UeBY Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 15 Wout Poels (Bahrain Victorious) foi o destaque do dia na 110.ª edição da Volta a França, ao vencer a 15.ª etapa. O experiente ciclista neerlandês que conta já com larga experiência no Tour, foi o mais rápido a completar os 179 quilómetros da ligação entre entre Les Gets e Saint-Gervais Mont-Blanc, com o registo de 04:40.45 horas, garantindo assim a sua primeira vitória nesta mítica prova. Poels cruzou a linha da meta, no alto de Saint-Gervais Mont-Blanc, isolado, depois ter integrado a fuga do dia, com 02.08 sobre Wout van Aert (Jumbo-Visma), que foi segundo classificado, e 3.00 minutos sobre Mathieu Burgaudeau (TotalEnergies), terceiro classificado. Vingegaard e Pogacar numa disputa que ficará para a história Hoje, uma vez mais, assistiu-se nos quilómetros finais a um verdadeiro jogo do gato e do rato entre Jonas Vingegaard (JUmbo-Visma) e Tadej Pogacar (UAE Emirates). Líder e vice-líder da geral têm contribuído para que a edição do Tour 2023 perdure na história do ciclismo, devido à forma como tem rivalizado entre si com constantes ataques e respostas. Hoje, o veredicto final foi de um empate, com ambos a alcançarem a linha da meta lado a lado, com Vingegaard a manter a camisola amarela, com 10 segundos de vantagem sobre Pogacar. Para melhor perceber a prestação destas duas estrelas do ciclismo mundial, basta analisar a classificação geral, e verificar que o terceiro classificado, Carlos Rodríguez (INEOS), está já a 05.21 minutos de Vingegaard. Visto isto, a luta pela vitória final está definitivamente entregue, a Vingegaard e Pogacar. Elemento do público provoca queda na fase inicial da etapa A etapa deste domingo do Tour de France ficou ainda marcada por uma queda na fase inicial, provocada por um elemento do público. A queda foi provocada por um espectador que ao utilizar o telemóvel para filmar e de braço esticado, acabou, inadvertidamente, por tocar num dos ciclistas, provocando assim a queda de vários elementos do pelotão. Depois das motas, agora o público. Neste Tour há de tudo! Rui Costa chegou a liderar a etapa Crédito imagem: Nico Vereecken / Photo News No que diz respeito aos representantes portugueses em prova, hoje foi a vez de Rui Costa (Intermarché-Wanty Circus), se destacar. O experiente ciclista de 36 anos esteve em evidência, inicialmente por ter integrado a fuga do dia, depois, por ter atacado e assumindo a liderança, a cerca de 50 quilómetros da meta. Um esforço merecedor de destaque, mas que se revelou curto para voos mais altos, uma vez que foi alcançado pelo grupo perseguidor alguns minutos depois. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Ha6uBNWZw_I Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01POELS Wout Bahrain Victorious04:40:4502VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 02:0803BURGAUDEAU Mathieu TotalEnergies+ 03:0004CRADDOCK Lawson Team Jayco-AlUla+ 03:1005LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 03:1406PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 03:1407MARTIN Guillaume Cofidis+ 03:3208SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 03:4309GUGLIELMI Simon Arkéa-Samsic+ 03:5910BARGUIL Warren Arkéa-Samsic+ 04:20 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma62:34:1702POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1003RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 05:2104YATES Adam UAE Team Emirates+ 05:4005HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 06:3806KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 09:1607BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 10:1108YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 10:4809GAUDU David Groupama-FDJ+ 14:0710MARTIN Guillaume Cofidis+ 14:18 Segunda feira é dia de descanso Amanhã, a 110.ª edição da Volta a França irá parar para descanso, regressando à competição na terça feira, dia em que irá decorrer o único contrarrelógio desta edição, de apenas 22,4 quilómetros entre Passy e Combloux. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Motas castigadas depois do incidente de ontem Ontem, a 14.ª etapa da 110.ª edição da Volta a França, ficou marcada por um incidente com duas motas, que inadvertidamente, bloquearam a marcha de Tadej Pogacar (UAE Emirates), quando este tinha iniciado mais um ataque perante o grande rival Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma). https://twitter.com/opaisdociclismo/status/1680247033163071489?s=20 O acontecimento marcou o dia, e não fugiu à polémica não só pela imprensa, como nas redes sociais, que foram inundadas de comentários como juízos de valor do incidente, a grande maioria deles a apontarem a um possível prejuízo para Pogacar. A organização do Tour avaliou a situação e decidiu banir as motas envolvidas por um dia, ou seja, hoje não saíram para acompanhar a 15.ª etapa. Os respetivos condutores das motas que transportavam o fotógrafo do jornal L'Equipe e outra mota transportava a câmara da France Television, foram os quatro banidos por um dia do Tour de France, e sofreram ainda uma multa 500 francos suíços suíços (cerca de 517€) para cada um deles. É caso para dizer, que no Tour não se brinca, isto numa fase em que a faltam cumprir cerca de 100 quilómetros da 15.ª etapa, que contempla uma ligação entre Les Gets e Saint-Gervais Mont-Blanc, tirada para a qual Jonas Vingegaard partiu de amarelo, com 10 segundos de vantagem sobre Pogacar. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 14 Carlos Rodríguez (INEOS) foi o homem do dia na 110.ª Volta à França, ao vencer hoje a 14.ª etapa, que ficou marcada por uma aparatosa queda coletiva, da qual resultaram vários abandonos, entre os quais, o português Ruben Guerreiro (Movistar).   O ciclista espanhol de 22 anos estreou-se a vencer nesta mítica prova, ao completar a ligação de 151,8 quilómetros entre Annemasse e Morzine, com o registo de 03:58.45 horas, e a INEOS consegue assim a segunda vitória consecutiva em etapas. Créditos imagem: Michael Steele/Getty Images Rodriguez aproveitou a luta titânica entre Tadej Pogacar (UAE Emirates) e Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), demasiado ocupados entre si, para assumir a frente da corrida, cruzando a linha da meta cinco segundos antes de ambos, que foram respetivamente, segundo e terceiro classificados. Pogacar e Vingegaard numa disputa épica Hoje, mais uma vez, assistiu-se a uma disputa épica entre o camisola amarela Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar. A estrela da Jumbo-Visma e campeão em título resiste e hoje até ganhou mais um segundo, passando para 10 de vantagem sobre o principal rival, por sinal, a principal estrela da UAE Emirates. Visto isto, Vingegaard lidera com 10 segundos de vantagem sobre o segundo classificado Tadej Pogacar, enquanto que a fechar o pódio surge agora Carlos Rodríguez (INEOS), que depois do brilharete de hoje, subiu ainda a terceiro da geral com 04.43 minutos, relegando Jai Hindley (BORA-hansgrohe) para o 4.º posto da geral, a 04.44 minutos. Ruben Guerreiro abandonou prova Crédito imagem: David Ramos/Getty Images A comitiva portuguesa ficou hoje reduzida a dois representantes, depois do abandono de Ruben Guerreiro, envolvido na aparatosa queda, que obrigou vários ciclistas a irem mais cedo para casa. O ciclista português da Movistar., que ainda há dois dias atrás tinha estado em plano de destaque, viu-se envolvido na grande queda do dia e acabou mesmo por abandonar a prova. Restam agora Nelson Oliveira (Movistar) e Rui Costa (Intermarché - Circus – Wanty), como representantes lusos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=yE-bFLEdlDI Top 10 etapa POSNOME - EQUIPA TEMPO01RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers03:58:4502POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 0503VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 0504YATES Adam UAE Team Emirates+ 1005KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 5706HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 01:4607GALL Felix AG2R Citroën Team+ 01:4608BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 03:1909YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 03:2110MARTIN Guillaume Cofidis+ 05:57 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma57:47:2802POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1003RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 04:4304HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 04:4405YATES Adam UAE Team Emirates+ 05:2006KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 08:1507YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 08:3208BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 08:5109GALL Felix AG2R Citroën Team+ 12:2610GAUDU David Groupama-FDJ+ 12:5 Etapa dura a anteceder o descanso Amanhã, domingo, o pelotão da 110.ª edição do Tour terá pela frente mais uma etapa dura, a anteceder o dia de descanso. A 15.ª etapa da prova reserva uma tirada com o total de 179 quilómetros na ligação entre Les Gets e Saint-Gervais Mont-Blanc, num traçado que contempla três contagens de primeira categoria no percurso, a última das quais a coincidir com a meta. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Pogacar e Vingegaard colam milhões ao Tour de France Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard geram audiências recorde do Tour de France. Milhões seguem os corredores nascidos nas profundezas de Dinamarca e Eslovénia. Há que esperar pelos números finais de mercados estratégicos, mas a primeira semana do Tour em França foi a melhor desde 2006 com média de 3,7 milhões de espetadores no canal aberto France 2. O regresso a Puy de Dôme, 35 anos depois, foi o auge com um pico máximo de 8 milhões de espetadores no final da etapa! Atualmente na segunda semana de competição, o Tour de France fez a aproximação aos Alpes, via maciço das Jura, com a chegada ao Grand Colombier. A expetativa de mais um mano a mano entre Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar colou à televisão francesa 5,2 milhões de espetadores em média e o momento do triunfo de Michal Kwiatkowski foi seguido por 7,6 milhões de aficionados. São dados espetaculares tendo em conta que os franceses não têm um candidato à vitória final e que os protagonistas são de países com pouca expressão em termos de audiências: Dinamarca e Eslovénia somam 7,7 milhões de habitantes em conjunto. Etapa 13 - Châtillon-sur-Chalaronne / Grand Colombier (137,8 km)Créditos: A.S.O. Pauline Ballet O que é o Tour? No britânico The Times o jornalista David Walsh abriu a crónica da 14ª etapa descrevendo o que viu em Culoz. Dez mil pessoas nas ruas de uma localidade onde residem três mil habitantes. O motivo? Foi desde Culoz que o pelotão subiu ao Grand Colombier. Se algum dia vos perguntarem o que é o Tour respondam que é um evento capaz de triplicar a população de uma aldeia e levar vida e alegria à França profunda. O curioso é que os vencedores das últimas três edições vêm de meios rurais. Vingegaard vive em Hillerslev, na Jutlândia do Norte, o território mais a norte da Dinamarca. Pogacar nasceu em Komenda, na base dos Alpes Kamnik, a norte da Eslovénia. Nenhum tem mais do que 1000 vizinhos. Pogacar e Vingegaard trouxeram um ciclismo de ataque com cheiro a anos 80.Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Se Vingegaard cresceu rodeado de um silêncio apenas perturbado pelas turbinas eólicas do Osterild Test Center, Pogacar encontrou nos prados verdes de Velika Planina pouco mais do que a ocasional igreja, vacas e aldeias de pastores. São estes dois jovens que monopolizam a atenção de milhões de espetadores em todo o mundo. Em concreto da França que há 38 anos procura sucessor para Bernard Hinault – também ele criado na rústica Bretanha. Enquanto a seca durar, os franceses (e o resto do mundo) desfrutam com um ciclismo de estilo romântico que parecia perdido nos anos 80. ### Tour de France - etapa 13 Michal Kwiatkowski (INEOS) foi o destaque do dia na 110.ª edição da Volta a França, ao vencer, isolado, a 13.ª etapa. O experiente ciclista polaco de 33 anos foi o mais rápido a completar os 137,8 quilómetros da ligação entre Châtillon-sur-Chalaronne e o alto do Grand Colombier, com o registo de 03:17.33 horas, 47 segundos mais rápido que Maxim Van Gils (Lotto Dstny), outro dos elementos que participou na fuga do dia, e que foi segundo classificado. A fechar o pódio ficou Tadej Pogacar (UAE Emirates), com 50 segundos de atraso para Kwiatkowski, no entanto, registo suficiente para conseguir encurtar distâncias para o camisola amarela Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma). À partida para a etapa de hoje Jonas Vingegaard liderava com 17 segundos de vantagem sobre Pogacar, mas agora a diferença é de apenas nove segundos, em virtude dos quatro segundos ganhos na estrada e outros quatro nas bonificações. A luta pela camisola amarela segue assim ao rubro, e amanhã, na continuação da montanha, são esperados mais momentos de ataque e resposta entre os dois grandes favoritos à vitória final da prova. Hoje a UAE Emirates apostou forte ao assumir a corrida e, podemos considerar que a estratégia até surtiu efeito, visto o tempo ganho por Pogacar. Resta agora perceber como se irá comportar a Jumbo-Visma numa tentativa de responder a esta supremacia da UAE Emirates evidenciada nas últimas etapas. A fechar o pódio da geral continua Jai Hindley (BORA-hansgrohe) agora a 02.51 minutos, algo que o coloca para já, longe de Vingegaard. Nelson Oliveira participou na fuga No que diz respeito aos portugueses em prova, hoje foi a vez de Nelson Oliveira (Movistar) se evidenciar. O ciclista português de 34 anos participou na fuga, mas não aguentou o ritmo, tendo sido 33.º classificado a 6.08 minutos de Kwiatkowski. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=7YH9SyrdUjQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers03:17:3302VAN GILS Maxim Lotto Dstny+ 4703POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 5004VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 5405PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 01:0306HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 01:0507SHAW James EF Education-EasyPost+ 01:0508TEJADA Harold Astana Qazaqstan Team+ 01:0509YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 01:1410YATES Adam UAE Team Emirates+ 01:18 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma53:48:5002POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 0903HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:5104RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 04:4805YATES Adam UAE Team Emirates+ 05:0306YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 05:0407BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 05:2508PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 05:3509GAUDU David Groupama-FDJ+ 06:5210KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 07:11 Mais montanha para amanhã Este sábado, o pelotão segue na montanha, mais concretamente na ligação entre Annemasse e Morzine, num traçado com um total de 151,8 quilómetros, que engloba três contagens de montanha de primeira categoria e uma de categoria especial, a 12 quilómetros da meta Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 12 Ion Izagirre (Cofidis) venceu hoje a 12.ª etapa da 110.ª edição da Volta a França. O ciclista espanhol de 33 anos chegou à linha da meta completamente isolado, após ter feito parte da fuga do dia, completando os 168,8 quilómetros da ligação entre Roanne e Belleville-en-Beaujolais, com o registo de 03:51.42 horas, com Mathieu Burgaudeau (TotalEnergies) e Matteo Jorgenson (Movistar) a serem segundo e terceiro classificados, ambos com 58 segundos de atraso. Com a vitória de hoje, Izagirre repete assim o feito alcançado na edição de 2016, ano em que venceu a 20.ª etapa. Ruben Guerreiro esteve em destaque Créditos imagem: David Ramos/Getty Images O ciclista português Ruben Guerreiro (Movistar) esteve em destaque na etapa de hoje, integrando a fuga e lutando por pontos na classificação da montanha, terminando no top 10 da geral, mais concretamente na 9.ª posição, a 1.27 minutos de Izagirre. Uma boa prestação de Ruben Guerreiro que foi um elemento ativo na frente da corrida, revelando-se mesmo fundamental para o pódio obtido pelo seu companheiro de equipa, Matteo Jorgenson, que terminou o dia no terceiro lugar. Aos 29 anos, e numa época de transição, em que ‘trocou’ a  EF Education-EasyPost, pela Movistar, Ruben Guerreiro parece estar a ter uma boa adaptação à sua nova equipa, e depois do que demonstrou hoje, não será de estranhar que volta a tentar a sua sorte nas próximas etapas da prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=37PGkZWyE_4 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01IZAGIRRE Ion Cofidis03:51:4202BURGAUDEAU Mathieu TotalEnergies+ 5803JORGENSON Matteo Movistar Team+ 5804BENOOT Tiesj Jumbo-Visma+ 01:0605JOHANNESSEN Tobias Halland Uno-X Pro Cycling Team+ 01:1106PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 01:1307MARTIN Guillaume Cofidis+ 01:1308TEUNS Dylan Israel-Premier Tech+ 01:2709GUERREIRO Ruben Movistar Team+ 01:2710CAMPENAERTS Victor Lotto Dstny+ 03:02 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma50:30:2302POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1703HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:4004RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 04:2205BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 04:3406YATES Adam UAE Team Emirates+ 04:3907YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 04:4408PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 05:2609GAUDU David Groupama-FDJ+ 06:0110PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 06:3 Vinegegaard e Pogacar já com olhos na etapa dura de amanhã Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), atual líder da prova e Tadej Pogacar (UAE Emirates), seu principal rival na luta pela vitória final, tiveram uma etapa algo tranquila, já com os olhos postos no dia de amanhã, que poderá vir a revelar-se importante no desfecho final da prova. Amanhã é esperada uma etapa dura, na ligação entre Châtillon-sur-Chalaronne e o Grand Colombier, numa tirada com um total de 137,8 quilómetros, com uma chegada à meta que contempla uma contagem de montanha de categoria especial. É certo que o ciclista dinamarquês da Jumbo-Visma irá tentar segurar os 17 segundos de vantagem, mas parece igualmente certo que Pogacar irá atacar a liderança do rival. Com tudo isto, a 13.ª etapa da 110.ª edição do Tour promete ação entre os principais candidatos à vitória final. Resta-nos assim aguardar por aquilo que se irá passar amanhã! Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Trek Fuel EXe em alumínio - A pedalada assistida acessível a mais ciclistas No último verão, a Trek revolucionou o mundo das bicicletas elétricas de montanha com o lançamento da Fuel EXe, hoje possibilita que mais ciclistas experimentarem o seu motor silencioso e a assistência natural com a nova Trek Fuel EXe em alumínio. A nova Fuel EXe em alumínio oferece a mesma tecnologia que a versão em carbono, mas num nível de preço mais acessível e atraente para ciclistas em todo o mundo. Motor Todos os modelos da Fuel EXe apresentam o motor HPR50 da TQ com o seu sistema de transmissão “harmonic pin ring”. Este compacto motor está configurado para estar em total harmonia com a natureza, oferecendo aos ciclistas uma assistência que ajuda a suavizar as subidas mais exigentes sem os ruídos do motor e transmissão. Esta tecnologia causou um grande impacto no mundo das bicicletas quando chegou aos trilhos, recebendo vários prémios de Design e Inovação de 2023, entrando inclusive na lista das 100 Inovações Mais Fantásticas da Popular Science 2022. Com 50 Nm de binário, a Fuel EXe oferece a potência necessária para conquistar as subidas mais íngremes. A assistência proporciona equilíbrio, não sendo excessiva para que o ciclista desfrute de uma sensação suave e natural, como se fosse uma extensão da sua própria potência. Através da aplicação Trek Central, é possível personalizar a afinação do motor e ajustar às preferências de cada ciclista. Características topo de gama A Fuel EXe em alumínio permite também outras afinações para além do motor. Os novos modelos de alumínio apresentam a opção de adicionar copos de ângulo ajustável da caixa de direção para afinar o ângulo do tubo de direção, além da mesma funcionalidade Mino Link que se encontra nos modelos em carbono. Como se isso não bastasse, a Fuel EXe em alumínio oferece espaço adicional para instalar espigões de selim telescópicos mais longos e amortecedores de mola. Autonomia A Fuel EXe em alumínio tem uma bateria de 360Wh que oferece uma autonomia entre 2-5 horas, tendo ainda a opção de aumentar a sua autonomia com um compacto Range Extender 160Wh que cabe perfeitamente no porta-bidão. Graças a esta assistência extra, a marca anuncia uma autonomia para pedalar até 7 horas sem carregar. A Fuel EXe já está disponível com modelos em alumínio e de carbono através da rede de distribuidores autorizados Trek. Podes consultar a gama completa, os preços e cores no site da marca: www.trekbikes.com/pt/pt_PT/fuel-exe/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 11 Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) assume-se cada vez mais como um dos grandes destaques desta 110.ª edição da Volta a França, depois de conquistar a 11.ª etapa da prova. Com o triunfo de hoje, o ciclista belga de 25 anos soma agora quatro vitórias em etapas. Um registo notável e ao alcance de muito poucos, se atendermos ao facto, de apenas ainda terem sido disputadas 11 etapas. Philipsen completou os 179,8 quilómetros da ligação entre Clermont-Ferrand e Moulins, com o registo de 04:01.07 horas, batendo ao sprint Dylan Groenewegen (Jayco AlUla) e Phil Bauhaus (Bahrain Victorious), respetivos segundo e terceiros classificados. Vingegaard e Pogacar mantêm distâncias Centrando agora atenções no topo da geral, aí nada se alterou no dia de hoje. Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) mantêm-se de amarelo, com 17 segundos sobre Tadej Pogacar (UAE Emirates), num duelo que ainda promete muita emoção até ao dia 23, data marcada para a chegada aos Campos Elísios, em Paris. A fechar o pódio da geral encontra-se Jai Hindley (BORA-hansgrohe), este já a uns consideráveis 02.40 minutos, registo que o coloca para já de fora da feroz luta entre os dois primeiros classificados. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=BNESBh1edV0 Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck04:01:0702GROENEWEGEN Dylan Team Jayco-AlUla+ 0003BAUHAUS Phil Bahrain Victorious+ 0004COQUARD Bryan Cofidis+ 0005PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 0006KRISTOFF Alexander Uno-X Pro Cycling Team+ 0007MOZZATO Luca Arkéa-Samsic+ 0008SAGAN Peter TotalEnergies+ 0009VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0010WELSFORD Sam Team dsm-firmenich+ 00 Top 10 classificação geral 01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma46:34:2702POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1703HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:4004RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 04:2205BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 04:3406YATES Adam UAE Team Emirates+ 04:3907YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 04:4408PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 05:2609GAUDU David Groupama-FDJ+ 06:0110KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 06:45 Dia plano a anteceder o regresso da montanha Esta quinta-feira, a 12.ª etapa da 110.ª edição do Tour apresenta um total de 168,8 quilómetros, num traçado de caraterísticas planas, embora contemple algumas oscilações, na ligação entre Roanne e Belleville-en-Beaujolais. Para o dia seguinte, ai sim, a montanha estará de volta.   Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### S-Works Torch Lace - Os NOVOS sapatos de estrada Specialized A Specialized acaba de lançar os S-Works Torch Lace , uma fusão de estilo intemporal com o nível de eficiência já conhecido dos S-Works Torch. A marca afirma que os novos S-Works Torch Lace são o complemento perfeito para os ciclistas que valorizam o estilo e a cultura de alto desempenho. Body Geometry Como todos os sapatos que fabricados pela Specialized, os S-Works Torch Lace começam com a tecnologia Body Geometry que tem o objectivo de melhorar o conforto, aumentar o desempenho e reduzir a hipótese de lesões para todos os ciclistas. Características de Conforto Sola mais larga: Os S-Works Torch Lace utilizam a nova forma da placa de carbono - 4mm mais larga na região da bola do pé em comparação com os S-Works 7 - baseada em extensas digitalizações tridimensionais dos pés e dados Retül. Camadas Zonais: A parte superior apresenta uma camada zonal remapeada específica para retenção dos atacadores. Permanece flexível para se adaptar a diferentes formatos de pés, mas não se estica num longo dia de bicicleta, garantindo um ajuste seguro e consistente. Suporte Assimétrico do Calcanhar: De acordo com a marca tem um suporte assimétrico do calcanhar que reduz pontos de contato rígidos contra o tornozelo e ainda proporciona estabilidade no joelho. Características de Eficiência Alinhamento: Segundo a Specialized todos os sapatos Body Geometry otimizam o alinhamento do tornozelo, joelho e anca para uma pedalada estável e eficiente com a sua Cunha Varo patenteada, uma inclinação de 1,5 mm para o lado de fora da sola. Ultraleve: Graças à fixação leve dos atacadores e ao cuidado com cada grama - desde a sola de carbono até ao material superior - os S-Works Torch Lace pesam uns incríveis 200 gramas em tamanho 42. Sola de carbono: Com uma estrutura interna em formato de "I-Beam", a sola de carbono tem como objectivo proporcionar a relação ideal entre rigidez e peso para esforços intensos, sem adicionar gramas desnecessárias. Estilo O regresso dos atacadores e estilo "vintage" já não são uma novidade nos sapatos de ciclismo atuais, que graças aos novos materiais oferecem melhor aperto que os atacadores antigos. Não se trata de ser um sistema melhor, ou pior, é um sistema para os ciclistas que valorizam o estilo além do desempenho. Os novos S-Works Torch Lace chegam ao mercado com linhas clássicas e combinações de cores discretas, e segundo a marca ajustam-se perfeitamente aos buscam linhas de chegada ou aos que queiram conquistar o topo da montanha antes do pôr do sol. "Não achamos que os ciclistas que procuram o estilo e a silhueta intemporal dos atacadores devam sacrificar um grama de rendimento. Ao criar os SW Torch Lace, buscamos tornar os sapatos extremamente confortáveis e que também não seja elástico. O design superior permitirá obter a tensão de fixação que preferires, mas não alargam durante uma volta longa. Elegantes e aerodinâmicos é onde queríamos chegar." -  Afirmou Rob Cook, Diretor de Design de Sapatos da marca americana. Podes ver todas as cores disponíveis, o preço e disponibilidade no site da marca: https://www.specialized.com/pt/pt/s-works-torch-lace Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 10 Pello Bilbao (Bahrain Victorious) foi o destaque do dia na 110.ª edição da Volta a França, ao conquistar a 10.ª etapa desta mítica prova. Aos 33 anos de idade, o ciclista espanhol estreou-se a vencer no Tour, completando o 167,2 quilómetros da liagção entre Vulcania e Issoire, com o registo de 03:52.34 horas. Bilbao superiorizou-se no sprint final a Georg Zimmermann (Intermarché-Circus-Wanty) e a Ben O’Connor (AG2R Citroën), companheiros de fuga no dia de hoje, e respetivos segundo e terceiro classificados na etapa. Vingegaard segue de amarelo Nas contas da geral, Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), terminou o dia de hoje integrado no pelotão, mantendo-se assim de amarelo, com os 17 segundos para Tadej Pogacar (UAE – Team Emirates), seu principal adversário à geral. Ainda há muito por percorrer em solo francês, mas parece certo que a luta pela vitória está mesmo destinada a ser entre Vingegaard e Pogacar, que animaram, e muito a primeira semana do Tour. Vamos ver como será esta segunda semana, mas a luta promete, e muito. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=bp-OaupDuxQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01BILBAO Pello Bahrain Victorious03:52:3402ZIMMERMANN Georg Intermarché-Circus-Wanty+ 0003O'CONNOR Ben AG2R Citroën Team+ 0004NEILANDS Krists Israel-Premier Tech+ 0005CHAVES Esteban EF Education-EasyPost+ 0006PEDRERO Antonio Movistar Team+ 0307SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 2708KWIATKOWSKI Michal INEOS Grenadiers+ 2709BARGUIL Warren Team Arkéa-Samsic+ 3010ALAPHILIPPE Julian Soudal Quick-Step+ 32 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma42:33:1302POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1703HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:4004RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 04:2205BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 04:3406YATES Adam UAE Team Emirates+ 04:3907YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 04:4408PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 05:2609GAUDU David Groupama-FDJ+ 06:0110KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 06:45 Mais uma etapa em plano para o dia de amanhã Esta quarta-feira, o pelotão da 110.ª edição da Volta a França terá pela frente um total de 179,8 quilómetros na ligação entre Clermont-Ferrand e Moulins. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Fabio Jakobsen - 9 perguntas em sprint Fabio Jakobsen ficou em branco na primeira semana do Tour de France, o atual Campeão da Europa de fundo não tem conseguido impor-se ao comboio afinado da Alpecin-Deceuninck de Jasper Philipsen e aos argumentos dos outros sprinters presentes. Os que já assistiram à série da Netflix sobre o Tour de France, já sabem que o sprinter belga é um dos "personagens" nos primeiros episódios, um nome incontornável do ciclismo atual pelo seu potencial e pela história de superação após a grave queda na volta à polónia em Agosto de 2020. Em 2022 tive a oportunidade de estar uns minutos com Jakobsen, não querendo "massacrar" mais o ciclista com o assunto do costume (a sua grave queda em 2020), abordámos outros assuntos curiosos como a sua potencia máxima (watts) em 5 segundos, se se considera mais rápido que Cavendish, entre outras perguntas. Vê o vídeo. Vídeo https://youtu.be/B2K5vXr8jVY Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 9 A Etapa 9 o do Tour de France 2023 encerrou uma primeira semana "de loucura", uma primeira semana como não se via há muito tempo no Tour, com espetáculo e emoção todos os dias. O mesmo era de esperar hoje, na ascensão final ao alto do Puy de Dôme. Formou-se uma fuga numerosa, na qual após vários ataques e contra ataques entre todos os elementos, se destacou Matteo Jorgenson (Movistar Team), que se isolou na frente da corrida a 50 quilómetros do fim e acabaria por entrar na subida final com uma vantagem de um minuto sobre os perseguidores mais próximos. Crédito imagem - A.S.O./Pauline Ballet A vantagem do norte-americano acabou no entanto por não ser suficiente para este vencer a etapa, pois o experiente Michael Woods (Israel-Premier Tech) soube dosear melhor o esforço e foi ganhando posições na subida final, até cruzar a meta a solo no topo do Puy de Dôme e vencer assim a sua primeira etapa no Tour de France. Crédito Imagem - Israel Premier Tech Aos 36 anos de idade, Michael Woods consegue a vitória mais importante da sua carreira (já tinha duas vitórias de etapa na Vuelta a Espanha, entre outros resultados), prova de que a idade não é impeditiva de se vencer nos dias de hoje, apesar do alto nível imposto pela nova geração. Favoritos à geral No pelotão e grupo dos favoritos a equipa da Jumbo-Visma colocou um ritmo "asfixiante" na aproximação à subida final, que logo após a entrada na subida final reduziu o grupo o só aos ciclistas do TOP 10. A cerca de 1,4 km da meta, Tadej Pogacar fez um ataque distanciando todos os outros, excepto Vingegaard que conseguiu ir com o esloveno durante uma fase inicial, mas "no braço de ferro" entre ambos o dinamarquês acabaria por ceder 8 segundos no final da etapa. Crédito imagem - Sprint Cycling Agency - UAE Team Emirates Atrás dos dois que lutam pela vitória, Jai Hindley perdeu tempo para os irmãos Yates, Tom Pidcock e Carlos Rodríguez na luta pelo terceiro lugar do pódio. Crédito imagem - A.S.O./Pauline Ballet Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) entra na segunda semana com a camisola amarela e uma vantagem de 17 segundos para Tadej Pogacar (UAE - Team Emirates), tudo está em aberto. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=A5NrcI200rQ TOP 10 Etapa POSCICLISTA - EQUIPATEMPO01WOODS Michael Israel-Premier Tech04:19:4102LATOUR Pierre TotalEnergies+ 2803MOHORIC Matej Bahrain Victorious+ 3504JORGENSON Matteo Movistar Team+ 3505BERTHET Clément AG2R Citroën Team+ 5506POWLESS Neilson EF Education-EasyPost+ 01:2307LUTSENKO Alexey Astana Qazaqstan Team+ 01:3908GREGAARD Jonas Uno-X Pro Cycling Team+ 01:5809BURGAUDEAU Mathieu TotalEnergies+ 02:1610DE LA CRUZ David Astana Qazaqstan Team+ 02:34 TOP 10 Classificação geral POSCICLISTA - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma38:37:4602POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1703HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:4004RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 04:2205YATES Adam UAE Team Emirates+ 04:3906YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 04:4407PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 05:2608GAUDU David Groupama-FDJ+ 06:0109KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 06:4510BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 06:58 Amanhã o pelotão gozará o primeiro dia de descanso da competição, pode ver as etapas que faltam e toda a informação da corrida no nosso Guia do Tour de France. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Etapa 8 Mads Pedersen deu a Lidl-Trek uma vitória importante na etapa 8 do Tour de France, protagonizando o sprint mais longo deste Tour e levando a melhor sobre Jasper Philipsen e Wout van Aert na chegada difícil em Limoges. Pelo perfil da etapa, esta era apontada no inicio ou a um "puncheur", ou a um sprinter, mas no final as dúvidas estavam desfeitas pois o pelotão chegou aos últimos 5 km's. com todos os principais sprinters em posição para poder vencer. Christophe Laporte colocou Wout van Aert na frente, depois Mathieu van der Poel colocou Jasper Philpsen, mas foi Pedersen quem lançou primeiro o sprint e aguentou a velocidade de ponta mais elevada até cruzar a meta. Crédito imagem: A.S.O./Charly Lopez Mark Cavendish abandona O principal drama do dia foi o abandono de Mark Cavendish, após sofrer uma queda a 60 quilómetros do final da etapa. O lendário sprinter acabou por abandonar num dia em que era um dos candidatos a vencer a etapa, e caso assim acontecesse, tornar-se no mais vitorioso de sempre na história do Tour de France. Classificação geral No top 10 da classificação geral, destaque para a queda de Simon Yates (Jayco-Alula), que acabou por ditar o atraso do britânico no final da etapa e a descida de duas posições. É agora sexto da geral. No topo da classificação geral permaneceu tudo igual no final do dia, esperando-se novas mexidas no dia de amanhã, que terá chegada em alto, em nova etapa de montanha. Crédito imagem: A.S.O./Charly Lopez Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=FZCv1h5_zBc TOP 10 etapa POS.NOME - EQUIPATEMPO01PEDERSEN Mads Lidl-Trek04:12:2602PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck+ 0003VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0004GROENEWEGEN Dylan Team Jayco-AlUla+ 0005EEKHOFF Nils Team dsm-firmenich+ 0006COQUARD Bryan Cofidis+ 0007DE BUYST Jasper Lotto Dstny+ 0008TILLER Rasmus Uno-X Pro Cycling Team+ 0009STRONG Corbin Israel-Premier Tech+ 0010POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 00 TOP 10 classificação geral POS.NOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma34:09:3802POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 2503HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 01:3404RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 03:3005YATES Adam UAE Team Emirates+ 03:4006YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 04:0107GAUDU David Groupama-FDJ+ 04:0308BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 04:4309PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 04:4310KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 05:28 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos capacetes Trek Solstice Mips Trek A Trek lançou a mais recente versão do seu capacete mais popular, o Trek Solstice, com um design mais elegante e o sistema de proteção Mips. O novo Trek Solstice Mips foi concebido para oferecer uma boa relação qualidade/preço, melhor para utilização em estrada, mas também funcional nos trilhos, um único capacete que funciona bem em diferentes estilos de utilização. Segundo a marca, o Solstice Mips oferece uma estrutura leve e aberturas de ventilação amplas com canais embutidos para encaminhar o ar para o interior e manter os ciclistas confortáveis, independentemente das condições atmosféricas. Para um ajuste simples, mas seguro, conta com o sistema Trek Headmaster 3 que permite aos ciclistas ajustar o capacete de acordo com as suas preferências apenas com uma mão. As suaves almofadas, que podem ser retiradas do capacete, aumentam o conforto ao mesmo tempo que ajudam a repelir o suor, podendo ser lavadas facilmente após os dias longos na bicicleta. O novo Trek Solstice integra o sistema de segurança Mips que, como é sabido, tem o objectivo de proteger contra as forças rotacionais que podem ocorrer em alguns acidentes de bicicleta. De acordo com informação da marca, o capacete recebeu a mais elevada classificação de segurança atribuída pela Virgínia Tech, 5 estrelas, provando que é possível a melhor proteção sem um grande investimento. Os capacetes Trek Solstice Mips estão disponíveis através da rede de distribuidores autorizados Trek. Pode ver as várias cores, os preços e características completas no site da marca aqui: https://www.trekbikes.com/solstice ### Tour de France - etapa 7 Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) continua a brilhar na 110.ª edição da Volta a França. O ciclista belga de 25 anos conseguiu hoje a terceira vitória em etapas na presente edição da prova. Um início de sonho para Philipsen e para a Alpecin-Deceuninck, com três vitórias em sete etapas, num registo digno de destaque e com o qual muitos sonham. Philipsen cumpriu os 169,9 quilómetrosda ligação entre Mont-de-Marsan e Bordéus, com o registo de 03.46.28 horas, superiorizando-se a Mark Cavendish (Astana) e a Biniam Girmay (Intermarché-Circus-Wanty), respetivos segundo e terceiro classificados. Vingegaard continua de amarelo Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) chegou integrado no pelotão e, parte para a oitava etapa vestido de amarelo. Amanhã, na ligação entre Libourne e Limoges, num traçado com um total de 200,7 quilómetros o campeão em título parte com uma vantagem de 25 segundos sobre Tadej Pogacar (UAE Emirates), segundo da geral, enquanto que a fechar o pódio está Jai Hindley (BORA-hansgrohe), a 01.34 minutos de Vingegaard. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=SGjP4EXJBfc Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck03:46:2802CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team+ 0003GIRMAY Biniam Intermarché-Circus-Wanty+ 0004MOZZATO Luca Team Arkéa-Samsic+ 0005GROENEWEGEN Dylan Team Jayco-AlUla+ 0006MEEUS Jordi BORA-hansgrohe+ 0007BAUHAUS Phil Bahrain Victorious+ 0008COQUARD Bryan Cofidis+ 0009KRISTOFF Alexander Uno-X Pro Cycling Team+ 0010PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma29:57:1202POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 2503HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 01:3404YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 03:1405RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 03:3006YATES Adam UAE Team Emirates+ 03:4007GAUDU David Groupama-FDJ+ 04:0308BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 04:4309PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 04:4310KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 05:28 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 6 Bem, mas que dia hoje na 110.ª edição da Volta a França, com  Tadej Pogacar (UAE Emirates) a vencer a  6.ª etapa, e ao mesmo tempo Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) a conquistar a camisola amarela. Dois dos favoritos a vitória final a acalorarem a etapa de hoje, numa clara demonstração de poder. Pogacar foi o mais rápido a completar os 144,9 quilómetros da ligação entre Tarbes a Cauterets-Cambasque, com o registo de 03:54.27 horas, deixando para trás o campeão em título, Jonas Vingegaard, para a segunda posição, com 24 segundos de atraso, enquanto que o norueguês Tobias Johannessen (Uno-X) fechou o pódio do dia, com 01.22 minutos de atraso. Vingegaard irá agora defender o que conquistou Jonas Vingegaard é agora o novo camisola amarela, sucedendo a Jai Hindlyei   (BORA-hansgrohe). O vencedor do Tour 2022 lidera agora a classificação geral com 25 segundas de vantagem sobre Pogacar,, enquanto que no terceiro lugar do pódio figura Jai Hindlyei a 1.34 minutos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ZKMFitcHQ4M Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01POGACAR Tadej UAE Team Emirates03:54:2702VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 2403JOHANNESSEN Tobias Halland Uno-X Pro Cycling Team+ 01:2204GUERREIRO Ruben Movistar Team+ 02:0605SHAW James EF Education-EasyPost+ 02:1506HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:3907RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 02:3908YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 02:3909YATES Adam UAE Team Emirates+ 03:1110BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 03:12 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma26:10:4402POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 2503HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 01:3404YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 03:1405RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 03:3006YATES Adam UAE Team Emirates+ 03:4007GAUDU David Groupama-FDJ+ 04:0308BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 04:4309PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 04:4310KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 05:28 Depois da montanha, amanhã segue-se um dia de traçado plano Amanhã, sexta-feira, disputa-se a 7.ª etapa, numa tirada com um total de 169,9 quilómetros na ligação entre Mont-de-Marsan e Bordéus, num traçado maioritariamente plano, depois da montanha dos últimos dois dias. Para já, as atenções estão centradas no duelo Vingegaard / Pogacar, com ambos a demonstarrem querer lutar pela vitória até final. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novas Specialized Turbo Levo Comp Alloy e Levo Alloy A Specialized Turbo Levo chegou ao mercado em 2016 e é uma das bicicletas elétricas de montanha mais popular. A marca acabou de apresentar duas atualizações da Turbo Levo Gen. 3: os modelos Alloy Comp e Alloy. Turbo Levo Comp Alloy O modelo Levo Comp Alloy recebe como atualização a nova Mastermind TCU, que complementa a potente bateria de 700wh que já a equipava. A MasterMind TCU, que até agora apenas estava disponível nos modelos com quadro em fibra de carbono, tem um ecrã LCD personalizável que mostra a velocidade, a carga da bateria, o modo, frequência cardíaca e outros parâmetros. Turbo Levo Alloy O modelo Levo Alloy é atualizado com uma bateria de 700wh, em vez da bateria original de 500wh. Este aumento da capacidade traduz-se numa maior autonomia, equiparando este modelo de entrada de gama em termos de alcance aos demais modelos mais avançados. Estas atualizações, juntamente como motor Specialized 2.2, que equipa ambos os modelos, com um binário de 90 Nm e até 565 watts de potência, transformam a Levo Alloy e a Levo Alloy Comp, que apesar do preço mais acessível, terão algumas características das suas "irmãs" de gamas mais altas. Podes consultar os preços, montagens, cores e disponibilidade aqui: www.specialized.pt/levo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 5 Jai Hindley foi a figura do dia da quinta etapa desta 110.ª edição da Volta a França. Bem, mas que dia de Jai Hindley (BORA-hansgrohe) hoje. O ciclista australiano de 27 anos participou na fuga do dia, venceu a etapa, e ainda ‘roubou’ a camisola amarela de Adam Yates (UAE Emirates), ao completar os 162,7 quilómetros da ligação entre Pau e Laruns, com  o registo de 03:57.07 horas, superiorizando-se a Giulio Ciccone (Lidl-Trek), e a Felix Gall (AG2R Citroën), segundo e terceiro classificados, ambos com 32 segundos de atraso. No meio de tudo isto, Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) efetuou um ataque, e que ataque, deixando Pogacar, a mais de um minuto, e subindo assim a segundo da geral, a 47 de Hindle, enquanto que Giulio Ciccone (Lidl-Trek), é terceiro, a 01.03 minutos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Zus-UR-t_vo Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01HINDLEY Jai BORA-hansgrohe03:57:0702CICCONE Giulio Lidl-Trek+ 3203GALL Felix AG2R Citroën Team+ 3204BUCHMANN Emanuel BORA-hansgrohe+ 3205VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 3406SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 01:3807MARTINEZ Daniel INEOS Grenadiers+ 01:3808POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 01:3809GAUDU David Groupama-FDJ+ 01:3810RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 01:38 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01HINDLEY Jai BORA-hansgrohe22:15:1202VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 4703CICCONE Giulio Lidl-Trek+ 01:0304BUCHMANN Emanuel BORA-hansgrohe+ 01:1105YATES Adam UAE Team Emirates+ 01:3406POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 01:4007YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 01:4008SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 01:5609RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 01:5610GAUDU David Groupama-FDJ+ 01:56 Continuação de montanha para o dia amanhã Amanhã, continua a montanha no Tour 2023 Amanhã, quinta-feira, sai para a estrada a sexta etapa desta 110.ª edição, numa tirada com um total de de 144,9 quilómetros da ligação entre Tarbes a Cauterets-Cambasque, num traçado que engloba uma contagem de montanha de primeira categoria, a coincidir com a meta. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 4 Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) está a ter um início de sonho nesta 110.ª edição da Volta a França. Depois da vitória de ontem, o ciclista belga de 25 anos voltou hoje repetir o resultado, alcançando assim um registo digno de destaque. Philipsen completou os 181,8 quilómetros da ligação entre Dax e Nogaro, com o registo de  04:25.28 horas, superiorizando-se, uma vez mais, no sprint final a Caleb Ewan (Lotto Dstny) e a Phil Bauhaus (Bahrain Victorious), respetivos segundo e terceiro classificados. Esta quarta etapa do Tour fica marcada por um final com algumas quedas, em muito, devido ao estreitamento do traçado que alongou assim o pelotão nos quilómetros finais. UAE Emirates domina topo da geral No topo da geral continua Adam Yates, com seis segundos de vantagem para o seu companheiro de equipa na UAE Emirates, Tadej Pogacar. Isto demonstra o domínio da poderosa formação dos Emirados Árabes Unidos, que segue assim bem posicionada no topo da geral. A fechar o pódio continua o irmão gémeo Simon (Jayco AlUla), com os mesmos seis segundos de atraso. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=UFFdxDgCP2s Top 10 etapa POSNOME - EQUIPA TEMPO01PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck04:25:2802EWAN Caleb Lotto Dstny+ 0003BAUHAUS Phil Bahrain Victorious+ 0004COQUARD Bryan Cofidis+ 0005CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team+ 0006VAN POPPEL Danny BORA-hansgrohe+ 0007KRISTOFF Alexander Uno-X Pro Cycling Team+ 0008MEZGEC Luka Team Jayco-AlUla+ 0009VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0010PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01YATES Adam UAE Team Emirates18:18:0102POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 0603YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 0604LAFAY Victor Cofidis+ 1205VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 1606VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 1707HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 2208WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 2209SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 2210RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 22 Montanha à vista no Tour A 110.ª edição do Tour entra amanhã na montanha, o que se traduz num aumento da dificuldade para o pelotão, que até agora tem andado por terrenos planos. A quinta etapa reserva um total de 162,7 quilómetros, na ligação entre Pau e Laruns, num traçado que engloba uma contagem de montanha de categoria especial e outra de primeira, a menos de 20 quilómetros da meta. Quarta-feira será assim um dia de teste à liderança do britânico Adam Yates. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Specialized S-Works Tarmac SL7 de Jai Hindley Jai Hindley, vencedor de um Giro de Itália, colocou como principal objectivo do ano o Tour de France. Neste artigo mostramos a sua Specialized S-Works Tarmac SL7, que tivemos nas mãos para fotografar em pormenor. O australiano de 26 anos participa pela primeira vez no Tour de France. Sobre o modelo desta bicicleta, foi lançado em 28 de Julho de 2020, juntando algumas das características da então existente Specialized Venge (bicicleta de características “aero”), e da Specialized SL6, que resultou numa bicicleta da características “all-around”, a Tarmac SL7. A equipa Bora-Hansgrohe utiliza componentes Shimano para equipar todas as suas bicicletas, desde a transmissão à travagem, é grupo Shimano Dura-Ace de 12 velocidades. Jai Hindley utiliza pedais Shimano Dura Ace (varia entre ciclistas), e os pratos montados na sua Tarmac SL7 são 54-40. Pratos 54-40 - Shimano Dura-Ace Pedais Shimano Dura-Ace De realçar que com a chegada das 12 velocidades, os “andamentos” standard (no pelotão profissional) passaram a ser estes, ao invés do 53-39 da transmissão de 11 velocidades. O novo Shimano Dura Ace de 12 velocidades, com o pormenor curioso de ter uma pequena “braçadeira” de borracha a prender o fio de ligação Di2 da transmissão electrónica, que sai do quadro e liga ao desviador, talvez para evitar o perigo de cortar ou desligar nas várias deslocações que a equipa faz diariamente. Transmissão Shimano Dura-Ace 12 velocidades No auxílio ao desempenho da transmissão a equipa utiliza rolamentos cerâmicos Ceramicspeed, que diminuem a fricção e maximizam o desempenho do movimento pedaleiro. Movimento pedaleiro Ceramic Speed Além das cores e patrocínios, outro pormenor de personalização das Specialized da equipa Bora-Hansgrohe é o lema da equipa no tubo superior do quadro, " Band of Brothers, No off season ". Logotipo "Band of Brothers" da equipa Bora Hansgrohe A equipa Bora-Hansgrohe equipa todas as bicicletas com rodas Roval, da Specialized, sendo que no caso de Jai Hindley, este opta pelas Roval Rapide CLX de 622X21, com a particularidade de ter um perfil de 60mm. na roda de trás e 51mm. na frente. Rodas Roval Rapide CLX Perfil curiosamente alto para um trepador como Hindley, mesmo antes de uma etapa de média montanha, como foi o caso do dia em que fotografámos a sua bicicleta. Rodas Roval Rapide CLX O selim é um dos pontos de contacto mais importantes para se passar longas horas em cima da bicicleta, toda a equipa Bora-Hansgrohe utiliza selins Specialized (vários modelos), no caso de Jai Hindley este opta curiosamente pelo S-Works Power com Mimic. S-Works Power com Mimic Apesar de ser utilizado por homens, segundo a Specialized este modelo de selim foi desenvolvido especificamente para mulher. Outro dos pontos de contacto é o guiador, Jai Hindley opta pelo guiador Roval Rapide, bem como a maioria das equipas que utilizam esta bicicleta (alguns utilizam guiador PRO Bike Gear, como por exemplo Remco Evenepoel). Guiador Roval Rapide Esta é uma haste de guiador aerodinâmica com todos os tubos e cabos integrados no interior, que se caracteriza também por ter a possibilidade de acoplar perfeitamente o suporte de GPS. O suporte de GPs é um K-Edge, também ele personalizado para a equipa Bora-Hansgrohe. Bem como a maioria das bicicletas atualmente no pelotão World Tour, a S-Works Tarmac SL7 da Bora Hansgrohe esconde todas as tubagens de travão e ligações da transmissão, tendo um "look" perfeitamente limpo e aerodinâmico. O "Fórmula 1" de Jai Hindley é vendido nesta versão por 12.800,00€, mas tendo em conta alguns melhoramentos, como os rolamentos cerâmicos, entre mais alguns, esta bicicleta tem um valor acima dos 13.000,00€. Specialized S-Works Tarmac SL7 Podes encontrar a versão para venda ao público em www.specialized.com/pt/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 3 Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) venceu hoje a terceira etapa da 110.ª edição da Volta a França. O ciclista belga de 25 anos foi o mais forte no sprint final, superiorizando-se a Phil Bauhaus (Bahrain Victorious), e a Caleb Ewan (Lotto Dstny), respetivos segundo e terceiro classificados com as mesmas 04:43.15 horas do vencedor. Ao ser o mais o rápido a alcançar a linha da meta nos 193,5 quilómetros entre Amorebieta-Etxano e Bayonn, Philipsen soma assim a terceira vitória em etapas do Tour, um registo do qual pode e deve orgulhar-se. Adam Yates continua de amarelo Adam Yates (UAE Emirates) continua a vestir a camisola amarela, estando acompanhado no pódio por duas caras que bem conhece. Referimo-nos a Tadej Pogacar, seu companheiro de equipa na UAE e ao seu irmão gémeo Simon Yates (Jayco-AlUla), segundo e terceiro classificados, ambos com seis segundos de atraso. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=o7sw890VMgQ Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck04:43:1502BAUHAUS Phil Bahrain Victorious+ 0003EWAN Caleb Lotto Dstny+ 0004JAKOBSEN Fabio Soudal Quick-Step+ 0005VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0006CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team+ 0007MEEUS Jordi BORA-hansgrohe+ 0008GROENEWEGEN Dylan Team Jayco-AlUla+ 0009PEDERSEN Mads Lidl-Trek+ 0010COQUARD Bryan Cofidis+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01YATES Adam UAE Team Emirates13:52:3302POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 0603YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 0604LAFAY Victor Cofidis+ 1205VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 1606VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 1707WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 2208HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 2209RODRIGUEZ Carlos INEOS Grenadiers+ 2210SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 22 Amanhã cumpre-se a quarta etapa Esta terça-feira, sai para a estrada a quarta etapa desta 110.ª edição do Tour, por sinal a primeira que decorrerá integralmente em solo francês, mais precisamente entre Dax e Nogaro, numa tirada com um total de 181,8 quilómetros, num traçado maioritariamente plano. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - etapa 2 Victor Lafay (Cofidis) foi o homem do dia da segunda etapa da 110.ª edição da Volta a França. O ciclista francês de 27 anos surpreendeu Wout van Aert (Jumbo-Visma) com um ataque bem-sucedido já bem perto da linha da meta, completando os 208,9 quilómetros entre Vitória e San Sebastián, com o registo de 04:46.39 horas, relegando assim uma das principais estrelas da Jumbo-Visma para o segundo lugar, com Tadej Pogacar (UAE Emirates) a fechar o pódio do dia, ambos com o mesmo tempo do líder. Adam Yates continua na liderança, mas Pogacar já está à espreita Adam Yates continua a vestir de amarelo, mas tem Tadej Pogacar, seu companheiro de equipa na UAE Emirates já à espreita, com apenas seis segundos de atraso,  diferença semelhante à do seu irmão gémeo Simon (Jayco AlUla), que é assim terceiro da geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Ro_SD7RloFA Top 10 etapa POSNOME - EQUIPATEMPO01LAFAY Victor Cofidis04:46:3902VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0003POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 0004PIDCOCK Tom INEOS Grenadiers+ 0005BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 0006WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 0007BARDET Romain Team dsm-firmenich+ 0008TEUNS Dylan Israel-Premier Tech+ 0009HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 0010CRAS Steff TotalEnergies+ 00 Top 10 classificação geral POSNOME - EQUIPATEMPO01YATES Adam UAE Team Emirates09:09:1802POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 0603YATES Simon Team Jayco-AlUla+ 0604LAFAY Victor Cofidis+ 1205VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 1606VINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 1707WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 2208SKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 2209HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 2210LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 22 Amanhã o Tour chega a França Esta segunda feira o Tour deixa o solo espanhol e ruma a França, com a terceira etapa da prova a contemplar uma ligação entre Amorebieta-Etxano, tirada com um total de 193,5 quilómetros. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO - Etapa 4 - Val di Sole A quarta ronda da Taça do Mundo de XCO esta temporada decorreu em Itália, no mítico circuito de Val Di Sole. Um corrida que surgiu na semana seguinte aos campeonatos da Europa da modalidade, que coroaram a holandesa Puck Pieterse e o romeno Vlad Dascalu como campeões da Europa de Elites. Corrida Elite Feminina Estreando a camisola de Campeã da Europa , Puck Pieterse voltou a vencer com superioridade numa Taça do Mundo. Desde o início, Puck Pieterse mostrou-se forte e à semelhança das ultimas corridas a ciclista da Alpecin Deceuninck abriu uma vantagem 41 segundos logo na primeira volta, espaço que seria impossível de fechar para as suas adversárias. Martina Berta não conseguiu oferecer aos fãs uma vitória em casa, terminando ainda assim num meritório 2º lugar.  Rebecca Henderson parece estar de volta à sua melhor forma terminando em 3º lugar, enquanto que a vencedora do XCC na sexta-feira, Laura Stigger terminou no 4.º posto e Mona Mitterwallner terminou na 5.ª posição. Pódio Elite Femininas em Val di Sole A portuguesa Raquel Queirós não conseguiu estar na linha de partida. TOP 10 final da corrida POS.NOMEPAÍSEQUIPATEMPO1PIETERSE Puck NEDALPECIN-DECEUNINCK1:19:492BERTA Martina ITASANTA CRUZ ROCKSHOX PRO TEAM1:20:413HENDERSON Rebecca AUSPRIMAFLOR MONDRAKER GENUINS RACING TEAM1:20:494STIGGER Laura AUTSPECIALIZED FACTORY RACING1:20:555MITTERWALLNER Mona AUTCANNONDALE FACTORY RACING1:21:426NEFF Jolanda SUITREK FACTORY RACING XC1:21:507RISSVEDS Jenny SWETEAM 31 IBIS CYCLES CONTINENTAL1:22:198FERRAND PREVOT Pauline FRAINEOS GRENADIERS1:22:379RICHARDS Evie GBRTREK FACTORY RACING XC1:22:4010TERPSTRA Anne NEDGHOST FACTORY RACING1:22:43 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=mEQVUdpgl-U Corrida Elite Masculina Após vitória histórica em Lenzerheide, seguida do seu pior resultado na Taça do Mundo em Leogang, Nino Schurter voltou a provar que é um dos maiores de todos os tempos, ao conquistar sua 35.ª vitória em Taças do Mundo. Nino Schurter mostrou que estava de volta à forma de costume, já que esteve na frente desde o início, juntamente com Alan Hatherly. Juntos construíram uma vantagem de 30 segundos para os restantes, mas à sexta volta Nino atacou e foi embora sozinho, enquanto Hatherly acabaria por ser alcançado, terminando ainda assim no 4.º posto. Mathias Flückiger foi quem fez a perseguição a Schurter, terminando no entanto em segundo lugar, a 26 segundos do seu compatriota.  O recém-coroado campeão europeu Vlad Dascalu fez uma corrida de trás para a frente, ganhando posições em toda a corrida alcançando o 3.º posto, conseguindo assim o melhor resultado da temporada em Taças do Mundo. TOP 10 final da corrida POS.NOMEPAÍSEQUIPATEMPO1SCHURTER Nino SUISCOTT-SRAM MTB RACING TEAM1:20:222FLÜCKIGER Mathias SUITHÖMUS MAXON1:20:483DASCALU Vlad ROUTREK FACTORY RACING XC1:21:004DUBAU Joshua FRAROCKRIDER RACING TEAM1:21:005HATHERLY Alan RSACANNONDALE FACTORY RACING1:21:146MAROTTE Maxime FRAROCKRIDER RACING TEAM1:21:227VALERO SERRANO David ESPBH COLOMA TEAM1:21:378SARROU Jordan FRATEAM BMC1:21:499FORSTER Lars SUITHÖMUS MAXON1:22:0010BLUMS Martins LATKMC MTB RACING TEAM1:22:02 Participaram na corrida dois portugueses, Roberto Ferreira terminou no 77.º posto, enquanto Ricardo Marinheiro não conseguiu estar na linha de partida em virtude de uma queda sofrida antes. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=eeDH_DDKcmo Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France - Irmãos Yates agitam etapa inaugural Os irmãos Yates agitaram hoje a etapa inaugural da 110.ª edição do Tour de France, sendo Adam UAE Emirates) o mais rápido a completar os 182 quilómetros percorridos em Bilbau, com o registo de 04:22.49 horas, sendo o mais forte de uma disputa de irmãos, ao superiorizar-se ao gémeo Simon (Jayco AlUla), segundo classificado do dia, com quatro segundos de atraso. A fechar o pódio desta primeira etapa, ficou um dos grandes favoritos à vitória final, Tadej Pogacar (UAE Emirates), que cruzou a linha da meta a 12 segundos do seu companheiro de equipa Adam Yates. Enric Mas abandona devido a queda O espanhol Enric Mas foi o azarado do dia ao ser obrigado a abandonar em virtude de uma queda sofrida. Um duro revés não só para o ciclista, como para a formação da Movistar que vê assim o seu líder ficar de fora logo no primeiro dia de prova. Os exames efetuados detetaram uma fratura da escápula direita que o impossibilitam de continua em prova. Perde Enric Mas, perde a Movistar e também a 110.ª edição do Tour fica a perder com este contratempo logo na primeira etapa. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=9aexj2462yw Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01Grã-BretanhaYATES Adam UAE Team Emirates04:22:3902Grã-BretanhaYATES Simon Team Jayco-AlUla+ 0803EslovéniaPOGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1804FrançaPINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 2205CanadáWOODS Michael Israel-Premier Tech+ 2206FrançaLAFAY Victor Cofidis+ 2207AustráliaHINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 2208DinamarcaSKJELMOSE Mattias Lidl-Trek+ 2209DinamarcaVINGEGAARD Jonas Jumbo-Visma+ 2210FrançaGAUDU David Groupama-FDJ+ 22 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O improvável Giro de Maria Martins e Beatriz Pereira Portugal regressa ao Giro femenino onde não tinha representação desde 2017. Entrevista TopCycling a Tata Martins e Beatriz Pereira no arranque da prova italiana. Não estava nos planos para nenhuma, mas o ciclismo é mesmo assim. A 34ª edição do Giro feminino conta com Maria Martins e Beatriz Pereira que pela primeira vez vão testar-se ao longo de dez dias de competição e logo na mais tradicional corrida por etapas do calendário feminino. Tata Martins está na primeira temporada no WorldTour e desde fevereiro tem competido sem pausa. Primeiro na pista com a seleção nacional, depois com a Fenix-Deceuninck. Baixas de última hora abriram à ribatejana as portas do Giro. “Não é uma grande volta com muitas etapas que me podem favorecer. Tenho que abordar a coisa de uma forma mais tranquila, vai ser muito exigente com muita subida. Estou focada na 3ª etapa que é a única plana, o resto é tudo mais punch e a subir. Vamos dia a dia.” Giro como preparação do Mundial É um período importante da época para Tata Martins. Em agosto há Mundial de pista e muitos pontos em jogo para poder estar nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Idealmente a preparação para um Mundial seria em estágio com treinos específicos vocacionados para o omnium – disciplina olímpica onde Tata foi 7ª em Tóquio 2020. Ao invés, a atleta faz o Giro após ter estagiado com a Fenix-Deceuninck, em La Plagne. “É importante aproveitar o Giro como preparação para o Mundial. Estive em altitude e as sensações não foram as melhores. Sentia-me cansada, mas a altitude pode ter influência nisso. Fizemos algum trabalho de subida, mas tudo individualizado para cada atleta; eu colocava o meu passo, cada uma fazia o seu trabalho e reuníamos o grupo no topo da subida. Foram horas de trabalho, tudo muito consistente e nada que me levasse a um elevado grau de fadiga. Foi muito bom estar com a equipa e entrar neste contexto novo para mim.” https://www.youtube.com/watch?v=MNkmfdo7R7w O TopCycling foi ao estágio de estreia de Tata Martins na Fenix em janeiro. Sprintar contra craques como Marianne Vos Após uns dias de descanso surge o Giro de Itália no caminho de Tata Martins, que espera ter oportunidade de sprintar contra craques como Marianne Vos (Jumbo-Visma), vencedora de 32 etapas na prova, e Marta Bastianelli (UAE Team ADQ), que se retira no final da corrida. A Fenix-Deceuninck leva Tata Martins para sprintar, uma série de jovens trepadoras e atletas mais conhecidas do ciclocrosse. Com a maioria a ribatejana nunca correu por isso a preparação do sprint não será ideal, mas como boa portuguesa Tata é perita na arte do “desenrascanço”. Procurem o kit "verde comodoro" no pelotão já que mantendo a tradição a Fenix-Deceuninck vestirá este maillot que desde o ano passado também os homens vestem no Giro de Itália. A cereja no topo do gelado Também no Giro de Itália está Beatriz Pereira. Apanhamos a atleta da Bizkaia Durango enquanto passeava com as colegas nas termas de Chianciano, na Toscana, local de partida da corrida do Giro de Itália. O gelado pré-Giro foi o último momento de prazer antes de dez dias de sofrimento. A famalicense tinha tudo preparado para fazer um mês de maio forte, mas acabou por não competir e contra os prognósticos caiu de paraquedas na maior prova por etapas do calendário feminino. “Tenho noção das minhas limitações e capacidades para correr nove dias. É a minha segunda prova WorldTour e a primeira por etapas – a primeira foi a Ronde van Drenthe que não acabei. A primeira prova por etapas ser logo uma grande volta vai ser desafiante. Espero aprender muito, ter experiências novas e conhecer-me melhor como ciclista.” Créditos: Bizkaia Durango. "Passou-me tudo pela cabeça" Aos 19 anos é campeã nacional de sub-23 e vice-campeã nacional de elites – em Mogadouro só Cristiana Valente foi mais forte. Beatriz Pereira nasceu em 2003 e no Giro vai correr contra 98 atletas nascidas em 1999 ou antes, isto é, ciclistas com mais de 24-25 anos. A tricampeã Van Vleuten tem 40, mas também há três miúdas de 18 anos. Um sinal de que falta um calendário específico para as sub-23, aliás, a Volta a França do Futuro prepara-se para a 1ª edição do Avenir corroborando esta teoria. “O primeiro ano de sub-23 foi difícil. Fiquei várias vezes doente, tentei levar a universidade e o ciclismo num nível demasiado alto e o corpo não respondeu bem. Dormia poucas horas, tinha muito stress e o sistema imunitário sofreu: tive quatro amidalites e uma gastroenterite. Este ano, na tentativa de que corresse melhor, abrandei com a universidade e ver se valia a pena por toda a minha vida em espera para tentar esta carreira do ciclismo e o princípio de 2023 foi difícil.” Beatriz Pereira demonstrou uma fortaleza mental em linha com o desporto que escolheu. Rodeou-se das pessoas certas, encontrou apoio na família e no namorado. Remontou para superar a desilusão de não ter corrido em maio quando o calendário espanhol ofereceu Vuelta, País Basco, Burgos e várias clássicas. “Passou-me tudo pela cabeça, mas sou focada, disciplinada e tentei cumprir os treinos como podia e me apetecia. Desfrutar da bicicleta com boas pessoas como o Tiago Machado que me conhecesse desde infantis.” Créditos: Nuno Vieira. A amizade com Tiago Machado Por vezes falamos do impacto que os atletas de referência têm nos mais jovens. Tiago Machado foi craque do WorldTour, mas como orgulhoso minhoto sempre ajudou os conterrâneos. Numa gala do campeonato regional do Minho conheceu uma infantil que tinha sido 5ª numa prova onde não havia categoria feminina. Não houve prémio para Beatriz Pereira, mas ficou a amizade com Tiago Machado, diretor da Academia da Efapel. “Treinou algumas vezes comigo este ano em ritmo de corrida. As conversas com ele também ajudam. Senti falta este ano de pessoas que acreditem no meu valor e o Tiago dizer que acredita em mim tendo ele já conquistado tantas coisas… foi importante.” Beatriz Pereira está em formação, mas correndo em Espanha e numa equipa histórica como a Bizkaia Durango foi obrigada a crescer rápido. À Volta à Andaluzia, no início de junho, foi após dois meses sem competir perante um pelotão bem rodado de corridas WorldTour. Um teste onde mostrou à equipa que tem fibra de ciclista de elite. Para o Giro também só foi chamada no domingo dos Nacionais. Beatriz Pereira tem mais uma oportunidade de mostrar serviço e na linha dos conterrâneos Tiago Machado e André Carvalho dar seguimento à típica combatividade que se tornou imagem de marca dos atletas de Vila Nova de Famalicão. ### Tour de France 2023 - Guia TopCycling.pt Entre 1-23 de julho realiza-se a 110.ª edição do Tour de France, a prova rainha do ciclismo mundial e um dos eventos desportivos mais mediáticos do planeta. Também gosto de ver o Giro de Itália e as clássicas, mas o Tour é o Tour. UAE-Team Emirates vs. Jumbo-Visma Se à partida para o Tour do ano passado Tadej Pogacar (UAE-Team Emirates) era o favorito – porque vinha de duas vitórias consecutivas – este ano não deixa de o ser por vir de lesão, mas existe um Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma) que é o atual campeão da prova francesa após conseguir bater o prodígio esloveno no ano passado, além de que terá uma vez mais uma super equipa em seu redor. A.S.O. Pauline Ballet No que levamos de temporada ambos já deixaram "o aperitivo". O dinamarquês da Jumbo-Visma apresenta-se após triunfos esta temporada na Volta à Galiza, Volta ao País Basco, Critérium du Dauphiné e ainda pódio na Paris-Nice. Tour de France 2022 - VINGEGAARD Jonas (JUMBO - VISMA) - Créditos A.S.O. Já o esloveno da UAE chega após triunfos da Volta à Andaluzia, Paris-Nice, Volta à Flandres, Amstel Gold Race e Flèche Wallone. Veremos como se apresenta depois da queda que sofreu em abril, da qual resultou a fratura dos ossos de uma mão. Tour de France 2022 - Tadej Pogacar (UAE - Team Emirates) - Créditos A.S.O. Roglic "out" Com cinco presenças no Tour de France no currículo, Primoz Roglic não estará na linha de partida da única grande volta que ainda não conseguiu vencer (e aquela em que mais vezes participou). Primoz Roglic não estará no Tour 2023, mas já venceu Giro 2023 Não obstante a equipa da Jumbo-Visma ser fortíssima, na minha opinião a falta de Primoz Roglic é algo assinalável porque muda e muito tanto a tática da Jumbo-Visma como da UAE Emirates. Pogacar irá focar-se somente em Vingegaard, algo que não poderia acontecer se estivesse Roglic, aliás, as movimentações de Roglic no Tour 2022 e consequentes repostas por parte de Pogacar poderão ter determinado o rumo da corrida nas etapas seguintes. À espreita do pódio na geral Vingegaard e Pogacar são os favoritos máximos à vitória, mas nisto das grande voltas já se sabe que o perigo está à espreita em qualquer momento, uma queda, um corte no pelotão, ou um dia mau em termos de performance pode deitar tudo a perder (Roglic que o diga). À espreita de uma falha por parte dos favoritos ou do lugar do pódio que resta, caso se confirme o primeiro e segundo para Pogacar e Vingegaard, estão ciclistas como Jay Hindley, que após vencer o Giro 2022 colocou o Tour de France como o seu grande objetivo da temporada. Jai Hindley (Bora - Hansgrohe) - Créditos: topcycling.pt A Ineos terá que se ter em conta pela experiência em grandes voltas, pelo que apesar da sua juventude, Carlos Rodríguez também é um nome a ter conta. Ciclistas como Mattias Skjelmose (Lidl-Trek), Louis Meintjes (Intermarché-Circus-Wanty), Simon Yates (Jayco-Alula), Romain Bardet (DSM), Enric Mas (Movistar) ou Ben O'Connor (Ag2r-Citroen) são de ter em conta para esta luta. Volta à Suíça 2023 - Mattias Skjelmose (Lidl-Trek) - Créditos: Vincent Kalut/PN/SprintCyclingAgency Os portugueses Entre o pelotão do Tour estarão três portugueses: Nelson Oliveira (Movistar), Ruben Guerreiro (Movistar) e Rui Costa (Intermarché – Circus – Wanty). Sobre o seu momento de forma e o que já fizeram esta temporada, podes ver este artigo que publicámos esta semana. Rui Costa vai para a sua décima primeira participação no Tour de FranceCréditos: Intermarché-Circus-Wanty Outra corrida, dentro da corrida Jonas Vingegaard foi o grande vencedor na última edição do Tour de France, mas houve um ciclista que se destacou, além dos que lutavam pela classificação geral, Wout van Aert. Tour de France 2022 - Wout van Aert (Jumbo - Visma) - Créditos A.S.O. É de nacionalidade belga, mas numa corrida como o Tour de France pode ser visto como um "canivete suíço" porque faz de tudo um pouco (e bem): ajuda nas etapas planas, vence ao sprint, é candidato a vencer o contrarrelógio e ainda ajuda na alta montanha. Na última edição do Tour venceu a classificação por pontos e mais três etapas (entre elas o contrarrelógio). Este ano existe um ponto de interesse extra pois o rival de sempre de Wout van Aert, Mathieu van der Poel, vai estar presente no Tour com ambições. Embora tenha admitido que a camisola verde será objetivo para o colega de equipa Jasper Philipsen, também admitiu que este é o Tour de France ao qual chega melhor preparado. Vai certamente querer vencer etapas e se possível andar de amarelo como já fez em 2021. Mathieu van der Poel (Alpecin - Deceuninck) - Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Para "apimentar" as eternas batalhas entre Mathieu van der Poel e Wout Van Aert estão presentes alguns convidados de luxo que podem baralhar as contas destes dois. O pequeno (em estatura) Tom Pidcock (Ineos - Grenadiers), que já deixou o seu cartão de visita o ano passado ao vencer uma etapa de forma brilhante, no mítico Alpe d'Huez, e o fenómeno africano Biniam Girmay (Intermarché - Circus - Wanty), que já venceu etapa no Giro de Itália em 2022 e este ano também já tem vitórias (por exemplo na Volta à Suíça). Biniam Girmay com o novo kit da equipa para o Tour.Créditos: Intermarché - Circus - Wanty. Se as razões ainda não eram suficientes para os fãs de ciclismo estarem colados ao ecrã em todas as etapas, além dos nomes referidos anteriormente não se pode descartar o "Míssil da Ilha de Man". Mark Cavendish vai ao Tour com uma missão: vencer uma etapa e ficar na história do Tour de France como o ciclista com mais vitórias em etapas superando as 34 de Eddy Merckx. Mark Cavendish vence etapa vestido de verde - Créditos: A.S.O. Charly Lopez A opinião de Paulo Martins - Comentador Eurosport "O Tour deste ano têm um percurso muito equilibrado de princípio ao fim, com oportunidades para todas as especialidades mas numa edição em que os trepadores são os maiores beneficiados, com um único contrarrelógio e bem duro, com 22,4 kms na etapa 16. Os máximos favoritos, Vingegaard e Pogačar, os vencedores das últimas edições. A suposta luta pelo terceiro está aberta a cerca de 15 ciclistas, dando para perceber o grande equilíbrio deste pelotão de trepadores. Pontos que podem decidir a vitória final, as etapas 14, 15, 16 (Crono) e 17.ª etapa, são etapas de montanha com mais de 4000 mts. de acumulado, inclusive a 17.ª etapa, que considero a etapa Rainha, tem 5400 mts. de acumulado e chega aos 2300 mts de altitude. Previsões de sonho para um filme de sucesso de bilheteira em Hollywood, seria Egan Bernal vencer o Tour depois de quase ter perdido a vida após um acidente em treino. Peter Sagan vencer pela 8.ª vez a camisola dos Pontos na sua despedida do Tour. Thibaut Pinot vencer a camisola da Montanha pela mesma razão de Sagan; ou Mark Cavendish vencer 1 etapa e bater o record das 34 etapas. Para terminar em beleza, seria ver Rui Costa, Ruben Guerreiro e Nelson Oliveira, vencerem uma etapa." A opinião de Gonçalo Moreira - Comentador Eurosport Qualquer cenário que não seja a vitória de Vingegaard ou Pogacar no Tour será uma surpresa. Pode acontecer, mas é altamente improvável. Entre os outsiders podia dizer 10 nomes, mas fico com Carlos Rodriguez. Para mim será o melhor de uma Ineos que ganhou sete vezes o Tour entre 2012-2019 e que no Tour está decapitada. Caso os astros se alinhem, Carlitos é a minha aposta para revelação desta edição. O Tour é um espetáculo e o País Basco apenas o primeiro palco de um show itinerante. A abertura será dura e espero ver Van der Poel, Alaphilippe, Pinot ou Bilbao a desferirem ataques que os levem à primeira amarela. O Tour também é História e quantos podem dizer que a escreveram? Cavendish está a uma etapa da imortalidade naquela que seria a grande história deste Tour. A intra-história pode ser o regresso de Portugal às vitórias. Costa, Guerreiro e Oliveira fizeram boas épocas, estão em plena maturidade e gozam de experiência na corrida. Dez anos depois de Le Grand Bornand oxalá haja festa e com direito a dia histórico já que igualaria o mágico ano de 1989. Nessa época Acácio da Silva venceu etapas no Giro e no Tour e desde então nunca mais Portugal celebrou vitórias na mesma época em distintas grandes Voltas. Almeida lançou o desafio ao conquistar o Monte Bondone, veremos quem agarra no testemunho. Percurso com ação desde o primeiro dia O Tour 2023 arranca em Espanha, mais precisamente em Bilbau, no País Basco, com uma etapa de 182 quilómetros, seguindo-se outras duas na região na qual os ciclistas vão encontrar algumas colinas antes de cruzarem a fronteira para França. Não será um início enfadonho, certamente. Já nas estradas francesas, o pelotão terá grandes desafios, com a competição a passar este ano pelas cinco cadeias montanhosas do país: Pirenéus, Maciço Central, Jura, Alpes e Vosges. Etapas no País Basco irão garantir espetáculo desde o primeiro dia. O ponto mais alto da corrida situa-se na Col de la Loze, a 2304m, e acontece na 17.ª etapa, a 19 de julho. Destaca-se ainda o regresso ao Tour do vulcão Puy de Dôme, 35 anos depois, com o pelotão a rolar por estradas que estiveram cortadas ao público. Este ano haverá apenas um contrarrelógio, na 16.ª etapa e decorre em altitude, nos Alpes, numa distância de 22,4 quilómetros. A corrida termina a 23 de julho, como é habitual, em Paris, na Avenida dos Campos Elísios.  As etapas ( Etapa - data - perfil) Etapa 1 - 1 de julho - Ondulado Etapa 2 - 2 de julho - Ondulado Etapa 3 - 3 de julho - Plano Etapa 4 - 4 de julho - Plano Etapa 5 - 5 de julho - Montanha Etapa 6 - 6 de julho - Montanha Etapa 7 - 7 de julho - Plano Etapa 8 - 8 de julho - Ondulado Etapa 9 - 9 de julho - Montanha Descanso - 10 de julho Etapa 10 - 11 de julho - Plano Etapa 11 - 12 de julho - Plano Etapa 12 - 13 de julho - Plano Etapa 13 - 14 de julho - Montanha Etapa 14 - 15 de julho - Montanha Etapa 15 - 16 de julho - Montanha Descanso: 17 de julho Etapa 16 - 18 de julho - Plano (Contrarrelógio individual) Etapa 17 - 19 de julho - Montanha Etapa 18 - 20 de julho - Ondulado Etapa 19 - 21 de julho - Plano Etapa 20 - 22 de julho - Montanha Etapa 21 - 23 de julho - Plano Start List AG2R CITROËN TEAM Aurélien Paret-Peintre Felix Gall Nans Peters Clément Berthet Oliver Naesen Ben O'Connor  Benoît Cosnefroy Stan Dewulf  ALPECIN DECEUNINCK Quinten Hermans Jonas Rickaert Mathieu van der Poel  Jasper Philipsen  Michael Gogl Søren Kragh Andersen  Silvan Dillier  Ramon Sinkeldam  ASTANA QAZAQSTAN  Luis León Sànchez Yevgeniy Fedorov Mark Cavendish  Cees Bol David de la Cruz  Harold Tejada Gianni Moscon  Alexey Lutsenko  BAHRAIN-VICTORIOUS Nikias Arndt  Phil Bauhaus Matej Mohorič Pello Bilbao  Fred Wright  Mikel Landa Wout Poels  Jack Haig  BORA-HANSGROHE Emanuel Buchmann Marco Haller  Jai Hindley  Bob Jungles Jordi Meeus  Nils Politt  Danny van Poppel  Patrick Konrad COFIDIS Alexis Renard  Simon Geschke Alex Zingle  Anthony Perez Victor Lafay  Bryan Coquard Ion Izagirre  Guillaume Martin  EF EDUCATION-EASYPOST Alberto Bettiol  Rigoberto Urán Neilson Powless James Shaw Magnus Cort Richard Carapaz  Andrey Amador  Esteban Chaves  GROUPAMA-FDJ Thibaut Pinot  Lars van den Berg  Olivier le Gac  Quentin Pacher  Stefan Küng  Kevin Geniets  David Gaudu Valentin Madouas  INEOS GRENADIERS Carlos Rodríguez  Michał Kwiatkowski  Egan Bernal  Daniel Felipe Martínez Thomas Pidcock Jonathan Castroviejo  Ben Turner  Omar Fraile  INTERMARCHÉ-CIRCUS-WANTY Rui Costa  Georg Zimmermann  Dion Smith  Mike Teunissen Adrien Petit Louis Meintjes Biniam Girmay  Lilian Calmejane  JAYCO ALULA Simon Yates Dylan Groenewegen Luka Mezgec Elmar Reinders Lawson Craddock Luke Durbridge  Chris Harper Christopher Juul-Jensen  JUMBO-VISMA Wilco Kelderman Dylan van Baarle Wout van Aert Tiesj Benoot  Christophe Laporte  Nathan Van Hooydonck  Sepp Kuss  Jonas Vingegaard  MOVISTAR Matteo Jorgenson  Enric Mas Ruben Guerreiro Nelson Oliveira  Antonio Pedrero Gregor Mühlberger  Alex Aranburu  Gorka Izagirre  SOUDAL-QUICK-STEP Rémi Cavagna  Yves Lampert Kasper Asgreen Dries Devenyns Julian Alaphilippe  Tim Declercq Michael Mørkøv Fabio Jakobsen TEAM ARKÉA-SAMSIC Clément Champoussin Warren Barguil  Laurent Pichon Simon Guglielmi Jenthe Biermans Luca Mozzato Anthony Delaplace Matis Louvel   TEAM DSM Nils Eekhoff  John Degenkolb Kevin Vermaerke  Alex Edmondson Sam Welsford Matthew Dinham  Chris Hamilton Romain Bardet LIDL - TREK Tony Gallopin Giulio Ciccone  Mads Pedersen  Jasper Stuyven Juan Pedro López  Mattias Skjelmose  Alex Kirsch  Quinn Simmons  UAE - TEAM EMIRATES Adam Yates Felix Großschartner Mikkel Bjerg Tadej Pogačar  Marc Soler  Vegard Stake Laengen Rafal Majka  Matteo Trentin LOTTO DSTNY Victor Campenaerts  Jasper de Buyst  Pascal Eenkhoorn  Frederik Frison Jacopo Guarnieri Florian Vermeersch  Caleb Ewan Maxim Van Gils TOTALENERGIES  Daniel Oss Mathieu Burgaudeau  Pierre Latour  Edvald Boasson Hagen Anthony Turgis Steff Cras  Peter Sagan  Valentin Ferron  ISRAEL-PREMIER TECH Michael Woods Guillaume Boivin Hugo Houle  Krists Neilands Corbin Strong Nick Schultz Simon Clarke Dylan Teuns UNO-X PRO CYCLING TEAM  Torstein Træen Søren Wærenskjold  Anthon Charmig  Jonas Gregaard Jonas Abrahamsen  Rasmus Tiller  Tobias Halland Johannessen Alexander Kristoff Acesso às transmissões rádio das equipas Há equipas que deram acesso às suas transmissões de rádio, para que estas possam ser partilhadas durante a transmissão de televisão das etapas. As equipas que deram essa permissão foram: Movistar, Groupama, Cofidis, Jayco e Alpecin. Transmissão TV O Eurosport garante uma cobertura sem rival, emitindo todos os dias a totalidade das etapas, do quilómetro zero até à meta. São mais de 100 horas de emissão, em direto. Resumos diários em Topcycling.pt Em www.topcycling.pt publicaremos resumos diários das etapas ao final do dia, com as classificações e vídeo resumo do dia. Passa diariamente no site e não fiques só pelas redes sociais, é uma forma de ajudar no nosso trabalho. Obrigado a todos os que acompanham o projecto, Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro feminino – percurso, história e onde ver Quais os dias chave do Giro feminino? Quem pode bater Van Vleuten? Há portuguesas? Um breve guia sobre a prova italiana. Desde que Daniela Reis concluiu o Giro de Itália feminino em 2017 pela equipa belga Lares-Waowdeals nenhuma portuguesa voltou à maior prova por etapas do calendário feminino. Foi um ano marcante para as mulheres ciclistas que pela primeira vez tiveram um WorldTour e Anna van der Breggen assinalou a ocasião vencendo o segundo de quatro títulos no Giro – a recordista ainda é Fabiana Luperini com cinco! Daniela Reis foi 56ª e a primeira portuguesa a participar no Giro de Itália – segundo os dados de que dispomos. As portas ficaram abertas para jovens como Maria Martins (Fenix-Deceuninck) e Beatriz Pereira (Bizkaia Durango), que se preparam para a 34ª edição da prova. Querem saber como chegam as portuguesas ao Giro? O TopCycling falou com Tata Martins e Beatriz Pereira e em breve publicamos as entrevistas. Results powered by FirstCycling.com Giro em contraciclo Há nove etapas e 928km para percorrer cinco regiões de Itália na 34ª edição. Annemiek van Vleuten (Movistar) é a campeã em título e deverá contar com a oposição de Elisa Longo Borghini (Trek-Lidl), Niamh Fisher-Black (SD Works), Silvia Persico (UAE Team ADQ), Mavi Garcia (Liv), Juliette Labous (DSM-Firmenich) e Marta Cavalli (FDJ-Suez). O percurso mostra um Giro em contraciclo face à tendência de endurecimento das corridas das mulheres: etapas com 115km de média, nenhum final em alta montanha ou um contrarrelógio extenso; por contraponto o Tour de France oferece jornadas mais longas, traz Aspin-Tourmalet na etapa rainha e finaliza com um crono de 22km. O Giro abre com prólogo de 4,4km nas termas de Chianciano, na Toscana, a 30 de junho. Termina em Olbia, na Sardenha, a 9 de julho. Após a 7ª etapa há um dia de descanso para fazerem o transfer para a Sardenha. As sprinters devem poder medir forças em Modena (3ª etapa) e o percurso convida a ataques já que quatro das últimas cinco etapas acabam em rampas. Ideais para mexer na corrida são as chegadas a Ceres (5ª etapa), Chiesa di Sant'Antonio (6ª etapa) e no dia seguinte em Alassio. Longo Borghini e Realini lideram o bloco da Trek-Lidl.Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Giro de Itália no GCN+ e no Eurosport Player Sendo a prova por etapas mais tradicional do calendário feminino, nem sempre houve sinal em direto ao longo dos últimos anos. Apesar de algumas dúvidas – pelo facto de o organizador estar no último ano de contrato com a Federação italiana e da RCS pegar na prova em 2024 – as transmissões foram asseguradas sobre a buzina! O Giro de Itália dá em direto no GCN+ e no Eurosport Player todos os dias e haverá um resumo alargado no Eurosport 1 após o final de cada etapa do Tour de France. Os comentários em português estão disponíveis também nas plataformas digitais e ficam a cargo de Gonçalo Moreira e Isabel Fernandes. Etapas do Giro feminino 1ª etapa Chianciano 4,4km 2ª etapa Bagno a Ripoli - Marradi 102,1km 3ª etapa Formigine - Modena 118,2km 4ª etapa Fidenza - Borgo Val di Taro 134km 5ª etapa Salassa - Ceres 103,3km 6ª etapa Canelli - Canelli 104,4km 7ª etapa Albenga - Alassio 109,1km 8ª etapa Nuoro - Sassari 125,7km 9ª etapa Sassari - Olbia 126,8km ### Trek com novos esquemas de pintura Project One ICON para o Tour de France A Trek acaba de apresentar os novos esquemas de pintura Project One ICON para as suas equipas profissionais de ciclismo de estrada feminino e masculino. Lançados a poucos dias do início do Tour de France de 2023, cada um destes novos oito esquemas de pintura únicos vai ser utilizado por um ciclista diferente da equipa Lidl-Trek na maior competição de ciclismo por etapas. Não só para os profissionais Através do Project One ICON, qualquer ciclista amador pode ter acesso e escolher o mesmo esquema de pintura, tal como os ciclistas profissionais utilizam durante as provas mais competitivas do mundo. Estas novas cores estão agora disponíveis para o consumidor e podem ser escolhidas nas bicicletas de estrada mais leves e aerodinâmicas da Trek, a Émonda SLR e a Madone SLR. Segundo a marca, cada um dos esquemas de pintura é aplicado manualmente, utilizando técnicas e processos de pintura individualizados e criando designs e padrões orgânicos únicos que não podem ser replicados. Não existem dois quadros Project One ICON iguais. Os novos esquemas de pintura Chroma Ultra-Iridescent (edição limitada)  A Trek informou que o Chroma Ultra-Iridescent surge após anos de tentativa em combinar o poder artístico dos mestres pintores mais requisitados do Project One. É preciso um alto nível de perícia e de sabedoria para criar uma pintura tão brilhante. Chroma Diamond Flake (edição limitada) De acordo com a marca, milhões e milhões de flocos cromados microscópicos criam um esquema de pintura deslumbrante. Não há dois diamantes iguais e com esta cor limitada, os ciclistas vão ficar com uma bicicleta de sonho que brilha de forma diferente consoante a luminosidade.  Real Smoke (Cerulean Mist, Red Smolder, and White Ash)  O Real Smoke é um esquema pintura pintado à mão que utiliza o fogo como principal referência. Cada quadro apanha fumo real nas camadas base da pintura para um design que nunca arrefece. Crystalline (Blue Prismatic and Viper Frost) Estes esquemas de pintura únicos são criados organicamente com a fusão conjunta de cristais minúsculos num design reticular que brilha com qualquer luz. Tal como o fenómeno natural que replicam, as bicicletas Crystalline são como flocos de neve, cada uma com a sua singularidade. Team Tie Dye Este esquema de pintura com as cores da equipa profissional enaltece as seis opções Tie Dye adicionais atualmente já disponíveis no Project One e que foram lançadas no início deste ano. As bicicletas e esquemas de cores estão disponíveis na rede de distribuidores autorizados Trek. Podes ver todos os modelos e esquemas de cores e disponibilidade aqui no site da marca em Portugal: https://www.trekbikes.com/pt/pt_PT/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Lidl-Trek apresentou os novos equipamentos A Lidl-Trek revelou as suas novas cores, um novo kit no qual se destacam o vermelho, amarelo e azul e um enorme logo dos supermercados Lidl, dando início a um novo da equipa WorldTour registrada nos EUA. Tal como havíamos noticiado, a rede de supermercados substituiu a marca de café Segafredo, tornando-se o principal patrocinador titular das equipes masculina e feminina, com investimentos significativos, por pelo menos cinco anos. A equipa divulgou assim nas suas redes sociais https://twitter.com/TrekSegafredo/status/1674070491483578370 A equipa Lidl-Trek mostrou as novas cores num supermercado Lidl fechado aos clientes, para a apresentação. Mads Pedersen, Quinn Simmons, Mattias Skjelmose, Giulio Ciccone, Jasper Stuyven, Alex Kirsch, Juan Pedro Lopez e Tony Gallopin e a ciclista Ellen Van Dijk estiveram presentes para mostrar as novas cores da equipa. A equipa feminina será a primeira a correr com as novas cores no Giro Donne na sexta-feira. Os homens vão correr no sábado, na etapa de abertura do Tour de France. Embora não se saibam os números, sabe-se que o orçamento da equipa crescerá significativamente, coclocando-a mais próxima de equipas como a Ineos- Grenadiers, UAE Team Emirates, ou Jumbo-Visma. As contratações para 2024, irão confirmar, ou não, se assim é. Novo equipamento Lidl-Trek Para já, na minha opinião o equipamento não está fantástico, mas também não está mau. Qual a vossa opinião? Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tour de France e País Basco unidos pelo ciclismo Análise às etapas bascas do Tour de France e viagem pela história de uma região que venera o ciclismo. Conheçam o Coxo, a Águia e o Leão. San Sebastián em 1992 e Bilbau em 2023. Pela segunda vez na história o Tour de France começa no País Basco e fá-lo no 125º aniversário do Athletic Club de Bilbao, pelo que a honra da Grande Partida é conferida ao estádio de San Mamés, a Catedral do futebol espanhol. Não é inédita a associação do futebol ao ciclismo no País Basco. A Real Sociedad começou a competir como Club Ciclista de San Sebastián e o Athletic teve secção de ciclismo entre 1924-1929. As grandes cidades bascas também tiveram velódromos. O de Bilbau foi construído em 1896 e chegou a ser a maior infraestrutura desportiva do seu tempo com capacidade para 5000 espetadores. Em San Sebastián, a pista de Anoeta foi construída para o Mundial de 1965 – o primeiro em território espanhol. Antes já Oñate (Guipúzcoa) tinha organizado o Mundial de ciclocrosse em 1953. No vídeo abaixo podem ver fotos e vídeos da época de ouro do ciclismo de pista basco no Anoeta. https://www.youtube.com/watch?v=Zn8uNBHe4BI O velódromo Anoeta através dos tempos. Aberto em 1965, foi coberto por ocasião do Mundial de 1973. Pedalar de Bilbau até Paris O primeiro espanhol a correr o Tour de France foi Vicente Blanco, em 1910. Natural de Deusto, zona situada no extremo noroeste de Bilbau, era conhecido como “O Coxo” por motivos óbvios, o que não o impediu de pedalar de Bilbau até Paris para alinhar na prova. Outra figura marcante do ciclismo basco foi Federico Ezquerra, que se retirou com 87 vitórias em 19 temporadas. Fez o Tour de France em quatro ocasiões e ao bom estilo basco foi na montanha que ganhou a fama. Em 1934 coroou primeiro o Galibier com recorde da subida e Henri Desgrange chamou-lhe “A Águia do Galibier”. https://www.youtube.com/watch?v=XTwWjiIwQFg O Coxo, a Águia e o Leão De todos os corredores nascidos no País Basco o mais incrível foi Txomin Perurena, que faleceu no início de junho. É possível seja homenageado já que viveu as últimas décadas em San Sebastián e porque se trata de um ícone que acabou a carreira com 158 vitórias. Para contextualizar, Alejandro Valverde retirou-se com 133 triunfos. O “Leão de Astigarraga” foi sprinter, puncheur e subia tão bem que foi rei da montanha no Tour de 1974. Num país atualmente obcecado com os trepadores, Txomin Perurena é referência de nicho, embora tenha sido o ciclista mais popular da década de 1970. O Coxo, a Águia e o Leão foram ícones do seu tempo. No programa "Conexión Vintage", da TVE, encontram imagens espetaculares dos anos 70 com Txomin Perurena em primeiro plano, mas também recordando as batalhas Fagor vs. Kas na Vuelta e a chegada de Luis Ocaña ao pelotão. É um documentário imperdível! Créditos: A.S.O. Vicente_Paredes O Tour arranca na Catedral Na década de 1960 o antigo estádio San Mamés recebeu etapas da Volta a Espanha, algo que se repetiu em 2019 e voltará a acontecer este ano. O Tour arranca na Catedral com uma 1ª etapa que tem 182km e 3300m de desnível positivo acumulado. Manda a tradição que em Bilbau se passa no Alto del Vivero (4,2km a 7,3%), mas a última subida é Pike Bidea (2 km a 9% de média e rampas de 15%) a 10 km do final. A meta está colocada numa subida de 1km com 5% de inclinação. A 2ª etapa parte de Vitoria (Gasteiz em basco) e termina em San Sebastián (Donostia). Será o regresso à cidade que viu partir o Tour de France em 1992, edição ganha pelo navarro Miguel Indurain aos italianos Claudio Chiapucci (4:35) e Gianni Bugno (10:49). São 210km que começam a 600m acima do nível do mar e terminam junto à praia. Dia ao estilo clássica de San Sebastián – passam a subida de Jaizkibel como na Klasikoa, mas no sentido inverso ao tradicional. Após fazerem 8km a 5,3% (média enganadora porque nos últimos 3km nunca baixam de 7,5%) estarão a 16,5km da meta, parte da distancia feita a descer e outra parte em terreno plano. Jonas Vingegaard durante o reconhecimento da subida de Puy de Dôme, no Maciço Central.Créditos: A.S.O. O Tour de France deixa o País Basco na 3ª etapa. A partida é em Amorebieta (Etxano) – onde Rui Costa venceu a Klasika Primavera em 2013. O final é em território francês, em Bayonne, após uma ligação de 185km destinada aos sprinters. A partir daqui a corrida entra nos Pirenéus e vai traçando uma diagonal via Bordéus e Limoges até ao Maciço Central. Daí dirige-se aos Alpes antes da decisão na Alsácia. ### Como afinar as mudanças da bicicleta - Dicas do Zé Neste vídeo da rubrica Dicas do Zé, partilhamos um tutorial simples sobre como afinar as mudanças da bicicleta. José Carmo, mecânico da loja BikePlanet mostra os princípios sobre como afinar as mudanças da bicicleta. O objetivo do vídeo é dar dicas sobre como o fazer, não dizer que esta é a melhor ou única forma de o fazer. No nosso canal Youtube irás encontrar outros vídeos com outro tipos de dicas de mecânica e oficina de bicicleta. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=Qz447WNwptM&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Costa, Guerreiro e Oliveira: os tugas no Tour de France Analisamos a temporada e a forma recente dos três portugueses que correm o Tour de France: Rui Costa, Rúben Guerreiro e Nélson Oliveira. Costuma-se dizer que são poucos, mas bons. O ditado aplica-se aos portugueses no Tour de France deste ano, todos repetentes, com vitórias em grandes Voltas e vindos de temporadas muito sólidas. Quem são? Que experiência têm no Tour de France? Que provas correram este ano e quais os resultados? Perguntas que encontram respostas neste breve guia dedicado a Rui Costa, Nélson Oliveira e Rúben Guerreiro. O tricampeão da Volta à Suíça conta sempre com forte apoio da comunidade emigrante lusa. Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) Participações no Tour de France: 10 Melhores resultados: 18º da classificação geral em 2018; três etapas conquistadas Como chega ao Tour de France? Rui Costa chegou com tudo à Intermarché-Circus-Wanty e no primeiro dia da época ganhou o Troféu Calvià, em Maiorca. Seguiu-se a vitória na Volta à Comunidade Valenciana, onde o TopCycling esteve para uma entrevista logo após o triunfo. Na passagem por Portugal foi 4º lugar na Figueira Champions Classic e um 10º posto na Volta ao Algarve. Ainda em fevereiro foi 9º na Faun-Ardèche e perdeu a Faun Drôme para Anthony Perez (Cofidis) – duas semiclássicas francesas para encerrar um mês tremendo. https://www.youtube.com/watch?v=E8FUmFZonnc Abriu março sendo 4º na Strade Bianche – o melhor resultado de um português na corrida toscana – antes da pausa para preparar as Ardenas. Aí começaram os problemas. Falhou a Flèche Wallone por uma irritação no joelho que estragou a campanha de clássicas e na Romandia nova lesão no joelho por culpa de um incidente mecânico raríssimo logo no prólogo de abertura. Rui Costa preparou o Tour de France em Serra Nevada e tinha ideia de completar a Volta à Suíça, o que não se confirmou porque a Intermarché saiu da prova após o falecimento de Gino Mader. A forma do poveiro parece ir de menos a mais, já que mesmo antes de deixar a prova que venceu em três ocasiões andou em fuga na etapa rainha e só um grande Juan Ayuso o impediu de discutir a vitória com os colegas de fuga. Se Nélson Oliveira ganhou na Vuelta e Rúben Guerreiro fez o mesmo no Giro, no Tour de France foi Rui Costa a afinar a pontaria. Uma etapa em 2011 e duas em 2013, o ano do título mundial em Florença. Desde então já fez pódio em etapas das três grandes Voltas, mas nunca mais sentiu o gosto da vitória. Créditos: Movistar Team Rúben Guerreiro (Movistar) Participações no Tour de France: 2 Melhores resultados: 18º da classificação geral em 2021; em etapas foi 5º na chegada a Andorra la Vella na mesma edição Como chega ao Tour de France? Rúben Guerreiro esteve sem competir desde as clássicas das Ardenas e regressou na Route d’Occitanie, prova onde os corredores passam os Pirenéus. Foram cinco dias de ciclismo ofensivo, que terminaram com a vitória de Michael Woods pelo segundo ano consecutivo. O Cowboy integrou a manobra coletiva da Movistar que levou Einer Rubio e Iván Ramiro Sosa. O colombiano, vencedor de etapa no Giro de Itália, demonstrou boas pernas e perdeu o pódio por um segundo. Com três homens no top 10 a Movistar ganhou por equipas. Rúben Guerreiro foi 9º o que significa que nas cinco corridas por etapas que fez este ano só não fechou com os melhores na Andaluzia e no País Basco. Destacam-se as vitórias no Saudi Tour (etapa rainha e geral) e o 3º posto no Gran Caminho (onde foi o único capaz de seguir Jonas Vingegaard nos dias duros). https://www.youtube.com/watch?v=rGAp46Fe60o A aposta da Movistar no corredor de Pegões Velhos tem sido amortizada com vitórias e boas exibições, mas Rúben Guerreiro assinou para ter oportunidade de se mostrar no Tour de France e o momento chegou! Como disse ao TopCycling em janeiro, é um ciclista mais motivado do que nunca por cumprir o sonho de correr numa histórica equipa pela qual passaram históricos nomes como Perico Delgado, Miguel Indurain ou Alejandro Valverde. Créditos: Movistar Team Nélson Oliveira (Movistar) Participações no Tour de France: 6 Melhores resultados: 47º na classificação geral em 2015; em etapas foi 3º na chegada a Le Caverne de Pont d'Arc em 2016 Como chega ao Tour de France? Nélson Oliveira estagiou em Andorra antes e depois do Criterium du Dauphiné, acompanhado em todos os momentos pelo líder Enric Mas. Trabalhou para o maiorquino e no contrarrelógio foi 9º, embora referindo que a condição não era ideal e que poderia ter feito melhor. O melhor resultado da época chegou na Volta à Romandia onde foi 4º num contrarrelógio de perfil duro. Depois de ter sido 8º no passado Mundial, os cronos desta época mostram que Nélson Oliveira recuperou a regularidade na disciplina em percursos entre 18-34km. No Tour de France há apenas um contrarrelógio: 22km à 16ª etapa e com o Côte de Soudans nos primeiros 4km, passagem por Sallanches (onde Bernard Hinault se sagrou campeão mundial em 1980) e subida ao Côte de Domancy 2,5km a 9,4% e um bónus de mais 3,5km a 5% até à meta em Combloux. Em 2013, num percurso também irregular com 37,5km de extensão, o corredor de Anadia fez um espetacular 3º lugar atrás de Tom Dumoulin e Chris Froome em Le Caverne de Pont d'Arc. No total são 85 contrarrelógios disputados por Nélson Oliveira em corridas WorldTour; poderá aos 34 estrear-se a ganhar na disciplina que o catapultou para a elite quando foi vice-campeão mundial em sub-23, em Mendrisio? ### Gémeos Oliveira dão espetáculo no Campeonato Nacional de Estrada Ivo Oliveira é o novo campeão nacional de estrada, depois de vencer a prova com mais de 175 quilómetros em Mogadouro, Trás-os-Montes. O ciclista de 26 anos, que na sexta-feira tinha sido segundo na prova de contarrelógio, sucedendo ao colega de equipa João Almeida, contou com a participação do irmão gémeo e colega de equipa, Rui Oliveira, na estratégia que o levou à vitória. "Entrei numa fuga praticamente no início da corrida. Senti que não podia deixar a decisão para o final. Falei com o meu irmão e decidimos atacar no início da subida, a três voltas do fim. Foi o Rui que atacou, mas teve resposta do Fábio Costa. Mal o Rui foi apanhado arranquei eu sozinho. Depois foi sofrer, sofrer, sofrer, até à meta. Na última volta tive de tirar os pés dos pedais a descer, porque vinha com câibras, mas concretizámos a estratégia", disse Ivo Oliveira Após umas épocas atribuladas, por quedas e lesões, Ivo Oliveira está a fazer a sua melhor época de sempre, tendo este ano vencido pela primeira vez ao serviço da UAE-Emirates no World Tour, na Boucles de la Mayenne. Na categoria de Elites, Ivo Oliveira já tinha sido campeão nacional de contrarrelógio (2020) e na pista conquistou seis medalhas em Europeus e Mundiais. "Diria que é a minha principal vitória na estrada. Ganhei recentemente o contrarrelógio e discuti a geral na Boucles de la Mayenne, mas ser campeão nacional e vestir esta camisola durante um ano é algo que só em sonhos é que pensei. Graças a Deus, à minha equipa, ao meu staff, à minha família e à minha namorada, consegui-o", disse o novo Campeão Nacional Enquanto Ivo Oliveira pedalava para a consagração, já com uma diferença considerável, seis corredores discutiam as restantes posições do pódio. Na subida a meio do circuito Rui Oliveira e Luís Gomes deixaram para trás os restantes, tendo-se destacado Rui Oliveira, que terminou no segundo posto a 1m06s do irmão gémeo. Luís Gomes fechou o pódio, a 1m15s. TOP 10 da classificação POS.NOMEEQUIPATEMPO1OLIVEIRA IvoUAE Team Emirates04:16:192OLIVEIRA RuiUAE Team Emirates+ 01:063GOMES LuísKelly - Simoldes - UDO+ 01:154REIS RafaelGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 02:265COSTA FabioGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 02:266CARVALHO GoncaloTavfer - Ovos Matinados - Mortágua+ 02:477LIVRAMENTO DavidAP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense+ 02:568MARTINGIL CesarAviludo - Louletano - Loulé Concelho+ 03:159SILVA RafaelEfapel Cycling+ 04:3310ANDRADE PedroABTF Betão - Feirense+ 04:43 Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Cristiana Valente (Glassdrive/Chanceplus/Allegro) nova Campeã Nacional de fundo No segundo dia dos Campeonatos Nacionais de Estrada em Mogadouro, disputou-se a corrida feminina de fundo, num circuito de 22,6 quilómetros, no qual as ciclistas tiveram que cumprir 4 voltas. Com as várias categorias a competirem juntas, a fuga que acabaria por determinar a vencedora da categoria elite tinha também ciclistas das categorias de sub-23 e juniores. Com o decorrer da corrida Cristiana Valente (Glassdrive/Chanceplus/Allegro) acabou por destacar-se das adversárias, e seria mesmo ela a sagrar-se Campeã Nacional de fundo. A ciclista da Glassdrive/Chanceplus/Allegro entrou isolada para a última volta, perseguida por Ana Caramelo (Maiatos), Melissa Maia (Korpo Activo/Penacova), Vera Vilaça (Massi Tactic) e Beatriz Pereira (Bizkaia-Durango), a cerca de 1m20s. Cristiana Valente conseguiu manter a liderança e acabou por cruzar a meta isolada, cumprindo os 90,4 quilómetros em 2h38m48s, com uma vantagem de 2m35s para Vera Vilaça e 2m52s para Melissa Maia, que completaram o pódio. O pódio da categoria de elites femininas O trabalho que Bruno Pires tem vindo a desenvolver na Glassdrive/Chanceplus/Allegro começa a dar frutos, tendo a partir de hoje nas suas fileiras a Campeã Nacional de fundo, Cristiana Valente que aos 38 anos consegue assim o título de maior destaque na sua carreira. TOP 10 Elites femininas POSCORREDOREQUIPATEMPO1VALENTE CristianaGlassdrive/Chanceplus/Allegro02:38:482VILAÇA VeraMassi Tactic Women's Team+ 02:353MAIA MelissaKorpo Activo / Penacova+ 02:524CARAMELO AnaMaiatos+ 03:015JESUS Liliana DominguesExtremosul / Hotel Alisios / CA Terras do Arade+ 06:456SANTOS AnaProteu Cycling Team-Casa do Povo Retorta+ 09:467PEREIRA IldaAcademia Efapel de Ciclismo+ 10:108CARPINTEIRO Celina5Quinas/Municipio de Albufeira/CDASJ+ 10:109TRANCOSO InêsMaiatos+ 10:5610TEIXEIRA AlessiaAcademia Efapel de Ciclismo Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ciclismo de Estrada e BTT este fim de semana no Eurosport A poucos dias do arranque de mais uma edição do Tour de France, a prova ‘Rainha’ do ciclismo mundial, o Eurosport transmite três importantes competições. Este fim-de-semana é possível acompanhar, em direto, os Campeonatos de Ciclismo de Estrada de Espanha e de França e ainda as provas de XCO dos Jogos Europeus na Polónia. Sábado Na manhã de sábado, Madrid é o centro da ação dos nacionais espanhóis e a partir das 10:30, o Eurosport 1 transmite em direto a prova de fundo feminina, onde o grande destaque vai para Marvi Garcia, que tenta conquistar o seu 5.º título da carreira nesta especialidade. Mais tarde, perto das 12:55h, o direto passa para Cassel - Hazebrouck, em França, para a prova de fundo feminina, uma especialidade ganha na última edição por Audrey Cordon-Ragot. Domingo No domingo, dia 25 de junho, o Eurosport 1 acompanha as provas de fundo masculinas. Os espanhóis entram em ação primeiro, a partir das 12:15h, para saber quem sucede a Carlos Rodríguez. Carlos Rodriguez é o atual Campeão Nacional de fundo em Espanha Segue-se a transmissão da mesma especialidade em França, a partir das 15:15h, com as atenções postas para saber quem coloca o seu nome na lista de campeões, atrás de Florian Sénéchal, vencedor da especialidade em 2022. Campeonato da Europa de Cross-Country Olímpico em direto este domingo no Eurosport Para além dos nacionais espanhóis e franceses, o Eurosport dá destaque os Jogos Europeus, em particular às provas de XCO que podem ser vistas em direto, este domingo, com os comentários de Luís Beltrão e David Rosa. A partir das 10:30h o canal emite a prova feminina desde Cracóvia-Malopolska, na Polónia. Segue-se a transmissão da prova masculina às 13:15h. Portugal apresenta-se com dois atletas nesta especialidade: Raquel Queirós e Ricardo Marinheiro. Ricardo Marinheiro e Raquel Queirós serão os representantes portugueses. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Já há novos Campeões Nacionais de contrarrelógio - Resumo e classificações João Almeida (UAE Team Emirates) e Ana Caramelo (Maiatos), são os novos campeões nacionais de contrarrelógio na categoria de elite. Na corrida masculina João Almeida confirmou o favoritismo e foi o mais forte nos 33,6 quilómetros, conseguindo assim o título de campeão nacional, em Mogadouro, sucedendo a Rafael Reis (Glassdrive), que este ano não foi além do 6.º lugar. O ciclista de A dos Francos, que regressou à competição após o histórico 3.º lugar no Giro, conseguindo bater o companheiro de equipa, Ivo Oliveira, que repetiu a segunda posição de 2022, gastando mais 34,74 segundos. Joaquim Silva (Efapel Cycling), fechou o pódio ao terminar na terceira posição, a 2'23''04. TOP 10 Elites Masculinos POSNOMEEQUIPATEMPO1ALMEIDA JoaoUAE Team Emirates00:38:512OLIVEIRA IvoUAE Team Emirates+ 353SILVA JoaquimEfapel Cycling+ 02:234SALGUEIRO MiguelAP Hotels & Resorts / Tavira / SC Farense+ 02:285DUARTE EmanuelEfapel Cycling+ 02:466REIS RafaelGlassdrive / Q8 / Anicolor+ 02:587GONCALVES GasparEfapel Cycling+ 03:368MENDES JoseNSJBI Victoria Sports Cycling Team+ 04:249MATIAS JoaoTavfer - Ovos Matinados - Mortágua+ 04:5510GONÇALVES BernardoXSpeed United Continental+ 05:09 Entre a elite feminina, Ana Caramelo não deu hipótese à concorrência, cumpriu a prova em 30m53s., deixando a segunda classificada, Vera Vilaça (Massi-Tactic), a 51,65s. A terceira classificada, a 1'45''09 da vencedora, foi Alessia Teixeira (Academia Efapel de Ciclismo). TOP 10 Elites femininas POSNOMEEQUIPATEMPO1CARAMELO AnaMaiatos00:30:532VILAÇA VeraMassi Tactic Women's Team+ 523TEIXEIRA AlessiaAcademia Efapel de Ciclismo+ 01:454SANTOS AnaProteu Cycling Team+ 02:035TRANCOSO InêsMaiatos+ 03:506JESUS Liliana DominguesExtremosul / Hotel Alisios / C+ 04:027TOMÁS CarinaKorpo Activo / Penacova+ 04:038GONCALVES MarleneUnião Ciclista de Melgaço e Po+ 04:199SOBREIRA AnaGlassdrive-Chanceplus-Allegro+ 04:2310SILVA LilianaUnião Ciclista de Melgaço e Po+ 05:0511PEDROSA DianaMaiatos+ 05:53 SUB-23 Na categoria Sub-23 masculinos, os rapazes da Hagens Berman Axeon confirmaram o favoritismo, com António Morgado a sagrar-se Campeão Nacional, seguido do seu colega de equipa Gonçalo Tavares. António Morgado - Hagens Berman Axeon Na terceira posição terminou Daniel Lima (Israel Cycling Academy), a 33,73 seg. do vencedor. Na categoria Sub-23 feminina, Beatriz Pereira ( Bizkaia-Durango ) pulverizou a concorrência, sagrou-se Campeã Nacional, batendo Beatriz Roxo ( UCI Cantabria Deporte-Río Miera Women´s Cycling Team ), segunda classificada, por mais de um minuto. Na terceira posição ficou Mariana Líbano ( Soltec Team Costa Cálida ), a 1m.26s. da vencedora. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Novos S-PHYRE RC903S - Versão prata A Shimano lançou uma nova versão dos seus sapatos topo de gama, os Shimano S-PHYRE RC903 agora podem ser adquiridos em prateado.  A marca japonesa fez uns sapatos na linha de Jasper Philipsen (Team Alpecin-Deceuninck) a correr na Volta à Bélgica, e do atual Campeão do Mundo de Gravel, Gianni Vermeersch (Team Alpecin-Deceuninck). Jasper Philipsen na volta à Bélgica com os novos RC903S Silver Tal como a versão dourada, lançada há uns meses, a nova edição especial de cor prateada dos sapatos de estrada RC903 S-PHYRE, permite ao ciclista ter um equipamento com ajuste e características profissionais. Com os novos RC903S Silver, a Shimano garante o mesmo desempenho de topo e a mesma tecnologia de ponta que os RC903, mas com um design mais elegante. Os novos sapatos apresentam também um conjunto de botões metálicos BOA® Li2 de baixo perfil, que proporciona um aspeto premium graças ao seu ajuste de precisão e micro-ajustes rápidos. Encaixe O calcanhar com acabamento premium e estabilização anti-torção mantém o pé na posição ideal mesmo com grandes esforços, juntamente com o sistema de laço cruzado de baixo perfil. O formato DYNALAST exclusivo da Shimano, permite ainda uma grande diversidade de ajustes, para acomodar uma maior variedade de formas e tamanhos de pés. Características principais Botões de aperto metálicos BOA Li2 Sistema de laço cruzado de baixo perfil  Topo em pele de microfibra leve e respirável Calcanhar seguro e estabilizador anti-torção Encaixe refinado da biqueira Especificações do produto Peso: 228g (tamanho 42) Cor: Prateada Tamanhos padrão: 36, 37 - 47 em meios tamanhos, 48 Tamanhos grandes: 36, 37 - 47 em meios tamanhos, 48 Preço sugerido pelo fabricante: €379.95 Podes obter mais informações sobre disponibilidade e aquisição aqui no site do importador em Portugal: https://www.scvouga.pt/pt/ciclismo Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Coimbra e Montemor-o-Velho receberam o UCI GranFondo World Series Coimbra e Montemor-o-Velho foram palco das qualificações para o Mundial de Contrarrelógio e Granfondos, tendo recebido no passado fim de semana, largas centenas de ciclistas. No sábado, dia 17, Coimbra recebeu um total de 300 contrarrelogistas em disputa pelo apuramento para o mundial da especialidade, que decorrerá no próximo mês de agosto em Glasgow, na Escócia. Já no dia seguinte, domingo, foi a vez de Montemor-o-Velho receebr cerca de mil os atletas que partiram da Zona Ribeirinha, com o objetivo de alcançar o apuramento na prova de fundo, para o referido Mundial de Granfondos, com homologação da UCI – União Ciclista Internacional. O UCI GranFondo World Series - Coimbra Region by Margrés, único na Península Ibérica, foi um dos eventos selecionados pela UCI realizados em todo o mundo. São cerca de 25 eventos de qualificação, onde são apurados os 20% melhores em cada faixa etária, para o Campeonato do Mundo UCI Granfondo, quer para o contrarrelógio individual, quer para a prova de fundo, nas quais poderão conquistar a camisola arco-íris. No que à competição diz respeito, no dia 17, Coimbra recebeu o contrarrelógio, nas margens do Mondego e todo o cenário do CRI esteve montado na cidade dos estudantes e, como pano de fundo, a “Alta e Sofia” Universidade de Coimbra. No contrarrelógio individual, foram vários os portuguesas que conseguiram o apuramento direto e percentual para o mundial, mas o forte contingente de ciclistas especialistas espanhóis, noruegueses e franceses, marcou os resultados desportivos. No masculino, domínio estrangeiro com vitória para o espanhol Francisco Salido (CD Hovalis) e, no feminino, domínio português com os três melhores tempos averbados por ciclistas lusas. Destaque para Patrícia Rosa (Extremosul/Hotel Alísios/ CA Terras do Arade) que conseguiu vencer a geral.   Carlos Lopes, vereador do desporto da Câmara Municipal de Coimbra acentuou a “enorme importância que eventos de cariz diversificado e em épocas distintas do ano e de relevo internacional terão sempre o apoio da autarquia, porque representam a possibilidade de enquadrar a região em várias modalidades e públicos-alvo distintos.” No domingo, dia 18, a corrida em linha contou com atletas de vinte e uma nacionalidades e teve partida e chegada em Montemor-o-Velho, com passagem por Coimbra, Penela, Góis, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo. A meta apontava ao majestoso Castelo de Montemor-o-velho. A nível de resultados desportivos, nas distâncias de mediofondo com 106 quilómetros (956 metros acumulado de subida) Pedro Mendes (Higitrecolhas/Vulcal CCC) foi o vencedor da geral, enquanto que no feminino, foi a francesa Stephanie Gros (Ind.). Na distância mais longa, o granfondo, com 148 quilómetros (1548 metros de desnível positivo) com várias zonas espetáculp, materializada em descidas técnicas, zonas rolantes e várias contagens de 3.ª e 4.ª categorias, foi o italiano Matteo Cigala (Ind), o grande vencedor, após se superiorizar no 'sprint' final, enquanto que a geral feminina foi conquistada por Ana Sobreira (Love Tiles). Emílio Torrão, Presidente da Câmara anfitriã, também participou no evento e mostrou-se agradado pela terra de Alves Barbosa continuar a manter viva a tradição do ciclismo e que uma prova desta dimensão tem um retorno importantíssimo para a região, quer no plano desportivo, quer no plano turístico. "Os eventos em massa de cariz internacional atraem pessoas ao território, não só no dia do evento, mas também em oportunidades futuras", pelo que desejou as maiores felicidades a todos os participantes e reiterou convite para regressarem sempre que entenderem. Para João Cabreira, diretor de corrida, o UCI Granfondo World Series Coimbra Region, by Margrés foi um acontecimento que o deixa orgulhoso por “poder proporcionar a muitos portugueses a possibilidade de se apurarem para o mundial de CRI e Granfondos, uma vez que é um evento único da Península Ibérica, que acarreta mais gastos, traz muitos estrangeiros, mas que, no cômputo geral, se revelou muitíssimo positivo para as partes envolvidas e para a região de Coimbra.” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Morgado, Staune-Mittet e outros craques do Giro sub-23 Eram 175 e só 115 terminaram. António Morgado fez a estreia e Johannes Staune-Mittet dominou, mas outros nomes fortes saíram do Giro sub-23. Johannes Staune-Mittet (Jumbo Visma) foi coroado vencedor do Giro de Itália em sub-23 na Piazza dell’Unità d’Italia, em Trieste. O máximo favorito deu um golpe de autoridade na chegada ao Stelvio (4ª etapa) e a partir daí controlou a corrida. Staune-Mittet é o primeiro norueguês campeão da prova e o segundo Jumbo-Visma campeão do Giro no espaço de três semanas depois de Primoz Roglic ter vencido em elites. O próximo objetivo é o Tour de l’Avenir e vingar a derrota perante Cian Uijtdebroeks em 2022! A dobradinha Giro-Tour em sub-23 é uma raridade. Só Gianbattista Baronchelli, em 1973, venceu ambas as provas. Um desafio com 50 anos à altura do talento de Staune-Mittet. Créditos: La Presse António Morgado mostrou caráter                                                Podia ter sido o Giro de António Morgado, mas a lesão sofrida em abril e a má disposição sentida no dia do Stelvio mostraram que não basta ser bom… é preciso uma pontinha de sorte. O atleta de Salir do Porto acabou na 67ª posição a 58:51 do vencedor, cenário diferente do projetado pelo corredor da Axeon dias antes do Giro em entrevista ao TopCycling. Vale pela aprendizagem para um sub-23 de primeiro ambicioso que quer discutir o Tour de l’Avenir pela seleção nacional. António Morgado mostrou caráter ao concluir a corrida e apoiou os colegas numa excelente campanha da Axeon. António Morgado à esquerda e Darren Rafferty ao centro com o maillot da classificação Combinada.Créditos: LaPresse O pódio final Ao lado Staune-Mittet ficou um irlandês da Axeon. Natural de Dungannon, Darren Rafertty não deu a sensação de poder ganhar, mas teve o 2º lugar controlado. Perdeu por 47 segundos e tem menos um ano e meio do que o campeão. É o primeiro irlandês a fazer pódio em 46 edições do Giro sub-23! O último lugar do pódio foi para o alemão Hannes Wilksch (Tudor) que progrediu do 7º posto na edição passada para o 3º na atual, uma bela trajetória do corredor do projeto de Fabian Cancellara e Ricardo Scheidecker. Créditos: LaPresse. Dois sub-23 de primeiro ano no top 10 A classificação da juventude foi ganha pelo francês Alexy Faure Prost (Circus-ReUz-Technord), apesar de ter caído de 3º a 5º na última etapa montanhosa. O projeto de desenvolvimento da Intermarché foi o segundo melhor bloco na prova com mais um sub-23 de primeiro ano, Tim Rex, 27º classificado. Outro menino no top 10 é Jan Christen, que (por uns dias) terminou o Giro ainda com 18 anos. Talento multidisciplinar que andava na Pogi Team na época passada, Christen já tem contrato com a UAE até 2027 e deixou a sua marca na segunda jornada mais dura vencendo em Pian del Cansiglio. Staune-Mittet no Stelvio com o colombiano Umba, o francês Faure Prost e o irlandês Rafferty.Créditos: LaPresse. Crise da Itália não tem fim à vista É verdade que Filippo Zana está em crescimento, Jonathan Milan fez um Giro surpreendente e Giulio Ciccone está numa boa fase… mas Filippo Ganna é a única estrela do ciclismo transalpino. Pela 3ª edição consecutiva a nação anfitriã não meteu ninguém no pódio e só um atleta fechou no top 15 – Alessio Martinelli foi 7º; o lombardo corre na Bardiani que foi o melhor bloco da casa (7º). Boa notícia foi a confirmação do sprinter Davide De Pretto (Zalf) – bronze no Europeu de Anadia – vencedor da classificação por pontos. A única vitória italiana no Giro foi dada por Alessandro Romele (Colpack Ballan).Créditos: LaPresse. Houve outras equipas italianas que não estiveram mal: a Biesse-Carrera venceu uma etapa com o dinamarquês Andreas Foldager, a EOLO-Kometa meteu o espanhol Arnau Gilabert no 16º lugar e a Colpack ganhou em fuga com Alessandro Romele. O maior problema da Itália? A mentalidade. Na subida ao Stelvio 31 corredores subiram agarrados a carros e motas... 21 deles italianos. Acabaram desclassificados, mas não se livram da vergonha e com esta visão do ciclismo a crise da Itália não tem fim à vista. Results powered by FirstCycling.com Nova fornada de colombianos Este Giro sub-23 terminou na mesma praça onde Nairo Quintana foi coroado vencedor da edição de 2014 da prova de elites, disputada até ao limite com Rigoberto Urán. Entretanto apareceu uma nova geração menos virtuosa, mas com alguns raios de luz. O 4º posto de Germán Dario Gómez e o 10º de Santiago Umba são motivos de alegria para os cafeteros, que têm na GW Shimano-Sidermec o veículo perfeito para se expressarem no calendário europeu. A equipa de Gianni Savio continua a ser a principal porta na alta-roda do ciclismo e o mais preparado é Germán Dario Gómez, bicampeão da Volta à Colômbia sub-23. Alec Segaert é uma das estrelas emergentes do ciclismo belga.Créditos: Facepeeters. No radar do Moreira Dos 175 jovens que correram o Giro podia destacar vários, mas fico com Alec Segaert. A Lotto-Dstny tem um diamante por lapidar, um rolador que em juniores mostrou potencial para vários terrrenos: bicampeão europeu de contrarrelógio, vice-campeão mundial, ganhou na Lombardia e 2º em Roubaix. No Giro ganhou o prólogo, vestiu a rosa durante três dias e cedeu a liderança no dia do Stelvio. Perdeu a maglia, mas pode ter ganho um objetivo de carreira. Em vez de se desligar da geral, Segaert foi 12º no Stelvio e 8º em Pian del Cansiglio. Um rapaz com 1,88m e quase 80kg acabou no 11º lugar! Alec Segaert já estava no radar do Moreira, mas foi uma surpresa vê-lo subir tão bem em altitude intermináveis passos montanhosos. A Lotto-Dstny sabe tão bem o talento que tem que Segaert iniciou a época na equipa de desenvolvimento e dois meses depois já tinha assinado contrato até 2025 com a ProTeam. O pelotão de sub-23 vai agora competir nos campeonatos nacionais, reencontra-se no Giro della Valle d'Aosta (12-16 de julho) e segue-se o Tour de l’Avenir (20-27 de agosto). Quanto aos Mundiais de Glasgow têm o contrarrelógio agendado para 9 de agosto e a prova de fundo para dia 12. ### Teste | Specialized Tero X | SUV das bicicletas À plataforma do modelo já existente, Specialized Tero, a marca adicionou suspensão traseira e alguns acessórios conferem à bicicleta maior polivalencia, pensada de origem para poder acomodar guarda lamas e alguma capacidade de carga, dando origem à Specialized Tero X. O mercado mudou com a chegada das bicicletas elétricas, as marcas adaptaram-se, construíram bicicletas elétricas de montanha específicas para esse fim, para subir e descer montanhas de forma rápida e divertida, mas a verdade é que uma parte do público apenas pretende uma bicicleta elétrica que permita fazer o seu passeio pela montanha de forma confortável. O vídeo do teste https://youtu.be/HHHnx7aeHuk Motor Na Suíça, onde se encontra o centro de desenvolvimento “Turbo” da Specialized e onde desenvolvem todos os motores da marca, os engenheiros adaptaram as unidades 2.0 e 2.2 já existentes noutros modelos como a Turbo Levo ou Turbo Kenevo, à nova Tero X. Sem novidade neste aspecto, tratam-se dos motores Specialized 2.0 e 2.2 incorporados no quadro de alumínio da Tero X, que segundo a marca quadruplica a potência do ciclista, gerando ampla potência para facilitar o trabalho nas subidas mais íngremes. O motor ganha maior ênfase neste modelo pois além de auxiliar simplesmente a capacidade do ciclista, fornece o músculo extra necessário para carregar o equipamento de trekking, o material para acampar, lanches de fim de semana, ou o tripé para gravar e fotografar, como o fizemos. Suspensão A suspensão traseira é caracterizada por um mono pivot, que isola o peso extra da carga do funcionamento da suspensão. Além disso, ao ser desenvolvida de raíz para ter guarda lamas, este não interfere com o funcionamento da suspensão. O amortecedor Rock Shox Deluxe select + , vocacionado para as bicicletas de Trail, confere conforto e melhor controlo da bicicleta. Sistema TCT Mastermind Assim como em outros modelos elétricos da Specialized, também a Tero X tem este sistema. O MasterMind é um ecrã totalmente personalizável que revela todas as informações relevantes sobre a tua volta, permitindo o ajuste em tempo real dos níveis de potência da assistência elétrica no guiador. Espigão telescópico, guarda lamas e iluminação de série Atendendo ao publico e objectivos desta bicicleta, que são a aventura e versatilidade para o dia a dia, a Specialized coloca de origem em todos os modelos Tero X, guarda-lamas, iluminação até 1.000 lúmenes de potência do farol e uma luz traseira sensível à velocidade disponível que aumenta o brilho de 11 para 22 lúmenes quando a desaceleração é detetada e ainda o espigão telescópico. O espigão telescópico, além das vantagens já conhecidas em terrenos e descidas técnicas, é colocado porque a marca obteve por parte de muitos utilizadores, o feedback de que este acessório também ajuda na entrada e saída da bicicleta. (Ver vídeo). Transmissão A Specialized Tero X 4.0 (modelo testado), vem com uma transmissão de BTT SRAM SX Eagle 1X12, com um prato de 38 dentes e uma cassete 11-50D, de acordo com a tendência atual das bicicletas de montanha. Os pneus Ground Control conferem uma estabilidade e segurança mesmo aos menos experientes. Conclusão Não é uma bicicleta de BTT pura e dura, é uma bicicleta de passeio com fortes capacidades para o BTT, poderemos compará-la a um SUV (não é um jipe puro e duro mas pode fazer umas incursões no todo o terreno). Notei no conjunto um conforto fantástico, um controlo e confiança capazes de engolir buracos, suavizar lombas e pedras, ideal tanto para quem o ciclista experiente que procura uma bicicleta confortável e com capacidade de carga, como para o menos experiente que procura uma primeira bicicleta elétrica com estas características. Podes ver gama completa, disponibilidade e preços da bicicleta testada aqui no site da marca: www.specialized.pt/tero_x Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Suíça - Skjelmose é o grande vencedor final Mattias Skjelmose (Trek-Segafredo) garantiu hoje a conquista da 86.ª edição da Volta à Suíça. O jovem ciclista dinamarquês conquistou a prova com nove segundos de vantagem sobre o vencedor do contrarrelógio final do dia de hoje, Juan Ayuso (UAE Emirates), e 45 segundos sobre o campeão do mundo, Remco Evenepoel (Soudal-Quick Step), apontado, na antevisão da prova, como o grande favorito à vitória final. Créditos imagem: Vincent Kalut/PN/SprintCyclingAgency©2023 Skjelmose consegue aos 22 anos a sua primeira vitória em provas por etapas do WorldTour, depois de uma semana em que se apresentou em grande nível, tendo inclusivamente vencido a terceira etapa da prova. Juan Ayuso despede-se da Volta à Suíça em grande plano, ao efetuar um contrarrelógio final de grande qualidade, completando os 25,7 quilómetros da ligação entre St. Gallen a Abtwil, com o registo de 32.25 minutos, demonstrando que está de volta à boa forma. A Volta à Suíça despede-se com a mágoa da morte de Gino Mäder, um ciclista da casa, que não resistiu a uma grave queda sofrida no final da quinta etapa da prova. A morte de Gino Mäder não deixou ninguém indiferente e marcou esta edição da Volta à Suíça, com o pelotão a não se coibir de lhe prestar uma justa e sentida homenagem nos últimos dias da prova, demonstrando que o mundo do ciclismo vai muito além da pura competição. Despedimo-nos, dizendo até já à Volta à Suíça, e até sempre a Gino Mäder! Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=sOKyMDtidYc Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01AYUSO Juan UAE Team Emirates32:2502EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0803SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo+ 0904BISSEGGER Stefan EF Education-EasyPost+ 2305VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 2806ASGREEN Kasper Soudal Quick-Step+ 3607CATTANEO Mattia Soudal Quick-Step+ 3908SOBRERO Matteo Team Jayco-AlUla+ 4009FISHER-BLACK Finn UAE Team Emirates+ 4210POWLESS Neilson EF Education-EasyPost+ 46 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo21:17:1902AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 0903EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 4504KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 02:0905BARDET Romain Team DSM+ 02:4106URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 02:4707UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 03:0408GALL Felix AG2R Citroën Team+ 03:2509TEUNS Dylan Israel-Premier Tech+ 04:2910TEJADA Harold Astana Qazaqstan Team+ 04:57 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO - Etapa 3 - Leogang Após Lenzerheide, na Suíça, a caravana da Taça do Mundo de XCO rumou até Leogang, na Áustria, foi neste conhecido circuito que se disputou a terceira ronda desta competição. Corrida Elite Feminina Depois de mostrar a forma soberba com que se apresentou no início desta temporada da Taça do Mundo, ao obter uma vitória estrondosa na primeira ronda em Nove Mesto, Puck Pieterse conseguiu em Leogang mais uma vitória imponente. A austríaca Mona Mitterwallner deu o seu melhor para fazer frente à holandesa, mas não conseguiu ir além do segundo posto, terminando a 40 segundos da vencedora. Outra austríaca, Laura Stigger terminou no terceiro posto, oferecendo assim um dia em grande ao público da casa, que viu duas atletas do seu país no pódio. As portuguesas Raquel Queirós e Joana Monteiro terminaram no 65.º e 68.º posto respectivamente. TOP 10 final da corrida POS.NOMEPAÍSEQUIPATEMPO1PIETERSE Puck NEDALPECIN-DECEUNINCK1:16:382MITTERWALLNER Mona AUTCANNONDALE FACTORY RACING1:17:163STIGGER Laura AUTSPECIALIZED FACTORY RACING1:17:344RISSVEDS Jenny SWETEAM 31 IBIS CYCLES CONTINENTAL1:18:035LECOMTE Loana FRACANYON CLLCTV1:18:326FREI Sina SUISPECIALIZED FACTORY RACING1:18:427FERRAND PREVOT Pauline FRAINEOS GRENADIERS1:18:568TERPSTRA Anne NEDGHOST FACTORY RACING1:19:069COURTNEY Kate USASCOTT-SRAM MTB RACING TEAM1:19:1310NEFF Jolanda SUITREK FACTORY RACING XC1:19:20 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=b2rd-nY6UD8 Corrida Elite Masculina Depois da magnífica corrida de Lenzerheide, onde Nino Schurter havia conseguido a sua 34.ª vitória em rondas da Taça do Mundo, tornando-se assim no atleta com mais vitórias na história desta competição, a expectativa era grande para ver como, o também líder da classificação geral, iria defender a liderança. Num circuito de características completamente diferentes, com subidas longas, os fãs da modalidade foram brindados com uma surpresa pois foi outro suíço a estar em destaque. Lars Forster voltou a mostrar o nível que lhe era habitual à duas temporadas atrás e conquistou uma importante vitória em Leogang. https://twitter.com/eurosport/status/1670445015351320576 Forster (agora na equipa Thomus - Maxon) foi o atleta mais forte, abrindo um espaço sobre o alemão Luca Schwarzbauer e Ondrej Cink na primeira subida da última volta, espaço esse que os adversários não conseguiram fechar, tendo o suíço vencido com uma vantagem de 14 segundos. Luca Schwarzbauer mantém o bom nível e regularidade mostrados nas corridas anteriores, mais uma vez lutou bastante e mostra cada vez mais que, além do XCC (Short Track), também tem uma palavra a dizer no XCO. Ondrej Cink, já recuperado dos problemas físicos que o afetaram no início da temporada, terminou a corrida no terceiro, a 23 segundos do vencedor. O português Mário Costa não terminou a corrida. TOP 10 final da corrida POS.NOMEPAÍSEQUIPATEMPO1FORSTER Lars SUITHÖMUS MAXON1:17:412SCHWARZBAUER Luca GERCANYON CLLCTV1:17:553CINK Ondřej CZEPRIMAFLOR MONDRAKER GENUINS RACING TEAM1:18:044HATHERLY Alan RSACANNONDALE FACTORY RACING1:18:115FLÜCKIGER Mathias SUITHÖMUS MAXON1:18:256BRAIDOT Luca ITASANTA CRUZ ROCKSHOX PRO TEAM1:18:427GRIOT Thomas FRACANYON CLLCTV1:18:458COOPER Anton NZLTREK FACTORY RACING XC1:19:029SCHUERMANS Jens BELGIANT FACTORY OFF-ROAD TEAM - XC1:19:1010DASCALU Vlad ROUTREK FACTORY RACING XC1:19:16 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=9CFYbylXoFA&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Suíça - Evenepoel vence 7.ª etapa com pelotão reduzido Remco Evenepoel (Soudal-Quick Step) venceu hoje isolado a sétima etapa da 86.ª edição da Volta à Suíça, num triunfo marcado por uma dedicatória especial e sentida a Gino Mäder, ciclista suíço que morreu ontem, na sequência de uma grave queda sofrida na quinta etapa da prova. A etapa de hoje fica obviamente marcada pela onde de pesar ainda sentida em torno da morte de Gino Mäder, incidente que levou à anulação da etapa de ontem, e que hoje originou um pelotão francamente reduzido, após as desistências de três equipas. A Bahrain-Victorious, foi sem qualquer surpresa, a primeira formação a anunciar o abandono na prova. Depois, seguiram-se a Intermarché-Circus-Wanty, equipa de Rui Costa, o único ciclista português em prova, e ainda a Tudor, formação que conta com o português, Ricardo Scheidecker mas como diretor. Centrando agora atenções na competição, a organização optou por prosseguir com a prova até final, mas decidiu que em relação aos tempos da etapa de hoje fossem apenas registados os 25 quilómetros da meta, de forma a evitar riscos e minimizar possíveis quedas na última descida do dia. Visto isto, os primeiros 158,5 quilómetros dos 183,5 totais da ligação entre Tübach e Weinfelden decorreram com o pelotão compacto, num andamento certo, sem oscilações por parte dos ciclistas, passando assim juntos na 'meta' improvisada. A partir daí, recomeçou a competição, com os primeiros ataques a surgirem. Foi então a vez de Evenepoel se impor, ao isolar-se e voltar aos triunfos depois da desistência da mais recente edição do Giro d’Itália, após ter contraído covid-19. Ao aproximar-se da meta e já com o triunfo garantido, Evenepoel não esqueceu Mäder, olhando e apontando para o céu num gesto que dispensa comentários. Wout van Aert (Jumbo-Visma) foi o segundo classificado do dia, enquanto que a fechar o pódio ficou Bryan Coquard (Cofidis), na terceira posição. Mattias Skjelmose parte para o última dia como líder da geral À partida para a etapa final, que reserva um contrarrelógio de 25,7 quilómetros, num percurso entre St. Gallen a Abtwil, é Mattias Skjelmose (Trek-Segafredo) quem lidera a geral, com oito segundos de vantagem sobre Felix Gall (AG2R Citröen) e 18 sobre Juan Ayuso (UAE Emirates). Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=-tasFekE2Ec Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step04:01:0402VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0003COQUARD Bryan Cofidis+ 0004MANZIN Lorrenzo TotalEnergies+ 0005ARANBURU Alex Movistar Team+ 0006VERMAERKE Kevin Team DSM+ 0007GRÉGOIRE Romain Groupama-FDJ+ 0008KOCH Jonas BORA-hansgrohe+ 0009SERRANO Gonzalo Movistar Team+ 0010DINHAM Matthew Team DSM+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo20:44:4502GALL Felix AG2R Citroën Team+ 0803AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 1804EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 4605KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 01:1606BARDET Romain Team DSM+ 01:2907URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 01:5408UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 01:5709TEUNS Dylan Israel-Premier Tech+ 03:0010TEJADA Harold Astana Qazaqstan Team+ 03:48 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized Turbo Levo SL Kids - Bicicleta elétrica para crianças A Specialized decidiu lançar uma bicicleta eléctrica para criança, a nova Turbo Levo SL Kids. A marca acredita que este tipo de bicicleta, com a sua tecnologia turbo, e uma geometria adaptada aos mais pequenos, ajudará a dar a autonomia e a confiança para realizar maiores voltas e maiores experiências. Esta nova bicicleta eléctrica da Specialized pesa 16 quilos e permite aos ciclistas mais pequenos acompanhar (ou até mesmo liderar) os seus pais nos trilhos. Geometria Para a Turbo Levo SL Kids, a Specialized manteve o tubo superior do quadro baixo para aumentar a confiança, relaxou o ângulo do tubo da direção e alongou o alcance para maior estabilidade em alta velocidade. Também fez as escoras curtas para mehorar a manobrabilidade e capacidade resposta. De acordo com a marca, o resultado é uma bicicleta que oferece habilidades de tamanho normal em qualquer velocidade e terreno. Geometria adaptada Amplificação Com a aplicação Mission Control, os pais podem facilmente ajustar a potência da bicicleta com base nas habilidades de condução individuais do seu filho. A marca aconselha que se comece com um nível baixo de suporte/potência para ter uma ideia do que uma e-bike é capaz. Painel igual ao da Turbo Levo SL de adulto Também podem ser criados diferentes modos na aplicação Mission Control, para permitir que se planei a progressão do pequeno ciclista, ou se alterne rapidamente entre diferentes crianças, com habilidades diferentes. AUTONOMIA PARA IR A QUALQUER LADO A bateria da nova Levo SL Kids é a mesma que alimenta a Levo SL para adultos (320Wh e mesmo motor). A Levo SL para adultos oferece uma autonomia de até 5 horas, pelo que com um ciclista mais pequeno na Levo SL Kids, a autonomia aumenta consideravelmente. Turbo Levo SL Kids VS. Turbo Levo SL Com este modelo, a Specialized pretende abrir a diversão para voltas em família mais longas e por todos os tipos de terreno. Podes ver a gama completa, disponibilidade e preços aqui no site da marca: https://www.specialized.com/pt/pt Vídeo promocional da marca https://www.youtube.com/watch?v=S6oU3_6YIlw Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Gino Mader faleceu após queda grave na Volta à Suíça Gino Mader, ciclista suíço de 26 anos, faleceu hoje após uma grave queda grave durate a 5,ª etapa da Volta à Suíça, que envolveu também Magnus Sheffield, da equipa Ineos (este sem gravidade), assim como havíamos noticiado aqui. O falecimento de Gino Mader foi confirmado pela Bahrain Victorius através de um comunicado oficial. " É com profunda tristeza e pesar que anunciamos o falecimento de Gino Mäder. Na sexta-feira, 16 de junho, após uma queda gravíssima durante a etapa 5 do Tour de Suisse, Gino perdeu a batalha para se recuperar das graves lesões sofridas.  Toda a nossa equipa está devastada por este trágico acidente, os nossos pensamentos e orações estão com a família e entes queridos do Gino durante este período incrivelmente difícil. Pode ler-se no comunicado de imprensa da equipa Bahrain Victorius Profissional desde 2019, Gino Mader tinha três vitórias, uma delas na Volta a Itália em 2021, outra na Volta à Suíça no mesmo ano, tendo também em 2021 conseguido a sua melhor prestação em grandes voltas, ao ser quinto na geral da Vuelta à Espanha. Em virtude da tragédia sucedida a etapa 6 da Volta à Suíça foi hoje cancelada, no seu percurso previsto inicialmente, tendo os ciclistas apenas realizado 20 km's., todos juntos, em tributo a Gino Mader. https://twitter.com/VelonCC/status/1669740416172961792 Dia triste no mundo do ciclismo, descansa em paz Gino. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa: "Dei tudo para discutir a vitória" Rui Costa em crescendo para o Tour de France cheirou a vitória na Volta à Suíça. A análise do poveiro após integrar a fuga num dia com mais de 4600m de acumulado. Etapa com quase cinco horas e meia de duração e 211km com dois passos alpinos tremendos acima dos 2000m de altura: Furkapass a abrir e Albulapass a fechar, montanhas entre os 16 e os 17km de extensão a rondar os 6-7% de média. O dia na Volta à Suíça foi duro. Foi também o melhor dia de Rui Costa que vem de menos a mais na prova da qual é tricampeão e onde venceu cinco etapas. O ciclista da Intermarché-Circus-Wanty conhecia o terreno e arriscou, mostrando que está 100% do joelho e a apurar a condição para o Tour de France. “Tenho boas recordações da chegada a La Punt desde a minha vitória em 2013 na edição que acabei por vencer. Escolhi partir ao ataque na fuga e dei tudo para discutir a vitória na etapa, mas o Juan Ayuso esteve verdadeiramente forte. Quando nos alcançou tentei segui-lo mas foi difícil depois de tantos esforços na frente. Continuei a lutar pelo segundo lugar mesmo quando os favoritos nos alcançaram nos últimos quilómetros. Estou muito satisfeito com o meu dia porque esta performance demonstra que a minha forma física está a melhorar.” Rui Costa em declarações à Intermarché-Circus-Wanty. Créditos: Intermarché-Circus-Wanty Sexta-feira pode ser mais um bom dia para Rui Costa A aventura dos fugitivos terminou a 11km do final quando Juan Ayuso (UAE) chegou à frente da corrida e cavalgou para a vitória na jornada. Já Rui Costa foi 7º e entrou na meta com os favoritos. Sexta-feira pode ser mais um bom dia para o campeão da Volta à Comunidade Valenciana, mas dependerá do controlo feito pelas equipas dos sprinters, da capacidade dos homens rápidos passarem a montanha e há que ter em conta que no sábado a oportunidade para sprintar é mais clara. A 6ª etapa liga La Punt a Oberwil-Lieli e são 215,3km com um início duríssimo onde passam duas contagens de montanha nos primeiros 50km. A segunda parte suaviza pelo que as opções da fuga vão jogar-se na primeira hora e meia da corrida. Créditos: Intermarché-Circus-Wanty ### Volta à Suíça - Ayuso vence 5.ª etapa com português em destaque Juan Ayuso (UAE Emirates) venceu a quinta etapa da 86.ª edição da Volta à Suíça, num dia que teve um português entre os destaques do dia. Referimo-nos, obviamente, a Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty), que foi 7.º classificado no dia de hoje, a 58 segundos de Ayuso. Quanto a Ayuso, o jovem ciclista espanhol, demonstrou estar de volta à boa forma, depois de um período de paragem devido a lesão, tendo sido o mais rápido a completar os 211 quilómetros da ligação entre entre Fiesch e La Punt, com o registo de 5:23.01 horas. Créditos imagem - Sprint Cycling Agency Ayuso chegou à meta isolado, com 54 segundos de vantagem sobre Matthias Skjelmose (Trek-Segafredo), e de Pello Bilbao (Bahrani-Victorious), respetivos segundo e terceiro classificados. O segundo lugar de hoje, permitiu a Matthias Skjelmose (Trek-Segafredo) recuperar a liderança da geral, agora com 8 segundos de vantagem sobre Felix Gall (AG2R Citroën), atual segundo classificado, enquanto que a fechar o pódio está agora Juan Ayuso, com 18 segundos de atraso. Nota ainda para o facto de Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) ter caído para quarto da geral, agora com 46 segundos de atraso para o líder. Está situação vem apenas confirma que a estrela da Soudal Quick-Step, ainda não se encontra totalmente recuperada depois de ter contraído covid-19 durante o Giro d’Itália, razão pela qual não terminou a prova. Rui Costa em grande no dia de hoje Crédito imagem: Vincent Kalut / Photonews Aos 36 anos, Rui Costa demonstrou hoje, naquela que é a etapa rainha da prova, as credenciais que evidenciou ao longo da sua carreira, efetuando uma grande prestação. O ciclista português fez parte da fuga do dia, e conseguiu um honroso 7.º melhor tempo do dia, resultado que lhe permitiu ascender a 22.º da geral. Vamos ver o que Rui Costa conseguirá fazer até ao final da prova, mas neste momento ainda luta por uma boa classificação à geral, de acordo com o elenco de luxo presente em solo suíço. Queda de Gino Mäder gera apreensão Gino Mäder (Bahrain-Victorious) sofreu uma queda aparatosa na etapa de hoje. O ciclista suíço caiu numa ravina já na descida a caminho da meta, tendo sido encontrado sem sentidos, com necessidade de ter de ser reanimado no local, sendo posteriormente transportado de helicóptero para o Hospital Chur, segundo um comunicado da Bahrain-Victorious. Para já ainda não são conhecidos mais pormenores acerca da situação clínica do ciclista suíço, com a sua equipa a remeter mais esclarecimentos só após os resultados dos exames médicos. Juntamente com Mäder, caiu também Magnus Sheffield (INEOS), embora a situação deste pareça menos grave do que a do ciclista suíço. Em relação a Sheffield, a INEOS promete notícias muito em breve. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=zWYXtvxazRU Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01AYUSO Juan UAE Team Emirates05:23:0102SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo+ 5403BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 5404URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 5405BARDET Romain Team DSM+ 5406KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 5407COSTA Rui Intermarché-Circus-Wanty+ 5808GALL Felix AG2R Citroën Team+ 5809TIBERI Antonio Bahrain Victorious+ 01:0110EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 01:20 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo16:43:4102GALL Felix AG2R Citroën Team+ 0803AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 1804EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 4605BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 5706KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 01:1607BARDET Romain Team DSM+ 01:2908URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 01:5409UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 01:5710TEUNS Dylan Israel-Premier Tech+ 03:00 Esta sexta-feira, decorrerá a sexta etapa da prova, numa tirada com o total de 215.3 quilómetro, na ligação entre La Punt a Oberwil-Lieli, num traçado que contará com montanha logo a começar. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### António Morgado doente quebra no Stelvio Dia mau de António Morgado na chegada mais dura do Giro sub-23 que foi ganha pelo favorito Johannes Staune-Mittet (Jumbo-Visma). VAR mandou para casa 24 ciclistas! Quem anda atento ao TopCycling já sabia que o talento de Salir do Porto chegou curto de forma pela lesão sofrida em abril, mas o António Morgado que alinhou na 4ª etapa do Giro sub-23 nada tem a ver com o ciclista combativo que é o atleta da Hagens Berman Axeon. Morgado amanheceu indisposto, sobreviveu a uma etapa feita a alta velocidade e na entrada do Stelvio encostou para vomitar. Ficou vazio e foi sofrendo até acabar a 18:25 do vencedor. Aprendizagem dura para o vice-campeão mundial júnior que esta quinta-feira acordou com os mesmos sintomas e dúvidas sobre se terá condições para terminar a jornada. Tirando isso a Axeon teve um bom dia. Os líderes Darren Rafferty e Jan Christen corresponderam: o irlandês foi 3º no Stelvio, ganhou a combatividade e subiu ao 2º lugar da geral (a 18 segundos de Johannes Staune-Mittet) enquanto o suíço foi 11º e é 12º a 3:13. Créditos: La Presse Ganhou quem tinha que ganhar Na Cima Coppi da prova viu-se quem está melhor e o prognóstico cumpriu-se: Johannes Staune-Mittet colocou a bandeira da Noruega no topo do Stelvio tornando-se o primeiro corredor do país dos fiordes a vencer uma etapa no Giro sub-23. Mesmo no Giro de elites é raro encontrarmos triunfos de noruegueses, aliás, o último tem 25 anos: Kurt Asle Arvesen, em Bergantino. É curioso que a corrida sub-23 está a seguir o mesmo guião do que o Giro de elites. Nos primeiros três dias tivemos Alec Segaert (Lotto) de rosa – tal como Remco Evenepoel – e aos belgas seguiu-se um norueguês – Staune-Mittet fez de Andreas Leknessund. O vencedor do prestigiado Giro del Belvedere, que alterna entre os sub-23 e a equipa principal da Jumbo-Visma, venceu sem esmagar e essa é a melhor notícia para a corrida que fica aberta. “O Stelvio é uma subida lendária e vou recordar este dia para o resto da minha vida. Tem sido uma primeira parte positiva do Giro, temos estado unidos como equipa.” Results powered by FirstCycling.com A surpresa do dia Alexy Faure Prost corre pela Circus - ReUz - Technord e foi quem mais perto esteve de Staune-Mittet. O francês foi a surpresa do dia, primeiro porque é sub-23 de primeiro ano e não foi um super júnior dos nascidos em 2004, segundo porque é a época de estreia do projeto de desenvolvimento da Intermarché e os resultados têm sido excelentes. Com Francesco Busatto ganharam a Liège e o italiano passou a profissional com a época em andamento (apesar de estar no Giro sub-23 com a formação de desenvolvimento). Sabem quem atacou nesse dia em La Redoute antes do italiano rematar o trabalho da equipa? Alexy Faure Prost! Créditos: La Presse VAR mandou 24 para casa A nota negativa da jornada aconteceu à retaguarda do pelotão. Enquanto uns pedalaram Stelvio acima, outro subiram à boleia de carros e motas como se pode comprovar no vídeo abaixo. Os comissários visionaram as imagens e desclassificaram os atletas identificados nos vídeos. O VAR mandou 24 para casa, numa lista com nomes sonantes como o campeão da Paris-Roubaix esperanças, o belga Tijl de Decker (Lotto-Dstny), e o promissor estónio Frank Aron Ragilo (DSM), top 10 nas duas corridas dos passados Mundiais de juniores. A corrida fica reduzida a 143 ciclistas e os miúdos aprenderam uma lição para a vida. https://twitter.com/tuttobiciweb_it/status/1669093648485548034 ### Volta à Suíça - Novo líder da geral após 4.ª etapa Hoje foi a vez de Felix Gall (AG2R Citroën) brilhar na 86.ª edição da Volta à Suíça, depois de conquistar a quarta etapa da prova e assumir assim a liderança da geral. O ciclista australiano de 25 anos foi o mais rápido a completar os 152,5 quilómetros da ligação entre Monthey e Leukerbad com o registo 3:42.22 horas. Crédito imagem: Dario Belingheri/Getty Images) Gall conseguiu isolar-se a cerca de 20 quilómetros da meta, vencendo a tirada com 1.02 minutos de vantagem sobre Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), e 1.03 minutos sobre Mattias Skjelmose (Trek-Segafredo), respetivos segundo e terceiro classificados. Com o resultado de hoje, Felix Gall assume a liderança da geral, mas tem apenas dois segundos de vantagem para o vice-líder Skjelmose, e seis para o grande favorito à vitória final Evenepoel, que fecha atualmente o pódio. Rui Costa cede na geral Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) foi hoje 48.º classificado na geral, cedendo vários minutos para o topo da geral, onde ocupa agora o 30.º posto , com 16.09 minutos de atraso. Vamos ver como é que único ciclista português em prova irá encarar o dia de amanhã, que se espera de elevada dificuldade. É sempre bom relembrar que aos 36 anos, Rui Costa conta com três vitórias nesta prova, mais concretamente, entre 2012 e 2014. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=UTsghf4DpQE Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01GALL Felix AG2R Citroën Team03:42:2202EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 01:0203SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo+ 01:0304UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 01:0505KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 01:0506BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 01:0507BARDET Romain Team DSM+ 01:0708MONIQUET Sylvain Lotto Dstny+ 01:1009TEJADA Harold Astana Qazaqstan Team+ 01:3610SCHACHMANN Maximilian BORA-hansgrohe+ 01:49 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01GALL Felix AG2R Citroën Team11:19:5002SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo+ 0203EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 1604BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 5705KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 01:1206AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 01:1807BARDET Romain Team DSM+ 01:2508UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 01:2609SHEFFIELD Magnus INEOS Grenadiers+ 01:3310URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 01:50 Etapa rainha é já amanhã Esta quinta-feira, disputa-se a ‘etapa rainha’ da prova que liga Fiesch a La Punt, numa tirada com o total de 211 quilómetros e que apresenta  4.700 metros de acumulado de subida, num dia em que aqueles que procuram uma boa classificação final, terão de assumir a corrida, pois as diferenças prometem fazer-se notar. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Seleção sub-23 tira bilhete para o Avenir. E agora? Sétimo posto de Afonso Eulálio apura Portugal para o Tour de l’Avenir, do qual a seleção abdicou em 2022. Propomos um debate sobre que modelo de formação queremos? Graças à solidez de um bloco constituído por três sub-23 de primeiro ano, um de segundo e outro de terceiro Portugal venceu pela primeira vez a classificação por equipas da Corrida da Paz! O campeão nacional Afonso Eulálio fechou no 7º lugar (fez pódio na etapa rainha e só um furo no prólogo o impediu de lutar pela vitória final). Portugal teve ainda Gonçalo Tavares em 11º, Duarte Domingues em 13º e Alexandre Montez em 17º. Podia ter sido ainda melhor se Lucas Lopes não tivesse furado na jornada final ou Daniel Lima não tivesse problemas gastrointestinais. A performance é excelente, sobretudo tendo em conta que Portugal o fez na ausência de António Morgado, líder desta geração, que está no Giro sub-23. Os 15 pontos obtidos na República Checa mais os 20 do GP Orlens colocam Portugal no 5º lugar do ranking e apuram o país para o Tour de l’Avenir (Volta a França do Futuro) que se disputa 20 a 27 de agosto. Só França, Itália, Dinamarca e Eslovénia somaram mais pontos na Taça das Nações. https://twitter.com/coursedelapaix/status/1667594114093776897 Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense) fez pódio na etapa rainha como podem conferir no resumo acima. Maior montra do ciclismo jovem mundial Entrar por via do ranking significa que a organização cobre os custos com alojamento e alimentação; as Federações têm que pagar as viagens. Em 2022 Portugal também se apurou, mas a Federação Portuguesa de Ciclismo optou por não ir e o selecionador José Poeira explicou o porquê em entrevista ao TopCycling. Sub-23 de último ano como Hélder Gonçalves, Afonso Silva, João Medeiros e Pedro Pinto foram à Corrida da Paz. Pedro Silva ainda tinha mais um ano pela frente na categoria, foi 12º e somou os pontos para classificar o país. Na equipa estava ainda Fábio Fernandes que se retirou entretanto. A Corrida da Paz é uma instituição do ciclismo do leste europeu.Créditos: Jan Brychta "Foi uma grande oportunidade perdida" O TopCycling falou com três dos seis atletas que estiveram nessa Corrida da Paz. Afonso Silva (Kelly Simoldes UDO): “Era uma corrida na qual depositei muita ambição e tinha assuntos a resolver pois em 2019 caí na 1ª etapa e vim para casa. Sei também que não eram datas fáceis tento em conta que a Volta a Portugal acabava três dias antes de arrancar o Avenir. Contudo, bem planeado e organizado teria sido possível fazer ambas. Foi uma decisão da Federação, não me cabe a mim decidir, tive que aceitar e meter o foco total na Volta a Portugal e nos meus objetivos com a equipa.” Pedro Pinto (Efapel): “Foi um pouco triste. Achava importante ir para a minha evolução enquanto ciclista, tínhamos possibilidade de fazer um bom resultado! Nunca se sabe como podem correr as coisas e mudar a carreira de um ciclista, mas como é óbvio gostava bastante ter ido.” João Medeiros (L.A. Alumínios/Credibom/Marcos Car): “Trabalhei muito com o objetivo de ser convocado para a seleção. Consegui, mas fui à Corrida da Paz com uma forte gripe. Foi frustrante, na única oportunidade, não ter conseguido colocar no terreno aquilo que considerava ser o meu potencial. Ainda assim, os resultados dos colegas permitiram esse apuramento para o Avenir. Participar no Avenir é algo que fica bem no currículo de qualquer jovem. Não podemos dizer se faria diferença na carreira… no desporto nunca podemos saber. Se falarmos em “aumento de probabilidade para o sucesso” sim, estou convencido de que foi uma grande oportunidade perdida.” António Morgado é sub-23 mas já se estreou a vencer provas UCI ao conquistar a Volta a Rodes, na Grécia.Créditos: Joe Cotterill Portugal aponta ao Tour de l’Avenir com António Morgado No pelotão português há nove equipas Continentais e um total de 95 profissionais dos quais 18 são selecionáveis para provas sub-23, isto é, 19 por cento do pelotão. As equipas que mais contribuem neste escalão são a Credibom/L.A. Alumínios/Marcos Car de Hernâni Broco e a Kelly/Simoldes/UDO de Manuel Correira – recentes campeões da Volta à Portugal do Futuro com João Silva. Mesmo com atletas em formação no estrangeiro há limitações evidentes pelo número de corredores. Outro aspeto difícil de contornar é o calendário: no ano passado a Volta a Portugal terminou três dias antes do início da Volta a França do Futuro e esta época as provas coincidem a 20 de agosto! Em 2023 que ninguém tenha dúvida: Portugal aponta ao Tour de l’Avenir com António Morgado! É lógico que o faça porque o atleta de Salir do Porto é especial. O mais perto que a nação esteve do título foi em 2008 quando Rui Costa perdeu para Jan Bakelants; mesmo sendo sub-23 de primeiro ano Morgado disse ao TopCycling disse que é em França que está o objetivo da temporada após chegar ao Giro condicionado por lesão. “Tinha metido esta corrida [Giro] como um dos objetivos do ano, queria vir discutir a vitória, embora o Tour de l’Avenir seja o objetivo do ano porque quero ir discutir. No Giro fica sempre aquele sabor amargo porque queria correr para ganhar, mas sei que não tenho a capacidade física.” Há muito que sabíamos que Morgado e a geração nascida em 2004 promete após dominar em juniores com o bloco da Bairrada. No entanto, convidamos à reflexão sobre que modelo de formação queremos agora que a seleção está em alta e vai voltar ao Tour de l'Avenir. Deixamos algumas questões: Há interesse em desenvolver o escalão sub-23 em Portugal com um calendário próprio (atualmente há quatro rondas da Taça de Portugal e o Nacional)? Devem provas como o Tour de l'Avenir ser vistas como parte do processo formativo ou pelo prisma competitivo? Que mensagem passa aos jovens a não presença no Tour de l'Avenir (como em 2022) quando a conquistaram na estrada? O debate é interessante e se for feito de forma construtiva é o ciclismo que tem a ganhar. ### Volta à Suíça - Mattias Skjelmose surpreende na 3.ª etapa Mattias Skjelmose (Trek-Segafredo) foi o destaque do dia na 86.ª edição da Volta à Suíça, ao vencer hoje a terceira etapa da prova. O jovem ciclista dinamarquês de 22 anos, foi o mais rápido a completar os 143,8 quilómetros da ligação entre Tafers e Villars-Sur-Ollon, com o registo de 3:29.14 horas, ultrapassando a linha da meta isolado, com três segundos de vantagem para Felix Gall (AG2R Citroën), e 12 segundos para Juan Ayuso (UAE Emirates), respetivos segundo e terceiro classificados. Créditos imagem: Vincent Kalut/PN/SprintCyclingAgency©2023 Com a vitória de hoje, a Skjelmose ascendeu à liderança da geral, que à partida para a etapa de hoje pertencia a Stefan Küng (Groupama-FDJ). Com três etapas concluídas, Mattias Skjelmose lidera assim a geral com 17 segundos de vantagem sobre o favorito Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), que ocupa o segundo posto da geral, depois de ter terminado a etapa de hoje na 4.ª posição. No último lugar do pódio encontra-se neste momento Juan Ayuso (UAE Emirates), a 24 segundos do líder. Rui Costa sobe na geral Rui Costa, o único representante luso em prova, foi hoje 25.º classificado, resultado que, curiosamente, lhe permitiu ascender ao 25.º posto da geral, estando agora a 2.39 minutos do líder. O ciclista português de 36 anos, protagonista de uma bela história com esta prova, depois de a ter conquistado por três ocasiões, entre 2012 e 2014, ainda parece determinado a conseguir um bom resultado na presente edição da prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=NNWc5Oanu3o Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo03:29:1402GALL Felix AG2R Citroën Team+ 0303AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 1204EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 2105UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 2106BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 2107KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 2108URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 2109SHEFFIELD Magnus INEOS Grenadiers+ 3710BARDET Romain Team DSM+ 45 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo07:36:3102EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 1703AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 2404SHEFFIELD Magnus INEOS Grenadiers+ 3905BILBAO Pello Bahrain Victorious+ 4906URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 5607KELDERMAN Wilco Jumbo-Visma+ 01:0408IZAGIRRE Ion Cofidis+ 01:0509GALL Felix AG2R Citroën Team+ 01:0710BARDET Romain Team DSM+ 01:15 Mais duas contagens de montanha no dia de amanhã Nesta quarta-feira, disputa-se a quarta etapa desta 86.ª edição da Volta à Suíça com o pelotão a ter pela frente um total de 152,5 quilómetros na ligação entre Monthey a Leukerbad, num traçado que engloba duas contagens de montanha de primeira categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O que é uma boa Alimentação e Suplementação para ciclista? No seguimento dos nossos artigos sobre treino e nutrição, após o artigo sobre rolos de treino, abordamos agora alguns aspectos base sobre a alimentação e suplementação para ciclista. Nutrição funcional em desportistas de fundo Este tema dá azo a muita conversa, para o bem deste artigo comecemos por separar a suplementação por momentos. Antes, durante e após. Fotografia: David Raquel A palavra suplementação, hoje em dia, para muitos soa desde logo àquela suplementação comummente utilizada por culturistas/halterofilistas, mas vamos centrar-nos no que eu gosto mais de classificar como alimentação ou nutrição funcional em desportistas de fundo. Alimentação Sem dúvida que os bons comportamentos alimentares em desportistas, são fundamentais para um óptimo equilíbrio entre saúde e performance. Mas no que à actividade desportiva respeita e ao ciclismo em concreto, representa um factor fundamental e muitas vezes, muitas mesmo, é negligenciado pelos ciclistas. Tantas são as vezes que a culpa de um mau dia ou de uma má prestação, no entendimento do atleta é pela falta de treino e muitas vezes é simplesmente por maus comportamentos alimentares, antes e durante uma sessão de treino ou objectivo. A fadiga surge ou instala-se no organismo como resposta ao treino e à intensidade propriamente dita, no entanto as nossas capacidades de suster determinadas intensidades, de metabolizar diferentes substratos energéticos provêm, não só do treino mas também do que ingerimos para “alimentar” o trabalho mecânico do nosso corpo. É difícil condensar este tema num artigo apenas, no entanto podemos principalmente nesta matéria, olhar para os macro nutrientes e micronutrientes que nos interessam e que detêm um papel importante no ciclo de produção energético, na participação de uma óptima coordenação muscular, e no inicio de processos anabólicos pós stress (treino/ estímulo). Nos macronutrientes temos: Hidratos de Carbono (HCO); Proteína (P) e Lipídos (L). Nos micronutrientes, e aqui vamos apenas centrarmo-nos nos que têm maior influência durante e logo após a prática desportiva que são basicamente os minerais: Cálcio, Potássio, Magnésio e Sódio. As vitaminas também têm um papel preponderante, mas principalmente para suprir as necessidades quotidianas de quem se dedica ao treino de uma forma mais estruturante, que pode através de alguma imunossupressão causada pelo volume, intensidade, exposição a determinados factores meteorológicos ou até por questões hormonais, “obrigar” à sua suplementação. Antes Por exemplo, antes de uma sessão de treino longa ( mais de 3 horas), aquelas voltas de fim-de-semana em que a predominância, em termos de intensidade, muito provavelmente será de pendor aeróbico, ou seja até cerca de 85% da nossa frequência cardíaca máxima ou até cerca de 90% do nosso limiar funcional de potência, mas na maioria do tempo será passado na casa dos 75% do nosso limiar funcional de potência (FTP), devemos então apostar numa refeição pré-treino rica em hidratos de carbono de índice glicémico (IG) moderado a alto, com baixo teor de fibra, alguma proteína e reduzir ao máximo a ingestão de gordura. De preferência esta refeição deve ocorrer a cerca de 2h a 2h30 da sessão de treino. Durante Durante a mesma sessão de treino, devemos incluir na nossa alimentação funcional, HCO’s de boa digestibilidade, de elevado índice glicémico (IG), como géis, alimentos de fácil mastigação como gomas ou barras e bebidas isotónicas. Os açúcares aos quais poderemos dar primazia, são a maltodextrina e a frutose, que relacionados numa proporção óptima (actualmente as melhores marcas fixam-se na relação 1:0.8 ou 2:1) apresentam boa absorção, boa tolerância e em termos resposta glicémica, mais rápida, servindo bem as fases mais intensas em que a reposição mais rápida representa grande importância. Temos ainda muitos outros açucares como isomaltulose e dextrose, que também se apresentam como boas soluções. Considero que muitas vezes aproveitamos mal o espaço dos nossos bidons e lá podemos de facto colocar 3 elementos fundamentais. Água, Sais e Hidratos. Existem muitas bebidas no mercado que oferecem esta possibilidade e mais uma vez a maltodextrina bem como a frutose, apresentam excelente solução. A concentração destes elementos pode fazer variar a osmolalidade da bebida, tornando-a isotónica (a que apresenta osmolalidade idêntica aos nossos fluídos), hipertónica e hipotónica. As marcas mais conceituadas no mercado em média detêm cerca de 30g. de Hidratos por dose e os sais minerais (principalmente sódio, cálcio, potássio, magnésio e cloretos). Nunca esquecer que é importante a ingestão de apenas água e ir intercalando com os restantes elementos presentes no nosso equipamento. Devemos, igualmente considerando um treino superior a 3 horas e nos registos de intensidade moderados já assinalados, apontar para uma ingestão de cerca de 60g. de Hidratos por hora. Em sessões em que se espere uma maior intensidade, por via de variações de ritmo, competição ou treino intervalado, podemos experimentar quantidades de 80g/h e perceber se as toleramos, ou seja, se não resultam daí problemas gastrointestinais. É sempre conveniente experimentar estes comportamentos em ambiente de treino, porque também se treina o intestino. Quanto aos sais, inevitavelmente nos produtos que vamos escolher, como géis e bebidas iso energéticas, as melhores marcas já oferecem os 2 elementos (Hidratos e Sais) no produto, portanto asseguramos assim, reposição energética, manutenção de uma óptima/eficaz contracção muscular, hidratação e redução do risco de hiponatremia, entre outros. O controlo da nutrição antes e durante o treino com o devido acompanhamento, pode ser, numa abordagem holística do treino, utilizado como ferramenta para adaptações fisiológicas que apontam à eficiência metabólica do nosso organismo, bem como até a redução da nossa capacidade máxima glicolítica (VLamax) que pode numa boa maioria de disciplinas do ciclismo, representar um enorme benefício, tornando-nos mais eficientes (Um bom tema para um próximo artigo), embora pareça estranho. Fonte: inscyd.com Após No pós sessão, nos treinos de maior volume e/ou intensidade devemos, com vista a acelerar processos de regeneração, optar por bebidas a que chamamos de recuperadores, numa janela temporária muito próxima do términus da nossa sessão. Dar preferência a uma composição de 4:1 no que respeita a Hidratos/ Proteína, ou seja, por cada 4 partes de Hidratos, uma parte de Proteína. Se esta relação for ligeiramente menor, não é problemático, optando novamente em hidratos de absorção rápida como a maltodextrina e na proteína, uma de boa digestibilidade e com um bom aminograma (composição de aminoácidos numa proteína). Estas bebidas podem ser elaboradas pelo próprio atleta, fazendo as misturas ou adquirindo um produto com esse fim específico, podendo ainda por vezes adicionar sais, também para melhorar o processo de rehidratação. Devem ser diluídas em água para uma melhor digestão e consequente absorção. Dia a dia Ao longo do dia é importante ir retomando uma dieta mais equilibrada e que resida em hidratos de carbono de absorção lenta, elevando a ingestão de vegetais e escolhendo proteínas de qualidade. São apenas exemplos que podem ser tidos em conta numa sessão de 3h ou mais e que asseguram uma boa prática. Unbound Gravel 2021 No próximo artigo daremos indicações sobre como ver os rótulos dos produtos, para ajudar quem está desse lado a escolher não só pelo preço ou marca, mas pelo que é importante em cada suplemento. Por: Edgar Santos, treinador de ciclismo com título profissional nível 2, pós graduado em rendimento desportivo, certificação de nível máximo Trainingpeaks, formações temáticas nas áreas da nutrição desportiva, sistema cardiovascular, vias metabólicas e treino concorrente. O Edgar desenvolve a sua actividade de treinador por via da ndurance.cc, uma empresa ligada ao treino de ciclismo e à comercialização de alimentação funcional adequada a desportos de endurance. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Suíça - Biniam Girmay triunfa na 2.ª etapa Biniam Girmay (Intermarché-Circus-Wanty) venceu hoje a segunda etapa da 86.ª edição da Volta à Suíça. O ciclista eritreu de 23 anos completou os 173,7 quilómetros da ligação entre Beromünster e Nottwil, com o registo de 03:53.37 horas., superiorizando-se no sprint final a Arnaud Démare (Groupama-FDJ), e a Wout van Aert (Jumbo-Visma), respetivos segundo e terceiro classificados. A chave da vitória de Girmay, companheiro de equipa do português Rui Costa, esteve na forma certeira como lançou o sprint, depois de um forte ataque de Van Aert que arrancou a cerca de 300 metros da meta, numa decisão que acabou por se revelar algo precipitada. Apesar do ataque falhado, a estrela da Jumbo-Visma ainda garantiu durante a etapa de hoje uma bonificação de quatro segundos, situação que lhe permitiu reduzir as diferenças para Stefan Küng (Groupama-FDJ), atual líder da geral e para o vice-líder, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step). Küng lidera assim a volta do seu país de origem, com cinco segundos de vantagem sobre Evenepoel, enquanto que Van Aert se encontra no último lugar do pódio, com seis segundos de atraso. Rui Costa seguro em dia de festa na equipa Rui Costa - Intermarché Circus Wanty Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty ) chegou integrado no pelotão, cruzando a linha da meta na 79.ª posição, depois de realizar uma etapa segura, em dia de festa para a sua equipa pela vitória de Biniam Girmay. O ciclista português de 36 anos e único português em prova ocupa agora a 58.º lugar da geral, a 58 segundos de Küng. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=mRBNriWPLf8 Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01GIRMAY Biniam Intermarché-Circus-Wanty03:53:3702DÉMARE Arnaud Groupama-FDJ+ 0003VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0004BITTNER Pavel Team DSM+ 0005SAGAN Peter TotalEnergies+ 0006MEEUS Jordi BORA-hansgrohe+ 0007GARCÍA CORTINA Iván Movistar Team+ 0008ARANBURU Alex Movistar Team+ 0009TEUNISSEN Mike Intermarché-Circus-Wanty+ 0010BEULLENS Cédric Lotto Dstny+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01KÜNG Stefan Groupama-FDJ04:07:0802EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0503VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 0604SHEFFIELD Magnus INEOS Grenadiers+ 1105PRICE-PEJTERSEN Johan Bahrain Victorious+ 1706SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo+ 1907BISSEGGER Stefan EF Education-EasyPost+ 2008SOBRERO Matteo Team Jayco-AlUla+ 2009ASGREEN Kasper Soudal Quick-Step+ 2310AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 25 Esta terça-feira, vai para a estrada a terceira etapa desta 86.ª edição da Volta à Suíça, com o pelotão a ter pela frente uma tirada de 143,8 quilómetros, com a chegada a meta a contemplar uma contagem de montanha de primeira categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Volta à Suíça - Stefan Küng vence 'crono' inaugural O ciclista suíço Stefan Küng (Groupama-FDJ) foi o destaque do dia inaugural da 86.ª edição da Volta à Suiça, ao vencer contrarrelógio inicial, superiorizando-se aos favoritos Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e Wout van Aert (Jumbo-Visma). Aos 29 anos, Küng entra assim a vencer no seu país, ele que é um dos grandes especialistas de ‘crono’ da atualidade, prova disso, o facto de ter sido o mais rápido a completar a os 12,7 quilómetros no contrarrelógio inaugural com  o registo de 13.31 minutos, seguindo-se Evenepoel com 6 segundos de atraso, e Van Aert com 10 segundos, ficando assim nas respetivas segunda e terceira posições. Rui Costa terminou a 58 segundos do líder Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty), o único representante luso em prova, registou o 72.º melhor tempo, a 58 segundos do vencedor. Aos 36 anos, Rui Costa procura realizar uma boa prestação numa prova que lhe é especial, pelo facto de já a ter conquistado por três ocasiões, mais concretamente entre 2012 a 2014. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=neB22eS4DjM Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01KÜNG Stefan Groupama-FDJ13:3102EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0603VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 1004SHEFFIELD Magnus INEOS Grenadiers+ 1105PRICE-PEJTERSEN Johan Bahrain Victorious+ 1706SKJELMOSE JENSEN Mattias Trek-Segafredo+ 1907BISSEGGER Stefan EF Education-EasyPost+ 2008SOBRERO Matteo Team Jayco-AlUla+ 2009ASGREEN Kasper Soudal Quick-Step+ 2310AYUSO Juan UAE Team Emirates+ 25 Amanhã, disputa-se a segunda de oito etapas, com ligação entre Beromünster a Nottwil, num traçado com o total de 173,7 quilómetros, que engloba duas contagens de montanha de terceira categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Europeu de XCM – Portugal conquista dois títulos e um total de oito medalhas A Seleção Nacional de BTT conquistou hoje dois títulos e um total de oito medalhas no Campeonato da Europa de Maratona BTT (XCM). Na prova que decorreu em solo francês, mas concretamente em Laissac, foi José Silva o elemento que registou melhor prestação na prova masculina de elite. O campeão nacional obteve o 17.º lugar, a 12:35 minutos do vencedor Wout Alleman, ciclista belga que terminou os 95 quilómetros da prova isolado, com o segundo classificado, o italiano Fabian Rabsteiner, a chegar com um atraso de 2:11 minutos, ficando o último lugar do pódio entregue ao alemão Simon Schneller, este com uma diferença de 4:52 minutos. No que diz respeito aos restantes elementos da Seleção Nacional, Guilherme Mota foi 28.º, a 23:27 minutos, enquanto que Gonçalo Amado terminou na 30.ª posição, a 26:05 minutos. A ambição e a expetativa gerada em torno da participação lusa na elite masculina, acabou por ficar um pouco aquém do idealizado, situação admitida pelo selecionador nacional, Pedro Vigário. A competição não correu como desejávamos. O Filipe Francisco não se sentiu bem e desistiu ainda antes do primeiro abastecimento. O Tiago Ferreira também não teve um bom dia e não terminou. Em contrapartida, o José Dias fez uma corrida em progressão, acabando bem, embora longe do pódio, que ambicionávamos. O Guilherme Mota e o Gonçalo Amado estiveram bem na primeira vez que representaram a Seleção num Campeonato da Europa”. Pedro Vigário (Selecionador Nacional) Melissa Maia terminou maratona na 7.ª posição Melissa Maia, que alinhou na maratona de elite feminina ao serviço do Korpo Activo/Penacova terminou na sétima posição. A campeã nacional completou os 80 quilómetros em 4:45:47 horas, mais 18:32 minutos do que a vencedora, a alemã Aldelheid Morath. Filipe Ramos triunfa em master 35 No que diz respeito aos veteranos, nesta classe, a participação nacional pautou-se pelo sucesso, com Filipe Ramos (Guilhabreu MTB) a conquistar o título de master 35, categoria em que José Lourenço (SPAC) obteve a medalha de bronze. Já em masters 40, destaque para o terceiro lugar de David Vaz. Em masters 50, António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) subiu a pódio, ao ser o terceiro melhor classificado. Vítor Graça conquista título de masters 55 Na categoria de masters 55, a Seleção Nacional conquistou mais um título, por intermédio de Vítor Graça (BTT Conceição de Faro/Algarve Bike Challenge), que foi acompanhado no pódio pelo compatriota Reinaldo Luís (Róódinhas/Master Vantagem), terceiro classificado. O master 60 Rui Norte (Róódinhas/Master Vantagem) também conseguiu a medalha de bronze. Ângela Gonçalves (Korpo Activo/Penacova) sagrou-se vice-campeã europeia na categoria feminina de master 40. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO - Etapa 2 - Lenzerheide Como é habitual, a Taça do Mundo de XCO em Lenzerheide ofereceu aos fãs corridas incríveis, tanto na categoria feminina como na categoria masculina. Realce para o facto de Nino Schurter conseguir outro marco histórico na sua careira e na modalidade, é o atleta com mais vitórias em rondas da taça do mundo na história. Corrida elite feminina Após a vitória na primeira corrida em Nove Mesto, Puck Pieterse chegou a Lenzerheide como líder da competição e a expectativa era grande, no sentido de ver se o domínio da holandesa se mantinha. Lenzerheide foi uma corrida completamente diferente de Nove Mesto, Jenny Rissveds havia deixado boas indicações no short track, assim como Pauline Ferrand Prevot e Alessandra Keller, mas foi Loana Lecomte quem teve o protagonismo este domingo. Loana Lecomte Lecomte mostrou ao que vinha desde o início, sempre no grupo da frente, de forma sólida foi deixando volta após volta outras ateltas que quiseram disputar a corrida, como Anne Terpstra, Pauline Ferrand Prevot e Alessandra Keller. A ultima resistente foi a sua compatriota Pauline Ferrand Prevot, mas Loana Lecomte estava "endiabrada" e abriu uma vantagem com um ataque na última volta, que a campeã do mundo Pauline Ferrand Prevot já não conseguiu fechar. A partir daqui, Loana Lecomte seguiu isolada para a vitória e Pauline Ferrand Prevot acabaria inclusive por pagar o esforço de tentar ir com a vencedora de hoje, caindo para o quarto lugar, sendo ultrapassada por Anne Terpstra e Alessandra Keller na última volta. Alessandra Keller consegue o pódio em cima da meta Em relação às portuguesas em competição, Raquel Queirós terminou no 62.º posto, enquanto Joana Monteiro terminou em 77ª. TOP 10 final Pos.NomePaísEquipaTempo1LECOMTE Loana FRACANYON CLLCTV1:24:412TERPSTRA Anne NEDGHOST FACTORY RACING1:24:593KELLER Alessandra SUITHÖMUS MAXON1:25:134FERRAND PREVOT Pauline FRAINEOS GRENADIERS1:25:205PIETERSE Puck NEDALPECIN-DECEUNINCK1:25:356RICHARDS Evie GBRTREK FACTORY RACING XC1:25:597MITTERWALLNER Mona AUTCANNONDALE FACTORY RACING1:26:268RISSVEDS Jenny SWETEAM 31 IBIS CYCLES CONTINENTAL1:26:409BERTA Martina ITASANTA CRUZ ROCKSHOX PRO TEAM1:27:0410BOHÉ Caroline DENGHOST FACTORY RACING1:27:0511BURQUIER Line FRACANYON CLLCTV1:27:08 Vídeo resumo https://youtu.be/ZEXC4SyWy4A Corrida elite masculina O vencedor da primeira corrida em Nove Mesto, Tom Pidcock não marcou presença em Lenzerheide, pelo que haveria de certeza um novo vencedor na Taça do Mundo de XCO 2023. Nino Schurter já havia deixado boas indicações na corrida de Nove Mesto, deixando claro a toda a gente que, apesar do alto nível desta competição, aos 37 anos o Campeão do Mundo continua a dar muita dor de cabeça aos adversários. A correr em casa, Nino Schurter mostrou ambição desde o início, e apesar do início explosivo do alemão Luca Schwarzbauer, o Campeão do Mundo quis ser ele a assumir a corrida, com algumas mudanças de ritmo na frente, com as quais foi fazendo uma seleção dos atletas que seguiam com ele. Nino estava num daqueles dias afiados, à quarta volta, em virtude de um pequeno erro dos ciclistas que seguiam com ele, abriu um pequeno espaço que aumentaria após novo ataque numa das subidas do circuito. A partir deste ponto o Campeão do Mundo nunca mais olhou para trás, consolidando a sua liderança em cerca de trinta segundos de vantagem, transformando a corrida em duas, a sua e a dos outros. O momento em que Schurter entra para a história da Taça do Mundo de XCO. Nino Schurter entrou na reta da meta com a multidão em êxtase, foi em Lenzerheide, a correr perante o seu publico que finalmente conseguiu quebrar o recorde de vitórias na Taça do Mundo de Julien Absalon, ao conquistar a sua 34.ª vitória, entrando assim para a história da modalidade como o atleta mais vitorioso de sempre. "Não há lugar melhor do que aqui. Sim, demorei muito para esta 34ª vitória, mas é insano. Em casa, estava realmente ansioso por esta corrida, correr uma última vez em Lenzerheide foi bastante emocionante. Saber que esta provavelmente será minha última corrida aqui, queria dar tudo de mim e conseguir esta vitória aqui. Disse Schurter no final Recordar que provavelmente esta foi a ultima vez que Schurter correu em Lenzerheide, pelo facto do circuito não fazer parte da Taça do Mundo, pelo menos, nos próximos dois anos. Pódio da corrida elite masculina. Os português Mário Costa terminou no 94.º posto. TOP 10 final Pos.NomePaísEquipaTempo1SCHURTER Nino SUISCOTT-SRAM MTB RACING TEAM1:24:042HATHERLY Alan RSACANNONDALE FACTORY RACING1:24:193SARROU Jordan FRATEAM BMC1:24:204GRIOT Thomas FRACANYON CLLCTV1:24:205VALERO SERRANO David ESPBH COLOMA TEAM1:24:446BRAIDOT Daniele ITACS CARABINIERI - CICLI OLYMPIA VITTORIA1:24:597GAZE Samuel NZLALPECIN-DECEUNINCK1:25:228BLUMS Martins LATKMC MTB RACING TEAM1:25:269LITSCHER Thomas SUILAPIERRE MAVIC UNITY1:25:4110CINK Ondřej CZEPRIMAFLOR MONDRAKER GENUINS RACING TEAM1:25:54 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=xt_9IrU-jb0 A próxima etapa da Taça do Mundo é já entre os dias 16 e 18 de junho em Leogang na Áustria. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### O Giro sub-23 visto por António Morgado Atleta da Hagens Bermans Axeon analisa os favoritos, o percurso e o papel que terá no Giro sub-23 em entrevista ao TopCycling. O Giro sub-23 é uma das corridas mais espetaculares do calendário jovem internacional. O percurso este ano não é dos mais duros – mais informações na antevisão da prova – já que há duas etapas duras, um contrarrelógio curto e vários dias "fáceis" que nem podemos considerar de média montanha. É curioso observar que no comunicado do organizador – a RCS, o mesmo do Giro de elites – António Morgado é colocado entre os favoritos. Como escrevemos na análise aos nomes fortes do pelotão, o corredor de Salir do Porto fez uma paragem longa e não fez a preparação ideal… mas como nunca se descarta um craque podemos classificá-lo como outsider. “Parei um mês sem poder treinar com intensidade e a condição física caiu muito. Tinha metido esta corrida como um dos objetivos do ano, queria vir discutir a vitória, embora o Tour de l’Avenir seja o objetivo do ano porque quero ir discutir. No Giro fica sempre aquele sabor amargo porque queria correr para ganhar, mas sei que não tenho a capacidade física.” Trabalhar muito e sonhar com o top 10 A realidade dos factos não tira ambição ao português da Axeon, que já se estreou a vencer provas UCI apesar de estar no primeiro ano de sub-23. A equipa de Axel Merckx tem um bloco forte, mas para António Morgado “os favoritos são os Jumbo-Visma, não conheço os colombianos mas devem ser muito fortes, temos o [William Junior] Lecerf e atletas que vão aparecer a andar muito forte como é normal”. Quanto à Axeon deixamos que seja o Bigode Voador a apresentar os colegas. “Temos hipóteses de discutir a corrida com um ou dois corredores. Trazemos o Kasper [Andersen] que é um sprinter experiente que vai comandar a equipa, temos o Artem [Schmidt] que tem força, muita força; o [Jan] Christen e o Darren [Rafferty] devem ser os líderes e eu estou para ajudar na montanha se conseguir.” O Giro é traiçoeiro, mas há claramente duas etapas decisivas, a 4ª (chegada ao Stelvio) e a 7ª (chegada a Pian del Cansiglio). “No Stelvio o papel é proteger os líderes. Eles é que mandam e vou estar ao lado deles, mas se me sentir bem não vou ficar para trás. Digo que estou para ajudar os líderes e estou, mas se tiver a oportunidade de ganhar não vou perder. Não gosto de dizer que vim para ganhar porque não gosto de correr com pressão, gosto de correr à vontade e por isso é que me proponho logo para trabalhar. Gosto de correr assim. Sempre que alguém me pergunta ‘vais para ganhar?’… na minha cabeça quero ganhar e vou para dar o melhor, mas não gosto da pressão. Trabalhar muito e sonhar com o top 10 é o ponto de partida de António Morgado para a estreia na corrida italiana. Sábado é um dia marcado a vermelho no livro de prova por ser duro, mas não ter o fator altitude em jogo. “Sei que o Staune-Mittet e o Lecerf prepararam esta corrida para ganhar, pararam de correr e estiveram três semanas em Serra Nevada e vêm com uma força brutal. Eu só fiz uma semana em altitude, o que não dá efeito nenhum, mas se não tiver que controlar e tiver um dia mais solto para fazer o que quiser é sábado que vou tentar. A trabalhar talvez o meu objetivo pessoal seja muito elevado, mas um top 10 na geral seria muito bom.” Créditos: Joe Cotterill Projeto Morgado é a longo prazo As comparações são sempre subjetivas, mas tocar no Giro é pensar em João Almeida, que 44 anos depois voltou a colocar um português no pódio de uma grande Volta. O primeiro momento forte da carreira internacional de João Almeida aconteceu no Giro sub-23 com um top 10 no contrarrelógio em 2017, antes de perder a corrida para Vlasov no ano seguinte. António Morgado não é João Almeida, mas sabe que quer ser corredor de provas por etapas. Também que o caminho para lá chegar requer paciência. “Muita gente pergunta ‘então tu és o quê, trepador?’… agora não sou trepador. Gosto de discutir corridas na geral, é o que me cativa a andar de bicicleta. Safo-me bem em corridas de um dia, mas o meu sonho e o foco está em evoluir, perder peso, subir bem e fazer três semanas. Esta corrida vai ser um bom teste. Sei que não vou passar no Stelvio com os melhores porque vou ter que trabalhar, mas não é por isso que não vou tentar ser uma pessoa que suba bem. Espero estar à altura da equipa.” O projeto Morgado é a longo prazo. Desde há meses que trabalha em perder peso para poder passar melhor as subidas longas. “Comecei um projeto de perder massa muscular e estava a correr tudo bem, mas com um mês parado passei dos 68-69kg para os 70,5-71kg e com esse peso a subir é complicado. Nas subidas longas tenho vindo a melhorar a potência desde júnior. Sinto que consigo aguentar melhor, a capacidade pulmonar está melhor, consigo aguentar mais tempo em alto passo, mas no Stelvio é onde me vou testar a sério.” Aguardemos pelo Giro sub-23 e pelo primeiro grande teste da época ao talento de António Morgado. ### Tudo sobre o Giro sub-23 Como é o percurso? Onde se pode ver? Quem são os favoritos? Tudo sobre o Giro sub-23 que António Morgado corre entre 11 e 18 de junho. O pelotão parte com 175 corredores, divididos por 35 equipas (cada uma tem um máximo de cinco elementos). Pela frente têm oito etapas e um total de 1054km – a média por etapa é de 131km e 1500m de acumulado. O Giro sub-23 é uma prova dura, das mais duras que um ciclista desta categoria etária pode encontrar. Só há um dia de alta montanha, mas é dos bons: à 4ª etapa a meta está colocada no Passo dello Stelvio aos 2758m de altitude. A vertente utilizada é a que se inicia em Bormio, o que significa um desnível de 1536m distribuído por 21km de ascensão feita a uma média de 7,2%. O Stelvio é a Cima Coppi, isto é, o ponto mais alto da corrida. A outra etapa que vai marcar a classificação geral é a 7ª entre Possagno e Pian del Cansiglio. O fator altitude não será um problema, mas a sequência de montanhas é brutal: Passo San Boldo, Nevegal, Malga Cate e a meta em Campon (Cansiglio) – as três primeiras subidas vão de 6,5 a 7,1km de extensão, mas a última tem 10km a 6,6% de média e a rampa máxima de todo o Giro aos 15%! Créditos: RCS. Os favoritos Não considero António Morgado favorito pela paragem em abril (tendinite). Voltou forte no GP Orlens (6º e vitória em etapa), mas no bloco da Hagens Berman Axeon há mais potenciais líderes, como o atleta de Salir do Porto explicou ao TopCycling. O irlandês Darren Rafferty é sub-23 de segundo ano e já fez Giro e Tour; o suíço Jan Christen fez a Romandia com a seleção suíça e no estágio pré-Giro sabemos que esteve muito bem; sem esquecer o americano Artem Shmidt que chega em forma (14º Alpes Isère Tour e 3º Coppa della Pace). António Morgado pode ganhar? Como ele próprio diz: “Se puder andar bem não vou andar mal!” Há três corredores que partem na pole position para o título: o norueguês Johannes Staune-Mittet (Jumbo-Visma), vice-campeão da Volta a França do Futuro (Tour de l’Avenir); o belga William Junior Lecerf, trepador nato que trocou a Lotto pela Quick Step; e o austríaco Alexander Hajek que fez Tour dos Alpes e Volta à Alta Áustria com a Tirol pelo que é um sub-23 com ritmo de profissional como Staune-Mittet Os outsiders Se o plano A falhar a Jumbo tem Tijmen Graat que foi 13º em 2022 e tem tido um ano forte (vitória no GP Palio del Recioto – que lançou Ruben Guerreiro). O neerlandês fechou top 15 no Alpes Isère Tour onde se destacou Brieuc Rolland (6º) que promete um tandem forte na Groupama-FDJ com Thibaud Gruel (que tirou o pódio a Morgado no Circuito das Ardenas). No entanto, entre os franceses apostaria mais em Jordan Labrosse (Ag2r) que tem sido o mais consistente. Depois temos o colombiano Santiago Umba (GW Shimano Sidermec) 11º no Giro dos Apeninos e 5º na versão sub-23 da Volta à Colômbia e o sempre forte bloco da DSM (dois pódios nos últimos três Giro sub-23) onde a questão é saber se Max van der Meulen consegue recuperar o nível do último em juniores porque lhe tem custado adaptar-se ao novo escalão. Créditos: RCS. Homens rápidos e caçadores de etapas Vou ser muito redutor e trazer cinco nomes, mas no Giro sub-23 não faltam homens rápidos e caçadores de etapas. Luke Lamperti (Trinity) tem nove vitórias e quase só faz o calendário profissional (ganhou em Ourique a 1ª etapa da Volta ao Alentejo), Alberto Bruttomesso (Friuli) é um sprinter poderoso que vem da mesma escola que lançou Jonathan Milan, Joshua Gudnitz ganhou a clássica de Frankfurt para a Coloquick (alma mater de Jonas Vingegaard) e Anders Foldager é a referência na Biesse-Carrera; Davide Persico (Colpack Ballan) é uma bala e tem o mesmo kick do que a irmã Silvia (UAE) e Vlad Van Mechelen (DSM) é o novo menino-prodígio da Bélgica. Onde ver o Giro sub-23? A corrida só tem transmissão em direto em Itália via plataforma RaiPlay e no site da Gazzetta dello Sport. Onde ver o Giro sub-23? Na plataforma GCN+ será possível ver as etapas em diferido. Na televisão só na RaiSport HD e também em diferido. Etapas 1ª etapa: Agliè - Agliè  contrarrelógio 9,4km com 50m de acumulado 2ª etapa: San Francesco al Campo  - Cherasco 150km com 1550m de acumulado 3ª etapa: Priocca - Magenta 141km com 500m de acumulado 4ª etapa: Morbegno - Passo dello Stelvio 119km com 3000m de acumulado 5ª etapa: Cesano Maderno - Manerba del Garda 159km com 1750m de acumulado 6ª etapa: Pergine Valsugana - Povegliano 165km e 800m com acumulado 7ª etapa: Possagno - Pian del Cansiglio 176km e 3800m com acumulado 8ª etapa: Tavagnacco (Cavalicco) - Trieste 135km e 600m com acumulado ### Novo Cockpit integrado Roval Rapide A Specialized lançou um novo guiador, trata-se do novo Cockpit Roval Rapide, que segundo a marca, foi desenhado em colaboração com os melhores ciclistas do mundo e os seus especialistas Retül. Aerodinâmica A marca afirma que após testes feitos em túnel de vento, este guiador é mais aerodinâmico e mais rápido que a combinação de duas peças do guiador Rapide e o avanço Tarmac SL7.a Remover o conjunto de hardware (onde o avanço e o guiador se conectam) criou uma das superfícies frontais mais importantes da bicicleta e pode ser desenhado como um único aerofólio. Leve e rígido Ao remover o conjunto de hardware do avanço, o Rapide Cockpit é 50 gramas mais leve (100 mm x 420 mm) do que uma combinação de duas peças, guiador Rapide e avanço Tarmac SL7. Feito em fibra de carbono premium de alto módulo, oferece rigidez ideal para os sprinters mais rápidos e poderosos do World Tour. De acordo com a marca, o Rapide Cockpit possui uma relação rigidez-peso superior a qualquer sistema de duas peças que já fizeram. Ajuste A desvantagem dos cockpits de uma peça sempre foi o ajuste, de forma que a Specialized oferece 15 combinações diferentes de avanço e guiador, todos com -6 graus, para atender à posição ideal do utilizador. O raio do topo até aos drops foi esculpido para permitir espaço para os pulsos, seja durante um sprint final em pé ou em posição aerodinâmica. Além disso a curva e o alargamento refletem o modelo do guiador Rapide já existente. No World Tour desde o início da temporada Os atletas do World Tour da Specialized já têm estado a utilizar o Cockpit Rapide. Os mais atentos poderão ter notado no pelotão feminino Demi Vollering e Lotte Kopecky a utilizar este guiador durante esta primavera, enquanto no pelotão masculino Fabio Jacobsen o utilizou durante o Tirreno Adriatico, onde inclusive venceu a segunda etapa com um lançar de bicicleta. Podes ver a disponibilidade e preço deste novo guiador, aqui no site da marca: https://www.specialized.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Lucas Lopes afia a faca na Corrida da Paz O vizinho de Rui Costa que rivalizou com António Morgado. Lucas Lopes em entrevista ao TopCycling. É um jovem talentoso que como tantos outros procura consolidar uma posição no pelotão.Apanhamos Lucas Lopes em plena Corrida da Paz e ao serviço da seleção nacional. Durante o resto da época representa a Electro Hiper Europa, Continental do ex-ciclista valenciano Rafa Casero. Os Casero são conhecidos em Valência: Rafa coordena a equipa e o irmão Angel é o diretor da Volta à Comunidade, isto após ter ganho uma Vuelta e dois títulos nacionais. Créditos: Electro Hiper Europa GP Beiras e Serra da Estrela foi um bom indicador de forma Voltando a Lucas Lopes e à Corrida da Paz, o 4º lugar obtido pelo corredor da Póvoa de Varzim na classificação da Juventude no GP Beiras e Serra da Estrela foi um bom indicador de forma para uma das maiores corridas do calendário sub-23. O atleta formado no CDC Navais abriu a Corrida da Paz com um 36º posto no prólogo em Jesenik, localidade checa onde se inicia e termina o evento. Na primeira tirada em linha fez 11º em Rymarov chegando com os melhores após três voltas a um circuito com uma rampa de 800m a 6%, algum pavé e zonas técnicas no acesso à meta. As duas etapas foram ganhas pelo francês Pierre Gautherat que corre na Ag2r. “Estou a crescer, aprendo muito com os meus colegas e sendo uma equipa profissional tenho que levar as coisas muito a sério, tudo tem que ser feito perfeito uma vez que já somos uma equipa que quer disputar corridas e fazer boas exibições.” Os duelos Lopes-Morgado Em cadetes e em juniores forjou-se uma rivalidade gira de seguir entre Lucas Lopes e António Morgado.Pelo CDC Navais Lopes ganhou a Volta a Portugal de cadetes; respondeu Morgado dando o título nacional à Anipura-GDM-Escola Alexandre Ruas – em Paredes arrancaram os dois para um mano a mano ganho pelo Bigode Voador (embora na altura nenhum dos dois tivesse sequer pelos na cara). “Apesar de termos sido rivais na estrada, éramos amigos e tínhamos uma boa relação de amizade. Quando passei a sub-23 já não nos encontramos mais.” Também em juniores os duelos Lopes-Morgado extravasaram as fronteiras nacionais. “Em 2022 conseguiu correr em Espanha pela equipa Bathco a Volta ao Besaya, a Bizkaiko Itzulia e a Volta a Valladolid. Destaquei-me em Besaya ganhando a classificação da montanha e terninando 3º na geral.” António Morgado saiu vencedor de Besaya – tal como Sérgio Paulinho e Daniel Viegas no passado – e Lucas Lopes fez um pódio como João Almeida. Dar nas vistas em corridas de referência do calendário junior espanhol levou o rapaz de Aguçadoura – como o campeão mundial Rui Costa – à filial da Caja Rural. Entretanto passou a profissional na Electro Hiper Europa. Créditos: Electro Hiper Europa Poderá Aguçadoura gerar mais um talento internacional? Tirando as saídas com a seleção nacional, esta época só corre em Portugal para completar a transição para um pelotão mais experiente. “Quero ajudar ao máximo a equipa para alcançarmos alguma vitória e quem sabe em algum dia tentar eu próprio disputar alguma etapa.” Poderá Aguçadoura gerar mais um talento internacional? A herança é pesada, mas o desafio é manter a freguesia da Póvoa de Varzim na alta roda do ciclismo. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa presente entre o elenco de luxo da Volta à Suíça Rui Costa irá estar presente entre o elenco de luxo da 86.ª edição da Volta à Suíça. Aos 36 anos, o ciclista português da (Intermarché-Circus-Wanty), vai para a 11.ª presença numa prova que já conquistou por três vezes. A Volta à Suíça 2023 irá contar com um elenco de luxo, saltando desde logo à vista nomes como Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), Wout Van Aert (Jumbo-Visma) e Thomas Pidcock (Ineos). Agendada para entre os dias 11 a 18 de junho, e dividida num total de 8 etapas, onde se destacam três de montanha, que prometem ser importantes numa antevisão à forma com que alguns ciclistas se irão apresentar no Tour de França, a Volta à Suíça tem todos os ingredientes reunidos para uma bela semana de ciclismo. Além de Evenepoel, Van Aert e Pidcock há vários outros nomes a apimentar o pelotão que irá estar em solo suíço durante a próxima semana, tais como Juan Ayuso e Jay Vine (UAE Emirates), Pello Bilbao (Bahrain - Victorious), isto para além do português Rui Costa que é sempre um ciclista a ter em atenção tendo em conta a sua vasta experiência nesta prova. Os regressos de Remco Evenepoel, depois da desistência da recente edição do Giro d’Itália, devido à covid-19, e de Wout Van Aert, ausente da competição desde 9 de abril, data em que terminou o Paris – Roubaix na terceira posição, bem como de Thomas Pidcock, este ausente desde o segundo lugar obtido na Liège-Bastogne-Liège, prometem marcar a prova, e ser três dos principais pontos de interesse, prendendo de certeza a atenção dos amantes da modalidade, uma vez que tratam de alguns dos melhores ciclistas da atualidade, ambos com papéis fundamentais nas estratégias das suas equipas.   É de ressalvar que a Volta à Suíça é uma importante prova no calendário anual de algumas das equipas do world tour, por ser encarada como preparação final para a participação no Tour de França. Etapas       Dia 11/06 - 1.ª Etapa - Einsiedeln - Einsiedeln (CRI) - 12,7 km Dia 12/06 - 2.ª Etapa - Beromunster - Nottwil - 173,7 km Dia 13/06 - 3.ª Etapa - Tafers - Villars-Sur-Ollon - 143,8 km Dia 14/06 - 4.ª Etapa - Monthey - Leukerbad - 152,5 km Dia 15/06 - 5.ª Etapa - Fiesch - La Punt - 211 km Dia 16/06 - 6.ª Etapa - La Punt – Oberwil-Lieli - 215,3 km Dia 17/06 - 7.ª Etapa - Tubach - Weinfelden - 183,5 km Dia 18/06 - 8.ª Etapa - St. Gallen – Abtwil (CRI) - 25,7 km Visto isto, a próxima semana promete ser interessante para perceber em que forma se encontram alguns dos nomes sonantes que irão atacar o Tour 2023, sendo que para o público nacional, há o fator extra de assistir à prestação do ciclista português Rui Costa. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Corrida da Paz: 3 talentos no radar Portugal na Corrida da Paz, trampolim de jovens talentos e corrida com história desde o pós-II Guerra Mundial. É uma tristeza, mas o final da Corrida da Paz coincide com o arranque do Giro de Itália – duas provas históricas do calendário sub-23 sobrepostas! Pesa mais o Giro ao ser corrido por equipas; no leste europeu temos as seleções. A Závod Míru, como é conhecida em checo, nasceu da mente utópica de dois jornalistas de diários oficiais do partido comunista: o polaco Zygmunt Weiss e o checoslovaco Karel Tocl. Em pleno pós-II Guerra Mundial ligaram Varsóvia e Praga sob o ideal da fraternidade entre as nações e o mais incrível é que em 1950 Berlim juntou-se à festa com os camaradas da RDA. Para contextualizar os mais novos, vivia-se o tenso início da Guerra Fria e a Corrida da Paz tornou-se no Tour de France do bloco de leste ao qual só acediam – salvo raras exceções – os que viviam para lá da Cortina de Ferro. Aqui forjaram-se lendas como o soviético Viktor Kapitonov, o germânico Täve Schur e o pioneiro polaco Richard Szurkowski. https://twitter.com/coursedelapaix/status/1664512428040757248 Lennert Van Eetvelt ganhou a última edição A Corrida da Paz sobreviveu até aos nossos dias e é referência para juniores e sub-23 fazendo parte da Taça das Nações. Aqui analisamos a versão sub-23, que começa e acaba em Jesenik, na República Checa. Foi o clube de ciclismo local que tomou o controlo da prova em 2013. O belga Lennert Van Eetvelt ganhou a última edição (confiram o top 10 mais abaixo). Este ano o percurso é mais ou menos clássico. Prólogo a abrir, uma jornada para sprinters e duas etapas duras a fechar. A 2ª etapa deverá ser a decisiva e foi reajustada: em vez das duas subidas tradicionais a Dlouhe Strane (8km a 8% nos últimos 30km) passa a ter 10km a rondar 7%, descida e final em alto após subida de 7,7km a 5%. Um percurso menos seletivo para os trepadores. Results powered by FirstCycling.com Portugal parte no 3º lugar do ranking Portugal estreou-se na Corrida da Paz em 1979. Em juniores António Morgado foi 2º em 2022 e em sub-23 Tiago Antunes 9º em 2017. No ano passado o 12º posto de Pedro Silva garantiu o apuramento para o Tour de l’Avenir – o top 15 do ranking das nações entra na Volta a França do Futuro – mas a Federação abdicou de participar. Para este ano o objetivo repete-se e Portugal parte no 3º lugar do ranking graças aos 20 pontos somados por Morgado no GP Orlens (venceu uma etapa, fez um 2º lugar e fechou 6º na geral). Com Morgado no Giro a responsabilidade recai sobre: Afonso Eulálio (ABTF Betão-Feirense) Gonçalo Tavares (Hagens Berman Axeon) Alexandre Montez (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy) Duarte Domingues (Glassdrive-Q8-Anicolor) Lucas Lopes (Electro Hiper Europa). https://twitter.com/bicitv/status/1652429387889778696 Talentos no radar Pavel Novak (República Checa) Qualquer corredor da italiana Colpack merece a nossa atenção e Pavel Novak leva dois anos em Itália a formar-se. Durante 10 anos jogou hóquei no gelo, mas o ciclismo prevaleceu e ainda bem porque só no último ano em juniores somou quatro triunfos. Em sub-23 já se estreou ganhando Trofeo Castello Di Albola e correndo em casa espera-se que apareça na disputa da corrida. O bloco checo conta com miúdos nos projetos satélite de grandes equipas – Jakub Toupalik corre pela EF (o irmão Adam é craque no ciclocrosse), Milan Kadlec (DSM) – e ainda Karel Camrda que está na checa ATT Investments e vem de fechar 11º na dura Volta à Baixa Polónia. Vive-se um bom momento na nação que na última década e meia teve em Roman Kreuziger a referência. A atual geração tem caras novas como Pavel Bittner (DSM) e Mathias Vacek (Trek-Segafredo e 3º na passada Corrida da Paz) que estão no WorldTour ao lado dos experientes Zdenek Stybar (Jayco) e Jan Hirt (Soudal-Quick Step). https://twitter.com/TeamORLEN/status/1663112235495960577 Resumo do GP Orlens. António Morgado venceu a etapa final! Gal Glivar (Eslovénia) Esloveno e da Adria Mobil remete-nos logo para Primoz Roglic, mas na Corrida da Paz a referência eslovena é Tadej Pogacar que dominou em 2018. Glivar é sub-23 de terceiro ano e vem de ganhar a Carpathian Couriers Race e o GP Orlens – beneficiando de um furo de António Morgado que foi mais forte no mano a mano É o ciclista em forma, mas tem algo a provar. Vai descolar rumo a uma carreira internacional ou assumir um perfil mais discreto? Em 2021 Kristjan Hocevar foi 2º atrás de Filippo Zana e nunca mais ouvimos falar dele. Os eslovenos têm um problema: em vez dos seis corredores só levam cinco… esperemos que sejam poucos, mas bons. Simon Dalby (Dinamarca) Sub-23 de segundo ano e com uma época discreta. À partida haveria outras escolhas mais óbvias para seguir, mas Simon Dalby já fechou top 10 na Corrida da Paz no ano passado e foi um júnior destacado em 2021. O talento está lá! O bloco dinamarquês é fortíssimo. Trazem o ex-campeão mundial júnior de contrarrelógio em Gustav Wang – deve saltar para o WorldTour em 2024 – que é um talento versátil ainda com trabalho pela frente na alta montanha. Carl Frederik Bevort é colega de Wang na Uno X e também tem condições semelhantes. Rasmus Sojberg Pedersen está-se a formar na Nantes Atlantique e tanto faz o calendário sub-23 (9º na Gent-Wevelgem) como o profissional (9º na Paris-Camembert). Outros nomes fortes De forma mais breve deixo menções ao 11º na edição passada, o italiano Davide De Cassan (7º e melhor jovem na Volta à Alta Áustria e 1º no GP Gorenskja onde bateu Gal Glivar); ao luxemburguês Mathieu Kockelmann (atual campeão europeu de contrarrelógio júnior); ao belga Dylan Vandenstorme que tem corrido bem pela satélite da Intermarché-Wanty; e aos britânicos Jack Rootkin-Gray (4º no Olympia's Tour e vencedor do tradicional Ringerike GP na Noruega) e Oliver Rees 11º na Volta ao Alentejo. ### Levo Experience Days - A oportunidade para testares uma Specialized Levo A Specialized apresenta o Levo Experience Days, a oportunidade perfeita para testar a fundo a sua e-MTB mais completa, gratuitamente. Será uma experiência premium que consiste numa volta guiada em grupos reduzidos, num percurso desenhado para aproveitar ao máximo todos os recursos da Turbo Levo. A primeira edição do Levo Experience Day será realizada nos dias 17 e 18 de junho, no Centro Desportivo Nacional do Jamor; Cruz Quebrada; Oeiras, junto ao Remo e ao Campo de Hóquei em Campo. O objetivo da Specialized é dar a conhecer as virtudes da Turbo Levo. Para isso, a marca preparou um percurso no qual todos os participantes terão a oportunidade de aproveitar ao máximo as capacidades da Levo, desde a potência do seu motor nas subidas mais difíceis à melhor condução, graças à equilibrada geometria, mesmo nos trilhos mais técnicos. Uma Levo ajustada para ti Cada grupo dos diferentes horários disponíveis no Levo Experience Days será composto por apenas oito ciclistas, acompanhados por guias da Specialized, numa experiência personalizada. As Turbo Levo serão ajustadas individualmente às necessidades e preferências de cada ciclista, para que a testem como se fosse a sua própria bicicleta. No final de cada volta, os participantes terão a oportunidade de partilhar a sua experiência e perceber, junto da equipa da Specialized, o funcionamento da Turbo Levo: desde aspetos como o comportamento do motor e a autonomia em diferentes condições de percurso, até ao funcionamento da aplicação Mission Control, que permite modificar a partir do telemóvel os níveis de assistência de cada modo. Como participar Poderás registar-te no evento, e obter toda a informação que necessitas para testar uma Turbo Levo nos dias 17 e 18 de junho, clicando no seguinte link: Increver para testar Specialized Levo Datas e horários dos Testes Sábado 17 de junho Grupo 1: Das 9:00 às 10:30 Grupo 2: Das 10:30 às 12:00 Grupo 3: Das 12:30 às 14:00 Grupo 4: Das 15:00 às 16:30 Grupo 5: Das 16:30 às 18.00 Grupo 6: Das 18:00 às 19:30 Domingo, 18 de junho Grupo 1: Das 9:00 às 10:30 Grupo 2: Das 10:30 às 12:00 Grupo 3: Das 12:30 às 14:00 Grupo 4: Das 15:00 às 16:30 Grupo 5: Das 16:30 às 18.00 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu Van der Poel - Mais treinos e menos provas Mathieu van der Poel aponta a uma nova metodologia nesta fase da carreira, que, basicamente, se resume a, mais treinos e menos provas. Aos 28 anos, e no que diz respeito a competições oficiais, Van der Poel parece ter optado por menos quantidade e mais qualidade, ou melhor definindo, melhores condições para lutar por bons resultados. O ciclista neerlandês da (Alpecin-Deceuninck) tem andado afastado da competição deste a conquista do Paris-Roubaix, que ocorreu há cerca de dois meses. Uma situação que até poderá ter causado alguma estranheza no meio, mas que Van der Poel garante fazer parte da sua mais recente abordagem, na tentativa de chegar ao Tour e ao Campeonato do Mundo, na melhor forma possível. Quando me apresentar em prova, é para vencer!” Mathieu van der Poel Esta afirmação de Van der Poel é fácil de compreender se analisarmos algumas das suas participações nas principais provas, como foi o caso do Tour 2022, em que abandonou a prova após 11 etapas, sem conseguir qualquer conquista. Para não acontecer o que aconteceu na última edição do Tour, Van der Poel garante estar agora melhor preparado para atacar a mítica prova francesa. É a primeira vez que me consigo preparar tão bem para uma grande volta." Mathieu van der Poel Nesta pausa competitiva o ciclista neerlandês apostou nos treinos em altitude divididos entre Espanha e França, de forma a preparar a participação no Tour. É já este fim-de-semana, mais propriamente, no dia 10, que será possível ver Van der Poel em ação na Dwars door het Hageland, uma corrida de um dia realizada anualmente na Bélgica que integra o calendário ProSeries da UCI. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet De seguida, Mathieu van der Poel irá competir na Volta à Bélgica, prova que irá decorrer entre 14 a 18 de junho, isto depois de ter sido equacionada a participação na Volta à Suiça, entretanto descartada, recaindo assim uma aposta total em ‘caçar’ vitórias nas etapas da prova belga. A pausa competitiva parece ter feito bem a Van der Poel que se apresenta confiante e entusiasmado pelas últimas semanas de treino. Estou ansioso para correr novamente! Estou ansioso. Desde o Paris-Roubaix que tenho vindo a investir muito tempo em treinos. Este processo de treino faz parte do ciclismo moderno e estou-me a sentir muito bem com isso. Já fiz muitas corridas na minha carreira, mas agora quando me apresentar em prova, é para vencer. Será difícil voltar a participar em provas sem preparação, porque atualmente o nível é muito alto. Anteriormente, foram várias as ocasiões em que efetuei demasiadas provas, o que me fazia correr de forma algo desregulada em algumas delas. Mathieu van der Poel Terminar o Tour é objetivo Van der Poel pretende, pela primeira vez na sua carreira, terminar o Tour, em vez de andar só em busca de vitórias em etapas e depois abandonar a prova sem concluir todas as tiradas. Aliás, ele assume que a forma afincada com que tem estado a planear a presente temporada, é mesmo com esse objetivo. Estou muito motivado para fazer um bom Tour. Quero vencer uma etapa e quero chegar a Paris da melhor maneira possível. Quero fazer um Tour tão bom quanto o Giro do ano passado.” Mathieu van der Poel Camisola verde é para Philipsen Apesar de apostar forte no Tour, em relação ao possível objetivo da camisola verde, aí Van der Poel afirma prontamente ser para o seu companheiro de equipa na Alpecin-Deceuninck, Jasper Philipsen. A camisola verde? Não, se formos verdes, será para Jasper Philipsen. Irei ajudá-lo com todo o prazer.” Mathieu van der Poel Após o Tour segue-se o Campeonato do Mundo Van der Poel não irá descansar muito após o Tour, uma vez que, pretende disputar o Campeonato do Mundo, prova que acontece logo duas semanas depois. É por isso que procurei um treino tão sólido. O Campeonato do Mundo está no topo da minha lista." Mathieu van der Poel No Campeonato do Mundo Van der Poel não estará apenas presente na prova de estrada, uma vez que já assumiu a vontade de disputar a prova de BTT, embora nesta vertente, admita participar sem qualquer pressão ao nível de resultados. Aos 28 anos, Mathieu van der Poel mostra-se mais maduro e também ciente dos seus principais objetivos. O ciclista neerlandês parecer estar a preparar-se para ser mais humano e menos máquina, o que lhe pode tirar alguma da espontaneidade que lhe é atribuída, mas que por outro lado lhe poder trazer uma vertente competitiva mais sólida e com mais conquistas além daquelas a que já nos habituou. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Uma coisa é certa, Van der Poel assume estar muito feliz com a forma que tem vindo a trabalhar nos últimos meses, e assim sendo, a felicidade aliada ao bom trabalho e às enormes qualidades das quais é detentor, tem tudo para se traduzir num futuro brilhante. Cá estaremos para ver! Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Unbound Gravel 2023 No último sábado, dia três de junho, decorreu o Unbound Gravel 200 em Emporia, no Kansas nos Estados Unidos da América. Keegan Swenson foi o grande vencedor, completando as 200 milhas (322 quilómetros) em 10 horas, seis minutos e dois segundos. O Garmin Unbound Gravel retornou ao primeiro sábado do mês de junho com cinco corridas de diferentes distâncias. O Unbound Gravel é o evento de Gravel mais mediático do mundo, foi dos primeiros (senão o primeiro), e é um dos eventos representativos do movimento Gravel, que nasceu nos EUA. O principal evento são as duzentas milhas americanas, com grande aderência do pelotão feminino e masculino. As cinco distâncias do evento atravessavam as Flint Hills do Kansas, caracterizadas pelos grandes rochedos e pelo terreno montanhoso no meio dos Estados Unidos. Créditos Imagem - Unbound Gravel O evento conta com aspetos únicos como os "tracks" fantásticos disponibilizados pela organização com os "check points" da corrida, permitindo que os participantes consigam localizar essas zonas em caso de avarias, quedas ou outros problemas. O Unbound Gravel 200 foi a primeira de quatro corridas de Gravel no Life Time Grand Prix. A série será disputada apenas por convidados - 35 mulheres e 35 homens disputam um prémios de $ 250.000, pago aos 10 melhores ciclistas com mais pontos acumulados. Créditos Imagem - Cycling Velonews A corrida masculina foi disputada ao sprint, por um grupo de sete ciclistas. Keegan Swenson, segundo classificado da edição transata, não desperdiçou a oportunidade e subiu ao lugar mais alto do pódio. O es-ciclista profissional Petr Vakoc foi segundo e Lachlan Morton, ciclista americano da EF Education-EasyPost fechou o pódio. O grupo contava também com os ex-ciclistas profissionais Laurens Ten Dam, Ian Boswell e Peter Stetina. PosiçãoCiclistaTempo1Keegan Swenson10:06:022Petr Vakoc10:06:033Lachlan Morton10:06:054Laurens Ten Dam10:06:085Ian Boswell10:06:086Russell Finsterwald10:06:097Peter Stetina10:06:108Adam Roberge10:37:039Zach Calton10:37:0310Jasper Ockeloen10:37:03Top 10 masculino A corrida feminina foi arrebatada por Carolin Schiff que chegou isolada com mais de 15 minutos de vantagem para a segunda classificada Sofia Gomez. A vencedora terminou com o tempo de 11:46:39h e recorde-se que a distância e percurso eram os mesmos da corrida masculina. Créditos Imagem - Cycling Velonews PosiçãoCiclistaTempo1Carolin Schiff11:46:392Sofia Gomez Villafane12:01:503Sarah Sturm12:08:094Danni Shrosbree12:08:205Sarah Lange12:15:406Rebecca Fahringer12:24:307Haley Smith12:24:578Leah Van der Linden12:28:299Holly Mathews12:29:2910Jade Treffeisen12:29:56Top 10 feminino Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Portugueses lutam na Taça do Mundo de XCM O dia não foi fácil para os portugueses na Taça do Mundo, em Itália. Num percurso duro, com bastante altimetria Tiago Ferreira (DMT-Racing Team-Blackjack) conseguiu a 35ª posição, enquanto que José Dias (Buff-Megamo Team) concluiu na 59ª posição. Pódio masculino - Créditos UCI Moutain bike A corrida foi ganha pelo colombiano Diego Arias Cuervo da Hubbers - Polimedical Racing Team. O pódio ficou completo pelo checo Martin Stosek (Canyon Northwave Mtb Team) e pelo atleta da casa, Fabian Rabensteiner (Willier Pirelly Factory Team Mx) no segundo e terceiro lugar respetivamente. Diego Arias Cuervos - Créditos UCI Moutain bike No lado feminino a vitória foi para a alemã Adelheid Morath. No segundo lugar chegou Lejla Njemcevic da Bósnia Herzegovina. O terceiro lugar foi para Vera Looser. Pódio feminino - Créditos UCI Moutain bike ### João Silva (Kelly-Simolde-UDO) vence Volta a Portugal do Futuro O ciclista de Gondomar assumiu a liderança na terceira etapa, que terminou no alto de São Macário. O corredor de 20 anos conseguiu segurar a camisola amarela com as unhas de Duarte Mixão e os dentes de Noah Campos, os dois companheiros de equipa o ajudaram na última etapa. Da esquerda para a direita: Duarte Mixão, João Silva, Noah Campos e o diretor Manuel Correia - Créditos Kelly Simoldes-UDO A etapa rainha da competição centrava-se essencialmente no alto de São Macário, à terceira etapa. Mas a chuva também quis ser protagonista e agravou as condições, principalmente, no final da etapa. A vitória sorriu a Vicente Rojas Naranjo (Supermercados Froiz), ciclista que assinou pela equipa italiana Bardiani, para a próxima temporada. Mas foi João Silva quem sorriu mais alto e assumiu a liderança na competição após cruzar a linha de meta no quarto lugar. À partida para a última etapa o ciclista da Kelly-Simoldes-UDO tinha que defender uma escassa liderança de nove segundos para o ciclista e chileno e para Daniel Jimenez, dois corredores da equipa espanhola, Supermercados Froiz. Vitória na terceira etapa de Vicente Naranjo - Créditos Volta a Portugal A última etapa partiu junto à costa, em Murtosa e terminou com circuito em Àgueda. João Silva apenas tinha dois corredores para o ajudar a defender a sua liderança. Uma fuga de 14 ciclistas destacou-se e conseguiu disputar a última etapa. Tiano Da Silva, da Santa Maria da Feira-Segmento d'Epoca, venceu com três segundos de vantagem para os restantes fugitivos. Já João Silva, chegou inserido no pelotão, sem ceder qualquer segundo para os rivais diretos. Pódio final da Volta a Portugal do Futuro - Créditos Volta a Portugal A Volta a Portugal do Futuro teve vencedores de etapa espanhóis, britânicos, chilenos e sul-africanos mas foi um português quem venceu a competição. Duarte Domingues (Glassdrive/Q8/Anicolor) venceu a juvetude, Sérgio Saleiro (Fonte Nova-Felgueiras) a montanha e Owen Lightfoot (Maglia Tecnosylva Bembibre) os pontos. A Supermercados Froiz venceu coletivamente e colocou Vicente Rojas Naranjo e Daniel Jimenez no segundo e terceiro lugar do pódio, respetivamente. ### Equipas espanholas dominam primeiros dias da Volta a Portugal do Futuro A Volta a Portugal do Futuro é a competição mais importante para corredores sub-23 em Portugal. A prova, que já foi vencida por Ruben Guerreiro, iniciou-se esta quinta-feira e vai estar na estrada até ao próximo domingo. À partida nas Caldas da Rainha, estiveram 113 corredores, em representação de 20 equipas, entre elas oito oriundas do nosso país vizinho. Partida das Caldas da Rainha - Créditos Volta a Portugal Na primeira etapa, o pelotão percorreu 142 quilómetros na ligação entre as Caldas e Pombal. Uma fuga de 11 ciclistas animou a etapa e foi um misto entre fugitivos e ciclistas que saltaram do pelotão na parte final da corrida, que chegaram destacados à Avenida dos Heróis do Ultramar. O grupo composto por nove ciclistas chegou com 50 segundos de vantagem e contava com a superioridade da equipa da High Level-Gsport que ganhou a etapa e assumiu a liderança da classificação geral com dois ciclistas diferentes. O maiorquino Francesc Bennassar foi o vencedor com um ataque nos últimos 800 metros, mas foi Sergi Darder que ficou com a camisola amarela após ter cruzado a meta no segundo lugar e ter acumulado segundos de bonificação nos sprints intermédios. O melhor português foi Diogo Narciso (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) num grupo onde apenas João Silva (Kelly-Simioldes-UDO) o acompanhava, no que toca à presença portuguesa. "Duplete" da High Level-Gsport - Créditos Volta a Portugal A segunda etapa ligou Figueiró dos Vinhos a Castelo Branco, numa tirada de pouco mais de 140 quilómetros. Num dia em que a fuga demorou metade da etapa para se formar, a persistência de François Vie (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car), Owen Lightfoot (Maglia Tecnosylva Bembibre), Jorge Garcia (Supermercados Froiz) e Pedro Pinto (Fonte Nova/Felgueiras) valeu-lhes não só o mediatismo da fuga do dia como também a discussão da etapa na cidade albicastrense. Javier Ceballos da Bicicletas Rodriguez-Extremadura chegou a rodar com os quatro da frente mas não conseguiu aguentar o ritmo. No final, o britânico Owen Lightfoot foi o mais forte e venceu a segunda etapa da Volta a Portugal do Futuro. À partida para os últimos dois dias decisivos, Sergi Darder mantém a camisola amarela assim, como a da juventude e dos pontos. Pedro Pinto (Fonte Nova/Felgueiras) é o líder da montanha. Vitória de Owen Lightfoot - Créditos Volta a Portugal Classificação geral após as duas etapas disputadas: Amanhã disputa-se a etapa rainha com chegada ao Alto de São Macário. Os nove quilómetros a 9% de média vão ditar grandes diferenças entre os corredores mas a corrida está bastante em aberto. Nomes como Daniel Jimenez (Supermercados Frois) e Miguel Anton (Bicicletas Rodriguez-Extremadura) conseguiram alguma vantagem para os principais favoritos. Mesmo o ex-campeão nacional de juniores, João Silva (Kelly-Simioldes-UDO) não pode ser descartado de fazer uma boa chegada e uma boa geral. A tentar recuperar a desvantagem vão estar nomes como Alexandre Motez (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car), Duarte Domingues (Glassdrive/Q8/Anicolor), Alejandro Luna e Vicente Naranjo (Supermercados Froiz) ou Alberto Álvarez (Bicicletas Rodriguez-Extremadura) que prometem ser os melhores trepadores em competição. Perfil do ALto de São Macário A última jornada irá ter em Murtosa o seu tiro de partida e um circuito final em Águeda para os últimos ajustes na classificação geral. Pode acompanhar o resumo e as classificações no Topcycling. ### Filme "Wonderful losers: a different world " - Essência do ciclismo Para o fã de ciclismo, quando termina uma grande volta (que tem a duração de três semanas), de repente existe um vazio, é como terminar um campeonato do mundo de futebol para o fã de futebol, com a diferença de que o fã de ciclismo tem isto todos os anos, três vezes por ano. Somos uns privilegiados nesse aspeto. Inicio assim este artigo porque terminou o Giro de Itália há alguns dias e já tenho saudades, o melhor Giro de Itália de que tenho memória, eu e provavelmente todos os portugueses. Créditos: Sprint Cycling Agency Embora em 2020 tenhamos vibrado como nunca, pelos vários dias em que João Almeida andou de camisola rosa e pelas vitórias (etapa e camisola da montanha) de Rúben Guerreiro, este ano vibrámos com a hipótese de vitória no Giro! No final vibrámos pelo facto do ciclista português ter conseguido terminar no pódio de uma grande volta. Foi uma sensação de satisfação e orgulho que causou até estranheza pelo facto de não estarmos habituados. Olhar para o pódio, ver Primoz Roglic, Geraint Thomas e João Almeida, um português no pódio de uma grande volta. O desporto em geral, e o ciclismo não é exceção, faz vibrar com os vencedores, os campeões, os que são extraordinários. Mas no ciclismo, embora o que vai ao pódio seja só um ciclista, e seja ele que vai ser recordado para sempre, há toda uma equipa por detrás, não refiro só o staff de treinadores, massagistas, mecânicos, nutricionistas, etc. (porque isso também existe noutros desportos) mas uma equipa de ciclistas, que tal como o vencedor, têm que pedalar todos aqueles quilómetros e fazer toda a preparação com um objetivo, ajudar um colega a vencer. Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse O filme "Wonderful losers - A Different World " não mostra as vitórias, é uma homenagem aos "gregários", "domestique", "aguadeiros" ou outro nome que se dá aos ciclistas que renunciam às vitórias pessoais em nome da vitória de seu líder. Sem eles é difícil vencer uma grande volta (e isto é só uma das partes difíceis de vencer uma grande volta). Creio que tem imagens que retratam 100% a essência do ciclismo, na sua dureza, na sua beleza, na sua grandeza, diria até na sua complexidade, se quisermos chamar assim à falta de palavras para explicar o porquê de ser assim. Acho-o extraordinário, talvez porque me identifico mais com um gregário do que com um vencedor. O documentário é de 2018, tem a realização do lituano Arūnas Matelis, que se juntou às equipas médicas no Giro de Itália e nos traz uma abordagem diferente do ciclismo, onde as estrelas são os chamados "gregarios", com a participação e testemunho de ciclistas como Svein Tuft, Jos van Emden, Paolo Tiralongo, Chris Anker Sorensen ou Daniele Colli. Vídeo https://youtu.be/v-e9FAVXeV4 Para os menos experientes no Youtube, é possível accionar legendas, se estas não aparecerem em português, no botão "definições" é possível definir legendas em português. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### "A modalidade vai crescer globalmente" - entrevista a Tiago Ferreira Tiago Ferreira (DMT Racing Team-Blackjack) foi décimo classificado na primeira Taça do Mundo de Maratonas (XCM) em Nove Mesto. O campeão do Mundo de 2016 falou ao Topcycling sobre o novo formato da competição e sobre a sua temporada. O início de temporada e os primeiros objetivos “ Comecei a temporada em Tartedo no fim de janeiro, a pensar no Andalucía Bike Race. Fui para a Andaluzia com o objetivo de fazer um bom resultado, só que o meu colega teve um problema mecânico no primeiro dia e ficamos completamente arredados da classificação geral. " Depois fiz a primeira prova da Taça de Portugal. Gosto de correr em Portugal, sempre que há possibilidade e consigo conjugar com o meu calendário, gosto de vir cá. Apesar de ter tido uma queda no início, consegui vencer. " Logo a seguir fui para a Volcat, mas tive problemas com as alergias e sofri bastante. Seguiu-se o campeonato nacional. Foi uma boa prova, podia ter corrido muito bem, mas fiz segundo. Perdi para o José (Dias), que não é vergonha nenhuma e que fez uma corrida mais inteligente do que eu. O meu calendário foi planeado para estar bem na Andaluzia e agora, no campeonato nacional e nas Taças do Mundo. Acho que foi tudo bem feito e sei que estou bem. " Vitória de Tiago Ferreira na 1ª Taça de Portugal de XCM - Crédito Federação Portuguesa de Ciclismo A Taça do Mundo em Nove Mesto "Esta Taça do Mundo não pareceu, mas a prova foi bastante dura, devido à chuva que caiu na sexta-feira anterior que tornou o percurso bastante técnico. Fiquei bastante satisfeito com o meu resultado, porque a corrida parecia estar decidida desde a segunda volta, mas a cinco quilómetros do fim ficou tudo em aberto porque o atleta que ia na frente caiu. Então o grupo que iria disputar o segundo posto, passou a disputar a corrida. Apesar das coisas não estarem a sair como em outros anos, em termos de resultados, eu saí com o objetivo de disputar a corrida. O resultado foi um top 10 mas podia ter sido segundo, ou quarto ou sétimo. Ao sprint tudo pode acontecer e neste caso foi um top 10." Tiago Ferreira na Taça do Mundo - Créditos DMT Racing Team Blackjack O novo formato da Taça do Mundo “Sem dúvida que estarem todas as modalidades no mesmo recinto, no mesmo fim de semana é inevitavelmente uma mais valia para a modalidade. A questão de passar na televisão não há como negar que é importantíssimo para nós. Vivemos dos patrocinadores e das marcas e para eles, nada melhor do que passar na televisão. Se este formato se mantiver, a modalidade vai crescer globalmente. Vão aparecer novos patrocinadores, novas equipas. Talvez apareçam mais umas quantas corridas, em vez das quatro deste ano. Vai ter um impacto muito grande no XCM.” Tiago Ferreira no Andalucía Bike Race Aspetos a melhorar na nova organização "Houve muita falta de informação nos abastecimentos, nas feed zones, coordenadas para certos sítios. Acredito que seja a primeira prova deste género para este organizador mas claro há sempre bastante a melhorar. Por exemplo: à hora que nós partíamos não havia público nenhum, podia-se arranjar uma maneira da nossa corrida se cruzar com uma corrida do cross-country para que as pessoas que estejam a assistir a essa corrida, possam também assistir também à nossa.” Quais foram as mudanças que o Tiago e a equipa fizeram com este novo formato da Taça do Mundo? “O que mudou foi o nosso calendário e o objetivo de estarmos bem nestas corridas. Pela primeira vez existe uma Taça do Mundo como deve ser, com uma camisola de líder e transmissão televisiva. Os meus objetivos antes passavam pelo Campeonato da Europa, Campeonato do Mundo e uma ou outra corrida, agora acresce as Taças do Mundo que passaram a ser muito importantes para a equipa." Tiago Ferreira no Andalucía Bike Race Daqui para a frente como está o calendário e quais são os objetivos? “Agora tenho a próxima Taça do Mundo, em Itália que já não tem nada haver com esta. É uma corrida na Suíça com 100 quilómetros e 3000 metros de acumulado. Se se adapta melhor a mim? Sinceramente já não sei. A planificação foi feita para estar bem neste momento, portanto acho que tem tudo para correr bem. Logo na semana seguinte, o Campeonato da Europa. Depois faço uma corrida por etapas no Norte de Itália e a partir daí começa a preparação para o Campeonato do Mundo.” ### Iúri Leitão tranquilo e em forma na Ronde de l’Oise Vianense Iúri Leitão fechou maio com quatro triunfos e está na Ronde de l’Oise onde ganhou em 2022. Nacional de estrada e Mundial de pista no horizonte. As vitórias não são tudo na vida de um ciclista, mas ajudam a ratificar o trabalho e dão confiança. É nesse estado de espírito que Iúri Leitão (Caja Rural-RGA) chega a França para competir na Ronde de l’Oise, prova de categoria 2.2 integrada no circuito UCI Europa. O sprinter de Viana do Castelo iniciou maio com etapa e classificação geral na Volta à Grécia. Na semana passada picou o ponto duas vezes no GP Beiras e Serra da Estrela. É a melhor época de sempre do corredor de 24 anos. “Venho num bom momento de forma. O trabalho do inverno para entrar forte na qualificação olímpica trouxe frutos não só nos resultados da pista como também nos da estrada. O Europeu correu bastante bem, nas Taças do Mundo as coisas foram progressivamente melhorando e aí foi quando senti que o ponto de forma chegou e desde então os resultados têm demonstrado isso mesmo.” Iúri Leitão ao TopCycling. Histórico! Iúri Leitão e Ivo Oliveira deram a Portugal a primeira vitória num madison em provas internacionais.Créditos: UCI Principal objetivo é o Mundial A progressão na pista foi em crescendo. No Europeu de fevereiro foi 6º no scratch e 4º no madison ao lado de Rui Oliveira. Das Taças do Mundo foi a de Milton (Canadá) que correu melhor: 6º no omnium e 1º no madison com Ivo Oliveira. Estas são as duas disciplinas onde Portugal aspira a ter atletas nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 já que as nações apuradas via madison têm direito a um representante no omnium! “Para o resto da época o Mundial de pista é o objetivo principal e é a última prova da qualificação olímpica, a equipa está ciente disso. Também tenho entregado resultados à equipa portanto tem dado para gerir o compromisso com a pista. Não vou correr muito mais nesta primeira metade do ano. Faço o Campeonato Nacional e depois vou ter um momento de pausa para redefinir objetivos com a equipa. O principal objetivo é o Mundial.” Iúri Leitão ao TopCycling. Sem descurar a estrada, o foco de Iúri Leitão está colocado em Paris 2024, um objetivo de carreira para um atleta que já conta com nove medalhas entre Europeus e Mundiais. Leitão vitorioso em Pinhel após ganhar em Figueira de Castelo Rodrigo um dia antes.Créditos: GP Beiras/João Fonseca Ronde de l’Oise louca, aberta e com muitos ataques Maio de 2023 foi possivelmente o melhor mês da carreira do ciclista da Caja Rural-RGA na estrada. Tudo começou com uma vitória que até esteve para nem acontecer. “A Volta à Grécia foi espetacular para nós. Eu nem estava escalado para ir e por doença de um colega fui e saiu-nos bem. O GP Beiras foi uma surpresa porque tive sensações melhores do que as que pensava que ia ter. Com a dureza da corrida acabei por me manter com boas pernas para sprintar e isso deixa-me tranquilo e relaxado para esta corrida.” Iúri Leitão ao TopCycling. Pódio da Volta à Grécia com Aaron Gaten (Bolton Equities), Iúri Leitão (Caja Rural) e Stanislaw Aniolkowski (Human Powered Health).Créditos: Tour of Hellas Michal Schlegel tem sido a sombra de Iúri Leitão Voltar à Ronde de l’Oise é voltar a um lugar onde Iúri Leitão já foi feliz. Na época passada venceu a 2ª etapa em Ribecourt-Dreslincourt, perdeu duas para Jason Tesson (atualmente na TotalEnergies) e foi 6º na geral. Este ano é o sprinter mais cotado a par do francês Pierre Barbier – na St Michel-Mavic-Auber 93 após seis anos no WorldTour com Israel e Ag2r. “Parece-me que o percurso deste ano é ligeiramente diferente. Trazemos uma equipa forte, com ciclistas rápidos e se a equipa decidir apostar em mim penso que estarei à altura de entregar resultados. O ponto mais importante é que venho tranquilo e o resultado que sair será bem-vindo; se vierem mais vitórias, perfeito, senão o ano ainda vai a meio.” Iúri Leitão ao TopCycling. O percurso é um pouco menos seletivo do que em 2022, exceto no último dia onde os 40km finais serão exigentes. Ao bom estilo das provas francesas, sem presença das WorldTour, espera-se uma Ronde de l’Oise louca, aberta e com muitos ataques. O bloco da Caja Rural-RGA é o mais forte. O checo Michal Schlegel tem sido a sombra de Iúri Leitão e voltará a ser o homem chave na aproximação ao final das etapas. A 1ª etapa acaba num topo de 700m a 8-9%, depois serão etapas mais longas e mais tranquilas. Ligeiras diferenças face à última edição que foi ganha por James Fouche (Bolton Equities Black Spoke – equipa neozelandesa que subiu a ProTeam este ano). Etapa 1 Beauvais – Clermont (145,9k)    Etapa 2 Breteuil - Margny-lès-Compiègne (181k)             Etapa 3 Andeville - Le Plessis-Belleville (189,9k) Etapa 4 | Breuil-le-Sec – Liancourt (158,9k) ### Glassdrive de Bruno Pires na Volta à Andaluzia O TopCycling falou com Bruno Pires sobre a preparação na Serra da Estrela, o percurso duro e o ritmo esperado de nível WorldTour. A Glassdrive/Chanceplus/Allegro já roda em Espanha na 2ª edição da Volta à Andaluzia. A equipa coordenada por Bruno Pires representa o ciclismo português feminino no mesmo pelotão onde temos a Movistar, vencedora da Vuelta no início de maio com Annemiek van Vleuten. A prova andaluza marca a abertura europeia da temporada masculina e a versão feminina dá agora os primeiros passos aparecendo no período pré-Giro de Itália e Tour de France. Movistar, Human Powered Health e Israel-Premier Tech são as WorldTeams presentes, além de UAE e Canyon que se fazem representar pelos projetos de desenvolvimento. Além da Glassdrive/Chanceplus/Allegro a presença portuguesa na Volta à Andaluzia estende-se a Beatriz Pereira (Bizkaia-Durango) e Beatriz Roxo (Cantabria Deporte-Rio Miera). O bloco da Glassdrive/Chanceplus/Allegro tem Cristiana Valente, líder da Taça de Portugal, Nádia Alexandra, que comanda em sub-23, além de Tamara Branco que tem sido o pilar nas vitórias da equipa. “O objetivo é que as seis atletas cheguem ao fim, mas como ciclista sempre fui ambicioso e como diretor também o sou. Somos uma equipa desconhecida, jovem, mas acredito que temos elementos que podem surpreender. Quis dar a oportunidade a portuguesas e a ExtremoSul cedeu-nos a Liliana de Jesus e a Susana Freitas. Também temos uma ciclista andaluza que foi campeã nacional de BTT, a Rocío Martin. O bloco tem experiência, tem endurance e o mais importante é dar às atletas a experiência de correr uma prova de cinco dias e é ótimo para os patrocinadores estarem aqui representados pela equipa porque a Allegro é de Granada." Bruno Pires ao TopCycling. Preparar a Volta a Portugal Nenhuma etapa na Andaluzia baixa dos 90km de extensão e a mais longa tem 134km e 2400m de acumulado. Na Taça de Portugal só a recente etapa disputada em Moura se encaixa nos moldes do que a Glassdrive/Chanceplus/Allegro vai encontrar na prova espanhola. “Esta zona é muito montanhosa, será um percurso para as características das nossas corredoras porque as portuguesas acabam por ter bons desempenhos em subida. O ritmo será alto tal como o nível do pelotão, mas estou expectante porque sendo duro creio que temos elementos que podem beneficiar com este percurso.” A expetativa é alta por parte do diretor desportivo que durante o Giro de Itália assinou uma crónica para o TopCycling. Glassdrive/Chanceplus/Allegro Preparar a Volta a Portugal Bruno Pires esteve com algumas corredoras na Serra da Estrela em meados de maio. No primeiro dia fizeram 3200m de acumulado, no segundo mais 3000m; treinos como os que o alentejano fazia quando corrida no WorldTour. Após recuperarem do bloco de altitude também fizeram treino de ganho de velocidade atrás do carro. “Agora é esperar que assimilem a carga porque nem sempre o corpo responde bem na primeira vez em que se faz isto, mas é trabalho que fica para a próxima vez”, explica o ex- Leopard-Trek e Tinkoff-Saxo. Parte do trabalho foi feito a pensar na Volta a Portugal, que decorre entre 26 e 30 de julho. Na edição passada a Massi-Tactic, equipa atual de Vera Vilaça, ganhou todas as etapas e classificações. A sueca Nathalie Eklund foi a campeã e este ano corre no WorldTour pela Israel! “Se queremos preparar as atletas temos que lhes dar calendário porque são as competições que as preparam a nível superior, além de estágios em altitude e toda a preparação prévia. Queremos que ganhem um ritmo diferente, formas de correr diferentes, observem outras equipas e a maneira como trabalham para fazermos um bom resultado na Volta a Portugal.” Bruno Pires ao TopCycling. Percurso duro e bonificações curiosas Etapa 1 Alcalá la Real - La Zubia | A prova abre com 116.9 km tipo clássica e duas montanhas pontuáveis de 3ª categoria – Alto de Cacín e Alto de Ventas de Huelma. A última é coroada a 37km da meta e o final em La Zubia é em ligeira subida. Etapa 2 Salobreña – Cómpeta | São 95km potencialmente decisivos por ter o único final em alto. Circulam primeiro junto à costa – passam em Almuñecar terra de Carlos Rodriguez – onde o vento é sempre perigoso e depois sobem o Puerto de Competa (1ª categoria) que tem 14,4km a 3,8% embora as rampas finais sejam muito inclinadas. Etapa 3 Nerja – Álora | Mais um dia na província de Málaga. Etapa com 134km e 2400m de acumulado, o pelotão passa três montanhas – Alto de Colmenar de 2ª categoria, Alto de la Joya de 3ª categoria (curto mas com inclinações duras) e Alto de los Nogales de 3ª categoria. A última subida está a 34km do final com o típico acesso em centro histórico e rampa de 250m a coincidir com a meta. Etapa 4 Pizarra - Mijas | Ainda na província de Málaga apanham uma jornada com 90,9km e apenas uma montanha pontuável ainda na primeira metade. Meta nas Lagoas de Mijas para um provável sprint em avenida larga e com os últimos 500m al 4,5%. Etapa 5 Estepona e Castellar de la Frontera | A Volta à Andaluzia finaliza na província de Cádiz com 93,9km; começam logo a subir Hacho de Gaucín (1ª categoria) o que pode marcar a etapa. Percurso duro e bonificações peculiares: 3-2-1” nas chegadas e 6-4-2” nos chamados pontos quentes presentes cada dia e que estão tanto em metas volantes como em contagens de montanha. ### Lidl-Trek - Novo patrocinador mudará nome da equipa A Trek-Segafredo vai mudar de nome a partir de 30 de junho, data em que o patrocinador principal passa a ser a rede de supermercados alemães Lidl, nas equipas masculina e feminina, passando assim a denominar-se Lidl-Trek. Será já este ano, durante o Giro d'Italia Donne entre 30 de junho e 9 de julho, que a equipa feminina se apresentará com o novo equipamento, no qual o Lidl irá assumir destaque, saindo assim a marca de cafés italiana, Segafredo. No caso da equipa masculina, esta envergará oficialmente os novos equipamentos dia 1 de julho, no Tour de France. Lidl no ciclismo O Lidl já é uma marca parceira das competições da Flanders Classics há alguns anos, que tem corridas como a Ronde van Vlaanderen, a Gent-Wevelgem ou a Omloop Het Nieuwsblad no seu portfólio.  Além de corridas, a gigante rede de supermercados também tem patrocinado equipas, recordemos que entre 2016 e 2021 foi um dos patrocinadores da Quick-Step, mas pela primeira vez assume o patrocínio principal, originando assim a nova equipa Lidl-Trek. Deceuninck Quick-Step com patrocínio Lidl em 2021 O novo equipamento da Lidl-Trek será revelado durante as próximas semanas, pelo que haverá renovação do guarda-roupa para os ciclistas da atual equipa Trek-Segafredo, na qual figuram estrelas como Mads Pedersen, Jasper Stuyvan, Giulio Ciccone, Lucinda Brand, Elisa Longo Borghini, ou Ellen Van Dick. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida: doido por carros e fã de Miguel Oliveira Todos conhecem o ciclista, mas como é o rapaz? O TopCycling traça o perfil de João Almeida: fã de carros e de Miguel Oliveira. Na última vez que conversei calmamente com o João Almeida trocamos algo mais do que impressões sobre estágios de altitude, corridas e objetivos. Quis abordar um lado mais pessoal, perceber como tem amadurecido um atleta que conheço desde o segundo de juniores. Num artigo que fiz para o portal espanhol Ciclo 21 apresentei o “campeão luso do futuro” e como gosto de misturar conceitos equiparei-o a um vinho Grand Reserva de 1998. A melhor uva, da melhor colheita só precisava de tempo para amadurecer antes de ser servido. O rapaz pacato e de discurso claro não mudou muito. Está mais confiante, como reconheceu quando falamos em abril. Também tem podido cumprir alguns sonhos; viajar pelo mundo e viver a paixão pelos automóveis. De tempos a tempos gosta de acelerar. “O meu pai sempre gostou de carros e eu gosto muito de Fórmula 1, também vejo o Moto GP a torcer pelo Miguel Oliveira. Desde sempre que gosto de carros e quanto mais crescido mais gosto. Tenho bons caprichos motorizados, já fui a autódromos como Portimão, Abu Dhabi e no futuro vou visitar mais circuitos. Passo o dia como um miúdo numa loja de brinquedos.” João Almeida ao TopCycling. O resto do tempo é passado com a família e com a namorada. Como apanhei João Almeida em Serra Nevada falamos sobre tempos mortos e como os ocupa. Às vezes jogando computador, mas no último estágio optou por ler revistas e ouvir podcasts sobre… automóveis: “Sou fã de carros e gosto de saber informações específicas. Também gosto de ler sobre ciclismo e de estar informado sobre o mundo para saber o que se passa”. “Vejo todas as corridas” É curioso recordar que na nossa primeira conversa nem João Almeida sabia bem para onde iria evoluir em termos de carreira. Sabia ter “capacidade para subir, mas sei que tenho que trabalhar este ponto. Tento-me aplicar na subida porque o demais vem por acréscimo. Dizem que tenho um toque ganhador, mas o que gosto é do contrarrelógio porque sou eu e a bicicleta e normalmente ganha o mais forte”. A segunda época de sub-23 foi de afirmação como voltista. Fez 2º no Baby Giro atrás de Alekandr Vlasov e na Volta a França do Futuro ganha por Tadej Pogacar acabou em 7º. No entanto, já em 2017 havia indícios do que viria a ser a Pantera das Caldas. Pela Hagens Berman Axeon venceu a Liège sub-23 em 2018. Foi o ano da afirmação internacional. O início em Itália foi difícil Pela italiana Unieuro Trevigiani fez top 10 no contrarrelógio do Baby Giro (frente a Sivakov, Hindley, Powless, entre outros), ganhou etapas no Tour de Mersin (ao ex-Katusha Eduard Vorganov), na Terre di Toscana (ao campeão europeu à época Alexandr Riabushenko) e na Volta à Ucrânia (onde também ganhou a Juventude). Acima de tudo João Almeida gosta de ciclismo, por isso aproveitou ao máximo a primeira experiência no estrangeiro. O início em Itália foi difícil, mas serviu como teste à resiliência de um adolescente que foi à luta quando podia ter atirado a toalha ao chão. “Vejo todas as corridas e as que não passam na televisão vejo online. Também há dias em que até pode dar o Tour e eu faço coisas diferentes. Depende da altura da época, mas se estiver numa altura de descanso procuro atividades que me dão prazer como andar de kart, jet ski e tudo o que tenha motor para não me cansar muito.” João Almeida ao TopCycling. João Almeida conserva certa timidez, mas até nisso se nota o efeito de três anos e meio no WorldTour. É hoje um líder confiante, de discurso sólido e encontrou o equilíbrio entre a responsabilidade de liderar e o sonho de ser campeão de uma grande Volta. Vai a materialização dos muitos anos de trabalho acontecer neste Giro de Itália? Falta pouco para descobrir. Para já a vitória épica no Monte Bondone já lá mora e se a maglia rosa foi parar a A dos Francos façam-me um favor: abram um Grand Reserva de 1998 e saboreiem o momento. ### Giro de Itália - João Almeida com pódio histórico João Almeida acaba de escrever o seu nome na história do ciclismo nacional. O ciclista português de 24 anos é o primeiro português a terminar uma participação no Giro d’Itália no top 3 final. No que diz respeito a grandes voltas, João Almeida sucede a Joaquim Agostinho, que no ano de 1979 terminou entre os três melhores do Tour. Roglic selou uma justa vitória na geral Quanto à geral, hoje foi dia de consagração para Primoz Roglic (Jumbo-Visma), que confirmou a sua vitória na geral, relegando Geraint Thomas (INEOS) para segundo classificado, com 14 segundos de atraso, com o último lugar do pódio a ficar então ocupado por João Almeida, este a 1.15 minutos. Depois do recital de ontem em que ‘roubou’ a camisola rosa a Geraint Thomas após um exigente contrarrelógio, hoje Roglic apenas confirmou a excelente prestação registada na prova e que o conduziu ao lugar mais alto do pódio. Cavendish triunfou no passeio em Roma Hoje foi dia de ‘passeio’ em Roma na 21.ª e última etapa desta 106.ª edição do Giro, com o destaque do dia a recair em Mark Cavendish (Astana), vencedor da tirada. O ciclista britânico de 38 anos, que anunciou há poucos dias a retirada no final da presente temporada, foi o mais rápido a completar os 126 quilómetros do dia de hoje, com o registo de 02:48:26 horas, superiorizando-se a Alex Kirsch (Trek-Segafredo), e a Filippo Fiorelli (Green Project-Bardiani CSF-Faizanè), respetivos segundo e terceiro classificados. Além do pódio João Almeida conquista juventude A juntar ao feito já aqui mencionado e amplamente divulgado desde o final da etapa de ontem, relativamente à conquista do 3.º lugar da geral, João Almeida garantiu ainda a vitória na juventude, classificação que passou a dominar após o abandono de Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step). A regularidade foi sem dúvida a nota dominante desta participação do ciclista luso nesta mítica prova. Aos 24 anos, e ainda com larga margem de progressão, João Almeida está no rumo certo para poder almejar vir um dia a conquistar o lugar mais alto do pódio. Créditos: LaPresse João Almeida tem registado uma evolução, ano após ano, tendo cada vez mais caraterísticas de um verdadeiro líder de equipa, tal como demonstra a conquista da 16.ª etapa desta edição. Esperemos que a UAE mantenha a aposta no orgulho nacional de milhões de portugueses que durante as últimas três semanas estiveram presos ao ecrã de forma a acompanhar o percurso do ciclista português. Só no resta agradecer por nos ter feito sonhar e deixando-nos com água na boca em relação ao que pode vir a acontecer no futuro. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=or_Hq_yLnN8 Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team02:48:2602KIRSCH Alex Trek-Segafredo+ 0003FIORELLI Filippo Green Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 0004DAINESE Alberto Team DSM+ 0005KRIEGER Alexander Alpecin-Deceuninck+ 0006STEWART Jake Groupama-FDJ+ 0007GAVIRIA Fernando Movistar Team+ 0008MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla+ 0009MARIT Arne Intermarché-Circus-Wanty+ 0010STEWART Campbell Team Jayco-AlUla+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma85:29:0202THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 1403ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:1504CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 04:4005PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 05:4306ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 06:0507DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 07:3008LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 07:3109KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 07:4610DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 09:08 Até para o ano Giro Bem, agora é tempo de encerrar o pano desta 106.ª edição do Giro de Itália. Até para o ano Giro! Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Vitória à Roglic O que é uma vitória à Roglic? Escolhemos também o MVP e a revelação do Giro de Itália no capítulo final do "Ti Amo". “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. O contrarrelógio (ou cronoescalada) do Monte Lussari entrou diretamente para o top 10 de grandes momentos das últimas décadas do Giro de Itália. A partir de agora quando quisermos designar uma vitória suada, com imprevistos e contornos épicos podemos utilizar a expressão: “Foi uma vitória à Roglic”. Para ganhar à Roglic é preciso: Sofrer uma lesão grave (na Vuelta de 2022) Passar meses sem poder tocar a bicicleta Superar uma longa reabilitação Fazer uma aproximação minimalista ao objetivo e ganhar 100 por cento das corridas (Roglic ganhou tanto o Tirreno-Adriático como a Volta à Catalunha) Perder a equipa quase toda por COVID-19 na véspera da prova Chegar à etapa decisiva atrás do líder Operar a remontada depois de um problema mecânico Ganhar a classificação geral sem liderar em nenhum dia prévio Créditos: LaPresse Na realidade Primoz já tinha ganho à Roglic porque para ele nunca nada foi fácil. Chegou ao ciclismo por culpa de um acidente nos saltos de esqui. Começou por baixo (Adria Mobil) correndo provas periféricas (ganhou a Volta ao Azerbaijão em 2015). Já no WorldTour sofreu vários reveses, mas nenhum com a dimensão da derrota sofrida no Tour de France de 2020. Não se deixou abater e reagiu ganhando a Liège e a Vuelta nas semanas seguintes – e como este há mais exemplos. Digamos que Roglic já tinha ganho à Roglic, mas sem cumprir todos os critérios da lista. Neste Giro fez um check em cada ponto! Histórico top 10 Não foi uma edição vintage como eu previa, mas o final foi apoteótico. Houve um equilíbrio grande entre os três primeiros e Roglic foi muito superior no Monte Lussari. Calma que sobre João Almeida falaremos com calma em breve! O pódio tornou-se relativamente previsível quando Remco Evenepoel e Tao Geoghegan Hart abandonaram. É interessante constatar que pela primeira vez na história há 10 ciclistas de 10 nacionalidades nos 10 primeiros! Também é curioso ver que do top 10 só o esloveno e João Almeida venceram etapas; as restantes foram repartidas entre sprinters e fugas bem-sucedidas. MVP é Sepp Kuss Sobretudo entre os fugitivos é que esteve o espetáculo e o meu destaque vai para Derek Gee. A Israel-Premier Tech nem precisa de ir ao mercado porque já encontrou o líder ideal para as grandes Voltas! Brutal a capacidade de luta e de recuperação do canadiano que fecha com um registo impressionante: Em traços gerais e porque nem só de vitórias vive o pelotão, o meu MVP é Sepp Kuss, também conhecido como a sombra de Roglic. Forte quando o líder fraquejou e sempre pronto para a batalha, o Durango Kid já leva cinco grandes Voltas ganhas e em nenhuma foi ele o 1º. Há quem nasça para liderar e quem nasça para trabalhar. Sepp Kuss foi a Jumbo-Visma, embora tenha contado como um Rohan Dennis que foi de menos a mais e com um excelente Sam Oomen, mas no momento da verdade foi o americano que salvou Roglic de perder o Giro no Monte Bondone e isso para mim justifica ser MVP. Na foto o mural da estação de metro Marconi, em Roma.Créditos: LaPresse Arco de Constantino e o Coliseu de Roma.Créditos: LaPresse Arrivederci! Uma nota para Thibaut Pinot: na última época como profissional é o rei dos trepadores e cheirou a vitória em duas ocasiões. É preciso valentia para por o ponto final no momento certo e Pinot poderá dizer que saiu em alta. Ainda vai correr e até pode ganhar, mas do Giro saiu com a classe intacta que foi o que projetou ao longo da carreira. O Giro conclui a digressão pela Itália em Roma. Arrivederci! ### Pneus e Câmaras Specialized com 50% de Desconto! A Specialized lançou no seu site Specialized.com uma interessante campanha de descontos de 50%, em alguns dos seus pneus mais populares para bicicletas de BTT, Estrada, Gravel e Active. Esta campanha, que também inclui câmaras Specialized, é válida até dia 31 de maio ou enquanto durarem os stocks. Estrada e BTT Dos best-sellers do XCO Ground Control e Fast Trak, aos resistentes Eliminator e Butcher, passando pelos modelos de estrada Turbo Cotton, com a uma carcaça flexível de algodão 320 TPI, ou os Turbo Pro T5 e S-Works Turbo T2 /T5, que incluem os novos compostos desenvolvidos pela Specialized especificamente para asfalto, quem visitar o Specialized.com poderá aproveitar esta promoção. Gravel Se alternas entre o asfalto e o Gravel, e procuras um pneu rolante que ofereça confiança no terreno misto, uma opção é o Pathfinder Pro 2Bliss Ready ou o Sawtooth 2Bliss Ready. Os Tracer Pro 2Bliss Ready, disponíveis em larguras de 38, 42 ou 47mm, são uma opção mais versátil, enquanto os Rhombus Pro 2Bliss Ready, em 42 e 47mm, uns pneus de gravel mais agressivos graças ao seu piso mais largo e alto, também estão incluídos nesta promoção. Bicicletas urbanas Para as deslocações urbanas, a marca tem os pneus Specialized Nimbus 2 Sport Reflect, que se podem montar nas larguras de 35, 38 e 50 mm. Estes pneus incluem proteção contra furos BlackBelt e faixa refletora. Seja qual for a tua vertente no ciclismo, a Specialized tem no seu catálogo uma vasta gama de modelos com equilíbrio entre performance, aderência e durabilidade. Agora com a campanha de 50% de desconto estão mais acessíveis e é a melhor altura para os colocar à prova. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Emoção e algum drama na etapa 20 João Almeida (UAE Emirates) consolidou hoje um lugar no top 3 da classificação geral do Giro. Em vésperas da última etapa desta mítica prova, o ciclista português está à beira de fazer história para o ciclismo nacional 44 anos depois de Joaquim Agostinho ter feito pódio numa grande volta. Roglic o homem de superação Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o grande destaque do dia, ao vencer hoje a 20.ª e penúltima etapa do Giro d’Itália, saltando para a liderança da geral, num claro sinal de grande competência e grande conhecimento deste desporto. O ciclista esloveno demonstra ser um homem de superação e está agora a caminho da conquista da sua 4.ª grande volta, registo ao alcance de muito poucos. Roglic veste agora de rosa, com 14 segundos de vantagem sobre Geraint Thomas (INEOS) e 1.15 minutos para o português João Almeida, que vai trazer para casa a camisola da juventude Almeida e Roglic e o respeito mútuo https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1662508580392562689?s=20 Todos ainda temos algo para aprender, e aos 24 anos, João Almeida demonstra ser conhecedor dessa realidade. O cumprimento entre o ciclista português de 24 anos e Primoz Roglic de 33, demonstra isso mesmo. João ainda tem larga margem de evolução, e Roglic tem enorme mérito no seu grande percurso rumo à conquista desta 106.ª edição do Giro d'Itália. Roglic é um puro vencedor, que não se verga perante os obstáculos. Já João Almeida tem a coragem e irreverência de olhar olhos nos olhos os seus adversários diretos, ao mesmo tempo que tem a coragem e noção que ainda lhe falta um pequeno passo para lá chegar, onde todos nós, os portugueses, sonhamos que ele chegue. Em relação ao dia de amanhã, pouco há a dizer, amanhã é mesmo um dia de passeio em Roma, e se aludirmos aos gladiadores, só nos podemos orgulhar de termos um português entre os três melhores. Créditos - Sprint Cycling Agency OBRIGADO JOÃO ALMEIDA! Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=JdKz6qiqWFg Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma44:2302THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 4003ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 4204CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 5505PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 5906KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 01:0507MCNULTY Brandon UAE Team Emirates+ 01:0708ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 01:1809LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 01:4910VINE Jay UAE Team Emirates+ 01:53 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma82:40:3602THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 1403ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:1504CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 04:4005PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 05:4306ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 06:0507DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 07:3008LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 07:3109KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 07:4610DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 09:0 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Matxin sobre João Almeida: “É possível” No gran finale do Giro de Itália João Almeida não atira a toalha e aponta ao milagre no santuário do Monte Lussari. Quando concebi o espaço “Ti Amo” decidir o nome foi fácil. Queria partilhar o amor pelo Giro, pela forma como os italianos vivem o ciclismo e agradecer que o partilhem com o mundo. Pensei em Coppi e Bartali, no ciclismo romântico, com os seus defeitos e virtudes. Nas exibições para a eternidade sobre as quais apenas pude ler. Quando João Almeida chegar a Roma ficará para a eternidade no imaginário do ciclismo português. Ninguém nos contou, não está em nenhum livro ou na RTP Memória. Viver a história é um privilégio! Falaremos para sempre de João Almeida como temos a obrigação de perpetuar na memória Joaquim Agostinho. De todos os talentos gerados em Portugal foi o único que sentiu a grandeza de pisar o pódio numa “grande”. Nunca é demais recordar que foi 3º no Tour de France (1978 e 1979) e 2º na Vuelta a Espanha (1974). É emocionante ver como um rapaz nascido em A dos Francos, freguesia do município de Caldas da Rainha, está prestes a mostrar a gerações de portugueses um cheirinho do que se sentia naqueles tempos. Incomparáveis na era, no estilo, mas com algo em comum: no domingo haverá outro português no pódio de uma “grande”. No Giro de Itália é inédito. https://www.youtube.com/watch?v=Fv020z1WO2w Sonhar é grátis e Matxin sonha Dentro da UAE-Emirates ninguém dá a batalha pelo Giro de Itália como perdida nem o pódio como suficiente. Troquei umas palavras com o diretor que numa Vuelta al Besaya júnior viu potencial em João Almeida ao ponto de lhe por nas mãos um Ferrari… porque a UAE-Emirates é um Ferrari e João Almeida tem as chaves até Roma. Sabendo como é doido por carros, imaginem como se sente um miúdo de 24 anos com um Ferrari durante três semanas? “É um dia especial, é possível, as forças dos três estão no limite. Um dia excecional do João, que ele é capaz de ter, com um dia não super de ambos… porque não?” Joxean Matxin, diretor da UAE-Emirates, ao TopCycling. João Almeida apontou ao Monte Lussari Sonhar é grátis e Matxin sonha. Está em Itália como esteve em França no dia em que Tadej Pogacar virou um Tour de France que parecia perdido. Poderá o Monte Lussari ser a Planche des Belles Filles de João Almeida? O próprio João Almeida apontou ao Monte Lussari ainda nem a corrida tinha começado. “Aquele último contrarrelógio – que é meio contrarrelógio e meio cronoescalada – vai ser muito duro principalmente pelos dias anteriores. Vai ser um bom espetáculo e tudo pode acontecer naquela última semana. Temos o exemplo da primeira Volta a França que ganha o Tadej Pogacar… Ninguém diria que ele ganhava e o certo é que aquele contrarrelógio meteu o Roglic lá para trás e este Giro vai ser similar. Num Giro com não sei quantos mil quilómetros, aqueles 25 quilómetros vão fazer uma diferença abismal. João Almeida ao TopCycling. Primoz Roglic venceu o mano a mano com Geraint Thomas nas pendentes inclinadas de Tre Cime di Lavaredo.Créditos: LaPresse Invasão de eslovenos em 3, 2, 1… O contrarrelógio parte de Tarvisio, terra arrebatada ao Império Austro-Húngaro como espólio da Grande Guerra. Imaginem um triângulo: Tarvisio-Arnoldstein-Kranjska Gora são vértices e cada um situa-se no respetivo país (Itália, Áustria e Eslovénia – esperem uma invasão de eslovenos em 3, 2, 1…). A 4km de Tarvisio está Cave del Predil. Se lá passarem visitem o Museu de História Militar dos Alpes Julianos. Não esperem um sumptuoso edifício; o museu está alojado numa escola que foi abandonada quando cessou a atividade mineira em 1990. Esgotadas as reservas de chumbo e zinco milhares de habitantes deixaram o vale. Em seis salas recorda-se o auge do período mineiro – com visita às galerias incluída – e percebemos o porquê desta zona ter sido cobiçada desde as Invasões Bárbaras até à II Guerra Mundial. Pelotão no início da descida do Passo di Valparola durante a etapa 19.Créditos: LaPresse Gran finale em Roma Sobre o Monte Lussari será a estrada a fazer as apresentações. Quem sair campeão daqui bem pode fazer o Sentiero del Pellegrino (Caminho do Peregrino) até ao santuário e agradecer o final do Giro da chuva, do frio, do granizo. Vem aí o gran finale em Roma, mas as penitências pagam-se em Lussari – a povoação mais elevada de toda a região Friuli-Venezia Giulia. ### Giro de Itália - João Almeida cede, mas mostra raça de campeão na 19.ª etapa João Almeida cedeu hoje mais alguns segundos, mas mostrou raça de campeão na 19.ª etapa, considerada por muitos, como a etapa rainha desta 106.ª edição do Giro de Itália. O ciclista português da UAE cedeu hoje 20 segundos para Geraint Thomas (INEOS), e 23 para Primoz Roglic (Jumbo-Visma), no entanto, não foi por isso que deixou de realizar uma boa prestação, partindo para amanhã com possibilidades de melhorar o atual terceiro posto da geral. Santiago Buitrago foi o vencedor do dia Créditos imagem: Massimo Paolone/LaPresse Santiago Buitrago (Bahrain-Victorious), foi o mais rápido do dia, ao completar os 183 quilómetros da ligação entre Longarone e Tre Cime di Lavaredo, com o registo de 05:28:07 horas. O ciclista colombiano de 23 anos, triunfou depois de uma acesa disputa com Derek Gee (Israel-Premier Tech), segundo classificado do dia, que cedeu nos instantes finais, chegando com 51 segundos de atraso, enquanto que o fecho do top 3 pertenceu a Magnus Cort (EF Education-Easy Post), com 1.46 minutos de atraso Almeida, Thomas e Roglic na dura batalha pela rosa Os quilómetros finais desta dura etapa foram dignos de se ver. Assistiu-se a uma ‘luta’ entre alguns dos principais ciclistas do atual panorama internacional, com Almeida, Thomas e Roglic a demonstrarem enorme respeito entre si. Eles trocaram olhares, simularam possíveis ataques, realizaram mesmo alguns, mas a diferença no final nem foi assim tanta. https://twitter.com/giroditalia/status/1662134324152483847?s=20 É certo que João Almeida saiu a perder desta intensa e respeitosa luta, mas também é certo que mostrou garra de campeão. O ciclista português de 24 anos foi 6.º classificado do dia, logo atrás de Thomas e de Roglic, mas não há dúvidas que o ciclista português tem garra, e muita. João Almeida é 3.º na geral, mas atenção ao dia de amanhã Fechadas as contas desta 19.ª etapa, Geraint Thomas (INEOS) continua a vestir de rosa, com 26 segundos de vantagem sobre Primoz Roglic (Jumbo-Visma), segundo da geral, com João Almeida (UAE Emirates) a surgir em terceiro a 59 segundos.. Olhando para as caraterísticas da cronoescalada de amanhã, engane-se quem pense que as contas já estão fechadas. O top 3 ainda pode mexer, tal como os lugares logo abaixo. Amanhã, é dia do terceiro contrarrelógio deste Giro d’Itália, no entanto, este apresenta caraterísticas muito diferentes dos anteriores. Amanhã, o pelotão terá pela frente uma cronoescalada de 18,6 quilómetros entre Tarvisio e Monte Lussari, tirada que promete ser decisiva no apuramento do grande vencedor deste Giro. Para nós, que ganhe o melhor, mas enquanto portugueses, e uma vez que João Almeida está mesmo ali perto do topo da geral, que amanhã se supere e faça história para o ciclismo nacional. Mas atenção, aconteça o que acontecer, os portugueses devem ficar orgulhosos de tudo aquilo que João Almeida tem feito nas últimas três semanas, aliás, João já foi mesmo capa de jornais desportivos nacionais, isto num país em que esse espaço está habitualmente destinado e religiosamente reservado ao futebol e pouco mais. Resumindo a história já está a ser feita, mas pode e deve ser enriquecida. Amanhã só queremos mesmo é ver o João Almeida sorrir! Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=75b5AEVZw1o Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01BUITRAGO Santiago Bahrain Victorious05:28:0702GEE Derek Israel-Premier Tech+ 5103CORT Magnus EF Education-EasyPost+ 01:4604ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:4605THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:4906ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:0907CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 02:0908ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 02:0909PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 02:1610RUBIO Einer Movistar Team+ 02:26 Top 10 classificação geral POSPAÍS NOME - EQUIPA TEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers81:55:4702ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 2603ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 5904CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 04:1105DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 04:5306PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 05:1007ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 05:1308KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 05:5409LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 06:0810DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 07:30 Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Ivo Oliveira: “Disse-lhes que ia ganhar o prólogo e ganhei” Ivo Oliveira entrou a vencer na Boucles de la Mayenne e até o irmão Rui parou o trânsito para ajudar. A história no TopCycling! Foi preciso esperar quatro épocas e meia no WorldTour para Ivo Oliveira conseguir a primeira vitória ao serviço da UAE-Emirates numa prova internacional! Parece fácil ganhar entre os "pros"… mas só parece. Ivo Oliveira já tinha sido campeão nacional de contrarrelógio (2020) e na pista conquistou seis medalhas em Europeus e Mundiais. Tudo isto em elites para não puxar muito o filme atrás e recordar os resultados em sub-23 e em juniores. Faltava algo ao gaiense, mas já não falta. Ivo Oliveira entrou a todo o gás na Boucles de la Mayenne e ganhou o prólogo. “Estive três semanas só a pensar nisto porque quando saiu o percurso vi que eram 4km e um esforço muito parecido com a perseguição individual na pista. Sendo nesse espaço tão curto queria discutir a etapa e disse logo à equipa que fazer 2º não interessava.” https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1661817418098909184 "O meu irmão parou o trânsito" Foram três semanas de trabalho específico com o treinador Kevin Poulton: esforços curtos em estradas sinuosas. Ivo Oliveira não poupou nos detalhes na abordagem à prova francesa. “Fui muito focado, no dia anterior fui ver as curvas, o meu irmão parou o trânsito para eu fazer as curvas a top e saber onde é que podia arriscar. Quando abriu o percurso para o reconhecimento e enquanto alguns ainda estavam a ver onde é que fazer e não fazer eu já sabia que podia ir a fundo para fazer um teste para a corrida. Tinha dito aos diretores que me deixassem preparar a corrida ao máximo e deixaram-me ficar em casa, não tive que fazer a Volta à Hungria e pude preparar a Boucles de la Mayenne. Disse-lhes que ia ganhar o prólogo e ganhei.” Amarela durou pouco A corrida francesa não é simples de ler. Quase todas as etapas finalizam em circuitos e o terreno é irregular. Logo na 1ª etapa em linha Oier Lazkano (Movistar) revirou a geral. A etapa foi atacada por Ivo Oliveira, Axel Zingle (Cofidis) e Benoit Cosnefroy (Ag2r-Citroen) numa zona de colinas. A Movistar ficou com Lazkano cortado, mas o grupo do camisola amarela foi neutralizado e Lazkano contra-atacou com capacidade para chegar à fuga do dia. A amarela durou pouco no corpo de Ivo Oliveira que passa a ser 2º a 0:42 do corredor da Movistar. “Há muitas bonificações durante as etapas e a corrida vai-se jogar aí. Eu também sou rápido e posso sprintar nos intermédios. Também me posso meter nos sprints porque as chegadas não são para velocistas puros, mas se não for para mim que seja para outro colega. Vamos tentar!” Ivo Oliveira ao TopCycling. Este sábado a Boucles de la Mayenne tem a jornada menos dura – 181,3km e 1165m de acumulado – embora o acesso à meta em Meslay-du-Maine também seja em falso plano. Domingo finaliza em Laval com 167km e 1906m de acumulado, final em circuito ao qual os corredores dão quatro voltas e uma vez mais entrada com certa dureza na meta. Palmarés de Ivo Oliveira em elites 2022 | 1º prólogo Boucles de La Mayenne 2022 | 3º Mundial perseguição individual (pista) 2020 | Campeão nacional de contrarrelógio 2020 | Campeão da Europa perseguição individual (pista) 2020 | 2º Europeu de madison com Rui Oliveira (pista) 2018 | 2º Mundial perseguição individual (pista) 2018 | 2º Europeu perseguição individual (pista) 2017 | 2º Europeu perseguição individual (pista) ### Tifosi "tugas" apoiam João Almeida no Giro De Famalicão à Escócia, em grupos de amigos ou de cicloturistas. O TopCycling ouviu os portugueses que estão a dar espetáculo no Giro de Itália no apoio a João Almeida. Ao analisar as fotos da 17ª etapa em Val di Zoldo gostei de uma onde se vê um aficionado português (que recupero na abertura deste artigo) de bandeira enrolada ao pescoço a correr atrás de Geraint Thomas e Primoz Roglic. Selecionei-a para ilustrar o "Ti Amo" dedicado a Tre Cime di Lavaredo. Mal postei no Instagram recebi uma mensagem do Nuno Filipe Gomes: “Gonçalo, sou eu que estou nesta foto. Já estamos em Tre Cime di Lavaredo… a luta continua!” A luta é carregar João Almeida à vitória no Giro de Itália porque a Pantera das Caldas faz sonhar Portugal, sobretudo aqueles que viajam milhares de quilómetros para apoiar os corredores na berma da estrada. O Nuno faz parte de um grupo de amigos ciclistas que se fazem chamar “Os Lingrinhas”. “Somos sete Lingrinhas aqui no Giro, de um grupo total de quase 40 apaixonados (um pouco viciados em ciclismo). Somos capazes de acompanhar provas como a Volta a Langwaki. Os que cá estão vêm de locais tão diferentes como Famalicão, Lisboa, Esposende, Marco de Canaveses e até da Escócia. Viemos de avião para Veneza, acompanhamos a etapa do sprint [a 17ª ganha por Vincenzo Albanese], a de Val di Zoldo e ficaremos até domingo, mas não vamos a Roma.” Nuno Filipe Gomes ao TopCycling. Os Lingrinhas em Tre Cime di Lavaredo!Créditos: Nuno Filipe Gomes Quando troquei mensagens com o membro dos Lingrinhas estava o grupo de “tugas” a subir para Tre Cime di Lavaredo. “Está tudo cortado. Não passa ninguém nas estradas, só carros credenciados e malta que sobe de bicicleta bikes. A 20km da meta não podíamos passar mais, só quem tivesse reserva em hotel. Deixamos o carro no Lago Misurina e subiremos a pé os últimos 7k. Ficaremos algures entre os 1800/1500m para a meta, onde haverá o troço mais duro da subida a 18%.” Nuno Filipe Gomes ao TopCycling. Aos Lingrinhas e a todos os que se deslocam à beira da estrada para viver a paixão do ciclismo só temos uma coisa a dizer: "Bota lume!" Confiram o show dado pelos tifosi "tugas" ao minuto 3:10 deste vídeo do GCN. https://www.youtube.com/watch?v=0YpXDABwtZA ### Giro – Nas Dolomitas à procura da zona-G O Giro de Itália tem sido um puzzle quase tão complexo como a anatomia sexual feminina. Haverá clímax em Tre Cime di Lavaredo? “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Com 5100m de desnível positivo acumulado e três passos montanhosos acima dos 2000m de altitude, a 19ª etapa do Giro de Itália é, para muitos, o dia mais duro da prova. O pelotão parte de Longarone como forma de recordar as vítimas das inundações de 1963 quando o Lago Vajont arrasou a cidade. Morreram 1910 pessoas. A igreja de Santa Maria Immacolata e um memorial recordam os que pereceram. É a nota histórica (e triste) de uma etapa que poderá ajudar a perceber que Giro é este onde João Almeida (em Val di Zoldo) e Primoz Roglic (no Monte Bondone) já tiveram dias menos bons. Só Geraint Thomas se manteve consistente nas jornadas mais duras, mas não está livre de passar por algo parecido na chegada a Tre Cime di Lavaredo. O tradicional Tappone Dolomitico do Giro reserva três contagens de 1ª categoria.Créditos: RCS Continuamos nas Dolomitas e passamos do Vale dos gelatieri para um dos picos mais espetaculares das montanhas pálidas (monti pallidi era a anterior denominação deste conjunto de 26 cordilheiras montanhosas que formam as Dolomitas). Tre Cime di Lavaredo não é o pico mais alto; a honra pertence à Marmolada (3343m) onde Jai Hindley rebentou com Richard Carapaz para decidir o passado Giro. Giro tem sido um puzzle Falemos de coisas sérias: será Tre Cime di Lavaredo a zona-G do Giro? Contrariamente à perceção geral, a expressão ponto-G não é a mais correta para nos referirmos à zona erógena da anatomia sexual feminina que, quando devidamente estimulada, pode conduzir a uma sensação de extremo prazer. É pelo menos o que defende o editorial publicado no reputado Sexual Medicine Reviews Journal. Os tifosi portugueses deram espetáculo no apoio a todos os ciclistas em Val di Zoldo!Créditos: LaPresse A pressão está em Roglic e em Almeida A zona-G é complexa. Também o Giro tem sido um puzzle. “G” no ciclismo significa Geraint Thomas, assim conhecido pelos conterrâneos. Já quanto à anatomia sexual feminina “G” designa Ernst Gräfenberg, ginecologista alemão associado à descoberta do/a ponto/zona-G. Pressuponho que aqui somos todos crescidos e portanto podemos falar de forma aberta. O orgasmo deste Giro ainda está por chegar e só há duas oportunidades: Tre Cime di Lavaredo ou Monte Lussari, etapa rainha e cronoescalada. A pressão está em Roglic e em Almeida, pelo que o conservador “G” só tem que manter a fiabilidade durante mais dois dias para poder juntar o Giro de Itália ao Tour de France que venceu em 2018. ### Giro de Itália - João Almeida cede, mas mantém-se na luta após 18.ª etapa João Almeida perdeu tempo na etapa de hoje, mas mantém objetivos intactos. O ciclista português de da UAE Emirates perdeu 21 segundos para os principais rivais da geral Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e Geraint Thomas (Ineos), na 18.ª etapa do Giro d’Itália, conquistada por Fillipe Zana (Jayco-AlUla). O campeão italiano de 28 anos cumpriu os 161 quilómetros da ligação entre Oderzo a Val di Zoldo, superiorizando-se a Thibaut Pinot (Groupama-FDJ) num sprint a dois, com Warren Barguil (Arkéa Samsic), a fechar o top 3, com 50 segundos de atraso. João Almeida vergou, mas não quebrou Depois da vitória alcançada na 16.ª etapa, e atendendo ao perfil plano da etapa de ontem, hoje, numa etapa curta, mas dura, os holofotes estavam apontados para João Almeida. A forma como conquistou a 16.ª etapa, onde bateu Roglic e Thomas, seus adversários diretos na luta pela geral, aliado à vice-liderança à partida para a etapa de hoje, a 18 segundos do camisola rosa, deixavam no ar a possibilidade de João Almeida hoje atacar o topo da geral. Tal não se verificou, em muito, devido à boa prestação de Primoz Roglic e da Jumbo-Visma que demonstraram estar na luta, realizando uma etapa em que efetuaram um grande trabalho, impondo um andamento que João Almeida seguiu de muito perto, mas acabou por não conseguir acompanhar. Ao contrário de Almeida, o camisola rosa Thomas seguiu Roglic e terminaram a etapa a colaborar, ganhando assim tempo ao português. João Almeida desceu assim a terceiro da geral, estando agora a 10 segundos do segundo classificado Primoz Roglic, e a 39 do líder Geraint Thomas. No entanto, recordamos aqui um pequeno excerto de uma conversa entre João Almeida e o jornalista Fran Reyes antes do arranque do Giro, em que o ciclista português explicou que todos iriam ter dias menos bons durante a prova. https://twitter.com/FranReyesF/status/1657712181759148036?s=20 Isto para dizer que, se na 16.ª etapa foi Roglic a ter um dia menos bom, na etapa de hoje foi João Almeida a passar por isso. O nível está alto, disso não há dúvidas, o segredo passa por não ter dias maus, mas dias menos bons vão sempre acontecer. Resumindo, hoje João Almeida vergou, mas não quebrou, mantendo em aberto a luta pela vitória final da prova. 39 segundos para o camisola rosa a três etapas do final mantêm o sonho do ciclista português bem vivo. Amanhã sim, aí será um dia decisivo, em que todos esperamos que João Almeida possa apresentar um nível semelhante ao da 16.ª etapa de forma a chegar ao contrarrelógio de sábado bem lançado. Resta-nos aguardar, pois, daqui a poucas horas, João Almeida já estará de volta à estrada. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=0YpXDABwtZA Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ZANA Filippo Team Jayco-AlUla04:25:1202PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 0003BARGUIL Warren Team Arkéa-Samsic+ 5004GEE Derek Israel-Premier Tech+ 01:0305PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team+ 01:2406FRIGO Marco Israel-Premier Tech+ 01:2407ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:5608THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:5609ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:1710DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 02:3 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers76:25:5102ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 2903ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 3904DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 03:3905CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 03:5106KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 04:2707PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 04:4308LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 04:4709ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 04:5310DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 05:52 Etapa dura e decisiva no dia de amanhã Amanhã, na 19.ª etapa desta 106.ª edição do Giro de Itália, a alta montanha continua, numa etapa que se espera de grande dureza, embora com pendentes menos elevados, na ligação entre Longarone a Tre Cime di Lavaredo, num percurso com um total de 183 quilómetros. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Decisões no Vale dos gelatieri Val di Zoldo dá início ao tríptico montanhoso que fecha o Giro de Itália. No topo da montanha há um gelato (e quem sabe um título) à espera do vencedor. “Ti Amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. O comentador Gonçalo Moreira propõe 21 histórias para 21 etapas. À partida para a 18ª etapa resistiam 126 ciclistas dos 176 que partiram da região dos Abruzzos, a 6 de maio. Após duas semanas de frio e chuva há que terminar forte em Roma, mas o caminho até à capital é longo e tortuoso. O tríptico montanhoso arrancou na Piazza Grande de Oderzo na qual se destaca a catedral – que os locais conhecem como Torresin. O edifício data do século 10 e é um dos motivos para visitar esta localidade do Véneto; o outro é gastronómico já que se servem pratos de bacalhau (cru ou salteado), acompanhados por espargos verdes ou brancos, regados com o spumante Rose del Monticano. Meta está no Refúgio Palafavera Desde Val di Zoldo os corredores acedem à vertente desta montanha situada na parte Norte do Parque Nacional das Dolomitas Bellunesi. A meta está no Refúgio Palafavera onde o espaço é reduzido, aliás, os corredores têm ordens do organizador para descer o mais depressa possível após o final da etapa para evitar aglomerações. Espera-se um dia de sol, embora o auge de afluência de visitantes nesta zona seja no inverno: Val di Zoldo tem 72km de pistas e o resort Ski Civetta é o epicentro da ação. A província de Belluno, na região de Veneto, esconde uma tentação gastronómica atrás da outra.Créditos: RCS Vale dos Gelatieri Os passeios aqui são obrigatórios sejam de bicicleta ou a pé. Basta pensar no que se come para perceber que se não quisermos regressar com uns quilinhos a mais é mesmo preciso dar à perna. Para isso estão os trilhos da Floresta de Cansiglio, a segunda maior de Itália. Se a condição física não permitir a alternativa é passear por Cibiana di Cadore, onde as casas levam a arte à rua através de mais de 50 murais criados por artistas contemporâneos que retratam a zona ao longo dos tempos. https://www.youtube.com/watch?v=own8X76g3Tc E já vos falei dos gelados? Esta parte das Dolomitas, concretamente a zona atravessada pela 18ª etapa, é conhecida como o Vale dos Gelatieri. Foi de Zoldo que no início do século 19 emigraram experientes gelatieri para várias partes do mundo exportando a técnica que torna este produto um símbolo da região. Segundo o Turismo das Dolomitas, o gelado artesanal é sinónimo de produtos frescos e genuínos: cacau, vagens de baunilha, leite, ovos, açúcar, fruta de temporada. Podem descobrir estes e outros detalhes no festival do gelado que se celebra anualmente a 24 de março. ### Giro de Itália - Etapa 17 Alberto Dainese (DSM) foi o destaque do dia no Giro d’Itália ao vencer a 17.ª etapa. O ciclista italiano de 25 anos foi o mais rápido a cumprir os 197 quilómetros da ligação entre Pergine Valsugana e Caorle com o registo de 4:26.08 horas, superiorizando-se no sprint final a Jonathan Milan (Bahrain-Victorious), e a Michael Matthews (Jayco-AlUla), respetivo segundo e terceiro classificados, resultados obtidos depois de recorrer ao photo finish. Thomas continua líder da geral, com Almeida à espreita No topo da classificação geral as contas mantêm-se iguais, com Geraint Thomas (INEOS) a continuar de rosa, com o português João Almeida à espreita, a 18 segundos, enquanto que a fechar o top 3, continua Primoz Roglic (Jumbo-Visma), com 29 segundos de atraso. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=3lRPPqIDj3c Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01DAINESE Alberto Team DSM04:26:0802MILAN Jonathan Bahrain Victorious+ 0003MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla+ 0004BONIFAZIO Niccolo Intermarché-Circus-Wanty+ 0005CONSONNI Simone Cofidis+ 0006GAVIRIA Fernando Movistar Team+ 0007PASQUALON Andrea Bahrain Victorious+ 0008KIRSCH Alex Trek-Segafredo+ 0009OLDANI Stefano Alpecin-Deceuninck+ 0010ACKERMANN Pascal UAE Team Emirates+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers71:58:4302ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1803ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 2904CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 02:5005DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 03:0306KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 03:2007ARMIRAIL Bruno Groupama-FDJ+ 03:2208LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 03:3009ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 04:0910DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 04:32 Amanhã é dia de chegada em alto ao Val di Zoldo Amanhã cumpre-se a 18.ª etapa, com o fim da 106.ª edição do Giro d’Itália a estar cada vez mais próximo. Ao contrário do dia de hoje, marcado por uma etapa plana, amanhã o pelotão irá enfrentar outro tipo de dificuldades nos 161 quilómetros que ligam Oderzo a Val di Zoldo, onde está reservada uma chegada em alto. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Granfondo Médio Tejo - Verdadeira experiência de ciclismo (Vídeo) O Topcycling deslocou-se a Tomar, cidade dos templários, para participar no Granfondo Médio Tejo By Artelonga, um evento que contou com mais de mil participantes. No vídeo pode apreciar-se a região de Tomar e Ferreira do Zêzere, bem como a experiência do Luís Beltrão a participar nesta festa do ciclismo que a Cabreira Solutions colocou na estrada. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=r-2cSQpsVIA Podes ver quando haverá o próximo evento deste género, de BTT ou Gravel, aqui na nossa página de eventos: https://eventos.topcycling.pt/ Realização e edição vídeo: Luís Beltrão Créditos planos de drone: Cabreira Solutions Créditos fotografia de destaque: Eduardo Campos Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – A vitória de João Almeida no Monte Bondone foto a foto O momento-chave. Os parabéns da filha de Charly Gaul. No TopCycling documentamos a vitória de João Almeida no Monte Bondone, no Giro de Itália. O "Ti Amo" de hoje é especial porque não é todos os dias que um português ganha no Giro de Itália. Proponho puxar atrás o filme da etapa e contar a história através das imagens captadas pelos fotógrados da agência LaPresse. Sabbio Chiese e Monte Bondone, 23 de maio de 2023. A 16ª etapa do Giro de Itália ficará para sempre no imaginário dos aficionados portugueses de ciclismo. Após 12 dias de chuva em 15 etapas disputadas... sol à partida na localidade situada na margem lombarda do Lago Garda. Créditos: LaPresse Bruno Armirail não resistiu à dureza O arranque foi a ferro e fogo: nos primeiros 38 minutos fez-se média de 51km/h até que um grupo grande formou a fuga do dia. Representados mais de 20 ciclistas; Bardiani em maioria com quatro. Líder durante duas etapas, Bruno Armirail (Groupama-FDJ) partiu para a terceira semana com 1:08 de vantagem sobre Geraint Thomas (Ineos-Grenadiers). Créditos: LaPresse A cara mais dura da etapa Após 60km planos, o pelotão só apanhou montanha a sério à passagem por Bolognano onde os ciclistas subiram os 12,7km do Passo di Santa Barbara a uma percentagem média de inclinação de 8,3%. Começava a mostrar-se a cara mais dura da etapa classificada com cinco estrelas de dificuldade pelo desnível positivo acumulado (5200m). Até porque após Santa Barbara os corredores voltaram a subir: o Passo Bordala é um prolongamento de 4,5km a 6,7% da subida anterior. Primeiro irlandês líder dos trepadores! Ben Healy partiu com o dorsal vermelho – símbolo do mais combativo na 15ª etapa – e voltou a meter-se na fuga. O corredor da EF Education-EasyPost, vencedor ao oitavo dia, somou 56 pontos e tirou o maillot azul da montanha a Davide Bais da Eolo-Kometa. Ben Healy já passou na frente em sete contagens desde o início da competição e tem dado espetáculo. Por isso mesmo dedicamos-lhe uma página musical do "Ti Amo". Para já tornou-se o primeiro irlandês líder dos trepadores! Créditos: LaPresse Jumbo-Visma assumiu A Jumbo-Visma assumiu o trabalho durante a maior parte do dia, embora até à subida de Matassone (coroada a 86km para o final) tenha dividido a tarefa de controlar com a Groupama. O panorama mudou na abordagem à penúltima montanha – a 2ª categoria de Serrada levou os corredores aos últimos 50km e por esta altura a Jumbo mostrou que queria a etapa e levar Roglic à liderança. Sam Oomen fez um grande trabalho, tal como Michel Hessmann e Rohan Dennis. É curioso que no Predictor do Eurosport – jogo onde os analistas internacionais fazem as suas apostas – Roglic foi a escolha de Alberto Contador e Adam Blythe (entre outros); só Jacky Durand apostou em João Almeida. Créditos: LaPresse "Almeida nunca ataca" À entrada do Bondone Dennis pegou no grupo dos favoritos e só abriu para o lado a 14km do fim. Roglic ficou com Sepp Kuss. Aí já a Ineos tinha perdido Pavel Sivakov lesionado pela queda sofrida há dias. Ineos e UAE estiveram bem estrategicamente: Ben Swift e Diego Ulissi entraram na fuga o que explica o porquê da Jumbo carregar com a responsabilidade. Ao ver a transmissão no Eurosport UK, a 16km do topo do Monte Bondone ouvi uma frase curiosa do grande Sean Kelly, colega nos 80 de Joaquim Agostinho na Sem-France Loire-Mavic e de Acácio da Silva na Kas. "Almeida nunca ataca, parece esperar pelos 500m finais e vê se está bem. Nunca ataca de longe. Veremos um Almeida diferente? Ele tem estado muito bem neste Giro, mas ainda não tivemos um teste sério aos homens da geral." Sean Kelly ao Eurosport UK durante o direto. Créditos: LaPresse UAE em superioridade numérica Os últimos 14km da ascensão foram controlados por uma UAE em superioridade numérica graças a Davide Formolo, Jay Vine e Brandon McNulty (vencedor em Bergamo dois dias antes). A 8,3km da meta McNulty deu sequência a uma aceleração de Vine e Almeida prolongou a movimentação. Roglic ficou com Kuss, Thomas isolado, Eddy Dunbar (Jayco) foi o único outsider a manter-se com os favoritos e assim seria até à meta. Como um rolo compressor, a Pantera das Caldas voltou a por um ritmo demolidor a partir dos 6,4km até que 400m mais à frente descaiu no grupo para surpreender os rivais. Era o preâmbulo da estocada final. Créditos: LaPresse Momento-chave Com 4,6km para percorrer Kuss quase encostou em João Almeida, mas Roglic entrou em crise. Foi o momento-chave: com o esloveno sem pernas Thomas saltou para a roda do português da UAE e percebeu-se quem eram os mais fortes. O dano só não foi maior porque Kuss salvou o dia a Roglic. Créditos: LaPresse Sete vitórias portuguesas no Giro! No mano a mano, o líder da Juventude bateu o veterano de 36 anos. Um choque de gerações que João Almeida resolveu ao sprint após 203 km (5h'53’27" feitas a média média de 34.460 km/h) João cerrou o punho! A vitória que procurava, a primeira da temporada, chegou no Monte Bondone após uma exibição atacante de um ciclista até agora conservador. Thomas recupera a maglia rosa e fica com18 segundos sobre Almeida e 29 sobre Roglic. É a primeira vitória da Pantera das Caldas à quarta presença no Giro de Itália. João Almeida não vencia desde a 5ª etapa da Volta a Burgos do ano passado (em Lagunas de Neila), mas 290 dias depois voltou a sorrir. Sete vitórias portuguesas no Giro! Acácio da Silva foi responsável por cinco entre 1985 e 1989, Ruben Guerreiro impôs-se em Roccaraso, nos Abruzos, em 2020. João Almeida é o terceiro luso vencedor na corsa rosa. Créditos: LaPresse Performance sobre-humana Já nos bastidores do pódio sucedeu algo simbólico. João Almeida conheceu Fabienne Gaul, filha de Charly Gaul. O Anjo das Montanhas foi o primeiro vencedor no Monte Bondone, em 1956, quando uma performance sobre-humana o levou a revirar a geral do Giro de Itália... que nunca mais perdeu. Poderá a subida ser talismã para o jovem de A dos Francos como foi para o luxemburguês? Créditos: LaPresse ### NOVA Specialized Allez - Leve e versátil para quem começa A Specialized acabou de lançar a nova Specialized Allez, o conhecido modelo em alumínio da marca americana chega ao mercado com algumas novidades e um quadro completamente novo. Desde a sua estreia em 1981 como uma bicicleta de competição de aço de primeira linha, até a primeira versão em liga de 1994, até à bicicleta de liga premium de hoje, a Allez sempre foi uma combinação de desempenho e confiança para os ciclistas que iniciam o seu caminho na modalidade. Ao longo dos 40 anos em que esteve em produção, a Specialized tem melhorado cada vez mais a cada novo modelo. A nova Specialized Allez não é apenas a bicicleta de desempenho, é muito mais, esta ultima geração chega com uma geometria e características que oferecem maior confiança e versatilidade. Quer estejam à procura de alumínio premium, queiram uma bicicleta para voltas de fim de semana e deslocações  rápidas, ou estejam apenas a começar a sua jornada no ciclismo de estrada, a Specialized afirma que construiu a bicicleta que é a chave para um futuro de ciclismo na estrada. Mais Leve A Specialized recorre ao mesmo tipo de alumínio premium de camada única e dupla camada E5, com o qual tem construído as suas bicicletas nos últimos anos, mas o quadro desta Allez pesa apenas 1.375 gramas. À semelhança de anteriores gerações a Specialized coloca uma forqueta em carbono para reduzir ainda mais o peso (sem o tubo de direção oculto em alumínio), com o objectivo de suavizar a condução. Quadro durável De acordo com a Specialized este quadro de liga E5 premium é leve, tem uma geometria vocacionada para a rapidez e é durável. A relação rigidez-peso combinada com o poder de travagem dos travões  de disco de pistão duplo para todas as condições climáticas oferece maior confiança a qualquer velocidade, tanto para iniciantes como para os mais experientes. Versatilidade máxima (Estrada e Gravel) A nova Allez é tão capaz de levar o utilizador ao trabalho ou às aulas, quanto à conquista do seu KOM local ou numa volta em grupo no fim de semana. Além disso, a capacidade de poder montar os suportes para malas e guarda-lamas garante que a Allez é mais versátil e para qualquer tipo de utilização, com espaçamento  para pneus de até 35mm (32mm com para-lamas), que permite incursões por estradas mais difíceis e até mesmo um gravel leve. Podes ver a gama completa, a disponibilidade e preços da nova Specialized Allez, aqui no site da marca: www.specialized.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – O que se vê desde a varanda das estrelas? Dia de Monte Bondone no Giro de Itália. Rivais de “calças na mão” e um telescópio no topo. Avistaremos o campeão nas Dolomitas? “Ti Amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. O comentador Gonçalo Moreira propõe 21 histórias para 21 etapas. Mais do que um monte, o Bondone é um conjunto de montanhas em plena cordilheira das Dolomitas. Desde o alto avistamos Vale de Ádige e podemos contemplar o firmamento desde a Terrazza delle Stelle – a varanda das estrelas – que é um observatório astronómico com visitas guiadas. Talvez com os potentes telescópios situados no Bondone consigamos perceber quem vai ganhar o Giro de Itália. Em 2022 bastou um ataque cirúrgico na Marmolada para afundar Richard Carapaz e dar a Jai Hindley e à Bora-Hansgrohe a primeira corrida de três semanas. Na 16ª etapa o Monte Bondone sobe-se desde Aldeno (21,4 km a 6,7%), vertente estreada em 1973 com vitória de José Manuel Fuente. Asturiano, El Tarangu vivia o auge da carreira após fazer a dobradinha Giro-Vuelta como rei da montanha em 1972. Faltou o Tour para completar a tripla que ao longo da história só Federico Bahamontes e Lucho Herrera fizeram. A etapa 16 levou o pelotão desde Sabbio Chiese pelas margens lo Lago Garda até ao Monte Bondone.Créditos: LaPresse O Bondone dá, o Bondone tira Introduzida pelo diretor Vincenzo Torriani, em 1956, a subida ao Monte Bondone está para sempre associada a Charly Gaul. O luxemburguês escreveu uma página para a eternidade debaixo de uma tempestade de neve que o obrigou a passar uma hora numa banheira com água quente para recuperar os sentidos. No ano seguinte Gaul era líder a dois dias do final do Giro e ia tão confiante que encostou para se aliviar. Foi atacado por Louison Bobet e Gastone Nencini. O Giro della pipi foi ganho pelo italiano e provou uma velha máxima: o Bondone dá, o Bondone tira. Gastone Nencini foi um dos grandes descedores da história e nesse Giro de 1957 beneficiou de uma inovação tecnológica. Trocou de uma bicicleta standard para um quadro desenhado por Ernesto Colnago: “Tinha tanta potência e descia tão bem que fiz um quadro customizado com uma geometria especial que melhorasse a esfabilidade nas descidas e desse maior rigidez para a pedalada.” https://www.youtube.com/watch?v=tFQMizdbZHw Imagens da lendária vitória de Charly Gaul no Monte Bondone em 1956. Vollering de “calças na mão” Ganhar grandes Voltas nem sempre é algo elegante. Na alta competição vale tudo menos arrancar olhos e na Vuelta feminina – que se correu na primeira semana de maio – tivemos outro exemplo. Annemiek van Vleuten mostrou menos pernas do que Demi Vollering na 5ª etapa com final no Mirador de Peñas Llanas (província de Segóvia) e também perdeu nos Lagos de Covadonga. Como é que acabou campeã? Provocando uma bordure ao km 36 da 6ª etapa numa zona de ventos cruzados na Cantábria – que Van Vleuten bem conhece e onde apanhou Vollering de “calças na mão” ao parar para um “xixi” que custou uma Vuelta. ### Giro de Itália - João Almeida vence 16.ª etapa João Almeida venceu hoje a 16.ª etapa da 106.ª edição do Giro d’Itália. Com esta conquista, o ciclista português da UAE Emirates sobe ao segundo lugar da classificação geral. Aos 24 anos e numa carreira que se tem pautado por uma grande evolução, visto como um dos grandes ciclistas do atual pelotão internacional, João Almeida alcança assim a sua primeira vitória em etapas numa grande volta. Com esta vitória, João Almeida assume por completo a intenção de conquistar o Giro, num dia em que demonstrou estar num grande momento de forma, dando um claro sinal desse objetivo a Geraint Thomas (Ineos) e a Primoz Roglic (Jumbo-Visma), seus adversários mais diretos na luta pela geral. Almeida impôs-se a Thomas no final dos 203 quilómetros entre Sabbio Chiese e Monte Bondone, com os dois a cortarem a meta após 5:53.27 horas. O esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o terceiro, a 25 segundos. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1661025428134572046?s=20 Depois dos sinais positivos deixados no dias anteriores, hoje João Almeida foi enorme, ao arriscar atacar dentro do grupo de favoritos quando faltavam 8 quilómetros para o final da etapa, ataque esse que foi reduzindo o grupo onde se encontrava Primoz Roglic, que hoje não teve capacidade de acompanhar o ciclista português. Geraint Thomas, ao contrário de Roglic, acompanhou Almeida, cedendo apenas sprint final, demonstrando estar na luta pela vitória final, isto num dia em que voltou a conquistar a camisola rosa, que à partida para a etapa pertencia a Bruno Armirail (Groupama-FDJ). O bloco da UAE Emirates também merece ser destacado depois do grande trabalho efetuado durante a etapa, com uma ressalva para Jay Vine, fundamental pela forma como acompanhou João Almeida nos momentos que antecederam o ataque do português. Thomas, Almeida e Roglic no topo da geral O topo da geral gira também em torno dos destaques do dia de hoje, com os principais candidatos à vitória final a perfilarem-se para uma luta que promete muita emoção até final da semana. Thomas lidera assim a geral com 18 segundos de vantagem sobre Almeida, enquanto que Roglic surge na terceira posição a 29 segundos. João Almeida não escondeu a alegria e emoção pela conquista Logo após o final da etapa, João Almeida não escondeu a alegria e emoção pela conquista de hoje. Estou super feliz, é um sonho que se realiza. Depois quatro anos em que fiquei tão perto, agora consegui e estou super feliz, não tenho palavras para descrever este momento. A minha equipa foi fantástica, fez um grande trabalho como sempre. Foi um dia muito duro, o mais difícil até ao momento. Arrisquei e consegui, estou muito feliz e agradecido a minha equipa, à minha família, à minha namorada e a todos os que acreditam em mim. João Almeida (UAE Emirates) Em relação à camisola rosa, João garante que vai dar tudo Camisola rosa? Se me sentir bem ataco, se não o fizer é porque não estou bem. Vou dar tudo até ao fim." João Almeida (UAE Emirates) Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=NahtA-w4JAA Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ALMEIDA Joao UAE Team Emirates05:53:2702THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 0003ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 2504DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 2505KUSS Sepp Jumbo-Visma+ 01:0306VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 01:1607CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 01:1608RUBIO Einer Movistar Team+ 01:1609DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 01:1610ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 01:16 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers67:32:3502ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1803ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 2904CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 02:5005DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 03:0306KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 03:2007ARMIRAIL Bruno Groupama-FDJ+ 03:2208LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 03:3009ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 04:0910DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 04:32 Amanhã segue-se um dia plano, a anteceder as grandes decisões A etapa de amanhã, a 17.ª da presente edição do Giro, reserva um percurso plano, com ligação entre Pergine Valsugana e Caorle, numa tirada com o total de 197 quilómetros. Amanhã é de esperar um dia calmo, a anteceder as etapas finais dotadas de grande dureza, e fundamentais para o desfecho final da prova. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A nova e espetacular Trek Madone SLR de Óscar Pereiro Personalizada através do programa Project One, foi apresentada a Trek Madone SLR de Óscar Pereiro, vencedor do Tour de France 2006. Segundo a Trek, é uma bicicleta de competição leve, rápida e aerodinâmica, com um design revolucionário e ideal para um ciclista versátil como o Óscar Pereiro, que continua activo como ciclista amador e entusiasta das bicicletas. A Madone SLR foi a escolha do antigo ciclista profissional para este Project One. “É uma bicicleta muito reativa e rápida que coloca a velocidade no corpo. Comparando com a Madone da geração anterior, nota-se que é mais leve e que dá a sensação de estarmos a utilizar uma bicicleta rápida como uma de contra-relógio mas que sobe muito bem. A isto se junta o conforto para as tuas costas graças ao IsoFlow. Em geral, é uma bicicleta que te oferece muita segurança nas descidas, muita velocidade quando vais em plano e tem um excelente comportamento quando estás a subir. É muito difícil ir devagar com uma bicicleta como esta.”  Diz Óscar Pereiro Project One Esta edição especial da Madone SLR foi configurada através do Project One, um programa da Trek que permite a personalização da pintura e componentes de uma bicicleta, resultando nesta Madone SLR incrível. A personalização de bicicletas Project One está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek. Em relação ao seu design, o quadro apresenta uma pintura Brandmark, com a cor negra Trek mate para o quadro e o logo Trek a amarelo Tour, e com um acabamento “gloss”, resultando numa bicicleta com um design simples que, como em ocasiões anteriores, utiliza as cores do Tour de France para homenagear a vitória do Óscar Pereiro em 2006. Quadro e componentes Esta bicicleta personalizada está equipada com a melhor tecnologia da Trek, como o quadro em carbono OCLV Series 800 e tubos aerodinâmicos Kammtail de nova geração, a tecnologia IsoFlow aerodinâmica que absorve os impactos da estrada, com passagem dos cabos interna, uma transmissão eletrónica sem fios SRAM Red AXS e com potenciómetro (48/35, DUB, 172,5 mm), travões de disco hidráulicos flat-mount, rodas de carbono Bontrager Aeolus RSL 51 tubeless-ready, pneus Bontrager R4 700×25, selim Verse Elite e guiador/avanço integrados de carbono OCLV (420 mm, avanço de 120mm). A Madone tem um legado de grandeza, é um modelo icónico da Trek e sete gerações depois, a marca afirma que a Madone SLR é a Madone de disco para rápida e leve de todos os tempos, graças a uma vantagem tripla: aerodinâmica, um comportamento excecional e um design leve. A cereja no topo do bolo desta bicicleta destinada para a competição, é a nova tecnologia IsoFlow que proporciona a máxima vantagem em velocidade e agilidade. De acordo com a Trek, é uma máquina que combina design, qualidade de condução e aerodinâmica com a suavidade de uma transmissão eletrónica e sem fios SRAM Red AXS, e nesta versão Project One o resultado final é ainda mais espetacular.  Podes ver a gama completa da Trek Madone, disponibilidade, preços e a personalização com o Project One, no site da marca aqui: www.trekbikes.com/pt/pt_PT/ Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Etapa 15 Brandon McNulty (UAE Emirates) venceu hoje a 15.ª etapa com Bruno Armirail (Groupama-FDJ) a continuar a vestir de rosa. McNulty, foi o mais rápido a cumprir os 195 quilómetros da ligação entre Seregno e Bérgamo, com o registo de 5:13.39 horas, superiorizando-se no sprint final aos companheiros da fuga, Ben Healy (EF Education-Easy Post), e Marco Frigo (Israel-Premier Tech) respetivos segundo e terceiro classificados. João Almeida disse ‘presente' O português João Almeida disse ‘presente’ na etapa de hoje. O ciclista português de 24 anos mexeu na corrida, ao atacar na última subida, dando claros sinais de estar confiante e bem fisicamente para a semana decisiva que se avizinha. Apesar das boas indicações, João Almeida continua em 4.º lugar da geral a 1.30 minutos do líder, mantendo a liderança da juventude. Visto isto, Armirail segue de rosa com 1.08 minutos de vantagem sobre Geraint Thomas (INEOS), segundo classificado, com Primoz Roglic (Jumbo-Visma), a fechar o pódio a 1.10 minutos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=sN-_DR5w17c Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01MCNULTY Brandon UAE Team Emirates05:13:3902HEALY Ben EF Education-EasyPost+ 0003FRIGO Marco Israel-Premier Tech+ 0004MOLLEMA Bauke Trek-Segafredo+ 01:5105RUBIO Einer Movistar Team+ 01:5106VELASCO Simone Astana Qazaqstan Team+ 02:2607PASQUALON Andrea Bahrain Victorious+ 02:2608HUYS Laurens Intermarché-Circus-Wanty+ 03:1009ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 04:1310BIDARD François Cofidis+ 04:13 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ARMIRAIL Bruno Groupama-FDJ61:38:0602THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:0803ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:1004ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:3005LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 01:5006CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 02:3607KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 03:0208DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 03:4009ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 03:5510DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 04:18 Amanhã cumpre-se o último dia de descanso Amanhã, o pelotão da 106.ª edição do Giro d'Itália goza o último dia de descanso, um dia que antecede uma semana que se espera de grande dureza e de muitos ataques entre os homens da frente. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Stracciatella na Alta de Bérgamo Etapa inspirada na Volta à Lombardia com quase 4000m de acumulado. Bérgamo marca o final da segunda semana do Giro de Itália. “Ti Amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. O comentador Gonçalo Moreira propõe 21 histórias para 21 etapas. No Giro as etapas são como os hotéis: recebem estrelas de zero a cinco e a 15ª é de quatro estrelas. Ao contrário dos hotéis, quanto mais estrelas recebe a etapa maior o desconforto. É um pouco sádico na realidade. Pela frente 195km e 3800m de desnível acumulado com partida de Seregno, a cidade das oito praças – a da basílica de San Giuseppe tem vista sobre a Piazza Concordia e é a mais icónica. A meta é em Bérgamo por isso o dia é inspirado na Volta à Lombardia. O último campeão na cidade foi Tadej Pogacar (2021). Em vez das folhas mortas apanhamos Bérgamo na primavera, a altura certa para provar a stracciatella. Sabiam que foi na Alta da cidade que nasceu este gelatto? A pastelaria La Marianna inventou a stracciatella em 1961. João Almeida à partida para a etapa 15 do Giro de Itália. Créditos: LaPresse Terreno (teórico) de emboscadas Bérgamo merece uma visita no seu todo, mas a zona Alta tem o charme e o peso histórico. Todas as noites, às 22:00 horas, a torre que os bergamascos conhecem como Campanone dá 100 campanadas na Piazza Vecchia. É assim desde a época medieval onde anunciava o recolher obrigatório na Città Alta. Da perspetiva dos favoritos ao Giro este é terreno (teórico) de emboscadas. Logo ao km 35 sobem Valico di Valcava – quase 12km a 8%. Respiram na descida e estando a nordeste de Bérgamo vão em direção ao Selvino pela vertente tradicional – desde Nembro são 11km a 5,6%. Aqui começa a dureza porque enlaçam Selvino com Miragolo San Salvatore (5km a 7% com um truque porque a subida suaviza nos últimos 1250m, mas os primeiros 4km têm muitas zonas acima dos 10%). Mark Cavendish fez 38 anos e teve direito a bolo em Seregno.Créditos: LaPresse Habemus victorem! Desde este ponto dirigem-se a Bérgamo passando na meta a 53,8km da conclusão da etapa. São 29km que servem de pausa para a última subida: Roncola Alta começa aos 41km para o final e propõe 10km que abrem com uma parede a 17% e nos 6km seguintes alterna entre 7-9%! Vai doer… O acesso a Bérgamo é técnico, tem pavé, estradas estreitas e curvas apertadas. Aqui está o ponto chave: como estão na Alta da cidade aos 5km para a meta apanham rampas de 9-12% durante 1km até ao Largo Colle Aperto – além de tramos de pavé. Quem sair daqui com 10-15 segundos de vantagem ganha em Bergamo porque a entrada na rua Papa João XXIII é feita em descida e é lá que está colocada a meta! Habemus victorem! Temos vencedor! Pelo menos da etapa; quanto à geral é um dia de movimentações no papel até porque segunda-feira descansam antes de subirem o mítico Monte Bondone no dia seguinte. ### Giro de Itália - Etapa 14 A 14.ª etapa trouxe mudanças na classificação geral do Giro d’Itália, destacando-se a vitória de Nico Denz (BORA-hansgrohe) e Bruno Armirail (Groupama-FDJ) a conquistar a camisola rosa. Começando pela etapa, destacamos o sucesso da longa e bem sucedida fuga de hoje (mais de 20 minutos sobre o pelotão), com Denz a repetir o feito de há dois atrás, saindo como grande vencedor do dia. O ciclista alemão de 29 anos completou os 194 quilómetros da ligação entre Sierre e Cassano Magnago com o registo de 4:37.30 horas, batendo no sprint final Derek Gee (Israel-Premier Tech) e Alberto Bettiol (EF Education-Easy Post), respetivos segundo e terceiro classificados. Liberdade à fuga foi a nota dominante do dia Hoje os principais candidatos à geral e as respetivas equipas abdicaram da disputa da etapa dando liberdade à longa fuga, resguardando-se para o aumento de dificuldade que se avizinha. Créditos imagem: Stuart Franklin/Getty Images, Bruno Armirail (Groupama-FDJ) sucede assim ao agora segundo da geral, Geraint Thomas (INEOS), como camisola rosa com 1.41 minutos de atraso, com todo o top da geral a baixar uma posição. Visto isto, Primoz Roglic (Jumbo-Visma), é agora terceiro a 1.43 minutos de Armirail, enquanto que o português João Almeida (UAE Emirates), baixou a quarto, com 2.03 minutos de atraso. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=-8RNNaPFx8Q Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01DENZ Nico BORA-hansgrohe04:37:3002GEE Derek Israel-Premier Tech+ 0003BETTIOL Alberto EF Education-EasyPost+ 0004REX Laurenz Intermarché-Circus-Wanty+ 0105BALLERINI Davide Soudal Quick-Step+ 0106SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 0407MAYRHOFER Marius Team DSM+ 1008OLDANI Stefano Alpecin-Deceuninck+ 2009PASQUALON Andrea Bahrain Victorious+ 5010MAESTRI Mirco EOLO-Kometa Cycling Team+ 50 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ARMIRAIL Bruno Groupama-FDJ56:17:0102THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:4103ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:4304ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:0305LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 02:2306CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 03:0907KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 03:3308DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 04:1309ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 04:2610DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 04:49 Etapa importante antes do descanso Amanhã, disputa-se a 16.ª etapa, que antecede o último dia de descanso desta 106.ª edição do Giro d’Itália, numa etapa que poderá ser importante, sendo esperada mais ação entre os principais candidatos à geral, com ligação entre Seregno a Bérgamo, tirada com um total de 195 quilómetros, num traçado que engloba uma contagem de montanha de primeira categoria e três outras, de segunda. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – De Cassano Magnago a Mafra à boleia da história da arte O que liga a meta da 14ª etapa do Giro de Itália ao “Rei Sol” português? História da arte e ciclismo. Não é este o desporto mais incrível do mundo? “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Partida da 14ª etapa ainda em território suíço e ainda no cantão do Valais. Sierre é terra de raclette e nada liga com um bom queijo como os vinhos da região – o Petite Arvine e o Fendant. O pelotão despede-se da Suíça e reentra em Itália via Passo Simplon. A montanha dá tréguas e permite chegar ao Vale de Ossola desde o qual acedemos à meta em Cassano Magnago. Ao atravessarem a montanha os corredores nem se darão conta da omnipresença do Passo Simplon no quotidiano. Por exemplo, quando visitam Milão, cujo Duomo foi construído com a pedra mármore extraída da pedreira de Candoglia escavada nas vertentes rochosas do Simplon. Sierre (Suíça) é localidade de partida da etapa 14 do Giro de Itália.Créditos: RCS Dia de Mark Cavendish Sprint à vista em Cassano Magnago! O segundo da semana após vitória de Pascal Ackermann em Tortona. Não tem sido um mau Giro de Itália para os sprinters: mediram forças na 2ª etapa (vitória de Jonathan Milan), na 3ª etapa (vitória de Michael Matthews), na 5ª etapa (vitória de Kaden Groves) e na 6ª etapa (vitória de Mads Pedersen). Tendo em conta que Groves e Petersen já abandonaram quem sabe não é dia de Mark Cavendish somar a 17ª no Giro? Seria o primeiro triunfo do ano para o Míssil da Ilha de Man. Cada vez que estudo uma cidade ligada a uma prova de ciclismo penso: o que me levaria a visitar este sítio? No caso de Cassano Magnago seria o escultor Giovan Battista Maino. Só o nome não nos leva a associar o artista ao seu legado, mas se visitarem a capela de São Pedro – no Vaticano – ou lançarem a tradicional moeda na fonte de Trevi – em Roma – procurem as esculturas que o tornaram famoso. Em Cassano Magnago, meta da etapa, nasceu o escultor Giovan Battista Maino. Créditos: RCS Escultor de confiança de D. João V Giovan Battista Maino foi escultor de confiança de D. João V. Durante 43 anos “O Magnânimo” foi o regente da coroa portuguesa e um dos maiores mecenas do período conhecido como Arte Moderna – a transição entre o Renascimento iniciado no século 14 e a Idade Contemporânea a partir de meados do século 18. Esta política criativa permitiu edificar alguns dos principais monumentos de Lisboa e arredores e foi financiada com o ouro que chegava aos quilos da colónia brasileira. A abundância permitiu a Portugal criar uma identidade cultural e parte dela resultou do génio de Giovan Battista Maino. Onde podemos ver a obra do italiano? Visitando o convento de Mafra observem as esculturas dos Arcanjos Miguel e Gabriel; outrora poderíamos ter contemplado a estátua em prata da Imaculada Conceição que adornou o Paço da Ribeira – residência oficial dos reis portugueses no Terreiro do Paço até ser destruído pelo terramoto de 1755. https://www.youtube.com/watch?v=oOJFNmH5rxM Quem melhor do que o professor José Hermano Saraiva para contextualizar a vida e obra de D. João V? Não é o ciclismo o desporto mais incrível do mundo? Já agora, porque este “Ti Amo” é dedicado à arte, quando passearem por Lisboa e ao longe avistarem a silhueta do Aqueduto das Águas Livres reservem um pensamento para D. João V. Foi o “Rei Sol” português o promotor da obra. De Cassano Magnago a Mafra à boleia da história da arte e de Giovan Battista Maino. Não é o ciclismo o desporto mais incrível do mundo? ### Giro de Itália - Etapa 13 Einer Rubio (Movistar) foi o grande vencedor da 13.ª etapa do Giro d’Itália. Num dia em que o mau tempo voltou a ser um dos protagonistas, ‘obrigando’ a que a etapa cum uma distância de 199 quilómetros inicialmente prevista, fosse encurtada para apenas 74,8, o ciclista colombiano de 25 anos foi o primeiro a passar a linha da meta. Rubio completou os 74.8 quilómetros da ligação entre Le Châble e Crans-Montana com o registo de 2:16.21 horas, superiorizando-se no sprint final aos companheiros de fuga, Thibaut Pinot (Groupama-FDJ), e Jefferson Cepeda (EF Education-Easy Post), respetivos segundo e terceiro classificados. Thibaut Pinot atacou desde cedo e parecia determinado a vencer a etapa, no entanto, a estratégia mais contida de Einer Rubio revelou-se certeira, com o colombiano a chegar melhor aos metros finais. Topo da geral sem mexidas, com João Almeida a mostrar-se seguro Créditos imagem: Luca Bettini/SprintCyclingAgency O encurtamento da etapa acabou por diminuir as hipóteses de uma possível luta entre o pelotão do camisola rosa Geraint Thomas (Ineos), com este a manter assim a liderança da tabela, continuando a ter como companheiros de pódio Primoz Roglic (Jumbo-Visma), a 2 segundos, e João Almeida (UAE Emirates), a 22. O português João Almeida continua a exibir-se em bom plano, dando sinais de estar bem fisicamente, estando aparentemente a resguardar-se para a última e mais dura semana de prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=G47TdtxLcU4 Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01RUBIO Einer Movistar Team02:16:2102PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 0603CEPEDA Alexander EF Education-EasyPost+ 1204GEE Derek Israel-Premier Tech+ 01:0105PARET-PEINTRE Valentin AG2R Citroën Team+ 01:2906CARTHY Hugh EF Education-EasyPost+ 01:2907ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:3508DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 01:3509THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:3510ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:3 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers51:20:0102ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0203ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2204LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 4205CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 01:2806KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 01:5207DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 02:3208ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 02:4509DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 03:0810PINOT Thibaut Groupama-FDJ+ 03:13 Montanha abranda no dia de amanhã Amanhã, sai para a estrada a 14.ª etapa desta 106.ª edição do Giro d’Itália, na ligação entre Sierre e Cassano Magnago, num dia mais calmo, depois da montanha de hoje, com uma tirada com o total de 193 quilómetros, num percurso que engloba uma contagem de montanha de primeira categoria em Passo del Sempione. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Verbier é difícil… o pior vem depois Na 13ª etapa do Giro de Itália Alberto Contador analisa Verbier e antecipamos a Croix de Coeur. Curiosidades e uma declaração de amor aos São Bernardo. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. A 13ª etapa do Giro de Itália não se realiza numa sexta-feira, mas teve azar com o clima. De uma jornada de alta montanha originalmente prevista – 199km e 5100m de acumulado – a organização teve que reduzir o dia a 74,6km mantendo as duas últimas subidas a Croix de Coeur e Cras Montana. Ficamos sem o Gran San Bernardo, mas salvou-se a escalada até Verbier, uma estância invernal na Suíça que é meta habitual na volta local e marcou o Tour de France em 2009. Nesse Tour o Pistolero corria com Lance Armstrong e o ambiente era e cortar à faca. “Nesse dia dei um golpe de autoridade importante, distanciei a maioria dos adversários e era complicado com o terreno que havia pela frente e as sensações que tinha que me pudessem tirar a liderança… salvo um mau dia. A subida a Verbier é curiosa. Fui vê-la e o meu mecânico [Faustino Muñoz] disse ‘isto não é duro, sobe-se bem porque vens embalado das curvas onde ganhas velocidade’. Não tem percentagens muito altas, mas é muito constante, boa estrada e asfalto. Arranquei e quando levava 1km disse ‘Alberto arrancaste a 6km da meta’… Na televisão parece que vou a voar, mas levava as pernas a rebentar de ácido lático, que necessidade de atacar tão cedo?!” Alberto Contador ao programa La Montonera (Eurosport Espanha) na antevisão da etapa. Mais inclinada que o Monte Bondone e mais extensa que o Monte Lussari Como diz Contador, a subida até Verbier é difícil... o pior vem depois com o bónus de continuarem a subir para Croix de Coeur: sempre a 9-11% até superarem 2100m de altitude. Até há pouco tempo os últimos 2km eram em terra, mas foram asfaltados. A zona é tão boa que podíamos no dia seguinte fazer o sentido inverso (da Suíça para a Itália) via Croix de Coeur e ter uma etapa magnífica porque a vertente helvética via La Tzoumaz tem 22km e 1700m de desnível. Voltando à etapa de hoje, estamos perante a subida mais dura desta edição (sem ter em conta a distância à meta): 15,5km a 8,6% de inclinação média – mais inclinada que o Monte Bondone e mais extensa que o Monte Lussari. O Bondone será passado na 16ª etapa e Lussari no penúltimo dia. O que muitos não sabem é que ainda é possível continuar a subir! Como? De mountain bike chegamos aos 2300m onde está o Col des Mines – o nome deve-se às minhas aqui estabelecidas por volta de 1800 e das quais se extraíam chumbo e prata. As reservas duraram 60 anos, mas os caminhos e túneis ficaram. Créditos: LaPresse A subida dos imperadores O mau tempo tirou-nos o Gran San Bernardo – a sétima estrada asfaltada mais alta da Itália – que chega aos 2473m. Ainda se contemplou passar de Itália para a Suíça pelo túnel, mas os corredores consideraram a descida demasiado perigosa. É curioso que mesmo que subissem até ao túnel perderiam a parte divertida do Gran San Bernardo, já que a partir daí quase não há trânsito e a paisagem é linda. Há algo de imponente em cruzar o mesmo passo de montanha que personagens históricos. Podíamos chamar-lhe a subida dos imperadores; aí estiveram Júlio César e Napoleão Bonaparte – o romano no ano 57 antes de Cristo e o francês em 1800. Visitei esta zona há uns anos e apaixonei-me... por um São Bernardo. Foi na pacata Martigny, situada na base da montanha, durante uma visita ao museu que conta a história destes cães. Havia São Bernardos por todos os lados e das mais variadas idades, foi uma overdose de mimo a este cão conhecido pelos resgates nas montanhas. Embora a existência do São Bernardo remonte ao século 18, não foi o cão a dar nome à subida, mas um missionário chamado Saint Bernard de Menthon, que abriu um sanatório no pico em 1010. ### Giro de Itália - Etapa 12 O ciclista alemão Nico Denz (BORA-hansgrohe) venceu hoje a 12.ª etapa do Giro de Itália, em mais um dia no qual vingou a fuga do dia. Aos 29 anos Nico Denz consegue a vitória mais importante da sua carreira, batendo ao sprint o letão Toms Skujins (Trek-Segafredo), segundo, e o australiano Sebastian Berwick (Israel-Premier Tech) que terminou em terceiro. Os três que disputaram a etapa vinham numa fuga inicial mais numerosa, com 30 ciclistas, da qual se distanciaram quando ainda faltavam cerca 100 quilómetros para o final da etapa, acabando por chegar ao final juntos, após esforço enorme de Nico Denz para se manter com Tom Skujins e Sebastian Berwick. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1659206933273014272 Na geral, o grupo de favoritos chegou compacto e Geraint Thomas segue na liderança, com dois segundos de vantagem para o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), segundo, e 22 para o líder da juventude, o português João Almeida (UAE Emirates), que segue em terceiro. A equipa de João Almeida perdeu hoje um elemento, Alessandro Covi viu-se forçado a abandonar a corrida em virtude das mazelas da queda que sofreu na etapa de ontem. Créditos - Sprint Cycling Agency Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=tugmGwV16uk TOP 10 etapa POS.PAÍSNOME - EQUIPATEMPO01DENZ Nico BORA-hansgrohe04:18:1102SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 0003BERWICK Sebastian Israel-Premier Tech+ 0304TONELLI Alessandro Green Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 5805FRIGO Marco Israel-Premier Tech+ 02:0706VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 02:2007BETTIOL Alberto EF Education-EasyPost+ 02:2008SCARONI Cristian Astana Qazaqstan Team+ 02:2009HESSMAN Michel Jumbo-Visma+ 02:2010BAUDIN Alex AG2R Citroën Team+ 02:20 TOP 10 classificação geral POS.PAÍSNOME - EQUIPATEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers49:02:0502ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0203ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2204LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 3505CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 01:2806KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 01:5207DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 02:3208ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 02:3209DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 02:3610PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team+ 02:48 Amanhã, sexta-feira, a 13.ª etapa de liga Borgofranco d’Ivrea à subida em Crans-Montana em 199 quilómetros, em novo dia de alta montanha a testar os candidatos, com três contagens de montanha de primeira categoria. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Colnago V4Rs de João Almeida - Uma jóia de tecnologia italiana A Colnago V4Rs é a única bicicleta (além do modelo TT1 de contrarrelógio) que a equipa da UAE - Emirates utiliza em todas as corridas ao longo da temporada, este é o modelo utilizado por João Almeida, Tadej Pogacar, assim como os restantes ciclistas da equipa. O Topcycling teve acesso à sua bicicleta e mostra todos os pormenores desta "jóia italiana". Este modelo nasceu o ano passado, primeiro com o nome de 'Prototipo', veio substituir a então V3Rs e teve no seu desenvolvimento a participação de Tadej Pogacar, que foi o primeiro a testá-la em 2022. A bicicleta é simples e discreta, praticamente sem pintura além do logotipo da marca, o carbono "a nu" marca a cor da bicicleta. A caixa de direção CeramicSpeed ​​SLT (Solid Lubrication Technology), reduz o atrito e tem garantia vitalícia. O que mudou em 2023 Em relação ao modelo utilizado na temporada passada, além do quadro, as maiores alterações para João Almeida são os componentes, a equipa deixou de utilizar transmissão e travagem Campagnolo e passou a utilizar Shimano, assim como as rodas, que passaram a ser Enve, em vez de Campagnolo. Curiosamente, a equipa não é oficialmente uma equipa patrocinada pela Shimano, pois isso exigiria que também utilizassem rodas Shimano e componentes Pro Bike Gear. A UAE Team Emirates é uma das equipas WorldTour que compra os conjuntos de grupos diretamente à Shimano, tendo assim menos obrigações de patrocínio quando se trata de utilizar as marcas parceiras da Shimano. João Almeida utiliza o grupo Shimano Dura-Ace Di2 R9200 de 12 velocidades, com medidor de potência integrado e pratos de 54/40d (andamentos habituais, podem variar em algumas etapas).  As rodas Enve SES 4.5, foram supostamente escolhidas após a equipa ter feito testes de aerodinâmica, comparando vários modelos e marcas de rodas. João Almeida utiliza o guiador aerodinâmico da Colnago, o modelo CC.01 , diferente por exemplo de Tadej Pogacar, que utiliza guiador da marca Enve. O guiador Colnago CC.01 é feito numa única peça, completamente monocoque, uma escolha vantajosa tanto para economia de peso, como para aumentar a rigidez deste importante ponto de contacto entre ciclista e bicicleta. O adesivo Richard Mille na haste do guiador é um patrocínio de uma empresa de relógios. A marca de Cambiago disponibiliza quatro opções diferentes de largura de guiador (370, 390, 410 e 430 mm superior de centro a centro) juntamente com sete comprimentos diferentes de avanço (80, 90, 100, 110, 120, 130 e 140 mm). Para os interessados, só este guiador tem o preço de 840,00€. A bicicleta conta com bidons e grades de bidom da marca Elite, neste caso as grade Elite Leggero Carbon, que pesam apenas 17 gramas. A Elite também patrocina a equipa com os rolos electrónicos "turbo Elite" para os ciclistas fazerem o aquecimento antes das etapas.  Na grade de bidom do tubo diagonal, pode observar-se com esta fica ligeiramente embutida no quadro, é só um dos pormenores de aerodinâmica na evolução deste modelo V4Rs em relação ao anterior V3Rs. Outro importante ponto de contacto entre ciclista e bicicleta é o selim. João Almeida utiliza o Prologo Raspe M5 PAS, um selim que custa 220€. A tecnologia das Bitcoins aplicada nas bicicletas Nesta imagem pode ver-se o selo com logotipo da Colnago e um género de "impressão digital", este é o selo da tecnologia Blockchain. O que é a tecnologia Blockchain?  Blockchain, também referida como Distributed Ledger Technology (DLT), torna a história de qualquer ativo digital inalterável e transparente através de um uso de descentralização e hash criptográfico. Esta tecnologia tornou-se famosa por ser aplicada nas conhecidas “Bitcoins” (moeda digital). As principais características em resumo: Um blockchain é uma base de dados que é armazenada por blocos criptografados e os encadeia, formando uma única fonte cronológica de verdade para os dados. Os activos digitais são distribuídos em vez de copiados ou transferidos, criando um registro imutável de um activo. O activo é descentralizado, permitindo acesso total em tempo real e transparência ao público. Um histórico transparente de mudanças preserva a integridade do documento, o que cria confiança no activo. Ou seja, os quadros Colnago com esta tecnologia aplicada têm o histórico de donos registrado durante toda a sua existência, sem possibilidade de alterar o histórico passado. Como é que isto acrescenta valor? Basicamente, a partir do momento em que a bicicleta é construída e lhe é aplicada esta tecnologia, o quadro terá o histórico de donos registrado durante toda a sua existência, sem possibilidade de alterar o histórico passado, pelo que quando João Almeida deixar de utilizar esta bicicleta (eventualmente no final da temporada), o dono seguinte saberá no registro que o primeiro dono foi João Almeida, e assim consecutivamente com os donos seguintes. A nova V4Rs é uma bicicleta considerada mais rígida, mais leve e mais aerodinâmica do que a geração anterior, ainda que esteticamente as diferenças não saltem muito à vista, é um modelo altamente tecnológico e que foi desenvolvido para levar João Almeida e Tadej Pogacar às vitórias. De acordo com informação do importador em Portugal, a bicicleta com estes componentes tem um preço de venda ao público de 12.800,00€. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Carpano foi a Juventus do ciclismo Na 12ª etapa do Giro de Itália visitamos Piemonte, região do Barolo e do Barbaresco. Aqui nasceu o vermute e a estilosa equipa Carpano. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Ah Piemonte... a 12ª etapa do Giro de Itália leva-nos desde as colinas verdejantes de Bra até às montanhas nos arredores de Turim. Se algum dia visitarem Bra não deixem de visitar o Museu da Bicicleta onde podem ver peças com mais de 100 anos de existência. Desde a meta em Rivoli avistamos a colina de Superga e a basílica com o mesmo nome – destino final do Gran Torino quando o avião que trazia a equipa desde Lisboa chocou contra o monte na aproximação à cidade. Construído no início do século 18 o Castelo de Rivoli é agora um dos maiores muses de arte contemporânea do mundo.Créditos: RCS  Em direção aos Alpes O Giro começou nos Abruzzos e rumou ao sul de Itália. No “Ti Amo” já explicamos o que significa nascer no Mezzogiorno num país gerido desde o norte industrializado, recordamos a Nápoles de Maradona em pleno apogeu das diferenças culturais entre as duas Itálias. Fomos subindo via Emília-Romanha pelo lado do mar Adriático e viramos rumo à costa do Tirreno passando pelo Vale da Comida. Estamos numa diagonal até ao nordeste do país em direção aos Alpes. Na fronteira com França e Suíça vai finalizar a 13ª etapa do Giro, um piscar de olhos aos vizinhos suíços com a meta em Crans Montana. Nesta zona do cantão do Valais 33,4 por cento dos habitantes são portugueses. É também aqui que teremos a primeira etapa com cinco estrelas de dificuldades deste Giro de Itália: 199km e 5000m de acumulado. A etapa 12 cruza Le Langhe, na província de Cuneo, terra de conhecidos vinhos como o Barolo e o Barbaresco. Créditos: RCS Carpano foi a Juventus do ciclismo Sabiam que a Juventus chegou a ter os campos de treinos no Velódromo Umberto I por volta de 1904-1905? Há pormenores que ligam o clube de Turim ao ciclismo, mas nenhum como a equipa Carpano. Primeiro contextualizamos. Nos anos 40 a Juventus sucumbiu ao domínio do Gran Torino e passou por uma crise institucional. Desde 1923 é controlado pela família Agnelli – proprietária da FIAT; primeiro por Edoardo Agnelli e mais tarde pelos filhos Gianni e Umberto. Foi com ambos que a Vecchia Signora se modernizou. Os Agnelli eram sinónimo de indústria, poder e alta sociedade. Marcaram um estilo que influenciou a Carpano, um projeto com um nome forte em Turim, cidade onde nasceu Antonio Benedetto Carpano, inventor do vermute. A Carpano chegou a ser a equipa de Fausto Coppi, mas só descolou rumo ao êxito quando se inspirou no modelo Juventus. Como? Implantando um dress code e um manual de conduta para os corredores, criando a noção de que ser ciclista era mais do que andar de bicicleta. "Bra saúda o Giro". Início da etapa 12 e de um dia passado em Piemonte.Créditos: LaPresse Golpe de marketing genial Os escolhidos recebiam bons salários, bons materiais e hospedavam-se em bons hotéis. Se a Juventus recorreu aos escandinavos (o extremo Karl Aage Præst e o goleador John Hansen – ambos dinamarqueses – e o avançado sueco Gunnar Nordahl) e confiou o balneário a Giampiero Boniperti (que fez toda a carreira no clube), a Carpano também revolucionou o mercado. Foi das primeiras equipas não-belgas a contratar flandriens de topo – Fred De Bruyne, Germain Derycke e Jef Planckaert – e colocou-os às ordens do capitão Nino Defilippis, nascido e criado em Turim. Mais importante: a Carpano criou uma identidade adotando o maillot preto e branco igual ao da Juventus. Foi um golpe de marketing genial que só funcionou porque venceram Flandres, Roubaix, Lombardia e dois Giro de Itália… e dezenas de outras vitórias em corridas de topo. ### Giro de Itália - Etapa 11 João Almeida (UAE Emirates) subiu hoje à terceira posição da geral nesta 106.ª edição do Giro d’Itália. O ciclista português de 24 anos ascendeu a terceiro da geral, ocupando o lugar que pertencia à partida para a tirada de hoje, a Tao Geoghegan Hart (INEOS), que foi obrigado a abandonar a prova, em virtude de uma queda sofrida. Pascal Ackermann, companheiro de equipa de Almeida, foi o protagonista do dia, ao conquistar a etapa mais longa da presente edição do Giro, e que ligava Camaiore e Tortona, com um total de 219 quilómetros. O ciclista alemão de 29 completou a etapa com o registo de 5:09.02 horas, superiorizando-se no sprint final ao jovem Jonathan Milan (Bahrain-Victorious), e ao veterano Mark Cavendish (Astana), respetivos segundo e terceiro classificados, isto depois de ter sido necessário recorrer ao photo finish para apurar estes resultados. Queda de Geoghegan Hart e um rude golpe para a Ineos A queda de Tao Geoghegan Hart (Ineos) traduz-se num rude golpe para a Ineos, equipa que tem estado a realizar uma excelente prestação na prova. Com a desistência do britânico a Ineos perde um importante trunfo na luta pela geral da prova. À partida para a etapa de hoje a Ineos contava com Thomas e Geoghegan Hart no top 3 da geral, o que demonstrava a boa estratégia que têm adotado na prova. Uma saída inglória para Tao Geoghegan Hart. Thomas seguro na liderança da geral Nem tudo são más notícias no seio da Ineos, que continua a ter Geraint Thomas como líder da geral com dois segundos de vantagem sobre Primoz Roglic (Jumbo-Visma), e 22 para João Almeida. O mau tempo, as quedas e a covid19 têm marcado a presente edição do Giro, com vários candidatos a estarem já fora da prova, por isso, aguardamos com expectativa os próximos dias. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=6FsO4Q8ODfU Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ACKERMANN Pascal UAE Team Emirates05:09:0202MILAN Jonathan Bahrain Victorious+ 0003CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team+ 0004PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 0005OLDANI Stefano Alpecin-Deceuninck+ 0006ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 0007MAYRHOFER Marius Team DSM+ 0008BALLERINI Davide Soudal Quick-Step+ 0009CONSONNI Simone Cofidis+ 0010MARIT Arne Intermarché-Circus-Wanty+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers44:35:3502ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0203ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2204LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 3505CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 01:2806KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 01:5207DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 02:3208ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 02:3209DE PLUS Laurens INEOS Grenadiers+ 02:3610PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team+ 02:48 Giro 2023 já vai a caminho da 12.ª etapa Amanhã quinta-feira, é dia da 12.ª etapa desta 106.ª edição do Giro d'Itália numa ligação com um total de 179 quilómetros, entre Bra a Rivoli, num traçado que comtempla duas contagens de montanha, uma de terceira e outra de segunda categorias. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Não é a essência de uma Volta a resistência? Estaremos ultrassensíveis? Refletimos sobre os abandonos recentes e recordamos Lauro Bordin: herói esquecido da mais longa etapa do Giro de Itália. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Dos 176 corredores que iniciaram o Giro de Itália, 34 tinham abandonado à partida para a 11ª etapa (nem todos por COVID-19). Só UAE, Jumbo, Astana, Movistar e Bahrain mantinha os blocos completos. Na edição passada foram 149 os corredores que acabaram o Giro; os números atuais estão alinhados com o pico da pandemia já que em 2020 finalizaram 133 atletas. Olhemos para as últimas 21 edições. Em 12 delas os ciclistas que não terminaram superaram a barreira dos 40 atletas. No Giro de 2003 registaram-se 73 abandonos: nesse ano participaram 19 equipas/170 ciclistas, isto é, 43 por cento do pelotão (face aos 19 por cento de abandonos do atual Giro). Será que precisamos de reajustar a sensibilidade face ao que tem sucedido? O efeito maglia rosa ajuda a explicar o que eu considero certa histeria à volta dos abandonos por ter sido apenas a terceira vez na história do Giro que um líder deixou a corrida, mas sendo analítico não é uma edição anormal até agora. Vitigno Timorasso é um tipo de uva autóctona do Piemonte conhecida pela produção de vinhos brancos.Créditos: RCS 13 horas em fuga e 25 minutos de vantagem A 11ª etapa é a mais longa deste Giro: 219km entre Camaiore (ainda ontem falamos do hub junto ao mar da Ligúria) e Tortona – uma de seis etapas desta edição que supera os 200km. Continua a liderar Geraint Thomas, o sexto ciclista mais velho a comandar o Giro aos 36 anos (faz 37 no dia da 18ª etapa). O recordista é Andrea Noè que com 38 anos vestiu a maglia rosa em 2007 pela Liquigas. É curioso resgatar neste dia a intra-história da mais longa etapa das 106 edições do Giro. Em 1914 Constante Girardengo tinha 20 anos e já era campeão italiano. Ia a caminho de se tornar a grande figura do ciclismo italiano no pós-I Guerra Mundial à base de vitórias – foi o monstro sagrado da Milão-Sanremo até que Eddy Merckx conseguiu a sétima vitória e ultrapassou o piemontês. É provável que tenham lido que Girardengo ganhou a mais longa etapa da história do Giro: 430km entre Lucca e Roma! Menos conhecido é o facto de que nessa etapa Lauro Bordin esteve escapado a solo durante 350km nesse dia e acabou de mãos a abanar. Bordin foi um sprinter nascido em Crespino sul Po (Véneto) que fez uma longa carreira com três etapas ganhas no Giro. Podiam ter sido quatro, mas depois de 13 horas em fuga e 25 minutos de vantagem foi neutralizado a 65km de Roma. Acabou a etapa em 10º; nesse ano venceu o Giro di Lombardia pela Bianchi – a maior vitória de Lauro Bordin. Pelotão à partida em Camaiore para a etapa mais longa do Giro com 219km.Créditos: La Presse Hoje manda o imediatismo e o resultadismo Até 1920-1930 o ciclismo tinha outra essência. Mais do que desporto era quase um teste de sobrevivência para os participantes. Dessa era em diante a quilometragem foi decrescendo e hoje em dia vemos que a tendência se mantém. Porquê? O ciclismo atual não procura o herói que resiste. Os corredores não têm que partir de madrugada para provar a valentia e lerem os seus feitos nos jornais do dia seguinte. Hoje manda o imediatismo e o resultadismo. A duração das etapas vai-se moldando aos gostos do público. Não é a essência de uma grande Volta a resistência? O significado desse conceito varie de acordo com o contexto em que é aplicado. O campeão deste ano terá o mesmo mérito de outros vencedores já que doenças, quedas, mau tempo e outras circunstâncias imprevistas fazem parte da aventura. Sempre foi assim e sempre será. ### Giro de Itália - Etapa 10 Magnus Cort (EF Education-Easy Post) foi o destaque do dia no Giro d’Itália ao vencer a 10.ª etapa, que ficou marcada pelas condições meteorológicas adversas que se voltaram a fazer sentir na presente edição da prova. O ciclista dinamarquês de 30 anos foi o mais rápido a completar os 196 quilómetros da lidação entre Scandiano e Viareggio, com o registo de 4:51.15 horas, superiorizando-se ao sprint a Derek Gee (Israel-Premier Tech) e a Alessandro de Marchi (Jayco AlUla), respetivos segundo e terceiro classificados, e companheiros de uma fuga bem sucedida, que aguentou bem a pressão do grupo do camisola rosa nos quilómetros finais da prova. Geraint Thomas segue de rosa Geraint Thomas (INEOS) continua a vestir de rosa, camisola que conquistou após o abandono do anterior líder, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), após ter testado posivito à covid-19. O experiente ciclista britânico de 36 anos segue na liderança com 2 segundos de vantagem sobre Primoz Roglic (Jumbo-Visma), segundo da geral, enquanto que a fechar o top 3, figura o seu companheiro de equipa Tao Geoghegan Hart, com 5 segundos de atraso. João Almeida à espreita do top 3 João Almeida (UAE Emirates) segue na quarta posição da geral, a 22 segundos do líder, e na liderança da classificação da juventude. O ciclista português de 24 anos segue firme como principal referência da UAE Emirates nesta mítica prova, estando à espreita do top 3 da geral, patamar que lhe parece estar perfeitamente ao alcance, situação que ganhou ainda mais força após o abandono do grande favorito à vitória final, Remco Evenepoel. Para quem ainda poderia ver em Jay Vine, seu colega de equipa, um possível plano b da UAE Emirates, caso João Almeida tivesse um dia menos bom, essa hipótese ter-se-á esfumado hoje, uma vez que o australiano sofreu hoje uma queda e está neste momento na 20.ª posição da geral a 12:52 minutos do líder. Não restam dúvidas quanto à condição de líder de João Almeida, numa fase em que a dificuldade do Giro aumenta de dia para dia, tendo o próprio considerado o de hoje, como duro e stressante. O dia de hoje teve condições muito duras. Só pensava em atravessar a meta e ir aquecer-me. Teve muito frio e muitos quilómetros". João Almeida (UAE Emirates) Vlasov abandona e abre portas na geral Aleksandr Vlasov (Bora-Hansgrohe) e 6.º na geral à partida para a etapa de hoje, não chegou à meta, abandonando a meio da tirada. O ciclista de 27 anos, era um sério candidato ao top 5 final da prova, deixando agora as portas abertas a mais surpresas na geral. Vlasov apresentou-se debilitado logo no início da etapa, mantendo nessa fase um contacto constante com o carro da equipa, sendo notória um enorme esforço do ciclista para se manter em prova, mas tal acabou por não ser possível. O mau tempo que se fez sentir também poderá ter pesado na decisão de Vlasov em não continuar. A etapa de hoje foi fortemente marcada pela chuva, algum vento e temperaturas baixas, sendo constantes as trocas de equipamento por parte dos atletas junto dos carros de apoio. A formação da Bora-Hansgrohe deverá agora centrar a sua atenção em Lennard Kämna, atual 7.º classificado na geral a 1:52 minutos do líder. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=P-N5pw9G84s Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01CORT Magnus EF Education-EasyPost04:51:1502GEE Derek Israel-Premier Tech+ 0003DE MARCHI Alessandro Team Jayco-AlUla+ 0204PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 5105ACKERMANN Pascal UAE Team Emirates+ 5106OLDANI Stefano Alpecin-Deceuninck+ 5107MILAN Jonathan Bahrain Victorious+ 5108CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team+ 5109MAESTRI Mirco EOLO-Kometa Cycling Team+ 5110FIORELLI Filippo Green Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 51 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01THOMAS Geraint INEOS Grenadiers39:26:3302ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0203GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 0504ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2205LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 3506CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 01:2807KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 01:5208SIVAKOV Pavel INEOS Grenadiers+ 02:1509DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 02:3210ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 02:32 Amanhã seguem-se mais 219 quilómetros Amanhã, quarta-feira, sai para a estrada a 11.ª etapa desta 106.ª edição do Giro d’Itália, com o pelotão a ter pela frente um total de de 219 quilómetros na ligação entre Camaiore a Tortona, num traçado maioritariamente plano, mas que ainda contempla três contagens de montanha, duas de terceira e uma de quarta categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – O Pirata e o Comboio Do Adriático ao mar da Ligúria. O Giro atravessa a Itália e o "Ti Amo" recorda ícones locais como Pantani, Baldini, Cipollini, Bartoli e Luperini. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Acabou o que era doce. Após o contrarrelógio individual de Cesena o pelotão parou para a primeira jornada de descanso. Ninguém imaginava que o vencedor da etapa e líder da prova, Remco Evenepoel, tinha vivido em Cesena o último dia como maglia rosa já que abandonou por COVID-19 cedendo a liderança a Geraint Thomas. Situação rara no Giro: Eddy Merckx em 1969 e Marco Pantani em 1999 são os únicos precedentes. Já que falamos do Pirata, a 10ª etapa começa na sua Emília-Romanha natal. É a capital alimentar de Itália, por exemplo, na cidade de partida – Scandiano – situa-se a Confraria do Vinagre Balsâmico Tradicional de Reggio Emilia e nas vinhas locais nasceu um branco extraordinário chamado Spergola di Scandiano. Produzem-se tantos produtos que a região é conhecida como o Vale da Comida. Parma é a capital da “dispensa” que alimenta a Itália e boa parte do mundo. Há museus do queijo parmesão reggiano, do presunto, do salami e um curioso dedicado ao exclusivo culatello – enchido madurado durante 11-16 meses que ao contrário do presunto não é produzido em massa (só há 12 produtores certificados que produzem sete mil peças por ano face a oito milhões de peças de presunto de Parma). Créditos: RCS O Pirata e o Comboio Marco Pantani é apenas um de muitos ciclistas famosos do lado oriental da Emília-Romanha. Não longe da costeira Cesenatico – berço do Pirata – situa-se Forlí. Aí nasceu Ercole Baldini, campeão olímpico em 1956 e campeão do mundo em 1958 logo após vencer o Giro. Il treno di Forli (O comboio de Forlí) fazia a diferença no contrarrelógio, aliás, no Giro que venceu em 1958 adjudicou os dois contrarrelógios individuais. Pelo meio bateu o recorde da hora de Jacques Anquetil no mítico velódromo Vigorelli, em Milão. Ercole Baldini morreu em dezembro de 2022 aos 89 anos. O Pirata e o Comboio, campeões do Giro nascidos a 30km de distância e que não podiam ter tido vidas mais distintas. João Almeida à partida para uma fria e chuvosa 10ª etapa.Créditos: La Presse Hub da costa da Ligúria Para os corredores a tentação dos cheiros da Emília-Romanha ficam para trás à medida que entram na Toscana. Para isso cruzaram a Itália do Adriático ao Tirreno. É do lado oposto da península que está a meta, em Viareggio. O percurso da 10ª etapa leva-nos a atravessar Lucca, de onde é natural Mario Cipollini, recordista de etapas do Giro com 42 triunfos. Também em Lucca esteve durante anos a base logística da MTN-Qhubeka de Doug Ryder (atual patrão da Q36.5). Por aqui há um hub de ciclismo que atraiu alguns não-europeus a radicarem-se na zona. No hub da costa da Ligúria encontramos cidades como Camaiore (cidade de partida do Tirreno-Adriático), Pisa (onde nasceu Michele Bartoli, o homem que deu outra dimensão à carreira de Ruben Guerreiro) e Pontedera (casa de Fabiana Luperini, cinco vezes campeã do Giro e três vezes vencedor da Fléche Wallone). Subindo a costa rumo a Norte junto ao mar da Ligúria – subdivisão do Tirreno – eventualmente chegaríamos a Pisa, depois Génova e finalmente Sanremo. Sobre esta última não é preciso dizer muito, certo? É a cidade sagrada do primeiro Monumento da temporada. ### João Almeida: "Vou focar-me em fazer a minha corrida" O que muda no Giro de Itália sem Remco Evenepoel? Qual a postura da líder Ineos? João Almeida em discurso direto no dia de descanso. Sorridente e ainda de bigode, João Almeida confirmou que está em bom momento e que o objetivo continua a ser o pódio. Por agora é 4º a 22 segundos de Geraint Thomas, uma situação mais favorável do que quando terminou o contrarrelógio e estava a 1:07 de Remco Evenepoel – que entretanto abandonou por COVID-19. O corredor da UAE-Emirates explicou que “a melhor forma que tive numa grande Volta foi em 2021 no Giro e este ano estou ao mesmo nível. Melhor do que no ano passado. Fisicamente foram dias duros portanto no geral foi uma boa primeira semana. Estou onde esperava estar”. Parte da conversa incidiu sobre o que mudará no Giro agora que Evenepoel não está em prova? “Vai mudar muito porque ele era um dos grandes candidatos ao Giro. A corrida fica mais pobre, seria mais disputada e com mais surpresas. Se calhar até era melhor para mim. A Soudal Quick-Step também tem uma equipa forte e iam assumir a corrida em alguns dias. A minha abordagem não vai mudar, vou focar-me em fazer a minha corrida. Os adversários são os mesmos… Thomas, Tao, Vlasov, Caruso.” "Ineos vai ter uma camisola para defender" Ao longo do dia de descanso foram vários os rivais com piropos ao português. Geraint Thomas e Aleksandr Vlasov veem um João Almeida muito forte. “Assim como eles acham que eu estou forte, eu também acho que eles estão fortes. Há um respeito mútuo que é bonito no desporto. Os Ineos estiveram muito bem no contrarrelógio. Não estou surpreso com a Ineos porque o Geraint e o Tao são ótimos corredores, apenas com a forma como se apresentaram no contrarrelógio.” É precisamente sobre a Ineos que agora recai o peso de liderar o Giro. Geraint Thomas é o novo líder e Tao Geoghegan Hart ocupa o 3º lugar. “A Ineos vai ter uma camisola para defender e controlar, com dois corredores bem colocados na geral. Se calhar vamos continuar a ter uma Jumbo-Visma atacante, infelizmente sem terem a melhor equipa pelas baixas por Covid que tiveram antes do Giro. Se o ambiente for propício também nós iremos tentar atacar, depende das etapas.” Tudo em ordem com o posicionamento Tal como a maioria dos corredores João Almeida confirmou que a primeira semana de prova teve como principal dificuldade o mau tempo e o frio. Vêm por aí jornadas planas – a 10ª etapa finaliza em Viareggio e a 11ª em Tortona – com mais chuva no horizonte segundo as previsões meteorológicas. A fechar um apontamento sobre um tema recorrente no Giro do ano passado. Está tudo em ordem com o posicionamento, aliás, na atual edição o pior que João Almeida fechou foi na 60ª posição. Sobre este tópico o líder da UAE-Emirates reconheceu que estar “contente com o posicionamento etapa a etapa. Tenho tentado mesmo nas chegadas ao sprint estar na frente para evitar problemas.” ### Thomas e Almeida em jogos psicológicos O que pensa o líder do Giro de Itália sobre João Almeida? O TopCycling esteve na conferência de imprensa do camisola rosa. Geraint Thomas é um ciclista curioso. Fez 17 grandes Voltas e maioria pela equipa que mais provas de três semanas venceu na última década. Subiu a todos os degraus do pódio do Tour de France e vai na quinta tentativa de ganhar o Giro de Itália. À lista podemos acrescentar que já viveu em Itália. Seria de pensar que a trajetória impecável o colocasse como um candidato à vitória final, mas nem todos pensavam assim à partida para o Giro. “Por algum motivo muita gente não contava comigo”, disse o galês na conferência de imprensa virtual a que o TopCycling assistiu durante o primeiro dia de descanso do Giro de Itália. Thomas não leva a mal. Sabe que os abandonos nas últimas duas tentativas de correr a prova italiana são a explicação para a desconfiança. Isso e o facto de este ano não ter qualquer top 10 nas corridas de preparação que realizou. O pelotão na subida ao Gran Sasso durante a 7ª etapa do Giro.Créditos: Fabio Ferrari/LaPresse "O João é um ciclista incrível" O galês treina e conhece-se como poucos. Está de bem com a vida e não corre de raiva. Na conversa com os jornalistas reconheceu que se deu conta da sorte que tem em fazer o que gosta. Também de que é algo que não não vai durar para sempre. Na 18ª etapa a corrida estará a três dias do final em Roma: 161km entre Oderzo e Val di Zoldo, meta colocada no refúgio de Palafavera, situado a 1514m de altitude em plenas Dolomitas. Nesse dia, Geraint Thomas, atual líder do Giro de Itália, cumprirá 37 anos. Por agora está de rosa, mas há cinco ciclistas num raio de 22 segundos de diferença. João Almeida é um deles. Numa entrevista pré-Giro ao TopCycling o líder da UAE-Emirates disse que "Geraint Thomas é um corredor que vai lá chegar e vai estar muito bem, apesar de nas corridas anteriores não ter estado ao seu melhor nível, mas sei que vai chegar ao Giro e vai estar numa forma estupenda." O ciclista da Ineos Grenadiers sorriu e respondeu. “O João é um ciclista incrível. Super inteligente, não entra em enormes acelerações e é capaz de fazer grandes subidas a ritmo. Na 8ª etapa passei por ele e disse-me que tinha pernas de m… Fez uma boa etapa e quando passei por ele disse-lhe ‘nada mau para quem tinha pernas de m…’ Já vamos tendo jogos psicológicos.” Geraint Thomas ao TopCycling. Bem-disposto, relaxado e de resposta fácil. Geraint Thomas será o novo portador da maglia rosa a partir de terça-feira, dia em que a RCS endurece o protocolo COVID. A partir de agora será obrigatório o uso de máscara em todas as áreas de contacto com os ciclistas. ### Vlasov avisa: “Almeida está ainda mais forte” O TopCycling falou com Aleksandr Vlasov e Lennard Kamna no dia de descanso do Giro de Itália. João Almeida elogiado pelos líderes da Bora-Hansgrohe. A Bora-Hansgrohe tem feito uma corrida sólida e conta com Aleksandr Vlasov a 1:03 e Lennard Kamna a 1:52 do novo líder Geraint Thomas, promovido ao 1º posto após abandono de Remco Evenepoel. Vlasov ganhou o Giro sub-23 a João Almeida em 2018 e tem sido rival de longa data do português. O TopCycling quis saber a leitura do russo face à luta pela classificação geral. “O Almeida é muito forte, todos falam de Roglic e da Ineos, mas o Almeida é muito, muito forte. Tem um ritmo muito forte na montanha e tem uma boa equipa. Já fez algumas vezes top 10 no Giro e está ainda mais forte este ano. Já vi nas corridas prévias que ia forte e pode ser um corredor perigoso ao qual há que estar atento.” Aleksandr Vlasov ao TopCycling. Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency "Tao tem sido o mais impressionante" Se Vlasov quer estar no pódio em Roma e vai lutar pelo melhor resultado possível – dando a entender que um 2º ou um 3º lugar pode ser um bom resultado – o colega Lennard Kamna tenta pela primeira vez fazer três semanas com o objetivo de uma boa classificação geral final. “Primeiro quero tentar fazer top 10, seria um grande feito para mim. Ainda há muito bons rivais atrás de mim. Ficaria muito contente por fechar top 10. Há muitas etapas de montanha super interessantes onde se podem fazer diferenças. Eu quero não perder tempo na segunda semana, estar tão bem quanto for possível.” O TopCycling também quis ouvir Kamna sobre a concorrência e quem mais o surpreendeu na primeira semana. “Neste Giro temos muitos e bons rivais. Tao e Thomas estão em grande forma, o Almeida e o Roglic também. O Tao tem sido o mais impressionante. Fiquei impressionado e muito surpreendido com o contrarrelógio dele.” Lennard Kamna ao TopCycling. Vlasov já caiu neste Giro de Itália.Créditos: Luca Bettini/SprintCyclingAgency Subir de forma rumo à terceira semana A estratégia da Bora-Hansgrohe é ir mantendo as opções em aberto com ambos os líderes. A tática agrada a Aleksandr Vlasov. “O Kamna é um corredor forte, vamos ver ao longo da corrida como é que ele se sente, como é que eu me sinto. Por agora estamos ambos no top 10, temos que ir vendo dia a dia. É bom ter dois líderes porque algo pode acontecer e podemos ter um momento em que um dos dois perde tempo e pode ajudar o outro.” Algo que o russo acrescentou foi a dureza na primeira semana. Horrível foi a palavra utilizada por Vlasov para descrever a chuva, o frio e as quedas vividas no pelotão. Se alguém anseia por dias de sol é o 4º classificado do Giro de 2021 e 5º no Tour de 2022 que espera subir de forma rumo à terceira semana. ### Remco Evenepoel fora do Giro de Itália por teste positivo a COVID-19 Depois de reassumir hoje a liderança do Giro de Itália, o belga Remco Evenepoel vê-se forçado a abandonar a corrida depois de testar positivo a COVID-19 no teste de rotina feito antes do primeiro dia de descanso. O campeão mundial de 23 anos, que fazia sua segunda participação no Giro de Itália, teve uma primeira semana forte, vencendo duas etapas, no entanto apesar de vencer o contrarrelógio de hoje, o próprio admitiu que não tinha estado ao seu nível habitual e que esperava fazer mais diferenças. A notícia é avançada pela própria equipa de Remco Evenepoel, a Soudal Quick-Step. “Lamento muito deixar a corrida. Como protocolo da equipa, fiz um exame de rotina, que infelizmente deu positivo. A minha experiência foi muito especial e estava ansioso para competir nas próximas duas semanas.  Não consigo agradecer o suficiente à equipa e aos meus companheiros, que se sacrificaram tanto na preparação para o Giro. Estarei a torcer por eles nas próximas duas semanas”, diz Remco Evenepoel, no comunicado da equipa. Todos os outros ciclistas e staff da Soudal Quick-Step foram testados e deram negativo no teste. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Etapa 9 Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) foi o grande vencedor do contrarrelógio da 9.ª etapa da 106.ª edição do Giro d’Itália. O ciclista belga de 23 anos foi o mais rápido a completar os 35 quilómetros entre Savignano sur Rubicone e Cesena, com o registo de 41.24 minutos, superiorizando-se em um segundo a Geraint Thomas (INEOS), e em dois a Tao Geoghegan Hart (INEOS), respetivos segundo e terceiro classificados, Os ciclistas da INEOS conseguiram hoje rivalizar com Evenepoel, num dia em que muitos apontavam a uma vitória clara e folgada por parte do homem da Soudal Quick-Step, situação que não se verificou, sendo a vitória conseguida pela margem mínima. À semelhança do que aconteceu no contrarrelógio da etapa inaugural da presente edição do Giro, Remco Evenepoel voltou assim a vencer nesta disciplina onde se assume cada vez mais como um atleta de excelência. Evenepoel assume a liderança da geral, com João Almeida a baixar para 5.ª No que diz respeito à classificação geral, com a vitória de hoje, Remco sucede a Andreas Leknessund (DSM)  como novo dono da maglia rosa, com 45 segundos de vantagem para Geraint Thomas (INEOS), segundo classificado, enquanto que a fechar o pódio da geral surge Primoz Roglic (Jumbo Visma), com 47 segundos de atraso. João Almeida (UAE Emirates), registou hoje o nono melhor tempo da tirada, a 35 segundos de Evenepoel. Com este resultado o ciclista português de 24 anos baixou uma posição na geral, sendo agora 5.ª da geral, a 1:07 segundos do líder Evenepoel. Depois de ter efetuado um grande contrarrelógio na etapa inaugural da prova, hoje, João Almeida foi mais comedido, indicando as condições metereológicas algo adversas como principal motivo para o andamento mais cauteloso que impôs. No geral, foi um passeio muito bom e estou feliz. As curvas estavam um pouco escorregadias, mas me senti bem. As partes técnicas dificultaram o ritmo do percurso e acho que estive bem, principalmente na segunda parte. Agora estou animado para o dia de descanso e focado na segunda semana.” João Almieda (UAE Emirates) Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=TgNpki_OqSM Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step41:2402THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 0103GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 0204KÜNG Stefan Groupama-FDJ+ 0405ARMIRAIL Bruno Groupama-FDJ+ 0806ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 1707ARENSMAN Thymen INEOS Grenadiers+ 2408VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 3009ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 3510CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 4 Top 10 classificação geral POSRIDER TEAMTIME01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step34:33:4202THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 4503ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 4704GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 5005ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:0706LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 01:0707VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 01:4808CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 02:1309KÄMNA Lennard BORA-hansgrohe+ 02:3710SIVAKOV Pavel INEOS Grenadiers+ 03:00 Amanhã é dia de descanso no Giro Esta segunda-feira irá cumprir-se o primeiro dia de descanso nesta 106.ª edição do Giro d'Itália. Depois de nove etapas, o pelotão goza amanhã o primeiro dia de pausa, numa fase em que ainda faltam disputar nada mais, nada menos que 12 etapas. O pelotão voltará para a estrada na terça-feira, com uma tirada de 196 quilómetros na ligação entre Scandiano e Viareggio, num percurso maioritariamente plano. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Taça do Mundo de XCO - Etapa 1 - Nove Mesto O campeão da europa Thomas Pidcock bateu a concorrência na primeira Taça do Mundo de XCO em Nove Mesto, na República Checa. Na corrida feminina foi a jovem nerlandesa Puck Pieterse a impor-se à frente das francesas Pauline Ferrand Prevot e Loana Lecomte. Nove Mesto recebeu a primeira etapa da Taça do Mundo que estreou um no formato onde no mesmo sítio e no mesmo fim de semana se celebraram várias corridas referentes à bicicleta de montanha. Durante sexta, sábado e domingo decorreram provas de XCO, XCM e XCC. Créditos Imagem - UCI Mountain Bike Corrida de elites masculinos No que diz respeito ao XCO a corrida de elites masculinos teve lugar este domingo às 14 horas (hora portuguesa) com grandes nomes à partida como Nino Schurter, Thomas Pidcock, Mathias Fluckiger ou Sam Gaze. No início foi o alemão Luca Schwarzbauer que assumiu a dianteira e até chegou a ter alguma margem para o restante grupo. Mas a partir da terceira volta foi o jovem britânico, Thomas Pidcock, que tomou a frente da corrida e apenas foi seguido pelo francês Joshua Dubau. O campeão da europa ainda teve uma queda quando decorria a quinta volta mas rapidamente se levantou e voltou para junto do francês que passou a liderar a corrida. Créditos Imagem - UCI Mountain Bike Pidcock estava endiabrado e já na última volta conseguiu fazer a diferença para Dubau e vencer a primeira Taça do Mundo de XCO após também já ter vencido na sexta-feira o XCC. Roberto Ferreira foi o único português em prova e terminou na 84ª posição. TOP 10 final Pos.NomePaísEquipaTempo1PIDCOCK Thomas GBRINEOS GRENADIERS1:22:462DUBAU Joshua FRAROCKRIDER RACING TEAM1:22:513SCHURTER Nino SUISCOTT-SRAM MTB RACING TEAM1:23:094SARROU Jordan FRATEAM BMC1:23:095GRIOT Thomas FRACANYON CLLCTV1:23:346SCHWARZBAUER Luca GERCANYON CLLCTV1:24:077FLÜCKIGER Mathias SUITHÖMUS MAXON1:24:368FORSTER Lars SUITHÖMUS MAXON1:24:459BRAIDOT Luca ITASANTA CRUZ ROCKSHOX PRO TEAM1:24:5510HATHERLY Alan RSACANNONDALE FACTORY RACING1:25:12 Corrida de elites femininas Na corrida feminina foi também uma britânica, Evie Richards quem abriu as hostilidades sendo seguida diretamente pela holandesa Puck Pieterse e depois pelo grupo principal. À passagem da quarta volta a britânica continuava na frente, mas a perseguição era encabeçada pela campeã do mundo, Pauline Ferrand Prevot, que se havia juntado à corredora dos Países Baixos.  No entanto, um furo na roda traseira e depois um saltar de corrente fez com que, Evie Richards passasse da liderança da corrida para a nona posição. Créditos Imagem - UCI Mountain Bike A liderança da corrida passou ser do duo que vinha logo no encalce da britãnica. O que se seguiu foi uma batalha volta após volta entre a jovem neerlandesa e a campeã do mundo. Batalha que teve o seu desfecho final quando Puck Pieterse atacou na última volta e deixou para trás a francesa, campeã do mundo. O pódio ficou completo com o terceiro lugar da campeã da europa, Loana Lecomte e destaque para Evie Richards que após os problemas mecânicos, ainda conseguiu terminar na quarta posição. Créditos Imagem - UCI Mountain Bike Raquel Queirós foi a representante portuguesa nesta corrida, mas infelizmente, não teve um bom dia terminando na 77ª posição. Créditos Imagem - MMR Factory Racing TOP 10 final Pos.NomePaísEquipaResult1PIETERSE Puck NEDALPECIN-DECEUNINCK1:23:012FERRAND PREVOT Pauline FRAINEOS GRENADIERS1:23:063LECOMTE Loana FRACANYON CLLCTV1:23:124RICHARDS Evie GBRTREK FACTORY RACING XC1:23:175KELLER Alessandra SUITHÖMUS MAXON1:23:396TERPSTRA Anne NEDGHOST FACTORY RACING1:23:397BOHÉ Caroline DENGHOST FACTORY RACING1:23:408HENDERSON Rebecca AUSPRIMAFLOR MONDRAKER GENUINS RACING TEAM1:23:579FREI Sina SUISPECIALIZED FACTORY RACING1:24:1010BERTA Martina ITASANTA CRUZ ROCKSHOX PRO TEAM1:24:43 A próxima ronda da Taça do Mundo de XCO terá lugar em Lenzerheide, na Suíça, no dia 11 de junho e pode ser acompanhada no Topcycling e nos canais Eurosport. ### Giro – Sexual… Healyng Quando Marvin Gaye compôs "Sexual Healing" nunca pensou ser citado no contexto do Giro de Itália. Até que apareceu Ben Healy. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Os haters dirão que está mal escrito. “É Sexual Healing, não é Healyng”. E se Ben Healy estiver para a 8ª etapa do Giro de Itália como Marvin Gaye esteve para o soul e R&B? Primeiro uma recomendação: leiam ao som da música que partilho abaixo. Dito isto, voltemos ao ciclismo. O cenário era duro: 200km de terreno rompe pernas com chegada a Fossombrone. A fuga pegou à primeira. Ben Healy, 22 anos, sotaque irlandês que derrete corações e barba de uma semana para dar o toque desalinhado, mas contemporâneo. O estilo urban chic que a EF gosta de promover e que leva o informático de Silicon Valley a vestir Rapha e a montar um suporte no Tesla para a bike topo de gama. Healy/Healing… a associação é óbvia para um fã de Marvin Gaye. O tema “Sexual Healing” foi lançado no 17º e último álbum do cantor – Midnight Love (1982). O curioso é que foi gravado na Bélgica já que Marvin Gaye ficou a viver em Ostend após concluir a digressão europeia. https://www.youtube.com/watch?v=rjlSiASsUIs Ostend? A sério? Afetado pelo uso de drogas e depressão foi em longos passeios nas praias de Ostend que Marvin Gaye recuperou. Não sabemos se chegou a viver a cultura belga da bicicleta, mas Ostend? A sério? De todos os sítios no mundo Marvin Gaye compôs este hit numa das capitais do ciclocrosse (organizaram o Mundial em 2021 e vão receber o de 2027)? É demasiado bom para ser verdade. “Sexual Healing” é tema obrigatório na playlist dos solteiros em noite de Tinder e para os casados naquela noite anual em que fugimos de casa sem miúdos. Ben Healy e Marvin Gaye… uma associação curiosa. Recordemos as primeiras estrofes da música. “Oh, baby now let's get down tonight Oh baby, I'm hot just like an oven I need some lovin' And baby, I can't hold it much longer It's getting stronger and stronger” LaPresse A liberação de Ben Healy chegou em Fossombrone Ben Healy saiu do autocarro motivado e com um plano (let's get down tonight). Foi aquecendo e apanhou a fuga certa (I'm hot just like an oven). Encontrou em Derek Gee e Filippo Zana a companhia certa (I need some lovin'). Entrou na subida de I Cappuccini e por dentro ardia de desejo (I can't hold it much longer, It's getting stronger and stronger). A 53km do final não aguentou mais e deixou-se levar. Subiu Monte delle Cesane e voltou a I Cappuccini porque o show foi tal que o público pediu um encore! Depois foi desfrutar até Fossombrone e atingir o clímax na meta… “When I get that feeling, I want sexual healing.” O alívio, a cura, a liberação de Ben Healy chegou em Fossombrone depois de a procurar sem êxito com inúmeros ataques na etapa de Lago Laceno, depois de ver escapar por entre os dedos triunfos na Fléche Brabançonne, Amstel Gold Race e Liège-Bastogne-Liège. LaPresse Roglic e Ineos ao ataque O mais jovem irlandês a ganhar no Giro de Itália é um espetáculo. Tipos como Ben Healy e Marvin Gaye são carismáticos e quando se tem “motor” não é preciso Auto-Tune nem playback. Ben Healy tem nas pernas o que Marvin Gaye tinha na voz: um dom. O desejo era forte e Ben Healy não resistiu! Atacou e fez o sexto solo da carreira, o segundo da época após o GP Indústria e Artesanato. Nesse dia foram só 10km desde a subida de Fomello até à meta em Larciano. “Esta é a forma que gosto de fazer as coisas. Sozinho e assim asseguras-te de que vais ganhar.” Ben Healy após vencer o GP Indústria e Artesanato. Foi a terceira fuga a vencer em oito etapas do Giro. Agora é a vez do teste da verdade: 35km de contrarrelógio – a única etapa que João Almeida foi reconhecer do percurso deste ano. "É bastante rápido, longo, mais de 30km. Gostei do percurso, boa estrada, não tem partes muito técnicas", disse o líder da UAE-Emirates ao TopCycling. LaPresse Almeida chega ao crono após perder 14 segundos três rivais diretos. Primoz Roglic e Ineos ao ataque, uaa! Tao Geoghegan Hart e Geraint Thomas aliaram-se com o esloveno e puseram fogo na corrida. No Giro é assim, pestanejas no momento errado e perdes um lugar na geral. Evenepoel também ficou a dormir e vai para o contrarrelógio à vontade... mas não à vontadinha. ### Giro de Itália - Etapa 8 Estamos praticamente no final da primeira semana do Giro de Itália e tendo em conta que amanhã haverá contrarrelógio, os ciclistas com intenções à classificação geral tinham que tentar fazer diferenças nesta etapa de montanha. Apesar de ser um estreante em grandes voltas, Ben Healy (EF Education-Easy Post) chegou a este Giro de Itália com boas indicações no que levamos de temporada, hoje voltou a tentar e venceu mesmo a oitava etapa. Aos 22 anos, Healy venceu a etapa após um ataque de longe que o distanciou da fuga do dia, carimbando a sua primeira vitória em grandes voltas. Aqui em pleno sofrimento, mas certamente a viver o seu sonho. https://twitter.com/giroditalia/status/1657398166747004928 Dos companheiros de fuga do vencedor, Derek Gee (Israel-Premier Tech) foi segundo e o italiano Filippo Zana (Jayco-AlUla) terceiro. No grupo dos favoritos à classificação geral, Primoz Roglic (Jumbo-Visma) atacou os restantes favoritos e levou consigo os britânicos Tao Geoghegan Hart e Geraint Thomas, da INEOS, ganhando 14 segundos a alguns dos outros candidatos, como Evenepoel e João Almeida. https://twitter.com/Eurosport_ES/status/1657398979833782272 Andreas Leknessund (DSM) segurou a camisola rosa, agora com apenas 8 segundos de vantagem para Remco Evenpoel (Soudal Quick-Step), segundo, e 38 para Roglic agora terceiro. João Almeida (UAE Team Emirates) está agora em quarto da geral, a 40 segundos de Leknessund. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=t5A5uYpBLcc Top 10 etapa POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1HEALY BenEF Education-EasyPost04:44:242GEE DerekIsrael-Premier Tech+ 01:493ZANA FilippoTeam Jayco-AlUla+ 01:494BARGUIL WarrenTeam Arkéa-Samsic+ 01:495VERONA CarlosMovistar Team+ 02:126BAIS MattiaEOLO-Kometa Cycling Team+ 02:377SKUJINS TomsTrek-Segafredo+ 03:518TONELLI AlessandroGreen Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 03:569RIESEBEEK OscarAlpecin-Deceuninck+ 04:0010GEOGHEGAN HART TaoINEOS Grenadiers+ 04:34 Top 10 classificação geral POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1LEKNESSUND AndreasTeam DSM33:52:102EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+ 083ROGLIC PrimozJumbo-Visma+ 384ALMEIDA JoaoUAE Team Emirates+ 405THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 526GEOGHEGAN HART TaoINEOS Grenadiers+ 567PARET-PEINTRE AurélienAG2R Citroën Team+ 588VLASOV AleksandrBORA-hansgrohe+ 01:269CARUSO DamianoBahrain Victorious+ 01:3910KÄMNA LennardBORA-hansgrohe+ 01:54 Amanhã contrarrelógio Domingo haverá o segundo contrarrelógio desta edição do Giro de Itália, 35 quilómetros entre Savignano sul Rubicone e Cesena. Um esforço que voltará a "arrumar" a classificação geral e ditará as estratégias na semana seguinte, por parte dos candidatos à vitória final, antes do primeiro dia de descanso, na segunda-feira. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – E ao sétimo dia o pelotão descansou Chuva, frio, quedas e etapas com mais de 200km. Fugas vitoriosas nas etapas de montanha. Nada que João Almeida não tivesse antecipado. “Ti Amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. O comentador Gonçalo Moreira propõe 21 histórias para 21 etapas. A etapa do Gran Sasso – a segunda de perfil montanhoso após Lago Laceno – resultou em nada em termos de classificação geral. Ninguém tira aos corredores as seis horas a levar com chuva e frio. O cansaço está lá e vai-se acumulando; com a climatologia adversa o pelotão ativou o modo “pouca energia” e as diferenças na geral mantêm-se desde o prólogo. Está a ser uma primeira semana dura e o pelotão sabe que o Giro de Itália só se ganha no Monte Lussari na penúltima etapa. É a teoria de João Almeida. "A última semana vai ser duríssima e aquele último contrarrelógio – que é meio contrarrelógio e meio cronoescalada – vai ser muito duro principalmente pelos dias anteriores. Vai ser um bom espetáculo e tudo pode acontecer naquela última semana. Temos o exemplo da primeira Volta a França que ganha o Tadej Pogacar… ninguém diria que ele ganhava e o certo é que aquele contrarrelógio meteu o Roglic lá para trás e este Giro vai ser similar. Naquele contrarrelógio tudo pode acontecer. Num Giro com não sei quantos mil quilómetros, aqueles 25 quilómetros vão fazer uma diferença abismal." João Almeida ao TopCycling. JOÃO ALMEIDA AO TOPCYCLING: PRIMEIRA PARTE JOÃO ALMEIDA AO TOP CYCLING: SEGUNDA PARTE João Almeida foi 20º em Lago Laceno e 8º no Gran Sasso com o mesmo tempo dos demais favoritos.Créditos: La Presse Giro dos sabores rústicos Estamos na terra da boa mesa, dos longos almoços e a experiência não é só sentar-se e comer. Começa na cozinha com um bom vinho e uma tábua de antipasti. Itália não é só pizza e este Giro não é dos que vai ao forno e em sete minutos está pronto a comer. Bem-vindos ao Giro dos sabores rústicos, como um ragu' alla bolognese. Porque pedimos o regresso às origens na gastronomia, advogamos por tempo de qualidade à mesa e exigimos tudo o contrário ao ciclismo? Em abril a Accademia Italiana della Cucina retocou a receita oficial do ragu' alla bolognese pela primeira vez em 40 anos. Uma comissão estudou as origens do prato e registou na Câmara de Comércio de Bolonha a nova receita, as variantes aceites e o que é inaceitável. Preservou a tradição! Se a Accademia Italiana della Cucina o fez pelo ragu porquê atacar constantemente as etapas de 200km quando não há ataques? Tem-se vindo a lutar por um ciclismo mais humano, logo há que compreender que João Almeida, Remco Evenepoel, Primoz Roglic (entre outros) caíram e a prioridade é recuperar. Este não é o Giro da pizza, mas do refogado, da carne estufada com tomate, cenoura, azeite e vinho. Primeiro somos induzidos pelo cheirinho que vem da cozinha, depois conquistados à mesa pela carne que cozinhou até quase se desfazer na boca. Créditos: LaPresse Vamos ter duas semanas vintage Em Lago Laceno ganhou Aurélien Paret-Peintre (Ag2r-Citröen) e no Gran Sasso foi Davide Bais (Eolo-Kometa). Duas chegadas em alto e duas fugas vitoriosas. Da 7ª etapa esperava mais movimentos na parte inicial, mais luta pela fuga e um grupo com outro perfil. Nota-se que as forças já vão justas quando a fuga pega à primeira e a Soudal-Quick-Step abdica de agitar as águas. Se alguém quer uma corrida mexida é Evenepoel. Os que criticam a 7ª etapa já se esqueceram que a 4ª foi feita a 41km/h de média até Lago Laceno. Ganhou a fuga? Sim, mas as primeiras duas horas de corridas foram um espetáculo: Grupos cortados, favoritos e equipas em pânico, fuga constituída a 78km da meta depois de duas horas a ferro e fogo. Em Campo Imperatore, no topo do Gran Sasso, Evenepoel tentou surpreender Roglic. Sem efeito.Créditos: LaPresse Dizer que o pelotão neutralizou o Gran Sasso pensando no contrarrelógio de domingo – 35km em Cesena, a região do Pirata Pantani – parece-me ver o copo meio vazio. Eu prefiro ver o copo meio cheio e aposto que vamos ter duas semanas vintage, sobretudo a última. É preferível um Giro que cozinha em fogo lento e deixa um bom sabor de boca do que um Giro aquecido no microondas só para matar a fome. Não sou um conservador de mente fechada, aceito um twist aqui e ali – etapas mais curtas de montanha de forma esporádica, por exemplo. Da mesma forma que a Accademia Italiana della Cucina admite que o ragu possa ser elaborado com fígados de galinha, salsicha de porco e cogumelos porcini secos. ### Giro de Itália - Etapa 7 O ciclista italiano Davide Bais (EOLO Kometa) venceu a sétima etapa do Giro de Itália, batendo os dois companheiros da fuga do dia, o checo Karel Vacek (Corratec-Selle Italia), segundo a nove segundos, e o italiano Simone Petilli (Intermarché-Circus-Wanty). Os homens da geral chegaram todos juntos, a 3.10 minutos, e o norueguês Andreas Leknessund (DSM) segurou a camisola rosa, com o belga Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) em segundo, a 28 segundos, e o francês Aurélien Paret-Peintre (AG2R-Citroën) em terceiro, a 30. João Almeida (UAE Emirates) foi oitavo na etapa e segue em quarto, a um minuto. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=-8yNOiE5TS8 Top 10 etapa POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1BAIS DavideEOLO-Kometa Cycling Team06:08:402VACEK KarelTeam corratec - Selle Italia+ 093PETILLI SimoneIntermarché-Circus-Wanty+ 164EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+ 03:105ROGLIC PrimozJumbo-Visma+ 03:106PINOT ThibautGroupama-FDJ+ 03:107THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 03:108ALMEIDA JoaoUAE Team Emirates+ 03:109DUNBAR EdwardTeam Jayco-AlUla+ 03:1010SCARONI CristianAstana Qazaqstan Team+ 03:10 Top 10 classificação geral POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1LEKNESSUND AndreasTeam DSM29:02:382EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step+ 283PARET-PEINTRE AurélienAG2R Citroën Team+ 304ALMEIDA JoaoUAE Team Emirates+ 01:005ROGLIC PrimozJumbo-Visma+ 01:126THOMAS GeraintINEOS Grenadiers+ 01:267VLASOV AleksandrBORA-hansgrohe+ 01:268GEOGHEGAN HART TaoINEOS Grenadiers+ 01:309KÄMNA LennardBORA-hansgrohe+ 01:5410CARUSO DamianoBahrain Victorious+ 01:59 Sábado Amanhã a oitava etapa liga Terni a Fossombrone em 207 quilómetros, com três contagens de montanha, uma de segunda e duas de quarta categoria. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Chega a montanha no Gran Sasso Um laboratório subterrâneo, uma missão da II Guerra Mundial que parecia impossível e o Marco Pantani. Na 7ª etapa apresentamos o Gran Sasso de Itália. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Gran Sasso – Grande Pedra – de Itália é um maciço localizado entre as cidades de L’Aquila e Teramo, na região de Abruzzo. São 26km, mas pelo facto de se localizar numa meseta só são realmente duros os últimos 4km (média de 8%). Marco Pantani não conhecia a subida, mas soube ler a pouca dureza do Gran Sasso. Respondeu a um ataque de Chava Jiménez a 3km da meta e despachou a concorrência no primeiro teste montanhoso do Giro de 1999. O perfil da subida ao Gran Sasso de Itália na 7ª etapa do Giro deste ano. Era o ano pós-dobradinha Giro-Tour do Pirata. Numa montanha coberta de neve Pantani começou o Giro da despedida. Ficaria gelado semanas mais tarde quando teve que deixar a corrida a dois dias do final e com a maglia rosa no bolso por superar os valores legais de hematócrito – estes testes foram introduzidos no ciclismo em 1997. Ganhou Ivan Gotti, insultado pelos colegas do pelotão no Gran Sasso. A Mapei de Gotti foi a única equipa a aceitar todos os testes antidoping que o CONI impôs nesse Giro aos ciclistas italianos. Escudo protetor de raios cósmicos Parte do que torna esta montanha em misteriosa é o que não se vê. Nas entranhas rochosas situa-se o Laboratori Nazionali del Gran Sasso – a maior instalação subterrânea do mundo dedicada à investigação de física de partículas e fenómenos subatómicos raros. O facto de parte do laboratório estar protegido por 1400m de rocha dolomita torna o Gran Sasso num gigante escudo protetor de raios cósmicos. Concebido nos anos 70 e concluído nos 80 ao laboratório acede-se por um dos dois túneis (com 10km de extensão) que perfuram a montanha e ligam Roma à costa do Adriático via autoestrada A24. Um desvio leva à entrada quase “secreta” do laboratório como se estivéssemos num filme. https://twitter.com/LngsInfn/status/1654385767337144322 A montanha que prendeu Mussolini Também há história associada a este pico dos Apeninos, mas para isso é preciso chegar aos 2130m de altitude. Aqui, em julho de 1943, chegou o detido Benito Mussolini. A esta altitude a montanha recebe o nome de Campo Imperatore, um nome captado numa transmissão de rádio pelo espião alemão Herbert Kappler e que deu origam à Operazione Quercia – 90 paraquedistas comandados pelo capitão das SS Otto Skorzeny aterraram no Gran Sasso e libertaram Mussolini. O único acesso ao topo era por teleférico e os italianos acreditavam que o segredo e o terreno inviabilizam um ataque. Em 2022 cumpriu 100 anos o último dos carabinieri que estava de serviço em Campo Imperatore. Fernando Tascini contou ao La Republicca que o Duce era um homem cabisbaixo, taciturno e pouco falador. Segundo Tascini, naquele dia Mussolini ficou na dúvida de se estava a ser libertado pelos nazis ou capturado pelos americanos. O hotel de Campo Imperatore será restaurado e a obra vai custar 3,8 milhões de euros. Espera-se que revitalize o turismo termal no Gran Sasso e preserve a memória de um dos episódios curiosos da II Guerra Mundial. https://www.youtube.com/watch?v=0WBk7wmUvXo ### "Ti Amo" Giro de Itália “Ti Amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. O comentador Gonçalo Moreira propõe 21 histórias para 21 etapas. Há uns anos o Eurosport fez uma promo para o Giro de Itália com uma música de Umberto Tozzi que me ficou no ouvido. "Ti Amo"... uma declaração de amor que transformei em crónica diária alternativa. Espero que "Ti Amo" provoque nos leitores o mesmo amor que eu sinto pela corrida e pela cultura italiana. Abaixo encontram todas as crónicas deste Giro de Itália de 2023. Cliquem para ler: Etapa 1 – Manuel Cardoso e os nervos do prólogo Etapa 2 – A eleganza de Evenepoel Etapa 3 – O ano de Milan Etapa 4 – Bruno Pires recorda Wouter Weylandt Etapa 5 – Pozzovivo não é Tiralongo Etapa 6 – Maradona, Nibali, futebol e ciclismo Etapa 7 – Chega a montanha no Gran Sasso Etapa 8 – E ao sétimo dia o pelotão descansou Etapa 9 – Sexual… Healyng Etapa 10 – O Pirata e o Comboio Etapa 11 – Não é a essência de uma Volta a resistência? Etapa 12 – Carpano foi a Juventus do ciclismo Etapa 13 – Verbier é difícil… o pior vem depois Etapa 14 – De Cassano Magnago a Mafra à boleia da história da arte Etapa 15 – Stracciatella na Alta de Bérgamo Etapa 16 – O que se vê desde a varanda das estrelas? Etapa 17 – A vitória de João Almeida no Monte Bondone foto a foto Etapa 18 – Decisões no Vale dos gelatieri Etapa 19 – Nas Dolomitas à procura da zona-G Etapa 20 – Matxin sobre João Almeida: “É possível” Etapa 21 https://www.topcycling.pt/giro-vitoria-a-roglic/– Vitória à Roglic Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Arranca o novo formato da Taça do Mundo de BTT - UCI Mountain Bike World Series A Taça do Mundo de BTT 2023 abre a temporada este fim-de-semana em Nove Mesto na Morave, na Chéquia, e os fãs vão poder seguir toda a ação deste renovado campeonato, em direto, no Eurosport. É a nova UCI Mountain Bike World Series. Na verdade, tendo em conta que o novo formato da UCI Mountain Bike World Series junta todas as vertentes do BTT, esta já começou em março, com a Taça do Mundo de Enduro em Maydena e Derby, na Austrália. Este fim de semana arrancam as vertentes de XCO, XCC e XCM na pequena localidade checa famosa pelos seus percursos de BTT de classe mundial, que recebe a competição desde 2011, atraindo todos os anos um grande número de participantes e de espectadores. Na sexta-feira, 12 de maio (XCC) Os fãs da modalidade vão poder ver as duas corridas de Cross Country em Pista Curta (XCC) em direto no Eurosport 1, com as mulheres a partirem primeiro cerca das 16:45h. Seguem-se os homens por volta das 17:40h. Sábado, 13 de maio (XCM) No sábado os melhores do mundo na vertente cross-country maratona (XCM) iniciam também aqui a nova taça do mundo desta modalidade. Um percurso com 60 quilómetros no qual os ciclistas irão fazer duas voltas, totalizando 120 quilómetros de corrida. Esta corrida será transmitida em diferido no Eurosport 1, na quinta-feira dia 18 de maio pelas 17:45. Tiago Ferreira, Filipe Francisco e José Dias são os portugueses presentes nesta prova. Domingo, 14 de maio (XCO) O canal emite outras duas corridas, "mas de"o prato forte do fim de semana é o Cross Country Olímpico (XCO). A partir das 10:00h, as mulheres entram em ação neste desafiante percurso acidentado com subidas, descidas e rochas. Para ver em direto no Eurosport 1, já que depois o canal segue para mais uma etapa do Giro d’Italia. A prova masculina de Cross Country Olímpico tem transmissão em direto no Eurosport 2, a partir das 13:30h, porque à mesma hora no Eurosport 1 estará a ser transmitida mais uma etapa do Giro d’Italia. A corrida de Nove Mesto representa o início da mais importante competição da temporada, pelo que é aguardada com grande espevitava, tanto pelos ciclistas como pelos fãs da modalidade, que querem ver entrar em ação os melhores especialistas do mundo. Entre a lista de estrelas a marcar presença nestes eventos contam-se os nomes de Nino Schurter (Suíça), Tom Pidcock (Grã-Bretanha), Luca Braidot (Itália), Simon Andreassen (Dinamarca), Henrique Avancini (Brasil), Lars Forster (Suécia), Kate Courtney (EUA), Laura Stigger (Áustria), Jolanda Neff (Suíça), Kata Blanca Vas (Hungria), Loana Lecomte (França) ou Evie Richards (Grã-Bretanha). Novo formato da taça do mundo Os diferentes eventos da Taça do Mundo de BTT uniram-se em 2023 para formar uma nova competição: as MTB World Series. Reúnem as principais disciplinas da modalidade: cross country em pista curta, cross country olímpico, cross country maratona, downhill, enduro, e E-enduro. O ponto alto da temporada acontece entre 7 e 17 de setembro com a realização de um mega evento em França com todas as especialidades em competição no mesmo local. A parceria de longo prazo entre a UCI e a Warner Bros. Discovery, tal como anunciado em junho de 2022, tem como objetivo promover o BTT e levá-lo a mais pessoas em todo o mundo. ### Giro de Itália - Etapa 6 Mads Pedersen (Trek-Segafredo) foi o grande vencedor da 6.ª etapa do Giro d’Itália. O ciclista dinamarquês de 27 anos foi o mais rápido a completar os 162 quilómetros da tirada que decorreu em Nápoles, com o registo de 3:44.45 horas, superiorizando-se ao ‘sprint’ a Milan (Bahrain-Victorious), e a Pascal Ackermann (UAE Emirates), respetivos segundo e terceiro classificados. Com esta conquista, Pedersen entre no lote de ciclistas que já venceram etapas nas três grandes voltas do World Tour e as suas declarações no final da etapa espelham na perfeição a sua felicidade. Estou muito feliz. Foi para isto que viemos e é bom ter uma vitória agora. Foi um dia difícil para a equipa e é bom retribuir com uma vitória. O fim foi muito equilibrado, não foi fácil apanhar os da frente, precisámos de aproveitar os últimos dois minutos e tudo o que tínhamos ao nosso dispor. Estou feliz pela vitória". Mads Pedersen (Trek-Segafredo) Geral sem mexidas num dia calmo depois do turbilhão de ontem Os principais lugares da classificação geral não sofreram alterações com Andreas Leknessund (DSM) a manter a camisola rosa, com 28 segundos de vantagem sobre Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), atual segundo classificado, e 30 segundos perante Aurélien Paret-Peintre  (AG2R Citroën Team) que fecha o top 3.  O ciclista português João Almeida (UAE Emirates) mantém igualmente o quarto posto da geral, a 1.00 minutos do líder. A etapa de hoje foi, felizmente para os ciclistas, bem mais calma que o dia de ontem, sem registo de grandes quedas, e com o principal destaque a recair na fuga mal sucedida por parte de Simon Clarke (Israel-Premier Tech) e Alessandro De Marchi (Jayco AlUla), que foram alcançados pelo pelotão a ‘escassos’ 150 metros da meta. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=u11GYIokd7A Top 10 etapa POSPAÍSNOME EQUIPA01PEDERSEN Mads Trek-Segafredo03:44:4502MILAN Jonathan Bahrain Victorious+ 0003ACKERMANN Pascal UAE Team Emirates+ 0004GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck+ 0005GAVIRIA Fernando Movistar Team+ 0006MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla+ 0007ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 0008MAYRHOFER Marius Team DSM+ 0009ROTA Lorenzo Intermarché-Circus-Wanty+ 0010VELASCO Simone Astana Qazaqstan Team+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01LEKNESSUND Andreas Team DSM22:50:4802EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 2803PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team+ 3004ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:0005ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:1206THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:2607VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 01:2608SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 01:2909GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 01:3010ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 01:39 Dureza à vista para amanhã Amanhã, sexta-feira, é expectável que o pelotão tenha pela frente um dia duro na 7.ª etapa desta 106.ª edição do Giro d'Itália, na ligação entre Cápua a Gran Sasso d’Italia, num percurso com um total de 218 quilómetros, num traçado de alta montanha que comtempla um final de etapa com uma subida até à meta, de primeira categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Maradona, Nibali, futebol e ciclismo Na 6ª etapa o Giro de Itália junta-se à festa do campeão Napoli. No ciclismo só um italiano do Sul ganhou o Giro, sabem quem? “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Na 5ª etapa o Giro de Itália visitou Salerno e Kaden Groves juntou o nome à lista de notáveis – como Binda, Coppi, Bartali, Poblet, Altig, Merckx, Argentin – que ganharam na cidade que serve como porta da costa Amalfi. A corrida mantém-se no Sul e é aqui que mora o novo campeão da Serie A, a Società Sportiva Calcio Napoli. Em Itália futebol é calcio e é no Norte que estão os habituais campeões. Em Itália título é scudetto e só com Maradona é que o Napoli tinha ganho antes (em 1987 e 1990). Nem só de títulos vive o Homem e o que converteu Maradona em Deus dos napolitanos foram as tomadas de posição face aos rivais do Norte. "Joguei sete anos em Nápoles e também sofri os cânticos racistas de alguns adeptos. Ainda me lembro das bandeiras que diziam ‘Bem-vindos a Itália'", comentou em 2018 quando o senegalês Kalidou Koulibaly ouviu cânticos racistas de adeptos do Inter. https://www.youtube.com/watch?v=bNWjhpD9iJQ Também na biografia “Yo, el Diego”, Maradona recordou o Mundial de Itália (1990) e o ambiente à volta da meia-final entre Argentina e Itália. “Contra a Itália não era mais uma meia-final, era a Itália e em Nápoles! Quando cheguei perante os jornalistas, feliz, disse aquilo que nunca me perdoariam, mas que era verdade: “Não gosto que agora todos peçam aos napolitanos que sejam italianos e que apoiem a seleção… Nápoles foi marginada pelo resto da Itália. Condenaram-na ao racismo mais injusto.” No ciclismo só um campeão nasceu no Sul Passear pela cidade nestes dias é respirar azul celeste. O Quartieri Spagnoli, no centro histórico, está decorado desde há semanas. Tudo pelo futebol já que no ciclismo só um campeão nasceu no Sul: Vincenzo Nibali. Foi Carlo Franceschi que descobriu o craque e foi ele que o recebeu em casa durante seis anos – desde juniores até à terceira época de profissional. O homem Vincenzo é siciliano de Messina, mas o ciclista Nibali fez-se em Mastromarco (Toscana). https://www.youtube.com/watch?v=5uLHulL3k48 A vitória em Tre Cime di Lavaredo foi um dos pontos altos da vitória de Nibali no Giro de 2013. A vitória de Nibali no Giro de 2013 foi a primeira de um italiano do Sul na maior corrida da nação e só mesmo o Tubarão repetiu a dose em 2016. No Giro deste ano dificilmente Vincenzo Nibali encontrará sucessor, mas Domenico Pozzovivo e Damiano Caruso são os mais bem posicionados para defender a honra do ciclismo do Sul de Itália. ### Giro de Itália - Etapa 5 Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) foi o destaque do atribulado dia no Giro d’Itália. O ciclista australiano completou os  171 quilómetros da ligação entre Atripalda e Salernocom o registo de 4:30.19 horas superiorizando-se no ‘sprint’ final a Jonathan Milan (Bahrain-Victorious), e a Mads Pedersen (Trek-Segafredo), respetivos segundo e terceiro classificados. Nas contas da geral, Andreas Leknessund (DSM) segue por agora com a camisola rosa ‘segura’ mantendo os 28 segundos de vantagem sobre Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), e 30 segundos sobre Aurélien Paret-Peintre (AG2R-Citroën), que fecha o top três, surgindo o português João Almeida (UAE Emirates) no quarto posto, com 1.00 minuto de atraso. Kaden Groves não escondeu a emoção nesta que foi a sua primeira vitória em etapa nesta mítica prova italiana. Surpreendi-me a mim mesmo. As coisas estavam a correr bem até bater a algumas curvas do fim, mas recuperei e voltei a juntar-me ao pelotão. Depois tive a sorte de ficar numa boa posição e ter pernas para recuperar e ganhar. É um sonho, estou focado nisto desde novembro ou dezembro e quero agradecer à equipa e a todos os envolvidos que acreditaram em mim". Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) Cão e quedas no caminho de Remco Remco caiu logo na fase inicial da etapa, queda que teve origem num cão. Uma situação estranha, mas que aconteceu e afetou  o jovem ciclista belga e atual vice-líder da geral. Tudo se resume a um pequeno cão que interferiu na marcha do pelotão, originando com que um dos colegas de equipa de Evenepoel caísse, situação que envolveu de imediato o atual campeão do mundo, além de outros ciclistas. Um início algo atribulado e por uma situação que parece ter deixado Remco algo receoso, pela forma como abordou o regresso à estrada. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1656273250677141506?s=20 O susto inicial passou, mas o dia azarado ainda não tinha terminado para o homem forte da Soudal. Já dentro dos três quilómetros finais, Remco Evenepoel distrai-se, e olha para trás, voltando a cair, levando ainda consigo mais alguns ciclistas. Foi então a segunda queda do dia para o belga, mas esta por sua responsabilidade, uma distração que acaba por ser um mal menor, devido a ter sido dentro dos três quilómetros finais. Resta saber como se apresentará o principal candidato à vitória final da prova no dia de amanhã, pois duas quedas no mesmo dia, devem causar algum impacto a nível físico. João Almeida e o dia complicado João Almeida saiu ileso deste atribulado dia, mas no final da etapa não escondeu a inesperada dureza que esta etapa acabou por trazer. O ciclista português da UAE Emirates não caiu, mas viu de perto uma queda a cerca de sete quilómetros do final, que ainda originou um pequeno corte no pelotão, situação à qual Almeida e a sua equipa responderam bem, voltando a colar ao grupo de favoritos. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1656331287198679041?s=20 Cavendish passou pela meta em queda Mark Cavendish (Astana) teve uma chegada à meta complicada. O experiente ciclista britânico sofreu uma queda violenta e rápida, mesmo no final do 'sprint' que viria a coroar Groves como o grande vencedor da etapa de hoje. Tudo aconteceu de forma muito rápida e quando já nada o fazia prever. Apesar da situação Cavendish parece estar aparentemente em condições de continuar a disputar a prova. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=LLhF82FiPiI Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck04:30:1902MILAN Jonathan Bahrain Victorious+ 0003PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 0004DAINESE Alberto Team DSM+ 0005CAVENDISH Mark Astana Qazaqstan Team+ 0006DALLA VALLE Nicolas Team corratec - Selle Italia+ 0007MAESTRI Mirco EOLO-Kometa Cycling Team+ 0008FIORELLI Filippo Green Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 0009VENDRAME Andrea AG2R Citroën Team+ 0010MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01LEKNESSUND Andreas Team DSM19:06:0302EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 2803PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team+ 3004ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:0005ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:1206THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:2607VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 01:2608SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 01:2909GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 01:3010ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 01:39 Nápoles será palco da 6.ª etapa Amanhã, quinta-feira, Nápoles recebe a 6.ª etapa da prova, tirada com um total de 162 quilómetros, que conta com duas subidas categorizadas na primeira metade do percurso e uma de segunda e outra de terceira categoria, na última metade. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized e Fjällräven apresentam a nova coleção de acessórios para Bikepacking A Specialized volta a volta a juntar-se à marca Sueca Fjällräven para uma terceira coleção de peças de vestuário e acessórios para todos os amantes de ciclismo e bikepacking. A coleção foi desenvolvida para oferecer funcionalidade e melhorar a experiência enquanto se está a andar de bicicleta ou a fazer campismo. Segundo as marcas, em 2050 dois terços da população do Planeta Terra irá estar a viver em cidades e metrópoles, então estas vêem como as as prioridades estão a mudar na direção da saúde física e mental, bem como a pensar na saúde do nosso planeta. Para a Specialized e Fjällräven nunca foi tão importante reconectarmo-nos com a natureza. Desde soluções avançadas de arrumação na bicicleta e malas, a roupa técnicas e acessórios, esta colaboração é baseada numa crença de que, quanto mais pessoas descobrem a alegria que vem de estar na natureza, mais o mundo beneficia. O Drop 3 da coleção Fjällräven amplia a linha de acessórios, dedicados à exploração na bicicleta, com artigos resistentes à água, soluções inteligentes e de qualidade para armazenamento, bem como desenhos exclusivos de capacetes. Fjällräven e Specialized. Suécia e Califórnia. Caminhar e pedalar para descobrir novos trilhos e novos sítios com conforto e equipamento adequado. Podes ver toda a coleção, a disponibilidade e preços em Specialized.com. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – Pozzovivo não é Tiralongo        Na 5ª etapa do Giro de Itália falamos de veteranos. O ciclismo é dominado por talentos precoces, mas há resistentes e nenhum supera Domenico Pozzovivo. A experiência é um posto e neste Giro de Itália ninguém conhece melhor a corsa rosa do que Domenico Pozzovivo. Pozzo está na 19ª época ao mais alto nível. Só no Giro correu 17 vezes, mas um dia foi novato na Ceramica Panaria-Navigare ao lado de outro mito: Paolo Tiralongo fez 26 grandes Voltas e ganhou três etapas no Giro. A primeira chegou aos 34 anos e foi oferecida por Alberto Contador. Tiralongo e o Pistolero eram amigos: o italiano deixou a pele para o espanhol ganhar – e depois perder pelo positivo por clembuterol – o Tour de France de 2010, favor que Contador pagou no Giro de 2011 permitindo a vitória de Tiralongo. https://www.youtube.com/watch?v=ghJE5_4Rm90 Pozzovivo foi operado 16 vezes A cadeia de favores continuou na Vuelta de 2012 quando Contador revolucionou a geral a caminho de Fuente Dé… Tiralongo puxou pelo amigo até 6km da meta. Pozzovivo não é Tiralongo, mas aos 40 anos continua a pedalar. O facto de ambos serem do Sul é curioso, já que o ciclismo transalpino é sobretudo forte a Norte. Domenico é de Basilicata e Paolo da Sicília, regiões com um PIB muito inferior a potências industriais como Lombardia, Trentino ou Emilia-Romagna. É assim desde 1861, data em que o território foi unificado. A Itália está dividida e no ciclismo tudo é mais difícil para quem nasce no Mezzogiorno. Mais ainda se o nativo for propenso a quedas. Pozzovivo foi operado 16 vezes e partiu cerca de 20 ossos (podem ser mais porque perdeu a conta às costelas). Tem mais parafusos e placas de metal do que um móvel do Ikea. No Giro de 2015 drama na descida do Passo della Scoglina a caminho do final em Sestri Levante. Queda a alta velocidade e impacto no peito e na cara… mais uns ossos. Em 2019 preparava a Vuelta e foi atropelado partindo o braço e a perna. https://www.youtube.com/watch?v=vB5AMtSzHlg Em 2012 Pozzovivo venceu em Lago Laceno. Este ano foi 11º na mesma meta na na 4ª etapa. Único quarentão no WorldTour Com 1,65m e 53kg o diminuto Domenico Pozzovivo é um sobrevivente. Aos acidentes e ao próprio ciclismo; várias vezes ficou sem equipa até ser salvo sobre a buzina. Na edição passada terminou 8º ao serviço da Intermarché-Wanty quando ninguém dava muito por ele. Foi o sétimo top 10 no Giro, onde chegou a ser 5º em 2014 e 2018. Alguém se atreve a apostar contra Pozzo? O único quarentão no WorldTour prepara-se para a 24ª grande Volta da carreira… a duas de Tiralongo. Só tenho que o trepador de Policoro não tenha vencido a 4ª etapa em Lago Laceno e assim ter uma espécie de final feliz já foi aí que averbou o único triunfo no Giro de Itália! ### Pneus Pirelli para ciclismo - Novo importador em Portugal A Pirelli anunciou hoje que a Sociedade Comercial do Vouga Lda. é a nova parceira dos pneus de ciclismo e acessórios Pirelli em Portugal. A Vouga irá vender toda a gama de pneus Pirelli para ciclismo: BTT, Estrada, Gravel e Urbano,dedicado a ciclistas profissionais e amadores. As várias gamas A gama de pneus Pirelli para bicicleta inclui as seguintes linhas: pneus Scorpion de BTT dedicada aos topos de gama Cross-Country, Enduro, DH e E-Bike BTT; a família de pneus P ZERO Race para bicicletas de estrada, incluindo o recém-lançado P ZERO Race TLR fabricado na renovada fábrica de Milão-Bollate, os pneus P ZERO Road, a linha Cinturato Gravel com várias medidas para vários estilos de Gravel; e a gama de pneus urbanos Angel. Câmaras de ar e selantes A oferta da Pirelli também inclui uma linha de câmaras de ar premium, nomeadamente os modelos SmartTUBE, RoadTUBE e SportTUBE, e os selantes específicos P ZERO, Cinturato e Scorpion. Desde 1998, a Vouga tem sido uma parceira para as linhas de pneus de motociclismo da Pirelli e agora, também para o ciclismo. “Escolhemos colaborar com a Vouga para fornecer os nossos produtos de ciclismo em Portugaldevido à sua experiência comprovada e excelente reputação... Estávamos à procura de um parceiro altamente profissional, com uma longa tradição, uma redede contactos ampla e um profundo conhecimento do mercado e das suas dinâmicas relacionadas. diz Felice Cusmai, Diretor de Vendas da Pirelli Cycling Joaquim Carvalho, Director Comercial Ciclismo da SC. Vouga, também explicou o porquê da escolha desta marca: “Adicionar a gama Pirelli ciclismo é uma grande extensão ao nosso portefólio de marcas atual. Com a Pirelli, temos uma excelente marca premium para oferecer aos nossos clientes para que eles possam aprimorar a sua experiência de ciclismo, seja em trilhos de todo terreno, seja na estrada alcatroada ou ainda nas ciclovias urbanas”. Para veres as várias gamas, preços e disponibilidade visita aqui o site do importador em Portugal: www.scvouga.pt Ou o site internacional da marca: https://www.pirelli.com/tyres/en-ww/bike Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália - Etapa 4 Aurélien Paret-Peintre (AG2R-Citroën) foi o vencedor da 4.º etapa da 106.ª edição do Giro, num dia de grande reboliço nas contas da geral, agora liderada por Andreas Leknessund (DSM). O dia de hoje trouxe grandes mexidas na tabela classificativa, com os principais candidatos à vitória final a baixarem na geral, que tem agora Andreas Leknessund (DSM), como o novo camisola rosa. O ciclista norueguês de 23 anos participou na bem-sucedida fuga do dia, a par do Aurélien Paret-Peintre (AG2R-Citroën), vencedor da etapa. https://twitter.com/giroditalia/status/1655952747437641733?s=20 O francês de 27 anos foi o mais rápido do dia ao completar os 175 quilómetros da ligação entre Venosa e Lago Laceno com o registo de 4:16.04 horas, superiorizando-se em 2 segundos a Leknessund. O terceiro classificado do dia foi Toms Skujins (Trek-Segafredo), outro dos elementos da fuga, com 57 segundos de atraso. Remco perde camisola rosa Centrando agora atenções na geral, Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) chegou à linha da meta a 2.01 minutos do vencedor, perdendo assim a liderança para Andreas Leknessund (DSM), que tem agora 28 segundos de vantagem sobre o belga A fechar o pódio da geral, a 30 segundos do novo líder, encontra-se Aurélien Paret-Peintre (AG2R-Citroën), grande vencedor do dia. João Almeida cai para quarto da geral João Almeida (UAE Emirates) baixou para a quarta posição da geral, mas alcançou a linha da meta integrado no grupo dos favoritos, não aumentando assim distâncias para os principais rivais à conquista da vitória final. O ciclista português de 24 anos apresentou-se na etapa de hoje com algumas mazelas visíveis, decorrentes da ‘pequena’ queda sofrida na etapa de ontem, saltando à vista o joelho esquerdo algo inchado e o cotovelo coberto por uma ligadura. Apesar dos danos, e da descida na geral, não se pode considerar que João Almeida tenha tido um mau dia. O ciclista português mostrou-se seguro e em consonância com a sua equipa, aguentando bem o elevado ritmo imposto na primeira parte da etapa. Com quatro etapas concluídas, as elevadas expetativas criadas em torno de uma das principais estrelas da UAE Emirates mantêm-se inalteradas. João Almeida arrancou com um bom contrarrelógio individual e esteve bem, mesmo perante a adversidade no dia de ontem. Nota ainda para as condições climatéricas algo adversas que se têm feito sentir nesta fase inicial de Giro e que têm pregado algumas partidas aos elementos do pelotão, principalmente ao nível de algumas quedas. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=Tt0MDaK6M4E Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team04:16:0402LEKNESSUND Andreas Team DSM+ 0203SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 5704ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 5705CONCI Nicola Alpecin-Deceuninck+ 01:0206GEBREIGZABHIER Amanuel Trek-Segafredo+ 01:0707BOUWMAN Koen Jumbo-Visma+ 02:0108CARUSO Damiano Bahrain Victorious+ 02:0109DUNBAR Edward Team Jayco-AlUla+ 02:0110VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 02:01 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01LEKNESSUND Andreas Team DSM14:35:4402EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 2803PARET-PEINTRE Aurélien AG2R Citroën Team+ 3004ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:0005ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 01:1206THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 01:2607VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 01:2608SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 01:2909GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 01:3010VINE Jay UAE Team Emirates+ 01:36 Amanhã é dia de rumar a Salerno Amanhã, quarta-feira, o pelotão terá pela frente um total de 171 quilómetro, na 5.ª etapa desta 106.ª edição do Giro d’Itália, com ligação entre Atripalda a Salerno, num traçado que contempla duas contagens de montanha de terceira categoria. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Glassdrive/Q8/Anicolor contrata ex-Worldtour James Whelan é australiano, tem 26 anos e conta com cinco temporadas ao serviço da equipa norte-americana EF Education-EasyPost. O corredor “aussie” não tinha contrato para a presente temporada de 2023 e tem estado a viver em Girona na esperança de arranjar alguma equipa na Europa. Foi em Portugal, na Glassdrive/Q8/Anicolor que James Whelan decidiu continuar a sua carreira como profissional. James Whelan no Giro em 2020 Na presente temporada foi nono classificado nos campeonatos nacionais da Austrália, mas foi como sub-23 que demonstrou todo o seu talento e conseguiu um lugar no Worldtour através da então denominada EF Education First-Drapac-Cannondale. Em 2018 venceu a Volta a Flandres sub-23 à frente de corredores bem conhecidos como Tadej Pogacar, Marc Hirschi ou Matteo Jorgenson. Assume-se como um trepador mas que também se defende bem no contrarrelógio: James Whelan nos últimos campeonatos nacionais da Austrália "Estou muito grato por estar de volta às corridas Pro com a Glassdrive / Q8 / Anicolor. Será realmente emocionante correr num ambiente novo, com uma equipa europeia apaixonada e bem-sucedida. Tenho alguns assuntos que deixei em aberto no ciclismo profissional e mal posso esperar para alcançar grandes resultados com a Glassdrive / Q8 / Anicolor. As estradas com montanha de Portugal e Espanha encaixam bem nas minhas características e estes percursos vão proporcionar uma oportunidade emocionante para promover a minha carreira como corredor profissional." Referiu James Whelan. James Whelan quando representava a EF Education First Para Rúben Pereira, o ciclista australiano pode relançar a sua carreira em Portugal e ao mesmo tempo vem acrescentar qualidade à equipa que dominou a Volta a Portugal na última temporada: “Jimmy Whelan é um corredor jovem e que esteve durante cinco anos a correr no escalão WorldTour. É um trepador por natureza e como tem experiência no pelotão WorldTour, pode também acrescentar muito à nossa equipa, onde poderá ter um papel bastante importante na ajuda aos nossos líderes, inclusive em alguma corrida poder-se assumir líder da equipa e ter a sua oportunidade.” Disse o diretor desportivo da Glassdrive/Q8/Anicolor ### Giro – Bruno Pires recorda Wouter Weylandt Na etapa 4 do Giro de Itália recordamos Wouter Weylandt numa crónica assinada por Bruno Pires, colega do belga na Leopard Trek. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. O dorsal 108 foi retirado do Giro de Itália há 12 anos após o acidente sofrido por Wouter Weylandt na descida do Passo del Bocco. Na edição passada a corrida voltou a passar no local assinalado pela família Weylandt como “maldito”. Foi ali que acabou a vida de Wouter, numa etapa entre Parma e Génova a 9 de maio de 2011. O apelido Weylandt não deixou de estar ligado ao pelotão profissional. Elke, irmã de Wouter, é diretora de comunicação da Trek-Segafredo. É curiosa a relação com o ciclismo dos que perdem seres queridos em competição – também Britt Lambrecht, irmã de Bjorg trabalha como nutricionista na Lotto. Talvez nestes casos a proximidade com as equipas dos irmãos ajude no processo de luto e a seguir em frente. https://twitter.com/TrekSegafredo/status/1655846089734475777 Bruno Pires correu esse Giro ao lado de Wouter Weylandt na Leopard Trek. O atual diretor da Glassdrive/Chanceplus/Allegro assina as próximas linhas em jeito de homenagem. “Já são 12 anos, o tempo passa a voar. Foram dias bastante duros. Estás no autocarro de manhã ao lado de um colega e chegas à tarde, vês as coisas dele e sabes que ele nunca mais vai estar ali. É algo que te provoca um choque. Ao mesmo tempo ficas a pensar: ‘Foi ele, mas podia ter sido eu.’ Saber que um ser humano perdeu a vida é sempre muito duro. Depois veio a família no dia seguinte e a namorada do Wouter estava grávida. Lembro-me que a mãe da minha filha também estava grávida nessa altura e mais ou menos com o mesmo tempo… uma série de semelhanças que realmente têm um impacto brutal. Também havia a frustração de ser a minha primeira grande Volta e ter que sair prematuramente. Foi um golpe porque sonhas em terminar a primeira grande Volta e não foi assim. É o de menos comparado com perder uma vida, que essa nunca mais volta, e eu tive depois oportunidades de fazer Vuelta, Giro e terminar. "O que é que se está a passar aqui?" Foram dias muito complicados porque ficas destroçado, não percebes o porquê de acontecer a ti, à tua equipa, uma equipa tão jovem no primeiro ano. Com união, com aceitação as coisas voltaram ao seu normal funcionamento – se é que se pode dizer que alguma vez se normalizou. Passado alguns dias acabou por acontecer a mesma coisa com um grande amigo meu, o Xavier Tondo. São fases em que dizes: “O que é se está a passar aqui?”. Momentos em que não podes fazer nada. Tens que aceitar e valorizar a vida sabendo que de um momento para o outro tanto podes estar como deixar de estar. Esse é mesmo o ponto: viver a vida e agradecer cada dia por estar aqui porque há outros que não tiveram esse destino. O Wouter Weylandt era uma pessoa extremamente tranquila, muito no mundo dele. Por vezes nem davas conta de que estava ali porque era uma pessoa serena. Era um excelente ciclista e um bom ser humano. Foi um episódio bastante duro, se calhar o mais duro que tive na minha carreira desportiva. Viver a perda de um ser humano que veste a tua camisola. Ele e os que partiram devem ser relembrados porque eram excelentes seres humanos e marcaram as gerações deles… Pelos seus resultados e também pela forma como nos acabaram por deixar.” O TopCycling agradece ao Bruno Pires a coragem de fazer algo que ainda é tabu no desporto profissional: falar acerca das emoções. Bruno Pires foi ciclista profissional entre 2002 e 2016; cumpriu o sonho de terminar o Giro (em 2012) e a Vuelta (em 2013). ### Giro de Itália - Etapa 3 Michael Matthews (Jayco-AlUla) foi o vencedor da terceira etapa da 106.ª edição do Giro de Itália, num dia em que  Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) reforçou liderança e o ciclista português João Almeida (UAE Emirates) ascendeu ao segundo lugar da classificação geral. Michael Matthews, foi o mais rápido do dia ao completar os 213 quilómetros da ligação entre Vasto e Melfi com o registo de 5:01.41 horas, superiorizando-se ao ‘sprint’ a Mads Pedersen (Trek-Segafredo) e a Kaden Groves (Alpecin-Deceunink), respetivos segundo e terceiro classificados. https://twitter.com/giroditalia/status/1655590722748178438?s=20 Evenepoel reforça liderança na geral e Almeida sobe à segunda posição Na classificação geral o principal destaque vai para Remco Evenepoel que alcançou uma bonificação no último sprint intermédio da etapa, reforçando assim a liderança, agora com 32 segundos de vantagem sobre o novo vice-líder da geral João Almeida. O ciclista português da UAE Emirates subiu a segundo da geral, que à saída para etapa de hoje pertencia a Filippo Ganna (INEOS). Apesar da subida na geral, Almeida ainda passou por um percalço, quando, a cerca de 15 quilómetros do final da etapa, registou uma ´pequena queda’ que originou um pequeno corte com o pelotão, algo que o ciclista português de 24 anos ainda conseguiu recuperar. A fechar o pódio da geral surge agora nada mais, nada menos, que Primoz Roglic (Jumbo-Visma), este a 44 segundos de Evenepoel. Com isto, pode-se considerar que o top 3 da geral, está neste momento entregue aos principais candidatos à vitória final da prova. É certo que ainda é muito cedo, no entanto, depois de três etapas concluídas, Evenepoel, Almeida e Roglic já demonstraram a forte disputa que se espera nos próximos dias. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=i6oRiXqpcX4&t=18s Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla05:01:4102PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 0003GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck+ 0004ALBANESE Vincenzo EOLO-Kometa Cycling Team+ 0005OLDANI Stefano Alpecin-Deceuninck+ 0006BYSTRØM Sven Erik Intermarché-Circus-Wanty+ 0007ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0008VELASCO Simone Astana Qazaqstan Team+ 0009SKUJINS Toms Trek-Segafredo+ 0010VENDRAME Andrea AG2R Citroën Team+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step10:18:0702ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 3203ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 4404KÜNG Stefan Groupama-FDJ+ 4605VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 5806THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 5807GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 01:0208MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla+ 01:0209VINE Jay UAE Team Emirates+ 01:0810PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 01:18 Dia de chegada em alto reservada para amanhã Amanhã, terça-feira, será dia de final em alto, na quarta etapa que ligará Venosa a Lago Laceno, numa tirada com um total de 175 quilómetros, num traçado que engloba uma subida de segunda categoria já bem perto da meta. Por: Nelson Ferreira Classificações completas disponíveis aqui. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro – O ano de Milan! Se o Giro não vai a Milão... A vitória improvável de Jonathan Milan a dias do Derby della Madonnina na Champions. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Surpresa! O primeiro sprint do Giro de Itália não foi para um velocista de topo mundial, mas para o multifacetado Jonathan Milan. Aos 22 anos está no primeiro Giro, mas o corredor da Bahrain tem um CV incrível: na pista foi campeão olímpico (com recorde do mundo na final), mundial e europeu com o quarteto de perseguição da Itália. Os italianos perderam o prólogo – onde apostavam em Filippo Ganna – e ganharam ao sprint com um atleta que parece o irmão mais novo de Pippo! Curiosamente os dois disputaram a final da perseguição individual no passado Mundial e Top Ganna fez uma final incrível tornando-se o primeiro homem a baixar dos 4:00 nesta disciplina (3:59.636). Foi um bom dia para Portugal que levou o bronze com Ivo Oliveira. LaPresse Se o Giro não vai a Milão, Milan vai ao Giro Este ano Roma vai coroar o campeão e embora faça parte do Giro desde 1909 – a primeira edição – só em quatro ocasiões foi palco do Gran Finale. Se há uma cidade que associamos à corrida é Milão; foi na praça Loreto que se deu a primeira partida e ao longo da história tornou-se tradicional concluir a prova em Milão. A relação entre Milão e o Giro é tão umbilical que mesmo sem estar presente no percurso deste ano esta relação mostrou na 2ª etapa que é omnipresente. Se o Giro não vai a Milão, Milan vai ao Giro! Tudo isto acontece num ano grande para a cidade. AC Milan e Internazionale vão jogar a meia-final da Liga dos Campeões. Há seis anos que um clube italiano não joga a final e há 13 que Milão vê o caneco fugir – o Inter de José Mourinho ganhou a Champions em 2010 e o Milan não levanta a taça desde 2007. Um Derby della Madonnina numa meia-final europeia é um sonho e sabem quando se jogou o primeiro? Em 1909, ano de fundação do Giro de Itália. https://www.dailymotion.com/video/x3qn8gw ### Giro de Itália - Etapa 2 Jonathan Milan (Bahrain Victorious) foi o destaque do dia de hoje, ao vencer a 2.ª etapa da 106.ª edição do Giro d’Itália. O ciclista italiano de 22 anos conseguiu um feito notável com esta conquista, uma vez que esta é a sua primeira participação em grandes voltas, escrevendo assim o seu nome na história do Giro, logo em ano de estreia. https://twitter.com/giroditalia/status/1655234414626975745?s=20 Milan foi o mais rápido a percorrer os 201 quilómetros na ligação entre Teramo e San Salvo, com o registo de 04:55.11 horas, superiorizando-se no ‘sprint’ final a David Dekker (Arkéa-Samsic) e a Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck), respetivos segundo e terceiro classificados. Topo da geral não sofreu alterações Créditos: Photo by Stuart Franklin/Getty Images O dia de hoje não trouxe mexidas no topo da classificação geral, com Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) a manter a camisola rosa, com 22 segundos de vantagem sobre Filippo Ganna (INEOS). A fechar pódio da geral continua João Almeida. O ciclista português chegou à linha meta integrado no pelotão, a par dos seus principais rivais, mantendo-se assim a 29 segundos de Evenepoel. Nota ainda para uma queda na parte final da etapa, a cerca de 3,5 quilómetros da meta, que provocou um corte no pelotão, originando a perda de tempo para alguns ciclistas, numa fase em que o pelotão seguia compacto. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ZALbb80Om_k Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01MILAN Jonathan Bahrain Victorious04:55:1102DEKKER David Team Arkéa-Samsic+ 0003GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck+ 0004MARIT Arne Intermarché-Circus-Wanty+ 0005MAYRHOFER Marius Team DSM+ 0006ACKERMANN Pascal UAE Team Emirates+ 0007GAVIRIA Fernando Movistar Team+ 0008BONIFAZIO Niccolo Intermarché-Circus-Wanty+ 0009STEWART Jake Groupama-FDJ+ 0010MATTHEWS Michael Team Jayco-AlUla+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step05:16:2902GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 2203ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2904KÜNG Stefan Groupama-FDJ+ 4305ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 4306THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 5507VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 5508GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 5909MCNULTY Brandon UAE Team Emirates+ 01:0010VINE Jay UAE Team Emirates+ 01:05 Montanha à vista já para amanhã Amanhã, segunda-feira, sai para a estrada a 3.ª etapa da 106.ª edição desta mítica prova italiana, num dia em que a montanha já irá aparecer, na ligação entre Vasto e Melfi, num traçado que contempla um total de 216 quilómetros. Classificações completas disponíveis aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Campeonato Nacional de btt XCM - Já há novos Campeões Nacionais José Dias da Buff-Megamo Team e Melissa Maia da Korpo Activo/Penacova venceram na manhã de hoje as provas na categoria de elite do Campeonato Nacional de Maratonas BTT (XCM). Créditos Imagem - Federação Portuguesa de Ciclismo Os elites masculinos tiveram de percorrer 100 quilómetros com partida e chegada em Castro Daire. Desde o princípio da corrida que os dois principais favoritos se impuseram e controlaram a corrida. Estamos a falar do campeão em título Tiago Ferreira (DMT Racing Team) e José Dias. Os dois corredores estiveram juntos na maior parte da corrida, mas no ponto intermédio colocado ao quilómetro 80, José Dias já se havia isolado e desde então, nunca mais foi alcançado. O corredor da Buff-Megamo Team cortou a meta, ao fim de 4h17m48s. Tiago Ferreira chegou 10m52s depois e o pódio foi completado por Carlos Cruz (Saertex Portugal/Edaetech) a 13m52s. 1º - José Dias Buff-Megamo Team 04:17:48.8532º - Tiago Ferreira DMT RACING TEAM +10:513º - Carlos Cruz SAERTEX Portugal / Edaetech +13:514º - Bruno Sancho Korpo Activo / Penacova +13:545º - Luís Ferreira BTT Seia +14:226º - Luís Moura SAERTEX Portugal / Edaetech +17:107º - Gonçalo Carvalho Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua +17:118º - Filipe Francisco DMT RACING TEAM + 20:239º - Andrew Henriques BTT Loulé / Elevis + 21:4010º - Davide Machado BTT Seia + 21:41 Créditos Imagem - Federação Portuguesa de Ciclismo No setor feminino, Melissa Maia impôs-se de princípio ao fim e completou os 78 quilómetros em 4h29m17s. Celina Carpinteiro (BTT Loulé/Elevis) foi segunda a mais de 16 minutos da vencedora e Leandra Gomes (Saertex Portugal/Edaetech) fechou o pódio. 1ª - Melissa Maia Korpo Activo / Penacova 04:29:17.1202ª - Celina Carpinteiro BTT Loulé / Elevis + 16:44.6833ª - Leandra Gomes SAERTEX Portugal / Edaetech +18:24.1134ª - Ana Tomás SAERTEX Portugal / Edaetech + 21:17.1305ª - Ilda Pereira Korpo Activo / Penacova +24:04.3836ª - Andreia Freitas BTT Seia +38:03.8607ª - Jessica Costa Guilhabreu MTB +52:07.7938ª - Ana Silva BTT Seia +53:19.0979ª - Marlene Gonçalves União Ciclista de Melgaço e Ponte da Barca + 01:02:22.52310ª - Ana Fernandes Strix Bike Team + 01:28:55.997 ### Giro – A "eleganza" de Evenepoel O Giro de Itália já cozinha em fogo lento, por isso falamos de pratos típicos. Também de campeões como Evenepoel, Ganna e Roglic. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Proponho 21 histórias para 21 etapas. Clica aqui para ler a crónica de abertura do espaço "Ti Amo". Está quebrado o gelo no Giro de Itália. O spritz aperol da corrida foi servido numa tarde quente na Costa Trabocchi cujas praias há 21 anos consecutivos têm bandeira azul… embora fosse o rosa que todos procuraram no prólogo. Num país onde o estilo importa, Remco Evenepoel não perdeu tempo a convencer os italianos de que é um campeão mundial com eleganza e venceu a etapa. Evenepoel quebrou uma sequência de cinco vitórias consecutivas de Filippo Ganna no Giro – recorde da prova em termos de contrarrelógios. Em grandes Voltas o recordista de todos os tempos a vencer contrarrelógios consecutivamente ainda Miguel Indurain com sete triunfos entre 1991-1993. A Itália esperava a vitória de Ganna, mas o gigante de Verbania perdeu. O recordista da hora, homem dos esforços sobre-humanos que quebrou a barreira dos 4:00 na perseguição individual… batido pelo fenomenal Evenepoel. Top Ganna é uma personagem curiosa: tem tudo para ser herói, mas refugia-se em nas margens do Lago Maggiore, na região de Piemonte. São desta zona figuras históricas do Giro como Giovanni Gerbi – o Diabo Vermelho, referência dos anos 30, homem de forte personalidade que viverá para sempre na voz profunda de Paolo Conte. https://www.youtube.com/watch?v=Cm9TFLsYJac De Fausto Coppi nem precisamos falar. É o Campionissimo. O ADN piemontês é dos bons porque foi daí que também saiu Costante Girardengo, vencedor da etapa mais longa da história do Giro: mais de 17 horas para fazer os 430km entre Lucca e Roma. Entre Coppi e Girardengo contamos sete edições do Giro! A ironia de Roglic e a calma de Geoghegan Hart A luta pela classificação geral está no início e gostei sobretudo da resposta de Primoz Roglic quando lhe apontavam os 43 segundos perdidos para o belga. Com sorriso irónico o esloveno respondeu: “Vinte etapas para o final, certo?”. Aliás, ontem foi a tarde em que os corredores estiveram superiores aos jornalistas presentes. Tao Geoghegan Hart, por exemplo, era a calma em pessoa nas entrevistas rápidas e um repórter disse-lhe que parecia triste. “Tu podes estar excitado por ser o primeiro dia, mas para mim é só uma etapa e em breve já estarei focado na próxima.” A ironia de Roglic e a calma de Geoghegan Hart foram dos pontos altos do dia. O Giro de Itália foi posto ao lume e cozinhará em fogo lento como a tradicional sopa de Teramo, cidade de partida da 2ª etapa. Le virtù demora dias a confecionar e tem mais de 50 ingredientes, incluindo produtos de temporada e restos da despensa invernal. Mara o fim do inverno e o início da estação de colheitas. Evenepoel semeou no prólogo, veremos o que colhe dentro de três semanas. ### Ser (mãe) ou não ser? De Maria Martins a Vera Vilaça. Do WorldTour às Continentais. O TopCycling ouviu as portuguesas sobre a maternidade no ciclismo feminino. A maternidade é um tema sensível para a maioria das atletas de alta competição já que engravidar implica uma pausa na carreira. O que antes levava à retirada precoce tem vindo a ser normalizado no pelotão WorldTour Desde que foi criado em 2016 o máximo escalão feminino duas campeãs do mundo foram mães: Lizzie Deignan e Chantal van den Broek Blaak, ambas publicamente apoiadas por Trek-Segafredo e SD Works. Em fevereiro de 2021, numa tertúlia promovida pela revista Rouleur, Deignan contou um episódio que demonstra o muito que há trabalhar para normalizar a maternidade no ciclismo. “Tive uma conversa com as miúdas da equipa acerca da gravidez. Da minha perspetiva a decisão era completamente minha de começar uma família. Faço parte da equipa, mas também sou um ser humano e estou autorizada a ter estas decisões pessoais. Mesmo conversando com mulheres da minha equipa, elas viram como uma traição ao contrato porque fiquei grávida sabendo que tinha um contrato. (…) Penso que um homem no meu desporto não sente que está a trair a equipa se decidir começar uma família.” Lizzie Deignan à Rouleur. Desde então registou-se uma certa evolução. Elinor Barker tinha acabado de se comprometer com a Uno-X quando descobriu estar grávida; a equipa respeitou o contrato com a britânica e há dias renovou-o por mais quatro temporadas! Elinor Barker 🏴󠁧󠁢󠁷󠁬󠁳󠁿 Decorated top athlete. Highly valued person and colleague. Mum.Confirmed racer for Uno-X until the end of 2027.File by @FirstCycling: https://t.co/pCVg7Dz9Ph#development 📸: Harry Talbot pic.twitter.com/d8MU2aJ9OZ— Uno-X Pro Cycling Team (@UnoXteam) April 21, 2023 Jovem geração portuguesa opina sobre o tema A licença de maternidade e a instituição de um salário mínimo foram pilares que a UCI definiu quando criou o WorldTour feminino. Portugal só tem uma corredora no máximo escalão: Maria Martins (23 anos) chegou este ano à Alpecin-Deceuninck. Ao TopCycling Tata Martins conta que “existem algumas equipas, ainda que poucas, capazes de auxiliar as atletas durante o período da maternidade e algumas delas não aceitam/apoiam essa questão. Não há muitas equipas que gostam e apoiam as atletas no processo de maternidade. As do WorldTour têm mostrado o quão importante isso é para uma mãe ciclista, para conseguir ser mãe sem ter de terminar a sua carreira”. https://www.youtube.com/watch?v=MNkmfdo7R7w Na categoria Continental, logo abaixo do WorldTour, há 59 equipas. Neste patamar estão seis portuguesas e todas em projetos baseados em Espanha. Mariana Líbano (19 anos) corre pela Soltec e é o reflexo de uma geração que vê o tema com menos receios do que a anterior. “Penso que após a criação desta legislação as atletas se começaram a sentir mais à vontade para falar com os seus diretores de equipa acerca do futuro que gostariam de planear. Num futuro próximo acredito que se possa encarar com naturalidade o facto de mulheres que compitam em alta competição possam fazer uma pausa para serem mães, e, posteriormente, retomar o seu percurso desportivo.” Mariana Líbano ao TopCycling. Beatriz Pereira é uma das caras da nova geração do ciclismo nacional.Créditos: Bizkaia-Durango Fazer do ciclismo uma profissão a tempo inteiro Em novembro de 2022 entraram em vigor medidas para facilitar a conciliação da maternidade com o ciclismo de alta competição. Por exemplo, caso uma atleta engravide a equipa pode inscrever outra corredora (sem contrato) em qualquer período do ano. Beatriz Pereira (19 anos) corre pela Bizkaia-Durango. “Na minha vida ainda é complicado definir um plano porque nem sequer estou no WorldTour. É incrível a força e capacidade da Lizzie Deignan, da Marta Bastianelli e da Elinor Barker de pausar a carreira para ter filhos. Nem todas as atletas se podem dar ao luxo porque precisas de ter um certo estatuto como atleta e mesmo assim nem todas as equipas estão suficientemente evoluídas”, analisa. O debate é recente há temas prioritários para quem corre em equipas Continentais – reguladas pelas federações nacionais e não pela UCI como as WorldTeams. O primeiro tópico na ordem de trabalhos da segunda divisão é a estabilização dos salários. Quem recebe é mal pago e uma fatia importante do pelotão paga para correr. Criar condições para fazer do ciclismo uma profissão a tempo inteiro é prioritário para as jovens ciclistas. “Competir depois da maternidade é, na minha opinião, uma opção pouco atrativa. Além das limitações fisiológicas de te recuperares, acabas por viajar muito e passar pouco tempo em casa. Muitas vezes os pais também são ciclistas e têm o mesmo estilo de vida, o que implica que um deles abdique da carreira como foi o caso dos Deignan.” Beatriz Pereira ao TopCycling. Vera Vilaça estreia-se no WorldTour em plena Vuelta após fazer a transição do triatlo para o ciclismo.Créditos: Charly Lopez Receio das repercussões Beatriz Roxo (19 anos) corre pela Cantábria Deporte-Rio Miera. “Nunca pensei e refleti sobre isso uma vez que não é um dos meus objetivos de momento. No futuro tenho a intenção de realizar esse sonho de ser mãe. Os planos de fazer pausa, etc., virão no momento porque irá depender do cenário em que me encontrar (tipo de equipa, objetivos, condições tanto para mim como para a futura criança). Precisa de ser muito pensado e ponderado e é muito variável mediante o cenário em que me encontrar.” Das atletas portuguesas a correr em Espanha este ano é Vera Vilaça a mais velha aos 25 anos. A antiga campeã nacional de triatlo assinou esta época pela catalã Massi-Tactic. “Quero ser mãe, mas é um tema em que ainda não penso muito. Gostava de terminar a carreira desportiva antes de ser mãe, mas admiro muito as atletas que têm a coragem de fazer uma pausa para ter filhos e voltam a competir ao mais alto nível, conjugando a vida familiar com o ciclismo profissional. Acredito que muitas ciclistas não façam pausas para serem mães pelo receio das repercussões que isso possa vir a ter no futuro das suas carreiras.” Vera Vilaça ao TopCycling. A jovem geração portuguesa opina sobre o tema e só isso já é notícia. Finalmente o debate sobre ciclismo e maternidade está em cima da mesa e não mais será varrido para debaixo do tapete. ### Giro de Itália - Etapa 1 João Almeida entrou bem no Giro, 2023, ao obter o terceiro melhor tempo do contrarrelógio inaugural. O ciclista português da UAE Emirates apenas foi superado por Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step), vencedor do primeiro dia de prova e Filippo Ganna (INEOS). Evenepoel entrou forte, tal como era de esperar, percorrendo os 19,6 quilómetros de contrarrelógio entre Fossacesia e Ortona com o registo de 21.18 minutos. Filippo Ganna (INEOS), foi o segundo mais rápido do dia, com 22 segundos de atraso em relação a Evenepoel. É de realçar que apesar de não ser uma má prestação por parte de Ganna, não deixa de ser estranho, uma vez que o ciclista italiano da INEOS tem sido o habitual vencedor dos contrarrelógios nas mais recentes edições desta prova.   Créditos: Tim de Waele/Getty Images No último lugar do pódio ficou então o português João Almeida, a 29 segundos do vencedor, com um registo digno de destaque, e que deixa o público nacional a sonhar com grandes voos nesta 106.ª edição do Giro d’Itália. João Almeida destaca o bom trabalho da equipa João Almeida era um homem visivelmente satisfeito no final deste primeiro dia de Giro, mostrando-se mesmo até algo surpreendido pelo pódio conquistado, destacando assim tudo aquilo que tem sido feito no seio da UAE Emirates. Conheço as minhas capacidades, mas fiquei um pouco surpreso com o tempo que fiz. Confirma o bom trabalho que a equipa tem vindo a fazer, estamos muito satisfeitos”. João Almeida (UAE Emirates) Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=HoxzZ8D2Vig Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step21:1802GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 2203ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2904GEOGHEGAN HART Tao INEOS Grenadiers+ 4005KÜNG Stefan Groupama-FDJ+ 4306ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 4307VINE Jay UAE Team Emirates+ 4608MCNULTY Brandon UAE Team Emirates+ 4809THOMAS Geraint INEOS Grenadiers+ 5510VLASOV Aleksandr BORA-hansgrohe+ 55 Domingo reserva uma longa tirada Para domingo, na segunda etapa da 106.ª edição do Giro, o pelotão enfrenta uma longa tirada de 201 quilómetros, maioritariamente planos, na ligação entre Teramo e San Salvo. Classificações completas disponíveis aqui. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália – Manuel Cardoso e os nervos do prólogo Arranca o Giro de Itália e o TopCycling convida Manuel Cardoso a recordar o prólogo do Tour de France de 2010. “Ti amo” é um espaço de amor à cultura italiana e ao Giro. É também uma música de Umberto Tozzi. Gonçalo Moreira propõe 21 histórias para 21 etapas. Tour de France de 2010. Prólogo de 8,9km em Roterdão (Países Baixos). Chuva e percurso urbano costumam ser receita para o desastre. Dois estreantes caem na ratoeira. Mathias Frank (BMC) viu a roda traseira deslizar numa zona de sinalização horizontal e sai projetado contra as barreiras numa curva. Lábio cortado, fratura do polegar e rotura muscular. Manuel Cardoso (Footon-Servetto) foi o outro acidentado, por isso quisemos saber o que sente na abertura de uma grande Volta. No dia em que o Giro de Itália arranca com um prólogo, recuamos a 3 de julho de 2010 e deixamos que seja Manuel Cardoso a contar o que sentiu. Atualmente Manuel Cardoso guia cicloturistas de todo o mundo em experiências exclusivas proporcionadas pela InGamba Fiquei em mau estado, desmaiei “O Tour de France era a corrida em que eu sonhava participar. Via pela televisão e queria fazer bem o Tour de France. Era impossível não estar emocionado. Na partida a emoção era bastante só de ouvir a música do Tour. Era muita emoção e estava todo arrepiado. Só pensava em fazer bem, mesmo sabendo que não tinha a mínima hipótese de fazer um grande resultado. Fiz o reconhecimento do percurso pelo menos duas vezes e havia duas pontes sobres os canais de Roterdão. Tinha na memória que após um dos canais tínhamos uma curva aberta e no segundo canal a curva era mais fechada. Na realidade era o contrário porque a primeira curva era fechada e entrei com as mãos nos extensores com muita velocidade. Foi aí que se deu o acidente. https://www.youtube.com/watch?v=6YyDHwIxnQQ Em 2010 o então campeão nacional abriu a época a vencer no Tour Down Under. Fiquei em mau estado, desmaiei, muita gente a gritar… foi um momento muito mau. Não me recordo de muita coisa, só de ver o Matxin e outro diretor a tentarem-me acordar. Quando acordei só me lembro de lhes gritar para me darem a bicicleta, comecei a caminhar bastante tonto e fui direto apanhar a bicicleta. Concluí os quilómetros que faltavam com um ombro e a cara partidos e muitas escoriações no joelho. Ao início pensei que era só um dia mau e que no dia a seguir ia estar na partida. Recordo-me no hospital de dizer aos médicos ‘façam o que tenham a fazer que eu amanhã quero estar na partida’. Depois dos testes todos feitos foi impossível. Acabou ali o sonho. É a memória que tenho desse dia.” O TopCycling agradece ao Manuel Cardoso a gentileza de recordar uma memória dolorosa. Ao longo da carreira do sprinter de Paços de Ferreira foram mais os altos do que os baixos. Entre as vitórias que ficam para a história destacamos as etapas em provas do WorldTour (Volta à Catalunha e Tour Down Under), dois títulos nacionais de fundo e quatro etapas na Volta a Portugal. https://www.youtube.com/watch?v=enF_4K6Gr8k Recordem a vitória de Manuel Cardoso na Volta à Catalunha de 2011. ### Um Giro de Itália vintage Na era da ciência Gonçalo Moreira exalta o lado humano do ciclismo. Com João Almeida, Remco Evenepoel e Primoz Roglic vamos ter um Giro de Itália vintage. Sejamos honestos: não deve haver muita gente que à partida para este Giro de Itália não antecipe uma batalha entre Remco Evenepoel e Primoz Roglic. O belga vaporizou o pelotão na Liège pelo segundo ano consecutivo, ganhou o UAE Tour e foi uma pedra no sapato de Roglic na Catalunha (onde começou com os jogos psicológicos). Evenepoel investiu forte neste projeto e já em dezembro andava pelo sul de Itália a reconhecer as primeiras etapas. https://m.youtube.com/watch?v=Fj9YfzAcr4c&pp=ygUbcm9nbGljIGV2ZW5lcG9lbCBjYXRhbHVueWEg Duelo Evenepoel-Roglic está escrito O esloveno dominou o Tirreno-Adriático e mostrou frieza na Catalunha. Preparação cirúrgica, sete semanas em altitude e tudo pensado ao milímetro… até que quatro positivos por COVID-19 e o atropelo sofrido por Jan Tratnik na véspera da corrida trocaram as voltas à Jumbo-Visma. Pela lógica da temporada o duelo Evenepoel-Roglic está escrito, só que ciclismo não é só matemática – embora a abordagem científica adotada pelas equipas tenha um peso brutal no desfecho das corridas. O que atrai no ciclismo é o lado humano, o colapso do favorito ou a ascensão do outsider. Por isso nos emocionamos quando Tadej Pogacar ganhou o primeiro Tour – fomos completamente apanhados de surpresa e é algo que recordaremos para sempre! LaPresse Vintage foi 2018 O elenco de candidatos à vitória final neste Giro é o mais forte desde a edição de 2018. Nesse ano tínhamos no auge das capacidades Dumoulin, Froome, Yates, Superman Lopez, Pinot, Chaves, Aru, Pozzovivo… Este ano temos Evenepoel, Roglic, Almeida, Geoghegan Hart, Thomas, Vlasov, Caruso, Haig e nunca descartemos os velhos roqueiros Pinot e Urán! Se Pogacar revirou o Tour na Planche des Belles Filles, o Giro de 2018 teve o ataque de Froome no Colle delle Finestre! É a única coisa que peço: voltar a sentir essas emoções. Não tiro mérito aos campeões posteriores, mas vintage foi 2018! Se todas edições fossem épicas não as saberíamos apreciar. https://m.youtube.com/watch?v=mccKzTdfXts&pp=ygUbZnJvb21lIGNvbGxlIGRlbGxlIGZpbmVzdHJl João Almeida é melhor líder Este texto começou com a palavra honestidade e não vou mentir no fecho: se for João Almeida o génio da corrida tanto melhor! Nome por nome, a UAE leva um dos melhores blocos para a alta montanha. O momento de forma e a gestão dos egos marcará o êxito ou o fracasso. Há algo indiscutível: João Almeida é melhor líder do que nas anteriores edições e aos 24 anos sabe que a terceira vai marcar a corrida – Froome, Nibali, Geoghegan Hart que o digam porque estiveram no fundo do poço e saíram campeões. ENTREVISTA JOÃO ALMEIDA PARTE I ENTREVISTA JOÃO ALMEIDA PARTE II Da mesma forma que o Giro não vai ser só Evenepoel vs. Roglic também não podemos ser obtusos e só ver Almeida. O ciclismo transcende o patriotismo. É isso que torna especial este desporto. Pogacar é esloveno e Froome britânico… e aqui estamos recordando o brilhantismo de ambos. Somos capazes de vibrar com o feito em si mais do que com o protagonista. Que seja um Giro vintage! ### Giro de Itália 2023 - Guia completo da corrida e antevisão Giro de Itália 2023, a corrida italiana é considerada por muitos, a mais bela e a mais dura das 3 grandes voltas, nesta edição mais uma vez os portugueses seguirão com entusiasmo João Almeida, que em 2022 se viu forçado a abandonar, após testar positivo à Covid-19. Maio é o mês do Giro! De 6 a 28 de maio, ao longo de três semanas, os fãs de ciclismo vão poder ver todas as etapas desta corrida única graças a uma cobertura completa no Eurosport. Mais do que uma simples corrida de ciclismo, o Giro de Itália é a primeira grande volta da temporada, este ano com um percurso de 3.489,2 quilómetros divididos em 21 etapas, três contrarrelógios, muita montanha e apenas dois dias de descanso. No total, 176 dos melhores ciclistas do mundo vão lutar para vestir a cobiçada ‘maglia rosa’, mas só um a poderá levar ao lugar mais alto do pódio na chegada a Roma. Quem será o melhor no final? Quem vestirá a rosa? Quem irá erguer o troféu infinito em Roma e entrar para a história? No ano passado Jai Hindley foi o vencedor, mas este ano tem como objetivo o Tour de France. Guarda este artigo nos favoritos para acompanhares a corrida ao longo das três semanas. Os favoritos ao Giro 2023 Entre as 22 equipas que completam o pelotão do Giro de Itália existe um valioso número de candidatos à vitória como João Almeida, Remco Evenepoel, Primoz Roglic, Aleksandr Vlasov, Geraint Thomas, Lennard Kamna, Tao Geoghegan Hart, Rigoberto Urán e Jack Haig.  Remco Evenepoel Um dos grandes favoritos apontado ao triunfo em Roma é Remco Evenepoel, campeão mundial e vencedor da Vuelta 2022. O belga da Soudal – Quick Step chega motivado depois dos triunfos obtidos este ano na Liège-Bastogne-Liège e na Volta aos Emirados Árabes Unidos e ainda pelo 2.º lugar na Volta à Catalunha. Primoz Roglic Um dos principais rivais do belga será Primoz Roglic. O esloveno da Jumbo Visma, tricampeão da Vuelta (2019, 2020, 2021) cumpre apenas a terceira presença no Giro, tendo conseguido um 3.º lugar em 2019. Este ano, Roglic venceu a Volta à Catalunha e o Tirreno – Adriatico, mas um surto de Covid-19 na véspera do Giro obrigou a remodelações na equipa, algo que lhe pode tirar alguma força para a conquista da camisola rosa. João Almeida João Almeida é o único ciclista português no Giro e tem contas para ajustar. Uma semana antes do início do principal objetivo da temporada de João Almeida o TopCycling falou com ele. Partilhamos abaixo os links para as duas partes da entrevista onde se abordam vários temas interessantes, basta clicar: Entrevista com João Almeida - Parte 1 Entrevista com João Almeida - Parte 2 Depois do abandono forçado em 2022, após positivo a Covid-19, o jovem luso da UAE Emirates quer vestir-se de rosa tal como em 2020, quando liderou a competição durante quinze dias deixando um país colado aos ecrãs. Tao Geoghegan Hart Tao Geoghegan Hart, campeão do Giro 2020, divide a liderança da equipa com o veterano capitão Geraint Thomas. No papel, a INEOS conta com uma equipa muito forte. As três semanas vistas à lupa As etapas - Datas, tipologia e dificuldade EtapaDataInício / FinalDist.Tipo de etapa / DificuldadeEtapa 1Sáb. 6Costa dei Trabocchi (Fossacesia Marina) - Ortona19,6kmCRIEtapa 2Dom. 7Teramo - San Salvo201kmPlanaEtapa 3Seg. 8Vasto - Melfi216kmMédia montanhaEtapa 4Ter. 9Venosa - Lago Laceno175kmMédia montanha(final em alto)Etapa 5Qua. 10Atripalda - Salerno171kmPlanaEtapa 6Qui. 11Napoli - Napoli162kmPlanaEtapa 7Sex. 12Capua - Gran Sasso d'Italia (Campo Imperatore)218kmAlta montanha (final em alto)Etapa 8Sáb. 13Terni - Fossombrone207kmMédia montanhaEtapa 9Dom. 14Savignano sul Rubicone - Cesena (Technogym Village)35kmCRIDescansoSeg. 15---Etapa 10Ter. 16Scandiano - Viareggio196kmPlanaEtapa 11Qua. 17Camaiore - Tortona219kmPlanaEtapa 12Qui. 18Bra - Rivoli179kmMédia montanhaEtapa 13Sex. 19Borgofranco d’Ivrea - Crans Montana207kmAlta montanha (final em alto)Etapa 14Sáb. 20Sierre - Cassano Magnago193kmMédia montanhaEtapa 15Dom. 21Seregno - Bergamo195kmAlta montanhaDescansoSeg. 22---Etapa 16Ter. 23Sabbio Chiese - Monte Bondone203kmAlta montanha (final em alto)Etapa 17Qua. 24Pergine Valsugana - Caorle195kmPlanaEtapa 18Qui. 25Oderzo - Val di Zoldo161kmMédia montanhaEtapa 19Sex. 26Longarone - Tre Cime di Lavaredo (Rif. Auronzo)183kmAlta montanha (final em alto)Etapa 20Sáb. 27Tarvisio - Monte Lussari18,6kmCRI (final em alto)Etapa 21Dom. 28Roma - Roma135kmFlat As etapas chave Etapa 7, dia 12 de maio: CAPUA - GRAN SASSO D'ITALIA (CAMPO IMPERATORE) (218KM, alta montanha) Na etapa 7 teremos as primeiras indicações reais do Giro deste ano. Uma etapa acima dos 200 km que culmina no Gran Sasso, com a estrada para o Campo Imperatore, quase 45 km a subir. Etapa 9, dia 14 de maio: SAVIGNANO SUL RUBICONE - CESENA (TECHNOGYM VILLAGE) (35KM, CRI) Este é o Giro dos contrarrelógios e o segundo confronto nesta especialidade é uma oportunidade para os candidatos à camisola rosa reclamarem a liderança. É percurso plano entre Savignano sul Rubicone a Cesena, conectado por apenas uma dúzia de curvas. Etapa 13, dia 19 de maio: BORGOFRANCO D’IVREA - CRANS MONTANA (207KM, alta montanha) Uma gigante daquelas. São três subidas brutais que aguardam o pelotão. A dor começa com uma subida longa, mas não particularmente brutal, até o Colle del Gran San Bernardo - chegando a uma altitude de 2469m. Depois de uma longa descida, a corrida sobe a Croix de Coeur - uma escalada de 15km. com um desnível de 1350m. Após uma curta secção plana, vem outra primeira categoria e subida para o final da etapa em Crans Montana. Etapa 15, dia 21 de maio: SEREGNO - BERGAMO (195KM, alta montanha) A etapa 15 promete ser divertida. Um terreno ondulado constante que pode ter muita armadilha pelo meio. É de esperar muitos ataques e, potencialmente, um bom dia para a fuga. Etapa 16, dia 23 de maio: SABBIO CHIESE - MONTE BONDONE (203KM, alta montanha) Esta é uma forma perigosa de voltar do dia de descanso - 5000m. de desnível aguardam os ciclistas. Muitos não lidam bem com estas etapas após dia de descanso, poderão haver surpresas neste dia. Depois de 64 km para relaxar as pernas a rolar vem a dureza. O Passo di Santa Bárbara (inclinação média de 10%) é a primeira dificuldade, seguida rapidamente pelo Passo di Bordala. Depois é uma descida para Rovereto, e nova subida para Matassone. Após descida, nova segunda categoria, Serrada. A etapa termina em alto, numa primeira categoria e após muito desgaste, os ciclistas têm a subida a Monte Bondone - com pendentes de 15% de inclinação. Etapa 19, dia 26 de maio: LONGARONE - TRE CIME DI LAVAREDO (RIF. AURONZO) (183KM, alta montanha) Dolomitas, cerca de 5400m de desnível e três picos acima dos 2000m prometem esgotar qualquer força remanescente nos ciclistas. São os dias do tudo ou nada pois a corrida aproxima-se do final. Etapa 20, dia 27 de maio: TARVISIO - MONTE LUSSARI (18,6KM, CRI) Aqui entre nós, Roglic poderá lembrar-se do Tour que perdeu para Pogacar num dia parecido com este em 2020, uma crono-escalada no penúltimo dia de uma grande volta. A etapa 21 é basicamente um passeio por Roma, pelo que o vencedor do Giro será conhecido neste dia, no cume do Monte Lussari. Uma subida de 7,3km. com uma inclinação média de 12,3%. Esperamos que seja João Almeida. A opinião de Paulo Martins, comentador Eurosport Portugal O Giro 2023 será dos mais duros dos últimos anos, quem vier a vencer terá não só de ter uma equipa forte a seu lado, mas acima de tudo não falhar nos 21 dias e ser muito consistente desde do 1 dia ao último. Começa logo com um crono que fará as primeiras diferenças na geral e até ao 1 dia de descanso que só acontece ao 9 dia, teremos mais um crono e uma chegada em alto a mais de 2300 de altitude. Segundo semana dura onde não pode haver falhas e a terceira semana será demolidora, com 3 chegadas em alto e um ultimo crono, que é mais uma cronoescalada. Os meus favoritos ai pódio se não houver surpresas são João Almeida, Remco Evenepoel, Roglič, Geoghegan Hart, o que vier fora deste quarteto será para mim uma surpresa. Eurosport Para quem acompanhar a corrida no Eurosport poderá contar com a experiência de especialistas como Alberto Contador que seguirá de moto em muitas etapas, analisando as situações de corrida e passando a sua experiência em direto. Além de Alberto Contador, haverá também a análise de outros especialistas internacionais que vão comentar tudo o que se passa neste Giro no Eurosport e que inclui nomes como Philippe Gilbert, Jens Voigt e Adam Blythe. A equipa do Eurosport Portugal para o Giro 2023 conta com o grupo de comentadores Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonamici e José Azevedo, que ao longo de três semanas prometem animar as tardes do canal. As equipas: Soudal Quick-Step 1 EVENEPOEL Remco (Bel) 2  BALLERINI Davide (Ita) 3  CATTANEO Mattia (Ita) 4  ČERNÝ Josef (Cze) 5  HIRT Jan (Cze) 6  SERRY Pieter (Bel) 7  VAN WILDER Ilan (Bel) 8  VERVAEKE Louis (Bel) AG2R Citroën 11  VENDRAME Andrea (Ita) 12  CHEREL Mikaël (Fra) 13  BAUDIN Alex (Fra) 14  LAPEIRA Paul (Fra) 15  PARET-PEINTRE Aurélien (Fra) 16  PARET-PEINTRE Valentin (Fra) 17  PRODHOMME Nicolas (Fra) 18  WARBASSE Larry (USA) Alpecin-Deceuninck 21  OLDANI Stefano (Ita) 22  CONCI Nicola (Ita) 23  GROVES Kaden (Aus) 24  KRIEGER Alexander (Deu) 25  LEYSEN Senne (Bel) 26  RIESEBEEK Oscar (Ned) 27  SBARAGLI Kristian (Ita) 28  SINKELDAM Ramon (Ned) Astana Qazaqstan 31  CAVENDISH Mark (GBr) 32  BATTISTELLA Samuele (Ita) 33  DOMBROWSKI Joe (USA) 34  MOSCON Gianni (Ita) 35  PRONSKIY Vadim (Kaz) 36  SÁNCHEZ Luis León (Esp) 37  SCARONI Christian (Ita) 38  VELASCO Simone (Ita) Bahrain-Victorious 41  CARUSO Damiano (Ita) 42  BUITRAGO Santiago (Col) 43  HAIG Jack (Aus) 44  ARASHIRO Yukiya (Jap) 45  PASQUALON Andrea (Ita) 46  MILAN Jonathan (Ita) 47  SÜTTERLIN Jasha (Deu) 48  ZAMBANINI Edoardo (Ita) Bora-Hansgrohe 51  VLASOV Aleksandr (Rus) 52  ALEOTTI Giovanni (Ita) 53  BENEDETTI Cesare (Pol) 54  DENZ Nico (Deu) 55  JUNGELS Bob (Lux) 56  KÄMNA Lennard (Deu) 57  KONRAD Patrick (Aut) 58  PALZER Anton (Deu) Cofidis  61  CONSONNI Simone (Ita) 62  BIDARD François (Fra) 63  CIMOLAI Davide (Ita) 64  CHAMPION Thomas (Fra) 65 DELETTRE Alexandre (Fra) 66  LASTRA Jonathan (Esp) 67  ROCHAS Rémy (Fra) 68  TOUMIRE Hugo (Fra) EF Education-EasyPost  71 URÁN Rigoberto (Col) 72 CAICEDO Jonathan (Ecu) 73 CARTHY Hugh (GBr) 74 DE BOD Stefan (RSA) 75 BETTIOL Alberto (Ita) 76 HEALY Ben (Irl) 77 CEPEDA Jefferson Alexander (Ecu) 78 CORT Magnus (Den) EOLO-Kometa 81  ALBANESE Vincenzo (Ita) 82  BAIS Davide (Ita) 83  BAIS Mattia (Ita) 84  FETTER Erik (Hun) 85  FORTUNATO Lorenzo (Ita) 86  GAVAZZI Francesco (Ita) 87  MAESTRI Mirco (Ita) 88  SEVILLA Diego Pablo (Esp) Green Project-Bardiani CSF-Faizanè 91  FIORELLI Filippo (Ita) 92  COVILI Luca (Ita) 93  GABBURO Davide (Ita) 94  MAGLI Filippo (Ita) 95  MARCELLUSI Martin (Ita) 96  MULUBRHAN Henok (Eri) 97  TONELLI Alessandro (Ita) 98  ZOCCARATO Samuele (Ita) Groupama-FDJ 101  PINOT Thibaut (Fra) 102  ARMIRAIL Bruno (Fra) 103  KÜNG Stefan (Sui) 104  LIENHARD Fabian (Sui) 105  MOLARD Rudy (Fra) 106  STEWART Jake (GBr) 107  KONOVALOVAS Ignatas (Lit) 109  VAN DEN BERG Lars (Ned) Ineos Grenadiers 111  GEOGHEGAN HART Tao (GBr) 112  ARENSMAN Thymen (Ned) 113  DE PLUS Laurens (Bel) 114  GANNA Filippo (Ita) 115  PUCCIO Salvatore (Ita) 116  SIVAKOV Pavel (Fra) 117  SWIFT Ben (GBr) 118  THOMAS Geraint (GBr) Intermarché-Circus-Wanty 121 ROTA Lorenzo (Ita) 122 BYSTRØM Sven Erik (Nor) 123 BONIFAZIO Niccolò (Ita) 124 HUYS Laurens (Bel) 125 MARIT Arne (Bel) 126 PETILLI Simone (Ita) 127 REX Laurenz (Bel) 128 TAARAMÄE Rein (Est) Israel-Premier Tech 131  POZZOVIVO Domenico (Ita) 132  BERWICK Sebastian (Aus) 133  CLARKE Simon (Aus) 134  FRIGO Marco (Ita) 135  GEE Derek (Can) 136  RICCITELLO Matthew (USA) 137  WILLIAMS Stephen (GBr) 138  WÜRTZ SCHMIDT Mads (Den) Jumbo-Visma 141  ROGLIČ Primož (Slo) 142  AFFINI Edoardo (Ita) 143  BOUWMAN Koen (Ned) 144  DENNIS Rohan (Aus 145  OOMEN Sam (Ned) 146  HESSMANN Michel (Deu) 147  KUSS Sepp (USA) 148  TRATNIK Jan (Slo) Movistar 151  GAVIRIA Fernando (Col) 152  BARTA Will (USA) 153  KANTER Max (Deu) 154  ROJAS José Joaquín (Esp) 155  RUBIO Einer Augusto (Col) 156  RODRÍGUEZ Óscar (Esp) 157  TORRES Albert (Esp) 158  VERONA Carlos (Esp) Arkéa Samsic 161  BARGUIL Warren (Fra) 162  BOUET Maxime (Fra) 163  DEKKER David (Ned) 164  GUERNALEC Thibault (Fra) 165  RIES Michel (Lux) 166  RIOU Alan (Fra) 167  RUSSO Clément (Fra) 168  VERRE Alessandro (Ita) Corratec 171  CONTI Valerio (Ita) 172  DALLA VALLE Nicolas (Ita) 173  GANDIN Stefano (Ita) 174  IACCHI Alessandro (Ita) 175  KONYCHEV Alexander (Ita) 176  QUARTERMAN Charlie (GBr) 177  STOJNIĆ Veljko (Ser) 178  VACEK Karel (Cze) DSM 181  LEKNESSUND Andreas (Nor) 182  HVIDEBERG Jonas Iversby (Nor) 183  MÄRKL Niklas (Deu) 184  MAYRHOFER Marius (Deu) 185  STORK Florian (Deu) 186  TUSVELD Martijn (Ned) 187  DAINESE Alberto (Ita) 188  VANHOUCKE Harm (Bel) Jayco-AlUla 191  MATTHEWS Michael (Aus) 192  DE MARCHI Alessandro (Ita) 193  DUNBAR Eddie (Irl) 194  HEPBURN Michael (Aus) 195  PÖSTLBERGER Lukas (Aut) 196  SCOTSON Callum (Aus) 197  STEWART Campbell (NZl) 198  ZANA Filippo (Ita) Trek-Segafredo 201 GHEBREIGZABHIER Amanuel (Eri) 202 HOOLE Daan (Ned) 203 KIRSCH Alex (Lux) 204 MOLLEMA Bauke (Ned) 205 PEDERSEN Mads (Den) 206 SKUJIŅŠ Toms (Lat) 207 TESFATSION Natnael (Eri) 208 VERGAERDE Otto (Bel) UAE Team Emirates 211  ALMEIDA João (Por) 212  ACKERMANN Pascal (Deu) 213  COVI Alessandro (Ita) 214  FORMOLO Davide (Ita) 215  GIBBONS Ryan (RSA) 216  MCNULTY Brandon (USA) 217  ULISSI Diego (Ita) 218  VINE Jay (Aus) Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized Turbo Levo SL Gen.2 - Primeiro contacto A Specialized apresenta hoje ao mundo a nova Turbo Levo SL Gen.2 (segunda geração), que chega com um novo quadro e um novo motor. O novo motor SL 1.2 é mais silencioso, mais potente e nos tivemos oportunidade de o comprovar, pois já testámos a bicicleta, vê o vídeo. Vídeo do teste https://youtu.be/nVOunpH7kL0 Novo quadro Esta segunda geração da Turbo levo SL tem um quadro completamente redesenhado, mais aligeirado em vários pontos e com diferenças estéticas notáveis, onde desde logo se destaca a simplicidade ao desaparecer a "trave" em carbono que ligava o tubo superior do quadro ao tubo do espigão de selim. Destaca-se desde logo a rigidez do conjunto, foi algo que notámos ao testar a bicicleta. Tem uma qualidade de construção acima da média, apesar dos vários pontos de rotação a bicicleta é solida nos trilhos, tem um centro de gravidade baixo e manobra-se muito bem em zonas sinuosas, tem uma agilidade que impressiona. Apesar de ser uma bicicleta eléctrica, no que respeita a sensações de pilotagem esta máquina está muito próxima da sua irmã não elétrica Stumpjumper, aliás, tem a mesma geometria da Stumpjumper EVO. Continua a ser uma filosofia de e-Bike leve, o que ajuda muito no manuseio para transporte, dá inclusive para colocar num suporte normal de bicicletas, o que não é habitual com a maioria das e-Bikes "convencionais" se é que se lhe pode chamar assim. Ajustabilidade 29 / 27,5 ou 29 / 29 - o utilizador escolhe Este quadro mantém a filosofia de roda 29 na frente e 27,5 atrás, mas existe a possibilidade de colocar roda 29 atrás (caso o utilizador assim o deseje), alterando simplesmente o flip-chip no pivô traseiro a bicicleta acomoda roda 29 também na traseira. Assim como as versões anteriores, também esta nova geração mantém a ajustabilidade do ângulo da caixa de direção que pode variar entre 63 graus, 64,25 graus e 65,5 graus. Para isso basta alterar a uma peça na caixa de direção. Novo motor Esta nova unidade eléctrica da Specialized é o Turbo SL 1.2 Tivemos a oportunidade de constatar que é realmente mais silencioso e potente do que a versão anterior. O apoio que dá ao ciclista continua a ser muito natural, não é um motor com aquele "boost" que parece quase uma mota no auxilio à pedalada. Relativamente à autonomia da bateria, já se sabe que esta depende muito do tipo de utilização e dos percursos, mas podes ver abaixo como correu o teste feito pelo Nuno Pires. A opinião de Nuno Pires - Atleta português de E-Bikes Nuno Pires compete na categoria de e-Bikes, taça de Portugal e Campeonato Nacional há 3 anos, além de fazer outras inúmeras provas nesta categoria. O Vice-Campeão Nacional 2023 dá utilização intensa a e-Bikes de BTT há vários anos, tendo tido experiência com vários modelos de bicicletas, motores, baterias, etc., e deixa-nos a sua opinião acerca da nova Turbo Levo SL. É um conceito inovador de e-Bike, com menor peso, mas também menos capacidade de bateria e motor menos potente 50 Nm (menos 35 Nm que as e-bikes convencionais), oferece ao utilizador uma e-Bike mais ágil, fácil de pilotar e menor consumo de bateria. Tem uma bateria de Bateria 320Wh e um Extender 160Wh, o que oferecendo uma capacidade total de 480Wh ao utilizador. Esta S-Works Turbo Levo SL tem uma construção de qualidade superior, que vai ao encontro do que a Specialized nos habitou, não estava à espera de outra coisa, até porque é um quadro topo de gama. Comparativamente à anterior Turbo Levo (que também tive oportunidade de testar), tem um quadro completamente novo, mais leve, também maior capacidade de bateria e potência no motor, o que é sempre bem vindo. Destaco estes pontos nesta bicicleta: Quadro com uma rigidez incrível Muito leve e bastante ágil Motor muito silencioso e suave, faz com que por vezes nos esquecemos que estamos a andar numa bicicleta elétrica. Centro de gravidade muito baixo o que nos garante uma maior estabilidade, o pormenor da posição muito baixa da grade de Bidon e do extender é prova de que tudo foi pensado ao pormenor, no entanto esta característica tem a desvantagem de haver maior probabilidade de os pedais baterem em alguns obstáculos. Durante os dias em que testei, não senti grande diferença entre o modo Trail e o Turbo, andei quase sempre no modo Trail. (Sei que isto pode ser configurado na aplicação da marca mas não cheguei a fazê-lo). Num dos dias de teste, simulei um percurso do género dos que faço em competição estilo XCM, fiz 45km's. num percurso misto, entre zonas rápidas, subidas longas e single track's, com 1400m. de acumulado em 2h.30m., onde e gastei a bateria de 320wh mais 135Wh (85%) do extender. Embora não seja adequada para o tipo de competição que faço, na minha opinião esta e-Bike é soberba, nota-se qualidade de construção no quadro e que tudo foi planeado com o máximo detalhe, desde o design à rigidez, passando pela suavidade do motor, em resumo, o comportamento geral da bicicleta é muito bom. Deu-me um prazer enorme fazer quilómetros nela, está recheada de bom equipamento. É a bicicleta ideal para quem está habituado às bicicletas normais, pois o apoio que dá à pedalada é muito natural e além disso não é tão pesada como as e-Bikes mais potentes. A maior desvantagem que eu vejo neste conceito de e-Bike é a menor autonomia, no entanto para quem quer ir passar uma manhã a fazer umas descidas dá muito bem, esta desvantagem só a notará quem quiser fazer mais quilómetros pedalados. Tenho a certeza que até os mais resistentes às bicicletas elétricas, experimentando esta máquina facilmente se convertem. As várias gamas Nós testámos uma das versões topo de gama, a S-Works, mas estará ainda disponível uma versão S-Works LTD. S-works Turbo Levo SL LTD Além das versões topo de gama haverá mais duas versões, a versão Pro e versão Comp. Specialized Turbo Levo SL PRO Specialized Turbo Levo SL COMP A Specialized vai também ter disponível o quadro S-Works Turbo Levo SL Quadro S-Works Turbo Levo SL Podes ver a gama completa da nova Turbo Levo SL, a disponibilidade, cores e preços aqui no site da marca: https://www.specialized.com/pt/pt ### O quem é quem das portuguesas na Vuelta Daniela Campos, Beatriz Roxo, Vera Vilaça e Mariana Líbano correm a Volta a Espanha. Que equipas representam? Como chegaram à elite? As respostas no TopCycling. Está a decorrer a Volta a Espanha, a primeira grande Volta do calendário feminino da temporada. Portugal tem quatro representantes, embora sejam seis as corredoras que correm em equipas espanholas. O ciclismo feminino divide-se em WorldTour (15 equipas) e escalão Continental, a segunda divisão. Ao contrário do ciclismo masculino, não há uma categoria intermédia equivalente às ProTeams. A primeira e única portuguesa a chegar ao WorldTour é Maria Martins, na Fenix-Deceuninck. Porque há tantas portuguesas a correr em Espanha? Primeiro porque não há nenhuma formação nacional de categoria Continental; segundo porque há três Voltas espanholas no WorldTour, mais 10 provas UCI e isso permite aceder a um calendário de perfil internacional; terceiro pela proximidade geográfica. As quatro ciclistas nacionais presentes na Vuelta têm todas perfil de seleção e a maioria passaram ou ainda conciliam a estrada com outras variantes do ciclismo. Vamos às apresentações. Daniela Campos é a campeã nacional de fundo e de contrarrelógio em elites. Daniela Campos (Bizkaia-Durango) É a campeã nacional de fundo em elites e bicampeã de contrarrelógio na mesma categoria. Daniela Campos está na terceira época ao serviço da Bizkaia-Durango, equipa basca dirigida por Agurtzane Elorriaga, gregária da histórica Joane Somarriba – venceu três Tour de France (2000, 2001 e 2003), dois Giro de Itália (1999 e 2000) e foi campeã mundial de contrarrelógio (2003). Daniela Campos tem 21 anos e é natural de Boliqueime. Chegou à Vuelta após recuperar de fratura na clavícula no início da época enquanto competia no velódromo de Anadia, mas a pista já lhe permitiu conquistar três medalhas em eventos internacionais. A algarvia destacou-se no passado Europeu de estrada (realizado em Anadia) com um 16º posto no contrarrelógio e ao longo da época venceu a Clássica do Arroz (Valência). Além de Daniela Campos a Bizkaia-Durango tem no plantel a sub-23 de segundo ano Beatriz Pereira. A famalicense foi campeã nacional em juniores (2021) pela Bairrada. 1ª Nacional de estrada prova de fundo Elites (2022) 1ª Nacional de estrada contrarrelógio Elites (2022) 3ª Europeu Sub-23 em scratch (2022) 2ª Jogos do Mediterrâneo prova de fundo Elites (2022) 1ª Europeu JR em eliminação (2020) 3ª Europeu JR em omnium (2020) Beatriz Roxo em ação pela equipa da Cantábria.Créditos: Río Miera Cantabria Deporte Beatriz Roxo (Río Miera-Cantabria Deporte) Aos 19 anos está na segunda época a representar a Cantábria-Rio Miera. Beatriz Roxo deu nas vistas em provas internacionais pela seleção e foi recrutada por uma equipa que lhe permite conciliar o ciclismo com o curso de Gestão que está a tirar na Faculdade de Economia do Porto. A atleta natural de Vila Nova de Gaia já fez Europeus e Mundiais tanto de estrada como de pista, aparecendo no plano interno na Academia de Paredes. 1ª Taça de Portugal JR (2021) 1ª Nacional de estrada prova de fundo JR (2020) Vera Vilaça e a Massi-Tactic na apresentação da Vuelta em Torrevieja.Créditos: Unipublic/Charly López Vera Vilaça (Massi-Tactic) Tem 25 anos e está a estudar Medicina. Como se o curso por si só não fosse um desafio, Vera Vilaça embarcou noutro: trocar o triatlo pelo ciclismo de estrada! Em 2021 fez a transição e em 2022 recolheu os frutos com o 3º lugar na Volta a Portugal representando a Veloperformance. Perdeu para a equipa que agora lhe abriu as portas da Vuelta a Espanha, a Massi-Tactic, projeto sediado na Catalunha, na localidade de Torroella de Montgrí (Girona). A Massi-Tactic está na quarta época como equipa UCI e aposta numa corredora versátil que não tinha previsto correr a Vuelta. Vera Vilaça foi fazer a ReVolta – versão feminina da Volta à Catalunha – e só na véspera do arranque da Vuelta ficou a saber que tinha que substituir uma colega lesionada. 3ª Volta a Portugal (2022) 13ª Jogos do Mediterrâneo (2022) 1ª Taça de Portugal (2021) 2ª Nacional de Elite no triatlo (2021) 1ª Nacional de Elite no triatlo (2020) 11ª Europeu Sub-23 de triatlo 2ª Europeu de Clubes em estafetas mistas (representou o SL Benfica ao lado do irmão, Vasco Vilaça, além de Melanie Santos e João Silva) Mariana Líbano representa a Soltec na Vuelta.Créditos: Unipublic/Charly López Mariana Líbano (Soltec) Mais uma jovem de 19 anos que se destacou pela Velo Performance/JS Campinense ao adjudicar a edição de estreia da Volta a Portugal sub-19. Mariana Líbano é outro talento multidisciplinar e mostrou-o nos vários escalões etários ao serviço da equipa de ciclismo Os Maiatos. Natural de Moreira da Maia, foi integrada nos trabalhos das seleções nacionais e até acabou como melhor portuguesa no passado Europeu de estrada de juniores (37ª). Mariana Líbano é um caso sério de talento e provou-o em 2020 dominando a temporada entre as juniores não só na estrada, mas também no ciclocrosse e no BTT. Está na formação murciana da Soltec, que no ano passado levou à Vuelta a campeã olímpica Anna Kiesenhofer (atualmente na Israel Premier Tech). Preparou a Vuelta em Andorra, estagiando em altitude e é uma corredora com uma enorme margem de progressão em todos os sentidos. 1ª Volta a Portugal Feminina JR (2022) 1ª Nacional de estrada contrarrelógio JR (2022) 2ª Nacional de estrada prova de fundo JR (2022) A Soltec tem ainda no plantel Sofia Gomes, que não foi escalada. ### Rebound 2023 - Evento gravel para todos em Portugal Este ano, a Shimano formou parceria com a Live Slow Ride Fast (LSRF) para unir os ciclistasde gravel espalhados pelo mundo para o REBOUND 2023. O objetivo é bastante simples,pedalar 1 milhão de Km’s apenas num dia, unindo a comunidade do gravel em todo o Mundo. Inclusão O gravel é um grande equalizador e unificador - é onde se fazem amigos e se criam memórias.Quer se pedale um quilómetro ou cem; com kit profissional ou sem kit; com uma bike de 10 ou11 velocidades; seja em estradas pavimentadas, estradas corta-fogo, estradas secundárias oufora de estradas. Não interessa a razão porque andas lá fora a pedalar, o mais importante é que estejas.Quando o mundo parou em 2020, a equipa da LSRF procurou formas seguras de desfrutar domundo à nossa volta, organizando o seu próprio "Dirty Kanzelled" (atualmente Unbound gravel). Todos juntos, cada um no seu país Mesmo com o cancelamento do evento principal - Unbound, o espírito do evento manteve-se, celebrando o potencial unificador do ciclismo – a iniciar a partir da porta de cada ciclista. Com o REBOUND, a Shimano e a LSRF estão dispostos a dar um passo mais à frente. Data e regras O REBOUND destina-se a todos os ciclistas e terá lugar no sábado, 3 de Junho de 2023. As regras são simples: Iniciar a partida de qualquer ponto desejado e percorrer uma distânciasuperior a 40 km, 80 km, 160 km ou 320 km. Data: sábado, 3 de Junho de 2023. Inicio Evento: 6h00 em ponto (hora local). Preço: GRÁTIS, sem taxas, sem tempos cronometrados, apenas diversão! Trata-se apenas de um passeio de gravel de 40, 80,160 ou 320 km. 2 paragens no máximo ao longo do passeio. Celebração obrigatória após terminares o teu objetivo. Inscrições e prémios Este evento é uma iniciativa conjunta entre a LSRF e a Shimano, podes inscreve-te de forma fácil e gratuita visitando hoje mesmo o site do evento aqui: www.rebound.cc Aderindo ao desafio REBOUND STRAVA para teres a oportunidade de ganhares alguns destes excelentes prémios: 10 x Sapatos de gravel Shimano RX6 5 x Posters personalizados Rebound Ride 3 x Bilhetes fim-de-semana para o evento LtD's Gravel Raid 2 x Bilhetes VIP para o Tour de France by Skoda 1 x Pack Experiência “Live Slow Ride Fast” Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 3.ª Taça de Portugal de XCO - Lousada Lousada recebeu a terceira ronda da Taça de Portugal de XCO, onde Pablo Rodríguez (BH Coloma Team) e Raquel Queirós (MMR Factory Racing Team) ganharam as corridas de elite. Corrida masculina O vencedor da ultima prova da Taça de Portugal de XCO tinha sido Ricardo Marinheiro e o líder da classificação geral da competição era Mário Costa, pelo que se adivinhava mais uma corrida animada. A disputa da corrida começou por ser entre quatro atletas, Mário Costa (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde), Pablo Rodríguez, Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos) e Roberto Ferreira (Guilhabreu MTB), mas com o passar das voltas ficaram na frente somente Marinheiro e o espanhol Rodríguez. Pablo Rodríguez acabou por levar a melhor sobre o português Ricardo Marinheiro, que foi o segundo classificado, a 46 segundos. O terceiro foi Mário Costa, o que lhe garantiu a continuação no primeiro posto na geral da Taça. TOP 10 final POS.NOMEPAÍSTEMPO1RODRIGUEZ GUEDE Pablo ESP01:32:332MARINHEIRO Ricardo POR01:33:193COSTA Mário POR01:34:494FERREIRA Roberto POR01:35:115CRUZ João POR01:36:156ROCHA João POR01:38:147FILIPE André POR01:39:338CRUZ Carlos POR01:40:119NUNES Bruno POR01:40:3110FRAZÃO Tomás POR01:42:12 Corrida feminina A campeã nacional voltou a vencer, confirmando o bom momento de forma. Raquel Queirós conseguiu impôr-se à sua colega de equipa Matylda Szczecinska, que terminou a 28 segundos da portuguesa. Ana Santos (X-Sauce Factory Team) foi a terceira, a 1m26s, mantendo o comando da Taça de Portugal em elite e em sub-23. TOP 10 final POS.NOMEPAÍSTEMPO1QUEIRÓS Raquel POR1:28:492SZCZECINSKA Matylda POL1:29:173SANTOS Ana POR1:30:154LOIS GARCIA Lara ESP1:30:485MONTEIRO Joana POR1:32:046MEIER Maaris EST1:34:277CASADEY Josefina ARG1:36:368GOMEZ ANDREU Lucia ESP1:38:109BRANCO Marta POR1:39:0010GOMES Leandra POR1:39:52 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=og6rkcwkTv0 Créditos: Federação Portuguesa de Ciclismo Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Giro de Itália – Como lidera João Almeida? Como evoluiu João Almeida como líder desde que vestiu a rosa no Giro de 2020? Na segunda parte da entrevista analisamos os rivais diretos. Entrevistei o João Almeida por videochamada a 26 de abril. O atleta estava em estágio em Serra Nevada e durante quase uma hora conversamos de forma descontraída. Abordamos temas recorrentes – como a hierarquia dentro da UAE-Emirates – que João Almeida encara com a naturalidade de quem conhece o pelotão profissional. Segue abaixo a transcrição da segunda parte da entrevista com o atleta de A dos Francos. LEIA AQUI A PRIMEIRA PARTE DA ENTREVISTA Fabio Ferrari/LaPresse GM: Desde 2020 passou muito tempo. Não és o mesmo a ler a corrida dentro da corrida, mas também tudo o que se passa à volta de uma prova de três semanas. O que é que mudou? JA: Apesar de eu só ter 24 anos, não sou nenhum veterano, mas tenho bastante experiência e já fiz quatro grandes Voltas. Todas correram bem à exceção do Covid. Sou um João Almeida com muito mais experiência, com as coisas muito mais planificadas, que sabe o que quer, que comunica o que quer, o que é necessário fazer. Aprendi com os erros e situações do passado. Também estou mais forte. GM: Como é que tu és como comunicador? JA: Parte tudo da base da confiança e sendo mais confiante não há receio de dizer ‘preciso que puxes, que me protejas ao vento, preciso de água, do que quer que seja’. Se calhar o João do passado não comunicava tanto por essa falta de confiança, ‘vou pedir isto a toda a gente e depois não consigo estar na frente ou ganhar, etc.’. Com o passar dos anos tenho vindo a ganhar essa confiança em mim próprio e neste momento não tenho qualquer receio de pedir o que eu quero. Essa é a principal diferença. GM: Fala-se muito da questão mental em alta competição. Não deve ser fácil lidar com tanta pressão. JA: Nem é questão de pressão, parte muito da nossa confiança. Afinal de contas tenho ali corredores que estão só para me ajudarem e não quero que trabalhem em vão. Ter essa responsabilidade de ter que… ‘delivery’ [dar resultados]… como se costuma dizer, ter que estar na frente e fazer a recompensa desse trabalho neste momento estou muito mais confiante e sei que vou estar lá. Créditos - Sprint Cycling Agency GM: Analisaste o percurso? JA: Por alto sim, ainda não vi tudo em questão. Dos contrarrelógios sei tudo, algumas etapas muito duras. GM: Reconhecimentos não fizeram? JA: Fiz o reconhecimento do segundo contrarrelógio – é bastante rápido, longo, mais de 30km. Gostei do percurso, boa estrada, não tem partes muito técnicas. GM: O que é que vai pesar mais neste Giro de Itália? JA: Os dois primeiros contrarrelógios vão fazer bastante diferença e acho que as estratégias vão mudar e vão-se adaptar de acordo com esses tempos. Se houver líderes que perderem muito tempo no contrarrelógio vão ter que mudar a estratégia para atacar na montanha, assim como quem ganhar vai mais pela defensiva. A última semana vai ser duríssima e aquele último contrarrelógio – que é meio contrarrelógio e meio cronoescalada – vai ser muito duro principalmente pelos dias anteriores. Vai ser um bom espetáculo e tudo pode acontecer naquela última semana. Temos o exemplo da primeira Volta a França que ganha o Tadej Pogacar… ninguém diria que ele ganhava e o certo é que aquele contrarrelógio meteu o Roglic lá para trás e este Giro vai ser similar. Naquele contrarrelógio tudo pode acontecer. Num Giro com não sei quantos mil quilómetros, aqueles 25 quilómetros vão fazer uma diferença abismal. GM: Perante Roglic e Evenepoel o que é tu tens a mais do que eles e o que é que eles têm a mais do que tu? De forma resumida. JA: Eles têm a vantagem do contrarrelógio. Sem ser no Tirreno – o Roglic não estava na melhor forma nesse dia – nunca fiquei à frente de nenhum deles. Claramente vão estar à minha frente no contrarrelógio. Eu tenho uma boa consistência, é o meu ponto forte e isso pode fazer a diferença. GM: Pode pesar tu teres corrido os últimos três Giro enquanto o Remco abandonou na estreia e o Roglic tem-se centrado mais no Tour? A maior proximidade face ao Giro pode-te favorecer? JA: Em termos mentais sim, pode fazer a diferença. GM: Para além destes dois quem é que tens visto que pode entrar nas contas da geral? JA: O Tao [Geoghegan Hart] esteve muito bem nos Alpes e toda a Ineos tem uma equipa muito forte. Geraint Thomas é um corredor que vai lá chegar e vai estar muito bem, apesar de nas corridas anteriores não ter estado ao seu melhor nível, mas sei que vai chegar ao Giro e vai estar numa forma estupenda. Vlasov também vai, mas o foco será Remco e Roglic à partida. Depois ao longo dos dias vamos vendo. Roglic bateu Almeida e Geoghegan Hart no Tirreno-AdriáticoCréditos: GianMattia D'Alberto/LaPresse GM: O que aconteceu ao Remco no Giro pode-lhe dar motivação extra para mostrar que pode fazer no Giro o que fez na Vuelta? JA: Acho que sim. GM: Há algum tipo de picardia entre vocês desde essa altura? JA: Picardia não existe, o pouco que pode ter acontecido – o público é que amplia a situação – ficou resolvido naqueles dias no Giro. Agimos como equipa e na altura tomamos as decisões com a informação que tínhamos e fizemos uma boa decisão. Claro que agora olhando para trás mudávamos tudo, mas no final é fácil julgar. GM: Ele se calhar também mudava o facto de ter ido ao Giro quando claramente não estava preparado? JA: Sim, exato. E ele também não é assim tão individualista e invejoso. Se calhar dar-me-ia mais a oportunidade naquele dia sabendo que não ia estar bem. A etapa 11 do Giro de 2021 foi o momento de maior tensão na relação Almeida-Evenepoel GM: Como é que ele é como pessoa? Viste na Catalunha os gestos do Evenepoel quando ia com Roglic na frente? Era ele a tentar entrar na cabeça do Roglic? JA: Ele é um corredor que é força pura e se está forte ataca. O Roglic é mais meticuloso, mais experiente, joga mais à defensiva enquanto o Remco joga a atacar e à força bruta. Aqueles gestos são uma forma de tentar entrar na cabeça do Roglic para que ele puxe, continuar a insistir para ele puxar e ele tentar ganhar a vantagem com o desgaste do Roglic. GM: Ele está diferente agora que é campeão do mundo? JA: É um corredor muito mais maduro, em termos táticos está muito melhor, cresceu bastante nesse sentido, mas será sempre um corredor de força bruta. GM: Esse ímpeto favorece-te? Preferes uma corrida mais atacada ou mais à Roglic? JA: Ambas as situações são boas. É bom deixá-los estar a disputar a corrida, a desgastarem-se um ao outro. O Roglic é mais meticuloso, como já disse. Joga mais à defensiva e quando ataca não ataca só porque sim. Ambas as situações me favorecem. Evenepoel bateu Roglic no circuito de Montjuic durante a última etapa da Volta à Catalunha. O esloveno ganhou a geral ### Volta a Espanha Feminina 2023 - Os pormenores e transmissões De 01 a 07 de maio cumpre-se a 9.ª edição de La Vuelta feminina, a Volta a Espanha das mulheres, e este ano promete ser ainda mais dura e emocionante. Um total de 7 etapas e quase 730 quilómetros com um percurso desafiante fazem desta 9.ª edição da corrida espanhola a mais longa de sempre.  As etapas O pelotão inicia a prova em Torrevieja com um contrarrelógio por equipas e só termina a 07 de maio nas Astúrias, nos Lagos de Covadonga, em pleno coração dos Picos da Europa. Para além do contrarrelógio, o percurso conta ainda com três etapas planas, uma de média montanha e duas metas em altitude.  A luta pela geral deverá começar a ficar mais clara a partir da chegada ao Mirador de Peñas Blancas, de 1.ª categoria, com a meta no final de uma subida com 5 quilómetros, isto depois de ultrapassada a contagem de montanha de 1.ª categoria, no Puerto de Navafria.  Um dos pontos fortes da corrida fica reservado para a derradeira etapa nos Lagos de Covadonga, com a meta no final de uma subida com 12 quilómetros de categoria especial.  Equipas e candidatas Entre as equipas participantes em La Vuelta encontram-se 12 equipas do World Tour, incluindo a Movistar da vencedora da corrida em 2022, a neerlandesa Annemiek van Vleuten. Terá a concorrência de outras ciclistas de peso como Demi Vollering, Juliette Labous, Amanda Spratt, Kristine Faulkner, Shirin van Anrooij, Gaia Realini, Ane Santesteban ou Charlotte Kool.  Créditos: A.S.O/ThomasMaheux As portuguesas que constam na pré-lista de inscritas desta prestigiada corrida são Daniela Campos (Bizkaia Durango), Beatriz Roxo (Cantabria Deporte - Rio Miera) e Mariana Libano (Soltec Team). A Volta a Espanha feminina 2023 distribuiu um total de 130.000€ em prémios, o maior valor de sempre na categoria. O objetivo passa por atingir maior igualdade com o setor masculino.  Quem vencerá a 9.ª edição de La Vuelta feminina? A resposta pode ser vista diariamente nas transmissões do Eurosport entre os dias 01 e 07 de maio.  Dias e horários de transmissão 01 de MAIO – ETAPA 1 – Eurosport 2 ÀS 11:30  02 de MAIO – ETAPA 2 – Eurosport 1 ÀS 14:30  03 de MAIO – ETAPA 3 – Eurosport 1 ÀS 14:30  04 de MAIO – ETAPA 4 – Eurosport 1 ÀS 14:30  05 de MAIO – ETAPA 5 – Eurosport 1 ÀS 14:00  06 de MAIO – ETAPA 6 – Eurosport 1 ÀS 16:45 * em diferido 07 de MAIO – ETAPA 7 – Eurosport 1 ÀS 16:45 * em diferido Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### João Almeida em entrevista - “Quero ganhar, não quero fazer 2º!” Qual é a hierarquia na UAE-Emirates no Giro de Itália? Como foram os duelos com Primoz Roglic e Remco Evenepoel? O TopCycling entrevista João Almeida. A entrevista com João Almeida foi feita por videochamada a 26 de abril enquanto estagiava em altitude em Serra Nevada. Durante quase uma hora conversamos de forma descontraída e até deu para notar o bigodinho – brincadeira entre colegas que vai desaparecer para o Giro de Itália. Abordamos temas recorrentes – como a hierarquia dentro da UAE-Emirates – que João Almeida encara com a naturalidade de quem conhece o pelotão profissional e a estrutura que representa. Segue abaixo a transcrição da primeira parte da entrevista com o atleta de A dos Francos. A segunda parte será publicada a 29 de abril e incluirá tópicos interessantes. Como é o João Almeida líder? O que mudou desde o Giro de Itália de 2020 até se tornar o plano A da UAE-Emirates no Giro? Quais os pontos fortes dos rivais e como batê-los? LEIA AQUI A SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA A Colnago de João Almeida a "descansar" antes do Giro de ItáliaCréditos: João Almeida Gonçalo Moreira: Começamos por falar do estágio. Como é que tem corrido e como tem sido o relacionamento com o bloco? João Almeida: Tenho-me sentido bem, estou em forma e vou chegar ao Giro com frescura e pronto para a guerra. GM: Correste o que querias correr? Pergunto porque há muitas preparações diferentes – Remco Evenepoel foi à Liège, Roglic não corre desde a Catalunha. JA: Eu gosto de terminar com um bloco de treino para começar a corrida com mais frescura e menos desgaste. A competição é um desgaste alto enquanto o treino é mais controlado. O Evenepoel fez Catalunha, esteve em altitude antes, foi para altitude depois, fez a Liège que é uma prova de um dia e não dá grande desgaste, não sei se volta a altitude. Eu gosto de me preparar assim, tem corrido bem, mas vamos descobrir neste Giro. [risos] GM: O mês e meio prévio ao Giro é quase o mesmo do ano passado. Estás na tua zona de conforto. JA: No ano passado fiz Catalunha e Miguel Indurain depois. GM: Foi aquela que fizeste e abandonaste… JA: Fiquei doente e foi uma má opção ir lá. Decidi este ano fazer Catalunha e terminar por ali. No passado já fiz Catalunha e depois do estágio em altitude fui à Liège… não gostei muito. Daí não fazer as clássicas. É mais importante fazer uma boa preparação de treino em altitude e chegar ao Giro com outro pulmão por assim dizer. Créditos: LaPresse Mano a mano com os rivais GM: Como é que avalias o teu desempenho na temporada e o mano a mano com os rivais? JA: Comecei a época bem em Maiorca, infelizmente o tempo foi horrível com muita chuva e frio, mas fiz boas corridas e tive boas sensações. Infelizmente cheguei ao Algarve e tinha tido uma pequena lesão no joelho, o que não facilitou em termos de treino, tive que repousar um pouco. A dor no joelho prolongou-se até à Catalunha, nunca estive cómodo. Nas primeiras horas de competição tinha sempre alguma dor e depois acabava por passar. Mesmo a treinar a dor estava presente. Fiz exames ao joelho e estava tudo a 100 por cento, segundo o médico era uma irritação. No Algarve tive um contrarrelógio menos bem conseguido, mas no geral foi muito bom. No Tirreno não havia um percurso duro o suficiente para me testar e ver como é que estava em alta montanha – no único dia que era bastante duro em termos de montanha tivemos vento de frente a subida toda. Fiz 2º. Na penúltima etapa senti-me bastante bem e consegui fazer um ataquezinho. Cheguei à Catalunha não totalmente confiante na alta montanha; foi a corrida de uma semana mais dura que fiz e fiquei surpreendido com a minha forma. Estava bem depois de um Tirreno bastante duro. Após Catalunha fiz um pequeno descanso para encarar este estágio com frescura e para fazer um bom treino para chegar sem cansaço. Vão ser três semanas bastantes longas. GM: Face a como estavas na Catalunha, se puderes quantificar, quanto é que dirias que o estágio melhora? JA: Fui para a Catalunha sem qualquer ganho de altitude – a última vez que fez altitude foi no ano passado antes da Vuelta – enquanto os meus adversários lá estavam com altitude. O Remco vinha do Teide [Tenerife], o Roglic acho que também. Não sei dizer ao certo a percentagem que a altitude nos dá, mas claramente se essa desvantagem existia antes vai ser anulada para o Giro. Vou estar, sei lá, 2-3 por cento, quem sabe mais, também não sei. Vou estar melhor pela altitude e tenho feito um bom treino. Claro que o nível já é muito alto e não vou melhorar um absurdo, mas dá para melhorar bastantes aspetos e ficar um pouco mais consistente. Esperemos que seja o ideal para o Giro. No pódio final da Volta à Catalunha com Roglic e EvenepoelCréditos: Luis Angel Gomez/SprintCyclingAgency "Eu ia a fazer 450 watts a subida toda e eles atacam a 500 e tal, 600, 700, 800" GM: Faltou uma vitória para ratificar esse trabalho todo ou não é um problema? JA: Não é um problema, mas não é fácil porque desde outubro/novembro tenho estado a trabalhar no duro e tenho colhido esses frutos porque tem tudo corrido bem. Fazer sempre 2º, 3º e estar perto da vitória e ao mesmo tempo tão longe custa porque é muito sacrifício, muito trabalho e quero ganhar, não quero fazer 2º! Ao mesmo tempo estou a lidar com Roglic, Remco, esta fornada de corredores que são do meu ano e são muito fortes… estar no meio deles já é muito positivo. GM: Que feeling é que tiveste no Tirreno contra o Roglic? Depois na Catalunha eles arrancavam e fizeram uma corrida separada do pelotão e tu foste o mais forte dos outros. JA: No Tirreno fiquei feliz com o 2º porque não acho que conseguisse bater o Roglic. Na Catalunha fiquei um pouco aquém porque no dia de Vallter 2000 tive azar com a troca de bicicleta na pior altura possível. Sinceramente não acreditava que conseguia voltar… e consegui voltar ao grupo e ainda consegui fazer 4º sem perder muito tempo para os adversários. Claramente fui o mais rápido naquele dia na subida e estava muito bem… se calhar podia ter feito alguma diferença, quem sabe ganhar. Nunca vamos descobrir. A corrida seria diferente. Sem ser nesse dia fiz o que pude, mas aquele esforço fez a diferença porque no dia a seguir tivemos La Molina e paguei o esforço do dia anterior a 2000 metros de altitude. Isso dita logo a corrida, mesmo assim fiquei muito contente com o desfecho. São só coisas positivas para pensar que no Giro, sem azares, tenho possibilidade de estar lá na frente com eles. Não sou o corredor explosivo para reagir àqueles ataques ‘estúpidos’ que eles fazem [risos], mas no geral espero dar-lhes dores de cabeça e estar na disputa pela vitória. GM: Quando vão num grupo reduzido, àquele ritmo que só aguentam meia dúzia de corredores, eles arrancam e tu olhas para o potenciómetro. Estamos a falar de que números? JA: Posso dar o exemplo da Catalunha. Na etapa de Vallter 2000 eu ia a fazer 450 watts a subida toda e eles atacam a 500 e tal, 600, 700, 800 [watts] e depois conseguem manter na mesma os 450. Se calhar eu prefiro meter mais 10-20 watts e chegar com mais frescura. Eles também tinham outra capacidade física naquele dia e se eu fizesse aquela aceleração se calhar ficava para trás. Às vezes vejo-os atacar e penso ‘vou no meu passo porque não vale a pena estar a fazer estas acelerações’. "Deixá-los gastar as balas" GM: Como é que lhes vais conseguir ganhar? JA: Os esforços que eles fazem vão pagá-los, isso é certo. Por mais fortes que sejam vão-se ressentir. Eu acredito nas minhas capacidades e sei que àquele ritmo se não chegar a eles é porque eles estão super-homens. É assim que eu penso, eles eventualmente vão abrandar porque também não são de ferro. É assim que eu penso e até agora tem corrido bem. GM: Tiveram oportunidade de estudar aspetos estratégicos e táticos. Na Vuelta a UAE fez uma corrida taticamente corajosa, tu subiste na geral e o Ayuso fez 3º. Levas um bloco para o Giro de Itália para por a corrida nos mesmos termos? JA: Taticamente temos que ir dia a dia, podemos ser mais agressivos como na Vuelta do ano passado e apostar as fichas todas. Se não der é porque os adversários foram mais fortes. Temos que ser cautelosos porque Jumbo e Quick-Step levam blocos muito fortes também. Se calhar deixá-los gastar as balas mais ao início e aproveitar um momento, uma oportunidade que possa surgir. GM: Na Vuelta puderam ser agressivos porque o bloco estava bem. O Soler esteve espetacular e tudo funcionou. Conta-me o bloco que tens e como têm trabalhado juntos. JA: O [Diego] Ulissi está um pouco doente, acho que não conseguiu alinhar na Liège e é um pouco a incógnita para o Giro. O [Davide] Formolo encontra-se bastante bem, o Jay Vine está muito bem, o [Alessandro] Covi teve alguns problemas de saúde antes de vir e tem sido mais cauteloso com o treino, se calhar não vai entrar tão bem no Giro. O Jay é capaz de ter alguns pensamentos de oportunidade dele ir para a geral, mas claramente eu sou o plano A. Por conversas que tivemos é capaz de tentar a oportunidade dele. No lugar dele também gostava de ter a oportunidade, mas vai haver uma altura em que se tiver que trabalhar claramente terá que trabalhar. Temos o [Pascal] Ackermann que vai para os sprints com o [Ryan] Gibbons. Depois temos o [Brandon] McNulty, que não está aqui connosco, mas acho que vai estar bem; se ele estiver bem é uma boa ajuda e é possível que pense numa etapa ou duas, o que é ok, não acho que seja um problema. Tem que ser tudo bem organizado e estudado, o diretor-desportivo tem que meter as coisas claras, os pontos têm que estar nos i que é para não haver problemas e as coisas estarem preparadas. Jay Vine abriu 2023 a vencer o título nacional de contrarrelógio e o Tour Down Under "Claramente sou o plano A" GM: A questão do Jay Vine ter ambições… suponho que todos os corredores quando começam uma grande Volta dentro da cabeça têm ambições. Afinal, são todos profissionais, mas não há uma hierarquia clara? JA: Há uma hierarquia clara. Isto não foi falado dentro da equipa. Terá que ser falado claramente dentro da equipa, mas na hierarquia sou eu o plano A. Isso nem é uma questão. Percebo que ele queira ter a oportunidade de tentar fazer a geral, se calhar vamos poupá-lo um bocadinho, mas vai chegar um momento em que se for necessário não vou hesitar em dizer o que quero. Com o desenvolver da corrida as coisas vão ficar mais claras. Quem sabe ele até esteja numa forma super e ganhe o Giro, não se sabe. [risos] À partida é assim que temos de ir, claramente sou o plano A e dou muito mais garantias do que qualquer um. Ainda mais vindo ele de uma lesão e sem fazer corridas antes para ver bem o nível em que está, mas ele também sabe que eu sou o plano A e as coisas têm que ficar claras. Tem sido bom conhecer-nos melhor, comunicarmos para saber os objetivos de cada um e termos um plano bem estruturado. Tem corrido bastante bem nesse sentido. ### João Almeida e mais sete no Giro! Brandon McNulty novidade na UAE-Emirates. Giro de Itália começa a 6 de maio na Costa dei Trabocchi e finaliza em Roma no dia 28. Jay Vine, Brandon McNulty, Diego Ulissi, Davide Formolo, Alessandro Covi, Pascal Ackermann e Ryan Gibbons. São estes os sete corredores que vão estar ao lado de João Almeida no Giro de Itália. É a quarta participação do atleta de A dos Francos na corsa rosa, veremos se finalmente João Almeida concretiza o sonho de subir ao pódio do Giro de Itália. Créditos: LaPresse Destaque ainda para a presença dos dois campeões mundiais em títulos, Remco Evenepoel (Soudal-Quick-Step) e Tobias Foss (Jumbo-Visma), algo que não se verificava desde 2007. Os principais nomes que se prevê venham a disputar a classificação geral foram confirmados. Além do belga Evenepoel teremos Primoz Roglic (Jumbo-Visma), campeão da Catalunha e do Tirreno-Adriático este ano, Damiano Caruso (Bahrain; 2º em 2021), Thibaut Pinot (Groupama-FDJ; 4º em 2017), Alexsandr Vlasov (Bora-Hansgrohe; 4º em 2021) e Rigoberto Uran (EF Easy Post; 2º em 2013 e2014). O único ex-campeão do Giro de Itália à partida é o britânico Tao Geoghegan Hart (vencedor em 2020) que liderará a Ineos juntamente com Geraint Thomas, campeão do Tour de France em 2018. https://twitter.com/giroditalia/status/1635336444838305795 ### O outro lado do Granfondo de Torres Vedras O TopCycling deslocou-se até Torres Vedras para mostrar o outro lado da organização de um Granfondo, evento de ciclismo aberto a qualquer ciclista que se inscreva, seja ou não federado. Através do organizador de eventos, Cabreira Solutions, Luís Beltrão mostra o que envolve a organização de um evento que colocou 1200 ciclistas na estrada, com tudo o que isso envolve, desde a segurança em todo o trajecto, aos abastecimentos, refeições e percurso. O Vídeo https://youtu.be/5xzV-_5mHXY Agradecimento à organização Cabreira Solutions e empresa de media Golden Animation pela cedência de algumas imagens da prova. Produção e edição do vídeo por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Romandia: Rui Costa abandona Incidente mecânico no prólogo levou o corredor da Intermarché-Wanty a abandonar durante a 1ª etapa na prova suíça onde fechou quatro vezes no pódio. País tradicionalmente talismã para Rui Costa, desta vez a Suíça provou ser tudo o contrário para Rui Costa. Na primeira pedalada que deu na Volta à Romandia, o poveiro sofreu um incidente surreal partindo o prato grande da pedaleira. Embora pareça apenas um problema mecânico, o facto de ter pedalado em falso resultou em fortes dores para Rui Costa. Junto da Intermarché-Circus-Wanty o TopCycling averiguou a extensão do problema: "O Rui Costa tem um golpe forte no músculo da coxa. Até agora não há sinais de danos estruturais dentro do joelho ou a nível muscular", explicou o médico da equipa. O tricampeão da Volta à Suíça concluiu o prólogo apesar de quase não poder exercer força sobre os pedais, mas teve que abandonar no decorrer da Incidente mecânico no prólogo levou o corredor da Intermarché-Wanty a abandonar durante a 1ª etapa. https://twitter.com/GcnRacing/status/1650893834484686849 Rui Costa está em maré de azar A pedaleira é um componente que está fixo por vários parafusos e isso torna improvável que parta em bloco... como aconteceu com Rui Costa. Rui Costa está em maré de azar já que foi obrigado a falhar a Flèche Wallone também por uma inflamação no outro joelho (não o que foi afetado na Romandia). O prólogo não correu mal a todos os portugueses. Ivo Oliveira (UAE Emirates), on fire pela vitória no madison na Taça das Nações de pista, até chegou a liderar e acabou no 9º lugar. Nelson Oliveira (Movistar) ficou no 12º posto e o vencedor foi o checo Josef Cerny (Soudal-Quick-Step). ### Um mês de paragem para António Morgado Tendinite tira o vice-campeão mundial júnior do Tour de Bretagne onde compete o colega Gonçalo Tavares pela Hagens Berman Axeon. O TopCycling apurou que António Morgado tem uma tendinite no joelho esquerdo que veio de uma lesão antiga não tratada. Em conjunto com a equipa e com o Dr. Felipe Quintas foi decidido parar durante um mês para tratar a lesão sem correr riscos. O corredor natural de Salir do Porto ia correr a Volta à Bretanha – prova UCI 2.2 – depois de em corridas do mesmo nível ter ganho a Volta a Rodes e sido 4º no Circuito das Ardenas. Pelo meio ainda fechou na 13ª posição a Volta ao Limburgo. Por agora é prematuro saber que impacto terá a paragem no resto da época. Como explicou em entrevista ao TopCycling em março, António Morgado quer correr o Giro sub23 que se disputa entre 11 e 18 de junho. Créditos: Joe Cotterill Teste duro para Gonçalo Tavares O único português presente na Bretanha é Gonçalo Tavares. França é um país que traz boas recordações ao atleta de Proença-a-Nova que foi rei da montanha no Tour de Gironde e ajudou António Morgado a ser 2º no Troféu Morbihan (Taça das Nações). Será um teste duro para Gonçalo Tavares já que a prova tem sete etapas e junta profissionais experientes com jovens esperanças. Há uma forte presença de estruturas WorldTour através das respetivas equipas de desenvolvimento – DSM, EF, Groupama, Alpecin, Intermarché, Israel, Jumbo, Quick-Step e Bora estão em competição. A isto temos que juntar ProTeams como Tudor, Lotto, Uno-X e algumas Continentais de topo como a ítalo-colombiana GW Shimano Sidermec e a britânica Trinity Racing. Portugal só por uma vez venceu a corrida que se disputa na terra de Bernard Hinault. Foi em 1990 com José Marques Faustino, figura da Bom Petisco-Tavira nas décadas de 80 e início de 90. A passada edição foi ganha pelo bretão Johan Le Bon que após 12 épocas como profissional está agora no pelotão amador. ### Portugal abraça Paris 2024 Ivo Oliveira e Iúri Leitão ganharam o madison na etapa final da Taça das Nações. Tata Martins foi 8ª no omnium. Apuramento olímpico no rumo certo. O sonho de ter Portugal em Paris 2024 com um ou mais representantes masculinos pela primeira vez está vivo. Ivo Oliveira e Iúri Leitão fecharam a época de Taça do Mundo vencendo o madison, em Milton (Canadá). A dupla nacional – 4ª no Europeu a um ponto das medalhas – foi a única que dobrou duas vezes o pelotão e ainda pontuou em cinco dos 20 sprints. Ouro: Portugal (Ivo Oliveira e Iúri Leitão) 61 pontos Prata: Beat Cycling Club (Yoeri Havik e Vincent Hoppezak) 56 pontos Bronze: França (Thomas Boudat/Benjamin Thomas) 55 pontos É a primeira vez que uma dupla portuguesa vence um madison em elites numa grande prova internacional. Apesar de ser uma prova tradicional na pista, o madison só fez parte do programa dos Jogos Olímpicos entre 2000 e 2008 ao ser um evento exclusivo masculino. Voltou em Tóquio 2020 já com duplas femininas. https://twitter.com/uci_track/status/1650258967694540800?s=46&t=1qq76yobL1DyM5tmW6HQ6w Foram 52 minutos de prova feitos a uma velocidade média de 57,3km/h ao longo de 200 voltas ao velódromo canadiano de Milton. O plano definido pelo selecionador nacional Gabriel Mendes era esperar pela metade da prova para tentar as dobragens. “O nosso ponto forte é quando se acumula a fadiga. Despois de darmos a primeira volta, conseguimos dobrar o pelotão pela segunda vez. Sentimos que tinha de ser naquele momento, porque a corrida estava toda partida e víamos na cara dos adversários que estavam completamente cansados e nós ainda tínhamos algumas ‘balas’ para gastar. Depois foi um contrarrelógio de 40 voltas dividido entre mim e o Iúri. Estamos orgulhosos porque houve uma conexão muito boa entre os dois, fizemos rendições perfeitas. Foi daqueles dias em que tudo é perfeito.” Ivo Oliveira à Federação Portuguesa de Ciclismo Como está a classificação para Paris 2024? A seleção nacional de pista começou o ano sabendo que um bom início de ciclo podia deixar o apuramento quase fechado. Para o apuramento contam os Europeus, as Taças do Mundo e os Mundiais. Cada evento tem um coeficiente, isto é, o Mundial pontua mais do que a Taça do Mundo que por sua vez pontua mais do que o Europeu. Daí ser importante fechar 2023 com um bom Mundial em Glasgow (3-13 de agosto). Na Taça do Mundo de madison só Alemanha e Países Baixos estão à frente de Portugal. É preciso ter em conta que o apuramento olímpico é entrelaçado – a perseguição por equipas apura 10 nações que entram diretas no madison; a esses 10 países juntam-se outros cinco via ranking do madison; já no omnium entram os 15 países que participam no madison mais sete do ranking específico. O 6º lugar de Iúri Leitão no omnium em Milton e o 7º de João Matias em Jacarta (além do 9º no Europeu obtido por Matias em fevereiro) reforçam a ambição da seleção nacional. Créditos: UCI Tata Martins firme em Milton Maria Martins foi de menos a mais na Taça do Mundo. Um positivo por Covid-19 estragou a participação na primeira prova, em Jacarta, mas no Cairo já foi 7ª e em Milton 8ª no omnium. Como só contam os dois melhores resultados do ano uma Tata Martins firme em Milton é garantia de estar na metade alta do ranking desta disciplina olímpica. No Canadá Tata Martins foi 5ª no scratch, 6ª na tempo race, 12ª na eliminação e na corrida por pontos não pontuou terminando com 80 pontos. O nível foi de final olímpica: britânica Katie Archibald arrasou nas três primeiras corridas e geriu na pontuação; na luta pelo pódio a italiana Elisa Balsamo tirou o 2º lugar à campeã mundial e olímpica Jennifer Valente (EUA) no último sprint. ### Liège-Bastogne-Liège 2023 - Show Evenepoel O principal motivo de atração da Liège-Bastogne-Liège 2023 era ver o embate entre um Tadej Pogacar que chegava a esta corrida embalado por uma série de vitórias impressionante nesta campanha de clássicas, e Remco Evenepoel, actual Campeão do Mundo e vencedor da última edição da desta corrida. Tadej Pogacar K.O. por queda O motivo de atração rapidamente se desfez, pois Tadej Pogacar acabaria por sofrer uma queda numa fase inicial da corrida (a cerca de 170 km's. do final) e seria forçado a abandonar. Minutos depois surgiram as notícias de que Tadej Pogacar sofreu uma fratura do escafóide (pulso) esquerdo, entre outras lesões, sendo que o escafóide necessitou de cirurgia. Após cirurgia, à hora de publicação deste artigo a informação é de que a cirurgia correu bem: "A cirurgia ao escafóide de Tadej foi bem-sucedida e ele voltará para casa amanhã para recuperação e reabilitação." Dr.Adrian Rotunno - diretor médico do Hospital de Genk Soudal - Quick Step assumiu a corrida Com Tadej Pogacar fora, as outras equipas deixaram a pressão sobre a equipa do outro favorito, a Soudal - Quick Step teve que assumir a perseguição à fuga do dia e fê-lo bem, imprimindo um ritmo que ao longo das dificuldades iria descartando do pelotão inclusive homens como Enric Mas ou Mikel Landa. Depois de alcançados os homens da fuga, Remco Evenepoel acabou por atacar praticamente no mesmo local do ano passado, no final da Redoute (a 35 km's. do fim), só Tom Pidcock conseguiu ir com o Campeão do Mundo, mas acabaria por ceder poucos quilómetros depois. Créditos imagem: Luc Claessen/Getty Images Depois de deixar Pidcock, Remco Evenepoel arrancou para a sua segunda vitória consecutiva da Liège-Bastogne-Liège, rodando sozinho nos últimos 30 quilómetros até Liège, para cortar a meta com tempo para festejar calmamente junto dos fãs belgas. Créditos imagem: Luc Claessen/Getty Images Tom Pidcock (Ineos Grenadiers) e Santiago Buitrago completaram o pódio, no segundo e terceiro posto respetivamente. TOP 10 final POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1EVENEPOEL RemcoSoudal Quick-Step06:15:492PIDCOCK TomINEOS Grenadiers+ 01:063BUITRAGO SantiagoBahrain Victorious+ 01:064HEALY BenEF Education-EasyPost+ 01:085MADOUAS ValentinGroupama-FDJ+ 01:246MARTIN GuillaumeCofidis+ 01:257BENOOT TiesjJumbo-Visma+ 01:378KONRAD PatrickBORA-hansgrohe+ 01:489SKJELMOSE JENSEN MattiasTrek-Segafredo+ 01:4810HIRSCHI MarcUAE Team Emirates+ 01:48 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=SRAtnsaOm3k Vollering rainha das Ardenas na corrida feminina Demi Vollering (SD Worx) conseguiu a tripla das Ardenas ao vencer hoje a Liège-Bastogne-Liège Femmes. Créditos: A.S.O Billy Ceusters A ciclista dos Países Baixos contou mais uma vez com uma equipa que tem estado quase perfeita (7 clássicas ganhas no WorldTour este ano). Primeiro colocaram Marlen Reusser na frente, depois Vollering fez a ligação para Longo Borghini (Trek-Segafredo) na Roche-aux-Faucons e acabaria por vencer a corrida num ao sprint. Vollering repetiu a vitória de 2021, conseguindo este ano a tripla nas Ardenas como a sua diretora Anna van der Breggen em 2017. TOP 10 final POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1VOLLERING DemiTeam SD Worx03:50:472LONGO BORGHINI ElisaTrek-Segafredo+ 003REUSSER MarlenTeam SD Worx+ 224MARKUS RiejanneTeam Jumbo-Visma+ 225CHABBEY EliseCANYON//SRAM Racing+ 226VAN VLEUTEN AnnemiekMovistar Team+ 227REALINI GaiaTrek-Segafredo+ 258LIPPERT LianeMovistar Team+ 01:249PALADIN SorayaCANYON//SRAM Racing+ 01:2410FISHER-BLACK NiamhTeam SD Worx+ 01 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=RCHWsj2miYc Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Trek apresenta a nova Émonda ALR - Acabamentos de topo a preço acessível A terceira geração da Émonda ALR foi concebida em Alumínio Alpha leve e resistente, com uma geometria específica de competição e com um quadro completamente remodelado, ajudando a ultrapassar as subidas, ir a fundo em plano e a voar para a meta. A bicicleta de estrada em alumínio mais leve da Trek A Trek diz que a Émonda ALR foi concebida com um quadro leve e durável em Alumínio Alpha 300 Series com tecnologia Invisible Weld (simplesmente não se vêem as soldaduras), rápido, divertido e económico, mantendo em simultâneo a suave qualidade de condução pela qual a Émonda é conhecida.   Alumínio com integração das irmãs em carbono A terceira geração da Émonda ALR evoluiu, incluindo agora as mesmas características dos modelos em carbono mais caros, como o formato de tubos aerodinâmico Kammtail e cabos integrados que oferecem uma vantagem aerodinâmica em relação à geração anterior. Press-fit? Não, obrigado. Diz adeus aos copos em plásticos e aos rangidos: A Émonda ALR agora tem um eixo pedaleiro roscado T47. A Émonda ALR está disponível na rede de distribuidores autorizados. ### Wout van Aert foi fazer Gravel Bikepacking na sua pausa após Clássicas Para aliviar o cansaço, esquecer uma temporada de Ciclocrosse e campanha de clássicas menos bem conseguida (porque não acredito que os pódios na Sanremo, Gent-Wevelgem e Roubaix, mais a vitória na E3 Saxo Classic fossem o objectivo), Wout van Aert resolveu ir fazer uma viagem na sua bicicleta de gravel, em modo Bikepacking. Há quem tire férias, compre um bilhete de avião e vá para uma praia paradisíaca relaxar uns dias, mas isso não são férias para um ciclista (alguns entusiastas como eu saberão do que falo, outros não), férias para um ciclista é poder pedalar sem preocupações familiares, sem horários, sem objectivos de watts ou pulsação, de preferência com amigos. Foi o que fez Wout Van Aert. Este modo férias para um entusiasta da bicicleta como eu seria ideal, porque não passo entre 20 a 30 horas semanais em cima dela a treinar, a fazer séries, a sofrer em treinos, não sou exposto à pressão de ter que vencer nem discuto corridas com os melhores ciclistas do mundo, esse é Wout van Aert, ainda assim foi essa a forma que encontrou para "relaxar" no período após clássicas. Que Ciclista fantástico! São diferentes por alguma razão, certo? Após a Paris-Roubaix Van Aert descansou do pedal (só pedalou 8 horas, segundo o Strava), mas um ciclista a meio da temporada não se pode permitir mais do que isto, na semana seguinte Wout começou a meter horas nas pernas novamente, não em modo "racing", mas sim com as bolsas na bicicleta numa viagem de 3 dias em modo Gravel Bikepacking com amigos, desde a sua cidade natal, Herentals, à região francesa de Champagne. Chamou-lhe, a caça ao Champanhe. Nem o tempo deu tréguas ao descanso de Van Aert, que a avaliar pelas fotografias do Strava dos seus companheiros de viagem, apanhou terreno bem pesado nos 3 dias em que fizeram mais de 100 quilómetros por dia. Desta forma Wout voltou ao trabalho e já leva vinte e três horas e meia de pedal esta semana. O objectivo com os seus amigos foi conseguido. A caça ao Champanhe! Não só pelas vitórias e desempenhos espetaculares vivemos uma época de ouro no ciclismo, mas também pela oportunidade que temos através do mundo digital, de saber como os ciclistas que vemos nas grandes corridas, nos grandes palcos do ciclismo mundial, são também eles, "só mais uns" entusiastas da bicicleta como nós. Wout van Aert regressará à competição no mês de junho, na Volta à Suíça, seguindo depois para mais um Tour de France que inicia no dia 1 de julho. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A primeira dupla tripla nas Ardenas! A História une Robert Capa, Tadej Pogacar e Demi Vollering. Uma reflexão de Gonçalo Moreira sobre o papel da mulher no ciclismo. Vivemos tempos empolgantes. A reencarnação de Eddy Merckx caminha entre nós e até aqueles que tinham perdido o apetite pelo ciclismo já não resistem quando Tadej Pogacar está a correr. São 24 anos, dois Tour de France, quatro Monumentos e espetáculo à antiga. O que era bom ainda melhorou em 2023: 18 dias de competição e 12 vitórias, incluindo a Volta à Flandres (o primeiro campeão do Tour a ganhar a Ronde desde Merckx). A semana das Ardenas tem sido extraordinária. Após dominar a Amstel Gold Race e a Flèche Wallone, Tadej Pogacar aspira à tripla que só Davide Rebellin e Philippe Gilbert conseguiram fazer na mesma temporada. Créditos: A.S.O Billy Ceusters Vollering na sombra de Pogacar Esta é a narrativa que a maioria dos aficionados de ciclismo poderá ter presente, mas Anna van der Breggen também fez a tripla em 2017 – o primeiro ano em que as mulheres puderam correr a Liège-Bastogne-Liège. A campeã mundial e olímpica retirou-se para dirigir a potente SD Works e este domingo pode guiar Demi Vollering à terceira vitória no espaço de uma semana. Vollering chega à Decana das clássicas após fazer uso da superioridade numérica da SD Works na Amstel – atacando após o Cauberg em sintonia com a colega Lotte Kopecky – e abafando as rivais desde o primeiro metro no muro de Huy na conclusão da Fléche. Vollering correu apenas sete dias este ano, tem três clássicas ganhas e dois segundos lugares. Venceu a Liège em 2021 portanto a tripla das Ardenas é realista. Ao longo da História são vários os exemplos de mulheres que ficaram em segundo plano em momentos marcantes. Sem querer – já que é um grande promotor do ciclismo feminino – a incrível época do esloveno coloca Vollering na sombra de Pogacar. Embora estejamos a viver uma era de conquista do espaço público pelas mulheres, quem reconhece Beryl Burton ou Fabiana Luperini? Há muito a fazer neste campo. Li há tempos sobre o papel da mulher na História da Arte. Na obra “HARTAS”, a autora Antònia Torelló Torrens recorda Robert Capa, fotojornalista que cobriu a Guerra Civil espanhola na linha da frente retratando o sofrimento de forma crua e pioneira. Só que Capa nunca existiu; foi criado por um judeu (Endre Ernő Friedmann) e uma mulher (Gerda Taro) que viveram a ascensão do nazismo e se refugiaram em Paris. Ideia original de Gerda Taro porque as agências pagavam mais se o material enviado fosse de um suposto fotógrafo americano. Créditos: A.S.O ThomasMaheux Quando a primeira mulher a cobrir a guerra na linha da frente morreu esmagada por um tanque já Gerda trabalhava como “Photo Taro” e Friedmann tinha assumido o papel de “Robert Capa”. Parte do trabalho de Gerda Taro caiu no esquecimento. Só em meados dos anos 90 foi reposta certa verdade histórica quando milhares de negativos de Taro foram encontrados e fotos atribuídas a Friedmann/Capa foram corretamente identificadas pela autora original. Oxalá a História seja mais justa com Vollering e a neerlandesa não seja apenas uma nota de rodapé na semana de Pogacar. O mundo anseia pela Liège e por ver a primeira dupla tripla nas Ardenas. ### NOVA Specialized Epic World Cup Depois de "deixar escapar" umas fotografias antes do tempo, a marca da California apresentou hoje a nova Specialized Epic World Cup, um modelo icónico da marca e esperado com expectativa por parte do público. Mas na verdade este modelo não é uma substituição ou atualização da suspensão total Epic, que foi atualizada há relativamente pouco tempo (2021). Esta nova Epic World Cup pode ver-se mais como uma substituição da Epic Hardtail, resta saber se isso acabará mesmo por acontecer, mais cedo ou mais tarde. Este modelo é apresentado como uma bicicleta de XC direcionada aos percursos suaves a moderadamente técnicos. A Specialized afirma que foi necessário uma abordagem de desenvolvimento totalmente integrada para criar esta máquina, inventando um novo amortecedor radical e quatro décadas de experiência em vitórias off-road. Máxima eficiência graças ao design de amortecedor Segundo informação da marca o quadro tem BB e rigidez de torção inigualáveis, bem como uma tecnologia de amortecedor radical com o objectivo de oferecer eficiência líder na categoria. Graças a molas pneumáticas positivas e negativas totalmente exclusivas e independentemente ajustáveis, o amortecedor WCID (World Cup Integrated Design) concebido pela Specialized dá à Epic World Cup o hardtail "snap" com controlo e capacidade em todo o terreno - além da capacidade de personalizar configurações às condições do percurso e estilo de condução. A tecnologia empregue neste amortecedor garante que não seja necessário o bloqueio e desbloqueio habituais noutros amortecedores, nem o Brain da Specialized. Não ocultar para não prejudicar Os responsáveis pelo projecto do quadro da Epic afirmam que poderiam facilmente ocultar todo o amortecedor no quadro, mas isso causaria um aquecimento que em situações mais extremas retira desempenho ao amortecedor, além de acrescentar peso extra desnecessário. 75mm. que equivalem a 100mm. De acordo com a Specialized os 75 mm. de curso traseiro da Epic World Cup oferecem o controlo e a capacidade de uma bicicleta de curso muito mais longo. Por ser desenhada para ser conduzida no máximo ou quase, produz o mesmo curso positivo de uma bicicleta de curso de 100 mm. configurada com 25% de sag. Para otimizar ainda mais o desempenho da suspensão, a equipa Specialized Ride Dynamics ajustou a taxa de mola para ser relativamente plana no meio do curso para lidar com a maioria das forças de impacto, como uma bicicleta de curso mais longo. Neste vídeo a marca mostra como se ajusta o amortecedor para os três setups possíveis https://www.youtube.com/watch?v=MmTWqEouiGI Sem Brain nem 120mm. O Brain é uma válvula de inércia que ativa o amortecedor quando a roda recebe os impactos do terreno, um sistema que foi "bandeira" da Specialized por duas décadas, no entanto, no últimos anos a marca foi retirando o sistema das bicicletas de Trail e All Mountain, deixando-o somente nos modelos de XC. Neste modelo, o novo amortecedor SID WCID também renunciou ao Brain, no entanto a forqueta continua a integrar essa tecnologia. Na frente a Epic World Cup não tem 120mm., como tem sido a tendência nos últimos modelos da concorrência, mas sim 110mm. Para os que desejam algo mais de curso, continuam a ter disponível a Epic EVO, essa sim com 120mm. Seriamente leve com a "ajuda" da Aethos Com um peso de quadro de apenas 1.765 gramas (pintado com amortecedor e todo o hardware), a Epic World Cup supera o mais leve dos concorrentes. A marca acredita que isto se traduz em escalada mais rápida, mais eficiente e condução mais ágil. Alcançaram o peso pluma e a rigidez da Epic WC aplicando o que aprenderam no desenvolvimento do modelo de estrada, Specialized Aethos, o quadro de estrada de produção mais leve já feito, especificamente o layout avançado de compósito e as formas dos tubos. Segundo informação da Specialized, os responsáveis pelo projeto sabiam que para atender às demandas dos pilotos de XC de elite de todo mundo e à mudança das pistas da Taça do Mundo, seria necessária uma abordagem de design integrado sem precedentes. Afirmam que estão orgulhosos da nova Epic World Cup e acreditam que esta não vai defraudar o legado vencedor da família Epic, nem os ciclistas confiam neste modelo há várias décadas. Preços e disponibilidade Podes ver a gama completa, as cores, os preços e a disponibilidade da nova Specialized Epic World Cup, aqui no site da marca em portugal: https://www.specialized.com/pt/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ###  Liège-Bastogne-Liège - Um dos duelos mais esperados da temporada É já este domingo que se cumpre a 109.ª edição da Liège-Bastogne-Liège, um dos cinco ‘Monumentos’ do ciclismo, junto com a Milano-Sanremo, a Volta à Flandres, a Paris-Roubaix e a Volta à Lombardia. Organizada pela primeira vez em 1892, esta prova também conhecida por ‘La Doyenne’ (A Velha Senhora), é uma das mais antigas da história da modalidade. Por acontecer em finais de abril, na região belga das Ardenas, é comum dizer-se que esta é a última das ‘Clássicas da Primavera’. Percurso e dificuldades A Liège-Bastogne-Liège é considerada uma das provas de um dia mais difíceis do mundo devido à sua distância e percurso exigente e por vezes marcado por condições atmosféricas adversas. Ao contrário de outras clássicas, a dificuldade para o pelotão não advém dos setores de empedrado, mas sim das subidas.  O pelotão sai do centro de Liège, rumo a Bastogne, próximo da fronteira com o Luxemburgo, para regressar novamente a Liège. Pelo caminho, os ciclistas enfrentam uma dúzia de curtas, mas duras subidas, entre as quais se destacam os emblemáticos Côte de Saint-Roch, Côte de Stockeu, Côte de la Redoute, Côte de Wanne ou o Côte de la Roche aux Faucons, uma rampa com uma extensão de 1,3 quilómetros e uma inclinação de 10.5%. Será a última antes da meta, este ano, situada no centro da cidade de Liège, com um final plano ideal para ‘sprinters’. Ao todo, o pelotão terá de cumprir uma tirada de 258 quilómetros. Pogacar VS. Evenepoel Tadej Pogacar vem de uma série de corridas impressionante, o novo Canibal (alcunha que pertencia ao mítico Eddy Merckx) este ano já venceu a Jaén Paraiso Interior (primeira corrida que fez na temporada), A Vuelta a Andalucia, a Paris-Nice, o Tour de Flandres, a Amstel Gold Race e a Flèche Wallonne. De todas as corridas onde se apresentou na presente temporada só não venceu a E3 Saxo Classic (mas discutiu) e Milão-Sanremo. Domingo Pogacar pode fazer o "triplete" das Ardenas. Remco Evenepoel, actual Campeão do Mundo, tem nos seus ombros a responsabilidade de salvar a decepcionante campanha de clássicas da equipa Soudal-Quick Step. O jovem belga não competiu em clássicas esta temporada, fez vuelta a San Juan (7.º da geral), UAE Tour (venceu) e Volta à Catalunha, onde terminou no segundo posto da geral, a 6 segundos de Primoz Roglic. O grande objectivo de Evenepoel é o Giro d'Italia do próximo mês, mas no próximo domingo corre em solo belga pela primeira vez nesta temporada, é o actual campeão da Liège e em caso de vitória isso será um ponto de motivação muito forte antes do Giro 2023. Os vencedores das edições 2021 e 2022 da Liège-Bastogne-Liège, frente a frente, um duelo que promete ser espetacular! Outras estrelas presentes Para além de Evenepoel e Pogacar a edição de 2023 da Liège-Bastogne-Liège apresenta um cartaz de luxo com Enric Mas, Pello Bilbao, Mikel Landa, David Gaudu, Jai Hindley, Alexandr Vlasov ou Thomas Pidcock, entre outros. Rui Costa é o único português na lista de pré-inscritos para a corrida belga, mas está em dúvida por lesão. Transmissão Acompanha a Liège-Bastogne-Liège, este domingo, 23 de abril, em direto, no Eurosport 1, a partir das 12:15h.  Liège-Bastogne-Liège feminina No domingo, o Eurosport emite também a 7.ª edição da Liège-Bastogne-Liège feminina. Com um traçado mais pequeno de 142,8 quilómetros, mas igualmente duro com várias subidas icónicas e desafiantes, esta clássica conta com algumas das melhores ciclistas do mundo. No ano passado, a vitória coube à ciclista dos Países Baixos Annemiek Van Vleuten. Acompanha toda a ação da Liège-Bastogne-Liège feminina em direto no Eurosport 1 a partir das 10:15h.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Flèche Wallonne 2023 - Tadej Pogacar quebra o enguiço Onde Tadej Pogacar se apresenta à partida é favorito e na Flèche Wallonne não foi diferente, no entanto, esta era uma corrida que historicamente não corria bem a ao fenómeno esloveno, o seu melhor resultado era um 9.º lugar em 2020, até hoje. Depois da Amstel Gold Race de domingo, Pogacar também venceu a Flèche Wallonne 2023. O ciclista da UAE Team Emirates foi o primeiro a cruzar a meta no mítico Muro de Huy, bem na frente de de Mattias Skjelmose (Trek-Segafredo) e Mikel Landa (Bahrain-Victorious), que foram segundo e terceiro respectivamente. No percurso de 194 quilómetros, a decisão foi como sempre nos metros finais e na ultima de três passagens pelo Muur de Huy (1,3 km. com 9,6 por cento de média), onde Pogacar entrou bem colocado e se limitou a controlar as movimentações até aos últimos metros, onde arrancou sem oposição para cortar a meta isolado. Depois de vencer a Amstel Gold Race, Flèche Wallonne e com a Liège-Bastogne-Liège no horizonte, Tadej Pogacar pode conseguir a tripla das Ardenas, algo que só Eddy Merckx, Bernard Hinault, Davide Rebellin, Michele Bartoli ou Philippe Gilbert conseguiram. Rúben Guerreiro, o único português em prova terminou no 30.º posto da geral. TOP 10 final POS.PAÍSCORREDOREQUIPATEMPO1POGACAR TadejUAE Team Emirates04:27:532SKJELMOSE JENSEN MattiasTrek-Segafredo+ 003LANDA MikelBahrain Victorious+ 004WOODS MichaelIsrael-Premier Tech+ 035CICCONE GiulioTrek-Segafredo+ 036LAFAY VictorCofidis+ 037BENOOT TiesjJumbo-Visma+ 038VAN GILS MaximLotto Dstny+ 039BARDET RomainTeam DSM+ 0310BARGUIL WarrenTeam Arkéa-Samsic+ Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=yu0EWM2FCgU Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rui Costa em dúvida para a Liège-Bastogne-Liège  Pódio em 2016, Rui Costa espera por melhorias no joelho lesionado e poder correr a Decana das clássicas pela 13ª vez.  É a corrida preferida do campeão mundial de Florença, mas nesta altura ainda não é certo que Rui Costa possa alinhar na Liège-Bastogne-Liège, o quarto Monumento da temporada.  Após ter que abdicar da Flèche Wallone por uma irritação no joelho, o ciclista da Intermarché-Circus-Wanty aguarda por uma evolução positiva de um problema que surgiu inesperadamente.  Rui Costa concluiu a preparação para as clássicas das Ardenas realizando estágio em altitude em Serra Nevada, mas não foi um período isento de peripécias. Primeiro ficou adoentado e teve que parar uns dias e quando voltou teve o azar de cair durante uma descida durante um treino.  Créditos da imagem: Alessandro Volders / @cyclingmedia_agency Parecia ser apenas “chapa e pintura”, mas impediu o poveiro de render como queria na Volta ao País Basco. Mais inesperada foi a dor que sentiu no joelho após correr a Amstel Gold Race e que veio a ter consequências na não participação na Fléche Wallone.  Nesta altura a expetativa é de que possa estar à partida na Decana das clássicas, em Liège, mas as fortes dores no joelho deixam-no apreensivo quanto a se vai poder correr no domingo. Rui Costa espera correr pela 13ª vez a Liège – onde foi 3º em 2016 – e se o joelho não permitir apontará baterias à Volta à Romandia que arranca no dia 25 de abril.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Jumbo-Visma revela a Jersey especial para o Tourde France no dia da renovação com Jonas Vingegaard Ainda estamos em Abril mas a equipa Jumbo-Visma, actual detentora do Tour de France, com Jonas Vingegaard, revelou a jersey especial para a grande volta mais mediática do mundo. Esta será utilizada pelos ciclistas unicamente no Tour de France 2023, mas estará também à venda ao público numa edição limitada. O design desta edição do Tour de France deste ano é uma colaboração entre a equipa, o seu patrocinador de vestuário de ciclismo, a AGU e o Efteling, que é um parque de diversões com tema de fantasia em Kaatsheuvel, nos Países Baixos. Uma das características do Efteling é um antigo carrossel com o tema bicicleta, chamado "The Vélodrome". "Conta a história de um pequeno ciclista que, sob um brilhante céu estrelado, se desenvencilha do carrossel chamado Le Vélodrome e, como em um sonho, chega aos Champs-Élysées", diz o comunicado da equipe Jumbo-Visma. Semelhante ao design inspirado em Rembrandt do ano passado, um design é mais escuro diferenciando assim a tradicional jersey amarela da equipa da camisola amarela utilizada pelo líder do Tour de France. Vídeo de lançamento da Jersey especial Tour de France https://youtu.be/DMZt54MNriE Jonas Vingegaard até 2027 A Jumbo - Visma é na minha opinião a equipa do mundo a trabalhar a sua comunicação e marketing, e como tal o lançamento da nova Jersey para o Tour de France 2023 não acontece num dia qualquer, acontece no mesmo dia em que a equipa anunciou a renovação com Jonas Vingegaard até 2027. Ao verem o vídeo da renovação entenderão porque digo que são os melhores do mundo a comunicar: https://www.youtube.com/watch?v=a6t3bcE_uSQ Os interessados na Jersey podem encomendar a mesma no site da equipa AQUI Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Amstel Gold Race 2023 - Pogacar destrói concorrência Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) apresentou-se na Amstel Gold Race como favorito e confirmou o estatuto ao vencer a Amstel Gold Race ao seu estilo. O esloveno partiu a corrida ao atacar a 36 quilómetros do final, levando consigo outro dos favoritos, Tom Pidcock (Ineos Grenadiers) e também Ben Healy (EF Education Easy Post). No entanto, Tom Pidcock e Ben Healy só aguentariam o ritmo de Pogacar durante 8 quilómetros, pois acabariam por ceder ao forte ritmo do esloveno numa subida a 28 quilómetros do final. https://twitter.com/EurosportTV_Por/status/1647614353363943425 Depois de se desenvencilhar destes dois adversários, Tadej Pogacar ligou o "modo canibal" e já ninguém lhe conseguiu dar caça até ao final, rodou os últimos 28 quilómetros sozinho até levantar os braços para festejar 11.ª vitória da temporada. O duas vezes vencedor do Tour de France já venceu a Jaén Paraiso Interior (primeira corrida que fez na temporada), A Vuelta a Andalucia, a Paris-Nice, o Tour de Flandres e Amstel Gold Race. De todas as corridas onde se apresentou na presente temporada só não venceu a E3 Saxo Classic (mas discutiu) e Milão-Sanremo. Um registro impressionante! A curiosidade Na entrevista rápida após a corrida, Tadej Pogacar revelou que foi Mathieu Van der Poel quem lhe disse atacar no Keutenberg e ele, seguiu o conselho à risca "Foi Mathieu van der Poel que me disse que eu deveria atacar no Keutenberg. É a subida mais difícil e a que mais me convém ... Ele enviou-me uma mensagem hà 3 dias atrás. Vou agradecer-lhe pelo conselho." Tadej Pogacar Classe completa, até a beber Tadej Pogacar é pura classe, até a beber é melhor que os adversários (ver vídeo). https://twitter.com/eurosport/status/1647624983378632706 TOP 10 final Pos.PaísCORREDOREQUIPATEMPO1POGACAR TadejUAE Team Emirates06:02:022HEALY BenEF Education-EasyPost+ 383PIDCOCK TomINEOS Grenadiers+ 02:144KRON AndreasLotto Dstny+ 02:145LUTSENKO AlexeyAstana Qazaqstan Team+ 02:146BAGIOLI AndreaSoudal Quick-Step+ 03:147VAN GILS MaximLotto Dstny+ 03:148SKJELMOSE JENSEN MattiasTrek-Segafredo+ 03:149KAMP AlexanderTudor Pro Cycling Team+ 03:1410ZINGLE AxelCofidis+ 03:14 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=wtObyTM8DVg Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Viagem à Croácia - Teste ao Shimano XT Di2 com Auto Shift e Free Shift A Shimano convocou alguns especialistas e a imprensa mundial para apresentar as suas novas tecnologias Auto Shift, Free Shift e Linkglide assim como o novo Deore XT Di2, que conjugado com os motores EP8 e EP6 tem a capacidade de oferecer mudanças automáticas. Dois dias de testes - O vídeo mostra tudo O vídeo não é simplesmente técnico, era impossível ir à Croácia e não mostrar também um pouco dos trilhos e paisagens, mas ao longo do mesmo mostro como tudo funciona e além disso, mostro também de forma genuína como a minha opinião sobre o sistema foi mudando ao longo dos dias, após afinação e utilização. https://www.youtube.com/watch?v=QaVORbviB5I&t= Testar a sério Não se tratou só de uma apresentação, mas também de dois dias de testes nos quais o objectivo foi testar, testar, testar, com vários tipos de afinações e por vários terrenos. A mensagem passada pelos responsáveis da Shimano era que no final de cada dia cada um de nós desse a opinião sincera sobre o sistema, e que questionasse sobre como poderia afinar melhor ao seu gosto. Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento do sistema estavam presentes e sairam para pedalar com os grupos de teste, no sentido de explicar como escolher o setup pretendido, mas também no sentido de recolher o feed back de cada um. Inclusive no final dos dois dias de testes foi-nos pedido para mostrar o setup de Auto Shift escolhido, provavelmente para avaliarem se era muito diferente de utilizador para utilizador, ou muito diferente do setup base que colocaram no início. Senti-me um verdadeiro piloto de testes, porque além de testar os sistemas durante dois dias em vários tipos de terreno e com diferentes dinâmicas de pedalada, houve uma constante preocupação dos responsáveis da marca em perguntar o que estava a achar do sistema, o que sentia falta, o que poderia afinar para ficar mais ao meu gosto. Explico como funciona o Free Shift e Auto Shift Auto Shift Não é a primeira vez que a Shimano tenta desenvolver algo assim, no passado a marca já havia desenvolvido sistemas baseados na cadência para o Auto Shifting, nomeadamente o Auto-D em 1997, o Shimano Coasting em 2007, bem como o Shimano Nexus e Alfine Di2. Desenvolver a funcionalidade de mudanças automáticas para um sistema de transmissão baseado num desviador foi um desafio bem maior do que os referidos antes, além de que este é um sistema desenvolvido para bicicletas de montanha, onde dinâmica de pedalada é muito diferente, pois há muitos mais obstáculos, alterações de terreno e inclinações do que numa utilização mais urbana. Os responsáveis pelo desenvolvimento afirmaram mesmo que no início parecia missão impossível desenvolver um sistema de mudanças automáticas para BTT, pois os pontos de passagem alteram constantemente, mas conseguiram fazê-lo e está apenas disponível com os motores EP8 e EP6. Quando utilizado com as unidades eléctricas da Shimano, EP8 e EP6, o Shimano Deore XT Di2 tem a capacidade de colocar e retirar as mudanças automaticamente, a tecnologia Auto Shift e Free Shift é desenvolvida especificamente para bicicletas eléctricas de montanha (e-MTB) e baseia-se num algoritmo que tem em conta a cadência de pedalada do ciclista, a força que este coloca nos pedais e a velocidade a que se desloca. Ajustabilidade e configuração ao gosto de cada utilizador Tendo como base a cadência, força aplicada pelo ciclista e velocidade de deslocação, os pontos de passagem de mudança são configuráveis e ajustáveis ao gosto de cada um, tanto manualmente (no display da unidade eléctrica) como na aplicação e-tube da Shimano. Existem três setups ou modos disponíveis, o Manual para utilizar as mudanças normalmente, o Automático 1 (A1) e Automático 2 (A2), os quais podemos configurar para diferentes dinâmicas de pedala como por exemplo, a pedalada nas transições ou asfalto, e a pedalada nos trilhos da montanha. Através do pequeno botão posicionado em baixo do logotipo "Deore XT", fácil e rapidamente podemos alternar entre eles. No vídeo mostro como funciona. Free Shift Assim como o Auto Shift, também o Free Shift está disponível apenas em bicicletas com o sistema de transmissão XT Di2 e com os motores mencionados acima. “Free Shift” é uma nova tecnologia que permite que as mudanças mudem sem que tenhamos que pedalar. Quando estamos em descida e a bicicleta diminui a velocidade o sistema tira mudanças, para que quando retomamos a pedalada, o façamos na mudança certa (nem mais leve, nem mais pesada). Sinceramente, este foi o sistema que mais gostei, é impressionante e dá imenso jeito nos trilhos mais apertados e técnicos. Também este sistema funciona em modo manual (caso o Auto Shift não mude, podemos fazê-lo manualmente), em plena descida e sem pedalar, se pressionamos o botão para retirar mudança, o desviador troca a mudança. No vídeo mostro como funciona o sistema. Tecnologia Linkglide Para desenvolver a tecnologia Auto Shift os responsáveis de desenvolvimento da Shimano cedo chegaram à conclusão de que era necessário ter cassete e corrente que suportassem este sistema, pois o torque colocado tanto pelo motor como pelo ciclista em situações onde as mudanças mudam quando o sistema decide mudar são enormes. Se és do que está habituado a tratar bem da cassete e corrente, colocando as mudanças suavemente sem que a cassete faça aquele ruído assustador "clanck", vais ficar assustado ao utilizar o Auto Shift, pois em subidas ou obstáculos extremos vais ouvir a corrente e cassete em pleno esforço. Nesta cassete também utilizam o aço como material de construção, mas o formato da mesma é ligeiramente mais grosso e após vários testes efectuados pela marca os dentes desta cassete apresentam em 5000 passagens de mudança, um desgaste similar ao de uma cassete Hyperglide (HG) em 1200 passagens. A cassete Linkglide dura 3 vezes mais. "Ruído? Sem problema, simplesmente continua a pedalar." Esta foi a mensagem que nos passou um dos responsáveis de desenvolvimento do Auto Shift, que nos explicou que a tecnologia Linkglide foi desenvolvida para aguentar esses "maus tratos" e que simplesmente não há razões para preocupação, a corrente não vai partir (e não partiu, posso afirmar). De acordo com os responsáveis pelo desenvolvimento, o peso extra (em relação à tecnologia de cassete e corrente HG+) não é significativo. Tive a oportunidade de ter ambas as cassetes na mão e embora não pesasse na balança cada uma, confirmo que não notei grande diferença. Opinião final Acredito que o Auto Shift vá encontrar popularidade no publico de e-MTB menos experiente, que adquire uma bicicleta eléctrica para fazer a sua volta de lazer pela montanha sem preocupações com a rapidez, porque funciona bem e "descomplica" a vida de quem quer desfrutar da paisagem e de quem tem menos experiência nos trilhos. Do ponto de vista comercial, temos ainda que ter em conta que o mercado não se trata só do utilizador individual que adquire uma bicicleta para si. Dei por mim a pensar nas empresas de bike tours, que muitas vezes têm como clientes pessoas sem experiência e para as quais este sistema é simplesmente fantástico, porque facilita a vida do utilizador e do guia. Entre o utilizador mais experiente, que faça BTT há anos e goste de ripar rapidamente pelos trilhos, não acredito que achar o sistema Auto Shift fenomenal. O XT Di2 em modo manual oferece uma experiência perfeita e quando se quer andar rápido, o automático por vezes demora a reagir às alterações do terreno no trilho. As mudanças automáticas não serão do agrado de todos, da mesma forma que as bicicletas eléctricas não são, ou que os grupos de transmissão electrónica não são, mas tal como outras tecnologias é mais uma opção, para os que só querem pedalar e desfrutar sem ter que se preocupar em trocar de mudança. Já a tecnologia Free Shift é diferente, neste caso tanto os menos experientes como os mais experientes (inclusive quem faz competição com e-Bikes), creio que vão adorar este sistema, é simplesmente fantástico! Este sistema, além de ajudar a evitar situações de maior stress para corrente e cassete (porque permite que se arranque na mudança certa), também ajuda descer mais rápido, nas em zonas técnicas. Onde pode esta tecnologia chegar no futuro? A função Free Shift não não estará disponível em bicicletas movidas manualmente tão cedo, pois depende de ter um motor para rodar o prato mesmo sem o ciclista estar a pedalar, de qualquer forma gostei tanto que o meu desejo era que isso fosse possível, um dia estar disponível em bicicletas normais não eléctricas. A função Auto Shift é diferente, acredito que seja difícil mas com a evolução que vamos vendo não vou dizer que seja impossível, um dia bicicletas não eléctricas com tecnologia Di2 poderem ter Auto Shift. O tempo o dirá, com a Shimano quase tudo é possível e a prova está aqui, ao desenvolverem o Auto Shift e Free Shift para bicicletas de montanha fizeram algo que era impensável há uns anos atrás, é assim que está a industria das bicicletas, não se pode dizer que é impossível no futuro. Para saberes mais pormenores sobre estas tecnologias, disponibilidade e preços, podes consultar e contactar o importador Shimano em Portugal aqui: https://www.scvouga.pt/pt/ciclismo Por: Luís Beltrão Créditos das imagens: Dan Milner e Irmo Keizer / Shimano ### A nova gama de vestuário Trek para montanha - com tecidos que contêm materiais reciclados A Trek acaba de lançar uma nova gama de vestuário para ciclismo, resistente aos trilhos mas amiga do ambiente. O novo vestuário Trek: t-shirts técnicas e calções para homem, mulher e jovens ciclistas, está concebido para maior durabilidade nos trilhos e é feito a partir de tecidos sustentáveis que contêm materiais reciclados. Plástico das garrafas reciclado Os tecidos principais no vestuário de montanha Trek têm a etiqueta STANDARD 100 da OEKO-TEX®, que testa as substâncias nocivas, e cada peça de vestuário contém tecidos feitos com uma percentagem de plástico de garrafas de água recicladas. De acordo com informação da marca, a coleção completa primavera/verão 2023 ajuda a evitar que mais de 800,000 garrafas cheguem a aterros sanitários (com base em garrafas de água PET de 500 ml). O compromisso da Trek com a sustentabilidade Segundo a Trek, ao desenvolver a nova gama, os designers de vestuário Trek procuram aumentar o compromisso da Trek com a sustentabilidade ao passo que se inspiram nas paisagens observadas em trilhos icónicos e utilizam uma paleta de cores em tons terra para criar uma gama intemporal, com uma presença mínima da marca, que é tão robusta quanto elegante. Ao utilizar tecidos mais sustentáveis que ajudam a desviar resíduos dos aterros sanitários, os designers criam uma coleção que resiste aos rigores dos trilhos e respeita o ambiente onde será posta à prova. Podes ver a coleção completa deste vestuário, a disponibilidade e preços no site da marca aqui: www.trekbikes.com/pt O novo vestuário de montanha Trek vai estar disponíveis através da rede global de distribuidores Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Avé Van der Poel! À boleia de Mathieu van der Poel viajamos pela história do ciclismo dos Países Baixos. Da TI-Raleigh à Jumbo-Visma sem esquecer o campeoníssimo. Desde Jan Raas (1982) e Hennie Kuiper (1983) que os neerlandeses não venciam edições consecutivas da Paris-Roubaix. O fenómeno voltou a dar-se graças a Dylan Van Baarle e a Mathieu Van der Poel. Tal como Kuiper e Raas também Van der Poel chegou aos quatro Monumentos de carreira e quase fazia um Merckx ao ganhar três Monumentos na mesma época – o Canibal fez o “tri” em 1969, 1971 e 1975. Já Van der Poel foi 1º na Milão-Sanremo, 2º na Volta à Flandres e 1º na Paris-Roubaix; é verdade que vinha do título mundial de ciclocrosse… o primeiro a dominar Roubaix vindo da lama desde Roger de Vlaeminck. A crista da onda do ciclismo dos Países Baixos ocorreu entre 1975 e 1985. Nesse período ganharam: 4 Mundiais com 4 corredores 10 Monumentos Vuelta a Espanha Tour de France Foi Joop Zoetmelk que iniciou a era de ouro com o título olímpico no México em 1968 (no contrarrelógio por equipas 100km). Também foi ele que fechou a porta com o título mundial ganho aos 38 anos, em 1985, na 18ª participação. Só um corredor persistente podia sair da era de Eddy Merckx para se meter na de Bernard Hinault. Em 16 presenças no Tour de France acabou 2º em seis ocasiões. Quando Hinault se lesionou em 1980 Zoetmelk e a Raleigh massacraram vencendo geral, juventude (com Johan van der Velde) e 12 etapas. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Campeoníssimo já leva quatro Monumentos A ressaca dos gloriosos anos foi atenuada por uma nova fornada de talentos: Peter Winnen, Johan van der Velde, Steven Rooks, Erik Breukink – todos fizeram top cinco, pódio ou ganharam etapas no Tour de France. Sem esquecer Gert Jan Theunisse, o último de oito nativos dos Países Baixos a ganhar na "montanha dos holandeses" entre 1976 e 1989. Todos fortes, mas não eram Zoetmelk. Nas clássicas não houve paliativos: tirando as conquistas de Adrie van der Poel na Flandres e na Liège nunca mais houve um Raas. Foi como tomar uma “mimosa” ao pequeno-almoço… atenua os efeitos da ressaca, mas misturar champanhe e sumo de laranja não elimina a dor de cabeça! Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Atualmente os Países Baixos passam por um relevo geracional. Tom Dumoulin e Niki Terpstra penduraram a bicicleta. Bauke Mollema e Steven Kruijswijk estão acima dos 35 anos. O novo campeoníssimo já leva quatro Monumentos e substituiu Hennie Kuiper como último neerlandês campeão em Sanremo. Também igualou o avô Raymond Poulidor campeão em 1961. A velha guarda está rendida. “Normalmente ligo ao Adrie uns dias depois se o Mathieu fez algo bonito. Penso que é muito especial que ele me suceda. Joguei futebol no jardim com o pequeno Mathieu.” Heniie Kuiper ao jornal Algemeen Dagblad após Van der Poel dar aos Países Baixos a primeira Sanremo em 38 anos. Reminiscências da TI-Raleigh Um dia teremos que analisar caso a caso as equipas que marcaram a história do ciclismo. No L’Équipe de 22 de março vi uma cronologia só referente às clássicas do Norte no período de Merckx em diante. Começava na Faema/Molteni do belga, mencionava a Mappei/Quick-Step e pelo meio recordava o auge dos neerlandeses da TI-Raleigh. A TI-Raleigh era tão imponente como o seu diretor, Peter Post, campeão da Roubaix de 1964. Só um caráter forte conseguiria reunir todos os talentos neerlandeses da época em torno do mesmo projeto. Pelas contas do habitualmente bem informado Diário Vasco foram 986 vitórias em nove anos! Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Os egos e a má relação entre Raas e Post ditou o fim de uma dinastia. Post saiu para fundar a Panasonic do voltista Phil Anderson, do sprinter Eddy Planckaert e do clasicómano Eric Vanderaerden. Atualmente só uma equipa me faz sentir reminiscência da TI-Raleigh e não é a Alpecin-Deceunink de Van der Poel. Só a Jumbo-Visma encaixa no perfil de equipa dominadora em todo o tipo de provas, mesmo após o fracasso na Flandres e em Roubaix. Ganham no pavê, nas Ardenas (Primoz Roglic já tem uma Liège e Wout Van Aert uma Amstel), no Tour de France de 2022 venceram seis etapas, três classificações (geral, pontos e montanha) e dominaram o ranking UCI! ### A Specialized apresenta os novos componentes Roval  A Specialized acaba de lançar um conjunto de componentes para estrada, btt e gravel. Os diversos produtos são de gama média alta e apresentam detalhes de qualidade a nível de peso e rigidez. Rodas Roval Alpinist SLX As Roval Alpinist SLX são o primeiro produto de liga a receber o nome Alpinist. A Specialized garante que estas rodas oferecem leveza e uma volta suave num conjunto muito mais acessível. Enquanto utiliza a mesma liga 6069 (24mm de altura) da versão anterior SLX, o processo de “shot peening” foi personalizado – onde projéteis de metal são lançados na liga para aumentar a resistência. Além disso, com cubos DT Swiss 350 e raios Sapim, o peso total foi reduzido em 30 gramas. Com apenas 1.485 gramas e compatibilidade tubeless, as rodas são dadas como suficientemente rígidas para esforços de alta potência e apresentam uma condução confiante a um preço acessível. Créditos Imagem - Specialized Iberia Rodas Roval Terra CLX II As rodas mais leves e duráveis para gravel, garante a Specialized Iberia - as Terra CLX II. Com apenas 1250 gramas*, estas rodas são as mais leves da categoria, competindo em peso com rodas de escalada pura e superando em resistência. A Specialized conseguiu desenvolver umas rodas mais leves do que anteriores Terra CLX (50 gramas mais leves) utilizando os novos cubos Low Flange Disc (LFD) da Roval, emprestados das rodas Alpinist CLX II.Construídas para satisfazer todos os tipos de ciclistas. Desde o ciclista de competição de gravel até ao ciclista aventureiro, e até mesmo o fã de superfícies mistas. As Terra CLX II proporcionam um nível de economia de peso e confiança em materiais. Estas carcaterísticas traduzem-se numa aceleração rápida na linha de partida, desempenho ágil nas subidas e eficiência em excursões de longa distância carregadas.*Peso da amostra de produção. Os pesos reais podem variar ligeiramente Créditos Imagem - Specialized Iberia Rodas Roval Control Alloy Embora possa ser surpreendente ver umas rodas de alumínio leve ao lado deste 'quem é quem' de componentes de carbono de primeira linha, a Specialized tem uma resposta: anda com elas e vê. O resultado são umas rodas de alumínio extremamente evoluídas, as Roval Control Alloy foram desenhadas nos trilhos; mantém os mesmos padrões dos componentes de carbono Control SL de última geração. Créditos Imagem - Specialized Iberia Roval Control SL Cockpit Para o ciclista que precisa de integração total para esforços máximos, o Cockpit RovalControl SL não desilude. Créditos Imagem - Specialized Iberia Espigão de selim Roval Control SL  O espigão ultraleve Control SL coloca-te numa posição ideal para esforços de alto rendimento. Graças ao sistema de dois parafusos, é facilmente ajustável ao milímetro, permitindo que tua justes a tua posição de forma perfeita. Isto mantendo um peso ultraleve para competição e treino de XCO. Créditos Imagem - Specialized Iberia Todos os produtos e informações disponíveis em www.specialized.com. ### Trek revela a nova geração dos capacetes Ballista e Velocis Em parceria com a equipa de competição Trek-Segafredo, a Trek apresentou a nova geração dos capacetes Ballista e Velocis, garantindo uma vantagem sem precedentes aos ciclistas de todo o mundo. Com estes capacetes, os ciclistas do pelotão internacional já alcançaram vários pódios esta temporada. Trek Ballista MIPS O novo Ballista é o capacete mais rápido da gama da Trek. Desenhado para oferecer à Trek-Segafredo a derradeira vantagem na linha de meta, o Ballista consegue poupar uns estonteantes 10.1 watts a mais que o Velocis MIPS num contrarrelógio de uma hora. Isto traduz-se num comprimento de bicicleta de vantagem no sprint final. Quando a velocidade é a prioridade, o Ballista é a única escolha. Créditos Imagem - Trek Portugal Trek Velocis MIPS O Velocis é um capacete versátil, que oferece desempenho profissional e está concebido para corresponder às necessidades diárias de treino e competição da Trek-Segafredo. Com um peso de apenas 260 gramas, o Velocis MIPS é o capacete mais leve da gama Trek. Um sistema redesenhado de ventilação melhora o arrefecimento em 38% e as melhorias estruturais aerodinâmicas tornam este Velocis MIPS mais rápido que os seus antecessores. Este capacete define um novo padrão de desempenho digno do pódio e é a escolha ideal para os ciclistas que querem um capacete leve e arejado, que é mais do que capaz para uma fuga ou um sprint final. Créditos Imagem - Trek Portugal Os novos capacetes Trek Ballista MIPS e Trek Velocis MIPS vão estar disponíveis através da rede global de distribuidores Trek. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Energia para pedalar - O que é o "Carb loading"? Neste artigo explicaremos como funciona o processo energético do nosso corpo, qual o nosso combustível? Como é armazenado e transformado em energia? O que é, e como se faz o Carb Loading? Os carboidratos (CHO) que ingerimos, são armazenados no nosso fígado, músculos e cérebro, e são convertidos em glicogénio. Podemos considerar o glicogénio como gasolina, sendo este o combustível preferencial do nosso organismo quando sujeito a estímulos intensos durante o exercício. Este, participa também ativamente na utilização de gordura (triglicéridos) como fonte de energia. Quando esgotadas as reservas de glicogénio, inicia-se uma perda de tecidos musculares para serem então convertidos em glucose/glicogénio e por conseguinte serem mantidos os processos energéticos/metabólicos, mas este cenário não é desejável. Em média, um atleta consegue armazenar cerca de 100g de glicogénio hepático (no fígado) e 500g no tecido muscular. Estes valores podem variar conforme circunstâncias genéticas e/ou até de historial de treino e competição. A utilização de gordura e carboidratos durante o exercício, depende exclusivamente da sua intensidade. São eles a nossa principal fonte de combustível. Durante uma sessão de treino ou competição, na grande maioria do tempo e especialmente em regimes de intensidade aeróbia, estes contribuem em conjunto para o metabolismo do substrato e consequente geração de ATP (energia). No entanto, o rácio desta contribuição conjunta, varia consoante a intensidade, (principalmente), conforme expressão gráfica abaixo demonstrada. E o “Carb loading” é o quê?  Através de um protocolo de ingestão correta de hidratos de carbono de relativo tipo, conjugado com determinados comportamentos e “timing”, podemos maximizar as nossas reservas de glicogénio para dispormos delas nos momentos certos (treinos e competição cuja intensidade será elevada). Desta forma apontamos a uma performance refinada e que irá fazer muita diferença. A estas reservas damos o nome de “carb loading”. Muitas das razões que se predem com aquelas “marretadas”, incapacidades de responder às cargas ou exigências físicas de uma sessão ou competição, advêm de más práticas alimentares, pré e durante estes eventos. Não me canso de referir isto aos atletas que acompanho, e muitos já o comprovaram. Respeitando o protocolo, a predisposição é enorme. É óbvio que o processo estruturado de treino tem que existir, mas, além do treino fisiológico, o treino metabólico também tem que ser tido em conta, o “carb loading” não é exceção e deve ele também ser treinado. Um bom protocolo de “carb loading” assenta essencialmente em que aspetos? Para que sessão ou competição vamos impor esta estratégia; Que quantidades e com que frequência os vamos ingerir; Que tipo de hidratos de carbono vamos utilizar no protocolo; Que alimentos vou evitar para potenciar a absorção e maximizar as reservas de hidratos de carbono; Que efeitos secundários posso esperar da prática de “carb loading”. Seguem-se as respostas a estas questões: A duração do evento (treino/competição) influencia em grande parte quando devemos começar e optar pelo protocolo de “carb loading”; se 3, 2, ou até 1 dia antes da sessão/competição. Por exemplo, num grandfondo em Portugal, cujo atleta espere que dure cerca de 4 horas, o protocolo pode ser iniciado a 2 dias do evento. No entanto há que ter em conta outras variáveis que possam obrigar a uma estratégia diferente. Muitas vezes o processo de trabalho entre um treinador que domine estas matérias, os aspetos fisiológicos do contexto desportivo e o estado do atleta, vão permitir uma afinação ideal do protocolo. Em regra, no “carb loading” devemos apontar a cerca de 8-10g/kg de peso corporal, dividido por cerca de 6 refeições com porções moderadas, para evitar o inchaço estomacal. Devemos privilegiar hidratos de carbono de todo o espectro no que respeita ao índice glicémico (IG), portanto de IG baixo, moderado e elevado. Podemos incluir nas refeições intermédias, géis, gomas ou bebidas isotónicas e energéticas. Durante a fase de “carb loading” devemos reduzir substancialmente a ingestão de fibra para maximizar a absorção, evitando produtos integrais e as frutas, tal como bananas, maçãs e peras que devem ser ingeridas sem casca. No que respeita a outros hidratos além dos já referidos, batata, batata doce, arroz, massa, bulgur, pão alentejano e aveia cozida são excelentes e práticas opções. Geleias, marmeladas e mel são bem-vindos neste modelo. Devemos evitar gorduras, especialmente as saturadas, porque apesar de querermos elevar a ingestão de hidratos na nossa dieta, não queremos elevar demasiado o “intake” calórico, já que cada grama de gordura acarreta 9kcal, ao passo que os hidratos e a proteína têm apenas 4kcal por grama. À proteína podemos fazer uma muito ligeira redução, para que as porções não fiquem exageradas e o bolo alimentar nos deixe completamente cheios. No caso da proteína, e se não se tratar de um atleta com dieta particular (ex: vegana), deve concentrar-se em carnes magras e bem cozinhadas com o mínimo de gordura possível. A hidratação deve ser como de costume, ótima. Como adicionaremos as bebidas desportivas ao modelo, vamos por certo garantir que isso se cumpre. O sal, acredito que deve ser reduzido, podendo ser substituído por bicarbonato de sódio, especialmente por ser um dos responsáveis por um dos efeitos secundários da estratégia de “carb loading”, que se refere à retenção de líquidos (água). Por cada grama de hidratos que armazenamos, 3g de água são também armazenadas, portanto, caso procedamos bem no protocolo de “carb loading”, é espectável um ligeiro aumento de peso corporal por via da retenção. No entanto, o custo-benefício deste comportamento é manifestamente positivo. Todavia não o será por exemplo, para uma sessão ou competição que dure menos de 1h30. Em suma, o “carb loading” é um comportamento que podemos adotar com regularidade. Considerando os aspetos aqui referidos, e por exemplo para treinos mais longos e intensos ao fim de semana, podemos ir testando e impondo estas práticas apenas um dia antes e até à última refeição anterior à sessão. À medida que o evento se torne mais complexo (volume/intensidade) iniciamos mais cedo o modelo aqui apresentado. Por: Edgar Santos O Edgar desenvolve a sua actividade de treinador por via da ndurance.cc, uma empresa ligada ao treino de ciclismo e à comercialização de alimentação funcional adequada a desportos de endurance." Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Eurosport com mais uma semana de muito ciclismo Os amantes do ciclismo vão poder assistir a mais uma semana de muito ciclismo no Eurosport. De hoje até 14 de abril realiza-se o Giro di Sicilia. Serão quatro dias, em que a pequena ilha italiana irá viver emoções semelhantes a um mini Giro d’Italia. Nesta 5.ª edição destaque para a presença de algumas equipas e ciclistas de grande reconhecimento internacional, tais como, Damiano Caruso, vencedor da última edição, e que regressa para tentar um novo triunfo. Louis Meintjes, Diego Ulisse, Gerben Thijssen, Alexey Lutsenko ou Rafal Majka são outros dos ciclistas na lista de pré-inscritos, onde consta o nome do português Ivo Oliveira da UAE Emirates.  A Volta à Sicília será disputada em 4 etapas, num total de 718 quilómetros, com partida em Marsala e final em Giarre, com as transmissões da corrida a serem asseguradas pelo Eurosport 1 a partir das 12:50h. Amanhã, dia 12 de abril, terá lugar a ‘De Brabantse Pijl’ ou ‘La Flèche Brabançonne’. Esta clássica belga realizada na região da Flandres desde 1961, conta com um perfil essencialmente plano, ideal para sprinters, incluindo vários setores de empedrado, fator que aumenta a dificuldade dos ciclistas. Esta edição, a 63.ª, efetua ligação de Leuven a Overijse, num percurso com um total de 205.1 quilómetros, e contará com o ciclista português André Carvalho (Cofidis) em prova. O Eurosport 1 transmitirá a prova em direto a partir das 14:30h. Amstel Gold Race a fechar a semana A fechar a semana, teremos, no domingo, a Amstel Gold Race, uma das clássicas das Ardenas e logo em dose dupla, com o Eurosport a garantir a emissão da prova masculina e feminina. As mulheres serão as primeiras a entrar em ação, a partir do meio-dia, com transmissão no Eurosport 1. Annemiek van Vleuten e Demi Bollering são apontadas como as principais candidatas a vitória desta prova com um total de 156 quilómetros que ligam Maastricht a Valkenburg. Assim que a vencedora seja apurada, a transmissão continua, com passagem imediata para a corrida masculina. Pogacar como principal destaque da versão masculina  Na 57.ª edição da Amstel Gold Race, Tadej Pogacar parte como principal destaque do pelotão masculino. A estrela da UAE Emirates é o principal favorito nesta longa prova, com 252.8 quilómetros, na ligação entre Maastricht a Berg en Terblijt. Além de Pogacar, também estarão presentes outros nomes importantes, casos de Neilson Powless, Pello Bilbao, Michael Matthews, Romain Bardet ou Richard Carapaz. Para o público nacional, importa ainda destacar a presença de Rui Costa, ciclista português da (Intermarché-Circus-Wanty) que tem vindo a efetuar um bom início de temporada. Corridas para todos os gostos em vários cenários para acompanhar ao longo da semana em direto nos canais Eurosport. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### José Dias e Enrique Morcíllo vencem Vuelta a Ibiza MTB Scott by Shimano A equipa Buff Megamo formada pelo português e o espanhol foi a mais forte na Vuelta a Ibiza MTB Scott by Shimano, ao vencer duas etapas e a classificação geral desta prova de XCM por etapas. Depois do calvário vivido durante a Cape Epic deste ano, onde apesar dos problemas físicos vividos, terminou no TOP 10 fazendo equipa com o neerlandês Hans Becking, José dias conseguiu este fim de semana uma importante vitória, desta vez fazendo equipa com o espanhol Enrique Morcíllo. Créditos imagem: Jon Izeta / Mohamed Chendri - Vuelta a Ibiza A dupla da Buff Megamo vestiu a camisola de líder na primeira etapa e não perdeu a mesma até ao final. A dupla espanhola formada por Francesc Guerra e Sergio Mantecón conseguiu o segundo lugar da geral, enquanto que os italianos da Olympia factory team, Stefano Dal Grande e Andrea Righettini fecharam o pódio no terceiro lugar. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Paris - Roubaix 2023, o resumo e classificações A Paris - Roubaix é das corridas mais imprevisíveis do ciclismo, não obstante haver favoritos a dureza dos mais de 250 km's. e dos sectores de empedrado, torna "o inferno do norte" uma lotaria na qual o máximo favorito pode ficar afastado da vitória numa fração de segundo. Ainda assim, como em todas as corridas há favoritos, no nosso artigo prévio à corrida ( Guia do Inferno do Norte) apontámos alguns, entre eles os aqueles que todos esperavam ver discutir a corrida, Wou van Aert e Mathieu van der Poel. Jumbo-Visma assume a corrida A poderosa equipa da Jumbo-Visma agarrou na corrida desde cedo e apesar de alguns azares, Wout van Art partiu a corrida quando ainda faltavam 103 quilómetros para o final, no sector 20 (Haveluy to Wallers) o Belga meteu mais Watts e apenas conseguiram seguir na roda John Degenkolb , Christophe Laporte , Van der Poel, Stefan Küng e Mihkels.  Créditos imagem: Corvos Não demorou muito até este grupo alcançar a fuga que seguia na frente, enquanto o pelotão ficou a 40 segundos deste grupo num curto espaço de quilómetros. No sector seguinte, o mítico Trouée d’Arenberg houve queda no pelotão, após a qual acabou por se formar um grupo com Mads Pedersen, Filippo Ganna , Max Walscheid , Laurenz Rex , Gianni Vermeersch e Jasper Philipsen. Créditos: A.S.O. Pauline Ballet Christophe Laporte (Jumbo-Visma) acabaria por furar e no grupo da frente passava a reinar a Alpecin-Deceuninck, com três homens num grupo de treze ciclistas, corria tudo na perfeição à equipa de Mathieu van der Poel, mas o neerlandês não é de correr na roda (nem dos colegas de equipa). A master class da Alpecin - Deceuninck e o azar de Wout van Aert No sector 11 (Mons-en-Pévèle) Van der Poel atacou e fez a primeira seleção, reduzindo o grupo da frente a sete ciclistas, apenas aguentaram o ritmo Jasper Philipsen, Stefan Küng, Fillippo Ganna, John Degenkolb, Wout van Aert e Mads Pedersen. Créditos imagem: Photo News A Alpecin - Deceuninck continuava com superioridade, e notou-se alguma calma até ao sector 4 (Carrefour de l’Arbre), onde se esperavam os ataques decisivos. Jasper Philipsen comandava o grupo quando Mathieu van der Poel decidiu atacar, desviou a trajetória e numa manobra confusa Degenkolb acaba por cair. No final do Carrefour de l’Arbre estão na frente isolados Mathieu van der Poel e Wou van Aert, mas neste momento crucial da corrida, Wout van Aert fura a roda traseira da sua bicicleta deixando sozinho na frente van der Poel. Faltavam 17 quilómetros para o final e apenas 3 sectores, van der Poel voltou a ligar o modo "Beast" e ninguém lhe conseguiu dar caça. Wout van Aert ainda conseguiu recuperar até ao grupo perseguidor após o furo, descartou todos e perseguiu o líder mas levou na roda Jasper Philipsen, que acabaria terminar segundo, relegando van Aert para o ultimo lugar do pódio. Créditos imagem: Photo News No "Inferno do Norte", hoje a Alpecin Deceuninck subiu ao céu. TOP 10 final POS.PaísNome - EquipaTempo01VAN DER POEL Mathieu Alpecin-Deceuninck05:28:4102PHILIPSEN Jasper Alpecin-Deceuninck+ 4603VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 4604PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 5005KÜNG Stefan Groupama-FDJ+ 5006GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 5007DEGENKOLB John Team DSM+ 02:3508WALSCHEID Max Cofidis+ 03:3109REX Laurenz Intermarché-Circus-Wanty+ 03:3510LAPORTE Christophe Jumbo-Visma+ 04:11 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=6ZiXxZFdD3o Corrida feminina No sábado correu-se a Paris - Roubaix feminina, na qual Alison Jackson (EF Education-TIBCO-SVB) conquistou a maior vitória de sua carreira. Créditos imagem: EF Education-TIBCO-SVB A ciclista canadense fez parte da fuga inicial de 18 ciclistas, das quais sete conseguiram permanecer na frente da corrida até ao velódromo, a corrida acabou por se decidir ao sprint. Créditos imagem: Fenix - Deceuninck Katisa Ragusa (Liv Racing-Teqfind) e Marthe Truyen (Fenix-Deceuninck) completaram o pódio, pós o sprint no velódromo de Roubaix. A corrida ficou marcada por algumas quedas, que afastaram da frente algumas das favoritas como Lotte Kopecky (SD Worx) e Elisa Longo Borghini (Trek-Segafredo). https://twitter.com/RoubaixFemmes/status/1644716304325066753 A portuguesa Tata Martins (Fenix - Deceuninck) também acabou por se ver envolvida numa dessas quedas, quando seguia no grupo das favoritas. Ainda assim terminou num meritório 25.º lugar, a melhor classificação de sempre nesta prova. TOP 10 final POS.PaísNome - EquipaTEMPO01JACKSON Alison EF Education-TIBCO-SVB03:42:5602RAGUSA Katia Liv Racing TeqFind+ 0003TRUYEN Marthe Fenix-Deceuninck+ 0004DUVAL Eugénie FDJ-SUEZ+ 0005BORRAS Marion St Michel-Mavic-Auber 93+ 0006LACH Marta Ceratizit-WNT Pro Cycling+ 0307KOPECKY Lotte Team SD Worx+ 1208GEORGI Pfeiffer Team DSM+ 1209CONSONNI Chiara UAE Team ADQ+ 1210VOS Marianne Team Jumbo-Visma+ 12 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=G83dAx6PNkY Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Paris-Roubaix 2023 – Guia completo do “inferno do norte”. Este fim de semana corre-se a Paris–Roubaix 2023, famosa pelos seus setores de empedrado, é uma das mais antigas e famosas clássicas do mundo, conhecida também como ‘O Inferno do Norte’, para muitos, a rainha das clássicas. É igualmente um dos cinco ‘Monumentos’ de ciclismo da temporada, provas de um dia de grande prestígio e tradição. Os cinco monumentos são Milan–Sanremo, Tour de Flandres, Paris–Roubaix, Liege–Bastogne–Liege e a Lombardia. O vídeo seguinte explica em 3 min's., de forma simples, os pormenores da Paris - Roubaix. https://www.youtube.com/watch?v=OWNUq4ThFTk&t= Sábado - Paris – Roubaix feminina A versão feminina arrancou em 2020, este sábado cumpre-se a 3.ª edição da Paris – Roubaix feminina. Em 2022 a equipa Trek-Segafredo dominou por completo a corrida, terminando com duas ciclistas no pódio, a vencedora Elisa Longo Borghini e Lucinda Brand que terminou em terceiro. O percurso de 2023 liga Denain a Roubaix ao longo de 145,5 quilómetros e ditará a campeã desta histórica corrida e partem como favoritas à vitória Lotte Kopecky (SD Worxs), Elisa Longo Borghini (Trek-Segafredo), Marianne Vos (Jumbo-Visma), Lorena Wiebes (SD Worxs), Lucinda Brand (Trek-Segafredo), Pfeiffer Georgi (Team DSM), ou Marta Bastianelli (Team UAE ADQ). Maria Martins (Fenix - Deceuninck) é a única portuguesa na lista de pré-inscritas para a competição. A prova pode ser seguida no Eurosport 2, em direto, a partir das 14:00h. Domingo - Paris – Roubaix masculina O arranque acontece em Compiègne, 80 quilómetros a Norte de Paris, e termina no famoso velódromo de Roubaix, depois de 256.6 quilómetros muito duros, com setores de empedrado que vão eliminando alguns ciclistas do pelotão. Os candidatos A Jumbo-Visma é a equipa a bater, parte com Wout van Aert como um dos favoritos, mas não está sozinho, existem outros nomes importantes a ter em conta nesta corrida, como por exemplo Dylan van Baarle ou Christophe Laporte (van Baarle venceu a corrida o ano passado pela Ineos, Laporte venceu este ano a Gent-Wevelgem e Dwars door Vlaanderen), é certo que trabalharão para Wout van Aert mas esta corrida é uma lotaria. Gruber Images Mathieu van der Poel (Deceuninck-Alpecin) apresenta-se em qualquer clássica como um dos favoritos e esta não é excepção, além disso, esta é a corrida que "foge", discutiu a vitória em 2021 e quer este ano juntar mais um monumento ao seu currículo no qual já figuram duas Flandres e uma Milão-Sanremo. Mads Pedersen (Trek-Segafredo) vem de um pódio no Tour de Flandres, o ex-Campeão do Mundo mostrou grande forma e numa corrida com um perfil diferente (sem os muros da Flandres) este ciclista robusto e poderoso tem o perfil e o momento de forma ideais para ser candidato à vitória desta edição da Paris Roubaix. No entanto Pedersen tem a história contra si, o ano passado não terminou, não é uma corrida na qual tenha experiência e o seu melhor resultado em Roubaix foi um 51.º em 2019. Stefan Küng (Groupama-FDJ) terminou no pódio o ano passado, foi o único a seguir Wout van Aert no Carrefour de l'Arbretem, tem a forma afinada para o momento das clássicas e embora não tenha a explosão de Mathieu van der Poel e Wout van Aert, na lotaria da eliminação e colocação é um ciclista ao qual ninguém pode dar 10 metros. Filippo Ganna (Ineos) já partiu o ano passado com algum favoritismo, mas tal como Mads Pedersen este ano, faltava-lhe alguma experiência nesta corrida. Este ano, Ganna parte melhor preparado e já provou estar em forma com o seu segundo lugar na Milão-San Remo, será melhor em Roubaix este ano? Além destes nomes que destacamos existem ainda outro que na lotaria da eliminação podem ter a sua oportunidade, como Florian Vermeersch (Lotto Dstny), na mesma equipa o poderoso jovem Arnaud De Lie, na Bora Hansgrohe Nils Politt é também de ter em conta, a Soudal Quick-Step é uma equipa sempre a ter em conta, onde ciclistas como Kasper Asgreen ou Florian Sénéchal também podem dar a surpresa, entre outros. Ao contrário de outras corridas, nesta os planos de "régua e esquadro" nem sempre saem bem, pois à muita variável a ter em conta. RuiOliveira (UAE Team Emirates) e André Carvalho (Cofidis), são os únicos portugueses em prova no domingo. Rui Oliveira - Crédito imagem: Sprint Cycling Agency O percurso e os sectores de pavé A partida e chegada da corrida são efectuadas sempre nos mesmos locais, a partida em Compiegne e a chegada no velódromo de Roubaix, os primeiros cem quilómetros são em asfalto, os primeiros paralelos só aparecem ao quilómetro 96.  Não é um pavé ou calçada qualquer, é assim. No entanto o trajecto vai sofrendo alterações todos os anos e os sectores de pavé vão mudando de acordo com o trajecto escolhido ou com o estado de conservação de cada um. As cabras servem de corta erva para deixar os sectores mais "transitáveis", neste caso Trouée d’Arenberg. Cada sector é classificado com estrelas, sendo que 1 estrela corresponde a menos dureza, e 5 estrelas a maior dureza. Os 31 sectores de pavé do Paris-Roubiax 2023: EstrelasNomeKm. para finalMetros do sector29 (***)Troisvilles to Inchy160.3220028 (***)Viesly to Quiévy153.8180027 (****)Quiévy to Saint-Python151.2370026 (**)Saint-Python146.5150025 (***)Vertain to Saint-Martin-sur-Écaillon139.4230024 (***)Verchain-Maugré to Quérénaing129.4160023 (***)Quérénaing to Maing126.7250022 (***)Maing to Monchaux-sur-Ecaillon123.6160021 (***)Haspres to Thiant117170020 (****)Haveluy to Wallers103.5250019 (*****)Trouée d'Arenberg95.3230018 (***)Wallers to Hélesmes89.2160017 (****)Hornaing to Wandignies82.5370016 (***)Warlaing to Brillon75240015 (****)Tilloy to Sars-et-Rosières71.5240014 (***)Beuvry-la-Forêt to Orchies65.2140013 (***)Orchies60.1170012 (****)Auchy-lez-Orchies to Bersée54270011 (*****)Mons-en-Pévèle48.6300010 (**)Mérignies to Avelin42.67009 (***)Pont-Thibault to Ennevelin39.214008 (*)Templeuve - L'Epinette33.82008 (**)Templeuve - Moulin-de-Vertain33.35007 (***)Cysoing to Bourghelles26.813006 (***)Bourghelles to Wannehain24.311005 (****)Camphin-en-Pévèle19.918004 (*****)Carrefour de l'Arbre17.121003 (**)Gruson14.811002 (***)Willems to Hem8.214001 (*)Roubaix - Espace Charles Crupelandt1.4300 No total dos 256,6 km’s, 54 são em pavé, o que vai massacrar ciclistas e bicicletas, causando desgaste, stress e quedas. “Tuning” especial Paris-Roubaix nas bicicletas Ao longo dos anos as marcas foram aprimorando modelos de estrada para este tipo de provas, que absorvem as vibrações das brutais pedras dos sectores, existem modelos específicos de endurance que nasceram devido a esta prova. Wout van Aert correu a Milão-Sanremo com um só prato, como será na Paris Roubaix? Mas modelos de bicicletas específicos não chega, as equipas acabam sempre por fazer adaptações especiais para a prova do pavé, como por exemplo: Pneus mais altos que o habitual, em vez dos 23 ou 25mm., utilizam 28mm. e alguns até 32mm. Pressões mais baixas. De nada vale usarem pneus de 28mm. e depois colocarem 120 psi de pressão, assim usam pressões entre os 65 e os 85 psi para melhorar a absorção dos impactos. São colocadas duas fitas de guiador sobrepostas. Alguns colocam fita de guiador na base dos pedais para absorver os impactos brutais ao longo dos 257 km’s Colocam um prato pequeno maior, visto ser uma prova praticamente toda ela em terreno plano. Em vez da habitual combinação de pratos pratos 53/39 dentes, usam 53/42 ou 53/44 dentes. Este ano é possível que se veja alguns ciclistas a optarem por utilizar um só prato, por exemplo Van Aert já o fez na Milão-Sanremo Shifters extra montados no centro do guiador. Manetes de travão extra no centro do guiador. Grades de bidom com “grip” extra para evitar estes saltem. Guias de corrente para evitar que esta salte. A pressão de pneus ajustável A pressão dos pneus na Paris-Roubaix é um enigma; os ciclistas desejam pressões baixas para os sectores de empedrado (para absorver impactos), e pressões altas para o asfalto (para fazer menos atrito e permitir melhor rolamento das rodas). O ano passado a equipa DSM comunicou que tanto na corrida masculina, como na corrida feminina, utilizaria um sistema nas suas bicicletas que permite aumentar ou diminuir a pressão dos pneus sem câmara com o toque de um botão instalado no guiador. O sistema são os cubos da marca Scope, os Scope Atmoz, um sistema que permite controlar a pressão dos pneus em andandamento, no valor de €3.998,00 para este equipamento. Este ano também a Jumbo-Visma parece utilizar um sistema de controlo de pressão na bicicleta. O sistema da KAPS é integrado também nos cubos e permite ao ciclista aumentar ou diminuir a pressão dos pneus em andamento, através de botões no guiador. No entanto o sistema funciona por wireless, será viável para a brutalidade do empedrado da Roubaix? O troféu Os ciclistas vão passar por toda essa dureza, e lutar para vencer a rainha das clássicas do pavé, vão deixar todas as suas forças naquele percurso e no final, ganhar isto. Quantos sonham ter este mítico “calhau” em casa? Este fim de semana vão ser entregues aos vencedores no velódromo de Roubaix, apostas em alguém? Recentes vencedores da PARIS-ROUBAIX 2022: Dylan van Baarle (Ned) Team Ineos 2021: Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain Victorious 2020: corrida não realizada devido ao Covid-19 2019: Philippe Gilbert (Bel) Quick-Step Floors 2018: Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe 2017: Greg Van Avermaet (Bel) BMC Racing 2016: Mathew Hayman (Aus) Orica-GreenEdge 2015: John Degenkolb (Ger) Giant-Alpecin 2014: Niki Terpstra (Ned) Etixx - Quick-Step 2013: Fabian Cancellara (Sui) Team RadioShack 2012: Tom Boonen (Bel) Omega-Pharma - Quick-Step 2011: Johan Vansummeren (Bel) Garmin-Cervélo 2010: Fabian Cancellara (Sui) Team Saxo Bank 2009: Tom Boonen (Bel) Quick-Step 2008: Tom Boonen (Bel) Quick-Step 2007: Stuart O’Grady (Aus) Team CSC A transmissão Domingo haverá uma emissão especial de mais de sete horas da 120.ª edição da Paris – Roubaix masculina. A partir das 9:30h, no Eurosport 1, a partir das 9:30h, no Eurosport 1, Gonçalo Moreira, Paulo Martins e Olivier Bonamici garantem os comentários desta prova icónica. Para saberes um pouco mais da história e da envolvente da prova, deixamos-te dois excertos de dois bons filmes sobre a Paris Roubaix, onde podes ver, entre outras curiosidades, os históricos duches do velódromo de Roubaix, que têm mais de 100 anos e cada um tem uma placa com o nome de um vencedor da prova. Road to Roubaix https://www.youtube.com/watch?v=buQGibzq8Sg&t= Hell of the north https://www.youtube.com/watch?v=sN3Sr9OjTZI&t= Start-list das equipas Bahrain Victorious GRADEC Kamil PASQUALON Andrea MOHORIČ Matej WRIGHT Fred MILAN Jonathan MIHOLJEVIČ Fran RAJOVIČ Dušan Jumbo-Visma VAN AERT Wout LAPORTE Christophe AFFINI Edoardo ROOSEN Timo VAN BAARLE Dylan VAN DIJKE Tim VAN HOOYDONCK Nathan Ineos Grenadiers GANNA Filippo HEIDUK Kim KWIATKOWSKI Michał ROWE Luke SHEFFIELD Magnus SWIFT Connor TARLING Josh Alpecin-Deceuninck VAN DER POEL Mathieu DILLIER Sylvain GAZE Samuel GROVES Kaden GOGL Michael PHILIPSEN Jasper VERMEERSCH Gianni Soudal-Quick Step MERLIER Tim BALLERINI David LAMPAERT Yves ASGREEN Kasper PEDERSEN Casper SÉNÉCHAL Florian VAN LERBERGHE Bert Trek-Segafredo THEUNS Edward HOOLE Daan LEIPINŠ Emils STUYVEN Jasper PEDERSEN Mads KIRSCH Alex VACEK Mathias EF Education-Easypost DOULL Owain KEUKELEIRE Jens RUTSCH Jonas SCULLY Tom SHAW James VAN DEN BERG Julius VAN DEN BERG Marijn Groupama-FDJ ASKEY Lewis LE GAC Olivier LIENHARD Fabian DÉMARE Arnaud KÜNG Stefan STEWART Jake WATSON Samuel Team DSM EEKHOFF Nils DAINESE Alberto DEGENKOLB John BITTNER Pavel HEINSCHKE Leon ANDRESEN Tobias Lund NABERMAN Tim Lotto-Dstny SLOCK Liam BEULLENS Cedric FRISON Frederik GRIGNARD Sébastien DE LIE Arnaud VERMEERSCH Florian VAN MOER Brent Bora-Hansgrohe POLITT Nils ARCHBOLD Shane KOCH Jonas GAMPER Patrick HALLER Marco MEEUS Jordi Total Energies BOASSON HAGEN Edvald SOUPE Geoffrey SAGAN Peter OSS Daniel VAN GESTEL Dries BODNAR Maciej TURGIS Anthony Bingoal WB DE MAEGHT Dorian SALBY Alexander ROBEET Ludovic LAUK Karl Patrick VANDEPITTE Nathan DESAL Ceriel VAN KEIRSBULCK Guillaume Israel-PremierTech REYNDERS Jens VANMARCKE Sep GEE Derek ZABEL Rick EINHORN Itamar VAN ASBROECK Tom BOIVIN Guillaume Uno-X Pro Cycling BENDIXEN Louis RESELL Erik Nordsæter KRISTOFF Alexander BLUME LEVY William WÆRENSKJOLD Søren HALVORSEN Kristoffer TILLER Rasmus AG2R Citroën GAUTHERAT Pierre SCHÄR Michael DEWULF Stan RAUGEL Antoine VAN AVERMAET Greg NAESEN Oliver TOUZÉ Damien Q36.5 Pro Cycling COLOMBO Filippo PUPPIO Antonio BAUER Jack MOSCHETTI Matteo DEVRIENDT Tom LUDVIGSSON Tobias ZUKOWSKY Nickolas Flanders-Baloise DE WILDE Gilles DE VYLDER Lindsay DE PESTEL Sander VANHOOF Ward COLMAN Alex FRETIN Milan APERS Ruben Astana Qazaqstan CHZHAN Igor LAAS Martin BOL Cees GRUZDEV Dmitriy FEDOROV Yevgeniy SYRITSA Gleb Cofidis CARVALHO Andre RENARD Alexis ALLEGAERT Piet NOPPE Christophe WALSCHEID Max KREDER Wesley WALLAYS Jelle Intermarché-Circus-Wanty TEUNISSEN Mike PLANCKAERT Baptiste PAGE Hugo THIJSSEN Gerben REX Laurenz Movistar GARCÍA CORTINA Iván NORSGAARD Mathias ROMEO Iván JACOBS Johan MAS Lluís HOLLMANN Juri LAZKANO Oier Arkéa-Samsic LOUVEL Matis HOFSTETTER Hugo RUSSO Clément DEKKER David MOZZATO Luca BIERMANS Jenthe MCLAY Daniel Jayco-AlUla BALMER Alexandre PÖSTLBERGER Lukas ŠTYBAR Zdeněk O'BRIEN Kelland STEWART Campbell DURBRIDGE Luke REINDERS Elmar UAE Team Emirates OLIVEIRA Rui BAX Sjoerd LAENGEN Vegard Stake ACKERMANN Pascal GIBBONS Ryan TRENTIN Matteo BJERG Mikkel ### Tata Martins regressa ao santuário de Roubaix Sonhar é grátis e Tata Martins vai à Paris-Roubaix sabendo que é difícil ganhar... mas não é impossível. O TopCycling entrevista a corredora da Fenix-Deceuninck. A época de clássicas do Norte está a chegar ao fim, mas antes de cair o pano há um apontamento com a Paris-Roubaix. É a 3ª edição desde que as portas do velódromo André-Pétrieux se abriram às mulheres. Os icónicos vestuários também lhes estiveram barrados durante 125 anos. Maria Martins fez questão de lá ir tomar banho; a ribatejana é a única portuguesa que correu a Paris-Roubaix – na estreia foi 19ª e no ano passado 37ª. Tata Martins vai para a terceira presença consecutiva após abrir a época com o ciclo de qualificação para os Jogos Olímpicos como prioridade. No Europeu de pista em Grenchen foi campeã no scratch e 7ª no omnium – disciplina que conta para Paris 2024. Depois foi à Indonésia correr a Taça do Mundo saindo sem pontos por um positivo a Covid-19. Recuperou e estreou-se pela Fenix-Deceuninck com uma queda na Ronde van Drenthe; forçou e conseguiu correr no Egito e ser 7ª no omnium em mais uma etapa da Taça do Mundo. Neste contexto complicado conseguiu ser 14ª classificada na Brugge-De Panne: “Estou satisfeita com a corrida que fiz, especialmente depois de vir de um período complicado onde não tive a melhor preparação para as clássicas como desejava. É um resultado positivo, mas sei que ainda tenho um longo caminho pela frente para poder estar a discutir provas com as melhores.” Créditos: facepeeters Fenix-Deceuninck azarada em De Panne Na prova belga correu na frente até à última passagem por De Moeren, a ventosa reta que partiu a corrida a caminho de De Panne. Descansou uns dias e regressou no Scheldeprijs onde foi a melhor da Fenix-Deceuninck ao ser 15ª classificada. “[De Panne] foi um dia agridoce para nós com a queda da Julie [De Wilde] a tirar-nos a possibilidade de fazermos um bom lugar no sprint final. Ainda assim temos de ter a noção da corrida que fizemos e do quão difícil é colocar 4/5 corredoras no top 20 de uma corrida WT. No momento em que entrámos em De Moeren já não estava fisicamente muito disponível para seguir no grupo da frente e aquilo depois não voltou a juntar até ao final. De Moeren não é um troço muito grande, mas é um pânico. É o suficiente para criar grupos por toda a parte… é caótico.” Tata Martins ao TopCycling Se no Scheldeprijs tivemos sprint em massa com Lorena Wiebes a dominar para a SD Works – a equipa que dominou as clássicas do Norte – em De Panne foi outra história. A Fenix-Deceuninck meteu duas corredoras no grupo certo e numa queda em De Moeren perderam hipótese de lutar pelo pódio. https://twitter.com/FenixDeceuninck/status/1636357850342588417 “Sonhar é grátis” A próxima clássica é a rainha de todas. Tata Martins nunca escondeu a admiração que sente pela prova francesa que tem sido dominada pela Trek-Segafredo: Lizzie Deignan venceu na estreia e Elisa Longo Borghini no ano passado. Em dezembro conversei com a ribatejana e divagámos sobre a Paris-Roubaix. Como seria ganhar, ter uma placa no duche mais famoso do ciclismo e ser a referência de uma geração. “Sonhar é grátis. Eu tenho sempre os pés muito bem assentes na terra, neste momento não me tira o sono pensar se vou disputar alguma vez a Paris-Roubaix, mas vou trabalhar como se fosse para ganhá-la. É uma questão de mentalidade. Não sei se vai acontecer ou não, mas desfruto muito da corrida e sempre vou ter muito respeito por ela. Vai ser sempre a minha corrida de eleição, seja para ver ou competir. Independentemente de ser a corrida mais dura do calendário para mim. É a mais bonita e incrível de se fazer, também porque aquela chegada ao velódromo é especial e só o facto de termos esse presente depois de tanto esforço, tanto sofrimento, tanto inferno… aquilo é um santuário.” Tata Martins ao TopCycling Mesmo sem vitórias na presente época a Fenix-Deceuninck tem conseguido ser protagonista nas principais clássicas. A campeã austríaca Christina Schweinberger foi 5ª na Gent-Wevelgem e Puck Pieterse 5ª no Troféu Binda. A neerlandesa é mesmo uma das principais figuras do plantel já que é vice-campeã mundial sub23 de mountain bike e vice-campeã mundial em elites no ciclocrosse. Quem sabe se no velódromo André-Pétrieux não se dá um “milagre”… Tata Martins regressa ao santuário de Roubaix pela terceira vez na carreira, a primeira como ciclista do WorldTour. Confiram o vídeo da visita que o TopCycling fez à ribatejana no estágio em que se estreou pela nova equipa e se tornou a primeira ciclista portuguesa no WorldTour. https://www.youtube.com/watch?v=MNkmfdo7R7w O TopCycling foi o único média português presente no estágio de estreia de Tata Martins pela Fenix-Deceuninck. ### Teste - Capacete Lazer Cage KinetiCore A Lazer lançou um moderno capacete de Enduro há cerca de um ano, o Lazer Cage KinetiCore, que de acordo com a marca é o primeiro capacete integral com uma classificação de proteção de 5 estrelas (o melhor disponível) da Virginia Tech. "Teorias à parte", o TopCycling testou durante alguns meses o capacete, recorrendo para isso ao piloto de Enduro Ricardo Vicente, que em 2022 venceu a taça de Portugal de Enduro e foi vice-campeão nacional de Enduro na categoria M35. O teste e a opinião de Ricardo Vicente Quando recebi este capacete para testar, resolvi primeiro visitar o site da marca e ver o que diziam acerca do mesmo, quais as novidades, tecnologias envolvidas, basicamente as “promessas” da marca para depois testar e sentir eu mesmo tudo isto. A primeira coisa que me agradou bastante foi o seu design e cores. Um branco e laranja brilhante que se destaca ao longe. Depois de retirar da caixa comecei a analisar a sua qualidade e acabamentos, destacando-se desde logo o facto de (além de ser o nosso tamanho) este capacete trazer ainda dois conjuntos de esponjas com tamanhos diferentes para ajustar da forma mais ideal possível o capacete à nossa face. A parte interior da zona da "queixeira" é revestida por borracha, o que acaba por conferir ao capacete uma maior durabilidade e resistência numa zona que sofre muito com o uso, principalmente no colocar e retirar o capacete da cabeça. Peso e outras características No que respeita ao peso não é o supra sumo, mas basicamente queremos um capacete que não nos provoque dores de pescoço, ombros ou costas e que cumpra o seu papel quando precisarmos dele. Nestes aspectos o Lazer Cage KinetiCore cumpre o seu papel, ou seja, não damos por ele e isso é bom. A fivela magnética foi uma invenção que veio para ficar e quando se experimenta fica-se fã, portanto aqui creio que também foi uma ótima aposta, com o seu funcionamento simples permite de forma rápida apertar o capacete, mesmo com as luvas. A banda aderente do capacete em conjunto com as bandas aderentes que os goggles normalmente têm, quase garanto que ninguém vai perder os óculos a meio de uma descida, poderá é ser mais complicado na hora de os retirar. Não uso colar cervical, pois a minha condução e modalidade é unicamente o Enduro, sendo o colar mais usado no downhill, mas se a marca indica que o seu design foi desenvolvido para que este encaixe na perfeição num colar cervical, acredito que assim será. Ventilação e proteção A sua ventilação é muito boa e permite-nos pedalar subida acima, ou descer a todo o gás sem que se note o efeito capacete integral, as entradas de ar foram bem conseguidas e funcionam muito bem. Algo que não conhecia era a tecnologia KinetiCore, basicamente esta inovação permite que os capacetes Lazer protejam quem o usa tanto de impactos diretos como rotacionais, isto graças aos seus blocos de espuma EPS, chamados de Zonas Críticas Controladas que se deformam com o impacto e absorvem a energia que poderia afetar o cérebro do ciclista. Tal como disse anteriormente, esta parte não testei, mas o seu aspeto e sensação ao toque faz-me acreditar que realmente se deformam com facilidade, ajudando a dissipar as forças que hajam num possível impacto. As esponjas interiores têm uma cor que na minha opinião poderia ser um pouco mais escura, pois este verde marinho vai rapidamente ficar com um tom acastanhado. O veredicto final Resumindo tudo isto, a Lazer conseguiu um capacete com excelente qualidade, desta vez para as vertentes que jogam com a gravidade, mais concretamente a vertente de Enduro, mas com “capacidades” para que seja também uma ótima opção para as corridas de downhill. É um capacete espetacular, muito bonito (também conta), robusto e bastante confortável (o mais importante), é sem dúvida uma opção a ter em conta para aqueles que procuram um capacete para o enduro/downhill. De acordo com a marca, o Lazer Cage KinetiCore disponível em vários tamanhos (XS,S,M,L,XL), no site encontramos a versão em duas cores e a marca anuncia um peso de 820 gramas. As principais características são: Robusto e leve com carcaça em fibra de vidro reforçada com carbono Zonas de deformação controlada (KinetiCore) Compatível com colares cervicais Banda aderente na traseira para manter os goggles no lugar Almofadas de diferentes tamanhos incluídas Certificação ASTM Fivela Magnética Sem pontos de pressão A SC Vouga é o importador da marca em Portugal e informou que o PVP aconselhado é 279,99 euros. A curiosidade “Em 1919, Henri Van Lerberghe ganhou a Tour de Flandres a competir sozinho do início ao fim. Antes de entrar no Velódromo em Gent, parou e bebeu umas cervejas. Mais tarde, no pódio, incentivou as pessoas a regressar a casa, porque ele estava meio-dia à frente do pelotão. Nesse mesmo ano foi fundada a Lazer, e tal como o Henri, estamos à frente da corrida. A liderar a indústria em inovação, design, segurança e tecnologia.“ É isto que pudemos ler no site da Lazer quando acedemos à área “Sobre nós”. Também pedalo na estrada, acompanho essa vertente e achei a história curiosa. Tal como o senhor Henri Van Lerberghe, o pessoal do Enduro também gosta de umas cervejas no final. Por: Ricardo Vicente Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Valverde lidera nova equipa de Gravel da Movistar Alejandro Valverde está de regresso ao ciclismo, mais precisamente, como líder da nova equipa de gravel da Movistar, a Movistar Team Gravel Squad. Aos 42 anos, e depois de ter dada por terminada a sua carreira na alta competição do ciclismo internacional de estrada, ‘O Bala’ alcunha que era reconhecida dentro do pelotão, confirma o piscar de olhos que já tinha feito ao gravel, tal como aqui noticiámos ainda em 2022. https://twitter.com/Movistar_Team/status/1643161482916696065?s=20 Atualmente a desempenhar funções de coordenação técnica na Movistar, Valverde demonstra assim que a paixão pelo ciclismo e pela competição continuam bem presentes, escolhendo a modalidade de gravel para o fazer. Segundo as informações divulgadas pela Movistar esta manhã, o regresso de Valverde à competição está agendado para o dia 23 de abril, na 'La Indomable', corrida de gravel que se realizará em Almería. Nova equipa conta com caras bem conhecidas Alejandro Valverde é a figura mais mediática desta nova equipa de gravel, mas a Movistar apresentou ainda mais algumas figuras conhecidas. Ivan García Cortina, elemento da equipa de estrada é uma dessas figuras. O ciclista de 27 anos não abdicará da temporada de estrada, fator pelo qual estará ausente na competição de dia 23 de abril, estreando-se apenas seis dias depois, na Catalunha para disputar a ‘La Traka’. A Movistar decidiu juntar a estes dois ciclistas bem conhecidos, dois rostos femininos, mais propriamente, Ana Dillana, representante espanhola no último Campeonato do Mundo Virtual de Ciclismo, e Hayley Simmonds, antiga bicampeã da Grã-Bretanha de contrarrelógio, pertencente à equipa da AWOL O’Shea. Até onde poderá, ou quererá chegar Valverde? O surgimento desta nova equipa de gravel deixa muitas dúvidas em relação aos objetivos competitivos não só de Valverde, como da própria Movistar. https://twitter.com/Movistar_Team/status/1643162739710529537?s=20 Será que iremos ter Valverde a lutar pelo título mundial de gravel? Será que Valverde é apenas uma jogada de marketing para promover esta nova equipa, e abrir assim caminho a outro nome da equipa enquanto aposta principal? A estreia já este mês As respostas para estas perguntas irão começar a surgir a partir do próximo dia 23, com a estreia desta nova equipa de gravel, na 'La Indomable'. Até lá, é provável que ainda surjam mais alguns esclarecimentos em relação a este novo projeto da Movistar, mas, uma coisa é certa, esta aposta da Movistar, além de confirmar a ascensão do gravel, disciplina que tem vindo a ganhar cada vez maior destaque e visibilidade internacional, confirma ainda a grande visão de futuro da equipa espanhola. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### A Shimano está a recolher alguns lotes do Avanço PRO Vibe (liga de alumínio). A Shimano Europe, proprietária da marca PRO, identificou que certos lotes podem desenvolver fendas em determinadas situações. Como tal, a Shimano emitiu um aviso de recolha e de paragem de utilização para todos os avanços PRO Vibe (Liga de Alumínio) vendidos desde maio de 2020. Os produtos afetados pela recolha são facilmente identificáveis pela letra ”V” pateado da marca na placa frontal do avanço e pelos parafusos de montagem virados para a frente. A corrosão pode causar a formação de fendas na zona de fixação da forqueta (como destacado na imagem seguinte). Se a fenda não for detetada atempadamente pelo utilizador, pode aumentar até separação total do avanço. Se isto acontecer durante a utilização da bicicleta, o utilizador pode perder o controlo da mesma e cair, correndo o risco de lesão no acidente. A marca sugere que os ciclistas que compraram um Avanço PRO Vibe (Liga de Alumínio) após maio de 2020, devem parar de andar com o mesmo na bicicleta. Devem-se dirigir a um revendedor PRO e no caso do avanço ter as características, anteriormente mencionadas, o cliente deve ser reembolsado. Os revendedores foram autorizados a fornecer um avanço de substituição (dependendo da disponibilidade) ou a oferecer um reembolso do produto devolvido. Créditos Imagem - PRO bikegear A Shimano emitiu ainda a seguinte declaração: “A Shimano gostaria de reiterar o compromisso da empresa com a segurança dos ciclistas e a dedicação na produção de produtos líderes do mercado. Pedimos as mais sinceras desculpas por não termos cumprido estas normas e por qualquer inconveniente causado pela recolha do Avanço PRO Vibe (Liga de Alumínio).” Shimano Europe Para detalhes de contacto e outras informações, visita o site da PRO: www.pro-bikegear.com/global/news/recall-notice-vibe-stem ### SD Works bate Jumbo-Visma no pavé Analisamos o domínio das equipas neerlandesas no período pré-Volta à Flandres e descobrimos o sucessor de Tom Boonen. Um dos tópicos de debate durante a transmissão da Volta à Flandres masculina foi o domínio da Jumbo-Visma durante as clássicas do Norte masculinas. Wout Van Aert ganhou em Harelbeke, ofereceu a Gent-Wevelgem Christophe Laporte e o francês encarregou-se de ganhar a Através da Flandres. A saga tinha-se iniciado no fim-de-semana de abertura, em fevereiro, com Tiesj Benoot a ganhar em Kuurne e Dylan van Baarle na Omloop Het Nieuwsblad. Tudo parecia indicar uma vitória na Volta à Flandres, o clímax do período sagrado para os belgas e demais amantes das clássicas do pavé… só que Wout Van Aert e a Jumbo-Visma falharam na Ronde! Gruber Images Falharam a ler a corrida quando Mathieu van der Poel ficou cortado a 45 segundos do pelotão logo na primeira hora de corrida. O neerlandês queimou a equipa toda para fechar o espaço e esteve contra as cordas, mas a Jumbo escondeu-se e deixou que fossem as ProTeams a tomar a iniciativa. Erro estratégico. Em termos de performance nem Benoot nem Laporte tiveram um dia super. A queda antes da primeira subida a Oude Kwaremont – que envolveu Van Aert – limitou ainda mais as opções táticas. A Jumbo andou sempre a reboque da concorrência e pagou por isso. Não está em causa o feito inédito de como estrutura terem ganho Omloop Het Nieuwsblad, Kuurne-Bruxelas-Kuurne, E3 Harelbeke, Gent-Wevelgem e Através da Flandres. Vencer a Volta à Flandres teria sido a última pincelada na obra-prima. Na Paris-Roubaix têm nova chance de colocar a fasquia a uma altura quase intransponível. Gruber Images Kopecky é a sucessora de Boonen Há anos que os belgas aguardam pelo sucessor de Tom Boonen e finalmente a espera terminou. Não procurem no pelotão masculino; a herdeira de Boonen chama-se Lotte Kopecky! Depois de no ano passado ganhar a Volta à Flandres com o maillot de campeã nacional, este domingo entrou em Oudenaarde apontando para o jersey da SD Works. Kopecky é a primeira belga a vencer duas edições da Ronde! Lotte Kopecky é a favorita para ganhar a Paris-Roubaix. Em 2022 perdeu para Elisa Longo Borghini que prolongou o domínio da Trek-Segafredo no Inferno do Norte, já que Lizzie Deignan ganhou a primeira edição. É o exame que a SD Works ainda não conseguiu passar. Aos 27 anos, a corredora de Rumst (província de Antuérpia), já ganhou ou fez pódio em todas as clássicas do Norte e tem seis títulos nacionais. É rápida ao sprint e este ano perdeu peso para passar melhor subidas curtas e explosivas. Kopecky é a sucessora de Boonen e tem uma série de épocas para construir uma carreira brilhante, à qual falta uma medalha olímpica (foi 4ª no madison em Tóquio 2020). Pistard de topo mundial, soma quatro títulos mundiais e quatro europeus nos velódromos. https://twitter.com/LotteKopecky/status/1642934145574662144 SD Works melhorou o registo da Jumbo-Visma Tal como a Jumbo-Visma, a SD Works é oriunda dos Países Baixos. Está na 14ª época de atividade e domina o ciclismo feminino há uma década (desde que era conhecida como Boels-Dolmans). Ao longo da primavera a equipa coordenada pela campeã olímpica do Rio 2016, Anna van der Breggen, instigou o medo no pelotão feminino. A lista de triunfos é de loucos: Omloop Het Nieuwsblad: Kopecky Omloop Van Het Hageland: Lorena Wiebes Strade Bianche: Demi Vollering Volta a Drenthe: Lorena Wiebes Nokere Koerse: Lotte Kopecky Gent-Wevelgem: Marlen Reusser Através da Flandres: Demi Vollering Volta à Flandres: Lotte Kopecky A isto juntemos as quatro provas onde fizeram 1ª e 2ª – Omloop, Strade, Nokere e Volta à Flandres! A SD Works melhorou o registo da Jumbo-Visma, mas a voracidade de ambas estruturas faz com que Jumbo-Visma e SD Works já estejam de olho na Paris-Roubaix, como confirmou Kopecky em entrevista partilhada pela equipa. https://twitter.com/teamsdworx/status/1642945001490448386 ### Volta ao País Basco - Três portugueses em ação na corrida espanhola Com a chegada da primavera, em abril além das clássicas o calendário de ciclismo ganha força com uma série de competições de grande qualidade, como é o caso da Volta ao País Basco. Arrancou hoje a 62.ª edição da Volta ao País Basco ou Euskal Herriko Itzulia, uma competição de ciclismo de estrada por etapas de importância igual à Volta à Catalunha e só superada pela Vuelta a España. Criada em 1924, a Itzulia é famosa pelo traçado montanhoso, ideal para os trepadores. Créditos imagem: Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images As estrelas presentes Daniel Felipe Martínez está de volta para tentar repetir o triunfo na Itzulia no ano passado. O colombiano da INEOS terá a concorrência de estrelas como Jonas Vingegaard, vencedor do Tour 2022, Richard Carapaz, vencedor do Giro 2019 e campeão olímpico de estrada, Enric Mas, David Gaudu, Adam Yates, Juan Ayuso, Egan Bernal, David Gaudu, Mikel Landa, Pello Bilbao entre outros. Rui Costa (Intermarché – Circus – Wanty), Ruben Guerreiro e Nélson Oliveira (Movistar) são os portugueses presentes na prova espanhola.  A Itzulia 2023 discute-se até sábado, dia 8 de abril, entre Vitoria-Gasteiz e Eibar e ao longo de seis etapas. Esta edição passa por cidades como Labastida, Viana, Leitza, Errenteria, Amasa-Villabona, Santurtzi ou Amorebieta-Etxano tendo o pelotão de cumprir um total de 992,5 quilómetros. Toda a ação da Volta ao País Basco pode ser vista diariamente, em direto, no Eurosport, a partir das 14:30h, até sábado, 08 de abril.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### 2.ª Taça de Portugal de XCO 2023 - Abrantes Depois de Melgaço, há cerca de um mês atrás, a Taça de Portugal de XCO rumou até Abrantes, onde se disputou a segunda ronda desta competição. Corrida masculina "Os suspeitos do costume", Ricardo Marinheiro e Mário Costa foram os que lutaram pela vitória da corrida, tendo desta feita o campeão nacional levado a melhor. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Ricardo Marinheiro confirmou o excelente momento de forma em que se encontra, e depois da prestigiada vitória há uma semana na Taça de Espanha, venceu hoje a sua primeira corrida da Taça de Portugal esta temporada. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo Mário Costa ficou hoje no segundo posto, e Saul López completou o pódio, terminando na terceira posição. Com a vitória na primeira corrida em Abrantes e o segundo lugar de hoje, Mário Costa mantém a liderança na classificação geral de elite. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 masculino POS.NOMEPAÍSTEMPO1MARINHEIRO Ricardo POR01:21:052COSTA Mário POR01:23:003LOPEZ ALVAREZ Saul ESP01:24:044FERREIRA Roberto POR01:24:455CRUZ João POR01:24:516FILIPE André POR01:25:367NEVES Diogo POR01:26:168NUNES Bruno POR01:26:269PEREZ ARGANDA Luca ESP01:28:0810ROCHA João POR01:28:31 Corrida feminina Ana Santos dominou por completo a prova de elite feminina. Isolou-se desde cedo e pedalou a solo para o triunfo e para o comando da geral da Taça. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo A espanhola Lara Lois foi a segunda classificada, a 48 segundos. Joana Monteiro (Axpo/FristBike Team/Vila do Conde) fechou os lugares de honra, a 3m18s. Créditos imagem: Federação Portuguesa de Ciclismo TOP 10 feminino POS.NOMEPAÍSTEMPO1SANTOS Ana POR1:06:042LOIS GARCIA Lara ESP1:06:523MONTEIRO Joana POR1:09:234MEIER Maaris EST1:09:435GOMES Leandra POR1:13:206SOUSA Beatriz POR1:14:127BRANCO Marta POR1:15:078SIMÃO Laura POR1:16:259COSTA Jessica POR1:18:5910LOPES Catarina POR1:20:09 Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Tour de Flandres 2023 Tendo em conta as declarações de alguns dos candidatos antes da corrida, adivinhava-se um Tour de Flandres um pouco diferente das ultimas edições. Os favoritos eram Mathieu van der poel (vencedor da Milão-Sanremo), Wout van Aert (3.º na Milão Sanremo e vencedor da E3 Saxo Classic) e Tadej Pogacar ( 3.º na E3 Saxo Classic e 4.º na Milão Sanremo). Sofrendo na pele o desfecho de corridas anteriores, nas quais chegara à linha de meta com os adversários e perdera, Pogacar adiantou na entrevista prévia que para vencer não podia chegar à linha de meta acompanhado, o que deixou desde logo no ar a estratégia da UAE Team Emirates. O próprio Mads Pedersen (ex-campeão do mundo da Trek Segafredo), adiantava na entrevista rápida antes da corrida que para vencer, era necessário atacar de longe e não aguardar pelos últimos muros (onde admitia que eram claramente favoritos MVDP, van Aert e Pogacar), antevendo também uma estratégia diferente por parte da Trek-Segafredo. À estratégia das equipas, juntou-se a confusão habitual das clássicas, a 140 quilómetros do fim, Filip Maciejuk (Bahrain) provoca uma queda massiva no pelotão na qual ficam de fora alguns nomes importantes como Tim Wellens (UAE Team Emirates); a 120 quilómetros do final a DSM bloqueia corrida na frente, quase parando numa subida, atacando de seguida e provocando cortes no pelotão, que causaram desgaste.  https://twitter.com/eurosport/status/1642490668726599680 A cerca de 100 quilómetros para o fim forma-se uma fuga com nomes importantes como Kasper Asgreen, Stefan Kung, ou Matteo Trentin, grupo que viria a ficar na frente da corrida até à fase decisiva, a 20 km's. do final. Com se tratasse de um "baralho de cartas viciado", baralhando a estratégia e circunstâncias de corrida, no final formaram um grupo Wout van Aert, Mathieu van der Poel e Tadej Pogacar e nesta luta a 3, Mathieu van der Poel atacou num dos muros e eliminou Wout van Aert, segundo com Pogacar em caça da frente da corrida. O momento chave Tadej Pogacar desta feita não se revelou o parceiro ideal para van der Poel porque depois de fazerem a ligação com a frente da corrida, no Oude Kwaremont o jovem esloveno atacou, abrindo uma diferença para van der Poel que este já não conseguiu fechar até ao final. Vídeo do momento https://twitter.com/RondeVlaanderen/status/1642530453478428673 Aos 24 anos de idade, Tadej Pogacar consegue assim o tão desejado Tour de Flandres ( o próprio admitiu nesta entrevista ao TopCycling.pt que era a corrida onde mais se divertia ), marcando assim a história dos últimos anos, pois é necessário recuar até 1969 (quando Eddy Merckx conseguiu essa proeza) para ver um campeão do Tour de France que também venceu o Tour de Flandres. O jovem esloveno conseguiu-o e junta assim mais um monumento ao seu palmarés, depois das vitórias na Liege-Bastogne-Liege e Milão Sanremo. Recordamos o currículo do jovem esloveno aos 24 anos de idade: 2 Tour de France 2 Il de Lombardia 1 Tour de Flandes 1 Liege-Bastogne-Liege 1 Strade Bianche 1 París- Nice 2 Tirreno Adriático 2 UAE Tour 1 medalha de bronze dos Jogos Olímpicos TOP 10 final POS.PaísCORREDOREQUIPATEMPO1POGACAR TadejUAE Team Emirates06:12:072VAN DER POEL MathieuAlpecin-Deceuninck+ 163PEDERSEN MadsTrek-Segafredo+ 01:124VAN AERT WoutJumbo-Visma+ 01:125POWLESS NeilsonEF Education-EasyPost+ 01:126KÜNG StefanGroupama-FDJ+ 01:127ASGREEN KasperSoudal Quick-Step+ 01:128WRIGHT FredBahrain Victorious+ 01:129JORGENSON MatteoMovistar Team+ 01:1910TRENTIN MatteoUAE Team Emirates+ 02:4 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=QrrlLDybH6Y Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Lazer faz campanha de Retoma de capacetes Precisas de trocar de capacete? A Lazer sugere a altura ideal para o fazeres. Na entrega do teu capacete usado, a Lazer dá-te 25% de desconto na compra de um capacete novo Lazer Kineticore. Os capacetes antigos ou danificados por queda devem ser substituídos, uma vez que têm uma vida útil limitada e devem ser substituídos quando apresentam sinais evidentes de desgaste. Além disso, os componentes dos capacetes (fivelas, fecho de aperto, esponjas, etc…) perdem a eficácia ao longo do tempo, pelo que, mesmo que o capacete nunca tenha estado envolvido num acidente, recomenda-se a sua substituição a cada três/quatro anos. Para facilitar a renovação do teu velho capacete, o distribuidor da Lazer em Portugal está a promover uma campanha de capacetes usados. Independentemente da marca ou do tempo de utilização, a Sociedade Comercial do Vouga oferece a possibilidade de entregar o velho capacete e de adquirir um dos atuais modelos Lazer com a tecnologia Kineticore, com um desconto de 25% sobre o PVPr (Preço de venda ao público recomendado). Como aderir? 1. Dirige-te a uma das lojas aderentes – indicadas abaixo, para devolver o teu capacete usado. 2. Escolhe um modelo de capacete da Lazer que contenha a tecnologia Kineticore, para obteres o desconto da campanha na tua fatura de compra. Lojas Aderentes: CARROGUIAR-LAVAGEM AUTO, LDA. - atxcyclingstore@gmail.com TRILHOS CATITAS-LDA. - risebikeshop@gmail.com ELDB - LOJA DAS BICICLETAS UNIPESSOAL LDA. - ldb@lojadasbicicletas.pt KOMPEDAL-UNIPESSOAL, LDA. - geral@kompedal.com RIBAPEDAL, LDA. - ribapedal@hotmail.com WESTBIKE, LDA. -westbiketorres@gmail.com PEDALSEMPRE, LDA. - geral@pedalsempre.pt ARTUR JORGE FERNANDES OLIVEIRA - partnerbike.oliveira@hotmail.com OFICINA DO EMPENADO,UNIP.,LDA. - oficinadoempenado@gmail.com MARIO FERNANDES-UNIPESSOAL, LDA. - rodabike@gmail.com DUPLA AVENTURA LDA. - filipe.duplaaventura@gmail.com MSJ-COM.MOTOCICLOS MAQUINAS, LDA. - ms.bike@sapo.pt JAMES ALEXANDER CARROLL - info@bicabikes.com JOEL HENRIQUE MENDES DA GRAÇA - ultrapedal@gmail.com VITORBIKES UNIPESSOAL, LDA. -vitorbikes@gmail.com CICLO PEDAL-UNIPESSOAL, LDA. - ciclopedal.pt@worldtour  Condições gerais da campanha A campanha promocional decorre apenas nas lojas aderentes e estará em vigor a partir do dia 27 de março até 14 de abril de 2023, inclusive. O valor de desconto de 25% será sobre o preço de venda ao público recomendado e debitado no valor final da fatura.   A campanha é dirigida à venda de capacetes da marca Lazer que integrem a tecnologia de proteção Kineticore apenas. A campanha destina-se única e exclusivamente a capacetes de ciclismo, abrangendo as categorias dos mesmos (Estrada, Montanha, Urbano e Infantil). A Sociedade Comercial do Vouga, Lda reserva-se o direito de a qualquer momento e sem prévio aviso, suspender ou cancelar a campanha se as circunstâncias assim o exigirem. ### A transformação do ciclismo belga Soudal-Quick-Step sem top 10 na Gent e em Harelbeke na semana em que Remco Evenepoel ganhou etapas e foi 2º na Catalunha. O que está a mudar no ADN belga? Partindo destes dados inéditos refleti sobre o momento do ciclismo belga. Com o Giro à porta e a possibilidade de interromperem uma seca de vitórias que dura desde Johan De Muynck (Bianchi-Faema) em 1978, os belgas sonham com Remco Evenepoel e têm motivos para olhar para o futuro com ambição. A nova geração é talentosa e multifacetada, mas porquê tantos voltistas? Lennert Van Eetvelt (Lotto-Dstny) tem 21 anos e disse-me algo interessante: “Os jovens belgas começaram a ir treinar para Espanha porque é difícil tornares-te trepador se não treinas nas montanhas. A mentalidade desta geração face às montanhas mudou.” Lennert Van Eetvelt ao TopCycling. Evenepoel é o paradigma, mas há interessantes projetos de voltistas como Henri Vandenabeele (DSM), que foi batido por Tom Pidcock (Trinity; atualmente na Ineos) em 2020 e acabou 3º em 2021. Lennert Van Eetvelt também viu o Giro escapar para Leo Hayter (DSM; atualmente na Ineos), mas venceu a chegada ao Colle della Fauniera. Goossens bateu Van Eetvelt no Troféu Andratx (Maiorca). Belga fez ainda top 15 na CatalunhaCréditos: Photo News “Sempre tive potencial nas subidas longas, mas provei a mim mesmo que era um bom trepador ao ganhar numa subida de uma hora e 20 minutos. Era um esforço longo [26km], tive que gerir bem, nos últimos 8km estávamos a 2400m de altitude. Todo o Giro foi duríssimo, tivemos dias de seis horas, em algumas etapas fiquei sem alimento no final… Já no Giro de 2021 comecei bem e fui piorando, mas melhorei a alimentação, passei a descansar mais e agora sei como abordar as corridas por etapas. Talvez faça a Vuelta no final desta temporada.” Lennert Van Eetvelt ao TopCycling. À lista temos que juntar Cian Uijtdebroecks (Bora-Hansgrohe), que logo no primeiro ano de profissional ganhou a Volta a França do Futuro. Outros nomes no radar são William Junior Lecerf – 3º na Volta ao Ruanda que corre na Quick-Step continental – e o colega Gil Gelders, recente vencedor da Gent-Wevelgem esperanças. Arnaud De Lie à conversa com Gonçalo Moreira no Media Day da Lotto-DstnyCréditos: TopCycling O Touro De Lie A Bélgica tem voltistas, mas o espetro de talento é mais amplo. Alec Segaert é campeão nacional, europeu e vice-campeão mundial de contrarrelógio, além de colega na Lotto-Dstny do sprinter Arnaud de Lie. Nove vitórias e 12 pódios como neo-pro. Ciclista mais pontuado da Lotto-Dstny no ranking UCI com 19 anos. Em entrevista ao TopCycling Arnaud De Lie explica que “2022 foi excelente ao nível da progressão e isso lança-me bem para esta temporada. A Lotto trabalha muito a equipa de desenvolvimento, este ano deu um passo importante para o futuro ao passar a Continental. Fazem de tudo para nós passarmos de sub23 a profissionais no melhor momento. Fui contactado aos 17 anos pelo Kurt Van de Wouer, assinei como júnior de primeiro ano e subi a profissional no primeiro ano de sub23, mas cada corredor é diferente”. Alec Segaert em açãoCréditos: Facepeeters Arnaud De Lie é maciço – 1,82cm/78kg. Por ser 20 quilos mais pesado do que os rivais chamavam-lhe o boi; as vitórias e um speaker com sentido de humor numa prova de BTT promoveram-no a “Touro de Lescheret”, localidade situada nas Ardenas do lado da Valónia. É o mais talentoso dos irmãos De Lie; o mais velho é Axel, rolador com bons resultados a nível nacional e que por trabalho nunca viveu do ciclismo até assinar pela satélite da Lotto-Dstny. O Touro De Lie fala com segurança e tem as coisas claras. Grandes Voltas só em 2024. Os sonhos estão identificados e o 2º lugar na Omloop Het Nieuwsblad reforça a ambição. “Roubaix e Flandres são provas com as quais sonho, são corridas de mano a mano, se tiver a possibilidade de as ganhar será o cumprir de um sonho. Este ano prefiro a qualidade do que a quantidade. Há boas oportunidades na primavera, mas também depois num GP Plouay ou no GP Québec que me assentam bem. ” TopCycling conversou com Arnaud de Lie no Media Day que decorreu em Espanha. O todo-terreno que adora Anadia As equipas não vivem só de líderes. É preciso quem trabalhe e para se desempenhar o papel de gregário o talento deve ser semelhante ao do líder. A Alpecin-Deceuninck recrutou Fabio Van den Bossche, mais conhecido pelos dois bronzes que ganhou no Mundial de pista em 2022. Começou na Sport Vlanderen e desde que passou para a nova equipa tem-se vindo a transformar. Passou de subir com os melhores a focar-se em esforços mais curtos, convertendo-se em puncheur. O tipo de treino torna mais fácil conciliar estrada e pista já que o objetivo é competir nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. “Tive um bom 2022 na pista, vai ser difícil fazer melhor este ano. A equipa ajudou-me muito porque nos focamos em treino de força, esforços curtos, ganhar músculo. Isso foi recompensado nos Mundiais e em quase todas as grandes provas de pista venci medalhas.“ Fabio Van den Bossche, bronze na corrida por pontos e no madison no Mundial de pista. Van den Bossche pesa 63kg e vai estrear-se nas clássicas das Ardenas. É um todo-terreno que adora o velódromo de Anadia, onde estagiou com a seleção. Como se pode encaixar numa geração super talentosa da Bélgica? “Podem usar-me em muitas corridas na ajuda aos líderes. Subo bem e ando no pavê. O meu ponto forte é ser útil em muitas provas e espero no futuro poder ajudar os líderes a chegar às grandes vitórias. Talvez nas corridas menores possa ter oportunidades”, analisa. Nativo de Gent, faz parte da nova vaga de talentos da Bélgica, um país de planícies e subidas curtas capaz de produzir uma tremenda geração de trepadores. “Começaram a viver e a treinar como profissionais mais cedo face ao passado. Para o Cian e o Van Eetvelt é uma motivação ver o Remco ganhar uma Vuelta. A Federação também tem trabalhado com os trepadores.” Fabio Van den Bossche atendeu o TopCycling em Pedreguer (Alicante). O tempo dirá se a transformação do ciclismo belga é uma feliz coincidência no espaço e no tempo de voltistas promissores ou se algo está a mudar no ADN de uma nação que venera as clássicas. ### Trek lança a nova Powerfly com sistema inteligente Bosch A Trek apresentou a nova Powerfly, incluindo em todos os modelos desta plataforma o sistema inteligente Bosch. Esta nova adição permite aos ciclistas estarem mais conectados e personalizados. Segundo a marca norte-americana, a Powerfly com o sistema inteligente da Bosch, oferece 85 Nm de binário que garante uma assistência efetiva nas subidas. Além disso, os modos inteligentes Tour+ e eMTB ajustam a potência de assistência, de acordo com o tipo de terreno percorrido por cada ciclista e pelas informações introduzidas, para uma assistência com uma sensação natural. O comando LED permite sincronizar mais facilmente a Powerfly com a aplicação eBike da Bosch, dando a possibilidade aos ciclistas de personalizarem a assistência, monitorizar as métricas das voltas, navegar e mapear percursos, fazer atualizações sem fios via Bluetooth e fornecer recomendações de manutenção. Os modelos Powerfly vêm equipados com o sistema de Bateria Integrada Removível (RIB), que permite aos ciclistas retirarem a bateria do tubo inferior para carregar e transportar mais facilmente sem necessidade de ferramentas. Os novos modelos incluem um monitor totalmente a cores Kiox 300, ou o monitor Intuvia 100, dando aos ciclistas acesso a um grande conjunto de informações, incluindo navegação e autonomia da bateria.  A Trek vai continuar a disponibilizar modelos hardtail e de suspensão total, assim como Equipped, que combina diversão e conveniência num modelo com luzes, guarda-lamas e porta-bagagens. Podes ver a gama completa deste modelo, os preços e disponibilidade no site da marca aqui: www.trek.bike . A nova Powerfly está disponível na rede de distribuidores autorizados Trek Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Mecânico da equipa Trek-Segafredo fala sobre a Trek Madone de Bauke Mollema O mecânico da equipa Trek Segafredo, Francisco Carvalho, sobre a nova Trek Madone SLR 9 do ciclista Bauke Mollema e sobre as bicicletas da equipa. Podes ver o preço e disponibilidade deste modeli, no site da marca aqui: www.trekbikes.com/pt/ https://www.youtube.com/watch?v=H71z9dMB2eU Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Cape Epic - Grande Final Matt Beers e Christopher Blevins (Toyota-Specialized-NinetyOne) são os campeões da Absa Cape Epic 2023. Vera Looser e Kim Le Court (Efficient Infiniti Insure) triunfam na categoria feminina. Créditos Imagem - Absa Cape Epic Tudo estava por decidir à partida da última etapa da Absa Cape Epic 2023. Os 80 quilómetros de etapa com mais de 2400 metros de desnível acumulado geravam grande expectativa principalmente na categoria masculina, onde as duas primeiras duplas estavam separadas por apenas 90 segundos. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik Corrida masculina Nino Schurter e Andri Frischknecht (SCOTT-SRAM MTB Racing) partiram para a última etapa com a camisola amarela, mas com uma vantagem que deixava tudo em aberto. Os ataques começaram logo desde o princípio com Beers e Blevins a quererem pôr os líderes sobre pressão.  A dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne rodou isolada nos primeiros 20 quilómetros, mas depois acabou por ter a companhia da dupla alemã, Georg Egger e Lukas Baum e da dupla da Singer Racing, Martin Frey e Simon Stiebjahn. As três duplas ganharam uma vantagem que lhes permitiu lutar pela etapa e os alemães não desperdiçaram a oportunidade e foram os primeiros a cortar a meta. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Sam Clark Beers e Blevins cortaram a meta na segunda posição e aguardavam com expetativa a chegada dos suíços para saber quem levaria esta edição da Absa Cape Epic. Nino Schurter e Andri Frischknecht chegavam apenas na sexta posição a quase seis minutos dos vencedores da etapa, entregando assim, a vitória na classificação geral à dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne. A dupla suíça acabou por terminar no terceiro lugar da classificação geral após terem sido ultrapassados também por Georg Egger e Lukas Baum. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik O português José Dias terminou a etapa na décima segunda posição, em conjunto com o seu parceiro Hans Becking. A dupla da Buff-Megamo terminou esta edição da Absa Cape Epic no nono lugar da classificação geral. Créditos Imagem - Buff Megamo Classifcação da etapa: Classifcação geral: Corrida feminina A última etapa da Cape Epic foi ganha pela dupla da Cannondale Vas Arabay, Greete Steinburg e Monica Calderon, mas a vitória na classificação geral foi para Looser e Le Court que lideraram durante toda a etapa em conjunto com as vencedoras do dia. A dupla da Efficient Infiniti Insure não deixou margem para dúvidas e venceu com mais de 32 minutos sobre a dupla da casa, Candice Lil e Amy Wakefield e com 43 minutos de avanço sobre Sofia Gomez e Katerina Nash que completaram o pódio. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik Classifcação da etapa: Classifcação da geral: Classificações completa AQUI. ### Volta à Catalunha - João Almeida garante pódio, na vitória de Roglic João Almeida (UAE Emirates) terminou a 102.ª edição da Volta à Catalunha no terceiro lugar da geral, que teve Primoz Roglic (Jumbo-Visma) como grande vencedor. O ciclista português de 24 anos repetiu o mesmo resultado no ano passado, no entanto, os oponentes deste ano dão um brilho diferente à classificação de Almeida. Referimo-nos, logicamente, a Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e Remco Evenepoel Remco Evenepoel (Soudal-Quick Step), líder e vice-líder da geral desta edição. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1639964405877096450?s=20 Evenepoel atacou, mas Roglic tinha vitória na mão Hoje, Barcelona foi palco da sétima e última etapa da prova, que teve Evenepoel como vencedor, mas com Roglic sempre com a liderança da geral resguardada. O pelotão tinha hoje pela frente um circuito com um total de 136 quilómetros, para a despedida. As atenções estavam centradas na luta entre líder e vice-líder da geral, mas apesar de Evenepoel voltar a demonstrar o seu enorme poderio físico, Roglic confirmou, uma vez mais, saber gerir bem os tempos, respondendo aos ataques e resguardado de forma segura a sua liderança. https://twitter.com/JumboVismaRoad/status/1639961394870198273?s=20 Roglic justo vencedor Não há dúvidas em relação à justiça da vitória de Roglic. O ciclista esloveno de 33 anos, principal estrela da Jumbo-Visma nos últimos anos, confirmou o bom momento de forma que atravessa, demonstrando, tal como tinha feito na mais recente edição do Tirreno Adriático, estar num grande momento, partindo para o Giro 2023, como principal favorito à vitória à frente do campeão mundial Evenepoel. Já faltam poucas semanas para voltarmos a assistir a grandes momentos, como aqueles que aconteceram no decorrer desta. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=W5j7mjnxwPo Top 10 classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma28:19:1002EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0603ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 02:1104SOLER Marc UAE Team Emirates+ 02:4905LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 02:5906WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 03:0307CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 03:0608HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 03:1109UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 03:3210URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 03:53 Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Volta à Catalunha, etapa 6 - Groves vence em bicicleta emprestada Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck), foi o destaque do dia na 102.ª edição da Volta à Catalunha, ao vencer a sexta etapa, após troca de bicicleta a cerca de quatro quilómetros da meta. O ciclista australiano de 24 anos demonstrou uma enorme capacidade de resposta às adversidades, isto porque, a cerca de quatro quilómetros foi obrigado a trocar de bicicleta com um colega de equipa, após a sua apresentar problemas mecânicos, numa fase em que seguia bem posicionado para discutir a etapa. O ritmo do pelotão era elevado e a curta distância parecia inviabilizar a discussão de Groves pela vitória na etapa. No entanto, o bom trabalho desenvolvido pelo australiano, em conjunto com a sua equipa, permitiu uma vitória surpreendente.   Groves cumpriu os 171,4 quilómetros, na ligação entre Martorell e Molins de Rei, com o registo de 03:50:32, superiorizando-se no ‘sprint’ final a Bryan Coquard (Cofidis) e a Ide Schelling (BORA-hansgrohe), respetivos segundo e terceiros do dia. João Almeida seguro no 3.º lugar, em dia de muitos ataques João Almeida (UAE Emirates) esteve seguro na etapa, terminando integrado no pelotão, na 18.ª etapa posição, mantendo-se assim em terceiro da geral, que segue liderada por Primoz Roglic (Jumbo-Visma). Depois da grande etapa de ontem, hoje, o ciclista português de 24 anos esteve hoje menos exposto, mas seguro dentro dos seus objetivos. Evenepoel desafiou Roglic, mas em vão Remco Evenepoel (Soudal-Quick Step), segundo da geral, isolou-se na frente da corrida, a par do líder Primoz Roglic (Jumbo-Visma) quando faltavam ainda percorrer algumas dezenas de quilómetros. A ideia do camisola arco-íris parecia ser aumentar distâncias para os concorrentes diretos, em busca das bonificações, contando com a alternância de Roglic. Mas, o líder da geral não acedeu ao desafio de Evenepoel, que foi durante largos quilómetros reclamando com o esloveno, que, tal como lhe é característico, se manteve impávido e sereno, focado apenas nos seus objetivos. Gorada a tentativa de fuga, Groves foi o vencedor da etapa, enquanto que Roglic lidera a geral com 10 segundos de avanço sobre Evenepoel, segundo classificado, enquanto que o português João Almeida ocupa o último lugar do pódio, com 1.07 minutos de atraso. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=vZc3uwmsJcU Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck03:50:3202COQUARD Bryan Cofidis+ 0003SCHELLING Ide BORA-hansgrohe+ 0004VAN GILS Maxim Lotto Dstny+ 0005EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0006KRON Andreas Lotto Dstny+ 0007GODON Dorian AG2R Citroën Team+ 0008KONRAD Patrick BORA-hansgrohe+ 0009ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0010FISHER-BLACK Finn UAE Team Emirates+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma25:19:5202EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 1003ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:0704SOLER Marc UAE Team Emirates+ 01:5405LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 01:5506WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 01:5907CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 02:0208HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:0709UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 02:2810URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 02:49 Barcelona será palco da última etapa Amanhã, Barcelona será palco da última etapa desta 102.ª  edição da Volta à Catalunha, com o pelotão a ter pela frente um circuito com um total de 136 quilómetros, para a despedida. As atenções estarão centradas na luta entre líder e vice-líder da geral, onde é expectável a tentativa de Evenepoel atacar um Roglic que se apresenta seguro e confiante na obtenção da vitória final. Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Cape Epic - Etapa 6 Nino Schurter e Andri Frischknecht (Scott-Sram) recuperam liderança da Absa Cape Epic. Kim Le Court e Vera Looser (Efficient Infiniti Insure) assaltam a liderança. Sétimo dia de competição na Absa Cape Epic 2023, e que dia! A tempestade do dia anterior manteve-se e desta vez, dificultou ainda mais a vida dos corredores durante toda a etapa. Chuva torrencial, lama e vento foram os principais adversários, para além dos 78 quilómetros com 2300 metros de acumulado. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik Corrida masculina Matt Beers e Christopher Blevins (Toyota-Specialized-NinetyOne) venceram a sexta etapa da Absa Cape Epic 2023, a sua quinta vitória no evento. A prestação valeu-lhes a subida ao segundo lugar da classificação geral. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik A liderança, voltou a estar entregue aos suíços Nino Schurter e Andri Frischknecht da Scott-Sram, que beneficiaram de um problema mecânico que afetou os alemães Lukas Baum e Georg Egger (Orbea x Leatt x Speed Company). Os ex-líderes estão agora no terceiro lugar da geral a mais de cinco minutos dos suíços. No entanto, os últimos dois dias de competição já demonstraram que tudo pode acontecer e aguardamos com grande expetativa a etapa de amanhã. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik José Dias e Hans Becking (Buff-Megamo) foram décimos terceiros na etapa de hoje e ocupam o nono lugar da geral. O português tem estado afetado por um vírus nos últimos dias, mas apesar disso, a dupla ocupa um honroso lugar na classificação geral em véspera do Grande Final (como é chamada a última etapa). Créditos Imagem - Buff Megamo Classificação da etapa: Classificação geral: Corrida feminina Tal como na corrida masculina, para além das más condições atmosféricas, o dia também ficou marcado por uma avaria das líderes. Amy Wakefield partiu o aro da roda de trás, quando embateu num buraco ao quilómetro 33. O problema mecânico custou às sul africanas a liderança da corrida. Kim Le Court e Vera Looser (Efficient Infiniti Insure) venceram mais uma vez, e desta, conseguiram a tão desejada camisola laranja. Amy Wakefield e Candice Lil (e-Fort.net : SeattleCoffeeCo) estão agora a largos 25 minutos das novas líderes quando falta apenas uma etapa para o fecho da edição de 2023 da Absa Cape Epic. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Sam Clark Classificação da etapa: Classificação geral: Classificações completas AQUI. Vídeo resumo da etapa: https://www.youtube.com/watch?v=C_1Zm6dCl1Y ### Volta à Catalunha, etapa 5 - João Almeida também é 'tubarão' João Almeida (UAE Emirates) foi terceiro classificado na etapa de hoje, que teve Primoz Roglic (Jumbo-Visma) como vencedor. O ciclista português de 24 anos demonstrou hoje também ser ‘tubarão’, subindo agora a terceiro da geral, a 1.02 minutos do líder Roglic, e onde surge Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), em segundo lugar, este a 10 segundos de atraso. Esta comparação surge pela forma como Almeida hoje se bateu nos quilómetros finais com os ‘tubarões’ Roglic e Evenepoel. Inicialmente era Marc Soler, companheiro de Almeida na UAE Emirates, que seguia no grupo da frente com Roglic e Evenepoel, enquanto que o português seguia um pouco atrás no grupo da perseguição. No entanto, em plena subida e a poucos quilómetros do final, João Almeida efetuou a denominada ‘almeidada’, colando ao grupo da frente, onde chegou inclusivamente a puxar, num trabalho conjunto com Soler. Hoje viu-se aquilo que muitos reclamam não acontecer. João Almeida e Marc Soler demonstraram estar em consonância com o ciclista espanhol de 29 anos a respeitar o papel de líder de Almeida, trabalho que deu frutos no final. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1639314110725734420?s=20 É certo que Almeida cedeu a poucos metros da meta, mas cedeu para dois grandes nomes do ciclismo, Roglic e Evenepol. Com tudo isto, está garantido que o Giro 2023 promete espetáculo, com mais daquilo que hoje se assistiu.  A nível de tempos, Primoz Roglic completou os 176,6 quilómetros da ligação entre Tortosa e Lo Port, com o registo de 04:27.41 horas, superiorizando-se a Remco Evenepoel em seis segundos, e a João Almeida, em 12. https://twitter.com/VoltaCatalunya/status/1639308602237239312?s=20 No duelo entre líder e vice líder, a experiência de Roglic tem sido determinante, em comparação com a juventude e irreverência de Evenepoel que parece estar a ser traído por algum excesso de confiança. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=4Kes8UqRkHg Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma04:27:4102EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0603ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1204SOLER Marc UAE Team Emirates+ 2805URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 4406MARTINEZ Lenny Groupama-FDJ+ 4707LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 5608WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 5609HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 01:0410UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 01:15 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma21:29:2502EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 1003ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 01:0204LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 01:5005SOLER Marc UAE Team Emirates+ 01:5006WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 01:5407CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 01:5708HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 02:0209UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 02:2310URAN Rigoberto EF Education-EasyPost+ 02:44 Liderança em aberto a duas etapas do final Quando faltam disputar duas etapas, a liderança ainda está em aberto. Para amanhã, sábado, o pelotão terá pela frente a sexta etapa da 102.ª edição da Volta à Catalunha, com uma tirada com um total de 171,4 quilómetros, na ligação entre Martorell e Molins de Rei. Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Cape Epic – Etapa 5 Georg Egger e Lukas Baum (ORBEA x Leatt x Speed Company) vencem etapa e assaltam a liderança da Absa Cape Epic 2023. Kim Le Court e Vera Looser (Efficient Infiniti Insure) ganham pela segunda vez consecutiva e aproximam-se da liderança. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik A etapa rainha da Absa Cape Epic 2023 teve a dificuldade acrescida do mau tempo que se fez sentir durante a noite que precedeu esta quinta etapa. Os corredores para além dos 102 quilómetros com 2500 metros de acumulado positivo, tiveram de enfrentar a chuva nos primeiros quilómetros e todas as dificuldades que esse fator acrescenta ao percurso, já de si bastante duro. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik Corrida masculina O mau tempo não foi suficiente para moderar as intenções da dupla alemã da ORBEA x Leatt x Speed Company. Lukas Baum e Gerog Egger atacaram na primeira subida do dia, o Tierkop, e só pararam na meta. A dupla ainda apanhou um susto quando Baum caiu numa possa de água. Mas sem quaisquer consequências, aparentemente, o duo cortou a meta dois minutos e 30 segundos à frente da surpresa do dia, a dupla da Singer Racing, Simon Stiebjahn e Martin Frey. Vídeo da queda: https://twitter.com/capeepic/status/1639162100692967424?s=46&t=OujXOhmnNiGWY91yCaCHUg O pódio ficou completo pelos até então, líderes da competição, Nino Schurter e Andri Frischknecht da SCOTT-SRAM MTB-Racing. O duo alemão possui agora uma vantagem de um minuto e meio para os suíços e mais de sete minutos para a dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne, Matthew Beers e Christopher Blevins. Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Nick Muzik O português José Dias não teve um dia fácil, em conjuto com o seu parceiro da Buff-Megamo, o holandês Hans Becking. A dupla cortou a meta na décima quarta posição a quase 27 minutos dos novos líderes da Absa Cape Epic 2023. Créditos Imagem - Buff Megamo Classificação da etapa: Classificação geral: Corrida feminina Vera Looser e Kim le Court venceram pela terceira nesta edição da Absa Cape Epic. A dupla da Efficient Infiniti Insure venceu com dois minutos e meio de avanço sobre as líderes, o que lhes permitiu subir à segunda posição da classificação geral. Amy Wakefield e Candice Lil mantiveram a camisola laranja, símbolo de líderes no setor feminino e dispões de uma vantagem de quase 14 minutos para as vencedoras da etapa de hoje e de mais de 28 minutos para a argentina Sofia Gomez e a checa Katerina Nash (NinetyOne-Songo-Specialized). Créditos Imagem - Absa Cape Epic por Sam Clark Classificação da etapa: Classificação geral: Classificações completas AQUI. ### Volta à Catalunha, etapa 4 - Kaden Groves vence e João Almeida mantém posição na geral Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) foi o destaque da 4.ª etapa da 102.ª edição da Volta à Catalunha, num dia em que o João Almeida (UAE Emirates) terminou integrado no pelatão, mantendo-se assim em quinto lugar da geral. Groves foi o mais rápido a completar os 188,2 quilómetros da ligação entre Llívia e Sabadell, superiorizando-se no ‘sprint’ final a Bryan Coquard (Cofidis) e a Corbin Strong (Israel-Premier Tech), respetivos segundo e terceiro classificados. Não se registaram mudanças no topo da classificação geral, com Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), principais candidatos à vitória final a terminarem integradas no pelotão, e mantendo assim os respetivos primeiro e segundo lugares da geral, onde surge Giulio Ciccone (Trek-Segafredo) no terceiro posto, a 19 segundos. João Almeida firme no quinto lugar da geral João Almeida mantém-se firme no quinto posto da geral, a 44 segundos do líder Roglic. O ciclista português da UAE Emirates terminou a etapa de hoje integrado no pelotão, num dia em que os principais lugares da geral não sofreram alterações. Ivo Oliveira, o outro ciclista português em prova e colega de João Almeida na UAE Emirates terminou no grupo da frente, no 12.º posto, figurando agora no 137.º na classificação geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=05WpTz2vLmw Top 10 etapa POSPAÍS NOME - EQUIPATEMPO01GROVES Kaden Alpecin-Deceuninck04:19:3702COQUARD Bryan Cofidis+ 0003STRONG Corbin Israel-Premier Tech+ 0004SCHELLING Ide BORA-hansgrohe+ 0005VENTURINI Clément AG2R Citroën Team+ 0006WANDAHL Frederik BORA-hansgrohe+ 0007ABERASTURI Jon Trek-Segafredo+ 0008MENTEN Milan Lotto Dstny+ 0009MARIT Arne Intermarché-Circus-Wanty+ 0010VELASCO Simone Astana Qazaqstan Team+ 00 Top classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma17:01:5402EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0003CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 1904LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 4405ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 4406WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 4807HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 4808CHAVES Esteban EF Education-EasyPost+ 4809UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 5810SOLER Marc UAE Team Emirates+ 01:12 Amanhã é dia de chegada em alto Amanhã, sexta-feira, na quinta etapa da 102.ª edição da Volta à Catalunha, é dia de chegada em alto, mais especificamente ao Mirador del Portel. O pelotão terá pela frente um total de 176,6 quilómetros na ligação entre Tortosa e Lo Port. Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Cape Epic – Etapa 4 Matt Beers (África do Sul) e Christopher Blevins (EUA) conseguem a quarta vitória em 5 dias de competição na Absa Cape Epic 2023. A dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne voltou a demonstrar ser a dupla mais forte apesar de estarem no terceiro lugar da classificação geral. No setor feminino Vera Looser e Kim Le Court venceram pela segunda vez nesta edição. Direitos imagem: Muzik - Absa Cape Epic A quarta etapa da Absa Cape Epic consistiu num contrarrelógio de 47 quilómetros com cerca de 900 metros de acumulado. A partida, assim como a chegada, era em Oak Valley Estate, num percurso de puro BTT com trilhos incríveis e fantásticos single tracks. Corrida masculina A vitória na quarta etapa da Absa Cape Epic permitiu à dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne subir ao terceiro lugar da competição. Nino Schurter (Suíça) e Andi Frinschnecht (Suíça) continuam na liderança da classificação geral após terem terminado o contrarrelógio na terceira posição. Direitos imagem: Nick Muzik - Cape Epic Bastante positivo foi o registo da dupla alemã, Lukas Baum e Geog Egger, que foram segundos e encurtaram a distância para a dupla da Scott-Sram. Tudo está em aberto para os três últimos dias de competição onde se espera uma luta bastante interessante entre os alemães, que parecem estar em crescendo, os suíços que têm a liderança desde o segundo dia e a dupla mais vitoriosa da competição, que não fosse o azar da primeira etapa e seguramente estariam mais perto da camisola amarela. Direitos imagem: Nick Muzik - Cape Epic José Dias e Hans Becking da Buff-Megamo fecharam o top-10 da etapa e mantiveram a décima primeira posição da classificação geral. Créditos Imagem - Buff Megamo Classificação da etapa: Classificação geral: Corrida feminina No lado feminino a situação parece estar bem mais controlada. As sul africanas Amy Wakefield e Candice Lil, dispõem de uma vantagem de quase 11 minutos sobre Sofia Gomez (Argentina) e Katerina Nash (República Checa). Kim Le Court (Mauritânia) e Vera Looser (Namíbia) venceram o contrarrelógio de hoje, mas ocupam o último lugar do pódio a largos 16 minutos e 29 segundos das líderes da Absa Cape Epic 2023. Kim Le Court and Vera Looser during stage 4 of the 2023 Absa Cape Epic Mountain Bike stage race from Oak Valley Wine Estate to Oak Valley Wine Estate, Elgin, South Africa on the 23th March 2023. Photo by Nick Muzik/Cape Epic PLEASE ENSURE THE APPROPRIATE CREDIT IS GIVEN TO THE PHOTOGRAPHER AND ABSA CAPE EPIC Classificação da etapa: Classificação geral: Classificações completas AQUI. Vídeo resumo da etapa: https://www.youtube.com/watch?v=k4VZpjFj35k ### Volta à Catalunha, etapa 3 - Evenepoel brilhou, João Almeida mantém posição João Almeida (UAE Emirates) segurou hoje o quinto lugar da geral da 102.ª edição da Volta à Catalunha. O ciclista português passou a linha da meta na 5.ª posição, com treze segundos de atraso para Evenepoel. Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep) foi o melhor do dia numa etapa de grande dureza, completando os 180,6 quilómetros entre Olost e La Molina em 4:40.43 horas, com menos dois segundos que Primoz Roglic (Jumbo-Visma) após um intenso e interessante ‘sprint’ a dois.   Em terceiro lugar chegou o vencedor da etapa de ontem Giulio Ciccone (Trek-Segafredo), com treze segundos de atraso. João Almeida não conseguiu responder ao ‘ataque’ de Evenpoel Hoje, João Almeida não conseguiu responder ao ‘ataque’ de Evenepoel, ficando um pouco para trás. Apesar disso, o ciclista português de 24 anos conseguiu reposicionar-se e evitar perdas significativas, mantendo o 5.º lugar da geral, a 44 segundos do líder Roglic. Em relação a Ivo Oliveira, o outro português em prova, e companheiro de equipa de Almeida na UAE Emirates, terminou a etapa de hoje na 161.ª posição, ocupando agora o 153.º lugar da geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=vVY87qluj6o Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step04:40:4302ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0203CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 1304HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 1305ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1306LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 1307WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 1308UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 1309CHAVES Esteban EF Education-EasyPost+ 1310BARDET Romain Team DSM+ 13 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma12:42:1702EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0003CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 1904LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 4405ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 4406HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 4807WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 4808CHAVES Esteban EF Education-EasyPost+ 4809UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 5810SOLER Marc UAE Team Emirates+ 01:12 Grau de dificuldade baixa na 4.ª etapa Amanhã, quinta-feira, o pelotão disputará a quarta etapa desta 102.ª edição da Volta a Catalunha, num dia em que o grau de dificuldade irá diminuir, com o pelotão a ter pela frente um total de 188,2 quilómetros, na ligação entre Llívia e Sabadell, num traçado que contempla contagem de primeira categoria, aos 25 quilómetros. Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Cape Epic 2023 - Etapa 3 África do Sul domina a terceira etapa da Absa Cape Epic 2023. No final dos 100 quilómetros que ligaram Hermanus a Oak Valley, a dupla sul africana, Amy Wakefield e Candice Lill, venceram no setor feminino e o campeão sul africano, Matt Beers em conjunto com Christopher Blevins (EUA), venceram no setor masculino. Matt Beers and Christopher Blevins win stage 3 of the 2023 Absa Cape Epic Mountain Bike stage race from Hermanus High School to Oak Valley Wine Estate, Elgin, South Africa on the 22th March 2023. Photo by Nick Muzik/Cape Epic PLEASE ENSURE THE APPROPRIATE CREDIT IS GIVEN TO THE PHOTOGRAPHER AND ABSA CAPE EPIC Corrida masculina Mais uma vez, a dupla Beers e Blevins esteve brilhante a nível tático e conseguiram o hat-trick de vitórias em apenas quatro dias de competição. A dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne está a sete minutos e 40 segundos dos líderes da Absa Cape Epic 2023, os suíços Nino Schurter e Andri Frischjnecht. Georg Egger (Alemanha) e Lukas Baum (Alemanha) estão no segundo lugar e Fabian Rabensteiner (Itália) e Wout Alleman (Bélgica) no terceiro. Nino Schurter during stage 3 of the 2023 Absa Cape Epic Mountain Bike stage race from Hermanus High School in Hermanus to Oak Valley Estate in Elgin, South Africa on the 22 nd March 2023. Destaque para José Dias e Hans Becking da Buff-Megamo que foram sextos classificados na etapa de hoje e ocupam agora o décimo primeiro lugar na geral. Créditos Imagem - Buff Megamo Classificação da etapa: Classificação geral: Corrida Feminina Amy Wakefield e Candice Lill da e-Fort.net-SeattleCoffeeCo venceram a segunda etapa consecutiva e cimentaram a lideranaça na classificação geral da Absa Cape Epic 2023. Sofia Gomez (Argentina) e Katerina Nash (República Checa) da NinetyOne-Songo-Specialized, estão a oito minutos da liderança das sul africanas.  Amy Wakefield and Candice Lill during stage 3 of the 2023 Absa Cape Epic Mountain Bike stage race from Hermanus High School in Hermanus to Oak Valley Estate in Elgin, South Africa on the 22 nd March 2023. Classificação da etapa: Classificação geral: Classificações completas AQUI. Vídeo Resumo da etapa: https://www.youtube.com/watch?v=N2swND8SBto ### A primeira vitória UCI de António Morgado TopCycling conta os pormenores da conquista da Volta a Rodes na estreia de António Morgado pela Hagens Berman Axeon. A 17ª edição da Volta a Rodes, na Grécia, fica para a história como o primeiro ponto de um conto que tem tudo para ser bonito. O futuro o dirá, mas o presente é animador já que António Morgado assinalou a estreia pela Hagens Berman Axeon vencendo a classificação geral. O corredor de 19 anos iniciou o último dia em Rodes na 7ª posição da geral a 10” do dinamarquês Christian Lindquist – líder desde a 1ª etapa. A Volta foi marcada por dias chuvosos que obrigaram ao cancelamento do prólogo tipo cronoescalada logo na abertura. Talvez essa tenha sido a chave para termos tido uma batalha ao segundo pela vitória final. “[O prólogo] era mais a favor do que contra. A corrida era muito para dinamarqueses e noruegueses, ritmo alto, pelotão sempre enfilado, rolar, vento, sprints bonificados. Não é uma prova para trepadores e é mais para sprinters que passam bem topos, só que no último dia a Voralberg agarrou naquilo e pronto… numa subida de 3km a 8 por cento porque não havia montanhas. A Voralberg foi incrível, nunca tinha visto nada assim, o ritmo foi sempre alto.” https://twitter.com/HBAxeon/status/1637460857952116737 Costuma dizer-se que é nas derrotas que mais se aprende, mas a ganhar também é preciso ter em conta o contexto. António Morgado chegou bem à Grécia, mas no início da Volta a Rodes a coisa torceu-se. “Não conseguia comer nem durante o dia nem durante as etapas, na corrida foi complicado porque me dava certa fraqueza no final do dia. Foi aguentar ao máximo com a cabeça porque nunca tinha apanhado adversários tão complicados. A seguir à primeira etapa não tinha esperança nenhuma de poder ganhar. As sensações eram horríveis. Não conseguir comer conta muito nas corridas, mas correu tudo bem felizmente. No último dia já consegui meter alguns hidratos e proteína pela manhã.” Results powered by FirstCycling.com Campeão por dois segundos O último dia da Volta a Rodes teve 151km e várias subidas antes de entrarem num circuito para os últimos 64km. O ciclista da Axeon começou cedo a virar a classificação bonificando 2” numa meta-volante. Depois foi aguentar a seleção dos melhores e no final ter pernas para fazer 2º atrás do cipriota Andreas Miltiadis – 26 anos, Elite Cycling do Chipre, passou pela Kiwi-Atlantico que tem sede em Vigo, mas licença polaca. A bonificação de 6” na meta permitiu a António Morgado dair da Volta a Rodes campeão por dois segundos numa prova de categoria 2.2 da UCI. Só faltou na meta o beijo do pai João e da mãe Maria Tomás, presença assídua nas provas do Bigode Voador, mas que não estiveram na Grécia. Créditos: Joe Cotterill O menino que em cadetes representou o GDM-Alexandre Ruas, escola de Alenquer, depois passou pela Ecosprint e pela Bairrada – tal como o amigo João Almeida – tem um futuro brilhante pela frente. As últimas oito provas por etapas de António Morgado (via FirstCycling): 1º Grande Prémio do Minho (JR) 1º Ruta do Albariño (JR) 1º Volta ao Besaya (JR) 1º Volta a Valladolid (JR) 1º Volta a Ribera Del Duero (JR) 1º Volta a Portugal (JR) 1º Giro di Lunigiana (JR) 1º Volta a Rodes ### Gigantes do WorldTour cortejam António Morgado O plano secreto com Emil Herzog no Mundial, o calendário de 2023 e a pré-época a treinar com Soudal Quick Step e Ineos Grenadiers. TopCycling entrevista António Morgado. Após dois anos brilhantes em juniores, António Morgado deu o salto para sub23 com a Hagens Berman Axeon. Isto sob do olhar atento das equipas do WorldTour: no início da época estagiou na Soudal Quick Step e na Ineos Grenadiers. Em fevereiro prosseguiu os treinos com a Axeon na Toscana e os ares italianos fizeram bem ao corredor de Salir do Porto. Logo na estreia ganhou a Volta a Rodes, ilha grega situada no Mar Egeu. Têm sido tempos de mudança, começando pelo método de treino, a bicicleta (de Cannondale para BMC) e um pelotão mais forte. Créditos: Joe Cotterill “Trabalhava há cinco anos com o professor Amândio, de Mira, mas mudei a seguir ao Mundial. Os treinos são completamente diferentes e ainda não estou 100 por cento adaptado, mas sinto que já me estou a adaptar melhor. Trabalho com o Kevin Poulton. A bicicleta também é nova [corre com BMC], nunca andei em bicicletas muito boas… é fantástico. Na de contrarrelógio só andei duas vezes e é linda.” António Morgado ao TopCycling Para o australiano Kevin Poulton o trabalho com ciclistas portugueses não é novidade já que esteve com Rúben Guerreiro e os gémeos Ivo e Rui Oliveira. A chegada à UAE de Poulton é recente e acontece após fazer um grande trabalho com outras referências do pelotão como Caleb Ewan. Giro é um objetivo O plano para 2023 era aprender e tentar uma vitória, mas quando o talento é precoce queimam-se etapas. “Não estava à espera. O objetivo era ganhar uma corrida… já consegui logo na primeira prova a sério. Estou muito feliz. A Axeon este ano é só estrelas, pessoal pacato e tranquilo. Aprendemos com os atletas e com o Axel [Merckx] que é uma pessoa incrível. É uma equipa que não mete pressão nos atletas, claro que tentamos fazer as coisas sempre bem. Estou a adorar a equipa”, conta António Morgado. Atualmente recupera da constipação que apanhou na Grécia, mas se recuperar bem fará Volta a Limburgo, Circuito das Ardenas e Volta à Bretanha, um misto de provas com profissionais e sub23, percursos planos e com vento. O sonho é correr o Giro de Itália onde João Almeida foi 2º e que Axel Merckx e a Axeon venceram com Leo Hayter no ano passado. “O Giro é um objetivo. Se for convocado gostava de estar em grande forma, perder peso, músculo. Esta pré-época ganhei algum músculo, sobretudo nos braços. Desde há um mês que tenho vindo a perder peso e tenho que continuar porque estou a fazer tudo certo. Estou com 70kg e objetivo é 67,5/68kg porque massa gorda não tenho muita, mas ganhei músculo. Pode ter a ver com a mudança de guiador porque exerço mais força sobre o guiador, mesmo a subir sinto que vou a fazer força com os braços.” Gonçalo Tavares durante o estágio em ItáliaCréditos: Joe Cotterill Cinco talentos que prometem Gonçalo Tavares | Portugal | Na Bairrada destacou-se junto ao amigo António Morgado na geração orientada por Henrique Queiroz que viu saltar para o estrangeiro Daniel Lima (Academia Israel Premier Tech) e Rúben Rodrigues (Laboral Kutxa, filial da Euskaltel). Tavares somou oito vitórias em juniores e vários pódios. Conta Morgado que Tavares “está a voar neste início de temporada. Já vimos juntos desde cadetes na mesma equipa e faz-nos bem correr juntos, é importante”. Emil Herzog | Alemanha | Campeão mundial júnior de estrada e medalha de bronze no contrarrelógio. Vem da Auto Eder, equipa júnior da Bora-Hansgrohe. É o mais jovem ciclista do plantel e veio com 12 vitórias em juniores, entre elas provas por etapas de prestígio como GP Rüebliland, Valromey, Corrida da Paz e Cottbuser. Jan Christen | Suíça | Campeão da Europa júnior de estrada já contratado pela UAE até 2027. Temporada incrível em 2022: título mundial júnior em ciclocrosse, triunfo no Tour du Pays de Vaud (Taça das Nações) e títulos nacionais em pista, contrarrelógio e BTT. Niels Michotte | Luxemburgo | Vencedor da Paris-Roubaix pela Ag2r. Faz parte de uma geração interessante de luxemburgueses onde se destaca o campeão europeu de contrarrelógio Mathieu Kockelmann que foi da Auto Eder para a Lotto-Kern Haus, continuando no universo Bora. Artem Shmidt | EUA | No Mundial foi 5º na prova de estrada e 6º no contrarrelógio, mas já se tinha destacado como rei da montanha em Ribera del Duero e na Volta à Áustria. Entrou em 2023 com um triunfo no Troféu da Primavera da Ístria (Croácia) perante equipas de desenvolvimento de topo mundial, além de ProTeams como EOLO e Bardiani e Continentais duras de roer como Adria Mobil, Liubliana Gusto, Mazowsze, ATT Investments e Tirol. Anda na roda que levo-te até à meta Há mais talentos na Axeon, mas dos citados só Shmidt tem 19 anos, o resto está nos 18. O destaque é o alemão Emil Herzog, com quem António Morgado discutiu o título mundial em Wollongong. “O Herzog é cinco estrelas, já no ano passado éramos amigos. No Mundial foi engraçado, nunca se sabe o que pode acontecer, mas sabíamos que os Países Baixos levavam muita gente boa e podiam ganhar. As outras seleções aperceberam-se a meio da corrida que não íamos a correr para nos matarmos um ao outro, mas já foi tarde. O objetivo era fazermos o melhor resultado possível. Nunca tínhamos falado muito, mas havia certa amizade em corrida porque ele também era um pouco pesado e a seguir às subidas tinha alguma dificuldade e entreajudávamos. Nos últimos quilómetros, quando ele passou por mim, disse-lhe que não ia puxar mais, fazia parte do jogo, disse que estava com cãibras. Então ele disse ‘anda na roda que levo-te até à meta’ e depois perguntou-me se podia ganhar, mas isso é normal porque estava-me a levar.” Confidências de uma madrugada onde milhares de portugueses vibraram com o estilo agressivo de correr tanto do português como do alemão… agora colegas na Hagens Berman Axeon. ### Volta à Catalunha, etapa 2 - João Almeida sobe na geral João Almeida subiu hoje ao quinto posto da geral, depois de uma segunda etapa de grande esforço, após sofrer problemas mecânicos. O ciclista português da UAE Emirates foi 6.º classificado no dia de hoje, que teve Giulio Ciccone (Trek-Segafredo), como grande vencedor. Ciccone foi o mais rápido a chegar a Vallter, cumprindo os 165,4 quilómetros em 04:13:37, depois de se superiorizar no ‘sprint’ final a Primoz Roglic (Jumbo-Visma), e Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep), respetivos segundo e terceiro classificados. https://twitter.com/TrekSegafredo/status/1638231919119704074 Pode-se dizer mesmo que o ciclista italiano de 28 anos acaba por surpreender Roglic e Evenepoel, atuais primeiro e segundo classificados da geral e  principais candidatos à vitória final da prova. Roglic lidera assim a geral com seis segundos de vantagem sobre Evenepoel e Ciccone. João Almeida e a questionável estratégia da UAE Emirates João Almeida foi hoje obrigado a sofrer, e muito, para não perder terreno na luta por uma boa posição na geral, num dia em que a estratégia da sua equipa voltou a ser muito questionada, em relação ao apoio ao ciclista português. No início da subida até Vallter, a cerca de dez quilómetros do final, Almeida sofreu uma avaria mecânica, que o obrigou a trocar de bicicleta, situação que levou o português a efetuar um grande esforço para voltar a colar ao grupo da frente. Apesar disso, João Almeida conseguiu evitar grandes diferenças para os homens da frente, cortando a meta em 6.º lugar, a 11 segundos de Ciccone, figurando agora em 5.º da geral, a 27 segundos do líder Roglic. Créditos imagem: Sprint Cycling Agency Mais uma vez, hoje, pareceu ter faltado apoio a Almeida. A estratégia da UAE em relação à liderança do português parece mal definida, restando saber se tal situação se deve a decisões da equipa ou dos próprios colegas do ciclista português. Após o atraso resultante da troca de bicicleta, João Almeida não teve o apoio que necessitava, numa fase da corrida em que tinha Soler e Yates, seus colegas de equipa, à sua frente. Se João Almeida voltou a colar à frente do pelotão, tal deveu-se à boa forma que o ciclista português apresenta e ao colega australiano Fisher Black ( o único que ficou em apoio ao português). Depois daquilo que João Almeida fez hoje, fica a ideia de que o português poderia mesmo ter discutido a vitória na etapa, se não fossem os problemas mecânicos sofridos. https://twitter.com/TeamEmiratesUAE/status/1638228175854395392 Ainda em relação à formação da UAE, importa mencionar Ivo Oliveira, o outro representante luso em prova, que se mantém firme no papel que desempenha na equipa, ocupando agora a 148.ª posição na geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=2oOpb89lGYA Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01CICCONE Giulio Trek-Segafredo04:13:3702ROGLIC Primoz Jumbo-Visma+ 0003EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0004LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 1105YATES Adam UAE Team Emirates+ 1106ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 1107CHAVES Esteban EF Education-EasyPost+ 1508WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 1509HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 1510UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 15 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma08:01:3802EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0603CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 0604LANDA Mikel Bahrain Victorious+ 2705ALMEIDA Joao UAE Team Emirates+ 2706WOODS Michael Israel-Premier Tech+ 3107HINDLEY Jai BORA-hansgrohe+ 3108CHAVES Esteban EF Education-EasyPost+ 3109UIJTDEBROEKS Cian BORA-hansgrohe+ 4110SOLER Marc UAE Team Emirates+ 46 Alta montanha continua no dia de amanhã Amanhã, quarta-feira, continua a alta montanha nesta 102.ª edição da Volta à Catalunha. A terceira etapa da prova, apresentará ao pelotão uma tirada de 180,6 quilómetros na ligação entre Olost e La Molina, num traçado que contempla duas contagens de montanha de primeira categoria, uma delas em cima da meta, e outra de categoria especial. Classificações completas aqui disponíveis. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Cape Epic 2023 – Etapa 2 A segunda etapa  da Absa Cape Epic 2023, apresentou como maior dificuldade, a distância. O dia mais longo da competição fazia com que as duplas tivessem de completar 116 quilómetros com partida e chegada a Hermanus. Com as dificuldades colocadas sensivelmente a meio da etapa, os quilómetros finais planos iriam ser decisivos para quem quisesse manter as diferenças feitas nas duas subidas  anteriores. Contudo não houve mudanças nas camisolas amarelas, no setor masculino, e laranjas, no setor feminino. Nino Schurter and Andri Frischknecht of Scott SRAM MTB Racing during stage 2 of the 2023 Absa Cape Epic Mountain Bike stage race from Hermanus High School to Hermanus High School, Hermanus, South Africa on the 21th March 2023. Photo by Nick Muzik/Cape Epic PLEASE ENSURE THE APPROPRIATE CREDIT IS GIVEN TO THE PHOTOGRAPHER AND ABSA CAPE EPIC Corrida masculina Numa jogada tática soberba, Matthew Beers (África do Sul) e Christopher Blevins (EUA) venceram a segunda etapa da Absa Cape Epic 2023. A dupla da Toyota-Specialized-NinetyOne bateu os líderes da classificação geral com um ataque decisivo nos quilómetros finais. Nino Schurter (Suíça) Andri Frischknecht (Suíça) da Scott-Sram fizeram uma etapa irrepreensível assumindo a corrida e aumentando a diferença para os perseguidores na classificação geral. Mantiveram a liderança e dispõem agora de três minutos e quinze segundos sobre Georg Egger (Alemanha) e Lukas Baum (Alemanha) da Orbea x Leat x Speed Company, que foram terceiros classificados na etapa. Créditos imagem: Sam Clark - Absa Cape Epic José Dias e Hans Becking cruzaram a meta na décima nona posição e são agora décimo terceiros classificados na classificação geral. Créditos imagem - Buff Megamo TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral Corrida Feminina Kim Le Court (Mauritânia) e Vera Looser (Namíbia) da Efficient Infiniti Insure venceram a segunda etapa com um ataque na parte final da corrida. Créditos imagem: Sam Clark - Absa Cape Epic As líderes, Candice Lil (África do Sul) e Amy Wakefield (África do Sul), cortaram a meta na terceira posição, mas mantiveram a sua liderança. Amy Wakefield chegou a estar em dúvida no momento da partida, depois de ter sido operada ao bícep durante a noite e ter apenas algumas horas de sono. Créditos imagem: Sam Clark - Absa Cape Epic A corredora da e-Fortinet- Seattle Coffee Co sofreu uma colisão com uma árvore no dia anterior, o que deixou a sua parte superior do braço em muito mau estado. No entanto, a sul africana esteve à partida com a sua parceira e juntas, conseguiram manter a liderança numa etapa de superação e naquele que foi o dia mais longo da competição. Créditos imagem: Sam Clark - Absa Cape Epic A dupla de corredoras da África do Sul tem uma liderança sólida de mais de cinco minutos sobre Sofia Gomez (Argentina) e Katerina Nash (República Checa) da NinetyOne-Songo-Specialized. TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral Classificações completas AQUI. Vídeo resumo da etapa https://www.youtube.com/watch?v=876-q7omf2o Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Volta à Catalunha, etapa 1 - Roglic leva a melhor em duelo de estrelas Primoz Roglic foi o grande vencedor da etapa inaugural da 102.ª edição da Volta à Catalunha. O ciclista esloveno de 33 anos, levou a melhor sobre Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) no ‘sprint’ final, num dia que ficou ainda marcado por uma queda a cerca de cinco quilómetros da meta. Ontem, na antevisão a esta prova, já tínhamos avisado para os intensos duelos de estrelas que esta poderia protagonizar, e o dia de hoje demonstrou isso mesmo, logo com Roglic e Evenepoel como intervenientes. Roglic foi o mais rápido a completar os 164,6 quilómetros da etapa que decorreu em Sant Feliu de Guíxols, com o registo de 3:48.17 horas, superiorizando-se a Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e a Ide Schelling (BORA-hansgrohe), respetivos segundo e terceiro classificados. João Almeida foi 22.º, evitando perda de tempo para os rivais Direitos imagem: Sprint Cycling Agency João Almeida esteve hoje afastado da luta pela etapa Uma queda registada a cerca de cinco quilómetros do final da etapa, que envolveu vários ciclistas, acabou por provocar um ‘corte’ no pelotão, antes da proteção de tempo dos três quilómetros finais Essa mesma queda desorganizou a equipa da UAE Emirates, principalmente Adam Yates que acabou a etapa com vários ferimentos visíveis, com João Almeida a ter que acelerar no final, de forma a conseguir colar à frente do pelotão para evitar ‘distâncias’ para os lugares da frente. Direitos imagem: Sprint Cycling Agency Apesar do mau posicionamento, e do 22.º lugar, João Almeida conseguiu evitar males maiores, ao terminar com o mesmo tempo de Roglic, mantendo assim as suas intenções intactas, em véspera de uma etapa importante, onde se espera uma boa prestação do ciclista português, atendendo às caraterísticas do traçado. Roglic beneficia das bonificações para liderança destacada No final do primeiro dia de prova, Roglic é líder da Volta à Catalunha com quatro segundos de vantagem sobre Evenepoel, derivado às bonificações. No último lugar do pódio surge Ide Schelling, com seis segundos de atraso, enquanto que o restante grupo da frente, em que João Almeida está incluído, regista ‘já’ 10 segundos de atraso. Dentro da equipa da UAE Emirates e no trabalho de apoio a João Almeida esteve ainda outro português, referimo-nos, obviamente, a Ivo Oliveira, que terminou na 141.ª posição.    Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=a2u-6Vj_888 Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01ROGLIC Primoz Jumbo-Visma03:48:1702EVENEPOEL Remco Soudal Quick-Step+ 0003SCHELLING Ide BORA-hansgrohe+ 0004VAN GILS Maxim Lotto Dstny+ 0005CICCONE Giulio Trek-Segafredo+ 0006HAYTER Ethan INEOS Grenadiers+ 0007GODON Dorian AG2R Citroën Team+ 0008VAN WILDER Ilan Soudal Quick-Step+ 0009MENTEN Milan Lotto Dstny+ 0010COQUARD Bryan Cofidis+ 00 Amanhã joga-se já uma cartada importante Amanhã, 3.ª feira, sairá para a estrada a segunda etapa desta 102.ª edição da Volta à Catalunha. Espera-se um dia que será já de jogar uma cartada importante para os principais favoritos à vitória final, tendo em conta as características do traçado que incluiu uma das mais míticas subidas da prova, no percurso entre Mataró e Vallter, com um total de 165,4 quilómetros. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook ### Cape Epic 2023 – Etapa 1 A primeira etapa em linha da Absa Cape Epic 2023 prometia ser bastante exigente. Os 2500 metros de acumulado aos longo dos 98 quilómetros com várias subidas duras e descidas técnicas fizeram a primeira seleção importante nas duplas que vão estar na disputa pela vitória. Corrida masculina Fabian Rabensteiner (Itália) e Wout Alleman (Bélgica) venceram a primeira etapa, enquanto que Nino Schurter (Suíça) e Andri Frischknecht (Suíça) assumiram a liderança da classificação geral.  Créditos da imagem: Absa Cape Epic As quatro primeiras duplas chegaram bastante perto umas das outras mas a vitória acabou por cair para a dupla da Willier Pireli à frente da Scott-Sram. Os mais prejudicados foram os anteriores líderes, Matthew Beers (África do Sul) e Christopher Blevins (EUA) da Toyota-Specialized-NinetyOne, que perderam bastante tempo. O português José Dias cruzou a meta na décima primeira posição com o seu colega, o holandês Hans Becking. Seguem no 11.º posto da classificação geral. Créditos da imagem: Absa Cape Epic TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral Corrida feminina Amy Wakefield (África do Sul) e Candice Lil (África do Sul) venceram com autoridade. As líderes até então, Sofia Gómez (Argentina) e Katerina Nash (República Checa) cruzaram a meta a quase seis minutos das vencedoras. Créditos da imagem: Nick Muzik - Absa Cape Epic As terceiras classificadas foram a dupla da Efficient Insure, Kim Le Court (Mauritânia) e Vera Looser (Namíbia), a largos 11 minutos. TOP 10 da etapa TOP 10 da classificação geral Classificações completas AQUI. Vídeo resumo da etapa 1 https://www.youtube.com/watch?v=Te9uSOa1MSM Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Cape Epic 2023 – Dia 1 – Prólogo Começou o Cape Epic 2023, a prova de ciclismo de montanha mais mediática do mundo, também conhecida como o “Tour de France” do ciclismo de montanha. O primeiro dia de competição é tradicionalmente marcado pelo prólogo, que serve essencialmente para definir os primeiros líderes da competição. O Prólogo de hoje teve uma distância de 27 quilómetros com pouco mais de 700 metros de acumulado. Corrida masculina Matthew Beers (África do Sul) e Christopher Blevins (EUA), da equipa Toyota-Specialized-NinetyOne vestiram a camisola de líderes da competição após o vencer o Prólogo do Absa Cape Epic 2023. Um início mostrando ao que vão, começando desde já por vencer a primeira etapa na corrida elite masculina. No segundo posto outra das euipas favoritas, a SCOTT-SRAM MTB Racing de Nino Schurter (Suíça) e Andri Frischknecht (Suíça), que gastaram apenas mais sete segundos que os vencedores, e em terceiro a dupla da equipa ORBEA x Leatt x Speed Company, Geor Egger (Alemanha) e Lukas Baum (Alemanha). José Dias e Hans Becking terminaram no oitavo posto, a 2:07 dos vencedores. Créditos da imagem: Sam Clark, Absa Cape Epic TOP 10 masculino Corrida feminina Na categoria elite feminina, a equipa Ninety One-Songo-Specialized, de Sofia Gomez Villafane começou a defender o título da passada edição da prova com uma vitória. A dupla beneficiou no entanto de uma pequeno azar da E-FORT.net | Seattle Coffee Co. de Amy Wakefield e Candice Lill, que perdeu segundos preciosos quando uma das atletas sofeu uma queda já na parte final. Créditos da imagem: Nick Muzik, Absa Cape Epic A equipa Efficient Infiniti Insure de Kim Le Court e Vera Looser acabou por terminar no segundo posto e a E-FORT.net | Seattle Coffee Co., apesar do azar fechou o pódio no dia de hoje. TOP 10 feminino Podes ver as restantes classificações AQUI. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=GYrzZu65_2s Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### João Almeida lidera UAE na Volta à Catalunha João Almeida será o líder da UAE Emirates na 102.ª edição da Volta à Catalunha, prova a decorrer entre 20 a 26 de março. O ciclista português, atual 29.º classificado no ranking UCI, chega a esta prova motivado e confiante, em virtude da sua recente participação no Tirreno Adriático, em que terminou como 2.º classificado da geral, apenas atrás de Primoz Roglic (Jumbo-Visma). Esta participação na Volta à Catalunha, surge no caminho da preparação para o Giro d’Itália, seu grande objetivo da temporada. Aos 24 anos, João Almeida é uma das grandes apostas da poderosa formação da UAE, partindo para a temporada 2023 com elevada expetativa, depois de ano passado ter sido obrigado a desistir do Giro, após testar positivo à Covid-19, quando tudo parecia alinhado para um lugar no pódio final. Depois de em 2022 ter terminado a Volta à Cataluna como 3.º classificado da geral, para este ano, João Almeida contará com a ajuda de George Bennett, Finn Fisher Black, Rafal Majka, Adam Yates, e o português Ivo Oliveira, para tentar fazer igual ou ainda melhor. Reencontro com Remco Evenepoel A partir de amanhã, e durante sete dias, um dos grandes pontos de interesse da Volta à Catalunha, será acompanhar o expectável duelo entre João Almeida e Remco Evenepoel, estrela da Quick Step, e antigo companheiro de equipa do português nesta mesma formação. Em prova estarão dois jovens ciclistas, que estão já entre a elite mundial da modalidade e cuja convivência na formação belga terminou envolta em alguma polémica, em muito devido a questões de liderança. ... e também com Primoz Roglic Além de Evenepoel, João Almeida irá também reencontrar Primoz Roglic, adversário com o qual competiu há poucos dias no Tirreno Adriático, prova em que ambos arrecadaram os principais lugares da geral, com a estrela da Jumbo-Visma a ser o grande vencedor, ficando o ciclista português com o segundo posto. Muito mais que a classificação na Volta à Catalunha, a principal análise da semana de competição que amanha se inicia, centrar-se-á na prestação que estes três grandes nomes apresentem, de forma a antever o que poderá acontecer no Giro d’Itália, evento para o qual ambos partem com ambições de lutar pela vitória final. Tendo em conta tudo isto que acabámos de apresentar, é caso para dizer, que a 102.ª edição da Volta à Catalunha promete e muito, tendo em conta o valor do pelotão que irá disputar a prova. Em 2022, foi Sérgio Higuita (Bora-hangrohe) foi o grande vencedor, agora, vamos ver quem lhe irá suceder em 2023. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mathieu Van Der Poel conquista Milão-San Remo Mathieu Van Der Poel foi o grande vencedor da ‘clássica da primavera’ depois de mais de seis intensas horas de ciclismo. O ciclista da Alpecin-Deceuninck completou os 294 quilómetros entre Abbiategrasso e San Remo, em 06:25:23 horas, cruzando a linha da meta com 15 segundos de vantagem sobre Filippo Ganna (INEOS) e Wout van Aert (Jumbo-Visma), respetivos segundo  e terceiro classificados. Tadej Pogacar (UAE Emirates), visto por muitos como o grande candidato à vitória, terminou na 4.ª posição da geral, com os mesmos segundo de atraso que os restantes ocupantes do pódio. Hoje, a estrela da UAE não teve forças para contrariar a supremacia evidenciada por Van der Poel. Aos 28 anos de idade, e com o triunfo de hoje, Mathieu Van Der Poel soma agora a terceira conquista em ‘Monumentos’, depois de também já ter conquistado a Volta à Flandres por duas ocasiões. Um registo digno de destaque por parte do pentacampeão mundial de ciclocrosse que demonstra estar a subir de forma, numa fase importante da temporada, tendo, principalmente em conta as grandes voltas que se avizinham. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=g5MhfK6f_Us Top 10 final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01VAN DER POEL Mathieu Alpecin-Deceuninck06:25:2302GANNA Filippo INEOS Grenadiers+ 1503VAN AERT Wout Jumbo-Visma+ 1504POGACAR Tadej UAE Team Emirates+ 1505ANDERSEN Søren Kragh Alpecin-Deceuninck+ 2606PEDERSEN Mads Trek-Segafredo+ 2607POWLESS Neilson EF Education-EasyPost+ 2608MOHORIC Matej Bahrain Victorious+ 2609TURGIS Anthony TotalEnergies+ 2610STUYVEN Jasper Trek-Segafredo+ 26 Classificações completas aqui disponíveis. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Cape Epic 2023: O guia para a maior prova de BTT do mundo Este domingo tem início a Absa Cape Epic 2023. De 19 a 26 de março, a maior e mais mediática prova de XCM do mundo vai percorrer os trilhos da África do Sul. A startlist é a demonstração do nível que tem a competição que é considerada a "Volta a França do btt". As etapas vão ter transmissão no canal de Youtube ou na página de Facebook das Epic Series e no Topcycling.pt também vais poder acompanhar a prova através dos resumos diários que iremos publicar logo após o final das etapas. Datas e horários: Prólogo - Domingo, 19 de março – início às 8:00, chegada da última dupla prevista para as 12:30; Etapa 1 - Segunda-feira, 20 de março – início às 6:30, chegada prevista para as 10:30; Etapa 2 - Terça-feira, 21 de março – início às 6:30, chegada prevista para as 11:00; Etapa 3 - Quarta-feira, 22 de março – início às 6:30, chegada prevista para as 11:00; Etapa 4 - Quinta-feira, 23 de março – início às 5:30, chegada prevista para as 09:00; Etapa 5 - Sexta-feira, 24 de março – início às 6:30, chegada prevista para as 10:30; Etapa 6 - Sábado, 25 de março – início às 6:30, chegada prevista para as 09:30; Etapa 7 - Domingo, 26 de março – início às 6:30, chegada prevista para as 09:30. (Horários Portugal continental). Os favoritos a vencer a Cape Epic 2023 Geor Egger (Alemanha) e Lukas Baum (Alemanha) – Orbea X Leat X S.C A dupla de alemães venceu a edição do ano passado, quando se estrearam na própria competição. Na Cape Epic 2023 partem com o dorsal número um, prontos para revalidar o título do ano anterior. Nino Schurter (Suíça) e Andri Frischknecht (Suíça) Scott Sram Mtb Racing São a dupla com o ciclista mais emblemático que vai estar presente. Nino Schurter, que já venceu esta corrida duas vezes, seguramente vai ter a atenção de todos os aficionados. Matthew Beers (África do Sul) e Christopher Blevins (EUA) É a equipa de fábrica da Specialized, que aposta sempre muito nesta prova e arranca mais um ano com dois atletas experientes como são Matt Beers e Christopher Blevins. Já sabem o que é vencer etapas na Cape Epic, no caso de Beers já venceu em 2021 e Blevins terminou no pódio em 2022. Fabian Rabensteiner (Itália) e Wout Allenman (Bélgica) – Willier Pirelli Os vencedores da Andalucía Bike Race já sabem o que é ganhar uma corrida por etapas este ano. Como tal, têm que ser vistos como favoritos a vencer qualquer corrida. David Valero (Espanha) e Pablo Rodriguez (Espanha) – BH Coloma O espanhol David Valero é o atual número um do ranking UCI e com a experiência que já tem junto ao seu companheiro Pablo Rodriguez, prometem estar na luta por etapa e pela classificação geral. Hans Becking (Holanda) e José Dias (Portugal) – Buff Megamo A dupla da Buff Megamo com o português José Dias terminou na terceira posição em 2021 e em quarto na última edição. A consistência desta dupla é a segurança que iram estar na luta pelo pódio e por vitórias em etapas. A "segunda vida" de Vincenzo Nibali Vincenzo Nibali, participará na prova em dupla com o compatriota Samuele Poro. Esta dupla de italianos juntou-se após ambos os seus parceiros não poderem estar à partida devido a quedas. Mas é mais uma dupla que terá bastante atenção do público com todo um campeão como é Vicenzo Nibali. O corredor italiano após retirar-se do ciclismo de estrada abraçou o btt e um competidor vai ser sempre um competidor. As favoritas a vencer a Cape Epic 2023:   Sofía Gomez (Argentina) e Katerina Nash (República Checa) – Ninety One-Songo-Specialized A argentina Sofía  Gomez fez parte da dupla vencedora da edição transata. Este ano, forma nova dupla com Katerina Nash e são certamente candidatas a levar-se a Cape Epic 2023. Greete Steinburg (Estónia) e Monica Calderon (Colômbia) – Cannondale Vas Arabay Esta dupla estreia-se na Cape Epic mas promete ser bastante equilibrada e quem sabe se não será a surpresa desta edição. Kim le Court (Mauritânia) e Vera Looser (Namíbia) – Efficient Infiniti Insure Esta dupla venceu a Wines2Wines, outro dos eventos da Epic Series em Outubro. Como tal já têm bastante experiência em competições desta dimensão, o que vai ser um ponto a favor desta dupla africana. O percurso A Absa Cape Epic 2023 soma um total de 648 quilómetros com cerca de 15500 metros de desnível acumulado que serão distribuídos pelos oito dias de competição. O prólogo irá servir para marcar as primeiras diferenças entre as duplas ao longo dos 27 quilómetros com pouco mais de 700 metros de acumulado. Irá servir essencialmente para definir os primeiros líderes da competição. A primeira etapa será o primeiro grande teste. Com partida e chegada em Hermanus, os 98 quilómetros de constante sobe e desce vão ditar as primeiras diferenças entre as duplas mais fortes. A segunda etapa apesar de mais extensa, é um pouco mais simpática em termos de altimetria. Os 116 quilómetros podem dividir-se em três partes: uma primeira parte mais plana à saída de Hermanus, uma segunda parte onde estão colocadas as duas subidas do dia, e a terceira parte semelhante à primeira com o retorno a Hermanus. A terceira etapa será um dia com o início relativamente tranquilo, mas com bastante dificuldade depois de passado o quilómetro 60 onde até à meta serão 40 quilómetros bastante duros. A quarta etapa será o dia mais curto desta edição da Absa Cape Epic (à exceção do prólogo). Serão 47 quilómetros com quase 900 metros de acumulado com partida e chegada em Oak Valley Estate. A quinta etapa está marcada como o início das decisões. Será o primeiro dos últimos três dias duríssimos de competição. Os 102 quilómetros com mais de 2400 metros de acumulado irão testar as forças dos líderes e certamente causarão muitas dificuldades a todos os participantes. A sexta etapa tem bastante dureza concentrada ao longo de toda a etapa. Os 78 quilómetros com 2300 metros de desnível positivo vão estar, certamente, bastante entretidos. O cansaço com os seis dias de competição que as duplas já irão ter, vai fazer com que as diferenças sejam bastante maiores. Para o último dia de competição estão guardadas as duas subidas mais longas e mais duras da competição. Será o dia das decisões finais. As duplas que melhor superarem os 80 quilómetros com 2400 metros de acumulado poderão levar não só a vitória de etapa, mas também a classificação geral. Os portugueses em prova Sem dúvida que o destaque vai para José Dias da Buff Megamo Team, que irá fazer dupla com o holandês Hans Becking. A dupla irá lutar pelo pódio e por alguma vitória de etapa. José Dias será o único português a competir na categoria UCI. Nas restantes categorias iremos ter mais 13 portugueses: Francisco Franca e João Pacheco; Tiago Silva e Tiago Lopes; Rodrigo Cunha e Lourenço Lobo; Miguel Dieckmann que irá fazer dupla com o brasileiro Walter Mattos; João Firmino que fará dupla com o argentino Joaquin Silva; Bruno Santos que fará dupla com a angolana Megan Brechet; Ricardo Ramos em conjunto com o espanhol Francisco Vera; Carlos Lobo com o angolano Ricardo Henriques; Jorge Manso com o irlandês Michael Miach e Pedro Carvalho com a moçambicana Tatiana Fonseca. Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Do espigão telescópico à Colnago de Pogacar Ganhos marginais, inovações tecnológicas e ciência. Confiram os detalhes que podem valer um Monumento. O impacto da tecnologia no desporto de alto rendimento é inquestionável. Um bom exemplo é a Milão-Sanremo ganha por Matej Mohoric. Durante meses o esloveno trabalhou com a Merida para instalar um espigão telescópico (em inglês dropper seatpost), elemento que através de um botão no cockpit permite ajustar o selim de acordo com a situação de corrida. Mohoric obteve assim uma posição que lhe permitiu (baixando o selim entre 50 a 70mm) obter maior controlo e estabilidade na bicicleta em descida, ajudando-o na técnica descida do Poggio onde o corredor da Bahrain descarregou os rivais. "Destruí o ciclismo uma vez com o super-tuck, agora voltei a destruir o ciclismo novamente. Penso que agora todos vão querer usar os espigões telescópicos. Vai ser mais um aspeto a ter em conta na bicicleta. Como na Fórmula 1. Havia o acelerador e o travão, agora têm centenas de botões”, disse na entrevista rápida logo após vencer a clássica da primavera. Colnago e Boonen fizeram as pazes Quando o Tom Boonen fala, o público ouve. Num podcast belga discutia-se o rendimento de Tadej Pogacar no contrarrelógio por equipas do Paris-Nice quando Fons De Wolf e Tom Boonen comentaram que Pogacar seria 2km/h mais rápido se trocasse a Colnago por uma bicicleta rival: Jumbo-Visma (Cervélo), Ineos Grenadiers (Pinarello) ou Soudal Quick-Step (Specialized). A Colnago convidou Boonen testar os novos modelos e embora a visita não se tenha materializado o Tornado pediu desculpa. Boonen recordou que “quando era um jovem corredor sonhei um dia ganhar a Paris-Roubaix numa Colnago” partilhando a foto da tripla feita pela Mapei em 1996. O fundador Ernesto Colnago foi diplomático e replicou que “também eu teria gostado de te ver ganhar Roubaix numa das minhas bicicletas”. Atualmente já nem Boonen corre nem Ernesto Colnago é o proprietário da marca. A Colnago foi vendida a um fundo de investimento dos Emirados Árabes Unidos com interesses na equipa UAE-Emirates. Imagem: PH Fizza Cabras preparam o pavê de Roubaix Na era da tecnologia descobrimos esta semana como se retiram as ervas daninhas das juntas das pedras da Paris-Roubaix que tornam o pavimento escorregadio e perigoso. Não há máquinaria nem intervenção humana, se o empedrado do Inferno do Norte está limpo deve-se ao eco pastoreio: as cabras preparam o pavê de Roubaix que deixa os setores limpos e os animais com a barriga cheia. https://twitter.com/tgouvenou/status/1635965770864680961 É o lado arcaico da moderna Paris-Roubaix, onde a DSM anda a prometer há um ano apresentar um sistema de regulação da pressão dos pneus durante a prova. A marca neerlandesa Scope desenvolveu o Scope Atmoz: ao inserir um reservatório de ar no cubo dianteiro e traseiro, ligado ao pneu sem câmara (tubeless), com o Garmin os corredores conseguem ver a pressão e ajustá-la com um botão no cockpit. Para os que acham interessante, contem com €3.998,00 para este equipamento. Parece que ainda não é desta que vamos conhecer este sistema que permite baixar a pressão no pavé para maior aderência enquanto no asfalto podem aumentar a pressão e tornar a roda mais rígida poupando cerca de 30 watts. Por falar em pneus tubeless, já são uma realidade na maioria das equipas em Roubaix. Permitem melhor proteção contra furos e rolling resistance, isto é, melhora a relação entre a fricção do pneu e da estrada. A lógica é simples: maior fricção resulta em menor velocidade. Revolução tecnológica antes de Paris 2024 A pensar nos próximos Jogos Olímpicos a Federação Francesa de Ciclismo (FFC) tem investido milhões para uma performance ideal enquanto nação anfitriã. O segredo está no PLATO, um dispositivo de avaliação e acompanhamento científico das seleções nacionais, que está à disposição dos programas de investigação. O chefe do projeto é Emmanuel Brunet, responsável pelo departamento de performance e investigação da FFC. Só em 2019 o programa recebeu 200 mil euros, o que tem permitido uma revolução tecnológica antes de Paris 2024. Os corredores são testados em vários parâmetros e os dados analisados por cientistas desportivos. Na página da FFC Brunet explica que num teste de esforço na bicicleta ergométrica tudo é monitorizado: programam-se fortes níveis de resistência e é medida com precisão a força aplicada nos crenques, estuda-se a simetria da pedalada e outros parâmetros que eram inacessíveis até há pouco tempo. https://twitter.com/EmmanuelBrunet/status/1619320863144419329 Ao mesmo tempo registam-se dados fisiológicos do atleta como temperatura corporal, frequência cardíaca, consumo de oxigénio, taxa de lactato e várias câmaras de alta definição medem os ângulos de cada pedalada. Tudo acontece no velódromo de Saint-Quentin en Yvelines, a base do ciclismo de pista para Paris 2024, o grande laboratório do ciclismo francês. Há parcerias com universidades e empresas privadas. A ligação da FFC com a empresa SKF é curiosa. Sediada ao lado do velódromo, a SKF é líder mundial em desenvolvimento, design e fabricação de rolamentos, vedações e sistemas de lubrificação com milhões de aplicações no nosso dia-a-dia (transportes públicos, saneamento básico…). Com a ajuda da engenharia industrial foi criado um modelo matemático que reduz a fricção dos rolamentos na performance e em seis meses Emmanuel Brunet reportou ganhos de 50 por cento. https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=WPYz1rY-9Js&embeds_euri=https%3A%2F%2Fwww.saint-quentin-en-yvelines.fr%2F&source_ve_path=MjM4NTE&feature=emb_title Mudança de chip O ciclismo francês não mudou apenas pela aproximação dos Jogos Olímpicos. Há mais de uma década que a Groupama-FDJ trabalha com a Lapierre no desenvolvimento de todos os aspetos relacionados com a bicicleta. Sob a liderança de Frédéric Grappe a equipa até operou um milagre: Thibaut Pinot foi campeão nacional de contrarrelógio! A aposta em investigação científica vale a pena, mas é a longo prazo. Comparando com a UAE-Emirates, que dispõe de quase o dobro do orçamento da Groupama-FDJ, podemos concluir que o dinheiro é importante, mas só por si não dá resultados. Excluindo Tadej Pogacar, nenhum atleta da UAE ganhou um contrarrelógio numa prova WorldTour ou ProSeries desde a criação do projeto. A mudança de chip é transversal às duas maiores equipas do país. Groupama-FDJ e Ag2r-Citroen têm feito um grande trabalho ao nível da formação. Na equipa de Marc Madiot passaram 11 corredores dos sub23 à equipa principal nas últimas três épocas e no projeto de Vincent Lavenu têm investido forte em todos os escalões de formação – o Chambéry Cyclisme Formation abriu em 2001 e de lá saíram Romain Bardet, Benoît Cosnefroy, Pierre Latour, Nans Peters ou os irmãos Paret-Peintre. ### Remco Evenpoel faz registo astronómico na subida ao Teide Remco Evenpoel está em Tenerife a preparar as próximas competições. O corredor belga postou no Strava, um dos seus mais recentes treinos na ilha espanhola, onde obteve dados incríveis. Conseguiu o KOM (tempo mais rápido) na subida ao Teide pela vertente de Chio (24,55 kms a 5,5% de inclinação). Com o registo de 56 minutos e 25 segundos superou ciclistas como Chris Froome e Miguel Ángel Lopez, num treino com 165 quilómetros e mais de 4300 metros de acumulado, completados à velocidade média de 30,5 quilómetros por hora. São números que assustam e que metem respeito a qualquer rival. O campeão do mundo da Soudal-Quick Step está em altitude com os companheiros de equipa Fausto Masnada, Jan Hirt, Louis Vervaeke e Ilan Van Wilder. Depois de vencer o UAE Tour, Remco Evenpoel tem olhos postos na Volta à Catalunha, na Liége-Bastogne-Liége e mais concretamente, na Volta a Itália. Na corrida catalã, que começa já na próxima semana, vai bater-se com Primoz Roglic, que venceu o Tirreno-Adriático no último domingo. Egan Bernal e João Almeida são mais dois candidatos a vencer a corrida espanhola. Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Os novos sapatos Specialized SW Recon e Recon ADV Os mais atentos já terão reparado que nos últimos dias vários atletas patrocinados pela Specialized surgiram nas redes sociais com um novo modelo de sapatos da marca americana, tratam-se dos novos Specialized SW Recon e Recon ADV, dois modelos direcionados às vertentes BTT e gravel. Specialized S-Works Recon Os novos S-Works Recon, têm como objectivo oferecer desempenho de asfalto para a disciplina de Gravel. Muitos praticantes de gravel utilizam sapato de estrada e talvez tendo em conta estes sinais a marca da Califórnia decidiu fabricar uns sapatos com estas características. Guiados pelos dados da Retul Fit de mais de 100.000 digitalizações de pés, os senhores da Specialized reconheceram que uma placa de base de carbono padrão e larga atenderia melhor ao espectro de formatos de pés humanos. Os sapatos têm um reforço interno que acrescenta rigidez e resistência, eliminando a necessidade de suporte adicional. Segundo a marca, o resultado é um ajuste intencional, que é rígido, confortável e adaptável – para aumentar a potência. Por dentro e por fora, a tecnologia Body Geometry está embutida nos S-Works Recon, é uma tecnologia com quase duas décadas de desenvolvimento e validada pela ciência, através da qual a marca procura que não haja dor, apenas desempenho. A marca afirma que através de tecnologias como a Cunha Varo, Suporte do Arco e Botão do Metatarso os pés ficam na sua posição ideal ao pedalar - bem como alinhados com teu joelho e anca. Pontos de destaque: Pontões de alta densidade e novos calços permitem que os ciclistas ajustem a sua interface do pedal para máxima eficiência e uma plataforma de pedal tipo estrada. Possuem tecnologia Body Geometry por meio da Cunha Varo, do Arco Longitudinal e Botão do Metatarso. Suporte assimétrico do calcanhar suporta a zona medial enquanto remove o material da zona lateral, permitindo um colarinho mais baixo. O uso de um reforço interno adiciona rigidez e resistência - eliminando a necessidade de suporte adicional, permitindo que os sapatos permaneçam extremamente leves. Reforço na zona do peito do pé e no antepé maximiza o suporte enquanto o roteamento BOA® atualizado melhora a fixação - eliminando a necessidade de um aperto na zona dos dedos. Calços flutuantes adicionais de 3 mm, 6 mm e 9 mm para discrepância no comprimento das pernas e espaçador de travessas disponíveis através do Serviço Técnico. Para um ajuste mais largo — a nova placa da base é 4 mm mais larga que a medida padrão (8 mm mais larga que os sapatos de montanha S-Works Recon). 280 gramas para o tamanho 42. Specialized Recon ADV: Para a aventura com conforto, eficiência e capacidade de caminhar O gravel é uma vertente do ciclismo associada a um estilo próprio, mais descontraído, e a pesar da marca já ter os sapatos S-Works Recon Lace, que se encaixam nessas premissas, lançam agora um novo modelo. Os novos Recon ADV, trazem o estilo e desempenho dos SW Recon Lace, bem como o conforto e capacidade de caminhada dos Mtb Recon 3.0. A Specialized teve o objectivo de fazer uns sapatos de gravel que cumprem todos os requisitos no departamento de estética, sem ser desleixados quando se trata de percorrer muitos quilómetros. Os Recon ADV são adequados para o ciclista que valoriza a aventura, o tempo na bicicleta e que precisa de uns sapatos para continuar a andar todo o dia quando a gravilha acabar. A excelente capacidade de caminhada dos Recon ADV é possibilitada pela tecnologia Stride Toe-Flex (a mesma dos sapatos de BTT Recon 3.0), proporcionando uma sensação mais natural para aventuras fora da bicicleta. Pontos de destaque: A tecnologia STRIDE Toe-Flex permite maior flexibilidade dos dedos para grandes inclinações e maior capacidade de caminhar. A parte superior perfurada a laser apresenta suporte de microfibra para melhor gestão da humidade e sensação de flexibilidade. Pedala ou caminha com confiança com um reforço em TPU que oferece proteção contra impactos das pedras. Os pontões criam uma plataforma de pedal estável, além de auxiliar na sensação de caminhar. Maior cobertura de piso de borracha SlipNot na sola otimizada para tração em gravilha. Apresentam a nossa tecnologia Body Geometry comprovada, como a Cunha Varo, para manter o alinhamento eficiente e confortável da anca, joelho e pé durante a tua volta Podes ver as características completas, a disponibilidade e preços no site da marca aqui: www.specialized.com/pt ### Arnaud De Lie campeão em Sanremo Gonçalo Moreira vê Arnaud De Lie campeão da Milão-Sanremo e analisa o mês e meio de loucos de Tadej Pogacar e da Jumbo-Visma. A 114ª edição da Milão-Sanremo abre o capítulo dos Monumentos. O cenário é o habitual: 294km de extensão (mais de 300km com o neutralizado) e sobreviver nos primeiros 150km até à chegada à costa da Ligúria; aí os corredores passarão os três Cappi, depois a Cipressa e finalmente o Poggio antes da descida para a via Roma onde está a meta. Quem vai suceder a Matej Mohoric que arrancou na descida do Poggio em 2022? O homem em forma é Tadej Pogacar: nove vitórias em 13 dias de competição e superioridade incrível no Paris-Nice onde brincou com Jonas Vingegaard e David Gaudu, respetivamente campeão e quarto do Tour de France passado. Só uma hesitação no início da descida do Poggio o impediu de discutir com Mohoric a Sanremo anterior. Foi 12º na estreia e 5º em 2022; outra hesitação na via Roma permitiu a Anthony Turgis fugir para o 2º lugar e no sprint pelo 3º posto foi Mathieu van der Poel o mais forte. Mês e meio de loucos da Jumbo-Visma No Tirreno-Adriático não vimos ninguém ao mesmo nível de Pogacar. Wout Van Aert e Julian Alaphilippe foram de menos a mais, enquanto Mathieu van der Poel semeou dúvidas já que lançou Jasper Philipsen para duas vitórias ao sprint, mas acabou chateado por não ter sido protagonista. Será um bluff de Van der Poel? Com os génios nunca se sabe. Wout Van Aert foi transparente. Disse que ia entrar conservador e acabar forte... e cumpriu. Foi decisivo para Primoz Roglic na etapa dos muros: 193km, frio, 3600m de acumulado e o único corredor com mais de 75kg no top 10 foi o belga! Van Aert está em forma e pode chegar à segunda Milão-Sanremo da carreira. Se o fizer dará sequência a um mês e meio de loucos da Jumbo-Visma, que optou por estagiar em altitude durante o mês de janeiro. A estratégia resultou porque saíram de janeiro com uma vitória e entretanto chegaram às 14! Dylan van Baarle deu espetáculo na Omloop Het Nieuwsblaad, Tiesj Benoot esteve certeiro na Kuurne-Bruxelas-Kuurne, Jonas Vingegaard arrasou no Gran Camiño e Primoz Roglic dominou o Tirreno-Adriático. Créditos: LaPresse - Fabio Ferrari Arnaud De Lie é um fora de série Sábado vamos ter uma Sanremo seca, com temperaturas entre 12-15 graus e com vento moderado. Aguardemos uns dias para ver se o ventro será de cara porque se for a decisão até pode ser ao sprint. O normal é que seja no Poggio, mas convém recordar que as duas últimas edições foram ganhas por outsiders – Matej Mohoric e Jasper Stuyven – que souberam especular com a corrida. Desde 2016 que não há sprint em grupo alargado – nesse ano ganhou Arnaud Démare. Caso seja uma Sanremo conservadora parece-me que Jasper Philipsen e Mads Pedersen chegam fortíssimos. Projeto ainda um papel importante na corrida para a Lotto-Dstny; Arnaud De Lie é um fora de série e pode ser o primeiro estreante campeão desde Mark Cavendish e Caleb Ewan sabe que tem pernas para sofrer no Poggio e anda há meses a preparar a corrida. O TopCycling esteve com Arnaud De Lie no Media Day da Lotto-Dstny em janeiro.Créditos: TopCycling Numa brincadeira em direto durante o Tirreno-Adriático o Olivier Bonamici pediu a minha aposta arriscada do ano e portanto cá vai: Arnaud De Lie campeão da Milão-Sanremo e com tudo para poder ganhar também a Volta à Flandres. Aposto em grande, mas não às cegas já que De Lie foi o melhor dos sprinters na Omloop Het Nieuwsblad (207km) e na época passada foi competitivo em Plouay (254km). As longas distâncias não lhe pesam e se corresponder entra para a história como o terceiro vencedor mais jovem da Milão-Sanremo com 21 anos recém-cumpridos (dia 16 de março celebra o aniversário). Haverá duas ausências de peso: Michael Matthews (4º em 2022) tem Covid e Giacomo Nizzolo (5º em 2020 emelhor italiano nas últimas cinco edições) está com febre. Más notícias para Jayco e Israel. ### Carbon Team: quadros em carbono "made in" Portugal Desde Vouzela para o WorldTour, o TopCycling conta o caso de sucesso da Carbon Team, uma empresa portuguesa de quadros em carbono que exporta para todo o mundo. A pandemia levou as marcas de bicicletas e componentes a reconsiderarem a dependência face aos centros de produção localizados no mercado asiático. O panorama económico atual acentuou essa tendência e a empresa portuguesa Carbon Team veio posicionar-se como alternativa. O Topcycling esteve à conversa com Emre Ozgunes, diretor-geral da Carbon Team. A empresa de fabrico de quadros em carbono sediada em Vouzela tem tido um crescimento notável, apesar de ainda não ser conhecida pela maioria dos portugueses amantes das duas rodas. Fotografia: Carbon Team Antigamente, os quadros das bicicletas eram todos soldados à mão, principalmente na Ásia. Em Portugal a Triangle’s (consorcio Rodi-Miranda-Ciclo) foi a primeira empresa no mundo a produzir quadros de bicicletas em alumínio de forma totalmente robotizada, mais tarde a CarbonTeam (consorcio Rodi-Miranda-Ciclo-ArtCollection-Bike Ahead) passou a fazer quadros em carbono. “A Carbon Team tem uma história um bocadinho grande, mas posso contar rapidamente. A Carbon Team tem três sócios portugueses: a Miranda & Irmão que faz os crenques, a Rodi que faz os aros e as rodas e a Ciclo Fapril que é uma empresa de fabrico de suportes metálicos. Então estas três empresas juntaram-se para fazer quadros em alumínio. Posteriormente, tivemos contacto com uma pessoa em Taiwan da Art Collection e mais tarde juntamo-nos à alemã Bike Aid Composites.” Emre Ozgunes, diretor-geral da Carbon Team. Emre Ozgunes realça o conhecimento e qualidade da mão da obra em nacional: “Portugal tem um grande know how sobre as duas rodas. Em Águeda já existia uma grande indústria de bicicletas e motorizadas antes de Portugal entrar para a União Europeia. Depois de entrar para a União Europeia todos os componentes e acessórios começaram a vir diretamente da Ásia e todas estas empresas foram à falência, mas ficou o conhecimento nessas empresas, que insistiram e conseguiram continuar a fornecer alguns produtos para a Europa.” Fotografia: Carbon Team A Carbon Team no radar mundial da indústria Recentemente, a União Europeia colocou uma taxa de cerca de 50 por cento sobre os produtos vindos da Ásia, principalmente de países como a China, Taiwan ou Vietname. Isso veio equilibrar um pouco a balança, houve mais empresas a chegar-se à frente e a investir cada vez mais. A Europa e os Estados Unidos sempre procuraram onde podiam estabelecer as suas fábricas, de forma a que a mão de obra fosse mais barata. Mas hoje em dia o que acontece é que a mão de obra nesses países da Ásia, por ser mais valorizada e mais especializada, já é mais cara do que na Europa, em algumas situações. “O consumidor final tem uma bicicleta topo de gama e esquece-se que vem dessa zona do mundo. Com o consumidor a começar a aperceber-se disso, a mão de obra nessa parte da Ásia já não é tão barata. Este é um trabalho bastante intensivo, requer muito das pessoas para ter este ofício. Daí o custo de vida ter encarecido nessa zona e nalguns desses países, um trabalhador já ganha mais lá do que, por exemplo, em Portugal.” Emre Ozgunes, diretor-geral da Carbon Team. Fotografia: Carbon Team Produto topo de gama é enviado para fora Portugal já começou a atrair maior investimento de empresas estrangeiras. Tem sido um ponto de entrada para a Europa. Há a concorrência da Europa de Leste, mas tendo em conta a situação nessa zona do hemisfério temos tudo para sair privilegiados. Embora Portugal seja o maior país europeu na produção de bicicletas, não há nenhuma marca totalmente portuguesa. Fotografia: Carbon Team “Isso incomoda-me um bocadinho. Estamos a trabalhar para os outros em vez de beneficiarmos nós com isso. Produzimos a um nível muito superior ao que se pode encontrar no mercado devido ao nosso processo. Fazemos os quadros numa peça inteira através de um molde, enquanto na Ásia fazem peça a peça e através de colagens. Isso permite-nos ter um quadro muito mais leve e mais rígido. Outra vantagem é que a peça após estar terminada não necessita ser pintada, basta aplicar o verniz, o que também poupa algumas gramas de peso." Emre Ozgunes, diretor-geral da Carbon Team. O produto topo de gama é enviado para fora. Emre Ozgunes acredita que se devia dar mais destaque à marca Portugal: "Para uma ou duas marcas aqui em Portugal até vendemos 20 ou 30 quadros, mas o que é que acontece depois? As próprias marcas queixam-se do preço do quadro porque se baseiam naquilo que é feito na Ásia. Se houvesse uma marca que trabalhasse, comprasse aqui os quadros e anunciasse que eles são feitos em Portugal, várias pessoas iriam querer comprar as bicicletas dessa marca só por serem produzidas aqui. Estas são as minhas ideias, mas nem todos pensam da mesma forma que eu.” Quadros postos à prova no Tour de France Sobre o futuro, tudo parece estar bem delineado. A Carbon Team trabalha com 12 clientes de marcas para os quais produzem: quadros de estrada, um quadro mais aerodinâmico, suspensão total, e-bike suspensão total, outro quadro mais aerodinâmico (ou seja, de outra marca), forquetas, espigões, aros. O futuro próximo da Carbon Team passa por trabalhar para outras marcas, embora já tenha neste momento quadros postos à prova no Tour de France. Fotografia: Carbon Team “Posso dizer que das marcas com quem trabalhamos, cinco delas têm bicicletas a correr na Volta a França. Mas a única marca que posso anunciar é a austríaca Nox, à qual fazemos o quadro da e-bike suspensão total. Temos clientes em Itália, Áustria, Bélgica, Alemanha, Espanha e República Checa.” Emre Ozgunes, diretor-geral da Carbon Team. O futuro e o crescimento Os próximos passos passam por melhorar o panorama atual da fábrica, das instalações e dos trabalhadores. Ao dia de hoje a Carbon Team está a utilizar apenas 6/7 por cento da sua capacidade máxima de produção, o que se reflete em cerca de oito mil unidades por ano. O primeiro ano de full running year será 2024 pois as marcas lançam os novos modelos em setembro e em agosto e só depois em janeiro é que começam a montar bicicletas. “O nosso primeiro ano completo vai ser em 2024. Eu penso que em 2026 já vamos conseguir utilizar a primeira fase de capacidade de produção, que é de 55 mil quadros. Depois temos que criar uma área para pintar os quadros. Os nossos clientes querem o produto já pintado e com decalques. Vamos ter um investimento à volta de 4 milhões de euros nos próximos anos. A nível de pessoal, quando fizemos o primeiro quadro éramos três pessoas, agora já somos 50 e até final deste ano já vamos ter entre 80 e 100 pessoas.” Fotografia: Carbon Team Já em fim de conversa e em tom descontraído, Emre Ozgunes, comenta algo curioso face à perceção do cliente nacional: “Às vezes até tenho medo de vender o nosso produto em Portugal, porque as próprias pessoas, pelos quadros serem produzidos aqui, pensam que já não são bons o suficiente. Gostam mais dos produtos chineses.” A realidade é que Carbon Team reúne todas as condições, não só para crescer, mas também para trabalhar com as grandes marcas de bicicletas da atualidade (se é que já não o fazem). São atualmente a maior empresa de fabrico de quadros em carbono na Europa e quem sabe se em dois ou três anos não estaremos a falar da maior produtora de quadros em carbono no mundo. O que é português é bom e recomenda-se. Fotografia: Carbon Team Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Milão - Turim, a clássica mais antiga de Itália é já esta quarta-feira Esta quarta-feira, 15 de março, o Eurosport 1 emite a 104.ª edição da clássica de ciclismo mais antiga de Itália, a Milão – Turim. Oficialmente conhecida como Milano – Torino, a prova de apenas um dia é disputada entre as duas cidades do norte de Itália e tem percurso com uma extensão de 192 quilómetros. A primeira edição data de 1876, o que a converte na clássica mais antiga de Itália e uma das mais antigas do mundo.  O ciclista com maior número de vitórias no historial da prova é o italiano Costante Girardengo, que triunfou em cinco ocasiões entre 1914 e 1923. Pierino Favalli é o segundo corredor mais laureado com três triunfos consecutivos, obtidos entre 1938 e 1940. Em 2022, o britânico Mark Cavendish venceu a Milão – Turim com a camisola da Quick-Step.  O britânico Mark Cavendish venceu a Milão – Turim em 2022 Estreia de Carapaz na Europa pela EF Education-EasyPost Este ano cumpre-se a 104.ª edição da histórica clássica italiana e conta com grandes estrelas do pelotão internacional como o campeão do ano passado, Mark Cavendish (agora com a equipa da Astana), Greg van Avermaet, Biniam Girmay (que também estará sábado na Milão - Sanremo), Dylan Groenewegen, ou Fernando Gaviria. Richard Carapaz, vencedor de um Giro de Itália, faz a sua estreia na Europa pela sua nova equipa Ef Education-EasyPost, depois de se ter sagrado Campeão Nacional do Equador, a única competição feita esta temporada. A Milão – Turim pode ser vista em direto, a partir das 13:35h. no Eurosport 1, com comentários de Luís Piçarra e Paulo Martins.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Pedro Delgado destaca força mental de João Almeida O TopCycling ouviu o ídolo da afición espanhola. Perico diz que João Almeida é um “corredoraço” e será protagonista no próximo Giro de Itália. Perico é uma palavra utilizada com frequência em Espanha. Os usos são variados, mas o mais comum é servir como diminutivo de Pedro. Também designa uma ave trepadora da família dos papagaios. O primeiro a chamar Perico a Pedro Delgado foi o jornalista José María García, voz marcante da rádio espanhola nos anos 80 e 90. Super García rebatizou o corredor natural de Segóvia após ganhar a Vuelta de 1985. Vivia-se a era de ouro dos late night shows radiofónicos, cada atleta era disputado ferozmente por García e o arquirrival José Ramón De la Morena; uma das batalhas teve Delgado pelo meio e levou ao fim da relação do ciclista com o explosivo José María García. Desde que vivo em Espanha sou fiel aos comentários de Perico Delgado durante a Vuelta e depois de o ver conduzir a apresentação da Movistar, a admiração pelo antigo ciclista, que em 1995 iniciou a reconversão de atleta para comunicador, aumentou ainda mais. O que diz Pedro Delgado importa. Por isso quisemos saber o que pensa sobre João Almeida e uma possível estreia de Portugal como nação vencedora de uma prova de três semanas. Na impossibilidade de irmos à apresentação da Kern Pharma – onde Perico Delgado foi o mestre-de-cerimónias – o TopCycling recorreu aos amigos da página Ciclo 21 que transmitiram as nossas perguntas ao campeão de três grandes Voltas. “João Almeida parece-me um corredoraço. Se calhar fisicamente tem algumas limitações em relação a outros corredores, mas a força mental que tem é invejável. Como gere o esforço e a agonia parece-me digno de admirar e creio que é o maior potencial que tem o João, a força mental.” Perico Delgado ao TopCycling. João Almeida ao lado do campeão Primoz Roglic e do terceiro classificado Tao Geoghegan Hart no Tirreno-Adriático.Créditos: Dario Belingheri A próxima edição da prova italiana será a quarta de João Almeida, que já fez 4º, 6º e abandonou por Covid no ano passado quando ia a caminho do pódio. O Giro de 2023 arranca com 18,4km de contrarrelógio individual na Costa dei Trabocchi, junto ao mar Adriático, e tem um total de 70km de esforço contra o cronómetro, motivos que atraíram o campeão mundial Remco Evenepoel e o tricampeão da Vuelta Primoz Roglic. Curiosamente Roglic bateu Almeida no Tirreno-Adriático e os três craques vão-se encontrar na Volta à Catalunha no último teste pré-Giro. Para Perico Delgado, o português da UAE está chamado a ser protagonista. “Creio que lhe vai tocar um Giro de Itália muito complicado pela presença de Evenepoel, Roglic e outro que se anime a ir à festa. Vai ser difícil ganhar. O João Almeida tem essa capacidade mental, além da física, que seguramente o vai tornar protagonista da corrida. No entanto, insisto, vai ser um mau ano porque sem Evenepoel ou Roglic podes ganhar um Giro de Itália porque sempre foi uma prova com a qual namoriscou e realmente é uma pena que tendo essa condição física de poder aspirar a ganhar uma grande, a presença destes dois astros possivelmente torne isso difícil. Mentalmente, insisto, tem essa força e com Evenepoel [presente] sabe que ganhar é ainda mais meritório por isso tenho a certeza de que vai ser protagonista.” Perico Delgado ao TopCycling. João Almeida converteu-se no primeiro português a ganhar uma classificação no Tirreno-Adriático.Créditos: Dario Belingheri "Pericomania" até na Corrida do Peru É justo dizer que sem Pedro Delgado dificilmente teriam aparecido Contador, Freire ou Valverde. Até Perico, a Espanha somava apenas duas edições do Tour – por Federico Bahamontes (1959) e Luis Ocaña (1973) – e desde então já são 10, incluindo o de 1988 por Don Pedro Delgado (também vencedor de duas Vueltas). Ao sucesso não é alheio o surgimento da Reynolds, atual Movistar. Em 1983 estrearam-se no Tour e esta temporada cumprem 43 anos de existência. A arte de Perico Delgado permitiu pôr toda a gente a rir no auditório Telefónica, em Madrid, quando brincou com a quase descida de divisão da Movistar e a tensão vivida por Eusébio Unzué. Só alguém que deu tanto à estrutura se pode permitir brincar com assuntos tão sérios perante uma sala repleta de executivos que investem milhões na equipa. Perico Delgado vive discretamente sempre perto de Segóvia, onde o vi em ação durante a “Carrera del Pavo” – literalmente traduzida como “Corrida do Peru” – que se disputa cada ano no dia de Natal. A estrela da terra compete pela “risota” numa prova que consiste em 200 metros lançados, aproveitando a descida do Aqueduto até à Praça del Azoguejo, e daí são 600 metros de subida pelo centro histórico… sem dar aos pedais. Ganha quem percorrer mais metros; os prémios são curiosos: um peru para o vencedor, um pato para o segundo e uma galinha para o terceiro. Créditos: Turismo de Segóvia Do Alcázar ao Aqueduto sem esquecer o leitão de Segóvia É curioso que não haja um leitão no pódio, já que Segóvia é a capital espanhola do cochinillo. O histórico Méson de Cándido é o Alpe d’Huez da boa mesa e além dos sabores, convida-nos a uma viagem no tempo já que mantém o estilo da taberna que abriu em 1905. Voltemos ao ciclismo. A Corrida do Peru decorre nas ruas inclinadas do bairro de Judería,onde viviam os judeus até serem expulsos pelos reis católicos (Isabel e Fernando) em 1492, declarado Património da Humanidade em 1985 tal como toda a zona adjacente. A prova não passa pela catedral nem pelo Alcázar, que podemos conhecer a pé deambulando pela pitoresca cidade de Castilla y León. Do Alcázar ao Aqueduto sem esquecer o leitão de Segóvia, a cidade de Perico é monumental e tem no antigo ciclista património histórico. Pedro Delgado é um personagem tão rico que me obriga a abordar aqui apenas uma de várias facetas. Poderíamos detalhar a estreia no Tour onde quase ganha, a passagem pela PDM neerlandesa, recuar a 1989 ao prólogo no Luxemburgo onde chegou três minutos depois da hora por ter parado para dar autógrafos, ou falar da sucessão na Banesto quando apareceu Miguel Indurain. Um dia voltaremos a Perico. Créditos: Turismo de Segóvia ### Specialized Crux Comp - Que dizer após um ano de utilização? Depois de ter a oportunidade de testar a Specialized Crux no seu lançamento, em Espanha numa prova de gravel, em janeiro de 2022 tive a bicicleta e resolvi fazer um teste de longa duração da nova gravel da Specialized. Um ano depois, após muitos quilómetros, algumas provas e até uma aventura de bikepacking, partilho a opinião que fui formando acerca da bicicleta ao longo deste tempo. Fotografia: Eduardo Campos Vídeo do primeiro dia https://youtu.be/F-5gjoGZY-o Comecemos por dizer algo importante, uma bicicleta que é fantástica para um tipo de ciclista, pode não o ser para outro, cada utilizador tem a sua forma de pilotar, a sua técnica e as suas preferências, pelo que tentarei descrever a bicicleta e as sensações que transmite, de forma a que cada um tire as suas conclusões. Espero com o meu feedback, no qual abordo tanto as suas qualidades e limitações da Specialized Crux Comp, bem como o desgaste que eventuais problemas que poderia, ou não, ter dado após alguns meses e milhares de quilómetros de utilização, ajudar aqueles que ponderam a aquisição deste modelo. Fotografia: Eduardo Campos Simplicidade, por vezes é tudo A Specialized Crux Comp vem equipada com um SRAM Rival mecânico de 11 velocidades (1X11). É verdade que os grupos eletrónicos funcionam muito bem, (prefiro utilizar um grupo eletrónico do que um mecânico), mas na hora de comprar, se os euros não abundam na carteira, é necessário fazer contas não só ao esforço que se faz para comprar a bicicleta, mas também às peças de reposição caso haja azares e se venham a danificar no futuro. Fotografia: TopCycling.pt Por exemplo, é diferente trocar uma manete Sram Rival mecânica danificada de 100,00€, do que trocar a manete Sram Rival eletrónica danificada de 170,00 € (preços consultados em lojas online), pelo que este modelo, (o mais acessível da gama Crux), pode não oferecer as sensações fantásticas de uma troca de mudanças eletrónica, mas não compromete e é mais económico. Durante os primeiros 12 meses de Specialized Crux não tive azares nem quedas, nada ficou danificado e só houve reposição de peças de desgaste. O facto de não ter os cabos integrados, torna a manutenção mais simples e rápida, assim como o facto do próprio movimento pedaleiro ser de rosca, o que a torna mais duradoura, mais fiável e a manutenção ligeiramente mais simples. Em geral, a simplicidade com que foi construída, torna a manutenção mais simples e rápida. O desgaste e peças de reposição Após 1 ano de utilização e cerca de 4500 quilómetros, entre chuva e lama, poeira e asfalto, treinos, voltas diárias, alguma competição e viagens, troquei duas vezes de pneus, duas vezes de pastilhas de travão e duas vezes os rolamentos da roda traseira. Dois conjuntos de pastilhas de travão em 4000 km's. Importa referir que a primeira troca de penus não está relacionada com o desgaste dos mesmos, mas porque optei por trocar os pathfinder 38mm, (que vêm montados de série), pelo mesmo modelo de pneu, mas em medida 42mm, uma troca que aconselho, pois os 42mm oferecem uma proteção deroda muito maior e não comprometem a capacidade roladora. Pneus Specialized Pathfinder 42mm., substituíram os 38mm. A transmissão encontra-se num estado de desgaste alto, embora continue a funcionar perfeitamente. O SRAM Rival mecânico surpreende de forma positiva. Transmissão Sram Rival mecânica encontra-se num estado de desgaste médio. CRUX - Gravel de competição ou viagem? A Specialized Crux é uma bicicleta de gravel com uma geometria mais orientada para o "Gravel Racing" do que propriamente para o "Gravel Bickepaking". Embora não seja tão confortável como outras gravel de geometria mais descontraída, não a acho desconfortável, aliás, encaixo perfeitamente na bicicleta e sou capaz de fazer longas horas de pedalada sem desconforto no final. Fotografia: Eduardo Campos É verdade que há bicicletas mais confortáveis, mas com a CRUX dá para fazer de tudo um pouco, e é para mim uma bicicleta viciante, quanto mais pedalamos nela mais queremos pedalar. Viagem e BikePacking Coloquei-a à prova numa viagem de dois dias ao Alentejo, nos quais fiz cerca de 170 km's em cada dia. Pedalei entre 7 a 8 horas por dia (com a bagagem da fotografia em baixo) e fiquei muito satisfeito com o desempenho desta bicicleta de geometria competitiva neste tipo de utilização. Viagem de dois dias em modo Bikepacking O único ponto menos positivo que lhe aponto quando passamos mais de 5 horas a pedalar é o facto de ter umas fitas de guiador demasiado finas, que nestas ocasiões tornam a experiência menos confortável. É algo que se resolve facilmente trocando as fitas que vêm montadas de série por outras de maior espessura. Viagem de dois dias em modo Bikepacking O leitor deverá conhecer-se a si próprio, (estado de forma, tipo e regularidade de utilização, zona onde vive, etc.) e escolher a bicicleta que melhor preenche os requisitos para a utilização que lhe quer dar. No meu caso, gosto da Specialized Crux porque é muito ágil para as voltas do dia-a-dia, perfeita para fazer eventos de gravel quando quero colocar um andamento mais rápido, simples nas suas linhas, na manutenção e depois, (embora não seja o seu ponto forte), desenrasca-se muito bem quando queremos colocar-lhe umas bolsas e partir à aventura. https://youtu.be/2lVMPyGaqak Vídeo: Lisboa - Montemor-o-Novo - Lisboa Eventos Gravel e competição A agilidade e rapidez são mesmo o seu ponto forte, fiz vários eventos de gravel com ela e quando queremos andar rápido nas estradas de terra é quando ela revela todo o seu potencial. Fotografia: Eduardo Campos É leve e tem uma maneabilidade fantástica. É uma flecha a subir e não compromete a descer, embora admita que já experimentei bicicletas de gravel muito mais estáveis a descer do que a Crux, que exige um pouco mais de técnica da parte do piloto em descida. Fotografia: Eduardo Campos Vídeo do evento de gravel em Cabeça Gorda, Beja https://youtu.be/fWgVeTE9NMY Upgrades futuros Até à data em que escrevo este texto para vocês, ainda não fiz qualquer upgrade à bicicleta, toda a utilização relatada neste texto foi feita com a bicicleta tal como vem de fábrica (exceto os pneus). Embora não esteja inteiramente decidido, estou seriamente a ponderar colocar um grupo de transmissão eletrónico e de prato duplo (ou mono prato e 12 velocidades), juntando a esta atualização um par de rodas de estrada para lhe dar uma utilização como bicicleta de estrada. Na minha opinião este modelo é aquele tipo de Gravel Bike que encaixa perfeitamente neste conceito, (duas bicicletas numa só), pois tanto as linhas como a geometria do quadro, são mais próximas de uma bicicleta de estrada do que de uma bicicleta de BTT (ao invés de outras gravel, que têm geometria mais próxima da bicicleta de BTT do que da de estrada). Rio Douro, conselho de Freixo de Espada à Cinta - Fotografia: TopCycling.pt Para ter um bom desempenho como bicicleta de estrada, o prato duplo parece-me importante, porque lhe dará o desenvolvimento que um único prato não lhe permite com uma rodas de estrada, e, por sua vez, não lhe retira a capacidade nas subidas íngremes de terra batida. No entanto é um conceito que nunca testei, será uma novidade e poderá acarretar algumas surpresas imprevistas. Se o fizer, voltarei a escrever para vocês, partilhando a experiência de forma sincera. Podes ver as especificações completas, o preço e disponibilidade do modelo testado aqui no site da marca: www.specialized.com/pt Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Tirreno Adriático - João Almeida termina em 2.º da geral no grande triunfo de Roglic João Almeida (UAE Emirates) terminou na 2.ª posição da geral do Tirreno Adriático, em dia de coroação para Primoz Roglic (Jumbo-Visma), grande vencedor da prova. Tal como se previa a sétima e última etapa da prova não trouxe novidades nos principais lugares da geral. Na última semana foi possível ver o grande regresso de Roglic à competição, depois de uma longa ausência por lesão, sendo que a última prova em que tinha competido oficialmente foi a Vuelta 2022, prova que não viria a terminar devido a uma queda sofrida. João Almeida consegue grande resultado O ciclista português de 24 anos termina como 2.º da geral, a 18 segundos de Roglic, enquanto que Tao Geoghegan Hart (INEOS) ficou no último lugar do pódio com 23 segundos de atraso. Com este resultado João Almeida iguala a melhor prestação de um ciclista português nesta prova, marca obtida por Acácio da Silva em 1985. Esta foi sem dúvida uma grande prestação para João Almeida, em que além do 2.º lugar da geral, conquistou ainda a camisola da juventude. Duelo de aquecimento para o Giro Muito provavelmente aquilo que se assistiu ao longo da última semana, foi um aquecimento para o Giro 2023, objetivo assumido por Roglic e a Jumbo-Visma, tal como por Almeida e UAE Emirates. Quando faltam já poucas semanas para a grande volta italiana, as prestações de Roglic e João Almeida no Tirreno Adriátiáco permitem antever um duelo intenso no Giro, a que logicamente outras estrelas se juntarão. Jasper Philipsen venceu última etapa Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck), foi o primeiro a cortar a meta na última etapa da prova, ao completar os 154 quilómetros percorridos em San Benedetto del Tronto com o registo 3:32.36 horas. O ciclista belga de 25 anos Philipsen impôs-se no ‘sprint' final a Dylan Groenewegen (Jayco AlUla) e a Alberto Dainese (DSM), respetivos segundo e terceiro classificados. Nelson Oliveira termina em 30.º da geral Nelson Oliveira (Movistar) termina também a sua participação no Tirreno Adriático num honroso 30.º lugar da geral, depois de uma semana em que, tal como falámos diariamente, trabalhou muito e bem para o seu líder Enric Mas, que terminou em 6.º da geral. Aos 34 anos, Nelson Oliveira demonstrou estar a atravessar um bom momento de forma, sendo um elemento muito ativo dentro do pelotão e muito importante na missão da Movistar. Queda levou ao abandono de Pidcock O último dia de Tirreno Adriático ficou ainda marcado pela queda e consequente abandono de Thomas Pidcock (INEOS). Um incidente preocupante para ciclista britânico de 23 anos, quando faltam seis dias para a a clássica Milão-Sanremo, prova em que Pidcock já tinha revelado o objetivo de conseguir uma boa classificação. Por agora resta aguardar para perceber quais as sequelas que a queda lhe poderá ter provocado. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=9cTP6664lO4 Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPA TEMPO01Jasper Philipsen Alpecin-Deceuninck03:32:3602Dylan Groenewegen Team Jayco-AlUla+ 0003Alberto Dainese Team DSM+ 0004Phil Bauhaus Bahrain Victorious+ 0005Simone Consonni Cofidis+ 0006Giacomo Nizzolo Israel-Premier Tech+ 0007Jordi Meeus BORA-hansgrohe+ 0008Clément Russo Team Arkéa-Samsic+ 0009Luca Colnaghi Green Project-Bardiani CSF-Faizanè+ 0010Fernando Gaviria Movistar Team+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic Jumbo-Visma28:38:5702Joao Almeida UAE Team Emirates+ 1803Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 2304Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 3405Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 3706Enric Mas Movistar Team+ 4107Mikel Landa Bahrain Victorious+ 5608Hugh Carthy EF Education-EasyPost+ 5709Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 01:1010Thibaut Pinot Groupama-FDJ+ 01:11 Até para o ano Tirreno Adriático Caí assim o pano sobre a edição 2023 do Tirreno Adriático!Foram sete dias de bom ciclismo, numa das principais provas deste início da temporada, facto comprovado pelo bom lote de atletas em competição. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tirreno Adriático, etapa 6 - João Almeida sobe a 2.º da geral em nova vitória de Roglic João Almeida (UAE Emirates) subiu hoje ao 2.º lugar da geral do Tirreno Adriático, depois de mais uma etapa ganha por Primoz Roglic (Jumbo-Visma). Roglic segue já no terceiro dia consecutivo a vencer, depois de completar os 193 quilómetros de hoje na ligação entre Osimo Stazione a Osimo, com o registo de 04:49:17 horas. A estrela da Jumbo-Visma superiorizou-se no ‘sprint’ final a Tao Geoghegan Hart (INEOS) e João Almeida (UAE Emirates). João Almeida contraria críticos da Volta ao Algarve João Almeida contrariou hoje os críticos que após a Volta ao Algarve lhe apontavam falta de capacidade para atacar, ou para impor um ritmo elevado na frente de uma corrida. João Almeida foi mesmo o grande destaque da etapa de hoje. O ciclista português de 24 anos ‘destruiu’ o pelotão ao impor um ritmo forte na fase final da corrida, teve uma postura de ataque assumindo a corrida e procurando a vitória. Fotografia: Sprint Cycling Agency Além do ritmo forte que impôs integrou ainda o grupo final de cinco ciclistas que discutiram a etapa no ‘sprint’ final, sendo o terceiro elemento a cortar a meta apenas atrás de Roglic e Tao Geoghegan Hart. João Almeida está a subir de forma e aquilo que fez hoje confirma que além dos índices físicos, a sua confiança também está a subir. João Almeida garantiu após o final da etapa estar satisfeito com aquilo que tem sido a sua prestação até este momento da prova. Ele [Roglic] está super-forte, o que não é uma surpresa. Estou satisfeito com a minha semana. Claro que queríamos vencer, mas podemos estar felizes com o pódio. Fizemos tudo o que podíamos”. João Almeida (UAE Emirates) Roglic lidera geral, João Almeida à espreita Roglic lidera a classificação geral com 18 segundos de vantagem para João Almeida, segundo classificado e com 23 segundos de Tao Geoghegan Hart, que ocupa assim o último lugar do pódio. Roglic parece destinado a vencer a presente edição da prova italiana, enquanto que João Almeida, em vésperas de disputar a última etapa, tem tudo para terminar no pódio. Nelson Oliveira mantém-se firme no seu papel Nelson Oliveira, o outro português em prova, foi hoje 34.º classificado, a 2.29 minutos do vencedor, depois de mais um dia muito firme naquele que é o seu papel.   O ciclista português de 24 anos continua a trabalhar muito e bem para Enric Mas, líder da formação espanhola. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=y0gd9lgQcT0 Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic Jumbo-Visma04:49:1702Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 0003Joao Almeida UAE Team Emirates+ 0004Enric Mas Movistar Team+ 0005Mikel Landa Bahrain Victorious+ 0006Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 0307Hugh Carthy EF Education-EasyPost+ 0908Michael Woods Israel-Premier Tech+ 0909Tom Pidcock INEOS Grenadiers+ 2010Wout van Aert Jumbo-Visma+ 20 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic Jumbo-Visma25:06:2102Joao Almeida UAE Team Emirates+ 1803Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 2304Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 3405Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 3706Enric Mas Movistar Team+ 4107Mikel Landa Bahrain Victorious+ 5608Hugh Carthy EF Education-EasyPost+ 5709Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 01:1010Thibaut Pinot Groupama-FDJ+ 01:11 Derradeira etapa é já amanhã Faltam 154 quilómetros para o final da presente edição do Tirreno Adriático. Para amanhã, domingo e último dia da prova, o pelotão tem uma etapa com um traçado simples, que em situação normal não provocará alterações na classificação geral. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tom Boonen responde à Colnago O ex-ciclista profissional Tom Boonen, que num podcast de uma canal belga havia dito que as bicicletas Colnago não eram tão desenvolvidas como outras e prejudicavam Tadej Pogacar (ver nosso artigo aqui), reagiu à resposta da Colnago. Assim como noticiámos, os responsáveis da Colnago haviam reagido ao episódio, esclarecendo que não tinham qualquer queixa por parte das equipas UAE apoiadas pela marca e desafiando Tom Boonen a testar as suas bicicletas. A "novela da semana" continua, pois agora Tom Boonen reagiu nas suas redes sociais, pedindo desculpa pela forma como as suas palavras foram interpretadas. A super estrela belga pediu desculpas a Ernesto Colnago (fundador da marca italiana) e à marca de bicicletas. Numa publicação do seu Instagram, Tom Boonen escreveu: “Quando era um jovem ciclista, sonhava em um dia vencer o Paris Roubaix em uma Colnago.” É uma pena não ter tido a chance de pedalar numa das suas bicicletas. Para mim a Colnago representa paixão e legado. Parte-me o coração ter escolhido mal as palavras quando respondi às afirmações do Dirk no nosso podcast. #meaculpa Não tenho nada além de respeito pela família Colnago e sua marca.” Tom Boonen No mesmo post, Boonen colocou uma fotografia de Johan Museeuw a vencer o Paris-Roubaix de 1996 numa Colnago (venceu 3 no total), acompanhado de mais dois colegas da equipa Mapei (actual estrutura da Quick-Step, equipa onde Boonen fez quase toda a sua carreira). Parece assim terminar a "novela da semana", no momento em que escrevo este artigo a Colnago ainda não voltou a responder, contas feitas, a marca foi noticiada e falada por todo o mundo pelo facto de Tom Boonen ter feito estas afirmações e no final, saem a Colnago e o podcast do Sporza a ganhar com a publicidade feita pelo belga. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Tirreno Adriático, etapa 5 - João Almeida mantém 3.º da geral, mas há novo líder João Almeida segurou hoje o 3.º lugar na geral, após a vitória de Primoz Roglic na 5.ª etapa do Tirreno Adriático. Foi mais um dia em que o forte vento se fez sentir em solo italiano, obrigando o pelotão a cuidados redobrados em várias zonas da etapa ´rainha’ da prova. Primoz Roglic (Jumbo-Visma) confirmou as boas indicações deixadas no dia de ontem, voltando hoje a conquistar a etapa, num ‘sprint’ final que contou com a presença de vários candidatos à vitória na prova. O ciclista esloveno de 33 anos completou os 165,6 quilómetros da ligação entre Morro d’Oro e Sarnano-Sassotetto com o registo de 4:38.32 horas, superiorizando-se a Giulio Ciccone (Trek-Segafredo), e a Tao Geoghegan Hart (INEOS), respetivos segundo e terceiro classificados. Roglic começa a demonstrar forte determinação em se manter como uma das principais estrelas da formação neerlandesa. Depois de uma longa ausência devido a lesão, Roglic está a ter um regresso prometedor à competição. Em cinco etapas de Tirreno Adriático conta com duas etapas conquistadas e acaba de assumir hoje a liderança da geral, com quatro segundos de vantagem sobre o anterior líder Lennard Kämna (BORA-hansgrohe), seguindo-se depois João Almeida a 12 segundos. João Almeida volta a terminar entre os melhores O ciclista português de 24 anos voltou a exibir-se em bom plano, discutindo a etapa até final, figurando entre os melhores, terminando na 8.ª posição, com o mesmo tempo do vencedor. Com este resultado João Almeida continua no pódio da geral, mantendo todos os cenários em aberto, em vésperas de uma etapa que promete ser decisiva para as contas finais da prova, isto numa altura em que veste de branco, por liderar a classificação da juventude. Nelson Oliveira efetuou trabalho notável Houve mais um ciclista português em destaque durante a etapa de hoje, Nelson Oliveira. O ciclista português da Movistar efetuou um trabalho notável, liderando o pelotão durante largos quilómetros, impondo um ritmo elevado, conseguindo provocar um enorme desgaste em vários adversários que acabaram por ceder. Aos 34 anos, Nelson Oliveira está num bom momento de forma. O trabalho que hoje desenvolveu em prol da sua equipa, principalmente para Enric Mas, perspetiva uma boa época para o português, que é um dos escudeiros do líder da equipa. Depois do enorme trabalho, Nelson Oliveira terminou a etapa na 55.ª posição, a 5.50 minutos de Roglic e ocupa agora o 43.º posto da classificação geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=PmyezAcjGBY Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic Jumbo-Visma04:38:3202Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 0003Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 0004Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 0005Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 0006Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 0007Mikel Landa Bahrain Victorious+ 0008Joao Almeida UAE Team Emirates+ 0009Damiano Caruso Bahrain Victorious+ 0010Brandon McNulty UAE Team Emirates+ 00 Top 10 classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic Jumbo-Visma20:17:1402Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 0403Joao Almeida UAE Team Emirates+ 1204Brandon McNulty UAE Team Emirates+ 1705Wilco Kelderman Jumbo-Visma+ 1906Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 1907Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 2108Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 2209Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 2410Enric Mas Movistar Team+ 31 Sexta etapa promete ser decisiva Amanhã, sábado, o pelotão terá pela frente a sexta e penúltima etapa da prova que efetuará ligação entre Osimo Stazione a Osimo, num traçado com um total de 193 quilómetros, que conta com cinco subidas categorizadas, três delas num circuito final. Este promete ser um dia decisivo para as contas finais da presente edição do Tirreno Adriático, com os principais candidatos à vitória final a terem que jogar todos os trunfos de forma a partir para a última etapa de domingo já em posição privilegiada. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Domenico Pozzovivo, com 40 nos, assina pela Israel - Premier Tech O ciclista italiano Domenico Pozzovivo, de 40 anos, estava sem equipa até há poucos dias, quando foi anunciado pela equipa israelita onde militam corredores como Chris Froome, Giacomo Nizzolo e Jakob Fuglsang. Domenico Pozzovivo, que na temporada passada correu na Intermarché – Wanty, vem acrescentar experiência e boas prestações quando o terreno inclina. O pequeno trepador foi oitavo classificado na última Volta a Itália e já venceu etapas na Volta à Catalunha e na Volta à Suíça. A idade é apenas um número Tal como foi escrito no comunicado que a equipa emitiu no anúncio da sua contratação.  A sua motivação e determinação em continuar a treinar durante a pré-temporada, na esperança de encontrar uma nova equipa, tiveram agora resultado com a assinatura de contrato por uma temporada na Israel – Premier Tech. ”Apesar da sua idade avançada, provou que ainda tem muito para dar. Vai reforçar a nossa equipa no Giro e nas clássicas italianas. Estamos ansiosos pela temporada que vai fazer.” disse o dono da Israel – Premier Tech, Sylvan Adams. “É bom juntar-me a uma equipa que está contente pelos difíceis meses a treinar sem contrato terem dado fruto, mas ao mesmo tempo está a começar a ganhar forma para uma excelente temporada. Começa um pouco mais tarde que o habitual, mas com a mesma motivação.” - declarou o corredor italiano. A sua estreia pela nova equipa vai ser na prova por etapas italiana “Settimana Internazionale Coppi e Bartali” e os objetivos passam por voltar a estar nos dez primeiros da Volta a Itália, bem como noutras corridas e em algumas clássicas italianas como a Volta à Lombardia. Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Tirreno Adriático, etapa 4 - João Almeida sobe a 3.º da geral após vitória de Roglic Primoz Roglic (Jumbo-Visma) foi o vencedor da 4.ª etapa do Tirreno-Adriático, num dia em que João Almeida (UAE Emirates) subiu ao 3.º lugar da geral do Tirreno-Adriático. O ciclista português de 24 anos, foi 8.º classificado na etapa, registando o mesmo tempo do vencedor. Fotografia: Sprint Cycling Agency O ciclista esloveno, e uma das principais estrelas da Jumbo-Visma voltou às vitórias após um longo período de ausência da competição devido a lesão, completando os 218 quilómetros da ligação entre Greccio e Tortoreto com o registo de 5:00.04 horas. Dentro do grupo da frente, Roglic foi, sem sombra de dúvidas, o que aparentou maior frescura física, garantindo uma vitória algo tranquila, superiorizando-se a Julian Alaphilippe (Soudal Quick-Step) e a Adam Yates (UAE Emirates), respetivos segundo e terceiro classificados. Lennard Kämna novo líder da geral Com o resultado de hoje João Almeida subiu ao pódio da geral, que tem agora Lennard Kämna. (BORA-hansgrohe) como líder. O ciclista alemão de 26 anos lidera a geral com seis segundos de vantagem sobre Roglic que, depois da vitória de hoje, subiu nove posições na geral, é agora segundo classificado, com João Almeida logo ali a apenas oito segundos de Kämna. Wout van Aert e Thomas Pidcock sofreram uma queda Wout van Aert (Jumbo-Visma), um dos principais favoritos à vitória na etapa de hoje, acabou por provocar uma queda, em que envolveu Thomas Pidcock (INEOS), quando faltavam cerca de 5 quilómetros para a meta. https://twitter.com/eurosport/status/1633845691599704068 Após a queda, Van Aert pediu imediatamente desculpa a Pidcock, ciente da culpa que teve no incidente. Aparentemente a queda não causou lesões graves, uma vez que ambos terminaram a etapa a pedalar tranquilamente. Nelson Oliveira esteve ativo no pelotão Nelson Oliveira (Movistar) esteve ativo no pelotão, trabalhando para Enric Mas, dando nas vistas quando a 2,5 quilómetros do final, acelerou o rtimo da prova, antecedendo a acesa luta entre os candidatos à vitória final da prova. O ciclista português, foi 51.º classificado na etapa, a 2.24 minutos de Roglic, figurando agora na 40.ª posição da geral, a 2.40 do topo da geral. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=NxQTY4VoBFY Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Primoz Roglic Jumbo-Visma05:00:0402Julian Alaphilippe Soudal Quick-Step+ 0003Adam Yates UAE Team Emirates+ 0004Wilco Kelderman Jumbo-Visma+ 0005Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 0006Enric Mas Movistar Team+ 0007Victor Lafay Cofidis+ 0008Joao Almeida UAE Team Emirates+ 0009Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 0010Hugh Carthy EF Education-EasyPost+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Lennard Kämna BORA-hansgrohe15:38:4602Primoz Roglic Jumbo-Visma+ 0603Joao Almeida UAE Team Emirates+ 0804Brandon McNulty UAE Team Emirates+ 1305Wilco Kelderman Jumbo-Visma+ 1506Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 1707Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 1808Tao Geoghegan Hart INEOS Grenadiers+ 1909Giulio Ciccone Trek-Segafredo+ 2610Enric Mas Movistar Team+ 27 Amanhã é dia de etapa rainha Amanhã, sexta-feira, é dia da etapa ‘rainha’ no Terreno-Adriático, com o pelotão a ter pela frente uma ligação de 168 quilómetros entre Morro d'Oro e Sarnano-Sassotetto. Será, certamente, dia dos principais favoritos à vitória final da prova jogarem mais uma cartada decisiva. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### "Tadej Pogacar seria mais rápido se não tivesse Colnago" - Opinião de Tom Boonen O ex-ciclista profissional belga, Tom Boonen (4 vezes vencedor do Paris-Roubaix, 3 vezes do Tour de Flandres, entre outras grandes vitórias no seu recheado palmarés), disse no Podcast do Sporza, Wielerclub Wattage, que se Pogacar tivesse a bicicleta da Jumbo-Visma, Ineos ou Quick-Step, seria ainda mais rápido. 2016 - Tom Boonen - Paris - Roubaix De acordo com o Tom Boonen e Dirk De Wolf (vencedor de uma Liège-Bastogne-Liège) , que também participa no referido podcast, pedalando numa Colnago Tadej Pogacar está em desvantagem em relação aos adversários. "Se Tadej Pogacar tiver a bicicleta da Jumbo-Visma, Ineos ou Soudal-Quick Step amanhã, os outros não terão hipótese..." Disse Dirk De Wolf Na opinião de Tom Boonen, embora a Colnago tenha evoluído nos últimos anos, é uma bicicleta "da velha guarda" e ainda não está tão evoluída como as outras 4 ou 5 marcas de topo. "Entre os 5 principais fabricantes não existe muita diferença, mas quando comparamos esses cinco com os 10 fabricantes seguintes, há diferença de qualidade." Acrescentou o experiente Tom Boonen "Estou convencido de que a Colnago vai crescer, mas eles voltaram à estrada recentemente... ... quase faliram há alguns anos atrás, tiveram que começar de novo, mas não vais de 0 a 100 num ano na indústria de bicicletas." concluiu Boonen.  Recorde-se que apesar de sua longa história, por dificuldades financeiras em 2020 o fundador da empresa Ernesto Colnago, de 88 anos, teve que vender a sua participação maioritária ao fundo de investimento Chimera Investments LLC, que tem sede em Abu Dhabi. Colnago reage Entretanto os responsáveis da Colnago reagiram ao episódio, que foi noticiado em vários meios da imprensa internacional. A marca italiana desafiou Tom Boonen a ir testar as suas bicicletas e solicitou uma conversa pública, abordando os dados que fundamentem a afirmação de que Pogacar seria cerca de 2km/h. mais rápido noutra bicicleta. Depois esses dados terão que ser comparados com os dados aerodinâmicos da Colnago V4Rs, lançada recentemente, acompanhada de dados e valores aerodinâmicos conseguidos em testes no túnel de vento, divulgados no "white paper" (documento descritivo da bicicleta, no qual além de Tadej Pogacar, consta também João Almeida). De acordo com o CEO da Colnago, Nicola Rosin, a marca não tem qualquer feedback negativo por parte da equipa UAE Team Emirates ou da UAE Team ADQ em relação às bicicletas fornecidas para ambas.  “As performances do UAE Team Emirates são uma prioridade de alto nível para a Colnago. Consequentemente, investimos milhões de euros e muito tempo no desenvolvimento das suas bicicletas”, disse o CEO da Colnago, Nicola Rosin.  Nicola Rosin adiantou ainda que a marca trabalha lado a lado com a UAE TEam Emirates e UAE Team ADQ, primeiro para entender o que os ciclistas pretendem e depois para garantir que lhes seja fornecido o que desejam. Segundo o CEO da Colnago os ciclistas da equipa estão altamente satisfeitos com o equipamento que lhes tem sido entregue. Tadej Pogacar e o fundador da marca, Ernesto Colnago Tadej Pogacar corre com Colnago desde o ingresso na UAE Team Emirates, em 2019, antes disso corria na equipa eslovena da Ljubljana Gusto Xaurume, que utilizava bicicletas Gusto. Tadej Pogacar assume a liderança do Paris-Nice, após vencer a etapa 4 com superioridade. Os resultados de Tadej Pogacar com as bicicletas Colnago são conhecidos em todo o mundo e por enquanto, deitam por terra qualquer teoria acerca da "lentidão" das bicicletas da marca italiana com o seu desempenho na estrada, onde continua a deixar a comunidade do ciclismo boquiaberta. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Tirreno-Adriático - etapa 3 Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) venceu hoje, ao ‘sprint’, a terceira etapa do Tirreno-Adriático. Depois do segundo lugar na etapa anterior, hoje, o ciclista belga de 25 anos foi o mais forte do dia, completando os 216 quilómetros da ligação entre Follonica e Foligno com o registo de 5:19.08 horas, superiorizando-se em cima da linha da meta a Phil Bauhaus (Bahrain-Victorious), e a Biniam Girmay (Intermarché-Circus-Wanty), respetivos segundo e terceiro classificados. Portugueses resistiram ao vento e mantêm lugar na geral Filippo Ganna (INEOS), mantém-se como líder da geral, com João Almeida (UAE Emirates) e Nelson Oliveira (Movistar) a manterem a distância para a liderança, depois de uma etapa em que conseguiram resistir ao forte vento se fez sentir na parte final do percurso, chegando integrados no pelotão. João Almeida encontra-se em 6.º da geral, a 41 segundos de Ganna, enquanto que Nelson Oliveira está um pouco mais atrasado, a 49 segundos, sendo 12.º.   Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=e53VzmM5uFM Top 10 etapa POSPAÍSCICLISTA - EQUIPATEMPO01Jasper Philipsen Alpecin-Deceuninck05:19:0802Phil Bauhaus Bahrain Victorious+ 0003Biniam Girmay Intermarché-Circus-Wanty+ 0004Matteo Moschetti Q36.5 Pro Cycling Team+ 0005Simone Consonni Cofidis+ 0006Wout van Aert Jumbo-Visma+ 0007Edward Theuns Trek-Segafredo+ 0008Dylan Groenewegen Team Jayco-AlUla+ 0009Fabio Jakobsen Soudal Quick-Step+ 0010Jordi Meeus BORA-hansgrohe+ 00 Top 10 classificação geral POSPAÍSCICLISTA - EQUIPATEMPO01Filippo Ganna INEOS Grenadiers10:38:0902Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 2803Magnus Sheffield INEOS Grenadiers+ 3004Brandon McNulty UAE Team Emirates+ 3405Thymen Arensman INEOS Grenadiers+ 3906Joao Almeida UAE Team Emirates+ 4107Andreas Leknessund Team DSM+ 4108Casper Pedersen Soudal Quick-Step+ 4709Wilco Kelderman Jumbo-Visma+ 4810Alexey Lutsenko Astana Qazaqstan Team+ 48 Etapa de amanhã promete provocar mexidas na geral A 4.º etapa de amanhã, contempla um total de 218 quilómetros entre Greccio e Tortoretto, num traçado que termina com uma inclinação até à linha da meta, e que contempla três passagens em circuito, fator que tem tudo para provocar mexidas na classificação geral. Veremos se assim será! Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tirreno-Adriático - etapa 2 Fabio Jakobsen (Soudal Quick-Step) foi o destaque do dia na segunda etapa do Tirreno-Adriático, após uma vitória ao ‘sprint’. O ciclista neerlandês de 26 anos completou os 210 quilómetros da ligação entre Camaiore e Follonica com o registo de 5:06.33 horas, superiorizando-se mesmo em cima linha da meta a Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck), segundo classificado do dia, enquanto que o fecho do pódio ficou para Fernando Gaviria (Movistar). Filippo Ganna mantém liderança na geral Filippo Ganna (INEOS) mantém-se como líder da geral, com 28 segundos de vantagem sobre Lennard Kämna (BORA-hansgrohe), e 31 para Magnus Sheffield (INEOS), respetivos segundo e terceiro classificados. João Almeida e Nelson Oliveira terminaram integrados no pelotão Os portugueses em prova, João Almeida (UAE Emirates)  e Nelson Oliveira (Movistar) terminaram a etapa de hoje integrados no pelotão, mantendo-se ambos no top 15 da geral. João Almeida encontra-se no  6.º posto da geral a 41 segundos de Ganna, enquanto que Nelson Oliveira figura no 12.º lugar, a 49 segundos. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=n873f3EHQlI Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Fabio Jakobsen Soudal Quick-Step05:06:3302Jasper Philipsen Alpecin-Deceuninck+ 0003Fernando Gaviria Movistar Team+ 0004Biniam Girmay Intermarché-Circus-Wanty+ 0005Sebastian Molano UAE Team Emirates+ 0006Phil Bauhaus Bahrain Victorious+ 0007Dylan Groenewegen Team Jayco-AlUla+ 0008Simone Consonni Cofidis+ 0009Jordi Meeus BORA-hansgrohe+ 0010Nacer Bouhanni Team Arkéa-Samsic+ 00 Top 15 classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Filippo Ganna INEOS Grenadiers05:19:0102Lennard Kämna BORA-hansgrohe+ 2803Magnus Sheffield INEOS Grenadiers+ 3104Brandon McNulty UAE Team Emirates+ 3405Thymen Arensman INEOS Grenadiers+ 3906Joao Almeida UAE Team Emirates+ 4107Andreas Leknessund Team DSM+ 4108Casper Pedersen Soudal Quick-Step+ 4709Wilco Kelderman Jumbo-Visma+ 4810Alexey Lutsenko Astana Qazaqstan Team+ 4811Primoz Roglic Jumbo-Visma+ 4912Nelson Oliveira Movistar Team+ 4913Mathieu van der Poel Alpecin-Deceuninck+ 5014Aleksandr Vlasov BORA-hansgrohe+ 5015Jai Hindley BORA-hansgrohe+ 51 Amanhã é dia de ligação entre Follonica a Foligno Amanhã, 4.ª feira, o pelotão terá pela frente uma longa tirada de 216 quilómetros na terceira etapa da prova que ligará Follonica a Foligno, num traçado que engloba duas contagens de montanha categorizadas. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Tirreno-Adriático - João Almeida regista 7.º melhor tempo no contrarrelógio inicial João Almeida (UAE Emirates) terminou hoje o contrarrelógio inicial de mais uma edição do Tirreno Adriático no 7.º posto, com Filippo Ganna (INEOS) a ser o mais rápido do dia. Para a jornada inaugural desta conhecida prova italiana, o pelotão teve pela frente um contrarrelógio de 11,5 quilómetros, que ficou marcado pelas condições adversas que se fizeram sentir na região de Lido di Camaiore, fator que condicionou o rendimento de alguns ciclistas que foram obrigados a cuidados redobrados para não colocar a segurança em causa.   Filippo Ganna foi o grande destaque do dia, com uma vitória incontestável, com o registo de 12:28 minutos, 28 segundos mais rápido Lennard Kämna (Bora-hansgrohe) segundo classificado. A fechar o pódio ficou Magnus Sheffield, seu companheiro de equipa na INEOS, com 31 segundos de atraso. João Almeida exibiu-se em bom plano O ciclista português, João Almeida fez o 7.º melhor tempo do dia, ficando a 41 segundos de Filippo Ganna, naquele que se pode considerar um bom registo, ficando melhor posicionado que alguns dos principais favoritos à vitória final na prova. Dentro da UAE Emirates, João Almeida foi apenas superado por Brandon McNulty, que conseguiu a 5.ª melhor marca do dia. Nelson Oliveira com bom registo em dia de aniversário Houve outro português em bom plano no arranque da prova, falamos de Nelson Oliveira (Movistar). Em dia de aniversário, o 34.º, Nelson Oliveira registou o 13.º melhor tempo do dia, a 49 segundos do vencedor, confirmando, uma vez mais a sua apetência nesta especialidade. Nelson Oliveira ficou apenas alguns centésimos abaixo do tempo do regressado Primoz Roglic (Jumbo-Visma), 12.º classificado do dia. Sorte diferente teve o seu colega de equipa, Wout van Aert, uma das desilusões do dia, ao terminar apenas no 44.º posto da geral. Importa referir que Van Aert saiu para a estrada numa fase em que a chuva marcou forte presença, condicionando assim a prestação da estrela belga. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=r88plFK4mTw Top 15 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Filippo Ganna - INEOS Grenadiers12:2802Lennard Kämna - BORA-hansgrohe+ 2803Magnus Sheffield - INEOS Grenadiers+ 3104Michael Hepburn - Team Jayco-AlUla+ 3305Brandon McNulty - UAE Team Emirates+ 3406Thymen Arensman - INEOS Grenadiers+ 3907Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 4108Andreas Leknessund - Team DSM+ 4109Casper Pedersen - Soudal Quick-Step+ 4710Wilco Kelderman - Jumbo-Visma+ 4811Alexey Lutsenko - Astana Qazaqstan Team+ 4812Primoz Roglic - Jumbo-Visma+ 4913Nelson Oliveira - Movistar Team+ 4914Mathieu van der Poel - Alpecin-Deceuninck+ 5015Aleksandr Vlasov - BORA-hansgrohe+ 50 Para terça-feira segue-se uma longa tirada Amanhã, terça-feira, sai para a estrada a segunda etapa, que reserva uma longa tirada de 210 quilómetros na ligação entre Camaiore e Follonica, num percurso que engloba uma contagem de primeira categoria. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### SHIMANO CUES - O novo ecossistema altamente compatível A Shimano anunciou lançou o Shimano Cues, uma nova abordagem à sua linha de componentes de gama média. Segundo a marca este novo sistema foi desenvolvido a partir do zero e facilita a experiência de compra de bicicleta. A tecnologia LINKGLIDE da SHIMANO CUES tem como objectivo oferecer componentes mais suaves, mais resistentes, e padronizar a compatibilidade através de uma vasta gama de categorias. Shimano Cues: Simplicidade para lojas e utilizadores A Shimano consolidou a gama de componentes de 9, 10 e 11 velocidades com componentes intermutáveis, incluindo roldanas de desviador comuns, rodas dentadas e correntes, permitindo assim que as necessidades de inventário das lojas sejam reduzidas e o processo de manutenção para bicicletas de nível médio seja simplificado. Versatilidade Através da Shimano Cues, a marca afirma ter a linha de componentes mais compatível e versátil de sempre, ao abandonar o modelo tradicional de tecnologia trickle-down e concentrar as atenções nas necessidades do ciclista regular. O alinhamento apresenta um espaçamento unificado das rodas dentadas através do sistema de transmissão de 9, 10 e 11 velocidades, para que os componentes possam ser misturados numa gama mais vasta de grupos de utilizadores e estilos de ciclismo. Durabilidade A tecnologia de transmissão mais resistente da Shimano, a SHIMANO LINKGLIDE, tem como objectivo prolongar a vida útil global de um componente e proporcionar uma experiência de transmissão de mudança suave, tanto para bicicletas analógicas como elétricas. Com dentes de cassete mais altos e mais grossos este sistema proporciona uma área de superfície adicional, atenuando a probabilidade de a corrente saltar. Para além disso, as forças da pedalada são distribuídas para evitar o desgaste prematuro, devido a mudanças por parte de ciclistas principiantes. Especificações do produto Consolida o sistema de transmissão de 9, 10, e 11 velocidades da SHIMANO num ecossistema unificado de componentes. Componentes concebidos especificamente para o ciclista regular para melhorar a compatibilidade e versatilidade em toda a gama. Componentes compatíveis utilizados em todos os sistemas de transmissão para reduzir a complexidade geral e criar uma clara compatibilidade entre os grupos de peças. Os componentes selecionados podem ser combinados entre mais grupos de utilizadores e estilos de corrida, abrindo novas possibilidades para combinações de especificações de componentes. Podes ver mais pormenores no site da marca aqui: https://bike.shimano.com/pt Também podes obter mais informações no site do importador em Portugal aqui: www.scvouga.pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### 1.ª Taça de Portugal de XCO 2023 - Melgaço Melgaço recebeu este domingo a 1.ª Taça de Portugal de XCO 2023, com Raquel Queirós (MMR Factory Racing Team) e Mário Costa (AXPO/FirstBike/ Vila do Conde) a serem os mais fortes na categoria elite. Elites masculinos Na categoria masculina Mário Costa (AXPO/FirstBike/Vila do Conde) foi o vencedor, completando a prova em 1h27m39s. Clement Izquierdo (Team Bagnol Jo.we Omega) foi segundo, a 17 segundos. Com este resultado, foi ainda o melhor na categoria sub-23. Christopher Dawson (Dawson Racing) foi terceiro, a 1m03s, seguido de Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos). TOP 10 Elites femininas Raquel Queirós (MMR Factory Racing Team) foi a vencedora, seguida de Constance Valentin (Team VCA Anjos/KTM), que terminou a 53 segundos da portuguesa. Ana Santos (X-Sauce Factory Team) fechou o pódio de elite em terceiro lugar, a 5m35s da vencedora, tendo sido a melhor corredora sub-23 em prova, e Joana Monteiro terminou no quarto posto, sendo a terceira melhor elite. TOP 10 Classificações completas AQUI. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Andalucía Bike Race by Garmin - Ultima etapa e classificações finais O Oakley Finisher Stage encerrou o 13º edição da Andalucía Bike Race by GARMIN após seis dias de competição, 339 quilómetros e quase 9.500 metros de desnível acumulado. A etapa começou e terminou em Córdoba e teve como destaque a mítica ascensão do El Arrastraculos. Elites masculinos Wout Alleman e Fabian Rabensteiner (Wilier Pirelly Factory) deram o golpe final na corrida ao vencer o esta ultima etapa e obter a vitória na classificação geral, que já estava bem encaminhada antes desta última etapa. Alleman e Rabensteiner fecham esta edição da Andalucía Bike Race by GARMIN com quatro vitórias de etapa e a vitória na classificação geral. A segunda posição conquistada hoje por Morcillo e Drechou também os ajudou a terminar em segundo lugar na classificação geral. Na luta pelo pódio, os italianos Francesco Failli e Riccardo Chiarini (Taddei Factory Team) terminaram em terceiro da geral, depois de terminar em terceiro também na etapa de hoje.Katazina Sosna e Irina Luetzelschwab (Team Torpado BULLS Swiss) também conseguiu manter a liderança, conquistando o segundo lugar no Oakley Finisher Stage para vencer a 13ª Andalucía Bike Race by GARMIN. José Dias terminou com azar, infelizmente o português teve que abandonar a competição por problemas físicos, que já se arrastavam há uns dias. Hoje Tiago Ferreira e Andreas Miltiadis terminaram no sexto posto da etapa, terminando assim a competição na 7.ª posição da geral. Filipe Francisco e Tomas Visnovsky terminaram hoje na 14.ª posição e terminam em 13.º da geral. Classificação etapa 1-Fabian Rabensteiner - Wout Alleman WILIER PIRELLI FACTORY 01:59:40 2-Enrique Morcillo – Hugo Drechou BUFF®-MEGAMO TEAM 01:59:40 3-Francesco Failli – Riccardo Chiarini TADDEI FACTORY TEAM 02:01:51 ... 6-Tiago Ferreira e Andreas Miltiadis - DMT - BlackJacck 14-Filipe Francisco e Tomas Visnovsky - DMT - BlackJacck Classificação geral final Fabian Rabensteiner - Wout Alleman WILIER PIRELLI FACTORY 14:49:18 Enrique Morcillo – Hugo Drechou BUFF®-MEGAMO TEAM 14:58:32 Francesco Failli – Riccardo Chiarini TADDEI FACTORY TEAM 15:59:32 ... 7-Tiago Ferreira e Andreas Miltiadis - DMT - BlackJacck 13-Filipe Francisco e Tomas Visnovsky - DMT - BlackJacck Elites femininas Lejla Njemcevic e Stefanie Dohrn (Canyon Allebike) saíram para a última etapa à proocura de mexer na classificação geral, mas Sosna e Luetzelschwab conseguiram controlar a corrida e obter a vitória final. A vitória alcançada na última etapa por Njemcevic e Dohrn ajudou-as a consolidar a segunda posição na classificação geral, enquanto Janina Wüst e Txell Figueras (BUFF®-Megamo Team) terminaram na terceira posição do pódio. Classificação etapa Lejla Njemcevic - Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE 02:27:15 Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab EQUIPE TORPADO BULLS SWISS 02:27:27 Txell Figueras – Janina Wüst BUFF®-MEGAMO TEAM 02:30:32 Classificação geral Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab EQUIPE TORPADO BULLS SWISS 18:16:37 Lejla Njemcevic - Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE 18:17:59 Txell Figueras – Janina Wüst BUFF®-MEGAMO TEAM 18:26:05 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=aZBop_jKv6s Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Strade Bianche - Pidcock vence, Rui Costa faz história para o ciclismo nacional Thomas Pidcock (INEOS) foi o grande destaque do Strade Bianche, ao alcançar uma vitória categórica, num dia em que Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) fez história para o ciclismo nacional ao terminar no 4.º lugar da geral. Aos 23 anos, Thomas Pidcock tornou-se no primeiro ciclista britânico a vencer o Strade Bianche, após uma enorme exibição, marcada por um ataque solitário a cerca de 50 quilómetros da meta que deixou a concorrência sem resposta. O ciclista da INEOS completou os 184 quilómetros desta clássica italiana, com o registo de 04:31.41 horas, superiorizando-se em 20 segundos a Valentin Madouas (Groupama-FDJ), e em 22 a Tiesj Benoot (Jumbo-Visma), respetivos segundo e terceiro classificados. Pidcock já tinha confirmado a aposta nas clássicas Creditos: Tim de Waele/Getty Images Pidcock já tinha deixado bem claro que em 2023 iria apostar numa calendarização diferente das temporadas anteriores, dando prioridade às clássicas em detrimento do ciclocrosse. Foi isso mesmo que aconteceu, ao abdicar da defesa do título mundial de ciclocrosse no passado mês de fevereiro, galardão conquistado por Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck), após acesa disputa Wout Van Aert (Jumbo-Visma). A grande vitória de hoje vem demonstrar que o britânico fez a escolha certa, de acordo com os objetivos definidos. Apesar do enorme talento que já comprovou no ciclocrosse, Pidcock parece determinado em apostar cada vez mais na estrada, onde demonstra estar cada vez mais à vontade. "Vai demorar algum tempo para perceber o que foi esta vitória, é incrível! Quando deixei o grupo, embora não fosse esse o plano, percebi que abri um espaço e fui. Honestamente, esta semana tive um bom pressentimento de que hoje podia ser o meu dia". Thomas Pidcock (INEOS) Rui Costa foi 4.º classificado, depois de ter integrado o grupo de perseguição Rui Costa foi terminou hoje num honroso 4.º lugar da geral, fazendo assim história para o ciclismo nacional, ao tornar-se no melhor português de sempre na Strade Bianche. O ciclista português da Intermarché-Circus-Wanty somou mais uma grande prestação, às várias já realizadas neste início de temporada, terminando a 23 segundos de Pidcock, isto depois de ter integrado o grupo perseguidor. Começam mesmo a faltar palavras para descrever este fantástico início de 2023 que Rui Costa está a realizar aos 36 anos de idade. Com o resultado de hoje, o ciclista português alcançou o seu 13.º top 10 da temporada. Observando o momento de forma que atravessa, é caso para dizer, que o 2023 de Rui Costa promete, e muito. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=isKTxml-Fx8 Top 10 final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Tom Pidcock INEOS Grenadiers04:31:4102Valentin Madouas Groupama-FDJ+ 2003Tiesj Benoot Jumbo-Visma+ 2204Rui Costa Intermarché-Circus-Wanty+ 2305Attila Valter Jumbo-Visma+ 2306Matej Mohoric Bahrain Victorious+ 3407Pello Bilbao Bahrain Victorious+ 01:0408Romain Grégoire Groupama-FDJ+ 01:1809Davide Formolo UAE Team Emirates+ 01:2310Andreas Kron Lotto Dstny+ 01:35 Nota ainda para Nelson Oliveira (Movistar), que terminou a prova na 35.ª posição, a 2.10 minutos de Pidcock. Já  André Carvalho (Cofidis) foi 112.º, a 18.25 minutos do líder. O Strade Bianche volta em 2024, depois de mais uma edição que prendeu a atenção de milhões de amantes do ciclismo um pouco por todo o mundo, para a prova que é considerado por muitos como o sexto Monumento da temporada. Mas monumentos, oficialmente, só há cinco, ou será que há lugar para mais um? Fica a questão! Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Super arranque de temporada dos portugueses A mais recente atualização do ranking individual da UCI, coloca três ciclistas portugueses no top 100, mais concretamente, João Almeida (46.º), Rúben Guerreiro (66.º) e Rui Costa(88.º). Esta é uma boa oportunidade para refletirmos naquilo que tem sido o grande início de época destes três embaixadores do ciclismo nacional além-fronteiras. João Almeida é aquele de quem mais se espera Aos 24 anos, é um dos líderes da poderosa UAE Emirates. Depois de um 2022 agridoce, em muito, devido à Covid-19, que o obrigou a abandonar o Giro d’Itália, quando parecia ter tudo para terminar no pódio da prova. Agora, em 2023, tudo indica que a receita será muito semelhante à da temporada anterior, com o ‘ataque’ ao Giro como grande objetivo, mas até lá chegar ainda há muito para pedalar. É nesse mesmo sentido que já foi possível ao público português ver João Almeida a competir em solo nacional. Referimo-nos obviamente à 49.ª edição da Volta ao Algarve, em que Almeida partiu para o contrarrelógio final da 5.ª etapa na vice-liderança da prova, terminando depois em 6.º da geral. É certo que muitos esperariam, ou melhor, gostariam de uma vitória final de João Almeida, mas tal como aqui noticiámos, o 6.º lugar na geral, aliado à boa prestação ao longo das etapas mais difíceis da ‘Algarvia’ deixam indicações muito positivas, tendo em conta a fase da temporada e os objetivos traçados pelo ciclista portuguesa e a sua equipa. Rúben Guerreiro já brilha com as novas cores Falando agora de Rúben Guerreiro, aos 28 anos e depois de três temporada de ligação à EF Education, Ruben Guerreiro rumou este ano à Movistar naquela que se está a revelar uma decisão acertada, atendendo ao início de época promissor. Há muito que Rúben demonstra grande potencial, mas nos últimos tempos de EF Education, ele próprio deu sinais de estar algo limitado no seu papel, ou melhor, demonstrou querer mais. É nesse seguimento que surge o seu ingresso na Movistar. Aos 28 anos, Rúben Guerreiro poderá estar numa fase chave da sua carreira e agora é esperado que a formação espanhola lhe dê mais liberdade e confiança já na presente temporada. Ainda há poucos dias Rúben brilhou na 2.ª edição do Gran Camiño, prova que terminou em terceiro lugar e em que foi um dos principais opositores do vencedor da prova, Jonas Vingegaard, a grande estrela da Jumbo-Visma, e vencedor da última edição do Tour. Além disso, antes Rúben já tinha conquistado o Saudi Tour Provas mais que suficientes que mudança de ares fez bem a Ruben Guerreiro que surge em 2023 repleto de confiança, ciente de que poderá vir a alcançar grandes resultados com as cores da Movistar Mudança revigorou Rui Costa Rui Costa, como referimos há poucos dias, no seguimento da sua participação na 11.ª edição da Faun Drôme, clássica francesa que terminou no segundo posto da geral., é um dos grandes destaques neste início de 2023. A nova aventura nos belgas da Intermarché-Circus-Wanty parece ter revigorado o ciclista português de 36 anos, que está a ter um grande início de temporada, acumulando boas prestações nas provas em que participa, sinal disso mesmo a vitória no Trofeo Calvià, a conquista da Volta à Comunidade Valenciana, as boas classificações na Figueira Champions Classic e na Volta ao Algarve e o mais recente 2.º lugar na Faun Drôme. Rui Costa é, indiscutivelmente, um dos grandes destaques deste início de 2023. Depois de seis anos na UAE Emirates, o experiente ciclista português parece ter acertado em cheio nesta mudança para a Intermarché-Circus-Wanty. Créditos: Alessandro Volders / @cyclingmedia_agency Rui Costa está a encaixar muito bem no papel de destaque que a formação belga lhe reservou. Apesar de ainda haver muito para pedalar em 2023, Rui já deu muito à sua equipa nesta temporada. As grandes exibições que está a realizar, com um misto de experiência e inteligência que os 36 anos lhe dão, têm-lhe permitido lutar por bons resultados neste grande início de época. E as grandes voltas? As atenções vão estar centradas também nas três grandes voltas (Giro, Tour e Vuelta). Fazendo uma análise muito sucinta ao que poderá ser a participação portuguesa nesses três grandes eventos, é certo que João Almeida lutará pelo pódio no Giro d’Itália, num objetivo bem claro já assumido pela UAE Emirates. Em relação ao Rúben e ao Rui, estes lutarão certamente pela conquista de etapas, embora nestes dois casos ainda não seja totalmente perceptível qual, ou mesmo quais, as grandes voltas em que irão estar presentes, bem como o papel que lhes será reservado pelas respetivas equipas. Aí, tudo irá depender dos momentos de forma dos ciclistas ao longo da temporada, e da escolhas que a Movistar e a Intermarché-Circus-Wanty irão realizar quanto aos lotes de atletas a apresentar nas respetivas provas. Vamos o ver o que vai acontecer no desenrolar desta temporada, mas, para já o ciclismo português está muito bem representado no panorama internacional. Importa ressalvar em jeito final deste artigo, que falamos diretamente no atual top 100 da UCI, pois fora dele existem outros ciclistas portugueses a realizar igualmente um bom início de temporada, como por exemplo Rui Oliveira (UAE Emirates) e Joaquim Silva (Efapel), entre outros. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Strade Bianche e Paris Nice no Eurosport - Portugueses em ação nestas corridas Este fim de semana, os fãs vão poder acompanhar no Eurosport duas espetaculares corridas que marcam a preparação das equipas para as grandes voltas do calendário. A Strade Bianche e Paris Nice prometem espetáculo. Sábado - Strade Bianche Este sábado realiza-se mais uma edição da Strade Bianche, ou Estradas Brancas, uma das mais bonitas e duras clássicas da temporada realizada em Siena, Itália.  Ao longo de um percurso de 184 quilómetros, os ciclistas terão de superar vários setores de ‘sterrato’, troços de terra batida, que tornam esta corrida única. A meta fica situada na imponente Piazza del Campo, onde se realiza o famoso ‘Palio’ da cidade, uma corrida de cavalos que atrai milhares de espetadores.  Os portugueses André Carvalho, Rui Costa e Nelson Oliveira compõem o trio de ciclistas portugueses em prova num pelotão que conta ainda com estrelas internacionais como Pello Bilbao, Aleksandr Vlasov, Sergio Higuita, Mathieu van der Poel ou Matej Mohoric.  A corrida pode ser vista em direto no Eurosport 2, a partir das 12:50h, com os comentários de Paulo Martins, Olivier Bonamici e Gonçalo Moreira. Ultimos 5 vencedores 2018 - Benoot 2019 - Alaphilippe 2020 - Wout van Aert 2021 - Mathieu van der Poel 2022 - Pogacar Curiosidade - AG2R Citroen corre com calção "de ganga" O Gravel é uma vertente do ciclismo com grande crescimento em todo o mundo e algumas equipas entram no "espírito Gravel", mais descontraído, para a corrida que é uma competição de estrada, marcada pelos sectores de gravilha ou terra batida. A AG2R Citroen de Greg van Avermaet e companhia irá competir com calções de licra, que pelo desenho imitam calções de ganga, evocando o espírito descontraído do Gravel. (Falta a camisa aos quadrados). Transmissão Os fãs vão poder ver igualmente este ano a Strade Bianche feminina, em direto, no Eurosport 2, a partir das 10:30h. Annemiek van Vleuten está de volta para tentar conquistar esta clássica italiana pela quarta vez na carreira. A não perder! Domingo - Arranque da Paris Nice No domingo, arranca a 81.ª edição da Paris-Nice, ou ‘Corrida para o Sol’ como também é conhecida esta corrida por causa do bom tempo que geralmente acompanha a passagem do pelotão do Norte para o Sul. Tal como o nome indica, a Paris-Nice liga estas duas cidades francesas durante oito dias de competição ao longo de cerca de 1200 quilómetros.  Vingegaard VS. Pogacar A luta pela camisola amarela promete ser animada numa edição que conta com a presença dos vencedores da Volta a França Jonas Vingegaard e Tadej Pogacar.  Rui Oliveira é o único português inscrito na Paris-Nice. Quem vencerá na chegada a Nice dia 12 de março? A resposta pode ser vista diariamente em direto no Eurosport.  O arranque da Paris-Nice pode ser visto este domingo no Eurosport 2, em direto, a partir das 14:10h. Antes, a partir das 12:40, o canal emite em direto uma hora e meia do Grand Prix Jean-Pierre Monseré, na Bélgica.  Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Andalucía Bike Race By Garmin - Etapa 5 Córdoba recebeu a Skoda Super Stage, o quinto dia da Andalucía Bike Race by Garmin, com pouco mais de 92 quilómetros e quase 2000 metros de acumulado. Elites masculinos Desde o início da etapa os líderes Wout Alleman e Fabian Rabensteiner (Wilier Pirelli Factory) assumiram a frente do grupo sendo seguidos de perto por Enrique Morcillo e Hugo Drechou (BUFF®-Megamo Team), que foram os únicos que se mantiveram até ao final. Depois da boa colaboração entre as duas duplas faltava saber qual delas iria vencer a etapa. A vitória acabou por cair para a dupla da BUFF®-Megamo Team que celebraram a sua primeira vitória nesta edição da competição. Os líderes Alleman e Rabensteiner consolidaram a sua liderança e têm uma margem bastante confortável de 8 minutos sobre os italianos Francesco Failli e Riccardo Chiarini (Taddei Factory Team). Os portugueses tiveram uma etapa bastante sólida e consistente. José Dias chegou na quinta posição com o seu parceiro Hans Becking da BUFF®-Megamo Team, ocupando o mesmo lugar na classificação geral. Tiago Ferreira em conjunto com Andreas Miltiadis (DMT-Blackjack) cortaram a meta na oitava posição. Lugar que ocupam também na classificação geral. Destaque para Filipe Francisco e Tomas Visnovsky (DMT-Blackjack)  que chegaram na décima posição, alcançando a sua melhor prestação nesta Andalucía Bike Race e ocupam o décimo quarto lugar da classificação geral. Classificação Etapa 5 UCI Marathon Series Masculino 1 – Enrique Morcillo – Hugo Drechou BUFF-MEGAMO TEAM 03:42:25 2 – Fabian Rabensteiner – Wout Allenman WILIER PIRELLI FACTORY – 03:42:26 3 – Francesco Failli – Riccardo Chiarini JBG2 TEAM – 03:45:09 … 5 - Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 03:45:36 8 - Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT BLACKJACK – 03:49:15 10 – Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 03:51:46 Classificação geral UCI Marathon Series Masculino 1 - Fabian Rabensteiner – Wout Allenman WILIER PIRELLI FACTORY – 12:49:37 2 – Francesco Failli – Riccardo Chiarini JBG2 TEAM – 12:57:39 3 – Miguel Muñoz – Roberto Bou CANNONDALE VAS ARABAY – 12:58:30 … 5 - Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 13:00:46 8 - Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT-BLACKJACK – 13:20:35 14 - Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 13:33:27 Elites femininas Na categoria feminina a dupla que tomou as rédeas da corrida era composta por Stefanie Dohrn e Lejla Njemcevic (Canyon Allebike). A alemã e sérvia chegaram a ter vantagem que superava os dois minutos sobre as líderes Katazina Sosna e Irina Luetzelschwab (Team Torpado BULLS Swiss). Mas acabaram por ser alcançadas na descida levando a discussão da etapa para o sprint. As líderes da classificação geral mostraram ao que vieram e somaram a terceira vitória de etapa nesta Andalucía Bike Race by Garmin. A margem é agora de um minuto e meio para Dohrn e Njemcevic, enquanto que Txell Figueras e Janina Wüst (BUFF®-Megamo Team) perderam algum tempo e estão agora mais afastadas da liderança. Classificação Etapa 5 UCI Marathon Series Feminino 1 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS – 03:42:25 2 - Lejla Njemcevic – Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE – 03:42:26 3 – Txell Figueras - Janina Wüst BUFF-MEGAMO TEAM - 03:45:09 Classificação geral UCI Marathon Series Feminino 1 – Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS – 15:49:10 2 – Lejla Njemcevic – Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE – 15:50:38 3 - Txell Figueras - Janina Wüst BUFF-MEGAMO TEAM - 15:55:33 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Andalucía Bike Race by Garmin – Etapa 4 A quarta etapa da Andalucía Bike Race by Garmin foi um contrarrelógio de 31 quilómetros em Villafranca de Córdoba.  Elites Mascullinos Na categoria masculina Wout Alleman e Fabian Rabensteiner (Wilier Pirelli Factory) continuam na liderança da geral com uma forte prestação que lhes valeu a terceira vitória consecutiva em etapas. A dupla da Wilier Pirelli Factory tem uma vantagem de mais de 5 minutos sobre os mais diretos perseguidores na classificação geral, Francesco Failli e Riccardo Chiarini (Taddei Factory Team). O pódio da etapa ficou completo com Enrique Morcillo e Hugo Drechou (BUFF®-Megamo Team), no segundo lugar e com os companheiros de equipa  Hans Becking e o português José Dias no terceiro. A dupla composta pelo português e pelo holandês está no quinto lugar da classificação geral ainda com o pódio em vista. Destaque também para Tiago Ferreira e Andreas Miltiadis que conseguiram o sexto lugar na etapa e ascenderam ao top-10 da geral, colocando-se na nona posição. Classificação etapa 4 UCI Marathon Series Masculino 1 - Fabian Rabensteiner - Wout Alleman WILIER PIRELLI FACTORY 01:16:34  2 - Enrique Morcillo – Hugo Drechou BUFF®-MEGAMO TEAM 01:17:26 3 - José Dias – Hans Becking BUFF®-MEGAMO TEAM 01:17:34 … 6 – Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT-Blackjack 01:18:47 17 – Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-Blackjack 01:22:23 Classificação geral UCI Marathon Series Masculino 1 - Fabian Rabensteiner – Wout Alleman WILIER PIRELLI FACTORY 09:07:11  2 - Francesco Failli –Riccardo Chiarini TADDEI FACTORY TEAM 09:12:30  3 - Roberto Bou – Miguel Múñoz CANNONDALE VAS ARABAY 09:12:54 … 5 - José Dias – Hans Becking BUFF®-MEGAMO TEAM 09:15:09 9 - Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT-Blackjack 09:31:19 16 – Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-Blackjack 09:41:40 Elites Femininas Irina Luetzelschwab e Katazina Sosna (Team Torpado BULLS Swiss) foram as mais rápidas no setor feminino, conseguindo finalmente assumir a liderança da classificação geral.  As líderes até ao dia de hoje, Stefanie Dohrn e Lejla Njemcevic (Canyon Allebike), terminaram no terceiro lugar da etapa perdendo um minuto e meio para as novas líderes. No segundo lugar chegaram Janina Wüst e Txell Figueras (BUFF®-Megamo Team) que lideravam a corrida. A classificação geral continua em aberto e as diferenças mantém-se bastante apertadas entres as 3 duplas do pódio. Classificação Etapa 4 UCI Marathon Series Feminino 1 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS 01:36:38  2 - Txell Figueras – Janina Wüst BUFF®-MEGAMO TEAM 01:38:04 3 - Lejla Njemcevic - Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE 01:38:09 Classificação geral UCI Marathon Series Feminino 1 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS 11:21:02 2 - Lejla Njemcevic - Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE 11:22:34 3 - Txell Figueras – Janina Wüst BUFF®-MEGAMO TEAM 11:23:36 Vídeo resumo https://youtu.be/6e-mNYKU7R0 Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Dentro do autocarro da equipa TREK-Segafredo | Todos os pormenores Durante a Volta ao Algarve 2023, Luís Beltrão entrou dentro do autocarro da equipa World Tour Trek-Segafredo, para mostrar ao público do TopCycling.pt Mais do que o autocarro, neste vídeo mostramos muitos dos procedimentos de uma equipa World Tour, antes e após cada etapa ou corrida, como a reunião, a alimentação, a recuperação feita em viagem, e outros pormenores que os ciclistas têm que fazer antes da chegada ao hotel. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=zkpQIXTsaZA ### Andalucía Bike Race by Garmin - Etapa 3 A terceira etapa da Andalucía Bike Race by Garmin teve nova partida em Jaén e nova vitória de Fabian Rabensteiner e Wout Alleman (Wilier Pireli Factory). Após dois dias duros, os corredores enfrentaram a etapa mais dura e mais técnica da competição. Os 64 quilómetros com mais de 2200 metros de acumulado com subidas duras e descidas técnicas acabaram por “separar as águas” no setor masculino e baralhar as contas no setor feminino. Elites Masculinos Fabian Rabensteiner e Wout Alleman repetiram a receita da jornada anterior, impondo um ritmo forte desde o princípio que os permitiu isolar-se da concorrência. A segunda vitória na competição trouxe também a liderança da geral para a dupla da Wilier Pireli Factory. A pouco mais de 3 minutos dos novos líderes chegava um grupo de 6 duplas encabeçado pelos italianos Francesco Faili e Riccardo Chiarini da Taddei Factory Team. Enrique Morcillo e Hugo Drechou da BUFF-Megamo Team completaram o pódio da etapa. Nesse grupo de 6 duplas chegaram dois elementos portugueses. José Dias chegou na quarta posição com seu parceiro Hans Becking (BUFF-Megamo Team) mesmo à frente de Tiago Ferreira e Andreas Miltiadis (DMT-Blackjack) que chegaram na quinta posição. Na classificação geral Tiago Ferreira e Andreas Miltiadis subiram ao décimo primeiro lugar. Já José Dias e Hans Becking mantiveram a sua sexta posição. Classificação Etapa 2 UCI Marathon Series Masculino 1 – Fabian Rabensteiner – Wout Allenman WILIER PIRELLI FACTORY – 03:05:48 2 – Francesco Failli – Riccardo Chiarini JBG2 TEAM – 03:08:54 3 – Enrique Morcillo – Hugo Drechou BUFF-MEGAMO TEAM 03:08:54 4 - Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 03:08:56 5 - Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT BLACKJACK – 03:08:56 … 17 – Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 03:22:04 Classificação geral UCI Marathon Series Masculino 1 - Fabian Rabensteiner – Wout Allenman WILIER PIRELLI FACTORY – 07:50:35 2 – Francesco Failli – Riccardo Chiarini JBG2 TEAM – 07:54:31 3 – Miguel Muñoz – Roberto Bou CANNONDALE VAS ARABAY – 07:55:02 … 6 - Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 07:57:27 11 - Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT BLACKJACK – 08:12:32 17 - Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 08:19:16 Elites Femininas Na categoria feminina também houve mudança nas líderes da geral. Stefanie Dohrn e Lejla Njemcevic (Canyon-Allebike) atacaram de bastante longe para vencer a etapa e tornarem-se nas novas líderes da geral com o mesmo tempo de Katazina Sosna e Irina Luetzelschwab (Team Torpado-BULLS Swiss), que foram segundas na etapa de hoje. Txell Figueras e Janina Wüst (BUFF-Megamo Team) terminaram no terceiro lugar na etapa e ocupando o mesmo lugar na classificação geral. Classificação Etapa 2 UCI Marathon Series Feminino 1 - Lejla Njemcevic – Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE – 03:54:44 2 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS – 03:56:03 3 – Txell Figueras - Janina Wüst BUFF-MEGAMO TEAM - 03:57:27 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=wOEC0VosU_Y Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Andalucía Bike Race - Etapa 2 Jaén acolheu a segunda etapa da Andalucía Bike Race by Garmin, numa jornada que coincidiu com o Dia da Andaluzia, feriado regional. Num percurso de constante sobe e desce, a etapa ficou marcada pela neve no ponto mais elevado do traçado, El Pincho, a 1367 metros de altitude que coincidia com a linha de meta. Elites Masculinos Nos primeiros quilómetros da etapa, a dupla formada pelo campeão da Europa Fabian Rabensteiner e Wout Alleman (Wilier Pireli Factory) conseguiu abrir um espaço para os mais diretos perseguidores que nunca mais chegou a ser fechado. Na segunda posição cortaram a meta o português Tiago Ferreira e Andreas Miltiadias (DMT-Blackjack), que apesar dos problemas mecânicos do dia anterior, hoje conseguiram demonstrar a boa forma neste início de temporada. Com o mesmo tempo dos segundos classificados, chegaram Francesco Faili e Riccardo Chiarini (Taddei Factory Team). A liderança da geral mantém-se na dupla polaca vencedora da etapa inaugural, Michal Paluta e Pawel Bernas (JBG2 TEAM) que chegaram integrados no grupo que lutou pelo segundo lugar na etapa. No que toca aos outros portugueses, José Dias e o seu par Hans Becking (BUFF-Megamo Team) mostraram consistência e chegaram na quinta posição, o que lhes valeu a subida ao sexto lugar da geral. Filipe Francisco e Tomas Visnovsky (DMT-Blackjack) aproximaram-se do top 10 com o seu décimo segundo lugar. Prestação que lhes permitiu avançar algumas posições na classificação geral. Pódio da etapa e portugueses UCI Marathon Series Masculino 1 – Fabian Rabensteiner – Wout Allenman WILIER PIRELLI FACTORY – 02:12:50 2 - Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT BLACKJACK – 02:16:39 3 – Francesco Failli – Riccardo Chiarini JBG2 TEAM – 02:16:40 … 5 – Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 02:16:41 12 – Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 02:19:55 Classificação geral UCI Marathon Series Masculino 1 - Michal Paluta - Pawel Bernas JBG2 TEAM – 04:44:28 2 - Fabian Rabensteiner – Wout Allenman WILIER PIRELLI FACTORY – 04:44:47 3 – Francesco Failli – Riccardo Chiarini JBG2 TEAM – 04:45:37 … 6 - Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 04:48:39 15 - Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 04:57:13 Elites femininas Na categoria feminina, as líderes, Janina Wüst e Txell Figueras (BUFF-Megamo Team) partiram com o objetivo de manter a liderança. O que veio a confirmar-se com o terceiro lugar na etapa. As vencedoras do dia foram a lituana Katazina Sosna e a suíça Irina Luetzelshwab (Team Torpado BULLS Swiss) que trocaram de posição com as líderes da geral em relação ao dia anterior. Repetindo o segundo lugar da terceira etapa estiveram Lejla Njemcevic e Stefanie Dohrn (Canyon-Allebike) apesar de terem caído para o terceiro lugar da classificação geral. Pódio da etapa UCI Marathon Series Feminino 1 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS – 02:45:26 2 - Lejla Njemcevic – Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE – 02:47:29 3 – Txell Figueras - Janina Wüst BUFF-MEGAMO TEAM - 02:48:04 Classificação geral UCI Marathon Series Feminino 1 - Txell Figueras - Janina Wüst BUFF-MEGAMO TEAM - 05:48:01 2 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS – 05:48:02 3 – Lejla Njemcevic – Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE – 05:49:38 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=jq2p_uViwwo Por: Tomás Martins Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Ciclista da Trek-Segafredo, Antonio Tiberi, multado por matar gato O ciclista campeão do mundo de contrarrelógio junior em 2019, António Tiberi, disparou com uma arma de pressão de ar a um gato que andava pela rua. Mais tarde veio a saber-se que o gato tinha sido adotado pelo ministro do Turismo de San Marino, Federico Pedini Amati. O recentemente sétimo classificado na geral do UAE Tour foi condenado a pagar uma multa de 4000 euros, mas há mesmo quem peça que lhe seja retirado o visto de residência italiano em San Marino. Tiberi vive em San Marino pelo facto da carga fiscal ser menor do que em Itália, à semelhança de outros ciclistas e desportistas internacionais. Ao juiz declarou que a sua intenção “era simplesmente medir a capacidade de tiro da arma”. Confessou ter disparado desde a janela da sua casa sobre um gato e, para sua surpresa, acertou: “Tentei acertar num gato e para minha surpresa acertei mesmo. Não tinha intenção de matar o animal, na verdade estava convencido de que a arma não era letal". A arma usada é uma carabina Hatsan BT65 SB Elite (uma arma de pressão de ar). O ministro já informou que pretende levar a cabo esforços para que se retire a autorização de residência ao ciclista da Trek-Segafredo. A equipa da Trek-Segafredo, onde o ciclista italiano atua desde a temporada de 2021, já emitiu um comunicado sobre o assunto: “Tendo em conta a sentença de Antonio Tiberi em San Marino, a Trek-Segafredo está totalmente de acordo com a multa, condena arduamente o ato e o seu responsável, que viola claramente o código de conduta da equipa. A equipa foi previamente avisada do ocorrido e suspendeu imediatamente o Antonio por um mínimo de 20 dias. O corredor vai falhar o Trofeo Laigueglia, o Tirreno-Adriático e a Milão-Torino. Se necessário, a equipa irá tomar outras medidas no futuro. Para juntar à multa imposta em tribunal, a equipa vai doar o salário suspenso a uma organização apropriada para os cuidados, proteção e resgate de animais. A Trek-Segafredo gostava de reiterar o grande desapontamento no comportamento do Antonio. A equipa pretende melhorar os seus ciclistas não só como atletas, mas também como homens e mulheres. A equipa vai trabalhar em conjunto com o Antonio para assegurar que ele se educa a si mesmo e espera que ele dê os passos necessários para demonstrar os seus remorsos e tornar-se numa melhor pessoa.” Esclarece o comunicado Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Novos sapatos Shimano S-Phyre RC903s - Edição especial champanhe A Shimano anunciou o lançamento de uma edição especial de cor champanhe dos seus sapatos de estrada Shimano S-Phyre RC903s, a pensar na pompa dos pódios das Clássicas da Primavera desta temporada. Segundo a empresa japonesa, o novo modelo Shimano S-Phyre RC903s oferece o mesmo desempenho premium e tecnologia de topo dos RC903 mas agora com um design mais brilhante e elegante. Para além da cor renovada, os sapatos RC903s apresentam também novos botões de aperto metálicos Li2, que fazem parte do já existente Sistema BOA Fit. Encaixe De acordo com a Shimano, os botões de aperto rotativo de baixo perfil BOA Li2 amplificam o encaixe dos RC903 e combinam com um novo sistema de laço, que faz com que o sistema de micro ajuste o torne confortável mesmo em movimento. Os novos RC903s apresentam a mesmo calcanhar, mas com uma aparência mais integrada. O formato Dynalast, único da Shimano proporciona uma gama de ajuste expandida para acomodar uma maior variedade de formas e tamanhos de pés. Desta forma, marca apresenta um novo calcanhar estabilizador, seguro e anti-torção que melhora o ajuste e a estabilidade dos pés, mantendo o calcanhar do utilizador no lugar para evitar movimentos durante maiores esforços. Características de destaque Botões de aperto metálicos BOA Li2 Sistema de laço de baixo perfil Parte superior de couro com microfibra leve e respirável Calcanheira segura estabilizadora anti-torção Encaixe de biqueira refinado Especificações e preço Peso: 225g. (tamanho 42) Cor: Champanhe Tamanhos padrão: 36, 37 - 47 em meios tamanhos, 48 Tamanhos grandes: 36, 37 - 47 em meios tamanhos, 48 Preço sugerido pelo fabricante: €379.95 Podes ver todas as especificações, as gamas e preços aqui no site da marca: https://bike.shimano.com/pt-PT Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### NOVA Specialized Tero X A marca americana lançou hoje a nível mundial a nova Specialized Tero X, uma bicicleta elétrica altamente versátil, com capacidade de carga tanto para o dia a dia como para a aventura. As bicicletas eléctricas de montanha versáteis e com capacidade de carga não é um segmento onde a Specialized tenha expressão, mas atenta à dinâmica e evolução do mercado, a marca decide apostar num novo modelo que chega ao mercado com argumentos fortes. A Specialized pretende com este modelo ter uma bicicleta de qualidade, versátil e acessível no preço (no panorama das biclcetas elétricas), comparativamente com as marcas concorrentes. À plataforma do modelo já existente, Specialized Tero, adicionaram suspensão traseira e alguns acessórios conferem à bicicleta maior polivalência, pensada de origem para poder acomodar guarda lamas e alguma capacidade de carga. A suspensão traseira é caracterizada por um mono pivot, que isola o peso extra da carga do funcionamento da suspensão. Além disso, ao ser desenvolvida de raíz para ter guarda lamas, este não interfere com o funcionamento da suspensão. Os guarda-lamas têm 65mm. e permitem a utilização de pneus 2,35. Motores Na Suíça, onde se encontra o centro de desenvolvimento "Turbo" da Specialized e onde desenvolvem todos os motores da marca, os engenheiros adaptaram as unidades 2.0 e 2.2 já existentes noutros modelos como a Turbo Levo ou Turbo Kenevo, à nova Tero X. Motores Specialized 2.0 e 2.2 incorporados no quadro. Sem novidade neste aspecto, tratam-se dos motores Specialized 2.0 e 2.2 incorporados no quadro de alumínio da Tero X, que segundo a marca quadruplica a potência do ciclista, gerando ampla potência para facilitar o trabalho nas subidas mais íngremes. O motor ganha maior ênfase neste modelo pois além de auxiliar simplesmente a capacidade do ciclista, fornece o músculo extra necessário para carregar o equipamento de trekking, o material para acampar, lanches de fim de semana, ou as compras para casa sem suar. O Suporte da Tero X tem capacidade para carga até 20kg's. de peso A Specialized anuncia até seis horas de tempo de condução assistida em modo "ECO", mas quem tem experiência com bicicletas elétricas sabe que a autonomia vai depender dos modos de assistência utilizada e do percurso. Característica importante em qualquer bicicleta elétrica, principalmente se tem um peso entre os 26 e 27 kg's. como a Tero X, é o facto das suas baterias serem facilmente removíveis para carregamento separadamente da bicicleta. Sistema TCT Mastermind Assim como em outros modelos elétricos da Specialized, também a Tero X tem este sistema. O MasterMind é um ecrã totalmente personalizável que revela todas as informações relevantes sobre a tua volta, permitindo o ajuste em tempo real dos níveis de potência da assistência elétrica no guiador. Tem um calculador de autonomia integrado, com o qual o utilizador pode maximizar a autonomia e tempo de volta. Sistema anti-roubo A Specialized equipou esta bicicleta com o sistema "Turbo Lock", um recurso desenvolvido para deixar os ladrões de bicicleta infelizes. Acionado através da aplicação Mission Control fácil de usar, o Sistema Turbo Lock desativa efetivamente o motor da bicicleta enquanto ativa um alarme de sensor de movimento. Espigão telescópico, guarda lamas e iluminação de série Atendendo ao publico e objectivos desta bicicleta, que são a aventura e versatilidade para o dia a dia, a Specialized coloca de origem em todos os modelos Tero X, guarda-lamas, iluminação até 1.000 lúmenes de potência do farol e uma luz traseira sensível à velocidade disponível que aumenta o brilho de 11 para 22 lúmenes quando a desaceleração é detetada e ainda o espigão telescópico. O espigão telescópico, além das vantagens já conhecidas em terrenos e descidas técnicas, é colocado porque a marca obteve por parte de muitos utilizadores, o feedback de que este acessório também ajuda na entrada e saída da bicicleta. Disponibilidade e preços A nova Tero X pode ser adquirida on-line ou nas lojas representantes. Podes ver as várias gamas, os preços e disponibilidade aqui no site da marca em Portugal: www.specialized.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Andalucía Bike Race by Garmin | Etapa 1 Começou esta segunda-feira a 13ª edição da Andalucía Bike Race by Garmin. A primeira etapa teve como local de partida e de chegada, Torredelcampo, na província de Jaén. O percurso de 48 quilómetros era de dificuldade elevada, pelos mais de 1800 metros de acumulado com passagem na Serra de Jamilena e no Cerro de Santa Ana. A chuva e nos sítios mais altos, a neve, dos dias anteriores foi um acréscimo na dificuldade do percurso provocando várias quedas e avarias durante a corrida. Elites Masculinos No setor masculino, a vitória foi para a dupla polaca, Michal Paluta e Pawel Bernas da JBG2 Team, que foram durante várias temporadas profissionais em equipas de ciclismo de estrada. A pouco mais de um minuto chegaram Francesco Faili e Riccardo Chiarini da Taddei Factory Team. O pódio foi completado pela dupla espanhola, Miguel Muñoz e Roberto Bou da equipa Cannondale Vas Arabay. O melhor português na etapa foi José Dias da equipa Buff-Megamo Team, que faz dupla com Hans Becking e concluíram a prova na sétima posição. Filipe Francisco e Tomas Visnovsky (DMT- Blackjack)  ficaram-se pela 19ª posição e Tiago Ferreira em conjunto com Andreas Miltiadis perderam bastante tempo devido a uma avaria do cipriota. Pódio categoria masculina e portugueses Etapa 1 UCI Marathon Series Masculino 1 - Michal Paluta - Pawel Bernas JBG2 TEAM – 02:27:47 2 - Francesco Failli - Riccardo Chiarini TADDEI FACTORY TEAM – 02:28:57 3 - Miguel Muñoz – Roberto Bou CANNONDALE VAS ARABAY – 02:29:15 … 7 – Hans Becking – José Dias BUFF-MEGAMO TEAM – 02:31:57 19 – Filipe Francisco – Tomas Visnovsky DMT-BLACKJACK – 02:37:17 38 – Andreas Miltiadis – Tiago Ferreira DMT BLACKJACK – 02:46:56 Elites Femininas No setor feminino, Txell Figueras e Janina Wüst (Buff-Megamo Team) lideraram a corrida desde os primeiros quilómetros e conseguiram vencer a primeira etapa da Andalucía Bike Race à frente de Lejla Njemcevic e Stefanie Dohrn (Canyon Allebike) e de Katazina Sosna e Irina Luetzelschwab (Team Torpado BULLS Swiss). Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=KrNGzTdYOSQ Pódio categoria feminina Etapa 1 UCI Marathon Series Feminino 1 - Txell Figueras - Janina Wüst BUFF-MEGAMO TEAM - 02:59:57 2 - Lejla Njemcevic – Stefanie Dohrn CANYON ALLEBIKE – 03:02:09 3 - Katazina Sosna – Irina Luetzelschwab TEAM TORPADO BULLS SWISS – 03:02:52 Por: Tomás Martis Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Rui Costa perto da vitória em Faun Drôme Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) terminou a 11.ª edição da Faun Drôme no segundo posto da geral. O ciclista português de 36 anos brilhou na clássica francesa, que teve como vencedor Anthony Perez (Cofidis), que completou os 191,5 quilómetros com o registo de 4:57:26 horas, 1.11 minutos mais rápido que Rui Costa. Se por um lado Perez teve uma chegada à meta tranquila, já a luta pelo segundo lugar, essa foi bem mais mexida, sendo decidida ao ‘sprint’ por um restrito lote de quatro ciclistas que integravam a perseguição ao líder. Rui Costa integrava esse lote e garantiu o segundo lugar, ao superiorizar-se mesmo em cima da linha meta a  Andrea Bagioli (Soudal-QuickStep), que ficou assim com último lugar do pódio. Top 10 final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Anthony Perez - Cofidis04:57:2602Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 01:1103Andrea Bagioli - Soudal Quick-Step+ 01:1104David Gaudu - Groupama-FDJ+ 01:1305Quinn Simmons - Trek-Segafredo+ 01:1306Mattias Skjelmose Jensen - Trek-Segafredo+ 01:3407Georg Zimmermann - Intermarché-Circus-Wanty+ 01:3808Simon Clarke - Israel-Premier Tech+ 01:4109Corbin Strong - Israel-Premier Tech+ 01:4310Dorian Godon - AG2R Citroën Team+ 01:48 Rui segue de vento em popa Rui Costa continua de vento em popa nesta nova aventura nos belgas da Intermarché-Circus-Wanty. O ciclista português está a efetuar um grande início de temporada, acumulando boas prestações nas provas em que participa, prova disso mesmo a vitória no Trofeo Calvià, a conquista da Volta à Comunidade Valenciana, as boas classificações na Figueira Champions Classic e na recente Volta ao Algarve. Rui Costa é, aos 36 anos de idade, um dos grandes destaques do início da temporada 2023. Será que já está no pico de forma? Ainda é cedo para perceber isso, mas uma coisa é percetível, Rui Costa está a aproveitar o estatuto de destaque que a Intermarché-Circus-Wanty lhe reservou, algo a que já não estava habituado após seis anos de UAE Emirates. Para nós portugueses e amantes do ciclismo, o melhor mesmo, será assistir a este grande momento de um dos principais ciclistas portugueses dos últimos anos com muito orgulho e ao mesmo tempo esperançosos que o melhor ainda esteja para vir, afinal de contas, o Rui conhece muito bem algumas das principais etapas das grandes voltas, por isso, sonhar não custa!   Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Rúben Guerreiro garante pódio no Gran Camiño Rúben Guerreiro (Movistar) fechou a sua participação no Gran Camiño com um honroso terceiro lugar na geral. O ciclista português de 28 anos foi um dos principais opositores de Jonas Vingegaard (Jumbo-Visma), que conquistou a prova de forma categórica, vencendo as três disputadas, (depois do cancelamento da ronda inaugural devido às más condições climatéricas registadas nesse dia). Créditos imagem: Tim de Waele/Getty Images Rúben Guerreiro partiu para o contrarrelógio final de hoje na vice-liderança desta 2.º edição do Gran Camiño, depois de ter terminado as duas etapas anteriores precisamente nessa posição. O contrarrelógio acabou por ditar a perda dessa posição para Jesus Herrada (Cofidis), baixando para um honroso terceiro posto da classificação geral, a 2.48 minutos de Vingegaard, depois de três bons dias por terras galegas. Ingresso promissor na Movistar Aos 28 anos e depois de três temporada de ligação à EF Education, Ruben Guerreiro rumou este ano à Movistar naquela que parece ter sido uma decisão acertada, atendendo a este início de época promissor. Além terceiro lugar de hoje na 2.ª edição do Gran Camiño o ‘cowboy de pegões’ (alcunha de longa data que lhe é reconhecida), tinha iniciado a temporada 2023 com a conquista do Saudi Tour. A mudança de ares fez bem a Ruben Guerreiro que surge em 2023 repleto de confiança, ciente de que poderá vir a alcançar grandes resultados com as cores da formação espanhola da Movistar. Classificação final POSPÁISNOME - EQUIPATEMPO01Jonas Vingegaard Jumbo-Visma08:16:5502Jesus Herrada Cofidis+ 02:3103Ruben Guerreiro Movistar Team+ 02:4804Attila Valter Jumbo-Visma+ 02:5305William Barta Movistar Team+ 03:0106Lukas Nerurkar Trinity Racing+ 03:3007Simon Geschke Cofidis+ 03:3908David De La Cruz Astana Qazaqstan Team+ 03:4009Joaquim Silva Efapel Cycling+ 03:4410Ruben Fernandez Cofidis+ 03:53 Classificações completas aqui disponíveis. Joaquim Silva mais um ciclista português em destaque Joaquim Silva (Efapel) foi outro dos portugueses em destaque ao terminar dentro do top 10 final. Aos 30 anos, o ciclista português da Efapel terminou num meritório nono lugar da geral, isto depois de ter efetuado um surpreendente contrarrelógio, 13.º melhor tempo, marca que permitiu subir quatro posições na geral. Um merecido prémio para um dos bons e consistentes ciclistas existentes no pelotão nacional. Como balanço desta 2.ª edição do Gran Camiño fica na memória a inequívoca demonstração de qualidade de Jonas Vingegaard, e para nós portugueses o orgulho em ver a bandeira nacional figurar duas vezes no top 10 final da prova, devido às boas prestações de Rúben Guerreiro e Joaquim Silva. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Omloop Het Nieuwsblad - Dylan van Baarle já vence pela Jumbo-Visma, Rui Oliveira top 10 Dylan van Baarle venceu hoje a Omloop Het Nieuwsblad, a primeira clássica da temporada. O neerlandês, estreia-se a vencer pela Jumbo-Visma. Arnaud De Lie foi o segundo, Christophe Laporte o terceiro e o português Rui Oliveira termina no TOP 10. Foi a 40 quilómetros do final que se efectivou o corte no pelotão que deu origem à fuga da qual sairia o vencedor da corrida, na qual estavam nomes importantes como Jonathan Milan, Florian Vermeersch, Dylan Van Baarle e Mathis Le Berre. https://twitter.com/OmloopHNB/status/1629485682178531328 Kevin Geniets e Jasper Stuyven fizeram a perseguição, seguidos posteriormente por Nils Eekhoff, Rui Oliveira, Jan Tratnik e Brent Van Moer. Dylan van Baarle foi "descarregando" os companheiros de fuga um por um, à medida que as subidas foram surgindo no percurso, o ultimo a resistir foi Mathis Le Berre, que não teve pernas no Kapelmuur, penúltima dificuldade do percurso antes do Bosberg. Aos 30 anos de idade, Dylan Van Baarle acabou por vencer a Omloop Het Nieuwsblad, cortando a meta a solo e estreando-se a vencer pela Jumbo-Visma, depois de representar a estrutura da Ineos desde 2018. Após vencer em Roubaix e ter sido segundo na Flandres, em 2022, junta mais uma clássica WorldTour ao palmarés. Poderá fazer a dobradinha Omloop-Volta à Flandres, algo que nunca foi conseguido ao longo da história? Rui Oliveira no top 10 O português da UAE Team Emirates confirma, ano após ano, que pode vencer uma clássica! Na Omloop, Tim Wellens fez uma boa corrida, tentou dar caça a Dylan Van Baarle, mas foi apanhado pelo grupo perseguidor na reta da meta. Integrado no pelotão, Rui Oliveira lançou o sprint e fechou nos 10 primeiros, um feito histórico já que é a primeira vez na carreira que conclui uma clássica WorldTour no top 10. Foi uma corrida muito dura, das clássicas mais duras que já fiz, houve um ritmo muito forte logo a partir do quilómetro 60/70 de corrida, com muito vento e as equipas a tentarem partir a corrida, como foi o caso Jumbo. Estive sempre bem mas um corredor caiu à minha frente a cerca de 10 quilómetros do Molenberg, que era um dos pontos importantes da corrida e foi um desgaste enorme a tentar recuperar. Acabei por conseguir e por entrar num bom grupo, tive liberdade para fazer a minha corrida apesar do Tim [Wellens] estar na frente. No sprint estive perto do top 5, mas em cima do risco de meta ainda fui passado por alguns corredores. Apesar de tudo estou muito satisfeito pois é o meu melhor resultado numa corrida destas características e ao fim de quatro anos no WorldTour consegui demonstrar o meu valor, já procurava isto há muito tempo e não quero ficar por aqui. Rui Oliveira em declarações ao TopCycling Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=WITdm-ewDBY TOP 10 final POS.PaísEquipaTempo01Dylan van Baarle Jumbo-Visma04:54:4902Arnaud De Lie Lotto Dstny+ 2003Christophe Laporte Jumbo-Visma+ 2004Alexander Kristoff Uno-X Pro Cycling Team+ 2005Tom Pidcock INEOS Grenadiers+ 2006Davide Ballerini Soudal Quick-Step+ 2007Nils Politt BORA-hansgrohe+ 2008Andrea Pasqualon Bahrain Victorious+ 2009Rui Oliveira UAE Team Emirates+ 2010Sep Vanmarcke Israel-Premier Tech+ 20 Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### iGPSPORT IGS 630 e acessórios - Review completa A iGPSPORT é uma marca criada no coração em Wuhan- China, fundada em Setembro de 2012. A empresa desenvolve tecnologia, hardware, dispositivos de treino e serviço de dados para o desporto. Testámos durante 2 meses, o iGS630 e alguns dos acessórios da marca chinesa, para quem não tiver paciência de ler o restante, adiantamos que não se trata somente de uma marca mais barata (até porque não é assim tão mais barata), mas sim de um equipamento que revelou ser completo, de fácil utilização e com qualidade. Vídeo No vídeo Luís Beltrão faz o "Unbox" mostrando todo o equipamento, assim como o teste, falando e mostrando a experiência de utilização. https://www.youtube.com/watch?v=yq2Fex-W3PU&t= O dispositivo IGS 630 Entre os vários ciclo computadores disponíveis no catálogo da iGPSPORT, o IGS 630 é o equipamento topo de gama da marca. Revelou-se um equipamento fácil de usar, capaz de satisfazer as necessidades tanto de ciclistas principiantes (pelo preço), como de experientes, visto que apesar do preço ser 219,00€, possui uma variedade de recursos bastante completa, como o ecrã a cores, navegação, conectividade com vários sensores, pontenciómetros, telefone (permite ver notificações no ecrã do equipamento), ou rolos de treino. O ecrã Apesar de ser um topo de gama, a iGPSPORT ainda não aposta no ecrã tátil (tal como a Wahoo por exemplo), sendo a navegação entre os menus feita através de seis botões, facilmente identificáveis. Não considero isto um ponto negativo, ou falta de ter esta característica, visto que a experiência com ecrãs táteis neste tipo de equipamentos em tempo de chuva não é positiva. O tamanho de 2.8 polegadas é suficiente para visualizar bem até 10 campos de informação, podendo alguns desses campos ser apresentados em gráficos e com cores que permitem distinguir bem a diferente informação. Quando ligado, o ecrã principal do iGS630 apresenta seis opções principais de menu e três temas disponíveis para alterar a aparência. O equipamento suporta até oito perfis de utilizador, quatro já definidos, nos quais o nome pode ser alterado (Estrada, Gravel, BTT, etc.), havendo opção de adicionar mais quatro. Design e características de topo Sinceramente, se o equipamento não tivesse na parte frontal o logotipo da iGPSPORT, quando o seguramos e premimos os botões é facilmente confundido com um Garmin ou Wahoo, nota-se robustez e qualidade no toque dos botões e o ecrã de 2,8 polegadas nada fica a dever à concorrência. Outras características interessantes são a autonomia anunciada da bateria, até 35 horas e o encaixe no suporte "tipo Garmin", estilo um quarto de volta, que permite que o equipamento seja utilizado inclusive noutros suportes deste género. Dentro da caixa do equipamento também é fornecida uma película de proteção do ecrã, um acessório prático e que não encontramos noutras marcas de referência. Banda Cardíaca A banda cardíaca está ao nível de uma topo de gama de outras marcas de referência. Bastante leve, minimalista e confortável. A sincronização com o dispositivo é rápida e simples. Adapta-se perfeitamente ao corpo, não se nota a sua presença quando estamos em pleno exercício e não descai do local onde é colocada. A banda cardíaca da iGPSPORT está ao nível de uma Garmin ou Wahoo. Navegação Testei a navegação em em duas situações, numa primeira vez na zona onde costumo pedalar, carreguei um percurso habitual e vi como o equipamento fazia corretamente a navegação, notei-o eficiente, apesar de o estar a utilizar numa zona que conheço. Decidi levar o iGPSPORT para o evento Gravel Challenge de Albufeira, um evento de 2 etapas que são feitas em navegação. Numa zona desconhecida e pedalando mais rápido, muitas vezes em percurso fora de asfalto, notei algumas limitações se o compararmos com outros equipamentos de referência, nomeadamente, o facto de demorar (um pouco mais que outros) em actualizar e dar indicações de viragem, faltar alguma informação de trilhos quando em fora de asfalto. No entanto, não ficamos perdidos, ele cumpre a função de navegar. Créditos imagem: Eduardo Campos Assim como noutros equipamentos deste género, o iGS630 permite que carreguemos percursos com ficheiros GPX diretamente no equipamento, através da ligação com cabo USB ao computador, ou carregando na aplicação da IGS e depois passando desta para o equipamento. (Ver vídeo). Não testei fazer um percurso na própria aplicação, mas foi simples carregar os percursos que tinha no computador. Em navegação, assim como noutros equipamentos de topo, é possível ter na página da rota de navegação e mais alguns ecrãs à escolha do utilizador. Quando estás a pedalar, o percurso selecionado aparece como uma linha azul na visualização do mapa. A navegação curva a curva é mostrada como setas esquerda/direita e uma sobreposição de distância conforme nos aproximamos do ponto de viragem.  Se já utilizaste anteriormente a opção de redirecionamento (no caso de saíres da rota do percurso), sentirás falta dessa opção, pois o iGS630 apenas mostra uma seta vermelha para te ajudar a encontrar o o ponto mais próximo da tua rota.  A aplicação IGS Bem como outras marcas, a iGPSPORT desenvolveu a aplicação da marca para auxiliar o interface com o equipamento, controlar o desenvolvimento do treino, ou carregar percursos. A aplicação está disponível no tanto no Google Play para o sistema Android, como na App Stores para o sistema IOS da Apple. Pelo que soube na partilha de mensagens com outros seguidores do Topcycling, a antiga aplicação era um "tendão de Aquiles" da marca, pois não oferecia um bom emparelhamento com outras aplicações como o Strava e os telemóveis. Esta aplicação é mais recente e aparentemente foi bastante melhorada, porque esse emparelhamento faz-se de forma simples com o telefone. Somente tive algumas dificuldades em sincronizar com o Strava, tive que desemparelhar do telefone e voltar a emparelhar para, à segunda tentativa consegui a sincronização com o Strava. Na aplicação, os últimos treinos realizados e a progressão ao longo da semana ou mês, são constantemente apresentados, dando de forma rápida a informação e "noção" da evolução do utilizador nesse período. Poderá não ser uma aplicação tão refinada com outras mas apresenta os dados suficientes tanto para um ciclista principeante como para um experiente. De realçar ainda que além do Strava, a aplicação está preparada para fazer uma fácil sincronização com o Trainigpeaks, permitindo extrair os treinos para o IGS 630, deixando-os prontos a ser utilizados no terreno. Restantes acessórios Tanto o suporte, como a capa de silicone, sensores de velocidade e de cadência revelam ser acessórios ao nível dos melhores do mercado. A sincronização dos sensores é bastante simples e complementam a informação para quem deseja fazer um treino mais completo (Ver vídeo). A melhorar Não sei se será justo apontar pontos menos bons neste equipamento, tendo em conta o preço dele e o que já oferece, ainda assim deixo algumas observações sobre o que na minha opinião pode ser melhorado. A aplicação (apesar de melhorada e útil), não está tão desenvolvida como a do "gigante" Garmin, a falta da opção de emparelhamento bluetooth com luzes, ou a falta de redirecionamento para o percurso (no caso de sair dele) quando estamos em modo navegação são coisas de que senti falta relativamente a outros equipamentos de topo. Em navegação, os mapas podem ser melhorados e mais completos em próximas versões. Em asfalto não se nota, mas fora de asfalto nota-se falta de alguns caminhos e trilhos. Veredicto final Em resumo o iGS630 é um ciclo computador GPS com bom preço, mas não se trata só do factor preço, é um produto que apresenta qualidade e altamente configurável.  Se pensas adquirir o teu primeiro ciclo computador, seja para treinar, registar as tuas voltas ou navegar, por pouco mais de €200,00 o encontras no iGS630 um equipamento com características premium, e uma bateria de alta autonomia. A opção dos gráficos e o ecrã a cores oferecem uma informação fácil de ler. Por: Luís Beltrão Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Marca de relógios Tudor será cronometrista oficial do Giro de Itália A Tudor vai ser a cronometrista oficial do Giro de Itália e de todas as corridas organizadas pela RCS Sport. O fabricante suíço de relógios de pulso de luxo com sede em Genebra, marca registrada em 1926 por Hans Wilsdorf, fundador da Rolex, aposta forte no ciclismo. A marca de relógios que também patrocina a equipa de Fabian Cancellara vai ser a “dona” do tempo, na primeira das três grandes voltas. O acordo foi anunciado em Milão. A parceria teve início já na Volta aos Emirados Árabes Unidos, o “UAE Tour”, que começou na passada segunda-feira e que irá terminar no próximo domingo, como se pode ver durante a corrida e neste vídeo da organização. https://twitter.com/uae_tour/status/1627961979309592576 Todas as corridas da RCS Sport A parceria envolve todas as corridas organizadas pela RCS Sport como a Strade Bianche masculina e feminina, o Tirreno-Adriático, a Milão-Torino, a Milão-Sanremo, a Volta a Sicília, a Gran Piemonte e o último monumento do ano, a Volta à Lombardia, para além das duas corridas já mencionadas. A Tudor investe forte no mercado italiano, tendo em conta que todas as corridas acordadas se disputam nesse território, à exceção do “UAE Tour”. Estão previstos cinco contrarrelógios onde a Tudor quer ser protagonista. Tudor Pro Cycling Team A marca também está comprometida com o desenvolvimento do ciclismo profissional através da parceria com a Tudor Pro Cycling Team, liderada por Fabian Cancellara e agora com o acordo com a RCS Sport. Durante a Volta ao Algarve o TopCycling pôde constatar o profissionalismo e o rigor, mas também a boa disposição do Staff da equipa Pro Team. No primeiro dia em que estivemos com a equipa conferimos como preparam os abastecimentos e alimentação dos ciclistas para as etapas. https://youtu.be/whERgML8qX0 No segundo dia em que acompanhámos a equipa, fizemos toda uma etapa numa das viaturas da equipa encarregue de fornecer os abastecimentos aos ciclistas durante a corrida. https://youtu.be/PKRp-XfaJKU A equipa compete nas melhores corridas a nível internacional e para além da parceria com a Tudor, tem também o apoio de outras marcas suíças. A Tudor acredita que o toque suíço que dá à equipa Tudor Pro Cycling Team, aliado ao espírito de liderança e à abordagem centrada no ser humano, está destinada a criar a próxima geração de campeões. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Ciclismo em força no Eurosport - As clássicas estão de volta Com a época de ciclismo a ganhar ritmo, esta semana os fãs da modalidade têm boas razões para seguir as transmissões do Eurosport. Ao longo dos próximos dias, o canal desportivo irá emitir a Volta aos Emirados Árabes Unidos, as clássicas belgas Omloop Het Nieuwsblad e Kuurne – Bruxelas – Kuurne, bem como a Volta à Galiza. Diariamente, até domingo, será possível acompanhar em direto toda a ação da Volta aos Emirados Árabes Unidos. A partir das 10:50h, Luís Piçarra e Paulo Martins comentam no Eurosport 2 a última hora e meia de corrida. No domingo será dia de conhecer o grande vencedor da presente edição e saber ainda quem irá suceder a Tadej Pogacar. Sem ciclistas portugueses em prova, surgem como principal foco de interesse a prestação das principais estrelas internacionais do pelotão, casos de Remco Evenepoel, Pello Bilbao, Arnaud Démare, Adam Yates, Tim Merlier ou Dylan Groenewegen. Ruben Guerreiro em prova na 2.ª edição de O Gran Camiño Ruben Guerreiro é um dos nomes fortes para a 2.ª edição de O Gran Camiño, na Galiza, que o Eurosport 2 (12:30h) emite entre os dias 23 e 26 de fevereiro. O ciclista da Movistar começou a temporada em grande força com a sua nova equipa vencendo a Volta a à Arábia Saudita e está apostado em repetir o sucesso. Os ciclistas terão pela frente um total de 553,7 quilómetros, divididos em quatro etapas, três de montanha e um contrarrelógio final em Santiago. No pelotão, Ruben Guerreiro terá a companhia de vários nomes bem conhecidos, sendo de destacar o dinamarquês Jonas Vingegaard, vencedor do Tour de France 2022. Equipas lusas presentes A presença nacional na prova estará ainda reforçada com a presença de quatro equipas lusas: Efapel Cycling, AP Hotels and Resorts Tavira, Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e Rádio Popular – Paredes - Boavista. Sábado é dia da Omloop Het Nieuwsblad No sábado, dia 25 de fevereiro, cumpre-se mais uma edição da Omloop Het Nieuwsblad, (Eurosport 2 às 16:30h) a primeira grande clássica da temporada do World Tour. Partilhamos este vídeo, sublime, do organizador https://www.youtube.com/watch?v=IlZrvfgO3U4 A Omloop liga as cidades de Ghent e Ninove ao longo de 207,3 quilómetros e inclui passagem por troços míticos como o Kerkgate, Jagerij, Zwalm, Haaghoek-Leberg e o Muro de Geraardsbergen, ponto que pode decidir a corrida antes da passagem pelo Bosberg, na parte final. No ano passado, a prova foi ganha pelo belga Wout Van Aert. Agora, para 2023, contará com estrelas do pelotão internacional, como Arnaud de Lie, Jasper Philipsen, Stefan Kung, Alexander Kristoff, Dylan Teuns, Thomas Pidcock ou Matteo Trentin. Os irmãos Ivo e Rui Oliveira da UAE Emirates serão os únicos portugueses em prova. Para o leitor ter a noção de como são importantes as clássicas na Bélgica, partilhamos também o vídeo especialmente feito pela Lotto Dstny, com a convocatória para esta corrida. https://www.youtube.com/watch?v=q3IxR6EIs4E Domingo segue-se a Kuurne – Bruxelas – Kuurne No domingo, 26 de fevereiro, será dia de outra grande corrida, a a Kuurne – Bruxelas – Kuurne, (Eurosport 2 às 14:00h). Apesar de não figurar no circuito do World Tour, a clássica belga caraterizada por conter muitos setores de empedrado, continua a atrair grandes equipas e ciclistas. Fabio Jakobsen é um desses casos e está confirmado, uma vez mais, para tentar repetir o triunfo do ano passado. As clássicas estão de volta e para muitos são a altura mais divertida da temporada de ciclismo, o vídeo da Flanders Classics resume porquê. https://twitter.com/FlandersClassic/status/1628469774236753920 Corridas para todos os gostos em vários cenários para acompanhar ao longo da semana em direto nos canais Eurosport. Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### OK ou KO para João Almeida? Devem soar os alarmes na UAE após a Volta ao Algarve de João Almeida? Como será no Giro de Itália? A análise do jornalista Gonçalo Moreira. A melhor notícia da Volta ao Algarve é que o ciclismo está vivo e os aficionados nacionais estão a debater. Sobre performance, tática, opções de carreira. É o efeito João Almeida! Durante o contrarrelógio da Algarvia muitos espetadores escreveram-me preocupados. As expetativas eram altas: desde 2020 que João Almeida não corria no Algarve e o próprio assumiu que ia à prova para tentar ganhar, em entrevista ao TopCycling por altura do Natal. Não ganhou, aliás, chegamos à etapa de Lagoa sabendo que não ganharia: 24 segundos sobre Filippo Ganna – bicampeão mundial de contrarrelógio – era pouca margem. No entanto, o pódio estava ao alcance pela boa subida ao Malhão e por se ter defendido na Fóia. Sem o lesionado Marc Hirschi e já tendo começado com seis (em vez de sete) ciclistas era difícil impor ritmos e assumir a corrida. Mesmo assim, o pódio era possível. Só que João Almeida ficou aquém das expetativas. Há falhas a corrigir? Para isso servem as corridas de preparação. É motivo para alarme? Só se não confiarem no processo desenvolvido ao longo deste ano e meio de trabalho na UAE-Emirates. Conversei com João Almeida que confirmou que fisicamente se tinha sentido bem, que os números tinham sido bons e que já apontava ao Tirreno-Adriático. Há aspetos que me levam a crer que não há motivo de alarme para o Giro de Itália, para o qual parte com menos favoritismo do que Remco Evenepoel e Primoz Roglic, ambos já vencedores de grandes Voltas e teoricamente mais fortes no contrarrelógio. João Almeida está contente com as alterações na bicicleta, tanto na transmissão como nas rodas, considera a máquina mais rápida e fiável. Em Lagoa não teve problemas mecânicos, mas de comunicação com o carro. Podia ter apertado mais porque tinha gás para o fazer e a um corredor inteligente não é preciso apontar o óbvio; para mim isto são boas notícias. Tom Pidcock bateu João Almeida no Alto do MalhãoCréditos: Volta ao Algarve O voltista mais regular da época Este é o mesmo ciclista que em 2022 foi 5º na Vuelta a Espanha e lutou pelo pódio no Giro de Itália até abandonar por Covid. Bastava ter fechado top cinco e João Almeida teria sido o voltista mais regular de 2022 já que só Jai Hindley (1º no Giro e 10° na Vuelta) e Louis Meintjes (7º no Tour e 11º na Vuelta) andaram perto. Parece fácil andar sempre com os melhores… Guardei alguns comentários de espetadores feitos no calor do momento. Henrique84: “Perdeu o bom contrarrelógio individual em prol de quê??” MWM: “Parece-me que o treino para montanha lhe anda a afetar o contrarrelógio.” Miguel: “Acho que a resposta deve estar na troca de equipa. Ainda continuo na mesma opinião quando ele se transferiu para lá iria atrasar a sua progressão. Olha o que o Rui Costa fez quando saiu de lá.” Miguel Albuquerque: “O Gonçalo é generoso com os nossos ciclistas e bem. Mas sejamos realistas, o João leva 2 anos nesta tendência de ir perdendo qualidades, inclusive a ler as corridas. E a equipa parece estar subtilmente a tirar-lhe o tapete. Por este andar vai ter de trabalhar para Formolo no Giro.” Leonardo Pena Simões: “O Gonçalo está conservador há 2 anos, desde q o João saiu da Deucunick, não foi o CRI desta volta ao Algarve apenas a dizer isso. O João tem potencial pra melhorar, mas não vamos inventar desculpas fosse o João de outra nacionalidade e a opinião seria mais assertiva.” Tentarei responder às dúvidas. O que “perdeu” no crono foi ganho aonde? Responde o treinador do atleta, Íñigo San Millán, ao TopCycling: “Tinha visto dados dele… era um corredor que começava explosivo e vimos que em subidas prolongadas lhe custava. Trabalhamos esse aspeto; mesmo que se tenha ressentido um pouco nessa explosividade, no contexto dele de corridas por etapas era imperativo estar com os melhores ou perto deles em subidas de 15, 20 ou 30 minutos. Agora temos que retomar essa explosividade.” Na Volta à Catalunha triunfou pela primeira vez acima dos 2000 metros e na Volta a Burgos ratificou a progressão em subidas longas ao ganhar em Lagunas de Neila… pós-Covid! João Almeida durante o contrarrelógio de Lagoa. Créditos: Sprint Cycling Agency San Millán aponta um aspeto chave na metodologia de treino: a progressão ano a ano. Em termos fisiológicos João Almeida é um predestinado, mas há arestas a limar. No caso dos resultados no contrarrelógio da Quick-Step para a UAE é preciso ter em conta que se o atleta sempre correu com Specialized e troca para Colnago requer um tempo de adaptação, mais ainda quando a “cabra” de 2022 chegou com atraso. Tadej Pogacar ganha de qualquer maneira… mas o esloveno é de outra galáxia. Desde que a equipa foi criada, em 2017, a UAE não venceu qualquer contrarrelógio se excluirmos campeonatos nacionais e resultados obtidos por Pogacar. Por agora, na UAE os resultados no contrarrelógio são inferiores aos obtidos na etapa na Quick-Step. Por outro lado na equipa belga não era tão fiável na alta montanha. O equilíbrio pode chegar em 2023: “Fisiologicamente e metabolicamente os sistemas energéticos subindo uma montanha são iguais aos de fazer um contrarrelógio. Utilizas muito as fibras tipo dois, é um esforço muito glucolítico onde se produz muito lactato e há que oxidá-lo a energia outra vez. É um esforço praticamente idêntico. O João tem suficiente peso para poder fazer um crono razoável sem perder tanto tempo para um corredor grande – por exemplo, Filippo Ganna – e ter peso para a montanha”, explica o chefe de performance da UAE, San Millán. Quanto ao bloco para o Giro, questionei Joxean Matxin, responsável pela parte desportiva da UAE se tinha ficado satisfeito com a prestação da equipa e Matxin reconheceu que quer a equipa mais em linha com a Vuelta. Também reafirma que o líder é João Almeida e para isso estará rodeado por “ciclistas que entendam os 360 graus do ciclismo que é ganhar 48 corridas e ser a melhor equipa do mundo. Isto implica que em certo momento do Giro certos corredores que me dão vitórias têm que estar para o João Almeida”. Joxean Matxin à conversa com João Almeida A filosofia será a mesma: ciclismo total ao estilo Jumbo-Visma, ganhar etapas, geral e o que vier. Só que até agora a UAE não demonstrou a mesma organização dos rivais e sobre isto Rui Costa foi tácito: “A Jumbo trabalha bem porque coletivamente sabia para o que ia. Estruturalmente está bem desenhada porque não prepara um corredor para o Tour, prepara oito ou nove. Na UAE esqueceram-se desse facto, prepararam o Tadej e mais dois, o resto foram uns à Suíça, outros ao Dauphiné.” Na abertura da atual temporada é visível o cuidado da UAE em rodear Pogacar de Rafa Majka, George Bennett, Tim Wellens e Domen Novak. O bloco do Giro sofrerá reajustes, mas João Almeida não é o bicampeão do Tour de France e por isso Jay Vine foi desviado do Algarve para o UAE Tour, objetivo estratégico da equipa. No Giro será o braço direto do português; acredito nisto porque foi o próprio João Almeida e embora a progressão do aussie seja espetacular não acredito que desrespeite a hierarquia da equipa. Além do australiano irão os habituais Diego Ulissi, Davide Formolo e Alessandro Covi; se contarmos com Pascal Ackermann e um lançador totalizamos 12 etapas ganhas na prova. Qualidade sobra, mas falta um trepador e eu gostava de ver Finn Fisher-Black entre os selecionados, mesmo sem ter qualquer grande Volta nas pernas. Também espero que reconsiderem o papel dos gémeos Oliveira; tanto Rui como Ivo são de grande utilidade porque são todo o terreno, rolam forte no plano e controlam a média montanha, tanto são capazes de saltar a ataques como levar um pelotão inteiro à roda e em termos de espírito de grupo são colegas estupendos (entre estágio e Giro são dois meses juntos). Recorro novamente a Íñigo San Millán para concluir. O treinador fala com o atleta quase todos os dias. Há uma entrega total de um ao outro porque só assim o processo funciona. Uma das fases críticas é quando as coisas não saem como o atleta espera. “Gosto de ensinar ao ciclista o como e o porquê. Muitas vezes o corredor tem dúvidas; sabem que têm que fazer uma subida – para serem competitivos – a 6,1 ou 6,2w/kg e ainda estão em 5,9 ou 6,0w/kg… e dizem ‘ainda me falta’… e tu respondes ‘tranquilo João que estamos há uma semana em altitude e em altitude os números são mais baixos’ (…) Há que dar-lhes essa tranquilidade para que confiem no processo. Se não sai bem mudamos ou a mim cortam-me a cabeça.” João Almeida impõe o ritmo em Jabel Jais durante o UAE Tour 2022 Há uma coisa que é importante esclarecer: no jornalismo não deve haver patriotismo. Eu narro uma vitória do Tadej Pogacar com a mesma emoção que quando ganha o Rui Costa, é a proeza em si que me faz subir as pulsações e não o bilhete de identidade. Estando a dois meses do objetivo, criticar o João Almeida agora é precipitado e sentenciá-lo ainda mais. Posso contextualizar melhor a preparação dele do que, sei lá, do Tao Geoghegan Hart. O nível de acesso ao corredor, treinador e diretor é distinto, se fosse o mesmo de certeza que poderia ter explicado melhor porque desde que conquistou o Giro em 2020 o britânico só voltou a ganhar na Comunidade Valenciana este ano... No final de maio veremos se o veredito é OK ou KO para João Almeida. O meu feeling é que a fiabilidade do corredor, aliada à evolução em certos aspetos do treino, lhe vão permitir ocupar um lugar importante na hierarquia do Giro de Itália. ### Specialized lança quadro Tarmac SL7 edição especial "Remco Reign" Em setembro de 2022, Remco Evenepoel fez história com uma Specialized Tarmac SL7 nos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada em Wollongong, Austrália. O belga de 22 anos tornou-se o mais jovem Campeão do Mundo nos últimos 29 anos e o quarto ciclista a adicionar um título mundial a uma vitória num Monumento e numa Grande Volta na mesma época. 200 quadros únicos Para comemorar, a Specialized criou 200 quadros Tarmac SL7 "Remco's Reign" numerados individualmente, réplicas da bicicleta entregue a Remco após a sua incrível vitória a solo.  Estes quadros estarão disponíveis apenas em Specialized.com, através do método "Recolha em Loja". Peça de coleção A designer conceptual Elena Aker queria que o desenho tivesse uma qualidade subtil e etérea, da mesma forma com que Remco conquistou o  mundial: "Neste ano, a direção do design do pacote gráfico de Campeão do Mundo concentrou-se no que é necessário para um atleta se destacar e se tornar mais do que apenas um competidor, mas um campeão e uma lenda." O quadro inclui o emblema de Campeão do Mundo no tubo superior. Além disso, o icónico "LEGENDS ARE BUILT NOT BORN" (as lendas constroem-se não nascem) está estampado nas escoras, refletindo o compromisso e o sacrifício que os atletas precisam para conseguir um Campeonato do Mundo. Preço Podes ver as características completas, o preço e inclusive encomendar este quadro aqui, no site da marca em Portugal: www.specialized.com/pt Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### Trek Fetch+ | Novas bicicletas elétricas de carga, o futuro da mobilidade urbana A Trek anunciou o lançamento da nova família de bicicletas Fetch+, que inclui dois novos modelos. Esta recente adição à sua gama de bicicletas elétricas e de mobilidade urbana tem como objetivo substituir o carro pela bicicleta, reduzindo a pegada ambiental dos utilizadores. Estas bicicletas elétricas de carga, estão desenhadas para transportar crianças, animais de estimação, mercearias, entre outros. Segundo a TREK, os dois modelos foram concebidos com funcionalidades úteis e que facilitam as viagens, como a unidade de transmissão da gama Bosch Cargo, com o seu sistema inteligente, que permite aos ciclistas utilizarem o seu smartphone como monitor Bosch e centro de informações. Fetch+ Lifestyle photography Ambos os modelos vêm munidos de descansos robustos e fáceis de usar, que mantêm a bicicleta na vertical enquanto esta carrega ou descarrega, e avanços e espigões de selim ajustáveis, para se adaptarem facilmente a cada ciclista. A Nova Fetch+ 2 A Fetch+ 2 é a bicicleta TREK elétrica de carga longtail, com um quadro de bicicleta tradicional que é apenas um pouco mais longo para acomodar melhor duas crianças e carga extra. Dispõe de um porta-bagagens traseiro que pode acomodar dois assentos de criança e pousa-pés, para cobrir a roda traseira. Esta bicicleta elétrica de carga pode também ser equipada com alforges dianteiros e traseiros e guarda-lamas, para uma maior capacidade de carga e para que possa enfrentar todas as condições meteorológicas. Os alforges dianteiros e traseiros e os guarda-lamas estão também disponíveis em quatro opções de cor, que permitem aos utilizadores personalizar as suas bicicletas de acordo com o seu estilo pessoal. Os ciclistas vão poder também optar pelo Pacote Família Trek para adicionar mais funcionalidades, como por exemplo uma barra safari para fixar as mãos, almofadados dos assentos para melhor amortecimento e encostos almofadados para um maior conforto. A Nova Fetch+ 4 A Fetch+ 4 é a bicicleta elétrica de carga da marca norte-americana e apresenta uma caixa dianteira de grande dimensão na qual poderá levar crianças, carga e mais. Fetch+ Lifestyle photography Esta bicicleta é, segundo a TREK, perfeita para substituir o carro e tem a capacidade de levar até cinco crianças e muita carga. Vem com dois assentos já instalados na caixa, que incluem arnês e fivelas para segurança adicional. Também será possível adicionar um banco corrido na dianteira da Fetch+ 4 para aumentar a capacidade de carga ou uma cadeira de criança para os passageiros mais pequenos. A Fetch+ 4 apresenta um robusto sistema de direção por cabo para um melhor manuseamento e para uma navegação mais fácil em curvas apertadas. Para além disso, quando o tempo está mais instável, os ciclistas podem adicionar uma capa, que permite cobrir a caixa dianteira, ficando assim, protegidos da chuva. Os ciclistas vão poder também utilizar o porta-bagagens traseiro MIK HD para instalar uma cadeira de criança adicional ou outros acessórios, como alforges personalizáveis.  As novas bicicletas Fetch+ 2 e Fetch+ 4 estão disponíveis através da rede de distribuidores Trek, podes ver aqui uma loja perto de ti: rede de distribuidores Trek. ### No carro da equipa Tudor Pro Cycling Team - A loucura dos abastecimentos O TopCycling.pt com Luís Beltrão, entrou no carro da equipa Tudor Pro Cycling Team e acompanhou os abastecimentos durante uma etapa da Volta ao Algarve. Todos os pormenores logísticos e a metodologia de trabalho da equipa escalão Pro Team da Suíça para conseguir estar no sítio certo à hora certa durante uma etapa no nosso vídeo. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=PKRp-XfaJKU&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### 49.ª Volta ao Algarve – Etapa 5 Daniel Martínez (INEOS) é o grande vencedor da 49.ª edição da Volta ao Algarve. O ciclista colombiano de 26 anos é o sucessor de Remco Evenepoel, após o contrarrelógio de 24,4 quilómetros cronometrados, em Lagoa, que se revelaram decisivos nas contas finais da corrida. Stefan Küng (Groupama-FDJ), foi o melhor do dia, com o registo de 29:34 minutos, superirorizando-se a Rémi Cavagna (Soudal-QuickStep), segundo, a quatro segundos, e a Filippo Ganna (INEOS), terceiro, a 10 segundos. https://twitter.com/topcycling_pt/status/1627331831845605382?s=20 Rémi Cavagna, segundo classificado e uma das surpresas do dia, mostrou-se satisfeito com o primeiro teste da temporada. https://twitter.com/topcycling_pt/status/1627328905735507970?s=20 Nas contas finais da classificação geral, Daniel Martínez conquisto a mítica ‘Algarvia’ com dois segundos de vantagem sobre Filippo Ganna (INEOS) seu colega de equipa, que foi segundo classificado, enquanto Ilan Van Wilder (Soudal-QuickStep), ficou no último lugar do pódio, a 15 segundos. Dois portugueses no top 10 final João Almeida (UAE Emirates) acabou como melhor português, terminando em sexto lugar da geral, a 40 segundos de Martínez. O ciclista português de 24 anos conseguiu hoje o décimo terce melhor tempo do dia, marca insuficiente para garantir uma melhor posição na geral, quando tudo apontava a isso. Já Rui Costa (Intermarché-Wanty-Circus) fecha o top 10 da geral. Aos 36 anos de idade, Rui Costa confirmou o grande momento de forma que atravessa, deixando uma marca muita positiva nesta 49.ª edição da Volta ao Algarve. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=XpHdqxJi98Y Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Stefan Küng Groupama-FDJ29:3402Remi Cavagna Soudal Quick-Step+ 0403Filippo Ganna INEOS Grenadiers+ 1004Daniel Martinez INEOS Grenadiers+ 1605Tobias Foss Jumbo-Visma+ 2906Thymen Arensman INEOS Grenadiers+ 3207Ilan Van Wilder Soudal Quick-Step+ 4908Bauke Mollema Trek-Segafredo+ 5609Nils Politt BORA-hansgrohe+ 01:0310Rune Herregodts Intermarché-Circus-Wanty+ 01:03 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Daniel Martinez INEOS Grenadiers20:00:2602Filippo Ganna INEOS Grenadiers+ 0203Ilan Van Wilder Soudal Quick-Step+ 1504Tobias Foss Jumbo-Visma+ 2205Stefan Küng Groupama-FDJ+ 2606Joao Almeida UAE Team Emirates+ 4007Tom Pidcock INEOS Grenadiers+ 4808Bauke Mollema Trek-Segafredo+ 4909Magnus Cort EF Education-EasyPost+ 5510Rui Costa Intermarché-Circus-Wanty+ 01:06 Na memória ficam cinco dias de grandes momentos de ciclismo Cai assim o pano sobre mais uma edição desta grande prova que é a Volta ao Algarve. Foram cinco dias de grandes momentos de ciclismo, em que o público português teve a possibilidade de ver alguns dos melhores ciclistas da atualidade a percorrer as estradas nacionais. Em 2024 a Volta ao Algarve atingirá uma marca redonda, com a sua 50.ª edição, prometendo, uma vez mais, mais uns bons dias do melhor ciclismo que há. As estradas algarvias esperam por mais e melhor em 2024! Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 49.ª Volta ao Algarve - João Almeida inicia contrarrelógio às 15.11 horas Já está na estrada o contrarrelógio final da 49.ª edição da Volta ao Algarve. Na derradeira etapa da prova algarvia, o pelotão tem pela frente um contrarrelógio de 24,4 quilómetros cronometrados, em Lagoa, que serão decisivos paras as contas finais da corrida. João Almeida que terminou o dia de ontem em terceiro da geral, a sete segundos do líder Thomas Pidcock (INEOS), sairá hoje para a estrada às 15.11 horas. O ciclista português será o antepenúltimo ciclista a sair para a estrada e tem a vitória final da prova em aberto. Embora Pidcock lute pela vitória, as características de João Almeida perspetivam um bom desfecho. Os sete segundos de desvantagem para o líder da geral não são motivo de preocupação para o ciclista português de 24 anos, tendo em conta as caraterísticas da etapa de hoje, em que é normalmente forte. Filippo Ganna (INEOS), embora seja nono da geral, a 31 segundos do líder, é um especialista em contrarrelógio e igualmente um nome a ter em conta também no dia de hoje. Já falta pouco para conhecermos o vencedor final desta 49.ª edição da Volta ao Algarve. Os amantes portugueses da modalidade estão atentos à prestação de João Almeida, acreditando que este poderá suceder a Remco Evenepoel como vencedor da mítica 'Algarvia'. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### 49.ª Volta ao Algarve - Etapa 4 Thomas Pidcock (INEOS) foi o destaque do dia ao triunfar no alto do Malhão, cumprindo os 177,9 quilómetros da etapa que teve início em Albufeira em 04:28:39 horas. O ciclista britânico de 23 anos conseguiu impor-se no duelo com o português João Almeida (UAE Emirates), que foi segundo do dia, a apenas um segundo, vencendo a quarta e penúltima etapa da 49.ª edição da Volta ao Algarve. Camisola amarela mudou de dono Thomas Pidcock ‘roubou’ assim a camisola amarela a Magnus Cort (EF Education-Easy Post), que hoje cedeu na reta final da etapa, sendo 17.º classificado do dia, com 43 segundos de atraso. Pidcock já tinha avisado que queria vencer uma etapa em solo algarvio, algo que hoje confirmou. https://twitter.com/topcycling_pt/status/1626980338638397441?s=20 Contas feitas à geral o ciclista britânico é agora líder com cinco segundos de vantagem sobre Ilan Van Wilder (Soudal Quick-Step) e sete segundos para João Almeida (UAE Emirates), respetivos segundo e terceiro classificados. Rui Costa cedeu no final e baixou na geral Rui Costa (Intermarché-Wanty-Circus) que partiu para esta etapa como vice-líder da geral, esteve sempre no grupo da frente, mas cedeu nos derradeiros instantes da subida final ao alto do Malhão, sendo assim 11.º do dia, baixando para sexto da geral, a 22 segundos de Pidcock. João Almeida com caminho aberto para conquistar a prova Depois da prestação de hoje, João Almeida parece caminho aberto para conquistar a prova. Embora Pidcock lute pela vitória, as características de João Almeida perspetivam um bom desfecho. Os sete segundos de desvantagem para o líder da geral não são motivo de preocupação para o ciclista português de 24 anos, tendo em conta que amanhã é dia do contrarrelógio final, um tipo de etapa em que é normalmente forte. Centrando atenções nos contrarrelogistas a ter em atenção para amanhã, surge Filippo Ganna (INEOS), embora este seja nono da geral, a 31 segundos do líder, tendo assim João Almeida margem razoável para gerir. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=E_K2p8E7iNw Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Tom Pidcock - INEOS Grenadiers04:28:3902Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 0103Ilan Van Wilder - Soudal Quick-Step+ 0504Sergio Higuita BORA-hansgrohe+ 0505Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 1006Daniel Martinez - INEOS Grenadiers+ 1007Oscar Onley - Team DSM+ 1408Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 2009Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 2010Filippo Ganna - INEOS Grenadiers+ 2011Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 20 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Tom Pidcock - INEOS Grenadiers19:30:1302Ilan Van Wilder - Soudal Quick-Step+ 0503Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 0704Sergio Higuita - BORA-hansgrohe+ 1705Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 2006Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 2207Daniel Martinez - INEOS Grenadiers+ 2208Magnus Cort - EF Education-EasyPost+ 2709Filippo Ganna - INEOS Grenadiers+ 3110Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 32 Classificações completas aqui disponíveis. Lagoa será palco do contrarrelógio final A Volta ao Algarve 2023 tem amanhã a derradeira etapa desta 49.ª edição, com os ciclistas a terem pela frente um contrarrelógio individual, com 24,4 quilómetros cronometrados, que serão decisivos paras as contas finais da corrida. Amanhã cumpre-se o último de cinco dias de grandes momentos de ciclismo em solo algarvio, com o cariz especial do público português poder vir a assistir a coroação de um ciclista nacional como o grande vencedor final. Referimo-nos, obviamente, a João Almeida que amanhã vai ter milhares de portugueses a torcer por uma boa prestação. Vamos aguardar pelo desfecho, mas uma coisa é certa, ao longo dos últimos dias a Volta ao Algarve voltou a demonstrar o porque de ser considerada como uma das grandes provas de pré-temporada. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Entrámos na Tudor Pro Cycling Team - Como preparam os abastecimentos dos ciclistas O TopCycling.pt com Luís Beltrão, entrou na equipa Tudor Pro Cycling Team para ver e mostrar como preparam os abastecimentos dos ciclistas para as etapas. Todos os pormenores Que tipo de bebidas isotónicas utilizam Quantidades de hidratos em cada bidom Como fazem os rice cakes caseiros As funções dos massagistas, além de fazer massagens Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=whERgML8qX0&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### 49.ª Volta ao Algarve - Etapa 3 Magnus Cort (EF Education-Easy Post) voltou hoje a destacar-se na 49.ª edição da Volta ao Algarve, vencendo a etapa e repetido assim o feito de ontem. O ciclista dinamarquês de 30 anos completou os 203,1 quilómetros da ligação entre Faro e Tavira com o registo de 05:05.14 horas, batendo sobre a linha da meta Filippo Ganna (INEOS) e Jordi Meeus (BORA-hansgrohe), respetivos segundo e terceiro classificados. Magnus Cort integrou um restrito lote de quatro atletas, onde estava o português Rui Costa (Intermarché-Wanty-Circus), que assumiram a frente da corrida quando faltavam cerca de 20 quilómetros para o final da etapa, sendo apenas alcançados pelo pelotão já muito perto da meta, fase em que Magnus Cort surpreendeu tudo e todos com um ‘sprint’ vitorioso. Ciclistas portugueses continuam em grande plano Direitos da imagem: Photo News Dentro do pelotão da mítica ‘Algarvia’ são vários os portugueses em bom plano. O maior destaque deste momento recai em Rui Costa. Aos 36 anos continua a realizar um grande início de temporada. Ainda hoje voltou a demonstrar isso, disputando a vitória na etapa até muito perto da meta, prova disso o sétimo lugar obtido. Rui Costa é agora vice-líder da geral, a 18 segundos de Magnus Cort, e com dois segundos de vantagem sobre o terceiro classificado Ilan Van Wilder (Soudal-QuickStep). Centrando agora atenções nos portugueses da UAE Emirates, hoje Rui Oliveira foi sétimo na etapa, enquanto que João Almeida terminou no 42.º lugar, ambos integrados no pelotão, com Almeida a fechar agora o top da classificação geral, a 28 segundos da liderança. Nota ainda de destaque para Iúri Leitão (Caja Rural-Seguros RGA) e Rodrigo Caixas (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), respetivos 21.º e 28.º classificados. Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=ejDmwErGwUs Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Magnus Cort - EF Education-EasyPost05:05:1402Filippo Ganna - INEOS Grenadiers+ 0003Jordi Meeus - BORA-hansgrohe+ 0004Paul Penhoët - Groupama-FDJ+ 0005Valentin Madouas - Groupama-FDJ+ 0006Rui Oliveira - UAE Team Emirates+ 0007Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 0008Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 0009Edward Theuns - Trek-Segafredo+ 0010Lewis Askey - Groupama-FDJ+ 00 Top 10 classificação final POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Magnus Cort - EF Education-EasyPost15:01:1802Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 1803Ilan Van Wilder - Soudal Quick-Step+ 2004Valentin Madouas - Groupama-FDJ+ 2605Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 2606Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 2607Filippo Ganna - INEOS Grenadiers+ 2708Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 2809Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 2810Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 28 Classificações completas aqui disponíveis. Alto do Malhão à vista Amanhã, sábado, disputa-se a 4.ª e penúltima etapa desta 49.ª edição da Volta ao Algarve. Para o dia que antecede o contrarrelógio final em Lagoa, o pelotão terá pela frente uma etapa que se adivinha dura, na ligação entre Albufeiro e o alto do Malhão, num traçado com um total de 177,9 quilómetros, que obrigará os principais candidatos à vitória final a colocar todas as fichas em cima da mesa. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Specialized anuncia manutenção gratuita anual dos amortecedores Brain durante 3 anos A Specialized anunciou que irá oferecer nos próximos três anos um serviço de manutenção gratuita anual a todos amortecedores Brain do modelo Epic das épocas de 2018 a 2023, independentemente da data de compra. Isto irá permitir que os utilizadores realizem o programa de manutenção recomendado para o Brain sem custos. Três anos Três manutenções é a proposta da marca para este serviço gratuito para o utilizador, uma campanha que estará vigente até dia 1 de fevereiro de 2026.  Esta iniciativa vem acrescentar à extensão adicional do plano de Manutenção Gratuita de dois anos do amortecedor Brain Epic MY21, que a Specialized oferecia até agora. Como aceder ao programa de manutenção Para aceder a este programa, a Specialized recomenda que o utilizador registe a sua bicicleta em Specialized.com e mantenha a fatura original de compra. Este documento deve ser incluído com o pedido de serviço apresentado. Esta documentação não é necessária para se aceder à manutenção e pode ser solicitada pelo proprietário original, bem como pelos utilizadores posteriores. Se um amortecedor tiver peças danificadas devido à não realização de manutenção nos intervalos recomendados ou à manipulação, quaisquer peças adicionais necessárias para a manutenção serão da responsabilidade do utilizador. Intervalos de manutenção recomendados Epic MY18/19/20 - Manutenção do amortecedor: A cada 200 horas ou anualmente, o que venha antes. Epic MY21/22/23 - Manutenção do amortecedor: A cada 250 horas ou anualmente, o que venha antes. Podes encontrar mais informações aqui, no site da marca em Portugal: www.specialized.com/pt ### 49.ª Volta ao Algarve - Etapa 2 Magnus Cort (EF Education-Easy Post) foi o mais rápido a alcançar o Alto da Fóia na 2.ª etapa da 49.ª edição da Volta ao Algarve. O ciclista dinamarquês de 30 anos completou os 186,3 quilómetros entre Sagres e o alto da Fóia, em 5:07.05 horas, superiorizando-se no ‘sprint’ final a Ilan Van Wilder (Soudal-QuickStep), que se precipitou nos festejos, e ao português Rui Costa (Intermaché-Circus-Wanty), respetivos segundo e terceiro classificados. Com a vitória de hoje, Magnus Cort é agora o novo camisola amarela da ‘Algarvia’, com quatro segundos de vantagem sobre Van Wilder e seis sobre Rui Costa. Dois portugueses no top 10 No top 10 da classificação geral constam dois ciclistas portugueses, falamos de Rui Costa ((Intermaché-Circus-Wanty) e João Almeida (UAE Emirates), ambos com aspirações à vitória final da prova. Rui Costa era no final da etapa um homem satisfeito com a prestação registada no dia de hoje. Já em relação à luta pela vitória final na prova, mostra-se cauteloso, indicando o contrarrelógio do último dia, como algo que o possa vir a prejudicar. https://twitter.com/topcycling_pt/status/1626270523947622401?s=20 Neste momento, Rui Costa está melhor posicionado, na terceira posição a apenas seis segundos do topo da geral, enquanto que João Almeida é nono classificado, a doze segundos, isto depois de uma etapa em que ambos chegaram à linha da meta, integrados no grupo da frente, apresentando uma boa frescura física, relativamente a outros nomes sonantes do pelotão que não aguentaram o ritmo. Quanto a João Almeida, líder da UAE Emirates, revela estar a sentir boas sensações até ao momento e apesar de prometer lutar pela vitória final, destaca o elevado nível do pelotão presente nesta Volta ao Algarve. https://twitter.com/topcycling_pt/status/1626265706005250048?s=20 Vídeo resumo https://www.youtube.com/watch?v=bGzDI2HAzEk Top 10 etapa POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Magnus Cort EF - Education-EasyPost05:07:0502Ilan Van Wilder - Soudal Quick-Step+ 0003Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 0004Valentin Madouas - Groupama-FDJ+ 0005Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 0006Rune Herregodts - Intermarché-Circus-Wanty+ 0207Nicola Conci Alpecin-Deceuninck+ 0208Tom Pidcock - INEOS Grenadiers+ 0209Kevin Vermaerke - Team DSM+ 0210Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 02 Top 10 classificação geral POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Magnus Cort - EF Education-EasyPost09:56:2002Ilan Van Wilder - Soudal Quick-Step+ 0403Rui Costa - Intermarché-Circus-Wanty+ 0604Jai Hindley - BORA-hansgrohe+ 1005Valentin Madouas - Groupama-FDJ+ 1006Tobias Foss - Jumbo-Visma+ 1207Bauke Mollema - Trek-Segafredo+ 1208Nicola Conci - Alpecin-Deceuninck+ 1209Joao Almeida - UAE Team Emirates+ 1210Sergio Higuita - BORA-hansgrohe+ 12 Amanhã pelotão enfrenta tirada mais longa da prova Amanhã, sexta-feira, é dia da etapa mais longa da presente edição da Volta ao Algarve, com o pelotão a ter pela frente um total de 203,1 quilómetros, na ligação entre Faro e Tavira, num traçado que contempla duas contagens de terceira categoria ainda primeira parte do percurso. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Mostramos o camião oficina da equipa Trek-Segafredo Durante a Volta ao Algarve 2023, Luís Beltrão e o TopCycling mostram o camião oficina que dá apoio à equipa do World Tour Trek-Segafredo. Neste camião existe todo o material de reposição para as bicicletas da equipa, equipamento para se trocar de acordo com a tipologia de cada etapa, as várias bicicletas de cada ciclista (cada ciclista tem 3 bicicletas), assim como toda a ferramenta e equipamento de oficina para os mecânicos fazerem a manutenção das bicicletas. É a "Box de Fórmula 1" da equipa Trek-Segafredo. Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=kUn5z8JYo6g&t= Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube, Instagram, Twitter e Facebook. ### 49.ª Volta ao Algarve - Etapa 1 Alexander Kristoff (Uno-X) é o primeiro camisola amarela da 49.ª edição da Volta ao Algarve. O ciclista norueguês de 35 anos venceu hoje, ao ‘sprint’ a etapa inaugural da mítica ‘Algarvia’. Alexander Kristoff completou os 200,2 quilómetros da ligação entre Portimão e Lagos com o tempo de 4:49.25 horas, superiorizando-se no ‘sprint’ final a Jordi Meeus (Bora-hansgrohe) e a Soren Warenskjold (Uno-X), respetivos segundo e terceiro classificados. Kristoff beneficiou ainda de bonificações, liderando assim a classificação geral com quatro segundos de avanço sobre os concorrentes diretos. João Almeida e Rui Costa chegam integrados no pelotão Os portugueses João Almeida (UAE Emirates) e Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) realizaram uma etapa regular, alcançando a meta integrados no pelotão, nos respetivos 53.º e 57.º lugar, com o mesmo tempo do vencedor do dia. É nestes dois ciclistas que recaem as grandes esperanças numa boa classificação final no que diz respeito a ciclistas nacionais, no entanto, na etapa de hoje, houve vários atletas portugueses a chegar igualmente integrados no pelotão com destaque para Luís Mendonça (Glassdrive / Q8 / Anicolor), que foi 12.º classificado, Ivo Oliveira (UAE Emirates) que foi 17.º, e ainda, Iuri Leitão (Caja Rural - Seguros RGA), recém chegado dos Europeus de Pista, que foi 24.º. Top 10 POSPAÍSNOME - EQUIPATEMPO01Alexander Kristoff - Uno-X Pro Cycling Team04:49:2502Jordi Meeus - BORA-hansgrohe+ 0003Søren Wærenskjold - Uno-X Pro Cycling Team+ 0004Fabio Jakobsen - Soudal Quick-Step+ 0005Tom Pidcock INEOS Grenadiers+ 0006Pavel Bittner - Team DSM+ 0007Paul Penhoët - Groupama-FDJ+ 0008Natnael Tesfazion - Trek-Segafredo+ 0009Timo Kielich - Alpecin-Deceuninck+ 0010Edward Theuns - Trek-Segafredo+ 00 Classificações completas aqui disponíveis. Amanhã é dia do Alto da Fóia Amanhã, quinta-feira, sai para a estrada a segunda etapa, desta 49.ª edição da Volta ao Algarve, com o pelotão a ter pela frente um total de 186,3 quilómetros, num percurso com início em Sagres e com chegada marcada para o Alto da Fóia, conhecida zona de Monchique, por ser o ponto mais alto do Algarve e que contempla ainda uma contagem de montanha de primeira categoria. Por: Nelson Ferreira Subscreve a newsletter semanal para receberes todas as notícias e conteúdo original do TopCycling.pt. Segue-nos nas várias redes sociais Youtube , Instagram , Twitter , e Facebook. ### Já está na estrada a 49.ª edição da Volta ao Algarve A 49.º edição da Volta ao Algarve já está na estrada. A partir de hoje e até domingo, dia 19, estarão em solo nacional alguns dos melhores ciclistas da atualidade. A ‘Algarvia’, como muitos a denominam, é uma das principais provas de pré-temporada do calendário mundial e igualmente uma das mais destacadas do nosso país, ingredientes que justificam a presença de um elenco de luxo. Esse elenco é constituído por um total de 174 atletas em representação de 25 equipas, 12 pertencentes ao World Tour, que irão percorrer um total de 795 quilómetros, divididos em cinco etapas. Entre as estrelas que vão rolar nas estradas algarvias encontram-se 20 do top 100 mundial, um dos melhores registos de sempre da Volta. A luta para suceder a Remco Evenepoel, vencedor em 2022, promete ser feroz. Dentro do pelotão, surgem nomes como o do australiano Jai Hindley (BORA-hansgrohe), vencedor do Giro d’Italia, Geraint Thomas (INEOS Grenadiers), terceiro na Volta a França, Michal Kwiatkowski (INEOS Grenadiers), vencedor da Volta ao Algarve na última participação, em 2018, ou os companheiros de equipa Daniel Martínez, terceiro no Algarve em 2022, e Thymen Arensman, sexto na Vuelta do ano passado. Também há que contar com Sergio Higuita (BORA-hansgrohe), vencedor no Malhão em 2022, Gijs Leemreize e Sam Oomen (Jumbo-Visma), Mark Padun (EF Education-EasyPost) ou Jay Vine (UAE Team Emirates), que começou esta época muito forte, sagrando-se campeão australiano de contrarrelógio e vencendo a geral do Tour Down Under. Lista completa de inscritos aqui disponível. João Almeida e Rui Costa prometem espetáculo Dentro de todas as estrelas presentes, há duas que não podemos deixar de destacar, principalmente para os amantes portugueses da modalidade. Referimo-nos, obviamente, a João Almeida e Rui Costa, ciclistas lusos que prometem apimentar ainda mais o espetáculo Começando pelo ciclista da UAE Emirates, que surge na prova como líder da superpoderosa formação dos Emirados Árabes Unidos e com claras aspirações de lutar pela vitória. Aos 24 anos de idade, João Almeida está na fase crucial de uma carreira, que muitos consideram ter tudo para ser brilhante. O futuro encarregar-se-á de o confirmar, mas é já a partir de hoje que Almeida irá começar a apresentar o trabalho que tem vindo a desenvolver, cujo ponto alto estará agendado para o Giro d’Itália, a grande volta do circuito mundial que o português promete lutar pela vitória em 2023. Já Rui Costa, está a realizar um início de temporada fulgurante. Depois de seis anos na UAE Emirates, Rui Costa ingressou esta temporada na formação belga da Intermarché-Circus-Wanty, naquela que até agora se tem revela