Quem pode correr as Grandes Voltas em 2027? Análise à luta pelo top 30 do ranking

Quem pode correr as Grandes Voltas em 2027? Análise à luta pelo top 30 do ranking
Foto: A.S.O-Cxcling-Toni Baixauli

Com o final da época de ciclismo de estrada, chegou também ao fim a disputa pelo top 30 do ranking UCI, requisito mínimo para que uma equipa seja elegível para correr uma Grande Volta.

As 18 equipas que fazem parte do WorldTour têm acesso automático a todas as corridas da máxima categoria, em 2027, numa classificação que voltou a ser dominada pela UAE-Emirates, como podem consultar neste artigo.

No caso das ProTeam, esgrimiram argumentos desportivos ao longo do ano para finalizarem bem posicionadas no ranking e as três mais pontuadas conquistaram o acesso automático a todas as Grandes Voltas e demais corridas do WorldTour. É, ainda, chamativo, que estas estruturas de segunda divisão classificaram-se à frente de NSN, Groupama-FDJ e Picnic PostNL, todas de primeira divisão.

  • Pinarello-Q36.5 (12.ª no ranking)
  • Tudor (17.ª no ranking)
  • Cofidis (18.ª no ranking)

Com entrada automática nas clássicas do WorldTour temos ainda a Total Energie (21.ª do ranking), que se deve manter como ProTeam com o apoio da PARDUS, fabricante chinês de bicicletas, que assinou um acordo válido até ao final de 2029.

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Bryan Coquard somou 477 pontos só na Vuelta, onde ganhou uma etapa.
Foto: LNC/B. Bade

Cofidis no Giro muda o jogo

Após nos últimos anos a Cofidis ter optado por não participar no Giro, permitindo ao organizador ter um convite extra, em 2027, a equipa francesa já confirmou o regresso a Itália.

Isto faz com que apenas mais duas ProTeam possam participar e as três formações italianas de segunda divisão devem ter prioridade. Polti Visit Malta, Solution Tech-NIPPO-Rali e MBH Bank Ballan Telecom Fort vão discutir dois wildcards; recordemos que não há equipas italianas no WorldTour, pelo que as ProTeam dependem de um convite para correr o Giro de Itália.

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Samuele Zoccarato venceu a Volta à Sérvia para a MBH Bank.
Foto: Massimo Fulgenzi/Sprint Cycling Agency

Bardiani ficou fora do top 30 por 121 pontos

Pior é a situação da Bardiani, que desde a década de 1980 só falhou o Giro de Itália em 2009. Tata-se de uma estrutura que em 44 participações somou 27 vitórias em etapas e que vai ter que seguir a próxima edição desde a berma da estrada, já que ficou na 31.ª posição do ranking.

A batalha pelos pontos foi levada ao limite, já que a uma semana do fecho da época a Bardiani era 29.ª e quem estava fora do top 30 era a MBH Bank Ballan Telecom Fort, que in extremis somou 83 pontos por Alessandro Fancellu (80 graças ao 6.º posto no Giro del Veneto).

A 18 de outubro correu-se a última prova da época e a Bardiani ficou fora do top 30 por 121 pontos. Confiram a classificação da parte baixa da tabela:

  • Total Energie (21.ª no ranking)
  • Unibet Rose Rockets (22.ª no ranking)
  • Caja Rural-Seguros RGA (23.ª no ranking)
  • Burgos Burpellet BH (24.ª no ranking)
  • Polti Visit Malta (25.ª no ranking)
  • Solution Tech-NIPPO-Rali (26.ª no ranking)
  • Kern Pharma (27.ª no ranking)
  • MBH Bank Ballan Telecom Fort (28.ª no ranking)
  • Picnic PostNL (29.ª no ranking)
  • Euskaltel-Euskadi (30.ª no ranking)
  • Bardiani-CSF 7 Saber (31.ª no ranking)

Análise ao percurso do Tour de France 2027

Euskaltel-Euskadi em ação na Arctic Race da Noruega.
Foto: ARN/George Cherry

O milagre da Euskaltel-Euskadi

Após passar quase toda a época fora das 30 melhores equipas, a Euskaltel-Euskadi conseguiu salvar a situação sobre a buzina graças a uma estratégia que passou por correr em países pouco tradicionais, por exemplo, Argélia, Panamá e Hong Kong.

Só em outubro, os homens de laranja somaram 686 pontos, que se dividiram da seguinte forma: 368 nestes destinos exóticos e 318 em corridas italianas, francesas e belgas – onde é mais difícil pontuar pelo alto nível dos pelotões.

No caso da Bardiani, em outubro, correu maioritariamente em Itália, tirando Langkawi (Malásia) e Volta à Sérvia, uma decisão que pode ter um impacto económico enorme na estrutura sediada na região da Emília-Romanha.

O milagre da Euskaltel-Euskadi permite-lhe sonhar com um convite para a Vuelta a Espanha, na qual não participou este ano, mas onde o reforço estrela do projeto basco, Mikel Landa, venceu uma etapa.

Eurosport e HBO Max garantem Tour de France e Vuelta a España até 2032

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