Mundial Montreal 2026 | Demi Vollering coroa época fantástica com o arco-íris

Demi Vollering venceu no Mundial de Montreal, e sagrou-se campeã do mundo, na temporada em que também venceu o Giro e o Tour
Depois de uma luta titânica com Elisa Longo Borghini e Kasia Niewiadoma, Demi Vollering venceu no Mundial de Montreal, e alcança o seu primeiro campeonato do mundo de elites na estrada à oitava tentativa.
O pódio do Tour de France Femmes 2026 está de novo reunido, desta feita na América do Norte.
Um dia histórico também para a Seleção nacional, que pela primeira vez contou com três ciclistas nesta prova: Beatriz Roxo, Daniela Campos e Raquel Queirós foram as representantes das cores nacionais.
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Beatriz Roxo na fuga do dia
O penúltimo dia do Mundial de Montreal trouxe para a estrada uma das corridas mais esperadas da semana: a prova de estrada das elites femininas.
Depois de, em 2025, Magdeleine Vallieres ter surpreendido o mundo, e conquistado o campeonato do mundo com as cores do Canadá, em 2026 era Portugal a fazer história, e a trazer, pela primeira vez, três ciclistas para a prova de elites femininas: Beatriz Roxo, Daniela Campos e Raquel Queirós.
As cores nacionais foram destaque na fase inicial da competição. Num percurso que arrancava com com 60 km de plano antes da entrada no circuito de Montreal, Beatriz Roxo foi para a fuga do dia, e lá esteve, com a norueguesa Marte Berg Edseth, a norte-americana Natalie Quinn e a bulgara Gergana Stoyanova, praticamente até à corrida entrar na cidade que dá nome a esta edição dos Mundiais de ciclismo.
Já dentro do circuito, o primeiro destaque da corrida foi uma queda, onde esteve envolvida a portuguesa Daniela Campos, entre outros nomes como Paula Blasi, campeã da Vuelta, Femke de Vries, e a campeã em título Magdeleine Vallieres.
A 50 km do fim, já só rodavam 39 ciclistas no pelotão, que liderava a corrida. Pouco depois começavam as movimentações decisivas.

Países Baixos mostram as cartas
Com pouco mais de 50 km para o fim, Maeva Squiban atacou do pelotão, e isolou-se na frente, fazendo crescer gradualmente uma vantagem que chegou aos 0:45, e colocou pressão nas equipas que seguiam no perseguição.
10 km depois, na entrada da antepenúltima volta do circuito, os Países Baixos pegaram na corrida. Primeiro a ritmo, depois com um lead-out explosivo de Puck Pieterse, que partiu o grupo e estendeu a passadeira para o ataque de Demi Vollering: com 38 km para o fim, a líder neerlandesa tinha alcançado Squiban, e estava isolada na frente da corrida.
🚴🌈 | Met dank aan laatste helper Puck Pieterse plaatst Demi Vollering de aanval waar we allemaal op zaten te wachten! Ze is vertrokken! 🇳🇱 #Montreal2026
— Eurosport Nederland (@Eurosport_NL) September 26, 2026
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Atrás, um grupo com oito unidades formou-se rapidamente, onde seguiam nomes como Elisa Longo Borghini, Niewiadoma ou Marlen Reusser. Vollering atirou a vantagem para a casa dos 0:20, mas a diferença não cresceu muito mais.
O grupo perseguidor foi fechando os espaços, com ataques sucessivos entre as principais ciclistas que seguiam no grupo. A 16 km do fim, Longo Borghini e Niewiadoma voltaram à roda de Vollering, tal como fez Berthet pouco depois. Reusser era a última ciclista que ainda podia sonhar com o título, a 0:15 aquando a junção na frente.
Trio discute o ouro
Com Berthet já em dificuldades, Longo Borghini atacou à entrada da última volta do circuito, com 14 km para o fim. As rivais hesitaram e a italiana corria isolada, na frente, pela primeira vez nesta corrida. Entre jogos táticos, Vollering e Niewiadoma alcançaram a transalpina, que foi contra-atacada e viu-se distanciada da dupla da frente.
A 7 km do fim, a corrida atingia um dos pontos mais tensos: Longo Borghini perseguia a poucos segundos da dupla da frente, onde Vollering fazia a maior parte do trabalho. Reusser e Berther seguiam a 0:20 da frente, aparentemente já excluídas da luta pela vitória.
Com 4 km para o fim, numa das últimas rampas do dia, Niewiadoma tentou um derradeiro ataque para distanciar Vollering, mas a neerlandesa agarrou-se à roda da polaca. Ainda assim, a ofensiva teve o condão de fazer crescer a diferença para os dois grupos perseguidores. O ouro parecia entregue às duas da frente.
Enquanto Reusser se aproximava Longo Borghini, a dupla da frente seguia isolada até à reta da meta, para disputar a camisola do arco-íris ao sprint: A pouco mais de 150 metros do fim, Niewiadoma foi a primeira a lançar. Demi Vollering respondeu, e as duas seguiram lado até lado até que, um pouco antes da meta, a polaca esgotou as forças, sentou-se, para que a neerlandesa levantasse os braços e conquistasse, pela primeira vez sua carreira, o campeonato do mundo.
🚴🌈 | Demi Vollering is de nieuwe wereldkampioene! Ze doet het in Montreal niet solo, maar via de sprint telt net zo goed. Wat een triomf, de zoveelste! 🙌🧡 #Montreal2026
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Depois do Europeu, Vollering vai usar o arco-íris na próxima temporada. O coroar de uma época extraordinária, onde também venceu o Giro e o Tour, Liège-Bastogne-Liège, La Flèche Wallonne Femmes e a Ronde van Vlaanderen.
Atrás, Elisa Longo Borghini deixou todas as forças na estrada para terminar na terceira posição, e fechar o pódio das prova de elites femininas do Mundial de Montreal.
Vídeo resumo da corrida
Top 10 da corrida
| Posição | Ciclista | Equipa | Tempo |
|---|---|---|---|
| 1 | Demi Vollering | Países Baixos | 4:45:09 |
| 2 | Kasia Niewiadoma | Polónia | “ |
| 3 | Elisa Longo Borghini | Itália | +0:04 |
| 4 | Marlen Reusser | Suíça | +0:08 |
| 5 | Juliette Berthet | França | +0:39 |
| 6 | Puck Pieterse | Países Baixos | +1:36 |
| 7 | Célia Gery | França | +2:55 |
| 8 | Dominika Włodarczyk | Polónia | +4:16 |
| 9 | Franziska Koch | Alemanha | +5:48 |
| 10 | Maeva Squiban | França | +5:51 |