Radar Moreira | Cinco cadetes do ciclismo português em 2024

Radar Moreira | Cinco cadetes do ciclismo português em 2024

Retrospetiva da época de cadetes, com os atletas e as equipas que aparecem no Radar Moreira do ciclismo em 2024.

A época de cadetes encaminha-se para o final após a conclusão da Volta a Portugal e o Radar Moreira reuniu os talentos que mais brilharam no ciclismo nacional, em 2024.

À falta de que se corra o Troféu Alves Barbosa (13, 14 e 15 de setembro), olhamos para a temporada dos atletas com menos de 17 anos.

Desde logo um dado: à partida para a Volta a Portugal, em Almeirim, estiveram 190 jovens de 29 equipas (12 delas provenientes de Espanha). Boa notícia para o ciclismo.

A Alenquer/GDM/Anipura fez a festa na Volta a Portugal.
Créditos: FPC

Leonardo Garcia (Alenquer/GDM/Anipura)

Campeão da 16.ª Volta a Portugal de cadetes, rei dos trepadores e vencedor por pontos. Leonardo Garcia resolveu a prova “em casa”, na abordagem à meta volante de Alenquer, onde atacaram 10 corredores e a corrida se partiu.

A Alenquer/GDM/Anipura teve o atleta certo no momento certo. Leonardo Garcia ganhou na Serra de Montejunto e saltou da 9.ª à 1.ª posição; tirou a amarela a Gonçalo Costa e bateu o ciclista da Academia Efapel com quem já se tinha batido no Troféu Rui Costa.

“A etapa foi muito dura. Muitos ataques, toda a gente a tentar sair e um ritmo muito alto para uma etapa com tanto acumulado. Conseguimos vingar a fuga a 25 quilómetros do fim com alguma sorte, ganhámos tempo e depois o grupo partiu-se à entrada para Montejunto. Aí foi só chegar cá acima e ganhar. Estou todo dorido, mas muito feliz. Nem tenho palavras. Ganhar a Volta a Portugal de Cadetes é fantástico, um sonho tornado realidade”

Leonardo Garcia ao site da FPC.
Gonçalo Costa no Troféu Rui Costa. Créditos: Marcelo Lopes Photo

Gonçalo Costa (Academia Efapel)

É famalicense e tem sido orientado na Academia Efapel pelo conterrâneo Tiago Machado. Destacou-se como contrarrelogista esta época – além do título nacional venceu no Troféu Rui Costa e na Volta a Portugal.

Corredor completo: venceu ao sprint a Prova de Abertura de Cadetes – Volta ao Concelho de Cantanhede e na Volta a Portugal não terminou de amarelo por 0:11 segundos. Bem acompanhado ao longo da época por um bom bloco, como prova a dobradinha que a Efapel fez no GP João Almeida com David Luta e Gonçalo Costa.

Créditos: FPC

Dimas Mota (Landeiro/KTM/Matias & Araújo)

A equipa de Roriz, Barcelos, tem no brasileiro Dimas Mota um corredor interessante. Foi 3.º na Volta e ganhou a Taça de Portugal.

Dimas Mota venceu o GP Grândola e protagonizou uma grande disputa com Guilherme Ribeiro (Paredes/Fortunna) nas quatro corridas da Taça.

Junto com Afonso Falcão foi o destaque na formação barcelense. Nota para a dobradinha que fizeram no GP San Isidro – Troféu Blanco Villar, disputado em Espanha.

O ciclismo brasileiro tem-se reinventado e na Roriz Cycling Academy estão dois talentos a seguir. É curioso que dois atletas que correm longe de casa – Dimas Mota (cadetes) e Guilherme Lino (juniores) – tenham sido os campeões da Taça de Portugal.

Afonso Falcão bateu Rodrigo Jesus (Cantanhede Cycling/Vesam/RRMP) e Gonçalo Costa (Academia Efapel) nos Nacionais.
Créditos: FPC

Afonso Falcão (Landeiro/KTM/Matias & Araújo)

É o primeiro de dois cadetes de primeiro ano no radar. Afonso Falcão venceu o título nacional de fundo numa decisão a cinco onde se impôs a Rodrigo Jesus (Cantanhede Cycling/Vesam/RRMP) e Gonçalo Costa (Academia Efapel).

O ciclista de Braga tinha sido 5.º no contrarrelógio e saiu de Vila Franca de Xira com a camisola mais cobiçada do pelotão. Na Volta a Portugal mostrou boas pernas e foi o melhor cadete de primeiro ano fechando na 5.ª posição.

Créditos: FPC

Francisco Cardoso (CC Barcelos/AFF/Flynx/H.M. Motor/Segmento D´Época)

Mais um cadete de primeiro ano na lista, em parte pela grande vitória na IV Volta a Guijuelo, em Salamanca, pela seleção nacional. Portugal abriu a corrida de três dias começou com vitória de Portugal no contrarrelógio por equipas.

Deixamos que seja Francisco Cardoso a contar o desenlace da prova.

“Partimos para a última etapa com 1.º e 2.º, eu e o Guilherme Santos. Tivemos tudo perdido devido a uma fuga que nos pôs a corrida em causa, mas onseguimos virar as coisas devido a um enorme trabalho do Francisco Massa, do Simão Pedrosa e do Guilherme Ribeiro, nem consigo adjetivar o trabalho deles, foi brutal.”

Francisco Cardoso ao TopCycling.
O presunto de Guijuelo entregue a Francisco Cardoso gerou a cobiça no pódio da prova espanhola.
Créditos: FPC

Francisco Cardoso recebeu o nome do avô, presidente durante 40 anos do Centro Ciclista de Barcelos e que o levou nas primeiras voltas com três aninhos. A vitória em Espanha foi-lhe dedicada já que faleceu no ano passado.

As quedas estragaram o final da época, mas nem o azar o impediu de fechar top 20 na Volta a Portugal, na qual foi 2.º na Juventude. Noutro apontamento importante do ano, o tradicional Circuito de Santa Marta de Portuzelo, no Alto Minho, também foi 2.º atrás de Simão Pedrosa (Tensai/Sambiental/Santa Marta) que chegou isolado.

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